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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXII

Começou a Copa da Fifa. Tudo novo. Três países sedes, 48 equipes e guerra sob o domínio do imperador do mundo, Donald Trump. Um árbitro brasileiro abrindo os trabalhos e com três cartões vermelhos. Velho, só mesmo nosso jeito de achar que ainda somos os melhores do mundo no futebol antes de provar isto numa final. Seremos Hexa de qualquer maneira. Isto é certo. Ou colocando a sexta estrela no escudo da CBF, ou deixando escapá-la. Para escapar do vexame quase certo que se tinha na sua classificação, criamos no nosso imaginário esta esperança com o italiano Carlo Ancelotti. No fundo, ele veio para vencer a nossa desorganização, a nossa cartolagem e panelinha de jogadores que por caminhos de bastidores se auto-convocam e se auto-escalam. E a mídia? Hum… Será mais fácil Ancelotti se abrasileirar do que ele colocar a nossa casa do futebol na ordem de grandeza mundial que um dia já fomos. A convocação de Neymar não deixa dúvidas disso. Enquanto isso, Brasília e os políticos, aproveitam a nossa distração e fazem a festa com os nossos cada vez mais e pesados impostos on line.

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56 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLXII”

  1. Miguel José Teixeira

    Atentem para o poder que
    estaremos auferindo ao
    próximo presidente!

    “Presidente eleito em outubro poderá indicar um quinto dos ministros do STF e tribunais superiores”
    – Das 99 cadeiras de ministros, 21 estão vagas ou serão desocupadas compulsoriamente até 4 de janeiro de 2031.
    – Supremo terá mudança em pelo menos 4 dos 11 ministros até o fim do próximo mandato presidencial.
    (Raphael Di Cunto, FSP, 14/06/26)

    O próximo presidente da República poderá influenciar a composição de um quinto dos votos nos tribunais superiores e no STF (Supremo Tribunal Federal). O maior impacto será justamente na mais alta corte do país, onde o eleito em outubro poderá indicar 36% de seus integrantes, em escolha que não precisa obedecer a listas pré-elaboradas pelo próprio Judiciário.

    Do total de 99 ministros titulares e substitutos, 21 vagas estão ou serão abertas até 5 de janeiro de 2031, mostra levantamento da Folha. As indicações de quem for eleito em outubro para a Presidência podem alterar a correlação de forças nesses tribunais, alinhando-os mais à direita ou à esquerda (1) no espectro político por anos.

    O número considera as 4 cadeiras que já estão desocupadas e ainda não foram preenchidas pelo presidente Lula e outras 13 que ficarão vagas até 2030 com a aposentadoria compulsória (2) dos ministros aos 75 anos de idade. Há também quatro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde a permanência é por mandatos de dois anos.

    Novos espaços podem surgir com eventuais renúncias antecipadas, como fez Luís Roberto Barroso no STF, falecimentos, impeachments e denúncias que os forcem a sair antes. Um dos pressionados é o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi, afastado desde fevereiro sob a acusação de importunar sexualmente duas pessoas (3), o que ele nega.

    Além disso, o Judiciário virou tema central na campanha eleitoral, após críticas sobre um suposto ativismo judicial e a revelação de laços (4) de parte de ministros com empresários como Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Praticamente todos os pré-candidatos, de Lula a Flávio Bolsonaro (PL), falam em reformar a Justiça brasileira (1), o que pode impactar também a composição futura dos tribunais.

    “Próximo presidente influenciará composição de 20% dos tribunais superiores”
    (Gráfico no link da Fonte)
    “Quem se aposenta compulsoriamente/acaba o mandato”
    (Gráfico no link da Fonte)

    O tribunal que passará por maior mudança é o STF, com a troca de 4 dos 11 ministros, reconfiguração com potencial de impactar o resultado dos julgamentos e mudar jurisprudências. Uma vaga já está aberta desde outubro passado com a aposentadoria de Barroso e só deve ser preenchida após a eleição.

    Lula indicou o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, mas o Senado o rejeitou em abril por 42 votos contra 34 (5). O petista insiste em reencaminhar o nome do aliado, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), prometeu à oposição que a escolha caberá ao presidente eleito em outubro (6).

    Nos quatro anos seguintes, ao menos três outros ministros vão se aposentar. Luiz Fux deixará o cargo até 26 de abril de 2028. Cármen Lúcia, até 19 de abril de 2029. Ambos foram indicados em gestões do PT.

    Uma incógnita é a substituição de Gilmar Mendes. Ele se aposenta no apagar das luzes do próximo governo, em 30 de dezembro de 2030. A data pode fazer com que a escolha fique para o presidente seguinte, mas, nos bastidores, há a percepção de que o atual decano poderá antecipar a saída para indicar um nome de sua confiança para a vaga e assim manter sua influência no tribunal.

    No caso do STF, o presidente da República pode indicar para ministro qualquer cidadão brasileiro com reputação ilibada, “notável saber jurídico” e mais de 35 anos. O Senado tem o papel de sabatinar o escolhido e votar se concorda com a sugestão. Desde a proclamação da República, em 1889, apenas seis nomes foram rejeitados (7) – o último antes de Messias, há mais de 130 anos.

    Na maioria dos outros tribunais, o presidente precisa escolher um nome dentro de uma lista tríplice elaborada pelo próprio órgão. Ainda que não tenha total autonomia para pinçar um aliado, a decisão leva em conta padrinhos políticos, perfil dos candidatos e o alinhamento político de cada um, e permite ao presidente influenciar os rumos e julgamentos do tribunal.

    No atual governo Lula, o processo de definição dos ministros se tornou mais estruturado, após uma série de escolhas que levaram a reveses para o PT, como o de Fux para o STF – ministro que depois se alinhou à Operação Lava Jato e votou contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (8) (PL) pela tentativa de golpe de estado.

    Se nas gestões anteriores do partido a seleção passava quase que exclusivamente pelo Ministério da Justiça antes de chegar à mesa presidencial, agora quatro pastas opinam: Justiça, Casa Civil, Relações Institucionais e Advocacia-Geral da União, além da SAJ (Secretaria de Assuntos Jurídicos). Um histórico dos julgamentos anteriores é levantado para formar melhor a opinião do mandatário.

    O presidente Lula despacharia na sexta (12) a primeira leva de nomes (9) para o Judiciário desde o revés de Messias. Estão sobre a mesa dele 29 vagas, a maioria em tribunais regionais eleitorais, que devem ser prioridade diante da proximidade da campanha. A reunião acabou adiada por outros compromissos, o que mantém o impasse sobre postos já abertos, como de ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

    O tribunal elaborou a lista tríplice para escolha do presidente, que agora terá que decidir entre os apadrinhados de aliados como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ex-governador do Pará Helder Barbalho (MDB) e o presidente do PSB e ex-prefeito do Recife João Campos.

    Pelo menos outros quatro ministros com perfil progressista se aposentarão até 2028, o que pode mudar a configuração de forças dentro do tribunal, recentemente envolvido numa polêmica entre ministros “azuis e vermelhos” (10) – os mais alinhados às empresas versus os mais propensos às demandas dos trabalhadores. O TST é composto por 27 integrantes.

    O STJ também está com vaga aberta desde abril. A lista tríplice ainda não foi elaborada e, com o prazo exíguo até o início da campanha e a necessidade de aprovação no Senado, é provável que a escolha fique para depois da eleição.

    Og Fernandes deixará o STJ ainda este ano, em novembro, e outros quatro ministros se aposentarão entre 2027 e 2029. Na composição atual, apenas 5 dos 33 ministros não foram nomeados nos governos do PT. Se Lula for reeleito, o número deve cair para apenas três. Se a direita ganhar, pode saltar para pelo menos sete.

    No STM (Superior Tribunal Militar), 2 dos 15 ministros se aposentarão no próximo mandato presidencial. Francisco Camelo representa a Aeronáutica, enquanto Péricles Lima de Queiroz é um civil. Os ministros militares são sugeridos pela cúpula das Forças Armadas, sem passar por uma lista tríplice.

    No TSE, cabe ao presidente indicar 2 entre os 7 ministros titulares, além de dois substitutos. Como os mandatos são de dois anos, a renovação é grande, mas o escolhido tem influência sobre os rumos eleitorais de prefeituras, governos estaduais e até da própria cadeira presidencial.

    No TCU (Tribunal de Contas da União), as três cadeiras de indicação do presidente da República já estão preenchidas até pelo menos 2031. Um posto destinado à Câmara abrirá em dezembro, com a aposentadoria antecipada de Augusto Nardes (11). Embora a escolha seja dos deputados, o governo costuma ter alguma influência.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/06/presidente-eleito-em-outubro-podera-indicar-um-quinto-dos-ministros-do-stf-e-tribunais-superiores.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)

    (1) “Reforma do Judiciário expõe contradições da direita, da esquerda e de um STF dividido”
    – Direita quer reduzir poderes do Supremo e ameaçar ministros com impeachment para evitar freio que marcou governo Bolsonaro.
    – PT e Lula buscam distanciamento, mas dependeram e dependerão da corte para governar contra um Congresso em que são minoritários.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/reforma-do-judiciario-expoe-contradicoes-da-direita-da-esquerda-e-de-um-stf-dividido.shtml

    (2) “Congresso promulga PEC da Bengala e líderes mandam recado a Dilma”
    +em: https://m.folha.uol.com.br/poder/2015/05/1625954-congresso-promulga-pec-da-bengala-e-lideres-mandam-recado-a-dilma.shtml

    (3) “Comissão do STJ ouvirá vítimas que acusam Buzzi de assédio em 11 de junho”
    – OUTRO LADO: Ministro nega acusações e diz que testemunhas ‘certamente poderão elucidar a verdade dos fatos’.
    – Magistrado está afastado do cargo desde 10 de fevereiro e pode ser punido; STF decidiu que infrações graves devem ser sancionadas com perda de cargo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/06/comissao-do-stj-ouvira-vitimas-que-acusam-buzzi-de-assedio-em-11-de-junho.shtml

    (4) “Delação de Vorcaro precisa ser completa”
    – Se proposta não elucidar os malfeitos, incluindo os laços com figuras de poder, PF e PGR devem recusá-la.
    – Corporativismo no STF é risco para a colaboração; familiares de dois ministros receberam valores milionários da rede ligada ao Master.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/delacao-de-vorcaro-precisa-ser-completa.shtml

    (5) “Messias é rejeitado pelo Senado para o STF, e Lula sofre derrota histórica”
    – Placar foi de 42 contra e 34 a favor de indicado por presidente, que é o 1º reprovado desde 1894.
    – Resultado amplia crise entre Executivo e Legislativo e deve respingar nas eleições deste ano.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/messias-e-rejeitado-pelo-senado-para-o-stf-e-lula-sofre-derrota-historica.shtml

    (6) “Alcolumbre promete à oposição que indicação de novo ministro do STF caberá a quem vencer eleição”
    – Presidente do Senado afirma a parlamentares que não pautará outro escolhido por Lula devido a proximidade com o período eleitoral.
    – Oposição acredita que isso pode mudar se Lula optar por Rodrigo Pacheco, mas considera escolha improvável após relação estremecida.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/alcolumbre-promete-a-oposicao-que-indicacao-de-novo-ministro-do-stf-cabera-a-quem-vencer-eleicao.shtml

    (7) “Somente dois presidentes tiveram indicação para ministro do STF rejeitada pelo Senado”
    – Última rejeição a nome para o tribunal ocorreu há 128 anos.
    – Senadores recusaram cinco candidatos de Floriano Peixoto.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/07/somente-um-presidente-teve-indicacao-para-ministro-do-stf-rejeitada-pelo-senado.shtml

    (8) “Fux vota três vezes para anular processo contra Bolsonaro e trava embate com métodos de Moraes”
    – Ministro defende absolver ex-presidente de todos os crimes dos quais é acusado na trama golpista.
    – Por outro lado, se manifesta para condenar Mauro Cid e validar a delação premiada do militar.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/09/fux-vota-para-anular-processo-contra-bolsonaro-por-incompetencia-do-stf.shtml

    (9) “Lula define primeira leva de nomes para tribunais após revés com Messias”
    – Vaga de ministro do Tribunal Superior do Trabalho gera disputa entre aliados do petista como Hugo Motta, João Campos e Helder Barbalho.
    – Presidente precisa definir indicados para 29 vagas no Judiciário, a maioria na Justiça Eleitoral.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/06/lula-define-primeira-leva-de-nomes-para-tribunais-apos-reves-com-messias.shtml

    (10) “Presidente do TST divide juízes em ‘azuis’ e ‘vermelhos’ em discurso”
    – Ministro se incluiu no grupo dos vermelhos, que teriam causa e não interesses.
    – Luiz Philippe Vieira de Mello Filho falou em evento da Justiça do Trabalho em Brasília.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/presidente-do-tst-divide-juizes-em-azuis-e-vermelhos-em-discurso.shtml

    (11) “Ministro do TCU decide antecipar aposentadoria e abre espaço para indicação da Câmara sob Motta”
    – Augusto Nardes deixaria tribunal em outubro de 2027, mas avisou que sairá em dezembro deste ano.
    – Saída antecipada dará início a nova corrida por vaga e pode influenciar disputa para comandar Câmara.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/06/ministro-do-tcu-decide-antecipar-aposentadoria-e-abre-espaco-para-indicacao-da-camara-sob-motta.shtml

  2. Miguel José Teixeira

    “Contas do fim da 6×1”
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 15/06/26)

    Enquanto o fim da escala 6×1 não avança, setores calculam como a medida deve afetar suas contas.

    💭 Relembre:
    a Câmara dos Deputados aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais (1), sem redução salarial.

    O texto ainda vai passar pelo Senado (2). Caso avance, a mudança será gradual.

    60 dias após a medida entrar em vigor, a quantidade de horas permitidas cairá para 42;

    12 meses depois, chegará a 40 horas semanais.

    Empresários, representantes da indústria e do comércio criticaram a medida.
    Dizem que ela aumentará o custo da mão de obra. O setor público também será afetado.

    Explico:
    municípios, estados e União precisarão rever contratos com prestadoras de serviço (3).

    O setor de transportes de passageiros (4) funciona majoritariamente na escala 6×1, por isso será afetado.
    A mudança aumentará o quanto é gasto com motoristas de ônibus.
    Mais profissionais poderiam ser contratados para as posições.
    O custo com funcionários representa 50% das despesas no setor.
    A alta pode ser repassada para as tarifas (5), que sofreriam um aumento de 6% a 8%, diz Marcos Bicalho, diretor da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos).
    Mas não dá para cravar que isso vai acontecer:
    as prefeituras custeiam parte das passagens de ônibus, e pode ser que uma parte do aumento seja coberta pela administração pública.

    🏥 Não para por aí.
    Nos hospitais, há diferentes tipos de jornada, mas cerca de 42% das equipes trabalham mais de 40 horas, mostra um estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
    Como o serviço não pode ser interrompido, o setor acredita que será necessário repensar as escalas, ampliar as horas extras (6) ou contratar novos profissionais. Os custos da folha de pagamento devem aumentar entre 3,4% e 8,4%.

    [+] Abaixo, sugiro dois textos de opinião, um de quem defende e outro de quem é contra o fim da 6×1:

    👍 (7)
    Quem defende, argumenta que a redução na jornada traz mais qualidade de vida para os trabalhadores e mais tempo com a família

    👎 (8)
    Os críticos dizem que a mudança aumentará os custos da folha de pagamento e provocará inflação e até informalidade

    (TRPCE)

    (1) “Saiba o que vai mudar para trabalhadores e empregadores com o fim da escala 6×1”
    – Texto prevê transição de 60 dias e redução gradual da jornada semanal para chegar a 40 horas em 2027.
    – Trabalhadores passarão a ter duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/saiba-o-que-vai-mudar-para-trabalhadores-e-empregadores-com-o-fim-da-escala-6×1.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (2) “PEC do fim da escala 6×1 mantém pagamento da hora em dobro aos domingos; veja perguntas e respostas”
    – Texto prevê redução de jornada para todos os trabalhadores, adoção da escala 5×2 e criação do ‘superempregado’.
    – Normas por categorias devem respeitar leis específicas, acordos, convenções e futura regulamentação.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/pec-do-fim-da-escala-6×1-propoe-manter-hora-extra-em-dobro-aos-domingos-veja-perguntas-e-respostas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (3) “Serviços públicos já estimam impacto do fim da escala 6×1, e tarifa de ônibus pode subir até 8%”
    – Setor de transportes urbanos afirma mão de obra responde por cerca de 50% das despesas operacionais.
    – Cerca de 454 mil trabalhadores de coleta de lixo e limpeza urbana serão afetados pela medida.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/servicos-publicos-ja-estimam-impacto-do-fim-da-escala-6×1-e-tarifa-de-onibus-pode-subir-ate-8.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (4) “Lula sanciona marco do transporte público (*) com veto à obrigação de municípios custearem gratuidades.
    – Texto retira prazo de cinco anos para adequação orçamentária e dispositivo que vinculava subsídios públicos à remuneração das operadoras.
    – Lei separa o que é a remuneração dos operadores da receita tarifária; vetos serão analisados pelo Congresso.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/06/lula-sanciona-marco-do-transporte-publico-com-veto-a-obrigacao-de-municipios-custearem-gratuidades.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (*) Lei 15.432/2026: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15432.htm

    (5) “Oito cidades recuam e voltam a cobrar passagem de ônibus após tarifa zero, diz estudo”
    – Dado entra pela primeira vez em levantamento anual de associação de empresas de ônibus.
    – Atualmente, 143 municípios brasileiros adotam gratuidade integral.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/06/oito-cidades-recuam-e-voltam-a-cobrar-passagem-de-onibus-apos-tarifa-zero-diz-estudo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (6) “PEC do fim da escala 6×1 pode aumentar em até 30% o valor de cada hora extra”
    – Acréscimo é reflexo de redução da jornada mensal atrelado a maior número de folgas remuneradas no mês.
    – Empresários buscam atuar no Senado para que sábado se torne ‘dia útil não trabalhado’, governo Lula é contra.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/pec-do-fim-da-escala-6×1-pode-aumentar-em-ate-30-o-valor-de-cada-hora-extra.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (7) “A escala de trabalho 6×1 deve acabar no Brasil? SIM”
    – Na disputa de interesses, sobrelevam-se os da sociedade e não de setores que têm maior capacidade de resistência.
    – Apocalípticos já se puseram em marcha para resistir ao avanço; estimulam um debate binário em questão complexa.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/02/a-escala-de-trabalho-6×1-deve-acabar-no-brasil-sim.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (8) “A escala de trabalho 6×1 deve acabar no Brasil? NÃO”
    – Produtividade é crucial; outros países precisaram ficar ricos para depois desfrutar de mais descanso”
    – Redução forçada elevará as folhas de pagamento da maioria das empresas em 22%, um aumento estratosférico.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/02/a-escala-de-trabalho-6×1-deve-acabar-no-brasil-nao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  3. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 15/06/26

    Oi,

    Nesta primeira semana da Copa, escrevo sobre quem está fora do Fla-Flu da política: os não-polarizados. Os que não torcem nem para Lula, nem para Bolsonaro são 27% do eleitorado, segundo um recorte exclusivo para O GLOBO da última pesquisa Genial/Quaest. Justamente por não ter uma opinião firme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, este é o segmento com opinião mais volátil. É o grupo, por exemplo, que mais puniu Flávio Bolsonaro pelo seu envolvimento no escândalo do Master.

