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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXXIX

Elite tradicional, políticos, novos ricos, influencers nas redes sociais, empresários, agentes políticos e públicos, bem como associados ou não com organizações criminosas dentro e em governo paralelos, estão associados de alguma forma em todos os tipos de falcatruas para debaixo do tapete, muitas delas com engenharias contábeis, jurídicas, financeiras e logisticamente sofisticadas. É a tal teia de relacionamentos.

Hoje há encontros, caros, alguns deles até fora do país e longe dos nossos olhos e da imprensa, disfarçados de legalidade, organizados exatamente por especialistas para aproximar e criar redes de relacionamentos protegidas neste submundo que usa o mundo real para os novos ou crimes continuados, protegidos pelas instituições que deveriam combater, fiscalizar e até julgar e punir.

Os escândalos e práticas, todas e reiteradamente são abafados por políticos com manhas, apurações inócuas e o intencional armado esquecimento pelo tempo de uma apuração propositadamente errática, anacrônica e intencionalmente para preservar o sistema corrupto onde todos levam a sua lasquinha de modo mais fácil. Cada vez que um desses escândalos vai para debaixo do tapete, para as gavetas, para o esquecimento nos prazos jurisdicionais e sai das mentes dos eleitores e eleitoras, ele alimenta um maior, pior e mais sofisticado. Simples simples.

Por outro lado, somos nós que os elegemos os políticos envolvidos ou que deveria fiscalizar; são as instituições públicas que avalizamos como acima de qualquer suspeita, que exatamente levaram – e estão levando – o Brasil ao topo da corrupção, da falta de transparência, das armações ilimitadas sustentadas pela mentira sem disfarces – o que bem demonstra à evolução desse tipo de crime e de cada vez mais a proliferação de criminosos. E para sustentar toda essa ladroeira sem limites e controles, pasmem, aceitamos contra nós os cada vez mais altos pesados impostos on line, com canais cada vez mais difíceis para contestações a não ser pelo caro sistema das relações criminosas. Esse dinheiro roubado é publico e não dá em árvores. Vem dos nossos bolsos, da nossa qualidade de vida, de um consumo maior… (by Herculano).

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2 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXXIX”

  1. Miguel José Teixeira

    “Somos suspeitos.
    De um crime perfeito.
    Mas crimes perfeitos.
    Não deixam suspeitos.”
    (Humberto Gessinger)

    “O suspeito Dias Toffoli”
    – Demora de mais de três meses para assumir suspeição faz questionar se os ministros merecem a prerrogativa de decidir em que casos atuar.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 12/03/26)

    Dias Toffoli (foto) levou pouco mais de três meses para admitir o que o Brasil inteiro já sabia: ele é suspeito (1) para atuar no Supremo Tribunal Federal (STF) em processos que dizem respeito ao Banco Master, com o qual a empresa Maridt, de que o ministro é sócio, fez negócios.

    Toffoli alegou “motivo de foro íntimo” para não participar dos julgamentos sobre a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Master, e o pedido de instalação da CPI do Banco Master.

    O ministro não detalhou o motivo, o que é um prerrogativa dos juízes do STF, e fez questão de destacar em seu despacho que “foram definitivamente afastadas, por decisão transitada em julgado, quaisquer hipóteses de suspeição ou de impedimento da minha atuação nos processos da chamada ‘Operação Compliance Zero’”, reproduzindo a nota do STF na qual os colegas o eximiram de impedimento para atuar no caso e, ao mesmo tempo, anunciaram que ele deixava a relatoria.

    Suspeitos
    É bom — e histórico — que Toffoli se declare impedido, ainda que não deixe o motivo claro.

    Mas o fato de fazê-lo apenas meses depois de desgate pessoal e para o tribunal reforça as desconfianças de que os ministros do STF não têm se comportado da forma como deveriam, e nos levar a cogitar que talvez eles não mereçam a prerrogativa de decidir em que casos atuar.

    O decano Gilmar Mendes manteve Ednaldo Rodrigues no cargo de presidente da CBF enquanto seu instituto, IDP, tinha contrato com a confederação esportiva (2).

    Alexandre de Moraes se notabilizou por relatar processos nos quais é vítima, procurador e juiz ao mesmo tempo, e foi defendido pelos colegas.

