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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLVIII

A pré-estreia do filme de Bolsonaro: áudio do diálogo entre Flávio e Vorcaro mostra que filme pode ser sucesso de bilheteria”, por Cláudio de Oliveira, complementando o seu traço inconfundível para a edição do dia 13 de maio do jornal Folha de S. Paulo. Quarta-feira foi dia de negação. Não pararam de pé. Quinta-feira foi dia de explicações e as contradições não deixou nada de pé (a não ser na bolha).

Independente disso, a relação, as repetida mentiras e enrolações, de um candidato à presidência da República que se apresenta acima de qualquer suspeita, como quer a maioria do eleitorado, com um bandido sem escrúpulos algum e que comprava – no escurinho e na cara dura ou intimidava via bandidos barra pesada que contratava como se fosse um gangster – autoridades (lembram dos R$128 milhões para a mulher de Alexandre de Morais?) para manter de pé o seu império de falcatruas no mundo financeiro, de investimentos e brutal sonegação articulada contabilmente, é muito ruim. É algo sinalizador e perigoso sobre o futuro do Brasil e dos brasileiros. Flávio, os bolsonaros, a direita radical, os bolsonaristas e os da turma do pecado agarrados ao candidato, acham isto normal e já estão à caça, rotulando como traidores, os que não concordam com este tipo de” “normalidade”.

Para esta gente (e está expressa bem claramente para salvar o seu eleitorado nas redes sociais da direita) a régua da corrupção, da falta de transparência e da montanha de dúvidas é a do PT, Lula e da esquerda do atraso. Se não ultrapassá-la, tudo é aceitável. Meu Deus! (By Herculano).

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59 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLVIII”

  1. Miguel José Teixeira

    Uai, sô! Isso foi nos tempos
    em que as “otoridades”,
    honravam seus topetes!

    “Quando um ministro caía por US$ 830”
    – Hoje, quando apanhado, o corrupto se declara vítima. Quando não tem mais jeito de negar, vai para a delação premiada’
    (Por Carlos Alberto Sardenberg, O Globo, 18/05/26)

    Estamos em 1993, o presidente da República é Itamar Franco, e seu ministro da Fazenda é Eliseu Resende. Vaza a informação de que Resende recebera vantagens impróprias de uma empreiteira durante viagem a Nova York. Itamar o demite. A empreiteira era a Andrade Gutierrez, que pagara uma conta de hotel de Resende. Valor: US$ 830!

    Reparem. O ministro, técnico respeitado, caiu por aceitar uma cortesia de míseros US$ 830. E mais: a viagem havia sido feita antes de Resende assumir o Ministério da Fazenda. Em dinheiro de hoje, esse valor paga uma diária no hotel Península de Londres, onde algumas autoridades se hospedaram por alguns dias, comeram e beberam por conta de Daniel Vorcaro. E acharam tudo muito normal.

    Outra do Itamar. Seu ministro-chefe da Casa Civil era Henrique Hargreaves, amigo de absoluta confiança. No Congresso, estava em andamento a CPI do Orçamento, e ali apareceram denúncias de que Hargreaves recebia dinheiro “por fora”. Eram suspeitas, mas Itamar resolveu afastá-lo até que se provasse sua inocência. O golpe foi tão pesado que Hargreaves sofreu um infarto. Sobreviveu, provou-se a inocência, e ele voltou ao cargo.

    Há duas lições aqui. Primeira, a suspeita ou, como alguns diriam, a “simples” suspeita é, sim, causa de afastamento do serviço público. Segunda, um homem honrado pode literalmente morrer de vergonha quando envolvido em denúncias de corrupção.

    Hoje, quando apanhado, o corrupto imediatamente se declara inocente, vítima de injustiças e perseguições. Quando não tem mais jeito de negar, vai para a delação premiada. Entrega, confessa, mas para salvar alguns trocados que garantam uma boa vida e — quem sabe? — a volta aos negócios. Já aconteceu com muitos que foram apanhados pela Operação Lava-Jato e hoje estão por aí, na boa, negociando com governos.

    Itamar sucedia a Fernando Collor, que sofrera impeachment por causa de grossa corrupção. Ainda assim, na casa dos milhões. Na Lava-Jato, os valores do dinheiro roubado chegaram aos bilhões. No caso Vorcaro, dezenas de bilhões. Pode-se dizer que foram em vão os exemplos deixados por Itamar Franco.

    No público, a impressão é que a roubalheira é generalizada em todos os governos, de Brasília aos municípios.

    — A cada dia que passa, temos a sensação de que a corrupção tomou conta do país; não há o que fazer: sofremos de uma doença incurável — escreveu na revista Veja a economista Maria Cristina Pinotti (*), sem dúvida a maior autoridade no estudo dos impactos da corrupção na sociedade.

    Para ela, entretanto, a doença não é incurável. A cura é difícil, mas absolutamente necessária para que o país escape dessa situação de baixo crescimento e enorme desigualdade. A sensação de roubalheira geral é disruptiva. Imagine o cidadão comum, que entrega em dia sua declaração de IR, paga os impostos e todo dia toma conhecimento de algum episódio de roubo de dinheiro público, o dinheiro que ele pagou. Por que pagar de novo?

    O empresário honesto se vê numa competição desleal. O concorrente ganha os contratos não por ser mais eficiente, mas por dispor dos melhores contatos nos governos. As obras são feitas e os serviços prestados não para buscar o bem comum, mas porque dão mais dinheiro para alguns. Como escapar dessa situação? Pela atuação civil das pessoas honestas, pelo trabalho de instituições sérias e pelo apoio a políticos e servidores sérios.

    Pinotti sugere o caminho. Primeiro, avaliar o tamanho da corrupção — tarefa obviamente difícil, mas que pode ser cumprida por boas pesquisas e análises dos gastos públicos. A partir daí, é necessário reformar a legislação penal, para redefinir o crime de corrupção e as penalidades. Para isso, claro, precisamos do Poder Legislativo. E, para aplicar uma nova legislação, precisamos da ação do Judiciário.

    Imagino a sensação de desânimo do leitor…
    – mas é nesses Poderes que encontramos corrupção.
    Pois é. Ninguém disse que é fácil. Mas a Itália conseguiu.
    E sempre temos o voto.
    Quem sabe nos aparece um novo Itamar.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/carlos-alberto-sardenberg/coluna/2026/05/quando-um-ministro-caia-por-us-830.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (*) “Corrupção e pobreza caminham juntas”
    +em: https://cristinapinotti.com/

    1. Miguel José Teixeira

      Matutando bem. . .

      Hoje em dia, nossas “otoridades”
      que auto “se-destopetaram-se”,
      escondem a falta do topete com
      a poderosa caneta nas mãos!

  2. Miguel José Teixeira

    “Desconfiança no Brasil vem de antes do Master”
    – Instituições nunca tiveram credibilidade. A população brasileira nunca confiou de fato nas autoridades.
    (Por Irapuã Santana, O Globo, 18/05/26)
    . . .
    “O artigo aborda a desconfiança histórica dos brasileiros nas instituições, destacando que escândalos como o do Banco Master não surpreendem a população. Dados de confiança em 2021 revelam baixa credibilidade em autoridades, acentuada desde 2017. A pesquisa Quaest mostra que 46% veem impacto negativo em várias esferas do governo. O texto sugere que se deve ir além das normas existentes para enfrentar essa realidade, reconhecendo a necessidade de esperança e mudanças efetivas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/irapua-santana/coluna/2026/05/desconfianca-no-brasil-vem-de-antes-do-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  3. Miguel José Teixeira

    “Erasmo Carlos tem suas inquietações do início dos anos 1970 transformadas em rap”
    – Nos 85 anos de nascimento do Tremendão, álbum idealizado por seu filho une músicas de cantor e compositor morto em 2022 a artistas do hip hop como Emicida, Marcelo D2, Criolo e Xamã.
    (Por Silvio Essinger — Rio de Janeiro, O Globo, 18/05/26)

    Parceiro de Erasmo Carlos (1) em “Termos e condições”, de 2018, Emicida (2) abre o álbum “Mano” (Universal Music) saudando o amigo morto em 2022: “Esteja onde estiver, tamo junto, essa é pra você!”. E sobre a base de “É preciso dar um jeito, meu amigo” (faixa do LP “Carlos, Erasmo”, de 1971, que ganhou popularidade ao ser incluída na trilha sonora do filme “Ainda estou aqui”) (3), o rapper dispara versos cortantes, cita os nomes tão diversos quanto os de Aldous Huxley, Geraldo Vandré, Mário Quintana, Belchior, Maquiavel e John Coltrane.

    Com oito faixas, unindo gravações de Erasmo ao rap brasileiro (além de Emicida, estão lá Marcelo D2, Criolo (4), Dexter, Xamã (5), Budah, Rael, Tasha & Tracie e Tássia Reis), “Mano” chega ao streaming no dia 5, para as comemorações dos 85 anos de nascimento do Tremendão (que também serão feitas com um show de Orquestra Imperial). O álbum é um projeto de Léo Esteves (filho do cantor e guardião da sua obra) e do produtor Marcus Preto (que esteve à frente de alguns dos seus últimos discos) para, diz Léo, botar o público em contato com a “obra dele menos incensada”.

    A ideia era algo que não fosse óbvio mas que tivesse a cara do Erasmo. Léo pensou em um disco de remixes, ideia descartada. Marcus veio com a proposta de chamar os artistas do rap. Assim como o rap não é estranho ao seu pai, conta Léo, este também não era estranho ao rap.

    — A playlist do Erasmo era uma coisa muito louca. Tinha Bob Dylan, aí vinham os Originais do Samba, aí daqui a pouco o Aswad, uma banda de reggae inglesa de que a gente gosta — lembra. — O rap vinha mais pelo discurso. O Erasmo gostava muito do posicionamento nas letras.

    Marcus revela que havia conversas de Erasmo fazer uma parceria com Marcelo D2:

    — Lembro de ele citar também o Criolo em alguns momentos. Tenho a impressão que essa geração do rap dos anos 2010 se impôs de uma maneira em que estava ficando quase inevitável o contato do Erasmo com o rap.

    Para Léo, a ligação com o rap também tem a ver com a virada do pai dos anos 1960 para 70 — as faixas pinçadas para “Mano” vieram dos LPs “Carlos, Erasmo”, “Sonhos e memórias — 1941/1972” (1972) e “1990 — Projeto Salva Terra!” (1974).

    — A Jovem Guarda tinha acabado em São Paulo, o Roberto Carlos (6) foi ser um cantor romântico, popular e o Erasmo ficou ali perdido. A volta para o Rio foi emblemática. Ele se casou com a minha mãe, formou família, e teve contato com as drogas, que expandiram a visão dele — recorda. — Isso foi o principal motivador daquela fase, com letras mais profundas, existenciais, questionando certas coisas. Ele saiu daquela zona de segurança que era gravar um programa semanal, de grande sucesso, mas que aprisionava ele como roqueiro. Era uma época em que existia uma certa utopia, e o Erasmo sempre foi um cara muito utópico.

    E havia também na época, segundo Marcus Preto, uma ligação musical de Erasmo com “todos esses caras que foram depois sampleados e usados em produções de rap como referências fortes”.

    — Em alguma medida, o Erasmo tem uma mão naquela black music brasileira do começo dos anos 1970 — diz o produtor, citando “Coqueiro verde”, samba-rock de Erasmo e Roberto Carlos regravado pelo Clube do Balanço nos anos 2000 e mostrada em show em São Paulo do qual ele lembra de ver o autor participado. — O Jorge Ben Jor (7), o Hyldon, todos tratavam o Erasmo como um deles. Ele é o cara da Tijuca ali, com um lugar muito parecido com o daqueles outros.

    Léo conta que o pai também ouvia muito a black music americana, que seria sampleada pela primeira geração do rap, nos EUA:

    — Não falo nem da Motown. O que ele gostava era da terceira a divisão, não só dos mais conhecidos. Ele gostava de Donny Hathaway e botava muito Isaac Hayes para a gente ouvir.

    Para “Mano” (que sairá em vinil ainda este ano, assim como a reedição de “Sonhos e memórias — 1941/1972”), Marcus estabeleceu duas regras: os rappers não podiam perder de vista a canção original (“é pensamento de dueto, não de remix”) e tinham que interagir com aquilo. Ele distribuiu as opções, sempre com faixas compostas por Erasmo.

    — Vieram muitas músicas sobre amor, mas também sobre questões muito atuais. Engraçado que a semente estava lá, e aí, nos versos novos, essas coisas afloraram — observa.

    Rapper do Planet Hemp (8) (que, em sua carreia solo, trouxe gravações de Claudya (9) e de Antonio Carlos e Jocafi (10) para uma nova geração ao sampleá-las em “Desabafo” e “Qual é?”), Marcelo D2 ficou com “Maria Joana”, uma não tão disfarçada ode à proibida Cannabis sativa.

    — Tem tudo a ver comigo, né? — reconhece D2. — A personalidade do Erasmo é uma coisa muito marcante. Venho de uma geração que preza muito pela originalidade, e ele ajudou a gente escrever nossa história de forma original.

    A capixaba Budah pegou o samba “Cachaça mecânica”, para o qual escreveu os versos de “Queimando tudo dentro”.

    — O Erasmo sempre representou muita personalidade e verdade. Espero que o público possa ouvir essa releitura sentindo a energia e a força dessas canções que continuam tão marcantes.

    Ao mais veterano Criolo coube cantar “Gente aberta”, cujo rap resultante, “Imensamente visceral”, foi feito por Tássia Reis.

    — O Erasmo faz parte das memórias lá de casa. Estava na vitrola da Dona Vilani e do Seu Cleon, meus pais — conta. — Tive a honra de ter uma produção assinada por Edy Trombone, que é multi-instrumentista, e divide essa assinatura com o Bruno Buarque.

    Destaque do novo rap nacional, Tássia Reis também recorre a lembranças para dizer que sempre foi influenciada por Erasmo, “mesmo sem saber”:

    — Muitas canções me acompanharam na infância e adolescência, e na época eu nem sabia que eram suas.

    Hoje em dia empresário de Roberto Carlos, Léo Esteves se diverte com a pergunta: Quando é que você vai convencer o Roberto a deixar você fazer um disco como ‘Mano’?

    — Roberto é um tipo de artista que tem uma visão muito clara do que quer. Quando Roberto Carlos quer. Ele acorda artista, pensa no artista 24 horas por dia e só vai fazer isso quando ele tiver com vontade de fazer — garante ele, refratário a comentar disputas judiciais com a viúva de Erasmo, Fernanda Esteves (que recentemente teve que deixar o apartamento em que o casal vivia). — Só falo do meu pai para falar de música, ele queria ser lembrado pelas músicas. Nunca vou falar do meu pai fora desse contexto. Então, estou fazendo exatamente o que sempre fiz, trabalhando com ele em 40 anos, e sempre vou fazer: falar de projetos, falar de música, a exaltação do nome dele é através da música dele.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2026/05/18/erasmo-carlos-tem-suas-inquietacoes-do-inicio-dos-anos-1970-transformadas-em-rap.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (1) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/erasmo-carlos/
    (2) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/emicida/
    (3) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/filme/ainda-estou-aqui/
    (4) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/criolo/
    (5) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/xama/
    (6) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/roberto-carlos/
    (7) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/personalidade/jorge-ben-jor/
    (8) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/grupo-musical/planet-hemp/

    (9) “Prestes a completar 78 anos, Claudya lembra como música de 1973 foi parar na trilha de ‘Velozes e furiosos 5′”
    – Cantora celebra 60 anos de carreira com show no Teatro Rival, no Centro do Rio.
    +em: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2026/05/09/prestes-a-completar-78-anos-claudya-lembra-como-musica-de-1973-foi-parar-na-trilha-de-velozes-e-furiosos-5.ghtml

    (10) “Antônio Carlos e Jocafi: o ‘desacato’ de sempre, agora para gringo ouvir”
    – Redescoberta por Marcelo D2 e BaianaSystem, dupla que quebrou as regras do samba em hits como ‘Voce abusou’ lança disco feito nos EUA com produção de fãs, do selo Jazz is Dead.
    +em: https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2026/04/21/antonio-carlos-e-jocafi-o-desacato-de-sempre-agora-para-gringo-ouvir.ghtml

    Qualquer semelhança
    com a temporada da
    “caça aos votos’ será
    mera coincidência?
    . . .
    “Lá vem a temporada de flores
    Trazendo begônias aflitas
    Petúnias cansadas
    Rosas malditas
    Prímulas despetaladas
    Margaridas sem miolo
    Sempre-vivas quase mortas
    E cravinas tortas

    Odoratas com defeitos
    E homens perfeitos

    Lá vem a temporada de pássaros
    Trazendo águias rasteiras
    Graúnas malvadas
    Pombas guerreiras
    Canários pelados
    Andorinhas de rapina
    Sanhaços morgados
    E pardais viciados

    Curiós desafinados
    E homens imaculados

    Lá vem a temporada de peixes
    Trazendo garoupas suadas
    Piranhas dormentes
    Sardinhas inchadas
    Trutas desiludidas
    Tainhas abrutalhadas
    Baleias entupidas
    E lagostas afogadas

    Barracudas deprimentes
    E homens inteligentes (*)

    Erasmo Carlos e Panorama Ecológico: https://www.youtube.com/watch?v=3nDOPeL39ao

    (*) Cabe à nós,
    burros de cargas/eleitores,
    identificá-los e elegê-los!

  4. Miguel José Teixeira

    “Após boom de alunos, projetos de provas como a da OAB avançam e apontam descrédito em diplomas”
    – Criação de exames de proficiência buscam alcançar áreas como medicina veterinária, enfermagem, odontologia e biomedicina.
    (Por Bruno Alfano — Rio de Janeiro, O Globo, 18/05/26)
    . . .
    “Projetos de lei no Congresso visam criar exames de proficiência, similares ao da OAB, para profissões como medicina e enfermagem, levantando dúvidas sobre a qualidade dos diplomas. Apresentados por políticos de direita e com apoio de conselhos profissionais, os exames seriam obrigatórios para exercício profissional. Críticos, como o MEC e a ABMES, questionam a eficácia e alegam interesses corporativistas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/05/18/apos-boom-de-alunos-projetos-de-provas-como-a-da-oab-avancam-e-apontam-descredito-em-diplomas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  5. Miguel José Teixeira

    “Impacto na mesa: Crise climática reduz nutrientes dos alimentos e ameaça ampliar ‘fome oculta’ no mundo”
    – FAO estima que mais de 2 bilhões de pessoas, sobretudo em populações mais vulneráveis, sejam afetadas pela insegurança alimentar, levando a perdas econômicas, por meio da redução da produtividade e do aumento de custos em saúde.
    (Por Amanda Scatolini, O Globo, 18/05/26)
    . . .
    “A crise climática está reduzindo os nutrientes dos alimentos, ampliando a “fome oculta” e as desigualdades globais, segundo a FAO. O aumento de CO2 diminui a qualidade nutricional de alimentos básicos, afetando mais de 2 bilhões de pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Países de baixa renda são os mais afetados, com perda de produtividade e aumento de custos de saúde. Adaptações agrícolas e redução de emissões são cruciais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/05/18/impacto-na-mesa-crise-climatica-reduz-nutrientes-dos-alimentos-e-ameaca-ampliar-fome-oculta-no-mundo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  6. Miguel José Teixeira

    “Custo do agro sobe com a guerra e corrói lucro de produtores, apesar de safra recorde”
    – Inadimplência triplica com juros altos. Situação do setor pode se agravar com El Niño neste ano.
    (Por Vinicius Neder — Rio de Janeiro, O Globo, 18/05/26)
    . . .
    “A guerra no Oriente Médio e o fenômeno El Niño elevam os custos do agronegócio no Brasil, reduzindo os lucros dos produtores, mesmo com uma safra de soja recorde. A inadimplência triplicou devido aos altos juros, e o cenário pode piorar com o El Niño, que traz riscos climáticos. O setor enfrenta desafios financeiros, com margens de lucro comprimidas e necessidade de renegociação de dívidas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/05/18/custo-do-agro-sobe-com-a-guerra-e-corroi-lucro-de-produtores-apesar-de-safra-recorde.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  7. Miguel José Teixeira

    Escancarando as comportas das emendas!

