Diante do feriado de amanhã de Corpus de Christi, eu não tinha programado qualquer artigo. Iria deixar a procissão sob os belos tapetes que os voluntários fazem por aqui andar. Estava disposto, mais uma vez, a pedir milagres para os nossos governantes de plantão em Gaspar. E com eles, melhorar as suas escolhas que a cada dia pioram a sua imagem por não criarem resultados para os cidadãos, cidadãs e a cidade.
Entretanto, diante do sincero discurso e admissão de culpa feito ontem à noite pela líder do governo de Paulo de Norberto Koerich, PL, na tribuna da sessão velório político dos aliados do governo na Câmara de Gaspar, a também policial, a amiga do peito e vereadora Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, este fato se tornou relevante para o comentário de hoje. Por isso, não posso perder a oportunidade e o timmig deste Calvário.
A posição de Alyne – que vive torcendo o nariz e desconstituindo ás minhas observações exatamente para rechaçar à clareza deste espaço aos gasparenses e o meu não alinhamento automático às jogadas que se arma em favor do seu chefe, do amigo e da causa partidária – foi mais do que revelador -, foi uma triste constatação e estava atrasada.
Alyne foi sincera na confissão que fez sobre uma comprovação que percorre a cidade há mais de um ano, sempre abafada pela dita imprensa local. Esta imprensa está sendo engolida tanto pelas redes sociais, aplicativos de mensagens e desmoralizante e infelizmente na comparação com om passado recente, pela imprensa regional. Ontem, Paulo estava num convescote de cunho comercial da NSC. Deu entrevista. Falou da importância da imprensa. Foi legal. Mas, quando ela aqui, ensaia alguma pergunta incômoda sobre os nós da sua administração, só falta ele dar voz de prisão.
Retomando. A lamúria e o lampejo de sincericídio de Alyne lavam a minha alma, e pior: atestam todos os problemas que escrevi aqui, mas que também permearam ou foram hits de audiências em outras páginas de redes sociais. Paulo Norberto Koerich, PL, diz que está no centro das incompreensões. Não se imaginava chegar onde chegou. E nem se sabe ainda aonde vai dar.
A rara confissão de “mea culpa” de Alyne ao governo que representa, além de um grande avanço para se corrigir o que ainda tem correção, desmonta a tese de que o problema é de quem aponta os erros do governo de Paulo, propaga, opina, ou não se intimida diante dos gritos dele nas entrevistas e conversas privadas. Finalmente, há no que aconteceu ontem na Câmara, o reconhecimento de que não se trata de fofoca, pois quem está apurando os malfeitos em inquéritos que respingaram no atual governo por sua própria barbeiragem, são autoridades com investiduras nas polícias especializadas, o Gaeco e o Ministério Público.
O que Paulo e Alyne temem, agora com mais clareza e visto de que não se tratava de uma onda, que, infelizmente, tudo pode dar numa mesma balaia: o governo passado e o atual, que se elegeu com 52,98% dos votos válidos, jurando que esclareceria tudo, botaria gente na cadeia e por conta disso, mudaria a Gaspar que mesmo ainda, ainda teima e nega-se à transparência.
O estranho nisso tudo, é que Paulo Norberto Koerich, PL, conhece bem este tipo de matéria investigativa, pois é – ou foi – um investigador de fama e passou por todas as funções relevantes de delegado, bem como no Gaeco, até ser secretário de Segurança no governo de Carlos Moisés da Silva, União Brasil.
LENTO, MAL ASSESSORADO E IMPRUDENTE
Como disse Alyne, e posto abaixo este trecho, “o nosso prefeito é um delegado de Polícia e mesmo assim trouxe a confusão para dentro de Casa [Governo]“. Atestou ingenuidade ou a ardileza dos envolvidos. Credo! Paulo e seus bruxos, sabidos de tudo, agora, na hora do aperto, viraram vítimas.
Sobre a lentidão com que se move o governo de Paulo para os resultados, republico abaixo, um artigo de uma leitora, originalmente aprovado na área de comentários do blog, nesta semana intitulada como “Crítica Ácida”. De ácida, não tem nada. Tem é clareza. É um comentários sem retoques. Paulo está surdo e cego. Quando ele fala, ele se mostra desconectado do que rola na cidade. Paulo precisa recomeçar o seu governo. E urgente. E com gasparenses. Gente identificada com a cidade. Que podem ser encontradas no dia a dia.
Paulo não está obrigado a trocar das velhas companhias. Entretanto, amigos do passado, são amigos apenas – alguns influentes, por interesses conflitantes -e não conselheiros sem o ônus dos julgamentos e resultados.
E os novos amigos Paulo que arrumou como candidato e político, na eleição e na gestão que vai para dois anos sem resultados para a cidade? Mais parecem serem amigos, mas os da onça.
Essa gente o engoliu. É a mesma que colocou Kleber Edson Wan Dall, Podemos, Luiz Carlos Spengler Filho e Marcelo de Souza Brick, PP, no poder e deu no que deu. Os planos deles, não são os de Paulo no palanque, muito menos, os coletivos da cidade.
