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“PRESTA ATENÇÃO II”. COBRADO, RODRIGO  FINALMENTE USA AS REDES SOCIAIS, VAI À RÁDIO E EXPÕE SEM FILTROS, AS MENTIRAS ARMADAS E INCOERÊNCIAS DE PAULO E DOS BRUXOS QUE ANIMAM A FRATURA EXPOSTA DO GOVERNO, ATÉ AQUI SEM RESULTADOS PARA A CIDADE, CIDADÃOS E CIDADÃS DEPOIS DE QUASE DOIS ANOS DE GESTÃO

Estou, desgraçadamente, de alma lavada mais uma vez, pois, no fundo, quem perde é a cidade, as pessoas e principalmente o governo que prometeu mudar o estado de dúvidas e de paralisação de Gaspar no tempo. Horas depois de Paulo Norberto Koerich, PL, numa bem armada trama dos seus porta-vozes bruxos de que o vice-prefeito, o engenheiro Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, era um malandro e boicotador do próprio governo, a estória não parou de pé.

Deram munição para mim, agora aguentem.

Foi Rodrigo quem saiu do conforto, do silêncio e resolveu botar a boca no trombone nas suas redes sociais. E ela ganhou as ruas e deixou mais uma vez Paulo Norberto Koerich, PL, o que fala em transparência e não a exerce e gastaria horas para listá-las -, bem como a sua turma de aduladores, com o pincel na mão e devendo explicações a Gaspar. Bastou uma tumultuada, interessante e esclarecedora sessão da Câmara nesta terça-feira para que nada mais parasse de pé. Pior é fato repetido. Inacreditável.

Quem fez a festa antes de mim, foi a conta no Facebook chamada de “jornal Pragas”, PRA GASpar.

Para não encompridar o meu textão em dia de início de Copa Mundial de Futebol, deixo o link do meu artigo de segunda-feira para melhor compreender o que arremato daqui em diante: “PRESTA ATENÇÃO”. O VICE-PREFEITO RODRIGO, DE GASPAR, ARRUMOU UM PÉ PARA SAIR DO SEU SILÊNCIO SEPULCRAL DIANTE DE TANTAS DÚVIDAS, FALTA DE ENTREGAS DO GOVERNO. NÃO FOI PARA ESCLARECÊ-LAS, MAS PARA FAZER MÉDIA E POLITICAGEM COM OS SERVIDORES EFETIVOS ATINGIDOS PELA INSENSATEZ DE QUEM NÃO TEM O QUE DIZER PARA SAIR DA ENRASCADA ONDE A ATUAL ADMINISTRAÇÃO SE METEU. E EXATAMENTE EM ANO DE ELEIÇÕES QUANDO O DESCONTENTAMENTO PODE SER EXPRESSO NO SILÊNCIO DA URNAS

RODRIGO FOI AO EMBATE. ELE SÓ É BOM SE A CIDADE GANHAR

Primeiro, Rodrigo se desfez da bengala de sindicalista. E fez bem. Foi direto ao ponto: ele se ofereceu sim, pelo menos uma vez, para ser secretário de Paulo: e no Obras e Serviços Urbanos, no lugar de quem deixava a prefeitura, Vanderlei Schmitz, um em quase uma dezena de trocas do primeiro escalão que aconteceu no governo. Um dos poucos que não precisava de GPS do primeiro escalão do governo que não precisa de GPS para chegar e andar em Gaspar.

Segundo. Antes, Rodrigo já tinha oferecido uma solução e uma indicação para a titularidade da secretaria de Planejamento Territorial, trazendo de Blumenau – mas sem vínculo com os saíram depois daqui corridos com tornozeleira eletrônica – Ana Paulo Lapolli Isensee. Paulo a demitiu e disse a cidade de que ela tinha pedido para sair. Ela não pediu nada. Registrei isto. Mostrei uma gravação dela surpreendida com a demissão. Há outros casos na mesma linha. E isto, perigosamente, já trabalha contra Paulo e os seus.

Ana, simplesmente, uma técnica, foi escalada – sem ela saber direito e contra a legislação geral vigente que preferia segui-la ao pé da letra – para servir aos donos da cidade de sempre e dos novos interesses que cercam Paulo. Ana Paula não fez isso com a “presteza” desejada por quem a indicou, nomeou e exigia resultados. Então, foi rifada. E logo. Antes que criasse musculatura.

