Atualização das 11h47min, deste 11.10.2025. Após forte repercussão deste texto, de um blog que não é lido por ninguém, o cidadão Paulo Norberto Koerich reabriu as redes sociais dele ao cidadão Adilson Luiz Schmitt, talvez, ouvindo à sensatez e não exatamente os instintos de revanche. E a vida segue. Méritos à normalidade que quem se expôs para ser exemplo público. Para não me tornar enfadonho nos meus rotineiros textões, os quais asseguram os poderosos de plantão de ontem e de hoje de Gaspar, não são lidos por ninguém além de mim mesmo, vou sacar dois fatos cotidianos – aparentemente banais. Eles podem explicar, claramente, às razões pelas quais o governo de Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, ambos do PL, dez meses depois de empossados com 52,98% dos votos válidos de seis de outubro do ano passado. Eles foram obtidos com o discurso contra a continuidade do que estava aí e à volta de um prefeito de três mandatos. Estes dois fatos, contudo, mostra que tudo continua na mesma, patinando tanto quanto estava antes por aqui. A dupla, por enquanto, não reverteu à essência daquilo prometera para conseguir esta expressão de votos: mudanças.
Este governo, por enquanto, é tão manhoso, reclamão, sem inovação, ousadia e renovação quanto os que passaram.
Fato 1. A foto da abertura deste artigo reproduz uma das redes sociais do prefeito Paulo, um homem público. Mais do que isso: agora, vestido de político, e só se tornou político porque quis, pediu e ganhou aval da população. Então deve explicações à comunidade que gerencia. Pois é. O ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt (2005/09), sem partido, não tem mais acesso a elas (Facebook e Instagram). Foi bloqueado. Um recado. Não exatamente a um ex-prefeito que nem adversário dos eleitos é.
Adilson foi prefeito pelo MDB, numa aliança até então improvável com o arquirrival, o PP, a origem do próprio Paulo. Adilson foi um turbilhão ao tempo que governou Gaspar. E mau orientado ou, principalmente, rejeitando todas as orientações de bom senso, não só afrontou de forma inadequada os acordos com os poderosos de ontem e de hoje. Pagou e continua pagando caro por isso. Hoje, dia Adilson diz que faria a mesma coisa, mas de forma bem diferente. A conferir.
Amaldiçoado politicamente pelos donos da cidade, Adilson foi para o PPS, PSB, perdeu a reeleição e não teve mais chances como candidato. Perdeu, de fato, o rumo. O que ele não perdeu foi o faro, a insistência e a forma de ver as coisas resolvidas. Foi rifado num clique no falecido DEM em 2020 e aceito no PL em 2024, exatamente para não se armar em outra candidatura conservadora, a do Republicanos. E como parte do pacote de troca para não animar a banda de lá, foi-lhe garantido espaços de disputa no PL, tocado por gente de origem do MDB de Adilson.
Mas, tão logo Adilson se vestiu de candidato a vereador, foi caçado, sem qualquer cerimônias, pela mesma turma do MDB onde nasceu – e que não se conformou com o que ele fez no passado de 20 anos atrás. Fizeram de tudo para ele não se testar novamente nas urnas, onde juram não ter mais votos. Talvez seja este o verdadeiro medo dessa turma que manda na cidade há décadas e não larga o ossinho para nada. Tudo com apoio de Paulo e Rodrigo. Já escrevi sobre isto aqui várias vezes.
Esta decisão de Paulo de bloquear Adilson, em primeiro lugar, na minha opinião, é legítima. Mas, há altos riscos embutidos nela. E por quê? Ela revela muito do que é o atual governo. Paulo ainda não saiu do gabinete de uma delegacia; o governo – como um todo – mas, principalmente Paulo, é avesso à qualquer crítica; pior, Paulo está fechado num círculo restrito de amigos dentro e principalmente, fora do governo e do partido; É notório que Paulo não “tem saco” para a política, gestão e a representação. E se isto não fosse pouco, a transparência de tudo o que se faz na prefeitura beira à nulidade, somada à um suporte de comunicação de dar dó. Estamos nos tempos de Inteligência Artificial. Aqui, parou-se no tempo de Gutenberg, ou da diligência.
