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SEM ENTREGAS, SEM PLANOS, SEM EQUIPE E SEM LER ESTE ESPAÇO – O ÚNICO QUE LEVANTOU ESTA BOLA -, O GOVERNO PAULO E SEUS SATÉLITES, OBRIGADOS AOS APLAUSOS, DEPOIS DE 18 MESES – SEM OS TRÊS DE TRANSIÇÃO – ESTÃO COMPARANDO A DECEPÇÃO DO PRIMEIRO JOGO DA SELEÇÃO DE FUTEBOL COM O TROPEÇO CONTÍNUO DA FALTA DE RESULTADOS DA ATUAL GESTÃO GASPARENSE. O QUÊ? FINALMENTE, ESTÃO ASSUMINDO O DESASTRE?

Agora vai. Depois de contratar uma empresa especializada em comunicação e imagem por quase R$100 mil lá da distante Belém, do Pará, local sem qualquer referência nacional neste assunto, o governo de Paulo Norberto Koerich, PL, finalmente encontrou um ponto de equilíbrio na interação com a cidade, cidadãos e cidadãs. Estamos a caminho do “selo diamante”. Credo! O que é isso mesmo?

Primeiro foi a líder do governo na Câmara, a policial Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, debochando e em tom de pilhéria “pediu” nas redes sociais, como cortina de fumaça, aos queixosos gasparenses para apontar nomes e escalar o time para produzir resultados na Administração de Paulo Norberto Koerich, PL, naquilo que só ele, é a autoridade para fazer isso. Paulo foi eleito pelos gasparense exatamente para isso. E com essa autoridade rifou gente como o próprio vice-prefeito eleito com ele, o engenheiro Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos.

E para piorar, preferiu entupir a prefeitura com gente de fora, que precisa andar de GPS para chegar ao local de trabalho aqui e um deles, pelo menos, saiu daqui com uma tornozeleira eletrônica por coisas mal feitas e que estão sendo apuradas em Blumenau. Mas, muitos outros que vieram no mesmo pacote continuam aqui desafiando a lógica da ruptura com isso tudo, mesmo que não tenham nada, no imaginário dos eleitores e eleitoras. O caso mais emblemático é o que envolve a transição do Hospital de Gaspar para o Hospital Santo Antônio, de Blumenau.

Na mesma linha de tirar a autoridade do eleito e colocar nas costas do povo e principalmente dos 52,98% dos votos válidos que o elegeram, foi a vez ontem da vereadora que ainda não disse a que veio, Elisete Amorim Antunes, do mesmo PL de Paulo. Ela foi às redes sociais, onde não é uma influenciadora, dizer que todos os gasparenses precisam estar unidos, aguardar pacientemente o governo dela mostrar a que veio. E fez uma ligação com o primeiro aviso do jogo da seleção de futebol que não atingiu as expectativas, mas, possuiu ao menos, gente reconhecidamente qualificada para reverter a decepção inicial. Em Gaspar, estão procurando gente para esta reversão. Credo.

LIMPEZA DE TERRENOS BALDIOS

Por derradeiro, mas não tão derradeiro assim, pois há montanhas de exemplos desse tipo, o próprio Paulo Norberto Koerich, PL, parece que ainda não se deu conta do problema onde está metido, das prioridades, das mudanças urgentes, da importância que ele possui em todo este processo para o bem e o mal, da falta de tempo e da necessidade de reverter este quadro de Dante, diante de tanto tempo sem resultados efetivos e reais, da proximidade das eleições de outubro deste ano e da sua própria reeleição em 2028.

No domingo, um vereador candidato pelo PL do B reclamou pelas redes sociais que uma área tida como verde. Ela estava desprezada, verde demais e suja de lixo no governo de Paulo. Ontem, Paulo foi lá dar como presente de aniversário ao vereador da base coma promessa de limpeza daquela área no bairro do vereador para não passar vergonha nas urnas de outubro no seu próprio bairro.

