No último artigo publicado aqui A SECRETÁRIA CAMILA, DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL, COM AJUDA DE MELATO, DEBOCHOU DESCARADAMENTE DA CÂMARA, DOS VEREADORES E DA CIDADE, OU ENTÃO PROVOU DE QUE A VINDA DELA NO KIT QUE O PL IMPORTOU DE BLUMENAU E INDAIAL PARA POSTOS CHAVES NA ADMINISTRAÇÃO DE PAULO NORBERTO KOERICH – E QUE PARTE DESTE KIT ESTÁ ENVOLVIDO EM INQUÉRITOS POLICIAIS -, NÃO SERVE PARA OS GASPARENSES além da conta, apareceram comentários de leitores e leitoras, aliás que reiteradamente sempre dizem que não os tenho. Muito estranho. Então retomo a exposição da hipocrisia gasparense. Entre os comentários aprovados, estava este.
Meu caro e exatíssimo Sr. Adilson [ Luiz Schmitt, eleito pelo MDB para 2005/08], ex-prefeito,
O jornalista Herculano já teve a grandeza de reconhecer que foi um dos idealizadores desse projeto político e, publicamente, pediu desculpas à população. O senhor também fez parte dessa construção, ao lado de seu fiel escudeiro. No entanto, ao final, ambos foram descartados e tratados como verdadeiras marionetes por aqueles que ajudaram a eleger.
Diante disso, faço uma pergunta: não está mais do que na hora de o senhor também reconhecer sua parcela de responsabilidade e pedir desculpas ao povo gasparense?
Faço ainda outra indagação. Todos sabem da influência política que o senhor exerceu e do papel decisivo que teve na eleição de uma vereadora. O senhor ainda mantém alguma influência sobre sua pupila ou perdeu completamente a capacidade de dialogar e orientar politicamente aquela que ajudou a eleger?
São perguntas legítimas. Afinal, quem ajuda a construir um projeto político também precisa assumir a responsabilidade pelos seus resultados, especialmente quando eles ficam muito aquém das expectativas da população.
A DIFERENÇA ENTRE A GRANDEZA E VERGONHA NA CARA
Vamos por partes. Eu não tive um gesto grandeza, alguma. Apenas, tive vergonha na cara. Não fui conivente e nem cego. Não fui parça diante daquilo que se torna cada vez mais frustrante para todos os gasparenses: a mudança, a transparência e os resultados que não vieram depois de um ano de sete meses de claudicante governo. Ele nem consegue fazer reuniões rotineiras de planejamento com sua própria equipe .
E outra, fundamental: não fiz, nem direta, nem indiretamente, parte do projeto que elegeu Paulo Norberto Koerich, PL, prefeito. Não dei palpites, sequer. E nem podia. Perderia a minha independência e comprometeria este espaço perante a minha audiência. Eu já era crítico antes mesmo de Paulo ser candidato, uma pessoa que eu tinha em boa conta – e há décadas – até então. Paulo, inscrito no PL, com aval presencial do governador Jorginho Mello, em reunião privada na Casa D’Agronômica, negava isto, na cara dura e em público. Um sinal. E dos piores que estava por vir. E veio.
Para não me alongar sobre mim mesmo, deixo o link do artigo origem deste comentário do leitor acima e publicado no dia 9 de julho: UM TEXTO AUTO-EXPLICATIVO. TODOS FALHAM E ERRAM, INCLUSIVE EU. A MAIORIA BUSCA A REMISSÃO E O APERFEIÇOAMENTO. SÓ OS CEGOS, SURDOS E FRAGILIZADOS TEIMAM E CULPAM OS OUTROS POR SUAS PRÓPRIAS FALHAS E ERROS
A ESCOLHA, O ERRO E A FRUSTAÇÃO
Naturalmente, a polêmica não sou eu. Eu no máximo sou portador dela ou a alimento. E isto não é crime: é debate, é esclarecimento e diálogo. Os poderosos de sempre que mandam na prefeitura de Gaspar por décadas e fazem de marionetes os eleitos de ontem e de hoje, simplesmente não querem isto. Estranho. Estranhíssimo. Mas, é compreensível diante dos interesses particulares em jogo de todos eles. A cidade, se retalhada diante desses interesses, é um detalhe, apenas.
Nada, se tornou mais polêmico do que a acusação ao ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, que se filiou ao PL, ajudou a eleger Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, mas mesmo antes da eleição de outubro, com a vitória de Paulo já encaminhada, foi na cara dura, descartado, como cão sarnento, pelo próprio Paulo e seu entorno.
Outro sinal. E dos piores que estava por vir. Adilson que queria ser vereador teve que bater em retirada por sucessivos constrangimentos orquestrados no novo núcleo de poder, por pressão dos donos de Gaspar ao candidato da vez marcado para ganhar. E por quê? No passado, estes mesmos donos da cidade tiveram seus interesses contrariados pelo ex-prefeito Adilson. Para mostrar a sua força eleitoral, Adilson abraçou uma candidata manca e a elegeu vereadora. Agora, está sendo cobrado.
Adilson, como eu, comeu a isca e respondeu ao comentário postado por meu leitor.
“Realmente, na política sempre me posicionei. Nas últimas eleições municipais, apostei numa Dupla Prefeito e Vereadora, trabalhei, pedi votos, conquistei eleitores e votei. Mas logo após o resultado das eleições comecei a observar as suas movimentações e acordos. Então em março de 2025, pedi minha desfiliação do PL.
Me afastei, num primeiro momento da Vereadora que foi a quarta mais votada e num passo seguinte em virtude da atuação e escolhas do executivo, também me distancie. Passados quase 19 meses, a palavra que resume tudo isso é decepção.
