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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLII

Conheci, trabalhei e ganhei dinheiro com isso e por décadas. Foi para demover gente que se achava intocável, seja pelo conhecimento superior, arrogância superior, isolamento superior e até, maldade superior. Desafiante. Raramente desisti. O desafio e a vitória, estavam, exatamente, em trazer o superior para o patamar de igualdade para se ter uma estabilidade necessária e fazê-lo daí, sim, ele ser superior e que normalmente era. Gilmar Mendes, como outros superiores, continuou superior e alavancou quem ele ainda considera um inferior: Romeu Zema ou quem ouse questionar o sistema implacável do STF. O que Gilmar produziu em sucessivas entrevistas é a regra desse jogo, mal jogado, por superiores, mesmo com suposto superior poder nas mãos. O retrato lúcido disso está no traço inconfundível de Cláudio de Oliveira, para o jornal Folha de S. Paulo (by Herculano)

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59 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLII”

  1. Miguel José Teixeira

    “Quanto mais tempo o país insistir em resolver o presente adiando o futuro, mais difícil e mais caro será mudar de rumo, diz o articulista; na foto, ilustração do país representado por uma locomotiva rumo a um penhasco”

    “O Brasil está avançando, mas na direção errada”
    – Crescimento sem reformas aprofunda distorções estruturais e amplia custos ocultos na economia.
    (Por Marcello D’Angelo, Poder360, 30/04/26)

    O Brasil não está parado. Está andando –e até com alguma aparência de normalidade. A economia gira, o consumo resiste, o debate político se mantém ativo. Mas a direção é o problema. Decisões estruturais seguem sendo adiadas, enquanto o custo se acumula fora do radar imediato. Funciona – até deixar de funcionar.

    A poucos meses de uma eleição decisiva – faltam 157 dias – o país entrou definitivamente no modo curto prazo. O que deveria ser estratégia virou gestão de calendário. O que deveria ser ajuste virou narrativa. O Brasil cresce, mas cresce mal. Avança, mas sem mudar o que precisa ser mudado. A agenda estrutural –fiscal, produtiva e institucional – é constantemente empurrada para depois. E “depois”, no Brasil, quase sempre significa nunca.

    Um dos sinais mais evidentes desse desalinhamento está no mercado de trabalho. O país ainda opera sob uma lógica concebida na era de Getúlio Vargas, com um arcabouço pensado para uma economia industrial do século passado.

    O debate recente sobre a jornada 6 X 1 –6 dias de trabalho para 1 de descanso – escancara essa defasagem. Trata-se de um modelo que ignora transformações profundas na dinâmica produtiva, especialmente em uma economia urbana, digital e orientada a serviços.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/opiniao/o-brasil-esta-avancando-mas-na-direcao-errada/

  2. Miguel José Teixeira

    E nós ainda reclamávamos
    desses habilidosos Políticos!

    “Talentos revelados”

    Eleito presidente, Tancredo Neves (1) foi procurado pelo deputado Ulysses Guimarães (2), que pretendia “queimar” a escolha para o Ministério da Justiça do deputado pernambucano Fernando Lyra (3), que faria História no cargo.
    Ulysses o chamou de “jurista de Caruaru” e Tancredo reagiu ao seu estilo:
    – “Ulysses, não foi você quem indicou o Pedro Simon (4) para a Agricultura?”, indagou.
    – “Fui eu”, reagiu Ulysses.
    – “Pois é. A única fazenda que ele conhece é tecido “do loja” disse Tancredo, referindo-se bem-humorado à ascendência árabe de Simon.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 30/04/26)

    (1) Tancredo de Almeida Neves, GCTE; (São João del-Rei, 4 de março de 1910 – São Paulo, 21 de abril de 1985) foi um advogado, empresário e político brasileiro, tendo sido o 33.º Primeiro-ministro do Brasil (o primeiro do período republicano) e Presidente da República eleito, porém não empossado devido a problemas relacionados à saúde.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tancredo_Neves

    (2) Ulysses Silveira Guimarães GCC • GCIH (Rio Claro, 6 de outubro de 1916 – Angra dos Reis, 12 de outubro de 1992) foi um político e advogado brasileiro, um dos principais opositores à ditadura militar.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ulysses_Guimar%C3%A3es#

    (3) Fernando Soares Lyra (Recife, 8 de outubro de 1938 – São Paulo, 14 de fevereiro de 2013) foi um advogado e político brasileiro. Exerceu seis mandatos como deputado federal por Pernambuco e foi Ministro da Justiça entre 1985 e 1986, durante o governo de José Sarney.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Lyra

    (4) Pedro Jorge Simon GOMM (Caxias do Sul, 31 de janeiro de 1930) é um advogado, professor e político brasileiro filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do qual é um dos fundadores.[2] Foi ministro da Agricultura durante o governo Sarney, por indicação de Tancredo Neves.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Simon

  3. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 30/04/26)

    …rejeição no Senado não pode ser revertida no Supremo.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    Enquanto a bancada da toga desbotada e amarrotada for minoritária, sim!

  4. Miguel José Teixeira

    E quando a bancada da toga
    desbotada e amarrotada perde,
    também ganha o Brasil!

    “Resumo”
    “Perde o Lula, ganha o Brasil”, resumiu o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre a rejeição histórica de indicado do presidente Lula ao STF, “a face de quem é Jorge Messias foi exposta para o país inteiro”.
    (coluna CH, DP, 30/04/26)

  5. Miguel José Teixeira

    Haja óleo de peroba!

    “E os amigos?”
    A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) deixou boquiabertos membros da CCJ na sabatina de Jorge Messias ao concluir com a frase “quando vestir a toga, não se esqueça dos amigos”. Ele foi rejeitado no plenário.
    (Coluna CH, DP, 30/04/26)

  6. Miguel José Teixeira

    Vai saber. . .

    A indicação de Messias também contrariou os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, que preferiam a escolha de Pacheco, que atua na órbita dos dois e é considerado um magistrado de perfil mais político, com mais habilidade na relação com o Parlamento em um momento em que se multiplicam no Congresso os pedidos de impeachment contra integrantes do STF.”
    (Malu Gaspar, O Globo, 30/04/26)

    Mas. . .
    pelo que temos “visto, lido e ouvido”
    a verdade nua e crua é que a bancada
    da toga desbotada e amarrotada
    ainda não é majoritária no SuTriFe!
    Ou não?

  7. Miguel José Teixeira

    “6×1: é o tempo com a família, estúpido”
    – Hoje, 71% dos brasileiros apoiam o fim desta escala — número que, segundo o Datafolha, sobe quando a pergunta garante que não haverá redução salarial.
    (Por Renato Meirelles, O Globo, 30/04/26)

    Há discussões em que o eleitor chega antes. O fim da escala 6×1 é uma delas. Nossas pesquisas no Locomotiva mostram que a jornada deixou de ser tema sindical e virou espelho em que a maioria popular reconhece a própria vida. Este artigo não defende nem critica a medida. Tenta ouvir como o eleitor a escuta.

    Para a Classe C, tempo não é abstração. É o ativo econômico mais valioso que tem. É o que ele vende ao patrão durante a semana, converte em bico no único dia de folga — virando motoboy, manicure, vendedor de marmita — e entrega à família, quando sobra. O salário compra o feijão. O tempo decide se ele é dividido com filho, com mãe doente, com a esposa que segura a casa, ou comido sozinho, em pé, antes de mais um turno.

    Hoje, 71% dos brasileiros apoiam o fim da 6×1 — número que, segundo o Datafolha, sobe quando a pergunta garante que não haverá redução salarial. No Locomotiva, identificamos que 65% não têm um único momento de ócio na semana. Não é gente que sonha com férias na Europa. É gente que não consegue duas horas de respiro entre segunda e domingo.

    Há um dado que costuma escapar de Brasília. O DataSenado mostra que 24% dos trabalhadores de grandes cidades gastam três horas ou mais por dia no deslocamento. Esse tempo não entra no contracheque. É hora vendida sem moeda. Nesses casos, a jornada efetiva passa de sessenta horas semanais. Para quem mora longe, o patrão paga a jornada legal. A vida paga o resto.

    É aqui que o jogo eleitoral muda de natureza.

    Quando alguém diz que o tema “não pode ser discutido em ano eleitoral”, o eleitor escuta pedido para adiar a vida até depois que o voto deixe de valer. Quando alguém alerta que “vai aumentar preço”, a família ouve que está sendo cobrada pelo direito de almoçar junto no domingo. Quando alguém ameaça “desemprego”, o trabalhador reconhece o disco velho — o mesmo argumento usado contra o 13º, as férias, o salário mínimo, a PEC das Domésticas. Em todas, o céu não caiu.

    A consequência política é nova. A pauta atravessa Lula e Bolsonaro. A maioria social não está organizada pelos polos — está organizada pelo cansaço. O eleitor que rejeita os dois lados, esse pedaço grande do Brasil que não se reconhece em nenhum, encontra na 6×1 algo raro: uma pauta que fala da vida dele sem pedir filiação. É sobre o direito ao próprio tempo, não sobre ideologia.

    Ao defender a redução sem mexer no salário, o governo ocupa um espaço que lhe escapava: o do eleitor sem alinhamento prévio. Oferece dois dias de descanso para quem hoje tem um. Promessa que cabe na mesa de bar, no culto, no ponto de ônibus. Dispensa explicação.

    A oposição ficou sem saída boa. Se vota contra, perde a periferia. Se vota a favor, ajuda Lula. Se silencia, entrega o tema. Se condiciona a transições longas e compensações ao empresariado, parece quem entende mais do bolso do patrão do que do tempo do trabalhador. Até lideranças do PL já admitiram votar a favor com medo da narrativa adversária. Em política, controlar o tema é tudo — e quem vota só para não ser punido já o perdeu.

    Em 1992, o estrategista de Bill Clinton resumiu a eleição americana num bilhete colado no comitê: é a economia, estúpido. Em 2026, o bilhete que precisa estar em qualquer comitê brasileiro é outro. “É o tempo com a família, estúpido”. Quem não entender vai descobrir, na noite da apuração, que estava lendo o país errado.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/politica/renato-meirelles/coluna/2026/04/6×1-e-o-tempo-com-a-familia-estupido.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  8. Miguel José Teixeira

    “Autoridades a bordo do bonde do Tigrinho é um escárnio”
    – Ministros do STF, deputados e senadores continuam aceitando caronas em jatinhos de empresários.
    (Por Julia Duailibi, O globo, 30/04/26)
    . . .
    “Em meio a uma CPI que investiga o empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, por suspeitas de crimes financeiros, quatro parlamentares, incluindo o presidente da Câmara, pegaram carona em seu jatinho rumo ao Caribe. A viagem levantou suspeitas de conivência com práticas ilegais. As bagagens não fiscalizadas na volta ao Brasil revelaram o escândalo, evidenciando a relação imprópria entre políticos e empresários.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/julia-duailibi/coluna/2026/04/autoridades-a-bordo-do-bonde-do-tigrinho-e-um-escarnio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  9. Miguel José Teixeira

    Assim sendo. . .
    “Mexa-se!” (*)

    “Pesquisa Genial/Quaest: mais de 50% dos brasileiros não fazem nenhuma atividade física (o índice entre as mulheres é pior)”
    – Novo levantamento revela que percentual de inatividade é ainda maior entre os mais pobres, mais velhos e mulheres.

    (Por Bernardo Yoneshigue — Rio de Janeiro, O Globo, 30/04/26)
    . . .
    “Uma pesquisa Genial/Quaest revela que mais de 50% dos brasileiros não praticam atividades físicas, com índices mais altos entre mulheres, idosos e pessoas de baixa renda. A pesquisa reflete desigualdades no acesso ao exercício, influenciadas por fatores socioeconômicos e ambientais. Especialistas destacam que a falta de tempo e segurança são barreiras, enquanto a cultura das redes sociais pode criar metas irreais, afastando quem mais precisa de incentivo.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/30/pesquisa-genialquaest-mais-de-50percent-dos-brasileiros-nao-fazem-nenhuma-atividade-fisica-o-indice-entre-as-mulheres-e-pior.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) Campanha nacional nos anos 1970 utilizava jingles e mídia de massa para incentivar o exercício, focando em atividades físicas não formais e acessíveis.
    (https://www.youtube.com/watch?v=yDdDiWDCLoA&t=420s)
    . . .
    +em: https://share.google/aimode/muXULlGpWwe81j0z4

  10. Miguel José Teixeira

    “Indicação só em 2027 pode levar família Bolsonaro a nomear maioria do STF e mudar correlação de forças na Corte”
    – Caso a vaga que seria destinada a Jorge Messias permaneça aberta, próximo presidente ganharia o direito de escolher quatro membros do STF;
    – se Flávio vencer, clã terá a chance de chegar a seis nomeados
    (Por Mariana Muniz e Letícia Pille — Brasília, O Globo, 30/04/26)
    . . .
    “A rejeição do nome de Jorge Messias para o STF pelo Senado pode permitir que o próximo presidente indique quatro novos ministros, alterando a dinâmica da Corte. Se Flávio Bolsonaro vencer, a influência da família Bolsonaro no STF pode aumentar, uma vez que já possui dois ministros indicados por Jair Bolsonaro. A questão intensifica a disputa política pelo controle do Judiciário e é central na campanha presidencial.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/30/indicacao-so-em-2027-pode-levar-familia-bolsonaro-a-nomear-maioria-do-stf-e-mudar-correlacao-de-forcas-na-corte.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Lembrando que. . .
    lulampião já indicou para o SuTriFe,
    10 ministros, sendo que 4 deles
    ainda estão na ativa.

