Pesquisar
Close this search box.

ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXVI

A propaganda política oficial dos candidatos só começar no dia 16, domingo que vem. Entretanto, nas ruas, silenciosamente, está a outra campanha: a da indignação contra os políticos sustentados pelos nossos cada vez mais altos impostos on-line, aprovados por eles, em nosso nome. Ela é mais autêntica. E um perigo.

Compartilhe esse post:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
LinkedIn
Email

Sobre nós

Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.

Sussurros

Posts Recentes

7 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXVI”

  1. miguel jose teixeira

    (*) Perambular significa andar ou caminhar sem rumo certo, sem direção fixa ou sem um objetivo específico.
    . . .e foram quase 17 anos. . . (***)

    “O canto da sereia do ajuste fiscal no próximo mandato”
    – Governo fala o que o mercado quer ouvir, sem credibilidade ou consistência.
    – PT parece não ter refletido sobre os seus erros e arrogância nos anos em que perambulou (*) pelo governo.
    (Marcos Mendes, FSP, 07/08/26)

    Em tempos de eleições nas ruas e de “Odisseia” nos cinemas (1), o ministro da Fazenda foi escalado para atrair o mercado com um canto das sereias. Entoando a sexagenária “daqui para frente, tudo vai ser diferente” (**), de Roberto e Erasmo, prometeu um ajuste fiscal que carece de credibilidade e consistência.

    A falta de credibilidade se constata em atos e falas das autoridades. O presidente da República acaba de prometer mais gastos fora dos limites do arcabouço fiscal, desta vez para a área de ciência e tecnologia (2). Os ministros da Fazenda e Planejamento não perdem oportunidade de declarar que os juros altos não são causados pelo desequilíbrio fiscal.

    Publicaram dois documentos frágeis em que tentam provar teses contraditórias: o primeiro estudo defende que as ações eleitoreiras do governo aumentarão a demanda agregada, gerando investimentos, emprego e crescimento; enquanto o segundo diz que as mesmas políticas não impactam a demanda agregada e, por isso, não afetam a inflação.

    Nos últimos dias, o governo editou medidas provisórias para capitalizar fundos garantidores de crédito subsidiado, renovar programa de renegociação de dívidas e distribuir dinheiro barato para diversos setores: companhias aéreas, usineiros, exportadores, estudantes do Fies. Também propôs aumento do subsídio aos microempreendedores.

    Promete-se que depois das eleições “tudo vai ser diferente” (3). O centro da proposta seria reduzir o limite máximo de crescimento das despesas no arcabouço fiscal, que passaria de 2,5% para 1,5%.

    Aqui chegamos na inconsistência. O arcabouço é um navio de casco furado, no qual entra mais água que nas naus do enrascado Ulisses. Desde julho de 2023, a despesa cresce a 3,9% ao ano acima da inflação (8,2% nos 12 meses até julho de 2026). Supera em muito o limite de 2,5%. De que adianta reduzir um limite que não é cumprido (4)? Quantas novas exceções serão criadas depois de reduzido o limite?

    As exceções já são tantas que a meta do ano é um superávit de R$ 34 bilhões, a previsão é de que haverá um déficit de R$ 52 bilhões e, a despeito dessa insuficiência de R$ 86 bilhões (0,63% do PIB), a meta será considerada atingida.

    Reduzir o limite de despesa restringe a correção real do salário mínimo (5), implicando menor reajuste de benefícios previdenciários e assistenciais, o que poderia melhorar o resultado fiscal. Mas sem uma reforma da previdência e das políticas sociais, o crescimento do número de beneficiários vai continuar pressionando a despesa total.

    Ademais, uma eventual redução de gastos com previdência e assistência, em vez de melhorar o resultado fiscal, pode se converter em mais despesa discricionária, seja porque o limite menor esmagaria essas despesas, seja pela alta propensão a gastar do governo e do Congresso.

    Supondo que haja determinação política para melhorar o resultado primário, a tarefa requererá muito mais que mero aperto de parafusos do arcabouço. Os mais otimistas creem que um superávit de 1% do PIB seria suficiente.

