By Herculano: o que mudou de 2017 para cá? Nada, nadinha de nada. Somos o passado, reinventado, mascarado, chantageado, digitalizado e piorado. Quem pescou, mais uma vez na imagem e no texto? Miguel José Teixeira, blumenauense morador de Brasília. Reproduzo o que ele me passou: . . .“10 charges mostram que o Brasil atual é coisa do passado” – Entre meados de 1980 e 2011, com o seu talento para o humor e a sátira do cotidiano, José Bello da Silva Júnior – o chargista Bello – narrou e comentou a história política e social de Juiz de Fora e do Brasil. Cinco anos após sua morte por infarto, aos 55 anos, suas charges ainda impactam, fazem rir e, principalmente, chamam a atenção pela atualidade.. . .+em: https://www2.ufjf.br/noticias/2017/01/18/10-charges-mostram-que-o-brasil-atual-e-coisa-do-passado/
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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLXXI
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Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.
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48 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLXXI”
“A crônica está viva, mas os cronistas respiram por aparelhos”
– A gente abre a janela tem mísseis, criança morrendo, bilionários ávidos por mais bilhões; esse balaio esgota, tira a energia, bloqueia inspirações.
(Jairo Marques, FSP, 01/07/25)
“Pai, comecei a escrever minha crônica sobre as primas Cinderellas e coloquei logo uma ação. É assim que a gente consegue prender mais a atenção do leitor, né? Eu tô de olho nos seus textos. Tem que ter uma isca, né, pai?”, me disse biscoita, que estudou o gênero no último bimestre na escola.
Lá para casa foram, então, A Velha Contrabandista e o Stanislaw Ponte Preta, A Metamorfose, com o Luis Fernando Veríssimo, O Médico e o Monstro, ao lado do Paulo Mendes Campos. Uma festa de risadas, com boas sacadas, surpresas, linguagem gostosa e pensamentos.
A partir da visita deles, chamamos também para o baile literário a Martha Medeiros, a Lygia Fagundes Telles e a Becky Korich, que mora aqui do lado.
A crônica tem história, tem estofo, está guardada em bons livros. A crônica está viva. Não existe vestibular, concurso público, prova das porretas que não desfilem um desses textos que recortam, pintam e bordam o cotidiano para testar a “sabidez” do povo.
E tem de tudo nesses escrevinhados: semântica, confusão, ortografia, verborragia, concordância, discordância, verbo, desabafo, sujeito e cabra safado.
Mas passei mal com uma declaração do Mario Prata, um dos meus ídolos das palavras, dizendo que a coisa tá crônica para os escritores que já vislumbram o Cabo da Boa Esperança.
“As pessoas falam assim: ‘Os velhos são sábios’. Eu falo: Pra quê? Ninguém quer me ouvir, ninguém quer me chamar para escrever crônicas em jornal em revista como eu sempre fiz. O Ministério da Cultura poderia fazer uma série de excursões pelo país reunindo escritores velhos, escultores, músicos, compositores. A velharada toda poderia contar não só a obra deles, mas o que eles viveram.”
E, pra completar, o Pratinha, discípulo máximo do Pratão, no último final de semana, falou sobre desassossego, ressentimento. Logo ele que faz a gente gargalhar comendo pão com manteiga, que reverte as desgraceiras do mundo em piada boa.
Por falar nisso, a ironia, grande parceira dos cronistas, tem ficado ressabiada em vir dançar nas letras. É incompreendida, desconfigurada, achincalhada. Um pesadelo sem graça.
As boas emoções, as humanidades, as surpresas de estar vivo, também inspiradoras da labuta dos que contam sobre o dia a dia, estão sendo industrialmente plastificadas pela Inteligência Artificial que, fatalmente, vai dessensibilizando o povo nos insanos correr de dedos pelas telas.
A gente abre a janela tem mísseis voando por vários cantos do mundo, tem criança morrendo, tem gente faminta, tem bilionários ávidos por mais bilhões a qualquer desumano custo.
Esse balaio todo vai esgotando a gente, vai tirando a energia, vai bloqueando as inspirações. Só textos com indignações, lacrações e afrontamentos hão de cansar, desinteressar ou até matar o mensageiro.
Talvez certo esteja o filósofo Mario Sergio Cortella, que tira do bolso uma frase vinda de religiões do oriente para horas de aperto: “Eu não luto a tua luta, eu danço”.
Que o bom baile, então, tire os cronistas dos aparelhos para sorverem ares de dias melhores.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/assim-como-voce/2025/07/a-cronica-esta-viva-mas-os-cronistas-respiram-por-aparelhos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
Dica do texto:
“Para Gostar De Ler. Crônicas – Volume 1”
(por Carlos Drumond Andrade )
Humor é o que não falta neste livro que traz crônicas escritas por quem mais entende do assunto: Carlos Drummond de Andrade Fernando Sabino Paulo Mendes Campos e Rubem Braga. É só ler estes textos para entender afinal o que é a crônica. Mas se precisar mesmo de uma definição fique com esta: crônica é um texto tão gostoso de ler que dá até vontade de escrever.
(+em: https://www.amazon.com.br/Para-Gostar-Ler-Cr%C3%B4nicas-1/dp/8508086520)
A verdade é que algo tem que ser mudado! E urgente!
“Ou repensamos as emendas ou adotamos o parlamentarismo”
– Seja qual for o governo, ele precisará encontrar propostas suas que convirjam com a maioria do Congresso.
(Joel Pinheiro da Fonseca, FSP, 01/07/25)
O governo é o defensor abnegado de gastos sociais e do bem público, enquanto o Congresso, com sua sede por emendas, defende os interesses privados escusos do “andar de cima”. Tem sido essa a tônica dos discursos de apoio ao governo Lula em meio às derrotas que tem sofrido nas mãos dos parlamentares. Na realidade, tanto os sempre crescentes gastos do governo quanto as emendas parlamentares atendem a setores da população (andar de cima e de baixo) e estão sujeitos à corrupção.
Deixando de lado o discurso maniqueísta, cabe reconhecer que há sim uma relação cronicamente conflituosa entre Congresso e Executivo. De uns anos para cá, o lado mais forte tem sempre sido o Congresso. Quem tentou antagonizá-lo —Dilma, Bolsonaro em seu primeiro ano de governo— levou a pior.
No centro dessa difícil relação, estão as emendas parlamentares. Os cerca de R$ 50 bilhões do Orçamento que cabem a deputados e senadores correspondem a 24% dos gastos livres do governo. Isso é único no mundo, segundo estudo do ano passado de Marcos Mendes e Hélio Tollini. Desses R$ 50 bilhões, R$ 39 bi são emendas impositivas, as quais o governo tem pouca liberdade para barrar.
Esse quadro cria dois problemas estruturais. O primeiro é que o Orçamento, em vez de servir a uma visão estratégica do país, responde a milhares de demandas pulverizadas de localidades específicas. Há deputados que chegam a falar de um Orçamento “municipalista”, mas o Orçamento federal deveria ser, acima de tudo, nacional.
O segundo é que torna muito difícil ao governo formar uma base para governar. A emenda impositiva dá ao parlamentar a tranquilidade de não precisar do governo para garantir recursos. Só de emendas individuais, cada deputado tem R$ 37,5 milhões para gastar em 2025 —e ainda terá parte das emendas da bancada de seu estado. Por mais que possa conseguir ainda mais se se aliar ao governo, esse valor já lhe dá segurança. O preço cobrado para apoiar o governo em um projeto, portanto, fica mais alto. O governo precisa mais do Congresso do que vice-versa.
No fim das contas, seja qual for o governo, ele precisará encontrar propostas suas que convirjam com a maioria do Congresso e pautar seus projetos com base nisso. Foi o que fez o governo Temer, que conseguiu aprovar uma série impressionante de projetos em seus dois anos e meio de mandato. E é nessa convergência que moram as vitórias do atual governo Lula, como na aprovação do novo marco fiscal, da reforma tributária do consumo e do programa Pé-de-Meia.
O governo Lula é um governo de esquerda. Para governar, depende de partidos de direita que formam a maioria do Congresso. Sempre que contraria a agenda desses partidos —por exemplo, na discussão sobre como superar o rombo fiscal— ele fica paralisado e amarga derrotas acachapantes. Sendo assim, qual o sentido de selecionar governo e Congresso separadamente? Não seria melhor que o Executivo saísse do próprio Congresso, garantindo a unidade de agenda? Certamente pouparia muitos cabos de guerra improdutivos. Por isso, concluo: ou o Brasil repensa a magnitude e a impositividade das emendas ou seria melhor mudar nossa forma de governo e adotar de vez o parlamentarismo. O meio do caminho está travando nossa política.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joel-pinheiro-da-fonseca/2025/06/ou-repensamos-as-emendas-ou-adotamos-o-parlamentarismo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
O piNçador Matutildo, piNçou:
“De uns anos para cá, o lado mais forte tem sempre sido o Congresso. Quem tentou antagonizá-lo — Dilma, Bolsonaro em seu primeiro ano de governo — levou a pior.”
O Revisitildo asseverou:
O lula 1 e 2 só não levou a pior porque tinha o mensalão e o PeTrolão!
E o Chatildo. . .
Isso significa que, as “emendas” nada mais são do que o mensalão e o PeTrolão oficializados!
“Manobra perigosa”
– Lula quer jogar os pobres contra o Congresso, mas arrisca atrair contra si as demais faixas de renda.
(Dora Kramer, FSP, 01/07/25)
O governo faz uma manobra de alto risco ao partir para o enfrentamento social, na tentativa de imprimir ao Congresso a pecha de protetor dos ricos e, portanto, opositor dos pobres.
Joga os parlamentares contra uma parcela da população e se arrisca com isso a lançar contra si os demais estratos da sociedade, sem a garantia de que a totalidade dos mais pobres enxergará aí motivo suficiente para considerar Lula um bom presidente a ponto de dar um novo mandato ao PT.
Inclusive sua avaliação negativa atual pesa menos nessa faixa, o que leva à obvia necessidade de recuperar popularidade justamente naquelas que parece excluir de suas preocupações.
O figurino de pai dos pobres, além de obsoleto, é excludente e provavelmente não terá aceitação plena do país que deu a vitória apertada ao petista exatamente pelo poder de atração da inclusão de forças anteriormente adversárias.
Lula pode até se achar um produto da inspiração divina, mas deputados e senadores formam um colegiado fruto da ação terrestre do eleitorado que, bem ou mal, é por eles representado. Somados os votos, o Congresso os tem em maior quantidade.
Portanto, o Legislativo e o Executivo têm a obrigação de conviver de maneira civilizada. Quando estão em campos opostos no quesito visão de mundo, os embates são naturais e até inevitáveis.
O fato de pensarem de maneira diversa, contudo, não lhes dá a prerrogativa de impingir ao outro o selo de amigo ou inimigo de quem quer que seja.
Se o governo quer enfrentar o Congresso, deve fazê-lo com as armas legítimas do convencimento e da liderança de propostas que visem o melhor para todos, independentemente das convicções de uns poucos locatários do Palácio do Planalto.
E se a oposição quer o apoio dos brasileiros, que trate de sair do modo de ataque contínuo e comece a falar quais são seus planos para levar o Brasil adiante, esquecendo de vez ideias como a de anistiar quem atentou contra o direito da sociedade de viver numa democracia.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/07/manobra-perigosa.shtml)
Só pra PenTelhar. . .
“Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável.”
(Sêneca)
Matutando bem. . .
