Pesquisar
Close this search box.

AUDITORES DO TRIBUNAL DE CONTAS ESTÃO EM GASPAR ESPREMENDO OS “ÇÁBIOS” DO GOVERNO KLEBER QUE INVENTARAM A TAL “FÁBRICA” NO GINÁSIO GILBERTO SABEL E QUE CUSTOU R$2,2 MILHÕES.  DINHEIRO DO FIA – FUNDO DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA – E QUE NÃO SERIA PERMITIDO PARA ISTO

Este assunto só pretendia comentar aqui após a saída dos auditores. Mas, como eles vão ficar até sexta-feira, mudei de ideia. É que até agora, a imprensa não deu nada. Normal. Até quando a notícia favorece ao atual governo, a comunicação dele falha.

Auditores técnicos do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina armaram acampamento esta semana em Gaspar. Eles estão vasculhando a forma e os números que permitiram ao ex-prefeito Kleber Edson Wan Dall, eleito no MDB (2017/24) e hoje no Podemos, bem como aos seus secretários de Educação, Emerson Antunes, PSD, o jornalista vindo de Blumenau e dono da pasta onde tudo foi estruturado, junto com o secretário de Assistência Social, o suplente de vereador, Antônio Salésio (Nei) da Conceição, PP, responsável pela gestão do FIA – Fundo da Infância e Adolescência, conceberam a tal “Fábrica” no Ginásio Gilberto Sabel, ao lado do João do Ginásio João dos Santos.

A “Fábrica” está fechada. Ela foi aberta em plena corrida eleitoral do ano de 2024 e ao fim do governo de Kleber. Ela custou R$2,2 milhões de recursos do FIA – Fundo da Infância e Adolescência – feita na sua maioria por renúncia fiscal de pessoas físicas e jurídicas, num sistema legal de doação aos que possuem Imposto de Renda a pagar. O Ministério Público que fiscaliza os atos da Infância e Adolescência em Gaspar já tinha encontrado defeitos nesta jogada de Kleber, Emerson e Salésio. Agora, chegou a vez do Tribunal de Contas.

Só para lembrar, Kleber teve há duas semanas as suas contas de 2024 aprovadas pela Câmara de Gaspar.

Diante de tantas irregularidades apontadas à época quando fez a lição da transição, a secretária de Assistência Social do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, Neusa Pasta Filizetti, PL, vinda de Blumenau, brecou tudo para não colocar o seu CPF sob suspeita. E foi acompanhada pela secretária de Educação, Andreia Symone Zimmermann Nagel, PL. Andreia ainda tentou encontrar saídas com seu staff, mas foi orientada a não insistir em algo bem complicado.

O mau resultado da esperteza, aquela que come o dono, começou a aparecer. E virá uma atrás da outra. Além do MP, agora está o TCE aqui, ouvindo os antigos “criadores da “Fábrica”, bem como os que a fecharam por defeitos insanáveis.

O que pega? Este dinheiro do FIA não podia ser usado no projeto, constituição e sustentação da “Fábrica”. Não há previsão legal. Simples assim. Foi desvio da função.

Como surgiu a “Fábrica”? Da aproximação do governo de Kleber com o caro Google for Education e uma necessidade na corrida contra um erro estratégico bem como à necessidade de colocar as escolas municipais no mundo digital. Antes veio a propaganda e os negócios. Depois a realidade, a educação e a legalidade.

Dois anos antes Kleber montou, para a propaganda contra os defeitos de aprendizado e maus Idebs dos estudantes gasparenses, um Centro Digital chamado de “Espaço Maker”, na Escola Norma Mônica Sabel. A idea era replicar isto para as demais escolas municipais Era impossível. Precisa de muitos recursos financeiros. Resolveu-se, então, montar a tal “Fábrica” e aí as escolas municipais, em rodizio e dependente de locomoção defeituosa numa logística cara e complicada, no contraturno, iriam até a “Fábrica” fazer a lição de casa. Para aplacar as queixas e criar expectativas, levou-se esta ideia de barriga até o segundo semestre de 2024. E o dinheiro se pegou de onde não poderia ter sido pego, segundo o MP e agora o TCE.

Neste momento, estão sendo ouvidos titulares da atual gestão na área de Assistência Social, Educação, Procuradoria Geral e Controladoria.  Igualmente, os pares da gestão de Kleber e Marcelo de Souza Brick, PP.

A FÁBRICA

A Fábrica, ou  Centro de Ensino e Aprendizagem de Novas Tecnologias, prometia em 800 metros quadrados oferecer uma experiência imersiva em tecnologia e inovação para cerca de dois mil alunos do 5º ano até 18 anos de idade, de todas as redes de ensino de Gaspar. Eles terão, no contraturno escolar, cursos em Inteligência Artificial, Comunicação Digital, Ambientes Inteligentes, Oficinas de Games e Metaverso.

