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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXIX

Imagens são eternas. A democracia brasileira está em transe. Esta foto foi publicada no jornal Folha de S.Paulo. Ela ilustrava reportagem a qual relatava protestos de adolescentes e jovens no domingo 31 de março de 2019 contra a ditadura militar instaurada em 1964. Era uma caminhada silenciosa. Esta foto, guardadas as intenções dos personagens e motivos, não perdeu o valor de protesto, porque o que se instaura no Brasil neste momento é outra e mais perigosa ditadura. Ela nos leva à bancarrota, à roubalheira institucionalizada nos poderes dos nossos cada vez mais altos impostos on line, ao medo e à mordaça. Novamente, é preciso caminhar silenciosamente contra mais este tipo de ditadura. E o tempo chegou: as urnas da democracia contra o assalto dos novos “donos” da “democracia“. (By Herculano)

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6 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXIX”

  1. Miguel José Teixeira

    3 alongadas no nariz do
    aprendiz de pinóquio:

    # Durigan usa imprecisões ao defender política fiscal de Lula”
    – Ministro da Fazenda atribui inflação à alta do petróleo e diz ter zerado deficit, apesar dos gastos fora da conta.
    (Paulo Silva Pinto, Poder360, 22/08/26)
    . . .
    Durigan afirmou em entrevistas a jornalistas que a alta da inflação é consequência da elevação do preço do petróleo por causa da guerra no Oriente Médio.
    O impacto dos preços do petróleo de fato existe. Mas analistas de mercado também criticam o excesso de gastos do governo.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/durigan-usa-imprecisoes-ao-defender-politica-fiscal-de-lula/

    ## “Nenhuma medida foi aprovada sem responsabilidade fiscal, diz Durigan”
    – Ministro da Fazenda disse se indignar com apoio do mercado a forças políticas que governaram o país até 2022.
    (Camila Nascimento, Poder360, 21/08/26)

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 6ª feira (21.ago.2026), em entrevista à Rádio Metropole, da Bahia, que nenhuma medida do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi aprovada sem responsabilidade fiscal.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/nenhuma-medida-foi-aprovada-sem-responsabilidade-fiscal-diz-durigan/

    ### “Durigan defende gradualismo no ajuste fiscal e cita Congresso”
    – Ministro da Fazenda afirma que ritmo das medidas também depende do Legislativo e critica comparação com a Argentina.
    (Gabriel Lopes, Poder360, 21/08/26)

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta 6ª feira (21.ago.2026), que o governo gostaria de acelerar o ajuste fiscal, mas enfrenta limitações no Congresso. Citou a devolução da medida provisória que restringia créditos presumidos de PIS/Cofins, com potencial de levantar R$ 40 bilhões em receitas.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/durigan-defende-gradualismo-no-ajuste-fiscal-e-cita-congresso/

    Duas músicas para “dada dudu”:
    . . .
    “Pega na mentira
    Corta o rabo dela
    Pisa em cima
    Bate nela
    Pega na mentira”

    . . .
    > Tremendão: https://www.youtube.com/watch?v=FvPOt-v4bGQ

    . . .
    Eu vivo sempre no mundo da lua
    Porque sou inteligente
    Se você quer vir com a gente
    Venha que será um barato”

    . . .
    >> Guilherme Arantes: https://www.youtube.com/watch?v=mFVgFGfYevg

  2. Miguel José Teixeira

    “Visto, lido e ouvido”

    “. . .De fato, onde quer que o socialismo tenha sido implantado como projeto de Estado, e não apenas discutido como ideia em livros e seminários, o resultado foi repetido de forma quase monótona, com uma regularidade quase mecânica, a confirmar tudo de maneira fria: o indivíduo deixou de ser fim em si mesmo e passou a ser meio para um objetivo coletivo definido por outros e indefinido para o indivíduo. E, como todo meio, dentro dessa fórmula maligna, pôde ser sacrificado sempre que o objetivo assim o exigir.”. . .

