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POLITICAGEM IDEOLÓGICA FEZ ATÉ BLUMENAU PERDER A REFERÊNCIA NACIONAL: A SUA DEFESA CIVIL E DEIXOU OS VIZINHOS SEM BÚSSOLA. GASPAR, O PATINHO FEIO DE SEMPRE, APOSTOU NUM TÉCNICO E SE SAIU BEM MELHOR

Texto ampliado, modificado e revisado às 11h33min deste 12.09.26. A politicagem ideológica, à falta de gestão, liderança e à compreensão exata da dimensão do perigo e das prioridades para a cidade, cidadãos e cidadãs, acabam de abater um dos ícones e orgulho da gestão pública e dos blumenauenses: a sua secretaria de “Proteção” e Defesa Civil.

A secretaria de “Proteção” e Defesa Civil de Blumenau com robusto e caro organograma – e agora aparelhada de supostos técnicos que mais parecem influenciadores, hábeis em comunicação e marquetagem nos meios digitais e até nos tradicionais de comunicação – nasceu e se fortaleceu diante do perigo iminente e constante contra vidas e patrimônios; da resiliência e da capacidade se prevenir e desta forma óbvia, superar as adversidades naturais e armadilhas que políticos e gananciosos se permitiram, ao invadir ao que a natureza tinha imposto como perigoso limite no urbano, produtivo e de mobilidade.

Bastou uma chuva desproporcional de poucas horas – mas bem anunciada com bastante antecedência no escopo do El Niño – no Médio Vale do Itajaí, onde está a politizada Barragem Norte, em José Boiteaux e a desguarnecida região de Benedito Novo, para se provar o colapso que está se tornando a secretaria de “Proteção” e Defesa Civil em Blumenau, bem como a referência que ela era até então para os daqui e os seus vizinhos, como Gaspar.

A secretaria de “Proteção” e Defesa Civil de Blumenau, conseguiu a façanha, diante de tantas ferramentas, mapas, radares, fontes e modelos matemáticos, ser surpreendida por falta de informação e se estabelecer momentaneamente na desinformação oficial. Repito, oficiais. Ficou por horas, repito, horas, fora do ar na previsão do nível do Rio Itajaí Açú em Blumenau. E quando voltou, errou feio, assinando, definitivamente o recibo de que continuava fora do ar. Ainda bem que o nível chegou ao máximo às 5h desta manhã aos 7m86cm, bem menos do que os 9m previstos para as 2h da manhã lá pela 19h de ontem.

A secretaria de “Proteção” e Defesa Civil de Blumenau, sob a gestão do delegado Egídio Maciel Ferrari, PL, e o experiente coronel bombeiro militar da reserva, Carlos Olímpio Menestrina – e é aqui o ponto de inflexão – não foram capazes de se protegerem da politicagem que toma conta a “proteção”, ao menos com informação antecipada, continuada e assertiva aos setores essenciais da comunidade em relação à sua vulnerabilidade. Até nisso, a transparência ficou comprometida.

Não é de hoje que a a tal “Defesa Civil” virou peça de propaganda de políticos e candidatos. Eles estão aí travestidos com o colete laranja dela, como se fossem porta-vozes de algo sério, necessário e que nos trazia apreensão. Agora, pelo jeito, trazem medo, exatamente, porque virou uma peça de dúvidas, quando deveria ser de segurança em vozes inadequadas. Essas pessoas deveriam ser proibidas de usarem a “Defesa Civil” com o escudo para parecerem e caçarem popularidade e votos fáceis como caçam pela onda ou pelo medo em outros temas. A Defesa Civil é uma área técnica, em constante aperfeiçoamento e a serviço da nossa proteção e até da sobrevivência como comunidade. Ela é vital especialmente para nós, os vulneráveis. Esses políticos que se vestem de coletes laranjas deveriam ser punidos nas urnas pelos do Vale.

Está provado, mais uma vez, também, como falhou a barragem de José Boiteaux, instrumento de políticos que alimentam a guerra dos povos originários na continuada chantagem, mas que se elegem com os votos dos que ficam afogados a jusante da barragem (Apiúna, Indaial, Timbó, Blumenau e Gaspar). Falha, o governador Jorginho Mello, PL, no diálogo e na solução.

GASPAR, DESTA VEZ, FOI MAIS PRÁTICO

No outro polo, ficou a superintendência da Defesa Civil de Gaspar, que também, por causa do apagão de Blumenau, teve um voo cego de algumas horas, com políticos candidatos surfando no desconhecido e na possível desgraça.

Mas, em um fato, excepcionalmente, ela se revelou melhor. Tão logo ela teve parâmetros confiáveis e com diagnósticos próprios, produziu um vídeo quase caseiro, direto e simples, sem políticos ou gente metida a apresentador de memes. O superintendente da Defesa Civil de Gaspar, o terceiro sargento da ativa do Corpo Bombeiro Militar, Rafael Araújo Freitas, agiu rápido, deu um baile nos políticos e na sempre atrapalhada assessoria de comunicação. Não apareceu no vídeo, foi direto ao ponto com um vídeo didático e esclarecedor: matou a cobra e mostrou a cabeça para a cidade. Muda, Gaspar!

Veja o vídeo de ontem no início da noite, quando Blumenau, ainda sem parâmetros ainda claros para toda a população naquilo que projetava, anunciava a cota de 9m para as duas horas da manhã de hoje.

Está na hora da secretaria de “Proteção” e Defesa Civil de Blumenau deixar de ser pop (e politizada) e ser necessária. Ela precisa voltar a ser referência acreditada como era até então. É uma oportunidade para o Coronel Menestrina recuperar a sua fama e se garantir na sua autonomia de comando e conhecimento. A cidade, os cidadãos e as cidadãs que a sustentam e precisam dela, bem como os vizinhos que a possuem como referência, agradecem antecipadamente.

