Pesquisar
Close this search box.

ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXXIV

A imagem é do site conservador paranaense “Gazeta do Povo”. É um registro imaginário de medo e resistência. Em uma situação minimamente normal, numa sociedade com peso e contrapesos em funcionamento, o investido ministro Alexandre de Moraes, já teria pedido para sair da corte para cuidar da sua defesa. Mas, o que se vê, são desdobramentos e chicanas formais, todas explícitas e deploráveis. Em qualquer Tribunal e perante a qualquer julgador, elas seriam fatais. Moraes a usa para sequer ser investigado, em provas e comportamentos, tidos até aqui, como irrefutáveis. E pior é que há gente que o ajuda e pensa da mesma forma como ele no próprio STF. E lhe sinaliza maioria em algo extremamente perigoso à ínfima segurança jurídica e ao exemplo devido pelo topo da pirâmide da jurisdição aos demais tribunais e juizados nas respectivas instâncias. Impressionante também, é como o Ministério Público foi arrastado para a mesma vala comum de dúvidas. (By Herculano)

Compartilhe esse post:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
LinkedIn
Email

16 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXXIV”

  1. O retrocesso democrático que vem do poder judicial
    – Crise do STF não é obra de uma maçã podre, mas de facções judiciais que transformaram prerrogativas processuais em instrumentos de proteção recíproca
    – De alvo do retrocesso democrático, o Judiciário converteu-se em agente da erosão institucional
    (Por Marcus André Melo, FSP, 13/09/26)

    Há algum tempo inverti o título da obra clássica de Alexander Bickel, “The Least Dangerous Branch”, para advertir que o Supremo havia se tornado o poder mais perigoso da República (1). Em outras colunas, recorri à imagem das “facções judiciais” (2) e mob lawyers (3). O escândalo atual mostra que não eram apenas figuras de linguagem.

    O problema do STF não se resume a uma maçã podre. Quando duas ou três maçãs estão comprometidas, elas formam maiorias em turmas e podem integrar maiorias no plenário. Como o tribunal é um órgão coletivo, desvios individuais (4) passam a contaminar suas decisões institucionais.

    No Brasil, a tarefa é hercúlea porque a maçã não está isolada. Formou-se um sistema de proteção recíproca que combina monocratismo, distribuição fortuita de relatorias, decisões sobre colegas, sigilos reiterados e capacidade de formar maiorias defensivas. No STF, alianças defensivas não impediram a reiterada prática de autoblindagem individual quando alguma suspeita recai sobre membros da corte (5). Pelo contrário, a autoblindagem se dá de forma aberta pela manutenção de relatorias de processos nos quais o próprio relator está citado.

    Assim, combinam-se estratégias individuais e “faccionais”. Toffoli manteve a relatoria mesmo depois de virem a público suas conexões com o universo do Master. A crise levou à sua saída e ao sorteio de novo relator. A resposta, contudo, não demorou: na sequência, uma decisão monocrática de Gilmar Mendes anulou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Fundo Arleen, aprovada pela CPI do Crime Organizado (6). Ligado à Reag, o fundo havia adquirido participação no resort da família Toffoli (7).

    A proteção conta ainda com pontos de veto externos. O principal é o presidente do Senado, que pode impedir qualquer acusação contra ministros de avançar. O bloqueio parlamentar não é exercido num vácuo: lideranças legislativas também aparecem cercadas por denúncias e interesses no escândalo do Master (8). A CPI sobre o banco foi obstruída por vetos no Congresso, mas também por decisões do próprio Supremo.

    Suprema ironia: não houve instalação de CPI em um dos maiores escândalos de corrupção da história da república. A separação de Poderes deu lugar a uma rede de sobrevivência compartilhada. Uma espécie de omertà institucional?

    A literatura sobre retrocesso democrático foca cortes que se tornam a longa manus do Executivo. O Brasil revela uma modalidade distinta, também presente na Europa do leste: a degradação endógena, por práticas informais e/ou não republicanas, como analisado por Sipulova e Kosar em artigo no German Law Journal (9).

    A erosão não chega ao Judiciário de fora para dentro. Nasce dentro dele.

    Esse equilíbrio perverso, contudo, parece ter sido rompido. A janela de oportunidade aqui resultou da concentração aparentemente fortuita de relatorias decisivas em um outsider (Mendonça), não vinculado à facção defensiva, e um presidente (Fachin) (10) cuja inação escalou a crise aberta. A reação desmedida da facção acabou expondo o próprio sistema de proteção. Proponho ao leitor um experimento contrafactual: o que teria ocorrido se o relator e o presidente da corte fossem outros ministros?

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcus-melo/2026/09/o-retrocesso-democratico-que-vem-do-poder-judicial.shtml)

    (1) O Poder mais perigoso
    – O STF avança sobre o orçamento e, o que é muito mais grave, sobre os meios de coerção
    – A erosão da confiança no árbitro final das regras do jogo afeta o equilíbrio entre os poderes e fragiliza a própria ideia de governo limitado pela lei
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcus-melo/2026/02/o-poder-mais-perigoso.shtml

    (2) Das 11 ilhas às facções judiciais no STF
    – Surgiram coalizões defensivas em torno da proteção de interesses individuais e da resistência a mecanismos de accountability interna da corte
    – Trata-se de uma forma nova de politização judicial mais ligada à internalização de disputas sobre reputação
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcus-melo/2026/05/das-11-ilhas-as-faccoes-judiciais-no-stf.shtml

    (3) O teorema de Buscetta: ‘mob lawyers’ e facções judiciais”
    – Caso Master e escândalo do Rio de Janeiro revelam estrutura de proteção institucional ao crime
    – Integrantes da própria comunidade jurídica atuam em múltiplos níveis em casos de corrupção.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcus-melo/2026/07/o-teorema-de-buscetta-mob-lawyers-e-faccoes-judiciais.shtml