    “PEC do BC, fim da escala 6×1 e Galípolo colocam governo Lula em semana de pressão no Congresso”
    – Agenda inclui embates sobre juros, jornada de trabalho e medidas para conter a alta dos combustíveis.
    (Por Luísa Marzullo — Brasília, O Globo, 18/05/26)
    . . .
    “O governo Lula enfrenta uma semana de pressão no Congresso, com debates sobre a PEC que amplia a autonomia do Banco Central, a volta de Gabriel Galípolo ao Senado e a proposta que reduz a jornada de trabalho 6×1. A agenda inclui também projetos sobre combustíveis e agronegócio. A tensão é ampliada pela rejeição do nome de Jorge Messias ao STF e encontros políticos previstos, em meio a ajustes fiscais contestados.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/05/18/pec-do-bc-fim-da-escala-6×1-e-galipolo-colocam-governo-lula-em-semana-de-pressao-no-congresso.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  8. Miguel José Teixeira

    “A alternativa Barbosa e a falência da política brasileira”
    – Pré-candidatura de ex-ministro do Supremo Tribunal Federal reafirma abismo institucional em que o Brasil se meteu desde 2018.
    (Wilson Lima, Crusoé, 17/05/26)

    O lançamento do nome do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (Democracia Cristã) para a corrida presidencial de 2026 é menos um sinal de força política e mais um sintoma agudo de falência do sistema partidário brasileiro. Quando um país começa a revisitar candidaturas que pareciam enterradas desde 2018 (sim, ele cogitou lançar seu nome pelo PSB), é porque o cardápio disponível se tornou indigesto até para os próprios eleitores habituados ao caos.

    A eventual candidatura de Barbosa não nasce de uma onda popular organizada, de um movimento partidário robusto ou de um projeto claro de país. Surge do vazio. Surge do cansaço. Surge, principalmente, da percepção cada vez mais disseminada de que o Brasil entrou em 2026 sem conseguir produzir uma liderança presidencial capaz de inspirar confiança fora das bolhas ideológicas.

    De um lado, o presidente Lula (PT) tenta vender a imagem de estabilidade institucional enquanto seu governo se afoga em velhos hábitos fisiológicos, loteamento político e sucessivos escândalos que transformaram a prometida “frente democrática” numa versão gourmetizada do toma-lá-dá-cá.

    A essa altura, o lulismo parece preso numa espécie de negacionismo ético seletivo: corrupção virou problema apenas quando envolve adversários. Quando os escândalos orbitam aliados, ministros, estatais ou figuras próximas ao Planalto, o governo reage como quem sofre de amnésia institucional crônica. O PT, que passou anos acusando adversários de destruírem a democracia, hoje governa como quem administra uma máquina eleitoral permanente financiada pelo contribuinte.

    Do outro lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenta se consolidar como herdeiro político do bolsonarismo, mas carrega nas costas um passivo que jamais conseguiu dissipar completamente. A retórica anticorrupção da família Bolsonaro derreteu sob o peso de investigações, suspeitas financeiras, relações nebulosas e personagens que parecem saídos de um roteiro paralelo de Brasília. A história mal explicada do financiamento do filme “Dark Horse” está aí e não nos deixa mentir.

    Flávio virou uma caricatura involuntária do discurso que o bolsonarismo ajudou a popularizar. É difícil posar de paladino moral enquanto ressurge, vez ou outra, alguma capivara raivosa que carece de maiores explicações. De novo: a história mal contada do financiamento do filme “Dark Horse” está aí e não nos deixa mentir.

    Nesse ambiente de descrença generalizada, Joaquim Barbosa reaparece quase como um produto de nostalgia institucional. Uma espécie de “lembram da Lava Jato?” ambulante. Para parte do eleitorado, seu nome representa o último momento em que o país acreditou que alguém poderoso poderia ser punido sem necessidade de autorização prévia do condomínio político de Brasília.

    Ironicamente, a única figura que se coloca como verdadeiramente antissistema é filho… do sistema. Sem um comandante sério e confiável, o nome de Barbosa surge como alento. Mas dificilmente com forças para desbancar os dois protagonistas das eleições de 2026.

    Uma pena.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/a-alternativa-barbosa-e-a-falencia-da-politica-brasileira/)

  9. Miguel José Teixeira

    “Mais palavras na ponta da língua”
    – Leitores ficaram sem palavras para expressar seu entusiasmo pelo dicionário de 500 páginas em branco.
    – Seria o único a poder ser usado livremente em provas e concursos sem suspeita de favorecer fraudes.
    (Ruy Castro, FSP, 17/05/26)

    Na segunda-feira (11/5), falei aqui do “Grande Dicionário de Palavras na Ponta da Língua” (*), que o poeta Antonio Carlos Secchin (**), meu colega de Academia Brasileira de Letras (***), está cogitando produzir, composto das palavras que de repente nos fogem quando as tínhamos na ponta da língua. Seria um livro de 500 páginas em branco, por ser formado justamente dessas palavras que nos escapam quando mais precisamos delas. Inúmeros leitores aprovaram a ideia e se disseram sem palavras para expressar seu entusiasmo.

    Seria o único dicionário (****) que poderia ser usado livremente em provas e concursos sem suspeita de favorecer fraudes. O único a poder ser apreciado por igual pelos alfabetizados e analfabetos. Único também a poder ser lido em voz alta na sala de espera dos consultórios médicos sem incomodar os outros pacientes. Se for editado em audiolivro, beneficiar-se-á de uma gravação de extrema qualidade, sem o menor ruído. Para os deficientes visuais, bastaria imprimir uma edição em formato gigante. E, para os leitores que raramente leem mais que a orelha de um livro, esta também sairia em branco, e o ideal seria que fosse escrita por um rigoroso lexicógrafo surdo.

    Com a incorporação dos lapsos sugeridos pelos leitores, Secchin teria de providenciar uma nova edição de 700 páginas. Uma edição ilustrada, com desenhos a lápis, infelizmente apagados, que o artista terá se esquecido de entregar. O problema seriam as edições piratas, sem pagamento de direitos autorais.

    Como Secchin é poeta, o dicionário atenderá as necessidades de seus colegas cujas imagens e metáforas lhes faltam na hora de escrever. Conterá instruções sobre como escrever sonetos sem sílabas métricas, sem chave de ouro, sem rimas e, para resumir, sem versos. Ensinará também a produzir poemas concretistas totalmente em branco, ainda mais radicais do que os clássicos do gênero.

    Enfim, tudo levaria a um livro de grande utilidade. Tanto que alguns já se disseram de olho na pré-venda, à espera de adquirir o exemplar número zero.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/05/mais-palavras-na-ponta-da-lingua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (*) “Palavras na ponta da língua”
    – Você vai dizer alguma coisa e, de repente, a palavra lhe escapa. O nome disso é letologia.
    – Um dicionário com essas palavras teria de ser um volume de 500 páginas, todas em branco.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/05/palavras-na-ponta-da-lingua.shtml

    (**) “Obra reunida de Secchin brilha em seu apego aos paradoxos”
    – Trabalho do poeta traz as marcas das distintas épocas que atravessa.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/03/obra-reunida-de-secchin-brilha-em-seu-apego-aos-paradoxos.shtml

    (***) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/abl/
    ou https://www.academia.org.br/

    (****) “Evolução dos dicionários pela história revela como os idiomas são dinâmicos”
    – Obras de referência lexical se transformam através dos séculos e, no Brasil, tiveram marco no lançamento do Aurélio há 50 anos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/03/evolucao-dos-dicionarios-pela-historia-revela-como-os-idiomas-sao-dinamicos.shtml

    Matutando bem. . .
    Que tal um blog em branco?

  10. Miguel José Teixeira

    “Uma família do barulho”
    – Com o pai preso, quatro irmãos se unem para produzir um filme hollywoodiano, mas acabam caindo nas mãos de um banqueiro trambiqueiro.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 17/05/2.6)

    Com o pai preso por tentativa de golpe de Estado, quatro irmãos se unem para produzir um filme hollywoodiano de exaltação à vida do patriarca, com um ator americano que interpretou Jesus Cristo, mas acabam caindo nas mãos de um banqueiro trambiqueiro.

    Esse é o roteiro menos problemático do que fizeram Flávio e Eduardo Bolsonaro ao coletar dinheiro sob a alegação de fazer um filme sobre a vida recente do pai, pois suspeita-se e investiga-se que a película não seja exatamente o objetivo final de mexer com tantos milhões de dólares.

    De qualquer forma, é inacreditável que a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha sofrido seu maior abalo até agora por conta da ideia de produzir um filme sobre Jair Bolsonaro (pronuncia-se “Ja-ear”, como destaca o roteiro em inglês de Dark Horse, assinado por Mark e Cyrus Nowrasteh). Aliás, seria inacreditável se a família em questão não se tratasse dos Bolsonaros.

    O roteiro dessa história, que poderia passar na Sessão da Tarde sob o título de Um família do Barulho, tem um senador que fez o pai presidente entregar o governo ao Congresso Nacional para salvá-lo de uma investigação, um deputado cassado por faltas e sob julgamento por alegar tramar contra o próprio país para evitar a condenação do pai, um ex-vereador que bagunçou as alianças do próprio partido simplesmente porque quer morar em Santa Catarina (*) — estado que ele mesmo faz questão de chamar de “Brasil que deu certo”, desprezando o estado natal Rio de Janeiro — e um vereador com dificuldade para se articular, mas disposto a usar animes para explicar a política.

    Essa família atua alegadamente em defesa da família, mas os filhos não se dão bem com a madrasta, a ponto de sugerir publicamente que ela trama contra o próprio marido, e pelo menos um deles já foi flagrado xingando o pai em troca de mensagens (**) revelada por uma investigação policial.

    Roteiro
    Por mais absurda que pareça, toda essa trama é bem melhor que o argumento de Dark Horse.

    O roteiro consegue romancear até a expulsão de Bolsonaro do Exército, como se ele tivesse confrontado a corrupção na corporação, quando na verdade agiu mais como um sindicalista.

    O texto troca a ordem de momentos históricos. No filme, Lula já foi solto pelo STF quando Bolsonaro participa de debates da campanha de 2018, mas isso só ocorreu após o fim da eleição.

    Além disso, a facada em Juiz de Fora (MG) não ocorreu no segundo turno, como sugere o texto pelos números de uma pesquisa eleitoral, mas no primeiro, e impulsionou a candidatura da vítima.

    O roteiro também transforma o ex-presidente em uma figura muito mais charmosa e sagaz do que ele realmente é, mas todos esses exageros e distorções fazem parte do jogo narrativo da ficção.

    O problema
    O grande problema, na perspectiva do que realmente ocorreu na campanha, é que a trama conspiratória para matar o candidato apresentada no filme tenta materializar algo que as investigações não conseguiram configurar: que Adélio Bispo foi contratado para a missão.

    E é pior do que isso.

    Na ausência de um sentido maior para a tentativa de assassinato de Bolsonaro, a história inventa um passado de justiceiro para o ex-presidente, como se ele tivesse prendido o homem que depois viria a encomendar sua morte, um traficante apelidado “Cicatriz”, que sai impune da tentativa de assassinato e segue conspirando contra o herói, inclusive com “um homem esguio, careca, sério, com um ar de superioridade moral” que “poderia ser um juiz da Suprema Corte”.

    Aliás, em Dark Horse há outras tentativas de matar Bolsonaro além da facada.

    Essa romantização joga contra o ex-presidente, pois o conflito com a realidade deixa claro a distância entre a fábula que a família alimenta e o que ocorreu de fato — algo caótico, aleatório, ainda que realmente alimentado por um discurso de demonização da esquerda brasileira contra Bolsonaro.

    Plot twist
    O que estava destinado a se transformar em um debate sobre a responsabilidade da ficção na representação de histórias reais — especialmente durante um período eleitoral — virou, contudo, uma ligação entre a família do ex-presidente e a figura mais tóxica da República, abalando a pré-candidatura presidencial de Flávio, que já não era tão forte assim.

    Após alimentar as suspeitas sobre a conduta do banqueiro Daniel Vorcaro, que de fato buscou diversos aliados de Lula para conseguir se encontrar fora da agenda oficial com o presidente — além de distribuir dinheiro para boa parte de Brasília —, os Bolsonaros tentam agora convencer os eleitores de que mantinham uma relação ingênua e pura com o dono do liquidado Banco Master.

    Mas há tanto dinheiro envolvido na produção do filme e tantas gambiarras para fazê-lo circular que a história ameaça se transformar em um roteiro policial. Perder a eleição deste ano por causa disso pode acabar se tornando o menor dos problemas para os filhos de Ja-ear.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/uma-familia-do-barulho/)

    (*) “E não é que Carluxo bagunçou o jogo mesmo?”
    – União Brasil e PP articulam com o PSD uma candidatura para enfrentar o governador Jorginho Mello em Santa Catarina, como alertaram aliados da família Bolsonaro.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/e-nao-e-que-carluxo-baguncou-o-jogo-mesmo/

    (**) “Eduardo se irritou com Bolsonaro: “VTNC SEU INGRATO DO C@***!””
    – Deputado não gostou de ser chamado de “imaturo” pelo ex-presidente, e reagiu com ofensas pesadas; no dia seguinte, pediu desculpas.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/eduardo-se-irritou-com-bolsonaro-vtnc-seu-ingrato-do-c/#google_vignette

    “Esta família é muito unida
    E também muito ouriçada
    Brigam por qualquer razão
    Mas acabam pedindo perdão.”
    . . .
    +em: https://www.youtube.com/watch?v=km3XbD41ZQk

  11. Miguel José Teixeira

    Presidente,
    ParlaPatão,
    simplesmente palhaço?
    Ou. . .

    “‘Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas’, afirma Lula”
    – Em entrevista ao Washington Post, brasileiro analisou estratégia de diálogo e reiterou não se tratar de submissão.
    – Com Trump, Lula tratou de temas caros ao Brasil, como tarifas e sanções, e reforçou aspiração ao papel de mediador global.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/05/se-consegui-fazer-trump-rir-posso-conseguir-outras-coisas-afirma-lula.shtml

    . . .ambos?

  12. Miguel José Teixeira

    (*) Ou. . .ao invés de
    oferecer propostas!

    “Flávio na cova dos leões”
    – Com a pré-candidatura à presidência abalada pelos áudios mandados a Vorcaro, o senador se vê obrigado a dar explicações ao invés de (*) cobrar respostas.
    (Por Nuno Vasconcellos, Último Segundo, iG, 17/05/26)

    O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL/RJ) vive um momento especialmente incômodo para alguém que, até dias atrás, estava numa trajetória ascendente que parecia destinada a conduzi-lo ao cargo mais importante da República. Agora, ao invés de cobrar respostas, ele precisa dar explicações. Pior ainda: está exposto ao julgamento severo de pessoas dispostas a condená-lo sem se darem ao trabalho de ouvir o que ele tem a dizer em sua defesa.

    A caminhada do senador se deparou, na quarta-feira passada, com o maior obstáculo que enfrentou até agora. Trata-se da publicação pelo site Intercept Brasil de uma gravação que vem dando o que falar. Em mensagem de áudio, o senador cobra a liberação de parte do dinheiro que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro havia prometido para ajudar a bancar um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

    Batizado de Dark Horse (expressão em inglês que significa azarão), o filme tem estreia prevista para o mês de setembro, bem na reta final da campanha eleitoral, e será estrelado pelo ator americano Jim Caviesel.

    O episódio ainda não chegou à Justiça. No entanto, ninguém deve estranhar se, amanhã ou depois, a Procuradoria Geral da República ver na gravação algum motivo para processar Flávio e o Supremo Tribunal Federal, como tem feito com todas as denúncias que se referem à família Bolsonaro, levar o processo a julgamento. Os desdobramentos jurídicos, porém, talvez nem sejam o aspecto mais sensível desse episódio.

    Independentemente de qualquer consequência jurídica que um processo como esse possa vir a gerar, as implicações políticas são imediatas. Flávio pode até conseguir provar, mais adiante, que não houve qualquer ilegalidade nos acertos com Daniel Vorcaro que foram jogados no ventilador pelo Intercept. Mas o estrago já está feito. E, dependendo da dinâmica de uma campanha eleitoral que ainda não começou oficialmente, mas já está nas ruas desde o ano passado, as consequências podem ser devastadoras para ele.

    No limite das possibilidades, a repercussão negativa do episódio pode até mesmo cortar pela raiz as chances de vitória de uma candidatura presidencial que, até a semana passada, vinha assumindo até mesmo um ar de favoritismo discreto na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As mensagens estavam em um dos celulares de Vorcaro apreendidos pela Polícia Federal e chegaram às mãos do Intercept sabe-se lá por qual caminho.

    Nelas, o senador expressa solidariedade pela situação que o banqueiro estava atravessando, mas cobra o pagamento dos recursos prometidos. Flávio não menciona o valor que Vorcaro havia se comprometido a pagar — mas o site insiste em dizer que o total acertado teria sido de US$ 24 milhões. É, sem dúvida, uma senhora bolada!

    Pela cotação do dólar comercial na quarta-feira passada, dia 14 de maio, quando a notícia foi publicada, isso alcançaria o valor de R$ 117 milhões. O Intercept, porém, preferiu fazer a conversão pela cotação na data da gravação da mensagem. Ou seja, 16 de novembro do ano passado, domingo, véspera da primeira prisão de Vorcaro. Na época, US$ 24 milhões valiam R$ 136 milhões — ou seja, mais ou menos R$ 20 milhões a mais do que a cotação na quarta-feira.

    A escolha, certamente, não foi casual. Num caso rumoroso como esse, quanto mais alta a quantia envolvida no malfeito, maior será o potencial explosivo. Em outras palavras, R$ 117 milhões já seriam suficientes para deixar Flávio em situação para lá de embaraçosa. Mas, convenhamos, o efeito de R$ 136 milhões é mais embaraçoso ainda. Simples assim.

    Dick Vigarista
    A questão é que, até o momento, não se sabe exatamente quanto Vorcaro se comprometeu a investir para ajudar a financiar o filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro — e que, certamente, seria uma peça de destaque da campanha de Flávio à presidência. Mas, diante da proporção que o escândalo adquiriu desde o primeiro momento, a falta de certeza sobre a quantia prometida chega a ser um detalhe de menor relevância.

