Charge de Thiago Lucas para o Jornal do Commercio retrata a força de dois senhores da guerra e o alvo atômico
- By Herculano
- 47 Comentários
- Convidados
ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLXIX
Compartilhe esse post:
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
LinkedIn
Email
Sobre nós
Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.
Sussurros
Posts Recentes
Sobre nós
Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.
47 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLXIX”
Comprar, lula compra!
Pagar, lula paga!
Entregar, parasitários titubeiam!
Fiscalizar, TriSuEl vendado!
“Sob pressão do Congresso, governo acelera liberação de emendas e desembolsa R$ 620 milhões em sete dias”
– Em um gesto político, o maior beneficiado até o momento foi o PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, que tem demonstrado indisposição em plenário.
(Camila Turtelli, Lauriberto Pompeu e Karolini Bandeira, O Globo, 24/06/25)
O Palácio do Planalto acelerou desde a semana passada o empenho de emendas parlamentares, após seguidas derrotas no Congresso e insatisfação crescente de aliados. Nos primeiros seis meses de 2025, o Executivo adotou ritmo mais lento do que no mesmo período dos dois primeiros anos do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de o governo atribuir as dificuldades ao atraso na aprovação do Orçamento, que só ocorreu em março deste ano, foram desembolsados R$ 620 milhões só nos últimos sete dias, em comparação aos R$ 152 milhões no restante do ano. Em um gesto político, o maior beneficiado até o momento foi o PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, que tem demonstrado indisposição em plenário.
Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), a legenda já soma R$ 102,8 milhões empenhados em 2025 — superando o PL (R$ 101,6 milhões) e o PT (R$ 93,5 milhões), que têm as duas maiores bancadas da Câmara dos Deputados.
A Bahia, reduto político de lideranças do PSD, lidera o ranking por estado, com R$ 144,4 milhões. O repasse ocorre em um momento delicado na relação entre a sigla e o Planalto. O partido busca manter ao menos a neutralidade em 2026, quando Lula pretende disputar a reeleição.
São da Bahia, estado que lidera o ranking de desembolso, o senador Otto Alencar e o líder da legenda na Câmara, Antônio Brito, ambos com papel central nas negociações de cargos e liberação de verbas. Procurados, ambos os parlamentares não se manifestaram sobre o assunto.
Além da disputa por espaços na Esplanada — a legenda chegou a tentar ampliar sua posição ao cobiçar o Turismo, hoje sob o comando do União Brasil — , o PSD tem protagonizado movimentos de pressão durante votações.
Derrota em plenário
Na semana passada, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), relatou a interlocutores que o governo precisava agilizar a liberação de emendas diante da irritação dos parlamentares.
A insatisfação do PSD, por exemplo, se tornou mais evidente com o comportamento da bancada na votação da urgência para a derrubada do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), no último dia 17. O PSD foi uma das legendas com maior número de votos a favor da urgência, contrariando o governo. Foram 40 a favor do texto de uma bancada de 45.
No total, 65% dos deputados de partidos com ministérios no governo Lula votaram a favor da proposta, desafiando a orientação do Planalto.
Outro fator que aumenta o peso político do PSD nas negociações com o governo é a posição estratégica de algumas de suas lideranças. O senador Omar Aziz (AM), uma das principais vozes do partido na Casa, é cotado para presidir a CPI do INSS, que deve se instalada no segundo semestre com o objetivo de investigar descontos indevidos em aposentadorias. A comissão tem potencial de desgaste para a atual gestão, apesar dos esforços do governo para direcionar o foco para a administração Bolsonaro.
Procurado, Aziz defendeu a distribuição dos recursos e ressaltou que a sigla liderada por ele tem mais senadores. Por isso, tem direito a mais emendas.
— O PSD é a maior bancada (no Senado), tem 14 senadores. Tem que procurar saber quem tem menos senadores e teve mais liberação. É normal que seja um pouco mais — defende.
O parlamentar, no entanto, ressaltou que o volume atual do que tem sido liberado é baixo. Desde o início do ano, foram R$ 776 milhões. No mesmo período do ano anterior, R$ 23 bilhões; e nos primeiros seis meses de 2023, R$ 7,5 bilhões.
Congressistas vêm pressionando o governo por maior celeridade, especialmente diante do bloqueio de despesas. O valor autorizado de desembolso para emendas este ano é de R$ 53,9 bilhões.
— Eu tenho dificuldade de liberar emenda nesse governo e tinha no outro (Bolsonaro), mas faz parte — conclui Aziz, um dos principais aliados do governo no Senado.
A Secretaria de Relações Institucionais (SRI), comandada pela ministra Gleisi Hoffmann, disse em nota, por sua vez, que o ritmo da liberação das emendas precisa atender a uma série de critérios.
“O ritmo da execução das emendas parlamentares ao Orçamento da União de 2025 é determinado pelo cumprimento de cronogramas fixados pela área orçamentária do governo, a partir da sanção da Lei Orçamentária Anual, bem como pela capacidade dos atores envolvidos (parlamentares solicitantes, estados e municípios beneficiários e órgãos executores) de cumprirem todas as etapas previstas no marco normativo”.
Reservadamente, parlamentares têm dito que a demora na liberação prejudica a articulação política e mina a confiança na liderança do governo no Congresso.
Atrás da Bahia, até aqui, aparecem como estados mais favorecidos Amazonas — estado de Aziz — e Pará.
No Planalto, a preocupação é conter os focos de insatisfação sem agravar o cenário de rebelião legislativa. A liberação concentrada nas últimas semanas é vista como uma tentativa de reaproximação, mas o governo ainda precisa vencer o teste mais difícil: garantir votos em plenário nas próximas pautas de interesse — e atravessar a CPI do INSS com o menor desgaste possível.
Integrantes do PSD da Câmara avaliam que o fato de o partido ter o maior montante neste momento se dá mais pelo peso que a sigla tem no Senado — há 14 parlamentares, mesmo número do PL. Na Câmara, o PSD tem a quinta maior bancada, com 45 deputados.
Mesmo com os números mais favoráveis ao PSD, tanto o governo quanto a legenda consideram que o valor baixo está longe de atingir a demanda de qualquer partido. Também é apontado, por parte do PSD, que as emendas liberadas são individuais e atendem a todas as siglas. O fato de o PL, partido da oposição, ter um valor próximo reforça esse argumento.
Novas regras
Além do atraso na aprovação do Orçamento, houve mudanças nas regras de repasse, determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), o que contribuiu para o atraso nas liberações.
Levantamento da Warren Investimentos mostra que os empenhos cresceram de R$ 24,9 milhões até maio para R$ 151,2 milhões apenas nos primeiros dias de junho — um salto de seis vezes. Essas emendas são impositivas, ou seja, o governo é legalmente obrigado a pagá-las.
Além disso, o Executivo tem autorizado o pagamento de emendas de anos anteriores. Até 13 de junho, já haviam sido pagos R$ 6,3 bilhões, com destaque para emendas individuais (R$ 3,1 bilhões), de bancada estadual (R$ 1,8 bilhão), de comissão (R$ 1,1 bilhão) e de relator (R$ 294,8 milhões).
(Fonte: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/06/24/sob-pressao-do-congresso-governo-acelera-liberacao-de-emendas-e-desembolsa-r-620-milhoes-em-sete-dias.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)
“Lição de casa nota 10 na gripe aviária”
– O Brasil controla a gripe aviária em 30 dias e mostra ao mundo a sua eficiência na defesa agropecuária…
(Xico Graziano, engenheiro agrônomo e doutor em administração, Poder360, 24/06/25)
O Brasil acaba de provar, ao mundo inteiro, sua capacidade de controlar as doenças infecciosas na agropecuária. Em exatos 30 dias, suspendeu a emergência zoosanitária no município de Montenegro (RS), interditado pela ocorrência da gripe aviária. Uma ótima notícia.
O vírus da influenza H5N1, de elevada patogenicidade para as aves, permaneceu confinado na mesma granja onde foi detectado. O monitoramento no raio de 10 quilômetros permitiu concluir que a terrível doença não corre risco de se espalhar. Baita alívio.
Para comparação: nos EUA, a gripe aviária se espalhou por 17 Estados e, mesmo tendo gasto, em 3 anos, o valor de US$ 1 bilhão, o governo norte-americano não está conseguindo controlar o surto da doença. Aqui, nós batemos um recorde de eficiência.
Sistema de defesa agropecuária é como se denomina a organização desse trabalho de controle de qualidade sanitária na produção rural e em sua transformação, abrangendo os ramos da saúde animal e vegetal.
Existem duas visões sobre como garantir a sanidade na produção de alimentos:
– a antiga – atribui total responsabilidade de fiscalização ao poder público;
– a moderna – acredita na capacidade de autocontrole dos agentes privados.
A visão antiga predominou durante a fase tradicional da agricultura brasileira, mantendo-se ativa até bem recentemente. Segundo essa concepção, só o poder de polícia, exercido pelo Estado, seria capaz de intimidar os agentes produtivos, fazendo-os cumprir as exigências legais da segurança alimentar.
Forte fiscalização é o corolário dessa visão policialesca sobre a produção agropecuária, cujo pressuposto é a presença direta do agente público no local da produção, como no frigorífico, por exemplo. O fiscal seria suficiente, rigoroso e impoluto.
O sistema tradicional de defesa agropecuária funcionou bem no Brasil até, digamos, os anos 1990, quando o avanço tecnológico e a escala da produção no campo catapultaram o agro nacional. Tudo então se tornou mais complexo.
Pequenos frigoríficos e laticínios locais se transformaram em enormes agroindústrias, granjas caseiras viraram grandes criatórios, poderosas redes de supermercados passaram a imperar no varejo. As cooperativas entraram no processamento de carnes.
Rações, medicamentos, fertilizantes, defensivos químicos, todos os campos se expandiram e se profissionalizaram, tornando as estruturas públicas de fiscalização ineficientes e obsoletas. A visão antiga sugere contratar milhares de novos fiscais. A moderna defendia a corresponsabilidade público-privada.
As próprias empresas passaram a definir seus protocolos de controle sanitário, investindo na rastreabilidade do processo de produção. Era a tendência global, exigida pelo mercado comprador.
Gestores da qualidade e da sanidade agropecuária passaram a investir em variadas parcerias, entre os setores público e privado, definindo funções e atribuições no controle de riscos na cadeia produtiva de alimentos. Bons avanços se registraram, como aquele que levou ao controle da febre aftosa no rebanho bovino.
Até que, finalmente, em dezembro de 2022, nova legislação (lei 14.515 de 2022) (*) consolidou no Brasil a visão moderna, estabelecendo programas de autocontrole e procedimentos de incentivo à conformidade na defesa agropecuária. A virada de chave veio no governo de Jair Bolsonaro, com a decidida atuação da ministra Tereza Cristina e de seu sucessor, Marcos Montes.
Graças à essa gestão compartilhada da sanidade animal, trazendo o setor privado para trabalhar junto com o poder público, o Brasil pode se orgulhar de dizer aos nossos compradores de carnes que, aqui, controlamos rapidamente a gripe aviária.
Saudosistas do passado estatizante sempre se opuseram à delegação de tarefas na defesa agropecuária, dizendo que essa “privatização” afrouxaria o sistema. Não confere. Somente fomos capazes de controlar a gripe aviária graças à participação dos próprios avicultores e das empresas da cadeia produtiva de aves.
O fato mostrou que, ao chamar para a responsabilidade os próprios agentes privados, amoldando o poder da fiscalização, a ação do Estado ganhou eficácia. De quebra, ao acreditar na boa-fé do empresário se reduz os riscos de corrupção no sistema.
A ação compartilhada da nova defesa agropecuária brasileira deve ser aplicada a outras agendas, como a do meio ambiente. É o que propõe a nova lei de licenciamento ambiental, que reduz a força do velho sistema de comando-e-controle permitindo, nos casos especificados, a autodeclaração, ou seja, o compromisso particular da boa prática ambiental (**).
Esse é o caminho do futuro.
(Fonte: https://www.poder360.com.br/opiniao/licao-de-casa-nota-10-na-gripe-aviaria/)
(*) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14515.htm
(**) “Senado aprova novas regras para licenciamento ambiental; entenda”
– Projeto pretende simplificar emissão de licenças; texto é criticado por ambientalistas…
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/senado-aprova-novas-regras-para-licenciamento-ambiental-entenda/)
Agora, nem Cristo salva!
“A Record analisa a possibilidade de adquirir os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026, enquanto mantém conversas iniciais com o narrador Galvão Bueno. A emissora estuda a compra do pacote remanescente de jogos do torneio. As informações foram divulgadas pela revista IstoÉ na 2ª feira (23.jun.2025).
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-sportsmkt/record-avalia-compra-de-direitos-da-copa-2026-e-negocia-com-galvao/)
Flagraram o lindinho da dilmaracutaia engasgado com o pinhão da lambisgóia das araucárias!
“BC de Galípolo repete alertas do BC de Campos Neto a Lula”
– “O debate do Comitê evidenciou, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas”, diz ata do Copom divulgada nesta terça-feira, 24.
(Redação O Antagonista, 24/06/25)
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central publicou nesta terça-feira, 24, a ata da reunião em que decidiu elevar em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros, para 15% ao ano (1).
Ao explicar por que decidiu elevar a Selic ao maior patamar em 19 anos, o comitê liderado por Gabriel Galípolo (foto), que foi indicado por Lula, repetiu alertas sobre a política fiscal do governo federal que o Copom fazia na época de Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro.
“A política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e um impacto de médio prazo, que incorpora os efeitos do prêmio a termo da curva de juros. Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta”, diz a ata do Copom, que segue:
“Assim, o debate mais recente, com ênfase na dimensão estrutural do orçamento fiscal e na redução ao longo do tempo de gastos tributários, tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e de ter impactos sobre o prêmio da curva de juros.”
“Esmorecimento no esforço de disciplina fiscal”
“O Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, diz a ata divulgada nesta terça.
A última ata do Copom sob a presidência de Campos Neto (2), publicada em dezembro de 2024, dizia exatamente o mesmo:
“O Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade.”
A ata divulgada nesta terça finaliza o trecho sobre a política fiscal assim:
“O Comitê, em sua análise de atividade, manteve a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê evidenciou, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas.”
De quem é a culpa?
Lula e seus aliados usaram Campos Neto de espantalho durante os dois primeiros anos do governo. Galípolo foi apresentado pelos petistas como antídoto ao que classificavam como sabotagem do indicado por Bolsonaro, mas o BC segue dizendo que parte da culpa pela alta na taxa básica de juros é das políticas irresponsáveis do Palácio do Planalto.
Os petistas fingem, agora, que Galípolo não existe. Após passar meses culpando Campos Neto pelos sequenciais aumentos na taxa básica de juros em 2025, mesmo depois de ele ter deixado o comando do BC em dezembro de 2024, os governistas omitem o nome do indicado por Lula nas reclamações sobre a Selic. E seus lamentos são uma ótima notícia sobre a independência do BC.
Leia mais: Que falta faz Campos Neto
– Cinco meses após indicado por Bolsonaro deixar o Banco Central, petistas ficaram sem ninguém para empurrar a culpa pela nova alta de juros.
