A voz dos sensatos e minimamente alfabetizados. Como a massa majoritária de eleitores e eleitoras é de analfabetos, ignorantes, desinformados e dependentes, estamos elegendo como nossos representantes, gente que está nos levando para o abismo e eles próprios para se manter no poder e nos privilégios cada vez mais abusivos, propõem, votam e se lambuzam nos pesados e cada vez mais altos impostos cobrados on-line contra nós. Este outubro, pelos discursos e candidatos que se apresentam bem ao nosso lado, não será diferente. Está cada vez pior. (by Herculano). Foto, anônima.
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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXI
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Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.
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ESTOU DE ALMA LAVADA, MAS PREOCUPADO. “REPENTINAMENTE” A SAÚDE PÚBLICA EM GASPAR VIROU A GENI. ESTÃO ATIRANDO PEDRAS NELA. E QUEM FAZ ISTO? A PRÓPRIA BASE DO GOVERNO PAULO. EU APONTEI ESTE CAOS CONTRA OS GASPARENSES MAIS VULNERÁVEIS O ANO PASSADO, INTEIRO. E O PODER DE PLANTÃO – INCLUINDO OS VEREADORES – ACHAVA AS MINHAS OBSERVAÇÕES DESONROSAS. TEM GATO NESTA TUBA: É O DA INCORÊNCIA E DA INGRATIDÃO.
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10 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXXI”
“Do rio ao prato: pesquisa transforma lambari (*) em produto de alto valor”
– Pesquisas consolidam a lambaricultura como atividade aquícola viável e sustentável.
(Por Henrique Rodarte, Agro em Campo, portal iG, 17/07-/26)
O lambari carrega um lugar especial na memória afetiva de boa parte dos brasileiros. Presente em rios, córregos e lagoas de quase todo o território nacional, o peixe costuma marcar as primeiras pescarias da infância, ao lado de pais, avós e tios. Além do valor cultural, a espécie ganha cada vez mais relevância econômica. Ou como alimento, tradicionalmente consumido em forma de petisco, ou como isca viva na pesca esportiva.
Durante décadas, produtores dependeram quase exclusivamente da captura em ambientes naturais ou da presença do lambari como fauna acompanhante em cultivos de peixes comerciais. O termo “lambari” reúne diversas espécies de pequenos caracídeos, família numerosa de peixes de água doce. O Instituto de Pesca (IP-APTA) assumiu papel pioneiro na geração de conhecimento científico e tecnológico voltado ao cultivo comercial de espécies como Astyanax fasciatus, Astyanax lacustris e Deuterodon iguape.
Para o pesquisador do IP Fábio Sussel, a consolidação da lambaricultura como atividade aquícola exigiu tecnologias específicas, capazes de tornar a produção previsível, eficiente e economicamente viável.
Pesquisa e inovação fortalecem a produção
Nas últimas décadas, o Instituto de Pesca desenvolveu e aperfeiçoou protocolos para diferentes etapas do processo produtivo, o que ajudou a consolidar uma cadeia até então inexistente em escala comercial.
Entre as principais contribuições, os pesquisadores aprimoraram os protocolos de reprodução induzida, essenciais para garantir produção contínua de alevinos ao longo do ano. A equipe também desenvolveu técnicas de larvicultura e recria em diferentes sistemas de cultivo, adaptadas às características biológicas de cada espécie estudada.
Esses avanços trouxeram mais regularidade à produção, aumentaram a sobrevivência dos peixes e melhoraram os índices zootécnicos, o que oferece maior segurança técnica aos produtores. Paralelamente, o instituto ampliou suas linhas de pesquisa para outras frentes estratégicas. Criou tecnologias para produção de lambaris destinados ao mercado de iscas vivas, avaliou o potencial da espécie em sistemas de aquaponia e passou a utilizar diferentes lambaris como bioindicadores em estudos de ecotoxicologia, voltados a avaliar contaminantes ambientais e a qualidade dos ecossistemas aquáticos.
Nova tecnologia amplia o potencial do lambari para consumo
O lambari também ocupa lugar de destaque como alimento tradicional de alto valor gastronômico. Apesar dessa vocação, um gargalo tecnológico limitava a ampliação do consumo em larga escala: o processamento do pescado.
Para resolver esse desafio, Fábio Sussel propôs a criação de uma máquina para evisceração de lambaris. Uma empresa de Santa Catarina, especializada em equipamentos para frigoríficos de peixes, desenvolveu o equipamento posteriormente. A máquina automatiza uma das etapas mais críticas do processamento, aumenta significativamente a produtividade, reduz custos operacionais e agrega valor ao pescado destinado ao consumo humano.
Segundo Sussel, essa inovação representa um exemplo concreto de pesquisa aplicada. O Instituto de Pesca transforma resultados científicos em soluções tecnológicas capazes de atender demandas reais da sociedade. Além de fortalecer cadeias produtivas estratégicas para a aquicultura brasileira.
