Há a direita, há o conservadorismo e há liberalismo. Todos sem líderes, tateando e vagando pelo Brasil por décadas. E há o bolsonarismo que não é de direita, não é conservador, não é liberal e não é também de centro como que se rotular. É do oportunismo na veia desses desamparados. Sem Jair Messias Bolsonaro, PL, para remar contra a maré, os filhões e filhotes não deixam margem nenhuma de que lhes faltam o mínimo: vergonha na cara para mudar, criar esperanças, enfrentar a realidade, uma esquerda tisnada de erros, um governo frágil e um populismo que corrói e endivida à nação (país e povo). Faltava ao senador carioca – mais um – Flávio Bolsonaro, PL, uma causa, um discurso e liderança. Quis o destino que quando ele tiver isso, mais uma vez, pode ser uma grande mentira. Outro que a transparência é sinônimo de fofoca. E que está o sufocando. Para um político, nada é privado. E esta privacidade ele perde quando diz que quer representar uma maioria com os pesados impostos on line de todos (by Herculano)
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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLX
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Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.
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87 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLX”
(*) Além de economizar o
corte de árvores, evitou a
poluição!
“Efêmeros, mas eternos”
– A tecnologia aposentou os flyers, minipôsters impressos que anunciavam filmes, peças e shows.
– Eles eram uma mídia feita para ser vista e, depois de dar o seu recado, esquecida e jogada fora.
(Ruy Castro, FSP, 24/05/26)
Eu sei, é besteira lutar contra a tecnologia —por que andar a pé se inventaram a roda?, dirão alguns—, mas não somos obrigados a aplaudir tudo, somos? Uma das coisas que a tecnologia aposentou há tempos, e de que poucos se deram conta, foram os flyers, aqueles volantes impressos anunciando o lançamento de um filme, a abertura de uma exposição, a estreia de uma peça. Eram panfletos coloridos que nos chegavam às mãos, cumpriam sua humilde função de nos informar e, em seguida, eram deixados de lado, esquecidos, jogados fora (*). Às vezes, anos depois, alguns ressurgiam dentro de um livro ou gaveta, e despertavam boas lembranças.
Os flyers eram pôsteres em miniatura. Reproduziam a programação visual do evento ou do objeto que anunciavam. Sua variedade gráfica era um show. Havia-os de inúmeros estilos, designs, cores, fontes, letterings, tudo no formato perfeito de um cartão-postal. Não quer dizer que, hoje, tenham deixado de existir. Continuam a ser produzidos, só que para o celular ou para o computador, chamados de “cards”, e, assim que lidos, desaparecem no turbilhão de mensagens recebidas. Se, em papel, já eram uma mídia efêmera, agora nascem e morrem no espaço e quase ao mesmo tempo.
Há muitos livros ilustrados, luxuosos, pesados, de coffee table, dedicados aos pôsters. Aos flyers, nunca vi nenhum. E, se já tiverem sido feitos, qual foi o critério para selecioná-los? Por país, por época, por especialidade? Eu escolheria todas essas possibilidades.
Por acaso, e sem nenhuma intenção definida —a penas os achava bonitos e tinha pena de atirá-los fora—, dediquei-me nos últimos 30 anos a jogar numa caixa os flyers que recebia. Lotada aquela, providenciei outra. E outra. Há dias, vasculhando um armário, achei aquelas caixas com pilhas de flyers. Anunciavam livros, filmes, peças, shows, coquetéis, exposições e palestras que, nesses anos todos, já foram para o limbo.
Ou não. Revolvendo-os ao acaso naquelas caixas, era como se descobrisse uma eternidade em sua arte tão humilde e tão útil.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/05/efemeros-mas-eternos.shtml)
Portanto. . .
Fora, flyers, folders, “santinhos”
e outros materiais publicitários
impressos, descartáveis e poluentes!
Os parasitários nas
Unidades da Federação
vão bem, obrigado!
“Assembleias inflam quadro de servidores e chegam a 143 comissionados por deputado”
– Goiás acumula 5.874 postos de confiança; remuneração ultrapassa R$ 120 mil por mês em Rondônia.
– Estruturas superam números da Câmara, onde o máximo é de 25 cargos de confiança por congressista.
(Guilherme Matos, Gabriel Serpa e Matheus Tupina, FSP, 24/05/26)
A sede da Assembleia Legislativa de Goiás tem gabinetes de 100 m² para 41 deputados. Os espaços acomodam 5.874 servidores lotados em cargos comissionados. Se todos fossem trabalhar ao mesmo tempo, cada funcionário teria menos de um metro quadrado para cumprir as tarefas.
A forma de contratação preferida dos deputados goianos não depende de concurso público e tem caráter temporário: são trocados quando novos eleitos chegam à casa. Essa é a assembleia que apresenta a maior relação entre parlamentares e comissionados: 143 para um.
O estado lidera o levantamento da Folha com base nos dados mais recentes dos portais de transparência das casas legislativas. Dos 18 estados com informações completas, 14 superam a relação entre deputado e comissionado da Câmara dos Deputados, em Brasília. Em nove, os dados estão incompletos ou inacessíveis.
A Folha noticiou em abril que ao menos um servidor comissionado da Assembleia goiana é parente do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República.
A Assembleia Legislativa do Mato Grosso aparece em segundo lugar, com 3.168 comissionados para 24 deputados, ou 132 por parlamentar. Em nota, a Casa diz que “não se trata de estrutura ilimitada ou superdimensionada, mas de organização legalmente prevista, submetida a limites objetivos”.
Em seguida, vêm as assembleias legislativas de Rondônia, com 93 comissionados por deputado, do Tocantins, com 82 para um parlamentar, e do Rio de Janeiro, com relação de cerca de 77 por deputado.
. . .
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/assembleias-inflam-quadro-de-servidores-e-chegam-a-143-comissionados-por-deputado.shtml
Segundo a matéria, a nossa bela e Santa Catarina,
possui 1.370 parasitinhas para atender 40 parasitas.
Uma média de 34 inúteis para cada um dos inúteis!
Eu sou do tempo em que
a mentira tinha pernas curtas,
barbas longas e faltava um
dedo na mão. . .
“Lula chama Lava Jato de “grande mentira do século”; Moro rebate”
– Petista diz que imprensa “fomentou dois monstros”, em referência a Moro e Deltan Dallagnol.
. . .
““Quebraram muitas empresas, porque, quando uma empresa pratica algum ato de corrupção, você prende o dono e deixa a empresa gerando empregos. Mas, ali, o objetivo era quebrar as empresas. A serviço de quem?”, (Lulampião)
. . .
“Lula, eu quero dizer o seguinte, a grande mentira do século XXI no Brasil foi você. Você e seu governo fizeram o Brasil retroceder por conta das suas políticas econômicas equivocadas, que elevaram as taxas de juros, deixaram a economia mal e as famílias endividadas. Mas pior do que isso, Lula você destruiu a moral e a ética no país com a sua volta.”
. . .
“Foi o caso do Mensalão, depois o Petrolão. A Lava Jato recuperou dinheiro para a Petrobras, mais de 6 bilhões de reais. E colocou na cadeia os diretores da Petrobras que você nomeou, assim como seus amigos empreiteiros. E agora a gente vê a mesma coisa, o roubo dos aposentados e pensionistas do INSS. O presidente do INSS que você nomeou está preso, assim como o Careca do INSS, amigo do seu filho, o Lulinha. Lula, os seus governos se tornaram sinônimo de roubalheira e de corrupção. Por isso, não venha mentir aqui sobre a operação Lava Jato. As pessoas sabem a verdade.” (Moro)
. . .
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/lula-chama-lava-jato-de-grande-mentira-do-seculo-moro-rebate/
Um pelo “otro”,
fico com Moro
e espero troco!
“Dinheiro pelo ladrão”
– O governo bate recordes de arrecadação, mas falta dinheiro. Enquanto isso, políticos ampliam gastos com campanhas e emendas.
(Por Nuno Vasconcellos, Último Segundo, iG, 24/05/26)
Um trouxa! Da cabeça aos pés! É assim que o cidadão brasileiro se sente quando se dá conta das decisões absurdas anunciadas em seu nome – mas que, no fundo, no fundo, só servem para beneficiar os políticos que as tomam. E que tentam esconder suas verdadeiras intenções atrás de argumentos nobres, que mencionam a defesa do povo, as instituições ou a democracia. Atenção! Neste exato momento, o cidadão tem motivos de sobra para se sentir, mais uma vez, enganado por quem deveria trabalhar por ele.
Na semana passada, enquanto a imprensa só tinha olhos para os problemas que envolvem o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e para os desdobramentos de suas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pouca gente tomou conhecimento de algumas decisões absurdas tomadas na calada da noite. E o pior é que nenhuma das autoridades que as tomaram se mostraram envergonhados por seus próprios atos.
O primeiro absurdo aconteceu na terça-feira, quando o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sem qualquer aviso, incluiu na pauta da Casa o Projeto de Lei 4822/25. Apelidado de Minirreforma Eleitoral, o texto dói como um soco no estômago de quem trabalha e paga os impostos que sustentam a máquina estatal. Aprovada em votação simbólica – sem que um único deputado da situação ou da oposição assumisse a responsabilidade pela decisão e sem que um único líder partidário subisse à tribuna para criticar a pouca vergonha – a proposta é recheada de absurdos.
O projeto, que seguiu para apreciação do Senado, onde provavelmente será aprovado a toque de caixa, concede aos partidos políticos brasileiros mais regalias do que eles já têm. Entre elas, a mais bizarra permite que “partidos políticos, mandatários e candidatos” utilizem o telefone celular para mandar “mensagens de propaganda eleitoral e partidária aos eleitores”. Eleitores, preparem-se! O Brasil tem 30 partidos políticos em condição de disputar as eleições. Essa quantidade de remententes já seria suficiente para entulhar o telefone do cidadão com mensagens que, na maioria dos casos, ele não pediu para receber. Mas a situação é ainda pior. Pense, por exemplo, no caso do eleitor de São Paulo.
No maior estado do país, 1410 candidatos concorreram a deputado federal e 2055 a deputado estadual nas eleições passadas – 3465 no total. Os números no Rio de Janeiro foram menores, mas, mesmo assim, robustos. Houve 1045 candidatos a deputado federal e 1573 à Assembleia Legislativa – 2618 no total. Cada um desses políticos poderá abarrotar os telefones de cada cidadão de seus estados com pedidos de votos. Já pensou como isso será desagradável?
Dinheiro intocável
Em tempo: o texto proíbe expressamente o bloqueio dos números pelos provedores de mensagens SMS e de Whatsapp – com exceção para os casos de ordem judicial. Essas mensagens não poderão ser consideradas como disparos de massa, mesmo que tenham sido mandadas por robôs. Para não ser incomodado, o próprio eleitor terá que bloquear, um por um, os remetentes que não contam com sua simpatia. Não seria melhor que o próprio cidadão fosse atrás de informações sobre os candidatos de seu interesse?
A parte mais escandalosa, porém, é a que se refere ao uso do dinheiro do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido como Fundão Eleitoral. Não se trata de uma ninharia. Muito pelo contrário. Para o Fundo Partidário, o orçamento de 2026 reserva o valor de R$ 6,4 bilhões. Para o Fundão Eleitoral, R$ 4,9 bilhões. A soma é de R$ 11,3 bilhões, só para essas rubricas. A Lei torna o dinheiro desses Fundos praticamente intocáveis pela Justiça e limita a R$ 30 mil as penalidades aplicadas sobre as fraudes que costumam ser cometidas nas prestações de contas. Aí é que vem a parte mais reveladora das verdadeiras intenções de Suas Excelências. Se alguma irregularidade flagrante vier a ser cometida no uso desse dinheiro e, caso a Justiça Eleitoral veja nisso motivo forte o bastante para aplicar uma multa ao partido ou ao candidato, a agremiação terá 15 longos anos para quitar a fatura. Isso mesmo: 15 anos!
É bom insistir nesse ponto para não haver dúvidas. As multas aplicadas pela Justiça Eleitoral aos partidos que farão (e mesmo dos que já fizeram) mau uso do dinheiro reservado no orçamento federal para sustentar suas estruturas nababescas, passarão a ser quitadas em suaves prestações mensais. Isso significa que a multa, no valor máximo de R$ 30 mil, resultará em um carnê com 180 boletos de R$ 166,66. Você chamaria isso de punição?
Essas são apenas algumas das regalias que Suas Excelências se deram na votação do projeto. Mas o texto aprovado pela Câmara e que – é sempre bom insistir – não deverá encontrar obstáculos no Senado, não foi a única atitude tomada para facilitar a vida dos políticos. Na semana passada, Davi Alcolumbre (União/AP) – o poderoso mandachuva do Senado – e o sempre diligente Hugo Motta saíram em defesa de outra chaga da política nacional: a farra das emendas parlamentares.
Libera geral
Falando a prefeitos reunidos para a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, na presença de Motta e do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT/CE), Alcolumbre anunciou a convocação para os próximos dias de uma sessão do Congresso Nacional destinada a derrubar o veto 51/2025, determinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei de Diretrizes Orçamentárias votada no dia 4 de dezembro do ano passado. A decisão do presidente impede que mais de três mil municípios com até 65 mil habitantes e que têm pendências fiscais possam firmar convênios e receber mais dinheiro da União – inclusive por meio das famigeradas emendas parlamentares.
Preste atenção a este número: o Brasil tem um total de 5.569 municípios! Entre eles, mais da metade – ou seja, os “mais de três mil” mencionados por Alcolumbre – está impedida de receber investimentos federais por ter cometido alguma irregularidade. O prefeito pode ter aplicado algum calote, pode ter deixado de prestar contas por verbas recebidas anteriormente ou pode ter cometido algum desvio no uso do dinheiro público. Pode, simplesmente, não ter condições de arcar com as contrapartidas dos convênios que firmou. E o que propõem Suas Excelências para resolver esse problema?
Bem… Ao invés de exigir que as prefeituras se adequem à própria realidade, acertem as contas e deixem a casa em ordem antes de pleitear mais dinheiro federal, Alcolumbre e outras autoridades pretendem liberar geral! E permitir que mais dinheiro do contribuinte continue irrigando municípios, ou melhor, a prefeituras que o gastarão sem se preocupar com a necessidade de prestar contas sobre o destino do dinheiro.
Os defensores das emendas, é claro, têm argumentos nobres para justificá-las. “Aqui em Brasília, de maneira quase constante, há uma intenção de se criminalizar o destino de emendas parlamentares para os municípios brasileiros”, disse o deputado Hugo Motta no mesmo encontro de prefeitos. “As emendas são instrumentos legais de participação do Congresso no Orçamento da União para atender às demandas dos municípios, das comunidades mais distantes”, disse.
Dinheiro pelo ladrão
Quem escuta as justificativas que há por trás de medidas como essa tem a impressão de que a população dos municípios menores e mais pobres não consegue viver sem elas. Os que defendem argumentos em defesa do “caráter democrático” das emendas, que são instrumentos que “levam recursos federais a regiões que não os receberiam de outra maneira” se esquece de dizer que poucas localidades do país conseguem caminhar com as próprias pernas. E que sobrevivem apenas às custas do Fundo de Participação dos Municípios – abastecido com dinheiro de impostos federais. Antes de pleitear mais recursos por meio de emendas, essas localidades deveriam se preocupar em gastar bem os valores que já recebem. Simples assim.
O orçamento federal deste ano prevê nada menos do que R$ 60 bilhões para serem gastos pelos parlamentares na forma de emendas impositivas, de emendas de bancada e de outras modalidades desse mecanismo que, na prática, significa tirar das mãos do Executivo e transferir para o Legislativo a responsabilidade pelo uso do dinheiro do contribuinte. É evidente que existem deputados que gastam esses recursos com critérios que, de fato, beneficiam o cidadão. Mas a quantidade de dinheiro mal utilizado ou desviado é suficiente para deixar qualquer brasileiro com a pulga atrás da orelha em relação a esse instrumento.
Cada deputado e cada senador tem o direito de escolher onde aplicar R$ 39,3 milhões por ano em emendas impositivas. Isso significa perto de R$ 160 milhões nos quatro anos de mandato do deputado e R$ 315 milhões nos oito anos de mandato do senador. Essas são as emendas impositivas. Por meio delas, o dinheiro é gasto sem que o projeto tenha que passar pelo crivo de qualquer órgão de fiscalização e controle. Metade dos recursos têm que ser destinados à saúde. A outra metade pode ter o destino que o parlamentar bem entender.
Exemplos de má utilização desse dinheiro estão por toda parte. Em 2024, a Controladoria Geral da União encontrou R$ 73 milhões em emendas destinadas à compra de ambulâncias em 12 estados. Cada veículo custaria, a preços de mercado, R$ 190 mil. Na prática, porém, o contribuinte gastou R$ 320 em cada ambulância, o que significa um sobrepreço de 68%.
Não é só. Em abril de 2025, uma operação da Polícia Federal identificou R$ 140 milhões em emendas repassadas a três ONGs ligadas a assessores diretos dos parlamentares que liberaram o dinheiro em troca de serviços que não foram prestados. Há, ainda o caso conhecido como “Rachadinha das Emendas” – um esquema pelo qual as prefeituras beneficiadas devolviam ao parlamentar uma parte do dinheiro das emendas liberadas. O valor da brincadeira chegou a R$ 38 milhões. São apenas alguns exemplos.
É claro que há vozes contrárias ao mau uso desse instrumento – e o ministro Flávio Dino, do STF, tem se esforçado para colocar ordem na situação. Mas cada decisão que ele toma no sentido de dificultar que o dinheiro continue saindo pelo ladrão é respondida por discursos como os de Alcolumbre e Hugo Motta – que consideram qualquer tentativa dos outros poderes de moralizar o acesso a esse dinheiro é criticada como uma interferência indevida no Legislativo.
O problema é que os deputados e senadores que defendem esses mecanismos que, na prática, ampliam suas regalias se comportam como se estivessem agindo em defesa dos mais legítimos interesses do cidadão. O relator da Minirreforma Eleitoral, deputado Rodrigo Gambale (Podemos/SP), que fez alterações no projeto apresentado pelo deputado Pedro Lucas (União/MA), disse que o texto promove “alterações estruturais e necessárias” para otimizar a gestão partidária. A intenção, segundo ele, é proporcionar segurança jurídica às legendas e “adequar as regras de fiscalização” aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade.
Esse palavreado empolado, no entanto, não esconde a intenção de livrar os partidos políticos e seus dirigentes de toda e qualquer responsabilidade sobre o uso das verbas eleitorais. Nos países de democracia consolidada, em que o dinheiro do povo é tratado com mais seriedade do que no Brasil, os partidos e as campanhas eleitorais são financiados com recursos dos próprios filiados ou com doações dos apoiadores mais abonados. No Brasil, ao contrário, os políticos entendem que o contribuinte tem a obrigação de trabalhar e pagar impostos para sustentar suas regalias.
Antes de prosseguir, um aviso: tratar o dinheiro público com descaso não é uma exclusividade do Poder Legislativo. O Executivo também não perde a mania de gastar dinheiro a rodo não com os programas estruturantes que deveriam ser financiados pelo Erário, mas com medidas assistencialistas e populistas destinadas exclusivamente a cortejar o eleitor e manter a situação como está.
O Judiciário, por sua vez, também não parece muito preocupado com isso e, com raras e honrosas exceções, como é o caso do ministro Dino, parece não agir com rigor para fechar as frestas existentes na legislação. É por essas frestas que escoa o dinheiro público que deveria ser destinado a melhorar a qualidade da infraestrutura, a bancar a segurança pública e a fazer investimentos que resultem em melhorias reais na qualidade de vida da população.
Em meio a tudo isso, um aspecto chama atenção. O governo tem batido um recorde de arrecadação atrás do outro. Na sexta-feira passada, a Receita Federal divulgou os números referentes à coleta de impostos em abril deste ano e o valor é impressionante. Foram R$ 278 bilhões recolhidos em impostos federais – o que significa quase 8% acima da arrecadação de abril do ano passado, já abatido o efeito da inflação. O problema é que, quanto mais dinheiro entra no caixa, mais aumenta a impressão de que não há dinheiro para nada.
Um dia depois de anunciar o recorde de arrecadação, o Ministério do Planejamento anunciou o “contingenciamento” de R$ 23,7 bilhões no orçamento federal. O valor previsto anteriormente era de R$ 1,6 bilhão. “Contingenciamento” é o termo técnico usado para se referir a despesas que estavam previstas mas que, por falta de dinheiro, o governo decide não autorizar.
A justificativa mais comum para essa decisão é a necessidade de manter os gastos federais dentro dos limites estabelecidos pela meta fiscal. A pergunta que fica é: se a despesa já estava prevista e a arrecadação superou as expectativas, qual é a razão da falta de dinheiro? De duas, uma: ou as contas foram feitas sem o devido cuidado e as despesas previstas no orçamento não refletem a realidade ou, então, novas despesas foram incluídas depois que o texto já estava pronto e consumiram os recursos que deveriam ser destinados aos programas previstos inicialmente. Simples assim.
A verdade, porém, é que, enquanto o dinheiro do contribuinte não for levado a sério, o país andará em círculos e a sociedade verá seus sonhos de uma vida melhor e mais segura reduzidos a pó.
(Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/nuno-vasconcellos/2026-05-24/dinheiro-pelo-ladrao-emendas-fundao-eleitoral.html)
Sim!
Somos trouxas vestindo
a camisa estampada
“nós” ou “êles”. . .
“A nossa burrice a gente inventa, pra se distrair. Sorte dos políticos”
– Por isso, líderes populistas sobrevivem por décadas, mesmo fracassando vergonhosamente em suas promessas.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 24/05/26)
O maior truque do Diabo foi convencer o mundo de que ele não existia. A frase, popularizada pelo personagem Verbal Kint em Os Suspeitos (1), de 1995, protagonizado pelo genial Kevin Spacey, costuma ser atribuída a Charles Baudelaire (2), embora não haja consenso absoluto. Mas pouco importa. A ideia atravessou décadas porque toca num ponto central da experiência humana: o poder da ilusão como mecanismo de sobrevivência.
Já o maior truque dos políticos contemporâneos é convencer a sociedade de que ainda existe algum debate público sério, quando o que há, em grande medida, é apenas distração organizada. Um palco onde os palhaços são os eleitores. Não se discute mais para compreender. Discute-se para ocupar emocionalmente as pessoas. A política deixou de ser instrumento racional de mediação coletiva e virou entretenimento de massa (3).
Uma espécie de reality show moral, tribal, histérico. O objetivo não é resolver problemas, mas manter a plateia excitada, indignada, mobilizada e dependente do próximo escândalo. Se possível, com muito ódio. Roma já fazia isso há dois mil anos. “Pão e circo” não era metáfora, era política de Estado. Enquanto o Império enfrentava corrupção, decadência e concentração brutal de renda, multidões eram anestesiadas por gladiadores.
Não é de hoje
Juvenal escreveu isso no século I (4). Nada mudou tanto assim. Só trocamos o Coliseu pelo Instagram. O entretenimento atual é mais eficiente porque invade tudo ao mesmo tempo: esporte, cultura, religião, militância política, redes sociais. Até causas humanitárias legítimas acabaram absorvidas pela lógica do engajamento. O importante deixou de ser a verdade e passou a ser audiência e o número de likes.
Guy Debord já havia percebido isso em 1967, quando lançou A Sociedade do Espetáculo (5). Sua tese central era simples: a realidade havia sido substituída por representações da… realidade! Décadas depois, Neil Postman aprofundaria a ideia em Amusing Ourselves to Death (6), de 1985, ao alertar que sociedades não costumam morrer apenas pela censura, mas também pelo excesso de distração, e a política entendeu isso perfeitamente.
Hoje, governos, partidos, lideranças e militâncias produzem conflitos em escala industrial porque geram audiência – e audiência produz poder! Não importa se o tema é relevante ou ridículo. Importa que as pessoas permaneçam emocionalmente entorpecidas. Um país discutindo frases de Nikolas, bonés de Lula e tweets de Janja é um país que não discute produtividade, educação, dívida pública, segurança, reforma administrativa.
Religião, claro
Vivemos em um eterno estado de distração com aparência de democracia. Enquanto torcidas ideológicas brigam como organizadas de futebol, o Estado cresce, a máquina avança, corporações se blindam e grupos econômicos seguem capturando privilégios. A gritaria pública, a partir dos próprios beneficiados, acaba funcionando como fumaça, sempre útil para esconder os movimentos reais de quem investe em manipulação.
A religião também cumpre papel semelhante. Marx chamou-a de “ópio do povo”, em 1843, não foi à toa. Freud via a crença religiosa como mecanismo psíquico de proteção diante da angústia da finitude e da insignificância humana. Já Ernest Becker, em A Negação da Morte (7), de 1973, foi ainda mais longe e cruel: o ser humano cria sistemas simbólicos inteiros para conseguir suportar a consciência da própria insignificância.
Pois talvez esteja aí a raiz de tudo. O homem precisa desesperadamente distrair-se de si mesmo. Por isso, inventa de tudo para fugir dessa dor: guerras, religiões, ideologias, Olimpíadas, novelas, redes sociais, patriotismos, revoluções, Copa do Mundo, influencers, celebridades, messianismos baratos. A política moderna apenas profissionalizou essa necessidade humana de distração e a distribuiu massivamente pela internet.
Para pensar e decidir
Por isso, líderes populistas sobrevivem por décadas, mesmo fracassando vergonhosamente em suas promessas. Eles não precisam mais entregar soluções, apenas fornecer algum sentido emocional e o combustível para se detestar quem pensa diferente. Precisam manter viva a tal sensação de pertencimento, luta, missão e ódio pelo inimigo comum. O eleitor contemporâneo não quer eficiência. Ele só busca identidade e alguma anestesia.
Na verdade, como um bom ser humano em eterno estado de desamparo e desesperança, o eleitor comum busca apenas uma narrativa que lhe permita atravessar a dureza da existência sem encarar de frente o vazio existencial dilacerante. No fim, o grande truque da ilusão talvez nem seja dos políticos, Talvez seja nosso mesmo. Porque no fundo, no fundo, quase ninguém quer realmente encarar a realidade.
Sei que não é um tema fácil e uma leitura agradável para um domingo. Mas a leveza não cai do céu. Ela é conquistada a duras penas, com muito autoconhecimento e alguma dose de sofrimento. Aceitar nossa condição de esnobe brega diante do bobo da corte é parte do processo de crescimento e de blindagem contra políticos picaretas. Assim, quem sabe, daqui a alguns anos, não estejamos no papel inverso?
