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QUEM ELEGE A DITA ESQUERDA NO BRASIL? A INCOMPETÊNCIA E A MESMA VALA COMUM DE POLÍTICOS DA DIREITA. TODOS TÃO IGUAIS. É O QUE MOSTRAM OS ARRANJOS DESTA ELEIÇÃO, AS PESQUISAS E POR EXEMPLO, A REALIDADE DA MAIORIA DOS ELEITOS AQUI EM OUTUBRO DE 2024

A pesquisa Genial/Quest desta quarta-feira “pegou” os bolsonaristas de “surpresa”? Só eles se consideraram, mais uma vez, “surpreendidos”. Na praça já se sabia que a soma de tantos erros táticos com um candidato manco, a campanha estava lhe escapando do controle na pretendida convergência da direita e do conservadorismo. Ele representa uma família e não, exatamente, uma parte da sociedade como deveria de ser. Então, só poderia dar no que está dando. Ao senador fluminense Flávio Bolsonaro, PL, restou choramingar e se agarrar às tábuas do barco que fazendo água desde abril, quando ultrapassou Luiz Inácio Lula da Silva, PT.

Flávio se embrulhou nos casos das tarifas impostas pelo “doido dono do mundo”, o republicano que governa os Estados Unidos, Donald Trump ao Brasil; muito tardiamente percebeu que era contra empregos e a economia brasileira. Mentiu – e foi pego tentando construir uma narrativa mais mentirosa ainda – ao tentar dizer que não tinha relação alguma com o banqueiro bandido Daniel Vorcaro. Mas, nada foi pior para ele, do que a briga familiar com a madrasta Michele Bolsonaro, PL, e levado a público. Ficou claríssimo a partir deste momento quem é Flávio neste jogo familiar.

O resultado desta longa lista está nas ruas – e nas pesquisas. Se Flávio, tinha a obrigação de empunhar a bandeira da mudança, da estabilidade jurídica, econômica e social, ele apenas se agarrou a um imaginário bipolar ao que está – ou estaria – posto em disputa, como se isso fosse o suficiente para todos os cidadãos e cidadãs cansados de estagnação, enrolação e “surpresas” ruins a todo momento.

E por quê? Porque Flávio não tem nada além do que Jair Messias Bolsonaro, PL, tinha: pátria, família e Deus. Isto já passou. O país precisa de muito mais num mundo de turbulências, separações e oportunidades geopolíticas. Flávio, o bolsonarismo, principalmente e o PL, não possuem, até o momento, um projeto real de Brasil. Simples assim. Flávio não é um estadista. Flávio não possui equipe. Flávio não tem discurso. Flávio não é por si só, como foi Jair, um carismático catalizador de votos e esperanças de mudanças. Flávio não consegue sequer, ser um animador de brigas de torcidas.

No fundo, o PL, o bolsonarismo e a direita são trituradores de reputações e geradores em alta tensão de confusões dentro da própria bolha onde estão.

Exagero? Vamos a Santa Catarina. Aqui o bolsonarismo alugou o eleitorado para se encostar na perpetuidade do poder. É isto que quer o improdutivo vereador carioca por mandatos seguidos, Carlos Bolsonaro, PL. Ele virou “barriga-verde”, mas apenas para tomar uma vaga das três que temos no Senado, como se já não bastasse a conseguida por outro carioca Jorge Seif Júnior, PL.

E de contrapeso pela diminuição da representação de Santa Catarina no Congresso, Jair Renan Bolsonaro, PL, vereador inexpressivo em Balneário Camboriú, já conta como favas contadas a sua eleição à Câmara Federal para retomar a sua rotina familiar e de amigos em Brasília. Santa Catarina terá 15 deputados aos diminuídos 16 e contra a Constituição. Ela diz, expressamente, que devemos ter 20.

O bolsonarismo catarinense ignorou os catarinenses. Impressionante. E Jorginho Mello, PL, experiente político, que já esteve ao lado impichada de Dilma Vana Rousseff, PT, conseguiu criar dentro do próprio conservadorismo a candidatura do ex-deputado estadual, Federal e prefeito de Pinhalzinho e Chapecó, João Rodrigues, PSD, o seu próprio adversário ao não liderar este processo da sua reeleição. Gente doida.

E em Blumenau e Gaspar? Eu conto ou deixo rolar solto o que todos contam sobre os desastres das gestões de Egídio Maciel Ferrari e Paulo Noberto Koerich, ambos do PL, bolsonaristas e conservadores? E os candidatos deles?