    “O indivíduo é o Estado de si próprio”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade no Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 21/08/26)

    “O socialismo não defende o povo; ele defende o Estado contra o povo. Ele destrói a menor minoria que existe na Terra: o indivíduo.” A frase, atribuída à filósofa Ayn Rand (*), (1905-1982) soa para muitos como retórica de guerra fria ou um exagero panfletário de outra época. Mas basta atravessar o mapa-múndi e percorrer o calendário do último século para perceber que ela não é uma metáfora sem sentido prático, é relatório cru do que viu e viveu na carne, em seu tempo. De fato, onde quer que o socialismo tenha sido implantado como projeto de Estado, e não apenas discutido como ideia em livros e seminários, o resultado foi repetido de forma quase monótona, com uma regularidade quase mecânica, a confirmar tudo de maneira fria: o indivíduo deixou de ser fim em si mesmo e passou a ser meio para um objetivo coletivo definido por outros e indefinido para o indivíduo. E, como todo meio, dentro dessa fórmula maligna, pôde ser sacrificado sempre que o objetivo assim o exigir.

    Nenhum experimento ilustra melhor a tese de Rand do que a própria União Soviética, onde viveu parte de sua vida. O bolchevismo prometeu libertar o operário e o camponês da exploração. Em vez disto entregou um aparato estatal monstruoso, que decidia o que cada família podia comer, plantar, dizer e pensar. A coletivização forçada da agricultura ucraniana, entre 1932 e 1933, provocou o Holodomor, fome artificial que matou milhões de pessoas justamente porque camponeses individuais resistiram a entregar suas terras e sua produção ao Estado. O sistema de campos de trabalho forçado, o Gulag, tornou-se o símbolo mais duradouro dessa lógica onde dissidentes, escritores, camponeses relutantes e até militantes do próprio partido que ousaram, em algum momento, divergir e acabaram triturados por um Estado que se apresentava como guardião coletivo do povo, mas que na prática perseguia qualquer indivíduo que se recusasse a se dissolver na massa ou no formigueiro.

    Também na China maoísta, que seguiu a mesma fórmula, o indivíduo restou como estatística e só isto. O Grande Salto Adiante, lançado por Mao Tsé-Tung em 1958, é talvez o exemplo mais brutal de como o coletivismo trata a pessoa como número descartável. Ao perseguir metas industriais irreais fixadas centralmente, o regime provocou uma fome que, segundo estimativas históricas, matou entre 30 e 45 milhões de chineses. Famílias inteiras foram desestruturadas, celeiros pessoais requisitados, ferramentas de cozinha fundidas para cumprir cotas de aço. Uma década depois, a Revolução Cultural transformou vizinhos em delatores e filhos em acusadores dos próprios pais, tudo em nome da pureza ideológica do coletivo contra o chamado indivíduo “burguês”, “desviante” ou simplesmente diferente.

    Noutro tempo e lugar a receita se repetiu.

    Sob o Khmer Vermelho, entre 1975 e 1979, o projeto de apagamento do indivíduo atingiu talvez seu ápice histórico e sádico. Cidades foram esvaziadas à força, famílias separadas, o próprio conceito de propriedade privada e de vida pessoal foi declarado inimigo da revolução. Usar óculos, falar outro idioma ou simplesmente ter estudado eram, aos olhos do regime, provas de individualismo perigoso. Estima-se que cerca de um quarto da população cambojana tenha morrido em quatro anos, não por acidente, mas como consequência direta de um projeto que via a pessoa concreta e individual como obstáculo ao homem novo coletivo.

    Em Cuba, o racionamento estatal de alimentos, a proibição histórica de pequenos negócios privados e o controle sobre a saída do país transformaram a autonomia pessoal em privilégio concedido pelo Partido, não em direito do cidadão. Na Alemanha Oriental, a Stasi chegou a manter um em cada sessenta cidadãos como informante, criando uma rede gigantesca de vigilância que fez da vida privada, que era talvez o último refúgio do indivíduo, num espaço monitorado dia e noite pelo Estado onipresente.

    Na Coreia do Norte, o sistema songbun classifica formalmente cada pessoa, por herança familiar, em categorias de lealdade ao regime, determinando emprego, moradia e acesso a alimentos: o indivíduo não nasce livre, nasce classificado pelo Estado e seu futuro cabe apenas nessa categoria.

    Mais perto de nós, a Venezuela oferece um exemplo contemporâneo desse mesmo padrão. O controle de câmbio, o confisco e a estatização de empresas privadas, o controle de preços e a perseguição a opositores políticos desidratou a economia e a sociedade civil venezuelanas. Milhões de venezuelanos deixaram o país, criando a maior crise migratória da história recente da América Latina e talvez do mundo moderno. Foram todos não apenas em busca de riqueza, mas em busca do direito básico de decidir sobre a própria vida, algo que o Estado bolivariano, em nome do “povo” e do “socialismo do século XXI”, foi progressivamente esvaziando.

