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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXIX

A foto é icônica. Desta madrugada, três de dezembro de 2026. Imprevisíveis desdobramentos. Operação controversa. Opiniões sensatas e radicais dominarão as próximas horas e dias. “A primeira derrota numa guerra é a verdade”. É, ao mesmo tempo, uma cortina de fumaça ao enfraquecimento de Donald Trump perante a opinião pública dos Estados Unidos em ano de eleições que pode perder a maioria congressual. Por outro lado, Nicolás Maduro, é um ditador de esquerda radical que empobreceu o seu país, forçou a migração de seu povo, tomou as instituições (Legislativo, Judiciário e as de fiscalização), roubou as eleições e se auto proclamou vencedor. E está claramente, associado a crimes contra a humanidade e a carteis de drogas. Esticou a corda. Os dias serão senhores da razão e dirão como isto vai afetar o Brasil e respingar nas nossas eleições gerais. Mas, no fundo, o Petróleo é o que os Estados Unidos desejam da Venezuela. Seriam os Estados Unidos usando causa política – talvez legítima, a fraude eleitoral e o narco-terrorismo -, ferindo o direito internacional de soberania dos países, um pirata desalmado? (by Herculano)

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43 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXIX”

  1. Miguel José Teixeira

    Alô, pelegada da PeTezuela!

    “Jornalistas são presos em Caracas após captura de Maduro”
    (Redação O Antagonista, 05/01/26)

    O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) denunciou a prisão de sete jornalistas e profissionais da imprensa nesta segunda-feira, 5, em Caracas, por forças do regime chavista na Assembleia Nacional e áreas próximas.

    Três deles foram libertados poucas horas depois.

    “Não é possível avançar rumo a uma transição democrática enquanto persistirem a perseguição política, censura e a prisão arbitrária”, diz o SNTP.

    Segundo a organização, os sequestros ocorreram enquanto os profissionais cobriam os acontecimentos após a queda do ditador Nicolás Maduro.

    Censura e restrições
    O sindicato informou que pelo menos 23 jornalistas e profissionais da imprensa continuam detidos na Venezuela por razões relacionadas ao seu trabalho jornalístico.

    “A prisão de jornalistas constitui uma grave violação da liberdade de imprensa e uma prática destinada a intimidar, silenciar e gerar autocensura“, afirma.

    A nota também destacou as restrições ao ecossistema de notícias digitais.

    Mais de 60 veículos de comunicação permanecem bloqueados online, o que o sindicato descreve como “censura estrutural”, reduzindo o pluralismo midiático e limitando o acesso da população a diversas fontes de informação.

    Para o SNTP, a criminalização do jornalismo, do trabalho sindical e da dissidência pacífica representa um obstáculo significativo a qualquer processo de reconstrução institucional no país.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/mundo/jornalistas-sao-presos-em-caracas-apos-captura-de-maduro/)

  2. Miguel José Teixeira

    “Trump capturou Maduro, mas erra ao transigir com ditadura na Venezuela”
    – Trump violou o direito ao prender Maduro, chefe de bando violador de todos os direitos. Mas dois erros poderiam ter resultado em acerto.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 05/01/26)

    Antes de mais nada, é preciso apontar o espetáculo de cinismo de petistas indignados com a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, sob a alegação de violação do direito internacional.

    Por mais de vinte anos, sem preocupar-se com direito nenhum, muito menos com qualquer aspecto moral, Lula e o PT apoiaram um regime brutal, sanguinário, criminoso, que levou quase 8 milhões de venezuelanos a sair do seu país.

    Soberania nacional e autodeterminação dos povos são princípios fundamentais da Carta da Onu, o documento fundador das Nações Unidas que estabelece as linhas pelas quais os países devem guiar-se nas relações internacionais.

    Refém de uma organização criminosa, a Venezuela e os venezuelanos não têm nem uma, nem outra. A soberania do país foi ferida de morte pela ditadura bolivariana, que conta com suporte estrangeiro — cubano, russo, iraniano e o de traficantes colombianos — para oprimir o próprio povo.

    A autodeterminação do povo venezuelano, por sua vez, é uma farsa encenada pelo bando chefiado por Nicolás Maduro, como pôde ser didaticamente constatado pela fraude na eleição presidencial de 2024, que impediu que a oposição, vitoriosa nas urnas, assumisse o poder.

    Antes, portanto, de os Estados Unidos violarem o direito internacional ao capturar Nicolás Maduro, sob a acusação de ser um narcoterrorista perigoso para a segurança nacional americana, Maduro e os seus asseclas já vinham estuprando todos os princípios e direitos sobre os quais se ergue a civilização.

    Dois erros teriam resultado em acerto, contudo, se Trump justificasse a captura de Maduro com a intenção principal de propiciar aos venezuelanos um governo legítimo que fosse constituído no menor espaço de tempo possível.

    Nesse caso, apenas os suspeitos de sempre levantariam a voz para gritar contra a violação do direito internacional, que, aliás, nunca poderia servir de valhacouto para tiranos, assunto extenso demais para ser tratado aqui.

    O quadro é outro, no entanto, a julgar pelo que dizem Trump e o seu secretário de Estado, Marco Rubio. Em meio à névoa e às contradições nas falas de ambos, o sentido do que foi afirmado até o momento é o de transigência com a ditadora substituta, essa inefável Delcy Rodríguez.

    Para que não haja nova intervenção americana na Venezuela e nada mude muito na Venezuela, ao menos no médio prazo, eles dão a entender que basta que Delcy e os demais facínoras bolivarianos não imponham obstáculos a que companhias dos Estados Unidos voltem a atuar no setor petrolífero venezuelano. Inclusive com a obtenção de indenizações bilionárias pelas perdas financeiras que tais companhias tiveram com a nacionalização promovida ainda no tempo de Hugo Chávez.

    Não menos importante, o regime ditatorial teria também de dançar na política externa conforme a música regida a partir de Washington, afastando-se dos aliados chineses, russos, iranianos e cubanos.

    Sem o petróleo praticamente doado pela Venezuela, o regime cubano, do qual o bolivariano é decalque, pode sucumbir de vez ao seu próprio fracasso. Trump, assim, finalmente atingiria um objetivo perseguido pelos Estados Unidos desde que Fidel Castro transformou a ilha que era inferninho americano das perdições capitalistas em sucursal caribenha dos ínferos comunistas.

    O simbolismo da derrota cubana para o capitalismo seria espetacular, mas é para a China, essencialmente, que Trump quer mostrar quem manda não apenas na Venezuela, mas na América Latina inteira, o subcontinente que tem enorme relevância no desenho com o qual os chineses visam a conquistar a hegemonia planetária, como superpotência total que ambicionam ser.

    Nesse grande jogo geopolítico, para o qual Trump atualizou a Doutrina Monroe, dando real significado ao neocolonialismo, como desnuda a estratégia de segurança nacional divulgada por seu governo em dezembro, o restabelecimento da democracia na Venezuela tem papel menor.

    Além de representar uma traição à oposição liderada por María Corina Machado, por quem o presidente americano nutre inveja indisfarçável pelo Nobel da Paz de que ele se julga o verdadeiro merecedor, é apostar no erro deixar a redemocratização venezuelana em segundo ou terceiro plano, bem como voltar a fazer bulliyng imperialista com latino-americanos.

    Afinal de contas, o produto mais valioso da pauta de exportações dos Estados Unidos é, desde o final da Segunda Guerra, e na América Latina desde a presidência de Jimmy Carter, a liberdade ou certa ilusão dela, a hipocrisia como velha homenagem do vício à virtude, não como o vergonhoso espetáculo de cinismo continuamente ncenado pela esquerda em todas as latitudes.

    É o que diferenciava os americanos dos soviéticos, para grande vantagem competitiva dos primeiros, a liberdade como motor de um soft power inigualável; deveria continuar a ser também o que os diferencia dos chineses, se os Estados Unidos quiserem vencer essa segunda partida, que se afigura bem mais complicada do que a primeira.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/trump-capturou-maduro-mas-erra-ao-transigir-com-ditadura-na-venezuela)

  3. Miguel José Teixeira

    São sidônio das causas perdidas anda tão quieto!

    “O silêncio da Secom sobre o sócio de Sidônio”
    – Secretaria de Comunicação da Presidência da República demorou mais de dois meses para não se pronunciar sobre a atuação da Macaco Gordo.
    (Wilson Lima, O Antagonista, 05/01/26)

    Em resposta à Câmara dos Deputados, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) não se manifestou sobre os contratos de publicidade firmados pela Caixa e Embratur com produtora Macaco Gordo, do empresário Francisco Kertész.

    Kertész é sócio de Sidônio Palmeira (foto) na M4 Comunicação e Propaganda. Segundo reportagem de O Estado de São Paulo, a Macaco Gordo recebeu em torno de 12 milhões de reais em 2024 e 2025 das duas estatais.

    Quando a informação veio a tona, em outubro do ano passado, deputados como Carlos Jordy (PL-RJ) ingressaram com pedidos de informação à Secom para questionar o órgão sobre eventuais conflitos de interesse ou indícios de favorecimento ilício ao próprio ministro.

    A resposta da Secom foi lacônica. O órgão não somente se negou a apresentar contratos como argumentou que o assunto não era de competência do órgão.

    “Com efeito, o parlamentar solicita informações sobre suposto conflito de interesses em razão da participação do Ministro de Estado em empresas privadas; e contratos firmados pela CAIXA, EMBRATUR e demais órgãos públicos. Nesse sentido, não compete à SECOM a produção, controle ou custódia de dados referentes a contratos firmados por órgãos da Administração Pública Federal vinculados a outros Ministérios, como é o caso da CAIXA, Embratur etc”, disse a Secom.

    No pedido apresentado por Carlos Jordy, havia também a solicitação da íntegra dos contratos da Caixa e Embratur com a produtora Macaco Gordo. Os pedidos foram negados sob essa justificativa: que o assunto não era do escopo da Secom.

    A apresentação do requerimento de informação ocorreu em 28 de outubro do ano passado; a resposta veio apenas em 30 de dezembro, quase dois meses depois.

    Relação antiga
    Sidônio e Kertész mantêm uma relação de longa data

    Segundo o Estadão, a produtora Macaco Gordo já prestava serviços para a agência de Sidônio, Leiaute, na execução de contratos de publicidade do governo do PT na Bahia, mas não atuava no governo federal.

    Em 2025, com Sidônio no cargo de ministro, o dono da Macaco Gordo fez 13 visitas ao Palácio do Planalto entre janeiro e junho, todas para se encontrar com Sidônio.

    Segundo ele, os encontros foram “de cunho pessoal, sem que jamais tenha sido tratado das atividades da Macaco Gordo”.

    Pagamentos
    Os pagamentos das estatais ao sócio de Sidônio ocorreram de forma indireta.

    A Caixa e a Embratur mantêm contratos com agências responsáveis por criar campanhas publicitárias sob demanda, contratadas via licitação.

    Os recursos são repassados pelas agências às produtoras, que não aparecem nos portais do governo federal como empresas contratadas.

    Não há exigência de licitação para contratar essas produtoras, mas as agências devem coletar no mínimo três propostas de preços no mercado para justificar a escolha da mais barata.

    Esse procedimento não precisa seguir integralmente a Lei de Licitações, embora a aprovação final das campanhas seja feita pelo órgão público.

    Mesmo assim, nem sempre a regra dos orçamentos é cumprida.