Está fechado. Está com problemas legais. É caro demais. E dependente de licenças. É um problema não só legal como usou os recursos para ser erguido, mas para ser mantido e logisticamente para ser usado pela rede municipal de ensino. Com a Inteligência Artificial, já há avanços, modelos mais adequados de ensino nesta área, acessos e custos menores de licenciamento e manutenção. Muda, Gaspar!

TRAPICHE

Bem defronte ao gabinete do prefeito Paulo Norberto Koerich, PL. O mirante da Aristiliano Ramos está com a iluminação comprometida. Imagina-se em outros cantos da cidade. A preocupação agora, em tempo de eleições, é pão e circo.

A sessão da Câmara de Gaspar de hoje a noite, promete ser morna com o enterro da CPI que se tenta descobrir as falhas, erros e superfaturamento da obra de recuperação da encosta do Rio Itajaí Açú, na Rua Anfilóquio Nunes Pires, no bairro Figueira.

O nome de Kleber Edson Wan Dall chegou a circular no domingo em aplicativos de mensagens de que estaria candidato a deputado estadual pelo Podemos. Na nominata oficial do partido não estava, não está, mas não está descartado até o registro final. Será um teste interessante nas urnas por um lado. Por outro, todavia, uma necessidade em caso de precisar de foro por prerrogativa.

Perguntar não ofende: foi mesmo o governador Jorginho Mello, PL, que orientou pessoalmente o vereador campeão de votos Alexsandro Burnier, PL, a ir para o PRD? O nanico e desconhecido PRD tem candidato ao governo do estado contra Jorginho. Alexsandro que fique esperto. O PL de Gaspar pode ainda querer a sua vaga de vereador por infidelidade partidária. Este filme é antigo por aqui. Muda, Gaspar!

Compartilhe esse post:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
LinkedIn
Email

19 comentários em “AUDITORES DO TRIBUNAL DE CONTAS ESTÃO EM GASPAR ESPREMENDO OS “ÇÁBIOS” DO GOVERNO KLEBER QUE INVENTARAM A TAL “FÁBRICA” NO GINÁSIO GILBERTO SABEL E QUE CUSTOU R$2,2 MILHÕES.  DINHEIRO DO FIA – FUNDO DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA – E QUE NÃO SERIA PERMITIDO PARA ISTO”

    1. Pois é. Escrevi aqui. Duvidaram.

      O que não resta SÃO dúvidas, é quem verdadeiramente manda na cidade e nos que se dizem que iriam tirar o lixo que estava debaixo do tapete.

  1. QUE HISTÓRIA ESCABROSA ESSA DO LULINA, por Augusto Franco no X

    Roberta: amiga ou mulher do filho de Lula? É a mesma ex-mulher de Protógenes que em 2018 pediu a exoneração de Moro e a anulação da Lava Jato? Pagava boletos de despesas pessoais de Marcola, secretário de Lula (justificadas falsamente como empréstimo)?

    E o Careca do INSS: pagava viagens e dava mesada ao filho de Lula com dinheiro roubado dos aposentados? Usava Lulinha para fechar contratos milionários com o governo do pai?

    E essa história de enviar dinheiro para Luxemburgo para burlar a receita federal?

    Em nome da democracia e da soberania nacional, as investigações sobre as relações de Lulinha com Roberta, com Marcola e com o Careca do INSS têm de ser paralisadas antes que novas revelações venham à tona.

  2. MARCOLA É LULA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    O sr. Marco Aurélio Santana Ribeiro, vulgo “Marcola”, é um zé-ninguém que só existe como extensão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi o mais próximo assessor no Palácio do Planalto e a quem devota lealdade canina. Por isso, as suspeitas que recaem sobre ele não podem ser tratadas como um problema circunscrito à esfera privada de um assessor qualquer. Marcola admitiu ter recebido, a título de “empréstimo”, R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, lobista com interesses diretos junto ao governo federal e que tem relações com um dos suspeitos de liderar o esquema de assalto aos aposentados do INSS, o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

    Marcola é o segundo sujeito muito próximo de Lula a se ver envolvido em obscuros negócios com a sra. Luchsinger. O primeiro, como se sabe, é Fábio Luís Lula da Silva, vulgo “Lulinha”, o filho mais velho do presidente e que é amigão da lobista. Portanto, Lula não pode dizer simplesmente que não sabia de nada, terceirizando a responsabilidade a “aloprados” – termo que Lula usou na campanha eleitoral de 2006 ao se referir a petistas que tentaram comprar um dossiê contra seu adversário José Serra.

