Nas eleições em outubro parte do Brasil será passado a limpo. E uma das discussões que tomará conta pelo jeito e é bom que seja assim, será a promiscuidade, cada vez maior das relações multimilionárias de políticos (no poder e em busca de votos para entrar ou permanecer no poder), agentes públicos, instituições, poderes da República e entes privados. E a censura a este tipo de questionamento já começou, estranhamente, por quem deveria assegurar o pleno debate para transparência e consequente depuração em um ambiente democrático (by Herculano)
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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLI
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Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.
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61 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDLI”
Espelho da hora:
Imagem I:
“Lula empata com Flávio e Zema no 2º turno, diz AtlasIntel”
– Pesquisa feita de 22 a 27 de abril mostra que, no 1º turno, o petista lidera as intenções de voto em todos os cenários; margem de erro é de 1 ponto.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/lula-empata-com-flavio-e-zema-no-2o-turno-diz-atlasintel/
Imagem II:
“Lula é desaprovado por 52,5% e aprovado por 46,8%, diz AtlasIntel”
– Pesquisa também registrou que 42% consideram a administração petista como “ótima” ou “boa”.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-e-desaprovado-por-525-e-aprovado-por-468-diz-atlasintel/
Imagem III:
“AtlasIntel: 51% rejeitam voto em Lula e 49,8%, em Flávio”
– O levantamento mostra ainda que 47,3% dos entrevistados temem a reeleição de Lula e 45,4% uma eventual eleição de Flávio.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/atlasintel-51-rejeitam-voto-em-lula-e-498-em-flavio/
Imagem IV:
“Eleição está nas mãos de Flávio, diz Ciro Nogueira”
– Presidente do PP afirmou que o pré-candidato concentra força política no campo da direita e resultado depende do senador.
+em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/eleicao-esta-nas-maos-de-flavio-diz-ciro-nogueira/
TFC – Toga Futebol Clube
“PGR blinda Gilmar e arquiva pedido de investigação por homofobia”
– Órgão é chefiado por Paulo Gonet, ex-sócio do ministro do STF no IDP.
(Redação O Antagonista, 28/04/26)
A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou na segunda-feira, 27, um pedido de abertura de ação civil pública contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para investigar uma possível “acusação injuriosa” do decano contra o pré-candidato do Novo à Presidência e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema.
Em entrevista ao Metrópoles, Gilmar criticou a animação satírica “Os Intocáveis” e comparou os efeitos dela a uma eventual sátira feita sobre Zema em que o representaria como “homossexual” (*).
“De fato nós rimos, achamos engraçados. Agora, se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições… Imagine que nós comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? O se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É é correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso. Só essa questão. É só isso. É isso que precisa ser avaliado”, afirmou Gilmar.
Arquivamento
Ao determinar o arquivamento do pedido, o procurador da República Ubiratan Cazetta considerou que a declaração foi reconhecida pelo próprio Gilmar “como inadequada, havendo retratação espontânea e pública”.
“Assim, não se verifica, no contexto apresentado, conduta que configure lesão efetiva e atual a direitos coletivos da população LGBTQIA+”, acrescentou.
Para o procurador, não foram identificados “elementos mínimos que indiquem violação relevante e atual a direitos transindividuais [que alcançam grupos, não se limitando a um indivíduo específico], ilícito penal, bem como a necessidade de atuação institucional”.
Ubiratan Cazetta é chefe de gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ex-sócio de Gilmar no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).
Gilmar pede desculpas
Gilmar Mendes pediu desculpas por ter mencionado homossexualidade ao tentar justificar a tentativa de inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, no inquérito das fake news.
“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, disse o ministro em post em seu perfil no X na quinta-feira, 23.
O ministro deu três entrevistas desde a quarta-feira, 22, para defender o STF do que considera ataques, com atenção especial a Zema e à imprensa, a quem ele atribuiu a má fama do Supremo.
Gilmar não pediu desculpas por ter debochado da forma como o ex-governador de Minas fala (**).
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/pgr-blinda-gilmar-e-arquiva-pedido-de-investigacao-por-homofobia/)
(*) “Imagina que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual”, diz Gilmar”
– Ministro do STF criticou as sátiras feitas pelo ex-governador mineiro.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/imagina-que-comecemos-a-fazer-bonecos-do-zema-como-homossexual-diz-gilmar/#google_vignette
(**) “O problema é os brasileiros não entenderem os seus atos”
– Zema rebate críticas de Gilmar a seu modo de falar: “Linguajar de brasileiros simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília”.
+em: https://crusoe.com.br/diario/o-problema-e-os-brasileiros-nao-entenderem-os-seus-atos/
Enquanto isso. . .
“STF acelera para tornar Moro inelegível por brincadeira em festa junina”
+em: https://oantagonista.com.br/videos/papo-antagonista/stf-acelera-para-tornar-moro-inelegivel-por-brincadeira-em-festa-junina/
Lulampião cria dificuldades
para oferecer facilidades?
Não!
Lulampião apenas cria dificuldades
e oferece dificuldades só para tentar
colher facilidades!
“Lula enrola e desenrola”
– É cruel a condução da economia pelo petista, que incentiva contração de dívidas impagáveis e, depois, ainda se apresenta como solução.
(Rodolfo Borges, O Antagonista, 28/04/26)
O governo Lula (foto) prepara a segunda versão do programa Desenrola, para a renegociação de dívidas que o próprio governo Lula incentivou os brasileiros a contraírem nos últimos quatro anos.
O incentivo ao consumo por meio do crédito é a base da política econômica lulista. Foi nesse ambiente que o endividamento das famílias chegou a 80,4% em março, recorde histórico.
Essas dívidas se tornam impagáveis em um país no qual a taxa básica de juros passou meses em 15% ao ano, o maior patamar da história, porque o governo se recusou a controlar o gasto público.
O terceiro mandato presidencial de Lula está cheio de recordes para serem lamentados.
O Brasil contava 81,7 milhões de inadimplentes em fevereiro, o equivalente a 49,9% da população adulta, um outro recorde.
Em março, 29,6% das famílias estavam inadimplentes, e 12,3% diziam que não teriam como honrar suas dívidas, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
Apostas
Depois de regulamentar as apostas esportivas de olho na arrecadação de impostos — foram 10 bilhões de reais para os cofres públicos só em 2025 —, o governo finge agora que não tem nada a ver com isso e o presidente discursa contra as bets (*), que contribuíram para essas dívidas.
O moralismo de ocasião do governo, abastecido pelo incômodo com a baixa popularidade de Lula às vésperas da eleição, levou ao bloqueio de 27 plataformas de predição (**), entre elas o Polymarket.
O cenário de endividamento incentivado pelo governo já era ruim por causa das consequências econômicas da pandemia de covid, e foi agravado recentemente pela crise do petróleo decorrente da guerra entre Estados Unidos e Irã, que o governo também tenta enfrentar de forma irresponsável.
Desenrola 2.0
O Desenrola 2.0 promete reduzir dívidas em até 90%, por meio de liberação do FGTS.
“O que a gente está exigindo, com a contrapartida dos bancos, é que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos [CDC, cartão de crédito e cheque especial], que são créditos caros que as pessoas têm que tomar no Brasil”, disse na segunda-feira, 27, Dario Durigan, o ministro da Fazenda que ficou no lugar de Fernando Haddad.
“Estamos falando de taxas de juros que variam entre 6% e 10% ao mês. Então, uma dívida de 10 mil reais, por exemplo, no mês seguinte, ela possivelmente vai ser uma dívida de 11 mil reais. Uma família brasileira que recebe um salário médio, possivelmente não sairá desse ciclo de atualização da sua dívida. Então, com um desconto amplo, a gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa”, projetou.
Apesar do discurso, o objetivo, como de costume, é desenrolar votos para o enrolado Lula.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/lula-enrola-e-desenrola/)
(*) “Lula se arrependeu de apostar nas bets?”
– Petista corre atrás do prejuízo ao posar de moralista contra apostas esportivas, mas seu governo regulamentou as bets porque queria dinheiro de imposto (e conseguiu).
+em: https://oantagonista.com.br/analise/lula-se-arrependeu-de-apostar-nas-bets/
(**) “Governo veta Kalshi e Polymarket no Brasil”
– Com fiscalização da CVM, regra publicada pelo Banco Central fecha o mercado nacional para contratos de previsão sobre temas não econômicos.
+em: https://oantagonista.com.br/economia/governo-veta-kalshi-e-polymarket-no-brasil/#google_vignette
“E os juros?”
(Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 28/04/26)
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne hoje para definir os rumos da taxa básica de juros.
Qual a previsão?
Economistas consultados pela autarquia (1) acreditam que o corte, anunciado na quarta (29), será de 0,25 ponto percentual. A expectativa é que o país termine o ano com a Selic a 13%.
Os agentes calculam que o IPCA encerra o ano em 4,86%. A meta de inflação é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que coloca a expectativa acima do teto.
Os economistas avaliam que a possibilidade de o governo Lula (PT) acelerar o pacote de bondades em ano eleitoral (2) pode atrapalhar a política de juros e de combate à inflação do BC.
Antes, precisamos voltar algumas casas.
A atual gestão anunciou uma série de medidas, como incentivos fiscais para o diesel, investimento de R$ 20 bi para bancar programas de habitação e um programa de combate ao endividamento das famílias (3).
Entre as ações propostas pelo Desenrola 2.0 (4) estão um prazo de até quatro anos para quitar os débitos renegociados e a possibilidade de sacar o FGTS.
↳ O programa vai abarcar três tipos de linhas em atraso: cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado. Veja o que mais deve ser anunciado (5).
O conjunto de medidas pode injetar mais de R$ 100 bilhões na economia.
“Todo esse processo está sendo muito bem pensado para garantir um mix equilibrado entre política monetária e política fiscal”, disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Sim, mas…
Há no Ministério da Fazenda o temor de que uma queda da popularidade de Lula (6) nas pesquisas leve o governo a incrementar esse pacote de bondades.
Técnicos alertam que as taxas de juros no mercado futuro podem subir diante das medidas.
A continuidade da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel (7) pode manter os preços do petróleo elevados.
O efeito desses dois fatores poderia ser aumento na inflação, o que levaria o Copom a ser mais cauteloso ao reduzir a Selic.
(TRPCE)
(1) “Economistas preveem que Copom reduzirá Selic para 14,5% mesmo com inflação mais alta”
– Boletim Focus indica que analistas esperam que Copom corte os juros em 0,25 nesta semana.
– Mercado ainda reduz previsão do PIB pela primeira vez no ano.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/economistas-preveem-que-copom-mantera-selic-e-esperam-inflacao-mais-alta.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(2) “Pacote de bondades de Lula preocupa investidores com estímulos de R$ 100 bi que podem atrapalhar BC”
– Estimativa de injeção em ano eleitoral acende alerta para taxas de juros no mercado futuro; equipe econômica é aconselhada a deixar claro o caminho que governo pensa seguir.
– Ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) negam que medidas busquem estimular consumo em ano eleitoral.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/pacote-de-bondades-de-lula-acende-luz-vermelha-e-pode-atrapalhar-politica-de-juros-e-inflacao-do-bc.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(3) “Veja o que já se sabe sobre o novo programa para renegociar dívidas”
– Programa prevê desconto de até 90% em dívidas de cartão, cheque especial e crédito pessoal.
– Plano é que trabalhadores com renda até R$ 8.105 possam sacar 20% do FGTS para quitar débitos.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/veja-o-que-ja-se-sabe-sobre-o-novo-programa-para-renegociar-dividas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(4) “Desenrola 2.0 deve atrair mais bancos que na primeira versão, diz setor”
– Com custos menores de infraestrutura, programa deve atrair mais instituições.
– Governo pretende conceder descontos a quem deve há mais de 60 dias.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/desenrola-20-deve-atrair-mais-bancos-que-na-primeira-versao-diz-setor.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(5) “Pacote de Lula deve dar prazo de até quatro anos para pagar dívida refinanciada”
– Programa vai abarcar três tipos de linhas de crédito em atraso: cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado.
– Modelo final e as condições financeiras do programa ainda passarão pelo crivo político e aprovação do presidente.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/pacote-de-lula-deve-dar-prazo-de-ate-quatros-anos-para-pagar-divida-refinanciada.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(6) “Lula tem 39% no 1º turno, e Flávio Bolsonaro aparece com 35%”
– No 2º turno, empate técnico tem senador fluminense (46%) numericamente diante do petista (45%).
+em: https://datafolha.folha.uol.com.br/eleicoes/2026/04/lula-tem-39-no-1o-turno-e-flavio-bolsonaro-aparece-com-35.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(7) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/guerra-no-ira/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
“Choque Zema x Gilmar abre campanha”
– Se a Polícia Federal for acionada para defender o Supremo de ataques, corre o risco de ser soterrada pela demanda.
(Por Fernando Gabeira, O globo, 28/04/26)
São evidentes os sinais de que a campanha começou. Lula ironiza Trump porque sabe que o presidente americano será um bom cabo eleitoral para ele e um transtorno para o adversário. No capítulo das polêmicas, o debate Romeu Zema x Gilmar Mendes teve grande destaque. Zema é azarão, a julgar pelas pesquisas. Mas tem um marqueteiro audacioso, que fez animação criticando os ministros do STF. Gilmar saiu para o debate, dando entrevistas a jornalistas, sem escolher os mais camaradas. O resultado foi uma grande exposição do ministro e, provavelmente, um ligeiro avanço de Zema nas pesquisas.
Gilmar expôs muitos aspectos de sua personalidade que não eram tão conhecidos. Começou por criticar a maneira como Zema falava, “algo parecido com o português”. O ministro chegou a pensar que era o idioma falado em Timor-Leste. Zema pode ser complicado, mas fala com um sotaque mineiro. Suponhamos que uma ou outra palavra não seja usual. Mas, com base nessa premissa, consideraríamos o “Grande Sertão” de Guimarães Rosa um verdadeiro atentado.
Parece que os mineiros gostam de brincar com as palavras. Outro dia vi nas redes uma linda jovem mineira ensinando xingamentos: estrupício, energúmeno, marmota e songamonga. Quando cobri a Farra do Boi, ritual hoje proibido, notei que os moradores do litoral falavam também com forte sotaque, marcado pela colonização açoriana em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, conheci um dialeto de origem italiana falado por todos na cidade. Era o talian. Alguns sinais de trânsito na cidade de Serafina Corrêa também eram nesse dialeto.
A diversidade aconselha a não se escudar no português castiço. Mas esse foi apenas um detalhe na longa exposição de Gilmar. Ele reclamou que o Brasil tem 180 milhões ou 200 milhões de juristas, reproduzindo aquela frase de que o país tem 200 milhões de técnicos de futebol. Isso acontece porque somos apaixonados por futebol, e muitas vezes a pressão sobre o técnico acabou levando a soluções bem-sucedidas. Qual é o problema de termos 200 milhões de juristas? O tema deveria ser proibido para os não especializados?
Gilmar não só aconselhou a investigar Zema, como afirmou defender que o inquérito das fake news dure até depois das eleições. É uma certa superestimação dos poderes de Alexandre de Moraes, acossado pelo escândalo do Master. Se a Polícia Federal for acionada para defender o Supremo de ataques, corre o risco de ser soterrada pela demanda. As críticas ao Supremo são inevitáveis. As mais duras, sem dúvida, virão da direita, mas a esquerda também propõe uma reforma do Judiciário.
A proposta de levar o inquérito das fake news até as eleições, sem dúvida, é o aspecto mais grave da temporada de entrevistas de Gilmar. Tem um viés intimidativo que acaba revelando uma posição autoritária, sugerida pelo elitismo no idioma e pela crítica à participação popular nas decisões jurídicas.
Sou um desses 200 milhões de juristas. Achei um absurdo o inquérito das fake news (*) quando foi aberto. Foi uma reação ao trabalho da Receita, que investigava as contas das mulheres de Gilmar e Toffoli. Protestei contra a censura à revista Crusoé e pedi que Moraes e Toffoli renunciassem aos seus cargos. Era um pedido ingênuo, mas considerava muito grave o desrespeito à liberdade de expressão. Se tivessem ouvido aquele apelo, pelo menos não estariam tão enroscados como agora.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/fernando-gabeira/coluna/2026/04/choque-zema-x-gilmar-abre-campanha.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
(*)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inqu%C3%A9rito_das_Fake_News#:~:text=O%20inqu%C3%A9rito%20foi%20aberto%20em,Opera%C3%A7%C3%A3o%20Lava%20Jato%2C%20ao%20judici%C3%A1rio.