Concluindo: é gente como os bolsonaristas radicais e sem controles, como Jorginho, Egídio e Paulo, agregados que sempre estiveram em outros projetos de poder, que no fundo, está desmanchando a capilaridade de Flávio em ambientes de direita e conservadores – que nesta altura da pré-campanha já deveriam estar consolidados – mas que já enxergaram que o projeto de Flávio é apenas dos Bolsonaros e não de Brasil, de Santa Catarina, Blumenau ou Gaspar.

Em Santa Catarina, ao menos, ainda há uma opção dentro da direita e do conservadorismo. Mas, no Brasil, este “samba do crioulo doido” está reelegendo Lula mesmo diante de tanto desastre econômico, desperdício, inflação, inseguranças – incluindo a jurídica e a parlamentar que aprova pautas bombas para nos obrigar a pagar mais impostos e sustentar os devaneios eleitoreiros – e tantos impostos tão altos e on-line contra a geração – e circulação –  de riqueza e inclusão competitiva. Flávio está perdendo o controle da sua própria bolha, quando deveria agregar a parte ponderável do pêndulo que elegeu Lula e está insatisfeita com ele. 

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12 comentários em “QUEM ELEGE A DITA ESQUERDA NO BRASIL? A INCOMPETÊNCIA E A MESMA VALA COMUM DE POLÍTICOS DA DIREITA. TODOS TÃO IGUAIS. É O QUE MOSTRAM OS ARRANJOS DESTA ELEIÇÃO, AS PESQUISAS E POR EXEMPLO, A REALIDADE DA MAIORIA DOS ELEITOS AQUI EM OUTUBRO DE 2024”

  1. No atual estágio do conflito e da errática administração do Republicano Donald Trump, um artigo simples, de fácil compreensão, da tática de poder apenas pelo poder onde o poderoso perde e anuncia que está levando vantagem. Sem disparar um único tiro, a China viu três de seus objetivos de longa data ganharem impulso. A mudança será gradual, mas a tendência é o afastamento da hegemonia do dólar

    A GUERRA É UM PRESENTE, MAS NÃO PARA OS ESTADOS, por Farred Zakaria, escritor e jornalista indiano-norte-americano, traduzido e publicado no jornal O Estado de S. Paulo.

    À medida que a tensão com o Irã oscila de uma semana para outra, uma tendência fica clara: a China é a maior beneficiária do conflito. Pequim não precisou disparar um único tiro, gastar quantias vultosas ou consumir capital político. No entanto, obteve mais ganhos com a crise do que com qualquer outro país nas últimas três décadas.

    O conflito acelerou três objetivos de longa data da China: um Oriente Médio menos dependente dos EUA; um mundo mais dependente de tecnologias chinesas; e a consolidação da reputação de Pequim como uma potência mundial séria e estável.

    Pequim não tentou substituir Washington enquanto fiador militar do Oriente Médio – isso exigiria compromissos dispendiosos. Seu objetivo é mais simples e sutil: afastar o Golfo Pérsico da órbita americana. Donald Trump está realizando grande parte desse trabalho para Xi Jinping.

    Aliados dos EUA no Golfo viram Washington conduzir a guerra de maneira caótica e com pouca consideração pelos danos causados às cidades, à infraestrutura e às economias da região. O Golfo Pérsico está agora se dividindo em dois blocos. Os Emirados Árabes estão se aproximando de Israel e EUA. No entanto, um grupo maior liderado pela Arábia Saudita, que inclui Catar, Omã e, talvez, Iraque e Turquia, provavelmente buscará segurança no longo prazo por meio de um equilíbrio: manter laços com os EUA, mas também dialogar com o Irã e melhorar as relações com a China.

    Essa é precisamente a ordem regional que Pequim quer. Em 2023, a China mediou a restauração das relações entre Arábia Saudita e Irã. Desde então, Riad resiste a aderir a certos projetos liderados pelos EUA sobre data centers e chips. O país comprou mísseis e drones chineses, realizou exercícios com a marinha chinesa e explorou a produção local de drones de combate Wing Loong.

    INFLUÊNCIA. Os países do Golfo foram destino de mais de 80% das exportações chinesas de defesa para o Oriente Médio entre 2016 e 2025. Ninguém está tentando substituir o guarda-chuva de segurança dos EUA, mas eles querem opções – e opções reduzem a influência americana.

    A vitória mais impressionante da China é de natureza geoeconômica. À primeira vista, um país que importa 70% de seu petróleo deveria estar entre os maiores perdedores da guerra. No entanto, Pequim resistiu ao choque melhor do que a maioria, porque passou anos se preparando. Diversificou fornecedores, construiu o que se estima ser a maior reserva estratégica de petróleo do mundo, continuou utilizando carvão, expandiu a energia nuclear e eletrificou sua economia em uma escala que nenhum outro país igualou.

