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GOVERNO, INTERMEDIÁRIOS E SUPOSTA OPOSIÇÃO TRABALHAM PARA SEPULTAR UMA “AMEAÇA” DE CPI. ERA PARA “ESCLARECER” AS DÚVIDAS NAS OBRAS DA BARRANCA DO RIO ITAJAÍ E A “IMPORTAÇÃO” DO PESSOAL DO PL DE BLUMENAU E INDAIAL PARA TOCAR A SECRETARIA DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL DE GASPAR

A sessão desta terça-feira da Câmara de Gaspar que prometia ser quente, contrariando a expectativa, foi bem morna. O que estava com o fósforo na mão, vereador Giovano Borges, PSD, participou remotamente apenas para as votações; depois se retirou. O que está com o galão de gasolina para abastecer o fogaréu, sendo ele da suposta base aliada e o único alinhado com o vice escanteado Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, vereador Thimoti Thiago Deschamps,  União Brasil, ficou calado até pedir para sair mais cedo da sessão desta terça.

O único que tocou na ferida porque não estava presente nos debates da sessão da semana passada e jura que não está sabendo ou participando de algum acerto de bastidores, foi Dionísio Luiz Bertoldi, PT.Nós avisamos o prefeito Paulo. E ele só se mexeu depois que saíram os vídeos em Blumenau. Antes ele nos chamou [vereadores que tocaram neste assunto em plenário na Câmara] de fofoqueiros e nos acusou de atrapalhar e tumultuar o seu governo“, disparou da tribuna nas duas vezes que foi a tribuna.

Por outro lado, a líder de governo, Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, ao contrário da terça-feira passada, quando ensaiou algumas escaramuças de enfrentamento e comparações como por exemplo, a de relembrar as dúvidas do governo Kleber Edson Wan Dall (2017/24 com MDB, PP, PSD, PSDB e PDT), eleito no MDB e agora no Podemos para fazer campanha para Jorginho Mello, PL – governo do qual ela participava pelo PSD, não caiu na provocação – o que é algo meio difícil para ela -, conteve-se e optou por um obsequioso silêncio neste assunto.

CAMPANHA POR JORGINHO VOTAÇÕES CRUCIAIS NA CÂMARA

O que de fato está em jogo? O curso das campanhas eleitorais, o sepultamento das dúvidas do passado e do presente, bem como não criar embaraços para o governo de Paulo Norberto Koerich, PL e que ainda não decolou na expectativa no imaginário popular que ele próprio criou antes de ser eleito em outubro de 2024 com 52,98% dos votos válidos contra a continuidade de Kleber, o quarto mandato de Pedro Celso Zuchi, PT e dois entrantes da mesma direita onde nadou de braçadas abraçado pelos donos de sempre de Gaspar.

Paulo foi convencido pelos de Florianópolis, Blumenau, seus “bruxos” e os “donos da cidade” a abandonar à teimosia que vai se tornando uma marca dele. Então ele – e sua equipe – deve focar na aprovação da Reforma Administrativa para aumentar a remuneração dos servidores comissionados, criar mais vagas para se trazer gente desempregada no ambiente político e de fora – já que resiste ao emprego dos capazes do daqui – bem como no Projeto que quer deixar nos cofres da prefeitura um cheque em branco de R$100 milhões em empréstimos.

A ordem é evitar o menor ruído possível até dia quatro de outubro nos assuntos sob dúvidas e neste dois projetos que estão na Câmara, bem como por outro lado, explorar enquanto não surjam problemas, a troca de mãos do Hospital de Gaspar.

Se Paulo entrar em rota de colisão com parte barulhenta da Câmara, criar o benefício da dúvida e der munições para espaços com este blog que não é lido por ninguém e principalmente as redes sociais  – as quais se tornam mais audazes em tempos de campanhas eleitorais -, estes dois projetos que deram entrada na Câmara na semana passada – ficam comprometidos. Igualmente, à busca de votos por Jorginho. Ambos se somam à tipificação dos escândalos. Eles podem ficar fora de controle tanto para gente de Blumenau, Florianópolis, Gaspar, os donos permanente de Gaspar, incluindo os que suportaram o antigo e o novo governo daqui. E ninguém quer isso.

SINAIS DA PAZ PROVIÓRIA

O primeiro sinal de “negociação” aconteceu na terça-feira. Internamente anunciou-se na secretaria de Planejamento Territorial a saída de Aline Fonseca Pereira Bratfisch. Como é ACT, a sua exoneração, apedido, não havia sido publicada no Diário Oficial dos Municípios. Ela pode ser transferida internamente. Aline estava intimamente ligada aos questionamentos de supostos erros de superdimensionamentos e superfaturamento da recuperação da barranca da Rua Anfilóquio Nunes Pires, no bairro Figueira, e que vai ser paga pela Defesa Civil e Proteção do governo de Jorginho.