(em: https://crusoe.com.br/diario/que-falta-faz-campos-neto/)
(Fonte: https://oantagonista.com.br/economia/bc-de-galipolo-repete-alertas-do-bc-de-campos-neto-a-lula/)
(1) “BC sobe taxa de juros para 15%”
– Comitê promoveu o sétimo aumento desde setembro de 2024; Selic chegou ao maior patamar desde julho de 2006.
(+em: https://oantagonista.com.br/economia/bc-sobe-taxa-de-juros-para-15/#google_vignette)
(2) “Lula não convence nem seus indicados ao Banco Central”
– Comitê de Política Monetária (Copom) do BC destaca em ata, de forma unânime, o “esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal”.
(+em: https://oantagonista.com.br/analise/lula-nao-convence-nem-seus-indicados-ao-banco-central/)
Desnorteadamente, desnorteados!
“Olha o nível”
O deputado André Fernandes (PL-CE) reagiu às críticas do governo à isenção milionária concedida pelo próprio governo Lula:
– “Eles atacam o próprio voto e criticam a própria medida. Este é o nível que chegamos”.
(Coluna CH, DP, 24/06/25)
Uma mão lava a outra. . .
“Votando do sofá”
Está na pauta desta quarta no Senado a votação para ampliar o número de deputados de 513 para 531. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre marcou sessão remota para “não expor” os colegas.
(Coluna CH, DP, 24/06/25)
nos bons tempos. . . a toga algemava as duas!
Da série: “Acredite, se quiser!”
Com 4 ministérios além de miríades de cargos na Caixa, Telebras, Correios, Codevasf, DNOCS, Sudene e Sudam. . .
“União e PP devem vazar do governo Lula em julho”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 24/06/25)
O União Brasil e o Progressistas devem se reunir na primeira quinzena de julho para delibar sobre a entrega de cargos do segundo e terceiro escalão do governo Lula. Concretizada a entrega das boquinhas, como é a atual vontade majoritária, será o primeiro passo para o desembarque completo do governo, com data limite até dezembro deste ano. A ideia é que os partidos se livrem completamente de laços com Lula antes do prazo final do período de desincompatibilização, em abril de 2026.
Lista interminável
União e o Progressistas ainda mantêm cargos em órgãos como Caixa, Telebras, Correios, Codevasf, DNOCS, Sudene e Sudam.
Queima filme
A federação União Progressista (UP) não quer entrar o ano da eleição “casada” com o governo Lula, com recorde de reprovação.
Garganta profunda
Um grupo de políticos ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, um caçador de cargos, ainda quer segurar as boquinhas.
Segura o filé
Pela visibilidade dos cargos, ministros devem ficar até dezembro. Do União Brasil são três ministros, o Progressistas tem um.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/uniao-e-pp-devem-vazar-do-governo-lula-em-julho)
Enquanto os abastecedores dos cofres da viúva continuarem mansos, os ParasiTas “se-locupletam-se aJANJAaLULAdamente”!
“Maquiadores de Erika Hilton têm salários no gabinete da deputada”
– Salários variam entre R$2,1 mil e R$9,6 mil. . .
(Rodrigo Vilela, Diário do Poder, 24/06/25)
A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) emprega dois de seus maquiadores como assessores parlamentares. Índy Montiel e Ronaldo Hass estão oficialmente nomeados como secretários parlamentares na Câmara dos Deputados, com salários de R$ 2.126 e R$ 9.678, respectivamente. Ambos integram o grupo de 14 assessores do gabinete da parlamentar, número permitido pelo regimento da Casa.
A nomeação chamou atenção pelo histórico dos dois assessores no ramo da maquiagem. Diante da repercussão, Érika Hilton afirmou que os dois atuam em funções administrativas e políticas, sendo a maquiagem uma atividade eventual. “Eles não foram nomeados por me maquiar”, declarou, ao defender que a escolha se deu por critérios técnicos relacionados ao trabalho legislativo.
A contratação foi vista por críticos como uso indevido de recursos públicos, apesar de estar dentro das regras da Câmara. Hilton, por sua vez, reagiu às acusações chamando-as de “invenção” e atribuindo a polêmica a tentativas de descredibilizar sua atuação parlamentar.
A controvérsia também gerou reações nas redes sociais, com o maquiador Agustin Fernandez, conhecido por atender Michelle Bolsonaro, ironizando a situação. Ele destacou que nunca usou dinheiro público em sua atuação e provocou: “Encher a boca para dizer ‘eu paguei com meu dinheiro’ não é para todos”.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/xwk-brasil/maquiadores-de-erika-hilton-tem-salarios-no-gabinete-da-deputada)
E você abe o que significa PSOL?
– Partido Socialismo e Liberdade!
Será isso o desenvolvimento de uma ação “com o objetivo de organizar e construir, junto com os trabalhadores do campo e da cidade, de todos os setores explorados, excluídos e oprimidos, bem como os estudantes, os pequenos produtores rurais e urbanos, a clareza acerca da necessidade histórica da construção de uma sociedade socialista, com ampla democracia para os trabalhadores, que assegure a liberdade de expressão política, cultural, artística, racial, sexual e religiosa, tal como está expressado no programa partidário”, conforme preconiza o art. 5º do estatuto desse parasitário?
Tóin, óin, óin. . .
“Ao criticar o ataque americano ao Irã, Celso Amorim disse que “acabou a ordem mundial”. Na verdade, a ordem mundial acabou quando a Rússia invadiu a Crimeia, em 2014, prelúdio da invasão de 2022, mas o Molotov petista sofre de amnésia seletiva.”
(Mario Sabino, Metrópoles, 23/06/25)
Então, continuaremos PaTinando no lamaçal. . .
“O candidato que Lula quer enfrentar na eleição do próximo ano”
– Você sabe quem é…
(Ricardo Noblat em seu blog no Metrópoles, 24/06/25)
Feliz o candidato que pode escolher seu adversário. Se isso não lhe garante a vitória, no mais das vezes a facilita. Está para nascer aquele que escolha um adversário capaz de o derrotar.
A um político, às vésperas de eleições, peça-se qualquer coisa, de dinheiro à promessa de emprego, de caixão para enterrar defunto a coroas de flores. Só não se peça que adentre a um cemitério.
Bolsonaro, em 2018, soube escolher seu adversário – Lula, preso em Curitiba, inelegível porque tivera seus direitos políticos cassados. Bolsonaro apresentou-se como o candidato anti-PT.
Lula, em 2022, deu-lhe o troco: escolheu Bolsonaro como adversário. Apresentou-se como o único que poderia impedi-lo de se reeleger. Uma fração da direita votou em Lula.
Perguntem a Lula quem ele desejaria enfrentar em 2026. Não perguntem: ele jamais responderá que seria Bolsonaro. Dirá que Bolsonaro, além de inelegível, será condenado de novo e preso.
Mas é Bolsonaro que ele pretende escolher mais uma vez como adversário. E o fará tão logo Bolsonaro, impossibilitado de concorrer, indique o candidato que contará com seu apoio.
Seja o nome o nome que for, será obrigado por Bolsonaro a se comprometer em indultá-lo caso eleito. Ou a mobilizar o Congresso para que o anistie. Ou, se preciso, confrontar a Justiça.
Haverá para Lula adversário melhor a ser batido? Poderá ser qualquer um dos atuais que suplicam pela benção de Bolsonaro. Nele, Lula pregará o adesivo de pau mandado de Bolsonaro.
Confrontar a Justiça, nas palavras do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o Zero Um, significa ir para cima do Supremo Tribunal Federal se ele declarar inconstitucional o indulto ou a anistia.
Ir para cima do Supremo significa, com a ajuda do Congresso, tentar desacreditá-lo como Bolsonaro já o fez, e, no limite, abrir processos para cassar mandatos de juízes.
Seria a repetição de um filme ao qual já assistimos durante quatro anos. Para os que não querem vê-lo de novo em cartaz no cinema mais próximo de suas casas, só restaria votar em Lula outra vez.
(Fonte: https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/ricardo-noblat/o-candidato-que-lula-quer-enfrentar-na-eleicao-do-proximo-ano)
. . .
“Torce, retorce
Procuro, mas não vejo
Não sei se era a pulga ou se era o percevejo”
. . .
“O que faz Dudu” – Enquete do Blog do Noblat, hoje:
O que faz nos Estados Unidos o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro? Respostas de 2.712 leitores:
Conspira contra o Brasil – 63,1%
Diverte-se com a família – 27,1%
Trabalha pela democracia – 9,8%
(Fonte: https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/enquetes/o-que-faz-dudu)
Só pra bolsonarizar. . .
“Tá feio oszóio do bananinha!”
Justificando o mapa mundi do IBGE/poch, poch de cabeça para baixo!
“Bolsonaro não entende que o Brasil e os brasileiros são a favor da paz e da soberania dos países. Seu apoio nas redes sociais à dupla de extrema-direita Trump-Netanyahu, só confirma que é um sujeito servil a interesses externos”.
(Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, segundo o Guga Noblat, no Blog do Noblat, hoje)
E a corja vermelha PeTezuelana apoiando sanguinários ditadores é o quê?
Continuamos PaTinando no lamaçal. . .
“Um levantamento feito pela Paraná Pesquisas mostra que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro empatam, dentro da margem de erro (de 2,2 pontos percentuais), nas intenções de votos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventual disputa pelo Planalto em 2026.
O ex-presidente aparece com 37,2% das intenções de voto. Lula com 32,8%. Na disputa contra Michelle, caso ela seja escolhida para substituir o marido, que está inelegível, o petista tem 33,5% contra 30,2% da ex-primeira-dama.”
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/lula-empata-com-bolsonaro-e-michelle-diz-parana-pesquisas/)
“Às favas a maioria”
– Indiferente à opinião pública, parlamentares apoiam duas propostas rejeitadas em pesquisas.
(Dora Kramer, FSP, 23/06/25)
“Esta casa faz o que o povo quer.” A frase indicativa do dever de representação popular do Parlamento nos idos de 1992 funcionou como a senha dada pelo então presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro, à aprovação do impedimento de Fernando Collor da Presidência da República.
Hoje o lema é para lá de discutível frente a decisões que privilegiam interesses internos. Está especialmente em xeque em dois temas que contrapõem as posições dos congressistas às opiniões da maioria dos brasileiros, captadas em recentes pesquisas do Instituto Datafolha.
O aumento do número de deputados e o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos são propostas rejeitadas por 76% e 57% dos consultados, respectivamente. Ainda assim, os parlamentares tendem a aprová-las sem levar em conta o que seus representados pensam a respeito.
A Câmara já aprovou e o Senado se prepara para nos próximos dias corroborar a decisão de aumentar de 513 para 531 as vagas para deputados, indiferente aos custos diretos e indiretos (com emendas, por exemplo), além do efeito cascata nas assembleias legislativas, que teriam acréscimo de 30 cadeiras.
Isso ao arrepio dos dados objetivos apurados pelo Censo Demográfico do IBGE, que indicaram a necessidade de redistribuição de vagas de acordo com a população de cada estado.
O Supremo Tribunal Federal determinou apenas a adequação à qual o Congresso se dispõe a acrescentar mais 18 lugares na Câmara, sob o cínico argumento de preservar a representação, quando, de fato, atuam para distorcê-la desrespeitando o critério da proporcionalidade das bancadas por habitantes.
Os congressistas exibirão o mesmo desdém em relação a preferências populares se apoiarem a emenda pelo fim da reeleição aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Vão contrariar os 57% favoráveis à chance de um segundo mandato nos Poderes Executivos, sem provas de que a prática seja nociva e em nome do desejo de encurtar a fila de políticos de olho nos cargos.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/06/as-favas-a-maioria.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
Há controversias. . .
. . .sobre o fim da maldita reeleição!
Em postagem abaixo, replicamos um texto cujo autor deixou bem claro um dos principais motivos para banir a reeleição.
“É hora de ouvir as iranianas”
– Em meio à guerra, onde estão as vozes das mulheres que lutam contra a brutalidade do regime teocrático?
(Lygia Maria, FSP, 22/06/25)
Segundo a Carta da ONU, os ataques de Israel e dos EUA ao Irã configuram crime de agressão. Também é notório que o Irã financia grupos terroristas, como Hamas e Hezbollah, e que prega a eliminação do Estado judeu. Sabe-se, ainda, que a teocracia censura, tortura, mata e direciona sua brutalidade às mulheres.
No meio da guerra, contudo, pouco se sabe sobre o que pensam as iranianas. Tal conhecimento é crucial pois há chances de queda do regime, e esse é o objetivo de muitas das que lutam por liberdade. Derrubadas violentas de ditaduras nem sempre resultam em democracia, como sabe o povo iraniano. Com a saída de Reza Pahlavi, em 1979, os aiatolás tomaram conta, infringindo direitos humanos, como o antecessor.
Mas vias institucionais estão bloqueadas. Não há liberdade de imprensa, a oposição é massacrada, e a atuação de organismos internacionais é débil.
A própria ONU fornece respaldo simbólico ao Irã. Permitiu que o país presidisse o Fórum Social do Conselho de Direitos Humanos e uma das etapas da Conferência do Desarmamento.
Dado o descaso da comunidade internacional, iranianas e afegãs —incluindo quatro laureadas com o Nobel da Paz— criaram em 2023 uma campanha global para tipificar a situação em seus países como apartheid de gênero.
EUA e Israel não estão preocupados em libertar o Irã, mas basta pesquisar as redes sociais de exiladas para ver que a queda dos aiatolás é saudada, apesar de críticas a ações militares que podem atingir seus entes queridos.
Uma delas é a jornalista Masih Alinejad, presidente do World Liberty Congress que, em 2015, foi premiada pela ONU por sua defesa dos direitos humanos.
“Quando vejo chefes da Guarda Revolucionária que me caçaram sendo caçados agora, claro que sorrio, e eu não estou sozinha. Só há uma solução para acabar com essa guerra: acabar com o regime. Agora é o momento de apoiar o povo iraniano. É assim que protegeremos as vidas de civis inocentes”, disse Alinejad. Que sua voz e a de milhares de iranianas sejam ouvidas.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2025/06/e-hora-de-ouvir-as-iranianas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
“Armação nas alturas”
Candidato ao governo gaúcho, Antônio Britto viajou a Brasília e, na volta, deu carona de jatinho a Germano Rigotto.
O carona resolveu brincar.
Disse que, em Vacaria, Britto teve boa votação em 1986, mas, em 1990, não a repetiria.
Britto sorriu, olhou pela vigia do avião e apontou as luzes de uma cidade.
– “É Vacaria”, observou.
Rigotto desdenhou:
– “Como é que você sabe? Desta altura, todas as luzes são iguais…”
O piloto confirmou que era Vacaria.
-“Viu?”, tripudiou Antonio Britto, “conheço as cidades onde tenho votos até desta altura…”.
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 23/06/25)
É óbvio! Não foi por acaso que padilha assumiu o comando do ministério da Saúde. . .
“TCU investiga licitação suspeita no Ministério da Saúde”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 23/06/25)
Três meses após assumir, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já coleciona escândalos, além do seu “orçamento secreto” que beneficia aliados. São dois contratos sob suspeita para adquirir insulina humana. Diz a denúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU) que, em vez de contrato em reais, como determinava o edital do pregão 90104/24, a turma de Padilha o fez em dólares com uma GlobalX Technology Limited, registrada em Hong Kong. A manobra poderá custar até R$50 milhões a mais ao Brasil. O relator no TCU é o ministro Aroldo Cedraz.
