No último artigo publicado aqui A SECRETÁRIA CAMILA, DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL, COM AJUDA DE MELATO, DEBOCHOU DESCARADAMENTE DA CÂMARA, DOS VEREADORES E DA CIDADE, OU ENTÃO PROVOU DE QUE A VINDA DELA NO KIT QUE O PL IMPORTOU DE BLUMENAU E INDAIAL PARA POSTOS CHAVES NA ADMINISTRAÇÃO DE PAULO NORBERTO KOERICH – E QUE PARTE DESTE KIT ESTÁ ENVOLVIDO EM INQUÉRITOS POLICIAIS -, NÃO SERVE PARA OS GASPARENSES além da conta, apareceram comentários de leitores e leitoras, aliás que reiteradamente sempre dizem que não os tenho. Muito estranho. Então retomo a exposição da hipocrisia gasparense. Entre os comentários aprovados, estava este.
Meu caro e exatíssimo Sr. Adilson [ Luiz Schmitt, eleito pelo MDB para 2005/08], ex-prefeito,
O jornalista Herculano já teve a grandeza de reconhecer que foi um dos idealizadores desse projeto político e, publicamente, pediu desculpas à população. O senhor também fez parte dessa construção, ao lado de seu fiel escudeiro. No entanto, ao final, ambos foram descartados e tratados como verdadeiras marionetes por aqueles que ajudaram a eleger.
Diante disso, faço uma pergunta: não está mais do que na hora de o senhor também reconhecer sua parcela de responsabilidade e pedir desculpas ao povo gasparense?
Faço ainda outra indagação. Todos sabem da influência política que o senhor exerceu e do papel decisivo que teve na eleição de uma vereadora. O senhor ainda mantém alguma influência sobre sua pupila ou perdeu completamente a capacidade de dialogar e orientar politicamente aquela que ajudou a eleger?
São perguntas legítimas. Afinal, quem ajuda a construir um projeto político também precisa assumir a responsabilidade pelos seus resultados, especialmente quando eles ficam muito aquém das expectativas da população.
A DIFERENÇA ENTRE A GRANDEZA E VERGONHA NA CARA
Vamos por partes. Eu não tive um gesto grandeza, alguma. Apenas, tive vergonha na cara. Não fui conivente e nem cego. Não fui parça diante daquilo que se torna cada vez mais frustrante para todos os gasparenses: a mudança, a transparência e os resultados que não vieram depois de um ano de sete meses de claudicante governo. Ele nem consegue fazer reuniões rotineiras de planejamento com sua própria equipe .
E outra, fundamental: não fiz, nem direta, nem indiretamente, parte do projeto que elegeu Paulo Norberto Koerich, PL, prefeito. Não dei palpites, sequer. E nem podia. Perderia a minha independência e comprometeria este espaço perante a minha audiência. Eu já era crítico antes mesmo de Paulo ser candidato, uma pessoa que eu tinha em boa conta – e há décadas – até então. Paulo, inscrito no PL, com aval presencial do governador Jorginho Mello, em reunião privada na Casa D’Agronômica, negava isto, na cara dura e em público. Um sinal. E dos piores que estava por vir. E veio.
Para não me alongar sobre mim mesmo, deixo o link do artigo origem deste comentário do leitor acima e publicado no dia 9 de julho: UM TEXTO AUTO-EXPLICATIVO. TODOS FALHAM E ERRAM, INCLUSIVE EU. A MAIORIA BUSCA A REMISSÃO E O APERFEIÇOAMENTO. SÓ OS CEGOS, SURDOS E FRAGILIZADOS TEIMAM E CULPAM OS OUTROS POR SUAS PRÓPRIAS FALHAS E ERROS
A ESCOLHA, O ERRO E A FRUSTAÇÃO
Naturalmente, a polêmica não sou eu. Eu no máximo sou portador dela ou a alimento. E isto não é crime: é debate, é esclarecimento e diálogo. Os poderosos de sempre que mandam na prefeitura de Gaspar por décadas e fazem de marionetes os eleitos de ontem e de hoje, simplesmente não querem isto. Estranho. Estranhíssimo. Mas, é compreensível diante dos interesses particulares em jogo de todos eles. A cidade, se retalhada diante desses interesses, é um detalhe, apenas.