    Portanto. . .
    mais um excelente motivo
    para não elegermos
    nem lulampião,
    nem faveco rachadjinha!

  11. Miguel José Teixeira

    “A estrela mor do Senado derrubou a estrela do PT. Davi Alcolumbre impôs uma derrota histórica a Lula. Pela primeira vez desde 1894 (é 1.800 mesmo, darling), um indicado ao Supremo pelo presidente da República é derrubado no Senado. Doeu até no joelho do coelho. Isso significa que Alcolumbre é o homem mais poderoso da República? O que já se diz por aí é que ou a Polícia Federal bate na porta do povo no Amapá antes do feriadão, ou vai parecer que Alcolumbre de fato manda e desmanda. Se segura, BRASEW, que lá vem treta.”

    “O Amapá agora é dono do BRASEW?”
    “éNoiteNaCidade”, 29 abr 2026, TixaNews, ABR 30″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    A treta é a seguinte. O povo no Senado diz que teve um motivo para Alcolumbre atuar para derrubar o nome de Messias para o Supremo: o fato de Lula não ter indicado quem ele queria (o Rodrigo Pacheco). Alcolumbre quer um homem para chamar de seu numa cadeira suprema. O problema é que o governo acreditava que ia conseguir aprovar o nome de Messias. E diziam nas conversas com jornalistas que Alcolumbre não ia ajudar, mas também não ia atrapalhar. Eis que na hora da votação, vaza o áudio de Alcolumbre dizendo “vai perder por 8”. Messias não foi aprovado por 7 votos.

    O buraco talvez esteja mais embaixo. Vamos lembrar que a indicação de Messias aconteceu bem na esteira das investigações do Banco Master. E por que isso é um problema para Alcolumbre? Porque seus parentes, amigos e aliados políticos botaram um dinheirão do fundo de pensão dos servidores do Amapá no Banco Master. Ahã, isso mesmo. O banco do Vorcaro, o banqueiro cebolinha.

    Vendo o noticiário, a gente tem a sensação de que foi pouco dinheiro, menos de meio bilhão de reais, enquanto o fundo do Rio botou uns 2,6 bilhões. Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, temos que olhar os números proporcionais. E aí, darling, é como se o Amapá tivesse botado um caminhão de dinheiro para salvar o Master e o Rio um carreto. E um detalhe importante: Josiel Alcolumbre, irmão de Davi, era do conselho fiscal da Amprev na época dos aportes.

    Vocês sabem que a Polícia Federal sempre é tida como um braço do governo, né? Mesmo que a instituição tenha autonomia e investigue todo mundo.

    Só sei que assim que Messias foi derrubado, a Mônica Bergamo (que tem muitas fontes quentes no governo Lula) já noticiava que o governo considera a relação com Alcolumbre “rompida em definitivo”. Se está mesmo rompida em definitivo, vai ter guerra. E numa guerra não dá só para fingir que ataca. O governo vai ter que atacar para enfraquecer Alcolumbre. Mas pouco tempo depois, a própria Mônica publicou uma declaração de Sidônio Palmeira dizendo que Lula viu como natural a derrota e que não tem nada disso de relações rompidas.

    Ninguém esperaria que o porta-voz de Lula anunciasse mesmo o fim de tudo, né?

    Como vamos saber qual é a real, né, BRASEW? Lula tinha prometido para Messias que ia indicá-lo (até para agradecer pelos serviços prestados na AGU). Será que Lula queria mesmo o Messias?

    E as eleições
    Como isso vai se refletir nas eleições é também o que queremos saber. Os entendidos diziam que Lula estava usando a indicação de Messias para agradar aos evangélicos. Para poder dizer que ele indicou também um supremo terrivelmente evangélico. Jorge Messias é advogado-geral da União e foi para a sabatina todo trabalhado nos planos de Deus. Parece que Deus de fato tem um plano. Deus quer uma mulher no Supremo, BRASEW. Olha aí, Lula, uma grande oportunidade de agradar a Deus.

    E em São Paulo
    Tarcísio, o homem que se acha o Thor, está bem nas pesquisas. Mas nem tanto. Não tá ganho, não. Tarcísio aparece com 38% e apenas 12 pontos à frente de Haddad com 26%. Como tem muita gente indecisa (13%), tem espaço para a disputa. E Haddad já chega meio que sabendo que não vai ganhar, apenas com a missão de fazer um palanque forte para Lula e os candidatos a senadores. E os senadores da esquerda estão bem melhor colocados que todos os da direita. Pelas pesquisas da Quaest, Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva lideram as pesquisas. Veja bem: 3 candidatos de esquerda. Há quem defenda Simone Tebet para governadora para se ter uma chance de derrotar Tarcísio. Mas daí o PT não teria a famosa cabeça de chapa. O PT que lute então.

    Erramos, BRASEW
    No afã de já enquadrar o hangar privativo de Brasília, noticiamos errado ontem quando falamos que o jatinho do Tigrinho com as malas do Motta e do Ciro, e as malinhas que não passaram no raio-x, pousou lá no Distrito Federal. As malinhas entraram no Brasil sabe-se Deus com que bagulhos pelo Aeroporto de Catarina, em São Roque. É o aeroporto dos ricaços. A gente erra, mas conserta.

    Aliás, parece que Alcolumbre também não gostou nada dessa história de vazamento dessa investigação.

    Importante
    Também se especula que a derrota de Messias foi também uma derrota do Supremo, que queria a aprovação do nome indicado por Lula. Haja poder hein, Davi?

    E o BC nesse meio tempo…
    … reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto porcentual. Não faz nem cócegas.

    Trumpices
    Trump diz que vai manter a guerra com o Irã. A gente que lute, BRASEW.

    (TRPCE)

  12. Miguel José Teixeira

    “Uma noite de derrotas graves de Lula, na política e na economia”
    – Enterro da nomeação de Messias também anima forças da direita que querem dominar o STF.
    – Imprevidência e conversa velha na política e na economia prejudicam projeto Lula 4.
    (Vinicius Torres Freire, FSP, 29/04/26)

    O atropelamento do governo no Senado foi tamanho e tão cheio de significados (1) que o destino cinzento das taxas de juros no Brasil ficou parecendo um assunto acadêmico ou menor. Se alguém ainda se lembra, nesta quarta (29) o Banco Central diminuiu a Selic de 14,75% para 14,5%, mas deu indícios de que o gato dos cortes de juros está subindo no telhado (2).

    Taxa de juros não é assunto acadêmico ou menor, claro, embora seja conversa muito mais tediosa. Os dois assuntos, porém, são derrotas sérias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sinais de mais riscos, político-institucionais e econômicos.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), mostrou quem manda no cercado político-politiqueiro (3). Mostrou de modo terminal, sob Lula 3, quão pequeno era o poder de articulação e compreensão políticas do governismo. Difícil saber que coisa o presidente vai poder aprovar no Congresso se não estender o tapete da humilhação para Alcolumbre. Se tentar retaliação, como prometiam petistas na noite de quarta, talvez não consigam aprovar nem presente eleitoral de agrado dos senadores ou ouro para o Amapá.

    Além dos problemas políticos lulianos, a derrota enorme da nomeação de Jorge Messias para o Supremo é sinal de que turbulências maiores virão. Está certo que a rejeição de Messias é, em primeiro lugar, uma rasteira no governo Lula; é vingança de Alcolumbre; é reação de quem tem medo de investigação da PF, de inquérito de Flávio Dino; de quem quer emendas. Mas não apenas.

    Trata-se de demonstração de que é possível reunir força política suficiente para bulir com nomes do Supremo. No momento, é força bastante para fazer o adversário eleitoral passar o vexame histórico de não conseguir nomear um ministro. Mais adiante, pode ser força para conter o STF ou decapitar ministros, por bons e maus motivos, com boas ou más intenções (a maioria má).

    Bolsonaristas e a direita dura ou extrema em geral fazem campanha para eleger bancada dominante no Senado (4). O objetivo sabido é o de ter números para votar o impeachment de ministros do STF ou de formar uma barreira contra qualquer indicação que não seja do agrado dessa turma. O sacrifício de Messias vai animar esse projeto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a Bolsonaro Segundo, dizia exatamente isso na noite de quarta, depois da votação que enterrou Jorge Messias.

    Tal situação deve-se em parte à imprevidência e à inabilidade políticas de Lula 3 (5). Além da desarticulação no Congresso, o governo esqueceu que havia voltado ao poder com apoio de centristas minoritários, mas com certa relevância social e política. Dar uns ministérios e cargos para gente desgarrada do centrão não resolveu tais problemas. Agora, centristas mais vocais e influentes ou esse bloco minoritário de eleitores está entre muito decepcionado e fulo com Lula. Para piorar, o governo não teve nada dizer de novo ao eleitorado.

    A desconexão com a realidade, soberba, resultou em outra imprevidência. A má administração da política macroeconômica, responsabilidade de Lula, acabou por resultar em taxas de juros mais altas (6). A guerra vai impedir que mesmo a baixa antes prevista da Selic venha a ocorrer. Era pouca, mas se quebrou. O comunicado do Banco Central desta quarta indica que o caldo azeda. As projeções e negócios do mercado indicam taxas altas a perder de vista. Foi uma noite de derrotas para o lulismo.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2026/04/uma-noite-de-derrotas-graves-de-lula-na-politica-e-na-economia.shtml)

    (1) “Messias é rejeitado pelo Senado para o STF, e Lula sofre derrota histórica”
    – Placar foi de 42 contra e 34 a favor de indicado por presidente, que é o 1º reprovado desde 1894.
    – Resultado amplia crise entre Executivo e Legislativo e deve respingar nas eleições deste ano.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/messias-e-rejeitado-pelo-senado-para-o-stf-e-lula-sofre-derrota-historica.shtml

    (2) “BC corta Selic de novo em 0,25 ponto, a 14,5% ao ano, mas vê inflação se afastar da meta”
    – Copom evita se comprometer com próximos passos diante de incerteza com Oriente Médio.
    – Reunião desta quarta-feira (29) teve desfalque de três diretores do colegiado.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/bc-mantem-ritmo-corta-juros-em-025-ponto-percentual-e-leva-selic-para-145-ao-ano.shtml

    (3) “Governo Lula considera relação com Alcolumbre rompida de forma definitiva”
    – Aliados do petista defendem demissão de todos os indicados por Alcolumbre no governo.
    – Pauta do fim da escala 6×1 não seria motivo para manter boa relação com senador.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/04/governo-lula-considera-relacao-com-alcolumbre-rompida-de-forma-definitiva.shtml

    (4) “Rejeição de Messias implode relação entre Lula e Senado, e governistas discutem reação”
    – Setores no entorno do presidente avaliam declaração de guerra a Alcolumbre.
    – Outros grupos ponderam que governo federal ainda precisa aprovar projetos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/rejeicao-de-messias-implode-relacao-entre-lula-e-senado-e-governistas-discutem-reacao.shtml

    (5) “Rejeição de Messias é derrota histórica para Lula; relembre outros reveses no Congresso”
    – Advogado-geral da União foi sabatinado nesta quarta-feira (29) em meio a incerteza e perdeu a indicação.
    – Congresso derrubou vetos sobre saidinhas de presos e decretos presidenciais relacionados à economia.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/sabatina-de-messias-e-teste-para-governo-no-senado-relembre-derrotas-de-lula-3-no-congresso.shtml

    (6) “Brasil mantém 2º lugar no ranking dos países com maiores juros reais”
    – Percentual passou de 9,51% ao ano em março para 9,18% ao ano em abril.
    – Taxa brasileira só não supera a da Rússia e fica logo à frente de México e África do Sul.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/brasil-mantem-2o-lugar-no-ranking-dos-paises-com-maiores-juros-reais.shtml

  13. Miguel José Teixeira

    “Candidatos à eterna infâmia”
    – Nossas cidades se tornam colmeias de cubículos chamados “estúdios”, apelido dos Airbnbs.
    – Os anos ‘sérgio-dourados’ ameaçam voltar, com a ocupação desumana por caixotões residenciais.
    (Ruy Castro, FSP, 29/04/26)

    Em 1977, num show no Canecão, Vinicius de Moraes (1) cantou para Tom Jobim (2): “Rua Nascimento Silva, 107/ Você ensinando pra Elizeth/ As canções de ‘Canção do amor demais’/ […] // Mesmo a tristeza da gente era mais bela/ E, além disso, se via da janela/ Um cantinho de céu e o Redentor// É, meu amigo, só resta uma certeza/ É preciso acabar com essa tristeza/ É preciso inventar de novo o amor”. Tom respondeu: “Rua Nascimento Silva, 107/ Eu saio correndo do pivete/ Tentando alcançar o elevador/ Minha janela não passa de um quadrado/ A gente só vê Sérgio Dourado/ Onde antes se via o Redentor.// É, meu amigo, só resta uma certeza/ É preciso acabar com a natureza/ É melhor lotear o nosso amor”.

    Sérgio Dourado (3) era a imobiliária que, nos anos 1970, por conluios imorais com os poderes, botou no chão os predinhos de quatro andares de Ipanema e levantou espigões (4), decuplicando a população do bairro e o número de carros na rua. Eram os anos dourados, mas também “sérgio-dourados”. Seu nome se tornou sinônimo de especulação imobiliária, empreendedorismo velhaco e ocupação desastrosa do espaço urbano.

