Revisado às 12h41min deste 01.06.2026. Há muito tempo que estamos sob tempestades em Gaspar. Os 52,98% dos eleitores e eleitoras gasparenses que deram a vitória esmagadora a Paulo Norberto Koerich, PL, ainda estão aguardando o chamado pente fino e as anunciadas mudanças para se sair dos tempos sombrios da administração de oito anos de Kleber Edson Wan Dall, com Luiz Carlos Spengler Filho e Marcelo de Souza Brick, ambos do PP. Kleber está sempre esteve no MDB e pelo partido foi eleito e governou por oito anos Gaspar, além do mandato de vereador. Agora, está no Podemos para surfar melhor na onda da direita e a evangélica.
Esta direita do governo de Kleber – tanto que o deputado Federal de Blumenau, Ismael dos Santos e que orienta política e administrativamente Kleber já migrou do PSD e para o PL, é mesma direita onde surfam os que estão no poder de plantão. Se Paulo se elegeu prometendo auditorias, esclarecimentos e mudanças, até o momento, sequer elas foram estruturadas e debatidas no próprio grupo de gestão. E olha que já se passou um ano e meio de governo.
Voltando, depois do contexto.
Há dez dias, quando estava embrulhado nas operações da Polícia contra a Corrupção, Gaeco e Ministério Público de Blumenau associando gente que Paulo trouxe de Blumenau para andar de GPS por aqui, mandar, desmandar como se fazia por lá em coisas mal explicadas que deu até tornozeleira eletrônica, o governo de Gaspar, resolveu criar mais uma vez, uma distração: declarou estado de alerta climático em Gaspar.
Não que não deva fazer isto. Muito pelo contrário. Eu aplaudo.
Mas, para um governo burocrático, que patina em todos os quadrantes, fez isto com uma velocidade incomum entre os municípios. Foi mais rápido que Blumenau, por exemplo. Uau! Só perdeu para a mesma cortina de fumaça iniciada no exemplo feita pelo governador Jorginho Melo, PL.
Jorginho está, por sua vez, acossado por uma dura realidade de dúvidas: o “El Niño” pode chegar com a força a Santa Catarina em plena corrida eleitoral e tragar os votos em decorrência da inércia do governo estadual na realização das obras de mitigação e preventivas que prometeu, ou que obviamente são necessárias mesmo em tempo sem ameaças do “El Niño” para proteger pessoas, patrimônio – permitida pelos políticos em áreas de riscos ou consolidadas pelos tempos passados – mobilidade e a economia.
A ÚNICA OBRA PROTETIVA E PREVENTIVA ESTÁ PARADA
O governo de Paulo Norberto Koerich, PL, deu velocidade exatamente para encobrir aquilo que se permitiu encalacrar no seu governo e ganharam as páginas policiais, deixando o policial investigador de fama, passageiro de tudo. E o decreto de alerta climático é um papelinho e muita propaganda. Não está resolvendo os problemas reais do presente e do passado. E por quê?
A única obra de porte. protetiva e preventiva aqui em Gaspar é a contenção da barranca do Rio Itajaí Açú na Rua Anfilóquio Nunes Pires, na Figueira (foto de abertura). Ela está parada por conter supostas dúvidas e bem contei em PAULO PASSA RECIBO, PRESSIONADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE NÃO PODEM SER MAIS NEGADAS OU DRIBLADAS E SEM ALTERNATIVAS, FAZ O CERTO: MANDA SUSPENDER AS OBRAS DE RECUPERAÇÃO DA BARRANCA DO RIO ITAJAÍ LIBERADA EM REPENTINA VELOCIDADE PELO SEU EX “PREFEITO DE FATO” DE GASPAR. MAIOCHI VEIO DE BLUMENAU E ESTÁ SUPER ENROLADO – SEGUNDO POLÍCIA, GAECO E MPSC – EM CASOS DE CORRUPÇÃO POR LÁ
Em uma das raras “coletiva de imprensa”, bem como nos materiais de comunicações distribuídos, eles relatam apenas o óbvio e pouco fala deste nó. No óbvio está a limpeza de valas, talvez de ribeirões, revisões das comportas, monitoramentos aos informativos técnicos e uma estruturação assistencial em casos de realmente ocorrer o pior. E para isso, de cara, sacrificaram a Expofeira, por suposto gasto de R$1,7 milhão e que vai para as operações protetivas da cidade. Na verdade, nada foi preparado para a realização dela agora entre os dias 18 e 21 de junho. Arrumaram uma desculpa esfarrapada. Vergonha. Um retrato repetido daquilo que trava na inércia e burocracia.
Voltando para encerrar.
