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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXII

Personalismo tensiona poderes. Interesses pessoais e particulares causam conflitos institucionais no país. Lula, Jorge Messias, David Alcolumbre, Jair Bolsonaro e Gilmar Mendes, na percepção e no traço inteligente de Claudio de Oliveira, para o jornal Folha de S. Paulo. Na Democracia, todo o poder emana do povo. No Brasil, uma lei em vigor desde 1950 é derrubada numa canetada, da noite para o dia, monocraticamente e ganha carimbo de urgência. Sinais dos tempos anormais da plena democracia. E na canetada, o povo é retirado dela, mas obrigado a sustentá-la, inclusive nos penduricalhos por meio dos cada vez mais altos e on line impostos, com canais digitais de difíceis contestações (By Herculano).

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62 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXII”

  1. Miguel José Teixeira

    Cá entre nós, o gajo!
    Quem não deseja isso?
    . . .
    “A próxima administração do Grêmio iniciou movimentos nos bastidores e abriu conversas com o técnico português Luís Castro para assumir o comando da equipe em 2026.”
    . . .
    “O treinador, porém, busca um clube disposto a investir em renovação do elenco, valorização das categorias de base e participação direta na reconstrução do departamento de futebol.”
    . . .
    +em: https://www.terra.com.br/esportes/gremio/direcao-do-gremio-define-treinador-para-2026,cf4c985b107bd6108702625ea679f908bn9lkk2v.html

    Até a pé nós iremos. . .
    Entre os Imortais que conheci em Blumenau, estavam o Cao Hering e o Niels Gerd Kraft Schulz Júnior.
    Ambos já torcendo nos campos do Senhor!
    O Cao, genial em tudo que se propôs à fazer.
    Não o conheci pessoalmente. Mas, estive bem perto dele, em várias ocasiões.
    O Niels, gaúcho, desenhista da Prefa e da Hahne, virou meu compadre.
    Foi através dele que Dona Gerda, sua mãe, convidou-me para ir a Porto Alegre nos idos de 1972.
    Fomos num VW/TL 1972, alaranjado!
    O pai do Niels, gaucho tradicional, usava como parte da indumentária um par de Smith & Wesson, cabos perolizados.
    O Professor Schulz, tradutor juramentado, falava, lia, escrevia 17 idiomas e. . .era colorado.
    Aconteceu que Dona Gerda, mais rápida no gatilho, levou-me na primeira hora do dia ao Estádio Olímpico.
    Daí. . .fui de TL!

    1. Miguel José Teixeira

      Em tempo:
      Estou torcendo para o Inter não cair para a segundona hoje!
      Já imaginaram que graça tem na Arena, Grêmio X Remo?
      Bom! Esse prazer aos paraenses, já está selado.
      Mas. . .o GreNal é a essência do phutebol gaúcho!

      “Querência Amada”, de Teixeirinha, é uma homenagem apaixonada ao Rio Grande do Sul, marcada pelo uso de símbolos históricos e culturais que reforçam o orgulho gaúcho.
      https://www.youtube.com/watch?v=-XnMRZnr2RI

  2. Miguel José Teixeira

    “A grande música secreta”
    – Você já se emocionou com a gaita de Mauricio Einhorn e nunca soube disso.
    – Para as nossas gravadoras, o Brasil não merece ter nem a fabulosa música que produz.
    (Ruy Castro, FSP, 07/12/25)

    O britânico Bernard Shaw (1856-1950) (1), tão genial como dramaturgo quanto ranheta como pensador, explicou sua aversão aos instrumentos de sopro: “Eles prolongam a vida de quem os toca”. Poder-se-ia perguntar como Shaw, que não tocava nenhum instrumento, conseguiu chegar aos 94 anos, se a expectativa de vida no Reino Unido (2), quando ele nasceu, era de menos de 40. E que bom que um instrumento de sopro — a humilde gaita de boca— tenha permitido ao carioca Mauricio Einhorn (3) chegar em grande forma aos 93 anos para nos presentear com esse disco recém-lançado, “Mauricio and Horns”, talvez a suma de sua carreira a serviço da música brasileira.

    Não só dela, mas da mais secreta música brasileira (4). O jovem Mauricio já era um dos músicos que, nos anos 1950, cozinhavam a futura bossa nova (5), ao lado de Johnny Alf, Durval Ferreira e Bebeto Castilho, seus parceiros em “Estamos Aí”, “Nuvens”, “Tristeza de Nós Dois”, “Batida Diferente”, “Disa” e “Sambop”, alguns dos primeiros clássicos instantâneos do gênero. Foi também um dos pilares da ponte jazz-bossa nova (6), que resultaria no samba-jazz.

    E por que secreta? Porque, você já ouviu Mauricio Einhorn em incontáveis discos de que ele participou como acompanhante de cantores brasileiros e americanos, e nunca ficou sabendo que aquelas mágicas passagens de gaita eram dele. Agora, graças ao produtor marroquino Jacques Muyal, a quem o jazz deve mais do que poderá pagar, temos um raro Mauricio em primeiro plano, gravado este ano no Rio, com um timaço a apoiá-lo: a big band de Idriss Boudrioua e os convidados Paquito d’Rivera e Lula Galvão.

    Mas, como estamos no Brasil, “Mauricio & Horns”, prensado na Alemanha, não sairá fisicamente aqui. Você não o encontrará nas nossas já poucas lojas. Pode ser escutado completo na Netflix (7), mas talvez você só esteja sendo informado disso por esta coluna. Para nossa indústria fonográfica, não merecemos ter nem a grande música que produzimos.

    Só podemos produzi-la. E, como eu disse, mesmo assim em segredo.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/12/a-grande-musica-secreta.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/06/montagem-sublinha-atualidade-de-texto-de-bernard-shaw.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/reino-unido/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/blogs/musica-em-letras/2022/06/gaitista-mauricio-einhorn-e-contrabaixista-thiago-espirito-santo-lancam-album-afinidades-em-show.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/musica/
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2020/11/a-historia-da-bossa-nova/
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/jazz/
    (7) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/netflix/

  3. Miguel José Teixeira

    “Kawahiva: Governo fracassa na demarcação de terra indígena com isolados”
    – Prometido para este ano, projeto de delimitação se arrasta há quase três décadas e é travado agora por falta de recursos; povo Kawahiva está sob risco de extinção.
    (Por Daniel Biasetto e John Reid — Rio de Janeiro, O Globo, 07/12/25)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/especial/kawahiva-governo-fracassa-na-demarcacao-de-terra-indigena-com-isolados.ghtml

    E nossas “otoridades”,
    em relação ao tema,
    disputando vaidades!

    “Em crise com STF, Alcolumbre pauta PEC do Marco Temporal um dia antes de julgamento na Corte”
    – Decisão ocorre após presidente do Senado criticar limitação de impeachment de magistados.
    (Por Sarah Teófilo — Brasília, O Globo, 07/12/25)
    . . .
    “Em crise com o STF, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pautou a PEC do marco temporal para análise um dia antes do julgamento na Corte. A decisão ocorre após críticas a limitações de impeachment de ministros pelo STF, em especial após decisão de Gilmar Mendes. O marco temporal, que condiciona demarcação de terras indígenas à ocupação em 1988, enfrenta impasse entre os poderes. O Senado aprovou projeto validando-o, vetado por Lula, mas com vetos derrubados. O STF busca conciliação entre indígenas e proprietários rurais. Alcolumbre critica interferência do STF e defende respeito mútuo entre poderes.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/06/em-crise-com-stf-alcolumbre-pauta-pec-do-marco-temporal-um-dia-antes-de-julgamento-na-corte.ghtml

  4. Miguel José Teixeira

    “Epidemia secular: feminicídios explodem no Brasil, reflexo da estrutura violenta da sociedade”
    – Diante dos brutais casos recentes no país, historiadora resgata histórias de mulheres que foram mortas por serem mulheres quando o crime ainda não havia sido tipificado; assassinos alegavam ‘legítima defesa da honra’ e ‘loucura momentânea’.
    (Por Patrícia Valim e Ruan de Sousa Gabriel — São Paulo, O Globo, 07/12/25)
    . . .
    “O Brasil enfrenta uma epidemia secular de feminicídios, reflexo de uma cultura violenta enraizada. Recentes casos brutais destacam a gravidade da situação, com vítimas mortas por serem mulheres. Desde 2015, quando o feminicídio foi tipificado, os números só aumentam, com 1.492 casos em 2024. A historiadora Patrícia Valim resgata histórias de mulheres vítimas, denunciando a persistente misoginia social e jurídica.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/12/07/epidemia-secular-feminicidios-explodem-no-brasil-reflexo-da-estrutura-violenta-da-sociedade.ghtml

    “Em SP e no RS, vítimas de feminicídio viraram santas populares e milagreiras”
    – Devotos aguardam canonização de Anna Rosa e Maria da Conceição, protetoras de mulheres em situação de risco; historiadora conta essas e outras histórias de mulheres mortas por serem mulheres antes de o crime ser tipificado por lei.
    (Por Patrícia Valim, O Globo, 07/12/25)
    . . .
    “Historiadora Patrícia Valim destaca casos de feminicídios nos séculos XIX e XX, antes da tipificação legal em 2015. Em SP e RS, vítimas como Anna Rosa e Maria Francelina foram transformadas em santas populares. A canonização delas é esperada por devotos. O aumento dos feminicídios é um reflexo de uma sociedade violenta contra mulheres, e movimentos buscam resgatar essas histórias e combater a violência.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/12/07/em-sp-e-no-rs-vitimas-de-feminicidio-viraram-santas-populares-e-milagreiras.ghtml

    “Cabo encontrada carbonizada dentro de quartel no DF foi assassinada a facadas por soldado, diz polícia”
    – Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, foi preso em flagrante após confessar o crime, que está sendo investigado como feminicídio.
    (Por Yago Godoy e Sarah Teófilo — Rio de Janeiro e Brasília, O Globo, 07/12/25)
    . . .
    “A cabo Maria de Lourdes Freire Matos foi encontrada carbonizada em um quartel no DF, após ser assassinada a facadas por Kelvin Barros da Silva, de 21 anos. O soldado, que mantinha um relacionamento com a vítima, confessou o crime após uma discussão, incendiando o local para ocultar evidências. Preso em flagrante, ele enfrenta acusações de feminicídio, furto de arma e incêndio. O Exército lamentou a perda.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/12/06/cabo-encontrada-carbonizada-dentro-de-quartel-no-df-foi-assassinada-a-facadas-por-soldado-diz-policia.ghtml

    “Polícia de São Paulo identifica homem que abandonou corpo de mulher em carrinho”
    – Imagens foram flagradas por câmera de segurança, na Rua General Oscar Carvalho, na Vila Formosa, na Zona Leste.
    (Por O Globo — Rio de Janeiro, O Globo, 06/12/25)
    . . .
    “A Polícia Civil de São Paulo identificou Erick Pereira dos Santos, suspeito de abandonar o corpo de uma mulher em um carrinho de supermercado na Zona Leste. O caso ilustra a crescente violência contra mulheres na capital, refletida em estatísticas alarmantes: de janeiro a outubro de 2025, feminicídios consumados subiram 10,1%, com assassinatos em vias públicas quase dobrando, representando agora um terço dos casos.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/sao-paulo/noticia/2025/12/06/policia-de-sao-paulo-identifica-homem-que-abandonou-corpo-de-mulher-em-carrinho.ghtml

  5. Miguel José Teixeira

    “Ações da PF afetam caciques do União Brasil em sete estados”
    – Investigações por desvio de emendas, fraude e vazamento de operação aprofundam rusgas entre partido e o governo Lula.
    (Por Bernardo Mello — Rio de Janeiro, O Globo, 07/12/25)
    . . .
    “Investigações da Polícia Federal impactam líderes do União Brasil em sete estados, incluindo Rio, Bahia e Amapá, por suspeitas de desvio de emendas e fraudes. O episódio mais recente envolve a prisão de Rodrigo Bacellar por vazamento de operação. A tensão entre o partido e o governo Lula se intensifica, com o União ordenando a entrega de cargos. A deterioração das relações pode afetar alianças, como a formação da federação com o PP.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/07/acoes-da-pf-afetam-caciques-do-uniao-brasil-em-sete-estados.ghtml

  6. Miguel José Teixeira

    E em nós, burros de cargas,
    causa desarranjo estomacal!

    “Acúmulo de crises expõe disputa de Poderes e desarranjo institucional”
    – Pressões decorrentes de alterações nas regras do orçamento, popularidade de ideias e personagens que desprezam a democracia e a disputa de poder entre instituições levam o país a experimentar a tensão permanente, afirmam especialistas.
    (Por Daniel Gullino e Dimitrius Dantas — Brasília, O Globo, 07/12/258)
    . . .
    “O Brasil enfrenta uma crise institucional marcada por tensões entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Especialistas apontam que mudanças no orçamento e a popularidade de ideias antidemocráticas intensificam a disputa de poder. A recente decisão de Gilmar Mendes, restringindo a Lei do Impeachment, reflete o clima de instabilidade. O aumento do poder do Congresso, exemplificado pelas emendas parlamentares, e a deterioração das relações entre líderes políticos agravam o cenário.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/07/acumulo-de-crises-expoe-disputa-de-poderes-e-desarranjo-institucional.ghtml

  7. Miguel José Teixeira

    Pois é. . .
    o “mensalão” & o “PeTrolão” não
    prejudicaram a governabilidade e não
    distorceram o funcionamento da democracia!

    “O Orçamento sequestrado”
    – O Congresso captura parte expressiva do Orçamento, prejudica a governabilidade e distorce o funcionamento da democracia.
    (Por Míriam Leitão, O Globo, 07/12/25)
    . . .
    “O presidente Lula critica o sequestro do Orçamento pelo Congresso, que compromete a governabilidade e distorce a democracia. Emendas parlamentares atingem R$ 50 bilhões, revelando um desequilíbrio institucional. Casos como os de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, com emendas aprovadas mesmo em situações irregulares, destacam a necessidade de maior transparência e responsabilidade na gestão pública.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/coluna/2025/12/o-orcamento-sequestrado.ghtml

  8. Miguel José Teixeira

    A PeTezuela fora da Caixa!

    “Bets faturam R$ 27,7 bilhões até setembro, e governo arrecada alto; veja números”
    (Por Rodrigo Castro, no blog do Lauro Jardim em O Globo, 07/12/25)

    O Brasil teve 25 milhões de apostadores ativos entre janeiro e setembro deste ano, o equivalente a 12% da população. Dessa turma, 68% são homens e 32%, mulheres.

    Com os jogos, as bets registraram uma receita bruta, o chamado GGR (total de apostas menos os prêmios pagos), de R$ 27,7 bilhões.

    Esse montante resultou em R$ 3,3 bilhões de arrecadação federal. Os dados inéditos são do Ministério da Fazenda em resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação feito pela Pay4Fun.

    Pela destinação legal, o maior beneficiário com os repasses de impostos pagos foi o Esporte, com R$ 1,2 bilhão, seguido pelo Turismo (R$ 953 milhões), e pela Segurança Pública (R$ 461 milhões).

    Seguridade Social (R$ 347 milhões), Educação (R$ 342 milhões) e Saúde (R$ 34 milhões) vêm logo depois. Também houve repasses à Sociedade Civil (R$ 16 milhões), ao Fundo da PF (R$ 18 milhões) e à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (R$ 13 milhões).

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2025/12/bets-faturam-r-277-bilhoes-ate-setembro-e-governo-arrecada-alto-veja-numeros.ghtml)

  9. Miguel José Teixeira

    Em busca do “équiça” com “TV maió”!

    “Horários e locais dos jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2026: Fifa divulga cronograma”
    – Seleção já sabe em quais cidades e estádios entrará em campo na busca pelo hexacampeonato; equipe de Ancelotti está no Grupo C.
    (Redação Terra, 06/12/25)

    A seleção brasileira conheceu neste sábado, 6, os horários e locais de seus jogos na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Serão três cidades nos Estados Unidos: Nova York, Philadelphia e Miami, e todas as partidas disputadas no período da noite. O cronograma foi conhecido em evento da Fifa em Washington, capital americana.