Nada, se tornou mais polêmico do que a acusação ao ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, que se filiou ao PL, ajudou a eleger Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, mas mesmo antes da eleição de outubro, com a vitória de Paulo já encaminhada, foi na cara dura, descartado, como cão sarnento, pelo próprio Paulo e seu entorno.
Outro sinal. E dos piores que estava por vir. Adilson que queria ser vereador teve que bater em retirada por sucessivos constrangimentos orquestrados no novo núcleo de poder, por pressão dos donos de Gaspar ao candidato da vez marcado para ganhar. E por quê? No passado, estes mesmos donos da cidade tiveram seus interesses contrariados pelo ex-prefeito Adilson. Para mostrar a sua força eleitoral, Adilson abraçou uma candidata manca e a elegeu vereadora. Agora, está sendo cobrado.
Adilson, como eu, comeu a isca e respondeu ao comentário postado por meu leitor.
“Realmente, na política sempre me posicionei. Nas últimas eleições municipais, apostei numa Dupla Prefeito e Vereadora, trabalhei, pedi votos, conquistei eleitores e votei. Mas logo após o resultado das eleições comecei a observar as suas movimentações e acordos. Então em março de 2025, pedi minha desfiliação do PL.
Me afastei, num primeiro momento da Vereadora que foi a quarta mais votada e num passo seguinte em virtude da atuação e escolhas do executivo, também me distancie. Passados quase 19 meses, a palavra que resume tudo isso é decepção.
Por isso humildemente, venho a público dizer aos amigos e apoiadores que estou muito decepcionado, peço desculpas pelo apoio dado e que Gaspar, vai sobreviver aos próximos 29 meses restantes. Vamos ver o fim desta Gestão, pois Gaspar é a Cidade Coração do Vale!
Continuarei atento aos movimentos e movimentações que por ventura ocorram”.
SEM FORÇA PARA REVERTER O CAOS , A FRACA E FRUSTADA OPOSIÇÃO CULPA IMAGINÁRIOS TRÊS SUPOSTOS INFLUENCIADORES COM CRÉDITOS, IDÉIAS E CORAGEM NA POLÍTICA-ADMINISTRATIVA
O senhor [Adilson] também fez parte dessa construção, ao lado de seu fiel escudeiro [Aurélio Marcos de Souza, que foi procurador geral de Adilson entre 2005/08, estava filiado ao PL, mas saiu em fevereiro do ano que vem, ou seja, dois meses depois da posse de Paulo e também se tornou um apontador reiterado de incoerência e inanição do governo de Paulo]. Registo para contextualizar e que frusta os meus algozes: eu não estive filiado a qualquer partido na minha vida.
Aurélio que aparece por aqui, vez por outra, com artigos inteligentes, polêmicos e as vezes, desconstituindo os meus posicionamentos. Disse-me de que não escreveria nada, por enquanto. “Prefiro a fama. Não concordo, mas se estão dizendo que nós três somos os responsáveis pela eleição de Paulo, é ele [Paulo e seu entorno que se lambuzam em erros] quem está em dívida com a gente. Esse pessoal da oposição está nos reconhecendo e nos deve respeito“.
É claro que Aurélio Marcos de Souza não está falando a sério. Mas, o que está explícito, é que os frustrados pelo que não consegue ser respondida às necessidades básica da cidade, cidadãos e cidadãs pelo governo Paulo e diante de tanta cumulativos de erros, dúvidas e falta de planejamento, prioridades e principalmente falta de transparência, a maioria dos gasparenses estão encontrando as Genis. E Adilson, Aurélio e eu viramos alvos das pedras.
