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QUEM NÃO REALIZA, NÃO É PERCEBIDO. QUEM NÃO CUMPRE O DESEJO COLETIVO DE MUDANÇAS QUE MOTIVOU À SUA ESCOLHA, É MALHADO. PAULO AINDA NÃO COMPREENDEU A REGRA DESTE CONTRATO TÁCITO QUE ELE ASSINOU COM A CIDADE E AS PESSOAS QUANDO GANHOU AS ELEIÇÕES DE 2024

Este artigo foi alterado, acrescentado e revisado às 13h01min deste 16.07.2025. Bom dia. Substituí o comentário de hoje porque percebi que a ladainha que analisei na segunda-feira em O PIOR E O MELHOR DO “DESBALANÇO” DE SEIS MESES DE GOVERNO DE PAULO E RODRIGO, AMBOS DO PL, PARA GASPAR, NA RÁDIO 89 FM: “SE NÃO TERMINAR A INTERVENÇÃO QUEBRARÃO OS DOIS: O HOSPITAL E O MUNICÍPIO”, continuou. E terá mais. Um prato cheio de pautas.

Falta gestor de comunicação na prefeitura de Gaspar, ou ele, trocado, depois de dois meses sem titular – o que por si só, mostra a desimportância desta crucial função para a atual gestão municipal , está se subordinando, como o anterior, perigosamente, às vontades de curiosos na área, incluindo o próprio prefeito Paulo Norberto Koerich, PL. Esta centralização em que não consegue se comunicar, só vai atrapalhar, confundir ou atrasar o que se quer ver revertido entre os eleitores e eleitoras gasparenses insatisfeitos.

Embrulham-se todos. Disto, tenho cátedra, inclusive com erros e experiências múltiplas.

Voltando. Na semana passada, quando foi surpreendido pela má repercussão nos comentários de uma enquete feita pela conta “Gaspar Mil Graus”, no Instagram, sobre os seus seis primeiros meses de governo que tem como vice Rodrigo Boeing Althoff, também PL, Paulo foi obrigado a sair do conforto e fazer um papel do qual não está acostumado: dar explicações.

E se deu mal. Não é da sua natureza se comunicar em público com começo, meio, fim e de forma simples, convincente ou cativante. Isso não é para todos, reconheço. E não adianta “media trainning”. Como policial e delegado, Paulo sempre fez os outros se explicarem e quando muito, relatar – de forma técnica e sem detalhes, ou os que interessavam pela investigação – as confissões que estavam reduzidas a termo, como se diz no linguajar policial.

Mais, uma vez, vou tomar como base a entrevista que Paulo deu ao repórter Paulo Flores e ao proprietário da 89 FM, Joel Reinert. Há outras e não as desprezo, nem mesmo àquelas que dizem que o “surpreenderam” com perguntas…

Nesta “resposta” da escorregada da casca de banana que atravessou ou outro lado da rua para escorregar nela, mesmo sem ser perguntado, Paulo naquela entrevista, ao vivo, sem recortes, reveladora sobre o entrevistado, exatamente devido à técnica dela onde, os entrevistadores deixaram-no “solto” e ele, desorientado por si, seus bruxos ou sua assessoria, ocupou 50 minutos preciosos da rádio, em horário nobríssimo, sem  qualquer foco, com conteúdo fragmentado e sem clareza à ótima oportunidade que teve, num espaço de reconhecido alcance e audiência entre os gasparenses. Por várias vezes, nas entrelinhas, queixou-se da população. Pinço esta “resposta” que veio dele sem ser perguntado diretamente . É relevante.

UM PREFEITO PODE SER ONIPRESENTE? PODE! PARA PAULO, NÃO

O povo reclama de que eu não estou em todos os lugares e que vivo em festa de igrejas“. Credo! Quem orientou Paulo para esta queixa? Estou de alma lavada, mais uma vez vez.

Não me digam que Paulo, sua assessoria e o círculo de bruxos que o cerca não entenderam o recado que estava no ar, do qual foi avisado aqui várias vezes, gratuitamente, com muita antecedência, mas que preferiu mandar bananas por seis meses porque achava que era algo que não dizia respeito? Esta queixa genérica e outras bem direcionadas, explodiram na, até então ingênua, enquete da rede social, exatamente porque Paulo e os seus “assessores”, “apoiadores”, “interesseiros” e “puxa-sacos” não entenderam que foram vencedores com 52,98% dos votos válidos em outubro do ano passado contra o candidato da administração que sucederam bem como, em outro polo, quem já governou Gaspar por três mandatos.

