Impressionante como o conservador, o de direita, o Republicano Donald Trump, está exposto como alguém descalibrado no comando da mais poderosa nação armada do mundo. Uma informação que ele mesmo dá e expande por suas próprias redes sociais, segundos depois, quando não desmentida, alterada ou retificada por ela próprio, é humilhantemente percebida como uma mentira, uma jogada malfeita ou um recuo desmoralizante. Foi assim na economia, foi assim nas relações multilaterais, está assim na guerra que inventou por ímpeto imperialista contra o Irã. Faltou, neste caso, essencialmente, inteligência. Não é a toa, que o apelido – entre muitos – de Trump é: TACO, ou “Trump Always Chicken Out”. Traduzido para o bom português brasileiro: ao final, Trump sempre amarela.
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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXV
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25 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXV”
“Tudo a Ler” (I)
(Por Isadora Laviola, FSP, 24/06/26)
Olá, leitor! Olá, leitora!
A um mês da Flip, que acontecerá em Paraty de 22 a 26 de julho, a programação completa do festival foi divulgada (*). Para sua 24ª edição, a Festa Literária Internacional de Paraty trará 38 convidados, sendo 18 nomes internacionais —números que superam a edição do ano passado.
Zadie Smith, Cármen Lúcia, Milton Hatoum, Drauzio Varella e Djaimilia Pereira de Almeida se juntam ao “line up” que já contava com Andréa del Fuego, Bethânia Pires Amaro, Leonardo Gandolfi, Eduardo Halfon e Katie Kitamura.
Kitamura, autora nipo-americana, virá ao Brasil no embalo de “Audição” (trad. Érika Nogueira Vieira, Fósforo, R$ 79,90, 160 págs.). É um livro que pode ser interpretado de diversas maneiras.
“Queria que fosse uma obra feita, de um jeito muito fundamental, pelos leitores. E que, possivelmente, eles percebessem isso”, ela conta em entrevista à Folha. O que pode parecer inconsistência, no entanto, se torna a força de seu projeto literário, como escreve o editor Walter Porto (**).
Abaixo, nos lançamentos de destaque da semana, você conhece mais três convidados da Flip e as obras que eles apresentarão no festival.
Até a próxima semana,
Isadora Laviola
Jornalista da editoria de Livros
+em:
(*) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/flip-2026-tera-zadie-smith-carmen-lucia-e-drauzio-varella-veja-a-programacao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(**) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/katie-kitamura-autora-que-vira-a-flip-descortina-o-jogo-de-cena-por-tras-das-familias.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(TRPCE)
“Tudo a Ler” (II)
(Por Isadora Laviola, FSP, 24/06/26)
acabou de chegar
> “O Aniversário” (trad. Iara Machado Pinheiro, Companhia das Letras, R$ 69,90, 144 págs.) rendeu a Andrea Bajani o Prêmio Strega, maior prestígio da literatura italiana. O romance questiona os custos de salvar-se da própria família acompanhando um protagonista que mudou para outro continente e passou dez anos felizes sem contato com os pais. É um personagem sempre de posse de um “bisturi gramatical”, como escreve o crítico Élvio Cotrim, cortando a relação com os pais e também o fio do telefone quando eles ligam.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/homem-se-liberta-ao-abandonar-familia-no-romance-o-aniversario.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> “Por que São Tão Lindos os Cavalos?” (trad. Mirella Carnicelli, Editora 34, R$ 79, 208 págs.) parte de um diagnóstico de demência para um embate com palavras. A mãe da autora argentina Julieta Correa vai perdendo a memória e, com ela, se vão as lembranças e as dinâmicas conhecidas pela família também. “Há um desejo de agarrar o presente por meio da escrita, de manter aceso o que insiste em se apagar”, aponta a crítica Luciana Araujo Marques, que descreve a obra como “um esforço de ordenação”.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/livro-de-convidada-da-flip-repensa-as-palavras-pela-demencia-materna.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> “A Ilha do Silêncio: Terror e Genocídio na Terra do Fogo” (Fósforo, R$ 79,90, 176 págs.), de José Godoy, captura dois episódios trágicos da história do Chile que compartilham o mesmo cenário. No fim do século 19, indígenas foram presos pelo Estado chileno na ilha Dawson. Nos anos 1970, membros do governo Salvador Allende foram levados a um campo de concentração no mesmo lugar. “Se a gente procurar em cada um dos países da América Latina, a gente vai encontrar uma ilha Dawson”, afirma o autor em entrevista a Reinaldo José Lopes.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/livro-reconstroi-o-terror-de-campo-de-concentracao-no-chile-da-ditadura-pinochet.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(TRPCE)
“Tudo a Ler” (III)
(Por Isadora Laviola, FSP, 24/06/26)
agenda literária
> Na quinta (25), às 19h, as jornalistas Angela Boldrini e Carolina Moraes lançam “Coreografia da Escolha: A Disputa pelo Aborto no Brasil” na Megafauna Copan (av. Ipiranga, 200 – loja 53 – República – São Paulo). Em bate-papo com a jornalista Magê Flores, da Folha, as autoras discutem décadas de conflitos políticos em torno do aborto no país, tema da obra surgida do podcast O Caso das 10 Mil.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/coreografia-da-escolha-mapeia-decadas-de-disputa-politica-em-torno-do-aborto-no-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Também na quinta (25), às 19h, acontece na Livraria Ponta de Lança (r. Aureliano Coutinho, 26 – Santa Cecília – São Paulo) o lançamento de “No Baile do Juízo Final”, de Susy Freitas, mais uma autora convidada da Flip. A autora conversa com a escritora Ana Paula Pacheco em encontro mediado por Ronaldo Bressane.