“Com Frejat de volta, Barão Vermelho corre o país com integrantes originais na turnê Encontro: ‘Repertório volta muito fácil’”
– Show estreia esta quinta-feira no Rio, com participação especial de Ney Matogrosso.
(Por Silvio Essinger — Rio de Janeiro, O Globo, 28/04/26)
. . .
“Os integrantes originais do Barão Vermelho estão em turnê pelo Brasil com o show “Encontro”. Frejat, Dé Palmeira, Guto Goffi e Maurício Barros revisitam sucessos que marcaram a história da banda desde os anos 80. A turnê, que teve apoio da produtora 30e, inclui participações especiais como Ney Matogrosso. Frejat destaca a importância de Cazuza na trajetória do grupo e a energia rejuvenescida da formação original.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2026/04/28/barao-vermelho-integrantes-originais-correm-o-pais-com-a-turne-encontro-repertorio-volta-muito-facil-diz-frejat.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Por você: https://youtu.be/MeeiST5qqfM?si=Z8Dbna6sWErkUpwP
“O arranca-rabo dos bolsonaristas voltou a migrar para dentro da family. Os Bolsonaro estão se brigando, BRASEW. Novidade aqui é essa nossa intimidade, já diria um ex-supremo. A treta é que o Carluxo disse nas redes antissociais que o Flavitcho tá mais facinho do que lambari querendo comer um mosquito no anzol. E o Flavitcho disse para o Washington Post que ele é o Bolsonaro que todo mundo sempre quis.”
“Depois da toupeira, o lambari?”
“éNoiteNaCidade”, 27 abr 2026, TixaNews, ABR 28″
(https://www.tixanews.com.br/newsletter/)
E sem contar que a treta com o Nikolas ainda não terminou e seguiu pelo fim de semana. Lembra que o Nikolas disse que o Jair Renan tem cérebro de toupeira cega? No sábado, Nikolas seguiu: “Se os ataques injustos e mentirosos continuarem, muita gente irá começar a desistir, desanimar e perceber que esse não é um projeto que realmente mudará a nação”.
Como vocês sabem, não dá para ignorar Nikolas Ferreira como cabo eleitoral. Ele é aquele deputado dos 300 milhões de views da treta do Pix no governo Lula. Ele é aquele que mobilizou uma galera para ir a pé até Brasília. Não dá para jogar fora assim, não. Mas os Bolsonaros estão confiantes, fazendo e acontecendo.
No fim de semana, Carluxo também disse que vai fazer um levantamento de prefeitos e vereadores do PL que não estão divulgando a candidatura de Flavitcho. Vai ver ele queria falar da Michelle ou do Tarcísio. Vai ver é isso.
E a declaração completa do Flavitcho para o Washington Post:
“Eu sou mais inclinado ao diálogo e à construção de pontes. Eu sou o Bolsonaro que as pessoas sempre quiseram.”
Mas por que Carluxo acha que Flávio é uma isca fácil: porque estaria caindo na lábia de Zema.
“Ouça ao menos um pouco do que venho lhe dizendo há tempos, e não apenas aqueles que possuem outros interesses ao seu redor. É preciso ponderar. Você está mordendo a isca com mais facilidade do que lambari em anzol de mosquito e o peixe vai só engordando malandramente”, escreveu Carluxo com a foto de uma reportagem de 2023 quando Zema dizia apoiar a reforma tributária de Lula.
Por falar em Zema
A estratégia de ataque ao Supremo deu muito certo. A Quaest mostra que, ao perguntar para o eleitor em quem ele votaria caso seu candidato desistisse, 12% disseram que no Zema. O segundo maior percentual foi o do Flavitcho, que ficou com 10%. Mas digamos que quem devia ficar atento a esse número é o Lula, que ficou apenas com 4%. Esses 10% são o potencial de Flavitcho crescer num eventual segundo turno.
Por falar em Lula…
A semana não anda fácil para aquele que nunca antes. O Davizito Alcolumbre parece que segue querendo alguma coisinha e sequer recebeu o Messias para conversar sobre sua indicação à vaga suprema. A sabatina acontece nesta semana e dizem as más línguas que Alcolumbre anda recomendando que senadores não apareçam. E o que acontece se o Messias não for aprovado? Lula terá que indicar um novo nome. Quem sabe daí ele indica uma mulher, né? A propósito, Messias é um ativo eleitoral de Lula por ser evangélico. Ele quer mostrar ao povo de Deus que tem seu próprio terrivelmente evangélico no Supremo.
O outro risco que Lula corre nesta semana é com o PL da Dosimetria, que reduz a pena de Bolsonaro. Lula vetou o trecho que reduz a pena do nosso ex e pode tomar uma invertida no Congresso. E a gente que lute porque vários criminosos perigosos podem ter as penas reduzidas também.
Mais Quaest
As pesquisas mostram que Eduardo Paes está muito na frente e, nesse momento, parece impossível que alguém tire dele a vitória para ser o governador. Também mostra que o Moro está super na frente no Paraná. Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, 64% dos eleitores paranaenses também dizem que Ratinho Jr merece fazer um sucessor. E o sucessor tem menos de 10% das intenções de voto. Mas parece que o povo ainda não sabe quem o Ratinho apoia. Quem é ele? Alex alguma coisa, esqueci o nome. Achei aqui, Sandro Alex.
IA já está na campanha
A federação do PT, PV e PCdoB está tentando derrubar a Dona Maria, que é um perfil nas redes sociais feito por IA e que está detonando o Lula. O perfil já obteve mais de 100 milhões de visualizações, é coisa para dedéu. Os partidos dizem que é propaganda eleitoral antecipada; já os entendidos dizem que é só um perfil criticando o Lula. Vai vendo o tamanho da treta das eleições que vão vir por aí, BRASEW.
Jojo tigrinho
O Estadão veio com mais uma novidade da J&F e da JBS, as empresas dos Batistas. Diz a reportagem do jornal que as empresas transferiram 11,5 milhões de reais para um escritório de advocacia em Goiânia que tinha faturamento mensal de 9 mil reais. No mesmo dia, o escritório transferiu 3,5 milhões para o advogado que foi aquele que comprou a parte do Toffoli no Tayayá. A melhor parte da matéria é o advogado Paulo Humberto falando com o repórter: “Estou doido para processar vocês. Essa informação de vocês é falsa, fraudulenta. Vai você e o gerente do banco para a cadeia. Vou fazer questão de colocar o senhor na cadeia. Moleque! Vá para o quinto dos infernos”.
E por que Jojo tigrinho???? Eu explico, darling: na nossa outra vertical de jornalismo, a do marketing, revelamos que o PicPay, que é o banco do Jojo Joesley Batista, entrou no ramo das bets. Siiiimmm. Acredite. O Ministério da Fazenda aprovou e a bet já está no ar com o nome de Joga Junto.
Na newsletter eu ainda analiso o risco político de Jojo lançar uma bet bem agora que o Lula está prometendo acabar com todas as bets. Lula diz que elas são as grandes culpadas pelo endividamento da population. E como medida para tentar resolver, Lula vai lançar o Desenrola 2. Você pode ler a news de marketing aqui:
Josette Goulart
PicPay lança a bet Joga Junto
https://josettegoulart.substack.com/p/picpay-lanca-a-bet-joga-junto?utm_source=substack&utm_campaign=post_embed&utm_medium=email
E é isso, BRASEW, amanhã voltamos com mais news.
(TRPCE)
“Quanto mais os juízes avançam na reação, pior fica o STF”
– Aos ministros do Supremo não cabe adotar a dinâmica do ‘bateu, levou’, própria do campo político.
– Do ponto de vista estratégico, o melhor seria a ala ativista calar-se e se ater às suas funções jurisdicionais.
(Dora Kramer, FSP, 27/04/26)
A Suprema Corte não é partido nem seus ministros são políticos para recorrer ao método de resistência baseado na dinâmica do “bateu, levou” (*), difundido no governo Fernando Collor como reação às críticas que começavam a lhe erodir o poder. Vimos no que deu.
Tampouco há expectativa de resultado positivo quando magistrados se envolvem em escaramuças que fogem ao escopo de seus papéis constitucionais. Disso já dão notícias os desdobramentos da decisão da ala ativista do STF de enfrentar, sob a liderança de Gilmar Mendes, a crise de imagem do tribunal com a troca de socos retóricos e o uso de instrumentos jurídicos.
Se o decano pretendia defender a corte, errou na dose (**). Avançou no juízo de valor ao atribuir ao mercado financeiro (“Faria Lima”) os males de um processo que ainda precisa de julgamento e incrementou o discurso de ao menos um oposicionista (***).
De personagem lateral, Romeu Zema (Novo) passou a protagonista do noticiário na semana passada. Um adendo: conviria ao ex-governador mineiro calibrar as investidas antes que o senso de oportunidade se configure em mero oportunismo aos olhos do público.
Aos ministros do Supremo que se aliam à linha do embate caberia aproveitar o momento para mudar o rumo da prosa. A ofensiva de comunicação do decano não deu certo; as providências pedidas a Alexandre de Moraes e ao procurador-geral colocam os dois numa posição delicada; se atendidas, aumentarão as críticas. Além disso, a tentativa de isolar o presidente Edson Fachin e a ministra Cármen Lúcia só fez crescer o apoio externo a ambos.
Propostas de reforma ampla no Judiciário e de pacto entre os Poderes assumiram caráter diversionista e, assim, caíram no vazio. Do ponto de vista estratégico não sobra alternativa às vozes combativas do tribunal a não ser o recuo. Investir na unidade do colegiado, reconhecer a autoridade do presidente da corte, apoiar a criação de um código interno de ética e, por mais que os desagrade, conter-se e se ater às suas funções jurisdicionais.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/04/quanto-mais-os-juizes-avancam-na-reacao-pior-fica-o-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(*) “Gilmar recorre a série de entrevistas para rebater críticas e defender STF”
– Ministro afirma que escândalo do Banco Master tem endereço na Faria Lima, não em Brasília.
– Decano critica ‘piadas com coisas sérias’ e cita boneco de Zema como homossexual.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/gilmar-recorre-a-serie-de-entrevistas-para-rebater-criticas-e-defender-stf.shtml
(**) “Gilmar briga com fantoches”
– É lamentável que o ministro de uma corte constitucional não saiba o que é sátira; decano quer que Zema seja investigado por crítica feita em vídeo humorístico.
– Todo cidadão tem o direito de questionar as conexões entre Toffoli e Moraes com o Master, sobretudo quando o STF finge que não há problema.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2026/04/gilmar-briga-com-fantoches.shtml
(***) “Gilmar critica ‘piadas com coisas sérias’ e cita boneco de Zema como homossexual: ‘Será que não é ofensivo?'”
– Ministro do STF pediu que ex-governador de Minas Gerais seja investigado após vídeo.
– Horas depois de entrevista, magistrado afirmou que errou em declaração sobre homossexualidade.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/gilmar-compara-criticas-ao-stf-a-retratar-boneco-de-zema-como-homossexual.shtml
O que é o código de ética do STF?
+em: https://www1.folha.uol.com.br/webstories/politica/2026/02/o-que-e-o-codigo-de-etica-do-stf/
“Mapa do poder”
– O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber.
(Bruno Boghossian, Brasília Hioje, FSP, 27/04/26)
1 – Lula, 80, faltou a três compromissos nos últimos dias, depois de passar por um procedimento cirúrgico. O Planalto afirmou que o presidente não discursou por vídeo nos eventos desta segunda (27) por problemas técnicos. Por recomendação médica, o petista já havia cancelado a participação in loco em atos do governo. Pessoas próximas ao presidente afirmaram que havia a preocupação, por exemplo, de algum apoiador tocar no curativo da cirurgia e atrapalhar a recuperação.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/lula-cancela-participacao-em-compromissos-publicos-apos-procedimento-cirurgico.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
Na Esplanada… A possibilidade de o governo colocar o pé no acelerador no pacote de bondades em ano eleitoral acendeu a luz vermelha para o risco de que as medidas atrapalhem a política de juros e de combate à inflação do Banco Central em meio às incertezas da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Integrantes da equipe econômica têm sido aconselhados a deixar claro aos agentes do mercado quais são os caminhos que o governo pensa seguir.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/pacote-de-bondades-de-lula-acende-luz-vermelha-e-pode-atrapalhar-politica-de-juros-e-inflacao-do-bc.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
(TRPCE)
“Messias ainda depende de Alcolumbre”
(Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 27/04/26)
A um dia de sua sabatina para o STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias continua nas mãos do presidente do Senado (*), Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele ainda espera ser recebido pessoalmente pelo parlamentar para tratar de sua indicação à corte. Segundo apurou a Folha, políticos consideram que o placar está apertado e que é preciso um gesto favorável de Alcolumbre para garantir a aprovação do advogado-geral da União.
O indicado pelo presidente Lula (PT) precisará do voto favorável de ao menos 41 entre 81 senadores em votação secreta. A tarefa se tornou difícil diante da resistência do presidente do Senado ao seu nome. O único trunfo do ministro da AGU junto à direita conservadora —o fato de ser evangélico— ainda não foi capaz de angariar o endosso necessário para chegar até o Supremo.
Senadores da oposição apostam numa rejeição a Messias. A última vez que um nome apresentado por um presidente foi vetado pelo Senado foi em 1894, no governo Floriano Peixoto. Aqueles que apoiam Messias dizem que a negativa é improvável, dado que o governo tem trabalhado pela aprovação e tem peso político. Na balança da relação entre Senado e Planalto estão emendas parlamentares, cargos em agências reguladoras e apoio em ano eleitoral.
Como mostrou a Folha, Jorge Messias prepara sua participação na sabatina com temas como o escândalo do Banco Master e a condenação de envolvidos no 8 de janeiro de 2023. Caso passe pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), ele ainda terá sua indicação submetida à análise do plenário —todo o processo deve ocorrer na própria quarta (29).
(TRPCE)
(*) “Messias enfrenta resistência de frente evangélica e dependência de Alcolumbre antes de sabatina”
– Maior parte da bancada religiosa do Senado integra direita bolsonarista e deve votar contra indicado de Lula.
– De acordo com senadores, vitória em votação para o STF ainda precisa de gesto de apoio do presidente da Casa.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/messias-enfrenta-resistencia-de-frente-evangelica-e-dependencia-de-alcolumbre-antes-de-sabatina.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
“Fifa lança ranking para o Mundial de Clubes de 2029, e Palmeiras lidera na América do Sul”
– Sistema passa a organizar rodada a rodada a corrida por vagas ao longo de quatro anos e amplia o peso da regularidade internacional. Flamengo é único brasileiro já classificado.
(Por O Globo, 27/04/26)
. . .
“A Fifa lançou um ranking para definir vagas no Mundial de Clubes de 2029, destacando o Palmeiras como líder na América do Sul. O sistema, que considera resultados e avanços em competições continentais, organiza a corrida global entre 2025-2028. Além de campeões já classificados, como Flamengo e PSG, o ranking busca transparência no processo. O Brasil, com seis vagas, está no centro da disputa, liderado por Palmeiras e Flamengo.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/04/27/fifa-lanca-ranking-para-o-mundial-de-clubes-de-2029-e-palmeiras-lidera-na-america-do-sul.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Quem é Sabastian Sawe, o ‘assassino silencioso’ que destruiu o recorde mundial da maratona e por que tênis pode ter sido fator determinante”
– Queniano cresceu no ‘celeiro de fundistas’ do país e tem a corrida como rotina de vida desde criança.
(O Globo, 27/04/26)
. . .
“Sebastian Sawe, conhecido como “assassino silencioso”, quebrou o recorde mundial da maratona ao correr abaixo de duas horas em Londres. Nascido no Vale do Rift, no Quênia, ele cresceu em um ambiente favorável ao atletismo. Sua conquista foi impulsionada pelo uso do “super tênis” Adizero Adios Pro Evo 3 da Adidas, que oferece eficiência energética aprimorada, reacendendo debates sobre a influência da tecnologia no esporte.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/04/27/quem-e-sabastian-sawe-o-assassino-silencioso-que-destruiu-o-recorde-mundial-da-maratona-e-por-que-tenis-pode-ter-sido-fator-determinante.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“‘Forte defensor do cristianismo evangélico’: Suspeito de ataque em jantar com presença de Trump fazia parte de uma fraternidade cristã”
– Cole Tomas Allen é descrito como um ‘aluno muito bom’ e já chegou a apresentar um projeto de freio de emergência para cadeira de rodas para idosos.
(Por The New York Times — Washington, O Globo, 27/04/26)
. . .