Por isso humildemente, venho a público dizer aos amigos e apoiadores que estou muito decepcionado, peço desculpas pelo apoio dado e que Gaspar, vai sobreviver aos próximos 29 meses restantes. Vamos ver o fim desta Gestão, pois Gaspar é a Cidade Coração do Vale!
Continuarei atento aos movimentos e movimentações que por ventura ocorram”.
SEM FORÇA PARA REVERTER O CAOS , A FRACA E FRUSTADA OPOSIÇÃO CULPA IMAGINÁRIOS TRÊS SUPOSTOS INFLUENCIADORES COM CRÉDITOS, IDÉIAS E CORAGEM NA POLÍTICA-ADMINISTRATIVA
O senhor [Adilson] também fez parte dessa construção, ao lado de seu fiel escudeiro [Aurélio Marcos de Souza, que foi procurador geral de Adilson entre 2005/08, estava filiado ao PL, mas saiu em fevereiro do ano que vem, ou seja, dois meses depois da posse de Paulo e também se tornou um apontador reiterado de incoerência e inanição do governo de Paulo]. Registo para contextualizar e que frusta os meus algozes: eu não estive filiado a qualquer partido na minha vida.
Aurélio que aparece por aqui, vez por outra, com artigos inteligentes, polêmicos e as vezes, desconstituindo os meus posicionamentos. Disse-me de que não escreveria nada, por enquanto. “Prefiro a fama. Não concordo, mas se estão dizendo que nós três somos os responsáveis pela eleição de Paulo, é ele [Paulo e seu entorno que se lambuzam em erros] quem está em dívida com a gente. Esse pessoal da oposição está nos reconhecendo e nos deve respeito“.
É claro que Aurélio Marcos de Souza não está falando a sério. Mas, o que está explícito, é que os frustrados pelo que não consegue ser respondida às necessidades básica da cidade, cidadãos e cidadãs pelo governo Paulo e diante de tanta cumulativos de erros, dúvidas e falta de planejamento, prioridades e principalmente falta de transparência, a maioria dos gasparenses estão encontrando as Genis. E Adilson, Aurélio e eu viramos alvos das pedras.
Eu não fiz campanha para Paulo. E nunca cravei que ele era o melhor, mas que tinha credenciais para sê-lo. Ainda tem chances. Mas, em quase dois anos, sem projetos em andamento, sem obras, sem mudanças e com uma equipe pífia, sendo parte dela importada e envolta à dúvidas, isto está cada vez mais longe. Estou de alma lavada. E vou continuar olhando a maré da política de Gaspar. É uma delícia, mesmo nas frustações. Lido com gente, diferenças, vaidades e poder. Muda, Gaspar!
TRAPICHE
Depois que publiquei no sábado este artigo aqui A SECRETÁRIA CAMILA, DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL, COM AJUDA DE MELATO, DEBOCHOU DESCARADAMENTE DA CÂMARA, DOS VEREADORES E DA CIDADE, OU ENTÃO PROVOU DE QUE A VINDA DELA NO KIT QUE O PL IMPORTOU DE BLUMENAU E INDAIAL PARA POSTOS CHAVES NA ADMINISTRAÇÃO DE PAULO NORBERTO KOERICH – E QUE PARTE DESTE KIT ESTÁ ENVOLVIDO EM INQUÉRITOS POLICIAIS -, NÃO SERVE PARA OS GASPARENSES a sessão especial da Câmara virou hit nas redes sociais de políticos, como o vereador Giovano Borges, PSD, outros pelo Vale do Itajaí. Entendeu Paulo Norberto Koerich, PL, a importância deste espaço?
Teimoso, apostando no desgaste dos seu próprio currículo, Paulo Norberto Koerich, PL, ainda não seu deu conta que o PL de Blumenau, Indaial e Florianópolis está usando Gaspar e o governo dele como poleiro, com coisas cada vez mais inexplicáveis neste relacionamento que foi e vem sendo desvendo pelo Gaeco, a polícia especializada de Blumenau contra a corrupção e o Ministério Público. Desgastante. E o desgaste é maior, porque Paulo carrega a fama de um investigar do fama. E depois de 30 anos de experiência espera que o tempo seja o senhor do esquecimento.

Por outro lado, um dia antes, na quinta-feira, outra sessão especial foi realizada na Câmara para debater e esclarecer um requerimento do vereador Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, e ligado ao vice-prefeito Rodrigo Boeing Althoff, que deixou o PL pelo Republicanos e está isolado por Paulo. Era para esclarecer à razão e o custo da contratação de um escritório de advocacia de Blumenau para gerir a parte legal – complicada e sem transparência à cidade – do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ao Hospital Santo Antônio, de Blumenau.
Qual o babado? Uma das integrantes deste escritório está marcada em uma das operações da polícia especializada de Blumenau contra a corrupção, o Gaeco e o Ministério Público. E há muitas dúvidas. A sessão além de quase inútil foi um vexame sem igual. Falharam o vereador e sua assessoria, bem como a da Câmara, que se consultada, poderia ter orientado melhor.
Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, baseado numa dica errada da líder de governo, Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL (mais uma vez ela), convocou a pessoa errada: Sandro Sandri como presidente da Comissão Interventora do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, quando na verdade deveria ser Claudionor da Cruz Souza. Hoje, é o importado de Blumenau, Renato Cláudio Wanrosky.
E precisava disso? Era só ir atrás da documentação, toda disponível na mão de um celular, procurando os atos de nomeações. O governo de Paulo Norberto Koerich, PL, que tem muito a esconder à cidade sobre tudo, comemorou. Credo.
O Ministério Público de Gaspar está apertando o cerco aos abrigos de cães e gatos em Gaspar. Uma vergonha esta área que possui estrutura para resultados e foi tema de campanha na eleição de Paulo Norberto Koerich. Agora, a secretaria de Assistência Social que não resolve os seus problemas inerentes à pasta dedicada a pessoas expostas e vulneráveis, abraçou a causa animal largada à desorganização e voluntários. Credo.