Uma suposta catástrofe anunciada como o “El Niño”, exige uma equipe multisetorial para bem além do titular da superintendência de Defesa Civil, que em Gaspar hoje é ocupada por um técnico experiente neste assunto, o terceiro sargento militar do corpo de Bombeiros, Rafael Araújo de Freitas. Foi neste contexto, que o ex-secretário de Planejamento Territorial, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi, pulou na frente e ocupou espaço, embalou Paulo no espetáculo da obra da Anfilóquio Nunes Pires. Rafael foi um expectador.
Esta obra é fundamental e precisa continuar. Porque o desbarrancamento ali pode, mais uma vez, nos isola do Bela Vista e comprometer a mobilidade regional. Mas, não pode ser a de colocar panos quentes como se tentou tão logo a polícia apareceu por aqui e se conheceu a lista das empreiteiras que faziam reunião na “pedreira”, como lhes relatei no link acima.

Porque no mais é esperar os possíveis eventos climáticos severos sustentados nas previsões pelos modelos meteorológicos. E a preparação passa mesmo pela limpeza das valas e ribeirões e que deveriam estar limpos mesmo sem ameaça de “El Niño”, passa pela estruturação e divulgação massiva das formas de evacuação e abrigos, bem como o funcionamento das comportas sem serem elas disputas de “lives” políticos na cabalar votos.
Aliás, diante do se anuncia, diante do que se fez, deveria se esperar a tempestade passar para se fazer novos estudos, medições e avaliar as consequências de autorizações e leis de ocupação do solo. E diante da nova realidade, balizar a revisão do Plano Diretor, que parece já estar pronto em algum gabinete, como se viu nas oficinas que foram realizadas nos bairros. E por quê? Gaspar como Blumenau, está vulnerável da capacidade de reter e controlar o nível do Rio Itajaí Açu, se funcionar, a barragem de José Boiteaux. E esta será culpa do governo de Jorginho Melo, PL. Muda, Gaspar!
TRAPICHE
O presidente da Câmara de Gaspar, Ciro André Quintino, MDB, voltou ao posto de campeão de diárias, título do qual vence por anos afio. Dos R$74.555,00 já concedidos em diárias este ano a vereadores e servidores pelo Legislativo, R$12.095,00 foram usadas como tal por Ciro. A última para ir a Brasília. Durante dois dias e meio ele consumiu R$4.570,00 afora a cara passagem aérea de ida e volta à Capital Federal.
Ciro André Quintino, MDB, justificou-se. Disse que foi atrás de verbas, entregar projetos e se reunir por lá. Nada que não pudesse ser feito por envios, reuniões e encontros virtuais ou por intermédio da estrutura do gabinete de parlamentar do qual ainda é cabo eleitoral. Entretanto, o que chama mesmo a atenção, e circula nas redes sociais do próprio vereador, foram os vídeos que Ciro gravou usando a Câmara e gabinete parlamentar de Brasília como cenários para se anunciar pré-candidato e querendo ser a Capital Federal o seu próximo destino. Como dizia o ex-primeiro ministro do Brasil, Tancredo de Almeida Neves, “quando a esperteza é demais, ela come o dono“.
O político corre à sua rede social para anunciar que é pai de emendas para asfaltar um trechinho de ruas. Faz isso para supostamente ganhar triplamente: como cabo eleitoral porque ele “arranjou” a emenda e ele próprio enfeitado de candidato, bem como, de lambuja se associar na dobradinha ao que liberou a emenda. Noves fora, podem ganhar o município e os cidadãos da rua como ele faz questão de ressaltar na propaganda.
O que político não ressalta na comunicação meia boca nas redes sociais para seus eleitores e eleitoras? Que quem vai ganhar de verdade, são empresas de infraestrutura e loteadoras, seus amigos e potenciais doadores de campanha – apesar do político ter acesso ao bilionário fundo de campanha e partidário sustentado por nossos cada vez mais altos pesados impostos on line -, que na mesma rua terão da noite para o dia, os seus negócios dobrados de valor com o asfaltamento da rua com dinheiro público vindos de emendas parlamentares.
Outra manha manjada desses candidatos em cargos públicos ou funções políticas: a de em ano de eleições, escolherem a dedo, e promoverem homenagens, ou entregarem comendas e titulação a empresários, ou notórios, com potenciais de associação de mais valia e reputação. No fundo estão olhando a tal doação de campanha do homenageado. Quando se lança a esta esperteza, o candidato já diz aos seus tadinhos e inocentes eleitores e eleitoras quem é e a quem vai servir.
Efeito “El Niño”. Em Gaspar, antes que a previsão se confirme, pois não se trata de precisão, os loteadores estão se antecipando a outra catástrofe: a comercial. Estão em plena campanha acirrada para vender a maior parte dos lotes dos seus empreendimentos antes do “El Niño”. Vai que a catástrofe venha, com a força que se prevê. E aí conheceremos os estragos e à falta de cuidado do poder público nos licenciamentos desses empreendimentos.