    Como não há como fugir do futebol, escrevo ainda sobre qual poderia ser a influência do hexa nas eleições de outubro. A resposta honesta é que não há evidências de correlação entre o resultado da Copa e o das eleições, mas estudos concordam que o sentimento de união nacional de eventos esportivos pode aumentar o otimismo da população. Só que nem sempre esse otimismo favorece o candidato incumbente.

    Boa leitura,
    TT

    Nesta edição (abaixo replicados):

    1. ⁠Para onde vão os não-polarizados?
    2. O efeito Sidônio
    3. A Copa une o país, mas não rende votos
    4. A última dança de Galípolo
    5. Fique atento

    (TRPCE)

  4. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 15/06/26 (1)

    Para onde vão os não-polarizados?

    Num país trincado pela polarização política, o resultado de outubro será definido pela minoria que não rejeita nem Lula, nem Bolsonaro. Recorte exclusivo para O GLOBO da recente pesquisa Genial/Quaest (*) mostra que o país tem 31% de eleitores que se consideram antibolsonaristas, 29% de antipetistas e 10% que dizem rejeitar as duas opções. É o retrato da polarização que o Brasil conhece desde 2018. A novidade está no tamanho do grupo que não rejeita nenhum dos dois: 27%. São eles que vão decidir quem vai ocupar o Palácio do Planalto a partir de 5 de janeiro.

    Como seria esperado, os não-polarizados são a maioria entre os eleitores independentes: 40%. Justamente por não ter uma opinião firme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, este é o segmento com opinião mais volátil. É o grupo, por exemplo, que mais puniu Flávio Bolsonaro (**) pelo seu envolvimento no escândalo do Banco Master. Na simulação de primeiro turno, 28% dos independentes preferem Lula, 18% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo ou se abster e apenas 14% escolhem Flávio Bolsonaro.

    De acordo com a Genial/Quaest, entre os eleitores independentes, 22% se dizem antibolsonaristas, 17% rejeitam os dois e 16% são antipetistas.

    É na base dos neutros que o governo Lula melhorou sua avaliação. Em abril, 49% deles desaprovavam o governo. Agora, 40% reprovam. No mesmo período, a aprovação era de 44% e subiu para 51%. No eleitorado geral, há um empate técnico: a desaprovação é de 48% ante 47% de aprovação.

    Com o barulho gerado por lulistas e bolsonaristas nas redes sociais e nas ruas, é normal que as campanhas comecem falando apenas para o público interno. Isso explica tolices como Flávio Bolsonaro dizer que, na Copa, os brasileiros deveriam “vestir a camisa de Bolsonaro”, excluindo os demais eleitores, ou da campanha lulista do “nós contra eles”, que tenta empurrar os neutros para um dos dois lados.

    A reunião das fileiras com um discurso unificado é hoje a principal diferença das duas pré-campanhas. Com os vários percalços ao longo do governo, Lula manteve o núcleo de partidos que o apoiou na campanha de 2022 — do PSOL de Guilherme Boulos ao PSB, agora com Simone Tebet. Já Flávio Bolsonaro corre o risco de perder a aliança formal do PP e do União Brasil e não tem o entusiasmo nem da madrasta Michelle Bolsonaro, nem do governador Tarcísio de Freitas.

    Num segundo turno, não adianta contar com os votos polarizados. É preciso ampliar e aí os não-polarizados serão decisivos. O discurso radical que levanta o ânimo dos militantes pode acabar assustando o grupo que vai decidir o vencedor. Por ironia, quanto mais radicalizado for o ambiente do segundo turno, mais o candidato terá de ter um discurso para os não-polarizados para diminuir sua rejeição e obter a maioria.

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/06/genialquaest-lula-mantem-39percent-no-1-turno-e-flavio-bolsonaro-cai-para-29percent.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (**) https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/06/quaest-eleitores-independentes-apoiam-troca-de-candidato-no-bolsonarismo-e-michelle-e-a-favorita.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  5. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 15/06/26 (2)

    O efeito Sidônio

    A principal informação da recente pesquisa Genial/Quaest não está nos números da corrida presidencial, mas no registro da primeira vitória em anos da comunicação do governo sobre o bolsonarismo. A comunicação do governo Lula convenceu a maioria dos eleitores de que Flávio Bolsonaro esconde ilegalidades no caso Master, atuou a favor das novas tarifas dos EUA, não é mais moderado que o restante da família e representa menos os interesses nacionais do que Lula. Para um governo que até o ano passado morria de medo dos vídeos de Nikolas Ferreira, é uma virada gigantesca.

    Na disputa de narrativas, o governo ganhou todas. Um mês depois das revelações do Intercept Brasil sobre o patrocínio de mais de R$ 60 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, a candidatura de Flávio Bolsonaro perdeu credibilidade (*) fora do núcleo duro bolsonarista, passou a ser vista como submissa aos interesses norte-americanos e perdeu o diferencial de moderação que era seu maior ativo. O encontro do candidato com Donald Trump foi apagado pelo novo tarifaço e pelas declarações de Eduardo Bolsonaro sobre negociar o Pix com os EUA.

    O principal ganho da estratégia montada pelo ministro (**) da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, está na redução do antipetismo. Um recorte inédito da pesquisa Genial/Quaest mostrou que, em março, 42% dos brasileiros se diziam antipetistas ante 54% não antipetistas. Agora, os antipetistas caíram para 38% e os não-antipetistas subiram para 59%.

    Esta queda do antipetismo pode ser fundamental para o resultado de outubro. Desde a eleição presidencial de 1989, o antipetismo se firmou como a força centrípeta da disputa. O mesmo entusiasmo que levou candidatos do PT ao primeiro ou segundo lugar em todas as eleições gerou a reunião de todas as outras forças políticas em torno primeiro do PSDB e depois do bolsonarismo. Se o antipetismo se reduzir, é natural que também caia a rejeição a Lula.

    A mesma pesquisa mostrou uma estabilidade do antibolsonarismo. Os não-antibolsonaristas eram 55% e hoje, 56%, enquanto os antibolsonaristas eram 42% e hoje, 41%.

    Com um novo anúncio de programa de benefício por semana, Lula tem a vantagem da história. De acordo com estudo da Quaest sobre 140 eleições em 18 países da América Latina, os presidentes candidatos à reeleição tendem a ter um aumento de cerca de 4 pontos percentuais na taxa de aprovação do governo no trimestre anterior ao pleito. Ou seja, a aprovação do governo Lula ainda pode subir um pouco mais.

    O tempo para uma reação do campo bolsonarista está correndo mais rápido.
    Enquanto Lula é o único candidato da esquerda, Flávio Bolsonaro tem uma oposição dividida, insatisfeita com o monopólio da família. As constantes brigas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro com outros líderes do campo direitista, como a madrasta Michelle, o governador Tarcísio de Freitas e o deputado Nikolas Ferreira pioram a perspectiva. É notável que o candidato que melhor está aproveitando a crise de Flávio Bolsonaro é justamente aquele que mais o critica: Renan Santos (***).

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/06/com-caso-master-e-novo-tarifaco-flavio-bolsonaro-perde-apoio-entre-evangelicos-mulheres-e-jovens-aponta-pesquisa.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/11/entre-embate-com-flavio-bolsonaro-e-memes-campanha-de-lula-vive-disputa-por-influencia-no-comando-da-estrategia-digital.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
    (***) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/14/empatado-em-terceiro-nas-pesquisas-a-presidencia-renan-santos-tenta-dar-ares-de-maturidade-ao-mbl.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  6. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 15/06/26 (3)

    A Copa une o país, mas não rende votos

    O desempenho do Brasil na Copa pode influenciar o resultado das eleições de outubro? A resposta honesta é que não há evidências de correlação entre o resultado da Copa e das eleições. O governo de plantão venceu com o tetra de 1994, mas perdeu com o penta de 2022. O presidente à época foi reeleito apesar das derrotas em 1998 e 2006. Até o 7×1 da Copa de 2014 não afetou a reeleição de Dilma Rousseff.

    Mas o fato de não existir correlação direta entre levantar a taça e ser eleito não impede a especulação, numa área de estudo que a ciência política batizou de “eventos irrelevantes” (irrelevantes para quem não é brasileiro, lógico). Anedoticamente, a surpreendente vitória dos conservadores na eleição britânica em 1970 é citada como reflexo da dramática virada que a Inglaterra sofreu na semana anterior contra a Alemanha na Copa do México depois de estar vencendo por 2×0 até os 22 minutos do segundo tempo. Analisando centenas de partidas de futebol americano, os cientistas políticos Andrew Healt, Neil Malhotra e Cecilia Hyunjung concluíram, em estudo publicado em 2010, que as vitórias dos times locais dariam 1,61 ponto percentual a mais para os candidatos dos partidos incumbentes nas eleições ocorridas até dez dias do jogo. Contudo, há quilos de artigos científicos ponderando uma influência eleitoral menor dos eventos esportivos, como a pesquisa de Lauri Rapeli e Peter Soderlund, de 2022, comparando as medalhas olímpicas da Finlândia com os resultados locais.

    Há comprovações científicas, no entanto, de que eventos como a Copa e a Olimpíada podem trazer um sentimento de unidade nacional que, se não mudam o voto, ajudam a criar um fator de bem-estar. Estudos concordam que o sentimento de união nacional gerados por eventos esportivos pode aumentar o otimismo da população. Só que nem sempre esse otimismo favorece o candidato incumbente. O despertar deste orgulho patriótico foi o que levou os governos da África do Sul (2010), Reino Unido (2012), Brasil (2014 e 16), Rússia (2014, 2018), Coreia do Sul (2018), Japão (2021), China (2022), Catar (2022) e França (2024) a organizarem as últimas Copas e Olimpíadas de inverno e verão, com resultados diversos.

    O uso do esporte na política é fato da vida. O regime militar brasileiro se mesclou à vitória de 1970, assim como a ditadura argentina faturou a Copa de 1978. Mais recentemente, o governo alemão usou o tricampeonato de 1990 como símbolo do país recém-reunificado. Em suas memórias, Fernando Henrique Cardoso diz que o tetra de 1994 gerou um orgulho nacional que ajudou na implantação do Plano Real e, por consequência, a sua eleição. O primeiro título seleção francesa “black-blanc-beur” (negra-branca-árabe) em 1998 empurrou o discurso racista da extrema-direita contra a parede. Por enquanto.

    Há um país, porém, em que presidentes mantêm quilômetros de distância do futebol: a Argentina. Desde que Carlos Menem foi à abertura da Copa da Itália assistir à então campeã mundial Argentina de Maradona perder para Camarões, os presidentes argentinos são considerados pés-frios. O próprio Menem não foi à final de 1990, Cristina Fernández Kirchner faltou à derrota no Maracanã em 2014 e Alberto Fernández assistiu de Buenos Aires à vitória no Catar em 2022.

    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/14/copa-do-mundo-gera-disputa-politica-de-lula-e-flavio-por-selecao-e-campanhas-tentam-explorar-clima-de-euforia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  7. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 15/06/26 (4)

    A última dança de Galípolo
    A reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) desta terça e quarta-feira (16 e 17) vai testar o limite da boa vontade do governo com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, aquele que já foi chamado pelo presidente Lula de “garoto de ouro”. Mais importante do que a manutenção ou a redução de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, a próxima reunião do Copom vai marcar o fim do ciclo de corte de juros . A decisão quebra o que os ocupantes do Planalto consideraram um compromisso de Galípolo, seguir cortando os juros pelo menos até a reunião de setembro.

    Os motivos do Banco Central para segurar os juros acima de 14% são conhecidos: a piora constante do cenário externo (mesmo com a possibilidade do fim do conflito no Irã), as projeções de inflação acima do teto da meta em 2026 e nos próximos dois anos, a farra das medidas parafiscais do governo Lula e o clima de o-céu-é-o-limite para os gastos promovido por Davi Alcolumbre.

    Mas ninguém vai prestar atenção nas justificativas. Para o mercado financeiro, o anúncio do fim do “ciclo de calibração” devolve uma âncora importante de que o BC seguirá comprometido em devolver a inflação para a meta, sejam quais forem os ocupantes do Planalto. Para o governo e o PT, no entanto, será a confirmação de que Galípolo não é mais de ouro.

    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/08/mercado-volta-a-subir-projecoes-para-a-selic-ao-final-do-ano-chegando-a-1350percent-mostra-focus.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  8. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann,
    Newsletter, O Globo, 15/06/26 (5)

    Fique atento

    > O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na França para tentar uma conversa com Donald Trump, durante a reunião do G7, nos Alpes de Évian-les-Bains. É um ganha-ganha. Se Trump se sentar com Lula e aceitar renegociar o novo tarifaço, o presidente brasileiro sai novamente como aquele que não se submete ao americano. Se Trump ignorá-lo, Lula dirá que a Casa Branca trabalha para eleger Bolsonaro, percepção ruim para o candidato da oposição.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/14/lula-traca-estrategia-para-cupula-do-g7-onde-pode-encontrar-trump.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > O ministro do STF André Mendonça decide onde ficará Daniel Vorcaro, agora que a Polícia Federal recusou a sua segunda oferta de delação premiada. A defesa alega que, se for devolvido ao presídio da Papudinha, Vorcaro corre risco de morte. A PF não o quer mais na cela da Superintendência enquanto não fizer uma delação com começo, meio e fim.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/06/o-que-falta-para-daniel-vorcaro-voltar-para-a-papuda-apos-fracasso-de-delacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > O Ministério da Fazenda deve baixar medida provisória para renegociar parte das dívidas rurais, restrita aos produtores que perderam ao menos 30% da sua safra com secas e enchentes. A bancada ruralista vai chiar.

    > A máquina bolsonarista tentará vender a ideia de que a divulgação da perícia contratada para conferir os gastos da produtora Go Up Entertainment , responsável pelo filme “Dark Horse”, encerra o caso. Bobagem. Como mostrou o site Metrópoles, a produtora informou que o orçamento inicial era US$ 16 milhões (R$ 89,7 milhões). O valor é R$ 44,8 milhões menor do que a quantia que teria sido negociada pelo senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/13/produtora-diz-que-filme-sobre-jair-bolsonaro-custou-r-75-milhoes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Na terça-feira (16), depois de três semanas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, envia o projeto que acaba com a escala 6×1 para a Comissão de Constituição e Justiça. Depois, Alcolumbre inventa outro pretexto para atrasar a votação.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/10/lula-sinaliza-a-auxiliares-que-deve-receber-alcolumbre-e-discutir-fim-escala-6×1.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Na terça-feira (16), a Primeira Turma do STF começa a julgar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, por suposta coação no curso do processo da trama golpista. A dúvida é só o tamanho da pena.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/03/moraes-pede-data-para-primeira-turma-do-stf-julgar-eduardo-bolsonaro-por-articular-sancoes-nos-eua.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Para destravar a pauta, o presidente da Câmara, Hugo Motta, coloca para votar na terça-feira a urgência do projeto de lei do governo Lula que trata do fim da escala 6×1. É apenas uma burocracia para os deputados poderem votar o aumento dos limites de isenção de imposto das empresas inscritas no MEI e no Simples.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/11/motta-anuncia-relator-de-projeto-do-governo-sobre-fim-da-escala-6×1-e-quer-destravar-pauta-da-camara.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Na quarta-feira (17), o Copom tende a fazer seu último corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic.

    > Na quarta-feira (17), o STF encerra o julgamento sobre a regulação das redes sociais. As plataformas podem ser responsabilizadas civilmente se não agirem imediatamente para remover conteúdos como terrorismo, racismo, tentativa de golpe de Estado ou violência contra a mulher.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/11/stf-julgamento-recursos-decisao-responsabilizacao-big-techs.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Com sessões semipresenciais no Senado nesta semana, cai o risco de novos gastos públicos. O seu, o meu, o nosso bolso agradece.

    (TRPCE)

  9. Miguel José Teixeira

    “Brasil repete países vizinhos e caminha para ter disputa eleitoral sem opção de centro pela 1ª vez”
    – Segundo especialista, divisão intransigente entre direita e esquerda fez com que o país não fosse capaz de construir uma figura relevante entre os dois polos.
    (Por Caio Sartori — Rio de Janeiro, O Globo, 15/06/26)
    . . .
    “O Brasil enfrenta uma eleição presidencial sem uma opção de centro pela primeira vez, refletindo uma polarização política entre direita e esquerda. O presidente Lula (PT) lidera a esquerda, enquanto a direita apresenta múltiplos candidatos, como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado. A falta de uma figura de centro é atribuída à divisão política acentuada, com eleitores independentes se inclinando para Lula devido à ausência de alternativas moderadas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/15/brasil-repete-paises-vizinhos-e-caminha-para-ter-disputa-eleitoral-sem-opcao-de-centro-pela-1a-vez.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  10. Miguel José Teixeira

    “O único obituário perfeito”
    – Ao informar sobre o falecido, as famílias só falam de suas qualidades e escondem as mazelas.
    – O ideal seria que as pessoas deixassem prontos os seus próprios obituários, contando tudo.
    (Ruy Castro, FSP,14/06/26)

    Fã compulsivo de obituários de jornal (*), a cada qual que leio saio querendo ter conhecido o falecido. É sempre um marido impecável, pai de família exemplar, amigo dos amigos, filantropo, honestíssimo. Um deles, num Natal, salvou da morte um peru. Ao se preparar para abatê-lo, percebeu que, intuindo o fim próximo, a ave o olhara tão compungida que ele, comovido, recolheu a faca. E decidiu que, na noite seguinte, o peru iria à festa como convidado, e não assado, de pernas para cima na bandeja. Por que eu gostaria de conhecer tal pessoa? Para ter certeza de que existira.

    Quero crer que muitos defuntos, se lessem seu obituário, não se reconheceriam nele. Por quê? Porque as informações de que eles se compõem foram passadas por suas famílias, e nada como as famílias para apagar as menores máculas de seus membros idos.

    Uma família revelará tranquilamente que seu ente querido era hipertenso, cardíaco e diabético, mas nunca, se for o caso, que era também alcoólatra (**). Para quase todo mundo, a hipertensão, a cardiopatia e a diabetes são doenças, mas o alcoolismo é uma sem-vergonhice — embora a OMS também o classifique como doença, sem conotações morais.

    Como seria se as pessoas escrevessem seus próprios obituários? Um deles poderia dizer: “Fulano de Tal, falecido ontem, nunca quis se cuidar. Bebeu, fumou e cheirou todas. Só voltava da rua às 7 da manhã. Praticar esporte, nem pensar. Comeu de tudo que era proibido e entupiu alegremente as artérias. Morreu com 39 anos bem vividos e deixará saudades nas 351 namoradas com quem transou, todas com nome e performance registrados em caderninhos, inclusive as casadas (nome do cônjuge anexo).”