POLÍTICO PRECISA SABER QUE É UM ENTE EXPOSTO. É PARTE DO JOGO JOGADO
Como assegurei, esta decisão do Paulo é legítima, mas pouco prática para um político que não é da política, mas sempre dependeu dela para chegar até ao equivalente cargo de secretário de estado da Segurança Pública, ao tempo de Carlos Moisés da Silva, sem partido, eleito pela onda bolsonarista que o enterrou exatamente por não ser refém dessa turma. Paulo gosta de estar rodeado de gente obrigada ao sim.
Estas redes sociais – que agora segundo o STJ não podem ser usadas para a promoção do que faz na prefeitura – deveriam estar bloqueadas ou franqueadas para todos. Simples assim. Seus conteúdos monitorados. Exclusão? Só para casos justificados de haters, os criminosos digitais, os não identificados, e os que passam da conta na crítica, levando tudo para o lado pessoal, ideológico e doentio. Não é o caso de Adilson.
Quer dizer que o bicho político nato e principalmente o cidadão Adilson não tem mais liberdade de se expressar, mesmo que ele não tenha razão? Quem perderia com esta exposição errática, como já perdeu, se não o próprio Adilson? Credo. Cada coisa. Quem mesmo orienta essa gente que um dia é Deus, no outro família e até pátria, mas no fundo, faltam exemplos em tudo isso por sua Gaspar?
Adilson saiu do PL, está pedindo esclarecimentos por ofícios na Ouvidoria – de coisa que nem são do atual governo – e pontua suas críticas – em ambientes públicos como veículos de comunicação e nas redes sociais abertas. Ou seja, pode ser contestado, desmentido e convencido de que está errado. Paulo está injuriado. Quer Adilson – e muitos outros – calado. No outro lado, Adilson, se justifica e não deixa dúvidas: faz o que faz de pedir esclarecimentos e apontar incoerências ao discurso de campanha, para o bem de sua cidade, na qualidade de ex-prefeito e de cidadão gasparense. Adilson, para o bem e o mal, vive a sua Gaspar. Mais: Adilson fez campanha e votou abertamente no atual prefeito.
Paulo, por sua vez, já fez as escolhas. E bem antes da posse e quiçá, até, antes mesmo das eleições, quando permitiu que o MDB – que tinha candidatura adversária – e parte do seu PL, dirigido pelo MDB, rifasse a candidatura de Adilson. Ou Paulo ignora que a cidade sabe disso?
Pronto. Para Paulo e seus bruxos, o simples fato de Adilson dar publicidade à sua cidade das suas opiniões, versões e ao que ele considera erros do atual governo – que ele ajudou a eleger -, Adilson virou um inimigo a ser abatido, ter troco e humilhação pública. E é aí que acentuam publicamente os sinais trocados da atual administração. Adilson está crescendo e Paulo se diminuindo, quando se nega a ouvir, a estabelecer canais e fazer do limão uma limonada, mesmo que não goste da bebida. Perda de tempo e inversão de prioridades. Meu Deus!
Paulo não é técnico, não é gestor e nem político. Então deveria liderar processos. Parece até, que não aprendeu nada com a má jogada que fez na escolha da presidência Câmara. E por que são sinais trocados? Porque Paulo ainda não disse a que veio e a cidade está jogada às traças, ou mal informada exatamente por falta de transparência, objetivos, planejamento, execução e resultados naquilo que não se pode fazer da noite para o dia e tudo de uma vez só. Nas crises, fazem-se escolhas. Alimenta-se a esperança. Adia sonhos. Aliás, já mostrei como o tempo para se aprumar já expirou.
Fato 2. Enquanto Paulo – um gasparense da gema, mas nascido em Blumenau – estava desfilando em Blumenau, como já fez em anos anteriores com seu grupo de amigos na abertura da Oktoberfest, a mesma “centopeia” de lá que ele pedalava e distribuía sorrisos ao povo de lá, teria dificuldades para andar por aqui. Bem diferente do que apareceu aqui em todos os eventos comunitários e na Arena Multiuso, Paulo estava feliz na rua XV de Novembro. Não deixou nenhuma dúvida na interação. Era a aposentadoria sonhada?
Agora, compare e veja abaixo o meme eletrônico que tomou conta das redes de Gaspar nesta semana, numa queixa de uma cadeirante sobre as calçadas do Centro da cidade. Dos bairros da cidade, nem se fala.