    Como estamos com déficit de 0,4% (6), precisaríamos, mesmo na ponta otimista, de um ajuste de 1,4%, ou R$ 190 bilhões, em um contexto de economia e arrecadação esfriando. Nada trivial. E ainda será preciso desligar os programas de crédito que, em 2026, devem gerar desembolsos orçamentários na casa de 1,5% do PIB, e não aparecem na conta do déficit primário.

    Ao contrário de Ulisses, o PT parece não ter refletido sobre os seus erros e arrogância nos anos em que perambulou (*) pelo governo.

    Acredite quem quiser, no que ora é prometido.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcos-mendes/2026/08/o-canto-da-sereia-do-ajuste-fiscal-no-proximo-mandato.shtml)

    (1) “‘A Odisseia’ de Nolan põe Homero na boca do povo e é experiência poderosa”
    – Filme mostra que toda adaptação fala tanto da obra original quanto da época em que foi realizada.
    – Em tempos de tantas distrações, retorno do cinema e da literatura aos debates é um feito considerável.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/07/a-odisseia-de-nolan-poe-homero-na-boca-do-povo-e-e-experiencia-poderosa.shtml

    (2) “Lula fala em buscar recursos ‘por fora do arcabouço fiscal’ para pesquisa em tecnologia”
    – Presidente nega que queira desrespeitar regra de limite de gastos.
    – ‘Preciso construir alternativas para criar um programa que a gente possa anunciar ao Brasil’, diz presidente.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/lula-fala-em-buscar-recursos-por-fora-do-arcabouco-fiscal-para-pesquisa-em-tecnologia.shtml

    (3) “Dívida pública em alta vai exigir negociação de medidas logo após as eleições”
    – Economistas defendem plano para contas públicas já nos primeiros meses do próximo governo.
    – Instituto projeta que endividamento pode ultrapassar 100% do PIB em 2032.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/divida-publica-em-alta-vai-exigir-negociacao-de-medidas-logo-apos-as-eleicoes.shtml

    (4) “Durigan discute com Lula aperto no arcabouço em 4º mandato e novos gatilhos para restringir despesas”
    – Proposta estudada reduziria crescimento real de despesas de 2,5% para 1,5% em eventual governo.
    – Plano também envolveria novos mecanismos para conter gastos obrigatórios.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/durigan-discute-com-lula-aperto-no-arcabouco-em-4o-mandato-e-novos-gatilhos-para-restringir-despesas.shtml

    (5) “Governo não discute desvincular salário mínimo ou controlar capitais, diz Durigan”
    – José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo de Lula, sugeriu regular fluxos financeiros para estabilizar câmbio.
    – Fala foi alvo de críticas, e Edinho Silva atribuiu ao ministro da Fazenda posto de porta-voz econômico da campanha.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/governo-nao-discute-desvincular-salario-minimo-ou-controlar-capitais-diz-durigan.shtml

    (6) “Durigan diz que governo ‘zerou déficit’, mas contas públicas registram rombo nos últimos anos”
    – Gestão Lula acumula saldo primário negativo de R$ 61 bi e R$ 43 bi em 2025 e 2024, respectivamente.
    – Fazenda afirma que ministro tratou da trajetória fiscal e que Planalto passou a perseguir meta zero a partir de 2024.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/durigan-diz-que-governo-zerou-deficit-mas-contas-publicas-registram-rombo-nos-ultimos-anos.shtml

    e+:
    (*) “Perambulando”, Golden Boys: https://www.youtube.com/watch?v=WQHCVxNKwd0

    (**) “Se Você Pensa”, o Rei Roberto Carlos:
    https://www.youtube.com/watch?v=qdcKq7OQ7tM

  2. miguel jose teixeira

    “Deus é testemunha”

    O senador Mello Viana abandonou as hostes do brigadeiro Eduardo Gomes e virou militante apaixonado da candidatura do general Eurico Gaspar Dutra, na campanha presidencial de 1945.
    Num comício em Belo Horizonte, ergueu as mãos para os céus e pediu a Deus que Dutra fosse eleito.
    Padre Dutra, eleitor do brigadeiro, foi correndo contar a cena para Milton Campos:
    – “O senhor precisava ver a cara do Mello Viana dirigindo-se a Deus!”.
    Campos respondeu:
    – “Pois eu queria era ver a cara de Deus”.

