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“A CASA CAIU”. PAULO NORBERTO KOERICH, PL, PRECISA, URGENTEMENTE, REFUNDAR E RECONSTRUIR O SEU GOVERNO DE “MUDANÇAS”, OU TERÁ QUE ADMITIR QUE O ESQUEMA DO “DONO DE BLUMENAU” CONTINUA VIGENTE EM GASPAR, SEM DISFARCES. NÃO ADIANTA ENTREVISTAS TRANSFERINDO RESPONSABILIDADES E SE PASSANDO POR VÍTIMA. ELE É O PREFEITO ELEITO E EMPOSSADO

AGIR MAIS, ADMITIR ERROS E OMISSÕES; PROCEDER URGENTE À CONTENÇÃO DO FUMACÊ

Às 11h16min, deste dia 18.05.2026, foi retificada e corrigida a informação de que Aline Fonseca Pereira Bratfisch é concursada no município de Gaspar. Ela é foi contratada pelo regime temporário, conhecido como ACT. Está mais do que na hora do investigador de fama por mais de 30 anos na Polícia Civil de Santa Catarina, cujas credenciais lhe deram o topo da carreira como secretário de Segurança ao tempo do ex-governador Carlos Moisés da Silva, União Brasil (2018/22) agir sobre o neófito prefeito Paulo Norberto Koerich, PL. Os dois, supostamente, pelo discurso público, brigam entre si e contra a credibilidade do primeiro.

O prefeito Paulo de Gaspar demora, e aparentemente por atos e sinais resiste, a procedimentos radicais, formais e práticos, os quais deviam sinalizar, claramente, à cidade e à sua equipe de que não pactua com o que já foi levantado até aqui e se têm sinais que ainda está instalado na prefeitura de Gaspar.

Até momento, dia 18 de maio, em que posto este artigo neste blog, tanto o investigador bem como o prefeito Paulo não conseguiram, de fato, desfazerem-se da lama lançada pela “Operação Ponto Final”, no dia seis de maio – e percebam o hiato e demora – do Ministério Público, Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate as Organizações Criminosas – e a polícia especializada em investigações contra a corrupção de Blumenau.

Ela atingiu em cheio o que foi o diretor e secretário de Obras na gestão de Mário Hildebrandt, PL, Michel Jackson Schoenfelder Maiochi.

Contra ele em Blumenau, pesam dúvidas em 32 obras, que somam R$560 milhões, sendo que se supõe, até agora, R$117 milhões tenham sido desviados em atos de corrupção entre empresas, particulares, servidores e agentes políticos.

O MÉTODO DE BLUMENAU TRANSPORTADO PARA GASPAR. ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO

Michael Jackson Schoenfelder Maiochi era desde junho do ano passado secretário de Planejamento Territorial, com avisos aqui e de outras fontes de Blumenau e Florianópolis de que isto poderia acontecer como está acontecendo. E não só isto, Maiochi era o prefeito de fato delegado por Paulo num comitê gestor composto ainda pelo procurador geral Júlio Augusto Souza Filho, pela secretária de Fazenda e Gestão Administrativa, Ana Karina Schramm Matuchaski da Cunha, ambos também vindos também de Blumenau, e o chefe de gabinete, Pedro Inácio Bornhausen.

E como tal, só Michael Jackson Schoenfelder Maiochi foi único secretário que acompanhou Paulo Norberto Koerich, PL, naquela reunião quase secreta, feita de última hora, com os vereadores (na foto que abre o artigo de hoje) e lá deu as cartas, anunciando um pacote de R$300 milhões de obras, e que virou horas depois de R$370 milhões, na reunião que ele fez com os empresários na ACIG e Ampe. Tudo a ver. Era o método de Blumenau que Maiochi tocou na administração de Mário Hildebrandt, PL, implantando-se aqui com toda força.

É isso que está sendo desvendado por lá e com fortes repercussões por aqui.

Em portarias com data de abril de 2026,Aline Fonseca Pereira Bratfisch, uma servidora contratada pelo regime de ACT e recém nomeada, mas que trabalhou com Maiochi em Blumenau, aparece  para atuar como fiscal contratual em ajustes firmados pela secretaria de Planejamento Territorial.

As designações foram assinadas por Maiochi, porém, estranhamente publicadas no 15 de maio de 2026, após a exoneração dele em seis de maio de 2026. E isto chamou atenção na secretaria, mas não para Paulo, para a chefia de gabinete, a procuradoria geral e a secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, que deveriam proteger Paulo.

Pior. É Aline que vai ser fiscal da empresa privada contratada para auditar o contrato das obras que estão sendo feitas pela Engeplan na barranca do Rio Itajaí Açú na Rua Anfilóquio Nunes Pires, na Figueira. Nada disso é fofoca. Está documentado.

SECRETÁRIA DEIXADA POR MAIOCHI NO PLANEJAMENTO DIZ QUE FISCAL NÃO DEVE FISCALIZAR

Paulo resistiu aos avisos daqui e de Blumenau. Teimosamente, pagou para ver. E está vendo.