Será que visitar a presidiária cristina kirchner lhe dará algum rumo?
“Lula desgoverna à base de truques”
– O mote da “Taxação BBB”, pelos pobres e contra os ricos, não passa de mais um subterfúgio do governo petista para tentar botar a mão no bolso do contribuinte.
(Rodolfo Borges, O Antagonista, 01/07/25)
O PT botou para circular uma campanha com a intenção de convencer a população de que o governo Lula não está tentando aumentar impostos — algo que os perdulários lulistas fazem desde o início da gestão —, mas apenas fazer “justiça tributária”. O mote dos vídeos que os petistas distribuem (foto) é “Taxação BBB: Bilionários, Bancos e Bets”.
Na verdade, o governo precisa de mais dinheiro, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destaca sempre que uma tentativa do Palácio do Planalto de botar a mão no bolso do contribuinte dá errado. O discurso dos pobres contra ricos é apenas um verniz para disfarçar a real intenção.
Ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco chamou atenção nesta semana, em sua coluna no Estadão, para o verdadeiro tamanho do buraco:
“O último pacote do Executivo provocou grande mau humor mesmo sendo pequeno: todo mundo sabe que o problema fiscal é muito maior do que os R$ 20 bilhões que seriam gerados pelo novo IOF. O Banco Mundial acabou de publicar um estudo em que recomenda um ajuste de 3% do PIB, ou seja, na faixa de R$ 380 bilhões.”
“O imposto é a distorção”
Franco destacou ainda que o Brasil deve fechar o ano com um déficit primário de 80 bilhões de reais. “É um resultado horrível. Claro que a política do governo não é bem de responsabilidade fiscal, ainda que esteja cumprindo as metas do ‘arcabouço’. Por que será que ninguém confia nesse ‘arcabouço’?”, questionou o sócio da Rio Bravo Investimentos, para responder em seguida:
“Por um lado, o ministro se abraça na ideia de equilibrar as contas pelo lado da receita, alegando fazer ‘justiça tributária’. A surpresa parece ser a pouca ressonância dessa fala. Talvez porque a carga tributária já esteja em 34,2% do PIB. Ou porque, no Brasil, haja mais empreendedores (são 15,7 milhões de MEIs) do que sindicalizados (8,4 milhões). Para muitos, o imposto não corrige distorções: o imposto é a distorção.”
Truques
Sem disposição para lidar com os reais problemas fiscais do governo e de olho na sobrevivência política em 2026, Lula vai governando — se é que ainda é possível usar esse verbo — à base de truques.
No início do ano, quando elegeu o combate à inflação dos alimentos como prioridade, o presidente chegou a convencer 55,5% da população que a isenção de impostos de importação sobre alguns alimentos ajudaria a reduzir os preços desses produtos, como indicou pesquisa AtlasIntel.
A proposta de isenção não chegou a ter qualquer impacto na inflação. Enquanto os governistas vendem sonhos, é o Banco Central que segura a inflação na marra, com a maior taxa básica de juros em 19 anos.
Para a sorte do Brasil, o ilusionismo de Lula não parece mais convencer a maioria da população, mas os danos e os riscos impostos pela irresponsabilidade seguirão assombrando o país enquanto ele estiver no comando do Palácio do Planalto.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/lula-desgoverna-a-base-de-truques/?utm_campaign=mkt_-_resumo_da_manha_107&utm_medium=email&utm_source=RD+Station)
O impeachment é o remédio jurídico legítimo que está gente entende
Só que, não é
Imorrível,
Imbrochável e
Incomível. . .
“Itamaraty rebate The Economist e diz que ‘autoridade moral de Lula é indiscutível'”
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2025/07/itamaraty-rebate-em-carta-criticas-da-the-economist-sobre-desprestigio-de-lula.shtml)
Mas. . .também poderá ser Inelegível!
Meus Deus. Até conceito de autoridade moral o PT, Lula e a esquerda do atraso mudaram?
Nota: Dez!
“Ninguém em Brasília tem a menor Duvida de que o TSE não irá se manifestar sobre uma escola de samba de Niterói, ter escolhido Lula como tema do enredo para o carnaval do ano eleitoral de 2026.”
(Coluna CH, DP, 01/07/25)
“Bum Bum Paticumbum Prugurundum”
Trio parada indigesta!
“Os deputados Hugo Motta (Rep-PB), Tabata Amaral (PSB-SP) e Orlando Silva (PCdoB-SP) viajarão por nossa conta para o ‘Gilmarpalooza’, em Lisboa, para o que mesmo?”
(Coluna CH, DP, 01/07/25)
Ora, para fazerem o mesmo que fazem no parasitário baixo: nada!
Isso lula o faz muito bem!
“O governo sinaliza que quer “supefaturar” projeções de arrecadação para tentar comprar a popularidade de Lula, em queda livre.”
(Segundo a Coluna CH, no DP, hoje)
Criou “juízim”
ou é apenas mais uma
“jogadim de marketizim mequetrefim”,
bem ao seu “estilim”?
“Lula não se hospedará em hotel na Argentina após críticas a gastos”
– Presidente usará casa do embaixador brasileiro durante a cúpula do Mercosul em Buenos Aires…
(Poder360, 01/07/25)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficará hospedado na residência oficial do embaixador brasileiro durante sua visita a Buenos Aires, onde participará da cúpula do Mercosul. A viagem está programada para 4ª feira (2.jul.2025).
A decisão de utilizar a residência diplomática ocorre em um contexto de críticas ao governo sobre os seus gastos em viagens internacionais.
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-decide-nao-ficar-em-hotal-na-argentina-apos-criticas-a-gastos/)
“Onde vão parar as despesas com juízes no Brasil?”
– Pesquisa do Movimento Pessoas à Frente mostrou que as despesas acima do teto com juízes e desembargadores cresceram 49,3% em 2024.
(Redação O Antagonista, 01/07/25)
Pesquisa realizada pelo Movimento Pessoas à Frente, divulgada na segunda-feira, 30, mostrou que as despesas acima do teto com juízes e desembargadores cresceram 49,3% em 2024.
Segundo o levantamento, os gastos com supersalários passaram de 7 bilhões de reais em 2023 para 10,5 bilhões de reais no ano passado.
A expansão é dez vezes a inflação no período, que foi de 4,83%.
Há também um crescimento exponencial nos rendimentos líquidos médios dos magistrados, impulsionado principalmente verbas indenizatórias. I
Somente entre 2023 e 2024, o rendimento líquido dos magistrados cresceu 21,95%, passando de 45.050,50 reais para 54.941,80 reais.
Com a tendência de alta nos primeiros meses de 2025, o rendimento líquido chegou a 66.431,76 em fevereiro.
Os subsídios recebidos pelos magistrados no Brasil já representam mais de 43,67% dos rendimentos líquidos recebidos.
Dessa forma, mais da metade do que os magistrados recebem deverão vir de penduricalhos em um futuro próximo e, consequentemente, estarão isentos de obrigações fiscais como o Imposto de Renda.
“Desde a Constituição Federal de 1988 o país tenta estabelecer limites máximos para a remuneração no setor público brasileiro. Ao longo desses quase 40 anos, foram realizadas quatro tentativas por meio de leis, porém sem sucesso. Não podemos esperar mais 40 anos para finalmente resolver esse desafio estrutural dos supersalários no Brasil. Se considerarmos o aumento que foi identificado entre 2023 e 2024, de 49,3%, em apenas dois anos, esse valor terá dobrado”, afirmou Jessika Moreira, diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente.
Limite para os supersalários?
No ano passado, o governo federal apresentou ao Congresso uma proposta destinada a limitar os supersalários, propondo que a concessão dos benefícios fosse regulamentada por lei complementar. No entanto, os parlamentares optaram por flexibilizar a proposta, permitindo que uma lei ordinária determine quais tipos de penduricalhos poderão ser excluídos do teto salarial.
Além disso, o Ministério da Fazenda considera apresentar um novo projeto que estabeleça diretrizes para restringir os pagamentos acima do teto.
No Senado, uma proposta em discussão sugere exceções e define diversas verbas indenizatórias fora do limite estabelecido, como o pagamento dobrado do adicional de férias e gratificações por acúmulo de funções.
A Câmara dos Deputados formou um grupo de trabalho encarregado de desenvolver uma proposta própria para reforma administrativa e incluiu a discussão sobre os supersalários na pauta. Contudo, como mostrou Crusoé, essa reforma deve ficar para depois.
Leia mais em Crusoé: Uma reforma que não vem
(https://crusoe.com.br/noticias/uma-reforma-que-nao-vem/)
(*) https://movimentopessoasafrente.org.br/quem-somos/
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/onde-vao-parar-as-despesas-com-juizes-no-brasil/)
“Guinada do PT e de Lula com discurso ‘pobres contra ricos’ gera reação da oposição e até da própria base”
– Governo passou a investir em discurso que propõe taxação dos mais ricos e enfatizar a isenção do Imposto de Renda.
(Rafaela Gama, O Globo, Rio de Janeiro, 01/07/25)
Retomado pelo PT após uma sequência de derrotas no Congresso, o discurso de “ricos contra pobres” com foco em mudanças tributárias vem provocando um embate nas redes sociais não só entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a oposição. Partidos que compõem a base, como PP e União Brasil, além do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também usaram canais digitais para expor seu descontentamento com a guinada à esquerda.
Em meio à queda de popularidade, o governo passou a investir desde a semana passada no discurso de que propõe a taxação dos mais ricos e a enfatizar a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil para se reaproximar de sua base histórica. Em reação, parlamentares do Centrão argumentam que a intenção da gestão é elevar a cobrança de impostos para a população, movimento que teria sido freado pelo Congresso Nacional com a recente derrubada do decreto de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Na manhã de segunda-feira, Hugo Motta foi às redes defender o Congresso e acusar o governo de promover “polarização social”, ao comentar a votação que derrubou o decreto que elevava o IOF. Seu partido, o Republicanos, ocupa um ministério na gestão Lula, a pasta de Portos e Aeroportos, com Silvio Costa Filho (PE).
— Quem alimenta o “nós contra eles” acaba governando contra todos — afirmou Motta em um vídeo compartilhado em sua conta. — A polarização política no Brasil tem cansado muita gente e agora querem criar a polarização social.
O embate foi levado ao ambiente digital após os perfis do PT divulgarem um vídeo que ressalta que a gestão Lula propõe uma “taxação BBB”, em referência a “bilionários, bancos e bets”. Esses seriam os segmentos que, segundo os planos do governo, serão mais tributados para a viabilização da proposta de isenção do Imposto de Renda (IR) para aqueles que recebem até R$ 5 mil. Uma segunda versão do conteúdo buscou reforçar a ideia de que “os mais pobres carregam o peso dos impostos”.
As postagens foram questionadas por uma paródia publicada nos perfis da recém-formada federação entre União Brasil e PP, siglas que hoje estão à frente de ministérios do governo Lula. Em tom crítico, a publicação, com 113,6 mil visualizações, afirma que “o povo não aguenta mais carregar o peso de 40 ministérios” e o “aumento de despesas”. O vídeo ainda ironiza a animação petista ao afirmar que tudo o que é dito é artificial, “até a inteligência das propagandas”, em referência ao uso de ferramentas de IA para a produção da peça.
