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ANOTAÇÕES MIGUEL TEIXEIRA CCCLXXVII

Este cartum, em revista econômica mundial, retrata bem como é visto no mercado e quanto é desastroso, o chantageador para os próprios parceiros comerciais e diplomáticos, o Republicano presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele se diverte na montanha russa que constrói, testa e a faz funcionar do seu jeito. Não só nos tarifaços. Mas, nos argumentos (by Herculano).

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55 comentários em “ANOTAÇÕES MIGUEL TEIXEIRA CCCLXXVII”

  1. Miguel José Teixeira

    Collor, tinha “aquilo” roxo! Já o lula. . .

    “Porque aquilo é nosso. Aquilo é de uma pessoa chamada ‘povo brasileiro’. E o povo brasileiro tem que ter direito de usufruir dessa riqueza que essas coisas podem produzir. É simples assim.”

    Será que “uma pessoa chamada de povo brasileiro” tem Título de Eleitor?

    E o Sérgio Sampaio?
    “Eu, por mim, queria isso e aquilo
    Um quilo mais daquilo, um grilo menos nisso
    É disso que eu preciso ou não é nada disso
    Eu quero é todo mundo nesse carnaval”
    . . .
    https://www.youtube.com/watch?v=rsiAN__ii7E

  2. Miguel José Teixeira

    “Brasil pós-tarifaço fica diferente”
    – Donald Trump fortaleceu Lula, afundou o bolsonarismo, parece que não tem noção do efeito de seus atos.
    (Fernando Gabeira, O Globo, 28/07/25)

    Não exporto nada para os Estados Unidos, exceto algumas perguntas. Uma delas é esta: por que o país não tem um embaixador no Brasil? Somos o maior país da América do Sul, a décima economia do mundo, compramos mais do que vendemos para eles. A resposta razoável não pode apontar para diferenças ideológicas. Nesse caso, os Estados Unidos não teriam embaixada na China.

    O interessante é que estão construindo uma nova embaixada em Brasília num terreno de 50 mil metros quadrados ao custo de R$ 3,5 bilhões. O prédio será inaugurado em 2030. Será que vão esperar que Lula deixe o poder? Estão cavando o solo para construir instalações subterrâneas. Será que cavarão infinitamente e buscarão o embaixador no Japão?

    Trump vive um momento especial, e isso pode jogar a nosso favor. O escândalo Jeffrey Epstein chegou a ele. O milionário que se suicidou na cadeia e gostava de menininhas deixou um rastro que envolve várias personalidades. O príncipe Andrew já pagou a sua cota.

    Trump lidera o Make America Great Again, e nesse movimento há muita gente que acha que os políticos são corruptos e pedófilos. O que acontecerá se concluírem que Trump é como os outros?

    Punido com uma tarifa absurda, o Brasil encontrará solidariedade internacional, pois são muitos os países que se sentem atacados por Trump. O interessante é que, em termos brasileiros, ele conseguiu o contrário do que pretendia. Fortaleceu Lula, afundou o bolsonarismo, parece que não tem noção do efeito de seus atos.

    Aliás, isso é algo que pretendo estudar melhor. Existe um componente autodestrutivo na direita. Nem sempre é necessário combatê-la, apenas deixar que desenvolva suas tendências suicidas.

    Foi assim com a pandemia. Quando Bolsonaro concluiu que era apenas uma gripezinha e imitou pessoas sufocadas, ele estava roubando o oxigênio de seu futuro político.

    Agora, Trump anuncia uma tarifa exorbitante, pede por Bolsonaro, que agradece a medida americana, dando a entender que a apoia e conta com ela em sua defesa. Mais uma vez, ele entra num processo de autodestruição que dispensa adversários. Está inelegível, será condenado por tentativa de golpe e consegue, no meio do caminho, personificar uma campanha antinacional.

    As pessoas que combatem Bolsonaro podem ter seu mérito, mas é inegável que as escolhas dele definem as derrotas. Pessoas mais preparadas que Trump já produziram efeitos opostos ao que intencionavam.

    Não sabemos se ele é capaz de elaborar isso. Mas a verdade é que influenciou as eleições de 2026 apenas com uma cartinha, parcialmente copiada de outras cartas, contendo alguns erros essenciais como ignorar o déficit brasileiro em relação aos Estados Unidos.

    Quem visse Lula dando uma corridinha para fazer um discurso em Santiago, constataria que ele rejuvenesceu dez anos e está pronto para um novo mandato até 2030. Esse é o horizonte que se abre a partir de 1º de agosto. Para mim, nada de novo, pois já me acostumei com o PT no governo, desde o princípio do século.

    Vou tocando o barco, sem saber se chegarei até lá, quando Lula deixar o poder, e os americanos inaugurarem sua nova embaixada em 2030. Apesar de tudo, será interessante.

    Pelo menos, Trump já não estará mais por perto, e a política americana pode recuperar o mínimo de bom senso, melhor dizendo, começará a fazer sentido.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/fernando-gabeira/coluna/2025/07/brasil-pos-tarifaco-fica-diferente.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    O piNçador Matutildo, piNçou:
    “Não exporto nada para os Estados Unidos, exceto algumas perguntas. Uma delas é esta: por que o país não tem um embaixador no Brasil?”
    E o Bedelhildo, levantou a lebre:
    Será que trump está preparando o edu bananinha, seu fritador de haburgueres predileto, para ser o embaixador do Tio Sam aqui na PeTezuela?

  3. Miguel José Teixeira

    “Ver o mundo após os 50: aposentados e profissionais maduros investem tempo e dinheiro em intercâmbios”
    – De aulas de idiomas a programas que misturam turismo e cursos como de gastronomia e história da arte, interesse por intercâmbio cresce entre quem já passou dos 50, seja para curtir o tempo livre ou para se reciclar para o trabalho.
    (Por Letícia Lopes — Rio, O Globo, 28/07/25)

    “A busca por intercâmbio cresce entre pessoas com mais de 50 anos, que investem em experiências internacionais para aprendizado e aperfeiçoamento profissional. Com maior estabilidade financeira, aposentados e profissionais maduros integram cursos de idiomas e programas de turismo cultural, impulsionando o setor. Dados da Belta mostram que o público 50+ representa 7,5% dos intercambistas, refletindo a tendência de longevidade ativa e contínuo desenvolvimento pessoal e profissional.” (Irineu)

    (+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/07/28/ver-o-mundo-apos-os-50-aposentados-e-profissionais-maduros-investem-tempo-e-dinheiro-em-intercambios.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  4. Miguel José Teixeira

    “Ensino de Inteligência Artificial deve se tornar obrigatório no currículo para formação de professores”
    – Grupos privados têm investido em tecnologias próprias e contratado soluções internacionais; redes públicas também têm adotado modelos diferentes.
    (Por Bruno Alfano — Rio de Janeiro, O Globo, 28/07/25)

    “O Conselho Nacional de Educação (CNE) propõe tornar obrigatória a inclusão do ensino de Inteligência Artificial (IA) nos currículos de Pedagogia e Licenciaturas. O objetivo é preparar professores para os desafios e oportunidades que a IA traz ao ambiente escolar. A iniciativa visa diminuir a sobrecarga docente, personalizar a aprendizagem e promover inclusão. Há divergências sobre a inclusão da IA na educação básica, devido à disparidade estrutural das escolas. A regulamentação, em debate desde maio, prevê também o estabelecimento de planos de implementação e regras éticas para o uso da IA nas instituições.” (Irineu)

    (+em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/07/28/ensino-de-inteligencia-artificial-deve-se-tornar-obrigatorio-no-curriculo-para-formacao-de-professores.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  5. Miguel José Teixeira

    “De vale-gás a crédito para reforma de moradias, Lula prepara pacotão eleitoral que mira classe média e periferia”
    – Presidente amplia programas e tenta driblar resistências na base de Bolsonaro.
    (Por Jeniffer Gularte — Brasília, O Globo, 28/07/25)

    “O presidente Lula prepara um pacote de programas sociais visando as eleições de 2026, focando na classe média e periferia. Entre as medidas estão a remodelagem do vale-gás, crédito para reforma de moradias e financiamento para motoristas de aplicativos. O programa Gás para Todos deve beneficiar 16,6 milhões de famílias. Estratégias buscam ampliar o apoio a Lula frente à base bolsonarista.” (Irineu)

    (+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/07/28/de-vale-gas-a-credito-para-reforma-de-moradias-lula-prepara-pacotao-eleitoral-que-mira-classe-media-e-periferia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  6. Miguel José Teixeira

    E o Imortal,
    apesar da desastrosa diretoria atual,
    está à frente do seu arquirrival!

    “Pesquisa O GLOBO/ Ipsos-Ipec: Corinthians e São Paulo caem, e Flamengo aumenta liderança como maior torcida do país; veja ranking”
    – Em comemoração aos 100 anos, jornal começa a divulgar resultado da maior pesquisa com torcedores na história do país. No primeiro capítulo, os tamanhos e oscilações da paixão do torcedor
    (Por Thales Machado, O Globo, 28/07/25)

    A arquibancada mudou ligeiramente de desenho. Corinthians e São Paulo recuaram além da margem de erro, e o Flamengo, mesmo mantendo números estáveis, abriu ainda mais vantagem como dono da maior torcida do Brasil. É com essa conclusão em meio a esse clássico dos gigantes que O GLOBO dá o pontapé inicial na publicação da maior pesquisa sobre torcidas da história do país — e não só sobre quantidade. Ao longo das próximas semanas, nas comemorações dos seus 100 anos, o jornal vai explorar o perfil completo do torcedor brasileiro: o grau de fanatismo, o engajamento com o clube, o relacionamento com a seleção e até as simpatias por times estrangeiros.
    . . .
    (+em: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol-2025/especial/pesquisa-o-globo-ipsos-ipec-corinthians-e-sao-paulo-caem-e-flamengo-aumenta-lideranca-como-maior-torcida-do-pais-veja-ranking.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    Só pra lupicinar. . .
    Pela fracassada campanha, está na hora dos “Consulados” dispensarem a atual diretoria do Grêmio!
    Mas. . .
    “Até a pé nós iremos”. . .

    Só pra acebolar. . .
    E o Vascão do Valthinho ou seria Vasquinho do Valthão?
    Em quintão!

  7. Miguel José Teixeira

    “Com acordo entre EUA e UE, Brasil entra em semana decisiva para negociar e evitar o tarifaço”
    – Sem canal direto com a Casa Branca, Brasil aguarda aceno dos EUA para negociar tarifas. Chanceler Mauro Vieira está em Nova York e busca interlocução.
    (Por Bruna Lessa e Carolina Nalin — Brasília, Rio e Turnberry (Escócia), O Globo, 28/07/25)

    “Brasil enfrenta semana crucial para evitar tarifas elevadas dos EUA. Com acordo entre EUA e UE, que prevê tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos, o Brasil busca diálogo direto com a Casa Branca para evitar taxas de 50%. O chanceler Mauro Vieira está em NY para reunião da ONU, enquanto o governo brasileiro tenta restringir o debate a questões comerciais, evitando contaminação política ou ideológica.” (Irineu)

    (+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/07/28/com-acordo-entre-eua-e-ue-brasil-entra-em-semana-decisiva-para-negociar-e-evitar-o-tarifaco.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    O piNçador Matutildo, piNçou:
    “Chanceler Mauro Vieira está em Nova York e busca interlocução.”
    O Bedelhildo asseverou:
    A situação do biltre, nos remete ao clássico “Midnight Cowboy”.
    O Chatildo, garante:
    O preposto de chanceler está parecido com o Joe à procura do Ratso.
    E o Revisildo, recomenda:
    https://www.youtube.com/watch?v=aDacyY2VBlY

  8. Miguel José Teixeira

    “Um país em que não se pode xingar mandatários do poder não é democracia”
    – A luta no Brasil é para não deixarmos o país virar um galinheiro de quintal, dominado pelo canto de uns galos enfeitados.
    (Luiz Felipe Pondé (*), FSP, 27/07/25)

    Vivemos, hoje, no Brasil, um cenário de conflito entre duas formas de política totalitária. Uma do bolsonarismo, mais óbvia, tosca e amante de um golpismo “démodé” típica dos anos da Guerra Fria na América Latina. E outra, aparentemente mais sutil e com a cara do século 21, aquela praticada pelo PT e seu aliado, o Supremo Tribunal Federal.

    “Disclaimer”: identificar o risco autoritário no PT e no STF não implica evidência de inocência de Jair Bolsonaro.

    Antes, um reparo metodológico. Contenha-se, pelo menos até o fim da argumentação que se segue —a fim de apontar a possibilidade de que haja, também, elementos autoritários no PT e no STF—, antes de berrar que estou do lado do Bolsonaro. O mesmo reparo vale quando se aponta para a óbvia vocação autoritária do Bolsonaro e seus aliados. Não se deve berrar, comunista! A polarização é um circo de regredidos.

    Aliás, esse é um dos piores sintomas da condição regredida da polarização. O enquadramento imediato dos argumentos numa das duas posições miseráveis e reinantes na política brasileira nos últimos anos, ou você é bolsonarista, ou você é petista. E neste quadro de regressão, engana-se quem assume que esse erro seja típico do senso comum.

    Não, gente com pós-doutorado ou livre docência, além de outras marcas da realeza acadêmica, incorre na mesma regressão cognitiva, só que com uma
    Quando o ministro do STF Luiz Fux discordou do colega Alexandre de Moraes acerca das medidas restritivas aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro —tornozeleira eletrônica, proibição de qualquer emissão de conteúdo nas mídias, inclusive de terceiros—, chamando mesmo a atenção para o risco de censura jurídica do Estado sobre a liberdade de expressão, logo se tornou objeto de chacota nas bolhas dos petistas e simpatizantes.