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/a-nossa-burrice-a-gente-inventa-pra-se-distrair-sorte-dos-politicos/)
(1) https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Usual_Suspects
(2) https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Baudelaire
(3) “Debatendo e rebatendo as bravatas de Nikolas sobre PIX”
– A indignação dele é seletiva. Como canta a banda (também) mineira Skank, “é uma mosca sem asas, que não ultrapassa as janelas de nossas casas”.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/debatendo-e-rebatendo-as-falacias-de-nikolas-sobre-o-pix/
(4 https://pt.wikipedia.org/wiki/Juvenal
(5) https://pt.wikipedia.org/wiki/La_soci%C3%A9t%C3%A9_du_spectacle
(6) https://en.wikipedia.org/wiki/Amusing_Ourselves_to_Death
(7) https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Nega%C3%A7%C3%A3o_da_Morte
(8) “Flávio “irmão do Vorcaro” Bolsonaro e as próximas pesquisas”
– Em uma democracia minimamente madura e ética, um clã assim jamais seria alçado à condição de liderança política.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/flavio-irmao-do-vorcaro-bolsonaro-e-as-proximas-pesquisas/
“A Ponte do Cânion Huajiang:
https://youtu.be/iqUmIWdPjxo?si=gvzXA8TRxyVvQrnI
O UOL, garante que a ponte
precisa “chorar” por segurança:
https://www.uol.com.br/flash/?c=a98e97ec208e4177d7b39b7872299a1220260522
Portanto, “se-aventure-se”!
“Visto, lido e ouvido”
. . .”Há um paradoxo que corrói a credibilidade do discurso público brasileiro há gerações: quanto mais o Estado se proclama redentor dos pobres, mais concentrada se torna a renda. Não é acidente. Não é azar histórico. É o resultado previsível de um modelo em que o aparato público cresceu não para redistribuir riqueza, mas para redistribuir poder e, com ele, privilégios.”. . .
“O Estado como indutor da desigualdade”
(Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 23/05/26)
Em 2024, o Brasil registrou o índice de Gini de 0,82, um número que não é apenas uma estatística fria, mas um veredito moral sobre as escolhas que fizemos como nação. Numa resposta rápida, esse índice mostra, em uma escala de 0 a 1, uma avaliação da desigualdade dentro de uma distribuição, quase sempre referente à renda ou riqueza de uma população. Gini é um conceito importante na Economia. O “zero” é a igualdade perfeita e o “um” é a desigualdade máxima.
Empatados com a Rússia em meio a uma guerra e situados entre as 56 nações mais desiguais do planeta, carregamos uma distinção que nenhum governo deveria aceitar com normalidade. O que torna esse dado ainda mais perturbador é o fato de que, nas últimas duas décadas, o país foi governado por forças que se autoproclamaram, incansavelmente, defensoras dos mais pobres. A pergunta que não se pode mais adiar é simples e devastadora: se o Estado governa para os desvalidos, por que a desigualdade não para de crescer?
Há um paradoxo que corrói a credibilidade do discurso público brasileiro há gerações: quanto mais o Estado se proclama redentor dos pobres, mais concentrada se torna a renda. Não é acidente. Não é azar histórico. É o resultado previsível de um modelo em que o aparato público cresceu não para redistribuir riqueza, mas para redistribuir poder e, com ele, privilégios. Marcadas, nas últimas décadas, por governos que ergueram sua identidade sobre o vocabulário da justiça social: transferência de renda, inclusão produtiva, combate à fome, ampliação de direitos.
Não se nega que programas como o Bolsa Família tenham impedido cenários ainda mais graves. O que se questiona, com dados e rigor, é a narrativa de que tais iniciativas, diante do custo do Estado brasileiro, representam uma política genuína de redução de desigualdade ou apenas um anestésico para uma ferida que o próprio governo faz sangrar.
O Gini de 0,82, vale lembrar, não mede apenas a diferença entre ricos e pobres em termos de renda anual. Ele captura a distância abissal entre aqueles que acessam o Estado como fonte de proteção e renda garantida e servidores estáveis, aposentados precoces, pensionistas privilegiados e aqueles que financiam esse sistema sem jamais dele se beneficiar proporcionalmente. O índice, nesse sentido, é um espelho do Estado, não apesar dele.
Segundo dados do Tesouro Nacional, o peso dos tributos sobre o PIB supera consistentemente os 33%, patamar comparável ao de nações escandinavas mas sem nenhuma das contrapartidas em qualidade de serviços públicos que justificariam tal extração. A pergunta que todo cidadão deveria fazer ao assinar a declaração de imposto de renda é: onde foi parar esse dinheiro?
Gasto público desordenado alimenta a inflação crônica que corrói o poder de compra das camadas mais vulneráveis. A inflação não é um imposto sobre os ricos, é um imposto regressivo que devora o salário do trabalhador informal, a aposentadoria mínima da dona de casa e a poupança inexistente do jovem da periferia. Quando o governo gasta além do que arrecada, a conta não vai para o Ministério da Fazenda. Vai para a feira do sábado de quem ganha um salário mínimo.
Há um mecanismo ainda mais perverso que o simples desperdício: a captura do Estado por grupos de interesse organizados em torno do poder político. Em economias onde as regras são feitas pelos mesmos que se beneficiam delas, a desigualdade não é uma falha do sistema, é o sistema funcionando exatamente como planejado.
Ao longo de décadas de alternância entre projetos que, no fundo, compartilhavam o mesmo amor pela expansão do Estado, um ecossistema brasileiro mantém a proximidade com o poder público e esse é o principal fator de sucesso econômico. Não o mérito, não a inovação, não o risco empreendedor, mas a capacidade de capturar contratos, subsídios, isenções e proteções tarifárias que o Estado distribui a seus favoritos.
O capitalismo de compadres, como o chamam os economistas, não é o capitalismo: é o seu oposto, travestido de mercado. Os grandes conglomerados que se beneficiaram de décadas de financiamentos subsidiados do BNDES, de desonerações setoriais e de proteções alfandegárias, não competiram no mercado, jogaram no campo inclinado montado pelo Estado. O resultado foi a criação de oligopólios disfarçados de campeões nacionais, acumulação de capital às custas do erário e concentração de renda que nenhum programa social conseguiria reverter.
Para cada real distribuído em transferências, outro e muitas vezes mais foi entregue disfarçado de política industrial. Quando o Estado escolhe vencedores, ele inevitavelmente cria perdedores. E os perdedores no Brasil não são as grandes empresas que sobreviveram sem subsídio: são o microempreendedor esmagado pela burocracia, o trabalhador informal que não tem acesso ao crédito, o jovem de escola pública que concorre em condições desiguais com o filho de quem soube negociar com o poder.
A desigualdade brasileira tem endereço. E muitas vezes esse endereço fica em Brasília. Nenhum investimento social reduz desigualdade de forma mais duradoura do que uma educação pública de qualidade universal. É o único mecanismo capaz de romper o ciclo intergeracional da pobreza, de garantir que o filho do agricultor do semiárido tenha as mesmas chances cognitivas e profissionais que o filho do advogado de Higienópolis (*).
A frase que foi pronunciada:
“A quem recorrer?”
(Dona Dita (**) pensando nas notícias desanimadoras)
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/o-estado-como-indutor-da-desigualdade/)
(*) O advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco era o nome mais lembrado e associado a Higienópolis na advocacia de repercussão nacional. Conhecido por atuar em grandes casos, como a defesa de réus no escândalo do Mensalão, e por ser fundador do Grupo Prerrogativas, ele tinha sua trajetória e base de atuação fortemente ligadas à região central de São Paulo.
+em: https://share.google/aimode/griHs4GGwzSXIHSac
(**) No famoso e tradicional espaço Visto, Lido e Ouvido (fundado pelo jornalista Ari Cunha e continuado por sua filha, Circe Cunha, no jornal Correio Braziliense), “Dona Dita” não é uma pessoa real, mas sim uma personagem fictícia.
+em: https://share.google/aimode/pRvcIiP5t16Y8ItME
Enfim, fora do
release oficial,
pelo menos
até a metade
da página 1!
“A semana da insensatez”
– Em uma das semanas mais sombrias do Legislativo, Congresso impõe agenda de destruição ambiental e institucional.
(Por Míriam Leitão, O Globo, 24/05/26)
A pesquisa eleitoral chegou na sexta-feira mostrando os efeitos do abalo sísmico que atingiu o candidato da extrema direita e os dias se passaram com notícias sucessivas em torno de Daniel Vorcaro. Neste contexto, o Congresso passou a semana impondo ao país a agenda Bolsonaro no governo Lula. Na área ambiental, a Câmara aprovou medidas que reduzem o tamanho de uma estratégica floresta nacional, transferem para o Ministério da Agricultura atribuições do Ministério do Meio Ambiente, diminuem o alcance da tecnologia como parte da vigilância ambiental e abrem a porta para a destruição de campos naturais em todos os biomas.
O meio ambiente não foi o único alvo da Câmara. Numa das semanas mais sombrias do Legislativo, os deputados perdoaram as próprias dívidas eleitorais, renegociaram em 15 anos os débitos por descumprimento de leis eleitorais a serem pagos e se permitiram o disparo de mensagens em massa para assediar o eleitor. Derrubaram vetos do presidente Lula para assim permitir repasses a municípios em ano eleitoral. Autorizaram doações de bens, valores ou benefícios pela administração pública em época eleitoral. Ou seja, liberam o uso de recursos dos cofres públicos para a compra de votos. Nada disso é aceitável e certamente será derrubado no Supremo Tribunal Federal, mas cabem duas perguntas: será proibido a tempo de evitar os estragos? E, com que cara de pau o Congresso legisla em causa própria?
Era a denominada “semana do agro” e foi a da demolição ambiental. Atiraram contra a integridade dos biomas, o poder dos órgãos reguladores, o uso das ferramentas de tecnologia de defesa da floresta. O atentado em massa contra o meio ambiente foi feito no pressuposto de que fosse do interesse do agronegócio. Pode até ser comemorado pelo setor, mas fere diretamente seus interesses. Primeiro, porque desequilíbrios climáticos atingem quem depende do clima para produzir. Segundo, porque em qualquer competição por mercados no mundo atual, o critério de desempate será o respeito ao meio ambiente. País que rasga leis ambientais enfraquece a competitividade dos próprios produtores.
Há um mistério no Brasil. O secretário extraordinário do controle do desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, diz que o desmatamento ilegal ocorre em 1% dos imóveis rurais. “Ou seja, 99% não desmata ilegalmente, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente e do Serviço Florestal Brasileiro”. Então por que mesmo todo o esforço legislativo é para favorecer o desmatador e o infrator? É irracional que o agronegócio mobilize sua bancada no parlamento para defender o criminoso.
O caso da Floresta de Jamanxim é emblemático. A unidade de conservação foi criada como parte do projeto de pavimentação da BR-163. Na época, o sonho era ter uma rodovia sustentável, que não fosse indutora do desmatamento. Foram demarcadas várias unidades de conservação ao longo da rodovia. Desde o começo, a floresta foi alvo de grilagem, desmatamento e invasões. Os invasores usavam o argumento de que estavam lá antes da criação da Floresta Nacional e pediram a redução do tamanho da Unidade de Conservação. O governo Michel Temer fracassou quando tentou fazer exatamente o que foi aprovado agora: transformar parte da Floresta Nacional em Área de Proteção Ambiental (APA).
— Uma Floresta Nacional é terra de domínio público e é exclusiva para manejo florestal não madeireiro. Não se permite corte raso, desmatamento. A APA é uma proteção muito frágil, voltada para a área urbana. Ela convive com exploração econômica e até com cidade, 80% de Brasília é APA — explicou André Lima.
E o que o Congresso fez agora? A Floresta do Jamanxim tem uma área de 1,302 milhão de hectares, e pelo projeto fica reduzida a 814 mil, uma queda de 37%. A APA terá cerca de 486,4 mil hectares. Ou seja, as fazendas que se instalaram lá poderão continuar criando seus bois em terra pública. Até o ex-governador do Pará Helder Barbalho, que sediou a COP, estava em Brasília comemorando como vitória essa derrota para o meio ambiente do Brasil.
Uma outra medida devastadora é a que permite a exploração econômica dos campos naturais, que dominam o Pampa e o Pantanal, mas ocorrem em todos os biomas, inclusive a Amazônia. A proposta se for aprovada no Senado coloca em risco imediato 48 milhões de hectares de vegetação. Que insensatez é esta, Brasil?
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/coluna/2026/05/a-semana-da-insensatez.ghtml)
Alô, mirIAm!!!
Peça para seu guru vetar
esses monstrengos!
Recorrentemente, recorrente:
“o sujo falando do mal lavado”
“Alerj rebate Lula após presidente associar parlamento fluminense a milicianos”
– Presidente afirmou que, se Assembleia escolhesse novo governador do Rio, ‘viria um miliciano’; em nota, Casa diz ser ‘inaceitável’ criminalizar deputados e instituições e exige respeito.
(Por O Globo — Rio de Janeiro, 24/05/26)
. . .
“A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) respondeu às declarações do presidente Lula, que associou a Casa a milicianos, caso escolhesse o novo governador. A Alerj, presidida por Douglas Ruas, considerou a fala inaceitável e pediu respeito às instituições. Lula fez a declaração em meio à polêmica sobre a eleição do sucessor de Cláudio Castro, com a justiça impedindo uma escolha indireta. A Alerj destacou os desafios históricos de segurança e defendeu união institucional.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/23/alerj-rebate-lula-apos-presidente-associar-parlamento-fluminense-a-milicianos.ghtml
Mas, o PilanTra
nada mudou!
“Livro mostra transformações do Brasil em 20 anos de eleições presidenciais”
– País que elegeu Lula em 2022 era bem diferente do que elegeu Lula em 2002, afirma cientista político Jairo Nicolau.
(Por Bernardo Mello Franco, O Globo, 24/05/26)
. . .
“O livro “O país dividido” (*), do cientista político Jairo Nicolau, analisa 20 anos de eleições presidenciais no Brasil, destacando transformações significativas no perfil e comportamento dos eleitores. O eleitorado brasileiro tornou-se mais velho, escolarizado e feminino, enquanto a tecnologia alterou a forma de consumo de notícias. Nicolau observa que, embora o PT tenha permanecido forte, o antipetismo mudou, com Bolsonaro substituindo o PSDB. As questões morais influenciaram o cenário político, com evangélicos migrando para a direita. A polarização, segundo Nicolau, pode ser episódica e reversível, questionando a continuidade da divisão após Lula e Bolsonaro.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/blogs/bernardo-mello-franco/coluna/2026/05/livro-mostra-transformacoes-do-brasil-em-20-anos-de-eleicoes-presidenciais.ghtml
(*) Sugestão do Mastutildo:
https://www.amazon.com.br/pa%C3%ADs-dividido-elei%C3%A7%C3%B5es-presidenciais-2002-2022-ebook/dp/B0GX31L361
“Das malas de dinheiro aos fundos e operações: depois de Mensalão e Lava-Jato, caso Master expõe ‘sofisticação’ da corrupção”
– Juristas e ex-integrantes do Ministério Público consultados pelo GLOBO avaliam que monitoramento de novos métodos de desvios cria desafios para as investigações.
(Por Bernardo Mello, O Globo, 24/05/26)
“O caso Master revela uma evolução sofisticada nos esquemas de corrupção pós-Mensalão e Lava-Jato, substituindo malas de dinheiro por contratos de consultoria e operações societárias. Especialistas discutem os desafios das novas formas de desvio, que são mais rastreáveis, mas também mais complexas. O envolvimento de políticos e empresas destaca a necessidade de avançar na investigação desses novos métodos de corrupção.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/24/das-malas-de-dinheiro-aos-fundos-e-operacoes-depois-de-mensalao-e-lava-jato-caso-master-expoe-sofisticacao-da-corrupcao.ghtml
(*) Que maravilha!!!
Todos os candidatos
são antissistema!
Só não se sabe qual. . .
“Estilos opostos e visões de mundo distintas moldam marqueteiros dos presidenciáveis”
– Estrategistas de Lula, Flávio, Zema e Caiado apostam em perfil antissistema (*), reforço de biografias e presença digital para ampliar alcance dos candidatos.
(O Globo, 24/05/26)
. . .
“Na corrida presidencial de 2026, marqueteiros de Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado estão moldando suas estratégias. Flávio trocou de comando na comunicação com Eduardo Fischer, buscando conter crises e reverter queda nas pesquisas. Zema aposta no discurso outsider, enquanto Caiado foca em presença pública e TV. Lula reforça programas do governo e usa influenciadores para aumentar popularidade.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/24/estilos-opostos-e-visoes-de-mundo-distintas-moldam-marqueteiros-dos-presidenciaveis.ghtml
Vem aí. . .
Os caçadores do
monstro sist (*)
(*) Na obra de Raul Seixas, “Monstro Sist” é uma gíria e metáfora criada pelo cantor para representar o sistema capitalista, opressor e burocrático. O termo ilustra a engrenagem social, econômica e política que controla a vida das pessoas, promovendo a alienação e lucrando com as fraquezas humanas.
+em: https://share.google/aimode/LE6i57PZiP9jgSuv0
É. . .
“Tá rebocado, meu compadre”
Senhor Zé Ramalho conta
“As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”:
https://www.youtube.com/watch?v=oFh7Rn6PpaQ
“Cortes de vídeo viram mercado e arma de guerra para as eleições”
– Novidade em 2024, o recurso que tem como maior objetivo a viralização tem sido explorado pelas campanhas; cursos ensinam como dominar ferramentas e mencionam monetização nas redes, criando um ecossistema de plataformas e profissionais autônomos.
(Por Paulo Assad, O Globo, 24/05/26)
. . .
“O uso de cortes virais de vídeo promete revolucionar a comunicação política nas eleições de 2024. Impulsionada por influenciadores e cursos que ensinam técnicas de viralização, essa estratégia tornou-se um novo recurso para candidatos. Plataformas e aplicativos especializados emergiram, enquanto o TSE proíbe práticas que incentivam a monetização de cortes com conteúdo político-eleitoral. Partidos como o PT investem em treinamentos para otimizar a distribuição de conteúdo nas redes sociais.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/24/cortes-de-video-viram-mercado-e-arma-de-guerra-para-as-eleicoes.ghtml
Matutando bem. . .
Como ainda estou na era
dos “sinais de fumaça”, não
corro risco de ser assediado
por essa gente.
Culpa da “Faria Lima”?
“‘Gilmarpalooza’ deve ter público menor apesar de empenho de Gilmar”
(Por Rodrigo Castro, Blog do Lauro Jardim, O Globo, 24/05/26)
Com o Fórum Jurídico de Lisboa — o Gilmarpalooza — batendo à porta, Gilmar Mendes passou a se empenhar pessoalmente para convencer convidados a comparecer e evitar um esvaziamento do evento, que acontece entre 1º e 3 de junho.
Na semana passada, o ministro disse a interlocutores que havia cerca de mil inscritos pagantes. Mas advogados assíduos no fórum preveem que esta edição deve ter menos participantes — em 2025, foram em torno de 3 mil.
Além do caso Master e da pressão por um código de ética, há outro fator citado: as eleições.
O que está garantido são os convescotes à parte. Grandes escritórios e bancos já marcaram suas alegres confraternizações.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/05/gilmarpalooza-deve-ter-publico-menor-apesar-de-empenho-de-gilmar.ghtml)
E se. . .
libertarem o vorcaro para abrilhantar a festa?
– $uce$$o garantido!
“Papa pede paz em missa de Pentecostes: ‘Só a Onipotência do amor nos salvará da guerra'”
– Durante missa na Basílica de São Pedro neste domingo, Leão XIV afirmou que conflitos não serão vencidos por “superpotências”, mas pelo amor, diante de cerca de cinco mil fiéis.
(Por O Globo — Vaticano, 24/05/26)
. . .
“Durante a missa de Pentecostes na Basílica de São Pedro, o Papa Leão XIV apelou à paz, destacando que apenas a “Onipotência do amor” pode salvar a humanidade da guerra, rejeitando superpotências militares. Com cerca de cinco mil fiéis presentes, ele enfatizou a importância do perdão, da missão evangelizadora e da verdade, alertando contra divisões internas que obscurecem a mensagem cristã.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/05/24/papa-pede-paz-em-missa-de-pentecostes-so-a-onipotencia-do-amor-nos-salvara-da-guerra.ghtml
Os nababos da PeTezuela
esbanJANJAndo aLULAdamente
no exterior!
>Spree 1:
“Gasto do Itamaraty com auxílio-moradia supera alta do dólar em 4 anos”
– Dólar médio aumentou 8,3% no período ante o real, e gastos com benefício subiram 15,2%.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/gasto-do-itamaraty-com-auxilio-moradia-supera-alta-do-dolar-em-4-anos/
> Spree 2:
“Cerca de 15% do auxílio-moradia pago pelo Itamaraty fica nos EUA”
– Em 2025, o governo pagou aproximadamente R$ 62 milhões para funcionários no país.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/cerca-de-15-do-auxilio-moradia-pago-pelo-itamaraty-fica-nos-eua/
Da série luloPeTista:
“O inferno são os outros”
“Haddad defendia “taxa das blusinhas” com convicção, diz Lula”
– Presidente diz que governo percebeu reação negativa da população à cobrança sobre compras internacionais.
(Redação O Antagonista, 24/05/26)
O presidente Lula (PT) afirmou que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad defendia com “convicção” a chamada “taxa das blusinhas”, extinta pelo governo federal (*) neste mês após desgaste político e alta rejeição popular.
Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula disse que Haddad via a medida como uma forma de proteger a indústria nacional diante da pressão de varejistas brasileiros.
“Quando o Haddad fez, ele acreditava realmente que era uma coisa boa. E ele falou comigo com convicção de que era coisa boa para proteger a indústria nacional”, afirmou nesta sexta-feira, 22.
A taxa previa cobrança de imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
A alíquota federal foi zerada por meio de medida provisória assinada por Lula, que ainda precisará ser aprovada pelo Congresso.
Leia mais: Fazenda já admite volta da “taxa das blusinhas” (**)
Recuo após desgaste
Lula afirmou que o governo percebeu a reação negativa da população à medida.
“Nós estávamos mexendo com uma parcela muito grande da sociedade. O rico, quando ele viaja, pode gastar até US$ 2 mil fora e não paga imposto. O que eu digo? Cinquenta do povo incomoda”, disse.
Segundo o presidente, houve “uma pressão muito grande” para derrubar a cobrança.
Pesquisas internas do governo apontaram a taxação como uma das medidas de pior avaliação da atual gestão.
Haddad se manifesta
Haddad também voltou a defender a taxação neste sábado, 23, após evento em Sorocaba (SP).
O ex-ministro afirmou que a medida foi adotada para proteger empresas brasileiras e negou que a decisão tenha sido individual.
“Foi um gesto dos governadores e do varejo para proteger as empresas brasileiras”, disse.
Ele afirmou ainda que a criação da taxa contou com apoio de diferentes partidos e governadores.
“Todos os partidos e todos os governadores tomaram essa decisão. Então, não é uma decisão pessoal do Fernando Haddad, do Luiz Inácio, do Tarcísio de Freitas, do Zema.”
CNI recorre ao STF (***)
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) protocolou na última sexta-feira, 22, uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de suspender a isenção tributária concedida pelo governo federal a compras internacionais de pequeno valor.
A entidade sustenta que a medida provisória afronta ao menos três princípios da Constituição Federal: a isonomia entre agentes econômicos, a livre concorrência e a proteção do mercado interno como patrimônio nacional.
Contesta ainda a validade formal do instrumento, ao argumentar que a matéria não reúne o requisito de urgência exigido para a edição de medidas provisórias — sobretudo diante da existência de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional sobre o mesmo tema.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/haddad-defendia-taxa-das-blusinhas-com-conviccao-diz-lula/)
(*) https://oantagonista.com.br/brasil/lula-anuncia-fim-da-taxa-das-blusinhas/
(**) https://oantagonista.com.br/economia/fazenda-ja-admite-volta-da-taxa-das-blusinhas/
(***) https://oantagonista.com.br/economia/cni-recorre-ao-stf-contra-fim-da-taxa-das-blusinhas/
Só pra PenTelhar. . .
Alguém aí duvida que,
passada a campanha
eleitoral, a taxação voltará?
Culpa do capitão zero zero
que prometeu mas não a
extingiu! (*)
“Sem vergonha”
Após editar decreto que a oposição classifica como censura às redes sociais, Lula (PT) esteve no programa “Sem Censura”, apresentado por Cissa Guimarães, que recebe R$100 mil por mês da estatal EBC.
(Coluna CH, DP, 24/05/26)
(*) “Presidente transforma a EBC na ‘TV do Bolsonaro’, com audiência zero”
– Depois de muito criticar a ‘TV do Lula’ e prometer privatizá-la, político alcançou patamares inéditos de personalismo com a TV Brasil.
+em: https://veja.abril.com.br/politica/presidente-transforma-a-ebc-na-tv-do-bolsonaro-com-audiencia-zero/
Uffa. . . sorte nossa
que uma delas tem
apenas 9 dedos!
“Blá blá blá”
Rogério Marinho (PL-RN) desmontou falatório de Fernando Haddad (PT) sobre ter feito o Brasil crescer.
O senador lembrou a carestia no mercado e a inadimplência,
“o governo Lula dá com uma mão e tira com as duas”.
(Coluna CH, DP, 24/05/26)
É o ParasiTário baixo
mas seu custo, alto!
“Comilança de lideranças da Câmara soma R$278 mil”
(Coluna CH, DP, 24/05/26)
Entre uma votação e outra na Câmara, a poucos metros do Plenário, a boca livre rola solta nas lideranças partidárias. Não corre o risco de os parlamentares rodarem uma vaquinha e bancarem os próprios quitutes. Sem dó, empurram ao pagador de impostos a fatura. PDT, Podemos, PSD, Psol, Solidariedade, União Brasil, Progressistas, PSDB e PT foram os partidos que serviram banquetes ao custo de R$278 mil.
Mortadela série ouro
O maior gasto vem da liderança do PT, que torrou, de fevereiro até agora, R$75.790 em canapés, conforme levantamento da coluna.
Larica petista
Só em março, foram R$33.735 gastos com buffet, cobrado por cabeça. As notas bancaram almoços e jantares das excelências.
Ta liberado
O União Brasil vem logo atrás, R$55.250 em fevereiro e abril. Em abril, gastou R$40.750. O buffet foi cobrado por cabeça, R$250.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/com-carla-zambelli-recusas-a-extradicao-de-brasileiros-se-multiplicam
Ooops. . .
“À la vontê”
O Podemos também bancou jantares e almoços para os nobres deputados ao preço de R$42.910, apenas entre fevereiro e abril.
Só em abril, o gasto com buffet bateu os R$17,6 mil.
(Coluna CH, DP, 24/05/26)
Lá no ParasiTário baixo
o “Fome Zero”
é sucesso retumbante!
E sabem como se pronuncia
“ô meu rei” em chinês?
– 哦我的國王!
Ó wǒ de guówáng!
