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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCL

Carlos Lupi vai virar duende de jardim? PDT vive o ocaso e está ameaçado de não atingir cláusula de barreira”, por Cláudio Oliveira, na edição de dois de maio do jornal Folha de S. Paulo

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59 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCL”

  1. Miguel José Teixeira

    E o fanfarrão?
    – Turistando no antro da corja vermelha internacional!

    “Governo não sabe como resolver crise do INSS”
    – Nem Lula nem sete ministros têm saída para ressarcir lesados por golpe e ninguém sabe de onde sairá o dinheiro.
    ( Vera Magalhães, O Globo, 07/05/25)

    À medida que as semanas passam e novos detalhes são revelados no escândalo dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS, vê-se um governo completamente perdido em todas as frentes: na contenção política dos estragos e, sobretudo, no caminho para indenizar quem foi roubado na mão grande naquilo que é seu direito mais básico e vital.

    Desde que o caso veio à tona, do presidente aos técnicos do órgão, todo mundo tenta apenas ganhar tempo, sem entender que, para quem vai olhar o contracheque e descobre que há meses ou anos vem havendo desconto de seus vencimentos sem ter autorizado, o que bate é desespero.

    Ninguém faz a mais pálida ideia de quando e como o dinheiro será devolvido, a quantos e a quanto monta, de verdade, o prejuízo. Hipóteses lançadas a granel, de um jeito meio displicente, por autoridades que deveriam entender ser de fato urgente uma solução para algo tão grave , só evidenciam que ainda se sabe muito pouco dos mecanismos, da dimensão e dos responsáveis pelo esquema que, desde 2019, lesou pelo menos 6 milhões de beneficiários da Previdência. É tanto chute que o valor do prejuízo já foi estimado em R$ 6,3 bilhões, mas agora foi calculado em R$ 5,2 bilhões, um “desconto” que ninguém explica com a transparência exigida de onde veio.

    Cada um que fala a respeito do assunto produz um rosário de desculpas esfarrapadas e promessas inexequíveis. O novo presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, deu entrevistas em que foi jogando balões de ensaio para cima para ver se algum parava no ar: o dinheiro poderia vir de bens apreendidos pela Polícia Federal (equivaleria a tentar conter uma enchente com um copinho de café) ou das próprias associações que operaram o esquema (caminho final, mas que exige um demorado processo judicial).

    Quando instado a falar da saída mais provável e rápida — o Tesouro ser chamado a realizar o ressarcimento, a Fazenda mandar um projeto ao Congresso remanejando recursos do Orçamento para esse fim e, depois, o governo dar um jeito de buscar reaver o prejuízo junto a quem lesou os segurados —, foi propositalmente vago.

    A reunião posterior, em que nada menos que sete ministérios foram chamados para tentar descascar o abacaxi e acabou com a fruta ainda com casca e coroa, é a prova cabal de que não se sabe o que fazer. Será um escárnio e um prato cheio para a oposição deixar esse disco rodando sem tocar nada até a volta de Lula de mais uma viagem internacional.

    Quem percebe que seu parco e suado dinheiro vinha sendo surrupiado na surdina, com no mínimo a incúria do governo para detectar a fraude, tem pressa. Pressa e revolta, que se espraia num desgaste para o presidente que a bateção de cabeça geral deixa claro ninguém ter compreendido ainda em sua extensão.

    Tanto é que a oposição vai esticando a agonia do governo, cozinhando o galo, coletando assinaturas para uma CPI Mista, enquanto vai colecionando fatos novos para abastecer o arsenal que será deflagrado contra Lula. Nesse caso, pouco importa que o roubo de fato tenha começado no governo Jair Bolsonaro.

    Crise envolvendo aposentados, sindicatos e outras entidades classistas é o tipo de escândalo que fere de morte a esquerda, partidos como PT e PDT e a base social e política de Lula e de muitos de seus ministros. Para Bolsonaro, não chega a fazer cócegas, ainda mais porque ele está mais preocupado com o julgamento dos atos golpistas, que pode colocá-lo na cadeia — e está adorando que esse escândalo o tenha tirado um pouco do foco.

    É generalizado o revés para Lula, e ele ter reunido sete ministérios e ainda assim sair sem ao menos um esboço de satisfação a dar a quem está em desespero é um atestado de incompetência e debilidade política, tudo que tem feito sua popularidade escorrer pelos dedos, sem sinal de recuperação no horizonte.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2025/05/governo-nao-sabe-como-resolver-crise-do-inss.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

  2. Miguel José Teixeira

    Ah! A LRF foi criada na era FHC?
    – Então não presta!
    Essa é a visão da incomPeTente, corruPTa e ladra corja vermelha!

    “Cadê o respeito às leis fiscais?”
    – O problema principal no Brasil é a fraca governança na gestão fiscal. Faltam barreiras para conter desvios das boas práticas.
    (Zeina Latif, O Globo, 07/05/25)

    O Brasil tem a mesma facilidade para aprovar leis fiscais como para criar atalhos para burlá-las. Não seria justo colocar toda a classe política na mesma régua, havendo bons casos de respeito às regras fiscais. Mas é necessário reforçar a governança para que a política fiscal fique menos vulnerável aos ciclos políticos.

    A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), do governo FHC, que completa 25 anos, foi um grande marco para o Brasil, mas com frequência é desprezada. Exemplo maior foi o governo Dilma, inclusive com a utilização de subterfúgios, alguns deles ilegais, para camuflar o aumento das despesas não autorizado pelas regras vigentes. Não se pode afirmar que houve concorrência eleitoral justa na reeleição da ex-presidente em 2014.

    Já o governo Bolsonaro, ainda que com a aprovação do Congresso, promoveu mudanças no cálculo e furos no teto de gastos, além de represar o pagamento de precatórios. Foram iniciativas que abriram espaço para mais despesas — no ano eleitoral de 2022, foram cerca de R$ 130 bilhões.

    Ainda em 2022, o Legislativo isentou o futuro governo Lula de respeitar a LRF, na chamada PEC da Transição. Foi ampliado o teto de gastos em cerca de R$ 169 bilhões em 2023. Mais uma vez, sem definição de origem de recursos, e em desacordo com o teto de gastos vigente.

    Nos dois casos, o Congresso ignorou os alertas do Tribunal de Contas da União (TCU), um órgão auxiliar do Poder Legislativo que é responsável por fiscalizar o cumprimento das leis que regem o orçamento, atuando também preventivamente.

    Com a aprovação das iniciativas pelo Legislativo, restou ao TCU aprovar as contas do governo federal referentes ao ano de 2022, ainda que com ressalvas. O parecer prévio foi encaminhado ao Congresso, que ainda não deu sua palavra final. O mesmo provavelmente ocorrerá com as contas de 2023.

    Na mesma linha, a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, cuja missão é ampliar a transparência da política fiscal, manifestou-se de forma crítica, tanto em relação às medidas de Bolsonaro, quanto à PEC da Transição. Sem surpresas, encontrou ouvidos moucos nos Poderes.

    O país deveria estar se aprofundando na reforma do Estado e na discussão da qualidade das políticas públicas. Porém, passados 25 anos da criação da LRF, o Brasil continua patinando no elevado e crescente endividamento público. No último Monitor Fiscal, o FMI alertou que o Brasil faz parte de grupo seleto de países que mais pressionam o crescimento das dívidas governamentais no mundo.

    Alguns alegam que a LRF é muito rígida, faltando flexibilidade para lidar com situações excepcionais que demandam aumento de gastos, como foi o caso da pandemia. É verdade. A LRF surgiu quando esse tema não estava maduro no debate econômico mundial.

    As chamadas regras fiscais de segunda geração, que embutem cláusulas de escape para emergências e planos de contingência, surgiram apenas após a crise global de 2008-2009. Ainda assim, seria um equívoco atribuir à essa falha a longa lista de desrespeitos à lei. A LRF é uma boa lei. Se há necessidade de aprimoramento, que ele seja feito.

    O problema principal no Brasil é outro: a fraca governança na gestão fiscal. Faltam barreiras para conter os desvios das boas práticas e dos princípios de disciplina fiscal.

    É necessário fortalecer o cumprimento das regras fiscais, além de promover a integração do planejamento de médio-longo prazo aos Orçamentos anuais. Para isso, muitos países recorrem à criação de conselhos fiscais autônomos, cujo peso institucional está ligado ao impacto reputacional e à contribuição no debate público, não sendo obrigação formal dos Poderes Executivo e Legislativo acatar suas recomendações.

    Essa foi a motivação para a criação da IFI em 2016, por uma resolução do Senado. Mas seu desenho não é de um conselho fiscal autônomo, havendo fragilidades jurídicas e institucionais. Não há uma integração da IFI ao processo decisório fiscal.

    Há muito para ampliar e reforçar o papel de órgãos de controle e de gestão fiscal em um país de baixa convicção sobre a importância da disciplina fiscal e marcado por oportunismo político. Vale lembrar que o Conselho de Gestão Fiscal, previsto na LRF, ainda não foi efetivamente instituído, pois depende de regulamentação do Congresso.

    Sem bons freios, a classe política avança deixando os problemas para os sucessores.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/zeina-latif/coluna/2025/05/cade-o-respeito-as-leis-fiscais.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

  3. Miguel José Teixeira

    O parasitário cresce,
    a República evanesce e
    o eleitor padece!

    “Câmara aprova projeto que cria 18 vagas de deputado federal com impacto anual de R$ 64,6 milhões”
    – Total de deputados aumentará de 513 para 531. Pará e Santa Catarina são os estados que mais ganham vagas.
    (Victoria Abel e Lauriberto Pompeu, Brasília, O Globo, 07/05/25)

    A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que aumenta em 18 o número de parlamentares, levando o total de 513 para 531. De acordo com a proposta, o impacto anual é de R$ 64,6 milhões, o que seria resolvido com o remanejamento de recursos já previstos no orçamento. Foram 270 votos a favor e 207 contra. O texto segue para o Senado.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), vinha defendendo crescer o número para 524, mas o relator, Damião Feliciano (União-PB), ampliou ainda mais a quantidade.

    A matéria é polêmica na Casa e coloca deputados de um mesmo partido em posições opostas. Parlamentares do Rio de Janeiro, por exemplo, foram favoráveis à proposta para não perder cadeiras. Já os deputados de São Paulo foram contrários porque o estado não teria o número de parlamentares ampliado. Isso porque, a Constituição estabelece que cada estado só pode ter no máximo 70 cadeiras. Se a regra não existisse, o estado já poderia acumular 116 vagas para deputados.

    O PSOL, Novo e PL foram contra a proposta. O PT, PSB e o governo liberaram a bancada para os deputados votarem como quiserem. Os demais partidos foram favoráveis.

    — Defendemos o remanejamento de vagas, não o aumento — disse Caroline De Toni (PL-SC)

    Apesar de o PL orientar contra a proposta, o líder Sostenes Cavalcante (RJ) foi contrário à própria bancada. O deputado é do Rio, um dos estados que perderiam cadeiras, caso o número de parlamentares não fosse ampliado.

    Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu, no ano passado, ser necessária uma revisão no número de parlamentares, de acordo com aumento populacional demonstrado no Censo Demográfico de 2022.

    Se fossem mantidos o número de 513 deputados, com uma reorganização das cadeiras, estados como o Paraíba, de Motta, poderiam perder espaço. A proposta em pauta, de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ) determina que nenhum estado poderá sofrer perda de cadeiras.

    A Câmara dos Deputados é composta de forma proporcional pelos representantes de cada estado e do Distrito Federal. Cada unidade da federação tem no mínimo oito e no máximo 70 deputados, a depender da sua população. Entretanto, alguns estados reclamam que o número não foi atualizado de acordo com as variações recentes no número de habitantes.

    O texto do projeto de lei traz um artigo que proíbe a diminuição no número de deputados, seja geral, ou por bancada. A autora da proposta, o deputado Dani Cunha (União-RJ) ainda sugere que sejam feitos novos cálculos populacionais no país, invalidando números do último censo demográfico de 2022.

    O relatório de Damião Feliciano aponta que o aumento de parlamentares terá um custo de R$ 64,6 milhões ao cofres públicos. O parecer aponta ainda que, de acordo com cálculos do governo, o orçamento de 2027 da Câmara já terá um reajuste suficiente para cobrir a despesa adicional.

    “Segundo informações da Direção-Geral da Câmara, a criação de 18 vagas para Deputado Federal gerará impacto anual de aproximadamente R$ 64,6 milhões. Tomando por base a última estimativa de reajuste dos limites dos órgãos, para os próximos 4 anos, sinalizada pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF) do Ministério do Planejamento e Orçamento, depreende-se que o orçamento desta Casa em 2027 contará com margem ainda maior para abrigar as despesas em tela”, afirma o parecer.

    A autora da proposta, Dani Cunha, defendeu que o gasto a mais será utilizado dentro de orçamentos já disponíveis para a Casa.

    — Lembrando que a proposta do relator aumenta em apenas 3,5% o número de cadeiras. É praticamente um reajuste do orçamento. Aos críticos deste aumento pela elevação de custos, não haverá, a Câmara ajustará seus gastos. Também teremos oportunidade de estabelecer regramentos sobre o futuro censo, por isso — disse.

    De acordo com a proposta que teve a urgência aprovada, oito estados seriam beneficiados com mais cadeiras, já que ampliaram as populações: Santa Catarina, Pará, Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

    Outras sete bancadas, que perderiam cadeiras se a mudança fosse feita mantendo o número atual de vagas, continuariam com o número intaco de cadeiras. São eles: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Piauí, Paraíba, Bahia, Pernambuco e Alagoas.

    O cálculo é feito da seguinte forma: o número total da população brasileira (203.080.756 milhões), dividido pelo novo número de cadeiras da Câmara (531). O resultado equivale a quantas pessoas cada cadeira da Câmara representa (382.449 mil). Em seguida, foi dividida a população de cada estado pelo montante de pessoas que representa uma cadeira (pop. estado/382.449 mil).

    Como existe o número máximo Constitucional de 70 deputados por estado e o mínimo de 8, o ente federativo que tiver resultado acima ou abaixo desses valores tem o número readequado. Exemplo: pelos cálculos, o Acre teria direito a apenas 2 deputados, mas esse número é ampliado para o mínimo, de 8.

    Veja como deve ficar o número de cadeiras por estado:
    ACRE – mantém 8
    ALAGOAS – mantém 9
    AMAPÁ 8
    AMAZONAS – aumenta de 8 para 10
    BAHIA – mantém 39
    CEARÁ – aumenta de 22 para 23
    DISTRITO FEDERAL – mantém 8
    ESPÍRITO SANTO – mantém 10
    GOIÁS – aumento de 17 para 18
    MARANHÃO – mantém 18
    MINAS GERAIS – aumento de 53 para 54
    MATO GROSSO DO SUL – mantém 8
    MATO GROSSO – aumento de 8 para 10
    PARÁ – aumento de 17 para 21
    PARAÍBA – mantém 12
    PERNAMBUCO – mantém 25
    PIAUÍ – mantém 10
    PARANÁ – aumento de 30 para 31
    RIO DE JANEIRO – mantém 46
    RIO GRANDE DO NORTE – aumento de 8 para 10
    RONDÔNIA – mantém 8
    RORAIMA – mantém 8
    RIO GRANDE DO SUL – mantém 31
    SANTA CATARINA – aumenta de 16 para 20
    SERGIPE – mantém 8
    SÃO PAULO – mantém 70
    TOCANTINS – mantém 8

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/05/06/camara-aprova-projeto-que-cria-18-vagas-de-deputado-federal-com-impacto-anual-de-r-646-milhoes.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

  4. Miguel José Teixeira

    Matutando bem. . .

    Se depender do jornal oficial do lula na gloBBBo, comandado pelo Billy The Kid, tão cedo não “Habemus Papam”.
    Para essa gente, o Conclave deve perdurar até que baixe a poeira do escândalo da corja vermelha assaltando os aposentados e pensinistas do INSS.

  5. Miguel José Teixeira

    Ái, ái, ái. . .periga lula decaído pedir “asilo político” ao “Xi Jinping”!

    “Com venda casada, fraude vai a R$ 219 bi?”
    – Associações podem ter lucrado com mensalidades e empréstimos consignados.
    (Rômulo Saraiva, Advogado especialista em Previdência Social, é professor, autor do livro Fraude nos Fundos de Pensão e mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP, FSP, 06/05/25)

    Depois de o país ficar estarrecido que maior parte dos R$ 6,3 bilhões foi roubada de aposentados, por vários meses e sem qualquer ação enérgica por parte do INSS, um novo capítulo pode mostrar que o rombo é bem maior.

    Além da mensalidade associativa, há indício de que associações e sindicatos possam ter protagonizado descontos de empréstimos consignados na folha de pagamento do INSS, sem autorização dos titulares dos benefícios, por meio de bancos e cooperativa de crédito.

    A desconfiança recai na prática da venda casada. Com os dados vazados da vítima, os fraudadores faziam primeiro os empréstimos consignados e na sequência lançavam os descontos da mensalidade sindical ou associativa. Ou vice-versa.

    Se eles já não tinham escrúpulo para roubar idosos hipossuficientes com mensalidades de R$ 50, com muito mais razão teriam interesse no empréstimo consignado. A depender do valor da renda e da margem consignável, é possível num só ato desviar 200 ou 300 vezes mais que a taxinha mensal.

    Na mesma velocidade que as mensalidades associativas cresceram, curiosamente os empréstimos consignados acompanharam. Em 2021, os valores repassados às associações e aos sindicatos decorrentes de empréstimos consignados registraram R$ 57,4 bilhões. Em 2022, o valor dos repasses de empréstimo foi de R$ 72,5 bilhões e no ano seguinte alcançou R$ 89,4 bilhões. Em três anos, os empréstimos totalizam R$ 219,6 bilhões. Desse montante, não se tem a compreensão do que é idôneo ou não.

    O valor pode ser muito maior, pois a auditoria do TCU foi frágil e não considerou descontos de 2024 em diante.

    Apesar de o TCU ter concluído que não há indícios suficientes de venda casada, ele não se aprofundou. Para chegar a essa conclusão, seu principal método de investigação foi pesquisar na internet.

    Em poucos meses, a Corte se limitou a “stalkear” sites de associações e sindicatos. Como a maioria dos sites pesquisados não tinha divulgação de serviço de crédito consignado, logo, não haveria indício de ilegalidade. Esse foi o raciocínio empírico do TCU que descartou fraude pois apenas três ofereciam empréstimo: “De todas as entidades, apenas três ofereciam o serviço em seu site, e destas, duas ofereciam o serviço como parte um pacote de benefícios.”

    Considerando que os fraudadores ignoravam a manifestação de vontade alheia e se o aposentado sabia da sua existência, é completamente irrelevante se o serviço de empréstimo consignado estava publicizado.

    Até porque os sites da maioria das associações são parecidos com a sua estrutura física: não tem quase nada. A ausência de informação em site não é impeditivo de fraude. Além disso, caso se confirme que as associações estavam monetizando com a venda casada, o credor do empréstimo será o banco, cabendo à associação simular o negócio jurídico fraudulento, como fazia com os termos de filiação.

    Foi mais fácil ao TCU analisar a internet do que 15 milhões de contratos de empréstimo, local inexplorado. Como uma pessoa pode ter mais de um consignado, tais contratos foram firmados para descontos em 9,7 milhões de benefícios distintos. Esse material não foi avaliado e a Corte de Contas não conseguiu explicar o porquê do crescimento casado de mensalidades e empréstimos.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/romulo-saraiva/2025/05/com-venda-casada-fraude-vai-a-r-219-bi.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  6. Miguel José Teixeira

    . . .A oposição, claro, quer faturar o caso com CPI, que não costuma dar em nada de prático e decente, mas rende avacalhação do governo.”

    “Turma do ‘Careca do INSS’ fura pneu careca do governo Lula”
    – Lula 3 ainda improvisa, quer devolver dinheiro roubado sem saber como e crise aumenta.
    (Vinicius Torres Freire, FSP, 06/05/25)

    Parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende devolver de modo antecipado o dinheiro roubado de aposentados e pensionistas do INSS, como noticiou esta Folha. Tentaria recuperar o prejuízo depois, fazendo a quadrilha devolver o fruto da roubança —hum.

