Hoje, pego como fio da meada, o Projeto de Lei Complementar 10/2026 que aportou no dia 14 de agosto em “regime de urgência” na Câmara de Vereadores de Gaspar. Bochichos. Jogos de forças. Denúncias. Lavação de roupa suja nos bastidores do poder. Estou de alma lavada, miseravelmente, mais uma vez. Gaspar não merecia isto. No fundo, os desencontros deste PLC mostra as fraturas no governo gasparense ao mesmo tempo que esconde um jeito trôpego de Paulo Norberto Koerich e o PL de governar Gaspar. Não é o primeiro caso contra a promessa de mudar. É repetição do mesmo. Aprendizagem quase na metade do mandato, zero.
Este PLC simplesmente tira duas diretorias da secretaria de Planejamento Territorial, onde está Pedro Inácio Bornhausen, PP – depois dos escândalos que abalaram a pasta e o governo de Paulo Norberto Koerich, PL com o segundo titular importado de Blumenau, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi – para a secretaria de Desenvolvimento Social, da que também veio de Blumenau, Neuza Pasta Fillizetti, PL, ex-coordenadora de campanha e ex-assessora de gabinete do ex-deputado e agora prefeito de Blumenau, o delegado Egídio Maciel Ferrari, PL: a Bem Estar Animal – que nunca funcionou em Gaspar e a de Habitação – outra quase inútil a não ser por enquanto para dar emprego comissionado de mais de R$6,1 mil ao seu titular.
Até o momento, a imprensa local, como sempre, calada, mesmo diante do pedido de vistas da presidente da Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização, também líder do governo, Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL. Se em público tudo é abafado, nos bastidores ele está quente, é revelador das contradições do próprio governo e do jogo bruto de forças interno que ele não consegue controlar. Parece o STF.
Retomando. Nem vou discutir o mérito da matéria em si. Concordo com as mudanças. Onde estão estas duas diretorias – nem no governo de Kleber Edson Wan Dall, Podemos, nem no de Paulo que prometeu mudar este estado de inanição, provou-se até agora, que não funcionam. Não se sabe ao certo a razão disso. Talvez seja por falta de liderança, ou falta de prioridade. Porque gente nomeada – e que se disse capaz – para produzir resultados para o governo, cidade, cidadãos e cidadãs, há.
DESCOMPRASSO E FOFOCAS
O que pega, então? É a pressa, é o atropelo, é o descompasso… Neste PLC 10/2026 fica evidente – se outro fato mais grave que se esconde nele – ou à falta de coordenação do gabinete e da administração em si (como a prefeito, Chefia de Gabinete, Procuradoria Geral e a de Fazenda e Gestão Administrativa, além das duas pastas envolvidas), ou o “piti” como forma de governar de uma parte contra o todo. Resumindo: o que vale mais é a vontade de uma secretária do que o conjunto do próprio governo de Paulo Norberto Koerich, PL. Explico.
Só para lembrar, Neuza há poucos meses, em mensagens cifradas em suas redes sociais, ameaçou abandonar o governo Paulo se ela não tivesse seus pleitos atendidos na secretaria pelo eleito que a escolheu por indicação partidária de fora de Gaspar. E tudo voltou as pazes. Agora, esticou a corda. Paulo cedeu, mais uma vez. E quem diz isso não sou eu, nem qualquer fofoqueiro, muito menos entre quatro paredes: é a líder do governo na Câmara, em discurso aberto, a policial Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL(foto abaixo)

Voltando outra vez. O que pega, de verdade? Esta troca das diretorias de uma secretaria para a outra já está prevista em outro PLC, bem mais robusto – com 80 páginas – o de número 06/2026, protocolado na Câmara no dia 17 de julho, ou seja 25 dias antes do PLC 10/2026 do barulho. Credo!
Este PLC 06/2026 cuida desta mudança pela atrasada em quase dois anos na caríssima – seja na confecção do estudo, seja na aplicação quando aprovada – Reforma Administrativa. Este assunto do PLC 10/2026 está lá, igualzinho, na oitava seção do PLC 06/2026. Ou seja, o assunto já está correndo na Câmara em outro projeto que globalmente trata da “nova” estrutura da secretaria de Desenvolvimento Social, Habitação e Bem-Estar Animal. Aliás, o título da seção não deixa a menor dúvida.
