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CARLO ANCELOTTI, PAULO NORBERTO KOERICH, SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL, GOVERNO DE GASPAR, AS REDES SOCIAIS, A IMPRENSA, A TORCIDA E A OPINIÃO PÚBLICA. O QUE TODOS TÊM EM COMUM?

Três dias depois da partida entre o Brasil e o Marrocos pelo Mundial de Futebol da Fifa, nos Estados Unidos, uma corrida na imprensa e principalmente nas redes sociais, lendo, vendo e ouvindo as opiniões de técnicos, jogadores e craques brasileiros e mundiais, espantosamente há quase uma unanimidade rodriguiana (a do dramaturgo, escritor, cronista do futebol, torcedor apaixonado do Fluminense e jornalista pernambucano com alma carioca Nelson Falcão Rodrigues (1912/80).

É dele, por exemplo, a frase, “toda a unanimidade é burra“, como é também entre tantas outras como “o dinheiro compra até o amor verdadeiro” ou a melhor de todas, ao meu ver: “a criatura humana é cega para os próprios defeitos“.

O ícone como técnico multicampeão nos maiores times europeus, depois de ser um jogador aplicado, o italiano Carlos Ancelotti foi contratado sob longa espera para colocar a casa do futebol brasileiro em ordem. Entretanto, a panela da casa, bastidores e jogadores, é quem já está dominando e desmoralizando o técnico afamado.

Foi o que se viu na convocação final de dias atrás e na escalação de sábado passado. É o que está estampado não só na imprensa brasileira, mas a mundial para além dos corneteiros, fofoqueiros, desinformados, apaixonados clubísticos ou de jogadores de estimação, bem como os do futebol-sonho de sempre, pela mística de quem viu seleções memoráveis vencerem, como a de 1970 e outras que perderem de pé e fama, como a plástica de 1982, do saudoso Telê Santana.

Mas, o que isto tem a ver com política, Gaspar e Paulo Noberto Koerich, PL? Repondo: tudo. Ancelotti foi trazido para mudar e acabar com a nossa desorganização, a panelinha e construir um time vencedor com os melhores espalhados pelo mundo. Paulo, também.

Mas, antes do esperado, Ancelotti se abrasileirou e o resultado disso vimos no sábado. Está estampado em todas as formas de comunicação e análises. Antes do desastre final, é um aviso de advertência para se reconstruir com o que mal convocou. Em Gaspar, nada disso foi até aqui, passados 18 meses, diferente. Impressionante.

SEM TIME, SEM TÁTICA, SEM CRAQUE E SEM GOLS

Paulo, um afamado policial investigador de mais de 30 anos de carreira e que passou por todas as funções relevantes até chegar a ser secretário de Segurança, foi eleito para passar Gaspar a limpo, esclarecer as dúvidas do passado, do presente e mudar o jeito do atraso em que está metido a nossa cidade. 

Contudo, a velha panela, aquela que dizem que faz comida boa, mas só para alguns daqui, Blumenau e Florianópolis, o engoliu, até este momento, tanto que foi, segundo ele, “surpreendido” por operações policiais contra a corrupção que não deu causa. Elas, escandalosamente, pegaram gente empregada no seu governo e importada por ele, do que classificou de “carteis” e “esquemas” que dominavam Blumenau e se reuniam na “pedreira”, aqui em Gaspar. Avisado estava, mas pagou para ver e viu. E agora, Paulo está se desmoralizando ao invés de estar dando as cartas, apontando os pecadores e entregando resultados à cidade, cidadãos e cidadãs.

O adversário de Paulo é, por enquanto, é o próprio Paulo.  Ele reclama da imprensa, estranhamente, a mesma que não ainda se arrisca a mostrar o risco que corre o governo se continuar neste fingimento de que tudo o que acontece é fruto de fofocas, supostos adversários e gente que estaria longe do seu governo. Se olhar para dentro, Paulo verá que escolheu mal, não possui uma equipe, nele não há craques, como Vini Júnior que salvou o time torto e o pior resultado adverso de sábado para Ancelotti.

