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“PRESTA ATENÇÃO”. O VICE-PREFEITO RODRIGO, DE GASPAR, ARRUMOU UM PÉ PARA SAIR DO SEU SILÊNCIO SEPULCRAL DIANTE DE TANTAS DÚVIDAS, FALTA DE ENTREGAS DO GOVERNO. NÃO FOI PARA ESCLARECÊ-LAS, MAS PARA FAZER MÉDIA E POLITICAGEM COM OS SERVIDORES EFETIVOS ATINGIDOS PELA INSENSATEZ DE QUEM NÃO TEM O QUE DIZER PARA SAIR DA ENRASCADA ONDE A ATUAL ADMINISTRAÇÃO SE METEU. E EXATAMENTE EM ANO DE ELEIÇÕES QUANDO O DESCONTENTAMENTO PODE SER EXPRESSO NO SILÊNCIO DA URNAS

Impressionante como os políticos da atual administração de Gaspar, sucessiva e repetidamente, atravessam a rua para escorregar nas cascas de bananas que estão no outro lado da rua. E ainda, inventaram fazer um “curso” caro que vai lhes “ensinar” a se explicarem, naquilo que não tem explicação. Antes, falta-lhes senso de transparência, coerência, oportunidade, autenticidade, o que dizer e principalmente, resultados concretos para a esperançosa sociedade que escolheu os atuais dirigentes.

O vice-prefeito de Gaspar, Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos (à esquerda, acima), estava passando quase ileso nestas tempestades de dúvidas e que se abate sobre os da prefeitura de Gaspar. Mas, eis que de repente, ele resolveu “reaparecer”. E “voltou” da pior forma possível. Rodrigo “rompeu” o seu longo silêncio à que se submeteu voluntariamente – e nunca explicou bem à razão disto direito aos seus eleitores, eleitoras e simpatizantes. Rodrigo veio a público na semana passada, nas suas redes sociais, e piorou tudo o que já estava ruim e mal explicado à cidade no governo dele, liderado por Paulo Norberto Koerich, PL (à direita acima).

Os dois foram eleitos em outubro de 2024 com 52,98% válidos para mudar o que ninguém mais aguentava na estagnação, na enrolação, nas dúvidas, nos jeitinhos para uns e punições arbitrárias para outros que se negam à panelinha de favores entre os mesmos, bem como na falta absoluta de transparência e às interferências submissas de bastidores aos mesmos donos da cidade, instalados pelos atraso aqui, por décadas.

Passa e sai governo, seja qual forem os partidos, e esta sombra maligna está lá firme por si, seus herdeiros e novos agregados em ambiente bem restrito. E agora, se descobre que somos reféns de um cartel – definição do próprio Paulo Norberto Koerich, PL, ouvindo os promotores de Blumenau – e uma máfia que se criou. Ela vinha contaminando, encorpando e dominando vários governos de Blumenau. E na “expansão” dos negócios e territórios dominados, passou a ter afinidades e interferências de mando em Gaspar. Meu Deus!

Os votos que elegeram Paulo e Rodrigo por esmagadora maioria foram, exatamente, como mostravam as pesquisas da época, os discurso, as promessas e confirmados nas urnas, contra quatro candidatos, sendo dois deles entrantes da mesma direita que está no poder, um da direita pela continuidade de oito anos de agonia que se queria longe e um ex-prefeito de centro-esquerda que governou Gaspar por 12 anos, de onde, vejam só, Rodrigo é originário.

Eram votos para a mudança, mas pelo visto, tudo ficou ainda bem pior e sem controle, principalmente na narrativa e na gestão da crise. Incrível. Gaspar se inseriu num cartel regional, como o próprio Paulo, com voz alterada e cara de brabo, admitiu numa entrevista a Joel Reinert e Paulo Flores, na rádio 89 FM – como já reportei em artigo aqui e cujos recortes daquela entrevista pioraram o que deveria ser esclarecedor.

E o que estava camuflado, ficou – e ainda bem -, escancaradamente à mostra depois das operações policiais em Blumenau. Agora, Paulo Norberto Koerich, PL, está sem alternativas para salvar a metade do tempo que resta do seu governo. Paulo, no fundo, está obrigado a reconstruir, repito, reconstruir, o seu governo se não quiser colar esta craca no seu currículo de famoso e articulado investigador, delegado e que chegou ao topo da carreira como secretário de Segurança no governo de Carlos Moisés da Silva, União Brasil, eleito no PSL pela onda bolsonarista de 2018.

RODRIGO, MAIS UMA VEZ PEGOU, O BONDE ERRADO

Aonde Rodrigo encontrou desta vez um cipoal para ser agarrar? Numa fala desastrada – eu acho que ele nem sabia direito o que estava falando – do líder do PL gasparense na Câmara, Carlos Eduardo Schmidt Sobrinho (foto ao lado). Coisa de novato na política, jovem e de conservador “consertador” do mundo. Espera-se então que a surra que está levando da guilda e dos políticos lhe ensine alguma coisa para daqui em diante.

Carlos Eduardo disse que vai faltar servidores e concursos de tanta gente metida nessas embrulhadas, todas elas ainda mal explicadas, cada vez piores quando se apura e se explica, e que estão sendo investigadas ou levadas à Justiça pela polícia especializada em corrupção, o Gaeco – Grupo de Atuação Especial no Combate as Organizações Criminosas – e o Ministério Público, todos de Blumenau. E por aqui, se tenta esconder do povo, suavizar, justificar e até jogar no colo de outros.

Se há servidores concursados metidos nisso, mas, por enquanto não há nenhum de Gaspar. E os envolvidos de Blumenau estavam aqui na condição de comissionados, todos indicados por Mário Hildebrandt e Egídio Maciel Ferrari, ambos do PL, ex e atual prefeito de Blumenau, mas referendados e nomeados por Paulo Norberto Koerich, PL, o entrevistador de todos os nomeados aqui.

E Paulo, sabedor de que outros ainda estando aqui e são extensão dos que foram expurgados pelas circunstâncias que não pode contornar, finge que esta situação não é bem com ele. Paulo, finalmente saiu do silêncio, não sobre este assunto que continua um tabu para o governo. Orientado não se sabe bem por quem, está nas redes sociais está cada vez mais disfarçando. Está abraçando crianças, participando de festinhas públicas, rezando, tomando cafezinho e falando de obrinhas de manutenção que estão sendo feitas com atraso.