    (Coluna CH, DP, 08/08/26)

  3. miguel jose teixeira

    Pintando o sete!

    “Formação importa”
    Ministro da Fazenda, o encarregado das contas públicas, Dario Durigan afirmou que Lula (PT) “zerou o déficit”, ignorando os R$200 bilhões de rombo. Ele não é economista, é advogado e administrador público.
    (Coluna CH, DP, 08/08/26)

    Mas não estranhem. . .
    Houve uma época em que,
    para tentar controlar o inflação,
    o governico de plantão
    desindexava o item que tinha aumentão!

  4. miguel jose teixeira

    Da série:
    a viúva é rica e os abastecedores dos seus cofres são mansos!

    “Na nossa conta”
    A Gasto Brasil, iniciativa da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Associação Comercial de São Paulo, já registra quase R$3,4 trilhões em despesas dos governos em 2026.
    (Coluna CH, DP, 08/08/26)

    Se pelo menos sentíssimos o retorno desses gastos!

  5. miguel jose teixeira

    Pense nisso!

    “Gastos com cartões do governo crescem desde 2023”
    (Coluna CH, DP, 08/08/26)

    As despesas do governo Lula (PT) com os cartões corporativos crescem sem parar, ano a ano, desde 2023. Os chamados “cartões de pagamento do governo federal” bancam qualquer despesa que autoridades achem necessário, do cafezinho à gasolina, mas o governo Lula fez a conta saltar de R$90,7 milhões no primeiro ano do terceiro mandato para R$122,3 milhões, em 2025. Este ano já passa dos R$60,7 milhões.

    Escondidinho
    Os apenas 13 cartões sob responsabilidade da Presidência da República já torraram R$8,6 milhões este ano. Quase tudo sob sigilo, claro.

    Não confunda
    Existem dois tipos de cartões, os apelidados de “cartões corporativos” (pagamento) e os da defesa civil, usados apenas para emergências.

    Aumento exponencial
    No primeiro ano de Lula, gastos aumentaram em R$500 mil em relação ao último ano de Jair Bolsonaro. Em relação a 2025 aumentou em 35%.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/estados-governados-pela-esquerda-tem-as-piores-avaliacoes-no-ensino-basico)

    Reclame. . .
    no dia 4 de outubro: não reeleja!

  6. miguel jose teixeira

    O óbvio uLULAnte!

    “Estados governados pela esquerda têm as piores avaliações no ensino básico”
    (Claudio Humberto, Coluna CH, DP, 08/08/26)

    Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados pelo Ministério da Educação, mostram que estados governados pela esquerda têm pior desempenho no ensino fundamental (1º ao 5º ano) das redes públicas e privadas. Os números são de 2025 e refletem o desempenho de 14,5 milhões de matrículas, em 101 mil escolas de todas as unidades da federação. O índice médio nacional é 6,3. A escala vai de 0 a 10 e a meta do Ideb para o ano era de 6 pontos.

    Pior de todos
    O estado com pior desempenho é o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). O Amapá está na lanterna, com 5,5.

    Logo atrás
    O Pará, governado ano passado pelo lulista Helder Barbalho (MDB), amarga a vice-lanterna com sofríveis 5,6 pontos.

    Segue a lista
    Seguindo a lista dos cinco piores desempenho do Ideb, aparecem três estados empatados, incluindo a Bahia, do Jerônimo Rodrigues (PT): 5,7.

    Mais petista
    Além da Bahia, a posição tem ainda Rio Grande do Norte, de Fátima Bezerra (PT), e o Maranhão, de Carlos Brandão, ex-PSB atual MDB.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/estados-governados-pela-esquerda-tem-as-piores-avaliacoes-no-ensino-basico)

    Só pra esbanJANJAr. . .
    Excluindo-se a China, que pratica o “comunismo selvagem”, em que país governado pela corja vermelha a educação básica é exemplar?
    São verdadeiras fábricas de massa de manobra!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sobre nós

Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.

Sussurros

Posts Recentes

Não é permitido essa ação.