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PAULO CHAMOU O PERIGO PARA DANÇAR AGARRADINHO COM ELE.  E O PERIGO ESTÁ MATANDO A VELHA IMAGEM DELE DE FAMOSO INVESTIGADOR. COM A IMPRENSA MUDA E CONTROLADA, AS REDES SOCIAIS, OS APLICATIVOS DE MENSAGENS E OS FATOS FIZERAM A FARRA. ELAS DERROTARAM A TEIMOSIA DELE E DOS SEUS PARA MANTER NO SEU GOVERNO GENTE IMPORTADA, CHEIA DE VÍCIOS E DÚVIDAS

00h00min de 20.07 – Camila Beatriz Tillmann, vinda de Indaial, continuava secretária interina de Planejamento Territorial de Gaspar, depois do vexatório, arrogante, protegido e mentiroso – no que falou, mas principalmente no que se negou a falar – durante o depoimento que deu na Câmara de Gaspar, sob a proteção do mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP, para nada explicar as dúvidas na licitação, contratação e execução da proteção da barranca do Rio Itajaí Açú na Anfilóquio Nunes Pires que estão sendo pagas pela Defesa Civil e Proteção de Jorginho Mello, PL. Tudo sob o olhar do chefe de gabinete, Pedro Inácio Bornhausen, PP.

00h01min de 21.07 – Camila Beatriz Tillmann não resistiu ser o centro de questionamentos nas redes sociais, aplicativos de mensagens e parte do entorno do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, que a orientou neste vexatório, arrogante, protegido e mentiroso depoimento. Ela voltou a ser Diretora-Geral de Projetos de Infraestrutura Pública, da secretaria de Planejamento Territorial de Gaspar. E engenheiro eletricista de formação, Pedro Inácio Bornhausen, PP, deixou então a chefia de gabinete – que foi igual em igual função no governo de Kleber Edson Wan Dall, eleito no MDB, hoje no Podemos e que Paulo prometeu mudar tudo e não mudou. Pedro se tornou o quarto, repito, o quarto, novo secretário de Planejamento Territorial do governo Paulo em um ano e sete meses. A cidade se tornou um grande sistema elétrico sujeitos a curto circuito e apagões (ilustração de abertura). Planejamento é algo de longo prazo de concepção, contratação, execução e maturação. Meu Deus.

13h01min de 21.07 Camila Beatriz Tillmann nem tinha sentado de volta a sua cadeira de Diretora-Geral de Projetos de Infraestrutura Pública, quando foi informada para colocar tudo na sacolinha e bater em retirada. Paulo Norberto Koerich, PL, sem saída para enrolar mais e passar a mão na cabeça de gente importada, estava exonerando para ela voltar Indaial e a procurar emprego. Desta vez foi rápido. Antes, porém, repetidamente, vinha esticando a corda e há meses. Camila está inconformada como do anonimato se tornou centro das más notícias. Simples, ela, só ela, optou por ser um ente politicamente exposto em ambiente público. Credo!

NÃO HAVIA MAIS ESPAÇO PARA O GOVERNO DESGASTADO ENROLAR A CIDADE

O que pesou contra tudo o que se manobrou no governo de Paulo Norberto Koerich, PL, para virar mais esta triste página do seu governo? A inteligente exploração do desastroso depoimento de Camila na Câmara. Tudo foi decorrente muito mais do mau comportamento do que pelo nada que ela não revelou, ou tentou esconder o tempo todo da cidade, cidadãos, cidadãs e de alguns pouquíssimos vereadores, como Giovano Borges, PSD, interessado no esclarecimento das dúvidas. Este comportamento de Camila e sob proteção governamental no depoimento, deu à clara impressão de culpa coletiva. Nem o silêncio da imprensa local e regional ajudou mais uma vez neste caso. Era demais a forma como Camila e os que a orientaram, esticaram a corda e debocharam contra Gaspar e os gasparenses.

