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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXII

Esta ilustração dá, perfeitamente, o tom pelo qual a corrupção cresce, assustadoramente, no Brasil e isso passa por Gaspar e região, e transpassa idade das pessoas – e cada vez, mais jovens metidos neste tipo de crime – a ideologia e os partidos que se dizem de esquerda, direita ou de centro: não há combate mais eficiente se não houver um mecanismo real de proteção a quem denuncia e denunciado, haja transparência no tratamento, apuração, investigação e punição contra a anomalia que se abate sobre o poder público com a participação do privado. Está havendo uma inversão de prioridades. O sistema onde está a corrupção se fortaleceu tanto, que o pária é quem se insurge, denuncia ou se nega participar de todos os esquemas óbvios e complexos de corrupção (by Herculano).

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5 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXII”

  1. Miguel José Teixeira

    Tretas & trutas para o tetra,
    visando usurpar a soberania do seu voto!

    > T&T p/o T 1:

    “Governo libera R$ 18,5 bi para atender 22 setores atingidos pelo tarifaço”
    – Programa reúne R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES para apoiar exportadores afetados pelas tarifas dos EUA…
    (Simone Kafruni e Lara Brito, Poder360, 22/07/26)

    O governo federal lançou nesta 3ª feira (22.jul.2026) o Brasil Soberano 3, nova etapa do programa de crédito para empresas exportadoras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

    A medida provisória destina R$ 18,5 bilhões em financiamentos –R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)– e amplia o alcance das linhas anteriores para incluir empresas atingidas pela Seção 301 da legislação comercial norte-americana, além de permitir a inclusão de novos setores caso outras restrições sejam anunciadas.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/brasil-soberano-3-libera-r-185-bi-para-atender-22-setores/

    >> T&T p/o T 2:

    “Valor liberado para o Brasil Soberano 3 é R$ 2,5 bi abaixo do anterior”
    – Nova MP amplia setores atendidos, inclui tarifa da Seção 301 e prioriza fertilizantes e minerais críticos…
    (

    O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta 4ª feira (22.jul.2026), a 3ª edição do Plano Brasil Soberano com R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos e por conflitos no comércio internacional. Apesar de ampliar o alcance do programa, a nova etapa terá orçamento menor que os R$ 21 bilhões estabelecidos na edição anterior.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/valor-liberado-para-o-brasil-soberano-3-e-r-25-bi-abaixo-do-anterior/?_gl=1*6xurk2*_ga*NjMyMTU2OTY4LjE3NzUyMjgyNDA.*_ga_HGJJJTZ4BN*czE3ODQ3NTI3MDQkbzQ1JGcxJHQxNzg0NzUzMDY2JGo2MCRsMCRoMTU0NzE0MDE5Nw..

    >>> T&T p/o T 3:

    “Ao vivo: Lula sanciona destinação de recursos para o Brasil Soberano”
    – O programa foi criado para oferecer linhas de crédito a empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos…
    (Poder360, 22/07/26)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona o PLV (Projeto de Lei de Conversão) nº 7 de 2026, que destina recursos para linhas de crédito do programa Brasil Soberano. A cerimônia está marcada para as 15h.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/ao-vivo-lula-sanciona-destinacao-de-recursos-para-o-brasil-soberano/

    >>>> T&T p/o T 4:

    “Governo aguarda definição dos EUA sobre tarifa adicional”
    – Executivo espera saber se taxa de 12,5% será aplicada de forma cumulativa com a nova tarifa de 25%…
    (Simone Kafruni, Poder360, 21/07/26)

    O Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) aguarda um novo anúncio dos Estados Unidos sobre a possível aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. As declarações foram dadas em Brasília nesta 3ª feira (21.jul.2026).
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/governo-aguarda-definicao-dos-eua-sobre-tarifa-adicional/

  2. Miguel José Teixeira

    “Nas entrelinhas”

    “Está em curso uma operação de cristianização do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que até agora se mantém como principal candidato de oposição”

    “O fantasma de Cristiano e a sombra de futuro dos líderes de oposição”
    (Luiz Carlos Azedo, em seu Blog no Correio Braziliense, hoje)

    O mineiro Cristiano Machado (1893-1953) era advogado e diplomata quando se aventurou na política na disputa presidencial. Ex-prefeito de Belo Horizonte antes da Revolução de 1930, nas eleições de 1950 seu nome saiu da cartola dos caciques do PSD para enfrentar o candidato da UDN, Eduardo Gomes. Durante a campanha, porém, perdeu o apoio em seu próprio partido e de aliados para a candidatura de Getúlio Vargas. Essa traição recebeu um nome hoje consagrado na política brasileira: “cristianização”.