Dólar a R$5,46?
O contrato do Ministério de Padilha utilizou a cotação de R$ 5,46 para a compra de 74,6 milhões de tubetes de insulina regular e NPH.
Somente em reais
Além da exigência do edital, o pregoeiro confirmou, em resposta a uma consulta no sistema ComprasGov, que tudo deveria ser em reais.
Eis a jogada
Os contratos em dólar (US$52.2 milhões cada, cerca de R$600 milhões) fazem o Ministério pagar valores superiores aos previstos na licitação.
Doce feriadão
A coluna pediu esclarecimentos ao Ministério da Saúde já na sexta (20), mas informaram que somente seria possível responder nesta terça, 24.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/tcu-apura-licitacao-suspeita-no-ministerio-da-saude)
“Chega promete investigar “influência” de Gilmar em Portugal”
– A capital portuguesa sedia anualmente o ‘Gilmarpalooza’, evento que reúne a elite política, judicial e empresarial brasileira longe do povo (*).
O presidente do Chega, André Ventura, afirmou nesta segunda-feira, 23, que o partido irá fazer uma investigação própria sobre “influência, patrimônio e rede de interesses” do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em Portugal.
“Depois de milhares de denúncias recebidas, o CHEGA irá fazer uma investigação própria à influência, patrimônio e rede de interesses do ministro do STF Gilmar Mendes, em Portugal. Todos sabemos que o Governo Lula e os seus amigos tiveram e ainda têm em Portugal um lote grande de amigos que lhes apara os golpes, mesmo tendo em conta a ditadura em que o Brasil se está a tornar. Esse tempo, no que depender do CHEGA, vai acabar”, escreveu o deputado português no X.
O Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), do qual o ministro Gilmar é sócio-fundador, realiza anualmente o Fórum de Lisboa, mais conhecido como Gilmarpalooza, no qual a elite política, judicial e empresarial brasileira se reúne longe do povo. No começo, o nome era Fórum Jurídico de Lisboa, mas o termo “Jurídico” foi removido, já que há envolvimento de outros setores.
O line-up do ‘Gilmarpalooza’
Marcado para 2, 3 e 4 de julho, o Gilmarpalooza de 2025 contará com a participação de seis ministros do STF (**). Além de Gilmar, anfitrião do evento, estarão presentes os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli e Flávio Dino.
Além dos magistrados, também foram anunciados representantes de empresas privadas com processos em tramitação no STF, entre as quais o BTG, Eletrobras, Grupo Yquds e Light.
Um dos representantes enviados pelo BTG será o charmain André Esteves, que chegou a ser preso no âmbito da Lava Jato, mas teve o inquérito trancado por Gilmar Mendes, que também anulou os efeitos de operação de busca e apreensão contra o banqueiro.
A organização do ‘Gilmarpalooza’ afirma que a escolha dos nomes dos participantes segue critérios de relevância “acadêmica e técnica”.
O BTG é parte em dois processos que tramitam no STF.
“Orgia da promiscuidade”
Criticado desde a raiz em O Antagonista e Crusoé, o Fórum de Lisboa também foi criticado em 2024 pelo colunista João Paulo Batalha, consultor de políticas anticorrupção da revista Sábado, devido à “orgia de promiscuidade” no evento.
“Todos os anos, Lisboa acolhe um encontro de que nunca ouviu falar, mas que é uma autêntica parada de poderes promíscuos.
Que diria de um juiz que andasse em almoços, jantares e eventos de charme com empresários que têm processos pendentes junto desse mesmo juiz?
Diria provavelmente que é corrupto ou que, no mínimo, estava a violar o seu mais elementar dever de reserva e recato, expondo-se a um conflito de interesses que põe em causa o seu julgamento.
E se esse encontro de confraternização e palmadinhas nas costas acontecesse às claras, com datas marcadas e site na Internet, disfarçado apenas pelo véu (aliás, muito transparente) de um evento académico?
(…) Bem-vindo ao ‘Fórum de Lisboa’.”
(Fonte: https://crusoe.com.br/diario/chega-promete-investigar-influencia-de-gilmar-em-portugal/#google_vignette)
Leia mais: ‘Gilmarpalooza’ é criticado em revista de Portugal como “orgia de promiscuidade”
em: https://oantagonista.com.br/mundo/gilmarpalooza-e-criticado-em-revista-de-portugal-como-orgia-de-promiscuidade/
(*) “‘Gilmarpalooza’ é festa da casta longe do povo”
– Saiba quem vai ao evento do ministro do STF em Lisboa, no fim de junho.
(+em: https://oantagonista.com.br/brasil/gilmarpalooza-e-festa-da-casta-longe-do-povo/#goog_rewarded)
(**) “Os convocados para o próximo ‘Gilmarpalooza’”
– Evento em Lisboa contará com seis ministros do STF e representantes de empresas com processos em tramitação na Corte.
(+em: https://oantagonista.com.br/brasil/os-convocados-para-o-proximo-gilmarpalooza/#google_vignette)
E o presidente do parasitário baixo, hein? “Se-refestelando-se”!
“Motta bebe uísque na garrafa em festa patrocinada por governo federal”
(FSP, 22/06/25)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou neste sábado (21) de uma festa de São João patrocinada pelo governo federal em Patos, na Paraíba, e aderiu a um desafio de tomar um gole de uísque direto na garrafa.
A cena foi registrada em vídeo publicado no Instagram pelo influenciador digital Renan da Resenha, dois dias depois de uma “disputa de gole” de uísque com participação do deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) no palco de outra festa de São João, no interior da Bahia.
No evento da Paraíba, um homem identificado como Fabiano, que está ao lado do presidente da Câmara, é desafiado a mostrar como se toma um gole de uísque. Após afirmar “beba com cautela, não com moderação”, ele toma a bebida no gargalo e passa a garrafa para Motta, que bebe também e a ergue em tom de celebração. O deputado ri ao final e afirma: “Ave Maria”.
A festa de Patos reúne milhares de pessoas e é organizada pela Prefeitura de Patos com apoio do governo do estado, Cartões Caixa, Elo, Loterias Caixa e governo federal. O estatal federal Banco do Nordeste também é um dos anunciantes.
Procurado por meio da assessoria de imprensa, Motta não fez comentários.
Como mostrou a Folha, a Câmara dos Deputados e o Senado entraram na última quinta (19) em um período de letargia que deve se estender até a segunda semana de julho. Além do feriado de Corpus Christi, alguns congressistas participarão das festividades de São João de suas cidades e outros irão ao “Gilmarpalooza”, em Lisboa.
Nesse intervalo, as sessões deverão acontecer remotamente e para tratar de temas que os deputados e senadores têm consenso —ou seja, sem votações controversas ou discussão de assuntos espinhosos.
Na quinta, em outra festa de São João, Elmar Nascimento apareceu virando uma garrafa de uísque na boca no palco por alguns segundos. O prefeito de Senhor do Bonfim, Laércio Júnior (União Brasil), bebe em seguida por mais de dez segundos.
A última semana foi marcada por derrotas do governo Lula (PT) no Congresso, como a derrubada de vetos que elevou a conta de luz.
Motta tem alimentado uma série de atritos entre o Legislativo e o governo na últimas semanas, principalmente na área econômica. Ele pautou na última semana a votação do pedido de urgência para derrubar um decreto do governo que aumenta o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Após a aprovação do pedido, Motta comemorou nas redes e rebateu comentários do ministro Fernando Haddad (Fazenda) –que defendia a medida como uma forma de cobrar o “andar de cima” da sociedade. O deputado diz que o clima na Câmara não é favorável para aumentar impostos e que o Congresso tem sido a “âncora de responsabilidade do país”.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/06/motta-bebe-uisque-na-garrafa-em-festa-patrocinada-por-governo-federal-veja-video.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)
Vídeo em:
https://tv.uol/1AoWQ
Chivas. . .
Nóis é caipira mais nóis num é besta!
“Bienal do Livro 2025: ficção policial conquista jovens ao unir vozes atuais a clássicos e se reinventar em jogos”
– Agatha Christie é celebrada por novas gerações e ganha companhia de autores como Raphael Montes, Cara Hunter e G.T Karber.
(Talita Duvanel, O Globo, Rio de Janeiro, 23/06/25)
Um mistério rondou o Riocentro. Um não. Vários. A ficção policial — de Agatha Christie, a grande dama do crime, ao brasileiro Raphael Montes, sucesso entre a geração Z — esteve por toda parte na Bienal do Livro, evento que terminou ontem na Zona Oeste carioca. De lançamentos e mesas temáticas com autores a experiências imersivas de suspense, o gênero disputou com romantasias e comédias românticas a atenção do público, principalmente jovem. E não fez feio.
No primeiro fim de semana do evento, por exemplo, títulos de Agatha Christie ficaram em segundo lugar entre os mais vendidos no estande da editora Harper Collins. Perderam apenas para os livros de colorir de Bobbie Goods. Na Arqueiro, “A empregada”, de Freida McFadden, foi o quarto best-seller. “Assassinato em família”, de Cara Hunter, ficou no sétimo lugar do top 5 de todo o Ediouro — perdendo só para concorrentes de peso como a biografia de Taylor Swift e livro de caça-palavras, por exemplo.
—A ficção policial não sai de moda, ela se recria em formatos diferentes de narrativa — diz a autora Lucina de Gnone, que mediou a mesa “Coração na boca”, com Cara Hunter e Raphael Montes na última quinta-feira.
Luciana também teve sua cota criminal no Riocentro. Ela lançou por lá o jogo literário “Assassinato no Parque Lage”, editado pela Mapa Crime, selo de gênero policial da Mapa Lab inaugurado no fim de 2024. A obra de Luciana foge do conceito tradicional do livro, mas traz diversas páginas dispostas em envelopes lacrados, que simulam relatórios de autoridades e depoimentos dos suspeitos pela morte do artista plástico (fictício, que fique claro) Constantino Fiori.
— Não é um jogo de tabuleiro em que você lê pouco, nem um livro em se lê muito, mas tem bastante texto — diz Luciana, autora de seis livros (tradicionais) do gênero.
“Assassinato no Parque Lage” esteve conectado com o plano de inserir, na leitura, “experiências imersivas”, para usar o termo que todo grande festival atual persegue. O gênero propicia essa expressão como poucos e exemplo disso foi o Escape Bienal, uma das atrações do Book Park, miniparque novidade da edição 2025. Quatro grandes nomes do suspense “propuseram” um mistério a ser solucionado pelo visitante dentro de uma sala que simulou o cenário da história. Agatha Christie “esteve” lá — com um assassinato elaborado pela equipe de marketing da Harper Collins e pela editora Camila Carneiro.
— É um dos gêneros mais fascinantes para se observar a conjunção do clássico com o contemporâneo — diz Camila. — Há vozes superatuais e autores do século XIX e XX redescobertos agora.
No último caso, inclui-se o japonês Edogawa Ranpo, (1984-1965), cujo “A besta nas sombras” sai pela Harper Collins em meados de julho. Foi também o que aconteceu com “O mystério”, dos anos 1920, considerado o primeiro romance policial brasileiro e reeditado no fim do ano passado após passar cinco décadas fora de catálogo.
—É um gênero ainda com muito a se explorar — diz Camila.
Reflexo do tempo
A profusão de “vozes superatuais” adiciona outras camadas ao tradicional “quem matou”. Em “A empregada”, por exemplo, o classismo e assédio moral são questões centrais.
—A espinha dorsal do romance policial não muda — diz Amanda Orlando, editora da Globo Livros, que também publica Agatha Christie, ao lado da Harper Collins e LP&M. —Mas, ao longo do tempo, a narrativa vem se tornando mais sofisticada. Agora, há obras que discutem, por exemplo, classe social numa era de bilionários cada vez mais ricos. Como toda a literatura, que reflete temas contemporâneos, o gênero de crime e mistério faz isso também.
Influenciadora de livros e de cultura pop, Milena Enevoada cita a presença de “pessoas não brancas e LBTQIAP+” como fundamentais para ter aumentado o escopo dos casos.
—Elas vêm trazendo suas vivências para dentro dessa ficção. Acabam sendo histórias que antes eram invisibilizadas e hoje tem muito mais espaço, principalmente, com a grande quantidade de publicações independentes. Por isso, o suspense continua grande no BookTok — diz Milena, fazendo referência a hashtag do ecossistema de conteúdo de livros na rede social TikTok.
Desde o início do ano, já houve mais de um bilhão de visualizações da hashtag #BookTokBrasil. Um bom livro de mistério, diz a influenciadora de livros Milena Enevoada, permite a criação de conteúdos altamente envolventes para quem faz esse tipo de trabalho e por quem busca vídeos a partir dessa expressão.
—A gente cria os “diários de leitura”, em que vamos atualizando conforme cada capítulo ou páginas lidas — diz ela. —Daí surgem as teorias até a reviravolta final. Às vezes, a pessoa já leu o livro e pode trocar com você as teorias que ela fez.
Foi nesse esquema que Bruno Silva, de 18 anos, descobriu “E não sobrou nenhum”, de Agatha Christie, livro comprado no estande da Globo Livros no primeiro fim de semana da Bienal, quando conversou com O GLOBO.
— Gosto muito de suspense e vi que esse estava bem falado por um influenciador de quem gosto muito. Ele disse que era o livro favorito de suspense dele. Se ele está garantindo que é tão bom assim, preciso ler também. Essa literatura é a que me prende mais.
Agatha Christie, no Brasil, é o que Amanda Orlando, da Globo Livros, chama de “porta de entrada” de muitos jovens para uma literatura mais adulta, independentemente do gênero.
—Criou-se uma cultura de que esses livros eram acessíveis e fáceis para eles lerem em termos de literatura adulta — diz a editora. —E grande parte dos leitores (cresce e) continua se interessando (pelo gênero).
Passatempo
O americano G.T. Karber, autor da série “Murdle”, é um dos que começou assim. Fã dela e de Conan Doyle (pai de Sherlock Holmes e outro iniciador citado por Amanda), ele hoje já vendeu mais de 80 mil exemplares no Brasil, que misturam ficção policial com livro de passatempo. Karber esteve no Palco Apoteose da Bienal, no último sábado, com um mistério inédito para a plateia resolver ao vivo.
— Uma das razões pelas quais “Murdle” decolou foi a influenciadora de livros de mistério chamada @MysteryManon, que quis compartilhar o livro com seus fãs —diz Karber ao GLOBO por e-mail. —Mas acho que esse tipo de literatura transcende observações demográficas simples. Escrevi um espetáculo de murder mystery alguns anos atrás para um evento num restaurante e havia duas mesas lado a lado: a de uma família com crianças de 10 e 12 anos e outra de um grupo de motociclistas tatuados. Eles não podiam ser mais diferentes, mas adoraram igualmente.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/06/23/bienal-do-livro-2025-ficcao-policial-conquista-jovens-ao-unir-vozes-atuais-a-classicos-e-se-reinventar-em-jogos.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)
O piNçador Matutildo, piNçou:
“No primeiro fim de semana do evento, por exemplo, títulos de Agatha Christie ficaram em segundo lugar entre os mais vendidos no estande da editora Harper Collins. Perderam apenas para os livros de colorir de Bobbie Goods. Na Arqueiro, “A empregada”, de Freida McFadden, foi o quarto best-seller. “Assassinato em família”, de Cara Hunter, ficou no sétimo lugar do top 5 de todo o Ediouro — perdendo só para concorrentes de peso como a biografia de Taylor Swift e livro de caça-palavras, por exemplo.”