E na sexta (26), às 19h, na Livraria Espelho (r. Alagoas, 503 – Higienópolis – São Paulo), Tarso de Melo, outro que estará na Flip como mediador, lança “A Música do Mundo”. O autor participa de uma conversa com a jornalista e apresentadora Roberta Martinelli.
(TRPCE)
“Tudo a Ler” (IV)
(Por Isadora Laviola, FSP, 24/06/26)
e mais
> Um levantamento do Sindicato Nacional dos Editores de Livros e da Nielsen mostra que o mercado editorial brasileiro se concentra no Sudeste —77% das editoras do país estão na região, sendo 70% apenas em São Paulo e Rio de Janeiro, que também concentram 97% do faturamento do setor. Editores de outras regiões falaram ao Painel das Letras sobre as dificuldades de circulação e acesso a eventos. “Precisa haver um consenso de que é preciso descentralizar”, diz Kin Guerra, editor da baiana Solisluna.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/06/mapeamento-expoe-como-o-mercado-editorial-brasileiro-se-concentra-no-sudeste.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Morreu o historiador italiano Carlo Ginzburg, aos 87 anos. Como conta a reportagem de Naief Haddad, Ginzburg foi um dos principais intelectuais europeus e pioneiro da micro-história —uma proposta de mudança de perspectiva historiográfica que abre espaço para narrativas alternativas e marginalizadas. Seu livro mais vendido no Brasil é “O Queijo e os Vermes”, sobre um moleiro do século 16 condenado à fogueira pela Inquisição.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/morre-carlo-ginzburg-historiador-italiano-pioneiro-e-intelectual-antifascista.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Morreu a professora e pesquisadora Telê Ancona Lopez, também aos 87 anos. Referência nos estudos sobre Mário de Andrade, ela dedicou décadas à análise, catalogação e recuperação de manuscritos do autor de “Macunaíma”, ajudando a revelar aspectos centrais de sua trajetória e obra. “Tinha seis anos quando o modernista Mário de Andrade morreu, em 1945, mas sempre falou do poeta como se fossem velhos amigos”, escreve André Fleury Moraes.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/06/mortes-professora-da-usp-desvendou-o-modernismo-de-mario-de-andrade.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Cristovão Tezza venceu o Prêmio Machado de Assis 2026, principal distinção da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. O autor colecionou prêmios ao longo de suas mais de quatro décadas de carreira —sendo o romance “O Filho Eterno”, sobre a vida de uma criança com síndrome de Down, seu maior sucesso. O reconhecimento da ABL inclui um prêmio no valor de R$ 100 mil que será entregue em 23 de julho.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/cristovao-tezza-vence-o-premio-machado-de-assis-da-abl-pelo-conjunto-da-obra.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(TRPCE)
“Tudo a Ler” (V)
(Por Isadora Laviola, FSP, 24/06/26)
além dos livros
> Em tempos “erroristas”, onde todo mundo erra, o antropólogo Hermano Vianna procura consolo em “Grande Sertão: Veredas” e faz um “manual de autoajuda particular”. “É guerra da confusão contra a confusão, sem resposta simples. Temos que encarar, é a nossa ‘sina’, foi o que a vida aprontou para nós”, escreve Vianna.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/06/antropologo-le-grande-sertao-no-celular-e-reve-licoes-de-riobaldo-para-nosso-tempo-de-guerra.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Ao mesmo tempo transgressora e uma conservadora que hoje seria ícone da extrema direita, Dercy Gonçalves nunca coube em rótulos e por isso “era a cara do Brasil”, como escreve a repórter especial Anna Virginia Balloussier (*). A biografia “Dercy – A Musa Debochada” (Objetiva, R$ 79,90, 304 págs.), de Adriana Negreiros, permite conhecer essa figura complexa. Em participação no podcast Ilustríssima Conversa (**), a biógrafa conta que, levando uma vida marcada por violências, Dercy fez do humor, salvação.
+em:
(*) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/anna-virginia-balloussier/2026/05/dercy-goncalves-transgressora-e-reacionaria-era-a-cara-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(**) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/05/dercy-goncalves-foi-heroina-decolonial-pioneira-diz-adriana-negreiros.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Inundações costumam trazer perdas, mas, para Bob Wolfenson, trouxeram inspiração. Como conta o texto de Juca Varella, o estúdio do fotógrafo, na zona oeste de São Paulo, foi atingido por duas enchentes que pareciam ter comprometido sua obra. O que parecia destruído, no entanto, apresentou-se como uma obra reeditada, em que manchas e outros efeitos da água produziram novas imagens, reunidas em “Sub/Emerso = Sub(E)merged” (Senac São Paulo, R$ 140, 210 págs.).
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/no-livro-subemerso-obra-de-bob-wolfenson-surge-ressignificada.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Como o livro ‘Os Imortais’ recria humanos que viveram milhares de anos atrás.
– Romance de Paulliny Tort é protagonizado por clã de neandertais.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/tv/2026/06/como-o-livro-os-imortais-recria-humanos-que-viveram-milhares-de-anos-atras.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Gero Fasano quer paz em sua cozinha e deseja o mesmo para clientes no salão.
– Empresário lança livro baseado em vídeos que gravou para as redes sociais.
+em: https://guia.folha.uol.com.br/restaurantes/2026/06/gero-fasano-quer-paz-em-sua-cozinha-e-deseja-o-mesmo-para-clientes-no-salao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
> Marjane Satrapi, da HQ ‘Persépolis’, nos chamou a pensar a humanidade.