    O time de Ancelotti estreia na competição em 13 de junho, às 19h no horário de Brasília e 18h no fuso local, contra Marrocos no MetLife Stadium, em Nova York. Na segunda rodada, no dia 19, encara o Haiti às 22h (21h local) no Lincoln Financial Field, na Philadelphia e, por fim, encerra a primeira fase no dia 24, às 19h (18h local), contra a Escócia no Hard Rock Stadium, em Miami.
    . . .
    +em: https://www.terra.com.br/esportes/futebol/copa-2026/horarios-e-locais-dos-jogos-do-brasil-na-copa-do-mundo-de-2026-fifa-divulga-cronograma,867a687644d3524376c8c903dccfa7d5ttoxf3x0.html

  10. Miguel José Teixeira

    “Novo PNE é “vago” e ignora validação científica, dizem especialistas”
    – Texto em análise na Câmara é criticado por falta de objetividade, metas inexequíveis e ausência de exigência científica nos materiais didáticos.
    (Guilherme Waltenberg e Juliana Alves, Poder360, 07/12//25)

    O novo PNE (Plano Nacional de Educação) chega à reta final cercado de desconfiança. Especialistas ouvidos pelo Poder360 afirmam que o texto é “vago”, estabelece metas difíceis de executar e não exige validação científica para o conteúdo pedagógico usado nas escolas –um ponto que, segundo uma delas, pode comprometer a qualidade do ensino.

    Depois de 18 audiências públicas, a comissão especial da Câmara dos Deputados encerrou a discussão sobre o parecer do relator, deputado Moses Rodrigues (**) (União-CE), para o próximo PNE 2025-2035, documento que deve orientar as políticas educacionais do país pelos próximos 10 anos. A proposta deve ser votada na comissão especial do PNE (***) na próxima 3ª feira (9.dez.2025) e ainda seguirá para o Senado antes de ser sancionada.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-educacao/novo-pne-e-vago-e-ignora-validacao-cientifica-dizem-especialistas/

    (*) “Relator do PNE articula aprovação do homeschooling em projeto paralelo”
    – Moses Rodrigues, relator do Plano Nacional da Educação, disse que não vai incluir ensino domiciliar no plano, mas prometeu ajudar o tema a avançar em outro projeto no Senado.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/relator-do-pne-articula-aprovacao-do-homeschooling-em-projeto-paralelo/

    (**) https://www.camara.leg.br/deputados/178997/biografia

    (***) Colcha de retalhos:
    > Emendas ao Projeto (3070)
    > Emendas ao Substitutivo (1380)
    > Histórico de Parecer (8)
    > Substitutivo em debate:
    https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3051008&filename=Tramitacao-PL%202614/2024
    > +em:
    https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2443764es, Substitutivos e Votos

  11. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (030)

    “Oscar Niemeyer disse que só luta política pode deter a miséria”
    – ‘Povo desarmado não existe’, escreveu o arquiteto citando Che Guevara em 1983.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Oscar Niemeyer (1) construía palácios, apartamentos, escolas (2). Mas não tinha ilusões. “Não acredito em obra social realista realizada no regime social existente”, escreveu em texto publicado na Folha, em 1983. “Vejo-as paternalistas e demagógicas, fora da escala dolorosa da miséria brasileira.”

    O arquiteto via operários construindo cidades inteiras “sem de nada disso participarem”. E achava que sua arquitetura, por mais bela que fosse, não mudaria isso.

    “Aos que as reclamam, limito-me a lembrar-lhes que, se a miséria os comove, só na luta política poderão encontrar meios de detê-la”, escreveu. E citou Che Guevara (3): “Pesaroso, lembro como são pobres e desinformados nossos irmãos brasileiros, impaciente ao lembrar as palavras amargas de Guevara: ‘Povo desarmado não existe'”.

    Niemeyer continuava fazendo sua arquitetura (4), “consciente da precariedade das coisas e da pouca importância que merece o meu trabalho diante da pobreza imensa que nos cerca”

    No texto, o arquiteto também criticava o racionalismo arquitetônico que dominou após o surgimento do concreto armado. “Os primeiros croquis cheios de inovação e fantasias foram postos de lado. Surgiram regras, princípios, incompreensões inesperadas e, pouco a pouco, aquele mundo de formas novas se transformou numa arquitetura monótona e repetitiva.”

    E encerrou: “Um mundo todo feito de flores e de pedras, tão injusto e discriminatório que só na contestação permanente e na luta política, encontramos razão de aceitá-lo.”

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (5), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Arquitetura (25/6/1983)

    A evolução da arquitetura se caracteriza pelas suas obras mais importantes, aquelas que especulando na técnica se fizeram diferentes e inovadoras. E quando dela nos ocupamos vale a pena voltar ao passado e sentir como a idéia da obra de arte se integrava nas razões utilitárias da arquitetura, fazendo-a mais rica, mais bela, com suas colunatas, seus ornamentos, pinturas e esculturas.

    Com o advento do concreto armado a arquitetura se modificou inteiramente. As paredes que antes sustentavam os edifícios passaram a simples material de vedação, surgindo a estrutura independente, a fachada de vidro, etc. A curva, a curva generosa que os antigos tanto procuravam, com seus arcos, cúpulas, voûtes e abobadas espetaculares, assumiu uma nova e surpreendente dimensão e com ela os requintes da técnica, o pretendido, as cascas, os grandes espaços livres e balanços extraordinários. Uma arquitetura mais livre e vazada se oferecia a todos os arquitetos.

    Infelizmente nada disso aconteceu. Os primeiros croquis cheios de inovação e fantasias foram postos de lado. Surgiram regras, princípios, incompreensões inesperadas e, pouco a pouco, aquele mundo de formas novas se transformou numa arquitetura monótona e repetitiva, fácil de elaborar e construir — a arquitetura racionalista — que nunca poderia exprimir a versatilidade plástica do concreto armado.

    Para justificar esse retrocesso incompreensível, muita bobagem foi dita em tom de coisa séria. Uns, falavam de padronização, de arquitetura multiplicável, da sociedade de amanhã que, na realidade nada, politicamente, fizeram para realizar; outros insistiam na importância do conteúdo que o exterior deveria religiosamente refletir como se interior e exterior não fossem coisa única e juntos devessem nascer e se completar. Na verdade a preocupação de contestar os requintes da arquitetura existente tudo comandava e isso criou as limitações de um funcionalismo exacerbado e a falsa pureza arquitetural. E era tal a incompreensão e a leviandade que um dia o Bauhaus, que Le Corbusier dizia ser o “paraíso da mediocridade”, sugeriu estudar uma arquitetura padrão para cada tipo de edifício. As possibilidades do concreto armado foram então esquecidas e a arquitetura se fez neutra e inexpressiva — um simples denominador comum — a servir tanto para as estruturas metálicas quanto para as de concreto armado. Duas técnicas diferentes a exigirem arquitetura também diferente. A primeira, buscando a simplicidade da linha reta e a outra, a curva livre e inesperada, criando surpresas e grandes espaços livres.

    Tudo isso já sentíamos lá pelos anos 40, como que vislumbrando o equívoco lamentável, certos de que um dia, como agora ocorre, os arquitetos racionalistas, que toda a fantasia recusavam, procurariam outra opção cansados de se repetirem. E ei-los agora a fazerem prédios modernos — no mesmo apuro como que antes os faziam — neles inserindo da forma mais primária detalhes antigos, velhas lembranças de uma época que desprezavam como coisa superada.

    Não os critico. Não critico ninguém. Trata-se de uma pequena aventura já perdida pela Europa, que entre nós prolifera em segunda mão. Uma aventura que dispensa comentários.

    É claro que gostaria fosse o meu trabalho útil às classes mais pobres do meu país. Aos nossos irmãos operários que constroem cidades, palácios, apartamentos, escolas e locais de lazer, sem de nada disso participarem.

    Não tenho ilusões, nem acredito em obra social realista realizada no regime social existente. Vejo-as paternalistas e demagógicas, fora da escala dolorosa da miséria brasileira. Aos que as reclamam, limito-me a lembrar-lhes que, se a miséria os comove, só na luta política poderão encontrar meios de detê-la.

    Pesaroso, lembro como são pobres e desinformados nossos irmãos brasileiros, impaciente ao lembrar as palavras amargas de Guevara: “Povo desarmado não existe.”

    Enquanto isso continuo na minha arquitetura, que reflete como não pode deixar de ser, os aspectos positivos e negativos da vida brasileira. E com ela me divirta um pouco, vendo em cada projeto um novo desafio, a possibilidade de realizar meus sonhos e devaneios de arquiteto, consciente da precariedade das coisas e da pouca importância que merece o meu trabalho diante da pobreza imensa que nos cerca.

    Mas, como sempre aconteceu, ainda encontro tempo para olhar a vida, abraçar os amigos, questionar este estranho mundo em que vivemos. Um mundo todo feito de flores e de pedras, tão injusto e discriminatório que só na contestação permanente e na luta política, encontramos razão de aceitá-lo.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/12/oscar-niemeyer-disse-que-so-luta-politica-pode-deter-a-miseria.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/82213-oscar-niemeyer-1907-2012.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/08/como-o-livro-brazil-builds-levou-predios-de-niemeyer-e-lucio-costa-ao-mundo.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2007/cheguevara/
    (4) https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2012/12/1196827-minha-arquitetura-nao-aceita-regras-disse-niemeyer.shtml
    (5)https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  12. Miguel José Teixeira

    “Sinal verde para Flávio na Presidência expõe mais uma geringonça da família”
    – Candidatura de Flávio parece mais um jogo de equilíbrio de forças nas internas do clã Bolsonaro.
    – ‘Seu Jair’ corre o risco de ver sua liderança contestada abertamente pela direita insatisfeita.
    (Dora Kramer, FSP, 06/12/25)

    Não parece ter sido coincidência: na terça-feira (2), Michelle Bolsonaro derrota os enteados no lance do veto à aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará; na sexta (5), o primogênito Flávio Bolsonaro diz que recebeu do pai sinal verde para se lançar candidato a presidente pelo partido.

    A aparência é muito mais de um jogo de equilíbrio das forças familiares do que propriamente do lançamento de uma candidatura para valer, daquele que representaria a direita na disputa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente seria o maior beneficiário dela e, portanto, deve estar achando ótimo.

    Já a direita, a centro-direita e mesmo o centro —todos os partidos que não se alinham à esquerda nem à cartilha do capitão— num primeiro momento reagiram com descrença, formalidade e, em alguns casos, silêncio. E político quando cala ou fala pouco é porque não pode ou não quer dizer o que pensa.

    Desnecessário muito esforço de raciocínio para concluir que mais essa de tantas outras ideias do clã tem um quê de geringonça. Lançamento no vácuo, cujos preparativos limitaram-se à disseminação de boatos travestidos de informações dos chamados bastidores.

    Flávio estava queimado pelo episódio da convocação da vigília em protesto contra a prisão do pai. O ex-presidente rebaixado à condição de “seu Jair” depois de bulir com a tornozeleira. Carlos sendo contestado pela direita em Santa Catarina e Eduardo, sem assunto nos EUA, buscando abrigo no muro das Lamentações em Israel.

    Para a cena da família desunida e protagonista de noticiário negativo, providenciou-se um antídoto na forma de candidatura presidencial a fim de afetar vigor político. Por enquanto, é só.

    As primeiras reações não indicam um desenrolar positivo do que os Bolsonaros veem como estratégia esperta que mais uma vez pode se revelar fracassada. E ainda cria o risco real de a direita ignorar a imposição, contestar abertamente a liderança de Jair Bolsonaro, isolar o PL e fazer a alegria do PT.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/12/caso-de-familia.shtml)

  13. Miguel José Teixeira

    “O pior dos Correios brasileiros é o Brasil, e governo Lula é agravante”
    – Se o Brasil não fosse o Brasil, e o PT não fosse o PT, daria para fazer como a Itália, que transformou os seus Correios em exemplo mundial.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 05/12/25)

    Depois de acumular um prejuízo de mais de R$ 13 bilhões nos últimos três anos, os Correios precisam de R$ 20 bilhões para fechar as contas.

    Você emprestaria dinheiro aos Correios? Não dinheiro dos outros, como querem os petistas. Dinheiro seu, ainda úmido de suor do seu rosto.

    Não emprestaria, obviamente, a menos que você fosse um trouxa para cair na conversa de que, com os governantes tão iluminados quanto honestos que se sucedem em Brasília, dá para salvar um cabide de empregos apinhado de sindicalistas que odeiam o capitalismo e que só querem botar a mão peluda no fundo de previdência da empresa.

    Há alguns meses, eu me vi obrigado a entrar em uma agência dos Correios. Voltei 40 anos no tempo. Foi mais que instrutivo, foi uma Gestalt. De todos os ângulos e sentidos, a ineficiência era, com todo o respeito, africana.

    Ter os Correios nessa situação cronicamente desesperadora, competindo em um mundo que manda cada vez menos cartas e enfrentando a concorrência de gigantes do e-commerce, é como imaginar que um bicho-preguiça possa apostar corrida contra um guepardo.

    Como não vão privatizar, tem jeito? Sim. Não é porque os Correios são uma empresa estatal, que não há saída. É porque a estatal é brasileira. Ou pior, é estatal petista. Qualquer solução racional, minimamente inteligente, em qualquer ramo da atividade humana, está fora do campo de visão de Lula e da companheirada.

    Se o Brasil não fosse o Brasil, e o PT não fosse o PT, daria para fazer como a Itália. Os Correios italianos estavam entre os piores da Europa até o final da década de 1990, com um índice de atraso nas entregas que superava 8 dias, espelho da sua má administração e da sua mentalidade arcaica.

    Basicamente, dos diretores aos carteiros dos Correios italianos, todos achavam que estavam fazendo imenso favor ao remetente ao entregar uma carta ou um pacote ao destinatário, em qualquer prazo, mesmo que ambos já estivessem mortos.

    Roma, então, caiu em si de que aquilo era um ônus vergonhoso para um país civilizado e empreendeu uma série de reformas verdadeiramente transformadoras. Uma delas, entre muitas, foi demitir 22 mil funcionários, reduzindo o custo da folha de pagamento de 93% para menos de 80% da receita. Isso permitiu aumentar os investimentos em logística e tecnologia.

    Devidamente saneada operacional e financeiramente, a empresa abriu o capital em 2015. O sucesso foi estrondoso: o IPO proporcionou a entrada de 3,4 bilhões de euros no Tesouro da Itália. O governo manteve, direta e indiretamente, 64% das ações sob seu controle, o que lhe propiciou manter a universalidade do serviço postal.

    Os investidores estão satisfeitíssimos: apenas nos primeiros nove meses de 2025, a receita dos Correios italianos foi de 9,6 bilhões de euros, aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. E, mais importante, o crescimento do lucro líquido no período chegou a 1,8 bilhão de euros, impressionantes 11% a mais do que em 2024, um recorde.

    atisfeitíssimos estão também os 45 milhões de cidadãos que utilizam os serviços da empresa: hoje, ela está entre as melhores da Europa, com um índice maior de 90% de entregas pontuais, e exibe uma das marcas mais fortes do mundo, graças às suas eficiência, inovação e competitividade.

    O pior dos Correios brasileiros é o Brasil, e o governo Lula é agravante.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-pior-dos-correios-brasileiros-e-o-brasil-e-governo-lula-e-agravante)

  14. Miguel José Teixeira

    “. . .sei que não tenho a tendência de escrever frases sublinháveis, que o que escrevo está sempre entranhado em seu contexto, densamente conectado ao que disse antes e direi depois, de modo que minhas frases não alcançam aquela autonomia benquista às citações avulsas, às frases dignas de se tornar epígrafes.”. . .

    “Sobre o hábito de sublinhar livros: uma acalorada polêmica”
    (Julián Fuks, Colunista de Ecoa/UOL, 06/12/25)

    Um amigo devotou um ano de sua vida à leitura de “Guerra e Paz”, de Tolstói, e à exploração de sua vasta fortuna crítica. Não fez uma única anotação enquanto lia, não tomou o lápis na mão para um grifo, atravessou as mil páginas deixando-as ainda brancas, imaculadas pela travessia. Aquilo me espantou, diria até que me afligiu. Pensei: que absurda confiança em sua memória, que falta de vislumbre do esquecimento que tudo há de consumir. Pensei, por outro lado: que bonita entrega ao presente, a uma experiência que vale por si mesma, a leitura a constituir uma vida sem finalidade última, sem retorno futuro, sem utilidade.