Militância mobilizada
Um levantamento feito pela consultoria Bites confirma que a guinada retórica promovida por Lula atingiu o objetivo e ativou a militância petista nas redes: foram 629 mil menções e mais 6 milhões de interações nas principais plataformas abertas. Enquanto o próprio Lula publicou cinco vezes nas redes sobre o tema e atraiu 208 mil interações, seus ministros fizeram 25 publicações na mesma linha e somaram 71,3 mil interações. Ontem o presidente voltou a explorar o tema em uma cerimônia no Planalto:
— Nós queremos fazer deste país um país justo. E ele começa a ser justo pela tributação e depois pela repartição. É por isso que estamos isentando o imposto de renda até R$ 5 mil e trabalhando para que o gás chegue mais barato à casa das pessoas — disse Lula.
Já as principais respostas da oposição contabilizadas pela Bites somaram 608 menções ao tema e 2,7 milhões de interações. O volume foi inferior ao alcançado pela narrativa defendida pelo governo.
Entre os que entraram no tema está o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que aproveitou para ironizar o vídeo compartilhado pelo PT. Zema afirmou que um lado da “balança” é ocupado pela população sendo “esmagada” pelas “viagens milionárias da primeira-dama Janja, pelo roubo do INSS e pela corrupção”.
A aposta na retórica de “ricos contra pobres” também despertou reações de parlamentares bolsonaristas, como a deputada Bia Kicis (PL-DF), que classificou como “balela” e “mentira” a tentativa da esquerda de “gritar da tribuna que só vai cobrar impostos dos mais ricos”. O mesmo tom foi adotado pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que classificou como “antidemocrática” e “imoral” a possibilidade de o assunto ser resolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
— Agora, recorrem ao Supremo para que o brasileiro pague mais imposto. Não dá para aceitar. O pior é que são as pessoas pagas com o seu dinheiro, advogados pagos com o seu dinheiro, pedindo na Justiça para que você pague mais de IOF — disse Jorginho em vídeo publicado no domingo.
Já Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais nomes da tropa de choque do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que, apesar da “vitória suprapartidária” na semana passada, “agora, a mando de Lula, querem judicializar a decisão do Congresso e jogar mais imposto das costas do empreendedor e do trabalhador”.
Professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), Paulo Niccoli Ramirez observa que o debate sobre o IOF representou uma perda retórica inédita para a oposição nas redes. Ele enfatiza que a mudança de tom no governo Lula tem como pano de fundo as eleições de 2026.
— O que se observa é uma inclinação para reconectar o partido com a militância, com a aproximação da eleição, e a necessidade de investir num discurso mobilizador — aponta. — A saída pensada, então, foi acionar pelas redes sociais a base social que o partido ainda influencia.
(https://oglobo.globo.com/blogs/sonar-a-escuta-das-redes/post/2025/07/guinada-do-pt-e-de-lula-com-discurso-pobres-contra-ricos-gera-reacao-da-oposicao-e-ate-da-propria-base.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)
Matutando bem. . .
Em areia movediça, quanto mais a pessoa se move, mais ela tende a afundar.
“Estado brasileiro é o grande patrocinador das desigualdades”
– Arrecadar dos desfavorecidos e gastar com os favorecidos faz dele o padroeiro dos herdeiros.
(Michael França, ciclista, vencedor do Prêmio Jabuti Acadêmico, economista pela USP e pesquisador do Insper. Foi visiting scholar nas universidades de Columbia e Stanford, FSP, 30/06/25)
É fácil se perder nos discursos que pintam o Estado brasileiro como um agente de redistribuição equitativa. Ao menos, ele deveria ser. Porém, quando olhamos com cuidado para sua atuação, percebemos que os números contam uma história menos heroica. Apesar da retórica, o sistema tributário e a alocação dos gastos públicos no Brasil funcionam, em boa medida, como um mecanismo institucional que retira recursos dos pobres e da classe média e os concentra entre os mais ricos.
A primeira distorção aparece na forma como o Estado arrecada. O Brasil é uma das economias que mais taxam o consumo e menos taxam a renda e o patrimônio. Enquanto, em países desenvolvidos, os impostos sobre heranças, grandes fortunas e dividendos cumprem o papel de mitigar a concentração de renda, por aqui o sistema prefere castigar quem consome itens essenciais da cesta básica. Desse modo, os mais desfavorecidos acabam pagando, proporcionalmente, uma fatia maior de sua renda em impostos do que os mais ricos. Ironicamente, são justamente os pobres e a classe média que fazem o maior esforço fiscal.
Se a tributação já é injusta na largada, o lado dos gastos públicos tampouco corrige a trajetória das desigualdades. Em certa medida, os gastos também são regressivos. Políticas sociais como o Bolsa Família e o novo programa Pé-de-Meia têm mérito e impacto positivo, mas representam apenas uma pequena parte do orçamento. Grandes volumes de recursos são canalizados para aposentadorias precoces, isenções fiscais para setores organizados e subsídios que, de forma direta ou indireta, beneficiam quem está no topo da pirâmide.
Tomemos como exemplo o sistema previdenciário: enquanto grande parte dos aposentados costumam sobreviver com apenas um salário-mínimo, setores como a elite do funcionalismo continuam usufruindo de aposentadorias que custam múltiplas vezes mais ao Estado. O mesmo padrão se repete em subsídios de crédito, incentivos fiscais e nas desonerações tributárias, que têm mais a ver com a manutenção de lobbies do que com a redução das desigualdades.
O resultado desse arranjo é uma estrutura que preserva os interesses de quem sempre teve as rédeas do sistema. A retórica do combate às desigualdades segue viva nos palanques e nas campanhas, mas a engenharia orçamentária revela um Estado que serve aos já atendidos.
Por isso, precisamos decidir se queremos continuar patrocinando as desigualdades ou se vamos encarar de frente as distorções que nos tornaram um exemplo mundial de injustiça social. A regressividade é fruto de escolhas reiteradas que revelam quem tem prioridade na distribuição de recursos.
Não é por acaso que as reformas mais estruturais, como uma verdadeira reforma tributária progressiva, o fim de isenções regressivas ou a revisão dos gastos com a alta cúpula do serviço público, raramente avançam. Quando o fazem, são frequentemente diluídas por pressões de grupos organizados.
Entretanto, se nada mais ousado for feito, continuaremos sustentando uma grande ficção: a ficção de que vivemos em um país que combate desigualdades, quando, na verdade, as institucionaliza e financia sua perpetuação.
O texto é uma homenagem à música Chan Chan, de Buena Vista Social Club.
(em: https://youtu.be/hDdcKhJWycg)
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/michael-franca/2025/06/estado-brasileiro-e-o-grande-patrocinador-das-desigualdades.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
Simples assim:
“Nessa série de atitudes passivo-agressivas entre os três Poderes —vide corte de gastos do Executivo, supersalários do Judiciário e aumento de cadeiras no Legislativo—, há uma evidência em forma de pacto não escrito: nenhum deles interfere nos interesses corporativos e/ou ideológicos do outro.”
“Pacto não escrito entre Poderes”
(Dora Kramer, FSP, 30/06/25)
Nessa série de atitudes passivo-agressivas entre os três Poderes —vide corte de gastos do Executivo, supersalários do Judiciário e aumento de cadeiras no Legislativo—, há uma evidência em forma de pacto não escrito: nenhum deles interfere nos interesses corporativos e/ou ideológicos do outro.
O Parlamento eleva despesas, o governo propõe, mas não trabalha efetivamente pelo fim dos privilégios de magistrados, e o Supremo Tribunal Federal faz de conta que não é com ele, aludindo, quando convém, ao princípio da não interferência.
Há um paralelo nítido a ser traçado entre a reunião de agosto de 2024, quando representantes dessas instâncias anunciaram um entendimento para regularizar o uso das emendas, e o encontro de junho de 2025, em que se proclamou um acordo “histórico” para o encaminhamento do decreto ao aumento do IOF.
Nenhum desses acertos progrediu e os signatários fizeram-se de desentendidos a respeito do fracasso das tratativas. O STF sentiu-se traído pela insistência do Congresso em não atender à transparência no manejo dos recursos do Orçamento, mantendo-se indiferente ao cumprimento da Constituição.
Adiante, na derrubada do decreto sobre operações financeiras, o ministro da Fazenda seguiu dizendo que não compreendia o que se passou para Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União Brasil) terem mudado de ideia e liderado a imposição de derrotas ao Planalto.
A razão é simples: em ambos os casos, nas emendas e no IOF, sobrou precipitação, um quê de soberba —para não dizer ingenuidade— para levar em conta a ausência de concordância dos colegiados aos quais os presidentes da Câmara e do Senado devem satisfação.
Haddad e o presidente Lula (PT) estão grandinhos o suficiente para saber que não há acordos possíveis sem o aval dos deputados e senadores que por quase unanimidade colocaram os chefes nos cargos que os fazem poderosos, com um exército de quase 400 contra menos de 100 soldados na luta pelo poder.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/06/pacto-nao-escrito-entre-poderes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
E o Revisitildo:
Uma mão lava a outra e a toga enxuga as duas!
Bem que o são sidônio das causas perdidas poderia considerar o novo slogan do governo: “esbanJANJAndo aLULAdo”!
“Brasil perde bilhões com portos defasados e capacidade de carga no limite”
(Wanderley Preite Sobrinho, do UOL, em São Paulo, 01/07/25)
. . .
Resumo da notícia gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do UOL:
– Portos brasileiros defasados causam perdas bilionárias, incapazes de receber grandes navios devido a infraestrutura inadequada e calado insuficiente.
– Santos perde 1 milhão de toneladas/ano por falta de calado; atraso nos portos aumenta custos, reduzindo potencial de transporte em até US$ 20,6 bilhões.
– Governo planeja leilões e investimentos para modernizar portos e aumentar capacidade, com planos para melhorar ferrovias e hidrovias, visando integrar modais.
. . .
(+em: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2025/07/01/brasil-perde-bilhoes-com-portos-saturados-e-navios-com-5-geracoes-de-atraso.htm)
Vale a pena ler a matéria para você entender que o tal de MPOR – Ministério de Portos e Aeroportos não serve para nada, a não ser para a “cumpanherada” “se-locupletar-se”!
E voce sabe quem é o Silvio Serafim Costa Filho?
É um recifense formado em (pasmem) Pedagogia, dep. fed. licenciado do Republicanos, comandando o MPOR.
Ou seja: um parasita!
Ooops. . .nada contra os pedagogos. Mas. . .cada macaco no seu galho!
Gil: https://www.youtube.com/watch?v=Nk_-b4EU660
Cabidódromos: os escoadores de verbas públicas!
“Estatais federais acumulam deficit de R$ 3,48 bilhões em 2025”
– É o maior saldo negativo nominal para o período da série histórica, iniciada em 2002; as empresas registram deficit pelo 3º ano seguido…
(Hamilton Ferrari, Poder360, 30/06/25)
As estatais federais registraram deficit de R$ 3,48 bilhões no acumulado de janeiro a maio. É o maior saldo negativo nominal para o período na série histórica, iniciada em 2002, e o 3º consecutivo.
Aumentou 1,6% em relação ao mesmo período de 2024.
O último superavit foi em 2022, quando totalizou R$ 5,1 bilhões. Os dados constam no relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado pelo BC (Banco Central) nesta 2ª feira (30.jun.2025).
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/estatais-federais-acumulam-deficit-de-r-348-bilhoes-em-2025/)
E lá vem. . . Dweck, Dweck, Dweck!
. . . é a Esther (Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) com sugestões das cores para os livrinhos de fantasias mil!
E o tricolor fluminense, hein?
Além de lavar a alma do futebol do Rio, vestiu a equipe da gloBBBo com bombachas!