E o Revisildo. . .
. . .Perderam apenas para. . .os livros de colorir!
. . .perdendo só para concorrentes de peso como a biografia de Taylor Swift e livro de caça-palavras, por exemplo.”
E o Chatildo, comemorou:
100 comentários!
Alô, Gervásio Tessaleno Luz!
Prova cabal da URGÊNCIA em acabar com a PaTifaria chamada REELEIÇÃO:
. . .”Sob Temer o gasto cresceu meros 1,8%. Isso é o que acontece nos raros casos em que o incumbente não é candidato e não mobiliza o gasto em prol de nenhuma candidatura.”. . .
“O Congresso e o Jogo de Soma Zero”
– Executivo e Congresso respondem a incentivos políticos opostos, o que transforma o orçamento em campo de disputa.
(Marcus André Melo, FSP, 22/06/25)
Há aparentemente dois paradoxos no comportamento do Executivo e do Congresso em relação à política fiscal. O primeiro diz respeito à suposta inversão observada em relação ao padrão austeridade no início do mandato e expansão de gasto no fim. Seria o proverbial ciclo político na política fiscal. O segundo é que o Congresso seria conservador, e o Executivo, expansionista. Um olhar atento revela que a questão é mais complexa.
No início do mandato, o governo patrocinou uma expansão fiscal inédita. E isso ocorreu em virtude da natureza própria da eleição apertada e de seu caráter hiperminoritário.
Sua extrema vulnerabilidade leva-o a antecipar a expansão do gasto com a PEC da Transição. Ao mesmo tempo deflagrou ataques ao Bacen, como estratégia de deslocar responsabilidades. O aumento recente da Selic expõe a inconsistência do discurso e da prática.
A expansão do gasto no ano eleitoral tem sido a tônica no país. Em 2006, foi de 10,3%, alcançando impressionantes 15,3% em 2010, na eleição de Dilma. Foi elevada em 2014 (6,3%) e 2022 (6%), quando Bolsonaro recorreu inclusive aos precatórios para gerar caixa. A exceção foi 2018 e tem explicação clara. Sob Temer o gasto cresceu meros 1,8%. Isso é o que acontece nos raros casos em que o incumbente não é candidato e não mobiliza o gasto em prol de nenhuma candidatura.
O conflito atual entre o Congresso e o Executivo é também fácil de explicar. O fato é que o governo nunca abdicou do gasto. O arcabouço fiscal foi uma autorização para sua expansão. Mas o governo não antecipou seus efeitos dinâmicos. Daí a política de seletiva de austeridade: mira os ministérios que estão à míngua sinalizando contenção. Ao mesmo tempo surge o pacote oportunístico de bondades. Ele inclui programas de crédito subsidiado e iniciativas como o Minha Casa, Minha Vida e o Pé de Meia que não estão no orçamento.
E medidas como isenção na conta de luz e distribuição de botijões de gás, dentre outras. Somam-se a isso o uso importante de estímulos parafiscais e a antecipação de benefícios como o 13º salário, em clara contradição com a política monetária. A alternativa de maior custo político —reduzir subsídios e isenções— é abandonada.
É a viabilização desses programas e medidas que está em disputa quando o Congresso —cujas principais lideranças estão alinhadas a candidaturas presidenciais rivais— impõe obstáculos ao aumento da receita. Ao mesmo tempo, a maioria congressual também busca a reeleição, o que transforma o orçamento em campo de disputa, num jogo de soma zero. Pela sua composição, o Congresso tem imposto, ao longo da última década, uma forte restrição fiscal assimétrica aos governos: veto para aumento de receita, mas não para a despesa de interesse da maioria legislativa.
A socialização dos custos desta dinâmica de relações Executivo-Legislativo tem limites. A inflação é um deles. No entanto o que vemos já há décadas é um equilíbrio político perverso ancorado na concessão de benefícios setoriais para grupos e setores com forte influência sobre o jogo. O Executivo é seu árbitro. Mas o jogo tornou-se mais complexo com a entrada do STF em cena.
O resultado é que a capacidade de arbitragem pelo Executivo das perdas e dos ganhos envolvidos tem se exaurido.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcus-melo/2025/06/o-congresso-e-o-jogo-de-soma-zero.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
“Salvadores invisíveis”
– O Brasil deve ao A.A. milhões de vidas refeitas. O primeiro brasileiro a se manter sóbrio chamava-se Antonio.
(Ruy Castro, FSP, 22/06/25)
Nos EUA, está fazendo 90 anos. No Brasil, quase 80. Não é um gap tão grande diante do nosso habitual atraso para copiar as coisas positivas dos americanos. O A.A. (Alcoólicos Anônimos) nasceu em 1935, em Nova York, quando Bill Wilson e Bob Smith, tendo parado de beber havia pouco, se conheceram e descobriram que um podia ajudar o outro a não recair na bebida. Nascia ali o conceito de que, mesmo no fundo do poço, ninguém está sozinho. Nasciam também uma teoria e uma prática que fizeram ver o alcoolismo não mais como um desvio moral, mas como uma doença que permite tratamento.
No Brasil, foi igual. Em 1945, um americano, Herb, diretor de arte de publicidade chegado ao Rio para trabalhar numa agência, encontrou aqui outros americanos que, como ele, tentavam ficar sem beber. Herb tinha a experiência de uma seção do A.A. em Chicago e passou a promover reuniões em seu apartamento no Flamengo. O grupo cresceu, mas, no começo, só americanos compareciam. Em 1947, vieram os primeiros brasileiros. As reuniões passaram a ser feitas na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Castelo, e o A.A. do Brasil foi reconhecido pela instituição nos EUA. O primeiro brasileiro a se manter sóbrio chamava-se Antonio. O A.A. logo se espalharia por vários bairros do Rio e pelo Brasil.
O A.A. é uma organização quase invisível. Não é uma clínica, não usa dinheiro, não é um clube com carteirinha e não pretende ser infalível. Seus frequentadores são estimulados a se tornarem responsáveis por si mesmos —sem remédios, sem muletas. Funciona em espaços que lhe são emprestados, às vezes salas nos fundos de igrejas, mas sem se confundir com elas. Agnósticos e ateus também precisam de ajuda e a recebem.
Hoje, o A.A. enfrenta um novo desafio: o aumento do consumo de álcool pelas mulheres —uma condição quase imperceptível, porque elas tendem a beber dentro de casa, até para escapar do perigo da rua, do estigma e dos preconceitos.
O Brasil deve ao A.A. milhões de vidas salvas e refeitas.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/06/salvadores-invisiveis.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
Não é só de parasitários que sobrevive a Capital Federal!
“Quando os braços de Brasília abraçam as crianças”
(Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Coluna Visto, lido e ouvido, Blog do Ari Cunha, CB, 22/06/25)
Durante anos, Brasília pareceu condenada a um silêncio estranho. Não o silêncio do repouso ou da contemplação, mas aquele tipo de vazio que denuncia a ausência do essencial: o som das crianças. Nas superquadras, nos eixos, nos becos arborizados que cortam o Plano Piloto como artérias modernas, era raro ouvir o riso agudo dos pequenos, a gritaria saudável das correrias sem destino. De 40 anos para cá, os parquinhos, silenciaram. Os gramados, intocados; os bancos, envelhecidos na solidão. Brasília havia envelhecido junto com sua população, transformando-se em uma cidade projetada para o futuro, mas ancorada num presente sem sucessores.
Nesse contexto, o Setor Noroeste emerge como uma delicada subversão. Contra todas as previsões de que o Plano Piloto se tornaria, aos poucos, um museu habitado por aposentados e burocratas, esse bairro recém-nascido devolve, à cidade, aquilo que ela já não sabia mais reconhecer: a infância em estado natural.
Nas quadras do Noroeste, há um renascimento encantador. Parquinhos ocupados, brinquedos em disputa, gritos de alegria, brigas por turno no escorregador — os pequenos rituais da convivência infantil voltaram a existir. Até árvores são escaladas. E não se trata apenas de infraestrutura: trata-se de um clima urbano que, de algum modo, favorece o encontro, a vigilância comunitária, a normalização da presença das crianças nos espaços públicos.
Parece que um pedaço da cidade foi resgatado do passado. Em uma era de enclausuramento digital, de infância medicada, de vigilância obsessiva, ver crianças brincando ao ar livre tem algo de subversivo, quase revolucionário. O Noroeste, com seus canteiros largos, parquinhos temáticos e calçadas generosas, funciona como um laboratório do que Brasília foi e, com esforço, ainda pode voltar a ser: uma cidade construída para gente real, com vidas reais, e não apenas para carros, gabinetes e seguranças armados.
O contraste com a Brasília dos últimos anos é flagrante. Houve um tempo recente em que os espaços públicos do Plano Piloto pareciam moldados, exclusivamente, para adultos apressados e vigilantes privados. Nas quadras tradicionais, os apartamentos familiares abrigavam casais sem filhos, ou então famílias com filhos invisíveis, confinados em telas e reforçados por grades. Os pilotis haviam deixado de ser espaço de convívio e descoberta, tornando-se território de risco e suspeita. A infância foi sendo empurrada para dentro de casa ou do apartamento, para o artificial, para o monitorado. E nesse processo, a cidade perdeu parte de sua alma.
Enquanto alguns cantos de Brasília parecem redescobrir o valor da infância vivida ao ar livre, a Asa Norte segue, em certos aspectos, na contramão desse resgate afetivo. Embaixo de muitos blocos, onde outrora o som das brincadeiras infantis era sinal de vitalidade urbana, surgem pedidos para que se fechem os parquinhos — agora vistos como fonte de incômodo. Há prédios pela cidade que recebem cachorros, mas torcem o nariz para as crianças. O riso virou ruído, o grito de alegria passou a ser tratado como poluição sonora. São vizinhos que, em nome de uma paz acústica particular, pedem o silenciamento da infância alheia, como se o espaço público devesse submeter-se à lógica dos condomínios herméticos. O paradoxo é gritante: a cidade que, um dia, foi planejada para acolher famílias em comunhão, vê-se hoje pressionada por uma sensibilidade individualista, que tolera menos a presença de crianças do que de cães ou motos.
Mas nem sempre foi assim. Nos primeiros anos de Brasília, as crianças eram onipresentes — sujas de terra vermelha nos joelhos, cabeças descabeladas correndo entre os pilotis, subindo em árvores, organizando campeonatos improvisados nos becos entre as quadras.
Bete (com taco e bola), finca, pique esconde, pique bandeira, carniça, bicicleta, patins. Havia liberdade, sim, mas também havia uma confiança social no espaço urbano como extensão da casa. Os adultos sabiam que a cidade, naquele momento inaugural, pertencia também aos pequenos. Havia menos medo, menos grade, menos blindagem — e mais urbanidade. Na Brasília dos anos 1960 e 70, a infância transbordava naturalmente para as ruas, livre e despreocupada, entre as ainda pequenas e recém plantadas árvores. Era uma época em que a família ainda era a célula estruturante da vida social, e a cidade parecia ter sido projetada para sustentar isso — não para isolar ou confinar. A arquitetura, embora ousada e futurista, abria espaço para o afeto, para a supervisão sem aprisionamento, para a liberdade sem perigo. Brasília não era apenas um lugar para se viver; era um lugar para crescer. A presença de crianças não era um luxo ou uma raridade, mas uma extensão natural de uma cultura que compreendia a importância da família não como slogan, mas como o coração vivo e cotidiano da sociedade.
O Noroeste, ao reencenar esse espírito de infância, reanima também uma memória coletiva adormecida. E, embora ainda seja um bairro marcado pela desigualdade no acesso — restrito a quem pode pagar os altos preços da especulação imobiliária —, ele oferece à cidade uma provocação: é possível desenhar espaços urbanos em que as crianças existam. Não como adereços, mas como protagonistas da paisagem. Porque uma cidade que comporta a infância é, por definição, uma cidade mais humana, mais feliz, mais viva.
Talvez o som das crianças seja o verdadeiro termômetro de uma cidade que dá certo. E, nesse sentido, o Setor Noroeste não é apenas um bairro — é uma esperança concreta de que Brasília, enfim, possa voltar a crescer. Não em altura, mas em vida.
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/quando-os-bracos-de-brasilia-abracam-as-criancas/)
“Lula não tem alternativa a não ser a opção preferencial pelos pobres”
– Nas últimas semanas, Lula sofreu um cerco no Congresso, que somente não é de aniquilamento porque outras variáveis influenciam o comportamento do Centrão.
(Luiz Carlos Azedo, Nas Entrelinhas, em seu blog no Correio Braziliense, 22/06/25)
Ninguém morre antes de morrer. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu enfrentar o Centrão em relação à política tributária porque se sentiu muito acuado e já se deu conta de que os “companheiros de viagem” desembarcaram de seu projeto de reeleição. Desde quando seus principais líderes declinaram de participar do governo. Foram os casos, por exemplo, dos ex-presidentes do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), que mantêm distância regulamentar do governo.
Havia uma possibilidade de ampliação da coalizão de governo, com a incorporação de lideranças que fossem maiores do que os ministérios que deveriam ocupar, mas os resultados eleitorais de 2024 consolidaram a fragilidade dos partidos de esquerda e fortaleceram os partidos do Centrão. Especialmente o PSD, de Gilberto Kassab, o visionário da grande reestruturação do sistema partidário em curso, cuja tática de manter um pé em cada canoa e disputar os grandes quadros políticos náufragos desse realinhamento vem dando excelentes resultados em diversos estados.
Lembro-me de um antigo político de Macaé (RJ), o deputado estadual Cláudio Moacir, que foi líder do MDB na Constituinte de fusão dos antigos estados da Guanabara e Rio de Janeiro. O interventor federal, almirante Floriano Peixoto Faria Lima, designado governador do novo estado pelo presidente Ernesto Geisel, não tinha maioria parlamentar. Por essa razão, entregou a relatoria da Constituição fluminense a um deputado ligado ao ex-governador Chagas Freitas (MDB).
Líder do governo, Sandra Cavalcanti (Arena) não aceitou a mudança e renunciou ao cargo. Indagado se assumiria o cargo, Claudio Moacir foi enigmático: “De jeito nenhum, vou ficar como bigode”. Como assim? “Na boca, porém, do lado de fora”. Essa é a posição dos caciques do Centrão em relação ao governo Lula, entre os quais Gilberto Kassab, secretário da Casa Civil daquele que pode ser o principal adversário de Lula nas eleições, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Nas últimas semanas, Lula sofreu um cerco no Congresso, que somente não é de aniquilamento porque outras variáveis influenciam o comportamento coletivo e individual dos líderes do Centrão. A maioria quer ver o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível e enfraquecido eleitoralmente. Embora tenha participado da base de apoio de Bolsonaro, não aderiu à tentativa de golpe de 8 de Janeiro.
Os políticos são gatos escaldados: os militares defenestraram os principais líderes civis do golpe de 1964, que destituiu o presidente João Goulart (PTB), entre os quais Carlos Lacerda (UDN) e Juscelino Kubitscheck (PSD). Ambos pretendiam disputar as eleições presidenciais de 1965, que foram suspensas e só ocorreram em 1989.