“Cole Tomas Allen, suspeito de invadir um jantar com Donald Trump e realizar disparos, é descrito como um defensor do cristianismo evangélico e ex-membro de uma fraternidade cristã no Caltech. Com formação em engenharia mecânica e ciência da computação, já trabalhou na NASA. Allen, que agiu sozinho, deve enfrentar julgamento federal em Washington.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/27/forte-defensor-do-cristianismo-evangelico-suspeito-de-ataque-em-jantar-com-presenca-de-trump-fazia-parte-de-uma-fraternidade-crista.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo”
(Por Gabriel Cariello, 27/04/26)
Encontro.
O Papa Leão XIV recebe no Vaticano a arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, primeira mulher a comandar a Igreja Anglicana: ordenação de mulheres gerou fraturas entre as duas tradições do cristianismo.
(TRPCE)
+em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/27/no-vaticano-papa-recebe-a-primeira-mulher-a-comandar-a-igreja-anglicana-nosso-mundo-necessita-da-paz-de-cristo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (I)
(Por Gabriel Cariello, 27/04/26)
A CORRIDA DAS URNAS
O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera a disputa pelo governo do Rio, com chances de vencer no primeiro turno (1), segundo pesquisa Genial/Quaest. Paes soma de 34% a 40% das intenções de voto em cenários simulados, enquanto o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), apoiado pelo ex-governador Cláudio Castro e pelo clã Bolsonaro, tem entre 9% e 11%. O levantamento, porém, indica que até 20% dos eleitores se dizem indecisos e mais da metade afirma que pode mudar de voto.
► Declarado inelegível por oito anos, Cláudio Castro (PL) tem 12% das intenções de voto na disputa pelo Senado (2) — a aprovação da gestão Castro caiu 18 pontos (3) percentuais. A deputada Benedita da Silva (PT) aparece em segundo, com 10%.
► No Paraná, Sergio Moro (PL) lidera, com até 42% (4), as intenções de voto para o governo estadual. Santo Alex (PSD), candidato do atual governador, Ratinho Junior, aparece em quarto lugar, com até 6%.
(TRPCE)
+em:
(1) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/04/genialquaest-paes-lidera-com-folga-em-todos-os-cenarios-para-o-governo-do-rio-e-venceria-no-1o-turno-se-eleicao-fosse-hoje.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(2) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/04/genialquaest-castro-lidera-corrida-ao-senado-no-rio-seguido-de-benedita-da-silva-felipe-curi-e-marcelo-crivella.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(3) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/04/genialquaest-aprovacao-do-governo-castro-no-rio-cai-18-pontos-e-perde-patamar-alcancado-com-megaoperacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(4) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/04/genialquaest-moro-lidera-intencoes-de-voto-com-35percent-e-candidato-de-ratinho-jr-aparece-em-quarto-lugar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (II)
(Por Gabriel Cariello, 27/04/26)
FUTURO DO RIO
Ministros do Supremo Tribunal Federal apontaram lacunas no acórdão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a condenação de Cláudio Castro. São citadas ausências de manifestações claras sobre a renúncia de Castro e a cassação de seu diploma. O documento era aguardado com expectativa de sanar impasses em torno do julgamento sobre o formato da eleição para um mandato-tampão no governo do Rio.
(TRPCE)
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/27/ala-do-stf-ve-acordao-do-tse-como-insuficiente-para-sanar-duvidas-e-julgamento-sobre-eleicao-no-rio-deve-ter-novo-desgaste-entre-cortes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (III)
(Por Gabriel Cariello, 27/04/26)
OS GANHOS DOS JUÍZES
Juízes pediram ao STF que adie a implementação dos limites ao pagamento de “penduricalhos”, alegando dificuldades para “compreender e operacionalizar” a decisão. Porém, querem que a suspensão solicitada não afete a volta do adicional por tempo de serviço, que aumenta em 5% o subsídio dos magistrados a cada cinco anos de atividade.
(TRPCE)
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/27/juizes-alegam-dificuldade-em-cumprir-decisao-do-stf-e-pedem-mais-prazo-para-limitar-penduricalhos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (IV)
(Por Gabriel Cariello, 27/04/26)
AS DÍVIDAS DAS FAMÍLIAS
Subiu para 29,7% o percentual da renda das famílias comprometida com o pagamento de dívidas. É o maior patamar desde 2005 (1), quando teve início a série do Banco Central. O governo corre para anunciar até 1º de maio o novo programa de renegociação de dívidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a ação entra em vigor em maio e os descontos chegarão a 90% (2).
(TRPCE)
+em:
(1) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/27/bc-comprometimento-de-renda-das-familias-com-dividas-sobe-a-297percent-em-fevereiro-recorde-da-serie.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(2) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/27/lula-vai-anunciar-programa-de-renegociacao-de-divida-esta-semana-diz-durigan-descontos-chegarao-a-90percent.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
“Resumão, O Globo” (V)
(Por Gabriel Cariello, 27/04/26)
DE OLHO EM TRUMP
Preso ao invadir um jantar (1) em Washington com Donald Trump no sábado, Cole Tomas Allen foi acusado de tentativa de assassinato do presidente dos EUA (2) e outros dois crimes, em audiência perante um juiz federal. Ele não se declarou culpado nem inocente. Allen pode ser condenado à prisão perpétua se for considerado culpado.
► O Irã apresentou a reabertura do Estreito de Ormuz como uma possível concessão para o fim definitivo da guerra com os EUA e Israel. A proposta iraniana não menciona o programa nuclear (3), uma exigência dos norte-americanos. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu ajudar o Irã (4) a alcançar a paz.
(TRPCE)
+em:
(1) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/27/ataque-a-jantar-com-trump-levanta-debate-sobre-falhas-de-seguranca-especialistas-dizem-que-servico-secreto-agiu-como-previsto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(2) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/27/suspeito-de-ataque-em-jantar-com-trump-em-washington-e-acusado-por-tres-crimes-e-pode-ser-condenado-a-prisao-perpetua.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(3) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/27/ira-oferece-reabertura-do-estreito-de-ormuz-em-tratativa-com-os-eua-mas-exclui-programa-nuclear-de-discussao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
(4) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/27/putin-afirma-que-russia-fara-tudo-para-assegurar-a-paz-no-oriente-medio-em-encontro-com-chanceler-do-ira.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
Luz no fim do túnel?
– Não!
É apenas o Gilberto
riscando um fósforo
no paiol da pólvora!
“Não vejo Lula nem Flávio ganhando a eleição”, diz Kassab”
– Presidente do PSD afirma que rejeição de mais de 40% dos 2 pré-candidatos impede vitória na eleição presidencial.
(Diogo Campiteli, Poder360, 27/04/26)
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta 2ª feira (27.abr.2026) que não vê o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencendo a eleição presidencial de 2026 por causa da alta rejeição. A declaração foi feita no Almoço Empresarial Lide, evento que reúne empresários e autoridades, no Hotel W, em São Paulo.
Na pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta 2ª feira (27.abr), a rejeição de Lula e de Flávio é de 48% do eleitorado.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/nao-vejo-lula-nem-flavio-ganhando-a-eleicao-diz-kassab/
Será que o PeTê
recorrerá ao SuTriFe?
“Justiça mantém confisco contra Cristina Kirchner, condenada por corrupção”
+em: https://diariodopoder.com.br/exteriores/justica-mantem-confisco-e-fecha-cerco-a-kirchner-condenada-por-corrupcao
Periga. . .
O indigesto gesto
do picolé de chuchu!
“Agricultores criticam plano de Alckmin e veem R$ 10 bi como insuficientes”
. . .
> Agricultores criticaram o plano anunciado por Geraldo Alckmin de liberar R$ 10 bilhões para financiar máquinas agrícolas e disseram que o valor é insuficiente.
> Produtores e ruralistas, na Agrishow em Ribeirão Preto, afirmaram que o montante não cobre a demanda, diante do custo dos equipamentos e da renovação de frotas.
> O governo federal diz que o crédito busca modernizar tratores e colheitadeiras; juros e prazos ainda dependem de regulamentação, com regras prometidas para as próximas semanas.
(resumo da IA/UOL)
+em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/04/27/agricultores-criticam-plano-de-alckmin-e-veem-r-10-bi-como-insuficientes.ghtm
“Crédito dourado”
(Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 27/04/26)
No ano passado, a procura pelo penhor de joias disparou (1). A modalidade encerrou 2025 com um saldo de R$ 3,2 bilhões, crescimento de 31,24% em relação ao ano anterior, segundo a Caixa Econômica Federal.
Como funciona?
É um empréstimo com garantia.
O cliente leva um bem de valor e um especialista faz uma avaliação.
A Caixa (2) é a única instituição do país autorizada a ofertar a modalidade.
O crédito pode chegar a até 100% do valor da peça, e o dinheiro sai na hora.
Em troca,
o indivíduo paga juros de cerca de 2,19% ao mês.
Os itens ficam guardados no cofre do banco até a quitação da dívida e, se o contrato não for pago ou renovado, eles vão a leilão.
↳ Uma das principais variáveis para definir o valor pago pelas peças é a cotação da onça-troy de ouro no mercado internacional (3), uma unidade de medida usada para metais e que equivale a 31,1 gramas.
O que explica esse impulso?
No acumulado do último ano, o ouro avançou mais de 60%: saiu de US$ 3.343 por onça em 1º de abril para o pico de US$ 5.600 menos de um ano depois.
O conflito no Oriente Médio afetou a cotação. A tendência é de alta no curto prazo, avalia Mauriciano Cavalcante, especialista da Ourominas.
Um porto seguro.
O metal é visto como um ativo seguro (4) em tempos de instabilidade econômica e geopolítica.
A ascensão começou no fim de 2022 e se intensificou no ano passado. O choque do tarifaço de Trump (5) foi tão grande que abalou a confiança do dólar e dos títulos americanos, considerados os mais seguros do mundo, e valorizou o ouro (6).
Mais fatores.
O endividamento das famílias atingiu o patamar de 80,4% da população, recorde na série histórica da pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
As taxas de inadimplência também subiram (7) e atingiram 29,6% das famílias com dívidas, no momento em que a Selic atingiu o maior patamar em quase duas décadas. A taxa básica baliza as taxas praticadas no mercado, como o rotativo do cartão.
Além disso…
Ao contrário de um empréstimo convencional, o penhor não exige uma análise de crédito minuciosa e serve como uma porta de entrada para pessoas com nome negativo, explica Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos.
[+] Conservador, moderado e agressivo?
Entenda o que são esses perfis de investidor e como descobrir o seu (8).
(TRPCE)
(1) “Disparada do ouro, Selic alta e endividamento recorde dão impulso a penhor de joias na Caixa”
– Carteira da modalidade de crédito atinge R$ 3,2 bi em 2025, crescimento de 31,24% em relação ao ano anterior.
– Empréstimo pode chegar a até 100% do valor da peça penhorada.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/disparada-do-ouro-selic-alta-e-endividamento-recorde-dao-impulso-a-penhor-de-joias-na-caixa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/caixa-economica-federal/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(3) “De porto seguro a quase imprescindível, ouro ganha espaço nas carteiras de investimento”
– Metal se valorizou mais de 20% em 2025, e a expectativa é que o movimento de alta se mantenha.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/de-porto-seguro-a-quase-imprescindivel-ouro-ganha-espaco-nas-carteiras-de-investimento.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(4) “Como o ouro se tornou o refúgio mundial contra a incerteza”
– Reserva milenar ultrapassa o euro nos cofres de Bancos Centrais, em uma era em que as premissas fundamentais sobre a economia global estão sendo questionadas.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/como-o-ouro-se-tornou-o-refugio-mundial-contra-a-incerteza.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(5) “Trump anuncia tarifas recíprocas sobre produtos de outros países e taxa Brasil em 10%”
– Republicano aprofunda guerra comercial com alíquotas maiores sobre China, Japão e UE.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/trump-anuncia-tarifas-reciprocas-sobre-produtos-de-outros-paises-assista-ao-vivo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(6) “Valorização da prata supera a do ouro desde 2024; veja como investir e os cuidados”
– Preço do metal teve alta de mais de 300% nos últimos 24 meses, a maior entre metais negociados.
– Alta demanda, escassez de produção e uso na produção de energia limpa estão entre os motivos.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/valorizacao-da-prata-supera-a-do-ouro-desde-2024-veja-como-investir-e-os-cuidados.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(7) “67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras, e 21%, parcela em atraso, segundo Datafolha”
– Pesquisa mostra que 41% dos que pediram empréstimo a familiares e amigos estão em falta com pagamento.
– Inadimplência declarada com cartão de crédito parcelado, empréstimo bancário e carnê de loja supera 25%.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/67-dos-brasileiros-dizem-ter-dividas-financeiras-e-21-parcela-em-atraso-segundo-datafolha.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(8) “Entenda o que são os perfis de investidor e se é possível descobrir o seu”
– Especialistas afirmam que definição varia conforme objetivos, renda e momento da vida.
– Embora obrigatório para instituições, testes não refletem toda a complexidade das decisões financeiras.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/entenda-o-que-sao-os-perfis-de-investidor-e-se-e-possivel-descobrir-o-seu.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
. . .”Transformamos um instrumento de construção de patrimônio em um mecanismo de consumo.”. . .
“FGTS – por que o Brasil sempre destrói o que dá certo?”
(Por José Carlos Martins, presidente do Conselho Consultivo da CBIC, 24/04/26)
O Fundo de Garantia virou outra coisa.
E pouca gente está disposta a dizer isso com clareza.
O FGTS não foi criado para financiar consumo.
Não foi criado para resolver o caixa do momento.
Não foi criado para aliviar pressão de curto prazo.
Ele foi criado para gerar emprego.
Formar patrimônio.
Proteger o trabalhador ao longo da vida.
Na década de 60, Roberto Campos fez uma escolha estrutural: substituir a estabilidade no emprego privado por algo mais inteligente — estabilidade via geração de empregos, especialmente através de habitação e saneamento.
Era uma lógica de futuro.
Hoje, estamos fazendo o contrário.
Transformamos um instrumento de construção de patrimônio em um mecanismo de consumo.
Saque para gastar.
Saque para trocar dívida.
Saque para complementar renda.
E aqui está o ponto que quase ninguém enfrenta:
👉 quando você troca patrimônio por consumo, você destrói segurança
Simples assim.
O FGTS é patrimônio do trabalhador.
Não é renda.
Não é fluxo de caixa.
Não é extensão do salário.
É uma reserva para momentos de dificuldade.
É um instrumento para melhorar de vida.
É um legado para os filhos.
E estamos consumindo isso.
O argumento é sempre o mesmo: “é necessário para a economia”.
Mas essa é uma meia verdade.
Consumo gera efeito rápido.
Aparece na hora.
Ajuda no curto prazo.
Mas acaba.
Investimento não.
Quando você constrói uma casa, o efeito não termina na obra.
Ele continua por anos — na economia e na vida das pessoas.
Isso é estrutural.
Isso é desenvolvimento.
Mas exige tempo.
E tempo não combina com política.
Por isso o desvio acontece.
Não é técnico.
É decisão de curto prazo.
Todos os governos caem nisso.
Sem exceção.
Porque consumo desnecessário resolve o hoje.
Mas destrói o amanhã.
E tem mais.
Estamos ignorando uma oportunidade gigantesca.
O FGTS poderia ser a base de uma aposentadoria complementar no Brasil.
O mecanismo já existe:
As empresas depositam, mês a mês, ao longo de toda a vida do trabalhador.
Se isso fosse capitalizado e protegido de saques recorrentes, estaríamos formando uma reserva real para o futuro.
Uma segurança concreta.
Mas estamos fazendo o oposto.
Em vez de acumular, estamos consumindo.
Em vez de proteger, estamos fragilizando.
E isso tem consequência.
Silenciosa.
Progressiva.
Irreversível para muitos.
No final, o trabalhador chega sem patrimônio.
Sem reserva.
Sem proteção.
E o país perde junto.
Essa não é uma discussão técnica.
É uma escolha de modelo.
➡️ usar o FGTS para aliviar o presente
ou
➡️ usar o FGTS para construir o futuro
O fundo foi criado para construir segurança ao longo da vida.
Cada vez que desviamos isso, estamos — silenciosamente — retirando proteção do trabalhador.
E quanto mais adiarmos esse debate, maior será o custo.
Para o trabalhador.
E para o país.
