Se o governo de Paulo Norberto Koerich, PL, é diferente como ele jura por palavras, recados, cara feia e vinganças, mas faz outra coisa na prática cotidiana e repetidamente igual ao do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, Luiz Carlos Spengler Filho e Marcelo de Souza Brick, ambos do PP, Paulo precisa, urgentemente, trocar os seus bruxos. Exemplo abundam. Está exposto. Está se autoflagelando. Triste.
Esses bruxos – um grupo de amigos antigos, empresários que sempre mandaram na cidade seja qual for o governo, familiares (um perigo), políticos que sempre estiveram no poder de plantão de uma forma e de outra sem se importarem ao partido a que estão filiados, bem como de gente de Blumenau que Paulo escolheu, ou foi obrigado – por Blumenau e Florianópolis – a empregar por aqui – estão o orientando – por erro ou propositadamente – para ele ficar torto na foto. Incrível.
Vou repetir o que já escrevi em outras ocasiões: mesmo nunca sendo próximo, conhecendo-o há quase 50 anos, é difícil crer que o próprio Paulo é quem se arruma na foto- com tanta gente ao seu lado para isso – para ser fotografado torto ou dá ordens ao lambe-lambe de plantão para que ele, ainda assim, fique torto na imagem final para a cidade e os que queriam vê-lo bonitinho nela.
Neste artigo, também não vou evitar repetir o que já escrevi em dois artigos esta semana sobre o tal “nó górdio” e a bomba em que o vereador Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, da então frágil base do sepultado vice, Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos (era PL) em O NÓ GÓRDIO. O ATUAL GOVERNO DE GASPAR DESMORALIZA QUEM ELE PRÓPRIO ESCOLHEU PARA “IMPRIMIR MUDANÇAS”. E SE NÃO FOI ELE QUEM ESCOLHEU, AO MENOS ASSINOU O PAPELINHO QUE DEU O EMPREGO E PODER. A SEGUIR, QUATRO EXEMPLOS PARA REFLEXÕES. HÁ MUITOS OUTROS e em QUEM ESTÁ DESMORALIZANDO EM TÃO POUCO TEMPO O GOVERNO PAULO? ELE, OU QUEM ELE ESCOLHEU? PAULO NÃO CONHECE OU FINGE O QUE É O TAL “NÓ GÓRDIO”. JÁ PASSOU – E MUITO – DO TEMPO DE ELIMINÁ-LO. CHEGOU A HORA DA DESMORALIZAÇÃO
COMUNICAÇÃO É ASSUNTO SÉRIO. MENOS AQUI
Perguntar não ofende: quem mesmo é o comunicador, com credibilidade, referência que Paulo Norberto Koerich, PL, possui para dialogar, convencer e usar para falar com a cidade? Ele, os seus, e sua manca assessoria de comunicações – que nem sabe o nome da rua onde está a prefeitura – querem ventríloquos. E a cidade inteira sabe bem o que é isso. E não é de hoje.
Voltando.
Já escrevi inúmeras vezes sobre este assunto, a comunicação, no governo de Paulo. É algo que conheço há décadas, e apesar de tudo, estou minimamente atualizado, mesmo diante da velocidade das mudanças de linguagem, abordagem, forma, conceitos, ferramentas e contexto que tomaram a comunicação em si, nos ambientes corporativos públicos e privados. O governo Paulo não possuiu comunicação, não dá importância, quer milagres e ela, por conta dos curiosos metidos, trabalha, sem querer, contra. Falta-lhe autoridade para enquadrar essa gente folgada, irresponsável e que se acha entendida no assunto, ou trata o outro lado do balcão, a população, como tolos.
Paulo trocou de titular três vezes em 13 meses. Uma vergonha. E já está culpando quem chegou há poucos dias. Kleber, por exemplo, teve a sua titular de comunicação, com defeitos ou não, por oito anos e ela foi quem fez a campanha para ele chegar ao poder. Perceberam a diferença. A comunicação não é de hoje, é parte do poder. Nem mais, nem menos. E se não confia nela, afunda-se na imagem fragmentada.
