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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDXXXIX

Elite tradicional, políticos, novos ricos, influencers nas redes sociais, empresários, agentes políticos e públicos, bem como associados ou não com organizações criminosas dentro e em governo paralelos, estão associados de alguma forma em todos os tipos de falcatruas para debaixo do tapete, muitas delas com engenharias contábeis, jurídicas, financeiras e logisticamente sofisticadas. É a tal teia de relacionamentos.

Hoje há encontros, caros, alguns deles até fora do país e longe dos nossos olhos e da imprensa, disfarçados de legalidade, organizados exatamente por especialistas para aproximar e criar redes de relacionamentos protegidas neste submundo que usa o mundo real para os novos ou crimes continuados, protegidos pelas instituições que deveriam combater, fiscalizar e até julgar e punir.

Os escândalos e práticas, todas e reiteradamente são abafados por políticos com manhas, apurações inócuas e o intencional armado esquecimento pelo tempo de uma apuração propositadamente errática, anacrônica e intencionalmente para preservar o sistema corrupto onde todos levam a sua lasquinha de modo mais fácil. Cada vez que um desses escândalos vai para debaixo do tapete, para as gavetas, para o esquecimento nos prazos jurisdicionais e sai das mentes dos eleitores e eleitoras, ele alimenta um maior, pior e mais sofisticado. Simples simples.

Por outro lado, somos nós que os elegemos os políticos envolvidos ou que deveria fiscalizar; são as instituições públicas que avalizamos como acima de qualquer suspeita, que exatamente levaram – e estão levando – o Brasil ao topo da corrupção, da falta de transparência, das armações ilimitadas sustentadas pela mentira sem disfarces – o que bem demonstra à evolução desse tipo de crime e de cada vez mais a proliferação de criminosos. E para sustentar toda essa ladroeira sem limites e controles, pasmem, aceitamos contra nós os cada vez mais altos pesados impostos on line, com canais cada vez mais difíceis para contestações a não ser pelo caro sistema das relações criminosas. Esse dinheiro roubado é publico e não dá em árvores. Vem dos nossos bolsos, da nossa qualidade de vida, de um consumo maior… (by Herculano).

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71 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDXXXIX”

  1. Miguel José Teixeira

    Vem aí. . .
    “A voz do Brasil” (*)
    versão “cinema nacional”!

    “Em alta no Oscar, em baixa na bilheteria”
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 16/03/26)

    Aconteceu ontem a 98ª edição do Oscar (1). “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, foi indicado em quatro categorias mas não levou nenhuma estatueta (2) para a casa.

    Em 2025…
    O cenário foi diferente, com a conquista histórica (3) do primeiro prêmio para o Brasil. No ano passado, o país lançou mais filmes do que nunca e teve um investimento público recorde na produção de novos títulos.

    O longa “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, alcançou a marca de 5,8 milhões de espectadores (4) nas telonas, o décimo maior público da história.

    Mesmo assim…
    Isso não foi suficiente para alavancar a bilheteria (5) do cinema nacional. A venda de ingressos caiu 14,7% no ano passado, mais do que o dobro da queda registrada pelas obras estrangeiras (7,14%).

    Em 2025, foram registradas pouco mais de 112 milhões de pessoas em salas de cinema (6), das quais cerca de 10% pagaram ingressos para assistir a produções nacionais.

    O que explica essa queda?
    Uma das principais razões, segundo os especialistas, é que a maioria dos lançamentos não tem verba para publicidade (*).

    Mariza Leão, produtora de filmes como “Meu Passado me Condena” (7), explica que o cinema funciona em um tripé: produção, distribuição e exibição. O financiamento público, diz ela, só olha para a produção (*).

    Sem dinheiro (*) para fazer comerciais, espalhar cartazes pelas cidades, levar o elenco para dar entrevistas a programas de rádio e TV, qualquer investimento de filmagem é em vão em termos comerciais, diz a cineasta. Poucos filmes se divulgam com o boca a boca.

    Baixo movimento.
    Empresários do setor dizem que, do lado deles, a situação também não é fácil. Os cinemas nunca mais se recuperaram integralmente desde a pandemia de coronavírus (8) e o crescimento das plataformas de streaming.

    Adhemar Oliveira, à frente do Espaço Petrobras de Cinema, avalia que falta investimento não apenas na distribuição, mas também na exibição, para que os cinemas possam abrir as portas para filmes brasileiros sem o risco de comprometer uma renda já em queda.

    O executivo vive um dilema: exibir obras nacionais, que costumam ser menos lucrativas, ou abrir espaço para grandes produções norte-americanas, que muitas vezes garantem o fluxo de caixa.

    Cada cinema no Brasil tem, em média, quatro salas. É menos da metade da quantidade de estreias semanais.

    Em 2025, entre nacionais e estrangeiros, 508 filmes estrearam no país, quase dez lançamentos por semana.

    Você sabia?
    Entre os indicados ao Oscar de melhor filme, “O Agente Secreto” é o que possui o menor orçamento (9), estimado em R$ 28 milhões.

    O maior gasto, segundo estimativas, é de “F1: O Filme”, que vai de US$ 200 milhões até US$ 300 milhões (podendo chegar a cerca de R$ 1 bilhão).

    (TRPCE)

    (*) https://share.google/aimode/T10P2InmoP4UGFSTr

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/oscar/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (2)https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/03/oscar-nao-premia-wagner-moura-ou-o-agente-secreto-que-tinha-quatro-indicacoes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/03/ainda-estou-aqui-vence-o-oscar-de-melhor-filme-internacional-o-1o-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (4) https://guia.folha.uol.com.br/cinema/2026/03/filmes-nacionais-tiveram-reconhecimento-em-2025-mas-publico-dos-cinemas-caiu.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/03/em-alta-no-oscar-em-baixa-na-bilheteria-por-que-cada-vez-menos-gente-ve-filmes-brasileiros-no-cinema.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/cinema-brasileiro-pode-arrecadar-ate-r-36-bilhoes-em-2029-preve-pesquisa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (7) https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2106201106.htm?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (8) https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2022/09/baixa-oferta-de-filmes-e-crise-economica-travam-retomada-dos-cinemas-no-pos-pandemia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (9) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/03/o-agente-secreto-tem-menor-orcamento-entre-os-indicados-a-melhor-filme.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    Matutando bem. . .
    Periga os bolsonaro serem culpados
    pela ausência de esPecTadores nas
    telonas que exibem filmes nacionais!

  2. Miguel José Teixeira

    Prévia do que poderá
    virar rotina, caso o
    eleitor catarinense
    não acorde a tempo!

    “Investigado por corrupção ganha cargo comissionado no governo de SC”
    . . .
    – João da Luz é suspeito de receber viagem de R$ 6.200 e chinelo Hermès de R$ 4.000.
    . . .
    O ex-secretário municipal de Florianópolis João da Luz, investigado pelo MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina) por favorecer um suposto esquema de cartel no setor funerário e receber presentes de luxo e viagens, foi nomeado para cargo comissionado na Celesc, companhia de energia ligada ao governo de Santa Catarina.

    Segundo dados do portal da transparência da estatal, ele recebe R$ 22 mil pela função de assessor técnico e foi admitido em 5 de janeiro deste ano. A defesa de Luz nega irregularidades.
    . . .
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/03/investigado-por-corrupcao-ganha-cargo-comissionado-no-governo-de-sc.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha

  3. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 16/03/26

    Oi, nesta edição trago uma pesquisa exclusiva Genial/Quaest sobre a percepção dos brasileiros sobre os preços, e a notícia é ruim para o presidente Lula. A despeito de o governo Lula comemorar a menor inflação acumulada em quatro anos neste século, 53% dos brasileiros afirmam que a sua renda não está acompanhando a alta dos preços. A percepção de perda de poder de compra no último ano é majoritária em todas as classes sociais, sem distinção de gênero, idade, escolaridade e região.

    A newsletter mostra ainda que o mercado financeiro embarcou de vez na campanha de Flávio Bolsonaro, mas por uma premissa errada. Existe uma crença irreal de que o filho mais velho de Jair Bolsonaro tem compromisso com a responsabilidade fiscal. Parece óbvio, mas é preciso deixar claro: Flávio Bolsonaro não é Javier Milei e sua motosserra nos gastos públicos.

    E ainda um mini-perfil do discreto advogado Dario Durigan, que vai assumir o Ministério da Fazenda na semana que vem.

    Boa leitura.

    Nesta edição (abaixo replicados):

    1. O bolso sente e o governo sofre
    2. A volta da velha guarda
    3. Flávio Bolsonaro não é Javier Milei
    4. A bandeira do nacionalismo
    5. O discreto novo ministro
    6. O cerco sobre Alcolumbre
    7. Fique atento

    (TRPCE)

  4. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 16/03/26 (1)

    O bolso sente e o governo sofre (*)

    Recorte inédito da pesquisa Genial/Quaest (**) mostra que 53% dos brasileiros afirmam que a sua renda não está acompanhando a alta dos preços. A percepção de perda de poder de compra no último ano é majoritária em todas as classes sociais, sem distinção de gênero, idade, escolaridade e região. Apenas 14% acham que o aumento do seu salário supera a inflação, enquanto 30% acham que o poder de compra está estável.

    A descoberta sugere como será difícil a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os números gerais do governo Lula são bons: a menor inflação acumulada em quatro anos no século, o maior crescimento do PIB desde o mandato Lula 2, o desemprego em mínimas históricas, redução recorde da pobreza e aumento real do salário mínimo. Mas as pessoas não comem estatística. A percepção do eleitor, de acordo com a pesquisa, é que elas compram hoje menos do que meses atrás.

    Entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos, 52% acham que a inflação supera a renda, índice que oscila para 53% entre quem ganha até cinco salários mínimos e vai a 57% entre os que recebem acima. Para 64% dos brasileiros, o poder de compra hoje está menor do que há um ano e 48% acham que a economia do país piorou, maior índice desde setembro.

    A sensação de que o custo de vida está subindo é global. Donald Trump venceu as eleições de 2024 por, entre outros motivos, culpar Joe Biden pelo preço do ovo chegar a US$ 1. No ano passado, o novato Zohran Mamdani (***) foi eleito prefeito de Nova York por prometer reduzir o custo de vida na cidade, conceito batizado de affordability.

    Embora a queixa sobre preços seja geral entre os eleitores, a política influencia a percepção. Entre os que se consideram bolsonaristas, 74% enxergam uma inflação correndo mais que a renda, enquanto só 31% dos lulistas admitem o mesmo. Entre os eleitores que aprovam o governo, 61% dizem que a renda subiu acima da inflação, enquanto 55% dos que reprovam Lula dizem sentir o contrário.

    O problema para Lula é que os eleitores independentes, que na prática vão definir a eleição, também estão pensando com o bolso: 53% percebem os preços aumentando mais do que a renda, 28% acham que a renda acompanhou a alta de preços e só 12% consideram que a renda subiu mais.

    Há uma sazonalidade neste mau humor. O primeiro trimestre é o período de pagamento de taxas como o IPTU e IPVA, compras de material escolar e inflação de alimentos. Mesmo assim, os dados da Genial/Quaest mostram que o discurso de otimismo do governo está descolado de como as pessoas enxergam o dia a dia.

    (TRPCE)

    (*) Ou seria “O bolso sofre e o governo não sente e consente”?
    (**) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/03/empatado-com-lula-no-segundo-turno-flavio-avancou-entre-eleitores-independentes-mostra-genialquaest.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (***) https://oglobo.globo.com/blogs/trump-20/post/2025/11/quem-e-zohan-mamdani-muculmano-e-socialista-eleito-prefeito-de-nova-york.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

  5. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 16/03/26 (2)

    A volta da velha guarda

    O presidente Lula recebeu para jantar no Palácio do Alvorada os militantes históricos dos seus primeiros governos, como Gilberto Carvalho, Paulo Okamoto e Luiz Marinho, para discutir a campanha. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, deve coordenar o programa de um eventual governo Lula 4, repetindo a missão que teve na eleição passada.

    (TRPCE)

    E bota velha e embolorada nisso!

  6. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 16/03/26 (3)

    Flávio Bolsonaro não é Javier Milei

    A rápida ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas gerou um clima de otimismo irreal no mercado financeiro. Torcedores de qualquer alternativa anti-Lula, alguns executivos da Faria Lima partem de uma premissa equivocada, a de que existe compromisso do filho mais velho de Jair Bolsonaro com a responsabilidade fiscal.

    Parece óbvio, mas é preciso deixar claro: Flávio Bolsonaro não é Javier Milei e sua motosserra nos gastos públicos. As prioridades de um eventual governo Flávio Bolsonaro são, pela ordem, (a) soltar o pai, seja via indulto ou anistia; (b) enfrentar o STF, com a aprovação de impeachment do ministro Alexandre de Moraes e reduzir os poderes da Corte; e (c) expurgar a administração de petistas e políticas públicas vinculadas ao PT. Todo o resto é wishful thinking.

    Se eleito, Flávio Bolsonaro assume com um calendário apertado. No fim de setembro de 2027, quando o novo governo ainda não terá nove meses completos, Alexandre de Moraes assumirá a presidência do STF, o que significa dizer que a janela para o seu impeachment vai até agosto. Se as condições políticas para o afastamento de um ministro do STF são complexas, as de um ministro presidente de poder são nulas.

    Este prazo exíguo vai obrigar Flávio Bolsonaro a gastar o capital político recebido pelas urnas na anulação do julgamento do pai e na vingança contra Moraes. É preciso muita ignorância sobre como funciona Brasília para supor que um presidente com essas prioridades tenha disposição ou capacidade para, ao mesmo tempo, acabar com o reajuste acima da inflação do salário mínimo, como pedem dez entre dez economistas da Faria Lima.

    Nos três primeiros meses de sua campanha, Flávio Bolsonaro deu uma única pista do que seria o seu programa econômico ao usar a expressão “tesouraço” para dizer que pretendia cortar impostos e gastos. Parou de repetir a parolagem quando percebeu que o PT a usaria para marcá-lo como um cortador de direitos sociais, com óbvios efeitos eleitorais. No principal evento em que falou para o mercado financeiro (*), no BTG, em fevereiro, Flávio Bolsonaro foi tão raso que até seus apoiadores na plateia ficaram desolados.

    Nas próximas semanas, Flávio Bolsonaro anunciará um porta-voz econômico (**) que, nas conversas com os bancos vai prometer ajustes, enquanto o discurso oficial para a sociedade será bem mais genérico. Este porta-voz, no entanto, nunca terá sobre ele a influência que Paulo Guedes exerceu sobre Jair Bolsonaro.

    Reconhecidamente ignorante sobre economia, Jair Bolsonaro precisava de Paulo Guedes como fiador junto à elite econômica. Flávio Bolsonaro não precisa. Quando as pesquisas mostraram que ele se tornou o mais viável entre os candidatos da oposição, o apoio do mercado financeiro veio de graça. Basta a Flávio Bolsonaro falar mal do ministro Fernando Haddad que os aplausos estão garantidos. Esse apoio sem quid pro quo implica um candidato descompromissado com um ajuste fiscal profundo, justamente a maior queixa do mercado sobre a gestão Lula.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/11/flavio-compara-lula-a-opala-velho-e-diz-contar-com-tarcisio-de-corpo-e-alma-na-eleicao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/08/jogo-politico-flavio-bolsonaro-em-busca-de-um-posto-ipiranga-como-paulo-guedes-foi-para-o-pai.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

  7. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 16/03/26 (4)

    A bandeira do nacionalismo

    A decisão do presidente Lula de revogar o visto de entrada no país (*) do assessor especial para o Brasil do governo Trump, Darren Beattie, é uma armadilha. Uma reação extravagante de Trump e da família Bolsonaro é tudo que Lula precisa num momento em que o governo patina nas pesquisas.

    Mais do que as filigranas jurídicas do Ministério das Relações Exteriores para a revogação do visto, a decisão do presidente é uma tentativa de mudar a pauta política de volta para a questão da soberania, ponto de virada do melhor momento de popularidade no ano passado, quando o lobby de Eduardo Bolsonaro junto à Casa Branca fez o Brasil sofrer o maior tarifaço do mundo.

    A recente pesquisa Genial/Quaest indicou que 32% dos brasileiros disseram que o apoio de Trump a Flávio Bolsonaro aumentaria suas chances de fazer o oposto e escolher Lula (**). Desde que Trump assumiu, a imagem dos EUA no Brasil piorou sensivelmente. Em fevereiro de 2024, 58% dos brasileiros tinham uma imagem favorável dos EUA e 24% desfavorável. Agora, 48% têm imagem negativa e só 38% positiva.

    Redator de discursos presidenciais no primeiro mandato Trump, Beattie foi demitido em 2018 (***) depois que se descobriu sua participação em eventos supremacistas brancos. No ano passado, Beattie foi indicado como responsável pelo Brasil no Departamento de Estado com o evidente propósito de ajudar os Bolsonaros. Amigo de Eduardo Bolsonaro, defensor do tarifaço do ano passado, a agenda de Beattie no Brasil se resumia a encontros com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com o candidato Flávio Bolsonaro.

    A ascensão de Beattie no Departamento de Estado coincidiu com a articulação americana de considerar as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas, revelada por esta newsletter (****). Embora ainda não assinada por Donald Trump, a eventual qualificação de que existe terrorismo no Brasil não aumenta em nada a segurança no país, mas ajudaria o discurso da oposição (além de multiplicar por dez o trabalho de compliance dos bancos locais). Para gerar conflito com o Brasil, na semana passada os EUA propuseram enviar para cá os imigrantes ilegais (*****), sabendo desde o início que a ideia seria rechaçada.

    Dito isso, não há nada de raro no governo dos EUA ter um candidato preferido no Brasil. Em 2022, o governo Biden fez seguidos alertas às tentativas de um golpe de Bolsonaro e articulou o reconhecimento mundial da vitória de Lula na mesma noite da eleição. Na quinta-feira (12), o próprio Lula recebeu no Palácio do Planalto o senador Iván Cepeda, candidato da esquerda a presidente da Colômbia. Nas eleições argentinas de 2023, Lula e o PT apoiaram ativamente o candidato Carlos Massa, derrotado por Javier Milei.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/03/14/visto-negado-a-assessor-de-trump-e-recusa-a-receber-presos-elevam-tensao-diplomatica-entre-brasil-e-estados-unidos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (**) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/03/genialquaest-28percent-admitem-que-apoio-do-trump-favorece-voto-em-flavio-bolsonaro-e-32percent-dizem-que-aumenta-chance-de-escolher-lula.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (***) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/13/quem-e-darren-beattie-assessor-de-trump-que-teve-visto-brasileiro-revogado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (****) https://oglobo.globo.com/politica/thomas-traumann/coluna/2026/03/a-variavel-trump-como-o-presidente-americano-fez-da-politica-externa-um-tema-eleitoral-brasileiro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (*****) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/03/13/eua-propoem-que-brasil-receba-estrangeiros-presos-em-territorio-americano-e-plano-para-eliminar-pcc-e-cv.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

  8. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 16/03/26 (5)

    O discreto novo ministro

    O advogado Dario Durigan, de 41 anos, será o novo ministro da Fazenda em substituição a Fernando Haddad, que deixa o cargo nesta quinta-feira (19). Braço direito de Haddad desde junho de 2023, Durigan será um continuador da atual política econômica (*). Nada muda no “pior emprego do mundo”.

    Discreto, tom professoral e extremamente leal a Haddad, Durigan sabe da pressão que sofrerá para soltar gastos em ano eleitoral. Por isso mesmo, vai começar sua gestão fazendo o oposto, anunciando um contingenciamento de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões de gastos. Parte dessa economia será usada para reduzir a fila de pedidos de aposentadoria do INSS, hoje na casa de 3 milhões de pessoas.

    Assim como Haddad, Durigan é um evangelista dos méritos da atual gestão, dando ênfase à falta de reconhecimento dos avanços dos últimos três anos. Sem experiência partidária, sua relação com o mercado financeiro deverá ser menos combativa do que a de Haddad. Uma das suas prioridades será taxar os títulos isentos do agro e da construção, ideia defendida por todas as corretoras que perderam mercado para os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).

    Formado pela USP, Durigan fez parte da geração de jovens gestores que ocupou os principais cargos da Casa Civil no primeiro governo Dilma Rousseff, quase todos ligados ao ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. Em 2020, ele fez seu mestrado na Universidade de Brasília debatendo movimentos como a greve dos caminhoneiros e as ocupações das escolas públicas de 2018 com o conceito da “desobediência democrática”, do jurista americano Daniel Markovits, conhecido no Brasil por ser autor do livro “A Cilada da Meritocracia”. Na tese, Durigan mostra uma visão otimista dos conflitos e conclui que a “desobediência democrática” é um teste de maturidade da política pública pela pressão popular de revisão da legislação em vigor.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/fabio-graner/noticia/2026/03/12/o-copiloto-assume-o-controle.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

  9. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 16/03/26 (6)

    O cerco sobre Alcolumbre

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não apenas perdeu o controle do plenário, como está sob ataque especulativo. Desceu do posto de político mais poderoso de Brasília para o de presidente do Congresso enfraquecido.

    Sua lista mais recente de problemas:

    > Alcolumbre aparece nos diálogos do celular de Vorcaro como um político muito próximo.

    > Comandado por um afilhado político seu, o fundo de pensão dos servidores do Amapá atropelou alertas de técnicos e investiu R$ 400 milhões em 20 dias (*) em papéis do Master.

    > ⁠Durante a semana, O GLOBO mostrou que a Polícia Federal filmou o segundo suplente de Alcolumbre, Breno Chaves Pinto, fazendo um saque de R$ 350 mil em dinheiro vivo (**) e saindo do banco no carro da empresa de um primo do senador. Suspeito de comandar fraudes no Dnit do Amapá, controlado por Alcolumbre, Chaves Pinto fazia os saques sempre logo depois de pagamentos feitos pelo governo. No total, ele sacou R$ 3 milhões.

    > O GLOBO mostrou ainda que, em abril do ano passado, para driblar restrições do Supremo a pagamentos de emendas parlamentares, Alcolumbre mandou um ofício a si mesmo (***) pedindo a liberação de R$ 379 milhões do orçamento secreto para 90 obras no Amapá. Parte do dinheiro, R$ 30,5 milhões, foi destinado a uma obra tocada pela construtora de… seu segundo suplente, Breno Chaves Pinto.

    > O deputado Carlos Jordy, do PL, disse em uma entrevista coletiva que Alcolumbre propôs à oposição trocar o pedido de uma CPI sobre o Master pela votação dos vetos de Lula ao PL da Dosimetria, que reduziria a pena de Jair Bolsonaro. Quando um deputado expõe publicamente uma proposta do presidente do Congresso, significa que o presidente do Congresso perdeu poder.

    Alcolumbre perdeu o controle do plenário do Senado e está enfraquecido porque precisa se defender em muitas frentes: quer evitar a continuidade da CPMI do INSS para proteger seu ex-assessor suspeito de irregularidades; quer evitar uma CPI do Master, por ser um dos parlamentares citados por Vorcaro; quer evitar investigações sobre emendas parlamentares porque foi um dos beneficiados pelo orçamento secreto.

    Sua situação explica por que o Senado tem feito sessões remotas (****). Sem senadores no plenário, Alcolumbre não sofre pressão para convocar uma sessão do Congresso, que pode levar à prorrogação da CPMI, e fica menos exposto a derrotas.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/02/alvos-da-pf-indicados-por-alcolumbre-atropelaram-conselho-e-forcaram-aporte-do-amapa-no-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/13/flagra-de-suplente-de-alcolumbre-com-r-350-mil-pela-pf-amplia-lista-de-atritos-entre-senador-e-governo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (***) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/13/alcolumbre-enviou-oficio-a-ele-mesmo-para-liberar-r-379-milhoes-em-emendas-incluindo-verba-para-empresa-de-suplente.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (****) https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/03/a-aposta-de-alcolumbre-para-reduzir-a-pressao-pela-abertura-da-cpi-do-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

  10. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 16/03/26 (7)

    Fique atento

    > A guerra do Irã entrou na sua terceira semana com o ataque americano na ilha de Kharg, ponto estratégico das exportações de petróleo. No domingo à noite, o preço do barril voltou a passar dos US$ 100.
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/13/trump-diz-que-eua-atacaram-todos-os-alvos-militares-na-ilha-de-kharg-responsavel-por-90percent-da-exportacao-de-petroleo-bruto-do-ira.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Com o subsídio do governo para o diesel, o preço para o consumidor brasileiro deveria subir apenas R$0,06 nesta semana. Você acredita? Nem eu.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/03/13/pacote-antiturbulencia-governo-zera-imposto-do-diesel-para-conter-impacto-da-guerra-e-reduzir-risco-eleitoral.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Depois da confirmação da Segunda Turma do STF de que ficará preso em Brasília por muitos meses, o banqueiro Daniel Vorcaro trocou seus advogados e aumentou as chances de uma delação premiada. Ninguém mais dorme em Brasília.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/13/vorcaro-troca-advogado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Depois de uma semana de sessões remotas, o Congresso volta a funcionar com medo do recrudescimento do caso Master. Na terça-feira (17), o Congresso promulga o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/15/avanco-de-investigacoes-do-caso-master-acirra-tensao-entre-supremo-e-congresso.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Na terça-feira, o BNDES divulga que a sua carteira de crédito ultrapassou R$ 660 bilhões, o maior nível desde 2016.

    > Com a guerra mandando o petróleo para a lua e a economia interna ainda ativa, o BC deve iniciar na quarta-feira (18) o seu ciclo de corte de juros com um cauteloso 0,25 ponto percentual.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/03/10/conflito-no-ira-pode-limitar-corte-da-selic-na-proxima-semana-entenda-por-que.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Na quinta-feira (19), o ministro Fernando Haddad deixa o cargo para ser candidato do PT ao governo de São Paulo.

    > Internado desde sexta-feira (13) no hospital DF Star com broncopneumonia bacteriana, o ex-presidente Jair Bolsonaro evoluiu com estabilidade clínica e melhora nas funções renais, segundo o último boletim médico. A internação aumenta a pressão por uma transferência do ex-presidente para casa.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/15/bolsonaro-tem-nova-piora-de-quadro-inflamatorio-e-reforco-de-antibioticos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  11. Miguel José Teixeira

    E a pergunta com potencial de mil megatons:
    O que “se-esconde-se” sob a suprema toga?

    “Ministros do STF ignoram lei e não respondem sobre cachês de palestras”
    – Flávio Dino, Luiz Fux e Nunes Marques simplesmente ignoraram questionamentos via LAI sobre pagamento por participação em eventos.
    (Por Rafael Moraes Moura — Brasília, no blog da Malu Gaspar, O Globo, 16/03/26)

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques ignoraram pedidos formulados pelo blog via Lei de Acesso à Informação (LAI) sobre cachês eventualmente recebidos por participação em palestras e conferências realizadas ao longo do ano passado.