Ou seja, com o espetáculo armado das redes sociais, finalmente, houve um anúncio de uma grande obra para Gaspar. Porque a simples manutenção em todos os locais continua à base de improvisos e esquecimentos. É só olhar para os postes. Os fios estão lá caídos numa maçaroca só de desconfianças. E o que falar do Maio Amarelo? Não se foi capaz de ao menos repintar as dessgastadas faixas de pedestres, cujo dinheiro se tem, diante das multas cobradas e obrigadas ao uso para esta finalidade.

Para Carlo Ancelotti a Copa Mundial da Fifa está começando e só ele pode mudar um desastre anunciado devido aos demônios de interesses que cercam a CBF, clubes, empresários, boleragem e a panela de sempre. E ele possui tempo e oportunidade para isso.

No caso de Paulo Norberto Koerich, PL, é exatamente o tempo que trabalha contra ele. Perdeu-se 18 meses, faltam resultados, mas faltam principalmente projetos. E eles maturam em média em quatro anos até serem entregues à sociedade. Para a eleição deste ano já não tem discurso neste sentido. E a eleição de 2028, pelo andar da carruagem, da falta de equipe e competência, já está  comprometida. E a solução que veio de Blumenau estava corrompida. A que vem do Pará vai criar na arapongagem o Selo Diamante? É prácabá.  Muda, Gaspar!

TRAPICHE

Um leitor deste espaço, contumaz, ligado à política e a prefeitura de Gaspar, e por isso quer o anonimato pelo medo de perseguição, lê tudo escondido. É mais um leitor daqueles que os poderosos de Gaspar dizem que não os tenho. Ele me escreveu, entre tantos “achados filosóficos” que já recebi dele, mas é, no fundo, um bom resumo sobre a administração de Paulo Norberto Koerich, PL e Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos. Diz o seguinte.

Meu caro. Correntes são feitas para prender…segurar…deixar próximo… não soltar…Cada elo faz UMA IMPORTÂNCIA muito grande no todo… Esta corrente política de Gaspar faz com que nenhum elo se perca ou arrebente. Se for para MORRER… que morramos todos JUNTOS. Mas ninguém deixa ninguém, ou solta a mão de alguém, simplesmente. É uma corrente.”

E ele conclui: “O medo é tão GRANDE de mexer no tabuleiro, que o tiro pode e SERÁ pela culatra. A campanha ESTADUAL nem começou e já estão todos PERDIDOS. Será uma das CAMPANHAS POLÍTICAS, no Brasil todo, das mais bizarras

Como se vê fora e dentro da prefeitura a leitura é a mesma, menos no e para isolado prefeito Paulo Norberto Koerich, PL, e outros que foram às redes sociais para a zomba, ou estão desesperadamente na praça pedindo votos, oferecendo o nada como realidade e sonhos repetidos para o futuro como se todos sofressem do Mal de Alzheimer. É do mesmo autor, esta observação: “Rapaz… Ninguém nesta cidade de Gaspar, morre mais do coração….É uma atrás da outra…. Que loucura!”

Para encerrar por hoje com artigos no domingo, segunda e nesta terça-feira de mar calmo da minha janela de trabalho. Um caso que retrata bem como Paulo Norberto Koerich, PL, ainda não se vestiu de prefeito – não se exige beca de político, que é coisa bem diferente – e a autoridade dele ainda está contaminada pela de delegado mandão, animado por amigos e maus conselheiros políticos. Neste final de semana ele se encontrou casualmente com seu amigo Rui Carlos Deschamps, 37 anos de Samae e onde se aposentou, tendo sido lá, seu presidente entre 1991/92, ex-vereador pelo PT, mesmo tendo nascido na Arena que ainda está incorporado nele.

Paulo Norberto Koerich, PL, não perdeu tempo. E foi com tudo. Questiona fortemente Rui Carlos Deschamps, à razão da publicação que ele fez nas redes sociais e se alguém do Samae tinha procurado lhe para questionamentos e explicações. Até então, para mais uma decepção de Paulo, ninguém do Samae tinha feito contato com Rui. Paulo julgou ter sido uma “traição” o que Rui fez, porque Paulo o considera um amigo e amigos embrulham os problemas contra a cidade, pelo jeito. “Fala comigo. Eu resolvo”. Este é o retrato de um governo e da comunicação dele na falta de resultados, ou principalmente de observações ou críticas que podem, como esta, justamente melhorar o sistema de governança, resultados comuns, a imagem do governo e a do próprio Paulo.