Surpreendido, o governo Paulo, que possui problemas sérios não apenas no governo e na operação mínima da máquina governamental – que não é simples e não a domina, até porque não consegue reuni-la com o mínimo de regularidade para conhecê-la e coordená-la -, mas também na sua base de sustentação política na Câmara. E ela começa pela líder de governo, a policial da ativa Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL. Alyne não saiu ainda da delegacia, mas pior, do seu PSD – como lembrou recentemente, o vereador Giovano Borges, presidente do PSD – que serviu caninamente ao governo Kleber. Como política Alyne não concilia, não engole sapos e vive em guerra declarada, permanentemente. Ela não apenas confronta os adversários que eram na verdade seus pares no governo passado, mas, pasmem, os que estão obrigados a defenderem o atual governo. Alyne está cada vez mais isolada. É uma problema a mais.
Ora, como um governo pode sobreviver e se dizer unido com tantos tiroteios assim, a todo momento, dentro do próprio governo, da chefia de gabinete, das secretaria, na Câmara e na própria bancada governista onde tem que engolir José Hilário Melato, PP, Mara Lúcia Xavier da Costa dos Santos, PP que vira e mexe vem com novidades que deveriam estar na boca de Alyne, de Ciro André Quintino, MDB, o voto de minerva e agora, o incontrolável ex-presidente da Câmara, Alexsandro Burnier, PL, o expurgado aliado, Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, desnudando as incoerências do governo com farta documentação e deixando o governo de joelhos?
A NOTA OFICIAL, QUE NÃO É OFICIAL

Uma Nota Oficial de um governo deveria estar em destaque no site oficial da prefeitura, para que da posição oficial do governo não restasse dúvida nenhuma para ninguém da cidade e alhures. Até o momento em que publico este artigo, na área dedicada a notícias, a que fala com os veículos de comunicação, os propagadores da comunicação, ela não está. Desprezo. Diz a “Nota”.
“A Prefeitura de Gaspar reafirma seu compromisso inegociável com a legalidade, a transparência e o respeito ao erário público. Não compactuamos com qualquer tipo de irregularidade na aplicação dos recursos públicos e mantemos vigilância permanente sobre todos os atos administrativos, sempre pautados pela responsabilidade e pela honestidade”.
Volto. Não é a prefeitura – uma entidade despersonalizada -, é o governo – feito de pessoas eleitas, escolhidas e contratadas – que não compactua, em primeiro lugar. De resto, é um amontoado de palavras escolhidas com muito cuidado. De prático, elas não representam nada. A começar pela palavra de transparência, pois esta nota, com muito tempo de atraso e de forma seletiva, devia estar no site do governo. Não está.
“Diante das acusações de uso irregular de dinheiro público, informamos que a documentação pertinente já está sendo analisada em conjunto com a Controladoria Geral do Município. A apuração buscará esclarecer de forma técnica e criteriosa se houve eventual equívoco, identificando sua natureza — se decorrente de falha administrativa sem intenção ou se caracterizado por conduta dolosa.”
Volto. A Controladoria Geral do Município, só para lembrar, é ligada ao gabinete do prefeito Paulo. Foi a cara CPI do Capim Seco, com cara assessoria, de que é mostrou – conforme depoimento do Ernesto Hostin – que é a Controladoria que dá a palavra final sobre este assunto. No governo Kleber, esta mesma CPI do Capim Seco, com presidência de Ciro André Quintino, MDB, e relatoria de Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, mostrou também que o gabinete de Kleber, trabalhou, exaustivamente, para encobrir as falhas.