E aí veio Michael Jackson Schoenfelder Maiochi, o “dono de Blumenau”, o articulador das reuniões do cartel na “pedreira” em Gaspar e começou a “resolver” os problemas antigos dos  donos de Gaspar e dos donos do poder. O desfecho de tudo isso, a cidade já sabe pelas páginas policiais dos portais, jornais, televisões, rádios, redes sociais, blogueiros e aplicativos de mensagens. E se não se cuidar, o que estava restrito a Blumenau e ao ex-prefeito Mário Hildebrandt, PL, de Blumenau, poderá grudar nos do poder de plantão daqui.

Antes de prosseguir da série, perguntar, não ofende:, aonde mesmo estão os projetos de R$300 ou de R$370 milhões de investimentos que ele e Paulo anunciaram aos vereadores, empresários e à cidade?

E prosseguindo.

Impressionante. Paulo Norberto Koerich, PL, o que vai puxar votos para Jorginho Mello, PL, foi eleito, com fama de investigador de 30 anos de carreira passando por todas as funções relevantes na Polícia Civil até chegar a ser secretário de Segurança no governo do bolsonarista de Carlos Moisés da Silva, eleito no PSL, com passagem pelo Republicanos e hoje no União Brasil, para apurar, esclarecer e expor o governo de Kleber Edson Wan Dall, eleito no MDB e hoje no podemos, bem como de Luiz Carlos Spengler Filho e Marcelo de Souza Brick, ambos do PP.

O TITULAR E O VICE JOGAM EM TIMES DIFERENTES E GASPAR PERDE    

Entretanto, ao contrário, além de não conseguir montar equipes voltadas para resultados para ele e a cidade, depois de dois anos, está acuado dando explicações a cidade. E se enrolando. Sendo desmentido com provas, fatos e gravações pelo seu vice e outros. Quem mesmo o orienta? Em que mundo ele está, se não o exposto, muito diferente das delegacias e gabinetes da polícia por onde passou onde podia controlar a narrativa do que queria que se compreendesse fora daquele ambiente onde estava. Comunicação, zero. In-crí-vel!

E para encerrar, a encenação patati-patatá. 

E o que falar do novato Carlos Eduardo Schmidt Sobrinho, PL, o único vereador do PL pelo Distrito do Belchior e líder do partido na Câmara? Entrou na mesma pilha para desqualificar Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos. Tudo, porque entre os dois, há um problema bem particular de última hora mal resolvido e  que contaminou tudo. Um vídeo, não muito antigo e feito na mesma tribuna da Cãmara depois das eleições, Carlos Eduardo, chama Rorigo como um pai e professor na política e o agradece por isso. Agora, é traidor, um desqualificado e por aí vai. Meu Deus!

No fundo, esta gente está sem noção das suas responsabilidade e importância deles para a cidade, cidadãos e cidadãos que confiaram nela. Ela parece estar no tempos das trevas ou da ditadura. Acha que nada é gravado e disseminado no tempo da internet, do digital e da Inteligência Artificial.

Ela está sendo desmentida pelas próprias atitudes, falta de atitudes, falta de transparência e pelas sucessivas incoerências, como se não houvesse provas no passado. Há vinganças baratas e pessoais. A cidade está em segundo, terceiro, quarto planos. Credo.  Esta gente não é estadista. Se Rodrigo, não é confiável para o grupo que está no poder de plantão e muito menos para velhos os donos da cidade ao menos essa gente deveria ser razoavelmente coerente e inteligente para descartá-lo

Entretanto, este mesmo pessoal, como já fez e faz reiteradamente comigo, tenta desqualifica-lo, usando baixarias e mentiras. E está se dando mal. Rodrigo vai virar herói. E por uma razão muito simples: falta ao outro lado resultados, porta-vozes qualificados, transparência, resultados como verdadeira cortina de fumaça e credibilidade para desqualificar os outros.  Hoje Rodrigo estava na rádio se explicando. Saiu-se bem. Advinha que está perdendo mais uma vez, além de Paulo o que teve 52,98% dos votos válidos para dar um cavalo de pau numa cidade estagnada e cheia de dúvidas, nenhuma delas esclarecidas com os supostos autores punidos? Simples assim. Muda, Gaspar!

TRAPICHE

Pulga só em cachorro magro. O chefe de gabinete, Pedro Inácio Bornhausen, PP, assinou portaria designando Denise Prebianca Schramm, como a responsável pela publicação da agenda externa do prefeito Paulo Norberto Koerich, PL. É só para atender a legislação. E isto depois de quase dois anos de governo. Isto mostra a importância do governo de Gaspar em relação a transparência dele.