“Empresas trazem mais de mil chineses por mês para trabalharem no Brasil”
– Expatriados do país asiático representam 38% dos vistos de trabalho concedidos a estrangeiros no 1º trimestre.
– Bahia concentra 55% do total, impulsionada pela fábrica da BYD em Camaçari.
(Por Paulo Passos, Maeli Prado e João Pedro Pitombo, FSP, 23/05/26)
Principal destino dos investimentos chineses em 2025 (1), o Brasil vive um movimento que não se restringe à chegada das empresas do país asiático. Com elas, desembarcam trabalhadores.
Nos últimos três anos houve um crescimento contínuo no total de vistos laborais para cidadãos da China (2), segundo dados do Ministério da Justiça (3) compilados pela Folha. A média é de mais de mil registros por mês desde junho de 2025.
As autorizações para chineses representaram 38% do total de vistos de trabalho concedidos a estrangeiros no primeiro trimestre deste ano no Brasil. Foram 3.193 autorizações para cidadãos do país, em um universo de 8.232 registros no período.
Em 2023, a média mensal era de 270 autorizações para trabalhadores vindos do país, menos de 8% do total. O número saltou para 625 em 2024 e 844 no ano passado, quando, pela primeira vez, foram mais de 10 mil no consolidado dos 12 meses.
Nos três primeiros meses deste ano, a maior parte dos expatriados (55%) (4) desembarcou na Bahia, onde há uma fábrica da BYD. A montadora é responsável por cerca de um terço dos registros. No total, do início do ano passado até o início deste mês, 2.700 funcionários chineses da companhia conseguiram visto de trabalho.
A maioria das autorizações tem prazo de um ano. O vice-presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, diz haver uma rotatividade grande dos expatriados, que ficam de 90 a 120 dias para dar treinamentos aos funcionários locais.
“Eles vêm para transferir tecnologia. Nós tivemos que construir uma indústria que não existia no Brasil”, afirma o executivo. Ele cita que, do parque que era da Ford, nada servia para o processo de fabricação da montadora chinesa, líder em carros eletrificados.
A empresa está no topo da lista das cinco companhias que mais importaram trabalhadores chineses desde 2025. Constam também a Falcão Engenharia (260 trabalhadores autorizados no período), a fabricante de máquinas de construção XCMG Brasil (214), a Engenova Construções (197) e a montadora GWM (139).
Tanto a Falcão como a Engenova são prestadoras de serviços para a BYD nas obras do complexo industrial em Camaçari.
A cidade baiana de 300 mil habitantes é a quarta maior e tem o principal polo industrial do estado. Em 2021, a economia local sofreu o abalo com o fechamento da fábrica da Ford, que gerou demissões e um efeito cascata nos setores do comércio e serviços.
Baldy estima que até o final do ano, a BYD terá 10 mil funcionários no Brasil (5). Segundo ele, serão, no máximo, 3% de chineses.
Em Camaçari, a chegada dos expatriados movimentou os hotéis locais e aqueceu o mercado imobiliário. “Os chineses, em geral, buscam imóveis nos bairros mais próximos da fábrica”, afirma o corretor Jorge Carvalho, 62, que atua na cidade.
Além dos trabalhadores da fábrica e de terceirizadas, foram contratados operários chineses para as obras de um residencial com 600 apartamentos a 3,5 km da fábrica. Ele deve abrigar trabalhadores da China e de outras cidades brasileiras.
Na terça-feira (19), sindicalistas faziam um piquete na entrada da obra, em paralisação por aumento salarial e melhoria das condições de trabalho. Entre os operários baianos há queixas de que os trabalhadores locais são preteridos.
Em dezembro de 2024, o Ministério Público do Trabalho resgatou 163 trabalhadores em situação considerada análoga à escravidão de obras da BYD. A montadora e duas empresas terceirizadas assinaram acordo de R$ 40 milhões com o MPT (6) (Ministério Público do Trabalho) para encerrar a ação civil pública.
Baldy afirma que os trabalhadores eram contratados por prestadoras de serviço. “Fomos parte da solução nesse processo. Nos antecipamos a decisões judiciais e providenciamos hospedagem e o retorno dos trabalhadores à China”, afirma o executivo.
A presença de estrangeiros em Camaçari virou assunto em conteúdos nas redes sociais, muitas vezes em postagens que compartilham informações falsas. Nelas, o residencial construído pela BYD é chamado de “cidade chinesa”, com um número de operários estrangeiros inflado.
“É xenofobia. Quando a Ford veio para a Bahia, tinham americanos, canadenses, mexicanos, gente do Sudeste, e as pessoas não falavam isso”, afirma Júlio Bonfim, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade baiana.
Na unidade da BYD, afirma o sindicalista, a maioria dos chineses está em postos administrativos e são poucos os que trabalham no chão de fábrica: “Se tivesse 50 chineses na linha de produção, os peões estavam reclamando.”
O Obmigra (Observatório das Migrações Internacionais), do Ministério da Justiça, lista as profissões dos estrangeiros que obtiveram autorização para trabalhar no Brasil. Entre os chineses, as mais frequentes são operadores de time de montagem e técnicos de diferentes especialidades, como manutenção de sistemas, de máquinas e mecânicos.
Os números também revelam que 47% dos que chegaram desde 2025 possuem ensino superior e 32%, ensino médio.
O segundo estado com mais registros é São Paulo, onde se concentram escritórios das empresas e também a fábrica de outra marca de carros eletrificados, a GWM, inaugurada em 2026.
A montadora afirma que 9% do total dos 1.800 funcionários no Brasil são chineses, e que a maior parte atua em funções especializadas e temporárias, com foco em capacitação da mão de obra local.
“A vinda deles está relacionada às demandas específicas de natureza técnica e à fase de estruturação e expansão das atividades da companhia no país”, afirmou Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da companhia.
Longe das fábricas, na região da Berrini, em São Paulo, circulam trabalhadores das mais de 50 empresas da China com escritórios nos arredores. A presença dos expatriados fez surgir uma rede de serviços para atendê-los, o que inclui sete restaurantes de comida típica do país numa área de seis quadras.
O movimento de ida de profissionais chineses para outros mercados é incentivado por Pequim. Registros oficiais da viagem de Lula ao país em 2009 relatam um pedido do então líder Hu Jintao, antecessor de Xi Jinping, para que o Brasil facilitasse “procedimentos administrativos das aprovações e emissões de visto de trabalho para os funcionários chineses, melhorando o ambiente de atração dos investimentos estrangeiros”.
Em 2017, a lei de migração, que substituiu o antigo Estatuto do Estrangeiro de 1980, instituiu mudanças que simplificaram os processos para estrangeiros obterem autorização para trabalhar no país.
No Brasil, as empresas precisam respeitar uma regra da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que determina que ao menos dois terços dos empregados devem ser brasileiros. A mesma proporção vale para o total da folha salarial, que pode ser comprometida em um terço com vencimentos de estrangeiros.
Há flexibilizações na legislação para casos que envolvam insuficiência de mão de obra nacional qualificada, como aponta a advogada Luiza Neves Chang, coordenadora do China Desk do escritório Bichara Advogados.
“Nesses casos, a presença de engenheiros e técnicos estrangeiros tende a ser juridicamente justificável, especialmente quando vinculada à assistência técnica, implantação industrial ou capacitação gradual de profissionais brasileiros.”
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/empresas-importam-mais-de-mil-chineses-por-mes-para-trabalharem-no-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)
(1) “Brasil foi principal destino de investimentos chineses em 2025”
– País registrou alta de 45% no valor aportado por grupos chineses na comparação com ano anterior
– Energia, mineração, indústria automobilística, petróleo e tecnologia da informação concentram iniciativas.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/brasil-foi-principal-destino-de-investimentos-chineses-em-2025.shtml
(2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/china/
(3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/ministerio-da-justica/
(4) “Brasil recebe de operários a CEOs da China e vê importação de mão de obra triplicar”
– Chegada de novas empresas e investimentos de grupos já instalados no país geram salto de expatriados.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/brasil-recebe-de-operarios-a-ceos-da-china-e-ve-importacao-de-mao-de-obra-triplicar.shtml
(5) “Fábrica da BYD na Bahia acumula encomendas de 100 mil carros para Argentina e México”
– Modelos e prazos de entrega não foram detalhados.
– Complexo consegue produzir 150 mil veículos por ano, mas já tem planos de ampliação.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/fabrica-da-byd-na-bahia-acumula-encomendas-de-100-mil-carros-para-argentina-e-mexico.shtml
(6) “Tribunal retira BYD da lista suja de trabalho escravo”
– Liminar foi concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região.
– Ministério do Trabalho diz que 163 empregados foram submetidos a condição análoga à escravidão.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/tribunal-retira-byd-da-lista-suja-de-trabalho-escravo.shtml
Enquanto isso. . .
PFs & PJs PeTezuelanos
vazam para o Paraguai!
“O jazz sem Clifford Brown”
– Morto há 70 anos, ele teria sido o novo Dizzy Gillespie ou o verdadeiro Miles Davis.
– Um disco seu, encontrado nos fundos de um sebo do Rio, no chão, seria digno da ilha deserta.
(Ruy Castro, FSP, 23/05/26)
Como diria o Conselheiro Acácio (*), o acaso —ou o destino, sei lá— pode jogar contra ou a favor. Imagine uma gravadora de discos dedicada à música de sua região, por acaso Pernambuco, chamada Mocambo. Certo dia, nos anos 1960, seu proprietário resolveu expandir seu mercado. Como gostava de jazz (2), contratou um amigo, também pernambucano, residente no Rio, para criar uma linha de discos do gênero. O amigo se chamava Jonas Silva, ex-balconista das famosas Lojas Murray e expert em jazz. Não apenas isso, fora crooner do grupo vocal Garotos da Lua, que, em 1950, na Rádio Tupi, revelara um jovem cantor chamado João Gilberto (3) .
Jonas começou a criar um catálogo jazzístico para a Mocambo. Como não havia dinheiro para as novidades dos grandes cartazes — Dizzy Gillespie, Thelonious Monk, Dave Brubeck — , foi buscar os menos famosos, que ele também adorava. Um deles, “Clifford Brown Memorial”, do selo francês Vogue. Clifford Brown (4) era um trompetista morto num acidente de carro em 1956, aos 25 anos. Fora uma das mortes mais sentidas do jazz, pelo enorme talento (5) que se perdia. Para alguns, Clifford seria “o novo Dizzy”. Para outros, ele é que teria sido o verdadeiro Miles Davis (6) se não tivesse morrido.
“Clifford Brown Memorial” era composto das incríveis faixas que ele gravara em Paris em 1953, meio às escondidas, com músicos locais. Em seguida, já na Califórnia, criou um superquinteto com o baterista Max Roach, tocou e gravou com todos os cobras, ajudou a criar um novo estilo, o hard bop, e compôs dois temas que ficariam clássicos, “Joy Spring” e “Daahoud”. Sua discografia, incluindo o material póstumo, ocupa hoje dezenas de CDs.
Por outro acaso — ou destino, a meu favor —, descobri seu LP lançado pela Mocambo nos fundos de um sebo de discos do Rio, no chão, em 1966. Em casa, botei-o para tocar e não acreditei. Tenho-o até hoje e é um dos discos que eu levaria para uma ilha deserta.
Dentro de um mês, 26 de junho, serão 70 anos da morte de Clifford Brown (**). O destino, no caso, jogou contra o jazz.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/05/o-jazz-sem-clifford-brown.shtml)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/musica/
(2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/jazz/
(3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/joao-gilberto/
(4) “Jazz com cordas”
– Quincy Jones foi o primeiro compositor negro a escrever música para um filme usando os violinos.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/11/jazz-com-cordas.shtml
(5) “Trevas a caminho”
– Casos de racismo na Europa contrariam uma tradição de abraçar quem viesse de fora, não importava a cor da pele.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/09/trevas-a-caminho.shtml
(6) “Com cinco faixas instrumentais, Miles Davis fez obra-prima”
– Lançado há 60 anos, disco ‘Kind of Blue’ promoveu revolução silenciosa no jazz.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/08/com-cinco-faixas-instrumentais-miles-davis-fez-obra-prima.shtml
(*) Conselheiro Acácio é uma das personagens da obra O Primo Basílio, de Eça de Queirós.
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselheiro_Ac%C3%A1cio
(**) https://www.youtube.com/watch?v=a3Jih4g5TEQ
“PL está enredado nos maus lençóis da família Bolsonaro”
– A candidatura do primogênito do ex-presidente está em xeque, sentada na antessala da demolição.
– O partido que cresceu ao abrigo do clã, queda-se vendido em meio à incerteza sobre o que vem por aí.
(Dora Kramer, FSP, 23/05/26)
Jair Bolsonaro (1) não é alguém que se caracterize por ter boas ideias. Uma delas, a de enfrentar a pandemia a golpes de negacionismo (2) custou-lhe a reeleição; outra, a de montar uma rede de ilegalidades (3) para ficar no poder, o levou à prisão. A mais recente, de fazer do primogênito (4) candidato a presidente, está em xeque na antessala da demolição.
O projeto de criar um partido morreu antes de nascer, o que fez a turma da extrema se abrigar no PL (5) que saiu de legenda mediana para o lugar de maior bancada na Câmara (6). A união vigorou como benção até agora, quando dá sinais de se transformar em maldição.
O PL está em péssimos lençóis. Pego em calças curtas pela intimidade de Flávio Bolsonaro (4) com o “mermão” Daniel Vorcaro (7), o partido queda-se vendido nas versões desencontradas e na incerteza do que pode vir por aí.
A agremiação de Valdemar Costa Neto (8) se vê na iminência de perder o bonde da Presidência. Mas não só. Assiste ao que se desenha como um efeito dominó em sua área de influência. O prócer do aliado PP, Ciro Nogueira (9), já se foi. Outros integram a fila da beira do abismo.
As adversidades mais visíveis localizam-se nos três maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, os estilhaços têm potencial para atingir Tarcísio de Freitas (10) (Republicanos), cuja percepção do risco se materializa na solidariedade bem mais ou menos que o governador empresta ao enroscado Flávio.
Em Minas Gerais, o partido rivaliza com o PT (11) na dificuldade de formação de palanque, mas é no Rio de Janeiro, berçário político da grei Bolsonaro, que o PL fica pior na fita.
Os planos do partido para o Rio deram errado. A Justiça não parece disposta a permitir que o presidente da Assembleia Legislativa assuma o Palácio Guanabara para completar o mandato interrompido de Cláudio Castro (12) que, pego como cúmplice nas falcatruas da Refit, perdeu qualquer condição de concorrer ao Senado.
Nos demais estados, essa direita se divide entre o compasso de espera e os preparativos para o abandono do navio.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/05/pl-esta-enredado-nos-maus-lencois-da-familia-bolsonaro.shtml)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/jair-bolsonaro/
(2) “Negacionismo de Bolsonaro e Cid alimentou suspeita da PF sobre vacinação forjada”
– PGR teve entendimento oposto e avaliou que posição antivacina reduz chance de aval do ex-presidente a suposta fraude.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2023/05/negacionismo-de-bolsonaro-e-cid-alimentou-suspeita-da-pf-sobre-vacinacao-forjada.shtml
(3) “Entenda as acusações que pesam contra Bolsonaro sobre golpismo e o que o ex-presidente já disse sobre elas”
– Político nega ataque contra democracia, mas admite conversas sobre estado de sítio com Forças Armadas.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/08/entenda-as-acusacoes-que-pesam-contra-bolsonaro-sobre-golpismo-e-o-que-o-ex-presidente-ja-disse-sobre-elas.shtml
(4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/flavio-bolsonaro/
(5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/pl/
(6) “PL chega a 105 deputados, maior bancada de um partido na Câmara em 25 anos”
– Legenda quer alcançar marca de 112 parlamentares e pode bater recorde do século.
– Recorde do período pós-redemocratização é do MDB, que fez 260 deputados em 1986.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/03/pl-chega-a-105-deputados-maior-bancada-de-um-partido-na-camara-em-25-anos.shtml
(7) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/daniel-vorcaro/
(8) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/valdemar-costa-neto/
(9) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/ciro-nogueira/
(10) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/tarcisio-de-freitas/
(11) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/pt/
(12) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/claudio-castro/
Já que a corja vermelha & a$$ociado$
mergulhou a Nação num mar de lama,
o destino e o Paraguai!
> Puente Internacional de la Amistad (1):
“Maquiladoras do Paraguai já tiram 25.000 empregos do Brasil”
– Encargos para o empregador são menores, e o paraguaio trabalha 4 horas semanais a mais que o brasileiro.
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/maquiladoras-do-paraguai-ja-tiram-25-000-empregos-do-brasil/)
> Puente Internacional de la Amistad (2):
“Imposto menor faz empresário ter lucro 150% maior no Paraguai”
– Além de isenções e sistema tributário menos complexo, país oferece ainda energia 60% mais barata para indústrias.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/imposto-menor-faz-empresario-ter-lucro-150-maior-no-paraguai/
> Puente Internacional de la Amistad (3):
“Paraguai cria visto de US$ 150 mil para atrair investidores”
– “Investor Pass” permite residência permanente no país; objetivo é atrair capital estrangeiro para o mercado financeiro, turismo e construção civil.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/paraguai-cria-visto-de-us-150-mil-para-atrair-investidores/
> Puente Internacional de la Amistad (4):
“Mais de 230 empresas brasileiras já produzem no Paraguai”
– Negócios vão do Brasil para o país vizinho e atuam no chamado regime de maquila: pagam uma média de 12% de imposto e encargos trabalhistas, contra 80% no Brasil.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/mais-de-230-empresas-brasileiras-ja-produzem-no-paraguai/
> Puente Internacional de la Amistad (5):
“Entenda como é o regime de maquila no Paraguai e em outros países”
– Modelo que hoje atrai empresas brasileiras para o país vizinho é comum na Ásia e ganhou protagonismo no México.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/entenda-como-e-o-regime-de-maquila-no-paraguai-e-em-outros-paises/
. . .ou. . .
“Quando o tutor vira tutorado do seu “político de estimação”! (*)
“Liberou geral: o eleitor definitivamente não liga para honestidade”
– Nada mais danoso – e perigoso – a uma pretensa democracia, que a subserviência cega a um líder.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 23/05/26)
Há algo profundamente triste, mas revelador – e talvez irreversível em médio prazo -, acontecendo no Brasil, e já faz décadas, para não dizer séculos: a leniência com que a população trata os políticos corruptos. Aliás, não só os políticos, mas todos que, por uma razão ou outra, estabelecem relações afetivas entre si.
A nova pesquisa do Datafolha mostrou – na esteira das demais – que a queda de Flávio Bolsonaro, após o escândalo Daniel Vorcaro, perdeu força. O presidente Lula segue numericamente à frente, mas o bolsokid 01 continua competitivo e dentro do jogo (1). Mais do que isso: segue com chances reais de vencer a eleição em outubro.
Isso diz menos sobre Flavinho Tarantino e mais sobre o eleitor. Estamos falando de um senador e o histórico (2) de suspeitas de rachadinhas, funcionários fantasmas, movimentações financeiras atípicas, compra de imóveis incompatíveis com a renda e suspeitas de lavagem de dinheiro, no caso da franquia de chocolates.
O pai dos pobres
Agora, some-se a isso o caso Daniel Vorcaro, com áudios, encontros e relações financeiras promíscuas. Já do outro lado está Lula. Condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato, posteriormente beneficiado por decisões do Supremo, que anularam suas condenações por questões processuais.
Politicamente, a “alma mais honesta desse país” jamais deixou de carregar o peso histórico do mensalão, do petrolão e da destruição ética produzida durante os governos petistas. Esse é o ponto central: nada disso é decisivo para uma parcela enorme do eleitorado. A honestidade deixou de funcionar como critério eliminatório no Brasil.
Ser um político corrupto virou mero detalhe em uma guerra imbecil de torcidas organizadas. O eleitor não pergunta nem quer saber se o candidato é íntegro. Pergunta apenas de que lado ele está. Se o político combate “os inimigos certos”, parte da sociedade perdoa qualquer coisa (3), por pior que seja.
Corrupto de estimação
O lulista relativiza empreiteiras, desvios bilionários, mensalão e petrolão porque acredita que Lula representa a democracia. O bolsonarista relativiza rachadinhas, joias, imóveis suspeitos e relações obscuras porque acredita que os Bolsonaro enfrentam o establishment lulopetista. Nada mais falso – de ambos.
A moral pública – se um dia existiu – foi substituída pela conveniência tribal. Eis a pior degradação institucional brasileira das últimas décadas. Não é a existência de políticos suspeitos, porque isso sempre houve. O realmente grave é que a sociedade já não demonstra qualquer constrangimento (4) em escolher entre eles.
Se Lula ou qualquer Bolsonaro espancar uma senhora idosa em praça pública, para seus respectivos fieis, a culpa será da velhinha. Nada mais danoso – e perigoso – a uma pretensa democracia, que a subserviência cega a um líder. Hoje, o importante é votar contra, e não a favor. Não há a menor chance disso funcionar
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/liberou-geral-o-eleitor-definitivamente-nao-liga-para-honestidade/)
(1) “Crusoé: Áudios com Vorcaro atrapalham Flávio também no Datafolha”
– Diferença a favor do presidente Lula no primeiro turno aumentou de 3 pontos para 9 pontos.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-audios-com-vorcaro-atrapalham-flavio-tambem-no-datafolha/
(2) “Do tio Queiroz ao irmão Vorcaro, a evolução de Flávio Bolsonaro, o Tarantino tupiniquim”
– Como quem fica parado é piano, o bolsokid evoluiu. Cansou de ser corretor de imóveis e vendedor de panetone e partiu para voos maiores.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/do-tio-queiroz-ao-irmao-vorcaro-a-evolucao-de-flavio-bolsonaro-o-tarantino-tupiniquim/
(3) “O Bolsopetismo está destruindo o Brasil, sob aplausos de mineiros”
– Caberia à sociedade, à imprensa livre e aos eleitores conscientes a vigilância e a cobrança sobre Lula e Bolsonaro.
+em: https://ofator.com.br/opiniao/o-bolsopetismo-esta-destruindo-o-brasil-sob-aplausos-de-mineiros/
(4) “Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 2º turno, aponta Datafolha”
– Pesquisa foi realizada antes da divulgação de conversas em que senador cobra Daniel Vorcaro por repasses ao filme “Dark Horse”.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/lula-e-flavio-bolsonaro-empatam-em-2o-turno-aponta-datafolha/
(*) Essa expressão descreve o fenômeno em que a relação de idolatria cega se inverte: o eleitor (que antes “ensinava” ou defendia o político) passa a justificar e a repetir cegamente qualquer absurdo dito por ele, tornando-se mentalmente dependente e subordinado às suas diretrizes.
. . .
+em: https://share.google/aimode/BWROuUjSVJ3nyIxSN
“Tá Todo Mundo Louco!
Oba!”
Sílvio Brito: https://www.youtube.com/watch?v=dF5uWSFlvtE
O paraiso PeTezuelano definhando,
como ocorre em tudo que a
corja vermelha mete a mão (1)
“Diário de Cuba:
uma semana na rotina de apagões e escassez da ilha”
(Henrique Skujis, Colaboração para o UOL, em Havana (Cuba), 23/05/26)
Desde a ascensão de Fidel Castro ao poder, em 1959, Cuba atravessa momentos duros. Mas, nem após o fim da União Soviética, foram tão extremos quanto agora, sob nova ameaça de invasão dos EUA.
Apagões de até 20 horas por dia e a falta quase total de combustível provocaram protestos em Havana e em outras cidades, com moradores batendo panelas e bloqueando vias.
A reportagem passou seis dias no país, dias antes da eclosão dos protestos, e registrou o diário de um cotidiano de escassez, improviso e serviços à beira do colapso.
Há produtos, mas falta dinheiro. Há energia, mas ela não chega de forma contínua. Há estrutura, mas ela opera no limite.
O bloqueio dos EUA dificulta o acesso ao sistema financeiro e afasta fornecedores. A redução do petróleo venezuelano agravou a crise energética.
Afetados por apagões e pela perda do poder de compra, os cubanos parecem estar no limite. São raros os que apoiam uma intervenção externa, mas quase todos defendem mudanças urgentes.
> Dia 1: drone preso e música solta
Minha ingenuidade não havia me alertado que não se deve levar um drone para Cuba. Passaporte retido. Fui encaminhado para um salão anexo. Quando comprou? Quem te deu? Por que trouxe um drone para cá?
O pequeno e inofensivo objeto voador foi encarcerado em uma bolsa de pano lacrada com uma abraçadeira e selada com fita adesiva.
“Retire quando for sair de Cuba.”
Do lado de fora me esperavam o jovem Juan* e seu Impala 1963. Partimos por uma estrada de asfalto gasto e pouco iluminada. Para economizar combustível, o garoto mantém os 60 km/h.
“Casar e ter filhos? Não. A vida está duríssima”, resume. “Os preços dos alimentos subiram muito. Quero sair do país, como fizeram meus primos.”
Sair de Cuba não é proibido —ao contrário do que ainda se imagina fora da ilha. O difícil é ter dinheiro e conseguir que outro país aceite o imigrante.
Meia hora depois, o velho Chevrolet desliza por Habana Vieja. Apesar de trechos escuros e esquinas com montes de lixo, o pedaço histórico e mais turístico da capital não sofre com apagões. São 4:15.
Acordo na hora do almoço e caminho até o Antojos -comida de primeira, preços de Itaim Bibi e cerveja Bucanero envolvida em uma página do Granma, o jornal oficial do Partido Comunista Cubano. Pelas ruas, noto a beleza decadente dos casarões erguidos no período colonial ou nas décadas anteriores à Revolução.
É domingo. Muita gente nas calçadas, poucos carros e nenhum turista.
Passo em frente ao Gran Manzana Kempinski, símbolo do fôlego turístico na década passada. “Fechou em janeiro”, diz a vendedora de uma loja anexa ao hotel. “Minhas vendas despencaram.”
Entro na Plaza Vieja, brinco arquitetônico de 1559. Converso com Carlos*, cantor que coloca os fregueses de uma cervejaria para dançar.
“Há problemas em todos os países. Suíça, Dinamarca, Kosovo… Em Cuba não é diferente. Cabe a nós resolvermos. Aqui não existe violência. Temos que agradecer.”
Outro músico rebate: “Que venham os americanos. É nossa única esperança. Fora de Havana não há luz. As pessoas estão passando fome. E não podemos protestar. Há jovens presos porque foram se manifestar. Podemos no máximo fazer um panelaço”.
Vou jantar no El Floridita, bar celebrizado por Ernest Hemingway. Peço seu daiquiri preferido e um prato com peixe chamado “El Viejo y el Mar”. Uma banda toca divinamente as mais saborosas músicas cubanas para apenas dois turistas.
. . .