    Como chefe de gabinete de Lula até poucas semanas atrás, Marcola controlava pessoalmente o acesso – inclusive físico – ao presidente. Consta que Lula nem sequer possui celular próprio, valendo-se inúmeras vezes do aparelho de seu assessor pessoal para se comunicar ou ser alcançado por interlocutores. Nada do que diz respeito a Lula, nem mesmo sua relação com parentes, amigos e políticos, passava ao largo do crivo de Marcola. E é justamente esse guardião das chaves de acesso ao poder maior da República que aparece agora enredado em uma investigação da Polícia Federal sobre as fraudes no INSS.

    Convém explicar aos distintos leitores quem é essa figura. Formado em Ciências Sociais, Marcola passou por gabinetes na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados antes de se aproximar de Lula no Instituto Lula, há cerca de dez anos. Quando Lula foi preso, Marcola paralisou a própria vida para ir viver em Curitiba entre os apoiadores do petista que levantaram acampamento nos arredores da sede da Polícia Federal (PF) na capital paranaense. Foi ali que Marcola fortaleceu sua relação de intimidade com Lula na base da devoção religiosa.

    Para defender o sabujo, Lula saiu-se com esta: “Quem nunca pediu um empréstimo para um amigo?”. De fato, ninguém está livre de passar por um aperto financeiro na vida, mas por que não recorrer a uma instituição bancária, como faz a esmagadora maioria dos cidadãos em dificuldade? Se o objetivo era recorrer a uma pessoa física, entre todos os 200 milhões de brasileiros disponíveis, por que Marcola escolheu como mutuante justamente uma notória lobista com interesse direto em acessar autoridades do governo federal para defender negócios de seus clientes – acesso este que passava pelo crivo do próprio mutuário?

    Há boas razões para os cidadãos suspeitarem que o tal repasse não foi empréstimo coisa nenhuma. O jornal Valor revelou que a sra. Luchsinger chegou a pagar contas pessoais de Marcola como contrapartida à liberação de acesso da lobista ao ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Swedenberger Barbosa. Onde já se viu empréstimo em que o credor banca a vida cotidiana do devedor? E mais: Marcola só devolveu o dinheiro depois de ser avisado, pasme o leitor, de que suas conversas com a lobista haviam sido descobertas pela PF, no âmbito da investigação que corre contra ela por suspeita de participação nas fraudes do INSS. Quem o avisou? Essa pergunta tem de ser respondida por Lula e Marcola urgentemente.

    Lula se jacta do fato de a PF ser independente em seu governo para investigar quem quer que seja, como se isso fosse concessão sua, não imperativo legal. Ora, que a PF investigue os fatos com absoluta isenção e rigor técnico é o mínimo que se espera. Mas Lula não pode se escudar nessa bravata, de resto ociosa, para se eximir da responsabilidade que lhe cabe nesse rolo por ter premiado a subserviência de um obscuro campista com a chave do Gabinete Pessoal da Presidência da República.

  3. FUGIR DO DEBATE É FUGIR DO ELEITOR, editorial do jornal Folha de S. Paulo

    A possibilidade de os dois principais postulantes à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), evitarem os debates eleitorais é um péssimo sinal para a democracia brasileira.

    A decisão pode fazer sentido para as campanhas, mas contraria o interesse público e priva o eleitor de um dos poucos momentos em que quem pretende governar o país é obrigado a confrontar ideias, responder perguntas difíceis e defender suas propostas diante dos adversários.

    Os debates de hoje estão longe do modelo ideal. Tornaram-se excessivamente controlados pelas assessorias. Regras negociadas à exaustão, blocos engessados e intervenções milimetricamente calculadas buscam expor os candidatos o mínimo possível, reduzindo riscos e improvisos. Ainda assim, continuam sendo um espaço insubstituível.

    Quando há perguntas de jornalistas profissionais, os candidatos precisam responder a questionamentos independentes, muitas vezes incômodos, e não apenas repetir mensagens do marketing.

    Quando podem inquirir diretamente os adversários, revelam diferenças de visão, prioridades, capacidade de argumentação e preparo para governar. Nada disso aparece com a mesma força em programas e peças eleitorais.

    Seria vergonhoso que, numa das maiores democracias do mundo, os dois principais concorrentes encontrassem razões para fugir desse compromisso.

    Flávio afirma que só participará se Lula estiver presente. Sua posição é conveniente, mas transfere ao presidente a palavra final. Como líder das pesquisas, chefe de Estado e protagonista da disputa, é Lula quem deve dar o exemplo. Sua presença praticamente decidirá se haverá debates capazes de mobilizar o interesse do eleitorado.

    Os argumentos estratégicos são conhecidos. Quem lidera teme virar alvo dos adversários; quem aparece atrás prefere evitar um confronto sem o principal oponente. Faz sentido para os marqueteiros, mas não para uma eleição presidencial.