Então o que falhou desta vez mesmos estando sob holofotes e ainda se curando da picada de cobra de veneno doído? Quem vai lavar as mãos desta vez? O controlador, o chefe de gabinete, a secretária da Fazenda, o compras, ou o prefeito? Ou vai ficar para o fiscal, coitadinho que não sabia o que estava lendo?
“Reforçamos que, caso seja constatada qualquer irregularidade, as medidas cabíveis serão adotadas com rigor, independentemente de quem esteja envolvido. Havendo dolo, as consequências legais serão aplicadas conforme determina a legislação vigente”.
Enchimento de linguiça. Repetição tolas de palavras e expressões de parágrafos anteriores na falta de algo mais substancial e sério. Coisa de advogado no papel de defesa de gente enrolada, quando deveria ser este texto técnico, claro, objetivo e contundente no contexto de comunicação. E deveria começar assim. “Acabo de nomear excepcionalmente uma comissão especial… Tudo poderá ser acompanhado neste link. estão afastados preventivamente, sem presunção de culpa – mas, pela clareza e isenção do processo -os envolvidos até a conclusão dos Processos internos” Nem mais, nem menos. Incrível como em nome de uma suposta normalidade política tudo é ajeitado desde o início. O final disso, já está escrito. E nenhum grande vai ser pego.
“Esclarecemos ainda que, até o presente momento, a Prefeitura não recebeu formalmente o requerimento mencionado pelo vereador que apresentou a acusação de uso indevido de recursos públicos para a realização de roçada. Permanecemos à disposição para receber qualquer documentação oficial que contribua para o devido esclarecimento dos fatos.
A gestão municipal seguirá atuando com transparência, responsabilidade e absoluto respeito à população.”
Bobagens, além da continuada enchimento na nota oficial de linguiça de quem está encurralado e está tentando diminuir às próprias responsabilidades e as explicações públicas que continua devendo. Paulo é um experiente policial investigador de mais de 30 anos de serviço na área, onde chegou a ser secretário estadual de segurança.
Paulo, mais que qualquer outro sabe, que ele não precisa receber formalmente, como diz na nota, o requerimento do vereador Thimoti, ou de outros – incluindo os cidadãos e cidadãs – sobre este cabuloso caso contra o dinheiro do povo de Gaspar.
Havendo indícios, ainda mais públicos, por menores que sejam, ele, como policial que é, Paulo iria atrás, preventivamente, sua função na sua delegacia – aliás já fez várias vezes. Paulo, não deixaria brecha para prevaricação.
E como prefeito eleito, Paulo ESTÁ OBRIGADO a ir atrás de algo gravíssimo, denunciado num fórum institucional relevante, a Câmara, fatos que estão fartamente anunciados na mídia local e regional, nas redes sociais abertas e inundam os aplicativos de mensagens. Mais, do que isso, e principalmente, tudo na boca do povo, certo, aumentado, distorcido, contra ele. Simples assim. Paulo virou burocrata? Qual a razão disso e se sujeitar a tanto desgastes em tantos outros assuntos que ele está se desgastando exatamente por sua inércia ou confronto para ver tudo jogado para debaixo do tapete e os arautos punidos pela lei do talião? Credo.
Paulo não é nenhum ingênuo, mas incompreensivelmente, está sendo tragado pela própria equipe que o cerca e na maioria dos casos, foi ele mesmo quem a escolheu. Kleber está comemorando. E tão cedo. Muda, Gaspar!
TRAPICHE
O governo de Paulo Norberto Koerich, PL, orientado por sua líder de governo, Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, prepara uma armadilha para o defenestrado vice-prefeito, o engenheiro Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos (que era PL no dia das eleições de outubro de 2024).
É que o Diretor Obras, neste caso das roçadas cobradas a mais, era Renato Prebianca, indicado na distribuição política, segundo a vereadora Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, pelo vereador Thimoti Thiago Deschamps, União Brasil, e o vice Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos.