– Artista morta aos 56 é leitura obrigatória para qualquer aspirante a quadrinista.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/marjane-satrapi-da-hq-persepolis-nos-chamou-a-pensar-a-humanidade.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(TRPCE)
Estranhamente, o texto
“me-remeteu-me” à leitora
do Blog, Odete Fantoni!
“As três eleitoras de Lula”
– As pesquisas qualitativas estão trazendo um sinal fino que poucos estão enxergando.
(Por Renato Meirelles, Presidente do Instituto Locomotiva (*), O Globo, 24/06/26)
Dona Maria do Socorro tem 64 anos, vive no sertão de Pernambuco e sobrevive da pensão. Tatiana tem 33, faz sobrancelha numa sala montada na garagem, em Mauá, no ABC paulista. Vera tem 53, mora em Suzano e cuida da mãe acamada em tempo integral, sem salário fixo. Três mulheres, quase a mesma cor de pele, e três eleições diferentes acontecendo dentro do mesmo voto.
A primeira leitura da pesquisa parece encerrar o assunto. O Datafolha mostra Lula vencendo Flávio Bolsonaro entre as mulheres por 52% a 37% no segundo turno. E não é um número solto: todas as pesquisas recentes apontam na mesma direção, com vantagens que vão de 9 a 19 pontos. Entre as mulheres, o presidente lidera. Ponto.
É aí que mora a armadilha. Média é foto tirada de longe. Quem chega a dez metros vê a imagem se desfazer.
Olhe com atenção as diversas pesquisas. Entre as donas de casa, a vantagem de Lula sobe para 56% a 38%. Entre as mulheres que ainda dependem diretamente de uma rede pública, ela é ainda maior. Já entre as que se viram sozinhas, encolhe. “A mulher” não é um bloco. É um leque que a média costura numa pessoa só que não existe.
Dona Socorro não tem dúvida. A pensão dela é a renda da casa inteira, e ela liga cada centavo desse dinheiro ao governo que conhece. Para ela, votar não é escolha de campanha, é defesa de um chão que custou a conquistar. É a mulher que ainda enxerga o Estado como rede embaixo dos próprios pés. Vera vive perto disso: o medo dela não é trocar de lado, é não conseguir chegar à urna no dia, presa ao quarto da mãe. Cuida de todo mundo e ninguém pergunta quem cuida dela.
Tatiana é outra história. Não recebe Bolsa Família, paga o MEI todo mês, racha o aluguel com o marido, que dirige por aplicativo, e fecha as contas no susto. Quando ouve que depende do governo, se ofende. Não depende de ninguém. Nas nossas pesquisas qualitativas aqui no Instituto Locomotiva, é essa mulher que mais aparece com uma frase seca na ponta da língua: quer respeito, não pena. E é ela que está mudando.
As pesquisas estão trazendo um sinal fino que poucos estão enxergando. Entre quem ganha até dois salários mínimos, a avaliação positiva do governo caiu de 39% para 36% num mês, e a negativa subiu de 28% para 31%. É a base popular, justamente onde Lula construiu sua história, começando a fazer barulho. Minha hipótese é simples: essa corrosão não chega primeiro na Dona Socorro, que tem a rede. Chega na Tatiana, que não tem.
Por isso não é uma disputa entre o voto da mulher e o voto do homem. É uma disputa dentro da própria mulher: entre a que ainda tem rede e a que se sente fora dela.
E aqui vale o recado para os dois lados. Quem comemora os 52% como cofre lacrado não entendeu nada. E quem aposta que basta gritar segurança e punição para virar esse voto vai descobrir que a Tatiana não quer polícia na porta nem discurso. Ela quer que parem de tratá-la como coitada.
A mulher que decide 2026 não é a Maria do Socorro, que fechou o voto há 20 anos. É a Tatiana, que ninguém convenceu ainda. E que desconfia, com razão, de quem só aparece de quatro em quatro anos para explicar a vida dela.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/politica/renato-meirelles/coluna/2026/06/as-tres-eleitoras-de-lula.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
(*) https://ilocomotiva.com.br/
Togas desbotadas e amarrotadas X Togas desbotadas à serem amarrotadas
“Guerra no STF agora é declarada”
– Entrevista de Gilmar escancara divisão na corte e tensão provocada pelo caso Master.
(Por Vera Magalhães, O Globo, 24/06/26)
. . .
“A entrevista de Gilmar Mendes no “Roda Viva” revelou divisões internas no STF, acentuadas pelo caso Master. Gilmar criticou colegas como Edson Fachin e Cármen Lúcia, mas o alvo principal foi André Mendonça, que ganhou destaque no tribunal. As tensões cresceram com acusações de Gilmar sobre erros na condução de Mendonça no caso. Observadores temem que os desfechos dos casos Master e INSS influenciem politicamente, levando a uma postura mais cautelosa.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/06/guerra-no-stf-agora-e-declarada.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
“Média de notas na Redação do Enem cai em 2025 após maior rigor com repertório cultural”
– Redução no exame do ano passado ocorreu tanto entre alunos da rede pública quanto da privada.
(Por Bruno Alfano, Esther Gama, Júlia Cople e Yago Godoy — Rio de Janeiro, O Globo, 24/06/26)
. . .