A legislação manda também o Portal da Transparência exibir os proventos dos funcionários públicos municipais, incluindo os comissionados e o do próprio prefeito que ganha mais de R$40 mil por mês (neste caso não é possível conferir). Paulo Norberto Koerich, PL, tirou a remuneração de todos do portal e que é paga por todos os gasparenses a quem deveria prestar contas. O Ministério Público de Gaspar continua em silêncio sepulcral. O inócuo Observatório Social, também.

Pondo ordem na casa. O Ministério Público Federal expediu recomendação aos prefeitos de Blumenau, Gaspar e Ilhota para que identifiquem e retirem os painéis de publicidades e outdoors instalados irregularmente às margens do Rio Itajaí Açú e dentro da Área de Preservação Permanente. Irregulares? Mas, eles não foram autorizados pelas próprias prefeituras? Esta é a prova de que elas não estão nem aí para a legislação em vigor.

Paulo Norberto Koerich, PL, fez mais um longo e tenebroso vídeo para as suas redes sociais para rebater o vereador da sua suposta base, Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil e ligado ao vice-prefeito Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos. É sobre o suportos desvio de uma emenda parlamentar ganha pelo o vereador e que foi parar em outra obra que não era do seu interesse.

O que o vídeo prova? De que é dispensável a superintendência de Comunicação, a terceira em menos  de um ano. Paulo deveria estar anunciando grandes investimentos e transformações em Gaspar. Ele está se explicando com pulgas que estão lhe dando coceiras. Não possui porta-voz. E muito menos, porta-voz que o faz maior. Inclusive na Câmara.

Aliás, para encerrar. Ao Joel Reinert, dono da rádio e ao repórter Paulo Flores, da 89FM, Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, admitiu que Gaspar não precisa mais eleger vice, pois não tem papel nenhum. Isto já escrevi há tempos. E está na própria condição de vice. Esta gente que diz que ninguém me lê, vira e mexe, lava a minha alma. Muda, Gaspar!

Ah, então carroça vazia é que faz barulho, José Hilário Melato, PP, diz como “çábio” do ex-governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, hoje no Podemos, para defender o atual Paulo Norberto Koerich, PL? Então, agora, se entende bem a razão de tanto barulho. Há muitas carroças vazias. Faltam gente e material para enchê-las e transportá-las para os lugares certos da cidade que possui os mesmos donos de décadas.

Então. O funcionário público e ex-vereador, José Carlos de Carvalho Júnior é o “novo” presidente do MDB de Gaspar. Ele substitui ao vereador e presidente da Câmara, Ciro André Quintino. A escolha é de segurança e para não causar nenhum embaraço aos planos de Ciro.

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11 comentários em ““PRESTA ATENÇÃO II”. COBRADO, RODRIGO  FINALMENTE USA AS REDES SOCIAIS, VAI À RÁDIO E EXPÕE SEM FILTROS, AS MENTIRAS ARMADAS E INCOERÊNCIAS DE PAULO E DOS BRUXOS QUE ANIMAM A FRATURA EXPOSTA DO GOVERNO, ATÉ AQUI SEM RESULTADOS PARA A CIDADE, CIDADÃOS E CIDADÃS DEPOIS DE QUASE DOIS ANOS DE GESTÃO”

  1. Culpar a esquerda pelos problemas do país é fácil. Difícil é manter o mesmo rigor quando os fatos envolvem políticos da direita.

    Quando alguém trabalha apenas 72 dias em um ano e ainda assim é apresentado como exemplo de gestão, poucos questionam. Quando surgem casos de corrupção, a discussão rapidamente vira disputa ideológica, em vez de análise dos fatos.

    1. Não é o caso, penso, deste espaço. A corrupção não possui ideologia e partidos tradicionais, mas pessoas, ganância, bandidagem e muito dinheiro dos nossos pesados impostos cada vem maiores e on line, sem canais de contestações para a maioria dos que não possuem estruturas jurídicas e de contadores. É método. Unem-se numa mesma balaia para roubar, fraudar, intimidar, desqualificar, censurar, ameaçar e se infiltrar nas instituições como organizações criminosas que se passam por pessoas acima de qualquer suspeita e desmoralizar o estado e roubar o futuro dos mais pobres.

  2. A DESMORALIZAÇÃO INTERNACIONAL DO STF, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    A decisão da Corte de Cassação da Itália que anulou a extradição da deputada Carla Zambelli deveria ser lida com menos paixão partidária e mais zelo institucional. Ao examinar o pedido brasileiro, os magistrados verificaram “diversos elementos capazes de suscitar dúvidas sobre a imparcialidade, sob o aspecto objetivo, do tribunal que proferiu a condenação”.