Paulo pirou tudo paraproteger esse grupo que mexe os pauzinhos há décadas por aqui. Imprudente, porque importou – ou aceitou – um pacote de gente marcada em Blumenau e corajosamente, assumiu para si – daí o constrangimento de Alyne bem como à falta de argumentos para combate frontal os críticos -, estas escolhas, jurando que as entrevistou e não viu nada de anormal. Nem isto fica de pé. E por quê? É que desde quando Paulo fez as escolhas entrevistando os que nomeou e empossou, todos lhes advertiam para o erro que fazia e o perigo que corria, inclusive aqui.
Com a palavra Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, em raro momento de comedimento político. Pode estar aí o recomeço. Muda, Gaspar!
CRITICA ÁCIDA, por Maria Neves
“Paulo Koerich talvez esteja descobrindo que a política é bem diferente da delegacia. O distintivo impõe respeito; o voto exige resultado.
Depois de uma vida acostumado a investigar os erros dos outros, agora se vê na desconfortável posição de ter que responder pelos próprios. E a realidade tem sido implacável.
Enquanto se contorce, reclama, grita e tenta encontrar culpados no passado, a cidade segue esperando aquilo que realmente importa: gestão, entregas e soluções.
O problema é que a paciência da população tem prazo de validade. E a fama que começa a se espalhar não é a de um governo eficiente ou transformador, mas a de uma administração lenta, enrolada e incapaz de tirar projetos do papel.
Em política, discurso compra tempo. Resultado compra confiança. E, até aqui, Gaspar tem visto muito do primeiro e pouco do segundo“.
TRAPICHE
O prefeito de Blumenau, o também ex-delegado, e ex-deputado estadual, Egídio Maciel Ferrari, PL (eleito pelo extingo PTB), com a cidade cicatrizada com problemas aparentes de simples, de necessária manutenção como nunca se teve antes por lá, diante das três operações policiais que aconteceram há dias, feitas pela polícia especializada em corrupção, Gaeco e Ministério Público de lá, saltando que nem pipoca na frigideira, Egídio foi as redes sociais anunciar um pente fino em todos os contratos em vigor em Blumenau. E os do dito cartel da pedreira, estão todas paradas. Falta-lhes, dinheiro e que sobrou para os seus sócios ocultos.
O pacotaço de exonerados de Egídio que poderia dar problemas para ele, veio dar aqui e Indaial. E de Gaspar um deles saiu daqui inclusive com tornozeleira eletrônica, mesmo assim, nada pente fino na revisão dos contratos por aqui. Ao menos no espetáculo. Impressionante. Paulo Norberto Koerich, PL, era investigador de fama e delegado que percorreu todas as possibilidades da carreira de policial. Era o mínimo que deveria ter anunciado. Até para ser uma das muitas cortinas de fumaça de criou quando se viu envolto indiretamente por seus nomeados. E depois Paulo reclama da má sorte. Sorte é a soma da capacidade e habilidade aplicada à oportunidade. E a oportunidade já passou. Egídio a pegou. Quem mesmo orienta Paulo.
A reação foi a pior possível: a de esperar o esquecimento público. Quando a coisa pegou, o grupo trazido de Blumenau e que ficou no lugar do ex-secretário de Planejamento Territorial, Michael Jackson Schoenfelder Maiochi, logo botou defeito e desautorizou os fiscais que foram lá na obra da recuperação da barranca do Rio Itajaí Açú, na Rua Anfilóquio Nunes Pires, no bairro Figueira. E pior. Todos os comissionados e ACTs de Maiochi ainda estão firmes e fortes diante do constrangimento que impuseram aos servidores efetivos na função para a qual estão obrigados para não serem prevaricadores.
E a infestação de gente exonerada por Egídio Maciel Ferrari, PL, em Blumenau, para as administrações de Indaial e Gaspar, continua. E mesmo diante de tantos avisos e acontecimentos. Parece um mecanismo automático que resiste, não para e insiste. No dia 14 de maio, José Xavier Pereira, foi exonerado do cargo em comissão de “gerente de Educação Ambiental, por Egídio Maciel Ferrari, PL. Não há nada contra ele. No dia 26 de maio, José Xavier foi nomeado por Paulo Norberto Koerich, PL, para ser em cargo de comissão Diretor de Habitação da secretaria de Planejamento Territorial. Mais um que precisa de GPS para andar por aqui. Será que ele já foi entrevistado por Paulo, ou só pela titular Camila Beatriz Tillmann, trazida por Michael Jackson Schoenfelder Maiochi?
Querem mais. Virá mais. Outro aviso despercebido desta semana. Enquanto a cidade se distraía com a sangria da Saays Soluções Ambientais…A coisa apertava para o pessoal da “pedreira”, o da tornozeleira, e para o antigo governo de Kleber Edson Wan Dall, eleito no MDB e hoje no Podemos. Discretamente, uma operação policial aconteceu no Beco São Pedro, conhecida como Farropa. Só os de lá viram a movimentação. E entenderam.
Foram atrás de documentos e aparelhos de Rafael Weber. Ele foi o primeiro superintendente de Meio Ambiente (03.08.2017 a 16.04.2019) do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, agora no Podemos, e Luiz Carlos Spengler Filho, PP. A coisa está chegando para essa gente que subvertia a lei, a mudava as regras do jogo para si próprio, vingava os críticos, que mudava zoneamento e que apagava vias projetadas via o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e a Câmara; que licenciavam irregularmente desde jazidas de barro, desapareciam com fontes e curso d’água, criavam pareceres contra a legislação vigente. A conta está chegando.