(Fonte: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2026/05/23/diario-de-cuba-uma-semana-na-rotina-de-apagoes-e-escassez-da-ilha.htm)
O paraiso PeTezuelano definhando,
como ocorre em tudo que a
corja vermelha mete a mão (2)
“Diário de Cuba:
uma semana na rotina de apagões e escassez da ilha”
(Henrique Skujis, Colaboração para o UOL, em Havana (Cuba), 23/05/26)
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> Dia 2: chip contra fome e sinais de ruína
Começo o dia em busca de um lugar para trocar dinheiro. Chego à casa de Juan*. Desde 2021, o dólar disparou de 100 para 500 pesos. Enquanto conta as notas, ele lamenta as consequências do bloqueio econômico imposto à ilha.
“Quem fica no escuro? O povo. Quem fica sem gasolina e sem transporte? O povo. Quem fica sem os empregos do turismo? O povo.”
Vou à sede da Etecsa atrás de um chip para o celular. Há uma pequena fila na porta da estatal de telefonia. “Lá dentro [o chip] é 25 [dólares] e dura uma semana. Comigo, é 20 e vale por um ano.”
Desconfio, claro. “Lá dentro, o dinheiro vai para o governo. Aqui, você ajuda a minha família a comer.” Compro o chip com ele.
Entro na livraria Victoria, um amontoado de preciosidades dos idos da revolução. Edições cubanas antigas de “A História” me absolverá, máquinas Rolleiflex, broches soviéticos… Sigo até outra livraria, a icônica La Moderna Poesía.
Nacionalizada, tornou-se ponto de lançamento de obras estatais. Está completamente abandonada. Na mesma situação, encontro o edifício Bacardi, sede da fabricante de rum entre 1930 e 1960, hoje cercado por tapumes.
Dobro à esquerda. Um mercado popular vende legumes: pimentão, pepino, alface e batatas. O quilo de qualquer um sai por 40 centavos de dólar.
Atravesso a rua e tomo o primeiro mojito do dia no Callejón, bar repleto de apetrechos de times de futebol, inclusive um adesivo do Juventus da Mooca. Juan divide o balcão comigo.
Largou a carreira de professor e hoje é açougueiro. Quer mudança imediata, mas sem intervenção externa. Não vai para Guiana, onde mora a irmã, por falta de dinheiro e porque toma conta de um idoso em estado terminal.
Sigo para El Malecón. Os prédios da orla parecem prestes a ruir. Os poucos ônibus passam cheios. Crianças pulam nas águas do Estreito da Flórida.
Chego ao Hotel Nacional. Uma tela anuncia: “Quarto duplo: de 360 por 80 dólares”. Ouço um piano. É Frank Fernández, tocando no jardim.
Ali do lado, em Vedado, pouquíssimos carros, pouquíssimas pessoas. No cine Yara, o letreiro anuncia “Nora”, filme nacional sobre agentes cubanos infiltrados em grupos anticastristas em Miami.
Decido tomar um mojito na La Bodeguita del Medio. As mesas do fundo estão às moscas, mas o salão da entrada ferve ao som de uma banda.
. . .
(Fonte: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2026/05/23/diario-de-cuba-uma-semana-na-rotina-de-apagoes-e-escassez-da-ilha.htm)
O paraiso PeTezuelano definhando,
como ocorre em tudo que a
corja vermelha mete a mão (3)
“Diário de Cuba:
uma semana na rotina de apagões e escassez da ilha”
(Henrique Skujis, Colaboração para o UOL, em Havana (Cuba), 23/05/26)
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> Dia 3: charretes, escuridão e energia nuclear
Vou para Trinidad, a 350 quilômetros de Havana, principal polo turístico do país fora da capital — uma espécie de Paraty cubana, de ruas de pedra e economia dependente dos visitantes.
A Autopista Nacional 1, principal estrada de Cuba, está deserta. Vejo mais carroças puxadas por cavalos do que caminhões.
Construída nos anos 1970, sob Fidel Castro, tem o asfalto gasto, mas poucos buracos. A vegetação invade o acostamento. Graças a um painel solar, a casa onde me hospedo tem energia 24 horas – mas não suficiente para o ar-condicionado.
“E não ligue os dois ventiladores ao mesmo tempo”, pede a anfitriã.
Depois de almoçar no Los Conspiradores, entro em um casarão da Plaza Mayor, onde funciona uma galeria de arte. Puxo conversa com três senhoras.
Pergunto sobre o sumiço dos viajantes em uma cidade que depende do turismo.
“A vida está dura, mas somos cubanas. Assim vivemos. Lutando”, diz uma. “Tenho familiares na Espanha. Vivo com o dinheiro que mandam”, diz a segunda. “Tem que haver uma mudança, ninguém discorda. Mas que não venham nos invadir. Vão se arrepender”, arremata a outra.
Enquanto assisto à criançada voltando da escola, encontro Alberto, guia de turismo. Entramos na franquia local da Bodeguita del Medio. Alberto é bacharel em russo e inglês.
Filho de um médico do Movimento 26 de Julho, morou na Ucrânia nos anos 1980 como intérprete dos engenheiros do programa nuclear cubano. Segue com a revolução.
“Independentemente dos erros que podemos ter cometido, o bloqueio é a base da falta de desenvolvimento econômico em Cuba.” Com o turismo parado, passou a criar porcos no quintal.
“As pessoas nos criticam, mas é preciso lembrar: aqui não há analfabetismo, a educação é gratuita, não há drogas, não há violência. Meu filho de nove anos sai na rua sem medo.”
Anoitece e a Bodeguita fica totalmente às escuras. Com a lanterna do celular iluminando as ruas de paralelepípedo, sigo para a Casa de la Música.
O local está um breu. Só cinco entre as dezenas de mesas estão ocupadas. Mas a música não para.
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(Fonte: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2026/05/23/diario-de-cuba-uma-semana-na-rotina-de-apagoes-e-escassez-da-ilha.htm)
O paraiso PeTezuelano definhando,
como ocorre em tudo que a
corja vermelha mete a mão (4)
“Diário de Cuba:
uma semana na rotina de apagões e escassez da ilha”
(Henrique Skujis, Colaboração para o UOL, em Havana (Cuba), 23/05/26)
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> Dia 4: ônibus exclusivo e Caribe para nove
O mar do Caribe fica a 12 quilômetros de Trinidad. Apesar do colapso do turismo, três vezes ao dia um ônibus sai da cidade com destino ao litoral. Não um ônibus acanhado, mas um de dois andares, para 70, 80 pessoas. Vamos apenas a cobradora, o motorista e eu.
Em menos de meia hora, chegamos à Playa Ancón. Areia branca, mar transparente, coqueiros, espreguiçadeiras, restaurantes com comida fresca. Caminho pela praia de quatro quilômetros e encontro nove turistas.
“Não conheço outro país tão fascinante”, diz uma espanhola. “Fechamos a viagem antes da crise energética e resolvemos não desmarcar”, completa seu marido.
Passo em frente ao Ancón, hotel de estética soviética com mais de 300 quartos erguido pelos russos nos anos 1980. Desde janeiro está fechado. Peço ao segurança para conhecer a piscina.
“Cuidamos dela todos os dias. Quando os turistas voltarem, vai estar linda”, sonha Ramon.
“É uma pena o que estamos vivendo. Um país que não aceita nossa felicidade porque somos um país comunista. Que nossa elite política pare de tampar o sol com o dedo e faça as mudanças estruturais necessárias, mas que caia o bloqueio.”
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(Fonte: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2026/05/23/diario-de-cuba-uma-semana-na-rotina-de-apagoes-e-escassez-da-ilha.htm)
O paraiso PeTezuelano definhando,
como ocorre em tudo que a
corja vermelha mete a mão (5)
“Diário de Cuba:
uma semana na rotina de apagões e escassez da ilha”
(Henrique Skujis, Colaboração para o UOL, em Havana (Cuba), 23/05/26)
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> Dia 5: pane seca e gasolina clandestina
Às 9h, saio de Trinidad rumo a Havana. Chamam a atenção os painéis solares na beira da Autopista Nacional 1. Desde 2023, já sob apagões, Cuba passou a investir nesse tipo de energia. A pouco mais de cem quilômetros da capital, a van rateia.
Antes da pane seca, o motorista encosta e atravessa a estrada até um posto. De longe, faz sinal de negativo.
Desde a captura de Nicolás Maduro, em janeiro, os Estados Unidos cortaram o envio de petróleo venezuelano para Cuba. Um carregamento russo no fim de março atenuou o problema por pouco tempo.
Para conseguir gasolina, é preciso entrar em uma fila virtual no aplicativo El Ticket. A escassez alimentou um mercado paralelo, com o litro entre US$ 8 e US$ 10.
O motorista negocia com um rapaz. Os dois entram em uma casa e voltam com um galão. Seguimos devagar, poupando o que resta no tanque.
Na chegada a Havana, passamos por bairros da periferia. Entre conjuntos de traço soviético, o comércio resiste, crianças voltam da escola, o lixo se acumula.
A vida continua. Seis horas depois, chego ao hotel
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(Fonte: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2026/05/23/diario-de-cuba-uma-semana-na-rotina-de-apagoes-e-escassez-da-ilha.htm)
O paraiso PeTezuelano definhando,
como ocorre em tudo que a
corja vermelha mete a mão! (6)
“Diário de Cuba:
uma semana na rotina de apagões e escassez da ilha”
(Henrique Skujis, Colaboração para o UOL, em Havana (Cuba), 23/05/26)
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> Dia 6: as mipymes, atletas em ação e uma fábrica de arte
Entro em uma mipyme, como são chamadas as pequenas empresas privadas legalizadas desde 2021. O pequeno mercado tem as prateleiras cheias. A despeito do embargo e do anêmico setor industrial cubano, não há escassez.
O que falta é poder de compra. Um tubo de pasta de dente vale 600 pesos.
Muitos produtos à venda vêm dos Estados Unidos. Reformas recentes passaram a permitir certos tipos de importação.
“Mas sempre com a intermediação de empresas estatais. É preciso pagar taxas. O processo é burocrático e lento”, reclama a gerente da mypime onde compro uma TuKola. “Por isso, nem tudo é feito por cima do pano.”
Entro no táxi de Javier, um senhor de 75 anos que lutou em Angola e foi do corpo diplomático nos anos 1980. O taxista conseguiu gasolina com um amigo contemplado pelo El Ticket. Javier mora em Alamar. Pegamos o túnel construído antes da revolução.
Está iluminado. Javier encosta o carro na Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, onde prestou serviço militar.
Diante dos destroços de um avião abatido na invasão da Baía dos Porcos, o chofer solta:
“Os Estados Unidos foram pouco inteligentes com Cuba. Quando triunfou a revolução, eles estavam aqui dentro, poderiam ter ficado. Mas começaram a tentar asfixiar nossa economia. Fidel reagiu com medidas muito fortes. Nunca mais foram capazes de fazer as pazes.”
Havia dois meses que Javier não trabalhava. Para sustentar a família, precisou vender a televisão, o computador e a furadeira. Tenta me vender uma câmera.
Convalescendo de dois AVCs, sua mulher já não consegue os remédios de forma gratuita nos hospitais. “Como produzir medicamento se não nos dão acesso à matéria-prima?”
Alamar é uma sucessão de prédios no estilo soviético. Passamos pelos antigos alojamentos dos atletas dos Jogos Pan-Americanos de 1991.
“Ajudei com essas mãos a construir tudo isso”, diz Javier. “Milhares de cubanos vinham ajudar nas obras. Nos sentíamos comprometidos.”
Paramos diante do Estadio Panamericano. Na pista, sob um cartaz de Che Guevara, dois atletas treinam.
Na última noite em Havana, vou conhecer a Fábrica de Arte Cubano (FAC). Um galpão foi transformado em centro de arte contemporânea.
Em uma mesma noite, o local oferece dança, teatro, fotografia, aula de salsa, apresentações de DJs e um show de rap.
O tom político aparece nas letras. Mas de leve.
*A pedido, os nomes dos entrevistados foram trocados.
(Fonte: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2026/05/23/diario-de-cuba-uma-semana-na-rotina-de-apagoes-e-escassez-da-ilha.htm)
Aclive ou declive?
Côncavo ou convexo?
– Depende do ponto de vista!
“Contra o crédito”
Ministro da Fazenda do governo JK, José Maria Alkmin andava preocupado com a escalada da inflação e decidiu adotar medidas para combatê-la.
Fez mais: iniciou uma campanha contra o crediário, para ele, inflacionário.
A Associação Comercial do Rio de Janeiro não gostou, claro, queixando-se ao presidente.
JK convocou Alkmin, que logo se explicou:
– “Mas, presidente, a minha campanha é contra as compras a prestação e não contra as vendas…”
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 23/05/26)
A própria palavra
ilustra a sigla:
corruPTos!!!
“Estranha tara”
Segundo o senador Sergio Moro (PL-PR), os diversos escândalos das eras petistas só teriam uma explicação:
– “O PT tem fetiche por corrupção! Só isso explica a sucessão de escândalos dos governos Lula”.
(Coluna CH, DP, 23/05/26)
O númeo de sacolas
não é o problema. . .
“Menos por mais”
Rogério Marinho (PL-RN) alertou que as promessas vendidas por Lula não chegaram ao bolso da população:
– “O povo vai ao supermercado e volta com menos sacolas”, destacou o líder da oposição no Senado.
(Coluna CH, DP, 23/05/26)
O problema é menos
conteúdo nelas!!!
Assim sendo, os próximos à irem para a Itália
em busca daquela Justiça, serão os
integrantes da famiglia bolsonaro?
“Justiça italiana derrota governo Lula e STF ao reconhecer perseguição a Zambelli”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 23/05/26)
Os seis juízes da Corte de Cassação, última instância judicial da Itália, negaram a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A Corte reconheceu, de forma explícita, os argumentos centrais da defesa: Zambelli é vítima de perseguição política no Brasil. Isso representa duro revés para o governo Lula (PT) e o ministro do STF Alexandre de Moraes, principal artífice das acusações. A prisão de Zambelli virou teste internacional sobre a credibilidade do Judiciário brasileiro. Perdeu, mané.
Constrangedor
A decisão italiana expõe, com clareza, o que vem sendo denunciado há anos: a judicialização da política e a politização da Justiça no Brasil.
Criminalização
Os juízes negaram extradição e validaram a alegação de que, no Brasil, dissidência política é criminalizada pelo aparato repressivo do Estado.
Perseguir não pode
Contaminar justiça com política viola princípios fundamentais do direito internacional que impedem extraditar em caso de “persecuzione politica”.
Cantando a bola
Recebeu tratamento de precedente incômodo o governo e STF insistirem em classificar opositores como “golpistas” ou “ameaças à democracia”.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/justica-italiana-derrota-governo-lula-e-stf-ao-reconhecer-perseguicao-a-zambelli)
“Injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à Justiça em todo lugar” (*)
(*) Essa é uma das citações mais célebres da história dos direitos civis, escrita por Martin Luther King Jr. em 1963. A frase destaca a interdependência da sociedade: quando toleramos a opressão ou a violação de direitos em um único local, criamos um precedente perigoso que enfraquece a justiça de forma global.
. . .
+em: https://share.google/aimode/yOm0GWoxdsFEx0e8d
Bem-Te-Vi,
li & repliqui:
“A única pessoa que vai lembrar que voce trabalhou até tarde é o seu filho”
(Mari Torres no LinkedIn)
“A Tixa de hoje vai ser sobre Eduardo Fischer, o candidato a marqueteiro do Flavitcho. (Tá bom, tá bom, no final tem umas curtas sobre Zambelli e Datafolha.) Fischer é só candidato a marqueteiro porque ele diz que não é “ainda” o marqueteiro. Mas a história é boa. Fischer é um publicitário que ficou conhecido pelo Ronaldo Fenômeno levantando o dedo e fazendo o número 1 depois de cada gol, em referência à Brahma. Mas no mundo dos negócios, sua história foi um castelo de areia. Publicamos a reportagem de Josette Goulart na nossa vertical de marketing e você pode ler por aqui”: (*)
“Os equestres”
“éNoiteNaCidade”, 22 mai 2026, TixaNews, MAI 23″
(https://www.tixanews.com.br/newsletter/)
Curtas bem curtas:
> Datafolha: Flavitcho, mas devagar
A treta é a seguinte. Uma semana atrás, era empate técnico. Hoje, o Datafolha coloca Lula nove pontos na frente de Flavitcho — 40% a 31% — e o petista também abre no segundo turno, 47% a 43%. O caso do filme Dark Horse fez o que fez: 64% dos entrevistados disseram que o senador “agiu mal” ao pedir dinheiro para Vorcaro bancar a produção sobre o pai. Primeiro turno da novela, encerrado. Michelle aparece como plano B do PL no segundo turno: perde por cinco pontos para Lula. A rejeição de ambos, PT e família, segue nas alturas. A polarização agradece. (Valdemar Voldemort que lute.)
> Cenas de uma Extradição (Mal-Sucedida)
Carla Zambelli estava presa na Itália desde julho do ano passado. Aí, nessa sexta, a Suprema Corte de Cassação de Roma — última instância da Justiça italiana — anulou a extradição ao Brasil e mandou soltá-la imediatamente. Para os perdidos. Ela foi condenada a 10 anos pelo STF por supostamente ter mandado o hacker Delgatti invadir o sistema do CNJ e fabricar um mandado de prisão falso contra o supremo Xandão. Fugiu antes de ser presa, virou foragida, entrou na lista vermelha da Interpol e acabou detida em Roma em julho. Agora o caso vai para o ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, que tem 45 dias para decidir se extradita ou não. Enquanto isso, Zambelli gravou um vídeo livre dedicando a vitória a Deus. Xandão que lute.
> O Banqueiro Troca de Advogado (De Novo)
Vorcaro dispensou o criminalista Juca, o José Luis Oliveira Lima, depois de menos de três meses. Motivo: a proposta de delação que a equipe entregou foi considerada “insuficiente” e “seletiva” pela PF e pela PGR. Em outras palavras: o banqueiro estava omitindo o que os investigadores já sabiam. Além disso, houve uma discussão ríspida entre Juca e o terrivelmente supremo André Mendonça, que avisou que não receberia mais a defesa em seu gabinete. Juca respondeu que recorreria à Segunda Turma. Mendonça não gostou. Adivinha quem saiu?
> Davizinho, Seu Suplente Tá com Problema
A PF indiciou Breno Chaves Pinto, segundo suplente do nosso estrela-mor do Senado, Davi Alcolumbre, pelos crimes de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. A acusação: ele usava sua influência política para indicar cargos no Dnit no Amapá e direcionar licitações para as próprias empresas. São ao menos quatro pregões suspeitos em obras da BR-156, contratos que somam mais de R$ 60 milhões. O Coaf registrou R$ 3 milhões em saques em espécie. Tem conversa com servidor passando print interno do sistema antes da publicação dos editais. Tem reunião em hotel com pendrive. E tem trecho de diálogo em que o superintendente do Dnit pede ao suplente que “pressione” Alcolumbre para liberar empenhos. Davizinho disse que não tem nada com isso. Ahã, claro, claro.
Sextemos, BRASEW!
(*) “A história não contada de Eduardo Fischer”
– Cotado para ser marqueteiro de Flávio Bolsonaro, Fischer mora no Uruguai, diz aos juízes ser aposentado do INSS, é acusado por fundos de ocultar patrimônio e briga com um ex-sócio delator na Lava Jato.
+em: https://josettegoulart.substack.com/p/a-historia-nao-contada-de-eduardo?utm_source=substack&utm_campaign=post_embed&utm_medium=email)
(TRPCE)
“Mapa do poder”
– O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
(Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 22/05/26)
1 – Segundo suplente de Davi Alcolumbre (União-AP), Breno Chaves Pinto foi indiciado pela Polícia Federal em uma investigação que tem como foco suspeitas de fraudes de ao menos R$ 60 milhões em licitações do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Amapá. O presidente do Senado não é investigado no caso e, até o momento, não há registro de participação dele nas suspeitas. Chaves diz que se manifestará após análise de relatório final da PF.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/suplente-de-alcolumbre-e-indiciado-pela-pf-em-investigacao-sobre-fraudes-em-licitacoes-de-r-60-mi.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
2 – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a volta do dono do Banco Master (*), Daniel Vorcaro, a uma cela especial na superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão é vista como uma chance para que o ex-banqueiro evolua nas tratativas para a delação e entregue mais informações. O advogado que negociava o acordo de Vorcaro (**), José Luis Oliveira Lima, deixou a defesa nesta sexta-feira (22).
+em:
(*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/mendonca-autoriza-daniel-vorcaro-a-voltar-para-cela-especial-na-pf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(**) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/advogado-deixa-a-defesa-de-daniel-vorcaro-apos-rejeicao-de-delacao-pela-pf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
3 – Lula afirmou ter se preocupado com a possibilidade de ser destratado em público (*) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que, por isso, pediu que não fosse liberado o acesso à imprensa. A declaração foi dada em entrevista à TV Brasil, vinculada ao governo federal. Na ocasião, o petista também disse que vetará o projeto de lei que permite o disparo em massa (**) de mensagens, inclusive com uso de robôs, em ano eleitoral, caso seja aprovado pelo Congresso.
+em:
(*) https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/05/lula-diz-ter-se-preocupado-com-possibilidade-de-ser-destratado-por-trump.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(**) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/lula-diz-que-vetara-projeto-que-abre-brecha-para-disparos-em-massa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
Na Esplanada… O governo Lula vai fixar a subvenção à gasolina (*) em R$ 0,44 por litro, valor considerado suficiente pela equipe econômica para amortecer o choque de preços sobre o combustível decorrente dos efeitos da guerra no Irã. O custo deve ser de R$ 1,2 bilhão por mês. O anúncio foi feito pelo ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) durante entrevista a jornalistas em que foi informado um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões (**) em gastos no Orçamento de 2026.
+em:
(*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/governo-lula-vai-fixar-subvencao-a-gasolina-em-r-044-por-litro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(**) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/governo-lula-congela-r-221-bi-no-orcamento-para-reduzir-fila-do-inss-as-vesperas-da-eleicao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(TRPCE)
Todo mundo viu,
só os obcecados não!
“Lula ganha fôlego contra Flávio”
(Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 22/05/26)
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) mostra que o presidente Lula (PT) retomou a dianteira na disputa presidencial (*) e ampliou de 3 para 9 pontos sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno após o escândalo que revelou ligações do pré-candidato do PL com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O petista registra 40% das intenções de voto contra 31% do bolsonarista.
No segundo turno, o empate entre os dois, com 45% cada, agora virou uma vantagem de 47% a 43% para Lula sobre Flávio.
Os dois seguem isolados na disputa, com os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD, 4%) e Romeu Zema (Novo, 3%) empatados com Renan Santos (Missão, 3%) e Samara Martins (UP, 3%).
Cogitada como um nome para substituir Flávio em caso de desistência, Michelle Bolsonaro (PL) tem desempenho semelhante ao do senador numa hipotética disputa direta contra Lula: 43% da ex-primeira-dama contra 48% do atual presidente.
À Folha, integrantes da pré-campanha de Flávio minimizaram a queda nas intenções de voto do senador (**) e apontaram que o resultado foi melhor que o esperado após a divulgação dos áudios em que o senador pede dinheiro a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na avaliação dos aliados, os votos do candidato do PL migram majoritariamente para nomes da direita, o que indicaria que o eleitorado voltaria para Flávio no segundo turno.
O entorno de Lula também esperava uma queda maior de Flávio, mas aposta que a tendência é que o desgaste à imagem do senador aumente. Petistas dizem, por exemplo, que o escândalo envolvendo o bolsonarista deve afastar o centrão. Os governistas agora avaliam ser necessário diminuir a rejeição a Lula e apostam na visibilidade da campanha na televisão e também no impacto de entregas da gestão para manter a melhora do desempenho contra o filho de Bolsonaro.
+em:
(*) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/datafolha-lula-abre-vantagem-sobre-flavio-apos-dark-horse.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(**) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/datafolha-equipe-de-flavio-minimiza-efeito-dark-horse-aliados-de-lula-esperavam-impacto-maior.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
Tudo indica que. . .
nas próximas pesquisas,
não haverá 2º turno!
“Terno na mão, calcinha no chão: after de prefeitos no DF é regado a sacanagem luxuosa”
– A coluna Na Mira acompanhou duas madrugadas de sedução, cifrões elevados e nova engenharia logística no mercado do “sexo premium” no DF.
(Carlos Carone, Metrópoles, 22/05/26)
A rigidez dos protocolos, o nó apertado da gravata e as exaustivas discussões orçamentárias que mobilizam mais de 15 mil gestores municipais, entre prefeitos, vereadores e secretários, têm hora exata para terminar na capital da República.
Quando o sol se põe atrás da arquitetura de Niemeyer e as agendas oficiais da 27ª Marcha dos Prefeitos se encerram (*), o Poder Executivo municipal do Brasil se despe das formalidades. É na madrugada brasiliense que o verdadeiro “orçamento secreto” ganha vida, regado a espumante, fendas provocantes e transações envolvendo altos valores.
Durante duas madrugadas consecutivas, a coluna Na Mira infiltrou-se na engrenagem que movimenta o mercado sacana da “prostituição premium” para acompanhar a árdua, porém luxuosa, peregrinação das comitivas em busca de sexo rápido, de alta qualidade e que pode custar alguns milhares de reais por poucas horas.
O que se viu foi uma mudança radical no comportamento, tanto das garotas de programa de luxo quanto dos clientes que comandam os municípios espalhados pelo país.
O novo esquema afastou o clichê dos ambientes enfumaçados e escondidos pela escuridão, antes iluminados apenas pelo neon purpurinado das boates de entretenimento adulto. Neste ano, ocorreu uma mudança curiosa na dinâmica e na logística das noitadas calientes. Os prefeitos passaram a negociar os programas em locais públicos, ou melhor, sobre as mesas reluzentes de ambientes bem menos discretos.
Abordagens diretas
Os restaurantes sofisticados à beira do Lago Paranoá se transformaram no principal palco da diversão e da caça. De olho nos cachês polpudos injetados pelas comitivas, muitas garotas de programa abandonaram temporariamente o pole dance tradicional para investir pesado nas abordagens diretas nas portas e varandas desses estabelecimentos, transformados em verdadeiros pontos de prostituição de alto nível.
“Oi, vocês estão querendo companhia? Vamos sentar e tomar alguma coisa?” – as duas perguntas se repetiram como um mantra no início da noite, na porta de um badalado restaurante à margem do lago, e a coluna monitorou o movimento de forma estritamente discreta.
A estratégia das profissionais se dividiu em duas frentes estéticas claras: a primeira delas é a linha “executiva comportada”, em que algumas garotas vestiam calças de alfaiataria e blusas sem decotes pronunciados. Camuflavam-se com facilidade cirúrgica entre turistas e jantares de negócios, misturando-se ao público tradicional sem chamar a atenção de olhares curiosos ou de fotógrafos locais.