    Tal providência ajudaria também a colocar um esparadrapo na sangria de imagem provocada pela facada do escândalo. É no que acreditam pessoas próximas de Lula, a turma do Planalto, digamos assim.

    Parte do governo Lula acha que isso não chega a ser uma má ideia, pois não é uma ideia. Além de dúvidas sobre os meios legais de implementação da medida, não se sabe qual o tamanho do esbulho, quem tem direito a receber o que foi roubado, como serão definidos os critérios para tomar tal decisão, como será o processo (governo decide? Lesados podem recorrer?), qual período de descontos entrará no cálculo etc. A providência pode resultar em confusão e insatisfações extras. Foi imprudência vazar o plano, diz esta parte do governo.

    O caldo do escândalo ainda ferve e pode escorrer da panela, fazendo mais sujeira —aparecem os cadernos de anotação da propina, aprovação de descontos em massa. Mesmo depois que o caso foi parar na Polícia Federal, o governo reagiu de modo tardio, burocrático e politiqueiro. O descalabro no INSS, porém, é antigo, vai além da roubança.

    É mais um pneu careca do governo Lula: uma instituição importante é largada na mão de um agregado político, sem projeto de reforma e modernização. A turma do “Careca do INSS” apenas estourou esse pneu. Há outros pneus lisos, vide o caso do setor elétrico, para citar apenas um que pode dar rolo grande ainda sob Lula 3. Tomara que chova neste 2025.

    As notícias policiais jorram. O escândalo pode ficar ainda mais midiático —já tem “carrão”, daqui a pouco aparece mala de dinheiro e sabe-se lá quem mais meteu a mão.

    Vai se descobrindo como mais autoridades da Previdência eram omissas; como o Congresso, petistas inclusive, não deu a mínima para tentativas de conter os descontos não autorizados.

    O governo trocou seis por meia dúzia no comando do ministério da Previdência, mais um esparadrapo, em vez de aproveitar a ocasião para virar o jogo e fazer reorganização geral do INSS. Talvez daqui a pouco seja preciso trocar o ministro.

    No cálculo político pequeno ou sem imaginação, o governo achou que pudesse manter o PDT na órbita política. Nem isso. O PDT não pode fazer lá grande estrago, mas diz que agora é “independente”. Mais um vexame e sinal de fraqueza, como gente do União Brasil esnobando nomeação para ministério.

    A oposição, claro, quer faturar o caso com CPI, que não costuma dar em nada de prático e decente, mas rende avacalhação do governo. Por ora, dizem líderes da Câmara, é quase impossível haver investigação. Mas o show não terminou, o que pode incentivar uma CPI mista, com deputados e senadores.

    Vai ter barganha para barrar tal CPI, ainda mais se aparecer mais podre e a revolta pode ferver nas redes. Até agora, dizem entendidos, a repercussão não era grande. Nesta semana, o clima começou a mudar.

    Por sorte do governo, por assim dizer, a extrema direita e o direitão não foram a fundo na campanha, pois a roubança vem de 2016, o que inclui na lambança o INSS sob Michel Temer e sob Jair Bolsonaro.

    Enquanto isso, Lula viaja. Depois da Rússia, Lula irá à China.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2025/05/turma-do-careca-do-inss-fura-pneu-careca-do-governo-lula.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  7. Miguel José Teixeira

    “Direita constrói sua frente ampla”
    – Enquanto Lula oscila, adversários seguem firmes na montagem do plano de união em 2026.
    (Dora Kramer, FSP, 06/05/25)

    Governantes com direito à reeleição, regra geral, não antecipam a desistência de disputar o segundo mandato porque isso reduz a tão falada expectativa, essencial ao exercício do poder. Promessas de que ficarão só um período são de utilidade restrita às conveniências de campanhas.

    Luiz Inácio da Silva (PT) já fez os dois movimentos e, no curso do governo, tem oscilado entre eles. Ora indica que pode não ir, ora assegura que irá como em recente em reunião com parlamentares aos quais se disse “candidatíssimo” (1).

    Os presentes ao encontro acreditaram que ele gostaria de concorrer em 2026, mas nenhum deles deixou de ter dúvida acerca dessa possibilidade caso as condições sejam desfavoráveis.

    Hoje são adversas, conforme demonstrado no anúncio da federação União Progressista (2), em que dois partidos (União e PP), detentores de ministérios e de cargos governo adentro, divulgaram um manifesto de cunho francamente oposicionista.

    O texto enaltece o Plano Real (3) — cujos 30 anos, em 2024, foram ignorados pelo govern o — e prega um “choque de prosperidade” a partir de receita liberal avessa ao pensamento petista. O slogan ecoa o “choque de capitalismo” defendido por Mario Covas (4) (1930-2001) nos primórdios do PSDB, então antagonista do PT.

    Na cerimônia da UP em Brasília estavam outros dois partidos da suposta base governista (MDB e Republicanos), enquanto o presidente de um terceiro (PSD), Gilberto Kassab, anunciava em São Paulo apoio a qualquer candidato de centro-direita que dispute um eventual segundo turno com Lula.

    Na mesma semana, os governadores Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Junior (PSD-PR) posavam abraçados em eventos importantes do agronegócio. Ao mesmo tempo, políticos desse campo explicitam cada vez mais o desejo de Jair Bolsonaro (PL) liberar Tarcísio de Freitas (Republicanos) para desistir da reeleição em São Paulo e testar a Presidência.

    A direita arquiteta sua frente ampla, deixando a Lula a tarefa de correr atrás do centro que em 2022 foi atraído por ele.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/05/direita-constroi-sua-frente-ampla.shtml)

    (1) “Lula diz a deputados que é ‘candidatíssimo’ em 2026 e reconhece que governo depende do Congresso”
    – Presidente participa de jantar com Motta e líderes, incluindo deputado que recusou ministério após ser anunciado.
    (Raphael Di Cunto, FSP, 24/04/25)
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/04/lula-diz-a-deputados-que-e-candidatissimo-em-2026-e-faz-balanco-do-mandato.shtml

    (2) “União Brasil e PP: o que explica a nova federação do centrão”
    – Aliança parece cumprir papel estratégico na centro-direita, capaz de fazer frente tanto ao PL quanto ao PSD.
    (Lara Mesquita, FSP, 04/05/25)
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lara-mesquita/2025/05/uniao-brasil-e-pp-o-que-explica-a-nova-federacao-do-centrao.shtml

    (3) “Série de reportagens da Folha reconta a criação e implantação do plano econômico, que pôs freio à inflação brasileira e estabilizou a moeda, e discute os caminhos da política econômica 30 anos depois.”
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/plano-real-30/)

    (4) +em: https://m.folha.uol.com.br/opiniao/2015/06/1639542-gustavo-muller-choque-de-capitalismo-e-desprivatizacao-do-estado.shtml?cmpid=menupe

  8. Miguel José Teixeira

    Então, foi pré arranJANJAdo e aLULAdamente conspirado!

    “Movimentos feministas veem nova ministra das Mulheres como escolha para não ofuscar Janja”
    – Movimentos apontam ressalvas sobre Márcia Lopes por falta de protagonismo na área e foco da carreira no assistencialismo.
    (Bela Megale, O Globo, 06/05/25)

    Movimentos feministas que apoiam o governo Lula e integram a base petista têm evitado críticas públicas à nova ministra das Mulheres, Márcia Lopes, mas, nos bastidores, deixam evidente que veem a escolha com receio e desconfiança.

    Lideranças desses movimentos conversaram com a coluna sob condição de anonimato, com receio de perseguição política. Elas afirmaram que respeitam a trajetória de Márcia Lopes, mas avaliam que seu foco de atuação no assistencialismo não pode ser a tônica da atuação da pasta. Formada em serviço social, Márcia Lopes tem sua carreira voltada para a área, além de pouco trânsito entre os movimentos de mulheres.

    Existia a expectativa de que, com a saída de Cida Gonçalves, Lula escolhesse um nome de expressão do movimento feminista para ocupar o posto. Com apenas mais um ano e meio de governo pela frente e perda de votos entre as mulheres, que foram decisivas para sua eleição em 2022, havia a avaliação de que uma mulher com mais protagonismo para as causas da pasta seria nomeada. A escolha de Márcia Lopes, de perfil discreto como a antecessora, é vista por movimentos próximos ao governo como uma maneira de não ofuscar a primeira-dama Janja da Silva.

    A pauta das mulheres tem influência direta de Janja, assim como os rumos que a pasta toma. Os movimentos destacam a necessidade de ter uma ministra com mais independência, além de trajetória consolidada na luta pelos direitos das mulheres, para fazer entregas efetivas à população.

    Hoje, a avaliação desses movimentos é que a troca de comando do ministério não trará ganhos efetivos às mulheres. A leitura é que a pauta ainda seguirá protagonizada pela primeira-dama.

    Janja é respeitada, mas sofre certa resistência dos movimentos feministas. Um dos motivos que azedaram a relação ocorreu ainda durante a transição de governo, durante uma reunião com movimentos ligados aos partidos que deram sustentação à candidatura de Lula.

    Segundo presentes no encontro, Janja afirmou que tinha um grupo de WhatsApp com poucas amigas onde elaborava e discutia políticas públicas para as mulheres. Desde então, a resistência dos movimentos sobre a primeira-dama se instaurou.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/bela-megale/post/2025/05/movimentos-feministas-veem-escolha-de-nova-ministra-das-mulheres-para-nao-ofuscar-janja.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde)

    Sacaram?
    “Lideranças desses movimentos conversaram com a coluna sob condição de anonimato, com receio de perseguição política.”

  9. Miguel José Teixeira

    Agora, é tarde! O “geno$$ídio” já está em elevado estágio e sem chances de recuo!

    “Governo é alertado sobre ‘bomba-relógio’ no crédito consignado”
    (Rodrigo Castro no Blog do Lauro Jardim, O Globo, 06/05/25)

    Empresários de setores intensivos em mão de obra, sobretudo donos de supermercados, alertaram ministros do governo sobre uma espécie de “bomba-relógio” no programa de crédito consignado com garantia do FGTS.

    A avaliação é que o modelo, criado para oferecer crédito mais barato, acabou desregulado. Isso porque, em alguns lugares, as taxas chegam a 15% ao mês e poderiam desencadear uma crise no mercado de trabalho, com aumento nos pedidos de demissão e consequente inadimplência.

    Segundo esses empresários, trabalhadores estão vendo boa parte do salário desaparecer nos descontos em folha, devido aos empréstimos contraídos.

    O temor no setor é que muitos desistam do emprego formal e haja uma migração em massa para a informalidade.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2025/05/governo-e-alertado-sobre-bomba-relogio-no-credito-consignado.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde)

  10. Miguel José Teixeira

    “Desafios do Brasil”

    Apesar da melhora em cinco posições (1) no ranking de desenvolvimento humano da ONU, o Brasil tem um desempenho ruim quando ajusta seu IDH pela desigualdade. O país caiu 21 posições (2) quando o índice considera disparidades no acesso à saúde, educação e renda entre diferentes classes sociais. Nesse recorte, o desempenho do país só não é pior do que o da África do Sul e o de Botsuana.

    ► A Islândia assumiu a liderança do Índice de Desenvolvimento Humano, com pontuação de 0,972. Noruega e Suíça, com 0,97, aparecem em seguida. O Brasil, com 0,786, ficou em 84º lugar. Veja o ranking (3).

    ► A ONU constatou desaceleração no desenvolvimento humano e alertou para riscos de retrocesso global (4): “Se o progresso lento se tornar a nova normalidade, mundo pode ficar menos seguro, mais dividido e mais vulnerável”.

    (Extraído de 2 Minutos Tarde, O Globo, por Gabriel Cariello, 06/05/25)

    (1) “IDH: Brasil avança 5 posições em ranking de desenvolvimento humano da ONU. Veja o que melhorou”
    – Índice considera dados de 2023 de educação, renda e saúde. Relatório mostra que país ficou estagnado nos indicadores de ensino e avançou nas duas outras áreas. Islândia lidera ranking.
    (Thaís Barcellos, Brasília, O Globo, 06/05/25)
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/06/idh-brasil-avanca-5-posicoes-em-ranking-de-desenvolvimento-humano-veja-o-que-melhorou.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde

    (2) “Brasil cai 21 posições no ranking do IDH quando se considera a desigualdade”
    – País ‘perde’ 24% da sua nota ao se ajustar a qualidade de vida pela disparidade no acesso à saúde, educação e renda.
    (O Globo, Rio de Janeiro, 06/05/25)
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/06/brasil-cai-21-posicoes-no-ranking-do-idh-quando-se-considera-a-desigualdade.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde

    (3) “Islândia assume liderança no IDH; veja o ranking dos 10 melhores países”
    – Índice considera dados de 2023 de educação, renda e saúde; Brasil subiu cinco posições.
    (O Globo, Rio de Janeiro, 06/05/25)
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/06/islandia-assume-lideranca-no-idh-veja-o-ranking-dos-10-melhores-paises.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde

    (4) “Desenvolvimento humano desacelera e ONU alerta para riscos de retrocesso global”
    – Segundo instituição, foi a maior desaceleração em 35 anos, excluindo o período da pandemia. Desigualdade entre os países cresceu.
    (AFP, Nova York, O Globo, 06/05/25)
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/06/desenvolvimento-humano-desacelera-e-onu-alerta-para-riscos-de-retrocesso-global.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde

    Bota azia nisso!
    “O país caiu 21 posições (2) quando o índice considera disparidades no acesso à saúde, educação e renda entre diferentes classes sociais. Nesse recorte, o desempenho do país só não é pior do que o da África do Sul e o de Botsuana.”

    Desce um redutor de acidez estomacal e um copo com água acrescido de um antiácido e analgésico efervescente!

  11. Miguel José Teixeira

    “Fraude no INSS”

    A Controladoria-Geral da União identificou 59 inserções em massa (1) de descontos em aposentadorias e pensões, segundo relatório sobre irregularidades no INSS. Segundo auditoria, foram ao menos 50 mil inserções em cada caso. Elas foram registradas a partir de 2016 e se acentuaram entre abril de 2023 e agosto de 2024.

    ► O INSS vai devolver recursos descontados indevidamente diretamente na conta dos beneficiários. “Nada de Pix, nada de sacar em banco” (2), afirmou o novo presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior.

    ► A bancada do PDT na Câmara decidiu deixar a base (3) do governo Lula, em reação à demissão de Carlos Lupi do Ministério da Previdência. O partido tem 17 deputados.

    (Extraído de 2 Minutos Tarde, O Globo, por Gabriel Cariello, 06/05/25)

    (1) “INSS: auditoria identifica 59 inserções em massa de descontos em aposentadorias e pensões entre 2016 e 2024”
    – Relatório da CGU faz críticas ao instituto; investigação da Polícia Federal apura deduções irregulares desde 2019.
    (Ivan Martínez-Vargas, Brasília, O Globo, 06/05/25)
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/06/inss-auditoria-identifica-59-insercoes-em-massa-de-descontos-em-aposentadorias-e-pensoes-entre-2016-e-2024.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde

    (2) “INSS irá devolver descontos irregulares na conta em que o benefício é pago, diz presidente: ‘Nada de Pix'”
    – Plano para reembolso está sendo elaborado.
    (O Globo, Brasília, 06/05/25)
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/06/inss-ira-devolver-descontos-irregulares-na-conta-em-que-o-beneficio-e-pago-diz-presidente-nada-de-pix.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde

    (3) “Após demissão de Lupi, bancada do PDT na Câmara decide deixar a base do governo Lula” (*)
    – Líder do partido diz que deputados atuarão de forma independente do Palácio do Planalto; legenda pode não apoiar reeleição do presidente em 2026.
    (Victoria Abel, Brasília, O Globo, 06/05/25)
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/05/06/apos-demissao-de-lupi-bancada-do-pdt-na-camara-decide-deixar-a-base-do-governo-lula.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde

    (*) Mas. . .
    . . .a poderosa bancada do PDT no parasitário alto, continua “rente que nem pão quente”!

  12. Miguel José Teixeira

    . . .”O nome disso? Paneleiro. Se você nunca ouviu essa palavra nesse contexto, é porque você não tem a menor ideia do que seu filho faz na internet. E isso é grave.”. . .

    “Conheça o novo submundo do crime digital: você sabe o que seu filho faz na internet?”
    – E enquanto isso, os pais continuam acreditando que os perigos estão na rua. Mas, hoje, a rua está dentro de casa. E se chama internet.
    (Madeleine Lacsko, O Antagonista, 06/05/25)

    É hora de uma reflexão honesta: você sabe mesmo o que seu filho faz na internet? A pergunta pode parecer exagerada, mas não é. O submundo do crime digital está dentro de casa, nos fones de ouvido dos adolescentes, nas telas dos jogos e nas conversas em grupos fechados. E a maioria dos adultos não faz ideia do que acontece ali.

    O episódio recente da ameaça de bomba no show da Lady Gaga é um exemplo. A primeira reação foi pensar em crime de ódio, terrorismo, fanatismo. Mas não. O responsável fazia parte de um dos muitos grupos que se organizam online, não por ideologia, mas por pura perversão. Outro caso recente envolveu um grupo que planejava uma live no Discord durante o domingo de Páscoa para transmitir a tortura de um morador de rua e a morte de um coelho. Isso mesmo: live. Como se fosse entretenimento.

    Esses grupos são transnacionais. Em uma aula sobre o tema para autoridades, que ministrei recentemente com um delegado da Polícia Federal, vimos o caso de um grupo brasileiro coordenado por um rapaz de 17 anos, preso em Portugal. Aqui, ele não poderia ser preso. Lá, foi. Aliás, nossas polícias têm tido um trabalho incrível prevenindo tragédias e punindo culpados.

    Há outros casos. Tem o que alicia meninas em chats de games, que conquista pela conversa e pela promessa de pertencimento. Em posse de nudes ou senhas delas, elas viram o espetáculo macabro para os outros integrantes da panela. Geralmente são espetáculos de automutilação ou exibição sexual, às vezes com meninas de 12 ou 13 anos.

    O nome disso? Paneleiro. Se você nunca ouviu essa palavra nesse contexto, é porque você não tem a menor ideia do que seu filho faz na internet. E isso é grave.

    Pais e autoridades não estão de braços cruzados, estão preocupados. Mas talvez errando o alvo. Os pais, em geral, estão mais preocupados com o discurso do influencer no Instagram ou nas outras redes. As autoridades, quando se manifestam, vão atrás do vídeo de discurso de ódio, ou discutem se um conteúdo deve ser derrubado.

    Não é disso que se trata. Não é o convencimento que recruta esses adolescentes. É o vínculo social. É a rede. E esses criminosos estão infiltrados em grupos de debate político, fingindo que são militantes. Estão em grupo de dica de livro, em grupo de coach, em fórum de vulneráveis emocionais. E de lá, vão levando os jovens a grupos em que eles se sintam acolhidos. Alguns revelarão suas perversões, outros serão feitos de vítimas.

    Muitos desses jovens agem como se estivessem em um jogo. Não têm empatia. E quando são presos parecem inofensivos. São chorões. Estudam. Falam línguas. Têm aparência cuidada. É a nova cara do crime.Um dos envolvidos na ameaça do show da Lady Gaga já está solto.

    E enquanto isso, os pais continuam acreditando que os perigos estão na rua. Mas, hoje, a rua está dentro de casa. E se chama internet.