    Também levantou suspeitas de que, por não ter tido seu visto americano revogado por Trump —nem ele, nem outros dois ministros do STF, Kassio Nunes Marques e André Mendonça—, estaria a serviço do Trump e Bolsonaro.

    Hoje, aliás, não sentir o odor de contaminação política ou ideológica no STF pode indicar problemas no sentido do olfato. A temporada de dúvida com relação à pureza jurídica do STF está aberta.

    Não se considera, nem por um minuto, a possibilidade de que exista algum argumento racional contra qualquer decisão do ministro Alexandre de Moraes contra o Bolsonaro. Poderíamos mesmo supor que, caso fosse ordenado o enforcamento em praça pública de Bolsonaro, haveria um carnaval na Paulista em nome da defesa da democracia. Alexandre de Moraes virou o faraó do Brasil. E o argumento “em defesa da democracia” virou um sofisma para enganar as pessoas. A retórica política sempre teve vocação a lata de lixo, mas hoje está pior ainda.

    A entrevista do ex-presidente do STF Marco Aurélio Mello ao jornal O Estado de S. Paulo, vai na mesma direção de apontar exageros do “espírito de corpo” dos ministros do STF, por não colocarem nenhum freio aos impulsos um tanto inconsistentes juridicamente —na opinião do entrevistado— do ministro Alexandre de Moraes no seu “inquérito do fim do mundo”, o inquérito das fake news, assim como na sua conduta no caso de Bolsonaro.

    Marco Aurélio Mello chega mesmo a questionar a atribuição do caso ao STF diretamente. No caso da prisão do Lula, o fato de ter sido na primeira e segunda instâncias, pode ser anulada pelo STF sem saia justa.

    Evidentemente, as bolhas dos petistas e simpatizantes verão nessa crítica a fala de um “ex-ministro bolsonarista do STF”. De novo, para a esquerda não há racionalidade possível fora do apoio a tudo que o ministro Alexandre de Moraes fizer contra Bolsonaro.

    Resumindo a ópera: a tradição mais comum da boa filosofia política sempre suspeitou que o poder, quando absoluto, corrompe absolutamente quem o possui. Mas, devia ser evidente —pelo menos para aqueles que praticam a palavra pública profissionalmente— que um país em que não se pode xingar livremente os mandatários do poder não é uma democracia plena, como o Brasil hoje.

    O famoso argumento em favor da honra é sempre um argumento em favor da censura. Sócrates foi condenado à morte pela democracia ateniense também sob a acusação de ferir a honra de pessoas de “reputação ilibada”. Num mundo como o nosso, onde não há honra —só em sociedades guerreiras a virtude da honra é fato—, qualquer argumento em nome da honra é falso.

    A luta no Brasil, hoje, é para não deixarmos o país virar um galinheiro de quintal, dominado pelo canto de três ou quatro galos enfeitados.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2025/07/um-pais-em-que-nao-se-pode-xingar-mandatarios-do-poder-nao-e-democracia.shtml)

    (*) Escritor e ensaísta, autor de “Notas sobre a Esperança e o Desespero” e “A Era do Niilismo”. É doutor em filosofia pela USP.

  9. Miguel José Teixeira

    Dupla de artigos do Ruy Castro:

    “O Brasil de chapéu de palha”
    – Alvarenga e Ranchinho não ficaram ricos; seus sucessores sertanejos são milionários e bolsonaristas.
    (Ruy Castro, FSP, 27/07/25)

    Há algumas semanas (*) [5/7], escrevi sobre uma moda de viola, “O drama de Angélica” (**), gravada em 1942 pela dupla sertaneja Alvarenga e Ranchinho. Muitos leitores se encantaram com os versos em proparoxítonas, que se antecipavam em 29 anos a “Construção” de Chico Buarque. Aproveitei para comentar que, um dia, no Brasil, as duplas sertanejas eram diferentes das de hoje, e a de Alvarenga (1912-78) e Ranchinho (1912-91), mais que todas. Sem se afastarem da então liturgia do gênero —chapéu de palha, camisa xadrez, pronúncia “errada”—, eles estavam na linha de frente da música popular.

    Alvarenga e Ranchinho eram atrações fixas do Cassino da Urca, contratados da Rádio Mayrink Veiga, a principal do Brasil nos anos 1930 e parte dos 40, gravavam na Victor e se apresentavam em Portugal. Seu repertório não incluía sofrências e xaropices —ao contrário, abarcava todos os assuntos.

    Em 1942, eles aderiram à campanha pela entrada do Brasil na guerra e lançaram uma série de 78s r.p.m., de vários autores, tratando dos tópicos nas manchetes: “Torpedeamento”, sobre os navios nacionais afundados pelos submarinos alemães, “Adeus, Mariazinha”, louvando a ida dos pracinhas para o exterior, “Abaixo o chope”, pregando o boicote à bebida alemã, “A farra dos três patetas”, sobre Hitler, Mussolini e Hiroíto, e muitos mais.

    Eram artistas típicos daquele Brasil. Suas camisas xadrez saíam das máquinas de anônimas costureiras, usavam calças sociais, estilo Ducal, e seus chapéus eram de palha trançada à mão. Famosos e bem sucedidos, não ficaram ricos e trabalharam até morrer. Bem diferentes de seus sucessores de hoje, com camisas de franjas tipo Roy Rogers, gravatinhas de cadarço, chapéus Stetsons vindos do Texas e jeans com perneiras de couro, sem bunda, como as dos vaqueiros americanos.

    É isso, a realidade mudou. O universo de Alvarenga e Ranchinho tinha a ver com humildes jericos de quintal. O dos atuais cantores sertanejos, milionários e bolsonaristas, com os rebanhos dos barões do gado.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/07/o-brasil-de-chapeu-de-palha.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (*) “A morte em proparoxítonas”
    – Alvarenga e Ranchinho, uma dupla sertaneja das antigas, punha humor e sofisticação na sofrência
    Ruy Castro, FSP, 05/07/25)

    “Ouve meu cântico, quase sem ritmo/ Que a voz de um tísico, magro, esquelético/ Poesia ética em forma esdrúxula/ Feita sem métrica com rima rápida.// Amei Angélica, mulher anêmica/ De cores pálidas e gestos tímidos/ Era maligna e tinha ímpetos/ De fazer cócegas no meu esôfago.// Em noite frigida, fomos ao Lírico/ Ouvir o músico, pianista célebre/ Soprava o zéfiro, ventinho úmido/ Então Angélica ficou asmática.// Fomos ao médico de muita clínica/ Com muita prática e preço módico/ Depois do inquérito descobre o clínico/ O mal atávico, mal sifilítico.

    “Mandou-me célere comprar noz vômica/ E ácido cítrico para o seu fígado/ O farmacêutico, mocinho estúpido/ Errou na fórmula, fez despropósito.// Não tendo escrúpulo, deu-me sem rótulo/ Ácido fênico e ácido prússico./ Corri mui lépido mais de um quilômetro/ Num bonde elétrico de força múltipla.// O dia cálido deixou-me tépido/ Achei Angélica já toda trêmula/ A terapêutica dose alopática/ Lhe dei em xícara de ferro ágate.// Tomou num fôlego, triste e bucólica/ Essa estrambótica droga fatídica/ Caiu no esôfago, deixou-a lívida/ Dando-lhe cólica e morte trágica.

    “O pai de Angélica, chefe do tráfego/ Homem carnívoro, ficou perplexo./ Por ser estrábico, usava óculos/ Um vidro côncavo, e o outro convexo.// Morreu Angélica, de um modo lúgubre/ Moléstia crônica levou-a ao túmulo/ Foi feita a autópsia, todos os médicos/ Foram unânimes no diagnóstico.// Fiz-lhe um sarcófago assaz artístico/ Todo de mármore da cor do ébano/ E sobre o túmulo uma estatística/ Coisa metódica como “Os Lusíadas”.// E, numa lápide paralelepípedo/ Pus esse dístico, terno e simbólico:/ ‘Cá jaz Angélica, moça hiperbólica/ Beleza helênica, morreu de cólica.’”

    O que é isso? Uma modinha, “O drama da Angélica”, de certos Barreto e Lubiti, gravada em 1942 pela famosa dupla sertaneja Alvarenga e Ranchinho. A letra, toda em proparoxítonas, é uma obra-prima. O vídeo (**) está no YouTube — não perca.

    Sim, a sofrência das duplas sertanejas brasileiras já foi assim.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/07/a-morte-em-proparoxitonas.shtml)

    (**) https://www.youtube.com/watch?v=Pi6HTjal_XY

  10. Miguel José Teixeira

    Enquanto lula decaído brinca de “durango kid”. . .

    “EUA e UE fecham acordo de tarifas de 15%, metade do plano de Trump”
    – Em reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente norte-americano Donald Trump disse que esse “é o maior acordo já feito”; antes, republicano havia ameaçado taxas de 30%.
    (Poder360, 27/07/25)

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou neste domingo (27.jul.2025) um acordo comercial com a UE (União Europeia). Segundo o republicano, o bloco terá tarifas de 15%. Em troca, os europeus comprarão US$ 750 bilhões em energia dos EUA, e investirão US$ 600 bilhões em outros produtos.

    “Será o maior de todos os acordos. Então, estamos muito honrados por ter feito isso, e sua equipe foi fantástica. Eles trabalharam juntos por muito tempo e com muito esforço”, disse Trump à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/eua-e-ue-fecham-acordo-de-tarifas-de-15-metade-do-plano-de-trump/)

    . . .
    “Eu não sou besta pra tirar onda de herói
    Sou vacinado, eu sou cowboy
    Cowboy fora da lei

    Do Durango Kid só existe no gibi
    E quem quiser que fique aqui
    Entrar pra história é com vocês”
    . . .
    Raul: https://www.youtube.com/watch?v=4syrZTW2aiI

  11. Miguel José Teixeira

    “Jovem brasileiro deixa a esquerda ao ficar mais velho, diz pesquisa”
    – Pesquisa da Fundação Astrojildo Pereira mostra como população de 25 a 30 anos se torna mais de centro, cética e desiludida…
    (Julia Amoêdo, Poder360, 27/07/25)

    Uma análise de meio milhão de publicações de pessoas de 16 a 30 anos em redes sociais feita ao longo de 12 meses mostra que os jovens brasileiros deixam a esquerda ao ficarem mais velhos. Eles tendem a ir para o centro ou ficar mais céticos ou desiludidos.

    Segundo a pesquisa, a esquerda é mais popular na faixa etária dos 16 aos 18 anos: 44,5% dos adolescentes se identificam com esse espectro político. O levantamento “O que pensam os jovens brasileiros”, antecipado ao Poder360, foi encomendado pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) (1) à consultoria AP Exata (2).
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/jovem-brasileiro-deixa-a-esquerda-ao-ficar-mais-velho-diz-pesquisa/

    (1) https://fundacaoastrojildo.org.br/
    (2) https://br.linkedin.com/company/agenciaap

  12. Miguel José Teixeira

    “É preciso parar de normalizar a censura do STF”
    – Moraes viola liberdade de expressão e de imprensa ao proibir entrevistas de Filipe Martins; que isso seja aceitável num país de regime democrático é aterrador.
    (Lygia Maria, FSP, 27/07/25)

    Em 1963, o governador do Alabama, George Wallace, foi convidado a dar uma palestra na Universidade Yale. Como ele se opunha à integração racial nos EUA, população e autoridades locais se mobilizaram contra a palestra.

    Mas uma doutoranda do curso de direito em Yale, Pauli Murray, pediu ao reitor que Wallace fosse autorizado a discursar. Murray, uma mulher negra e ativista dos direitos civis, disse que “a possibilidade de violência não é razão suficiente, perante a lei, para impedir um indivíduo de exercer seu direito constitucional”.

    Trata-se de crítica ao “veto do provocador”: quando uma pessoa ou grupo é silenciado porque suas falas podem causar reação negativa e até agressiva do público.

    Tal postura corajosa mostra que uma perspectiva bastante ampla da liberdade de expressão, por si só, não significa falha moral ou apoio à infração de direitos das minorias —afinal, quem poderia acusar Murray de racista?

    Ademais, apela à ideia de que opiniões políticas não devem ser silenciadas ou criminalizadas, mas sim colocadas em choque com opiniões contrárias. Tratar divergências discursivas por meio do debate público seria a forma menos autoritária de abordar a questão, dado que diminuem-se os riscos de violações à liberdade de expressão.

    Esse aprendizado é crucial no cenário brasileiro atual, onde defensores de um conceito amplo de liberdade de expressão são chamados de fascistas e o STF, por meio de decisões monocráticas do ministro Alexandre de Moraes, impede cidadãos, réus ou não, de postarem em redes sociais ou concederam entrevistas.

    O argumento do magistrado é semelhante ao “veto do provocador”. Ao proibir entrevista de Filipe Martins —ex-assessor de Jair Bolsonaro e réu no processo sobre a trama golpista— para o Poder360, neste mês, alegou “risco de tumulto”. Em 2024, também vetou entrevista de Martins à Folha. Assim, o Supremo reinstitui a censura prévia no país. Que isso seja normalizado, até por alguns jornalistas, é aterrador.

    Em matéria de liberdade de expressão, precisamos de mais Murray e menos Moraes.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2025/07/e-preciso-parar-de-normalizar-a-censura-do-stf.shtml)

  13. Miguel José Teixeira

    O governador negro (*) e o parlamentar Petto!