Enquanto Haroldo Roberto Medeiros, o Suca, ex-emedebista roxo pelo ex-prefeito Bernardo Leonardo Spengler (já falecido) se torna uma sombra da articulação política sem resultados do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, a Fundação Municipal de Esporte e Lazer onde está pendurado como titular, vai permitindo que crianças se machuquem em espaços e equipamentos montados para o esporte e sem a devida manutenção. Muda, Gaspar!
21 comentários em “OS FRUSTADOS E ESPERANÇOSOS POR MUDANÇAS, BEM COMO OS ADVERSÁRIOS, JÁ DEFINIRAM OS CULPADOS PELO ATÉ AQUI ERRÁTICO – UM ANO E SETE MESES – GOVERNO DE PAULO NORBERTO KOERICH, PL. SÃO OS DE BOA-FÉ OS QUE APOIARAM E OS QUE VOTARAM MACIÇAMENTE NELE (52,98% DOS VOTOS VÁLIDOS).ESTÃO CERTOS. MAS, HÁ EXAGEROS E GENIS”
Mais uma vez as redes sociais passaram como um caminhão por cima da imprensa local. Tirando essa coluna, se não fosse os “influencers” das cidades vizinhas, Indaial e Blumenau, Camila ainda estaria escondidinha no amplo gabinete do Planejamento, sem um piu da imprensa. Até o Pragas, misteriosamente (ou talvez não tão misteriosamente assim) caliu-se nos últimos dias. A dúvida que fica agora é se o Pedro Bornhausen vai cumprir com as promessas de Maiochi e Camila aos “investidores” de campanha.
Bem pontuado. A imprensa depende de migalhas da prefeitura – e da pressão dos empresários locais – e perde espaço e principalmente o seu papel. Saudades. Eu não mudei. São décadas. Não dependo de ninguém. Daqui a pouco tem mais.
CAMILA NÃO RESISTE AOS FATOS. E CAI. PODE VIR MAIS
A Diretora-Geral de Projetos de Infraestrutura Pública, da secretaria de Planejamento Territorial de Gaspar, Camilla Beatriz Tillmann, deixou de sê-la, um dia depois de ter sido nomeada pelo portaria 9.291. A publicação da sua saída deverá acontecer no Diário Oficial dos Municípios de amanhã. Camila era a Diretora, trazida de Indaial pelo então secretário de Planejamento Territorial, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi, enrolado em várias operações policiais contra a corrupção de Blumenau durante o governo de lá de Mário Hildebrandt, PL.
Até ontem Camila substituía Maiochi, depois que ele foi exonerado em Gaspar e está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele é funcionário de carreira da prefeitura de Blumenau.
Camila não resistiu ao vexatório e debochado depoimento que deu na Câmara de Gaspar e que reportei em “A SECRETÁRIA CAMILA, DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL, COM AJUDA DE MELATO, DEBOCHOU DESCARADAMENTE DA CÂMARA, DOS VEREADORES E DA CIDADE, OU ENTÃO PROVOU DE QUE A VINDA DELA NO KIT QUE O PL IMPORTOU DE BLUMENAU E INDAIAL PARA POSTOS CHAVES NA ADMINISTRAÇÃO DE PAULO NORBERTO KOERICH – E QUE PARTE DESTE KIT ESTÁ ENVOLVIDO EM INQUÉRITOS POLICIAIS -, NÃO SERVE PARA OS GASPARENSES”.
Camila não resistiu, na verdade, a uma série de documentos e áudios que a colocou publicamente no centro de muitas dúvidas e ratificou o que se falava nos bastidores dessas importações trazidas de Blumenau e Indaial por bolsonaristas e o PL ligado a Mário Hildebrandt. Dependendo do que vai acontecer de hoje em diante, também estão nesta lista de dispensas Aline Fonseca Pereira Bratfisch e Lúcia Detzel.
Na mesma linha de desgaste, está a toda poderosa secretária da Fazenda e Gestão Administrativa, com passagens por Blumenau e Indaial, Ana Karina Schramm Matuchski Cunha, poderá ser atingida. Ela chegou a trabalhar aqui ao tempo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e o então secretário de Fazenda e Gestão Administrativa daquele governo e presidente do MDB gasparense, Carlos Roberto Pereira.
O governo de Paulo Norberto Koerich, PL, que jura ter entrevistado todos antes de empregá-los por aqui, também jura estar sendo surpreendido não pelos fatos em si que foram antecipados por vários canais a ele, mas pelas provas que percorrem e inundam as redes sociais, aplicativos de mensagens e fazem parte das provas e evidências das operações policiais. Muda, Gaspar!
A respeito do todo, nada de novidade. Mais uma troca de secretário a Jovem dançou, pelo menos ele colocou um Gasparense não sei se é engemnheiro, mas trouxe o vereador para lado dele. Não que isso vai mudar o estelionato eleitoral que foi em Gaspar.
Sr. Excelentíssimo Jornalista e Redator,
Peço desculpas se meu comentário parecer irônico, mas sempre enxerguei o senhor como alguém que esteve à frente dos principais debates da nossa cidade e que conta com uma respeitável rede de amigos, entre advogados, ex-prefeitos e ex-vereadores.
Por isso, causa estranheza que tenha passado a oportunidade de esclarecer à sociedade gasparense questões tão relevantes, como a suspensão do TEC/SC e o cancelamento de um pregão superior a R$ 5 milhões em razão de supostas irregularidades.
Não lhe parece estranho que fatos dessa importância tenham recebido tão pouca atenção? A população merece informações claras e transparentes sobre assuntos que envolvem a administração pública.