Então qual é mesmo à razão para a duplicação desta matéria, no desperdício de tempo na prefeitura e na Câmara, assim como a geração de conflitos e desconfianças internas. Afinal, qual é a urgência, atropelo e fatiamento da secretária Neuza em algo que não é essencial para a cidade – mas é para ela – e que já está em curso dentro da própria Câmara enviado pelo próprio governo de Paulo? Chocante!
Da competência dela não se duvida. Que ela está in comodada como tudo por aqui se atrasa ao ritmo que ela gostaria que tudo andasse, também ela não esconde isso de ninguém, inclusive de Paulo Norberto Koerich, PL. Mas, parece que Neuza Pasta Filizetti está, mais uma vez, arrumando um pé para ir embora. E para isso está querendo medir forças. E com quem e com que finalidade? Erra, todavia, quando tenta dividir o governo, expor e enfraquecer o seu empregador. E se aceita isso. Meu Deus! Que Neuza possui forte personalidade, todos sabem; que já tem serviços prestados e idade para não estar nem aí se perder este emprego. Quem mesmo orienta Paulo? Estes sinais são tão perigosos quanto aquele que pego de surpresa por operações policiais no entorno do seu primeiro escalão, sem saída e pressionado, foi às entrevistas culpando todos, menos ele pelo rabeada.
Chocante é como falta coerência, unidade administrativa e de propósitos no governo de Paulo Norberto Koerich, PL. Como pode ele mandar um PLC menor, fatiando um outro que já estava há poucos dias dentro da própria Câmara? Como Paulo pode permitir que a líder do seu governo na Câmara aponte a falha, peça vistas e crie espetáculos – e com razão do meu pessoal ponto de vista, neste caso? Como pode sob seus olhos – de policial investigador – ver crescer escaramuças internas, que atingem e fragiliza à sua imagem e à própria bancada na Câmara, tornando o próprio governo mais dependente da terceirização precária ao PP e parte do MDB, criada para a mínima governabilidade? Meu Deus!
A simples “quebra” do regime de urgência em algo complexo do PLC 06/2026, e que todos concordaram exatamente para ele ser discutido e votado só depois das eleições de outubro, e dessa forma, não virar um embate de vaidades e de interesses políticos partidários no período da campanha eleitoral, pois a negociação para a sua aprovação engloba também o engordamento da própria Câmara, não autoriza, por si só, a criação do PLC 10/2026. Aliás, já ganhou parecer favorável a jato da relatora Sandra Mara Hostins, PL, bem como de outras duas comissões: a de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação bem como a de Gestão Pública.
O que não se fez em um ano e nove meses no governo Paulo Norberto Koerich, PL, via a tal Reforma Administrativa, não se pode esperar mais dois meses de debate e em algo quase pacificado que é a saída dessas duas diretorias da secretaria de Planejamento Territorial para a de Desenvolvimento Social? O que muda na política animal em Gaspar até meados de novembro quando o PLC 06/2026 deverá estar em tramitação e votação? O que muda na inércia habitacional em Gaspar até lá? Qual a razão desse cabo de guerra interno no próprio governo de Paulo Norberto Koerich, PL? Um repetitivo retrato de falta de coerência e unidade governamental. Repito: assustador!
O RETRATO É MAIS COMPLEXO E CARO AOS COFRES MUNICIPAIS

Este é um fio da meada em que a Câmara está metida até o pescoço. É decorrente terceirização de governabilidade que Paulo Norberto Koerich, PL, deu do seu governo ao mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP (foto ao lado) e a Ciro André Quintino, MDB, depois de ver o seu partido PL se enfraquecer para dar a presidência da Câmara a Alexsandro Burnier, hoje no PRD, brigar com o seu vice, Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, e ver fugir do seu controle, o vereador Thimoti Tiago Deschamps, União Brasil, ligado e porta-voz de Rodrigo.