    (4) Datafolha: 37% querem o afastamento de Mendonça e 34%, o de Moraes
    – Para 28%, Senado deveria impedir Moraes, e 13% defendem renúncia; já 12% querem impeachment de Mendonça
    – Segundo pesquisa, 25% acham que Mendonça não fez nada de errado e outros 7% pensam o mesmo de Moraes
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/datafolha-34-querem-o-afastamento-de-moraes-e-37-o-de-mendonca.shtml

    (5) As lições do Chile para a crise do STF
    – No Chile a crise na suprema corte durou quatro semanas
    – Entre nós, inação que envolve dois casos permitiu que a crise escalasse
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcus-melo/2026/09/as-licoes-do-chile-para-a-crise-do-stf.shtml

    (6) Relatório da CPI do Crime Organizado sugere recriação de Ministério da Segurança e intervenção federal no Rio
    – Documento apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) nesta terça acabou sendo rejeita pela comissão após propor indiciamento de ministros do STF
    – Recriação da pasta daria eficiência e agilidade no enfrentamento à criminalidade, diz o parlamentar
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/04/relatorio-da-cpi-do-crime-organizado-sugere-recriacao-de-ministerio-da-seguranca-e-intervencao-federal-no-rio.shtml

    (7) PF suspeita que Toffoli tinha dinheiro de Vorcaro em paraíso fiscal, diz revista
    – OUTRO LADO: Em nota, magistrado do Supremo nega ter recursos no exterior
    – Fundo para o qual ex-banqueiro repassou R$ 35 mi foi comprado por amigo do ministro e transferiu recursos para Ilhas Virgens Britânicas, segundo revista piauí
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/pf-suspeita-que-toffoli-tinha-dinheiro-de-vorcaro-em-paraiso-fiscal-diz-revista.shtml

    (8) O STF em modo sobrevivência
    – O escândalo do Master mostrou que o rei está nu
    – O objetivo dominante para muitos dos membros do Supremo passou a ser proteger a si próprio
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcus-melo/2026/06/o-stf-em-modo-sobrevivencia.shtml

    (9) https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridge-core/content/view/8290F147BE0E4B66DCF6871AC545027F/S2071832223000895a.pdf/decay-or-erosion-the-role-of-informal-institutions-in-challenges-faced-by-democratic-judiciaries.pdf

    (10) Fachin afasta Mendonça de caso contra Moraes e manda parar apurações de Master e INSS
    – Decisão menciona risco de impedimento do magistrado no julgamento
    – Ministro solicita a André Mendonça envio da íntegra das investigações
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/fachin-tira-de-mendonca-relatoria-de-caso-moraes-e-abre-caminho-para-assumir-inqueritos-do-master-e-inss.shtml

  2. “STF não pode ser capturado por interesses escusos”
    – Juristas, empresários, economistas e ex-ministros divulgam carta em apoio a Fachin em meio à crise na Corte
    (Redação O Antagonista, 13/09/26)

    Juristas, economistas, empresários, sindicalistas e acadêmicos assinaram uma carta em que manifestam “apoio integral” ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin (foto), diante da crise sem precedentes envolvendo a Corte.

    A carta, divulgada neste domingo, 13, diz que Fachin te agido para preservar a autoridade do Supremo e garantir “a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas”.

    Transparência na Corte
    Os signatários também cobram transparência nas investigações e na sessão marcada para terça-feira, 15, quando o STF analisará um relatório da Polícia Federal (1) sobre mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a um número atribuído a Alexandre de Moraes.

    “O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional”, diz a carta.

    Um dos organizadores do documento, o jurista Oscar Vilhena, afirmou que a preocupação agora é diferente daquela que motivou a mobilização em 2022.

    “Naquela época [em 2022] os ataques vinham de fora do Supremo e agora estamos tratando de vulnerabilidades internas da Corte”, afirmou.

    “A mais grave crise da história do STF”
    Segundo Vilhena, a crise pode afetar a confiança da população nas instituições.

    “Os fatos que têm sido trazidos a público podem ter impacto muito grande não apenas sobre a autoridade do Supremo, mas também sobre a confiança da população nas instituições. Temos esperança de que esses fatos sejam apurados de forma imparcial e, eventualmente, que haja responsabilização se houver alguma ilegalidade cometida”, disse.

    A carta classifica o momento como “a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal” e defende a responsabilização de quem eventualmente tenha violado a lei ou a dignidade do cargo.

    O grupo também pede “reformas institucionais urgentes” para fortalecer a colegialidade, garantir a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse e estabelecer padrões de conduta para os ministros.

    Entre os signatários estão os ex-ministros José Eduardo Cardozo, Miguel Reale Jr., José Carlos Dias e Paulo Vannuchi, além dos ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Pedro Malan e dos economistas Edmar Bacha e André Lara Resende.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/stf-nao-pode-ser-capturado-por-interesses-escusos/)

    (1) STF confirma transmissão ao vivo de sessão para analisar caso Moraes
    – Plenário se reúne na próxima terça-feira para decidir sobre abertura de investigação
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/stf-nao-pode-ser-capturado-por-interesses-escusos/

  3. Cinco ex-governadores e entidades do RS pedem investigação de Moraes, Vorcaro e Gonet; PT ficou de fora
    – Manifesto não contou com apoio de ex-governadores ligados a Lula
    (Redação DP, 13/09/26)

    Manifesto da sociedade civil gaúcha, assinado por cinco ex-governadores do Rio Grande do Sul — Germano Rigotto, Jair Soares, José Ivo Sartori, Pedro Simon e Yeda Crusius —, pelo ex-presidente e membro honorário vitalício do Conselho Federal da OAB Claudio Lamachia e por dezenas de entidades representativas será encaminhado nesta segunda-feira (14) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin.