Ancelotti, mais calejado – e com apenas horas para tomar as rédeas do processo que parece ter perdido – vai admitindo que precisa reagir. Ancelotti e Paulo, no fundo, estão com a faca e o queijo na mão para se livrar dessas panelas velhas. Paulo continua resistente e passou a posar com crianças, idosos, festeiros e assinando papelinhos como não tivesse problemas mais sérios em ano de eleições gerais para lidar e reverter. Enquanto isso, Kleber Edson Wan Dall, Podemos, Luiz Carlos Spengler Filho, PP, Jean Alexandre dos Santos, PSD e Jorge Luiz Prucino Pereira, PSDB, estão agradecidos.

Sobre Ancelotti, vai ter que tirar coelhos da cartola do time que ele, ao que parece, mal escolheu levado ao erro pela poderosa panela de interesses da cartolagem e boleragem

Já por aqui, até a líder do governo Paulo, a também policial, a vereadora Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, já mandou dizer ao distinto público que reclama que o técnico eleito pelo povo por esmagadora maioria de 52,98% dos votos válidos em outubro de 2024, está convicto de que nada precisa ser melhorado.

Ela considera os comentários dos próprios pares, indevidos e da cidade, uma queixa menor. E até desclassifica o seu próprio líder, ao pedir nomes para trabalhar na prefeitura no lugar daqueles que supostamente não estão dando conta do recado, como não houvesse problemas ou gente mais capaz aqui em Gaspar. O que falta, de verdade e está na cara de todos, como aconteceu nas críticas a Ancelotti, quase dois anos depois do jogo ter começado em Gaspar é técnico, tática, organização, time, autoridade e gols. Simples assim! Muda, Gaspar!

TRAPICHE

A Comunicação do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, é impressionantemente ruim por três aspectos. O primeiro erro é que estamos na terceira titular da área em menos de um ano. Não há como se criar uma identidade com estas mudanças constantes. Só para comparar, Kleber Edson Wan Dall, Podemos, teve uma única da campanha de 2012, na campanha de 2016, nos oito anos de governo e na campanha de reeleição de 2020.

Segundo aspecto: no tempo de Inteligência Artificial parece que a comunicação do governo está no tempo de Gutemberg. Terceiro: tudo piora, reconheço, por falta de resultados, novidades, competência, marca e desafios o vácuo disso está ocupado por escândalos importados e zomba com a cidade, os eleitores e eleitoras, como a que fez a líder do próprio governo neste final de semana.

Uma leitora, publica na área de comentários; “incomodado com as críticas sobre a falta de transparência, o prefeito Paulo Koerich resolveu inovar: contratou, por inexigibilidade de licitação, uma consultoria “premium” para ensinar a Prefeitura de Gaspar a ser transparente“.

Isto está no contrato é da Inexigibilidade nº 61/2026, Processo Administrativo nº 77/2026, no valor de R$ 99.140,00, firmado com a empresa CR2 Consultoria em Tecnologia da Informação Ltda., CNPJ nº 23.792.525/0001-02, sediada em Belém, do Pará. Belém, do Pará? Sério? É ou não chamar a atenção para problemas que não existem e com gente muito bem especializada por aqui e no Centro Sul do país? Este é o desafio que Paulo Norberto Koerich, PL, se impõe contra ele mesmo: explicar o inexplicável que os próprios gasparense “espionam” nas estrelinhas do que se faz no escurinho dos gabinetes. Está mais uma vez, avisado.

Como observa a leitora no mesmo comentário: “a empresa que atua justamente no mercado de assessoria em transparência pública e na preparação de municípios para melhorar desempenho em avaliações, rankings e selos, entre eles o cobiçado Selo Diamante“. Credo! Transparência é tudo o que o governo de Paulo Norberto Koerich, PL. não demonstrou até agora. E não é com a cidade. Bastaria, por exemplo, responder, no tempo, e claramente, os requerimentos dos vereadores, inclusive os da própria base. Então não é uma empresa especializada de lá do Belém, do Pará, que vai resolver este tipo de assunto por esta montanha de dinheiro. Trata-se de comportamento.