Fedor do lixo I. Desde 2009 – e esta foto ao lado é do dia em que tudo começou sob segredos e com caminhões alugados trazidos da noite para o dia de Curitiba – quem é meu leitor e leitora, sabe eu vinha desenhando este final. Estava na cara. Começou errado. Vingança. É um copia e cola do Hospital de Gaspar doente. Controle estatal. Aparelhamento. Amigos entre amigos novos e antigos. E resultados duvidosos. A capivara dos órgãos de apurações já fez trilha em Gaspar. E capivara só vai onde tem abundância de alimentos. Só ontem estiveram aqui duas vezes por razões diferentes. Isto sem contar semanas afio de aflição e vindas por aqui. Uma das mais importantes operação de ontem teve um nome sugestivo: “DNA do Crime” (não é a série da Netflix). Ou seja, inteligência, temos. Mas…Meu Deus!
Fedor do lixo II. Resumo desta operação que esteve ainda em Blumenau e Curitiba: bloqueio de R$66 milhões em ativos, 95 veículos e 19 imóveis. Uma advogada por vazar informações e ajudar a família implicada gasparense implicada. Esta é a notícia. Foi a notícia espalhada em vários veículos digitais de Santa Catarina na manhã de terça-feira com base em informações fornecidas pelo Ministério Público de Santa Catarina. Só ficamos sabendo pelos nos veículos de comunicação de fora que ofereceram todos os detalhes, fotos de todos os implicados e de montagens, como a que reproduzo abaixo. E olha a empresa nem era investidora na mídia local. Mesmo assim, sintomáticosob todos os aspectos.
Fedor do lixo III. Por que a Operação “DNA do Crime” chegou a Gaspar? Porque estava escrito lá em 2009 que isto um dia iria acontecer, quando a Say Muller foi criada da noite para o dia por Pedro Celso Zuchi, PT. Era o segundo dos seus três mandatos. Ele a inventou duas coisas: uma implicância falsa de que o contrato com a então Recicle e em vigor ao tempo de Adilson Luiz Schmitt, eleito no MDB, e hoje sem partido, estava bichado. A segunda, que precisava controlar e ter gasparenses neste negócio fedido.
Fedor do lixo IV. E foi a luta pela ideia com o seu presidente do Samae, Lovídio Carlos Bertoldi, PT, que se seguiu secretário de Obras e até ser o candidato derrotado quanto tentou suceder Zuchi em 2016. A lua de mel durou quatro anos. No terceiro mandato de Zuchi ela já estava fora. Zuchi já não a dominava mais. A invenção nasceu de um defeito: um simples cuidador do cemitério Santa Terezinha – e que até hoje se tenta regularizar naquilo que foi feito com erros e um pioneiro coletor de recicláveis por aqui Arnaldo Muller. É passado. Ele foi usado. Ele está fora desta confusão onde a criatura engoliu o criador. Arnaldo, inclusive nem é mais da família é. E está longe, ao menos ao que se sabe, deste rolo que se apura no “DNA do Crime”.
Fedor do lixo V. O negócio familiar, já sem Arnaldo- Antes era Say Muller e agora é Saays Soluções Ambientais – por aproximações e padrinhos políticos de oportunidade –foi além de Gaspar, ganhou expertise invejável e por linhas e escolhas tortas. E por isso, passou a ocupar, sucessivamente, as páginas policiais. Virava e mexia era tema de observações aqui como o tal “Fedor do Lixo”. E deu cadeia várias vezes tanto para políticos como para os empresários. E está fedendo. Agora é o “DNA do Crime”.
Fedor do lixo VI. A corda está mais esticada. A operação de ontem, na rea,l impede o funcionamento da empresa, não só com o sufocamento via o capital de giro da empresa Saays Soluções Ambientais, mas principalmente, com o arresto dos seus caminhões que são usados na execução do serviço sob contrato. Supostamente, é para garantir o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos. Ah, mas há possibilidade de se alugar. Há! Além do capital, conspiram a imagem. Quem a quer associada a um mandato?
Fedor do lixo VII. A Saays Soluções Ambientais estava atuando, mais uma vez em Gaspar. De forma emergencial no governo de Kleber Edson Wan Dall, eleito pelo MDB, e hoje no Podemos. Ela adentrou no governo de Paulo Norberto Koerich, PL, mas já está fora. Por enquanto, não há laços de problemas Saays e o governo de Paulo em Gaspar. Por enquanto. Dependerá do que se apurar e do que se delatar. Foram delações que facilitaram tudo para se chegar onde se chegou.
Fedor do lixo VIII. Desta vez, mais centrado, Paulo Norberto Koerich, PL, soltou uma nota, dizendo que a gestão dele vai colaborar. E poderia ser diferente, ainda mais sendo ele um policial? Meu Deus! Alertados, todos estavam desde 2009 por este espaço sabendo como a empresa surgiu, evoluiu e carregava problemas.

Fedor do lixo IX. Quase 20 anos depois, em outro caso, estou com a minha alma lavada de novo. E os leitores e leitoras deste espaço, também. Isto é credibilidade. Por isso, esta gente vive armando vingança e constrangimentos para me pegar enquanto criam vantagens para si e não as querem expostas, como as emendas parlamentares que vão dar para ruas desabitadas. Tudo para valorizar empreendimentos imobiliários. E não podendo me calar, infligem danos em meu patrimônio, sem olhar a lei do retorno. E ela demora, mas é mais dura.