Ora, se Paulo -e seus bruxos – abafa o Adilson que pulsa o povo, que como médico veterinário anda o dia inteiro pela cidade e interior, o povo, por outro lado, seu eleitor na maioria pelos 52,98% dos válidos, há muito mostrou que perdeu o medo do “delegado” e ele como prefeito, com equipe que não funciona, está sendo exposto nas redes sociais em coisas básicas, simples, rotineiras, da manutenção, da qualidade de vida e do mínimo de uma cidade que ficou relegada ao abandono, mas que Paulo e Rodrigo prometeram dar conta. Ninguém mais. Para completar, parte da equipe de comunicação dele, que não funciona Pior mesmo é vê-la constrangendo os que ela nomeia como problemas para o governo, entre eles, o próprio Adilson. Impressionante.
Ah, mas a questão das calçadas é dos donos dos terrenos. Certo! Não se discute isso. Mas, cabe a prefeitura à fiscalização e obrigar os “donos” de calçadas não apenas para a mobilidade, mas à acessibilidade. E neste caso mostrado, não se trata de terreno de gente pobre.
E a questão deste vídeo nem é esta, sobre fato real, simples e grave que a prefeitura é omissa por intermédio de diversas secretarias e departamentos obrigados à solução, que nem demanda dinheiro da prefeitura, que alega estar de cofres vazios. O que este vídeo diz claramente aos que estão no poder de plantão: vocês estão nesta administração como avestruzes: a cabeça enfiada na terra e o resto exposto. Ou, de verdade, Paulo, os bruxos, o prefeito de fato Pedro Inácio Bornhausen, PP, e comunicação, acham que bloqueando o acesso de Adilson – e de outros queixosos, palpiteiros, decepcionados e vítimas – as contas das redes sociais de Paulo Norberto Koerich vão resolver os problemas da cidade e do governo. Provam que tudo está na mesma. Muda, Gaspar!
TRAPICHE
Registro I. Morreu ontem a noite em Balneário Camboriú, onde residia e estava internado, e vai ser enterrado neste sábado às 16h no Belchior Alto, Distrito do Belchior, em Gaspar, onde já está sendo velado, o empresário, líder comunitário e ex-vice-prefeito de Gaspar, Mário Siementicoski, casado com Zenita Wan Dall. Mário foi vice de Francisco Hostins, PDC (1989/92). Hostins faleceu em 2016.
Registro II. Mário Siementicoski liderou a campanha “Belchior Unido” – exatamente porque na época era um bairro quase apartado e esquecido pelas administrações de Gaspar (se tornou distrito em 2016 por ato do ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, e está até hoje sem autonomia administrativa e orçamentária, retiradas por Kleber Edson Wan Dall, MDB, que o colocou como apêndice da secretaria de Obras e Serviços Urbanos). Ela foi decisiva para a eleição de Francisco Hostins. Outros políticos tentaram reeditá-la para eleições majoritárias, mas não tiveram o mesmo sucesso da feita sob a liderança de Mário.
Quem também se estremeceram em grupos de relacionamentos virtuais foi Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, ambos do PL. É certo que vice é vice. É um estepe para uma emergência ou um acerto político. Rodrigo queria espaços executivos e políticos. Rodrigo, não ganhando, criava espaços. E Paulo e sua turma cortaram o barato de Rodrigo. E ele está armando.
Um conhecido meu comum aos dois, fez uma observação interessante: “se você analisar os últimos 30 anos, os melhores vice foram Albertina [Maria dos Santos Deschamps, já falecida em 2022] e Mariluci [ Deschamps Rosa, para os três mandatos de Pedro Celso] Zuchi, PT“. Mariluci, sim. Albertina, não.
Gaspar realmente é diferente. Foi criado o Observatório Social. Em tese, ele é um “instituto” para fiscalizar os políticos e suas estruturas onde elas estão inseridas no Executivo e no Legislativo. Em Gaspar o Observatório se apresentou ao prefeito Paulo Norberto Koerich, PL.
Sobre a falta de transparência, incluindo o próprio site oficial onde nenhum número o cidadão consegue acessá-lo e sobre os múltiplos problemas da cidade, incluindo o Plano Diretor, nem um pio até agora. Um desperdício. É mais uma entidade para ser convidada e citada pelo cerimonial da prefeitura.