Renato Prebianca, vejam só, foi defenestrado da diretoria de Obras, e faz tempo, para dar lugar à uma penca de indicados do mais longevo dos vereadores e um dos que mais interfere no governo de Paulo Norberto Koerich, PL, José Hilário Melato, PP, exatamente para dar sustentação ao atual governo.
Renato Prebianca, a princípio, por não ter cuidado bem deste assunto que estava na berlinda, e ele sabia dessa berlinda, presume-se, deve ter a sua parcela de culpa. Mas, quem era o fiscal desse contrato e uma montoeira de outros obrigados a olharem as ordens de serviços, contratos, empenhos, notas e pagamentos? O engenheiro comissionado Gabriel Alves e que está de saída. E pelo que se sabe e apurado até agora, neste emaranhado de esconde-esconde, da completa falta de transparência do atual governo, Gabriel não foi indicado pelo Thimoti e o Rodrigo. A conferir.
O buraco, na verdade, é mais embaixo, bem mais embaixo. A máquina não está engrenada e azeitada. Há uma guerra de vaidades, desconfianças e boicotes, em todos os níveis dentro da prefeitura de Gaspar, como nunca se viu antes em governo desde o levante do terceiro ano do governo de Francisco Hostins, PDC (1989/92), ao qual o próprio Paulo Norberto Koerich, PL, pertenceu como chefe de gabinete. Impressionante. Nem a programação dos 92 anos de emancipação de Gaspar de Blumenau conseguiu chegar a ser feita, divulgada e colocada em ação. Impressionante.
O problema começa na chefia de gabinete, com Pedro Inácio Bornhausen, PP – o ex-chefe de gabinete de Kleber Edson Wan Dall, MDB -, e se espalha com Ana Karina Schramm Matachuscki Cunha, na centralizada e burocrática secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, passa pela procuradoria geral de Júlio Augusto de Souza Filho, Michel Maicon Schoenfender Maiochi (ambos do núcleo duro de Blumenau) e até a secretaria de Obras e Serviços Urbanos, onde está este problema, que era de Vanderlei Schmitz, e agora é de Leandro Rafael Melo. Paulo precisa se reinventar. E logo. As eleições estão chegando. E os números das urnas terão interpretação.
A deputada Federal Júlia Zanata, PL, esteve um final de semana em Gaspar e região. A tiracolo dela, estava a vereadora e policial Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL. Júlia, no espectro político dela – erada e teimosamente rotulada de extrema direita – tem luz própria e disso ninguém duvida. A pergunta é: ela emprestou luz para a Alyne? Se Zanata não viesse aqui no passeio com Alyne, quantos votos teria a menos?
Impagável. O “jornal pragas”, uma conta de supostos simpatizantes do PT de Gaspar no facebook, resgatou o gestor profissional de sucesso e fama de grandes corporações, inclusive multinacionais – já aposentado, mas naquela época não. O “jornal pragas” mostrou Sérgio recomendando, a partir o pátio da Igreja Matriz de São Pedro, com vistas para a cidade, os candidatos Kleber Edson Wan Dall, MDB, e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, em 2016 como prováveis administradores capazes virar a vida de Gaspar e dos gasparenses para uma cidade de excelência.
A falta de resultados e a sobra de dúvidas do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, todos sabem. Algumas coisas, inclusive, estão na polícia para verificação. Tentando se redimir do erro e de como foi maltratado nos seus interesses na prefeitura por seus recomendados, Sérgio Roberto Waldrich tentou tirar Kleber do mandato de prefeito para dar a função ao novo vice arranjado pelo grupo e Waldrich, Marcelo de Souza Brick, PP. Kleber não comeu a isca de ir a deputado estadual. A igreja evangélica, em bloco, bateu o martelo para Marcos da Rosa, União Brasil, de Blumenau (apadrinhado por Ismael dos Santos, PSD), hoje de muda para o PL, Político é um bicho bem diferente do pragmatismo profissional. Brasília, em vários casos, inclusive o Master, não deixa dúvida nenhuma de como isso funciona.