    Pelo lado da esquerda, a primeira reação, para surpresa de absolutamente ninguém, partiu do deputado Lindbergh Farias (PT/RJ) — que mantém a família Bolsonaro sob vigilância raivosa, numa obsessão parecida com a do personagem trapalhão Dick Vigarista em seu esforço pela captura do pombo Doodle, no velho desenho animado de Hanna-Barbera. Minutos depois da gravação vir à tona, Lindbergh anunciou que protocolaria junto à Polícia Federal um pedido de prisão imediata de Flávio.

    Reações como essa, claro, são do jogo. Pela ótica do PT e de toda a esquerda, Flávio e qualquer bolsonarista é e sempre será culpado e deve ser levado ao pelourinho até por deslizes menos constrangedores do que esse. É claro (e isso também é do jogo) que os partidos da esquerda tentarão explorar o áudio no limite de suas possibilidades. E irão além do que estiver a seu alcance para aniquilar a imagem daquele que, pelo menos até a semana passada, vinha sendo apontado como o adversário com mais chances de bater o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de outubro deste ano.

    Ombro a ombro
    É improvável que qualquer eleitor que estivesse inclinado a votar em Flávio considere a mensagem publicada pelo Intercept como razão suficiente para dar seu voto a Lula ou a qualquer candidato de esquerda. O mais provável é que os eleitores que desembarcarem da candidatura de Flávio troquem o senador por outro candidato de direita. A pergunta é: quem poderia, na campanha deste ano, cumprir o papel que o filho mais velho de Jair Bolsonaro está cumprindo?

    O que o episódio testará, no fundo, será a fidelidade dos eleitores de Flávio e o tamanho real da bolha bolsonarista. Pelo que se percebe até agora, os eleitores que demonstram uma fé cega no candidato e que votariam em Flávio em quaisquer circunstâncias não devem chegar a 15% do eleitorado — percentual insuficiente para que, sozinhos, eles levem o senador ao segundo turno da disputa. As chances do senador, portanto, dependem da capacidade que ele terá de atrair eleitores identificados com a direita (ou agastados com os governos de esquerda) que, mesmo não sendo bolsonaristas de carteirinha, se mostrem dispostos a votar em Flávio apenas para derrotar Lula.

    Como esses eleitores reagirão aos áudios que já foram divulgados e aos que ainda virão à tona com mais conteúdos comprometedores? Será que a repercussão negativa das gravações será suficiente para excluir o senador da disputa? Será que, ao contrário disso, ele conseguirá convencer os apoiadores que o colocavam ombro a ombro com Lula na corrida eleitoral a manter seu apoio e seguir com ele até a linha de chegada?

    Descarte eleitoral
    A proximidade com Daniel Vorcaro, assim como o filme sobre a trajetória de Bolsonaro, deu aos adversários argumentos para utilizar na tentativa de “desconstruir” a imagem de Flávio. E meio ao escândalo, surgiu a acusação de que parte dos recursos pagos pelo banqueiro não seriam destinados ao filme. Eles ajudariam a bancar o irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde 2024. O caso está sob investigação da Polícia Federal.

    A família Bolsonaro, claro, nega a acusação — mas, a essa altura, qualquer palavra que Flávio ou seus irmãos disserem a respeito do episódio será utilizada contra eles. O que interessa aos adversários não são os fatos, mas as versões. O importante, para eles, é explorar ao máximo a possibilidade de usar escândalos como esse para manter Flávio na defensiva e impedir que ele volte a cortejar o eleitor com a desenvoltura que vinha demonstrando antes do escândalo estourar.

    O senador, por sua vez, não parece disposto a recuar de sua pretensão presidencial. A pergunta é: será que a candidatura que até o início da semana passada parecia ter uma avenida aberta pela frente recuperará o fôlego? Esse é o ponto que interessa.

    O que mais chamou a atenção no calor do escândalo nem foi a tentativa dos políticos de esquerda de tentar tirar proveito da situação. O que se destacou, isso sim, foi a pressa com que políticos de políticos de direita que também pleiteiam a presidência se lançaram sobre o butim — tentando conquistar para vi os votos que Flávio perderia com o episódio.

    O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que até outro dia cobria Flávio de elogios, foi o que mais elevou o tom. “Ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável”, disse em vídeo divulgado pela internet. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tomou outro caminho. “O pré-candidato Flávio Bolsonaro precisa, sim, se explicar diante de todas as gravações que foram publicadas”, afirmou Caiado antes de lembrar que, em 40 anos de vida pública, nunca foi alvo de acusações de corrupção. Foi como se dissesse: se ele é corrupto, eu não sou!

    Macallan 21 anos
    A questão é muito mais complexa do que parece e os efeitos desse escândalo ultrapassam, e muito, a figura de Flávio. Se o critério de aferição das reputações dos candidatos à presidência da República nas eleições deste ano se basear em ligações com o Master ou com a família Vorcaro, poucos permanecerão na disputa. As teias de influência do banqueiro chegam aos três poderes da República e alcançam políticos de todas as inclinações ideológicas.

    A começar pelos dignatários do PT da Bahia, muita gente no campo da esquerda tem explicações a dar sobre as ligações com o ex-dono do Master. Os petistas baianos, até onde se sabe, foram os primeiros a mergulhar no esquema de tráfico de influência, em que o banqueiro oferecia mimos caríssimos em troca de acesso privilegiado ao poder. Logo, a prática se alastrou alcançou algumas das mais altas autoridades da República.

    O certo é que o banqueiro não media esforços para agradar as autoridades que, se cumprissem suas funções ao pé da letra, poderiam criar obstáculos para que ele seguisse aumentando o patrimônio com base em operações financeiras fajutas. As festanças que ele oferecia em sua propriedade em Trancoso, no Sul da Bahia, eram rumorosas. Os eventos que ele patrocinava em Nova York ou em Londres, com direito a regabofes à base de uísque Macallan 21 anos, atraiam autoridades graúdas e o mantinham em contato direto com o poder — com destaque para figuras próximas ao atual governo.

    Os cargos e as posições políticas das autoridades envolvidas com o Master antes que seu nome passasse a figurar na lista, ao invés de servir de álibi, tornam a situação de Flávio ainda mais delicada. Mais do que os danos que o escândalo já provocou e ainda pode provocar à sua reputação, a presença do senador na lista de Vorcaro arranca das mãos da direita uma das bandeiras mais vistosas que ela tinha para mostrar ao eleitor. Até a semana passada, Flávio tinha autoridade para apontar o dedo para os adversários e acusá-los de cometer as mais tenebrosas transações da República. Depois que os áudios vieram a público, os adversários é que estão chamando Flávio de corrupto.

    O melhor que Flávio poderia ter feito teria sido não se envolver com o banqueiro. Já que se envolveu, não precisava ter mandado uma mensagem de viva voz e, em alto e bom som, cobrar a ajuda prometida para financiar o filme sobre seu pai. Mas, já que, mais uma vez, fez o que não deveria ter feito, tudo o que resta a ele é procurar sair dessa encrenca o mais depressa e ao menor custo possível. Diante das cobranças inevitáveis e das explicações que será obrigado a dar daqui por diante, o senador acertou em não fugir do assunto. Isso é tudo o que resta a ele — além, é claro de esperar por pesquisas confiáveis, que meçam o impacto dessas denúncias sobre o ânimo do eleitor.

    Modelo de virtude
    Flávio sempre poderá dizer — e vem fazendo isso desde que o escândalo explodiu — que as gravações divulgadas são anteriores ao lançamento de sua pré-candidatura. Isso é a mais absoluta verdade. A mensagem divulgada é do dia 16 de novembro do ano passado. Vorcaro não o atendeu, nem poderia. No dia seguinte, 17 de novembro, o banqueiro estava ocupado demais, em reuniões com diretores do Banco Central, na tentativa derradeira de salvar seu banco da liquidação extrajudicial. Horas depois, foi preso no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no momento em que tentava embarcar para Dubai em um dos jatos de sua frota — no que foi visto como uma tentativa de se mandar do país e deixar para trás a confusão que causou.

    O senador só viria a se apresentar como candidato, ungido pelo pai, no dia 5 de dezembro de 2025 — ou seja, 18 dias depois da gravação. Poderia, ao anunciar a decisão, ter se tomado a iniciativa de revelar, antes que alguém perguntasse, as ligações perigosas que mantinha com Vorcaro. Preferiu, no entanto, agir como se não tivesse feito o que fez. O que resta, agora, é saber se o senador terá tempo e argumentos para limpar a própria ficha e reduzir os danos do escândalo em sua imagem.

    Seja como for, a lama espalhada pelo Master respingou por toda parte, mas a sujeira, neste momento, parece concentrada exclusivamente na imagem de Flávio. Depois das críticas de Zema a Flávio, por exemplo, alguém lembrou que o pai de Daniel, Henrique Vorcaro (que, por sinal, foi preso pela Polícia Federal na quinta-feira passada) havia doado R$ 1 milhão ao Partido Novo — ao qual o ex-governador é filiado.

    Ora, se o dinheiro da família Vorcaro é bom para o Novo (que sempre se apresentou como um modelo de virtude no meio da podridão política brasileira) por que seria tão ruim para o filme sobre Bolsonaro? O senador, por sinal, deixou clara sua insatisfação com Zema ao dizer que merecia, pelo menos “o benefício da dúvida”.

    O fato, porém, é que Zema agiu como é comum em duelos dessa natureza: atirou primeiro e perguntou depois. Não foi o único dos que andaram se beneficiando do dinheiro de Vorcaro a voltar as baterias contra Flávio. O próprio senador lembrou, em entrevista à GloboNews, que o Master foi um patrocinador generoso do programa do apresentador Luciano Huck na TV Globo.

    A emissora, como se sabe, é crítica a tudo que se refira a Bolsonaro, qualquer Bolsonaro. Na entrevista, Flávio mencionou que o Master havia aportado R$ 160 milhões na TV Globo — embora ninguém tenha tornado público o valor do patrocínio. Como se vê, o senador não foi o único a pôr as mãos em dinheiro de Vorcaro. Mas, pelo que se viu até agora, corre o risco de pagar o preço mais caro pelas ligações com o banqueiro.

    (Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/nuno-vasconcellos/2026-05-17/flavio-na-cova-dos-leoes.html)

    Ã-rããã 1:
    . . .”A começar pelos dignatários do PT da Bahia, muita gente no campo da esquerda tem explicações a dar sobre as ligações com o ex-dono do Master.”. . .

    Ã-rããã 2:
    . . .”Depois das críticas de Zema a Flávio, por exemplo, alguém lembrou que o pai de Daniel, Henrique Vorcaro (que, por sinal, foi preso pela Polícia Federal na quinta-feira passada) havia doado R$ 1 milhão ao Partido Novo — ao qual o ex-governador é filiado.”. . .

    Ã-rããã 3:
    . . .”Na entrevista, Flávio mencionou que o Master havia aportado R$ 160 milhões na TV Globo — embora ninguém tenha tornado público o valor do patrocínio.”. . .

    E eu, hein?
    Vou correndo ao “Chiquinho’s International Boteco”
    verificar se vorcaro não aPorTou nenhum milhãozinho
    na minha conta!

  13. Miguel José Teixeira

    > Bola cheia. . .

    “EUA esperam movimentar US$ 17 bi com Copa do Mundo”
    – País espera receber até 7 milhões de turistas e gerar 185 mil empregos durante torneio de 2026.
    (Mariana Aquino e Ana Mião, Poder360, 17/05/26)

    Os Estados Unidos estimam injetar US$ 17,2 bilhões (R$ 84,4 bilhões) na economia do país com a realização da Copa do Mundo de 2026, que coincidirá com as comemorações dos 250 anos da independência norte-americana. A informação foi dita pela porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, em entrevista ao Poder360.
    . . .
    Segundo a representante, o país espera receber de 5 milhões a 7 milhões de turistas internacionais durante os 39 dias do torneio, que será sediado em conjunto com o Canadá e México. De acordo com ela, o evento deve gerar 185 mil empregos indiretos.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-sportsmkt/eua-esperam-movimentar-us-17-bi-com-copa-do-mundo/

    > Bola murcha. . .

    “EUA barram vistos para torcedores iranianos irem à Copa do Mundo”
    – Porta-voz disse ao Poder360 que departamento de Estado analisará “caso a caso” por política imigratória de Trump.
    (Mariana Aquino e Ana Mião, Poder360, 17/05/26)

    O Departamento de Estado dos EUA não permitirá que torcedores iranianos tirem vistos para assistir à Copa do Mundo de 2026 no país. A restrição foi confirmada pela porta-voz Amanda Roberson em entrevista concedida ao Poder360 em 8 de maio.
    . . .
    A medida resulta das restrições migratórias do governo do presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano). Roberson afirmou que os agentes de imigração nos aeroportos terão a decisão final sobre a admissão dos visitantes.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/eua-barram-vistos-para-torcedores-iranianos-irem-a-copa-do-mundo/

  14. Miguel José Teixeira

    (*) Atentem para quem
    deu relevância ao tema!

    “Número de mães solo no Brasil supera população de Portugal”
    – País passou da marca de 11 milhões de mães que criam filhos sozinhas; elas sofrem estigmatização e limites financeiros.
    (Deutsche Welle (*), Poder360, 17/05/26)

    O Brasil ultrapassou a marca de 11 milhões de mães que criam os filhos sozinhas. Entre 2012 e 2022, o número passou de 9,6 milhões para 11,3 milhões. Elas enfrentam estigmatização, limitações financeiras e falta de políticas públicas.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-brasil/numero-de-maes-solo-no-brasil-supera-populacao-de-portugal/

    (*) Este texto foi publicado originalmente pela Deutsche Welle (**) em 10 de maio de 2026.
    (**) https://www.dw.com/pt-br/not%C3%ADcias/s-7111

  15. Miguel José Teixeira

    Crescendo o$ olho$
    da PeTralhada & cia.

    > Colírio 1:

    “Petrobras foi 2ª petroleira mais lucrativa do mundo no 1º trimestre”
    – Estatal teve lucro líquido de US$ 6,2 bilhões, atrás apenas da Saudi Aramco.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-energia/petrobras-foi-2a-petroleira-mais-lucrativa-do-mundo-no-1o-trimestre/

    > Colírio 2:

    “Produção da Petrobras sobe 16% e bate recorde”
    – No trimestre, entraram em operação 10 novos poços produtores, sendo 7 na Bacia de Campos e 3 na Bacia de Santos
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/producao-da-petrobras-sobe-16-e-bate-recorde/

    > Colírio 3:

    “Petrobras abre 150 vagas em programa de estágio”
    – Há ainda cotas para negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD); estatal bateu recorde de produção no 1º tri.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-brasil/petrobras-abre-150-vagas-em-programa-de-estagio/

    > Colírio 4:

    “Óleo diesel cai pela 4ª vez em 5 semanas e acumula recuo de 4,5%”
    – Preço ainda está 18,9% maior que o de pré-guerra do Irã.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/oleo-diesel-cai-pela-4a-vez-em-5-semanas-e-acumula-recuo-de-45/

  16. Miguel José Teixeira

    Ou será que foi em
    fonte de renda?

    “Transformaram um projeto cultural em narrativa política”
    (Flávio Bolsonaro após escândalo envolvendo o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, Coluna CH, DP, 17/05/26)

  17. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 17/05/26)

    …também tem muito político que está fazendo hora extra.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    Fora as sessões de descarrego! (*)

    (*) A Sessão do Descarrego é uma prática espiritual focada na limpeza e libertação de energias negativas, quebra de maldições e afastamento de influências espirituais malignas. Ela pode assumir diferentes significados dependendo da tradição religiosa:
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/40DHUaPy0X4bKuYoR

  18. Miguel José Teixeira

    Em frente, marche!

    > (de) Cadência 1:

    “RSVP”
    Convidado foi, mas Lula ainda não confirmou ida à Marcha dos Prefeitos, esta semana. O ambiente não é exatamente controlado e muito menos amigável ao petista, que costuma ser alvo de vaias bem robustas.

    > (de) Cadência 2:

    “Primas em festa”
    Casas de tolerância em Brasília redobraram entrega de panfletos e reforçaram a mão de obra. É que começa nesta segunda (18) a marcha dos prefeitos. O evento é considerado o “Natal” nos prostíbulos da capital.

    (Coluna CH, DP, 17/05/26)

  19. Miguel José Teixeira

    Eis porque lulampião, janjapacaassada & a$$ociado$
    estão fazendo o diabo para conseguir o tetra: (2)

    “Gastança sem freio”
    Por enquanto, lá se foram quase R$173 milhões gastos por meio dos cobiçados cartões corporativos do governo federal. Quem lidera a gastança é o Ministério da Justiça, mais de R$12,1 milhões este ano.
    (Coluna CH, DP, 17/05/26)

  20. Miguel José Teixeira

    Eis porque lulampião, janjapacaassada & a$$ociado$
    estão fazendo o diabo para conseguir o tetra:

    “Sem dó”
    A arrecadação da odiada e rentável taxa das blusinhas, que somou R$1,85 bilhão aos caixas da União em 2026, não seria suficiente para bancar os gastos com viagens do governo Lula em 2025, R$2,5 bilhões.
    (coluna CH, DP, 17/05/26)

  21. Miguel José Teixeira

    Os penduricalhos no
    parasitário alto, assim
    funciona:

    “Senado paga horas extras ‘fixas’ de R$9,5 mil mensais”
    (coluna CH, DP, 17/05/26)

    Como na Câmara, servidores do Senado só faltam se estapear para saber quem entrará na folha de pagamento de horas extras, com valores sempre obesos. Em abril, foram preenchidas 408 páginas com a lista de “sortudos” contemplados com “serviços extraordinários” garantindo, em média, a cerca de R$9,5 mil ao mês. Um servidor que atua em comissão do Senado contou haver recebido R$10.385,98 somente em horas extras. E ainda havia R$9.545,60 de “pendência” relativa a fevereiro.

    Bandeira 2
    O servidor lotado em comissão trabalhou 2 horas e 25 minutos a mais em 2 de março. Faturou mais de meio salário mínimo: R$840,38.

    Pequena fortuna
    Outro servidor, que fez a “proteção de comissões” levou outra bolada: R$9.488,74. Foram 33h48 que disse ter trabalhado a mais, em março.

    Mundo real
    Segundo o IBGE, mais de um terço dos trabalhadores no Brasil recebe até um salário mínimo. O valor diário é de R$54,04, ou R$7,37 por hora.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/forasteira-simone-tebet-provoca-crise-no-psb-em-sao-paulo)

  22. Miguel José Teixeira

    Tudo isso, só para
    cutucar o azarão!

    “Os 20 favoritos de Kubrick”
    – Não são os melhores filmes do cinema para Stanley, mas os que ele via e revia com prazer.
    – Além dos clássicos inevitáveis das cinematecas, inclui também grandes filmes ‘comerciais’.
    (Ruy Castro, FSP, 16/05/26)

    Foi outro dia. Estava em busca de não sei o quê na internet e, de repente, ela me ofereceu uma opção de vídeos, todos irrelevantes e irresistíveis. Um deles: os 20 filmes favoritos de Stanley Kubrick (1). Mordi a isca. Abri. Ei-los.