    O documento, articulado pela OAB/RS e por organizações da sociedade civil, pede que o julgamento marcado para terça-feira (15) no STF

    > seja público e transparente;
    > que haja investigação regular e independente dos fatos envolvendo o ex-banqueiro fraudador e o ministro do STF Alexandre de Moraes;
    > que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não participe da sessão;
    > que a Corte retome a institucionalidade e a autocontenção;
    > que se discuta reforma estrutural do tribunal, incluindo mandato para ministros, modelo de indicação e código de ética; e
    > que seja encerrado o Inquérito nº 4.781, conhecido como “Inquérito das Fake News”.

    Apesar da crise sem prevedentes no SF e da gravidade das suspeitas envolvendio o ministro Alexandre de Moraes, os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, ambos do PT, preferiram se fingir de mortos.

    Antônio Britto e Ranolfo Vieira Júnior também não assinaram, mas não pertencem ao campo ideológico da esquerda.

    Os signatários afirmam que a manifestação não pretende substituir instituições nem antecipar juízos de responsabilidade, mas exigir que elas atuem dentro dos limites constitucionais e que ninguém esteja acima da lei.

    Além dos cinco ex-governadores e de Claudio Lamachia, o texto reúne entidades como OAB/RS, ABA Sul, Abracrim RS, Famurs, Farsul, Fecomércio, Federasul, conselhos profissionais e associações empresariais, jurídicas e setoriais do Estado.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/ttc-brasil/cinco-ex-governadores-e-entidades-do-rs-pedem-investigacao-de-moraes-vorcaro-e-gonet-pt-ficou-de-fora)

  4. De vorcaro para xandão:

    “Estamos juntos sempre.
    Voce sabe que tenho gratidao da minha vida a você.
    Toda minha familia, funcionarios, parceiros amigos que dependem de nos tem uma divida de vida contigo e com sua família.
    Muito obrigado por tudo.
    Agora é continuar na pegada pra conseguir concluir, se Deus quiser.”

    +em: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/ttc-brasil/tenho-gratidao-da-minha-vida-a-voce-escreveu-vorcaro-a-moraes-veja-o-que-ha-de-grave-nessa-relacao

  5. O nevoeiro institucional
    – Em meio a uma crise que deve piorar antes da solução, é preciso buscar com urgência um novo modelo de relacionamento entre os Três Poderes
    (Por Nuno Vasconcellos, Último Segundo, portal iG, 13/09/26)

    Não se enxerga um palmo à frente do nariz! A cerração formada a partir de decisões recentes de ministros do Supremo Tribunal Federal deixou o ambiente tão nublado que ninguém consegue dizer como ficará a situação institucional do país a partir da próxima terça-feira, 15 de setembro. Para essa data, o presidente da Corte, Edson Fachin, convocou uma sessão com o propósito ambicioso de dar um basta a uma crise que só aumentou desde que o escândalo do Banco Master veio à tona.

    Ninguém deve esperar que a decisão da terça-feira tenha efeito imediato e possa devolver a situação à normalidade — qualquer que venha a ser o veredito sobre a conduta dos integrantes da Corte envolvidos na celeuma. A disposição para o conflito demonstrada pelos ministros litigantes indica que a situação seguirá tensa e que o nevoeiro tende a se tornar mais denso antes de se dissipar.

    A verdade incômoda é que a situação institucional do país vem nos últimos anos mergulhando em um processo gradual de desgaste — e chegou a um nível de degradação profundo demais para voltar à tona em apenas uma sessão do STF. E o pior é que a degradação parte de dentro do próprio Tribunal. A impressão que se tem é a de que as autoridades encarregadas de zelar pela segurança jurídica nacional não perdem uma oportunidade de tornar a própria imagem mais desgastada do que já está.

    Críticas e elogios
    O desgaste chegou a seu ponto máximo na semana passada. Depois de uma troca de chumbo entre ministros, a crise avançou em torno da remoção ou da manutenção na direção geral da Polícia Federal do delegado Andrei Passos Rodrigues. E evoluiu para uma discussão sobre aspectos que estão além das críticas ou dos elogios que podem ser feitos à atuação do delegado.

    Não se trata, no caso de Andrei, de apontar a energia e o rigor demonstrados na operação de quinta-feira passada, que envolveu o filme Dark Horse — que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Também não se trata de, do outro lado, apontar a omissão da instituição em torno de investigações que miram integrantes ou pessoas ligadas ao atual governo.

    O que interessa dizer é que nenhum país consegue viver em normalidade quando suas instituições são mantidas sob suspeição permanente. Esse é o ponto! Nesse aspecto, a decisão de tornar públicos todos os detalhes envolvendo o inquérito do Banco Master não poderia ser mais oportuna. A solução do problema passa pela transparência em torno desse caso e de outros que estão em poder das instituições.

    A solução passa, também, pelas eleições. Neste momento, tão importante quanto escolher o próximo presidente é definir sob que circunstâncias institucionais ele governará. E para que essas circunstâncias sejam satisfatórias, será preciso que os legisladores entendam que seu papel não é (ou pelo menos não deveria ser) manipular dinheiro público por meio das emendas parlamentares que, este ano, atingiram a cifra indecente de R$ 60 bilhões.