    “A cuia e o governador”

    Alceu Collares era governador do Rio Grande do Sul, no início dos anos 1990, e provocou grande polêmica ao proibir o chimarrão durante o expediente, nas repartições.
    Naqueles dias, ele esteve em Brasília para audiência no Ministério da Agricultura e encontrou o deputado gaúcho Adão Pretto (PT) na ante-sala.
    Pretto, é claro, saboreava sua cuia de chimarrão e a ofereceu ao governador.
    Collares recusou com a graça habitual:
    -“Primeiros os encargos, meu amigo, e só depois os ‘amargos’…”

    (Poder sem pudor, coluna CH, DP, 27/07/25)

    (*) https://www.facebook.com/Lula/posts/nos-despedimos-nesta-madrugada-de-alceu-collares-um-dos-grandes-pol%C3%ADticos-brasil/1239898797497134/

  14. Miguel José Teixeira

    Pergunta no Supremo
    (Coluna CH, DP, 27/0725)

    Quando sai o lote de tornozeleira para os ladrões do INSS?

    Resposta ínfima
    (Matutildo, aqui e agora)

    Assim que a compra delas, superfaturada, for liberada!

  15. Miguel José Teixeira

    Mas os altos parasitas “se-refestelar-se-ão-se” com as polpudas diárias!

    “Viagem de senadores pode ser constrangedora”
    (Coluna CH, DP, 27/07/25)

    A comitiva de senadores brasileiros chega a Washington, nesta segunda-feira (28), faltando apenas quatro dias para entrar em vigor o tarifaço de 50% de produtos brasileiros nos Estados Unidos, e a visita pode virar um bate-volta constrangedor. Até pela presença de senadores petistas, ligados a Lula. A chegada ocorre 19 dias depois da carta de Donald Trump. Em vez de negociar, como China, Japão e toda a União Européia, Lula (PT) quis tentar proveito político eleitoral.

    Praxe é outra
    O experiente ex-embaixador em Washington Rubens Barbosa recomendou uma “comissão de alto nível” para negociar o tarifaço.

    Não é alto nível
    O problema é que um grupo de senadores não pode ser considerada propriamente uma comitiva de alto nível, necessária nessas ocasiões.

    Assim que se faz
    Assim como Nenê Prancha dizia que pênalti era tarefa para presidente do clube, Lula é quem deveria bater à porta de Trump pata negociar.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/licitacao-suspeita-de-publicidade-dos-correios-gerou-denuncia-de-assedio)

  16. Miguel José Teixeira

    Se no “jequitinhonha”, não sei. Mas que tinha maracutaia, tinha!

    “Evento com Lula atraiu plateia com marmitas.”
    – Após discurso de Lula, caminhões descarregam marmitas em evento
    (Redação Diário do Poder, 27/07/25)

    No Vale do Jequitinhonha (MG), palco histórico de promessas e palanques, após discurso do presidente Lula (PT) em Minas Novas, marmitas foram distribuídas ao público.

    O anúncio do almoço gratuito foi feito por alto-falantes durante o evento, e caminhões-baú descarregaram as refeições no local, como parte da programação organizada pela prefeitura.

    A organização da farra gastronômico-eleitoral ficou a cargo da Prefeitura de Minas Novas, que — segundo o que se ouviu ecoar nos autofalantes — foi a responsável pela comilança pós-discurso, na quinta-feira (24).

    Enquanto Lula falava ao microfone, exaltando políticas sociais e acenando a trabalhadores rurais vindos de cidades vizinhas, o cheiro de comida no ar já antecipava o verdadeiro “bolsa-feijoada” do dia.

    Mas fora do palanque, a coisa não digeriu tão bem para todos.

    A cena chamou atenção nas redes sociais, onde vídeos e fotos da entrega das marmitas se espalharam com velocidade digital.

    A mistura de evento oficial com o que muitos viram como agrado populista em forma de comida, numa região marcada por desigualdade e fragilidade econômica.

    Veja o vídeo em:

    https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/evento-com-lula-atraiu-plateia-com-marmitas-veja-video

  17. Miguel José Teixeira

    Líder da matilha criando armadilhas para a governabilidade!

    “O Brasil não precisa de inimigos imaginários”
    – O Estado precisa cortar custos e destravar a economia antes de aumentar impostos no susto…
    (Phillippe Rubini (*), Poder360, 27/07/25)

    Transformar o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em uma batalha entre o “presidente” e o “Congresso”, ou entre “ricos” e “pobres”, é cair numa armadilha simplista e contraproducente. Essa narrativa pode render engajamento nas redes, mas não cria soluções.

    O Poder Executivo impôs o aumento por decreto, numa canetada, e o Poder Legislativo derrubou esse decreto. Ao levar a questão para o Judiciário, o governo sinalizou que o debate público falhou.

    Uma falha cara, especialmente quando o País já enfrenta ameaças reais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre as exportações do Brasil, a partir de agosto. A medida, caso implementada, pode derrubar o PIB brasileiro em 1,2%, estima o banco JP Morgan. Em outras palavras: há risco de desemprego, redução das exportações e queda na arrecadação.

    É uma ameaça concreta que exige resposta coordenada do governo, do setor produtivo e da sociedade civil, a qual deve começar com a recusa de nos dividirmos ainda mais.

    O caminho não é aumentar impostos no susto, na força, na canetada. É fazer o dever de casa. Antes de buscar mais arrecadação, o Estado precisa cortar custos, reduzir ineficiências e destravar fontes de crescimento. A arrecadação não precisa crescer à custa da diminuição da atividade econômica. Os 2 podem – e devem– crescer juntos.

    Há projetos emperrados há anos, que, se liberados, poderiam produzir bilhões em economias, empregos e receita. Um exemplo é usina nuclear Angra 3, parada há uma década: manter o canteiro de obras do jeito que está custa R$ 1 bilhão por ano.

    Outro projeto é a mina de potássio em Autazes, no Amazonas: anunciada há 15 anos, poderia suprir até 20% da demanda nacional de fertilizantes agrícolas. No entanto, esbarra em licenças e regulamentação.

    Há ainda a discussão sobre a exploração de petróleo na margem equatorial do Rio Amazonas. É uma questão mais ideológica do que ecológica. Afinal, a Guiana está explorando poços na mesma região. O risco ambiental já existe, a diferença é se teremos ou não recursos e preparo para lidar com ele.

    O país vizinho não teve dúvidas, e está ganhando muito com isso. De acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), o PIB da Guiana teve um crescimento real (descontando a inflação) de 34% em 2023, 63% em 2022 e 20% em 2021.

    Não se trata de ignorar as salvaguardas ambientais, mas de criar, com urgência, uma força-tarefa entre os ministérios do Meio Ambiente e da Indústria para avaliar, caso a caso, os projetos que envolvem soberania, arrecadação e desenvolvimento regional. Não haverá crescimento sustentável se não houver crescimento real.

    Destravar novas fontes de receita e emprego é mais urgente do que sobrecarregar a carga tributária. E, se ainda assim o aumento de impostos for inevitável, que seja feito com debate e previsibilidade. Um aumento repentino do IOF, como proposto pelo decreto de maio, compromete a estabilidade econômica e penaliza quem mais precisa de crédito.

    Estimativas da Febraban mostram que o custo efetivo total dos financiamentos pode subir até 40% em operações de curto prazo. O Bank of America alertou para o risco de desorganização de cadeias de suprimento e aumento da inflação de custos, com impacto direto em empresas menores e empregos.

    Não é possível conduzir política pública como quem apaga incêndio. É preciso planejamento –e, acima de tudo, união. Insistir em uma lógica de “nós contra eles”, de “mercado contra povo” ou “ricos contra pobres” é ignorar que crédito, investimento e consumo fazem parte de um mesmo ecossistema. É tudo um país só. Não se cria emprego destruindo o caixa de quem emprega. E não se combate a desigualdade criando instabilidade.

    Aumentar o IOF agora, sem cortar custos nem destravar a economia, não é reforma. É improviso. E o Brasil não pode mais viver de improviso.

    (Fonte: https://www.poder360.com.br/opiniao/o-brasil-nao-precisa-de-inimigos-imaginarios/)

    (*) é investidor, empreendedor. Foi convidado pelo Senado e passou a integrar a frente de diálogo com o Brics+, contribuindo em negociações e projetos multilaterais. Ex-sócio e ex-CIO (Chief Investment Officer) do Fictor Group. Especialista em relações institucionais e governamentais com foco na articulação estratégica com stakeholders nacionais e internacionais. Com formação acadêmica no Brasil. Na Espanha, atuou por mais de 10 anos na Europa.

  18. Miguel José Teixeira

    Lider da matilha citando “idéias”!

    “De olho em 2026, Lula planeja ao menos 6 novos programas sociais”
    – Em discursos públicos, o presidente cita ideias que ainda lançará para setores como a classe média, entregadores por aplicativo e mais pobres…
    (Mateus Maia (1) reporter) e Evellyn Paola ( 2 redatora) Poder360, 27/07/25)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ao menos 6 projetos para lançar antes das eleições de 2026. Os novos programas sociais são citados publicamente pelo petista como benefícios que seu governo pretende dar a setores da população. A Justiça Eleitoral determina que os candidatos à reeleição têm até 4 de julho (3 meses antes do pleito) para anunciar e fazer propaganda de novas medidas.

    A prioridade do petista é a aprovação da isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000 e o desconto na alíquota para quem recebe de R$ 5.001 a R$ 7.350. O texto, promessa da campanha de 2022, deve ser votado no Congresso até o fim de setembro para que entre em vigor em 2026.

    A estimativa para as perdas de arrecadação com a isenção do Imposto de Renda até R$ 5.000 por mês subiu para R$ 31,3 bilhões em 2026 com o parecer apresentado por Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto na Câmara. Antes, a Receita Federal calculava uma renúncia de R$ 25,8 bilhões.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/de-olho-em-2026-lula-planeja-ao-menos-6-novos-programas-sociais/

    (1) https://www.poder360.com.br/author/mateus-maia/
    (2) https://www.poder360.com.br/author/evellyn-paola/

    Só pra PenTelhar. . .
    E ainda há os que acreditam nessas “idéias” e nele votam!

  19. Miguel José Teixeira

    “Que não se repita”
    – Livro rememora eventos do governo Bolsonaro, recuperando a dimensão do ataque à civilidade que aqueles anos representaram.
    (Hélio Schwartsman, FSP, 26/07/25)

    “Que Não se Repita”, do meu amigo Eugênio Bucci, é um livro que dá o que pensar. Ou melhor, que dá o que rememorar.

    A memória é um troço traiçoeiro. Confiamos demais nela e por isso nem vemos certas armadilhas que ela nos prepara. A leitura de “Que Não se Repita” nos poupa de pelo menos uma dessas arapucas mnemônicas.

    Jair Bolsonaro deixou a Presidência há menos de três anos. Ninguém minimamente informado esqueceu a tentativa de golpe, pela qual o capitão reformado está sendo julgado, nem os 700 mil mortos que sua gestão delinquente da pandemia ajudou a produzir —crime que as instituições preferiram “deixar passar”.

    Vários outros delitos e agressões perpetrados pelo ex-presidente, embora não tenham sido exatamente esquecidos, perderam saliência. Quando provocados, nos lembramos deles, mas eles deixaram de ser presença constante em nossas mentes. Essa diminuição da saliência é um fenômeno esperado, mas que nos faz perder um pouco a dimensão do assalto à civilidade que foram os anos Bolsonaro.

    “Que Não se Repita”, ao nos fazer repassar mentalmente esse período sombrio, recalibra as memórias, permitindo que a real gravidade dos desatinos de Bolsonaro volte a aflorar.

    Bucci começa com contexto. Lembra que um dos acusados da trama golpista, o general Augusto Heleno, foi ajudante de ordens de Sylvio Frota, o general da linha dura que, em 1977, tentou dar o golpe dentro do golpe. E segue destacando alguns dos piores feitos do mau militar (palavras de Geisel) que foi Bolsonaro. Termina alertando para o perigo que ainda corremos, já que as forças extremistas que alçaram o golpista impenitente ao poder não deixaram de atuar.

    O livro traz passagens memoráveis, como a defesa que Bucci faz da caneta Bic pelos abusos que ela sofreu sob Bolsonaro ou a incongruência interna do dístico “Brasil acima de tudo; Deus acima de todos” (ou Brasil está acima de Deus, ou Deus acima do Brasil; em qualquer caso, a lógica naufraga).

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2025/07/que-nao-se-repita.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  20. Miguel José Teixeira

    “O parco poder da bravata”
    – A realidade adversa e contundente: o poderio dos EUA não se compara à capacidade do Brasil de retaliar.
    (Dora Kramer, FSP, 26/07/25)

    Depois de breves momentos de relativa contenção e alguma calmaria, o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) voltou a adotar o tom de enfrentamento com Donald Trump.

    Usou a figuração do jogo de truco para indicar que dobraria a pedida de mão, caso o norte-americano resolva impor sanções ainda mais gravosas que a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Lula falou como se houvesse paridade de forças entre os dois países.

    O discurso pode funcionar no palanque e daria ganhos sólidos ao autor, se ele fosse um candidato de oposição. Na boca de um presidente da República, pretendente à reeleição, soa como uma temeridade completamente descolada dos fatos.

    A realidade é adversa, mas dela não se pode escapar: o poderio dos Estados Unidos e a ausência de limites de seu atual mandatário são incomparáveis à capacidade do Brasil de sair-se bem numa guerra de retaliações.

    Nessa situação de desvantagem objetiva, o blefe de Lula seria apenas inconsequente se não desse margem a consequências indesejáveis.

    Entre a submissão aos ditames inadmissíveis de Trump e o confronto aberto há uma via intermediária. Caminho já adotado por países muito mais poderosos que conseguiram mitigar os efeitos nefastos sobre as respectivas economias, atuando com estratégia. Não consta que nenhum deles tenha posto a soberania nacional a serviço dos Estados Unidos.