    O que une a Ucrânia de Stálin, a China de Mao, o Camboja de Pol Pot, a Alemanha Oriental, Cuba e a Venezuela não é a geografia, nem cultura, nem sequer a intenção declarada de seus líderes, muitos dos quais, sinceramente ou não, diziam agir em nome do povo. O que os une é a estrutura. Ou seja, quando o Estado assume o poder de planejar centralmente a vida econômica e social, ele necessariamente precisa de autoridade para anular escolhas individuais que contrariem o plano.

    A frase que foi pronunciada:
    “Um sistema comunista pode ser reconhecido pelo fato de poupar os criminosos e criminalizar o opositor político.” (**)
    (Alexander Solschenizyn (***)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/o-individuo-e-o-estado-de-si-proprio/

    e+:

    (*) “Ayn Rand ([aɪn rænd]);[1] nascida Alisa Zinov’yevna Rozenbaum, em russo: Алиса Зиновьевна Розенбаум; (São Petersburgo, 2 de fevereiro de 1905 – Nova Iorque, 6 de março de 1982) foi uma escritora, dramaturga, roteirista e filósofa norte-americana de origem judaico-russa, mais conhecida por desenvolver um sistema filosófico chamado de Objetivismo, e por seus romances.”
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ayn_Rand

    (**) A frase nos remete ao texto do Herculano na charge acima!

    (***) “Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn (11 de dezembro de 1918 – 3 de agosto de 2008)[1][2] foi um escritor soviético e russo e dissidente que ajudou a aumentar a conscientização global sobre a repressão política na União Soviética, especialmente o sistema prisional do Gulag.”
    . . .
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_Soljen%C3%ADtsin

  3. Miguel José Teixeira

    Para reflexão!

    > “Empreendedores brancos ganham 77% a mais do que negros”
    – Donos de negócios brancos tinham no 1º trimestre remuneração média de R$ 4.913,16 mensais contra só R$ 2.775,01 dos negros.
    (Bruna Rossi, Poder360, 22/08/26)

    Os empreendedores brancos ganharam no 1º trimestre de 2026 uma média de R$ 4.913,16 mensais. O número é 77,1% maior que a remuneração média mensal dos negros, que foi de R$ 2.775,01 no período. Os dados são do Sebrae.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-empreendedor/empreendedores-brancos-ganham-77-a-mais-do-que-negros/

    >> “46,3% dos empreendedores brancos são formalizados; negros são só 26,1%”
    – Entre os negros, só 29,1% contribuíram para a Previdência Social no 1º trimestre; entre os brancos percentual foi de 52,6%.
    (Bruna Rossi, Poder360, 22/08/26)

    Dos empreendedores brancos, 46,3% eram formalizados no 1º trimestre de 2026, contra só 26,1% dos negros. A diferença era de 20,2 p.p (ponto percentual). Já os empreendedores negros informais eram 73,9% nos 3 primeiros meses do ano contra 53,7% dos brancos. Os dados são do Sebrae.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-empreendedor/463-dos-empreendedores-brancos-sao-formalizados-negros-sao-so-261/

  4. Miguel José Teixeira

    É tetra! É tetra!
    É tetra! É tetra!

    Lula já foi eleito?
    – Não!
    – É o tetradrops da Coluna CH, sobre lula, lulinha & outros fuinhas!

    # “A crise que assombra Lula (PT) se agrava com a devastadora revelação, desta sexta (21), de que seu filho Lulinha é “destinatário de pagamentos” originados de contrato milionário que uma empresa de tecnologia obteve no governo do seu pai graças à sua interferência direta. Diálogos recuperados pela Polícia Federal da lobista Roberta Luchsinger apontam que os pagamentos eram de Cléber Ribas de Oliveira, da 3Structure, dona de contratos com Dataprev e Ministério do Desenvolvimento Social.”

    ## “É carregada de significado a decisão do ministro André Mendonça de manter no Supremo Tribunal Federal (STF) os três inquéritos contra Fabio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), suspeito de crimes de tráfico de influência e corrupção, entre outros. Na avaliação de experientes magistrados de tribunais superiores, Mendonça não adotaria essa decisão, cuidadoso como é, não houvesse indícios de envolvimento de autoridades do mais alto escalão da República, com foro privilegiado.”

    ### “Preocupado com chá de sumiço de Lulinha, cada vez mais enrolado com os casos da íntima amiga lobista, o senador Carlos Viana (PSD-MG) questionou formalmente se a PF sabe onde está o filho do presidente.”