Fedor do lixo X. Não se deve tripudiar. E não vou. Mas, esta gente sabia bem o que fazia e o que estava fazendo. E tinha proteção, tanto que uma advogada foi detida por vazar a informação. Para os demais fica a manchete que percorreu a o estado, que não é a do lixo zero, mas que usava esta marquetagem barata na gestão de Paulo Norberto Koerich, PL, para ter uma indicação de secretária. Ou seja, poderia ter sido pior. E sem entrevista. A segunda administração do PT de Gaspar não tem culpa no desfecho, mas contribuiu para o início de tudo. Assim, como no desmantelamento do Hospital. Isto é história e não estória ou narrativa. E vira e mexe tem pontos em comuns. E bem amarrados. Muda, Gaspar!
Ontem, do nada, sem esperar, veio uma boa, mas ao mesmo tempo, uma preocupante notícia. A Defesa Civil do estado, agora sem Mário Hildebrandt, resolveu investir mais de R$19 milhões nas bombas e diques do Bela Vista. Na Câmara, todos dizendo que isto é do governo do estado, pois o valor soa muito alto e o gato está recém escaldado. E quem é a dona do projeto? É a mesma Iguatemi, a que fez a cara revisão do Plano Diretor ao tempo de Pedro Celso Zuchi e foi engavetado. É a mesma Iguatemi que fez o caro projeto do Anel Viário que iria dar no Bela Vista ao tempo do governo de Carlos Moisés da Silva, União Brasil, e até hoje, é uma lenda abandonada. Será que desta vez um projeto dela sai?
Na Defesa Civil de Gaspar – a que está se livravando dessas dúvidas -, diz por outro lado, de que o equipamento que está lá no Bela Vista, o município estuda transferir para o Sertão Verde. Mas, só depois do governo de Jorginho Melo, PL, instalar a obra milionária prometida para o Bela Vista. Outra coisa. Não adianta instalar estes equipamentos (no Bela Vista e no Serão Verde) se não houver manutenção. Em Blumenau, que é vista como referência neste assunto de prevenção – as notícias são que os diques de lá, estavam todos com problemas. E só agora, corre-se contra o tempo sob ameaça do “El Niño”.
A bancada pluripartidária catarinense na Câmara Federal deu um exemplo de maturidade na votação do fim da escala 6 x 1 e contra o populismo eleitoral de última hora para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, PT. Este projeto carece de estudos, travas, discussões com a sociedade organizada em plena corrida eleitoral. Dos 16 deputados, quatro foram contra. Obviamente os dois do PT Ana Paula Lima e o líder do governo Lula, Pedro Uczai, bem como o empresário de Rio do Sul e radicado em Balneário Camboriú, Jorge Goetten de Lima, do Republicanos (era do PL) e o deputado de Blumenau ligado as denominações evangélicas, Ismael dos Santos, PL (era do PSD). Hum!
Não tem jeito. Gaspar lançou com pompa a cortina de fumaça o tal “Alerta climático”. Um leitor do Belchior Central, teve desembolsar 21 horas de máquinas para a limpeza do ribeirão Belchior na sua propriedade. Gastou tempo e paciência para falar com a secretaria de Obras e Serviços Urbanos, secretaria de Agricultura e Aquicultura, Superintendência da Defesa Civil, bem como a superintendência do Distrito do Belchior. Se tudo desse certo, esta limpeza que a prefeitura prometeu no tal “Alerta climático” chegaria a propriedade do leitor, onde há forte assoreamento, daqui a quatro meses. Possivelmente, depois do “El Niño. Muda, Gaspar!
E por fim, perguntar não ofende ao investigador e ex-delegado Egídio Maciel Ferrari, PL, de Blumenau. É sério que a Ecosystem, de Curitiba, ganhou a concorrência para limpeza e roçadas em Blumenau? A polícia especializada em corrupção e o Gaeco de Blumenau encontraram problemas incontornáveis e que foram dar em uma recente CPI em Gaspar. Agora, o caso rola no Ministério Público e Justiça. Só falta o fiscal eterno daqui e que fechava os olhos, mas nos depoimentos dizia desconhecer os números que avaliso na multiplicação das metragens, ser o mesmo em Blumenau.
Essa gente gosta do perigo repetido. E depois reclama da imprensa, dos blogueiros, dos fofoqueiros e do povo que lhes tira votos diante de tantos acintes.
15 comentários em “A LÍDER DO GOVERNO PAULO NA CÂMARA DE GASPAR NÃO DEIXOU A MENOR DÚVIDA NA SESSÃO DE ONTEM. FOI ELE QUEM TROUXE AS NOVAS TEMPESTADES PARA DENTRO DA PREFEITURA. AS ESCOLHAS FORAM DELE. ESCLARECIDO! ALYNE LAVOU A MINHA ALMA E DESMORALIZOU O DISCURSO PÚBLICO DE PAULO DE QUE FOI SURPREENDIDO, TRAÍDO. ONTEM O GAECO ESTEVE MAIS UMA VEZ AQUI. LONGE DA PREFEITURA. MAS, NÃO TÃO LONGE. ELE ESTÁ AFUNDANDO UMA PICADA EM GASPAR”
Prezado colunista
Será que Rodrigo está se animando para vestir o terno de prefeito?