    Não sei bem o que lhe disse, sei que consegui contagiá-lo com minha aflição ridícula. Depois me pus a ler outro livro, e a grifar página por página o livro que lia, todo cheio de achados retóricos e frases luminosas, um livro que em dado instante se punha a maldizer os grifos. Fabio Morábito, em “O idioma materno”, contava de seu próprio amigo viciado na vaidade dos grifos, incapaz de ler sem um lápis na mão, sublinhando de maneira compulsiva. Um amigo que queria escrever mas nunca chegava às palavras próprias, e por isso fazia da mania do grifo sua forma pessoal de escrita, ainda que estéril, vazia.

    Estranhei a antipatia de Morábito pelo hábito de sublinhar livros, me senti até um pouco atacado por alguém que nunca me conheceu, que nunca soube que eu também não leio nada sem um lápis na mão, sem a chance de agir sobre as páginas com um rabisco. Em sua visão, entendi, o grifo tem algo de intervenção violenta, de discriminação frásica, sendo uma forma literária de abuso. Não concordei, continuei grifando enquanto ele criticava os grifos. Sublinhei: “os grifos se multiplicam, uma praga se apodera do livro, surge outro livro em seu interior, uma república autônoma”. Não pude senão grifar, como forma de apreço pelo livro que muito me agradava, mas também como provocação silenciosa, registro ainda ridículo da minha discordância.

    Lamento um pouco escrever nesta página que não pode ser grifada, página eletrônica que impõe ao lápis a sua resistência. Talvez seja essa a razão por que tanto imagino o traslado futuro destas crônicas a um livro de papel, livro que um leitor desconhecido poderá grifar sem que me chegue qualquer notícia. E, no entanto, sei que não tenho a tendência de escrever frases sublinháveis, que o que escrevo está sempre entranhado em seu contexto, densamente conectado ao que disse antes e direi depois, de modo que minhas frases não alcançam aquela autonomia benquista às citações avulsas, às frases dignas de se tornar epígrafes.

    Talvez o que me falte sejam as certezas, a convicção absoluta que tanto atrai os leitores, tanto contagia. Talvez minha tendência seja a oscilação entre posições contrárias, a acolhida de argumentos díspares, uma existência vacilante sobre a página, indecisa. No exercício de ponderar à procura de um equilíbrio, de uma sensatez, raras vezes consigo me fazer assertivo, dizer algo contundente e inesperado. Não sou apto à construção de verdades sumárias, de frases únicas que tudo dizem. Fico sempre aquém de uma visão unívoca, por isso grifo frases contraditórias, grifo o ataque aos grifos enquanto faço a sua defesa. A frase que me cativa é a que diz ao mesmo tempo algo e o seu inverso, a frase-paradoxo, tão sinuosa que se curva sobre si mesma.

    Agora já não sei aonde vou com tudo isso, e já não me importa. O leitor não há de grifar frase nenhuma que crio aqui, o leitor há de esquecer tudo o que digo no próximo instante. Lamento e não lamento, ao menos posso me valer disso para sentir esta liberdade, esta leveza, a tranquilidade de saber que palavra nenhuma subsistirá ao tempo.

    (Fonte: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2025/12/06/sublinhar-livros-acalorada-polemica.htm)

  15. Miguel José Teixeira

    “‘O amadorismo da direita faz a esquerda dar gargalhadas’, diz Malafaia após anúncio de candidatura de Flávio Bolsonaro”
    – Pastor, antigo aliado da família, critica condução política do campo conservador e expõe desgaste com o clã.
    . . .
    “O pastor Silas Malafaia criticou o “amadorismo da direita” após Flávio Bolsonaro anunciar sua pré-candidatura à presidência em 2026, destacando tensões no campo conservador. Flávio, escolhido por Jair Bolsonaro, enfrenta ceticismo dentro do PL sobre sua viabilidade eleitoral, enquanto Tarcísio de Freitas permanece relutante em disputar o cargo. A escolha de Flávio visa unificar o partido, mas revela disputas internas e pressões regionais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/sonar-a-escuta-das-redes/noticia/2025/12/05/o-amadorismo-da-direita-faz-a-esquerda-dar-gargalhadas-diz-malafaia-apos-anuncio-de-candidatura-de-flavio-bolsonaro.ghtml

  16. Miguel José Teixeira

    “Millôr, que definiu o Brasil como o ‘país do oximoro’, ganha biografia que vai além da figura pública”
    – Historiadora Andréa Queiroz apresenta novo trabalho após dez anos de árdua pesquisa.
    (Por Nelson Lima Neto, O Globo, 06/12/25)

    Esta e outras frases célebres da crônica nacional têm a assinatura de Milton Viola Fernandes, o grande Millôr Fernandes (1923-2012), que ocupa a prateleira mais alta do jornalismo. O carioca que fez de Ipanema seu quintal tem sua trajetória contada no livro “De Milton a Millôr: a trajetória de um jornalista ipanemense, pasquiniano e sem censura” (Appris), da historiadora Andréa Queiroz, cujo lançamento acontece neste sábado, no Cafezin Trem das Gerais, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. A obra é o resultado de dez anos de pesquisa que vai além da figura pública, apresentando desde o menino órfão do Méier até o intelectual que transformou humor em crítica e marcou a imprensa alternativa.

    “Acredito que Millôr, ao lado de outros cronistas de sua geração, foi um dos grandes criadores da ‘Cultura do Carioquismo’, que apresentava o Rio de Janeiro como metonímia do Brasil, justamente num período em que a cidade era a capital federal”, afirma a autora, que também detalha no livro a suposta invenção do jornalista: o frescobol (foto).

    Millôr foi um jornalista artesanal, como define a Andréa. Aprendeu o ofício tendo começado na revista O Cruzeiro como contínuo, e assim foi conhecendo todo processo produtivo.

    Não é possível ignorar, também outra grande invenção junto da patota d’O Pasquim (*), a chamada “República de Ipanema”. Ele projetou em suas crônicas a sua Ipanema ideal, onde fez morada — o escritor virou escultura na orla do bairro — e deixou o seu legado, e que muitas vezes se contrastava com a Ipanema real.

    A autora aproveita para listar outras três frases marcantes do mestre:

    “Livre pensar é pensar.”
    “Sou um carioca de algema. Não me vejo em outro lugar que não seja o Rio.”
    “Nós, os humoristas, temos bastante importância para ser presos e nenhuma para ser soltos.”

    Por falar em Millôr…
    O mestre dizia que vivíamos no país do oximoro — expressões formadas por termos de sentidos opostos, como “o grito do silêncio”. Costumava citar o exemplo da Escola Superior de Guerra: sendo de “guerra”, não poderia ser “superior”. É o caso do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que faz lobby contra o projeto que eleva a taxação da jogatina. Sendo “jogo”, não poderia ser “responsável”. Com todo respeito.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/ancelmo-gois/post/2025/12/millor-que-definiu-o-brasil-como-o-pais-do-oximoro-ganha-biografia-que-vai-alem-da-figura-publica.ghtml)

    (*) A Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza todas as 1.072 edições digitalizadas de O Pasquim, com possibilidade de busca por palavras no conteúdo.
    digitalizado.
    +em: https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=124745&pagfis=22453

  17. Miguel José Teixeira

    “María Corina Machado receberá Nobel da Paz em Oslo, diz diretor do instituto responsável pela premiação”
    – Em novembro, o procurador-geral da Venezuela declarou que María Corina seria considerada ‘fugitiva’ se deixasse o país.
    (Por AFP — Oslo, O Globo, 06/12/25)
    . . .
    “A opositora venezuelana María Corina Machado, vivendo na clandestinidade, confirmou que estará em Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz, segundo Kristian Berg Harpviken, diretor do Instituto Nobel. A premiação, marcada para 10 de dezembro, ocorre em meio a tensões, já que a procuradoria venezuelana a considera “fugitiva” se deixar o país. Machado foi premiada por sua luta por uma transição democrática na Venezuela.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/12/06/maria-corina-machado-recebera-nobel-da-paz-em-oslo-diz-diretor-do-instituto-responsavel-pela-premiacao.ghtml

  18. Miguel José Teixeira

    “Aprovação do governo Lula perde fôlego, aponta Datafolha”
    – Números se mantêm dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior.
    (Redação O Antagonista, 06/12/25)

    Pesquisa Datafolha (*) divulgada na noite de sexta-feira, 5, mostra que a melhora na avaliação do governo Lula perdeu impulso.

    Segundo o levantamento, 32% dos entrevistados veem a gestão como ótima ou boa, 30% a classificam como regular e 37% a consideram ruim ou péssima.

    Os números se mantêm dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior, quando os índices foram de 33%, 28% e 38%.

    O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 113 cidades entre os dias 2 e 4 de dezembro.

    No levantamento divulgado no início de setembro, o governo petista havia registrado uma alta de quatro pontos na aprovação em comparação com julho.

    Naquele período, a conjuntura política favorecia Lula. O ex-presidente Jair Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar e seria condenado pelo Supremo Tribunal Federal pouco depois.

    Planalto festeja candidatura de Flávio
    Integrantes do Palácio do Planalto ouvidos por O Antagonista consideram que o senador Flávio Bolsonaro é a candidatura perfeita do bolsonarismo para a eleição presidencial de 2026 (**), no sentido de que o presidente Lula não terá grande dificuldade para derrotá-lo.

    O próprio presidente da República vinha manifestando a pessoas próximas o temor de uma campanha eleitoral tendo como adversário Tarcísio de Freitas.

    O governador de São Paulo, na visão do PT, não somente poderia ter a simpatia dos bolsonaristas como também de “membros do mercado”, o que potencializaria o nome do ex-ministro de Bolsonaro na disputa em 2026.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/aprovacao-do-governo-lula-perde-folego-aponta-datafolha/)

    (*) “Datafolha: Recuperação do governo Lula estaciona em 32%; reprovação é de 37%”
    – Avaliação do governo havia tido melhora em momento de alta polarização, com julgamento de Bolsonaro e crise com Trump.
    – Precificação dessas tensões e volta de disputa política em torno de indicação para o STF acompanham arrefecimento.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/datafolha-recuperacao-do-governo-lula-estaciona-em-32-reprovacao-e-de-37.shtml

    (**) “Planalto classifica Flávio como o candidato perfeito”
    – Integrantes do Palácio do Planalto listam motivos para não considerar filho do ex-presidente grande obstáculo para Lula.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/planalto-classifica-flavio-como-o-candidato-perfeito/#google_vignette

    Matutando bem. . .
    Com a papai no xilindró, lula já adotou dois dos seus filhos:
    – Edu bananinha, “o camisa 10 do lula” e agora
    – Faveco rachadjinha, “o candidato PerfeiTo”!

  19. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (029)

    “Florestan Fernandes viu em ‘Memórias do Cárcere’ denúncia do Brasil colonial”
    – ‘Sair das prisões não é vencer as ditadura’, escreveu o sociólogo em 1984.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Florestan Fernandes (*) assistiu ao filme “Memórias do Cárcere”, de Nelson Pereira dos Santos, e viu mais que uma adaptação do livro de GracilianoRamos (1892-1953) (1). Viu uma denúncia do Brasil que permanecia, mesmo 40 anos depois do Estado Novo (2).

    “Os que falam de ‘literatura crítica’ e de ‘arte engajada’ quase sempre permanecem na periferia dos símbolos e na superfície da luta política”, escreveu o sociólogo em texto publicado na Folha, em 1984, quando o Brasil ainda vivia sob ditadura militar (3). “Graciliano Ramos travou o combate ao nível mais profundo da defesa da dignidade do eu e da condenação irretratável do despotismo institucionalizado.”

    O livro era “a única obra de denúncia integral e de desmascaramento completo existente em nossa literatura”. E o filme conseguiu transpor essa força para a linguagem cinematográfica.

    Para Florestan, “Memórias do Cárcere” revelava que o Estado Novo se soldava “ao passado escravista e colonial mais ou menos remoto e recente”. Em um país onde “a descolonização foi confundida com a troca de guarda na casa reinante”, o livro balizava “o aparecimento de uma nova consciência política da realidade nacional”.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (4), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Memórias do Cárcere (20/8/1984)

    Há quantos anos li “Memórias do Cárcere” [de Graciliano Ramos]? Não me lembro. Não seria preciso ter vivido sob o inferno do Estado Novo para sofrer o impacto da grandeza daquele livro, que vincula a criação artística exemplar à ira moral e política mais consequente.

    Os que falam de “literatura crítica” e de “arte engajada” quase sempre permanecem na periferia dos símbolos e na superfície da luta política. Graciliano Ramos travou o combate ao nível mais profundo da defesa da dignidade do eu e da condenação irretratável do despotismo institucionalizado. Temperamento e circunstâncias acenderam a chama do “intelectual revoltado”, gerando-se assim a única obra de denúncia integral e de desmascaramento completo existente em nossa literatura.

    Não voltei a ler o livro. Nem agora, que senti um ímpeto irrefreável de incentivar os leitores a não perderem a sua transposição cinematográfica. O vigor do livro, na minha memória, prende-se à revolta íntima, ao afã de denunciar e de desmascarar além e acima dos limites do inconformismo ideológico e político, de buscar uma objetividade tão intransigente e penetrante que nos lembra a “verdadeira ciência”, no sentido de Marx.

    Ao sobrepujar seu rancor e as humilhações sofridas, o intelectual descobre o significado da prisão e da violência que imperam em toda a sociedade brasileira, de modo a identificar o microcosmo dentro do qual fora lançado como o limite mais brutalizado e esquecido do todo, mas, ao mesmo tempo, o mais expressivo e relevador.

    De um golpe, o Estado Novo e as várias franjas psicológicas, policiais, militares ou políticas da opressão mostravam-se no que eram, em sua realidade histórica específica e nas projeções que a soldavam ao passado escravista e colonial mais ou menos remoto e recente, ou seja, em sua realidade histórica “estrutural”.

    Em um país no qual a descolonização foi confundida com a troca de guarda na casa reinante e com a monopolização do poder pelos estratos dominantes dos estamentos senhoriais, “Memórias do Cárcere” balizava-me o aparecimento de uma nova consciência política da realidade nacional e de uma repulsa ao conformismo típica dos movimentos de rebelião, que iriam engravidar a história das “noções proletárias”.

    Constituía uma dificílima tarefa criadora transpor para a linguagem do cinema um livro como esse, que comoveu a nação, mas permaneceu ignorado pelos estudiosos do Brasil na sua perspectiva original mais elucidativa e provocadora, em ruptura com a “história oficial” e, especificamente, com as várias modalidades então existentes de “sociologia de gabinete” e de “ciência social acadêmica”. Pela segunda vez um escritor escrevia uma obra-prima dentro do seu métier (se se tomam “Os Sertões” [de Euclides da Cunha] como paralelo), só que, agora, o produto transcendia à ordem existente como um todo e a punha em xeque. O cinema poderia responder dialeticamente a essa realização?

    Só assisti uma vez ao filme de Nelson Pereira dos Santos e seus colaboradores (entre os quais a competência dos técnicos nada fica a dever à excelência dos atores). A impressão que me ficou, corroborada por uma longa reflexão crítica, levou-me à certeza de uma correspondência dialética efetiva.

    O filme opera com os três níveis do livro: o psicológico e da memória propriamente dita, que focaliza as ocorrências do dia a dia; o dos acontecimentos, no qual a história também se objetiva através da memória e da experiência direta com a realidade do Estado brutal, chocante e repulsivo, retrato da sociedade de que fazia parte e daqueles que a comandavam, para os quais ele constituía uma “necessidade política”; o da “repetição da história”, parcialmente visível através de ocorrência do cotidiano e dos acontecimentos, mas em sua maior parte matéria da análise crítica desmascaradora, pela qual a brutalização e bestialização do homem refletiam como a ditadura se incluía em uma cadeia de continuidades, que faziam do presente um espelho fiel do passado oligárquico, do passado escravista neocolonial e do passado escravista colonial, pretensamente desaparecidos. O que é preciso assinalar: o filme faz tudo isso pelas vias próprias do cinema, sem parasitar no talento de Graciliano Ramos nem mimetizar o portentoso quadro de referências obrigatório.

    “Memórias do Cárcere”, na versão cinematográfica, explora mais desenvoltamente a linguagem artística e as possibilidades que estão ao alcance do cinema de fragmentar a realidade para, em seguida, recompor o concreto nos diversos níveis em que ele aparece na percepção, na cabeça e na história dos homens.