Mais do que um peixe ligado à memória afetiva dos brasileiros, o lambari se tornou exemplo de como a pesquisa pública pode converter conhecimento científico em desenvolvimento econômico, inovação e segurança alimentar.
(Fonte: https://agroemcampo.ig.com.br/2026/noticias/do-rio-ao-prato-pesquisa-transforma-lambari-em-produto-de-alto-valor/)
(*) Estou sentindo o seu “cheirinho”:
https://agroemcampo.ig.com.br/wp-content/uploads/2026/07/lambari-Fabiano-Bulow.jpg
“Para Tabata e Erika, misógino é quem elas acham que é misógino”
– As deputadas Tabata Amaral e Erika Hilton querem aprovar uma lei segundo a qual misógino é quem elas decidem que é misógino.
(Mario Sabino, Metrópoles, 17/07/26)
Vou comentar o PL da misoginia, defendido com estridência pelas deputadas Tabata Amaral (1) e Erika Hilton (2).
Abro já parêntese. É assunto que mobiliza mais as redes sociais do que a imprensa, em outro episódio que mostra a distância entre as preocupações dos cidadãos e os assuntos selecionados pelos editores de jornais e sites. Fecho parêntese.
Atribui-se ao nazista Hermann Göring a frase anedótica “judeu é quem eu decido que é judeu”. Ele a teria dito ao comentar a expedição de atestados de “sangue ariano” emitidos pelo regime de Adolf Hitler.
A lembrança me ocorreu, porque Tabata Amaral e Erika Hilton estão querendo aprovar uma lei segundo a qual misógino é quem elas decidem que é misógino.
Aprovado no Senado e em vias de ser votado na Câmara, o PL prevê punir com severidade quem discrimina, agride e ofende mulheres pelo fato de serem mulheres, mas não tipifica exatamente a misoginia, deixando o crime com interpretação em aberto em mais de um aspecto. Ou seja, no terreno do que pode ser absolutamente subjetivo.
A ilustração mais recente do perigo que isso implica foi fornecida pela mulher de Lula, a primeira-dama Janja. Ela disse que é vítima de misoginia pura quando a chamam de gastadeira de dinheiro público, o que Janja efetivamente é a julgar pelo que custa aos cofres públicos.
Outro exemplo: a juíza (3) que concedeu perdão à mãe do menino Henry Borel, cuja segurança foi negligenciada por ela e que acabou assassinado brutalmente pelo padrasto, disse que a agraciada havia sido vítima de misoginia ao ser alvo de opróbrio e até mesmo ao ser incluída como ré no processo.
“Fosse o pai e não a mãe na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado, como é regra nos processos de igual natureza. É que o papel culturalmente reservado à mulher nos moldes patriarcais não só dela exige ser mãe, mas, muito além, a mãe perfeita. Mãe suficiente não basta”, escreveu a magistrada.
Fazer piada de loira com Erika Hilton ou qualquer outra mulher, biológica ou não, certamente resultará em censura e poderá dar até cadeia.
Já aconteceu com o humorista Léo Lins, condenado em primeira instância a oito anos e três meses de reclusão por fazer piadas supostamente preconceituosas contra minorias. Felizmente, ele foi absolvido em segunda instância e teve preservado o direito à liberdade de expressão (quer dizer, mais ou menos, porque seguro morreu de velho).
Criticar o próprio PL da Misoginia demonstrou ser um perigo. A pedido de Erika Hilton, a Advocacia-Geral da União notificou a rede social X para retirar posts que repudiavam o projeto. O pretexto foi o de que os posts continham “desinformação”, essa palavrinha mágica para fechar a boca de quem discorda da esquerda.
Aliás, Erika Hilton (4) propôs uma emenda ao projeto de lei bastante explícita na sua intenção censória. Diz a emenda que “o exercício da liberdade de expressão, de manifestação do pensamento, de convicção religiosa, filosófica, científica, acadêmica ou política não constitui causa de exclusão de ilicitude”.
Obviamente, não estou dizendo que misoginia não existe. Ela está presente no nosso dia-a-dia, como resultado de uma cultura machista secular que precisa ser combatida. Mas o bom combate não deveria se dar por meio de uma lei vaga, que dá margem a medidas autoritárias.
Quanto a este colunista, quando o assunto é mulher, vou ser menos banal do que citar Simone de Beauvoir. Faço minhas as palavras do falecido Luís Fernando Veríssimo: “em matéria de mulher, há um tipo cem por cento: desquitada, analisada e com apartamento”. Espero não ter cometido crime.
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/para-tabata-e-erika-misogino-e-quem-elas-acham-que-e-misogino)
(1) https://www.camara.leg.br/deputados/204534
(2) https://www.camara.leg.br/deputados/220645
(3) “Ainda há juízes em Brasília?”