Mas, ao mesmo tempo, também está dobrando novas apostas que vão deixá-lo ainda mais exposto do que já está. Primeiro com a “Operação Ponto Final” em andamento naquele dia seis de maio, Paulo deixou Maiochi pedir demissão. Paulo, no papel o demitiu. Era tarde. Só seis dias depois, Paulo tocou no assunto em Público. Mal explicou à cidade o que já estava contaminado. Impressionante.

E interina e imediatamente, Paulo colocou no lugar de Maiochi quem Maiochi trouxe para o seu time para ser braço direito de confiança: Camila Beatriz Tillmann. Aos poucos vai se descobrindo, na própria secretaria de Planejamento Territorial de Gaspar, de que saiu fisicamente Maiochi, mas o método Maiochi – o de intimidar servidores que o contrariem com PAD (Procedimentos Administrativos Disciplinares) – continua. A transparência, mais uma vez propalada em público por Paulo, no fundo, é zero. 

E não se trata mais de transparência, e sim de credibilidade. Veja o que aconteceu na semana passada e que se tenta abafar. O Ministério Público precisa fuçar nisso. O Sindicato, caladinho.

A OBRA QUE MAIOCHI CONTRATOU A TOQUE DE CAIXA POSSUI PROBLEMAS

Servidores concursados e habilitados como fiscais da prefeitura de Gaspar, diante da acertada suspensão temporária do contrato e obras com a Engeplan – envolvida até o talo na “Operação Ponto Final” em Blumenau – na recuperação da barranca do Rio na Rua Anfilóquio Nunes Pires, determinada pelo prefeito Paulo Norberto Koerich, PL, preventivamente, foram lá inspecionar a execução da obra. Confrontaram-na com o projeto e a licitação. E vieram com más notícias.

Inconformada por ter sido surpreendida pois queria tudo sob controle, a secretária interina Camila Beatriz desautorizou tudo o que foi apurado pelos ficais. Um climão. Como o assunto foi reduzido a termo, restará ao investigador de fama Paulo Norberto Koerich entrar nesta parada e se salvar. Há tempo. Mais uma oportunidade que está dada a Paulo. Pois se não fizer isto, estará convalidando uma anomalia que quer punir os fiscais que são pagos para fiscalizarem e quando se monta qualquer CPI na Câmara ficam no centro delas para levarem as culpas do grandes ou jogar tudo para debaixo do tapete, como tem acontecido reiteradamente por aqui.

E pior: os fiscais por causa da iniciativa estão sendo ameaçados de serem punidos porque este serviço funcional para os quais foram nomeados não era desejável na obra contratada a toque de caixa por Maiochi.

Se não fizerem o que fizeram serão responderão por prevaricação e até podem perder as suas funções e terem anotações desabonadoras como funcionários públicos. É prácabá. O Brasil está virado mesmo num alho em todos os cantões!

MAIOCHI SAIU DE GASPAR, MAS O MÉTODO MAIOCHI CONTINUA

A documentação – e não é fofoca por isso – é farta para o investigador de fama analisar e decidir. Ela revela um conjunto de fatos que, vistos em sequência, apontam para uma possível reprodução, no Município de Gaspar, do mesmo ambiente administrativo e operacional investigado pelo Ministério Público, Gaeco e Polícia na “Operação Ponto Final”, deflagrada para apurar cartel, fraude em licitações, direcionamento contratual e superfaturamento em contratos públicos em Blumenau e região.

A engenheira civil contratada aqui como ACT Aline Fonseca Pereira Bratfisch, mas ex-ocupante de cargo comissionado estratégico na Prefeitura de Blumenau ao tempo de Maiochi, cuida aqui, justamente, de contratos e projetos relacionados às empresas e obras que passaram a ser alvo de questionamentos internos após o avanço das investigações do Ministério Público.

Os documentos demonstram que Aline Fonseca Pereira Bratfisch foi nomeada em 2022 para exercer o cargo comissionado de Gerente de Obras de Mobilidade Urbana da Secretaria Municipal de Obras de Blumenau, estando subordinada diretamente ao investigado Michael Jáckson Schoenfelder Maiochi, durante a gestão de Mário Hildebrandt, PL. Posteriormente, já na gestão Egídio Maciel Ferrari, PL, ela foi exonerada do cargo comissionado em março de 2025.

ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO II

O ponto que chama atenção é que, logo após deixar o cargo em Blumenau, Aline Fonseca Pereira Bratfisch ingressou na Prefeitura de Gaspar por processo seletivo e passou a ocupar funções técnicas diretamente relacionadas a contratos públicos de alto valor envolvendo infraestrutura e contenção.

Documentos do Diário Oficial dos Municípios de Santa Catarina mostram que ela passou a ser designada como fiscal de contratos administrativos em Gaspar, inclusive contratos ligados à fiscalização e execução de obras públicas. Em portarias com data de abril de 2026, Aline Fonseca Pereira Bratfisch aparece nomeada para atuar como fiscal contratual em ajustes firmados pela Secretaria de Planejamento Territorial. As designações foram assinadas por Maiochi, porém, estranhamente publicadas agora, na sexta-feira passada, dia 15 de maio de 2026, após a exoneração de Maiochi no dia seis de maio de 2026.