    A reação previsível de muitos foi transformar a controvérsia em mais um capítulo da guerra política brasileira. Erro crasso. A questão relevante não é saber se Carla Zambelli – condenada a dez anos de prisão pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para emitir uma ordem falsa de prisão contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes – merece simpatia ou reprovação. Tampouco se resume à figura de Moraes, relator do processo. O que a Justiça italiana examinou foi a compatibilidade de um processo brasileiro com garantias elementares de um Estado de Direito.

    Os vícios destacados pelos magistrados italianos não são novidade. Há anos juristas, advogados, associações profissionais e até ministros do Supremo levantam preocupações semelhantes. A expansão contínua do inquérito das fake news, a utilização extensiva da conexão para atrair casos diversos a uma mesma relatoria, a concentração de decisões relevantes em poucos gabinetes, a erosão do princípio do juiz natural e o enfraquecimento da colegialidade já foram objeto de críticas reiteradas.

    A Corte italiana, portanto, não descobriu uma patologia desconhecida. Encontrou sintomas que há muito tempo inquietam quem acompanha a evolução institucional do Brasil.

    A defesa da democracia serviu de álibi para essas inovações. Houve ameaças golpistas e tentativas fraudulentas de minar a confiança no sistema eleitoral. Nenhuma democracia séria poderia ignorar fatos dessa natureza. Mas circunstâncias graves não suspendem princípios básicos de imparcialidade, contraditório e devido processo. Sua importância cresce justamente nos momentos de maior tensão política.

    A Corte italiana não questionou as motivações dos ministros brasileiros nem absolveu a ré. Em outras palavras, não entrou no mérito da causa, só examinou as condições sob as quais ela foi julgada. Ao fazê-lo, verificou “violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz” e acusou o “acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução” na figura de Alexandre de Moraes. Não se trata de linguagem partidária. É a linguagem do Estado de Direito.

    Tribunais de países democráticos divergem entre si com frequência. O que chama a atenção neste caso é a natureza da divergência. A mais alta instância judicial italiana concluiu que havia comprometimento de garantias processuais fundamentais para a tradição constitucional democrática.

    O precedente espanhol no caso do blogueiro Oswaldo Eustáquio, cuja extradição foi negada pela Justiça da Espanha porque esta considerou que o pedido brasileiro tinha “motivação política”, torna o quadro ainda mais desconfortável. São situações distintas, examinadas por tribunais distintos, em países distintos. Ainda assim, ambas produziram resistência à cooperação judicial solicitada pelo Brasil. A coincidência não pode ser descartada como mera manifestação de simpatia política por figuras associadas ao bolsonarismo.

    Durante anos, críticas dessa natureza foram repudiadas como reações partidárias ou tentativas de “extremistas” de deslegitimar o Supremo. Agora, parte delas retorna ao País traduzida para a linguagem técnica de uma corte estrangeira.

    A passagem mais severa do acórdão italiano afirma que a “violação macroscópica” da “garantia constitucional fundamental e irrenunciável” ao direito de defesa comprometeu “toda a equidade do processo”. Convém refletir sobre esse diagnóstico antes de atribuir à decisão italiana uma mera divergência ideológica. Não deveria ser necessário que o Direito atravessasse o oceano para chegar à óbvia conclusão de que Alexandre de Moraes e o STF extrapolaram.

  3. A desmoralização e a falta de pauta dos analógicos em tempos te Inteligência Artificial e mundo digital. A NSC – a qual tenta se inserir no mundo digital – mostrou o polvo do Aquário de Balneário Camboriú escolhendo o pote de comida da Haiti ao invés do Brasil. Vai que. Vamos esperar pela confirmação da inteligência premonitória do polvo e o desperdício de tempo precioso na teve como algo mais de interesse público num espaço raro hoje em dia de noticiário, todo ele comido pelas redes sociais.

    A IA E O POLVO PAUL, por Fábio Gallo, no jornal O Estado de S. Paulo

    Na Copa do Mundo de 2010, o polvo Paul ficou famoso por prever corretamente todos os resultados da seleção alemã. Polvo, vidente, sinais no céu, cartas de tarô – nós sempre buscamos algo ou alguém para nos dizer o futuro.