Xadrez estadual
Do ponto de vista individual, as circunstâncias nos estados também contam muito. O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que tem pretensões ao Senado, está na planície da Câmara, uma espécie de efeito Orloff do que acontece com os deputados Aécio Neves (PSDB-MG) e Arlindo Chinaglia (PT-SP). Nem vamos falar de outros antecessores, que comemoram o pão que o diabo amassou. Enfrenta aliados poderosos de Lula em Alagoas, o senador Renan Calheiros (MDB), e o ministro dos Transportes, o ex-governador Renan Filho (MDB).
Pacheco tem pretensões eleitorais em Minas Gerais, onde almeja suceder o governador Romeu Zema (Novo). Para isso, precisa manter no cargo o atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Em Minas Gerais, o PT está muito enfraquecido, mas Lula ainda tem a força do lulismo e a caneta cheia de tinta, num estado que depende muito do governo federal.
A propósito, o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União) precisa do apoio de Lula no Amapá, onde seu principal adversário, o prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB), é “pule de dez” para o governo estadual. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que parece ter se reposicionado em relação a Lula, que apoiou sua eleição, tem que levar em conta que o governador da Paraíba, João Azevedo (PSB), é aliado de primeira hora de Lula.
Onde está o grande problema de Lula com os políticos do Centrão? Nos lobbies poderosos do agronegócio, do mercado financeiro, do mercado de imobiliário e das bets, da indústria de armas e segurança, inclusive israelenses, e dos evangélicos. Olhando as pesquisas, o cenário é mesmo de grande risco eleitoral. O Norte e o Nordeste ainda estão com Lula, o Sul e o Centro-Oeste já estavam na oposição. Entretanto, é no Sudeste onde a desaprovação ao governo agora é mais alta.
Entre os dias 29 de maio e 1º de junho, a pesquisa Genial/Quaest constatou que 64% dos habitantes da Região Sudeste desaprovam o governo Lula. A região é chamada de Triângulo das Bermudas por causa do risco de naufrágio eleitoral. No país, a desaprovação da gestão Lula atingiu 57%, mantendo a tendência de alta das pesquisas anteriores. Diante desse cenário, Lula não pode contar com o Congresso.
Sua única alternativa é apostar na empatia com os mais pobres, que sempre foi o seu grande ativo eleitoral. Para isso, turbinou os programas de transferência de renda, entre os quais, o Bolsa Família, R$ 158,6 bilhões, cerca de 7,4% das despesas primárias; e Benefício de Prestação Continuada (BPC) Renda Mensal Vitalícia (RMV), R$ 113,6 bilhões, equivalentes a 5,3%. A opção preferencial pelos mais pobres, que já deu cinco eleições presidenciais ao PT, é o que lhe restou. Será que vai dar certo?
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/lula-nao-tem-alternativa-a-nao-ser-a-opcao-preferencial-pelos-pobres/)
O piNçador Matutildo, piNçou:
“. . .Gilberto Kassab, o visionário da grande reestruturação do sistema partidário em curso, cuja tática de manter um pé em cada canoa e disputar os grandes quadros políticos náufragos desse realinhamento vem dando excelentes resultados em diversos estados.”
Diz o adágio:
Quem não rouba
e/ou não herda,
não saí da lerda!
“Rei do Ovo construiu império sob financiamento público de R$ 132 milhões”
– Bilionário Ricardo Faria, conhecido como o Rei do Ovo, disse que as pessoas estão “viciadas” no Bolsa Família
(Tácio Lorran, Metrópoles, 22/06/25)
Conhecido como Rei do Ovo, o empresário Ricardo Faria recorreu a ferramentas de financiamento público para construir seu império e se tornar um dos homens mais ricos do país.
Entre 2007 e 2024, o bilionário conseguiu pelo menos 71 empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de acordo com levantamento da coluna no site da estatal. Juntos, os financiamentos totalizam R$ 132 milhões em valores atualizados.
Na última semana, o Rei do Ovo se tornou alvo de críticas após dizer que pobres estão “viciados” no Bolsa Família. O comentário foi feito em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.
“Está um desastre no Brasil”, afirmou o executivo, ao ser questionado se tem dificuldade para contratar. “As pessoas estão viciadas no Bolsa Família. Não temos nem a chance de trazer essas pessoas para treinar e conseguir uma vida melhor, porque elas estão presas no programa”, acrescentou Ricardo Faria.
Em suas entrevistas, o bilionário costuma se orgulha de seu espírito empreendedor, mas esconde o apoio do Estado que teve para desenvolver seus negócios.
Ricardo Faria é proprietário da Granja Faria, maior produtora de ovos comerciais, férteis e pintos no Brasil – o que lhe rendeu o apelido de Rei do Ovo. A empresa foi fundada em 2006. Desde então, a companhia obteve 29 financiamentos públicos junto ao BNDES, totalizando R$ 54,5 milhões.
Mas sua guinada nos negócios começa muito antes. Aos 8 anos de idade, vendia laranjas e picolés, segundo conta.
Aos 20, ele fundou a Baslave – que mais tarde se tornou a Lavebras Gestão de Têxteis. A empresa possui foco em lavanderias industriais e aluguel de roupas. Desde 2007, a companhia recorreu a 39 financiamentos do BNDES, obtendo R$ 11 milhões em valores atualizados.
A Lavebras Gestão de Têxteis foi vendida em 2017 por R$ 1,3 bilhão para a francesa Elis.
Já em 2021, o Rei do Ovo criou a Terrus SA, produtora de grãos na região conhecida como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Um ano depois, a empresa obteve três empréstimos junto ao BNDES, somando R$ 66 milhões.
A maioria dos financiamentos obtidos pelas empresas de Ricardo Faria foram realizados através do BNDES Finame, que objetiva a produção e aquisição de máquinas e equipamentos. Em média, a taxa de juros foi de 4,9%.
O que o Rei do Ovo diz sobre financiamentos do BNDES
Procurado, Ricardo Faria enviou uma nota minimizando os recursos milionários obtidos junto ao BNDES. O Rei do Ovo acrescentou que todos os empréstimos foram devidamente quitados. Leia a íntegra do comunicado:
“Com quase 30 anos de história, a Granja Faria SA e a Terrus SA se orgulham de gerar cerca de 4 mil empregos diretos no Brasil. A consolidação do grupo é resultado de muito trabalho e do investimento contínuo, sendo que os financiamentos utilizados para seu processo de expansão, por meio de aquisições, no período de 2008 a 2025, foram, em sua imensa maioria, provenientes de crédito privado.
Ao longo de todo esse período, é mínimo o volume de captação de recurso junto ao BNDES, representando menos de 1% do capital total. Portanto, é irrisória a utilização pelo grupo de recursos públicos frente ao montante obtido de crédito privado junto ao mercado.
Cabe destacar, inclusive, que a linha de crédito concedida à Terrus SA de R$ 58 milhões via Banco Santander, por meio de um programa do BNDES para aquisição de bens industrializados, foi realizada em 18 de outubro de 2022 e quitada em 15 de abril de 2023, em seis meses.
E foi um processo similar de contratação de empréstimo feito junto a um banco privado, que disponibilizou a linha de crédito do BNDES, a que se referem os outros R$ 36 milhões realizados pela Granja Faria SA. Todos em conformidade com os programas oferecidos.
Por fim, embora não seja majoritariamente utilizado, o BNDES tem o reconhecimento do grupo pelo cumprimento de importante papel no fomento do desenvolvimento nacional, servindo de apoio para diversos empreendedores brasileiros.”
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/rei-do-ovo-bndes-emprestimos)
Só pra OVOlizar. . .
Pior são os que recorrem ao BNDES e nele dão calote.
“Com popularidade em queda, Lula vai a “carnaval” político na Bahia”
– Presidente Lula confirmou presença no tradicional Desfile do Dois Julho, evento histórico que comemora a Independência do Estado da Bahia.
(Milena Teixeira na Coluna do Igor Gadelha, Metrópoles, 22/06/25)
Com a popularidade em queda, o presidente Lula decidiu também intensificar suas viagens pelo Brasil nas próximas semanas. Uma das agendas já marcadas é a ida do petista a Salvador para participar da tradicional celebração da Independência da Bahia (*), em 2 de julho.
Segundo apurou a coluna, Lula deve participar do tradicional desfile do Dois de Julho na capital baiana. O evento histórico, que marca a expulsão definitiva das tropas portuguesas do estado da Bahia, é comemorado com desfiles cívicos e culturais pelas ruas de Salvador.
A festa também conta com a participação de políticos de toda a região Nordeste, além de representantes de diversos movimentos sociais e populares, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A ideia de Lula para o 2 de Julho
Em 2024, Lula participou do desfile. Em seu discurso, o petista disse (**) querer transformar a celebração da Independência do Brasil em duas datas diferentes. Ele afirmou ainda que a comemoração oficial, em 7 de Setembro, foi fruto de um “conchavão” da Coroa portuguesa.
“Nós tivemos a verdadeira Independência do Brasil, que foi o resultado final da expulsão dos últimos portugueses, no 2 de julho, em Salvador, na Bahia. Onde houve luta e mulheres heroínas que lutaram para garantir a Independência. Agora, vou tentar transformar os dois dias em ato oficial da Independência e vamos ter que recontar a história desse país”, declarou o petista.
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/com-popularidade-em-queda-lula-vai-a-carnaval-politico-na-bahia)
(*) https://www.ba.gov.br/infraestrutura/noticia/2024-03/2807/independencia-da-bahia-tudo-comecou-em-cachoeira
(**) https://www.metropoles.com/sao-paulo/lula-independencia-conchavao-2-datas
Destchino certo: Curitchiba!
“Estava escrito”
Ex-ministro do Turismo de FHC, Rafael Greca era apenas uma criança quando venceu um concurso da melhor redação estudantil sobre os 300 anos de Curitiba, que seriam celebrados décadas depois.
A redação vitoriosa foi colocada em uma urna, na Praça 29 de Março (data de aniversário da cidade).
Muitos anos depois, em ato solene, o próprio Greca abriu a velha urna, dela retirou o papel e leu a redação – uma declaração de amor a Curitiba.
Ele era o prefeito da cidade.
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 22/06/25)
“Corrigindo a história”
– Ficou fácil alterar o final de um filme ou de um jogo de futebol. A verdade e a mentira estão agora na palma da mão”
(Ruy Castro, FSP, 21/06/25)
Hoje, se você discorda do desfecho de uma série ou não se conforma com uma virada contra o seu time, é fácil. Sentado no seu sofá com o celular, você “corrige” em segundos o desfecho da história ou o resultado do jogo. Ninguém é dono de mais nada —qualquer um pode se meter num filme ou vídeo, alterá-lo, invertê-lo, adulterá-lo, desfigurá-lo ou, quem sabe, até melhorá-lo. A verdade e a mentira estão agora às suas ordens, na palma da mão. Já foi bem mais difícil. No passado, com os recursos de então, intervir numa obra pronta requeria tempo, paciência e habilidade.
Meu amigo Paulo Perdigão, pioneiro da programação de filmes na TV Globo, nunca aceitou que, no final de seu filme favorito, “Os Brutos Também Amam” (1953), o herói Shane, interpretado por Alan Ladd, fosse embora deixando para trás o garoto Joey e sua mãe, ambos apaixonados por ele. Usando uma cópia da TV, Perdigão inverteu a cena, fazendo com que, ao ouvir Joey gritar “Shane, volte!”, Shane se virasse em seu cavalo, parecesse hesitar e voltasse. Só não sei o que Perdigão fez com o marido dela.
Outro amigo, João Luiz de Albuquerque, usando cópias em VHS, reeditou o final de “Casablanca” (1942). Em sua versão, Ingrid Bergman, em vez de tomar aquele avião com o marido, deixa o fulano embarcar sozinho e volta para ficar com Humphrey Bogart em Casablanca.
Perdigão e João Luiz sabiam que seus finais seriam impossíveis na antiga Hollywood. Nela, o herói nunca tomaria a mulher de alguém, mesmo de um quase desconhecido. Mas nada impedia João Luiz de corrigir a derrota do Brasil para o Uruguai por 2×1 na final da Copa de 1950, no Maracanã. Usando lances de outras partidas, refez os minutos finais. Neles, o segundo gol do Uruguai não aconteceu —o chute fatal de Gigghia bateu na trave e, no contra-ataque, Zizinho desempatou e fomos campeões.
Não me entenda mal. Acho perfeitos os finais originais de “Shane” e “Casablanca”, e um jornalista que foi ao Maracanã me garantiu que o Uruguai mereceu vencer o jogo.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/06/corrigindo-a-historia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
Só pra PenTelhar. . .
Se eu pudesse, alteraria o placar do Brasil 1 X 7 Alemanha, para Brasil 0 X 13 Alemanha!
Errar é humano,
Persistir no erro é burrice.
Mais fingir que não enxerga o próprio erro, é a tolice do século.
(Flauberte de Jesus, segundo o Pensador)
“O equivocado convicto”
– Lula cria as próprias dificuldades ao persistir nos erros com absoluta certeza de que está certo.
(Dora Kramer, FSP, 21/06/25)
Autoconfiança é uma coisa, mas a capacidade de errar com absoluta convicção é diferente e geralmente senta praça na antessala do infortúnio.
É o risco que corre o presidente Lula (PT) ao insistir em dar murros na ponta das evidências como se a elas cumprisse o dever de se dobrar a vontades e realizar expectativas.
O governo gasta o dobro do que arrecada, não entrega um bom serviço e ainda se arvora o direito de aumentar impostos sob a rubrica da justiça social recentemente convocada para dar a Lula ares de Robin Hood.
Uma infantilização do eleitorado com repetição de artifícios e retórica que envelheceram duas décadas. O entorno de operadores inoperantes e temerosos de contrariar o chefe não ajuda o presidente a sair do lugar de quem acredita ter chegado até aqui por obra da inspiração divina que mais uma vez não lhe faltará.
Na terra dos homens não funciona assim. De um presidente da República esperam-se resultados, competência para liderar um projeto de país, habilidade de ultrapassar obstáculos na construção de consensos e disposição de abraçar o interesse nacional em detrimento de suas certezas pessoais.
Lula não entrega nada disso e, mesmo assim, acha que bastam seu desejo e obsessão para lhe garantir mais um mandato na Presidência, sem que ofereça à sociedade boas perspectivas para um novo período a partir de 2027.
Ele atribui as dificuldades atuais a crises, à oposição inclemente e à maioria hostil no Congresso. Crises nascidas todas no seio do governo; oposição no papel que já foi do PT; e um Parlamento que lhe deu todas as chances no primeiro ano, mas foi deixado à própria sorte enquanto o então (ainda) comandante do jogo tentava se firmar como liderança internacional.
Sim, há em cena o poder do Legislativo, mas há, sobretudo, a impopularidade de Lula, cujo capital ele deixou erodir criando o ambiente propício à sublevação dos congressistas de início aliados. Se há tempo de recuperar, cabe ao presidente demonstrar se consegue mudar.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/06/o-equivocado-convicto.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
. . .
“Se eu tentasse entender
por mais que eu me esforçasse
eu não conseguiria”
. . .
O Menestrel Oswaldo Montenegro: https://www.youtube.com/watch?v=6NeRnmODP5M
“O que é a biblioterapia e por que é tão popular entre quem busca mais bem-estar – e adora ler”
– Livros de ficção têm sido usados para ajudar a pessoas a superar traumas e momentos difíceis.