    A divulgação desses valores é um dos pontos do Código de Ética defendido pelo presidente do STF, Edson Fachin, que mais provocam resistência. A discussão sobre o código ganhou força após as investigações do esquema bilionário de fraude do Banco Master trazerem à tona detalhes das conexões pessoais de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o executivo Daniel Vorcaro.

    A equipe da coluna enviou o mesmo questionário para os 10 integrantes da Corte, solicitando informações sobre os cachês nas palestras – e indagando se houve despesas de hospedagem e deslocamento aéreo pagas pelos organizadores desses eventos.

    O prazo para envio dos esclarecimentos terminou em 19 de fevereiro, mas foi ignorado pelos gabinetes de Dino, Fux e Nunes Marques. Procurado pelo blog, o STF não se manifestou.

    Os outros sete ministros da Corte responderam aos pedidos formulados via LAI.

    Três deles – Edson Fachin, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin – disseram não cobrar cachês por palestras. Eles são os únicos ministros do STF que têm o hábito de divulgar diariamente as suas agendas de compromissos

    Gilmar Mendes, André Mendonça, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não informaram os valores recebidos. Gilmar alegou que “observa todas as normas éticas da magistratura e não recebe quaisquer benefícios ou vantagens que possam comprometer sua independência funcional”, mas se recusou a informar os valores dos cachês.

    Ao lado de Toffoli e Moraes, Gilmar é um dos maiores críticos à implantação de um Código de Ética no STF. Todos os anos, o IDP, instituto ligado a Gilmar, organiza o “Gilmarpalooza”, em Lisboa, reunindo empresários, políticos e ministros na capital portuguesa numa programação oficial marcada por painéis de discussão, com uma agenda paralela de eventos marcados por lobby e jantares em terraços de hotéis longe dos olhos da opinião pública.

    Na edição de 2024, Moraes chegou a dizer que “não há a mínima necessidade” de um Código de Ética, “porque os ministros do Supremo já se pautam pela conduta ética que a Constituição determina”.

    Transparência
    A postura de parte dos ministros do STF de não responder a demandas de acesso à informação formuladas por meio da LAI descumpre a legislação vigente, aponta o advogado Bruno Morassutti, especialista em transparência pública, acesso à informação e combate à corrupção, além de diretor de advocacy da agência de dados Fiquem Sabendo.

    “Caso mais tempo fosse necessário para organizar e consolidar dados, bastava seguir a boa prática de informar isso ao cidadão e indicar que os dados seriam fornecidos”, afirmou.

    “Desde sempre, mas em especial no atual contexto institucional, espera-se dos ministros do STF que liderem a magistratura pelo seu exemplo. Informações sobre participação em eventos, mediante pagamento ou não, são de inegável interesse público e devem obrigatoriamente ser divulgadas.”

    Modelo alemão
    O tema das palestras e cachês é tabu na Suprema Corte, onde ministros costumam ignorar o princípio da transparência pública, não divulgam suas agendas de compromissos nem quem recebem em seus gabinetes – e se recusam a esclarecer o pagamento de cachês e despesas com hospedagem e viagens em eventos.

    O modelo que tem sido usado como referência por Fachin na elaboração do Código de Ética é o código do Tribunal Constitucional da Alemanha, que tem 16 artigos divididos em quatro seções – e é considerado pela presidência do STF “bem curto e objetivo”.

    Em uma delas, sobre atuação não judicial dos magistrados, o texto alemão prevê que os juízes podem aceitar a remuneração por palestras, “somente na medida em que isso não prejudique a reputação do tribunal e não suscite dúvidas quanto à independência, imparcialidade, neutralidade e integridade de seus membros”.

    O também diz que os juízes devem divulgar qualquer rendimento recebido para participar dessas agendas – e permite que o organizador dos eventos faça a restituição “de despesas razoáveis de viagem, hospedagem e alimentação”, mas não fixa limites.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/03/ministros-do-stf-ignoram-lei-e-nao-respondem-sobre-caches-de-palestras.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    Será que. . .
    . . . com a iminente delação do vorcaro algo será revelado?

  12. Miguel José Teixeira

    Alô, “otoridades”!
    Há vorcaros por
    toda a parte. . .

    “Deslocamento de garimpos muda dinâmica do tráfico humano de venezuelanas na Amazônia”
    – Combate à mineração ilegal nos territórios Yanomami transforma Guiana em novo oásis para garimpeiros e redes criminosas que lucram com exploração sexual de imigrantes.
    (Por Emanuelle Bordallo — Londres, O Globo, 16/03/26)
    . . .
    “Desde 2023, a intensificação das operações contra a mineração ilegal nos territórios Yanomami levou ao deslocamento de garimpos para a Guiana, modificando rotas de tráfico humano de venezuelanas na Amazônia. A nova rota do sexo vai de Pacaraima a Georgetown, onde imigrantes são exploradas sexualmente. A crise migratória venezuelana agrava a vulnerabilidade dessas mulheres, alvo de redes criminosas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/16/deslocamento-de-garimpos-muda-dinamica-do-trafico-humano-de-venezuelanas-na-amazonia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  13. Miguel José Teixeira

    Sempre é bom lembrar que
    “a diferença entre o
    remédio e o veneno
    está na dose!”
    (Paracelso)

    “A vez dos cogumelos: alucinógenos, fungos ‘mágicos’ têm propriedades estudadas pela ciência”
    – Especialistas alertam para efeitos mentais que substâncias podem ocasionar, alguns irreversíveis.
    (Por Thayná Rodrigues — Rio de Janeiro, O Globo, 16/03/26)
    . . .
    “O uso de cogumelos alucinógenos, como o Psilocybe cubensis, está crescendo no Brasil, com debates sobre seus usos terapêuticos e legais. Estudos indicam o potencial da psilocibina contra o tabagismo, mas especialistas alertam para riscos mentais e legais, já que a substância é proibida pela Anvisa. A venda se expande na informalidade, enquanto projetos culturais, como a Central de Cogumelos no Rio, buscam explorar seus benefícios sustentáveis.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/03/16/a-vez-dos-cogumelos-alucinogenos-fungos-magicos-tem-propriedades-estudadas-pela-ciencia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Alguém aí lembra-se do fanzine brusquense “Cogumelo Atômico”?
    E do “CambuRock” onde houve uma verdadeira corrida aos cogumelos da região?

  14. Miguel José Teixeira

    “Limite aos chatbots: quase metade das universidades federais tem guias ou debate regras para usar IA”
    – Protocolos incluem recomendação de que os professores devem definir em seus planos de aula o que consideram aceitável na aplicação das ferramentas.
    (Por Bruno Alfano — Rio de Janeiro, O Globo, 16/03/26)
    . . .
    “Quase metade das universidades federais no Brasil está desenvolvendo ou discutindo protocolos para o uso ético de inteligência artificial (IA) generativa. Estes guias visam garantir a transparência no uso da tecnologia e a proteção de dados sensíveis. Instituições como UFRJ e UFMS já publicaram recomendações específicas, enquanto outras, como a UFPB, proíbem a reprodução de textos gerados por IA. O Conselho Nacional de Educação discute a regulamentação do uso de IA no ensino superior.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/03/16/limite-aos-chatbots-quase-metade-das-universidades-federais-tem-guias-ou-debate-regras-para-usar-ia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  15. Miguel José Teixeira

    Mudar. . .
    para tudo como está
    ficar. . .

    “PL mira quadros do União na Câmara, enquanto partidos nanicos apostam em alianças para sobreviver à janela partidária”
    – Sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro tem atraído interessados em concorrer ao Senado, enquanto siglas como o PSDB, Rede e PDT correm o risco de não ultrapassarem cláusula de barreira.
    (Por Camila Turtelli e Yago Godoy — Brasília e Rio de Janeiro, O Globo, 16/03/26)
    . . .
    “O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, está atraindo interessados em concorrer ao Senado, aproveitando a janela partidária para fortalecer seu número de filiados e palanques estaduais. Enquanto isso, partidos menores como PSDB, Rede e PDT enfrentam o desafio da cláusula de barreira, que exige um mínimo de eleitos para acesso a recursos. Estratégias incluem alianças, como a do PSDB com Cidadania, para superar tais barreiras.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/16/pl-mira-quadros-do-uniao-na-camara-enquanto-partidos-nanicos-apostam-em-aliancas-para-sobreviver-a-janela-partidaria.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  16. Miguel José Teixeira

    Alô, TriSuEl!!!

    “Canetas emagrecedoras: em ano eleitoral, municípios começam a oferecer medicamento”
    – Especialistas alertam que, sem planejamento técnico e garantia de continuidade do tratamento, iniciativas desse tipo podem acabar representando riscos à saúde dos pacientes.
    (Por Bruna Lessa — Brasília, O Globo, 16/03/26)
    . . .
    “Em ano eleitoral, municípios brasileiros iniciam ou planejam programas para oferecer canetas emagrecedoras na rede pública, apesar da recomendação contrária da Conitec devido ao alto custo. Especialistas alertam para riscos à saúde sem planejamento e continuidade. A medida é vista como estratégia política e enfrenta desafios financeiros e logísticos. O Distrito Federal já utiliza liraglutida no tratamento da obesidade.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/03/16/canetas-emagrecedoras-em-ano-eleitoral-municipios-comecam-a-oferecer-medicamento.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  17. Miguel José Teixeira

    Óbviamente, óbvio!
    Desde o início, o alvo
    era o Ratinho Júnior,
    competente governador paranaense
    e possível candidato à
    presidência e/ou senado.

    “Após embate com Ratinho, Erika Hilton aciona MP contra governo Ratinho Jr”

    A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o MP-PR para investigar o governo Ratinho Jr. (PSD) por suposta omissão no programa de escolas cívico-militares após denúncias de abuso sexual.

    Erika afirma que nove alunas de 11 a 13 anos denunciaram toque indevido de um monitor, policial aposentado credenciado desde 2021; ele teria ficado no programa até 2025.

    A deputada pede inquérito civil, apuração de prevaricação e condescendência criminosa, identificação de autoridades e avaliação para suspender a expansão do programa no Paraná.

    +em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/03/15/apos-embate-com-ratinho-erika-hilton-aciona-mp-contra-governo-ratinho-jr.htm

    Seguramente. . .
    aí tem dedo da fracassada lambisgoia das araucárias,
    uma espécie de rainha midas ao contrário:
    onde bota a mão, vira cocô. . .

  18. Miguel José Teixeira

    Que Peninha!!!

    O presidiário bolsonaro não ficou conhecido no mundo
    pois o”Agente Secreto” não tinha “Valor Sentimental”!

    Fica para o próximo. . .

  19. Miguel José Teixeira

    “Pastelão no gramado”
    – Craques do passado, ou aprendiam a se defender dos zagueiros durões ou fossem jogar pingue-pongue.
    – Hoje, um contato entre um mindinho e o plexo solar faz com que os canastrões caiam com a mão ao rosto.

    Não é para me gabar, mas acompanho futebol desde o Terciário, quando as bolas eram de couro, o goleiro era o quíper e o juiz levava o apito pendurado ao pescoço. Às vezes, havia sombras no gramado — eram pterodáctilos sobrevoando o Maracanã. Assim, naquele tempo, vi jogar, ao vivo, Pelé, Garrincha, Didi, Dida (do Flamengo), Doval, Jairzinho, Paulo César, Zico, Dinamite. Todos com a camisa para dentro do calção e este, às vezes, acima do umbigo. A bola não saía do fundo das redes.

    Considere agora os zagueiros que eles enfrentavam. Alguns, finos e classudos, mas, a maioria, dedicada a entrar rachando, dividir para valer ou carimbar-lhes as canelas com as travas — entre eles, Pavão, Jadir e Onça, do Flamengo; Bellini, Fontana e Moisés, do Vasco; Bigode, Pinheiro e Altair, do Fluminense; Tomé, Ronald Marreta e Chicão, do Botafogo. Os centroavantes, principais vítimas da carnificina, ou aprendessem a se defender ou fossem jogar pingue-pongue. Não era incomum que, de vez em quando, levassem um braço no rosto. Limitavam-se a assoar o nariz e bola pra frente.

    O clássico do gênero é a cotovelada de Pelé no uruguaio Fontes, no Brasil x Uruguai da Copa de 1970. Fontes o jogara ao chão e pisara sua perna de propósito. Pelé marcou-lhe o número e, na primeira disputa de bola, com Fontes correndo atrás dele, mandou-lhe o cotovelo na cara. Fontes cambaleou, mas fez questão de não cair. Seguiu na jogada e disse depois que, apesar da dor, não podia fraquejar. O juiz não viu o lance e ele não foi se queixar.

    Hoje, cada jogo é um pastelão. Um contato entre um dedo mindinho e o plexo do adversário faz com que este leve a mão ao rosto como se lhe tivessem quebrado os dentes ou furado o olho. Ato contínuo, desaba, quase moribundo, dando murros no gramado, enquanto o juiz aplica o cartão no suposto agressor. Isto feito, o agredido se levanta e sai assobiando no azul. O campeão mundial da categoria é Neymar.

    Eu, juiz, daria cartão vermelho ao farsante. Não pela simulação, mas pela canastronice.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/03/pastelao-no-gramado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    Oh, bola na trave não altera o placar
    Bola na área sem ninguém pra cabecear
    Bola na rede pra fazer o gol
    Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

    A bandeira no estádio é um estandarte
    A flâmula pendurada na parede do quarto
    O distintivo na camisa do uniforme
    Que coisa linda é uma partida de futebol

    Posso morrer pelo meu time
    Se ele perder, que dor, imenso crime
    Posso chorar se ele não ganhar
    Mas se ele ganha, não adianta
    Não há garganta que não pare de berrar

    A chuteira veste o pé descalço
    O tapete da realeza é verde
    Olhando para bola, eu vejo o Sol
    Está rolando agora é uma partida de futebol

    O meio-campo é lugar dos craques
    Que vão levando o time todo pro ataque
    O centroavante, o mais importante
    Que emocionante é uma partida de futebol

    O goleiro é um homem de elástico
    Os dois zagueiros têm a chave do cadeado
    Os laterais fecham a defesa
    Mas que beleza é uma partida de futebol

    Oh, bola na trave não altera o placar
    Bola na área sem ninguém pra cabecear
    Bola na rede pra fazer o gol
    Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

    O meio-campo é lugar dos craques
    Que vão levando o time todo pro ataque
    O centroavante, o mais importante
    Que emocionante é uma partida de futebol

    (De Nando Reis e Samuel Rosa, com Skank – É Uma Partida De Futebol: https://www.youtube.com/watch?v=4gqeHu7r5dQc)

  20. Miguel José Teixeira

    Periga as respostas
    virem à tona, com a
    suprema delação do
    vorcaro!

    “Será que o BC pisou na bola?”
    – A despeito da rede de proteção ao Master parecer inexpugnável, o BC tinha meios para agir e impedir que a fraude chegasse ao valor que chegou.
    (Por Nuno Vasconcellos, Último Segundo, iG, 15/03/26)

    Um mistério chama atenção entre tantas dúvidas que se acumulam em torno dessa história do Banco Master — e qualquer pessoa que conheça minimamente o funcionamento do sistema financeiro no Brasil haverá de concordar com isso. O mistério é: num sistema tão regulado como o brasileiro, onde as regras de operação são mais rígidas do que em outros países, como foi possível empilhar tanta falcatrua, tanto perrengue e tanta mutreta em um único CNPJ sem atrair a atenção e a fúria dos auditores do Banco Central?

    Para deixar a dúvida ainda mais clara: como tantas tretas foram sendo feitas, uma atrás da outra, sem que ninguém agisse a tempo de impedir que elas se tornassem tão robustas e lesassem tanta gente? Como é que, num país que cria, sustenta e empodera tantas instituições supostamente destinadas a impedir que mutretas aconteçam, as mutretas bilionárias continuam vindo à tona, envolvendo cifras ainda maiores e circunstâncias ainda mais escandalosas do que as da mutreta anterior?

    É secundário discutir, neste caso, se o problema do Master (1) começou durante a passagem de Roberto Campos Neto pela presidência do Banco Central ou se já vinha desde o tempo de seu antecessor, Ilan Goldfajn. Também não é o caso de jogar toda a responsabilidade nas costas do atual presidente, Gabriel Galípolo. É claro que os problemas de qualquer instituição devem ser cobrados, em última instância, de quem a comanda. Mas uma traulitada como a do Master só alcança a força que alcançou caso conte com a participação de funcionários de vários escalões que, no limite de suas atribuições e de suas responsabilidades, fechem os olhos para o que está acontecendo.

    E, antes de prosseguir, uma observação: além do Banco Central, a Receita Federal, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Tribunal de Contas da União (TCU) e outras siglas conhecidas, mantidas a peso de ouro para dar à sociedade a sensação de que conta com a proteção do Estado, também têm explicações a dar nessa história. Esses órgãos custam os olhos da cara para o contribuinte. Mas às vezes se mostram incapazes de impedir que o dinheiro do cidadão escorra entre os dedos daqueles que são pagos para zelar por ele e desapareça sem deixar rastros.

    E quando isso acontece, a consequência é um rombo de grandes dimensões. No caso do Master, ele deve ultrapassar a casa dos R$ 50 bilhões. É dinheiro demais para ter sumido sob os olhos de tanta gente que é paga para zelar por ele. O valor pode ser maior. Dia após dia têm vindo à tona uma situação mal explicada, que só chegou ao valor escabroso que chegou porque essas instituições, habituadas a agir com mão pesada contra o cidadão comum, fizeram vistas grossas para evidências que estavam bem embaixo de seus narizes. Na sexta-feira passada, por exemplo, surgiu a informação de que, entre as operações suspeitas conduzidas por Vorcaro, há uma transação envolvendo cotas de um fundo de investimentos chamado Hans2.

    Em dezembro de 2024, ele teria adquirido as cotas desse fundo por R$ 2,5 milhões. No dia seguinte, elas teriam sido vendidas por R$ 294,5 milhões — uma valorização de mais de cem vezes em 24 horas. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e, de acordo com o jornal, consta da declaração de renda do empresário. Por muito menos do que isso, a Receita Federal já detonou muito CPF por aí. Mas Vorcaro continuou operando como se não devesse explicações a ninguém.

    Delação premiada
    Vorcaro, como se sabe, encontra-se preso (2) e já estaria negociando um acordo de delação premiada — única saída para reduzir a pena pesada que deverá recair sobre ele no final do julgamento. Pela visibilidade que o caso alcançou e pela gravidade do que vem sendo revelado, é de se esperar que, a menos que haja alguma surpresa, seu caso seja tratado com rigor exemplar pela Justiça.

    Na sexta-feira passada, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal confirmou a prisão preventiva (3) determinada na quarta-feira retrasada pelo ministro André Mendonça. Além de Vorcaro, recolhido ao presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília, permanecerá preso seu cunhado e parceiraço, Fabiano Campos Zettel. Outro que seguirá na prisão é o ex-policial federal Marilson Resende Silva, responsável por atividades de vigilância e monitoramento do grupo.

    O círculo de auxiliares mais próximos, presos no mesmo dia que Vorcaro, também incluía o nome de Luiz Phillipi Mourão. Conhecido como Sicário, ele morreu em circunstâncias para lá de esquisitas, depois de “tentar suicídio” na carceragem da Polícia Federal de Belo Horizonte (4). A história de é estranha, mas não é ela que interessa a este texto.

    O que interessa por enquanto é falar de uma prática recorrente de Vorcaro: ele e seu grupo gastavam dinheiro a rodo para, vamos dizer assim, remover obstáculos capazes de dificultar suas operações que, de tão ousadas, levantariam suspeitas de qualquer autoridade. Nos últimos dias, veio a público uma extensa lista de pessoas pagas por Vorcaro. É tanto nome graúdo envolvido que pouca gente deu a devida importância à presença de dois funcionários do Banco Central entre os que foram abastecidos pela pecúnia de Vorcaro. Ele teria destinado uma senhora propina ao ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves, e ao Chefe de Departamento da autoridade monetária, Belline Santana.

    Ninguém mencionou o tamanho da bufunfa que a dupla teria recebido em troca de tapar o nariz para as traquinagens cometidas por Vorcaro no comando de seu banco. A acusação é a de os dois teriam “recebido algum” para não sentir cheiro de irregularidade em uma remessa de pelo menos R$ 2 bilhões para uma conta em nome de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, em um paraíso fiscal.

    O detalhe é o seguinte: por mais poder que concentrassem em suas mãos, Neves e Santana não conseguiriam agir se não contassem com a cumplicidade, com a conivência ou com o silêncio amedrontado de pessoas abaixo e acima deles na hierarquia da instituição. Uma operação desse tamanho depende de mais de uma autorização e de alçadas muito parrudas para ser executada. Será que as responsabilidades dentro da instituição se esgotam nesses dois nomes? Será que não há mais gente envolvida?

    Nata da nata
    A resposta a essas perguntas, é claro, dependem do andamento das investigações. Seja como for, um aspecto que se destaca quando se juntam as pontas dessa história é a desenvoltura e o destemor que os corruptores demonstram na hora de distribuir propinas entre autoridades do primeiro, do segundo, do terceiro e, se bobear, até do vigésimo escalão da República. O que espanta é que, diante da quantidade de casos de subornos que vêm sendo expostos, não venha à tona um único exemplo de recusa.

    Parece que, no Brasil, não existe aquele tipo de personagem que se vê nas telas do cinema. Aquele tipo de gente honesta que, diante de uma oferta indecente, reaja com indignação, dê um soco na mesa, ponha o emissário do corruptor para fora de sua sala e o ameace de prisão caso insista com aquela história.

    Pode ser que isso exista e seja mais comum do que se pensa. Certamente há milhares e milhares de servidores públicos honestos e honrados, que se ofenderiam com a simples ideia de serem corrompidos e não aceitam ter a mão molhada (não importa com qual quantia) para facilitar a vida de meliantes pelo Brasil afora. Desde já, peço desculpas caso alguém se sinta ofendido com essa afirmação. Mas a impressão que se tem é a de que a lista de escândalos que acontecem no Brasil não seria tão extensa se não contassem com a conivência de centenas ou até milhares de servidores que têm por função impedir que os malfeitos aconteçam.

    Voltemos ao caso específico do Banco Central, autarquia que concentra a nata da nata da nata da nata do funcionalismo público do Brasil. O último concurso público para o BC, realizado em 2024, atraiu 38.420 candidatos para as 100 vagas oferecidas. Isso significa, numa conta elementar, 384,2 candidatos por vaga. A título de comparação, o vestibular para o curso mais concorrido da Universidade de São Paulo, o de medicina, teve 90,7 candidatos por vaga em sua última edição.

    É de se supor que, tendo passado por uma peneira de malha tão fina como essa, os servidores do BC tivessem mais noção de sua importância e fossem implacáveis no cumprimento de suas funções. Entre as finalidades do órgão, criado em 1965 pelo então ministro do Planejamento Roberto Campos — avô do ex-presidente Roberto Campos Neto —, além de zelar pela saúde monetária brasileira, está a de regular e fiscalizar o funcionamento do sistema financeiro. Só que essas atribuições nobres e poderosas costumam tropeçar em falhas como as que vêm sendo reveladas no episódio do Master.

    Novas falcatruas
    Com os instrumentos que têm em mãos, com a facilidade que têm para criar normas, baixar portarias e ampliar seu próprio poder, é difícil explicar como o BC, neste caso, foi incapaz de evitar que problema crescesse e chegasse ao montante que alcançou. Pelo que parece, nenhum dos integrantes dessa elite que integra o quadro do BC agiu — ou, se agiu, não fez barulho suficiente para se fazer notar — para impedir que o problema crescesse, crescesse a acabasse assumindo a dimensão que assumiu.

    Seja como for, o fato é que a fraude prosperou sob os olhos de quem deveria impedi-la e chegou à cifra inacreditável de R$ 50 bilhões — valor que pode se tornar ainda maior na medida que novas falcatruas venham à tona no calor das investigações. Esse número foi alcançado à custa da emissão fraudulenta de papéis sem lastro, da participação despudorada no escândalo do INSS, do relacionamento indecoroso com governos estaduais e prefeituras, de operações temerárias que desafiavam as regras mais elementares de segurança do Banco Central mas que, enquanto havia tempo, não atraíram a atenção de ninguém com autoridade para dar um basta!

    E não adianta dizer que isso só foi possível porque o Master contava com padrinhos poderosos, contratados a peso de ouro entre altas autoridades dos três poderes da República! As relações promíscuas de Vorcaro com os círculos mais elevados certamente teceram para o Master uma rede de proteção que parecia inexpugnável aos olhos de quem via o banco fazer as operações temerárias que fazia sem que nada acontecesse. Mas, por outro lado, produziram um efeito contrário importante: o de chamar a atenção de todo mundo para o que estava acontecendo com a instituição. Qualquer desvio que viesse à tona teria uma repercussão muito maior do que haveria se o banco não contasse com protetores de tanto destaque.

    Pois bem. A verdade é que, com protetores ou sem protetores, chegou um momento que os problemas ficaram tão volumosos que o BC se viu obrigado a agir. A decisão de intervir no Master e decretar sua liquidação extrajudicial partiu de dentro da própria instituição e, conforme relatos, também enfrentou resistências internas — mas, quando aconteceu, deixou evidente que a medida deveria ter sido tomada muito antes. Quando o saco de problemas foi aberto, começaram a aparecer problemas atrás de problemas e, por maiores que fossem, não chamaram atenção de ninguém no devido tempo. Ficou claro, por exemplo, que a escalada do banco no mercado foi vertiginosa demais para não ter levantado suspeitas muito antes do que levantou.

    Os parâmetros de controle do mercado financeiro brasileiro são apontados entre os mais rígidos do mundo e os instrumentos de acompanhamento à disposição da autoridade monetária são precisos e sofisticados. Sendo assim, nada, absolutamente nada, justifica que um escândalo alcance a dimensão que alcançaram as patuscadas do Banco Master.

    O controle da saúde operacional e financeira dos bancos não depende da emissão de balanços semestrais nem mesmo de balancetes mensais. O controle é diário. Qualquer desvio que afete o Índice de Basileia é detectado imediatamente. Se estava cansada de saber que os valores recolhidos pelo Master ao Banco Central não chegavam a 10% dos Depósitos Compulsórios previstos nas normas de operação, por que a instituição não agiu? Por que permitiu que o escândalo chegasse ao tamanho que chegou para que as providências fossem tomadas?

    Motivos para agir, como fica claro a cada dia, não faltavam. Desde que o controle foi assumido por Vorcaro, a instituição saltou de um patrimônio de R$ 200 milhões, em 2018, para os R$ 4,7 bilhões registrados no último balanço. Isso mesmo. Num período de apenas oito anos, o patrimônio do Master cresceu mais de 23 vezes — uma escalada vertiginosa demais para não despertar suspeitas mesmo em um mercado financeiro anabolizado apelos juros indecentes que vigoram no Brasil.