    Quem se apresenta para comandar um país de mais de 200 milhões de habitantes não pode escolher apenas os ambientes confortáveis nem falar somente quando controla as perguntas.

    Há um problema ainda mais grave. A campanha avança sem que os brasileiros conheçam, de forma substantiva, as propostas dos dois favoritos para temas centrais, como endividamento público, segurança, saúde, educação, Previdência Social, reforma do Estado e política externa.

    Os debates não resolvem essa deficiência, mas são uma das poucas oportunidades para confrontar projetos diante dos eleitores. Se Lula faltar e Flávio cumprir a promessa de também não comparecer, ambos prestarão um desserviço à democracia.

    O eleitor merece mais do que campanhas estrategicamente blindadas. Precisa ver os candidatos frente a frente, defendendo ideias e respondendo por elas.

  4. Sobre o projeto Fábrica do antigo governo, aprovado na Câmara de Vereadores, os ex e os reeleitos serão arrolados?
    Se não, DEVERIAM.

    1. Deveriam, mas não serão. Tem lei aprovada apontada pelo Ministério Público que é inconstitucional. Ou seja, não deveria ter passado tanto pela cara assessoria jurídica, bem como pelos vereadores. A prefeitura jura que aprovada, ela não foi usada. Se não foi usada e não pode ser usada, mas a Lei inconstitucional continua e está à disposição da população que pode usá-la de boa fé. Mandar um instrumento para revogá-la, até agora, nada. Então…

      1. Sobre a iluminação pública, assunto do Trapiche, a secretária de obras esteve em 03/08 trocando as luminárias aqui na rua Silva, no Bateias

        Ficou muito bom.

        No entanto, surgiu um questionamento: o que será feito com o material substituído?
        Precisava trocar uma lâmpada aqui, um sensor ali, mas estava tudo funcionando.
        Tanto bairro no escuro, principalmente na área rural da cidade.
        Não é luxo, é proteção aos moradores e usuários das vias.

        Bom seria se o bem estar coletivo estivesse acima dos interesses políticos dos governantes..

  5. A MARCHA DOS ENCRENCADOS, por Willian Waack, no jornal O Estado de S. Paulo

    As próximas eleições provocam angústia não só em políticos. Mas também entre integrantes do STF, que enxergam na permanência do atual governo sua melhor chance de sobrevivência. São os encrencados em escândalos, que temem perder a condição atual de intocáveis. Eles manobram em dois eixos de atuação que, no fundo, são uma coisa só. Operam sob um sentido de urgência.

    O primeiro é exercer o que puderem de controle sobre as investigações da Polícia Federal. Isso se dá por laços pessoais, mas também institucionais, como se viu recentemente na tentativa do diretor-geral da PF de acionar a AGU contra um dos ministros do Supremo, André Mendonça, o principal alvo dos encrencados.

    Não é coisa fácil, pois, como se sabe, ninguém controla totalmente essa corporação, por sua vez também dividida entre lealdades políticas diversas e ambiente de suspeitas. Que piorou consideravelmente nos últimos dias em função das investigações do Master, do INSS e de Lulinha, e o papel central do STF.

    Ocorre que todo mundo em Brasília, incluindo o Supremo, se convenceu de que a PF já juntou o material referente especialmente a Alexandre de Moraes, extraído do celular de Daniel Vorcaro. Isso vai parar nas mãos de quem?

    O caminho “natural” seria a confecção de um relatório que seria então entregue ao relator do caso no STF – André Mendonça. Que o enviaria ao PGR e, na sequência (não importa a posição de Paulo Gonet), ao plenário da Corte para que se decida sobre eventual abertura de investigação contra um dos ministros.

    Este é o segundo eixo da atuação dos encrencados. Garantir que André Mendonça esteja em minoria nessa eventual votação. Qual o peso que o “clamor popular” teria numa situação dessas? O STF já decidiu “não” uma vez em cima de achados da PF sobre seus integrantes, mas foi uma reunião “secreta”. Faria isso de novo?

    Neste momento, a ala em torno dos encrencados sentese no comando, apesar de algumas ações de bastidores traduzirem grande ansiedade. Como a oferta a enroladíssimo cacique de partido de poupá-lo de dissabores em troca de não deixar Tereza Cristina candidatar-se como vice na chapa de Flávio (a senadora era considerada um reforço importante).

    Ou seja, a incógnita são as eleições, principalmente pelo que possam significar nos previsíveis e já antecipados cenários de confronto do STF com o Legislativo. Em Brasília, conjectura-se em gabinetes relevantes sobre a possibilidade de que se acabe chegando a algum tipo de desobediência civil, isto é, um Poder desafiando o outro e recusando-se a cumprir uma determinação. E quem chamaria uma GLO, e como seria obedecida?