– Ainda há juízes em Brasília? A cada julgamento no STF, a dúvida reaparece na minha cabeça pervertida, visto que vivemos sob democracia plena.
+em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/ainda-ha-juizes-em-brasilia
(4) “Maquiadores: não, meus amores, Erika Hilton não representa uma minoria”
– O patrimonialismo é o nosso sistema e o nosso mal. Erika Hilton não é exceção. Somos criados para tratar a coisa pública como particular.
+em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/maquiadores-nao-meus-amores-erika-hilton-nao-representa-uma-minoria
🇺🇸 “Ressaca do tarifaço”
(Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 17/07/26)
Donald Trump teve na última semana o que mais gosta: estar no centro das atenções.
Ataques entre os EUA e o Irã foram retomados, o republicano ameaçou — e depois voltou atrás — criar um pedágio em Hormuz e, ontem, tarifou o Brasil (1).
Se você perdeu a notícia mais recente, relembro brevemente: depois de investigar o país em inúmeras áreas, o USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) recomendou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Na quarta, Trump acatou a indicação da entidade (2).
As taxas devem entrar em vigor em 22 de julho e afetarão 26% das exportações do país (3), segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O governo estima que elas atingem 18% das vendas aos EUA (4).
Quem será taxado…
Máquinas agrícolas, roupas, papel, açúcar orgânico e equipamentos eletrônicos.
São cerca de 4.000 produtos afetados.
A indústria de calçados, por exemplo, diz que a nova taxa torna muitas operações insustentáveis (5).
O segmento exporta para mais de 160 países, mas os EUA são o principal destino.
Cerca de 20% de tudo que eles enviam vai para lá.
7,1% das vendas de calçados serão afetadas.
Quem ficou de fora…
Respira aliviado, pelo menos por enquanto.
São mais de 2.100 produtos (6) na lista de exceções, que inclui carne, café, mel orgânico e hidróxido de alumínio, entre outros.
Os itens são essenciais para evitar uma escassez no mercado americano.
O USTR deve encerrar, em breve, os procedimentos a respeito de outra investigação.
Desta vez, a entidade apurou o suposto uso de trabalho forçado (7) em 59 países e na UE.
Em junho, recomendou um tarifaço de 12,5% aos alvos, e Trump deve decidir se aplicará a taxa.
Setores isentos acreditam que a lista deve se repetir (8), mas ainda não têm certeza.
Briga de gente grande.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, culpou Lula (9) pelo novo tarifaço.
“No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro”
(Marco Rubio)
O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, rebateu as falas de Rubio (10) e disse que são inaceitáveis e ofensivas.
“Claramente, o que incomoda o governo dos EUA é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis.”
(Mauro Vieira)
Falando em governo…
A gestão anunciou um programa para apoiar empresários prejudicados pelas taxas (11).
A linha de crédito Brasil Soberano será reforçada, e os ministros discutirão a Lei de Reciprocidade com Lula, que decidirá se a medida será aplicada.
↳ A legislação permite que produtos americanos sejam taxados.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pediu que o Ministério da Fazenda liberasse R$ 7,25 bilhões para reforçar as linhas de crédito (12).
Leia mais sobre a novidade:
Sobe e desce.
O USTR sinalizou que as tarifas podem aumentar ou cair dependendo de como o Brasil reagir.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/tarifas-podem-aumentar-ou-cair-conforme-resposta-do-brasil-sinalizam-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
E o culpado é…
O governo Lula, segundo a Fiesp. A entidade culpa a gestão por “ruídos desnecessários”.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/setor-empresarial-lamenta-novo-tarifaco-de-25-e-fiesp-dispara-contra-governo-lula.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
Campeão.
O Brasil é o país que mais viu tarifas aumentarem desde que Trump voltou ao poder.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/brasil-e-pais-que-mais-viu-tarifas-aumentarem-desde-que-trump-voltou-ao-poder.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(TRPCE)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/veja-a-cronologia-do-tarifaco-dos-eua-sobre-o-brasil-no-ultimo-ano.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/eua-decidem-taxar-produtos-do-brasil-em-25-apos-investigacao-comercial-sobre-pix-e-etanol.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(3) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/nova-rodada-do-tarifaco-atinge-26-das-exportacoes-brasileiras-aos-eua-diz-cni.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(4) mhttps://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/governo-lula-estima-que-tarifaco-atinge-18-das-exportacoes-aos-eua-e-anuncia-ajuda-a-empresarios.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha
(5) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/um-ano-apos-tarifaco-fatia-dos-eua-nas-exportacoes-do-brasil-atinge-minima-historica.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(6) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/lista-de-isencoes-de-nova-tarifa-de-trump-tem-mais-de-2100-itens-e-inclui-carne-cafe-soluvel-e-obras-de-arte.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(7) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/eua-concluem-investigacao-sobre-trabalho-forcado-e-propoem-mais-uma-tarifa-contra-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(8) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/setores-isentos-citam-alivio-mas-temem-novas-tarifas-dos-eua-em-caso-sobre-trabalho-forcado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(9)https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/rubio-diz-brasil-foi-tarifado-em-25-porque-lula-nao-negociou-com-os-eua-de-boa-fe.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(10) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/rubio-faz-ataque-grosseiro-e-arrogante-contra-lula-diz-mauro-vieira-apos-tarifaco.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(11) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/governo-lula-estima-que-tarifaco-atinge-18-das-exportacoes-aos-eua-e-anuncia-ajuda-a-empresarios.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(12) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/bndes-pede-r-725-bilhoes-a-fazenda-para-reforcar-socorro-a-setores-afetados-por-tarifas-dos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
Uai, sô!