    Hoje são os predinhos do antigo Leblon, também de humanos quatro andares, sem garagem e sem elevador, que vão abaixo para a construção de monstros de 17 andares em área residencial. Com a diferença de que os apartamentos de Sérgio Dourado eram de luxo, como os do “Brasil grande” que a ditadura servia aos seus abonados. Os caixotões atualmente em obras são colmeias de “estúdios”, como se chamam agora as mesmas quitinetes do passado, e com os mesmos 20 metros quadrados.

    Nesses cubículos, só há espaço para um sofá-cama, um frigobar e um cooktop de duas bocas. Entra-se de frente no banheiro e sai-se de costas, única manobra possível. Abertas as vendas, 80% das unidades são vendidas em minutos. Evidente que se destinam a Airbnbs, promessa de tornar impossíveis os aluguéis na região.

    São inúmeros os novos Sérgio Dourados no país. Um dia, seus nomes carregarão eterna infâmia, igual ao dele.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/04/candidatos-a-eterna-infamia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Vinícius de Moraes ganha acervo digital com milhares de documentos à mostra”
    – Projeto prevê ainda podcast e documentário relacionados ao artista carioca, um dos maiores nomes da música brasileira.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/05/vinicius-de-moraes-ganha-acervo-digital-com-milhares-de-documentos-a-mostra.shtml

    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/tom-jobim/

    (3) “Em Ipanema éramos donos da praia, do sol, do mar”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0712199922.htm

    (4) “Jobim compunha para a eternidade”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/12/09/caderno_especial/17.html

    Perguntar não ofende!
    A leitura do texto remeteu-o à BalCam?

  14. Miguel José Teixeira

    “O livro foi até o leitor”
    – O brasileiro não deixa de ler apenas por falta de interesse. A falta de estímulos e de acesso está entre os responsáveis por essa realidade.
    (Por Pedro Pacífico, O Globo, 29/04/26)
    . . .
    “O MEC Livros (*), biblioteca digital lançada pelo Ministério da Educação, atraiu 586 mil leitores e alugou 276 mil obras em 17 dias, destacando a falta de estímulos e acesso como barreiras à leitura no Brasil. Com mais de 63% das escolas públicas sem bibliotecas, a plataforma digital facilita o acesso à literatura. Iniciativas como o MEC Livros são vitais para enfrentar desafios na formação de leitores em meio a desigualdades.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/cultura/pedro-pacifico/coluna/2026/04/o-livro-foi-ate-o-leitor.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (*) A biblioteca digital do Brasil é uma iniciativa do Governo Federal que amplia o acesso público e gratuito a obras literárias em formato digital. A plataforma reúne obras em domínio público e obras contemporâneas licenciadas, organizadas em um acervo digital voltado a estudantes, professores, pesquisadores e leitores em geral.
    +em: https://www.gov.br/mec/pt-br/mec-livros

  15. Miguel José Teixeira

    O emblemático 13
    ataca novamente:

    “Resultado final foi de 42 votos contra e 34 a favor”

    4+2=6
    3+4=7
    7+6=13

    E bessias. . .entra para a História da República!

    “Há 132 anos o Senado não rejeitava uma indicação presidencial para o STF. A última vez em que isso se deu foi em 1894, no governo de Floriano Peixoto, nos primeiros anos da República.”
    (Poder360, 29/04/26)

  16. Miguel José Teixeira

    De todas as manchetes
    que vi, li & ouvi esta foi
    a “melhorinha”:

    “Tchau, querido’: Senado faz história e rejeita indicação de Messias para o STF”
    (+em: https://diariodopoder.com.br/)

    E, talvez, lulampião tenha aprendido
    com quantas emendas se faz um
    supremo togadão!

  17. Miguel José Teixeira

    “Serão as piores eleições da história”
    – Como escapar dessa pobreza política?
    – Como escapar dessa miséria de propósitos?
    – Como escapar de mais um ciclo eleitoral atirado na lixeira?
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 29/04/26)

    Nunca, desde a redemocratização, por piores que tenham sido os pleitos passados, os astros do mal estiveram tão alinhados como agora. O país encontra-se atolado nos mesmos entraves de sempre – corrupção, corporativismo, déficit público, juros altos, baixo crescimento etc. -, é verdade, mas jamais estivemos tão mal representados no Legislativo e no Executivo, nessa quantidade e intensidade, que tende a piorar.

    Para complicar ainda mais o quinto dos infernos atual, o Judiciário foi, literal e popularmente falando, “pro saco”. O Supremo Tribunal Federal foi dragado para as profundezas da casa do capiroto (*) por dois ou três ministros que não apenas se julgam – estes, sim, ministra Cármen Lúcia – “pequenos tiranos soberanos”, como avançaram o limite entre republicanismo, decoro, ética e, se Banânia fosse uma republiqueta minimamente séria, da lei.

    Tudo junto e o mais constante, a nova legislatura, sobretudo no Senado Federal, promete levar mais Nikolas, mais Cleitinhos, mais Janones, mais gente sem o menor preparo técnico e intelectual, ativistas histriônicos de redes sociais, demagogos irresponsáveis que ora – né, senador Cleitinho? – defendem o fim da escala 6×1 e ora, vejam só, propõem leis para que proprietários de imóveis, e não inquilinos, paguem o respectivo IPTU.

    Embuste eleitoreiro
    Não. Cleitinho não é tão burro assim. Ao contrário. Ele sabe que, no caso dessa lei idiota passar, o imposto será embutido no valor da locação. E pior. Será acrescido dos respectivos impostos sobre a renda, o que tornará os aluguéis mais caros. Mas, assim como o fim da escala 6×1 (**), esses embusteiros de redes sociais não estão nem aí para as contas e a realidade, apenas buscam pautas populistas para ganharem likes e, sobretudo, é claro,votos.

    A plataforma eleitoral para as eleições do Senado não será a luta pelos interesses dos estados de origem. Para quem não sabe, senadores representam os estados, e os deputados, as respectivas populações. A causa será o impeachment de ministros do STF, algo mais que justo e tardio, é verdade, mas que deveria ser tratado não como projeto ou prioridade, mas como uma prerrogativa, ou melhor, função legislativa regular.

    Em outubro, teremos, além do tradicional show de horrores de denúncias e acusações, desinformação e fake news, falta de propostas e de projetos estruturantes, gastos bilionários oficiais e “por fora”, uma turba barulhenta gritando “Fora, Lula” – pela quarta vez, meu Deus! -, “Fora, Bolsonaro” – pela terceira vez – e “Fora, Gilmar, Xandão e Toffoli”. Mas discussões maduras sobre infraestrutura, dívida pública e crescimento, nenhuma.

    Churras no domingo
    Como escapar dessa pobreza política? Como escapar dessa miséria de propósitos? Como escapar de mais um ciclo eleitoral atirado na lixeira? Sinceramente, não sei. E, confesso, já desisti de buscar explicações e respostas. Farei, outra vez, o que tenho feito: ou votando, quase isoladamente, em candidatos que prestam, como fiz com Henrique Meirelles, em 2018, por exemplo, ou nem saindo de casa para votar. Essa é a minha triste sina.

    “Ah, Ricardo, assim alguém votará em seu lugar”. Uma ova! Ninguém vota no meu lugar ou por mim. Essa é a única hora em que o Estado e os políticos não têm poder sobre meu CPF. Ninguém irá me obrigar a chancelar a picaretagem, intelectual ou real, dessa gente – em sua maioria, ainda que não a totalidade – ordinária. Entre votar em Lula, Bolsonaro – seja lá qual -, Cleitinho, Nikolas e afins, na falta de alternativas, fico com cerveja e torresmo.

    Não é à toa que, segundo todas as pesquisas – e de acordo com os índices de abstenção e votos em branco e nulos das últimas eleições -, tantos brasileiros sentem-se como eu – ou não representados ou sub-representados. O diabo é que, como sempre digo, políticos e governantes não caem do céu. Somos nós mesmos. Ou seja. Não podemos reclamar. Se os elegemos, então, que os aguentemos. Simples assim. Triste assim.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/serao-as-piores-eleicoes-da-historia/)

    (*) “Um país refém do STF e da corrupção; outra vez”
    – O Brasil se encontra, novamente, capturado pela corrupção sistêmica e sob as vontades do Judiciário. A saída? Não sei. Nem o aeroporto é opção.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/um-pais-refem-do-stf-e-da-corrupcao-outra-vez/

    (**) “O 6×1 populista, idealista e sem noção da realidade”
    – Ganhar mais e trabalhar menos não é um desejo ilegítimo. Ao contrário. Deve ser o objetivo de qualquer sociedade moderna e desenvolvida.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/o-6×1-populista-idealista-e-sem-nocao-da-realidade/

  18. Miguel José Teixeira

    Afinal, o bessias
    quer ser um
    supremo togadão
    ou ser canonizado?

    Manchetes do UOL:

    > Messias cita a Bíblia e prega ‘ajustes’ no STF e pacificação entre Poderes
    > Messias diz ser ‘um servo de Deus’ em sabatina e se emociona; veja o momento
    > Messias diz ser contra o aborto e que só pediu prisões no 8 de Janeiro por dever do cargo
    > Relator rejeita ideia de que ‘derrotar Messias é derrotar Lula’
    > O que acontece se Messias for rejeitado após sabatina no Senado para vaga no STF

    +em: https://www.uol.com.br/

    MeuBomJe!
    Essa gente topa tudo
    por uma boquinha. . .

  19. Miguel José Teixeira

    Como nascem as figurinhas da Copa!
    (FSP, 29/04/26)

    – Entenda como nascem as figurinhas do álbum da Copa (*), em entrevista do CEO da Panini no Brasil ao repórter Luciano Trindade (**).

    (*) “Panini monta álbum da Copa por probabilidade e encara incertezas como Irã”
    – Empresa diz seguir critérios da Fifa para definir seleções presentes na publicação.
    – Figurinhas da equipe iraniana são produzidas em meio a dúvidas sobre sua participação no torneio.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/04/panini-monta-album-da-copa-por-probabilidade-e-encara-incertezas-como-ira.shtml

    (**) https://www1.folha.uol.com.br/autores/luciano-trindade.shtml

    Vídeo em: https://youtu.be/rzWOvfvZlmE

  20. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (I)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 29/04/26)

    Querido leitor, querida leitora,

    Depois de eleger os melhores livros de literatura brasileira deste século, a Folha convidou outros cem especialistas (1) para nomear os melhores livros brasileiros de não ficção publicados desde 2001 (2). Pesquisadores, intelectuais, ex-ministros, imortais, jornalistas e colunistas escolheram, cada um, até dez títulos que consideram suas melhores leituras desde o começo de século.

    No topo da lista chama atenção a presença de “A Queda do Céu”. O livro do xamã yanomami Davi Kopenawa e do antropólogo francês Bruce Albert já aparecia na lista de literatura lançada no ano passado. Isso mostra como os livros são versáteis e como a classificação por gêneros, muitas vezes, é insuficiente para compreendê-los.

    “Se a eleição dupla pode causar estranhamento, a razão está no hibridismo natural a uma obra que recorre a pensamento mitológico e elaboração poética para explicar o mundo pelo olhar de um líder espiritual yanomami”, escreve o editor Walter Porto (3).

    Entre os 28 livros mais votados, dois autores aparecem com dobradinhas. A filósofa Djamila Ribeiro (4) foi mencionada 14 vezes pelos livros “Lugar de Fala” e “Pequeno Manual Antirracista”. Já o jornalista Laurentino Gomes foi lembrado 20 vezes por “Escravidão” e“1808”.

    Em entrevista a Fernanda Perrin (5), ele observou como o mercado mudou desde a publicação deste último, há 20 anos. Ele aponta que sob o monopólio atual da Amazon, “1808” não teria o mesmo sucesso e diz ainda que, desde seu livro, passou a ver muitos outros com datas na capa.

    Até a próxima semana,
    Isadora Laviola
    Jornalista da editoria de Livros

    (TRPCE)

    +em:

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/04/veja-quem-votou-na-lista-da-folha-dos-melhores-livros-brasileiros-de-nao-ficcao-do-seculo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (2) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/04/conheca-os-melhores-livros-brasileiros-de-nao-ficcao-do-seculo-21-segundo-juri-convidado-pela-folha.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/04/por-que-a-queda-do-ceu-esta-entre-os-melhores-livros-de-literatura-e-de-nao-ficcao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (4) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/04/mercado-esta-fechando-a-porta-para-autores-negros-e-debates-raciais-diz-djamila-ribeiro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (5) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/04/livro-1808-nao-teria-mesma-repercussao-se-lancado-hoje-diz-laurentino-gomes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

  21. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (II)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 29/04/26)

    . . . acabou de chegar . . .