Paulo Norberto Koerich, PL, escolheu a equipe para produzir resultados no Samae e não para perder tempo, com amigos para abafar o que está errado ou exposto como um problema – natural da mudança ou da implantação, que precisa ser aperfeiçoado – pela cidade inteira. Um gerente sério do Samae, ao ver a publicação já teria tomado providências. Um assessoria competente do prefeito, já teria feito a roda girar para corrigir o errado e não tratado o assunto como fofoca e alimentando um cala-boca de Paulo ao amigo e em público.

Rui Carlos Deschamps, como cidadão, com a autoridade de quem conhece este assunto, apenas observou na sua rede social, olhando para a frente da sua casa e da rua que mora aqui no Centro, que o tal Saco Amarelo, caro e diferencial, para os recicláveis que não estava funcionando para a cidade e o governo. Não exatamente para ele E Paulo preferiu desprezar esta ajuda e constranger quem, no fundo, lhe ajudava. Meu Deus. O funcionário do Samae entrou em contato com o Rui. Resolveu o problema do Rui. Mas, andando pela sua rua, Rui percebeu que o Samae mostrou desprezo pela lição. Tudo continuava como antes: sem recolher. Muda, Gaspar!

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3 comentários em “SEM ENTREGAS, SEM PLANOS, SEM EQUIPE E SEM LER ESTE ESPAÇO – O ÚNICO QUE LEVANTOU ESTA BOLA -, O GOVERNO PAULO E SEUS SATÉLITES, OBRIGADOS AOS APLAUSOS, DEPOIS DE 18 MESES – SEM OS TRÊS DE TRANSIÇÃO – ESTÃO COMPARANDO A DECEPÇÃO DO PRIMEIRO JOGO DA SELEÇÃO DE FUTEBOL COM O TROPEÇO CONTÍNUO DA FALTA DE RESULTADOS DA ATUAL GESTÃO GASPARENSE. O QUÊ? FINALMENTE, ESTÃO ASSUMINDO O DESASTRE?”

  1. XANDÃO É O BRASIL, por Carlos Andreazza, no jornal O Estado de S. Paulo

    Estará sempre disponível a crença em que a Corte constitucional italiana seria bolsonarista e teria rejeitado a extradição de Carla Zambelli como afronta político ideológica à Justiça brasileira. Num debate público em que ministro do Supremo foi consagrado nosso herói salvador, aquele a quem Vorcaro – no dia em que seria preso – perguntou sobre se conseguira bloquear algo, não faltam elementos mistificadores para compor essa fé. (E, se criticar, lembre-se: Bolsonaro volta – o golpe sempre à espreita.)

    Sob a imposição do 8 de janeiro permanente, tudo sendo ataque à democracia, tem-se o Alexandre de Moraes isento. Sob a imposição do 8 de janeiro permanente, a isto foi elevado Moraes, cujo escritório de advocacia da esposa tinha contrato de R$ 130 milhões com o Master, tornado a própria encarnação do estado democrático de direito: Xandão é o Brasil; donde será ataque ao País apontar que a condição do juiz, ao mesmo tempo vítima, suscitaria “dúvidas sobre a imparcialidade, sob o aspecto objetivo, do tribunal que proferiu a condenação”.

    Moraes não é somente vítima e juiz. É vítima, investigador, acusador e julgador. Às vezes, carcereiro. Os inquéritos xandônicos, infinitos e onipresentes, têm o objeto que ele quiser. Até o caso Master lhe chegou, como magistrado. Como amigo de uísque e de charuto, em Brasília ou Londres, Vorcaro lhe chegara havia tempo. (Em março de 2025, o banqueiro escreveu à noiva: “Acabou chegando hugo e ciro aqui para falarem com alexandre”.) Moraes não é somente vítima, investigador, acusador e julgador. É suspeito. E deveria ser investigado.