Eu mesmo fui o primeiro – a mostrar documentos e fotos. Elas a desmentiam. Foi em “A SECRETÁRIA CAMILA, DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL, COM AJUDA DE MELATO, DEBOCHOU DESCARADAMENTE DA CÂMARA, DOS VEREADORES E DA CIDADE, OU ENTÃO PROVOU DE QUE A VINDA DELA NO KIT QUE O PL IMPORTOU DE BLUMENAU E INDAIAL PARA POSTOS CHAVES NA ADMINISTRAÇÃO DE PAULO NORBERTO KOERICH – E QUE PARTE DESTE KIT ESTÁ ENVOLVIDO EM INQUÉRITOS POLICIAIS -, NÃO SERVE PARA OS GASPARENSES”. Aí, vieram uma série de outros “fiscais” do povo. Eles trouxeram documentos, fotos e áudios pelas redes sociais e nervosamente, pelos aplicativos de mensagens. Inacreditável. Transparência zero. Exposições nuas e cruas, de gente que se diz acima de qualquer suspeita.

OS PROBLEMAS FORAM IMPORTADOS POR PAULO, PL E O BOLSONARISMO DE GASPAR NO EMPREGUISMO POLÍTICO

Muito desses anunciado desastres político, ético administrativo, já integram as diversas operações montadas pela polícia de Blumenau especializada em corrupção, o Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate as Organizações Criminosas – e o Ministério Público. Eles bateram na prefeitura – empresas – de Gaspar para colocar tornozeleira eletrônica no secretário de Planejamento Territorial, de Gaspar, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi – o chefe e quem trouxe Camila para Gaspar -, o “dono de Blumenau”. Até agora, são só por coisas que ele fez em Blumenau nas administrações passadas, mas principalmente a de Mário Hildebrandt, PL.

E aonde entra Paulo Norberto Koerich, PL, eleito com 52,98% votos válidos? Ele o entrevistou – e outros – e nada viu de anormal.

Toda essa gente trazida para mudar Gaspar é jovem. Mas, um dos áudios que vazaram ontem, por exemplo, há quem ensine um fornecedor de serviços a montar licitação com preços falsos de concorrentes para o orientado vencer. É prácabá. 

E foi a capivara, ou seja, a folha corrida, os indícios claros que estavam em todos os locais, levado como advertência ao governo de Gaspar, inclusive aqui, que o próprio Paulo, um investigador de fama, um policial com mais de 30 anos de carreira, com passagens inclusive pelo Gaeco, além da titularidade de delegacias locais, regionais e geral de Santa Catarina, antes de ser o equivalente a secretário de Segurança, no governo do então bolsonarista Carlos Moisés da Silva, hoje no União Brasil, dizia e diz desconhecer. Se há alguém que não pode dizer isso, por toda experiência e currículo, mesmo tendo sido enganado, é Paulo.

Paulo revelou isto na entrevista que deu a Joel Reinert (o dono) e Paulo Flores (o repórter), da 89 FM. Incrivelmente Paulo disse à cidade, naquela entrevista de que estava sendo “surpreendido” com as operações ( é no plural mesmo) de Blumenau. Elas respingaram no seu principal homem de confiança para fazer a cidade ser um “canteiro” de obras. Tanto que poucos dias depois desse anúncio de R$300 milhões em reunião secreta com os vereadores e festiva com os empresários, o valor já tinha passado em questão de horas para R$390 milhões e o “segredo” quebrado e virado peça de marketing fake. E por quê? Tudo sumiu. Sintomático. O mágico operador também sumiu.

PAULO TEVE VÁRIAS JANELAS PARA FAZER DO LIMÃO UMA LIMONADA, MAS…

Paulo Norberto Koerich, PL, o teimoso, que julga quase todos os que não lhe batem falsamente palmas como seus adversários. Esses gasparenses lhe avisaram de que ele estava – e ainda está – cercado de interesses e interessados. Se fosse hábil em separar o joio do trigo e principalmente, tivesse uma real equipe de confiança, não precisaria passar por tudo isto e colocar o seu belo currículo policial exposto. Bastava limpar os ouvidos, usar melhor os seus óculos e principalmente, não perder o faro de policial que o deu fama. Tentou dobrar a aposta e está quebrando a sua própria banca. E tem mais croupiers comprometidos nesta jogatina. É preciso agir mais e rapidamente antes do próximo escândalo.

E para encerrar. Quase dois anos depois, Paulo Norberto Koerich, PL, mandou para a Câmara uma caríssima e exótica Caríssima Reforma Administrativa, que de cara mostra que a polícia de Jorginho Mello, PL, está falhando ente nós tanto que precisamos criar uma secretaria de Segurança. Esta Reforma cria cargos, funções e aumenta vencimentos que ele próprio Paulo esconde do povo que paga a conta de tudo isso. Sumiram os salários do funcionalismo efetivo, celetistas, temporários e comissionados no Portal da Transparência, incluindo o seu salário, um dos mais altos der Santa Catarina. 