    Quem ama o livro por ele mesmo não vai recuperá-lo no filme. Quem ama as várias verdades que Graciliano Ramos enfrentou com hombridade e coragem irá ver no filme uma engenhosa e íntegra transposição do livro. Seria pouco dizer que ambos se completam.

    Nelson Pereira dos Santos explica a técnica cinematográfica como Graciliano Ramos a técnica literária, como recurso de descoberta da verdade, arma de denúncia intelectual e instrumento de luta política.

    Como a “sua” situação histórica é datada de hoje, o alvo imediato é, naturalmente, a ditadura atual e as condições que lhe conferem uma substância colonial inocultável. Esse é o aspecto por assim dizer genial do filme.

    A atualidade das “Memórias do Cárcere” não poderia estar em algo exterior, como o “acaso” de uma ditadura ainda mais racional no uso da corrupção, da opressão e da violência institucionalizadas. Portanto, terminar o filme com as sequências que foram escolhidas para esse fim representa uma solução magistral, que confere ao filme o mesmo sentido intelectual, moral e político do livro, a mesma força de uma indignação avassaladora.

    Em suma, ele se evidencia como um presente colonial, que não desaparecerá por si só ou por uma impossível ação redentora dos que tecem as continuidades do despotismo. Sair das prisões não é vencer as ditaduras. Para acabar com elas, no solo histórico da América Latina, seria preciso destruir o arcabouço colonial no qual elas se assentam e que lhes dá a maligna capacidade de sobreviver aos que elas aprisionam e libertam…

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/12/florestan-fernandes-viu-em-memorias-do-carcere-denuncia-do-brasil-colonial.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/04/prefeito-por-dois-anos-graciliano-ramos-criou-manual-para-gestores-publicos.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/10/entenda-a-origem-do-estado-novo-e-a-derrocada-de-getulio-vargas-em-1945.shtml
    (3) https://arte.folha.uol.com.br/especiais/2014/03/23/o-golpe-e-a-ditadura-militar/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

    (*) https://pt.wikipedia.org/wiki/Florestan_Fernandes

  20. Miguel José Teixeira

    “Já começa pelo timing.
    A pessoa escolhe o dia do sorteio da tabela da Copa do Mundo para dizer que seu pai o apoiou como candidato à presidência.
    Quem faz algo assim?
    Hoje, enquanto todo mundo estava prestando atenção na Copa do Mundo e no fato de que o Brasil foi jogar no Marrocos (ops, não, o Brasil vai jogar contra o Marrocos), Flávio Bolsonaro soltou que seu pai disse que ele será o candidato à presidência.
    O fato é que parece que ninguém acreditou.
    Nem esquerda, nem direita, nem o Centrão.
    Foi tipo: Aaaah, tá!”

    “Flavitcho se lançou. Ninguém acreditou”
    (TixaNews, dez 6 (*)

    Do lado do Tarcísio, que também já se lançou candidato outro dia, o que se comenta é que o próprio governador de São Paulo teria articulado um balão de ensaio para testar um sobrenome Bolsonaro na chapa. Aaaaah, tá! Bom, mas até aí ele fez balão de ensaio até de um slogan de campanha. Ele se lançou num evento da Esfera ao lado de Ciro Nogueira com o slogan “40 em 4”. Algo que lembrou muito quando o Kassab lançou o Pacheco para presidente, fazendo parecer que teríamos um novo Juscelino. Pacheco, como se sabe, não virou nem indicado ao Supremo.

    O Ciro Nogueira, por sua vez, nem se abalou a fazer qualquer comentário. Ciro é aquele senador, um dos chefões do Centrão pelo PP, e que queria ser candidato a vice na chapa do Tarcísio porque tem medo de não conseguir renovar seu cargo de senador pelo Piauí.

    A Michelle, que outro dia bateu boca com Flavitcho, disse agora que espera que Deus conduza o caminho de Flávio para o bem da nação. O que sempre dá para ter uma dupla interpretação. Fato é que o lançamento rendeu um mero stories e foi isso. Há quem diga até que o lançamento da candidatura foi para dar uma esvaziada na Michelle. Sei não.

    O Valdemar Costa Neto mandou um “se Bolsonaro falou, tá falado”. O problema é que ninguém viu e nem vai ver Bolsonaro falando, porque ele está na prisão. Sempre ficará a dúvida: será que falou mesmo?

    No governo Lula, a notícia é tão boa, mas tão boa, que ninguém acreditou que seja verdade. Tudo o que Lula poderia querer era um opositor com nome Bolsonaro em 2026, na esperança de conseguir o voto do centro que não suporta mais ouvir falar na Family.

    Já o Antonio Rueda, ex-advogado do partido que lançou Bolsonaro à presidência lá em 2018, ex-amigo (ou talvez seja amigo ainda) de Dudu Bolsonaro, e atual presidente do União Brasil, fez um post no X com cara de “se for isso daí mesmo, estamos fora”:

    “Como co-presidente da Federação União Progressista, juntamente com @ciro_nogueira, e também como presidente nacional do União Brasil, reafirmo nosso compromisso com o Brasil que precisa avançar. Os últimos acontecimentos apenas reforçam o que sempre defendemos: em 2026, não será a polarização que construirá o futuro, mas a capacidade de unir forças em torno de um projeto sério, responsável e voltado para os reais interesses do povo brasileiro.”

    Mas tem mais notícia que parece fake hoje.

    Oi Davi, é vc?
    Alcolumbre, o Davi estrela mor do Senado, cancelou a sabatina do Messias soltando pedras no governo, mas muita gente achou que foi só um jeito bonito de atender o pedido de Lula fingindo que não atendeu. Como vocês sabem, Messias foi indicado por Lula ao Supremo, mas se a sabatina no Senado acontecesse no prazo que Davi tinha dado, ele ia dançar.
    Pois eis que hoje, Davi foi fazer uma inauguração de um Centro de Radioterapia no Amapá e fez esse discurso:

    “Padilha, leve meus agradecimentos, pessoais e institucionais, ao presidente da República, que tem nos apoiado e apoiado o Amapá a todo instante.”

    Isso lá é discurso de quem tá de mal?

    Oi, Gilmar
    O povo do Senado está ensaiando fazer voltar a andar uma nova Lei do Impeachment para tentar derrubar a decisão do Supremo Gilmar, que estabeleceu que só o procurador-geral pode entrar com impeachment dos supremos, e o impeachment só se concretiza com mais da metade dos senadores. Ele tomou essa decisão com base numa lei que existe desde 1950.

    Agora, o novo texto da nova possível lei diz que OAB, partidos estabelecidos, entidades de classe e sindicatos podem fazer o pedido, mas pessoa física sozinha não pode. E o texto também diz que precisa de apenas maioria simples para ficar valendo o impedimento. Até parece que Gilmar tomou decisão dessas sem combinar com alguns russos antes.

    Para os perdidos. Se uma nova lei for promulgada, a decisão de Gilmar cai por terra.

    O dono das picanhas
    E o caso do Bacellar, o Rodrigo que é presidente da Assembleia Legislativa do Rio, que foi preso esta semana pelo Xandão? O argumento do Xandão é que ele teria dado informação privilegiada para um tal de TH Joias, que estava sendo investigado em outra operação. O tal TH teria zerado seu aparelho celular na véspera da operação que o prenderia, tinha comprado outro aparelho, e a polícia encontrou indícios de que ele limpou a casa.

    Mas a melhor parte é que, no aparelho novo, a polícia encontrou mensagem do tal TH para o Bacellar querendo saber o que ele fazia com um freezer cheio de picanhas. Ao que Bacellar respondeu: “Deixa isso, tá doido? Larga isso aí, seu doido.” E eram picanhas mesmo, darling. Até fiquei curiosa pra saber se a polícia descongelou as picanhas. Vá saber o que tinha lá.

    Mas parece que existe uma investigação correndo que dá conta de que Bacellar seria dono de um frigorífico, mas sem aparecer como dono oficial. Enfim… Será que o Jojo Joesley lê essas coisas e fica com inveja?

    Por isso é difícil acreditar nas notícias, né, darling?

    E chega por hoje, que já é sexta, BRASEW.

    (TRPCE)

  21. Miguel José Teixeira

    “Mapa do poder”
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
    (Brasília Hoje, FSP, 05/12/25)

    1 – O senador Weverton Rocha (PDT-MA) apresentou relatório da nova lei do impeachment propondo restringir as possibilidades de pedidos de deposição de autoridades (*), mas em proporção menor do que a decisão do ministro do STF (**) (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes (***) que blinda integrantes da corte. O texto pode ser votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nas próximas semanas. A proposta é mais um capítulo do embate entre Judiciário e Legislativo.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/senado-discute-blindagem-a-pedidos-de-impeachment-menor-do-que-a-promovida-por-gilmar-no-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/stf/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (***)https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/gilmar-mendes/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – O ministro do STF Flávio Dino marcou o julgamento (*) do assassinato da vereadora Marielle Franco (**) (Psol-RJ) para 24 e 25 de fevereiro de 2026. O deputado Chiquinho Brazão (***) (sem partido-RJ), o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Domingos Brazão (****), o delegado Rivaldo Barbosa, o major Ronald Paulo Pereira e o policial militar reformado Robson Calixto Fonseca, o Peixe, serão julgados na Primeira Turma. Moraes é o relator.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/12/dino-marca-para-fevereiro-julgamento-do-caso-marielle-no-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/marielle-franco/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (***) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/04/plenario-da-camara-decide-manter-brazao-preso.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (****) https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/saiba-quem-e-domingos-brazao-investigado-na-morte-de-marielle-franco.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Matutanto bem. . .
    Não seria melhor uma Escola de Samba do Rio retratar o epísódio na avenida e o povo julgar?

    3 – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (*) estuda aumentar a alíquota do Imposto de Importação para alguns setores 2026. A equipe econômica liderada pelo ministro Fernando Haddad passou a projetar aumento de R$ 14 bilhões na estimativa de arrecadação com o tributo no próximo ano. As medidas visam evitar a necessidade de corte de gastos no ano eleitoral.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/lula/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/governo-avalia-aumentar-imposto-de-importacao-em-2026-e-projeta-alta-de-r-14-bi-na-arrecadacao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  22. Miguel José Teixeira

    “A moeda Flávio Bolsonaro”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 05/12/25)

    O anúncio de que Flávio Bolsonaro (1)(*) oi escolhido pelo pai para disputar a Presidência (2) pode não escrever em pedra quem será o candidato principal da direita em 2026, mas mexe nas peças que vão determinar como o tabuleiro estará configurado no ano que vem. O clã Bolsonaro tenta se manter como força dominante nesse campo, enquanto o centrão recalcula seus movimentos, e a esquerda busca tirar proveito da divisão de seus rivais.

    A decisão atribuída a Jair Bolsonaro (3), de dentro da prisão, confirma a teoria de que a prioridade da família neste momento é reforçar sua influência (4) política, numa hora de dificuldade. O clã estava prestes a ser considerado carta fora do baralho, enquanto o centrão se preparava para ditar os rumos de uma candidatura para enfrentar Lula (5) em 2026, com predileção por Tarcísio de Freitas (6).

    A escolha de Flávio a esta altura não significa necessariamente que ele estará na urna. O senador pode se candidatar para preservar o legado político da família, mas também pode aproveitar a chancela de Bolsonaro como uma moeda de troca, para evitar que o clã fique refém do centrão. Assim, o grupo poderia discutir alguma recompensa para o patriarca e seus aliados em uma negociação para transferir a candidatura para outro nome, como o próprio Tarcísio.

    (TRPCE)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/flavio-bolsonaro/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/bolsonaro-escolheu-flavio-como-candidato-a-presidencia-para-2026-dizem-aliados.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/jair-bolsonaro/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/bolsonaro-me-conferiu-missao-de-continuar-projeto-de-nacao-diz-flavio.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/lula/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/tarcisio-de-freitas/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

  23. Miguel José Teixeira

    Todo PuTin tem a luiza que merece!

    “Elizaveta Krivonogikh: quem é a filha secreta de Putin que apoia a Ucrânia e trabalha com arte em Paris”
    – Jovem de 22 anos, filha de uma ex-faxineira do Kremlin que se relacionou com o presidente russo, vive vida luxuosa na Europa.
    (Por O GLOBO — Rio de Janeiro, 05-/12/25)
    . . .
    “Elizaveta Krivonogikh, suposta filha secreta de Vladimir Putin, vive em Paris sob o pseudônimo de Luiza Rozova. Aos 22 anos, critica o regime russo e apoia a Ucrânia. Sua mãe, Svetlana, ex-faxineira do Kremlin, acumula fortuna milionária. Elizaveta, formada em artes, rejeita o luxo do passado e trabalha em uma galeria de arte, mantendo um posicionamento político crítico ao governo russo.”
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2025/12/05/elizaveta-krivonogikh-quem-e-a-filha-secreta-de-putin-que-apoia-a-ucrania-e-trabalha-com-arte-em-paris.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  24. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (Introdução)
    (Por Gabriel Cariello, 05/12/25)

    Troféu e medalha.
    Preterido pelo Nobel, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o recém-criado Prêmio da Paz da Fifa (*) do presidente da entidade, Gianni Infantino. Honraria vira piada nas redes sociais: “Parece roteiro de The Office” (**)
    (TRPCE)

    (*) “Preterido’ pelo Nobel, Trump recebe novo prêmio da Paz da Fifa durante sorteio de grupos da Copa do Mundo”
    – Relação com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se intensificou, e maior evento do futebol mundial se encaminha para virar plataforma política do republicano.
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/12/05/preterido-pelo-nobel-trump-recebe-novo-premio-da-paz-da-fifa-durante-sorteio-de-grupos-da-copa-do-mundo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (**) “Prêmio da Paz da Fifa entregue a Trump repercute nas redes sociais: ‘Parece roteiro de The Office’.
    – Presidente dos Estados Unidos ganhou troféu e medalha pouco antes do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026.
    +em: https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2025/12/05/premio-da-paz-da-fifa-entregue-a-trump-repercute-nas-redes-sociais-parece-roteiro-de-the-office.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  25. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 05/12/25)

    O CAMINHO DO HEXA

    A seleção brasileira vai estrear na Copa do Mundo de 2026 (1) contra o Marrocos, em 13 de junho. A partida acontecerá em Boston ou Nova Jersey, nos EUA. O Haiti será o segundo adversário, no dia 19, e a Escócia, o terceiro, no dia 24. A Fifa definiu os 12 grupos (2) do torneio, que terá 48 seleções — França, Senegal e Noruega formarão um “grupo da morte”.

    ► O técnico Carlo Ancelotti apontou o Marrocos (3) como o adversário mais difícil. O forte calor e o deslocamento (4) devem ser obstáculos à equipe brasileira.

    ► Na preparação para a Copa, o Brasil enfrentará França e Croácia em amistosos em março (5).

    (TRPCE)

    (1) “Grupo do Brasil na Copa do Mundo 2026: sorteio define adversários da primeira fase”
    – Sorteio da Copa do Mundo 2026 acontece nesta sexta-feria, às 14h, no Kennedy Center, em Washington, nos Estados Unidos.
    +em: https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2025/12/05/grupo-do-brasil-na-copa-do-mundo-2026-sorteio-define-adversarios-da-primeira-fase.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (2) “Qual é o grupo do Brasil na Copa do Mundo 2026? Veja resultado do sorteio”
    – Seleção brasileira está no Grupo C com Marrocos, Haiti e Escócia. Primeiro jogo acontece no dia 13 de junho.
    +em: https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2025/12/05/qual-e-o-grupo-do-brasil-na-copa-do-mundo-veja-resultado-do-sorteio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (3) “Ancelotti projeta estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo contra Marrocos: ‘Mais difícil do grupo'”
    – Treinador italiano também analisou o grupo do Brasil no Mundial, que conta com Escócia e Haiti,
    +em: https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2025/12/05/ancelotti-projeta-estreia-da-selecao-brasileira-na-copa-do-mundo-contra-marrocos-mais-dificil-do-grupo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (4) “No Grupo C da Copa, Brasil estreia mais cedo e não consegue fugir do forte calor, mas rivais são boa notícia; análise”
    – Seleção terá estreia difícil contra Marrocos, mas depois enfrentará Haiti e Escócia.
    +em: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/12/05/no-grupo-c-da-copa-brasil-estreia-mais-cedo-e-nao-consegue-fugir-do-forte-calor-mas-rivais-sao-boa-noticia-analise.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (5) “Brasil enfrentará França e Croácia nos amistosos de março, confirma presidente da CBF”
    – Confrontos marcam reencontro com antigos algozes da Amarelinha em Copas.
    +em: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/12/05/brasil-enfrentara-franca-e-croacia-nos-amistosos-de-marco-confirma-presidente-da-cbf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  26. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 05/12/25)

    DE OLHO EM 2026

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter sido escolhido pelo pai como o nome de seu grupo político para disputar a Presidência em 2026: “Me conferiu a missão”. Segundo o parlamentar, Jair Bolsonaro orientou que ele passe a se comportar como candidato, em conversa na prisão em meio à disputa interna com Michelle Bolsonaro. Parte dos aliados acredita que a escolha não é definitiva.