“A média das notas de Redação do Enem 2025 caiu, com destaque para a competência exigindo repertório sociocultural dos alunos, afetando tanto escolas públicas quanto privadas. A redução foi mais acentuada na competência 2 da Redação. A prova se mostrou mais rigorosa, resultando em apenas dez notas máximas. Houve avanços em Linguagens e Ciências da Natureza, mas queda em Matemática. A partir de 2026, o Enem será usado para avaliar a qualidade do ensino no Brasil.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/06/24/media-de-notas-na-redacao-do-enem-cai-em-2025-apos-maior-rigor-com-repertorio-cultural.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
“. . .i vamu qui vamu:
Braziu rumu au équiça,
lula ao tetra,
bolsonaro ao bi e
nóis à breca!”
EnroLULAndo agora para desenroLULAr no futuro,
ou, dando corda para os MEIs “se-enforcarem-se”? (*)
“MEI poderá parcelar dívidas em até 12 anos (*): governo prepara programa, diz ministro do Empreendedorismo”
– Paulo Pereira, chefe da pasta, prevê que medida poderá beneficiar até 4 milhões de pessoas, diz que aumento da faixa dos MEIs não terá compensação e anuncia revisão do Simples.
(Por Bernardo Lima e Thiago Faria — Brasília, O Globo, 24/06/26)
. . .
“O governo brasileiro, liderado pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, está preparando um programa de refinanciamento de débitos tributários para microempreendedores individuais (MEIs). A iniciativa permitirá parcelar dívidas em até 12 anos, com descontos de até 70%, buscando regularizar cerca de 4 milhões de MEIs inadimplentes. Além disso, há planos para aumentar o limite de faturamento dos MEIs e revisar o Simples, sem medidas compensatórias, com impacto fiscal estimado em R$ 4 bilhões até 2028.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/24/mei-podera-parcelar-dividas-em-ate-12-anos-governo-prepara-programa-diz-ministro-do-empreendedorismo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
De olho na
TAdFest (*) do lulampião!
“Fim da 6 X 1 custará R$ 34,7 bilhões às prefeituras, diz estudo”
– Maior gasto será com revisão e edição de contratos de terceirização; cidades pedem um período de transição maior e fazem intensivo no Senado…
(Bruna Rossi e Rafael Barbosa, Poder360, 24/06/26)
O fim da escala 6 X 1, caso aprovado pelo Congresso, deve aumentar os custos das prefeituras com a manutenção de diversos setores do funcionalismo público, como coleta de lixo, segurança e hospitais, mostram estudos publicados nas últimas semanas.
. . .
Levantamento da CNM (Confederação Nacional de Municípios) calcula que a mudança trará um impacto imediato direto às prefeituras de R$ 1,5 bilhão só com a contratação de 25.800 novos funcionários, efetivos e temporários, para evitar um colapso nos serviços. Eis a íntegra (**) (PDF – 2 MB).
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/fim-da-6-x-1-custara-r-347-bilhoes-as-prefeituras-diz-estudo/
(*) TAdFest – Festival dos Termos Aditivos
(**) https://static.poder360.com.br/uploads/2026/06/estudo-CNM-impacto-6-X-1.pdf
Grupos terroristas legalizados!
“Vale por vinte”
Com quase R$882 milhões, o PL vai receber mais do fundão eleitoral que os 20 menores partidos somados; lista que inclui o ex-gigante PSDB, os puxadinhos petistas Psol, PV, PCdoB e Rede, além de Novo e outros.
(Coluna CH, DP, 24/06/26)
Huuummm. . .
“Tarifa rende votos”
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), diz que Lula não quer enviar representante para debater o tarifaço dos EUA porque “segue torcendo para que as tarifas sejam aplicadas para ter narrativa”.
(Coluna CH, DP, 24/06/26)
. . .quanto pior, melhor!
Haddad, de taxxad à desesperad. . .
“Discurso flex”
Guilherme Derrite (PP-SP) cutucou Fernando Haddad (PT), que agora fala em pauta de segurança. Lembrou que o PT votou contra o fim das saidinhas, redução da maioridade penal e contra arrocho a traficantes. E, de quebra, ainda tentou proteger as gangues do carimbo de terroristas.
(Coluna CH, DP, 24/06/26)
Quadrilheiro do lulampião envolve o bispo!
“TCU vetou cargos a chefão do Digimais, alvo da PF”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 24/06/26)
Alvo da Polícia Federal nesta terça-feira, Aldemir Bendine debutou nos folhetins policiais no célebre escândalo petista desbaratado pela Lava Jato, época em que presidiu a Petrobras, nomeado por Dilma Rousseff. Hoje como chefão do banco Digimais, Bendine figura na lista do Tribunal de Contas da União (TCU) de inabilitados para o exercício de cargos em comissão ou função de confiança. O rolo foi “transitado em julgado” em junho de 2021 e o veto, segundo consta no TCU, segue até 12/06/2027.
Contas irregulares
O TCU ainda registra o julgamento das contas de Bendine como irregulares, com trânsito em julgado em 5 de outubro de 2022.
Ex-Lava-Jato
Em julho de 2017, Bendine até viu o sol nascer quadrado ao ser preso na 42ª fase da Lava Jato, acusado de receber propina da Odebrecht.
Outro descondenado
O atual chefe do Digimais foi condenado por Sérgio Moro, em 2018. Bendine sempre negou tudo. Em 2019, o STF anulou a condenação.
Lula foi escada
Bendine foi escriturário do Banco do Brasil e viu a vida melhorar com Lula no Planalto, quando foi alçado ao comando da instituição (2009).