As três perguntas essenciais é: foi a falta de Reforma Administrativa que levou a contratação de gente que está sendo expurgada por dúvidas? A resposta é não! Uma coisa não tem a ver com a outra. A reforma cria mais vagas, mas o governo de Paulo Norberto Koerich, PL, não conseguiu preencher nem as que tinha, vai trazer mais gente de fora para arrumar mais empregos e problemas a esquemas políticos contaminados? Ou é apenas, uma forma de dar vagas aos bolsonaristas, os do PL e gente de Santa Catarina que está ameaçada de ficar desempregada a partir das eleições de outubro deste ano?

O relator é o vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT. O governo de Paulo Norberto Koerich, PL, do presidente da Câmara, Ciro André Quintino, MDB, do apoiador do governo, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP, bem como da líder do governo, Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, já manobram nos bastidores e na área técnica da Câmara, via as Comissões que detém a maioria, para fazer o relator Dionísio de bobo e decorativo nesta matéria. Vão tentar tratorar e alegar que se trata de embate político entre a direita e a esquerda. Cai quem quer. Muda, Gaspar!

TRAPICHE

O outro delegado Egídio Maciel Ferrari, PL, que abriga gente daqui lá em Blumenau e como compensação, mandou gente de lá pata cá, na dobradinha com o ex-prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, PL, e proteção do bolsonarismo, não aguentou e foi ontem as redes sociais e sem meias palavras salvar a sua própria pele. Culpou a administração que sucedeu, a de Mário, como a responsável pelo caos de dúvidas e corrupção que atrasam a cidade e obras essenciais ao povo de lá.

Os candidatos governistas de Gaspar a qualquer coisa nestas eleições de outubro, estão desesperados com as pressões das pessoas, seus possíveis eleitoras e eleitores. Agora, não mais de repente, apesar de antigo, apareceram nas redes as queixas de como temos gente de rua amocosada em vários locais de bairros perto do Centro. Também pudera. A secretária – apesar de dominar a área -, Neusa Pasta Fillizetti precisa de GPS para andar por aqui. E se Assistência Social não fosse um grande calo entre nós, ela tem que cuidar da Causa Animal, onde também está outro caos, exatamente por empreguismo político e falta de política pública.

No dia que o povo de Gaspar entupiu o Jornal do Almoço da NSC TV com queixas de má recepção (velha goteiras, em dia de pouca chuva) no Hospital Santa Antônio, Gaspar, a administração dele, resolveu chamar os vereadores para lhes dar um banho de otimismo e esperança. Os políticos estão contentes. Já o povo doente, desconfiados.

O Tribunal de Contas do Estado barrou uma licitação genérica para construção e reforma de escolas e CDIs em Gaspar. Isto aconteceu na semana passda. Só ontem, um jornal de rede social de Ilhota, deu o caso. Imediatamente, a procuradoria do município orientou todos a suspenderem a forma de contratação e seguir as orientações do TCE. Uma luz.

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2 comentários em “PAULO CHAMOU O PERIGO PARA DANÇAR AGARRADINHO COM ELE.  E O PERIGO ESTÁ MATANDO A VELHA IMAGEM DELE DE FAMOSO INVESTIGADOR. COM A IMPRENSA MUDA E CONTROLADA, AS REDES SOCIAIS, OS APLICATIVOS DE MENSAGENS E OS FATOS FIZERAM A FARRA. ELAS DERROTARAM A TEIMOSIA DELE E DOS SEUS PARA MANTER NO SEU GOVERNO GENTE IMPORTADA, CHEIA DE VÍCIOS E DÚVIDAS”

  1. QUAL SOBERANIA, por Willian Waack, no jornal O Estado de S. Paulo

    O tarifaço americano está onde Lula (e todo populista) gosta. No campo das frases fáceis, da indignação seletiva e de seu intenso uso imediato como tática eleitoral no lugar de estratégia coerente de longo prazo.

    No uso tático da questão, Lula se utiliza do presente que recebeu de adversários espetacularmente incompetentes. A ponto de ignorarem um princípio universal de ciência política, o das fileiras que se fecham até em torno de governos impopulares diante de agressão externa. E ainda posam com um sorriso beócio ao lado do agressor.