    ► Integrantes do Centrão, que articulam a candidatura do governador Tarcísio de Freitas, avaliam que Flávio não ficará no páreo por muito tempo e falam em adotar neutralidade (2) na eleição.

    ► O Palácio do Planalto recebeu a notícia com cautela e avalia que Bolsonaro lança Flávio para testar o sobrenome (3) na pré-campanha.

    ► A Bolsa despencou após o anúncio (4). O Ibovespa sofreu uma queda de 4,31%, a maior perda diária desde 2021. O dólar teve forte alta, fechando a R$ 5,43.

    (TRPCE)

    (1) “Flávio Bolsonaro confirma pré-candidatura à Presidência em 2026: ‘Bolsonaro me conferiu a missão'”
    – Senador foi escolhido pelo pai para concorrer as eleições.
    + https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/05/flavio-bolsonaro-confirma-pre-candidatura-a-presidencia-em-2026-bolsonaro-me-conferiu-a-missao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    B E L E Z A!!!
    Então, já tem 2 candidatos em quem NÃO desperdiçarei meu voto!

    (2) “Integrantes do Centrão rejeitam Flávio Bolsonaro para 2026 e ameaçam neutralidade nas eleições presidenciais”
    – Avaliação é que escolha traz rejeição e inviabiliza candidatura.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/05/integrantes-do-centrao-rejeitam-flavio-bolsonaro-para-2026-e-avaliam-neutralidade-nas-eleicoes-presidenciais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (3) “Planalto avalia que Bolsonaro lança Flávio para testar sobrenome na pré-campanha”
    – Para aliados do presidente, é preciso considerar cenário de reversão da escolha do nome nos próximos meses.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/05/planalto-avalia-que-bolsonaro-lanca-flavio-para-testar-sobrenome-na-pre-campanha.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (4) “Por que a Bolsa caiu tanto com o anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência? Entenda”
    – Ibovespa teve a maior perda diária desde 2021, quando o país ainda vivia pandemia.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2025/12/05/por-que-a-bolsa-caiu-tanto-com-a-candidatura-de-flavio-bolsonaro-a-presidencia-entenda.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  27. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 05/12/25)

    SINAIS DE TRÉGUA

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), elogiou o presidente Lula, em um gesto ao governo (*) após semanas de escalada de tensão em torno da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. O senador agradeceu a “sensibilidade” do Executivo durante a entrega de uma obra no Amapá. O Palácio do Planalto tenta articular uma reunião entre Lula e Alcolumbre nos próximos dias.

    ► O Senado voltará a debater mudanças na lei do impeachment, de 1950, após decisão do ministro Gilmar Mendes que irritou senadores. O texto prevê veto a pedidos individuais e maioria simples no Senado para depor ministros do STF.

    (TRPCE)

    (*) “Alcolumbre elogia Lula em meio à crise por indicação de Messias ao STF e acena com distensionamento: ‘Tem nos apoiado'”
    – Presidente do Senado agradeceu “sensibilidade” do governo federal durante entrega de obra considerada sua maior realização no estado.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/05/alcolumbre-elogia-lula-em-meio-a-crise-por-indicacao-de-messias-ao-stf-e-acena-com-distensionamento-tem-nos-apoiado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (**) “Nova lei do impeachment prevê veto a pedidos individuais e maioria simples no Senado para processar ministros do STF; veja os pontos”
    -Projeto elaborado por comissão de juristas restringe apresentação a partidos, OAB, entidades de classe; cidadãos só poderão atuar por meio de assinaturas coletivas.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/05/apos-decisao-de-gilmar-senado-desengaveta-nova-lei-de-impeachment-veta-pedidos-individuais-e-mantem-partidos-veja-os-pontos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  28. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 05/12/25)

    ALTA DO IR

    Empresas listadas na Bolsa correm para pagar R$ 37 bilhões em dividendos extraordinários para blindar acionistas da alta do Imposto de Renda. Itaú, Vale e Petrobras farão os maiores desembolsos — veja a lista e os valores (*). A nova regra foi aprovada junto à isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

    (TRPCE)

    (*) “‘Corrida dos dividendos’: empresas vão pagar R$ 37 bi extras para blindar acionistas de alta do IR”
    – Relatório do BTG contabiliza pagamentos. Empresas antecipam distribuição de lucros para evitar nova tributação que será criada para compensar isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/05/corrida-dos-dividendos-empresas-vao-pagar-r-37-bi-extra-para-blindar-acionistas-de-alta-do-ir.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  29. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 05/12/25)

    GIGANTES DO STREAMING

    A Netflix anunciou acordo para comprar a Warner Bros (*) por US$ 72 bilhões (R$ 382 bilhões) vencendo disputa com a Paramount. O negócio envolve estúdios de cinema e TV e o streaming, incluindo a HBO Max. Se aprovada por órgãos reguladores, a aquisição vai ampliar a biblioteca da Netflix com clássicos como “Harry Potter” e “Friends”.

    ► A compra gera incertezas no setor audiovisual, que teme que as produções sejam lançadas diretamente no streaming (**), e não nos cinemas.

    (TRCPE)

    (*) “Netflix compra Warner e HBO Max por US$ 72 bilhões”
    – Negócio une o maior serviço global de streaming pago a um dos estúdios mais antigos e reverenciados de Hollywood.
    +em:: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/12/05/warner-bros-inicia-negociacoes-para-acordo-exclusivo-com-a-netflix.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (**) “HBO acaba? Para onde vão DC e Harry Potter? Saiba o que muda com a compra da Warner pela Netflix”
    – Executivos da empresa tentam ‘acalmar’ profissionais e reforçam que continuarão lançando filmes nos cinemas: ‘Oportunidade rara’.
    +em: https://oglobo.globo.com/cultura/streaming/noticia/2025/12/05/netflix-fecha-compra-da-warner-e-da-hbo-maz-por-us-72-bilhoes-e-levanta-incertezas-sobre-futuro-do-setor.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  30. Miguel José Teixeira

    Triplex (ooops) do CH:

    “Papel é do Congresso”
    Gilmar Mendes disse que sua decisão, blindando o próprio e demais ministros do STF, decorre de uma “atualização da lei”. Papel tomado do Poder Legislativo, que tem a tarefa constitucional de criar e alterar leis.

    “No seu quadrado”
    “Não cabe ao Supremo ‘revisar’ a Constituição. Essa função é exclusiva do Legislativo”, diz o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) após Gilmar chamar a lei do impeachment de “desatualizada”.

    “É o ativismo, mané”
    Há no STF quem atribua à bolha que seus integrantes criaram a falta de percepção de que a enxurrada de pedidos de impeachment decorre do ativismo dos ministros e não dos autores dos pedidos.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-consegue-blindar-na-cpmi-filho-acusado-de-receber-mensalao-do-careca-do-inss)

  31. Miguel José Teixeira

    Alô, “otoridades”!

    “Nasceu gigante”
    O União Brasil e o PP registraram a federação União-Progressista no TSE. Estarão separados nas urnas (números 44 e 11 permanecem), mas agora compartilham um caixa de mais de R$1,2 bilhão anuais.
    (Coluna CH, DP, 05/12/25)

    A união faz a for$$a!

  32. Miguel José Teixeira

    A famosa “quem não deve não teme” serve apenas para “eles”!

    “Lula blinda na CPMI filho acusado de receber mensalão do ‘Careca do INSS’”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 05/12//25)

    Lula (PT) mobilizou seus aliados e impediu a convocação de Fabio Luiz, seu filho “Lulinha”, para depor na CPMI que investiga o roubo aos aposentados. A CPMI já sabia das suspeitas de envolvimento de Lulinha: depoimento à Polícia Federal revelou que ele recebia mensalão de R$300 mil pagos a Lulinha por Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O relator, Alfredo Gaspar (União-AL), pediu que a Polícia Federal aprofunde investigações sobre as relações de Lulinha com o “Careca”.

    Parças em viagem
    De acordo com Alfredo Gaspar, há cerca de um ano, 8 de novembro de 2024, Lulinha fez viagem a Lisboa na companhia do “Careca do INSS”.

    Vai que é tua, PF
    Alfredo Gaspar tem todos os detalhes, do número do voo às poltronas ocupadas pelo filho de Lula e seu alegado parceiro, o “Careca do INSS”.

    Apenas uma dica
    Impedido de interrogar o filho de Lula, Gaspar sugeriu à PF investigar o voo de 8 de novembro: “os senhores vão encontrar uma quadrilha”.

    Falta de pudor
    “Não aguento mais essa blindagem despudorada”, desabafou o relator, “ninguém pode estar acima da investigação”, lamentou.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-consegue-blindar-na-cpmi-filho-acusado-de-receber-mensalao-do-careca-do-inss)

  33. Miguel José Teixeira

    “Para ler”
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 05/12/25)

    “Faço entregas em Pequim: Memórias de um trabalhador”
    Hu Anyan, Editora Record

    Nenhum país do mundo é tão obcecado por compras online quanto a China (1).

    Em números:
    consumidores chineses gastaram 15,5 trilhões de yuans (R$ 11,6 trilhões) em produtos pela internet (2) em 2024.

    O ecommerce chinês é onipresente e rápido, mas alguém precisa operar por trás das entregas.
    No ano passado, os entregadores chineses despacharam 175 bilhões de pacotes — uma média impressionante de 124 por habitante.

    Mas…
    A rotina desses trabalhadores é exaustiva.
    No livro “Faço entregas em Pequim: Memórias de um trabalhador”, Hu Anyan relata como é profissão (3) que faz o comércio online girar.

    Para atingir sua meta de trabalho mensal, Hu aprendeu a calcular até as idas ao banheiro para poupar tempo e dinheiro. Com isso, passou a beber menos água e a pular refeições.

    Desde seu lançamento em 2023, a obra vendeu quase 2 milhões de exemplares e rendeu ao autor o prêmio de “Escritor do Ano” do Douban, a principal plataforma de resenhas do país.

    (TRPCE)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/em-best-seller-entregador-revela-como-e-o-trabalho-na-china.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/internet/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (3)https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/em-best-seller-entregador-revela-como-e-o-trabalho-na-china.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (*) https://www.amazon.com.br/Fa%C3%A7o-entregas-Pequim-Mem%C3%B3rias-trabalhador/dp/8501925640

    Agora, se você souber ler em mandarim periga Hu Anyan vir entregar o livro em sua casa!

  34. Miguel José Teixeira

    “Crusoé: A grande família Bolsonaro”
    – Prisão do ex-presidente expõe disputa interna no bolsonarismo e tumultua organização eleitoral da direita. E mais: Blindagem suprema e Dançando com Maduro.
    (Redação O Antagonista, 05/12/25)

    Quando elegeu Jair Bolsonaro presidente da República em 2018, a maioria do eleitorado brasileiro optou, conscientemente ou não, por uma família em vez do petista Fernando Haddad, que concorria como avatar do encarcerado Lula.

    Agora, com o chefe da família Bolsonaro condenado por tentativa de golpe de Estado e preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, são seus parentes que tentam dar sequência ao legado bolsonarista.

    A missão parece tão difícil quanto uma madrasta se entender e conviver harmoniosamente com quatro enteados.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro protagonizou nesta semana a última grande crise bolsonarista, ao dar uma bronca pública no deputado federal André Fernandes (PL-CE), no domingo, 30 de novembro, por causa da aliança com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

    O constrangimento público ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará, e levou os quatro filhos do ex-presidente a repreenderem a ex-primeira-dama, sempre em público, alimentando as antigas especulações sobre cizânia na família.

    A posição de Michelle acabou prevalecendo e, após reunião do PL intermediada por Valdemar Costa Neto, presidente nacional do partido, os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Fernandes e a ex-primeira-dama decidiram suspender o acordo no Ceará.

    Flávio prometeu que, a partir de agora, o grupo vai “tomar decisões muito mais conscientes, ouvindo mais pessoas” e com “o presidente resolvendo no final”. Mas isso não é exatamente garantia de paz, diz Rodolfo Borges em “A grande família Bolsonaro” (1), a reportagem de capa da edição desta semana de Crusoé.

    Outros destaques de Crusoé
    Em “Blindagem suprema” (2), Wilson Lima conta que o esforço bolsonarista em conseguir maioria no Senado assusta o decano Gilmar Mendes, que reagiu e limitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o poder de apresentar denúncias de crimes de responsabilidade envolvendo integrantes do STF.

    Na matéria “Dançando com Maduro” (3), João Pedro Farah mostra que o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, não arreda o pé do Palácio Miraflores, apesar dos repetidos avisos do governo Trump.

    Colunistas
    Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.

    Nesta edição, escrevem Márcio Coimbra (O resgate da Venezuela) (4), Clarita Maia (O caso Master e os “facilitadores profissionais”) (5), Dennys Xavier (Crônica para os que esperam salvadores) (6), Izabela Patriota (Eles, os juízes, vistos pelo Senado) (7), Leonardo Barreto (A degeneração das repúblicas e o fim da liberdade) (8), Wilson Pedroso (O crescimento da direita e os desafios para 2026) (9), Gustavo Nogy (O que significa torcer?) (10), Josias Teófilo (Film noir brasileiro) (11), Roberto Ellery (Uma aula Master sobre por que o Brasil não cresce) (12) e Rodolfo Borges (Onde os colorados não têm vez) (13).

    Assine Crusoé e apoie o jornalismo independente.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-a-grande-familia-bolsonaro/)

    (1) https://crusoe.com.br/noticias/a-grande-familia-bolsonaro/
    (2) https://crusoe.com.br/noticias/blindagem-suprema/
    (3) https://crusoe.com.br/noticias/dancando-com-maduro/
    (4) https://crusoe.com.br/noticias/o-resgate-da-venezuela/
    (5) https://crusoe.com.br/noticias/o-caso-master-e-os-facilitadores-profissionais/
    (6) https://crusoe.com.br/noticias/cronica-para-os-que-esperam-salvadores/
    (7) https://crusoe.com.br/noticias/eles-os-juizes-vistos-pelo-senado/
    (8) https://crusoe.com.br/noticias/a-degeneracao-das-republicas-e-o-fim-da-liberdade/
    (9) https://crusoe.com.br/noticias/o-crescimento-da-direita-e-os-desafios-para-2026/
    (10) https://crusoe.com.br/noticias/o-que-significa-torcer/
    (11) https://crusoe.com.br/noticias/film-noir-brasileiro/
    (12) https://crusoe.com.br/noticias/uma-aula-master-sobre-por-que-o-brasil-nao-cresce/
    (13) https://crusoe.com.br/noticias/onde-os-colorados-nao-tem-vez/

  35. Miguel José Teixeira

    “A virada de jogo de Milei”
    – Milei elegeu a maior bancada na Câmara, tem a inflação sob controle e ajuda financeira de Trump; talvez seja seu melhor momento.
    (Por Janaína Figueiredo — Buenos Aires, O Globo, 05/12/25)
    . . .
    “Javier Milei, presidente argentino e líder do partido “A Liberdade Avança”, conquistou a maior bancada na Câmara com 95 cadeiras, transformando o cenário político após ser subestimado nas eleições legislativas. Com apoio financeiro dos EUA, liderado por Donald Trump, Milei mantém a inflação controlada e enfrenta críticas por sua dependência dos EUA. Seus ataques à “casta política” continuam, apesar de seu partido agora integrar essa elite. A Argentina, mesmo com protestos sociais persistentes, vive uma fase de estabilidade sob seu governo.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/janaina-figueiredo/post/2025/12/a-virada-de-jogo-de-milei.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  36. Miguel José Teixeira

    C A N A L H A ! ! !
    Ainda nem comeu no prato e nele já está cuspindo!
    Bom. . .esperar o que de um PeTralha!