Eu exagero? O tempo realmente é o senhor da razão. E esse pessoal está dando tempo demais para que ele [o tempo] tenha razão, sem volta e contra eles próprios. Um prefeito pode ser onipresente? Pode e deve. Para Paulo, onipresença parece ser coisa do outro mundo. Pode até ser. Nem do outro e nem divina, no meu entender. Ser onipresente também é coisa do mundo da política onde ele quis se meter e estar. 

E se esta negação, ainda mais em tempos de redes sociais on line fosse pouco, Paulo e Rodrigo estão “kleberizando” ao máximo a administração deles, inquietantemente contra os que votaram em Paulo e Rodrigo pois a queriam vê-la longe do centro de decisões e operações do Paço Municipal, ou enterrada. E cada vez mais, a atual gestão municipal se apresenta nesta incoerência e contraditório inexplicáveis.

Como é que um prefeito pode estar presente em todos os lugares da cidade ao mesmo tempo? Quando ele não reclamar de que não consegue fazer isso porque é humano. Esta reclamação é antes ser uma desculpa esfarrapada, um gesto de fraqueza e distanciamento. Ela é extremamente problemático para um político e um gestor público.

Como é que um prefeito pode estar presente em todos os lugares da cidade ao mesmo tempo?

Quando não se precisa dele presente fisicamente em todos os lugares ao mesmo tempo. Quando a cidade funciona automaticamente para o morador da cidade – eleitor ou eleitora dele ou não. Quando o prefeito dá transparência e esclarece à cidade sobre que pensa, sobre como e quando quer fazer o que é preciso se fazer para a coletividade, e principalmente, quando ouve a cidade, cidadãos e cidadãs por diversos mecanismos de ouvidoria, comunicação, transparência, interação e prestação de contas. Paulo e Rodrigo, claramente estão falhando. E foi isso que a enquete mostrou. Estão lutando contra ela? Ou não entenderam ainda?

O prefeito é um síndico da cidade. Nem mais, nem menos. Se for eficaz, ninguém precisa dele por perto fisicamente para ficar satisfeito e por decorrência, se queixar que no fundo é a queixa da sua ausência. O prefeito que faz a cidade funcionar se torna uma “entidade”. Então, o queixume de Paulo não procede e ao mesmo tempo, torna-se um problema para ele, para os que trabalham com, para ele e pela cidade, mas também para quem o quer defendê-lo das possíveis injustas percepções.

E por que o prefeito, e neste caso Paulo, não precisa estar presente fisicamente? Porque a cidade, os cidadãos e cidadãs, mesmo os antagônicos partidariamente aos que estão no poder de plantão, sabem que o prefeito lidera as equipes que escolheu pela competência, não apenas por afinidade, lealdade ou aparelhamento. Sabe que todos estão trabalhando. Que cada um no seu papel e grau de importância, de forma integrada, estão resolvendo e protegendo o município, inserindo-o pelos resultados visíveis e compreensíveis, num futuro econômico e administrativo sustentável. E se isto acontecer e o prefeito passar pelas pessoas, vai receber, automaticamente, não só elogios, sinceros; vai ser reconhecido; vai ser respeitado; vai ser reeleito. Estará mais leve. E ponto final.

O PREFEITO SÓ ESTÁ EM FESTAS

Paulo, ao que parece, não entendeu, ou finge que não entendeu o recado que ele próprio o tirou do colete na entrevista para mandar recados à cidade e se justificar mais uma vez. “Eu sempre fui às festas [das comunidades]” e que se resumiam até então, ao Gaspar Grande e a de São Pedro. Agora, como prefeito, Paulo é convidado e vai a todas. Faz bem. Paulo está injuriado, pelo jeito. Ou seja, Paulo igualmente não está de todo alienado. Esta reclamação pode não ter procedência na autonomia que Paulo possui para fazer suas escolhas pessoais, ou de representação, inerentes ao protocolo, cargo e particulares.

Por outro lado, entretanto, o que Paulo deve entender e este é o recado que lhe passaram nas supostas queixas de que estaria indo só a festas, como ele próprio frisou na entrevista na 89 FM,  é que antes da festa (comemoração), há um trabalho duríssimo para ele fazer. E para se eleger, Paulo prometeu arregaçar as mangas. Pode se desculpar, ao menos, e dizer que está indo as festas de igrejas para pedir milagres. Aí…

