Bastou uma chuvarada mais forte na madrugada de terça-feira e outra na desta quarta-feira para que os mesmos problemas de anos em Gaspar, agravados pela falta reiterada de manutenção e prevenção, aparecessem. E a população correu para as rádios, redes sociais e aplicativos de mensagens em ampliadas queixas e acusações.
Enquanto isso, está cheio de político na praça vestido de candidato e ilusionista em soluções que nunca chegam de fato ao cidadão e cidadã. Um de Florianópolis, com diária do povo, falando pelas redes que está preocupado. E aqui, seus eleitores e eleitoras, com água pelas canelas, quando não dentro de casa e pelas canelas. Não se sabe se o político está com a cidade ou com os votos. Eles já eram minguados e podem estar sendo dragados para os apoiadores da atual gestão – os originários e os que se agregaram achando que estavam abraçando uma nova onda favorável – se os fatos não mudarem urgente. E urgência não é uma palavra que está, por enquanto, no dicionário de Paulo Norberto Koerich, PL.
Se tantas e todas essas reclamações são públicas, mas principalmente antigas, nota-se por outro lado, que a paciência está no limite e por isso, o próprio eleitor e eleitora de Paulo, do bolsonarismo e do PL já perdeu o medo da autoridade gestora. E por quê? Porque é uma realidade que não se resolve de verdade, que traz não só insatisfação, mas prejuízos reais ao cidadão, cidadãs, empreendedores e por quem tem a obrigação trazer a solução. Um gasparense da gema, atingido pelo alagamento, arrependido no voto me disse: “resta-nos fazer o P”, numa alusão ao “L” de Lula, quando se quer mostrar como uma gestão trabalha contra a própria sociedade. A que ponto chegamos!
A DEFESA CIVIL É CULPADA? SERÁ?
Também o que queriam os eleitos, importando tanta gente enlameada em casos de corrupção em Blumenau, ou que para andar em Gaspar só faz isso com GPS, daria em que resultado, mesmo? Os políticos à cata de votos estão expiando a sua própria indecência, colocaram um bode na sala e estão culpando a Defesa Civil de Gaspar e talvez São Pedro, o nosso padroeiro, que serviu de pano de fundo neste final de semana para os políticos se fartarem de santos.
Vamos tirar o Santo dessa estória para boi dormir. Milagres até acontecem, para quem acredita e possui fé. Mas, não para os reiteradamente relapsos. A Defesa Civil é um ente técnico acessório, normativo e coordenador de ações. Não é o executor. Diante disso, falham, clamorosamente, a secretaria de Obras e Serviços Urbanos, a secretaria de Agricultura e Aquicultura (a maioria das valas são de sua reponsabilidade mantê-las limpas e desobstruídas, a secretaria de Planejamento Territorial, a secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, a chefia de Gabinete do Prefeito e o tal grupo de decisão que Paulo criou para terceirizar e lavar as mãos das decisões que deveriam ser dele.
Nem reunião dos secretários para todos falarem a mesma linguagem e elegerem as prioridades acontece. São raras desde que Paulo Norberto Koerich, PL, tomou posse. E quando se faz, todos saem dela, brigados, desconfiados e salvando a própria pele. Nas secretarias, os comissionados estão amedrontados e “cansados”. Não há perspectivas de entregas reais. Não há objetivos claros. Os efetivos assistindo algo que nunca viram antes, mesmo em períodos bem “quentes”, como os de Adilson Luiz Schmidt (2005/08), eleito pelo MDB, que já esteve com Paulo no PL, mas está bem longe disso tudo.
A Defesa Civil liberou desde meados do ano passado a limpeza de 95 quilômetros de valas e ribeirões. Foram feitos até agora, algo em torno de 15 quilômetros. Também listou 90 pontos de recorrentes alagamentos por diversas origens, mas a maioria solucionáveis por simples desentupimento e desobstrução, ou avaliação para dimensionamento tubular ou estudos.
No Obras e Serviços Urbanos, mesmo com a troca de secretário, tudo para. As vezes, até por falta de operador de máquinas recém compradas. O Planejamento Territorial não faz os projetos. E a secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, quando o Planejamento funciona, ela trava na burocracia de licitações, concorrências etc.
E a culpa é da Defesa Civil? É de São Pedro? Ou dos adoradores de santos e festas de igrejas votados ou contratados para encontrarem soluções à cidade, cidadãos e cidadãs. Falta um elo de coordenação. Ou seja, no fundo, falha o prefeito e seu chefe de gabinete. E mais. A chuvarada, por falta de manutenção e prevenção, aumenta ainda mais os problemas decorrentes dela. Andar por algumas partes mal asfaltadas de Gaspar virou um problema sério.