    “Em maratona para superar rejeição no Senado, Messias endossa críticas ao STF”
    – Nas conversas com os senadores, advogado-geral da União de Lula concorda que ministros tomam decisões monocráticas em excesso.
    (Por Rafael Moraes Moura — Brasília, O Globo, 05/12/25)
    . . .
    Em sua peregrinação para obter os 41 votos necessários para ser confirmado no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, vem sinalizando que concorda com as críticas da Casa ao excesso de decisões monocráticas da Corte. Essa postura tem sido interpretada nos bastidores como um aceno ao Senado, a quem caberá decidir se aprova ou rejeita a sua indicação.
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2025/12/em-maratona-para-superar-rejeicao-no-senado-messias-endossa-criticas-ao-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  37. Miguel José Teixeira

    “Não há ‘Super Trunfo’ numa democracia”
    – Liminar de Gilmar Mendes abre mais um precedente perigoso de investida de um Poder nas atribuições de outro
    (Por Vera Magalhães, O Globo, 05/12/25)
    . . .
    “A decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes no STF, que limita quem pode pedir impeachment de ministros e aumenta a votação necessária, abre um perigoso precedente de interferência entre Poderes. Comparada a um “Super Trunfo”, a medida visa antecipar-se a uma possível maioria de direita no Senado, gerando tensão e minando o equilíbrio democrático. A ação intensifica a desconfiança pública nas instituições e fomenta discursos populistas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2025/12/nao-ha-super-trunfo-numa-democracia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  38. Miguel José Teixeira

    Phutebol amaratonado!

    “Viagens, calor, tempo de preparação: além dos adversários, entenda o que está em jogo no sorteio da Copa”
    – CBF aguarda definições para bater o martelo no planejamento da seleção.
    (Por Rafael Oliveira — Rio de Janeiro, O Globo, 05/12/25)
    . . .
    “A Fifa realiza o sorteio dos grupos da Copa de 2026, definindo não apenas os adversários do Brasil, mas influenciando também a logística e o planejamento da seleção. Com jogos em três países, incluindo os EUA, as viagens, fusos horários e condições climáticas são cruciais. A CBF aguarda essas definições para otimizar a preparação, evitando deslocamentos longos e temperaturas extremas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/12/05/viagens-calor-tempo-de-preparacao-alem-dos-adversarios-entenda-o-que-esta-em-jogo-no-sorteio-da-copa.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  39. Miguel José Teixeira

    “Fernanda Torres e Walter Salles no Oscar, Brasil premiado em Cannes e Berlim, crianças garantem a bilheteria: como foi 2025 no cinema”
    – Onda de relançamentos e presença de estrelas internacionais no país também foram tendência ao longo do ano.
    (Por Lucas Salgado — Rio de Janeiro, O Globo, 05/12/25)
    . . .
    Em 2025, o cinema brasileiro celebrou conquistas históricas, como o primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional por “Ainda estou aqui”, de Walter Salles. Outros destaques incluem prêmios em Cannes e Berlim. Apesar de uma queda de 10% no público dos cinemas, o cinema infantojuvenil impulsionou bilheterias. Relançamentos e a presença de estrelas internacionais no Brasil marcaram o ano, reforçando a relevância do país no cenário global.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2025/12/05/fernanda-torres-e-walter-salles-no-oscar-brasil-premiado-em-cannes-e-berlim-criancas-garantem-a-bilheteria-como-foi-2025-no-cinema.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  40. Miguel José Teixeira

    “Petróleo, minério, agro: veja como as commodities salvaram o PIB de um encolhimento no terceiro trimestre”
    – Ibovespa não para de bater recorde e já registra valorização de 36% em 2025. Expectativa é de maior alta com possível queda de juros. Entenda o que os números do IBGE têm a ver com isso.
    (Por Mayra Castro e Vinicius Neder — Rio de Janeiro, O Globo, 05/12/25)
    . . .
    “A economia brasileira evitou um encolhimento no terceiro trimestre de 2025 graças ao desempenho positivo das commodities, especialmente petróleo, gás e produtos agropecuários. O PIB cresceu 0,1%, impulsionado pela demanda externa, apesar da queda no consumo interno. A indústria extrativa destacou-se, com alta de 11,9% em relação ao ano anterior, enquanto a agropecuária cresceu 10,1%. Apesar dos desafios, o mercado financeiro permanece otimista com a valorização do Ibovespa e a possível queda de juros.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/05/petroleo-minerio-agro-veja-como-as-commodities-salvaram-o-pib-de-um-encolhimento-no-terceiro-trimestre.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  41. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (028)

    “Paulo Francis criticou Caetano Veloso e depois foi criticado na letra de ‘Reconvexo'”
    – Jornalista disse que músico baiano era adorado pela imprensa: ‘Basta que ele apareça no vídeo’.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Paulo Francis (1) escreveu sobre Caetano Veloso (2) em crônica publicada na Folha em 1983. O crítico reconhecia o talento do compositor baiano (3), mas questionava a adoração que a imprensa dedicava a ele.

    “Caetano, claro, é um compositor de talento, ainda que não crie músicas que sobrevivam sem ele, como Tom Jobim e Chico Buarque fazem”, disse. E observou: “Caetano não era então um totem. Não falava de tudo com autoridade imediatamente consagrada pela imprensa, que é mais deslumbrada do que o público em face dele”.

    O jornalista citou entrevista que Caetano fez com Mick Jagger (4), que foi ao ar na TV Manchete. Quando o primeiro disse que segundo era tolerante, o inglês respondeu que era “tolerante com latino-americanos”. Francis chamou aquilo de “humilhação decadente”.

    “O totem não pode errar. É Deus na carne humana”, ironizou. E criticou uma pergunta que Caetano fez a Jagger sobre como situar o rock (5) na história da música: “Essa pergunta só serve para seminários de comunicação no interior da Bahia”.

    Caetano não deixou barato e, seis anos mais tarde, na letra de “Reconvexo”, alfinetou: “Meu som te cega, careta, quem é você?”. O alvo, claro, era Paulo Francis.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (6), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Caetano, pajé doce e maltrapilho (25/6/1983)

    Se a intelectualidade oficial no Brasil é representada por bacharéis como Roberto Campos, e é, não é difícil entender por que a juventude se rende a alguém como Caetano Veloso. Tudo é preferível ao pedantismo, à auto-satisfação mascarada de bonomia e humor, à cara selvagem de Campos. Crianças, como animais, sabemos, “sentem” os bichos ainda que não saibam o que pretendem.

    Caetano, claro, é um compositor de talento, ainda que não crie músicas que sobrevivam sem ele, como Tom Jobim e Chico Buarque fazem. É e na minha opinião um cantor que sabe como ninguém unir e valorizar ritmos brasileiros e os subprodutos populares que vieram do “jazz cool” e do “bebop”, esses dois marcos da história da música popular.

    Quando não o vejo, gosto. E até vendo no palco, nos tempos pós-golpe de 1964-1968, era uma presença poderosa, naquela minirrenascença que foi a reação das chamadas classes artísticas ao advento do urubu Campos e outros tecnocratas, pela mão militar. Nada saiu que perdurasse dessa “mini”, talvez porque o Brasil seja um país de “máxis”. Mas a “mini” foi “legal”. Quem viveu, sabe.

    Mas Caetano não era então um totem. Não falava de tudo com autoridade imediatamente consagrada pela imprensa, que é mais deslumbrada do que o público em face dele. É evidente, por exemplo, que Mick Jagger zombou várias vezes de Caetano na entrevista na TV Manchete. O pior momento foi aquele em que Caetano disse que Jagger era tolerante e Jagger disse que era tolerante com latino-americanos (sic), uma humilhação decadente engolida pelo nosso representante no vídeo. E não só ele. Li duas matérias, uma na “Folha” e outra no “Jornal do Brasil”, em que as duas repórteres prostradas como sempre ficam diante de Caetano, citaram essa resposta ofensiva sem acharem nada de mais. O totem não pode errar. É Deus na carne humana. Daí a origem tribal de Jesus Cristo.

    O primeiro totem foi Frank Sinatra. Não quero dizer que antes dele (década de 1940) não houvessem cantores, sem falar de estrelas de Hollywood, que o público jovem não adorasse. Mas Sinatra literalmente iniciou o fenômeno de adolescentes tendo ataques de histeria em público, para horror do filósofo Theodor Adorno, exilado nos EUA, que viu nisso uma forma de totalitarismo cultural, em que a massa se submerge sensorialmente a um ruidoso cavalheiro de microfone, como alemães caíram sob a “hipnose” de Hitler. E Adorno só pegou o início da histeria dos anos 60. John Lennon, filósofo, eros encarnado, Paul McCartney, escritor, o rock como filosofia de vida, etc. O pobre Caetano não é bem dessa corrente (que deverá chegar ao Brasil pelos meus cálculos em 1990).

    Na mesma entrevista, ele fez uma pergunta que deve ter dado ao amável e brilhante Roberto D’Ávila vontade contida de matá-lo. É aquela de “como você situa o rock na história da música?” D’Ávila e companheiros (Fernando Barbosa Lima e Walter Moreira Salles Jr.) afinal idealizaram a entrevista, um grande evento jornalístico em TV. Caetano é uma atração. Ninguém resistiria incluí-lo. Mas essa pergunta simplesmente não se faz em um amadorismo total. Só serve para seminários de “comunicação” no interior da Bahia. Não é uma pergunta jornalística. Jagger começou a debochar aí. Estava delicioso com a figura década de 1960 de Caetano.

    A moda agora é a de Jagger, cabelo curto e roupa simples, sem adornos. Começou aqui e na Europa em 1970. No Brasil chegará também nos 1990? E foi nesse charme perverso que Jagger, que lê tudo, não disse a Caetano que rock não é música (ver obras completas de Ellen Willis, entrevistas com Janis Joplin, etc.), mas uma manifestação de vida, ou, clichê abominável, de estilo de vida. Willis sempre se refere desdenhosamente aos “music boys”. Uma leitura ocasional como a minha é do “Rolling Stone” deixaria isso claro. Mas no Brasil é difícil… Sabemos tudo.

    Caetano é melhor compositor e cantor do que Jagger. Mas não fez nada comparável a “The Citadel”, cuja letra terrível foi adotada pelos soldados americanos no Vietnã, como hino de desespero. E por que não pode? Quando me lembro que Caetano, esse doce de coco é conterrâneo de Antônio Conselheiro, tremo, tremo, se ainda conseguisse. Mas ele prefere fazer o que chamei outro dia de “maltrapilho estilizado”, simbolizar a miséria raquítica do baiano e interiorano brasileiro, para efeito de mero consumo visual, enquanto muito agradavelmente acaricia as fantasias de amor ilimitado que fazem o narcisismo da classe média confortável no Brasil, um conforto por que pagam cerca de 100 milhões de brasileiros no nosso “Alagados” nacional. Não é que eu queira que ele faça música “engajada”. A poesia nada faz acontecer, notou Auden, e concordo, sempre concordei, me forçando muito na época do meu engajamento. Mas isso, essa ciência, é bem diferente do que adular os privilegiados.

    Jagger, claro, é um farsante. Aquele sotaque de Londres (e não “cockney”, que é outra coisa) é pose, pois Jagger é de classe média e estudou na London School of Economics, onde se falasse assim seria rudemente corrigido. É uma pose, uma imitação de trash dos Beatles, estes sim autenticamente proletários. Mas está zombando quando diz que subiu por sorte. Ninguém sobe por sorte. Não dá para escrever neste jornal de família como se sobe no mundo do “rock”. Jagger tem pelo menos 150 milhões de dólares, segundo meus banqueiros, mas fala de “algum dinheirinho”. Essa grana aplicada legalmente dá 1,5 milhão de dólares por mês, depois dos impostos, ou no “negro”, 1 bilhão e 200 milhões de cruzeiros por mês até a próxima desvalorização.

    Mas talvez eu esteja errado em querer uma entrevista. D’Ávila prudentemente não prometeu nada (e a introdução deve ter sido gravada depois. Sempre é em TV). Está certo, porque o público em geral quer ver e consumir símbolos, totens sem tabus. Não é à toa que Jagger é tolerante com latino-americanos.

    Caetano, atacado pela imprensa do Rio, num “show” no Canecão, declarou que nada vai mudar, mas que gostaria de mudar a imprensa. Tem toda a razão. Quem é a imprensa, que o adula dia e noite, à custa de consideráveis artistas não chegados ao “kitsch”, para de repente criticá-lo? Basta que Caetano apareça, no palco e no vídeo. Não precisa fazer nada. É para ser adorado. Deve ter havido um tempo em que ele foi um ser humano vulnerável, sensível, certamente foi esse o Caetano que parou na Polícia do Exército do Rio em 1968. Mas se me permitem uma paráfrase de Roberto Campos, pouca parafrase de Eliot ou a paráfrase de outro autor e outro autor: “Mas isso foi com outro país e aquele rapaz morreu.”

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/12/paulo-francis-criticou-caetano-veloso-e-depois-foi-criticado-na-letra-de-reconvexo.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2021/02/brilhante-e-irresponsavel-paulo-francis-publicou-mais-de-8000-textos-na-folha.shtml
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/caetano-veloso/
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/bahia-estado/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/aos-80-anos-mick-jagger-faz-muitos-pirarem-com-seu-erotismo-sem-esforco.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/rock/
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  42. Miguel José Teixeira

    Depois o Jojo acha ruim que eu só fico falando dele (há anos, diga-se de passagem). Mas eis que Joesley Batista vai de Químico Geral do Universo para Mediador de Ditador Venezuelano. É isso, BRASEW, Joesley é amigo do Trump, amigo do Maduro, amigo do Lula. Ele é amigo até do amigo do amigo. Caracas, hein?

    “Joesley: o amigo do amigo do amigo”
    (TixaNews, dez 5)

    Quem descobriu primeiro que o jatinho do Joesley pousou na Venezuela foi a repórter Mariana Barbosa. Ela chegou a mencionar que o jatinho foi para a Venezuela mesmo com os alertas para que aeronaves civis evitassem voar para o país.

    E agora a Bloomberg revelou que, junto com o avião de Joesley, o próprio Joesley pousou em Caracas para tentar convencer o Maduro a renunciar. A pedido do Trump? A pedido do Lula? Só sei que o Joesley já tinha sido o responsável pela química do Lula com o Donald. O Lula não quer que ninguém trete com o Maduro. O Donald está tretando com o Maduro e ameaçando fazer uma guerra aqui na nossa vizinhança.

    E, se não me engano, essa cronologia mais recente foi assim: Joesley pousou na Venezuela e, depois, Lula e Trump passaram 40 minutos conversando e ficamos sabendo que Lula falou muito do rolê do narcotráfico. Para quem está perdido, o Donald J. Trump (J de João, juro) invocou que a Venezuela está mandando drogas para os Estados Unidos e começou a bombardear barcos no mar do Caribe dizendo que é tudo de narcotraficante. Até outro dia a gente achava que, sei lá, era a Colômbia que fornecia drogas e, de repente, virou a Venezuela. Aí o Lula quis agir como bombeiro.

    Apesar de não ter reconhecido a vitória de Maduro nas eleições, Lula também não quer que o Donald vá lá e tire o Maduro do poder. Enfim, chama o Joesley que ele agora também virou bombeiro.

    Fogo no parquinho supremo
    Mas o que está pegando fogo mesmo é o impeachment do Gilmar. Digo, a liminar do Gilmar que impediu o impeachment. A treta é a seguinte: tem uma lei de mil novecentos e bolinha que regula o impeachment. Ou seja, está velha. Aí o supremo Gilmar acha que tem que dar uma atualizada na lei. E é verdade, não é possível termos 81 pedidos de impeachment contra ministros supremos. Senão, daqui a pouco eu não gosto de uma decisão e vou lá pedir impeachment.

    Mas eis que Gilmar decidiu, por liminar, que só o procurador-geral pode pedir impeachment e ainda aumentou de 41 para 54 o número de senadores necessários para aprovar um impedimento (quase impossível). Basicamente, acabando com o sonho dos bolsonaristas.

    Tentando uns votinhos
    E o Messias, que está lutando para ser o próximo supremo, fez o quê? Um agrado para os senadores que podem aprovar sua nomeação. Foi lá e se manifestou no processo do Gilmar e pediu uma reconsideração do nosso supremo chefe, digo, supremo-mor, digo, decano Gilmar, para que ele suspendesse a liminar até que todo o plenário analisasse a questão. O que fez Gilmar? Só faltou dizer: “cê tá de brincadeira, né, Messias? Vindo angariar votos em cima de moi”.