Abriram o sarcófago!
“PT lança Patrus Ananias ao Governo de Minas Gerais na segunda, e PSB sinaliza apoio”
+em: https://noticias.uol.com.br/colunas/tatiana-farah/2026/07/17/pt-lanca-patrus-ao-governo-de-minas-na-segunda-feira-e-psb-sinaliza-apoio.htm
“Crusoé: Selo Nunes Marques de Qualidade”
– TSE alimenta a tradicional desconfiança em relação às pesquisas eleitorais. E mais: A última carta e Os fantasmas que assombram os pré-candidatos.
(Redação O Antagonista, 17/07/26)
Cerca de vinte empresas realizam atualmente pesquisas de intenção de voto para presidente no Brasil. Quando se consideram também as disputas estaduais, o número sobe para 35.
Trata-se de um mercado maduro, em que companhias disputam clientes e fazem parcerias com veículos de imprensa, oferecendo diferentes metodologias e análises.
Mas o Brasil sempre consegue estragar tudo.
Nas eleições de 2022, quando pesquisas eram publicadas ao ritmo de três por semana, os bolsonaristas atacaram os institutos, dizendo que valia mais confiar no “Datapovo” — uma expressão que engloba tanto as aglomerações com que Bolsonaro era recebido em eventos quanto enquetes organizadas por simpatizantes ou meros curiosos.
Desta vez, o bolsonarismo voltou a desacreditar os institutos de pesquisa, contando com a contribuição relevante do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.
Em junho, Nunes Marques suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel, que mostrava uma queda do candidato Flávio Bolsonaro (Nunes Marques, vale lembrar, foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro, pai do senador).
Na segunda, 13, o magistrado propôs a criação de um “selo de acurácia eleitoral” para premiar os levantamentos que mais se aproximam do resultado das urnas.
Além de confundir o recorte científico de um momento específico com bola de cristal, o “Selo Nunes Marques de Qualidade” (*) amplia o intervencionismo da Corte no processo eleitoral e pode gerar distorções, caso empresas alterem suas metodologias só para ganhar a benção do TSE, dizem Duda Teixeira e Wilson Lima na reportagem de capa de Crusoé desta semana.
Outros destaques de Crusoé
Em A última carta (**), Wilson Lima trata dos impactos para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro da proibição de visitas ao pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias, por causa da leitura de uma carta do ex-presidente em live na internet.
Crusoé apurou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro era contra a leitura da carta, e a reportagem detalha as tensões internas do bolsonarismo no novo cenário.
Na reportagem Os fantasmas que assombram os pré-candidatos (***), Wal Lima esmiúça as fraquezas das principais pré-campanhas presidenciais, à luz do que já ocorreu no passado.
+em:
(*) https://crusoe.com.br/noticias/selo-nunes-marques-de-qualidade/
(**) https://crusoe.com.br/noticias/a-ultima-carta/
(***) https://crusoe.com.br/noticias/os-fantasmas-que-assombram-os-pre-candidatos/
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem
> Leonardo Barreto
(Lula colhe maior derrota diplomática da sua história)
– Quando os resultados da guerra comercial se mostrarem, aí é o momento de fazer as pesquisas de opinião.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/lula-colhe-maior-derrota-diplomatica-da-sua-historia/#google_vignette
> Izabela Patriota
(O revisionismo do sufrágio feminino)
– Defender famílias fortes nunca exigiu defender mulheres silenciosas.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/o-revisionismo-do-sufragio-feminino/
> Dennys Xavier
(Por que temos homens medíocres?)
– No Império, o saber funcionava como uma credencial esperada daqueles que aspiravam aos altos postos. Hoje, essa expectativa tornou-se menos exigente.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/por-que-temos-homens-mediocres/
> Maristela Basso
(O que a Argentina tem?)