I vamu nóis rumu au équiça e quiçá. . .
“Mocinho” não entra. . .
“Motta, ministros de Lula e governadores na excursão para o ‘Gilmarpalooza’”
– Excursão da alegria será bancada com dinheiro do pagador de impostos.
(Rodrigo Vilela, Diário do Poder, 30/06/25)
Autoridades de Brasília já se organizam para comparecer a um dos eventos que leva um naco da nata do poder para Europa anualmente, o Fórum Jurídico de Lisboa. O evento, realizado em Portugal, chega a 13ª edição e é conhecido como “Gilmarpalooza”. Todas as viagens, com diárias, hospedagem e passagens aéreas, às custas dos pagadores de impostos brasileiros.
O tom jocoso do apelido une o nome do festival “Lollapalooza” ao nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que é quem promove o fórum.
Anualmente, o Gilmarpalooza atrai dezenas de autoridades, muitas com processos enrolados no Supremo e que podem ser julgados pelo ministro. Este ano, o evento será realizado nos dias 2, 3 e 4 de julho e terá o tema “O mundo em transformação — Direito, Democracia e Sustentabilidade na Era Inteligente”.
Este ano, além de Gilmar Mendes, o evento deve contar com:
Hugo Motta (Rep-PB), presidente da Câmara dos Deputados;
Tábata Amaral (PSB-SP), deputada federal;
Orlando Silva (PCdoB-SP), deputado federal;
Arthur Lira (PP-AL), deputado federal;
Ciro Nogueira (PP-PI), senador;
Rodrigo Pacheco (PSD-MG), senador;
Luís Roberto Barroso, presidente do STF;
André Mendonça, ministro do STF;
Flávio Dino, ministro do STF;
Alexandre de Moraes, ministro do STF;
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
Camilo Santana, ministro da Educação;
Jader Filho, ministro das Cidades;
Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União;
Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça;
Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro;
Tarcísio de Freitas (Rep), governador de São Paulo;
Mauro Mendes (União Brasil), governador de Mato Grosso;
Helder Barbalho (MDB), governador do Pará;
Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás;
Eduardo Leite (PSD), governador do Rio Grande do Sul;
Rafael Fonteles (PT), governador do Piauí
Paulo Gonet, procurador-geral da República;
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/xwk-brasil/motta-ministros-de-lula-e-governadores-veja-lista-do-gilmarpalooza)
Só pra intisicar. . .
É melhor curtirmos “Lisboa Antiga” do Roberto Leal: https://www.youtube.com/watch?v=MwdPXi0JmnM
E. . .o tarcisão, hein?
“quando se quer entrar num buraco de rato, de rato você tem que transar”
Raul: https://youtu.be/2lyXxgBLjnY
Ah é, é!!! E o pão com mortaNdela?
“33,2% acham que a picanha ficou muito mais cara com Lula”
– Segundo levantamento da Paraná Pesquisas, 71,4% dos brasileiros acham que os preços aumentaram no supermercado.
(Poder360, 30/06/25)
Levantamento da Paraná Pesquisas revelou que 33,2% dos brasileiros acham que a picanha está muito mais cara no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em comparação com o de Jair Bolsonaro (PL).
Eis as respostas para a pergunta “em comparação com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o preço atual da picanha no governo Lula está muito mais alto, um pouco mais alto, igual, um pouco mais baixo ou muito mais baixo?
Muito mais alto: 33,2%;
Um pouco mais alto: 16,8%;
Igual: 21,7%;
Um pouco mais baixo: 14,1%;
Muito mais baixo: 3,8%;
Não sabe/não lembra: 10,5%.
A pesquisa foi realizada de 18 a 22 de junho e entrevistou pessoalmente 2.020 brasileiros maiores de 16 anos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95%.
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/332-acham-que-a-picanha-ficou-muito-mais-cara-com-lula/)
Pra não dizerem que não teclei sobre “alfafa com leite condensado”:
Cadê a picanha e a cervejinha grátis?
– O rato comeu e o gato bebeu!
Cadê ambos?
– nos ParasiTários “se-locupletando-se”!
Enquanto o “Voa ParasiTas” é um sucesso o “Voa Brasil” rasteja. . .
“Perto de completar 1 ano, Voa Brasil vendeu 1,37% das passagens”
(Poder360, 30/06/25)
O programa Voa Brasil, que permite a compra de passagens a R$ 200 o trecho, teve um retorno bem abaixo do que o governo federal previa. Segundo informações publicadas em reportagem do jornal O Globo, em 1 ano, o governo tinha disponíveis 3 milhões de assentos. Mas a 2 meses do prazo, foram vendidos só 41.165 bilhetes entre julho de 2024 e maio de 2025 –1,37% do total.
A iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos registrou queda nas vendas nos últimos 5 meses. Os números mostram redução de 5.308 bilhetes em janeiro para 2.604 em maio.
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/perto-de-completar-1-ano-voa-brasil-vendeu-137-das-passagens/)
Enquanto publicamente os parasitários encenam uma guerra sem fim. . .
“Querem criar a polarização social”, diz Motta em resposta ao PT”
– “Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos”, diz presidente da Câmara ao defender derrubada do IOF.
(Redação O Antagonista, 30/06/25)
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), divulgou um vídeo para rebater as críticas dos lulistas contra a derrubada do decreto que aumentava alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos. A Câmara dos Deputados, com 383 votos de deputados de esquerda, de direita, decidiu derrubar um aumento de imposto sobre o IOF, o imposto que afeta toda a cadeia econômica. A polarização política no Brasil tem cansado muita gente e agora querem criar a polarização social”, reclamou Motta.
Quando perceberam que perderiam a disputa pelo aumento do IOF no Congresso Nacional, os governistas passaram a apostar no discurso de que o Congresso trabalha para os ricos, enquanto o governo Lula estaria do lado dos pobres.
“Nós avisamos ao governo”
Motta rebateu no vídeo, um “Hoogle”, como ele chama essas gravações, especial sobre IOF:
“No mesmo dia em que derrubamos o aumento do IOF, aprovamos outras três medidas importantes para o nosso país. A primeira delas foi uma medida provisória que permite o investimento de 15 bilhões de reais em habitação no nosso país. Nessa mesma medida, incluímos a permissão para que o governo possa vender o excedente de petróleo, que ajudará o governo a arrecadar algo em torno de entre 15 e 20 bilhões de reais sem aumentar impostos. Aprovamos também o crédito consignado privado. Aprovamos um projeto de lei que garante a isenção do pagamento de imposto de renda para as pessoas que ganham até dois salários mínimos.”
O presidente da Câmara, que usa uma camisa do Flamengo na gravação, também rebateu a alegação de que o governo Lula se sentiu traído e foi pego de surpresa com a votação do IOF.
“O capitão que vê o barco indo em direção ao iceberg e não avisa não é leal, é cúmplice. E nós avisamos ao governo que essa matéria do IOF teria muita dificuldade de ser aprovada no parlamento. O presidente de qualquer poder não pode servir a um partido, ele tem que servir ao seu país”, defendeu-se Motta.
Sobre as análises de que ele “morde e assopra”, ao tentar agradar a governo e oposição, o presidente da Câmara disse o seguinte:
“Se uma ideia for ruim pro Brasil, eu vou morder. Mas se essa ideia for boa, eu vou assoprar, para que ela possa se espalhar por todo o país. Ser de centro não é ter ausência de posição, é ter ausência de preconceito. E podem ter certeza: se uma ideia for boa, nós vamos defender e assoprar para que ela possa atingir todos os brasileiros e brasileiras.”
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/querem-criar-a-polarizacao-social-diz-motta-em-resposta-ao-pt/)
. . .no escurinho da toga, “$e-locupletam-$e”!
Já que Lisboa é o próximo destino de “nossas otoridades”. . .
https://youtu.be/47y2GQBdVHo
“Uma cidade musical”
Se divertia o deputado Celso Luiz, então presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas, com a história do pároco de Mata Grande (AL), que, extasiado, procurou o velho padre Almeida, já aposentado:
– “Nesta cidade não há pecadores! As pessoas apenas se penitenciam, no confessionário, por tocar instrumentos musicais, uma beleza!”
Só então ele ficou sabendo que padre Almeida, santo homem, cansado de ouvir horrendos pecados, impôs o código no confessionário:
transar virou “tocar trombone”,
xingar “tocar violino”,
trair era “tocar corneta”, etc.
Na missa seguinte, o jovem pároco, desolado, deu o recado:
-“Depois, quero ter uma conversinha com a turma da banda de música…”
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 30/06/25)
. . .
“Tocar na banda
Pra ganhar o quê
Duas mariolas (*)
E um cigarro iolanda (**0”
. . .
O saudoso e imortal Adoniram Barbosa: https://youtu.be/VxDxTsyean0
(*) Mariola é um doce tradicional brasileiro, geralmente feito de banana, caju ou goiaba.
(**) Não se trata de uma marca de cigarro real, mas sim de um elemento poético na música.
Pensando bem…
(Coluna CH, DP, 30/06/25)
…são tantos os temas sobre a mesa do supremo STF que suas excelências, logo logo, irão precisar de ministérios.
Matutando bem…
(Matutildo, aqui e agora)
Vem aí. . .o “ESM – Eleven Supreme Ministries”.
E o líder do governo no SuTriFão, hein?
“Queda de braço”
O Tesouro Nacional aponta que R$2,6 bilhões já foram destinados a emendas parlamentares, este ano, enquanto Flávio Dino, ex-ministro de Lula, faz força para devolver ao governo o poder sobre a liberação.
(Coluna CH, DP, 30/06/25)
Oferecidamente, oferecido ou. . .
“Lula, pare de me cantar todos os dias. Nada do que você tem a oferecer me interessa”
(capitão zero zero, rumo ao xilindró)
. . .”quem desdenha quer comprar”
Matutando bem. . .
Será que nem a caneta da presidência entregue de mão beijada e que, infelizmente lula a detém, não interessa ao capita?
Sorria. . .você está sendo legalmente furtado!
“Quanto ganham o presidente, governadores e parlamentares”
(UOL, 30/06/25)
O Congresso aprovou projeto de lei que cria 18 novas vagas para deputados federais a partir das eleições de 2026. A mudança amplia de 513 para 531 o número de cadeiras, e o custo anual estimado é de R$ 64,6 milhões — mas, segundo o projeto, sem aumentar os gastos, mesmo com as novas vagas para deputados. O texto vai à sanção do presidente Lula (PT).
Entre diversas responsabilidades e deveres, os cargos também oferecem inúmeros benefícios. Saiba quanto ganham o presidente da República, governadores, senadores, deputados e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Presidente
O salário do presidente da República é de R$ 46.366,19 mensais. Com descontos obrigatórios, o valor cai para R$ 33.834,30.
Há ainda benefícios como cartões corporativos e a possibilidade de usar aviões da Força Aérea Brasileira para viagens oficiais e até pessoais. A recomendação é que o chefe do Executivo use apenas avião presidencial para se deslocar, por questão de segurança nacional.
Governadores
Nos Estados e no Distrito Federal, as Assembleias e Câmara Legislativas determinam o salário dos governadores. A remuneração não deve ultrapassar o limite de R$ 46.366,19 – valor pago a ministros do STF e que serve como teto para todo o funcionalismo público no país.