TRAPICHE

Os alunos não aprenderam a lição do mestre I. O professor Ademar Cordeiro, do CEOPS (Centro de Operações do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu) – um órgão mantido pela Furb, que atua historicamente como referência no monitoramento meteorológico e enchentes no Vale do Itajaí, avisou ontem pelas redes sociais, de que o nível do Rio Itajaí Açú em Blumenau não ultrapassaria a 8m no Centro de Blumenau.

Os alunos não aprenderam a lição do mestre II. Hoje, o professor Ademar Cordeiro, voltou às redes para lembrar o que previu ontem, baseado na experiência, no conhecimento e nas ferramenta disponíveis. O CEOPS é hoje um Centro acadêmico de convergência e difusão de conhecimentos. Para tudo o que é operacional em Blumenau – e até vizinhos -, ele treinou e repassou ao Alerta Blu, o que ontem colapsou. Esse pessoal da meteorologia de Blumenau que virou marqueteiro e influenciador digital, precisa voltar às origens da missão dele, ou então, voltar para o banco do CEOPS. E urgente.

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3 comentários em “POLITICAGEM IDEOLÓGICA FEZ ATÉ BLUMENAU PERDER A REFERÊNCIA NACIONAL: A SUA DEFESA CIVIL E DEIXOU OS VIZINHOS SEM BÚSSOLA. GASPAR, O PATINHO FEIO DE SEMPRE, APOSTOU NUM TÉCNICO E SE SAIU BEM MELHOR”

  1. A ILUSÃO DA INFLAÇÃO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    O índice oficial de inflação do País registrou queda de 0,32% na inflação em agosto, a maior desde 2022. Foi a primeira deflação desde agosto de 2025, o que é sempre uma boa notícia em um país que convive há anos com preços sob pressão. Mas é exatamente por isso que é importante avaliar os motivos por trás desses resultados para saber se são pontuais ou definitivos. E o resultado, desta vez, foi puxado sobretudo pela redução de 7,63% nos preços de energia elétrica, que caíram em razão do chamado bônus de Itaipu, um desconto extraordinário aplicado às faturas emitidas no mês passado.

    É verdade que não foi apenas o preço da energia que caiu em agosto. Passagens aéreas recuaram 13,17%, e o grupo Alimentação e Bebidas teve queda pelo terceiro mês consecutivo, desta vez de 0,34%, inclusive em itens relevantes para o consumo das famílias brasileiras, como tomate, batata-inglesa, cenoura, cebola, ovos e café moído.

    Mas a contribuição negativa da energia para o cálculo da inflação foi crucial, de 0,33 ponto porcentual. Ou seja, sem o bônus de Itaipu, não teria havido deflação no mês passado, mas uma pequena inflação de 0,01%. Sem o bônus, em setembro os preços de energia voltarão ao patamar em que estavam, e a perspectiva de efeitos do super El Niño no campo deve pesar nos alimentos a partir de agora.

    Houve redução, também, de 0,91% nos preços de combustíveis, entre os quais etanol (-3,95%), gasolina (-0,59%) e diesel (-0,80%). Mas isso não teria sido possível sem as medidas que o governo Lula tem adotado desde março para segurar preços após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã e a consequente escalada da cotação do barril de petróleo.

    Subsídios fiscais a combustíveis e subvenções a produtores e importadores já custaram R$ 25 bilhões aos cofres públicos e devem demandar mais R$ 12,5 bilhões somente até o fim deste mês. O consumidor pode até não perceber o efeito dessas ações na bomba, mas é esse tipo de política pública que explica o fato de a taxa básica de juros estar em 14% ao ano.

    Em 12 meses, a inflação acumulada está em 4,22%, acima do centro da meta (3%), mas abaixo do limite superior (4,5%). Bancos e consultorias como Bradesco, Suno Research e Warren Investimentos, no entanto, projetam que o IPCA deve encerrar o ano em 5%.

    Nada disso deve interromper o ciclo de redução da Selic. Para a maioria do mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) provavelmente cortará os juros em mais 0,25 ponto porcentual na semana que vem, para 13,75% ao ano.

    Para o governo Lula, tanto a deflação quanto a queda dos juros a menos de um mês da eleição certamente serão exploradas por sua campanha, mesmo porque tudo de que sua equipe precisa neste momento são notícias positivas que se contraponham à crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

    O maior desafio, no entanto, será convencer a população de que sua percepção sobre seu custo de vida e a economia como um todo vale menos que os indicadores divulgados pelo IBGE.

  2. Primeiro impermeabilizam o solo,
    Aterram os charcos,
    Arrancam a Mata Ciliar,
    Estrangulam os cursos d’água com tubulação e galerias insuficientes;
    Depois dão entrevistas contabilizando os prejuízos…

    Será estratégia dos políticos para fazerem CAIXA com a desgraça das grandes tragédias?

    1. Não precisa ir longe. É só olhar os loteamentos aqui em Gaspar.

      Emenda parlamentar vai asfaltar rua de acesso a um deles. A despesa é de todos os catarinenses. O benefício de quem o fez.

      Aprova-se um loteamento de riquinhos. Descobre-se que a rua existente há décadas é estreita. Quem está desapropriando terras para alargá-la e dar mais segurança aos passantes de lá e não só aos do loteamento, mas os antigos que reclamaram desse gargalo por décadas? Todos os gasparenses

      Aprova-se o loteamento. Ele isola outros pela água. Agora, mobilizam políticos e comunidade para um extravazor ao Rio Itajaí Açú para mitigar parte do problema particular. Quem paga? Os catarinenses e gasparenses. A lista é longa. E eu sou o problema.

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