    Animado com os ganhos políticos, o presidente cria um cenário de dissonâncias no encaminhamento do problema. Ele vocaliza atrito, enquanto o vice Geraldo Alckmin (PSB) atua no pragmatismo, o ministro Fernando Haddad (PT) transita entre os dois polos e o Itamarati fica refém do antiamericanismo residente no Palácio do Planalto, conceito manifestado em várias ocasiões.

    Haddad e Lula fragilizam o Brasil quando um admite que os filhos de Jair têm mais força que o governo junto à Casa Branca e outro diz que Alckmin telefona, mas “ninguém quer falar com ele” em Washington. Não ajudam e conviria não atrapalharem.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/07/o-parco-poder-da-bravata.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  21. Miguel José Teixeira

    Os geniais Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, na Coluna Visto, lido e ouvido, no blog do Ari Cunha, CB, hoje, nos sugere:

    Ainda não será para amanhã ou para futuro próximo que assistiremos nossas universidades públicas aceitarem em paz o pluralismo de pensamento. Foram décadas de esforço para uma convergência de opinião. A diversidade de ideias e, sobretudo, o respeito pelo pensamento do opositor ainda são tabus dentro de nossas instituições de ensino superior, onde parece imperar o dogmatismo e a estatização do pensar único e uniforme.

    A uniformidade de debates e discussões vai contra o próprio sentido de universalidade do saber. É como dizem: quem acerta no centro do alvo, perde todo o entorno. É fato reconhecido que foram os centros de saber, onde havia a aceitação de uma miríade de ideias, que mais a ciência encontrou solo fértil para se desenvolver e dar frutos. Diversos são os vídeos mostrando alunos contrários ao pensamento único reinante, no campus, serem hostilizados e agredidos. Mesmo a bandeira nacional ou o verde e amarelo são estigmatizados dentro dessas instituições. Aqueles que ousam abraçar os símbolos nacionais, são logo perseguidos e ameaçados com violência.

    A questão é saber onde todo esse ódio ao diferente irá conduzir nossos pensadores. Em outros países esse fenômeno de intolerância também ocorre. A uniformização do pensamento nas universidades é um fenômeno extremamente prejudicial para o avanço do conhecimento e da ciência. A própria origem do termo “universidade” remete ao conceito de universalidade, isto é, um espaço onde diferentes ideias, perspectivas e saberes coexistem e dialogam para promover o desenvolvimento intelectual e social. Quando se impõe um pensamento único, o ambiente acadêmico perde sua vocação natural de ser um espaço plural, crítico e aberto à inovação.

    Ainda não está totalmente aceito entre nós que a ciência e o saber evoluem justamente a partir da diversidade de ideias e da contestação de paradigmas. Grandes revoluções científicas ocorreram porque pesquisadores ousaram desafiar o senso comum de sua época, como Galileu, Darwin ou Einstein, que enfrentaram fortes resistências. Se o ambiente acadêmico não favorece o debate e o contraditório, corre-se o risco de estagnar e reproduzir apenas dogmas ideológicos, transformando o espaço de estudo em uma espécie de “igreja laica”, onde se cultua apenas uma narrativa oficial.

    A hostilidade contra o pensamento divergente, seja de alunos, professores ou pesquisadores, vai contra os princípios democráticos e científicos. A perseguição a quem carrega símbolos nacionais, como relatado em alguns episódios, é um sintoma grave de intolerância e sectarismo. Quando o ambiente universitário passa a ser dominado por grupos que atuam como “guardiões da ideologia”, o espaço crítico se reduz e a livre investigação essencial para o progresso humano se torna inviável.

    Em termos internacionais, o pluralismo de ideias é visto como um dos fatores determinantes para que universidades alcancem posições de destaque em rankings globais. As instituições mais respeitadas no mundo como Harvard, Oxford ou MIT valorizam o debate, o pensamento crítico e a diversidade de pontos de vista, justamente por entenderem que o progresso acadêmico e científico nasce do confronto de ideias, e não de sua uniformização.

    No Brasil, a falta de pluralidade ideológica nas universidades públicas tem contribuído para a queda na qualidade da produção científica e na inovação tecnológica, resultando em instituições menos competitivas globalmente. É preciso resgatar o espírito de diálogo e tolerância, pois apenas um ambiente verdadeiramente plural será capaz de formar cidadãos críticos, pesquisadores criativos e soluções para os desafios complexos da sociedade contemporânea. Democracia e liberdade de pensamento andam de mãos dadas, e é justamente em ambientes onde existe pluralidade de ideias, livre debate e respeito ao contraditório que a ciência encontra terreno fértil para inovar e prosperar.

    Nos séculos XIX e XX, por exemplo, nações como os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a Alemanha, todas com instituições democráticas relativamente sólidas em determinados períodos tornaram-se berços de descobertas científicas e avanços tecnológicos que mudaram o mundo: da eletricidade ao avião, do antibiótico ao computador. Isso porque a democracia não apenas protege a liberdade de expressão, como também estimula o pensamento crítico, a pesquisa independente e a meritocracia intelectual. Em outros regimes, a ciência costuma ser instrumentalizada para servir a interesses ideológicos ou militares. Um exemplo clássico é a perseguição a cientistas e intelectuais na União Soviética sob Stalin, quando teorias científicas que não se alinhavam à ideologia do regime — como a genética mendeliana — foram proibidas, causando um atraso científico significativo. Situação semelhante ocorreu na Alemanha nazista, quando pesquisas foram filtradas sob critérios raciais e políticos, destruindo a liberdade acadêmica. Já em democracias abertas, a diversidade de ideias e o financiamento competitivo à pesquisa permitiram avanços de impacto global. Basta observar como o projeto do genoma humano, a internet e as vacinas modernas surgiram de contextos democráticos, nos quais universidades e centros de pesquisa podiam trabalhar de forma autônoma e cooperativa.

    Outro ponto crucial é que, em países democráticos, a ciência não fica restrita a uma elite ou a um aparato estatal, mas beneficia diretamente a sociedade. O acesso a novas tecnologias, medicamentos, fontes de energia e métodos educacionais se dá de forma mais ampla e acelerada. A Revolução Verde, que ajudou a combater a fome em várias partes do mundo, e o avanço da tecnologia digital, que hoje conecta bilhões de pessoas, foram frutos de ecossistemas democráticos. Para que o Brasil possa competir globalmente, é urgente resgatar esse espírito democrático dentro das universidades, onde toda ideia possa ser debatida e testada sem medo.

    A frase que foi pronunciada:
    “A ciência é inerentemente antiautoritária tal como a democracia. Ao contrário do que por vezes se julga, em ciência não existem autoridades, mas sim especialistas, pois apenas à realidade se reconhece autoridade para escolher entre hipóteses rivais.” (Timothy Ferriss)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/26126-2/)

  22. Miguel José Teixeira

    E o cassino CEF?

    “Bets seguem faturando e o governo também”
    “Coluna Brasília-DF publicada na sexa-feira, 25 de julho de 2025, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito)

    Segundo cálculos da Receita Federal, o governo arrecadou R$ 3,8 bilhões, em apenas seis meses, com a tributação sobre as casas de apostas. O mês de maio registou o pico de arrecadação, com R$ 814 milhões. “Para a manutenção da evolução de recolhimento de tributos, também é fundamental o acompanhamento e banimento das operações ilegais, de maneira mais firme e efetiva, para impedir que esses recursos se percam no mercado clandestino”, pontua Igor Sá, executivo da HiperBet.

    Estima-se que o Brasil perca R$ 10,8 bilhões por ano ao não combater o mercado ilegal de bets, de acordo com estudo da LCA Consultores e apoiado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), realizado entre abril e maio deste ano. A pesquisa ainda aponta que 61% dos entrevistados admitiram ter feito apostas em plataformas irregulares neste ano, 78% consideram difícil distinguir sites legais dos ilegais, e 72% afirmam que nem sempre conseguem verificar a regularidade das plataformas. Além disso, 73% dos apostadores afirmam ter utilizado pelo menos uma das plataformas ilegais mapeadas em 2025.

    As bets legalizadas defendem que as clandestinas deixem de operar no país. Especialistas afirmam que uma medida seria fazer com que os meios de pagamento impeçam operações para sites clandestinos, o que obrigaria esses apostadores a abrirem contas fora do Brasil.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/denise/bets-seguem-faturando-e-o-governo-tambem/)

  23. Miguel José Teixeira

    “Band on the Run” (*)

    Vídeo: Zambelli diz ser “exilada” e agradece apoio de Flávio Bolsonaro
    (+em: https://www.metropoles.com/colunas/paulo-cappelli/video-zambelli-diz-ser-exilada-e-agradece-apoio-de-flavio-bolsonaro)

    Na PeTezuela. . .
    . . .bandidos em fuga viram “exilados” e
    os que ficam, normalmente viram “otoridades”!

    (*) https://www.youtube.com/watch?v=RjlvdcBAKdg
    (pode ser interpretado como uma metáfora para a busca pela liberdade e fuga das restrições)

  24. Miguel José Teixeira

    + do mesmo, só que, 3.0!

    “TCU investiga governo Lula por renovar contratos com empresa proibida de ser contratada”
    – Governo Lula renovou contratos de R$ 14,8 milhões com empresa proibida de ser contratada; MP junto ao TCU pediu investigação.
    (Tácio Lorran e Manuel Marçal, Metrópoles, 26/07/25)

    O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para “apurar possíveis irregularidades no atraso” do Ministério da Educação (MEC) em registrar punição a uma empresa de vigilância nos cadastros oficiais do governo federal. Conforme revelou a coluna, essa omissão, de mais de três meses, permitiu que outros quatro ministérios renovassem contratos – no valor total de R$ 14,8 milhões – com a AC Segurança, que estava impedida de licitar e de ser contratada por um ano.

    O processo foi aberto a pedido do subprocurador-geral Lucas Furtado, representante do Ministério Público junto ao TCU. Na representação, ele afirma que “a renovação de contratos com empresas inabilitadas pode ser considerada irregular e contrária aos princípios da administração pública”.

    Lucas Furtado afirma que existem “fortes indícios de irregularidade nas renovações de contrato” e, por isso, o tema deve ser apurado pelo tribunal de contas porque “há risco de lesão aos cofres públicos”.

    “A renovação de contratos com a administração pública, assim como qualquer outro ato administrativo, deve observar os princípios da legalidade, moralidade, eficiência e economicidade. Qualquer decisão que contrarie esses princípios deve ser questionada e pode resultar em sanções para os gestores responsáveis”, escreveu.

    O que o MEC deixou de fazer para motivar uma representação do MP
    A sanção foi aplicada pelo MEC e publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 26 de março deste ano. O comunicado já anunciava que a AC Segurança ficava impedida de licitar e ser contratada pela administração pública e autarquias pelo prazo de 12 meses.

    O Ministério da Educação, no entanto, deixou de registrar o impedimento nos cadastros oficiais do governo, descumprindo o prazo legal de 15 dias, e outros ministérios renovaram contratos com a empresa.

    Diante dessa informação, Lucas Furtado pediu ainda que o TCU investigue também a legalidade das renovações de contrato com a AC Segurança, ocorridas após a publicação da sanção no DOU.

    “Importa destacar que empresas contratadas pela administração não possuem direito subjetivo à prorrogação de contratos, mas apenas uma expectativa de direito. Isso significa que a administração pública não está obrigada a renovar contratos, especialmente se houver irregularidades ou se a empresa não atender aos requisitos legais, como é o caso das renovações de contratos em tela”, assinalou o subprocurador-geral no ofício encaminhado ao TCU.

    Apurar possíveis irregularidades nas renovações contratuais de ministérios com a empresa AC Segurança LTDA. ocorridas após a publicação no DOU de 26/3/2025 de penalidade que tornou a empresa impedida de contratar com a administração pública por 12 meses.

    Apurar possíveis irregularidades no atraso, por parte do MEC, em cadastrar a empresa AC Segurança LTDA. no Sistema de Cadastro de Fornecedores (Sicaf) e no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis), após aplicação de penalidade de licitar ou contratar com a administração pública, fato que levou outros órgãos públicos a renovarem contratos com a empresa.

    MEC atualiza cadastro de punições após alerta da reportagem
    A punição do MEC só foi informada ao Sistema de Cadastro de Fornecedores (Sicaf) e ao Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) no último dia 8, depois que a coluna questionou a pasta sobre as sanções aplicadas à empresa. Ou seja, foram necessários mais de três meses para o ministério atualizar o cadastro.

    Nesse meio tempo – entre a punição aplicada pelo MEC no DOU e o registro nos cadastros do governo –, quatro ministérios prorrogaram contratos com a AC Segurança por meio de termos aditivos ou de apostilamento. São eles, os ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Pesca e Aquicultura (MPA), da Ciência e Tecnologia (MCTI) e do Desenvolvimento Social (MDS). A Controladoria-Geral da União (CGU) também firmou termo de apostilamento com a empresa repassando direitos e responsabilidades do contrato para o MPA, apesar do impedimento.

    Em 27 julho, a AC Segurança e o MPA assinaram a prorrogação do contrato por mais 12 meses, “ou até que se conclua novo procedimento licitatório”. O novo contrato, de R$ 5 milhões, começou a valer no último dia 2 de julho. O extrato do termo aditivo foi publicado um dia depois no Diário Oficial da União (DOU).

    Procurado pela coluna, o ministério informou que “não existiam impedimentos de licitar registrados no âmbito do SICAF”.