    De acordo com o Estadão, o maior pagamento recebido pela Macaco Gordo, 2,3 milhões de reais por uma campanha sobre renegociação de dívidas atrasadas da Caixa em 2025, teve um aditamento dispensando a pesquisa de preços.

    A agência Calia, responsável pela campanha, inicialmente fez uma cotação para produzir filmes de 30 segundos, e a Macaco Gordo venceu com proposta de 1,6 milhão de reais.

    Embratur
    Para a Embratur, a produtora realizou uma campanha sobre afroturismo em 2024.

    As imagens foram filmadas em pontos turísticos de Salvador. A Macaco Gordo recebeu 1,9 milhão de reais pelo trabalho.

    A produtora também executou uma segunda campanha da Embratur em 2024 pela mesma agência, com o tema “projeto realidade virtual Sebrae”, por mais R$ 1,9 milhão.

    O que diz Sidônio
    Em nota, Sidônio disse na época que “jamais” indicou a contratação da Macaco Gordo para campanhas publicitárias.

    “A escolha de qualquer fornecedor terceirizado, pelas agências licitadas, ocorre sem intervenção da Secom. O regramento em vigor obriga que as agências obtenham cotações de pelo menos três empresas capazes de prestar aquele serviço, de modo que a ofertante do menor preço o execute. No processo de aprovação das campanhas, compete à secretaria aprovar a linha conceitual e a alocação dos recursos nos diferentes veículos, à luz dos normativos de mídia técnica consolidados na legislação e nos acórdãos do Tribunal de Contas da União”, diz.

    “Antes de assumir o cargo que hoje ocupa, o ministro Sidônio Palmeira afastou-se das funções de gestão e de administração das empresas em que já atuou, em absoluto respeito à legislação vigente e aos princípios éticos da alta administração federal. Desse modo, é descabido, infundado e mentiroso insinuar que tenha havido qualquer ingerência do ministro em favor de empresas ou indivíduos durante qualquer decisão de que ele tenha participado no âmbito do governo federal”, afirma a Secom.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/o-silencio-da-secom-sobre-o-socio-de-sidonio/)

    Só PenTelhar. . .
    Seu silêncio revela que vem muitas maracutaiaias por aí, gente!

    1. Miguel José Teixeira

      Ooops. . .
      Onde se lê maracutaiaias, lê-se maracutaias!
      Até hoje não acredito que o lula, que colocou em moda esse vocábulo, o pronuncie corretamente.
      Deve ter passado dias em frente ao espelho e ao lado da “Galega” treinando!

  4. Miguel José Teixeira

    Canta, pajarito, canta,
    revela a tus compañeros…

    “Maduro nem precisa falar e já causa pânico a políticos latinos”
    – A simples possibilidade de uma delação já mudou o cálculo de governos em toda a América Latina. O silêncio não protege ninguém.
    (Marcio Aith, Poder360, 05/01/26)

    Desde a captura de Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, algemados a bordo do USS Iwo Jima e depois levados a Nova York, uma pergunta passou a circular em círculos diplomáticos:

    e se Maduro delatar?

    E se ele entregar nomes, documentos, transações?

    E se apontar presidentes, ex-presidentes, ministros?

    A pergunta é legítima – mas apenas parcialmente correta.

    Porque Maduro nem precisa delatar. A simples possibilidade de que ele delate já mudou o jogo. Já alterou negociações comerciais, posicionamentos diplomáticos, cálculos de sobrevivência política.

    A hipótese de uma delação é a arma.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/analise/maduro-nem-precisa-falar-e-ja-causa-panico-a-politicos-latinos/

    “Ó, eu não sei se eram os antigos que diziam
    Em seus papiros, Papillon já me dizia
    Que nas torturas toda carne se trai
    E normalmente, comumente, fatalmente, felizmente
    Displicentemente, o nervo se contrai
    (Ô-ô-ô-ô) com precisão”

    Senhor Zé Ramalho: https://www.youtube.com/watch?v=gkjmPp70DhI

  5. Miguel José Teixeira

    Alô, Wang Yi! Só para lembrá-lo:
    對母鵝有益的,對公鵝也有益。
    Duì mǔ é yǒuyì de, duì gōng é yě yǒuyì.
    (Pau que bate em Chico bate em Francisco!)

    “Nenhum país pode ser a polícia do mundo, diz chanceler da China”
    – Ministro das Relações Exteriores afirma que os EUA se proclamam um “juiz internacional” e critica ataque à Venezuela.
    (Eric Napoli de Pequim, Poder360, 05/01/26)

    O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, criticou os Estados Unidos nesta 2ª feira (5.jan.2026) depois da operação que prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). Disse que os norte-americanos se consideram “a polícia do mundo” e que essa posição não pode ser aceita pela comunidade internacional.

    “Nunca acreditamos que qualquer país possa agir como polícia internacional, nem concordamos que qualquer país possa se autoproclamar juiz internacional. A soberania e a segurança de todos os países devem ser plenamente protegidas pelo direito internacional”, disse Wang Yi durante uma reunião com o Ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-china/nenhum-pais-pode-ser-a-policia-do-mundo-diz-chanceler-da-china/

    1. Credo. A hipocrisia, apostando na ignorância da maioria e na bolha dos militantes – rola solta. Para que e contra quem a China está fazendo exercícios militares? O que mesmo está acontecendo na Ucrânia invadida pela Rússia? E ambas estão invocando a quebra da soberania nacional da Venezuela pelos Estados Unidos? Acordem! Sejam ao menoscriativos nos argumentos.

  6. Miguel José Teixeira

    (*) Como se o ídolo da corja vermelha PeTezuelana,
    atual prisioneiro do Tio Sam,
    soubesse perder eleição!
    Haja óleo de peroba para tanta cara de pau!

    “PT convoca manifestação para lembrar três anos dos atos de 8 de janeiro”
    – Sigla divulgou vídeo de Lula (*) dizendo querer que sociedade não se esqueça que país teve um presidente que não soube perder eleição.
    (Guilherme Resck, O Antagonista, 05/01/26)

    O PT, do presidente Lula, está convocando a militância e a população para uma manifestação na Praça dos Três Poderes, na próxima quinta-feira, 8, para relembrar os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023 – quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por bolsonaristas inconformados com o resultado da eleição presidencial de 2022.

    “No dia 8 de janeiro ocuparemos as ruas e a Praça dos Três Poderes, em Brasília, às 10h30, em frente ao Palácio do Planalto. Lembrar é resistir. Golpe nunca mais“, escreveu o partido nas redes sociais, no domingo, 4. Nesta segunda, 5, a sigla fez outra publicação, que inclui uma fala do presidente Lula sobre o 8 de janeiro de 2023 e citando o evento de quinta.

    “Eles querem que o 8 de janeiro caia no esquecimento, e nós queremos que a sociedade não se esqueça nunca que um dia este país teve alguém que não soube perder a eleição e resolveu pela forma mais cretina continuar governando este país. E os caras quererem bolar um plano para matar eu e o Alckmin. Que essa gente não enxerga o povo. É por isso que precisamos fortalecer a democracia, e dia 8 de janeiro vamos ter um ato simbólico contra o 8 de janeiro, aqui em Brasília”, diz o petista.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) também vai realizar um evento na próxima quinta para relembrar os ataques de três anos atrás. Denominado “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer“, o evento contará com atividades das 14h30 até o final da tarde.

    Inicialmente, será aberta a exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, no Átrio do Espaço Servidor. Depois, às 15h, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do Supremo. Às 15h30, será realizada uma roda de conversa com profissionais da imprensa também no Museu. Às 16h30, haverá um coffee break, e, às 17h, haverá a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”.

    Responsabilização
    Na última sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em 2025, em 16 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes apresentou um balanço dos julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.

    Desde a data, foram autuadas 1.734 ações penais, resultado da atuação da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal na investigação e no oferecimento das denúncias. Do total, 619 ações trataram de crimes mais graves, como organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e crimes contra o Estado Democrático de Direito, e 1.115 envolveram delitos de menor gravidade, relacionados principalmente à incitação e à associação criminosa.

    Até o encerramento do ano judiciário, a Primeira Turma condenou 810 pessoas, sendo 395 por crimes mais graves e 415 por crimes menos graves, além de 14 absolvições. Além disso, foram homologados 564 acordos de não persecução penal, firmados com autores de infrações de menor potencial ofensivo, que preveem medidas como prestação de serviços à comunidade e cursos sobre democracia. Esses acordos levaram ao ressarcimento de mais de 3 milhões de reais aos cofres públicos, destinados à reparação dos danos materiais causados pelos ataques.

    Continuam em tramitação 346 ações penais em fase final de instrução e 98 denúncias já oferecidas, em sua maioria relacionadas a financiadores dos atos.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/pt-convoca-manifestacao-para-lembrar-tres-anos-dos-atos-de-8-de-janeiro/)

    Matutando bem. . .
    Nada mais é do que mais uma cortina de fumaça para esconder as mazelas do poder executivo federal e seu mancomunado SuTriFe!

  7. Miguel José Teixeira

    “SiTuDisch”!!!

    “Papel de deputado”

    Paulo Lustosa era deputado federal pelo Ceará quando foi procurado por um prefeito. Ele queria resolver “um problema urgente” e estendeu um papel.
    Lustosa leu e se espantou com o teor da pretensão:
    – “Mas isto é ilegal, infelizmente não será possível”.
    O prefeito torceu o nariz, indignado:
    – “Se fosse legal, eu não precisaria de deputado…”

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 05/01/25)

    1. Pois é. Não só o prefeito, mas o povo também acha que hoje em dia político brasileiro não serve para representá-los, como diz o arcabouço constitucional, mas ser intermediário de falcatruas, contra o próprio bolso do povo extorquido cada vez por mais altos continuados pesados impostos. Inclusive para elegê-los e mantê-los na cara representação.

  8. Miguel José Teixeira

    SimplesMENTE, PraTicando seu esporte favorito!

    “Lula prometeu ‘revogaço’, mas era lorota e seu governo já decretou mais de 3 mil sigilos
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 05/01/26)

    Ao prometer na campanha de 2022 um “revogaço” de decretos de sigilo do antecessor Jair Bolsonaro, para “restaurar a transparência” e acabar o “obscurantismo”, Lula (PT) estava apenas mentindo para o eleitorado. O governo do petista impôs milhares de sigilos, dos gastos extravagantes das viagens de Janja, sua mulher, às evoluções dos seus empresários favoritos, Joesley (que o delatou na Lava Jato) e o irmão Wesley, passando pela recusa de cumprir a Lei de Acesso a Informações (LAI).

    Dados são oficiais
    Dados da Controladoria-Geral da União e relatórios independentes revelam total de 3.287 sigilos entre 2023 e 2025, ignorando a LAI.

    Recusas reiteradas
    O governo Lula desrespeitou a LAI, de forma obstinada, própria de quem tem muito a esconder, recusando 16% dos pedidos de informações.

    Lorota do ‘revogaço’
    Virou piada Lula jurar em 2022 a uma radio paulistana, mentindo, o revogaço de tudo “que Bolsonaro está criando para defender os amigos”.

    Sigilos aumentaram
    Só em 2023, o primeiro ano, Lula decretou sigilo de 100 anos em 1.339 pedidos de informação, contra 1.332 no último ano de Bolsonaro (2022).