E para piorar, é um governo do atraso, com influência decisiva do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar. Sejam nos despachos ou justificativas que chegam da própria prefeitura para a Câmara, sejam nas relatorias das matérias da Câmara, quando é comum se ouvir de que o Sindicato está de acordo com a proposta, se não foi o avalista da matéria em si.
Também pudera. O PLC 02/2026 deste 24 de março ampliou para três, os servidores municipais com direito à licença remunerada para assim se dedicarem exclusivamente às atividades sindicais -, sendo dois deles, obrigatoriamente, do Sintraspug.
Mais. A Reforma Administrativa que está tramitando na Câmara, ainda não possui, claramente, a dimensão do impacto financeiro sobre os cofres públicos. O relator da matéria, Dionísio Luiz Bertoldi, PT, diz que estudos que sua equipe vem fazendo, apontam para um aumento em torno de R$15 milhões nas despesas no ano que vem. A prefeitura contesta, mas não detalha esta conta. Admite, apenas, que ela pode chegar a R$9,8 milhões se a Reforma fosse válida este ano.
Entretanto, é só correr os projetos de leis aprovados na Câmara no governo de Paulo Norberto Koerich, PL, e perceber de que ele fez uma atualização generalizada as demandas de leis federais ou estaduais que ampliam benefícios, ou reduzem horas trabalhadas, mas com a mesmo salário; ampliou vagas, redefiniu valores, gratificações e outras vantagens.
Esta lista é longa, cara e bem contrária a toda a pregação do conservadorismo e do liberalismo que Paulo Norberto Koerich, PL, diz representar. E isto vai muito além dos R$9,8 milhões. Se somar o que já se fez fatiado antes da aprovação da Reforma Administrativa, o crescimento das despesas pode estar muito próximos dos R$15 milhões. Técnicos consultados, dão números desencontrados. Todos eles, não são menores aos que estimam oficialmente o governo em documentos, declarações ou conversas reservadas. E esta foi uma das razões para se retirar o “regime de urgência”, do PL 06/2026, o da Reforma Administrativa: evitar a verdadeira conta e comparações, como aconteceu com o caso que em queria se aumentar em quase 500% por cento as gratificações dos integrantes da Comissão de Processos Administrativos e Disciplinares. Só não passou, porque o relator foi Giovano Borges, PSD, e viu o exagero.
A LONGA LISTA DE EXEMPLOS ESPARÇOS. É UM MÉTODO. É UMA TÉCNICA DO DISFARCE
Este continuado aumento de despesas – para sempre e tudo tende a piorar, pois os benefícios só aumentam – contraria, frontalmente, o surrado discurso da própria secretária de Fazenda e Gestão Administrativa, também vinda de Blumenau, Ana Karina Schramm Matucheski Cunha. Ela, com a chave e o controle do cofre municipal nas mãos, sempre alega falta de recursos para obras, investimentos, novos projetos e modernização da máquina pública.
Já para o empreguismo não se conhece publicamente uma palavra de alerta. Este tema, reiteradamente, já havia aparecido aqui na área de comentários de leitores e leitoras que não os tenho, segundo o poder de plantão.
Sem falar em 2025, onde a sanha foi menor, nestes oito primeiros meses de 2026, o governo de Paulo Norberto Koerich, PL, como uma máquina de criar despesas, encaminhou vários Projetos de Lei, ou Projetos de Lei Complementares que ampliaram, ou ampliam cargos, funções e despesas permanentes.
Entre os principais estão a reestruturação do magistério, com impacto estimado de cerca de R$ 26,6 milhões em 2027; a criação e ampliação de aproximadamente 57 vagas no PL 26, com impacto de R$ 6,5 milhões; mais 31 vagas na Saúde, com cerca de R$ 4,1 milhões; 22 vagas no Samae, com impactos cerca de R$ 1,56 milhão, além da ampla reestruturação administrativa do PLC 06/2026 que a prefeitura diz ser de R$ 9,8 milhões no ano que vem.
Somando os impactos apresentados pelo próprio Executivo – só os aprovados e sem contar a Reforma Administrativa em si -, chegamos a aproximadamente R$ 34,8 milhões em 2026, R$ 52,6 milhões em 2027 e R$ 54,6 milhões em 2028. Ah, também não está incluído nesta soma, o PLC 07/2026. Ele reestrutura a Procuradoria Geral e a remunera por ganhos de produtividade. Este PL, por enquanto, não se apresentou impacto global claramente quantificado.