    Acabo de saber que algo parecido aconteceu há dias em Tampa Bay, na Flórida. Pouco antes de morrer, aos 90 anos, Maynard Hirshon (***) mandou seu obituário para o jornal local. Curto e grosso, dizia: “Serei lembrado durante algum tempo por minha família, cujos nomes não merecem ocupar espaço aqui, e por alguns amigos. Tive uma vida ótima. Todo mundo morre. Bye-bye”.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/06/o-unico-obituario-perfeito.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/mortes/

    (**) “Alcoolismo e bipolaridade criam armadilhas que levam à bagunça financeira”
    – Depois das bebedeiras, não queria nem olhar o extrato.
    – Após anos de recuperação, honrei meus compromissos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/vida-de-alcoolatra/2026/06/alcoolismo-e-bipolaridade-criam-armadilhas-que-levam-a-bagunca-financeira.shtml

    (***) “Offbeat Obituaries Honor Loss With Levity (and Brutal Honesty)”
    – Irreverent tributes filled with unvarnished truths and funny anecdotes, which run counter to more somber traditional obituaries, have gained attention for “how alive they feel,” a researcher said.
    +em: https://www.nytimes.com/2026/04/28/us/offbeat-obituaries-brutal-honesty.html

  11. Miguel José Teixeira

    + poderoso que o Bispo!

    > He-Man 1:

    “Trump anuncia acordo com Irã e fim de bloqueio naval em Ormuz”
    – Presidente dos EUA disse para os navios do mundo ligarem seus “motores” e deu parabéns a “todos”.
    (Poder360, 14/06/26)

    Donald Trump (Partido Republicano) anunciou neste domingo (14.jun.2026) que o acordo com o Irã está “completo”. Em publicação na rede social Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que o entendimento envolve a abertura da passagem no estreito de Ormuz e a retirada imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos na região.

    Trump deu parabéns a “todos” e disse para os navios do mundo ligarem seus “motores”.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/trump-anuncia-acordo-com-ira-e-fim-de-bloqueio-naval-em-ormuz/

    > He-Man 2:

    “EUA e Irã aceitaram “cessar-fogo imediato e permanente”, diz Paquistão”
    – Governo paquistanês mediou negociação; pacto incluiria fim de operações militares “em todas as frentes, inclusive no Líbano”.
    (Poder360, 14/06/26)

    O chefe de governo do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou neste domingo (14.jun.2026) que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz depois de “intensas negociações”. Segundo ele, os 2 países declararam o encerramento “imediato e permanente” das operações militares em todas as frentes, “inclusive no Líbano”.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/eua-e-ira-chegaram-a-acordo-de-cessar-fogo-imediato-diz-paquistao/

    > He-Man 3:

    “Preço do petróleo Brent cai após anúncio de acordo dos EUA com Irã”
    – Cada Barril estava cotado a US$ 83,87, às 20h19, o que representa recuo de 3,96%; Trump afirmou que entendimento envolve abertura do estreito de Ormuz e fim imediato do bloqueio naval norte-americano na região.
    (Poder360, 14/06/26)

    Os contratos futuros do petróleo tipo Brent para agosto de 2026 registram queda neste domingo (14.jun.2026) depois do anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã. Às 20h19, o preço do barril era cotado a US$ 83,87–queda de 3,96%. Na abertura do mercado, a cotação atingiu US$ 84,04 (recuo de 3,77% no dia).
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/preco-do-petroleo-brent-cai-apos-anuncio-de-acordo-dos-eua-com-ira/

    > He-Man 4:

    “Seleção do Irã desembarca nos EUA para estreia na Copa”
    – Time iraniano enfrenta a equipe da Nova Zelândia em Los Angeles nesta 2ª feira (15.jun).
    (Poder360, 14/06/26)

    A delegação da seleção de futebol do Irã chegou neste domingo (15.jun.2026) a Los Angeles, nos Estados Unidos, para enfrentar o time da Nova Zelândia na estreia da Copa do Mundo na 2ª feira (15.jun). A equipe mantém base de preparação em Tijuana, no México, de onde partiu para o território norte-americano. As informações são da agência de notícias Reuters.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/ira-desembarca-nos-eua-para-estreia-contra-nova-zelandia-na-copa/

    He-Man: https://www.youtube.com/watch?v=HVHjHL7ms00

  12. Miguel José Teixeira

    (*) “Eita ômi trabaiadô”!

    “Lula sanciona com vetos novo marco do transporte público”
    – Presidente retira obrigatoriedade de Estados e municípios de financiarem integralmente gratuidades, bem como a isenção de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais.
    (Houldine Nascimento, Poder360, 14/06/26)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou neste domingo (*) (14.jun.2026), com vetos, o novo marco legal do transporte público coletivo urbano no Brasil. A publicação se deu em edição extra do Diário Oficial da União.

    A lei altera o Estatuto das Cidades, no trecho sobre a aplicação dos recursos da Cide-Combustíveis (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), e a norma que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

    O governo afirmou que o objetivo da lei é “modernizar o sistema de transporte no país, com ênfase na diversificação responsável do financiamento do sistema e na melhoria da regulação e da operação dos transportes públicos urbanos”.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-sanciona-com-vetos-novo-marco-do-transporte-publico/

    Ooops. . .
    trata-se da Lei 15.432 de 13 de junho de 2026, que “Institui o marco legal do transporte público coletivo urbano; e altera a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade), a Lei nº 10.336, de 19 de dezembro de 2001, a Lei nº 10.636, de 30 de dezembro de 2002, e a Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012 (Lei de Mobilidade Urbana).

    Íntegra dela em:
    https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15432.htm

  13. Miguel José Teixeira

    “Um Partido Liberal contra a liberdade”
    – PL ofereceu ao TSE uma oportunidade de aumentar seu controle sobre o processo eleitoral, e os ministros dificilmente resistirão à tentação.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 14/06/26)

    O discurso ideológico dos políticos no Brasil é frágil, maleável e oportunista, mas alguns momentos de contradição se destacam pela distância entre o que é pregado ou prometido e o que é feito.

    O governo Lula, por exemplo, se apresentou duas vezes como solução para as dívidas dos brasileiros, por meio do programa Desenrola, mas a gestão do petista empurrou a população para contrair essas dívidas, agravadas pela taxa básica de juros recorde alimentada pelos gastos federais, e o próprio governo vai entregar o país em 2027 com 14 pontos percentuais a mais de dívida pública.

    Esse mesmo governo aumentou o peso dos impostos sob o discurso malandro da “justiça tributária” e, diante da impopularidade colhida, resolveu suspender até o fim da eleição a taxa das blusinhas.

    Liberal?
    Outro caso gritante de contradição é o pedido do Partido Liberal (PL) para suspender a primeira pesquisa que mostrou seu pré-candidato à Presidência da República perdendo intenções de voto após a revelação de suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, patrocinador do filme Dark Horse.

    Os membros do PL alegam que se trata de uma questão de isonomia, mas é muito difícil convencer alguém disso. O fato é que, ao pedir a suspensão da pesquisa, os alegados liberais estavam tentando conter o dano da associação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, à esquerda na foto) com o escândalo do Banco Master — e as pesquisas seguintes só confirmaram o dano (*).

    Ao pedir a suspensão, o PL ofereceu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma oportunidade de aumentar seu controle sobre o processo eleitoral, e os ministros dificilmente resistirão à tentação.

    “Família em conserva”
    O advogado do instituto AtlasIntel, cujo levantamento foi suspenso a pedido do PL, deixou claro durante o julgamento no TSE, que foi interrompido por um pedido de vista da ministra Estela Aranha, o oportunismo do partido ao mencionar outra pesquisa, feita em fevereiro.

    Os bolsonaristas alegaram que Flávio foi desfavorecido pelas perguntas que tentavam medir o impacto de suas mensagens pedindo dinheiro de Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro.

    Mas a pesquisa de fevereiro do instituto se concentrou no desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula. A AtlasIntel perguntou até sobre o conhecimento acerca da alegoria “Família em conserva”, que satirizou os conservadores e causou problema para o petista (**) com o eleitorado evangélico. Naquele levantamento, os lulistas poderiam ter alegado que foram prejudicados.

    Efeito inibidor
    A partir da provocação do PL, a perspectiva é de que os institutos de pesquisa terão menos liberdade para questionar os eleitores, porque os critérios para tentar impugnar as sondagens e evitar que elas venham a púbico serão ampliados.

    Esse pode se tornar mais um “efeito inibidor” (***), para usar a expressão utilizada pelo ministro André Mendonça ao criticar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de responsabilizar as plataformas de rede social pelos conteúdos publicados por seus usuários.

    Assim, fica mais difícil convencer o eleitor de que o PL é uma alternativa liberal de verdade.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/um-partido-liberal-contra-a-liberdade/?utm_medium=email&utm_campaign=resumo_da_manha_14-206&utm_source=RD+Station)

    (*) “As pesquisas não mentem sobre Flávio”
    – Todos os institutos de pesquisa indicaram queda nas intenções de voto para o filho 01 de Bolsonaro, e o Ideia detalha um pouco mais o estrago.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/as-pesquisas-nao-mentem-sobre-flavio/

    (**) “Um petista contra ala de escola que homenageou Lula”
    – Vice-presidente do PT, Washington Quaqua afirmou que uma parte significativa da população é conservadora nos costumes e “merece respeito”.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/um-petista-contra-ala-de-escola-que-homenageou-lula/#google_vignette

    (***) “Mendonça cita “efeito inibidor” em decisão do STF sobre big techs”
    – Ministro Flávio Dino rebateu argumento do colega durante julgamento de recursos na quinta, 11.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/mendonca-cita-efeito-inibidor-em-decisao-do-stf-sobre-big-techs/#google_vignette

  14. Miguel José Teixeira

    “Rumu au équiça”!

    Copa2026:
    Newsletter FSP, 14/06/26

    Marrocos 1 x 1 Vinicius Jr.

    Alguém não viu o jogo de ontem? Você, leitor da newsletter, com certeza, assistiu à seleção sofrer no início, levar um gol e ser salva por Vinicius Júnior (1) ainda no primeiro tempo.

    Quer ver novamente?
    Separamos aqui (no link da matéria) s melhores momentos em vídeo.

    Curiosidade:
    o jogo levou Globo, SBT e CazeTV a baterem recordes de audiência (2) ontem, relata o colunista Gabriel Vaquer.

    “Difícil” (3),
    assim Carlo Ancelotti definiu a partida. “Tenho bastante claro o que temos de melhorar no próximo jogo”, afirmou.

    Quando?
    Na sexta-feira (19), às 21h30, contra o Haiti.

    Recomendamos quatro leituras que ajudam a entender os problemas da seleção em campo ontem. Um dos textos tem o pedido de um campeão do mundo.

    > Raphinha isolado (4) no ataque: é o que revela o mapa de calor.

    > Brasil mal de mira (%), mostram dados do jogo.

    > Vinícius Júnior (6) deu apenas um chute no gol e salvou.

    Tostão pede (7): Ancelotti, coloca o Endrick!

    Assim como fez durante a partida de estreia, o técnico da seleção indicou que deverá mudar o time contra o Haiti. Só não confirmou o que fará.

    E o Marrocos?
    Semifinalista em 2022, mostrou que tem jogadores para se impor na Copa. É o caso de Ismael Saibari, autor do gol contra o Brasil. Contamos a história dele aqui (8).

    (TRPCE)

    (1) Brasil sofre, e gol de Vini jr impede derrota para Marrocos em estreia na Copa; veja vídeo com melhores lances”
    – Após péssimo início de partida em East Rutherford, equipe verde-amarela iguala marcador em boa jogada do atacante.
    – Time de Carlo Ancelotti apresenta dificuldades em jogo duro contra a formação africana na rodada de abertura do Mundial.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/jogada-de-vinicius-junior-evita-derrota-do-brasil-para-marrocos-em-estreia-na-copa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (2) “Com estreia do Brasil na Copa, Globo, SBT e CazéTV batem recordes de audiência em 2026”
    – Emissoras que exibiram partida da seleção brasileira contra Marrocos neste sábado (13) conseguiram seus maiores números no ano.
    – Segundo jogo acontece na sexta (19) contra o Haiti.
    +em: https://f5.folha.uol.com.br/colunistas/outro-canal/2026/06/com-estreia-do-brasil-na-copa-globo-sbt-e-cazetv-batem-recordes-de-audiencia-em-2026.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (3) “Ancelotti admite problemas, mas diz que ‘Copa não se ganha no primeiro jogo'”
    – Técnico vê crescimento no segundo tempo do empate com Marrocos e reconhece a possibilidade de mudar escalação
    _ Italiano observa atletas ansiosos na estreia do Brasil.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/ancelotti-diz-que-selecao-vai-melhorar-copa-nao-se-ganha-no-primeiro-jogo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (4) “Mapa de calor escancara problema de Raphinha e Vini sendo Vini”
    – Atacante do Barcelona ficou sem companhia durante todo o primeiro tempo.
    – Craque do Real Madrid fez o gol usando principais características.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/mapa-de-calor-escancara-problema-de-raphinha-e-vini-sendo-vini.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (5) “Estatísticas de Brasil x Marrocos: seleção brasileira esteve mal de mira” (*)
    – Brasil tem apenas 11% de finalizações convertidas em gol, a menor taxa da Copa ao lado do Canadá.
    – Nos primeiros 30 minutos, Marrocos dominou as ações enquanto brasileiros erraram muitos passes.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/estatisticas-de-brasil-x-marrocos-selecao-brasileira-esteve-mal-de-mira.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (6) “Vini Jr. deu só um chute, o do gol, contra Marrocos; veja animação do lance”
    – Atacante tocou 51 vezes na bola e deu 33 passes, atuando mais pela esquerda, como de costume.
    – Ismael Saibari, autor do gol marroquino no jogo, teve a mesma eficiência na estreia na Copa.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/vini-jr-deu-so-um-chute-o-do-gol-contra-marrocos-veja-animacao-do-lance.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (7) “Ancelotti, coloca o Endrick!”
    – As chances de gols foram iguais para as duas equipes.
    – Ao Brasil faltou mais talento no meio-campo, troca de passes e domínio da bola.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2026/06/no-jogo-de-estreia-marrocos-foi-coletivamente-melhor.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (8) “Conheça Ismael Saibari, marroquino autor do 1º gol contra o Brasil na Copa”
    – Atacante de 25 anos nasceu na Espanha e cresceu na Bélgica, mas escolheu defender Marrocos.
    – Jogador anotou 19 gols e deu 9 assistências em 37 partidas pelo PSV na última temporada.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/conheca-ismael-saibari-marroquino-autor-do-1o-gol-contra-o-brasil-na-copa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    For$$a, Bra$il!

  15. Miguel José Teixeira

    “Muito além do futebol”
    – Os problemas que envolvem a participação da Seleção do Irã na Copa não passam da extensão dos problemas do Oriente Médio.
    (Nuno Vasconcellos, Último Segundo, iG, 14/06/26)

    A Copa do Mundo da FIFA está aí e muita gente vem demonstrando incômodo diante de um detalhe. Entre as 48 equipes que participam o torneio, disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá, existe uma certa tensão em torno da presença da Irã e do tratamento que os atletas e dirigentes estão recebendo do governo americano.

    Oficialmente, o Irã já estava classificado para a Copa mesmo antes do fim das eliminatórias asiáticas — no dia 10 de junho de 2025. Mas apenas no dia 9 de maio passado, a federação de futebol do país — depois de ameaçar não pôr o time em campo — aceitou as normas de segurança impostas pelo governo dos Estados Unidos.

    A delegação não poderá pernoitar em território americano. O time se hospedará em Tijuana, no México, e viajará de avião para as cidades de Los Angeles (onde enfrentará as equipes da Nova Zelândia e da Bélgica) e de Seattle (onde jogará contra o time do Egito). E nem todos os integrantes da delegação estarão autorizados a pisar em território americano — apenas aqueles que estiverem diretamente envolvidos com a partida.

    A viagem de ida será feita no dia do jogo e a volta, logo depois da partida. Entre Tijuana e Los Angeles, a viagem dura 45 minutos. Até Seattle, pouco mais de duas horas. Visto por esse lado, é um absurdo. Obrigar atletas a condições tão desiguais de competição em relação aos adversários está sendo considerado um absurdo do ponto de vista esportivo. Isso comprometeria o desempenho e reduziria as chances da equipe. Mas, e se for justamente isso que o Irã deseja? Ou seja: usar sua presença na Copa como uma espécie de alto falante para o discurso antiamericano que faz questão de manter inflamado.

    O time do Irã certamente não se classificará para a segunda fase da competição — e a culpa pelo desempenho dos atletas certamente será debitada na conta das imposições dos Estados Unidos. Será que apenas isso explicará o mau desempenho? Antes da participação atual, a equipe iraniana esteve presente em seis das 22 edições da Copa. A primeira delas em 1978, na Argentina, antes da revolução islâmica que transformou o país num inimigo declarado do Ocidente. Nunca foi além da primeira fase.

    Guerra declarada
    Os críticos do presidente Donald Trump, no entanto, fazem questão de ignorar as circunstâncias que envolvem o Irã e o atual momento. E varrem para debaixo do tapete tudo o que possa justificar a dose extra de cuidado que as autoridades americanas vêm dedicando à seleção. Esta, porém, é a primeira vez na história das competições esportivas que um país recebe em seu território a delegação de outro país, contra o qual está em guerra declarada. E do qual recebe ameaças sucessivas.

    Os adversários de Trump insistem em argumentar que o momento é de congraçamento e que os Estados Unidos deveriam aproveitar a oportunidade para avançar em direção à paz. Pois bem… Se o futebol fosse forte o bastante para justificar o fim de qualquer hostilidade entre inimigos declarados, por que os países do Oriente Médio não oferecem à Seleção de Israel segurança na disputa pelas eliminatórias da Copa do Mundo?

    Na história de todas as Copas, a time israelense teve apenas uma participação — na Copa de 1970, no México. Terminou em 12º lugar entre as 16 seleções que disputaram aquele torneio. Hoje, a Fifa abre espaço para 48 seleções, 32 vagas a mais do que naquela edição vencida pelo time brasileiro. E nem assim Israel consegue espaço. Por quê?

    Bem, até 1970, Israel disputava as eliminatórias asiáticas e sua presença sempre estimulou boicotes de países árabes. Depois, a FIFA chegou a fazer uma experiência, transferindo a equipe israelense para disputas com times da Oceania. Até que, a partir das eliminatórias para a Copa de 1982, o time passou a disputar eliminatórias contra as fortes seleções europeias. Para a Copa deste ano, por exemplo, o sorteio da UEFA, a federação da Europa, deixou Israel num grupo que tinha a forte seleção da Noruega e a tetracampeã mundial Itália (que não se classificou) tinha também as equipes da Moldávia e da Estônia.

    Sangue na areia
    Copa do Mundo à parte, essa situação que envolve as seleções de futebol do Irã e de Israel faz parte do mesmo contexto que cerca as relações políticas, diplomáticas e bélicas na região mais conflagrada do mundo. Quem acompanha o noticiário internacional sobre o Oriente Médio costuma ser bombardeado por uma narrativa binária, quase sempre importada das redações ocidentais e repetida à exaustão pelos comentaristas de serviço.