As publicações revelam que Aline Fonseca Pereira Bratfisch passou a exercer papel central justamente no acompanhamento técnico de contratos públicos sensíveis envolvendo engenharia e fiscalização.

Além disso, a documentação técnica do CREA-SC revela que Aline também assinou a ART referente ao projeto de recuperação e contenção de talude executado na Rua Anfilóquio Nunes Pires, em Gaspar — obra milionária financiada com recursos públicos, agora suspensa e tocada pela Engeplan vinculada às suspeitas levantadas após a Operação Ponto Final. Então pode ser a fiscal do contrato.

A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) identifica Aline Fonseca Pereira Bratfisch como responsável técnica pelo projeto de estabilidade e contenção de encostas, drenagem, terraplenagem e pavimentação asfáltica da obra. O documento também demonstra que o contratante era o Município de Gaspar.

AONDE ESTÁ O NOVO NÓ? UM MEMORANDO INTERNO APONTA POSSÍVEL SUPERFATURAMENTO

A situação ganhou contornos ainda mais graves após fiscais de contrato da própria obra elaborarem um memorando técnico relatando inconsistências relevantes no Orçamento contratato da contenção da Rua Anfilóquio Nunes Pires.

O documento informa que, após a deflagração da “Operação Ponto Final” pelo Gaeco, fiscais passaram a revisar este contrato firmado entre o Município de Gaspar – cuja maior parte dos recursos são da Defesa Civil Estadual, onde o titular era Mário Hildebrandt, PL, e a empresa Engeplan referente ao Contrato Administrativo nº 107/2025, no valor aproximado de R$ 2,4 milhões.

Segundo o memorando, a fiscalização identificou:

  • possível superdimensionamento quantitativo de materiais;
  • divergências entre o projeto executivo e os quantitativos licitados;
  • diferenças expressivas entre os preços contratados e os referenciais do DNIT/SICRO;
  • indícios de sobrepreço que poderiam ultrapassar centenas de milhares de reais.

O relatório aponta, por exemplo, que determinados itens de geogrelha teriam sido superdimensionados em até 90%. Os fiscais também compararam os valores utilizados na licitação com referências oficiais do SICRO/DNIT, concluindo que a diferença poderia superar R$ 300 mil apenas em determinados itens do orçamento.

Ao final, o memorando solicita formalmente esclarecimentos técnicos da própria projetista Aline Fonseca Pereira Bratfisch sobre:

  • especificação dos materiais;
  • justificativa técnica do projeto;
  • composição de custos;
  • critérios utilizados na elaboração orçamentária.

FISCAIS SÃO ADVERTIDOS E FICA EVIDENTE O ELO COM MAIOCHI CONTINUA

Outro aspecto considerado extremamente sensível pelos servidores envolvidos, foi a reação interna após a identificação das inconsistências. Segundo os relatos apresentados, os fiscais responsáveis pela vistoria, análise e conclusões teriam sido advertidos verbalmente, ao comunicarem as possíveis irregularidades à chefia imediata, a Secretária de Planejamento, Camila Beatriz Tillmann. Foram informados de que tais apontamentos “não seriam de competência deles”.

A situação gera preocupação porque a legislação administrativa impõe justamente o dever funcional de comunicação de irregularidades por parte dos agentes públicos responsáveis pela fiscalização contratual. Ou seja: os próprios fiscais que apontaram as possíveis inconsistências técnicas e financeiras teriam sofrido resistência interna após cumprir obrigação legal inerente a função do cargo onde estão lotados.

Diante dos fatos, há desconfianças de que continua o elo político e administrativo com os compromissos do ex-secretário Maiochi. E para isso é listada por observadores internos na prefeitura uma sequência cronológica dos fatos

  • Aline Fonseca Pereira Bratfisch ocupava cargo estratégico em Blumenau na área de obras públicas sendo subordinada a Michael Maiochi;
  • Michael Maiochi integrava a estrutura administrativa ligada ao mesmo núcleo político;
  • Após a mudança de governo em Blumenau, Aline é exonerada;
  • Posteriormente ingressa em Gaspar;
  • Michel Maiochi assume protagonismo não só na secretaria de Planejamento Territorial de Gaspar, mas do governo de Paulo Norberto Koerich, PL;
  • Aline Fonseca Pereira Bratfisch passa a atuar como fiscal de contratos e projetista de obras executadas por empresas posteriormente associadas às investigações da “Operação Ponto Final”.

Se isto não fosse suficiente e principalmente uma janela de oportunidade para o governo de Paulo Norberto Koerich, PL, colocar tudo em pratos limpos e refundar o seu próprio governo nesta área sob dúvidas, abrirá uma nova aposta equivocada: a contaminação da imagem como um todo e a partir de algo que vem de governos passados, e agora, contaminada pelas apurações em Blumenau, as quais envolveram o seu secretário de Planejamento Territorial, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi.