(Katya Zimmer, BBC News Brasil, FSP, 21/06/25)
No verão de 2017, Elizabeth Russel passava por uma fase difícil. Ela enfrentava um divórcio envolvendo suas duas filhas adolescentes, ao mesmo tempo em que lidava com uma depressão.
“Foi uma época muito, muito estressante”, lembra Russel, que é professora e bibliotecária em uma escola primária em Connecticut, nos Estados Unidos.
Um dia, navegando pela internet, ela se deparou com algo chamado “biblioterapia criativa”, em que recomendações personalizadas de obras de ficção são feitas com o objetivo de melhorar a saúde mental.
Um nome que aparecia com frequência era o de Ella Berthoud, uma biblioterapeuta que morava em Sussex, no Reino Unido, coautora do livro “Farmácia literária” (Ed. Verus, 2016). Russel, uma leitora ávida, quis experimentar.
Depois de responder um quiz sobre seus hábitos de leitura e ser entrevistada por Berthoud sobre os desafios que enfrentava, Russell recebeu uma lista de recomendações de livros relevantes para a sua vida, muitos deles sobre personagens que lidavam com decisões difíceis no casamento, como “George e Lizzie”, de Nancy Pearl. “Fiquei impressionada”, lembra Russell.
Aprender com os erros e acertos dos personagens fictícios a ajudou a entender melhor o que estava vivendo e a se sentir menos sozinha.
“Isso abriu algo dentro de mim que precisava ser aberto e curado”, conta.
No Reino Unido e em outros países, a biblioterapia —que também pode incluir recomendações de não ficção e literatura de autoajuda— vem ganhando popularidade como uma forma de melhorar o bem-estar das pessoas, ajudá-las a passar por momentos difíceis e até mesmo a tratar condições de saúde mental.
Embora os benefícios da literatura de autoajuda sejam amplamente conhecidos e documentados, defensores da “biblioterapia criativa” alegam que ela oferece vantagens semelhantes.
Eles argumentam que mergulhar em mundos simulados e ricos pode ajudar os leitores a processar emoções, descobrir estratégias de enfrentamento ou simplesmente oferecer um escape para dificuldades do dia a dia.
Conforme escrito por dois pesquisadores em um artigo publicado em 2016 na revista The Lancet, a imersão em grandes obras literárias pode “ajudar a aliviar, restaurar e revigorar uma mente aflita —e pode ter um papel fundamental no alívio do estresse e da ansiedade, assim como de outros estados mentais perturbadores”.
Considerando a escassez de serviços de saúde mental acessíveis em muitos países, a ideia que a ficção pode oferecer algum tipo de suporte é bastante atraente.
Qualquer pessoa que já leu e gostou de um drama, uma poesia ou obra de ficção pode atestar que as histórias têm efeitos poderosos sobre a nossa mente e emoções. Mas isso não significa que qualquer tipo de ficção vá beneficiar a saúde mental de todos.
Vários especialistas entrevistados para este artigo demonstraram preocupação com o que eles consideram uma promessa exagerada da biblioterapia criativa no tratamento de condições específicas de saúde mental, que carecem de evidências científicas. Na verdade, as pesquisas sugerem que certos livros podem até ser prejudiciais.
Em vez disso, pesquisas existentes traçam um panorama mais sutil, sugerindo que a ficção pode ajudar a melhorar o bem-estar, mas depende muito da pessoa, do livro, e como ela se envolve na leitura, segundo James Carney, cientista cognitivo computacional da Escola Interdisciplinar de Londres.
“Existe essa ideia de que os livros são esses objetos quase sagrados que vão fazer tudo melhor”, Carney diz. “Eu acho que para um certo número de condições e para um certo tipo de personalidade, isso pode ser verdade, mas a ideia de que os livros são um remédio universal é simplesmente falsa.”
A origem da biblioterapia
Alguns remontam as origens da biblioterapia à Primeira Guerra Mundial, quando livros de ficção e não-ficção eram usados para aliviar o sofrimento e o trauma dos soldados. Mas, segundo Carney, a ideia voltou a ganhar força na década de 1990.
Hoje, a biblioterapia tem muitas formas —desde biblioterapeutas como Berthoud, que oferecem recomendações personalizadas por 100 libras esterlinas (R$ 740) por sessão, até médicos do sistema público de saúde britânico (NHS, na sigla em inglês), como Andrew Schuman, que indicam a ficção para alguns pacientes.
Schuman é conselheiro da ONG ReLit, voltada à biblioterapia, e coautor do artigo publicado em 2016 na revista The Lancet sobre os benefícios da leitura para a saúde mental.
Embora a biblioterapia com ficção não substitua outros tratamentos, “em conjunto com outras terapias, pode ser extremamente poderosa”, diz Schuman.
Para Russell, uma das vantagens em relação a outros tipos de terapia é que a leitura pode ser feita no tempo da própria pessoa. Ela pode pegar um livro para ler quando se sentir emocionalmente pronta e parar de ler se estiver sobrecarregada.
Desde 2013, o programa Reading Well (Lendo Bem, em tradução livre), da organização britânica sem fins lucrativos The Reading Agency, tem feito curadoria de livros para pessoas com algumas condições, como demência e depressão.
As listas de livros são cuidadosamente escolhidas e revisadas por especialistas e pessoas com experiência nessas condições, segundo Gemma Jolly, chefe de saúde e bem-estar da organização.
Jolly afirma que o objetivo é levar às pessoas obras genuinamente úteis, principalmente diante da enorme quantidade de livros sobre saúde mental disponíveis hoje, e do que ela percebe como uma arrogância generalizada em torno do que é classificado como “boa” literatura.
Ao fazer parcerias com bibliotecas locais na Inglaterra e no País de Gales, o programa facilitou o empréstimo de mais de 3,9 milhões de livros desde a sua criação.
Até mesmo algumas agências de saúde do Reino Unido têm prestado atenção à biblioterapia: em certos casos, como nos transtornos alimentares, livros de autoajuda são reconhecidos como uma ferramenta terapêutica nas diretrizes clínicas.
É importante lembrar que, assim como ocorre com as recomendações de ficção, nem todos os livros de autoajuda voltados para uma condição ou fase da vida serão benéficos para todos os pacientes —e é sempre aconselhável consultar um médico caso haja preocupações específicas de saúde.
Pouca pesquisa e ‘evidências ainda frágeis’
A evidência de que a leitura melhora a saúde mental é complexa.
Cientistas observaram que, comparado com quem não lê, pessoas que leem regularmente por prazer tendem a ser menos estressadas, depressivas e solitárias, além de serem mais socialmente conectadas, confiantes e, talvez, até viverem por mais tempo, conforme indicou a psicóloga Giulia Poerio, da Universidade de Sussex, em um artigo publicado em 2020.
Mas, Poerio questiona: “É realmente leitura de ficção que melhora o bem-estar, ou será apenas que pessoas com maior bem-estar tendem a ler ficção?
Para os livros de autoajuda —que alguns especialistas descrevem como uma espécie de terapia autoguiada—, os benefícios são claros, segundo Poerio.
Um estudo de 2004, por exemplo, mostrou que livros de autoajuda podem ajudar as pessoas com ansiedade e depressão, enquanto um estudo de 2006 com pacientes com transtornos alimentares descobriu que esse tipo de leitura tinha efeitos psicológicos similares de outras terapias na redução de episódios de compulsão, vômitos e sintomas depressivos.
Mas os benefícios da ficção são mais complexos. Estudos sugerem que ler aumenta a empatia, reduz o estigma contra grupos marginalizados, faz com que as pessoas tratem com os outros de forma mais gentil e melhora a autoconfiança.
No caso de crianças, a leitura melhora o comportamento, incluindo na redução de atitudes agressivas em meninos, além de ajudar crianças com certos problemas de saúde ou desenvolvimento a se expressarem melhor.
As evidências ainda são frágeis quando falamos de tratamentos para condições específicas de saúde mental. Alguns especialistas teorizam que ler sobre personagens com experiências de vida semelhante às nossas nos permite nos identificar com eles e vivenciar um momento catártico quando esses personagens superam desafios, algo que nós podemos replicar em nossas próprias vidas, segundo Emily Troscianko, pesquisadora em literatura da Universidade de Oxford.
Mas existe pouca pesquisa que comprove se isso realmente acontece.
Na visão de Troscianko, “é muito simplista e claramente não é o que acontece na maior parte do tempo quando as pessoas leem sobre experiências difíceis que se assemelham às delas.”
Curiosamente, muitas pessoas dizem que a ficção as ajudou em seu estado mental.
Um total de 81% das pessoas que participaram da pesquisa anual de 2022 da The Reading Agency disseram que o livro do programa Reading Well as ajudou a entender melhor suas necessidades de saúde.
“‘Me fez perceber que eu não estou sozinha’…’saber como eu posso me ajudar’: essas são as coisas que mais aparecem nas pesquisas”, disse Jolly.
Mas provar que a biblioterapia criativa pode ajudar no tratamento de transtornos mentais requer estudos amplos para cada condição, nos quais os participantes que leem o livro seriam comparados com um grupo de controle, explica Carney.
Segundo ele, as pesquisas existentes não atendem a esse padrão.
No caso do transtorno de estresse pós-traumático —condição que alguns especialistas acreditam que a ficção poderia ser especialmente útil permitindo pacientes a processar emoções que, de outra forma, pareceriam ameaçadoras—, uma revisão de 2017 concluiu que não havia estudos de alta qualidade que comprovassem seus benefícios.
Quando a leitura é prejudicial
Um pouco mais preocupante é que algumas pesquisas identificaram que certos tipos de ficção podem causar danos.
Um deles é um estudo de 2018 em que Troskianko colaborou com a organização britânica Beat —uma entidade de apoio a pessoas com transtornos alimentares— para entrevistar quase 900 participantes, a maioria com histórico pessoal de algum transtorno alimentar.
Os participantes foram questionados sobre como a leitura de livros de ficção afetava seu humor, auto-estima, hábitos alimentares, rotina de exercício e a forma como se sentiam a respeito de seus corpos.
De forma surpreendente para Troskianko, quando os participantes lembravam de livros com personagens que tinham transtornos alimentares, isso tendia a piorar seus sintomas.
“Se você tem um transtorno alimentar, provavelmente vai ao menos perceber que os efeitos da leitura desse tipo de livro para você foram negativos”, diz.
Preocupantemente, cerca de uma dúzia de participantes disse que procurava ativamente esse tipo de livro, acrescenta.
Troscianko especula que esses livros despertem os mesmos sentimentos negativos que impulsionam os transtornos alimentares, como a competitividade em relação ao corpo e aos hábitos alimentares dos outros.
Outra pesquisa conduzida por ela sugere que pessoas com transtornos alimentares têm dificuldade para se concentrar em textos que não estejam relacionados à sua condição.
“No fim das contas, as únicas coisas nas quais elas conseguem focar são justamente aquelas que as puxam ainda mais para dentro desse mundo obsessivo e restrito”, diz.
“Essa é uma das razões pela qual eu fico frustrada com essa atitude meio despreocupada de ‘ler livros sobre determinado assunto deve ser sempre útil’, porque, bem, tudo depende dos livros. A literatura é complicada. Os seres humanos são complicados, então por que esperar que os efeitos não sejam também complexos e cheios de nuances?”
Carney suspeita que pessoas com dependência química podem ter o mesmo sentimento ao lerem ficções que tenham personagens que abusam de substâncias, que muitas vezes tendem a glamourizar o vício.
Enquanto isso, Schuman, o médico do NHS, afirma que ele apenas indica ficções para pacientes que ele conhece bem e que nunca recomendaria para pessoas com doença psicótica ou com pensamentos suicidas —situações em que, segundo ele, isso pode ser não apenas prejudicial, mas também inadequado e inútil, podendo até minar a confiança do paciente nos médicos.
O programa Reading Well leva em conta esses tipos de nuances, segundo Jolly.
Por exemplo, a Reading Agency desenvolveu uma lista de livros geralmente estimulantes e que elevam o humor, voltada para pessoas que desejam escapar de qualquer condição ou experiência difícil pela qual estejam passando.
As recomendações do programa para adultos com transtornos alimentares incluem apenas livros que oferecem apoio prático, e não obras ficcionais relacionadas a hábitos alimentares ou imagem corporal (embora a lista de leitura para adolescentes incluam esses livros, com base na opinião de profissionais de saúde e jovens que desejavam mais histórias pessoais).
O programa também removeu histórias de ficção sobre demência depois de receber comentários de pacientes que disseram preferir obras reais que capturavam melhor as nuances da condição.
Jolly reconhece que livros não são a solução para todo mundo.
“Nós sempre dizemos que o ‘tamanho único’ não serve para todo mundo”, afirma. “É sobre ter uma ferramenta a mais que pode funcionar para algumas pessoas.”
Nada disso quer dizer que a ficção não pode ajudar a melhorar certas condições.
Um estudo pequeno acompanhou dois grupos de até oito pessoas com depressão, que relataram ter uma melhora na saúde mental durante o ano em que participaram de grupos de leitura de poesia e ficção.
Carney suspeita que certos tipos de ficção podem ser úteis para pessoas com ansiedade, que, em sua essência, é impulsionada pela imprevisibilidade.
Ele sugere que ler ficção com personagens previsíveis, no estilo de Sherlock Holmes, por exemplo, pode ser benéfico “porque, essencialmente, você está inundando o mundo com evidências de que ele é previsível”.
Fora desse contexto do tratamento de condições específicas, ler uma obra de ficção, drama ou poesia pode ajudar a melhorar o bem-estar mental no geral.
Por exemplo, pessoas com dores crônicas, que fazem parte de um programa de leitura oferecido pela organização britânica The Reader relataram sentir um senso de comunidade compartilhada, melhora no humor e na qualidade de vida.
Esses benefícios para o bem-estar podem depender de como as pessoas se envolvem com os livros.
Em um dos estudos de Poerio, ela e seus colegas fizeram com que 94 pessoas idosas ouvissem audiolivros que haviam escolhido de uma lista de livros populares de ficção e não ficção.
Mesmo duas semanas depois do programa, os participantes relataram uma melhora no bem-estar e que sentiam que suas vidas tinham mais sentido —mas isso aconteceu apenas com aquelas pessoas que disseram que tinham se envolvido profundamente com a leitura e apreciado os livros que escolheram.
“Quando as pessoas estavam emocionalmente envolvidas com o conteúdo do livro —ele as transportava, elas se sentiam absorvidas, o livro ressoava com elas, deixava uma impressão duradoura— é aí que vimos os benefícios para o bem-estar”, diz Poerio.
Carney concorda que apenas dar um romance para as pessoas lerem não fará muito efeito. Sua pesquisa sugere que refletir sobre os livros depois da leitura, especialmente em grupo, oferece uma ajuda muito maior ao bem-estar.
Discutir literatura oferece às pessoas uma maneira de pensar sobre assuntos angustiantes sem afetar negativamente seu bem-estar, diz Carney.
“A ficção nos dá uma forma de ensaiar todas essas dificuldades, desafiar cenários sociais. E se você pode fazer isso com outras pessoas, isso torna tudo mais real, e impactante.”
Para as pessoas que querem experimentar a biblioterapia por conta própria, Carney recomenda tentar encontrar um clube do livro para discussões.