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/tcu-vetou-cargos-a-chefao-do-digimais-alvo-da-pf)
Pra não dizerem que não falei do
galego do lulampião, em baianês:
“tá rebocado”! (*)
“Nas entrelinhas”
“Escândalos raramente são julgados pela gravidade objetiva dos fatos. Seu impacto depende da capacidade de atingir simbolicamente o poder. Foi assim no mensalão e na Lava Jato.”
“Amigos, amigos, eleições à parte. Saída de Wagner é dilema de Lula”
(Luiz Carlos Azedo em seu blog no Correio Braziliense, 23/06/26)
A permanência do senador Jaques Wagner na liderança do governo no Senado é insustentável, não apenas pelo desgaste pessoal provocado pela Operação Compliance Zero, mas pelo risco crescente de que o Caso Master ultrapasse as fronteiras de uma investigação financeira e alcance o núcleo político do governo Lula. No Palácio do Planalto, a compreensão é de que o problema deixou de ser exclusivamente jurídico. Virou uma ameaça com potencial para influenciar a sucessão presidencial de 2026.
Nos bastidores, a preocupação não se limita ao futuro de Wagner. O que inquieta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a possibilidade de novos desdobramentos atingirem personagens ainda mais influentes no governo, especialmente o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa. Embora não tenha sido citado formalmente pelas investigações, o ex-governador da Bahia aparece associado ao ambiente institucional que permitiu a expansão das operações do grupo financeiro posteriormente incorporado ao Banco Master. A oposição já trabalha para transformar essa conexão política em uma narrativa de alcance nacional.
A situação é delicada. Wagner não é um aliado qualquer. É um dos amigos mais próximos do presidente, integrante do núcleo histórico do PT e um dos principais articuladores do governo no Congresso. Sua presença na liderança governista faz com que qualquer fato novo relacionado ao Caso Master seja imediatamente associado ao Palácio do Planalto Por essa razão, a substituição do senador passou a ser tratada por auxiliares presidenciais como uma medida de contenção de danos.
O objetivo é impedir que a crise continue avançando na direção do governo e altere desfavoravelmente as condições para a disputa eleitoral do próximo ano. A pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta semana mostrou que o governo interrompeu a trajetória de deterioração observada ao longo de 2025. A avaliação positiva da administração Lula alcançou 33%, enquanto a negativa ficou em 40%; outros 28% classificam o governo como regular. Em relação à aprovação pessoal do presidente, 44% aprovam sua gestão e 50% desaprovam. É uma situação limite.
Os números não são confortáveis para o Planalto, indicam ainda uma recuperação política modesta depois do período mais difícil do mandato. E revelam que a disputa eleitoral permanece aberta e será decidida por uma parcela relativamente pequena de eleitores independentes, cuja opinião continua altamente volátil. É aí que o Caso Master assume relevância eleitoral.
Jogo zerado
Até o surgimento do escândalo, o principal desafio da oposição era transformar o desgaste econômico do governo em crescimento eleitoral consistente. O senador Flávio Bolsonaro, principal herdeiro político do bolsonarismo para a disputa presidencial, já vinha enfrentando dificuldades para ampliar sua vantagem entre os eleitores moderados. Seu envolvimento com o caso Vorcaro, com a revelação de que havia pedido recursos para financiar a produção de um filme nos Estados Unidos sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, inclusive com gravações de suas conversas com o banqueiro, fizeram com que retrocedesse nas pesquisas.
O avanço das investigações do caso Master, porém, mudou parcialmente esse cenário. Ao deslocar o foco do debate público para suspeitas envolvendo aliados históricos de Lula, o caso ajudou a interromper a curva de desgaste do candidato de oposição e abriu uma nova frente de vulnerabilidade para o governo.
A experiência demonstra que escândalos raramente são julgados pela gravidade objetiva dos fatos. Seu impacto depende da capacidade de atingir simbolicamente o centro do poder. Foi assim no mensalão. Foi assim na Lava Jato. E pode ser assim no Caso Master. Ou seja, o centro das preocupações não é a imagem de Wagner, é o desgaste eleitoral que ela pode causar à candidatura à reeleição do presidente Lula.
Se as investigações permanecerem restritas a Jaques Wagner, o governo ainda terá condições de argumentar que adotou providências políticas e isolou o problema, que Lula não foi citado nem há conversas suas comprometedoras com Vorcaro. Entretanto, se novos elementos alcançarem Rui Costa, que por mais de três anos foi o gerentão da Esplanada, ou outros integrantes do primeiro escalão, a natureza da crise mudará completamente.
Deixaria de ser um episódio envolvendo apenas um senador, para ser um problema do próprio governo. A recuperação registrada pelo Ipsos-Ipec poderia ser rapidamente anulada. Os eleitores que migraram da rejeição para uma posição intermediária – hoje refletida nos 28% que classificam o governo como regular – constituem justamente o segmento mais sensível a denúncias de corrupção, tráfico de influência ou favorecimento político. São eles que podem decidir a eleição de 2026. O presidente Lula parece ter compreendido esse risco, mas ainda não é o caso de Jaques Wagner.
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/amigos-amigos-eleicoes-a-parte-saida-de-wagner-e-dilema-de-lula/)
(*) A expressão “tá rebocado” é uma gíria popular no dialeto baiano, equivalente a “pode crer”, “tá confirmado” ou “com certeza”. Ela serve para atestar uma afirmação, indicar que um acordo foi selado ou confirmar que um fato acontecerá de maneira inevitável.
O texto é de “ontontem”
mas, o tema atualíssimo!