Para encerrar, convém ressaltar os paralelos com a “Operação Ponto Final”, de Blumenau. Ela investiga

  • cartel entre empreiteiras;
  • direcionamento de licitações;
  • superfaturamento;
  • fraude em medições;
  • favorecimento empresarial em contratos públicos.

Paulo, um experimentado investigador, certamente vai passar um pente fino em tudo isso. Ou vai dobrar a aposta e permitir que a cada enxadada se colha um monte de minhocas, tudo em ano de eleições, as primeiras dele depois de eleito? Muda, Gaspar!

TRAPICHE

Paulo Norberto Koerich, PL, com nove dias de atraso foi à rádio 98 FM ser entrevistado. Um horror. O prefeito de Blumenau, Egídio Maciel Ferrari, PL, também investyigador e delegado já fazia isso desde o dia seis maio, quando foi às ruas, a “Operação Ponto Final”. Egídio estava se explicando, culpando o antecessor, Mário Hildebrandt, do seu PL. Egídio estava, ao seu jeito, dando show por lá.

A primeira coisa que Paulo Norberto Koerich, PL, fez na entrevista atrasada daqui? Foi a de chamar o seu chefe de gabinete, Pedro Inácio Bornhausen, PP, que acaba de voltar de uma dura convalescência, de fofoqueiro. I-na-cre-di-tá-vel!

Por quê? Foi Pedro Inácio Bornhausen, PP, quando reuniu a turma da secretaria de Planejamento Territorial para, obrigado pela “Operação Ponto Final” que respingou aqui, “empossar” a Camila Beatriz Tillmann como sucessora, a princípio temporária, de Michael Jackson Schoenfelder Maiochi, na titularidade da secretaria dele, quem disse para todos ali, e ninguém é surdo, que Michael é quem tinha pedido o afastamento.

Mais, há gravação disso. E parte da cidade ouviu isso nos aplicativos de mensagens. Hoje a conta no Facebook chamada de Jornal Pragas reproduziu-a. Então! No ato oficial publicado no Diário Oficial, aparece Paulo Norberto Koerich, PL, exonerando Michael Jackson Schoenfelder Maiochi. E não poderia ser diferente. Aí já seria demais.

A entrevista tardia demais, foi um desastre sob todos os aspectos. Teve nove dias de preparação. Impressionante. Lembrou-me aquela famosa e desastrada entrevista dada pelo ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt (2005/08) – sem partido, foi eleito, estava no PL, aprontaram e o forçaram a sair do partido -, ao comunicador Júlio Carlos Schramm (já falecido) Rádio Sentinela do Vale.

Ficou claro que Paulo Norberto Koerich, PL, não estava à vontade nesta entrevista ao dono da rádio Joel Reinert e ao repórter Paulo Flores. Estava claro que faltou tando transparência e fundamentos. Tanto que ensaiou vários twists carpados para se livrar da culpa que lhe cabe como prefeito em trazer Michael Jackson Schoenfelder Maiochi para o seu time.

Paulo Norberto Koerich, PL, alterou a voz, interrompeu os entrevistadores, quis reafirmar o controle de tudo e até distribuir culpas, ao dizer que o vice, Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, com quem brigou e está afastado, é “sócio” de tudo isso, pois Rodrigo teria também entrevistado Michael Jackson Shoenfelder Maiochi e que agora se mostra um problema para o governo.

Paulo Norberto Koerich, PL, fez entrevista com Michael Jackson Schoenfelder Maiochi. Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, não. Maiochi foi apresentado como novo secretário a Rodrigo num dos corredores da prefeitura. Rodrigo trouxe e entrevistou com Paulo, a antecessora da Maiochi, Ana Paula Lapolli Isense. Forçado pelos empresários que não rodavam na prefeitura os seus interesses na velocidade que imaginavam, Paulo mandou a Ana Paula andar. Depois falou que foi ela quem pediu demissão. Um áudio da própria Ana Paulo à equipe, desmentiu Paulo. Lembram-se? Fatos repetidos? A cidade toda sabe. E não é fofoca.

Voltando. “Inclusive, checamos os antecedentes destas pessoas. Em momento algum havia qualquer fato concreto que desabonasse a nomeação dessas pessoas“, assegurou Paulo Norberto Koerich, PL. Credo! Se não foi coisa mal feita por ele e todos os que rodeiam, o tempo, encarregou-se de provar exatamente o improviso. E Paulo chama de fofoca tudo o que circulou até agora sobre este assunto. Credo. A “Operação Ponto Final”, não deixa dúvida nenhuma. Ou ela também é fofoca?

Um investigador que se preze, começa a apurar fatos concretos, de forma discreta, exatamente pela fofoca. Ou não são os indícios que geram desconfianças? Onde há fumaça, há fogo, diz o ditado popular.