    Para os perdidos. Messias é advogado-geral da União e foi chamado oficialmente por Gilmar a se manifestar sobre o assunto do processo há alguns meses e não tinha se manifestado até agora.

    Emendas para que te quero
    Mas fogo mesmo, de verdade, está no rolê das emendas — aquele dinheirão do orçamento público que os congressistas usam para mandar para suas bases eleitorais para conseguir votos (e, às vezes, usam para desviar dinheiro público mesmo). Eis que hoje o Congresso aprovou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias que, como o nome diz, dá as diretrizes para os gastos do governo.

    E os congressistas definiram que o governo Lula tem que liberar pelo menos 65% das emendas de 2026 no primeiro semestre. Antes das eleições, portanto. Mas teve mais. Eles ainda fizeram uma manobra na lei para permitir a possibilidade de doação de dinheiro e bens no meio da campanha eleitoral (dando um cambau na lei eleitoral).

    Que é isso, companheiro?
    O Lula saiu criticando o volume de emendas que vai ser obrigado a liberar e disse que o fato de o Congresso querer sequestrar metade do orçamento da União é muito grave. Para quem não entende como pode ser metade do orçamento, é que existem despesas obrigatórias, como salários, por exemplo, que não entram nessa divisão do orçamento em que o governo pode usar como quiser.

    Já Huguito Motta, dono da câmara frigorífica, acha que o Supremo anda se metendo muito em uma prerrogativa que é do Congresso, segundo ele.

    Emendas do Dudu e do Ramagem
    O supremo Dino proibiu que o governo libere ou execute quaisquer emendas dos deputados Dudu Bolsonaro e Alexandre Ramagem. Motivo: não existe exercício legítimo de função parlamentar brasileira com sede permanente em Washington, Miami, Paris ou Roma.

    E essa daqui?
    A CPI do INSS rejeitou a convocação do Lulinha para depor. Sim, Lulinha, filho do Lula. Basicamente, ele seria chamado por conta de um depoimento de um auxiliar do esquema que tirava dinheiro dos aposentados do INSS, dizendo que Lulinha recebia uma mesada de cerca de R$ 300 mil por mês. O que se sabe é que o governo atuou para barrar a convocação, alegando que é tudo testemunho infundado, e conseguiu cancelar o depoimento.

    E chega por hoje, BRASEW, que eu vou ali comer umas arepas.

    (TRPCE)

  43. Miguel José Teixeira

    “Gilmar Mendes implode sistema de freios e contrapesos”
    – Se há um problema com o Judiciário brasileiro, é seu poder excessivo, não sua fragilidade institucional.
    (Por Pablo Ortellado, O Globo, 04//12/25)

    “O Poder Judiciário no Brasil é o mais forte do mundo. Não há no mundo um Poder Judiciário tão forte quanto o do Brasil.” A afirmação, feita pelo ministro Alexandre de Moraes na última terça-feira, deveria servir de ponto de partida para qualquer debate sério sobre as relações entre os Poderes no país. Se há um problema com o Judiciário brasileiro, é seu poder excessivo, não sua fragilidade institucional.

    Na quarta-feira, o ministro Gilmar Mendes concedeu medida cautelar que suspende e reinterpreta dispositivos da Lei do Impeachment, estabelecendo procedimentos restritivos para o impedimento de magistrados. A medida implode o sistema de freios e contrapesos, minando o controle externo do Judiciário.

    O ministro fundamenta sua decisão na defesa da independência do Judiciário e no combate ao que chama de “constitucionalismo abusivo” — o uso de processos políticos como retaliação a decisões judiciais. O argumento central é que a divergência na interpretação da lei é algo inerente ao Direito e não pode ser tratada como crime de responsabilidade.

    A medida traz mudanças expressivas no rito do impeachment de ministros do Supremo, tornando o processo difícil de instaurar. Antes, qualquer cidadão poderia oferecer denúncia contra um ministro; agora, apenas a Procuradoria-Geral da República tem legitimidade para isso. O mérito de decisões não pode mais ser usado para caracterizar crime de responsabilidade e, assim, a discordância com sentenças não pode mais ser motivo para impeachment. O quórum para instaurar o processo no Senado foi elevado de maioria simples a maioria qualificada de dois terços (54 votos). Por fim, caso o impeachment seja admitido, os ministros não serão mais afastados automaticamente do cargo, nem seus vencimentos serão reduzidos durante o julgamento.

    O Estado brasileiro — como todas as democracias constitucionais modernas — funciona com base no sistema de freios e contrapesos: cada Poder controla e limita o outro para evitar abusos. O Executivo cumpre as leis do Legislativo, segue os marcos constitucionais indicados pelo Judiciário e, no limite, está sujeito a impeachment; o Legislativo fiscaliza o Executivo e é duplamente controlado, pelo veto presidencial e pelo controle judicial de constitucionalidade; finalmente, o Judiciário é composto por indicações políticas do Executivo, referendadas pelo Legislativo, é controlado por mecanismos administrativos e disciplinares e, em última instância, externamente pelo impeachment.

    O voto de Gilmar reconstrói a história do instituto do impeachment. Mostra justamente que ele nasceu para lidar com condutas que, embora possam se dar por meio de atos jurisdicionais, representam desvio grave da função. As fórmulas propostas na Convenção da Filadélfia (que redigiu a Constituição americana) falavam em má prática e negligência no cumprimento do dever, em incapacidade ou perfídia. Essa redação, porém, foi rejeitada. A redação final fala em crimes elevados e contravenções (high crimes and misdemeanors) — expressão aberta justamente para abarcar diferentes tipos de conduta que corroem a integridade do cargo. É essa compreensão ampla que inspira a Lei 1.079/1950. Ela define os crimes de responsabilidade e enumera condutas como abuso de poder, violação da Constituição e atos incompatíveis com dignidade, honra e decoro do cargo.

    Se aceitarmos que qualquer decisão judicial está automaticamente imune ao impeachment, mesmo quando distorce provas, ignora o texto constitucional de forma consciente, usa o cargo para perseguir adversários, viola direitos fundamentais de forma deliberada, então o tipo de conduta que a tradição democrática busca impedir escapa a qualquer tipo de responsabilização e controle.

    A decisão de Gilmar insiste que as garantias da magistratura — vitaliciedade, inamovibilidade, irredutibilidade de vencimentos — são “escudos protetivos” indispensáveis para preservar a independência judicial e a separação de Poderes. Essas garantias já existem e já colocam os ministros em posição institucionalmente robusta. Ao acrescentar uma blindagem extra, em que decisões abusivas não podem ser responsabilizadas e o acesso ao impeachment é dificultado, o STF passa de Poder independente a algo muito próximo de um Poder que não pode ser controlado.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/pablo-ortellado/coluna/2025/12/gilmar-mendes-implode-sistema-de-contrapesos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

  44. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 04/12/25)

    PROTEÇÃO AO SUPREMO

    O ministro Gilmar Mendes rejeitou o pedido (*) da Advocacia-Geral da União para alterar a decisão que restringiu regras para pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Em despacho, o ministro destacou a necessidade de garantir a independência do Judiciário. Durante participação em evento, afirmou que a medida se justifica por “campanhas eleitorais” (**) para alcançar maioria no Senado contra o STF.

    ► O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou irritado ao saber da decisão de Gilmar e reclamou com o deputado autor da ação (***) que levou o tema à Corte. Alcolumbre também conversou com os ministros Alexandre de Moraes e Edson Fachin.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/04/gilmar-mendes-nega-pedido-da-agu-para-alterar-decisao-sobre-impeachment-de-ministros-do-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/04/gilmar-impeachment-ministros-senado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/04/alcolumbre-conversou-com-moraes-apos-decisao-de-gilmar-que-restringiu-impeachment-na-corte-e-reclamou-com-deputado-autor-da-acao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  45. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 04/12/25)

    COSTURAS NA ALERJ

    Temendo reação do STF, deputados estaduais do Rio avaliam não acelerar a análise da prisão (*) do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). Há o temor de que uma eventual soltura imediata, e até a possibilidade de ele tentar reassumir a presidência, pode gerar novos atritos com o Supremo, incluindo a determinação de medidas cautelares mais duras. A cúpula da Alerj também teme retaliações políticas.

    ► Ao ordenar a prisão, o ministro Alexandre de Moraes solicitou informações a órgãos do governo estadual, buscando entender envolvimento de políticos (**) com o Comando Vermelho a partir de manobra na Alerj.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/12/04/deputados-temem-reacao-do-stf-e-evitam-votacao-imediata-sobre-situacao-de-bacellar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/12/04/prisao-de-bacellar-o-que-mais-moraes-quer-saber-sobre-envolvimento-de-politicos-com-o-cv-a-partir-de-manobra-na-alerj.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  46. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 04/12/25)

    AS BASES DO ORÇAMENTO

    O Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, impondo ao governo a obrigação de pagar ao menos 65% das emendas impositivas (*) até julho, antes do período eleitoral. A regra reflete incômodo do Legislativo com o ritmo de repasses em 2025 — apenas 36% das emendas foram pagas até agora. A LDO também prevê um mecanismo automático de correção do Fundo Partidário e amplia o conjunto de despesas classificadas como essenciais.

    ► O governo conseguiu manter a possibilidade de perseguir o piso da meta fiscal e fechou acordo para que gastos de até R$ 10 bilhões dos Correios sejam excluídos da meta fiscal das estatais (**).

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/04/congresso-aprova-ldo-com-reves-ao-planalto-que-tera-de-pagar-65percent-das-emendas-antes-das-eleicoes-governo-preserva-margem-fiscal.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/04/governo-faz-acordo-com-congresso-para-elevar-meta-das-estatais-para-r-10-bilhoes-de-deficit-em-2026.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  47. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 04/12/25)

    FREIO NO PIB

    A economia brasileira cresceu 0,1% (*) no terceiro trimestre, um ritmo bem menos intenso do que no início do ano (**). Os juros elevados esfriaram a demanda — a taxa Selic está em 15% ao ano. O consumo das famílias desacelerou. A indústria e a agropecuária sustentaram o desempenho.

    ► O tarifaço de Donald Trump pouco afetou o PIB. As exportações cresceram 3,3%, com recordes em setembro e outubro.

    ► O Brasil deixou o grupo das dez maiores economias considerando o PIB, ultrapassado pela Rússia. Veja o ranking (***).

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/04/economia-segue-em-desaceleracao-e-pib-cresce-apenas-01percent-no-terceiro-trimestre.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/04/ibge-revisa-pib-cresceu-mais-no-1o-trimestre-mas-teve-retracao-no-fim-de-2024.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/04/ultrapassado-pela-russia-brasil-deixa-grupo-das-dez-maiores-economias-do-mundo.ghtml

  48. Miguel José Teixeira

    “Resumão”, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 04/12/25)

    JOESLEY EM CARACAS

    O empresário Joesley Batista, da JBS, ficou menos de 24 horas (*) em Caracas no final de novembro, quando se reuniu com o presidente Nicolás Maduro. A embaixada brasileira não foi informada, mas confirmou a presença do brasileiro no país. Fontes do governo confirmaram conhecimento da viagem, mas afirmam que ele não foi enviado pelo presidente Lula.

    (TRPCE)

    (*)https://oglobo.globo.com/blogs/janaina-figueiredo/post/2025/12/joesley-batista-passou-menos-de-24-horas-em-caracas-fontes-do-governo-brasileiro-confirmam-voo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  49. Miguel José Teixeira

    Faz sentido!

    “O que se busca”
    Após Dias Toffoli mandar a PF vasculhar a 13ª Vara Federal de Curitiba, na oposição a certeza é de que a verdadeira busca é de uma maneira de impedir a candidatura favorita de Sergio Moro ao governo do Paraná.
    (Coluna CH, DP, 04/12/25)

  50. Miguel José Teixeira

    Se, fechando o parasitário alto os cofres públicos economizariam 6 BI por ano. . .

    “Melhor fechar as portas”
    Eduardo Girão tirou chaves do bolso, enquanto denunciava da tribuna o “verdadeiro golpe” do STF, e sugeriu fechar as portas do Senado de uma vez, economizando para os brasileiros os R$6 bilhões que custa por ano.
    (Coluna CH, DP, 04/12/25)

    . . .imaginem quanto economizaria fechando também o parasitário baixo?

  51. Miguel José Teixeira

    💰 Nova na turma
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 04/12/25)

    A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos (1), se tornou a bilionária mais jovem a construir sua própria fortuna, segundo a Forbes.

    ↳ Aqui um “asterisco”: há outros super-ricos mais novos do que ela, mas são casos de herdeiros.

    Quem é Luana?
    A brasileira foi bailarina da Escola de Teatro Bolshoi, em Joinville (SC) e se formou no MIT (2) (Massachusetts Institute of Technology), nos EUA.
    Também é co-fundadora da Kalshi, site atualmente avaliado em US$ 11 bilhões (R$ 58,63 bilhões).
    Seu patrimônio líquido é de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,93 bilhões).

    O que faz?
    A sua empresa se denomina como um “mercado de previsões”: vende contratos sobre eventos futuros.

    💸 O dinheiro pode ser aplicado em (quase) qualquer coisa: desde lances em eventos esportivos até a data de casamento de Taylor Swift (3).

    🔄 O usuário paga um valor e, se o que estiver determinado no contrato acontecer, ele recebe o dinheiro de volta com bônus.

    A empresa diz que oferece “ferramentas para descoberta de preços e gerenciamento de risco, não apostas”. Esse argumento é usado para atuar nos estados americanos, até os que proíbem apostas online, com permissão da comissão que supervisiona contratos futuros, a CFTC.

    Porém…
    Órgãos reguladores discordam. Eles argumentam que não há uma diferença entre serviço de bets e o que a Kalshi oferece. Por isso, pedem, desde o início do ano, que a companhia pare de vender contratos ligados a previsões sobre esportes.

    Rivais.
    O principal concorrente da Kalshi é a Polymarket, considerada o maior site de apostas do mundo. Antes da escolha do Papa Leão XIV, mais de US$ 13 milhões (cerca de R$ 69 milhões) foram investidos na plataforma (4).

    Luana se soma a uma lista que bateu um recorde em 2025 (5):
    são 3.028 bilionários atualmente, segundo o ranking anual da Forbes publicado em abril.

    O recorde anterior era de 2024, com 2.781 bilionários
    Junto, esse grupo detém um montante enorme. Os dez bilionários mais ricos (6) acumulam, juntos, US$ 2,35 trilhões (cerca de R$ 12,5 trilhões).

    E os brasileiros? Veja a lista dos mais ricos do Brasil aqui (7).

    (TRPCE)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/brasileira-bilionaria-sem-heranca-mais-jovem-do-mundo-tem-site-de-aposta-que-nega-ser-bet.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/09/mit-defende-liberdade-de-expressao-em-universidades-dos-eua-apos-cancelamento-de-palestra.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/09/noivado-de-taylor-swift-movimenta-marcas-brasileiras-e-apostas-nos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (4) https://f5.folha.uol.com.br/voceviu/2025/05/conclave-italiano-pietro-parolin-lidera-apostas-para-ser-novo-papa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/numero-de-bilionarios-bate-novo-recorde-no-mundo-com-musk-no-topo-veja-lista-da-forbes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/10/forbes-divulga-ranking-dos-dez-bilionarios-mais-ricos-do-mundo-em-outubro-veja.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (7) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/forbes-divulga-lista-dos-bilionarios-brasileiros-veja-os-dez-primeiros-nomes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  52. Miguel José Teixeira

    “Interesses não republicanos”
    – Os ministros viraram entidades próprias, e cada um atua de acordo com seu pensamento e seu desejo, e não com a Constituição.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 04/12/25)

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu monocraticamente alterar a legislação que prevê o impeachment de ministros do Supremo, impondo vários obstáculos novos a que isso aconteça, num movimento político de blindagem própria e de seus colegas de plenário. Temem que, na próxima eleição, a direita assuma uma maioria no Senado que permitiria aprovar impeachment de ministros. No mesmo dia, outro ministro do Supremo, Dias Toffoli, também por decisão própria, avocou a si todo o processo que investiga o banqueiro Daniel Vorcaro e ações correlatas, decretando o mais alto grau de sigilo. Não à toa, a defesa dos implicados festejou a decisão.