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-prometeu-revogaco-mas-era-lorota-e-seu-governo-ja-decretou-mais-de-3-mil-sigilos)

  9. Miguel José Teixeira

    “Venezuela vive a era pós-Maduro”
    – O chavismo crepuscular é odiado pela vasta maioria do povo.
    (Por Demétrio Magnoli, O Globo, 05/01/26)
    . . .
    “A captura de Nicolás Maduro marca uma nova era para a Venezuela, onde o chavismo é amplamente rejeitado. Uma operação militar americana visou a transição de poder, enquanto Trump busca influenciar a política venezuelana. A posição do Brasil e suas relações internacionais são impactadas, destacando a necessidade de estratégias de defesa contra o narcotráfico. A geopolítica, influenciada pela Doutrina Monroe 2.0, visa limitar a influência chinesa e russa na região.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/demetrio-magnoli/coluna/2026/01/venezuela-vive-a-era-pos-maduro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  10. Miguel José Teixeira

    É o lewandobailowsky, lewandobailowsky!

    “Tráfico no Rio se organiza como empresa, com até 25 funções”
    – Levantamento do GLOBO mapeou especialização de mão de obra, setorização para cuidar de barricadas e bailes funk e até contratação temporária para fins de semana.
    (Por Anna Bustamante, O Globo, 05/01/26)
    . . .
    “Levantamento do GLOBO revela que o tráfico no Rio de Janeiro opera como uma grande corporação, com 25 funções distintas, desde gerentes de logística até operadores de drones. Facções como o Comando Vermelho priorizam o controle territorial, superando a venda de drogas, com práticas como extorsões e lavagem de dinheiro em eventos. Essa estrutura sofisticada reflete a modernização e profissionalização do crime organizado no estado.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/01/04/trafico-no-rio-se-organiza-como-empresa-com-ate-25-funcoes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  11. Miguel José Teixeira

    “Escassez de comida e insegurança: as preocupações de venezuelanos no sul do país após ataque dos EUA”
    – O GLOBO percorreu cerca de 200 quilômetros por cidades e vilas nas proximidades da fronteira com o Brasil.
    (Por Patrik Camporez — Santa Elena de Uairén, VENEZUELA, O Globo, 05/01/26)
    . . .
    “Após ataques dos EUA e captura de Nicolás Maduro, venezuelanos no sul do país vivem apreensão por escassez de alimentos e insegurança. Em Santa Elena de Uairén, próxima à fronteira com o Brasil, moradores estocam comida temendo um futuro incerto. A presença militar intensificada e o receio de guerra afetam o fluxo de mercadorias. A fronteira com o Brasil reabriu, mas a tensão persiste, com possíveis impactos na região Norte do Brasil.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/05/escassez-de-comida-e-inseguranca-as-preocupacoes-de-venezuelanos-no-sul-do-pais-apos-ataque-dos-eua.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  12. Miguel José Teixeira

    ¿Cómplice, conspirador o ambos?

    “Conexões de Delcy Rodríguez com setor petroleiro são cálculo para sucessão na Venezuela”
    – Nova presidente interina da Venezuela deverá equilibrar pressões internas com demandas e ameaças de Trump.
    (Por Janaína Figueiredo — Buenos Aires, O Globo, 05/01/26)

    No final de outubro, a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi até o Catar participar de reuniões com enviados da Casa Branca. Segundo fontes que acompanham de perto a política venezuelana, naquele momento foram feitas sondagens a Delcy por parte dos emissários de Donald Trump sobre a possibilidade de que ela assumisse o comando do governo por um período — não determinado naquele momento, nem hoje — de transição após a saída de Maduro do poder e do país. A resposta à sondagem é um mistério, mas tudo o que aconteceu nos últimos dias está alinhado com o que Trump queria havia algum tempo.

    A decisão anunciada na noite de sábado pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela de que diante da ausência “temporária” do presidente Maduro, sua vice assume o poder na condição de “encarregada de todas as atribuições, deveres e funções inerentes ao cargo de presidente” atendeu aos desejos do presidente americano. Embora alguns tenham ficado surpresos com o descarte — temporário ou não, com Trump nunca se sabe — da líder opositora María Corina Machado para o futuro imediato, a sucessão natural dentro do chavismo faz sentido quando são analisadas características da presidente interina e seus vínculos.

    Acordo com a Chevron
    Aos 57 anos, Delcy é não apenas uma das mulheres fortes do chavismo, como a pessoa que Maduro determinou que cuidaria de temas sensíveis em seu governo, entre eles a administração da pandemia de Covid-19 e a abertura do setor petroleiro a empresas estrangeiras. A partir de 2024, Delcy acumulou a Vice-Presidência com o comando do Ministério dos Hidrocarbonetos. Foi ela quem, em 2025, negociou o último contrato selado entre a Venezuela e a companhia petroleira Chevron.

    Os detalhes do entendimento refletem a capacidade de negociação e de fazer concessões da presidente interina, quando necessário e conveniente: diferentemente de entendimentos anteriores, neste caso o pagamento da Chevron ao governo venezuelano foi determinado em barris de petróleo. Ou o regime chavista não recebe recursos financeiros, algo que faria uma enorme diferença em momentos de asfixia econômica. Delcy aceitou condições menos vantajosas, em nome de manter uma boa relação com a companhia americana.

    Com ou sem sondagem prévia ao ataque, a realidade é que Delcy representa uma alternativa viável para Trump, sobretudo na matéria que mais interessa ao republicano: acesso ao petróleo . Em Caracas, fontes falam em “acordo circunstancial para buscar a estabilidade do país”, entre Trump e a presidente interina; outros em “uma aliança temporária utilitária”. Delcy foi aceita pela Casa Branca por suas conexões no setor petroleiro nacional e internacional. Quanto vai durar este entendimento ou aliança dependerá de um delicado equilíbrio entre os interesses de Trump, as pressões internas e a dinâmica dentro do chavismo. Em palavras de uma fonte diplomática brasileira, “a situação ficará no fio da navalha”.

    Internamente, Delcy dividirá o poder com os dois homens mais importantes dentro do regime: o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, e o ministro do Interior e Justiça, o ex-militar Diosdado Cabello.

    Se a presidente interina tem o desafio de controlar a relação com os EUA e com seus companheiros chavistas, Padrino López continuará à frente dos quartéis, função que exerce desde 2014, e Cabello chefiando as principais forças de segurança do país. Os três devem manter a coesão no chavismo para sobreviver. Ontem, o ministro da Defesa voltou a respaldar a presidente interina e a denunciar o ataque dos EUA a seu país. No entanto, longe de defender qualquer tipo de reação armada, o general pediu calma e tranquilidade. Padrino López fez provocações leves aos EUA, em nome contribuir com o plano dos três de manter o chavismo no poder.

    Negociadora dura
    Longe do perfil que traçaram jornais americanos recentemente, Delcy não é uma chavista moderada. Essa caracterização pareceu parte de uma estratégia do establishment americano interessado em negociar com o chavismo — ou seja, na manutenção do regime. Diplomatas brasileiros que já negociaram declarações sobre a Venezuela com a presidente encarregada asseguram que “Delcy é dura, e briga pelo que quer”.

    Há alguns anos, a mulher forte do chavismo foi a encarregada de receber um alto diplomata americano que queria conversar com Maduro. Seu pedido só foi aceito depois de obter o aval da agora presidente interina. “Ela quis me conhecer, conversamos mais de uma hora e, finalmente, ela deu o OK”, contou o diplomata.

    Hoje, assumirá a nova Assembleia Nacional, com 30 novos deputados da oposição que convivem com o regime. Paralelamente, o Conselho de Segurança da ONU discutirá, a pedido da Colômbia, o ataque dos EUA à Venezuela. Em tudo o que acontecer a partir de agora, será necessário observar como o governo venezuelano concilia relações e demandas variadas e, em muitos casos, opostas.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/05/conexoes-de-delcy-rodriguez-com-setor-petroleiro-sao-calculo-para-sucessao-na-venezuela.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    Parece-me que Delcy golpeou o golpista!

  13. Miguel José Teixeira

    Laranjão estadunidense põe a corja vermelha latina em polvorosa!

    “Após ataques à Venezuela, Trump ameaça realizar operação militar na Colômbia”
    – Presidente americano ainda minimizou necessidade de ação em Cuba e afirmou que país ‘está pronto para cair’.
    (Por O Globo e agências internacionais, 05/01/26)
    . . .
    “Após operação que levou à captura de Nicolás Maduro na Venezuela, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou ação militar na Colômbia, criticando o presidente colombiano Gustavo Petro. Trump ainda comentou que Cuba está prestes a cair, minimizando necessidade de intervenção militar. O republicano reiterou interesse na Groenlândia, citando segurança nacional, apesar de protestos dinamarqueses.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/01/04/apos-ataques-a-venezuela-trump-ameaca-realizar-operacao-militar-na-colombia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  14. RELAÇÕES IMPRÓPRIAS DE MAGISTRADOS, por Carlos Alberto Sardenberg, no jornal O Globo

    Chama a atenção uma frase curta numa das notas em que o ministro Alexandre de Moraes nega ter mantido conversas sobre o caso Master com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Diz a frase: “Por fim, (o ministro) esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.”

    Viviane Barci de Moraes, titular do escritório, não fez qualquer declaração sobre suas atividades nesse caso, desde que a colunista Malu Gaspar revelou a existência de um contrato milionário com o Banco Master. De amplo alcance, o contrato previa atuação junto a várias instituições, incluindo o Banco Central.

    De modo que já temos aqui não um, mas dois fatos que chamam a atenção. Primeiro, é o marido, ministro do STF, que presta informação sobre a atividade do escritório de sua esposa. Sendo óbvio que Moraes não pode ser sócio de sua mulher nesse negócio.

    Segundo, o caso mais importante do Master — que ameaçava sua existência — estava justamente na fiscalização do BC, que acabou por liquidar o banco de Daniel Vorcaro. Mas ali Viviane Barci não se envolveu, como ficamos sabendo não por ela, mas por nota de seu marido.

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que não há qualquer ilicitude no contrato entre o escritório de Viviane Barci e o Banco Master. Digamos que a tese é discutível, mas a manifestação do PGR confirma formalmente a existência do contrato.

    Estava correta, portanto, a primeira informação da jornalista Malu Gaspar. Mas a colunista acrescentou que Moraes fez pressão sobre o presidente do BC, em favor do Banco Master. Outros jornalistas apuraram a mesma história básica, com diferenças de nuances.

    Moraes desmente. Disse que esteve com Galípolo para tratar dos efeitos da Lei Magnistiky. O presidente do BC, em nota curtíssima, confirmou essas reuniões. Mas não negou a ocorrência de outros encontros e/ou telefonemas, que seriam sobre o caso Master.

    Por outro lado, Galípolo informou que toda a movimentação do BC está registrada e documentada. Fácil, portanto, saber onde está a verdade. Mesmo porque o presidente do BC se colocou pessoalmente à disposição dos órgãos que investigam a liquidação do Master.

    O problema é que outro ministro do Supremo, Dias Toffoli, colocou todo o caso sob sigilo. Mas qual caso exatamente?

    Do pouco que se soube, parece que Toffoli está interessado em descobrir se o BC teria demorado demais para apurar fraudes na atividade do Master e, portanto, teria agido tardiamente.

    Mais circunstâncias estranhas aparecem aqui. Por que Toffoli não chamou Galípolo para prestar as informações? O ministro preferiu convocar o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, aparentemente um elo mais fraco e que não conhece toda a história, como a conhece o presidente do BC — inclusive as pressões exercidas por políticos.

    De outro lado, entrou no caso um ministro do Tribunal de Contas da União, Jonathan de Jesus, ex-deputado do Centrão. Se Toffoli estaria interessado em saber se o BC se atrasou, o ministro do TCU considera precipitada a liquidação do Master.