    Lula lançou uma ampla campanha de “defesa da soberania” na qual falta entender a qual soberania a propaganda governamental se refere. A clássica soberania não é ameaçada por ninguém vindo de fora (apesar de o Itamaraty supor isso), mas, sim, pela incapacidade do Estado brasileiro de controlar o próprio território – é o que acontece com o crime organizado na Amazônia.

    Se a “manutenção da soberania” é a questão de tarifas comerciais, então dificilmente pode-se falar de “soberania”. Cada país faz o que julga apropriado nas relações comerciais e colhe os resultados do que aplica. O Brasil é soberanamente protecionista há décadas e vítima de um consenso típico do nosso patrimonialismo, segundo o qual o Estado existe para proteger quem não consegue competir.

    Se a defesa da soberania tem a ver com Defesa, a situação é mais precária ainda. O Brasil é descrito como potência média com escassa capacidade de projeção de poder, formulação elegante que mal esconde nossa precária condição de indefesos. Já tivemos esboços de uma “base industrial de defesa”, mas a indústria em geral no Brasil está recuando, e não avançando.

    Nesse sentido, deveriam ser considerados como “limitadores de soberania” nossa tributação, insegurança jurídica, regulação, baixa produtividade e juros sufocantes, que impedem desenvolvimento sustentável. Por analogia, deveria ser considerado “mais soberania” o fato de o Brasil estar a um pequeno passo de destronar os Estados Unidos como maior exportador agrícola do planeta – resultado de inovação tecnológica, qualificação e integração internacional.

    Mesmo assim, a superpotência brasileira de grãos e proteínas é vulnerável ao estrangulamento de insumos, às transformações geopolíticas, à precária infraestrutura e, principalmente, às notórias dificuldades de se desenvolver inteligência estratégica, ligando setor público e privado num horizonte de tempo mais amplo.

    É bem mais fácil defender a soberania de bravata.

  2. O que fazem os deputados e senadores contra os doentes e os mais vulneráveis. E olha que eles se elegem jurando que serão os nossos representantes na nossa proteção.

    EMENDAS PÕEM EM RISCO INVESTIMENTOS NO SUS, editorial do jornal Folha de S. Paulo

    Nos últimos anos, o Congresso Nacional ampliou seu controle sobre o Orçamento por meio das emendas parlamentares, em geral executadas sem transparência nem critérios técnicos.

    Na saúde, boletim do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), divulgado na terça-feira (21), mostra que 22% dos R$ 10,3 bilhões destinados a investimentos no SUS em 2024 vieram de emendas. Trata-se de recursos voltados à ampliação ou modernização da estrutura do sistema, como obras e aquisição de equipamentos.

    A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada do SUS e responde por serviços essenciais, como vacinação, pré-natal, controle da hipertensão e do diabetes e visitas domiciliares.

    Segundo o Ieps, 65,7% dos itens financiados por emendas individuais na APS em 2025 (62.788 de um total de 95.598) pertencem à categoria “Infraestrutura e Material de Escritório”, que inclui cadeiras, computadores e aparelhos de ar-condicionado.

    Equipamentos médicos de baixo custo, como eletrocardiógrafos e aparelhos de ultrassom, representam 27,9%.

    Dos R$ 491 milhões destinados à APS, 23% (R$ 113,9 milhões) foram para infraestrutura, 12% (R$ 58,8 milhões) para equipamentos médicos de baixo custo e mais da metade (R$ 263,5 milhões) concentrou-se na compra de veículos.

    O estudo ressalta que não é possível verificar se esses recursos estão sendo distribuídos de acordo com as necessidades dos municípios. Os dados, contudo, sugerem carência de infraestrutura básica e levantam dúvidas sobre se investimentos em equipamentos clínicos essenciais estão sendo preteridos.

    Também merecem atenção as disparidades regionais. Entre os municípios do Norte e do Nordeste, mais dependentes da União, 63% e 59%, respectivamente, receberam emendas. No Centro-Oeste (85%), no Sul (76%) e no Sudeste (73%), as proporções foram maiores.

    A pesquisa verificou ainda que, entre os municípios com até 10 mil habitantes, as emendas nem sempre beneficiaram os mais pobres ou aqueles com menor capacidade de financiar o SUS. Parte dos recursos foi destinada a cidades que já apresentavam gasto relativamente elevado com recursos próprios.

    Além de moralizar o uso das emendas parlamentares, é indispensável que a distribuição das verbas para a saúde seja orientada por diagnósticos das necessidades locais, e não pela conveniência política.

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