Qual a dúvida que martela a cabeça dos que estão ao redor de Sérgio Roberto Waldrich? O apoio explícito que ele liderou, deu e articulou para Paulo Norberto Koerich, PL, ser prefeito de Gaspar. Será que a sina se repetirá. Ainda é cedo. Há tempo para o cavalo de pau, tanto para Paulo quando para Sérgio. Alguns que estavam ao lado de Sérgio, já entraram no modo “canarinho quando está na muda [de penas] não canta. Muda, Gaspar!
Bom final de semana a todos. Aos do governo de Gaspar, também!
2 comentários em “A TRANSPARÊNCIA DE FACHADA. PREFEITURA DE GASPAR FAZ “NOTA OFICIAL”, SOBRE AS DÚVIDAS NAS COBRANÇAS A MAIOR DA ROÇADA NO ATUAL GOVERNO. ELE ORQUESTROU E USUFRUIU COMO TROFÉU NUMA CPI NA CÂMARA CONTRA AS MESMAS GRAVES FALHAS DE KLEBER. ONDE ESTÁ O ERRO E A ESPERTEZA DO ATUAL, ALÉM DE NÃO FAZER A MAIS SIMPLES, ÓBVIA E NECESSÁRIA LIÇÃO DE CASA? A “NOTA” DEVERIA ESTAR NO SITE OFICIAL DA PREFEITURA. NÃO ESTÁ. REVELADOR. OU SEJA, NADA MUDOU NA COMUNICAÇÃO E TRANSPARÊNCIA.”
Inicialmente quero lhe agradecer o espaço de marketing gratuito até porque “ninguém chuta cachorro morto”😊
Quando você fala “Alyne não saiu ainda da delegacia” eu te garanto que a polícia nunca sairá de mim e estar fora de atividade é o que os meus adversários mais gostariam mas eles podem esperar sentado!
Na sequência vc afirma “Como política Alyne não concilia, não engole sapos e vive em guerra declarada, permanentemente. Ela não apenas confronta os adversários que eram na verdade seus pares no governo passado, mas, pasmem, os que estão obrigados a defenderem o atual governo.”
Deixo claro aqui, principalmente neste final de semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, que esta é a SUA OPINIÃO pessoal e vc na MINHA OPINIÃO segue a máxima de que “dificil, desequilibrada ou baraqueira, sempre existe uma palavra pronta para as mulheres que não seguem o roteiro determinado pelos homens”
Não irei JANAIS moldar minha personalidade â sua vontade e muito menos vivo para agradar e alisar meus opositores, declarados ou dissimulados.
O governo de Paulo Norberto Koerich, PL, orientado por sua líder de governo, Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, prepara uma armadilha para o defenestrado vice-prefeito” Não ajo como aqueles que combato, a realidade está aí e talvez o próprio Vereador tenha querido “rifar” seu indicado político para assim resolver o problema de estar sendo responsabilizado pela perda do cargo.🤷🏼♀️.
Quanto a última parte, quando vc fala “A deputada Federal Júlia Zanata, PL, esteve um final de semana em Gaspar e região. A tiracolo dela, estava a vereadora e policial Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL. Júlia, no espectro político dela – erada e teimosamente rotulada de extrema direita – tem luz própria e disso ninguém duvida. A pergunta é: ela emprestou luz para a Alyne?
Aproveito novamente o tema do 08 de março para lhe dizer que, como afirmei acima, vc nos classifica tentando nos depreciar. Eu nem devia responder mas uso do seu espaço para reafirmar que NENHUMA NILHER PRECISA PEGAR EMPRESTADA A LUZ DA OUTRA PORQUE TODAS TEMOS LUZ PRÓPRIA!