    A eletricidade responde por 30% do consumo de energia da China, um índice quase 40% superior ao dos EUA ou da Europa. Em 2024, a China foi responsável pela instalação de mais da metade de toda a nova capacidade global de energia eólica e solar. Por todos esses motivos, o país pôde reduzir suas importações de petróleo em 4 milhões de barris por dia durante o conflito.

    A guerra tornou-se uma enorme vitrine para as tecnologias estratégicas chinesas. Governos de todo o mundo buscam expandir suas capacidades em energia solar, baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e redes de energia.

    A China detém 91% da capacidade global de fabricação de painéis solares e 89% da capacidade de produção de baterias de íon-lítio. Empresas chinesas fabricam 70% de quase todas as tecnologias de energia limpa monitoradas pela Bloomberg. Quanto mais tempo persistir a insegurança energética, mais o mundo recorrerá às indústrias dominadas pelos chineses.

    A guerra também promoveu um objetivo fundamental da China: enfraquecer o domínio do dólar sobre o comércio global. Segundo relatos, o Irã permitiu a passagem de alguns navios-tanque pelo Estreito de Ormuz sob a condição de que as transações fossem feitas em renminbi chinês (ou em criptomoedas).

    A China e seus parceiros ampliaram o comércio em renminbi para reduzir a exposição às sanções americanas. Essa mudança será gradual, mas a tendência agora é inconfundível: o afastamento da hegemonia do dólar.

    Por fim, há o ganho inesperado em termos de reputação. O governo Trump entrou na guerra com objetivos grandiosos: mudança de regime, destruição do programa nuclear do Irã e eliminação de suas capacidades de mísseis balísticos e de seu apoio a grupos aliados na região. Não alcançou nenhum. Em vez disso, espera apenas abrir o Estreito de Ormuz, que já estava aberto antes da guerra.

    Trump escolheu esta guerra e, ao fazê-lo, consumiu dezenas de bilhões de dólares, desperdiçou munições, desviou recursos militares da Ásia, desestabilizou aliados e demonstrou que, mesmo com o enorme poder dos EUA, uma estratégia errada e táticas em constante mudança geram maus resultados.

    A China fez pouco. Continuou comprando petróleo iraniano, manteve relações com países do Oriente Médio e evitou os custos de defender o Irã ou de patrulhar o Golfo. Essa é a abordagem preferida de Pequim: nada de confrontos, mas sim o acúmulo constante de influência.

    DECADÊNCIA. Nos últimos 25 anos, os EUA se exauriram em três grandes aventuras militares no Oriente Médio enquanto a China acumulava poder industrial, capacidade tecnológica e relações diplomáticas. Washington age. Pequim aguarda. A China arcou com custos decorrentes desta guerra – preços de energia mais altos, cadeias de abastecimento interrompidas e uma demanda global mais fraca. Mas o poder é sempre relativo. Em comparação aos danos sofridos pelos objetivos, pelas alianças e pela credibilidade dos EUA, a China saiu em vantagem.

  2. O BRASIL NÃO PODE AGIR COM O FÍGADO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    O tarifaço americano já produz prejuízos, mas sua aplicação seletiva oferece uma pista sobre o que o Brasil ainda pode fazer. A ampliação das exceções não caiu do céu. Empresas brasileiras, compradores americanos e associações setoriais mostraram a Washington que certas tarifas encareceriam alimentos, interromperiam cadeias produtivas e atingiriam indústrias locais. Centenas de linhas tarifárias saíram da lista e mais da metade da pauta brasileira ficou preservada.

    Esse recuo parcial não torna a medida do presidente Donald Trump menos protecionista, arbitrária ou politizada. Revela, porém, que sua administração reage a custos internos e a interesses organizados. A tarifa foi escolhida como instrumento de pressão; sua configuração final permanece sujeita a barganha. A própria autoridade comercial americana afirmou que as conversas podem continuar.

    Convém medir o dano. O impacto sobre o PIB brasileiro tende a ser limitado. Mas para empresas muito dependentes do mercado americano, fabricantes de bens especializados e regiões industriais do Sul e do Sudeste a perda pode ser severa. Estatísticas agregadas não pagam salários nem salvam contratos. Também seria ilusório supor que novos compradores aparecerão rapidamente para produtos desenhados segundo especificações, redes logísticas e relações comerciais construídas ao longo de anos.