Eu não fiz campanha para Paulo. E nunca cravei que ele era o melhor, mas que tinha credenciais para sê-lo. Ainda tem chances. Mas, em quase dois anos, sem projetos em andamento, sem obras, sem mudanças e com uma equipe pífia, sendo parte dela importada e envolta à dúvidas, isto está cada vez mais longe. Estou de alma lavada. E vou continuar olhando a maré da política de Gaspar. É uma delícia, mesmo nas frustações. Lido com gente, diferenças, vaidades e poder. Muda, Gaspar!
TRAPICHE
Depois que publiquei no sábado este artigo aqui A SECRETÁRIA CAMILA, DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL, COM AJUDA DE MELATO, DEBOCHOU DESCARADAMENTE DA CÂMARA, DOS VEREADORES E DA CIDADE, OU ENTÃO PROVOU DE QUE A VINDA DELA NO KIT QUE O PL IMPORTOU DE BLUMENAU E INDAIAL PARA POSTOS CHAVES NA ADMINISTRAÇÃO DE PAULO NORBERTO KOERICH – E QUE PARTE DESTE KIT ESTÁ ENVOLVIDO EM INQUÉRITOS POLICIAIS -, NÃO SERVE PARA OS GASPARENSES a sessão especial da Câmara virou hit nas redes sociais de políticos, como o vereador Giovano Borges, PSD, outros pelo Vale do Itajaí. Entendeu Paulo Norberto Koerich, PL, a importância deste espaço?
Teimoso, apostando no desgaste dos seu próprio currículo, Paulo Norberto Koerich, PL, ainda não seu deu conta que o PL de Blumenau, Indaial e Florianópolis está usando Gaspar e o governo dele como poleiro, com coisas cada vez mais inexplicáveis neste relacionamento que foi e vem sendo desvendo pelo Gaeco, a polícia especializada de Blumenau contra a corrupção e o Ministério Público. Desgastante. E o desgaste é maior, porque Paulo carrega a fama de um investigar do fama. E depois de 30 anos de experiência espera que o tempo seja o senhor do esquecimento.

Por outro lado, um dia antes, na quinta-feira, outra sessão especial foi realizada na Câmara para debater e esclarecer um requerimento do vereador Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, e ligado ao vice-prefeito Rodrigo Boeing Althoff, que deixou o PL pelo Republicanos e está isolado por Paulo. Era para esclarecer à razão e o custo da contratação de um escritório de advocacia de Blumenau para gerir a parte legal – complicada e sem transparência à cidade – do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ao Hospital Santo Antônio, de Blumenau.
Qual o babado? Uma das integrantes deste escritório está marcada em uma das operações da polícia especializada de Blumenau contra a corrupção, o Gaeco e o Ministério Público. E há muitas dúvidas. A sessão além de quase inútil foi um vexame sem igual. Falharam o vereador e sua assessoria, bem como a da Câmara, que se consultada, poderia ter orientado melhor.
Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, baseado numa dica errada da líder de governo, Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL (mais uma vez ela), convocou a pessoa errada: Sandro Sandri como presidente da Comissão Interventora do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, quando na verdade deveria ser Claudionor da Cruz Souza. Hoje, é o importado de Blumenau, Renato Cláudio Wanrosky.
E precisava disso? Era só ir atrás da documentação, toda disponível na mão de um celular, procurando os atos de nomeações. O governo de Paulo Norberto Koerich, PL, que tem muito a esconder à cidade sobre tudo, comemorou. Credo.
O Ministério Público de Gaspar está apertando o cerco aos abrigos de cães e gatos em Gaspar. Uma vergonha esta área que possui estrutura para resultados e foi tema de campanha na eleição de Paulo Norberto Koerich. Agora, a secretaria de Assistência Social que não resolve os seus problemas inerentes à pasta dedicada a pessoas expostas e vulneráveis, abraçou a causa animal largada à desorganização e voluntários. Credo.