    Na infância, nossos pais nos preparavam para os perigos da rua: cuidado com desconhecidos, não aceite carona, desconfie de estranhos. Hoje, a criança não sai mais de casa, só que os perigos entraram pela porta e os pais não sabem reconhecê-los. Proibir um adolescente de estar na internet é como proibir alguém de sair de casa em 1980. Não funciona. Vai fazer com permissão ou sem, são jovens. O que funciona é informação, conversa e vigilância real. Os tempos mudaram. A criminalidade também. Os pais e autoridades precisam acordar. A conscientização é urgente.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/opiniao/conheca-o-novo-submundo-do-crime-digital-voce-sabe-o-que-seu-filho-faz-na-internet/)

  13. Miguel José Teixeira

    “A quem interessa manter 29% da população funcionalmente analfabeta?
    – A resposta é simples e indigesta: interessa aos mesmos de sempre. Ao Estado inchado que vive de repassar esmolas. Aos partidos e políticos populistas que se alimentam da ignorância. À elite acadêmica que tem horror à classe média com pensamento crítico, certo, dona Marilena Chauí? ”

    “Governo: uma fábrica nacional de analfabetos funcionais”
    – O Brasil empurra seus jovens humildes para a ignorância e depois os culpa pela própria miséria quando dependem de programas assistenciais.
    (Ricardo Kertzmam, O Antagonista, 06/05/25)

    O Brasil, há décadas, decidiu que é mais importante formar “doutores” com diploma do que cidadãos com alfabetização, nem que seja a básica. E o resultado dessa política pública perversa, elitista e absolutamente burra está estampado em letras garrafais na mais recente Pesquisa do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf): 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais.

    Sim, quase um terço da população economicamente ativa é incapaz de interpretar um texto e fazer contas. Seguimos como se o problema se resolvesse com as estatísticas de um PowerPoint ministerial. É revoltante o descompasso entre os discursos progressistas e os números da tragédia. Segundo a OCDE, o Brasil gasta US$ 14.735 por aluno no ensino superior, valor similar ao de países como Alemanha e França.

    E na educação básica? Míseros US$ 3.583 por estudante – um terço da média internacional. Enquanto os iluminados da Esplanada dos Ministérios defendem com unhas e dentes o orçamento bilionário das universidades públicas, onde, diga-se, a maioria dos alunos vem da elite ou da classe média alta que estudou a vida inteira em colégios particulares, a educação básica apodrece, abandonada, subfinanciada, negligenciada.

    Até quando?
    Ou seja, priorizamos o topo da pirâmide enquanto a base desmorona. Um investimento regressivo, excludente e, sobretudo, inútil: porque de nada adianta universidade gratuita se o aluno chega lá sem saber ler, escrever ou raciocinar com clareza. Essa distorção não é só uma falha técnica. É uma violência social institucionalizada, que condena milhões de brasileiros à informalidade, a subempregos, a jornadas exaustivas e salários indignos.

    O Brasil, primeiro, empurra seus jovens humildes para a ignorância, e depois os culpa pela própria miséria quando dependem de programas assistenciais como o Bolsa Família. Enquanto formamos jovens ricos com títulos de mestrado e doutorado pagos com dinheiro público, milhões de jovens adultos pobres estão condenados à imobilidade social justamente pela precariedade da educação pública.

    A quem interessa manter 29% da população funcionalmente analfabeta? A resposta é simples e indigesta: interessa aos mesmos de sempre. Ao Estado inchado que vive de repassar esmolas. Aos partidos e políticos populistas que se alimentam da ignorância. À elite acadêmica que tem horror à classe média com pensamento crítico, certo, dona Marilena Chauí? É preciso inverter essa lógica perversa urgentemente. Difícil é encontrar quem queira.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/governo-uma-fabrica-nacional-de-analfabetos-funcionais/)

  14. Miguel José Teixeira

    É a suprema teoria do gigi meme na prática. . .

    “O caminho político para as fraudes do INSS”
    – Com apoio dos governos Lula e Bolsonaro, associações garantiram brechas para manter descontos ilegais em salários de aposentados.
    (Redação O Antagonista, 06/05/25)

    Como políticos afrouxaram regras e facilitaram a manutenção de descontos irregulares em salários de aposentados, cedendo ao lobby de associações agora investigadas pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU).

    O Antagonista analisa o caso.

    Governo Bolsonaro

    Em 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inicialmente, editou a Medida Provisória 871 com a seguinte regra: “a autorização do desconto deverá ser revalidada anualmente”.

    Ela foi publicada no Diário Oficial em 18/1, em razão da judicialização de casos de descontos indevidos em 2017 e 2018.

    No entanto, associações de aposentados pressionaram parlamentares a alterar o texto, prorrogando de 1 para 3 anos o prazo e fazendo a regra contar a partir de 31/12/2021, o que transferiu a primeira revalidação para 2025.

    Associações
    O presidente da Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos), Warley Martins Gonçalles, defendeu a mudança.

    “Esse desconto hoje da Copab é de 1 a 2% do salário, tá? Cada associação nossa, hoje essas associações no município nós temos dentista, nós temos médicos, nós temos fisioterapeuta, tá? E além disso, a Confederação Brasileira de Aposentados é uma parceira do INSS. Nós somos uma parceira do INSS. A Copab participa de todos os conselhos (…)

    Eles fazem uma medida provisória, e na medida provisória querem que renove de ano em ano o associado. Não tem como nós fazermos isso. O que que vai acontecer? As associações vão mandar embora todos aqueles médicos, todos aqueles dentistas, porque a gente não consegue refiliar o aposentado em um ano. Não tem como fazer isso”, disse.

    O deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG), alinhado aos interesses das associações de aposentados, também defendeu a alteração, ao apresentar um requerimento para que a revalidação ocorresse apenas de 5 em 5 anos.

    “Essa MP 871 ela joga todo mundo fora. Ela joga todo mundo fora, né? Fraude é uma exceção. Fraude não pode ser regra. E tem como o governo punir quem frauda. Agora, é indiscutível, inquestionável a prestação de serviços que os nossos sindicatos do Brasil inteiro prestam à classe trabalhadora desse país e prestam através da associação”.

    Na ocasião, o parlamentar afirmou também que a medida faria com que mais de 30 mil funcionários de sindicatos que perderiam postos de trabalho.

    Sanção de Bolsonaro
    Em vez de vetar, Bolsonaro sancionou a alteração feita pelo Congresso no texto da MP 871/2019, eximindo as associações de aposentados da necessidade de revalidação da autorização de descontos nos anos seguintes.

    Em 2021, na MP 1006/20, o Congresso aumentou em mais 1 ano, para 31/12/2022, o prazo inicial de contagem para a revalidação periódica, que seria feita a cada 3 anos. Com isso, a primeira revalidação ficaria para 2026.

    “Quanto aos demais descontos que o beneficiário do INSS pode autorizar, como mensalidades de associações e demais entidades de aposentados, o relator propõe o adiamento da revalidação periódica a cada três anos que deveria começar em 31 de dezembro de 2021. O prazo passa para 31 de dezembro de 2022, e o INSS poderá prorrogá-lo por mais um ano”, diz trecho.

    O relator Carlos Alberto Neto (Republicanos-AM) revelou que o prazo foi prorrogado a pedido da Cobap e da Contag.

    A emenda que gerou essa segunda alteração foi apresentada pelo deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG), o mesmo que havia defendido a prorrogação em 2019.

    “Nós conseguimos colocar, a pedido da Copab, da Contag, aumentar o prazo… Deputado Vilson me solicitou.. aumentar o prazo por mais dois anos o recadastramento da associação“, disse Alberto Neto.

    Assinatura de Wolney
    O atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz, enquanto líder do PDT, assinou a emenda apresentada por Vilson da Fetaemg (PSB-MG).

    Também assinaram os deputados Danilo Cabral (PE), então líder do PSB, Enio Verri (PR), líder do PT, e Jorge Solla (PT-BA).

    Em 2022, a lei 14.438, que criou o Programa de Simplificação do Microcrédito Digital para Empreendedores, revogou a necessidade de revalidação periódica.

    A lei foi de relatoria do deputado Luis Miranda (Republicanos-DF).

    O texto é oriundo da MP 1107/22. Bolsonaro sancionou a lei.

    A Cobap celebrou a sanção, destacando seu “imenso trabalho de visitas aos gabinetes e longas negociações”.

    “Foi um sopro de esperança”, disse Warley.

    Ele relatou ter conseguido que “o relator da MP, deputado Luís Miranda, inserisse o trecho no relatório”.

    Governo Lula

    Em julho de 2023, Wolney Queiroz recebeu em seu gabinete três representantes da Contag, um mês após ter participado, em junho, da reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) na qual uma das conselheiras alertou Carlos Lupi sobre denúncias de descontos irregulares.

    Em abril do ano passado, o presidente Lula (PT) recebeu a diretoria da Contag emincluindo a então secretária de Política Agrícola, Vânia Marques Pinto.

    “É importante que a maioria da pauta entregue por vocês seja contemplada pelo governo. Vamos fazer o possível para conseguir”, disse o petista.

    Vânia Marques Pinto foi eleita presidente da Contag em abril deste ano.

    O PT celebrou sua vitória.

    O deputado federal petista Elvino Bohn Gass fez o mesmo, publicando foto dele com Vânia.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/o-caminho-politico-para-as-fraudes-do-inss/)

    . . .depois que alguém tira o gênio da garrafa, ninguém mais quer reengarrafá-lo!

  15. Miguel José Teixeira

    He-Man bradava: “Pelos poderes de Grayskull. . .Eu tenho a força!” (*) Já lula decaído, coaxa: “Pelos poderes do pixuleco. . .”Eu tenho a toga!”

    “Roubo no INSS: Deputado pede impeachment de Lula por ‘aparelhamento criminoso do Estado’”
    – Irmão do presidente Lula é dirigente de sindicato alvo da Polícia Federal.
    (Rodrigo Vilela, Poder360, 06/05/25)

    O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) apresentou nesta quarta-feira (6) um pedido de impeachment contra o presidente Lula (PT). O parlamentar vê crime de reponsabilidade do petista no caso das fraudes do INSS, destacando “o aparelhamento criminoso do Estado e desrespeito absoluto aos princípios da administração pública.”

    O esquema bilionário movimentou pelo menos R$6,3 bilhões, de acordo com a Polícia Federal. Além de servidores do próprio INSS, sindicatos e associações aparecem enrolados no esquema.

    Um dos sindicatos que foi alvo da batida da PF, o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), tem como dirigente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, e irmão do presidente Lula.

    “A omissão de Lula diante de um esquema criminoso liderado por seu próprio irmão é mais que cúmplice: é criminosa. O Brasil não pode continuar refém de um projeto de poder sustentado por sindicatos, apadrinhados e impunidade. É hora de dar um basta”, afirmou o deputado.

    O pedido solicita o afastamento imediato de Lula, seu julgamento pelo Senado Federal e a suspensão dos direitos políticos por oito anos.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/xwk-brasil/roubo-no-inss-deputado-pede-impeachment-de-lula-por-aparelhamento-criminoso-do-estado)

    (*) https://www.youtube.com/watch?v=nhtk91Kr8Vc

  16. Miguel José Teixeira

    Elevando o seu preço!

    “A bancada do PDT na Câmara dos Deputados decidiu deixar a base do governo Lula (PT) e discutir candidaturas alternativas para a eleição presidencial de 2026 após a saída de Carlos Lupi do Ministério da Previdência.”
    . . .
    “Neste momento, estamos nos colocando em posição de independência”, disse o líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG).”
    . . .
    “A ministra Gleisi Hoffmann (PT), da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), já conversou com Heringer na segunda-feira e pretende se encontrar com toda a bancada nos próximos dias para tentar reverter a posição.”
    . . .
    Extraído do texto de João Gabriel e Raphael Di Cunto, FSP, 06/05/25), em:
    https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/05/pdt-rompe-com-governo-apos-demissao-de-lupi-e-diz-que-ficara-independente.shtml

    “Nóis qué”. . .
    . . . 3 ministérios e uma vistosa banca de revistas na praça dos 3 parasitários!

  17. Miguel José Teixeira

    Lula caído: fantoche ou bibelô?

    . . .”É um risco para o presidente virar um mero figurante de luxo no show de Putin; Lula é a exceção democrática entre cerca de 20 líderes convidados.”. . .

    “Lula em Moscou, espaço reduzido”
    (Marcelo Ninio, Pequim, O Globo 06/05/25)

    Aconteceu na última sexta: um imprevisto atrasou por 12 horas a partida do avião da FAB que trouxe a Moscou a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja. O motivo da demora foi a recusa de dois países em autorizar o uso de seu espaço aéreo, Letônia e Estônia. A Lituânia sequer respondeu. O gesto foi em protesto contra a guerra na Ucrânia. Os países bálticos são os que mais temem se tornar os próximos alvos de agressão russa.

    Embora o veto triplo à rota pedida pela FAB em direção a Moscou tenha como objetivo principal dar um recado ao Kremlin, ele respinga no Brasil e em sua imagem internacional. Se isso ocorreu na viagem de Janja, também pode se repetir com o avião que leva o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas viagens internacionais. Ele tem chegada prevista a Moscou amanhã, com uma comitiva que inclui ao menos dois ministros.

    Na sexta, Lula e outros chefes de Estado se juntam ao presidente russo, Vladimir Putin, para a celebração dos 80 anos da vitória soviética sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial. A festa inclui uma parada militar na Praça Vermelha, tendo como pano fundo o Kremlin, tradicional sede do poder russo. Como é tradição, Moscou está mobilizada e enfeitada para a festa. Mas este ano há um apelo extra.

    Além da data redonda que está estampada em todas as vitrines de Moscou, 1945-2025, o momento favorece Putin para que ele use o aniversário como uma demonstração de força, endereçada ao público doméstico e ao mundo. Três anos após ordenar a invasão da Ucrânia, o presidente russo consegue manter a economia de guerra aquecida, com desemprego baixo e sem desabastecimento. A intenção do Ocidente de levar o país ao colapso econômico fracassou, assim como o plano de isolar a Rússia politicamente.

    Este último foi sabotado pela reviravolta nos Estados Unidos após a volta de Donald Trump ao poder. Com os americanos negociando diretamente com Putin, Europa e Ucrânia tornaram-se coadjuvantes de seu próprio destino. Na lista de líderes estrangeiros esperados no Dia da Vitória em Moscou, o nome de maior peso é o do presidente da China, Xi Jinping, principal fonte de apoio externo a Putin.

    Logo em seguida vem Lula, que de certa forma é um ativo até mais valioso para o presidente russo ter a seu lado na Praça Vermelha. Afinal, entre os cerca de 20 chefes de Estado amigos convidados pela Rússia, o Brasil é uma exceção democrática no elenco de líderes autoritários simpáticos ao Kremlin — do venezuelano Nicolás Maduro a autocratas de ex-repúblicas soviéticas, como Bielorrússia e Azerbaijão. É um risco e tanto para o presidente brasileiro tornar-se um mero figurante de luxo no show de Putin.

    Por isso, a viagem de Lula à Rússia para o Dia da Vitória causa divisões no Itamaraty. O cancelamento da presença do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, deu mais argumentos para a turma do “não”, pois eliminou a hipótese de justificar a vinda de Lula como uma oportunidade de juntar os líderes do grupo Brics original num evento histórico. Entre os defensores da presença de Lula em Moscou há o argumento de que a vocação do Brasil é ter um papel relevante na resolução dos grandes problemas mundiais, a começar pelo fim de guerras como a da Ucrânia. Mesmo esses, porém, reconhecem que a volta de Trump e da diplomacia das grandes potências encolheu o espaço para realizar tal vocação.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/marcelo-ninio/post/2025/05/lula-em-moscou-espaco-reduzido.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

    O piNçador Matutildo, piNçou:
    “Afinal, entre os cerca de 20 chefes de Estado amigos convidados pela Rússia, o Brasil é uma exceção democrática no elenco de líderes autoritários simpáticos ao Kremlin. . .”

    E o Chatildo, suspirou. . .
    Bom! Pelo menos a PeTezuela ainda é considerada uma “exceção democrática”!

  18. Miguel José Teixeira

    . . .”A ascensão do bolsonarismo, responsável pela debacle do petismo, deveu-se, assim, muito mais aos repetidos atos de corrupção dos governos Lula do que, como gostam de dizer os petistas, à Operação Lava-Jato, que foi apenas uma reação da sociedade civil aos crimes repetidos que eram cometidos.”. . .

    “Estagnação social”
    – Estamos estagnados em políticas sociais fundamentais, como a redução da taxa de pobreza e do analfabetismo funcional.
    (Merval Pereira, O Globo, 06/05/25)

    Dois dados de pesquisas nacionais são indicadores de que estamos estagnados em políticas sociais fundamentais, como a redução da taxa de pobreza e do analfabetismo funcional. Apesar de termos avançado nesses dois campos até recentemente, os números mostram que já não temos eficiência para manter o declínio dessas taxas, o que talvez explique parte da dificuldade para reverter a impopularidade de Lula neste seu terceiro governo.

    Responsável pela redução da taxa de pobreza com programas sociais do tipo Bolsa Família, reforçando a melhoria que já havia sido determinada pelo Plano Real com o fim da hiperinflação, há registros mostrando que a perda de fôlego dessas políticas começou em 2023, quando a redução da pobreza passou de 5 pontos percentuais para 2, caindo para 0,8 em 2024 e 0,2 esperado para este ano. Mesmo tendo caído de 21,7% para 20,9% no ano passado, o terceiro consecutivo em que o indicador do Banco Mundial mostra redução, a taxa brasileira ainda é muito alta em comparação com países da região, casos de Chile (4,6%), Argentina (13,3%), Bolívia (14,1%) e Paraguai (16,2%).

    Em relação à redução do analfabetismo funcional, estagnamos na faixa de 29% da população de 15 a 64 anos, mesmo índice registrado em 2018, um recuo em relação a 2009, quando alcançava 27%, segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional. Até aquele ano, houve redução contínua, mas estamos no mesmo patamar desde então. Esses dois dados mostram que temos quase um terço da população sem condições de pensar além do cotidiano, sem perspectiva de futuro e submetida a políticos populistas, sejam de esquerda ou de direita, que a manipula em benefício próprio.

    Outras pesquisas mostram que, apesar do aumento do PIB, a inflação come o poder de compra que pode ter aumentado com o crescimento econômico, mantendo a sensação de mal-estar na população mais pobre. Nas versões iniciais, Lula mostrou sensibilidade para atacar a pobreza com programas que, ao mesmo tempo, trouxeram votos para ele e para o PT. Deu certo até a reeleição de Dilma, embora já ali em 2014 houvesse indicações claras de insatisfação com a política econômica e, sobretudo, com a corrupção. As duas como consequência da eleição de Dilma em 2010 e de seu desastroso governo.

    O mensalão em 2005 abalou a popularidade de Lula, mas não havia naquele momento condições políticas para culpá-lo pelo escândalo, embora todos soubessem quem mandava. A ponto de ele ter pedido desculpas em público, alegando ter sido enganado. Coube a José Dirceu a culpa maior. O petrolão, claramente uma continuação do mensalão na cooptação de apoio parlamentar, atingiu Lula em cheio, levando-o à prisão. A ascensão do bolsonarismo, responsável pela debacle do petismo, deveu-se, assim, muito mais aos repetidos atos de corrupção dos governos Lula do que, como gostam de dizer os petistas, à Operação Lava-Jato, que foi apenas uma reação da sociedade civil aos crimes repetidos que eram cometidos.

    É nesse contexto que a situação de Lula e seu terceiro governo têm piora quando surgem denúncias de corrupção, como agora o escândalo do roubo dos aposentados do INSS. Mais uma vez abusa-se de instituição estatal para financiar ilegalmente partidos e sindicatos, com efeito direto nos mais pobres. O presidente do PDT, Carlos Lupi, já havia sido demitido do governo Dilma também por suspeita de corrupção, quando era ministro do Trabalho, e agora volta a ter de sair sob suspeita. As pesquisas sugerem que quem recebe benefícios sociais já não atribui a Lula um favor, mas uma obrigação confirmada pelos governos não petistas, como Michel Temer e Jair Bolsonaro. Se, como tudo indica, Lula pretende recuperar a popularidade dando mais benefícios sociais, há o perigo de não obter êxito, porque a inflação que advirá dos novos gastos pressionará o dia a dia dos mais pobres.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2025/05/estagnacao-social.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

  19. Miguel José Teixeira

    “‘Drama dos imigrantes será pauta número um de próximo Papa’, diz secretário-geral da CNBB”
    – Ao GLOBO, Dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília diz que Igreja não tem como se distanciar das preocupações com os mais vulneráveis que marcou o papado de Francisco.
    (Bernardo Mello Franco, Roma, Enviado Especial, O globo, 06/05/25)

    A crise migratória, tema que divide o mundo e impulsiona o crescimento da extrema direita, deve ser a “pauta número um” do próximo Papa. É o que afirma o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Ricardo Hoepers (*).