    É algo tido como distante, mas surgiu na tela dos radares. Algo que a marcha dos encrencados parece tornar mais próximo, e não mais longínquo.

  6. GREVE SEM BOA CAUSA CHEGA AO FIM, editorial do jornal Folha de S. Paulo

    Nesta quarta (5), os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) encerraram a greve nas linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade, que passaram a ser administradas pela empresa Trivia Trens no final de julho.

    Por interferir em outros direitos, como o de ir e vir, a prerrogativa à greve deveria ser bem justificada. Mas as reivindicações da categoria refletem corporativismo e tentativa de interferir em competências do Executivo.

    A principal exigência era a manutenção dos empregos de todos os trabalhadores, mesmo com a concessão à iniciativa privada.

    Os funcionários da CPTM são empregados públicos, mas com contratos regidos pela CLT. Assim, não possuem a estabilidade dos estatutários —que, a propósito, é exagerada no Brasil.

    Ademais, empresas privadas têm liberdade para seguir necessidades administrativas, o que pode envolver corte de gastos ou remanejamento de profissionais.

    Mesmo assim, o contrato de concessão prevê a utilização de empregados da CPTM nas linhas durante pelo menos os primeiros 18 meses da transição.

    Os trabalhadores também podem ser absorvidos em outros órgãos e áreas da CPTM.

    Segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), há uma realocação de profissionais em curso e a gestão estadual já havia garantido a manutenção dos empregos durante negociações com a categoria.

    Ao encerrar a greve, o sindicato acatou a proposta do governo paulista —apresentada em reunião de conciliação mediada pela Justiça do Trabalho— de enviar à Assembleia Legislativa um projeto de lei que prevê a permanência dos postos dos trabalhadores nas três vias paralisadas e na linha 10-turquesa.

    No início da paralisação, o sindicato não cumpriu a liminar do Tribunal Regional do Trabalho que determinou que os grevistas mantivessem 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos. A Justiça aceitou cancelar multas de R$ 400 mil aplicadas pelos dois dias de greve caso a proposta fosse aprovada.

    Os ferroviários também chegaram a reivindicar reestatização.

    Mas privatizações e concessões, assim como parcerias público-privadas, são medidas do Executivo necessárias, num país cheio de carências e com governos sob pressão orçamentária que dificulta investimento.

    Se há questões em relação aos contratos ou à fiscalização, elas devem ser tratadas por meio dos órgãos competentes, não como artifício que perturba o transporte público paulistano.

  7. PRESIDENTE DESPERDIÇA A CAMPANHA, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

    No ocaso de um governo sem marca, Lula falou demais (62 minutos numa reunião do PT) e disse pouco. Anunciou cinco compromissos: “resolver definitivamente o papel da educação”; criar um programa para idosos; fortalecer a indústria militar; manter a riqueza das terras-raras “para os brasileiros”; programas para a transição energética.

    É muito mais do que Flávio Bolsonaro defende, mas é fala de palanque. Dos cinco compromissos, um — “resolver definitivamente o papel da educação” — não quer dizer nada, pois o problema da educação não é de “papel” mal resolvido. Os outros quatro são vagas generalidades. Podem dar certo, errado, ou mesmo em nada.

    A Embraer deu certo. A fabricação do tanque Osório deu errado. Acabou com a falência da Engesa, queridinha de alguns generais. Dois protótipos foram para museus. (Em 1993, Saddam Hussein, então ditador do Iraque, disse a um embaixador brasileiro, referindo-se ao dono da empresa: “Diga a ele para não nos oferecer o que não tem”. Era a fabricação de uma bomba atômica.)

    Lula só fala com a alma improvisando enquanto caminha no palanque. Insultou os advogados: “Criminalista não sabe defender inocente, só sabe defender bandido”. Sem os criminalistas, ele não teria passado de ex-dirigente sindical. E, sem o advogado Cristiano Zanin, não teria anulado as sentenças do juiz Sergio Moro. Noutro lance, Lula anunciou que, depois dele, Fernando Haddad será o próximo presidente. Partiu de um pressuposto, provável, de que se reelege pela terceira vez e de outro, apenas possível, de que o ex-ministro da Fazenda ganha em São Paulo.

    Haddad elegeu-se prefeito de São Paulo em 2012 e perdeu a reeleição em 2016. Foi para o sacrifício como candidato à Presidência e perdeu para Bolsonaro em 2018. Em 2022, Tarcísio de Freitas bateu-o elegendo-se governador de São Paulo. Em outubro, os dois disputarão novamente o cargo. Ganhou só a primeira.

    Lula começou sua campanha com seu próprio script. Ele é repetitivo, muitas vezes inoportuno e quase sempre estranho à agenda da campanha, a começar pela duração. Na reunião dos petistas, ele não combinou com os ônibus que haviam trazido a plateia, e muitos foram embora para não perder a condução.