    20. “Ladrões de Bicicletas” (1948), de Vittorio de Sica; 19. “Cidadão Kane” (1941) (2), de Orson Welles; 18. “Os Boas-Vidas” (1953), de Federico Fellini; 17. “Morangos Silvestres” (1957) (3), de Ingmar Bergman; 16. “Ouro e Maldição” (1924), de Erich von Stroheim; 15. “Luzes da Cidade” (1931), de Charles Chaplin (4); 14. “Henry V” (1944), de Laurence Olivier; 13. “Na Estrada da Vida” (1954), também de Fellini; 12. “O Tesouro de Sierra Madre” (1948), de John Huston; 11. “Pernas Provocantes” (1942), de William Wellman; 10. “Relíquia Macabra” (1941), também de Huston; 9. “O Fugitivo” (1932), de Mervin Le Roy; 8. “Cantando na Chuva” (1952) (5), de Stanley Donen e Gene Kelly; 7. “Napoleão” (1927), de Abel Gance; 6. “A General” (1926), de Buster Keaton; 5. “Conspiração do Silêncio” (1955), de John Sturges; 4. “Soberba” (1942), também de Orson; 3. “Glória Feita de Sangue” (1957), de, veja só, Stanley Kubrick; 2. “Os Melhores Anos de Nossas Vidas” (1947), de William Wyler; 1. “Umberto D.” (1951), também de De Sica.

    Atenção, não são os maiores do cinema (6) para Kubrick, mas os seus favoritos. Há uma diferença. A arte (7) desperta emoções pessoais, donde os favoritos de Kubrick não serão os seus. Mas, para minha surpresa, alguns dele são também dos meus.

    E não são os óbvios Fellinis, Orsons e De Sicas, mas filmes “comerciais” que não frequentam cinematecas.

    Refiro-me a “Pernas Provocantes”, a maior comédia de tribunal já feita e um triunfo para Ginger Rogers; “O Fugitivo”, uma pedrada na sociedade americana; e “Conspiração do Silêncio”, com Spencer Tracy demolindo Ernest Borgnine com um braço só.

    Não, Kubrick não se “esqueceu” dos filmes de Billy Wilder ou de outros. São os favoritos dele, lembra-se? Chato é se um deles fosse a obra-prima “Dark Horse” (8), a supersuperprodução sobre Bolsonaro.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/05/os-20-favoritos-de-kubrick.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Biografia lançada nos EUA desvenda o enigmático diretor de ‘2001’ e ‘O Iluminado'”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq080702.htm
    (2) “‘Cidadão Kane’ inventou o cinema moderno ao ignorar convenções”
    – O crítico Sérgio Augusto explica as inovações na obra-prima de Orson Welles.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2020/02/cidadao-kane-inventou-o-cinema-moderno-ao-ignorar-convencoes.shtml
    (3) “Morangos Silvestres’ é jornada inesquecível à mente humana”
    +em: https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/11/1711072-morangos-silvestres-e-jornada-inesquecivel-a-mente-humana.shtml%5D
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2021/02/charlie-chaplin-o-eterno-carlitos/
    (5) “‘Cantando na Chuva’ transmite sensação histórica como poucos”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/06/1785296-cantando-na-chuva-transmite-sensacao-historica-como-poucos.shtml
    (6) “De Méliès a Kubrick, veja as maiores odisseias do cinema no espaço”
    – Sonho de desbravar o espaço alimentou clássicos da ficção científica nas telas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/07/de-melies-a-kubrick-veja-as-maiores-odisseias-do-cinema-no-espaco.shtml
    (7) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/arte/
    (8) “Filme sobre Bolsonaro teve denúncias de abusos e condições precárias em set”
    – OUTRO LADO: Produtora não se manifestou sobre acusações.
    – Relatório cita comida estragada e cachês de apenas R$ 100.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/05/filme-sobre-bolsonaro-teve-denuncias-de-abusos-e-condicoes-precarias-em-set.shtml

  23. Miguel José Teixeira

    A corja bolsonaro
    em seu elemento:
    rachadjinha!

    “Direita se desarruma e abre a cena eleitoral”
    – Desafio do senador é sobreviver até a convenção do PL sem tornar sua candidatura radioativa.
    – Família Bolsonaro pode ter caído na própria arapuca ao obrigar Tarcísio a deixar passar o cavalo selado.
    (Dora Kramer, FSP, 16/05/26)

    A trombada foi feia, obrigou Flávio Bolsonaro (PL) a sair da inércia, levou o PT a acionar a artilharia antes do previsto, escancarou as divergências na direita e pode mudar o rumo da corrida eleitoral.

    Em qual direção, ainda não sabemos. Depende do quão perigosas se mostrem as ligações do senador com o esquema de Daniel Vorcaro.

    Decerto, temos apenas a comprovação de que sabem muito bem do que vêm falando olheiros qualificados do humor do eleitorado como Felipe Nunes (Quaest), Renato Meireles (Locomotiva), Antônio Lavareda (Ipespe) Murilo Hidalgo (Paraná) e Maurício Moura (Ideia).

    Todos eles têm alertado para a instabilidade do quadro. Aconselham a não dar como certa a consolidação da disputa e muito menos a vitória de um dos lados prévia e emocionalmente comprometidos com as torcidas lulista e bolsonarista. Apontam que a eleição ainda não chegou ao cotidiano da maioria do eleitorado e que não se deve desconsiderar a existência de largo contingente de independentes.

    No campo dos especialistas em pesquisas, não há divergência quanto ao presidente Luiz Inácio da Silva (PT), ou eventual substituto, ter lugar no segundo turno. Isso não desobriga o governo de se atentar ao fato de que nanicos no primeiro aparecem nos levantamentos como ameaça concreta a Lula, mas dá algum conforto.

    O desacerto agora senta praça na antessala da direita. O desafio de Flávio Bolsonaro já não é se mostrar moderado nem escolher a companhia ideal para vice na chapa. A tarefa é sobreviver até a convenção do PL sem se tornar um personagem radioativo a ponto de ter a candidatura rifada.

    Antes terá de se livrar da pecha de mentiroso e emprestar coerência à figura cuja retidão não vê mal em se valer de uma rede financeira fraudulenta para patrocinar peça de propaganda com intuito de usar o pai preso como cabo eleitoral.

    Caso não consiga, a família Bolsonaro terá caído na arapuca que armou para si ao obrigar Tarcísio de Freitas (Republicanos) a deixar passar o cavalo selado.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/05/direita-se-desarruma-e-abre-a-cena-eleitoral.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  24. Miguel José Teixeira

    Malandrinho X Malandrão:
    – você decide quem é quem!
    Aqui vai uma dica:
    – ambos são “sindicalista”!

    “Pegadinha do malandro”

    Lula, deputado, e Jair Meneghelli, presidente da CUT, seguiam para Brasília no mesmo avião, quando havia serviço de bordo decente, com talheres inox e taças. Jair almoçou e dormiu.
    Lula meteu os talheres no bolso do amigo. Chamou a comissária e entregou.
    Ela o cutucou, pediu os talheres e Meneghelli voltou a dormir.
    No desembarque, a aeromoça-cúmplice encarou o sindicalista:
    – “O senhor poderia devolver a taça, por favor?”
    Ele estranhou:
    – “Que taça?”
    A comissária apontou:
    – “Esta que está no bolso de seu paletó.”
    Lula havia colocado a taça no bolso de Meneghelli, que só percebeu a pegadinha quando era tarde.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 16/05/26)

  25. Miguel José Teixeira

    “Sessão miojo”

    Sexta-feira (15) foi mais um dia de excepcionalidade na Câmara dos Deputados: teve sessão deliberativa.
    Como ninguém é de ferro, ainda mais numa sexta-feira, a sessão durou apenas três minutos.

    (Coluna CH, DP, 16/05/26)

    Será que alguém ousou calcular
    o custo desses 3 minutos para
    nós, burros de cargas?

  26. Miguel José Teixeira

    “A luz à espera”

    Petistas divulgam Lucas (8:17):
    “não há nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz”,
    sobre Flavio Bolsonaro omitir as relações com Vorcaro.
    Serve também para Lula, que ainda não contou o que tanto conversou com o banqueiro em dezembro de 2024 por uma hora e meia.

    (Coluna CH, DP, 16/05/26)

    E. . .em Provérbios 25:2, temos:
    “A glória de Deus é ocultar certas coisas; a glória dos reis é investigá-las.”

    O problema da PeTezuela é que,
    tem muitos deuses e nenhum rei!

  27. Miguel José Teixeira

    O retrato da hora
    nas UFs:

    > Flagrante 1:

    “PL lidera em candidatos competitivos para governador, dizem pesquisas”
    – Partido de Flávio Bolsonaro tem 9 nomes em 1º lugar ou empatados nessa posição; PSD aparece na sequência, com 6 candidatos.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/pl-lidera-em-candidatos-competitivos-para-governador-dizem-pesquisas/

    > Flagrante 2:

    “5 dos 9 pré-candidatos a reeleição nos Estados lideram pesquisas”
    – Levantamento do Poder360 compilou pesquisas eleitorais de todas as 27 unidades da Federação; PL é o partido com mais candidatos competitivos.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/5-dos-9-pre-candidatos-a-reeleicao-nos-estados-lideram-pesquisas/

  28. Miguel José Teixeira

    “Rinha de zumbis presidenciais”
    – Lula e Flávio Bolsonaro se encaminham para disputar a Presidência como mortos-vivos políticos sem condição de governar.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 16/05/26)

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já era um candidato presidencial problemático desde que seu pai o escolheu para representá-lo nas urnas nas eleições deste ano, em dezembro de 2025.

    Flávio cresceu nas pesquisas de intenção de voto quase sem esforço, beneficiando-se do desgaste de Lula, um presidente que nunca conseguiu justificar a eleição para o terceiro mandato. Mas o fato é que o presidente só continua no páreo porque o senador foi o escolhido para enfrentá-lo.

    O petista só venceu a eleição de 2022, aliás, porque o outro candidato era o degradado Jair Bolsonaro, que, por sua vez, só se elegeu em 2018 porque a alternativa era o Lula presidiário, representado nas urnas pelo poste Fernando Haddad.

    O Brasil caminha neste ano para a terceira eleição seguida entre lulistas e bolsonaristas, que se aproximam do pleito presidencial com seus candidatos na pior condição de todas essas disputas, como dois mortos-vivos políticos, zumbis que só seguem de pé por estarem escorados um no outro.

    Zumbis
    Lula passou esta semana apelando desesperadamente para iniciativas eleitoreiras (1), numa aparente tentativa de demonstrar recuperação nas pesquisas de intenção de voto após ser humilhado com a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

    Funcionou: pesquisa Genial/Quaest (2) indicou melhora circunstancial na popularidade do presidente, assim como o Lulômetro (3), que parece ter captado também o benefício para a imagem do petista da associação de Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro por meio do filme Dark Horse.

    É assim que se estabeleceu a dinâmica entre os dois principais pré-candidatos presidenciais do país: a perspectiva de Flávio melhora apenas na comparação com Lula, assim como o petista só ganha fôlego quando o filho 01 de Bolsonaro ou qualquer de seus irmãos cometem erros (e são muitos).

    Rinha
    Em uma de suas tentativas de defesa, Flávio apontou o dedo para o desfile de Carnaval (4) em homenagem a Lula para tentar justificar o filme sobre a vida de seu pai patrocinado por Vorcaro.

    Já Lula disse, sem qualquer preocupação de fazer sentido, que o hospital que usava como palanque no interior de São Paulo na sexta-feira, 15, “não tem dinheiro do Vorcaro” (5).

    Há outros pré-candidatos na corrida presidencial, e até o ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa parece ter se animado a entrar na disputa (6). Mas, por enquanto, o Brasil segue aprisionado pela perspectiva de que elegerá neste ano um presidente sem qualquer condição de governar.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/rinha-de-zumbis-presidenciais/)

    (1) “Populismo sem-vergonha”
    – Lula antecipa a campanha presidencial com uma série de medidas eleitoreiras para tentar melhorar popularidade.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/populismo-sem-vergonha/#google_vignette

    (2) “Quaest indica melhora na aprovação de Lula em meio a Desenrola e Trump”
    – Avaliação sobre o governo ainda é majoritariamente negativa, e o Lulômetro indica que a onda positiva já pode ser passado.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/quaest-indica-melhora-na-aprovacao-de-lula-em-meio-a-desenrola-e-trump/

    (3) “Lulômetro aponta menor desaprovação para Lula desde fevereiro”
    – Avaliação ruim e péssimo do petista cai 5 pontos desde 30 de abril e chega a 44%, menor marca desde 24 de fevereiro.
    +em: https://oantagonista.com.br/oraculo/lulometro-aponta-menor-desaprovacao-para-lula-desde-fevereiro/#

    (4) “Flávio cita desfile pró-Lula ao defender filme sobre Bolsonaro”
    – “A gente não tem Lei Rouanet”, diz senador ao defender financiamento privado do filme “Dark Horse”.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/flavio-cita-desfile-pro-lula-ao-defender-filme-sobre-bolsonaro/

    (5) “Neste hospital não tem dinheiro do Vorcaro”, diz Lula”
    – Presidente solta mais frases desconexas em evento na cidade de Barretos, interior de São Paulo.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/neste-hospital-nao-tem-dinheiro-do-vorcaro-diz-lula/

    (6) “Joaquim Barbosa é ‘inapoiável’, diz dirigente do DC” (*)
    – Cândido Vaccarezza, do mesmo partido, afirma que vai atuar para barrar candidatura do ex-ministro à Presidência.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/joaquim-barbosa-e-inapoiavel-diz-dirigente-do-dc/

    (*) Algumas “cristandades” dessa blaaargh “sigla partidária”, replicamos abaixo.

    Matutando bem:

    Se, qualquer um dos zumbis acima citados for eleito,
    temos certeza que eles terão “fontes” para comprar os
    parasitas do Congresso Nacional:

    > Lulampião, com seu know how em
    “mensalão”, “petrolão” e outros “ão”
    que nunca à tona virão!

    > O filho do capitão azarão, com sua experiência
    em “rachadjinhas”, “dancinhas”, “chocolatão” e
    outros “mermão” que também nunca à tona virão!

    “Braziu, rumu au équiça” e,
    depois, salve-se quem puder!

  29. Miguel José Teixeira

    + probos da tal DC
    “Democracia Cristã”:

    “Filiação de Joaquim Barbosa para disputar Presidência abre crise e gera ameaças no partido DC”
    – Cândido Vaccarezza (*), presidente do diretório de SP, chama ex-ministro do STF de ‘inapoiável’
    – Presidente nacional, João Caldas (**) afirma que quem for contra ‘está fora’>
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/05/filiacao-de-joaquim-barbosa-abre-crise-no-dc-e-dirigente-em-sp-diz-que-ex-ministro-do-stf-e-inapoiavel.shtml

    (*) O ex-deputado federal Cândido Vaccarezza não foi implicado ou condenado no escândalo do Mensalão, mas tornou-se um dos alvos de maior destaque na Operação Lava Jato (Petrolão). Ele foi preso temporariamente em agosto de 2017 durante a “Operação Abate”, um desdobramento da Lava Jato.
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/h6zimu3ATLxPxpp92

    (**) O ex-deputado federal João Caldas da Silva foi um dos políticos investigados no escândalo conhecido como Máfia das Sanguessugas (ou Máfia das Ambulâncias), que veio a público em 2006.

    O escândalo consistia em um esquema de fraudes em licitações e desvio de verbas do Orçamento da União destinadas à compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares por meio de emendas parlamentares.
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/a4bDJvqGGxaGVfUDl

    Ave Maria!!!

    Matutando bem. . .

    Se, a palavra Democracia que tem origem no grego demokratia, sendo a união de demos (povo) e kratos (poder ou governo).
    E que nesse sistema, as decisões políticas refletem a vontade popular, garantindo a igualdade de direitos e a liberdade de expressão.
    Então, quando se rotula a Democracia de Cristã, não estarão, automaticamente, excluindo os não-cristãos?
    Ou, os não-cristãos não fazem parte do “povo”?

  30. Miguel José Teixeira

    . . .e, provavelmente. . .o lamaçal não caberá
    nas dezenas de estádios para a copa do 7 a 1,
    hiperfaturados e que durante sua gestão de
    ministrim dos esportes, fingiu que nada viu!

    “Podemos ter uma eleição da lama”, diz Aldo Rebelo sobre disputa à presidência”
    – Ex-ministro e ex-presidente da Câmara concedeu entrevista exclusiva ao Papo Antagonista.
    +em: https://oantagonista.com.br/videos/papo-antagonista/podemos-ter-uma-eleicao-da-lama-diz-aldo-rebelo-sobre-disputa-a-presidencia/#google_vignette

    Se sabem por qual partido político esse
    “CUmunistchinha” que adora uma “boquinha”
    pretende disputar a eleição presidencial este ano?
    – Pasmem!!!
    – Partido Democrático Cristão!

    Se na PeTezuela, até o passado
    é incerto imaginem o futuro???

    1. Miguel José Teixeira

      Ooops. . .
      Tropecei no volumoso número de inúteis partidos políticos.
      Não é mais Partido Democrático Cristão.
      É apenas DC. . .

      E. . .parece-me que ouviram meu apelo:

      “DC cogita trocar Aldo por Joaquim Barbosa na disputa pela Presidência”
      – Relator do Mensalão é aposta da sigla para substituir o pré-candidato Aldo Rebelo, que não decolou nas pesquisas.
      +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/dc-cogita-trocar-aldo-por-joaquim-barbosa-na-disputa-pela-presidencia/

  31. Miguel José Teixeira

    “Cara-crachá”
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 16/05/26)

    Pela primeira vez em quase 70 anos, uma montadora japonesa registrou prejuízo.
    De que empresa estamos falando?

    > A Honda registrou um prejuízo líquido de 423,9 bilhões de ienes (R$ 13,4 bilhões) (1), o primeiro em quase 70 anos. Os dados são referentes ao ano fiscal encerrado em março.

    O que aconteceu?
    A montadora japonesa precisou reestruturar seus investimentos em carros elétricos (2), o que gerou custos de US$ 10 bilhões (R$ 50 bi, aproximadamente). A companhia cancelou três modelos de veículos elétricos que seriam produzidos nos Estados Unidos.

    Apesar disso, a empresa prevê uma retomada dos lucros operacionais graças à expansão de seu negócio de motocicletas.

    Além de seus principais mercados (Japão e EUA), a Honda disse que fortalecerá sua linha de modelos e competitividade de custos na Índia, onde vê espaço para expansão.

    “Inverno” de elétricos.
    A procura por carros eletrificados nos Estados Unidos despencou depois que o governo Trump retirou os créditos fiscais de até US$ 7.500 (3) concedido aos consumidores, o que fez inúmeras montadoras repensarem suas estratégias. O país é o segundo maior mercado de carros do mundo.
    Empresas como General Motors (4), Stellantis (5) e Ford (6) registraram baixas contábeis ao suspender e reduzir a produção de modelos elétricos.