Sergipe – Fábio Mitidieri (PSD): R$ 46.366,19
Acre – Gladson Cameli (PP): R$ 42.265,49
Minas Gerais – Romeu Zema (Novo): R$ 41.845,49
Bahia – Jerônimo Rodrigues (PT): R$ 36.894,89
São Paulo – Tarcísio de Freitas (Republicanos): R$ 36.301,53 (a partir de junho/2025)
Piauí – Rafael Fonteles (PT): R$ 35.574,64
Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PSDB): R$ 35.462,27
Rio Grande do Sul – Eduardo Leite (PSD): R$ 35.462,22
Rondônia – Marcos Rocha (União): R$ 35.462,22
Pará – Helder Barbalho (MDB): R$ 35.363,55
Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB): R$ 34.774,64
Roraima – Antonio Denarium (PP): R$ 34.299,00
Amazonas – Wilson Lima (União): R$ 34.070,00
Paraná – Ratinho Júnior (PSD): R$ 33.763,00
Paraíba – João Azevêdo (PSB): R$ 33.696,58
Maranhão – Carlos Brandão (PSB): R$ 33.006,39
Amapá – Clécio Vieira (Solidariedade): R$ 34.774,64
Mato Grosso – Mauro Mendes (União): R$ 32.353,46
Tocantins – Wanderlei Barbosa (Republicanos): R$ 31.216,71
Alagoas – Paulo Dantas (MDB): R$ 30.833,91
Goiás – Ronaldo Caiado (União) R$ 30.585,01
Distrito Federal – Ibaneis Rocha (MDB): R$ 29.951,94
Santa Catarina – Jorginho Mello (PL): R$ 25.322,25
Ceará – Elmano de Freitas (PT): R$ 23.893,79
Pernambuco (*) – Raquel Lyra (PSD)*: R$ 22.000,00
Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra (PT): R$ 21.914,76
Rio de Janeiro – Cláudio Castro (PL): R$ 21.868,14
(*) Em dezembro de 2022, a Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco) aprovou que o salário do governador passasse de R$ 9,6 mil a R$ 22 mil. No entanto, Raquel Lyra escolheu continuar a receber R$ 42,1 mensais como procuradora do estado, cargo que exercia antes de entrar para a política.
Responsáveis por definir o salário dos governadores, os deputados estaduais podem ganhar até R$ 34.774,64. Cada Assembleia Legislativa possui autonomia para fixar o valor de seus salários, desde que respeite o teto estabelecido pela Constituição Federal, que limita a remuneração dos deputados estaduais a até 75% do subsídio de um deputado federal. Em 2025, esse teto corresponde a R$ 34.774,64. Já os salários dos governadores são fixados por leis estaduais aprovadas pelas assembleias, observando o teto remuneratório local, geralmente equivalente ao subsídio de um desembargador do Tribunal de Justiça do estado.
Senadores e deputados federais
Senadores e deputados federais recebem salário bruto de R$ 46.366,19, estabelecido pelo próprio Congresso Nacional. Além disso, os parlamentares têm direito a verba de gabinete (em torno de R$ 133 mil no caso dos deputados federais, destinada ao pagamento de até 25 assessores) e auxílio-moradia de R$ 4.253,00. No Senado, o valor do auxílio-moradia é de R$ 5.500,00. Reembolsos por despesas médicas não entram nessa conta.
Congressistas eleitos ou reeleitos têm direito a uma ajuda de custo equivalente a um salário bruto integral, de R$ 46.366,19. O benefício serve para bancar mudança e transporte para Brasília e é concedido no primeiro e no último salário do mandato.
Deputados federais têm direito a uma cota parlamentar que pode chegar a R$ 51,5 mil por mês, enquanto senadores recebem entre R$ 36,6 mil e R$ 52,8 mil mensais. O benefício é usado para custear gastos relacionados ao mandato, como passagens aéreas, combustível, telefonia, hospedagem e alimentação, e varia conforme o estado de origem.
Ex-presidentes
Não há salário fixo. No entanto, todos os ex-presidentes vivos têm direito vitalício a carros oficiais com motoristas e a até oito servidores pagos pela Presidência da República, incluindo seguranças, motoristas e assessores, com salários que podem chegar a R$ 74 mil por mês no total. Os cofres públicos bancam ainda passagens, diárias, manutenção e combustível para esses veículos e funcionários.
(Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2025/06/30/quanto-ganham-o-presidente-governadores-e-parlamentares.htm)
“Crise de hegemonia do governo Lula vai muito além do Congresso”
– O Centrão farejou o animal ferido na floresta, a oposição bolsonarista foi para cima, o mercado não aceita financiar a “economia do afeto” — e a reeleição subiu no telhado.
(Luiz Carlos Azedo, Nas Entrelinhas, em seu blog no Correio Braziliense, 29/06/25)
O veterano deputado Rui Falcão (PT-SP) defende a tese de que o governo Lula está em disputa, porém, os aliados do Centrão não fazem questão de cargos e verbas — eles querem o poder. O sinal veio logo depois das eleições municipais, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ensaiou atrair para o governo os ex-presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que declinaram.
As eleições municipais revelaram que o governo perdera a hegemonia política. Hegemonia, a palavra-chave por trás da afirmação “governo em disputa”, fora entendida de cabeça para baixo. O conceito é associado ao controle do poder e exercício da força. Entretanto, não se tratava de cargos e verbas da Esplanada, mas da conquista de corações e mentes dos eleitores. Hegemonia depende do consentimento, é fruto da satisfação popular, de consensos sociais e requer liderança moral.
O campo de alianças do PT na Câmara está restrito a uns 130 deputados. A “cultura do rechaço” com que hegemonizou a esquerda deveria ter sido deixada de lado na chegada ao poder. A atuação petista na Câmara, em oposição ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, talvez seja o melhor exemplo.
No poder, Lula consolidou sua liderança popular com base na “economia do afeto”, a essência do “lulismo”, ao promover expressiva transferência de renda para a população de baixa renda. Para isso, escalou os programas de “focalização” do gasto público nos mais pobres, com destaque para o Bolsa Família, que hoje beneficia 53,8 milhões de pessoas. Entretanto, as políticas públicas são insuficientes na saúde, na educação e na segurança. E o identitarismo, muitas vezes, pauta prioridades.
Historicamente, o “capitalismo do compadrio” e o velho patrimonialismo caminham de mãos dadas, com transferência de renda do Estado para setores empresariais e corporações privilegiadas: 1% da população concentra renda superior à soma dos 50% mais pobres. Após 2002, para redistribuir renda, Lula havia se beneficiado da expansão da economia mundial; do impacto do Plano Real no consumo da população e do chamado “bônus demográfico”, o aumento da renda média das famílias, em decorrência da redução do número de filhos e das aposentadorias, pensões e benefícios de prestação continuada (BPCs).
Em resposta à crise mundial de 2008, porém, houve uma mudança de orientação econômica, calcada na forte expansão do gasto público e do crédito popular. A chamada “nova matriz econômica” viria a se consolidar no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. No segundo, porém, entrou em colapso, o que provocou inflação e impopularidade. Essa foi a causa de seu impeachment, ao lado da perda da bandeira da ética para a oposição.
Governabilidade
Não se fala de corda em casa de enforcado, mas vamos lá. O PT optou pela narrativa do golpe para lidar com esse fracasso, em vez de refletir sobre suas verdadeiras causas e encarar de frente a crise de imagem, decorrente do escândalo de Petrobras. Dilma tentou resgatá-la com a famosa “faxina”, mas teve que enfiar a viola no saco. E a Operação Lava-Jato desconstruiu a identidade parlamentar tecida no combate à corrupção, sobretudo no impeachment de Fernando Collor de Mello, e que já havia sido abalada no Escândalo do Mensalão.
Sem subestimar a decisiva força eleitoral de Lula, bem como o enraizamento e a resiliência do PT, a vitória eleitoral de 2022 foi possível por causa da alta rejeição do ex-presidente Jair Bolsonaro, em grande parte decorrente do negacionismo na pandemia. Os votos das mulheres e dos nordestinos, e, no segundo turno, a reação dos setores centristas que viam a democracia ameaçada, trouxeram Lula de volta ao poder. Entretanto, isso não lhe deu a liderança moral da sociedade. Por quê?
Essa é a pergunta que desafia o governo Lula. A bandeira da ética permanece nas mãos da oposição. Esse resgate depende da realização de um governo sem escândalos. Por essa razão, as fraudes nos descontos de aposentados do INSS abalaram a popularidade do presidente, apesar de os indicadores de emprego e renda da economia serem positivos.
O Centrão farejou o animal ferido na floresta. A oposição bolsonarista foi para cima. O mercado não aceita financiar a “economia do afeto”. Lula ainda disputa a liderança moral com seu humanismo, porém, sua empatia com os mais pobres depende de resultados, da picanha e da cervejinha. O desequilibro fiscal embaralha tudo.
A opção preferencial pelos mais pobres depende da econometria e não da narrativa classista. Ideologia não enche a barriga. Patrimonialista, o Congresso pode colapsar a governabilidade. Lula está numa sinuca de bico e depende de um freio de arrumação do Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar uma grave crise institucional. Resultado: sua reeleição subiu no telhado.
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/crise-de-hegemonia-do-governo-lula-vai-muito-alem-do-congresso/)
Pelo que temos “visto, lido e ouvido”, esse problema não existe apenas em Brasília!
“. . .O que temos visto, porém, é o triunfo do improviso sobre o critério. Em nome de conveniências passageiras, áreas públicas são loteadas, normas são flexibilizadas e o interesse coletivo é empurrado para um futuro sempre adiado. Cada puxadinho interesseiro tolerado, cada invasão das regras ignorada, cada estrutura faraônica, que serve mais à vaidade do que à função pública, representa uma escolha — e não escolher também é uma escolha.”. . .
“Sobre a Capital da Esperança”
(Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Coluna Visto, lido e ouvido, blog do Ari Cunha, CB, 29/06/25)
Há tempos em que o vento sopra contra a bússola. Quando a arte de planejar é abandonada, ou substituída por caprichos momentâneos, até o mais sólido dos alicerces começa a ceder. Essa verdade se aplica com ainda mais força ao organismo complexo político. Uma gestão sem planejamento é como um corpo sem esqueleto: sobrevive, mas vergado, adoecido, desfigurado.
Nosso centro administrativo na capital do país — tão meticulosamente desenhado em papel e sonho — foi, um dia, símbolo de uma promessa racional. Com traços modernos e espírito de vanguarda, pretendia-se erguer não apenas uma cidade, mas um novo modo de habitar o poder. Os eixos da capital não brotaram do acaso: vieram da mente de quem ousou imaginar o depois de amanhã.
Hoje, no entanto, a racionalidade daquele gesto inaugural não condiz com a política nacional abrigada na cidade. O improviso se tornou método. A pressa eleitoral substituiu o traçado técnico. As necessidades de poucos se sobrepuseram ao bem de muitos. Por conveniência ou por cálculo, decidiu-se ajustar a Esplanada dos Ministérios à vontade dos passageiros do turno. O resultado? Um amontoado de desculpas que fazem a gestão envelhecer antes da hora, medidas provisórias, soluções improvisadas e interesses que não aparecem nos diários oficiais.
Há setores da cidade onde o solo treme diante de novas informações. Outros são engolidos por estruturas parasitárias que avançam sem freios sobre cidadãos comuns, em nome de uma lógica que muitos fingem não ver. Não faltam elefantes brancos, erguidos a preços de ouro, cujas sombras cobrem o erário e sufocam o contribuinte. E tudo isso sob o silêncio ou a cumplicidade de quem deveria zelar.