Enquanto Haroldo Roberto Medeiros, o Suca, ex-emedebista roxo pelo ex-prefeito Bernardo Leonardo Spengler (já falecido) se torna uma sombra da articulação política sem resultados do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, a Fundação Municipal de Esporte e Lazer onde está pendurado como titular, vai permitindo que crianças se machuquem em espaços e equipamentos montados para o esporte e sem a devida manutenção. Muda, Gaspar!
11 comentários em “OS FRUSTADOS E ESPERANÇOSOS POR MUDANÇAS, BEM COMO OS ADVERSÁRIOS, JÁ DEFINIRAM OS CULPADOS PELO ATÉ AQUI ERRÁTICO – UM ANO E SETE MESES – GOVERNO DE PAULO NORBERTO KOERICH, PL. SÃO OS DE BOA-FÉ OS QUE APOIARAM E OS QUE VOTARAM MACIÇAMENTE NELE (52,98% DOS VOTOS VÁLIDOS).ESTÃO CERTOS. MAS, HÁ EXAGEROS E GENIS”
Acho engraçada a minha ingenuidade. Na política, muitas vezes os movimentos parecem surpreendentes, mas, olhando com calma, percebe-se que tudo faz parte de um jogo maior.
No PSD, João Rodrigues expulsou Damásio do partido por apoiar Jorginho Mello. Em Gaspar, o PP apoiou o PL para a Prefeitura com o discurso de que a cidade estaria “em boas mãos”. Agora, porém, o PP acabou escanteado pelo grupo de Jorginho, e tanto o PP quanto o MDB passaram a caminhar ao lado de João Rodrigues.
Enquanto isso, em Gaspar, o coordenador das campanhas de Kleber e de Paulo assume a missão de apagar o incêndio na Secretaria de Obras.
A impressão que fica é que todos conhecem o tabuleiro. Algumas situações apenas saíram do controle e a “garfada” precisará ser repensada. Como diz Giovano, ele está fazendo barulho porque precisa de palanque para João Rodrigues. Faz sentido dentro da lógica política: cada movimento de hoje ajuda a pavimentar o caminho para 2028.
No fim, na política, raramente as peças se movem por acaso.
A política não tem lógica. Devemos, cobrar apenas coerência entre o discurso, a prática e o resultado, expondo os que se acham intocáveis e espertos contra os seus próprios eleitores, eleitoras e a sociedade que representam e por ela são sustentados. Os políticos, querem sempre o escurinho
.
Muito boa tarde…
Até fim do ano o PP inteiro estará na prefeitura…. em todos os cargos possiveis e impossiveis…
Esta é a assinatura do bolsonarismo, do PL e de Paulo Norberto Koerich. Morderam, mais uma vez, a língua comprida.
NOTA DE ESCLARECIMENTO E POSICIONAMENTO PÚBLICO
Aos cidadãos gasparenses e aos leitores da coluna Olhando a Maré,
Em respeito à população de Gaspar, à minha trajetória e à verdade dos fatos, vejo-me no dever de prestar alguns esclarecimentos a propósito de comentários veiculados recentemente sobre os bastidores da política local.
1. A Provocação e o Papel de “Fiel Escudeiro”
Não me identifico com o rótulo de “fiel escudeiro”, pois minha trajetória sempre foi pautada pela autonomia. No entanto, diante da provocação pública formulada na coluna, faço questão de vestir a carapuça neste momento para responder com a clareza e a hombridade que o debate exige.
Minha relação com o Adilson é de amizade e lealdade pessoal, mas jamais de cegueira ideológica. Divergências políticas e rotas de colisão sempre existiram entre nós, o que apenas prova que mantenho minha independência de pensamento, e que a verdadeira amizade resiste ao contraditório, sem espaço para o papel de “marionete”.
2. Candidatura e Relação com o Atual Prefeito
Diferente das narrativas que tentam desenhar articulações mirabolantes de bastidor:
• Minha filiação ao Partido Liberal (PL) ocorreu em 2020, muito antes de o projeto político vitorioso se desenhar ou de novos nomes ingressarem na sigla.