“Visto, lido e ouvido”
“. . .O Brasil produz ciência em quantidade considerável, mas encontra dificuldades para ampliar seu impacto internacional, sua capacidade de inovação e sua inserção em redes globais de pesquisa.”. . .
“Rebeldes e cientistas no mesmo quadrado”
(Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 21/06/26)
Na ponta da velha balança, nos dois extremos, pesa o debate sobre o ensino superior brasileiro, assunto que costuma oscilar. De um lado, a percepção de que as universidades públicas atravessam uma crise permanente. Drogas, festas e muita bebida alcóolica. De outro, a narrativa segundo a qual o país teria construído um sistema universitário capaz de competir em igualdade de condições com os principais centros acadêmicos do mundo. Os números mais recentes sugerem uma realidade mais complexa, marcada por avanços significativos, mas também por limitações estruturais que continuam a afastar o Brasil das nações líderes em ciência, tecnologia e inovação.
Segundo o Leiden Ranking 2025 (*), a Universidade de São Paulo, principal instituição de pesquisa do país, aparece na 17ª colocação mundial em volume de produção científica, levantamento elaborado pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden, na Holanda. Entre 2020 e 2023, a USP produziu mais de 20 mil artigos científicos indexados na base Web of Science (**), consolidando-se como a única universidade ibero-americana entre as cem maiores produtoras de conhecimento científico do planeta.
Uma universidade brasileira ao lado de instituições tradicionalmente associadas à liderança científica mundial realmente chama atenção. O próprio ranking destaca que 42,5% dos artigos publicados pela USP situam-se entre os 50% mais citados em suas respectivas áreas de conhecimento. Em nota oficial, a instituição ressaltou sua posição como “a universidade brasileira que mais produz pesquisa no mundo”.
Curiosamente, nos rankings globais mais abrangentes a relevância da pesquisa nacional não se reflete integralmente. Em junho de 2026, o levantamento do Center for World University Rankings (***) revelou que 45 das 52 universidades brasileiras avaliadas perderam posições em relação ao ano anterior. A USP permaneceu como a instituição mais bem colocada do país, mas recuou para a 119ª posição mundial. Segundo o relatório, o desempenho em pesquisa foi justamente o indicador que apresentou maior deterioração entre as universidades brasileiras.
O contraste entre os dois resultados ajuda a compreender uma das principais características do ensino superior nacional. O Brasil produz ciência em quantidade considerável, mas encontra dificuldades para ampliar seu impacto internacional, sua capacidade de inovação e sua inserção em redes globais de pesquisa. Enquanto alguns rankings privilegiam o volume de publicações, outros incorporam indicadores como reputação acadêmica, internacionalização, influência das pesquisas, empregabilidade dos egressos e transferência de conhecimento para a sociedade.
A comparação internacional revela a dimensão do desafio. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (****), 48% dos jovens adultos dos países membros possuem formação superior. Em várias economias avançadas, a expansão do acesso ao ensino superior foi acompanhada por elevados investimentos em pesquisa, inovação e cooperação internacional.
No Brasil, embora o número de estudantes universitários tenha crescido expressivamente nas últimas décadas, persistem obstáculos relacionados ao financiamento, à permanência estudantil e à internacionalização das instituições. Dados da OCDE mostram que apenas 0,2% dos estudantes do ensino superior no país são estrangeiros, índice muito inferior à média observada nas nações desenvolvidas. O mesmo relatório aponta que o gasto anual por estudante permanece entre os mais baixos do grupo analisado.
As universidades federais e estaduais continuam concentrando a maior parte da pesquisa científica nacional. Instituições como USP, Unicamp, UFRJ, UFMG, UFRGS e UnB respondem por parcela expressiva dos artigos, teses, dissertações e projetos de pesquisa produzidos no país. No ranking CWUR de 2026, essas universidades permanecem entre as mais bem posicionadas do Brasil, embora praticamente todas tenham enfrentado perda relativa de posições diante do crescimento acelerado de concorrentes internacionais, especialmente da Ásia.
O cenário evidencia uma realidade paradoxal. O Brasil construiu um sistema universitário capaz de gerar conhecimento em escala global e de formar pesquisadores reconhecidos internacionalmente. Ao mesmo tempo, os indicadores mostram que o país ainda ocupa posição distante daquela observada nas principais potências científicas. A produção acadêmica brasileira continua relevante, mas sua transformação em inovação tecnológica, patentes, produtos e ganhos de competitividade econômica ocorre em ritmo inferior ao observado em países que hoje lideram a economia do conhecimento.
A discussão sobre o futuro das universidades brasileiras não se limita, portanto, ao número de artigos publicados ou à posição em rankings internacionais. Ela envolve a capacidade de um país transformar conhecimento em desenvolvimento. Os dados disponíveis mostram que o Brasil já possui uma base universitária robusta e consolidada. Mostram também que, diante das exigências de uma economia cada vez mais dependente da ciência e da tecnologia, ainda permanece consideravelmente aquém do patamar alcançado pelas nações que ocupam os primeiros lugares na produção e no aproveitamento estratégico do conhecimento.
A frase que foi pronunciada:
“A educação não é preparação para a vida; a educação é a própria vida.”