    A campanha de 2026 é inédita. Seu principal adversário coleciona crises, enquanto os presidentes dos Estados Unidos e da Argentina fustigam-no com o objetivo expresso de interferir na eleição brasileira. Nunca se viu isso, nem com tarifas (no caso de Donald Trump), nem com baixarias (no caso de Javier Milei).

    A própria campanha de Lula reconhece que pode enfrentar problemas num segundo turno, dada sua dificuldade para atrair indecisos e para virar votos de outros candidatos. A última pesquisa BTG/Nexus, divulgada na segunda-feira, informou que a diferença entre ele e Flávio Bolsonaro no primeiro turno caiu de 9 para 4 pontos. No segundo turno, estão tecnicamente empatados.

    As barreiras que o desafiam não serão rompidas repetindo o que disse aos petistas:

    — No quarto mandato, eu não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta.

  8. A CAMPANHA “PORRETA” DE LULA, por Rosa Maria, no jornal O Estado de S. Paulo

    A descoberta de que Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, recebeu pagamento da empresária Roberta Luchsinger serviu para escancarar os atritos que têm marcado as relações entre a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a cúpula do PT.

    Não é de hoje que o ministro do STF André Mendonça reclama do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A portas fechadas, Mendonça chegou a dizer que a cúpula da PF segurava investigações contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente e amigo de Roberta, por causa das eleições. Além disso, avisou que se todas as apurações não fossem enviadas a seu gabinete, o diretor-geral da PF responderia por obstrução de Justiça.

    Andrei reagiu e acionou a Advocacia-Geral da União (AGU). Mas Jorge Messias, chefe da AGU, não vai comprar briga com Mendonça e tenta promover o armistício. O imbróglio, no entanto, não para aí. Nos bastidores, uma ala do PT ataca Andrei, sob o argumento de que ele não tem pulso para conter os “setores bolsonaristas” da PF. Na outra ponta, ministros avaliam que Marcola – como é conhecido o ex-chefe de gabinete – pode ter de deixar a coordenação da campanha para evitar que as investigações sejam mais uma ponta de lança contra Lula.

    Homem da confiança do presidente, e responsável por marcar as suas audiências, Marcola disse, em nota, ter feito um empréstimo com Roberta Luchsinger, quitado com uma transferência bancária de R$ 249 mil.

    O problema é que todas as diligências têm como alvo Lulinha e suas articulações para mostrar influência no governo. Roberta, por sua vez, é apontada como lobista e atua em negócios com o Careca do INSS.

    Apesar de contar com o apreço de Lula, Marcola enfrenta “fogo amigo” no governo, principalmente na Secretaria de Comunicação Social (Secom). Pouco antes de deixar o cargo no Planalto para entrar na campanha, por exemplo, ele teve uma discussão acalorada com o ministro da Secom, Sidônio Palmeira.

    Marcola e sua mulher Nicole, que administra os perfis de Lula nas redes sociais, ao lado do fotógrafo Ricardo Stuckert, sempre acharam que Sidônio vende uma imagem “adocicada” de Lula. O ex-chefe de gabinete disse ao ministro, com todas as letras, que uma campanha que tem Flávio Bolsonaro (PL) como principal oponente não pode recorrer a “gatinhos” e “capivaras” para explicar programas do governo.

    O presidente concordou com o diagnóstico. Não foi à toa que, na convenção do PT, realizada no domingo, Lula disse que não vai ser mais “Lulinha paz e amor”. Até agora, porém, ninguém sabe qual será, na prática, o figurino do “Lulinha porreta” que ele pretende vestir. •

  9. A CONTA DE PADARIA DO STF, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    No primeiro dia de retomada dos trabalhos após o recesso, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu fazer populismo jurídico e anular, por unanimidade, o trecho da regulamentação da reforma tributária que limitava a isenção de impostos para compra de veículos a pessoas com deficiência mental de nível severo e com transtorno do espectro autista de nível moderado ou grave.

    Proposta pelo Executivo e aprovada pelo Congresso, a Lei Complementar 214/2025 teve trechos questionados por ações diretas de inconstitucionalidade apresentadas por entidades de defesa de direitos das pessoas com deficiência. Para essas entidades, as restrições que a legislação estabeleceu eram discriminatórias e excluíam pessoas com grau de deficiência mental ou autismo mais leves.

    Eis aí um caso clássico de rent-seeking, expressão que define a captura da renda nacional por grupos organizados sem que se produza riqueza. Há diversos exemplos disso no Brasil, desde a simples concessão de meia-entrada em cinemas e espetáculos até a oferta de crédito subsidiado a setores econômicos específicos. Tudo isso costuma ser justificado pelos beneficiários como justiça social ou como estímulo econômico necessário ao desenvolvimento, mas na prática funciona como transferência de renda dos mais pobres, que não vão ao cinema nem compram carros, para os mais ricos.