Jolly sugere visitar bibliotecas públicas, onde você pode ler vários livros de graça, e se você não gostar de um, pode simplesmente pegar outro, tentar algo mais curto ou um gênero diferente, como poesia.
E se ler não for para você, Poerio diz que talvez haja outras formas de melhorar seu bem-estar, como por meio da música, por exemplo.
“Se você sente que está ajudando, que está tirando algum benefício, você vai querer continuar”, diz Schuman. “Mas se parecer inútil ou intrusivo, então você se sentir totalmente livre para parar a qualquer momento.”
Quanto a Russell, ela está convencida de que a biblioterapia oferece um caminho para uma saúde mental melhor e já fez várias sessões com Berthoud desde sua primeira consulta.
Ela até comprou vale-presentes de sessões de biblioterapia para os amigos, e está usando essa abordagem para ajudar seus alunos, escolhendo livros que abordam as experiências de imigrantes, temas de perda e outras dificuldades.
“Eu acho que o ponto mais importante é que você não se sinta tão sozinho”, diz.
“Você pode respirar fundo e dizer: eu não estou sozinha nessa jornada.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/06/o-que-e-a-biblioterapia-e-por-que-e-tao-popular-entre-quem-busca-mais-bem-estar-e-adora-ler.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)
E o Revisildo:
Revista Seleções ainda existe?
(Visão geral criada por IA)
Sim, a revista Seleções do Reader’s Digest ainda existe e continua sendo publicada, tanto em formato impresso quanto digital. A revista, conhecida por seus artigos diversificados sobre saúde, cultura, histórias inspiradoras e outros temas, está disponível para assinatura e também pode ser encontrada em algumas livrarias e bancas de jornal.
Onde encontrar a Revista Seleções:
Assinatura:
Você pode assinar a revista diretamente pelo site oficial da Seleções ou através de plataformas como a Amazon.
Bancas e Livrarias:
Algumas bancas de jornal e livrarias ainda comercializam a revista, mas a disponibilidade pode variar.
Formato Digital:
Além do formato impresso, a Seleções também oferece acesso a edições digitais, permitindo que você leia a revista em dispositivos eletrônicos.
A revista Seleções é uma publicação com mais de 80 anos de história, com edições em diversos idiomas e países, e oferece conteúdo diversificado para seus leitores.
Confirmado:
“Cada povo tem o governo que merece”
(.Joseph Maistre)
“Datafolha: 57% apoiam direito à reeleição de presidentes, governadores e prefeitos”
– Resultado vai na contramão de projeto que propõe acabar com a renovação dos cargos; já a ampliação dos mandatos para 5 anos é aprovada por 59%.
(Júlia Barbon, FSP, 21/06/25)
Pesquisa Datafolha mostra que a maioria dos brasileiros (57%) é a favor de permitir que presidentes, governadores e prefeitos disputem a reeleição, na contramão da proposta de reforma política que tramita no Senado. Outros 41% são contrários à possibilidade de continuidade no cargo.
O levantamento indica, por outro lado, que a maior parte da população (59%) apoia a ampliação de todos os mandatos eletivos de quatro para cinco anos, como prevê o projeto. Nesse caso, 37% são contrários.
Os dois pontos são temas centrais da proposta de emenda à Constituição que foi aprovada no mês passado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (PEC 12/2022). Ela pretende acabar com a reeleição no Executivo e unificar a duração dos mandatos e as datas das eleições.
O texto, sob relatoria do senador Marcelo Castro (MDB-PI), ainda precisa ser aprovado em dois turnos por pelo menos 60% dos senadores (o equivalente a 49 dos 81 votos) e, depois, dos deputados (308 dos 513 votos), o que ainda não tem data prevista para acontecer.
Eventuais mudanças seriam feitas de forma gradual e não afetariam as eleições de 2026.
A última vez que o Datafolha perguntou sobre reeleição foi há dez anos, em junho de 2015, quando o cenário era inverso: 67% eram contra permitir que o presidente tentasse um novo mandato, e 30%, a favor —números semelhantes aos registrados nas esferas estadual e municipal.
Na ocasião, o país vivia uma crise política e econômica, com o segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) acuado pela Operação Lava Jato, pelo Congresso e por protestos nas ruas, em um cenário que pavimentaria o caminho para o impeachment no ano seguinte.
Com os resultados atuais, o Brasil volta a patamares registrados em novembro de 2007, quase um ano após a reeleição de Lula (PT). Na época, 58% dos brasileiros endossavam a possibilidade de reeleição do presidente, 57%, dos governadores, e 56%, dos prefeitos.
Em julho de 2005, data da primeira medição do Datafolha sobre o tema, os índices foram mais altos. O apoio à possibilidade de disputar um novo mandato alcançou 65%, 64% e 63% em cada esfera, respectivamente, num período em que o governo federal sustentava alta aprovação.
Desta vez, o instituto entrevistou presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 10 e 11 de junho, em 136 municípios em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa mostra maior apoio à reeleição presidencial entre os jovens de 16 a 24 anos, os menos escolarizados e os mais pobres. O índice também é superior entre os eleitores que aprovam o atual governo Lula (74%) e os mais identificados com o PT (71%), em comparação aos que preferem o PL (48%).
O número, porém, não varia tanto de acordo com a cor ou religião dos entrevistados.
Em relação à ampliação dos mandatos para cinco anos, o Datafolha havia feito a mesma pergunta em dezembro de 2019. De lá para cá, a porcentagem que se diz favorável à mudança cresceu de 53% para 59%, enquanto a taxa de contrários recuou de 42% para 37%.
O apoio a mandatos mais longos é maior entre os homens (63%) do que entre as mulheres (55%) e também entre os mais instruídos (65%) e os que têm renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos (68%).
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/06/datafolha-57-apoiam-direito-a-reeleicao-de-presidentes-governadores-e-prefeitos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)
Só pra intisicar. . .
Isso explica e justifica o agigantamento dos parasitários na PeTezuela!
“. . .Hoje em dia, vai se tornando cada vez mais corriqueiro encontrar pessoas que se utilizam de tecnologias como a fornecida pela Inteligência Artificial (IA) para fazer consultas, visando antecipar as consequências que o futuro reserva para cada ato no presente.”. . .
“O oráculo moderno”
(Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Coluna Visto, lido e ouvido, Blog do Ari Cunha, CB, 21/06/25)
Na Grécia antiga, por volta dos séculos 8 a.C a 2 a.C, um importante centro religioso, situado no sopé do Monte Parnaso, atraia milhares de pessoas, entre reis e cidadãos comuns em busca de orientações e previsões sobre o futuro feitas por oráculos e interpretados por uma sacerdotisa chamada Pítia. Por sua fama e independência política, os Oráculos de Delfos eram respeitados e até temidos por sua capacidade de influenciar as pessoas em suas decisões. Não por outra razão, durante seis séculos, esse centro religioso permaneceu como um centro de grande prestígio e fama no mundo antigo. Era impossível para os cidadãos gregos tomarem decisões futuras sem antes consultar esses videntes. Os reis e mandatários daquele tempo não davam um passo sequer sem antes ouvirem o que profetizavam as pitonisas.
Qualquer indivíduo que se interesse por assuntos dessa natureza, verá que, ao longo da história da humanidade, a preocupação com o futuro e o que está por vir sempre ocupou papel importante na vida das pessoas. Essa atenção especial dada ao futuro vem de longe, mas ainda hoje ocupa grande espaço na vida das pessoas. Certo ou errado, o fato é que hoje, em pleno século XXI, a busca por conhecer antecipadamente o dia de amanhã ainda é uma prática corriqueira. Muitos políticos hoje não dão um passo sem antes consultar seus oráculos e guias, uma mania que até mesmo a era tecnológica não foi capaz de pôr de lado. Pelo contrário.
Hoje em dia, vai se tornando cada vez mais corriqueiro encontrar pessoas que se utilizam de tecnologias como a fornecida pela Inteligência Artificial (IA) para fazer consultas, visando antecipar as consequências que o futuro reserva para cada ato no presente. Políticos, estrategistas de guerra, economistas e pessoas comuns têm utilizado, com cada vez mais frequência, os recursos ilimitados disponibilizados pela IA. Dizem os mais céticos que o futuro não é um lugar ou uma situação para onde vamos, mais um lugar ou uma situação que estamos criando no presente. O plantio é facultativo, mas a colheita é sempre obrigatória. Volta e meia estamos assistindo pessoas levando, diretamente, à IA questões das mais diversas, que vão desde perguntas como o dia em que Jesus retornará, até perguntas de ordem filosóficas que expliquem o que é o livre arbítrio ou se estamos ou não vivendo dentro de uma matrix, onde tudo é uma ilusão.
Por mais incrível que possa parecer há aqueles que utilizam a IA para apresentar questões de cunho romântico, em que busca descobrir, por exemplo, quando chegará um novo amor. Existe um paralelo instigante e duradouro entre o passado e o presente, mostrando como a inquietação humana diante do futuro permanece uma constante ao longo dos séculos.
Na Grécia Antiga, o prestígio dos Oráculos de Delfos simbolizava a necessidade ancestral de orientação diante do desconhecido. Reis, generais e cidadãos comuns viam na voz da Pítia, supostamente inspirada por Apolo, uma âncora de segurança em um mundo incerto. Essa busca por previsibilidade — ou ao menos por conselhos diante das incertezas — é, na verdade, uma expressão do medo que sempre acompanhou o ser humano: o medo do imprevisível, da instabilidade e, principalmente, da perda de controle. No século XXI, mesmo com o avanço exponencial da ciência e da tecnologia, essa inquietação não só não desapareceu, como parece ter se intensificado. Vivemos um tempo de paradoxos: nunca tivemos tanto conhecimento acumulado, e ao mesmo tempo, nunca estivemos tão vulneráveis a crises imprevisíveis — ambientais, sanitárias, políticas, bélicas.
A tecnologia e, especialmente, a Inteligência Artificial tornou-se o novo oráculo moderno. A diferença é que, enquanto os antigos acreditavam na inspiração divina dos oráculos, os modernos confiam na capacidade dos dados e modelos preditivos. No entanto, por trás da mudança de roupagem, a motivação é a mesma: o temor diante de um mundo caótico e imprevisível. Essa angústia cresce especialmente em tempos como o atual, marcados por incertezas globais e ameaças existenciais. O espectro de uma Terceira Guerra Mundial, impulsionado por tensões geopolíticas, armamentos nucleares e a proliferação de regimes autoritários, ronda o imaginário coletivo.
As imagens de guerras na Ucrânia, no Oriente Médio e a escalada militar em torno da Ásia evidenciam que o planeta vive sob uma tensão constante, na qual a paz parece cada vez mais frágil. Diante disso, a Inteligência Artificial passa a cumprir um papel duplo. Por um lado, oferece ferramentas poderosas para antecipar riscos, prever cenários e buscar soluções racionais. Por outro, ela também é usada como refúgio emocional, como forma de transferir a responsabilidade por decisões difíceis para uma “inteligência superior”. Nesse sentido, a IA se transforma numa espécie de espelho moderno do oráculo antigo — não apenas como preditora, mas como conselheira, confidente e, muitas vezes, como último recurso. O fato é que, independentemente da época, o ser humano permanece o mesmo em sua essência: inseguro diante do desconhecido e ávido por respostas que lhe deem algum senso de direção. A pergunta que ecoa desde Delfos até os servidores da IA continua a mesma: para onde estamos indo? Nesse cenário, talvez o verdadeiro oráculo contemporâneo não seja a IA em si, mas a consciência humana — despertada, crítica e responsável — que precisa assumir que o futuro, em grande parte, é construído a partir das escolhas feitas hoje.
A frase que foi pronunciada:
“É da eletricidade que vamos depender cada vez mais. Ou do que vier a substitui-la.”
(Dona Dita)
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/o-oraculo-moderno/)
Enquanto isso. . .na terra da OktoberFest. . .
“Um grupo de fãs do BTS instalou um outdoor em Blumenau para homenagear os 12 anos de carreira da banda sul-coreana. A estrutura está localizada na rua Benjamin Constant, no bairro Vila Nova, e foi organizada pelo BTflyS Armygas, coletivo local dedicado ao grupo.”
(+em: https://gente.ig.com.br/celebridades/2025-06-21/fas-celebram-aniversario-do-bts-com-outdoor-em-blumenau.html#google_vignette)
. . .mas, ainda há uma Alma Tradicionalista:
Malu Gaiteira: https://www.youtube.com/watch?v=RWBj_DUjO7s
Saudades dos bons tempos do programa radiofônico “Antigamente era assim”, na Rádio Nereu Ramos da Rua 7.
Saudades, confesso que não tenho. Mas, o Antigamente Era Assim, quando já na recém inaugurada Rádio Nereu Ramos e eu a assistia . É que eu participava de um programava de perguntas a alunos de escolas blumenauenses, que dava livros aos vencedores, do jovem advogado Werner Greul, depois empreendedor e já falecido
Montei a minha coleção inteira de Júlio Verne e ali iniciei as minhas viagens…
Então, vai de janja “memo”!
“A vaga de vice-presidente na provável candidatura à reeleição de Lula (PT) em 2026, que já foi objeto de disputa de bastidor entre partidos de centro e de direita, perdeu valor diante da queda de popularidade do petista e das sucessivas crises enfrentadas pela gestão federal.”
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/06/vice-de-lula-em-2026-perde-valor-mas-alas-do-mdb-ainda-nao-descartam-vaga.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)
Só pra ALCKMINmaxizar…
Mas não é só a queda da popularidade de lula decaído, não!
Quem realmente depreciou a vice presidência da República foi o próprio vice presidente atual!
Frei chicocô em seu elemento!
“Sindicato de irmão de Lula fez lobby por desconto até no Bolsa Família”
– O Sindnapi, cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão de Lula, pediu ao governo petista para descontar de beneficiários do Bolsa Família.
(Ramiro Brites, metrópoles, 21/06/25)
Investigado por suspeita de fraude na farra dos descontos indevidos sobre aposentadorias, revelada pelo Metrópoles, o Sindicato Nacional de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que tem um irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como dirigente, fez lobby no início do governo petista para flexibilizar as regras e ampliar a possibilidade de cobrança de mensalidade feita diretamente no contracheque pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
O Metrópoles teve acesso a um ofício assinado pelo então presidente do Sindnapi, João Batista Inocentini, em 30 de janeiro de 2023, no qual ele fez uma série de reivindicações ao então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), que havia acabado de assumir o cargo no início do governo Lula e pediu demissão em maio deste ano, após a operação da Polícia Federal (PF) contra o esquema bilionário de fraudes contra aposentados.
Uma das demandas era para o sindicato receber autorização para descontar mensalidades de beneficiários do programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), para idosos e pessoas com deficiência. Ambos são pagos pelo INSS. Diferentemente dos aposentados, quem recebe os programas assistenciais não podem ter descontos de mensalidade associativa na folha de pagamento. Apesar do pleito, essa autorização não prosperou.
Autor do ofício, Inocentini morreu em agosto de 2023. A entidade agora é chefiada por Milton Cavalo e, desde 2008, tem Frei Chico (foto em destaque), irmão do presidente Lula, entre os filiados. Ele assumiu como vice-presidente do Sindnapi em 2024. A entidade afirma que os pleitos no primeiro mês do novo governo não têm relação com o aumento dos descontos de mensalidade associativa, que chegaram ao auge nos dois primeiros anos da gestão petista, após o pleito feito a Carlos Lupi.