Curiosamente, no seio da capital onde deveriam pulsar centros de estudo e reflexão urbana, impera a ausência. Onde estão os levantamentos técnicos? Onde está o diagnóstico dos pontos frágeis? Não se ouve a voz das academias, tampouco se vê sinal da caneta dos planejadores. A cidade parece agora viver à mercê da política mal calculada como se bastasse sempre “dar um jeito”.
Mas há limites para o improviso. Quando tudo é exceção, a regra desaparece. Quando tudo é urgente, o essencial se perde. E assim seguimos, a passos curtos e apressados, na contramão daquilo que um dia poderia ter sido.
A cidade que foi pensada numa política de futuro é quase um ato de resistência. Talvez, ainda haja tempo. Mas esse tempo exige coragem: de voltar à prancheta, de dizer não ao provisório, de confrontar os interesses rotativos e, sobretudo, de devolver, ao povo brasileiro, o direito de ser pensada com os olhos do amanhã.
Não é por acaso que, pelo mundo, o investimento em inteligência é o que predomina. Essa é a diferença. Fazer política não é remendar buracos ou inaugurar estruturas com placas reluzentes. É preciso visão. E, para isso, é necessário permitir que a técnica fale mais alto do que o aplauso fácil.
O que temos visto, porém, é o triunfo do improviso sobre o critério. Em nome de conveniências passageiras, áreas públicas são loteadas, normas são flexibilizadas e o interesse coletivo é empurrado para um futuro sempre adiado. Cada puxadinho interesseiro tolerado, cada invasão das regras ignorada, cada estrutura faraônica, que serve mais à vaidade do que à função pública, representa uma escolha — e não escolher também é uma escolha. A cidade é espelho disso tudo: reflete não só os traços do tempo, mas também as omissões de quem paga a conta.
Ao fim, resta a pergunta incômoda: o que deixaremos para aqueles que ainda não nasceram? Será que estaremos apenas perpetuando um modelo de política que desaprendeu a pensar? E quando uma cidade, um país, para de pensar, o que sobra é a repetição automática do erro. Não é esse o legado que uma capital, ainda chamada patrimônio, deveria desejar carregar.
A frase que foi pronunciada:
“É preciso tanta energia para desejar quanto para planejar.”
(Eleanor Roosevelt)
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/sobre-a-capital-da-esperanca/)
O grande derrotado!
Não me aprofundei no assunto, pois considero bolsonaro págima virada na história política brasileira.
Mas, pelas manchetes, quem saiu menor dessa manifestação de hoje em São Paulo, foi o Tarcisão!
Nesse rítmo, ele começará a perder apelo popular até para sua reeleição à governador.
Esse é justamente o sonho da corja vermelha, que está presa no corner, aguardando apenas o PeTeleco final.
E o capitão zero zero e sua prole de zeros fingem não ver.
FIFA WCC 2025:
Bastou a derrota do clube carioca recheado de bons jogadores e comandados pelo Filipe Luís, para a imprensa esportiva PeTezuelana virar o disco:
“expõe o abismo entre o futebol sulamericano e o europeu…”
Até então, “era para calar a boca do mundo”
“i vamu nóis rumu au équiça” e quiçá ao título do Mundial de Clubes 2025!
Lula 0,3!
“Economist”: Lula perdeu influência fora e é impopular no Brasil
– Revista britânica afirma que presidente brasileiro é pouco pragmático e que posicionamento sobre guerra Israel X Irã isola o país…
(Poder360, 29/06/25)
A revista britânica Economist diz em artigo (leia aqui, para assinantes(*) publicado neste domingo (29.jun.2025) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “perdeu a influência no exterior” e está “cada vez mais impopular no Brasil”.
Para a publicação, o posicionamento do Brasil sobre a guerra entre Israel e Irã isolou o país de todas as outras democracias ocidentais e teve uma “linguagem agressiva”. Em 22 de junho, o Itamaraty condenou os ataques dos Estados Unidos ao país persa e declarou que a ofensiva representou uma “violação de soberania”.
“A simpatia do Brasil com o Irã deve continuar em 6 e 7 de julho, quando o Brics, um grupo de 11 economias de mercados emergentes, incluindo Brasil, China, Rússia e África do Sul, realiza sua cúpula anual no Rio de Janeiro. O Irã, que se tornou integrante do Brics em 2024, deve enviar uma delegação. O grupo é atualmente presidido pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lula. Originalmente, ser um membro ofereceu ao Brasil uma plataforma para exercer influência global. Agora, faz o Brasil parecer cada vez mais hostil ao Ocidente”, escreve a revista.
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/economist-lula-perdeu-influencia-fora-e-e-impopular-no-brasil/)
(*) https://www.economist.com/the-americas/2025/06/29/brazils-president-is-losing-clout-abroad-and-unpopular-at-home
Espetacular fuga do “paraíso” da corja vermelha PeTezuelana!
“Jornalista cubano arrisca a vida para fugir da repressão”
– Em uma jornada de fuga que passou até pelo Brasil, jornalista escapa de regime comunista.
(Redação O Antagonista, 29/06/25)
O jornalista cubano José Luis Tan empreendeu uma perigosa travessia terrestre de meio continente, culminando na inóspita Selva de Darién, na fronteira entre Colômbia e Panamá, para escapar da opressão do regime cubano e buscar asilo.
Sua odisseia, iniciada na Guiana, representa um caminho incomum para migrantes cubanos e menos ainda para profissionais de imprensa, destacando a gravidade da perseguição que enfrentava em sua terra natal. Tan foi forçado a arriscar sua vida após meses de assédio e ameaças diretas à sua família, perpetradas pelo Departamento de Segurança do Estado cubano, de acordo com o LatAm Journalism Review (LJR),
A fuga da perseguição sistemática
A trajetória de José Luis Tan como crítico contundente do regime cubano em veículos como Cubanet, Yucabyte e Diario de Cuba, e também em suas redes sociais, fez dele um alvo. Além de seu trabalho jornalístico, Tan mantinha uma rede de apoio comunitário em Camagüey, sua província natal, auxiliando pessoas “esquecidas pelo regime”, como crianças, idosos e enfermos.
Essas atividades foram suficientes para que se tornasse vítima de interrogatórios, ameaças e vigilância. Sua casa foi vandalizada e, quando sua mãe e irmão mais novo também passaram a ser assediados, Tan percebeu que a saída do país era inevitável.
Uma tentativa inicial de voar para a Nicarágua em dezembro de 2024 foi barrada no aeroporto de Havana, sem explicações claras, o que o jornalista atribui a pressões da ditadura cubana sobre as autoridades nicaraguenses. Dias depois, com a ajuda de um seguidor, conseguiu uma passagem para a Guiana, o único país continental das Américas, além da Nicarágua, que não exige visto de cubanos.
Mesmo a quase 3 mil quilômetros de Cuba, em Georgetown, Tan continuou a ser vigiado e ameaçado, sofrendo inclusive um incidente de agressão física. Ele está convicto de que o aparato de segurança cubano mantém colaboradores e operações na Guiana, dada a expressiva presença de cubanos no país.
A extenuante travessia e o novo capítulo
Diante da persistente perseguição, Tan tomou a difícil decisão de percorrer o continente por terra, uma rota de migração que viu seu fluxo de cubanos diminuir significativamente desde 2022, quando a Nicarágua aboliu a exigência de visto para cidadãos cubanos.
Sua jornada começou em abril, partindo da Guiana, atravessando o Brasil, a floresta amazônica de ônibus até a Bolívia, e então Peru, Equador e Colômbia. Na fronteira panamenha, uniu-se a um grupo de migrantes, incluindo venezuelanos e indígenas, para adentrar a temida Selva de Darién. Por dois dias e meio, em meio à chuva incessante, lama, rios e montanhas íngremes, Tan enfrentou um terreno onde um passo em falso poderia ser fatal.
O desafio físico foi imenso. José Luis Tan chegou ao México seis semanas após partir da Guiana com pouquíssimos pertences, tendo abandonado sua bagagem encharcada. As consequências incluíram linfangite na perna, dermatite alérgica e exaustão extrema. Ele dormia em acampamentos improvisados e fazia pausas mínimas, sentindo mais sede e cansaço do que fome.
Em 28 de maio, Tan chegou à Cidade do México. Apesar das adversidades, ele afirma ter chegado com sua “dignidade e coragem intactas”, prometendo que a ditadura não o destruiria. Atualmente, ele pretende solicitar status de refugiado à Comissão Mexicana de Ajuda a Refugiados, buscando se estabelecer legalmente.
Embora seu desejo final seja chegarnos Estados Unidos, ele optou por aguardar no México, observando as políticas migratórias americanas. Enquanto isso, Tan busca trabalho, seja no jornalismo ou em mídias sociais, e começou a escrever um livro sobre suas experiências, com o objetivo de denunciar os atos do regime cubano ao mundo. Sua jornada, embora difícil, apenas reforçou sua determinação em lutar pela liberdade de seu povo e de sua nação.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/mundo/jornalista-cubano-arrisca-a-vida-para-fugir-da-repressao/)
PeremPTóriamente. . .
Sorte dele não ter sido localizado pelas “otoridades PeTezuelas”!
Senão, seria preso e devolvido ao regime sanguinário dos castro & crias, assim como o foram no passado os dois pugilistas que abandonaram a delegação CUbana durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007.
Pensando bem…
(Coluna CH, DP, 29/06/25)
…pior que ódia, só corrupçã.
Matutando bem…
(Matutildo, aqui e agora)
. . e usurpaçã, nã?
Vem aí. . .mais cargas para nós, robustos e mansos burros de cargas!
“Fazenda agora quer barrar projeto de Hugo Motta”
(Coluna CH, DP, 29/06/25)
O governo pretende mobilizar o que resta de apoio na Câmara para tentar barrar o projeto que libera a concessão simultânea de salário e aposentadoria aos parlamentares. A tendência é de nova derrota do governo. O projeto, do presidente da Câmara, Hugo Motta, começou a circular no início do mês e irritou a equipe econômica, que alega estar “com a faca no pescoço para cortar gastos”, exceto os do governo. A quem pergunta, Taxxad desce a borduna no “inoportuno” projeto.
Presentão
Para os deputados, a proposta é um presente de mãe. Além de turbinar os vencimentos, cria até uma espécie de 13º para os aposentados.
Suprapartidário
Como a regalia é para todos na Câmara, há mobilização suprapartidária, com assinaturas que vão do PL de Bolsonaro ao PT de Lula e Haddad.
Paga o pato
O Planalto avalia que a proposta, apesar de focar nos deputados, respinga no governo, e atiça a tara por aumentar impostos.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/aumento-do-iof-stf-avaliando-usurpacao-de-competencia-sera-diversao-garantida)
Se o SuTriFão
virar “piadinha de salão”,
então,
adeus Nação!
Ou não. . .
“Aumento do IOF: STF avaliando ‘usurpação de competência’ será diversão garantida”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 29/06/25)
Provoca reações que variam da indignação à ironia a ação direta de inconstitucionalidade contra a decisão do Congresso que jogou na cesta de lixo o decreto de Lula (PT) aumentando o IOF. Ao menos os brasileiros terão diversão garantida com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), logo eles, deliberando sobre “usurpação de competência”. A alegação governista, afinal, é a mesma dos críticos do STF, acusado de atropelar prerrogativas exclusivas dos outros poderes.
Um especialista
O STF é um especialista: anulou decretos presidenciais de nomeação de Lula, na era Dilma, e do diretor da PF, no governo Bolsonaro.