    Por muito menos do que fez a empresa de Daniel Vorcaro, por deslizes bem menos graves do que os que estão vindo à tona do calor das investigações, os auditores e fiscais do BC, da CVM, do TCU, da Receita Federal e de um monte de órgãos partem para cima de quem pisou na bola com faca nos dentes e os olhos injetados de raiva e suspeição. Diante da extensão dos embustes praticados pelo Master, existem poucas hipóteses à disposição de quem pretenda entender como foi possível o rombo ter chegado ao valor que chegou (de pelo menos R$ 50 bilhões, é bom repetir!) sem que o BC agisse. E todas elas deixam evidente que o Brasil precisa cobrar da autoridade monetária mais eficiência na ação em defesa dos interesses da sociedade.

    (Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/nuno-vasconcellos/2026-03-15/sera-que-o-bc-pisou-na-bola-.html)

    (1) “Escândalo no Banco Master: entenda tudo sobre o caso”
    – Liquidação de R$ 40,6 bilhões expõe fraude bilionária em títulos falsos. PF prendeu sócios. Cerca de 800 mil investidores esperam reembolso de valores.
    +em: https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-01-20/escandalo-no-banco-master–entenda-tudo-sobre-o-caso.html

    (2) “Daniel Vorcaro, dono do Master, é preso em nova operação da PF”
    – Ação investiga a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos.
    +em: https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-03-04/daniel-vorcaro–dono-do-banco-master–e-preso.html

    (3) “STF tem maioria para manter prisão preventiva de Vorcaro”
    – Ex-dono do Banco Master está preso preventivamente há uma semana na Penitenciária Federal em Brasília; ele é investigado por diversos crimes.
    +em: https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-03-13/julgamento-stf-vorcaro-segunda-turma.html

    (4) “Cela onde “Sicário” de Vorcaro morreu na PF será vistoriada”
    – Deputados querem inspecionar a superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte após morte de Luiz Phillipi Mourão, citado no caso Banco Master.
    +em: https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-03-11/cela-onde-sicario-vorcaro-morreu-pf-vistoriada.html

  21. Miguel José Teixeira

    Para não dizerem que
    não repliquei algo
    sobre a Mulher! (III)

    “Janaina fala em “ativismo woke” do MPF no caso Erika Hilton”
    – Vereadora afirmou que Ministério Público age com motivação ideológica ao pedir condenação de Ratinho e SBT.
    (Redação O Antagonista, 15/03/26)

    A vereadora de São Paulo Janaina Paschoal criticou neste domingo, 15, a decisão do Ministério Público Federal (MPF) de pedir que o apresentador Ratinho e a emissora SBT sejam condenados a pagar R$ 10 milhões por falas consideradas transfóbicas sobre a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) na quarta, 11.

    Na avaliação de Janaina, a eleição de Erika para a presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados “nem é o mais grave” do episódio. Segundo ela, o problema central seria a atuação do MPF, que, em sua visão, se tornou “braço mais forte do ativismo woke”.

    “O mais grave nesse episódio da deputada Erika não está na eleição em si, nem no voto favorável do parlamentar pastor, que ilude seu eleitorado, nem na omissão das mulheres, que não apresentaram chapa alternativa, nem no discurso de ódio da Presidente eleita. O mais grave foi o fato de o Ministério Público Federal endossar uma pretensão absurda, baseada em fundamentos nada jurídicos! Este caso é apenas um de vários! O Ministério Público, talvez pela lavagem cerebral que ocorre nas boas universidades, virou o braço mais forte do ativismo woke! Os parlamentares federais precisam falar sobre isso e pensar uma legislação para aqueles que abusam de seu enorme poder”, escreveu no X.

    Segundo Janaina, o PSOL “nada de braçada” no mundo do Direito.

    “Eu não gostaria de ter que sugerir nada disso, mas são salários elevados, poder absoluto, para garantir, nos Tribunais, as teses que o PSOL não consegue aprovar nos Parlamentos brasileiros. Esse movimento vem se firmando há muito tempo, de forma absolutamente invisível à maior parte da população, que ainda tem a ilusão de que o mundo jurídico é “direitista e conservador”. Não confundam as roupas e as falas com conservadorismo. O PSOL nada de braçada no mundo do Direito, não por defender o que é Direito, mas pela ideologização construída por anos. Falo, com conhecimento de causa!”, finalizou.

    Ratinho e Erika Hilton
    Ao comentar sobre a escolha por Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher na Câmara, o apresentador Ratinho, do SBT disse que, para ser mulher, “tem que ter útero” (*).

    Em reação, a parlamentar entrou com um pedido junto ao Ministério das Comunicações para suspender por 30 dias o Programa do Ratinho.

    A parlamentar também protocolou um pedido de investigação sobre o apresentador, no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) (**). Neste documento, ela solicita a prisão de Ratinho, que é pai do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).

    A deputada alega que as falas do apresentador se baseiam na “repetição de afirmações destinadas a negar a condição feminina da parlamentar e a sustentar que mulheres trans não poderiam ser consideradas mulheres” para participar de espaços institucionais voltados à defesa dos direitos das mulheres.

    “As declarações proferidas pelo apresentador não se limitaram a uma crítica política ou a um debate institucional acerca da atuação da parlamentar, mas consistiram na negação explícita de sua identidade de gênero e na afirmação reiterada de que ela não seria uma mulher. Esse elemento constitui o núcleo da conduta aqui narrada e evidencia o caráter discriminatório do discurso proferido”, acrescentou.

    Leia também: Comissão da mulher trans
    (Abaixo replicado)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/janaina-fala-em-ativismo-woke-do-mpf-no-caso-erika-hilton/)

    (*) ““Para ser mulher, tem que ter útero”, diz Ratinho sobre Erika Hilton”
    – Deputada trans foi escolhida como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara dos Deputados.
    +em: https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/para-ser-mulher-tem-que-ter-utero-diz-ratinho-sobre-erika-hilton/#google_vignette

    (**) “Erika Hilton pede prisão de Ratinho”
    – Apresentador reclamou da nomeação da deputada transexual como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara dos Deputados.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/erika-hilton-pede-prisao-de-ratinho/#google_vignette

  22. Miguel José Teixeira

    Para não dizerem que
    não repliquei algo
    sobre a Mulher! (II)

    “Comissão da mulher trans”
    (Rodolfo Borges, O antagonista, 15/03/26)

    É cínica a reação de boa parte da esquerda identitária aos protestos desencadeados pela eleição de Erika Hilton (Psol-SP, foto) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

    A direita aproveita, naturalmente, para desgastar os adversários, mas a questão essencial em debate quando uma mulher trans assume uma posição historicamente ocupada por mulheres se trava entre dois grupos de esquerda — ou progressistas —, afeitos ao discurso de defesa das minorias.

    Não se trata, portanto, de reacionarismo ou bolsonarismo, mas do embate entre os defensores de duas minorias. Há uma disputa instalada há anos no progressismo sobre o conceito de mulher, que é desafiado por aqueles que pretendem alargá-lo para além dos limites biológicos.

    Limites biológicos
    Parte das feministas acredita que isso vai contra os interesses das próprias mulheres, que delimitaram espaços e direitos exatamente a partir dos limites biológicos.

    Os esportes femininos existem para que as mulheres possam competir em pé de igualdade. Os banheiros femininos existem para proteger as mulheres de homens mal intencionados.

    Sob essa perspectiva, Hilton advoga contra os direitos das mulheres (*) ao defender os direitos das mulheres trans. E é isso que está em debate quando ela assume uma Comissão das Mulheres.

    Homens
    No limite, um homem poderia presidir a Comissão das Mulheres, desde que conseguisse convencer as mulheres representadas por ele de que faria um bom papel.

    Mas essa possibilidade soa praticamente impossível, porque esse é o espaço identitário original.

    A representação das mulheres se desenvolveu exatamente a partir da distinção corporal e biológica, simbolizada pela capacidade feminina de gerar vidas, algo que lhe impõe limites físicos.

    Hilton está muito longe de se encaixar nesse papel de defensora histórica dos direitos das mulheres — o que por si só já colocaria em questão sua legitimidade como presidente de uma comissão das mulheres —, mas seu caso vai muito além disso.

    Chancela?
    A deputada federal parece buscar uma chancela formal para sua condição ao se candidatar para presidir a Comissão da Mulher, assim como fazem as mulheres trans que lutam pelo direito de competir entre mulheres biológicas.

    A própria Hilton deixou transparecer, na reação aos protestos, que tudo não passa de uma questão pessoal. “Hoje dei mais um passo na reparação da minha própria história”, “Hoje fiz história por mim”, “E foi a minha luta, a minha história e a minha garra que me trouxeram até aqui”, escreveu em seu perfil no X (**) numa reação cheia de ofensas a quem ousou criticá-la.

    Mas o pior foi o truculento pedido de prisão (***) do apresentador Ratinho, que se manifestou contra sua eleição na comissão da Câmara, dizendo que “para ser mulher, tem que ter útero” (****).

    Liderança
    Liderança não se impõe. Hilton precisa conquistar a legitimidade que a permitirá falar em nome das mulheres na comissão da Câmara, por mais que isso pareça impossível, devido ao conflito essencial sobre aquilo que define uma mulher.

    A alternativa seria lutar pela criação da “Comissão da Mulher Trans”.

    No fim das contas, trata-se da busca pelo mínimo de dignidade, respeito e proteção a todas, sem que ninguém, mulheres e mulheres tras, saiam prejudicadas. Ou não se trata disso?

    Leia mais: “A Erika Hilton será cassada”, diz Renan Santos
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/a-erika-hilton-sera-cassada-diz-renan-santos/

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/comissao-da-mulher-trans/)

    (*) “Como Erika Hilton pode travar luta pelos direitos das mulheres na Câmara”
    – Há projetos de lei encaminhados na Câmara que são contrários ao que defende a parlamentar do PSOL.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/como-erika-hilton-pode-travar-luta-pelos-direitos-das-mulheres-na-camara/

    (**) https://x.com/ErikakHilton/status/2031901595877691429

    (***) “Erika Hilton pede prisão de Ratinho”
    – Apresentador reclamou da nomeação da deputada transexual como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara dos Deputados.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/erika-hilton-pede-prisao-de-ratinho/#google_vignette

    (****) ““Para ser mulher, tem que ter útero”, diz Ratinho sobre Erika Hilton”
    – Deputada trans foi escolhida como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara dos Deputados.
    +em: https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/para-ser-mulher-tem-que-ter-utero-diz-ratinho-sobre-erika-hilton/

    Afinal, somos ou não
    pródigos em criar o caos?

  23. Miguel José Teixeira

    Para não dizerem que
    não repliquei algo
    sobre a Mulher!

    “Discordar não transforma ninguém em esgoto”, diz Celina, rebatendo Érika Hilton”
    (Ana Maria Campos, CB.Poder, 13/03/26)

    A vice-governadora Celina Leão (PP) criticou declarações da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), eleita presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Câmara dos Deputados.

    A parlamentar do PSOL tem rebatido de forma contundente quem não aceita a sua participação como presidente da Comissão.

    Sem citar nomes, Erika disse, em postagem nas redes sociais, que não estava “nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou”. “A opinião de transfóbicos e imbecis é a última coisa que me importa”, afirmou a deputada.“Podem espernear. Podem latir”, acrescentou.

    Ex-presidente da bancada feminina na Câmara, Celina disse, em postagem no Instagram, que não discutiria o mérito de Erika Hilton se tornar a primeira parlamentar trans a assumir a presidência da Comissão de Defesa da Mulher.

    Falaria apenas do tom do que Erika disse. “A turma do Partido Socialista e da Liberdade, que vive falando em defesa da democracia deveria relembrar algo muito simples que é quem ocupa uma cadeira pública precisa saber respeitar quem pensa diferente”, afirmou Celina.

    A vice-governadora ressaltou: “Discordar não transforma ninguém em esgoto, como a deputada escreveu, porque a essência da democracia é o respeito”.

    Para Celina, a Comissão da Mulher não pertence à esquerda, à direita ou ao centro. “Ela pertence às mulheres do Brasil, às mães, às trabalhadoras, às que enfrentam violência e morrem todos os dias, às que lutam por mais dignidade”, afirmou.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/discordar-nao-transforma-ninguem-em-esgoto-diz-celina-rebatendo-erika-hilton/)

  24. Miguel José Teixeira

    “Nas entrelinhas”

    . . .”A hospitalização com broncopneumonia bilateral, ocorrida enquanto cumpre pena, humaniza o ex-presidente e produz um efeito emocional e mobilizador entre seus apoiadores.”. . .

    “A guerra do Irã, a pneumonia de Bolsonaro e o efeito Trump nas eleições”
    (Luiz Carlos Azedo, em seu blog no Correio Braziliense, 15/03/26)

    O projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas da campanha eleitoral, vive um cenário de incertezas provocadas por fatores externos e inesperados, que influenciam o ambiente político. Em eleições competitivas, o desempenho do governo não depende apenas de suas políticas públicas ou da conjuntura econômica doméstica. Eventos internacionais, crises institucionais ou episódios envolvendo adversários podem alterar a percepção do eleitorado e obrigar à redefinição de estratégias eleitorais.

    No momento, três fatos novos alteram o cenário político: a guerra entre Estados Unidos e Irã e seu impacto no preço do petróleo; a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro com pneumonia bilateral; e as tensões diplomáticas entre o governo brasileiro e a administração Donald Trump.

    A guerra no Oriente Médio é o primeiro fator. Provocou uma forte elevação do preço do petróleo no mercado internacional. O barril chegou a atingir US$ 120 e permanece em níveis elevados. Para o Brasil, país que ainda depende intensamente de combustíveis fósseis para transporte e produção, essa alta se traduz em pressão inflacionária imediata. Combustíveis são um dos preços mais sensíveis politicamente, pois afetam diretamente o custo de vida e os preços de alimentos, transporte e logística.

    Choques no preço da energia podem comprometer políticas econômicas internas estáveis. O risco político para Lula é claro: uma nova rodada inflacionária pode deteriorar a percepção de bem-estar econômico justamente quando o eleitor avalia a continuidade do governo. A reação do Planalto — com desoneração do diesel e subsídios temporários — indica que o governo reconhece o potencial eleitoral desse problema. Entretanto, trata-se de uma resposta de curto prazo a uma crise internacional cuja duração ainda é incerta.

    O segundo fator é político e simbólico: a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro em estado grave. Mesmo condenado e preso por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro continua sendo a principal referência política da direita brasileira. Sua hospitalização com broncopneumonia bilateral, ocorrida enquanto cumpre pena, produz um efeito emocional e mobilizador entre seus apoiadores e humaniza o ex-presidente perante a opinião pública que não lhe é politicamente favorável.

    A situação cria um ambiente de solidariedade política que pode fortalecer a narrativa de perseguição adotada pelo bolsonarismo desde a condenação do ex-presidente. Ao mesmo tempo, recoloca Bolsonaro no centro do debate público e reforça o papel de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como herdeiro político do movimento. Em um cenário eleitoral já polarizado, a saúde do ex-presidente tende a intensificar a mobilização do eleitorado conservador e aumentar a coesão da oposição.

    O imponderável

    Para Lula, esse fenômeno representa um desafio. A polarização entre lulismo e bolsonarismo tem sido um elemento central da política brasileira desde 2018. Quanto maior a mobilização emocional do campo adversário, maior a probabilidade de que a disputa eleitoral se torne plebiscitária, reduzindo o espaço para agendas programáticas e ampliando o peso das identidades políticas.

    Em 2018, durante a campanha eleitoral, a facada que recebeu em Juiz de Fora praticamente definiu a eleição de Bolsonaro com ele no leito do hospital; é imprevisível o impacto que pode advir da eventualidade do ex-presidente falecer estando preso em regime fechado. Seus recorrentes problemas de saúde são uma evidência de que já passou da hora de Bolsonaro ter atendido o pedido de prisão domiciliar humanitária.

    O terceiro fator é diplomático: as recentes tensões entre o governo brasileiro e a administração de Donald Trump. Episódios como a investigação comercial contra o Brasil, a controvérsia sobre a possível classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e o incidente envolvendo o conselheiro norte-americano Darren Beattie, que pretendia visitar Bolsonaro na prisão e teve seu visto cassado pelo Itamaraty, ampliaram as fricções entre os dois países.

    Embora não exista uma crise aberta entre Brasília e Washington, o ambiente tornou-se mais sensível. O problema para Lula é que a política externa passou a ter repercussão direta na disputa eleitoral interna. A possibilidade de que Trump manifeste apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro transformou a relação bilateral em variável política doméstica. Pesquisa recente mostra que esse eventual apoio seia polarizador: 28% dos eleitores afirmam que aumentariam a chance de votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 32% dizem que isso aumentaria sua disposição de votar em Lula.

    Cresce no Brasil uma percepção crítica em relação aos Estados Unidos, cuja imagem desfavorável atingiu níveis elevados nas pesquisas recentes. Isso pode beneficiar Lula entre setores nacionalistas ou entre eleitores sensíveis a discursos de soberania. Por outro lado, o apoio explícito de Trump pode consolidar a identificação ideológica entre o bolsonarismo brasileiro e a direita global. O risco é essa questão escalar e passar a ser tratada como um divisor de águas eleitoral pelo Palácio do Planalto, de consequências econômicas e geopolíticas imponderáveis. A presença de Trump como ator direto na disputa, ao lado da oposição, não pode ser descartada.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/a-guerra-do-ira-a-pneumonia-de-bolsonaro-e-o-efeito-trump-nas-eleicoes/)

  25. Miguel José Teixeira

    E que tal, soltarem o vorcaro
    e o candidatarem a presidência
    da República PeTezuelana?
    Bandido por bandido. . .

    “Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o grande eleitor”
    – Delação em troca de uma pena mais leve.
    (Ricardo Noblat em seu blog no Metrópoles, 14/03/26)

    Conta Robson Bonin, colunista da Veja, que no mesmo dia em que a maioria dos ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Vorcaro precisou receber atendimento médico no presídio federal da Papuda, em Brasília, onde ocupa sozinho e sem regalias uma cela de seis metros quadrados.

    Nada se comparado com os 64,83 metros quadrados da cela de Bolsonaro na Papudinha, uma espécie de ala VIP do Complexo Penitenciário da Papuda e sede do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A área total reservada a Bolsonaro é quase dez vezes superior ao mínimo previsto na Lei de Execução Penal, e bem acima dos padrões internacionais mínimos.

    Vorcaro surtou ao receber a notícia de que seguirá preso. Assim decidiram os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux, os dois primeiros nomeados para seus cargos por Bolsonaro. Fux votou pela absolvição de Bolsonaro no processo que condenou os golpistas do 8 de janeiro de 2023. No caso de Vorcaro, ainda falta votar o ministro Gilmar Mendes.

    O banqueiro é acusado de liderar uma organização criminosa que realizava fraudes financeiras bilionárias, lavagem de dinheiro, corrupção de servidores do Banco Central e uso de uma “milícia privada” para ameaçar jornalistas, ex-empregados e concorrentes. A milícia era chefiada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, que se matou tão logo foi preso.

    Vorcaro esmurrou as paredes da cela e chegou a gritar nomes de políticos e autoridades que tiveram relacionamento financeiro com ele e, neste momento, não estariam atuando em seu favor para tirá-lo da prisão. Ao recuperar-se do surto, a primeira coisa que ele fez foi trocar de advogado. Dispensou Pierpaolo Bottini e contratou o também criminalista José Luís Oliveira Lima, o Juca.

    Oliveira Lima tem larga experiência na negociação de grandes acordos de delação premiada. Os atuais advogados de Vorcaro já atuam para clientes que podem vir a figurar como delatados em um futuro acordo, o que configuraria conflito de interesses, caso os defensores continuassem o trabalho. A banda podre da República foi dormir, ontem, aflita sem saber que nomes Vorcaro gritou.

    Da memória do celular de Vorcaro apreendido pela Polícia Federal já brotaram nomes de gente muito importante ligada a ele. Antonio Rueda, presidente do União-Brasil, foi um. Outro: Ciro Nogueira, senador e presidente do PP, “um grande amigo da vida”, segundo Vorcaro. E mais: Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, que negociou a compra do Master pelo Banco de Brasília.

    Uma eventual delação de Vorcaro poderá manchar a reputação de pessoas famosas, tais como os governadores Cláudio Castro (Rio) e Tarcísio de Freitas (SP), o presidente do Senado, David Acolumbre, o chefe da Casa Civil do governo Lula, Rui Costa, o deputado Nikolas Ferreira, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central.

    A Vorcaro parece estar reservado o papel de grande eleitor em outubro próximo. Só depende dele.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/ricardo-noblat/daniel-vorcaro-dono-do-banco-master-o-grande-eleitor)

  26. Miguel José Teixeira

    O texto é de ontem.
    Mas o tema está
    presente hoje, e,
    se bobearmos
    “se-perpetuar-se-á”
    SuTriFamente!

    “Sete anos do inquérito das fake news: como fui parar na PF outra vez”
    – Para marcar os sete longos anos da abertura do inquérito das fake news, reproduzo um artigo que escrevi em 2019, depois de ser censurado.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 14/03/26)

    Hoje faz sete anos, exatamente, que o inquérito das fake news foi aberto de ofício por Dias Toffoli, então presidente do STF (*), a pretexto de defender o tribunal contra ataques que ameaçariam a vida de ministros e até a própria existência do tribunal. Toffoli entregou a relatoria de bandeja a Alexandre de Moraes, que desde então, com o aval dos seus pares, vem perpetrando arbitrariedades ao arrepio da regras processuais e da Constituição Federal.

    Há sete anos também, a revista Crusoé, que criei e da qual era publisher, foi censurada no âmbito do inquérito das fake news por ter publicado uma reportagem verdadeira, baseada em documento no qual Dias Toffoli havia sido citado como “o amigo do meu amigo de meu pai” por Marcelo Odebrecht, investigado no âmbito da Lava Jato.

    Além de ter a revista censurada, fui obrigado a prestar depoimento à PF, em episódio vergonhoso para a democracia brasileira. Ainda no calor da violência sofrida, escrevi um artigo em 19 de abril de 2019, intitulado E lá fui parar na PF outra vez. Eu o reproduzo abaixo para marcar o aniversário de sete longos anos desse inquérito sem data para ser encerrado, que fez mais uma vítima nesta semana: o jornalista que denunciou o uso indevido de um carro funcional do Tribunal de Justiça do Maranhão pela família de Flávio Dino (**).

    Eis o meu artigo de 2019:

    “Na última terça-feira, dia 16 de abril, apenas 24 horas depois de ser intimado pelo ministro Alexandre de Moraes, eu me apresentei ao delegado da Polícia Federal escolhido para conduzir o inquérito sigiloso e inconstitucional aberto para intimidar a imprensa (a história de que serve para apurar fake news e ameaças ao STF nas redes sociais é conversa para boi dormir). Foi a quarta vez na minha carreira profissional que me vi convocado a comparecer diante de um delegado pelo fato de ser jornalista.

    Na primeira, em 2008, fui à mesma Superintendência da PF em São Paulo, como redator-chefe da Veja, para sair de lá como o único indiciado no caso do dossiê dos aloprados. Em 2016, Lula também quis me levar para uma delegacia, sob a acusação de que O Antagonista era uma associação criminosa. Nossos advogados conseguiram evitar essa ignomínia.

    Em 2017, Wagner Freitas, presidente da CUT, foi outro a querer que um delegado me interrogasse. A tentativa foi novamente abortada.

    É perturbador que um jornalista, pelo fato de exercer a sua profissão, seja intimado a ir quatro vezes à polícia na vigência de um regime democrático. Tendo a crer que sou um recordista no Brasil.

    O delegado designado para conduzir o inquérito inconstitucional saído das cacholas de Dias Toffoli e de Alexandre de Moraes não soube dizer aos meus advogados em qual condição eu estava ali: se de investigado, testemunha ou, sei lá, colaborador. Ele afirmou ainda que, por ser sigiloso, desconhecia o teor exato da investigação. Sim, você leu certo: o delegado designado para conduzir o inquérito inconstitucional saído das cacholas de Dias Toffoli e de Alexandre de Moraes disse não ter ideia sobre o que estava sendo investigado a meu respeito. Se é que eu era investigado, claro.

    Eu, no entanto, sei que não há objeto de investigação nenhum. Apenas quiseram calar a boca dos jornalistas que vêm fazendo reportagens sobre ministros do Supremo Tribunal Federal. Como não conseguiram – e nem conseguirão, se o Brasil realmente for uma democracia digna de tal nome -, o inquérito teratológico ampliou a sua ousadia autoritária, com Alexandre de Moraes prestando-se ao papel vexaminoso de censor.

    Dias Toffoli e Alexandre de Moraes acusam-me de estar à frente de sites que não são jornalísticos, mas destinados a produzir notícias falsas contra o Supremo Tribunal Federal, em conluio com procuradores da Lava Jato e militares golpistas — ambos os veículos financiados por gente escusa do mercado financeiro. A ideia agora, pelo que depreendo, é tentar provar que não sou jornalista, embora tenha 35 anos de carreira.

    Em entrevista ao Valor, o ministro Dias Toffoli mostrou que seguirá o caminho de tentar nos desqualificar e criminalizar.

    Ele disse que orquestramos narrativas inverídicas para constranger o Supremo às vésperas de uma decisão sobre a prisão de condenados em segunda instância, o que seria obstrução de administração da Justiça. Respondi no jornal que o único constrangimento causado ao Supremo se dá pelo comportamento abusivo de Dias Toffoli, que está abolindo o devido processo legal com o seu inquérito inconstitucional.

    No dia seguinte, publicamos que Dias Toffoli simplesmente mentiu ao Valor: a reportagem sobre a eventual revisão da prisão de condenados em segunda instância foi publicada na quinta-feira, dia 11, o julgamento estava marcado para o dia 10, um dia antes de ela ser publicada, mas ele já havia sido adiado seis dias antes, no dia 4, a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil. E nem sequer havia sido marcada uma nova data. Além disso, o documento da Odebrecht em que se baseou a reportagem foi anexado nos autos da Lava Jato no dia 9 de abril, após o julgamento ter sido adiado, portanto. Pergunto-me se Dias Toffoli mentiria assim diante do delegado da Polícia Federal que tomou o meu depoimento.

    O presidente do Supremo Tribunal Federal também disse ao Valor que a Crusoé e O Antagonista não são imprensa livre, mas ‘imprensa comprada’. Respondi no jornal que não recebemos mesada e que Dias Toffoli não está imune a processo por calúnia.

    Dias Toffoli e Alexandre de Moraes imaginavam que nós nos acovardaríamos porque teríamos rabo preso. Nós não nos acovardamos porque não temos o rabo preso.

    Eles imaginavam que não teríamos apoio dos grandes jornais e emissoras de rádio e TV. Nós tivemos o apoio dos grandes jornais e das emissoras de rádio e TV. Todos perceberam que a ameaça não era apenas contra nós, mas contra a liberdade de imprensa.

    Eles imaginavam que não contaríamos com o apoio de juristas e entidades de classe. Nós tivemos o apoio de juristas e entidades de classe.

    A censura foi levantada, mas não sei até que ponto os demais ministros do Supremo Tribunal Federal deixarão essa alopragem correr solta. Sugiro, modestamente, que contenham Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A pretexto de salvaguardar o Supremo, a dupla só fez afundar ainda mais a imagem do tribunal como guardião da Constituição. São eles, portanto, que ameaçam a corte.