    Pior, impossível
    Um novo ambiente, como é óbvio, não surgirá da noite para o dia. A primeira tarefa da próxima legislatura (porque da atual, francamente, não se deve esperar nada!) será a de redefinir o padrão de relacionamento entre os Três Poderes. Ele não será criado por geração espontânea nem dependerá apenas da disposição do próximo presidente da República em encarar esse tipo de discussão. Ele dependerá, em grande parte, da configuração do Legislativo que emergirá das urnas em 2027.

    Quiseram as circunstâncias que este momento especialmente grave tenha encontrado, para falar apenas do Senado, a presidência da Casa ocupada por alguém com o perfil de Davi Alcolumbre. O Senado brasileiro existe desde 1826 e já teve mais de 70 presidentes. Pode-se dizer que nenhum deles foi mais inepto do que Alcolumbre. Algum pode ter descido ao mesmo nível. Abaixo, impossível.

    A presença de Alcolumbre no cargo é consequência, mas também é uma das causas, da degradação institucional. É preciso, portanto, além de escolher o presidente da República para os próximos quatro anos, eleger deputados e senadores à altura dos desafios que o país tem pela frente. Eles serão enormes e sensíveis. Para citar apenas um deles: até 2030, o presidente indicará e o Senado aprovará, ou não, os nomes para pelo menos quatro vagas no STF.

    Uma das vagas está aberta. Ela pertencia a Luís Roberto Barroso e não foi preenchida em abril deste ano — quando o nome do Advogado Geral da União Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi rejeitado pela Casa. As outras são as de ministros que completam 75 anos entre 2028 e 2030: Luiz Fux, Carmen Lúcia e Gilmar Mendes.

    Quatro ministros, num total de onze, é número suficiente para alternar a qualidade das decisões tomadas pelo colegiado. Num momento como o atual, essa deve estar, com certeza, entre as principais preocupações do brasileiro.

    (Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/nuno-vasconcellos/2026-09-13/o-nevoeiro-institucional.html)

    O piNçador Matutildo, piNçou:

    “Quiseram as circunstâncias que este momento especialmente grave tenha encontrado, para falar apenas do Senado, a presidência da Casa ocupada por alguém com o perfil de Davi Alcolumbre. O Senado brasileiro existe desde 1826 e já teve mais de 70 presidentes. Pode-se dizer que nenhum deles foi mais inepto do que Alcolumbre. Algum pode ter descido ao mesmo nível. Abaixo, impossível.”

    E o Bedelhildo:
    Parece-nos que na Câmara Federal ocorre o mesmo: está sob a presidência de um nanico!

  6. “Para os acusados do dia 08/01/2023, bastou tão pouco…”
    – Defensor público que representou réus carentes do 8 de janeiro no STF compara tratamento dado a Moraes agora por alguns de seus pares
    (Redação O Antagonista, 13/09/26)

    O defensor público Gustavo de Almeida Ribeiro, que defendeu réus do 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF), postou um comentário em seu perfil no X lembrando a forma como alguns dos condenados pelo vandalismo na Praça dos Três Poderes foram tratados pela Justiça.

    “Para os acusados do dia 08/01/2023, muitos deles extremamente pobres, ou com problemas psicológicos, ou que sequer tinham chegado a Brasília no momento da confusão, bastou tão pouco…”, disse Ribeiro, crítico desde a origem da forma como essas pessoas foram julgadas.

    O defensor público foi um dos profissionais deslocados para dar assistência aos réus carentes do 8 de janeiro, e reclamou que eles não deveriam sequer ter sido julgados pelo STF (2), porque não tinham foro privilegiado. Mas o fato é que a condenação dessas pessoas foi usada para embasar o julgamento da cúpula do governo Jair Bolsonaro anos depois, no julgamento da trama golpista.

    Tumulto
    Agora, ministros como Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, além do próprio Alexandre de Moraes, tentam tumultuar o caso do Banco Master com argumentos de defesa das prerrogativas do ex-relator do inquérito das fake news, antes mesmo de ele se tornar formalmente investigado.

    Segundo eles, é preciso ter todos os dados do celular de Daniel Vorcaro para saber se Moraes merece começar a ser investigado formalmente, quase um ano depois de ter surgido a informação de que o Banco Master tinha um contrato de 131 milhões de reais com o escritório de advocacia da família do ministro, supostamente chefiado por sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

    As investigações indicam que Vorcaro tratava Moraes como titular desse contrato, considerado o mais importante para o banco, e que o ministro do STF chegou a editar duas vezes o documento antes de ele ser assinado, além de supostamente ter instruído o ex-banqueiro.

    De fato, por muito menos, réus do 8 de janeiro não foram apenas investigados, mas condenados.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/para-os-acusados-do-dia-08-01-2023-bastou-tao-pouco/)

    (1) https://x.com/gustalmribeiro/status/2098894519596950012

    (2) Os atropelos do STF no julgamento dos réus do 8 de janeiro
    – O defensor público Gustavo de Almeida Ribeiro explica os abusos da corte ao lidar com os acusados de participar da invasão dos Três Poderes
    +em: https://crusoe.com.br/edicoes/262/os-atropelos-do-stf-no-julgamento-dos-reus-do-8-de-janeiro/

    . . .e assombrosamente apenados!

  7. Será que os “macacos” do lulampião já prenderam o
    “ladrão que tirou o direito do povo de comer ovo”?

    # Lulomelete 1:

    “Eu estou querendo descobrir onde é que teve um ladrão que passou a mão no direito de comer ovo do povo brasileiro […] Queremos encontrar quem é o pilantra que aumentou o ovo tanto”

    +em: https://www.youtube.com/watch?v=04Ir-CqRwvQ

    ## Lulomelete 2:

    “Se não tem carne, a gente come ovo. Se não tem ovo, a gente come carne. Mas quando não tem os dois, a gente come como eu comia quando eu levava marmita, feijão e arroz puro porque não tinha mistura”
    “Se não tem carne, a gente come ovo. Se não tem ovo, a gente come carne. Mas quando não tem os dois, a gente come como eu comia quando eu levava marmita, feijão e arroz puro porque não tinha mistura”.