_ Não é apenas talento. É uma cultura de formação emocional que transforma grandes jogadores em grandes competidores.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/o-que-a-argentina-tem/#google_vignette
> Clarita Maia
(O manifesto da Casa Apostólica e da Frente Evangélica)
– Documento desloca o foco da disputa geopolítica para a proteção dos brasileiros diretamente afetados pelo recrudescimento do antissemitismo.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/o-manifesto-da-casa-apostolica-e-da-frente-evangelica/
> Márcio Coimbra
(O custo do amadorismo)
– Ao impor tarifas de vingança, o Brasil encarece insumos vitais, asfixia empresas importadoras, destrói postos de trabalho na cadeia logística e portuária e reduz o dinamismo da economia.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/o-custo-do-amadorismo/#google_vignette
> Roberto Ellery
(Tanta bondade chega a ser maldade)
– Políticas que incentivam o mau uso do capital têm o potencial de reduzir o crescimento potencial da economia brasileira.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/tanta-bondade-chega-a-ser-maldade/
e
> Rodolfo Borges
(Uma conspiração para Messi).
– A Seleção argentina se impôs mais uma vez, e de uma forma tão caótica que só pode ser explicada por meio de uma teoria conspiratória.
+em: https://crusoe.com.br/noticias/uma-conspiracao-para-messi/#google_vignette
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(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-selo-nunes-marques-de-qualidade/)
Bom dia.
Culpar os eleitores pelos candidatos que as SIGLAS PARTIDÁRIAS nos apresentam como alternativa de governança,
quando os candidatos são tudo farinha do mesmo saco, se não é inocência, é DEBOCHE.
Nada mudará enquanto o quociente partidário seguir ELEGENDO candidatos sem VOTOS;
Enquanto as candidaturas avulsas não forem permitidas,
E enquanto a contagem de VOTOS não for majoritária.
São regras criadas pelas velhas RAPOSAS dentro do congresso nacional, estrategicamente para a manutenção da tal “governabilidade” do toma lá dá cá, e nada como contar com os PARÇA nessa interminável caminhada.
Nesse cenário, chamar o Brasil de país democrático,
é igual chamar Gaspar de capital nacional da moda infantil 👀😱😱😱
“Veja 11 sugestões de leitura psicodélica em português de graça”
– Mercado de Letras e Chacruna liberam volumes sobre ayahuasca e outros temas.
– Pesquisadores da UFRN e UFRJ engrossam massa crítica com 3 artigos científicos.
(Marcelo Leite, relata novidades da fronteira da pesquisa em saúde mental, FSP, 16/07/26)
Após a ordem executiva de Trump para acelerar estudos psicodélicos, (1) o setor oscila entre otimismo (2) com a perspectiva de regulamentação de tratamentos e pessimismo (3) mcom monopólios gringos que devem encarecer e restringir acesso. A boa nova veio dar na praia de quem quer manter o espírito crítico na forma de uma coleção gratuita de livros de reflexão sobre o tema, todos em língua portuguesa.
São 11 e-books na Biblioteca Psicodélica – Drogas, Política e Cultura (4), iniciativa da editora Mercado de Letras e do Instituto Chacruna (5) para comemorar os dez anos dessa ONG sediada em São Francisco (EUA), que tem a antropóloga brasileira Bia Labate na direção e um portal dedicado à América Latina (6)(aviso: sou colaborador da página Chacruna Chronicles) (7).
Eis os títulos sobre plantas de poder como a ayahuasca, povos indígenas, religião, saúde e políticas de drogas que podem ser baixados sem custo:
1. “Virando Indígenas, Virando Yawanawás”, de Lígia Duque Platero;
+em: https://drive.google.com/file/d/1M1uzYSLR0KK57DHK6dnWFKAxAQVnqDsC/view
2. “O Uso de Plantas Psicoativas nas Américas”, de Beatriz Caiuby Labate e Sandra Lucia Goulart (Orgs.);
+em: https://drive.google.com/file/d/1eVBC3VD8GtnGHDjc8MLnia-OYurTfwZU/view
3. “Drogas: Perspectivas em Ciências Humanas”, de Beatriz Caiuby Labate e Frederico Policarpo (Orgs.);
+em: https://drive.google.com/file/d/1iW_hC3F_-Wiqszgw8VFPRlfR0543WsQt/view
4. “Políticas de Drogas no Brasil: Conflitos e Alternativas”, de Beatriz Caiuby Labate e Thiago Rodrigues (Orgs.);
+em: https://drive.google.com/file/d/1jcAfNWdMC8j6JKdBgCKOIIASDxTxWYNf/view
5. “Drogas, Políticas Públicas e Consumidores”, de Beatriz Caiuby Labate, Frederico Policarpo, Sandra Lucia Goulart e Pablo Ornelas Rosa (Orgs.);