    Segundo estimativas…
    Consumidores comprarão 24,3 milhões de carros elétricos de passeio neste ano, um aumento de apenas 12% em relação a 2025. A provável retomada das vendas deve acontecer apenas em 2027 e 2028.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/cara-cracha-montadoras-japonesas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado#:~:text=Resposta%20certa%3A%20Honda)

    (1) “Honda amarga primeiro ano com prejuízo em quase 70 anos”
    – Montadora japonesa teve de absorver US$ 10 bilhões por desistir de três modelos de carros elétricos.
    – Empresa vendeu quase dois milhões a menos de veículos do que registrou em 2019.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/honda-amarga-primeiro-ano-com-prejuizo-em-quase-70-anos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (2) “Honda cancela produção de três carros elétricos, espera impacto de US$ 15,7 bi e prejuízo inédito em 69 anos”
    – CEO e vice terão corte voluntário de 30% em seus salários por três meses devido ao resultado.
    – Montadora projeta primeiro ano de déficit desde que passou a ter ações na Bolsa em 1957.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/honda-cancela-producao-de-tres-carros-eletricos-espera-impacto-de-us-157-bi-e-prejuizo-inedito-em-69-anos.shtml

    (3) “Montadoras enfrentam ‘inverno dos carros elétricos’ com desaceleração das vendas”
    – Fim de subsídios, recuos regulatórios e cautela do consumidor esfriam mercado global de veículos elétricos.
    – Retomada mais consistente é esperada apenas a partir de 2027, segundo consultorias.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/montadoras-enfrentam-inverno-dos-carros-eletricos-com-desaceleracao-das-vendas.shtml

    (4) “GM vai registrar baixa contábil de US$ 6 bi por recuo em carros elétricos”
    – Impacto decorre da redução da produção e de consequências na cadeia de suprimentos.
    – Em dezembro, Ford anunciou que perderia US$ 19,5 bilhões em meio a demanda mais fraca.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/gm-vai-registrar-baixa-contabil-de-us-6-bi-por-recuo-em-carros-eletricos.shtml

    (5) “Stellantis diz que superestimou veículos elétricos e registra baixa contábil de US$ 26,5 bi”
    – Ações da empresa despencam mais de 25% nesta sexta-feira (6) após anúncio.
    – Dona da Fiat e da Peugeot adota medida devido à demanda abaixo do esperado.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/stellantis-diz-que-superestimou-veiculos-eletricos-e-registra-baixa-contabil-de-us-265-bi.shtml

    (6) “Ford prevê impacto de US$ 19,5 bilhões com reformulação de estratégia de veículos elétricos”
    – Montadora vai abandonar alguns caminhões elétricos e focar modelos híbridos e a combustão.
    – Mudanças regulatórias sob Trump e demanda fraca influenciaram a decisão.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/ford-preve-impacto-de-us-195-bilhoes-com-reformulacao-de-estrategia-de-veiculos-eletricos.shtml

  32. Miguel José Teixeira

    Nos temos do “Primário”, diante de um
    entrevero no jogo de “clicas” (*), dizia-se:
    “quem bate aqui e cospe na cara do outro, venceu” (**)

    “‘Barroso era mais elegante que você’, diz Gilmar a Fachin sobre ‘saber perder’ no STF”
    – Presidente do tribunal adotou medida que irritou decano, e foi cobrado por suspender votações em que pode ser derrotado.
    – Procurada, assessoria do tribunal ainda não se posicionou.
    (Mônica Bergamo, FSP, 15/05/26)

    Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e Edson Fachin tiveram um diálogo ríspido na sala de café da Corte, na quinta (14), em torno do andamento de processos.

    Presidente do tribunal, Fachin abordou Gilmar para dizer que ele estava interpretando de forma equivocada algumas de suas decisões (1).

    O decano da Corte rebateu reafirmando mensagem enviada a Fachin em que dizia que o presidente, ao ver que suas teses seriam derrotadas, interrompia julgamentos de grande impacto ou tomava medidas para protelar a decisão final (2).

    “Está ficando muito feio, Fachin. O [ex-presidente do STF Luís Roberto] Barroso não gostava de perder, mas era mais elegante do que você. Reconhecia o resultado”, afirmou Gilmar Mendes na presença de outros magistrados, segundo relatos feitos à coluna por duas pessoas que estavam na sala.

    “Você, não. É mau perdedor. Interrompe o jogo e leva a bolinha (*) para casa ao ver que vai ser derrotado”, seguiu o decano.

    Fachin insistiu que ele se equivocava. Procurada, a assessoria do STF ainda não se manifestou.

    A nova discórdia entre os dois começou depois que o presidente do STF estabeleceu que petições feitas em casos já arquivados devem ser validadas pela presidência do STF antes de serem enviadas ao gabinete do ministro relator.

    A decisão foi entendida como um recado a Mendes, que reagiu e cobrou de Fachin, por WhatsApp, menos interrupções de julgamentos de grande impacto.

    Em fevereiro, Gilmar deu decisão a favor da Maridt (3), empresa da família do ministro Dias Toffoli, no âmbito de um procedimento da CPI da Covid (4) que estava engavetado havia três anos.

    Segundo reportagem da Folha, o presidente do STF quer evitar que essa situação se repita, pois entende que esse tipo de polêmica desgasta ainda mais o tribunal em meio às repercussões do caso Master.

    Na mensagem enviada a Fachin, o ministro Gilmar Mendes cita quatro processos de repercussão —entre eles, a revisão da vida toda do INSS (5) — e diz que “impressiona o número de processos importantes paralisados por sua iniciativa, é o ‘filibuster’ aplicado ao STF. A não decisão de temas relevantes vai se tornando a marca de sua Presidência”.

    “Filibuster” é uma tática legislativa de obstrução usada no Senado dos EUA na qual um parlamentar prolonga o debate para atrasar ou impedir a votação de um projeto de lei do qual discorda.

    A ligação do STF com o Banco Master:
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/webstories/politica/2026/04/a-ligacao-do-stf-com-o-banco-master/?utm_source=social_share&utm_medium=social&utm_content=416942

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/05/barroso-era-mais-elegante-que-voce-diz-gilmar-a-fachin-sobre-saber-perder-no-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)

    (1) “Nova regra de Fachin sobre distribuição de processos no STF acirra atrito interno na corte”
    – Presidente do Supremo restringiu petições feitas em casos já arquivados, em recado a Gilmar.
    – Decano reagiu e cobrou do colega menos interrupções em julgamentos de grande repercussão.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/nova-regra-de-fachin-sobre-distribuicao-de-processos-no-stf-acirra-atrito-interno-na-corte.shtml

    (2) “Revisão da vida toda terá novo julgamento no STF após pedido de destaque; o que pode acontecer?
    – Maioria dos ministros votou contra correção em um dos processos sobre, mas análise foi interrompida por Fachin.
    – Há outra ação sendo julgada no plenário virtual da casa com conclusão prevista para sexta-feira (15).
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/stf-interrompe-analise-da-revisao-da-vida-toda-apos-pedido-de-fachin.shtml

    (3) “Gilmar suspende quebra de sigilo de empresa de Toffoli”
    – Magistrado determinou que documentos que já tenham sido enviados à CPI do Crime Organizado sejam inutilizados.
    – Ele atende a pedido de habeas corpus da empresa Maridt, que tem Dias Toffoli como sócio.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/02/gilmar-suspende-quebra-de-sigilo-de-empresa-de-toffoli.shtml

    (4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/cpi-da-covid/

    (5) “STF vai retomar julgamento da revisão da vida toda do INSS em maio; o que pode mudar?”
    – Supremo marcou para 8 a 15 de maio análise de novo recurso sobre a correção”
    – Defesa aponta falhas na decisão final e pede mudanças; PGF diz que não há o que ser alterado.

    (*) Clica e bolinha de gude são apenas dois dos muitos nomes regionais dados ao clássico brinquedo infantil feito de vidro, pedra ou metal. A expressão exata varia conforme a localização no Brasil.
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/LiLVoJ7VN9aGQebzM

    (**) A expressão “quem bate aqui e cospe na cara do outro, venceu” não é um ditado popular formal, mas sim uma frase de efeito ou desafio. Ela significa que, em uma discussão ou disputa, quem toma a atitude mais ultrajante, humilhante ou extrema (“cuspir na cara”) sai com a falsa impressão de que ganhou a briga.

    >Esse comportamento reflete a mentalidade de que o vencedor não é quem tem a melhor razão, mas quem é capaz de descer ao nível mais baixo para desmoralizar o oponente.
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/LiLVoJ7VN9aGQebzM

    Matutando bem. . .
    São dois “fulangueiros”!!!

    Alô, Valthinho!

  33. Miguel José Teixeira

    “Só eu tenho medo de perguntar por que o nome do filme sobre Bolsonaro é Dark Horse? Em plena sexta-feira, eu não sei se quero saber o motivo. Só o que sei é que o financiamento do filme virou uma dor de cabeça para a Family, que não está conseguindo explicar de onde veio o dinheiro, quem pegou o dinheiro, quem falou com Vorcaro, quem não falou.”

    “Por que Dark Horse?”
    “éNoiteNaCidade”, 15 mai 2026, TixaNews, MAI 16″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    A bomba do Intercept (*) chegou para implodir a candidatura de Flavitcho.

    Flávio Bolsonaro.
    Segunda. Não conheço o Vorcaro.
    Quarta de manhã. Mentira que Vorcaro financiou o filme.

    Intercept revela os áudios de Flavitcho para Vorcaro cobrando, peloamordedeus, o pagamento das parcelas que devia ao filme.

    Quarta à tarde. É, mandei mensagem pra ele. É, mandei um áudio. É, pedi dinheiro.
    Quinta. Era só um filho tentando fazer um filme do pai.
    Sexta. É, pode ser que tenha mais um videozinho ou outro meu no celular do Vorcaro.

    Detalhe: Flavitcho já chegou ao Vorcaro quando ele estava na reta das autoridades. A última conversa de Flavitcho dizendo que estava com ele até o fim foi na véspera da prisão de Vorcaro.

    Quem viu a atuação de Flávio Bolsonaro em entrevistas nos últimos dias sobre a história de ele ter solicitado 134 milhões a Daniel Vorcaro, o banqueiro cebolinha Master do Brasil, não consegue acreditar que Valdemar Voldemort (dono do PL), homem mais do que experimentado na política, tenha deixado Flavitcho matar a candidatura de Tarcísio assim, pra nada. Caprichos de Bolsonaro? Ou do Valdemar? Sensação de dar a corda para a pessoa se enforcar sozinha.

    Quando alguém vira pré-candidato a presidente, uma devassa é feita na vida da pessoa (a ponto de candidatos saírem da disputa antes mesmo de entrarem, do tipo Roberto Justus e Luciano Huck). Tudo que pode dar errado é perguntado ao potencial candidato. Ao que parece, Flavitcho acreditava tanto em Deus que achava que nenhum áudio dele ia vazar. Agora já até admite que pode ser que apareçam um ou dois videozinhos dele para o Vorcaro. Sério, Valdemar? Será que no fim Valdemar queria mesmo a Michelle Bolsonaro e deixou a vida acontecer?

    E o Eduardo Bolsonaro?
    Quinta. Nunca botei dinheiro no filme e nunca fui produtor.

    Intercept divulga reportagem com imagens de um contrato mostrando que Dudu Bolsonaro era sim produtor executivo do filme.

    Sexta. É, botei 50 mil dólares, mas recebi tudo de volta. É, tinha um grande investidor. É, fui produtor, mas depois saí.

    A Polícia Federal inclusive investiga se o dinheiro efetivamente pago pelas empresas de Daniel Vorcaro não foi parar num fundo nos Estados Unidos para financiar o tourzinho de Dudu lá pelos States.

    Para os perdidos: por que isso não é só uma questão de financiamento privado de um filme?

    Porque quem negociava o financiamento é um senador da República. Porque quem era o produtor era um deputado federal. Porque eles querem lançar o filme às vésperas das eleições. E porque o biografado — aquele que o filme exalta — é, por um acaso absolutamente não-acidental, pai do mesmo senador que negociava a grana.

    Então não, Flavitcho. Vocês precisam sim explicar a origem do dinheiro que bancou esse filme — e se ele de fato chegou até a produção. Detalhe que não pode ser esquecido: em uma primeira nota, a própria produtora disse que o dinheiro não chegou na conta dela.

    E a polícia?
    A Polícia Federal segue trabalhando e hoje foi atrás do Claudio Castro, ex-governador bolsonarista do Rio, e do Ricardo Magro, acusado de ser o maior sonegador do país e que atuava no ramo dos combustíveis, cometendo os mais variados crimes, segundo a polícia.

    Magro é aquele empresário que Lula tem mirado há meses, dizendo para Trump que se ele quiser combater mesmo o crime organizado tinha que extraditar o Magro (que vive em Miami). Agora Magro tem um mandado de prisão contra ele. Magro é acusado como o maior sonegador do Brasil há uns 15 anos — por que só agora tem essa corrida atrás dele é algo que também quero saber, darling! #curiosa

    (TRPCE)

    (*) Parafraseando o Hino do Flamengo:
    Uma vez intercePT,
    sempre intercePT. . .

  34. Miguel José Teixeira

    “O resgate da confiança”
    – Em matéria judicial, não apenas as ações, mas também as aparências importam.
    – Quando o Judiciário deixa de ser percebido como árbitro imparcial, o Estado democrático de Direito ingressa em um processo silencioso de erosão.
    (Oscar Vilhena Vieira (*), FSP, 15/05/26)

    A autoridade do Poder Judiciário, em uma democracia constitucional, depende da confiança dos cidadãos (1). Sem a percepção de imparcialidade, independência e integridade dos tribunais, até decisões juridicamente corretas passam a ser vistas como expressões de interesses políticos ou influências privadas. Quando isso ocorre, a própria estabilidade democrática se fragiliza.

    Esse entendimento levou democracias contemporâneas a tratar a ética judicial como questão estrutural. Os Princípios de Bangalore, organizados em 2001 sob os auspícios das Nações Unidas (2), consolidaram a ideia de que a legitimidade do Judiciário depende não apenas da integridade efetiva dos magistrados, mas também da confiança social em sua conduta. Em matéria judicial, portanto, não apenas as ações, mas também as aparências importam.

    Os cidadãos tendem a aceitar decisões desfavoráveis quando acreditam que foram produzidas por procedimentos imparciais, baseados na análise objetiva dos fatos e na correta aplicação do direito. Quando essa convicção se deteriora, instala-se um ambiente de insegurança institucional e oportunismo, no qual prevalecem tentativas de capturar o sistema de Justiça para obtenção de benefícios indevidos, por atores corruptos e autoritários, como temos testemunhado no Brasil.

    Não por acaso, cortes constitucionais vêm adotando parâmetros mais rigorosos de transparência e autocontenção. Nos Estados Unidos, a necessidade de preservar sua credibilidade institucional levou à adoção de regras éticas pela Suprema Corte. Na Alemanha, o Tribunal Constitucional também adotou código de conduta voltado à proteção da imagem de imparcialidade e da prevalência do interesse institucional sobre conveniências pessoais.

    A integridade dos magistrados e a imparcialidade de suas decisões integram a própria ideia de Estado de direito. A sociedade precisa conhecer com clareza hipóteses de impedimento, suspeição e de conflitos de interesses. Relações de amizade íntima, vínculos familiares ou proximidade com atores envolvidos em processos relevantes (3) produzem zonas de desconfiança que corroem a autoridade das cortes.

    O adequado comportamento extrajudicial dos magistrados também é essencial. Em uma esfera pública marcada pela polarização política e pela hiperexposição digital, a preservação do distanciamento dos interesses em disputa e a autocontenção tornaram-se essenciais à autoridade da Justiça.

    Nesse contexto, regras sobre participação em eventos patrocinados por interessados em litígios, manifestações político-partidárias ou circulação em ambientes potencialmente comprometedores deixaram de ser questões periféricas. Tornaram-se parte central da proteção da autoridade judicial.

    A autoridade do Judiciário repousa menos na coerção do que no reconhecimento pelos indivíduos e instituições da correção dos seus procedimentos. Esse reconhecimento depende da crença coletiva de que os tribunais atuam segundo critérios imparciais, transparentes e juridicamente consistentes. Quando o Judiciário deixa de ser percebido como árbitro imparcial e passa a ser visto como ator político ordinário, o Estado democrático de Direito ingressa em um processo silencioso de erosão (4).

    Nesse cenário, a insistência dos ministros Edson Fachin e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (5) na necessidade de adoção de regras mais rígidas de conduta (6), na ampliação da transparência, no aperfeiçoamento dos mecanismos de controle e na eliminação de privilégios — aqui com a colaboração do ministro Flávio Dino — tem sido fundamental. Com a resistência esperada dos que nada querem mudar.

    O Judiciário brasileiro possui inúmeras outras deficiências — da morosidade aos elevados custos, passando pelo litígio predatório, pela insegurança jurídica e pelas dificuldades de acesso dos mais pobres. Todas essas deficiências demandam reformas amplas e consistentes. Nenhuma delas, porém, prescinde da urgente necessidade de se resgatar a confiança da sociedade na integridade e na imparcialidade da Justiça.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/oscarvilhenavieira/2026/05/o-resgate-da-confianca.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Datafolha: Desconfiança sobre o STF e o Judiciário atinge recorde”
    – Índice de brasileiros que não confiam no Supremo chega a 43%, maior taxa desde o início da série.
    – Deterioração de imagem da Justiça ocorre em meio a desgastes com caso Master e penduricalhos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/datafolha-desconfianca-sobre-o-stf-e-o-judiciario-atinge-recorde.shtml

    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/onu/

    (3) “Combo que liga STF a Vorcaro pressiona PGR a investigar ministros”
    – Especialistas se dividem sobre conduta do órgão, mas dizem que revelações reforçam cobranças.
    – Documentos indicam que Moraes e Toffoli viajaram em jatos de empresa de Vorcaro ou ligadas a ele.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/combo-que-liga-stf-a-vorcaro-pressiona-pgr-a-investigar-ministros.shtml

    (4) “Código de ética no STF parece ter mais impacto político do que propriamente jurídico”
    – Ao acenar que criará regras para si mesmo, Supremo dificulta que outros o façam.
    – Constituição e leis já estabelecem parâmetros; nada indica que um código de ética terá mais sucesso que regras existentes.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/codigo-de-etica-no-stf-parece-ter-mais-impacto-politico-do-que-propriamente-juridico.shtml

    (5) “Eleição faz milagre, e fim da escala 6×1 não afeta economia, diz presidente do TST”
    – Vieira de Mello Filho defende código de ética para juízes e reconhece que o caso Master respinga na magistratura.
    – ‘Se o juiz tem um parente, ele não pode julgar processos daquele escritório’, afirma.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/eleicao-faz-milagre-e-fim-da-escala-6×1-nao-afeta-economia-diz-presidente-do-tst.shtml

    (6) “Criação de código de conduta no STF tem apoio de Fachin, mas sofre resistência; entenda”
    – Medida traria parâmetros para evitar comportamentos que prejudiquem a imagem de imparcialidade do tribunal.
    – Iniciativa tem respaldo na academia e seguiria modelo já adotado na Alemanha e nos EUA.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/criacao-de-codigo-de-conduta-no-stf-tem-apoio-de-fachin-mas-sofre-resistencia-entenda.shtml

    (*) Professor da FGV Direito SP, mestre em direito pela Universidade Columbia (EUA) e doutor em ciência política pela USP. Autor de “Constituição e sua Reserva de Justiça” (Martins Fontes, 2023) (**)
    (**) Sugestão do Matutildo:
    https://www.amazon.com.br/Constitui%C3%A7%C3%A3o-sua-reserva-justi%C3%A7a-materiais-ebook/dp/B0C11TH2XM

  35. Miguel José Teixeira

    Sempre é bom lembrar que os
    pacotes de bondades da hora,
    já, já “se-revelar-se-ão”
    pacotes de maldades, ou como
    a corja vermelha gosta de usar
    e abusar: herança maldita!

