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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDXCVII

As instituições que sustentam a democracia nos Estados Unidos são bem diferente daquelas que fingem serem a mesma coisa no Brasil e aos brasileiros. Compra de votos nos Estados Unidos – oferta de US$ 5 mil para cada cidadão em caso de vitória – não moveu um milimitro de consciências dos votantes. Eles sabem que estão perdendo – e continuarão a perder – dezenas ou milhares de vezes mais com com as loucuras do governo de plantão. Então, numa democracia, o voto é recado, é posicionamento, é mudança. Por isso, diante de tantas tentativas claramente anti-democráticas, o poder de plantão, com todos os mecanismos à disposição e que os usou indevidamente – como no Brasil -, Donald Trump levou lição e uma surra histórica nas urnas, que também as questionavas. Virou pato manco dentro do seu próprio país. Fora dele, já era tido como um louco, arrogante, chantagista, insensato, inconfiável, mentiroso, dissimulado, ingrato, traidor com os aliados e ditador. Dinheiro poderia não compra tudo. Poderio militar, tecnológico e geopolítico não são senhas de submissão incondicionais. Resumindo, o eleitor e eleitora brasileiro precisa avançar muito e aprender com os eleitores e eleitoras dos Estados Unidos. Eles até podem errar uma vez, mas não são tolos ou doidos de persistirem nos erros que os atingem na própria carne, vida, destino e futuro. Nós ainda somos masoquistas sob o pretexto de salvar uma democracia claramente fake (by Herculano).

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