    > “Amanhã Não Ousarão nos Assassinar” (trad. Letícia Mei, Manjuba, R$ 68, 128 págs.), do francês Joseph Andras, narra a história real de Fernand Iveton, comunista que lutou pela independência da Argélia e foi executado em 1957. Apesar de misturar diversas vozes —por vezes em um mesmo parágrafo— a repórter especial Patrícia Campos Mello afirma que isso não torna a obra confusa.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/04/romance-narra-execucao-de-comunista-na-argelia-por-bomba-que-nao-matou-ninguem.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Solo” (Bazar do Tempo, R$ 86, 72 págs.) alterna entre o olhar da mãe e de sua criança ao tratar da maternidade solo. A autora Marcella Franco mistura realidade e ficção ao evocar sua própria experiência criando seu filho. “Eu não gosto de me colocar no pior lugar do mundo porque, ainda que tenha ficado sozinha com ele muito cedo, eu sei que há pessoas que criam filhos com muito menos do que eu tive”, ela diz à repórter Ana Bottallo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/04/em-solo-marcella-franco-mistura-realidade-e-ficcao-para-contar-a-experiencia-de-criar-um-filho-sozinha.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “A Arte de Fazer do Limão uma Limonada” (Buzz, R$ 69,90, 224 págs.) parte da trajetória do autor Rick Chesther como vendedor ambulante até se tornar um palestrante de sucesso para defender que é possível prosperar mesmo em situações adversas. O livro reforça a lógica do “empreendedor de si”, segundo a qual o sucesso depende sobretudo do esforço individual. Pesquisadores ouvidos por Giovana Kebian, no entanto, apontam que essa visão desconsidera desigualdades e ignora estruturas sociais.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/livro-de-ex-vendedor-de-agua-que-virou-best-seller-reforca-ideia-do-empreendedor-de-si.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  22. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (III)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 29/04/26)

    . . . agenda literária . . .

    > Nesta quarta (29), às 19h, a Livraria da Travessa (r. dos Pinheiros, 513 – Pinheiros – São Paulo) recebe o lançamento de “Nada É Definitivo”, de Luanda Vieira. A autora estreante estará presente para uma conversa com o jornalista Pedro Camargo.

    > Também na quarta (29), às 19h, a argentina Laura Alcoba lança seu “A Dança da Aranha” na Megafauna Copan (av. Ipiranga, 200 – loja 53 – República – São Paulo). A autora conversa com a editora Ana Lima Cecilio sobre o livro.

    > No próximo final de semana, de 1º a 3 de maio, a rua Rocha, no Bixiga, em São Paulo, vira palco da segunda edição da Feira do Livro da Rocha. Passarão por lá autores como Lilia Schwarcz, Cuti, Micheliny Verunschk, Bianca Santana, Fernando Morais, Oswaldo de Camargo, Angélica Freitas e Aline Bei para participar de 64 atividades culturais, artísticas e sociais, distribuídas por sete palcos.

    (TRPCE)

  23. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (IV)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 29/04/26)

    . . . e mais . . .

    > Na Noite das Livrarias, realizada no Dia Mundial do Livro (23 de abril), 49 livrarias da cidade de São Paulo mantiveram suas portas abertas para receber leitores com programações diversas. Enquanto a Gráfica, em Santa Cecília, realizava uma leitura coletiva, a Barrilete, no Bixiga, recebia torcedores do Corinthians para um papo na mesa de bar. Ao mesmo tempo, em Perdizes, a Livraria das Perdizes vibrava com apresentações de karaokê. Para Irene de Hollanda, diretora da Megafauna, a noite foi um gesto de afirmação das livrarias de rua.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/noite-das-livrarias-com-musica-e-cerveja-traz-publico-novo-para-perto-dos-livros.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Milton Hatoum tomou posse na Academia Brasileira de Letras na última sexta (24). Eleito em agosto do ano passado para a cadeira de número seis, o escritor é o primeiro amazonense imortalizado pela instituição. Apesar de eleito já em sua primeira candidatura, Hatoum afirmou ao repórter Yuri Eiras que não estava em seu horizonte ser imortal.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/transformei-minha-vida-em-ficcao-diz-milton-hatoum-ao-tomar-posse-na-abl.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Em “Fazer Justiça” (trad. Mariana Echalar, Ubu, R$ 69,90, 144 págs.), Elsa Deck Marsault critica o avanço do punitivismo para além do Estado, alastrando-se para os movimentos progressistas. Esses espaços, segundo ela, priorizam ataques a indivíduos e performances nas redes em vez de mudanças estruturais. “A militância abraçou uma cultura policialesca da linguagem dos indivíduos, bem como de seus desvios morais privados”, afirma o crítico Gabriel Trigueiro.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/04/para-autora-queer-esquerda-punitivista-ataca-individuos-busca-cliques-e-nao-transforma.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  24. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (V)
    (Por Isadora Laviola, FSP, 29/04/26)

    . . . além dos livros

    > O livro “Heart Lamp”, da indiana Banu Mushtaq, venceu o Booker Internacional no ano passado e será publicado no Brasil neste ano pela Instante, com tradução de Julia Dantas. Como destaca o Painel das Letras, a coletânea de 12 contos foi a primeira do gênero a conquistar o prêmio.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/04/livro-indiano-que-quebrou-barreiras-no-premio-booker-saira-no-brasil-pela-instante.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Depois do sucesso de “A Geração Ansiosa”, o autor Jonathan Haidt lança uma versão da obra voltada às próprias crianças, que antes apareciam apenas como tema. “A Geração Incrível” (Companhia das Letrinhas, R$ 69,90, 240 págs.) usa histórias em quadrinhos e contos para mostrar como as telas afetam o bem-estar e atrapalham as brincadeiras. O livro é feito para convencer o leitor que brincar pode ser muito legal, como aponta a reportagem de Tiago Pechini.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2026/04/a-geracao-incrivel-mostra-que-largar-as-telas-pode-ser-divertido.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Segundo Benjamin Moser, conhecido pelas biografias de Clarice Lispector e Susan Sontag, nenhum artista sabe o destino que vai ter. Em participação no podcast Ilustríssima Conversa, o autor discutiu sua nova obra sobre Rembrandt e Vermeer, grandes pintores holandeses que tiveram sucesso apesar de perspectivas de fracasso e tormentas pessoais.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/04/nem-rembrandt-ou-vermeer-sabiam-o-destino-que-teriam-diz-benjamin-moser.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Morre Gerry Conway, criador de personagens como Ms. Marvel e Justiceiro, aos 73
    – Ao longo da carreira, trabalhou com principais títulos da editora.
    +em:https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/morre-gerry-conway-criador-de-personagens-como-ms-marvel-e-justiceiro-aos-73.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Doenças psicossomáticas: entenda como emoções se manifestam no corpo
    – Livro ‘A Linguagem do Organismo’ descreve como o cérebro ativa o sistema nervoso autônomo, que regula coração, pulmões e digestão.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/04/doencas-psicossomaticas-entenda-como-emocoes-se-manifestam-no-corpo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Safatle estica tanto conceito de fascismo que perde qualquer precisão
    – Novo livro do filósofo relaciona o movimento político a episódios históricos diversos, com frágil conexão lógica.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/04/safatle-estica-tanto-conceito-de-fascismo-que-perde-qualquer-precisao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  25. Miguel José Teixeira

    Bessias, o “M”
    da questão!

    > Visão I:

    “Para Lula, é ‘vencer ou vencer’ com Messias”
    – Aprovação no Senado passará à opinião pública a imagem de um governo que ainda mantém controle de sua articulação política.
    (Por Vera Magalhães, O globo, 29/04/26)
    . . .
    “Lula enfrenta um importante teste com a votação da indicação de Jorge Messias ao STF, que pode definir a percepção de seu governo frente ao Senado e ao público. Uma vitória, embora apertada, consolidaria sua influência política, enquanto uma derrota poderia evidenciar isolamento e afetar o ambiente eleitoral. A aprovação de Messias é crucial para garantir apoio no STF e demonstrar controle político, em um cenário de tensões entre Judiciário e Legislativo.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/04/para-lula-e-vencer-ou-vencer-com-messias.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    > Visão II:

    “Na sabatina de Messias, o que menos conta é o currículo de Messias”
    – Indicado ao Supremo pode pagar por fatores alheios à sua biografia, como apetite de Alcolumbre e proximidade da eleição.
    (Por Bernardo Mello Franco, O Globo, 29/04/26)
    . . .
    “Jorge Messias, indicado por Lula ao Supremo, enfrenta hoje seu dia decisivo no Senado após meses de espera. Embora possua um histórico de carreira sólida e ligação com o PT, sua indicação enfrenta resistência devido a fatores políticos, como o apetite do senador Davi Alcolumbre e a proximidade das eleições. O resultado da sabatina é incerto, com aliados prevendo uma votação apertada, enquanto o governo teme uma rara derrota.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bernardo-mello-franco/coluna/2026/04/na-sabatina-de-messias-o-que-menos-conta-e-o-curriculo-de-messias.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Quem diria, hein?
    O estafeta da dilmaracutaia (*)
    ocupando o palco principal!

    (*) “Bessias” é o apelido de Jorge Messias, que atuava como subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Dilma Rousseff. Ele ficou famoso em março de 2016 por levar o termo de posse de Lula como ministro para evitar sua prisão na Operação Lava-Jato, citado por Dilma em uma ligação grampeada: “Tô mandando o Bessias com o papel”.
    +em: https://share.google/aimode/UokHGlX3JhIcKjkVf

      1. Miguel José Teixeira

        Lembrem-se que,
        o tal do “PeTê”,
        há muito um partido político
        deixou de “sê”.
        Só não o vê
        quem o deveria “vê”,
        o tal do teésseê!

  26. Miguel José Teixeira

    “‘Os adoçantes devem ser evitados’, alerta o oncologista Antonio Carlos Buzaid”
    – Em entrevista ao GLOBO, especialista que agora trabalha nos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis, fala do papel crucial da alimentação na prevenção e no aumento de risco de câncer.
    (Por Mariana Rosário — São Paulo, O Globo, 29/04/26)
    . . .
    “Em entrevista ao GLOBO, o oncologista Antonio Carlos Buzaid alerta sobre os riscos dos adoçantes e destaca a importância da alimentação na prevenção do câncer. Atuando nos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis, Buzaid enfatiza a prevenção com vacinas, a eliminação do fumo e álcool e a importância de atividades físicas. Ele critica o atraso no acesso a tratamentos inovadores no Brasil, especialmente no SUS.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/29/os-adocantes-devem-ser-evitados-alerta-o-oncologista-antonio-carlos-buzaid.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  27. Miguel José Teixeira

    Motoserras
    roncaram
    menos!

    “Resultado positivo do Brasil é o principal fator na queda do desmatamento do mundo inteiro em 2025, diz relatório”
    – Segundo levantamento da World Resources Institute (WRI), o mundo perdeu 4,3 milhões de hectares de florestas tropicais no ano passado, 36% menos que em 2024.
    (Por Lucas Altino — Rio de Janeiro, O globo, 29/04/26)
    . . .
    “Segundo relatório do World Resources Institute, a queda de 36% no desmatamento global em 2025 é atribuída principalmente ao Brasil, que reduziu em 42% suas taxas, especialmente na Amazônia. Contudo, o desmatamento ainda é preocupante, com 77% das perdas globais causadas por incêndios. A gestão Lula relançou o plano de combate ao desmatamento e busca uma economia de baixo carbono. Apesar dos avanços, o cumprimento das metas climáticas até 2030 requer mais investimentos e políticas eficazes.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/meio-ambiente/noticia/2026/04/29/resultado-positivo-do-brasil-e-o-principal-fator-na-queda-do-desmatamento-do-mundo-inteiro-em-2025-diz-relatorio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  28. Miguel José Teixeira

    Será que o PNE foi “desenhado”
    para nossas “otoridades” tentem
    entender?

    “Oito em cada dez cidades do país têm menos alunos na creche do que prevê o Plano Nacional de Educação, diz Iede”
    – Novo indicador criado por centro de pesquisa revela que cidades ainda estão distantes de metas previstas pelo Plano Nacional de Educação para a educação infantil.
    (Por Bruno Alfano, O Globo, 29/04/26)
    . . .
    “Um estudo do Iede revela que 80% das cidades brasileiras não atingem as metas do Plano Nacional de Educação para a creche, com apenas 20% dos municípios atendendo 60% das crianças de 0 a 3 anos. Na pré-escola, 16% das cidades não cobrem 90% das crianças de 4 a 5 anos. Capitais como São Paulo e Belo Horizonte lideram, enquanto o Norte tem as piores taxas. Apenas 17% das creches têm infraestrutura básica completa.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/04/29/oito-em-cada-dez-cidades-do-pais-tem-menos-alunos-na-creche-do-que-preve-o-plano-nacional-de-educacao-diz-iede.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  29. Miguel José Teixeira

    Cautela,
    canja de galinha
    ou ambas!

    > Maçaroca I:

    “Banco Central decide hoje a taxa básica de juros: veja o que o mercado espera e por quê”
    – Para analistas, comunicado deve demonstrar preocupação maior com as pressões inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio. Ainda assim, BC deve seguir ciclo de flexibilização.
    (Por Paulo Renato Nepomuceno — Rio de Janeiro, O Globo, 29/04/26)
    . . .
    “O Banco Central decide hoje sobre a nova taxa Selic, com expectativa de redução de 0,25 ponto porcentual devido ao impacto do conflito no Oriente Médio. Apesar das pressões inflacionárias, analistas acreditam que o BC continuará o ciclo de cortes. O IPCA-15 mostrou alta nos combustíveis, refletindo o aumento do petróleo. A decisão busca equilibrar a inflação e manter a credibilidade da política monetária.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/04/29/banco-central-decide-hoje-a-taxa-basica-de-juros-veja-o-que-o-mercado-espera-e-por-que.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    > Maçaroca II:

    “Corte de tributos pode aliviar eventual reajuste da Petrobras sob a gasolina? Especialistas respondem.
    – Presidente da Petrobras afirmou em evento que, com medida de compensação, terá flexibilidade para subir preço do combustível vendido nas refinarias.
    (Por Paulo Renato Nepomuceno e Mayra Castro — Rio, O Globo, 29/04/26)
    . . .
    “A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, revelou planos de reajustar os preços da gasolina, condicionando a decisão à aprovação de um projeto de lei que permite o uso de receitas extras do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis. Com a alta do petróleo a US$ 111,26, a medida visa amenizar o impacto inflacionário. Especialistas avaliam que a redução de tributos pode permitir aumentos controlados, mas alertam para o cenário global instável.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/29/corte-de-tributos-pode-aliviar-eventual-reajuste-da-petrobras-sob-a-gasolina-especialistas-respondem.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Já que hoje também é seu dia,
    Santa Catarina de Siena,
    rogai por nós! (*)

    (*) https://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_de_Siena

  30. Miguel José Teixeira

    “Otoridades” superiores
    fazendo “iscola”!