    Sem o Supremo Tribunal Federal, não há democracia. Assim como não há democracia sem liberdade de imprensa, o que significa o direito de criticar e fiscalizar todas as instituições, inclusive o STF. E, não canso de repetir, a liberdade de imprensa só se enfraquece quando não a exercemos. Se tiver de voltar à PF, direi isso ao delegado.”

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/sete-anos-do-inquerito-das-fake-news-como-fui-parar-na-pf-outra-vez)

    (*) “Barbárie institucional é a promovida pelo STF”
    – A barbárie institucional promovida pelo STF é bem mais grave do que o vazamento das conversas íntimas de Vorcaro com a influencer.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/barbarie-institucional-e-a-promovida-pelo-stf

    (**) “Sem explicar a ligação com Vorcaro, Moraes segue atacando liberdades”
    – Moraes não explica o contrato da sua mulher com o Master, nem a troca de mensagens com Vorcaro. Limita-se a fazer mais do mesmo.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/sem-explicar-a-ligacao-com-vorcaro-moraes-segue-atacando-liberdades

  27. Miguel José Teixeira

    A soberania do lulampião
    invertida de um a quinto!

    “Dívida externa cresce duas vezes mais que reservas internacionais”
    – Passivos alcançaram quase R$ 400 bilhões em janeiro de 2026; é o valor mais alto da história, de acordo com o BC…
    (Camila Nascimento (*), Poder360, 15/03/26)

    A dívida externa bruta bateu recorde em janeiro de 2026, ao alcançar US$ 397,5 bilhões. Em contrapartida, as reservas cambiais apresentaram nível de crescimento menor, de acordo com dados do BC (Banco Central) –o que significa menor capacidade do país em honrar os seus compromissos internacionais.

    O último dado do BC (10.mar.2026) mostra que as reservas cambiais do Brasil somavam US$ 372 bilhões. Considerando também os créditos do Brasil no exterior –descontadas as dívidas–, ainda há um colchão, mas é de cerca de US$ 10 bilhões. Essa folga, há uma década, girava em torno de US$ 70 bilhões.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/divida-externa-cresce-duas-vezes-mais-que-reservas-internacionais/

    (*) Esta reportagem foi produzida pela trainee em jornalismo do Poder360 Camila Nascimento sob supervisão de Brunno Kono, Chefe de Redação.

  28. Miguel José Teixeira

    A hora e a vez do
    eleitor paulista!

    “Contas públicas pioram com Haddad como ministro da Fazenda de Lula”
    – Responsável pelo controle dos gastos públicos deixará cargo com 5 indicadores fiscais em situação pior do que estavam quando ele entrou…
    (Paulo Silva Pinto e Houldine Nascimento, Poder360, 15/03/26)

    O ministro Fernando Haddad (Fazenda) deixará o cargo na semana que se inicia. Ele é o responsável pelo controle dos gastos públicos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Na gestão de Haddad, houve piora em 5 indicadores fiscais:
    > deficit estrutural;
    > dívida líquida;
    > dívida bruta;
    > colchão da dívida;
    > restos a pagar
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/contas-publicas-pioram-com-haddad-como-ministro-da-fazenda-de-lula/

    Ou seja:
    QUEBROU O BRASIL!

  29. Miguel José Teixeira

    “Tem que manter isso, viu?”
    (Michel Temer, sobre mesada milionária dos Irnãos Batista (sempre eles) ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB))

    “Eu quero dizer
    Agora o oposto do que eu disse antes”
    (Raul Seixas)

    “Michel Temer vê um Brasil disfuncional”
    – Observador engajado da cena nacional, o ex-presidente confessa que não está gostando nada do que vê.
    – Na opinião dele, há uma indiferença geral nos três Poderes ao que dizem os mandamentos da Constituição.
    (Dora Kramer, FSP, 14/03/26)

    O ex-presidente Michel Temer (MDB) é um espectador engajado da cena nacional que, confessa, não está gostando do que vê: uma completa disfuncionalidade institucional. Na opinião dele, fruto da indiferença dos três Poderes ao que diz a Constituição.

    A começar pelo atropelo do preâmbulo que estabelece o compromisso com “a solução pacífica das controvérsias”. A dinâmica de uns anos para cá é inversa. Obedece a lógica do atrito permanente e reage mal, com agressividade, às divergências.

    ala-se em pacificação, mas se age com a hostilidade concernente ao divisionismo. A partir dessa constatação, Temer considera que o Brasil só sai dessa armadilha se na Presidência da República estiver alguém com verdadeiro espírito agregador.

    Estaria ele falando de si? “De jeito nenhum. Se tivesse dez anos a menos eu até aceitaria o desafio”, admite, mas ressalva que hoje, aos 85, sua hora já passou. Acrescenta que, aos 80, o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) deveria se render à mesma realidade.

    Apressa-se em ressaltar que não diz isso em prol da ala adversária, no momento representada por Flávio Bolsonaro (PL), adepta do método da fricção improdutiva e paralisante. Na visão dele, o caminho seria a abertura de espaço para uma nova geração que compreendesse a convivência entre divergentes como valor central da democracia.

    “A oposição é essencial, mas o ódio pessoal é, além de dispensável, nocivo porque impede a construção de consensos em meio ao dissenso, que é o cerne da política, condutora dos atos e, sobretudo, dos avanços no estado de direito”, argumenta.

    Pois, então, qual seria a saída? De novo, Michel Temer recorre à Constituição. Nos artigos 1º, que prega autonomia harmônica entre os Poderes (contenção a cada qual no seu quadrado) e 37º, que exige dos agentes públicos obediência aos preceitos da legalidade, impessoalidade, transparência, moralidade e eficiência.

    “Aí temos uma receita simples e infalível”, conclui o ex-presidente a partir de seu posto de observação.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/03/michel-temer-ve-um-brasil-disfuncional.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    São ou não “nossos” políticos,
    verdadeiras metamorfoses ambulantes,
    ou simplesmente, birutas de aeroportos?

    O Maluco Beleza: https://www.youtube.com/watch?v=CmB4sfoZkwo

  30. Miguel José Teixeira

    “Pedro Simon diz que cadeia não ficaria mal para Moraes”
    – Em entrevista, o ex-senador declarou que o Brasil vive a “página mais triste” de sua história…
    (Poder360, 14/03/26)

    O ex-governador e ex-senador do Rio Grande do Sul Pedro Simon, 96 anos, declarou em uma entrevista que foi ao ar na 5ª feira (12.mar.2026) que o ministro do STF Alexandre de Moraes “não ficaria mal na cadeia”. Para Simon, o Brasil vive a “página mais triste” de sua história. A declaração foi feita ao canal Ulbra TV.

    O ex-senador disse: “É a página mais triste da história do Brasil. Eu não sei como é que chegamos a esse ponto. A gente sempre tinha um respeito pelo Supremo, não era excepcional, mas era digno de respeito. Mas agora, esse ministro Alexandre… Não ficaria mal na cadeia”.

    Simon também criticou o governo Lula (PT). Declarou que os ministérios do presidente “não têm uma capacidade de ação” para o atual momento do país. “Ele vai levando. Vai levando por aqui […] os problemas que aparecem e que desaparecem. Nós estamos vivendo em uma crise permanente, e o Lula faz parte dela”, disse o ex-senador.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-justica/pedro-simon-diz-que-cadeia-nao-ficaria-mal-para-moraes/

  31. Miguel José Teixeira

    2 realidades do visionário
    Milton Viola Fernandes!

    “A nova promessa de futuro do Brasil, feita de cinema, música, riso”
    (Julián Fuks, Colunista de Ecoa/UOL, 14/03/26)

    “Brasil, país do futuro. Sempre.” Com essa tirada tão dramática quanto sutil, Millôr Fernandes (*)soube descrever o que é talvez uma contradição insuperável da sociedade brasileira, sua eterna ambição contraposta à sua impossibilidade perene. Grandes sonhos de país já tivemos, grandes sonhos ainda temos, e no entanto parece que tudo se adia constantemente, tudo fica para um próximo inatingível momento. Não chega a pujança que queremos, não se sanam as desigualdades, não cessam as violências: o futuro do país vai se estendendo num sempre inquietante presente.

    Mas é possível narrar as oscilações de um orgulho nacional em anos recentes, é possível observar as transformações constantes de uma visão de futuro, e nesse exercício algo mais se entende, algo até ganha a forma de uma esperança. Parto de uma imagem que se fez icônica: a ilustração de capa da revista (**) “The Economist” de 2009, com o Cristo Redentor tomando os ares como um foguete, sob a afirmação contundente de que o Brasil decola. Bem sabemos que o Brasil não decolou depois disso, que o tal Cristo foi abatido já nos primeiros metros de sua subida, foi arrastado ao chão numa sucessão de crises políticas que atravessou a terrível década seguinte.

    De que eram feitas essas crises também sabemos muito bem. Era uma outra forma de orgulho nacional, muito mais agônico e sinistro. Era a histriônica declaração de grandeza de um país que supostamente despertava, mas que na prática se rendia a um pesadelo, num ímpeto autodestrutivo. Vimos os símbolos nacionais todos tomados em nome de um projeto retrógrado e violento, de perseguição a falsos inimigos internos, de atentado a qualquer boa transformação em andamento. Aos olhos do mundo o Brasil assumiu feições antes pouco conhecidas, uma adesão aos desvarios da extrema direita que até então não alcançavam expressão por aqui. Aos olhos do mundo o Brasil se fez estranho, muito mais tenebroso e incompreensível.

    Hoje, no entanto, tão poucos anos depois, já se percebe um olhar bem diferente. Não há de ser só o meu algoritmo a mostrar o renovado entusiasmo global com a cultura brasileira, com seu cinema, seu humor, seu pendor para a alegria e a festa. Uma nova ideia de futuro desponta. Não mais a do país fadado a se tornar uma potência econômica, pelo trabalho e pelo consumo de suas duas centenas de milhões de habitantes, seguindo as exigências do crescimento capitalista. Outra ideia, mais em compasso com a época, a do povo capaz de se reger por uma lógica distinta, entregue aos descompromissados compromissos de uma qualidade de vida, apesar de tudo, apesar de todas as suas agruras. Disso está feito o nosso molho, do prazer de fluir em outro ritmo, da leveza, da música e do riso a contrapor as dores cotidianas.

    Millôr mais uma vez nos revela: “Este é o país onde há a maior possibilidade de se criar um mundo inteiramente novo. Caos não falta.” Nesse caso a sentença pode ter perdido sua ironia original, pode ter adquirido uma precisão inesperada. Sim, é desse caos que nos forma em nossa diversidade imprescindível, desse ruidoso burburinho em que todos falamos, gritamos, rugimos, cantamos, rimos, choramos, é desse caos que ressurge a promessa de futuro, agora mais condizente com a vocação do país. Resta saber se o voto que nos aguarda no fim do ano será para perpetuar esse processo, ou para ainda uma vez o destruir.

    (Fonte: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2026/03/14/a-nova-promessa-de-futuro-do-brasil-feita-de-cinema-musica-riso.htm)

    (*) https://pt.wikipedia.org/wiki/Mill%C3%B4r_Fernandes
    (**) https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/11/12/ha-dez-anos-o-brasil-decolava-na-capa-da-the-economist-o-que-aconteceu-desde-entao.ghtml

  32. Miguel José Teixeira

    Assim sendo, nem o
    novo e vistoso
    terno marrom
    salva!

    “Nas entrelinhas”

    . . .”O Palácio do Planalto teme que o choque do petróleo frustre uma das principais apostas políticas de Lula para sua campanha de reeleição: a “economia do afeto””. . .

    “Alta da inflação e endividamento das famílias tiram o sono de Lula”
    (Luiz Carlos Azedo em seu Blo no Correio Braziliense, 13/03/26)

    A guerra no Oriente Médio introduziu uma variável externa que pode alterar significativamente o cenário político brasileiro em pleno ano eleitoral, sobretudo a estratégia de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escalada do conflito e o risco de interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz provocaram a disparada do preço do barril, que chegou a ultrapassar a casa dos US$ 120 antes de recuar para a faixa de US$ 90. Governos do mundo inteiro estão diante da ameaça de inflação doméstica e desgaste político.

    No Brasil, diante da ameaça externa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote emergencial para conter a alta do diesel. As medidas incluem a zeragem de PIS e Cofins sobre o combustível, uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores e a criação de um imposto extraordinário de 12% sobre a exportação de petróleo. A engenharia fiscal apresentada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, busca compensar a renúncia estimada de R$ 30 bilhões do PIS e Cofins com o aumento de arrecadação proveniente da exportação de petróleo.

    Lula quer evitar que o diesel, principal combustível da logística brasileira, provoque uma onda inflacionária. O transporte rodoviário responde por cerca de dois terços do escoamento da produção agrícola e industrial. Qualquer aumento expressivo no diesel rapidamente se transmite aos preços de alimentos, fretes e serviços. Em termos políticos, pode ter efeito devastador em ano eleitoral. É um cenário de tirar o sono.

    A crise energética ocorre em um momento econômico delicado. Depois de um período de crescimento moderado e aumento do emprego, o Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros em níveis elevados — cerca de 15% ao ano — para conter a inflação. O resultado é um ambiente de crédito caro, que tem pressionado as finanças das famílias brasileiras.

    Dados recentes da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostram que 80,2% das famílias estavam endividadas em fevereiro de 2026 — o maior patamar da série histórica iniciada em 2010. Mais preocupante é o avanço da inadimplência, que voltou a subir e já atinge 29,6% das famílias. Quase metade dessas dívidas está em atraso há mais de 90 dias, evidenciando uma deterioração do quadro financeiro doméstico.

    Essa situação cria um triângulo de fogo. A inflação corrói a renda real, enquanto o endividamento limita a capacidade de consumo — dois fatores que afetam diretamente a percepção da população sobre o desempenho econômico do governo. Num ambiente eleitoral, mesmo quando os indicadores macroeconômicos permanecem relativamente equilibrados, o sentimento econômico pode se deteriorar rapidamente e encandecer a campanha dos candidatos de oposição.

    “Economia do afeto”

    O Palácio do Planalto teme que o choque do petróleo frustre uma das principais apostas políticas de Lula para sua campanha de reeleição: a chamada “economia do afeto”, para usar a feliz expressão do historiador Alberto Aggio. A estratégia do governo vinha se baseando na recuperação do emprego, na expansão de programas sociais e na recomposição do poder de compra das camadas mais pobres. O objetivo era reconstruir um clima de bem-estar econômico capaz de sustentar a popularidade presidencial. Faltou combinar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os aiatolás iranianos.

    Com crescimento moderado e renda em expansão, eleitores tendem a valorizar estabilidade e continuidade. Foi esse ambiente que permitiu a Lula construir sua hegemonia eleitoral nos anos 2000, quando a combinação de commodities em alta e políticas sociais ampliou a base de apoio do governo. O cenário atual, porém, é outro: juros altos, endividamento recorde das famílias e um choque externo nos preços de energia. Essa mistura não estava prevista.

    As pesquisas eleitorais recentes já indicam um cenário competitivo. Levantamentos divulgados nas últimas semanas mostram uma redução da vantagem de Lula em cenários de segundo turno contra adversários da direita, especialmente o senador Flávio Bolsonaro. O crescimento do principal candidato do campo bolsonarista reflete, em parte, o desgaste natural de um governo em seu quarto ano, mas também a sensibilidade do eleitorado à situação econômica.

    Inflação e custo de vida são fatores decisivos em eleições. É impossível convencer o eleitorado de que choques externos são os verdadeiros responsáveis por aumentos de preços, ainda mais quando os agentes econômicos atribuem a inflação e juros altos ao déficit fiscal do governo. Para a maioria dos cidadãos, a responsabilidade recai inevitavelmente sobre quem está no poder. O desafio de Lula, portanto, é essencialmente político. A eficácia das medidas anunciadas dependerá da rapidez com que a redução do diesel chegará às bombas e, sobretudo, do comportamento do preço internacional do petróleo nas próximas semanas. Se a guerra no Oriente Médio se prolongar e a volatilidade energética persistir, o impacto inflacionário poderá neutralizar boa parte dos ganhos sociais obtidos pelo governo nos últimos anos.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/alta-da-inflacao-e-endividamento-das-familias-tiram-o-sono-de-lula/)

  33. Miguel José Teixeira

    “Visto, lido e ouvido” (I)

    . . .”Hannah Arendt (*) observou que a destruição da verdade factual representa uma das formas mais perigosas de corrosão da esfera pública. Sem fatos reconhecidos coletivamente, debate político perde seu fundamento racional e passa a operar, exclusivamente, no campo da propaganda e da mobilização emocional. A situação brasileira contemporânea reflete, em parte, esse processo. A própria ideia de verdade passa a ser substituída por uma disputa permanente de versões.”. . .

    “Os donos da verdade”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 08/03/26)

    De acordo com a tradição, a frase: “a verdade está espalhada por aí” é atribuída ao primeiro poeta grego, Píndaro (518 a.C – 438 a.C), posteriormente replicada pelo filósofo Nietzsche na obra autobiográfica Ecce Homo, de 1888. Com essa expressão, o que se busca demonstrar é que a ideia da verdade pode ser encontrada em contextos e fontes diversas, espalhadas aos quatro cantos. Isso ocorre porque as convicções pessoais e empedernidas podem facilmente vir a se tornarem mais perigosas até do que a própria mentira. O sentido profundo dessa expressão sugere algo fundamental para a vida intelectual e política das sociedades: a verdade não pertence a um indivíduo, a um grupo ou a uma autoridade específica. Ela se encontra dispersa na experiência humana, na razão, no debate público e na realidade dos fatos. Nenhuma autoridade, por mais poderosa que seja, possui monopólio sobre ela. A pluralidade de perspectivas constitui justamente o mecanismo pelo qual sociedades conseguem se aproximar de interpretações mais próximas da realidade.

    O problema grave surge quando essa concepção é substituída por outra mais perigosa: a crença de que a verdade pode ser definida por decreto, por autoridade ou pela simples repetição de narrativas políticas. Nesse momento, convicções pessoais passam a ocupar o lugar que deveria ser reservado aos fatos. Aquilo que antes era objeto de investigação e debate transforma-se em dogma. E dogmas políticos, quando se consolidam, tendem a produzir crises institucionais profundas.

    O Brasil contemporâneo vive, em larga medida, sob os efeitos desse fenômeno. Polarização política intensa, discursos mutuamente excludentes e disputas de narrativas permanentes criaram um ambiente em que cada grupo acredita possuir a própria versão incontestável da realidade. Em vez de debate racional, instala-se uma guerra de narrativas. Em vez de busca pela verdade comum, prevalece a tentativa de impor versões particulares como se fossem fatos incontestáveis. A consequência inevitável desse ambiente é o enfraquecimento das instituições. Quando diferentes grupos passam a afirmar que a verdade depende apenas da posição política de quem a proclama, o terreno comum da convivência republicana começa a desaparecer.

    Instituições públicas, que deveriam funcionar como árbitros imparciais, acabam sendo arrastadas para disputas políticas intensas. Em vez de mediadoras, tornam-se parte do conflito. Essa transformação produz efeitos corrosivos sobre a confiança pública. Pesquisas de opinião, realizadas pelo Datafolha e por outros institutos indicam, ao longo da última década, níveis elevados de desconfiança da população em relação a instituições políticas e administrativas. Tal desconfiança não surge apenas de escândalos ou crises econômicas. Ela nasce também da percepção de que diferentes autoridades apresentam interpretações incompatíveis com a realidade, muitas vezes moldadas por interesses circunstanciais. Filósofos políticos, frequentemente, lembram que democracias dependem de um mínimo consenso sobre os fatos básicos da vida pública.

    Hannah Arendt observou que a destruição da verdade factual representa uma das formas mais perigosas de corrosão da esfera pública. Sem fatos reconhecidos coletivamente, debate político perde seu fundamento racional e passa a operar, exclusivamente, no campo da propaganda e da mobilização emocional. A situação brasileira contemporânea reflete, em parte, esse processo. A própria ideia de verdade passa a ser substituída por uma disputa permanente de versões.

    Retorno à antiga intuição atribuída a Píndaro oferece uma lição importante para tempos como os atuais. Se a verdade está espalhada, ela não pode ser monopolizada. Nenhum partido, governo ou instituição possui autoridade absoluta para defini-la. Ela emerge, gradualmente, do confronto entre evidências, argumentos e experiências diversas. A crise política e institucional brasileira não pode ser compreendida apenas como resultado de divergências ideológicas ou disputas eleitorais. Em grande medida, ela decorre da erosão de um princípio fundamental da vida republicana: o reconhecimento de que a verdade pertence ao domínio comum e deve ser buscada coletivamente.

    Resgatar esse princípio não significa eliminar divergências políticas, algo impossível em qualquer sociedade livre. Significa reconhecer que o debate democrático precisa de um terreno mínimo compartilhado, onde fatos possam ser discutidos com base em evidências e não apenas em convicções. Nesse ambiente, a verdade deixa de estar espalhada pela realidade e passa a ser substituída por versões particulares. Quando isso ocorre, crises institucionais deixam de ser exceção e passam a se tornar parte permanente da vida pública.

    A frase que foi pronunciada:
    “Lealdade ao país, sempre! Lealdade ao governo, quando ele a merecer.”
    (Mark Twain (**)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/os-donos-da-verdade/)

    (*) https://pt.wikipedia.org/wiki/Hannah_Arendt
    (**) https://pt.wikipedia.org/wiki/Mark_Twain

  34. Miguel José Teixeira

    “Visto, lido e ouvido” (II)

    “. . .Observadores da vida pública apontam que determinadas figuras políticas, cercadas por redes de proteção institucional ou partidária, acabam presas em seus próprios sistemas de influência. Para preservar posições conquistadas, esses personagens precisam alimentar continuamente a estrutura que os mantém no poder.”. . .

    “Homens no labirinto do poder”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 12/03/26)

    Mitos antigos costumam sobreviver porque descrevem, com imagens poderosas, dilemas permanentes da condição humana. Entre essas imagens destaca-se o labirinto erguido pelo rei Minos na ilha de Creta, destinado a aprisionar o temido Minotauro. Estrutura complexa e quase inescapável, o labirinto simbolizava tanto o poder de quem o construiu quanto o perigo que nele habitava. Curiosamente, esse mito continua sendo uma metáfora eficaz para compreender certos aspectos da vida pública contemporânea.

    Ao longo da existência, homens e mulheres constroem em torno de si uma espécie de labirinto pessoal. Esse labirinto é formado por relações, alianças, amizades, compromissos e circunstâncias que, somados, constituem o universo particular de cada indivíduo. Trata-se de um espaço simbólico, onde a identidade se consolida e onde a própria razão de existir passa a ganhar sentido. Dentro dele estão os afetos, as expectativas e também as responsabilidades que moldam trajetórias individuais.

    Reflexões da psicanálise ajudam a compreender esse processo. O médico austríaco Sigmund Freud dedicou grande parte de sua obra a examinar os conflitos internos que estruturam a psique humana. Em seus estudos aparece a tensão entre duas forças fundamentais: Eros, associada à vida, ao desejo e à construção; e Tânatos, vinculada à destruição e à pulsão de morte. Entre esses dois polos, cada indivíduo precisa encontrar caminhos para organizar seus impulsos e dar sentido à própria existência. Freud observou, ainda, que a sublimação constitui um dos mecanismos mais importantes para a vida civilizada. Por meio dela, impulsos primários podem ser transformados em energia criativa, socialmente útil e culturalmente produtiva. Arte, ciência, política e instituições surgem, em grande medida, dessa capacidade humana de converter tensões internas em realizações coletivas. O problema surge quando esse processo de transformação falha, especialmente no campo do poder.

    Homens públicos, por ocuparem posições estratégicas dentro do Estado, frequentemente constroem labirintos muito mais complexos do que aqueles que cercam a vida privada do cidadão comum. Redes de influência, estruturas burocráticas, alianças políticas e interesses institucionais passam a compor um sistema intrincado que tende a proteger seus integrantes. Em certos momentos, esse sistema adquire características semelhantes ao labirinto mitológico de Creta. O monstro que deveria ser contido passa a confundir-se com o próprio construtor da estrutura. A metáfora torna-se perturbadora: quem ergue o labirinto para dominar a criatura acaba por compartilhar sua natureza. A figura do Minotauro, nesse sentido, deixa de ser apenas uma ameaça externa e passa a simbolizar a fusão entre poder e impulso destrutivo.

    O cenário político brasileiro atual revela sinais dessa dinâmica paradoxal. Escândalos sucessivos, disputas institucionais intensas e revelações que emergem periodicamente criaram ambiente de permanente tensão. A cada nova investigação ou denúncia, parte da opinião pública percebe a existência de estruturas complexas de poder que parecem operar dentro de circuitos fechados, frequentemente distantes do escrutínio cidadão. Observadores da vida pública apontam que determinadas figuras políticas, cercadas por redes de proteção institucional ou partidária, acabam presas em seus próprios sistemas de influência. Para preservar posições conquistadas, esses personagens precisam alimentar continuamente a estrutura que os mantém no poder.

    Assim como no mito antigo, o labirinto passa a exigir manutenção constante, e o monstro interno precisa ser alimentado para que a própria arquitetura permaneça intacta. Consequência desse processo é um tipo peculiar de aprisionamento político. Personagens públicos passam a agir não apenas de acordo com convicções pessoais ou interesses da coletividade, mas também em função das exigências do sistema que ajudaram a construir. O poder, que inicialmente parecia instrumento de realização, transforma-se gradualmente em mecanismo de autopreservação.

    O momento político brasileiro apresenta características singulares nesse aspecto. Revelações envolvendo disputas institucionais, decisões judiciais controversas, investigações de corrupção e conflitos entre poderes criaram um ambiente em que a própria estrutura republicana parece tensionada por forças contraditórias. Cada novo episódio expõe camadas adicionais desse labirinto institucional. Diante desse cenário, cidadãos observam perplexos a repetição de um padrão histórico: indivíduos que deveriam administrar o poder em nome da sociedade acabam aprisionados em sistemas que exigem sua permanente manutenção.

    Em vez de governar o labirinto, passam a correr dentro dele, tentando escapar das consequências das próprias decisões. A metáfora do labirinto revela, portanto, um dilema profundo da política contemporânea. Estruturas criadas para organizar o poder podem transformar-se em armadilhas para aqueles que as controlam. Tal situação explica parte do clima de inquietação que marca a vida pública brasileira. Revelações sucessivas alimentam a percepção de que o sistema político opera em uma lógica muitas vezes distante das expectativas da sociedade. Enquanto isso, personagens centrais da cena pública continuam a percorrer corredores cada vez mais complexos de seus próprios labirintos. A história antiga sugere, contudo, que nenhum labirinto é eterno.

    No mito grego, a estrutura aparentemente inescapável acabou sendo superada quando alguém encontrou o fio capaz de revelar o caminho de saída. Na política real, esse fio costuma ser representado pela transparência, pela responsabilidade institucional e pela vigilância permanente da sociedade sobre aqueles que exercem o poder. A repetição do homem em seu labirinto, talvez, seja uma das imagens mais precisas para descrever o momento singular e turbulento que atravessa a política brasileira.