Paulo e o “novo” secretário de Planejamento Territorial, Pedro Inácio Bornhausen, PP [ do tempo de Kleber] vinha resistindo à pressão de demovê-la do cargo e função. Alegavam que isto seria rende à pressão política externa, especulações de quem não apresentava provas contra elas. E por isso, os documentos, registros e áudios começaram a desmontar esta tese do governo e de quem o avaliza.

Este assunto com as operações policiais são o pivô de tudo.

Este assunto da barranca do Rio, por exemplo, foi debochadamente respondido aos vereadores na Câmara em Audiência Especial há duas semanas.

E a forma como se deu este depoimento foi determinante para a exoneração da secretaria interina do Planejamento Territorial e titular da diretoria de projetos da secretaria, Camila Beatriz Tillmann, vinda de Indaial. Ela era o braço forte do ex-secretário Michael Jackson Schoenfelder Miochi, do grupo que serviu ao ex-prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, PL.

Maiochi foi pego – devido a sua atuação na prefeitura de Blumenau e não em Gaspar, até agora – em operações da polícia especializada, Gaeco e Ministério Público de lá, cujas investigações de anos estão tentando esclarecer à dimensão do rolo por lá e que parcialmente já veio a público.

Como se vê, a líder de governo Paulo, a vereadora [ também policial como Paulo] Alyne tinha razão quando sugeriu que todos teriam problemas se uma CPI fosse aberta para esclarecer dúvidas, até porque os vereadores, inclusive os do PL, não estavam dispostos ao sacrifício de desgastar publicamente na inviabilização da CPI.

E a CPI instalada, dependendo de quem a conduzisse e como se vazariam informações e documentos dela, todos os políticos, nomeados, candidatos e poderosos perderiam. Agora, só vão perder, por falta de transparência, os eleitores e eleitoras, pagadores de pesados impostos que sustentam os políticos, a monumental máquina pública e suas dúvidas. Muda, Gaspar!

TRAPICHE

Não convidem para uma mesma mesa de café Pedro Inácio Bornhausen, PP, o secretário adjunto de Fazenda e Gestão Administrativa, André Moura Cunha e o presidente da Fundação Municipal de Esporte e Lazer, Haroldo Roberto Medeiros, o boleiro Suca, ex-MDB roxo.

No centro está a disputa da vaga de chefe de gabinete deixada por Pedro Inácio Bornhausen na chefia de gabinete. Haroldo Roberto Medeiros, PL, teve um piti e foi parar sem ar no Hospital.

O relator do Projeto de Lei que pede à Câmara o aval dela para que Gaspar contraia empréstimo de até R$100 milhões, Dionísio Luiz Bertoldi, PT, mandou um requerimento ao gabinete de Paulo Norberto Koerich, PL, pedindo no que vão ser usados esta montanha de dinheiro. “Eu não sou contra, mas em três páginas, nem uma linha sobre com que vão gastar”, se queixou.

Para Dionísio Luiz Bertoldi, PT, se o governo de Paulo Norberto Koerich, PL, com dinheiro em caixa de emendas que ele arrumou em Brasília e Florianópolis para diversas obras não consegue executá-las ou nem dar previsões, quanto mais com R$100 milhões. Dionisio diz que no fundo não falta dinheiro à prefeitura, mas competência. Credo!

O vereador campeão de votos Alexsandro Burnier saiu do PL, segundo ele, a pedido do governador Jorginho Mello, e foi para um tal de PRD para ser linha auxiliar como candidato a deputado Federal. Agora, o PRD e Solidariedade em Federação anunciam que possuem candidato a governador: Ralf Zimmer. Tudo pode mudar, mas…

A campanha em Gaspar vai ser uma zoeira. Há candidatos e paraquedistas demais. Mesmo que todos os eleitores votassem em um só candidato não elegeria nenhum federal, e talvez, um estadual. Isto está longe de acontecer. Somos por essência divididos. Maltratamos os eleitores e eleitoras. Tem um paraquedista que diz ser daqui, mas nem na sua cidade de verdade colocou a sede da sua campanha. Preferiu Rio do Sul.

Como são as trapalhadas do governo de Gaspar, se não for recados de vingança e que o enfraquece. Hoje Paulo Norberto Koerich, PL, recebeu a nova Junta Administrativa do Sindicato Rural, eleita esta semana. Nada contra. Pelo contrário.

A antiga diretoria, liderada por anos afio por Ivanilde Rampelotti mofou de tanto pedir para ser atendida por Paulo Norberto Koerich, PL, ou alternativamente, para ele ir na sede do sindicato para uma visita. Então. E dizem que não sabem onde erram. O Sindicato Rural é uma instituição e não pode ser confundida com picuinhas pessoais, ou desconhecimento da secretária de Agricultura e Aquicultura, mais uma trazida de bem longe daqui e que precisa de GPS para andar na cidade.