Ulalá. Entenderam a jogada? Como, silenciosamente, tudo já passou e tomou conta do caixa do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, bem como de futuros governos? Isto que se aprovou não se corta mais. No Samae, em tempos de inteligência artificial, até cargo de telefonista criou-se. E passou. Com louvor.
SEM OLHAR O TODO

Ficou pasmo? E ainda vem aí a Reforma Administrativa. E sem esperar por ela, Neuza Pasta Fillizetti (foto ao lado, da sua rede social, quando insinuou que queria novos ares), já antecipou a sua reforma embolando um PLC na Câmara. Para passar a Reforma Administrativa, e vendo o governo fragilizado política e administrativamente, a Câmara vai aproveitar para se inchar agora e não se desgastar às vésperas das eleições de 2028. O governo de Paulo Norberto Koerich, PL, que não consegue explicar à cidade para que exatamente quer a autorização de um empréstimo de R$100 milhões, também não consegue ter sob controle o seu Orçamento, bem como a gestão das vaidades de quem os empregou, diante das prioridades da cidade. “Não adiantam bons ventos se não se sabe o porto de destino”, diz o ditado popular. Impressionante.
A crítica principal de tudo isso, mas hoje se sabe que se trata de um método e uma técnica, é que cada projeto vem sendo analisado isoladamente, sem uma avaliação conjunta do efeito sobre a folha e sobre a capacidade financeira do Município. Falta aos vereadores, fiscais do governo, cobrar das suas assessorias e da assessoria técnica da Câmara, esse quadro consolidado e discutir com a cidade se toda essa expansão é realmente necessária e sustentável. Quem entende de contabilidade pública, está preocupado!
O modelo adotado pelo governo de Paulo Norberto Koerich, PL, continua no século 20: aumentar estrutura, cargos, penduricalhos, despesas e, depois, ampliar a necessidade de arrecadação, ou então pedir empréstimos. Estão em silêncio também, as entidades empresariais, as secretas, bem como providencial decorativo Observatório Social.
Uma gestão moderna deveria priorizar a produtividade, a digitalização, a revisão de processos, a integração de estruturas, atualização dos servidores e melhor uso do quadro existente, antes de ampliar, permanentemente, a máquina pública. Paulo Norberto Koerich, PL, por exemplo, está na contramão dos candidatos que ele diz apoiar. Eles pregam, se eleitos e para angariar votos dos cansados de tanto pagar pesados impostos on line, de tirar o Brasil da armadilha e do atoleiro econômico que está metido, onde se cria dívidas e impostos a todo instante para o povo pagar e se endividar, sem perspectivas de futuro.
Paulo Norberto Koerich, PL, até o momento, resiste a esta simples lição. Preferiu com uma lei em discussão na Câmara, preferiu colocar gasolina no fogaréu, criar uma lei para atender especificamente a uma secretária sua que não quer esperar o desfecho da Reforma Administrativa na Câmara. Quem mesmo o orienta Paulo Norberto Koerich, PL, se entre eles, divergem publica e administrativamente? O “novo” chefe de gabinete que se tornou garoto de recado das divergências na Câmara? Muda, Gaspar!
TRAPICHE

Em tempo de eleições e muitos candidatos por aqui, uns gatos pingados de Gaspar foram tirar fotos, fazer vídeos e se esbaldar nas redes sociais em protesto contra a várzea que se tornou o STF, a nova cortina e perigosa de fumaça da eleição presidencial. Ele mancha a imagem do verdadeiro judiciário, principalmente o da Comarca e o de Santa Catarina, sem espaços – por enquanto – para estas chicanas contra o devido processo legal e a politização das discussões que deveria estar restritas aos códigos, leis e jurisprudências consolidadas pela segurança jurídica de quem a procura para ver seu direito preservado. Um mau exemplo este do STF.