    Hoje, o nosso Oráculo de Delfos se transformou em tecnologia. O ganhador da Copa de 2026 está sendo urgido por ferramentas desenvolvidas para selecionar ações em Bolsas de Valores. Deixamos de lado a opinião de experts como técnicos, ex-jogadores e jornalistas esportivos e passamos o bastão para especialistas em fatores de risco, regressões estatísticas e modelos probabilísticos.

    Pode parecer exagero, mas não é. Nos últimos anos, bancos, fundos e pesquisadores passaram a aplicar ao futebol métodos originalmente criados para o mercado financeiro e, recentemente, entraram nesse jogo modelos de IA e os mercados de apostas. O objetivo é simples: descobrir quem tem maior probabilidade de levantar a taça. Alguns desses modelos acertaram vencedores com precisão impressionante. É o caso do estrategista de mercado Joachim Klement, que ficou conhecido porque criou um modelo inspirado em fatores usados em finanças para prever Copas do Mundo. O modelo acertou Alemanha (2014), França (2018) e Argentina (2022).

    O mais curioso é que seu criador não estava tentando provar que os economistas conseguem prever o futuro. Estava fazendo uma sátira da pretensão dos modelos econômicos. Em 2026, ele aposta na Holanda. Outros modelos baseados em algoritmos apontam como campeã a Espanha, enquanto as casas de apostas preferem França e Argentina.

    A divergência talvez diga mais sobre nossa relação com o futuro do que sobre o futebol. Afinal, se nem as máquinas concordam, por que continuamos procurando previsões com tanta convicção? Pela nossa dificuldade em conviver com a incerteza. Bilhões de pessoas estão buscando previsões sobre quem levantará a taça. Economistas construindo modelos. Algoritmos calculando probabilidades. Bets transformando expectativas em preços. No entanto, neste momento, a bola está rolando. Um desvio, uma expulsão ou um pênalti improvável poderão derrubar em segundos meses de cálculos e milhões de linhas de dados.

    Talvez essa seja a verdadeira lição da Copa. O problema nunca foi a falta de informação. O problema é que confundimos probabilidade com certeza. A Copa talvez seja a melhor metáfora do século 21: nunca tivemos tantos dados para prever o futuro – e nunca estivemos tão conscientes de que ele continua nos escapando. Quanto ao vencedor de 2026? Eu continuo preferindo a velha irracionalidade da esperança. Afinal, certas previsões pertencem à estatística. Outras, à torcida. Brasil hexacampeão.

  4. O SUPREMO SOB DÚVIDAS. ALEXANDRE DE MORAES JUILGADO IMPARCIAL. REPERCUSSÃO INTERNACIONAL FORTE. INSEGURANÇA JURÍDICA

    Texto abaixo, é da jornalista Karina Michelin, na sua conta no X. É um entre centenas, aqui e n’outras línguas no noticiário nacional e internacional. Esclarecedor. Não se trata sobre Carla Zambelli. Trata-se sobre os métodos que ferem à ampla defesa e o devido processo legal do Supremo Tribunal Federal do Brasil, o que deveria ser exemplo não para o mundo, mas para as cortes e instâncias inferiores no próprio Brasil, e principalmente para os brasileiros. Meu Deus!

    A Suprema Corte de Cassação da Itália acaba de impor uma das mais duras derrotas internacionais já sofridas pela Justiça brasileira.

    Em uma sentença histórica, a mais alta corte criminal do país anulou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli e determinou sua libertação imediata, concluindo que havia elementos concretos capazes de comprometer a imparcialidade do processo que levou à sua condenação no Brasil.

    Os magistrados italianos concluíram que Alexandre de Moraes acumulou funções incompatíveis com as garantias fundamentais exigidas em um Estado de Direito. A decisão descreve uma situação em que o mesmo magistrado aparece simultaneamente como pessoa atingida pelos fatos investigados, responsável por medidas cautelares, participante das decisões de mérito, emissor de ordens de prisão e agente envolvido em etapas posteriores da execução processual.

    Para a Corte italiana, essa sobreposição de funções é suficiente para gerar dúvidas objetivamente justificadas sobre a imparcialidade do julgador.

    Os juízes afirmam que houve uma “macroscópica violação do direito de defesa” e que a ausência das garantias de imparcialidade comprometeu o núcleo essencial do devido processo legal. Em outro trecho contundente, a Corte conclui que ocorreu a violação de uma garantia constitucional fundamental e irrenunciável, tornando inviável a entrega de Carla Zambelli ao Estado brasileiro.