    Foi uma espécie de conto da carochinha. Em 15 de maio de 1950, reunidos na casa de Cirilo Júnior (presidente do partido), os caciques do PSD indicaram Cristiano à Presidência. O político mineiro ficou de procurar Getúlio Vargas (PTB) e Ademar de Barros (PSP), oferecendo a vice-presidência na chapa. O general Góis Monteiro transmitiria essa escolha ao presidente Eurico Gaspar Dutra. Vargas não fez objeção.

    Entretanto, a ala getulista do PSD do Rio Grande do Sul recusou-se a aceitar a candidatura de Cristiano. Membros do PSP comunicaram que também não apoiariam o nome de Cristiano, já que a candidatura de Vargas seria apoiada por Ademar. Mesmo assim, o nome de Cristiano Machado foi aclamado no dia 9 de junho. A convenção do partido não contou com a presença da maioria dos representantes gaúchos.

    Vargas venceu as eleições de 3 de outubro de 1950 com 3.849.040 votos, grande parte de redutos do PSD. Seus caciques promoveram um processo de esvaziamento eleitoral que ficou conhecido no jargão político como “cristianização”. Com 1.697.193 votos, Cristiano ficou atrás de Eduardo Gomes, que teve apoio de 2.342.384 de eleitores.

    Está em curso uma operação de cristianização do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que até agora se mantém como principal candidato de oposição, graças à força do bolsonarismo nas redes sociais. No mundo político e empresarial, entretanto, Flávio está sendo abandonado; em determinados segmentos evangélicos, também. A tese é de que não será capaz de vencer Lula no segundo turno, e um candidato conservador mais experiente e moderado teria o perfil ideal para derrotar o atual preesidente da República.

    Quem pretende vestir esse figurino é o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que também corre risco de “cristianização”, mas ganhou novo fôlego. A escolha do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente do PSD, para vice reanimou sua candidatura, que busca o apoio do Centrão. Remanescente das eleições de 1989, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Caiado saiu do governo de Goiás com grande aprovação e sempre teve muito trânsito entre lideranças do agronegócio e da área médica mais conservadora.

    Caiado agora disputa o apoio do União Brasil e do Progressistas, de Ciro Nogueira e Arthur Lira, que sempre foram contra a candidatura de Flávio, por achar que não seria páreo para Lula. Com apoio de Kassab, também costeia o alambrado do Progressistas, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado natural de Flávio Bolsonaro, mas que até agora não indicou a vice do candidato do PL.

    Egoístas e altruístas

    Para o neodarwinista Richard Dawkins, autor de Deus, um delírio, somos uma “máquina de sobrevivência” de um gene cujo objetivo é a autorreplicação, isto é, a perpetuação da espécie. No livro O gene egoísta ( Companhia das Letras), ao analisar a reprodução sexuada dos animais, Dawkins buscou uma explicação para a convivência entre o egoísmo dos genes e o altruísmo das espécies: uma espécie de “cluster” biológico garantiria a sobrevivência e replicação de ambos.

    O cuco é uma das espécies mais egoístas: procria, mas não educa os filhos; põe os ovos no ninho de outras aves, aproveitando sua ausência. Quando o danado do cuco nasce, joga os demais ovos para fora do ninho, matando os filhotes legítimos para ser criado no lugar deles. Quando cresce, bate asas e vai embora. A analogia serve para muitos políticos.

    Como no beisebol, na política é muito comum o sujeito achar que o bom rapaz terminará por último. O ardil, a dissimulação, a esperteza e a falta de escrúpulos parecem ser a regra do jogo. Mas a política também exige altruísmo, ou seja, a cooperação com os demais integrantes da espécie para não entrar em extinção. É aí que os bons rapazes podem virar o jogo e acabar em primeiro.

    E a “sombra de futuro”? O conceito é dos militares britânicos, refere-se à estratégia de sobrevivência dos soldados ingleses, franceses e alemães no final da Primeira Guerra Mundial, quando eles começaram a cooperar tacitamente no front, em alguns casos abertamente. Esperavam os políticos e generais acabarem com a guerra. Como eram jovens, tinham uma expectativa de vida civil muito maior do que a deles. Até que ponto Tarcísio e Michelle Bolsonaro querem que Flávio ganhe as eleições? São potenciais candidatos em 1930. Caiado e Kassab estão se movimentando em busca dessa resposta.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/o-fantasma-de-cristiano-e-a-sombra-de-futuro-dos-lideres-de-oposicao/)

  3. Miguel José Teixeira

    “Espere sentado uma condenação do governo Lula ao golpista Ortega”
    – O nicaraguense Daniel Ortega aboliu as eleições no seu país. Não que houvesse eleições limpas na Nicarágua antes de ele abolir as urnas.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 22/07/26)

    O nicaraguense Daniel Ortega aboliu as eleições no seu país.