(Fonte: https://cbic.org.br/artigo-fgts-por-que-o-brasil-sempre-destroi-o-que-da-certo/?utm_medium=email&utm_campaign=cbic_hoje_-_27042026&utm_source=RD+Station)
Na mídia, o projeto eleitoreiro
do governo do, pasmem,
Partido dos Trabalhadores!!!
“Desenrola 2.0 permitirá uso do FGTS apenas para quitar total da dívida”
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/04/desenrola-20-permitira-uso-do-fgts-apenas-para-quitar-total-da-divida.shtml
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26
Oi, as brigas públicas entre os irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro com Nikolas Ferreira e outros líderes da direita são um sintoma do otimismo da oposição. Certos de que estão perto da vitória, os irmãos Bolsonaro não estão tentando apenas enquadrar os correligionários, mas sim disputar espaço num eventual governo e até na eleição de 2030. Os irmãos escolheram Nikolas como alvo porque não podem atingir quem realmente temem, a madrasta Michelle e o governador Tarcísio de Freitas. A dúvida hoje é se os irmãos estão apenas reproduzindo o que Flávio pensa, mas que, por estratégia eleitoral, não pode falar.
Também nesta newsletter trago uma pesquisa que mostra o potencial de Romeu Zema, a segunda opção de voto de 21% dos eleitores de Flávio Bolsonaro. Com seu confronto aberto com o STF, Zema ganhou protagonismo inédito.
Detalho ainda os pontos principais do programa Desenrola 2, que pretende refinanciar dívidas e colocar saldo positivo na conta da popularidade do presidente Lula.
Boa leitura,
TT
Nesta edição (abaixo replicadas):
1. Flávio Bolsonaro perde o vestiário
2. O fator Zema
3. O império contra-ataca
4. Redução de quórum
5. A trilha do dinheiro
6. A verdade sobre os alertas
7. A reeducação
8. Escolhendo os alvos
9. Fique atento
(TRPCE)
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26 (1)
Flávio Bolsonaro perde o vestiário
Existe uma expressão no futebol para quando o técnico e seus jogadores se desentendem: o treinador perdeu o vestiário. É quando um joga sobre o outro a culpa dos resultados ruins dentro de campo. É o que está acontecendo hoje na campanha do senador Flávio Bolsonaro, com os irmãos Eduardo e Carlos brigando com todo mundo (*). A notável diferença é que o time está ganhando.
O avanço do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro nas últimas pesquisas, empatando na margem de erro nas simulações de segundo turno contra o presidente Lula, gerou na direita um sentimento de já ganhou . Eduardo Bolsonaro não está brigando com Nikolas Ferreira pelo teor de postagens nas redes sociais, nem a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro empresta apoio aos adversários do enteado Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado de Santa Catarina por querelas pessoais. Eles já estão disputando espaço dentro de um eventual governo Flávio e o que será do bolsonarismo em 2030. As fracassadas tentativas de Flávio Bolsonaro em apaziguar os ânimos comprovam a sua falta de liderança sobre o grupo. A dúvida é até que ponto os irmãos não estão apenas reproduzindo o que Flávio Bolsonaro pensa, mas que, por estratégia eleitoral, não pode falar.
Em contraste com a esquerda que tece suas intrigas nos bastidores, a direita escancara as suas divergências nas redes. Em postagem no sábado (25), Nikolas Ferreira, que no dia anterior havia escrito que a capacidade cognitiva do quarto irmão, Jair Renan Bolsonaro, “não alcança a de uma toupeira cega”, fez uma ameaça velada a Flávio:
“Se os ataques injustos e mentirosos continuarem, muita gente irá começar a desistir, desanimar e perceber que esse não é um projeto que realmente mudará a nação”.
A resposta veio por outro post, agora de Carlos Bolsonaro:
“Grupo não se faz de oportunistas; aliás, pode até ser, mas a sua essência não pode ser perdida porque há alguém vendando seus olhos”.
Em outra postagem, Carlos anunciou que fará um “levantamento de prefeitos, vereadores” do PL que não divulgam a candidatura de Flávio Bolsonaro. Se tivessem acontecido entre 2018 e 2022, as manifestações de Carlos teriam causado tremores no PL e em toda a direita. Sem Jair Bolsonaro ativo, no entanto, os irmãos precisam intimidar para serem respeitados.
Maior liderança da direita no mundo digital, Nikolas é o alvo preferencial dos irmãos Bolsonaro por ser uma ameaça ao futuro da família. Aos 29 anos, 22 milhões de seguidores no Instagram e 5,5 milhões no X, Nikolas propaga a agenda antipetista sem defender a candidatura de Flávio. Um levantamento da Folha de S.Paulo mostrou que, dos 544 posts de Nikolas no X desde dezembro, só 10 citavam Flávio.
Os irmãos Bolsonaro batem mais em Nikolas porque não têm coragem de enfrentar quem mais lhes incomoda, a madrasta Michelle. Preterida pelo marido na disputa presidencial, Michelle não fez nenhum gesto a favor de Flávio, defendeu os adversários de Carlos em Santa Catarina e acusou Eduardo pelos ataques misóginos do blogueiro Allan dos Santos.
Neste momento, os irmãos Bolsonaro também estão impedidos de atacar outro preterido por Jair, o governador Tarcísio de Freitas. Como mostrou O GLOBO, desde 27 de fevereiro o governador não participa de agendas com Flávio Bolsonaro. A cobrança virá ao longo da campanha. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro enfrentará fortes ressentimentos das lideranças evangélicas por descumprir a promessa do pai de indicar o deputado pastor Marcos Feliciano como candidato ao Senado.
A brigalhada atrapalha o esforço de Flávio Bolsonaro de se transfigurar em um candidato moderado. Em ótimo perfil (**) da repórter Marina Dias para o jornal americano Washington Post, Flávio Bolsonaro reforçou a construção da sua nova imagem.
“Eu sou mais inclinado ao diálogo e na construção de pontes. Eu sou o Bolsonaro que as pessoas sempre quiseram”.
A ponderação, porém, não resistiu à entrevista. Flávio Bolsonaro negou a tentativa de golpe para impedir a posse de Lula, defendeu o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes, prometeu atacar “o radicalismo ambiental e a agenda woke” e defendeu a redução da maioridade penal para 14 anos. Ganha uma passagem só de ida para Mar-a-Lago quem descobrir como esse discurso vai conquistar o voto de centro.
Diante da crise de popularidade do governo Lula, é possível que Flávio Bolsonaro vença mesmo sem o apoio efetivo de Nikolas, Michelle, Tarcísio e todos os líderes evangélicos. É possível, mas será muito mais difícil.
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/25/nikolas-x-bolsonaros-veja-a-escalada-da-troca-de-acusacoes-entre-o-deputado-e-a-familia-do-ex-presidente.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(**) https://www.washingtonpost.com/world/2026/04/25/flavio-bolsonaro-lula-brazil-election/
(TRPCE)
O piNçador Matutildo, piNçou. . .
“Diante da crise de popularidade do governo Lula, é possível que Flávio Bolsonaro vença mesmo sem o apoio efetivo de Nikolas, Michelle, Tarcísio e todos os líderes evangélicos.”
E o Bedelhildo, o Chatildo, o PenTelhildo e esse que vos tecla em coro:
“Aff maria”. . .(*)
(*) é uma interjeição popular brasileira usada para expressar lamento, cansaço, indignação, espanto ou descontentamento.
+em: https://share.google/aimode/KlRosS6ki7W5METju
A volta do pentiunvirato bolsonaro?
Se, a campanha oficial nem começou ainda e
os bolsonaro já se consideram presidentes da República,
imaginem se o resultado da 1ª pesquisa após seu início
for favorável?
Comenta-se em BalCam que o “toupeira cega”
já prepara seu traje de vereador federal. . .
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26 (2)
O fator Zema
Escolhido pelo ministro do STF Gilmar Mendes como seu alvo preferencial, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema ganhou uma avenida para colher o voto antissistema. Incomodado com as sátiras da campanha de Zema (*), que qualificava os ministros do STF como intocáveis, Gilmar Mendes fez uma comparação homofóbica (**), reclamou do sotaque do ex-governador e, por fim, pediu a sua inclusão no inquérito das fake news. A consultoria Bites detectou que, nos três dias em que trocou empurrões com o STF, Zema ganhou seguidores em uma proporção dez vezes maior do que sua média em 2026. Sete dos 10 vídeos de maior sucesso de Zema são contra o Supremo.
Por enquanto, esses números dizem mais sobre a profundidade do poço em que está a imagem do Supremo e menos sobre a candidatura de Zema, que até a semana passada seguia entre 2% e 4% das intenções de voto. Mas um recorte inédito da recente pesquisa Genial/Quaest mostra que Zema tem potencial se alguma hecatombe acontecer com Flávio Bolsonaro.
A Quaest perguntou: “se o seu candidato decidisse deixar a disputa eleitoral, qual seria sua segunda opção de voto?”. O resultado foi:
Romeu Zema – 12%
Flávio Bolsonaro – 10%
Ronaldo Caiado – 9%
Samara Martins – 6%
Cabo Daciolo – 4%
Lula – 4%
Aldo Rebelo – 2%
Augusto Cury – 2%
Renan Santos – 2%
Indecisos – 16%
Branco/nulo/não vai votar – 33%
A segunda opção de voto deve ser considerada para duas situações: o candidato preferido desistir da disputa ou, ao longo da campanha, fazer algo que gere tamanha decepção que motive seu eleitor a mudar de voto. Nessa segunda hipótese, Zema representa uma sombra para Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.
Caso Flávio Bolsonaro desista, 21% dos seus eleitores votariam em Zema e 13% em Ronaldo Caiado. Caso seja Caiado a desistir, 17% dos seus eleitores votariam em Zema e 55% em Flávio Bolsonaro. Se Zema não for candidato, 41% dos seus eleitores votariam em Flávio e 19% em Caiado.
Zema também é o segundo voto preferido dos eleitores de direita não-bolsonaristas (20%) e dos bolsonaristas (19%). No caso de Lula da Silva, apenas 4% dos eleitores votariam em Zema se o presidente não fosse candidato.
Unidos, esses dados mostram que o eleitorado não enxerga Zema e Ronaldo Caiado como uma terceira via, mas como outras opções a Flávio Bolsonaro na direita.
Com a candidatura de Flávio Bolsonaro consolidada, parece difícil enxergar uma onda pró-Zema que rompa a polarização, mas existem cenários em que ele pode se consolidar como terceira opção.
Por não ser um político profissional como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, Zema pode se apresentar sinceramente como um candidato fora do sistema. Nas estimativas da Quaest do ano passado, um de cada quatro eleitores gostaria de votar em um candidato fora da política. A demanda, portanto, existe.
O segundo ponto é que, ao contrário de Flávio Bolsonaro, Zema tem um projeto econômico com começo, meio e fim. É uma agenda impopular, com a volta do teto de gastos, nova reforma da Previdência, reforma administrativa e privatizações de todas as estatais. Boa parte desses temas também estariam no programa de governo de Bolsonaro se ele não tivesse medo da reação do eleitorado. Na semana passada, Flávio decretou como “fake news” uma reportagem da Folha de S.Paulo que citava que seus assessores planejam o fim do reajuste das aposentadorias pelo salário mínimo e a desvinculação dos gastos de saúde e educação. Não é. Nas conversas com executivos da Faria Lima, os assessores autorizados de Flávio Bolsonaro prometem isso e muito mais, só não tem coragem de falar em público por temer a resposta do PT. Com Zema colocando os temas no debate, Flávio Bolsonaro será pressionado a se posicionar. É o curioso caso em que o quarto colocado vai obrigar os líderes a discutirem o que farão se forem eleitos ao invés de apenas atacarem um ao outro.
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/25/zema-retoma-ataques-ao-stf-com-video-de-ia-e-ironiza-pedido-de-inclusao-no-inquerito-das-fake-news-por-gilmar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/24/gilmar-mendes-pede-desculpas-por-citar-homossexualidade-como-possivel-acusacao-injuriosa-contra-zema-errei.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(TRPCE)
O piNçador Matutildo, piNçou:
“É o curioso caso em que o quarto colocado vai obrigar os líderes a discutirem o que farão se forem eleitos ao invés de apenas atacarem um ao outro.”
E o Bedelhildo. . .
Então, a 3ª via é o 4º colocado!
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26 (3)
O império contra-ataca
Com saldo negativo nas pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança possivelmente no dia 1º de maio o programa Desenrola 2, de refinanciamento das dívidas bancárias. Os principais pontos do programa:
> As linhas serão apenas para pessoas físicas. Em uma segunda fase, o programa vai incluir microempreendedores e pequenos empresários.
> O foco serão os devedores que recebem até cinco salários mínimos.
> O programa será de renegociação de dívidas bancárias de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal com mais de três meses de atraso.
> Empréstimos consignados e imobiliários não estão incluídos.
> Os juros cobrados nos refinanciamentos ficarão abaixo de 2% ao mês.
> Os descontos oferecidos pelos bancos serão de 20% a 90% do total da dívida, incluindo juros e o principal.
> Os endividados poderão usar até 20% dos seus depósitos no FGTS para quitar as dívidas.
> Serão mantidos os limites já existentes para a cobrança de juros no cartão de crédito (100% máximo para os empréstimos no crédito rotativo) e de 8% ao máximo por mês no cheque especial.
> As dívidas refinanciadas terão um aval do governo federal através do Fundo Garantidor de Crédito, que terá um aporte do Tesouro de até R$ 10 bilhões para o caso de calotes.
> O programa foi acertado com bancos e fintechs. Não haverá imposição de adesão.
Restam as seguintes pendências a serem resolvidas ao longo da semana:
> Se haverá uma linha especial de garantias do governo para as dívidas dos trabalhadores informais.
> Se haverá um prazo de carência para o início do pagamento do refinanciamento.
> Se os novos contratos vão proibir que os devedores façam apostas on-line. A ideia é defendida tanto pelo presidente Lula como pelos bancos, mas há dúvidas jurídicas sobre a legalidade da exigência.
A expectativa do Ministério da Fazenda é que o programa refinancie entre R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões, de um total de dívidas em atraso de mais de R$ 70 bilhões.
+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/17/soma-das-dividas-dos-enrolados-no-alvo-do-novo-programa-de-renegociacao-pode-chegar-a-r-140-bi.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(TRPCE)
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26 (4)
Redução do quórum
O Palácio do Planalto detectou que alguns senadores estão sendo aconselhados pelo presidente David Alcolumbre a faltar à sessão que vai decidir se aceita a indicação de Jorge Messias ao STF. Voto considerado certo para a aprovação, Cid Gomes já avisou que estará em Portugal.
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/26/messias-dribla-ausencia-da-alcolumbre-e-tenta-acelerar-conversas-com-senadores-as-vesperas-de-sabatina-pre-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(TRPCE)
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26 (5)
A trilha do dinheiro
Os advogados que cuidam das negociações dos acordos de delação premiada no caso Master devem avisar seus clientes que a conta tende a ser salgada. O ministro André Mendonça, a quem cabe controlar a investigação e dar a palavra final sobre os acordos, é um interessado na recuperação de dinheiro roubado em esquemas de corrupção.
Como notou a repórter Flávia Maia, do site Jota, a recuperação de ativos foi tema da tese de doutorado de Mendonça. Em “Sistema de princípios para a recuperação de ativos provenientes da corrupção”, de 2018, o hoje ministro defendeu que “uma das principais causas do descrédito de processos relacionados a casos de corrupção está na baixa efetividade da recuperação de ativos”. Para acabar com isso, Mendonça receita maior uso de negociação, recursos tecnológicos e humanos para recuperar valores desviados.
A negociação de um acordo de delação é um jogo de força, no qual o candidato a delator busca entregar o mínimo possível de informações e do dinheiro roubado em troca do perdão de sua pena. Do outro lado, os investidores puxam pelo máximo das duas coisas.
A colunista Malu Gaspar mostrou, em O GLOBO, que o dono do Master, Daniel Vorcaro, topa pagar R$ 40 bilhões em dez anos, mas não quer ressarcir o BRB e o FGC (*). Só no caso do BRB, a estimativa é de uma fraude de R$ 12 bilhões. Considera que o BRB já foi compensado com os ativos que foi obrigado a entregar na liquidação do Master. Essa tática não vai funcionar com André Mendonça.
O que não falta no caso Master é dinheiro a ser recuperado (**). Até agora, chamaram a atenção episódios em que Vorcaro aparece jogando dinheiro pela janela com festas romanas, mansões, aviões, barcos e outros luxos inalcançáveis a 99,94% da população. Mas isso é apenas espuma.