    +em:
    Da promessa da picanha, Lula agora sugere trocar carne por ovo
    – Após admitir que alimentos continuam caros, presidente sugere “saída” para quem não consegue comprar a “mistura”
    https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/lsf-brasil/da-promessa-da-picanha-lula-agora-sugere-trocar-carne-por-ovo

    E os preços dos alimentos, hein?
    – Subindo tanto quanto as PaTifarias de certas “otoridades”!

  8. Greve teatral

    O Ato Institucional nº 5 (1), que revogou as liberdades democráticas no Brasil de 1968, levou muitos adversários do regime militar à cadeia.
    Entre eles Carlos Lacerda (2), que resolveu iniciar uma greve de fome no cárcere.
    O médico e amigo Antônio Rebello (3), que monitorava o pulso de Lacerda, começou a ficar preocupado e vivia implorando para que o líder carioca suspendesse a greve.
    Um dia fez uma comparação definitiva:
    – “Você está tentando fazer Shakespeare (4) no País da Dercy Gonçalves (5)!”.
    Percebendo o ridículo da situação, Lacerda desistiu da greve na hora.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 13/09/26)

    (1) O Ato Institucional Número Cinco (AI-5) foi o mais duro dentre os 17 atos institucionais decretados pela ditadura militar nos anos que se seguiram ao golpe de estado de 1964 no Brasil.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ato_Institucional_n.%C2%BA_5

    (2) Carlos Frederico Werneck de Lacerda (Rio de Janeiro, 30 de abril de 1914 – Rio de Janeiro, 21 de maio de 1977) foi um jornalista, escritor, empresário e político brasileiro. Foi membro da União Democrática Nacional (UDN), vereador (1947), deputado federal (1955–1960) e governador do estado da Guanabara (1960–1965). Foi fundador (em 1949) e proprietário do jornal Tribuna da Imprensa, assim como criador (em 1965) da editora Nova Fronteira.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lacerda

    (3) Antônio Dias Rebello Filho foi um amigo pessoal de Carlos Lacerda e autor do livro (*) Carlos Lacerda, meu amigo, publicado pela Editora Record em 1980.
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/gmcq0M1JfnXyUATyo

    (4) William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1564 – Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1616) foi um poeta, dramaturgo e ator inglês. Foi tido como o maior escritor do idioma inglês e considerado por muitos o maior dramaturgo da história. É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de “Bardo de Avon” (ou simplesmente The Bard, “O Bardo”).
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare

    (5) Dolores “Dercy” Gonçalves Costa (Santa Maria Madalena, 23 de junho de 1907 – Rio de Janeiro, 19 de julho de 2008), foi uma atriz, humorista e cantora brasileira. Oriunda dos espetáculos circenses, tornou-se uma das maiores estrelas do auge do teatro de revista na década de 1930 e da produção cinematográfica brasileira a partir da década de 1940. Foi reconhecida pelo Guinness Book como a atriz com maior tempo de carreira na história mundial, totalizando 86 anos.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dercy_Gon%C3%A7alves

    (*) https://www.estantevirtual.com.br/busca/carlos-lacerda,-meu-amigo

  9. E ainda há os que
    votam nessa gente! (2)

    Fatura petista
    Rogério Marinho (PL-RN) apontou os R$120 bilhões a mais em tributos sobre consumo para 2027. Diz o senador que é o método do PT: aumentar gastos e empurrar a dívida para cima de quem trabalha.
    (Coluna CH, DP, 13/09/26)

  10. E ainda há os que
    votam nessa gente!

    Cara de pau
    Lula tomou invertidas ao celebrar o fim da taxa das blusinhas, criada por ele mesmo. Seguidores nas redes sociais não perdoaram, “a quadrilha do PT é assim, te quebram uma perna, depois te dão uma muleta”.
    (Coluna CH, DP, 13/09/26)

  11. Por isso lulampião, janjapresidentAporosmose & a$$ociado$
    estão fazendo o diabo para continuar no poder!

    Governo Lula: R$90 milhões com viagens em 14 dias
    (Coluna CH, DP, 13/09/26)

    O governo Lula (PT) conseguiu torrar cerca de R$90 milhões com viagens nas últimas duas semanas. Segundo dados do Portal da Transparência, o total de despesas com descolamentos já ultrapassa R$1,3 bilhão em 2026. Foram R$735,8 milhões com diárias distribuídas a funcionários e outros R$560,3 milhões com as passagens aéreas. O total não inclui a fortuna gasta nas viagens de Lula e da primeira-dama Janja.

    Em dólar
    Viagens internacionais do governo do PT já custaram R$161,7 aos pagadores de impostos. Foram R$8 milhões nas últimas duas semanas.

    Tem mais
    O governo petista conseguiu torrar também R$7,8 milhões com “outros gastos” de viagens. São taxas, seguros de viagens etc.

    Número 1
    A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, é número um entre os gastões com viagens: R$510 mil com passagens e diárias, diz a Transparência.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/em-tempo-de-eleicoes-e-crise-do-stf-e-moraes-quem-lidera-buscas-no-google)

    e+:

    Segredo de Estado:
    “O total não inclui a fortuna gasta nas viagens de Lula e da primeira-dama Janja.”