    A Corte não analisou a inocência ou a culpa da ex-deputada nem revisou o mérito das acusações. O que decidiu foi algo igualmente grave – o processo apresentado pelo Brasil não oferecia garantias suficientes para justificar uma extradição internacional.

    O significado histórico da decisão é inequívoco. Uma Suprema Corte europeia rejeitou formalmente uma extradição ao Brasil por entender que garantias fundamentais de imparcialidade judicial foram comprometidas.

    A discussão sobre os limites do poder exercido por Alexandre de Moraes acaba de deixar de ser um debate exclusivamente brasileiro. Agora, tornou-se também uma questão examinada por uma das mais importantes cortes de justiça da Europa, graças ao trabalho dos advogados italianos Pieremilio Sammarco e Angelo Alessandro Sammarco.

  5. UMA VICE MULHER DECORATIVA?, por Raquel Landim, no jornal O Estado de S. Paulo

    Qual é o perfil de vice mulher que o senador e précandidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), deseja? Até agora, os sinais não são nada animadores.

    Depois da derrota de Jair Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, está evidente que o público feminino é um problema para a campanha.

    Conforme a mais recente pesquisa Meio/Ideia, 47,6% das mulheres pretendem votar em Lula no segundo turno e 39% em Flávio. Entre os homens, o cenário é mais equilibrado: 45,3% para Lula e 44% para Flávio.

    Assessores do senador acreditam que uma vice mulher pode ajudar a minimizar a imagem negativa de que o bolsonarismo é machista e não tem agenda feminina. Nesta semana, Flávio disse em evento do Grupo Voto que sua vice será, “preferencialmente”, uma mulher.

    A escolha do vice não necessariamente traz voto, mas é um aceno e também uma construção de narrativa. Lula soube explorar isso muito bem ao mandar uma imagem de moderação ao público com José Alencar e, depois, com Geraldo Alckmin (PSB-SP).

    Mas a narrativa precisa ser crível. Operadores políticos experientes dizem que a vice ideal seria a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas os bolsonaristas refutaram a alternativa. A senadora já descartou a hipótese.

    Tereza Cristina tem ampla experiência parlamentar, pontes no agronegócio, no empresariado, nos partidos de centro e no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Ela ajudaria a reverter a crise de credibilidade que a candidatura de Flávio enfrenta desde o episódio do áudio com Daniel Vorcaro, o encrencado dono do Master.

    Ontem, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu o nome da deputada Julia Zanatta (PL-SC). Também já surgiu a possibilidade da deputada Clarissa Tércio (PP-PE), que é evangélica.

    As deputadas têm representatividade em suas bases eleitorais, mas pregam para os já convertidos. Portanto, agregariam menos que a senadora.

    Flávio enfrenta ainda outro problema grave. A ausência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha, que diz estar cuidando do marido, mas não esconde a antipatia pelo enteado. Michelle é, de longe, o nome mais popular entre o público feminino de direita.

    O bolsonarismo tem pânico de um vice forte. Vive atormentado por fantasmas de que, em caso de vitória, seu presidente poderia ser ejetado da cadeira pelo sistema em prol de um vice mais moderado.

    Flávio não pode passar a impressão de que sua vice mulher é apenas uma figura decorativa. Não pode ter medo da sua sombra. O eleitorado feminino vai perceber.

  6. CONGRESSO ENTRA COM GOSTO NA GUERRA FISCAL E ELEITORAL, editorial do jornal Folha de S. Paulo

    Vez e outra, alguma liderança do Congresso diz que o governo é um irresponsável fiscal. Chefes de partidos de oposição e pré-candidatos a impedir a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fazem discursos semelhantes. Não é mentira, mas não é toda a verdade.

    Um descaramento cínico fica evidente quando parlamentares, na maioria oposicionistas, depredam as contas públicas —como nesta semana de proliferação das chamadas pautas-bomba.

    Acelera-se a deterioração do Orçamento federal. A administração petista se opõe a iniciativas tresloucadas mais recentes, mas contribuiu para o ambiente de farra com sua ofensiva eleitoreira —além de ser um fracasso de articulação política e não controlar nem a própria bancada.

    As metas fiscais oficiais, além de já afrouxadas, são em grande parte fictícias, pois excluem despesas da contabilidade. Artimanhas permitem dispêndios extraorçamentários e aumentos de dívida por meio de gastos financeiros e subsídios de crédito.

    O Congresso, com desfaçatez, sente-se ainda mais à vontade para avançar sobre o dinheiro do contribuinte. Deputados e senadores ocupam-se de aprovar emendas, engordar fundos político-eleitorais e evitar riscos para as próprias reeleições, agravando a crise de endividamento público e arrocho de juros.