Duas de fora que abrem o olho I. O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), venceu uma ação contra o hospital Santa Lúcia, em Brasília, pela morte de um filho dele em 2012. Dino e sua ex-mulher devem receber R$ 1,2 milhão de indenização. Ele disse que o valor vai ser doado. Isto mostra o tamanho de um problema por aqui. Por outro lado, este negócio de doação por aqui, não prosperaria, mesmo quando se informa isso no próprio processo, para sensibilizar juízes da causa por danos morais.
Duas de fora que abrem o olho II. A Polícia Civil de São Paulo investiga se um processo de licitação para ampliação do sistema de videomonitoramento e Wi-Fi, em Praia Grande, no valor de R$ 24,8 milhões, pode ter motivado o assassinato do ex-delegado geral, Ruy Ferraz Fontes. O que mostra isso? Como as máfias infiltradas para roubar o dinheiro público, nos ambientes públicos, são mais criminosas – e letais – do que as próprias perigosas facções que o famoso delegado combateu. A chance disso ter acontecido, segundo o governo paulista é de 9, entre 10. Credo.
O tempo passa, o tempo voa, mas uma hora, a conta chega. O ex-secretário de Agricultura, do ex-prefeito de Ilhota, Daniel Christian Bosi, PSD (2013/16), Roberto Poerner, já tinha sido condenado na esfera criminal. Qualquer fato parecido que você conheça por aqui e alhures, não é mera coincidência. Roberto está recorrendo das penas de reclusão e pecuniária, impostas pelo juiz Cauê Martins dos Santos, aqui na Comarca em sentença de 2024, diante de ação proposta pelo Ministério Público. Mas, tem ainda o Processo Civil.
Quais eram os fatos imputados a Roberto Poerner? Uso de maquinário público pelo secretário sem o devido pagamento das taxas à prefeitura, apropriação de pagamentos de um agricultor, realização de serviços com máquinas de Ilhota em Navegantes e cobrança de R$1 por nota de produtor rural. Naquilo que perdeu, o Ministério Público, também está recorrendo. Então… Aqui faltou levar as dúvidas ao MP. Mas, ainda há tempo.
O Hospital guloso I. O vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT, mostrou na Câmara, com informações, que pediu, insistiu e se atrasaram do gabinete de Paulo Norberto Koerich, PL, ainda a serem checadas diante da reiterada falta de transparência, de que em onze anos, o Hospital de Gaspar comeu mais de R$208 milhões da prefeitura. Só para comparar: o Orçamento de Gaspar é R$510 milhões.
O Hospital guloso II. Primeiro, o que chama realmente a atenção, é como esses repasses cresceram nos últimos anos do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, com Jorge Luiz Prucino Pereira, PSDB, presidente da Comissão de Intervenção e secretário de Fazenda e Gestão Administrativa. Outra, é como isto não está sob controle no governo de Paulo Norberto Koerich, PL. No ano passado, segundo este mesmo levantamento, foram repassados R$36,8 milhões. Neste ano, só até agosto R$34,3 milhões. Uau!
O Hospital guloso III. Está certo o vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT, ir atrás deste assunto, porque não se trata – e este sempre foi o meu caso – de criticar, mas de encontrar transparência e soluções para esta agonia contra a cidade, cidadãos e cidadãs, principalmente, os mais vulneráveis. Agora, não vou me cansar de dizer que foi o PT com Pedro Celso Zuchi que abriu esta porteira. Tudo por birra e controle de tudo que possa empregar, mandar ou aparelhar no ambiente tocado com os nossos pesados impostos.
O Hospital guloso IV. Só para comparar. Em 2014, o repasse da prefeitura ao Hospital foi em torno de R$3 milhões. Ou seja, bem menos nove, repito, nove por cento do que se exige hoje em apenas oito meses. Impressionante. Ainda voltarei a este assunto, até porque não se sabe o que se “vendeu” ou se comprou com os R$20 milhões do governo do estado e qual foi a mágica para arrumar os R$7milhões via o empréstimo do Finisa para dar respiro ao Hospital. Muitas versões. Todas inconsistentemente, até aqui, devido à falta de transparência, do ponto-de-vista jurídico administrativo.