RODRIGO TOMOU AS DORES DOS SERVIDORES PARA VOLTAR AO PALCO

Retomando. Paulo é servidor público estadual concursado. Já foi representante da guilda. Rodrigo também no âmbito Federal. Rodrigo é bem letrado. É engenheiro, é professor, está coberto de invejável de titulação acadêmica. E agora, na má “química” pessoal e política, lida igualmente de conflitos pessoais entre Rodrigo e o vereador da suposta base do atual governo, Carlos Eduardo Schmidt Sobrinho, PL. Então, não há ingenuidade. Há oportunidade de exposição.

Mais uma vez, Rodrigo preferiu tergiversar. Ele perdeu a grande chance de se tornar um estadista numa reentrada triunfal para “apagar” passado, dizer que mudou e naquilo que se esconde sob várias cortinas de fumaça contra o atual governo de Gaspar – do qual, em tese, Rodrigo é parte. Estas dúvidas em Gaspar estão expressas nas operações “Ponto Final” do cartel de empreiteiras e do dono de Blumenau, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi e que virou o “dono de Gaspar e do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, a “Arbóreo” (merenda escolar em Blumenau) e a “Sentinela” (contratação de vigilância para as escolas municipais de Blumenaui).

Rodrigo, que já foi ao tempo do governo de Pedro Celso Zuchi, PT, o equivalente ao que hoje é o status de secretário de Planejamento Territorial, deveria ter voltado do seu silêncio explicando à cidade que está bem distante dessa lambança toda, como ela se deu, de como ele vai contribuir para esclarecê-la à cidade ávida e curiosa por isto, ou então, ajudar a salvar o mandato de Paulo Norberto Koerich, PL, para por extensão Paulo se sair melhor na foto, desde que resolveu entrar nesta mesma confusão, escorregar na casca de banana no outro lado da rua e que aparentemente estava longe dela.

Mas, não! Rodrigo preferiu se vestir de sindicalista e marcar pontos com o Sintraspug – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Gaspar. E se isto fosse pouco, ainda emprestou uma frase sempre usada pelo aprendiz de rede social, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP. Ele sempre sem ter o que dizer, repete o bordão: “prestem a atenção“, como advertência nula. Confira este vídeo abaixo. Volto mais adiante.

TAMPARAM O NARIZ DE RODRIGO. ELE AUMENTOU A VULNERABILIDADE DELE

Se um investigador de fama como é Paulo Norberto Koerich, PL, parece ter perdido o faro (sim, bons policiais e jornalistas precisam deles, além das evidências, dos fatos, provas, testemunhas e fontes), Rodrigo parece que tampou o nariz naquilo que cheira muito mal em Blumenau e na conexão com a administração de Gaspar da qual é parte, como apuram as investigações em curso. E é isto, bem como às concessões, que os deixou vulnerável.

Primeiro, Rodrigo nunca foi um conservador. Mas, em 2020 ele ganhou uma chance. Se vocês não se lembram do nada, sem tempo, sem dinheiro e contra o mecanismo dos donos da cidade que está cada vez mais exposto do que antes, o qual, sem alternativas e esperando uma saída, finalmente, acertava e reelegia Kleber Edson Wan Dall, MDB, Rodrigo fez extraordinariamente 22,21% dos votos válidos pelo PL que o acolheu. Era um recado.

Segundo. O patrimônio de um político é a quantidade de votos dele contados nas urnas. Rodrigo, mais uma vez, o desdenhou. Em 2024, quando percebeu o dano da tática pela inércia e de que iriam incensá-lo por falta de outra opção, já era tarde. Como diz o poeta, “quem sabe faz a hora; não espera acontecer“, restou-lhe a consolação, ser vice de Paulo Norberto Koerich, PL. E aceitou para não ser mais humilhado do que estava sendo.

Eleito, Rodrigo quis ser “prefeito”. E naturalmente, ele virou um zumbi a tal ponto de ter que trocar o PL pelo Republicanos para se “acomodar” ao que estava perdido neste bonde chamado Paulo Norberto Koerich, Mário Hildebrandt, Egídio Machiel Ferrari, os “donos de Blumenau” segundo se descobre a cada dia nas investigações e a turma da pedreira. Rodrigo, mais uma vez, não percebeu, o mau cheiro do ambiente.

Por derradeiro, se Rodrigo não se cuidar, a craca que gruda do PL de Mário Hildebrandt, importada em parte por Paulo Norberto Koerich, PL, para Gaspar, às dezenas ,por gente que só anda de GPS em Gaspar e insiste em ficar, apesar de todas as evidências da necessária limpa profilática, mesmo que não sejam culpados de nada, vai grudar também em Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos.

Ambos estão, nestas horas ruins, no mesmo barco. E Rodrigo, claramente, perdeu o timming, não possui equipe, apesar de amplo conhecimento acadêmico. Rodrigo não pulou fora desse barco cheio de buracos, mesmo com todas as boias – e razões – que tinha para tal. Muito menos está fazendo algo para “consertá-lo”.

A charge abaixo, feita com ajuda de Inteligência Artificial, sem custos, oferecida por um leitor deste espaço, leitores que eu não tenho, segundo o poder de plantão, retrata bem este eterno “Dia da Marmota” gasparense. É um “não vale a pena ver de novo“, onde “só o coração não vale“. Antes, é preciso unir inteligência, estratégia, gente qualificada, acima de qualquer suspeita e todos, de fato, dispostos a pegarem no pesado, pois há muito o que fazer, reconstruir e inovar diante de tanta repetição da inércia de décadas nas gestões de Gaspar. Paulo Norberto Koerich, PL, parece que está anestesiado. Esta é a impressão dos eleitores e eleitores que ainda conseguem conversar com ele.

Retomando.

Rodrigo, achando que vai se dar bem entre os eleitores e eleitoras servidores e servidoras públicas de Gaspar, preferiu se vestir de sindicalista, a partir de uma colocação publica e infeliz de um novato na política, pivô de desentendimentos pessoais entre ambos. Não esclareceu nada. Não propôs nada. Ou seja, pelo jeito, Gaspar não realmente vai mudar. continuará anestesiada. Os que prometeram mudanças – entre eles Rodrigo – aos eleitores e eleitoras em 2024, de verdade, não querem porque lhes falta competência, coragem, determinação, objetivos, enfrentamento às reais dificuldades, ou porque estão embrulhados em coisas mal explicadas.