    Crédito, garantias e apoio à abertura de mercados ajudam a amortecer o choque. São medidas necessárias para empresas expostas, desde que temporárias, transparentes e bem focalizadas. Ainda assim, concentram-se nos efeitos do tarifaço. O esforço principal deve buscar sua redução. Cada nova exceção diminui a conta sobre empresários, trabalhadores e contribuintes.

    A maior ameaça a esse esforço talvez esteja em Brasília. A ofensiva de Trump ofereceu a Luiz Inácio Lula da Silva uma bandeira patrioteira e a oportunidade de associar o bolsonarismo aos danos comerciais. Há exigências americanas que merecem recusa firme, especialmente qualquer ingerência sobre o Judiciário e instituições nacionais, como o Pix. O recurso à soberania perde credibilidade, contudo, se servir para bloquear toda concessão razoável e prolongar um conflito eleitoralmente útil. Cabe ao chefe de Estado brasileiro proteger empresas e empregos, mesmo que uma acomodação produza menos dividendos de campanha do que a indignação.

    O Brasil pode discutir etanol, acelerar patentes, rever tarifas industriais, oferecer maior previsibilidade na economia digital e construir parcerias em minerais críticos. Boa parte dessas concessões seria benéfica ao País independentemente da pressão americana. O Brasil é um dos países mais fechados do mundo e há bastante gordura para queimar sem comprometer interesses essenciais.

    Outros governos compreenderam essa aritmética. A União Europeia preparou retaliações, mas conteve sua aplicação enquanto buscava um acordo. O Reino Unido aceitou ajustes delimitados, preservou setores sensíveis e deu a Trump algo que pudesse apresentar como vitória. A China dispõe de minerais, escala industrial e mercado suficientes para sustentar uma escalada – o Brasil não possui esse poder de fogo.

    A Lei da Reciprocidade deve permanecer pronta e tecnicamente estudada. Aplicá-la por impulso teria valor retórico e utilidade econômica incerta. Trump pode ignorá-la ou escalar sanções, deixando os exportadores brasileiros ainda mais expostos. A ameaça só faz sentido se estiver ligada a objetivos claros, atingir interesses focalizados nos EUA e impuser custo reduzido à economia nacional.

    A diplomacia empresarial já mostrou que interesses compartilhados abrem portas. Seu alcance, porém, termina onde começam as decisões de Estado. Empresas defendem seus produtos, acionistas e contratos; o governo precisa transformar esses pleitos dispersos numa estratégia nacional, elevar a interlocução e apresentar um pacote capaz de combinar firmeza, concessões seletivas e ganhos recíprocos.

    “O nome do jogo é negociação”, resumiu o ex-embaixador Rubens Barbosa, em entrevista ao Estadão. “Uma coisa é a narrativa política interna, e outra coisa é o interesse nacional.” Ainda existe espaço para reduzir o tarifaço. O risco é de que o Planalto prefira explorar o conflito a encerrá-lo.

  3. TCE ATUA COMO FISCAL EM CAUSA PRÓPRIA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

    O Tribunal de Contas da União enfraqueceu uma das principais barreiras aos supersalários no serviço público. Por oito votos a um, decidiu excluir do teto constitucional gratificações pagas a servidores do TCU, da Câmara dos Deputados e do Senado que ocupam cargos de direção e chefia.

    O órgão encarregado de fiscalizar o cumprimento da regra resolveu flexibilizá-la em benefício próprio e dos demais Poderes que deveria controlar.

    A Constituição não estabeleceu o teto remuneratório, hoje de R$ 46.366,19, como uma referência simbólica. Sua finalidade é impedir que parcelas salariais, sob diferentes denominações, permitam remunerações acima do limite constitucional. Ao excluir gratificações dessa conta, o tribunal cria uma brecha incompatível com o espírito da norma.

    A justificativa tampouco convence. Segundo os defensores da mudança, servidores deixam de assumir funções de chefia porque a gratificação acaba absorvida pelo teto. Ainda que a distorção exista, ela não autoriza uma exceção criada por decisão administrativa. Se a estrutura das carreiras exige revisão, cabe ao Congresso promovê-la por lei, e não ao órgão de controle reinterpretar a Constituição.

    As circunstâncias do julgamento agravam o problema. Como revelou a Folha, líderes do Congresso atuaram para reverter o entendimento histórico do tribunal.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), telefonou diretamente a ministros do TCU para defender a alteração. A decisão veio poucos meses após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetar dispositivos que ampliariam supersalários justamente no TCU, na Câmara e no Senado.

    O que foi barrado pela via legislativa reaparece agora sob a forma de uma nova interpretação.