• Minha relação direta com o atual prefeito resumiu-se a apenas três breves encontros:
o O primeiro, por ocasião da renovação da minha CNH, quando o nome dele era apenas especulado;
o O segundo, no dia da eleição, em um restaurante local, onde o cumprimentei e desejei sorte;
o O terceiro, já após a eleição, durante a Expofeira (evento municipal voltado à causa animal), onde estive presente e, em tom de reflexão e alerta ao ver ao seu lado um secretario problemático, comentei com ele que “quanto mais conhecia os homens, mais gostava do meu cachorro”.
• Depois disso, jamais voltei a vê-lo — até porque manter contato com o prefeito tornou-se uma missão quase impossível, diante do forte cerco construído por aqueles que o rodeiam e evitam o acesso.
• “NUNCA CONDICIONEI QUALQUER APOIO OU PEDIDO DE VOTO A CARGOS PÚBLICOS, FAVORES OU VANTAGENS”. Meu apoio deu-se exclusivamente por acreditar, naquele momento, em uma proposta de mudança para Gaspar. Desafio e coloco-me à inteira disposição para qualquer ACAREAÇÃO com quem quer que afirme o contrário.
3. O Senso Crítico e a Desfiliação Partidária
Tenho por hábito ler, analisar e confrontar dados antes de emitir qualquer juízo. Ao acompanhar o período pós-eleitoral e a montagem da equipe de governo — especialmente a escolha dos cargos de confiança —, percebi que o grupo montado não entregaria os resultados prometidos ao eleitorado.
Diante dessa leitura técnica e recusando-me a ser cúmplice de um modelo do qual discordava:
• Em fevereiro de 2025, anunciei pessoalmente minha saída ao Adilson e a outras lideranças.
• Na sequência, encaminhei formalmente meu requerimento de desfiliação ao presidente do partido.
4. O Elogio Involuntário e a Consciência Tranquila
Por fim, recebo a menção do autor do comentário até mesmo como um elogio. Ao tentar nos responsabilizar pela eleição do atual gestor, o “Observador” acaba por reconhecer a força, a credibilidade e o peso político que exercemos no processo eleitoral de Gaspar.
Como ensina o preceito bíblico, “que a sua mão esquerda não saiba o que faz a sua direita”. Eu e Adilson pedimos votos por convicção em um volume talvez muito maior do que muitos daqueles que hoje se assentam à mesa do poder com o atual prefeito.
A diferença crucial é esta: não fui descartado; eu optei por sair. A decisão de se afastar quando um projeto se desvia dos seus princípios é um dever moral com a minha história e com o povo gasparense. Quem pede voto por barganha fica preso ao cargo; quem pede voto por princípio preserva a liberdade e a cabeça erguida.
O tempo, senhor da razão, apenas confirmou o que a análise rigorosa já apontava lá atrás.
Aurélio Marcos de Souza
Cidadão Gasparense
Quantos em Gaspar podem escrever o que o Aurélio Marcos de Souza escreveu, assinou e se colocou à disposição para acareação dos espertos de plantão? Outra. Estão os que plantaram vantagens e ainda não as obtiveram, frustrados, decepcionados e estão passando esta vergonha para os outros. Simples assim. Especialista em cortinas de fumaça. Chupa que é de uva.
Estão aumentando vagas, salários e criando mais despesas sem gente qualificada para preencher estas vagas. Vão importar dos esquemas de Blumenau, Indaial, Florianópolis dos que ficarem sem empregos depois das eleições de outubro? É isto?
Por que a Camila Beatriz Tillmann, depois daquele vexame e abundantes contradições contra o próprio governo de Paulo Norberto Koerich, PL, continua empregada? Credo
Boa tarde.
Na sessão do Thimoti, faltou ao governo esclarecer a contratação DEZENAS de funcionários pra área da SAÚDE (provavelmente os descartados do Perpétuo Socorro) SEM CONCURSO PÚBLICO.