    Às vésperas do conclave, o bispo auxiliar de Brasília diz que a Igreja não tem como se distanciar da preocupação com os mais vulneráveis que marcou o pontificado de Francisco. “Ele nunca se deixou levar pelas críticas. É isso que a Igreja precisa fazer”, defende.

    O Papa Francisco costumava ser descrito como progressista. A Igreja vai escolher um cardeal parecido com ele ou pode voltar a eleger um Papa conservador?
    – É difícil limitar os cardeais a essas duas visões. A Igreja, em mais de dois mil anos de História, tem tudo dentro dela. Cada Papa precisa saber quando é necessário avançar e quando é necessário conservar. Cada um faz isso a seu modo, de acordo com seu temperamento e com sua história pessoal. Este conclave terá cardeais das regiões mais longínquas. Isso é um avanço importante. A diversidade dos carismas vai ampliar a responsabilidade do próximo Papa, que precisará responder a demandas de um mundo globalizado.

    Francisco teve posição avançada em questões que dividem o mundo e impulsionam o crescimento da extrema direita, como a crise migratória. Pode haver uma guinada nesse tema?
    – Nisso a Igreja não tem como voltar atrás. A imigração é um drama humano. Onde os dramas humanos gritam, a Igreja tem que estar presente. Em 2013, Francisco foi a Lampedusa (ilha italiana do Mediterrâneo que mais recebe refugiados) e falou em globalização da indiferença. Há um sentimento de indiferença em relação aos imigrantes. Como se eles não existissem, como se não fossem importantes. A questão dos imigrantes será a pauta número um do próximo Papa. A Igreja repudia e sempre vai repudiar todo tipo de discriminação e de exclusão.

    No funeral de Francisco, o cardeal decano, Giovanni Battista Re, repetiu sua frase de que é preciso construir pontes e não erguer muros. Foi um recado para Donald Trump, que assistia à missa no Vaticano?
    – Para bom entendedor, meia palavra basta. O Trump estava na primeira fila. Por isso é tão importante o papel da Igreja. O aspecto essencial da Igreja é a fé, é Jesus Cristo. Mas o Evangelho é a consciência de que Deus se fez carne e veio para a Humanidade. Então todos os dramas da Humanidade são dramas da igreja. Todos os sofrimentos são sofrimentos da Igreja. Ela não tem como se desligar das questões humanitárias.

    Críticos de Francisco diziam que a Igreja estava se politizando demais. O senhor concorda?
    – O cuidado com o outro sempre fará parte da Igreja. Com o outro que é negro, indígena, imigrante. Às vezes, a Igreja não é muito bem compreendida. Não se trata de entrar em questões políticas, se trata de ter compromisso e solidariedade com quem está sofrendo. Não podemos nos omitir. Os excluídos, os rejeitados e os imigrantes estão na pauta da Igreja, porque somos nós que os acolhemos na base da sociedade.

    O Papa enfrentou oposição forte de alas mais conservadoras da Igreja. Esses grupos podem voltar ao poder após o conclave?
    – Acho muito difícil. São grupos que têm força, sem dúvida. Mas eles não resistiram apenas ao Papa Francisco. Resistem ao Concílio Vaticano II. Não aceitam o fato de que a Igreja se abriu ao mundo. Têm a visão de uma Igreja puritana, acima das realidades humanas. A doutrina social da Igreja é riquíssima. Não se trata de partidarismo nem de ideologia, mas de ter consciência do nosso papel. Não estamos no mundo para dizer ao povo que é preciso prosperar e ganhar dinheiro. Estamos aqui para dizer que precisamos ser solidários e cuidar um dos outros. Para dizer que tem que pessoas que sofrem, que existem injustiças. Isso é, para nós, o essencial do Evangelho.

    Como fazer isso na prática?
    – Temos que fazer a crítica ao sistema, aos partidos, às estruturas de corrupção e de pecado que existem no mundo. A Igreja não tem como não debater os temas sociais. Quem não deseja isso não percebe que está envolvido numa rede ideológica. O próprio Papa Francisco disse isso. Se você ajuda os pobres, você é comunista? Se você ajuda os imigrantes, você é comunista? Há um erro grave de compreensão.

    De que forma Francisco lidou com essas críticas?
    – A atitude do Papa foi: enquanto os cães ladram, a caravana passa. Enquanto esse pessoal o chamava de comunista, ele continuava visitando os imigrantes, abraçando os doentes, acolhendo os moradores de rua, fazendo o Dia Mundial dos Pobres. Ele nunca se deixou levar pelas críticas. É isso que a Igreja precisa fazer. Não devemos esperar aplausos nem reconhecimento. Temos que viver o Evangelho, mesmo que sejamos rotulados. Temos que ser fiéis ao que Cristo disse: “Amai-vos uns aos outros.” As pessoas estão sendo esquecidas, abandonadas. Ao resgatar esse cuidado, o Papa Francisco voltou à essência do cristianismo.

    Há cardeais que defendem que o próximo Papa volte a permitir missas em latim, com o padre de costas para os fiéis. Como vê essa ideia?
    – A Igreja se abriu para a língua vernácula para viver mais perto das pessoas. Esse povo ultratradicionalista diz que nós só temos que cuidar das almas. É um erro interpretativo completo. O próprio Deus se fez homem, assumiu a nossa natureza. Então tudo o que se refere à nossa natureza tem que ser cuidado pela Igreja.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/05/06/drama-dos-imigrantes-sera-pauta-numero-um-de-proximo-papa-diz-secretario-geral-da-cnbb.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

    (*) É natutal de Curitiba-PR e seu lema episcopal é: “Elige Ergo Vitam”, que significa “escolha, portanto, a vida”.

  20. Miguel José Teixeira

    É a cara do país comandado pelo “dotô honoris causis”!

    “Um em cada oito brasileiros com ensino superior completo é analfabeto funcional, aponta pesquisa”
    – No cenário geral, 29% dos brasileiros de 15 a 64 anos não aprenderam o básico de leitura e da escrita.
    (Bruno Alfano e Luiz Eduardo de Castro (*), Rio de Janeiro, O Globo, 06/05/25)

    Entre 2018 e 2024, o combate ao analfabetismo funcional não avançou no Brasil. A nova edição do Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) apontou que 29% dos brasileiros de 15 a 64 anos não aprenderam o básico de leitura e da escrita — mesmo percentual registrado seis anos antes, o último com informações da série histórica. No caso daqueles que completaram o ensino superior, a taxa de analfabetismo funcional é de 12%. Especialistas apontam que crise na Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade para quem não completou a educação básica, e baixa aprendizagem na idade adequada constroem esse cenário.

    É considerado analfabeto funcional alguém que não consegue fazer tarefas bastante simples que envolvem a leitura de palavras, de pequenas frases e de números familiares como o do telefone, da casa e de preços. O estudo avaliou 2.554 pessoas entre 15 e 64 anos com simulações de situações do cotidiano, entre dezembro e fevereiro. A margem de erro estimada varia de dois a três pontos percentuais, a depender da faixa etária.

    De acordo com o Inaf, os alfabetizados em nível elementar, que possuem capacidades básicas de escrita e leitura e conseguem resolver questões matemáticas simples, formam o maior grupo entre os brasileiros, com 36%. Pessoas com alfabetismo consolidado (que têm ao menos a capacidade de selecionar múltiplas informações em textos e compreender tabelas) são 35% da população. No segmento empregado, o levantamento aponta que 27% dos trabalhadores são analfabetos funcionais, 34% atingem o nível elementar e 40% têm níveis consolidados de alfabetismo.

    Menos matrículas
    Para o coordenador da área de educação da Ação Educativa, Roberto Catelli, a queda do número de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) contribuiu para a estagnação. Em 2024, a EJA registrou o menor número de alunos da história, segundo o Censo Escolar.

    — Se a gente tem uma política pública que reforça a educação de jovens e adultos e que abre as portas em condições adequadas para que jovens e adultos possam ampliar sua escolaridade, com certeza, isso vai ter impacto positivo sobre o nível de alfabetismo — afirmou.

    O ano passado foi o oitavo seguido com queda do número de matrículas da EJA. A partir de 2017, o investimento do Ministério da Educação na modalidade começou a cair consistentemente. Em 2021, o segundo ano da pandemia, o governo Jair Bolsonaro empenhou apenas R$ 6 milhões para alunos jovens e adultos, o menor nível neste século, segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop).

    O Inaf ainda registrou aumento do número de analfabetos funcionais entre brasileiros mais jovens, de 15 a 29 anos, que foi de 14% para 16%. Presidente da Fundação Itaú, Eduardo Saron considera que a piora dos dados representa o desperdício do maior ativo que um país pode ter.

    — Estamos falhando na missão mais básica da escola: garantir as condições fundamentais para que os jovens leiam, compreendam e transformem a si próprios e ao mundo à sua volta — afirma. — Estamos matando algo precioso: a esperança e a dignidade dos nossos jovens.

    Na avaliação da superintendente de Conhecimento da Fundação Roberto Marinho, Rosalina Soares, apesar de mais brasileiros estarem na escola, a qualidade da aprendizagem não acompanhou esse avanço.

    — Os dados do Saeb mostram que, ao final do ensino médio, a maioria dos estudantes não atingiu o nível adequado em Língua Portuguesa e em Matemática. Isso indica que muitos concluem etapas da educação básica sem as competências necessárias para o exercício da cidadania, o mundo do trabalho e a vida em sociedade — alerta.

    Analfabetismo digital
    O levantamento também mediu o analfabetismo no contexto digital. De acordo com o indicador, 95% dos analfabetos só conseguem fazer um número limitado de tarefas neste ambiente, e 40% dos alfabetizados proficientes (nível mais alto da escala) mostraram médio ou baixo desempenho em tarefas digitais.

    No recorte por escolaridade, o estudo aponta que, no nível mais baixo de resultados, além de 96% dos que nunca frequentaram a escola, estão 15% dos que alcançaram o Ensino Médio e 9% dos que chegaram ao ensino superior. Na divisão econômica, 21% das pessoas com mais alto desempenho nas atividades digitais têm, em média, uma renda familiar superior a cinco salários mínimos, proporção que cai para 10% no grupo com desempenho mediano e de 3% no grupo de baixo desempenho.

    Na pesquisa do Inaf, os entrevistados tiveram encontros presenciais mediados por aplicador, fizeram um teste com questões que refletem situações do cotidiano com diferentes graus de dificuldade, e responderam a um questionário para caracterização sociodemográfica, econômica, cultural e educacional.

    Para avaliar a habilidade no mundo digital, foram propostas três tarefas. Na primeira, o entrevistado deveria comprar um par de tênis a partir de um anúncio em uma rede social. A segunda simulava uma conversa em aplicativo de mensagens. E a terceira era criar uma conta e preencher um formulário online.

    O trabalho foi coordenado pela organização Ação Educativa e a consultoria Conhecimento Social, e é uma correalização da Fundação Itaú, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Instituto Unibanco, Unesco e Unicef.

    O Ministério da Educação anunciou em junho uma nova política de fomento para a criação de vagas nas redes estaduais e municipais, o Pacto EJA. Foram R$ 120 milhões empenhados com a modalidade em 2024. Foi a primeira vez que o investimento anual na área passou de R$ 100 milhões desde 2017.

    A meta é criar 3,3 milhões de matrículas. Duas marcas das primeiras gestões Lula foram resgatadas: o Brasil Alfabetizado, extinto em 2016 e voltado a pessoas com mais de 15 anos com flexibilidade dos locais de funcionamento e horários das aulas, e o Projovem, encerrado em 2014, que paga uma bolsa de R$ 100 para jovens de 18 a 29 anos que saibam ler e escrever, mas não concluíram o ensino fundamental.

    (*) sob a supervisão de Luã Marinatto)

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2025/05/06/um-em-cada-oito-brasileiros-com-ensino-superior-completo-e-analfabeto-funcional-aponta-pesquisa.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

    1. Miguel José Teixeira

      E o “dotô honoris causis”, descaradamente, “se-vangloria-se” de ter criado mais cursos superiores que seus antecessores!

  21. Miguel José Teixeira

    E o careca, hein?
    – O do SuTriFe?
    – O do pixuleco?
    Não o do INSS!

    . . .”Apesar do apelido de “Careca do INSS”, ele nunca foi servidor do órgão e constituiu a maior parte dessas empresas no mesmo período dos repasses advindos das entidades associativas e suas intermediárias, conforme os investigadores.”. . .

    “‘Stefa 5%’: Os cadernos de anotações que incriminam o ex-chefe do INSS”
    (Malu Gaspar, O Globo, 06/05/25)

    Um conjunto de cadernos grandes de brochura e capa dura apreendidos pela Polícia Federal (PF) está sendo tratado internamente pelos investigadores como a maior descoberta na primeira fase da operação sobre as fraudes bilionárias no INSS – e uma espécie de mapa para chegar aos próximos níveis hierárquicos da quadrilha que roubava mensalmente uma parte da aposentadoria de milhões de brasileiros.

    Encontrados no escritório brasiliense de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, os 20 cadernos eram preenchidos todo dia pela secretária dele e contém um registro das atividades e das finanças do operador, que segundo a PF era quem pagava a propina das entidades que fraudaram as aposentadorias para os funcionários do INSS.

    Detalhista, a secretária sempre anotava no alto das páginas a data e as porcentagem devidas a cada integrante do esquema. Graças a ela, a PF encontrou nos cadernos anotações como “Virgilio 5%” e “Stefa 5%”, que os agentes acreditam corresponder aos pagamentos feitos ao procurador-geral do INSS, Virgílio Oliveira Filho, e ao ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto – ambos afastados pela Justiça na semana passada.

    Segundo a PF, ex-diretores do INSS e pessoas relacionadas a eles receberam, ao todo, mais de R$ 17 milhões em transferências de indivíduos apontados como intermediários das associações, como o “Careca”.

    Mas, embora já tenham sido encontradas evidências de que Virgílio ganhou de integrantes da quadrilha um carro de luxo que custa pelo menos meio milhão de reais, ainda não havia pistas de pagamentos de propina para Stefanutto.

    O pedido de afastamento dele feito à Justiça teve como base uma série de despachos em que ele autorizou dezenas de milhares de descontos ilegais das aposentadorias, ignorando as recomendações dos técnicos e procuradores do instituto.

    Com os cadernos, que também contém nomes de empresas, datas de encontros e outros detalhes da atividade dos fraudadores, a PF espera não só desvendar até onde ia o envolvimento de Stefanutto com a quadrilha, como também saber quem mais pode ter recebido vantagens indevidas dos fraudadores.

    Segundo a representação da polícia, só o “Careca do INSS” movimentou diretamente R$ 53,5 milhões provenientes de entidades sindicais e de empresas relacionadas às associações que fraudaram autorizações para descontar todo mês dos beneficiários valores que deveriam pagar por seguros e serviços aos aposentados – mas que eram desviados.

    No total, a PF estima que a quadrilha tenha desviado R$ 6,3 bilhões de pelo menos 4 milhões de aposentados desde 2019.

    Frota de luxo
    De acordo com a PF, Antunes é dono de uma frota de 12 carros de luxo, como Porsche e BMW. Ele também tem imóveis em São Paulo e em Brasília, incluindo uma casa no Lago Sul, bairro nobre da capital federal — que ele teria comprado à vista, no valor de R$ 3,3 milhões, conforme documentos da investigação.

    O empresário também consta como representante legal de uma firma sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. “Trata-se, possivelmente, de uma offshore constituída por Antônio Carlos, a fim de blindar o patrimônio ilegítimo amealhado”, informou a polícia.

    O “Careca do INSS” construiu o seu currículo profissional em torno de atuações na área da saúde. Na plataforma Linkedin, ele se apresenta apenas como diretor de uma das suas empresas de consultoria que representa uma companhia na área.

    Antônio diz ter atuado durante nove anos representando a indústria farmacêutica no mercado de saúde suplementar e mercado público, além de dois anos à frente de um laboratório que fornecia medicamentos ao Ministério da Saúde.

    Ele também diz ter sido superintendente comercial e de marketing de um plano de saúde. “Competência, dedicação e esforço organizado fazem parte do meu dia-a-dia”, informa. O homem também conta ter sido diretor comercial de um laboratório público estadual. Ele também se apresenta como ex-superintendente de marketing de uma empresa do setor de saúde.

    Em um dos relatórios, os investigadores também destacam que ele é sócio de várias empresas de Sociedade de Propósito Específico (SPE), “as quais detêm personalidade jurídica própria, a fim de blindar os sócios controladores”. Todos os CNPJs desse tipo estão localizados em um mesmo endereço em Brasília, têm o mesmo telefone e cadastrada sob a mesma atividade: “compra e venda de imóveis próprios”.

    Apesar do apelido de “Careca do INSS”, ele nunca foi servidor do órgão e constituiu a maior parte dessas empresas no mesmo período dos repasses advindos das entidades associativas e suas intermediárias, conforme os investigadores.

    Os advogados de Antunes afirmam que ele é inocente e vai provar isso. “A defesa confia plenamente na apuração dos elementos constantes nos autos e na atuação das instituições do Estado Democrático de Direito. Ao longo do processo, a inocência de Antonio será devidamente comprovada”, diz a nota.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2025/05/stefa-5percent-os-cadernos-de-anotacoes-que-incriminam-o-ex-chefe-do-inss.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

  22. Miguel José Teixeira

    90 bi! Será, MeBomJe?

    “Sempre piora”
    Com a fraude do INSS podendo bater na casa dos R$90 bilhões, o deputado Kim Kataguiri (União-SP) reagiu: “no Governo Lula temos que comemorar o hoje, porque o amanhã sempre pode ser pior”.
    (Coluna CH, DP, 06/05/25)

    1. Particularmente, não confio nesta informação. Parece que estão confundindo descontos indevidos associativos, com descontos decopnsignados, e considerando-os, todos indevidos. Se for isso, é algo que derrruba não só o min istro da previdência, do inss, mas o presidente da República.

  23. Miguel José Teixeira

    Teclando sobre espetacular idéia de gerico. . .

    “Salvo conduto garantido”
    A PM-DF prendeu o mesmo meliante 34 vezes em flagrante. Foi solto todas as vezes. Declarou-se “morador de rua” e ganhou salvo-conduto nas audiências de custódia, invenção do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, quando presidiu o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
    (Coluna CH, DP, 06/05/25)

    Atualmente é a principal produção da PeTezuela: “idéias de gerico”

  24. Miguel José Teixeira

    Mesmo assim, nós, burros de cargas, é que pagaremos a conta!

    “Congresso cogita fazer PDT ressarcir roubo aos aposentados com Fundo Eleitoral”
    – Partido que controla a Previdência terá só R$252 milhões do Fundo em 2026; não é tudo, mas ajuda.
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 06/05/25)

    Reuniões reservadas no Congresso discutem uma virada histórica no combate à corrupção: responsabilizar os partidos pelos desfalques causados por seus prepostos em órgãos públicos, como no caso do Ministério da Previdência, entregue por Lula (PT) ao PDT “de porteira fechada”. A ideia é bloquear os fundões eleitoral e partidário, sem prejuízo de ações penais, até o ressarcimento total. Para não perder a “galinha dos ovos de ouro”, o PDT ameaçou até romper com Lula, que cedeu e trocou Carlos Lupi por Wolney Queiroz. Seis por meia dúzia.
    . . .
    (+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/congresso-cogita-fazer-pdt-ressarcir-roubo-aos-aposentados-com-fundo-eleitoral)

    Como se já não tivessem poucas. . .
    Nada mais é do que uma espetacular idéia de gerico!

  25. Miguel José Teixeira

    Prometeu a isenção,
    Cacarejou como seu grande feito &
    Recuou da promessa!