Então quer dizer que o experimentado investigador desprezou o ensinamento básico da sua profissão e preferiu ficar exposto diante uma “Operação” policial estruturada e que mostrou para ele, que nada era fofoca, mas fatos graves, onde o “dono de Blumenau”, tinha ganhado as chaves para ser também ser “o dono” de Gaspar?

Fofoca não é crime. Fofoca é algo que o atingido não quer ver divulgado, simples assim, como por exemplo, de que havia indícios, de que foi ele quem demitiu etc e tal, apesar de fatos controversos abundantes. Um exemplo do dia: Quando o Intercept Brazil divulgou a relação de Flávio Bolsonaro, PL, com o banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, do Master, Flávio, imediatamente, reagiu como sendo o fato de uma fofoca de militante, pois queria aquilo em segredo. Flávio foi desmascarado, está se explicando nas enrolações e na falta de transparência. O desgaste disso, poderá até – eu pessoalmente não acredito pois a guerra é contra Lula e o PT – lhe custar o sonho e o projeto de se eleger a presidente. Comunicação é coisa séria. Principalmente para quem é um ente político e está exposto publicamente. Este é um caso de que não basta ser, tem que parecer ser.

Se tanto o policial quando o prefeito Paulo Norberto Koerich, PL, tivessem ouvido o Halley Edson da Silva, e Blumenau e militante do Novo, há quase um ano e até o deputado Ivan Naatz, PL, este sobre Mário Hildebrandt, PL, e Michael Jackson Schoenfelder Maiochi, Paulo não estaria alterado, fora do conforto, cobrado, tão estressado e dando tantas explicações que não convencem mais ninguém. Restou distribuir culpas – e até trazer o vice para dançar – para se dizer enganado. Credo!

Na verdade, Paulo Norberto Koerich, PL, está obrigado a refundar o seu governo e da pior forma possível. Porque, para isso, vai ter que desempregar gente que veio dar em Gaspar e que mal avaliou. Paulo terá que fazer isso para dar respostas à cidade e pior: terá que deixar na estrada, gente que era parça do seu governo que ainda não decolou. E se não fizer isso, terá problemas para colocar de pé vários projetos, incluindo a gestão do Hospital de Gaspar pelo Hospital Santo Antônio de Blumenau. O gato subiu no telhado.

Então tudo no mesmo saco em ano de eleições. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, acaba com a taxa das importações das blusinhas porque nunca foi a favor dela e porque os bilhões de reais que arrecadou não faz mais falta à gastança desenfreada que promove no seu governo. E Jorginho Melo, PL, para também não comprometer à reeleição, suspende a colocação de pardais ou lombadas eletrônicas nas rodovias, mesmo em áreas escolares, porque neste momento, o voto vale mais que a vida.

E para encerrar, a pergunta do ex-promotor linha dura de Blumenau, candidato a prefeito por lá pelo Novo, Odair Tramontin, contínua de pé ao delegado prefeito de Blumenau, Egídio Maciel Ferrari, PL, que em entrevista à NDTV disse que uma verdadeira organização criminosa se instalou na administração de Mário Hildebrandt, PL: “qual a garantia de que ela foi desmantelada se ainda persiste no governo [de Blumenau] peças chaves do governo de Mário?” E o que falou as que el exportou para Gaspar, Indaial e até no governo do estado? Muda, Gaspar!

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5 comentários em ““A CASA CAIU”. PAULO NORBERTO KOERICH, PL, PRECISA, URGENTEMENTE, REFUNDAR E RECONSTRUIR O SEU GOVERNO DE “MUDANÇAS”, OU TERÁ QUE ADMITIR QUE O ESQUEMA DO “DONO DE BLUMENAU” CONTINUA VIGENTE EM GASPAR, SEM DISFARCES. NÃO ADIANTA ENTREVISTAS TRANSFERINDO RESPONSABILIDADES E SE PASSANDO POR VÍTIMA. ELE É O PREFEITO ELEITO E EMPOSSADO”

  1. Pingback: SÃO OS POLÍTICOS, GESTORES, COMISSIONADOS, SERVIDORES E AGENTES PÚBLICOS CULPADOS OU VÍTIMAS DOS QUE ELES CHAMAM DE CARTÉIS E TEIAS DO CRIME ORGANIZADO QUE DEVORAM - DE TODOS AS FORMAS E MANHAS - OS NOSSOS CADA VEZ MAIS ALTOS IMPOSTOS ON LINE? - Olha

  2. Cedo demais, Flávio mostrou que não é confiável – sempre se desconfiou – e o Rio de janeiro, é o pior modelo de espertezas e da infiltração das várias facetas do crime organizado

    FLÁVIO BOLSONARO NA REDE COM XANDÃO, por Carlos Andreazza, no jornal O Estado de S. Paulo

    Se você desconfia do que Daniel Vorcaro contratava ao contratar o escritório de advocacia da mulher de Alexandre de Moraes, desconfiará da intenção do banqueiro ao investir, sob o aval da família Bolsonaro, no filme sobre Jair Bolsonaro. Este é o incômodo que perturba o bolsonarismo: ter caído na rede vorcárica, emaranhado Flávio Bolsonaro na mesma trama de suspeição em que está Xandão.