    De qualquer modo, o resultado dos dois processos daria na mesma: a anulação da liquidação, a devolução do Master a Daniel Vorcaro e eventual punição aos diretores do BC. E um enorme impacto negativo no sistema financeiro.

    Quem teria interesse nisso? Vorcaro, claro, e um amplo elenco de políticos e governantes que fizeram negócios com o Master.

    O caso Master é, de longe, o maior desastre do sistema financeiro. As possíveis fraudes e operações impróprias passam de uma dezena de bilhões de reais. E colocam na mesa questões tão cruciais como as relações de ministros do STF e escritórios de advocacia de cônjuges e parentes.

    No discurso inaugural de 2026, o presidente do Supremo, Edson Fachin, disse que o Judiciário deve promover a transparência para ganhar a confiança da sociedade.

    Confiança que se perde com relações impróprias de magistrados, tudo sob sigilo. E quando vaza alguma coisa, é constrangedora.

  15. O MELACÓLICO FIM DA GESTÃO HADDAD, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que deixará o cargo em fevereiro para colaborar com a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A rigor, o ministro Haddad colabora com a campanha de Lula desde o primeiro dia em que assumiu o cargo, pois desdobrou-se para conseguir maneiras de aumentar a arrecadação e, assim, satisfazer a ânsia perdulária do chefe para aumentar seu capital eleitoral.

    Haddad não teve a capacidade de ser, no terceiro mandato presidencial de Lula, o que Antonio Palocci foi no primeiro. É certo que Haddad e Palocci são igualmente petistas, mas Palocci, ainda na campanha que Lula venceria, conseguiu convencer o chefe a firmar o compromisso de que preservaria o superávit fiscal – que, junto com o câmbio flutuante e as metas de inflação, compunha o tripé macroeconômico herdado do governo de Fernando Henrique Cardoso. Pior: sua equipe econômica cometeu a heresia de propor, em 2005, que o governo perseguisse o déficit nominal zero, isto é, que o gasto do governo, incluindo os juros, deixasse de superar a arrecadação. Era uma meta ousada, que melhoraria drasticamente o conceito do Brasil no mercado e, com isso, permitiria a redução acentuada dos juros. Mas a ideia não foi adiante, porque era demais para os padrões petistas. Na época, em entrevista ao Estadão, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, classificou o plano de “rudimentar”.

    Haddad, que não chega a ser uma Dilma, mas jamais será um Palocci, não fez nada remotamente parecido com isso. Ao contrário: ajudou a conceber uma âncora fiscal que só existia para efeito de propaganda e passou os últimos três anos tentando dourar a pílula do déficit, reafirmando um compromisso de equilíbrio das contas públicas que Lula e os números tratavam de desmoralizar diariamente. Se o Lula do primeiro mandato ainda se preocupava com passar para o mercado e os investidores a imagem de que trataria as contas públicas com seriedade, o Lula do terceiro mandato pisou no acelerador dos gastos sem qualquer pudor. Recorde-se que, no mês passado, Lula saiu-se com esta: “Não tem macroeconomia, não tem câmbio: se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema”.

    Sob certos aspectos, portanto, Haddad encerrará sua gestão como o ministro da Fazenda possível dentro de uma gestão petista com essas características. Reconheça-se seu esforço pela aprovação da reforma tributária sobre o consumo, idealizada por seu ex-secretário Bernard Appy e parada no Congresso havia quase 40 anos. Com a proposta, o País plantou a semente para o fim de distorções que contêm a produtividade e o crescimento da economia.

    Ao mesmo tempo, porém, foi incapaz de defender a segunda parte da reforma, que alteraria o Imposto de Renda (IR), sucumbindo aos imperativos populistas de Lula e protagonizando o constrangedor pronunciamento em rede de rádio e TV no qual foi obrigado a anunciar o plano eleitoreiro do presidente de isentar de IR quem ganha até R$ 5 mil. Foi talvez o ponto mais baixo de sua trajetória como ministro da Fazenda.

    Por fim, um de seus principais objetivos não foi alcançado: a recuperação do grau de investimento conquistado em 2008 e perdido em 2015, dias após o governo Dilma Rousseff enviar ao Congresso uma proposta de Orçamento prevendo um inédito déficit primário e ter contratado uma inflação de dois dígitos e uma recessão para aquele ano e o seguinte.

    A despeito da boa vontade das agências de classificação de risco, não havia como ignorar o fato de que a trajetória da dívida pública na proporção do PIB continua longe da prometida estabilidade. Ao fim do terceiro mandato de Lula, o endividamento terá crescido cerca de 10 pontos porcentuais na proporção do PIB.

    Nesse contexto, dizer que a arquitetura do arcabouço pode ser mantida e que basta discutir seus parâmetros em 2027, como fez Haddad, é insultar a inteligência alheia. Do mesmo modo, é ofensivo dizer que Lula herdou um “inferno no campo fiscal” dos governos que o antecederam. Ao fazê-lo, Haddad mostra que nunca deixará de ser um petista.

  16. EDITORIAL DO NY TIMES CRITICA OPERAÇÃO PARA CAPTURAR MADURO E QUESTIONA PRESIDENTE TRUMP. Esta reportagem foi publicada pelo jornal O Globo

    O New York Times criticou a escalada militar dos EUA contra a Venezuela e a captura do líder chavista, Nicolás Maduro, em um contundente editorial publicado neste sábado. Embora reconheça o caráter autoritário e repressivo do regime venezuelano, a publicação afirma que a operação anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, é ilegal à luz da Constituição dos EUA e do direito internacional, e alerta que a iniciativa repete erros históricos da política externa do país, arriscando aprofundar ainda mais a instabilidade na região.

    O editorial descreve a mobilização militar no Caribe nos últimos meses como “impressionante” — com menção ao envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford, navios de guerra, dezenas de aeronaves e cerca de 15 mil soldados —, dentro do escopo da operação contra embarcações supostamente usadas para o tráfico internacional de drogas. A captura de Maduro, classificada pelo governo como parte de “um ataque em grande escala”, representaria uma escalada relevante na região.

    “Poucas pessoas vão sentir simpatia pelo sr. Maduro. Ele é antidemocrático e repressivo e, nos últimos anos, desestabilizou o Hemisfério Ocidental”, diz o editorial, apontando também que relatórios da ONU detalham mais de uma década de assassinatos, torturas, violência sexual e prisões arbitrárias” contra opositores políticos de Maduro, cometidas “por seus capangas”.

    O jornal americano também afirma que Maduro “roubou a eleição presidencial de 2024” e que suas ações provocaram “disrupção econômica e política em toda a região”, forçando “o êxodo de quase oito milhões de migrantes”, em referência à diáspora venezuelana. Ainda assim, o texto argumentativo pondera que a experiência histórica americana demonstra que intervenções militares raramente produzem os resultados desejados.

    “Se há uma lição predominante da política externa americana no último século, é que tentar derrubar até o regime mais deplorável pode piorar as coisas”, diz o texto.

    Como exemplos, o New York Times cita os 20 anos de guerra no Afeganistão, a fragmentação da Líbia após a queda de Muammar Gaddafi e as “trágicas consequências” da invasão do Iraque em 2003. O editorial acrescenta que os EUA “desestabilizaram de forma intermitente países da América Latina, como Chile, Cuba, Guatemala e Nicarágua”, ao tentar derrubar governos pelo uso da força.

    CRÍTICAS ÁS JUJSTIFICATIVAS DE TRUMP

    A publicação também afirma que Trump “ainda não ofereceu uma explicação coerente” para suas ações na Venezuela, e acusa o presidente de empurrar o país para “uma crise internacional sem razões válidas”. Segundo o editorial, caso o governo queira sustentar a legalidade da ofensiva, a Constituição deixa claro o que ele deve fazer: recorrer ao Congresso”. Sem isso, diz o texto, “suas ações violam a lei americana”.

    A justificativa oficial de combate a narcoterroristas também é duramente questionada no texto.

    “Ao longo da história, governos rotularam líderes de nações rivais como terroristas para justificar incursões militares como se fossem operações policiais”, escreve o Times, acrescentando que, no caso venezuelano, o argumento seria “particularmente absurdo”, já que o país não é um produtor significativo de fentanil nem de outras drogas centrais na recente epidemia de overdoses nos EUA, enquanto a maior parte da cocaína produzida na região tem como destino a Europa.

    O editorial também destacou contradições da atual política externa americana, lembrando que enquanto Trump mandava atacar embarcações no Caribe e no Pacífico, concedeu perdão a Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras condenado por comandar uma vasta operação de narcotráfico durante seu mandato.

    Para o NYT, uma explicação mais plausível para a ofensiva aparece na nova Estratégia de Segurança Nacional divulgada pelo governo Trump. O documento reivindica a retomada da Doutrina Monroe e afirma que os Estados Unidos irão “reafirmar e fazer cumprir” sua preeminência no Hemisfério Ocidental. No chamado “Corolário Trump”, a administração promete redirecionar forças militares para a região, deter traficantes em alto-mar, usar força letal contra migrantes e narcotraficantes e ampliar a presença de bases americanas.

    “A Venezuela parece ter se tornado o primeiro país submetido a esse imperialismo de nova estirpe”, afirma o editorial, ao classificar a abordagem como “perigosa e ilegal. O jornal alerta que, ao avançar “sem qualquer aparência de legitimidade internacional, autoridade legal válida ou apoio interno”, Trump corre o risco de fortalecer líderes autoritários “na China, na Rússia e em outros lugares” e de repetir a arrogância americana que levou à invasão do Iraque em 2003″.

    AVENTUREIRISMO MILITAR DE TRUMP

    O NYT destaca a importância do debate no Congresso como instrumento democrático para conter o aventureirismo militar. “Eles freiam o aventureirismo militar ao obrigar um presidente a justificar seus planos de ataque ao público”, afirma o texto. O editorial sugere que Trump evita buscar autorização legislativa porque sabe que enfrenta resistência inclusive entre republicanos, citando parlamentares que apoiam medidas para limitar ações contra a Venezuela.

    Além da legalidade interna, o jornal afirma que os ataques violam o direito internacional. Ao destruir embarcações suspeitas, argumenta o texto, os EUA teriam matado pessoas “baseando-se apenas na suspeita de que cometeram um crime”, sem chance de defesa, o que corresponderia a execuções extrajudiciais proibidas pelas Convenções de Genebra e por tratados de direitos humanos.

    “O que separa a guerra do assassinato é a lei”, escreve o jornal, citando um ex-advogado do Exército americano.

    Por fim, o editorial afirma que a ofensiva não atende aos interesses de segurança nacional dos EUA. Embora cite a invasão do Panamá, em 1989, sob o governo de George H. W. Bush, como precedente frequentemente lembrado, o NYT ressalta que a Venezuela apresenta riscos muito maiores, com potencial de violência interna, atuação de grupos armados, impacto nos mercados globais de energia e aumento do fluxo migratório.

    “Não há respostas fáceis, conclui o jornal, alegando que o resultado do aventureirismo militar de Trump pode ser “mais sofrimento para os venezuelanos, maior instabilidade regional e danos duradouros aos interesses dos EUA no mundo todo”.