E tem mais. Rodrigo ao tentar colocar a cabeça de fora, para no oportunismo ressurgir das cinzas, já sentiu o bafo do bolsonarismo e de quem ainda não desistiu de Paulo Norberto Koerich, PL. A esperança para essa gente é a do velho ditado: é a última que morre. E que uma hora, tudo isso vai ser esquecido e Paulo vai se tornar herói, mesmo diante de tempo escasso e da falta de atitudes gerenciais, a começar pelas escolhas que não produziram e não produzem resultados concretos favoráveis para ele e o governo em si.

Um especialista conhecido na cidade em avaliação de contrações na área de recursos humanos, foi à rede social do próprio Rodrigo chamá-lo de malandro, no sentido de desapegado à produção, de colocar a mão na massa, de buscar resultados. E o especialista desafiou Rodrigo a contestá-lo. Credo! E depois sou eu quem exagero. Eu apenas, não tenho o rabo preso com ninguém cheios de interesses, numa me filiei a partido algum ou dependo de cartéis, máfias e empregos públicos para me manter de pé. Decididamente, Gaspar não é para amadores. Todos sabem o que deve ser feito pela cidade, cidadãos e cidadãs, mas quem tem a tinta e a caneta na mão, teimosamente, não faz isto. Muda, Gaspar!

TRAPICHE

Na sexta-feira, sem feriadão, escrevi: JOÃO RODRIGUES VEIO A GASPAR. MOSTROU A RAZÃO PELA QUAL JORGINHO MELLO O TEME E COMO O ESQUEMA QUE ELEGEU PAULO NORBERTO KOERICH ESTÁ EM RETALHOS CONTRA O PRÓPRIO JORGINHO. “Quebrei” – e fico me perguntando, por que só eu – o sepulcral silêncio da imprensa gasparense, naquilo que rolava, ampliava-se nas redes sociais e aplicativos de mensagens neste final de semana sobre a caravana e à espontaneidade dos que estão aderindo a João. E depois essa gente reclama da sorte na falta na audiência e de investidores em seus veículos.

Esta passagem de João Rodrigues, PSD, por aqui e o meu comentário geraram polêmicas. E uma das boas, penso. Ela veio de um prócer do partido Novo, de Gaspar, porque na chapa de Jorginho Mello, PL, está não com a bengala, mas dependente do esteio que espertamente buscou para um governo sem marca, depois de quatro anos de administração, precisa desse esteio para se safar na busca da reeleição: Adriano Silva, ex-prefeito de Joinville, por sete anos.

Já escrevi que vice não é nada, a não ser que se faça um acordo entre eles e este acordo seja cumprido. Vice é um luxo, pago por nós, para ficar de reserva, e apenas em alguns casos, se não entrar num rolo que ainda o casse por causa do titular, ou se invente interpretações ou hermenêuticas inapropriadas na Justiça contra a lei expressa para o (ou a) vice não assumir. O que a atual vice de Jorginho Mello, PL – o que jogou em todas as pontas ideológicas até aqui para ser dar bem eleitoralmente na vida e tenta repetir a manjada fórmula – a policial civil Marilisa Bohem, agregou para além da representação do norte catarinense – e da classe policial identificada com o bolsonarismo – a partir de Joinville na corrida de 2022?

Este é neste momento de fragilidade o papel de Adriano Silva, do Novo, para Jorginho Mello, PL (foto ao lado com Paulo Norberto Koerich, PL, no repasse de R$20 milhões para a tal desapropriação do Hospital de Gaspar), nesta corrida de 2026. Adriano, sim, possui um currículo de administrador invejável, profissional, ainda mais sem, inicialmente, ter representação legislativa sólida para apoiá-lo. Adriano, contratou seus secretários no mercado e à base de currículo, entrevistas, resultados e entregas qualificadas. Adriano vai colar em Jorginho aquilo que Jorginho não foi capaz. E de lambuja o PL, o bolsonarismo e Jorginho anulam o Novo e o próprio Adriano. Simples assim. Adriano corre um sério risco de virar mais uma Marilisa nas mãos de Jorginho. Alguém quer me desmentir?

A queixa do representante do Novo gasparense tem razão de ser e eu o entendo. Se João Rodrigues, PSD, ex-prefeito de Chapecó, cresce e chega ao segundo turno, o próprio frágil projeto do Novo estará comprometido. Porque no segundo turno será outra eleição e foi assim que os conservadores fizeram na opção por Jorginho Mello, PL, em lugar da reeleição de Carlos Moisés da Silva, então no Republicanos. Hoje ele está no União Brasil e foi eleito pelo PSL de Jair Messias Bolsonaro, que trocou por Jorginho. E Jair é João mais que Jorginho. Todos sabem.

Esta assombração se acentua diante de traições e radicalismo exacerbados de algumas lideranças bolsonaristas. Deram-lhe protagonismo Esperidião Amim Helou Filho, PP, ao traí-lo por ser supostamente idoso e que no fundo é, mesmo assim, foi o único representante catarinense com alma e coerência barriga-verde no Senado. Desculpa esfarrapada para trazer mais candidato sem qualquer identificação com Santa Catarina, o ex-vereador carioca sem expressão, Carlos Bolsonaro, PL. No segundo turno, todos os deputados e senadores estarão eleitos. A disputa casada ou camuflada se dissipa. O tabuleiro do xadrez já estará pronto para um novo jogo. E com tons de revanche. Também é simples assim.

Quem assistiu a última sessão da Câmara de Gaspar, achou que estava lendo este blog. E não foi a oposição que deu corda ao enredo. Foi a própria situação. Ela está sitiada de incoerências, explicações, enrolações e desperdícios de tempo diante de tantas prioridades e falta de entregas à cidade e a população.

Desgraçadamente, eu não deveria ter assunto deste tipo para meus textões e notas. Mas, todos vêm lavando a minha alma. Em tempo de corrida em busca de votos, os obrigados à defesa do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, estão perdendo tempo com explicações, daquilo que nunca deveria ter acontecido por aqui. Não conseguem virar a página. É o “Dia da Marmota” em seu estado puro. Meu Deus!

O Dia da Marmota I. Do vereador Giovano Borges, PSD: “tiraram o secretário [ Planejamento Territorial de Gaspar, Michael Jackson Shoenfelder Maiochi, que está de tornozeleira e correndo sério risco de ser preso]. Mas, com ele veio um kit. E este kit ficou aqui dando as cartas“. Então, o que exatamente o Paulo Norberto Koerich, PL, não entendeu até agora? E por causa disso ele é tragado pela cidade.