    #### “André Mendonça (STF) deu aula de respeito à Constituição ao mandar apurar vazamentos sobre Lulinha. O pente fino é na PF. Destacou que não é para violar direitos de jornalistas, fontes ou retirar matérias do ar.”

    +em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/cerco-se-fecha-contra-lula-apos-pf-apontar-que-lulinha-faturava-no-governo

  5. Miguel José Teixeira

    “Perguntas sobre o nosso normal”
    – Caso de Flávio e do filho de Lula mostram como corrupção deixou de abalar candidaturas.
    – Por trás da hipocrisia está um STF refém de seus próprios esqueletos.
    (Demétrio Magnoli, FSP, 21/08/26)

    Há pouco, Lula disse que a direita utiliza a corrupção para atacar a democracia. É uma verdade antiga, mas admite exceções. A campanha de Bolsonaro teme os desdobramentos do episódio do suposto financiamento do “Dark Horse” por Vorcaro e só falará de Lulinha para compensar seu próprio esqueleto no armário. Numa democracia normal, o caso teria derrubado uma candidatura presidencial. Por aqui, pouco desgastou a posição de Flávio nas pesquisas. Os eleitores dele normalizaram a corrupção?

    “Quem nunca pediu um empréstimo a um amigo?”, indagou um cínico Lula diante da notícia do fluxo de dinheiro alto de Roberta Luchsinger a Marcola. A frase certa seria outra: “Por que, entre tantos amigos, o chefe de gabinete presidencial pede dinheiro a uma lobista envolvida com o INSS e o Ministério da Saúde?”. Ou, noutra versão, “qual lobista negaria favores pecuniários ao funcionário que trabalha na sala contígua à do presidente?”.

    A PF sabe investigar –e, às vezes, celeremente. Nem sempre: o inquérito sobre os milionários repasses de Vorcaro a Flávio, alegadamente para o filme hagiográfico, ainda não produziu frutos públicos. André Mendonça, o relator, permitirá que o sigilo judicial oculte o tema até as eleições? A carência de informação serve à democracia?

    Não é só Flávio. A PF investiga o senador Ciro Nogueira, que declarou apoio a Flávio, pela suspeita de operar como chefe da “bancada de Vorcaro” no Congresso. Ele é candidato à reeleição. Seus colegas senadores sequer abriram processo num Conselho de Ética paralisado. O inquérito judicial, sob o mesmo relator, não virá a público antes da abertura das urnas? Os eleitores do Piauí ficam proibidos de conhecer as credenciais de seu senador?

    Uma década atrás, corrupção provocava constrangimento nas bases militantes da política. Não mais. Seguindo a linha dos coordenadores da “guerrilha digital”, os militantes rebatem as notícias apontando corrupção maior ou mais nociva no “lado de lá”. Obedientes, acusam a imprensa de perseguição a seus líderes. Ou minimizam as denúncias em nome dos sacrossantos “valores da família”, numa ponta, e da defesa da “democracia ameaçada”, na outra. Não percebem que, desse modo, aprofundam a rejeição popular aos dois líderes rivais?

    A hipocrisia provavelmente deriva da desmoralização da Lava Jato, enterrada por um juiz-político e pela horda de procuradores organizados como partido. Mas suspeito que exista algo mais: um STF refém de seus próprios esqueletos. Num país onde se perdeu a crença nos juízes, por que se constranger com a corrupção espraiada nas cúpulas políticas?

    Há inquéritos e, acima de tudo, a falta deles. Toffoli assumiu a relatoria do caso Vorcaro apesar de seus suspeitos negócios imobiliários, depois renunciou à posição e declarou-se impedido. Seus pares, porém, proclamaram sua insuspeição, enquanto aceitavam transformar em investigado um dirigente associativo dos auditores da Receita que ousou criticar medidas adotadas por Moraes. Não abriram inquérito sobre Toffoli ou Moraes, cuja esposa e sócia recebeu do Master, na forma de esquisitos honorários advocatícios, quantia superior à repassada ao “Dark Horse”. Os juízes supremos colocam o corporativismo acima da instituição. Em nome da democracia?

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2026/08/perguntas-sobre-o-nosso-normal.shtml)

    e+:
    > Quais são os cargos para votar nessa eleição e quais suas atribuições?
    https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cotidiano/2022/10/quais-os-cargos-estao-em-disputa-para-votar-nessas-eleicoes-e-suas-atribuicoes/?utm_source=social_share&utm_medium=social&utm_content=445549

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