    “O governo federal pediu ao Congresso a retirada do pedido de urgência do projeto de lei que isenta o IR (imposto de renda) de quem ganha até R$ 5.000.

    A medida foi costurada com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para possibilitar que seja criada uma comissão especial para a análise da proposta.

    A solicitação do governo foi publicada na 2ª feira (5.mai.2025) em edição extra do DOU (Diário Oficial da União).”

    Leia mais no texto do Poder360, em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/governo-pede-retirada-de-urgencia-do-pl-da-isencao-do-ir-e-destrava-pauta-na-camara/

  26. Miguel José Teixeira

    Via JANJAndo aLULAdo!

    “Lula embarcará para Moscou (Rússia) na noite desta 3ª feira (6.mai.2025) para participar do 80º aniversário do Dia da Vitória, que marca a conquista dos Aliados contra a Alemanha nazista na 2ª Guerra Mundial.

    A visita foi um convite do presidente russo Vladimir Putin. Na capital, os 2 devem ter reuniões. O brasileiro deve tentar usar a mesa para falar sobre a guerra contra a Ucrânia.

    O petista busca se posicionar como mediador da paz mundial desde o início de seu 3º mandato. Comenta frequentemente sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, bem como a do Oriente Médio, entre Israel e o grupo extremista Hamas.

    Na contramão, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que Lula não é mais relevante no cenário internacional para mediar o fim do conflito com a Rússia.”
    (PiNçado do texto Gabriel Benevides e Evellyn Paola, Poder360, 06/05/25)
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/alcolumbre-e-ministros-vao-com-lula-em-giro-por-russia-e-china/

    Só pra intisicar. . .
    E depois, uma “esticadjinha” na China pois a janja calamidade quer conhecer o “muro de Berlim”!
    快把窗簾拉下來
    Kuài bǎ chuānglián lā xiàlái
    Baixa o pano, rápido!

    Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/poder-governo/alcolumbre-e-ministros-vao-com-lula-em-giro-por-russia-e-china/)
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    1. Só para lembrar. Janja está na Rússia desde que esbanjava felcidades (a mídia, cinegrafistas e fotógrafos registraram isso) em Roma e Vaticano no enterro do Papa Francisco.

  27. Miguel José Teixeira

    Estabelecendo um diferencial!

    . . .”A esquerda cumpre o que promete e, quando assume o poder, mantém, cria ou recria um monte de ministérios; a direita não cumpre integralmente a promessa e, ao chegar ao poder, não corta tanto quanto havia prometido.”. . .

    “Lula faz reforma ministerial. É trocar piores por piores discretos”
    – A reforma ministerial de Lula é uma forma curiosa de lembrar os cidadãos de que existe ministério. Em geral, somos lembrados de outra forma.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 05/05/25)

    Lula está fazendo uma reforma ministerial. É curioso ser lembrado dessa maneira, depois de quase dois anos e meio de governo, de que há um ministério. Em geral, só percebemos que existe ministério quando um ministro derruba a bolsa de valores ou se envolve em roubos gigantescos.

    A quantidade de ministérios é um dos pontos que, teoricamente, definem esquerda e direita. A esquerda acha que cada aspecto da vida precisa de um ministério; a direita acha que cada ministério dificulta a vida em mais de um aspecto.

    A esquerda cumpre o que promete e, quando assume o poder, mantém, cria ou recria um monte de ministérios; a direita não cumpre integralmente a promessa e, ao chegar ao poder, não corta tanto quanto havia prometido.

    Lula tem 39 ministérios; Jair Bolsonaro, antes de assumir, prometeu que seriam só 15, mas acabou com 23. Compreende-se: o patrimonialismo não é obra para poucos.

    Não importam a ideologia ou a quantidade de pastas, em observância à lógica da política nacional, os ministros brasileiros são sempre escolhidos entre os piores nas habilidades específicas, as exceções — históricas — confirmando a regra ampla, geral e irrestrita. Com sorte, o governo reúne também os piores em caráter.

    Os ministérios da Fazenda, da Educação, da Saúde, da Defesa e da Justiça são os únicos que realmente importam, e só temos de nos preocupar de verdade quando é o ministro da Fazenda que abre a boca, porque é ele que derruba a bolsa, às vezes em parceria com o presidente da República. Palmas para Fernando Haddad, que anda calado nos últimos tempos.

    Existir um Ministério da Previdência Social, por exemplo, só se justifica quando o objetivo é o cabide de emprego e o roubo. A Previdência Social poderia ser uma secretaria do Ministério da Fazenda. Mas aí ficaria mais difícil empregar tantos companheiros e afanar tanto dinheiro de aposentados e pensionistas, como essa bolada agora de R$ 6,3 bilhões.

    Lula está fazendo uma reforma ministerial. Trata-se de trocar piores por piores mais discretos na sua ruidande, sem ferir arranjos negociais. É uma especialidade de Lula, mas não sejamos injustos: ele só dá prosseguimento à nossa tradição.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/lula-faz-reforma-ministerial-e-trocar-piores-por-piores-discretos)

  28. Miguel José Teixeira

    . . .””Os russos pedem um cessar-fogo em 9 de maio, enquanto atacam a Ucrânia todos os dias. Isso é cinismo de alto nível: só nesta semana, a Rússia usou mais de 1.180 drones de ataque, 1.360 bombas aéreas guiadas e 10 mísseis de vários tipos contra a Ucrânia”, afirmou o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky.”. . .

    “Janja, a blogueirinha do Putin”
    – Ao passear por Moscou e por São Petersburgo, a primeira-dama se converte em mais uma agente de desinformação russa.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 05/05/25)

    A primeira-dama Janja viajou para a Rússia na sexta, 2, para participar das comemorações do Dia da Vitória, na próxima sexta, dia 9.

    Ela chegou seis dias antes do evento, que contará ainda com a participação do presidente Lula.

    Assim que botou os pés no país, Janja foi visitar o Kremlin, a sede do poder Executivo.

    Nesta segunda, 5, ela visitou o Bolshoi e propôs “ampliar a parceria do governo brasileiro com o governo russo, para que muitos talentos do nosso país possam viver o sonho de pisar nesse solo sagrado que é o Teatro Bolshoi”.

    Também estão na agenda Museu Hermitage, Catedral do Sangue Derramado e Fábrica de Porcelana Imperial.

    Mas a Rússia é um país que segue massacrando a Ucrânia, que por sua vez tenta se defender o melhor que pode.

    Cinismo de alto nível
    No mesmo dia em que Janja embarcou para Moscou, a Rússia atacou Kharkiv, na Ucrânia, com drones. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas.

    Na noite de sábado, 3, os russos lançaram 165 drones iranianos Shaked contra as regiões de Kharkiv, Mykolaiv e Kiev.

    No domingo, 4, ocorreram ataques massivos com drones e mísseis a nove regiões da Ucrânia. Em Kiev, equipes de emergência combateram incêndios em prédios residenciais e carros. Adultos e crianças ficaram feridos.

    “Os russos pedem um cessar-fogo em 9 de maio, enquanto atacam a Ucrânia todos os dias. Isso é cinismo de alto nível: só nesta semana, a Rússia usou mais de 1.180 drones de ataque, 1.360 bombas aéreas guiadas e 10 mísseis de vários tipos contra a Ucrânia”, afirmou o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky.

    Influenciadora experiente
    Como influenciadora experiente que é, Janja sabe que não pode falar mal dos seus anfitriões.

    Na sua conta do Instagram, Janja diz que viajou “a convite do governo russo”.

    Mas a primeira-dama, que representa o Estado brasileiro, tem ido muito além de uma presença protocolar, pois tem adotado e divulgado a narrativa do ditador Vladimir Putin.

    “Orgulho do povo russo”
    Em primeiro lugar, Janja tem enaltecido a história russa, seguindo o revisionismo de Putin.

    Depois de ir ao Kremlin, ela escreveu: “A fortaleza é um dos locais mais conhecidos da Rússia e guarda momentos importantíssimos da história de luta e construção da nação russa, tendo sido a morada de czares e hoje do presidente”.

    “Durante a visita, pude perceber o orgulho com que o povo russo se prepara para as comemorações do 80º aniversário do Dia da Vitória”, escreveu.

    Falar em “orgulho do povo russo” antes de assistir a uma parada militar, no meio de uma guerra, demonstra não apenas desprezo com o povo ucraniano, mas também descaso com a população russa, que é vítima do seu ditador e é obrigada a mandar seus jovens para um moedor de carne humana na Ucrânia.

    “Forças extremistas”
    Em seguida no seu texto para as redes sociais, Janja cria uma oposição entre aqueles que defendem a história e “forças extremistas”, sem especificá-las.

    Também fala em “conflitos”, sem mencionar a Ucrânia.

    Mas não é difícil juntar os pontos na sua frase, publicada no Instagram.

    “Em tempos tão difíceis como os que vivemos hoje, com conflitos se espalhando e se intensificando, e a retomada de forças extremistas, é necessário e importante preservarmos a memória, aprendermos com a história e, juntos, construirmos um futuro de paz e fraternidade para os povos”, escreveu a primeira-dama.

    Estaria Janja insinuando que a invasão russa na Ucrânia seria contra forças extremistas?

    Suponho que sim.

    Agente de desinformação
    A mera presença de Janja em Moscou, aliás, já traz uma mensagem.

    Não há qualquer liberdade de expressão ou de imprensa em Moscou. Qualquer manifestação pró-ucraniana na rua pode levar uma pessoa à prisão.

    A economia toda foi para virar uma máquina de guerra, voltada à produção de mísseis e drones.

    O país está sob fortes sanções ocidentais.

    Quando Janja passeia por Moscou e por São Petersburgo, ela ajuda Putin a difundir a ideia de que está tudo bem com o seu país, que não sofreu nenhum arranhão até agora com a guerra e, portanto, pode continuar com a sua “operação especial” na Ucrânia.

    Ao se prestar a esse triste papel de influenciadora de Putin, Janja se transforma em mais um agente de desinformação russa no mundo.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/janja-a-blogueirinha-do-putin/)

  29. Miguel José Teixeira

    . . .”Os parlamentares que se posicionam contrários a pautas do governo sabem que não há risco de retaliação. Emendas são garantidas e cadeiras no primeiro escalão já foram mais valiosas.”. . .

    “Lula colhe tempestades”
    – Alguns ministros o presidente frita, outros cozinha e há os que segura por incúria ou inércia.
    (Dora Kramer, FSP, 05/05/25)

    A retirada de Carlos Lupi (PDT) da cena da roubalheira no INSS deu-se nove dias depois de estourar o escândalo.

    Nesse meio-tempo, o então ministro da Previdência Social protagonizou um teatro de explicações desastrosas e ainda assim teve o benefício de sair a pedido.

    A pedido dos fatos, é verdade, mas em respeito a eles o presidente da República poderia ter feito um favor a si e ao seu governo tomando a iniciativa de demiti-lo após a entrevista em que Lupi defendia a honra dos executivos afastados pela Justiça enquanto seus colegas de mesa, dois ministros e o diretor da Polícia Federal, o desmentiam reiteradamente.

    Luiz Inácio da Silva (PT), contudo, optou por perder essa oportunidade. Talvez na esperança de que tudo se ajeitasse ao sabor do tempo e da velocidade com que os episódios se alternam constrangendo ora a oposição, ora o governo. Este mais amiúde.

    A realidade das carências —de popularidade, de base parlamentar e de eficácia governamental— impõe ao presidente situações adversas. Decorre daí, entre outras, a dificuldade em demitir ministros. Não todos.

    Alguns ele frita, outros cozinha e há os que Lula segura para não piorar as coisas no Congresso.
    Os parlamentares que se posicionam contrários a pautas do governo sabem que não há risco de retaliação. Emendas são garantidas e cadeiras no primeiro escalão já foram mais valiosas.

    Ministros do PSD, do Republicanos, do PP, do União e do MDB se sentem seguros. Ainda que não entreguem todos os votos dos respectivos partidos, dão um quinhão do qual o governo não pode prescindir.

    Juscelino Filho (União) era alvo de suspeitas fortes desde o início, mas só saiu a toque de denúncia do Ministério Público e com Lula tendo de aceitar a imposição de um substituto do mesmo partido. No lugar de Lupi fica um ex-deputado do PDT, o segundo na pasta da Previdência, parceiro na omissão do titular.

    Nessa toada, 2025 vem sendo o ano da colheita prometida pelo presidente que, no entanto, só vem colhendo tempestades.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/05/lula-colhe-tempestades.shtml)

  30. Miguel José Teixeira

    Mais uma polêmica na república das togas!

    “Saiba quando começa e quando termina o mandato de presidente”
    – Constituição fixa período de 4 anos; agora, a data da posse foi para 5 de janeiro para presidente e 6 de janeiro para governadores, mas não há precisão sobre quando se encerra o mandato
    (Guilherme Waltenberg, Poder360, 05/05/25)

    A Constituição determina que o mandato de ocupantes de cargos executivos seja de 4 anos. O período de governo começava sempre em 1º de janeiro e terminava, portanto, em 31 de dezembro, 4 anos depois. O dia do término, no entanto, não está no texto constitucional.
    . . .
    A partir da emenda constitucional nº 111, de 2021 (íntegra – PDF – 170kB), mudou-se a data da posse. Não será mais em 1º de janeiro, mas em 5 de janeiro para presidente e em 6 de janeiro para governadores. No caso de prefeitos, segue valendo a posse em 1º de janeiro.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-justica/saiba-quando-comeca-e-quando-termina-o-mandato-de-presidente/)

  31. Miguel José Teixeira

    LulaTur – se viajar é bom, às custas do erário então, é pra lá de bom!

    “Sob Lula, gasto com diárias e passagens bate recorde no 1º trimestre”
    – Despesas totalizaram R$ 789,1 milhões de janeiro a março de 2025; alta real é de 29,1% ante o mesmo período em 2024.
    (Houldine Nascimento, Poder360, 05/05/25)

    As despesas da União com diárias, passagens e locomoção somaram R$ 789,1 milhões no 1º trimestre de 2025, sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. A alta real – descontada a inflação – foi de 29,1% ante o mesmo período em 2024, quando os gastos totalizaram R$ 611 milhões.

    O valor registrado nos 3 primeiros meses de 2025 é o maior na série histórica, iniciada em 2011. Os dados são do Tesouro Nacional e estão disponíveis no relatório do resultado primário de março de 2025.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/sob-lula-gasto-com-diarias-e-passagens-bate-recorde-no-1o-trimestre/)

    Perguntar não ofende. . .
    Será que enquanto a quadrilha do “lula caído” viaja, diminuem os assaltos aos cofres públicos?

  32. Miguel José Teixeira

    E a pesca artesanal da tainha, hein?

    “. . .a política do governo federal estabeleceu uma cota para a pesca artesanal de arrasto de praia – modalidade reconhecida como patrimônio imaterial de Santa Catarina. Este ano, os pescadores poderão capturar até 1,1 mil toneladas de tainha, cerca de 65% do volume registrado na temporada passada.”. . .

    Leia mais no texto de Maurício Frighetto para a Deutsche Welle em:
    https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2025/05/05/pesca-da-tainha-vira-cabo-de-guerra-entre-tradicao-e-conservacao-comemos-as-ultimas.htm

  33. Miguel José Teixeira

    Abrimos a semana com mais do mesmo!

    “Ministério do Trabalho quintuplica verba e contrata ONGs ligadas a sindicatos e entidade investigada”
    (Caio Spechoto, FSP, 04/05/25)

    O Ministério do Trabalho quintuplicou no ano passado o valor de convênios com ONGs, tendo como uma das campeãs organização ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de onde o atual ministro, Luiz Marinho (PT), emergiu para a política.

    As outras duas com mais direcionamento de verbas estão hoje sob suspeita.

    O dinheiro total contratado saltou de R$ 25 milhões em 2023 (em valores nominais) para R$ 132 milhões no ano passado, sendo que a maior parte veio das emendas feitas por deputados e senadores ao Orçamento federal.

    A terceira ONG com maior volume de contratos com o Ministério do Trabalho na atual gestão, iniciada em 2023, é a Unisol (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil), com R$ 17,6 milhões em parcerias.
    . . .
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/05/ministerio-do-trabalho-quintuplica-verba-e-contrata-ongs-ligadas-a-sindicatos-e-entidade-investigada.shtml)

    A toga ampara todos!
    A certeza da impunidade é tamanha que os PaTifes nem sabem o que é desconfiômetro!

  34. Miguel José Teixeira

    E o trairão da Nação compra o novo aerolula no exterior. . .

    “Esqueça só Petrobras e Itaú: As gigantes ocultas do Brasil, lideradas pela potência mundial Embraer”
    – Além de Petrobras e Itaú, o Brasil conta com a Embraer, gigante global da aviação, e vê a força de players como Mercado Livre moldando a economia.
    (Bruno Teles, CPG, 04/05/25)

    O Brasil possui empresas gigantes. Nomes como Petrobras, Itaú e Ambev são conhecidos. Elas não deixam a desejar para similares estrangeiras. Mas existe uma gigante brasileira muitas vezes esquecida: a Embraer. Reconhecida mundialmente, ela lidera na aviação. Vamos conhecer como a Embraer impulsiona o setor no Brasil.

    Embraer: a gigante brasileira da aviação pouco reconhecida
    No setor de aviação global, Boeing, Airbus e Bombardier são nomes familiares. Mas a Embraer, brasileira, é a terceira maior fabricante de aviões do mundo. Muitas vezes, ela é pouco valorizada pelos próprios brasileiros. A aviação é um setor caro e de alto risco. Erros podem custar vidas e reputações, como no caso do Boeing 737 Max.

    A Embraer se destaca pela solidez em um mercado traiçoeiro. Seu relativo “silêncio” na mídia pode ser um bom sinal. Significa ausência de grandes incidentes negativos. Isso fala muito sobre sua segurança, competência e qualidade.

    A história da aviação brasileira começa com Santos Dumont e o 14 Bis em 1906. Ele criou a primeira aeronave mais pesada que o ar a decolar por meios próprios. O setor se consolidou com a fundação da Embraer em 1969. Originalmente uma sociedade de economia mista, hoje é uma empresa de capital aberto.

    A Embraer é genuinamente brasileira: fundada, gerida e com milhares de funcionários no país. Tornou-se uma empresa transnacional, com parcerias e capital internacional. Ela é líder absoluta na fabricação de aviões de até 130 assentos, superando Boeing e Airbus nesse nicho. Cresceu superando crises e já entregou mais de 8.000 aeronaves. Um exemplo de sucesso é o Phenom 300, jato leve líder de vendas mundial por nove anos consecutivos.

    Tecnologia de ponta e prova de fogo: os diferenciais da Embraer
    A Embraer contribui muito para o parque tecnológico brasileiro. Um diferencial chave é o sistema de controle de voo Fly-by-Wire (FBW). Esse comando eletrônico computadorizado substitui cabos mecânicos. O FBW aumenta a automação, alivia o peso do avião e melhora a eficiência de combustível. É mais seguro e moderno que sistemas antigos. O caça AMX, desenvolvido com a Itália, foi o primeiro da Embraer a usar FBW. Hoje, a tecnologia está em aviões comerciais, executivos e militares.

    A empresa também produz aviões militares para defesa e ataque. Suas aeronaves tiveram seu “batismo de fogo”. O P95 Bandeirulha foi usado pela Argentina na Guerra das Malvinas (vigilância). O Super Tucano foi usado pela Colômbia contra as FARC, na Venezuela (“Tucano Rebelde”) e no Afeganistão contra Talibã e Al-Qaeda. O AMX participou de missões na Líbia e Kosovo com a Força Aérea Italiana.

    Impacto econômico e visão de futuro
    Com mais de 18.000 funcionários, a Embraer fomenta a economia brasileira. Gera empregos, renda e desenvolve tecnologia. Sua sede em Gavião Peixoto (SP) abriga a maior pista de pouso das Américas (4.967m), apta até para pousos emergenciais da NASA. A empresa tem presença global, com fábricas e escritórios nos EUA (Flórida) e Portugal (Évora).