O Dia da Marmota II. Sabe quem ganhou a licitação em Blumenau para, mais uma vez emergencialmente, fazer roçadas e limpezas em Blumenau? A curitibana Ecosystem. A que fazia em Gaspar e foi parar em apurações policiais e deu numa rumorosa CPI por aqui e cujos resultados, segundo informam, foi amplamente distribuído ao Gaeco, Tribunal de Contas e Promotoria Pública. Ninguém se fala?

O que mais se ouve na Câmara de Gaspar: “a outra foto Breno; a outra imagem, Breno; o outro vídeo Breno; o outro slide Breno; acho que falhou; este não, a outra imagem, Breno”. Esse Breno precisa prestar mais atenção. Ele, às vezes, parece ser discípulo do Chacrinha: “eu vim aqui para confundir e não para explicar”.

Bordão emprestado. É também do pernambucano José Abelardo Barbosa de Medeiros, o Chacrinha (1917/88), o Velho Guerreiro, “quem não se comunica, se trumbica“. A comunicação do governo Paulo Norberto Koerich, PL, é e continuadamente desastrosa. Impressionante. E acham que fazendo um caro cursinho walita, com gente sem cacoete algum para se comunicar, vai se resolver o problema. Pior. A comunicação que toca a comunidade o que se fala pode ser comprovado. Em Gaspar falta antes, resultados. Depois estratégia. E por fim, gente de credibilidade para validar o governo. Simples assim. Voltarei ao tema, especificamente.

Agora não se  pode m ais colocar uma lista de devedores do Cemitério de Gaspar, no próprio Cemitério, para os que não são encontrados nos endereços que deram, vão lá e estão prestes a perder os direitos sobre a posse temporária dos túmulos que não regularizaram? A vereadora Mara Lúcia Xavier da Costa dos Santos, PP, em campanha, já classificou isto de paredão. Credo!

Mário Hildebrandt, PL, de Blumenau, mudou o mote da campanha: versículos bíblicos. Perguntar não ofende: ele não deveria estar enfatizando o que fez como prefeito de Blumenau e como secretário de Defesa Civil e Proteção do governo de Jorginho Mello, PL?

Está certo o vereador que é a extensão do vice-prefeito Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil. Ele está pedindo explicações ao desconfiar do relacionamento dos envolvidos em escândalos e operações policiais em Blumenau, com a assessoria jurídica contratada para colocar o Hospital Santo Antônio, de Blumenau, em estranha desapropriação, dentro do Hospital de Gaspar. Aliás, só faltam mais 20 dias pelo último prazo adiado, sucessivamente, desde Primeiro de Janeiro deste ano.

Mas, perguntar não ofende. Nesta mesma linha levantada por Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, não é estranho que um outro envolvido na mesma operação policial, a “Arbóreo”, a da roubalheira da merenda, tenha o mesmo grau de parentesco com um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, tribunal feito para fiscalizar as prefeituras do estado? Qual a razão de tanto silêncio e diferença de tratamento?

Pelo andar da carruagem, em Gaspar, parece que tornozeleira eletrônica é tratada como joia e até status. Todos pisando em ovos para não ofender quem deve explicações a polícia e a sociedade. É inexplicável, ou para bom entendedor, meia atitude omissiva basta?

Pronto. Era só o que estava faltando. Ivan Naatz, PL, em campanha a reeleição, diz que foi o deputado que mais trouxe recursos [emendas, nossos impostos do Orçamento do governo do Estado] na história de Gaspar: R$7,5 milhões. Na lista estão várias rubricas como “recurso conquistado”. Ou seja, que, por razões que Ivan não explica, não chegou ou não pode, ou ainda não foi usado aqui em Gaspar. Muda, Gaspar!

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15 comentários em ““PRESTA ATENÇÃO”. O VICE-PREFEITO RODRIGO, DE GASPAR, ARRUMOU UM PÉ PARA SAIR DO SEU SILÊNCIO SEPULCRAL DIANTE DE TANTAS DÚVIDAS, FALTA DE ENTREGAS DO GOVERNO. NÃO FOI PARA ESCLARECÊ-LAS, MAS PARA FAZER MÉDIA E POLITICAGEM COM OS SERVIDORES EFETIVOS ATINGIDOS PELA INSENSATEZ DE QUEM NÃO TEM O QUE DIZER PARA SAIR DA ENRASCADA ONDE A ATUAL ADMINISTRAÇÃO SE METEU. E EXATAMENTE EM ANO DE ELEIÇÕES QUANDO O DESCONTENTAMENTO PODE SER EXPRESSO NO SILÊNCIO DA URNAS”

  1. Pingback: "PRESTA ATENÇÃO II". COBRADO, RODRIGO  FINALMENTE USA AS REDES SOCIAIS, VAI À RÁDIO E EXPÕE SEM FILTROS, AS MENTIRAS ARMADAS E INCOERÊNCIAS DE PAULO E DOS BRUXOS QUE ANIMAM A FRATURA EXPOSTA DO GOVERNO, ATÉ AQUI SEM RESULTADOS PARA A CID

  2. SESSÃO DA CÂMARA DE ONTEM, EM GASPAR

    1. Ela foi um repeteco do artigo aqui. E isto porque não sou lido por ninguém

    2. Ela foi uma apresentação de uma peça teatral na falta de assunto sério, diante de tantos e graves problemas em Gaspar. A administração de Paulo Norberto Koerich, PL, que deve explicações e realizações, cada vez mais, é especialista em cortinas de fumaças. Vai se intoxicar nelas.

    3. O vice-prefeito Rodrigo Boeing, Republicanos, está obrigado a reagir. Ou a se calar definitivamente, choramingando e tramando, sem condições de reagir. Aliás o que ele é mais afeito.

  3. QUEM GANHARIA COM O SIGILO DA JOGATINA? por Elio Gaspari, nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo

    No domingo, o repórter Vinícius Valfré revelou que o Ministério da Fazenda impôs um sigilo de até cem anos aos documentos que tratam da autorização para o funcionamento de casas de apostas no Brasil. A mordaça excluiu até a hipótese de liberar somente os trechos que não contivessem informações sensíveis.

    Na segunda-feira, o ministro Dario Durigan informou que a medida foi revogada, e será criado um grupo de trabalho para examinar o caso, dando “ampla transparência” aos processos. Tudo bem, mas mordaça, como jabuti, não sobe em árvore, alguém a colocou lá. Para atender a que finalidade? Falta saber.

    São cerca de 25 mil documentos, muitos deles triviais. No lote estão algumas notas técnicas produzidas pela máquina do governo. Lê-los poderá jogar alguma luz sobre a liberação dessas casas de apostas.