(O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC) determinou a suspensão cautelar da Concorrência Eletrônica nº 14/2026, lançada pela Prefeitura de Gaspar para a contratação de serviços técnicos especializados de arquitetura e engenharia em metodologia BIM (Building Information Modeling). O certame tem valor estimado de R$5.365.498,51 e foi interrompido após indícios de irregularidades apontados em análise preliminar da Diretoria de Licitações e Contratações (DLC). A decisão foi proferida pelo conselheiro substituto Gerson dos Santos Sicca e publicada no Diário Oficial Eletrônico do TCE/SC em 15 de julho.)
Entre parentes, uma cópia da manchete de um jornal regional aparentemente novo na área…
Caro: se não for provocação, realmente é má-fé.
Primeiro. Aonde eu sou responsável por esta licitação barrada no Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina?
Segundo. E não sendo, quem deve explicações? Eu? E por quê?
Afinal, quem é o prefeito de Gaspar eleito com 52,98% pelo povo? Quem é o procurador geral de Gaspar que ele escolheu e avalizou isto? Quem é a secretária de Fazenda e Gestão Administrativa que ele escolheu, bem como o Controlador Geral que ele escolheu, o Chefe de Gabinete que ele escolheu por onde passou estes tipos de licitações? Quem é o secretário de Planejamento Territorial que ele escolheu, o secretário de Obras e Serviços Urbanos que ele escolheu, e a secretária de Educação que ele escolheu, responsáveis por planejamento, gestão e execução de obras e reformas de escolas e CDIs caindo aos pedaços por falta de manutenção do governo anterior e que o Tribunal de Contas diz que não pode ser feito como se arquitetou pelos bruxos de Gaspar?
É muita gente para fazer a coisa certa, mas o culpado ainda sou eu? Credo.
Por último, repito, aonde mesmo eu entro nesta história toda e com culpa solidária de um governo que nada tenho a ver com ele? Muda, Gaspar!
MAIS DEMAGOGIA NO ALEMÃO, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo
Em julho de 2011, a presidente Dilma Rousseff inaugurou o teleférico do Morro do Alemão, no Rio, e arriscou:
— O Complexo do Alemão tem tudo para se transformar num ponto turístico.
Bingo.
Quatro anos depois, Christine Lagarde, então diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, viajou no teleférico e pontificou:
— Estou me sentindo numa estação de esqui.
Um ano depois, a geringonça foi desativada e desativada está. Madame Lagarde, uma pessoa discreta, nunca produziu outra batatada desse calibre.
De lá para cá, a comunidade voltou ao noticiário em outubro do ano passado, quando a polícia do Rio chacinou 117 pessoas no Morro do Alemão. Se aquela comunidade pode vir a ser um ponto turístico, isso pode vir a ser a criação do Museu da Empulhação, um repositório de todas as presepadas prometidas por presidentes, governadores e prefeitos.
O Alemão já viu de tudo. Programa de Aceleração do Crescimento, teleférico e Unidade de Polícia Pacificadora. Uma operação militar foi saudada como a tomada de Berlim em 1945, teve bandeira hasteada no topo do morro e resultou em nada. Um paspalho fantasiado de Rambo ilustrou a enganação do evento.
A iniciativa de maior alcance levada ao Alemão partiu do Judiciário, pelo Programa Solo Seguro. Em 2023, a Corregedoria Nacional de Justiça entregou 180 escrituras definitivas a moradores da comunidade, facilitando-lhes a vida comercial. A proeza custou a impressão das escrituras, a ajuda dos cartórios e o trabalho de 17 pessoas, duas da Corregedoria, mais 15 da Prefeitura. Ideia do então corregedor Luis Felipe Salomão.
A entrega dos documentos aconteceu com pouca fanfarra e muito trabalho.
O repórter Yuri Eiras informa que, depois de ter torrado R$ 493 milhões de um PAC velho, torrarão mais R$ 210 milhões num PAC novo.
O teleférico está parado; o comércio instalado no seu entorno fechou. Sua recuperação prevê elevadores e escadas rolantes. Uma das empresas encarregadas do serviço solicitou a prorrogação do prazo de entrega da obra pelo mais elementar dos motivos: falta de pagamento.
Nem todo o dinheiro foi para o ralo. Estão funcionando uma creche, o centro comercial, unidades de saúde, espaços para cursos e um cinema. Muita parolagem e pouco resultado.
As comunidades do Rio não precisam ser transformadas em playgrounds de maganos entregando promessas que às vezes satisfazem só aos empreiteiros.
Um painel do Tribunal de Contas da União tabulado em abril de 2025 mostra que, de 196 obras do PAC, 138 estavam paradas. Algumas delas foram recicladas e incluídas no novo PAC de Lula.
Noves fora o mercado de ilusões e propinas do governo Sérgio Cabral (2007-2014), o próprio projeto do teleférico desprezou a opinião dos moradores, mais interessados em descer do que em subir. O Museu da Empulhação poderia começar em torno de um núcleo que trataria só do Alemão. Expandindo-se, ganharia o nome de Museu do Ontem. Ele teria a virtude de manter vivas as promessas feitas com a plena certeza de que não serão cumpridas ou, refinando o diagnóstico, serão cumpridas enquanto intere$$arem aos empreiteiros.
A PERGUNTA DO DIA
O terceirizado – o que era um sinal de desastre anunciado e que se comprovou ao longo do tempo, mesmo sob protesto contra quem observasse isto – governo de Paulo Norberto Koerich, PL, já acabou?
O PP que dominou, usufruiu e se manchou no governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e agora no Podemos, com Luiz Carlos Spengler Filho e Marcelo de Souza Brick, ambos do PP, já fazia a barba com o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato e Mara Lúcia Xavier da Costa dos Santos para dar governabilidade na Câmara, agora, além do cabelo e bigode, faz o sovaco com Pedro Inácio Bornhausen.