+em: https://drive.google.com/file/d/1t2eBdxwOpkDa4aYN9FomJDI3ISybTW5s/view
6. “Uso de Drogas: Controvérsias Médicas e Debate Público”, de Maurício Fiore;
+em: https://drive.google.com/file/d/1x_bH5UFnAeD1FvjqApYDvAJN2tVjhpTA/view
7. “Música Brasileira de Ayahuasca”, de Beatriz Caiuby Labate e Gustavo Pacheco;
+em: https://drive.google.com/file/d/1zLKDB1z18SE3Nv71msqyWJKaD4FlyrVQ/view
8. “Religiões Ayahuasqueiras: Um Balanço Bibliográfico”, de Beatriz Caiuby Labate, Isabel Santana de Rose e Rafael Guimarães dos Santos;
+em: https://drive.google.com/file/d/1d0hqNP8g75AyOEUF117SuViiiW3fMokl/view
9. “A Reinvenção do Uso da Ayahuasca nos Centros Urbanos”, de Beatriz Caiuby Labate;
+em: https://drive.google.com/file/d/1Eeo9xVdfmn75_iQreOofdD5dr3h69yDK/view
10. “O Uso Ritual das Plantas de Poder”, de Beatriz Caiuby Labate e Sandra Lucia Goulart (Orgs.);
+em: https://drive.google.com/file/d/1mEyp5wyR3_4pZNPCJ-kaouLq5sic_ust/view
11. “O Uso Ritual da Ayahuasca”, de Beatriz Caiuby Labate e Wladimyr Sena Araújo (Orgs.):
+em: https://drive.google.com/file/d/174IEykO-L_3xbLx-NT1qIL7RaPaWFeHY/view
Além da perspectiva reflexiva das ciências humanas, a massa crítica brasileira no campo psicodélico tem produzido uma enxurrada de artigos de pesquisa igualmente em ciências naturais. Na impossibilidade de tratar de todos em profundidade aqui, como merecem, vão aqui outras três dicas de leitura sobre a DMT da ayahuasca (8) e da jurema-preta (9) – desta vez, em inglês, mas com títulos traduzidos para facilitar:
1. “Além da redução de sintomas: DMT melhora ansiedade, satisfação com a vida e qualidade de vida em voluntários saudáveis e pacientes com depressão”, publicado no periódico Journal of Psychopharmacology (10) por Raynara Bolcont e oito coautores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) (11), que tem no Instituto do Cérebro um centro de excelência em pesquisa psicodélica;
2. “Um protocolo de suporte físico e psicológico não diretivo para N,N-dimetiltriptamina (DMT) inalada: uma avaliação qualitativa de segurança, conforto e integração em ambiente clínico”, publicado no periódico Journal of Consciousness: Theory, Research, and Practice (12) por Handersson Barros e outros 16 autores do mesmo grupo da UFRN;
3. “Efeitos proliferativos do psicodélico N,N-dimetiltriptamina (DMT) em células-tronco neurais humanas”, publicado no periódico ACS Chemical Neuroscience (13) por José Alexandre Salerno mais 16 colaboradores do grupo extenso liderado por Stevens Rehen em quatro instituições (Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, Universidade Federal do Rio de Janeiro, empresa Promega e Instituto Usona em Wisconsin) (14).
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/virada-psicodelica/2026/07/veja-11-sugestoes-de-leitura-psicodelica-em-portugues-de-graca.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(1) “Impulso de Trump a terapias psicodélicas consagra adesão da direita e afasta a contracultura”
– Ordem do presidente dos EUA para acelerar tratamentos atordoa povos indígenas e herdeiros do movimento hippie.
– Biomedicina, conservadores, capital e militares passam a ditar as cartas na cena psicodélica.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/05/impulso-de-trump-a-terapias-psicodelicas-consagra-adesao-da-direita-e-afasta-a-contracultura.shtml
(2) “Rainha da dependência química nos EUA se rende a psicodélicos”
– Nora Volkow comanda há 23 anos Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA.
– Ela deu guinada em favor da ibogaína, que também está na mira do governo Trump.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2026/05/rainha-da-dependencia-quimica-nos-eua-se-rende-a-psicodelicos.shtml
(3) “Europa fura bolha de entusiasmo dos EUA com psicodelia”
– Conferência na Holanda encara promessas e problemas do modelo médico-empresarial.
– Debates temperam otimismo com críticas a misticismo, patentes e microdosagem.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/06/europa-fura-bolha-de-entusiasmo-dos-eua-com-psicodelia.shtml
(4) https://mercado-de-letras.com.br/e-books-serie-drogas-politica-e-cultura/
(5) https://chacruna.net/
(6) https://www.chacruna-la.org/inicio-pt
(7) https://chacruna.net/author/marcelo-leite-ph-d/
(8) “Patentes sobre ayahuasca são menos comuns que se imagina”
– Levantamento focalizado indica 279 pedidos relacionados de propriedade intelectual.