    A mais alta autoridade que tratou do assunto foi Lula, e ele é contra, mas, como já explicou, “não é dono do Brasil”.

    Num ano eleitoral em que o governo brasileiro bate cabeça com o americano por causa da classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como terroristas, não poderia haver presente melhor para os adversários do governo do que um sigilo nessa área.

    O governo finge que é contra a jogatina, mas desde 2025 concedeu 85 licenças, somando 187 sites autorizados a operar apostas eletrônicas, aquelas que Lula condena.

    O repórter Pedro S. Teixeira mostrou que a jogatina movimentou R$ 4,5 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano. Semelhante ervanário equivale ao dobro do valor das apostas no mesmo período do ano passado. Mais: o governo arrecadou com as apostas um valor próximo ao que morde com o tabaco e com o agronegócio.

    Existem casas de apostas que seguem as normas, e existem braços do crime organizado infiltrados na jogatina. Quando o Ministério da Fazenda tentou impor sigilo de cem anos nos processos de venda das outorgas, quem ganharia? As que estão contaminadas pelo crime, pois elas detestam falar dos seus negócios.

    A porteira da jogatina foi aberta no governo Bolsonaro, que tinha planos mirabolantes para a construção de cassinos (podem chamá-los de resorts). Um deles poderia ficar dentro da Baía de Guanabara. Lula 3.0, movido pela febre arrecadatória do ministro Fernando Haddad, escancarou a venda de outorgas e, em três anos, já arrecadou com as apostas algo como R$ 30 bilhões. Para ver o tamanho desse dinheiro, basta lembrar que a falecida “taxa das blusinhas” gerou desconforto e impopularidade, rendendo apenas R$ 8,2 bilhões. A jogatina tem certa popularidade (para quem ganha), e suas consequências vão para os consultórios médicos e para as cruéis estatísticas do aumento do endividamento das famílias.

    Sigilo de até cem anos envolvendo licenças para o funcionamento de casas de jogos poderia ter algumas justificativas, mas a seco, com explicações mambembes, deixou um cheiro de queimado na mordaça.

    Até domingo era necessário acabar com embargo centenário. Desativado, é preciso saber quem o pôs lá, porque virão outros. O mundo da jogatina tem novidades para dar e vender.

  4. A ESTRATÉGIA DE LULA PARA QUEIMAR FLÁVIO, por Rosa Maria, no jornal O Estado de S. Paulo

    Diante do sucesso da hashtag “Tariflávio” nas redes sociais, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai aproveitar o período de Copa do Mundo para ampliar a estratégia de desconstruir a candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

    A partir de agora, grupos de influenciadores digitais e líderes políticos, intitulados “Porta-Vozes do Lula”, entrarão em cena nas redes para espalhar notícias positivas sobre o governo e o presidente, desfazer o que a campanha classifica de fake news e comparar a gestão do PT com a de Jair Bolsonaro (PL).

    Mas não é só: a ordem é usar a distribuição de conteúdo para queimar Flávio em fogo brando, segurando as denúncias mais robustas para os últimos dias da campanha. Haverá no mínimo 40 mil núcleos de ativistas espalhados pelo País para disparar mensagens nas redes.

    Enquanto Daniel Vorcaro poupa o filho 01 de Bolsonaro em suas tentativas de colaboração premiada, aliados de Lula dizem ter provas da ligação perigosa entre o senador, o dono do Banco Master e seus operadores financeiros.

    O arsenal explosivo guardaria até mesmo um suposto vídeo mostrando Flávio, hoje o principal desafiante de Lula, em confraternização com Vorcaro.
    O encontro teria ocorrido em uma fazenda do empresário e pastor Fabiano Zettel.

    Cunhado de Vorcaro, Zettel também está preso e, de acordo com a Polícia Federal, atuou como braço direito do banqueiro em atividades ilícitas. Flávio admitiu, em entrevista à CNN, que um “videozinho” dele com Vorcaro poderá vazar ao longo da disputa eleitoral. Assegurou, porém, que sua relação com o banqueiro era “apenas” para tratar do filme Dark Horse, que conta a trajetória política de Bolsonaro.

    No mês passado, um áudio no qual Flávio negocia com Vorcaro um aporte de R$ 134 milhões para a produção do filme abalou a campanha do senador. Novos documentos revelados ontem pelo site Intercept Brasil detalharam em planilhas o caminho percorrido pelo dinheiro.

    Investigações da Polícia Federal apuram agora se uma parte desses recursos foi empregada para custear a estadia do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos EUA.

    Resta saber, ainda, se o senador conseguirá se descolar da pecha de “Tariflávio” após o Escritório de Representação Comercial da Casa Branca propor tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. Embora a punição seja fruto de investigação que acusa o Brasil de práticas desleais, apontando o dedo até para o Pix, o anúncio da sobretaxa – dias depois do encontro entre o senador e o presidente dos EUA, Donald Trump – foi um prato cheio para o PT. E, ao menos por enquanto, Lula saiu das cordas.

  5. O CASO HENRY BOREL EXPÕE ATIVISMO JUDICIAL TEMERÁRIO, editorial do jornal Folha de S.Paulo

    O julgamento dos acusados pela morte de Henry Borel, de apenas 4 anos, levanta questões relevantes sobre o papel do Judiciário na promoção da igualdade de gênero e, principalmente, sobre os limites necessários ao ativismo judicial.

    Segundo os laudos periciais, a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por ação contundente.

    A investigação policial apontou que o menino havia sido agredido em outras ocasiões por Jairo Santos Júnior, companheiro da mãe, Monique Medeiros, e que ela sabia das ocorrências.

    Santos Júnior foi condenado a mais de 49 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no processo.

    O júri condenou Monique por omissão em tortura e homicídio culposo, mas a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial pelo segundo crime.

    Além do sofrimento causado pela morte do único filho, a magistrada alegou que a ré foi alvo de um “massacre público” misógino e vítima de uma cultura patriarcal que exige da mulher a figura da “mãe perfeita”.

    A decisão gerou protestos na opinião pública e críticas de especialistas. Em entrevista, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que “gênero não é salvo-conduto para prática de crime”.

    Isso porque, segundo a jurisprudência, o perdão para homicídio culposo é medida excepcional concedida em casos de acidentes que causam a morte de um parente do acusado. A dor da perda já seria punição suficiente.

    A condenação por omissão em tortura de Monique deveria afastar a possibilidade de aplicação do perdão, já que agressão contínua é algo obviamente distinto de casos como o de uma mãe que esquece seu bebê no carro.