Tem água demais neste angu. E precisava o governo de Paulo Norberto Koerich, PL ficar mais uma vez exposto? Além do que, sem time e sem resultados, para que comunicação depois de quase dois anos de governo e no ano em que tudo isso vai ser avaliado nas urnas nas eleições gerais? Paulo é um mau comunicador. A titular da comunicação virou garota propaganda do nada. Mas, o problema não está aí. Ela não tem nenhuma identificação nem com o governo, muito menos com a cidade, como tinha, por exemplo, o saudoso Júlio Carlos Schramm.

Faltam 15 dias para o Hospital Santo Antônio, de Blumenau, assumir a gestão do Hospital de Gaspar. Antes estava prometido para janeiro deste ano, passou para maio, depois junho e agora dia primeiro de julho, mesmo diante de tantas desconfianças sobre a sustentação jurídica desse processo. Mas, o verdadeiro problema é mais amplo na secretaria de Saúde onde se estabelece um silencioso caos.

Há uma longa fila de pacientes por consultas com médicos especialistas. Há na fila cerca de 4.500 pacientes doentes. Alguns deles, esta espera vem desde 2024, exatamente quando Paulo Norberto Koerich, PL, tomou posse. Na área de exames de imagens, laboratórios e fisioterapia é semelhante. Isto sem comentar as filas nos postinhos que começam a se formar diariamente nos postinhos as quatro horas da madrugada e às 7h30mim se saber que não há médico no postinho ou não há vaga para ser atendido. E aí se aumenta a fila e a agonia na Emergência do Hospital de Gaspar. Muda, Gaspar!

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4 comentários em “CARLO ANCELOTTI, PAULO NORBERTO KOERICH, SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL, GOVERNO DE GASPAR, AS REDES SOCIAIS, A IMPRENSA, A TORCIDA E A OPINIÃO PÚBLICA. O QUE TODOS TÊM EM COMUM?”

  1. A ELEIÇÃO E A LICENÇA PARA GASTAR, por Carlos Alberto Sardenberg, no jornal O Globo

    Os preços do diesel e da gasolina caíram em maio, na comparação com abril. É o que mostra o IPCA, índice oficial de inflação, medido pelo IBGE. Considerando apenas esses dados, se poderia dizer que deram certo as medidas do governo de zerar impostos e conceder subsídios aos combustíveis. Os consumidores deveriam estar satisfeitos, dando votos ao governante que distribuiu as bondades, no caso o presidente Lula. Será?

    Nessa junção de economia e política, as coisas nem sempre são o que parecem. Tome-se o caso do óleo diesel. Em maio, depois das medidas postas em prática pelo governo, o preço caiu exatos 2,34%. Ocorre que, nos meses anteriores, a alta havia sido bem maior — 13,90% em março, mais 4,46% em abril, acumulando quase 19%.

    O caminhoneiro, se notou a pequena queda de maio, estará mais convencido de que o diesel continua caro. O índice de inflação pode ter caído, mas o produto ainda é caro. E o governo federal gasta mais de R$ 30 bilhões em renúncia fiscal e pagamento de subsídios para agradar à categoria dos caminhoneiros, normalmente mais alinhada à direita.

    No caso dos subsídios à gasolina, os números são menores, mas o enredo é o mesmo. Preços em alta em março e abril, o governo se assusta e baixa medidas que levam a uma pequena queda em maio. O combustível continua caro. No total, essas medidas podem custar até R$ 40 bilhões, dependendo do período em que sejam aplicadas.

    Considerando as demais políticas aplicadas pelo governo — de aumento de gastos e concessão de crédito subsidiado —, o kit eleitoral para este ano já passa dos R$ 200 bilhões. E subindo. A mais recente medida prevê R$ 4 bilhões em crédito barato para entregadores de aplicativos comprarem motos. E não é certo que isso se traduza em votos. Mesmo porque há outros atores gastando.