    Além de aviões, a Embraer diversifica seus negócios. Possui subsidiárias como a Visona (satélites) e a Bradar (radares). Seu projeto mais recente é a Eve Urban Air Mobility, focada em eVTOLs (“carros voadores”). As primeiras entregas estão previstas para 2026. Apesar da crise de 2020 e da falha na venda para a Boeing, a Embraer projeta forte crescimento e busca autossuficiência financeira. É um dos maiores motivos de orgulho do Brasil.

    Outros titãs no cenário: o alcance do Mercado Livre no Brasil
    Outra empresa de grande impacto no Brasil, embora de origem argentina, é o Mercado Livre. Fundado em 1999 por Marcos Galperin, expandiu-se rapidamente para o Brasil. Sobreviveu à bolha da internet e cresceu com investimentos e aquisições. Criou ecossistemas como Mercado Pago, Envios e Shops.

    Hoje, é líder do e-commerce na América Latina, atingindo 1 milhão de vendas por dia. O Mercado Pago tem mais de 38 milhões de usuários. Em 2023, planejou investir R$ 19 bilhões no Brasil. Contudo, enfrenta desafios: concorrência forte (Amazon, Shopee), reclamações sobre taxas, questões de fraude e segurança na plataforma, e o debate sobre taxação de importados. Apesar dos problemas, seu crescimento e receita são recordes, mostrando sua força no mercado brasileiro.

    (Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/esqueca-so-petrobras-e-itau-as-gigantes-ocultas-do-brasil-lideradas-pela-potencia-mundial-embraer-btl96)

    Vale a pena ver o vídeo da Embraer em:
    https://youtu.be/e5OvbdU023o

  35. Miguel José Teixeira

    Sem a janja calamidade, que viaja muito antes da comitiva oficial para turistar, lula sobrevive!
    Sem um uma “maracutaiazinha”, lula até resiste!
    Agora, sem bolsonaro, lula é um morto vivo!

    “Lula mantém polarização e sobe tom com Bolsonaro em discursos.
    – No início do mandato, o presidente evitava citar nominalmente seu adversário político, mas desde outubro de 2024 tem feito críticas públicas…
    (Davi alencar, Poder360, 04/05/25)

    No início de seu 3º mandato à frente do Executivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitava citar seu adversário político Jair Bolsonaro (PL) e costumava chamá-lo pela expressão “o outro”. Ao longo de 2025, no entanto, o petista mudou a estratégia. De janeiro a abril deste ano, o presidente citou o ex-chefe do Executivo, seus aliados ou a gestão passada ao menos 60 vezes, mais do que o dobro de todas as citações de 2024.
    . . .
    Caso o ritmo de menções ao ex-presidente se mantenha no padrão de 2025, superará as 100 referências de 2024 e as 80 de 2023, ao final do ano.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-mantem-polarizacao-e-sobe-tom-com-bolsonaro-em-discursos/)

  36. Miguel José Teixeira

    Como dep. fed. era o zero 3. Já como dep. fed. licenciado, “exilado” nos EUA, “se-transformou-se” no zero vírgula 3!

    “EUA negam que representante irá ao Brasil para discutir sanções a Moraes.”
    – Embaixada norte-americana no Brasil disse que David Gamble discutirá combate ao terrorismo e ao tráfico de drogas.
    (Poder360, 04/05/25)

    O governo Donald Trump (Partido Republicano) negou informação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre o fato de que um funcionário norte-americano seria enviado ao Brasil para tratar de sanções contra autoridades brasileiras. .

    “O Departamento de Estado dos EUA enviará uma delegação a Brasília, chefiada por David Gamble, chefe interino da Coordenação de Sanções. Ele participará de reuniões bilaterais sobre organizações criminosas transnacionais e discutirá os programas de sanções dos EUA voltados ao combate ao terrorismo e ao tráfico de drogas”, disse a embaixada norte-americana no Brasil

    Eduardo havia dito que Gamble visitaria o Brasil a partir de 2ª feira (5.mai.2025) para conversar com congressistas da oposição sobre as ações do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para avaliar se há uma censura ou perseguição por parte do magistrado.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/eua-negam-que-representante-ira-ao-brasil-para-discutir-sancoes-a-moraes/)

    Pois é. . .
    Edu bananinha pensa que todo o gado ainda está na mangueira!

  37. Miguel José Teixeira

    Acobertado pela toga, o PeTê, sempre retorna à cena do crime!

    “O eterno retorno da mediocridade petista”
    – Fraude no INSS junta-se a outros escândalos envolvendo governos do PT que também tentaram se desviar da responsabilidade.
    (Lygia Maria, FSP, 04/05/25)

    A trajetória do PT pelo Palácio do Planalto é uma mistura de Nietzsche com Homer Simpson.

    O filósofo alemão elaborou um experimento de pensamento conhecido como “eterno retorno”, que se baseia na seguinte questão: E se tudo no universo, inclusive a nossa vida, se repetisse indefinidamente, sempre da mesma maneira? Já o personagem estabanado do desenho animado costuma justificar suas trapalhadas com “A culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser”.

    O presidente Lula, acompanhado do agora ex-ministro Carlos Lupi, em evento no Palácio do Planalto – Pedro Ladeira – 4.mar.24/Folhapress
    No mais recente escândalo envolvendo o partido, milhões de reais foram roubados de brasileiros por meio do INSS, que autorizou descontos em benefícios previdenciários para sindicatos e outras entidades que alegam prestar serviços aos associados.

    O governo e a militância petista logo transferiram a culpa pela fraude descomunal para gestões da oposição anteriores. Essa falácia, porém, é derrubada pela realidade dos números.

    Há indícios de que os descontos começaram sob Michel Temer (MDB). Mas se o montante rondava R$ 413 milhões em 2016, e com Jair Bolsonaro (PL) chegou a R$ 706 milhões, sob Lula saltou para R$ 2,6 bilhões em 2024.

    Quando está no poder, o PT nunca sabe de nada e acaba sendo culpado injustamente. É o eterno retorno da ignorância vitimista, alegada nos escândalos do Mensalão e da Lava Jato.

    No caso das pedaladas fiscais (uso de recursos de bancos federais em programas bancados pelo Tesouro Nacional) de Dilma Rousseff também tentou-se desviar responsabilidade com a narrativa de que a prática era normal. Os fatos, de novo, retrucam.

    Em 2002, a dívida acumulada era de R$ 948 milhões. Em 2015, explodiu para quase R$ 60 bilhões. Não à toa, o TCU considerou que, na prática, eram empréstimos de bancos federais ao Tesouro —segundo a lei, crime.

    A hipótese do eterno retorno nos provoca a refletir sobre como estamos vivendo. Se a ideia da repetição sem fim causa angústia, pode indicar que é preciso viver de modo diferente. Muitos brasileiros já perceberam que é necessário melhorar, enquanto o PT insiste na eterna mediocridade.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2025/05/o-eterno-retorno-da-mediocridade-petista.shtml)

  38. Miguel José Teixeira

    . . .”A verdade é que o desrespeito aos aposentados e a inexistência de mecanismos de controle minimamente confiáveis fizeram do Ministério da Previdência e do INSS um terreno fértil para o golpe praticado por entidades sindicais.”. . .

    Para que serve um ministro?
    – O que era da Previdência, no atual governo, se reduziu a um mero despachante de interesses partidários, em vez de cuidar de políticas públicas.
    (Nuno Vasoncellos, empresário luso brasileiro, Último Segundo, iG, 04/05/25)

    Para um governo que faz da busca da popularidade perdida sua prioridade número 1, e que não mede esforços para criar uma imagem positiva de si mesmo — como é o caso da atual administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —, ser atingido num ponto sensível como o das aposentadorias era o pior que poderia acontecer. E aconteceu, no escândalo das fraudes do INSS, que pegou em cheio o ex-ministro Carlos Lupi (PDT).

    O benefício aos segurados do setor privado é uma recompensa modesta depois de anos e anos de trabalho. As pessoas que o recebem muitas vezes têm aí sua única fonte de renda. Mexer com esse dinheiro é um ato de extrema covardia e, por essa razão, pode-se dizer até que o ex-comandante da Previdência Social resistiu muito tempo no cargo depois que veio à tona a denúncia do esquema que desviou pelo menos R$ 6, 3 bilhões.

    Ao longo nos nove dias em que permaneceu como ministro depois que o esquema veio a público, Lupi era a própria imagem do político sem credibilidade e incapaz de convencer até seus aliados mais fiéis de sua honestidade. Sendo assim, e por mais que jurasse inocência e agisse como se nada tivesse a temer diante do escândalo de corrupção que abalou a pasta, era evidente que ele não se seguraria no cargo.

    Lula chamou Lupi para uma conversa na tarde de sexta-feira passada (02) e concedeu a ele o direito de pedir demissão para não ser demitido. Para o seu lugar foi nomeado o ex-deputado federal Wolney Queiroz, filiado ao PDT de Pernambuco.

    Derrotado nas eleições de 2022, depois de seis mandatos na Câmara, Queiroz, ganhou como prêmio de consolação a Secretaria Executiva — o segundo posto mais alto na hierarquia no ministério.

    É muito pouco provável que algo chegasse ao conhecimento de Lupi antes de passar por ele. Portanto, se o ex-ministro sabia do que estava acontecendo e nada fez para impedir o desvio de dinheiro dos aposentados, o mesmo vale para Queiroz.

    A partir de amanhã, quando começar a trabalhar e as atenções se voltarem para ele, certamente cairão sobre o novo titular da pasta alguns respingos da lama que sujou a imagem de Lupi.

    E ele, que vinha se mantendo à margem do escândalo, passará a ser cobrado por seu papel na condução de um ministério que, independentemente do golpe nas aposentadorias, revelado dias atrás, nada fez para merecer um único elogio.

    Para ser mais claro: sob o comando de Lupi e de Queiroz não foi tomada uma única providência que demonstrasse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez bem ao nomeá-los para comandar a pasta responsável pelas políticas públicas voltadas para a seguridade social.

    Muito pelo contrário.
    Os dois revelaram uma extrema ineficiência, por exemplo, nas tentativas de conter a greve dos médicos-peritos do INSS. Subordinado ao ministério comandado por eles, o órgão emprega os médicos que resolveram cruzar os braços em agosto do ano passado e virar as costas para os segurados que que necessitam de seus serviços. Só voltaram a bater o ponto em meados de abril — ou seja, sete meses depois.

    Nesse longo período em que os doutores ficaram à toa e os segurados ficaram à míngua, a fila de perícias para concessão de auxílios-doença, aposentadorias por invalidez e outros benefícios previdenciários aumentou. Em meados do ano passado, havia 576 mil brasileiros à espera de que o Estado lhes desse uma resposta que aliviasse suas aflições. Em janeiro deste ano, o número chegou a 690 mil!

    E mais: a fila dos que aguardam a concessão de aposentadorias por idade ou por tempo de serviço, que depende da aprovação dos servidores da casa, também aumentou, embora o presidente Lula tivesse prometido acabar com ela na eleição de 2022.

    No início deste ano, ela superou a marca de 2 milhões de pessoas — quantidade que só havia sido alcançada em 2020, durante a pandemia da Covid-19.

    Toda a ineficiência demonstrada neste governo, pelo ministério e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a autarquia responsável pela concessão e pelo pagamento das aposentadorias no Brasil neste governo, seria até perdoável se o comando da casa tivesse movido pelo menos um dedo para impedir a vilania das quadrilhas que se dedicaram a tungar os aposentados.

    Ou, pelo menos, tivesse aberto a boca para denunciar a ação dos bandidos. Só que não.

    A verdade é que o desrespeito aos aposentados e a inexistência de mecanismos de controle minimamente confiáveis fizeram do Ministério da Previdência e do INSS um terreno fértil para o golpe praticado por entidades sindicais. Ou melhor, instalou ali o ambiente ideal para o golpe tramado e executado por sindicatos que acobertavam quadrilhas ou por quadrilhas que se travestiam de sindicatos.

    Agindo de forma sub-reptícia para não atrair atenção, os punguistas tinham como alvo principal os aposentados mais humildes. Mirando sempre as pensões e aposentadorias de valores mais modestos — por acreditar que as vítimas da base da pirâmide teriam menos meios para denunciá-los — os bandidos foram tirando um pouquinho de uns e afanando mais um pouquinho de outros. No final, os ditos sindicalistas puseram a mão, sob o nariz do ministro e de seus auxiliares, numa bolada que pode ser ainda maior do que os anunciados R$ 6,3 bilhões.

    Antes mesmo que Lupi pedisse para sair, era evidente que seu prestígio diante de Lula havia derretido. O presidente, que logo no início da crise havia mandado demitir Alessandro Stefanatto, indicado e nomeado por Lupi para presidir o INSS, sequer se deu ao trabalho de perguntar a opinião do ainda ministro na hora de nomear o procurador federal Gilberto Waller Júnior para a vaga.

    A pergunta óbvia é: por que Lula dispensou Stefanatto com desonra e manteve Lupi por mais alguns dias no posto?

    A resposta, certamente, nada tem a ver com a comprovação da culpa de um nem com a inocência do outro. Qualquer afirmação desabonadora em relação aos autores do roubo só poderá ser feita depois que a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União, a auditoria interna do próprio INSS, agora sob nova direção, e a Justiça concluírem seu trabalho.

    Mas desde que o escândalo veio à tona, Lupi não conseguiu se livrar em momento algum da pecha de responsável pelo esquema.

    No final das contas — e mesmo não tendo sido demitido sumariamente —, Lupi havia se tornado um ministro que arrastava correntes pela Esplanada, sem que qualquer pessoa lhe desse atenção ou desejasse ser vista em sua companhia.

    Por que ele resistiu uma semana quando todos apostavam em sua demissão? Bem… a resposta a isso foi dada por seu ex-colega de ministério, Luiz Marinho, da pasta do Trabalho. Nas entrevistas que deu após as esvaziadas comemorações do 1º de maio, na quinta-feira passada, em São Paulo, Marinho disse que a permanência do ministro no cargo não dependia apenas da comprovação de sua boa fé no episódio.

    “A continuidade do ministro vai muitas vezes de uma avaliação política e não se ele tem culpa ou não”, disse Marinho. “E vai também do próprio ministro avaliar se tem condições de dar resposta. É uma decisão política”, completou.

    Marinho, por sinal, é outro que nunca foi capaz de explicar o que está fazendo no ministério. O único propósito, de sua gestão, desde que assumiu a pasta, tem sido o de tentar tomar mais dinheiro do trabalhador com a recriação do famigerado Imposto Sindical.

    Com o dinheiro correspondente a um dia de trabalho de cada assalariado brasileiro, ele pretende encher as burras da máquina sindical — que se mostra incapaz de viver apenas das contribuições voluntárias dos associados.

    Mão de Ferro
    Seja como for, as palavras de Marinho revelam um raciocínio enviesado e oportunista, que atesta o distanciamento do primeiro escalão do atual governo daquelas que são — ou pelo menos deveriam ser — as atribuições e responsabilidades de um ministro de Estado.

    O cargo é, por definição, ocupado por um funcionário público graduado, com poder e autonomia para tomar decisões em nome do presidente da República. O ministro quando abre a boca não fala por si, mas pelo governo e, no final das contas, ele é responsável pela formulação e pela execução das políticas públicas de sua área.

    Só que, no caso do atual governo, a utilidade do ministro parece não ter nada a ver com o que dizem os manuais. As atribuições dessas autoridades parecem começar e terminar no ato de manter a máquina pública a serviço dos interesses partidários mais rasteiros e, em troca, assegurar votos favoráveis ao governo nas votações no Congresso Nacional. Ou seja, com as devidas e honrosas exceções de praxe (como é o caso da ministra da Inovação e Gestão Esther Dweck, que vem desempenhando um trabalho merecedor de aplausos na definição e organização das carreiras do serviço público, e de mais quatro ou cinco nomes escolhidos a dedo entre os 39 auxiliares diretos de Lula), os ministros atuais nada mais são do que despachantes de interesses partidários.

    O inepto Lupi, por exemplo, só ganhou um ministério para chamar de seu por ser capaz de assegurar para o governo a fidelidade dos 17 deputados e três senadores do PDT — partido que o futuro ex-ministro controla com mão de ferro.

    Seu sucessor, Wolney Queiroz, que também é do PDT e se orgulha de nunca ter mudado de partido desde que ingressou na política, em 1992, será o herdeiro da estrutura que ele montou na pasta.

    Antes de começar a criticar, é preciso dar tempo a Queiroz e saber se agora, livre da companhia de Lupi, ele será capaz de imprimir à máquina da Previdência a eficiência que ficou distante da gestão se seu antecessor. Quanto ao ministro demitido, tudo o que se pode dizer é que ele já tinha mostrado do que era capaz antes de ser nomeado por Lula para o comando da pasta.

    Lupi foi, provavelmente, a primeira autoridade do primeiro escalão a ser posta para fora do governo duas vezes pelo mesmíssimo motivo. Nomeado por Lula para a pasta do Trabalho em 2007, foi mantido no posto depois da eleição de Dilma Rousseff, em 2010. No ano seguinte, 2011, foi demitido sob denúncias de um esquema de favorecimento a organizações que prestavam serviços à pasta.
    Uma das evidências de sua responsabilidade, naquele momento, foi a comprovação de que Lupi andava para cima e para baixo em um turboélice King-Air de propriedade de um empresário de Goiânia, chamado Adair Meira, administrador de ONGs beneficiadas com contratos gordos com o Ministério do Trabalho.

    O tempo passou e, para espanto de absolutamente ninguém, o processo que deveria investigar a conduta irregular do político desidratou sem deixar rastros e a ficha de Lupi, no final das contas, permaneceu limpinha, limpinha, a ponto de não haver objeções legais a sua volta ao ministério…

    Campeão imbatível
    Seja como for, Lupi se tornou o décimo ministro a ser desligado da equipe convocada por Lula depois da vitória apertada de 2022 para ajudá-lo em seu terceiro mandato — o que também não deixa de ser uma marca expressiva.

    Isso mesmo! Lupi será a décima baixa no time que originalmente era de 38 auxiliares e, depois, foi ampliado para 39. Com um batalhão desse tamanho trabalhando pelo governo, o presidente esperava cumprir a promessa de construir um país melhor e mais justo.

    No final das contas, essa turma tem servido mais para colocar o presidente em situações difíceis, como comprova o escândalo da Previdência, e para expor a fragilidade do governo justamente no ponto que, há pouco mais de dois anos, era visto como o grande trunfo de Lula para governar: a arte da articulação política.

    Quem acompanha os bastidores do Planalto percebe diferenças cada vez mais evidentes entre o Lula que exerce seu terceiro mandato e aquele político habilidoso que, em suas duas primeiras passagens pelo Palácio do Planalto, se esquivava das acusações feitas a seus auxiliares sem que os atos de qualquer um de seus ministros respingasse em sua popularidade.

    O Lula do passado se livrava dos focos de crise antes que eles chegassem a prejudicar a imagem do governo. Hoje ele se desgasta na tentativa de manter os arranjos partidários feitos na tentativa de garantir para seu governo uma sustentação precária, conseguida na base do toma-lá-dá-cá.

    Porteira fechada
    Não importa saber se foi o presidente que mudou e se foram as circunstâncias políticaS à sua volta que mudaram.

    O que importa é que, no novo cenário, a impressão que se tem é a de que os cargos não pertencem mais ao governo, mas ao partido que indica o ocupante.

    E que, sem escancarar as portas para que os políticos utilizem a máquina pública em seu próprio benefício, o governo pode desistir de contar com votos daquele partido no Congresso.

    Foi o que ficou claro, por exemplo, na longa e recém-encerrada novela em torno da indicação do substituto de Juscelino Filho, deputado pelo União Brasil, médico e criador de cavalos da raça Quarto de Milha, no Ministério das Comunicações.

    Desde o início, todo mundo sabia que Juscelininho — como é conhecido em seu reduto no Maranhão — não era flor que se cheirasse. Uma das acusações que pesavam contra ele era a de usar o dinheiro do povo para mandar asfaltar uma estrada na propriedade rural de sua família, no município maranhense de Vitorino Freire.