Até uma comporta no Bela Vista “travou”, porque um cabo de aço, com dois anos de uso, rompeu. Ninguém viu que ele estava sendo carcomido pelo tempo, e agora, por uma desconfiança de que a vala que a comporta trava, é um coletor de químicos que desembocam no Rio Itajaí Açú e aceleraram o processo de desgaste do suposto aço? Meu Deus!
Com a palavra Paulo Norberto Koerich, PL. Quando chegar os possíveis danos do “El Niño”, a coisa será bem mais complicada. E a eleição do pessoal que vive de discursos fantasiosos, estará bem mais comprometida. Ontem à noite, estavam todos nervosos na Câmara. Eles sabem aonde isso vai doer em outubro deste ano. Pois esse pessoal é parte do problema, não por ser a causa, mas por não dar a solução que prometeu e todos acreditaram nessas promessas. Resta fazer o “P” uma letra que pode bem comportar outros adjetivos e substantivos. Impressionante. E tão cedo. Muda, Gaspar!
TRAPICHE
Até Nossa Senhora do Perpétuo Socorro desistiu de nós. Hoje, começa a ser reescrita – e espero sinceramente por isso além da simples troca de nome na fachada – pois acompanho este drama desde 1983 quando o conselho num Natal passava o pires para o 13º dos funcionários, um fato recorrente – a história do Hospital de Gaspar criado pelo filantropo mais visionário que Gaspar já teve: o alemão Frei Godofredo. Há marcas visíveis e incontestáveis da coragem, resoluções e entregas dele para a sociedade gasparense.
O hospital passa a ser chamado de Hospital Santo Antônio, de Gaspar, uma filial, do bem recomendado, do que deu a volta por cima, o Hospital Santo Antônio, de Blumenau, uma referência nacional. Espero, que a gestão afaste os políticos e principalmente a politicagem. De que a gestão e eficiência sigam a eficiência técnica no âmbito clínico, inovação, atendimento, administrativo e financeiro. Haverá dores.
O lixo é um caso sério. Trocou-se de empresa. Inventou-se o saco amarelo. No final, o lixo está indo para bueiros, valas e ribeirões, obstruindo complicando ainda mais o que já está complicado. Vergonha.
A comunicação em Gaspar é outro fator que trabalha contra a própria administração. Ela não chegou no século XXI e na Inteligência Artificial. Está como nos tempos de Gutemberg. Gaspar tem um aplicativo Alerta Gaspar. Poucos sabem e poucos usam. E perguntar não ofende: o que é feito do R$1,7 milhão tirado da Expofeira que iria para as ações de mitigação do El Niño? Transparência zero. Uma marca do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, e do amoitado vice, Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos. Muda, Gaspar!
Pois é. O pessoal das Águas Negras começa a entender a razão pela qual o empreendimento imobiliário de ricos de lá se chama em língua estrangeira Seehauss. O lago (tradução de See do alemão) fica com eles. E a Haus (tradução para casa ou lar do alemão) com os que vão morar lá no condomínio. Isto sempre foi tema aqui. O lago de problema está fora do empreendimento. E isto sempre irritou os empreendedores, os políticos e os corretores. A chuvarada destes dois dias, mostrou porque esta gente toda está ouriçada com o espaço deste blog.
Um caminhão coletor de esgotos não venceu o morro do Hospital. Empacou e derramou parte da fedida e poluída carga que foi dar nas ruas, bueiros e ribeirão. Houve quem dissesse que se tratava do descarrego do último dia de gestão do Hospital de Gaspar pelos gasparenses. Tomara.
Perguntar não ofende. Flavio Bolsonaro, PL, vai se eleger presidente só com os votos dos homens “alfa”? Copio uma observação de Carlos Tonet, de Blumenau. “É impressionante como a máquina de assassinar reputações do bolsonarismo parece ter mais prazer em atacar e trucidar os seus do que os adversários de esquerda“
O bolsonarismo pode estar ficando órfão. Não possui projeto de Brasil. Fingiu ser de direita, de conservadorismo e principalmente do antilulismo. É projeto de poder de uma família. Mas, muito estranha. A atual mulher de Jair Messias Bolsonaro, PL, a Michelle, não é da família. Está evidente. E não precisa entender de política. Com a palavra as bolsonaristas catarinenses eleitas. Meu Deus!
5 comentários em “FAZ O “P”. KLEBER SAIU DO GOVERNO NO DIA 31 DE DEZEMBRO DE 2024. NÃO FEZ SUCESSOR. QUASE DOIS ANOS DEPOIS, TEM GENTE QUE ACHA QUE PIOR DO QUE ESTAVA NÃO PODIA FICAR. E FICOU.”
Previsão do Tempo
A Defesa Civil informa que: … gestão combinada com o fenômeno El Niño, aumenta significativamente o risco de enchentes.