    A frase que foi pronunciada:
    “Papel do juiz é resolver conflitos, e não criá-los”
    (Teori Zavascki)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/homens-no-labirinto-do-poder/)

  35. Miguel José Teixeira

    Replicando. . .

    (*) Portanto, se o sociedade tivesse reagido neste período, o SuTriFe não estaria tão SuTriFado como hoje o está!

    “E se um impeachment melhorar o STF?”
    – Depois dos últimos cinco anos, está claro que a imposição de algum limite ao Supremo fará mais bem do que mal à República. Se o impedimento for muito drástico e arriscado, é preciso criar uma alternativa.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, (ATENÇÃO) 14/09/2024 (*)

    Alexandre de Moraes chegou em 30 de agosto ao ápice de um processo que começou errado, em 2019, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) deu início a um inquérito sem ser provocado pelo Ministério Público. Há cinco anos, os ministros da Suprema Corte alegam proteger a democracia brasileira por meio de gambiarras jurídicas que machucam a República.

    O rosto desses inquéritos sobre fake news e milícias digitais é Moraes, mas está claro que ele não age por conta própria ao determinar algo como a suspensão do X no Brasil (1). A decisão foi assinada apenas por ele, como outras tantas, mas seus colegas não reclamam, não contestam, não questionam. E, quando tocam no assunto, como no caso das mensagens da Vaza Toga (2), que expuseram em detalhes as gambiarras, o fazem para defender o colega (3).

    Não precisaria ser assim. Em abril de 2023, o desembargador Flavio Oliveira Lucas, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), liberou o funcionamento do aplicativo (4) de mensagens Telegram após dois dias de suspensão, determinada pelo juiz Wellington Lopes da Silva, da 1ª Vara Federal de Linhares (ES) — irônica e tragicamente, o próprio Moraes já tinha suspendido o Telegram em 2022 (5), mas essa é outra história (e também a mesma).

    “Milhares de pessoas absolutamente estranhas aos fatos“
    O Telegram foi suspenso em 2023, em primeira instância, por se recusar a fornecer dados sobre um grupo neonazista que utilizava o aplicativo. Ao derrubar a suspensão — mas manter a multa diária de 1 milhão de reais por descumprimento da determinação de fornecer os dados —, o desembargador do TRF-2 disse que “a medida de suspensão completa do serviço não guarda razoabilidade, considerando a afetação ampla em todo território nacional da liberdade de comunicação de milhares de pessoas absolutamente estranhas aos fatos sob apuração”.

    Quer dizer, a suspensão do aplicativo não punia apenas o responsável por ele, mas seus usuários, como destacou Felipe Moura Brasil (6), no caso do X, ao mencionar os 20 milhões de brasileiros que usavam a rede social. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nesta semana, com algum atraso, nota para dizer que a suspensão do X atrapalha o trabalho dos jornalistas, como já vínhamos destacando em O Antagonista.

    “A entidade tem recebido uma série de informes de veículos e jornalistas que deixaram de ter acesso a visões, relatos e pensamentos de diferentes fontes de notícias, dentro e fora do Brasil, e que são corriqueiramente distribuídos por meio da plataforma. Uma das missões da imprensa é exatamente acompanhar o que se passa nas redes e fazer a devida verificação de versões e declarações, confrontando-as com fatos e dados reais”, disse a ANJ.

    Um recurso ao… STF
    Ao contrário do que ocorreu no caso do Telegram descrito acima, não há a quem recorrer para desbloquear a plataforma do bilionário Elon Musk no Brasil. Ou melhor, só existe o próprio STF, que resumiu a apenas uma instância essa entre tantas outras questões, já que nenhum ministro ousa divergir de fato de decisões como o bloqueio de perfis em rede social ou a prisão de civis flagrados em atos de vandalismo nas sedes dos três Poderes.

    Nesse contexto, é muito curioso ouvir o argumento de que não havia alternativa a Moraes senão bloquear o X após a negativa de Musk de cumprir suas ordens e fechar a representação da empresa no Brasil. Quem diz isso esquece que todo o processo foi conduzido até este ponto por decisões secretas e no mínimo controversas do próprio ministro do STF, que claramente se encurralou e extrapolou na pretensão de segurar a democracia brasileira pelas rédeas.

    Provocado pelo partido Novo, Kassio Nunes Marques pediu a Moraes (7), à Procuradoria Geral da República(8) e à Advocacia Geral da União para se manifestarem sobre o bloqueio do X. Por que isso só ocorreu depois da suspensão? Por que o próprio Moraes não consultou a PGR (que foi apenas informada da decisão) e a AGU antes de decidir por uma medida que prejudica, entre outros, a comunidade científica brasileira (9)?

    A resposta: porque o ministro trata, desde 2022, tudo isso como se fosse urgente, como se a eleição daquele ano ainda não tivesse acabado — não por acaso, ele mencionou a eleição de 2024 ao bloquear o X.

    Sem freio
    O Supremo se agigantou nas últimas décadas. Passou a se envolver com disposição em pendengas políticas, a legislar naquilo que seus ministros julgam que os legisladores deveriam estar fazendo e, mais recentemente, a investigar, acusar e punir, ainda que os processos nos quais tudo isso ocorre nunca cheguem ao fim. Um único ministro pode, inclusive, suspender multas e anular provas (10) ao seu bel-prazer, e resta aos seus colegas, no máximo, aguardar meses para fazer alguma modulação (11).

    Tudo isso ocorre enquanto os juízes da mais alta Corte do país dão entrevistas sobre casos nos quais podem ter de se manifestar formalmente — o que até outro dia era considerado antecipação de voto e implicava em seu impedimento para participar do julgamento — e frequentam (e promovem) (12) eventos com políticos e empresas interessados (13) em processos que aguardam conclusão no próprio Supremo.

    Impedimento
    O agigantamento do STF ocorreu, entre outros motivos — que podem até ser considerados legítimos, como a tal da defesa da democracia —, porque não há nenhuma força em contrário a ele. Não há qualquer impedimento ao exercício do poder dos ministros, a não ser suas próprias consciências. É o que explica, entre outras coisas, o heterodoxo bloqueio de recursos da Starlink (14) para bancar multas impostas à rede social X, só porque Musk tem participação nas duas empresas.

    O contrapeso ao STF previsto em lei está no Senado e, por isso, os opositores ao governo Lula, maior alvo do Supremo nos últimos anos — outrora era o próprio Lula, entre outros petistas que lamentavam o “acovardamento” do STF — insistem em apresentar pedidos de impeachment de Moraes (15), que se tornou a pauta do ato de 7 de Setembro (16) na avenida Paulista (foto).

    Assim como o ímpeto da oposição, a “prudência” (17) do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em relação à abertura de um processo de impeachment de Moraes faz parte de cálculos políticos.

    “Qualquer medida drástica de ruptura entre Poderes, neste momento, afeta a economia do Brasil, afeta a inflação, afeta o dólar, afeta o desemprego, afeta o nosso desenvolvimento”, disse Pacheco, sem dizer que liderar um processo como esse também afetaria suas próprias pretensões políticas.

    A exemplo de Eduardo Cunha, que não deu início ao processo de impeachment de Dilma Rousseff pensando exatamente no futuro do país, Pacheco também não engaveta o de Moraes por temer a inflação. Como deixou claro o caso das emendas parlamentares (18), ninguém está disposto a abrir mão de poder em Brasília, e os ministros do STF certamente reagirão duramente a qualquer tentativa de contenção externa.

    E a República?
    Mas e a República, pela qual todos dizem zelar, como fica no meio desse jogo de poder? Depois dos últimos cinco anos, está claro que a imposição de algum limite ao Supremo fará mais bem do que mal à democracia brasileira — e ao próprio tribunal. Infelizmente, a única ferramenta disponível hoje, para além da autocontenção, como sugeriu o discreto Edson Fachin (19), é o impedimento de um dos ministros da Corte.

    Aguarda votação na Câmara, contudo, uma série de projetos com a pretensão de modular o poder do STF. Seria ingenuidade pensar que esse movimento é desprovido de intenções políticas (20), pois há uma clara — quase declarada — intenção de retaliação, mas é assim que funciona o parlamento de qualquer país, e resta torcer para que se escreva certo por linhas tortas.

    Uma das propostas (21) prevê que decisões liminares tomadas por apenas um ministro, as famigeradas decisões monocráticas, sejam automaticamente encaminhadas para a próxima sessão do plenário, para que a maioria possa julgá-la e, se for o caso, referendá-la.

    Esse mesmo projeto de lei prevê também que o Congresso Nacional poderia “sustar” os efeitos de uma decisão do STF “pelo voto de dois terços dos membros de cada uma de suas Casas Legislativas” caso os parlamentares interpretem que “a decisão [do STF] exorbita do adequado exercício da função jurisdicional e inova o ordenamento jurídico como norma geral e abstrata”.

    Cartão vermelho
    Seguindo a lógica do veto presidencial a projetos de lei aprovados pelo Congresso, que o parlamento pode derrubar, a proposta prevê também que o STF teria a prerrogativa de manter a decisão original questionada pelos parlamentares “pelo voto de quatro quintos de seus membros”.

    A aprovação de um projeto como esse teria o caráter de um cartão amarelo para o tribunal, na comparação com o cartão vermelho que significaria um impeachment. Mas a base do governo Lula trava o avanço dessa, entre outras propostas, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.

    Não bastasse, Lula convidou e Moraes aceitou (22) participar do desfile de 7 de Setembro em Brasília, que serviu como uma espécie de desagravo ao ministro e reforçou as suspeitas sobre o caráter político de suas decisões.

    Depois, teve até churrasco supremo no Palácio da Alvorada (23). No atual contexto, esse tipo de comportamento transforma o impeachment de um ministro do STF em um ato a favor do tribunal, e não contra.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/e-se-um-impeachment-melhorar-o-stf/)

    (1) “Musk, sobre Moraes: “É o ditador do Brasil, não um juiz”
    – Dono do X afirma que a toga que o ministro do STF veste é “uma fantasia” para enganar “os tolos” de que ele é um juiz.
    +em: https://oantagonista.com.br/mundo/musk-sobre-moraes-e-o-ditador-do-brasil-nao-um-juiz/#google_vignette

    (2) https://oantagonista.com/tag/vaza-toga/

    (3) “Vaza Toga: o pano do STF para Moraes”
    – Ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Luís Roberto Barroso, que preside a Corte, minimizaram caso.
    +em: https://oantagonista.com.br/videos/papo-antagonista/vaza-toga-o-pano-do-stf-para-moraes/#google_vignette

    (4) “Justiça restabelece funcionamento do Telegram”
    – Desembargador ressalta que STF ainda discute esse tipo de medida.
    +em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2023-04/justi%C3%A7a-restabelece-funcionamento-do-telegram

    (5) “Urgente: Alexandre de Moraes manda bloquear Telegram”
    – O ministro Alexandre de Moraes (foto), do STF, mandou bloquear o aplicativo de mensagens Telegram em todo o país e estabeleceu multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento…
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/urgente-moraes-manda-bloquear-telegram/#google_vignette

    (6) “A censura de 20 milhões de brasileiros e a falta da Lava Toga”
    – A democracia estava bem mais protegida quando ninguém falava em nome dela.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/a-censura-de-20-milhoes-de-brasileiros-e-a-falta-da-lava-toga/

    (7) “Nunes Marques dá 5 dias para que Moraes explique bloqueio do X”
    – Nunes Marques é relator de duas ações no STF que contestam o bloqueio da plataforma de Elon Musk no Brasil.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/nunes-marques-da-5-dias-para-que-moraes-explique-bloqueio-do-x/#google_vignette

    (8) “Suspensão do X: PGR se manifesta contra ação do Novo”
    – Apesar disso, procurador-geral da República, Paulo Gonet, não entrou no mérito relacionado à liberdade de expressão ou abusos do Supremo.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/suspensao-do-x-pgr-se-manifesta-contra-acao-do-novo/#google_vignette

    (9) “Suspensão do X: profissionais reclamam da perda da comunidade científica da rede”
    – Decisão de Moraes impede acesso de médicos, economistas e outros especialistas a sua lista de homólogos e pesquisadores do mundo inteiro.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/suspensao-do-x-profissionais-reclamam-da-perda-da-comunidade-cientifica-da-rede/

    (10) “Vamos falar sobre o impeachment de Toffoli?”
    – Jamais, até hoje, eu havia defendido um pedido de impeachment contra um ministro do STF. Minhas críticas ao tribunal são numerosas e estão bem documentadas neste site…
    +em: https://oantagonista.com.br/opiniao/vamos-falar-sobre-o-impeachment-de-toffoli/

    (11) “2ª Turma do STF mantém casos da Lava Jato contra Odebrecht”
    – Assim, as investigações abertas contra o empresário poderão ser retomadas caso decidido em ordem de juiz.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/2a-turma-do-stf-mantem-casos-da-lava-jato-contra-odebrecht/#google_vignette

    (12) “STF virou o monstro de Frankenstein”
    – A grande contribuição acadêmica do 12º ‘Gilmarpalooza’ é a constatação de que o STF virou um monstro, uma criatura que projetou sua força para além da vontade do criador.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/stf-virou-o-monstro-de-frankenstein/

    (13) “‘Gilmarpalooza’: a vitória dos interesses”
    – Evento reúne sócios, diretores e representantes de 12 empresas com processos no Supremo Tribunal Federal, segundo jornal.
    +em: https://oantagonista.com.br/videos/papo-antagonista/gilmarpalooza-a-vitoria-dos-interesses/#google_vignette

    (14) “Moraes manda transferir dinheiro do X e da Starlink para União”
    – O montante de 18,35 milhões de reais foi usado para quitar as multas aplicadas à rede social do bilionário Elon Musk.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/moraes-manda-transferir-dinheiro-do-x-e-da-starlink-para-uniao/

    (15) “Já são 36 os senadores que apoiam impeachment de Moraes; leia a lista”
    – Parlamentares da base governista passaram a apoiar o impeachment do magistrado.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/numero-de-senadores-apoiando-impeahment-chega-a-36/#google_vignette

    (16) “Impeachment de Moraes ainda é distante, apesar de ato de 7 de setembro”
    – MInistro do STF foi chamado de psicopata, tirano, mentiroso e criminoso; mas movimento deste sábado ainda é incipiente e precisa ganhar corpo.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/impeachment-de-moraes-ainda-e-distante-apesar-de-ato-de-7-de-setembro/

    (17) “Pacheco pede “prudência” sobre impeachment de Moraes”
    – O presidente do Senado disse estar tranquilo para decidir a questão e lembrou que, em 2021, negou um pedido semelhante feito contra Moraes.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/pacheco-pede-prudencia-sobre-impeachment-de-moraes/#google_vignette

    (18) “Eram 14 contra dois na reunião dos três Poderes?”
    – Incomodado, o presidente da Câmara, Arthur Lira, expôs suas queixas sobre a tabelinha formada por ministros do STF e governo Lula.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/eram-14-contra-dois-na-reuniao-dos-tres-poderes/#google_vignette

    (19) “STF: Fachin cobra comedimento contra “abismo institucional”
    – “Em um momento de mudanças sociais intensas, cabe à Política, com p maiúsculo, o protagonismo, e ao Judiciário a virtude da parcimônia”, disse o ministro do STF.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/stf-fachin-cobra-comedimento-contra-abismo-institucional/#google_vignette

    (20) “Centrão aderiu ao pacote de contenção do STF ‘por conta das emendas’, diz presidente da CCJ”
    – “Com o apoio dos partidos de centro, por conta das emendas, nós tivemos a felicidade de não ter a retirada de pauta desses projetos”, afirmou Caroline de Toni (PL-SC).
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/centro-aderiu-ao-pacote-de-contencao-do-stf-por-conta-das-emendas-diz-presidente-da-ccj/

    (21) https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=2453821&filename=Tramitacao-PEC%2028/2024

    (22) “Sem Janja, 7 de setembro lulista vira ato de desagravo a Xandão”
    – No ano passado, a primeira-dama adotou uma postura considerada desnecessária por integrantes do Alto Comando das Forças Armadas.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/sem-janja-7-de-setembro-lulista-vira-ato-de-desagravo-a-xandao/

    (23) “No churrasco de Lula com o STF, a picanha é o povo”
    – Participação de ministros da Suprema Corte brasileira denota uma total subserviência dos magistrados aos atos do Poder Executivo.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/no-churrasco-de-lula-com-o-stf-a-picanha-e-o-povo/

  36. Miguel José Teixeira

    “STF venceu o bolsonarismo, mas não convenceu”
    – Pesquisa indica STF como a instituição mais associada ao escândalo do Master, e que a maioria do Brasil não acha que Bolsonaro tentou dar golpe de Estado.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 14/03/26)

    O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta a maior crise de sua história no ano em que celebra aniversário de 135 anos de sua versão republicana (1).

    Os ministros do tribunal abraçaram o protagonismo que lhes foi outorgado pela Constituição de 1988, mas claramente não souberam calcular a armadilha em que cairiam.

    O STF tem a prerrogativa de falar por último, assim como qualquer corte constitucional.

    Isso não significa, contudo, que deva falar sobre tudo, e muito menos que deva se envolver tão diretamente nas disputas políticas quanto os ministros fizeram nos últimos anos.

    Condutas
    Aliás, todo esse poder demanda dos juízes do STF uma distância absoluta não apenas do mundo político, mas também do empresarial, que tem interesses na Corte.

    O escândalo do Banco Master é a prova disso, mas a Operação Lava Jato, que foi interrompida quando se aproximava do Supremo, já tinha indicado que o problema existia.

    Para atuar como mediador, o STF não pode ter lado, e seus ministros indicaram várias vezes ao longo dos últimos anos que tinham.

    Durante o governo Jair Bolsonaro, soaram como oposição. Durante o governo Lula, como situação.

    Derrotaram o bolsonarismo
    O ministro aposentado Luís Roberto Barroso chegou a dizer que participou da derrota do bolsonarismo, e depois explicou que falava como cidadão, e não ministro.

    Barroso não tinha essa prerrogativa, de se manifestar como cidadão, quando era ministro do Supremo, sob o custo de macular sua atuação como autoridade pública.

    Ironicamente, de fato o STF participou de uma derrota do bolsonarismo, com a prisão de Bolsonaro. Mas o fez de uma forma questionável, sem convencer boa parte da população.

    Tanto que, após a prisão do ex-presidente, cujo ímpeto golpista justificou excessos aos olhos de boa parte da população, o Supremo se tornou automaticamente o maior problema do país (2).

    Credibilidade abalada
    O STF é a instituição mais associada ao escândalo do Banco Master (35%), segundo pesquisa Meio/Ideia (3) divulgada nesta semana.

    Mais: 69,9% acham que a credibilidade do tribunal foi abalada com o caso de Daniel Vorcaro, que colocou na mira Dias Toffoli (ao centro na foto) e Alexandre de Moraes (à esquerda na foto).

    “75% dos respondentes que associam o caso Master ao STF disseram que aumentaria a chance d voto ao Senado, se na campanha, o candidato prometer votar o impeachment de algum ministro do STF”, disse Mauricio Moura, fundado do instituto Ideia.

    E o pior é que a mesma pesquisa diz que 54% da população não considera que Bolsonaro tentou dar um golpe de Estado, justificativa do STF para pesar a mão nas decisões.

    Desconfiança
    Pesquisa Genial/Quaest indicou que, pela primeira vez desde 2022, há mais gente que não confia (49%) do que confia (43%) no Supremo.

    Além disso, o levantamento indica que 72% dos brasileiros acham que o tribunal tem poder demais, 66% consideram que “é importante votar num candidato ao Senado comprometido com o impeachment de ministros do STF” e 59% interpretam o Supremo como “aliado do governo Lula”.

    Há ainda os 51% que foram convencidos de que “o STF foi importante para manter a democracia no Brasil”, que servem de alento aos ministros e lhes dão esperança de não sair tão mal dessa história.

    Muito novos
    Pré-candidato à Presidência da República, o governador do Rio Grande do Sol, Eduardo Leite, tem defendido a ideia de impor a idade mínima de 60 anos para ministros do STF.

    “É para coroar uma carreira jurídica brilhante, e não para, a partir dali, desenvolver novos negócios”, justificou o presidenciável durante debate promovido pelo PSD (4) com seus dois aliados e adversários Ronaldo Caiado e Ratinho Jr.

    Os “novos negócios” mencionados por Leite são a origem do problema do caso Master, misturados a uma expectativa de proteção de quem tem conduta questionável.

    A necessidade de uma trava etária indica um problema na forma como os ministro do STF vêm sendo indicados.

    O decano Gilmar Mendes (à direita na foto) está no tribunal desde 2002, há mais de 20 anos.

    Toffoli e Moraes também chegaram novos ao tribunal, com 41 e 48 anos, respectivamente, assim como Cristiano Zanin (47 anos) e André Mendonça (48 anos).

    Solução
    O STF passou a ser visto, principalmente após o julgamento do mensalão, como um risco para o mundo político, o que poluiu ainda mais o processo de indicação dos ministros.

    A intenção do presidente da República ao indicá-los importa, mas importa também a forma como os juízes se comportam, essa disposição para fazer negócios e participar do jogo político, que os fortalece como atores em Brasília ao mesmo tempo em que enfraquece a autoridade do tribunal.

    O código de ética proposto pelo presidente do STF, Edson Fachin, seria um sinal de que os ministros se importam com tudo isso e estão dispostos a se corrigir.

    Mas o desgaste da Corte já foi tão longe que dificilmente o STF conseguirá limpar a própria barra sozinho, e o primeiro impeachment de um ministro surge no horizonte como a alternativa mais óbvia de ritual público para purificar um tribunal que caiu na armadilha do poder.

    Leia mais: E se um impeachment melhorar o STF?
    (Texto acima replicado)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/stf-venceu-o-bolsonarismo-mas-nao-convenceu/)

    (1) “Gilmar defende “importância histórica” do inquérito das fake news”
    – Decano do STF abriu as celebrações dos 135 anos da versão republicana do tribunal, que não chega ao aniversário em clima de festa.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/gilmar-defende-importancia-historica-do-inquerito-das-fake-news/

    (2) “Só Deus salva o STF?”
    – Ministro André Mendonça pregou em igreja contra a “tentação do diabo” ao falar sobre “o poder político e institucional” e alertou para os riscos da vaidade.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/so-deus-salva-stf/

    (3) “Crusoé: A instituição mais queimada pelo escândalo do Master”
    – Segundo a pesquisa Meio/Ideia, 69,9% dos brasileiros acham que a credibilidade do STF está abalada.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-a-instituicao-mais-queimada-pelo-escandalo-do-master/

    (4) ““Não adianta simplesmente querer tirar o PT do poder” (*), diz Leite”
    – Pré-candidato à Presidência, governador do Rio Grande do Sul falou em debate promovido pelo PSD com presidenciáveis do partido.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/nao-adianta-simplesmente-querer-tirar-o-pt-do-poder-diz-leite/#google_vignette

    (*) Perfeito!
    Nós burros de cargas/eleitores PODEMOS muito mais!
    Por exemplo, substituir os parlamentares com p minúsculo por Parlamentares com P maiúsculo!

  37. Miguel José Teixeira

    “Não quero candidatura gravitando mais próximo” de Flávio ou Lula, diz Leite”
    – Governador gaúcho afirmou que “jornada pública” de Caiado e Ratinho Jr. exigiu deles outros “posicionamentos”.
    (Redação O Antagonista, 14/03/26)

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), destacou a diferença que percebe em sua atuação política em relação aos governadores Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, que são seus correligionários e também possíveis candidatos à Presidência da República.

    Segundo Leite, a eleição exigirá independência para que sua candidatura não fique gravitando entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). O governador comentou que a “jornada da vida pública” de Caiado e Ratinho exigiu deles outros “posicionamentos”.

    “Eu respeito muito meus dois colegas, tem bons resultados nos seus governos. São gestores já testados e já aprovados por suas populações. Mas insisto, acho que a questão da eleição para presidente da República vai exigir a capacidade, a disposição e até a legitimidade de ser este terceiro polo capaz de fazer os debates que virão pela frente uma discussão com os dois. Tanto com o Flávio Bolsonaro quanto com o Lula. Eu não quero se uma candidatura para estar gravitando mais próximo a um em relação a outra, eu quero poder apresentar um caminho alternativo. A minha jornada me permite isso. Me dá essa independência“, disse ao Estadão.

    Segundo turno
    Leite evitou assumir uma possível aliança com Flávio em caso de derrota no primeiro turno.

    “Eu confio que a gente consegue levar ao segundo turno, sim, uma candidatura alternativa. Mas, na hipótese de não acontecer, vai ter que se observar como é que foram os comportamentos, os discursos, o que defendeu cada candidato. Não dá para antecipar qualquer tipo de aliança que vier a acontecer no segundo turno antes de acontecer o primeiro turno.”

    Kassab não definiu
    O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (foto), afirmou na sexta, 13, que a sigla ainda não definiu o candidato à Presidência da República.

    Em nota divulgada nas redes, o mandatário ressaltou o nome dos governadores Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite, mas informou que a escolha será feita no fim do mês de março.

    “Há tempos o partido definiu por uma candidatura própria a presidente da República, algo que vem sendo construído pelo governador paranaense, Ratinho Júnior, pelo governador gaúcho, Eduardo Leite, que se filiou em maio de 2025, e recebeu um novo aliado em janeiro com o anúncio da chegada de Caiado ao partido. Três governadores reeleitos em seus estados e com as melhores avaliações do país.

    Essa candidatura vem sendo construída internamente no partido e nossos pré-candidatos seguem apresentando aos brasileiros seus projetos e realizações, que pautarão o plano de governo da candidatura do partido. O candidato ainda não foi escolhido. O PSD anunciará até o fim deste mês de março quem levará essas propostas como alternativa à polarização”, diz trecho da nota.

    Datafolha
    Pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana mostra Leite com 3% das intenções de voto para a presidência, contra 7% de Ratinho Júnior e 4% de Caiado.

    Lula (PT) aparece com 38% a 39%, e Flávio Bolsonaro (PL) com 32% a 34%.

    A margem de erro é de dois pontos percentuais.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/nao-quero-candidatura-gravitando-mais-proximo-de-flavio-ou-lula-diz-leite/

    Lembrando que. . .
    . . .Lula tem 46% de rejeição, Flávio, 45%, e Ratinho Jr., 19%; veja análises
    +em: https://www.youtube.com/watch?v=mmbJAzOp25M

  38. Miguel José Teixeira

    Está no DNA!

    “Carros e cargos”

    Eleita prefeita de São Paulo, Luiza Erundina foi a Jânio Quadros, ainda no cargo.
    Ele quis saber o que ela trazia na bolsa.
    – “Documentos”, respondeu.
    – Creio que a senhora deveria trazer muitos carros e cargos.
    – Me desculpe, não estou entendendo – respondeu Erundina.
    – Carros para a CMTC, que o povo está faminto por transporte, e cargos para os vereadores, que estão famélicos para dar emprego a seus apaniguados…

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 14/03/26)

  39. Miguel José Teixeira

    Pergunta no presídio
    (Coluna CH, DP, 14/03/26)

    Delação de Daniel Vorcaro é uma delação master ou uma delação suprema?