    Lembre-se de Eduardo Tagliaferro, escolhido por Moraes para lhe compor a equipe no Tribunal Superior Eleitoral, e das denúncias que fez: o gabinete do ministro no STF encomendaria – informalmente – relatórios ao TSE que, disparados como de geração autônoma, substanciariam-esquentariam as medidas que já decidira tomar. Moraes, nem sempre vítima, não é somente investigador, acusador e julgador. É juiz sob suspeição; que deveria ser investigado. Investigado apenas o vazador Tagliaferro. Jamais o conteúdo vazado. Investigado o vazador, que nunca teve foro no STF, corrompido o princípio do juiz natural.

    A questão não é Zambelli. É se Moraes poderia julgá-la, condenada por invasão do sistema do CNJ para emitir ordem falsa de prisão contra ele. A Corte de Cassação italiana não entrou no mérito do crime pelo qual a ex-deputada foi punida. Não a absolveu. Tratou do “aspecto objetivo” – o envolvimento do ministro no caso – em função do qual o estado de direito estaria em xeque, dado que a qualquer criminoso devem ser asseguradas as garantias processuais que o Direito Xandônico suprimiu.

    A questão é a parcialidade de Moraes. É a subordinação do Supremo ao código de Moraes; a contaminação dos processos – do Supremo – pela prática de Moraes. Porque, virando a maré política cedo ou tarde, os vícios que reabilitaram os corruptos serão os mesmos que reabilitarão os golpistas.

  2. O DILEMA DOS INDEPENDENTES, por Merval Pereira, no jornal O Globo

    A não ser que a propaganda eleitoral no rádio e na televisão provoque uma mudança substancial na campanha à Presidência da República — capaz de desmontar a desejada, pelos próprios, disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro —, o segundo turno será definido pela união dos candidatos de direita em torno deste último, ou pela capacidade de Lula de alcançar os eleitores centristas independentes. As duas hipóteses são duvidosas, pois Lula parece disposto a radicalizar na campanha, para marcar sua história política, e a união da direita ainda não é uma certeza.

    O único candidato de direita que ousa criticar o filho de Bolsonaro é Renan Santos, do Missão, que vem surpreendendo pela atração dos eleitores jovens, mas não parece com fôlego para chegar ao segundo turno. Seus eleitores depois serão os de Flávio. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado é o único candidato da direita que tem condições de atrair os eleitores bolsonaristas num eventual segundo turno, por isso mesmo tem feito uma campanha apática, sem proporcionar aos que não querem nenhum dos dois uma expectativa de vitória.

    Nenhum dos candidatos, na verdade, apresentou até agora um programa de governo que justifique a mobilização de eleitores. Todos parecem aguardar a delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ou de outro preso qualquer, para se posicionar. Estudiosos do comportamento eleitoral dos evangélicos veem Flávio sem tração nesse setor importante do eleitorado, que alavancou a candidatura de seu pai e que rejeita, na maioria, o petismo. Mesmo assim, parte deles já acena a Lula, motivada pelas benfeitorias realizadas pelo governo neste último ano — cavando a crise financeira que o próximo governo receberá como “herança maldita”. No caso de Lula, é um “abismo cavado” com os próprios pés.

    Os independentes fazem agora cálculos delicados para decidir em quem votar. Há os que não queiram dar um quarto mandato a Lula e podem votar em Flávio por isso. Há os que consideram melhor votar em Lula porque seria seu último mandato, e o PT não tem substituto para continuar governando. Ou até os que jogam com a possibilidade de o vice-presidente Geraldo Alckmim assumir o governo em caso de alguma crise.

    O mesmo raciocínio vale para Flávio. Há os que preferem votar em Lula para impedir a volta do clã ao poder. Também há quem tema que, no governo, o pai Jair e o irmão Eduardo tenham papel relevante, escancarando que Flávio não é “o Bolsonaro que tomou vacina”, mas o único que sobrou para representar a família. A tentativa de golpe por que o patriarca foi condenado é talvez a maior razão para que os independentes abandonem Flávio. Além do mais, há o temor justificado de que ele levará ao Palácio do Planalto toda a confusão que implica ser o herdeiro de um bolsonarismo que vive de crises, especialmente as familiares —Eduardo e o pai subindo a rampa com ele.