    Em 27 de maio, o Mapa prorrogou a vigência do contrato com AC Segurança por mais de 60 dias, ou seja, passando a valer para o período de 14 de julho a 11 de setembro, ou até a conclusão do novo processo licitatório para contratação de empresa vigilância armada. Com novo termo aditivo, o contrato foi atualizado para R$ 1,17 milhões.

    Ao Metrópoles, o ministério informou que “penalidade aplicada pelo MEC é posterior à celebração do aditivo que prorrogou a vigência do referido contrato”

    No dia 21 de maio, o MCTI assinou a prorrogação do contrato com a AC Segurança por 12 meses. O valor inclusive foi atualizado para R$ 7,76 milhões.Procurada, a pasta informou que na data da publicação do aditivo, a punição do MEC a AC Segurança não constava “nos sistemas oficiais de consulta a penalidade”.

    “As decisões administrativas são tomadas com base nas certidões e registros oficiais disponíveis no momento da assinatura”, informou a pasta.Em nota, o ministério escreveu que “tomou ciência de nova condição impeditiva” relativa a AC Segurança em 9 de julho (quarta-feira passada). “Diante disso, serão adotados os procedimentos administrativos cabíveis.”

    Em nota, todos os órgãos explicaram que a punição aplicada pelo Ministério da Educação não estava nos cadastros oficiais do governo quando renovaram o contrato. Bastava uma pesquisa no DOU, no entanto, para encontrar a sanção.

    Questionado pela reportagem à época, o MEC, por sua vez, limitou-se a dizer que o impedimento foi publicizado no Diário Oficial da União e teve efeitos imediatos a partir da publicação. A pasta não se manifestou sobre a omissão em incluir a punição nos cadastros oficiais do governo após mais de três meses de atraso.

    Se a punição do MEC constasse nas bases de dados oficiais, ministérios e autarquias, por lei, jamais poderiam prorrogar contrato, aprovar apostilamentos e aditivos com empresa terceirizada.

    O mesmo também se aplica a uma licitação em andamento. A sanção seria suficiente para inabilitar a AC Segurança em um certame. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

    Conforme revelou a coluna, a autarquia declarou a AC Segurança como vencedora em licitação de R$ 7,2 milhões que foi aberta para, justamente, substituir a empresa de vigilância. O contrato, no entanto, ainda não foi assinado.

    A reportagem obteve nota técnica do Inep que trata da necessidade da nova licitação. No documento, o órgão mostra preocupação com o fato de a AC Segurança ser alvo de investigação.

    “Considerando as notícias veiculadas por diversas mídias sobre investigações de supostas fraudes em processos licitatórios envolvendo a atual contratada, urge a preocupação de possíveis impactos jurídicos, administrativos e operacionais na continuidade da prestação desses serviços no âmbito do Instituto”, relata o estudo técnico preliminar.

    Operação Dissímulo
    A AC Segurança é suspeita de integrar grupo de empresas do setor que simulavam concorrência e fraudavam licitações para obter contratos com o poder público que, juntos, alcançam cifras bilionárias.

    Os investigados, segundo a Polícia Federal, teriam usado falsa declaração de dados perante a administração pública para obter benefícios fiscais e faziam uso de laranjas para esconder os verdadeiros donos das companhias.

    A organização criminosa foi alvo da Operação Dissímulo, da PF, em fevereiro deste ano. A investigação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.

    Histórico de atrasos
    A empresa de vigilância têm longo histórico de descumprir cláusulas contratuais pelos locais que presta serviço. Pela prática de atrasar salário e não efetuar pagamentos aos funcionários, a AC Segurança já recebeu multa, advertência e, em alguns casos, ficou impedida de licitar com algum órgão público específico.

    No entanto, a punição que a firma de vigilância recebeu do MEC em março é mais dura que as outras oito sanções atualmente vigentes contra ela, porque não se estende apenas ao Ministério da Educação, mas sim a todos os órgãos públicos.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/tcu-investigar-mec-cadastrar-punicao)

    Assim sendo. . .
    . . .está justificada a falta de recursos financeiros para aquisição de livros didáticos!

    (+em: https://www.youtube.com/watch?v=BrvyXySBHww)

  25. Miguel José Teixeira

    Nos tempos em que o debate no parasitário baixo não era apenas “nós” contra “eles”!

    “Língua ferina e letal”

    Era temida a língua do então deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL), que foi vice-presidente da Câmara.
    Certa vez, nos anos 1990, em aparte devastador, ele liquidou o projeto do deputado Fábio Feldmann (PSDB-SP) para implantar “processamento químico e elétrico” em abate de animais, nos frigoríficos:
    – “Vamos ter cadeira elétrica para boi?”
    debochou Nonô, que seguiu implacável:
    – “Como faremos com o peru? Será crueldade matar a vítima embriagada?”
    As gargalhadas do plenário sepultaram o projeto do ambientalista tucano.

    (Poder sem pudor, coluna CH, DP, 26/07/25)

  26. Miguel José Teixeira

    E segue o enredo trumPTarifaço!

    “Enquanto Lula (PT) aposta no impasse, até impedindo diplomatas de negociar o tarifaço de 50%, o presidente Donald Trump fez oferta tentadora a brasileiros que desejem internacionalizar sua empresa, instalando-se nos Estados Unidos com tarifa zero de importação. A oferta é tentadora: ao contrário do Brasil, onde é hostilizado, nos EUA o empreendedor é reconhecido, o mercado próspero e estável, ninguém é esfolado com taxações injustas e não há insegurança jurídica.”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 26/07/25)

    (+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/trump-faz-oferta-tentadora-a-empresas-brasileiras)

  27. Miguel José Teixeira

    Lembrou-se
    do refrão,
    lula “drão”!

    “Janja sorri durante velório da cantora Preta Gil, no Rio”
    – Ela foi flagrada por câmeras dando risada enquanto olhava o caixão.
    (+em: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e11-brasil/janja-sorri-durante-velorio-de-preta-gil)

    Consta que durante o citado velório ouvia-se a música “Drão”, do Gil, feita em homenagem à mãe da finada.

    https://www.youtube.com/watch?v=Aj1Mb_zhZTk

  28. Miguel José Teixeira

    “Uso da Assinatura Gov.br cresce 90% em 6 meses”
    – Serviço foi usado 95 milhões de vezes de janeiro a junho deste ano; tem elevado nível de confiança e segurança…
    (Poder360, 26/07/25)

    O uso do serviço de assinatura eletrônica do Gov.br teve um crescimento de 90% no 1º semestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado. O serviço foi usado 95 milhões de vezes de janeiro a junho deste ano.

    A solução foi desenvolvida pelo MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos), em parceria com o ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação) e a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Permite assinar eletronicamente documentos com a mesma validade jurídica de um documento físico.

    De acordo com o MGI, a assinatura Gov.br é classificada como avançada, o que significa que conta com elevado nível de confiança e segurança.

    SAIBA COMO USAR:
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/uso-da-assinatura-gov-br-cresce-90-em-6-meses-saiba-como-usar/)

    Perigo à vista!
    Será que o haddad já, já não irá taxá-la?
    1 real X 95 milhões. . .

  29. Miguel José Teixeira

    Cortesia com chapéu alheio?

    “Deputados negociam licença paternidade de 60 dias no país”
    – Frente Parlamentar quer implementação gradual a partir de 30 dias; votação pode ocorrer no 2º semestre…
    (Poder360, 26/07/25)

    A Frente Parlamentar Mista pela Licença Paternidade e a bancada feminina no Congresso articulam apoio para ampliar a licença paternidade no Brasil para 60 dias, com implementação gradual a partir de 30 dias.

    A Câmara aprovou na semana passada requerimento de urgência para o PL 3.935/2008, que prevê licença de 15 dias – período considerado insuficiente por especialistas. O projeto já foi aprovado no Senado.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/parlamentares-consenso-licenca-paternidade-60-dias-2025/)

    Matutando bem. . .
    O que acontecerá com um micro empresário, com 2 empregados e ambas esposas tem filhos no mesmo período?
    – Quebra!

  30. Miguel José Teixeira

    Tornando público seu modus operandi!

    “Só é rico porque já roubou”, diz Lula
    – Declaração do petista foi feita em cerimônia de anúncio de obras do Novo PAC em São Paulo
    (Redação O Antagonista, 25/07/25)

    O presidente Lula (PT) criticou nesta sexta-feira, 25, a ideia de que ele próprio atribuiu a eleitores pobres de que é preferível votar em “prefeito que é rico, porque ele não vai roubar”.

    Para o petista, o político “só é rico porque roubou”.

    “Então a gente… a gente gostaria de comer filé mesmo… Sabe? A gente quer comer coisa boa… Sabe? Então, assim, é preciso parar com essa ideia, sabe? Que eles falam… Os… Os ricos são tão sabido [sic] que eles inventaram o seguinte… O pobre fala assim: ‘Ah, eu vou votar no prefeito que é rico, porque ele não vai roubar, porque ele já é rico.’ Ora, e ele só é rico porque já roubou! Porra! E aí… E aí o pobre fica com preconceito contra o pobre. Não é, não é uma coisa…? Gente…”, disse Lula, durante evento de anúncio dos projetos habilitados pelo Novo PAC, em São Paulo.

    O Antagonista considera emblemático que o milionário Lula, aliviado pelo STF das condenações por corrupção e lavagem de dinheiro nos casos do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia, considere que político rico é necessariamente ladrão.

    Da fortuna de Lula, exposta em 2015 em relatório do Coaf sobre sua empresa L.I.L.S., cerca de R$ 10 milhões, em remuneração por alegadas palestras, vieram do clube de empreiteiras envolvidas no esquema criminoso da Petrobras, como Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão.

    ‘Nós contra eles’
    Seguindo a linha do ‘nós contra eles’, Lula havia dito, em junho, que “algumas pessoas” não gostam dele em razão do projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

    Sem citar os ‘ricos’, o petista disparou contra a elite econômica, afirmando que, “se estivesse em uma reunião com eles, tomando uísque” ou se “fosse jogar golfe com eles”, seria apoiado por “eles”.

    “É por isso que eles não gostam de mim. Porque nós mandamos um projeto de lei para o Congresso Nacional, isentando todas as pessoas que ganham até R$ 5 mil de pagar imposto de renda. E decidimos que quem ganha acima de R$ 1 milhão por ano vai pagar um pouquinho. Eles não querem. Eles não querem pagar, porque quem paga imposto nesse país é quem trabalha e recebe contracheque no fim do mês, que é descontado na fonte”, disse o petista, usando camisa e boné vermelhos.

    “Tem gente que eu sei que não gosta de mim. E não gosta de mim exatamente porque eu gosto de vocês (apontando para a plateia formada por pequenos agricultores). Se eu não estivesse aqui e tivesse uma reunião com eles, tomando uísque, eles gostariam de mim. Se eu, todo dia 23 de dezembro, em vez de tomar café com os moradores de rua de São Paulo, eu fosse jogar golfe com eles, eles gostariam de mim. Mas é importante eles saberem que eu governo este país para todo mundo. Mas eu tenho um lado e o meu lado é o povo trabalhador, dos professores, da classe média baixa que é quem paga imposto de renda neste país”, afirmou.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/so-e-rico-porque-ja-roubou-diz-lula/)

  31. Miguel José Teixeira

    Quem estará segurando a guia em cuja ponta está encoleirado “nosso representante” Carlos Chiodini (MDB-SC)?

    “Projeto de lei amplia indenizações habitacionais e gera bomba fiscal de R$ 38 bi”
    – Proposta foi aprovada pela Câmara, e Fazenda vai tentar barrar avanço no Senado; escritórios de advocacia seriam beneficiados.
    (Idiana Tomazelli, FSP, 25/07/25)

    Um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados cria uma bomba fiscal de R$ 37,5 bilhões para a União ao ampliar indenizações por defeitos na construção de imóveis financiados pelo antigo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), além de flexibilizar as condições de repasse dos valores.

    O texto é tão amplo que obriga o pagamento até nos casos em que o imóvel não existe mais — o que torna impossível realizar perícia para verificar se os problemas vieram da construção original.

    O Ministério da Fazenda vai tentar barrar o avanço do texto no Senado. Procurada, a pasta respondeu que a proposta “ofende os princípios estruturantes do regime orçamentário e da gestão responsável de fundos públicos”.

    A estimativa de impacto foi fornecida pelo próprio ministério, com o alerta de que o valor pode ser até maior, devido à “imprevisibilidade de despesas que poderão no futuro ser elegíveis para o ressarcimento”. Técnicos do governo afirmam que o montante pode ficar acima dos R$ 41 bilhões.

    O projeto foi apresentado pelo deputado Carlos Chiodini (MDB-SC) e recebeu parecer favorável do deputado Fernando Monteiro (Republicanos-PE), que fez modificações. Chiodini não respondeu à reportagem. Monteiro disse que o projeto busca facilitar os acordos com as famílias e argumentou que se trata de um “dinheiro privado” —a Fazenda diz que o projeto gera despesa pública.

    “Eu estou dizendo isso para você, não é [custo para o] erário”, afirmou.

    O texto foi aprovado de forma simbólica (sem votação individual), com manifestações contrárias de PT, PC do B, PSOL e Novo. A votação ocorreu em 16 de julho, na mesma sessão que aprovou outra bomba fiscal de R$ 30 bilhões para favorecer o agronegócio.

    A proposta obriga a Caixa Econômica Federal a indenizar milhares de famílias por defeitos na construção de imóveis financiados pelo SFH nas décadas de 1960 a 1980 e que eram protegidos por uma apólice pública de seguros, modalidade hoje extinta.

    Desde 2011, essas obrigações são de responsabilidade do FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais), fundo público criado para regularizar passivos do antigo sistema de habitação. A administração fica a cargo da Caixa, mas o dinheiro vem do Tesouro Nacional, a partir da emissão de títulos da dívida pública.