    “Veja o que foi apreendido nas casas de auditores fiscais alvos de operação da Receita Federal”
    – Mais de R$ 4,3 milhões em diferentes moedas foram encontrados; 25 servidores foram afastados e poderão responder por corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.
    (Por Madson Gama — Rio de Janeiro, O Globo, 29/04/26)
    . . .
    “Uma operação conjunta da Polícia Federal e Receita Federal desmantelou um esquema bilionário de corrupção no Porto do Rio, envolvendo 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários. Foram apreendidos mais de R$ 4,3 milhões em diversas moedas e afastados 25 servidores. A investigação revelou fraudes em declarações de importação, facilitando contrabando e descaminho. A Receita estima sonegação de R$ 500 milhões, com implicações na segurança pública devido ao possível tráfico de armas e drogas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/04/29/veja-o-que-foi-apreendido-nas-casas-de-auditores-fiscais-alvo-de-operacao-da-receita-federal.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  31. Miguel José Teixeira

    Belzebú de Garanhuns
    “fazendo o diabo”
    pelo tetra!

    “Suspensão de multas, Desenrola, combustíveis: governo turbina benesses em ano eleitoral de olho na classe média”
    – Além disso, para tentar reverter o mau humor, há uma inflexão no discurso da segurança pública, calcanhar de aquiles de governos do PT.
    (Por Jeniffer Gularte e Bernardo Lima — Brasília, O Globo, 29/04/26)
    . . .
    “Em ano eleitoral, o governo Lula busca conquistar a classe média com medidas como suspensão de multas em rodovias e ampliação de programas sociais. Com baixa popularidade, Lula enfrenta desafios na segurança pública, tema central nas eleições. O governo também lançou iniciativas para reduzir o endividamento e baratear combustíveis, visando aumentar a aprovação e garantir a reeleição.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/29/suspensao-de-multas-desenrola-combustiveis-governo-turbina-benesses-em-ano-eleitoral-de-olho-na-classe-media.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Alô, TriSuEl!

  32. Miguel José Teixeira

    (*) Indefinido na massa pública.
    Porque na privada,
    a KHda já está feita!

    “Indicado por Lula ao STF, Messias chega hoje a sabatina no Senado com placar indefinido”*) ; veja enquete do GLOBO”
    – Sem gesto de Alcolumbre, votação tende a ser apertada e pode definir ritmo da agenda palaciana na Casa.
    (Por Luísa Marzullo — Brasília, O Globo, 29/04/26)
    . . .
    “Indicação de Jorge Messias ao STF: Votação Decisiva no Senado
    A sabatina e votação de Jorge Messias para o STF são cruciais para a relação entre governo e Senado. A aprovação é esperada, mas a falta de apoio explícito de Davi Alcolumbre gera incertezas. Com 25 votos favoráveis e 22 contrários, Messias precisa conquistar senadores indecisos para garantir sua indicação. O resultado influenciará a agenda governamental no Senado até o final do ano.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/29/indicado-por-lula-ao-stf-messias-chega-hoje-a-sabatina-no-senado-com-placar-indefinido-veja-enquete-do-globo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    E hoje, hein?
    29 de abril – Dia Internacional da Dança!
    Alô, gigi meme!

  33. Miguel José Teixeira

    “O que tinha nas malinhas do Caribe?”
    “éNoiteNaCidade”, 28 abr 2026, TixaNews, ABR 29″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    Preparem-se para esta notícia maravilhosa.
    Eis que no ano passado pousou no agora famoso hangar dos jatos privados (a fonte dos escândalos de Brasília nos últimos meses) um jatinho vindo de São Martinho, uma ilha do Caribe. O piloto resolveu passar com umas malinhas e até uma bolsa de papelão sem botar o material na esteira da fiscalização. Ahã. Isso mesmo. Daí a Polícia Federal teve que fazer o quê? Investigar. Era contrabando, tráfico, lavagem? E o que a Polícia descobriu?????

    Que o avião era do tigrinho, amigo do Ciro Nogueira, pousou em Brasília vindo da ilha de São Martinho no Caribe. Que neste voo das malinhas estavam nada mais nada menos do que Ciro, Huguito Motta, Isnaldo Bulhões e Luizinho e sabe Deus quem mais. Não se perca, darling. Huguito, do Republicanos, é o dono da Câmara frigorífica e Ciro Nogueira é o cacique blaster do PP. E o tigrinho é aquele empresário do Piauí de nome Fernando Oliveira Lima que opera bets de tigrinho e que foi investigado pela CPI, depois apareceu numa matéria da revista piauí (não confunda com o estado) em umas histórias mal contadas com o Ciro.

    O caso foi parar no Supremo porque agora a Polícia vai ter que descobrir, só que esse povo é tudo com foro privilegiado. Isso só tem no BRASEW. Adivinha quem é o relator do caso no Supremo? Ahã, o Xandão. A história foi divulgada pela Folha e depois correu a imprensa toda. O Huguito garantiu que fez tudo certo e os outros fingiram que não era com eles. E eu fiquei aqui pensando: “Que será que eles foram fazer no Caribe, né?”

    E o Alcolumbre
    Hoje o burburinho foi sobre o Alcolumbre que encontrou o Messias, na casa do supremo Zanin. Alcolumbre foi pego de surpresa e disse a interlocutores que foi constrangedor porque não sabia que o Messias estaria no jantar. Alcolumbre disse a interlocutores que ficou p. da vida com o vazamento do encontro.

    Alcolumbre está dificultando a aprovação do Messias, indicado à vaguinha suprema por Lula. Enfim, a notícia segue sendo que o Alcolumbre ainda quer alguma coisa para dar seu apoio ao Messias. Até as moscas sabem disso em Brasília. Enquanto isso, só para garantir, como bem informou a repórter Vera Rosa do Estadão, Lula andou soltando uns bilhõezinhos em emendas parlamentares por Brasília para dar uma ajudinha. As emendas só podem ser pagas neste ano até junho, para não entrarem no calendário eleitoral.

    E esse tanto de pesquisa
    Mais uma pesquisa hoje da Atlas/Bloomberg. Lula na frente no primeiro turno e empatado com Flavitcho Bolsonaro e Zema no segundo turno. Não quero dizer nada, mas o grande adversário de Flavitcho parece que começa a ser o Zema. Zema agradece o supremo Gilmar que resolveu botar o ex-governador de Minas no inquérito das fakes. E no primeiro turno quem segue em terceiro lugar é o Renan Santos do MBL, digo, do Missão.

    Xandão x Vieira
    A família do Xandão resolveu processar o senador Alessandro Vieira por conta do que ele andou dizendo em uma entrevista do SBT News. O senador falou que é muito claro que tem uma lavanderia no Banco Master, falou de chegada de recursos do PCC, indícios de pagamentos inclusive para membros do judiciário e também falou em circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O Xandão entendeu que o senador estava acusando ele e sua família de ligação com o PCC. O senador garantiu que o grupo criminoso no caso é o do Banco Master. Enfim, o pedido de indenização é de 60 mil. 60 mil? Que comedidos.

    Tebet desembarca
    Simone Tebet, nossa She-Ra do Pantanal, agora é paulistana desde criancinha e chegou a São Paulo para ser candidata. E chegou dizendo que é para as pessoas pararem de dizer que estão cansadas de Lula, que ele é o único que pode combater a extrema direita.

    Trumpices
    A agência reguladora de comunicações dos Estados Unidos resolveu fazer uma revisão antecipada das licenças de transmissão da rede ABC, que é dona da Disney. O povo todo logo associou ao pedido do Trump de que a emissora demita o Jimmy Kimmel, humorista que tem um programa ao estilo Jô Soares ou Danilo Gentili, que fez uma piada com a Melania dizendo que ela tinha o brilho de uma futura viúva. Mas não, o buraco é muito mais embaixo. A tal agência disse que pediu a revisão porque a Disney adotou práticas de diversidade, equidade e inclusão. Ahã. Isso mesmo, darling: diversidade e inclusão. O governo Trump proibiu todo mundo de ter programas de diversidade.

    Te cuida, BRASEW.

    (TRPCE)

  34. Miguel José Teixeira

    “O manual do eleitor sem dono”
    – Por quatro anos, ele contrata quem parece oferecer menos risco e mais utilidade prática.
    (Roberto Reis, Crusoé, 28/04/26)

    Existe um eleitor brasileiro que não veste camisa colorida em dia de votação, não cultua herói político e não mantém partido de estimação. É um eleitor exigente e pragmático.

    Ele é flutuante e não vive a eleição como religião. Aliás, vive como incômodo.

    Observa o preço da gasolina, a insegurança diante de um celular roubado, o humor da família no churrasco, a conversa no trabalho no fim do mês, o noticiário da TV, sim, da TV, e a sensação de ordem ou desordem.

    A primeira palavra da nossa bandeira faz muito sentido para esse eleitor: tudo precisa estar em ordem.

    Para ele, o voto tem menos aparência de fé em um herói e mais aparência de assinatura de contrato com um servidor público. Ele contrata, por quatro anos, quem parece oferecer menos risco e mais utilidade prática.

    Esse é o eleitor do meio flutuante.

    Grande o bastante para decidir a eleição. Silencioso o bastante para ser subestimado.

    Pesquisa Meio/Ideia de abril mostrou que 51,4% dos entrevistados ainda admitiam mudar de candidato até outubro.

    Aliás, é preciso falar a verdade. Na média das pesquisas, o número gira em torno disso. O eleitor tende a se decidir na última hora, como o brasileiro faz com quase tudo, do Imposto de Renda à urna. Deixa para decidir e agir depois.

    Essa informação não revela apenas indecisão. Revela que existe uma parte relevante do país em movimento, fora da disciplina emocional das torcidas políticas de um lado e de outro. É esse o eleitor que precisa ser observado.

    Direita e esquerda têm núcleos cristalizados.

    Esses grupos dão volume, barulho, militância e defesa pública. Mas não mudam uma eleição. A campanha presidencial se decide na borda, no eleitor que não quer pertencer a um campo. Ele só quer resolver a própria vida em uma manhã ou tarde de domingo. E pronto.

    Para conquistá-lo, há regras básicas.

    A primeira é entender a tirania do presente.

    O eleitor flutuante é sensível aos temas do momento. Ao que está acontecendo hoje. E hoje esses temas formam uma lista incômoda para qualquer incumbente: custo de vida, criminalidade, corrupção, crédito caro, carga tributária e sensação de excesso estatal. Alguns são dados econômicos. Outros são percepções políticas. Todos, porém, produzem o mesmo efeito: cobram a conta de quem governa.

    A segunda regra é o pragmatismo.

    O eleitor do meio não acompanha alianças como um militante que só pensa em traições. Ele mede equilíbrio, utilidade e chance de vitória. Em política majoritária, pureza excessiva costuma servir mais à vaidade e à torcida do que à urna. Dobradinhas regionais e ideológicas precisam ser testadas como hipótese eleitoral nas pesquisas. Se A soma menos e B soma mais, B passa a ser a escolha racional.

    O nome importa? Sim. Mas a transferência de votos importa mais.

    A terceira regra é comportamento.

    O eleitor moderado não exige concordância integral com sua paquera eleitoral. Exige previsibilidade, segurança. Quer saber se o candidato fala com quem discorda, se controla o tom, se respeita ambientes hostis, se transmite serenidade sob pressão.

    Foi essa lógica que sustentou o “Lulinha paz e amor” em 2002. A imagem não apagou o histórico do Lula, mas reduziu o medo de setores que ainda o viam como um risco elevado.

    Esse ponto foi fatal para Jair Bolsonaro em 2022.

    A dificuldade de conversar com jornalistas, mulheres e segmentos refratários ao conflito permanente teve peso central. A rejeição muitas vezes nascia menos das propostas e mais do modo como elas chegavam ao ouvido do eleitor. Muitas vezes, aos berros.

    A quarta regra é a escolha do vice.

    Vice bom não repete o titular. Corrige, complementa, apara arestas.

    José Alencar, por exemplo, ao lado de Lula, foi o complemento clássico: empresário, mineiro, moderado, patronal. Funcionava como uma vacina simbólica contra o medo que Lula ainda despertava no mercado e em parte do eleitorado.

    Um vice precisa entregar algo que o cabeça de chapa não tem.

    Pode ser região, gênero, setor social, religião, moderação, experiência administrativa ou credibilidade econômica.

    A quinta regra é a mais negligenciada: o candidato principal não deve ser o rosto permanente do ataque.

    O eleitor brasileiro até consome lideranças conflituosas. Mas elas cansam. O eleitor costuma desconfiar de quem parece viver de guerra. A pancada pode existir, em certos momentos precisa existir, mas tem de ser exceção.

    O titular deve preservar estatura. O ataque pode ser feito por aliados, partido, vice, influenciadores, lideranças regionais e operadores de contraste.