    Resposta do Matutildo

    Se não for seletiva. . .

  40. Miguel José Teixeira

    Na PeTezuela, governar é
    esbanJANJAr aLULAdamente!

    “. . .Em 2025, o governo petista bateu recorde histórico de gastos com viagens – pelo terceiro ano seguido – com R$2,44 bilhões.”. . .

    “Governo Lula já torrou R$126,4 milhões em viagens”
    (Coluna CH, DP, 14/03/26)

    Dispararam para mais de R$126,4 milhões as despesas do governo Lula (PT) com viagens. Até o dia 9 de março, data da última atualização desses dados no Portal da Transparência, foram destinados R$69,6 milhões ao pagamento de diárias de funcionários do governo petista e outros R$56,1 milhões bancaram as passagens aéreas. O total não inclui as despesas do presidente, primeira-dama e outras autoridades que se aproveitam do luxo dos jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB).

    Apenas um mês
    Apenas entre 9 de fevereiro e 9 de março, o governo Lula admite ter torrado R$93 milhões com deslocamentos.

    Tem mais
    O Portal da Transparência aponta ainda R$753,4 mil em “outros gastos” com viagens do governo Lula. São taxas de agenciamento, seguros etc.

    Recordes sucessivos
    Em 2025, o governo petista bateu recorde histórico de gastos com viagens – pelo terceiro ano seguido – com R$2,44 bilhões.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-levou-8-meses-para-retaliar-governo-trump-por-visto-cancelado-de-padilha)

  41. Miguel José Teixeira

    E sobre a picanha & a
    cervejinha grátis, nada?

    “. . .À falta de ideia melhor, mandaram Lula insistir na lorota da “soberania”.”. . .

    “Lula levou 8 meses para retaliar governo Trump por visto cancelado de Padilha”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 14/03/26)

    Lula (PT) levou quase oito meses para aplicar um tardio “princípio da reciprocidade”, cancelando o visto de um assessor do governo dos EUA que monitora fatos do Brasil que possam interessar ao seu país. Ficou claro que o petista apenas tenta criar fato político que faça parar sua curva declinante e a curva ascendente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas. Lula anunciou o cancelamento do visto do americano no palanque eleitoral em que transformou inauguração de ala hospitalar.

    Só o sub do sub
    Além de demorar a reagir ao cancelamento do visto do seu ministro da Saúde, Lula ainda equiparou o auxiliar ao sub do sub de Donald Trump.

    O que tinha na água?
    Em discurso com fala agitada, disse que o assessor de Trump teria o visto de volta quando Alexandre Padilha recuperasse o seu.

    Reciprocidade real
    A valentia de Lula faria sentido se o visto cancelado fosse do secretário da Saúde de Trump, Robert Kennedy Jr, não de assessor de 5º escalão.

    A volta da lorota
    A bravata de Lula nasceu do botão de pânico acionado no governo. À falta de ideia melhor (*), mandaram Lula insistir na lorota da “soberania”.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-levou-8-meses-para-retaliar-governo-trump-por-visto-cancelado-de-padilha

    Só pra PenTelhar. . .
    (*) Pelo menos, o vistoso terno marrom da foto é novo!

  42. Miguel José Teixeira

    “O STF formou maioria para manter o banqueiro das festinhas de Trancoso preso. Só que os detalhes que saíram hoje são de cinema. O Davizinho mandou um ofício para ele mesmo liberar R$ 379 milhões em emendas para o Amapá, onde o suplente dele saiu de banco ontem com R$ 350 mil em dinheiro vivo no bolso. O Gilmar com J de Jeitinho salvou o Lulinha de ter o sigilo quebrado, por ora. E Bolsonaro segue na UTI. Se segura, BRASEW.”

    “Delatar ou não delatar, eis a questão”
    “éNoiteNaCidade”, 13MAR 2026, TixaNews, mar 14,
    (https://substack.com/@tixanews)

    “Infernizando o juiz”
    A treta é a seguinte. O homem do Cine Trancoso, Daniel Vorcaro, está preso na Penitenciária Federal de Brasília e hoje o STF formou maioria para mantê-lo lá. O supremo terrivelmente evangélico André Mendonça foi o relator, votou pela manutenção da prisão, e Luiz Fux e Nunes Marques foram junto. O supremo Gilmar ainda não votou. O julgamento vai até a próxima sexta no plenário virtual.

    Mas o que saiu hoje de novo sobre a primeira prisão do Vorcaro, em novembro do ano passado, é de tirar o fôlego do roteirista de Brasil. O Estadão teve acesso ao conteúdo do celular do banqueiro e o que está lá é, como dizem os técnicos, bastante comprometedor.

    Antes da prisão, o então advogado Walfrido Warde ligou diretamente para o juiz do caso, Ricardo Leite, tentando segurar a situação. Não funcionou. Aí Warde mandou mensagem no zap do juiz junto com uma notícia sobre a venda do Banco Master, como quem diz “olha, tá tudo bem aqui, não precisa prender ninguém”. Também não funcionou. Às 18h08 daquele dia, Warde mandou para o Vorcaro prints da conversa com o juiz e escreveu: “Estamos infernizando o cara.”

    (Juro que não inventei.)

    Vorcaro foi preso no raio-x do aeroporto de Guarulhos quando tentava embarcar num jatinho para o exterior. Ficou 11 dias na cana, foi solto, ganhou tornozeleira e proibição de sair de São Paulo. Mas aí a PF foi fundo no celular dele e o que encontrou levou o supremo André Mendonça a decretar a segunda prisão, na semana passada.

    Para os perdidos. A PF diz que Vorcaro soube com antecedência que seria preso porque recebia informações sigilosas de dentro do Banco Central. Ele chegou a anotar no celular o nome de todos os delegados da PF que participaram de uma reunião sobre o Master. Conseguiu ainda descobrir, via hackeamento, em qual vara tramitava o inquérito sigiloso. Tudo para tentar sumir antes que as algemas chegassem.

    E não foi só isso. Nas mensagens do celular, Mendonça encontrou o Vorcaro conversando com seu braço armado particular, o tal Luiz Phillipe Mourão, que trabalhava com ele e atendia pelo apelido de Sicário. (Sim, atendia, pois ele mÓrreu, ou foi morrido, vai saber.) Sobre uma funcionária que o estaria ameaçando, Vorcaro escreveu ao Sicário: “É preciso moer essa vagabunda.” Sobre o jornalista Lauro Jardim, do Globo: “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto.”

    O que será que Sicário levou com ele? De que outro sicário o Sicário tinha medo?

    Mendonça também revelou que existem oito celulares de Vorcaro para serem periciados pela PF. Só um foi analisado até agora. O que já saiu deste primeiro já deu nisso tudo. Imagina o tamanho da treta que tem nos outros sete?

    E o novo advogado?
    Com a decisão do STF de manter a prisão, o advogado Pierpaolo Bottini, que conduzia a defesa mais recente de Vorcaro, deixou o caso hoje, alegando motivos pessoais. Bottini já vinha avisando que não participaria de negociação de delação premiada, que é exatamente para onde o caso parece estar caminhando. Vamos combinar que, se rolar delação, o que vai ter de outros clientes dele no rolê não vai ser brinquedo.

    Quem entra no lugar é o Juca, também conhecido como José Luis Oliveira Lima, um dos criminalistas mais respeitados do país, com um currículo que vale ser mencionado: defendeu Léo Pinheiro, empreiteiro da OAS, na Lava-Jato. Defendeu José Dirceu no mensalão. Representou o general Braga Netto no processo do golpe. E, detalhe não pequeno, já advogava para o Banco Master antes de a instituição ser liquidada pelo Banco Central em novembro.

    Juca já avisou pra galera que não descarta uma delação e que “todas as possibilidades estão abertas.” O próprio Vorcaro já cogitava delatar antes mesmo de ser preso novamente e só aguardava o resultado do julgamento de hoje para decidir. O STF manteve a prisão. E agora, Vorca?

    Mas atenção: para delatar, Vorcaro vai precisar apresentar provas concretas do que disser. Sem evidências, sem acordo. As negociações de colaboração são complexas, especialmente num caso do tamanho do Master.

    Davizinho mandou ofício para… o Davizinho
    Ontem a TixaNews contou que a PF flagrou Breno Chaves Pinto (segundo suplente de Davi Alcolumbre no Senado) saindo de uma agência bancária com R$ 350 mil em cash e entrando num carro registrado em nome de empresa de primos do Davizinho. Breno está sob investigação por suspeita de fraudes em licitações do Dnit.

    Hoje, a notícia sobre nossa estrela-mor do Senado piorou.

    Alcolumbre enviou um ofício de 15 páginas solicitando a liberação de R$ 379 milhões em emendas para obras no Amapá, seu reduto eleitoral. Até aqui, tudo bem. Afinal de contas senadores fazem isso.

    O detalhe é o destinatário do ofício: o próprio Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

    Ele pediu respeitosamente a si mesmo que liberasse o dinheiro. “Certos de podermos contar com a sua valiosa colaboração”, escreveu ele… para ele mesmo. (Quem lembrou do Xandão expedindo pedido de prisão pra ele mesmo levanta a mão. Só que dessa vez não foi obra de hacker.)

    Do total dos R$ 379 milhões, R$ 30,5 milhões foram para uma obra tocada pela construtora do tal Breno Chaves. O mesmo suplente do dinheiro vivo de ontem.

    A justificativa do se Davi? Que mandou o ofício para si mesmo para “cumprir acordo feito com o STF” que exige identificar o autor de cada emenda. Só que especialistas em contas públicas discordam e dizem que a manobra é exatamente o contrário: uma forma de esconder quem indicou o quê, jogando tudo no colo da “bancada do Amapá” como se fosse uma decisão coletiva.

    O ministro que intermediou a liberação dos recursos foi Waldez Góes, do Ministério da Integração, indicado ao cargo pelo próprio Alcolumbre. O governador do Amapá que assinou os contratos é aliado político de Alcolumbre. A empresa do suplente recebeu R$ 8 milhões, executou menos de 9% da obra e o contrato foi “rescindido” em julho, mas o último pagamento foi feito em setembro.

    Gilmar dá uma aliviada para o Lulinha
    O supremo Gilmar com J de Jeitinho pediu destaque hoje no julgamento sobre a quebra de sigilo do Lulinha. Com isso, o caso sai do plenário virtual e vai para o plenário físico, em data a definir.

    Para os perdidos. A CPI do INSS aprovou a quebra de sigilo do Lulinha. O supremo Flávio Dino suspendeu essa e outras quebras aprovadas pela CPI, dizendo que precisavam ser analisadas uma a uma. A CPI recorreu. Hoje Dino votou para manter a decisão dele. Aí chegou o Gilmar e pediu o destaque.

    O efeito prático: o julgamento recomeça do zero, no plenário físico, em data indefinida. O Lulinha respira aliviado, por enquanto.

    Bolsonaro na UTI
    Os médicos de Jair Bolsonaro confirmaram nesta sexta-feira que o nosso ex está internado com pneumonia aguda no hospital DF Star, em Brasília. Ele chegou com dificuldade de respirar, está estável, sem necessidade de entubação, mas segue na UTI sem previsão de alta.

    Esta é, segundo os médicos, a pneumonia mais grave das três que ele enfrentou desde o ano passado e rolou por conta dos refluxos constantes que acabam levando líquidos aos pulmões.

    Xandão proibiu, Lula proibiu, e ninguém foi visitar o Bolsonaro
    Lembra do Darren Beattie, aquele assessor do Trump, que queria vir ao Brasil e para quem os advogados do ex-mito tentaram uma liberação pra visitar Bolsonaro lá na Papudinha? Pois é, Xandão tinha autorizado a visita. Na quinta-feira, voltou atrás, depois que o Itamaraty avisou que um funcionário do governo americano visitando um ex-presidente preso em ano eleitoral cheira a ingerência estrangeira nos assuntos internos do país.

    Mas aí chegou o Lula com um recado extra.

    “Ele foi proibido de visitar e eu o proíbo de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que tá bloqueado.” E daí o Itamaraty cancelou o visto do gringo, alegando que ele mentiu nesse rolê de visitar Bolsonaro.

    Para os perdidos. Em agosto do ano passado, o governo do Trump cancelou os vistos da esposa e da filha do ministro Alexandre Padilha, na treta daquelas sanções americanas contra autoridades ligadas ao programa Mais Médicos. O visto pessoal de Padilha já estava vencido desde 2024 e simplesmente não foi renovado.

    Trump, Putin e o petróleo de todo mundo
    Donald J. Trump (J de João, juro) admitiu hoje que Putin pode estar ajudando o Irã “um pouco” no conflito no Oriente Médio, isso enquanto os EUA suspendem temporariamente as sanções ao petróleo russo para tentar segurar os preços do combustível. Zelensky, aquele da Ucrânia, disse que a medida pode injetar até 10 bi de doletas extras no esforço de guerra da Rússia. O Putin adorou e já pediu mais isenções.

    A União Europeia reclamou que não foi consultada. Macron disse que as isenções são “temporárias e limitadas”. O secretário do Tesouro dos EUA disse primeiro que a medida não ia ajudar a Rússia “significativamente”, depois voltou atrás e disse que era “uma inevitabilidade” e “lamentável”.

    Então tá, né?

    É isso, BRASEW. Sexta pesada, fim de semana à vista. Vou ali comprar um pão salgado que enjoei do doce.

    (TRPCE)

  43. Miguel José Teixeira

    Quanto mais se abaixam
    mais seus fiofós aparecem!

    “Lula deveria se lembrar por que Padilha teve o visto revogado”
    – Ao barrar assessor de Trump, petista contradiz Itamaraty e omite razão do visto negado ao seu ministro.
    (João Pedro Farah, Crusoé, 13/03/26)

    O presidente Lula (PT) e o Itamaraty deram justificativas diferentes para anunciar a revogação do visto diplomático de Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil.

    Ao Antagonista, a pasta informou que a medida foi tomada “tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington.”

    “Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, disse.

    Lula, por sua vez, disse ter proibido a entrada de Beattie no país enquanto os Estados Unidos não liberarem os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de seus familiares.

    “Aquele cara americano que disse que vinha pra cá visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proíbo de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que tá bloqueado”, afirmou, durante inauguração de um hospital no Rio de Janeiro nesta sexta, 13.

    “Aquele cara”, a quem Lula se refere, não afirmou em momento algum que viria ao Brasil visitar Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, onde o ex-presidente está preso.

    Na verdade, foi a defesa do ex-presidente que solicitou o encontro, autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que recuou na própria decisão.

    A única nota emitida pelo Departamento de Estado americano afirmava que Beattie teria agendas no Brasil.

    Nenhuma delas mencionava um encontro com Jair Bolsonaro.

    Mais Médicos
    Apesar de sair em defesa de Padilha, Lula omite a razão pela qual seu ministro teve o visto revogado pelos Estados Unidos.

    Padilha foi um dos arquitetos do programa Mais Médicos no Brasil.

    A iniciativa ficou marcada pela escravidão de médicos cubanos em território brasileiro durante o governo de Dilma Rousseff.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio, é filho de imigrantes cubanos e conhece profundamente o tema.

    Além disso, o governo Trump revogou vistos de integrantes de países africanos que mantinham essa cooperação com Havana.

    Não foi uma medida tomada exclusivamente contra o ministro brasileiro.

    Como disse Duda Teixeira no texto “Lula não é mais o presidente do Brasil” (*), o petista corre o risco de terminar seu mandato tendo ficado quatro anos sem descer do palanque.

    E parece que a “petroquímica” (**) com Trump era apenas um amor de verão.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/lula-deveria-lembrar-por-que-padilha-teve-o-visto-negado/)

    (*) “Petista arruma desculpa para não representar o Estado brasileiro no exterior e também não governa mais o país”
    +em: https://crusoe.com.br/diario/lula-nao-e-mais-o-presidente-do-brasil/

    (**) “Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, diz Lula sobre Trump”
    – Petista voltou a falar sobre encontro que teve com o presidente dos EUA na ONU.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/nao-pintou-quimica-pintou-uma-industria-petroquimica-diz-lula-sobre-trump/#google_vignette

  44. Miguel José Teixeira

    Pelo que temos “visto, lido e ouvido”
    acabará saindo livre, leve & solto,
    tal qual o marginal “zédir$$eu” e
    o megacorruPTor o empreiteiro José Adelmário Pinheiro!

    “Vorcaro contrata ex-advogado de Dirceu e abre caminho para delação”
    – Novo advogado atuou em colaborações premiadas do ex-ministro de Lula no Mensalão e de Léo Pinheiro na Lava Jato.
    (Redação O Antagonista, 13/03/26)

    O banqueiro Daniel Vorcaro passará a ser representado juridicamente pelo advogado José Luis Oliveira Lima.

    O advogado Pierpaolo Bottini deixou o caso alegando motivos pessoais, segundo a Folha de S.Paulo e confirmado por O Antagonista.

    Bottini já havia dito a pessoas próximas que não participaria da negociação de uma eventual delação premiada no caso envolvendo seu então cliente Vorcaro.

    Delação premiada
    Oliveira Lima, por sua vez, tem experiência em acordos de colaboração premiada em casos de grande repercussão no país.

    Além de defender o ex-ministro José Dirceu no escândalo do Mensalão, em 2012, o advogado participou do acordo de colaboração do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato.

    O advogado também atuou (*) na defesa do general Walter Braga Netto, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, no processo relacionado à chamada trama golpista.

    Antes disso, Oliveira Lima já prestava serviços jurídicos ao Banco Master, de Vorcaro, antes de o Banco Central (BC) decretar a liquidação da instituição financeira, em novembro.
    . . .
    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/vorcaro-contrata-ex-advogado-de-dirceu-e-abre-caminho-para-delacao/)

    (*) Para enterrá-lo vivo e com o coturno furado, MERECIDAMENTE!

  45. Miguel José Teixeira

    “Mapa do poder”
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 13/03/26)

    1 – O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter preso (*) o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques votaram a favor da medida. Gilmar Mendes ainda não se manifestou, e Dias Toffoli se declarou suspeito por motivos de “foro íntimo”. A sessão segue até a próxima sexta (20). O julgamento na Segunda Turma do Supremo ocorre em plenário virtual.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/mendonca-inicia-julgamento-no-stf-e-vota-para-manter-vorcaro-preso.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (*) Isso se algum supremo togadão, mais supremo que os demais, num canetação, não anule a decisão!

    2 – Lula acelerou as tratativas para formação de seu palanque no Maranhão e busca um nome de consenso para manter seus aliados unidos na disputa pelo governo do estado. A base enfrenta uma disputa em clima de guerra aberta entre o governador Carlos Brandão (sem partido) e o grupo dos antigos aliados de Flávio Dino, ex-governador e hoje ministro do STF.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/governador-rompe-acordo-bagunca-palanque-e-lula-busca-nome-de-consenso-no-maranhao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada… O Ministério da Fazenda estima que uma guerra prolongada no Oriente Médio pode elevar o PIB brasileiro em 0,36% (*) e a inflação em 0,58 ponto percentual em 2026. No entanto, os cálculos não incorporaram a redução do PIS/Confis (**) sobre o diesel anunciada nesta semana. “Se cenários ainda mais disruptivos do que nós projetamos desencadearem uma crise econômica e financeira internacional, seria preciso refazer as projeções”, disse o secretário Guilherme Mello.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/guerra-prolongada-no-oriente-medio-pode-elevar-pib-e-inflacao-estima-governo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/ministros-do-governo-falarao-sobre-reducao-do-impacto-do-aumento-do-preco-do-petroleo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  46. Miguel José Teixeira

    “Lula reage à direita americana”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 13/03/26)

    O presidente Lula (PT) voltou a fazer uma aposta no discurso da soberania ao reagir a uma articulação de grupos de direita que atuam dentro do governo Donald Trump nos EUA. O petista anunciou a decisão de barrar a entrada no país de Darren Beattie (*), conselheiro da Casa Branca que queria visitar Jair Bolsonaro (PL) na prisão.

    Os repórteres Catia Seabra (**), Mariana Brasil (***) e Caio Spechoto (***) contam que a ideia de Lula e do governo brasileiro é delimitar a influência americana sobre o Brasil, mas sem romper a relação que o petista tenta construir com Trump.

    Aliados de Lula estão em alerta em relação ao que enxergam como uma tentativa da direita americana de influenciar as eleições de outubro. As recentes movimentações de uma ala do governo Trump em relação ao Brasil, inclusive, já são encaradas como interferências no cenário político do país.

    A tentativa de Beattie de encontrar Bolsonaro e seu filho Flávio, pré-candidato a presidente da República e provável adversário de Lula na disputa de outubro, seria um movimento nesse sentido.

    O governo brasileiro busca acordos com os Estados Unidos principalmente relacionados ao combate ao crime organizado. Trump usou o tema como pretexto, por exemplo, para agir contra a Venezuela. Um acordo sobre o assunto poderia servir como uma espécie de vacina contra algum tipo de investida americana.

    (TRPCE)

    (*) “Lula diz que proibiu entrada de conselheiro de Trump no país”
    – Itamaraty fala em revogação do visto por ‘falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita’.
    – Presidente afirma que decisão foi tomada por cancelamento de visto do ministro Alexandre Padilha (Saúde).
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/lula-diz-que-proibiu-entrada-de-conselheiro-de-trump-no-pais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (**) “Governador rompe acordo, bagunça palanque de Lula e divide PT no Maranhão”
    – Carlos Brandão lançou um sobrinho para o governo em vez de vice petista.
    – Governador procurou Lula para discutir aliança, mas nega ter desfeito acerto político.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/governador-rompe-acordo-bagunca-palanque-e-lula-busca-nome-de-consenso-no-maranhao.shtml

    (***) “Lula diz que proibiu entrada de conselheiro de Trump no país”
    – Itamaraty fala em revogação do visto por ‘falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita’.
    – Presidente afirma que decisão foi tomada por cancelamento de visto do ministro Alexandre Padilha (Saúde).
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/lula-diz-que-proibiu-entrada-de-conselheiro-de-trump-no-pais.shtml

    Matutando bem. . .
    Além do presidiário lulampião e do presidiário capitão zero zero, você lembra de algum outro presidiário que recebe/recebia tantas visitas “importantes”?

  47. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 13/03/26)

    …assim como almoço, não existe degustação grátis de whisky.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    Certas “otoridades” que o digam!

  48. Miguel José Teixeira

    O Pantaneiro
    é humilde,
    não tolo!

    “Coisa estranha”
    A vereadora Janaína Paschoal (PP-SP) estranhou eventual candidatura de Simone Tebet, ainda no MDB, ao Senado por São Paulo. A ministra de Lula é nascida, estabelecida e com vida política em Mato Grosso do Sul.
    (Coluna CH, DP, 13/03/26)

    1. Nada estranho. Estes políticos – frutos de grupos de interesses, ideológicos e até de gangues – se acham espertos demais. Todos sabem o que Simone Tebet fez para o seu povo. E o povo não a perdoaria. Todos sabem o que Carlos Bolsonaro, PL, não fez pela sua cidade o Rio de Janeiro como vereador e muito menos pelo seu estado fluminense como cidadão de lá. O povo de lá não perdoaria. Vem para Santa Catarina para se dar bem, como Simone acha que vai se dar bem em São Paulo, sem qualquer identificação com lá a não ser uma defensora do PT, do desastroso governo Lula e da esquerda do atraso, mas com o rótulo de mulher do MDB

  49. Miguel José Teixeira

    “Lula já pagou R$1,8 bilhão em emendas este ano”
    (Coluna CH, DP, 13/03/26)

    O governo Lula (PT) já pagou R$1,8 bilhão em emendas parlamentares, apenas este ano. A plataforma de transparência do Tesouro Nacional revela que a administração petista distribuiu R$955,4 milhões em emendas individuais e outros R$843,8 milhões para bancar as emendas de bancada. Já o Portal da Transparência do governo federal ainda não registrou sequer um centavo pago em emendas.

    Ritmo acelerou
    Do total, foram pagos mais de R$700 milhões nos últimos 20 dias. Apenas em março, a conta das emendas é de R$227 milhões.

    Início do ano
    Somente em fevereiro, Lula e cia. pagaram mais de R$1,1 bilhão em emendas parlamentares. Em janeiro, foram mais de R$455 milhões.

    Top 3
    Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Pará receberam as emendas mais caras; R$36,8 milhões, R$27 milhões e R$22 milhões respectivamente.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/ligacao-de-vorcaro-a-lula-e-biomm-intriga-oposicao)

  50. Miguel José Teixeira

    Haja Macallan!!!

    “Banco Central recebeu Master 41 vezes em 2025 sob Galípolo”
    – Representantes do banco de Daniel Vorcaro estiveram com o BC 24 vezes durante os 6 anos de Campos Neto no comando da autarquia…
    (Poder360, 13/03/26)

    Representantes do Banco Master tiveram 65 reuniões com integrantes da cúpula do Banco Central desde 2018, quando a instituição foi fundada por Daniel Vorcaro. Foram 24 encontros na gestão de 6 anos de Roberto Campos Neto (2019-2024) e o restante, 41, foram realizados durante o mandato de Gabriel Galípolo como presidente, em 2025.

    Campos Neto esteve com Vorcaro em 3 ocasiões. Em uma delas, no fim de 2024, o encontro, pedido de última hora, foi realizado no escritório do BC em São Paulo. O ex-presidente da autarquia evitou receber o então dono do Master fora do ambiente institucional da autoridade monetária.

    Galípolo esteve com Vorcaro pelo menos uma vez fora dos registros do Banco Central. Quando ainda era diretor de Política Econômica da autarquia, participou de uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o banqueiro no Palácio do Planalto.

    O encontro, realizado em 4 de dezembro de 2024, não foi registrado por nenhuma autoridade. Detalhes só surgiram em janeiro deste ano. Na época, Galípolo não contou a Campos Neto sobre a reunião.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/banco-central-recebeu-master-41-vezes-em-2025-sob-galipolo/

  51. Miguel José Teixeira

    “A ilusão do ensino “público, gratuito e de qualidade”
    – Um aluno universitário brasileiro custa, aproximadamente, de 2.500 reais a 4.500 reais por mês.
    (Dennys Xavier (*), Crusoé, 13/03/26)

    á uma expressão que se repete com grande naturalidade no vocabulário político brasileiro e que, à primeira audição, parece quase uma evidência moral: educação pública, gratuita e de qualidade.

    A fórmula, ninguém o nega, tem enorme força retórica. Aparece em discursos parlamentares, campanhas eleitorais, manifestos estudantis, documentos oficiais.

    Com o tempo, tornou-se um mantra cívico. Ainda assim, quando se examina a estrutura concreta das instituições educacionais, surge uma dificuldade bastante elementar: ensino gratuito não existe.