Como argumento, a vaga promessa de AMPLIAÇÃO no horário de atendimento nas UBS e policlínica de Gaspar.
Quando digo que um não larga a mão do OUTRO…
E ainda, estes vereadores se acham atingidos, quando cobrados por seus eleitores e eleitoras, no mínimo e escancarado a todos. Impressionante.
Muito bem pontuado e muito bem justificado.
No entanto, há ditados populares que, na política, parecem inevitáveis.
Primeiro: quem atira no que vê pode acabar acertando o que não vê. Na política, toda ação produz consequências, muitas vezes inesperadas.
Segundo: a política é a arte de engolir sapos. Alianças improváveis e mudanças de posição fazem parte do jogo, ainda que desagradem quem acompanha a vida pública.
Terceiro: nem sempre a vitória política representa uma verdadeira vitória. Em alguns casos, o preço de vencer é tão alto que talvez fosse melhor ter perdido.
Achei louvável o seu esclarecimento público. Entretanto, quando uma decisão gera frustração ou quebra de expectativas, um gesto de humildade também tem valor. Uma declaração de arrependimento, quando sincera, costuma fortalecer a credibilidade muito mais do que simplesmente justificar os acontecimentos.
THE ECONOMIST: ATAQUE AO PIX REFORÇA “PAIXÃO” PELO SISTEMA DE PAGAMENTOS, traduzido e publicado em O Globo
O Pix brasileiro entrou na mira do governo do presidente Donald Trump e foi usado como um dos argumentos para os Estados Unidos aprovarem uma sobretaxa de 25% sobre uma série de produtos importados do Brasil, após a conclusão de uma investigação comercial que durou um ano e que classificou como “injustas” determinadas práticas comerciais adotadas pelo país.
As críticas reforçaram ainda mais o apelo do sistema de pagamento, diz a revista, que cita o fato dele já fazer parte da rotina da população. Cerca de 170 milhões de pessoas ou quase 80% da população usam o sistema de pagamento gratuito e instantâneo.
A Casa Branca alega que o Pix é uma ameaça competitiva às empresas americanas e que o sistema, operado pelo Banco Central (BC) é protecionista. Os dois argumentos não encontram respaldo em fatos, mostra reportagem da revista britânica The Economist. A revista lembra que o Pix não faz distinção entre instituições financeiras e participantes locais ou estrangeiros. E lembra que empresas como Visa ou Mastercard aderiram ao sistema voluntariamente.
O texto afirma que embora o fato de o Banco Central operar e regular o Pix possa suscitar questões, o debate é relacionado à concentração de poder e não à discriminação contra empresas americanas.
No lugar de canibalizar outros meios de pagamentos, a revista afirma que o Pix ampliou o mercado. Ainda assim, existem pressões sobre os participantes. Mas, ao contrário do que os EUA apontam, não se trata de impacto sobre o volume de transações mas sobre as taxas cobradas. Empresas no país pagam geralmente uma taxa de 2% sobre as vendas no cartão de crédito para o processador de pagamento. A popularização do Pix, segundo a revista, joga pressão sobre as empresas de cartões para justificar as taxas que cobram.
A premissa de que o Pix prejudicou as empresas americanas de meios de pagamento se baseia em um equívoco sobre o motivo que levou à criação do meio de pagamento digital, aponta a publicação, lembrando que, antes, os serviços existentes, inclusive os oferecidos por empresas estrangeiras, cobravam tarifas pelas transações eletrônicas que não conseguiam ser pagas por muitos brasileiros de baixa renda.
O Pix foi criado justamente para mudar essa realidade e está longe de substituir outros meios de pagamento eletrônicos. A publicação britânica ressalta que, ao tornar as transferências gratuitas para os consumidores e instantâneas, o Pix incentivou as pessoas a manterem seus salários e suas economias nas contas bancárias, em vez de sacar o dinheiro. E isso fortaleceu o sistema bancário brasileiro.
Segundo estimativas do Banco Central, pelo menos 70 milhões de pessoas passaram a integrar o sistema financeiro formal desde o lançamento da plataforma.
Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio citado na matéria aponta que os bancos localizados em municípios com maior adoção do Pix registraram crescimento mais acelerado dos depósitos, sendo que o efeito foi ainda mais forte em regiões com grandes economias informais. Outro estudo mostrou que os estabelecimentos comerciais tinham maior probabilidade de aceitar cartões de débito em localidades onde o Pix era mais difundido. Desde 2020, o número de transações com cartão de crédito no Brasil aumentou 127%.
RISCO É VIRAR MODELO PARA A REGIÃO
De acordo com o The Economist, a grande preocupação do governo Trump talvez seja a possibilidade de o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro se tornar um modelo para o restante da América Latina, o que reduziria os lucros das redes americanas de cartões e sua influência na região.
Além do Brasil, o México, o segundo país mais populoso da região, lançou em 2019 sua própria plataforma de pagamentos instantâneos, o CoDi. No entanto, sua adoção permaneceu muito baixa: em 2024, apenas 1,6% dos mexicanos haviam utilizado o sistema.
Um ponto positivo apontado pela reportagem é de que o Pix também tornou o setor bancário brasileiro mais competitivo. Antes de seu lançamento, em 2020, uma das razões pelas quais os clientes permaneciam nos grandes bancos tradicionais era que transferir dinheiro era um processo lento e caro. Ao tornar as transferências gratuitas e instantâneas, o Pix reduziu o custo de trocar de banco, facilitando a competição de instituições menores e bancos digitais pela preferência dos consumidores.
EMENDAS PIX INSTITUCIONALIZAM A DESORDEM, editorial do jornal Folha de S. Paulo
A maior auditoria já realizada pelo Tribunal de Contas da União sobre as chamadas emendas Pix expõe a degradação das finanças públicas brasileiras. Em uma amostra de 100 transferências, 82 apresentaram irregularidades, que vão de pagamentos sem comprovação e obras inacabadas a indícios de fraude em licitações, superfaturamento e desvio de finalidade.
Não se trata de desvios isolados, mas da evidência de que o modelo criado pelo Congresso favorece o uso possivelmente criminoso desses recursos.
As emendas Pix surgiram com o argumento de desburocratizar transferências da União para estados e municípios. Na prática, transformaram-se em mecanismo de distribuição de verbas com fiscalização, rastreamento e prestação de contas insuficientes. O apelido se justifica: o dinheiro sai rápido de Brasília, mas frequentemente se perde em um emaranhado de contas e contratos.
O TCU identificou recursos movimentados por contas de passagem, documentação irregular, despesas incompatíveis com sua finalidade e contratos marcados por restrição à concorrência e favorecimento de empresas. Os indícios justificam o encaminhamento dos casos à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e à Controladoria-Geral da União.
É verdade que houve um vácuo regulatório nos primeiros anos e que decisões posteriores do Supremo Tribunal Federal (STF), além de normas recentes, passaram a exigir planos de trabalho e maior transparência. São avanços importantes, mas insuficientes diante da dimensão do problema.
A falha não está apenas na ausência de regras. O defeito central é o incentivo político criado nos últimos anos.
Com a ampliação contínua do volume de emendas e o enfraquecimento dos mecanismos de controle, consolidou-se um orçamento paralelo, pulverizado e orientado por interesses eleitorais, em prejuízo do planejamento de políticas estruturantes.
A execução orçamentária deixou de seguir critérios técnicos para atender à lógica da influência parlamentar. O resultado é previsível: investimentos fragmentados, baixa eficiência, desperdício e corrupção.
Se 4 em cada 5 emendas fiscalizadas apresentam irregularidades, o país não enfrenta apenas falhas de gestão. Assiste à institucionalização de uma desordem que banaliza o uso do dinheiro público e corrói a confiança nas instituições. Cabe ao Congresso Nacional aceitar que transparência, rastreabilidade e controle são condições indispensáveis para a legitimidade da política.