Se você é leitor ou leitora habitual deste espaço, então você já leu aqui esta observação abaixo, MUITAS outras vezes neste e nos anos passados. Reproduzo-a refrescar à memória dos “esquecidos”, ou, tornar claro para os novos por aqui, os quais inventam e encontram nas entrelinhas, “interesses” outros naquilo que publico.
Este blog não é e nunca foi impulsionado, não montou nenhum grupo de WhatsApp – ou em outros aplicativos de mensagens – para dar volume de acessos – apesar de ousadas propostas neste sentido – , não é e nunca foi monetizado pelos acessos que recebe, não é e nunca foi patrocinado por particulares, empresas, dinheiro público ou de políticos, também nunca “pediu ajuda de custos” a políticos e empresários para se manter.
Acrescento: não monta premiações, não “cria” agências para disfarçadamente intermediar negócios de comunicação aos interesses dos poderosos “amigos” do poder de ou no plantão, não “vende selos” de suposta competência, transparência ou comunicação chapa branca e também, não dá assessoria privada de qualquer tipo para qualquer político local.
Se você quer republicar os artigos deste espaço, por sua responsabilidade, por favor, só na íntegra para não descontextualizar à análise, comentário ou à crítica. E ao final de cada artigo, há botões facilitadores para replicar estes artigos via aplicativos de mensagens, e-mails e redes sociais. Estes botões fazem isso automaticamente para você. Há também espaço no blog para a sua opinião, correções e contraponto.
Os políticos – e amigos e patrocinadores desses políticos – querem que os artigos esclarecedores como o abaixo, em novo governo que veio para mudar, sejam banidos. Eles estão se articulando, desacreditando e farão de tudo para isso, mais uma vez. Até há pouco tempo, aplaudiam-me, porque eram os beneficiados diretos com a minha clareza. E no fundo, esta é forma dessa gente agir: aplaudir quando na oposição e sufocar, desacreditar, perseguir e até processar quando no poder. No fundo, esta gente é contra você e a cidade.
Então, exatamente por causa dela, é que este espaço é de vigia. Ele continuará “olhando a maré” para o descontentamento dos políticos sustentados pelos nossos pesados impostos, cada vez mais altos e on line – ou os que manipulam fatos e versões à sombra do poder de plantão. E falsamente, ainda pregam a transparência dos atos deles; dizem que vão desnudar os dos outros, mas tudo, de verdade, o que querem, além do constrangimento e perseguição, por todos os meios, é que tudo se escorra mansamente para debaixo do tapete do esquecimento eterno.
UMA IMAGEM SENDO PASSADA A LIMPO
Este texto foi revisado e ampliado às 15h41min de 29.08.2026. O juiz da segunda Vara da Comarca de Gaspar, Willian Borges dos Reis, em longa e técnica sentença, concluiu pela improcedência total da Ação Civil Pública por Atos de Improbidade Administrativa contra o ex-prefeito Adilson Luiz Schmidt (2005/08). Ele foi eleito pelo MDB e hoje está sem partido. Beneficiado pela mesma decisão, o sócio e gestor da então Recicle, de Brusque, e hoje a multinacional Veolia, Adalberto da Silva.
A liminar da indisponibilidade de bens R$1.118.892,00 ao cálculo da época e com a atualização poderia mais que duplicar este valor nos dias de hoje, foi pedida pela então promotora da Comarca, Chimelly Louise de Resenes Marcon. Ela foi concedida pelo então juiz da Comarca, Rafael Germer Condé. À decisão a favor de Adilson, Adalberto e a Recicle é datada de ontem, dia 28 de agosto de 2026. Dela cabem recursos.
Quem atuou na defesa de Adilson, foi o seu então ex-procurador geral (2005/08), Aurélio Marcos de Souza. Foi ele quem referendou, naqueles tempos, todos estes reajustes. “Eu era um jovem advogado à época, mas este assunto me chamava muito a atenção. E exatamente pela complexidade dele, o grande envolvimento de interesses concorrenciais e principalmente, os componentes políticos contra a administração de Adilson, tomei precauções excessivas. Envolvi os pares procuradores efetivos, bem como técnicos na área de contratos e licitações da prefeitura, além de consultas ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Eles tinham mais experiência e sabiam de todos os limites para manter o serviço coleta e destinação dos resíduos (Aurélio sempre corrige quando alguém denomina os resíduos de lixo) aos gasparenses, diante do crescimento da cidade, da necessidade expandir, qualificar e destinar a coleta dos resíduos“, justificou Aurélio.