    Senadores e deputados já não têm muita preocupação com a despesa pública. Quando veem Lula abusando do Orçamento com objetivos claramente eleitorais, encontram aí um bom motivo para buscar seu pedaço. Só na semana passada, o Congresso encaminhou a votação de bondades que podem custar outros R$ 200 bilhões aos cofres públicos.

    O governo reclama do que chama de “bomba fiscal”. Tem razão. Mas só parcialmente. Somando os gastos eleitorais do Executivo, só os mais recentes, mais as despesas previstas no Congresso, temos uma superbomba que passa dos R$ 400 bilhões. E tudo bem?

    Parece que nos acostumamos a esse tipo de coisa. Nas análises políticas e econômicas independentes, a gente sempre encontra a tese de que ano eleitoral é isso mesmo, um momento de gastança. Políticos, estejam no Executivo ou no Legislativo, na situação ou na oposição, parecem considerar um direito inalienável — esse de gastar dinheiro público para ganhar suas eleições. É ingenuidade esperar algum controle do Judiciário. Lá, eles estão mais preocupados com seus penduricalhos.

    Está aí o maior problema da economia brasileira: o desajuste fiscal, o crescimento da despesa sempre acima da receita. Todo ano, o Orçamento fecha no vermelho, obrigando o governo a tomar mais dinheiro emprestado para tapar os buracos. Resultado: a dívida pública já bate nos 80% do PIB, e subindo. Está muito acima dos países emergentes com grau de investimento concedido pelas agências de classificação de risco.

    O atual governo Lula tem aumentado seus gastos na faixa de mais de 5% ao ano, descontada a inflação. Um governo no vermelho e com dívida alta tem de pagar juros elevados para se financiar. Esse juro alto, como a taxa básica atual de 14,5%, torna-se referência para todo o mercado. E um empecilho ao crescimento sustentado.

    Em julho de 1994, o real entrou em circulação. E o Brasil se livrou da hiperinflação que nos assolava havia anos. Por um breve momento no governo FHC e no Lula 1, houve algum ajuste fiscal. Depois, tudo desandou. Verdade que houve um brevíssimo ajuste no governo Temer, mas foi um ponto fora da curva. E assim estamos hoje diante do maior desafio: equilibrar as contas públicas. Desgraçadamente, não há consenso político nessa direção.

  2. ANTIDEMOCRÁTICO É O STF, por Lygia Maria, no jornal Folha de STF

    “O STF determinou prazo de 60 dias para que plataformas digitais se adaptem para remover conteúdo ilegal postado por usuários.

    O julgamento se refere à lambança feita pela corte no Marco Civil da Internet, quando, em junho de 2025, reinterpretou o artigo 19 da lei de 2014 e passou por cima do Congresso ao estabelecer um rol de conteúdos criminososque devem ser removidos pelas plataformas sem necessidade de ordem judicial. Se as empresas não efetuarem a retirada, podem ser responsabilizadas.

    O Supremo inseriu crimes como racismo e “condutas e atos antidemocráticos”, categoria que não corresponde, nesses termos, a um tipo penal autônomo e que, justamente por isso, é descrita de forma vaga no acórdão com a expressão “que se amoldem” a crimes como abolição do Estado de Direito e golpe de Estado.

    A ilicitude de referentes linguísticos não é, ao contrário do que ocorre em outros tipos penais, um dado da realidade material. Um vídeo pornográfico com criança é patente violação ao ECA; já a crítica, mesmo virulenta, às urnas eletrônicas não necessariamente atenta contra o sistema eleitoral e, por consequência, contra a democracia.

    O nível de subjetividade da interpretação é bastante elevado, o que gera controvérsias até mesmo em casos individuais na Justiça. Imagine, então, quando tal tarefa for realizada de modo massivo por empresas privadas passíveis de responsabilização. Não considerar o risco de censura a granel e de incitação à autocensura é, assim, um disparate.

    O argumento de que o usuário pode recorrer à Justiça não se sustenta. Os custos do processo, a retirada das postagens e o efeito inibidor na comunicação pública já minam a liberdade de expressão.

    Ademais, o próprio Supremo interpreta o tema de forma autoritária, com ministros alegando que críticas à corte e aos seus membros configuram ataque ao Estado democrático de Direito —o inquérito das fake news se sustenta nessa premissa.