    De um lado, fala-se incessantemente em “processo de paz”, “solução de dois Estados”(para o caso de Israel e da Palestina), “direitos humanos” e “autodeterminação dos povos”. Do outro, assistimos, perplexos, ao colapso contínuo de qualquer tentativa de estabilização, com o sangue manchando as areias de uma região que parece imune à diplomacia moderna.

    A verdade incômoda, que poucos têm a coragem ou o preparo intelectual para admitir, é que, na geopolítica, assim como do futebol, o Ocidente insiste em ler a região com o mapa errado. Tenta-se exportar um sistema operacional — a democracia liberal e o conceito europeu de Estado Nação — para um hardware social que simplesmente não foi desenhado para rodá-lo.

    Como bem definiu o Dr. Mordechai Kedar (*), um dos maiores especialistas mundiais em cultura árabe-islâmica e ex-oficial da Inteligência Militar de Israel, com 25 anos de experiência no terreno: “Não se pode rodar o sistema Android num iPhone. Simplesmente não funciona”. E, no entanto, é exatamente isso que diplomatas, políticos e organizações internacionais tentam fazer há mais de um século.

    Para entender o fracasso crônico das políticas ocidentais na região, é preciso abandonar a lente da política tradicional e adotar a lente da sociologia profunda. O Oriente Médio não é movido por ideologias partidárias, manifestos constitucionais ou fronteiras desenhadas em gabinetes refrigerados em Paris, em Londres ou na sede das Nações Unidas, em Nova York. Ele é movido por uma estrutura milenar, inquebrável e visceral: o clã. A lealdade primária de um indivíduo no mundo árabe não é ao país, não é à bandeira, nem sequer ao governo central. A lealdade absoluta é à sua tribo, à sua família estendida.

    Clã hegemônico
    Quando olhamos para o mapa desenhado após a Primeira Guerra Mundial, sobretudo por meio do infame Acordo de Sykes-Picot (1916), vemos a raiz do caos contemporâneo. Potências coloniais como a França e a Grã-Bretanha, embriagadas pela vitória sobre o Império Otomano, decidiram retalhar o Oriente Médio com réguas e esquadros. Criaram Estados artificiais — Síria, Iraque, Líbia, Líbano, Iêmen — agrupando dezenas de clãs, etnias e religiões historicamente rivais sob um mesmo guarda-chuva institucional.

    O resultado é o que vemos hoje nos noticiários: guerras civis intermináveis, massacres sectários e governos centrais que só conseguem manter a coesão por meio da força bruta e do terror de ditaduras implacáveis. Tentar forçar unidades nacionais onde só existem lealdades tribais é, para usar uma linguagem que o mundo corporativo entende bem, como tentar fazer uma fusão entre empresas com culturas diametralmente opostas e hostis.

    O valor é destruído, a sinergia é uma miragem e o conflito interno torna-se a única constante. O nacionalismo árabe, promovido por líderes como Gamal Abdel Nasser no Egito ou pelo Partido Ba’ath na Síria e no Iraque, provou ser um slogan vazio diante da força telúrica da tribo. Como nota o professor Kedar, “não existe nação iraquiana”. O Iraque é um mosaico fraturado de mais de 70 clãs, curdos, árabes, sunitas e xiitas, forçados a conviver num espaço delimitado por interesses britânicos. Em contrapartida, basta olhar para as monarquias do Golfo Pérsico para entender o que realmente funciona naquela latitude. Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Arábia Saudita são oásis de prosperidade, segurança e estabilidade.

    Por quê? A resposta fácil e preguiçosa seria “por causa do petróleo”. Mas o Iraque e a Líbia também nadam em petróleo e, no entanto, são o inferno na terra. O verdadeiro diferencial do Golfo é estrutural e sociológico: nestes casos, a fronteira política coincide perfeitamente com a sociologia local. Cada um desses países é, na prática, governado por um único clã hegemônico. No Kuwait, governa a família Al-Sabah; no Catar, os Al-Thani; em Dubai, os Al-Maktoum; em Abu Dhabi, os Al-Nahyan; e na Arábia Saudita, a própria família Al Saud dá o nome ao país.

    Não há crise de identidade nacional, não há guerras civis por poder sectário, porque o Estado e a tribo são a mesma entidade. A governança é orgânica. O Estado não é uma imposição externa; é a extensão natural da estrutura familiar. Essa mesma miopia sociológica ocidental contamina, de forma trágica, a visão sobre a questão palestina. A narrativa hegemônica de uma “nação palestina” coesa, unida por um propósito comum e pronta para assumir as rédeas de um Estado democrático moderno, esbarra violentamente na realidade demográfica e tribal do terreno.

    Paz de Hudaybiyyah
    Como aponta minuciosamente o Dr. Kedar, a sociedade árabe na Cisjordânia e em Gaza é uma “sociedade em transição”, profundamente fragmentada em clãs locais. Mais ainda, a própria ideia de uma ancestralidade palestina imemorial é desafiada pela linguística e pela demografia. Muitos palestinos carregam sobrenomes que revelam as suas origens estrangeiras recentes.

    Nomes como Al-Masri (o egípcio), Al-Horani (da Síria) ou AlHijazi (da Arábia Saudita) contam a história de populações árabes que migraram para a região no final do século XIX e início do século XX, atraídas pelo formidável desenvolvimento econômico e pelas oportunidades de emprego geradas pelo incipiente movimento sionista.

    A Autoridade Palestina, criada sob os auspícios dos Acordos de Oslo nos anos 90, é o exemplo perfeito do erro ocidental. É uma estrutura artificial, financiada e sustentada pelo Ocidente e por Israel, liderada por figuras que não pertencem às tribos dominantes da região. Yasser Arafat nasceu no Egito; Mahmoud Abbas, o atual presidente, nasceu em Safed, na Galileia.

    Para o clã Jabari, que domina a cidade de Hebron, ou para o clã Masri, em Nablus, estes líderes são forasteiros ilegítimos. Não é por acaso que Abbas raramente sai do seu complexo em Ramallah para visitar outras cidades palestinas; ele sabe que a sua autoridade orgânica é nula.

    A isto soma-se um vetor ainda mais profundo e frequentemente ignorado pelo secularismo ocidental: a teologia islâmica. No Islã, a visão sobre territórios, soberania e acordos de paz difere radicalmente da visão diplomática de Genebra ou Nova Iorque. A teologia islâmica divide o mundo e as religiões de forma muito clara. O Islã é considerado a única religião verdadeira (Din Haq), enquanto o judaísmo e o cristianismo são vistos como religiões invalidadas (Din Batil). Historicamente, judeus e cristãos só podiam viver sob domínio islâmico na condição de (**)

    (Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/nuno-vasconcellos/2026-06-14/muito-alem-do-futebol.html)

    (*) Mordechai Kedar (em hebraico : מרדכי קידר , pronunciado [moʁdeˈχaj keˈdaʁ] ; nascido em 25 de novembro de 1952) [ 1 ] é um estudioso israelense da cultura árabe e professor da Universidade Bar-Ilan.
    +em: https://en.wikipedia.org/wiki/Mordechai_Kedar

    (**) No link acima o texto não foi concluído.
    Assim, recorri à Claude:

    “Sob domínio islâmico, judeus e cristãos podiam viver na condição de dhimmis (“protegidos”) — um estatuto reservado aos “povos do Livro” (ahl al-kitab), que incluía também os sabeus e, em alguns contextos, os zoroastrianos.

    Esse estatuto envolvia basicamente:

    > Pagamento da jizya — um imposto per capita cobrado dos homens adultos livres não muçulmanos, em troca de proteção e isenção do serviço militar. Em geral pagavam também o kharaj (imposto territorial).

    > Tolerância da prática religiosa — podiam manter seu culto, suas leis internas (em matéria de família, herança etc.) e suas comunidades, com autonomia administrada pelas próprias lideranças religiosas.

    > Restrições e sujeição — em contrapartida, ficavam submetidos a limitações jurídicas e sociais que variavam bastante conforme a época e o lugar: restrições para construir ou reformar templos, para portar armas, ocupar certos cargos, e por vezes regras sobre vestimenta ou montaria. Em termos jurídicos, o testemunho de um dhimmi tinha peso menor que o de um muçulmano.

    Em síntese, era uma condição de tolerância subordinada: garantia-se a sobrevivência e o exercício da fé, mas dentro de um regime de inferioridade jurídica e mediante tributo.

    Vale registrar que a aplicação concreta desse estatuto oscilou muito — de períodos de relativa convivência (como em parte da Espanha muçulmana ou no Império Otomano, com o sistema de millets) a momentos de perseguição mais dura.

    Veja a triste figurinha que não está no álbum:
    https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6a/3u/db/6a3udbadu2avg2kfy71cwo9nj.jpg

  16. Miguel José Teixeira

    Domingueira:
    Moendão,
    Pinoco’s &
    Outras!

    “O santo católico que é o padroeiro da cerveja e dos cervejeiros”
    – A história de São Arnolfo de Metz e a ligação entre mosteiros medievais e a cerveja.
    (Paulo Henrique, Último Segundo, iG)

    São Arnolfo de Metz foi um bispo franco que viveu entre o fim do século VI e o início do século VII, na região da atual França.

    Arnolfo foi uma figura relevante do período merovíngio. De origem nobre, tornou-se bispo de Metz e também atuou como conselheiro político em sua época. Depois de anos envolvido na vida da corte, abandonou os bastidores do poder para se dedicar à vida religiosa.

    Como acontecia com frequência na Idade Média, acabou sendo venerado como santo dentro de um costume local de reconhecimento de figuras vistas como exemplares na fé e na conduta cristã, ou seja, aparentemente nada ligado a bebedeiras ou bebidas alcoólicas. A associação de São Arnolfo com a cerveja na verdade aparece bem mais tarde, construída por meio de lendas populares difundidas no norte da Europa durante o período medieval, séculos depois de sua morte.

    Mas antes de falar sobre isso é importante salientar que, durante a idade média o consumo de bebidas fermentadas não tinha o peso simbólico que muitas vezes se projeta hoje. Ao contrário da imagem moderna de um cristianismo sempre restritivo em relação ao álcool, vinho e cerveja faziam parte da vida cotidiana.

    Eram consumidos por todas as camadas sociais e também produzidos dentro dos mosteiros. A Igreja, longe de simplesmente proibir, participou ativamente dessa produção, especialmente no vinho litúrgico e nas chamadas cervejas monásticas.

    Mesmo hoje, essa tradição monástica ainda não desapareceu. Diversos mosteiros continuam produzindo vinho e cerveja, muitas vezes como forma de sustento e preservação de práticas antigas. Na França, a Abadia de Lérins mantém a produção de vinhos reconhecidos; na Bélgica, os mosteiros trapistas são famosos por suas cervejas, como as de Westvleteren, Chimay e Orval, produzidas ainda sob regras monásticas rigorosas e vendidas ao público em escala limitada.

    Ou seja, noção de uma condenação mais rígida ao álcool é, em grande parte, posterior, ligada a movimentos de temperança e a transformações sociais muito mais recentes na Europa.

    Mas finalmente o que isso tem a ver com São Arnulfo de Metz? Segundo lendas da cultura popular medieval inseridas, Arnulfo teria incentivado o consumo da cerveja durante períodos de crise sanitária, quando a água disponível era frequentemente imprópria para o consumo.

    O pano de fundo ajuda a entender por que esse tipo de narrativa ganhou força: nas cidades medievais em rápido crescimento, a água era raramente segura, contaminada com facilidade por esgoto, resíduos animais e sem qualquer sistema de filtragem ou saneamento, quem bebia essa água poderia adquirir doenças graves e até morrer.

    É justamente aí que a chamada “cerveja leve” ganha sentido histórico. Produzida a partir da fervura do mosto e com baixo teor alcoólico, ela oferecia uma vantagem prática importante: o calor do processo ajudava a eliminar boa parte dos microrganismos presentes na água e nos ingredientes. Somado à fermentação, que dificultava a sobrevivência de bactérias nocivas, isso fazia com que, em muitos contextos, realmente ela fosse uma alternativa mais segura do que a própria água disponível.

    Isso não significa que fosse uma “bebida saudável” no sentido moderno, mas sim uma solução possível dentro das limitações sanitárias da época. Não por acaso, ela acabou integrada ao cotidiano de adultos e, em alguns contextos, até mesmo de crianças em diferentes partes da Europa medieval.

    Portanto, no fundo, essa associação de São Arnolfo de Metz e a cerveja e os Cervejeiros diz menos sobre a biografia de um indivíduo e mais sobre o papel central dos mosteiros na Idade Média no desenvolvimento da arte de fazer cerveja. Afinal, foram os monges, de fato, que desempenharam um papel decisivo no aperfeiçoamento das técnicas de produção dessa bebida tão amada no mundo todo, transformando práticas dispersas em métodos mais estáveis, organizados e seguros que vemos hoje.

    (Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/paulo-henrique/2026-06-13/o-santo-catolico-que-e-o-padroeiro-da-cerveja-e-dos-cervejeiros.html)

    (Foto do Padroeiro da Cerveja: https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3c/jc/xw/3cjcxwmh4xt3vi5joubbr2nsh.jpg)

    Mas, Matutildo, o que tem a Moendão e a Pinoco’s com isso?
    Vejamos:

    “Uma cachaça pro santo”
    A cachaça não possui um padroeiro oficial reconhecido pelo Vaticano.
    Porém, a tradição popular e o sincretismo religioso brasileiro elegeram quatro santos católicos como “protetores” da bebida (*):
    São Benedito, Santo Onofre, São Jorge e Santa Joana D’Arc.

    +em: https://share.google/aimode/9cZbAaXA7nZwPLHN2

    . . .
    “Uma pro santo, bota o choro, a saideira”
    . . .
    Elizeth Cardoso: https://www.youtube.com/watch?v=Y_iMulclJIM

    (*) Notem que esses 4 Santos são protetores da bebida, não dos bebedores!
    Portanto, deglute-as com categoria!

    1. Miguel José Teixeira

      O período merovíngio foi a primeira dinastia dos reis francos, que governou boa parte da Gália (correspondendo aproximadamente à França atual e regiões vizinhas) entre, grosso modo, o final do século V e meados do século VIII (cerca de 481 a 751).
      O nome vem de Meroveu, um chefe franco semilendário, mas o verdadeiro fundador da dinastia como potência política foi seu neto Clóvis I (reinado de ~481 a 511).
      (Claude)

  17. Miguel José Teixeira

    Onde sobra
    penduricalhos,
    falta Justiça!

    “Combustível, imóveis e agronegócio: o novo mapa financeiro das facções. Veja vídeo (*)
    – Segundo ele, as facções brasileiras exercem uma espécie de “governança criminal” em áreas sob sua influência.
    (Mirelle Pinheiro, Metrópoles, 14/06/26)

    As grandes facções criminosas brasileiras deixaram de atuar apenas no tráfico de drogas e passaram a ocupar espaços cada vez mais amplos na economia formal. Além de controlar territórios e impor regras em comunidades e presídios, grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) vêm ampliando sua presença em setores como combustíveis, agronegócio, mercado imobiliário, transporte e entretenimento.

    A avaliação é do delegado da Polícia Federal Alexandre Custódio Neto, coordenador-geral de Repressão a Drogas e Facções Criminosas da Diretoria de Combate ao Crime Organizado (CGPRE/Dicor), em entrevista exclusiva à coluna.

    Segundo ele, as facções brasileiras exercem uma espécie de “governança criminal” em áreas sob sua influência. Além de explorar atividades ilícitas, os grupos estabelecem regras, controlam mercados e impõem restrições tanto a criminosos quanto à população que vive nesses territórios.

    “Elas acabam exercendo uma certa governança criminal, ditando regras para criminosos e também para as pessoas que vivem nessas áreas”, afirmou.

    O avanço sobre a economia formal ocorre principalmente porque determinados segmentos oferecem oportunidades para ocultar recursos obtidos em atividades ilegais. De acordo com o delegado, operações recentes identificaram integrantes ou associados de facções atuando em postos de combustíveis, empreendimentos imobiliários, atividades ligadas ao agronegócio e empresas de entretenimento.

    Esses setores permitem que recursos obtidos com tráfico de drogas, tráfico de armas, contrabando e outros crimes sejam misturados a receitas aparentemente legítimas.

    “A pessoa atua no tráfico de drogas e adquire um posto de combustível, uma fazenda ou uma produtora de música. Assim consegue trazer parte do recurso ilícito para o negócio legal e lavar o dinheiro”, explicou.
    Mas, segundo a Polícia Federal, o avanço para o mercado formal traz um risco adicional: a transferência da violência para atividades empresariais.

    As investigações mostram que integrantes de organizações criminosas passaram a utilizar métodos de intimidação, ameaça e coerção também em disputas comerciais.

    “Muitas vezes esse criminoso que veio de uma realidade violenta leva essa prática para o mercado legal. A violência passa a ser também um instrumento de concorrência empresarial”, disse o delegado.

    De acordo com ele, há casos em que empresários são pressionados a vender negócios ou abandonar determinados mercados diante da atuação de grupos ligados ao crime organizado.

    O crescimento econômico dessas organizações também ajuda a explicar como elas financiam suas estruturas.

    Ao contrário da percepção popular, as facções não funcionam exatamente como empresas centralizadas. Segundo Alexandre Custódio, elas se parecem mais com uma rede de empreendedores criminosos que mantêm negócios próprios, mas compartilham proteção, logística e influência.

    As investigações apontam que uma das principais fontes de receita das facções atualmente está ligada ao varejo de drogas nas áreas sob seu controle. As chamadas “biqueiras” ou “bocas de fumo” garantem fluxo constante de recursos, permitindo o financiamento de advogados, assistência a familiares de presos e manutenção da estrutura da organização.

    Além disso, historicamente, grupos criminosos também arrecadaram recursos por meio de mensalidades pagas por integrantes, conhecidas em algumas facções como “caixinhas” ou contribuições obrigatórias.

    Outro mecanismo identificado pelas autoridades é a exploração econômica dos territórios dominados. Em diversas regiões do país, organizações criminosas passaram a interferir em atividades como venda de gás, transporte alternativo, fornecimento de internet clandestina e cobrança de taxas de comerciantes e moradores.

    Para o delegado, o enfrentamento desse modelo exige atuação simultânea em diferentes frentes.

    “Não existe bala de prata. É preciso combater a violência, retomar territórios e atingir as estruturas financeiras dessas organizações”, afirmou.

    Nesse cenário, ganham protagonismo as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem Polícia Federal, polícias estaduais, Polícia Penal e outros órgãos de segurança para compartilhar inteligência e realizar operações conjuntas.

    Segundo a PF, a integração entre as forças de segurança tem permitido resultados mais expressivos no combate às facções, especialmente na prisão de lideranças, apreensão de patrimônio e desarticulação de grupos responsáveis pelo controle de territórios.