  17. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (058)

    “Rosely Sayão explicou por que pais dão palmada nos filhos”
    – ‘Na ausência da autoridade moral, surge a autoridade física’, escreveu a psicóloga.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    A psicóloga e educadora Rosely Sayão (1) criticou os argumentos sobre palmada educativa (2) ao falar d que acontece quando pais batem nos filhos. Em 2005, a colunista da Folha especializada em família (3) e educação escreveu: “Na ausência da autoridade moral, surge a autoridade física, incontestável quando os filhos são crianças. Mas aviso: os filhos crescem e logo se tornam mais fortes do que os pais”.

    “Sempre que a criança faz algo que não deve (4), os pais entendem que estão sendo desafiados”, disse. Mas a realidade era outra. “A criança está é esperando que os pais não permitam que ela faça o que ela está prestes a fazer. Ela ainda não sabe de verdade que não pode e pede, por isso, a ajuda dos pais”.

    “A questão é que, na hora da palmada, os pais estão bravos. Têm a sensação de impotência por não saber o que fazer e sentem raiva da situação que os coloca no papel humilhante de serem desafiados por alguém tão pequeno”, escreveu. A palmada acontecia impulsivamente, seguida de arrependimento que as crianças logo identificavam.

    A colunista alertou para o ciclo vicioso criado: “Quando os pais se sentem desafiados pelos filhos pequenos, tiram-nos do papel de criança e os colocam no papel de adulto”. O resultado era previsível—filhos que devolviam os tapas. Para Sayão, as palmadas serviam mais “para mostrar a indisponibilidade dos adultos para a tarefa educativa do que para qualquer outra coisa”.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (5), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Palmada educa ou deseduca? (7/4/2005)

    A pedido de uma mãe, que representa muitas outras, vamos conversar novamente sobre as palmadas. Todos sabemos que o tema é bem polêmico. Expressões como “palmada educa” e “palmada deseduca” continuam sendo exaustivamente repetidas e justificadas. Por isso, vamos tomar um outro rumo em nossa conversa e refletir a respeito de como e por que os pais batem nos filhos mesmo sem a convicção de que isso provoque um efeito educativo.

    Nossa leitora tem um filho de quatro anos que está naquela fase de desobedecer a tudo o que os pais mandam. Ele faz hora para escovar os dentes, nega-se a tomar banho e faz birra quando precisa organizar os brinquedos. Quem tem filhos nessa idade sabe muito bem como é que as coisas acontecem.

    Na ausência da autoridade moral, surge a autoridade física, incontestável quando os filhos são crianças. Mas aviso: os filhos crescem e logo se tornam mais fortes do que os pais

    Até parece que o prazer da criançada nessa fase é contrapor-se aos pais _isso é o que muitos comentam. Aliás, essa interpretação do comportamento considerado rebelde de crianças menores de seis anos faz par com outra bem popular: a de que os filhos gostam de desafiar os pais. Sempre que a criança faz algo que não deve, como mexer em uma coisa que os pais já avisaram muitas vezes que não deve ser tocada, os pais entendem que estão sendo desafiados, principalmente porque, em geral, o filho os avisa, com um olhar ou coisa parecida, que vai fazer o que já “sabe” que não pode. Esse tipo de entendimento é bem equivocado. A criança está é esperando que os pais não permitam que ela faça o que ela está prestes a fazer. Ela já ouviu que não pode e já entendeu a frase, mas não consegue ainda conter seu comportamento, controlar seu impulso rumo ao irresistível. Ela ainda não sabe de verdade que não pode e pede, por isso, a ajuda dos pais.

    Como os pais se sentem desafiados, desautorizados em seu papel com esse comportamento do filho, reagem à altura. Já que não conseguiram convencer o filho—sim, os pais do mundo contemporâneo não querem mandar, querem convencer—, apelam e usam o recurso extremo para mostrar ao filho que são autoridades. E o que surge como disponível nesse momento é a palmada, já que, pelo menos fisicamente, os pais sabem que são bem diferentes dos filhos. Na ausência da autoridade moral, surge a autoridade física, incontestável quando os filhos são crianças. Mas aviso: os filhos crescem e logo se tornam mais fortes do que os pais.

    A questão é que, na hora da palmada, os pais estão bravos. Têm a sensação de impotência por não saber o que fazer e sentem raiva da situação que os coloca no papel humilhante de serem desafiados por alguém tão pequeno. A palmada acontece impulsivamente e, por isso mesmo, logo depois os pais se arrependem do que fizeram. E, como já comentei várias vezes, os filhos são os primeiros a se darem conta desse sentimento.

    Quando os pais se sentem desafiados pelos filhos pequenos, tiram-nos do papel de criança e os colocam no papel de adulto. Juntando isso com a culpa que as crianças logo identificam, qual o próximo passo reservado aos filhos? O de devolver os tapas, é claro. E é exatamente nesse ponto que se encontra a relação de nossa leitora com o filho de quatro anos.

    Os adultos precisam ter clareza de que os filhos desobedecem por vários motivos. Entre os principais estão a tentação da descoberta e da exploração do mundo, a impulsividade e a falta de controle sobre seu comportamento. Tudo isso faz parte do papel de filho, que testa os limites do espaço em que vive tanto quanto o das pessoas com quem convive. Os pais não devem se sentir desafiados pelos filhos, mas desafiados em seu papel educativo. Quando uma atitude não dá certo, é preciso tomar outra e outra e outra ainda. Assim é que caminha a educação. Mas, para tanto, é preciso tenacidade e perseverança. E, principalmente, disponibilidade. Vai ver que os tapas de hoje servem mais para mostrar a indisponibilidade dos adultos para a tarefa educativa do que para qualquer outra coisa.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/rosely-sayao-explicou-por-que-pais-dao-palmada-nos-filhos.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2021/04/palmadas-comprometem-desenvolvimento-cerebral-de-criancas-mostra-estudo.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/blogs/maternar/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/blogs/maternar/2025/04/minha-filha-entrou-na-fase-dos-terriveis-2-anos-e-birras-ja-sao-comuns.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  18. Miguel José Teixeira

    “Ah, bão. . .”
    não foi porque
    maduro fraudou
    a eleição,
    e nem porque,
    comprou o alvarazão
    da soltura do
    lula da prisão!

    “As graves acusações contra Maduro e Cilia Flores”
    – Ex-ditador é suspeito de vender passaportes para traficantes, dar cobertura diplomática para os voos e orientar sobre as melhores rotas.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 04/01/25)

    O ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores (na foto, com Lula e Janja) foram acusados de quatro crimes pela Justiça federal americana (1): conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para posse desses armamentos em apoio a atividades criminosas.

    O indicamento de 25 páginas (2) detalha as ações que Maduro e Cilia teriam feito para serem alvo dessas acuações.

    O documento também acusa o filho de Maduro, Nicolasito, e o ministro do Interior Diosdado Cabello.

    Aqui, Crusoé detalha as ações de Maduro, que começaram quando ele ainda era ministro de Relações Exteriores de Hugo Chávez.

    Depois de 2013, essas ações continuam com Maduro já como presidente.

    Venda de passaportes para traficantes
    “Entre aproximadamente 2006 e 2008, enquanto atuava como ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Maduro vendeu passaportes diplomáticos venezuelanos para indivíduos que Maduro sabia serem traficantes de drogas, a fim de auxiliar os traficantes que buscavam transportar o dinheiro do narcotráfico do México para a Venezuela sob cobertura diplomática. Quando os traficantes precisavam transportar o dinheiro do narcotráfico do México de volta para a Venezuela, Maduro facilitava o transporte de aviões particulares sob cobertura diplomática para garantir que os voos não fossem vistos pelas autoridades policiais ou militares.”

    Cobertura diplomática para embarques de drogas
    “Nessas ocasiões, Maduro ligava para a embaixada da Venezuela no México para avisar que uma missão diplomática chegaria em um avião particular. Então, enquanto os traficantes se encontravam com o embaixador da Venezuela no México sob os auspícios de uma missão diplomática de Maduro, o avião era carregado com o dinheiro do narcotráfico. O avião então retornava à Venezuela sob cobertura diplomática.”

    Tráfico de cocaína apreendida
    “Entre aproximadamente 2004 e 2015, Maduro e Cilia Flores trabalharam juntos no tráfico de cocaína, grande parte da qual havia sido previamente apreendida pelas autoridades venezuelanas, com o auxílio de escoltas militares armadas. Durante esse período, Maduro e Cilia Flores mantiveram seus próprios grupos de gangues patrocinadas pelo Estado, conhecidos como colectivos, para facilitar e proteger suas operações de tráfico de drogas.”

    Violência contra devedores
    “Maduro e Cilia Flores também ordenaram sequestros, espancamentos e assassinatos contra aqueles que lhes deviam dinheiro do tráfico ou que, de alguma forma, prejudicavam suas operações de tráfico de drogas, incluindo a ordem de assassinato de um chefe do tráfico local em Caracas, Venezuela.”

    Escolha do melhor aeroporto
    “Em setembro de 2013, aproximadamente, poucos meses após Maduro assumir a presidência da Venezuela, autoridades venezuelanas enviaram cerca de 1,3 toneladas de cocaína em um voo comercial do Aeroporto de Maiquetia para o Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. As autoridades francesas apreenderam a cocaína. Após a apreensão, Maduro convocou uma reunião com, entre outros, Diosdado Cabello e Carvajal Barrios. Durante a reunião, Maduro disse a Cabello e Carvajal Barrios que eles não deveriam ter usado o Aeroporto de Maiquetia para o tráfico de drogas após a apreensão de 2006 no México, e que deveriam, em vez disso, usar outras rotas e locais de tráfico de drogas bem estabelecidos para enviar cocaína. Pouco tempo depois, Maduro e outros autorizaram a prisão de certos militares venezuelanos em um esforço para desviar o escrutínio público e policial da participação de Maduro, Diosdado Cabello e Carvajal Barrios no carregamento e em seu acobertamento.”

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/as-graves-acusacoes-contra-maduro-e-cilia-flores/)

    (1) https://oantagonista.com.br/mundo/a-primeira-audiencia-de-maduro-em-tribunal-de-nova-york/
    (2) https://www.justice.gov/opa/media/1422326/dl

  19. Miguel José Teixeira

    “Cardio voto”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Coluna Visto, lido e ouvido, Blog do Ari Cunha, CB, 01/01/26)

    Dentro da dinâmica biológica do corpo humano, o coração ocupa posição essencial. Marca de maneira concreta a passagem do tempo. A idade individual torna-se mais fiel quando observada a partir de um dado simples: quantidade de horas em que essa bomba vital permanece ativa desde sua formação ainda no ventre materno.

    Considerando um ritmo médio de 75 pulsações por minuto, um corpo com 20 anos carrega no tórax um órgão que já executou suas funções por mais de 175 mil horas. Resultado disso são centenas de milhões de movimentos alternados de contração e relaxamento, garantindo circulação, oxigenação e manutenção da vida.

    Medicina bioeletrônica já reconhece que, ao redor do coração, existem conjuntos organizados de neurônios, cada qual desempenhando funções específicas voltadas à preservação da saúde cardíaca. Mesmo com avanços tecnológicos como marcapassos cada vez mais sofisticados, as funções desse órgão ultrapassam a simples mecânica física.

    O Coração atua como elo entre matéria e dimensão subjetiva do ser. Sensações, emoções, pressentimentos e estados internos, como angústia ou alegria, são registrados nessa região, manifestando-se como aperto, alívio ou expansão no peito. Dimensão simbólica e espiritual amplia a compreensão do coração para além de sua função fisiológica.

    Em diversas tradições antigas e correntes esotéricas, esse órgão é descrito como centro luminoso do ser, responsável por irradiar energia vital, equilíbrio emocional e conexão com planos mais sutis da existência. Não se trata apenas de metáfora poética, mas de uma forma de explicar experiências humanas profundas que escapam à lógica puramente racional.