(John Dewey (*****)
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/rebeldes-e-cientistas-no-mesmo-quadrado/)
(*) https://traditional.leidenranking.com/
(**) https://en.wikipedia.org/wiki/Web_of_Science
(***) https://cwur.org/
(****) https://www.oecd.org/
(*****) John Dewey (Burlington, Vermont, 20 de outubro de 1859 — 1 de junho de 1952) foi um filósofo e pedagogo norte-americano, um dos principais representantes da corrente pragmatista, inicialmente desenvolvida por Charles Sanders Peirce, Josiah Royce e William James. Dewey também escreveu extensivamente sobre pedagogia e é uma referência no campo da educação. Tinha fortes compromissos políticos e sociais, expressados muitas vezes em suas publicações no jornal The New Republic.[1]
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Dewey
“Resumão, O Globo”
(Por Gabriel Cariello, 23/06/26)
Craque.
Cristiano Ronaldo marca duas vezes na goleada de Portugal contra o Uzbequistão: atacante se torna o primeiro jogador a fazer gol em seis Copas do Mundo.
+em: https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/06/23/cristiano-ronaldo-marca-contra-o-uzbequistao-e-se-torna-primeiro-jogador-a-fazer-gol-em-seis-copas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (I)
(Por Gabriel Cariello, 23/06/26)
O CASO DIGIMAIS
A Polícia Federal afirma que o Banco Digimais, do grupo do bispo Edir Macedo, usou práticas semelhantes às do Banco Master (*) para fraudar o Sistema Financeiro Nacional. Segundo a PF, a instituição inflou ativos sem lastro e manipulou balanços para driblar órgãos de controle. Dirigentes e empresas ligadas ao banco foram alvo de operação, que bloqueou cerca de R$ 670 milhões em bens (**). Edir Macedo não foi alvo porque mora no exterior (***), explicou a PF.
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/23/pf-diz-que-banco-digitais-adotou-praticas-analogas-as-do-master-ao-inflar-patrimonio-sem-lastro-financeiro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/06/23/pf-faz-operacao-contra-fraudes-no-sistema-financeiro-e-bloqueia-ate-r-670-milhoes-ligados-ao-banco-de-edir-macedo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(***) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/23/pf-diz-que-nao-pediu-busca-e-apreensao-em-enderecos-de-edir-macedo-porque-ele-mora-no-exterior.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (II)
(Por Gabriel Cariello, 23/06/26)
VIOLÊNCIA NO COTIDIANO
Uma operação policial contra traficantes do Comando Vermelho no Morro Dona Marta provocou intenso tiroteio em Botafogo (1). Um passageiro foi baleado dentro de um ônibus, moradores viveram momentos de pânico e turistas ficaram retidos no mirante da comunidade. Policiais civis tentavam cumprir 44 ordens de prisão e 98 mandados de busca e apreensão. A investigação (2) durou 22 meses, afirmou o delegado Paulo Sabak. Vídeos (3) gravados por moradores registraram confrontos e o clima de medo.
► Paulo Márcio do Nascimento foi ferido no ônibus a caminho do trabalho: “Todo mundo se abaixou, mas fui atingido”, relatou ao GLOBO.
+em:
(1) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/06/23/moradores-relatam-intenso-tiroteio-e-explosoes-na-regiao-de-botafogo-durante-a-madrugada.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(2) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/06/23/delegado-diz-que-investigacao-identificou-celula-violenta-do-cv-no-dona-marta-eles-praticam-diversos-crimes-inclusive-extorsao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(3) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/06/23/tem-ate-granada-videos-registram-tiros-e-explosoes-no-dona-marta-durante-operacao-da-policia-civil-na-zona-sul-do-rio-veja.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(4) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/06/23/todo-mundo-se-abaixou-mas-fui-atingido-passageiro-relata-desespero-ao-ser-baleado-em-onibus-durante-operacao-no-dona-marta.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (III)
(Por Gabriel Cariello, 23/06/26)
CELULARES ROUBADOS
O presidente Lula anunciou uma nova política para recuperar celulares roubados (*), de olho em uma bandeira eleitoral para a área de segurança pública. A partir de um banco de dados, autoridades vão emitir alertas para que aparelhos desviados sejam devolvidos, de boa-fé, em delegacias, sob risco de serem inutilizados. O objetivo é desincentivar o mercado clandestino. Auxiliares do presidente, porém, temem efeito eleitoral negativo (**).
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/23/lula-anuncia-serasa-dos-celulares-roubados-e-pede-para-a-populacao-devolver-aparelhos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/23/programa-que-busca-reduzir-roubo-de-celular-preocupa-governo-lula-por-efeito-eleitoral-negativo-de-devolucao-de-aparelhos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (IV)
(Por Gabriel Cariello, 23/06/26)
AJUSTES FINAIS NA SELEÇÃO
Neymar participou do último treino da seleção brasileira antes de enfrentar a Escócia e deve ser relacionado para o jogo desta quarta-feira, às 19h. Alisson também voltou a campo. A baixa será o atacante Raphinha, que desabafou (*) nas redes sociais após sofrer uma lesão contra o Haiti. O técnico Carlo Ancelotti testou os possíveis substitutos (**).
► O presidente dos EUA, Donald Trump, entregará o troféu ao campeão da Copa (***), afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Trump ainda não compareceu a nenhuma partida do torneio.
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/06/23/vou-fazer-tudo-que-estiver-ao-meu-alcance-para-me-recuperar-e-voltar-o-mais-rapido-possivel-diz-raphinha-pela-primeira-vez-apos-lesao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/06/23/selecao-brasileira-realiza-ultimo-treinamento-antes-do-jogo-contra-a-escocia-video.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(***) https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/06/23/trump-ira-a-final-da-copa-do-mundo-e-entregara-o-trofeu-ao-campeao-diz-infantino.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (V)
(Por Gabriel Cariello, 23/06/26)
RETRATO DO ENSINO
Escolas do Sudeste e do Nordeste estão no topo da lista de 50 instituições com as maiores notas no Enem de 2025 — 48 são privadas e apenas duas, públicas. O resultado, porém, pode indicar uma prática das escolas privadas de registrar os melhores alunos em uma única unidade, para elevar a nota. Consulte as melhores de cada estado (**) e o desempenho da sua escola (***).