SOBRA INFORMAÇÃO, FALTA INFORMAÇÃO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
A uma plateia de oficiais, o general Carlos Eduardo Barbosa da Costa, comandante do Centro de Inteligência do Exército (CIE), expôs a arquitetura do crime organizado que opera dentro e ao redor do Brasil, conforme recentemente reportou o Estadão.
Cercado pelos três maiores produtores de cocaína do mundo – Colômbia, Peru e Bolívia – e pelo maior produtor de maconha, o Paraguai, o Brasil funciona como uma espécie de entreposto logístico de uma cadeia criminosa que movimenta, só no mercado interno, cerca de R$ 30 bilhões por ano. Some-se a isso outros R$ 50 bilhões advindos da exportação de cocaína. Segundo o general Costa, facções brasileiras de natureza mafiosa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), mantêm relações estreitas com os principais cartéis daqueles países e com o Tren de Aragua, da Venezuela.
O general foi igualmente didático ao tratar de outra frente da “guerra híbrida” que o Brasil enfrenta: a ameaça cibernética. Só em 2025, o CIE registrou mais de 754 bilhões de tentativas de invasão de sistemas brasileiros, muitas bem-sucedidas em razão da fragilidade de instituições públicas mal preparadas para lidar com o problema. O vazamento de 3,39 terabytes de dados da Dígitro Tecnologia, cujos sistemas de interceptação são usados por 90% das empresas de segurança do País, e a paralisação de serviços essenciais do governo federal em junho de 2025 provam que nossa vulnerabilidade não se circunscreve às fronteiras físicas nem ao tráfico de drogas.
Não é a primeira vez que o Estado brasileiro tem à disposição um diagnóstico detalhado da engrenagem criminosa que afronta sua própria autoridade e inferniza a vida de milhões de cidadãos. Relatórios de inteligência, CPIs, operações policiais e estudos acadêmicos já demonstraram o alcance territorial e o poder bélico e financeiro das organizações mafiosas consolidadas no País. Não falta informação. Falta ação inspirada por um senso de urgência nacional que una a sociedade contra inimigos comuns, independentemente das diferenças político-ideológicas que legitimamente dividem os cidadãos em uma democracia.
Basta observar o destino da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que, a despeito de suas lacunas, dota o Estado de instrumentos mais eficazes para o combate ao crime organizado. Meses depois de aprovada na Câmara, a PEC dormita nos escaninhos do Senado, à mercê dos interesses políticos do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), às turras com o Palácio do Planalto. Uma pauta que deveria ser prioridade republicana virou refém de uma rinha entre Poderes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, não pode transformar a segurança pública em reles bandeira eleitoreira. Ele sabe que a violência urbana figura entre as maiores aflições dos brasileiros e ocupará papel central na campanha eleitoral deste ano, em que tentará a reeleição. Tratar do tema só quando lhe é conveniente, ou culpar governadores de oposição pelos fracassos da segurança pública, é tão irresponsável quanto a inércia do Senado.
O combate ao crime organizado precisa ser uma política de Estado, perene e protegida das ventanias da conjuntura política, não uma agenda condicionada às ondas de indignação popular e/ou aos ciclos eleitorais. Nenhuma nação se desenvolveu econômica, política e socialmente sob a sombra do crime organizado. Organizações como o PCC não são bandos quaisquer: são estruturas mafiosas que nasceram e prosperaram sob o beneplácito do mesmo Estado que tem o dever de destruí-las, como detentor do monopólio da violência.
O Brasil precisa enfrentar esse monstro que ajudou a criar por décadas de omissão e complacência, no melhor cenário, ou por corrupção de seus agentes, no pior. O próprio general fez questão de delimitar o papel das Forças Armadas: por força da Constituição, cabe a elas a defesa da soberania territorial, não a linha de frente do combate ao crime organizado – tarefa que recai sobre as polícias e os órgãos de segurança pública, estaduais e federais. Não há atalho nem substituto para a ação coordenada das forças públicas. Não existe organização criminosa maior nem mais poderosa do que o Estado. Passa da hora de agir.
A MÁGICA DA SEMANA DE CINCO DIAS, por Deirdre Nansen McCloskey, 83 anos, economista, professora na Universidade de Illinois, em Chicago, Estados Unidos. Artigo sob tradução publicado no jornal Folha de S. Paulo
Seria maravilhoso se uma lei pudesse nos tornar ricos ou felizes. Eu adoraria que isso fosse verdade. Pense. O Congresso poderia aprovar uma lei determinando que os brasileiros sejam felizes. É claro que funcionaria —brilhantemente. Os brasileiros andariam por aí sorrindo o tempo todo. Ou o Congresso poderia aprovar uma lei estabelecendo que nenhum brasileiro roube de outro. Ah, espere: ele já aprovou uma lei assim. Também deve estar funcionando, certo? Ninguém no Brasil —especialmente os membros do próprio Congresso— jamais rouba de ninguém.
Ou o Congresso poderia aprovar uma lei —como dizem que o Legislativo do estado americano de Indiana fez certa vez— determinando que o valor do número matemático pi fosse arredondado para 3,00000, em vez do irritante 3,14159. Ficaria muito mais simples calcular a área de um círculo. A economia brasileira dispararia.
Ou a Câmara dos Deputados poderia aprovar uma emenda constitucional para garantir que todos os trabalhadores —especialmente em serviços que precisam funcionar aos domingos, como transporte aéreo ou hotelaria— tivessem dois dias de descanso por semana, em vez do antigo dia único (geralmente o domingo). Ah, espere. Mariana Trujillo me informou, na edição de junho de 2025 da revista “Reason”, que, em maio, a Câmara realmente fez isso.