    Toda educação tem custo. Sempre teve. E não é nada barato sustentá-lo.

    Manter uma universidade exige salários de professores, técnicos e pesquisadores.

    Exige prédios, laboratórios, bibliotecas, sistemas administrativos, bolsas acadêmicas, manutenção de equipamentos, eletricidade, tecnologia, serviços de limpeza e segurança.

    Antes mesmo de qualquer debate filosófico sobre justiça social ou dever do Estado, existe um fato simples: alguém precisa pagar por tudo isso.

    No caso brasileiro, quem paga é o contribuinte (no Brasil, tanto pior, especialmente o mais pobre, imerso num mundo de carga tributária sufocante… ironicamente, o mesmo que dificilmente chegará a frequentar os cursos mais concorridos e com maiores chances no mercado).

    Os números ajudam a tornar essa questão mais visível. Estudos do MEC/Painel do Censo do Ensino Superior indicam que o custo médio anual de um estudante nas universidades federais brasileiras situa-se frequentemente entre 30 mil reais e 50 mil reais por aluno, variando conforme instituição e área de formação.

    Cursos que exigem infraestrutura mais sofisticada, como medicina ou engenharias experimentais, podem ultrapassar esse patamar com relativa facilidade.

    Logo, um aluno universitário brasileiro custa, aproximadamente, de 2.500 reais a 4.500 reais por mês. Gratuito?

    Num país pobre como o Brasil, esse gasto público se paga? Parece ser pergunta pertinente…

    Essa estrutura produz uma consequência raramente discutida com clareza no debate público. Quando um curso universitário custa dezenas de milhares de reais por estudante ao ano, não estamos diante de um serviço gratuito. Estamos diante de um serviço coletivamente financiado.

    A diferença entre essas duas descrições parece pequena, mas altera profundamente o modo como compreendemos a educação pública.

    Certo, universidades devem produzir conhecimento, formar profissionais altamente qualificados e sustentar boa parte da pesquisa científica de um país.

    O problema não está na existência do financiamento público em si (bem, talvez também esteja, mas esse é tema para outra reflexão).

    O problema emerge numa linguagem política que substitui a análise institucional por slogans.

    A expressão “público, gratuito e de qualidade” passa a funcionar como uma espécie de trindade retórica.

    Cada uma das três palavras carrega forte apelo moral. Juntas, produzem a impressão de uma solução perfeita.

    Entretanto, basta observar a estrutura material do sistema para perceber que esse equilíbrio raramente se sustenta sem tensões.

    Em muitos países desenvolvidos, esse arranjo envolve uma combinação relativamente pragmática de fontes de financiamento.

    Universidades recebem recursos estatais, mas também estabelecem parcerias com empresas, fundações privadas, centros de pesquisa e programas de inovação tecnológica.

    Essa convivência entre financiamento público e cooperação privada tornou-se parte normal da vida universitária em grande parte da Europa, da América do Norte e de diversos países asiáticos.

    Por isso causa certa perplexidade observar que, no Brasil, instituições públicas de ensino superior frequentemente mantêm uma resistência intensa ao financiamento proveniente de parcerias privadas.

    Não se trata de uma prática exótica no cenário internacional. Trata-se de um expediente comum em universidades de alto nível ao redor do mundo. Ainda assim, por aqui, esse tipo de cooperação muitas vezes encontra oposição ruidosa.

    A explicação nunca é exatamente econômica ou administrativa.

    A resistência tem natureza ideológica.

    Durante décadas, parte do ambiente universitário brasileiro foi fortemente influenciada por correntes intelectuais que viam qualquer aproximação entre universidade e iniciativa privada como uma forma de “mercantilização” do conhecimento.

    Essas ideias nasceram em contextos históricos específicos do século 20 e sobreviveram em certos círculos acadêmicos muito depois de perderem relevância prática em outras partes do mundo.

    Enquanto universidades internacionais desenvolvem parques tecnológicos, centros de inovação e cooperação com empresas, parte da academia brasileira ainda reage a essas possibilidades com desconfiança automática.

    A ironia dessa postura é evidente. As mesmas instituições que dependem de financiamento público cada vez mais pressionado frequentemente rejeitam fontes alternativas de recursos que poderiam ampliar sua capacidade de pesquisa e infraestrutura.

    Nesse ponto, a retórica política e a realidade institucional voltam a se encontrar. Slogans educacionais continuam prometendo um sistema simultaneamente público, gratuito e de alta qualidade, enquanto a discussão concreta sobre financiamento permanece cercada por tabus ideológicos e simplificações retóricas.

    A economia da educação, entretanto, continua operando segundo regras bastante simples. Universidades custam caro. Pesquisa custa caro. Laboratórios custam caro. Professores altamente qualificados custam caro.

    Nada disso desaparece quando se pronuncia a palavra “gratuito”.

    Talvez por isso o debate sobre educação superior no Brasil ainda carregue certo grau de irrealismo conceitual.

    A linguagem política insiste em apresentar como evidência aquilo que, examinado com mais calma, revela-se apenas uma forma elegante de ocultar quem realmente paga a conta (**).

    (*) Dennys Xavier é escritor, tradutor e PhD em Filosofia.
    X: prof_dennys
    Instagram: prof.dennysxavier
    (As opiniões dos colunistas não necessariamente refletem as de Crusoé e O Antagonista)

    (Fonte: https://crusoe.com.br/noticias/a-ilusao-do-ensino-publico-gratuito-e-de-qualidade/)

    (**) Já passou da hora de “se-pensar-se” no “EXERCÍCIO SOCIAL DA PROFISSÃO”, como forma de os egressos do ensino superior “gratuito”, ressarcirem os cofres públicos por meio do trabalho comunitário.

  52. Miguel José Teixeira

    Também tem xandão
    a cabeça brilhante
    igual ao Dão,
    segundo o malufão,
    apenas por forão!

    “Crusoé: Alexandre, o pequeno”
    – Investigações da PF e de parlamentares pressionam o ministro do STF. E mais: Juntos, mas separados e O labirinto de Trump no Irã
    (Redação O Antagonista, 13/03/26)

    Após o quebra-quebra generalizado na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ganhou um salvo-conduto do Tribunal, da esquerda, do Executivo e de setores da mídia para agir contra seus desafetos sem qualquer freio — tudo em nome da democracia brasileira.

    Mas, agora, Alexandre, o Grande do STF, apequenou-se diante das revelações relacionadas ao contrato de 129 milhões de reais firmado pelo escritório da sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e diante de supostas relações que o ministro teria com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    As informações reveladas até agora são graves. Extremamente graves.

    Algumas foram desmentidas pelo ministro; outras, não.

    Pelo sim, pelo não, Moraes já é alvo de um pedido de CPI no Senado – protocolado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

    Também foi alvo de mais dois pedidos de impeachment nesta semana — são 31 somente durante o governo Lula — e tornou-se o foco preferencial da CPMI do INSS em sua reta final.

    Daniel Vorcaro também tem sinalizado a seus defensores, conforme apurou Crusoé, que estaria disposto a falar sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal em uma delação premiada, diz Wilson Lima em “Alexandre, o pequeno” (*), a reportagem de capa de Crusoé.

    (*) https://crusoe.com.br/noticias/alexandre-o-pequeno/

    Outros destaques de Crusoé

    Na matéria “Juntos, mas separados” (**), Guilherme Resck e Paulo Melo contam que a decisão do Psol de não formar uma federação partidária com o PT revela muito sobre como o partido vê o seu papel na política brasileira: um grupo de nicho, com identidade forte e capaz de fazer muito barulho no Legislativo.

    Além disso, escancara a dificuldade do PT, que não tem conseguido formar bons puxadores de votos e tem fracassado em se atualizar para sobreviver em uma era pós-Lula.

    (**) https://crusoe.com.br/noticias/juntos-mas-separados-2/

    Em “O labirinto de Trump no Irã” (***), Duda Teixeira e João Pedro Farah mostram que, ao decidir bombardear o Irã e eliminar o líder supremo Ali Khamenei, o presidente americano Donald Trump iniciou uma guerra por opção, que não tinha motivação clara e sem objetivos bem definidos.

    Duas semanas depois, não há nada que Trump possa mostrar para a população americana para justificar o conflito que ele iniciou, gerando custos e perdas de vidas.

    (***) https://crusoe.com.br/noticias/o-labirinto-de-trump-no-ira/

    Colunistas

    Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.

    Nesta edição, escrevem:

    > Wilson Pedroso (O missionário do impossível)
    – O sacrifício de Fernando Haddad pode manter o partido unido, mas dificilmente abrirá as portas do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/o-missionario-do-impossivel/

    > Maristela Basso (A guerra preventiva contra o Irã e o direito internacional)
    – Deve um Estado esperar o primeiro ataque armado para exercer o direito de legítima defesa ou pode agir antes para neutralizar uma ameaça existencial?
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-guerra-preventiva-contra-o-ira-e-o-direito-internacional/

    > Letícia Barros (O crime de estupro e o colapso moral de uma sociedade)
    – É nosso papel criar cidadãos sérios e virtuosos, assim como é papel do Estado fazer o que está ao seu alcance.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/o-crime-de-estupro-e-o-colapso-moral-de-uma-sociedade/

    > Clarita Maia (Thiago Foltran e a extrema direita misógina, racista e antissemita)
    – Publicação do petista mostra que o antissemitismo não é monopólio de um único campo ideológico.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/thiago-foltran-e-a-extrema-direita-misogina-racista-e-antissemita/

    > Dennys Xavier (A ilusão do ensino “público, gratuito e de qualidade”)
    – Um aluno universitário brasileiro custa, aproximadamente, de 2.500 reais a 4.500 reais por mês.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-ilusao-do-ensino-publico-gratuito-e-de-qualidade/
    (Dada a sua relevância, o texto será replicado logo acima)

    >Josias Teófilo (A elite dos excessos)
    – Entre luxo, devoção e escândalo, a história de Anita Harley expõe a persistência da cultura das casas-grandes no Nordeste.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-elite-dos-excessos/

    > Roberto Ellery (Haddad tem nota para passar, mas sem brilho)
    – Incapacidade de emplacar ideias no próprio governo Lula o tornaram um ministro fraco.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/haddad-tem-nota-para-passar-mas-sem-brilho/

    > Márcio Coimbra (Entre a soja de Pequim e o silício de Taipei)
    – Próximo presidente brasileiro terá de se equilibrar para garantir importação de chips e exportação de commodities.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/entre-a-soja-de-pequim-e-o-silicio-de-taipei/
    e
    Rodolfo Borges (São Paulo aposta no poder do pensamento positivo).
    – incomodada pela lucidez e a sinceridade de Crespo, a direção do clube vai botar à prova o discurso motivacional com Roger Machado.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/sao-paulo-aposta-no-poder-do-pensamento-positivo/

    Assine Crusoé e apoie o jornalismo independente.
    +em: https://crusoe.com.br/

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-alexandre-o-pequeno/)

  53. Miguel José Teixeira

    “O supremo Xandão mandou a PF na casa de um jornalista por causa de um carro. E tem assessor do Trump que quer Magnitsky de novo pro Xandão, barrado de visitar nosso ex na Papudinha, pelo próprio Xandão. A confiança no Supremo segue caindo. Lula imitou Bolsonaro e zerou tributos de combustível em ano eleitoral. E a Tebet vai pro Senado de São Paulo. Se segura, BRASEW.”

    “Xandão não para”
    “éNoiteNaCidade”, 12 MAR 2026, TixaNews, mar 13,
    (https://substack.com/@tixanews)

    A treta é a seguinte. Na terça-feira, a Polícia Federal foi à casa do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Blog do Luís Pablo, no Maranhão. Levou celular. Levou computador. Tudo por ordem do supremo Xandão, dentro do famoso inquérito das fake news — que no dia 14 de março completa, pasmem, sete anos aberto sem prazo de encerramento.

    O crime? O jornalista publicou que o supremo Flávio Dino estaria usando um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão para rolezinhos privados em São Luís — um SUV com placa reservada, abastecido com dinheiro público do próprio TJ-MA, segundo o blog.

    Na decisão, o nosso xerife supremo apontou suspeita de crime de perseguição e disse que o blogueiro teria se valido de “algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos”. A PGR concordou. Dino disse que a equipe dele foi alertada ainda em 2025 sobre “monitoramento ilegal dos seus deslocamentos”. A nota do gabinete disse só que tem um acordo entre STF e tribunais para os ministros usarem os carros. O jornalista disse que seguiu a prática jornalística de sempre.

    Todo mundo se manifestou com preocupação. A Abraji foi direta: a ordem “coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros”. Interpretando a nota da Abraji: hoje é com um jornalista de um blog do Maranhão, amanhã com a Malu Gaspar. Perigo! Perigo!

    Para os perdidos. O inquérito das fake news foi aberto em 2019 para apurar ameaças contra o Supremo. Desde então, cresceu, se ramificou, prendeu gente, buscou gente, e agora chegou num blogueiro do interior do Maranhão que escreveu sobre um SUV.

    O cara que quer botar Xandão de volta na Magnitsky foi barrado por Xandão
    Darren Beattie é o assessor do DOJ americano designado para monitorar o supremo Xandão. É ele quem articula a volta do ministro à Lei Magnitsky — aquela sanção que no ano passado congelou ativos do ministro supremo e da Vivi Barci nos EUA. Em dezembro, Trump aliviou e retirou as restrições.

    O tal Darren já chamou o ministro de “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição” contra Bolsonaro. Pois este mesmo senhor veio ao Brasil, oficialmente, para uma conferência sobre minerais críticos. Daí, os advogados do Bolsonaro aproveitaram e pediram a Xandão que autorizasse Beattie a visitar o ex-mito na Papudinha. Mas note que foram os advogados de Bolsonaro. Não o Darren. Xandão autorizou para um dia que Darren não estaria mais aqui. Além disso, o Itamaraty melou o rolê e explicou que visitar Bolsonaro nunca constou da agenda oficial do gringo e que a embaixada só foi atrás de reuniões diplomáticas em Brasília depois de ser questionada.

    Azedou o pé do frango e Xandão revogou tudo. O homem que quer sancionar Xandão foi barrado pelo próprio Xandão. Quer roteiro melhor? O chanceler ainda lembrou ao STF que visitas de funcionários estrangeiros a ex-presidentes presos em ano eleitoral podem configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

    O STF no chão da pesquisa
    A Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 6 e 9 de março e o resultado não é para os fracos, darling. A confiança no Supremo caiu de 50% para 43% desde agosto. A desconfiança subiu para 49%. Sete pontos em menos de sete meses. 72% concordam que o Supremo tem poder demais. 59% acham que há aliança entre a Corte e o governo Lula. 66% dizem que é importante votar em senadores favoráveis ao impeachment de ministros supremos. E 40% acham que o escândalo do Banco Master afetou “todos eles” — Supremo, governo, Congresso, Banco Central.

    Elon x Xandão, again
    Musk Siberiano respondeu a uma publicação de Glenn Greenwald sobre as ligações de Xandão com o banqueiro das festinhas de Trancoso e disse que a prisão do ministro supremo “está a caminho”. O Elon agora manda na Justiça brasileira? Mas só para lembrar do que Glenn estava falando: a PF detectou mensagens de WhatsApp trocadas entre Vorcaro e Xandão justamente no dia 17 de novembro de 2025, quando a primeira ordem de prisão contra o banqueiro foi cumprida. Moraes disse que as mensagens não foram para o telefone dele. O código-fonte do programa da PF põe em xeque essa versão, segundo o Estadão.

    Déjà vu na bomba de gasolina
    E o Lula, hein? Que anunciou hoje um pacote para zerar imposto sobre o diesel até o fim do ano, a um custo de R$ 20 bilhões, mais um subsídio de até R$ 10 bilhões para produtores e importadores. Mas ele prometeu arrecadar esses 30 bi cobrando 12% de imposto sobre a exportação de petróleo. Ahh, bom!

    E qual o principal medo do governo? Greve de caminhoneiros, darling. Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, lá em 2022, Bolsonaro fez quase a mesma coisa por conta de toda a treta da invasão da Ucrânia pela Rússia, que fez o barril do petróleo ficar acima dos US$ 100, em pleno ano eleitoral. Dessa vez é a guerra no Irã, e o barril já está acima dos US$ 100, também em pleno ano eleitoral.

    Fernandinho Cabelo, aliás, recomendou a Lula que não fizesse nada drástico; pelo visto não adiantou nada.

    E essa aqui?
    O suplente do Alcolumbre foi flagrado pela Polícia Federal tirando R$ 350 mil em cash do banco e entrando num carro de uma empresa que pertence a primos do nosso Davi. Segundo o Lauro Jardim, o relatório do flagra está numa investigação que apura fraudes no Dnit.

    Tebet vai pro Senado
    Simone Tebet, nossa She-Ra do Pantanal, confirmou que vai disputar o Senado por São Paulo a pedido de Lula — e também do Sr. Mi Alckmin, que fez o mesmo apelo. Ela deve deixar o Ministério do Planejamento até o fim de março. Bruno Moretti, da Casa Civil, assume a cadeira.

    No Datafolha desta semana, em cenário sem Haddad, Tebet aparece com 25% das intenções de voto ao Senado em SP, atrás de Alckmin (31%). Marina Silva, Márcio França e Boulos aparecem logo atrás.

    O MDB dela apoia o Tarcísio em São Paulo, então ela deve pular para o PSB. “Política é missão”, disse ela.

    O Sidônio que lute! E nós vamos dormir, BRASEW!

    (TRPCE)

  54. Miguel José Teixeira

    “Banco Master e os podres poderes patriarcais”
    – O que une todos neste caso não são as convicções políticas, mas o fato de serem homens.
    – Recebi de uma Nobel da Paz apoio necessário para internacionalizar as investigações.
    (Djamila Ribeiro (*), FSP, 12/03/26)

    Reveladas fraudes bilionárias em fundos de pensão, orgias com garotas de programa estrangeiras e contratação de um sicário, a situação do Banco Master ganhou ares de escárnio.

    Talvez alguns homens consigam escapar de serem expostos por seus envolvimentos com o banqueiro. Todavia isso parece improvável, sobretudo no caso de autoridades que ocupam chefias de instituições e que se esbaldaram em eventos grotescos que vêm sendo revelados dia após dia.

    Somente nesta última semana chamou atenção a tentativa de explicação sobre os serviços advocatícios supostamente prestados pela advogada Viviane Barci e seus filhos ao Banco Master.

    Foram três meses de silêncio desde que a jornalista Malu Gaspar revelou o contrato de R$ 129 milhões. Foi o “escândalo original” do Master —aquilo que chamou todas as atenções desde o princípio—, pois Viviane e os filhos do casal formam uma família com o ministro Alexandre de Moraes, o Xandão. Além do valor faraônico estipulado, a prestação de serviço não consegue ser demonstrada à altura da quantia multimilionária.

    Nesta semana, a coluna de Mônica Bergamo (1) publicou nota do escritório, instado a vir a público depois de muita pressão. Barci listou dezenas de reuniões na sede do banco, pareceres internos e um abstrato serviço de “compliance” —que, à luz do caso Master, revelou-se um fiasco retumbante.

    Mais que falho, o serviço de compliance é questionável. Como trouxe Lauro Jardim em sua coluna, o plano de compliance apresenta potencial plágio e uso de IA acima de 70%. Trata-se de mais um “caso isolado” da meritocracia à brasileira que vigora neste país do patrimonialismo desde sempre. E é cada vez mais concreta a hipótese de que o serviço jurídico tenha sido de fachada.

    Vale lembrar que o arquivamento relâmpago (2) da investigação sobre a natureza do contrato por Paulo Gonet, procurador-geral da República — a quem caberia apurar os fatos em nome da sociedade —, foi na contramão de suas atribuições. Seria, em si, inexplicável. Contudo, a reportada amizade de longa data entre ele e o ministro ajuda a entender o porquê de o flagrante ter ido para sua gaveta.

    Nas redes sociais, o público polarizado se digladia sobre uma premissa falsa. Em qualquer notícia, alguém logo afirma, “o Master é da direita!”, enquanto outra pessoa responde, “é da esquerda!”. Ambos listam políticos implicados e, por essa linha de raciocínio, ambos acabam corretos. Contudo, a falsidade da premissa é a seguinte: o que os une não são suas convicções políticas ou religiosas, mas o fato de serem homens.

    Em reportagem desta semana, o portal Poder360 revelou uma das tantas festas promovidas por Daniel Vorcaro para autoridades, pagas com dinheiro de aposentados. Foram incríveis R$ 3 milhões por duas horas de degustação de uísque em um “clube de cavalheiros” em Londres.

    Entre os presentes estariam os ministros Alexandre de Moraes e seu amigo Gonet, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro Dias Toffoli, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski (cujo escritório da família também advogava para o banco), o ministro do STJ Benedito Gonçalves, além do banqueiro corruptor e de seu advogado, entre outros convidados.

    A legislação brasileira criminaliza a conduta de quem aceita vantagem indevida oferecida em razão da função pública exercida. Além dos R$ 3 milhões investidos e usufruídos em uísque (3) e “entretenimento” (precisamos saber se havia garotas de programa no clube, hipótese incômoda pela ausência reportada de autoridades mulheres na esbórnia), cada um levou para casa uma garrafa de uísque de presente.

    Há algumas semanas venho escrevendo (4) sobre a prevaricação da Polícia Federal em não investigar as condições materiais de garotas de programa estrangeiras em orgias promovidas pelo banqueiro e autoridades no Brasil. Hoje, vendo a presença revelada do chefe da instituição na “degustação”, entendo as razões da omissão e negligência.

    Compreender a omissão, contudo, não significa aceitá-la. Estive em Amsterdã a convite da prefeita Femke Halsema para um evento relacionado ao 8 de Março. Dividi um painel com a advogada ucraniana Oleksandra Matviichuk, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2022.

    Além de denunciar o caso Master em minha fala, entreguei a ela um relatório com um resumo da situação, destacando a omissão das autoridades brasileiras na averiguação de potenciais crimes de tráfico humano para exploração sexual de mulheres vindas de países em situação de guerra.

    Recebi de Oleksandra o apoio necessário para internacionalizar as investigações, visto que já não há como confiar nas instituições brasileiras responsáveis por apurar, acusar e julgar o episódio.

    (*) Mestre em filosofia política pela Unifesp e coordenadora da coleção de livros Feminismos Plurais

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/djamila-ribeiro/2026/03/banco-master-e-os-podres-poderes-patriarcais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Mulher de Moraes quebra o silêncio e divulga detalhes do contrato com o Master”
    – Escritório de Viviane Barci de Moraes receberia R$ 129 milhões em três anos.
    – Banca diz que realizou 94 reuniões, fez 36 pareceres sobre diversos temas e contratou outros três escritórios para integrar equipe de trabalho.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/03/mulher-de-moraes-quebra-o-silencio-e-divulga-detalhes-do-contrato-com-o-master.shtml

    (2) “Gonet afirma não ver ilicitude em contrato do Master com escritório de familiares de Moraes”
    – Procurador-geral se manifesta pelo arquivamento de pedido de investigação contra ministro.
    – Representante do MPF diz também não ter identificado base probatória para sustentar a acusação de que magistrado atuou na defesa de interesses do banco.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/gonet-afirma-nao-ver-ilicitude-em-contrato-do-master-com-escritorio-de-familiares-de-moraes.shtml

    (3) “Moraes, Vorcaro e Andrei degustaram Macallan juntos em Londres”
    – Encontro foi no exclusivo George Club em 25 de abril de 2024 e teve mais autoridades brasileiras; evento teve custo de US$ 600 mil e Banco Master foi patrocinador…
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-justica/moraes-vorcaro-e-andrei-degustaram-macallan-juntos-em-londres/

    (4) “Caso Banco Master: entre o escárnio e o silêncio”
    – Investigações sobre orgias desumanizam as mulheres.
    – PF e Judiciário têm o dever de analisar material audiovisual desses encontros.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/djamila-ribeiro/2026/02/caso-banco-master-entre-o-escarnio-e-o-silencio.shtml

  55. Miguel José Teixeira

    “Cony aos incríveis 100”
    – Ele via a morte como uma pândega. O homem que se dizia terminal parecia cada vez mais inaugural.
    – Ativo até o fim, aos 92 anos, Cony seria o primeiro a desmoralizar o seu próprio centenário.
    (Ruy Castro, FSP, 12/03/26)

    Já contei esta história. Em 2012, coordenando um ciclo no Sesi, em São Paulo, sobre o centenário de Nelson Rodrigues, convidei Carlos Heitor Cony (*) a participar de um dos debates. Cony, com 86 anos, tinha um câncer linfático crônico, cujo tratamento lhe provocava um enfraquecimento que o obrigava à cadeira de rodas. Mas sua cabeça continuava atilada, surpreendente e com a molecagem intacta. Aceitou e tomou o avião no Santos-Dumont.

    Ao chegar de carro ao prédio da avenida Paulista, onde se daria o debate, Cony foi recebido na garagem pelas moças da produção. Elas o observaram ser descido a custo do veículo e colocado na cadeira de rodas. Uma delas perguntou, aflita: “Está tudo bem, Dr. Cony?”. E Cony, grave, quase tumular: “Não passo desta noite”.

    Deu-se um alarido. Elas acreditaram e acharam que ele podia morrer ali mesmo, na porta dos elevadores, ou no meio do evento. Uma quase começou a chorar. Tive de me meter e dizer que Cony estava brincando, que estava ótimo, nada aconteceria. E, de fato, não só nada aconteceu como Cony roubou a noite na mesa do debate, usando Nelson Rodrigues como pretexto para falar de jornalismo, censura, coragem, liberdade de opinião —o que, de certa forma, era a história dele próprio.

    Cony parecia ver a morte como uma pândega. Em começos dos anos 90, recém-saído de um câncer de próstata mais do que resolvido, ele às vezes aparteava a si próprio para dizer: “Você sabe, Ruy. Sou um homem terminal”. Minha ignorância a respeito de câncer me fazia achar que ele estava falando sério. Mas os anos se passavam e o homem terminal parecia cada vez mais inaugural. Em 1995, seu romance “Quase Memória”, o primeiro em mais de 20 anos de silêncio no gênero, devolveu-o com estrondo à literatura e o fez atravessar, vivíssimo, as muitas noites de que dizia que “não passaria”.

    Cony morreu em 2018, às vésperas dos 92 anos, ativo até demais. Custo a crer que, neste sábado (14), ele faria 100. Por um motivo: Cony seria o primeiro a desmoralizar o seu próprio centenário.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/03/cony-aos-incriveis-100.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (*) “Carlos Heitor Cony defendeu a emoção no jornalismo ao lamentar morte de sua cadela”
    – ‘Quando um cara tem coragem de gritar que está sofrendo, fatalmente encontra alguém que o compreende’, escreveu.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/12/carlos-heitor-cony-defendeu-a-emocao-no-jornalismo-ao-lamentar-morte-de-sua-cadela.shtml

  56. Miguel José Teixeira

    “Lula passa recibo e ajuda Flávio”
    – Faltou pensamento estratégico no primeiro lance da mudança de tática no tratamento dado ao rival.
    – De graça, senador ganhou a prerrogativa de pautar por onde anda ou deixa de andar o presidente.
    (Dora Kramer, FSP, 12/03/26)

    O time do presidente levou um susto quando viu Flávio Bolsonaro (PL) subir nas pesquisas (1) e compartilhar com Luiz Inácio da Silva (PT) o favoritismo nas intenções de votos a serem efetivados (ou não) em outubro próximo.