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/06/23/enem-2025-das-50-escolas-com-maiores-notas-do-pais-duas-sao-publicas-veja-ranking.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/06/23/enem-2025-conheca-as-15-escolas-com-as-maiores-notas-de-cada-estado-e-df.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(***) https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/06/23/sua-escola-foi-bem-no-enem-2025-saiba-onde-consultar-o-desempenho-dela.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
📍 Mapa do poder
– O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
(Bruno Boghossianm, Brasília Hoje, FSP, 23/06/26)
1 – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do DF sobre a arma registrada em seu nome e apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz, na semana passada. Durante a oitiva, Bolsonaro apenas repetiu que havia pedido o conserto da pistola após ter constatado uma falha. O caso pode ser determinante para a continuidade da prisão domiciliar do ex-presidente, que vence na quinta-feira (25).
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/06/bolsonaro-presta-depoimento-de-cinco-minutos-a-policia-sobre-arma-apreendida.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
Na Esplanada…
O Ministério da Fazenda lançou uma plataforma que cruza informações de benefícios tributários com outros indicadores , com o objetivo de embasar futuras revisões desses incentivos. Os primeiros cruzamentos apontam a concentração dos benefícios em regiões que já têm maior atividade econômica, o que, para a Fazenda, sugere espaço para aprimorar as desonerações como instrumento de desenvolvimento regional. A ferramenta foi lançada após o governo conseguir aprovar no Congresso Nacional uma medida que elimina, de forma linear, 10% de benefícios tributários que não estão previstos na Constituição.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/fazenda-cria-painel-para-avaliar-impacto-de-beneficios-fiscais-em-indicadores-sociais-e-ambientais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(TRPCE)
“PCC e CV nas eleições”
(Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 23/06/26)
Pesquisa Datafolha mostra que a decisão do governo Donald Trump de classificar as facções criminosas CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) é apoiada totalmente ou parcialmente por 59% dos brasileiros (*). A medida alimentou um embate entre o governo do presidente Lula (PT) e a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e se tornou um dos símbolos da disputa eleitoral antecipada entre os dois candidatos.
Segundo o levantamento, ao mesmo tempo em que dizem concordar com a classificação, três em cada quatro (74%) entrevistados rejeitam a possibilidade de os Estados Unidos atuarem contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização do governo nacional. O aparente paradoxo revela menos uma adesão à política externa americana do que um retrato da pressão exercida pela violência organizada sobre a vida cotidiana dos brasileiros.
O tema da segurança pública deve pautar as eleições de outubro, que caminham para um segundo turno entre Lula e Flávio. Ao lançar seu plano para área, chamado de “Brasil sem Medo”, o senador já se apropriou da medida americana e prometeu também enquadrar o Comando Vermelho e o PCC como terroristas, além de reduzir a maioridade penal, construir presídios federais inspirados em El Salvador e castrar quimicamente estupradores condenados.
Pressionado a apresentar realizações na área, Lula tenta apressar o passo antes do período em que estará impedido de fazer entregas eleitorais. O presidente mira uma melhora em sua avaliação e afastar a pecha de defensor de criminosos que a oposição tenta emplacar. Ele foi a São Paulo, maior colégio eleitoral do país, para anunciar um sistema que envia mensagens a celulares roubados e orienta o dono a devolver o aparelho. O impacto positivo da medida ainda é incerto. A iniciativa foi lançada após um recuo para, segundo o petista, não prejudicar quem comprou telefones sem saber que era proveniente de crime.
(TRPCE)
(*) “Datafolha: 59% apoiam classificar PCC e CV como terroristas; 74% repelem ingerência dos EUA”
– Segundo pesquisa, 50% veem medida como tentativa de ajudar a população e 47% enxergam pretexto para mandar no Brasil.
– Para especialistas, resultados refletem pressão de facções no cotidiano e polarização sobre o tema, que deve influenciar eleições.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/06/datafolha-59-apoiam-classificar-pcc-e-cv-como-terroristas-74-repelem-ingerencia-dos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
Matutando sobre. . .
“Quase todos os homens conseguem superar a adversidade, mas se quer conhecer/testar o carácter de um homem, dê-lhe poder”
(Uma formulação de Robert G. Ingersoll (*) que depois passou a ser atribuída a Lincoln(**)
(*) Robert G. Ingersoll (Condado de Yates, 11 de agosto de 1833 — Dobbs Ferry, 21 de julho de 1899) foi um livre pensador, orador e líder político estadunidense do século XIX, notável por sua cultura e defesa do agnosticismo.[1]
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Green_Ingersoll
(**) Abraham Lincoln (pronúncia em inglês: [ˈeɪbrəhæm ˈlIŋkən] (escutarⓘ) (Hodgenville, 12 de fevereiro de 1809 — Washington, D.C., 15 de abril de 1865) foi um político norte-americano que serviu como o 16° presidente dos Estados Unidos, posto que ocupou de 4 de março de 1861 até seu assassinato, em 15 de abril de 1865. Lincoln liderou o país de forma bem-sucedida durante sua maior crise interna, a Guerra Civil Americana, preservando a integridade territorial do país, abolindo a escravidão e fortalecendo o governo nacional.
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Lincoln