  12. Esse tal de gonet é tão obscuro
    que ele esconde até o seu
    sobrenome branco
    (*)!

    Vorcaro pediu notebook na prisão e Gonet concordou, mas Mendonça vetou a brincadeira
    – Vorcaro estava preso na superintendência da PF em Brasília, onde negociava acordo de delação premiada que fracassou
    (Redação DP, 12/09/26)

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com o pedido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para ter notebook na prisão e visitas de seus advogados no fim de semana, conforme solicitação da defesa, mas tudo foi vetado pelo ministro André Mendonça, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

    O episódio que consta do acervo de documentos cujo sigilo foi levantado nos últimos dias e ganha relevância agora que se conhecem detalhes das relações do ex-banqueiro, investigado ppr fraude e por roubar os investdores do seu banco, com o chefe da PGR.

    A tentativa de Vorcaro de obter as regalias de noteook e visitação aconteceu em março deste ano, pouco depois de sua segunda prisão, mas o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Nessa ocasião, segundo o site GPS, que publicou a informação, Vorcaro estava preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde negociava um acordo de delação premiada, afinal recusado em junho. Seus advogados argumentavam que as regalias buscavam dar “celeridade” à colaboração.

    Relações Gonet/Vorcaro

    As relações entre Daniel Vorcaro e Paulo Gonet foram tornadas públicas no relatório da Polícia Federal, e ocorreram principalmente via o advogado Ciro Soares, que intermediava recados. As conversas, extraídas do celular de Vorcaro, cobrem de abril de 2024 a meados de 2025 e incluem declarações de amizade, saudades, convites para eventos em Londres e o custeio de viagem do filho do procurador-geral.

    Em abril de 2024, Ciro Soares escreveu a Vorcaro: “Amizade é tudo viu irmão” e “Gonet é firme”. O relatório associa o trecho a um episódio em que Gonet teria auxiliado em uma disputa eleitoral no Ministério Público de Minas Gerais.

    Em 15 de março de 2025, Soares enviou a Vorcaro uma foto ao lado de Gonet e pediu: “Liga aqui. Ele quer falar com você”. Seguiram-se quatro ligações consecutivas entre os telefones de Soares e Vorcaro; a PF interpreta que o banqueiro falou com o PGR pelo aparelho do advogado.

    “Oba!!!! Tomara que tenha charuto e Macalan!”

    Em 28 de março de 2025, Soares encaminhou mensagens que atribuiu a Gonet: “Que bom! Estou na torcida por vocês!”; “Já estou com saudade de você! Estou embarcando para Roma”; e “Manda essa mensagem para ele”. Soares acrescentou: “O Gonet mandou msg pra vc”. Vorcaro respondeu: “Agradece muito o carinho” e “Saudade dele, vamos marcar estar juntos”. Soares completou que Gonet “lhe adora” e “Ele vai para Londres com a gente”.

    Em seguida encaminhou outra mensagem atribuída ao PGR: “Oba!!!! Tomara que tenha charuto e macalan!”. Vorcaro retrucou: “Agora vai ter que ter plantação de charuto e barril de Macalan”.

    Vorcaro e a viagem do filho de Gonet

    No dia seguinte, 29 de março, Soares perguntou: “Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres”. Vorcaro respondeu “Obvio ne” (ou “Óbvio”). Dias depois, ao receber lista de custos da viagem, o banqueiro autorizou: “Pedro e Ciro ok”. O relatório registra que Vorcaro bancou as despesas de Pedro Gonet (Pedro Henrique de Moura Gonet Branco) e de Ciro Soares. Uma mensagem posterior atribuída a Gonet, encaminhada por Soares, dizia: “Você é uma máquina”.

    A referência a charutos e Macallan remete à degustação de abril de 2024 no George Club, em Mayfair, Londres, realizada em paralelo ao fórum jurídico patrocinado pelo Master. O evento, orçado em cerca de US$ 641 mil (equivalente a mais de R$3,2 milhões na época), reuniu Vorcaro, Gonet, ministros do STF (Alexandre de Moraes e Dias Toffoli), o então diretor-geral da PF Andrei Rodrigues e outras autoridades. Anotações recuperadas citam “serviço de degustação Macallan no George Club”. Uma segunda edição planejada para 2025, com o mesmo formato, foi cancelada.

    As mensagens são relatadas pela PF como encaminhadas; a PGR, questionada à época, afirmou que não comenta investigação sigilosa. O relatório descreve a relação como próxima, com o advogado Ciro Soares fazendo a ponte entre o ex-banqueiro e o chefe do Ministério Público Federal.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/ttc-brasil/vorcaro-pediu-notebook-na-prisao-e-gonet-concordou-mas-mendonca-vetou-a-brincadeira)

    e+:

    (*) https://www.mpf.mp.br/o-mpf/o-mpf/membros/procurador-geral-da-republica

  13. Múltiplo Ismael
    – Difícil dizer o que era mais fascinante em Ismael Nery, se a obra ou a vida
    – Seu objeto eram homens e mulheres andróginos, belíssimos, de sedução letal
    (Ruy Castro, FSP, 12/09/26)

    Se as exposições permitissem que, ao se admirar um quadro, se pudesse ver também através dele e enxergar o artista, poucas seriam tão surpreendentes quanto “Ismael Nery: Armadilha Moderna” (1), em cartaz na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2). É um dos casos agudos em que não se sabe quem é mais fascinante, se a obra ou o autor. O fascínio em Ismael Nery (1900-1934) é a dificuldade de defini-lo, por suas muitas e inesperadas aptidões. Ele era especial em todas.