    “Não haverá mais eleições aqui para que eles (os opositores) tentem tomar o governo e o poder. Os dias em que partidos apoiados pelos ianques (1) e pelos somozistas voltavam ao poder acabaram. Nunca mais”, disse ele, com a cara mais limpa do mundo, na comemoração da Revolução Sandinista de 1979.

    Não que houvesse eleições limpas na Nicarágua antes de Daniel Ortega abolir as urnas. O seu método para vencer era semelhante ao de Nicolás Maduro: colocava a oposição na cadeia e fraudava na contagem de votos.

    Não deixa de ser um clássico latino-americano, assim como Violeta Parra (*).

    Antes de Ortega, foi a vez de o colombiano Gustavo Petro dar o ar da sua graça golpista (2). Ele não aceita a vitória do direitista Aberlado de la Espriella, embora todos os observadores internacionais tenham constatado a lisura do processo eleitoral. Comentei a história no início deste mês (3).

    Como não canso de dizer, e espero que você não canse de ler, a esquerda é intrinsecamente golpista. A democracia sempre lhe foi valor estratégico, nunca universal.

    Os esquerdistas dizem que não é mais assim e coisa e tal, que houve uma conversão quase religiosa à democracia. Na verdade, eles só deixaram de apor ao substantivo “democracia” o adjetivo “burguesa”, porque dava muita bandeira das suas reais intenções. Mas, quando estão no poder, ainda insistem em qualificar-se de “governo popular”, como se fossem os únicos representantes legítimos do povo.

    Lula foi companheiro fraterno de todos esses golpistas da esquerda latino-americana, apoiava essa gente no atacado, e talvez o TSE proíba que isso seja dito pela oposição durante a campanha eleitoral, o que seria apenas outro ato de censura, e censura não cancela a realidade, apenas a ressalta.

    No caso de Daniel Ortega, o chefão petista era tão amigo do sujeito, que, em 2021, em entrevista ao jornal espanhol El País, comparou o golpista nicaraguense (e também o golpista Nicolás Maduro) à ex-chanceler alemã Angela Merkel, à ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e ao ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González.

    ”Posso ser contra (a reeleição de Daniel Ortega), mas não posso interferir nas decisões de um povo. Por que Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder, e Daniel Ortega não? Por que Margaret Thatcher pôde ficar 12 anos no poder, e Chávez não? Por que Felipe González pôde ficar 14 anos no poder?”, teve coragem de dizer o chefão petista.

    De lá para cá, a amizade esfriou, Lula tomou distância higiênica, chegou a ser acusado por Ortega de ser “puxa-saco de ianques’, mas nunca houve rompimento formal entre ambos. Muito convenientemente, Lula sempre prega “moderação” no trato com ditadores do seu espectro ideológico.

    Conversa mole. Para a esquerda, golpe de esquerda é sempre decisão do povo. Espere sentado uma condenação do governo Lula à fala delinquente do companheiro Daniel Ortega.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/espere-sentado-uma-condenacao-do-governo-lula-ao-golpista-ortega)

    (1) “Marco Rubio tem razão: Lula não negociou de boa-fé com os americanos”
    – Marco Rubio pode até ter dado uma piscadela para Flávio Bolsonaro, mas o secretário de Estado americano não está mentindo.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/marco-rubio-tem-razao-lula-nao-negociou-de-boa-fe-com-os-americanos

    (2) “Estamos assistindo ao golpe da Oligarquia dos Poderes”
    – Estou lendo A Oligarquia dos Poderes e a Crise da Democracia, do advogado, professor e acadêmico Joaquim Falcão. Muito instrutivo.
    (Texto abaixo replicado)

    (3) “O exemplo mais fresco da esquerda golpista”
    – A esquerda golpista tem exemplo fresco como peixe de mercado portuário na figura do presidente colombiano Gustavo Petro.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-exemplo-mais-fresco-da-esquerda-golpista

    (*) Violeta del Carmen Parra Sandoval (San Carlos, 4 de outubro de 1917 — Santiago do Chile, 5 de fevereiro de 1967) foi uma cantora, compositora, artista plástica e ceramista chilena, considerada a mais importante folclorista e fundadora da música popular chilena.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Violeta_Parra

    https://www.instagram.com/reel/DHejagvxRDX/

  4. Miguel José Teixeira

    “Estamos assistindo ao golpe da Oligarquia dos Poderes”
    – Estou lendo A Oligarquia dos Poderes e a Crise da Democracia, do advogado, professor e acadêmico Joaquim Falcão. Muito instrutivo.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 21/07/26)

    Estou lendo A Oligarquia dos Poderes e a Crise da Democracia (*), do advogado, professor e acadêmico Joaquim Falcão. Muito instrutivo.

    A tese do livro é a de que a nossa democracia (1), “democracia originária” cujos preceitos foram importados da Europa e dos Estados Unidos por Rui Barbosa para alicerçar a fundação da República, nunca se efetivou de fato.