Constituinte
Ministros do STF também deliberaram sobre marco temporal das terras indígenas, dispositivo constitucional que só o Congresso poderia mexer.
Quem legisla?
O Congresso também ficou de fora de decisões legisladoras do STF, como a descriminalização do uso e porte de maconha.
Jogo jogado
O decreto do Congresso anulou o aumento do IOF enquanto o STF legislava sobre marco civil da internet, lei federal em vigor há 11 anos.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/aumento-do-iof-stf-avaliando-usurpacao-de-competencia-sera-diversao-garantida)
“Glossário on-line do TSE explica o que é idade eleitoral…”
(Poder360, 29/06/25)
. . .
O serviço on-line da página do TSE tem mais de 300 verbetes do universo jurídico-eleitoral. Os termos têm informações históricas e referências bibliográficas.
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/glossario-do-tse-explica-o-que-e-idade-eleitoral/)
Glossário Eleitoral em: https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario
Com a palavra, os doutos!
“Censura nas redes: o que o STF não diz no relatório”
– Entenda os problemas da decisão tomada pela Corte por 8 votos a 3
(Felipe Moura Brasil, O Antagonista, 27/06/25)
O artigo 19 do Marco Civil da Internet – dispositivo de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional, também conhecido como Poder Legislativo – “é inconstitucional naquilo que ele não diz, porque não prevê exceções mais amplas do que aquelas que estão previstas no artigo 21”, disse o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso (foto), na quinta-feira, 26, ao encerrar o julgamento sobre o tema com 8 votos a 3.
O artigo 19 prevê que um “provedor de aplicativo de internet” (big tech) “somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros” (no caso, os usuários das redes sociais) “se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para tornar indisponível o conteúdo”, ou seja, para retirá-lo do ar.
A única exceção até então prevista no artigo 21 diz respeito à “violação da intimidade decorrente da divulgação, sem autorização de seus participantes, de imagens, de vídeos ou de outros materiais contendo cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado”. Neste caso, o provedor “será responsabilizado subsidiariamente” se não retirar do ar o conteúdo “após o recebimento de notificação pelo participante ou seu representante legal”.
Liberdade de expressão
O Congresso, portanto, evitando ferir a liberdade de expressão, limitou-se a cobrar das big techs a remoção, mesmo sem ordem judicial, de conteúdos íntimos não autorizados, cuja mera exposição virtual provoca danos à imagem e/ou à reputação dos envolvidos. Para removê-los, afinal, basta verificar a “legitimidade para apresentação do pedido” e elementos violadores da intimidade, ou seja: se quem pediu a remoção aparece nu ou em cenas de sexo.
A maioria dos ministros do STF, porém, não curtiu a decisão. Oito editores togados e não eleitos do debate público queriam uma listinha maior de exceções, a fim de impor às big techs a censura de outros tipos de conteúdo, em nome da “proteção de direitos fundamentais e da democracia”, ainda que o direito à liberdade, inclusive de expressão, seja um deles.
Assim chamados por garantirem o mínimo necessário para que um indivíduo exista de forma digna em sociedade administrada pelo poder estatal, esses bens jurídicos estão previstos no artigo 5o, que abre o título II da Constituição Federal de 1988, denominado “dos direitos e garantias fundamentais”:
“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.”
O relatório final do STF aponta “um estado de omissão parcial que decorre do fato de que a regra geral do art. 19” do Marco Civil da Internet “não confere proteção suficiente a bens jurídicos constitucionais de alta relevância”.
E os argumentos?
O texto divulgado pela Corte, porém, não traz argumentos sobre essa insuficiência explorada como premissa para mudanças, nem dados de estudos sobre danos causados a partir de postagens mantidas no ar, muito menos cita providências do Supremo contra a lentidão do Poder Judiciário mais caro do mundo para julgar casos que poderiam render a decisão judicial exigida pelos legisladores oficiais.
Apenas determina que, “enquanto não sobrevier nova legislação” (passível de novas reações do STF, claro), a lista de exceções será aquela definida pela caneta legisladora da maioria da Corte, após Barroso, como ele contou enquanto Dias Toffoli chorava, ter “digitado pessoalmente cada tese” aventada nos votos, “ouvindo um por um e construindo todos os consensos possíveis, e com a boa vontade das pessoas que foram abrindo mão das posições mais radicais”.
Com isso, caíram exceções para divulgação de fatos “notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados”, como queria Toffoli, mas ficaram outras não tão menos férteis para a redução da pluralidade democrática e o aumento da patrulha política, a julgar pelo histórico de enquadramento dado pelos próprios ministros, entre outras autoridades, sobretudo nos casos “a”, “b”, “d” e “e” da lista abaixo. O urso foi tirado da sala, mas o bode ficou.
O provedor de aplicações de internet, segundo o STF, passa a ser “responsável quando não promover a indisponibilização imediata de conteúdos que configurem as práticas de crimes graves previstas no seguinte rol taxativo”:
“(a) condutas e atos antidemocráticos que se amoldem aos tipos previstos nos artigos 296, parágrafo único, 359-L, 359- M, 359-N, 359-P e 359-R do Código Penal;
(b) crimes de terrorismo ou preparatórios de terrorismo, tipificados pela Lei n° 13.260/2016;
(c) crimes de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação, nos termos do art. 122 do Código Penal;
(d) incitação à discriminação em razão de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexualidade ou identidade de gênero (condutas homofóbicas e transfóbicas), passível de enquadramento nos arts. 20, 20-A, 20-B e 20-C da Lei n° 7.716, de 1989;
(e) crimes praticados contra a mulher em razão da condição do sexo feminino, inclusive conteúdos que propagam ódio ou aversão às mulheres (Lei n° 11.340/06; Lei n° 10.446/02; Lei n° 14.192/21; CP, art. 141, § 3°; art. 146-A; art. 147, § 1º; art. 147-A; e art. 147-B do CP);
(f) crimes sexuais contra pessoas vulneráveis, pornografia infantil e crimes graves contra crianças e adolescentes, nos termos dos arts. 217-A, 218, 218-A, 218-B, 218-C, do Código Penal e dos arts. 240, 241-A, 241-C, 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente;
g) tráfico de pessoas (CP, art. 149-A).”
Quem define?
Todos esses atos soam repudiáveis, por óbvio; o problema é interpretar se uma publicação virtual específica incorre neles ou não, presumindo qual seria a posição de um Judiciário que transfere essa responsabilidade. Já vimos que informação incômoda para um ministro do STF (*) pode ser considerada ataque à democracia, que piadas envolvendo minorias e vulneráveis podem ser enquadradas como discriminação, que críticas a parlamentares mulheres podem ser tachadas de discurso de ódio, e por aí vai. Já vimos, em suma, como o bode vira urso.
O próprio Supremo admite, indiretamente, o risco de abuso, ao prever que “o responsável pela publicação do conteúdo removido” possa “requerer judicialmente o seu restabelecimento, mediante demonstração da ausência de ilicitude”. Ou seja, sem decisão decorrente do devido processo legal contra sua publicação, você terá que gastar tempo, energia e dinheiro para provar na Justiça que não cometeu crime algum, mesmo que você seja pobre e não possa contratar escritórios de esposas ou filhos de ministros de tribunais superiores. Entre o risco de serem responsabilizadas civilmente e o de ferirem seu direito à liberdade, causando transtornos de ordem pessoal, a tendência é que as big techs, na dúvida, censurem você.
Eu, Felipe, gostei e fiz destaque no X do momento em que Barroso deixou escapulir a palavra “censura” (**) para descrever essa remoção. Só acho que, agora, o presidente do STF deveria ser mais sincero, também, em relação ao artigo 19: o dispositivo aprovado pelo Congresso é “inconstitucional”, porque não diz a “213 milhões de pequenos tiranos” o que oito “soberanos” do Supremo queriam que ele dissesse.
(*) “6 anos de inquérito das fake news: conheça sua verdadeira história
– Motivação e outros elementos vêm sendo sistematicamente omitidos e falsificados no debate público brasileiro.
(+em: https://oantagonista.com.br/analise/6-anos-de-inquerito-das-fake-news-conheca-sua-verdadeira-historia/)
(**) https://x.com/fmourabrasil/status/1933207097920966753?s=46&t=VIbGXmyYpNnedWPEe5YcXw
(***) “Cármen Lúcia fala em “213 milhões de pequenos tiranos” para justificar censura”
– Ministra do STF agravou a fórmula do cala a boca já morreu, mas veja bem…
(+em: https://oantagonista.com.br/analise/carmen-lucia-fala-em-213-milhoes-de-pequenos-tiranos-para-justificar-censura/#google_vignette)
Leia também: Pequenos tiranos, até prova em contrário
– “Não se pode permitir a volta de censura sob qualquer argumento no Brasil, mas vejo isso como uma situação excepcionalíssima”, disse a ministra Cármen Lúcia.
(+em: https://oantagonista.com.br/analise/pequenos-tiranos-ate-prova-em-contrario/#google_vignette)
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/censura-nas-redes-o-que-o-stf-nao-diz-no-relatorio/)
Puxãozinho no supremo torçal dourado:
. . .”Ou seja, sem decisão decorrente do devido processo legal contra sua publicação, você terá que gastar tempo, energia e dinheiro para provar na Justiça que não cometeu crime algum, mesmo que você seja pobre e não possa contratar escritórios de esposas ou filhos de ministros de tribunais superiores.”. . .
“Deus é Gaúcho”. . .porém, é melhor “se-aprecatarem-se”!
“Eduardo Leite pede que gaúchos deixem áreas de risco no Estado”
– Previsão indica que pode chover, em partes do Rio Grande do Sul, nas próximas 12 horas, o equivalente ao volume esperado para todo 1 mês.
(Poder360, 28/06/25)
A previsão de meteorologistas de que pode chover, em partes do Rio Grande do Sul, nas próximas 12 horas, o equivalente ao volume esperado para todo 1 mês, levou o governador Eduardo Leite (PSD) a fazer novo alerta neste sábado (28.jun.2025) para que as pessoas deixem as áreas de risco e procurem abrigo em locais seguros.
“Estamos pedindo: saiam das áreas de risco. É por apenas uma noite. Amanhã [29.jun] à tarde, esperamos ter uma volta à normalidade”, declarou Leite. Ele afirmou que, com o apoio do governo estadual, as prefeituras montaram e adequaram abrigos para receber as pessoas que não tiverem para onde ir.
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-brasil/eduardo-leite-pede-que-gauchos-deixem-areas-de-risco-no-estado/)
Acreditemos, pois na louvação do eterno Teixeirinha:
https://www.youtube.com/watch?v=-XnMRZnr2RI
. . .
“Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez”
. . .
“Brasil acima da lucidez”
– Livro compõe um retrato do país buscando entender argumentos dos dois lados do espectro ideológico.
(Hélio Schwartsman, FSP, 28/06/25)
“Brasil Acima da Lucidez”, de Fabiano Lana, é um livro interessante e oportuno, considerando que nos encaminhamos para mais uma eleição presidencial polarizada em 2026. Não é que a obra de Lana resolverá o problema, mas sua leitura pode ajudar aqueles que lamentam essa situação a entender melhor o que está acontecendo e quem sabe mudar suas atitudes para ao menos não piorar o clima de intolerância.
Lana, colunista de “O Estado de S. Paulo”, é um autor que muitos classificariam como “isentão”. Sei que o termo foi cunhado com propósitos pejorativos, mas o vejo de forma bastante positiva. O “isentão”, afinal, é o sujeito que aceita a ideia liberal de que as pessoas variam enormemente em gostos, visões de mundo e até apreciações morais e se esforça para entender posições que não se coadunem com as suas. Não há em princípio um conjunto de preferências que seja superior aos demais.