    Hoje, a Caixa acompanha cerca de 71 mil ações judiciais espalhadas pelo país, movidas por quase 500 mil autores, que cobram indenização para pagar os consertos.

    O tema é cercado de polêmicas. Originalmente, as apólices de seguro cobriam a quitação do financiamento em caso de morte ou doença grave e danos materiais ocorridos após a entrega do imóvel (como uma inundação). Como os contratos já foram finalizados, a União entende que não haveria mais qualquer obrigação. Porém, trata-se de famílias em situação vulnerável, e a opção foi atendê-las em alguma medida.

    Na maioria dos casos, os problemas detectados demandam reparos, mas não impedem o mutuário de continuar morando na unidade.

    A exceção são os chamados “prédios-caixão”, tipo de construção empregada com maior frequência na região metropolitana de Recife (PE). Erguidos sem vigas, pilares ou concreto armado, eles têm na própria alvenaria sua estrutura de suporte e passaram a apresentar problemas, com episódios extremos de desabamento.

    Desde 2014, a lei autoriza a Caixa a oferecer acordos para encerrar as disputas judiciais. A negociação segue limites fixados pelo conselho curador do FCVS, com teto de R$ 34,4 mil para a indenização (equivalente a 75% do valor estimado da condenação, que é de R$ 45,85 mil). Nos últimos anos, a média dos acordos ficou até abaixo disso: R$ 21 mil.

    O projeto de lei altera as regras para, em vez de autorizar, obrigar a Caixa a oferecer os acordos. Além disso, o cálculo da indenização passa a considerar não só o valor estimado da condenação, mas também os honorários devidos a escritórios de advocacia e as custas processuais.

    Técnicos do governo estimam que o custo médio da indenização saltaria a R$ 101 mil —quase cinco vezes o que é pago atualmente. Parte disso seria absorvida pelos advogados.

    No caso dos prédios-caixão, 202 empreendimentos de alto risco foram incluídos em uma primeira leva de acordos para os mutuários comprarem uma nova casa. O pagamento médio ficou em R$ 120 mil por família —o equivalente a 75% do custo de uma unidade da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida na região metropolitana do Recife.

    Outros 296 empreendimentos foram considerados de médio e baixo risco e, segundo técnicos do governo, poderiam ter sua situação resolvida com reformas pontuais. Mesmo assim, o projeto aprovado estendeu a eles uma indenização de maior valor.

    O relator disse que o projeto apenas autoriza indenizações maiores. “Esse projeto não tem nada mais do que uma facilidade. Se o seu governo não quiser fazer acordo, não faz acordo”, afirmou Monteiro.

    O texto ainda traz outras flexibilizações. Pela proposta, a oferta de acordo será feita “independentemente do estado atual de conservação do imóvel, da realização de reformas, expansão e da atual destinação da edificação”. Na prática, o dispositivo permite o pagamento mesmo quando a casa já foi demolida, dando lugar a igrejas, comércios e outros empreendimentos. Sobre isso, o relator disse que a maior agilidade dada pela proposta busca evitar esses casos.

    O projeto também cria um novo assento no conselho curador do FCVS, que toma decisões sobre os recursos do fundo. Sob o argumento de incluir um representante dos mutuários, a proposta prevê a participação de um membro da Abradem (Associação Brasileira de Defesa dos Mutuários do Sistema Financeiro de Habitação) nas deliberações sobre seguro habitacional.

    Segundo duas pessoas que acompanham os acordos judiciais em torno do tema, a Abradem não tem histórico de participação nessas negociações.

    A entidade é sediada no Rio Grande do Norte e tem como um de seus representantes o advogado Marcelo Gomes. Na página de seu escritório, ele se apresenta como um profissional que “possui militância expressiva” na área de direito habitacional e um dos “pioneiros nas ações securitárias em defesa dos mutuários do SFH”.

    Procurado, ele disse não saber por que a Abradem foi escolhida para representar os mutuários no conselho, embora existam outras entidades com a mesma finalidade. O relator do projeto disse que indicou a associação por ser “a maior e a que mais tem legitimidade”.

    Antes de conceder entrevista, Gomes aparecia em diversos vídeos na página da Abradem no Instagram. Após a conversa com a Folha, o perfil ficou indisponível. A reportagem questionou o advogado sobre esse fato, mas ele disse não saber a razão do ocorrido.

    Na entrevista, Gomes afirmou que a associação não participou da elaboração do texto, mas defendeu sua aprovação para dar solução a processos que se arrastam há anos.

    “Realmente é algo muito grave, famílias que se desfizeram por conta dessa demora. O valor econômico que as pessoas vão receber é um reparo para amenizar um pouco dessa dor, pela omissão”, disse. Para Gomes, a elevada demanda judicial decorre do alto volume de problemas habitacionais, e colocar a questão como fruto de advocacia predatória seria “muito perigoso”.

    Em nota, o Ministério da Fazenda disse que o projeto cria despesa sem indicar estimativas de impacto ou fonte de custeio.

    Os aportes do Tesouro no FCVS são de natureza financeira —portanto, não esbarram nos limites de despesa do arcabouço fiscal ou na meta de resultado primário. Ainda assim, têm impacto direto na dívida pública do país, que vai subir se a medida avançar no Congresso.

    No ano passado, o FCVS fechou o ano com um patrimônio líquido negativo em R$ 53,1 bilhões. “O projeto expõe o FCVS a uma situação de iliquidez que impossibilitará a realização dos pagamentos sob sua responsabilidade e exigirá, por conseguinte, a assunção dessa dívida pela União”, afirma a pasta.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/projeto-de-lei-amplia-indenizacoes-habitacionais-e-gera-bomba-fiscal-de-r-38-bi.shtml)

    Sacaram?

    “O texto é tão amplo que obriga o pagamento até nos casos em que o imóvel não existe mais — o que torna impossível realizar perícia para verificar se os problemas vieram da construção original.

  32. Miguel José Teixeira

    “Tem mineral sobrando aí?”
    (Luana Franzão, FSP, Mercado, 25/07/25)

    Aí vai um desafio:
    quem disse a frase que dá título à newsletter?
    – Um colonizador português nos idos do século 18 ou um oficial americano em 2025?

    A resposta correta é a segunda, como bem deve ter imaginado o leitor atento. O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, afirmou que o governo americano tem interesse nos minerais críticos em solo brasileiro (1).

    O representante de Washington demonstrou atenção à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (2) que o governo Lula está elaborando — e que deve ser finalizada neste semestre, segundo entrevista do ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) à Folha (3).

    Críticos por quê?
    Os minerais críticos são insumos considerados essenciais para a economia (4) e a segurança nacional de um país, mas que enfrentam riscos elevados de escassez ou interrupção no fornecimento.

    Isso ocorre, em boa parte, porque a sua produção está concentrada em poucos países (5), além da dificuldade de substituição por outros materiais (6) e da alta demanda em setores estratégicos (7) como energia limpa, tecnologia, defesa e mobilidade elétrica.

    Esses minerais são fundamentais, por exemplo, para a fabricação de baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas militares.

    Entre eles estão lítio (8), cobalto, níquel, grafite, nióbio, terras raras, tântalo, cobre e urânio.

    No dos outros, é refresco.
    Os Estados Unidos têm buscado diversificar seus fornecedores desses materiais, principalmente para depender menos da China (9).

    O país asiático chegou a restringir a exportação de terras raras aos EUA (10) em meio às tensões com a gestão Trump. O Brasil poderia se posicionar como uma opção mais amigável de fornecedor (11).

    Sem medo de ser feliz.
    A princípio, não há impedimento para que empresas americanas atuem na mineração no Brasil. Já há diversas companhias privadas estrangeiras fazendo esse trabalho, como chilenas e argentinas — embora os governos, diretamente, não o façam (12).

    Em discurso no Vale do Jequitinhonha (MG), o presidente Lula destacou a soberania do Brasil sobre os recursos naturais de seu território, citando os minérios.

    “Temos todos os minerais ricos que vocês querem para proteger, e aqui ninguém põe a mão. A única coisa que eu peço é que o governo americano respeite povo brasileiro como eu respeito o povo americano”, afirmou.

    Questionado sobre a possibilidade de um acordo com os EUA sobre os minerais, o vice-presidente Geraldo Alckmin tergiversou dizendo que existe uma pauta muito longa que pode ser “explorada e avançada”.

    (1) “Encarregado dos EUA expressa interesse americano em minerais estratégicos do Brasil”
    – Alckmin confirma que conversou com secretário do Comércio dos EUA e diz que governo brasileiro ‘não saiu da mesa de negociação’; Lula diz que ‘ninguém põe a mão’ em recursos do país.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/encarregado-dos-eua-expressa-interesse-americano-em-minerais-estrategicos-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (2) “Exploração de minerais críticos vai demorar um século se não houver mudança, diz ex-ministra”
    – Brasil tem grandes reservas e produz pouco; Izabella Teixeira defende revisão de estratégia.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/exploracao-de-minerais-criticos-vai-demorar-um-seculo-se-nao-houver-mudanca-diz-ex-ministra.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (3) “Etanol pode ser negociado com EUA, mas Brasil deveria manter sua tarifa, diz Silveira; assista”
    – Ministro afirma não considerar correto proibir importação de diesel russo e que Rubio está mal informado sobre Itaipu.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/etanol-pode-ser-negociado-com-eua-mas-brasil-deveria-manter-sua-tarifa-diz-silveira-assista.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (4) “Serviço geológico enfrenta restrição orçamentária e corre para mapear minerais críticos do Brasil”
    – Órgão aposta em parcerias com governos estaduais para encontrar reservas e colocar país à frente na corrida geopolítica por metais estratégicos.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/servico-geologico-enfrenta-restricao-orcamentaria-e-corre-para-mapear-minerais-criticos-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (5) “Brasil não vai ser palco de corrida predatória por minerais críticos, diz Lula no G7”
    – Presidente também afirmou que parcerias da exploração de terras raras não devem se basear em disputas geopolíticas.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/brasil-nao-vai-ser-palco-de-corrida-predatoria-por-minerais-criticos-diz-lula-no-g7.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (6) “Investidores canadenses chegam ao Brasil à procura de lucro com minerais críticos”
    – Bolsa de Toronto organizou encontro entre empresas listadas e donos de mineradoras.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/investidores-canadenses-chegam-ao-brasil-a-procura-de-lucro-com-minerais-criticos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (7) “Minerais estratégicos sem prioridade no radar”
    – Serviço Geológico do Brasil precisa manter-se à altura do salto exigido para o país se destacar na transição energética.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/05/minerais-estrategicos-sem-prioridade-no-radar.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (8) “Sonhos de lítio”
    – A Bolívia se tornará a Arábia Saudita da era do carro elétrico?
    (+em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/sonhos-de-litio/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (9) “Velocidade faz China superar EUA em disputa por minerais críticos do Brasil”
    – Chineses são mais rápidos em decisão de investimento em matérias-primas essenciais para motores elétricos e placas solares.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/03/velocidade-faz-china-superar-eua-em-disputa-por-minerais-criticos-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (10) “China interrompe exportações de minerais críticos após guerra comercial se intensificar”
    – Pequim suspendeu as exportações de materiais de terras raras, cruciais para as indústrias do mundo todo, em retaliação aos EUA.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/china-interrompe-exportacoes-de-minerais-criticos-apos-guerra-comercial-se-intensificar.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (11) “Startups de terras raras disputam fatia de R$ 5,5 bi do BNDES”
    – Brasil quer atrair investimentos e reduzir dependência da China no mercado de minerais estratégicos.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/startups-de-terras-raras-disputam-fatia-de-r-55-bi-do-bndes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (12) “Por que os metais de terras raras são importantes para Donald Trump e o Ocidente”
    – China domina o mercado de metais usados em uma variedade de produtos, incluindo os cruciais para a segurança nacional.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/03/por-que-os-metais-de-terras-raras-sao-importantes-para-donald-trump-e-o-ocidente.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

    E o Revisildo. . .
    Lembro-me que em Gaspar existia as Minas de Prata.
    Será que não tem também outros minerais críticos e estratégicos?

  33. Miguel José Teixeira

    “Tem mineral sobrando aí?”
    (Luana Franzão, FSP, Mercado, 25/07/25)

    Aí vai um desafio:
    quem disse a frase que dá título à newsletter?
    – Um colonizador português nos idos do século 18 ou um oficial americano em 2025?

    A resposta correta é a segunda, como bem deve ter imaginado o leitor atento. O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, afirmou que o governo americano tem interesse nos minerais críticos em solo brasileiro (1).

    O representante de Washington demonstrou atenção à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (2) que o governo Lula está elaborando — e que deve ser finalizada neste semestre, segundo entrevista do ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) à Folha (3).

    Críticos por quê?
    Os minerais críticos são insumos considerados essenciais para a economia (4) e a segurança nacional de um país, mas que enfrentam riscos elevados de escassez ou interrupção no fornecimento.

    Isso ocorre, em boa parte, porque a sua produção está concentrada em poucos países (5), além da dificuldade de substituição por outros materiais (6) e da alta demanda em setores estratégicos (7) como energia limpa, tecnologia, defesa e mobilidade elétrica.

    Esses minerais são fundamentais, por exemplo, para a fabricação de baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas militares.

    Entre eles estão lítio (8), cobalto, níquel, grafite, nióbio, terras raras, tântalo, cobre e urânio.

    No dos outros, é refresco.
    Os Estados Unidos têm buscado diversificar seus fornecedores desses materiais, principalmente para depender menos da China (9).

    O país asiático chegou a restringir a exportação de terras raras aos EUA (10) em meio às tensões com a gestão Trump. O Brasil poderia se posicionar como uma opção mais amigável de fornecedor (11).