Neste caso além dos tratados políticos, administrativos e planejamento, Freud também explica esta inquietação da cidade e do prefeito. No imaginário dos eleitores e eleitoras, ao invés de estar trabalhando, Paulo está aparecendo nas redes sociais – devido a sua assessoria – como um arroz de festa, como se a cidade estivesse nos trinques. Esta é uma percepção. Errada, ou não, ela deve ser considerada pelos que entendem disso, debatida com Paulo e a gestão. É só olhar para Brasília e ver a diferença entre o Planalto e a Planície. Lula, PT e a esquerda do atraso também estão se queixando dos brasileiros. Mas, olhando as pesquisas…

Para encerrar. No fundo, se tiver bom assessoramento e aceitá-lo de forma técnica, o desafio estará restabelecido para Paulo, seu grupo e principalmente à comunicação. Contudo se esta percepção razão da queixa de Paulo na entrevista na 89 FM pegar, será como craca: difícil de tirá-la do imaginário popular, seus eleitores e apoiadores. Não foi esse tipo de craca que grudou em Kleber, Marcelo de Souza Brick e Luiz Carlos Spengler Filho, ambos do PP, e que a turma no poder de plantão(Paulo, Rodrigo, PL e União Brasil) agora os imitam?

Se o prefeito não se comunica, pois tudo que se pergunta a ele, é como se fosse um segredo; se o prefeito não faz o que prometeu; se prefeito não muda como jurou que mudaria e kleberiza ainda mais o seu governo, é claro que ele está exposto, mal avaliado e pior, obrigado a dar explicações, pois é agora como um ente público obrigado a isso. E como não está acostumado a se explicar, o limão fica cada vez mais azedo na mão de Paulo. Muda, Gaspar!

TRAPICHE

O tempo é senhor da razão. O bolsonarismo é uma fraude que cooptou uma parte dos eleitores para os planos de poder ilimitados de uma família. Este movimento político se aproveitou da insatisfação de uma parte dos políticos e principalmente da maior parte população contra o PT e a esquerda do atraso. O ídolo do bolsonarismo, o presidente dos Estados Unidos, o Republicano Donald Trump, vestido de imperador do mundo, entrou em campo a favor dos Bolsonaros, mas impondo sacrifícios, incluindo desemprego e aumento da pobreza, aos brasileiros.

E este movimento de chantagem unilateral desqualificada e próprio dos ditadores que se impõe sempre contra os mais fracos, incrivelmente, teve apoio imediato dos Bolsonaros. Impressionante. Revelador porque os próprios Bolsonaros admitiram que articularam isso. Bingo. Donald Trump virou cabo eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT e esquerda do atraso para tirá-los do buraco que cavaram e estavam com dificuldades para sair dele até então, segundo as pesquisas.

Querem a prova? A pesquisa da Genial Quest divulgada hoje, terça-feira, já retratou a mudança de humor dos brasileiros com esta interferência indevida de Donald Trump. A rejeição dos brasileiros a Luiz Inácio Lula da Silva que era de 57% em maio caiu agora para 53%. E a aprovação dele, que estava em apenas 40% subiu em menos de dois meses para 43%, como tendência de alta, segundo o mesmo instituto.

O bolsonarismo, como em 2022, está ressuscitando Lula para se reeleger ao jogar os brasileiros, incluindo os empreendedores bolsonaristas, no lixo. Aliás Donald Trump ao rivalizar com o Canadá, fez o candidato conservador perder naquilo que por meses dava como vencedor e os liberais, desgastados por longo tempo no poder, mas que resolveram enfrentar os rompantes de Trump, se reelegeram.

Circula nos aplicativos de mensagens um recorte de um áudio de uma entrevista de Paulo Norberto Koerich, PL. De viva voz ele diz que é ele quem contrata e demite quem quiser. Em tese, ele está certíssimo. E por essa mesma tese, ele está obrigado a admitir que errou nas escolhas e contratações, apesar de tantos bruxos ao seu redor posando de especialistas para que isso não acontecesse. A irritação de Paulo neste assunto é decorrente de algo difícil de explicar: as tantas mudanças no primeiro escalão em tão pouco tempo, uma marca de Kleber Edson Wan Dall, MDB. E o fim disso, todos já sabem como foi.

A troca de titulares nas pastas – e há novas mudanças em curso – se mostra um erro nas primeiras escolhas mesmo tendo quase três meses para busca, escolhas, avaliações e nomeações. Se olhada pelo lado bom, revela-se também a intenção de corrigir naquilo que não deu certo. Agora, está na hora de afinar este discurso desse mimimi. Uma hora é porque pediram para sair. Não é bem assim. Teve gente que chegou para trabalhar e pediu-se para limpar as gavetas. Outra hora, é que não podiam dar dedicação exclusiva. Como é que é? E quem paga tudo isso no final das contas? O povo com tributos e falta de resultados. E Paulo Norberto Koerich, PL, nas entrevistas, insinua que estão cobrando demais. É só acertar o passado e deixar de culpar os outros.