Os gênios da economia na Câmara devem ter percebido que, com um sexto a menos de trabalho semanal do funcionário, o patrão “malvado” simplesmente cortaria o salário mensal para compensar. Então, a Câmara acrescentou uma cláusula proibindo isso. Por lei, vejam só.
Um mês de 30 dias tem, naturalmente, 30 ÷ 7 = 4,29 semanas. Pela legislação atual, o patrão obtém, portanto, 6 × 4,29 = 25,74 dias de trabalho de um funcionário por mês. No primeiro mês de vigência da nova lei, ele obterá apenas 5 × 4,29 = 21,45 dias de trabalho. Ele é obrigado por lei a pagar ao funcionário o mesmo salário mensal de antes. (Fácil de fiscalizar, não?)
O trabalhador médio em restaurantes no Brasil ganha hoje cerca de R$ 2.150 por mês. Ou seja, ele ganha R$ 2.150 mensais divididos por 25,74 dias de trabalho, o que dá cerca de R$ 83,60 por dia trabalhado. Depois que o Congresso agitar sua varinha mágica, ele passará a ganhar R$ 2.150 divididos por 21,45, ou seja, cerca de R$ 100 por dia trabalhado. Maravilha! Por decisão do Congresso, sua renda aumentará 20%.
Isso é ótimo! Basta aprovar uma lei para que a situação do trabalhador médio melhore 20%! Mas por que parar por aí? Se o Congresso determinar uma semana de quatro dias, a renda diária dele aumentará 40%! É realmente maravilhoso. Mas é infantil. É a mesma mágica que determina 30 dias de férias “remuneradas” por ano no Brasil. Por que não 60 dias? Ou 120? E é a mesma mágica usada para instituir o salário mínimo legal. Se o salário mínimo legal pode melhorar a vida dos trabalhadores pobres, por que não aumentá-lo ainda mais? Para R$ 10 mil por dia? R$ 30 mil? R$ 100 mil? Vamos acabar com a pobreza no Brasil por decreto do Congresso.
O artigo de Trujillo explica as diversas consequências negativas da imposição da semana de cinco dias, entre elas, é claro, forçar mais brasileiros a irem para o setor informal —o que continuará ocorrendo com a semana de seis dias.O princípio adulto, econômico, histórico e não mágico é óbvio. Os brasileiros só conseguirão mais se produzirem mais. E só produzirão mais se permitirem a inovação. Apenas isso.Não por meio de palavras mágicas no Congresso.
Acho engraçada a minha ingenuidade. Na política, muitas vezes os movimentos parecem surpreendentes, mas, olhando com calma, percebe-se que tudo faz parte de um jogo maior.
No PSD, João Rodrigues expulsou Damásio do partido por apoiar Jorginho Mello. Em Gaspar, o PP apoiou o PL para a Prefeitura com o discurso de que a cidade estaria “em boas mãos”. Agora, porém, o PP acabou escanteado pelo grupo de Jorginho, e tanto o PP quanto o MDB passaram a caminhar ao lado de João Rodrigues.
Enquanto isso, em Gaspar, o coordenador das campanhas de Kleber e de Paulo assume a missão de apagar o incêndio na Secretaria de Obras.
A impressão que fica é que todos conhecem o tabuleiro. Algumas situações apenas saíram do controle e a “garfada” precisará ser repensada. Como diz Giovano, ele está fazendo barulho porque precisa de palanque para João Rodrigues. Faz sentido dentro da lógica política: cada movimento de hoje ajuda a pavimentar o caminho para 2028.
No fim, na política, raramente as peças se movem por acaso.
A política não tem lógica. Devemos, cobrar apenas coerência entre o discurso, a prática e o resultado, expondo os que se acham intocáveis e espertos contra os seus próprios eleitores, eleitoras e a sociedade que representam e por ela são sustentados. Os políticos, querem sempre o escurinho
.
Muito boa tarde…
Até fim do ano o PP inteiro estará na prefeitura…. em todos os cargos possiveis e impossiveis…
Esta é a assinatura do bolsonarismo, do PL e de Paulo Norberto Koerich. Morderam, mais uma vez, a língua comprida.
NOTA DE ESCLARECIMENTO E POSICIONAMENTO PÚBLICO
Aos cidadãos gasparenses e aos leitores da coluna Olhando a Maré,
Em respeito à população de Gaspar, à minha trajetória e à verdade dos fatos, vejo-me no dever de prestar alguns esclarecimentos a propósito de comentários veiculados recentemente sobre os bastidores da política local.
1. A Provocação e o Papel de “Fiel Escudeiro”
Não me identifico com o rótulo de “fiel escudeiro”, pois minha trajetória sempre foi pautada pela autonomia. No entanto, diante da provocação pública formulada na coluna, faço questão de vestir a carapuça neste momento para responder com a clareza e a hombridade que o debate exige.
Minha relação com o Adilson é de amizade e lealdade pessoal, mas jamais de cegueira ideológica. Divergências políticas e rotas de colisão sempre existiram entre nós, o que apenas prova que mantenho minha independência de pensamento, e que a verdadeira amizade resiste ao contraditório, sem espaço para o papel de “marionete”.
2. Candidatura e Relação com o Atual Prefeito
Diferente das narrativas que tentam desenhar articulações mirabolantes de bastidor:
• Minha filiação ao Partido Liberal (PL) ocorreu em 2020, muito antes de o projeto político vitorioso se desenhar ou de novos nomes ingressarem na sigla.
• Minha relação direta com o atual prefeito resumiu-se a apenas três breves encontros:
o O primeiro, por ocasião da renovação da minha CNH, quando o nome dele era apenas especulado;
o O segundo, no dia da eleição, em um restaurante local, onde o cumprimentei e desejei sorte;
o O terceiro, já após a eleição, durante a Expofeira (evento municipal voltado à causa animal), onde estive presente e, em tom de reflexão e alerta ao ver ao seu lado um secretario problemático, comentei com ele que “quanto mais conhecia os homens, mais gostava do meu cachorro”.