Feliz dia da mulher 👊🏼💪🏼🌷
LULINHA, O PROBLEMÃO DE LULA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
A política tem o curioso hábito de criar personagens dos quais depois não consegue se livrar. Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tornou-se um desses casos. Há quase duas décadas, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reaparece no noticiário com incômoda frequência, quase sempre nos momentos menos convenientes para o pai e o partido que governam o País. Agora, às vésperas de mais uma disputa presidencial, Lulinha – dono de uma magnífica história que o fez saltar de monitor do Zoológico de São Paulo para empresário envolvido em negócios milionários – volta ao centro de histórias mal explicadas. Lembra, assim, que certos problemas políticos podem desaparecer por algum tempo, mas, quando são problemas de fato, raramente desaparecem de vez. Viram assombração.
Desde o primeiro mandato de Lula, o nome de Lulinha simboliza uma dificuldade recorrente do lulopetismo: convencer a opinião pública de que relações entre poder político e negócios privados em torno da família presidencial são apenas coincidências. Foi então que o discreto biólogo deu um salto empresarial tão rápido quanto surpreendente, ao tornar-se sócio de uma empresa financiada por uma gigante das telecomunicações. Em circunstâncias normais, uma biografia empresarial assim despertaria curiosidade, quando não espanto. No singular universo lulopetista, porém, tentou-se apresentá-la como exemplo de meritório espírito empreendedor.
Foi assim que nasceu a Gamecorp, agraciada com investimento milionário da Telemar, na época controladora da operadora Oi. O caso reuniu cabeludos indícios de trambiques e jamais foi plenamente explicado, mas parece claro que o sobrenome Lula revelou-se especialmente valioso, capaz de gerar oportunidades que dificilmente surgiriam para qualquer empreendedor comum. Na cosmologia de Brasília, todo acesso tem seu preço.
Ao longo dos anos seguintes, o roteiro repetiu-se. O nome de Lulinha surgia em negócios variados e relações com personagens que orbitavam o poder político e econômico. Nada disso resultou em condenações judiciais. Tampouco veio acompanhado de explicações claras. Na política, essa combinação costuma bastar para manter suspeitas persistentes.
E eis que surge o episódio das fraudes bilionárias no INSS. A investigação menciona mensagens em que investigados discutem pagamentos destinados ao “filho do rapaz”, expressão que a polícia tenta confirmar se seria referência ao filho do presidente. Há também suspeitas de relações empresariais entre Lulinha e personagens ligados ao esquema. A defesa do empresário nega irregularidades, mas o fato político permanece: mais uma vez o nome do filho do presidente aparece nas franjas de um escândalo.
O detalhe mais revelador envolve o convite para uma viagem de negócios a Portugal, feito pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Segundo reportagem do Estadão, os dois teriam visitado instalações ligadas à produção de cannabis medicinal, ramo em que Antunes pretendia investir. Pode parecer trivial, mas em política raramente é. Passagens internacionais em primeira classe e agendas empresariais além-mar dificilmente são oferecidas por simples gentileza. Em geral representam investimento em acesso – no caso de Lulinha, acesso direto ao sobrenome mais poderoso da República. Ou um mimo para retribuir façanhas.
Caberá à Justiça esclarecer as suspeitas. Politicamente, porém, o problema já está posto. Lula construiu sua trajetória afirmando representar o oposto das elites que confundem interesses privados e funções públicas. A história mostrou que o discurso não passou de engodo. É por isso que o chamado “fator Lulinha” seguirá como um problema político permanente para o presidente. O enredo volta ao palco, e o personagem muda de papel – ora empresário promissor, ora investigado circunstancial –, mas o roteiro segue o mesmo.
Talvez seja injusto com o pai. Talvez seja apenas o destino de políticos poderosos. Mas há algo que parece incontornável. Lula sempre foi um assombro da política, para o bem e para o mal. E o fantasma que insiste em persegui-lo atende pelo apelido de sempre: Lulinha.