    O candidato principal precisa aparecer como a solução, não como briga ambulante.

    Dentro desse recorte, sejamos honestos.

    Até aqui, Flávio Bolsonaro virou um caso relevante de observação para 2026.

    As pesquisas recentes mostram uma disputa tecnicamente aberta em cenários de segundo turno, com crescimento de Flávio sustentado pelo que apresentou até aqui na pré-campanha e, claro, pelo peso do sobrenome, que traz votos fiéis.

    O ponto mais importante, porém, não está apenas no número, que tende a seguir polarizado e competitivo até o fim.

    Está no movimento qualitativo de Flávio.

    A começar pela forma como ele tenta se apresentar: menos “Bolsonaro” como marca isolada e mais “meu amigo Flávio”, alguém próximo, companheiro, leal.

    Flávio tenta construir um tom menos explosivo que o do pai, mais familiar e mais conversável. A presença da esposa, Fernanda Bolsonaro, em várias peças de pré-campanha, chamando o senador de “Bolsonaro moderado”, foi lida pela imprensa como uma tentativa clara de reduzir resistências entre mulheres, evangélicos e eleitores moderados.

    Esse movimento tem lógica eleitoral evidente. O sobrenome Bolsonaro transfere a identidade, mas também transfere a rejeição.

    A tentativa de moderação busca reduzir esse custo sem romper com o principal ativo do sobrenome.

    Até aqui, ele segue o manual do eleitor do meio com bastante disciplina. Amplia palanques, sinaliza para ex-adversários, trabalha uma imagem cotidiana mais leve e calibra melhor o tom.

    É o cuidado necessário com o eleitor flutuante, independente.

    Ainda há tempo. Ainda haverá campanha formal, debates, alianças, crises e fatos novos. Flávio será testado e retestado. E o eleitor do meio é chamado de flutuante por uma razão simples: ele se move.

    Pode ir embora rápido.

    Mas, até aqui, há uma conclusão simples e objetiva.

    Quem quiser vencer em 2026 precisará falar menos com a própria torcida e mais com o eleitor que não quer pertencer a ninguém.

    Até aqui, Flávio está vencendo.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/o-manual-do-eleitor-sem-dono/)

    O piNçador Matutildo, piNçou:
    “Um vice precisa entregar algo que o cabeça de chapa não tem.”

    E o Bedelhildo, não perdeu a “deixa”:
    Assim sendo. . .
    os 2 pangarés que estão na liderança precisarão
    URGENTE de alguém como o Eduardo Leite!

  35. Miguel José Teixeira

    “Mapa do poder”
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 28/04/26)

    1 – A operação para tentar garantir a aprovação de Jorge Messias no STF conta com um esforço do governo Lula (PT) para obter o apoio do presidente do Senado (*), Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além de uma campanha do tribunal (**) que incluiu o “superpoder” de influência de André Mendonça, uma virada de Gilmar Mendes e um encontro na casa de Cristiano Zanin. Às vésperas da sabatina, o AGU também almoçou com o ex-presidente do Senado (***) Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e recebeu o apoio do PSB.
    +em:
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/governo-lula-insiste-em-novo-encontro-e-gesto-de-apoio-de-alcolumbre-a-messias-para-destravar-votos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/campanha-por-messias-contou-com-superpoder-de-mendonca-virada-de-gilmar-e-jantar-de-zanin.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (***) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/messias-almoca-com-pacheco-e-alckmin-em-vespera-de-sabatina-e-recebe-apoio-do-psb.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – Após recentes embates com políticos, os ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino saíram em defesa da corte durante julgamento envolvendo dois deputados e criticaram parlamentares que, para eles, têm atacado o tribunal para conseguir votos. Segundo Dino, o Judiciário deve atuar contra as críticas que miram o Supremo enquanto o “mercado político” não se autorregula. Já Moraes afirmou que os políticos usam a corte como “escada eleitoral”.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/moraes-diz-que-politicos-usam-stf-como-escada-eleitoral-e-dino-defende-atuacao-contra-criticas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – Lula assinou o decreto de promulgação do acordo Mercosul-União Europeia, que entra em vigor a partir de 1º de maio. Segundo o presidente, o pacto foi firmado “a ferro, suor e sangue” (1). O acordo entre os blocos foi aprovado pelo Congresso Nacional em março deste ano. Era negociado desde 1999 e sofreu resistências por parte de países do continente europeu, como a França, preocupada com seu impacto na agricultura.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/lula-assina-decreto-do-acordo-mercosul-ue-e-diz-que-pacto-foi-firmado-com-ferro-suor-e-sangue.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (1) Valha-nos, Deus!

    Na Esplanada… O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou a suspensão de multas aplicadas a motoristas que não pagaram o pedágio eletrônico, conhecido como free flow, valerá até 16 de novembro. Ficou estabelecido que o motorista com débito em aberto terá um prazo de 200 dias para quitar os valores. Se fizer o pagamento dentro desse período, ele fica livre da multa de R$ 195,23 que é aplicada quando há atraso de mais de 30 dias no pagamento do pedágio.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/04/multas-por-atraso-de-pagamento-de-free-flow-sao-suspensas-por-200-dias.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  36. Miguel José Teixeira

    Se for à vera, poderemos aPosTar:
    “há malas que vem para o bem”!

    “PF apura malas em voo com Motta”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 28/04/26)

    A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco bagagens (*) trazidas em um voo em que estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em abril de 2025. Com a permissão de um auditor fiscal o piloto José Jorge de Oliveira Júnior não passou pelo raio-X com os volumes ao chegar a São Paulo. O caso foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    O episódio ocorreu no retorno de uma viagem à ilha caribenha de São Martinho, considerada um paraíso fiscal, em um avião particular do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG. Ele é dono de empresas de apostas online, incluindo o chamado “jogo do tigrinho”, e foi um dos alvos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Bets do Senado.

    No relatório ao qual a Folha teve acesso, a PF diz que “não é possível afirmar categoricamente” a quem os volumes levados pelo piloto pertencem ou seu conteúdo e que, por isso, não há como descartar a possibilidade de envolvimento dos políticos. O inquérito instaurado pela corporação apura os possíveis crimes de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.

    Motta confirmou que esteve no voo, mas disse que “cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira”. Além dele e de Ciro, estavam na aeronave os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Procurados, eles não responderam. Em despacho de sexta-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, sorteado relator do caso, determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o processo em até cinco dias.

    (TRPCE)

    “PF investiga entrada de malas no Brasil por avião de empresário de bets em que estavam Hugo Motta e Ciro Nogueira”
    – Presidente da Câmara confirma viagem, mas diz que ‘cumpriu todos os protocolos’; senador do PP e deputados não se manifestam.
    – aso está no STF sob relatoria de Moraes; PF apura possíveis crimes de facilitação de contrabando e prevaricação.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/pf-investiga-entrada-de-malas-em-voo-com-hugo-motta-e-ciro-nogueira-em-aviao-de-empresario-de-bets.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

  37. Miguel José Teixeira

    “As 3 palavras mais belas em português, segundo criador do ‘Aurélio'”
    (Do UOL, em São Paulo, 28/04/26)
    . . .
    > Aurélio Buarque de Holanda, criador do dicionário “Aurélio”, disse em entrevista de 1977 que as três palavras mais belas do português são “libélula”, “murucututu” e “alvorada”.

    > Aurélio descreveu “libélula” como “alada” e “de uma poesia imensa” e brincou que o inseto tem o sinônimo “lava-bunda”, que ele chamou de “pesado”.

    > Ele citou “murucututu”, nome popular de uma coruja, pela sonoridade, e comparou “alvorada”, ligada ao começo do dia, a uma “clarinada”.
    . . .
    (IA/UOL)

    +em: https://educacao.uol.com.br/noticias/2026/04/28/as-3-palavras-mais-belas-em-portugues-segundo-criador-do-dicionario-aurelio.ghtm

    Pois é, Matutildo. . .
    A palavra mais bela, segundo o Aurélio, traz lula em seu nome!
    – Perfeito e seu sinônimo, também!

  38. Miguel José Teixeira

    “Gilmar Mendes tenta apagar incêndio com gasolina”
    – Ministro oferece combate, arrogância e confirmação das suspeitas sobre o STF.
    – No papel de relações públicas, ele ampliou o dano à corte.
    (Wilson Gomes, FSP, 28/04/26)

    Se a sua organização enfrentasse uma tal erosão de imagem que chegou a ponto de ameaçar todo o capital reputacional acumulado ao longo dos anos, você escolheria Gilmar Mendes para comandar a reação à crise? Entregaria ao ministro o planejamento e a execução da estratégia destinada a conter danos, recuperar credibilidade e mitigar o desgaste público?

    Improvável, não é? Mas, no caso do Supremo Tribunal Federal, algo muito próximo disso acabou acontecendo. Diante de uma crise de confiança causada pela contaminação produzida pelo escândalo do Banco Master e pelas relações impróprias entre ministros, familiares e o dublê de banqueiro traficante de influência, Gilmar Mendes decidiu assumir uma espécie de missão de defesa pública da corte. Justificou a iniciativa com sua condição de decano e com o fato de ter, segundo suas próprias palavras, uma audiência.

    Como era previsível, não funcionou. Toda organização séria sabe que reputação é patrimônio e que respostas a crises de imagem exigem rapidez, inteligência e, sobretudo, uma estratégia adequada. Também sabe como é decisivo escolher quem será a face externa da tentativa de reparação da imagem.

    Com Gilmar Mendes no papel de relações públicas, em vez de um esforço de contenção, viu-se uma ampliação do dano. O ministro esteve muito ativo nas redes sociais e, não satisfeito, fez um tour pelas redações de telejornais nacionais. Mas não reduziu o ruído, não acalmou o público nem transmitiu confiança. Ao contrário, apenas reforçou críticas, procurou brigas e produziu mais conteúdo para os detratores.

    Primeiro, porque Gilmar Mendes é percebido como parte do próprio problema de imagem do STF. A percepção de um Supremo fascinado pelo status conferido pela convivência com bilionários e homens de poder encontra nele seu emblema mais acabado. O famoso e exclusivo Gilmarpalooza —tratado pelo próprio ministro como um “case de sucesso”— tornou-se símbolo da promiscuidade entre poder econômico, político e judicial.

    Um festival de ostentação em que ministros, empresários e caciques da República se reúnem, fora do país, para se reconhecer e para confirmar reciprocamente sua condição de casta. “Se você não for, só você não vai”, diziam os vips. Não seria, portanto, por meio de Gilmar que a imagem de um Judiciário isento de relações impróprias com os poderosos poderia ser reforçada.

    A segunda razão é de temperamento. Ele não é um conciliador; é um homem de combate. Crises de imagem exigem contenção, moderação e alguma capacidade de reconhecer problemas sem transformar toda crítica em guerra pessoal. O ministro opera de outra forma. Diante de uma pergunta sobre a crise de credibilidade do STF, ele devolve uma pergunta sobre a crise de credibilidade do jornalismo. Em vez de explicar, ataca; em vez de dissipar suspeitas, desloca o conflito.

    Sua imagem pública é a de alguém autocentrado, altivo e pouco inclinado à autolimitação. Não transmite prudência, mas superioridade; não busca desarmar ânimos, prefere vencer a disputa. Excelente para confrontos de poder, péssimo atributo para quem precisa reconstruir confiança.

    A terceira razão é ainda mais grave: Gilmar reforça precisamente uma das críticas mais fortes dirigidas ao Tribunal, a convicção de que a corte não tem o menor escrúpulo em usar o próprio poder em causa própria.

    Se o relator de uma CPI propõe o indiciamento de ministros, a resposta é um processo. Se uma sátira desagrada, surge uma queixa-crime. Do Olimpo das suas convicções, o ministro não vê problema algum em combater a crise de imagem de uma instituição acusada de abuso de poder justamente usando recursos que serão entendidos como abuso de poder.

    Gilmar Mendes simplesmente não acredita que, além de ser justo e isento, o STF precisa parecer justo e isento. Seu princípio é “tenha deferência pela corte ou enfrente as consequências”. Convenhamos que isso não parece a melhor estratégia para mitigar a crise de imagem que afeta a instituição.

    Por fim, há o problema político. Gilmar Mendes tornou-se um ativo eleitoral para seus detratores. Alessandro Vieira percebeu isso ao apostar no desgaste produzido pelo pedido de indiciamento. Romeu Zema, desesperado por um lugar ao sol no lotado campo do bolsonarismo, viu uma oportunidade imperdível na troca de agressões com o ministro.

    Em ambos os casos, a dinâmica é a mesma: provoca-se o STF, espera-se a reação do ministro Gilmar, e a reação multiplica o retorno político de quem provocou. E ainda reforça os aspectos já criticados da imagem do tribunal.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/wilson-gomes/2026/04/gilmar-mendes-tenta-apagar-incendio-com-gasolina.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  39. Miguel José Teixeira

    “Congresso petista passa ao largo da realidade”
    – No manifesto do 8º congresso, o PT traça um cenário em que tudo corre bem para o governo e o presidente.
    – No discurso, o comandante da legenda se mostra perplexo com a falta de reconhecimento aos êxitos de Lula.
    (Dora Kramer, FSP, 28/04/26)

    O 8º Congresso Nacional do PT (*), reunião que o partido faz de tempos em tempos desde a sua fundação, há 46 anos, apresentou duas versões de como a legenda vê o panorama nacional a pouco menos de seis meses da eleição. Uma no texto do documento final (**), desta vez chamado de “manifesto”, outra na explicação nas palavras do presidente Edinho Silva.