• Depois disso, jamais voltei a vê-lo — até porque manter contato com o prefeito tornou-se uma missão quase impossível, diante do forte cerco construído por aqueles que o rodeiam e evitam o acesso.
• “NUNCA CONDICIONEI QUALQUER APOIO OU PEDIDO DE VOTO A CARGOS PÚBLICOS, FAVORES OU VANTAGENS”. Meu apoio deu-se exclusivamente por acreditar, naquele momento, em uma proposta de mudança para Gaspar. Desafio e coloco-me à inteira disposição para qualquer ACAREAÇÃO com quem quer que afirme o contrário.
3. O Senso Crítico e a Desfiliação Partidária
Tenho por hábito ler, analisar e confrontar dados antes de emitir qualquer juízo. Ao acompanhar o período pós-eleitoral e a montagem da equipe de governo — especialmente a escolha dos cargos de confiança —, percebi que o grupo montado não entregaria os resultados prometidos ao eleitorado.
Diante dessa leitura técnica e recusando-me a ser cúmplice de um modelo do qual discordava:
• Em fevereiro de 2025, anunciei pessoalmente minha saída ao Adilson e a outras lideranças.
• Na sequência, encaminhei formalmente meu requerimento de desfiliação ao presidente do partido.
4. O Elogio Involuntário e a Consciência Tranquila
Por fim, recebo a menção do autor do comentário até mesmo como um elogio. Ao tentar nos responsabilizar pela eleição do atual gestor, o “Observador” acaba por reconhecer a força, a credibilidade e o peso político que exercemos no processo eleitoral de Gaspar.
Como ensina o preceito bíblico, “que a sua mão esquerda não saiba o que faz a sua direita”. Eu e Adilson pedimos votos por convicção em um volume talvez muito maior do que muitos daqueles que hoje se assentam à mesa do poder com o atual prefeito.
A diferença crucial é esta: não fui descartado; eu optei por sair. A decisão de se afastar quando um projeto se desvia dos seus princípios é um dever moral com a minha história e com o povo gasparense. Quem pede voto por barganha fica preso ao cargo; quem pede voto por princípio preserva a liberdade e a cabeça erguida.
O tempo, senhor da razão, apenas confirmou o que a análise rigorosa já apontava lá atrás.
Aurélio Marcos de Souza
Cidadão Gasparense
Quantos em Gaspar podem escrever o que o Aurélio Marcos de Souza escreveu, assinou e se colocou à disposição para acareação dos espertos de plantão? Outra. Estão os que plantaram vantagens e ainda não as obtiveram, frustrados, decepcionados e estão passando esta vergonha para os outros. Simples assim. Especialista em cortinas de fumaça. Chupa que é de uva.
Estão aumentando vagas, salários e criando mais despesas sem gente qualificada para preencher estas vagas. Vão importar dos esquemas de Blumenau, Indaial, Florianópolis dos que ficarem sem empregos depois das eleições de outubro? É isto?
Por que a Camila Beatriz Tillmann, depois daquele vexame e abundantes contradições contra o próprio governo de Paulo Norberto Koerich, PL, continua empregada? Credo
Boa tarde.
Na sessão do Thimoti, faltou ao governo esclarecer a contratação DEZENAS de funcionários pra área da SAÚDE (provavelmente os descartados do Perpétuo Socorro) SEM CONCURSO PÚBLICO.
Como argumento, a vaga promessa de AMPLIAÇÃO no horário de atendimento nas UBS e policlínica de Gaspar.
Quando digo que um não larga a mão do OUTRO…
E ainda, estes vereadores se acham atingidos, quando cobrados por seus eleitores e eleitoras, no mínimo e escancarado a todos. Impressionante.
Muito bem pontuado e muito bem justificado.
No entanto, há ditados populares que, na política, parecem inevitáveis.
Primeiro: quem atira no que vê pode acabar acertando o que não vê. Na política, toda ação produz consequências, muitas vezes inesperadas.
Segundo: a política é a arte de engolir sapos. Alianças improváveis e mudanças de posição fazem parte do jogo, ainda que desagradem quem acompanha a vida pública.
Terceiro: nem sempre a vitória política representa uma verdadeira vitória. Em alguns casos, o preço de vencer é tão alto que talvez fosse melhor ter perdido.
Achei louvável o seu esclarecimento público. Entretanto, quando uma decisão gera frustração ou quebra de expectativas, um gesto de humildade também tem valor. Uma declaração de arrependimento, quando sincera, costuma fortalecer a credibilidade muito mais do que simplesmente justificar os acontecimentos.
THE ECONOMIST: ATAQUE AO PIX REFORÇA “PAIXÃO” PELO SISTEMA DE PAGAMENTOS, traduzido e publicado em O Globo
O Pix brasileiro entrou na mira do governo do presidente Donald Trump e foi usado como um dos argumentos para os Estados Unidos aprovarem uma sobretaxa de 25% sobre uma série de produtos importados do Brasil, após a conclusão de uma investigação comercial que durou um ano e que classificou como “injustas” determinadas práticas comerciais adotadas pelo país.
As críticas reforçaram ainda mais o apelo do sistema de pagamento, diz a revista, que cita o fato dele já fazer parte da rotina da população. Cerca de 170 milhões de pessoas ou quase 80% da população usam o sistema de pagamento gratuito e instantâneo.