    Acontece que o rapaz chegou ao cargo não por escolha de Lula, mas por indicação do União Brasil. Bem mais robusto que o PDT de Lupi e Queiroz, o partido tem 82 deputados e 14 senadores que nem sempre se entendem, mas que não abrem mão de estar ao lado do governo — independentemente de qual seja o governo da ocasião.

    Nesse caso, e por mais incômoda que fosse sua presença na equipe, Lula não podia simplesmente demitir o ministro sem o risco de contrariar os correligionários de Juscelininho.

    Assim, o segurou no cargo até que a Procuradoria Geral da República, mais de dois anos depois de ter dado início às investigações, o denunciou por desvio do dinheiro de emendas parlamentares. Sem condições de continuar, Juscelininho se mandou.

    Para seu lugar foi convidado o deputado Pedro Lucas, também maranhense e líder da bancada do União Brasil na Câmara.

    Mesmo tendo se comprometido com o próprio presidente da República a assumir o posto, Lucas pediu um tempo para se organizar e, dias depois, acabou declinando do convite para ocupar o Ministério — e o cargo acabou nas mãos do engenheiro Frederico Siqueira, ex-presidente da Telebras.

    A emenda teria saído melhor do que o soneto se não fosse por um detalhe: embora não seja político e sim um técnico com carreira construída em empresas privadas de telecomunicações — fato que, por si só, pode ser considerado positivo — Siqueira só chegou ao posto sob a proteção do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que também é do partido que se apossou do ministério e não admite em hipótese alguma vê-lo nas mãos de outra legenda.

    Siqueira ficará por lá e agirá como se ministério não fizesse parte de um governo e não passasse de uma sesmaria autônoma e com porteira fechada. Uma vez de posse das chaves, ele tem autoridade para nomear para postos chaves auxiliares ligados ao partido de Alcolumbre e conduzir as políticas sob responsabilidade do ministério da forma que melhor atender aos interesses não da sociedade — mas dos políticos que mandam no pedaço.

    Pode fazer lá dentro o que bem entender. Só não pode ser flagrado no cometimento de um deslize grave, como já tinha acontecido com Juscelino e acabou acontecendo também com Lupi.

    (Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/nuno-vasconcellos/2025-05-04/para-que-serve-um-ministro.html)

  39. Miguel José Teixeira

    Fim da escala 6 X 1

    . . .”Caso a PEC sobre o assunto apresentada venha a ser aprovada, poderá provocar, num primeiro momento, a perda de mais de 18 milhões de empregos, comprometendo até 16% do PIB do país.”. . .

    “O ônus e o bônus”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Coluna Visto, lido e ouvido, Blog do Ari Cunha, CB, 04/05/25)

    Neste 1º de Maio, o que mais se ouviu por parte das lideranças sindicais, nos principais eventos de comemoração da data, foram referências ao fim da escala 6×1. Ao que parece, as centrais sindicais estão abraçando a proposta de redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas. Essa proposta vem ganhando maior aderência dos sindicatos, pois eles já se convenceram da impossibilidade de ganhos salariais reais em decorrência à crise econômica que o país atravessa. O próprio governo não faz alarde público dessa proposta, mas, nos bastidores, apoia essa medida, pois é a única que pode oferecer aos trabalhadores neste momento.

    Nos mesmos moldes da recomendação feita recentemente pelo presidente ao dizer: “se está caro, então não compre”, é oferecida a proposta: “se não há possibilidade de aumentar os ganhos salariais da classe trabalhadora, então trabalhe menos.” Caso a PEC sobre o assunto apresentada venha a ser aprovada, poderá provocar, num primeiro momento, a perda de mais de 18 milhões de empregos, comprometendo até 16% do PIB do país. Mas parece que isso não é levado a uma discussão aprofundada pelos proponentes dessa medida.

    Aproveitando a ocasião pelas comemorações do Dia Internacional do Trabalho, o presidente Lula defendeu, na última quarta-feira, a revisão da jornada de trabalho, afirmando que era chegada a hora de colocar a proposta em discussão: “Vamos aprofundar o debate sobre a redução da jornada de trabalho vigente no país, em que o trabalhador e a trabalhadora passam seis dias no serviço e têm apenas um dia de descanso.” Ainda, segundo o presidente, “é chegado o momento de o país dar esse passo.”

    Do outro lado, pensam os economistas que enxergam essa proposta apenas oportuna pelo tempo eleitoral. Parlamentares da base também entraram nessa discussão e prometem avançar com essa pauta, mesmo na contramão da realidade econômica e financeira do país. Se for contar apenas com a bancada de apoio que possui dentro do Congresso, a discussão desse assunto ainda vai longe e sem data para a conclusão.

    Como o Brasil é o que é, existem também algumas lideranças da oposição que se mostram simpáticas à redução da jornada de trabalho. Afinal, as eleições de 2026 estão se aproximando e é preciso ter o que oferecer nas campanhas. A turma dos economistas que usa a cabeça para pensar saídas positivas para o país afirma que essas medidas, caso aprovadas, irão causar sérios impactos nos custos empresariais, especialmente para as pequenas empresas, e, com isso, afetar negativamente a produtividade. A questão aqui é saber se a redução de jornada de trabalho, ao aumentar os custos e comprometer a produtividade, afetando empresas que mais geram empregos, seria viável sem uma redução também nos salários.

    Para os que acreditam que sim, a justificativa para essa disparidade é que existem hoje ganhos elevados no empresariado. Àqueles que apostam nas novas tecnologias que trazem mudanças na forma e no modelo atual de trabalho, existe possibilidade de redução da jornada semanal. Olhando o Brasil do alto e sem as interferências políticas e partidárias, o que se observa é que, neste momento, não há espaço para a implementação dessa proposta. É o retorno do velho vaticínio proferido nos anos cinquenta pelo antropólogo e etnólogo francês Lévi-Strauss (1908-2009), quando, em visita a nosso país: “O Brasil vai sair da barbárie sem conhecer a civilização.” A frase, detestada por muitos mostra a importância do conhecimento, da educação e mesmo do preparo técnico para o trabalho na transformação social, econômica e política do Brasil. Não é pelas mãos de políticos que o Brasil vai ser conduzido ao pleno desenvolvimento, é pelas mãos dos professores. A redução da jornada vem antes da livre produção de riquezas, colocando e antecipando o bônus antes do ônus.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/o-onus-e-o-bonus/)

  40. Miguel José Teixeira

    Armou, cacarejou e vai se dar mal!

    “Nunca vai passar”
    A Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados estima que o projeto de Lula (PT) que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês vai gerar uma perda anual de R$2,9 bilhões a estados e municípios.
    (Coluna CH, DP, 04/05/25)

  41. Miguel José Teixeira

    No entanto, o fator “toga” sempre está do seu lado!

    “Onda de federações liga o alerta no governo”
    O PT prevê dificuldade em costurar alianças para tentar reconduzir Lula à Presidência da República em 2026 com a onda de federações, a última entre União Brasil e Progressistas, já anunciada. O atual foco de preocupação está no sempre governista MDB, que conversa com Republicanos e PSD sobre uma possível federação. Concretizada a aliança, Tarcísio de Freitas (Rep), governador de São Paulo, ganha envergadura extra para enfrentar Lula nas próximas eleições.

    Ninguém liga
    O MDB e o PSD mantêm três ministérios no governo Lula, cada. Com o Congresso empoderado pelas emendas, não estão mais nem aí.

    Direita comanda
    Além de ser a atual legenda de Tarcísio, todos os quatro senadores do Republicanos são conservadores e apoiadores de Jair Bolsonaro.

    Lula escanteado
    O PSD de Gilberto Kassab não esconde o plano de candidatura própria com Ratinho Jr, governador do Paraná, ou filiando Tarcísio de Freitas.

    (Coluna CH, DP, 04/05/25)

  42. Miguel José Teixeira

    “Aquela colcha de retalhos que tu fizestes
    Juntando pedaço em pedaço foi costurada
    Serviu para o nosso abrigo, em nossa pobreza”
    . . .

    “19 emendas do PT facilitaram roubo aos aposentados, acusa ex-ministro”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 04/05/25)

    Secretário Especial (com status de ministro) da Previdência e do Trabalho entre 2019 e 2020, o senador Rogério Marinho (PL-RN) é dono de boa memória, como demonstrou no Senado. Ele lembrou que a medida provisória nº 871/19 do então presidente Jair Bolsonaro, destinada a proteger aposentados dos descontos de sindicatos e associações picaretas, teve 19 emendas de parlamentares do PT que, percebe-se agora, facilitaram o maior roubo de sempre, na Previdência, contra os aposentados: R$6,3 bilhões.

    MP 871 desfigurada
    A MP resultou na lei 13.846, que depois seria desfigurada de uma vez por todas, abrindo caminho para o roubo só agora investigado.

    Meio milhão de alertas
    Em 2022, houve 24 mil reclamações de descontos não autorizados, e no ano seguinte, com PT no poder, as queixas subiram para 459.885.

    Esquerda por trás
    Rogério Marinho leu da tribuna a lista de entidades picaretas que mais roubaram os velhinhos do INSS. Todas são ligadas à esquerda.

    Proibição suspeita
    No Senado, o líder do PT pediu e Marinho deu aparte, mas líder de fato do governo, Davi Alcolumbre, proibir o debate, levantando suspeitas.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/19-emendas-do-pt-facilitaram-roubo-aos-aposentados-acusa-ex-ministro)

    Marku Ribas: https://www.youtube.com/watch?v=2cOVfZPnRhw

  43. Miguel José Teixeira

    O seleto grupo de usuários das vistosas tornezeleiras eletrônicas!

    “Collor, Dirceu e Maluf: saiba quais políticos já usaram tornozeleira eletrônica”
    – Lista dos que já tiveram de usar o dispositivo também inclui nomes como Sérgio Cabral, Antonio Palocci, Flordelis, Zé Trovão e Rosinha Garotinho.
    (Naomi Matsui, Poder360, 04/05/25)

    O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor deixou a prisão na 5ª feira (1º.mai.2025), sob a condição de usar tornozeleira eletrônica. A lista de políticos que tiveram de usar o dispositivo, porém, vai além do ex-presidente e inclui ex-governadores, ex-prefeitos e atuais e ex-congressistas.
    . . .
    JOSÉ DIRCEU
    – Ex-ministro da Casa Civil de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Dirceu foi solto (1), provisoriamente, em 27 de junho de 2018, por decisão da 2ª Turma do STF, e teve de usar tornozeleira (2).
    – Voltou a ser preso em maio de 2019. Deixou a prisão novamente em novembro daquele ano.
    – Dirceu havia sido condenado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
    – O processo tratava de suposto recebimento de propina em um contrato firmado entre a Petrobras e a empresa Apolo Tubulars.
    – Em 2024, o ministro do STF Gilmar Mendes anulou (3) todas as condenações de Dirceu na Lava Jato.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/collor-dirceu-e-maluf-saiba-quais-politicos-ja-usaram-tornozeleira-eletronica/

    (1) “Ex-ministro José Dirceu é solto”
    – Estava preso desde 17 de maio
    – Condenado por corrupção e lavagem
    – Depois encontrou-se com Lula…
    (+em: https://www.poder360.com.br/justica/juiza-manda-soltar-jose-dirceu/)

    (2) “Dirceu voltará a usar tornozeleira eletrônica”
    – Ex-ministro deixou cadeia nesta 4ª…
    (+em: https://www.poder360.com.br/justica/dirceu-voltara-a-usar-tornozeleira-eletronica/)

    (3) “Gilmar Mendes anula as condenações de Zé Dirceu na Lava Jato”
    – Ministro estende efeitos da decisão que anulou os atos do ex-juiz Sergio Moro contra Lula; alega interesse pessoal e político do atual senador…
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-justica/gilmar-mendes-anula-as-condenacoes-de-ze-dirceu-na-lava-jato/)

    Essa música GM oferece ao ZD e ZD oferece ao GM como prova de A&C!

    “Você meu amigo de fé, meu irmão camarada
    Amigo de tantos caminhos e tantas jornadas”
    . . .
    O rei Roberto Carlos: https://www.youtube.com/watch?v=xGAH9dHwD-4

  44. Miguel José Teixeira

    É a OrCrim vermelha e seu know how!

    . . .”A CGU identificou casos de aposentados cadastrados em duas associações no mesmo dia, com erros de digitação repetidos nos nomes — indício de uma possível “indústria” de falsificação de autorizações.”. . .

    “Fraude no INSS: dirigentes de entidades eram cadastrados no Bolsa Família”
    – PF suspeita que essas pessoas possam ter sido usadas como laranjas para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas associações.
    (Redação O Antagonista, 04/05/25)

    A Polícia Federal identificou que dirigentes de entidades envolvidas no esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) eram beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família, o Auxílio Brasil e o Cadastro Único (CadÚnico). A constatação levanta suspeitas de que essas pessoas possam ter sido usadas como laranjas para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas associações, segundo aponta o inquérito da PF.

    As investigações, conduzidas em Brasília, têm como foco três entidades principais:

    AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas Brasileiros)
    ABSP/AAPEN (Associação Brasileira dos Servidores Públicos/Associação dos Aposentados e Pensionistas do Nacional)
    Universo (Associação dos Aposentados e Pensionistas dos Regimes Geral e Próprio da Previdência Social)

    A PF identificou ao menos cinco presidentes de associações cadastradas em programas voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade, sendo quatro delas idosas. São elas:

    – Maria Ferreira da Silva, 88 anos, presidente da AAPB desde novembro de 2021. Aposentada desde 2003, consta no CadÚnico com renda familiar per capita de R$ 1.320.
    – Maria Liduina Pereira de Oliveira, 56 anos, presidente da AAPB desde fevereiro de 2022. Recebeu Bolsa Família até outubro de 2015.
    – Maria Eudenes dos Santos, 65 anos, presidente da ABSP/AAPEN desde novembro de 2022. Recebeu Bolsa Família até julho de 2021 e Auxílio Brasil até fevereiro de 2022. Está inscrita no CadÚnico com renda per capita de R$ 1.320.
    – Francisca da Silva de Souza, 71 anos, assumiu a presidência da ABSP/AAPEN em janeiro de 2024. Recebeu Bolsa Família até outubro de 2015.
    – Valdira Prado Santana Santos, 79 anos, preside a Universo desde janeiro de 2021. Também está cadastrada no CadÚnico.
    Segundo o relatório da PF, além da vulnerabilidade socioeconômica, os perfis dessas dirigentes incluem idade avançada, aposentadoria por incapacidade permanente, baixa renda e ausência de vínculos empregatícios anteriores.

    A Polícia Federal afirma que, embora não haja impedimento legal para que pessoas nessas condições ocupem cargos de direção, a gestão de entidades com atuação nacional — que alegam presença em mais de 4 mil municípios — exige articulação e carga de trabalho que poderiam ser incompatíveis com esses perfis.

    As investigações indicam ainda que as associações careciam de estrutura para prestar atendimento efetivo aos aposentados e pensionistas. A PF aponta que essas entidades não tinham capacidade para captar associados, realizar filiações ou prestar os serviços prometidos.

    Leia também: Aposentados da zona rural são maioria entre vítimas de fraude no INSS
    (em: https://oantagonista.com.br/brasil/aposentados-da-zona-rural-sao-maioria-entre-vitimas-de-fraude-no-inss/)

    O escândalo do INSS
    A apuração da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) investiga a aplicação de descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas, sem consentimento dos segurados.

    As entidades envolvidas enviavam listas mensais de associados à Dataprev, responsável pelos sistemas do INSS, sem qualquer verificação documental prévia.

    Muitos beneficiários não percebiam os descontos por não terem acesso ao portal Meu INSS ou por os valores estarem diluídos entre outros abatimentos, como empréstimos consignados e imposto de renda.

    Apesar de denúncias e da existência de milhares de processos judiciais contra essas entidades, os descontos continuaram a ser autorizados.

    A CGU identificou casos de aposentados cadastrados em duas associações no mesmo dia, com erros de digitação repetidos nos nomes — indício de uma possível “indústria” de falsificação de autorizações.

    Ao todo, 13 entidades foram investigadas e 11 delas viraram alvo da Operação Sem Desconto.

    Leia também: Entenda fraudes no INSS, narrativas do governo Lula e papel do jornalismo
    em: https://oantagonista.com.br/analise/entenda-fraudes-no-inss-narrativas-do-governo-lula-e-papel-do-jornalismo/

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/fraude-no-inss-dirigentes-de-entidades-eram-cadastrados-no-bolsa-familia/#google_vignette)

    1. esta “indústria” só existe, porque falham os caros e aparelhados órgãos de fiscalização, o ministério público e a cara, lenta e parcial Justiça a favor do governo e dos ladrões que estão usando o aparelho estatal para assaltar na cara dura, duplamente, vê-se agora, o cidadão, a cidadã, pobre, doente, analfabetos, vulneráveis, sem canais de reclamações e quando há, interditados propositadamente pelas quadrilhas. Os ladrões não são propriamente os culpados, mas quem deveriam combatê-los. Eles apenas se aproveitam da oportunidade, omissão e até, conluio. Bandidos. Todos pagos com os nossos pesados e cada vez mais altos e on line impostos

  45. Miguel José Teixeira

    . . .’Como todos sabem, a Igreja católica, sediada no estado do Vaticano, é uma monarquia onde, segundo os vaticanistas, tenta-se conciliar o céu e a terra. E o papa é chefe de estado e, pelo lado religioso, o sumo-pontífice com poder absoluto.”. . .

    “Conclave: Cardeal é alvo de primeira puxada de tapete papável”
    (Wálter Maierovitch, Colunista do UOL, 03/05/25)

    A capela Sistina ainda está sendo preparada para abrigar os cardeais e receber, em 7 de maio próximo, a primeira votação do conclave que definirá o próximo papa. Fora da Sistina, os eleitores purpurados, já começam a formar os seus grupos, por preferências.

    Como todos sabem, a Igreja católica, sediada no estado do Vaticano, é uma monarquia onde, segundo os vaticanistas, tenta-se conciliar o céu e a terra. E o papa é chefe de estado e, pelo lado religioso, o sumo-pontífice com poder absoluto.

    Como estado autônomo, o Vaticano (Santa Sé) é dotado de território, corpo de governo, moeda, exército simbólico com soldados a exibir uniforme desenhado por Michelangelo, hino, bandeira, corpos de magistrados e de embaixadores (núncios apostólicos).

    Por designação do falecido papa Bergoglio, o secretário de Estado, uma espécie de CEO da Santa Sé, foi o cardeal Pietro Parolin, nascido em 17 de janeiro de 1955 e carreira diplomática na “Pontifica Accademia Ecclesiastica”.

    Dada a sua posição, pode-se concluir ser todo secretário de Estado do Vaticano forte candidato a papa. E, na largada, costuma sair na frente.

    Parolin tem origem humilde, filho de uma professora de chamada ‘scuola elementare’ (escola primária) e de pai operário que faleceu quando ele tinha dez anos de idade.

    O hoje cardeal e secretário de Estado, Parolin ingressou no seminário aos 14 anos, na cidade de Vicenza, ordenando-se padre aos 20 de idade.

    Pelas redes sociais correu a notícia de Parolin estar gravemente doente, tendo, na reunião de Congregação de quarta-feira (30), passado mal e sido atendido por médicos e enfermeiros.

    Fake News
    A notícia é falsa. No entanto, espalhou-se por redes norte-americanas e europeias.

    A falsa informação repetiu-se. Quando Parolin era nome forte a ser escolhido por Bergoglio para a secretaria de Estado, também circulou o fake. A ala conservadora tentou inviabilizá-lo à época.

    Agora, idem-idem, com envolvimento dos apelidados “papa-hóstias” ou “habituês de sacristias”.

    Os especialistas vaticanos em cyber-apurações já identificaram a fonte, a origem do falso. Trata-se, segundo noticiaram os jornais italianos de hoje, de um site chamado Catholic-vote, de internautas ligados a reduto conservador da Igreja e contra a sucessão por um ‘bergogliano’, no caso o cardeal Parolin.