Eu exagero mais uma vez sobre os gatos pingados na manifestação de Gaspar? Então, compare estes números. Segundo o IBGE somos 79.645 almas. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral somos 51.631 eleitores. E na eleição de 2024, Paulo Norberto Koerich, PL, ganhou com 52,98% e contra concorrentes de peso. E o que mostra, ou o que não mostra a foto acima? O peso dos vencedores na hora decisiva.
Neste Sete de Setembro, os nossos gatos pingados – até por necessidade de uma foto e da propaganda política de si próprios. Não foram lá liderados e movidos por uma causa. Eles foram até a nossa icônica escadaria da Igreja Matriz de São Pedro Apóstolo cumprir um rito marqueteiro. Se não houvesse eleições este ano, a escadaria estaria vazia, como ficou em várias outras datas nacionais de protesto do mundo conservador. Estariam em Blumenau, Brusque, Itajaí e Balneário Camboriú.
Aviso. Até as eleições do primeiro turno, este espaço não dará “espaço” para candidatos locais sem votos. Podem carregar suas melancias de interesses no pescoço. Falta-lhes em primeiro lugar unidade partidária, em segundo unidade comunitária e regional. Falta-lhes discurso. Na semana do dia quatro de outubro, volto à ativa neste assunto com os números colhidos pelos candidatos e cabos dos paraquedistas nas urnas. Vamos ver que tem café no bule e o quanto estou enganado com antecipação,.
Finalmente, três temas cruciais chegaram as campanhas de governador em Santa Catarina: a mobilidade, o saneamento básico e a perigosa litoralização catarinense. Uma coisa está ligada com a outra. E uma não é mais prioritária do que a outra. E todas, exigem liderança, muito investimento e preocupação do curto ao longo prazo.
Como um estado que se diz produtor, exportador – cheio de portos – não possui caminhos para competir no estado, no Brasil e no mundo? Como um estado que se vende como turístico não tem caminhos para a sustentabilidade deste negócio do futuro, feito, principalmente, de pequenos e médios negócios? Como um estado cheio de praias, sonega o essencial delas aos moradores, veranistas e turistas: a balneabilidade? Como um estado que vende a qualidade de vida, se permite concentrar-se unicamente no litoral, contribuindo desta forma para a perda desta identidade referencial?
Lembro-me muito bem quando um dia na troca do século, em conversa com um diretor de poderoso meio de comunicação catarinense – e que já não era tão catarinense assim -, toquei no tema balneabilidade e o questionei à razão pela qual não se fazia campanhas e denúncias da degradação do maior bem natural que tínhamos, os balneários litorâneos.
A resposta daquele dia do “visionário” da empresa de comunicação está me latejando até hoje: “as entidades e anunciantes são contra este tema que dizem serem de ONGs“. Pois é. A bosta bateu no setor do turismo, imobiliário e no governo. Eles a esconderam durante décadas. Hoje, poderíamos não ter este problema para solução atrasada e urgente. Ao menos na proporção que se apresenta. E a Casan se tornou parte da bosta. Em Gaspar, com atraso de 20 anos, decidiram construir a estação de tratamento antes da rede coletora…
Estamos em tempo de plantio do arroz irrigado. Ele vem perdendo espaços significativos para a expansão urbana em Gaspar. Mas, ainda é a nossa principal cultura produtiva. Já a secretaria de Agricultura e Aquicultura, também com gente trazida de fora, do litoral, continua teimosamente preocupada com a “expansão” da atividade praticamente inexistente por aqui: a “abelha sem ferrão”.
Ah, despreza a monocultura porque ela é agressiva ao meio ambiente, incluindo o uso intensivo de água, cada vez mais escassa ou poluída? Tudo bem. É uma visão. Mas, onde estão os dados, planos, educação e treinamento para a transição – de culturas e atividades -, a sustentabilidade econômica, a fixação do produtor na sua comunidade, a integração com o turismo rural e o multifacetado suporte técnico? É muito cômodo um estranho se instalar por aqui e com teorias da criação do novo mundo.
Impressionante como Blumenau e Gaspar estão sujas, esburacadas e mal cuidadas. A limpeza é um ingrediente fundamental na atração do turismo. Falta o mínimo do mínimo, como a simples varrição de praças e meio-fio, e cheios de capim. O que estas duas cidades vizinhas têm em comum? Delegados no comando.