    A indicação do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também explicitou um racha dentro do plenário do STF. De um lado, o ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro, trabalhando arduamente a favor de Messias (ministro de esquerda apoiado por ministro da direita). Em comum, são terrivelmente evangélicos, adicionando à crise política um componente religioso que não deveria estar nesse jogo, pois o Estado é laico. Messias chama Mendonça de “irmão de fé”.

    De outro lado, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que defendiam a indicação de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, e não querem Messias. Dino, por mera questão pessoal: quando foi indicado ao Supremo, Messias competia com ele. Se desentenderam, parte do governo Lula apoiava Messias, e a convivência dos dois ficou prejudicada.

    A política entrou definitivamente no plenário do Supremo. A escolha de um ministro depende, assim, de questões políticas ou religiosas, e os ministros do STF assumem o lugar do presidente da República, a quem cabe pela Constituição escolher os integrantes da Corte.

    No fundo, estão em jogo as investigações não apenas das emendas parlamentares, mas a operação Carbono Oculto, que desbaratou a quadrilha da Faria Lima que manipulava gasolina e diesel, com lavagem de dinheiro de fintechs; a investigação do Banco Master, com muitos parlamentares envolvidos no mínimo em troca de favores, podendo chegar até a ligação com o submundo do crime organizado.

    Esses grupos políticos estão preocupados com isso e comemoram as decisões de Toffoli em relação ao processo de Vorcaro. Mas reclamam da interferência de Gilmar, que “legislou em causa própria”. São relações complexas de Poderes, que dependem uns dos outros, mas cujos interesses próprios muitas vezes colidem. Não há nada que se compare ao sistema de freios e contrapesos imaginado para a democracia funcionar.

    Assistimos à apropriação da coisa pública por interesses particulares, corporativos, políticos ou religiosos. O próprio presidente da República desinstitucionalizou a escolha dos ministros do STF em nome da lealdade pessoal, que não deveria ser um requisito aceitável numa democracia contemporânea. O conceito de lealdade também ganhou novos significados, pois os ministros que Lula indicou anteriormente, como Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Luiz Fux e outros, só são considerados desleais a ele por condenarem os envolvidos no caso do mensalão. Mas foram leais à Constituição.

    Presenciamos, desde o momento em que Lula saiu da cadeia por uma mudança na legislação que o Supremo decidiu, uma atuação política que não combina com o papel institucional da Corte. Os ministros viraram entidades próprias, e cada um atua de acordo com seu pensamento e seu desejo, e não com a Constituição. Fomos aceitando exageros de interpretação, mas, como era para defender a democracia, vá lá. E vemos a democracia ser corroída por aqueles que supostamente trabalharam para salvá-la.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2025/12/interesses-nao-republicanos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  53. Miguel José Teixeira

    “Alerta para os republicanos: Trump termina ano dando sinais de decadência, em mau sinal para eleição parlamentar de 2026”
    – Em todas as vezes que os americanos votaram este ano, os democratas aumentaram sua votação, em relação ao ano passado, em dois dígitos.
    (Por Eduardo Graça — São Paulo, O Globo, 04/12/25)
    . . .
    “Donald Trump enfrenta sinais de decadência política e cognitiva, com impacto negativo nas eleições parlamentares de 2026. Democratas aumentaram votação em dois dígitos em 2025, enquanto republicanos perderam terreno em redutos conservadores. Desaprovação de Trump atinge recorde, com rejeição de 57%. O uso da palavra “acessibilidade” pelos democratas destaca a desconexão de Trump em questões econômicas, fragilizando sua base.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/12/04/alerta-para-os-republicanos-trump-termina-ano-dando-sinais-de-decadencia-em-mau-sinal-para-eleicao-parlamentar-de-2026.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  54. Miguel José Teixeira

    Finalmente em campo, um P R O F I S S I O N A L !!!

    “Joesley Batista, da JBS, foi à Venezuela convencer Maduro a renunciar, diz agência”
    – Bilionário brasileiro viajou a Caracas na semana passada para persuadir líder venezuelano a atender ao ultimato de Trump e deixar o poder. Empresa e Casa Branca não comentam.
    . . .
    “Joesley Batista, bilionário da JBS, viajou à Venezuela para convencer Nicolás Maduro a renunciar, atendendo ao pedido de Donald Trump. Apesar de não representar oficialmente os EUA, Batista buscou mediar tensões entre ambos os países. A iniciativa acontece em meio à pressão americana sobre o regime de Maduro, acusado de tráfico de drogas e repressão política. Nem a JBS nem a Casa Branca comentaram a visita.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/12/04/joesley-batista-da-jbs-foi-a-venezuela-convencer-maduro-a-renunciar-diz-agencia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  55. Miguel José Teixeira

    “Quatro milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio vivem sob controle ou influência do crime organizado, segundo estudo”
    – Pesquisa do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF em 2025 mostra que o CV é a facção que mais expande territórios, principalmente através de confrontos armados.
    (Por Vera Araújo — Rio de Janeiro, O Globo, 04/12/25)
    . . .
    “Estudo do GENI/UFF revela que 4 milhões de pessoas vivem sob controle do crime organizado na Região Metropolitana do Rio. O Comando Vermelho (CV) é a facção que mais expande territórios, enquanto milícias dominam em extensão. A Operação Zagun investiga a ligação do presidente da Alerj com o CV. O relatório destaca desigualdades raciais e econômicas nas áreas dominadas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/12/04/quatro-milhoes-de-pessoas-na-regiao-metropolitana-do-rio-vivem-sob-controle-ou-influencia-do-crime-organizado-segundo-estudo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    E nossa “otoridades”?
    – Expandindo suas benesses!

  56. Miguel José Teixeira

    “Congresso tem arsenal de medidas anti-STF e cúpula estuda reação a decisão que limita impeachment de ministros”
    – Presidente do Senado expôs insatisfação e reclamou do que chamou de ‘ataques de outros Poderes’.
    (Por Lauriberto Pompeu — Brasília, O Globo, 04/12/25)
    . . .
    “O Congresso brasileiro avalia medidas contra o STF após decisão de Gilmar Mendes que limita impeachment de ministros. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou a decisão, considerada uma “grave ofensa à separação dos Poderes”. Entre as respostas possíveis estão PECs e projetos que restringem decisões monocráticas e ampliam crimes de responsabilidade para ministros do STF. A situação acirrou tensões entre Legislativo e Judiciário.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/04/congresso-tem-arsenal-de-medidas-anti-stf-e-cupula-estuda-reacao-a-decisao-que-limita-impeachment-de-ministros.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    E a suprema forma de ingresso no supremo parasitário?
    E o tempo da suprema permanência dos supremos parasitas no supremo parasitário?
    E . . .quem tem telhado de vidro joga pedras no telhado do vizinho?

  57. Miguel José Teixeira

    “Mapa do poder”
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
    (Brasília Hoje, FSP, 03/12/25)

    1 – O relator da indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF, Weverton Rocha (PDT-MA), disse que o advogado-geral da União ainda não tem os votos necessários (*) para ser aprovado pelo Senado . O congressista disse ter “otimismo” de que Messias vai conseguir, mas admitiu que, hoje, o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “seguramente não” tem o apoio de 41 votos senadores.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2025/12/relator-de-indicacao-diz-que-messias-ainda-nao-tem-votos-suficientes-para-ser-aprovado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – O ministro do Supremo Dias Toffoli decidiu que analisará de forma prévia medidas relacionadas à investigação (*) contra o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro , e a instituição financeira. O magistrado atendeu a um pedido da defesa do dono do Master. A solicitação foi feita depois de um envelope com documentos de um negócio imobiliário relacionado ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA), que tem foro por prerrogativa de função, ter sido encontrado em uma busca e apreensão.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/toffoli-determina-que-investigacoes-do-caso-master-terao-que-passar-pelo-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – Lula afirmou que espera boas notícias sobre revogações de tarifas norte-americanas (*) impostas sobre produtos brasileiros. As taxas foram reduzidas para 10% para alguns itens. Ao relatar a conversa com Donald Trump na terça-feira (2), o petista também disse ter defendido ao presidente norte-americano ações conjuntas de combate ao crime organizado com o emprego de inteligência, sem a necessidade do uso de armas.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/lula-diz-que-espera-boas-noticias-sobre-tarifas-apos-conversa-com-trump.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada… Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, afirmaram que o governo federal irá ofertar a partir de fevereiro de 2026 teleatendimento voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas (*), por meio de parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Eles também anunciaram o lançamento de uma plataforma do Ministério da Fazenda em que apostadores poderão pedir o bloqueio de acesso aos sites de apostas.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/12/sus-tera-teleatendimento-para-pessoas-com-vicio-em-apostas-em-parceria-com-hospital-sirio-libanes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

  58. Miguel José Teixeira

    “Blindagem e corrosão”
    (Bruno Boghossian, Brasólia Hoje, FSP, 03/12/25)

    Os três Poderes chegaram a um dos momentos de maior tensão em uma longa disputa por espaço que envolve as cúpulas do STF (1) (Supremo Tribunal Federal), do Executivo e do Congresso (2). A decisão do ministro Gilmar Mendes de blindar integrantes da corte de processos de impeachment ampliou ainda mais a crise (3), que se acirra há semanas, sobre o equilíbrio de forças e as competências de cada um desses lados.

    Em uma decisão individual, Gilmar criou um seguro poderoso para os ministros do STF (4). Diante do risco de crescimento da bancada bolsonarista nas próximas eleições, ele esvaziou a atribuição do Senado de avaliar a abertura de qualquer proposta de impeachment contra ministros do Supremo. A decisão estabelece que só podem ser considerados pedidos feitos pela Procuradoria-Geral da República, atualmente alinhada com o próprio tribunal.

    A nova batalha se soma a outros conflitos recentes por poder, incluindo a proteção oferecida pelo Congresso a parlamentares condenados pelo STF e o barulhento embate entre o Senado e o governo Lula em torno da indicação de Jorge Messias para o Supremo (5). A divisão republicana e a partilha de atribuições entre Executivo, Legislativo e Judiciário atravessa um momento de corrosão.

    (TRPCE)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/poder/stf/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/congresso-nacional/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/alcolumbre-cobra-respeito-do-stf-e-fala-em-mudar-constituicao-apos-blindagem-de-gilmar-a-ministros.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/gilmar-mendes-decide-que-so-pgr-pode-pedir-impeachment-de-ministros-do-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/12/lula-defende-indicacao-de-messias-ao-stf-e-diz-nao-entender-polemica-com-senado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

  59. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (027)

    “Marilena Chauí escreveu que conflito é signo profundo da democracia”
    – ‘Desta vez faltam os subversivos que teriam provocado a crise’, observou a filósofa em 1983.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Marilena Chauí escreveu sobre crise e democracia em março de 1983, quando o Brasil ainda vivia sob ditadura militar. E identificou algo novo: pela primeira vez, “faltavam os subversivos” para culpar pela crise econômica.

    “No Brasil, a noção de crise é curiosa porque não é pensada como parte da lógica da história, produto de contradições latentes”, escreveu a filósofa em texto publicado na Folha. A crise era sempre vista “como emergência inopinada da irracionalidade, como acidente e sobretudo como perigo para a ordem”.

    Mas desta vez era diferente. “Falta um elemento essencial para resolvê-la na forma tradicional do Estado autoritário: desta vez faltam os subversivos que a teriam provocado”, observou Chauí. Sem poder assumir a responsabilidade, os dirigentes deixaram “por conta da Opep e das finanças internacionais o lugar tradicionalmente atribuído aos ‘inimigos internos'”.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão, que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Crise e democracia (21/3/1983)

    Via de regra, quem não crê em destino ou fatalidade, nem numa providência transcendente regendo o curso das sociedades, costuma crer na racionalidade da história, entendida como desenvolvimento e evolução linear de acontecimentos rumo a certos fins e submetidos a leis que podem ser conhecidas e controladas. As idéias de desenvolvimento econômico, progresso, previsibilidade e controle técnico sobre o social repousam sobre tal crença, cujo corolário, porém, é paradoxal, pois também se crê que o maior obstáculo para o perfeito desenvolvimento racional da história são os seres humanos, isto é, os sujeitos históricos. Assim, na medida em que se julga que os seres humanos “atrapalham” a história, são concebidos instrumentos adequados para discipliná-los e submetê-los à “razão”.

    Se o prestígio da tecnocracia decorre do postulado da racionalidade histórica controlável, o poder dos regimes autoritários decorre do postulado de que os seres humanos, particularmente as classes exploradas, são um obstáculo ao bom funcionamento da boa história da boa sociedade. Uma ideologia desse teor, que informa os regimes autoritários, burocráticos e tecnocráticos, cria para si mesma um enigma: se a história é racional (e disso se encarregam os tecnocratas) e se os contestadores são irracionais (e deles se encarrega a polícia), como explicar que num momento tão cristalino irrompa a crise?

    No Brasil, a noção de crise é curiosa porque não é pensada como parte da lógica da história, produto de contradições latentes que se tornam manifestas, conflito de interesses e resultado de lutas econômicas, sociais e políticas. Aqui, sempre se lida com o fantasma da crise, vista como emergência inopinada da irracionalidade, como acidente e sobretudo como perigo para a ordem. Encarada como irracional, acidental e perigosa costuma ser solucionada pela força, como atesta a história do País.

    Ora, na crise atual há dados novos que forçam os dirigentes a vê-la de outro jeito. Claro que prevalecem os sentimentos da irracionalidade, da acidentalidade e do perigo, mas falta um elemento essencial para resolvê-la na forma tradicional do Estado autoritário: desta vez faltam os subversivos que a teriam provocado. Desta vez, não podendo assumir sem risco a responsabilidade pelo feito, os dirigentes deixaram por conta da Opep e das finanças internacionais o lugar tradicionalmente atribuído aos “inimigos internos”.

    Embora prevaleça a idéia que sempre prevaleceu no Brasil para resolver “crises”, isto é, a idéia de Salvação Nacional, desta vez os instrumentos da “salvação” não são os tradicionais: trégua, diz o governo; negociação, responde a oposição; conciliação, ecoam empresários e banqueiros. Retocar o modelo econômico sem mexer em suas raízes; retocar a Constituição sem mudá-la na substância; fortalecer o Parlamento sem alterar a concepção tradicional de representação; remexer um pouco na LSN — eis algumas soluções oferecidas à sociedade.

    Mas nem isto é novo, pois retoma um fenômeno típico da história política brasileira: a conciliação pelo alto que marginaliza das decisões as classes populares. A contribuição destas se confina ao voto a 15 de novembro e espera-se que seja sua única contribuição, tendo o governo sido claro: negociação sim, contestação não. Aparentemente, nada mais justo que os do alto resolvam uma crise pela qual são responsáveis. Porém, essa justeza implicará uma participação muito especial dos explorados: o sacrifício. Desemprego, arrocho salarial, deterioração das condições de vida, instabilidade no emprego que arrefece toda combatividade, intimidação.

    Todavia, é bom lembrar que, se o alto está negociando, os trabalhadores também estão intervindo no processo: 1) contestam que sobre eles recaia o ônus de uma dívida que não foi feita por eles nem para eles; 2) com o apoio do PT (*), na reunião da Pró-CUT de amanhã e na assembléia-geral na Vila Euclides, convocada pelo sindicato de São Bernardo, defenderão: a) revogação da lei salarial; b) estabilidade no emprego; c) propostas para criação de novos empregos; d) propostas para impedir a queda do nível de vida, tais como salário-desemprego, suspensão dos pagamentos ao BNH, Sabesp, Eletropaulo, imposto territorial para os desempregados, etc.

    É pouco e os trabalhadores sabem disso. Mas é sua forma de resistência, de contestação e sobretudo de defesa de direitos sem os quais não há democracia. Fala-se em consenso como signo da democracia. É preciso não esquecer que o conflito é o signo mais profundo da democracia. Reivindicações e lutas vindas de baixo não coincidirão com muitos pontos da negociação do alto, mas fazem parte da lógica democrática com que queremos conviver.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/12/marilena-chaui-escreveu-que-conflito-e-signo-profundo-da-democracia.shtml)

    (*) Dessa sigla sobrou apenas o invólucro. O conteudo “se-subverteu-se”!

  60. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .

    Enquanto os ocupantes do andar de cima
    fazem TOP! TOP!,
    resta aos ocupantes do andar de baixo
    fazer-lhes TOC! TOC!

    Braziu, rumu au équiça com TV maior!

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