Hoje, Aurélio Marcos de Souza é graduado em Gestão Pública pela Udesc, e graduando em Engenharia Civil e Engenharia Ambiental. Estes conhecimentos acadêmicos lhe dão hoje, a convicção de que teria agido naqueles dias do governo de Adilson de forma adequada em favor das decisões do prefeito. Tanto que agora, de tanto se enfronhar academicamente neste assunto, Aurélio – como cidadão gasparense e morador de Gaspar, é autor de uma denúncia. Ela ensejou uma Ação Civil Pública pelo Ministério Público com aval do grupo técnico de apoio de Florianópolis. Esta Ação pede esclarecimentos – que ainda não foram mandadas ao Ministério Público pelo atual governo de Paulo Norberto Koerich, PL – sobre como é calculado a quantidade e a qualidade de lixo para se formular as licitações dos prestadores de serviços nos dias de hoje.
Para Aurélio Marcos de Souza, a Ação Civil Pública contra Adilson teve um tom político e outro de vingança. Para Aurélio, o MP no papel dele foi levado a erro. “Todos em Gaspar sabem que Adilson tentou governar sem os ‘donos da cidade’ e por causa disso, paga caro até hoje, sem falar no imprudente e sem provas entrevista ao então comunicador Júlio Carlos Schramm, na Sentinela do Vale. O que estava ruim, piorou. Ela os atiçou e o deixou Adilson como único alvo preferido. Ora, se houvesse fundamentada irregularidade – já previamente descartada pelo próprio Tribunal de Contas e na recomendação da aprovação das contas dele – esta Ação deveria ter sido proposta lá em 2005 e não em 2015, tempo do governo de Pedro Celso Zuchi, PT“, relembra Aurélio. Só para lembrar. Zuchi foi sucessor de Adilson. E a primeira coisa que fez foi condenar a Recicle e montar a sua própria empresa coletora de lixo, a Say Muller, com frota alugada da noite para o dia em Curitiba. Fatos antigo e irrefutáveis. É história.
Retomando. E por quê o advogado do ex-prefeito, politico e médico veterinário na ativa na cidade Adilson envereda por estas dúvidas? Muitas delas estão expressas indiretamente, depois de tanto tempo, na decisão do juiz Willian Borges dos Reis. A perícia levada aos autos trabalhou contra o próprio argumento do Ministério Público. E para matar a cobra e mostrar a cabeça dela, o magistrado diz textualmente na sentença:
“A conclusão do Tribunal de Contas foi inequívoca ao afirmar que o erário do Município de Gaspar não sofreu prejuízo em decorrência dos acréscimos previstos no primeiro termo aditivo. O voto reconheceu que a fundamentação administrativa utilizada para formalizar os acréscimos foi ‘rasa’ e poderia ter sido melhor organizada, mas distinguiu esta deficiência formal da existência de dano material“
Na sentença, ao livrar o MP ao pagamento das custas e honorários de sucumbência, o juiz Willian Borges dos Reis, ressaltou também, que não viu demonstração de má-fé dos autores da Ação Civil Pública, o Ministério Público. Adilson deixou a prefeitura há quase 20 anos. O assunto em questão tem mais de 20 anos. A sentença demorou onze anos. E não vai terminar tão cedo. Justiça que tarda, falha. Este tipo de questionamento rondou e enfraqueceu o político e gestor público Adilson Luiz Schmitt. E fez a festa não apenas adversários, mas quem ele correu da prefeitura para não mandar nele.
TRAPICHE
O ex-prefeito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall (2017/24), eleito pelo MDB, e hoje no Podemos e fazendo campanha para o governador Jorginho Mello, PL, ao lado de Paulo Norberto Koerich, PL, foi absolvido nesta semana por unanimidade pelo Tribunal de Justiça da Ação penal por suposto uso indevido da marca de governo Avança Gaspar, para promoção pessoal e político de campanha.
O dono da Ação era o Ministério Público a partir de uma denúncia em novembro de 2025. Ela apontava que entre 2018 e 2021, quatro ações publicitárias teriam extrapolado o caráter informativo e sido utilizadas para promover pessoalmente o então prefeito e sua gestão. Kleber Edson Wan Dall, Podemos, provou que os canais institucionais da prefeitura e os dele nas redes sociais, estavam separados.
Não tem jeito. Na mesma semana que a Polícia Civil resolveu bater mais uma vez na casa do “ex-dono” de Blumenau no governo do ex-prefeito de lá, Mário Hildebrandt, PL, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi e que veio dar aqui como o homem forte de Paulo Norberto Koerich, PL, num momento dos cartel da pedreira, suas sucessoras na secretaria de Planejamento Territorial, Camila Beatriz Tillmann e Aline Fonseca Pereira Bratfisch foram vistas acessando e esclarecendo os efetivos sobre documentações do tempo delas na secretaria.