A esperteza quando é demais, come o dono, dizia o ex-primeiro ministro do Brasil, Tancredo de Almeida Neves, O governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, entupiu a superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável com comissionados. Os empreiteiros, investidores e loteadores estão com o pincel na mão até hoje na invenção que bolaram e não deu certo.
O governo de Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, ambos do PL, estão entupindo a Semads de ACts – Admissão em Caráter Temporário, ou seja, sem investidura de autoridade a servidor concursado como pede as leis específicas – para resolver problemas de pequena monta. O de complexidade ou de gente graúda estão levando para o CIMVI, em Timbó. E o milagre pretendido por lá, ainda não veio.
Agora, está se descobrindo outra mágica. O procurador geral do governo de Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, ambos do P, virou um “liberou geral” por canetaço de coisas que a própria Semads já tinha dado contra, incluindo laudos da própria Polícia Ambiental e considerando até a mudança de legislação ambiental mais benéfica. Pelo menos, um caso já foi dar ao Ministério Público e na Justiça cortando, por liminar, o barato. Ainda vou escrever sobre isto.
O problema nisso tudo é que o município de Gaspar, como atua, acaba sendo solidário. Por meios que não vou esclarecer agora, dá aos empresários licenças, ou regularizam edificações e empreendimentos onde isso não é possível diante da legislação vigente ou por quem não possui investidura legal para tal, apostando no tempo, na mudança legislativa ou num posterior Termo de Ajustamento de Conduta, com baixas compensações. Quando o MP resolve cortar esta jogada, os investidores ficam na mão, culpando um monte de gente, inclusive os que divulgam isso tudo. Muda, Gaspar!
12 comentários em “FINALMENTE, DEPOIS DE DEZ MESES, GOVERNO DE PAULO COMEÇOU RESOLVER OS PROBLEMAS DE GASPAR: BLOQUEOU O EX-PREFEITO ADILSON, SEU ALIADO DE CAMPANHA, DAS SUAS REDES SOCIAIS”
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É HORA DE REPENSAR O PAPEL DO SUPREMO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
A aprovação do Projeto de Lei 3.640/2023 inspira uma reflexão mais ampla sobre um tema sensível, mas fundamental para o Brasil: a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) no arranjo institucional do País.
O projeto em questão, aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, impõe restrições legais às decisões monocráticas, o que o regimento interno do STF já faz, e limita o rol de partidos com legitimidade para propor ações de controle concentrado de constitucionalidade, o que é inconstitucional à luz do art. 103, inciso VIII, da Lei Maior. Mas, a despeito desses problemas, o projeto reforça a necessidade de resgatar a natureza colegiada da Corte, expõe a banalização do acesso à mais alta instância do Poder Judiciário e mostra que há disposição política para discutir uma necessária reforma do Supremo.
A Constituição de 1988 atribuiu ao STF uma gama de competências que extrapola, e muito, o modelo de uma corte constitucional clássica. Além da função precípua de garantir que direitos constitucionais tenham eficácia, o Supremo, no Brasil, é uma instância recursal e um tribunal criminal para autoridades detentoras do chamado “foro privilegiado”. Essa acumulação de funções, compreensível no contexto da transição da ditadura militar para o regime democrático, gerou distorções ao longo do tempo que precisam ser enfrentadas com coragem e espírito republicano.
A realidade se impôs: o Supremo, sobrecarregado de processos e compelido a decidir sobre questões eminentemente políticas, passou a ser visto mais como um participante do jogo de poder político do que como um tribunal imparcial. Em maior ou menor grau, as crises institucionais ocorridas no País nos últimos 20 anos, muitas deflagradas pela excessiva judicialização da política, tiveram o STF como um dos protagonistas e, por isso, corroeram a confiança da sociedade na Corte. Ao se tornar uma arena de disputas partidárias e ao participar de embates entre o Executivo e o Legislativo – seja por imposição legal, seja por voluntarismo dos seus membros –, o STF se distanciou ainda mais do ideal de uma corte puramente constitucional como instituição vital para o Estado de Direito.