    Estudos recentes reforçam a dimensão do problema. Pesquisa Datafolha divulgada em 2025 apontou que cerca de 19% dos brasileiros com mais de 16 anos afirmam viver em áreas dominadas ou fortemente influenciadas por facções criminosas ou milícias, o equivalente a aproximadamente 28,5 milhões de pessoas.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/combustivel-imoveis-e-agronegocio-o-novo-mapa-financeiro-das-faccoes)

    (*) https://youtu.be/y4QMKur-IgE?si=7setle8VkKEP23EX

  18. Miguel José Teixeira

    “Rumu au équiça”

    “Seleção brasileira empata com time que custa menos da metade do valor”
    – Equipe do Marrocos vale 447,7 milhões de euros; elenco comandado por Ancelotti é avaliado em 928,2 milhões de euros…
    (Poder360, 14/06/26)

    A seleção de futebol do Brasil empatou na estreia da Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13.jun.2026) mesmo com ampla vantagem sobre a equipe marroquina em valor de mercado. Segundo dados do Transfermarkt (*), os 26 jogadores convocados por Carlo Ancelotti somam 928,2 milhões de euros, mais que o dobro dos 447,7 milhões de euros do elenco marroquino.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-sportsmkt/selecao-brasileira-empata-com-time-que-custa-menos-da-metade-do-valor/
    Vídeo em:https://membrana-cdn.media/video/pdr/videofile-1975321-20260614-desktop.mp4?r=91981

    (*) https://www.transfermarkt.com.br/

    For$$a, Bra$il!

  19. Miguel José Teixeira

    Se no passado. . .
    tínhamos o mensalão,
    PeTrolão & outros “ão”
    que nunca à tona virão,
    será esse então,
    um novo tipo de “ão”?

    “Sob Lula, patrocínios de estatais sobem 52,5% e chegam a R$ 1,6 bilhão”
    – Levantamento aponta avanço nos contratos firmados em 2025, com destaque para Caixa e BNDES no aumento dos valores.
    (Redação O Antagonista, 14/06/26)

    Sob o governo Lula, as principais estatais federais aumentaram os gastos com patrocínios em 2025. Segundo levantamento da Folha (*) com base em dados de transparência, os contratos assinados somaram R$ 1,6 bilhão, alta de 52,5% em relação a 2024, já corrigidos pelo IPCA.

    O aumento em relação ao ano anterior foi de R$ 539,6 milhões.

    A Caixa Econômica Federal concentrou a maior parte da expansão, com avanço de R$ 277,4 milhões.

    O BNDES teve a maior alta proporcional, com multiplicação de cerca de 15 vezes nos valores de patrocínio.

    Contratos no esporte
    Entre as principais estatais, a Caixa assinou R$ 652,1 milhões em patrocínios em 2025. A Petrobras registrou R$ 527,7 milhões, o Banco do Brasil R$ 289,2 milhões e o BNDES R$ 99,3 milhões.

    Os maiores contratos foram direcionados principalmente ao esporte.

    A Caixa firmou acordo de R$ 160 milhões com o Comitê Paralímpico Brasileiro, além de R$ 90 milhões com a Confederação Brasileira de Atletismo e R$ 80 milhões com a Confederação Brasileira de Ginástica.

    O BNDES destinou R$ 60 milhões à Confederação Brasileira de Judô.

    Os contratos incluem acordos de curto e longo prazo, com parte dos valores distribuída ao longo de vários anos. Segundo as empresas, isso faz com que o volume contratado não corresponda necessariamente ao desembolso anual.

    A Presidência afirma que a gestão dos patrocínios cabe às próprias estatais e que a atuação da Secom tem caráter institucional e normativo, sem interferência direta nas decisões.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/sob-lula-patrocinios-de-estatais-sobem-525-e-chegam-a-r-16-bilhao/)

    (*) “Principais estatais sob Lula aumentam patrocínios, e contratos chegam a R$ 1,6 bi em 2025”
    – Volume nas 4 de maior faturamento cresceu R$ 540 mi, alta de 53%; BNDES multiplicou verba por 15.
    – Presidência afirma que decisão cabe às empresas, que defendem expansão; esporte é principal alvo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/06/principais-estatais-sob-lula-aumentam-patrocinios-e-contratos-chegam-a-r-16-bi-em-2025.shtml

  20. Miguel José Teixeira

    “Grampo torcedor”

    Quando se especializava na União Soviética, o genial pianista Arthur Moreira Lima (*) e sua família eram monitorados pela ditadura, que grampeava seus telefones, no Rio de Janeiro.
    Certa vez, ele esperou horas por uma ligação para saber o resultado de um jogo decisivo do seu time querido, o Fluminense.
    Mas sua mãe de nada sabia, nem havia ninguém por perto para ela perguntar.
    Arthur praguejava lá de Moscou quando o sujeito que escutava a ligação clandestinamente, também Fluminense doente (**), gritou:
    – “O Fluzão venceu! Foi 2 a 1!”.
    E desligou.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 14/06/26)

    (*) Arthur Moreira Lima começou a estudar piano aos seis anos de idade, tendo por professora Lúcia Branco que também tivera por alunos nomes como Tom Jobim ou Nelson Freire.[1] Aos oito, tocou um concerto de Mozart com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Seus mestres foram Lúcia Branco (Rio de Janeiro), Marguerite Long (Paris) e Rudolf Kehrer (Conservatório Tchaikovsky de Moscou).[2]
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Moreira_Lima

    (**) Será que era o general Figueiredo?

    Segundo Pedro Rogério Moreira. . .

    . . .”Num domingo de Fla-Flu, ele (Presidente Figueiredo), pó-de-arroz doente, aceitou uma leviana aposta de seu ajudante-de-ordens major Dourado.
    Se perdesse, teria de se apresentar com a camisa rubro-negra na primeira audiência de segunda-feira.
    Putz!
    Foi dois a um para o Flamengo.
    Exagerado, Figueiredo levou a sério: a palavra vale mais.
    Vestiu a camisa do Flamengo.
    Na ante-sala, o major Dourado avisou enigmaticamente ao deputado João Carlos De Carli:
    – Não ria nem provoque o chefe.
    E abriu a porta do gabinete.
    Ainda bem que o deputado e o presidente eram amigos.
    Dedo em riste, o tricolor esbravejou:
    – Se rir de mim, te meto a mão na cara!
    +em: https://diariodopoder.com.br/opiniao/o-homem-que-sabia-rir

  21. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 14/06/26)

    …o governo brasileiro vira trilionário a cada três dias.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    Está explicado porque a presidentA janjapacaassada não teme Musk!

  22. Miguel José Teixeira

    Jerico copiando jerico!

    “Pé no saco”
    Pré-candidato do Missão ao Planalto, Renan Santos (*) critica o PT tentando colar a imagem de Lula à Copa, “Nem para relaxar, tomar uma cerveja e assistir o futebol você consegue escapar da esquerda brasileira”.
    (Coluna CH, DP, 14/06/26)

    (*) Este jerico é aquele que fez uma manifestação defronte a casa em que o lulampião nasceu, como se isso acrescentaria algo relevante à situação brasileira.
    Veja vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=D-N6j08yKqQ

  23. Miguel José Teixeira

    Cabeça enflorada
    & boca alugada!

    “Cotoveladas”
    Apontada possível candidata a vice de Flávio, Julia Zanatta (PL-SC) questiona Romeu Zema (Novo) no cargo:
    – “O que agregaria?
    Na primeira oportunidade chutou o balde e pisou na cabeça do Flávio”, criticou.
    (Coluna CH, DP, 14/06/26)

    1. Já escrevi. O vice será a escolha mais importante de Flávio Bolsonaro, PL, para eventualmente a sua quase improvável vitória, exatamente e devido à falta de credibilidade dele não ao que já está posto e o passado nebuloso que carrega, mas ao que precisa ser feito.

      O vice é o fiador de que na falta de Flávio, alguém capaz e sensato, fará o que terá que ser feito diante de uma tempestade perfeita já instalada pelo PT, Lula e a esquerda do atraso na economia e contra o futuro do país. Júlia Zanatta, PL SC, é importante para o barulho no plenário da Câmara a Congresso. E para aí. É uma radical. Não possui qualquer experiência, tato e senso executiva. E não mede consequências, como a necessária aliança do PL com outros partidos como o Novo, aliás, agarrado a Jorginho Melo, PL, em Santa Catarina como tábua de salvação de um governo que ainda não disse a que veio.

  24. Miguel José Teixeira

    SuTriFe entogará o TriSuEl?
    – Periga! Já entogou os
    parasitários alto, baixo e
    executivo!

    “STF avalia assumir funções próprias do TSE durante campanha eleitoral”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 14/06/26)

    São nítidos os sinais de sofreguidão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) à medida em que se aproximam as eleições, consideradas “cruciais” para alguns deles, preocupados com eventual vitória da oposição. A maioria de inclinação lulista não confia no colega Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que chegou ao STF por indicação de Jair Bolsonaro, por essa razão imaginam maneiras até de “avocar” decisões que são próprias do TSE.

    É campanha, abestado
    Julgar em bloco os recursos contra a autocensura imposta às “big techs”, nos meios políticos, foi percebido como ânsia para controlar conteúdos.

    Pesquisas sob controle
    O episódio em que Nunes Marques suspendeu pesquisa que direcionava respostas contra Flávio Bolsonaro (PL) agitou os ministros lulistas.

    Legislando, de novo
    A ideia no STF é atropelar o TSE e o Congresso e legislar, definindo regras, critérios de registro e até a metodologia das pesquisas eleitorais.

    Ainda há uma chance
    Institutos de pesquisa deveriam preservar a credibilidade estabelecendo autoregulamentação, nos moldes do histórico do Conar, na publicidade.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/stf-avalia-assumir-funcoes-proprias-do-tse-durante-campanha-eleitoral)

  25. Miguel José Teixeira

    > “Rumu au équiça”

    “Num ganhemu nem perdemu, eEmPaTemo!”

    > Atento à realidade:

    1)” Porque, se perdermos até a esperança, não haverá caminho para nós.”

    2) “O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.”

    (Ariano Suassuna (*)

    (*) Ariano Vilar Suassuna OMC (João Pessoa, 16 de junho de 1927 – Recife, 23 de julho de 2014) foi um intelectual, escritor, filósofo, dramaturgo, professor, romancista, artista plástico, ensaísta, poeta, político e advogado brasileiro.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ariano_Suassuna

    1. Miguel José Teixeira

      Ooops. . .a célebre frase “Não ganhemu nem pedemu, empatemu!” é atribuída ao Nenê Prancha (*).

      (*) Antonio Franco de Oliveira (Resende, 16 de junho de 1906 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 1976), mais conhecido como Neném Prancha, foi um roupeiro, massagista, olheiro e técnico de futebol brasileiro. Ganhou a alcunha de O Filósofo do Futebol de Armando Nogueira, por suas frases engraçadas.
      . . .
      +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nen%C3%A9m_Prancha

      Sugestão do Matutildo: “Assim falou Neném Prancha”
      +em: https://www.amazon.com.br/Prancha-Jocelyn-Barreto-Brasil-Zamora-ebook/dp/B0DBMP6VL3

  26. Miguel José Teixeira

    “Saldanha (1), entre um cigarro e outro”
    – Na série ‘A Saga do Tri’, ele fuma em todos os takes; na vida real, era quase isso mesmo.
    – Seu intérprete Rodrigo Santoro, não fumante, acende 200 cigarros nos cinco episódios.
    (Ruy Castro, FSP, 13/06/26)

    Em clima de Copa, assisti a “Brasil 70: A Saga do Tri”, a série de Pedro e Paulo Morelli sobre a seleção no México em 1970. Os personagens principais são um Zagallo enfezado e morrinha, como ele era, um Pelé mais angustiado do que os personagens de Kafka ou Dostoievski — como ele não era — e um delicioso João Saldanha, arguto, debochado, pródigo em bordões, fingindo acreditar nas histórias que contava.

    Como todo mundo aqui no Rio, conheci Saldanha, claro. Era figura fácil no Bar do Osmar, um botequim na rua Miguel Lemos, em Copacabana (**), em que bebuns, ex-craques, jornalistas esportivos (Hans Henningsen, Sergio Noronha, Sandro Moreyra), intelectuais, poetas, ministros do Supremo, todos superbem informados, bebiam em pé e discutiam os segredos da República. Saldanha pontificava sobre a seleção como se treiná-la fosse a coisa mais fácil do mundo. Um dia, em 1969, foi da Miguel que ele saiu para falar com João Havelange, presidente da então CBD, e ser convidado a assumi-la.

    Na série, Saldanha é mostrado como fumante impenitente — o que ele era. Rodrigo Santoro (***), magnífico no papel, deve acender uns 200 cigarros (Continental, acho) nos cinco episódios. Não há um único take em que Saldanha não esteja fumando. Mas, pelo que via dele ao vivo, às vezes dava alguns minutos entre um cigarro e outro. Não adiantou — morreu aos 73 anos, de um enfisema brabo, em Roma, durante a Copa de 1990, para a qual viajou contrariando os médicos.

    Eu, que parei há 21 anos e hoje considero que fumar foi a coisa mais estúpida que fiz na vida, posso imaginar o fim de Saldanha sem conseguir andar ou respirar. Por isso, fiquei preocupado com Rodrigo Santoro — se já não fosse fumante, só podia ter se tornado depois desse papel. E os que teve de fumar nos ensaios e nos muitos takes de cada cena? O cigarro não precisa de tanto para fazer um dependente.

    Mas fui pesquisar e descobri que tudo bem. Santoro não fumava e seus cigarros eram cenográficos, feitos de ervas e flores, sem tabaco e nicotina. Assim, até eu.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/06/saldanha-entre-um-cigarro-e-outro.shtml)

    (*) “Série sobre o tricampeonato do Brasil na Copa de 1970 cruza invenção e verdade”
    – ‘Brasil 70 – A Saga do Tri’ tem diálogos e cenas fictícios, ‘mas que respeitam a realidade’, segundo diretores.
    – Rodrigo Santoro como Saldanha, Bruno Mazzeo como Zagallo e Lucas Agrícola como Pelé protagonizam o docudrama.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2026/05/serie-sobre-o-tricampeonato-do-brasil-na-copa-de-1970-cruza-invencao-e-verdade.shtml

    (**) “Copacabana é um mundo em transformação”
    – Bairro do Rio perde moradores, mas não deixa de ser protagonista.
    – Local vive boom de aluguel de curta duração em meio a grandes eventos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/01/copacabana-e-um-mundo-em-transformacao.shtml

    (***) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/rodrigo-santoro/

    (1) João Alves Jobim Saldanha (Alegrete, 3 de julho de 1917 — Roma, 12 de julho de 1990) foi um militante político, jornalista, escritor e treinador de futebol brasileiro.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Saldanha#T%C3%ADtulos

  27. Miguel José Teixeira

    “TSE deve garantir lisura sem interferir na eleição”
    – A boa notícia é que Nunes Marques não teve o apoio automático de seus pares no tribunal eleitoral.
    – Será péssima notícia se o colegiado resolver prestar um desserviço à liberdade de opinião.
    (Dora Kramer, FSP, 13/06/26)

    A boa notícia é que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral não se alinharam automaticamente a Kássio Nunes Marques na decisão que cria um precedente para a censura não só às pesquisas de intenções de votos (*), mas a análises dos responsáveis pelos institutos sobre o conteúdo dos levantamentos.

    Se tivessem aderido aos argumentos do presidente do TSE, daqui em diante estariam vetadas as explicações sobre o significado dos números e proibidas quaisquer referências a informações conhecidas na metodologia de captação de tendências do eleitorado.

    Na sustentação da tese de que houve indução indevida na consulta, Nunes Marques incluiu entrevista em que o presidente do AtlasIntel, Andrei Roman, interpretava os dados da pesquisa, note-se, depois da divulgação. Ou seja, persuasão a posteriori.

    O instituto explicou inúmeras vezes que o áudio de Flávio Bolsonaro (PL) pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro foi mostrado depois do questionário sobre intenção de voto, sem possibilidade de mudança de opinião. Não houve interferência nem o uso de material de origem duvidosa. A conversa estava no celular de Vorcaro apreendido pela polícia.

    Além disso, o dado principal — a perda de adesão à candidatura de Flávio Bolsonaro — foi confirmado, e até ampliado, por pesquisas de todos os institutos. Portanto, não se pode falar em manipulação das opiniões captadas pelo AtlasIntel.

    Interferência no processo eleitoral houve sim, mas por parte do ministro Nunes Marques. Indução à opinião do público também é de autoria dele, na apresentação de alegações falaciosas e da distorção da realidade naquilo que está parecendo afã de agradar o filho de quem o indicou para o Supremo Tribunal Federal.

    A decisão pegou mal até no STF e será uma péssima notícia se o colegiado do TSE embarcar na onda persecutória e intervencionista que presta desserviço às liberdades de ação e opinião e fica a serviço de quaisquer partidos, políticos e autoridades do Judiciário aos quais desagradem os resultados das pesquisas.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/06/tse-deve-garantir-lisura-sem-interferir-na-eleicao.shtml)

    (*) “Ministros citam impacto eleitoral, e TSE adia decisão sobre censura a pesquisa que mostrou recuo de Flávio”
    – Após Kassio defender veto a levantamento Atlas/Bloomberg, Estela Aranha pediu mais tempo para análise.
    – Magistrados manifestaram preocupação sobre precedentes e cogitaram fixação de regras para institutos.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/06/tse-adia-decisao-sobre-censura-a-pesquisa-que-mostrou-recuo-de-flavio-bolsonaro.shtml

  28. Miguel José Teixeira

    (*) Verifique sua
    conta bancária!

    “Perícia não esclarece uso de R$ 75 milhões em filme de Bolsonaro”
    – Documento apresentado por Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, não aponta quem foram os destinatários (*) dos recursos usados no filme.
    (Renan Porto, Metrópoles, 13/06/26)

    A perícia privada (1) apresentada pela produtora Go Up Entertainment para tentar explicar os gastos com o filme Dark Horse (2), sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (3) (PL), não detalha o destino de transferências no valor de US$ 13,3 milhões (equivalente a R$ 75 milhões) (4).

    Como revelado pelo Metrópoles, o documento indica que a maior parte desse valor, R$ 54,2 milhões, teria sido gasta nos Estados Unidos (5), enquanto a quantia usada no Brasil representa R$ 20,9 milhões (US$ 3,7 milhões).

    A descrição das despesas foi reunida pela defesa de Karina Ferreira da Gama (6), dona produtora de Dark Horse (7), em um processo envolvendo a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade, da qual a empresária é representante, é suspeita de desvio de dinheiro público de um contrato de R$ 108 milhões (8) com a Prefeitura de São Paulo para bancar o filme sobre Bolsonaro.

    Segundo o documento da perícia, a única fase da produção que teria dado origem a gastos no Brasil foi classificada como “produção e filmagem”, gerando o custo de US$ 3,7 milhões (R$ 20,9 milhões) do total de US$ 13,3 milhões declarados (R$ 75 milhões). O valor contempla a contratação dos atores internacionais, despesas com cachês, diárias, transporte, cenografia e passagens aéreas. Veja a lista abaixo:
    (ver relação no link abaixo)

    Os gastos nos Estados Unidos têm, no entanto, menos detalhamento no laudo da perícia privada. O documento menciona, de forma genérica, supostas etapas da produção, sem explicar o que ocorre em cada uma delas:

    > Desenvolvimento do projeto, nos Estados Unidos – US$ 383 mil;
    > “Soft-production” – US$ 2,6 milhões;
    > Pré-produção, nos Estados Unidos – US$ 2,6 milhões;
    > Produção e filmagem nos Estados Unidos – US$ 1,9 milhão;
    > Produção e filmagem no Brasil – US$ 3,7 milhões; e
    > Pós-produção, nos Estados Unidos – US$ 1,9 milhão.