O Clube de Bocha do Belchior Alto, no Distrito do Belchior, operou mais um milagre. Depois de conseguir uma ponte da Defesa Civil para acessá-lo, agora conseguiu, depois de meses colocar no mesmo ambiente o Paulo Norberto Koerich, PL, o vice-prefeito Rodrigo Boeing Althoff, Republicados e o vereador Carlos Eduardo Schmidt Sobrinho, PL. Todos ainda estremecidos entre eles.
Olhando as redes sociais – e parte da imprensa de Blumenau -, cada vez fica mais claro que o PL de Blumenau, é gestor ou foi embrulhado num mecanismo regional gerador de dúvidas nas administrações públicas de Blumenau, Gaspar e Indaial. E a cada nome citado, vê-se uma transversalidade do presente com o passado, tudo originário em outros partidos do então chamam de centrão.

O que o servidor público com mais de 30 anos carreira no estado, Paulo Norberto Koerich, ainda não entendeu? Será preciso desenhar? Servidor efetivo, mesmo em cargo de gratificação ou interinamente em Comissão, não assina papel que lhe possa custar para sempre a sua estabilidade e função. Ninguém ousa ficar exposto a um PAD – Processo Administrativo Disciplinar. O próprio Paulo é um exemplo disso. Evita assinar documentos que não possuam a assinatura da procurador geral. E há um decreto seu, individualizando esta reponsabilidade aos secretários no seu governo.
De folga. Tanto o ex-secretário de Planejamento Territorial de Gaspar, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi, quanto o ex-procurador Júlio Augusto de Souza Filho não retornaram para a ativa na prefeitura de Blumenau onde são concursados. Pediram uma licença de quatro meses para cuidar dos seus problemas particulares.
Ente público exposto I. Este assunto é antigo no tempo que aconteceu e até na decisão da Justiça Eleitoral que demorou, como é uma praxe da Justiça, nos recursos das partes. Na campanha a vereador de 2024, o ex-secretário e integrante do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, hoje no Podemos, Roni Jean Muller, MDB, candidatou-se a vereador e venceu. Foi alvo de duras críticas na página do Facebook chamada de “Jornal Pragas”. O dono do domínio na internet, André Gislei Hostin, foi processado por Roni. André perdeu aqui em Gaspar no calor da disputa. Removeu a publicação e teria que pagar R$5 mil de indenização.
Ente público exposto II. André Gislei Hostin recorreu. Assistido pelos advogados André Luiz Soares, João Pedro Sansão e Fernando Borba de Castro, há semanas ele reverteu e ganhou a causa por unanimidade no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. O acórdão foi assinado pelos desembargadores Carlos Roberto da Silva (presidente), Saul Steil, Márcio Schiefler Fontes, Sérgio Francisco Carlos Graziano Sobrinho, Marcelo Carlin, José Sérgio da Silva Cristóvan e o relator Victor Luiz dos Santos Laus.
Ente público exposto III. O fato era real. Havia uma operação na cidade para coleta de provas contra suposta corrupção na gestão da qual Roni Jean Muller, MDB, participava como secretário do governo de Kleber Edson Wan Dall, Podemos. E a nota da página do “Jornal Pragas” no Facebook associava genericamente Roni a “roubalheira” do governo passado. Pronto. Roni, candidato, preferiu calar o mensageiro, do que se explicar e fazer do limão, uma limonada.
Ente público exposto IV. Está no acórdão: “no processo eleitoral, a difusão de informações sobre os candidatos – enquanto dirigidas às suas condutas pretéritas e na condição de homens públicos, ainda que referente a fato objeto de investigação, denúncia ou decisão judicial não definitiva – e sua discussão pelos cidadãos evidenciam-se essenciais para ampliar a fiscalização que deve recair sobre as ações do aspirante a cargos políticos e favorecer a propagação à propagação do voto consciente“. Entenderam?
Ente público exposto V. Antes os políticos e maus gestores públicos calavam a imprensa de três formas: alinhamento político-ideológico, compra da pena e da língua, ou com processos na Justiça. Eram poucos pontos de contenção. Gaspar, por exemplo, tinha dois jornais e três rádios. Hoje, com as redes sociais e os aplicativos de mensagens, isto se tornou como enxugar gelo. Daí o desespero. Nem mais, nem menos.
Ente público exposto VI. Quem não entendeu ainda e este fato por si só mostra que apesar de usarem as redes sociais para a promoção, alguns políticos, gestores públicos e até mesmo, gente que se diz comunicadora, ainda estão na era de Gutemberg. Se tivesse ouvido e visto as redes sociais, Paulo Norberto Koerich, PL, não estaria com a obrigação de criar cortinas de fumaça num governo que ainda não decolou. Para ele, o culpado de tudo isso, não é quem está sendo investigado, mas quem divulga fatos apurados. E olha que ele era investigador e fonte da imprensa e blogs.