Sedução explícita
A segunda vertente ficava por conta da linha de “sedução explícita”. Outras meninas apostavam no magnetismo clássico com vestidos ultrajustos, saias curtas e fendas provocantes que desafiavam o vento frio tão comum às margens do Paranoá.
Sozinhas ou em duplas, elas circulavam com desenvoltura entre as mesas. O sinal verde do desfecho dos negócios, o esperado “final feliz”, dava-se quando casais recém-formados deixavam o local de mãos dadas, caminhando sem pressa em direção aos sedãs pretos e SUVs alugados nos estacionamentos.
A logística ganhou o reforço de cúmplices internos. Garçons estrategicamente posicionados operam como pontes de ligação. Em troca de “caixinhas” generosas (gorjetas em dinheiro vivo), eles identificam integrantes de comitivas sentados em mesas mais afastadas ou discretas e fazem a apresentação sutil das garotas, agilizando o flerte e garantindo que o dinheiro circule rapidamente.
Pix dos R$ 100
Enquanto o Lago Paranoá sediava o flerte gastronômico, o Setor de Indústrias Gráficas (SIG) fervilhava sob uma engenharia de tráfego agressiva e altamente lucrativa. Uma conhecida boate de prostituição de luxo da região revolucionou a captação de clientes nesta edição da marcha. A casa passou a pagar “R$ 100 por cabeça” para cada motorista de aplicativo que levasse passageiros que efetivamente entrassem no estabelecimento.
A estratégia fez a boate “bombar”. Se um motorista desembarcasse no local com uma comitiva de cinco prefeitos ou secretários, embolsava instantaneamente R$ 500 via Pix. O incentivo financeiro gerou corrida do ouro entre os condutores da capital. Uma espécie de “manual de etiqueta e abordagem” começou a circular intensamente em grupos fechados de WhatsApp de motoristas de app, detalhando o passo a passo para seduzir político de alto escalão sem espantá-lo.
Manual de abordagem (ver no link da matéria, abaixo)
A coluna teve acesso às diretrizes compartilhadas entre os motoristas de aplicativo para pescar os clientes da Marcha dos Prefeitos. O foco central? Sofisticação, discrição e promessa de privacidade absoluta.
1. Identificar a janela de oportunidade
O manual orienta a não forçar o diálogo. O motorista deve avaliar se o passageiro está sociável. Puxa-se o assunto naturalmente com ganchos cotidianos: “Vai curtir a semana ou veio só a trabalho?” ou “O movimento de festas está grande hoje, né?”. Se o cliente morder a isca e disser que procura exclusividade ou descanso pós-evento, a rota começa a ser traçada.
2. Indicação indireta (retirando a pressão)
Em vez de sugerir o programa diretamente, o motorista “vende” a reputação do ambiente: “Se o senhor curte shows de pole dance e um ambiente selecionado, tem uma casa noturna excelente. Vale a pena conhecer, é considerada a melhor de Brasília”.
3. Verniz do “networking” e business
Para atrair o público de alto escalão, que valoriza a discrição, o ambiente é pintado como um reduto de negócios descontraídos:
“O ambiente é super reservado, costuma frequentar muito o pessoal do meio empresarial e corporativo, políticos que querem fazer um networking mais descontraído e relaxar assistindo a shows de modelos jovens a cada 10 minutos”.
Vende-se a segurança de que o político não será visto por opositores: “Muitos passageiros do seu perfil elogiam a estrutura, tem camarotes privativos para quem busca total discrição e fica a menos de 5 minutos do Setor Hoteleiro”.
4. Hora de recuar
O código de conduta dos motoristas também exige prudência. Diante de respostas curtas (“sim”, “não”), uso de fones de ouvido ou olhar fixo para a janela, a orientação é o silêncio imediato. Afinal, no jogo do poder e do prazer na capital federal, o silêncio ainda é a mercadoria mais cara de todas.
A 27ª Marcha dos Prefeitos caminha para o seu encerramento oficial nas tribunas e nos auditórios, mas, nas esquinas douradas de Brasília, os acordos firmados entre lençóis e taças de cristal continuarão ecoando nos bastidores do poder municipal por muito tempo.
(Fonte: https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/terno-na-mao-calcinha-no-chao-after-de-prefeitos-no-df-e-regado-a-sacanagem-luxuosa)
(*) Políticos caem na putaria em boate após evento no DF: “Vai, prefeito””
– Alvoroçada, a tropa de pelo menos 50 garotas de programa dava tudo para chamar a atenção de prefeitos e suas comitivas: “Hora de faturar”.
+em: https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/politicos-caem-na-putaria-em-boate-apos-evento-no-df-vai-prefeito
“O Dark Horse é um asno com DNA dos Bolsonaro”
– O Dark Horse é um Dark Donkey, um asno com DNA dos Bolsonaro. Jair poderia ter um laivo de espírito público e tirar o seu asninho da chuva.
(Mario Sabino, Metrópoles, 22/05/26)
O Dark Horse é um Dark Donkey, um asno com DNA dos Bolsonaro.
Como é que Flávio (*) pôde acreditar que poderia ser lançado candidato à presidência da República com tamanho rabo preso ao meliante da vez, perpetrador da maior fraude financeira da história brasileira?
Ele achou mesmo que não viriam à tona o seu áudio para Daniel Vorcaro (**), a visita dele ao sujeito, em São Paulo, as mensagens trocadas entre o suposto banqueiro e o suposto ator Mario Frias?
Agora, Flávio diz que “não tem nada a esconder”, frase que, na boca do rapaz, significa um grande problema.
A imprensa está seguindo o dinheiro, como deve ser. Tem-se a história desse policial militar, André Porciúncula, suposto dono de uma casa no Texas, comprada por meio de um trust administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. Advogado que, ora veja só, administra também o fundo Havengate, no qual foi despejada parte dos R$ 61 milhões desembolsados por Vorcaro para a produção de Dark Horse.
A casa fica em Arlington, perto de Dallas, na mesma região onde mora Eduardo Bolsonaro, em endereço que permanece desconhecido, de onde a suspeita de que Porciúncula, ex-policial militar sem patrimônio declarado suficiente para a aquisição da casa, seria apenas o dono de fachada de um imóvel que, na verdade, pertenceria a Eduardo.
Em outra ponta, o suposto ator Mario Frias, que interpreta atualmente o papel de deputado federal, é investigado pelo ubíquo STF por suspeita de ter repassado dinheiro de emendas parlamentares, R$ 2 milhões, a uma ONG ligada à produção de Dark Horse.
Todas as triangulações espertas conhecidas até o momento, e mais ações patrióticas devem vir à tona, são de uma sofisticação comparável à das rachadinhas, que os Bolsonaro também acreditavam que permaneceriam invisíveis à imprensa e aos adversários políticos.
O pai de todos, Jair, poderia ter um laivo de espírito público e tirar o seu cavalinho da chuva. Quer dizer, o seu asninho. Talvez ele não veja isso como favor a si próprio, mas seria um enorme serviço à metade do país que prefere que Lula (***) não seja reeleito.
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-dark-horse-e-um-asno-com-dna-dos-bolsonaro)
(*) “A direita tem alternativa a Flávio: Ronaldo Caiado, da centro-direitona”
– Caiado é o melhor nome disponível para substituir Flávio. Mas sem a impostura de vendê-lo como candidato dessa fantasmagórica “terceira via”.
+em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/a-direita-tem-alternativa-a-flavio-ronaldo-caiado-da-centro-direitona
(**) “A PF recusa a delação meia-boca de Vorcaro; a PGR não”
– Ao contrário da PF, a PGR do senhor Paulo Gonet parece ter concepção diferente, até mesmo inovadora, do instituto da colaboração premiada.
+em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/a-pf-recusa-a-delacao-meia-boca-de-vorcaro-a-pgr-nao
(***) “A direita só perde para Lula se apostar em vendedor de carro desonesto”
– É este o número que mais interessa neste momento, o da rejeição a Lula. Escolha-se um adversário que não seja vendedor de carros desonesto.
+em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/a-direita-so-perde-para-lula-se-apostar-em-vendedor-de-carro-desonesto)
“Lula inventa uma nova categoria de vítima”
– Na visão do petista, em vez de punição, o criminoso precisa de proteção do Estado, seja ele sequestrador, assassino, traficante ou comprador de celular roubado.
(Duda Teixeira, Crusoé, 22/05/26)
O petista, que já foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, nunca entendeu o criminoso como alguém que deliberadamente escolhe fazer algo fora da lei, mas sempre como uma vítima da sociedade.
Na visão distorcida de Lula, em vez de punição, o criminoso precisa de proteção do Estado.
E não importa qual seja o crime em questão, Lula sempre vai defender o seu autor.
Foi assim com os sequestradores do empresário Abilio Diniz, em 1989. Segundo o presidente, eles seriam apenas “dez jovens que cometeram um erro” e, portanto, mereciam sair da cadeia.
Foi assim com o assassino italiano Cesare Battisti, que Lula já chegou a chamar de “escritor”.
Foi assim com os traficantes, em declaração dada no ano passado.
“Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente, os usuários. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, disse Lula.
A vítima da vez de Lula agora são os compradores de celulares roubados.
Em evento no Espírito Santo na quinta, 21, o presidente afirmou que chegou a pensar em obrigar as pessoas que compraram celulares roubados a devolverem o aparelho para a delegacia.
É algo que não tem o menor cabimento. Mesmo assim, Lula pensou que seria capaz de convencer 2,5 milhões de pessoas a fazerem isso.
Mas aí o presidente pensou duas vezes e considerou que ordenar a devolução dos equipamentos adquiridos de maneira ilícita seria cometer uma injustiça, uma vez que muitas dessas pessoas compraram o aparelho de boa-fé, são inocentes ou o fizeram por necessidade.
“Como é que eu vou falar para uma pessoa que comprou por 2 mil reais ou 2,5 mil reais no telefone [roubado] para entregar o seu telefone e não receber nada?”, afirmou o presidente.
“Eu não quero prejudicar a pessoa que inocentemente ou por necessidade comprou. Então, isso me faz ser um pouco mais humano do que apenas um policial”, disse Lula.
Ora, ninguém que tem 2 mil reais para comprar um celular roubado está passando necessidades.
E todo brasileiro que compra um celular por um valor ínfimo e sem nota fiscal tem consciência de que pode estar comprando um produto roubado, talvez até sob uso de violência.
A coisa é ainda pior. Quanto mais gente comprar celular roubado, mais dispostos estarão os ladrões.
Vale lembrar: comprar produto roubado é crime de receptação.
Mas Lula não tem jeito. O presidente tem lado. E não é o da polícia.
(Fonte: https://crusoe.com.br/diario/lula-inventa-uma-nova-categoria-de-vitima/#google_vignette)
Huuummm. . . (1)
“A oposição está mais convencida que nunca de que Lula age para proteger a organização criminosa PCC da classificação de “terrorista”, como deseja o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A prisão da influenciadora lulista Deolane Bezerra, ontem (21), acusada pelo Ministério Publico e a Polícia Civil de ser caixa do PCC e lavar dinheiro sujo, reforçou essa suspeita: “Esse desgoverno é omisso por conveniência”, acusa o deputado Messias Donato (União-ES).”
(Coluna CH, DP, 22/05/26)
Huuummm. . . (2)
“Rodou no Congresso, nesta quinta-feira, o book de fotos de Deolane Bezerra, ao lado de Janja e Lula, que deu até beijinho na testa da influenciadora. Foi presa como caixa do crime organizado.”
(Coluna CH, DP, 22/05/26)
Só pra PenTelhar. . .
Anda, mexe e vira
e “essa gente” aparece
na mesma tira!
Crusoé:
“O voto de chuteiras”
– Seleção brasileira parte para a Copa do Mundo distante do governo e perto da oposição. E mais: As contradições de Flávio e O plano do Centrão.
(Redação O Antagonista, 22/05/26)
O Brasil debate apaixonadamente desde terça-feira, 19, se Carlo Ancelotti acertou ao convocar Neymar Jr. para a Copa do Mundo deste ano, com uma notável omissão: Lula, provavelmente o presidente mais boleiro da história deste país, não deu seu pitaco — e ele dá pitaco sobre tudo.
Em meio à entusiasmada celebração bolsonarista pela convocação do atacante do Santos, notório eleitor e apoiador de Jair Bolsonaro, o petista se limitou a publicar em suas redes sociais nesta semana um post para desejar “Toda a sorte para a Seleção!”, numa mensagem obscurecida por uma série de propagandas dos programas sociais e promessas eleitoreiras de seu governo.
Há um claro desconforto dos governistas em relação à Seleção brasileira, que não é de hoje, mas que na Copa do Mundo deste ano ganha ares de ineditismo pela dinâmica entre lulistas e bolsonaristas.
O deputado federal governista André Janones (Avante-MG) deixou claro o desconforto, xingando Neymar de “vagabundo” e “sem-vergonha”, mas afirmando que vai torcer e vibrar “por cada gol”, porque quer “que ele arrebenta (sic) e que ele traz (sic) o hexa”.
A ciência política se acostumou a levar em conta o desempenho da Seleção brasileira como influência para o humor do eleitor, já que o torneio de seleções ocorre no mesmo ano das eleições majoritárias no país. Mas talvez o escrete nacional nunca tenha partido para a Copa tão distante do governo — e próximo da oposição que tenta vencê-lo nas urnas, diz Rodolfo Borges em “O voto de chuteiras” (*), a reportagem de capa de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na matéria “As contradições de Flávio” (**), Wilson Lima fala sobre a dificuldade do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de convencer até o próprio partido sobre suas relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Master.
Na reportagem “A luta pela sobrevivência dos nanicos” (***), Wal Lima conta como os partidos nanicos transformaram a eleição presidencial de 2026 numa disputa pela própria sobrevivência. Sem musculatura política própria, siglas passaram a buscar nomes conhecidos fora da política.
Em “O plano do Centrão” (****), Guilherme Resck revela que a federação União Progressista, formada por dois dos principais partidos do Centrão, o União Brasil e o Progressistas, deve ficar neutra em relação à disputa presidencial e focar no Congresso.
+em:
(*) https://crusoe.com.br/noticias/o-voto-de-chuteiras/
(**) https://crusoe.com.br/noticias/as-contradicoes-de-flavio/
(***) https://crusoe.com.br/noticias/a-luta-pela-sobrevivencia-dos-nanicos/
(****) https://crusoe.com.br/noticias/o-plano-do-centrao/
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem:
> Wilson Pedroso
(Rejeição silenciosa)
– O cidadão cansou de ser empurrado para o confronto e simplesmente preferiu sair do jogo.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/rejeicao-silenciosa/#google_vignette
> Clarita Maia
(Brasil: exportador e indefeso)
– País mantém relevante base industrial, mas é incapaz de transformar a própria defesa.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/brasil-exportador-e-indefeso/#google_vignette
> Márcio Coimbra
(Diplomacia de coerção)
– O avanço autocrático sobre a ciência e a saúde universal.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/diplomacia-de-coercao/#google_vignette
> Maristela Basso
(A universidade que trocou o ensino pela militância)
– Grevistas da USP programaram uma roda de conversa sobre “o papel da juventude contra o Tarcísio”.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/a-universidade-que-trocou-o-ensino-pela-militancia/#google_vignette
> Josias Teófilo
(As duas memórias da Europa)
– A partir de 1945, o continente dividiu-se em dois mundos. Enquanto um vivia a democracia, o outro lidava com censura e polícia política.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/as-duas-memorias-da-europa/#google_vignette
> Dennys Xavier
(A alma é treinável)
– O sujeito que se torna consciente de seus estados internos, que os observa sem ceder a eles, está, de fato, exercendo um poder aristocrático sobre si mesmo.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/a-alma-e-treinavel/#google_vignette
> Izabela Patriota
(O conto de fadas tradwife)
– Talvez o verdadeiro desconforto dos redpills seja perceber que mulheres finalmente podem escolher. E muitas estão escolhendo não depender deles.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/o-conto-de-fadas-tradwife/#google_vignette
e
> Rodolfo Borges
(O evangelho segundo Neymar Jr.).
– O atacante do Santos parte para sua quarta Copa do Mundo como um salvador da pátria que não acredita no próprio destino.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/o-evangelho-segundo-neymar-jr/#google_vignette
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(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-o-voto-de-chuteiras/#google_vignette)
“Congresso revoga o Axioma de Tiririca”
– ‘Libera geral’ promovido nesta semana por deputados e senadores supera em falta de cerimônia a tentativa de aprovação da PEC da Blindagem
(Por Vera Magalhães, O Globo, 22/05/26)
Em 2010, o humorista e cantor Tiririca explodiu em votos para deputado federal com um slogan justificando sua decisão de entrar para a política: “Pior do que tá, não fica”. Ele se elegeu, se reelegeu e pode-se dizer que a qualidade do trabalho piorou muito — e o artista que começou sua carreira no circo não pode ser responsabilizado por isso, nem pela profecia errada.
A lambança promovida por deputados e senadores nesta rara semana em que resolveram pegar no batente presencialmente supera, em desfaçatez e ousadia, a malfadada jornada pela aprovação da PEC da Blindagem no ano passado. Supera porque, desta vez, o Senado não se sente pressionado a “corrigir” as decisões escandalosas e participa delas ativamente.
Tudo começou com o “Desenrola dos Partidos” iniciado na Câmara em sessão-fantasma, na qual o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não deu as caras para evitar ligar sua imagem à sua obra.
O conjunto aprovado sob a cínica nomenclatura de reforma eleitoral é um “libera geral” de toda e qualquer tentativa que ainda não havia sido revogada de disciplinar minimamente o uso dos cada vez mais generosos recursos públicos que irrigam os fundos partidário e eleitoral.
Num bônus não menos vergonhoso, os deputados retiraram as travas que a Justiça Eleitoral estabeleceu paulatinamente desde 2018 nos disparos automáticos de mensagens no período eleitoral, justamente depois do uso indiscriminado dessas ferramentas para disseminar desinformação por parte da máquina bolsonarista naquela campanha.
O conluio silencioso que levou à inclusão do vale-tudo partidário uniu, e não pela primeira vez em temas dessa natureza corporativista, PT, PL e tudo que está no espectro entre esses dois polos. As exceções ficaram à esquerda e à direita: PSOL e Novo, com suas bancadas diminutas.
Não se passaram dois dias para a segunda paulada desferida pelo Legislativo, com a derrubada dos vetos de Lula a trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 que permitiam repasses e transferências a municípios no período vedado pelas leis Eleitoral e de Responsabilidade Fiscal.
A Lei das Eleições é de 1997 e proíbe repasses voluntários de recursos, inclusive de emendas, nos três meses que antecedem as eleições. Tratava-se de um princípio consagrado até 2022, quando já foi esculhambado pelo governo Bolsonaro com a PEC Kamikaze. Na época, assim como agora, a manobra, considerada inconstitucional dois anos depois pelo STF, teve apoio do PT.
Desta vez, o governo tentou brecar a farra eleitoral, mas o Congresso comandado por Davi Alcolumbre aproveitou a semana em que Brasília está tomada por prefeitos na marcha anual para anunciar sua benesse com dinheiro público. O senador também deverá levar adiante o “libera geral” dos partidos aprovado pela Câmara.
Lula não deverá se envolver para criticar a farra do boi do Congresso, até porque também o Executivo resolveu mandar às favas qualquer comedimento no uso indiscriminado de medidas para tentar aumentar as chances reeleitorais do presidente. No caso específico da LDO, é o tipo de derrubada de veto de que o governo não deve reclamar, porque também ele poderá fazer proselitismo eleitoral fora do prazo legal.
Caberá ao Judiciário, como sempre, dar a palavra final nos dois casos. Mas, com tanto fogo para apagar, será que o Supremo Tribunal Federal comprará mais um contencioso com o Congresso a esta altura do campeonato?
A delação vai-não-vai de Daniel Vorcaro é um tema que fragiliza simultaneamente uma parcela da Corte e cabeças coroadas do Legislativo, inclusive o pré-candidato a presidente do PL, Flávio Bolsonaro. Num cenário em que todos têm interesses próprios e, muitas vezes, coincidentes em jogo, a moralidade eleitoral pode ser relegada ao plano dos temas de menor urgência e relevância.
Com a derrama de dinheiro público sem controle que se aprovou nesta semana, o Axioma de Tiririca nunca pareceu tão anacrônico. A chance de piorar o que já está abaixo da crítica é enorme.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/05/congresso-revoga-o-axioma-de-tiririca.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
“No teatro do Congresso, até Flávio Bolsonaro defende CPI do Master”
– Ao se dizer favorável a investigação, senador ameaça tomar prêmio de Jim Caviezel na categoria pior ator.
(Por Bernardo Mello Franco, O Globo, 22/05/26)
. . .
“No Congresso, a pressão pela instalação da CPI do Master une governo e oposição. Flávio Bolsonaro, em cena teatral, defende a investigação, enquanto Davi Alcolumbre resiste, usando prerrogativas regimentais para não ler os requerimentos. A resistência de Alcolumbre é ligada a um investimento suspeito de R$ 400 milhões pela Amprev. O impasse revela temores no governo sobre possíveis impactos políticos da CPI.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/blogs/bernardo-mello-franco/coluna/2026/05/no-teatro-do-congresso-ate-flavio-bolsonaro-defende-cpi-do-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
“Atualização do Marco Civil da Internet traz perigos”
– Conceito de publicidade enganosa sobre políticas públicas não está bem definido.
(Por Pablo Ortellado, O Globo, 22/05/26)
. . .
“Os decretos que regulamentam a decisão do STF de 2025 sobre o Marco Civil da Internet ampliam preocupantemente o poder do governo sobre o discurso digital. O artigo 16-H obriga plataformas a reportarem praticamente todo tipo de crime ao Executivo, enquanto o 16-N permite à AGU exigir a remoção de publicidade considerada “enganosa” ligada a políticas públicas. Ambos dispositivos, criados por decreto, carecem de clareza e podem impactar a liberdade de expressão.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/opiniao/pablo-ortellado/coluna/2026/05/atualizacao-do-marco-civil-da-internet-traz-perigos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
“O país que queremos:
GLOBO estreia série para debater economia nas eleições; primeiro tema é supersalários”
– Três especialistas refletem sobre a questão dos privilégios no serviço público e defendem propostas para fazer com que o limite constitucional da remuneração dos servidores seja de fato cumprido.
(Por Vinicius Neder — Rio de Janeiro, O Globo, 22/05/26)
Com mais uma eleição presidencial à vista, o economista Fabio Giambiagi propôs, em sua coluna do início do mês no GLOBO, “alimentar o debate sobre os rumos do país com uma agenda de propostas”. Como fez em 2022, Giambiagi elencou dez temas no debate econômico.
E o GLOBO aderiu à ideia: a partir de hoje, na sequência das colunas quinzenais de Giambiagi, vai ampliar a abordagem dos tópicos, trazendo a visão de outros especialistas, de diferentes escolas e linhas teóricas.
Nas próximas semanas, o leitor poderá acompanhar a série de debates nas páginas do GLOBO. Os artigos de Giambiagi são publicados quinzenalmente às sextas-feiras e, uma semana depois, o debate terá outros pesquisadores.
Um dos maiores especialistas em contas públicas do país, autor de livros sobre Previdência e finanças do governo, Giambiagi selecionou os seguintes temas: privilégios, agenda tributária, emendas parlamentares, arcabouço fiscal, salário mínimo, vinculações de saúde e educação, abono salarial, seguro-desemprego, Bolsa Família e a explosão dos benefícios de prestação continuada (BPC).
Na coluna de estreia, o colunista escolheu “a questão dos privilégios” (*), associando o problema a uma “rede de cumplicidades entre categorias da elite do funcionalismo, escritórios jurídicos e grupamentos políticos influentes”.
Para aprofundar a discussão, O GLOBO trouxe
> o cientista político Sérgio Guedes-Reis, da Universidade da Califórnia em San Diego;
> Luciana Zaffalon, diretora-executiva do centro de pesquisas Justa; e
> Jessika Moreira, diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente.
Veja a seguir as visões deles:
> 1) “Vale a pena um projeto de lei geral”
(Luciana Zaffalon, diretora-executiva do centro de pesquisas Justa”
“O Justa analisa os gastos do sistema de Justiça há muito tempo, procurando entender os mecanismos pelos quais os privilégios são criados e mantidos, mais do que apontar os desvios nos supersalários.
Esses mecanismos se espalham pelos estados. Tem estado que gasta 13% de todo o Orçamento com o sistema de Justiça (além do Poder Judiciário, inclui o Ministério Público e a Defensoria Pública). A aplicação desses recursos precisa dizer respeito às eleições estaduais também e deve ser debatida como tema de serviços públicos. Não se trata de enfraquecer o sistema de Justiça. É porque precisamos fortalecê-lo que devemos encarar esse debate.
A independência funcional e orçamentária dos Poderes acabou se convertendo em uma independência corporativa, que serve a interesses corporativos dos funcionários do sistema de Justiça.
No princípio da separação dos Poderes, cabe ao Executivo propor o Orçamento e ao Legislativo, aprová-lo, mas, todos os anos, o Congresso e as assembleias Brasil afora aprovam dispositivos que permitem ao Executivo remanejar gastos sem passar pelo crivo parlamentar. E todos os anos as instituições do sistema de Justiça recebem créditos adicionais.
Os Executivos não podem seguir remanejando os Orçamentos sem passar pelo Legislativo, e as carreiras jurídicas têm que reafirmar um compromisso com a transparência. Os dados devem ser encarados como debate público e não como ofensa pessoal aos funcionários das carreiras jurídicas.
Os supersalários são resultado de um desenho institucional que não funciona. Para que o limite não vire ficção, tem que estar amarrado a princípios norteadores. O artigo 37 da Constituição Federal, a Lei da Transparência (de 2009) e as regras de separação dos Poderes são suficientes, mas o julgamento recente do Supremo Tribunal Federal (STF) alcança só as carreiras jurídicas.
Vale a pena o próximo governo patrocinar um projeto de lei geral, que foque em três princípios: um teto que funcione efetivamente como limite; pagamentos excepcionais têm que ser de fato indenizatórios, e não remuneração disfarçada; e precisa haver critérios rigorosos de transparência.”
> 2) “Um debate inadiável para 2026”
(Jessika Moreira, diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente)
“A eleição presidencial de 2026 é uma oportunidade para recolocar no centro do debate público um tema decisivo para a legitimidade do Estado brasileiro: o combate aos privilégios no serviço público. É essencial que os candidatos tenham propostas efetivas para acabar com o pagamento de supersalários.