“É natural que as lideranças procurem o novo governo para fazer as articulações de suas pautas”, diz o Sindnapi, em nota.
Investigação contra o Sindnapi
-Ligado à Força Sindical, o Sindnapi é investigado pela Polícia Federal (PF) no escândalo da farra de descontos do INSS, revelado pelo Metrópoles.
– O inquérito serviu de base para a Operação Sem Desconto, deflagrada no último dia 23 de abril e que culminou na demissão do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e do ex-ministro Carlos Lupi.
– A entidade tem autorização para descontos associativos há mais de 10 anos. Entre 2021 e 2023, auge da farra dos descontos, o número de cerca de 170 mil filiados saltou para 420 mil associados.
– No mesmo período, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), o faturamento do sindicato foi de R$ 41 milhões para R$ 149 milhões.
– O Sindnapi, porém, não foi incluído na investigação aberta pelo INSS, assumida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e que motivou ação da Advocacia-Geral da União (AGU) contra entidades que já eram alvo da PF.
– O INSS afirma que a ação mirou associações com indícios de pagamento de propina ou “tidas como fantasmas e que não tinham condições mínimas para sua existência”, o que não é o caso do Sindnapi.
Renovação automática e desbloqueio de benefícios
No ofício encaminhado ao ex-ministro, o Sindnapi também pede que as filiações de aposentados, que na época eram válidas por cinco anos, fossem renovadas automaticamente, “sem a necessidade de novas assinaturas” e com “prazo indeterminado”.
Questionado sobre a reivindicação, o sindicato disse que era uma pauta geral das associações de aposentados.
“Pedir a renovação automática dos acordos com o INSS está dentro de uma lógica que já vinha sendo operada e não era só nossa pauta, mas de todos que tinham ACT (Acordos de Cooperação Técnica, que permitiam os descontos mensais nas aposentadorias)”, afirma a entidade.
O Sindnapi ainda queria que as entidades com acordo firmado pudessem, pelo aplicativo INSS Digital, fazer todos os serviços prestados pela autarquia e ser remunerado por esses serviços.
Outra demanda da entidade era pelo fim do bloqueio de benefícios concedidos a partir de 2019, sob a alegação de que os aposentados tinham dificuldades em desbloquear as mensalidades associativas.
“A partir de 2019, os benefícios nascem bloqueados para desconto de mensalidade associativa, dependendo de que o beneficiário ligue para o INSS ou utilize o aplicativo para desbloquear. Ocorre que nenhum desses canais funciona e tem gerado grande transtorno aos segurados e às entidades.”
A entidade afirmou que apresentou a demanda porque “o sistema utilizado pelo INSS para que o aposentado pudesse desbloquear o desconto associativo em sua folha de pagamento vinha apresentando problemas que não eram solucionados pelo instituto”.
(Fonte: https://www.metropoles.com/sao-paulo/irmao-lula-desconto-bolsa-familia)
Matutando bem. . .
Já passou da hora desse governico de lula decaído, janja calamidade & a$$ociado$ fornecer à essas pelegorias o cartão corporativo sigiloso.
Assim, nos pouparia dessas notícias constrangedoras, pois “se-sabe-se” que os pelegos líderes não terão punição!
À espera das “”Soluções que aproximam”. . .
“Enquanto Lula (PT) não quer nem ouvir falar em cortar gastos, uma das “soluções” encontradas pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) para reforçar os caixas do governo gastador, taxando compras internacionais de pequeno valor, parece dar razão ao presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, que acusa a medida como a responsável pelo rombo bilionário da estatal desde a invenção de Taxadd. A arrecadação com compras internacionais bateu R$2,8 bilhões, valor do rombo na estatal.”
(Coluna CH, DP, 21/06/25)
Teclando sobre o slogan da ECT. . .
Veja o novo produto dos Correios: o SEDER:
https://www.facebook.com/JFDepressao/posts/nova-propaganda-dos-correios/1481850168593033/
Renato Russo: https://www.facebook.com/JFDepressao/posts/nova-propaganda-dos-correios/1481850168593033/
Ooops. . .Renato Russo: https://www.youtube.com/watch?v=ZSygLvSGve0
. . .
“Ai, ai, ai, ai
Adeus, Belém de Pará
Ai, ai, ai, ai
Adeus, Belém de Pará”
. . .
“Os preços astronômicos de hospedagem em Belém (PA) durante a realização da COP30 causaram espanto e dominaram as discussões na Conferência do Clima de Bonn, na Alemanha, espécie de “pré-COP” para discutir a infraestrutura da sede do encontro oficial, em novembro. Hotéis de duas estrelas cobram até R$80 mil por duas semanas de estadia. Um membro de delegação encontrou um quarto de pousada por R$170 mil e casas para alugar por temporada nos milhões de reais.”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 21/06/25)
Nana, Dori e Danilo Caymmi: https://www.youtube.com/watch?v=gLM2je0SeV0
. . .
“Eu não preciso ler jornais
Mentir sozinho eu sou capaz”
. . .
“Pequenas organizações de notícias desenvolvem métricas próprias de impacto”
– “Se você não decidir como vai medir seu sucesso, outra pessoa decidirá por você”, diz editora-chefe do “Charlottesville Tomorrow”…
(Nieman Lab, Poder360, 21/06//25)
Qual é a métrica correta para medir o sucesso de uma organização jornalística?
Um painel de líderes do setor jornalístico, a maioria representando veículos de comunicação locais de pequeno porte, propôs respostas a essa pergunta em uma sessão de debate na conferência anual INN Days, do Institute for Nonprofit News, no começo de junho. Foi uma conversa tanto sobre a mensagem das organizações sem fins lucrativos quanto sobre a missão da Redação, voltada para veículos menores que não associam escala de audiência ao sucesso.
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/nieman/pequenas-organizacoes-de-noticias-desenvolvem-metricas-proprias-de-impacto/)
O eterno Raul Seixas: https://www.youtube.com/watch?v=4syrZTW2aiI
São os parasitários executivos municipais seguindo o exemplo do parasitário executivo federal!
“Maioria das cidades do país tem piora nas contas públicas em 2024”
– Dados do Tesouro Nacional mostram que 2.978 prefeituras fecharam o ano com deficit primário, incluindo 19 capitais…
(Gabriel Benevides, Poder360, 21/06/25)
Um total de 2.826 prefeituras apresentaram piora no resultado primário em 2024 na comparação com o ano anterior. Representam 52% das cidades analisadas em levantamento do Poder360 com base em dados declarados ao Tesouro Nacional.
A distribuição dos municípios que pioraram as contas públicas se deu desta forma:
– 824 aumentaram o deficit que já tinham;
– 670 tiveram queda no superavit primário;
– 1.332 estavam no azul em 2023, mas terminaram o ano seguinte com rombo.
. . .
Na nossa Bela Floripa, sob o comando do competente Topázio Silveira Neto, o superavit aumentou:
2023 = 27,1 milhões
2024 = 41,1 milhões
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/maioria-das-cidades-do-pais-tem-piora-nas-contas-publicas-em-2024/)
Já Gaspar …
“Minha vida sem destino, entre o caboclo na rede e a tia na rua”
– Entre a preguiça do caboclo e a liberdade errante da tia, encontrei na rede e na rua o meu jeito de existir e sonhar.
(Conceição Freitas (*), Metrópoles, 18/06/25)
O pai dizia que caboclo era bicho preguiçoso, que só queria pescar o peixe do almoço, almoçar e deitar na rede. Eu ouvia aquilo ao contrário: criava dentro de mim o meu paraíso, o de viver o tempo todo balançando na rede. Não podia nem retrucar o pai – não se retrucava pai naquele tempo, ainda mais o meu que era quase uma entidade aos meus olhos.
Ele também contava da irmã dele, que vivia de catar lixo nas ruas de São Paulo. Se havia lamento na voz trovejante do pai, eu ficava imaginando como seria viver deambulando por uma cidade grande. No meu sentimento de menina, achava uma liberdade sair pela vida, sem destino certo, sem ninguém para obedecer.
Essa mistura daquilo que o pai chamava de caboclo preguiçoso e tia que não deu certo na vida criou quase que um mapa do meu destino: o gosto por ficar quietinha, dormindo dormindo ou dormindo acordada e o de deambular pela vida, demarcando, no próprio vagar, o mapa dos meus passos, quase sempre solitários, mesmo nos tempos em que vivia cercada de gente.
Esse caboclo preguiçoso e essa tia deambulante, personagens míticos que o pai involuntariamente criou em mim, são quase parte do meu corpo simbólico. Preciso das ruas e das redes como preciso de água e pão, no sentido metafórico e no sentido literal. Escolhi, atavicamente, deixar o mundo se virando sozinho, como no poema muito conhecido de José Régio, o Cântico Negro.
“Vem por aqui”, dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui”!
Eu olho com olhos lassos
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…”
Desde muito cedo, me sentia meio preguiçosa e ao mesmo tempo andarilha. Até hoje, se o bicho pega, tenho sempre ao alcance duas saídas de emergência: a rede e a rua. Como calhei de morar numa cidade sem rua, ficar quietinha, dormindo acordada ou sonhando dormindo, é o meu esconderijo certo.
Não poucas vezes, dormir resolve meus problemas. Durmo e quando acordo a coisa diminuiu de tamanho ou se aquietou em forma de deixa-estar-pra-ver-como-é-que-fica. Nada a ver com a ideia conscientemente formulada de que ao dormir o inconsciente toma conta da gente e nos oferece uma solução. Sim, tenho consciência de que o meu inconsciente manda em mim, mas sei que ele não é um remedinho que tiro da caixa, não está ao alcance de minha decisão.
Aquilo que está em mim e sobre o qual não tenho nenhum domínio age por si mesmo. É a rede que balança só de eu mover um braço, dobrar uma perna. Ela se move sem que eu perceba. Depois que deito na rede, ela não é mais o pano inerte nem meu corpo é mais um corpo uno – se é que existe corpo uno, nem creio – mas somos agora uma outra coisa.
A rede, aqui, também é metafórica. Até tenho uma rede real, de pano alaranjado, mas a minha rede é simbólica, que o pai me deu a partir do que ele nem mesmo queria me dar – a ideia de que pescar para comer e depois se embalar na rede é a minha imagem de plenitude. “Sempre posso dormir”, penso quando o bicho pega. E durmo de verdade, em mim não falta sono. Calculo, com um pouco de lamento, que dormi quase a metade da vida. Porque logo cedo desconfiei que viver era um padecimento só, entremeado de formosuras reais ou sonhadas.
Tirante a rede, tenho a rua, como eu disse. Para esse modo de sonhar acordada existe um verbo meio literário, o flanar, uma palavra chiquimente francesa, que vem do flâneur, personagem que nasceu com as cidades modernas. Para praticar a flanagem, nas palavras de João do Rio, mestre brasileiro supremo dessa arte, “é preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível”, escreveu o carioca em “A alma encantadora das ruas” (dá pra baixar o pdf gratuitamente no site da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (**).
É preciso, ainda flanando em João do Rio, se dispor à “vagabundagem”. Ele mesmo fica meio constrangido em conferir todo o peso à palavra, porque “vagabundo” é léxico pesado, tanto e tanto que virou um dos xingamentos mais comuns praticados em geral para ofender mulheres e pessoas pobres. No meu tempo de repórter de polícia, anos 1980, os delegados usavam fartamente do artigo 42 da Lei das Contravenções Penais (ainda em vigor, porém não mais usado) para prender negros que não tivessem carteira assinada na mão. Era a prática do racismo misturada com a mercantilização da vida urbana.
Sou vadia, fui feita pra vadiar, como no samba de Candeia eternizado na voz de Clementina de Jesus. Ainda mais depois que, fantasiosamente, incuti em mim esses dois personagens. Com a história da tia que, no começo dos anos 1960, vagava pelas ruas de São Paulo, minha preguiça quase atávica ganhou legitimidade. Talvez, penso agora, aquela tia simbolizasse a fuga dos cercados da vida, das exigências do mundo. Se viver seria tão complicado, talvez viver erraticamente pelas ruas fosse um modo de fugir da prisão que eu também já previa.
Então, segui assim, mistura de tia na rua e caboclo na rede. Se eu tivesse a pachorra de calcular hipoteticamente a proporção de horas dormidas com horas acordadas em toda a minha vida já vivida diria que foi quase meio a meio, quase dormir o mesmo tanto que passei acordada – e aí posso contar uma vantagem: sem remédio, exceto em alguns (poucos) momentos muito difíceis de minha vida adulta.
Sem a preguiça, portanto, eu não teria seguido viva e minimamente viável. E se a fórmula deu certo até agora, não tenho nenhuma intenção de mudá-la. Essa crônica, por exemplo, boa ou ruim, comecei a tentar escrevê-la noite passada. Resultou imprestável. Resolvi dormir, acordei e ela saiu quase pronta. E acho que ficou boa pra meu gosto, pra meu jeito, pra minhas possibilidades.
O poema de José Régio, poeta português filho de uma doméstica com um ourives, termina assim:
“A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí”.
(*) https://www.metropoles.com/author/conceicao-freitas
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/conceicao-freitas/minha-vida-sem-destino-entre-o-caboclo-na-rede-e-a-tia-na-rua)
(**) https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4204210/4101365/alma_encant_ruas.pdf
E aqui, será que o sujeito oculto é o mesmo que teve a pachorra de divulgar a gafe da janja calamidade na China?
. . .”Em conversa informal, sob a condição de não ser identificado, ele disse que “os dois maiores problemas são Janja e Rui Costa”, responsáveis pelo desgaste do mal avaliado governo petista.”. . .
“Ministro vê Janja e Rui Costa afundando governo”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 20/06/25)
Importante ministro de Lula (PT), que não é petista mas é considerado um dos auxiliares mais leais ao presidente, anda tão decepcionado que até já pediu demissão, mas atendeu aos apelos do chefe para ficar, ao menos por enquanto. Em conversa informal, sob a condição de não ser identificado, ele disse que “os dois maiores problemas são Janja e Rui Costa”, responsáveis pelo desgaste do mal avaliado governo petista. Curiosamente, ele não inclui nessa lista Fernando Haddad, o Taxxad.
Janja queima o filme
A primeira-dama, de deslumbramento incontrolável, diz o ministro, responde pelo desgaste “externo” do governo, junto ao eleitorado.
Radicalismo primário
Janja controla o acesso a Lula, isolando-o, e influencia as piores decisões do marido, com seu radicalismo primário.
Um tosco na chefia
O “desgaste interno”, por desagregar e desestimular a equipe, fica por conta de Rui Costa (Casa Civil), que o ministro define como “tosco”.
Humilhações em série
O ministro conta que Rui Costa é do tipo que só entende o exercício da autoridade tratando mal a todos, de colegas do ministério a servidores.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/ministro-ve-janja-e-rui-costa-afundando-governo)
Matutando sobre a charge. . .
Será Xi o sujeito implícito, elíptico ou desinencial?
O silêncio chinês é retumbante!
E ousam discursos vitimistas quando fazem pior em território “inimigo”.
“O $enhor da guerra não go$ta de criança$”…
Quando a estupidez é enaltecida, os demônios assumem o COMANDO.