    Saído da Escola Nacional de Belas Artes (**), do Rio, Ismael passou 1921 em Paris, estudando com Marc Chagall (***), Joan Miró (3) e André Breton (****). De volta à sua casa em Botafogo, pintava e desenhava em telas, papelão, papel de pão, pedaços de jornal, tábuas, o que houvesse, e, ao terminar, amassava, rasgava, pintava por cima, jogava fora. O ato de fazer lhe bastava. Sua mulher, Adalgisa, e seu melhor amigo, Murilo, saíam pelo quintal e latas de lixo resgatando esse material sem ele saber. Ismael nunca admitiu vender um quadro —dava-o. Não tinha nada de seu nas paredes.

    Os mais de 200 trabalhos da exposição compõem boa parte do que foi salvo. Prepare-se para cair de costas pela modernidade do que verá. Expressionista, cubista, surrealista? Talvez faltassem ismos para defini-lo. Seu objeto eram homens e mulheres, andróginos, sensuais, a quem ele emprestava seu rosto ou o de Adalgisa, belíssimos, de sedução letal.

    Não se sabe quando Ismael tinha tempo para pintar. Era também arquiteto, cenógrafo, figurinista, poeta, matemático, filósofo, teólogo, bailarino clássico, fotógrafo. Amador em tudo isso, mas admirado pelos profissionais de cada categoria, que o ouviam como a um guru. Bispos o tinham em alta conta —um dia, segundo Ismael, a santidade não seria uma exceção. Visitava prisões, hospitais e hospícios, queria conhecer a tristeza humana. Morreu de tuberculose, aos 33 anos —como previra anos antes, ao desenhar seu túmulo e a data.

    Sua mulher se tornaria a escritora e política Adalgisa Nery (*****). Seu melhor amigo, o futuro poeta Murilo Mendes (******).

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/09/multiplo-ismael.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) Retrospectiva de Ismael Nery desmonta rótulos sobre artista fora de seu tempo
    – Retrospectiva reúne 230 trabalhos na Pinacoteca de São Paulo
    – Mostra questiona associações ao cubismo e surrealismo
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/retrospectiva-de-ismael-nery-desmonta-rotulos-sobre-artista-fora-de-seu-tempo.shtml

    (2) Pinacoteca celebra 120 anos com 19 exposições e 820 mil visitas
    – Cerca de 660 mil visitantes entraram gratuitamente no museu paulistano durante o ano
    – Instituição firmou parcerias com Chanel e Bvlgari
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/01/pinacoteca-celebra-120-anos-com-19-exposicoes-e-820-mil-visitas.shtml

    (3) Como Joan Miró, em cartaz na Faap, matou a pintura e alimentou a primitividade
    – Artista protestou contra convenções com vocabulário próprio
    – Megaexposição reúne mais de cem obras do pintor surrealista
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/como-joan-miro-em-cartaz-na-faap-matou-a-pintura-e-alimentou-a-primitividade.shtml

    e+:

    (*) Ismael Nery (Belém, 9 de outubro de 1900 – Rio de Janeiro, 6 de abril de 1934) foi um pintor, desenhista, arquiteto, filósofo e poeta brasileiro de influência surrealista. Sua obra icônica é Autorretrato, 1927 (Autorretrato Rio/Paris). Esta obra participou da exposição Brazil: Body & Soul, no Museu Solomon R. Guggenheim em 2001.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ismael_Nery

    (**) Escola Nacional de Belas Artes é a atual Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Brasil. Mas antes de ter desses dois nomes, a academia foi chamada primeiramente de Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e posteriormente de Academia Imperial de Belas Artes. O nome Escola Nacional de Belas Artes foi adotado efetivamente em 8 de novembro de 1890, em um contexto de mudanças e renovações no qual o país estava inserido.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Nacional_de_Belas_Artes

    (***) Marc Chagall (Vitebsk, Império Russo (atualmente Bielorrússia), 6 de julho de 1887 — Saint-Paul-de-Vence, França, 28 de março de 1985) foi um pintor, ceramista e gravurista modernista judeu belaruso-francês. Pioneiro do modernismo, esteve associado à Escola de Paris e a diversas correntes como o cubismo, o expressionismo e o fauvismo. Criou obras em amplo espectro de formatos — pinturas, desenhos, ilustrações de livros, vitrais, cenários teatrais, cerâmicas, tapeçarias e gravuras.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Marc_Chagall

    (****) André Breton (Tinchebray, 19 de fevereiro de 1896 – Paris, 28 de setembro de 1966) foi um escritor francês, poeta e teórico do surrealismo.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Breton

    (*****) Adalgisa Maria Feliciana Noel Cancela Ferreira[1][2] (Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1905 – Rio de Janeiro, 7 de junho de 1980), mais conhecida como Adalgisa Nery, seu nome de casada, foi uma escritora e jornalista brasileira, autora de Poemas, de 1937, Ar do Deserto, de 1943, Mundos Oscilantes, publicado entre 1937 e 1952, e A Imaginária, de 1959, dentre outros.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Adalgisa_Nery

    (******) Murilo Monteiro Mendes (Juiz de Fora, 13 de maio de 1901 — Lisboa, 13 de agosto de 1975) foi um poeta, prosador e crítico de artes plásticas brasileiro, católico expoente do surrealismo na literatura brasileira.
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Murilo_Mendes

    Na Bíblia:
    Ismael foi o filho primogênito de Abraão, nascido da serva egípcia Agar, conforme relatado no livro de Gênesis. O nome Ismael significa “Deus ouve”.
    +em: https://share.google/aimode/JlLiIaBxH2NcHqXxH

  14. Flávio e Moraes ganham apoios de quem tem memória e ideias seletivas sobre democracia e república
    – Revolta justa contra ministro abafa o caso do candidato da ‘rachadinha’ e do Rio podre
    – Um vazamento pode decidir a eleição, temem ou esperam lulistas e bolsonaristas
    (Vinicius Torres Freire, FSP, 12/09/26)

    Manifestos de empresários e da “sociedade civil” (1), associações de gente bem-situada na vida, pedem “transparência” no Supremo. Sob muitos aspectos, têm razão. Pela decência básica, ao menos dois ministros do STF estariam com o pé na cova judicial. Sob outro aspecto, a revolta é seletiva, assim como vazamentos, inquéritos, juízes, a memória etc.