    Não se trata – não ainda – de questão policial; em nenhum dos casos havendo prova de que vantagem fora barganhada em troca do contrato-investimento. A questão tem natureza política e impacto limitador sobre o discurso eleitoral – sobre a porção do discurso que pautará os humores eleitorais. Porque há um padrão vorcárico–defácilreconhecimento – para estabelecimento de relações de interesse, a pergunta fundamental permanecendo a mesma: o que Vorcaro comprava, ou desejava comprar, ao comprar, usando um fundo-fachada, parte da parte de Dias Toffoli no hotel?

    O uso de fachadas, pilar do padrão vorcárico, compõe a rede por meio da qual o sujeito, invisível, estava em todos os lugares, sabido já que ao menos alguns dos milhões de dólares que destinou ao filme foram remetidos – para fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro – por meio de empresa-laranja, metida com firmas suspeitas de lavar recursos para PCC e máfia italiana, de que o banqueiro se servia quando até o compliance do Master recusava uma operação.

    O que Vorcaro contratava, ou desejava contratar, ao contratar a banca da esposa de ministro do STF? É pergunta que o bolsonarista não pode fazer sem que a outra se imponha. O que Vorcaro adquiria, ou desejava adquirir, ao adquirir cota em filme sobre expresidente cuja família controla os destinos da direita brasileira?

    Ninguém pode provar que Flávio – ou Moraes, ou Toffoli – tenha pactuado contrapartida aos dinheiros despendidos por Vorcaro. Ninguém pode dizer que Flávio não tivesse contrapartida a lhe oferecer. Um senador, com liderança sobre bancada, proponente de projetos de lei, filho de ex-presidente, com acesso a nomeados pelo pai na administração federal, com acesso fácil ao governo Castro no Rio e, senão candidato ele próprio, palavra decisiva sobre quem seria o escolhido a concorrer contra Lula. Tipo a ser conquistado, investimento com mais futuro do que aquele em Ciro Nogueira – também um senador de oposição.

    E há a questão das datas, que os Bolsonaro instrumentalizam para apregoar que os contatos com Vorcaro seriam anteriores às revelações sobre as pilantragens do sujeito. Proponha-se marco temporal conservador para o que seria a eclosão pública do affair Master, impossível desde então desconhecer as traficâncias vorcáricas: 3 de setembro de 2025, o dia em que o BC rejeitou a compra do banco pelo BRB. É de cinco dias depois, 8 de setembro, o áudio em que Flávio pede o dinheiro devido ao “irmão” que também passava “por um momento dificílimo”. É de 16 de novembro, véspera da prisão de Vorcaro, a mensagem em que declara – “estou e estarei sempre contigo” – não haver “meia conversa” entre eles.

  3. A PETULÂNCIA DE LULA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    Reportagens publicadas no fim de semana afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), após a histórica rejeição sofrida pelo advogado-geral da União no mês passado. Se isso realmente acontecer, Lula estará cometendo não apenas um erro político grave, mas demonstrando enorme dificuldade de aceitar os limites impostos pelo sistema de freios e contrapesos da Constituição.

    No dia 29 de abril, o Senado rejeitou a indicação de Messias por 42 votos a 34, produzindo um fato sem precedentes desde o governo Floriano Peixoto, em 1894. Pela primeira vez em mais de um século, um presidente da República foi impedido de transformar automaticamente sua vontade pessoal em um ministro do Supremo. A decisão serviu para recolocar o Senado no papel que a Constituição lhe reserva: o de funcionar como filtro democrático das escolhas presidenciais para a mais alta corte do País.

    A prerrogativa de indicar ministros do STF pertence ao presidente da República, mas não a de confirmar a indicação. O modelo constitucional brasileiro foi desenhado justamente para submeter essa escolha ao crivo do Senado, órgão eleito encarregado de verificar se o indicado reúne condições de ocupar um dos postos mais relevantes da República.

    Ao flertar com a ideia de insistir em Messias, Lula transmite a impressão de enxergar a rejeição não como manifestação legítima de outro Poder, mas como uma espécie de insubordinação institucional a ser corrigida. O problema é que Lula parece tratar a derrota como um contratempo político reversível, e não como uma decisão legítima do Senado.

    Como já dissemos outras vezes, Jorge Messias não reunia, e continua sem reunir, os atributos exigidos para integrar o STF: autoridade jurídica amplamente reconhecida, independência em relação ao governo, discrição institucional, respeito aos limites constitucionais da Corte e ausência de militância político-partidária. Messias jamais se destacou como um jurista cuja autoridade transcendesse fronteiras partidárias. Sua principal credencial sempre foi a proximidade política com Lula e o PT. Isso não mudou desde sua rejeição pelo Senado.