Já a Defesa Política alerta para outro fenômeno, ainda mais persistente: o governo continua olhando para as gavetas do passado enquanto a água sobe nas ruas do presente.
A previsão é de muita lama. Parte dela trazida pela chuva. Outra, pelos discursos.
Os moradores recomendam que, além de botas e guarda-chuvas, cada cidadão carregue um retrovisor. Afinal, na Prefeitura ninguém parece conseguir olhar para a frente.
Segundo os institutos de meteorologia, a chuva deve passar.
Já a tempestade administrativa segue sem previsão de dissipação.
Há, porém, uma boa notícia: toda previsão tem prazo de validade. Inclusive as políticas. Em casos semelhantes, sem reeleição.
Excelente comparação
O governo de Gaspar que com a experiência policial não conseguiu enxergar preventivamente os indiciados que MP, polícia e Gaeco enquadraram, não terá condições para acreditar em previsões que todos os gasparenses enxergam no horizonte deste outubro ou em outubro de 2028. É preciso dar um cavalo de pau e urgente
Aproveito o dia 01 de julho para dar as boas vindas ao Hospital Santo Antônio de Gaspar, que assume oficialmente a Gestão desta Casa de Saúde. Desejo sucesso nas suas ações.
Mas quero lembrar a necessidade, de se manter a história do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que foi fundado em 12/02/1956 e teve a inauguração do seu Hospital em 18/05/1970. Muitas famílias fizeram doações e colaboraram durante todos estes anos. Fica o meu pedido, pois o Frei Godofredo Siebert foi um visionário.
Dar os parabéns a todos os envolvidos nesta transição e que ao final a população, seja muito bem assinada e atendida.
Adilson Schmitt
Ex Prefeito de Gaspar
FLÁVIO TEM FORÇA, NA CASA BRANCA, por Elio Gaspari, nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo
Adélio Bispo de Oliveira esfaqueou Jair Bolsonaro no dia 6 de setembro de 2018. Ninguém pode garantir que a facada de Juiz de Fora tenha decidido a eleição, mas, um mês depois, Bolsonaro conseguiu 46% dos votos no primeiro turno. Fernando Haddad ficou com 29%. A eleição estava decidida, e no segundo turno o ex-capitão correu para o abraço, com 55% dos votos.
Não foi Bolsonaro quem ganhou, foram Haddad e o PT que perderam. Lula estava preso em Curitiba, o juiz Sergio Moro e os procuradores da Operação Lava-Jato faziam o que queriam. Nada disso estará no pano verde na eleição de outubro.
Lula terá governado por quatro anos sem maiores sobressaltos, e quem está preso é Bolsonaro. As tensões que ele espargiu, insultando um ministro do Supremo Tribunal Federal, opondo-se a um programa de vacinação durante uma pandemia que matou mais de 700 mil pessoas, viraram má lembrança.
A eleição de 2018 foi o apogeu do antipetismo. Em 2026, lida-se com o antibolsonarismo. Assim como, em 2018, a soberba petista detonou Haddad, agora a soberba bolsonarista poderá detonar Flávio Bolsonaro, e as pesquisas apontam nessa direção. A candidatura do senador tem um sabor dinástico, agravado pelo deserto de ideias de seu campo. Sem a facada de Juiz de Fora e as turbinas da Lava-Jato, como a divulgação da delação do ex-ministro Antonio Palocci às vésperas do primeiro turno, o antipetismo não dá caldo.
A essas adversidades somou-se a autofagia bolsonarista. A mulher de Bolsonaro fez um estudado vídeo, em que o sujeito oculto de suas críticas é Flávio. Qual é a raiz dessa quizília? A política cearense e a preterição de uma vereadora que aspirava a disputar o Senado. É pouco para tanto barulho.
O repórter Luis Felipe Azevedo mostrou que, na Bahia, em Pernambuco, Ceará e Maranhão, os candidatos do arco oposicionista evitam partilhar palanques com a campanha de Flávio. Tratando-se do principal reduto lulista, essa ausência é mau presságio. Os erros da famiglia certamente explicam em parte esse movimento. Contudo o principal fator está além deles. O antipetismo, cimento da vitória de 2018, dissolveu-se no ar, abrindo espaço a um novo anti, o antibolsonarismo.
Flávio é forte na Casa Branca, fraco em Pindorama. A ideia de jactar-se da imposição do primeiro tarifaço de Donald Trump foi um caso raro de um só tiro acertando os dois pés. Naquele tarifaço, a patrulha bolsonarista acampada em Washington pode ter exercido alguma influência. No próximo, a despeito da carta de Flávio ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que o Brasil seja poupado, essa janela de oportunidade encolheu.