A comissão provisória do PL aparece na sua nominata disponível na Justiça Eleitoral com gente que nem mais, oficialmente, está no PL. Credo. Isto sim, é organização, liderança e controle. Sintomático. O presidente da Comissão é Paulo Norberto Koerich.
Perguntar não ofende: até quando Paulo Norberto Koerich, PL, vai esperar para fazer a limpa no seu governo nas indicações do ex-prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt? Por outro escândalo? Muda, Gaspar!
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, PT, no palanque, escolhendo um lado e os seus votos preferenciais para continuar mais quatro anos desastradamente no Palácio do Planalto I: “Eu estou muito triste hoje, sabe. Os Estados Unidos resolveram declararem os nossos criminosos [do PCC e CV] como terroristas“. Perguntar não ofende: se a pessoa é certa, de bem e segue a lei, ela possui criminosos?
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, PT, no palanque escolhendo um lado e os votos preferenciais para continuar mais quatro anos desastradamente no Palácio do Planalto II. Ele disse que o governo dele conseguiu, num programa que custou milhões aos brasileiros, movimentou estruturas caras de governo e inteligência, apreender e identificar os donos de milhões de celulares roubados.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, PT, no palanque escolhendo um lado e os votos preferenciais para continuar mais quatro anos desastradamente no Palácio do Planalto III. Mas, que ele [Lula] pensou bem. Não vai devolvê-los, como era o projeto inicial. E sabem à razão disso? Porque isto, segundo a sua sabedoria seletiva, malandra e de cabala de votos fáceis, vai causar perda de votos para ele quando o receptador, ou comprador iludido pelos bandidos do celular identificado na Anatel como roubado, souber que vai perdê-lo. Por causa disso, talvez não vote em Lula.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, PT, no palanque escolhendo um lado e os votos preferenciais para continuar mais quatro anos desastradamente no Palácio do Planalto IV. Resumindo, o ladrão, o assassino e o receptador e o usuário que comprou por preço baixo vão se dar mais uma vez bem. Os que compraram legalmente, geraram pesados impostos para sustentar governo, o empreguismo, o aparelhamento estatal, os penduricalhos e a grossa corrupção e que perderam os bens [celulares] foram emocionalmente afetados quando não feridos e mortos, mais uma vez se tornaram os bobalhões do estado e do governo de plantão. De quebra, humilhou a polícia, a justiça e as leis. Meu Deus!
Sobre os Estados Unidos declararem o PCC e o CV organizações terroristas. Não vou entrar no mérito, pois é uma declaração no mínimo impactante e de há muito previsível. Entretanto, quero pinçar dois pontos das queixas do governo de Luiz Inácio da Silva, PT, contra e inconformado contra as medidas: o Pix e ameaça aos nossos bancos por supostamente eles fazerem negócios com narco-bandidos e sonegadores contumazes de impostos, o que exigiria mais rigor no Compliance do sistema financeiro.
Primeiro: Pix é consequência e não causa. É como se culpar o dinheiro vivo e extingui-lo. Segundo, apurar o sistema de Compliance? Mas, ele já não é um dos melhores do mundo? A queixa e o caso Master, mostram a grossa mentira. Um pipoqueiro que faça depósitos diários na sua conta de R$2 mil tem que se explicar a Receita. Agora, bandidos organizados na Faria Lima, que escondem e lavam de uma só vez R$20 milhões, sem R$1 bilhão em dinheiro vivo, repito, é bilhão, como aconteceu numa operação na semana passada, mostram que a Receita falha, que o Coaf falha, que o Banco Central falha, que o Sistema Financeiro como um todo falha.
Todos, de uma forma ou de outra são coniventes com os bandidos e se infiltraram na Faria Lima. Estas instituições são as que permitem, os Estados Unidos cantarem de falo no nosso terreiro. Eu exagero? Em menor escala aconteceu nas operações em Blumenau e que pegou de “surpresa” Gaspar e Indaial, mas se vê cotidianamente nas operações do Gaeco catarinense.
Por derradeiro, nesta segunda-feira, perguntar não ofende: como está a busca da responsabilização e reparação tanto da empresa que fez a milionária obra do pasto do Jacaré em Gaspar, bem como a que foi contratada para fiscalizar. Em julho (foi inaugurada em 24.07.2021) fará cinco anos da entrega dela com tantos defeitos, apesar dos R$12 milhões para menos de um quilômetro. Kleber Edson Wan Dall, Podemos, teve mais de três anos para fazer isso. Paulo Norberto Koerich, PL, um ano e meio. Muda, Gaspar!