    Também chama atenção o abandono irresponsável de uma jurisprudência consolidada. A área técnica do TCU defendeu o arquivamento do caso e lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a própria corte sempre consideraram gratificações de função como parte da remuneração sujeita ao teto —o único voto vencido agora seguiu esse entendimento.

    O precedente tende a estimular reivindicações semelhantes em outras carreiras, ampliando a erosão do limite constitucional.

    Ainda mais grave, compromete a autoridade de um tribunal que exige rigor fiscal do Executivo, mas adota critério complacente quando estão em jogo os interesses de seus servidores e dos integrantes do Congresso. Fiscalizar a lei pressupõe, antes de tudo, disposição para cumpri-la.

  4. PARA JANJA, TUDO É “MISOGINIA”, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou em entrevista ao UOL que as críticas que sofre por supostamente gastar muito dinheiro público nas viagens oficiais são motivadas por “misoginia pura”. Donde se depreende que, por ser mulher, a sra. Janja acredita estar dispensada de dar explicações sobre seus gastos – escrutínio ao qual todos os integrantes do Estado brasileiro, independentemente do sexo, são submetidos. E a razão desse escrutínio é muito simples: trata-se do dinheiro de todos os contribuintes, inclusive milhões de mulheres que lutam diariamente para pagar suas contas e seus impostos.

    Usar a acusação de “misoginia” como artimanha retórica para esquivar-se de perguntas incômodas chega a ser cruel com as muitas mulheres que cotidianamente sofrem preconceito pelo fato incontornável de serem mulheres. Não há dúvida de que a sra. Janja muitas vezes também é vítima desse preconceito, mas, no caso da cobrança de explicações sobre despesas pagas com dinheiro público, é obrigação da primeira-dama fornecê-las sem demora e com total transparência. A não ser que a sra. Janja se considere especial a ponto de não se sentir obrigada a dar satisfações sobre como gasta o dinheiro do contribuinte e de considerar preconceituoso quem as exige.

    Aliás, parece ser este precisamente o caso: a sra. Janja se tem em tão alta conta que declarou, na mesma entrevista, que o Brasil nunca teve uma primeira-dama que “trabalha efetivamente” como ela – menosprezando a atuação, por exemplo, de Ruth Cardoso, que na Presidência do marido, Fernando Henrique Cardoso, idealizou o Comunidade Solidária, articulando Estado e sociedade no combate à pobreza. Segundo a sra. Janja, “a sociedade brasileira, de modo geral, e a imprensa também não estavam acostumadas com isso”, sugerindo que o Brasil é uma retrógrada sociedade patriarcal que não estava preparada para uma primeira-dama como ela e, por isso, não entende sua atuação.

    Ora, se a sra. Janja estivesse realmente preocupada com a condição feminina, teria cobrado do marido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que procurasse nomear mais mulheres para o primeiro escalão – lembrando que hoje, dos 38 ministérios, apenas 8 são ocupados por mulheres. A esse respeito, contudo, a primeira-dama deu a resposta padrão dos petistas: a culpa é sempre dos outros – no caso, dos partidos da base governista que não indicam mulheres para os ministérios.

    A mesma desculpa, contudo, não serve para as escolhas de Lula para os tribunais superiores. Até julho do ano passado, Lula havia indicado nove homens e apenas quatro mulheres. Para o Supremo Tribunal Federal, escolheu Cristiano Zanin e Flávio Dino e, na vaga seguinte, preferiu Jorge Messias. Ou seja, em três oportunidades, mesmo pressionado pela esquerda, não indicou nenhuma mulher. Com Dino na vaga de Rosa Weber, o STF ficou reduzido a uma única ministra.

    Mas Lula, claro, não é “misógino”.

  5. A prova de que não existem direita e esquerda na irresponsabilidade fiscal e no exercício do populismo descarado e criminoso dos que nós elegemos para nos representar em Brasília.

    O BRASIL QUE SE LASQUE, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece condições especiais para a aposentadoria de agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, sem levar em conta as regras fiscais, não surpreendeu ninguém. Como tem sido cada vez mais comum em anos eleitorais, o populismo mais uma vez venceu a razão, e o receio de parecer insensível em relação a uma categoria profissional relevante bastou para que a proposta reunisse apoio quase unânime no Congresso Nacional.

    Não se passaram nem sete anos desde que o mesmo Legislativo, diante do risco de colapso da Previdência Social, aprovou regras bem mais rígidas para a aposentadoria em geral, com ampliação da idade mínima e do tempo de contribuição para obtenção do benefício. Tratava-se de não brigar com a realidade: o déficit na Previdência no ano passado foi de R$ 321 bilhões e só vai crescer ao longo dos próximos anos.