O tarifaço de 2025 foi concebido com o voluntarismo da Casa Branca. Basta lembrar a tarifa imposta a uma ilha de pinguins. Desta vez, o novo tarifaço será essencialmente técnico. Enviesado, porém com verniz técnico.
Novas tarifas virão, transformando-se numa bola de ferro amarrada a um pé dos Bolsonaros. Eles cometeram o mesmo erro que o bilionário Elon Musk, que em poucos meses passou de gênio a maluco e acabou defenestrado da Casa Branca. Em sua fase de delírio, Musk tentou morar na Casa Branca.
FLÁVIO REBAIXA O BRASIL ANTE O EUA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, na qual implorou que o governo dos EUA desista de impor novas tarifas ao Brasil e prometeu que, caso seja eleito, colocará à disposição da Casa Branca sua “equipe de transição” para discutir um “amplo acordo de comércio e investimentos”. Ou seja, na desesperada tentativa de se desvincular da punição tarifária americana ao Brasil, pela qual seu irmão Eduardo Bolsonaro tanto trabalhou, Flávio Bolsonaro ofereceu aos americanos a possibilidade de palpitar sobre a transição de governo no Brasil – um acinte que, se concretizado, equivaleria a rebaixar o País à condição de colônia americana.
Por razões que deveriam ser evidentes por si mesmas, a Lei 10.609/2002, que disciplina a transição de governo no Brasil, estabelece que o processo ocorre apenas entre o governo que deixa o poder e o que assume. Não há a menor hipótese de que o governo de um país estrangeiro participe. Além de ser um assunto exclusivamente interno, a transição envolve acesso a dados sensíveis do País, como, por exemplo, a situação das contas públicas, o estado de políticas em andamento ou planejadas e informações de inteligência.
Ademais, por pior que já seja ver um postulante à chefia de Estado flertando com uma ilegalidade explícita antes mesmo de ser eleito, há algo ainda mais perturbador: a oferta de Flávio sintetiza a opaca visão de mundo do bolsonarismo, que certamente prevalecerá sob seu eventual governo.
O Brasil tem muito a ganhar com uma relação próspera e equilibrada com os EUA. As duas maiores democracias das Américas têm laços econômicos, culturais e históricos que remontam ao reconhecimento de nossa independência. Ninguém que pensa com seriedade no melhor interesse nacional pode, em sã consciência, ser contra entendimentos com Washington. A questão de fundo, porém, não é negociar com os norte-americanos, são as condições dessa negociação.
Eis por que a carta de Flávio a Rubio diz tudo o que os eleitores precisam saber do pré-candidato. Não há, no texto, nenhuma menção às assimetrias que qualquer acordo precisa eliminar, às salvaguardas que protegeriam nossa indústria, nosso agro, nosso mercado financeiro. Em vez disso, há uma disponibilidade praticamente incondicional, retrato fiel da sabujice do clã Bolsonaro aos EUA e ao presidente Donald Trump, em particular.
Atribui-se a Juracy Magalhães, embaixador brasileiro em Washington durante o governo Castello Branco, a célebre frase “o que é bom para os EUA é bom para o Brasil”. Se é verdade que o alinhamento automático com Washington fazia sentido no contexto da guerra fria – um outro mundo, orientado por outro equilíbrio de forças –, esse tipo de política externa não tem mais lugar no contexto geopolítico do século 21.
O Brasil tem interesses comerciais e geopolíticos que vão da China à União Europeia, dos países africanos aos nossos vizinhos sul-americanos. Temos uma relação mais sólida a ser construída com países asiáticos. Ademais, a Constituição fixa os princípios norteadores da política externa brasileira, e certamente entre eles não está a primazia de uma nação estrangeira sobre as demais. Ignorar tudo isso não é pragmatismo, é um retrocesso de seis décadas.
Como dissemos, a relação com os EUA importa, e muito, para o Brasil. Mas importa como relação entre dois Estados que têm interesses, não afinidades pessoais entre seus governantes. O que Flávio ofereceu a Rubio não é parceria, é submissão.
Também não se pode ignorar a dimensão familiar desse posicionamento. O clã Bolsonaro tem devoção quase religiosa a Trump. Além disso, Trump tem poder sobre o destino de todos os bolsonaristas que fugiram para os EUA a fim de evitar responder por seus crimes no Brasil. Diante disso, não é improvável que, num eventual governo Flávio Bolsonaro, interesses muitíssimo particulares se sobreponham aos interesses nacionais na relação com Washington.
O Brasil merece um chefe de Estado que entenda que subserviência disfarçada de “alinhamento estratégico” ainda é subserviência, que comércio internacional é um jogo de interesses, não de lealdades pessoais, e que a relação com os EUA, por mais relevante que seja, é apenas uma entre muitas.