Quer ver como Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, ambos do PL, seis meses depois da posse ainda tentam desentortar o dedo que ambos apontavam para Kleber Edson Wan Dall, MDB? Ontem, terça-feira, mais uma carreta se entalou naquela corcova de camelo na travessia do quilômetro milionário (mais de R$12 milhões, há anos atrás; lembram-se?) do pasto do Jacaré que liga as avenidas Francisco Mastella e Frei Godofredo. Formou-se um congestionamento na área por longo tempo. Gente dando ré. Gente andando na contramão. O motorista da carreta inconformado e com prejuízos. E a Ditran longe de disso tudo, bem como os gestores e políticos de garganta grande na campanha.

Aquela obra, cheia de dúvidas e de erros técnicos, foi tema da campanha eleitoral, não só de Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, ambos do PL, mas de todos os que se elegeram vereadores e dos partidos que apoiam o atual governo. Até agora, nada, nadinha de nada. Ao menos na transparência e comunicação. Como tudo se faz entre quatro paredes… Na Câmara, o pessoal do governo está gastando tempo e dinheiro, com uma CPI, a do Capim Seco, que mesmo assim, pouca coisa desta CPI se sabe na cidade. O está apurado é trabalho da polícia especializada em corrupção de Blumenau. Muda, Gaspar!

Jogo pesado I. Em abril de 2024, o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt (2005/09), hoje sem partido, mas naquela época filiado ao PL, quis saber o que a então secretaria da Agricultura e Aquicultura de Kleber Edson Wan Dall, MDB, fatiada ao PP (o suplente de vereador André Pasqual Waldrick, o vereador Cleverson Ferreira dos Santos e ao final a Djhonatan Custódio Gonçalves), como se dava e se controlava os serviços aos produtores rurais de Gaspar. Adilson queria ter certeza que não havia uso político nas preferências. Foi na Ouvidoria. Protocolou o pedido de informações. Mofou. Natural. Cleverson até chegou a propor a Adilson a desistência.

Jogo pesado II. Como Kleber Edson Wan Dall, MDB, insistia em esconder os dados, Adilson Luiz Schmitt, que também é veterinário, foi ao Ministério Público. E o MP quer agora saber as responsabilidades dos que passaram por lá. Ao invés de ajudar o MP a desvendar e punir os políticos que pisaram na bola por suposta má gestão ao tempo de Kleber, o atual governo de Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, ambos do PL, para pontualmente não ajudar os produtores rurais de Gaspar, dizem que estão impossibilitados a isso, devido ao MP ter sido acionado por Adilson. É jogo político. E explico.

Jogo pesado III. Quem está falando isso para o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt? Os próprios produtores rurais. E qual a razão disso? Um jogo de cartas marcadas do atual governo com o ex-prefeito que estiveram próximos e mal se bicam. Adilson apoiava a candidatura de Oberdan Barni, Republicanos. Foi convencido, no meio da campanha, a mudar de lado e apoiar o PL. Uma tática para enfraquecer o Oberdan, que hoje está alinhado ao governo. Retomando. Adilson, neste novo acerto, acreditando que seria parte de governo Paulo Norberto Koerich, PL, se tornou candidato a vereador. E tão, logo oficializou a candidatura, foi “obrigado” a desistir. Desmoralizado, ficou na rua da amargura. Até hoje. E está sendo perseguido pelo MDB – sua origem – e o PP -que fez o vice no governo de Adilson. MDB e principalmente o PP, mandam no governo de Paulo.

Jogo pesado IV. O governo de Paulo Norberto Koerich – que é delegado – e Rodrigo Boeing Althoff, ambos PL, deveria colaborar com a investigação do MP sobre o governo passado. Como isto atinge diretamente o feudo do PP e que tocou a secretaria ao tempo que Adilson quis e quer vasculhar, e como o PP está no governo de Paulo e Rodrigo, tudo virou jogo pesado e contra Adilson. Este é mais um sinal de kleberização do atual governo. O que deveria mudar, não muda. E se precisar esclarecer e até mudar, já encontraram o judas para malhar: o ex-prefeito Adilson. O MP deveria ser informado deste tipo de chicana. Muda, Gaspar!

Como se gasta. Dois motoristas para levar uma paciente e o acompanhante a Chapecó. Uma viagem para a consulta e exames. Outra para o procedimento. A terceira, para a retirada do curativo. Isto sem contar os possíveis retornos.