    Nesse entendimento, o coração atua como ponto de convergência entre matéria e espírito, local onde sentimentos ganham densidade e significado.

    Místicos de diferentes culturas afirmam que contato com o divino não ocorre prioritariamente pelo pensamento, mas pela vivência interior sentida no peito. Estados como serenidade profunda, compaixão genuína, amor sem condições e sensação de unidade com o todo seriam acessados quando esse centro está desperto e harmonizado. O chamado Chakra do Coração, segundo essas tradições, representa o eixo do equilíbrio emocional.

    Dele emanariam qualidades como esperança, confiança, aceitação, empatia, inspiração e entrega sincera à vida. Quando ativo, permitiria que o indivíduo se relacione consigo mesmo e com o mundo de forma mais íntegra e sensível.

    Essa visão sugere a existência de dois polos de inteligência no ser humano. Um deles localizado na mente, responsável pela análise, pelo cálculo e pela lógica. Outro situado no tórax, ligado à percepção emocional, à intuição e à capacidade de sentir o outro. Não se trata de oposição, mas de complementaridade. Razão sem sensibilidade torna-se fria e distante; emoção sem discernimento pode perder direção.

    Harmonia surge quando mente e coração atuam em sintonia, orientando escolhas mais conscientes e humanas. Linguagem cotidiana preserva essa sabedoria ancestral.

    Expressões populares como “não tem coração” ou “coração de pedra” surgem para caracterizar indivíduos incapazes de empatia, afeto ou compaixão. Endurecimento emocional, nessa perspectiva, não é apenas um traço de personalidade, mas um desequilíbrio interno que afeta o próprio sistema cardíaco. Tradições populares e observações empíricas reforçam a ideia de que alegria, leveza e gratidão fortalecem o corpo, enquanto rancor, medo e tristeza prolongada o enfraquecem. Costume antigo afirma que pessoas alegres adoecem menos e vivem mais.

    Essa percepção encontra explicação no fato de que alegria não nasce exclusivamente no pensamento abstrato, mas se manifesta fisicamente no peito, influenciando respiração, batimentos e postura diante da vida. Impressões do mundo exterior não são processadas apenas pelo cérebro, mas atravessam o coração, que reage, registra e devolve ao corpo sinais de equilíbrio ou tensão. Emoção e biologia, nesse sentido, caminham juntas.

    Desejamos para 2026 estender essa reflexão ao campo coletivo. Que um coração forte pulse no peito daqueles que exercem poder e responsabilidade pública, não apenas como bomba mecânica, mas como centro sensível capaz de orientar decisões justas. Que esse sistema de neurônios cardíacos envie ao cérebro informações livres de ego, vaidade e avareza, estimulando a liberação de estados internos como harmonia, tranquilidade e solidariedade.

    Que escolhas não nasçam do endurecimento emocional nem do aperto causado pela ambição desmedida. Que
    a razão seja guiada por sensibilidade e que nossas autoridades caminhem lado a lado com humanidade.

    A frase que foi pronunciada:
    “O que os cidadãos realmente procuram é honestidade, além de um nível mínimo de competência.”
    (Patrick Lencioni)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/cardio-voto/)

    . . .
    Oi, tum, tum, bate coração
    Oi, tum, coração pode bater
    Oi, tum, tum, tum, bate, coração
    Que eu morro de amor com muito prazer
    . . .
    https://www.youtube.com/watch?v=LKaM5eG93mM

  20. Miguel José Teixeira

    E seguem as baixarias visando a batalha final!

    “Fuck you, Lula”, diz conselheiro de Trump após crítica à ação dos EUA”
    (Letícia Pille, Metrópoles, 04-/01/26)

    Jason Miller, um dos conselheiros do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “se foder” depois que o brasileiro criticou a ação militar dos norte-americanos contra a Venezuela, realizada no sábado (3/1).

    Em publicação no X, Miller compartilhou uma reportagem noticiando a declaração crítica de Lula sobre os ataques dos EUA, que resultaram na captura do ditador Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores.

    “Vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição”, afirmou o conselheiro de Trump, em tradução livre.
    . . .
    +em: https://www.metropoles.com/mundo/fuck-you-lula-diz-conselheiro-de-trump-apos-critica-a-acao-dos-eua

  21. Miguel José Teixeira

    Assim sendo,
    será trump
    a melhor opção
    também para a
    PeTezuela?

    “Trump é a melhor chance da Venezuela”
    – Presidente americano não é um aliado confiável, como atestaram os bolsonaristas, mas já fez mais do que qualquer organismo internacional ao capturar Maduro.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 04/01/26)

    Enquanto os venezuelanos celebram a queda do ditador Nicolás Maduro, a esquerda mundial aponta o dedo para Donald Trump.

    De fato, como destacam seus críticos (1), o presidente americano violou a “independência política” da Venezuela, protegida pela Carta das Nações Unidas (ONU), ao capturar Maduro e sua esposa para responderem por crimes de tráfico de drogas nos Estados Unidos.

    O que os críticos de Trump não dizem é que a mesma ONU — ou qualquer outro organismo internacional, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) —não fez nada de efetivo para proteger o povo venezuelano de Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez num regime criminoso que se aproximava de sua terceira década de opressão burlando ou reescrevendo todas as regras.

    É contraditório e cínico clamar agora por alguma ordem diante da desordem instalada na Venezuela de forma escancarada e desavergonhada desde o fim da década de 1990.

    Isso se aplica especialmente a Lula, cujos primeiros governos contribuíram para consolidar o poder de Chávez, e, no atual mandato, deu um empurrão final para Maduro fraudar mais uma eleição, com direito a recepção de chefe de Estado em Brasília (2), em 2023, e vista grossa na farsa eleitoral de 2024.

    O fato é que Trump é a melhor chance para a Venezuela em anos, o que não quer dizer que o presidente americano seja guiado pelas melhores intenções — e nem precisa.

    Cinismo
    O republicano só se envolveria na crise venezuelana se enxergasse algum benefício para ele mesmo, isso não se discute.

    A ação na Venezuela serve de aceno ao eleitorado latino nos Estados Unidos e preserva a zona de influência na América Latina contra o avanço da China, e esse é outro ponto de cinismo no debate.

    Como diversos venezuelanos destacam em vídeos publicados nas redes sociais, China e Rússia não estavam exatamente atrás da receita da arepa ao sustentar o regime bolivariano de Maduro. O interesse no petróleo ou na zona de influência não distingue, portanto, a ação americana na região.

    Sem garantias
    A intervenção dos Estados Unidos na crise não é garantia, contudo, de que a Venezuela superará os 30 anos de desmandos do bolivarianismo.

    O pragmatismo egocêntrico de Trump pode levar o país para qualquer lugar, a depender do sabor dos ventos, como ocorre na crise da Ucrânia há meses.

    Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro servem de testemunha. Se as sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes não tivessem sido retiradas, os bolsonaristas estariam agora apontando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) como o próximo alvo de Trump.

    Quem realmente se importa com a Venezuela, portanto, deve agora pressionar o presidente americano e as autoridades venezuelanas que restaram a encaminhar a reconstrução do país da melhor forma possível, dentro da institucionalidade que restou, para restituí-la plenamente.

    Boa sorte
    Trump usou a crise venezuelana para demonstrar força, e demonstrou, como já tinha feito em junho de 2025, ao atacar instalações nucleares no Irã (3). Esse tipo de ação unilateral tem, sim, graves consequências geopolíticas, mas não pode ser analisado de forma isolada.

    Os Estados Unidos não são o único país atuando pelas próprias normas, como demonstram as sucessivas invasões da Ucrânia pela Rússia nos últimos anos, mas apenas uma das três grandes potências nucleares a fazê-lo. Que os venezuelanos consigam tirar o melhor proveito disso.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/trump-e-a-melhor-chance-da-venezuela/)

    (1) https://oantagonista.com.br/mundo/governo-do-mexico-condena-e-rejeita-acao-americana-na-venezuela/
    (2) https://oantagonista.com.br/brasil/a-volta-da-relacao-brasil-e-venezuela-e-plena-diz-lula-ao-lado-de-maduro/
    (3) https://oantagonista.com.br/mundo/eua-concluem-ataque-a-tres-instalacoes-nucleares-do-ira-diz-trump/

  22. Miguel José Teixeira

    “O fim das emoções coletivas”
    – Sem o cinema, o comunismo, o fascismo e o nazismo não arrebatariam as massas.
    – Com o celular e o streaming, as salas respiram por aparelhos e as plateias se resumem a cada um por si.
    (Ruy Castro, FSP, 03/01/25)

    Fez 130 anos. No dia 28 de dezembro de 1895, os irmãos Auguste e Louis Lumière projetaram seu filmete (50 segundos) “A Saída da Fábrica Lumière em Lyon” numa sala em Paris, e 33 felizes pagantes assistiram ao nascimento do cinema como uma experiência coletiva. Na época, ainda sob Thomas Edison, já se viam imagens em movimento, mas só por uma pessoa de cada vez, espiando pelo buraquinho de uma caixa mágica. Era um ato solitário, individual. Já o filme projetado numa parede gerava emoções em conjunto, uma levando à outra. Era revolucionário. Para o bem ou para o mal, talvez nenhuma outra forma de expressão tenha sido tão vital para o século 20.

    Não me refiro às telas que cresceram, ganharam som, cor, 3D, vastidões cinerâmicas e outros recursos para continuar atraindo as multidões para as salas. Mas ao fato de que, pela primeira vez, milhões de pessoas podiam partilhar sensações, anseios e certezas simultaneamente. Sem o cinema, o comunismo, o fascismo e o nazismo não arrebatariam as massas —nenhum pregador poderia converter tanta gente e tão rapidamente à custa só dos pulmões.

    Em 1946, só nos EUA 90 milhões de pessoas iam por semana ao cinema —o dobro da população do Brasil. As pessoas riam, choravam ou tremiam de medo espremidas nas milhares de salas de cinema de cada país. Em 1960, os 45 segundos de duração da sequência de facadas no chuveiro em “Psicose” abalavam multidões ao mesmo tempo, não indivíduos.

    Desde então, muita coisa no cinema contribuiu para minar essa experiência comum: o fim dos palácios, os filmes pela TV, os vídeos domésticos —primeiro, o 16 mm; depois, em sucessão, o VHS, o laser disc, o DVD e o Blu-ray. Agora, com o celular e o streaming, a plateia se resume, mais do que nunca, a cada um por si.

    Sei bem que já não dependemos do cinema para as emoções em massa. Mas o cinema continua e continuará a existir. As salas é que passaram a respirar por aparelhos. Lumière, quem diria, perdeu. Voltamos a Edison e ao buraquinho na caixa mágica.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/01/o-fim-das-emocoes-coletivas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  23. Miguel José Teixeira

    Dora Kramer,
    ontem na FSP,
    desmistificando o mito
    dos incautos & cia.!

    “As desventuras em série do clã Bolsonaro”
    – ‘Seu Jair’ e família colecionam perdas cavadas pelas próprias mãos e a poder de reiterados tiros nos pés.
    – A presença do sobrenome na eleição presidencial seria o último refúgio dos campeões de danos autoinfligidos.

    Uma das várias questões em aberto sobre a eleição deste ano é se Flávio Bolsonaro (PL) manterá sua candidatura à Presidência da República (1). Outra diz respeito ao grau de influência do sobrenome do ex-presidente nas disputas país afora e uma terceira tem a ver com o volume de perdas que atingem a família e companhia.