Na essência, o caso Master consiste na compra de políticos e outros agentes do Estado para operar uma fraude bancária que envolve desvio de recursos de fundos de previdência municipais e estaduais, fraudes com aplicações em CDBs, venda de ativos fraudulentos a um banco público — no caso, o BRB — e outros esquemas de corrupção. É nisso que está o dinheiro de verdade.
Como relator, André Mendonça não participa das negociações. Pode, contudo, pedir ajustes. Pelo que a investigação já descobriu, a fraude do Master envolve uma deliberadamente longa e confusa trama de fundos de investimento e empresas fantasmas dedicados a esconder bilhões de reais desviados. Com os quatro potenciais delatores até agora — Vorcaro, seu advogado Daniel Lopes, José Carlos Mansur, da Reag, e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa —, a PF tem condições de seguir o rastro desse dinheiro.
(TRPCE)
+em:
(*) https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/04/quem-vorcaro-pretende-deixar-de-fora-no-pagamento-de-multa-da-delacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(**) https://oglobo.globo.com/economia/especial/caso-master-entenda-a-teia-de-fraudes-com-fundos-de-investimento-exposta-pela-pf-1.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26 (6)
A verdade sobre os alertas
Dia vai, dia vem, a Polícia Federal vai chamar os representantes dos bancos no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para que provem que enviaram “mais de 30 alertas” ao Banco Central sobre o banco Master.
(TRPCE)
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26 (7)
A reeducação
O vídeo no estilo comercial de margarina (*) tem um minuto e meio de duração, mas o ápice está numa frase curta, dita despretensiosamente pela dentista Fernanda Bolsonaro:
“Não é à toa que você (Flávio) é Bolsonaro moderado. Reeduquei ele”, ela diz olhando para a câmera, seguida por uma confirmação do marido: “Algumas pessoas começaram a falar que sou um Bolsonaro vacinado”.
Contar da sua paixão pela mulher, ressaltar ser pai de “duas meninas” e mostrar-se carinhoso com a família é um apelo natural para Flávio Bolsonaro enfrentar o maior desafio da sua candidatura, o voto das mulheres. Com o comercial, Flávio Bolsonaro parece ter aprendido que 2026 é diferente de 2018, quando o pai foi eleito presidente dizendo que não estupraria uma deputada “por ser feia”, chamando repórteres de “idiotas” e rebatendo as denúncias de machismo como “mimimi”. É fato que Flávio não tem o histórico machista do pai, mas o sobrenome tem bônus e ônus.
Desde que foi eleito presidente pela primeira vez em 2002, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou uma larga vantagem no voto feminino. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, Bolsonaro tem 49% dos votos entre os homens nas simulações de segundo turno, mas apenas 43% entre as mulheres. Lula tem 43% entre os homens e 47% junto às mulheres.
O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, repete que Jair Bolsonaro foi derrotado em 2022 por não ter uma mulher como candidata a vice. À época, a sua favorita era a senadora Tereza Cristina (PP), que agora pretende ser presidente do Senado em 2027. As opções sondadas pela campanha hoje são as deputadas Simone Marquetto (PP-SP), ligada a Frei Gilson e outros líderes católicos conservadores, e Clarissa Tércio, da Assembleia de Deus Novas de Paz. As duas alternativas são uma tentativa da campanha em substituir a principal liderança feminina da direita brasileira (**), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A dificuldade de Flávio Bolsonaro em colocar de pé um discurso para as mulheres ficou evidente na votação do PL da Misoginia, que equiparou os crimes de ódio contra as mulheres ao mesmo enquadramento jurídico do racismo, com penas inafiançáveis e imprescritíveis. O projeto foi aprovado de forma unânime no Senado, inclusive com o voto de Flávio Bolsonaro e da senadora Damares Alves. Criticado pelo irmão Eduardo, Flávio depois se arrependeu:
“Todo mundo sabe que estamos em ano eleitoral e que essa era uma grande armadilha do PT para mim. Qual a dificuldade de entender isso? Você acha que eu ou quem é de direita vai ser a favor de algum projeto que dê instrumentos para o governo censurar a liberdade de expressão, a liberdade de opinião nas redes sociais? É claro que não, mas estava um circo todo armado”, declarou. Ele defendeu que a Câmara dos Deputados arquive o projeto.
(TRPCE)
(*) +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/20/em-tom-de-campanha-mulher-de-flavio-o-chama-de-bolsonaro-moderado-e-diz-ter-reeducado-o-marido.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(**) +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/26/sacrificios-pessoais-e-necessaire-politica-como-e-a-cartilha-do-pl-que-ensina-mulheres-a-disputar-as-eleicoes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26 (8)
Escolhendo os alvos
Campanhas políticas são a arte de escolher adversários. O 8º Congresso do PT que terminou ontem, em Brasília, apontou seus canhões (*) para o Banco Central, a Faria Lima, o governo Trump, a mídia profissional e o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Só Flávio Bolsonaro segue livre, leve e solto.
(TRPCE)
(*) +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/26/pt-aprova-documento-que-propoe-mecanismos-de-autocorrecao-do-judiciario-e-mudanca-na-execucao-de-emendas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 27/04/26 (9)
Fique atento
> Depois da terceira tentativa de assassinato, Donald Trump entra na nona semana de guerra contra o Irã sem saber como vai terminar o conflito.
+em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/26/trump-diz-que-disparos-em-jantar-sao-sinal-de-sua-importancia-historica-muda-o-tom-e-defende-salao-de-baile-na-casa-branca.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
> Se recuperando de um procedimento para a retirada de um tumor de cerca de 1 centímetro de circunferência da cabeça, o presidente Lula terá uma semana de ação reduzida.
+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/24/procedimentos-correram-bem-e-nao-devem-afetar-campanha-de-lula-relata-equipe-medica-do-sirio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
> Na terça-feira (28), a Câmara deve instalar a Comissão Especial do fim da jornada 6×1.
+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/24/motta-cria-comissao-especial-para-debater-e-votar-fim-da-escala-6×1.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
> Na quarta-feira (29), Jorge Messias será sabatinado e aprovado pelo Senado por uma pequena margem de votos para ser ministro do Supremo.
> A Genial/Quaest divulga resultados de pesquisas em dez estados: RS, PR, SP, RJ, MG, GO, BA, PE, CE e PA. Preste atenção aos resultados em Minas Gerais, Minas Gerais e, também, Minas Gerais.
> Também na quarta, o Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual e deixar em aberto se vai parar por aí.
+em: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/post/2026/04/mercado-eleva-projecoes-para-a-selic-e-a-inflacao-a-uma-semana-da-reuniao-do-copom.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
> Na quinta-feira (30), o Congresso votará os vetos de Lula da Silva ao PL da Dosimetria, a anistia disfarçada a Jair Bolsonaro e outros condenados por tentativa de golpe de Estado. A sessão será híbrida.
> O governo Lula lança a segunda versão do Desenrola (*), programa de renegociação de dívidas. O anúncio deve ser no 1º de maio.
+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/24/governo-lula-deve-lancar-novo-desenrola-em-1o-de-maio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(*) Tiro no pé à vista?
> As manifestações sindicais (*) do 1º de maio serão monopolizadas pelo fim da jornada 6×1. A votação do projeto na Câmara deve ocorrer antes do início da Copa do Mundo, mas no Senado a pressa para o tema é quase nenhuma.
(*) E como serão as comemorações patrocinadas pelo empregador?
. . .
Nelson Gonçalves alertava:
“Fica comigo esta noite
E não te arrependerás”
. . .
https://www.youtube.com/watch?v=a4eDd1pOc90
(TRPCE)
Em busca da
pedra filosofal!
“Serra Verde vira tema de “soberania”, mesmo sendo estrangeira”
– Psol acionou a PGR para anular compra da mineradora em Goiás por empresa dos EUA; controle, porém, já era internacional.
(Hamilton Ferrari e Lara Brito, Poder360, 26/04/26)
Integrantes de partidos de esquerda têm tratado a venda da mineradora Serra Verde à norte-americana USA Rare Earth, anunciada na 2ª feira (20.abr.2026), como um negócio que enfraquece a soberania nacional. A companhia que atua em Goiás desde 2010, no entanto, nunca foi brasileira: pertencia, até então, aos grupos de private equity Denham Capital e EMG (Energy and Minerals Group), com sede nos EUA, e Vision Blue, do Reino Unido.
A empresa opera em Minaçu (GO) e tem autorização da ANM (Agência Nacional de Mineração) para atuar no Brasil. Os recursos da aquisição são do capital privado. Os deputados Glauber Braga (Psol-RJ), Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Sâmia Bomfim (Psol-SP), porém, veem ilegalidade no negócio e enviaram, nesta semana, uma representação à PGR (Procuradoria-Geral da República) que pede a anulação imediata dos atos sob o argumento de que houve violação de princípios constitucionais.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-infra/serra-verde-vira-tema-de-soberania-mesmo-sendo-estrangeira/
Se não o leu lá,
leia-o aqui,
como quem lê
um poema!
“PT lança diretrizes que governo do PT não foi capaz de entregar”
(Josias de Souza, Colunista do UOL, 26/04/26)
Reunido num Congresso encerrado neste domingo, o PT aprovou três documentos inusitados (*). Um deles — o manifesto — dedica-se a suavizar os outros dois — a tática eleitoral e as diretrizes para o programa do quarto mandato de Lula. Juntos, os textos do PT expõem planos que o governo do PT não foi capaz de realizar.
Na tática eleitoral e no programa de governo, o PT trata o Banco Central como bode expiatório. Defende juros de um dígito sem tratar do desequilíbrio fiscal. No manifesto, o bode sai da sala. O BC não é sequer mencionado. Com Campos Neto na chefia, o lero-lero valia por um desabafo. Com juros a 14,75% e Gabriel Galípolo no comando, nem isso. No governo Dilma, o PT cortou os juros para um dígito na marra. Deu em inflação, recessão e mais juros.
No manifesto, o PT defende a reforma política e eleitoral, com o fim das emendas orçamentárias impositivas. Desde que chegou ao poder, em 2003, o petismo fala em reformar a política. Nos dois primeiros reinados, Lula, comprou apoio congressual com mensalão e petrolão. Sob Dilma, as emendas começaram a se tornar impositivas. Em 2022, Lula prometeu abolir o orçamento secreto, adotado sob Bolsonaro. Eleito, nem tentou.
No manifesto, o PT prega a taxação da jogatina eletrônica das bets. No programa de governo fala até em proibir o jogo do tigrinho. Faltou lembrar que o cassino do celular foi impulsionado pelo governo Lula 3, no pressuposto de que renderia bilhões ao Tesouro por meio de licenças e tributos. Deu no endividamento das famílias e no mal humor do eleitor com o governo.
Na tática eleitoral, o PT rosna para o Supremo. Prega a reforma do sistema de Justiça para “superar a lógica neoliberal” que infesta a maioria das sentenças do Judiciário e para exterminar a “promiscuidade entre juízes e empresários”. No manifesto, surge uma reforma do Judiciário água com açúcar, visando a “autocorreção” e o “fortalecimento do Estado de Direito”. A menção ao Master, incluída em versões anteriores, sumiu dos textos.
Ao discursar no encerramento do Congresso do PT, o presidente da legenda, Edinho Silva pegou em lanças contra o discurso de opositores que apresentam como solução contra tudo o que está aí. Declarou que “a resposta do antissistema está na esquerda, não está na direita, não está no fascismo. Está conosco.”
Somando-se o tempo de Presidência de Lula e Dilma, o PT dá as cartas no Planalto há mais de 17 anos e oito meses. É mais fácil o partido consolidar a percepção de que ficou fora de moda do que a ideia de que virou antissistema do dia para a noite.
(Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2026/04/26/pt-lanca-diretrizes-que-governo-do-pt-nao-foi-capaz-de-entregar.htm)
(*) “PT suaviza propostas em manifesto para tentar atrair apoio do centro à reeleição de Lula”
– Texto poupa Banco Central e diminui tom sobre Judiciário em comparação com outras peças da sigla.
– Documento foi aprovado em congresso do partido, que buscou evitar polêmicas para preservar presidente.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/pt-suaviza-propostas-em-manifesto-para-tentar-atrair-apoio-do-centro-a-reeleicao-de-lula.shtml
Ou seja:
a culpa do fracasso do lula 0,3 é deles!
No lula 0,4 tudo será corrigido!!!
Os bárbaros do trump!
“Convidados comem e levam garrafas após ataque em jantar de Trump”
– Publicações nas redes sociais mostram alguns participantes consumindo alimentos e retirando bebidas das mesas; assista.
(Poder360, 26/04/26)
Imagens de convidados do jantar da Associação de Setoristas da Casa Branca comendo e recolhendo garrafas enquanto o local era evacuado por causa de um ataque a tiros viralizaram nas redes sociais. O evento, que contou com a participação do presidente norte-americano, Donald Trump, foi realizado no sábado (25.abr.2026) no hotel Washington Hilton Hotel.
Nas gravações, é possível ver que um homem come enquanto a sala é evacuada e outras pessoas ficam no chão. Em outro vídeo, um grupo tira fotos com garrafas de champanhe recolhidas das mesas. Logo em seguida, uma mulher retira duas garrafas da mesa e as guarda em seu casaco.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/convidados-comem-e-levam-garrafas-apos-ataque-em-jantar-de-trump/
Matutando bem. . .
Pessoas civilizadas não iriam a um jantar oferecido pelo trump.
“Nas entrelinhas”
. . .A privatização dos Correios não é uma questão ideológica, nem a favor, nem contra, decorre de fatores econômicos, estruturais e políticos que tornam a estatal insustentável. . .
“O poeta, o carteiro, o rombo dos Correios e o modelo logístico alemão”
(Luiz Carlos Azedo em seu seu blog no Correio Braziliense, 26/04/26)
O Carteiro e o Poeta (Il Postino) (*) é um filme de 1995, belíssimo, que se baseia em fatos verídicos: a amizade, numa pequena ilha da Itália, em 1953, entre um carteiro que mal sabe ler e o poeta Pablo Neruda (**), que o governo italiano aceitou como exilado do Chile, desde que ficasse quieto em lugar distante e não perturbasse. O diretor Massimo Troisi (***) brilha neste seu último filme: morreu do coração, aos 41 anos, em 1994, ano das gravações. A música é do maestro Luís Bacalov (****), que fez Os Saltimbancos. A fotografia e as locações são espetaculares.
A amizade improvável entre Neruda e o carteiro iletrado é a poesia do filme. Para conquistar Beatrice, ele recita versos que o poeta escreveu para sua mulher. Num certo momento do filme, Neruda diz que ele roubou a poesia, ao que o carteiro responde: “Eu não roubei; a poesia é de quem precisa dela, e eu precisava”. O poeta aquiesce: “É uma forma interessante de apropriação de um bem”. Os carteiros estão entre os trabalhadores mais benquistos pela sociedade, como os bombeiros, mas hoje são uma espécie em extinção.
Não por acaso, entre 3 de fevereiro e 7 de abril deste ano, 3.181 funcionários aderiram ao programa de demissão voluntária dos Correios. A empresa estatal registrou o maior prejuízo de sua história: um rombo de R$ 8,5 bilhões, sendo R$ 6,4 bilhões só com despesas com precatórios, dívidas que precisam ser pagas por determinação da Justiça.
Nos últimos dias de 2025, os Correios conseguiram fechar um empréstimo de R$ 12 bilhões. A maior parte dos recursos entrou ainda em dezembro passado. Esse crédito teve que ser usado para cobrir despesas emergenciais. Um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com garantia do Tesouro Nacional, alongou as dívidas do Correio. De acordo com seu presidente, Emmanoel Schmidt Rondon, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco aportaram individualmente R$ 3 bilhões. Já Itaú e Santander emprestaram outro R$ 1,5 bilhão, cada um.
Leia também: Prejuízo nos Correios triplica em meio à reestruturação da empresa
em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/04/7404782-prejuizo-nos-correios-triplica-em-meio-a-reestruturacao.html
Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Emmanoel Schmidt Rondon assumiu a empresa em setembro passado, depois que a estatal triplicou seus prejuízos na gestão do Fabiano Silva dos Santos, advogado doutorado na PUC-SP e um dos coordenadores do grupo Prerrogativas. A necessidade de privatização dos Correios não é uma questão ideológica, nem a favor, nem contra. Decorre de fatores econômicos, estruturais e políticos que tornam a estatal insustentável. Os prejuízos são alimentados por pagamentos bilionários de precatórios, provisões para passivos trabalhistas e uma queda acentuada de receitas, especialmente pela perda de encomendas internacionais.