Como Brasília, os vereadores de Gaspar que estão nesta legislatura batendo recordes de gastos, agora, trabalham para ter fatias do Orçamento municipal. E o governo de Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, ambos do PL, enfraquecidos no Legislativo, parceiro dessa ideia. Foi assim que Jair Messias Bolsonaro, PL, como presidente enfraquecido, permitiu o Congresso Nacional tomar conta do Orçamento do Executivo. Muda, Gaspar!

Notícia de última hora I . A Assembleia Legislativa, por unanimidade, ontem, antes do recesso, aprovou a absorção pelo governo do estado do Hospital Ruth Cardoso, da rica Balneário Camboriú. O fato foi comemorado pela prefeita Juliana Pavan Von Borstel, PSD, em teoria, rival de Jorginho Melo, PL. E tinha que comemorar. Articulação, visão e uma ação em menos de seis meses a favor da cidade dela.

Notícia de última hora II. O Hospital Universitário da Furb está saindo de fato do papel, em Blumenau. Um edital está na praça para a contratação de um gestor. O prefeito de lá, Egídio Maciel Ferrari, PL, que também é delegado, está comemorando. Desafoga as demandas do Hospital Santo Antônio, principalmente nas demandas da região norte, para onde o Plano Diretor direciona intencionalmente o crescimento do nosso vizinho. Já em Gaspar, ontem a noite, mais outra denúncia na Câmara de atendimento inadequado no Hospital de Gaspar que gasta dinheiro em calar a boca dos que se queixam e gostariam ele como modelo de saúde pública… Muda, Gaspar!

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5 comentários em “QUEM NÃO REALIZA, NÃO É PERCEBIDO. QUEM NÃO CUMPRE O DESEJO COLETIVO DE MUDANÇAS QUE MOTIVOU À SUA ESCOLHA, É MALHADO. PAULO AINDA NÃO COMPREENDEU A REGRA DESTE CONTRATO TÁCITO QUE ELE ASSINOU COM A CIDADE E AS PESSOAS QUANDO GANHOU AS ELEIÇÕES DE 2024”

  1. “Remédio para um doido é um doido e meio”

    A frase é comum no interior, dita por um autor desconhecido que talvez fosse mais provido de sabedoria que boa parte dos bípedes que caminham pelo Brasil em 2025.

    De um lado, um Lula que acordou doze anos depois e decidiu que ainda é 2003. Vê inimigos em cada economista e traidores em cada ministro que lê gráfico.

    Cobra juros baixos como se bastasse gritar, e vende promessas que até parte do eleitorado já não mais confia (vide índice de reprovação do mandato).

    Do outro lado, Trump. A definição do sujeito turrão. Daqueles que se você pisa no pé — sem querer — e pede desculpa, ele pisa de volta mais forte. Esbarrou nele? Esbarrão devolvido imediatamente.

    É a representação típica do valentão que todo colégio tinha. O problema é que goste você ou não, ele intimida — seja pelo histórico de brigas ou pelo próprio tamanho. No fim do dia, segue jogando o jogo que mais gosta: o dele mesmo.

    Um jogo onde o objetivo não é negociar — é marcar território. Intimidação como marca pessoal.

    Dessa vez não foi diferente… Depois de algumas indiretas proferidas do lado de cá, como uma moeda independente do dólar, um recado simples chegou em forma de tarifa: “Não ouse medir forças comigo e não mexa com meus amigos”.

    Trump e Lula se odeiam ideologicamente, mas agem quase igual: falam demais, ouvem de menos e têm absoluta certeza de que estão certos.

    Governar para eles parece que virou detalhe. O importante é vencer a narrativa e manter a pose — mesmo que ela só exista na cabeça deles.

    Prato cheio para os internautas extremos, que usam os comentários no Instagram como fuga dos problemas complexos que não querem resolver, sempre chamados a opinar entre duas narrativas escritas por homens que não suportam ser ignorados.

    É a política como ringue ou reality show.

    Vence o mais maluco, ou melhor, o maluco e meio. Perde o sujeito normal. Aquele que só queria estabilidade pra abrir um negócio, planejar a semana, entender a regra de um imposto novo.

    Perde o produtor de mel orgânico, localizado no município de Picos, a 314 km de Teresina, que, prestes a exportar 95 toneladas de mel, teve o seu pedido cancelado.

    Permanece o Brasil de sempre: a “startup” que todo governo promete virar unicórnio em quatro anos, e quando dá errado, a culpa é do sistema, do investidor — ou da Faria Lima. Nunca das ideias ruins e da execução, que é pior ainda.