    Pelo texto aprovado anteontem, contudo, mais de 300 mil agentes poderão se aposentar com idade mínima menor, de 57 anos para mulheres e de 60 anos para homens, e terão direito a paridade e integralidade nos benefícios com profissionais da ativa, regalias que foram extintas há mais de 20 anos no serviço público e que jamais existiram no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Trata-se, portanto, de uma verdadeira contrarreforma da Previdência.

    E os placares foram sempre acachapantes. Na Câmara, a proposta havia sido aprovada em outubro do ano passado por 446 votos a 20 no primeiro turno e 426 a 10 no segundo. No Senado, por sua vez, o texto foi apreciado na terça-feira passada e recebeu 73 votos favoráveis e apenas um contrário.

    Foi um show de hipocrisia. Coube ao próprio presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), orientar seu partido a votar a favor da proposta – provavelmente menos por convicção e mais por reação ao governo Lula, que o pressiona a pautar outra medida eleitoreira, a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

    À exceção do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), o único a se posicionar contra PEC, os senadores da direita, que tanto alardeiam sua ojeriza aos privilégios concedidos pelo Estado, se dividiram entre apoiar a medida ou simplesmente não participar da votação – caso do senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, e do coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (RN).

    Já a senadora Teresa Leitão (PT-PE), em sua primeira votação de peso desde que assumiu a liderança do governo no Senado, mostrou estar à altura de seu antecessor, Jaques Wagner (PT-BA), e manteve o padrão de defesa de posições incoerentes e absolutamente incompatíveis com o cargo. Em seu “batismo de fogo”, a senadora liberou a bancada para se posicionar como preferisse, absteve-se de votar e praticamente conclamou os colegas a apoiarem a medida.

    “Não é a posição do presidente Lula, amigo dos trabalhadores; não é a posição da senadora Teresa Leitão, egressa dos trabalhadores e amiga dos trabalhadores; é uma posição de governo, porque ela não se encerra apenas nessas coisas que eu disse, que são muitas, mas que têm injunções que se relacionam com outras. Por conta disso, o governo vai liberar o voto da sua bancada”, afirmou, como se estivesse a enunciar uma equação matemática insolúvel.

    Não era essa a orientação da equipe econômica, que corretamente classificou a medida como uma “pauta-bomba”. Não se questiona a importância do serviço prestado por agentes comunitários de saúde, mas a PEC, uma vez promulgada, deve gerar um custo de R$ 28 bilhões para os cofres públicos, e o Congresso, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal, concedeu o benefício sem indicar de que forma será custeado.

    Eis o tipo de medida que só fortalece a iniciativa do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes de propor uma súmula vinculante para barrar propostas que criem despesas ou benefícios fiscais sem fonte de receita para custeá-las. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, não descarta recorrer ao Supremo para derrubá-la. A incompatibilidade da proposta com as regras fiscais é patente, de forma que o Congresso não poderá culpar o STF por cumprir a Constituição quando tiver de julgá-la.

  6. O que quase todos os senadores e deputados aprovaram contra a maioria dos seus eleitores e eleitoras, foi privilégio que não vai ser pago por eles, mas pelos cidadãos e cidadãs, pagadores de cada vez mais altos impostos on line para suportare a farra de privilégios a castas e guildas

    O BRASIL VIVE HOJE UM QUADRO DE FEUDALISMO FISCAL, por Adriana Fernandes, no jornal Folha de S. Paulo

    O Brasil já vive um quadro de feudalismo fiscal. O termo foi cunhado há seis anos por Élida Graziane, especialista em contas públicas e procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo.

    Na época, a previsão era um alerta para os riscos no futuro. Mas o que era um prognóstico se transformou em realidade rapidamente.

    Nos últimos tempos, assistimos sem reação à adoção de medidas populistas, aprovação de pautas-bomba, negociatas com emendas, aumento de penduricalhos para servidores, de benefícios fiscais e tantos outros mecanismos de captura de recursos públicos.

    Cada setor querendo o seu quinhão. Em ano eleitoral, tudo se acelera. É terra arrasada.

    Os agentes públicos e privados capturam os recursos públicos como se fossem seus feudos. Os senhores feudais de hoje, na qualidade de proprietários do poder de determinar leis e regras, aproveitam para decidir quem terá mais privilégios e recursos.

    As emendas reforçam o sistema, que funciona por meio de laços de fidelidade, como a vassalagem, em troca de lealdade e proteção.

    A aprovação da PEC que cria uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde, que vai na direção contrária à da reforma da previdência, a briga pela distribuição de emendas, a resistência às restrições aos penduricalhos são resultados do feudalismo.