    “Fazenda e Planejamento viraram comitê financeiro de campanha eleitoral”
    – Em vez de fazer mágicas fiscais, equipe deveria apontar limites, riscos e custos.
    – Ministérios atuam apenas para operacionalizar e viabilizar as ordens de gastar.
    (Marcos Mendes (*), FSP, 15/05/26)

    O Planalto acionou uma metralhadora giratória de políticas de distribuição de benefícios de impacto eleitoral. Subsídios ou redução tributária para diesel, GLP, gasolina, biodiesel e querosene de aviação. Crédito subsidiado para empresas aéreas, compra de caminhões, bens de capital, exportadores, máquinas agrícolas, microempresas de turismo.

    Está no forno a bagatela de R$ 30 bilhões em empréstimos para taxistas e motoristas de aplicativo. Há, ainda, o refinanciamento de dívidas estudantis e o Desenrola. Além de mudança na Lei de Responsabilidade Fiscal para poder dar benefício tributário sem a correspondente compensação.

    O governo também assume o risco de patrocinar a redução da jornada de trabalho e de ter de pagar compensações às empresas, seja por desoneração da folha, seja por aumento nos limites para enquadramento nos regimes favorecidos (Simples e MEI).

    A equipe econômica, cuja função seria apontar limites, riscos e custos nos desejos políticos, atua apenas para operacionalizar e viabilizar as ordens de gastar: tudo o que seu mestre mandar! Os ministérios da Fazenda e do Planejamento foram transformados em comitê financeiro de campanha eleitoral.

    Esse fato está refletido na satisfeita fala de Lula a respeito do novo ministro do Planejamento: “Esse moço é mágico para aparecer dinheiro (…) ele vai futucar no arquivo morto das possibilidades e vai conseguir encontrar alguma coisa pra gente fazer”. (1)

    O último mágico que passou pela gestão financeira do governo federal foi Arno Augustin, que deixou herança de pedaladas e crise. Parece que o partido não aprende.

    O TCU tem relatório pronto recomendando a interrupção das “mágicas” (2). Elas são truques contábeis, para driblar as regras fiscais. O expediente mais usado tem sido fazer política pública por meio de empréstimos subsidiados do Tesouro. Por ser um desembolso “financeiro”, não “primário”, não entra na conta da meta de déficit primário inscrita em lei.

    Na prática, contudo, a dívida pública cresce de qualquer forma. E ainda cria políticas públicas tortas.

    Tomemos como exemplo o pacote anunciado para a segurança pública. Nada menos que R$ 10 bilhões do total de R$ 11 bilhões alocados para o programa são empréstimos a estados e municípios via BNDES, para comprar equipamentos.

    Ora, política de segurança pública se faz principalmente com gastos correntes: pagar salários de policiais, comprar e manter sistemas de informação, custear a logística de operações. Um plano em que 91% dos recursos precisam ser contratados via financiamentos não conseguirá custear as despesas correntes.

    Quando criou a “taxa das blusinhas”, além do argumento protecionista, o governo apontou o ganho fiscal da medida. Ao revogá-la, a equipe econômica aceitou escrever na exposição de motivos da medida provisória que o custo fiscal será zero.

    A todo momento se argumenta que o aumento do preço do petróleo vai gerar receita inesperada, que pode ser gasta com esses programas, sem piorar as contas públicas.

    Mas a pergunta correta é: qual seria a melhor aplicação para os recursos extras? Quitar dívida pública que cobra juros altos dos contribuintes e sufoca a economia ou subsidiar gasolina e passagens aéreas para os ricos?

    O secretário-executivo do Planejamento já fez sua escolha. Ao afirmar ao Valor Econômico que “eu não vou querer construir um superávit maior à custa do povo brasileiro”, age como um sujeito endividado que ganha na loteria e, em vez de arrumar sua vida financeira, torra tudo e volta à precariedade.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcos-mendes/2026/05/fazenda-e-planejamento-viraram-comite-financeiro-de-campanha-eleitoral.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Lula anuncia aumento no percentual de etanol e biodiesel em combustíveis”
    – Governo planeja subir percentual de 30% para 32% de etanol misturado na gasolina e de 15% para 16% de biodiesel no diesel.
    – Anúncio foi feito ao divulgar nova linha de crédito para compra de caminhões e ônibus.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/lula-anuncia-aumento-no-percentual-de-etanol-e-biodiesel-em-combustiveis.shtml

    (2) “Auditoria do TCU critica gastos ‘paralelos’ do governo com fundos e recomenda interrupção”
    – Executivo defende que uso de fundos garante mais previsibilidade e continuidade de políticas públicas.
    – Relatório diz que estruturas diminuem transparência, prejudicam credibilidade e impactam trabalho do BC.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/auditoria-do-tcu-critica-gastos-paralelos-do-governo-com-fundos-e-recomenda-interrupcao.shtml

    (*) Pesquisador associado do Insper (**), é organizador do livro ‘Para não esquecer: políticas públicas que empobrecem o Brasil’ (***)
    (**) O Insper é uma instituição sem fins lucrativos, dedicada ao ensino e à pesquisa. Oferecemos cursos de graduação, pós-graduação lato e stricto sensu, educação executiva e customizados.
    +em: https://www.insper.edu.br/pt/home
    (***) Sugestão do Matutildo:
    https://www.amazon.com.br/Para-n%C3%A3o-esquecer-pol%C3%ADticas-empobrecem-ebook/dp/B09Z6YPF2T

  36. Miguel José Teixeira

    . . .”Neil Gorsuch (*), o mais libertário dos juízes da Suprema Corte dos EUA, tocou um alarme sobre o ativismo judicial: “Penso que seria uma maluquice dizer que somos uma democracia ou uma república e, simultaneamente, abraçar a noção de que nove velhos juízes em Washington devem governar-nos a todos”. Os tais nove (**) existem para “decidir independentemente o significado da lei”, mas nunca “passar leis” ou “emendar a Constituição”.”. . .

    “Indique um juiz antiativista, Lula”
    – Depois de derrota merecida, presidente examina duas opções equivocadas para o STF.
    – Lula deveria indicar alguém capaz de arguir, no tribunal, pelo respeito à separação de Poderes.
    (Demétrio Magnoli, FSP, 15/05/26)

    Toffoli, Zanin, Dino. A fila de indicações baseadas na expectativa de lealdade pessoal parou em Messias. Depois da derrota merecida, Lula examina duas opções equivocadas. Há, porém, uma terceira, que serviria ao STF e ao Brasil.

    Equívoco 1: renunciar, até as eleições, a indicar um nome. É a “opção Alcolumbre”. Significaria fugir ao dever presidencial, abrindo mão de uma prerrogativa do Executivo e condenando o STF ao risco de empates. Dependendo do resultado eleitoral, implicaria ceder uma vaga no tribunal ao bolsonarismo.

    Equívoco 2: indicar uma “mulher-negra”, ou seja, na prática, uma ativista do movimento identitário. O radicalismo de boteco veicularia a mensagem de que o STF deve funcionar como palco de estéreis guerras culturais. É a opção da esquerda pós-moderna que investe em confrontações simbólicas com ecos circunscritos a uma bolha irrisória do eleitorado.

    A terceira opção é virar o jogo: indicar um jurista, homem ou mulher, branco, preto ou furta-cor, detentor do “notório saber jurídico” exigido pela Constituição. E com mais uma qualidade: alguém capaz de arguir, no STF, pelo respeito à separação de Poderes. Em suma: um jurista antiativista.

    Políticos libertários representam ameaças à sociedade e ao meio ambiente. Juízes libertários, por outro lado, contrabalançam as inclinações tirânicas do poder estatal. Neil Gorsuch, o mais libertário dos juízes da Suprema Corte dos EUA, tocou um alarme sobre o ativismo judicial: “Penso que seria uma maluquice dizer que somos uma democracia ou uma república e, simultaneamente, abraçar a noção de que nove velhos juízes em Washington devem governar-nos a todos”. Os tais nove existem para “decidir independentemente o significado da lei”, mas nunca “passar leis” ou “emendar a Constituição”.

    Vale lá, vale aqui. O som de um microfone ou a luz de uma câmera detona, entre ministros do nosso STF, o impulso irresistível de proferir discursos exaltados. Cada vez mais politizado, o tribunal adotou o hábito de invadir as esferas legislativa e executiva, produzindo regras com valor de lei, ditando normas sobre o funcionamento de CPIs e até baixando ordens operacionais à PF.

    O ativismo baseia-se na crença de que o “governo dos filósofos” é preferível ao governo representativo. Os juízes iluminados cumpririam, nas palavras do ex-ministro Luís Roberto Barroso, uma função “civilizatória”, impondo políticas progressistas à massa ignara dos eleitores e a seus representantes corrompidos. A indicação de um juiz antiativista propiciaria uma pausa para reflexão.

    A crença de Barroso, elitista e autoritária, é também contraproducente. Gorsuch, referindo-se aos liberais, como são batizados os progressistas nos EUA: “Os liberais americanos caíram no vício dos tribunais, apoiando-se em juízes e advogados no lugar de líderes eleitos e no voto popular para avançar sua agenda social” – e, por isso, “fracassam em difundir sua mensagem e persuadir o público”.

    O ativismo do STF chegou ao ponto de assustar Fachin, um juiz de passado ativista que, hoje, prega a “autocontenção” do tribunal. A indicação de um magistrado antiativista ajudaria a delimitar as funções do STF e alertaria a esquerda para a importância de “persuadir o público”. Lula agiria como estadista, encurralando Alcolumbre. Infelizmente, não vai acontecer.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2026/05/indique-um-juiz-antiativista-lula.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista

    (*) Neil McGill Gorsuch (Denver, 29 de agosto de 1967) é juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos. Foi nomeado pelo presidente Donald Trump a 31 de janeiro de 2017 e está no cargo desde 10 de abril de 2017.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_Gorsuch

    (**) Lá, no Tio Sam, potência mundial e símbolo da democracia moderna, apenas 9. Aqui, 11 . . .

  37. Miguel José Teixeira

    “As cinco profissões mais infiéis, segundo especialista”
    – Segundo Tracey Cox, algumas dinâmicas profissionais incentivam a desonestidade mais do que outras.
    (Por La Nacion — Buenos Aires, O Globo, 15/05/26)
    . . .
    “A especialista em relacionamentos Tracey Cox aponta cinco profissões propensas à infidelidade devido à dinâmica profissional: saúde, educação, finanças, empreendedorismo e aviação. Fatores como estresse, hierarquia e logística facilitam casos extraconjugais. Na saúde, o “complexo de Deus” e laços emocionais intensos são comuns; na educação, a falta de compreensão do parceiro. Finanças e empreendedorismo envolvem flexibilidade ética e autonomia, enquanto a aviação se beneficia da distância física e prestígio.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/epoca/noticia/2026/05/15/as-cinco-profissoes-mais-infieis-segundo-especialista.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  38. Miguel José Teixeira

    Lá como cá?

    “Engenharia chinesa impressiona ao construir viaduto gigante em apenas 24 horas”
    – Obra em Guangyuan, na província de Sichuan, utilizou técnica de deslizamento para ampliar estrada sem interromper linha ferroviária de carga por longos períodos.
    (Por O Globo — Rio de Janeiro, 15/05/26)
    . . .
    “Uma obra de engenharia na cidade de Guangyuan, Sichuan, impressionou ao instalar um viaduto de 2,5 mil toneladas em 24 horas. Utilizando técnica de “prefabricação e deslizamento”, a construção não interrompeu a linha férrea local por longos períodos. A intervenção, divulgada nas redes sociais, busca resolver um gargalo viário e melhorar a mobilidade entre áreas urbanas e o Parque Florestal Heishipo.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/epoca/noticia/2026/05/15/engenharia-chinesa-impressiona-ao-instalar-viaduto-gigante-em-apenas-24-horas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    Vídeo em: https://x.com/SpoxCHN_LinJian/status/2045671117210501543?s=20

  39. Miguel José Teixeira

    “”Firme como palanque em banhado”

    “Operação contra Castro agrava inferno astral de Flávio Bolsonaro junto de Vorcaro e Ciro”
    – Mandado de busca e apreensão contra ex-governador do Rio cria terceira frente de desgaste para pré-candidato do PL em apenas uma semana.
    (Por Johanns Eller, no Blog da Malu Gaspar, O Globo, 15/05/26)

    A operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) nesta sexta-feira abre uma terceira frente de desgaste para o presidenciável do partido, Flávio Bolsonaro, no intervalo de apenas uma semana. O revés do aliado agrava seu inferno astral no momento em que Flávio tentava contornar a crise aberta com a revelação da negociação nebulosa de R$ 134 milhões junto a Daniel Vorcaro e a operação da PF contra o aliado Ciro Nogueira (PP-PI), outrora cotado como seu vice, no inquérito do Banco Master.

    Castro é o pré-candidato do PL ao Senado Federal no Rio de Janeiro na chapa do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, a aposta de Flávio para o palanque fluminense de sua campanha presidencial. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e é relacionada às suspeitas de fraudes na refinaria Refit, do empresário Ricardo Magro, radicado nos Estados Unidos e alvo de pedido de prisão do magistrado.

    A PF acionou a Interpol para incluir o empresário na lista de difusão vermelha da entidade. Nos bastidores da política, a decisão de Cláudio Castro de demitir em 2023 o então procurador-geral do estado, Bruno Dubeux, foi vista como uma manobra para blindar a Refit e o grupo econômico de Magro, já que Dubeux atuava para cobrar bilhões de reais sonegados pelo empresário. No seu lugar foi nomeado Renan Saad, que também foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta sexta.

    Recentemente, Dubeux foi nomeado novamente para chefiar a Procuradoria-Geral do Estado pelo governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto. Ele assumiu o comando do Palácio Guanabara após a crise sucessória deflagrada pela renúncia de Castro em março.

    A ação não só deixa o ex-governador mais distante das urnas de outubro como abala o núcleo duro do bolsonarismo no estado.

    Além de colocar o PL nas páginas policiais, a operação contra Castro amplia a pressão sobre Ruas, seu ex-secretário. Ao lado de Flávio, eles lideraram uma manobra política para que o deputado fosse eleito presidente da Alerj e assumisse o governo e sua poderosa máquina após a renúncia do então governador para evitar a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Como Cláudio Castro estava sem vice desde 2025 e o então dirigente da Assembleia, Rodrigo Bacellar (União Brasil), estava afastado do cargo pela Justiça, a expectativa era que Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumisse o Palácio Guanabara por alguns dias até que a Alerj elegesse Ruas como seu novo presidente, o que o alçaria como governador interino.

    A estratégia, contudo, foi frustrada por uma liminar do ministro do STF Cristiano Zanin, que manteve Couto no exercício do cargo até que a Corte decida se a sucessão de Castro deve ocorrer por meio de eleições diretas ou indiretas. Desde então, o governador-desembargador já assinou mais de 1.600 exonerações, parte delas relacionadas a funcionários fantasmas.

    As demissões atingiram feudos ligados a Cláudio Castro e aliados, desidratando o capital político de Douglas Ruas e, consequentemente, o palanque de Flávio no estado. Além disso, tudo indica que o julgamento sobre a liminar de Zanin será protelado até as eleições de outubro, o que deve manter Couto no governo até a posse do próximo governador em 6 janeiro de 2027.

    Se o imbróglio jurídico em torno da sucessão fluminense já representava um revés para Flávio, a operação contra Castro e as suspeitas sobre o investimento do governo dele em títulos do Banco Master através do fundo de pensão do estado, o Rioprevidência, traz ainda mais tensão para o tabuleiro político do PL.

    Os dois escândalos serão o elefante na sala da campanha de Ruas no período eleitoral e um prato cheio para o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), que abrirá seu palanque no Rio para o presidente Lula e tem atacado frequentemente o pré-candidato do PL e o ex-governador.

    A operação também deixa uma incógnita para o grupo político liderado por Flávio e Castro: com o ex-governador na mira de Alexandre de Moraes e o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar na cadeia, é impossível prever se haverá novos alvos da PF na direita fluminense nos meses decisivos antes da eleição de outubro.

    Além disso, a ação da PF tem o potencial de sepultar de vez a pré-candidatura de Castro ao Senado. Esse cenário levará Flávio a ter que articular um nome substituto enquanto enfrenta questionamentos até dentro do bolsonarismo sobre a natureza de sua relação com o dono do Master, Daniel Vorcaro.

    Na última quarta, o The Intercept Brasil divulgou áudios e mensagens trocadas entre o filho de Jair Bolsonaro e o banqueiro durante as tratativas para um aporte de R$ 134 milhões pelo executivo na produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente, o “Dark Horse”.

    Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões a uma empresa ligada ao Master que em seguida repassou os recursos para um fundo americano administrado por um advogado de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos. Os depósitos foram interrompidos com o colapso do banco e do próprio executivo.

    Diante da repercussão e da pressão até de aliados por esclarecimentos, o pré-candidato do PL alegou ter buscado investidores privados para o filme e disse que conheceu Daniel Vorcaro em 2024, antes de suspeitas serem lançadas sobre o banqueiro – contradizendo o próprio pai, Jair, que havia criticado o Master nas redes sociais meses antes (1).

    Os questionamentos se intensificaram após a entrevista de Flávio à GloboNews na última quinta-feira, em que ele deixou perguntas sem resposta sobre as circunstâncias do acerto com Vorcaro, o destino dos milhões de dólares em tese destinados a “Dark Horse” e o papel de Eduardo na negociação.

    A PF apura se os recursos do dono do Master foram usados para bancar as despesas do irmão de Flávio, que vive em um autoexílio nos EUA há mais de um ano e teve o mandato na Câmara dos Deputados cassado (*) por excesso de faltas.

    A revelação dos diálogos e as batidas da PF na porta de Castro ocorreram em um intervalo de menos de 48 horas. O tsunami se deu enquanto a direita bolsonarista ainda se recuperava do impacto da operação de busca e apreensão contra Ciro Nogueira, que Flávio já descreveu como seu “vice dos sonhos”.

    Segundo investigadores, Vorcaro chegou a pagar uma mesada de R$ 500 mil ao senador do PP, além de custear despesas em viagens internacionais, como hotéis de luxo, voos privados e contas de restaurante e até emprestar um apartamento de luxo em São Paulo, em troca da atuação do parlamentar a favor de seus interesses pessoais.

    O exemplo mais notório foi a tentativa de inclusão de um jabuti em um projeto de lei com o objetivo de aumentar a cobertura do Fundo de Garantia de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta, assinada por Ciro, foi batizada na época de “emenda Master” por favorecer diretamente o banco de Vorcaro, cujo modelo de negócios é totalmente amparado no FGC.

    Projeto similar foi apresentado pelo bolsonarista Filipe Barros (PL-PR) na Câmara, o que também colocou o bolsonarismo na defensiva.