Embora menos de 1% dos servidores públicos receba acima do teto constitucional, os impactos são profundos. Estudos do Movimento Pessoas à Frente mostram que 93% dos magistrados e 91,5% dos membros do Ministério Público receberam acima do teto em 2023, com impacto estimado de R$ 20 bilhões aos cofres públicos entre agosto de 2024 e julho de 2025.
O problema não está nos salários-base, mas na multiplicação de auxílios, bônus e penduricalhos que ultrapassam o teto constitucional por serem tratados como verbas indenizatórias. Em muitos casos, benefícios permanentes vêm sendo pagos sem a transparência adequada, ampliando desigualdades no funcionalismo e corroendo a confiança da população nas instituições públicas. Esse cenário contrasta com a realidade da maior parte dos servidores públicos: metade deles ganha até cerca de R$ 4 mil por mês.
O presidente da República que for eleito precisará assumir o compromisso de atuar para resgatar a autoridade do teto constitucional e estabelecer uma política remuneratória justa, transparente e sustentável. Isso passa por regulamentar adequadamente as verbas indenizatórias, ampliar os mecanismos de transparência e impedir pagamentos retroativos.
Por isso, é preciso seguir adiante com os Projetos de Lei 3401/25 e 3328/25, que estão parados na Câmara dos Deputados e têm como objetivo frear o pagamento de penduricalhos. Além disso, a Reforma Administrativa, que se encontra em tramitação no Congresso Nacional, precisa avançar. A proposta tem quase 30% dos itens focados em supersalários e vai na direção certa para eliminar essas regalias.
Combater os privilégios significa proteger a credibilidade do serviço público, valorizar a imensa maioria dos servidores e garantir que os recursos públicos sejam utilizados de forma equilibrada e compatível com as prioridades do país.”
> 3) “Há um conflito crônico de interesses”
(Sérgio Guedes-Reis, cientista político e pesquisador da Universidade da Califórnia em San Diego)
“As persistentes distorções remuneratórias do setor público brasileiro são um problema fiscal, distributivo e institucional. Pelo menos R$ 25 bilhões são gastos por ano com pagamentos acima do teto constitucional, de R$ 46,3 mil mensais. O problema se concentra em uma pequena elite burocrática, sobretudo juízes, membros do Ministério Público e advogados públicos.
A gravidade do quadro aumenta porque a estratégia típica para ultrapassar o teto consiste em transformar remuneração em indenização. Sobre essas parcelas, que correspondem à maior parte dos rendimentos, não incide Imposto de Renda e contribuição previdenciária. Com isso, servidores que recebem perto de R$ 100 mil mensais podem pagar alíquotas efetivas menores do que trabalhadores que ganham um décimo desse valor; bilhões deixam de entrar nos cofres públicos em virtude dessa ‘sonegação branca’.
Há um conflito crônico de interesses: corporações de elite propõem, aprovam, interpretam e fiscalizam regras que regulam seus próprios salários. Com essa arquitetura, discutir a natureza jurídica de cada penduricalho apenas deslocará o problema de uma rubrica para outra.
A reversão do quadro exige reformas estruturais. Primeiro, criar uma instância independente de governança remuneratória, formada por especialistas e técnicos sem vínculos com as carreiras beneficiadas, com competência para propor parâmetros gerais, monitorar o teto e recomendar sanções.
Segundo, resgatar a autoridade do teto, superando a falsa dicotomia entre remuneração e indenização. Tudo o que representa acréscimo patrimonial regular deve estar sujeito ao limite, sem exceções. Também é necessário alinhar as remunerações das elites burocráticas à realidade brasileira e aos padrões internacionais. O teto não é baixo; baixo é o salário da maioria dos servidores e da população que financia o Estado.
Terceiro, punir desvios. Sem responsabilização, há incentivo para que novas carreiras busquem seus próprios atalhos. O pagamento de penduricalhos sem base legal deve gerar consequências para órgãos e gestores. Também é indispensável vedar fundos, honorários e mecanismos que carimbem receitas públicas para fins remuneratórios fora do Orçamento.
O enfrentamento dos supersalários exige uma ampla coalizão em defesa da alocação dos recursos públicos para endereçar os problemas mais crônicos, e não para melhorar ainda mais a vida de quem já está no topo.”
(Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/especial/o-pais-que-queremos-globo-estreia-serie-para-debater-economia-nas-eleicoes-primeiro-tema-e-supersalarios.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
(*) “Agenda 2027: combate aos privilégios”
– É impossível controlar o gasto sem que parte do sacrifício incida sobre setores de maior renda, como diria Élio Gaspari, o ‘andar de cima’.
+em: https://oglobo.globo.com/economia/fabio-giambiagi/coluna/2026/05/agenda-2027-combate-aos-privilegios.ghtml
“Hoje fomos pegos de surpresa com tantas coisas que nem sei por onde começo. Flavitcho Bolsonaro falando em inglês para jornalistas brasileiros no meio do Congresso Nacional para dizer que ele não pediu encontro com Trump, depois que seus assessores espalharam que ele vai se encontrar com Trump na próxima semana, nos Estados Unidos. O Ciro Nogueira, que está enroscado até o pescoço com Vorcaro, dizendo que Flavitcho tem que ser investigado no caso do Dark Horse com o banqueiro e ser punido exemplarmente se tiver culpa. O Flavitcho fingindo que quer uma CPI do Master, só porque sabe que Alcolumbre não vai pautar. Socorro, BRASEW.”
“Encontro com Trump?”
“éNoiteNaCidade”, 21 mai 2026, TixaNews, MAI 22″
(https://www.tixanews.com.br/newsletter/)
A treta é a seguinte. Acordamos hoje com a notícia em todos os sites de que Flavitcho Bolsonaro foi convidado para visitar Trump nos Estados Unidos. Oi? Aí o senador encontrou jornalistas e respondeu em inglês dizendo que era para o Lula não entender. E quem não entendeu? O brasileiro. O Trump vai resolver o que exatamente da sua situation, Mr. Flavitcho?
E algumas dúvidas importantes: Flavitcho vai fazer o que nos Estados Unidos? Visitar o Trump ou morar com Dudu Bolsonaro? Sim, porque a essas alturas da vida é importante perguntar ao zero um se ele vai voltar. Não que ele vá dizer a verdade. Ai, Tixa, que maldade.
Por exemplo, darling, hoje ele já disse uma nova mentira. Garantiu que assinou todos os pedidos de CPI do Banco Master. Assinou duas, de cinco. Enquanto isso, Davi Alcolumbre, a estrela mor do Senado, segue fazendo a egípcia sem instalar a CPI (pelo regulamento do Senado ele já deveria ter instalado porque já tem pedidos suficientes).
E aí hoje vem o Ciro Nogueira, senador, amigo do tigrinho, amigo de toda a vida do Vorcaro, presidente do PP, ex-candidato a vice na chapa do Tarcísio (que nunca existiu, darling, era só um desejo), que foi alvo da polícia na semana passada, que está sendo investigado por vender um terreno para o dono da Refit (o Ricardo Magro, que hoje é foragido da polícia), dar declarações sobre Flávio Bolsonaro e sua pendenga com o filme do Master (o Dark Horse).
“Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo. E, se for inocente, que seja, lógico, reconhecida a sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente. Neste país, não pode mais haver ninguém cometendo ilícito que possa ser beneficiado por proteção. Temos que investigar com isenção e, quem for inocente, que seja considerado inocente.”
Como é linda essa história, já diria o Alckmin.
Só sei que o supremo André Mendonça mandou bloquear o jatinho do senador Ciro, que ele comprou em 2023.
Vorcaro aqui
As novas mensagens reveladas hoje pelo The Intercept dão conta de que Vorcaro reclamou que o portal Leo Dias divulgou o filme Dark Horse, com a história do mito, antes do tempo. O texto foi apagado do portal. Para quem está perdido, a produtora do filme confirmou que mais de 90% do filme foi bancado com dinheiro do banqueiro.
Nasce um novo procurador amigo geral?
Quem não lembra do Augusto Aras, que aqui chamávamos de procurador amigo geral da República porque ele ia livrando todo mundo de tudo quanto é processo. O Paulo Gonet nunca deixou claro que é dessa turma, mas hoje ele deu uma de procurador amigo geral da República. A Polícia Federal foi lá e encerrou a negociação de delação do Vorcaro dizendo que ele não entregou nada além do que a polícia já sabia. O que fez a Procuradoria Geral? Informou que o entendimento com o banqueiro ainda segue em aberto.
A outra da PGR foi dizer para Xandão que não via motivo para manter qualquer processo contra Huguito Motta, dono da Câmara frigorífica, e Ciro Nogueira, que voltavam de uma viagem a um paraíso fiscal num jatinho do dono do tigrinho (sim, darling, aquele site de apostas). Descobriu-se depois que algumas malas que chegaram naquele voo não passaram pelo raio-X. Xandão acatou o parecer da procuradoria e mandou o caso para a primeira instância (ficaria no Supremo somente se os parlamentares fossem ser investigados).
Oi, companheiro Alcolumbre
A última de Brasília é que Lula agora está dando sinais de que basta uma piscada de Alcolumbre para eles fazerem as pazes. Como vocês lembram, Alcolumbre impôs uma derrota histórica a Lula ao fazer de tudo para que Jorge Messias fosse rejeitado ao cargo de ministro supremo. Lula agora diz para quem quiser ouvir que vai indicar de novo o Messias. Mas também anda com essa de que quer fazer as pazes com Alcolumbre. Hoje o governo deixou o Congresso Nacional derrubar seus vetos à Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem nem mexer um dedo. Assim, várias cidades vão receber repasses federais em período eleitoral.
Então é isso, BRASEW, vou ali ver se o Trump não quer me receber também.
(TRPCE)
“Jornal The Guardian elege ‘100 melhores romances de todos os tempos’ sem brasileiros e com surpresa no 1º lugar”
– Lista elaborada por 172 votantes inclui apenas duas obras latino-americanas: ‘Cem anos de solidão’, de Gabriel García Márquez, e ‘Pedro Páramo’, de Juan Rulfo.
(Por O GLOBO — São Paulo, 21/05/26)
Nem Machado de Assis (1), nem José Saramago (2). Na lista dos “100 melhores romances de todos os tempos” publicada pelo jornal britânico The Guardian não há nenhuma obra brasileira ou escrita em língua portuguesa. O primeiro lugar ficou com um romance tipicamente inglês (e pouco conhecido no Brasil): “Middlemarch: um estudo da vida provinciana”, de George Eliot, que veio à lume em 1872.
Descrito por Virginia Woolf (3) como “um dos poucos romances ingleses escritos para adultos”, o livro apresenta um painel da vida no interior da Inglaterra na Era Vitoriana e trata de temas como amor, fé, amizade, traição, ciência, política, moralidade e poder. “Tudo bem, ele não é tão obviamente passional quanto ‘O morro dos ventos uivantes’ (e dificilmente ganharia uma trilha sonora de Charli xcx), o número 20 da nossa lista, nem tão divertido quanto ‘Orgulho e preconceito’ (na nona posição). Mas toda a vida humana está aqui”, escreveu Lisa Allardice, jornalista responsável pela cobertura de livros no Guardian.
O segundo lugar ficou com “Amada”, da americana Toni Morrison (4), a única escritora negra vencedora do Prêmio Nobel de Literatura. Em terceiro, está “Ulysses” (5), romance do irlandês James Joyce que radicalizou o modernismo literário. O autor com mais obras na lista é Virginia Woolf, que aparece com “Ao farol”, Mrs. Dalloway”, “Orlando”, “As ondas” e “O quarto de Jacob”.
Cerca de três quartos das obras citadas foi escrita originalmente em inglês. Também foram contemplados clássicos da literatura russa — como “Os irmãos Karamázov”, de Fiódor Dostoiévski (6), e “Anna Kariênina”, de Liev Tolstói (7) —, obras-primas francesas — como “Em busca do tempo perdido”, o monumental romance de Marcel Proust (8) publicado em sete volumes —, e livros escritos em alemão, como “O processo” e “A metamorfose”, de Franz Kafka (9). Apenas dois livros latino-americanos foram lembrados: “Cem anos de solidão” (10), do colombiano Gabriel García Márquez, e “Pedro Páramo”, do mexicano Juan Rulfo.
A obra mais antiga da lista é “Dom Quixote”, do espanhol Miguel de Cervantes, publicada no começo do século XVII. A maioria dos romances data dos séculos XIX e XX e apenas dez foram lançados depois do ano 2000, como “A amiga genial”, da italiana Elena Ferrante (11), e “Meio sol amarelo”, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (12).
Eram elegíveis para a lista romances que já tenham sido publicados em inglês, independentemente do idioma em que foram escritos. Os votantes foram 172 intelectuais e personalidades literárias, como os escritores Stephen King (13), Bernardine Evaristo (14), R.F. Kuang e Salman Rushdie (15) (cujo “Os filhos da meia-noite”) também entrou na lista.
A jornalista Lisa Allardice reconhece que se trata de uma lista “parcial — como toda lista é”. “Tampouco podemos reivindicar um caráter definitivo — trata-se de literatura, não de ciência. O melhor romance é aquele que transforma o gênero, a sociedade ou o indivíduo? Aquele que captura o espírito de uma época ou cuja vida se prolonga muito além de suas páginas? Ou um romance que se grava tão profundamente em sua alma que você consegue se lembrar exatamente de quando e onde o leu pela primeira vez?”, questionou.
Veja a lista completa abaixo:
001. “Middlemarch”, George Eliot
002. “Amada”, Toni Morrison
003. “Ulysses”, James Joyce
004. “Rumo ao farol”, Virginia Woolf
005. “Em busca do tempo perdido”, Marcel Proust
006. “Anna Kariênina”, Liev Tolstói
007. “Guerra e paz”, Liev Tolstói
008. “Jane Eyre”, Charlotte Brontë
009. “Orgulho e preconceito”, Jane Austen
010. “Madame Bovary”, Gustave Flaubert
011. “O grande Gatsby”, F. Scott Fitzgerald
012. “A casa soturna”, Charles Dickens
013. “Emma”, Jane Austen
014. “Mrs. Dalloway”, Virginia Woolf
015. “Moby Dick”, Herman Melville
016. “1984”, George Orwell
017. “Cem anos de solidão”, Gabriel García Márquez
018. “Persuasão”, Jane Austen
019. “A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy”, Laurence Sterne
020. “O morro dos ventos uivantes”, Emily Brontë
021. “Retrato de uma senhora”, Henry James
022. “O mundo se despedaça”, Chinua Achebe
023. “Os filhos da meia-noite”, Salman Rushdie
024. “Os vestígios do dia”, Kazuo Ishiguro
025. “Lolita”, Vladimir Nabokov
026. “Dom Quixote”, Miguel de Cervantes
027. “O processo”, Franz Kafka
028. “Os irmãos Karamázov”, Fiódor Dostoiévski
029. “Fogo pálido”, Vladimir Nabokov
030. “Frankenstein”, Mary Shelley
031. “A primavera da srta. Jean Brodie”, Muriel Spark
032. “O deus das pequenas coisas”, Arundhati Roy
033. “David Copperfield”, Charles Dickens
034. “Wolf Hall”, Hilary Mantel
035. “Grandes esperanças”, Charles Dickens
036. “O conto da aia”, Margaret Atwood
037. “Homem invisível”, Ralph Ellison
038. “A idade da inocência”, Edith Wharton
039. “Seus olhos viam Deus”, Zora Neale Hurston
040. “Canção de Solomon”, Toni Morrison
041. “Coração das trevas”, Joseph Conrad
042. “A montanha mágica”, Thomas Mann
043. “Housekeeping”, Marilynne Robinson
044. “O quarto de Giovanni”, James Baldwin
045. “O caderno dourado”, Doris Lessing
046. “O leopardo”, Giuseppe Tomasi di Lampedusa
047. “Feira das vaidades”, William Makepeace Thackeray
048. “A metamorfose”, Franz Kafka
049. “Um delicado equilíbrio”, Rohinton Mistry
050. “Vasto mar de sargaços”, Jean Rhys
051. “A amiga genial”, Elena Ferrante
052. “A taça de ouro”, Henry James
053. “O trânsito de Vênus”, Shirley Hazzard
054. “Orlando”, Virginia Woolf
055. “As ondas”, Virginia Woolf
056. “Mansfield Park”, Jane Austen
057. “O som e a fúria”, William Faulkner
058. “Desonra”, J. M. Coetzee
059. “Não me abandone jamais”, Kazuo Ishiguro
060. “Howards End”, E. M. Forster
061. “Os anéis de Saturno”, W. G. Sebald
062. “Meio sol amarelo”, Chimamanda Ngozi Adichie
063. “Dentes brancos”, Zadie Smith
064. “O bom soldado”, Ford Madox Ford
065. “A cor púrpura”, Alice Walker
066. “O mestre e Margarida”, Mikhail Bulgakov
067. “O homem sem qualidades”, Robert Musil
068. “Meridiano de sangue”, Cormac McCarthy
069. ‘Crime e castigo”, Fiódor Dostoiévski
070. “Judas, o obscuro”, Thomas Hardy
071. “Kindred: laços de sangue”, Octavia E. Butler
072. “Nosso amigo em comum”, Charles Dickens
073. “Austerlitz”, W. G. Sebald
074. “Condições nervosas”, Tsitsi Dangarembga
075. “O olho mais azul”, Toni Morrison
076. “Drácula”, Bram Stoker
077. “O arco-íris”, D. H. Lawrence
078. “Uma casa para o sr. Biswas”, V. S. Naipaul
079. “Proclamem nas montanhas”, James Baldwin
080. “Rebecca”, Daphne du Maurier
081. “Os Buddenbrook”, Thomas Mann
082. “Fim de caso”, Graham Greene
083. “Adeus às armas”, Ernest Hemingway
084. “O talentoso Ripley”, Patricia Highsmith
085. “A vegetariana”, Han Kang
086. “A outra volta do parafuso”, Henry James
087. “A linha da beleza”, Alan Hollinghurst
088. “Ragtime”, E. L. Doctorow
089. “A mão esquerda da escuridão”, Ursula K. Le Guin
090. “O quarto de Jacob”, Virginia Woolf
091. “Vida e destino”, Vassili Grossman
092. “A educação sentimental”, Gustave Flaubert
093. “As cidades invisíveis”, Italo Calvino
094. O mundo conhecido”, Edward P. Jones
095. “O retorno do nativo”, Thomas Hardy
096. “Pedro Páramo”, Juan Rulfo
097. “Ardil-22”, Joseph Heller
098. “A estrada”, Cormac McCarthy
099. “O mensageiro”, L. P. Hartley
100. “My Ántonia”, Willa Cather
(Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2026/05/21/jornal-the-guardian-elege-100-melhores-romances-de-todos-os-tempos-sem-brasileiros-e-com-surpresa-no-1o-lugar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)
(1) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/machado-de-assis/
(2) “Centenário de José Saramago destaca legado político e humanista do escritor”
– Divulgação da Carta Universal dos Deveres e Obrigações dos Seres Humanos, baseada em discurso do português ao receber o Nobel de 1998, ressalta compromissos éticos do português, que se recusou a transformar a literatura em doutrinação ideológica.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2022/11/centenario-de-jose-saramago-destaca-legado-politico-e-humanista-do-escritor.ghtml
(3) “Única peça de teatro de Virginia Woolf, ‘Freshwater’ mostra estilo diferente da melancolia com a qual sua obra passou a ser associada”
– Escrito 18 anos antes do suicídio da autora, em 1941, texto demonstra que escritora inglesa também dominava o humor, o absurdo e o inusitado.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/02/22/unica-peca-de-teatro-de-virginia-woolf-freshwater-mostra-estilo-diferente-da-melancolia-com-a-qual-sua-obra-passou-a-ser-associada.ghtml
(4) “Morre Toni Morrison, primeira negra a receber o Nobel de Literatura”
– Americana, autora de “Amada”, morreu aos 88 anos.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/morre-toni-morrison-primeira-negra-receber-nobel-de-literatura-23857635
(5) “Ulisses’, 100 anos: Brasil foi o país que mais traduziu o romance intraduzível de James Joyce.
– Lançada há um século, obra terá em breve a quarta versão em português, feita a 36 mãos.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/ulisses-100-anos-brasil-foi-pais-que-mais-traduziu-romance-intraduzivel-de-james-joyce-25376804
(6) “Protagonista de ‘Noites brancas’ conquista jovens no TikTok, impulsionando vendas de clássico de Dostoiévski”
– Novela do russo é mais uma impulsionada pela rede chinesa, que se consolidou como fábrica de best-sellers e levou Collen Hoover a Taylor Jenkins Reid a novos leitores.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2026/02/28/protagonista-de-noites-brancas-conquista-jovens-no-tiktok-impulsionando-vendas-de-classico-de-dostoievski.ghtml
(7) “Mais guerra do que paz: novelas de Tolstói e sua esposa Sofia expõem conflitos íntimos do casal”
– Até então inédita no Brasil, ficção de mulher do autor de ‘Anna Kariênina’ apresenta olhar feminino sobre a infelicidade conjugal.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2023/01/mais-guerra-do-que-paz-novelas-de-tolstoi-e-sua-esposa-sofia-expoem-conflitos-intimos-do-casal.ghtml
(8) “Em busca de um Brasil perdido: como Proust inspirou memorialistas durante a ditadura militar”
– Quando se tornou conhecida por aqui, obra do escritor francês se misturou a debates da intelectualidade nacional e estabeleceu relações que agora são tema de pesquisas e publicações.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/04/29/em-busca-de-um-brasil-perdido-como-proust-inspirou-memorialistas-durante-a-ditadura-militar.ghtml
(9) “Nos cem anos de morte de Kafka, cinco autores reescrevem início de ‘A metamorfose’, clássico da literatura”
– Escritores brasileiros ambientam história em cenários como favela e mostram como obra do tcheco está mais viva do que nunca — cada vez mais lida, estudada, traduzida e reinterpretada.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/06/02/no-centenario-da-morte-de-kafka-cinco-autores-reescrevem-o-inicio-de-a-metamorfose-classico-da-literatura.ghtml
(10) “‘Cem Anos de Solidão’, de Gabriel García Márquez, se torna fenômeno no Japão, mais de 50 anos após lançamento”
– Estreia de série baseada no romance, prestígio entre autores locais e capa feita por ilustrador sensação estão por trás do sucesso.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/08/29/cem-anos-de-solidao-de-gabriel-garcia-marquez-se-torna-fenomeno-no-japao-mais-de-50-anos-apos-lancamento.ghtml
(11) “A amiga genial’, de Elena Ferrante, é eleito o melhor livro do século, veja todos os 100”
– New York Times listou as melhores obras publicadas desde 2000; conheça as 10 primeiras.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/07/13/a-amiga-genial-de-elena-ferrante-e-eleito-o-melhor-livro-do-seculo-veja-todos-os-100.ghtml
(12) “Chimamanda Ngozi Adichie: ‘Independente da sua opinião sobre o que uma mulher disse ou fez, escute a versão dela'”
– Autora nigeriana, que lança novo romance após uma década, diz que sua ficção vem antes de suas declarações, critica tentativas da esquerda de controlar a linguagem e fala sobre relação que tem com a fé: ‘é busca por sentido’.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/03/05/chimamanda-ngozi-adichie-independente-da-sua-opiniao-sobre-o-que-uma-mulher-disse-ou-fez-escute-a-versao-dela.ghtml
(13) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/stephen-king/
(14) “Entrevista: Bernardine Evaristo, vencedora do Booker Prize, fala sobre novo romance lançado no Brasil: ‘Gosto de desafiar o status quo’”
– ‘Sr. Loverman’, romance da britânica em que protagonista é gay, negro e imigrante tem tradução brasileira dez anos após publicação em inglês: ‘Vivemos em um mundo onde tudo é político, quer as pessoas admitam ou não’.
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2024/04/01/bernardine-evaristo-vencedora-do-booker-prize-vivemos-em-um-mundo-onde-tudo-e-politico-quer-as-pessoas-admitam-ou-nao.ghtml
(15) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/salman-rushdie/
É claro e evidente que,
ela (EMBRAER) não está
nas mãos dos apadrinhados
dos “filhos da outra”!
“Eve, da Embraer, conclui novos testes com ‘carro voador’ e abre caminho para voos mais longos; vídeo”
– Ao todo, foram conduzidos 59 voos que serviram para calibrar os sistemas de controle, o comportamento térmico das baterias e os impactos aerodinâmicos do fluxo de ar gerado pelos rotores.
(Por Filipe Vidon — São Paulo, O Globo, 21/05/26)
. . .
“A Eve, da Embraer, concluiu testes significativos com seu eVTOL, totalizando 59 voos para calibrar sistemas e avaliar o desempenho. A fase de testes incluiu voos pairados e de baixa velocidade, preparando o protótipo para futuras operações comerciais. Em parceria com a Revo, a Eve avança no mapeamento de rotas no Brasil, enquanto enfrenta desafios regulatórios e de mercado em meio à crescente competição internacional.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/05/21/eve-da-embraer-conclui-novos-testes-com-carro-voador-e-abre-caminho-para-voos-mais-longos-video.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
Vídeo em: https://oglobo.globo.com/brasil/video/prototipo-de-carro-voador-da-embraer-conclui-etapa-de-testes-de-voo-pairado-14633724.ghtml
“Resumão, O Globo” (I)
(Por Gabriel Cariello, 21/05/26)
VETOS DERRUBADOS
O Congresso derrubou vetos do presidente Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, retomando dispositivos que flexibilizam repasses federais a municípios (*) em período eleitoral. A decisão pode abrir brecha para o envio de emendas parlamentares aos municípios. Parlamentares contrários à derrubada citam risco de “compra de votos”. Segundo o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), cerca de 3.100 cidades seriam afetadas pelos vetos de Lula.
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/21/congresso-derruba-vetos-de-lula-a-ldo-e-flexibiliza-repasses-a-municipios-em-ano-eleitoral.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
Pois é. . .
a concorrência para levar a PeTezuela à bancarrota é grande!
“Resumão, O Globo” (II)
(Por Gabriel Cariello, 21/05/26)
OS PLANOS DE FLÁVIO
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, tenta viabilizar um encontro (*) com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, para reposicionar sua campanha em meio ao desgaste pela revelação de seu vínculo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Aliados tratam o plano como uma forma de recuperar a iniciativa política e afastar especulações sobre alternativas à sua candidatura. A Casa Branca não confirmou o encontro.
► O presidente Lula disse que “ainda vai aparecer muita coisa” (**) ao comentar as conversas entre Flávio e Vorcaro.
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/21/em-meio-a-crise-com-vorcaro-flavio-vai-viajar-aos-eua-para-tentar-encontro-com-trump.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/21/lula-cita-conversa-de-flavio-com-vorcaro-e-diz-que-ainda-vai-aparecer-muito-mais-coisa.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
+ uma sugestilda:
Faveco rachadjinha, peça ajuda aos “baPTist brothers”!