Concorrência
Alongamentos aliviam liquidez, mas não corrigem problemas de competitividade, estrutura de custos e modelo de negócio. A transformação estrutural do mercado postal-logístico, com o declínio do serviço de cartas, a migração do tráfego para plataformas digitais e a emergência de gigantes do e-commerce com logística própria, como Amazon e Mercado Livre, mudou o papel histórico dos Correios. Hoje, sua atividade de maior valor agregado é a logística de encomendas, que exige eficiência, escala, integração digital e investimento privado para adquirir competitividade. Todos os planos para recuperar a empresa fracassaram nos últimos anos.
Leia mais: Correios buscam empréstimo de R$ 20 bi e lançam plano para conter crise financeira
em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/10/7271409-correios-buscam-emprestimo-de-rs-20-bi-e-lancam-plano-para-conter-crise-financeira.html#google_vignette
Sim, a experiência internacional mostra redução de postos, precarização das contratações e enfraquecimento sindical quando o setor é privatizado, porém, há casos de grande sucesso na privatização, como a dos Correios da Alemanha. No Brasil, medidas como PDV, redução de jornada e adiamento de férias mostram que o modelo estatal com uma rede de 10 mil unidades de atendimento e 80 mil funcionários não consegue dar conta das exigências do mercado.
Não, empresas públicas não estão condenadas a dar prejuízo. Até o terceiro trimestre de 2025, empresas estatais federais (39 das 44 analisadas) registraram faturamento acumulado de R$ 1,017 trilhão, 6,3% acima do igual período de 2024, com lucro agregado de R$ 136,3 bilhões. Faturamento 22,5% superior ao dos primeiros nove meses de 2024. O investimento agregado somou R$ 86,4 bilhões, crescimento de 34,3% em relação a 2024. No acumulado, as estatais pagaram R$ 65,1 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, sendo R$ 33 bilhões para a União e R$ 32,1 bilhões para demais acionistas.
Esses números mostram que a fragilidade dos Correios não é reflexo do desempenho do setor público, mas um caso particular muito grave, que precisa ser enfrentado com atitude e coragem, sem falar da competência técnica. O Deutsche Bundespost, que era a maior empresa estatal alemã, é um case de sucesso: foi privatizado de forma escalonada a partir de 1995, com participação inicial do banco público KfW e oferta subsequente de ações ao mercado, processo que permitiu capital para a modernização.
O grupo ampliou sua atuação comprando a DHL em 2002 e se transformou no Deutsche Post DHL Group, um conglomerado global de logística com cerca de 550 mil empregados, presente em mais de 220 países, inclusive no Brasil, e receitas na casa de 61 bilhões de euros em 2018. O sucesso alemão combinou abertura de capital, governança corporativa, aquisições estratégicas e investimento em digitalização e malha logística internacional, o que resultou em escala global, eficiência operacional e diversificação das receitas. O modelo exigiu reformas internas, reestruturações trabalhistas e políticas de transição que tiveram custos sociais e foram acompanhadas por forte regulação e medidas para mitigar impactos.
Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo
+em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/o-poeta-o-carteiro-o-rombo-dos-correios-e-o-modelo-logistico-alemao/)
(*) https://www.youtube.com/watch?v=8G2XBVeURVE
(**) “Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto (Parral, 12 de julho de 1904 – Santiago, 23 de setembro de 1973), mais conhecido pelo seu pseudónimo e, mais tarde, nome legal, Pablo Neruda (Espanhol: [ˈpaβlo neˈɾuða]), foi um poeta-diplomata chileno e político que ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1971.”
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda
(***) foi um ator de teatro, cinema e televisão; diretor e poeta italiano, que soube reinterpretar e inovar a tradição e os costumes de Nápoles.
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Massimo_Troisi
(****) foi um pianista, compositor, diretor de orquestra e arranjador argentino radicado na Itália, famoso pelas suas trilhas sonoras cinematográficas(1).
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Luis_Bacalov
(1) Entre tantas e inequecíveis:
a música do filme Django:
https://www.youtube.com/watch?v=fagx3N1Hf0g
e
O Velho e a Flor por (Toquinho, Vinicius de Moraes, Luis Bacalov):
https://www.youtube.com/watch?v=WX7yD83BvZw
Haja jabuticabas
(*) para acalmá-lo!
“Greve de funcionários atinge 54 universidades e institutos federais”
– Categoria diz que o governo federal não cumpriu parte do Termo de Acordo da Greve, celebrado com os trabalhadores em 2024.
(Bruna rossi, Poder360, 26/04/26)
Funcionários técnico-administrativos de 54 universidades e institutos federais estão em greve total ou parcial desde fevereiro. Os dados foram divulgados na 6ª feira (24.abr.2026) pela Fasubra Sindical (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil). Leia a íntegra (**) do levantamento (514 kB –PDF).
Das 5 regiões do país, o Sudeste é a que tem mais greves, com 18 instituições, sendo que só em Minas Gerais são 12. Em seguida vem o Nordeste, com 15, e o Sul, com 12.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/greve-de-funcionarios-atinge-54-universidades-e-institutos-federais/
(*) https://www.youtube.com/watch?v=NNPgfYvJDbY
(**) https://static.poder360.com.br/2026/04/greve-fasubra-universidades-federais.pdf?_gl=1*1nau4bi*_ga*MTI1NTUwMDAyNS4xNjg1NDAzMjYw*_ga_HGJJJTZ4BN*czE3NzcyMDY4NzYkbzE1MyRnMSR0MTc3NzIwNzEwMiRqMjgkbDAkaDA.
“Poliglota para que te quero”
Tancredo Neves se preparava para disputar a Presidência da República, no Colégio Eleitoral, quando o deputado Milton Reis (MG) o procurou para pedir a nomeação de um jovem talentoso para o comitê.
– “Ele é muito preparado, esforçado, conhece bem a política…”, dizia, enquanto Tancredo mordia a ponta da gravata.
– “Vai ajudar muito, fala sete línguas”.
– “Sobre o quê?” interrompeu Tancredo, soltando a gravata da boca.
O deputado não entendeu a pergunta e o candidato explicou:
– “Tem um porteiro lá do Hotel Normandy que fala muito bem onze línguas. Mas só sabe falar sobre hospedagem…”
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 26/04/26)
O intimidador geral da república!
“Todo o processo de impeachment é passível de controle judicial”
(Gilmar Mendes (STF), sobre eventual “abuso” em processos contra ministros do STF, (segundo a Coluna CH, DP, 26/04/26)
Pensando bem…
(Coluna CH, DP, 26/04/26)
…“reforma” do Judiciário sem incluir o STF não é reforma, é maquiagem.
Matutando bem…
(Matutildo, aqui e agora)
. . .típica de atores mambembes!
+1 encabrestado!
“Indicação arrastada”
Caminha para o fim a novela da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina e votação no Senado está marcada para quarta-feira (29).
(Coluna CH, DP, 26/04/26)
Cada um usando o torçal
de acordo com o tamanho
de sua toga!
“Legislação ignorada”
Este ano ainda teremos presos provisórios votando nas eleições, foi o que decidiu o Tribunal Superior Eleitoral. A decisão do TSE contraria o que foi aprovado pela Lei Antifacção, sancionada em fevereiro.
(Coluna CH, DP, 26/04/26)
É a democra$$ia PeTezuelana, salva por
lulampião, janjapacaassada & a$$ociado$!
“Líderes controlam votos de deputados retendo ou liberando emendas”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 26/04/26)
Sob a presidência Hugo Motta (Rep-PB), a Câmara dos Deputados consolidou o modelo de gestão das emendas parlamentares como instrumento de poder e disciplina partidária. Implantou-se a “coleira virtual”, no dizer de um deputado, em que se usa tecnologias avançadas para reforçar práticas políticas arcaicas, e como ferramenta de mando. A liberação das emendas obedece a uma matemática implacável: cada voto alinhado à orientação do Líder da bancada rende uma fatia do bolo.
Tudo sob controle
Liberar ou reter recursos para controlar votações não é coerção explícita, é um mecanismo silencioso, mensurável e, por isso, ainda mais eficaz.
Voto home office
Leis são aprovadas pelo celular até em sessões remotas, muitas vezes na calada da noite ou às vésperas de recesso, com plenário vazio.
Motta no nirvana
Onde o plenário se esvazia e os debates se tornam relíquia, resta um legislativo domesticado. Um modelo que é o nirvana para quem manda.
A pão e água
O parlamentar que diverge, que se ausenta ou que vota contra a “orientação do partido” simplesmente vê o fluxo de verbas secar.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lideres-controlam-votos-de-deputados-retendo-ou-liberando-emendas)
O artigo é de ontem
mas o tema é atual!
“O lugar de Flávio Bolsonaro na história de truques e estelionatos eleitorais do Brasil”
– Candidato chamou de fake news reportagem da Folha que tratou de seu plano econômico.
– Quebras de promessas de campanha costumavam arruinar o prestígio de presidentes.
(Vinicius Torres Freire, FSP, 25/04/26)
Dias antes de Fernando Collor se sentar na cadeira de presidente, eu estava em uma fila de banco, como quase todo o mundo preocupado com mais um pacote econômico por vir. Uma poupança mirrada seria juntada na conta-corrente ao salário e ao 13º antecipados. Sairia de férias e temia confisco (1).
Perto de mim estava uma senhora miúda, que parecia de poucas posses, de lenço na cabeça como tantas mulheres então chamadas de “crentes”. “O senhor acha que o homem [Collor] vai pegar o dinheiro que a gente tem na conta?” — perguntou algo assim. Respondi que temia o sequestro da poupança, mas achava difícil que mexessem “na conta”.
Collor tomou posse em 15 de março de 1990. Na sexta, 16, seu governo confiscou quase todos os dinheiros, da conta-corrente inclusive, o que viria a ser também um calote parcial na dívida pública. Até hoje me lembro do vestido estampado de flores e do rosto enrugado da senhorinha, mais atilada do que eu, de um tempo em que redes sociais eram relações de pessoas e mais de um quarto das casas nem TV tinha (2).
No debate do segundo turno, em 14 de dezembro de 1989, Collor dissera que seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva, daria calote na dívida do governo e também na poupança — Lula pregara a “renegociação” da dívida.
O “caçador de marajás” (3) queria a “esquerda perplexa” e a “direita indignada”. Em parte, cumpriu o que prometeu, como a liberalização caótica da economia. Metido em um bando de corruptos, demagogo delirante e inepto como os presidentes da direita pura, caiu por não ter apoio de ninguém, pobres ou ricos (afetados pela liberalização, que pregavam da boca para fora). Caiu também porque a hiperinflação logo voltou e se vivia a década de maior empobrecimento da República.
Essa crônica de um tempo em que quase metade da população nem havia nascido serve para lembrar nossa história de truques e estelionatos eleitorais.
Flávio Bolsonaro chamou de “fake news” reportagem da Folha que relatou o plano fiscal em estudo por assessores do candidato (4), que prega redução da despesa pública e nenhum aumento direto de imposto. Não é possível fazer ajuste sem conter a alta de despesa, na maior parte benefícios sociais, menos ainda sem aumentar imposto. Bolsonaro filho mente agora ou teria de mentir depois de eleito. Dúvida: neste mundo ideologicamente revolto, estelionatos ou planos econômicos amargos fazem qual diferença?
Quebras mais ou menos escandalosas de promessas arruinavam o prestígio de presidentes. O maior de todos os estelionatos foi o do governo de José Sarney, em 1986. Assim que passou a eleição para o Congresso, cancelou o Plano Cruzado, que congelava preços. O MDB elegeu a maioria da Câmara, o que só aconteceu então e na eleição de 1945, em período democrático. Fraude e hiperinflação levaram à breca o prestígio de Sarney (*).
Dilma Rousseff 2 chegou com plano surpresa de ajuste fiscal e reajuste de energia (5). Em três meses, sua nota “ruim/péssimo” foi de 24% para 62%. A desvalorização do real no início de FHC 2 derrubou o prestígio do tucano para sempre e ajudou a abrir a estrada para Lula 1.
Jair Bolsonaro, golpista, bárbaro e repulsivo de vários modos, que causou morticínio e a maior miséria do século, em 2021, quase se reelegeu. Javier Milei esfolou a maioria dos argentinos por dois anos antes de ganhar uma eleição legislativa. Goste-se ou não do método, sob Lula 3 houve melhorias sociais e materiais. Lula 4 está por um fio (**).
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2026/04/o-lugar-de-flavio-bolsonaro-na-historia-de-truques-e-estelionatos-eleitorais-do-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(1) “Leitores lembram confisco da poupança durante o governo Collor”
– Mote ‘caça aos marajás’ e movimento estudantil caras-pintadas também são citados.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2025/05/leitores-lembram-confisco-da-poupanca-durante-o-governo-collor.shtml
(2) “Há 70 anos, a TV chegava ao Brasil com muito improviso e aparelhos contrabandeados”
– Acesso massivo com aparelhos nos lares das pessoas demorou duas décadas.
+em: https://f5.folha.uol.com.br/televisao/2020/09/ha-70-anos-a-tv-chegava-ao-brasil-com-muito-improviso-e-aparelhos-contrabandeados.shtml
(3) “‘Caçador de marajás’ da Globoplay, revela as intrigas da família Collor”
– Produção que estreou em outubro mostra ascensão e queda de ex-presidente.
– Apesar de bom roteiro, seriado poderia ter se aprofundado em certas questões.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gustavo-alonso/2025/11/cacador-de-marajas-da-globoplay-revela-as-intrigas-da-familia-collor.shtml
(4) “Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação”
– Equipe que elabora plano não fala abertamente sobre medidas por temor de ataques do PT; divulgação de plano foi adiada.
– Propostas trariam economia de 2 pontos do PIB; pré-candidato diz que pode privatizar 95% das estatais.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/flavio-planeja-reajustar-aposentadorias-e-despesas-com-saude-e-educacao-so-pela-inflacao.shtml
(5) “Energia só ficou cara após medida de Dilma para reduzir preço, diz TCU”
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/10/1826549-energia-so-ficou-cara-apos-medida-de-dilma-para-reduzir-preco-diz-tcu.shtml
(*) E a corja vermelha que o tem como ícone, e, certos segmentos da imprensa querem conferir ao mentiroso, fraudador e hiperinflacionista o título de “Redemocratizador da Nação”!
(**) É daí que vem o gemido do lulampião: perder uma eleição, novamente, para um porra louca!
“Queridas ênclises, próclises e mesóclises”
– Jânio Quadros me bombardeou por três horas com dar-lhe-ias, lembrar-me-eis e enviar-vos-emos.
– Por que matar certas formas de escrever por serem antigas? Pound propunha fazer do velho o novo.
(Ruy Castro, FSP, 25/04/26)
Em 1983, repórter da Folha, fui a Guarujá entrevistar Jânio Quadros (1). Durante quase três horas de conversa, ele tomou uma garrafa do uísque Cutty Sark, a caubói. Eu, modestamente, dei conta de uma garrafinha gelada da vodca Wiborowa. Depois, Jânio convidou-nos a mim, ao fotógrafo e ao motorista da Folha para almoçar (“Eloá faz questão!”). O rango foi com cerveja e, após a sobremesa, Jânio serviu licores. Como tinha de voltar para o jornal e escrever a matéria, moderei nesses bebericos. Mas Jânio mandou cada gole para dentro e, ao fim da jornada etílica, continuava não apenas sóbrio como, com sua cômica voz de frango, colocando as ênclises, próclises e mesóclises com perfeição.
Já íntimos depois de tantas doses, perguntei-lhe se de fato tinha dito a frase “Fi-lo porque qui-lo”, referindo-se à sua renúncia à presidência em 1961. “Claro que não”, respondeu. “Mesmo porque estaria errado. O certo é ‘fi-lo porque o quis’”. E não nos poupou, a mim e ao gravador, de todos os “dar-lhe-ia”, “lembrar-me-ei” e “enviar-vos-emos” do vernáculo. Claro que, ao escrever a reportagem, gozei-o por esses arcaísmos e ele, ofendido, se queixou ao diretor Boris Casoy (2).
Hoje eu não faria isso. Aprendi a respeitar, não o Jânio, mas as palavras. Por que deixar morrer os ias, eis e emos entre hífens se eles foram tão bem usados por Eça e Machado? Você dirá que Eça e Machado (3) escreveram há mais de 100 anos e, desde então, a língua se modernizou. OK, um desses modernizadores (4) escrevia coisas como “milhor”, “rúim” e “eu vi ele”, e isso também foi há 100 anos.