Na verdade, há pouco o que cobrar. Eles prometiam limpeza no mundo bandido. E até neste, que conhecem bem devido à atividade e o expertise das suas profissões, foram surpreendidos por múltiplas operações do Gaeco e do Ministério Público. Muda, Gaspar!
5 comentários em “MAIS UM EXEMPLO DA GESTÃO “PITI”. SECRETÁRIA ESTICA A CORDA, ANTECIPA E FATIA A REFORMA ADMINISTRATIVA EM SEU FAVOR. POR OUTRO LADO, NA ESTEIRA DISSO TUDO, ESTÁ O ENCARECIMENTO E O INCHAMENTO DA MÁQUINA PÚBLICA MUNICIPAL POR PAULO NORBERTO KOERICH, PL, NUNCA VISTO ANTES POR AQUI. PARECE ATÉ SER UM GOVERNO SINDICAL, DA ESQUERDA DO ATRASO E CONTRÁRIO A ENXUGAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO SETOR PÚBLICO EM TEMPOS DE VACAS MAGRAS PARA A MAIORIA DA POPULAÇÃO”
Herculano
É, no mínimo, cômico — para não dizer constrangedor — ver gente se espantando com a sujeira de Gaspar e cobrando do delegado-prefeito uma cidade limpa.
Alguém parece ter esquecido que ele passou anos como titular de uma delegacia cujo prédio, por décadas, foi sinônimo de abandono, sujeira e insalubridade.
Então, para quem ainda tenta descobrir qual será o padrão de zeladoria da atual administração, a resposta talvez esteja mais perto do que imagina.
Nem precisa procurar muito. Posso passar o endereço.
É só olhar para aquele prédio e perguntar: se esse era o padrão de cuidado que se aceitava dentro de casa, por que esperar algo muito diferente nas ruas da cidade?
Gaspar, ao que tudo indica, não precisa apenas de limpeza. Precisa de uma mudança de conceito sobre o que significa cuidar da cidade. E registre-se quando quem manda não da exemplo, o povo segue. Gaspar diferente de outras cidade do vale, não mostra cara de zelo e casas bem cuidadas como vemos em Pomerode, Brusque ou mesmo Indaial.
Pois é. Passa o endereço para o pessoal conferir ou relembrar…
Boa noite.
Sobre a SUPERSECRETARIA de assistência social abocanhar o bem estar animal não é exatamente por vocação. A pasta recebeu recursos para castrar 1.000 pets.
Segundo a fala da secretária Neusa, ela está pagando R$ 600,00 por cada procedimento.Nas clínicas da cidade a média está pela METADE DO PREÇO.
Depois, o bem estar animal está com repasses na ponta da agulha. Segundo a própria secretária Neusa, só do Meio Ambiente virão R$ 300.000,00. Mas tem mais, MUITO MAIS 👀
Então, o bem estar animal não é uma pasta SEM RECURSOS como dizem, ou ao menos, não é mais…
Quanto a projetos para a Habitação, a secretária Neusa já tem: uma LISTA de cargos e novas CONTRATAÇÕES.
A reunião de comissão da quinta passada foi bastante REVELADORA…
Pois é. Nada é por acaso.
O STF ACABA DE DAR O TIPO DE ESCOLHA E VOTO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Com estas sucessões de equívocos, o Supremo Tribunal Federal acaba de influenciar definitivamente na escolha dos brasileiros no dia quatro e 30 de outubro, e tudo piora quanto mais escalar fora do devido processo legal esta crise
A pergunta da urna é: você quer um Supremo parecido com Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Edson Fachin ou com André Mendonça?
Se acha que o STF deve ter a cara de Moraes, Toffoli, Dino e Gilmar, vota-se em Lula. Se quer parecido com Mendonça, o cardápio vai de Renan Santos, Passada por Romeu Zema, Ronaldo Caiado e chega em Flávio Bolsonaro.
Esta é a escolha que está posta na praça. E da pior forma possível. Olha só o estrago que o STF fez contra ele próprio na tal Democracia ameaçada. De um lado a desconfiança. De outro, a esperança. Ambas são perigosas. (by Herculano)