    A insistência presidencial apenas reforçaria a percepção de que Lula enxerga vagas no Supremo como prêmios a quem lhe é leal. Messias tornou-se figura simbólica do petismo não por representar uma referência jurídica nacional, mas por sua fidelidade ao grupo político governante em momentos particularmente delicados. O problema é que o Supremo não existe para acomodar lealdades nem para saldar dívidas políticas de presidentes da República.

    Há ainda, nessa possibilidade extremamente questionável, obstáculos regimentais relevantes à reapresentação imediata do nome. Uma norma interna do Senado impede que uma autoridade rejeitada seja novamente apreciada na mesma sessão legislativa para o mesmo cargo. Trata-se, porém, de regra interna corporis, passível de revisão ou flexibilização caso haja vontade política suficiente da Mesa Diretora e do presidente do Senado.

    Isso apenas torna a hipótese ainda mais problemática, porque uma eventual manobra regimental deixaria de ser uma discussão meramente processual para se transformar numa operação política destinada a contornar uma rejeição institucional claríssima do Senado. Depois de barrar um nome considerado inadequado para o Supremo, o próprio Senado seria chamado a reinterpretar suas regras para viabilizar justamente aquilo que acabara de rejeitar. Sabe-se lá a troco de quê o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, permitiria isso – mas dá para imaginar.

    A derrota de Messias deveria ter servido para induzir o presidente a recalibrar critérios. O País precisa de alguém com autoridade jurídica própria e independência real em relação ao Planalto. Insistir em Messias significaria apenas que, para Lula, a arquitetura institucional do País é meramente ornamental diante de seus desejos.

  4. Qualquer semelhança com algo que você enxerga ou ouve perto de você, não é mais mera coincidência. É um sistema normalizado.

    QUANDO UM MINISTRO CAÍA POR US$830, por Carlos Alberto Sardenberg, no jornal O Globo

    Estamos em 1993, o presidente da República é Itamar Franco, e seu ministro da Fazenda é Eliseu Resende. Vaza a informação de que Resende recebera vantagens impróprias de uma empreiteira durante viagem a Nova York. Itamar o demite. A empreiteira era a Andrade Gutierrez, que pagara uma conta de hotel de Resende. Valor: US$ 830!

    Reparem. O ministro, técnico respeitado, caiu por aceitar uma cortesia de míseros US$ 830. E mais: a viagem havia sido feita antes de Resende assumir o Ministério da Fazenda. Em dinheiro de hoje, esse valor paga uma diária no hotel Península de Londres, onde algumas autoridades se hospedaram por alguns dias, comeram e beberam por conta de Daniel Vorcaro. E acharam tudo muito normal.

    Outra do Itamar. Seu ministro-chefe da Casa Civil era Henrique Hargreaves, amigo de absoluta confiança. No Congresso, estava em andamento a CPI do Orçamento, e ali apareceram denúncias de que Hargreaves recebia dinheiro “por fora”. Eram suspeitas, mas Itamar resolveu afastá-lo até que se provasse sua inocência. O golpe foi tão pesado que Hargreaves sofreu um infarto. Sobreviveu, provou-se a inocência, e ele voltou ao cargo.

    Há duas lições aqui. Primeira, a suspeita ou, como alguns diriam, a “simples” suspeita é, sim, causa de afastamento do serviço público. Segunda, um homem honrado pode literalmente morrer de vergonha quando envolvido em denúncias de corrupção.

    Hoje, quando apanhado, o corrupto imediatamente se declara inocente, vítima de injustiças e perseguições. Quando não tem mais jeito de negar, vai para a delação premiada. Entrega, confessa, mas para salvar alguns trocados que garantam uma boa vida e — quem sabe? — a volta aos negócios. Já aconteceu com muitos que foram apanhados pela Operação Lava-Jato e hoje estão por aí, na boa, negociando com governos.

    Itamar sucedia a Fernando Collor, que sofrera impeachment por causa de grossa corrupção. Ainda assim, na casa dos milhões. Na Lava-Jato, os valores do dinheiro roubado chegaram aos bilhões. No caso Vorcaro, dezenas de bilhões. Pode-se dizer que foram em vão os exemplos deixados por Itamar Franco.

    No público, a impressão é que a roubalheira é generalizada em todos os governos, de Brasília aos municípios.

    — A cada dia que passa, temos a sensação de que a corrupção tomou conta do país; não há o que fazer: sofremos de uma doença incurável — escreveu na revista Veja a economista Maria Cristina Pinotti, sem dúvida a maior autoridade no estudo dos impactos da corrupção na sociedade.

    Para ela, entretanto, a doença não é incurável. A cura é difícil, mas absolutamente necessária para que o país escape dessa situação de baixo crescimento e enorme desigualdade. A sensação de roubalheira geral é disruptiva. Imagine o cidadão comum, que entrega em dia sua declaração de IR, paga os impostos e todo dia toma conhecimento de algum episódio de roubo de dinheiro público, o dinheiro que ele pagou. Por que pagar de novo?