Bobagens
1. Primeiro: há implicações legais nesta troca. Não é coisa simples. Pode até haver novas eleições.
2. Segundo, não há razão para trocar o seu “sumiço” deste rolo, por omissão e3 escolhas mal feitas, em que está metido o titular Paulo Norberto Koerich, PL. Por enquanto, quem está ganhando de goleada é o vice.
3. Vice é vice, é decorativo, não apita nada, é um reserva de luxo bem pago para não fazer nada. É isto que diz a lei. E ele aceitou esta situação.
4. O mais importante. Rodrigo não é de confiança dos donos da cidade que mandam nela por décadas. É até em certo ponto, concorrente. Rodrigo gosta muito de estudar, palestrar, palpitar e pouco de meter a mão na massa. E mesmo que a colocasse, não mudaria nada do que já está comprometido.
5. Tem que cuida do cantinho que arrumou no Republicanos e torcer para que o candidato dele, outro enrolão, também corrido do PL, não fique na estrada em outubro, até porque não lutou pelas 20 vagas a que tem direito Santa Catarina na Câmara Federal, e está permitindo que um sem noção da família Bolsonaro, tome uma das 16 vagas, diminuindo ainda mais a representatividade barriga-verde em Brasília. No fundo, são todos iguais. E por isso, estão “brigados”.
Interessante o vídeo do vice prefeito…
Ótimo recado…
Vamos ver se Paulo acorda e começa trabalhar de prefeito ….
Essa historinha de brincar de polícia e ladrão, já deu…
O certo, é que ele não sabe lidar com críticas, e vai reagir mal.
Enquanto isso a cidade sofre, as consequências de suas repetidas escolhas.
AFAGOS E PONTAPÉS, por Willian Waack, no jornal O Estado de S. Paulo
Lula mal cabe em si no papel de que mais gosta, o de grande estadista mundial, no qual sua torrente incessante de palavras contrasta com seus efeitos práticos – ou seja, a capacidade de realizar o que diz. Mas é o papel que seus adversários insistem em dar-lhe de presente.
Jair Bolsonaro nunca teve inteligência estratégica, vide onde foi parar. Seus dois filhos conseguem ser piores. Enxergam em Donald Trump uma espécie de Guia Genial da superpotência americana, cuja condição de hegemonia planetária ele se empenha em diminuir.
Em relação ao Brasil, porém, os interesses de Trump estão definidos. Somos um tipo de peão fornecedores de commodities, especialmente as de importância geopolítica, e irritantes cerceadores das atividades de empresas americanas (ênfase no setor financeiro e digital) que precisam ser disciplinados.
Via coerção política, comercial e, potencialmente, através de ferramentas financeiras. Coerção militar não se vislumbra nem de longe neste momento, mesmo com a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas, em parte pelos próprios militares americanos não verem nenhuma utilidade nisso.
São chicotes poderosos que causam prejuízos à economia brasileira, empurram o Brasil do ponto de vista geopolítico a ter de tomar uma decisão binária (China ou EUA) e tentam condicionar decisões domésticas políticas brasileiras aos humores de Trump e seus interesses do momento – para os quais ele não diferencia entre Lula e os Bolsonaros.
O problema é que os irmãos Bolsonaros encaram pontapés como afagos, e cotovelada na boca como cafuné. Suas manifestações de fé profunda na sabedoria de tudo o que Trump faz e a disposição de se alinhar a qualquer coisa que ele diga são uma manifestação explícita de crassa ignorância do básico do básico nas relações internacionais (potências não têm amigos, só interesses).
E superestimam a capacidade da bolha que dirigem de se sobrepor ao que é “atávico” no comportamento de grande parte dos países, não importam época e continente. Não é necessário ser xenófobo para repelir interferências externas de qualquer tipo. Nesse sentido, Lula se beneficia de algo que ele nem sequer precisou criar: uma grande indignação de quem se sente tratado a coices.
Lula sempre confundiu suas posturas ideologizadas com “interesses nacionais”, e o clã Bolsonaro repete a fórmula com sinal inverso. Como o Brasil carece de qualquer “projeto nacional” de aceitação ampla – ou conduzido por elites com um mínimo de empenho nisso –, a palavra “soberania” acaba sendo empregada à vontade pelas duas bolhas sem que tenha qualquer significado prático além de possíveis vantagens na luta eleitoral.
Em algum momento vai doer bastante ser chutado do berço esplêndido.
NOVO TARIFAÇO REQUER SERENIDADE, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
A nova rodada de tarifas anunciada pelos EUA foi rapidamente absorvida pela campanha eleitoral. Para o governo Lula, trata-se de mais uma demonstração da arrogância americana e uma oportunidade para vestir o figurino de campeão da soberania. Para o bolsonarismo, a responsabilidade recai sobre a condução da política externa e econômica do governo. Mas, enquanto a disputa verbal domina palanques e redes sociais, empresários, exportadores e diplomatas lidam com uma realidade menos dramática e mais complexa. A proposta americana ainda passará por consultas e audiências. Produtos relevantes foram excluídos das novas tarifas. E, sobretudo, a negociação continua aberta.