    Daí divulgou-se que haveria mudança de estratégia na campanha à reeleição de Lula, com ofensiva pesada sobre o adversário até então menosprezado. A julgar pelo primeiro lance de reação direta contra o senador, falta pensamento estratégico nessa investida.

    Em favor dos conselheiros, consta ter sido ideia de Lula cancelar de última hora (2) a ida ao Chile para a cerimônia de posse de José Antonio Kast (3) porque Flávio estava na lista de convidados. Do desprezo passou a dar ao rival lugar de honra em sua agenda. De graça, o senador ganhou a prerrogativa (4) de pautar os passos do presidente da República.

    Lula iria na condição de chefe de Estado, figura de destaque na cena principal da solenidade, com direito a reunião bilateral com o empossado. Ao oponente, por mais identidade ideológica que tenha com o dono da festa, estaria reservado um papel secundário.

    Inevitável a impressão de que o presidente brasileiro fugiu da raia, e numa conjuntura em que estaria mais bem colocado. De modo desnecessário fez uma desfeita, cometeu uma descortesia diplomática, submeteu um ato de governo à lógica político-eleitoral e mais uma vez mostrou como deixa o clima de campanha contaminar o exercício da Presidência.

    Se acreditou mostrar-se superior ao não frequentar o mesmo evento que o adversário, Lula errou na avaliação, pois criou uma situação de paridade. O episódio pode parecer desimportante, mas ganha relevância se examinado no contexto do plano para dar combate ao primogênito do ex-presidente.

    O espectro do pai, Jair, até há pouco interessou a Lula como contraponto de palanque. O desempenho inicial de Flávio, no entanto, mostrou que o sobrenome, em vez de representar um passivo, pode ser um ativo a exigir expertise estratégica mais elaborada do Palácio do Planalto.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/03/lula-passa-recibo-e-ajuda-flavio.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Lula empata com Flávio e Tarcísio no 2º turno, aponta pesquisa Meio Ideia”
    – Presidente lidera todos os cenários de primeiro turno.
    – Na avaliação geral do governo, 45,3% classificam a gestão como ruim ou péssima, e 34,6% como ótima ou boa.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/lula-empata-com-flavio-e-tarcisio-no-2o-turno-aponta-pesquisa-meio-ideia.shtml

    (2) “Lula cancela ida a posse de Kast no Chile após Flávio confirmar presença”
    – Presença do presidente foi requisitada pelo líder eleito após encontro amistoso no Panamá, em janeiro.
    – Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, vai representar o governo brasileiro.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/03/lula-cancela-ida-a-posse-de-kast-no-chile-apos-flavio-confirmar-presenca.shtml

    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/jose-antonio-kast/

    (4) “Lula foi pequeno ao não vir ao Chile, diz Flávio Bolsonaro”
    – Senador foi ao país para a posse do direitista José Antonio Kast.
    – Flávio afirmou também que petista coloca questão pessoal acima dos interesses brasileiros.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2026/03/lula-foi-pequeno-ao-nao-vir-ao-chile-diz-flavio-bolsonaro.shtml

  57. Miguel José Teixeira

    “A igreja Universal e o aluguel de nove estádios para dar um recado dos evangélicos a Lula e ao PT”
    (Thiago Prado, Editor de Política e Brasil de O Globo, 12/03/26)

    Preterida até o momento pelo presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL) nas negociações sobre as eleições, a Igreja Universal do Reino de Deus dará uma inédita demonstração de força na Sexta-feira da Paixão, em 3 de abril. A denominação fundada pelo bispo Edir Macedo (1) fechou o aluguel de nove estádios de futebol pelo Brasil para o evento “Família ao Pé da Cruz”: o Maracanã (RJ), a Neo Química Arena (SP), o Pacaembu (SP), o Mané Garrincha (DF), a Arena do Grêmio (RS), a Fonte Nova (BA), o Independência (MG), o Mangueirão (PA) e o Albertão (PI). A ideia é lotar as arenas, fazer a tradicional celebração às vésperas da Páscoa, mas também passar uma mensagem de força da única igreja brasileira dona de um partido — o Republicanos, comandado pelo deputado federal e bispo licenciado, Marcos Pereira.

    Quem está dando caráter político ao evento é o bispo Renato Cardoso, genro de Macedo e apontado como seu sucessor no futuro. Em um vídeo gravado para as redes sociais, Cardoso chama o evento de “a maior lata de conservas da família”. A expressão irônica tem como referência a ala “Família em Conserva” do desfile da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou Lula na Sapucaí fazendo sátira com símbolos conservadores (2). Embora os dados do Datafolha desta semana tenham minimizado o impacto desta ala na popularidade do petista (apenas 17% dos eleitores se sentiram ofendidos), líderes evangélicos continuam usando o fato para desgastar o Planalto. A Quaest apontou na última quarta-feira que 61% dos evangélicos desaprovam o governo Lula contra 33% que aprovam.

    Embora tenha uma orientação mais à direita que à esquerda, o Republicanos anda incomodado com os dois lados. Tanto o PT quanto o PL têm tratado como prioridade a atração de outras siglas do Centrão. Enquanto Flávio foca em uma aliança com a federação União Brasil e PP e cogita dar a vice para Romeu Zema, do Novo ou Ratinho Jr. do PSD, o Planalto tenta trazer o MDB para a chapa presidencial. Além disso, no Rio, o berço da Universal, a igreja também foi colocada em segundo plano. O prefeito Eduardo Paes (PSD) e o secretário das Cidades, Douglas Ruas (PL), pré-candidatos ao Palácio Guanabara, anunciaram chapas com candidatos a vice e ao Senado sem contemplar o Republicanos nas vagas (3).

    Historicamente, alugar estádios para eventos é uma prática comum das igrejas evangélicas -— o que ninguém havia feito até hoje é reservar tantos ao mesmo tempo. E isso vai custar caro para a Universal. Em São Paulo, por exemplo, o Corinthians, dono da Neo Química Arena, cobrou R$ 2,9 milhões da Igreja Batista Lagoinha em dezembro para fazer um show gospel no seu estádio. Um mês depois foi a vez da 5F Church, da Apóstola americana Kathryn Krick, alugar o Pacaembu. O estádio, agora privatizado, cobra R$ 1,25 milhão para quem quer fazer um evento usando o seu gramado.

    Historicamente também, governos usam dinheiro público para ajudar a bancar essas festas religiosas. O evento da Lagoinha em dezembro na Neo Química Arena teve aporte de R$ 4 milhões da prefeitura de São Paulo, comandada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). O governador do Rio, Cláudio Castro, está colocando R$ 5 milhões como patrocínio para a Universal alugar e montar toda a estrutura do “Família ao Pé da Cruz”, em abril (4).

    A relação de Lula com a Universal já passou por várias idas e vindas. No fim dos anos 80 e durante a década seguinte, Macedo chamou o petista de “demônio” e usou edições da “Folha Universal”, o seu jornal, para tentar colar a imagem do hoje presidente ao candomblé, religião que a igreja frequentemente ataca. Nos anos 2000, o bispo se aproximou do PT a ponto de apoiar, não só o Lula, mas também as duas eleições da ex-presidente Dilma Rousseff (2010 e 2014). Embora tenha apoiado Jair Bolsonaro, em 2018 e 2022 e seja o partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o Republicanos garantiu espaço na Esplanada com o Ministério dos Portos e Aeroportos. Hoje, está no radar do partido manter-se neutro no primeiro turno e focar nas disputas nos estados. Além de Tarcísio, o senador Cleitinho Azevedo é o favorito para vencer a corrida eleitoral em Minas Gerais (5).

    No Rio, o horizonte é mais indefinido. O partido ameaça uma candidatura própria, mas com muitas dificuldades de se viabilizar. O ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho Carneiro, anunciou essa semana que é pré-candidato a governador (6). Além disso, o Republicanos mantém conversas com o psiquiatra e influenciador digital Ítalo Marsili, que define esse mês a sua filiação para concorrer ou ao Palácio Guanabara ou ao Senado. Ele também tem convites do Novo, do Avante e do DC.

    Há uma potencial guerra programada para acontecer dentro da igreja nos próximos meses. O ex-prefeito do Rio e deputado federal Marcelo Crivella quer voltar a ser senador. Ele, que é sobrinho do bispo Edir Macedo, está com a pré-campanha na rua. Tornou-se um bolsonarista de carteirinha, defendendo a anistia aos presos do 8 de janeiro dia sim, dia não (no mês passado, participou da caminhada que o deputado Nikolas Ferreira fez em Brasília). O ponto é que Marcos Pereira e a cúpula política da Universal não desejam vê-lo candidato ao Senado. Querem que ele mais uma vez seja puxador de votos para a Câmara dos Deputados. Só falta avisá-lo.

    (TRPCE)

    (1) “Líder da Universal, Edir Macedo critica Lula: ‘Não deu nada à Igreja'”
    – Em vídeo divulgado em suas redes, líder religioso afirmou que o petista lhe “deve” por ter rezado por ele quando Lula estava com câncer.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/sonar-a-escuta-das-redes/post/2023/03/lider-da-universal-edir-macedo-critica-lula-nao-deu-nada-a-igreja.ghtml?utm_source=edg_newsletter_assinantes&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newspolitica

    (2) “MPRJ abre inquérito para investigar possível discriminação contra evangélicos em ala da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí”
    – Promotoria apura se representação de “neoconservadores em conserva”, com personagens dentro de latas e associação a defensores da ditadura militar, ultrapassou limites entre liberdade artística e tolerância religiosa.
    +em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/03/12/mprj-abre-inquerito-para-investigar-possivel-discriminacao-contra-evangelicos-em-ala-da-academicos-de-niteroi-na-sapucai.ghtml?utm_source=edg_newsletter_assinantes&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newspolitica

    (3) “Chapa ancorada na Baixada amplia força de Douglas Ruas na corrida pelo governo do Rio”
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/03/chapa-ancorada-na-baixada-amplia-forca-de-douglas-ruas-na-corrida-pelo-governo-do-rio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_assinantes&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newspolitica

    (4) “Evento da Igreja Universal, no Maracanã, receberá R$ 5 milhões do Estado do Rio”
    – Saiu essa semana no Diário Oficial o patrocínio oferecido pelo governo de Cláudio Castro.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/ancelmo-gois/post/2026/02/evento-da-igreja-universal-no-maracana-recebera-r-5-milhoes-do-estado-do-rio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_assinantes&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newspolitica

    (5) “De olho no governo de Minas, Cleitinho acena ao PL e ‘lança’ vereador para o Senado”
    – Senador afirmou que Vile (PL) seria um “excelente parlamentar” e disse que fará convite a ele, tendo em vista as eleições do ano que vem.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/05/15/de-olho-no-governo-de-minas-cleitinho-acena-ao-pl-e-lanca-vereador-para-o-senado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_assinantes&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newspolitica

    (6) “Waguinho anuncia pré-candidatura ao governo do Rio e quer dar palanque a Lula”
    – Ex-prefeito de Belford Roxo é aliado do petista desde 2022, quando o apoiou na disputa à Presidência.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/waguinho-anuncia-pre-candidatura-ao-governo-do-rio-e-quer-dar-palanque-a-lula.ghtml?utm_source=edg_newsletter_assinantes&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newspolitica

  58. Miguel José Teixeira

    “Lula mostra que não vai brincar com eleição e age rápido para conter preço do diesel”
    – Ao anunciar medidas para conter os impactos da alta do petróleo nos preços do diesel, o governo Luiz Inácio Lula da Silva deixa claro que não vai brincar em serviço com as chances de reeleição.
    (Por Fabio Graner — Brasília, O Globo, 12/03/26)
    . . .
    “Lula age rapidamente para conter a alta do diesel em meio a tensões internacionais, demonstrando foco na reeleição. Inspirado por medidas do governo Bolsonaro, o plano inclui redução de impostos e subsídios, compensados por um imposto de exportação que gerará R$ 15,6 bilhões. O governo busca equilibrar a inflação e manter a popularidade, enquanto o Banco Central avalia mudanças na taxa de juros.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/fabio-graner/noticia/2026/03/12/lula-mostra-que-nao-vai-brincar-com-eleicao-e-age-rapido-para-conter-preco-do-diesel.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  59. Miguel José Teixeira

    “As respostas de Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e André Mendonça sobre cachês de palestras”
    Por Rafael Moraes Moura — Brasília, no Blog da Malu Gaspar, 12/03/26)

    Dois dos maiores defensores da criação de um Código de Ética no Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia informaram ao blog que não cobram cachê por participação em palestras e seminários. A resposta foi enviada via Lei de Acesso à Informação (LAI), após a equipe da coluna questionar cada um dos 10 integrantes do STF sobre o tema.

    Um dos maiores opositores à implantação da medida, o ministro Gilmar Mendes alegou que “observa todas as normas éticas da magistratura e não recebe quaisquer benefícios ou vantagens que possam comprometer sua independência funcional”, mas se recusou a informar os valores dos cachês.
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/03/as-respostas-de-fachin-carmen-lucia-gilmar-mendes-e-andre-mendonca-sobre-caches-de-palestras.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  60. Miguel José Teixeira

    “Cresce a pressão para STF libertar Vorcaro”
    (Por Lauro Jardim, O Globo, 12/03/26)

    Subiu muitos degraus a pressão para que a Segunda Turma do STF decida por soltar Daniel Vorcaro no julgamento que começa nesta sexta-feira no plenário virtual. Pressão oriunda de políticos influentes a magistrados idem.

    Com a desistência de Dias Toffoli de participar da sessão, “por motivo de foro íntimo”, serão quatro os ministros aptos a votar: André Mendonça, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Nunes Marques.

    Os votos de Mendonça e Fux serão pela manutenção da prisão preventiva. Gilmar e Nunes Marques se apresentam como incógnitas. Se o resultado for um empate, Vorcaro irá para casa — livre, leve e solto

    Na decisão que prendeu Vorcaro, Mendonça anotou:

    “As investigações também apontam que o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro (…) Ainda em relação a esse núcleo específico, identificou-se a emissão de ordens diretas de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da justiça. Quanto a esse último aspecto, foram identificados registros indicando que Daniel Bueno Vorcaro teve acesso prévio a informações relacionadas à realização de diligências investigativas, tendo realizado anotações e comunicações relativas a autoridades e procedimentos associados às investigações em andamento.”

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/03/cresce-a-pressao-para-stf-libertar-vorcaro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

  61. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 12/03/26)

    REAÇÃO À GUERRA

    O governo anunciou medidas para conter efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio: vai zerar alíquotas (*) de PIS/Cofins sobre o diesel, pagar subvenção (**) a produtores e importadores do insumo e criar um imposto (***) de 12% sobre a exportação de petróleo e de 50% sobre o diesel. Para evitar aumentos abusivos para os consumidores, o governo pretende ampliar a fiscalização (****) dos postos de combustíveis.
    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/03/12/governo-vai-zerar-pis-e-cofins-do-diesel-para-segurar-preco-por-causa-da-guerra.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/03/12/governo-anuncia-pagamento-a-produtores-e-importadores-de-diesel-e-aumenta-imposto-de-exportacao-para-conter-precos-pela-guerra-no-ira.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/03/12/governo-cria-aliquota-de-12percent-sobre-exportacao-de-petroleo-e-de-50percent-para-diesel-para-conter-alta-dos-combustiveis.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (****) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/03/12/governo-pretende-fiscalizar-aumentos-abusivos-no-preco-do-diesel.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    ► O ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou que os decretos não vão interferir na política de preços da Petrobras. O barril de petróleo voltou ao patamar de US$ 100 após ameaça do Irã de ampliar o conflito.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/03/12/petroleo-e-dolar-sobem-com-novos-ataques-do-ira-a-embarcacoes-no-golfo-persico-bolsas-em-queda.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  62. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 12/03/26)

    NA BOCA DO CAIXA

    A Polícia Federal flagrou Breno Chaves Pinto (*), segundo suplente de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, deixando uma agência bancária com R$ 350 mil em espécie (**). Ato contínuo, o empresário entrou em um carro de empresa que pertence a primos do senador. O monitoramento começou após um alerta do Coaf. Alcolumbre afirma não ter “relação empresarial” com Chaves Pinto.
    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/quem-e-breno-chaves-pinto-suplente-de-alcolumbre-e-alvo-de-operacao-da-pf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/pf-flagra-segundo-suplente-de-alcolumbre-sacando-r-350-mil-durante-investigacao-sobre-desvios-no-dnit.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  63. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 12/03/26)

    O NOVO LÍDER

    Em sua primeira mensagem como líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei afirmou que o Estreito de Ormuz, vital para o tráfego internacional do petróleo, seguirá bloqueado (*). Sucessor do pai na liderança do país, Mojtaba pediu que os iranianos resistam à ofensiva dos EUA e de Israel e mencionou a abertura de novas frentes de confronto (**). Após o pronunciamento, as forças iranianas anunciaram ataques contra Tel Aviv (***), em Israel.
    (*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/12/estreito-de-ormuz-seguira-bloqueado-diz-novo-aiatola-do-ira-em-primeiro-pronunciamento.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/12/mojtaba-khamenei-novo-lider-do-ira-diz-estudar-abertura-de-novas-frentes-de-guerra-contra-inimigos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/12/apos-pronunciamento-ira-anuncia-novos-ataques-a-tel-aviv-sob-o-lema-atendemos-ao-chamado-o-khamenei.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    ► Contrariando declarações de Donald Trump, a inteligência dos EUA indica que o regime iraniano não corre risco de colapso em um futuro próximo.
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/12/inteligencia-dos-eua-nao-avalia-que-regime-iraniano-esteja-prestes-a-cair-diz-agencia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    ► O Itamaraty negocia com Catar, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita a abertura de rotas terrestres para retirar brasileiros das áreas de conflito.
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/12/itamaraty-negocia-rotas-terrestres-para-retirada-de-brasileiros-no-oriente-medio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  64. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 12/03/26)

    EFEITO MASTER

    Advogados do principal líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, pedirão à Justiça uma extensão de benefício concedido ao banqueiro Daniel Vorcaro , do Banco Master: que suas visitas no sistema penitenciário federal não sejam gravadas. A defesa cita como precedente a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A Secretaria Nacional de Políticas Públicas afirma que o benefício gera riscos ao modelo de segurança das unidades prisionais.
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/03/12/defesa-de-marcola-cita-decisao-do-stf-sobre-vorcaro-e-pede-que-visitas-em-presidio-federal-nao-sejam-gravadas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    ► O ministro Cristiano Zanin rejeitou pedido (*) para que o STF obrigue a Câmara a instalar uma CPI do Master. Há cinco iniciativas no Congresso que tentam criar uma comissão sobre fraudes na instituição de Vorcaro.
    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/zanin-nega-pedido-para-stf-obrigar-camara-a-instalar-cpi-do-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/pt-apresenta-quinto-pedido-de-cpi-para-investigar-caso-master-e-ve-como-inevitavel-prosseguimento-de-alguma-apuracao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    ► A CPI do INSS aprovou a convocação de Martha Graeff, a ex-namorada de Vorcaro, e Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/cpi-do-inss-aprova-convocacao-de-cunhado-e-ex-namorada-de-vorcaro-e-diretores-do-banco-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  65. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 12/03/26)

    MOVIMENTOS ELEITORAIS

    O senador Flávio Bolsonaro (PL) tenta atrair o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), oferecendo a vaga de vice em sua chapa presidencial, além de um ministério em eventual governo. Ratinho resiste, e o PL ameaça romper a aliança no estado.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/ofensiva-de-campanha-de-flavio-por-apoio-de-ratinho-jr-com-vaga-de-vice-gera-resistencia-e-abala-alianca-no-parana.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    ► A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), confirmou a candidatura ao Senado por São Paulo, atendendo a um pedido do presidente Lula. Ela deve mudar de partido — o PSB é o favorito — e formar uma chapa com Fernando Haddad (PT), que disputará o governo estadual.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/simone-tebet-confirma-candidatura-ao-senado-por-sao-paulo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    ► O governador Cláudio Castro sancionou as regras de uma eventual eleição indireta (*) para um “mandato-tampão” no Palácio da Guanabara. O PSD, do prefeito Eduardo Paes, vai à Justiça questionar a regulamentação.
    (*) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/03/12/mandato-tampao-de-governador-regras-da-eleicao-indireta-sao-definidas-por-lei-sancionada-confira.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/psd-vai-judicializar-lei-sancionada-por-castro-para-regulamentar-eleicao-indireta-no-rio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  66. Miguel José Teixeira

    “Somos suspeitos.
    De um crime perfeito.
    Mas crimes perfeitos.
    Não deixam suspeitos.”
    (Humberto Gessinger)

    “O suspeito Dias Toffoli”
    – Demora de mais de três meses para assumir suspeição faz questionar se os ministros merecem a prerrogativa de decidir em que casos atuar.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 12/03/26)

    Dias Toffoli (foto) levou pouco mais de três meses para admitir o que o Brasil inteiro já sabia: ele é suspeito (1) para atuar no Supremo Tribunal Federal (STF) em processos que dizem respeito ao Banco Master, com o qual a empresa Maridt, de que o ministro é sócio, fez negócios.

    Toffoli alegou “motivo de foro íntimo” para não participar dos julgamentos sobre a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Master, e o pedido de instalação da CPI do Banco Master.

    O ministro não detalhou o motivo, o que é um prerrogativa dos juízes do STF, e fez questão de destacar em seu despacho que “foram definitivamente afastadas, por decisão transitada em julgado, quaisquer hipóteses de suspeição ou de impedimento da minha atuação nos processos da chamada ‘Operação Compliance Zero’”, reproduzindo a nota do STF na qual os colegas o eximiram de impedimento para atuar no caso e, ao mesmo tempo, anunciaram que ele deixava a relatoria.

    Suspeitos
    É bom — e histórico — que Toffoli se declare impedido, ainda que não deixe o motivo claro.

    Mas o fato de fazê-lo apenas meses depois de desgate pessoal e para o tribunal reforça as desconfianças de que os ministros do STF não têm se comportado da forma como deveriam, e nos levar a cogitar que talvez eles não mereçam a prerrogativa de decidir em que casos atuar.

    O decano Gilmar Mendes manteve Ednaldo Rodrigues no cargo de presidente da CBF enquanto seu instituto, IDP, tinha contrato com a confederação esportiva (2).

    Alexandre de Moraes se notabilizou por relatar processos nos quais é vítima, procurador e juiz ao mesmo tempo, e foi defendido pelos colegas.

    Nesta semana, o ministro Flávio Dino, que tem uma rede de relações políticas, concedeu uma liminar ao governo do Piauí (3) após passar o Réveillon com o governador Rafael Fontelles (PT).

    Hoje mesmo, o ministro Cristiano Zanin, ex-advogado pessoal de Lula, despachou para negar o mandado de segurança que pretendia forçar a instalação da CPI do Banco Master.

    Desconfiança
    Todos esses ministros estão imbricados na política nacional, pela forma como são escolhidos, mas também se sentiram muito confortáveis nos últimos anos para frequentar empresários, como Vorcaro, que agora os assombra como protagonista do escândalo do Master.

    O resultado é o pior nível de confiança da população no STF (4) em toda a história, indicado por uma série de institutos de pesquisa.

    Mas como os brasileiros poderiam confiar numa série de ministros suspeitos?

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/o-suspeito-dias-toffoli/)

    (1) “Toffoli se declara suspeito para participar de julgamento da prisão de Vorcaro”
    – Ministro do STF alega ‘foro íntimo’ e se afasta do caso envolvendo o banqueiro.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/toffoli-se-declara-suspeito-para-participar-de-julgamento-da-prisao-de-vorcaro/#google_vignette

    (2) “Gilmar nega conflito de interesses com a CBF”
    – “Neste caso, na verdade, [o IDP] estava organizando e cedendo seu bom prestígio à CBF, e não o contrário”, disse o decano do STF.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/gilmar-nega-conflito-de-interesses-com-a-cbf/#google_vignette

    (3) “Dino concede liminar ao governo do Piauí após passar réveillon com governador”
    – No final do ano passado, o governo do Piauí ingressou no STF com uma ação para tentar travar investigações sobre desvios na saúde.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/apos-reveillon-com-governador-dino-concede-liminar-ao-governo-do-pi/

    (4) “Quaest: 72% acham que o STF tem poder demais”
    – 66% dos entrevistados dizem ser importante votar num candidato ao Senado comprometido com o impeachment de ministros do STF.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/quaest-72-acham-que-o-stf-tem-poder-demais/#google_vignette

    “Pra ser sincero”
    https://www.youtube.com/watch?v=CEJTwStGwOU

  67. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .

    Não foi por acaso que tiraram um exímio corruPTo/corruPTor da cadeia e o colocaram na presidência da República.
    E essa gente volta à carga nos oferecendo como opção, um biltre do mesmo naipe do que já está na lá e tentando reeleger-se.

    Matutando sobre o texto do Herculano. . .

    Postaria apenas a frase: “cada povo tem o governo que merece”.
    Mas, recorri ao Google/IA:

    “A frase “cada povo tem o governo que merece”, atribuída ao pensador francês Joseph de Maistre em 1811, sugere que governantes corruptos ou ineficientes são reflexo da falta de consciência política, alienação ou escolhas dos próprios cidadãos, sendo comum em debates sobre democracia, responsabilidade eleitoral e cultura política.

    Origem: Joseph de Maistre, um crítico da Revolução Francesa e defensor da monarquia, cunhou a frase para indicar que os desmandos políticos serviam como punição ou consequência para um povo que não exercia a virtude ou o voto com responsabilidade.

    Contexto Democrático: A expressão é frequentemente usada no contexto da democracia representativa, onde o voto popular legitima os eleitos. Argumenta-se que, se o povo vota mal, ou se omite (voto em branco/nulo/abstenção), é responsável pelos resultados.

    Responsabilidade Coletiva: A ideia central é que o governo é um espelho da sociedade. Se há corrupção ou incompetência, isso refletiria comportamentos sociais, como a busca por vantagens individuais, a falta de educação cidadã ou a “memória curta” do eleitorado.

    Críticas e Reflexão: Embora sirva como um alerta sobre a importância da cidadania ativa, a frase é criticada por ignorar fatores como manipulação midiática, desigualdade social, sistemas eleitorais viciados ou regimes onde o voto não é livre, o que pode eximir os governantes de suas falhas.

    Em suma, a frase é um convite à responsabilidade coletiva, reforçando que a mudança política começa com a mudança de comportamento e consciência do cidadão.”

    (https://share.google/aimode/i9g9pPic48mSBoNdO)

    Assim sendo,
    em outubro temos o PODER
    de iniciar as mudanças que almejamos!

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