    Esquece-se da história de Flávio “Página Virada” Bolsonaro, investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção (2). Perto do passado dele, o que se sabe por ora do dinheiro para financiar as artes da família, o “Dark Horse”, ainda é fichinha.

    A indignação foi inflamada pela divulgação de mensagens que Daniel Vorcaro enviava ao celular de um Alexandre de Moraes, pedindo ajuda para fugir da polícia. Esse “um” Alexandre de Moraes é um benefício generoso da dúvida. Para merecê-lo, o ministro teria de provar que o gângster na verdade ligava para o celular de um Zé Laranja Encerrabodes de Oliveira, não o de Moraes. Não sendo o caso, teria de explicar por que não chamou a polícia, ainda na hipótese generosa. Sem isso, o ministro estaria no bico do corvo em um mundo de processos legais.

    Por erro ou “erro” de procedimento de André Mendonça ou por chicana política, Moraes pode escapar, para aumento da indignação, mais típica de antilulistas. Lulistas defendiam Moraes e apontam, em parte com razão, que Mendonça colaborou com o autoritarismo bolsonarista. No mais, os Moraes e Bolsonaros levaram dinheiro de Vorcaro.

    O STF está em guerra de poder e eleitoral. Um vazamento pode decidir a eleição, temem ou esperam lulistas e bolsonaristas. Edson Fachin por ora vai levar só Moraes ao cadafalso; Mendonça fica para depois. Aliados de Xandão podem vir a alterar o processo, com a tese do “erro de procedimento” ou jogando o caso de mais ministros no ventilador. Fachin já sabe do destino do julgamento ou arrisca (3)? De qualquer modo, mandou Mendonça abrir sigilos, acusação implícita de seletividade. Seja qual for o resultado da sessão de terça no STF, se houver terça, chicanas políticas vão cobrir de cinzas a “transparência”, que será elogiada por quem vencer provisoriamente a disputa.

    Erro de procedimento é o elixir da vida de moribundos judiciais, embora devesse ser levado a sério. Erro de procedimento foi em parte o caso da Lava Jato; muito crime empresarial acaba nisso, sem motivar manifestos. Erro de procedimento foi o elixir de Flávio.

    Flávio foi denunciado em 2020 pelo Ministério Público por peculato, lavagem de dinheiro (4), apropriação indébita e organização criminosa. Era acusado de pegar o salário de seus funcionários na Assembleia do Rio de Janeiro e de lavar o furto pagando despesas pessoais e compras de imóveis com dinheiro vivo ou por meio da loja de chocolate. O dinheiro era recolhido por Fabrício Queiroz, elo de Flávio com milícia. Por falar em Rio, o grupo político de Flávio por lá, que dominava o governo, é ligado a facções, como o CV, e botou dinheirama de servidores no Master.

    A instância inadequada do processo (“foro”) e a “imprestabilidade” de provas obtidas no Coaf levaram STJ e STF a enterrar o caso em 2021.

    A depender do voto para presidente e conveniência, “fatos” valem mais do que “procedimentos” e vice-versa. Para quem vier com a conversa de “falsas equivalências”: como defender com razões seu projeto político sem perdão de bandalhas ou, mais importante, de adeptos da ruína democrática?

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2026/09/flavio-e-moraes-ganham-apoios-de-quem-tem-memoria-e-ideias-seletivas-sobre-democracia-e-republica.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) Representantes de empresas e da sociedade civil lançam manifestos e cobram ética e urgência do STF
    – Entidades como a Fiesp, empresários, economistas e acadêmicos assinam documentos com alerta para a crise institucional
    – Tensão cresceu após revelação de mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/representantes-de-empresas-e-da-sociedade-civil-lancam-manifestos-e-cobram-etica-e-urgencia-do-stf.shtml

    (2) Quebra de sigilo do Master expõe Flávio Bolsonaro investigado e gera nova troca de ataques no STF
    – Mendonça é criticado por ministros após tornar pública apenas parte dos documentos, e Fachin cobra íntegra
    – Relatórios da PF apontam que candidato do PL negociava dinheiro com Vorcaro, enquanto Eduardo geria recursos
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/quebra-de-sigilo-do-master-expoe-flavio-bolsonaro-investigado-e-gera-nova-troca-de-ataques-no-stf.shtml

    (3) Fachin foi pressionado por governo e ministros do STF para limitar munição de Moraes e Mendonça
    – Conflito sem precedentes no Supremo foi tema de série de reuniões reservadas
    – Pressão sobre Fachin atingiu seu ápice após decisão de Flávio Dino que reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da PF
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/fachin-foi-pressionado-por-governo-e-ministros-do-stf-para-limitar-municao-de-moraes-e-mendonca.shtml

    (4) Caso da ‘rachadinha’ de Flávio Bolsonaro foi encerrado com perguntas não respondidas
    – Senador não explicou origem de dinheiro vivo com que quitou despesas e compra de imóveis
    – OUTRO LADO: Flávio afirma que as investigações ‘são prova irrefutável da honestidade’
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/caso-da-rachadinha-de-flavio-bolsonaro-foi-encerrado-com-perguntas-nao-respondidas.shtml

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Não é permitido essa ação.