A ofensiva não se limita ao Brasil. Depois de perder boa parte de seu arsenal tarifário nos tribunais, o governo Trump passou a recorrer a outros instrumentos, entre eles as investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Dezenas de países foram alcançados por iniciativas semelhantes.
Há, em Washington, interesses comerciais, estratégicos e eleitorais operando simultaneamente. Há também diferentes correntes dentro do próprio governo. A disputa com a China, a busca por alternativas de minerais críticos, preocupações com cadeias produtivas estratégicas e temas ligados à segurança regional convivem com agendas mais diretamente associadas à política doméstica. Reduzir tudo a uma tentativa de afetar este ou aquele candidato brasileiro, além de irreal, produz mais calor do que luz.
As tarifas impactam setores importantes e exigem reação. Mas a impressão de que a economia brasileira está diante de um choque devastador não encontra respaldo nos fatos. Uma parcela das exportações para os EUA seria atingida. Outra parcela relevante – como café, suco de laranja, aeronaves e minerais críticos – foi excluída.
Essas exceções revelam que a política comercial de Trump é agressiva, mas não aleatória. Os EUA procuram ampliar sua capacidade de pressão sem prejudicar excessivamente empresas, consumidores e cadeias produtivas relevantes para seus interesses. Em negociações comerciais, os anexos costumam dizer mais que as manchetes.
É nesse espaço que o Brasil precisa atuar. Países que obtiveram melhores resultados diante das investidas tarifárias foram os que mantiveram canais de diálogo abertos, concentraram esforços em objetivos concretos e evitaram transformar disputas comerciais em cruzadas ideológicas. Nem sempre conseguiram eliminar tarifas. Mas frequentemente conseguiram reduzi-las, limitar danos ou ampliar exceções.
Isso exige um discernimento nem sempre fácil em ano eleitoral. A campanha seguirá seu curso. Lula continuará agitando a bandeira da soberania. Seus adversários continuarão associando os custos da crise ao governo. Nada disso é surpreendente. Política é política. Comércio é comércio. Confundir as duas esferas costuma produzir maus resultados.
O Brasil tem interesses permanentes a defender. Alguns são inegociáveis, como a autonomia de suas instituições. Outros exigem negociação paciente e pragmática. É o caso do acesso a mercados, da proteção de exportações relevantes, da atração de investimentos e da ampliação da cooperação econômica com parceiros estratégicos.
O Brasil continua sendo uma das economias mais fechadas do mundo. Exporta pouco para o tamanho de seu mercado e participa menos do comércio internacional do que poderia. A crise atual não foi criada por essa característica, mas ajuda a lembrar seus custos. Quanto maior a integração comercial de um país, mais opções ele tem diante de choques externos. Quanto mais diversificados forem seus mercados, menor será sua vulnerabilidade a decisões tomadas em qualquer capital estrangeira.
As tarifas americanas merecem atenção. Merecem também firmeza na defesa dos interesses nacionais. O que não merecem é pânico. Nem a ilusão de que slogans eleitoreiros resolverão negociações complexas. Em meio ao ruído político, o trabalho mais importante continua sendo o dos diplomatas que negociam, dos empresários que exportam e dos técnicos que ampliam espaços de manobra do País. É deles que dependerá o resultado concreto desta disputa. Não dos palanques.
GASPAR VIVE UM MOMENTO DE REFLEXÃO
Nos últimos meses, a população de Gaspar tem acompanhado uma sequência de acontecimentos que despertam preocupação e levantam questionamentos sobre segurança pública, gestão pública e qualidade dos serviços essenciais.
Entre os fatos que ganharam destaque estão a descoberta de corpos em circunstâncias violentas, operações policiais relacionadas ao tráfico de drogas e à comercialização ilegal de anabolizantes, além de um confronto policial iniciado após uma ocorrência de perturbação do sossego que terminou com a morte de um empresário.
Somam-se a esses episódios as investigações conduzidas pelo GAECO em diferentes frentes. A Operação Cashback trouxe suspeitas de irregularidades na gestão do Hospital de Gaspar. Outras operações também cumpriram mandados e investigaram possíveis fraudes em licitações, superfaturamento e lavagem de dinheiro envolvendo agentes públicos e empresários da região.
Na área da saúde, o debate público também foi intensificado por casos que geraram forte comoção social. O falecimento de um menino de 11 anos após atendimento hospitalar provocou questionamentos sobre protocolos, estrutura e qualidade do atendimento. Independentemente das conclusões técnicas e jurídicas, o episódio marcou profundamente a comunidade.
É importante destacar que investigações não significam condenações. O devido processo legal existe justamente para garantir que fatos sejam apurados com responsabilidade, permitindo que provas sejam analisadas e que todos tenham direito à ampla defesa. Entretanto, também é verdade que a repetição de notícias envolvendo mortes violentas, operações policiais e suspeitas de irregularidades acaba afetando a confiança da população nas instituições.
Talvez um dos aspectos mais intrigantes desse cenário seja a aparente capacidade de parte da sociedade de se acostumar com acontecimentos que, em circunstâncias normais, deveriam provocar amplo debate público. Muitas vezes, a indignação dura poucos dias, é substituída por um novo assunto e a rotina segue como se nada tivesse acontecido. A sucessão de fatos graves pode acabar produzindo uma perigosa sensação de normalidade.