  2. TARCÍSIO E OS BOLSONAROS, por Elio Gaspari, nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo

    No final de 2018, um coronel amigo de Bolsonaro sugeriu-lhe que conversasse com Tarcísio de Freitas. Ele havia sido um aluno estelar do Instituto Militar de Engenharia, esteve no Exército e, no governo de Dilma Rousseff, comandara uma “faxina ética” no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT.

    Bolsonaro recebeu Tarcísio pela manhã e pediu que voltasse à tarde. No novo encontro, convidou-o para ser ministro da Infraestrutura. Não há precedente histórico de um desconhecido ter sido convidado para esse cargo dessa maneira.

    O carioca Tarcísio era um ministro correto, quando Bolsonaro lhe disse que deveria disputar o governo de São Paulo. Refletindo, foi à Pauliceia e ouviu uma lista de sábios. Só um, Delfim Netto, disse-lhe que fosse em frente, pois seria eleito.

    É comum que se registre a lealdade de Tarcísio como se fosse um defeito de bolsonarista. É apenas lealdade, e devida.

    A iniciativa do governador de São Paulo de abrir negociações com a embaixada americana incomodou a copa de Jair Bolsonaro. Seu filho Eduardo zangou-se:

    — Nós já provamos que somos mais efetivos até que o próprio Itamaraty. O filho do presidente, exilado nos Estados Unidos. [Tarcísio] queria buscar uma alternativa lateral. É um desrespeito comigo.

    A queixa tem uma origem expressa, e outra embutida. Na expressa, os Bolsonaros veem nas sanções de Trump um caminho para a anistia e consequente elegibilidade do ex-presidente. O governador de São Paulo vê nessas mesmas sanções um golpe na economia do estado. Na origem embutida, se Tarcísio for candidato a presidente em 2026 e ganhar, o sobrenome Bolsonaro se arrisca a virar nota de pé de página. Para os Bolsonaros, o governador é um patrimônio estadual e uma ameaça federal.

    Tarcísio e seus principais conselheiros querem ficar fora da disputa de 2026. (Ou dizem que querem.) Sua reeleição é provável, e ele gosta de viver no Palácio dos Bandeirantes.

    Ainda é cedo para saber quem ganha e quem perde na política brasileira com as sanções de Trump. Tendo vestido o boné do trumpismo e buscando um atalho para as negociações, Tarcísio pôs um pé em cada panela.

    A questão da lealdade a Bolsonaro será uma carga que deverá carregar. Até quando, não se sabe.

    Em 1940, quando Hitler invadiu a França, um general comprido desceu em Londres. Sem eira nem beira, ganhou espaço para ler uma mensagem aos franceses. (A BBC apagou a gravação da fala.) Havia quem achasse que De Gaulle era um pseudônimo. De saída, deram-lhe umas salas num prédio da Scotland Yard. Em 1941, o primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, achava-o doido. O presidente americano Franklin Roosevelt detestava-o.

    Em 1944, De Gaulle voltou a Paris. A tropa francesa havia entrado na cidade como complemento da americana.

    Passaram os anos, De Gaulle governava a França, vetou a entrada da Inglaterra no Mercado Comum Europeu e afastou-se parcialmente da aliança militar americana. Quando lhe lembraram quanto ele devia aos dois países, contam que respondeu:

    — A ingratidão é um dever do governante.

  3. O PESCADOR E A PACIÊNCIA, por Aurélio Marcos de Souza, advogado, ex-procurador geral de Gaspar (2005/09) e graduado em Gestão Pública, pela Udesc. Extraído das redes sociais do autor.

    Na beira do mar, antes mesmo do sol nascer, o pescador já está lá. Não com pressa, não com ansiedade — mas com paciência. Ele observa o horizonte como quem lê um livro antigo, cheio de segredos que só o tempo ensinou a decifrar. O pescador artesanal de tainhas não vive do acaso: ele vigia, escuta o vento, entende o silêncio do mar e reconhece, na mudança das ondas, o anúncio da chegada.

    A tainha não se pega com afobação. Ela vem em cardume, mas não se entrega fácil. Exige do homem que a busca uma escuta atenta à natureza, um respeito pelo tempo das coisas. O pescador sabe disso. Aprendeu com os mais velhos que quem quer tainha precisa saber esperar.

    A paciência aqui não é passividade, mas ação contida, força domada. É o saber de que o momento certo chega — mas só para quem soube ficar. Quem não vigia, perde. Quem se adianta, espanta. Quem desespera, naufraga. Por isso o pescador artesanal não fura a espera com ansiedade. Ele confia no que conhece: o comportamento dos peixes, os ciclos da maré, os sinais do céu.