Por que matar formas de escrever? Estou com Ezra Pound (5), que se definia como um “guardião da língua” e dizia que “um povo que acha normal escrever com desleixo arrisca-se a perder o domínio de seu império e de si mesmo”. Falando nisso, a famosa expressão de Pound, “make it new”, não significava inventar o novo, mas fazer do velho o novo.
Se quiserem um contemporâneo mestre da língua e fã das ênclises, próclises e mesóclises, citá-lo-ei: Caetano Veloso (6).
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/04/queridas-enclises-proclises-e-mesoclises.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(1) “Jânio Quadros criou GCM à frente da prefeitura e acumulou controvérsias”
– Em sua primeira passagem como prefeito de São Paulo, político também investiu na modernização do transporte público.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/10/janio-quadros-criou-gcm-a-frente-da-prefeitura-e-acumulou-controversias.shtml
(2) “Boris assumiu Folha na fase mais tensa e conduziu travessia do jornal para o pós-ditadura”
– Em 1977, jornalista tornou-se editor-responsável, cargo no qual ficou até 1984.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2020/11/boris-assumiu-folha-na-fase-mais-tensa-e-conduziu-travessia-do-jornal-para-o-pos-ditadura.shtml
(3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/machado-de-assis/
(4) “O modernizador da língua portuguesa que utilizava essas grafias e expressões era Mário de Andrade.”
+em: https://share.google/aimode/XMpFUdXh6vyT1kua6
e. . . +em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-22042014-130139/publico/2013_SimoneStrelciunasGoh_VCorr.pdf
(5) https://en.wikipedia.org/wiki/Ezra_Pound
(6) “A música “Os Passistas” (*) (1997), de Caetano Veloso, é frequentemente destacada por analistas e gramáticos, como Pasquale Cipro Neto, como um exemplo poético que utiliza os três tipos de colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise)”
+em: https://share.google/aimode/2W7pPJ0wWw0G2G0JX
e. . . +em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1607200904.htm
(*) https://www.youtube.com/watch?v=-Vgsu2iOHMo
(*) Síntese da campanha
presidencial 2026.
“Se um elefante incomoda muita gente, Nikolas Ferreira incomoda muito mais”
– A disputa não é sobre ideias e projetos para o país. É sobre capturar a atenção de uma massa cansada e simplificar o mundo em vídeos de 30 segundos (*).
(Ricardo Kertzman, O Antagonista (*), 25/04/26)
Sempre que coisas, fatos ou pessoas muito antigas – mas antigas mesmo! – me surgem à mente, me pego pensando na verdadeira imortalidade. Freddie Mercury morreu há 35 anos e continua vivo todos os dias nos corações, mentes e ouvidos de milhões de pessoas mundo afora. Albert Einstein, Sigmund Freud, Sócrates, Aristóteles, Margaret Thatcher, Winston Churchill, enfim, gente que se foi há séculos permanece presente em pleno século XXI.
Canções de ninar – termo antigo, né? – também são eternas. Lendo aqui sobre mais uma treta envolvendo o deputado federal Nikolas Ferreira, a quem chamo de o novo Bezerro de Ouro da política (2), por causa do messianismo e do fanatismo religioso que pairam em seu entorno, e os bolsonaristas mais radicais (porque radicais todos são), notadamente, agora, o bolsokid 04, Jair Renan Bolsonaro, que me lembra aqueles personagens canastrões de filmes B mexicanos, me lembrei de mais uma dessas canções.
“Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam, incomodam muito mais. Três elefantes incomodam muita gente, quatro elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais.” E assim sucessivamente. Acho que todos conhecem a brincadeira, afinal, certas coisas – ainda bem – nunca mudam.
A César o que é de César
Fico muito à vontade para, neste texto e neste contexto, enaltecer as virtudes de Nikolas porque, como todos que me conhecem e me acompanham sabem, não morro de amores pela personagem política que ele representa, muito menos por suas teses e modos. Porém – e o Google está aí para não me deixar mentir (3) -, jamais deixei de reconhecer a habilidade de comunicação e a inconteste liderança do rapaz. Pena que as utiliza para um mau propósito.
O fato é que o clã Bolsonaro e seu entorno mais fiel jamais aturaram Nikolas. Seja porque reconhecem no jovem mineiro aquilo que não têm, ou seja, capacidade de liderança, inteligência política, ótima oratória e domínio pleno das redes sociais, seja ainda por ciúmes e receio. Ciúmes, por questões óbvias – e, já que falei em Freud acima, o pai da psicanálise explica isso muito bem -, e receio por, um dia, perderem o trono que ocupam junto à bolha bolsonarista.
Quanto mais Nikolas se destaca e assume protagonismo nacional, mais incômodo causa. Jair, o pai, tem os dias contados, pois ou a prisão ou a idade são espadas afiadas sobre sua existência – finita como a de todos nós, sobretudo idosos com problemas de saúde. A disputa por seu espólio político sempre foi feroz, inclusive no seio familiar, haja vista aquela sua troca de mensagens bárbaras (4) com Eduardo, o Bananinha que se mandou para os EUA curtir a vida adoidado, que veio a público meses atrás.
Barulho ensurdecedor
Fora da família das rachadinhas e das mansões milionárias compradas em parte com dinheiro vivo, oriundo da venda de panetones de chocolate fora de época, são poucos os agentes políticos capazes de movimentar milhões de eleitores. Nikolas, também por isso, é o sucessor natural desse espectro político, e os pimpolhos Bolsonaros sabem muito bem. Quem são Flávio, Eduardo, Carlos e Jair Renan perto do videomaker e ator de TikTok – porque parlamentar Nikolas não é – para disputar com ele o coração da patuleia?
No fim do dia, a disputa não é sobre ideias e projetos para o país. Nunca foi. É sobre quem consegue capturar a atenção de uma massa cansada, simplificar o mundo em vídeos de 30 segundos (5) e transformar ressentimento em identidade. Nikolas entendeu isso antes dos herdeiros de Jair Bolsonaro. Enquanto eles vivem de sobrenome, o deputado constrói relevância e identidade própria em tempo real.
A cantiga dos elefantes segue, pois, só que agora em versão político-eleitoral, com algoritmo, cortes e assertividade. É Nikolas quem está aprendendo a comandar o rebanho. Quando a música parar – e ela sempre para um dia – não vai sobrar muito além de egos feridos, vaidades implodidas e um eleitorado que já terá escolhido seu próximo ídolo descartável. Mas, até lá, e, pelo andar da carruagem, não será em breve, não é o sobrenome, mas a criatividade, que comanda o espetáculo.
(*) Coluna publicada também no O Fator (**), parceiro de O Antagonista em Minas Gerais.
(**) https://ofator.com.br/
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/se-um-elefante-incomoda-muita-gente-nikolas-ferreira-incomoda-muito-mais/)
(1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Freddie_Mercury
(2) “Nikolas, o novo “bezerro de ouro” do Brasil”
– O risco para o país não é a eleição de candidatos que misturam política e religião, mas a normalização desse padrão.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/nikolas-o-novo-bezerro-de-ouro-do-brasil/
(3) “Nikolas trata Cleitinho como subproduto de si mesmo”
– Minas caminha para uma eleição extremamente perigosa em 2026, após a hecatombe produzida pelo ex-governador Fernando Pimentel.
+em: https://ofator.com.br/opiniao/nikolas-trata-cleitinho-como-subproduto-de-si-mesmo/
(4) “A mensagem chocante de Eduardo, o filho, ao pai, Jair Bolsonaro”
– Particularmente, jamais acreditei na retórica religiosa dos Bolsonaro. Aliás, não acredito em discursos religiosos salvacionistas.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/a-mensagem-chocante-de-eduardo-o-filho-ao-pai-jair-bolsonaro/
(5) “Debatendo e rebatendo as bravatas de Nikolas sobre PIX”
– A indignação dele é seletiva. Como canta a banda (também) mineira Skank, “é uma mosca sem asas, que não ultrapassa as janelas de nossas casas”.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/debatendo-e-rebatendo-as-falacias-de-nikolas-sobre-o-pix/
Pois é, janjapacaassada,
“impossível não se indignar”!
“PT pede volta de Maduro para Venezuela”
– Banner com “los queremos de vuelta” foi exibido durante congresso do partido em Brasília.
(Redação O Antagonista, 25/04/26)
O PT exibiu nesta sexta-feira, 24, durante seu 8º congresso em Brasília, um banner em defesa do retorno do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, à Venezuela. A peça trazia a frase “los queremos de vuelta” e um pedido de liberdade ao casal.
Militantes também exibiram bandeiras da Venezuela. Um cartaz também tratava Maduro como “presidente da Venezuela”.
Maduro e Cilia foram capturados por forças dos Estados Unidos em janeiro, em Caracas, e levados para Nova York.
O congresso contou com a presença de lideranças do partido e aliados.
Lula não participou presencialmente, mas enviou um vídeo à militância, no qual defendeu a atuação política fora das redes sociais.
Mensagem de Lula
Em sua mensagem enviada ao 8º Congresso do PT, Lula afirmou que partidos no poder não devem focar nos adversários, mas na apresentação de resultados concretos.
Sem participar presencialmente do evento, o presidente enviou um vídeo aos militantes nesta sexta-feira, 24, no qual afirmou:
“Um partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. Quem está no governo tem que ter como grande arma para ganhar as eleições mostrar o que fez. Se fizemos as coisas corretas e acreditamos nisso, não perderemos a eleição para ninguém neste país.”
O petista também fez um apelo à militância para ampliar o contato direto com eleitores, além das redes sociais.
“Eu queria pedir à militância do PT, é muito importante o grupo de zap de vocês, é muito importante ficarem o dia inteiro passando o dedo no celular, mas nada, nada, nada supera a gente ter coragem de pegar um panfleto, andar na rua, bater com a palma no portão das pessoas e olhar no olho das pessoas. (*) É assim que a gente faz política, não é sentado em um sofá fazendo zap. O zap é muito importante, mas a gente não vê o olho da pessoa.”
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/pt-pede-volta-de-maduro-para-venezuela/)
(*) Caia na realidade lulampião:
Os PeTralhas ainda tem CORAGEM para fazer isto?
Matutando bem. . .
Caras de pau assim como ele, ainda o são!
“Nas entrelinhas”
“Ser ou não ser candidato à reeleição, o drama shakespeariano de Lula”
– Essa hipótese está nas cabeças dos aliados de Lula e de muitos petistas, a favor ou não da candidatura. Quem ficou na berlinda foi o ex-ministro Fernando Haddad.
(Luiz Carlos Azedo em seu blog no Correio Braziliense, 24/04/26)
Na versão da peça Hamlet, de William Shakespeare, filmada para a tevê pela emissora estatal britânica BBC, o ator escocês David Tennant aparece sozinho em cena no começo do terceiro ato. Com ar de quem reflete profundamente e com grande sofrimento, murmura lentamente: “Ser ou não ser: eis a questão”. A frase foi imortalizada porque serve de analogia para todos os momentos de decisões difíceis. É a síntese de um drama humano e político ao mesmo tempo.
Nascido por volta de 1564, morto em 1616, Shakespeare ( escreveu A Tragédia de Hamlet por volta de 1599. Grande autor reconhecido em seu próprio tempo, sua peça mais longa foi aclamada desde a primeira encenação. Outras frases muito conhecidas de Hamlet também ganharam vida própria na peça. Por exemplo: “Há algo de podre no reino da Dinamarca” e “Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que as sonhadas por sua filosofia”. Quando analisamos a conjuntura política, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é candidato à reeleição, todas se aplicam ao contexto.
A história é a seguinte: o fantasma do rei da Dinamarca pede a seu filho, o príncipe Hamlet, que vingue sua morte. Ele diz ao filho que quem o matou foi seu próprio irmão, tio de Hamlet e atual rei, Claudius, agora casado com a mãe de Hamlet, Gertrude. À beira ou fingindo insanidade, Hamlet reflete sobre a vida e a morte, e planeja matar seu tio. Claudius também faz planos para matar o sobrinho. A peça culmina com um duelo no qual Claudius e Hamlet morrem. Assim, Fortinbras, o príncipe da Noruega, toma o poder na Dinamarca.
Interpretar Hamlet é o sonho de todos os grandes atores. Laurence Olivier, Ian McKellen, Ralph Fiennes, Keanu Reeves e Kenneth Branagh foram alguns. No Brasil, Sérgio Cardoso, Walmor Chagas, Wagner Moura e Thiago Lacerda. Eis a sequência da reflexão sobre a vida e a morte que desafiou a todos: “Será mais nobre suportar na mente/ As flechadas da trágica fortuna,/ Ou tomar armas contra um mar de escolhos/ E, enfrentando-os, vencer?”.
O monólogo expressa a obsessão de Hamlet com uma questão moral. Sua alma seria condenada à danação eterna ou estaria considerando cometer suicídio? O mundo de Hamlet não tem vida, é cheio de desesperança, corrupto e fedido. Valeria a pena viver nesse mundo? As dúvidas são existenciais: “É melhor ficar vivo ou dar fim à minha vida? É mais nobre enfrentar o que a vida coloca no meu caminho ou dar um fim a mim mesmo?”
Essas indagações, em sentido figurado, talvez estejam passando pela cabeça de Lula. A especulação faz sentido diante do cenário eleitoral, por causa da grande rejeição do presidente da República e de comentários que rondam o Palácio do Planalto e já emergem nos bastidores do PT desde quando o jornalista e ex-assessor Ricardo Kotscho, em 12 de abril passado, analisou a possibilidade de Lula não disputar a reeleição em 2026. Kotscho destacou como algo atípico o fato de o presidente ter admitido, publicamente, dúvidas sobre sua candidatura.
Aviões de carreira
Na sua avaliação, Lula demonstrou insegurança sobre a candidatura, em razão de pesquisas desfavoráveis. “Lá pelas tantas, assim de passagem, como não quer nada, em meio a muitos outros assuntos, Lula deixou a dúvida no ar. Falou que só vai tomar uma decisão em junho, na convenção do PT. Como assim? O que aconteceu? Acordou de mau humor, falou brincando ou está achando que uma vitória ficou mais difícil?” Ao abordar a falta de um nome competitivo claro no PT caso Lula decida não concorrer, Kotscho acabou abrindo o debate sobre quem poderia assumir o lugar.
Kotscho destacou que esse comportamento não é uma característica de Lula, ao contrário: “Quando as pesquisas eram desfavoráveis, era sempre ele quem procurava animar os companheiros e militantes, o primeiro a acordar e o último a ir dormir, achando que ainda daria para virar o jogo, como aconteceu em 1994, depois do tsunami do Plano Real”. É aí que a jornalista Mônica Bergamo, colunista do UOL, na avaliação de Kotscho, avançou duas casas: “Para surpresa dela e dos leitores, os homens do dinheiro grosso, que não perdem tempo, até já tinham ido sondar Fernando Haddad sobre a possibilidade de ele entrar no lugar de Lula, como aconteceu em 2018, quando o amigo estava preso.”
Essa hipótese está nas cabeças dos aliados de Lula e de muitos petistas, a favor ou não da candidatura à reeleição. Quem ficou na berlinda foi o ex-ministro da Fazenda, que disputou a eleição contra Jair Bolsonaro, em 2018, com um bom desempenho, considerando que fez três semanas de campanha e chegou ao segundo turno. Haddad deixou a pasta a pedido de Lula, contra a vontade, para ser candidato a governador de São Paulo. Desde então, nas conversas com empresários e aliados para discutir a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, o petista passa pelo constrangimento de ser perguntado sobre essa possibilidade e negá-la. Mas “há mais coisas no ar do que os aviões de carreira”, como diria o Barão de Itararé.
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/ser-ou-nao-ser-candidato-a-reeleicao-o-drama-shakespeariano-de-lula/)
Matutando bem…
A “medorréia” que assola lulampião
não é só perder a eleição.
É mais para quem. . .
Já imaginaram a dor do macaco velho
perdendo a eleição para um porra louca?
“Visto, lido e ouvido”
. . .”Quando políticas educacionais passam a refletir mais disputas ideológicas do que evidências pedagógicas, o risco é desviar o foco do que realmente importa: o aprendizado dos alunos.”. . .
“PNE (*) e a educação sem rumo”
(Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 24/04/26)
Ao estabelecer metas para uma década inteira, o PNE não é apenas um documento administrativo é um compromisso com o futuro de milhões de estudantes. Por isso, exige rigor técnico, clareza de objetivos e alinhamento com práticas que já demonstraram resultados em outros contextos. O que se observa, contudo, segundo críticos do modelo recentemente apresentado, é um desalinhamento preocupante com tendências internacionais consolidadas. Países que avançaram significativamente em educação como Finlândia, Coreia do Sul, Canadá e Estônia seguiram caminhos relativamente convergentes: simplificação curricular, foco em conteúdos essenciais, avaliação constante de desempenho e forte responsabilização de gestores e sistemas.