    Em resposta à operação contra Ciro, Flávio divulgou uma nota na qual classificou como “graves” as descobertas da PF e defendeu apuração “rigorosa” e “transparente” pelas autoridades. A tentativa de se afastar do caso provocou desconforto no Centrão, o que abriu margem para especulações de que a federação formada pelo PP e o União Brasil poderia desistir de uma eventual aliança com a chapa bolsonarista para o Planalto.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/operacao-contra-castro-agrava-inferno-astral-de-flavio-bolsonaro-junto-de-vorcaro-e-ciro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

    (1) “Bolsonaro atacou Master meses antes de Flávio e Vorcaro negociarem R$ 134 milhões”
    – Presidenciável do PL contradiz o próprio pai ao alegar ter buscado verba para filme junto ao executivo quando não havia suspeitas contra ele e o banco.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/05/flavio-negociou-com-vorcaro-meses-apos-bolsonaro-atacar-master-sistema-agindo.ghtml

    (*) Após perder o mandato de deputado federal, ele foi obrigado pela corporação a retornar ao trabalho em janeiro. Como continuou morando nos Estados Unidos, a Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou seu afastamento preventivo (Escrivão de carreira da PF) em fevereiro, cessando o recebimento de seus salários.
    +em: https://share.google/aimode/qPmWboZf7tlSO16eu

  40. Miguel José Teixeira

    O Rio como ele é!

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 15/05/26)

    CASTRO É ALVO DA PF

    A Polícia Federal afirma que o ex-governador Cláudio Castro direcionou a estrutura do governo do Rio (1) para atender interesses do conglomerado de Ricardo Magro, dono da Refit. Castro foi alvo de busca e apreensão (2) durante uma operação que investiga suspeitas de fraude no setor de combustíveis. Magro, que vive nos Estados Unidos, foi alvo de pedido de prisão e terá seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

    ► A operação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do processo chamado de “ADPF das Favelas”. Moraes ordenou o bloqueio de R$ 52 bilhões (3) em ativos financeiros das empresas investigadas.

    ► Magro foi assunto da conversa entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos em dezembro. Na ocasião, Lula chamou o empresário de “um dos grandes chefes do crime organizado” (4) no Brasil.

    ► A ação da PF ampliou o debate no PL sobre um substituto para Castro na disputa pelo Senado (5).

    (+em:
    (1) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/15/pf-aponta-que-castro-direcionou-governo-estadual-para-interesses-de-conglomerado-de-ricardo-magro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/15/claudio-castro-e-alvo-de-operacao-da-policia-federal.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/15/dono-da-refit-e-alvo-de-prisao-em-nova-operacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (4) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/15/lula-chamou-magro-de-grande-chefe-do-crime-organizado-e-disse-ter-pedido-prisao-a-trump.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (5) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/15/operacao-da-pf-que-mira-em-castro-faz-pl-questionar-aposta-em-ex-governador-e-acelerar-busca-por-substituto-ao-senado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  41. Miguel José Teixeira

    A mega produção
    tupiniestadunidense
    “O capitão azarão”!

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 15/05/26)

    O FILME SOBRE BOLSONARO

    O filme “Dark Horse”, produção que está no centro da cobrança de dinheiro feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, dramatiza o atentado contra Jair Bolsonaro e sua chegada à Presidência. O roteiro (*) retrata a ex-ministra Damares Alves como uma mística que dá “pílulas mágicas” a Bolsonaro, e mostra Adélio Bispo, autor do facada, como uma pessoa ligada a “marxistas drogados”.

    ► Flávio Bolsonaro apresentou uma nova versão (**) sobre sua relação com Vorcaro, e passou a admitir a possibilidade de surgirem novos registros de contato entre eles.

    ► O ministro Flávio Dino abriu uma apuração preliminar sobre o envio de R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares (***) para uma ONG ligada à produtora do filme.

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/15/medica-adoradora-de-lula-marxistas-drogados-pilulas-magicas-de-damares-veja-detalhes-do-roteiro-de-dark-horse.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/15/flavio-da-nova-versao-sobre-contatos-com-vorcaro-e-agora-admite-que-pode-haver-video-enviado-ao-banqueiro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/15/dino-abre-apuracao-preliminar-sobre-envio-de-emendas-para-ong-ligada-a-produtora-de-filme-de-bolsonaro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  42. Miguel José Teixeira

    O detergente “deles”!

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 15/05/26)

    O CASO YPÊ: RECURSO NEGADO

    A diretoria da Anvisa negou o recurso da Ypê (*) e manteve a decisão que suspendeu a fabricação e a venda de 25 produtos de higiene. A decisão foi unânime e considerou que há risco de itens contaminados serem comercializados. A empresa precisará apresentar um plano de recolhimento dos produtos. A Ypê começou a pedir a chave Pix (**) de consumidores que solicitaram reembolso de produtos afetados.

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/05/15/ype-anvisa-recurso-suspensao-de-produtos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/noticia/2026/05/15/ype-pede-chaves-pix-de-clientes-para-reembolso-de-produtos-suspensos-pela-anvisa.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  43. Miguel José Teixeira

    Duelo de supremos deuses!

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 15/05/26)

    NOVO CAPÍTULO DA CRISE NO STF

    O ministro Gilmar Mendes tornou pública uma mensagem com críticas ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. No texto, o decano da Corte reclama de processos paralisados e diz que “a não decisão de temas relevantes vai se tornando a marca” da atual presidência. Integrantes do tribunal viram na atitude um movimento de Gilmar para expor o desgaste interno.

    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/15/gilmar-acusa-fachin-de-obstruir-pauta-do-stf-e-amplia-crise-interna-na-corte.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  44. Miguel José Teixeira

    A toga como ela é. . .

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 15/05/26)

    OS EXTRAQUADROS DO TJ

    O Tribunal de Justiça do Rio triplicou a quantidade de funcionários nomeados sem concurso público — em cinco anos, o número subiu de 300 para 1.085. Os salários pagos ao grupo somam R$ 12,4 milhões ao ano. O tribunal afirma que aumentou o ritmo de contratações para compensar aposentadorias. Atuando como governador em exercício, o presidente do TJ, Ricardo Couto, tem exonerado comissionados para reduzir os gastos do Executivo estadual.

    +em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/05/15/nomeacoes-de-nao-concursados-no-tribunal-de-justica-do-rio-triplicam-em-5-anos-e-ja-custam-r-124-milhoes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  45. Miguel José Teixeira

    Qualquer coincidência com
    o regime da corja vermelha
    PeTezuelana será mera
    semelhança? (*)

    “Os Estados Unidos continuam buscando reformas significativas no sistema comunista de Cuba, que só serviu para enriquecer as elites e condenar o povo cubano à pobreza” (*)

    “O que o diretor da CIA foi fazer em Havana?”
    – É a primeira vez que um chefe da agência visita Cuba desde a Revolução de 1959.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 15/05/26)

    O diretor da Agência Central de Inteligência americana (CIA), John Ratcliffe (foto), esteve em Havana na quinta, 14, para se reunir com o neto de Raúl Castro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e o chefe dos serviços de inteligência cubanos.

    É um encontro histórico. Foi a primeira vez que um chefe da CIA visitou Havana desde a Revolução Cubana de 1959.

    Tanto a CIA quanto a ditadura cubana noticiaram o encontro.

    A CIA chegou a publicar fotos de Ratcliffe em sua conta no X.

    Para os cubanos, aceitar a visita de um diretor da CIA significa muito.

    A CIA é o principal braço americano para intervir em outros países, principalmente na América Latina.

    Após a Revolução Cubana de 1959, a CIA planejou matar o ditador Fidel Castro diversas (1) vezes com pílulas, cigarros, roupas e canetas envenenadas.

    Entre 1960 e 1965, nada menos que oito planos foram traçados.

    Além disso, os ditadores de Cuba sempre se referiram à CIA com os piores termos.

    Os cubanos só aceitaram a chegada de Ratcliffe porque estão desesperados.

    O bloqueio marítimo americano e a derrubada do ditador Nicolás Maduro deixaram a ilha comunista sem energia e propensa a novas manifestações sociais contra o regime.

    O Departamento de Estado ofereceu uma ajuda de 100 milhões de dólares para a ilha na esperança de que o regime realize reformas estruturais.

    “Os Estados Unidos continuam buscando reformas significativas no sistema comunista de Cuba, que só serviu para enriquecer as elites e condenar o povo cubano à pobreza”, afirmou o Departamento de Estado em uma nota oficial (2) na quarta, 13.

    “Como afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, os Estados Unidos também fizeram inúmeras ofertas privadas ao regime cubano para fornecer assistência generosa ao povo cubano, incluindo apoio para internet via satélite gratuita e de alta velocidade e 100 milhões de dólares em assistência humanitária direta. O regime se recusa a permitir que os Estados Unidos forneçam essa assistência ao povo cubano, que necessita desesperadamente de ajuda devido às falhas do regime corrupto de Cuba”, diz o texto.

    O Departamento de Estado, contudo, deixa claro que não vai permitir que a ajuda humanitária seja confiscada pelo regime, como sempre acontece, sem ser distribuída para a população necessitada.

    E exige que a Igreja Católica seja usada na coordenação da ajuda, algo que o regime nunca admitiu, por ser contra qualquer organização da sociedade civil independente.

    “Hoje, o Departamento de Estado reafirma publicamente a generosa oferta dos Estados Unidos de fornecer mais 100 milhões de dólares em assistência humanitária direta ao povo cubano, que seria distribuída em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes confiáveis. A decisão cabe ao regime cubano: aceitar nossa oferta de assistência ou negar ajuda essencial para a sobrevivência e, em última instância, prestar contas ao povo cubano por impedir o acesso a essa assistência crucial.”

    Um ponto interessante da visita é que o governo de Donald Trump não enviou um diplomata do Departamento de Estado, mas o chefe da temida CIA, o que pode ser visto como uma maneira de fazer pressão.

    A missão de Ratcliffe, agora, é entender o que os cubanos estariam dispostos a ceder para receber os 100 milhões de dólares, além de botar mais medo no regime cubano.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/o-que-o-diretor-da-cia-foi-fazer-em-havana/)

    (1) https://www.aarclibrary.org/publib/church/reports/ir/pdf/ChurchIR_3B_Cuba.pdf
    (2) https://www.state.gov/releases/office-of-the-spokesperson/2026/05/the-united-states-is-ready-to-provide-100-million-in-direct-assistance-to-the-cuban-people-if-the-cuban-regime-will-permit-it

  46. Miguel José Teixeira

    O Antagonista reflete o episódio
    “os filhos do capitão azarão”!

    > Reflexo 1:
    “Kassab vê risco eleitoral para Flávio após vazamento de áudios”
    – Presidente do PSD avalia que revelações sobre negociação com dono do Banco Master podem derrubar pré-candidato nas pesquisas.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/kassab-ve-risco-eleitoral-para-flavio-apos-vazamento-de-audios/#google_vignette

    > Reflexo 2:
    “Crusoé: O plano de Eduardo e Mario Frias para lucrar com ‘Dark Horse’”
    – Venda de cotas para 40 possíveis investidores prometia “oportunidade de imigração” para os Estados Unidos.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/crusoe-o-plano-de-eduardo-e-mario-frias-para-lucrar-com-dark-horse/

    > Reflexo 3:
    “Eduardo foi diretor-executivo de ‘Dark Horse’, indica contrato”
    – Documento obtido pelo Intercept Brasil contradiz declarações do deputado cassado sobre seu papel na produção cinematográfica.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/eduardo-foi-diretor-executivo-de-dark-horse-indica-contrato/#google_vignette

    > Reflexo 4:
    “Eduardo nega ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro”
    – “Mentira”, diz o ex-deputado, que acusa o site Intercept Brasil de tentar “emplacar suas narrativas” para “assassinar a reputação” de Flávio.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/eduardo-nega-ter-recebido-dinheiro-de-daniel-vorcaro/

  47. Miguel José Teixeira

    DuploDrops da
    Coluna CH, DP, hoje:

    > “Líderes da oposição se movimentam para que o senador Davi Alcolumbre (União-AP) imponha nova derrota a Lula e não ande com o plano do petista de derrubar a “taxa das blusinhas”, inventada pelo próprio presidente e concretizada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. Cresce a pressão, inclusive com lobby de entidades da indústria e do comércio, para que o presidente do Congresso Nacional devolva a Medida Provisória (MP), ideia que encontra resistência de Alcolumbre. Outra opção, a mais provável, é deixar “caducar”. (*)

    > “O áudio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, para um filme sobre o pai, fez parecer o fim da sua candidatura. Mas o Brasil recomenda cautela. Lula (PT) que o diga. No Mensalão, em 2005, com parlamentares aliciados mediante propina, a prisão de Lula era dada como certa, e a oposição o queria “sangrando” até a eleição de 2006. O resultado é conhecido: Lula foi reeleito com folga. O petista adotou a narrativa cara-de-pau de ser “vítima” das elites conservadoras e colou.” (**)

    +em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/blusinhas-medida-eleitoreira-de-lula-pode-ser-levada-a-caducar

    (*) Vai que é tua, SuTriFe!

    (**) Revisitando Churchill: “. . .
    “A política é quase tão emocionante quanto a guerra, e tão perigosa quanto. Na guerra, você só pode morrer uma vez, mas na política, muitas vezes.”.

  48. Miguel José Teixeira

    O retrato antes do
    episódio “azarão”!

    > Raia 1:

    “Flávio tem 43,8% e Lula, 40,2% no 2º turno, diz Vox”
    – Os 2 pré-candidatos estão empatados tecnicamente na margem de erro (2,15 pontos); pesquisa foi feita antes de eclodir o caso do áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para Vorcaro.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/flavio-tem-438-e-lula-402-no-2o-turno-diz-vox/

    > Raia 2:

    “Lula é rejeitado por 54,1% e Flávio, por 39,3%, diz Vox”
    – Levantamento mostra Zema como o 3º mais rejeitado, com 22,4%; pesquisa foi feita antes de eclodir o caso do áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para Vorcaro.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/lula-e-rejeitado-por-54-e-flavio-por-39-diz-pesquisa/

    > Raia 3:

    “51,5% desaprovam e 45,1% aprovam o governo Lula, diz Vox”
    – A pesquisa foi feita de 9 a 12 de maio em todo o país; a margem de erro é de 2,15 pontos percentuais.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/515-desaprovam-e-451-aprovam-o-governo-lula-diz-vox/

    > Raia 4:

    “Flávio tem 50% e Lula, 43% no 2º turno, diz pesquisa”
    – Levantamento nacional da Gerp mostra que há um empate entre Lula e Flávio em todos os cenários de 1º turno testados; pesquisa foi feita antes de eclodir áudio de Flávio a Vorcaro.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/flavio-tem-50-e-lula-43-no-2o-turno-diz-pesquisa/

  49. Miguel José Teixeira

    “‘Pense fora da caixa’: como evitar que IA enferruje seu cérebro”
    – O GPS prejudicou nosso senso de direção. Os mecanismos de busca enfraqueceram a memória. Agora, cientistas alertam que a IA pode fazer o mesmo com habilidades que vão da criatividade ao pensamento crítico.
    – Estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória.
    (Thomas Germain, BBC News Brasil, FSP, 10/05/26)

    nos atrás, eu passei a me obrigar a usar inteligência artificial (IA) o máximo possível. Se pretendia escrever sobre o tema, também precisava usar a tecnologia. Mas uma série de estudos publicados no último ano começaram a me preocupar: será que estou prejudicando o meu cérebro nesse processo?

    Esses estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória.

    Outros levantam a preocupação de que o uso da IA esteja reduzindo o esforço mental necessário para desenvolver pensamento crítico, e de que, como sociedade, possamos passar a produzir menos ideias originais. Ainda assim, essa linha de pesquisa é muito recente, e as respostas continuam incertas. Devemos nos preocupar?

    “De modo geral, sim”, afirma Adam Greene, professor de neurociência e diretor do Laboratório de Cognição Relacional da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos.

    Segundo Greene, o tema envolve muitas nuances, mas a IA tende a assumir tarefas que antes exigiam esforço mental. “Há muitas evidências de que, se você deixa de exercitar determinados tipos de pensamento, sua capacidade de realizar esse tipo de raciocínio tende a se deteriorar.”

    Mesmo para quem não procura usar ferramentas como ChatGPT ou Claude, respostas geradas por IA já aparecem no topo das buscas do Google, enquanto grandes empresas de tecnologia aceleram a integração desses sistemas nos celulares. A tecnologia está cada vez mais difícil de evitar, mas há medidas que podem reduzir os principais riscos.

    Para Jared Benge, professor e neuropsicólogo clínico da Escola de Medicina Dell, da Universidade do Texas, nos EUA, a questão é mais complexa do que parece. Usar IA não significa, automaticamente, que a tecnologia fará mal. Se a IA aliviar a carga mental e permitir foco em tarefas mais importantes, por exemplo, isso pode até trazer benefícios cognitivos.

    “Por que imaginar que a IA seria tão diferente de outras tecnologias às quais o cérebro humano já se adaptou?”, questiona Benge. “A ferramenta, por si só, não é boa nem ruim.”

    Como ocorre com qualquer tecnologia, os efeitos da IA dependem do modo como ela é usada. Ainda assim, as preocupações são sérias o suficiente para levar usuários a repensar a forma como utilizam essas ferramentas, antes que seja tarde.

    Com isso em mente, conversei com alguns dos principais especialistas da área para entender como a IA pode ser usada sem prejudicar nossas capacidades mentais.

    Com o que estamos preocupados?
    Há cerca de 20 anos, surgiu a ideia de que a dependência excessiva da tecnologia poderia provocar uma espécie de “demência digital”, marcada pela deterioração da memória de curto prazo e de outros processos cognitivos. Recentemente, Benge, da Universidade do Texas, participou de uma meta-análise que analisou 57 estudos envolvendo mais de 411 mil adultos. Ao final, os pesquisadores não encontraram evidências de “demência digital”. Pelo contrário: o uso de tecnologia parecia reduzir o risco de comprometimento cognitivo.

    Mas isso não significa que não exista motivo para preocupação.

    As pesquisas mostram que pessoas que dependem de sistemas de navegação por satélite, como GPS, deixam de formar mapas mentais do ambiente ao redor, e sua memória espacial tende a piorar com o tempo. Algo semelhante ocorreu com os mecanismos de busca, em um fenômeno que ficou conhecido como “efeito Google”. Aparentemente, temos menos tendência a memorizar informações encontradas em buscadores porque acessá-las exige pouco esforço.

    Em outras palavras, o cérebro tende a perder habilidade em tarefas que delegamos a ferramentas externas. E a IA pode ser o instrumento de terceirização cognitiva mais poderoso já criado.

    “O que a IA está fazendo é nos oferecer, pela primeira vez, uma maneira fácil de trocar o processo pelo resultado”, afirma Greene, da Universidade de Georgetown. O texto pode ficar melhor escrito. A apresentação pode parecer mais sofisticada. A piada da festa de aposentadoria pode funcionar perfeitamente. Mas o esforço mental, a dificuldade, as tentativas frustradas e o momento em que algo finalmente faz sentido são justamente o que o cérebro precisa.

    “É como ir à academia e deixar um robô levantar os pesos por você”, diz Greene. “Você não ganha nada com isso.”