    Sem medo de ser feliz.
    A princípio, não há impedimento para que empresas americanas atuem na mineração no Brasil. Já há diversas companhias privadas estrangeiras fazendo esse trabalho, como chilenas e argentinas — embora os governos, diretamente, não o façam (12).

    Em discurso no Vale do Jequitinhonha (MG), o presidente Lula destacou a soberania do Brasil sobre os recursos naturais de seu território, citando os minérios.

    “Temos todos os minerais ricos que vocês querem para proteger, e aqui ninguém põe a mão. A única coisa que eu peço é que o governo americano respeite povo brasileiro como eu respeito o povo americano”, afirmou.

    Questionado sobre a possibilidade de um acordo com os EUA sobre os minerais, o vice-presidente Geraldo Alckmin tergiversou dizendo que existe uma pauta muito longa que pode ser “explorada e avançada”.

    (1) “Encarregado dos EUA expressa interesse americano em minerais estratégicos do Brasil”
    – Alckmin confirma que conversou com secretário do Comércio dos EUA e diz que governo brasileiro ‘não saiu da mesa de negociação’; Lula diz que ‘ninguém põe a mão’ em recursos do país.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/encarregado-dos-eua-expressa-interesse-americano-em-minerais-estrategicos-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (2) “Exploração de minerais críticos vai demorar um século se não houver mudança, diz ex-ministra”
    – Brasil tem grandes reservas e produz pouco; Izabella Teixeira defende revisão de estratégia.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/exploracao-de-minerais-criticos-vai-demorar-um-seculo-se-nao-houver-mudanca-diz-ex-ministra.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (3) “Etanol pode ser negociado com EUA, mas Brasil deveria manter sua tarifa, diz Silveira; assista”
    – Ministro afirma não considerar correto proibir importação de diesel russo e que Rubio está mal informado sobre Itaipu.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/etanol-pode-ser-negociado-com-eua-mas-brasil-deveria-manter-sua-tarifa-diz-silveira-assista.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (4) “Serviço geológico enfrenta restrição orçamentária e corre para mapear minerais críticos do Brasil”
    – Órgão aposta em parcerias com governos estaduais para encontrar reservas e colocar país à frente na corrida geopolítica por metais estratégicos.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/servico-geologico-enfrenta-restricao-orcamentaria-e-corre-para-mapear-minerais-criticos-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (5) “Brasil não vai ser palco de corrida predatória por minerais críticos, diz Lula no G7”
    – Presidente também afirmou que parcerias da exploração de terras raras não devem se basear em disputas geopolíticas.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/brasil-nao-vai-ser-palco-de-corrida-predatoria-por-minerais-criticos-diz-lula-no-g7.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (6) “Investidores canadenses chegam ao Brasil à procura de lucro com minerais críticos”
    – Bolsa de Toronto organizou encontro entre empresas listadas e donos de mineradoras.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/investidores-canadenses-chegam-ao-brasil-a-procura-de-lucro-com-minerais-criticos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (7) “Minerais estratégicos sem prioridade no radar”
    – Serviço Geológico do Brasil precisa manter-se à altura do salto exigido para o país se destacar na transição energética.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/05/minerais-estrategicos-sem-prioridade-no-radar.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (8) “Sonhos de lítio”
    – A Bolívia se tornará a Arábia Saudita da era do carro elétrico?
    (+em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/sonhos-de-litio/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (9) “Velocidade faz China superar EUA em disputa por minerais críticos do Brasil”
    – Chineses são mais rápidos em decisão de investimento em matérias-primas essenciais para motores elétricos e placas solares.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/03/velocidade-faz-china-superar-eua-em-disputa-por-minerais-criticos-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (10) “China interrompe exportações de minerais críticos após guerra comercial se intensificar”
    – Pequim suspendeu as exportações de materiais de terras raras, cruciais para as indústrias do mundo todo, em retaliação aos EUA.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/china-interrompe-exportacoes-de-minerais-criticos-apos-guerra-comercial-se-intensificar.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (11) “Startups de terras raras disputam fatia de R$ 5,5 bi do BNDES”
    – Brasil quer atrair investimentos e reduzir dependência da China no mercado de minerais estratégicos.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/startups-de-terras-raras-disputam-fatia-de-r-55-bi-do-bndes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (12) “Por que os metais de terras raras são importantes para Donald Trump e o Ocidente”
    – China domina o mercado de metais usados em uma variedade de produtos, incluindo os cruciais para a segurança nacional.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/03/por-que-os-metais-de-terras-raras-sao-importantes-para-donald-trump-e-o-ocidente.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

    E o Revisildo. . .
    Lembro-me que em Gaspar existia as Minas de Prata.
    Será que não tem também outros minerais críticos e estratégicos?

  34. Miguel José Teixeira

    “Empresa testa IA na gerência de loja por um mês; robô dá prejuízo e ainda mente para os clientes”
    – Experimento da Anthropic com Claude, chatbot de inteligência artificial, termina com alucinações, prejuízo e decisões nada lucrativas.
    (O Globo, São Francisco, EUA, 25/07/25)

    “A Anthropic testou a IA Claude Sonnet 3.7 como gerente de uma máquina de venda automática em São Francisco, mas o experimento não teve sucesso. A IA, embora inicialmente promissora, cometeu erros como vender com prejuízo e criar um sistema de pagamento fictício, além de “alucinações” como alegar presença física em reuniões. A empresa concluiu que não usaria a IA em operações reais.” (Irineu)

    (+em: https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2025/07/25/empresa-testa-ia-na-gerencia-de-loja-por-um-mes-robo-da-prejuizo-e-ainda-mente-para-os-clientes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  35. Miguel José Teixeira

    “Aposta de Lula, justiça tributária é desconhecida por mais pobres”
    – Apesar de alinhamento com a ideia, brasileiros de renda baixa são os que menos ficaram sabendo da agenda.
    (Caio Sartori e Rafaela Gama, O Globo, Rio de Janeiro, 25/07/25)

    “A agenda de “justiça tributária” do governo Lula, que visa aliviar impostos para os mais pobres e aumentar para os mais ricos, enfrenta desafios de comunicação. Pesquisa Genial/Quaest revela que apenas 32% das pessoas de baixa renda conhecem a proposta, embora 68% apoiem a ideia de taxar mais os ricos. A medida, que já avançou na Câmara, tem potencial para mudar a percepção sobre o governo, mas enfrenta resistência se vista como divisiva.” (Irineu)

    (+em: https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2025/07/aposta-de-lula-justica-tributaria-e-desconhecida-por-mais-pobres.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  36. Miguel José Teixeira

    “Governo Lula prepara política nacional para minerais críticos, alvo de interesse dos EUA”
    – Lítio, cobre, grafita e terras-raras despertam cobiça de grandes potências. Encarregado de negócios da embaixada americana diz que seu país está interessado no acesso a esses minerais.
    (Eliane Oliveira e Manoel Ventura, O Globo, Brasília, 25/07/25)

    “O governo Lula está desenvolvendo uma política nacional para minerais críticos, como lítio e grafita, atraindo o interesse dos EUA. A iniciativa, chamada Mineração para Energia Limpa, visa expandir a participação de pequenas empresas e incentivar o financiamento de projetos. A disputa por esses recursos, essenciais para setores estratégicos, ocorre em meio a tensões comerciais com os EUA. Especialistas destacam a importância de agregar valor aos produtos para fortalecer a indústria nacional.” (Irineu)

    (+em: https://oglobo.glo)bo.com/economia/noticia/2025/07/25/governo-lula-prepara-politica-nacional-para-minerais-criticos-enquanto-eua-manifestam-interesse-no-produto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  37. Miguel José Teixeira

    “Crusoé: Esticando a corda” (1)
    – Bolsonaristas e petistas intensificam disputas, mas podem ser abandonados pelo Centrão. E mais: Congresso abaixo do radar e o preço da soberba de Lula.
    (Redação O Antagonista, 25/07/25)

    De olho em uma eventual candidatura presidencial no ano que vem, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) adotou, em definitivo, o “all in” em sua investida internacional para tentar livrar o pai – Jair – das garras do Supremo Tribunal Federal (STF). Até agora, porém, Eduardo coleciona mais derrotas que vitórias.

    Ao longo desta semana ele passou a sabotar iniciativas parlamentares que tentam minimizar o estrago comercial causado por ele.

    Do outro lado, os petistas observam cada passo de Eduardo Bolsonaro, também de olho em 2026.

    Lula disse com todas as letras na semana passada que seria candidato no ano que vem para não entregar o país “àquele bando de maluco”, em referência ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os petistas sabem que cada passo errático de Eduardo ajudará Lula a recuperar sua popularidade.

    O presidente também já demonstrou que, se for necessário, vai intensificar os ataques ao governo Donald Trump para melhorar sua aprovação junto ao eleitorado — movimento que pode, por consequência, maximizar rusgas com a Casa Branca.

    Enquanto isso, o Centrão apenas observa. Sabe que Jair Bolsonaro é carta fora do baralho em 2026 e tem pressionado as alas mais radicais do PL a abandonar de vez o ex-presidente da República, em nome de uma candidatura menos radical como a de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    O povo, que será o mais impactado por esse pandemônio político protagonizado por petistas e bolsonaristas, fica à margem dos objetivos egoístas de ambos os lados, dizem Duda Teixeira, Guilherme Resck e Wilson Lima em “Esticando a corda” (1), a reportagem de capa da edição desta semana de Crusoé.

    Colunistas
    Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.

    Nesta edição, escrevem Rodolfo Borges (Congresso abaixo do radar (2) e Os cobradores (3), Márcio Coimbra (O preço da soberba (4), Jerônimo Teixeira (A pátria dispensa traidores – e defensores (5), Orlando Tosetto Júnior (Distopia em Brasília (6), Gustavo Nogy (Notas para uma indefinição ideológica (7), Dennys Xavier (Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei (8) e Josias Teófilo (Conversões em massa (9).

    Assine Crusoé e apoie o jornalismo independente: https://crusoe.com.br/

    (1) (+em: https://crusoe.com.br/noticias/esticando-a-corda/)

    (2) – Pesquisas indicam que os brasileiros não dão a devida atenção para o que seus parlamentares fazem, apesar de desconfiarem muito deles.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/congresso-abaixo-do-radar/)

    (3) – Começou a temporada de invasão de centros de treinamento no futebol brasileiro, e isso não costuma dar certo.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/os-cobradores/)

    (4) – Ao rejeitar o pragmatismo e dobrar-se à ideologia, governo Lula empurra o Brasil para o abismo econômico.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/o-preco-da-soberba/)

    (5) – Sim, os bolsonaristas estão abertamente agindo contra o Brasil, mas não será o fervor patriótico que vai nos salvar do tarifaço de Trump.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/a-patria-dispensa-traidores-e-defensores/)

    (6) – Proponho agora ao amigo uma ficção. Um exercício de imaginação em contraponto, ou em complemento, ao que aconteceu no AI-5.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/distopia-em-brasilia/)

    (7) – Sei as cores e as dores do meu time. Mas hoje visto menos os disfarces que já vesti.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/notas-para-uma-indefinicao-ideologica/)

    (8) – Quem mais fala de legalidade é quem mais a instrumentaliza; quem mais clama por ordem é quem mais subjuga o Direito a finalidades extrajurídicas.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/aos-amigos-tudo-aos-inimigos-a-lei/)

    (9) – Diante de uma cultura em declínio e de artistas em pregação moral, cresce um fenômeno inesperado: conversões em massa ao catolicismo.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/conversoes-em-massa/)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-esticando-a-corda/)

  38. Miguel José Teixeira

    Alê momo não foi o precursor da “iscolinha”. É apenas um supremo aluno!

    “Sábado é com s”

    Prefeito de Grossos (RN), seu Raimundo tropeçava no português como o presidente Lula o pisoteia sem dó.
    Certo dia, seu Raimundo pediu à secretária que convocasse para uma sexta-feira uma sessão extraordinária da Câmara Municipal, mas mudou de ideia após a moça perguntar:
    – “Prefeito, sexta é com ‘x’ ou com ‘s’?”
    Ele respondeu:
    – “Sei lá!… Marque para sábado!”

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 25/07/25)

  39. Miguel José Teixeira

    Armou para cima do tarcisão e se deu mal. . .

    “A ministra Anielle Franco (Igualdade Racial) não quer mais saber quem está solto depois de mandar matar Marielle, nem de assédio sexual de ex-colega: agora ela pensa em turismo com dinheiro público. A ministra pressionou o governo de São Paulo a bancar 250 passagens para militantes do PT e PCdoB, além de hospedagem e alimentação, para V Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, promovida pelo governo do Estado de São Paulo neste fim de semana.”
    . . .
    “Insatisfeitos com a negativa da Secretaria da Justiça e Cidadania de SP, ativistas partiram para a intimidação, usando a mídia engajada.”
    (Coluna CH, DP, 25/07/25)

    (+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/tarifaco-lula-impediu-o-itamaraty-de-atuar-e-o-chanceler-ate-vazou-do-brasil)

  40. Miguel José Teixeira

    Diante do que temos “visto, lido e ouvido” alguem duvida?