    A desigualdade de gênero em inquéritos e julgamentos merece ser considerada, mas não como fator de favorecimento a acusados. É o que deixa claro o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, estabelecido por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2021.

    O objetivo é evitar, no curso do processo, a repetição de estereótipos e a perpetuação de tratamentos discriminatórios —em casos de estupro, por exemplo, não é raro que vítimas sejam alvo de questionamentos sobre a vida sexual ou vestimentas.

    Além de banalizar o perdão judicial e gerar sensação de impunidade, a sentença militante da juíza distorce pautas legítimas, que podem, assim, passar a sofrer ataques. Na sua tentativa atabalhoada de proteger as mulheres, a decisão acaba por prejudicá-las.

  6. Começou cedo demais, mas era previsível. Pior, uma reação tardia e ressuscitou algo que já não fazia mais efeito no presente. Reafirmação do método e do perigo.

    FLÁVIO E TSE CENSURARAM UMA PESQUISA, por Joel Pinheiro da Fonseca, no jornal Folha de S. Paulo

    O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atendeu a pedido de Flávio Bolsonaro e suspendeu a divulgação da pesquisa AtlasIntel. Mas isso não deve ajudar Flávio. A pesquisa foi divulgada em 19 de maio; o impacto dela já passou. Ninguém nem lembrava mais. A decisão talvez tenha, aí, sim, um impacto negativo, ao mostrar que Flávio não defende a liberdade de expressão; quando a pesquisa lhe desagrada, ele é o primeiro a pedir censura.

    Decisões na mesma linha que vierem no tempo certo, contudo, podem, sim, ter impacto. Isso porque as pesquisas eleitorais não só retratam a intenção de voto num determinado momento; elas podem influenciar essa intenção. O efeito é modesto, mas consistente. Por algum motivo, as pessoas não gostam de votar em quem elas acham que vai perder. Isso cria um “efeito manada”, positivo ou negativo: um candidato visto como em ascensão tende a ganhar mais votos, já aquele visto como em queda tende a perder ainda mais. Numa eleição polarizada em que os candidatos estão muito próximos, o efeito modesto pode ser decisivo.

    Para Flávio, em meio a uma torrente de más notícias, é importante não ser visto como um animal ferido que ruma ao colapso —ou o colapso pode vir mesmo. Só que o argumento que seu time utilizou para pedir a retirada da pesquisa do ar foi muito fraco. Segundo ele, a pesquisa, ao mostrar as mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro, influenciava o entrevistado. O problema é que o trecho do formulário (online) que trazia essa informação era posterior ao entrevistado já ter respondido e submetido sua intenção de voto.

    Tirar uma pesquisa do ar é sonegar informações ao público. Se ele julga relevante saber quem está subindo ou caindo para definir seu voto ou mesmo para planejar sua vida no pós-eleição, que possa ter acesso a esse dado.

    Ter acesso a diferentes pesquisas é ainda mais relevante hoje em dia, quando a confiabilidade delas está em discussão, e uma suspeita persistente de que elas subestimam os votos na direita. Pode ser que essa parte do eleitorado desconfie dos institutos tradicionais e se recuse a responder suas pesquisas. Lembremos que, em 2022, pesquisadores do Datafolha foram hostilizados por bolsonaristas na rua. Os institutos tentam sempre corrigir qualquer grupo sub-representado em sua amostra, mas isso nem sempre dá certo.

    A AtlasIntel também é alvo de críticas. O fato de colher suas respostas online barateia muito o processo, mas pode torná-la passível de manipulação por militâncias digitais engajadas, coisa que ela também busca evitar. Será que ela sobrerrepresenta candidatos que fazem muito sucesso online, como Renan Santos, que apareceu muito bem na pesquisa agora censurada? O Datafolha que se seguiu à pesquisa Atlas mostrou um quadro bem diferente.

    Quem está certo? Não temos acesso à população. Se tivéssemos, não precisaríamos de pesquisa. Além disso, a eleição, o momento em que a pesquisa chega mais perto de ser testada, está longe. Quanto mais fontes sérias (embora imperfeitas) tivermos, melhor. Pedidos malfeitos como o de Flávio jamais deveriam ser acolhidos pela Justiça Eleitoral.

    1. Tudo errado. Primeiro se compra este terreno, a preço acima de mercado – e isto foi amplamente conhecido pela cidade – para Gaspar fazer caixa para a Furb e a prefeitura de Blumenau. E Mário Hildebrandt, PL, então no Podemos, era o prefeito de Blumenau e tinha uma bomba financeira Furb (previdência) na mão para resolver e resolveu em parte com o dinheiro de Gaspar vendendo um terreno que ninguém queria, ao menos no preço que conseguiu: R$14 milhões, que vai virar mais de R$20 milhões, devido o financiamento que a prefeitura pegou para suportar a transação. Mera coincidências de Mário estar nesta história.

      Kleber Edson Wan Dall, então no MDB, hoje no Podemos, era o prefeito por aqui e autor da lambança mal explicada, toda ela referendada pela Câmara, alguns dos vereadores hoje vestidos de pitbull contra a gestão de Paulo Norberto Koerich, PL. Justificava-se na época, que era para se construir, finalmente, um Centro Administrativo para Gaspar e livrar o município de pesados aluguéis onde se espalham as secretarias, órgãos municipais e até a própria Câmara. Era o preço. Nem plano, planejamento nem intenção. Negava-se. O tempo é senhor da razão e deste espaço. Bingo. Somos o Dia da Marmota.

      O que aconteceu? O caríssimo terreno virou um “eco parque” pelas mãos não de Kleber, mas de Paulo. O que ninguém fala, mas todos manjam, de que nada mudou. Os que mandam na cidade e parte deles vivem de aluguéis da prefeitura e da Câmara, um lugar impróprio para Casa do Povo, viraram ecologistas radicais, mas só nos próprios da prefeitura de Gaspar, pois nos seus empreendimentos, e no mesmo tema, estão enrolados dentro da própria prefeitura de Gaspar, na secretaria de Planejamento Territorial, na Procuradoria Geral, e na Superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e principalmente, no Ministério Público para regularizar o que agrediram as normas ambientais para se ter mais lucros em seus negócios.

  7. LULA QUEBRA O BRASIL PARA SE REELEGER, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    “Quebrei o Banespa, mas elegi meu sucessor.” Essa frase, atribuída ao ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, resume uma forma de usar os instrumentos à disposição do governo não para o bem comum, mas para proveito próprio. É amplamente sabido que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva vem patrocinando uma série de medidas para tentar levantar sua popularidade e ajudar em sua reeleição. Mas ninguém, até o momento, havia tido a paciência de somar todas as “pequenas bondades eleitorais” que, tomadas uma a uma, parecem inofensivas. O economista Marcos Mendes, em relatório da XP Investimentos, fez esse trabalho para o cidadão brasileiro. E o retrato não é nada bonito.