    Pesa nessa conta também a picuinha inconsequente de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, com Lula.

    A Casa legislativa aprovou, na quarta-feira (10), uma renegociação à matroca de dívidas de produtores rurais. Referendou, ainda, aumento do piso salarial de profissionais de saúde, o que eleva despesas públicas. Os dois projetos serão apreciados por uma Câmara da qual tampouco se pode esperar zelo pelo erário.

    Além disso, uma comissão senatorial incentivou mais um retrocesso nas reformas previdenciárias que vêm sendo aprovadas desde o início do século, dando condições especiais de aposentadoria para agentes de saúde.

    A conta anual do despautério, sem previsão de fundos para financiá-la, é da casa da dezena ou de dezenas de bilhões de reais. Parlamentares ou mesmo o governo não sabem o custo exato das medidas, outra prova de incúria e incompetência. Há mais bombas em tramitação.

    Alarmado pela gastança considerada irresponsável até por seu próprio governo, Lula ameaça vetar o que puder da torrente de despesas ou levar os casos ao Supremo Tribunal Federal, outra prova da desordem institucional.

    Juros e encargos financeiros do governo estão nos maiores níveis em 20 anos ou nos picos deste século. As taxas ficarão altas a perder de vista, dadas as pressões inflacionárias domésticas e externas, além da degradação fiscal.

    Na melhor hipótese, o próximo governo fará um ajuste duro e politicamente conflitivo. Na pior, o país correrá mais risco de um desastre social similar ao produzido sob Dilma Rousseff (PT).

  7. Herculano você que já observou muita coisa consegue explicar?

    Por quê?
    Incomodado com as críticas sobre a falta de transparência, o prefeito Paulo Koerich resolveu inovar: contratou, por inexigibilidade de licitação, uma consultoria “premium” para ensinar a Prefeitura de Gaspar a ser transparente.

    O contrato é da Inexigibilidade nº 61/2026, Processo Administrativo nº 77/2026, no valor de R$ 99.140,00, firmado com a empresa CR2 Consultoria em Tecnologia da Informação Ltda., CNPJ nº 23.792.525/0001-02, sediada em Belém do Pará.

    A empresa que atua justamente no mercado de assessoria em transparência pública e na preparação de municípios para melhorar desempenho em avaliações, rankings e selos, entre eles o cobiçado Selo Diamante.

    A pergunta que fica é simples: está sobrando dinheiro ou faltando bom senso?

    Porque, se a Prefeitura precisa gastar quase R$ 100 mil para provar que é transparente, talvez o problema não esteja na ausência de selo, mas na falta de transparência real.

    E pelo visto, também está faltando alguém com coragem para dar um conselho ao comandante deste trem desgovernado.

    1. Leitora, que não tenho.

      É impressionante os sucessivos, repetidos e antigos erros do novo governo na mudança. No tempo da inteligência digital, estamos na era de Gutemberg

  8. FALTA DE RUMO, por Willian Waack, no jornal O Estado de S. Paulo

    Não é nada confortável a situação neste instante dos grupos políticos que se articulam para impedir a reeleição de Lula. Ele é hoje um político em situação de rejeição altíssima, porém similar à do nome do seu principal adversário.

    Em boa parte, isso se deve ao hábito de “fazer política” perseguindo o ponteiro das pesquisas de intenção de voto. Claro que elas são relevantes como ferramenta tática, mas trata-se aqui de problemas estratégicos.

    A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro consolidou-se em função de uma série de pesquisas, apesar de as vulnerabilidades dele serem bem conhecidas ainda antes dos áudios com Vorcaro. O que elas evidenciavam não era, necessariamente, um apoio ao nome, mas um desejo enorme de acabar com décadas de lulopetismo no poder.

    Abraçou-se sofregamente a frase “só ele tira o Lula de lá”; portanto, tapam-se o nariz, os olhos e, principalmente, os ouvidos, e vamos cuidar do resto depois. Quando o que importa é exatamente “o resto”: tirar o Lula para quê?

    Era bastante óbvio que, se pesquisas impulsionam, também esmagam – especialmente quando resultados negativos são provocados pelo próprio candidato. Deixando os grupos de centro-direita (menos os bolsonaristas) numa espécie de orfandade. Sentem que perdem o que seria um nome imbatível naquelas antigas pesquisas e não conseguiram criar bandeiras além do antipetismo.