9 comentários em “A VERDADEIRA TEMPESTADE DO EL NIÑO CHEGOU A GASPAR MAIS CEDO DO QUE OS ALERTAS METEREOLÓGICOS DA POSSÍVEL CATÁSTROFE AMBIENTAL. ELA AINDA É INCERTA NOS ESTRAGOS CONTRA O PATRIMÔNIO, ECONOMIA, INFRAESTRTURA E VIDAS. MAS, NO AMBIENTE POLÍTICO E ADMINISTRATIVO JÁ FAZ ESTRAGOS”
FEDOR DO LIXO. GAECO ESTEVE MAIS UMA VEZ EM GASPAR. VIROU CAMINHO OBRIGATÓRIO?
O nome da operação é sugestivo: “DNA do Crime”. E bloqueia R$66 milhões em ativos, 95 veículos e 19 imóveis. Esta é a notícia. Está espalhada em vários veículos digitais de Santa Catarina nesta manhã de terça-feira com base em informações preliminares fornecidas pelo Ministério de Santa Catarina. Tem mais informações nos veículos fora daqui. Sintomático.
Eu não foco em dar informações, a não ser quando ela é exclusiva. O meu foco é comentar, esclarecer e dar detalhes que não estão nas notícias, mas é parte das informações e que passam despercebidas.
Por que a Operação “DNA do Crime” chegou a Gaspar? Porque estava escrito lá em 2009, quando a Say Muller foi criada da noite para o dia por Pedro Celso Zuchi, PT, que ganharia o seu segundo dos três mandatos a inventou com o seu presidente do Samae, Lovídio Carlos Bertoldi, PT, que se seguiu secretário de Obras e até candidato derrotado a suceder Zuchi em 2016.
A invenção virou um negócio familiar que foi além de Gaspar, ganhou expertise invejável e por linhas e escolhas tortas, passou a ocupar sucessivamente as páginas policiais. Virava e mexia era tema de observações aqui como o tal “Fedor do Lixo”. E está fedendo. A corda está esticada. A operação de hoje, na real impede o funcionamento da empresa, não só com o trancamento do capital de giro da empresa Saays Soluções Ambientais, mas principalmente os seus caminhões para a execução do serviço.
A Saays Muller estava aqui emergencialmente no governo de Kleber Edson Wan Dall, eleito pelo MDB, e hoje no Podemos e adentrou no governo de Paulo Norberto Koerich, PL, mas já está fora. Por enquanto, não há laço de problemas entre os dois períodos da Saays em Gaspar. Alertados, todos estavam desdde 2009 neste espaço de como ela surgiu não daria certo. Quase 20 anos depois a minha alma está lavada de novo.
USO DE CRIPTOATIVOS POR CRIMINOSOS REQUER ATENÇÃO, editorial do jornal O Globo
As operações recentes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), maior organização criminosa do Brasil, expuseram como o avanço da digitalização financeira abre espaço a novos crimes, permite integração à economia formal e cria inúmeras oportunidades para lavar o dinheiro resultante das atividades criminosas, como demonstrou reportagem do GLOBO. A transformação progressiva no perfil dos crimes — de assaltos e violência nas ruas para golpes digitais — tem pressionado o sistema de segurança pública e órgãos reguladores e de fiscalização, como o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários. Entre os recursos empregados pelos criminosos, tem se destacado o uso crescente de criptoativos.
Deflagrada em agosto passado, a Operação Carbono Oculto, da Receita Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Federal (PF), representou um marco no enfrentamento às finanças do crime organizado. As investigações descobriram a conexão entre um esquema de produção, adulteração e venda de combustíveis com uma fintech da Faria Lima. Na semana passada, como desdobramento, a Operação Fluxo Oculto mapeou empresas-fantasmas do PCC que usavam fundos de investimento para lavar dinheiro. Foram identificadas seis fintechs e pelo menos R$ 365 milhões em operações suspeitas com criptoativos — isso é só o que foi descoberto. “Antes, o setor formal era o meio para ocultar recursos. Agora, passou a ser parte do próprio negócio criminoso”, diz Marcia Meng, superintendente da Receita em São Paulo e coordenadora de apurações da Carbono Oculto e da Fluxo Oculto. “Fintechs são criadas apenas para prestar serviço ao crime organizado.”
O PCC mantinha, segundo a PF, R$ 30 bilhões em fundos de investimento e movimentou R$ 46 bilhões em transações suspeitas via fintechs em cinco anos. Golpes envolvendo Pix, fraudes de cartão de crédito, vendas e boletos falsos ou fraudes digitais de toda natureza no mundo financeiro somaram R$ 112 bilhões em 2025. São números que fazem empalidecer o faturamento com drogas e outros crimes comumente associados às facções criminosas.