    O pai,
    preso sem chance por ora de cumprir pena em regime domiciliar (2) e apontado nas pesquisas como responsável pelos próprios erros (3);

    o primogênito,
    alvo de enorme rejeição, arrisca-se a perder a renovação quase certa do mandato de senador pelo Rio de Janeiro.

    O filho do meio (Carlos),
    bombardeado por seus pares da direita, insatisfeitos com sua candidatura ao Senado por Santa Catarina;

    a madrasta (Michelle),
    boa de palanque, escanteada pelos enteados (4);

    o caçula dos homens (Jair Renan)
    nada significa para o clã como vereador em Balneário Camboriú.

    E Eduardo?
    Bem, este é um caso especial em matéria de infortúnios cavados com as próprias mãos a poder de reiterados tiros nos pés.

    Perdeu o mandato de deputado, perdeu a chance de se eleger senador por São Paulo, perdeu a condição (falsa, vimos depois) de interlocutor do governo Donald Trump, perderá, tudo indica, o emprego público (5) que lhe rendia estabilidade como escrivão da Polícia Federal que determinou sua volta imediata ao posto.

    O ex-deputado afirma não ter intenção de retornar dos Estados Unidos onde antes de ser cogitado pelo pai presidente para comandar a embaixada brasileira, fritou hambúrgueres. Talvez encontre alguma ocupação por lá se conseguir se legalizar como imigrante. Por aqui, o que o aguarda é um processo no Supremo Tribunal Federal por obstrução de Justiça.

    Observando o quadro sob o prisma da adversidade que assola Jair Bolsonaro e seus herdeiros, de fato faz sentido a presença de um familiar na disputa pela Presidência. Um tiro alto para manter o nome da tribo em voga ao longo da campanha é o refúgio que resta aos campeões nacionais de prejuízos autoinfligidos.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/01/as-desventuras-em-serie-do-cla-bolsonaro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2025/12/flavio-levou-a-bolsonaro-carta-de-apoio-de-eduardo-e-ouviu-do-pai-que-sua-candidatura-ja-deu-certo.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/bolsonaro-tem-alta-deixa-hospital-e-volta-a-prisao-na-pf-apos-decisao-de-moraes.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2025/12/maioria-diz-que-bolsonaro-esta-preso-pelos-proprios-atos-e-nao-perseguicao.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/michelle-bolsonaro-cita-traicao-de-pessoas-mais-proximas-em-discurso-de-natal.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/eduardo-bolsonaro-pode-enfrentar-processo-por-abandono-de-carreira-de-escrivao-da-pf.shtml

  24. Miguel José Teixeira

    “Maduro ou Trump? Eu não tenho tirano de estimação”
    – Não tolerar ditador bananeiro não me fará torcer por e “babar ovo” de autocrata narcisista aloprado como Trump.
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 04/01/26)

    Que fique bem claro agora e depois – antes, basta ler ou assistir a tudo o que já disse e escrevi a respeito: quero mais é que Nicolás Maduro, o tirano sanguinário que herdou a ditadura de Hugo Chávez, apodreça até o fim na prisão. Porém, não tolerar um ditador bananeiro e torcer pela deposição de seu regime, não me fará – jamais! – torcer por e “babar ovo” de autocrata narcisista aloprado como Donald Trump.

    O bufão alaranjado não quer liberdade coisa nenhuma! Ao contrário. Tentou golpear a democracia americana em 2021, apoiando a invasão do Capitólio após perder as eleições de 2020 para Joe Biden e, desde que retornou ao poder em 2025, atua usualmente de forma inconstitucional e autocrática, seja internamente, com perseguições e prisões ilegais, seja externamente, ameaçando aliados e destruindo laços históricos.

    Tarifaços inconsequentes, cortes de verbas de programas educacionais e de saúde pública internacionais, quebras de acordos diplomáticos, Lei Magnitsky como pressão política e ideológica e, agora, um ataque a um país estrangeiro, sem autorização do Congresso, sem amparo em leis internacionais, assumindo a “administração” desse país – inclusive a exploração de petróleo – não encontram paralelo na história americana.

    O passado condena
    No Vietnã foi diferente. No Iraque foi diferente. No Afeganistão foi diferente. No Irã foi diferente. Em todas essas ocasiões, não apenas houve consenso interno – e referendo político – como apoio da comunidade internacional. Não preciso nem citar a segunda guerra mundial e o combate ao Nazismo. Talvez, como exemplo mais próximo e controverso, a intervenção no Panamá, em 1989, quando o ditador Noriega foi deposto.

    Citei os principais conflitos internacionais envolvendo os Estados Unidos apenas para lembrar o histórico bélico do país. Poupei a própria guerra civil, que vitimou mais de 700 mil americanos e outros embates intervencionistas como em Cuba, no leste europeu, na Ásia e na América do Sul. A verdade é que os EUA jamais deixaram de ser uma nação culturalmente imperialista, seja pela força militar ou econômica.

    Antes que algum bocó açodado venha me chamar de ‘esquerdista” ou algo do gênero, uma importante lembrança: sou um fã dos Estados Unidos e de sua sociedade absurdamente imperfeita. Morei por lá em dois períodos distintos e passo temporadas, com relativa frequência, em solo americano. Adorar o país não me impede de enxergar seus defeitos e, principalmente, de lamentar a presença de Donald Trump na Presidência.

    O futuro ameaça
    Igualmente, desejar que Maduro faça companhia o quanto antes a Chávez, no colo do capiroto, não me obscurece a razão e o conhecimento a ponto de fechar os olhos para a ilegalidade do ato americano na Venezuela. Mas que fique bem claro: ainda que minha opinião fosse relevante o bastante para influenciar a questão, jamais partiria em defesa de Maduro e seu regime ditatorial. Tenho mais o que fazer senão ajudar assassino.

    Negar que Trump não tem qualquer boa intenção, ao contrário, é um admirador confesso e amigo de facínoras ditadores mundo afora, como Vladimir Putin e os sheiks árabes de quem é parceiro comercial, é ou ser muito idólatra de tirano ou – com o perdão da veemência – muito burro. O presidente americano só quer saber do seu joguinho de tabuleiro contra a China e do petróleo venezuelano em favor de seus parças no Texas.

    O grande problema disso tudo não é Maduro, a Venezuela ou quanto o laranjão vai roubar para seus sócios petroleiros, mas a mensagem que Rússia e China estão recebendo – e não é de hoje! – dos EUA: “Façam o que quiserem com Ucrânia, Taiwan e os resto de seus quintais, que, no meu, vou me divertir como quiser. Panamá, Groenlândia e, sim, Canadá e México que abram os olhos. O doidão está com tudo e não está prosa.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/maduro-ou-trump-eu-nao-tenho-tirano-de-estimacao/)

  25. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 04/01/26)

    …o filósofo já dizia: dados torturados confessam qualquer coisa.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    E. . .se maduro for um banco de dados da corja vermelha latino-americana?

  26. Miguel José Teixeira

    O legado do taxxad! (2)

    “Triste número um”
    Virou notícia até no Paraguai a tributação brasileira: “Brasil terá o maior imposto do mundo”, diz El Nación, que destaca (estimados) 28% de taxa, mais que a Hungria, atual recordista com 27%, e que o Paraguai pode se beneficiar com a mudança de empresas.
    (Coluna CH, DP, 04/01/26)

  27. Miguel José Teixeira

    O legado do taxxad!

    “Num só dia”
    O governo Lula tomou dos brasileiros, apenas nas primeiras 24 horas de 2026, mais de R$ 13,79 bilhões em impostos, segundo cálculos do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo.
    (Coluna CH, DP, 04/01/25)

  28. Miguel José Teixeira

    Dois PeTardos – DP
    da Coluna CH, no
    Diário do Poder – DP:

    “Apesar dos discursos da lacrolândia, o governo Lula (PT) registrou entre 2023 e 2025 enorme crescimento no número de vítimas de feminicídio e de violência homofóbica no Brasil, conforme dados oficiais e relatórios de organizações da sociedade civil. O balanço revela um cenário alarmante: enquanto feminicídios consumados aumentam, as tentativas e a violência letal contra a população LGBTQIA+ cresceram de forma explosiva, consolidando o Brasil como líder mundial em mortes por homofobia.”
    . . .
    “No Brasil não tem para ninguém: o governo federal do petista Lula é o maior anunciante do grupo Meta, dono das principais redes sociais utilizadas pelos brasileiros. Apenas nos últimos 90 dias, a administração federal torrou mais de R$11,3 milhões com anúncios no Facebook e Instagram, segundo levantamento do Diário do Poder na plataforma Meta Ads, que divulga todos os anunciantes que fazem propaganda política, eleitoral ou social em suas plataformas de redes sociais.”
    . . .
    +em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/feminicidio-e-violencia-homofobica-crescem-de-forma-explosiva-no-governo-lula

  29. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (057)

    “José Reis tratou de serotonina e ‘formigas da montanha'”
    – ‘Um erro de interpretação de Heródoto durante muito tempo criou as mais diversas versões da história’, escreveu o colunista.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    José Reis (1) juntou dois temas em uma mesma coluna publicada na Folha, em 2002. Um vinha da genética (2) e da psiquiatria (3): “um gene ligado à neurose”. O outro vinha da história antiga: a lenda das “formigas monstruosas” descritas por Heródoto.

    Ele citou um estudo que relacionava uma variante do gene da serotonina (4) a traços como “ansiedade, desconfiança, medos”. O texto resumiu o método: pesquisadores escolheram 505 pessoas sensíveis a perguntas como “sua cabeça às vezes fica cheia de pensamentos aterradores?” e cruzaram testes de personalidade com exames genéticos.

    Reis destacou que o gene aparecia em duas variantes, “uma longa e outra curta”, e que a “curta” foi associada às manifestações descritas. O artigo ainda lembrava que os próprios cientistas apontavam uma combinação de ambiente e experiência: “a variação nos traços de personalidade (…) deve ser produzida por uma complexa interação de fatores ambientais e ‘experienciais’”.

    Depois, contou como uma expedição desmontou um mal-entendido que atravessou séculos. O colunista escreveu que as “formigas monstruosas e peludas” que “mineravam ouro” eram, na verdade, marmotas. O mito tinha nascido de um erro de interpretação do nome persa, “formigas da montanha”.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (5), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Neurose e formigas monstruosas (9/5/2002)

    Trataremos hoje de dois assuntos em vez de um só. Um deles é sobre um gene ligado à neurose e o outro, sobre lendárias formigas monstruosas cujo mistério foi, afinal, desvendado.

    O primeiro reúne uma série de experimentos por Lesch e colaboradores e foi publicado na revista científica americana “Science” (nº 274, 29 de novembro de 1996, págs. 1527 a 1531). Os pesquisadores descobriram um gene com duas variantes ligado à maneira pela qual a serotonina é reabsorvida pelas células nervosas. A serotonina é um poderoso e ativo neurotransmissor, dotado de propriedades antidepressivas, conforme a dose. Depois de secretada pela célula nervosa ela pode ser reabsorvida, pelo menos parcialmente.

    O gene vem em duas variantes, uma longa e outra curta. Esta última é a que foi relacionada com a neurose. Ela induz a reabsorção de um número menor das moléculas, ao contrário da longa.