    Tanto é assim que os períodos autoritários que o país viveu teriam sido muito mais regra do que exceção.

    O quadro atual, no entanto, aponta para uma novidade em relação à clássica apropriação patrimonialista do Estado, dissecada por Raymundo Faoro, em Os Donos do Poder. Nas palavras de Joaquim Falcão:

    “Estamos assistindo à criação, à movimentação de um novo regime político: a Oligarquia dos três Poderes Estatais. Uma espécie de populismo sem líder definido. Como, aliás, no regime militar. A Presidência era de um general, sem carisma, acoplado a um simulacro de eleições. Não se sabia qual general seria. Mas general constitucionalizável seria. Foi uma ditadura de ditadores moventes.

    O jogo principal de hoje é algo peculiar. A oligarquia não vem de fora para o regime atual. Está dentro da crise da Democracia Originária.

    Tanto a Democracia Originária quanto a Oligarquia Estatal são ambas organizações de Estado. E, como tais, ambas têm suas regras e estratégias de sobrevivência. É natural. São iguais, mas diferentes. A Oligarquia Estatal quer sobreviver e avançar. Sem freios nem contrapesos. Sem povo, diria Faoro.”

    O ataque aos freios e contrapesos, que limitam a ação da Oligarquia Estatal, é despudorado, embora sempre calcado na suposta defesa da Democracia Originária.

    Ao ir aos exemplos desse ataque, Joaquim Falcão dedica atenção especial ao que Gilmar Mendes fez em dezembro passado, sem citar o nome do ministro (pergunta retórica: por quê?):

    “Um ministro do Supremo (2) tentou acabar com o direito de os cidadão acionarem os freios e contrapesos no Congresso Nacional contra o Judiciário. Decidiu, monocraticamente, que somente às próprias autoridades a serem controladas fosse concedido o monopólio de denunciar todos os membros do Poder Judiciário, inclusive ministros do Supremo (…) Provavelmente, pretendeu proteger a si mesmo e a alguns ministros diante das denúncias de corrupção que os cercam. É o ‘novo normal’. Os cidadãos representados, inertes, diante da eventual corrupção por parte de muitos dos seus representantes.”

    E Joaquim Falcão conclui:

    “Por essa ambição judicial monocrática proposta, só quem poderia pedir o impeachment seria o procurador-geral da República. Trata-se de evidente tentativa de golpe judicial monocrático contra os cidadãos e o próprio Congresso. A começar pelo simples fato de que, na Democracia Originária, ministro do Supremo não pode propor leis.”

    O auto lança também a hipótese de que poderá haver (se já não há, apesar de certas aparências em contrário) um conluio entre poderes que deveriam ser harmônicos, independentes e vigilantes entre si.

    “E se eles (os poderes) se unirem, construírem uma união política (e lucrativa), formularem um pacto, ou conluio, mesmo que temporário, sobre determinados momentos e sobre decisões específicas para se apropriarem do Estado, sem limites de competências (…) Mais ainda. E se os ministros do Supremo manobrarem para ter competências sem limites? O que aconteceria com o regime político-jurídico? Com a autodenominada República Federativa do Brasil? Os indícios já se acumulam”, escreve Joaquim Falcão.

    Da minha parte, não tenho dúvida:
    assistimos ao verdadeiro golpe que se perpetra contra a democracia brasileira: o golpe da Oligarquia dos Poderes.
    Ele é diário. Ordinário.
    Registrado pela imprensa como jogo político corriqueiro.
    Não é. Nunca foi.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/estamos-assistindo-ao-golpe-da-oligarquia-dos-poderes)

    (1) “A democracia dos cemitérios”
    – Nos últimos anos, vem se impondo no Brasil o que vou chamar de “democracia dos cemitérios”. É a versão edulcorada da “paz dos cemitérios”.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/a-democracia-dos-cemiterios

    (2) “Master: o STF golpeia a democracia para proteger os seus ministros”
    – O país tem um STF que golpeia os fundamentos da democracia, e isso já salta aos olhos de quem defendia o tribunal até pouco tempo atrás.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/caso-master-o-stf-golpeia-a-democracia-para-proteger-os-seus-ministros

    (*) Sugestão do Matutildo: https://www.amazon.com.br/Oligarquia-dos-poderes-crise-Democracia/dp/6587518346

  5. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre. . .

    . . .
    “A corrupção não é apenas um problema ético: ela compromete serviços essenciais, agrava desigualdades, prejudica o meio ambiente, a saúde pública e o crescimento econômico sustentável, além de ser fenômeno sistêmico e transversal. Seu enfrentamento exige superação de divisões partidárias, ciclos eleitorais e interesses setoriais.”

    . . .
    +em: https://www.naoaceitocorrupcao.org.br/post/plano-inac-pelo-resgate-da-integridade-nacional

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