Nesses sistemas, a lógica é direta. Define-se o que é essencial aprender, organiza-se o currículo de forma sequencial e cumulativa, mede-se o resultado com instrumentos comparáveis e, a partir daí, ajustam-se políticas e práticas. Não há espaço para ambiguidade excessiva ou metas difusas. A educação é tratada como política de Estado baseada em evidências, não como campo de experimentação ideológica. Outro ponto central nesses modelos é a valorização da gestão escolar. Diretores e equipes pedagógicas assumem papel decisivo, com autonomia para implementar estratégias, mas também com responsabilidade clara pelos resultados. O desempenho não é abstrato: ele é medido, acompanhado e, quando necessário, corrigido. Além disso, políticas bem-sucedidas costumam incorporar mecanismos de incentivo. Escolas que apresentam bons resultados recebem reconhecimento e apoio para expandir práticas eficazes. Ao mesmo tempo, instituições com desempenho insatisfatório são alvo de intervenções estruturadas, com suporte técnico e metas claras de melhoria.
Esse ciclo medir, avaliar, corrigir constitui a base de sistemas educacionais que evoluem de forma consistente. Ele exige transparência, compromisso com dados e disposição para reconhecer falhas. Diante desse panorama, a crítica ao novo PNE se concentra justamente na ausência ou fragilidade desses elementos. A percepção de que o plano carece de foco, apresenta metas genéricas e não estabelece mecanismos robustos de avaliação e responsabilização levanta dúvidas sobre sua eficácia prática. Outro aspecto apontado é a possível politização das diretrizes. Quando políticas educacionais passam a refletir mais disputas ideológicas do que evidências pedagógicas, o risco é desviar o foco do que realmente importa: o aprendizado dos alunos. Educação, nesse sentido, torna-se meio para fins externos, e não um objetivo em si. Especialistas em políticas públicas frequentemente alertam para esse risco. A educação é uma área particularmente sensível, pois seus resultados são de longo prazo. Decisões tomadas hoje impactam gerações futuras. Por isso, a consistência e a estabilidade das políticas são fundamentais.
No Brasil, histórico de mudanças frequentes e descontinuidade de programas já comprometeu avanços em diferentes momentos. Cada novo plano que ignora experiências anteriores ou desconsidera evidências internacionais contribui para a perpetuação de um ciclo de baixa efetividade. Também chama atenção a questão da descentralização. Sistemas educacionais mais eficientes tendem a combinar diretrizes nacionais com autonomia local. Estados e municípios, mais próximos da realidade das escolas, têm maior capacidade de adaptar políticas às suas necessidades específicas. Quando essa autonomia é limitada ou mal estruturada, perde-se flexibilidade e capacidade de resposta.
Outro ponto crítico é a formação de professores. Nenhum plano educacional terá sucesso sem investir de forma consistente na qualificação docente. Países que avançaram nessa área priorizaram seleção rigorosa, formação contínua e valorização profissional. Sem isso, qualquer diretriz curricular tende a permanecer no papel.
Editorialmente, o debate sobre o PNE não deve ser reduzido a disputas partidárias. Trata-se de uma questão estrutural, que exige compromisso com resultados e disposição para aprender com experiências bem-sucedidas, tanto internas quanto externas. A crítica à falta de foco e à possível ideologização não é, portanto, um exercício retórico, mas um alerta sobre riscos concretos. Um plano educacional que não define prioridades claras, não estabelece métricas consistentes e não responsabiliza seus agentes tende a produzir resultados igualmente difusos.
O país já enfrenta desafios significativos na educação básica, com indicadores que, apesar de avanços pontuais, ainda revelam desigualdades profundas e desempenho aquém do desejável em avaliações internacionais. Diante desse cenário, a margem para erro é limitada. Se há um consenso entre especialistas, é o de que a educação exige seriedade, continuidade e base técnica sólida. Planos amplos, porém pouco precisos, podem até gerar expectativas, mas dificilmente entregam resultados concretos.
O futuro da educação brasileira não será definido por discursos, mas pela capacidade de implementar políticas eficazes, monitorar seus efeitos e corrigir rumos quando necessário. Qualquer plano que se afaste dessa lógica corre o risco de se tornar mais um documento formal extenso, ambicioso e, no fim, pouco transformador. E, nesse campo, o custo da ineficácia não é apenas administrativo. Ele recai diretamente sobre milhões de estudantes que dependem da escola pública como principal instrumento de mobilidade social. Ignorar isso é comprometer não apenas uma política, mas o próprio futuro do país.
A frase que foi pronunciada:
“A parceria tem a missão de contribuir para qualificar o debate público a partir de análises, dados, evidências e reflexões sobre a importância de um PNE robusto, exequível e orientado pela garantia do direito à aprendizagem.”
(Priscila Cruz (**)
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/pne-e-a-educacao-sem-rumo/
(*) https://www.gov.br/mec/pt-br/pne
(**) é uma especialista em Educação Básica Pública e uma das vozes mais atuantes no debate educacional brasileiro.
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Priscila_Cruz
“O petróleo é nosso!” (*)
. . .STF julgará disputa sobre royalties em 6 de maio”. . .
Poço I:
> “Estados e cidades esperam conseguir R$ 40 bilhões anuais com petróleo”
– Redistribuição do pagamento a governos seria R$ 37 bilhões em 2025; STF julgará lei que retira fatia da União e de Estados com produção.
(Paulo Silva Pinto e Nino Guimarães, Poder360, 25/04/26)
Estados e municípios de todas as regiões do país esperam receber R$ 40 bilhões com petróleo por ano. A redistribuição seria de R$ 37 bilhões com base nos valores de 2025.
Para compensar a redistribuição, haveria perdas da União e dos 3 Estados onde há maior produção de petróleo atualmente: Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/estados-e-cidades-esperam-conseguir-r-40-bilhoes-anuais-com-petroleo/
Poço II:
> “Cidades e 19 Estados propõem transição para ganho com petróleo”
– Grupo reivindica transferência progressiva de parte do que vai para locais onde há produção; julgamento do STF será em maio.
(Paulo Silva Pinto e Nino Guimarães, Poder360, 22/04/26)
A CNM (Confederação Nacional de Municípios) e 19 Estados anunciaram nesta 4ª feira (22.abr.2026) uma proposta de transição para receber uma fatia dos ganhos da produção de petróleo. O grupo reivindica que a mudança se dê em 7 anos a partir de 2027.
A expectativa da CNM e dos 19 Estados é a aplicação da divisão que a lei 12.734 de 2012 estabelece. Há diversos critérios para a partilha de royalties (sobre o faturamento) e participação especial (sobre o lucro).
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/cidades-e-19-estados-propoem-transicao-para-ganho-com-petroleo/
(*) “É uma frase que se tornou famosa ao ser pronunciada pelo então presidente da república Getúlio Vargas por ocasião da descoberta de reservas de petróleo na Bahia.”
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/O_petr%C3%B3leo_%C3%A9_nosso
“Imune a vigarices”
A mais manhosa de todas as raposas políticas mineira, José Maria Alkmin (*) (PSD) certa vez foi procurado por eleitor:
– “Sabe, deputado, minha mulher acaba de dar à luz e eu não tenho um tostão para pagar o médico nem para comprar umas roupinhas. Aí, eu pensei em procurar o senhor e…”.
O político percebeu que estava prestes a ser vítima de um golpe e cortou:
– “Meu filho, se você teve nove meses para se preparar e agora está desprevenido, imagine eu, que fiquei sabendo agora”.
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 25/04/26)
(*) https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Maria_Alkmin
Pensando bem…
(Coluna CH, DP, 25/04/26)
…o governo tem problemas com relator e delator.
Matutando bem…
(Matutildo, aqui e agora)
E em breve. . .como o eleitor!
Atentem ao
“Matutando sobre a charge”:
. . .”Mas Cármen Lúcia tem avalizado medidas que flertam ou apoiam restrições à liberdade dos brasileiros, sobretudo nas redes sociais.”. . .
“Ministra Cármen Lúcia alertou que só um poder frágil não tolera crítica”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 25/04/26)
Em meio à perplexidade com a represália do ministro do STF Gilmar Mendes ao post do ex-governador mineiro Romeu Zema satirizando o envolvimento de ministros da Corte no escândalo do Banco Master, vale a pena lembrar a frase lapidar da ministra Cármen Lúcia, no contexto de ação da Abert, associação de emissoras, contra tentativas de censura a sátiras e críticas políticas na campanha eleitoral de 2018. “Poder que não tolera crítica humorística é um poder frágil”, sentenciou a magistrada.
Não tinha morrido?
Dois anos antes, em 2016, outra frase da ministra se tornara icônica: “O ‘cala a boca’ já morreu, quem manda na minha boca sou eu”.
Juíza de visão
O alerta da ministra se materializaria depois no poder supremo que, em sua vulnerabilidade, não suporta o contraditório, a crítica ou a sátira.
Contraste é inescapável
Mas Cármen Lúcia tem avalizado medidas que flertam ou apoiam restrições à liberdade dos brasileiros, sobretudo nas redes sociais.
Liberdade de ideias faz mal?
Em 2025, ela ajudou a desfigurar o Marco Civil da Internet para “impedir que 213 milhões de pequenos tiranos sejam soberanos na internet”.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/ministra-carmen-lucia-alertou-que-so-um-poder-fragil-nao-tolera-critica)
“Finalmente chegou aquele dia aleatório do mês que vocês amam: do jornalismo declaratório seguido de reacts!!!!! E hoje está especialmente bom. Tem até o Nikolas chamando o Jair Renan de cérebro de toupeira cega. Como é o cérebro de uma toupeira cega?
Direita se pegando”
“Como é o cérebro de uma toupeira cega?”
“éNoiteNaCidade”, 24 abr 2026, TixaNews, ABR 25″
(https://www.tixanews.com.br/newsletter/)
> “Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega.”
Essa foi mais uma treta do Nikolas Ferreira (gente, quase escrevi Maduro) com os filhos de Bolsonaro, dessa vez com Jair Renan. Nem consegui entender qual foi a treta, mas achei bom. Gostamos de fogo no parquinho na sexta-feira. O Jair Renan, ofendido, respondeu compartilhando comentários alheios que dizem que Nikolas passou o Dudu para trás, deu um chega pra lá em Jair Bolsonaro, que mendigava atenção e que hoje faz frescura para apoiar o filho do cara que deu projeção política a ele. Uma reação à moda toupeira.
> O Gilmar se perdendo
“Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes a gente não o entende, não é? É? Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim. Mas é, de qualquer forma, naquilo que foi inteligível, é importante que a procuradoria, a polícia federal e o próprio ministro Alexandre aprecie.”
Esse foi Gilmar Mendes em mais uma entrevista, dessa vez à TV Record, falando do sotaque mineiro do Romeu Zema. (Não disse que falava mais do que o homem da cobra?) O supremo Gilmar fala tão bonito que vendo assim nem parece que foi o comentário mais quinta série possível, né? Esse é o argumento contra o Zema? Really?
“A liberdade de expressão, em uma democracia de verdade, dá a qualquer pessoa o direito de criticar e expressar a sua indignação contra qualquer homem público, seja ele agente público ou político. Eu sou um agente político. Eu sou um democrata. Meu dever é aguentar qualquer tipo de crítica, inclusive essa que tira sarro do meu sotaque, do qual muito me orgulho.”
Zema dando uma de democrata e mostrando como se faz um tétum!
“Se começarmos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão, é só isso, é isso que precisa ser avaliado.”
Esse foi o Gilmar, que já noticiamos ontem, dizendo que ser gay é uma ofensa.
“Gilmar, estou achando isso uma vergonha. Você pode mandar fazer um boneco meu de homossexual, de ladrão ou do que bem entender. Pode me satirizar à vontade. O que você não pode fazer é comparar homossexual com ladrão. Sério que você acha que é a mesma coisa chamar alguém de homossexual ou de ladrão? Aí você mostrou o seu mais puro preconceito para o Brasil.”
Esse foi o Zema de novo mostrando o tétum para o supremo Gilmar.
“Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo.”
A essas alturas lá alguém quer saber o que está certo no argumento do digníssimo ministro que quer proibir piadas?
“Nós temos ali dois ministros que sabemos nitidamente que se associaram com o maior criminoso do Brasil, que é o fundador e controlador do Banco Master. Foram tomar uísque juntos, voaram no jatinho, tiveram festas, reuniões, eram íntimos, vamos deixar bem claro.”
Zema também reiterando o que está certo.
> O chapéu
“O importante é se vai atrapalhar o dia a dia da campanha. Não vai. O máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu.”
Esse foi Kalil, o médico de Lula, depois dos procedimentos que fez hoje no Sírio Libanês. Lula tratou de um tipo de câncer de pele.
> O Rio
“O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deve ser mantido no exercício do cargo de governador do estado até nova deliberação daquele órgão.”
Zanin, ministro supremo, reiterando uma decisão que já tinha sido tomada, mas que Douglas Ruas queria tentar derrubar. Ruas é o novo presidente da Alerj e queria tomar posse no lugar do desembargador que está no cargo até o Supremo decidir o que vai decidir.
> Programado para falar besteira
“As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira. Elas são programadas para causar confusão.”
Esse foi o enviado especial do Donald Trump para assuntos globais falando de sua ex-esposa, que é brasileira e o acusa de violência doméstica.
Gleisi rebatendo
“Esse Paolo Zampolli, enviado especial do Donald Trump para assuntos globais, é o tipo de misógino arrogante da extrema direita. Quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele. Respeite as mulheres, respeite as brasileiras! No Brasil você não é bem-vindo!”
Essa foi a Gleisi Hoffmann perdendo tempo com o tal Paolo.
> Pelotão de Fuzilamento
“Os métodos adicionais de execução que o BOP deveria considerar adotar incluem o pelotão de fuzilamento, a eletrocussão e o gás letal.”
Esse foi trecho do relatório do Escritório Federal de Prisões (BOP, na sigla em inglês), do Departamento de Justiça americano, defendendo a volta do pelotão de fuzilamento. Que beleza!
“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”
Não resisti em citar a melhor abertura de livro ever de todos os tempos.
E eu decidi pedir uma pizza, BRASEW.
(TRPCE)
Matutando sobre a charge. . .
“Se quisermos que tudo permaneça como está, é preciso que tudo mude”
A célebre frase provém do romance O Leopardo (Il Gattopardo) (1), escrito por Giuseppe Tomasi di Lampedusa (2). Ela expressa a necessidade de adaptação superficial para manter as estruturas de poder, frequentemente citada em contextos políticos e sociais. A frase foi dita pelo personagem Tancredi Falconeri.
Principais Contextos da Frase:
Origem Literária:
Retrata a aristocracia siciliana durante a unificação italiana, onde mudanças superficiais foram feitas para manter o status quo.
Estratégia de Poder:
Usada como um código de sobrevivência das elites para manter a estrutura, mudando apenas o invólucro.
Aplicação Atual (3):
Utilizada em análises políticas e jurídicas para indicar situações em que reformas aparentes não alteram a base do sistema.
A frase é um exemplo clássico de como a transformação pode ser usada para garantir a continuidade (4).
(Fonte: https://share.google/aimode/Kck8rGrfMrBC6hYRU
(1) https://www.netflix.com/br/title/81392676
(2)htps://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Tomasi_di_Lampedusa#:~:text=A%20%C3%BAnica%20mudan%C3%A7a%20permitida%20%C3%A9,divulgada%20em%20todo%20o%20mundo.
(3) “O Leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, e o direito: mudar para continuar?”
+em: https://iargs.com.br/o-leopardo-de-giuseppe-tomasi-di-lampedusa-e-o-direito-mudar-para-continuar/
(4) “Problemas Brasileiros”
+em: https://revistapb.com.br/artigos/tudo-muda-para-que-tudo-permaneca-como-esta/
Interessante. E a sua sábia observação, colabora para explicar a iniciativa do “dono” do STF, Gilmar Mendes que agora diz que é preciso um grande acordão entre os três poderes para debelar as chamas dos questionamentos. Segundo ele, é preciso mudar. E como escreveu Giuseppe Tomasi, “se quisermos que tudo permaneça como está, é preciso que tudo [aparentemente e os tolos que acreditam nisto] mude”