    O novo penduricalho, aprovado nesta quarta-feira (15) pelo TCU (Tribunal de Contas da União) —uma gratificação para servidores da Câmara, do Senado e da própria corte que ocupam cargos de direção e chefia— é do mesmo naipe.

    Não há como projetar o futuro das contas públicas no Brasil, porque estamos aprisionados ao curtíssimo prazo. Não adianta ficar discutindo regra fiscal, medidas de ajuste, corte de benefícios e despesas se não definimos prioridades.

    Somos um país sem concepção de futuro. Vivemos em meio a uma superposição de regras fiscais que convivem com burlas e indícios de corrupção.

    O feudalismo fiscal cobra da sociedade, depois, mais impostos e juros altos.

  7. ELEIÇÕES E O CONCLUIO, por William Waack, no jornal O Estado de S. Paulo

    A participação do STF na política virou hoje o único fator abrangente empurrando a oposição, que padece claramente de liderança e direção. Até Lula, que não governa sem o Supremo, reconhece que o STF lhe traz problemas de popularidade.

    A recente proibição a Flávio Bolsonaro de visitar o pai, imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, apenas reforça essa percepção por parte de uma enorme parcela do público: a de que o STF é parte da luta político-partidária e, portanto, tem lado. Se a proibição determinada pelo ministro se justifica por critérios técnicos (violação das medidas cautelares por parte de Bolsonaro), isso em nada altera esse quadro.

    Pois o que vigora é um sentimento geral de que algo terá de ser feito para controlar o Supremo. Até os candidatos nas eleições proporcionais perceberam que essa é uma promissora bandeira. Os candidatos ao Senado estão sendo avaliados em função de apoiar ou não o impeachment de ministros do Supremo.

    Uma vez que a correlação de forças no Congresso já será estabelecida na noite do 4 de outubro, e assume-se que será uma eleição em dois turnos para presidente e muitos governadores, pode-se antecipar um peso considerável da “questão STF” nas decisões finais. As urnas trarão algum tipo de resposta a uma das perguntas formuladas pelo jurista Joaquim Falcão em recente entrevista ao Globo, a de quem julga os julgadores.

    A outra pergunta é bem mais complexa e não há sinais de que as eleições produzam clarezas “definitivas”. É o fato, apontado entre outros também por Falcão, da tendência do sistema de poder de se manter numa espécie de “equilíbrio do fio da navalha”, que é a grande instabilidade trazida pela incessante queda de braço entre os Poderes.

    Recentes medidas por parte do ministro Flávio Dino no campo das emendas parlamentares sugerem uma tentativa de rompimento desse “sistema de conluio”, existente apesar da instabilidade, pelo qual o Legislativo não vai às últimas consequências contra o Judiciário e viceversa. Dino se empenha numa clara ação de controle sobre quem controla a política, ou seja, os caciques partidários.

    As pesquisas indicam que o Senado não terá condições de “responder” à ala de Dino mediante maioria para aprovar impeachments. Mas a oposição terá número suficiente para eleger o próximo presidente do Congresso. Ou seja, teoricamente, pode desfazer o atual princípio dissuasório vigente entre Legislativo e Judiciário, conhecido como “MAD” (destruição mutuamente assegurada).

    Vai depender de imponderáveis, num ambiente político no qual os principais participantes despontam sobretudo pelas próprias fragilidades.

  8. Sr. Editor,

    Pelo respeito e apreço que tenho pelo seu espaço, gostaria de responder à sua pergunta: quem elege a chamada esquerda?

    Na minha visão, são pessoas um pouco mais informadas sobre as diferenças entre um projeto de país e outro.

    Enquanto um ex-presidente passeava por Santa Catarina em motociatas, outro inaugurava uma fragata para fortalecer a Marinha. Enquanto um ampliou universidades e institutos federais, outro banalizou a classe dos professores e demonstrou profundo desrespeito à educação.

    Enquanto um comemorava a venda de um caminhão de abacates para a Argentina como grande conquista, outro recolocou o Brasil entre as maiores economias do mundo e ampliou sua relevância no cenário internacional.

    Meu caro, a lista de diferenças é extensa, e o seu espaço seria pequeno para mencionar tantos outros feitos que considero positivos dos governos de esquerda.

    Sem contar a diferença na visão humanitária: de um lado, uma esquerda que, na minha percepção, procura não abandonar os seus; do outro, uma direita que, muitas vezes, parece priorizar apenas o próprio bem-estar.

    Respeito quem pensa diferente, mas acredito que essas diferenças ajudam a explicar por que tantas pessoas continuam escolhendo a esquerda nas urnas.