É preciso rediscutir um arranjo constitucional que, malgrado o acerto de sua concepção à época, já não se mostra apto a contribuir para a estabilidade institucional do País. E isso não significa enfraquecer materialmente o Supremo nem muito menos degradar sua legitimidade. Ao contrário: o que se pretende é fortalecê-lo. Restringir sua competência ao estrito controle de constitucionalidade, aliviando-o das funções de instância recursal e de tribunal criminal, implica fazer do Supremo uma corte constitucional em sentido pleno, um modelo já consagrado pela experiência em democracias bem mais consolidadas do que a brasileira. Questões infraconstitucionais, em particular as de matéria penal, poderiam ser facilmente deliberadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que possui todas as condições de atuar como última instância em uma miríade de processos.
Evidentemente, essa não será uma discussão fácil no Congresso. Forças muito poderosas decerto serão mobilizadas para manter tudo rigorosamente como está, contratando novas crises. Ademais, os conhecidos inimigos da democracia farão de tudo para intoxicar o debate com suas mentiras e distorções da realidade para deslegitimar o STF como instituição garantidora da ordem constitucional democrática. Mas ser difícil não significa que seja impossível trabalhar para dotar o Brasil de uma Corte Suprema integralmente dedicada à análise de questões constitucionais, pairando acima, quase anônima, das tensões típicas dos embates políticos em qualquer sociedade livre. As grandes conquistas civilizatórias da sociedade brasileira sempre deram trabalho.
A Constituição de 1988 foi escrita sob o signo da redemocratização e respondeu muito bem ao momento histórico. Mas as circunstâncias mudaram. Hoje, repensar o papel do Supremo, com boa-fé e dentro das balizas democráticas, é tarefa indispensável para um futuro mais auspicioso para o País.
LULA DEVE EVITAR POPULISMO DA TARIFA ZERO, editorial de O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometerá um enorme equívoco se embarcar no populismo da tarifa zero para o transporte público. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, a pedido de Lula, a equipe econômica realiza uma “radiografia” do setor para avaliar o modelo. No dia seguinte, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, veio a público dizer que o governo federal não planeja implementá-lo “neste ou no próximo ano”. Mas, se não flertasse com a ideia, Lula não pediria estudos a respeito.
O governo federal não deveria se meter com tarifas de ônibus. Apesar do apelo eleitoreiro, a tarifa zero se mostra pouco viável na prática. Dos 5.570 municípios brasileiros, pouco mais de cem — em geral de pequeno e médio portes — a adotam em situações muito específicas. É o caso de Maricá, cidade de 212 mil habitantes na Região Metropolitana do Rio, campeã de arrecadação de royalties do petróleo no Brasil (R$ 2,7 bilhões em 2024). Em São Paulo, maior metrópole do país, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) até cogitou adotar tarifa zero nos ônibus municipais, mas o modelo ficou restrito a domingos e datas festivas. Em Belo Horizonte, a Câmara de Vereadores rejeitou na semana passada, por 30 votos a 10, um projeto que previa implantar gratuidade nos ônibus da cidade de 2,4 milhões de habitantes. Prevaleceu a sensatez.
A tarifa zero tem custo alto. Alguém precisa pagar pela compra e manutenção dos veículos, funcionários, combustível, ar-condicionado, reposição de peças, depredações etc. O subsídio concedido às empresas de ônibus já é alto. “O modelo atual de financiamento do transporte é insustentável”, diz o pesquisador do Ipea Rafael Pereira. “O subsídio é necessário. Mas é preciso discutir o desenho, o tamanho e quem será subsidiado.”
Quando o passageiro tem passe livre, o poder público paga ainda mais, sem que necessariamente isso resulte em benefício coletivo. Com a gratuidade, o número de usuários se multiplica, aumentando o desgaste do sistema e reduzindo sua eficiência. A migração de usuários do carro particular para o transporte público em decorrência do subsídio às tarifas é mínima, ou mesmo inexistente, constatou estudo que analisou 11 pesquisas de origem-destino em sete regiões metropolitanas do Brasil usando como base a população idosa. Consequentemente, os efeitos alegados sobre congestionamentos e emissões de gases costumam ser insignificantes. Além de não tirar carros das ruas, o modelo incentiva cidadãos que se deslocam a pé ou de bicicleta a migrar para o ônibus.