    Na escrita, o cenário é tranquilo. Vai tudo correndo bem para o governo; o presidente da República não enfrenta rejeição popular nem adversários que possam ameaçar sua reeleição.

    Pelo relato do manifesto, não houve aumento de fraudes e filas no INSS e não é preciso falar em segurança pública, ajuste de contas, endividamento, desequilíbrio entre os Poderes, rejeição no agro e nos evangélicos, perda de apoio entre mulheres e jovens, falta de modernização no mundo do trabalho e mais uma série de agruras da população que não enxerga um bom horizonte.

    Mas, esperem. Adiante do documento aparece a solução na forma de propostas de reformas: política, eleitoral, administrativa, tecnológica, tributária, agrária, do Judiciário e, claro, da comunicação. Das mudanças sugeridas, o PT só abraçou a tributária e com impulso do Congresso. Nas outras, em seus até agora 17 anos de governo, ficou entre a indiferença, o corpo mole e a negação.

    Na palavra, Edinho Silva abriu espaço à autocrítica para que não se diga que não falou de espinhos. O discurso foi em tom de perplexidade: “Como um governo tão exitoso não é reconhecido?”, indagou aos companheiros, sugerindo a saída. “Precisamos conversar e mostrar o que construímos”, uma vez que “o Brasil está no rumo certo”.

    Então fica assim combinado com os correligionários, faltando só fechar o acerto com o restante do eleitorado. O independente, que precisa ser conquistado. Para este, o congresso petista reservou o chamamento a uma “concertação social” com as forças de centro para reeleger Lula. Reedição da frente ampla, cujos integrantes de 2022, abandonados ao longo do governo, podem ter dificuldade de cair de novo na conversa.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/04/congresso-petista-passa-ao-largo-da-realidade.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (*) “Lula diz que instituições precisam de reforma e que PT deve ter propostas factíveis”
    – Fala foi transmitida durante abertura do 8º Congresso do PT, nesta sexta-feira (24).
    – Presidente, que está de repouso após remover uma lesão na pele, enviou vídeo para ser transmitido no evento.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/lula-diz-que-instituicoes-precisam-de-reforma-e-que-pt-deve-ter-proposta-factiveis.shtml

    (**) “Manifesto do PT prega reforma do Judiciário e fala em criar mecanismos de autocorreção”
    – Petistas discutem retirar menção a ‘promiscuidade entre juízes e empresários’ de texto.
    – Legenda tenta evitar temas que dividam seus integrantes ou aumentem desgaste de Lula.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/manifesto-do-pt-prega-reforma-do-judiciario-e-fala-em-criar-mecanismos-de-autocorrecao.shtml

  40. Miguel José Teixeira

    Alô, palmiteiros!

    “Agricultores descobrem que o fruto da juçara vale mais do que o palmito ilegal”
    – Com polpa que pode atingir R$ 40 o quilo, espécie ameaçada de extinção ganha espaço em sorvetes, drinks e balas artesanais.
    (Por Henrique Rodarte, AgroEmCampo, iG, 28/04/26)
    . . .
    > O fruto da palmeira juçara, nutritivo e sustentável, ganha espaço na gastronomia e oferece renda para agricultores familiares no litoral do Paraná sem a necessidade de derrubar árvores.

    > O projeto Paisagens Multifuncionais, da SPVS, promove o uso sustentável da juçara na Grande Reserva da Mata Atlântica, combatendo o corte ilegal e fortalecendo a bioeconomia local.

    > Na culinária, a juçara é usada em pratos e bebidas criativas, agregando valor comercial e incentivando a conservação da espécie, que rende até quatro vezes mais vendendo o fruto do que cortando a palmeira.
    . . .
    +em: https://agroemcampo.ig.com.br/2026/noticias/agricultores-descobrem-que-o-fruto-da-jucara-vale-mais-do-que-o-palmito-ilegal/

  41. Miguel José Teixeira

    “Apostas em Bets tiraram R$ 143,8 bilhões do comércio em dois anos, mostra estudo inédito da CNC”
    (Por Luciana Casemiro na Coluna da MirIAm Leitão, O Globo, 28/04/26)
    . . .
    “O crescimento das plataformas de apostas no Brasil, conhecidas como bets, retirou R$ 143,8 bilhões do comércio em dois anos, segundo estudo da CNC. Esse valor equivale ao faturamento do varejo nos últimos dois natais. Fabio Bentes, economista da CNC, destaca que cada R$ 1 bilhão gasto em bets reduz em 0,7% o faturamento do varejo. Além disso, 269 mil famílias entraram na inadimplência devido às apostas, afetando mais as de renda até cinco salários mínimos.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/post/2026/04/apostas-em-bets-tiraram-r-1438-bilhoes-do-comercio-em-dois-anos-mostra-estudo-inedito-da-cnc.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  42. Miguel José Teixeira

    + uma PoToca
    do lulampião!

    “Arrecadação com dividendos não chega a R$ 500 milhões e acende alerta sobre risco de frustração para o ano”
    – Em 2024, governo sustentou até o fim do ano uma projeção irreal de arrecadação a partir da retomada do voto de qualidade do Carf; Receita diz que trajetória não é linear e quadro só ficará claro após o terceiro trimestre.
    (Por Fabio Graner — Brasília, O Globo, 28/04/26)

    A Receita Federal informou há pouco que a arrecadação com a nova tributação de dividendos chegou a R$ 464 milhões no primeiro trimestre. Só em março, foram R$ 308 milhões. O desempenho é muito fraco para um ano em que o governo projeta arrecadação de R$ 30 bilhões com a nova taxação, que em tese deveria compensar a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução desse tributo para a faixa entre R$ 5 mil e R$ 7,350 mil.

    O chefe do centro de estudos tributários e aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirma que não é possível dizer com base nos dados do primeiro trimestre que a projeção não será alcançada. Segundo ele, a distribuição dos lucros não é linear ao longo dos meses e depende de outros fatores, como a disponibilidade de caixa. Para Malaquias, até o fim do terceiro trimestre será difícil ter clareza sobre o real desempenho desse novo tributo.

    O quadro alimenta dúvidas sobre se o desempenho da tributação de 10% incidentes sobre dividendos acima de R$ 50 mil mensais e nas remessas de lucros ao exterior no primeiro trimestre nesse início de ano vai gerar um cenário parecido com o que aconteceu em 2024 com a lei que devolveu ao governo o voto de desempate no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

    Naquele ano, o governo carregou até o fim do ano a projeção de arrecadação de R$ 54,7 bilhões, mas o resultado efetivo foi de apenas R$ 307,8 milhões, uma diferença que fez uma projeção de superávit primário ter se tornado em déficit. A postura de atrasar a revisão da estimativa, que levaria à necessidade de corte de gastos, foi alvo de contestação por parte do Tribunal de Contas da União (TCU).

    O efeito das antecipações de distribuição de lucros ou reserva de lucros no fim de 2025 é um fator que parece estar pesando na arrecadação. Além disso, a rigor, boa parte das empresas pode estar praticando um planejamento com seus acionistas e pagando dividendos abaixo do mínimo de R$ 50 mil ou mesmo usando o expediente da chamada distribuição disfarçada de lucros (na qual se pagam despesas pessoais dos sócios para diminuir o lucro a distribuir, o que é vedado pela Receita), minando a arrecadação. Era algo que muitos especialistas vinham apontando como um risco concreto.

    Se de fato ainda é cedo para dizer que a compensação da isenção do IR não será suficiente nesse ano, o sinal de alerta, de qualquer forma, está aceso. Por enquanto, com a arrecadação tão baixa, o efeito expansionista da lei do IR fica amplificado, o que para um governo em ano eleitoral é algo que pode ajudar.

    Do ponto de vista fiscal, o governo pode ter a ajuda do efeito da arrecadação extra em decorrência da alta do petróleo, que deve ir para evitar alta dos combustíveis, mas pode ser também utilizada para compensar outras frustrações. Olhando como um todo, mesmo com o comportamento fraco dos dividendos, o desempenho da arrecadação federal no primeiro trimestre foi consistente, com alta de 4,6% acima da inflação e ainda sem um impacto mais substancial dos royalties e outras receitas de petróleo.

    A taxação dos dividendos foi uma medida de justiça tributária, mas, se prevalecer a lógica do planejamento tributário, sua eficácia tende a ser reduzida. O tema precisará ser acompanhado com cuidado ao longo do ano.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/fabio-graner/post/2026/04/arrecadacao-com-dividendos-nao-chega-a-r-500-milhoes-e-acende-alerta-sobre-risco-de-frustracao-para-o-ano.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

  43. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo”
    (Por Gabriel Cariello, 28/04/26)

    Gestos.

    Donald Trump recebe o Rei Charles III na Casa Branca: monarca tem reunião com o presidente a portas fechadas e discursa no Congresso em busca de reduzir tensão entre governos dos EUA e Reino Unido.

    (TRPCE)

    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/28/charles-iii-leva-diplomacia-real-a-washington-com-discurso-de-uniao-ao-congresso-dos-eua-e-reuniao-a-portas-fechadas-com-trump.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  44. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 28/04/26)

    SUSPEITA DE CORRUPÇÃO NO PORTO

    Um esquema bilionário de facilitação de contrabando e descaminho (*) no Porto do Rio foi alvo de operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal. Segundo a Receita, há suspeitas de irregularidades em quase 17 mil declarações de importação, o que representa R$ 86,6 bilhões (**) em mercadorias entre julho de 2021 e março de 2026. A Justiça federal determinou o afastamento de 17 auditores fiscais e oito analistas tributários. Agentes apreenderam US$ 358 mil na casa de um auditor (***), US$ 200 mil com outro e mais de R$ 1 milhão com um terceiro servidor.

    (TRPCE)

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/04/28/corrupcao-na-alfandega-do-porto-do-rio-e-alvo-de-operacao-da-pf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/04/28/pf-faz-operacao-contra-corrupcao-e-contrabando-o-porto-do-rio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/04/28/operacao-mare-liberum-receita-federal-apreende-350-mil-dolares-e-r-1-milhao-com-auditores.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  45. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 28/04/26)

    MULTAS SUSPENSAS

    O governo Lula anunciou a suspensão de 3,4 milhões de multas em rodovias no sistema “free flow”. Os motoristas terão 200 dias para pagar o pedágio e evitar a infração, recuperando também os pontos perdidos na CNH. A aplicação de novas multas estará suspensa nesse período. A medida vai vigorar até 16 de novembro, após a eleição presidencial.

    (TRPCE)

    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/04/28/em-ano-eleitoral-governo-lula-anuncia-suspensao-de-34-milhoes-de-multas-em-rodovias-no-sistema-free-flow.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  46. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 28/04/26)

    RUPTURA NA OPEP

    Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (*) (Opep) e também da Opep+, grupo que inclui aliados. A ruptura ocorre após alertas de que a organização não estaria fazendo o suficiente para proteger seus interesses em meio à tensão militar no Oriente Médio. Além de ampliar as incertezas sobre o setor, a decisão está sendo interpretada como um revés para a Arábia Saudita, maior produtora entre os 12 integrantes do grupo, e uma vitória política de Donald Trump, crítico do cartel do petróleo.

    ► Análise: Os Emirados Árabes e a Arábia Saudita travam uma guerra fria sobre a direção do cartel (**), e a guerra virou uma “cobertura diplomática” para a saída.

    (TRPCE)

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/28/emirados-arabes-saida-opep.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/28/analise-guerra-vira-cobertura-diplomatica-para-saida-de-emirados-arabes-unidos-da-opep.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  47. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 28/04/26)
    CORRIDA ELEITORAL

    O senador Cleitinho (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais (1) com 30% das intenções de voto, segundo pesquisa Genial/Quaest. O governador Mateus Simões (PSD), escolhido por Romeu Zema, aparece em quinto lugar, com 4%. Flávio Roscoe (2) (PL), apoiado por Flávio Bolsonaro, tem 2%. Apesar do desempenho, Cleitinho disse que ainda não definiu se será candidato (3).

    ► Em Pernambuco (4), o prefeito de Recife, João Campos (PSB), soma 42%, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) tem 34%.

    (TRPCE)

    +em:
    (1) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/04/genialquaest-cleitinho-lidera-intencoes-de-voto-em-mg-e-candidato-de-zema-aparece-em-5-no-primeiro-turno.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/04/genialquaest-candidato-outsisder-de-flavio-bolsonaro-cotado-para-o-governo-de-minas-registra-2percent-de-intecoes-de-voto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/28/lider-em-pesquisa-cleitinho-diz-que-ainda-nao-definiu-candidatura-em-mg-tem-algumas-coisas-particulares-ainda.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (4) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/04/genialquaest-joao-campos-tem-42percent-das-intencoes-de-voto-para-o-governo-de-pernambuco-raquel-lyra-marca-34percent.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  48. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 28/04/26)

    O RASTRO DE VORCARO

    A Polícia Federal rastreia no exterior bens e ativos do banqueiro Daniel Vorcaro para cobrir o rombo gerado pelas fraudes do Banco Master. Investigadores miram na recuperação de ao menos R$ 50 bilhões, valor estimado do prejuízo. Carros de luxo, aeronaves, joias e obras de arte já foram apreendidos e estão sendo analisados. Os recursos recuperados poderão ser usados no ressarcimento de pessoas, empresas e do Fundo Garantidor de Crédito.