Especialmente em jornalismo precisamos de “isentões”. Não porque a objetividade e a imparcialidade sejam metas humanamente factíveis, mas porque o repórter que se preocupa em buscar o equilíbrio e considera perspectivas diferentes da sua provavelmente fará um trabalho melhor que aquele que veste o chapéu do militante e já têm todas as conclusões prontas antes mesmo de começar a apuração.
“Brasil Acima da Lucidez” é um livro em camadas. São 28 ensaios independentes, mas que formam um todo. Lana discute questões filosóficas como as que eu tangenciei, mas sem deixar de abordar também temas concretos, como religião, racismo, música e até a ginástica mental feita por petistas e bolsonaristas para tentar conciliar suas preferências ideológicas com o reino dos fatos.
Um dos corolários da obra é que precisamos revisitar o princípio da caridade, segundo o qual devemos entender —e eventualmente até melhorar— os argumentos de nossos oponentes. Sem esse esforço de não demonizar de cara o adversário, diálogos produtivos ficam, se não interditados, ao menos muito difíceis —e a polarização irá se perpetuando.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2025/06/brasil-acima-da-lucidez.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista_)
Raul: https://www.youtube.com/watch?v=01WCtTBNLfk
“A lógica do me engana que eu gosto”
– É que a mentira atrai como uma espécie de heresia, uma sutil desconfiança da realidade por adesão às aparências.
(Muniz Sodré, sociólogo, professor emérito da UFRJ, autor, entre outras obras, de “Pensar Nagô” e “Fascismo da Cor”, FSP, 28/06/25
Na doxa platônica (esfera das opiniões e experiências pessoais), Fídias, o cretense, afirma que todos os cretenses são mentirosos. O paradoxo é logicamente insolúvel, nunca poderemos saber se ele fala a verdade ou mente. Agora, trocando Creta por Brasil, topamos com o mesmo impasse angustiante: se a mentira alcança o status de princípio social, mergulhamos no vazio de marcadores existenciais. Não mais um episódio pitoresco da doxa, nem mesmo ficcional do tipo “Black Mirror”. A distopia encontrou lugar entre nós.
Ao primeiro olhar, plataformas eletrônicas. Há algo, porém, mais fundo e antigo do que isso. As religiões sempre mentiram para acomodar suas teologias à mente dos fiéis e à hegemonia de Estado. E mentir é engraçado nos relatos do Barão de Münchhausen, aquele que teria saído de um pântano puxando pelos próprios cabelos. Isso sempre teve alguma acolhida na sociabilidade comunitária.
Da infância interiorana vem a lembrança de mentirosos compulsivos, objetos de uma atenção entre resignada e divertida. Havia desde os populares, que narravam embates com lobisomens, até o médico de família, capaz de uma hora inteira sem respirar no fundo do mar, pesquisando corais. Hoje, os ditos antipolíticos, tanto pobres de direita como empreendedores, fazem bolhas nessa lógica do “me engana que eu gosto”, a mesma das câmaras de eco das redes. Bolsonaro pode sumir, mas o bolsonarismo cresce na razão direta da enganação.
É que a mentira atrai como uma espécie de heresia, uma sutil desconfiança da realidade por adesão às aparências. Já a crença nos fatos implica “credibilidade total do que se faz e do que se vê, em detrimento do que se pode chamar de aparência, cujo jogo consiste na evidência pragmática das coisas” (Jean Baudrillard, “América”). Só que o fato é factício, isto é, não mente, mas simula. Os americanos acreditam no fato, não na facticidade ou fabricação do simulacro, seu ponto forte civilizatório: a espetacularização, o marketing permanente da vida.
Merece atenção a formalização jurídica do falseamento. No interrogatório da intentona golpista do 8/1, o magistrado certificava os réus de seu direito de mentir. E assim de cada ovo gorado da serpente saía um clone do Barão de Münchhausen, negando as evidências na materialidade das provas. Arquiteto do golpe, o ex-presidente negou ter visto o que de fato viu e falou.
Por que ritualizar mentiras, quando a verdade parece exsudar pelos poros? Para dramatizar a garantia da lei à liberdade daquilo que a teoria da linguagem chama de “discurso performativo” (sem compromisso com prova) em vez do “discurso constatativo”, sujeito à prova da verdade. Mas, reiterando que ninguém é obrigado a provar contra si mesmo, o ritual não deixa de destilar uma oblíqua moral da pusilanimidade.
E assim, generalizada pelas big techs, a performance assume todo discurso como mentira sistemática, travestida de “liberdade de expressão”, para chegar às redes. Os paradoxos então se multiplicam e, como no absurdo “golpe dentro das quatro linhas”, as redes revivem a Creta de Fídias. Trata-se da pressão narcísica de corpos agitados, ávidos por falar qualquer coisa, não de liberdade como ação pública. Uma catástrofe da expressão social.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/muniz-sodre/2025/06/a-logica-do-me-engana-que-eu-gosto.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
E você aí?
Sabia que o sabiá sabia assobiar?
Bom. . .enquanto voce decide, eu vou de Renato Terra:
https://www.youtube.com/watch?v=5AQcGjPPj4g
“Fragilidade no contra-ataque”
– Indo ao Supremo, governo pode até ganhar na Justiça, mas perderá de novo na política.
(Dora Kramer, FSP, 28/06/25)
No cardápio de providências cogitadas para reagir à pesada ofensiva do Congresso, o governo inscreve soluções gastas para dar conta de um problema relativamente novo. Na mais contundente delas, recorre ao Supremo Tribunal Federal. Pode até ganhar na Justiça, mas perderá de novo na política.
A escalada de derrotas só não é inteiramente inédita na cena da política brasileira porque, em termos de erosão do capital de influência no Parlamento, já vimos algo parecido nos estertores dos governos Fernando Collor e Dilma Rousseff.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não tinha convivido com um grau tão agressivo de confronto, embora adotasse o método quando na oposição. Em seus dois períodos anteriores na Presidência sofrera apenas um revés de monta ao não conseguir a reedição do imposto (olha ele aí) do cheque, a CPMF.
Do restante dos obstáculos – sendo o mais grave o escândalo do mensalão – pôde se safar com habilidade e a ajuda de um centrão também enredado nas denúncias, de uma oposição frágil e de um Legislativo referido só no fisiologismo.
Aquele mundo não existe mais, mas o presidente ainda parece viver nele. Outro dia mesmo, numa cerimônia oficial para defender o ministro Fernando Haddad (PT), lançava ataques ao FMI, um inimigo do passado.
Agora Lula vem de tentar reeditar o dístico “nós contra eles”, marco inaugural da divisão radicalizada do país. Antes punha de um lado os apoiadores do governo e do outro os críticos. Na versão revisada, são os ricos para lá e os pobres para cá. Aos nem tão pobres nem tão ricos, pelo jeito reservam-se as batatas.
Pois é justamente esse meio de campo que o presidente precisa atrair para, antes de pensar em ganhar a eleição, subir muitos degraus na escala daquilo que os cidadãos consideram um bom governo.
Essa possibilidade ele interdita na opção preferencial por um estrato da população, excluindo os demais que lhe garantiram em 2022 o poder conquistado sob a promessa de amplitude e união.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/06/fragilidade-no-contra-ataque.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
O piNçador Matutildo, piNçou:
“. . .em termos de erosão do capital de influência no Parlamento, já vimos algo parecido nos estertores dos governos Fernando Collor e Dilma Rousseff.”
O Bedelhildo, asseverou:
Depois de 580 dias de cana, lula não mais engana!
E o Chatildo…
Sorte dele que seu vice é um banana!
Matutildo narrando uma charge do Cláudio de Oliveira na FSP. . .
. . .sobre o placar da derrubada do aumento do IOF por 383 a 98:
Rui Costa (ainda ministro da Casa Civil):
– O PP tem o importantíssimo ministério do Esporte e todos os seus 48 deputados votaram contra o governo!
Gleisei Hoffmann (ainda ministra de Relações Institucionais):
– Pô, 16 dos 17 deputados do PDT votaram contra e 9 dos 15 do PSB também!
Fernando Haddad (ainda minisro da Fazenda):
– Por que será?
O decaído, ainda presidente, segurando uma enorme placa “LULA 2026”
. . .e o cãozinho chato:
Essa história tem mocinho?
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/claudio-hebdo/2025/06/lula-vai-descer-do-salto-alto.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
Alô, Professora Eunice Motta, que depois de “se-casar-se” com o querido Elpídio, virou Felsky!
Será que o Matutildo não aprendeu a diferença entre narrar e descrever?
Com o já dizia o querido e saudoso Professor Alírio: “escreveu não leu, mando para a Escola”!
Enquanto cozinho uma porção de pinhões aqui na MSM, a lambisgóia das araucárias. . .
. . .acumula derrotas no Congresso após 3 meses como ministra. . .
16 de junho: congresso aprova urgência para derrubar aumento da IOF;
17 de junho: congresso cria CPMI do INSS e derruba 11 vetos presidenciais;
25 de junho: congresso derruba decreto do aumento do IOF. . .
Notem que a lambisgóia das araucárias, vulga gleisi hoffmann, tomou posse em março!
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/gleisi-acumula-derrotas-no-congresso-apos-3-meses-como-ministra/)
Huuummm. . .5 + 8 = 13. . .
“Supremo é motivo de vergonha para 58% dos brasileiros”
– Levantamento foi realizado pelo Datafolha.
(Rodrigo Vilela, Diário do Poder, 28/06/25)
Levantamento realizada pelo Datafolha aponta que 58% dos entrevistados avaliam que o Supremo Tribunal Federal (STF) é motivo de vergonha. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (27).
Apesar do elevado número, ainda assim a Corte não lidera o “vergonhômetro”. O topo é ocupado por senadores, com 59% das afirmações de mais vergonha do que orgulho. Em seguida, com 58%, empatados com o STF, estão “deputados federais”. Lula vem em sequência, 56%.
Vereadores são motivo de vergonha para 47%. A lista ainda segue com governadores (39%), Forças Armadas (36%), Povo Brasileiro (35%) e prefeitos (30%).
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas em 136 municípios em 10 e 11 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
(https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/xwk-brasil/supremo-e-motivo-de-vergonha-para-58-dos-brasileiros)
Matutando bem. . .
Nesse caso, o 13 seria melhor avaliado se, ter vergonha do SuTriFe fosse expresso por 85% da população, pois 8+5 também são treze!
E o Glorioso, hein?
– O “Porco” expulsou-o da pocilga!
Também, pudera, Matutildo!
-Depois que a “pata fria do sapo barbudo” alegou que foi milagre a vitória do Botafogo sobre o PSG. . .
K entre nós. . .
Com as peladas que temos visto aqui no Campeonato Brasileiro e considernado a participação de 4 clubes tupiniquins e 3 que ainda participam da FIFA CWC, já somos “campeões morais’! (*)
I vamu nóis rumu au équiça e quiçá campeões da FCWC2025. . .
E o Revisildo. . .
(*) “Fomos os campeões morais dessa Copa”, a célebre frase do genial e saudoso Cláudio Pêcego de Moraes Coutinho!
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A1udio_Coutinho
Matutando sobre a charge. . .
Assim como temos o poder de mover os aviões das “otoridades” com o voto, também temos o poder de tirar-lhes o brinquedinho!