Poderá não haver a química, mas. . .seguramente,
você também ficará com o rabo preso à eles!
“Resumão, O Globo” (III)
(Por Gabriel Cariello, 21/05/26)
OS NEGÓCIOS DE CIRO
A Polícia Federal identificou repasse de R$ 14,2 milhões (*) de um fundo ligado ao grupo empresarial da Refit para uma empresa em nome de familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A transação é investigada no âmbito da Operação Sem Refino, que apura o uso da estrutura do governo do Rio em favor do grupo Refit. Ciro Nogueira afirmou que o caso se refere à venda de um terreno em Teresina.
► O ministro André Mendonça, do STF, determinou que a Agência Nacional de Aviação (Anac) bloqueie um avião (**) de Ciro Nogueira, comprado em 2023 por R$ 4 milhões.
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/21/pf-investiga-repasse-de-r-14-milhoes-de-fundo-ligado-a-refit-para-empresa-de-ciro-nogueira.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/21/por-ordem-de-mendonca-anac-bloqueia-aviao-de-ciro-nogueira.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
Matutando bem. . .
Para o eleitor não “se-confundir-se” seria
extremamente benéfico que a Imprensa Escrita,
adotasse a grafia $iro ao se referir-se ao Nogueira.
Ooops. . .
Grafia correta segundo o Matutildo:
“se-referir-se”. . .
“Resumão, O Globo” (IV)
(Por Gabriel Cariello, 21/05/26)
INFLUENCIADORA PRESA
A influenciadora Deolane Bezerra voltou a ser presa (1), desta vez por suposto vínculo com o PCC. Segundo o Ministério Público de São Paulo, contas ligadas a Deolane receberam mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados — método chamado de “smurfing” (2), usado para dificultar o rastreamento. A operação também mirou familiares (3) de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, chefe máximo da facção criminosa.
► A investigação, iniciada há seis anos após a apreensão de bilhetes (4) em presídio, identificou que Deolane possui uma série de empresas (5) com “características” de lavagem de dinheiro. A influenciadora já havia sido presa em 2024 (6), em investigação sobre lavagem ligada a jogos de azar.
+em:
(1) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/05/21/deolane-bezerra-e-presa-em-operacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(2) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/05/21/o-que-e-smurfing-tecnica-de-lavagem-de-dinheiro-citada-na-investigacao-contra-deolane-bezerra.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(3) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/05/21/operacao-que-prendeu-deolane-mirou-irmao-e-sobrinhos-de-marcola.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(4) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/05/21/deolane-bezerra-troca-de-bilhetes-em-presidio-deu-origem-a-operacao-que-prendeu-influenciadora-por-lavagem-de-dinheiro-do-pcc-entenda.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(5) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/05/21/filho-com-ex-detento-saque-de-r-1-milhao-feito-pela-irma-as-ligacoes-criminosas-de-deolane-e-sua-familia-segundo-investigacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(6) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/05/21/deolane-bezerra-presa-novamente-influencer-ja-havia-sido-alvo-de-operacao-bilionaria-em-2024-relembre-o-caso.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (V)
(Por Gabriel Cariello, 21/05/26)
TRAGÉDIA NO ATLÂNTICO
A Justiça da França declarou a Air France e a Airbus culpadas pela queda do voo AF447 (*), entre Rio e Paris, que matou 228 pessoas em 2009. As empresas, que haviam sido absolvidas criminalmente em primeira instância, foram condenadas por homicídio culposo e terão de pagar multa de 225 mil euros cada (R$ 1,3 milhão).
► A sentença é um desfecho esperado, mas que chega tarde demais para reparar a dor da perda, afirma Nelson Farinha Marinho, presidente da associação de familiares das vítimas: “Dezessete anos de sofrimento enfraqueceram o sentimento de justiça” (**).
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/05/21/justica-francesa-decide-nesta-quinta-recurso-sobre-tragedia-do-voo-rio-paris-que-matou-228-pessoas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/05/21/dezessete-anos-de-espera-enfraqueceu-o-sentimento-de-justica-diz-pai-de-vitima-apos-condenacao-da-air-france-e-airbus-pelo-voo-af447.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
E segue a nova novela:
“O monstrengo parido
pelos “filhos da outra”!
“Malandragem de deputados tenta fazer o público de mané”
– Aproveitando-se da distração geral com o escândalo da vez, a Câmara voltou a legislar em prol dos seus.
– Na essência, a proteção aos partidos é semelhante à tentativa de blindar parlamentares de ações da Justiça.
(Dora Kramer, FSP, 21/05/26)
Distraído que estava o público com o escândalo da vez, a Câmara dos Deputados voltou a fazer o que mais gosta: legislar em prol dos seus. E, de novo, com o método de sempre.
À sorrelfa, no de repente da urgência conveniente, em votação simbólica os deputados aprovaram uma série de facilidades para os partidos (*), à qual deram o nome de minirreforma do sistema que rege as legendas. Não bastasse, determinaram que a coisa tenha vigência imediata, atropelando a regra de anterioridade anual.
Suas excelências não querem pouco. Reivindicam teto de R$ 30 mil para multas aplicadas a contabilidades irregulares, dão 15 anos (!) de prazo para renegociação de dívidas, liberam os infratores para participar de eleições e os deixam à vontade para fazer disparos (inclusive os ilegais, via robôs) de mensagens por celulares (**).
Uma rede de proteção na essência nada diferente daquela tentativa de aprovar uma emenda constitucional que deixaria os parlamentares fora do alcance da Justiça. A PEC da Blindagem (***) foi barrada no Senado por pressão da opinião pública.
Desta vez, se não houver uma grita geral, a estrovenga vai passar pelos senadores cujos partidos se beneficiam dela. O caminho é facilitado por um acordo entre Câmara, Senado, governo e oposição para a derrubada de veto presidencial a dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias e, assim, permitir doações de bens e dinheiro durante a campanha eleitoral.
Trata-se de um canavial de malandragens sob a égide da ilegalidade e da desfaçatez de um Poder Legislativo hipertrofiado — e que ainda pretende sair mais fortalecido desta eleição em que as legendas estão especialmente empenhadas em obter o maior número possível de cadeiras no Parlamento.
Com esse tipo de credencial, os congressistas não estimulam a sociedade à participação ativa na composição das Casas legislativas. Ao contrário: alimentam o distanciamento decorrente da repulsa aos procedimentos que servem ao domínio financeiro das direções partidárias viciadas no sustento do Estado.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/05/malandragem-de-deputados-tenta-fazer-o-publico-de-mane.shtml)
(*) “Câmara aprova projeto para blindar partidos de fiscalização e multas”
– ‘Minireforma eleitoral’ cria aprovação automática de contas e abre brechas para partidos escaparem de punições.
– Texto limita fiscalização do TSE, reduz prazo para investigação e permite uso de verba pública para pagar multas.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/transparencia-publica/2026/05/camara-aprova-projeto-para-blindar-partidos-de-fiscalizacao-e-multas.shtml
(**) “Câmara aprova projeto que impede bloqueio de bens de partidos e abre brecha para disparos em massa”
– Texto prevê aplicação imediata, teto para multa e renegociação de débitos em até 15 anos para as siglas.
– Proposta ainda tem brecha para que dirigentes não precisem comprovar atividade e isente fusão de sanções prévias.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/camara-aprova-projeto-que-impede-bloqueio-de-bens-de-partidos-e-abre-brecha-para-disparos-em-massas.shtml
(***) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/pec-da-blindagem/
Pensando bem…
(Coluna CH, DP, 21/05/26)
…cartão corporativo é quase tão bom quanto cartão do Vorcaro.
Matutando bem…
(Matutildo, aqui e agora)
Muito melhor! Não dá cadeia!
Durante a “dita verde”, o slogam era
“Plante que o governo garante”.
Agora, na dita vermelha, o slogam é:
“Torre que o povo garante”!
“Cartões corporativos: Governo torra R$172,9 milhões”
(Coluna CH, DP, 21/05/26)
Segue sem freio a farra com cartões corporativos no governo Lula, que já ultrapassou os R$172,92 milhões este ano. O cobiçado item foi distribuído para 3.762 servidores do executivo federal, que parecem não ter dó de esbanjar à vontade. Servidor Henrique Araujo Hohne, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, é quem mais gastou, conforme dados do Portal da Transparência, mais de R$357,3 mil.
Segue a lista
Colado em Henrique está Wander Lima Carvalho, do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, torrou R$343,4 mil.
Esbanja sem dó
A Presidência da República de Lula não fica atrás na gastança, torrou mais de R$2,4 milhões em 2.770 pagamentos realizados com os cartões.
Por nossa conta
Ano passado, a gastança com os cartões deixou amarga fatura para o pagador de impostos, que banca tudo: R$434,48 milhões.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/dona-da-produtora-do-filme-de-bolsonaro-trabalhou-na-campanha-de-mario-frias)
“Ela vem chegando (*)
E feliz vou esperando
A espera é difícil
Mas eu espero sonhando”
. . .
“Aliada de Lula, Deolane é presa por envolvimento e lavagem de dinheiro do PCC”
– Advogada e influencer Deolane Bezerra é alvo de novo cerco policial à facção criminosa em São Paulo.
(Davi soares, diário do Poder, 21/05/26)
A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público Estadual (MPSP) devolveram à prisão a advogada e influencer digital Deolane Bezerra, aliada do presidente Lula (PT) e suspeita de atuar em uma organização criminosa que opera na lavagem de dinheiro da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). A Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21), é um desdobramento de informações encontradas em celular apreendido na Operação Lado a Lado, sem relatos de ligação com Lula.
“O conteúdo extraído do dispositivo revelou conversas com pessoas ligadas à cúpula da facção criminosa, além de indícios de repasses financeiros e conexões com uma influenciadora digital de grande projeção nacional. […] Essa influencer possuía estreitos vínculos pessoais e negociais com um dos gestores fantasmas daquela transportadora”, narrou a Polícia Civil de São Paulo, sobre a origem da Vérnix, terceira etapa da investigação iniciada em 2019, com apreensão de bilhetes que se referiam a uma “mulher da transportadora”.
O novo cerco para estancar o amplo esquema de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras, resultou em 6 prisões preventivas decretadas, bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de 04 imóveis vinculados aos investigados. O objetivo é interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar ativos de possível origem criminosa e atingir a estrutura econômica que sustenta a atuação da facção.
“A influenciadora passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da organização criminosa. Os levantamentos apontaram a utilização de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão”, relata a polícia judiciária paulista.
Não foram expostas quaisquer evidências de ligação do presidente Lula com os crimes atribuídos à Deolane Bezerra, que participou de um ensaio fotográfico com o chefe do governo do Brasil e a primeira-dama Janja (**), demonstrando intimidade, antes das operações que levaram a influencer à prisão.
Os investigadores apontam que a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial de Deolane eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos. Também foram identificadas estruturas empresariais e patrimoniais sucessivas usadas como mecanismo para dificultar o rastreamento da origem, circulação e destinação dos recursos do PCC.
“Os afastamentos de sigilos fiscal e financeiro revelaram um fluxo vultoso de dinheiro, com cifras sem lastro econômico compatível, movimentações bancárias atípicas, contas utilizadas para passagem de valores, operações envolvendo empresas sem capacidade financeira aparente e repasses que, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, não apresentaram justificativa lícita suficiente”, relata a Polícia Civil.
‘Mulher da transportadora’
Segundo a Polícia Civil comandada pelo governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), a investigação de alta complexidade foi iniciada em 2019, revelou uma engrenagem financeira milionária utilizada para ocultar, dissimular e reinserir na economia formal valores vinculados à alta cúpula da facção criminosa autodenominada
A investigação iniciou em 2019, com Polícia Penal apreendendo bilhetes e manuscritos com dois condenados presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, que narravam a dinâmica interna sobre a atuação de líderes da organização criminosa encarcerados e possíveis ataques contra agentes públicos. Com novas diligências e três inquéritos policiais, novas camadas da organização foram expostas.
“A análise do material apreendido permitiu identificar referências a ordens internas da facção, contatos com integrantes de elevada posição hierárquica e menções a ações violentas contra servidores públicos. Esses dois indiciados foram condenados e inseridos no sistema penitenciário federal. Ocorre que dentre os trechos analisados, chamou atenção a citação a uma ‘mulher da transportadora’, que teria levantado endereços de agentes públicos para subsidiar ataques planejados pela organização criminosa”, relatou a Polícia Civil, sobre o primeiro inquérito.
O segundo inquérito visava identificar quem seria a mulher mencionada nos bilhetes e qual seria a relação da transportadora com o grupo criminoso. E evidenciou uma empresa de Presidente Venceslau usada pelo crime organizado para lavar dinheiro, que foi alvo da Operação Lado a Lado, contra movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como verdadeiro braço financeiro da facção.
Dimensão internacional
A revelação de que três investigados estariam na Itália, na Espanha e na Bolívia levou a Polícia Civil paulista a representar pela inclusão dos suspeitos na Difusão Vermelha da Interpol, que caça foragidos internacionais, com apoio direto do MPSP e da Polícia Federal.
O Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) também ajudou no cumprimento das diligências da Polícia Civil e do MPSP, que apontam a Operação Vérnix como mais um avanço no enfrentamento ao crime organizado sob a perspectiva patrimonial, atingindo não apenas operadores periféricos, mas também estruturas financeiras ligadas ao núcleo de comando da facção.
“A ação reforça que o combate ao crime organizado passa, cada vez mais, pela identificação e interrupção dos fluxos de dinheiro ilícito. Ao atingir bens, contas, empresas e patrimônio de alto valor, a investigação busca enfraquecer a capacidade econômica da organização criminosa, impedir a continuidade da lavagem de capitais e assegurar a responsabilização dos envolvidos”, concluiu a Polícia Civil.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/csa-brasil/aliada-de-lula-deolane-e-presa-por-envolvimento-e-lavagem-de-dinheiro-do-pcc)
(**) Já perceberam que
“essa gente”
sempre está envolvida com
“essa gente”?
Na PeTezuela,
república da zoeira,
com
(*) Jorge Ben Jor, Zazueira: https://www.youtube.com/watch?v=bCAg9jF3vOI
“O tamanho da Nvidia”
(Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 21/05/26)
Ontem, só se falava em uma coisa:
o balanço trimestral da Nvidia (1).
E o mercado tinha grandes expectativas para a empresa mais valiosa do mundo.
E aí?
Os números não decepcionaram:
> US$ 81,6 bilhões de receita, um crescimento de 85% em relação ao mesmo período do ano passado.
> US$ 58,3 bilhões de lucro líquido.
> US$ 75,2 bilhões de receita dos data centers, valor quase o dobro em comparação com o ano passado.
A companhia (2) também projetou US$ 91 bilhões em vendas para o trimestre atual, bem acima das expectativas do mercado, de US$ 86 bilhões, mas abaixo das previsões mais otimistas.
Um gostinho.
Os resultados da empresa servem como um termômetro da saúde do boom da inteligência artificial (3). Investidores querem ver se a demanda por chips realmente se mantém a longo prazo.
A Nvidia enfrenta pressão competitiva à medida que a corrida pelo domínio do setor se intensifica. Clientes como Google e Amazon, além de rivais como AMD e Intel, estão promovendo tecnologias concorrentes às suas unidades de processamento.
Mas a gigante não deixa barato.
A companhia está investindo valores sem precedentes para fortalecer seu protagonismo na indústria de inteligência artificial. Foram cerca de US$ 90 bilhões nos últimos 16 meses (4).
Aproximadamente 40% do fluxo de caixa operacional da empresa foi destinado a essas negociações no último ano fiscal.
A título de comparação:
a Alphabet (5), controladora do Google, movimentou 6% do seu caixa no período e é conhecida tradicionalmente como a maior investidora em startups entre as big techs.
Os gastos da Nvidia incluem mais de 145 empresas, que vão desde desenvolvedores de modelos de IA até provedores de nuvens, serviços hospedados em servidores remotos.
Ao mesmo tempo em que a estratégia acelera a construção da economia, grande parte da indústria fica dependente da tecnologia da gigante dos chips.
(TRPCE)
(1) “Receita da Nvidia dispara 85% e supera US$ 81 bi no 1º tri”
– Fabricante de chips anuncia US$ 80 bi em recompra de ações e eleva dividendos.
– Empresa projeta US$ 91 bilhões em vendas para o trimestre atual, acima da expectativa do mercado.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/receita-da-nvidia-dispara-85-e-supera-us-81-bi-no-1o-tri.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(2) “O que a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado da Nvidia significa para o mercado”
– Empresa é, sozinha, maior do que índices de ações inteiros da maioria dos países.
– Analistas de Wall Street estão otimistas com o papel, com cerca de 91% deles recomendando compra.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/o-que-a-marca-de-us-5-trilhoes-em-valor-de-mercado-da-nvidia-significa-para-o-mercado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/inteligencia-artificial/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(4) “Nvidia financia boom de IA com investimentos de US$ 90 bi em empresas que dependem de seus chips
– Gastos abrangem mais de 145 negócios, desde desenvolvedores de inteligência artificial até fornecedores.
– Estratégia vincula grande parte da indústria à tecnologia proprietária da companhia.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/nvidia-financia-boom-de-ia-com-investimentos-de-us-90-bi-em-empresas-que-dependem-de-seus-chips.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(5) “Ações da Alphabet disparam mais de 6% e as da Meta desabam 10% após divulgação de balanços”
– Papéis da Amazon e Microsoft sofreram desvalorização na sessão desta quinta-feira (30).
– Resultados refletem êxito da dona do Google em sua aposta em inteligência artificial.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/acoes-da-alphabet-disparam-mais-de-6-e-as-da-meta-desabam-10-apos-divulgacao-de-balancos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
O elo entre a
situação e a oposição:
a PaTifaria escancarada!
“A Câmara dos Deputados acaba de aprovar, num acordão que incluiu de lulistas a bolsonaristas, um monstrengo batizado de minirreforma eleitoral, que de mini não tem nada e que, em vez de reformar, promove uma avacalhação nas eleições que vêm aí.”. . .
“ACORDÃO QUE APROVOU MINIRREFORMA NA CÂMARA TORNA ELEIÇÃO REFÉM DO SISTEMA POLÍTICO” (Por Malu Gaspar — Brasília, O Globo, 21/05/26)
A lista de mudanças é ampla. Uma delas prevê que a multa máxima para partidos que não apresentarem prestações de contas ou cujas contas forem rejeitadas não pode ser de mais de R$ 30 mil (antes poderia chegar a 20% do valor questionado). Considerando que o fundo partidário distribuiu R$ 1 bilhão em 2025 e que o fundo eleitoral entregará mais de R$ 5 bilhões neste ano, caiu a perto de zero o custo de fazer lambança com o dinheiro dos nossos impostos.
O texto também dá 15 anos de prazo para as legendas renegociarem suas dívidas com a União. Bens de partidos políticos não poderão mais ser penhorados pela Justiça, mesmo que tenham sido usados por seus dirigentes para cometer crimes. Além disso, esses chefões poderão usar o fundo partidário para pagar multas, juros e dívidas que tenham contraído por dilapidar o próprio fundo.
Legendas com as contas reprovadas também não podem ser impedidas de participar das eleições, e os repasses de dinheiro público só poderão ser suspensos depois de o processo transitar em julgado. Isso se um dia for de fato julgado, já que a lei também prevê um prazo limite de cinco anos para a decisão definitiva da Justiça Eleitoral. Se o processo se arrastar para além disso, estará automaticamente suspenso, mesmo que a causa do adiamento sejam recursos protelatórios impetrados de má-fé. Nem Daniel Vorcaro faria melhor.
Como se não bastasse a farra com o dinheiro dos nossos impostos, os deputados também cuidaram de abrir a porteira para a farra da desinformação, flexibilizando as regras para disparo de mensagens.
Nas eleições de 2022, elas só podiam ser enviadas a quem tivesse dado consentimento por escrito. Agora, mensagens enviadas por celulares registrados pelos partidos a pessoas “previamente cadastradas”, mesmo que por robôs, não serão consideradas disparos, e os números também não poderão ser bloqueados pelas plataformas sem ordem judicial.
Alguém aí consegue ver a Justiça fiscalizando esses cadastros nome a nome e ainda bloqueando os envios num cenário tão adverso? Caso o projeto não seja derrubado, o resultado previsível será a multiplicação de desinformação e fake news, logo na primeira eleição com a inteligência artificial a toda potência.
Todas essas mudanças foram aprovadas na noite de terça-feira em regime de urgência, com votação simbólica e aprovação de todos os grandes partidos. Ninguém teve coragem de ir ao microfone defender o texto, e quem se opôs foi a minoria de sempre.
A ânsia de liberar geral era tanta que, mesmo a Constituição prevendo que as alterações feitas em lei eleitoral só passam a valer um ano depois de sua aprovação, os parlamentares decidiram que as mudanças entram em vigor imediatamente e valem já para o pleito de outubro. Basta agora o o.k. do Senado Federal, que está louco para aderir.
Para completar o pacote da vergonha, hoje o Congresso ainda deverá repetir o que já fez na gestão Jair Bolsonaro e permitir que o governo faça doação de bens, dinheiro e benefícios como cestas básicas, tratores e ambulâncias a municípios em plena campanha eleitoral.
A reforma eleitoral ainda pode ser vetada pelo presidente Lula ou contestada e derrubada no Supremo Tribunal Federal (STF).
Independentemente do resultado final, porém, toda essa coreografia só reforça o sentimento de ojeriza ao sistema político, num contexto em que a corrupção vem crescendo no ranking de preocupações dos eleitores e escândalos como o do Banco Master fornecem assombrosas revelações a cada dia.
Claro que, com Flávio Bolsonaro (PL) sangrando em praça pública em razão do inexplicável enredo dos R$ 61 milhões de dólares (*) aplicados por Vorcaro no filme sobre a vida de seu pai, o cenário parece bem mais favorável a Lula. Mas nem todo petista está soltando fogos.
A história das nossas eleições mostra que, quando escândalos se multiplicam, e o eleitor é tomado pelo sentimento antissistema, todo candidato competitivo sofre — incluindo o governante que comanda a máquina e busca a reeleição. Na cabeça do cidadão comum, ele encarna o próprio sistema.
Os políticos mais experientes de Brasília estão cansados de conhecer essa máxima, em especial os do Centrão. Se não estão preocupados é porque se guiam fielmente por outra máxima: o dinheiro é a graxa que azeita o sistema, mesmo que para isso seja preciso tomar todo o processo eleitoral de assalto.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/coluna/2026/05/acordao-que-aprovou-minirreforma-na-camara-torna-eleicao-refem-do-sistema-politico.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
(*) “Master: Diálogos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro são prenúncio da carnificina eleitoral”
+em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/coluna/2026/05/master-dialogos-entre-flavio-bolsonaro-e-vorcaro-sao-prenuncio-de-carnificina-eleitoral.ghtml
O piNçador Matutildo ia piNçar algo.
Porém, cada parágrafo do texto revela
que mais essa PaTifaria dos “nossos”
representantes, é um verdadeiro “uppercut”
a nos atingir sem chance de defesa!
Qualquer semelhança com a OrCrim,
que é comandada de dentro dos
presídios, será mera coincidência?
“Cúpula do PL pouco tem a fazer”
– Decisão sobre manutenção da candidatura de Flávio será única e exclusivamente de Jair Bolsonaro.
(Por Julia Duailibi, O globo, 21/05/26)
. . .
“A decisão sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro é exclusivamente de Jair Bolsonaro, apesar das especulações dentro do PL. Valdemar Costa Neto, presidente do partido, terceirizou o controle para Bolsonaro, visando eleger grandes bancadas e garantir fundos eleitorais. A candidatura de Flávio serve para manter a base bolsonarista unida, enquanto o PT vê vantagem na permanência de um adversário enfraquecido.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/opiniao/julia-duailibi/coluna/2026/05/cupula-do-pl-pouco-tem-a-fazer.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Valha-nos, Deus!
Já basta a epidemia
do mau-caratismo
nos 3 poderes. . .
“Ebola: qual o risco do surto chegar ao Brasil? Infectologistas respondem”
– Estágio mais alto de alerta da OMS foi decretado no último fim de semana em meio ao surto que já acumula quase 600 casos e 140 mortes suspeitas na República Democrática do Congo e em Uganda.
(Por Bernardo Yoneshigue — Rio de Janeiro, O Globo, 21/05/26)
. . .
“A OMS declarou o surto de Ebola na RDC e Uganda como emergência de saúde pública internacional. Embora o risco de chegada ao Brasil seja baixo, especialistas alertam para a importância de vigilância rigorosa. O vírus Bundibugyo, sem vacina disponível, é transmitido por contato direto com fluidos, limitando sua disseminação. A atenção está voltada às regiões afetadas, onde há desafios logísticos e risco elevado de transmissão.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/05/21/ebola-qual-o-risco-do-surto-chegar-ao-brasil-infectologistas-respondem.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Enquantos nossas “otoridades”
planejam apenas mais bene$$e$
para si e seus pares. . .
“Traficantes do Comando Vermelho compram drones com capacidade para transportar até 20 fuzis entre favelas”
– Polícia identificou treinamento de criminosos do Complexo do Alemão com aeronaves de grande porte usadas em áreas agrícolas; equipamento pode levar até 80kg e teria sido operado com auxílio de brasileiro que lutou na guerra da Ucrânia.
(Por Marcos Nunes — Rio de Janeiro, O Globo, 21/05/26)
. . .
“Traficantes do Comando Vermelho adquiriram drones de grande porte capazes de transportar até 80 kg, equivalendo a 20 fuzis, para movimentar armas e drogas entre comunidades no Rio. A polícia identificou o uso de um brasileiro que lutou na Ucrânia para treinar os criminosos. O equipamento, importado da China e operado em áreas agrícolas, destaca o crescente uso de tecnologia pelo crime organizado.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/05/21/traficantes-do-comando-vermelho-compram-drones-com-capacidade-para-transportar-ate-20-fuzis-entre-favelas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Não é vorcaro, mas. . .
a candidatura do
lulampião continua
comprando. . .
“A menos de cinco meses da eleição, Lula acelera gastos com uma medida a cada 3,5 dias”
– Para analistas, estímulos vão pressionar inflação e as contas públicas, dificultando a queda dos juros.
(Por Bernardo Lima e Thaís Barcellos — Brasília, O Globo, 21/05/26)
. . .
“A menos de cinco meses das eleições, o governo Lula intensifica medidas econômicas, com novas ações a cada 3,5 dias, visando a baixa renda e classe média. Analistas alertam que esses estímulos podem pressionar a inflação e as contas públicas, complicando a redução dos juros. As propostas podem impactar até 1,4% do PIB, enquanto a expectativa é que o crescimento econômico alcance 2% em 2026, apesar das tensões no Oriente Médio.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/05/21/a-menos-de-cinco-meses-da-eleicao-lula-acelera-gastos-com-uma-medida-a-cada-35-dias.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Síntese:
“Meu reino pelo tetra”!