    1. O esclarecimento só reforça que ambos representam o Brasil do atraso. E é preciso mudar, e sem um dos dois líderes do zero e ilusões. E só nós eleitores e eleitoras podemos fazer isto.

  9. Texto de Yago Godoy, para o jornal O Globo

    Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando todos os cenários testados de segundo turno nas eleições. Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário até o momento, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cenário representa uma oscilação positiva para Lula, que, na divulgação anterior, marcou 44%, enquanto Flávio tinha 38%.

    O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07181/2026.

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    Intenções de voto – 2 º turno

    Lula x Flávio:

    Lula (PT): 45%

    Flávio Bolsonaro (PL): 37%

    Branco/Nulo/Não vai votar: 14%

    Indecisos 4%

    Em maio, antes da divulgação da relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro — caso ‘Dark Horse’ —, os dois apareciam empatados tecnicamente: Lula marcava 42%, e o senador, 41%.

    Lula x Caiado:

    Lula (PT): 45%

    Ronaldo Caiado (PSD): 36% (+1)

    Branco/Nulo/Não vai votar: 15% (-1)

    Indecisos 4%

    Lula x Zema:

    Lula (PT): 45%

    Romeu Zema (Novo): 35%

    Branco/Nulo/Não vai votar: 16% (-1)

    Indecisos 4% (+1)

    Lula x Renan Santos:

    Lula (PT): 45%

    Renan Santos (Missão): 33% (+2)

    Branco/Nulo/Não vai votar: 18% (-2)

    Indecisos 4%

    Genial/Quaest: A três meses da eleição, Lula alcança sua melhor aprovação desde 2024

    Primeiro turno

    No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com oscilação de um ponto para cima. Ele aparece com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio, que fica em segundo lugar. Na divulgação anterior, em junho, o petista tinha 39%, e o senador, 29%.

    Três pré-candidatos — Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) — não pontuaram. Indecisos são 11%, e eleitores que declaram voto em branco, nulo ou não vão votar, representam 8%.

    Lula (PT): 40%

    Flávio Bolsonaro (PL): 28%

    Ronaldo Caiado (PSD): 4%

    Renan Santos (Missão): 3%

    Romeu Zema (Novo): 2%

    Cabo Daciolo (Mobiliza): 2%

    Augusto Cury (Avante): 1%

    Joaquim Barbosa (DC): 1%

    Samara Martins (UP): 1%

    A escolha de voto é definitiva para 65% dos brasileiros, contra 35% que afirmam que ainda pode mudar. No mês passado, o percentual dos decididos era de 63%.

    Rejeição

    Flávio é o pré-candidato com maior rejeição entre os testados nesta rodada da Genial/Quaest. O senador é rejeitado por 57% dos eleitores — percentual que, em abril, era de 52%.

    Lula vem em seguida, com 50%, mantendo a tendência de queda dos últimos meses. Em junho, ele era rejeitado por 53% da população, taxa que era de 55% em abril.

    Alta na aprovação do governo

    A Genial/Quaest também mostra que Lula é aprovado por 48% dos brasileiros, contra 47% que desaprovam a atual gestão. É a primeira vez, desde dezembro de 2024, que o índice positivo é numericamente superior. Para efeito de comparação, em julho do ano passado, a desaprovação era de 53%, taxa que caiu para 48% na divulgação anterior, no último mês.

    Sobre esse tema, 5% não sabem ou não responderam. Em junho, o governo era aprovado por 47%. Já em maio, a aprovação era de 46%, contra 49% que desaprovavam.

    A alta na aprovação é puxada por uma melhora, nos últimos meses, da percepção nas regiões Sul e Sudeste. Na primeira, a desaprovação é de 58%, contra 63% em junho. Na segunda, a desaprovação é de 50% — em abril, percentual negativo era de 58%.

    Outro fator que alavanca a melhora no cenário é a performance do governo entre o público de 16 a 34 anos. Na faixa etária, Lula é aprovado por 48%, contra 46% que o desaprovam. Em junho, a gestão petista era reprovada por 50%, contra 43% que aprovavam.

    Em relação à avaliação do governo, 36% consideram o trabalho como sendo positivo, contra 26% que avaliam ser regular. O percentual negativo, por sua vez, também é de 36% — há um ano, em julho de 2025, era 40%.

    Em um recorte de 1 ano para cá, o pior cenário ocorreu em março deste ano, quando a avaliação negativa alcançou 43%. À época, somente 31% consideravam o trabalho como sendo positivo, contra 25% que avaliavam ser regular.

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