    Segundo a perícia, até o dia 10 de junho, o fundo Havengate Development LP, usado para a captação de recursos, havia enviado os US$ 13,3 milhões (R$ 75 milhões) para o filme. No Brasil, os valores usados na obra cinematográfica foram recebidos por meio de uma conta no Banco do Brasil. A maior parte dos R$ 20,9 milhões – cerca de R$ 18,4 milhões – foi transferida via Pix.

    “Quanto à origem dos recursos financeiros, a perícia constatou que os ingressos vinculados ao projeto têm origem privada, comprovada por contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”, afirma a perícia realizada pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI).

    Eduardo nos EUA
    Após a revelação de que o banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, enviou dinheiro para a produção do filme Dark Horse por meio do fundo Havengate Development, a Polícia Federal passou a investigar se os recursos foram utilizados para financiar a estada do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

    O fundo tem como agente legal o escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC” do advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo. O ex-deputado, que vive nos EUA desde fevereiro de 2025, é réu no Supremo Tribunal Federal por acusações de coação e obstrução da Justiça ligadas à sua atuação contra autoridades brasileiras.

    Flávio, o “irmãozão”
    Na declaração de gastos, consta que o orçamento inicial aprovado para Dark Horse era de US$ 16 milhões (R$ 89,7 milhões). O valor é R$ 44,8 milhões menor do que a quantia que teria sido negociada, de R$ 134 milhões, pelo senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) com Vorcaro, em 2025, conforme revelado pelo site The Intercept Brasil.

    A reportagem cita diálogos do ex-banqueiro com seu cunhado, Fabiano Zettel, e com o empresário Thiago Miranda, em que eles discutem possíveis fluxos de pagamento para a produção do filme. Um deles previa o pagamento de 12 parcelas de US$ 1,6 milhão e duas de US$ 2 milhões, totalizando US$ 24 milhões (R$ 134 milhões).

    Em 16 de novembro, Flávio enviou um áudio a Vorcaro dizendo que estava muito preocupado com parcelas atrasadas do patrocínio do Master ao filme. A conversa ocorreu um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraude bilionária provocada pelo banco de Vorcaro no mercado financeiro.

    “Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. Tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né?”, disse o senador no áudio a Vorcaro. “Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, completou.

    Na sequência, o banqueiro responde: “Fala, irmãozão! ro [to] na igreja terminando te chamo”.

    Flávio Bolsonaro reconheceu a veracidade do áudio divulgado, mas disse que os pagamentos feitos por Vorcaro foram legais, porque não envolveriam contrapartida. O valor efetivamente pago ao filme pelo ex-banqueiro, por meio da empresa Entrepay, foi de US$ 10,6 milhões, o equivalente a R$ 61 milhões.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/sao-paulo/pericia-nao-esclarece-uso-de-r-75-milhoes-em-filme-de-bolsonaro)

    (1) “Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro”
    – Valor apresentado pela produtora Go Up indica gasto menor do que a quantia supostamente solicitada por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.
    +em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/produtora-dark-horse-75-milhoes-filme

    (2) “Produtora de Dark Horse se nega a passar senha de celular à polícia”
    – Karina Gama foi alvo de operação por suspeita de desviar dinheiro de contrato milionário com a Prefeitura de SP para filme sobre Bolsonaro.
    +em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/produtora-dark-horse-nega-passar-senha

    (3) https://www.metropoles.com/tag/jair-bolsonaro

    (4) “Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro”
    – Valor apresentado pela produtora Go Up indica gasto menor do que a quantia supostamente solicitada por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.
    +em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/produtora-dark-horse-75-milhoes-filme

    (5) “Produtora de Dark Horse declarou gasto de R$ 54,2 milhões nos EUA”
    – Produtora de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, informa em perícia gasto de R$ 54,2 milhões nos EUA para o longa filmado no Brasil.
    +em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/produtora-filme-bolsonaro-eua

    (6) “Produtora de Dark Horse se nega a passar senha de celular à polícia”
    – Karina Gama foi alvo de operação por suspeita de desviar dinheiro de contrato milionário com a Prefeitura de SP para filme sobre Bolsonaro.
    +em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/produtora-dark-horse-nega-passar-senha

    (7) “Produtora de Dark Horse declarou gasto de R$ 54,2 milhões nos EUA”
    – Produtora de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, informa em perícia gasto de R$ 54,2 milhões nos EUA para o longa filmado no Brasil.
    +em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/produtora-filme-bolsonaro-eua

    (8) “Dark Horse: servidora que assinou aditivo com ONG atua em gabinete do PP”
    – Chefe de gabinete do vereador Murillo Lima (PP), secretária assinou aditivo ao contrato de R$ 108 milhões entre ONG e prefeitura.
    +em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/dark-horse-servidora-que-assinou-aditivo-com-ong-atua-em-gabine-do-pp

    (9) https://prefeitura.sp.gov.br/

    Se. . .
    o zero 2 está mamando recursos públicos
    para “trabalhar” sua candidatura em SC,
    onde estará mamando o zero 3, para viver
    nos EUA?

  29. Miguel José Teixeira

    Atentos à realidade!

    “TCU cria novo ‘penduricalho’ para servidores”
    – Gratificação de até 15% pode elevar remunerações acima do teto do funcionalismo.
    (Redação O Antagonista, 13/06/26)

    O Tribunal de Contas da União (TCU) criou uma nova gratificação para servidores que exercem funções de direção, chefia e assessoramento em atividades consideradas de alta complexidade técnica, fiscalização e gestão institucional.

    A medida foi formalizada em portaria assinada pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, e pelo vice-presidente, ministro Jorge Oliveira.

    Batizada de Gratificação por Atuação de Alta Complexidade Técnica, de Fiscalização e de Gestão Institucional (Gaac), a parcela poderá elevar em até 15% a remuneração dos beneficiários, diz a Folha.

    De acordo com o tribunal, o adicional terá caráter indenizatório e alcançará apenas um grupo restrito de servidores.

    Pagamento acima do teto
    Ainda segundo a norma, a gratificação variará entre 6% e 15% da remuneração total do servidor.

    Como foi classificada como verba indenizatória, ela não será incorporada ao salário e não servirá de base para cobrança de Imposto de Renda ou contribuição previdenciária.

    O TCU afirma que a medida segue modelo já adotado por tribunais superiores e está compatível com o orçamento aprovado para a instituição. A Corte também sustenta que o benefício foi criado dentro de sua competência administrativa.

    E a decisão do STF?
    A iniciativa surge poucos meses após o Supremo Tribunal Federal estabelecer novas restrições aos chamados supersalários.

    Como a decisão do STF se concentrou nas carreiras do Judiciário e do Ministério Público, especialistas apontam que outros órgãos públicos continuam com margem para criar verbas classificadas como indenizatórias.

    Segundo o jornal paulistano, cerca de 913 servidores do TCU poderão ser contemplados.

    Em alguns casos, a remuneração bruta pode superar R$ 66 mil mensais, considerando a soma do salário e da nova gratificação.

    Na justificativa da portaria, os ministros citam o elevado volume de trabalho do tribunal.

    A medida, porém, gerou questionamentos. Especialistas em direito administrativo ouvidos pelo jornal afirmam que há dúvidas sobre a natureza indenizatória da gratificação, já que ela remunera funções e responsabilidades específicas.

    Para críticos da iniciativa, o debate sobre os chamados “penduricalhos” deve se concentrar menos na denominação da verba e mais em sua finalidade prática e impacto sobre o teto do funcionalismo.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/tcu-cria-novo-penduricalho-para-servidores/)

    “Se-preparem-se” pois
    com a cortina da Copa,
    PaTifarias mil virão. . .

  30. Miguel José Teixeira

    “Rumu au équiça”

    > Olho na bolada 1:

    “Bets projetam até R$ 31 bi em apostas durante a Copa”
    – Expansão do Mundial e mercado regulado no Brasil elevam expectativa para apostas on-line no país em 2026…
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/bets-projetam-ate-r-31-bi-em-apostas-durante-a-copa/

    > Olho na bolada 2:

    “Bares e restaurantes devem faturar 15% mais na Copa de 2026 ante 2022 ”
    -Setor projeta faturamento de R$ 2,42 bilhões durante o Mundial deste ano; horários dos jogos e reuniões de torcedores impulsionam consumo…
    +em: https://www.poder360.com.br/copa-2026/bares-e-restaurantes-devem-faturar-15-mais-na-copa-de-2026-ante-2022/

    > Olho na bolada 3:

    “Bets projetam até R$ 31 bi em apostas durante a Copa”
    – Expansão do Mundial e mercado regulado no Brasil elevam expectativa para apostas on-line no país em 2026…
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/bets-projetam-ate-r-31-bi-em-apostas-durante-a-copa/#:~:text=%E2%80%9CO%20Brasil%20sozinho%20poderia%20responder%20por%20cerca%20de%2010%25%20do%20volume%20global%20de%20apostas

    For$$a, Bra$il!

  31. Miguel José Teixeira

    A força do Bispo!

    “Igreja Universal está em 151 países e supera embaixadas do Brasil”
    – Instituição religiosa de Edir Macedo mantém templos em 19 países onde o Itamaraty não tem representação diplomática residente…
    (Gabriella Santos, Poder360, 13/06/26)

    Em maio de 2026, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) inaugurou seu 1º templo na Dinamarca. Com a chegada ao país nórdico, a rede de templos brasileira agora atua em 151 países (*), superando o número de embaixadas brasileiras no exterior, que soma 132 postos diplomáticos.

    Ao comparar os países em que a Universal afirma ter ao menos um templo e a lista de embaixadas brasileiras divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (**), há 19 nações e territórios em que a igreja está presente e o Brasil, não: Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta e Moldávia, na Europa; Burundi, Gâmbia, Lesoto, Malawi, Serra Leoa, Eswatini e Uganda, na África; Quirguistão, Macau e Taiwan, na Ásia; além de Curaçao, Guadalupe, Martinica e Guiana Francesa.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-brasil/igreja-universal-esta-em-151-paises-e-supera-embaixadas-do-brasil/

    (*) “Ações da Universal alcançam mais de 19 milhões de pessoas em todo o mundo”
    – Em 2025, as iniciativas sociais da Igreja chegaram até 2,1 mil pessoas por hora em 130 países.
    +em: https://www.universal.org/noticias/post/acoes-da-universal-alcancam-mais-de-19-milhoes-de-pessoas-em-todo-o-mundo/

    (**) https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/Embaixadas-Consulados-Missoes/do-brasil-no-exterior

  32. Miguel José Teixeira

    “Visto, lido e ouvido”

    . . .”A pergunta que se impõe, portanto, é: se os próprios trabalhadores não querem o vínculo, para quem, afinal, essa decisão seria uma vitória? A resposta, infelizmente, não é difícil de encontrar. O lobby mais ativo e organizado em prol do reconhecimento do vínculo empregatício não vem dos trabalhadores, vem das centrais sindicais. E a motivação não é altruísta. Com o vínculo formalizado, os sindicatos voltam a ter acesso a uma base imensa de contribuições compulsórias, uma fonte de recursos que o legislador havia restringido com a Reforma Trabalhista de 2017.”. . .

    “O canto das sereias do governo”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 13/06/26)

    No próximo dia 24, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomará um dos julgamentos com maior potencial de transformação para melhor ou para pior da economia brasileira nos últimos anos. A Corte decidirá, em caráter vinculante e com repercussão geral, se motoristas da Uber, entregadores da Rappi, iFood, 99 e plataformas similares têm vínculo empregatício formal com essas empresas. A decisão, seja qual for, não ficará circunscrita às paredes do plenário: chegará às ruas, às mochilas térmicas, aos carros particulares, às carteiras e, sobretudo, à liberdade de milhões de brasileiros.

    Antes de qualquer análise, é preciso enunciar o dado mais inconveniente para os defensores da CLT a qualquer custo: a maioria dos trabalhadores de aplicativos não quer o vínculo empregatício. Pesquisas, audiências públicas e manifestações públicas têm demonstrado, à exaustão, que esses profissionais valorizam a flexibilidade de horários, a autonomia para aceitar ou recusar corridas e entregas, e a possibilidade de conciliar o trabalho por aplicativo com outras atividades. Para eles, a relação de emprego formal não representa proteção, representa uma gaiola.

    A pergunta que se impõe, portanto, é: se os próprios trabalhadores não querem o vínculo, para quem, afinal, essa decisão seria uma vitória? A resposta, infelizmente, não é difícil de encontrar. O lobby mais ativo e organizado em prol do reconhecimento do vínculo empregatício não vem dos trabalhadores, vem das centrais sindicais. E a motivação não é altruísta. Com o vínculo formalizado, os sindicatos voltam a ter acesso a uma base imensa de contribuições compulsórias, uma fonte de recursos que o legislador havia restringido com a Reforma Trabalhista de 2017.

    Os milhares de motoristas e entregadores que foram às redes sociais, às ruas e a fóruns públicos defender a manutenção do modelo atual não dispõem dos mesmos recursos, da mesma articulação política nem do mesmo acesso aos corredores do poder. A assimetria é flagrante e reveladora. Os defensores do reconhecimento do vínculo empregatício constroem um discurso sedutor, recheado de promessas que merecem ser examinadas com rigor:

    “Os trabalhadores terão acesso a todos os direitos trabalhistas.”
    Verdade, mas a que custo? Com FGTS, férias remuneradas, 13º salário, aviso prévio e contribuições pre videnciárias, o custo por trabalhador para as plataformas aumenta entre 40% e 80%. Esse custo não desaparece: é repassado aos preços, reduzido via cortes de pessoal ou eliminado com a saída das empresas do país.

    “Haverá mais estabilidade e renda garantida.”
    Mas quem garante que as plataformas manterão os contratos? A experiência internacional mostra o contrário: na Espanha, após legislação similar, o iFood demitiu milhares de entregadores e passou a operar com frotas próprias reduzidas. Na Califórnia, a Prop 22 (*) foi aprovada justamente porque os trabalhadores preferiram a flexibilidade à suposta proteção.

    “As empresas têm lucros bilionários e podem pagar.”
    O argumento ignora que parte significativa dessas empresas ainda opera no vermelho globalmente, subsidiadas por capital de risco. Mais importante: mesmo as lucrativas não são filantrópicas diante de custos inviáveis, adaptam o modelo de negócios ou saem do mercado. O trabalhador que hoje tem renda flexível pode amanhã não ter renda nenhuma.

    “O vínculo traz dignidade ao trabalhador.”
    Digno não é apenas o trabalho com carteira assinada, digno é o trabalho que existe, que paga as contas e que respeita a autonomia de quem o executa. Dizer ao entregador que ele só terá dignidade quando estiver enquadrado em um modelo do século 20 é, no mínimo, uma condescendência disfarçada de proteção. O cenário mais provável, em caso de decisão desfavorável às plataformas, não é o paraíso trabalhista prometido pelos sindicatos, é o desemprego em massa.

    As plataformas de mobilidade e entrega operam com margens apertadas, dependem de escala e são altamente sensíveis a mudanças no ambiente regulatório. Diante de uma conta trabalhista que pode superar centenas de bilhões de reais em passivos, as opções são poucas: encerrar operações, reduzir drasticamente a força de trabalho ou repassar os custos de forma que inviabilize o serviço para a população.

    Com histórico bem documentado de espantar investimentos com seu ambiente tributário e regulatório, a chamada “gula arrecadatória” do Estado brasileiro que tributa o trabalho, o consumo e a produção de maneira regressiva e ineficiente combina-se com a ganância institucionaliza da de entidades sindicais para criar um cocktail capaz de afastar qualquer empresa racional. Os sindicatos, nesse sentido, funcionam como a velha “mão morta” do feudalismo europeu: estruturas que extraem renda sem produzir valor, perpetuando privilégios em nome de uma clas se que, ironicamente, não as escolheu para representá-la.

    Convém lembrar que o Brasil tem mais de 12 milhões de trabalhadores vinculados a plataformas digitais, segun do dados do IBGE. Qualquer decisão que comprometa a viabilidade desse modelo de negócios afeta diretamente a renda de famílias que dependem desse trabalho para sobreviver, muitas delas em situação de vulnerabilidade social, para as quais o aplicativo representa não um bico, mas a principal fonte de sustento. Espera-se de um tribu nal constitucional que julgue com base no direito, nos fa tos e nas consequências reais de suas decisões.

    A frase que foi pronunciada:
    “Deixem o trabalhador trabalhar!”
    (Lucio Silva, em manifestação de motoboys)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/o-canto-das-sereias-do-governo/)

    (*) “A Prop 22 e seus impactos”
    – No mesmo dia das eleições majoritárias norte–americanas, população da califórnia manteve independentes os motoristas de aplicativos.
    +em: https://hsmmanagement.com.br/a-prop-22-e-seus-impactos/

  33. Miguel José Teixeira

    Rumo à realidade!

    . . .”A decisão da Corte de Cassação da Itália, assim como fez a espanhola, no caso do jornalista Oswaldo Eustáquio, deixa evidente a degradação — macroscópica — da Justiça brasileira, desde que a sua mais alta instância foi tomada pela fúria autoritária, pela cegueira corporativista, pela cobiça patrimonialista.”. . .

    “Moraes, o juiz macroscopicamente parcial”
    – Os juízes italianos que negaram a extradição de Zambelli viram o que salta aos olhos: Moraes não poderia julgar uma causa em que é vítima.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 13/06/26)

    A imprensa teve acesso ao conteúdo da decisão da Corte de Cassação da Itália que negou a extradição de Carla Zambelli, no âmbito do processo em que a ex-deputada federal foi condenada por Alexandre de Moraes (*) a dez anos de prisão pela invasão do sistema do CNJ.

    Os juízes italianos viram o que salta aos olhos, independentemente das culpas que possam ser atribuídas a Zambelli, e elas são muitas: Moraes jamais poderia ter julgado uma causa em que é vítima.

    “As funções de julgar, de fato, devem ser atribuídas a um sujeito terceiro, alheio a interesses próprios que possam turvar a aplicação rigorosa do direito, e também livre de convicções pré-constituídas a respeito da matéria sobre a qual deve se pronunciar”, diz a decisão da Corte de Cassação.

    A atuação de Moraes no processo foi considerada “uma macroscópica violação do direito de defesa”, dada “a presença de múltiplos e evidentes indícios sintomáticos da falta de imparcialidade objetiva”.

    Eles apontaram “insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa de M.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes], integrante do Supremo Tribunal Federal do Brasil, em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”.

    Ensinam os juízes italianos:

    ”Deve-se considerar que os requisitos de imparcialidade e de distanciamento do juiz constituem não apenas uma condição essencial de equidade do processo, mas uma das garantias fundamentais que integram o núcleo duro do direito de defesa. (…) Tal garantia constitui uma proteção não apenas da funcionalidade da jurisdição, mas também do direito de defesa dos cidadãos.”