A candidatura do
“faveco rachadjinha”
continua sangrando. . .
“De evangélicos ao agro, Flávio queima pontes com base fiel em meio a desgaste com filme e mudanças na equipe da campanha”
– Insatisfação de aliados fez a primeira vítima no entorno de Flávio, com a saída do publicitário Marcello Lopes, o Marcellão.
(Por Letícia Pille e Luísa Marzullo, O Globo, 21/05/26)
. . .
“A pré-campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta turbulências com a saída do publicitário Marcello Lopes após revelações sobre a proximidade de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro. A crise afeta a relação com evangélicos, agronegócio e mercado financeiro, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é citada como possível alternativa política. O PL aguarda para medir o impacto antes de decisões sobre a candidatura.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/21/de-evangelicos-ao-agro-flavio-queima-pontes-com-base-fiel-em-meio-a-desgaste-com-filme-e-mudancas-na-equipe-da-campanha.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
“Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas”.
“PF rejeita proposta de delação de Vorcaro”
– No início da semana, dono do Banco Master foi transferido para uma cela comum da Superintendência da corporação.
(Por Patrik Camporez — Brasília, O Globo, 21/05/26)
. . .
“A Polícia Federal (PF) recusou a proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido em um grande escândalo financeiro. A decisão foi comunicada aos advogados de Vorcaro, dono do Banco Master, que enfrenta dificuldades para demonstrar cooperação efetiva. A Procuradoria-Geral da República ainda não se pronunciou formalmente. Vorcaro, transferido para uma cela comum, teve suas visitas restritas. Investigações revelam possíveis ligações financeiras com políticos como Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/20/pf-rejeita-proposta-de-delacao-de-vorcaro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
“As relações de Flavitcho Bolsonaro com Daniel Vorcaro abalaram a República bolsonarista. Ronaldo Caiado, que estava na linha do “vamos ver, deixa o menino se explicar”, agora chutou o pau da barraca. A Michelle se limita a dizer “tem que perguntar pro Flávio”. O Zema, que foi o primeiro a dizer que era imperdoável, segue sem perdoar. Já tem gente falando em Cleitinho para presidente. Aliás, até o Aécio Neves quer pegar a onda e se lançar candidato (sim, ressuscitou de novo).”
“Se a canoa não virar sozinha, não falta gente para dar um empurrãozinho”
“éNoiteNaCidade”, 20 mai 2026, TixaNews, MAI 21″
(https://www.tixanews.com.br/newsletter/)
Enquanto isso, o marqueteiro amigo abandona Flavitcho (mas ele já escolheu um novo). Haja marketing, BRASEW.
A treta é a seguinte. Tem uns três mineiros aí nesse lead querendo pegar o Flavitcho. O Zema é o ex-governador e todos já conhecem. O outro é o Aécio, que é ex-tudo e todos já conhecem. E o terceiro é o Cleitinho, do Republicanos, é um senador bolsonarista e pré-candidato ao governo do Estado. O Metrópoles afirma que o partido já está pensando em lançar o senador candidato a presidente.
Mas se Minas não conseguir derrubar Flavitcho, Goiás agora se candidatou também. Ronaldo Caiado hoje partiu para as cabeças.
“A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República. O Vorcaro estava contaminando todos os Poderes, e nós estamos vivendo nessa desordem institucional.”
Nem o marqueteiro amigo resistiu. Marcelão, como era conhecido, caiu fora. Ele é ex-policial e tem uma agência de publicidade que ganhou vários contratos públicos na era Bolsonaro, mas também conquistou contas como a dos Correios e a do governo de Minas Gerais (olha Minas aí, gente). Marcelão é amigo pessoal de Flavitcho, mas também apareceu como um dos publicitários que ajudou Vorcaro a construir a rede de influencers para criticar o Banco Central (lembram dessa treta?). Mas Flavitcho já arrumou um novo marqueteiro: Eduardo Fischer. Para quem não é do mundo publicitário, Fischer é quem fez as campanhas da Brahma quando os jogadores ficavam fazendo o número 1 na época da Copa. Naquela época em que o Brasil ainda ganhava Copa.
Falando em ganhar Copa, o Aécio parece que quer se lançar candidato pelo PSDB (sim, darling, o partido ainda existe). Os parça dele estão dizendo que ele tem que aproveitar a onda de rejeição contra Flavitcho. O Roberto Freire disse para a Folha que não podem deixar o lulopetismo tomar conta. Só quero lembrar que o Brasil perdeu de 7×1, no Mineirão, na última vez que Aécio foi candidato a presidente. #informei
E a Michelle?
A Michelle reapareceu ontem, plena, e quando perguntada sobre os áudios do Flavitcho com Vorcaro, apenas sorriu e disse “tem que perguntar para o Flávio”. O Janones disse na semana passada que o dinheiro do Vorcaro vai aparecer em algum momento na conta de Michelle. Mas até agora nada.
A análise geral da galera é que, com chances ou sem chances, Flavitcho vai seguir candidato porque os Bolsonaro preferem que Lula ganhe a que algum outro candidato da direita ganhe. Porque daí vão fazer oposição como? Afinal, o modus operandi do bolsonarismo é rede social, e rede social só engaja na base do ódio.
Mais uma investigação
E a Polícia Federal está apurando uma emendinha (aquelas de dinheiro público) que Flavitcho enviou para uma ONG que tem suspeita de estar ligada aos irmãos Brazão, condenados pelo assassinato da vereadora Marielle e de seu motorista Anderson. Ahã, até isso está aparecendo agora. A desconfiança é que o repasse pode ter feito parte de um esquema de desvio de verbas públicas.
E o Ciro Nogueira?
O Ciro Nogueira outro dia estava envolvido em denúncias do tigrinho, depois veio denúncia de possíveis esquemas com Vorcaro e agora a Polícia Federal está investigando um pagamento de 14 milhões de reais feito por um fundo ligado a Ricardo Magro (aquele empresário do ramo dos combustíveis que é considerado o maior sonegador do Brasil). Na semana passada, a Justiça autorizou uma operação que foi atrás do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e autorizou a prisão de Magro. O empresário está hoje foragido nos Estados Unidos. A reportagem é do Estadão e Ciro explicou para o jornal que teve sim o pagamento, mas que foi relativo à venda de um terreno para a construção de uma distribuidora de combustíveis.
Mas a revista piauí publicou agora há pouco que o dinheiro caiu na conta da empresa do senador 55 dias depois de uma “emenda Refit”. O senador propôs uma alteração no projeto de lei do devedor contumaz que poderia dificultar o enquadramento de empresas do setor de combustíveis — ou seja, que poderia beneficiar Ricardo Magro.
Para os perdidos: existem dois tipos de emendas. As emendas de dinheiro, em que os parlamentares pegam parte do Orçamento Público para enviar a seus estados (e muitas vezes desviam a função e por isso caem em investigações de corrupção, lavagem e esquemas). E existem as emendas que são para acrescentar algum ponto em um projeto de lei ou medida provisória. A notícia do Flavitcho com os Brazão era sobre emendas de dinheiro. Essa notícia do Ciro com Magro é sobre emendas de texto.
Botaram o Lobo no galinheiro
E eis que o Senado, que não aprovou Messias para o Supremo, aprovou o Lobo para a Comissão de Valores Mobiliários. Otto Lobo será o novo presidente do xerife do mercado financeiro. Apesar de Alcolumbre negar, todo mundo dizia que Lobo era seu candidato preferido ao cargo. Para quem não lembra, foi Lula quem indicou o Lobo, apesar de pesar sobre ele uma nuvem de dúvidas por conta de umas decisões que ele andou dando na CVM que beneficiaram quem? O Banco Master.
Decretos
Lula anda numa agenda intensa para tentar agradar todos os tipos de eleitores. Hoje foi a vez de assinar dois decretos para que as big techs comecem a derrubar conteúdos de violência contra as mulheres. Para isso, botou no circuito a Agência Nacional de Proteção de Dados, que vai fiscalizar as empresas.
E essa boiada?
A bancada ruralista, sem ninguém perceber, fez uma manobra hoje na Câmara e conseguiu aprovar um projeto que reduz em 40% a Floresta Nacional do Jamanxim, na Amazônia. Foi esquema de tramitação a jato. Por sorte, ou azar, o projeto agora vai para o Senado.
E a gente que lute, BRASEW.
(TRPCE)
Para encerrarmos a noite:
“O Túnel de Guoliang, nas Montanhas Taihang, na China”
+em: https://monitordomercado.com.br/noticias/386260-a-perigosa-rodovia-na-asia-que-foi-escavada-inteiramente-a-mao-por-apenas-13-moradores-dentro-de-um-penhasco-macico-para-evitar-o-isolamento-total/?utm_source=terra_capa&utm_medium=referral#google_vignette
Vídeo: https://youtu.be/aTh7QJzTLyM?si=FnLZI7PlIXw0Efw-
Bons sonhos!
Acho, que is pesadelos rondam os brasileiros, catarinenses, blumenauenses e gasparenses
Só agora?
Impressionante o volume de profissionais da Imprensa, na área do futebol, decepcionados com a convocação do Neymar!
Depois da Copa das Copa em que tínhamos a Seleção das Seleções em 1970, nunca mais “me-iludi-me”.
No Phutebol, o que impera é o poder econômico.
E esses “decepcionados” sabem muito bem disso!
Ou fingem que não. . .
“Braziu!!!
Rumu au équiça
para garantir ao
lula, o tetra”!
“Copa de 70 é estrela na Netflix: Relembre o Tri no México”
Dos cinco títulos mundiais da seleção brasileira, o de 1970, na Copa do Mundo do México, tem um lugar especial no coração dos amantes do futebol. Para muitos, a equipe. . .que tinha nomes como Pelé, Rivelino, Carlos Alberto Torres, Tostão e Jairzinho, está entre as principais da história do futebol mundial.
Não à toa, no próximo dia 29 de maio, a Netflix lançará a minissérie “Brasil 70: A Saga do Tri”.
. . .
+em: https://esporte.ig.com.br/jogoajogo/2026-05-20/copa-do-mundo-1970-tricampeonato-pele-netflix-serie-curiosidades-fatos-historicos.html
“Mapa do poder”
– O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
(Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 20/05/26)
1 – O relator da PEC que acaba com a jornada de trabalho 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sugeriu que os funcionários com salário superior a R$ 16.951,10 não tenham mais limite de jornada de trabalho ou escala. A mudança foi defendida pelo Novo e pelo PL como uma forma de aumentar a formalização dos trabalhadores com maiores salários (muitos dos quais contratados atualmente como pessoas jurídicas), mas ministros do governo Lula (PT) foram contrários.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/relator-da-pec-6×1-defende-que-quem-receber-acima-de-r-16-mil-nao-tenha-limite-de-jornada-de-trabalho.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
2 – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ordenou que o governo federal adote as providências para efetivar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). Ela está presa na Itália e teve sentenças favoráveis da Justiça local para cumprir pena no Brasil. Ela foi condenada pelo STF por invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e por perseguir um homem com uma arma. Seus advogados afirmam que ela é vítima de perseguição.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/moraes-ordena-que-governo-federal-tome-medidas-para-efetivar-extradicao-de-carla-zambelli.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
3 – Lula assinou um decreto que visa aumentar a proteção de mulheres em ambientes digitais. O texto obriga as plataformas a coibir a disseminação de crimes, fraudes e violências e a tomar medidas que reduzam danos a vítimas. Um dos pontos, por exemplo, determina que conteúdos íntimos vazados na internet deverão ser retirados do ar em até duas horas. As medidas entram em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer na quinta-feira (21).
+em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/05/redes-sociais-terao-que-retirar-conteudo-intimo-vazado-em-ate-duas-horas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
Na Esplanada… Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, se reuniu virtualmente com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A conversa ocorreu após o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump em maio, quando foi criado um grupo de trabalho para negociar o fim das barreiras tarifárias em até 30 dias.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/apos-encontro-entre-lula-e-trump-eua-e-brasil-tem-reuniao-sobre-tarifas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(TRPCE)
“Zema e Caiado vs. Flávio”
(Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 20/05/26)
Adversários de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa por votos da direita, os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) aproveitaram um momento de crise na pré-campanha do senador para fazer críticas indiretas ao candidato do PL, após pesquisas apontarem o impacto negativo do caso “Dark Horse”.
Em evento com centenas de prefeitos, Caiado afirmou (*) que quem está “contaminado” pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, “não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República”. A declaração mostra uma mudança em relação ao seu posicionamento anterior, quando havia minimizado a relação de Flávio com o ex-banqueiro.
Já Zema manteve as críticas (**) que fez logo quando os áudios em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro para o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram vazados. Ele declarou que as explicações foram insuficientes e que elas precisam ser dadas. Na mesma linha de Caiado, o ex-governador mineiro ainda disse que é preciso “credibilidade” para governar o Brasil.
Segundo apurou a Folha, a crise causada pela ligação entre Flávio e Vorcaro também reavivou especulações de que o PL pudesse substituir o senador por Michelle Bolsonaro na disputa presidencial. A hipótese por ora é descartada. Ao participar de um evento, a ex-primeira-dama ignorou a candidatura do filho de seu marido ao citar as chapas que apoia. Questionada sobre o escândalo, ela disse que os questionamentos deveriam ser feitos ao próprio senador.
+em:
(*) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/sem-citar-flavio-caiado-diz-que-quem-esta-contaminado-por-vorcaro-nao-pode-ser-presidente.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(**) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/sem-citar-flavio-bolsonaro-zema-diz-a-prefeitos-que-e-preciso-ter-credibilidade-para-liderar-o-pais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(TRPCE)
“‘Dark Horse’: Produtora de longa sobre Bolsonaro nunca fez nenhum filme”
(Por Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura — Brasília, O Globo, 20/05/26)
Proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo polêmico filme “Dark Horse”, a jornalista Karina Ferreira da Gama nunca lançou nenhum filme, nem no Brasil e nem no exterior. Além da Go Up, as outras duas empresas que constam no sistema da Agência Nacional de Cinema (Ancine) no nome de Karina – a Go7 Assessoria e a ONG Instituto Conhecer Brasil – também nunca registraram nem lançaram nenhuma produção em território nacional, seja em cinema, TV aberta ou fechada.
As informações foram levantadas a pedido da equipe do blog pela Ancine, agência que regula o mercado de cinema e audiovisual brasileiro.
Karina entrou no projeto do filme pelas mãos do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que assina o roteiro de “Dark Horse”, sobre a carreira política de Jair Bolsonaro. O filme está no centro da crise instalada pela revelação de que o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), cobrou milhões de reais do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, supostamente para o financiamento da obra.
Após uma série de reportagens do Intercept Brasil, Flávio reconheceu ter captado R$ 61 milhões de Vorcaro, pagos por meio de uma empresa ligada a ele para um fundo administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. Nenhum deles explicou por que era necessária a intermediação do fundo, o que levantou a suspeita de que o dinheiro na verdade estivesse sendo usado para financiar o autoexílio do filho 03 nos Estados Unidos.
Os dados da Ancine sobre a GoUp reforçam as suspeitas. De acordo com a agência, a produtora teve o registro confirmado em 9 de julho de 2025 e está em situação regular, mas nunca lançou nenhum filme, seja no cinema, na TV aberta ou fechada.
Aparentemente, a empresa foi formada para fazer o filme de Bolsonaro. O contrato social na Junta Comercial de São Paulo inclusive mostra uma alteração do objeto e das atividades econômicas, em junho de 2025. Embora negue que tenha sido o caso, a sócia da Go Up, Karina reconhece que o dinheiro para a produção de “Dark Horse” começou a entrar em março de 2025, vindo do fundo mantido pelo advogado Paulo Calixto no Texas.
Só depois disso a Go UP conseguiu seus registros na Ancine e na Receita Federal —- em que passou a constar como ativa em maio de 2025, dois meses depois.
Segundo Karina, a produção e a pós-produção de “Dark Horse” já custaram o equivalente a US$ 13 milhões (o equivalente a R$ 65,7 milhões, na atual cotação do câmbio).
O valor da produção provoca estranhamento por ser muito maior do que o de filmes brasileiros recentes que foram sucesso de bilheteria e receberam múltiplas indicações ao Oscar, como “O agente secreto” (R$ 28 milhões) e “Ainda estou aqui” (R$ 45 milhões).
“É um filme caro para burro. E o Jim Caviezel é um ator decadente, nível C”, disse um renomado profissional do setor audiovisual ouvido reservadamente pelo blog, para quem o orçamento de US$ 13 milhões não se justifica.
“Quase cinquenta por cento desse orçamento é elenco. Eu tinha 11 atores americanos e 36 semanas de filmagem”, disse ela. “O projeto tinha um orçamento ainda maior. A gente cortou muitas cenas, teve que economizar e o Cyrus [o norte-americano Cyrus Nowrasteh, diretor do filme] reajustou as cenas pra gente conseguir.”
“Dark Horse” (Azarão, em tradução livre) é protagonizado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente. Apoiador de Donald Trump, a quem já chamou de “novo Moisés”, Caviezel passou cerca de três meses no Brasil gravando. Também está no elenco Esai Morales, que interpretou o vilão de “Missão: Impossível – O acerto final”.
Projetos no papel
Karina diz que não teve nenhuma relação com a captação de recursos e que não sabe quem são os investidores além de Vorcaro — sobre o qual alega ter ficado sabendo agora, com as reportagens do Intercept.
Segundo ela, o filme de Bolsonaro não foi a sua primeira tentativa de fazer cinema. Nas outras, disse ter registrado os projetos na Ancine pela Go7 – um infantil e um documentário sobre atletas, intitulado “Atletas de Cristo” –, mas nenhum deles saiu do papel por falta de apoio. “Ela [a Go7] tem registro na Ancine bem mais antigo e tem projetos na Ancine”, afirmou.
De fato, a Go7 foi registrada na Ancine em 2005, mas não tem nenhuma obra concluída ou finalizada devidamente registrada. A agência confirmou, no entanto, que Karina já fez cadastro de um projeto e se inscreveu em um edital, mas nenhuma das duas iniciativas avançou.
“Me qualifiquei nas regras da Ancine, me qualifiquei tudo certinho, como todo produtor tem que fazer. Mas eu sou uma produtora muito pequena. As grandes empresas, elas não, não olham pros pequenos, elas querem trabalhar com as produtoras grandes.”
A agência também informou à equipe da coluna que a Go7 e a outra empresa de Karina, o Instituto Conhecer Brasil, estão em situação irregular desde janeiro de 2026, com o registro suspenso, por falta de renovação da documentação.
Na prática, isso significa que a Go7 e o instituto não podem registrar obras, apresentar projetos nem pleitear financiamento público perante a Ancine. Já a Go Up, responsável por “Dark Horse”, está com o cadastro em dia, mas o filme ainda não foi registrado perante a agência.
Segundo fontes que acompanham de perto as movimentações do mercado audiovisual brasileiro, a suspensão do registro indica que a Go7 e o Instituto Conhecer Brasil não só não produziram nenhuma obra audiovisual no Brasil, como demonstram falta de interesse em qualquer iniciativa nesse sentido, já que não atualizaram as suas informações de cadastro.
Apuração preliminar
As polêmicas em torno de “Dark Horse” não param por aí. Nesta terça-feira (19), aliados do presidente Lula acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir a estreia do filme até as eleições (*), sob a alegação de a obra pode funcionar como “peça de comunicação política de enorme impacto”, além de configurar propaganda eleitoral “dissimulada”, financiada por recursos milionários de “origem suspeita”
Antes disso, em outra frente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino já havia decidido abrir uma apuração preliminar para investigar supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares a um grupo de entidades ligadas à Karina, como a Go Up e o Instituto Conhecer Brasil.
Integrante da base aliada do presidente Lula, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) acionou o Supremo para investigar se os parlamentares estariam direcionando recursos públicos por meio de emendas para financiamento da biografia de Bolsonaro.
Esse filme está longe de terminar.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/dark-horse-produtora-de-longa-sobre-bolsonaro-nunca-fez-nenhum-filme.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)
(*) “‘Dark Horse’: petistas acionam TSE para impedir estreia de filme sobre Jair Bolsonaro até eleições”
– Deputado e Prerrogativas vão à Justiça contra filme que teria sido financiado por Daniel Vorcaro e citam decisão de 2022 que suspendeu lançamento de documentário sobre facada de Bolsonaro.
+em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/dark-horse-petistas-acionam-tse-para-impedir-estreia-de-filme-sobre-jair-bolsonaro-ate-eleicoes.ghtml
“A estratégia de sobrevivência de Flávio Bolsonaro e os fantasmas que o assombram”
(Por Lauro Jardim, O Globo, 20/05/26)
— Será que tem mais?
Essa foi a pergunta que aliados de Flávio Bolsonaro se faziam ontem em meio ao novo desgaste provocado pela admissão de que ele não só cobrou dinheiro de Daniel Vorcaro em áudios como foi à sua casa em São Paulo insistir no recebimento dos recursos prometidos — tudo isso com o então dono do Master em prisão domiciliar e de tornozeleira eletrônica.
Ter admitido apenas ontem o encontro pessoal com Vorcaro, quase uma semana após a revelação de sua relação de irmão com ele, deixou a todos mais temerosos do que ainda pode ser revelado, apesar das promessas de que agora não haverá novos constrangimentos.
Lamenta um assessor direto:
— Era para ele ter falado tudo de uma vez.
Ainda assim, ninguém ainda pulou do barco: ou seja, políticos de direita e extrema-direita, empresários e a Faria Lima se mantêm onde estão esperando as novas pesquisas — a primeira delas, do Datafolha, sai na sexta-feira.
Enquanto isso, seus assessores de campanha tratam de tentar baixar a temperatura com frases como “foi um tiro na orelha, passou perto; mas não atingiu a cabeça” ou “era melhor não ter acontecido nada disso, mas pelo menos tudo isso surgiu agora, quando ainda dá tempo de nos mexermos.”
Querem virar a página desse escândalo. Mesmo com tantas perguntas ainda não respondidas devidamente sobre ele.
E tratam de trabalhar para que a agenda de Flávio siga como se nada tivesse acontecido (como se fosse possível… mas campanha é isso aí): o objetivo é de mostrar normalidade.
Está previsto ainda para esta semana que o Zero Um crie fatos novos, como por exemplo, o acerto de chapas em seu apoio em alguns estados.
Minas Gerais é um deles, com o lançamento do ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe como candidato a governador.
Mas a pergunta-chave continua no ar:
— Será que tem mais?
E esse “mais” não necessariamente tem a ver apenas com Vorcaro. Mas , por exemplo, com outras histórias heterodoxas, iguais a tantas que fazem parte do seu currículo desde que era deputado estadual no Rio de Janeiro.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/05/a-estrategia-de-sobrevivencia-de-flavio-bolsonaro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)
“Resumão, O Globo”
(Por Gabriel Cariello, 20/05/26)
Gestos.
Os presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, participam de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim: encontro tem assinatura de acordos, sinalização sobre parceria e crítica velada aos EUA
+em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/05/20/em-critica-velada-aos-eua-xi-alerta-para-risco-de-lei-da-selva-enquanto-sauda-relacao-de-china-com-a-russia-de-putin.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (I)
(Por Gabriel Cariello, 20/05/26)
FLÁVIO EM FOCO
A Polícia Federal investiga o envio de uma emenda parlamentar (*) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, a uma ONG suspeita de ter ligações com os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. A apuração mira um esquema de desvio de verbas públicas comandado pela família Brazão. Flávio disse que não é seu papel auditar como as emendas são usadas.
► Pressionado pela revelação de sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro decidiu acelerar a divulgação de seu plano de governo (**), começando pela segurança pública.
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/20/pf-apura-emenda-de-flavio-bolsonaro-para-ong-suspeita-de-integrar-esquema-de-desvios-comandado-por-irmaos-brazao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/20/apos-desgaste-com-master-flavio-acelera-anuncio-de-plano-de-governo-e-aposta-em-pauta-da-seguranca.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (II)
(Por Gabriel Cariello, 20/05/26)
LIMITES PARA AS BIG TECHS
O presidente Lula editou decretos com novas regras para a atuação das plataformas digitais no país. A iniciativa adequa a legislação à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a responsabilidade das big techs. As empresas terão que disponibilizar canais oficiais para receber notificações e remover conteúdos criminosos, segundo a lei brasileira. A fiscalização será responsabilidade da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), e o descumprimento poderá resultar em punição. Também foram determinadas medidas de proteção às mulheres no ambiente digital.
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/20/lula-atualiza-regras-big-techs-deverao-remover-conteudo-criminoso-e-podem-ser-punidas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (III)
(Por Gabriel Cariello, 20/05/26)
A EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o governo adote medidas para efetivar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, que está presa na Itália. Moraes foi informado que a Corte de Roma aprovou a extradição. O caso remete à primeira condenação de Zambelli, por ordenar invasão aos sistemas do CNJ. Zambelli também foi condenada por porte ilegal de arma de fogo. Ela fugiu para a Itália em maio de 2025.
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/20/moraes-manda-governo-adotar-providencias-para-a-extradicao-de-zabelli-ao-brasil.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (IV)
(Por Gabriel Cariello, 20/05/26)
INDICADO PARA A CVM
A indicação de Otto Lobo para presidir a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, por 19 votos a quatro. Em seguida, será analisada pelo plenário. No colegiado, Lobo negou ter beneficiado o Banco Master enquanto foi presidente interino do órgão regulador do mercado.
+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/05/20/comissao-do-senado-aprova-indicacao-de-otto-lobo-para-presidencia-da-cvm-por-19-votos-a-4.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
“Resumão, O Globo” (V)
(Por Gabriel Cariello, 20/05/26)
CERCO A CUBA
O Departamento de Justiça dos EUA apresentou uma acusação formal (*) contra o ex-presidente de Cuba Raúl Castro por suposto envolvimento na
derrubada de dois aviões no espaço aéreo cubano há 30 anos. O indiciamento amplia a pressão sobre Havana (**), que atravessa grave crise
energética por causa do bloqueio imposto por Washington. Horas antes do anúncio, o secretário de Estado, Marco Rubio, descendente de cubanos,
prometeu “uma nova Cuba”.
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/05/20/antes-de-indiciamento-de-raul-castro-rubio-promete-novo-caminho-com-os-eua-empronunciamento-aos-cubanos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/05/20/pressao-sobre-cuba-entenda-por-que-os-eua-devem-acusar-formalmente-ex-presidenteraul-castro-hoje.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(TRPCE)
Matutando sobre. . .
Cada vez mais fica explícito que carregamos a MRPMSSPO:
Maldição da Realização da 1ª Missa em Solo Sagrado dos Povos Originários!
Maldito, sejamos