    Os autores escolheram um grupo de 505 indivíduos que se mostravam sensíveis a perguntas do tipo “sua cabeça às vezes fica cheia de pensamentos aterradores?” e os submeteram a testes de personalidade e exames genéticos. Encontraram correlação significativa entre a presença do gene curto e as manifestações neuróticas (ansiedade, desconfiança, medos etc.). Cerca de 70% desses indivíduos tinham o gene curto.

    Apenas 3% ou 4%, acreditam os cientistas, revelam variação da neurose na população geral, e eles supõem que “a variação nos traços de personalidade, inclusive os ligados à ansiedade, deve ser produzida por uma complexa interação de fatores ambientais e “experienciais” com numerosos produtos do gene”.

    Lesch e colaboradores afirmam, baseados em suas análises genéticas e psicológicas, que uma grande maioria possui o gene curto e que este se acha ligado a neurose, tensão, suspeita, preocupação e pessimismo, além de medo e incerteza. Comentando esse artigo na “Time”, James Collins salienta que a presença do gene que produz a ansiedade pode ter explicação evolutiva, pois a espécie, quando apareceu, nada conhecia do ambiente que a esperava e, por isso, a cautela se tornava necessária.

    O segundo tópico refere-se a uma notícia também publicada na revista “Time”, segundo a qual um antropólogo francês -Michel Peissel- e um fotógrafo britânico -Sebastian Guinness- conseguiram, após muita aventura, localizar a chave de um mistério criado por Heródoto, o “pai da História”. Esse antigo historiador, nascido muito antes de Cristo em Halicarnasso, afirmara a existência de formigas monstruosas e peludas, do tamanho de cães ou de raposas, que mineravam ouro em suas tocas e o carreavam para as arcas do rei da Pérsia.

    Descobriram os exploradores que as “formigas monstruosas” não passavam de marmotas (roedores do grupo dos esquilos), cujo nome na antiga Pérsia significava “formigas da montanha”. Um erro de interpretação de Heródoto durante muito tempo criou as mais diversas versões da história. Na verdade, as marmotas se enfiam em tocas de terreno aurífero e o ouro gruda em seus pêlos.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/01/jose-reis-tratou-de-serotonina-e-formigas-da-montanha.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2021/02/pioneiro-na-divulgacao-cientifica-jose-reis-incentivou-presenca-de-pesquisadores-na-midia.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/genetica/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/mente/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/02/serotonina-pode-ser-util-para-quadros-de-ansiedade-sugere-pesquisa.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  30. Miguel José Teixeira

    Ou não, né!
    (Caetano)

    “Morando na filosofia”

    Reza o folclore que ao assumir o poder, em 1964, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco encomendou ao romancista baiano Adonias Filho “uma filosofia para a revolução” de março de 1964, porque, para ele, “não há revolução sem filosofia”.
    O escritor encerrou a conversa com uma lição:
    “O senhor está enganado. A revolução já tem filosofia há mais de dois mil anos. Ela se chama democracia”.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 03/01/26)

    . . .
    Mora na filosofia
    Pra que rimar amor e dor?
    . . .
    https://youtu.be/n7StPm3ynBU

  31. Miguel José Teixeira

    Tudo a ver!

    “Já começou”
    A primeira postagem do ano no ‘X’ do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi um vídeo de feliz ano novo com uma mensagem nada discreta no finalzinho: “2026, fora PT!”
    (Coluna CH, DP, 03/01/26)

    Pois como demonstrou o Matutildo, 2026 é 10 e o Republicanos idem. . .

  32. Miguel José Teixeira

    E. . .como mandar o gênio de volta para o interior da lâmpada? (3)

    “E o rombo só aumenta”

    O governo Lula (PT) tomou dos brasileiros R$3,98 trilhões em impostos em 2025, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. É o maior valor de todos os tempos; 10,56% a mais que 2024.

    (Coluna CH, DP, 03/01/26)

  33. Miguel José Teixeira

    E. . .como mandar o gênio de volta para o interior da lâmpada? (2)

    “Câmara reduz cotão, mas torra R$225 milhões”
    (Coluna CH, DP, 03/01/26)

    Ao contrário do Senado, a Câmara dos Deputados reduziu em mais de 10% as despesas com a cota para exercício da atividade parlamentar, o “cotão parlamentar”, em 2025. Foram R$225,4 milhões no ano passado, enquanto em 2024 os deputados federais torraram R$252,1 milhões. A principal despesa do cotão bancou a “divulgação da atividade parlamentar”, a propaganda para deputados; R$91,4 milhões (41%).

    Pódio 2025
    Os maiores gastões são Zé Adriano (PP-AC), com R$581 mil; Josenildo (PDT-AP), R$579 mil; e Pompeo de Mattos (PDT-RS), R$570 mil.

    Redução expressiva
    O valor destinado ao cotão dos deputados federais em 2025 foi menor até que o total gasto em 2023 (R$247 milhões).

    Além-cotão
    O auxílio-moradia, outro benefício dos deputados federais além do cotão parlamentar, custou R$4,8 milhões aos pagadores de impostos em 2025.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-90-supremo)

  34. Miguel José Teixeira

    E. . .como mandar o gênio de volta para o interior da lâmpada?

    “Governo Lula ganhou 90% dos casos no Supremo”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 03/01/26)

    Balanço das decisões no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o ano de 2025 revela foco desproporcional em investigações e condenações ligadas à oposição a Lula (PT), enquanto ações contra aliados do Planalto, quase inexistentes, na maior parte dos casos foram favoráveis aos governistas. Mesmo excluindo centenas de condenações no badernaço de 8 de janeiro, levantamentos divulgados mostram que o STF tem decidido em linha com Lula em nove de cada dez casos.

    Ano pré-eleitoral
    O STF favoreceu o governo Lula condenando adversários e rejeitando alegações da oposição, por exemplo, para validar decretos presidenciais.

    Parceria constante
    Os ministros STF avalizaram políticas públicas e deram a mão a Lula até em questões de política econômica, como no aumento abusivo do IOF.

    ‘Hifi’ STF com Lula
    Em linha com Lula e antes de decisão legislativa, o STF vedou indulto ou anistia a Bolsonaro, alegando que seus “crimes” são “imperdoáveis”.

    Governo no pódio
    De 94 mil decisões monocráticas, Moraes fez 7 mil, Dino 5,8 mil e Zanin 5,4 mil. André Mendonça, fora da bancada governista, em 4º, fez 5,3 mil.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-90-supremo)

  35. Miguel José Teixeira

    “O que Lula não captou sobre a captura de Maduro”
    – Depois de aplaudir desfile militar em Moscou, petista não tem moral para criticar Trump.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 03/01/26)

    O presidente Lula divulgou uma mensagem neste sábado, 3, comentando a captura do ditador Nicolás Maduro (foto), sem citá-lo pelo nome.

    O petista pediu respeito ao direito internacional, que foi infringido pelos Estados Unidos ao atacar a Venezuela e assumir o governo do país por meio da força bélica.

    “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu Lula nas redes sociais.

    “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.”

    A soberania dos países, de fato, deve sempre ser respeitada.

    Mas, em primeiro lugar, Lula não tem qualquer moral para falar desse assunto.

    Além do mais, o petista tem optado por ignorar a dura realidade dos venezuelanos, que estão comemorando o fim da tirania.

    O presidente dos Estados Unidos Donald Trump pode até ter rasgado algumas regras do direito internacional, mas o fato é que há questões éticas de cunho universal que são muito mais prementes.

    Foragido
    Trump justificou a ação militar dizendo que Maduro e sua esposa Cilia Flores enviaram drogas para os EUA, foram denunciados e estavam foragidos da Justiça.

    É uma acusação que pode até não se sustentar ao longo do processo, que será conduzido de maneira independente e com Maduro e Cilia tendo direito de defesa.

    Mas essa acusação de narcotráfico, que busca dar validade legal para a ação, é ínfima perto do significado da mudança que está em curso.

    Há coisas muito mais importantes.

    Maduro era um presidente ilegítimo, que perdeu as eleições de julho do ano passado e não entegou o poder.

    Desde a fraude eleitoral, sete pessoas foram assassinadas nos calabouços do regime.

    Há ainda mais de 900 presos políticos no país. O regime ameaçou que mataria a todos caso algo acontecesse com o ditador. Agora, há uma enorme angústia entre os familiares sobre o destino de todos eles.

    Mais de 8 milhões de pessoas deixaram a Venezuela desde o governo de Hugo Chávez, fugindo da fome e da perseguição política.

    Famílias foram separadas, mulheres se tornaram vítimas de traficantes de pessoas, membros da gangue Trem de Aragua, apoiada por Maduro, passaram a extorquir e assassinar conterrâneos em outros países da América Latina.

    Tudo isso faz com que a intervenção americana, embora desrespeite algumas regras básicas do direito internacional, seja amparada pela defesa dos direitos humanos.

    O presidente francês Emmanuel Macron e outros líderes europeus entenderam isso.

    “O povo venezuelano está hoje livre da ditadura de Nicolás Maduro e só pode se alegrar. Ao tomar o poder e atropelar as liberdades fundamentais, Nicolás Maduro minou gravemente a dignidade do seu próprio povo. A transição que se aproxima deve ser pacífica, democrática e respeitosa da vontade do povo venezuelano. Desejamos que o presidente Edmundo González Urrutia, eleito em 2024, possa assegurar essa transição com rapidez”, escreveu o francês na rede X.

    Lula, contudo, nunca se preocupou com a situação dos venezuelanos. Era a amizade e os negócios com Maduro que sempre importaram ao petista.

    Ucrânia
    O presidente brasileiro tampouco se importou com a situação dos ucranianos, que tiveram suas vidas profundamente alteradas após a invasão russa.

    Lula nunca condenou Vladimir Putin por seus crimes de guerra ou pelo sequestro de crianças ucranianas, que renderam ao russo um mandado de prisão pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

    O brasileiro ainda queria trazer Putin ao Brasil e foi até Moscou para assistir a um desfile militar, com soldados e armas usados pelos russos na Ucrânia.

    Uma comparação entre a invasão russa da Ucrânia e a ação americana na Venezuela revelam a falta e caráter de Lula.

    Putin invadiu a Ucrânia sem qualquer justificativa plausível. Bombardeou bairros civis e sequestrou crianças. Seu objetivo era depor o governo legítimo da Ucrânia, comandado pelo presidente Volodymyr Zelensky.

    Nas regiões do Leste do país, ucranianos que viviam com total liberdade em uma democracia foram submetidos a um regime de medo, com lobotomia nas escolas e a imposição de governadores fantoches do Kremlin.

    Trump, por outro lado, não invadiu a Venezuela, mas colocou em movimento uma transição democrática. Não houve ataques a civis e Maduro terá pleno direito para se defender na Corte em Nova York.

    Venezuelanos que estavam privados de liberdades finalmente podem sonhar com retomar seus direitos, como o de não serem detidos, torturados e assassinados pelos capangas do regime.

    Mais do que uma questão de direito internacional, a ação americana na Venezuela tem como pano de fundo a valorização dos direitos humanos.

    E esse assunto nunca foi um forte de Lula, como atesta sua amizade com diversos ditadores, entre eles, Nicolás Maduro.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/o-que-lula-nao-captou-sobre-a-captura-de-maduro/)

    1. Discordo. Acho que ele captou, e bem. Tanto que ensaia reações bem dentro do script previsível pós-química nos corredores da ONU com Donald Trump. Dissimulação e mentiras são marcas de Lula, PT e esquerda brasileira do atraso. E nenhum deles, vai arriscar uma reeleição que continua bem posicionada no radar graças a direita e o conservadorismo dividido.

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