    Paciência, portanto, não é só uma virtude. É ferramenta. É rede invisível. É o que sustenta o modo de vida de quem tira do mar o sustento, mas sem violência, sem ganância, apenas com sabedoria, tempo e alma.

    Ser pescador artesanal de tainhas é também ser mestre em esperar.

  4. BOLSONARISMO ACIMA DE TUDO, por Wilson Gomes, no jornal Folha de S. Paulo

    Se existe um talento dos Bolsonaros que não se pode negar, é a grande habilidade de usar pessoas e instituições em benefício exclusivo da família. E não importam os riscos ou consequências envolvidas, pois a responsabilidade e os efeitos sempre recaem sobre os ombros de terceiros, jamais sobre eles.

    A lista dos que se prestaram a essa função —convencidos de que se tratava de defender princípios ou lutar por um propósito nobre— é enorme.

    Usaram Sara Winter para ameaçar e intimidar o Supremo, assim como depois utilizaram, sem escrúpulos, Sérgio Reis, Zé Trovão e os caminhoneiros que aderiram ao movimento bolsonarista.

    O objetivo? Fazer com que o Supremo deixasse de ser um obstáculo à vontade arbitrária de Jair Bolsonaro, que sempre teve certeza de que o fato de ter vencido uma eleição presidencial lhe dava o direito de moldar o país conforme seus interesses e apetites, sem ser incomodado por normas e freios constitucionais.

    Recentemente, um relatório da Polícia Federal mostrou que recorreram à mesma estratégia com integrantes das Forças Armadas, envolvidos num esquema que, no fim das contas, buscava apenas manter Jair Bolsonaro no comando do país a qualquer custo. Nem que, para isso, fosse necessário intimidar e assediar o Supremo, ou mesmo assassinar juízes da Suprema Corte e autoridades eleitas, executar um golpe de Estado e provocar uma guerra civil —como está documentado.

    Nem seria preciso mencionar o uso inescrupuloso da boa-fé dos mais fervorosos seguidores, convencidos pelo círculo íntimo de Bolsonaro de que o caminho para perpetuá-lo no poder passava por meter o pé na porta dos três Poderes e demonstrar que, ou se anulava o resultado das eleições, ou o povo arrebentaria tudo. O bem da família sempre esteve na equação; o bem do país nunca passou de álibi e disfarce.

    É da natureza deles. Os Bolsonaros usam quem quer que se preste ao seu projeto de poder familiar ou, complementarmente, quem se disponha a remover os obstáculos naturais que uma República impõe ao arbítrio. Toda a camuflagem ideológica —de homens conservadores de direita, protetores da livre iniciativa, última linha de defesa contra a esquerda— sempre escondeu muito mal, exceto para os fanáticos da seita, a única coisa que buscaram: os interesses do clã.

    Congresso, Constituição, instituições do Estado, eleições, Suprema Corte, jornalismo e até a lei: tudo o que atravessa o caminho da família precisa ser removido. O grande dom dos Bolsonaros consiste precisamente em sempre encontrar quem se disponha a servir a essa ambição.

    Se isso tudo é fato, por que teriam escrúpulos de recorrer a um poder estrangeiro contra a própria pátria? Eduardo Bolsonaro, o embaixador do bolsonarismo no “Trumpistão”, se vangloria do feito sem qualquer constrangimento. Afinal, que mal poderia haver em sacrificar a economia do estado brasileiro que o elegeu o deputado mais votado do país, se a anistia a Jair Bolsonaro é o prêmio pretendido? Dane-se mil vezes São Paulo, pouco importa a indústria e o agronegócio brasileiros, a liberdade de Bolsonaro vale muito mais que tudo.

    O que dizer aos empresários, homens de negócios e cidadãos comuns que acreditaram na história do “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”? Ora, o mesmo que se pode dizer a todos os que serviram aos Bolsonaros e foram abandonados à própria sorte quando já não lhes eram úteis: vocês vão pagar o pato. O lema verdadeiro deles sempre foi “primeiro a nossa família”. O resto é enganação para obter massa de manobra.

    Se nem a possibilidade de uma segunda “bomba atômica” americana de retaliações sobre o país pode ser desconsiderada, caso resistamos à chantagem política que é premissa do tarifaço de Trump —como ameaçou o senador Flávio Bolsonaro—, que dirá desemprego e quebra de empresas. Lembremos que, no recente plano de golpe de Estado —apurado e descrito pela Polícia Federal—, as esperadas mortes de civis e a convulsão social foram marcadas como “dano colateral aceitável”.

    A economia era mais importante do que a vida das pessoas durante a pandemia, lembram? Só que, ante a liberdade e os interesses de Bolsonaro, até ela se torna secundária e irrelevante.