– Do total, 49 constituem ameaça presente de usurpação do conhecimento tradicional.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/virada-psicodelica/2026/05/patentes-sobre-ayahuasca-sao-menos-comuns-que-se-imagina.shtml
(9) “Seminário da Jurema avança em gênero, número e grau”
– Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas, comparece a encontro em território dos Truká.
– Evento em Orocó (PE) aproxima povos indígenas, de terreiro e da academia pela jurema-preta.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/virada-psicodelica/2026/05/seminario-da-jurema-avanca-em-genero-numero-e-grau.shtml
(10) https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/02698811261465005
(11) “UFRN busca pessoas com depressão para estudo em 5 cidades”
– Instituto do Cérebro investiga inalação de DMT, psicodélico da ayahuasca e da jurema.
– Recrutamento começa em Natal e abrangerá São Paulo, Rio, Salvador e Fortaleza.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/virada-psicodelica/2026/06/ufrn-busca-pessoas-com-depressao-para-estudo-em-5-cidades.shtml
(12) “Protocolo não diretivo de suporte físico e psicológico para N , N -dimetiltriptamina (DMT) inalada: uma avaliação qualitativa de segurança, conforto e integração em um ambiente clínico.”
+em: https://psycnet.apa.org/doiLanding?doi=10.1037%2Fcns0000480
(13) https://pubs.acs.org/action/showCitFormats?doi=10.1021/acschemneuro.6c00209&ref=pdf
(14) “Quem é o bilionário que quer combater depressão com terapia psicodélica”
– Instituto bancado por americano prepara maior teste clínico com psilocibina, composto de cogumelos ‘mágicos’.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2024/06/quem-e-o-bilionario-que-quer-combater-depressao-com-terapia-psicodelica.shtml
“PT é imbatível em tirar o corpo fora”
– Partido tem longo histórico de empurrar para terceiros a responsabilidade por seus erros.
– Se bastava uma canetada para limitar publicidade de bets, por que esperaram tanto?
(Hélio Schwartsman, FSP, 16/07/26)
Numa coisa os petistas são imbatíveis: empurrar a responsabilidade de seus erros para outros. Um histórico completo da tendência estouraria os limites físicos desta coluna, de modo que me limito a pincelar casos notórios.
Na visão do partido, o julgamento do mensalão (1) não passou de uma farsa orquestrada pelo STF, pela oposição e pela mídia para enfraquecer a agremiação, que não havia feito nada que outras legendas não fizessem, que era utilizar-se dos tais “recursos não contabilizados”, o popular caixa 2. A crise econômica gestada por Dilma Rousseff não foi mais do que o resultado da retração do preço das commodities apimentada pelas pautas-bombas da oposição. O próprio petrolão foi descrito por Lula como uma mancomunação entre elites brasileiras e o Departamento de Justiça dos EUA, que queria destruir a Petrobras.
Mais recentemente, o PT tentou empurrar a conta do escândalo do INSS (2) para o governo Bolsonaro. Não há dúvida de que a gestão anterior tem seu quinhão de responsabilidade, mas não dá para ignorar que os descontos indevidos ganharam enorme tração nos dois primeiros anos do governo Lula, registrando crescimento de 253%. E isso apesar dos múltiplos alertas de que coisas erradas estavam acontecendo.
Petistas também tentaram pular fora das cobranças pela profusão da propaganda de bets (3). Quase me enganaram. É verdade que Temer e Bolsonaro têm muita culpa aí, por não ter regulamentado a publicidade. A gestão Lula, ao contrário das anteriores, se mexeu. Mas se mexeu mal.
Minha fé na narrativa petista começou a desmilinguir quando li reportagem da Folha (4) mostrando que foi um funcionário do Ministério da Justiça de Lula que redigiu emenda que reduziu as restrições à publicidade no processo de regulamentação. A desilusão mesmo veio quando descobri que bastava uma portaria, isto é, a assinatura de um ministro, para limitar consideravelmente o espaço para abusos. Se não era necessário mais do que uma canetada, por que esperaram quase até o fim da Copa para tomar uma atitude? (*)
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2026/07/pt-e-imbativel-em-tirar-o-corpo-fora.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(1) “‘Não me arrependo de nada porque não fizemos nada de errado’, diz Delúbio, que volta às urnas”
– Em entrevista à Folha, ex-tesoureiro do PT reafirma inocência no mensalão e na Lava Jato e confirma pré-candidatura a deputado federal.