Os políticos e gestores sem espelhos – que seus próprios assessores arrancaram das salas de seus chefes – no tempo na inteligência artificial, e orientados por quem diz conhecer de “era digital” – é bom em fazer memes – querem banir do ambiente das repartições públicas o acesso de funcionários as redes sociais, sites e blogs.

Na verdade, quando descobrirem, que estão com a cabeça enfiada na areia com todo o corpo descoberto e à mostra, terão perdido o mandato nas urnas e parte da credibilidade que o fizeram vitoriosos em eleições passadas. E seus assessores, com estas ideias do tempo de Platão, no Mito da Caverna, sem os seus próprios criativos e inovadores empregos. Muda, Gaspar!

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3 comentários em “GOVERNO, INTERMEDIÁRIOS E SUPOSTA OPOSIÇÃO TRABALHAM PARA SEPULTAR UMA “AMEAÇA” DE CPI. ERA PARA “ESCLARECER” AS DÚVIDAS NAS OBRAS DA BARRANCA DO RIO ITAJAÍ E A “IMPORTAÇÃO” DO PESSOAL DO PL DE BLUMENAU E INDAIAL PARA TOCAR A SECRETARIA DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL DE GASPAR”

  1. A FORÇA DAS URNAS NÃO SUBSTITUI A CORAGEM DE LIDERAR, por Aurélio Marcos de Souza, advogado, ex-procurador geral do município de Gaspar (2005/08), graduado em Gestão Pública pela Udesc. Artigo, originalmente, publicado nas redes sociais do autor.

    O resultado das urnas foi inequívoco: a população entregou a esta gestão uma votação expressiva e um mandato indiscutível. Havia expectativa, capital político e, acima de tudo, um município rico em talentos, técnicos experientes e grandes cidadãos prontos para contribuir.

    Contudo, a história política é implacável: as urnas concedem o mandato, mas não a liderança.

    O grande erro desta administração começou na escolha do seu primeiro escalão. Mesmo cercado por quadros brilhantes na sociedade, o gestor preferiu a acomodação ao valor, montando uma equipe incapaz de corresponder à grandeza do desafio. O resultado é o trágico espetáculo do potencial desperdiçado: a falta de rumo no topo gerou desconfiança na base, ruído nos corredores e a incômoda sensação de um governo à deriva.

    É nesse cenário que a máxima histórica atribuída a Alexandre, o Grande, cobra seu preço:

    **”Não tenho medo de um exército de leões liderado por uma ovelha; tenho medo de um exército de ovelhas liderado por um leão.” **

    A cidade possui leões de sobra, cidadãos qualificados, vocacionados e dispostos a fazer a diferença. Mas de nada adianta o potencial do município se a liderança no executivo atua com hesitação, sem a coragem de cercar-se dos melhores e tomar as rédeas do próprio governo. A fraqueza do comando neutralizou a força da cidade.

    A votação expressiva do passado não salvará o governo do fracasso presente se a postura continuar sendo de recuo. É hora de o gestor decidir se usará a autoridade do seu cargo para montar um time à altura do município ou se continuará assistindo à erosão silenciosa da sua própria liderança.

    A legitimidade já foi dada pelo povo. Resta saber se haverá altivez para honrá-la.

  2. DIPLOMACIA CARCERÁRIA É UMA PRAGA, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

    Em 2019, Alberto Fernández liderava as pesquisas eleitorais para a Presidência da Argentina e decidiu visitar Lula, preso na Polícia Federal de Curitiba. Estava inaugurada a diplomacia carcerária. De lá para cá, em 2025, com Javier Milei no governo, Lula visitou a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, presa em seu apartamento de Buenos Aires. Posou para uma fotografia segurando um cartaz pedindo a liberdade para a aliada.

    Dom Pedro II visitava escritores e cientistas. Hoje, chefes de Estado brasileiros e argentinos criam factoides visitando presos. Javier Milei queria lustrar a sua passagem pelo Brasil visitando Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes proibiu o encontro, e ele o chamou de “lixo”. O troco veio do ministro da Fazenda, Dario Durigan:

    — Palhaço.

    É a praga da diplomacia carcerária. Visitando o preso, alfineta-se o governo e baixa-se o nível da relação entre os dois países. Quem prende é o Judiciário e quem sofre a malcriação é o Executivo.

    Visitar político preso é uma interferência deliberada e indevida na política interna do outro país, seja Fernández visitando Lula, seja Lula visitando Cristina Kirchner. A diplomacia carcerária envenena as relações entre os países. Era isso que Milei queria e, de certa maneira, conseguiu.

    Milei não gosta de Lula, assim como os generais da ditadura brasileira não gostavam do caudilho argentino Juan Perón (1895-1974). Chegaram a impedir que regressasse à Argentina em 1964.