Obviamente, o custo dos deslocamentos pesa no orçamento das famílias de baixa renda e, por vezes, funciona como limitador para quem mora nas periferias obter empregos de melhor remuneração. Mas existem outras políticas públicas de inclusão com foco na população carente, como vale-transporte, bilhete único, além das gratuidades que muitas cidades e estados já adotam para estudantes da rede pública, idosos e deficientes. O mais sensato é dirigir os subsídios a quem realmente precisa, e não para garantir receitas às empresas de ônibus, num setor já assolado por corrupção e infiltração do crime organizado. O governo Lula faria bem se resistisse ao populismo tarifário e deixasse a questão do transporte urbano aos responsáveis: prefeitos e governadores.
Perguntar não ofende. Ofende?
O que ganharam os vereadores Geovano Borges e Dionísio Bertoldi, outra hora interessados na história do transformador, hoje quietinhos.
Alguém sabe ?
Interessante. Os políticos, antes culpavam a imprensa. Hoje, com as redes sociais, estão vulneráveis nas próprias armadilhas que armam. Nesta, por exemplo, por falta de transparência, parte da cidade acha que eles se deram bem. E se não se explicarem ou pedirem desculpas, o silêncio será o carimbo.
POLÍTICOS que bloqueiam os seus REPRESENTADOS em Gaspar, TÁ CHEIO.
Até parece que se elegeram sozinhos, sem o consentimento do POVO.
Eu estou bloqueada em vários, incluindo o executivo municipal.
👀😁
Vergonhoso. Indecente. Reprovável sob qualquer argumento que queiram narrar
Prezado, Herculano!
Quero deixar claro que como Cidadão Gasparense continuarei fazendo meu papel. Pois o Agente Público, deve entender que precisa ter como Norte a sigla: LIMPE
L egalidade
I mpessoabilidade
M oralidade
P lubicidade
E ficiência
Dito isso todos os Agentes Públicos, Comissionados, Funções Gratificadas são pagos com dinheiro público do Contribuinte. Que tem o direito de cobrar e acompanhar o bom investimento destes recursos e claro ter serviços de qualidade..
Ademais esperamos que o Observatório Social de Gaspar, realmente observe, acompanhe, fiscalize e cobre resultados. Quando for preciso aponte as falhas!
Gaspar, uma Cidade de Futuro!
A função do Observatório Social não é cobrar resultados, que não o simplesmente fiscalizar ou propor melhorias e meios de transparência do setor público. Se fizer o que está proposto como seu fundamento, terá contribuído enormemente para a cidade. Por enquanto, só funcionou o social entre os mesmos, como mostram as publicações deles próprios. E a função de um Observatório Social começa por seus membros – diretivos ou não – não terem filiação partidária e intenções eleitorais. Nem mais, nem menos.
O DISCURSO DE LULA, por Carlos Andreazza, no jornal O Estado de S. Paulo
O governo requentador e reativo agora tem marca e discurso. Nada a ver com ser verdadeiro, bem antes com capacidade de convencer e engajar. O Planalto, longamente acuado, botou na frente – já ao fim do terceiro ano de mandato – e se tornou pauteiro do debate público. Lula, sem nunca ter sido carta fora do baralho, passou a distribuir as cartas, afinal senhor de fórmula que justifica o financiamento à sua gastança e acossa – criminaliza mesmo – a oposição que não lhe quer facilitar a vida.
A menos de ano para a eleição, aquele que era o taxador das blusinhas será o que isenta quem ganha menos de pagar Imposto de Renda. Esse é o texto; e é influente. Tem base num feito material, numa conquista objetiva: a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. Quem cumpre promessa eleitoral – sobre um tabu – se habilita a prometer mais: o rico vai custear o alívio do mais pobre. Tudo se desdobrará dessa projeção. Por exemplo: tarifa zero para o transporte público. Estará no programa de Lula à reeleição. Não importa se factível, não interessa o custo. Faz sonhar.
Com quase oito anos de atraso, para lembrar célebre discurso de Mano Brown sobre o palanque de Fernando Haddad em 2018, o PT parece se reaproximar da base social de que se afastara. O presidente está bem mais à esquerda do que quando eleito, em 2022. A articulação de frente ampla contra o capeta, em defesa da democracia, não seria mais suficiente para vencer. Tampouco o de defesa da soberania ante o assédio ianque.
