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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDXCVI

Estamos assistindo a segunda grande agonia do governo do Republicano Donald Trump e que lhe ameaça no poder absoluto conferido pelos eleitores e eleitoras dos Estados Unidos na eleição dele em novembro de 2024. Fez o que quis. Errou a torto e a direito. Distribuiu arrogância e submissão erradamente mundo a fora. Afrontou a ordem econômica e geopolítica. Chegou a hora da colheita, mais cedo do que o previsto. Será nas eleições legislativas de meio de mandato e que pode lhe custar a perda da maioria no equivalente lá a Câmara e o Senado daqui. Elas estão em curso e se saberá o resultado na semana que vem. E ele poderá transformar Trump no que os de lá chamam de pato manco. No caso de Trump, um pato manco imprevisível, pois ele, certamente, não se dará por vencido pelas circunstâncias do voto livre, como já fez quando perdeu para o democrata Joe Biden. E um paquiderme, mais uma vez, estará solto entre cristais.

O ministro do exterior da Rússia, Sergei Lavrov, foi aos Estados Unidos participar do G 20. Lá, fez um teatrinho para favorecer Trump. Disse que os Estados Unidos continuam inimigos e Trump também. Pena que ninguém acreditou, diante de tantas e claras evidências contrárias. E este e tantos outros teatrinhos poderão ser tarde na soma de tantos erros de Trump em tão pouco tempo de governo e que afetaram os bolsos dos americanos e até de nós, brasileiros.

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