    Diversos artigos da Constituição tratam das pessoas com deficiência, garantindo-lhes igualdade plena de direitos e proteção contra discriminação no trabalho, além de cotas de emprego no serviço público, assistência social e atendimento educacional adequado. A isenção de imposto para a compra de carros, contudo, não consta do texto constitucional.

    Esse privilégio, ressalte-se, só é usufruído por quem tem renda mais elevada – a menos que consideremos que um veículo novo, com custo médio entre R$ 100 mil e R$ 120 mil, seja algo acessível aos mais pobres. Recorde-se que o rendimento médio mensal real da população, segundo o IBGE, não chega a R$ 3.500.

    Nada disso foi levado em conta pelo STF. Para o relator, ministro Alexandre de Moraes, “a Constituição não estabeleceu diferença entre pessoas com deficiência leve, grave ou média”, de forma que a legislação foi “além do que poderia”.

    Ora, uma coisa é defender os direitos fundamentais das pessoas com deficiência e protegê-las de todo tipo de discriminação. Outra, bem diferente, é tratar um benefício fiscal como um direito adquirido, o que a Constituição, evidentemente, não faz.

    Como o ministro e seus colegas bem sabem, é para isto que existem as leis complementares: para disciplinar, detalhar e estabelecer regras sobre temas que o texto constitucional não esgotou. Foi exatamente o que fizeram o governo, ao propor a lei, e o Congresso, ao aprová-la, estabelecendo critérios para fruição do benefício e condicionando seu alcance a pessoas que enfrentam as maiores barreiras à sua inclusão social.

    Não se trata de insensibilidade, mas de reconhecimento dos limites do Estado. A isenção de impostos para compra de automóveis por pessoas com deficiência deve custar R$ 1,6 bilhão neste ano – um dinheiro que certamente seria mais bem utilizado de maneira coletiva, por exemplo na adaptação de escolas para receber os autistas e em terapias e tratamentos para crianças com deficiência e suas famílias.

    Para justificar seu voto, o ministro Alexandre de Moraes caprichou na conta de padaria. Afirmou que existem apenas 12,6 mil pessoas no nível 1 do espectro autista no País – com base em um levantamento do Mapa Autismo Brasil, que ouviu 23 mil pessoas e estimou que metade delas sejam nível 1, ainda que o Censo do IBGE tenha apontado que sejam 2,4 milhões, considerando todos os graus – e que, “se todas pedirem, a cada três anos, seriam 4 mil pessoas por ano”, razão pela qual “esse aumento não vai acabar com a indústria automobilística no País”. Ora, a isenção não prejudica em nada a indústria automobilística, que simplesmente repassa o custo dos impostos a seus veículos e não terá qualquer impacto em sua margem de lucro.

    Quem será prejudicado será o conjunto da sociedade, que terá de pagar uma alíquota de imposto maior sobre valor agregado sobre todos os bens e serviços.

  10. Aqui vai algumas possíveis conclusões:
    1) a tal “Fabrica” foi um contrato com Goolge for Education, fica a pergunta, Quem trabalha na Google hoje, e que foi algo em Gaspar? tem um politico que lembro que após a ultima gestão foi ser funcionário da Google.
    2) Eleições 2026, alguém ainda tem duvida que Lula vai para quarto mandado ?

    1. Sobre o item dois. O PL e o PT são faces com vernizes falsos de uma mesma moeda. Um e outro, o Brasil e os brasileiros estarão mal servidos. A terceira via, está morta. Resta a ela, apenas agir como terrorista para mostrar esta igualdade e como vamos sofrer por mais quatro anos.

  11. Uma história triste de quem achou que partido era apenas uma sigla. Como a máquina política, expulsa, humilha e substitui as suas engrenagens que resistem e um dia foram fundamentais para o sucesso dessa mesma máquina.

    NA ERA DA IA, MG OPTA PELA DEGRADAÇÃO NATURAL, por Maria Cristina Fernandes, no jornal Valor Econômico.

    A inteligência artificial tem sido a geni desta reta final de campanha, com peças como o avatar do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção do PL, mas não se pode atribuir aos seus predicados o capítulo final da novela da candidatura ao governo de Minas do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). O vídeo divulgado na tarde desta segunda-feira pelo presidente do Republicanos e deputado federal Marcos Pereira (SP), ao lado do senador e do presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen, é fruto da degeneração natural da política brasileira.

    Favorito à disputa estadual, o senador, que foi eleito em 2022 nas asas do bolsonarismo, manteve suspense até a semana passada. Faltou à convenção de 25 de julho, mas publicou um vídeo de inteligência artificial em que aparecia com dois parentes já falecidos, o pai e o irmão. Recebia, do primeiro, um incentivo e, do outro, a bandeira de Minas.