Quando a população se acostuma com notícias de violência, suspeitas de corrupção, falhas nos serviços públicos ou investigações recorrentes, corre-se o risco de transformar a exceção em regra. A democracia, porém, depende de cidadãos atentos, críticos e participativos. O silêncio e a indiferença raramente contribuem para a solução dos problemas coletivos.
Gaspar continua sendo uma cidade com muitas qualidades, forte economia, empreendedorismo e grande potencial de desenvolvimento. Porém, os acontecimentos recentes servem como alerta para a necessidade de vigilância permanente por parte da sociedade, dos órgãos de fiscalização, da imprensa e dos próprios cidadãos.
Mais do que apontar culpados antes do tempo, o momento exige transparência, apuração rigorosa dos fatos e compromisso com a verdade. Uma cidade forte não é aquela que esconde seus problemas, mas aquela que tem coragem de enfrentá-los, corrigi-los e seguir em frente mais preparada para o futuro.
A população tem o direito de cobrar respostas, acompanhar as investigações e exigir melhorias. Afinal, a confiança pública é construída não apenas pelas promessas, mas principalmente pela capacidade das instituições de responder aos desafios quando eles surgem.
Excelente. Faltou acrescentar, que está no esquecimento ou se manobrando no presente, o que mal se explicou no governo de Kleber Edson Wan Dall, eleito pelo MDB, e hoje, disfarçado no Podemos. Seria tudo isso, uma continuidade? Talvez este cenário descrito acima, seja apenas decorrente do silêncio da própria sociedade organizada, incluindo a chamada imprensa, e instituições, e o entendimento da bandidagem de todos os tipos, que esta mesma sociedade está fragilizada. E que é hora de aproveitar ao máximo.
Caro Herculano
Só eu acho que?
Por falar em hospital, parece que os gasparenses entraram em anestesia coletiva. Tantos escândalos, tantos desmandos e tanta conversa sobre corrupção que já não reagem a mais nada.
Nem mesmo quando o prefeito-delegado escolheu justamente o famoso advogado César para conduzir as negociações das dívidas do hospital. A notícia passou quase despercebida. 27 milhões .
Quanto custou a contratação? Ninguém sabe. Transparência, neste caso, parece ter ficado internada em observação.
Mas certamente o valor deve ser justo. Afinal, como ensina a velha máxima, é preciso dar a César o que é de […] Mário
A falta de transparência é o pior defeito do atual governo de Gaspar, liderado, até então por um não político, que antes, sempre investigava para ter tudo as claras. Impressionante tudo isto. Ele próprio cria dúvidas contra si. O césar em questão é escolha também do ex-procurador geral que acaba de ir embora, guiado por GPS. É pelo que se ouve falar e se apura, tudo da mesma panelinha de Blumenau.O que não se entende, é como Paulo Norberto Koerich, PL, foi se tornar ingrediente essencial, tempero que dá sabor ou a colher que mexe esta panelinha
1) Sobre Roubo no Lixo, perplexo, pois soube que a família proprietária da Empresa é de Gaspar, como fica a cara dos gasparenses? Que pagaram imposto para ter serviço? Cofres do município ficaram mais pobres, sim? Alguém se preocupa?
2) Paulo Roberto Koerich, prefeito de Gaspar, incompetente, negligente. Um erro eleitoral.
3) Alerta meteorológico, se não fizer nada, como estou vendo, nossa cidade será muito sacrificada, os meteorologista apontam muita chuva entre Setembro até Dezembro.
Herculano
O que foi a sessão de ontem, base estava tonta 3 tiros da oposição.
Fraude licitação salas de aula.
Obra de contenção.
E advogado do hospital, mais que suspeita.
Paulo koerich está se arrependendo de não ter se aposentado…
RELIGIÃO E POLÍTICA UNIDAS POR MOTIVOS BEM TERRENOS, no jornal Folha de S. Paulo
Os Estados modernos trataram de separar política e religião, sobretudo para evitar que os instrumentos oficiais de poder sejam utilizados para impor crenças aos cidadãos. Por vezes, no entanto, essa associação espúria ocorre por motivos bem mais mundanos.
Assim se viu na Câmara dos Deputados brasileira, que aprovou uma proposta de emenda constitucional cujo propósito, na prática, é tornar as igrejas e suas atividades verdadeiras zonas francas livres de aborrecimentos com impostos de qualquer tipo.
Aprovado com folga de 368 votos a 96, o texto da PEC deturpa uma proteção institucional consolidada —a imunidade tributária destinada a assegurar a liberdade de culto— ao transformá-la em um estímulo econômico.
O primeiro propósito consta da Constituição do país desde 1946. Pela redação vigente hoje, o poder público não pode taxar patrimônio, renda e serviços relacionados a finalidades essenciais das entidades religiosas.
Já a proposta aprovada pela Câmara, com apoio da poderosa bancada evangélica, estende a isenção à “aquisição de bens ou serviços necessários à implantação, à manutenção e ao funcionamento” das igrejas, dando-se ao esforço prolixo de listar ainda creches, comunidades terapêuticas, serviços de acolhimento e outras atividades a elas ligadas.
Tomada ao pé da letra, tal redação é capaz de abarcar quase tudo, da compra de tijolos e cimento para a construção de um templo até —no exemplo citado pelo deputado e pastor Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), um dos autores da PEC— o conforto de um helicóptero.