    “Papai é a nossa pátria”, diriam, se fossem honestos com os que ainda os seguem. Não há, portanto, projeto mais nobre do que manter papai no poder, nem propósito mais sublime para o país do que livrar papai da cadeia. Quanto isso custará às pessoas e ao país não importa: é dano colateral aceitável. Afinal, primeiro eles, depois eles. E depois deles? Eles de novo.

  5. O TEOREMA DE TARCÍSIO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

    O Teorema de Fermat levou mais de 300 anos para ser provado. Já o Teorema de Tarcísio foi bem mais simples: assim como um mais um é igual a dois, quem entrega a alma a Jair Bolsonaro, como fez o governador de São Paulo, vale zero para o ex-capitão e sua família. O corolário desse teorema é que Tarcísio de Freitas se encardiu de bolsonarismo e, em troca, recebeu dos Bolsonaros o mais absoluto desprezo. Não foi por falta de aviso: a lista dos traídos por Bolsonaro é extensa.

    Tarcísio ficou no pior dos dois mundos: primeiro, saiu-se mal no teste de fé democrática ao apoiar o golpismo de Bolsonaro; depois, foi reprovado pelo bolsonarismo porque, após alguma hesitação, optou afinal pelo pragmatismo para lidar com a crise deflagrada pelo tarifaço americano contra produtos majoritariamente paulistas – tarifaço que resultou, em parte, do lobby de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, junto ao governo de Donald Trump, como forma de pressionar o Judiciário brasileiro a desistir de prender seu pai.

    Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Eduardo Bolsonaro acusou Tarcísio de tê-lo desrespeitado por abrir canais de diálogo com empresários paulistas e com o encarregado de negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para discutir a crise do tarifaço. “O Tarcísio tem que entender que o filho do presidente está nos Estados Unidos e tem acesso à Casa Branca”, disse Eduardo, deputado licenciado que se diz “exilado” no país. “Nós já provamos que somos mais efetivos até do que o próprio Itamaraty”, sapecou o pretensioso “Zero Três”.

    Mais tarde, nas redes sociais, Eduardo acusou Tarcísio de manter uma “subserviência servil” (sic) ao que chamou de “elites”. Para a família Bolsonaro, qualquer ação que se afaste da defesa direta da impunidade para o ex-presidente e outros golpistas vale o mesmo que uma declaração de guerra. O fato de Tarcísio ter cumprido suas obrigações de governador de São Paulo é tido como ofensa pessoal. Chega a ser uma cruel ironia que essa humilhação pública a que o governador se submeteu tenha partido justamente de um desclassificado eleito deputado por São Paulo que jamais dedicou um dia sequer de seus mandatos para defender os eleitores paulistas. Caso a Câmara se veja livre de Eduardo, seja pela renúncia, seja pela cassação do mandato por excesso de faltas, como publicou a Coluna do Estadão, certamente o rapaz não fará falta.

    A duras penas, Tarcísio recebeu uma das maiores lições de sua curta experiência como mandatário: ninguém se associa aos vândalos políticos do clã Bolsonaro impunemente. Todos os que ousaram discordar ou, pecado maior, disputar protagonismo com o ex-presidente nesse movimento que leva seu nome foram excomungados por Bolsonaro. De nada adiantou subir em palanques ao lado de Bolsonaro para dar peso a seus ataques contra as instituições republicanas. Tampouco teve qualquer serventia sua promessa de providenciar um vergonhoso indulto a Bolsonaro caso seja eleito presidente em 2026. Mesmo sendo o governador do Estado mais rico da Federação, Tarcísio levou um sabão público de um filho do ex-presidente porque resolveu lutar pelos interesses dos paulistas, e não pelos interesses de Jair Bolsonaro. O governador certamente poderia ter passado sem esse opróbrio.

    A boa notícia, para Tarcísio, é que ainda há uma porta de saída honrosa aberta diante do governador paulista: esconjurar Bolsonaro, pública e peremptoriamente. Se acaso quiser prosseguir numa trajetória digna na política – independentemente dos cargos que venha a disputar no futuro –, Tarcísio e quaisquer outros identificados com o genuíno conservadorismo e a direita liberal têm de, necessariamente, trilhar caminho oposto ao de Bolsonaro.

    O capital eleitoral de Bolsonaro não vale o sacrifício das convicções liberais no altar das conveniências políticas. Se Tarcísio de Freitas é um genuíno democrata, e não temos razões para duvidar disso, então ele não se importará de perder a próxima eleição se esse for o preço a pagar pela reafirmação dos mais caros valores da democracia brasileira.

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