Em Gaspar e Blumenau estão dobrando as apostas e a polícia de olho aqui e lá. Michael Jackson Schoenfelder Maicon já está com tornozeleira eletrônica. E corre o risco sério de substituí-la por uma detenção preventiva. Aqui, o risco é de os escândalos aumentarem ainda mais nesta associação, até não explicada, a razão de tanta gente que não serviu em Blumenau ter aportado aqui para dar as cartas e não se consegue fazer um saneamento disso.
Nervos a flor da pele. Está no ar uma previsão nada boa do tempo para este sábado, domingo e segunda-feira no Vale do Itajaí. Se a coisa vier ruim, quem vai se dar mal são Jorginho Mello, PL, que mal se preparou para o que está anunciado e para quem, está lá em José Boiteaux incitando os índios contra a urgente e necessária manutenção da barragem Norte para ver os quase um milhão de eleitores – uma parte que ainda vota nessa gente – afogados e arruinados.
Então quer dizer que o vereador carioca que quer ser Senador por Santa Carlos Bolsonaro, PL, além da falta de conteúdo ou se comprometendo com pautas catarinenses, tratando Caroline De Toni, como coadjuvante – na farinha pouca, o meu pirão primeiro -, ainda faz a produção de seu material de campanha no Rio de Janeiro, ignorando a economia de Santa Catarina? Credo!
Então quer dizer que funcionário público está usando veículo público em horário de serviço para distribuir material político para a promoção do seu grupo político ideológico, que se diz arauto do combate os desvios do setor que é sustentado pelos pesados impostos de todos os brasileiros? Credo!
Agora me diz uma coisa. Tem candidato a deputado Federal que não conseguiu sair ainda do seu bairro em Gaspar. E quando sai desse quadrado viciado, é para fazer troça de assunto que nem diz respeito a Santa Catarina para ganhar likes na sua rede social? Cruzes!
O candidato João Rodrigues, PSD, conheceu o poder zero do MDB e PP de Blumenau. Veio aqui, e passou vergonha na caminhada que fez pela cidade. Também soube que o PSD é outra caricatura. Serviu, ao menos, de boneco para fotos de gente sem votos e que está em campanha lá e aqui. E pensar que aqui tinha gente que dizia que o MDB daqui fosse igual a Blumenau. A profecia está se cumprindo.
A campanha a eleição municipal será daqui a dois anos. Ainda bem, pois há tempo para sacudir a poeira – do tombo – e dar a volta por cima. Incrivelmente, em menos de dois anos depois de serem eleitos com margens folgadas nas urnas e com discursos de mudanças, Egídio Maciel Ferrari e Paulo Norberto Koerich, respectivos alcaides de Blumenau e Gaspar, e ambos do PL, não são espelhos e líderes em suas comunidades para puxar votos a reeleição de Jorginho Mello, PL. A única coisa em comum dos dois é que são policiais com fama de bons investigadores e ex delegados de polícia. O que provou não ser um predicado. pois lhe faltaram o essencial até aqui: capacidade de gestão para resultados à sociedade.
Este vídeo abaixo, é revelador. É antigo. Assim tem muitos. É de um empreendimento ainda com problemas na área urbanística. Mas, isto é o de menos. É só olhar as pessoas e empresas. O dono do terreno não tem nada a ver com a observação.
O que se deve olhar e refletir. “Mudam” administrações e partidos, tanto em Blumenau como em Gaspar, e até em Florianópolis. Mas, vira e mexe, eles todos estão lá misturados e até coisa passando de pai para filho. No passado e no presente. E nas campanha políticas, conforme a maré, os gatos juram que não são pardos. Normalizou-se o erro. Imagens gravadas são eternas. Muda, Gaspar!
2 comentários em “O FEDOR DO LIXO. DEPOIS DE ONZE ANOS, JUSTIÇA DE GASPAR CANCELA A INDISPONIBILIDADE DOS BENS DE ATÉ R$1,1 MILHÃO – VALORES DA ÉPOCA – E DIZ QUE OS CINCO REAJUSTES DO LIXO DADOS POR ADILSON LUIZ SCHMITT QUANDO PREFEITO (2005/08) PARA REEQUILIBRAR O CONTRATO SAF 211/2005 COM A ANTIGA RECICLE, HOJE VEOLIA, FORAM LEGAIS. A AÇÃO PÚBLICA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA DE 2015 FOI DO MINISTÉRIO PÚBLICO. A DECISÃO VAI EM LINHA AO QUE JÁ TINHA ESCLARECIDO O TRIBUNAL DE CONTAS. CABEM RECURSOS.”