Se o Senado não barrar essa insanidade, que também depende de lei complementar para entrar em vigor, uma consequência inevitável será a judicialização, dadas as inúmeras dúvidas que surgirão sobre o alcance da norma. Hoje, como se sabe, há igrejas envolvidas em negócios tão diferentes quanto emissoras de televisão e instituições financeiras.
Haverá, ainda, incentivo à proliferação oportunista de denominações religiosas e de associações com o mundo empresarial, em busca das vantagens tributárias. As condições de concorrência no mercado ficarão distorcidas.
Tudo se dá na contramão da reforma do sistema de impostos aprovada em 2023 e ainda em implantação, cujo espírito é o de uniformizar regras e eliminar privilégios. Nesse sentido, o lobby religioso se assemelha ao de setores empresariais que buscaram, não poucos com sucesso, manter suas benesses às custas dos demais contribuintes.
Não há milagre, afinal, nessa matéria. O alívio tributário que eventualmente vier a ser concedido às igrejas implicará, necessariamente e na mesma medida, cobrança maior sobre o restante da sociedade. Cabe lembrar aos parlamentares que o Estado brasileiro, além de laico, é altamente deficitário e dependente de recursos para o combate à desigualdade social e à pobreza.
O POLO NAVAL VOLTOU, por Elio Gaspari, nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo
Outro dia Lula disse que a indústria naval brasileira vai “dar uma surra nos coreanos e nos chineses”. Com R$ 41,7 bilhões de investimentos em 890 obras, está aí o polo naval de Lula 3.0. O Brasil corre atrás de uma frota nacional desde o século XVII, quando saiu do estaleiro da Ilha do Governador um dos maiores barcos do mundo, o galeão Padre Eterno. Infelizmente, a frase de Lula só pode ser atribuída aos delírios de um candidato em ano eleitoral. Até hoje, quem levou surras com a indústria naval foi a Viúva.
A geração de Lula, nascida na primeira metade do século XX, tem uma marca sem similar conhecido: já pagou por três polos navais, pagará pelo quarto, e o Brasil não tem uma indústria naval competitiva.
O primeiro polo naval veio no governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Desandou, mas a conta foi quase toda para os estaleiros. É o jogo jogado.
O segundo polo veio no governo de Ernesto Geisel. Também desandou, mas a conta foi para a Viúva. O polo era financiado por papéis da Superintendência da Marinha Mercante, a Sunamam. Eles caíram na vala dos “papéis podres” e, numa construção cruel, a criatividade da banca devolveu-lhes o valor de face para arrematar empresas estatais. Assim, transformaram mico em moeda.
O terceiro polo veio com o Lula 1.0. Parecia ir bem, quando começou a esfarelar. A primeira grande embarcação produzida no polo foi o petroleiro João Cândido. Adernou no lançamento, em 2010, e passou por reparos durante dois anos.
O primeiro polo naval de Lula foi o que custou mais caro ao país. Mais de 100 mil trabalhadores perderam seus empregos. Para ter uma ideia do grau de voluntarismo embutido na iniciativa, o Itamaraty concedeu agrément a um embaixador “não residente” de Cingapura. Ele não era diplomata, nem servidor público, mas CEO de um estaleiro metido em maracutaias em Pindorama.
No terceiro polo naval, entrou uma empresa que deveria fabricar sondas para a Petrobras. Fabricou um escândalo e uma falência de R$ 36 bilhões. No século XVII, o Rio construiu um dos maiores galeões do mundo. No XXI, a Sete Brasil produziu a maior falência da História de Pindorama.
O Brasil não tem uma indústria naval competitiva porque varre para debaixo do tapete as causas dos fracassos. Eles são o produto de um capitalismo de fancaria. As roubalheiras embutidas no terceiro polo eram grotescas, aleijaram a Petrobras e quebraram estaleiros de papel. Passados alguns anos, malfeitos de procuradores da Lava-Jato e do juiz Sergio Moro contaminaram a faxina produzida pela operação. Disso resultou a ideia de que ela quebrou a indústria naval, desempregando milhares de pessoas. Os estaleiros quebraram porque reciclavam incompetência e falta de competitividade numa rede de relações pessoais e políticas. Essas redes podem produzir muitas coisas, menos navios.
Com o quarto polo naval na rua, tudo o que se pode esperar é que inclua um funcionário encarregado de lembrar aos poderosos do momento quando o projeto estiver tomando o caminho das surras de seus antecessores.
Bom dia.
A vida é cheia de surpresas?
Não. É que a verdade, mesmo sufocada nos acordos de porões, um dia VENTILA.
Tanto é verdade, que estrategicamente o congresso nacional aprovou a lei que PROIBE INVESTIGAÇÕES DE IRREGULARIDADES NAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS APÓS DECORRIDOS CINCO ANOS DO CRIME.
Assim , o político REELEITO ganha fôlego pra encobrir os CRIMES, se manter no delito e na impunidade.
É assim, que o caso do pasto do jacaré está indo para o brecho, a drenagem do Frei Solano e principalmente, todas as dúvidas do Hospital de Gaspar que virou uma máquina de engolir dinheiro bom com péssimo atendimento à população. Hoje terá artigo inédito.