    O empresário honesto se vê numa competição desleal. O concorrente ganha os contratos não por ser mais eficiente, mas por dispor dos melhores contatos nos governos. As obras são feitas e os serviços prestados não para buscar o bem comum, mas porque dão mais dinheiro para alguns. Como escapar dessa situação? Pela atuação civil das pessoas honestas, pelo trabalho de instituições sérias e pelo apoio a políticos e servidores sérios.

    Pinotti sugere o caminho. Primeiro, avaliar o tamanho da corrupção — tarefa obviamente difícil, mas que pode ser cumprida por boas pesquisas e análises dos gastos públicos. A partir daí, é necessário reformar a legislação penal, para redefinir o crime de corrupção e as penalidades. Para isso, claro, precisamos do Poder Legislativo. E, para aplicar uma nova legislação, precisamos da ação do Judiciário.

    Imagino a sensação de desânimo do leitor… mas é nesses Poderes que encontramos corrupção. Pois é. Ninguém disse que é fácil. Mas a Itália conseguiu. E sempre temos o voto. Quem sabe nos aparece um novo Itamar.

  5. A CONTA SALGADA DAS BONDADES DE LULA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    Uma reportagem recente do Estadão revelou que o custo das medidas anunciadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva para estimular a economia nos últimos dois anos atingiu R$ 140 bilhões. O levantamento, realizado pelo banco BTG Pactual, inclui dez propostas que já estão em vigor ou prestes a serem executadas. Portanto, não se trata de uma conta fechada: é muito provável que a conta da demagogia fique ainda mais salgada, especialmente porque Lula precisa muito recuperar sua popularidade para aumentar suas chances de reeleição, num cenário de disputa apertadíssima. Tudo isso, é óbvio, resultará em mais inflação e pressionará ainda mais a já estratosférica taxa de juros, aumentando o custo do dinheiro e o custo de vida justamente para aqueles eleitores cujo voto Lula pretende conquistar.

    A farra começou no fim de 2024, com o anúncio da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. Promessa que Lula havia feito dois anos antes, ainda durante a campanha, a benesse foi aprovada pelo Congresso no ano passado e entrou em vigor em janeiro. O governo abriu mão de R$ 31 bilhões, valor que inclui o desconto no imposto para quem recebe até R$ 7.350 mensais, mas o efeito eleitoral da medida tem sido pífio, a julgar pelas pesquisas.

    O problema é que, para o eleitor, a despeito do desemprego baixo, da alta da renda e da inflação razoavelmente sob controle, a sensação é de dificuldade, ante uma alta persistente dos preços dos alimentos e o endividamento crônico.

    Foi nesse contexto desafiador que o governo pisou no acelerador e recorreu a um verdadeiro arsenal de medidas. Diferentemente do IR, no entanto, cuja renúncia fiscal, em tese, será compensada pela tributação dos mais ricos, a maioria das novas iniciativas tem caráter parafiscal, uma temeridade considerando o histórico lulopetista com esse tipo de política.

    Medidas parafiscais, em um primeiro momento, não causam impacto no Orçamento Geral da União. Os recursos que bancam essas políticas podem ter origem em fundos, estatais ou bancos públicos. Não há descumprimento de regras fiscais, tampouco é necessário obter aval do Congresso para colocá-las em vigor.

    Parece o melhor dos mundos, mas o perigo está na recorrência com que o governo tem feito uso delas, no espírito que o motiva a implementá-las e nas consequências adversas que elas produzem na economia. Depois da isenção do IR, foram anunciadas ao menos dez iniciativas, e nove delas não escondem o caráter eleitoreiro.

    A mais recente é a nova etapa do Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado no dia 4 passado e bancado com dinheiro do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Além de pessoas físicas inadimplentes, microempreendedores individuais, estudantes e agricultores familiares, a ideia é alcançar quem paga as contas em dia e trabalhadores informais.

    Há ainda diversas medidas para estimular a tomada de empréstimos, como o consignado privado, o novo modelo de crédito imobiliário, o Reforma Casa Brasil e as novas faixas do Minha Casa Minha Vida. O governo ainda vai bancar a conta de energia de famílias de baixa renda por meio das faturas de outros consumidores e botijões de gás com dinheiro do pré-sal.

    Vem mais por aí. Depois do Move Brasil, com R$ 21,2 bilhões em crédito para a compra de caminhões, ônibus e outros veículos pesados, operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o governo ainda pretende lançar uma linha de crédito barata para compra de automóveis para taxistas e motoristas de aplicativo, além de subsídios para reduzir preços de gasolina e etanol. O pretexto é ajudar quem utiliza o veículo como fonte de geração de renda, mas é simplesmente impossível não associar as medidas aos auxílios lançados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a meses da disputa eleitoral.

    A conta dessas iniciativas, cedo ou tarde, chega ao Orçamento, mas o governo Lula prefere fingir que nada disso terá custo nem prejudicará as contas públicas. Se Lula efetivamente conseguir se reeleger, terá de arcar com a herança maldita gerada por si mesmo. Dessa vez, não poderá jogar a responsabilidade no antecessor

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