    Nesta semana, o ministro Flávio Dino, que tem uma rede de relações políticas, concedeu uma liminar ao governo do Piauí (3) após passar o Réveillon com o governador Rafael Fontelles (PT).

    Hoje mesmo, o ministro Cristiano Zanin, ex-advogado pessoal de Lula, despachou para negar o mandado de segurança que pretendia forçar a instalação da CPI do Banco Master.

    Desconfiança
    Todos esses ministros estão imbricados na política nacional, pela forma como são escolhidos, mas também se sentiram muito confortáveis nos últimos anos para frequentar empresários, como Vorcaro, que agora os assombra como protagonista do escândalo do Master.

    O resultado é o pior nível de confiança da população no STF (4) em toda a história, indicado por uma série de institutos de pesquisa.

    Mas como os brasileiros poderiam confiar numa série de ministros suspeitos?

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/o-suspeito-dias-toffoli/)

    (1) “Toffoli se declara suspeito para participar de julgamento da prisão de Vorcaro”
    – Ministro do STF alega ‘foro íntimo’ e se afasta do caso envolvendo o banqueiro.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/toffoli-se-declara-suspeito-para-participar-de-julgamento-da-prisao-de-vorcaro/#google_vignette

    (2) “Gilmar nega conflito de interesses com a CBF”
    – “Neste caso, na verdade, [o IDP] estava organizando e cedendo seu bom prestígio à CBF, e não o contrário”, disse o decano do STF.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/gilmar-nega-conflito-de-interesses-com-a-cbf/#google_vignette

    (3) “Dino concede liminar ao governo do Piauí após passar réveillon com governador”
    – No final do ano passado, o governo do Piauí ingressou no STF com uma ação para tentar travar investigações sobre desvios na saúde.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/apos-reveillon-com-governador-dino-concede-liminar-ao-governo-do-pi/

    (4) “Quaest: 72% acham que o STF tem poder demais”
    – 66% dos entrevistados dizem ser importante votar num candidato ao Senado comprometido com o impeachment de ministros do STF.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/quaest-72-acham-que-o-stf-tem-poder-demais/#google_vignette

    “Pra ser sincero”
    https://www.youtube.com/watch?v=CEJTwStGwOU

  2. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .

    Não foi por acaso que tiraram um exímio corruPTo/corruPTor da cadeia e o colocaram na presidência da República.
    E essa gente volta à carga nos oferecendo como opção, um biltre do mesmo naipe do que já está na lá e tentando reeleger-se.

    Matutando sobre o texto do Herculano. . .

    Postaria apenas a frase: “cada povo tem o governo que merece”.
    Mas, recorri ao Google/IA:

    “A frase “cada povo tem o governo que merece”, atribuída ao pensador francês Joseph de Maistre em 1811, sugere que governantes corruptos ou ineficientes são reflexo da falta de consciência política, alienação ou escolhas dos próprios cidadãos, sendo comum em debates sobre democracia, responsabilidade eleitoral e cultura política.

    Origem: Joseph de Maistre, um crítico da Revolução Francesa e defensor da monarquia, cunhou a frase para indicar que os desmandos políticos serviam como punição ou consequência para um povo que não exercia a virtude ou o voto com responsabilidade.

    Contexto Democrático: A expressão é frequentemente usada no contexto da democracia representativa, onde o voto popular legitima os eleitos. Argumenta-se que, se o povo vota mal, ou se omite (voto em branco/nulo/abstenção), é responsável pelos resultados.

    Responsabilidade Coletiva: A ideia central é que o governo é um espelho da sociedade. Se há corrupção ou incompetência, isso refletiria comportamentos sociais, como a busca por vantagens individuais, a falta de educação cidadã ou a “memória curta” do eleitorado.

    Críticas e Reflexão: Embora sirva como um alerta sobre a importância da cidadania ativa, a frase é criticada por ignorar fatores como manipulação midiática, desigualdade social, sistemas eleitorais viciados ou regimes onde o voto não é livre, o que pode eximir os governantes de suas falhas.

    Em suma, a frase é um convite à responsabilidade coletiva, reforçando que a mudança política começa com a mudança de comportamento e consciência do cidadão.”

    (https://share.google/aimode/i9g9pPic48mSBoNdO)

    Assim sendo,
    em outubro temos o PODER
    de iniciar as mudanças que almejamos!

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