– Petista diz que objetivo é ampliar bancada do partido e ajudar Lula no Congresso Nacional.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/06/delubio-soares-nega-que-candidatura-em-2026-seja-para-resgatar-imagem-apos-escandalos.shtml
(2) “Desconto em aposentadorias do INSS disparou após 2022”
– Investigação da CGU mostra que débitos passaram de milhões para bilhões; entenda o motivo do aumento.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/desconto-ilegal-em-aposentadorias-do-inss-disparou-apos-2022-veja-evolucao-dos-valores.shtml
(3) “Blaze gastou R$ 330 mi com anúncios em 2025 e tem Virginia como principal influenciadora no Brasil”
– Bet, que diz seguir legislação, e criadora de conteúdo são investigadas por propaganda abusiva; ela não se pronunciou”
– Plataforma declarou R$ 361 mi de lucro e R$ 1,9 bi de receita, o triplo do estimado pelo Ministério Público.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/blaze-gastou-r-330-mi-com-anuncios-em-2025-e-tem-virginia-como-principal-influenciadora-no-brasil.shtml
(4) “Governo vai restringir publicidade de bets e obrigar exibição de alerta de perda de dinheiro”
– Apostar pode causar dependência, não é investimento e faz você perder dinheiro são alertas da Fazenda.
– Medidas passarão a valer no dia 17 e incluem veto a uso de comentaristas ou influenciadores.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/governo-vai-restringir-publicidade-de-bets-e-obrigar-exibicao-de-alerta-de-perda-de-dinheiro.shtml
(*) Provável resposta nas contas da “cumpanherada” em paraisos fiscais!
Entenda o escândalo dos descontos do INSS em:
https://www1.folha.uol.com.br/webstories/mercado/2025/05/entenda-o-escandalo-dos-descontos-do-inss/
“Selo de qualidade a pesquisas desqualifica o TSE”
– O presidente do tribunal eleitoral errou e tenta consertar um mau soneto com um péssimo remendo.
– Os institutos não se prestam a adivinhações; retratam tendências do eleitorado no decorrer das campanhas.
(Dora Kramer, FSP, 16//07/26)
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral fez uma bobagem, percebeu que fez e agora tenta consertar o mau soneto com um péssimo remendo.
Nunes Marques propõe a entrega de selo de qualidade (*) aos institutos de pesquisa que acertarem os resultados das eleições. Faz isso a fim de se desvencilhar da repercussão negativa à decisão de suspender o levantamento Atlas/Bloomberg, que registrou queda nos índices de Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação do áudio com Daniel Vorcaro.
O gesto, além de inútil, pois os dados já haviam sido divulgados, recendeu a censura. A tentativa de conserto revelou constrangedor desconhecimento sobre o trabalho dos institutos, aos quais cabe captar tendências do eleitorado no transcorrer das campanhas.
À Justiça Eleitoral, sabemos, cumpre garantir ao país eleições livres e limpas, o que já é tarefa ampla e árdua o suficiente para o tribunal evitar atuar onde não é chamado e não propor imprimir chancela do Estado em iniciativas de natureza privada.
Pesquisas não são oráculos, não se destinam a adivinhações. A ideia do ministro Nunes Marques, dá força à errônea —e até disseminada— impressão de que os levantamentos sobre tendências têm a obrigação de cravar acertos sob pena de serem postos sob suspeita de incompetência ou, mais grave, de manipulação deliberada.
A vontade do eleitorado é dinâmica, submete-se a circunstâncias impostas pelos fatos que acontecem no decorrer do processo. Era o que faltava os institutos deixarem de medir tal evolução por meio de métodos estatísticos para atuar como concorrentes ao melhor julgamento do tribunal eleitoral e, no fim da corrida, ganhar uma medalha.
Se há algum mérito na ideia do ministro Nunes Marques, é o de suscitar o debate sobre o verdadeiro papel das pesquisas, esclarecer que elas não substituem a realidade, apenas a retratam. A proposta está sob consulta e depende da decisão do colegiado que, se a aceitar, vai imprimir um selo de desqualificação às atribuições do tribunal.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/07/selo-de-qualidade-a-pesquisas-desqualifica-o-tse.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(*) “Kassio propõe selo de acerto para institutos de pesquisa eleitoral, e especialistas veem erro inaceitável”
– Texto prevê premiar empresas que divulgarem resultados mais parecidos com os do pleito.
– Diretora do Datafolha e cientista político dizem que medida parte de princípio equivocado de que pesquisa é previsão.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/07/kassio-propoe-selo-de-acerto-para-institutos-de-pesquisa-eleitoral-e-especialistas-veem-erro-inaceitavel.shtml
O que faz a Justiça Eleitoral?
+em: https://www1.folha.uol.com.br/webstories/politica/2026/03/o-que-faz-a-justica-eleitoral/
Matutando sobre. . .
“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”
(Mateus 7:15)
Como, infelizmente, ainda não foi criado um detector de lobos em peles de ovelhas, descarte seu “político de estimação”!
Não reeleja!
Tente alguem novo!
Os atuais políticos com mandatos, para “se-reelegerem-se”, apresentarão uma gama de “feitos” por e para você.
Coitados!
Estão estafados de tanto “trabalharem” para o povo!
Merecem ficar em casa descansando. . .