    (TRPCE)

    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/28/pf-mira-em-r-50-bi-em-patrimonio-de-vorcaro-para-cobrir-rombo-do-master-e-calcula-valor-de-jatinhos-carros-de-luxo-embarcacoes-e-joias.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  49. Miguel José Teixeira

    “Ninguém mais acredita na Justiça — e isso muda tudo
    – Quando a lei deixa de ser referência comum, o que entra em crise não é apenas o Direito. É a própria ideia de ordem.
    (Maristela Basso, Crusoé, 28/04/26)

    O Brasil não perdeu apenas o respeito pela lei.

    Perdeu algo mais grave: a crença de que ela exista para todos.

    Não se trata mais de discutir decisões corretas ou equivocadas. Trata-se de algo anterior: saber se ainda existe um lugar onde a lei fala por todos — e não por alguns.

    E quando a lei deixa de ser acreditada, ela deixa de existir como ordem.

    Durante muito tempo, a Justiça funcionou não apenas pela força, mas pela confiança. As pessoas obedeciam não só por medo da sanção, mas porque acreditavam que havia um limite — algo que valia independentemente de quem estivesse no poder.

    Esse limite está se dissolvendo.

    Não é necessário provar que a Justiça falhou em cada caso. Basta que se instale a suspeita de que ela já não é igual para todos. Basta que decisões pareçam imprevisíveis. Basta que a lei oscile conforme o contexto.

    A partir daí, o efeito é inevitável: a autoridade deixa de ser reconhecida.

    Na linguagem de Jacques Lacan (1), o que entra em colapso é o Grande Outro (2) — o lugar simbólico da lei, da palavra que vale, da instância que organiza o mundo mesmo quando ninguém está olhando.

    Sem esse referencial, não há ordem. Há cálculo.

    As pessoas deixam de obedecer porque é certo — e passam a obedecer apenas quando é conveniente. A lei deixa de ser limite e vira instrumento. Cumpre-se quando interessa. Contorna-se quando possível.

    E, cada vez mais, ignora-se.

    Não se trata de um problema jurídico. Trata-se de um problema estrutural.

    Como já advertia Sigmund Freud, a civilização depende da internalização da norma. Mas ninguém internaliza uma lei na qual não acredita. Quando a autoridade simbólica se rompe, o que resta é a lógica primária: força, interesse, oportunidade.

    O Direito, então, deixa de organizar o conflito. Passa a integrá-lo.

    É nesse ponto que a Justiça muda de natureza.

    O juiz já não é percebido como árbitro. É visto como agente.

    A decisão já não é recebida como aplicação da lei. É interpretada como movimento de poder.

    E, quando isso acontece, não há fundamentação técnica que resolva.

    Porque o problema deixou de ser jurídico. Tornou-se simbólico.

    Walter Benjamin lembrava que o Direito está ligado à força que o sustenta. Mas essa força só é aceita enquanto for percebida como legítima. Quando a legitimidade vacila, a própria ideia de Direito entra em risco.

    É exatamente esse o ponto.

    O Brasil não vive apenas uma crise de instituições.

    Vive uma crise de confiança.

    E confiança não se impõe. Não se decreta. Não se reconstrói por decisão judicial.

    Jacques Derrida dizia que toda autoridade repousa, em última instância, sobre um ato de crença. Quando essa crença se rompe, o sistema continua funcionando — mas apenas na aparência.

    Por dentro, já está esvaziado.

    Esse é o perigo maior: não o colapso visível, mas a erosão silenciosa.

    As leis continuam sendo editadas.

    Os tribunais continuam funcionando.

    As decisões continuam sendo publicadas.

    Mas já não produzem o mesmo efeito.

    Porque já não são plenamente acreditadas.

    E uma sociedade não colapsa quando a lei é descumprida.

    Colapsa quando ela deixa de ser levada a sério.

    Talvez o Brasil ainda não tenha chegado lá.

    Mas nunca esteve tão perto.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/ninguem-mais-acredita-na-justica-e-isso-muda-tudo/)

    (1) Jacques-Marie Émile Lacan (Paris, 13 de abril de 1901 — Paris, 9 de setembro de 1981) foi um psicanalista francês. Renovou a psicanálise a partir da década de 1950, promovendo reinterpretações de conceitos freudianos, novas práticas clínicas e uma integração da psicanálise com a linguística saussuriana e o estruturalismo.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Lacan

    (2) https://www.youtube.com/watch?v=WUCG06nbbBY

    (3) Walter Benedix Schönflies Benjamin (Berlim, 15 de julho de 1892 — Portbou, 27 de setembro de 1940) foi um ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo judeu alemão. Associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas, como Bertolt Brecht, como pelo místico judaico Gershom Scholem.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Benjamin

    (4) Jacques Derrida (pronúncia em francês: ​[ʒak dɛʁiˈda]; El Biar, Argélia, 15 de julho de 1930 – Paris, 9 de outubro de 2004) foi um filósofo franco-magrebino, que iniciou durante a década de 1960 a Desconstrução em filosofia.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Derrida

  50. Miguel José Teixeira

    Revelada a identidade
    do “agente secreto”?

    “Câmara rejeita título de Cidadão Recifense a Wagner Moura”
    (Colaboração para Splash, em São Paulo, UOL, 28/04/26)…
    . . .
    A Câmara Municipal do Recife rejeitou o título de Cidadão Recifense ao ator Wagner Moura, 49, após o projeto não atingir 3/5 dos votos.

    A proposta do vereador Carlos Muniz (PSB) teve 16 votos a favor e 7 contra, com 23 dos 37 vereadores presentes; o resultado saiu no site da Câmara.

    Muniz disse que homenageava Moura por “O Agente Secreto” e por divulgar o Recife; Eduardo Moura (Novo) criticou e questionou benefício à população.
    . . .
    +em: https://www.uol.com.br/splash/noticias/2026/04/28/titulo-de-cidadao-recifense-e-negado-a-wagner-moura.ghtm

  51. Miguel José Teixeira

    Não temam!
    O caso está
    em boas mãos!

    “PF investiga entrada de malas em voo com Hugo Motta e Ciro Nogueira em avião de empresário de bets”
    – OUTRO LADO: Presidente da Câmara confirma viagem, mas diz que ‘cumpriu todos os protocolos’; Ciro e deputados que estavam no avião não se manifestaram.
    – Caso está no STF sob relatoria de Moraes; PF apura possíveis crimes de facilitação de contrabando e prevaricação.
    (Isadora Albernaz e Lucas Marchesini, FSP, 28/04/26)

    A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco malas levadas em um voo em que estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em abril de 2024. As bagagens não passaram pelo raio-X ao chegar a São Paulo, quando um auditor fiscal autorizou que fossem liberadas sem inspeção. O caso está no STF (Supremo Tribunal Federal).

    O episódio ocorreu no retorno de uma viagem à ilha caribenha de São Martinho em um avião particular que pertence ao empresário piauiense Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono de empresas de apostas online que disponibilizam jogos como o Fortune Tiger —popularmente conhecido como “jogo do tigrinho”.

    Além de Motta e Ciro, estavam na aeronave os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), ambos líderes de seus partidos na Câmara.
    . . .
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/pf-investiga-entrada-de-malas-em-voo-com-hugo-motta-e-ciro-nogueira-em-aviao-de-empresario-de-bets.shtml

  52. Miguel José Teixeira

    “Cólera antidemocrática do STF é reflexo do petismo”
    – Se Lula emplacar Jorge Messias na Corte e conseguir um quarto mandato nas urnas, não vai restar muito dos pilares democráticos da Constituição de 1988.
    (Duda Teixeira, Crusioé, 28/04/26)

    Os parlamentares que redigiram a Constituição de 1988 tiveram como principal preocupação evitar o retorno da ditadura. Para tanto, eles fizeram questão de destacar pilares democráticos, principalmente a liberdade de expressão e a eleição direta.

    Mas esses dois valores não valem mais nada para a atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF), que deveria ter como principal missão justamente a de proteger a Constituição.

    No Brasil de hoje, a palavra não é livre e o voto não vale mais nada.

    O senador Sergio Moro pode ser prejudicado em sua campanha para o governo do Paraná por ter feito uma piada sobre Gilmar Mendes durante uma festa junina, quando ele nem sequer tinha cargo público.

    O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema pode ser investigado no inquérito das fake news, a pedido de Gilmar, por publicar vídeos com sátiras sobre o STF.

    E Gilmar também pediu à Procuradoria-Geral da República uma investigação sobre o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado.

    O STF abriu investigação sobre o pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro, após declarações suas sobre os vínculos entre Lula e o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

    Deltan Dallagnol teve o mandato de deputado federal cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) porque havia processos administrativos contra ele no Ministério Público. Esses processos, contudo, nem chegaram a término.

    Nesses casos, o STF se comporta como um Poder acima dos demais, que decide o que pode ser falado e quem pode disputar ou manter cargos públicos, usando critérios pessoais, partidários e obscuros.

    É fato que o STF só alcançou esse nível de força porque a Constituição abriu esse espaço, multiplicando suas atribuições.

    E também é certo que o Senado tem sido omisso em todas as ocasiões em que poderia ter contido os abusos do STF.

    Mas não se pode tirar da explicação sobre o ativismo judicial a atuação de Lula e do PT, cuja bancada votou contra a aprovação do texto final da Constituição de 1988 no plenário.

    Lula sempre olhou com desconfiança para a imprensa independente e buscou silenciar e eliminar seus rivais. “Só vou ficar bem quando f… com o Moro”, disse ele após sair da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, em 2023.

    O petista ainda tem apoiado os sucessivos atos de censura do STF sob pretextos diversos, seja em nome da “democracia”, da “soberania” ou da segurança das mulheres e das crianças.

    Lula, vale lembrar, nunca foi um democrata em defesa dos direitos humanos, como atesta sua amizade com ditadores atuais e seu histórico de proximidade com a ditadura militar brasileira, durante a abertura dos anos 70 e 80.

    Neste terceiro mandato, o presidente não deu uma única declaração defendendo a liberdade de expressão ou pedindo respeito à vontade dos eleitores, após atropelos de ministros do STF.

    Pelo contrário. Lula sempre aplaudiu ou incentivou essas atitudes antidemocráticas da Corte.

    Se Lula emplacar Jorge Messias no STF e conseguir um quarto mandato nas urnas, não vai restar muito dos pilares democráticos da Constituição de 1988.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/colera-antidemocratica-do-stf-e-reflexo-do-petismo/)

    1. Miguel José Teixeira

      Huuummm. . .

      “Encontro entre Alcolumbre e Messias ocorreu na casa de ministro do STF”
      – Encontro entre Jorge Messias e Alcolumbre aconteceu na quinta-feira (23/4), na casa de um ministro do STF. Vazamento irritou senador.
      (Por Igor Gadelha em sua coluna no Metrópoles, 28/4/26)
      . . .
      A reunião, segundo apurou a coluna, aconteceu no final da tarde da quinta-feira (23/4), na casa do ministro do STF Cristiano Zanin, no Lago Sul, bairro nobre da capital federal. Zanin é um dos integrantes da Corte mais próximos de Messias.
      . . .
      +em: https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/encontro-entre-alcolumbre-e-messias-ocorreu-na-casa-de-ministro-do-stf

      1. Essa gente vive de sacanagem e se irrita quando os outros sabem de meros encontros. Se são meros, como lá e aqui, qual a razão da irritação? São pessoas politicamente expostas. Se queriam privacidade, deveria ter escolhido ambientes que não exigem transparência pública. Simples assim.

  53. Miguel José Teixeira

    Vale a pena replicar. . .

    “Além de vergonha na cara, falta uma calculadora à magistratura”
    (Por Josias de Souza, Colunista do UOL, em 28/04/26)

    A magistratura brasileira se perde na mais elementar aritmética. Subverte o uso das quatro operações: somar, subtrair, multiplicar e dividir. Somando penduricalhos aos contracheques, os juízes dividiram o país entre a casta dos supersalários e a ralé que paga a conta. Intimados pelo Supremo a subtrair parte das vantagens, os magistrados multiplicam as desculpas para descumprir a ordem.

    Na penúltima manobra, a associação dos magistrados brasileiros pediu novo prazo ao Supremo. Alega que os tribunais estão “tendo dificuldades de compreender e operacionalizar o cumprimento da decisão”. Pede adiamento de 30 dias a contar do julgamento de recursos que sequer foram apresentados.

    Pela Constituição, o maior contracheque da administração pública deveria ser de R$ 46,3 mil mensais. No ano passado, o salário médio da casta foi de R$ 81,5 mil. Vencimentos acima de R$ 100 mil viraram arroz de festa. A ordem do Supremo parecia clara como água de bica: a partir deste mês de abril, nenhum juiz poderia receber mais do que R$ 78,8 mil.

    O historiador Capistrano de Abreu (*) (1853-1927) sugeriu que a Constituição tivesse apenas dois artigos:
    1º – Todo brasileiro está obrigado a ter vergonha na cara;
    2º – Revogam-se as disposições em contrário.

    Algo impossível no Brasil.
    A alternativa é fornecer uma boa calculadora à magistratura nacional.

    (Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2026/04/28/alem-de-vergonha-na-cara-falta-uma-calculadora-a-magistratura.htm)

    (*) https://pt.wikipedia.org/wiki/Capistrano_de_Abreu

  54. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .

    “Se não tem tu, vai tu mesmo” (*)

    (*) é um ditado popular brasileiro que significa aceitar a melhor opção disponível quando a preferida ou ideal não está acessível.

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