A Casa Branca alega que o Pix é uma ameaça competitiva às empresas americanas e que o sistema, operado pelo Banco Central (BC) é protecionista. Os dois argumentos não encontram respaldo em fatos, mostra reportagem da revista britânica The Economist. A revista lembra que o Pix não faz distinção entre instituições financeiras e participantes locais ou estrangeiros. E lembra que empresas como Visa ou Mastercard aderiram ao sistema voluntariamente.
O texto afirma que embora o fato de o Banco Central operar e regular o Pix possa suscitar questões, o debate é relacionado à concentração de poder e não à discriminação contra empresas americanas.
No lugar de canibalizar outros meios de pagamentos, a revista afirma que o Pix ampliou o mercado. Ainda assim, existem pressões sobre os participantes. Mas, ao contrário do que os EUA apontam, não se trata de impacto sobre o volume de transações mas sobre as taxas cobradas. Empresas no país pagam geralmente uma taxa de 2% sobre as vendas no cartão de crédito para o processador de pagamento. A popularização do Pix, segundo a revista, joga pressão sobre as empresas de cartões para justificar as taxas que cobram.
A premissa de que o Pix prejudicou as empresas americanas de meios de pagamento se baseia em um equívoco sobre o motivo que levou à criação do meio de pagamento digital, aponta a publicação, lembrando que, antes, os serviços existentes, inclusive os oferecidos por empresas estrangeiras, cobravam tarifas pelas transações eletrônicas que não conseguiam ser pagas por muitos brasileiros de baixa renda.
O Pix foi criado justamente para mudar essa realidade e está longe de substituir outros meios de pagamento eletrônicos. A publicação britânica ressalta que, ao tornar as transferências gratuitas para os consumidores e instantâneas, o Pix incentivou as pessoas a manterem seus salários e suas economias nas contas bancárias, em vez de sacar o dinheiro. E isso fortaleceu o sistema bancário brasileiro.
Segundo estimativas do Banco Central, pelo menos 70 milhões de pessoas passaram a integrar o sistema financeiro formal desde o lançamento da plataforma.
Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio citado na matéria aponta que os bancos localizados em municípios com maior adoção do Pix registraram crescimento mais acelerado dos depósitos, sendo que o efeito foi ainda mais forte em regiões com grandes economias informais. Outro estudo mostrou que os estabelecimentos comerciais tinham maior probabilidade de aceitar cartões de débito em localidades onde o Pix era mais difundido. Desde 2020, o número de transações com cartão de crédito no Brasil aumentou 127%.
RISCO É VIRAR MODELO PARA A REGIÃO
De acordo com o The Economist, a grande preocupação do governo Trump talvez seja a possibilidade de o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro se tornar um modelo para o restante da América Latina, o que reduziria os lucros das redes americanas de cartões e sua influência na região.
Além do Brasil, o México, o segundo país mais populoso da região, lançou em 2019 sua própria plataforma de pagamentos instantâneos, o CoDi. No entanto, sua adoção permaneceu muito baixa: em 2024, apenas 1,6% dos mexicanos haviam utilizado o sistema.
Um ponto positivo apontado pela reportagem é de que o Pix também tornou o setor bancário brasileiro mais competitivo. Antes de seu lançamento, em 2020, uma das razões pelas quais os clientes permaneciam nos grandes bancos tradicionais era que transferir dinheiro era um processo lento e caro. Ao tornar as transferências gratuitas e instantâneas, o Pix reduziu o custo de trocar de banco, facilitando a competição de instituições menores e bancos digitais pela preferência dos consumidores.
EMENDAS PIX INSTITUCIONALIZAM A DESORDEM, editorial do jornal Folha de S. Paulo
A maior auditoria já realizada pelo Tribunal de Contas da União sobre as chamadas emendas Pix expõe a degradação das finanças públicas brasileiras. Em uma amostra de 100 transferências, 82 apresentaram irregularidades, que vão de pagamentos sem comprovação e obras inacabadas a indícios de fraude em licitações, superfaturamento e desvio de finalidade.
Não se trata de desvios isolados, mas da evidência de que o modelo criado pelo Congresso favorece o uso possivelmente criminoso desses recursos.
As emendas Pix surgiram com o argumento de desburocratizar transferências da União para estados e municípios. Na prática, transformaram-se em mecanismo de distribuição de verbas com fiscalização, rastreamento e prestação de contas insuficientes. O apelido se justifica: o dinheiro sai rápido de Brasília, mas frequentemente se perde em um emaranhado de contas e contratos.
O TCU identificou recursos movimentados por contas de passagem, documentação irregular, despesas incompatíveis com sua finalidade e contratos marcados por restrição à concorrência e favorecimento de empresas. Os indícios justificam o encaminhamento dos casos à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e à Controladoria-Geral da União.
É verdade que houve um vácuo regulatório nos primeiros anos e que decisões posteriores do Supremo Tribunal Federal (STF), além de normas recentes, passaram a exigir planos de trabalho e maior transparência. São avanços importantes, mas insuficientes diante da dimensão do problema.
A falha não está apenas na ausência de regras. O defeito central é o incentivo político criado nos últimos anos.
Com a ampliação contínua do volume de emendas e o enfraquecimento dos mecanismos de controle, consolidou-se um orçamento paralelo, pulverizado e orientado por interesses eleitorais, em prejuízo do planejamento de políticas estruturantes.
A execução orçamentária deixou de seguir critérios técnicos para atender à lógica da influência parlamentar. O resultado é previsível: investimentos fragmentados, baixa eficiência, desperdício e corrupção.
Se 4 em cada 5 emendas fiscalizadas apresentam irregularidades, o país não enfrenta apenas falhas de gestão. Assiste à institucionalização de uma desordem que banaliza o uso do dinheiro público e corrói a confiança nas instituições. Cabe ao Congresso Nacional aceitar que transparência, rastreabilidade e controle são condições indispensáveis para a legitimidade da política.