Lula vai, já foi, ao enfrentamento – bandeira para 2026 – com o estandarte de combate à desigualdade, investido de todo no tomar dos ricos para dar aos pobres. Neste momento, veicula-se na TV propaganda petista que se compromete com a revisão da escala de trabalho 6×1, outro tabu. Não importa se factível, não interessa o quanto custará. Faz sonhar.
Até faz pouco, Fernando Haddad sendo o Taxxad, este governo raspador de tacho aumentava impostos sem convicção, quase clandestinamente, não raro tendo de recuar quando desnudado. Isso mudou. E não importa se se mente ou se distorce sobre quem pagará a conta. Agora a taxação é assumida e expandida nos termos da luta política, de modo que quem lhe for contra estará “contra o Brasil”.
Lula dá o tom – o tom do ano eleitoral: “O Congresso Nacional não derrotou o governo. Derrotou o povo brasileiro”. Na Bahia, resumiu o mote da próxima campanha, ao mesmo tempo proclamando a forma como financiaremos, misturados super-ricos e remediados, a sua tentativa de reeleição: “Eles (os ricaços) podem saber que é uma questão de dias. Eles vão pagar o imposto que merecem aqui no Brasil”.
O presidente reafirmou também a escolha do adversário – a “direita permitida”, segundo o bolsonarismo eduardista: Tarcísio de Freitas, aquele “defensor dos milionários” que, de acordo com Haddad, trabalhou contra a MP do IOF para “proteger a Faria Lima”.
Antes dos impostos, é escandaloso como a Fintechs serviram ao crime organizado, sob a frágil fiscalização do BC. E isto mostra o quanto de imposto se deixou de arrecadar nesta lavagem de dinheiro. É escandaloso também, a proteção das BETs regulares, que roubam, pelo vício, dinheiro da circulação de riquezas e consumo da economia formal e informal, que direta ou indiretamente geram mais impostos. Pior escândalo é ver que há BETs clandestinas, nas fuças de todos (trigrinhos, rifas, bingos… com influenciadores) que o governo não consegue controlar, punir, banir ou simplesmente tributar, ou seja, dinheiro pelo ladrão e que o governo quer que todos nós o compensemos por suas falhas e negligências.
MP ESCALA GUERRA ENTRE BANCÕES E FINTECHS, por Adriana Fernandes, no jornal Folha de S. Paulo
A guerra nos bastidores entre os bancos e as fintechs ficou escancarada com o enterro pela Câmara da polêmica MP do aumento de impostos. Desde o ano passado, o clima já vinha tenso em meio às discussões com o Banco Central sobre a reformulação do FGC, o fundo formado com recursos aportados pelas instituições financeiras que dá garantias aos aplicadores em caso de quebra e liquidação dos bancos.
A situação piorou com a operação Carbono Oculto, que revelou a ligação de fintechs ao crime organizado. A ação policial colocou holofotes para as fragilidades na regulamentação do BC no setor. A crise deu munição para os grandes bancos explorarem o problema numa ofensiva contra a atuação das empresas de tecnologia.
Nas negociações da MP, o leite entornou e a disputa escalou. A proposta do Executivo previa o aumento da tributação das fintechs, num movimento coordenado pelos bancos na avaliação das companhias digitais. Após a medida ser rejeitada, a poderosa Febraban, que representa os bancos, subiu o tom em duas notas públicas, acusando as fintechs de terem trabalhado contra a MP e de utilizarem estratégias de planejamento tributário para reduzir o pagamento de impostos no Brasil.
As fintechs se defenderam com números para mostrar que a tributação efetiva das maiores empresas do setor já é mais alta do que a dos grandes bancos: 29,7% versus 12,2% em 2024.
O grupo de empresas de tecnologia também apontou o dedo para outro problema: a forte concentração do crédito em poucos bancos —70% do crédito pessoa física e 64% dos depósitos estão com os cinco maiores do país, contra 6% nas maiores fintechs.
Lula ficou do lado dos bancos ao falar que vai insistir no aumento dos tributos das fintechs por avaliar que Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC e hoje no Nubank, atuou ao lado do governador Tarcísio de Freitas (SP) para derrubar a MP. A disputa escalou porque a competição tem aumentando.
As fintechs foram um grande motor da inclusão financeira da população de baixa renda. Que os clientes não sejam prejudicados pela guerra aberta.