Faço um agradecimento especial ao Dr Aurélio Marcos de Souza!
Muito obrigado, Dr Aurélio Marcos de Souza, por mais esta batalha vencida.
Devo esta grande vitória a você!
De coração, meu muito obrigado.
Ganhamos mais uma, isso graças a Deus e aos teus conhecimentos jurídicos.
Estou aqui aliviado. Muito aliviado.
Adilson Schmitt
Ex Prefeito de Gaspar
Gestão 2005 a 2008
O PT NÃO TEM MAIS O BENEFÍCIO DA DÚVIDA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
Espremendo-se o noticiário que envolve Fábio Luís Lula da Silva, vulgo Lulinha, o que se tem de concreto a apontar malfeitos do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é muito pouco. Aqui e ali, pipocam fragmentos de diálogos extraídos do celular da lobista Roberta Luchsinger, amigona de Lulinha, que mostram sua desenvoltura nas tratativas para tentar emplacar negócios de seus clientes no governo Lula por meio do filho do presidente. “Eu sou o Fábio”, jactou-se Roberta. Mas, até onde se sabe, nenhum contrato foi firmado pelo governo com esses clientes. Se provas há, por ora, é de que Roberta fala muito e entrega pouco e que Lulinha precisa escolher melhor suas amizades.
Diante disso, a campanha petista deveria estar relaxada, mas, ao que consta, não está: há crescente preocupação com os efeitos do caso na candidatura Lula. Afinal, os vazamentos das investigações da Polícia Federal, a conta-gotas, atendendo a sabe-se lá que interesses, tendem a manter no ar a sensação de que o filho de Lula tem culpa no cartório. É difícil controlar danos quando não se controla o noticiário.
Mas o prejuízo é maior por uma razão de fundo: a corrupção, no imaginário popular, é como se fosse uma segunda pele do Partido dos Trabalhadores (PT). Qualquer fiapo de desvio ético de petistas, mesmo assentado em evidências frágeis, é desde logo tratado como confirmação incontestável dessa natureza. Pudera: depois dos escândalos do mensalão e do petrolão, o PT não tem mais o benefício da dúvida.
Não se chega a esse lugar à toa. O PT nasceu e cresceu politicamente como uma espécie de antítese moral da assim chamada política tradicional brasileira. Com a redemocratização do País, o partido cultivou com desvelo a aura de força renovadora, avessa ao fisiologismo do Centrão e aos escândalos de corrupção que marcaram o alvorecer da Nova República. No início dos anos 2000, uma de suas peças de propaganda mais célebres mostrava a Bandeira Nacional sendo corroída por ratos, em alusão explícita aos políticos de outras legendas que vandalizavam o Orçamento da União. O PT se vendia – e em boa medida era percebido – como o “partido da ética na política”.
Essa fantasia foi rasgada mal o primeiro governo Lula chegara à metade. Em 2005, veio a público o escândalo do mensalão, esquema de compra de apoio parlamentar que culminou na condenação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de uma pletora de lideranças históricas do PT e de seus associados, jogando o partido na vala comum da má política que sempre condenou. Para piorar, os petistas jamais admitiram os malfeitos – pelo contrário, os condenados no caso foram tratados pelo partido como “guerreiros do povo brasileiro”.
Depois, como se sabe, veio o petrolão, o assalto à Petrobras para financiar campanhas do PT e, como ninguém ali era de ferro, enriquecer ilicitamente alguns de seus mais graduados filiados, além de diretores da própria empresa. Novas e pesadas condenações de petistas sobrevieram na esteira da Operação Lava Jato. Condenado em primeira e segunda instâncias, ninguém menos do que Lula passou 580 dias na prisão, até ser solto por decisão do STF, que, em 2019, mudou seu entendimento sobre o marco inicial da execução da pena. Tudo isso deixou marcas profundas na opinião pública e criou uma má reputação que precede o que quer que o PT venha a fazer para tentar atenuá-la.
Em razão desse histórico, é no mínimo cínico que dirigentes, parlamentares e apoiadores do PT se incomodem com o fato de que um caso como o de Lulinha seja capaz de atrapalhar a candidatura de Lula à reeleição. A reputação que precede o partido não foi construída de fora para dentro: foi forjada por sua própria trajetória no Poder Executivo. É isso o que se colhe quando um partido se apresenta como vestal da moralidade pública e, depois, protagoniza grossos escândalos de corrupção, sem jamais ter pedido desculpas por isso.