Como a tecnologia que faz funcionar as criptomoedas — o blockchain — garante anonimato, segurança e não tem controle central, as organizações criminosas passaram a usá-la para guardar o produto de seus crimes. Embora operações individuais com criptoativos sejam registradas, na prática há grande margem de manobra para as facções se aproveitarem delas para movimentar recursos ou elevar sua receita. Não surpreende que a Polícia Civil do Rio tenha localizado uma “fazenda” de 30 computadores, no Complexo do Lins, em área dominada pelo Comando Vermelho, consumindo energia furtada para “minerar” criptomoedas.
As autoridades não estão alheias à realidade. Faz algum tempo que o BC baixa resoluções para regular o mercado financeiro digital. Fintechs têm sido obrigadas a fornecer mais informações, aproximando-se de bancos tradicionais. Foi crítica a proibição das contas em que vários correntistas compartilhavam um único registro —ou “contas-bolsão” —, usadas por criminosos em sofisticados esquemas de lavagem. Mas o crime também não fica parado. É crucial que o Estado se mantenha atualizado, não apenas para combater a lavagem digital de dinheiro, mas também para proteger o cidadão vítima de toda sorte de golpes virtuais.
Este artigo foi escrito antes das notícias e manchetes desta madrugada sobre o novo tarifaço de 25% dos Estados Unidos a produtos brasileiros que vão valer a partir de julho.
TRUMP E OS BOLSONAROS VÃO AJUDAR LULA DE NOVO? por Joel Pinheiro da Fonseca, no jornal Folha de S. Paulo
Em julho de 2025, depois de lobbying de Eduardo Bolsonaro, o governo Trump anunciou um tarifaço de 50% contra o Brasil bem como sanções contra autoridades brasileiras. No momento do anúncio, Eduardo Bolsonaro comemorou efusivamente. Dias depois, já estava claro que o ato de agressão contra o Brasil não era positivo, e sim embaraçosamente negativo para seu grupo.
Em maio de 2026, depois de lobbying de Flávio Bolsonaro, o governo Trump anuncia que passará a designar PCC e CV como organizações terroristas. Flávio e seus colegas celebram efusivamente. A pergunta se impõe: estaremos diante de outro erro bolsonarista?
Num primeiro momento, é uma inegável vitória para ele. No difícil campo da relação com Trump — que tem sido ruim para os Bolsonaro —, ele identificou o tema que é o ponto fraco de Lula: o endurecimento no combate ao crime. A postura do governo de se opor à classificação de terrorismo fica parecendo relutância em enfrentar o crime organizado, enquanto a posição da direita mostra determinação.
O próprio Lula admite em sua nota-resposta que as facções “praticam o terrorismo”. Sendo assim, a insistência de que não podem ser definidas como organizações terroristas vira um preciosismo escolástico. Por que não incluir as facções que praticam o terror? Países como o Equador se adiantaram aos EUA, classificando as próprias gangues como terroristas antes mesmo que o governo americano o fizesse. Hoje, têm apoio de inteligência e militar para combater seus cartéis de droga.
Lula cita o caráter inegociável da soberania brasileira, no que está certo. Mas existe soberania quando grupos armados dominam territórios no Rio de Janeiro e atuam desimpedidos na Amazônia? Não seria o caso de acolher a cooperação americana não só no combate aos crimes financeiros, mas também no apoio militar de enfrentamento das facções?
A evidência preliminar de que o preço da cocaína aumentou depois do anúncio— segundo afirmado pela desembargadora Ivana David em entrevista— indica que o mercado negro entende que a entrada e venda de drogas no país ficará mais restrita; ou seja, que a vida das facções ficará mais difícil. Isso é bom sinal.
Ao contrário do tarifaço, que é inequivocamente ruim para o Brasil, o anúncio atual pode ser bom ou ruim. Não há grandes efeitos automáticos. Tudo dependerá de como o governo Trump quererá usar essa ferramenta em nossa relação.
Ironicamente, se ele a tratar como arma política para interferir em nossas eleições— por exemplo, com sanções indiscriminadas contra nosso sistema financeiro—, isso será mais um tiro no pé americano, que aliás tem o pé gelado quando tenta ajudar candidaturas pelo mundo.
Ou ele está buscando mais casos de sucesso para ter o que mostrar em casa? Nesse caso, o efeito pode ser positivo. A segurança é apontada como a principal prioridade dos eleitores. Por mais que os índices de homicídio tenham melhorado, o clima de insegurança está insuportável. É amplamente noticiado que CV e PCC só aumentaram seu poderio nas últimas décadas. Algo tem que acontecer. O governo Lula acertou ao buscar a cooperação americana no combate à lavagem de dinheiro. A recusa intransigente da cooperação americana também nessa esfera mais dura do combate ao crime lhe deixou vulnerável.