    Confusão que continua em vigor, pois a madrasta Michelle exige desculpas públicas dos enteados para entrar na campanha de Flávio. Além disso, as pesquisas mostram que, entre os bolsonaristas, a maioria acha que Michelle deveria ser a candidata, especialmente entre os evangélicos. A crise na campanha de Flávio é tamanha que, agora, a grande esperança é que surja algum fato novo afetando diretamente Lula — no caso, por meio do filho Lulinha — ou o PT — pela delação premiada de Vorcaro ou de seus parentes e amigos envolvidos nas fraudes. Essa esperança mostra como deverá ser baixo o nível da campanha, que será curta, pouco mais de dois meses depois do fim da Copa do Mundo. Até a camisa amarela da seleção de futebol é disputada pelos dois lados, como se não tivéssemos coisas mais importantes do que como Ancelotti escalará o time ou se Neymar terá condições de jogar.

  3. ACORDO ESCANCARA O FIASCO DA GUERRA DE TRUMP, editorial do jornal Folha de S. Paulo

    Uma semana depois de começar a guerra contra o Irã, Donald Trump escreveu que não haveria acordo com o inimigo, apenas “rendição incondicional”. O Irã não se rendeu.

    O regime obscurantista dos aiatolás está, isso sim, à beira de impor condições aos Estados Unidos —ao menos, termos de negociação no acordo que, segundo se anunciou, será oficializado na sexta-feira (19). O documento deve estender um cessar-fogo por 60 dias e estabelecer as cláusulas da trégua e as diretrizes das tratativas nos próximos dois meses.

    A perspectiva de fim do conflito continua incerta, danos econômicos serão por enquanto apenas atenuados e o prestígio político-eleitoral do presidente americano e do seu Partido Republicano fica avariado. O resultado parcial do embate ilustra mais uma vez as dificuldades das chamadas guerras assimétricas.

    Não há clareza a respeito dos termos dos entendimentos entre americanos e iranianos, que ainda dão declarações contraditórias a esse respeito.

    O estreito de Hormuz seria, em tese, reaberto, dado que o Irã deixaria de ameaçar navios que ali querem transitar; no entanto, a teocracia afirma que ainda teria algum controle de tráfego, talvez cobrando pela passagem.

    Os EUA acabariam com o bloqueio das embarcações nos portos iranianos. O Irã reafirmaria um compromisso, duvidoso, de não tentar obter ou desenvolver armas nucleares. Em compensação, sanções americanas seriam paulatinamente suspensas.

    Trump dizia que o objetivo da guerra seria eliminar o programa nuclear e derrubar o regime persa. Não se pode dizer que esteja perto de conseguir seus objetivos. Há certeza apenas sobre morticínio e desordem global.

    Ainda que o cessar-fogo perdure, problemas econômicos devem persistir. A reabertura de Hormuz será lenta. Depende da organização do tráfego de mais de 500 navios ainda retidos, da retirada das minas e da confiança de que não haverá bombardeios. Instalações produtivas dos países do Golfo foram danificadas. Empresas relutarão em reenviar embarcações para a zona de conflito.

    Uma alta da inflação mundial está contratada. Preços de petróleo, derivados e outros insumos transportados pela região ficarão elevados por ainda algum tempo.


    A tensão regional permanece. Ganha agora ingrediente novo, os atritos entre Trump e Israel. Os países do Golfo promoviam reformas e investimentos a fim de se afirmarem como centros de comércio, transporte e turismo. A situação geopolítica incerta dificulta tais planos e cria dúvidas a respeito de alianças regionais e com os EUA.

    No Irã, a linha-dura da ditadura teocrático-militar ganhou mais força. Com alguma retomada econômica, deve se rearmar. Há dúvidas sobre o destino da trégua e do material nuclear do Irã. Por ora, o mais certo é que Trump prejudicou as relações globais e a eficiência dos mercados —e fez do mundo um lugar mais perigoso.

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