    A lição inclui a explicação de que a imparcialidade de um juiz tem duplo aspecto: o subjetivo e o objetivo (que faltou a Moraes), tal como entende o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

    O aspecto subjetivo é relativo “ao foro íntimo do juiz, à existência de um preconceito ou de uma postura de má-fé quanto ao réu, ou de um interesse pessoal em determinada causa”. O objetivo refere-se a “elementos concretos que, mesmo aos olhos de um observador externo, justifiquem dúvidas sobre a imparcialidade do magistrado”.

    A decisão da Corte de Cassação da Itália, assim como fez a espanhola, no caso do jornalista Oswaldo Eustáquio, deixa evidente a degradação — macroscópica — da Justiça brasileira, desde que a sua mais alta instância foi tomada pela fúria autoritária, pela cegueira corporativista, pela cobiça patrimonialista.

    É uma vergonha para a Justiça de um país democrático admitir, sem nem sequer corar de vergonha, que possa haver processos em que juízes são vítimas e julgadores.

    É uma excrescência para a Justiça de um país democrático abrir de ofício inquéritos sigilosos para promover perseguições políticas a pretexto de defender a democracia.

    É uma desonra para a Justiça de um país democrático ter juízes censores, que se acham “editores da sociedade”.

    É um aviltamento para a Justiça de um país democrático abrigar juízes suspeitos de venalidade (**).

    Não, eu não ataco o Supremo, nem quero fechar o Supremo. Eu defendo o Supremo, quero abrir o Supremo. Expô-lo à luz do sol, que é o melhor detergente. Quem ataca são eles, os supremos.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/moraes-o-juiz-macroscopicamente-parcial)

    (*) “Vorcaro vai contar tudo sobre o novo contrato com a mulher de Moraes?”
    – Vorcaro era mesmo uma mãe para a mulher de Moraes. Chegou a elaborar um novo contrato para garantir o pagamento total dos R$ 129 milhões.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/vorcaro-vai-contar-tudo-sobre-o-novo-contrato-com-a-mulher-de-moraes

    (**) “Vorcaro vai entregar mesmo os ministros do STF?”
    – A segunda delação de Vorcaro seria mais completa do que a primeira, segundo transpira da PF. Mas o quão completa é essa delação?
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/vorcaro-vai-entregar-mesmo-os-ministros-do-stf

  34. Miguel José Teixeira

    “Rumu au équiça”!

    Copa2026:
    Newsletter FSP, 13/06/26
    Edição: Paulo Passos, Vitória Pereira e Felipe Vaso

    “O plano do Mister”

    O Brasil estreia na Copa hoje com o principal destaque do time no banco de reservas (*).

    Foi em Carlo Ancelotti (**) a aposta para dar fim à instabilidade de um ciclo conturbado antes do Mundial e tentar acabar com o jejum de 24 anos.

    Curiosidade:
    há 32 anos, o italiano estava no banco da Itália que perdeu para o Brasil na final. Ele era auxiliar de Arrigo Sacchi.

    Contra o Marrocos, às 19h, vamos conhecer o plano do Mister para tentar levar a seleção ao título.

    E o time, qual será?
    Perguntamos ao enviado da Folha Luciano Trindade, que acompanha a seleção nos EUA.

    > Qual time o Ancelotti vai escalar hoje?
    – Ele não confirmou, mas o provável é que seja Alysson, Danilo Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Magalhães, Paquetá e Matheus Cunha; Raphinha e Vinicius Junior.

    > O time já jogou assim?
    – Nunca, seria uma escalação inédita no 13º jogo do Ancelotti com o Brasil.

    > E vai jogar como?
    – Deve ser um 4-4-2, com Vinicius Junior e Raphinha soltos e prontos para o contra-ataque.

    O fato de a equipe titular nunca ter atuado junta (***) é tema da coluna do PVC.
    Se você é supersticioso, saiba que isso aconteceu nas cinco conquistas do Brasil.

    E o Neymar?
    Virou assunto mesmo sem poder jogar hoje. Ancelotti disse que espera contar com o atacante na próxima partida (****) sexta, contra o Haiti.

    Já a figurinha de Neymar para o álbum da Copa começou a ser vendida (*****), mas só deve chegar em julho.

    Raio-x do rival:
    o Marrocos aposta na organização defensiva que o levou ao protagonismo recente no futebol internacional.
    Costuma pressionar o rival na saída de bola (******), especialmente pelo lado direito.
    Ali está seu destaque, Hakimi, do PSG.

    (*) “De volta ao palco do tetra, Brasil inicia contra Marrocos a busca pelo hexa”
    – Campeã nos Estados Unidos em 1994, seleção trabalha para repetir o sucesso na Copa do Mundo de 2026.
    – Derrotado há 32 anos, Ancelotti agora está do lado verde-amarelo, em time que tem similaridades com o de Parreira.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/de-volta-ao-palco-do-tetra-brasil-inicia-contra-marrocos-a-busca-pelo-hexa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (**) “Ancelotti dobra aposta em perfil ‘camaleônico’ na luta pelo hexacampeonato”
    – Conhecido pela maleabilidade, técnico a comprovou ao convocar Neymar para defender o Brasil na Copa de 2026.
    – Italiano deseja mostrar no Mundial um pouco do que viu no desfile da Imperatriz Leopoldinense no último Carnaval.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/05/ancelotti-dobra-aposta-em-perfil-camaleonico-na-luta-pelo-hexacampeonato.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (***) “O Brasil que nunca existiu”
    – Na Copa do Mundo, seleção vai estrear com 11 jogadores que nunca atuaram juntos.
    – Isso aconteceu em todas as cinco conquistas da equipe brasileira.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pvc/2026/06/o-brasil-que-nunca-existiu.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (****) “Ancelotti espera contar com Neymar na próxima semana”
    – Treinador destaca evolução da recuperação do camisa 10.
    – Jogador ainda não treinou no campo junto com a equipe nos EUA.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/ancelotti-espera-contar-com-neymar-na-proxima-semana.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (*****) “Com figurinha de Neymar, Panini lança kit de atualização do álbum da Copa do Mundo”
    – Pacote está em pré-venda no site da fabricante por R$ 119,90 com entrega para final de julho.
    – Editora já tinha falado sobre a possibilidade de lançar pacote para atualizar jogadores.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/com-figurinha-de-neymar-panini-lanca-kit-de-atualizacao-do-album-da-copa-do-mundo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026

    (******) “Marrocos combina solidez defensiva e agressividade para desafiar o Brasil”
    – Time africano aposta na pressão alta e nas subidas de Hakimi para acelerar transições ofensivas.
    – Com mudança tática recente e longa invencibilidade, seleção chega embalada para a Copa do Mundo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/marrocos-combina-solidez-defensiva-e-agressividade-para-desafiar-o-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=Copa+2026
    . . .
    (TRPCE)

    For$$a, Bra$il!

  35. Miguel José Teixeira

    Lulampião na cola do
    hiperinflacionista do
    Maranhão.

    “Inflação é a maior para maio em 5 anos e ultrapassa teto da meta em 12 meses”
    – IPCA sobe 0,58% no mês passado e fica acima das previsões do mercado financeiro.
    – Alimentos pressionam índice, que acumula alta de 4,72%, diz IBGE (*).
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/inflacao-fica-em-058-em-maio-acima-das-projecoes-e-ultrapassa-teto-da-meta-em-12-meses.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha

    Só pra PenTelhar. . .
    (*) Se o IBGE, controlado pelo porralouca pochmann diz isso, imaginem a realidade?

  36. Miguel José Teixeira

    “E eis que a Justiça italiana anulou a extradição da Carla Carabina Zambelli e sugeriu que talvez, quem sabe, é provável que Xandão não tenha sido tão imparcial. Ai, ai, ai, se segura, BRASEW.

    “Xandão 1 x 1 Zambelli”
    “éNoiteNaCidade”, 12 jun 2026, TixaNews, JUN 13″
    (https://www.tixanews.com.br/newsletter/)

    A treta é a seguinte. Zambellita Carabina fugiu do Brasil depois de contratar o hacker para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça e botar uma ordem de prisão contra Xandão no sistema. É crime? É crime. Mas a Justiça italiana agora bota uma pulga atrás da orelha. Se o pedido de prisão feito pelo hacker era contra o Xandão, seria Xandão o supremo ministro mais apto a julgar o processo contra Zambelli? Treta!!!!!

    E aí, eis que a Justiça italiana anulou a extradição da Zambelli. Imagina a alegria dos bolsonaristas, ainda mais os que fugiram do país alegando que Xandão não devia poder analisar o caso deles. O julgador é ao mesmo tempo a pessoa atingida.

    O supremo Fachin se viu obrigado a soltar uma nota dizendo que lá no Supremo são todos trabalhados na independência e imparcialidade. Já tem gente dizendo que Fachin soltou a nota sob livre e espontânea pressão.

    O fato é que Fachin está no meio de uma guerra com seus colegas. Não se perca, darling. Fachin é o presidente do Supremo. Ele que propôs aquele código de ética para os ministros para regular viagens e palestras e otrascositasmas — e a galera (leia-se Xandão e Gilmar Mendes, Dino e Zanin) não gostou nem um pouco. Ficou aquele embate todo e agora Fachin implementou um grupo de estudos para debater uma reforma do Judiciário. No melhor estilo diplomata, colocou juristas ligados a Gilmar e Xandão no tal grupo.

    Os supremos que são contra o código de ética acreditam que o timing do Fachin não foi bom por conta dos ataques ao Supremo no meio de toda essa história do Master. Osh, e lá teria timing bom em um Supremo cheio de névoas que envolvem essa treta do Master?

    E aí o Fachin veio com essa da reforma. Mas parece que o código de ética que está na mão de Carminha vai continuar seguindo.

    Claro, claro. Hoje é Dia dos Namorados criado pelo pai do Dória — a gente acredita em qualquer coisa, BRASEW.

    O Marquês de Piauí
    O supremo Nunes Marques, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral, julga mais casos do Flavitcho — seu amigo que o indicou ao cargo — do que consegue alcançar nossa vã filosofia. E hoje foi o dia de Nunes Marques negar o pedido de aliados do presidente Lula para tentar impedir a exibição do Dark Horse, o filme do Bolsonaro. Nunes Marques, que não é bobo nem nada, alegou que os autores do pedido não têm legitimidade para fazê-lo. Só o Lula, que também vai concorrer à presidência, poderia entrar com o pedido para que o filme não fosse exibido. Segue o baile.

    Não para de soluçar
    E nosso ex, que entra tão poucas vezes aqui neste espaço depois que seus filhos tomaram conta do poder, segue soluçando. E parece que piorou. Pronto, informei.

    Pega o cavalo
    O filme Pangaré Sombrio segue com tretas mais que supremas. O filme do Bolsonaro, darling. A treta agora é que a produtora declarou que o filme custou 75 milhões. O custo inicial era previsto em 89 milhões. E agora a pergunta que não quer calar: por que raios Flavitcho pediu 134 milhões para Vorcaro?

    E eis que Elon Musk é agora o primeiro trilionário da História, ever, de todos os tempos. E durma com o barulho desses!

    E a guerra do Irã? Eu já não consigo saber se tem ou não acordo de paz. Quem souber, informa a gente aqui, BRASEW.

    E já aproveita para apoiar a Tixa porque não é fácil todo dia e toda noite resumir tudo pra vocês. Mas a gente Lóve You, todos vocês, com acento. Para apoiar é por aqui: Direto no Pix 49875575000147 ou assinando a news pelo link https://www.tixanews.com.br/newsletter/

    E a gente vai comemorar o Dia do Dória Pai.

    (TRPCE)

  37. Miguel José Teixeira

    Um jerico não faria isso!

    “Em novo vídeo, Flávio critica Lula e PT por uso da camisa da seleção”
    – Às vésperas da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, senador diz que petistas vestem o verde e amarelo só em eleições e no torneio…
    (Poder360, 12/06/26)

    Ao som de um jingle sertanejo, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o PT pelo uso da camisa da seleção brasileira de futebol. O novo vídeo de pré-campanha foi divulgado, nesta 6ª feira (12.jun.2026), em razão da partida entre as seleções do Brasil e do Marrocos, no sábado (13.jun), às 19h (horário de Brasília).
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/em-novo-video-flavio-critica-lula-e-pt-por-uso-da-camisa-da-selecao/

  38. Miguel José Teixeira

    “Só por telefone”

    Benedito Valadares estava no final do último mandato de senador, nos anos 70, e evitava jornalistas.
    Certo dia, acabou encurralado em um corredor do Senado.
    Atônito, pegou o telefone mais próximo e fingiu que falava com alguém.
    Conversa demorada.
    Os jornalistas se impacientaram e ele reagiu:
    – “⁠Não têm respeito? Não veem que estou falando com o Carvalho Pinto?”, disse.
    – “⁠Mas o Carvalho Pinto está ali do lado!” apontou um jornalista.
    Valadares deu uma olhada, viu o colega, mas insistiu na desculpa:
    – “⁠É que eu só falo com ele por telefone…”

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 13/06/26)

  39. Miguel José Teixeira

    Como sempre. . .

    “Trajetória de Vorcaro começou com PT da Bahia”
    (Coluna CH, DP, 13/06/26)

    Não começou em Brasília a trajetória de fraudes que garantiram a Daniel Vorcaro a glória, a fortuna e a desgraça, resultando na liquidação do seu Banco Master. Porém, a proposta da delação frustrada do ex-banqueiro sugere que a gênese do império financeiro tem endereço certo: os governos do PT na Bahia quando chefiados por Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e Rui Costa, ex-todo-poderoso ministro de Lula. A proposta de delação de Vorcaro prometia expor a relação com a dupla.

    2007, a origem
    O PT entregou a Vorcaro o CredCesta, programa que permitiu ao Master ingressar no fabuloso e rentável mundo de empréstimos consignados.

    Favorecimento
    No ápice dessa influência, decreto de 2022 de Rui Costa proibiu uso da portabilidade para quem tentava se livrar das taxas abusivas do Master.

    Coisa de amigo
    Fontes ligadas ao caso dizem que, na proposta de delação rejeitada pela PF, Vorcaro descrevia como o decreto fortaleceu o banco e o fez crescer.

    Tempo ao tempo
    Jaques Wagner e Rui Costa negam suspeitas e minimizam os laços com Vorcaro, mas a rejeição do acordo sugere que a PF já tem tudo apurado.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/trajetoria-de-vorcaro-comecou-com-pt-da-bahia)

  40. Miguel José Teixeira

    “É urgente aprovar autonomia financeira do BC, mas PEC 65 tem problemas sérios”
    – Precisamos evitar o Fla-Flu entre os que querem enfraquecer o BC e os que, para protegê-lo, ignoram efeitos colaterais negativos.
    – BC precisa de autonomia, mas sem sair das regras fiscais nem abrir brecha para novos abusos.
    (Marcos Mendes, FSP, 12/06/26)

    O Banco Central tem sido o último bastião para impedir que o Brasil volte a ter inflação de dois dígitos (*). Os três Poderes desmontaram instituições fiscais com medidas parafiscais, emendas, supersalários e judicialização de políticas públicas. Aceleram o gasto e pressionam a inflação.

    A autonomia operacional conquistada em 2021 (**) tem permitido ao Banco Central segurar essas pressões com decisões técnicas sobre os juros. Um antibiótico caro e que tem efeitos colaterais ruins. Mas sem ele estaríamos resvalando para a desorganização inflacionária.

    A autonomia, contudo, está ameaçada pelo estrangulamento financeiro. O orçamento do BC em 2026 –excluindo os seus gastos com aposentadorias e pensões que, por natureza, não afetam a gestão do órgão– será quase 20% menor que o de 2018, em valores reais.

    De 2018 para cá as atribuições do BC aumentaram, notadamente pela expansão de fintechs que precisam ser fiscalizadas e pelos investimentos requeridos pela gestão do Pix.

    É inequívoca a necessidade de recomposição do orçamento do BC e a concessão de autonomia para propor seu orçamento, contratar pessoal e fixar salários.

    A PEC 65/2023 tem esse objetivo meritório. Porém, seu desenho traz problemas.

    Ela propõe que o BC fique fora do orçamento fiscal e dos limites do arcabouço fiscal, com suas despesas custeadas pelas próprias receitas.

    Daí podem surgir várias distorções. Primeiro, um incentivo perverso: as receitas do BC são tão maiores quanto maior a inflação. O órgão que tem por missão controlar o crescimento dos preços será beneficiado por ele.

    Outros órgãos com autonomia financeira e orçamentária garantidos pela Constituição, em especial o Judiciário, buscarão via STF, no dia seguinte da aprovação da PEC, isonomia quanto à exclusão do orçamento e dos limites do arcabouço. Seria um estrago grande para os já combalidos instrumentos de controle fiscal.

    O BC pode vir a ser usado como mais um instrumento parafiscal, transferindo-se políticas públicas de impacto primário para o seu orçamento, como subvenções ao setor agrícola e socorros aos estados e municípios. Seria uma volta ao nada saudoso orçamento monetário dos anos 1970-80, que com muito custo se eliminou, quando da criação da Secretaria do Tesouro.

    A PEC propõe que o controle externo da autonomia orçamentária seja feito pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Senado. O primeiro está sob influência do BC, que tem um dos seus três membros e exerce sua secretaria executiva. O Senado é historicamente leniente em matéria de controle fiscal. Controle externo fraco e capturado leva a abusos, como vemos nos casos do CNJ e do CNMP.

    Há um caminho mais simples e seguro: manter o BC no orçamento, concedendo-lhe a mesma autonomia orçamentária e financeira que a Constituição já dá ao Judiciário, Legislativo, TCU, Ministério Público e Defensoria. A lógica é a mesma: evitar que instituições de Estado com potencial conflito com o Executivo sejam por ele influenciadas via asfixia financeira.

    Pactua-se uma recomposição orçamentária inicial e, a partir daí, o BC passa a ter limite de despesas próprio no arcabouço, com autonomia para propor seu orçamento e gerir sua política de pessoal.

    Não é uma solução sem problemas, como vemos nos abusos das despesas do Judiciário. É preciso ter controle externo forte.