    Na cronologia dos fatos exposta por Marcos Pereira, o partido esperou uma decisão de Cleitinho até a noite de terça-feira. Como esta decisão não aconteceu, o Republicanos divulgou, em nota, que ele não seria candidato. Na quarta-feira, Cleitinho deu uma entrevista em que, exaltado, diz ter 40% nas pesquisas e reitera a candidatura: “a voz do povo é a voz de Deus”.

    O picadeiro ficou armado até o fim de semana quando Marcos Pereira disse que, por pressão da chapa de deputados estaduais e federais, reabriria a discussão com Cleitinho. Desta reunião, realizada em Brasilia nesta segunda, resultou o vídeo imune a imitações. Nele, o presidente do Republicanos, um ex-pastor da Igreja Universal em quem Cleitinho, numa entrevista a O Globo no início de junho, professou sua desconfiança, relatou, ao seu lado, suas idas e vindas na disputa e pediu que o senador, um “homem sentimental”, confirmasse sua desistência.

    Cleitinho desatou a chorar, pediu perdão, mas disse que não conseguia cuidar nem de si mesmo, dirá do povo mineiro. Em seguida, Pereira se dirigiu a Pettersen, ex-deputado federal indiciado em inquérito da Polícia Federal por suspeita de ser o “agente mais bem remunerado” do esquema de fraudes em descontos associativos do INSS, disse que era preciso acatar a “vontade de Deus”.

    Ao embargar a voz para falar do próprio pai falecido, o dirigente estadual do Republicanos passou o microfone para Pereira que relatou sua origem de filho adotado e, em novo dueto com Cleitinho, concluiu que o senador não estava bem mas contava com suas orações. A pressão da bancada de deputados estaduais e federais desapareceu tão rapidamente quanto surgiu e o líder das pesquisas ficou de fora da disputa.

    No meio desse puxa-encolhe, Marcelo Aro (PP), ex-Casa Civil de Romeu Zema, integrante do núcleo mais próximo do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ex-diretor de ética e transparência da CBF na gestão Marco Polo Del Nero, banido do futebol pela Fifa por corrupção, suborno e propina, entrou em negociação com Republicanos, União e PP para disputar o governo.

    O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição com apoio de Zema e Gilberto Kassab, definiu Aro, com quem vivia às turras no governo, como “oportunista de plantão” apoiado pelo “presidiário cassado” Eduardo Cunha. Zema completou: “É ave de rapina”. Aro avisou que, oportunamente, se pronunciará e nesta segunda, foi confirmado candidato.

    Em convenção fechada nesta terça, o Republicanos deve firmar neutralidade na disputa nacional, negando a legenda para a ex-presidente da Caixa, Daniela Marques, ser a vice de Flávio Bolsonaro. O PL acende duas velas. Uma vai para o Centrão, que pode colocar em pé a candidatura da tríplice aliança Ciro Nogueira, Antonio Rueda e Eduardo Cunha no Estado cujas licenças ambientais, alvo de operações da PF, serão alvo de cobiça a partir da aprovação do marco regulatório de exploração dos minerais de terras raras.

    A outra vai para Lula, por levar a disputa ao 2º com um provável palanque reunindo dois ex-prefeitos de BH, Alexandre Kalil (PDT), cuja iconoclastia pode lhe levar a herdar o voto antissistema de Cleitinho, e Patrus Ananias (PT), contra Simões ou Aro, provável palanque de Flávio Bolsonaro.

    Um 2º turno, porém, como deixou claro na convenção, é tudo que o presidente não quer, mas a fatura de 1º turno também tem na disputa nacional por Minas, segundo maior colégio do país, com mais de 10% do eleitorado, um de seus principais obstáculos. Primeiro candidato mineiro à Presidência desde que Aécio Neves chegou, competitivo, contra Dilma Rousseff, ao 2º turno de 2014, Zema não repetirá o feito, mas atravanca a vida de Lula.

    Na Genial/Quaest da semana passada, enquanto, nacionalmente, Lula aparecia com 13 pontos percentuais acima de Flávio entre as mulheres, registrava, em Minas, empate técnico (26% x 24%) nesta fatia do eleitorado. Quem lhe tira o voto das mineiras é Zema que, segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, é popular entre as eleitoras (14%), principalmente do Norte de Minas, onde fica o Vale do Jequitinhonha, outrora reduto petista.

    Se o Estado não falhar no papel de espelho do país, o que se vê são disputas dramáticas em que o Centrão deixou de apostar no histriônico e se vale de um profissional de suas hostes para o Palácio da Liberdade, mas joga para se manter como fiel da balança para quem quer que esteja no Palácio do Planalto.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Não é permitido essa ação.