    O Itamaraty administra com grande competência as relações com a Argentina. Nos anos 1970, atravessou a crise de Itaipu sem maiores sobressaltos. Os argentinos não queriam a hidrelétrica, e o general Alejandro Lanusse fez uma suave malcriação durante sua visita ao Brasil em 1972. Dez anos depois, quando o general Leopoldo Galtieri invadiu as Malvinas, o chanceler Saraiva Guerreiro tirou as meias sem tirar os sapatos e não ofendeu os argentinos.

    As ditaduras dos dois países lubrificavam suas simpatias sequestrando cidadãos e entregando-os às tigradas que mandavam dos dois lados da fronteira.

    Com um século de dificuldades, presidentes argentinos têm um fraco por bodes expiatórios, seja Itaipu, sejam as Malvinas. Milei escolheu Lula. Seu insulto a Moraes foi o último recurso de quem queria criar um caso. Anunciou que vinha para a convenção de Flávio Bolsonaro, e ninguém lhe deu atenção. A visita ao ex-presidente preso (troco à visita de Lula a Cristina Kirchner) seria a última oportunidade para conseguir holofotes. Negada. Restava-lhe insultar Moraes numa catilinária contra Lula.

    Quando o governo argentino estranhou o brasileiro, seja com Itaipu, seja com tarifas, estavam em questão fatos concretos. Alavancado pela diplomacia carcerária, Milei conseguiu fabricar uma crise a partir de coisa nenhuma. Chegou a associar a ação de Brasília à derrota da seleção argentina para a espanhola.

    Este é o sonho de todos os governantes: atribuir a um governo uma derrota dentro das quatro linhas de um campo de futebol. Para ficar no estilo de Milei, Carlo Ancelotti poderia culpar a Argentina pela derrota diante da Noruega.

  3. ATAQUE AO CONSUMIDOR DE ENERGIA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

    A conta de luz do brasileiro já está entre as mais caras do mundo para um país de renda média. Ainda assim, o Congresso Nacional parece disposto a encarecê-la ainda mais. Um substitutivo apresentado de última hora ao projeto de lei 5.017 de 2019 reúne uma coleção de “jabutis” que pode elevar as tarifas em até R$ 1,5 trilhão nas próximas décadas.

    Trata-se de um dos mais graves ataques ao consumidor e à racionalidade da política energética.

    O problema não está apenas no conteúdo, mas também no método. Um projeto originalmente voltado à ampliação de descontos para irrigação transformou-se em um texto que altera sete leis e cria novas obrigações para o setor elétrico.

    O substitutivo surgiu fora da pauta, foi apresentado no fim do período legislativo, lido somente em resumo e aprovado simbolicamente por uma comissão esvaziada. Um rito dessa importância não pode impor custos que recairão sobre consumidores por décadas.

    O pacote ressuscita pressões de grupos de interesse. Inclui contratações compulsórias de termelétricas e pequenas hidrelétricas, amplia subsídios e altera a Lei da Eletrobras sem respaldo de estudos do Executivo, da Empresa de Pesquisa Energética ou do Operador Nacional do Sistema.

    A medida mais onerosa obriga a contratação de termelétricas a gás na amazônia, vinculadas a projetos estruturantes da região Norte, exige infraestrutura de produção e transporte do combustível e pode custar R$ 902,5 bilhões em 30 anos. Beneficiam-se investidores dessa cadeia produtiva, mas transfere-se integralmente a conta aos consumidores.

    Somadas às demais medidas, as despesas adicionais podem chegar a R$ 1,2 trilhão —ou R$ 1,5 trilhão, considerando outras alterações na Lei da Eletrobras. O impacto estimado é um aumento médio de cerca de 11% nas tarifas entre 2032 e 2035, incorporando R$ 50 bilhões aos custos anuais para as famílias e empresas.

    O despropósito contrasta com o diagnóstico do Tribunal de Contas da União. Entre 2001 e 2020, a tarifa dos consumidores regulados subiu 351%, muito acima da inflação de 230%. O TCU também apontou que a tarifa residencial está entre as mais altas do mundo para um país com renda per capita muito inferior à das economias desenvolvidas.

    Em vez de aproveitar a abundância de hidrelétricas, eólicas, solares e do gás do pré-sal para reduzir custos, o país insiste em subsídios cruzados e obrigações artificiais que encarecem o sistema e beneficiam lobistas.

    Ainda há tempo de barrar esse desatino. O projeto precisa passar pelo escrutínio das comissões técnicas e do plenário, com transparência e debate público.

    Não é aceitável que “jabutis” aprovados às pressas imponham aos cidadãos uma conta trilionária por décadas. A política energética deve atender ao interesse coletivo, e não transformar privilégios privados em custos permanentes para toda a sociedade.

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