    Segundo o economista, somente neste ano foram nada menos do que 33 medidas diferentes, somando a incrível marca de R$ 215 bilhões em aumento de despesas ou redução de receitas. Em comparação, a malfadada PEC 126/2022, a chamada “PEC da gastança”, liberou R$ 168 bilhões de gastos no ano seguinte por fora do teto dos gastos, o que já foi um escândalo. Pelo visto, o governo Lula perdeu a pouca vergonha que ainda tinha.

    Há uma ficção em curso no Brasil chamada “novo arcabouço fiscal”, que substituiu o finado teto de gastos. Segundo essa ficção, o País está com suas contas em ordem porque o novo arcabouço fiscal está sendo obedecido à risca. Pois bem, de acordo com o relatório de Marcos Mendes, somente 4% dos R$ 215 bilhões aprovados afetam os indicadores do arcabouço. Não, caro leitor, o senhor não leu errado: mais de R$ 200 bilhões em despesas extras ou renúncias de arrecadação simplesmente não aparecem nas contas públicas.

    Mendes lista três truques usados pelo governo para maquiar as contas. O primeiro são as linhas de crédito subsidiadas, que não impactam a despesa primária e, portanto, não consomem espaço do arcabouço. É o caso, por exemplo, do subsídio para a compra de caminhões. Como esses gastos saem do Orçamento, mas continuam “pertencendo” ao Tesouro (são empréstimos), não são considerados despesas. Na prática, no entanto, esses recursos nunca voltam para o Tesouro, sendo reutilizados para outros “pacotes de bondades”. O resultado é o aumento da dívida pública, apesar de não serem uma despesa primária.

    O segundo truque é o uso de fundos públicos para financiar programas de incentivo. Esses recursos, que saíram do orçamento no passado, poderiam ser usados para abater a dívida, diz Mendes. E, obviamente, estes gastos não afetam as métricas do arcabouço. Um exemplo escandaloso foi a transferência do “dinheiro público esquecido” pelos correntistas diretamente para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), usado para turbinar o Desenrola. Esses recursos deveriam passar pelo Tesouro, para daí serem encaminhados ao FGO, mas isso afetaria o resultado primário, o que impactaria as medidas do arcabouço fiscal. Nem pensar.

    Por fim, o terceiro truque é abrir crédito extraordinário, gasto que fica de fora do arcabouço. As subvenções aos combustíveis, segundo o economista, provavelmente seguirão esse caminho.

    Tudo isso parece um déjà vu das pedaladas fiscais do trevoso governo de Dilma Rousseff. Estamos diante dos mesmos truques para gastar mais sem nenhuma transparência. Não se discute a conveniência desses gastos – todos parecem bastante justificados quando analisados um a um, ainda que se possa questionar a incrível coincidência de todos estarem sendo feitos justamente em ano eleitoral. O problema está em escamotear esses gastos da sociedade, fazendo parecer que o arcabouço fiscal continua em pé e saudável. Esses truques servem apenas para cumprir formalmente as regras fiscais, mas não são suficientes para fazer o dinheiro aparecer do nada.

    Hoje, sem espaço de manobra, com o Orçamento tomado por decisões populistas do passado e do presente, o governo Lula lança mão dos mesmos expedientes do governo Dilma. O final dessa história já conhecemos. Mas Lula poderá dizer, lembrando Quércia, que quebrou o Brasil, mas reelegeu-se.

  8. A GASTANÇA DOS ESTADOS PIORA DA CRISE FISCAL, editorial do jornal O Globo

    Anos de eleição já foram diferentes no Brasil: ruas cobertas de panfletos, brindes e showmícios eram comuns. Uma característica infelizmente parece imutável: a propensão dos governos a gastar de forma irresponsável. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido pródigo na distribuição de “bondades” eleitoreiras, mas os governadores não ficam atrás. A gastança extra já contratada terá impacto nas contas públicas estimado em torno de 2% do PIB. Desse total, o governo federal deverá ficar com uma fatia de 0,9 ponto percentual e os governos estaduais com nada desprezível 0,6 (o restante 0,5 serão gastos realizados por fora das metas fiscais).

    Em razão desse quadro, os estados deverão fechar 2026 com déficit fiscal de R$ 6 bilhões, pelas projeções da XP Investimentos reveladas em reportagem do GLOBO. Considerando os 26 estados e o Distrito Federal, havia sobra de caixa de R$ 29 bilhões no fim de 2025. Mas, em vez de controlar as despesas para reduzir o endividamento, governadores de várias colorações partidárias decidiram abrir os cofres. De janeiro a abril, a despesa cresceu 6,5% acima da inflação, o dobro do aumento da arrecadação e outras receitas.

    Há exceções, é claro. O Espírito Santo é dos poucos exemplos positivos. Para começar, é pouco endividado. Seguindo a métrica da dívida consolidada pela receita corrente, soma 32%, longe do limite de alerta estabelecido pelo Tesouro Nacional. De acordo com o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais publicado em fevereiro, o endividamento capixaba caiu de 2023 para 2024. No ano passado, o estado registrou resultado primário positivo e repetiu o desempenho de janeiro a abril deste ano. Tal exemplo mostra como é perfeitamente possível manter a austeridade mesmo em ano eleitoral.

    Infelizmente os capixabas são exceção. No extremo oposto estão os potiguares. A dívida do Rio Grande do Norte subiu de forma estarrecedora entre 2023 e 2024 — de 27,5% para 41,5%. Para piorar, o estado terminou o ano passado com caixa negativo e chegou a abril deste ano com déficit primário. “Considerando a baixa disponibilidade de caixa até abril, o estado que mais preocupa é o Rio Grande do Norte”, disse ao GLOBO Tiago Sbardelotto, economista da XP. Tocantins é outro estado com baixo endividamento (27,5%), mas gestão temerária de suas contas. Fechou 2025 no vermelho e repetiu a dose no primeiro quadrimestre. Os três estados mais endividados são Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul (os dois acima do teto máximo de 200%) e Minas Gerais (acima do limite de alerta de 180%). Dos três, os governos gaúcho e mineiro fecharam 2025 com caixa negativo. O destaque foi Minas, com um rombo de R$ 11 bilhões.