    A noite da votação do fim da escala 6×1 na Câmara foi bom exemplo desse fenômeno do curtoprazismo político. Votaram a favor até deputados que presidem frentes empresariais, todos munidos de “trackings”, indicando que 70% do eleitorado apoiava trabalhar menos e ganhar a mesma coisa. É o que acontece quando se deixa de fazer política.

    Modelos estatísticos consagrados atribuem ao incumbente com as atuais taxas de aprovação/desaprovação de Lula um favoritismo de 55% (consultoria Eurasia), mas num quadro volátil no qual a parcela do eleitorado capaz de definir o resultado é pequena. O problema para as forças que querem derrotar Lula é o fato de estarem, no momento, na dependência de fatores que não controlam.

    Dois chamam a atenção, e estão interligados. O primeiro é a situação geopolítica internacional e suas consequências econômicas. Elas sugerem mais inflação no Brasil, especialmente no setor de alimentos, e dificuldades de diminuir a sufocante taxa de juros. Nesse cenário, o incumbente perde vantagens, importando pouco o adversário.

    Se o grande problema para Lula foi sua incapacidade de vender um sonho de futuro melhor, a oposição está se defrontando com isso também. Uma campanha política que dependa muito de revelações trazidas pela polícia, como ocorre agora, acaba nivelando tudo por baixo e, no caso de Flávio, diluindo diferenças. Não se vê um rumo.

  9. Não tem jeito. O governo do PT, Lula e da esquerda do atraso é bom de demagogia e discurso, mas é ruim demais, burocrata, irresponsável, insaciável nos impostas e contra quem produz e exporta

    COCHILO BILIONÁRIO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    Após pegar o governo brasileiro “de surpresa” no início de maio, a União Europeia (UE) acaba de oficializar o veto, válido a partir de setembro, à compra de carnes, aves, peixes e mel do Brasil, o que sugere mais um cochilo do lado brasileiro.

    Inadmissível em qualquer época, a soneca do governo é especialmente injustificável nos tempos atuais, de escalada do protecionismo e maior disputa por mercados globais. A decisão pode representar uma perda gigantesca ao agronegócio brasileiro, que no ano passado exportou cerca de US$ 1,8 bilhão desses produtos ao bloco europeu.

    De acordo com a UE, o Brasil não apresentou informações suficientes que garantam o cumprimento do regulamento de uso de antimicrobianos nas criações, tais como antibióticos.

    Em nota, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou repúdio ao veto da UE e afirmou que a decisão vai na contramão do acordo entre o Brasil e a União Europeia, representando uma tentativa de “mudar as regras de forma casuística”.

    A reação da Faesp é perfeitamente compreensível. O que chama a atenção é o Brasil, principal economia do Mercosul, dar-se ao luxo de ser surpreendido com medidas de potencial impacto bilionário a esta altura dos acontecimentos, depois de ter se empenhado tanto para que o acordo com a UE fosse aprovado. Para piorar, o regulamento da UE contra antimicrobianos era de conhecimento público desde 2018, mas o Brasil não tomou as providências necessárias a tempo.

    Não é segredo para ninguém que a UE joga duro com o agronegócio sul-americano, mas mesmo assim países como Argentina e Colômbia seguem aptos a exportar carne para o mercado europeu. O México é outro produtor autorizado a exportar proteína animal para a UE.

    De modo geral, entidades do agronegócio defendem a seriedade da inspeção sanitária do Brasil e avaliam que a decisão da UE não está ligada a nenhum problema com os rebanhos em si, mas com a questão da documentação. Ainda em maio, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes recordou que o Brasil exporta carne para mais de 170 países, “sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo”. Já a Sociedade Rural Brasileira destacou que o Brasil tem capacidade técnica para atender às exigências internacionais. A entidade defendeu ainda que o País promova uma investigação detalhada sobre quais etapas do cronograma de adequação não avançaram dentro do prazo previsto pela UE.

    É o mínimo que se espera, não só para que o veto às exportações de carne brasileira seja revisto, mas principalmente para que o País use esse desafortunado caso como oportunidade para reforçar seus protocolos e não ser pego cochilando em outras situações.

    Embora tenha sido atualizada recentemente, a regulamentação europeia sobre o uso de antimicrobianos é de 2019. Não era difícil prever que cedo ou tarde essa exigência seria cobrada com mais rigor dos países exportadores. Num mundo em que as regras comerciais são cada vez mais mutantes, é preciso estar preparado para todos os cenários, principalmente os previsíveis, como nesse caso.

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