    A Santa Sé, em nota divulgada, acaba de desmentir tenha ocorrido algo com Parolin durante a Congregação.

    Mais ainda, não ser verdade estar o cardeal, secretário de Estado, com problemas de saúde.

    Vaticanistas
    Os vaticanistas, que são os jornalistas especializados e recebedores de informações reservadas, com preservação da fonte, entendem que, no primeiro encontro do dia 7 de maio, não haverá fumaça branca, ou seja, nenhum candidato será capaz de ultrapassar o teto de 2/3 e sair vencedor.

    No primeiro escrutínio do próximo 7 de maio, na visão de dois vaticanistas amigos consultados por este colunista colaborador do UOL, vários nomes surgirão, de grupos ainda isolados. Depois, grupos se aproximam em torno de um só nome, capaz de ultrapassar o teto de 2/3.

    Sobre o processo eleitoral, com alterações promovidas pelo papa Wojthila e motificação por papa Ratzinger, já comentei nesta coluna.

    Até o momento, existem apenas menções de nomes dados como fortes candidatos, o que não quer dizer muita coisa, dada a dinâmica e o sufragado poder empacar numa votação, sem progredir, no cado de escrutínio posterior, em número de votos.

    Com vocação pastoral desponta o nome de Matteo Zuppi. O mais conservador, com a preferência no site americano Catholic-vote, é o cardeal Robert Prevost.

    Dois ‘bergoglianos’ são apontados nas listas de apostas. O próprio Parolin e Mario Grech.

    Para a primeira votação, serão votados, na visão dos vaticanistas, o felipino Luis Antonio Tagle e o francês Jean Mark Aveline.

    Num pano rápido, a tradicional e primeira puxada de tapete acaba de acontecer. Duas chaves de leitura, à propósito. Ou Parolin está muito forte, ou, entre os progressistas ‘bergoglianos’, um nome da Santa Sé, pela seu lado diplomático-político, não teria o perfil almejado de pastor de almas.

    (Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/walter-maierovitch/2025/05/03/eleicao-igreja-primeira-puxada-de-tapete-de-papavel.htm)

    Na eterna busca pelo poder, todos são iguais, ou não?
    “Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é.”
    (Maquiavel)

  46. Miguel José Teixeira

    Se, quem está com a caneta na mão reescreve a história, então lula, “se-aPrecaTe-se”!

    “Lula manda Planalto dizer que Castelo Branco deu golpe”
    – Presidente reclamou que galeria de fotos de ex-presidentes não explicava como cada um foi eleito; 1º general da ditadura de 1964 agora é descrito como articulador “do golpe de 1964”.
    (Evellyn Paola, Poder360, 03/05/25)

    A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Palácio do Planalto passou a declarar na galeria de fotos de ex-presidentes que Humberto de Alencar Castelo Branco (1897-1967) foi um dos principais articuladores da ditadura militar de 1964.

    “Foi um dos principais articuladores do golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart. Através de eleição indireta passou a exercer o cargo de presidente da República em 15 de abril de 1964”, diz a página da história biográfica e presidencial de Castelo Branco.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-manda-planalto-dizer-que-castelo-branco-deu-golpe/)

    Quiz o destino. . .
    . . .me oportunizar a virada de madrugadas, no Bar.com, aqui em Brasília, ouvindo o Senhor |Luiz, então ordenança do Marechal Castelo Branco.
    Concluí que o CB estava certo! Certíssimo.
    Porém, a turma do “Tem que manter isso, viu”, o desvirtuou.
    Só para se ter uma idéia da lisura do Castelo Branco:
    “Ele soube que o irmão ganhara de presente de seus colegas, funcionários da Receita Federal, um automóvel Aero Willys como retribuição por seu empenho junto ao irmão presidente, que mandara rever critérios de remuneração a que tinha direito a categoria, mas o expediente se arrastava na burocracia da Receita.
    Castelo chamou o irmão e o mandou devolver o veículo aos amigos.
    O irmão quis resistir, e Castelo ponderou com ele que já estava demitido do cargo, e o que ele estaria evitando com a devolução seria não ser preso. Façamos nossas comparações.

  47. Miguel José Teixeira

    “Aposentados rurais são 67% das vítimas de fraude no INSS”
    – Esquema causou prejuízo de R$ 2,87 bilhões para o grupo; outros 33% das fraudes atingiram beneficiários da área urbana…
    (Poder360, 03/05/28)

    Aposentados da zona rural representam 67% das vítimas do esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo inquérito da PF (Polícia Federal) ao qual o Poder360 teve acesso, os prejuízos ao grupo somam R$ 2,87 bilhões.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/aposentados-rurais-sao-67-das-vitimas-de-fraude-no-inss/)

    “Pelos campos há fome em grandes plantações”. . .
    E. . . o atualíssimo Geraldo Vandré:
    https://www.youtube.com/watch?v=gIkNlSnTm2E

    Vade retro, corja vermelha!

  48. Miguel José Teixeira

    “Acusado pela ex de violência doméstica: quem é Luis Claudio da Silva, caçula do presidente”
    (+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2024/04/03/acusado-pela-ex-de-violencia-domestica-quem-e-luis-claudio-da-silva-filho-do-presidente.ghtml)

    “Com Janja fora do país, Lula recebe visita do filho”
    – Luis Cláudio esteve no Palácio da Alvorada neste sábado (3.mai) enquanto a primeira-dama está na Rússia
    (Poder360, 03/05/25)

    O filho mais novo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Luis Cláudio, fez uma visita ao pai neste sábado (3.mai.2025) enquanto a primeira-dama, Janja, está na Rússia.

    Em julho de 2024, o Metrópoles divulgou que o filho caçula do petista xingou a primeira-dama por mensagem de WhatsApp. À sua ex-mulher, Natália Schincariol, Luís Cláudio chamou Janja de “puta” e “oportunista”.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-gente/com-janja-fora-do-pais-lula-recebe-visita-do-filho/)

    Matutando bem. . .
    Eles que são vermelhóides esquerdopatas, que “se-entendam-se”!

  49. Miguel José Teixeira

    . . .”O casal Silva é a materialização de um Brasil que prefere parecer ao invés de ser. Um país onde a estética do humanismo vale mais que sua prática. Onde a corrupção escapa pelos ralos da burocracia, enquanto o presidente e a primeira-dama desfilam entre ditadores e ditaduras.”. . .

    “Em Moscou, Janja passa pano para Lula lamber as botas de Putin”
    – A cada novo ciclo eleitoral, as urnas parecem nos dizer: “Bem-feito! Vocês que votaram”.
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 03/05/25)

    E lá foi ela passear outra vez. Janja desembarcou na Rússia com seis dias de antecedência à comitiva oficial de Lula. Sozinha – ou quase – ,levando na bagagem o figurino do “protagonismo feminino progressista” e a velha embalagem do marketing petista, mais fake que nota de três reais: fome e empatia. Tudo sob patrocínio estatal, é claro, e direito à visita guiada ao Kremlin.

    Entre um passeio pelo Teatro Bolshoi e uma selfie no Hermitage, a primeira-dama jura cumprir missão oficial: promover a tal “Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”. Traduzindo do janjês institucional: mais um tour diplomático-cenográfico sem cargo, sem responsabilidade legal e com status de embaixadora universal da bondade – fabricada em gabinete de marqueteiro.

    Não se engane, leitor amigo, leitora amiga: isso não é apenas mais um tour político. É estratégia eleitoral. Enquanto Lula dá voltas pelo planeta em busca do protagonismo que já não encontra nem na própria base aliada, Janja tenta ocupar o vácuo institucional com uma agenda paralela, cheia de causas supostamente nobres, mas vazias de quaisquer resultados concretos.

    Conta salgada
    Quem paga a farra? Ora, os otários aqui. A Advocacia-Geral da União, como boa aliada, já garantiu: tudo o que Janjinha faz – e nos custa! – é “Do interesse público”. A fome, evidentemente, e não a dela, pois não passa, é uma tragédia. Mas é também a escada favorita de Lula desde sua primeira campanha, ainda nos final dos anos 1980, e Janja aprendeu a subi-la.

    A cada viagem, sua presença como “representante do Brasil contra a fome global” é mais noticiada que a do próprio maridão-presidente. Suas falas viram nota oficial. Seus eventos são divulgados pelo Planalto. Sua atuação é de uma política de Estado – só que sem ministério, sem voto e sem prestação de contas. É o poder clandestino em seu estilo mais opaco.

    Só que o Brasil real, do escândalo bilionário do INSS, não perdoa e escancara o colapso de um governo que, no discurso, vive para os pobres, mas, na prática, não consegue nem sequer proteger os mais vulneráveis. Internamente, quem espera aposentadoria enfrenta meses de fila. Quem frauda, recebe em 48 horas. Mas, externamente, divulgam-se maravilhas fantasiosas.

    A gente não aprende
    Em alguns dias, será a vez de Lula desembarcar em Moscou para reencontrar a esposa. Enquanto Vladimir Putin finca de vez suas botas sujas de sangue na Ucrânia, o presidente brasileiro corre para lambê-las. Mas não sem antes assistir, ao lado da primeira-dama, ao Lago dos Cisnes. Apenas, talvez, fosse o caso de lembrá-los de que o Brasil, ao contrário da ave, afunda.

    Lula irá, em tese, celebrar ao lado do carrasco russo e de uma horda de ditadores os 80 anos do Dia da Vitória, marco da rendição da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, despreza o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o próprio povo ucraniano. Democracia, liberdade e direitos humanos são sempre conceitos relativos para o chefão petista

    O casal Silva é a materialização de um Brasil que prefere parecer ao invés de ser. Um país onde a estética do humanismo vale mais que sua prática. Onde a corrupção escapa pelos ralos da burocracia, enquanto o presidente e a primeira-dama desfilam entre ditadores e ditaduras. A cada novo ciclo eleitoral, as urnas parecem nos dizer: “Bem-feito! Vocês que votaram.”

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/em-moscou-janja-passa-pano-para-lula-lamber-as-botas-de-putin/)

  50. Miguel José Teixeira

    No governico do general turrão o lema era “Plante que o governo garante!” Já no atual é “Roube que o governo garante”!

    “Tudo como dantes: Lula mexe, sem mexer, nas fraudes do INSS”
    – A promessa é de que os recursos roubados serão devolvidos aos aposentados. Adivinhem, contudo, com o dinheiro de quem.
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 03/05/25)

    Finalmente Carlos Lupi, que jamais deveria ter sido nomeado ministro da Previdência (1), caiu. O historicamente “todo-enrolado” com a Justiça entregou o cargo na sexta-feira, 2, após o escândalo bilionário de fraudes no INSS, que surrupiou mais de R$ 6 bilhões dos bolsos de aposentados e pensionistas, entre 2019 e 2024.

    O agora ex-ministro sempre se disse alheio ao esquema, mas documentos mostram que foi alertado sobre as irregularidades ainda em junho de 2023 e não tomou providências. Lupi, recentemente, se declarou o responsável pela indicação do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, afastado por ordem judicial após a Operação Sem Desconto (2).

    A Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) revelaram um esquema de descontos indevidos de benefícios (3), com associações criminosas cadastrando beneficiários sem consentimento, para lhes cobrar mensalidades ilegais. O esquema teve início ainda durante o governo de Jair Bolsonaro, mas ganhou dimensão nos últimos dois anos.

    O bom e velho PT
    Para ocupar o cargo de Lupi, Lula nomeou Wolney Queiroz, ex-deputado federal pelo PDT-PE e até então secretário executivo da Pasta. Queiroz, um outro aliado de Carlos Lupi, assume o ministério prometendo “resgatar a confiança dos brasileiros na Previdência“. Se há motivos para acreditar no pedetista, eu os desconheço.

    A mais nova fraude no INSS é apenas outro capítulo na série de escândalos de corrupção protagonizados por governos lulopetistas, como o mensalão, o petrolão e a operação Lava Jato. E a demissão tardia de Carlos Lupi é tão somente mera tentativa de conter os danos, pois sabemos muito bem como o lulopetismo se comporta em relação ao tema.

    A nomeação de Wolney Queiroz – não confundir com o carequinha Queiroz (4), operador das rachadinhas do clã Bolsonaro – visa manter o PDT na base aliada de Lula. Enquanto isso, aposentados e pensionistas aguardam o ressarcimento. A promessa é de que os recursos roubados serão devolvidos. Adivinhem, contudo, com o dinheiro de quem.

    (1) “INSS: Lupi, que nem deveria ser ministro, tem de ser demitido”
    – Diante do já revelado pela Operação Sem Desconto, que estima fraudes de mais de R$ 6 bilhões na Previdência, que Lula o demita já.
    (+em: https://oantagonista.com.br/analise/inss-lupi-que-nem-deveria-ser-ministro-tem-de-ser-demitido/#google_vignette)

    (2) “Crusoé: Os responsáveis pelo escândalo do INSS”
    – Aliados de Lula tentam empurrar o caso para o governo Jair Bolsonaro, mas os indícios revelados até agora pela CGU apontam para outra direção.
    (+em: https://oantagonista.com.br/analise/crusoe-os-responsaveis-pelo-escandalo-do-inss/)

    (3) “Entenda fraudes no INSS, narrativas do governo Lula e papel do jornalismo”
    – O Antagonista explica o caso e a tentativa do lulismo de sair por cima.
    (+em: https://oantagonista.com.br/analise/entenda-fraudes-no-inss-narrativas-do-governo-lula-e-papel-do-jornalismo/)

    (4) “Linha do tempo: Bolsonaro, Queiroz e dinheiro vivo”
    – O Antagonista apresenta uma cronologia resumida das relações entre a família Bolsonaro, Fabrício Queiroz, o uso de dinheiro vivo e de outros assessores em atividades suspeitas. Esta linha do tempo poderá ser atualizada com novas informações. 1955 – Nasce Jair Bolsonaro…
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/linha-do-tempo-bolsonaro-queiroz-e-dinheiro-vivo/)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/tudo-como-dantes-lula-mexe-sem-mexer-nas-fraudes-do-inss/)

    Enquanto lula não chega. . .
    . . .a esbanJANJAtriz já se encontra na Rússia, com PuTin e Maria PuTina, à procura do Doutor Jivago!

    Para relaxar, The Jordans e o Tema de Lara:
    https://www.youtube.com/watch?v=Gel7ws6e6cg

  51. Miguel José Teixeira

    É sempre a lesma lerda: “Tem que manter isso, viu?”

    “Novo ministro estava em reunião que alertou sobre esquema no INSS”
    – Wolney Queiroz era secretário-executivo da Previdência e também integrante do conselho que alertou sobre os descontos indevidos no INSS.
    (Flávia Said, Metrópoles, 03/05/25)

    O novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, estava presente em reunião em que o então chefe da pasta, Carlos Lupi, foi alertado sobre indícios de irregularidades nos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) das entidades que têm desconto de mensalidade junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
    . . .
    (+em: https://www.metropoles.com/brasil/novo-ministro-estava-em-reuniao-que-alertou-sobre-esquema-no-inss)

    Só pra PenTelhar. . .
    Enquanto “otoridades” comPeTentes e incomPeTentes queimam a massa cinzenta (se é que têm alguma), para achar a fórmula mágica para ressarcir os Aposentados e Pensionistas do INSS assaltados pela corja vermelha, comenta-se em Brasília que já estão pensando em mudar o slogan do governico do lula caído, janja calamidade & a$$ociado$ para “Roube que o governo garante!”

  52. Miguel José Teixeira

    Aquele contundente e hollywoodiano discurso tinha o endereço certo para as pessoas erradas ou o endereço errado para as pessoas certas?

    “Filho de Lewandowski advoga para outra entidade acusada de fraude no INSS”
    – O advogado Enrique Lewandowski atua na defesa de pelo menos duas associações investigadas pela PF por descontos ilegais em aposentadorias.
    (Redação OAntagonista, 03/05/25)

    O advogado Enrique Lewandowski, filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, atua na defesa de pelo menos duas associações investigadas pela Polícia Federal (PF) por descontos ilegais em aposentadorias do INSS.

    Além do Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap), como revelado nesta semana (1), Enrique também também advoga para a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), segundo O Globo (2).

    As duas associações são citadas na Operação Sem Desconto, que levou ao afastamento do presidente do INSS e mira lobistas, sindicalistas e servidores. Carlos Lupi também deixou o Ministério da Previdência após a revelação do escândalo (3).

    Documentos obtidos pelo jornal carioca mostram que Enrique integra o time jurídico do escritório Panella Advogados, contratado pela Ambec em ação no Tribunal de Contas da União (TCU).

    O TCU identificou em 2024 descontos não autorizados nas pensões e determinou medidas como o bloqueio automático de novas cobranças e o ressarcimento dos valores indevidos. A Ambec recebeu R$ 231 milhões no esquema; o Cebap, R$ 139 milhões, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU).

    Leia também: PF aponta repasses suspeitos a integrantes do INSS
    (em: https://oantagonista.com.br/brasil/pf-aponta-repasses-suspeitos-a-integrantes-do-inss/)

    Atuação do advogado
    A atuação do filho do ministro se dá em processos que visam manter os chamados Acordos de Cooperação Técnica (ACTs), convênios que permitiam os descontos mensais nas aposentadorias.

    Esses acordos, porém, foram usados para aplicar cobranças indevidas sob o pretexto de oferecer serviços como seguros e assistência funeral.

    Auditoria do TCU determinava a exigência de biometria para confirmar a anuência dos beneficiários — exigência que, segundo a PF, foi sistematicamente desrespeitada.

    A contratação do escritório de Enrique pelo Cebap foi assinada em dezembro de 2024, quatro meses antes da deflagração da operação. O contrato previa atuação junto ao INSS, CGU, TCU e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), subordinada ao Ministério da Justiça.

    Na última terça-feira, 29, durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara, Ricardo Lewandowski negou qualquer interferência do ministério.

    “Não há nenhuma petição, audiência ou requerimento junto ao Ministério da Justiça. A atuação dos escritórios é legal e não compromete a autonomia da pasta”, afirmou o ministro.

    Enrique Lewandowski também negou atuação na esfera criminal ou junto ao ministério chefiado pelo pai. Disse que os contratos referem-se à área do direito administrativo.

    Segundo a PF, mais de 6 milhões de aposentados foram afetados pelo esquema sem ter autorizado os descontos.

    Leia também a matéria da Crusoé “Cai o tráfico, fica a influência” (4), assinada por Felipe Moura Brasil em 14 de março de 2024, que destrinchou elos familiares entre escritórios de advocacia e tribunais, reforçados nos últimos anos.

    (1) “Filho de Lewandowski atua para entidade investigada por fraude no INSS?”
    – Contratação do escritório de Enrique Lewandowski ocorreu em 2 de dezembro de 2024, quatro meses antes da Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto.
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/filho-de-lewandowski-atua-para-entidade-investigada-por-fraude-no-inss/#google_vignette)

    (2) “INSS: Filho de Lewandowski advoga para duas entidades na mira da PF”
    – Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos também é representada por Enrique em ação do TCU que apura descontos irregulares em aposentadorias.
    (+em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2025/05/inss-filho-de-lewandowski-advoga-para-duas-entidades-na-mira-da-pf.ghtml)

    (3) “Carlos Lupi cai após escândalo dos descontos ilegais de aposentadorias”
    – Decisão ocorreu após reunião com o presidente Lula, ocorrida na tarde desta sexta-feira no Palácio do Planalto.
    (+em: https://oantagonista.com.br/brasil/carlos-lupi-pede-demissao-apos-escandalo-dos-descontos-ilegais-de-aposentadorias/)

    (4) “Cai o tráfico, fica a influência”
    – Apontados pela Lava Jato, os elos familiares entre escritórios de advocacia e tribunais agora são reforçados à luz do dia, com ajuda do presidente.
    (+em: https://crusoe.com.br/edicoes/306/cai-o-trafico-fica-a-influencia/)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/filho-de-lewandowski-advoga-para-outra-entidade-acusada-de-fraude-no-inss/#google_vignette)

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