    Se há conduta antidemocrática aqui, é a do STF, que infringe a separação dos Poderes e judicializa o debate público de ideias.”

  3. CIRCULA NAS REDES SOCIAIS ESTA SUPOSTA ENTREVISTA COM O EX-CRAQUE RIVELINO (Corinthians e Fluminense)

    repórter :
    ” Rivelino …tu tens assistido os jogos da Seleção ? ”

    Rivelino :
    ” tentei …mas só vi uns 10 minutos e desliguei a TV.”

    Repórter :
    ” Rivelino …se aquela Seleção da Copa de 70 jogasse contra a atual , quanto seria o placar ?”

    Rivelino responde :
    ” Seria 1 X 0 pra nós…ou 2 x1 …por aí . ”

    Repórter :
    ” Mas só isso?”

    Rivelino :
    ” Você tem que ver o seguinte – o Pelé já morreu e nós estamos com mais de 80 anos .”

  4. OPERAÇÃO EM SP EXPÔS INFILTRAÇÃO DO CRIME ORGANIZADO NO ESTADO, editorial do jornal O Globo

    Uma operação policial deflagrada na semana passada em São Paulo expôs mais uma vez o grau assustador de infiltração do crime organizado no Estado. A ação prendeu um chefe de investigação da Polícia Civil em Campinas (SP), Maurício Aparecido de Oliveira, um ex-estagiário do Ministério Público paulista, Gabriel Lira de Jesus, e um ex-policial civil, cujo nome não foi divulgado.

    As prisões são desdobramentos de duas operações. A Pronta Resposta, de agosto do ano passado, investigava planos do PCC para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual. A Off White, de outubro, teve como objetivo acabar com um esquema de lavagem de dinheiro operado por dois traficantes vinculados ao PCC. Quando as operações ocorreram, Oliveira ocupava a chefia da Delegacia de Investigações de Entorpecentes (Dise) de Campinas, e Lira de Jesus trabalhava numa promotoria criminal da cidade, atuando em conluio com o ex-policial civil.


    As investigações flagraram um encontro entre Oliveira e José Ricardo Ramos, acusado de ser o responsável pela execução do plano para matar o promotor, frustrado pelas autoridades. Identificado como empresário, Ramos ocupava posição-chave na estrutura financeira do PCC.
    O Gaeco ainda apura os assuntos tratados na conversa. Quer saber se, além do plano de assassinato, o encontro serviu para dar sequência a uma tentativa de extorsão implicando Jesus, acusado de ter usado seu acesso a inquéritos policiais para identificar criminosos do PCC de grande poder econômico para chantageá-los. Cobrava propina em troca da promessa de não encaminhar denúncias ao Gaeco. Um traficante do PCC preso no ano passado denunciou a extorsão (R$ 500 mil em troca da proteção).

    Jesus, segundo a investigação, contava com a ajuda de agentes corruptos para obter acesso a sistemas restritos. Um deles era o ex-policial civil também preso, que havia sido expulso da corporação, acusado de sequestro e pedido de resgate. De acordo com o Gaeco, foi ele quem intermediou o encontro entre Oliveira e o representante do PCC. As investigações identificaram um policial penal que também ajudou Jesus na consulta a bancos de dados para escolher seus alvos. As extorsões eram praticadas por meio da infraestrutura de um escritório de advocacia.

    Diante da fragilidade das barreiras de proteção dos órgãos de segurança contra a infiltração de criminosos, o Estado tem de atuar em várias frentes. A mais óbvia é ser mais rígido na escolha de seus servidores, para evitar o oportunismo dos corruptos. Enquanto combate o crime organizado usando ferramentas de inteligência financeira, também precisa se resguardar para impedir que agentes do crime atuem nas polícias, nos MPs e na Justiça, como infelizmente tem ocorrido com frequência assustadora. A contaminação de instituições de segurança pública pela criminalidade saiu do campo do risco e das probabilidades e se tornou uma realidade aterradora.

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