    É preciso sair do Fla x Flu entre os inflacionistas que rejeitam a PEC porque querem enfraquecer o BC e aqueles que querem resolver o estrangulamento financeiro rapidamente, ignorando as consequências de médio e longo prazo.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcos-mendes/2026/06/e-urgente-aprovar-autonomia-financeira-do-bc-mas-pec-63-tem-problemas-serios.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (*) “Alimentos sobem 1,65% e têm maior inflação para maio em 18 anos”
    – Oferta menor e impacto da guerra no Irã elevam preços, diz IBGE.
    – Economistas sobem previsões para o ano de 2026.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/alimentos-sobem-165-e-tem-maior-inflacao-para-maio-em-18-anos.shtml

    (**) Comissão do Senado aprova PEC que dá autonomia financeira ao BC e põe Pix na Constituição”
    – Texto foi aprovado por votação simbólica e agora precisa ser analisado pelo plenário da Casa.
    – Medida tramita no Senado desde 2023 e enfrenta resistência do PT e de membros do governo Lula.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/comissao-do-senado-aprova-pec-que-da-autonomia-financeira-ao-bc.shtml

  41. Miguel José Teixeira

    “Mapa do poder”
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 12/06/26)

    1 – A PEC do fim da escala 6×1, que prevê direito a duas folgas semanais remuneradas para os trabalhadores, pode aumentar em até 30% o valor de cada hora extra. Ainda há incertezas em relação ao momento em que a mudança entraria em vigor. Juristas divergem se ocorrerá quando as duas folgas passarem a valer (60 dias após a promulgação da PEC), se dependerá de uma nova lei regulamentando o cálculo ou de mudança em súmulas do TST (Tribunal Superior do Trabalho).
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/pec-do-fim-da-escala-6×1-pode-aumentar-em-ate-30-o-valor-de-cada-hora-extra.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, criou um grupo para debater uma ampla reforma no Judiciário. O relator das propostas será o desembargador Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que é próximo dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. O movimento foi um aceno por consenso em uma corte dividida sobre a criação de um código de conduta após o caso do Banco Master.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/06/fachin-cria-grupo-para-estudar-reforma-do-judiciario-em-aceno-a-gilmar-e-moraes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – O governo brasileiro não solicitou uma reunião bilateral entre Lula e Donald Trump durante a cúpula do G7, que ocorrerá na próxima semana, na França. Tampouco recebeu dos americanos qualquer sinalização para um encontro do tipo no momento, em meio à possibilidade de um novo tarifaço. Na cúpula, Lula deverá reforçar recados a Trump com críticas ao unilateralismo e ao protecionismo, mas sem menções diretas ao presidente dos EUA.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/06/discurso-de-lula-no-g7-deve-ter-recados-aos-eua-brasileiro-nao-fez-pedido-para-encontro-com-trump.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada…
    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o próprio agronegócio pode ser prejudicado com o projeto de renegociação das dívidas rurais, aprovado pelo Senado. Segundo ele, as condições previstas no texto podem fazer com que os bancos restrinjam a oferta de crédito. Durigan ainda voltou a afirmar que o governo pode ir ao STF contra as pautas-bomba aprovadas pelo Congresso. O governo estima um impacto de R$ 111 bilhões por ano com as medidas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/durigan-diz-que-renegociacao-de-divida-pode-prejudicar-agro-e-fala-em-ir-ao-stf-contra-pauta-bomba.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  42. Miguel José Teixeira

    “‘Presidente dos motocas'”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 12/06/26)

    Lula encerrou uma semana lotada de anúncios eleitorais com mais um aceno aos entregadores –grupo que se aproximou do bolsonarismo nas últimas eleições. Em cerimônia no Palácio do Planalto com representantes da categoria, o petista lançou uma nova linha de crédito voltada para a compra de motos e bicicletas elétricas, com juro de 12,5% ao ano, carência de dois meses e valor médio de R$ 20 mil por CPF.

    A iniciativa integra um pacote de bondades lançadas pelo governo que também oferece crédito para taxistas, caminhoneiros, agronegócio, indústria e empresas exportadoras. A nova linha terá juros menores (de 11,5% ao ano) para mulheres, em aceno ao eleitorado feminino, que deve ser mais uma vez decisivo em outubro. A avaliação, porém, é que a medida deve ter pouco impacto, já que os entregadores são em sua maioria homens.

    Durante discurso no evento, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), que tem lidado com as negociações com esses profissionais, afirmou que o “presidente dos motocas” é Lula, ao fazer uma crítica indireta ao antecessor do petista, Jair Bolsonaro (PL). Sem citar o ex-presidente, Boulos disse que “tinha gente que a única coisa que fazia pelos motoqueiros era ficar desfilando em motociata”.

    Os trabalhadores por aplicativo ganharam destaque nos últimos anos, com aumento nas discussões sobre as condições de trabalho. A categoria não tem proteção previdenciária, férias remuneradas e limite de jornada. No Congresso, um projeto de lei que regulamenta esses temas está travado. Entre as dificuldades para se chegar a um consenso entre as partes estão a pulverização das lideranças que representam entregadores e a resistência das empresas.

    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/linha-de-credito-de-lula-para-entregadores-atendera-bike-eletrica-e-tera-juro-de-125.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  43. Miguel José Teixeira

    “Como chegar ao eleitor ‘bipolar’?”
    – Recorrer a todo tipo de medida eleitoreira às portas da urna, como Lula vem fazendo, pode se revelar um trabalho de Sísifo (*) diante de sinais ambíguos mostrados por pesquisa.
    (Por Vera Magalhães, O globo, 12/06/26)
    . . .
    “A pesquisa Quaest revela a complexidade de conquistar eleitores indecisos no Brasil, destacando a dificuldade de agradar a um público com expectativas econômicas ambíguas. As medidas do governo Lula, como o programa Desenrola e a reforma do IR, mostram aceitação parcial, apesar de não beneficiarem a todos diretamente. O desafio é comunicar efetivamente as políticas em meio à polarização ideológica e expectativas divergentes, para que se transformem em apoio eleitoral.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/06/como-chegar-ao-eleitor-bipolar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    Só para matutar. . .

    (*) “No ensaio “O Mito de Sísifo” (1942), Albert Camus usa essa figura como símbolo da condição humana diante de um mundo sem sentido evidente — o absurdo. A conclusão de Camus é provocadora: ele propõe que devemos “imaginar Sísifo feliz”, porque é justamente na lucidez diante da tarefa interminável, e na decisão de seguir adiante mesmo assim, que o ser humano encontra sua dignidade e liberdade. (Claude)

  44. Miguel José Teixeira

    Provavelmente, à espera
    da “Carta de Lisboa” por
    onde também desfilou!

    “PF busca fazer PGR “sair de cima do muro” com recusa à delação de Vorcaro”
    (Por Bela Megale, O Globo, 12/06/26)

    Na noite de quarta-feira (10), a Polícia Federal deu o sinal oficial: rejeitou a segunda proposta (*) de delação de Daniel Vorcaro. A ação tinha como objetivo fazer a Procuradoria-Geral da República (PGR) sair de cima do muro e oficializar seu posicionamento sobre a segunda proposta apresentada pelo banqueiro.

    Para a PF, a recusa conjunta dos dois órgãos deixaria claro que a delação não trouxe fatos novos e relevantes, funcionando mais como uma defesa dos delatados. Fontes da corporação também disseram que, nas primeiras conversas desta semana, houve sinais de insatisfação da PGR com o material.

    Mas a estratégia não teve efeito imediato. Na quinta-feira, a PGR continuou sem se posicionar oficialmente, deixando a PF na expectativa de uma resposta até o fim desta sexta (12). Enquanto isso, o procurador-geral Paulo Gonet tem dito aos seus interlocutores que os anexos seguem em análise e que não existe pressa para uma decisão.

    Do lado da defesa de Vorcaro, a versão é que a nova proposta seria “irrecusável” e suficiente para avançar. Agora, as esperanças estão todas depositadas na PGR.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/bela-megale/post/2026/06/pf-formaliza-recusa-a-delacao-de-vorcaro-em-busca-de-fazer-pgr-sair-de-cima-do-muro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

    (*) “Vorcaro já foi informado que PF recusou sua delação premiada”
    – Comunicado foi feito por e-mail à defesa do banco Master.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bela-megale/post/2026/06/vorcaro-ja-foi-informado-que-pf-recusou-sua-delacao-premiada.ghtml

  45. Miguel José Teixeira

    “Rumu au équiça””

    “Resumão, O Globo”
    (Por Gabriel Cariello, 12/06/26)

    Preparação.

    Vini Jr corre em treino da seleção antes da estreia na Copa: técnico Carlo Ancelotti tem dúvidas para escalar o time (*) que enfrentará Marrocos neste sábado, às 19h. Hoje, Canadá e Bósnia empataram em 1 a 1 (**); EUA e Paraguai jogam às 22h.

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/06/12/copa-do-mundo-2026-veja-quais-duvidas-ancelotti-tem-para-escalar-o-time-titular-do-brasil-contra-o-marrocos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/06/12/analise-empate-animado-entre-canada-e-bosnia-e-bom-exemplo-do-porque-a-copa-do-mundo-e-tao-unica.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  46. Miguel José Teixeira

    É ou não
    “fraquim”
    mesmo?

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 12/06/26)

    CRÍTICAS A MORAES

    A Justiça italiana apontou falta de imparcialidade (*) do ministro Alexandre de Moraes como motivo para negar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Segundo a Corte de Cassação, instância equivalente ao STF, Moraes atuava como “vítima, testemunha e juiz executor” em processos judiciais. O presidente do STF, Edson Fachin, rebateu (**). Condenada no Brasil, Zambelli foi libertada da prisão na Itália em maio.

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/12/zambelli-justica-italiana-diz-em-decisao-sobre-absolvicao-que-moraes-nao-foi-imparcial.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/12/fachin-rebate-justica-italiana-e-diz-que-stf-atuou-com-independencia-e-imparcialidade-em-julgamento-que-condenou-zambelli.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  47. Miguel José Teixeira

    E ele deve estar tremendo de
    medo da janjapacaassada!

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 12/06/26)

    O PRIMEIRO TRILIONÁRIO

    Elon Musk se tornou o primeiro ser humano a acumular uma fortuna de US$ 1 trilhão (*), impulsionado pela valorização das ações (**) da SpaceX, sua empresa de foguetes, que captou US$ 75 bilhões ontem. Sua riqueza ilustra o crescimento da desigualdade (***)no mundo: é maior do que a soma da renda de 3,8 bilhões de pessoas, quase metade do planeta.

    ► Com US$ 1 trilhão, Musk é mais rico que 156 países. E poderia gastar US$ 27 milhões por dia durante um século.

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/12/elon-musk-o-trilionario-fortuna-inedita-ampliou-influencia-na-sociedade-e-politica-globais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/06/12/spacex-estreia-em-bolsa-americana-com-alta-de-11percent-apos-ipo-historico.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/12/musk-chega-a-us-1-trilhao-e-concentra-mais-riqueza-que-quase-metade-do-planeta-critica-oxfam.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (****) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/12/quao-rico-e-um-trilionario-entenda-dimensao-da-fortuna-de-elon-musk.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  48. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 12/06/26)

    CHANCE DE TRÉGUA

    O acordo entre EUA e Irã (*) para acabar com a guerra no Oriente Médio foi concluído, afirmou o Paquistão, mediador das negociações. Os termos não foram divulgados oficialmente, mas, segundo pessoas envolvidas nas tratativas, incluem o fim imediato das hostilidades, a reabertura do Estreito de Ormuz e um prazo de 60 dias para que temas pendentes sejam resolvidos. Autoridades dos dois países sinalizam que as chances de entendimento aumentaram.

    ► Analistas e diplomatas apontam dificuldades para uma trégua de longo prazo e para a possibilidade de uma zona cinzenta — “nem guerra nem paz” (**) — persistir por semanas ou meses.

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/06/12/calma-tensa-toma-regiao-do-golfo-enquanto-eua-falam-em-avancos-com-o-ira-e-fontes-citam-preparativos-para-assinatura-de-acordo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/06/12/analise-limbo-perigoso-deixa-o-ira-e-o-mundo-entre-a-paz-e-a-guerra-no-oriente-medio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  49. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 12/06/26)

    FREIO À IMIGRAÇÃO

    O Parlamento de Portugal restringiu a concessão de autorização de residência para estudantes (*) sem visto prévio. A restrição tem potencial de afetar imigrantes brasileiros, que são a maioria estrangeira nas salas de aula no país. A medida integra um pacote anti-imigração (**) patrocinado pelo governo de centro-direita com apoio da ultradireita. A aliança também vetou uma proposta popular de criminalização do racismo.

    +em:
    (*) https://oglobo.globo.com/blogs/portugal-giro/post/2026/06/portugal-aprova-fim-da-residencia-para-estudantes-sem-visto-previo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/blogs/portugal-giro/post/2026/06/portugal-faz-ofensiva-anti-imigracao-restringe-residencia-para-estudantes-e-veta-criminalizacao-do-racismo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  50. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 12/06/26)

    FALHA OPERACIONAL

    Clientes do Nubank receberam notificações e e-mail informando a liquidação extrajudicial do banco. O texto fornecia orientações sobre acesso ao Fundo Garantidor de Créditos. O Nubank atribuiu a mensagem a um “erro operacional pontual”. O Banco Central negou que tenha decretado a liquidação da instituição.

    +em: https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/06/12/banco-central-nao-procede-a-informacao-sobre-liquidacao-extrajudicial-do-nubank.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  51. Miguel José Teixeira

    A toga vista
    sob olhares
    estrangeiros!

    “O MUNDO NÃO RESPEITA O STF”
    – Nossos magistrados podem publicar à vontade notinhas defendendo a si próprios e se colocando como defensores da democracia. Difícil é convencer juízes de outros países.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 12/06/26)

    O Supremo Tribunal Federal (STF) está enfrentando a maior crise de sua história, tanto dentro do Brasil como no exterior.

    A recusa (1) da Corte Suprema de Cassação da Itália em extraditar Carla Zambelli é só o mais recente arranhão na credibilidade da Corte brasileira.

    Segundo os italianos, Zambelli não teve seus direitos respeitados porque o ministro do STF Alexandre de Moraes acumulou as funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução.

    Obviamente, não se faz justiça desse jeito.

    Edson Fachin, presidente do STF, publicou uma notinha patética reagindo à decisão italiana.

    Seu principal argumento é que as decisões de Moraes foram referendadas pelos outros membros da Primeira Turma.

    Mas o fato de que a Primeira Turma ou o plenário do STF têm referendado decisões autoritárias de Moraes não pode ser usado como prova de que o magistrado está certo.

    Pelo contrário, a conivência dos seus colegas de toga só empurra o tribunal todo para a lama reputacional.

    Além disso, mostra que é Moraes quem reina no tribunal de Brasília.

    O STF pode até achar que está fazendo a coisa certa. Mas, quando as decisões da Corte brasileira são submetidas a tribunais em países civilizados, elas não resistem a uma análise feita segundo padrões internacionais.

    “A decisão italiana não afirma que o Brasil deixou de ser uma democracia. Tampouco declara que seu Poder Judiciário perdeu legitimidade. O que ela sugere é algo mais sutil e talvez mais preocupante: a percepção de que determinadas situações concretas podem justificar um escrutínio internacional mais intenso do que aquele tradicionalmente reservado a países com instituições consolidadas”, escreve (3) em Crusoé Maristela Basso, professora de direito internacional na USP.

    Várias outras decisões dos ministros do STF incomodaram Cortes em outros países ou foram rejeitadas.

    Espanha
    Em 2025, a Justiça espanhola negou a extradição do blogueiro Oswaldo Eustáquio, que estava sendo investigado pelo STF.

    Para os espanhóis, Oswaldo estava sendo alvo de uma investigação com “motivação política” (4).

    Argentina
    Dezenas de investigados e condenados no 8 de janeiro fugiram para a Argentina e pediram asilo.

    Moraes emitiu ordens de prisão internacional e pedidos de extradição via Interpol. Foi ignorado.

    Um brasileiro, Joel Borges Corrêa, já conseguiu status de refugiado político (5) no país vizinho.

    SpaceX
    Na prospecto da oferta pública inicial de ações da SpaceX (6), de Elon Musk, em maio, o STF foi citado.

    “Não há garantia de que conseguiremos manter nossas operações em qualquer jurisdição e, caso nossos ativos ou propriedades sejam sujeitos a apreensão ou outra forma de expropriação, não há garantias de que conseguiremos recuperá-los”, diz o texto da SpaceX.

    “Qualquer ação judicial ou governamental desse tipo pode nos afetar negativamente. Por exemplo, em agosto de 2024, a Starlink recebeu uma ordem do Supremo Tribunal Federal do Brasil que bloqueou seus ativos financeiros brasileiros e a impediu de realizar transações financeiras no país (a ‘apreensão de ativos no Brasil’). A ação do Supremo Tribunal Federal decorreu de supostas violações da legislação brasileira pela empresa X, que na época não era de nossa propriedade e tinha apenas vínculo com o Sr. Musk”.

    Tarifaço
    No início de junho, o Departamento de Comércio americano (USTR, na sigla em inglês) sugeriu a adoção de uma tarifa de 25% (7) a produtos brasileiros.

    Novamente, ordens de Moraes foram citadas.

    “Tribunais brasileiros emitiram ordens secretas determinando que empresas de mídia social americanas removessem determinados conteúdos políticos e suspendessem os perfis de residentes dos EUA, às vezes globalmente, além de proibir que as plataformas divulgassem essas ordens aos proprietários dos perfis. Os tribunais brasileiros também responsabilizaram financeiramente as empresas de mídia social americanas pelo descumprimento dessas ordens, impondo multas significativas; restringindo seu acesso a ativos, contas e sistemas de processamento de pagamentos no Brasil; e, em pelo menos um caso, fechando um site por completo [Rumble]”, diz o comunicado do USTR.

    Os ministros do STF podem publicar à vontade declarações defendendo a si próprios e se colocando como os defensores da democracia.

    Difícil está sendo convencer o resto do mundo de que eles estão certos.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/o-mundo-nao-respeita-o-stf/)

    (1) “Moraes foi “vítima” e “juiz”, diz Justiça da Itália no caso Zambelli”
    – Corte italiana divulgou os motivos que a levaram a negar a extradição da ex-deputada federal brasileira.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/moraes-foi-vitima-e-juiz-diz-justica-da-italia-no-caso-zambelli/#google_vignette

    (2) “STF reage à decisão da Justiça da Itália sobre Zambelli”
    – Ao divulgar os motivos para a não extradição da ex-deputada, a Corte afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, atuou simultaneamente como “vítima” e “juiz”.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/stf-reage-a-decisao-da-justica-da-italia-sobre-zambelli/#google_vignette

    (3) “Quando a Justiça cruza fronteiras”
    – Recusa de tribunal italiano em extraditar Carla Zambelli lembra que credibilidade internacional do Judiciário pode ser colocada em dúvida.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/quando-a-justica-cruza-fronteiras/#google_vignette

    (4) “Justiça da Espanha nega extradição de blogueiro investigado pelo STF”
    – Oswaldo Eustáquio é acusado de envolvimento em atos golpistas.
    +em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-12/justica-da-espanha-nega-extradicao-de-blogueiro-investigado-pelo-stf

    (5) “Argentina concede refúgio permanente a condenado pelo 8 de janeiro”
    – Joel Borges Corrêa ficou mais de um ano preso no país vizinho.
    +em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-03/argentina-concede-refugio-permanente-condenado-pelo-8-de-janeiro

    (6) “STF, um exemplo de autoridade “maliciosa ou arbitrária” para a SpaceX”
    – A Corte brasileira é mencionada no prospecto de oferta pública inicial de ações da companhia de Elon Musk.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/stf-um-exemplo-de-autoridade-maliciosa-ou-arbitraria-para-a-spacex/#google_vignette

    (7) “EUA mencionam ordens de Moraes sobre redes ao cogitar tarifa”
    – Escritório do Representante Comercial dos EUA concluiu que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio americano.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/eua-mencionam-ordens-de-moraes-sobre-redes-ao-cogitar-tarifa/#google_vignette

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