    O debate sobre as dívidas estaduais tem seguido uma dinâmica com vícios crônicos. De tempos em tempos, os governadores pressionam suas bancadas no Congresso, e o governo federal aprova um novo programa de renegociação de dívidas. O último, o Propag, saiu no ano passado. A adesão maciça é prova das condições generosas. Mais uma vez, aumentou-se aquilo que os economistas chamam de “risco moral”: a noção de que, cedo ou tarde, a União assumirá a dívida. Há mais incentivo para não economizar para reduzir o endividamento por meio de austeridade fiscal. Será lamentável se, daqui a quatro anos, persistirem a gastança eleitoreira e os planos camaradas de reestruturação das dívidas.

  9. O Rodrigo é um dos poucos aqui na prefeitura que conversa e ouve os servidores. Este pelo menos me representa, pois até secretários municipais que eu tinha esperança se mostraram mais preocupados em bajular o prefeito do que com resultados para a população.

    1. Prezada Luciana

      Agradeço a sua interação e repeito muito a sua opinião

      Mas, o meu comentário não versou sobre o vice-prefeito Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, ouvir ou não ouvir os servidores municipal. Todos, eleitos e comissionados, deveriam ouvir vocês. E se Rodrigo está ouvindo, o que ele efetivamente está fazendo para mudar a situação dentro da prefeitura a favor de vocês?

      Os governantes não foram eleitos para apenas ouvirem os servidores efetivos, mas principalmente, para ouvirem os munícipes, os pagadores de pesados impostos, os que sustentam tudo isso, os que precisam de resultados, e muito mais do que isso: Paulo e Rodrigo foram eleitos prometendo e se esperando serem eles agentes de transformação.

      Nem o titular, nem o vice, que institucionalmente, é um decorativo e sem tinta na caneta, vem fazendo este papel relevante para a cidade, cidadãos e cidadãs. Quando teve a oportunidade, após longo e tenebroso silêncio, desperdiça-a. Incrível. Simples assim!

      1. Discordo. Se você diz que não tem a caneta, já responde que pouco pode fazer.
        De forma propositiva, o que você faria no lugar dele? se o titular só escuta o chefe de gabinete, o qual manda no prefeito. Você teria alguém melhor para indicar? Eu acho que ele fez muito bem em se posicionar e na minha sala todos concordaram.

        1. Ótimo. Se posicionou e resolveu? Quem tem que se posicionar é o Sintraspug, outro que anda bem na contramão de tudo em favor dos servidores municipais. Saudades de uma certa telefonista…

  10. A ARTE PARLAMENTAR DE NÃO DEIXAR VESTÍGIOS, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    A votação simbólica talvez seja hoje um dos instrumentos mais convenientes da política brasileira para diluir responsabilidades individuais dentro do Congresso Nacional. Criado para acelerar deliberações consensuais e destravar a pauta legislativa em matérias de baixa controvérsia, o mecanismo vem sendo progressivamente banalizado como uma espécie de zona de conforto institucional para parlamentares que desejam aprovar projetos polêmicos sem deixar registrada a própria digital política.

    Em tese, o modelo tem utilidade legítima. Em votações simbólicas, o presidente da sessão pergunta aos parlamentares favoráveis que permaneçam como estão, sem registro individualizado dos votos. Quando há amplo acordo em torno de determinada proposta, o rito ajuda a conferir celeridade ao funcionamento das Casas legislativas. Não faria sentido transformar toda deliberação em longos processos nominais quando há evidente convergência política ou matérias meramente procedimentais.

    O problema começa quando aquilo que deveria ser exceção operacional passa a funcionar como escudo político. Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo mostrou que a prática se tornou dominante nas duas Casas legislativas. Na Câmara, em 2025 (até novembro), houve 420 votações simbólicas, ante 215 nominais. No ano anterior, foram 369 simbólicas, ante 150 nominais. No Senado, a diferença também chama a atenção: 126 votações simbólicas e apenas 25 nominais em 2025. Em 2024, foram 175 simbólicas, ante 41 nominais. Para um Congresso tão afeito à liturgia da exposição pública em períodos eleitorais, chama a atenção o apreço quase monástico pelo anonimato quando determinados temas chegam ao plenário.

    Entre as propostas aprovadas de forma simbólica pelos deputados neste ano está o projeto de minirreforma eleitoral que flexibiliza regras de prestação de contas de partidos e campanhas, limita punições financeiras e amplia a proteção ao uso dos fundos partidário e eleitoral.

    Os regimentos da Câmara e do Senado estabelecem situações em que a votação nominal é obrigatória, mas não criam um critério geral que imponha esse tipo de votação para matérias de maior relevância política ou impacto social. Na prática, fora das hipóteses regimentais específicas, prevalece ampla margem de decisão política da Presidência da sessão e das lideranças partidárias sobre a adoção do voto simbólico ou nominal. O resultado é um sistema bastante flexível, que permite a aprovação de temas altamente controversos sem que o eleitor identifique com clareza a posição individual de cada parlamentar.

    Não se trata de detalhe burocrático. O voto parlamentar é parte essencial da representação democrática. Deputados e senadores não foram eleitos apenas para ocupar cadeiras, negociar cargos ou participar de articulações internas. Foram escolhidos justamente para assumir publicamente posições políticas diante da sociedade. A lógica da representação pressupõe responsabilidade, transparência e capacidade de prestação de contas. Sem isso, enfraquece a própria relação entre eleitor e eleito.

    A banalização das votações simbólicas vai na direção oposta do discurso que domina as campanhas eleitorais. Em períodos de eleição, candidatos se apresentam como defensores intransigentes de princípios, valores e agendas públicas. Gravam vídeos, produzem peças publicitárias, publicam manifestos e fazem questão de vocalizar posicionamentos sobre praticamente todos os temas nacionais. Já dentro do Parlamento, muitos dos mesmos políticos passam a se esconder atrás de mecanismos regimentais que evitam exposição pública em votações potencialmente desgastantes.

    O resultado é um ambiente de conveniência coletiva. Aprova-se o projeto, distribuem-se os benefícios políticos internos, preserva-se o interesse corporativo da classe e, ao mesmo tempo, dilui-se o custo individual perante a opinião pública. É improvável, contudo, que o próprio Congresso avance espontaneamente para restringir esse expediente.

    A democracia representativa exige mais do que discursos em campanha. Exige coragem institucional para sustentar publicamente os próprios votos. Quem legisla em nome da população não deveria temer deixar registrado aquilo que decidiu aprovar.

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