Crítica ácida
Paulo Koerich talvez esteja descobrindo que a política é bem diferente da delegacia. O distintivo impõe respeito; o voto exige resultado.
Depois de uma vida acostumado a investigar os erros dos outros, agora se vê na desconfortável posição de ter que responder pelos próprios. E a realidade tem sido implacável.
Enquanto se contorce, reclama, grita e tenta encontrar culpados no passado, a cidade segue esperando aquilo que realmente importa: gestão, entregas e soluções.
O problema é que a paciência da população tem prazo de validade. E a fama que começa a se espalhar não é a de um governo eficiente ou transformador, mas a de uma administração lenta, enrolada e incapaz de tirar projetos do papel.
Em política, discurso compra tempo. Resultado compra confiança. E, até aqui, Gaspar tem visto muito do primeiro e pouco do segundo.
Excelente. Claro. Curto. Objetivo. Elucidativo. Só não vê quem não quer. Eu o assinaria.
Herculano,
Paulo ainda não entendeu que:
O dia tem apenas 24 horas. Se todas elas são gastas procurando esqueletos nos armários da gestão passada, sobra quanto tempo para administrar a cidade? Enquanto o governo olha para trás, Gaspar espera alguém olhar para frente.
Afinal, quem está governando Gaspar?
É meia verdade, penso. Explico
Ele se elegeu prometendo expor os esqueletos expostos. Nem isto conseguiu. Todos seria desperdício. Teria que priorizar. Não fez ito. Hoje, quem está tentando esconder esqueletos é ele. E importados. Impressionante. Por outro lado, ainda não surfou como um novo surfista na onda, por isso, não correu para o abraço e pior, está quase se afogando.
O CNJ aperta, acertadamente, a corda sobre cortes e instâncias inferiores contra seus supostos erros e exageros, mas ao ler este artigo, fica claro que quem deve ser o exemplo, está fora da corda. Como uma Justiça pode ser funcional e criar segurança jurídica é a máxima do topo dela é: faça o que eu digo e não faça o que eu faço?
GILMAR CONTRA A IMPRENSA GOLPISTA, por Demétrio Magnoli, no jornal Folha de S. Paulo
“Por mais de uma década, o ministro Gilmar Mendes figurou entre os alvos prioritários da esquerda brasileira. A entrevista que concedeu à Folha (23/5) prova que aprendeu uma das técnicas principais de seus antigos detratores: culpar o mensageiro pela mensagem.
Questionado sobre o impacto negativo do Caso Master no Fórum de Lisboa, o “Gilmarpalooza”, utilizou-a uma vez: “Talvez pessoas que não queiram ir ao fórum e queiram ser simpáticas à ideologia da Folha estejam ecoando isso”. Indagado sobre a crise de confiança experimentada pelo STF, utilizou-a outra vez: “Não quero isentar de responsabilidade quem tem, mas me parece que você coloca o tribunal num corredor polonês; depois a Folha faz pesquisa e revela uma frustração”.
Segundo Gilmar, é (quase) tudo culpa da Imprensa Golpista. O que não é, cabe à “Faria Lima”, a clássica metáfora abrangente destinada a atribuir responsabilidades a um sujeito oculto e, simultaneamente, inscrever-se na corrente política associada ao Planalto. A CVM falhou? Sim, claro. Bancos espertalhões revenderam CDBs do Master? Sim, óbvio. Mas, no discurso do ministro, a “crise sistêmica” funciona como varinha mágica que isenta o STF do dever de investigar seus próprios integrantes.
Toffoli? Moraes? “Isso certamente está sendo investigado”, replicou o ilusionista. Na verdade, o STF ignorou o relatório da PF sobre o primeiro e, não contente, declarou inexistir conflito de interesse do colega, inocentando-o preliminarmente. Quanto ao segundo, Orwell: as investigações miram o perito que teria vazado o contrato suspeito, mas não o próprio contrato.
Fachin e o código de ética, há divisão no tribunal? Aí, Gilmar exercita a contradição interna. 1) “Não tem divisão interna”; 2) A proposta do código “gerou um ambiente de certa desinteligência”; o gesto foi “impróprio” pois “quem quer conduzir o tribunal precisa produzir unidade”. A segunda parte da resposta serviria como título mais apropriado da entrevista: Fachin erra ao priorizar a transparência sobre a unidade.
Trocando a capa de juiz pelo manto do antropólogo, Gilmar faz gato e sapato do conceito de cultura: “Tem muitas coisas no código de ética alemão que não condizem com nossa cultura”. A sentença correta seria algo assim: o código alemão não combina com a tradição patrimonialista verde-amarela, que entrelaça nossas elites numa teia de privilégios exorbitantes, favores indevidos e negócios escusos. Precisamente aí encontra-se a aversão de Gilmar à “ideologia da Folha”, ou seja, à reivindicação de igualdade perante a lei.