    Então, como usar IA sem deixar de exercitar o cérebro?

    Não aceite a resposta da IA sem questionar
    Um estudo recente mostrou que usuários mais frequentes de IA tiveram desempenho significativamente pior em um teste padrão de pensamento crítico. A explicação seria o hábito de transferir parte do raciocínio para sistemas automatizados, ou robôs. Os pesquisadores também observaram que muitas pessoas passam a confiar mais na IA do que no próprio julgamento, mesmo quando a ferramenta está errada. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, chamam esse fenômeno de “rendição cognitiva”.

    O problema tende a ser maior quando o usuário conhece pouco o assunto. Um estudo da Microsoft Research concluiu que o risco aumenta justamente em áreas nas quais a pessoa tem menos familiaridade. “Se o usuário não tem conhecimento suficiente para avaliar se a resposta é boa ou não, aí está o perigo”, afirma Hank Lee, doutorando da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, e coautor do estudo.

    Para Lee, a solução começa antes mesmo de abrir o aplicativo. Se você não confia automaticamente na resposta de um desconhecido, também não deveria confiar cegamente na IA. São justamente esses temas que exigem julgamento próprio.

    Uma alternativa é formular antes uma visão inicial sobre o assunto e usar a IA para testar ou confrontar esse raciocínio, em vez de simplesmente aceitar a resposta da ferramenta. Assim, a IA funciona como um instrumento para colocar o pensamento à prova, e não para substituí-lo.

    Introduza mais esforço no processo de pesquisa
    “Quando algo está diante de você, é comum acreditar que a informação já foi armazenada na memória de longo prazo, quando isso nem sempre acontece”, afirma Barbara Oakley, professora emérita de engenharia da Universidade de Oakland, nos EUA, que pesquisa o funcionamento do aprendizado no cérebro.

    Pesquisas iniciais indicam que a IA pode afetar a capacidade de retenção de informações. Um levantamento com 494 estudantes mostrou que usuários mais frequentes do ChatGPT relataram mais episódios de perda de memória. Avaliações feitas pelos próprios participantes não constituem prova científica definitiva, mas outros trabalhos apontam na mesma direção. Um estudo de 2024 ainda não publicado, por exemplo, sugere que resolver pequenos problemas antes de usar um chatbot de IA pode melhorar o aprendizado obtido com a ferramenta.

    Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam desacelerar e se envolver mais ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção. Também é possível pedir à IA que faça perguntas sobre o tema ou crie flashcards (cartões de revisão, em tradução livre).

    O esforço faz diferença. Pode parecer excessivamente trabalhoso, mas a ideia é justamente introduzir algum grau de dificuldade no processo.

    Deixe a página em branco por mais tempo
    A IA é extremamente eficiente para gerar ideias. E esse é justamente o problema. Pesquisas indicam que pessoas que usam IA em tarefas criativas tendem a produzir ideias mais previsíveis e menos originais do que aquelas que não recorrem à tecnologia. Isso pode enfraquecer a sua capacidade criativa.

    Segundo Greene, da Universidade Georgetown, a criatividade surge quando o cérebro estabelece conexões inesperadas. Quando essa tarefa é delegada à IA, parte desse exercício mental se perde. “Estamos preocupados com a perda desse ‘músculo criativo'”, afirma Greene. “A IA nos leva, de várias formas, a acreditar que está tornando as pessoas mais criativas.”

    Uma forma de evitar isso é colocar primeiro as próprias ideias no papel, ainda que de maneira incompleta ou confusa. Vale passar mais tempo diante da página em branco e escrever o que vier à mente. A qualidade inicial importa menos do que o processo.

    O que importa, segundo pesquisadores, é que o cérebro faça suas próprias conexões, recorrendo a experiências, memórias e conhecimentos pessoais para produzir algo singular. É aí que acontece o exercício mental. Só depois disso a IA deveria entrar em cena, para desenvolver, questionar ou aprimorar as ideias já formuladas.

    >Preste atenção<

    Se você chegou até aqui no texto, parabéns. Mas se você já começou a perder a atenção, você não está sozinho. Pode ser apenas que este texto esteja entediante. Mas há pesquisas que sugerem que o excesso de estímulos tecnológicos também está tornando mais difícil manter o foco. A IA pode intensificar esse problema: as respostas estão disponíveis instantaneamente, e há inúmeras maneiras de escapar do esforço e do desconforto.

    No entanto, a lógica é semelhante à das outras recomendações: optar conscientemente pelo caminho mais lento. Não peça ao ChatGPT para resumir aquele artigo longo. Passe algum tempo tentando resolver um problema difícil antes de recorrer a um robô. Permita-se sentir tédio. O desconforto faz parte do processo. É assim que o cérebro aprende a lidar e, eventualmente, a apreciar o esforço mental necessário para um pensamento mais profundo.

    Cérebros humanos ainda importam
    Não estou dizendo que as pessoas devem deixar de usar chatbots de IA, como ChatGPT, Claude ou Gemini. Mas tenho tentado usar essas ferramentas de maneira mais consciente, para garantir que eu continue pensando por conta própria. E isso pode nos deixar mais preparados para o futuro.

    Segundo Greene, da Universidade Georgetown, o cérebro humano funciona de forma muito diferente da IA em aspectos fundamentais: somos capazes de criar conexões pessoais, inesperadas e genuinamente originais, algo que máquinas baseadas em probabilidade não conseguem reproduzir.

    "A singularidade e a diversidade das ideias humanas serão de grande valor nos próximos anos", afirma Greene. Para ele, a necessidade de "pensar além dos robôs" tende a se tornar uma forma de adaptação social.

    E, como lembra Benge, da Universidade do Texas, essa não é a primeira vez que a humanidade passa por uma transformação tecnológica desse tipo. "O cérebro humano sempre se adaptou à tecnologia. Nós nos adaptamos o tempo todo. Essa é uma das forças da nossa espécie", afirma. "Perdemos a capacidade de correr maratonas porque existem carros? Não. Isso apenas passou a ser uma atividade que as pessoas escolhem praticar."

    As ferramentas mudam. Mas, ao que tudo indica, o desejo humano de pensar, criar e compreender o mundo por conta própria é muito mais difícil de automatizar.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/pense-fora-da-caixa-como-evitar-que-ia-enferruje-seu-cerebro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  50. Miguel José Teixeira

    “Um unicórnio brasileiro”
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 15/05/26)

    Se você acha que os unicórnios só existem no mundo da fantasia, pode tirar seu cavalinho da chuva. Piadas à parte, o nome do animal mitológico é usado para classificar startups com valor de mercado a partir de US$ 1 bilhão. No Brasil, acaba de nascer mais um (1).

    A Enter, focada em automação jurídica, passou a ser avaliada em US$ 1,2 bilhão após uma rodada de investimentos de US$ 100 milhões, liderada pelo Founders Fund, do investidor Peter Thiel (2).

    ↳ Também participaram fundos como Ribbit Capital e Sequoia Capital, conhecidos por realizar aportes em grandes empresas globais de tecnologia.

    Sobre a startup.
    Foi fundada em setembro de 2023 por Mateus Costa-Ribeiro, Michael Mac-Vicar e Henrique Vaz. A plataforma criada por eles lê processos judiciais, cruza informações internas das empresas, busca evidências e estrutura estratégias preliminares para defesa em ações cíveis e trabalhistas.

    Bradesco, Nubank e Mercado Livre são alguns de seus clientes.

    Por que importa?
    Esse é o primeiro unicórnio de inteligência artificial da América Latina. A empresa quebrou um jejum de pouco mais de dois anos sem nenhuma brasileira alcançar a marca (3).

    A pioneira por aqui foi a 99 (4), vendida para a chinesa Didi Chuxing em 2018.

    2021, o ano da glória.
    O país teve um boom de investimentos (5) e dez startups atingiram a marca do bilhão. Com o mercado norte-americano mais saturado que o brasileiro, investidores buscaram outros locais para depositar seu dinheiro.

    A alta do dólar e a Selic em patamares baixos por um período atraíram aportes estrangeiros e favoreceram o Brasil.

    Sim, mas…
    O mercado esfriou nos últimos anos. Antes disso, em 2022, Neon e Dock viraram unicórnios. No ano seguinte, foi a vez da Pismo, avaliada em US$ 1 bilhão após ser comprada pela Visa e, por fim, a QiTech fechou a torneira em 2024 (6).

    Com a Enter, 26 brasileiras atingiram esse marco.

    (TRPCE)

    (1) “Objetivo é colocar Brasil no top 5 global de IA, diz fundador de 1º unicórnio do setor na América Latina”
    – Enter, startup brasileira focada em automação jurídica, atingiu valor de US$ 1,2 bilhão após rodada de investimento.
    – Empresa usa agentes de inteligência artificial para automatizar disputas judiciais de grandes companhias.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/objetivo-e-colocar-brasil-no-top-5-global-de-ia-diz-fundador-de-1o-unicornio-do-setor-na-america-latina.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (2) “Peter Thiel leva palestra sobre anticristo e IA a Roma e causa mal-estar na Igreja”
    – Bilionário tem defendido que tentativas de regulação podem fazer parte de plano para acelerar Apocalipse bíblico.
    – Padre que assessora papa Leão 14 escreveu artigo intitulado ‘Heresia Americana – Peter Thiel Deve Ir para a Fogueira?
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/03/peter-thiel-leva-palestra-sobre-anticristo-e-ia-a-roma-e-causa-mal-estar-na-igreja.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (3) “QI Tech diz ter atingido status de unicórnio com extensão de rodada série B”
    – Fintech é quarta startup brasileira a chegar a avaliação de ao menos US$ 1 bilhão após 2021, ano em que dez empresas alcançaram a marca.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2024/04/qi-tech-diz-ter-atingido-status-de-unicornio-com-extensao-de-rodada-serie-b.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (4) “Diziam que éramos uma start-upizinha tupiniquim, diz fundador da 99”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1949014-diziam-que-eramos-uma-start-upizinha-tupiniquim-diz-fundador-da-99.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (5) “Brasil ganha dez unicórnios em 2021 após recorde de investimento em startups”
    – Investimentos estrangeiros por alta do dólar explicam parte do crescimento no número de techs que valem mais de US$ 1 bilhão.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/12/brasil-ganha-dez-unicornios-em-2021-apos-recorde-de-investimento-em-startups.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (6) “QI Tech diz ter atingido status de unicórnio com extensão de rodada série B”
    – Fintech é quarta startup brasileira a chegar a avaliação de ao menos US$ 1 bilhão após 2021, ano em que dez empresas alcançaram a marca.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2024/04/qi-tech-diz-ter-atingido-status-de-unicornio-com-extensao-de-rodada-serie-b.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  51. Miguel José Teixeira

    E o outro, abrindo o
    “pacote de bondades”
    que num futuro próximo,
    “se-revelar-se-ão”
    verdadeiras maldades!

    “Petróleo mais caro eleva custo da construção e abril tem a maior alta no mês desde 2011”
    (Agência CBIC)

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 1% em abril, maior alta para esse mês desde 2011. Também é a maior elevação para o indicador, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), desde junho de 2022, período que marcou uma retomada das atividades após a pandemia de Covid-19. Os dados de abril/2026 mostram que o custo da construção ficou maior do que a inflação oficial do período (IPCA), medida pelo IBGE.

    Todos os componentes do INCC/FGV registraram aumento em abril. O custo de materiais e equipamentos cresceu 1,38%, enquanto serviços tiveram crescimento de 1,12% e mão de obra, de 0,52%.
    . . .
    +em: https://cbic.org.br/petroleo-mais-caro-eleva-custo-da-construcao-e-abril-tem-a-maior-alta-no-mes-desde-2011/?utm_medium=email&utm_campaign=cbic_hoje_-_15052026&utm_source=RD+Station

  52. Quando assisto aos noticiários fica difícil de distinguir o que é guerra de facção e o que é disputa pelo poder na política brasileira.
    Olhando bem de pertinho para os estragos do crime organizado no Brasil,
    até parece que as facções do FUZIL são menos nocivas para a Nação que a turma da CANETA..

    GESUS 👀
    😱😱😥

  53. Miguel José Teixeira

    Radar Trabalhista:
    “INSS Empresa”: sistema para empregadores consultarem afastamentos dos empregados.
    (Agência CBIC, 14/05/26)

    Começa a funcionar no próximo dia 15 de maio o INSS Empresa – ferramenta que vai facilitar às empresas empregadoras consultar os afastamentos de seus empregados durante a vigência do vínculo empregatício. O INSS Empresa substituirá o sistema Conadem (Consulta Auxílio-Doença por Empresas).

    Mais moderna, a nova ferramenta possui interface mais intuitiva e amigável e oferecerá informações mais completas (dados desde 2019) em tempo real, com atualizações imediatas. Para acessar o INSS Empresa (*) será exigida autenticação de conta gov.br , com uso de certificado digital de pessoa jurídica.

    A consulta ao sistema vai apresentar dados do benefício como o número, a espécie e a situação, além das datas do requerimento, do início, do despacho e da cessação (quando houver). No caso de benefícios por incapacidade (antigo auxílio-doença e aposentadoria por invalidez), também são apresentadas a data da última avaliação, a conclusão da perícia médica e a existência de nexo técnico, quando for o caso.

    Como acessar

    A ferramenta estará disponível a partir de 15 de maio, no endereço empresa.inss.gov.br. Para acessá-la, o responsável pelo uso do certificado digital deve realizar a autenticação com conta gov.br , utilizando certificado digital de pessoa jurídica.

    Para saber mais sobre essa e outras notícias relacionadas à área trabalhista, além de uma seleção de decisões publicadas por Tribunais Superiores, Executivo, Ministério Público do Trabalho e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, acesse o Radar Trabalhista 457/2026 (*) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) de 04/05 à 08/05/2026.

    Confira a galeria com todas as edições do Radar Trabalhista (***)

    O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI).

    (Fonte: https://cbic.org.br/radar-trabalhista-inss-empresa-sistema-para-empregadores-consultarem-afastamentos-dos-empregados/?utm_medium=email&utm_campaign=cbic_hoje_-_15052026&utm_source=RD+Station)

    (*) https://empresa.inss.gov.br/#/login
    (**) https://cbic.org.br/wp-content/uploads/2026/05/radar-trabalhista-cbic-no-0457-2026.pdf
    (***) https://cbic.org.br/relacoestrabalhistas/radar-trabalhista/

  54. Miguel José Teixeira

    “Crusoé: Contaminado”
    – Troca de mensagens com Daniel Vorcaro envenena candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente. E mais: Populismo sem-vergonha e Pacote furado.
    (Redação O Antagonista, 15/05/26)

    A eleição deste ano perdeu os ares de previsibilidade com a divulgação nesta semana de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o pré-candidato Flávio Bolsonaro.

    Se até então era altamente provável uma polarização entre Lula e Flávio no segundo turno, agora não há mais certeza sobre quem enfrentará o presidente.

    Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos nunca estiveram tão empolgados para assumir o lugar de Flávio como o líder do antipetismo.

    As mensagens foram reveladas pelo site The Intercept na quarta, 13, e na quinta, 14. Nas primeiras, de quarta, Flávio pede dinheiro para a produção do filme Dark Horse, que retrata a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.

    Uma segunda reportagem do Intercept afirmou que Flávio Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias, que foi secretário de cultura de Jair Bolsonaro e produziu o filme Dark Horse, tentaram organizar uma exibição de um documentário na casa de Vorcaro.

    Flávio procurou se defender, dizendo que se trata de “patrocínio privado para um filme privado”.

    De fato, não há nada de criminoso em um cidadão pedir dinheiro para um empresário bancar o filme, ainda mais em homenagem ao próprio pai.

    Mas há muitas coisas mal explicadas nessa história, que deverão suscitar questionamentos a Flávio nos próximos meses, dizem Duda Teixeira e Wilson Lima em “Contaminado” (*), a matéria de capa de Crusoé.

    Outros destaques de Crusoé
    Na reportagem “Populismo sem-vergonha”, Rodolfo Borges e Wilson Lima falam sobre a antecipação da campanha presidencial de Lula (PT) com uma série de medidas eleitoreiras para tentar melhorar popularidade do petista.

    Em apenas três dias, o governo criou um dia em memória das vítimas da Covid — para desgastar Jair Bolsonaro e família, representada nesta eleição pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) —, anunciou um programa cosmético de combate ao crime organizado, suspendeu a famigerada taxa das blusinhas por 120 dias e anunciou uma medida provisória para conter a alta no preço da gasolina.

    Na matéria “Pacote furado”, Guilherme Resck e Wal Lima explicam por que o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado nesta semana pelo governo Lula, não vai ajudar no combate ao crime organizado.

    Com custo previsto de 11 bilhões de reais, o pacote deixa de fora medidas essenciais para resolver o problema do crime organizado no Brasil.

    Colunistas
    Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.

    Nesta edição, escrevem:

    > Rodrigo Prando
    (A política como nuvem)
    – Magalhães Pinto, ex-governador de Minas Gerais, dizia: “Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-politica-como-nuvem/

    > Clarita Maia
    (Misoginia de esquerda e direita)
    – Juliana Garcia dos Santos, Tabata Amaral e Madeleine Lacsko não são casos isolados.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/misoginia-de-esquerda-e-direita/#google_vignette

    > Márcio Coimbra
    (Trump em Pequim)
    – Na diplomacia de cúpula, a teatralidade das fotos pode ocultar a erosão estrutural das relações.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/trump-em-pequim/#google_vignette

    > Maristela Basso
    (A política depois da verdade)
    – Quando a mentira deixa de ser exceção moral e passa a funcionar como tecnologia de mobilização emocional.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-politica-depois-da-verdade/#google_vignette

    > Roberto Reis
    (Não vai desenrolar)
    – Quem renegociar em maio começa a pagar em junho. Quem renegociar em agosto começa a pagar em setembro.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/nao-vai-desenrolar/#google_vignette

    > Dennys Xavier
    (O que é mortal… morre)
    – A filosofia oferece ao homem uma forma de permanecer humano diante da perda, sem revolta cega contra a realidade e sem fuga sentimental para ilusões confortáveis.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/o-que-e-mortal-morre/#google_vignette

    > Letícia Barros
    (O custo do hiperindividualismo feminino e o temor à maternidade)
    – Uma mulher deveria ser considerada tão bem-sucedida por criar filhos quanto aquela que alcança o cargo de diretora-executiva de uma multinacional.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/o-custo-do-hiperindividualismo-feminino-e-o-temor-a-maternidade/#google_vignette
    e
    > Rodolfo Borges
    (Futebol pornográfico)
    – O Complexo de Portnoy, de Philip Roth, talvez ajude a explicar o comportamento dos jogadores no Campeonato Brasileiro nas últimas semanas.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/futebol-pornografico/#google_vignette

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    +em:
    (*) https://crusoe.com.br/noticias/contaminado/
    (**) https://crusoe.com.br/noticias/populismo-sem-vergonha/
    (***) https://crusoe.com.br/noticias/pacote-furado/

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-contaminado/

  55. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre. . .

    Sinistro esses tempos em que vivemos:
    é lula rumo ao tetra, quase garantido,
    ou, o aprendiz dele e seus fanáticos!

    Enquanto não abandonarmos nossos
    “políticos de estimação” não saíremos
    desse ciclo: trocar 6 por meia dúzia!

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