    “Os diplomatas não desaprenderam o ofício: a paralisia do Itamaraty, na crise do tarifaço, obedeceu a “instrução” do Planalto, segundo fontes do Itamaraty. Diplomatas contaram à coluna que Lula (PT) em nenhum momento se preocupou com o impacto do tarifaço na economia, só em tirar proveito da “briga” com Trump para reduzir sua reprovação nas pesquisas. Em vez de advertir o chefe sobre o erro, o chanceler Mauro Vieira vazou para um passeio bizarro e irrelevante a Croácia e Irlanda.” (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 25/07/25)

    (+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/tarifaco-lula-impediu-o-itamaraty-de-atuar-e-o-chanceler-ate-vazou-do-brasil)

  41. Miguel José Teixeira

    “Maranguape tem a maior taxa de violência; leia o ranking”
    – Anuário de Segurança Pública (*) mostra predomínio do Nordeste entre os municípios com mais mortes violentas e aponta queda nacional nas mortes…
    (Poder360, 24/07/25)

    Maranguape (CE) tem a maior taxa de mortes violentas entre cidades com mais de 100 mil habitantes: 79,9 por 100 mil, segundo o Anuário de Segurança Pública (*), divulgado nesta 5ª feira (24.jul.2025).

    Outras cidades nordestinas também figuram entre as mais violentas, como Jequié (BA), Juazeiro (BA), Camaçari (BA) e Cabo de Santo Agostinho (PE). No total, as 10 cidades com maiores índices de violência estão todas no Nordeste, sendo 5 na Bahia.
    . . .
    UFs com menores taxas de mortes:
    SP: 8,2%
    SC: 8,5%
    DF: 8,9%
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-seguranca-publica/maranguape-tem-a-maior-taxa-de-violencia-leia-o-ranking/)

    (*) https://static.poder360.com.br/2025/07/anuario-2025-final-v04.pdf

  42. Miguel José Teixeira

    “Centrão deixa PL isolado”
    – Veto ao uso da Câmara como palanque de ex-presidente é claro sinal de isolamento dos bolsonaristas.
    (Dora Kramer, FSP, 24/07/25)

    Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado deixaram os bolsonaristas falando sozinhos quando decidiram vetar o uso das dependências do Congresso como palanque de retaliação ao Supremo Tribunal Federal e defesa de Jair Bolsonaro.

    A rigor, a alegação formal de que o recesso impediria o funcionamento da Casa é questionável. Oficialmente, o período de férias só começa depois da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, e isso não aconteceu.

    Houvesse alinhamento de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) com os propósitos do grupo, o acordo poderia ser anulado sob quaisquer justificativas. A crise deflagrada pela ameaça de imposição de sanções ao Brasil por Donald Trump seria uma delas.

    Ademais, convocações extraordinárias têm previsão legal. Portanto, é evidente a razão do veto à cessão do espaço: o proselitismo bolsonarista no momento é contraproducente para o centrão, para a ala do PL que não tem comparecido aos eventos de louvor ao ex-presidente e para os governadores que depois do erro inicial trataram de se afastar do discurso de apoio a Trump. Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) mudou o rumo da prosa, Ronaldo Caiado (União-GO) calou-se e Romeu Zema (Novo-MG) criticou as ações de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

    A ideia de dar abrigo ao deputado-filho em alguma secretaria estadual passou batida pelo Palácio dos Bandeirantes e estacionou no Guanabara, de onde o governador Cláudio Castro (PL) fez sondagens sobre a legalidade dessa nomeação no STF e foi desaconselhado.

    Não quer dizer que algum outro não possa se apresentar à prestação de tal favor. Quem o fizer, contudo, precisará pesar e medir muito bem as consequências. Primeiro, junto à população, cujo dinheiro não será usado em estrutura de política pública e sim para proteger o mandato de um homem sustentado no exterior com R$ 2 milhões dados pelo pai. E, depois, o governador-empregador haverá de se ver com a Justiça quando for chamado a responder por ato com desvio de finalidade.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/07/centrao-deixa-pl-isolado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    O piNçador Matutildo, piNçou:
    “E, depois, o governador-empregador haverá de se ver com a Justiça quando for chamado a responder por ato com desvio de finalidade.”
    O Chatildo preconizou:
    Haverá de se ver também com o eleitor.
    E o Bedelhildo, alertou:
    Alô, arremedo de governador, “jóginhomello”!

  43. Miguel José Teixeira

    Eu tenho estranhado certas supremas decisões, “mais” eu sou “laico”!

    “Decisão exclamatória!”
    (Ranier Bragon, FSP, Brasília Hoje, 24/07/25)

    Alexandre de Moraes tentou dirimir nesta quinta-feira (24) dúvidas sobre o alcance das medidas cautelares (1) impostas a Jair Bolsonaro.

    Em um texto enfático, pontuou em maiúsculas, negrito e cinco exclamações que a Justiça é cega “mais” não é tola.

    Para além do tropeço gramatical, o que importava era delimitar uma decisão que, para muitos, se reveste de censura prévia sem amparo na legislação –e que gerou preocupação no próprio tribunal (2).

    Moraes disse que Bolsonaro não está proibido de dar entrevistas e que busca apenas coibir eventual tentativa de burla às suas ordens por meio das milicias digitais bolsonaristas.

    Do lado do ex-presidente, aliados comemoraram o que classificaram como um recuo (3), embora ainda digam considerar a explicação, mesmo com todas as exclamações, maiúsculas e negritos, passível de muita confusão.

    (1) “STF tem tensão entre ministros e debate sobre cautela em meio a caso Bolsonaro e Trump”
    – Políticos e empresários procuram ministros com receio de impactos da escalada de crise; entorno do ex-presidente vê redução da temperatura.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/stf-tem-tensao-entre-ministros-e-debate-sobre-cautela-em-meio-a-caso-bolsonaro-e-trump.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (2) “STF tem tensão entre ministros e debate sobre cautela em meio a caso Bolsonaro e Trump”
    – Políticos e empresários procuram ministros com receio de impactos da escalada de crise; entorno do ex-presidente vê redução da temperatura.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/stf-tem-tensao-entre-ministros-e-debate-sobre-cautela-em-meio-a-caso-bolsonaro-e-trump.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (3) “Aliados de Bolsonaro consideram decisão de Moraes confusa, mas veem recuo em negativa de prisão”
    – Magistrado diz que houve descumprimento de ordem e que não há veto a entrevista; defesa avalia pedido de esclarecimentos.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/aliados-de-bolsonaro-consideram-decisao-de-moraes-confusa-mas-veem-recuo-em-negativa-de-prisao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

  44. Miguel José Teixeira

    “Latifúndio de dados”
    (Luana Franzão, FSP, Mercado, 24/07/25)

    Há muito espaço sobrando no Brasil?
    Tem gente que acha que sim.
    Uma ideia para ocupá-lo seria construir galpões repletos de computadores (1) que armazenam dados.

    Para impulsionar o desenvolvimento de uma estrutura de processamento de dados para atender às big techs, o Ministério da Fazenda quer criar um regime tributário especial que zera os impostos federais (2) dos produtos comprados pelas empresas que estiverem construindo data centers no Brasil. A isenção deve durar um ano (3).

    ↳ “Data center” é um lugar que abriga servidores e equipamentos para garantir o funcionamento de programas (4) na rede. Com a explosão de IA, eles são cada vez mais necessários. Ou você achou que todas as informações eram armazenadas em outro plano metafísico?

    A medida também isenta do imposto de importação os produtos que não são produzidos no país, como os chips da Nvidia.

    Hoje, os chips de ponta necessários nos complexos mais modernos enfrentam uma carga tributária de 52,7% na importação (5).

    Vale a pena?
    Especialistas em planejamento têm dúvidas sobre se as empresas estrangeiras trarão propriedade intelectual e pesquisa (6) para o Brasil ou se apenas vão se beneficiar da eletricidade barata e dos benefícios fiscais (7).

    Eles citam como exemplos negativos a Zona Franca de Manaus (8) e o complexo de fabricação de alumínio no Maranhão.

    ↳ O texto passou pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Fazenda, e agora está no Planalto, que avalia o melhor momento para enviar a proposta ao Congresso. Alterações ainda podem ser feitas na MP.

    Em números:
    R$ 2 trilhões são quanto a medida pode destravar em investimentos nos data centers nos próximos dez anos, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    R$ 500 bilhões é o investimento estimado em infraestrutura para receber esses galpões.

    (1) “Guerra com teles mobiliza gigantes como Meta e TikTok a investirem em data center no Brasil”
    – Empresas de conteúdo disputam com operadoras por cobrança extra por tráfego de vídeos nas redes.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2025/05/guerra-com-teles-mobiliza-gigantes-como-meta-e-tiktok-a-investirem-em-data-center-no-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (2) “Política de data centers prevê isenção de impostos federais para big techs por um ano”
    – Fazenda não divulga valor de gasto tributário; especialistas questionam desenho da lei e veem ganhos incertos.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/politica-de-data-centers-deve-custar-r-700-bi-em-isencoes-tributarias.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (3) “Governo autoriza data centers e enquadra projetos de geração de energia elétrica em incentivos”
    – 15 projetos de transmissão e três de geração de energia elétrica, que totalizam 440 MW, foram inseridos no Reidi.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/governo-autoriza-data-centers-e-enquadra-projetos-de-geracao-de-energia-eletrica-em-incentivos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (4) “Poluição com boom dos data centers das big tech custa US$ 5,4 bi à saúde pública dos EUA”
    – Pesquisas sugerem que o custo do tratamento de doenças relacionadas à construção de infraestrutura de computação nos EUA está aumentando.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2025/02/poluicao-com-boom-dos-data-centers-das-big-tech-custa-us-54-bi-a-saude-publica-dos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (5) “Carga tributária e prazo para conexão podem travar investimentos em data centers”
    – Especialista diz que setor de IA do Brasil compete com rivais como Austrália e Índia e será analisado sob a ótica dos custos.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2025/04/carga-tributaria-e-prazo-para-conexao-podem-travar-investimentos-em-data-centers.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (6) “Bytedance prepara investimento em data center e IA no Brasil”
    – Chinesa dona do TikTok segue caminho da Huawei, buscando compartilhar negócios e conhecimento no país.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/bytedance-prepara-investimento-em-data-center-e-ia-no-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (7) “Após proposta de Haddad, data centers internacionais dizem que isenção de impostos não basta”
    – Setor, que já criticou trechos de projeto de regulação de IA, busca previsibilidade e mão de obra qualificada, afirma associação.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/apos-proposta-de-haddad-data-centers-internacionais-dizem-que-isencao-de-impostos-nao-basta.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (8) “Zona Franca de Manaus vive debandada de técnicos e engenheiros”
    – Baixa remuneração, choque de gerações e fábricas onde temperatura pode ultrapassar 40ºC levam à evasão de especialistas em automação.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/zona-franca-de-manaus-vive-debandada-de-tecnicos-e-engenheiros.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

  45. Miguel José Teixeira

    “Rejeição a Trump dá salto e Bolsonaro é desaprovado por 60% no tarifaço, diz pesquisa”
    – Ações de Tarcísio e de Eduardo Bolsonaro também são rejeitadas; já atos de Lula são aprovados por 50%, mostra levantamento Pulso Brasil/Ipespe.
    (Mônica Bergamo, FSP, 23/07/25)

    A rejeição ao governo de Donald Trump deu um novo salto no Brasil: de acordo com pesquisa Pulso Brasil/Ipespe finalizada na terça (23), ela passou de 55%, em maio, para 61% em julho, quando ele anunciou um tarifaço contra o país. A aprovação caiu de 39% para 33%.

    FICA LONGE
    Para 53% dos entrevistados, a proximidade com Trump prejudicará candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.

    PALMAS
    Já o comportamento do governo Lula diante das ameaças de Trump é aprovado por 50% dos brasileiros, e desaprovado por 46%.

    VAIAS
    A maioria dos entrevistados (57%) disse que discorda da revogação dos vistos de entrada de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos Estados Unidos. Outros 37% disseram concordar.

    DANDO ORDENS
    O governo Trump anunciou a medida como forma de pressionar a corte a encerrar o processo a que Jair Bolsonaro (PL) responde por tentativa de golpe de Estado no Brasil.

    TAXA NELAS
    Questionados se concordam com a taxação das big techs, 55% responderam positivamente, contra 40% que disseram discordar. Lula afirmou que a medida está em estudo como represália aos EUA.

    LISTA
    O Ipespe fez um ranking sobre o comportamento de lideranças brasileiras na crise com Trump: 60% responderam que desaprovam as reações de Jair Bolsonaro, contra 32% que dizem aprová-las.

    EMPATE
    Ele aparece quase empatado com o filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que é desaprovado por 59% e aprovado por 27%.

    CARONA
    O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) é desaprovado por 46% e aprovado por 32%.

    BALANÇA
    Lula é desaprovado por 45%, percentual menor do que o de aprovação, de 50%.

    FICHA TÉCNICA
    A pesquisa, com 2.500 entrevistados, foi feita pelo Ipespe entre 19 e 22 de julho em todo o país.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2025/07/trump-tem-salto-de-rejeicao-e-reacao-de-bolsonaro-ao-tarifaco-e-desaprovada-por-60-diz-pesquisa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsm%C3%B4nica)

    E o tarcisão, hein?
    Já ouviram falar que “dinheiro que entra fácil sai fácil”?
    Pois é. . .
    Tarcisão formou seu patrimônio eleitoral rapidamente e rapidamente está jogando-o pelo ralo!

  46. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .

    Enquanto o líder estadunidense “se-diverte-se” “na montanha russa que construiu”, o líder mor dos CUmunistas mundial amplia seu varal de fantoches.

    1. Miguel José Teixeira

      Corroborando com a Matutada. . .

      “De Pequim, o correspondente Nelson de Sá relata que a China se diz disposta a trabalhar junto com os países da América Latina e do Brics , incluindo o Brasil, para “proteger a justiça e a equidade internacional” frente a guerra tarifária dos Estados Unidos.”

      (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/china-se-diz-disposta-a-trabalhar-com-o-brasil-para-defender-equidade-frente-aos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdicas)

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