Na teoria, o sistema de Justiça opera em esfera separada da política. Gilmar não reconhece a fronteira. Sete anos depois, é hora de encerrar o inquérito excepcional das fake news? “Mantido o ambiente de radicalismo, e tudo indica que vai ser mantido, dado o acirramento eleitoral, o inquérito é necessário.”
No universo do direito, inquéritos têm objetos determinados, isto é, fatos que já ocorreram. No universo paralelo instalado pelo STF, o inquérito “necessário” tem a finalidade de elucidar fatos que poderiam ocorrer no futuro. Dito de outro modo: a corte encarregada de proteger a Constituição resolveu emendá-la, convertendo a si mesma em Poder Moderador.
A guerra interna no STF atinge um ápice. Eis o que se aprende com a entrevista de Gilmar.”
AO FISCO O QUE É DO FISCO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
A Constituição protege a liberdade religiosa ao vedar impostos sobre “entidades religiosas e templos de qualquer culto, inclusive suas organizações assistenciais e beneficentes” (art. 150). É uma garantia civilizatória. O Estado não deve dispor do poder de sufocar uma crença por meio da tributação nem de favorecer uma religião em detrimento de outra. A liberdade de culto está resguardada. No entanto, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/23, aprovada recentemente pela Câmara e enviada ao Senado, trata de outra coisa.
Ao ampliar a imunidade tributária para bens e serviços destinados à “implantação”, “manutenção” e “funcionamento” de igrejas e entidades assistenciais vinculadas, o Parlamento extrapola o templo e alcança um universo de atividades cujo vínculo com o exercício da fé será frequentemente matéria de interpretação, disputa administrativa e judicialização.
Palavras como “implantação” e “funcionamento” parecem claras até que se tente aplicá-las a casos concretos. Onde termina a atividade religiosa e começam atividades econômicas de organizações cada vez mais complexas? Não é uma pergunta retórica. Algumas denominações administram emissoras de rádio e televisão, editoras, plataformas digitais, extensos patrimônios imobiliários e até bancos.
Ao longo da tramitação, foram abandonadas salvaguardas que poderiam conferir maior objetividade ao benefício. O resultado é uma regra mais abrangente e menos precisa. Não é difícil imaginar discussões futuras sobre a tributação de imóveis, veículos, equipamentos e outros bens cuja relação com o culto poderá ser defendida com maior ou menor plausibilidade. Quanto mais indistinta se torna a fronteira entre a atividade religiosa e a econômica, mais difícil se torna separar o templo dos vendilhões que o infestam.
A liberdade religiosa é um direito fundamental. Benefícios tributários são outra matéria. Quando determinadas entidades recebem tratamento privilegiado na aquisição de bens e serviços, a conta não desaparece, só é redistribuída.
Estimativas da equipe econômica indicam que a ampliação da imunidade poderá aumentar em cerca de meio ponto porcentual a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Essa espécie de dízimo compulsório pode parecer pouco. Não é. A alíquota do IVA brasileiro – estimada em torno de 28% – será uma das mais caras do mundo.
A PEC surge justamente quando o País tenta escapar dos vícios que transformaram seu sistema tributário num monumento à complexidade. Durante décadas, exceções foram se acumulando, sempre em nome dos objetivos mais nobres. Benefícios concebidos como temporários converteram-se em estruturas permanentes. Incentivos regionais, regimes especiais, benesses setoriais e desonerações foram sendo empilhados até produzir um modelo confuso, litigioso, regressivo e hostil à produtividade.
A reforma tributária nasceu do reconhecimento desse fracasso. O Brasil havia se tornado refém de um emaranhado de privilégios que favorecia grupos organizados e transferia custos para toda a sociedade.
Mesmo assim, a própria reforma não se furtou aos velhos pecadilhos. Regimes especiais multiplicaram-se em praticamente todos os setores. Cada exceção parecia razoável quando analisada isoladamente. O problema aparece quando todas passam a coexistir.
A PEC reproduz essa lógica. Invoca uma finalidade legítima – a proteção da atividade religiosa – para justificar a expansão contínua de benefícios tributários. O precedente importa tanto quanto o custo fiscal. Uma vez aberta a porta, outros grupos surgirão reivindicando tratamento semelhante, todos munidos de boas causas, argumentos respeitáveis e capacidade de lobby político.
Dar “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” continua sendo um bom princípio de prudência institucional. A Constituição já havia protegido o templo. A Câmara decidiu avançar além dele.
Num país que acaba de empreender um esforço histórico para reduzir exceções tributárias, a Câmara escolheu inscrever mais uma na própria Constituição. A liberdade religiosa sai ilesa. A igualdade perante a lei, nem tanto.