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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDXLIX

Esta mania de autoridades obrigadas ao esclarecimento, transparência e gestão de colocar seus problemas e das instituições onde estão de forma imperial, intimidando, constrangendo contra o devido processo legal para “debaixo do tapete” por manobras, ou investigações, apurações e até julgamentos tortos, em ano eleitoral, pelo bem e até muito mais para o mal, levam ao desgaste ao grupo político supostamente implicado. Muito do que patina nas pesquisas o PT, a esquerda do atraso e o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, deve-se a estas práticas nefastas. Vitória de Pirro. É só olhar o que se esconde na imprensa e se infesta nas redes sociais. Os implicados sabem disso. E assumiram os riscos para salvar a pele e não propriamente a imagem. O outro risco, é que desgastando-se gratuitamente, por esta prática e esperteza, corremos o risco, pela raiva, vingança e erros continuados, de construir outro problema e se eleger outro perigo maior. É o passado que nos prova isto (by Herculano)

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71 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CDXLIX”

  1. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (I)
    (Isadora Laviola, FSP, 22/04/26)

    Oi, leitor! Oi, leitora!
    A inteligência artificial está mudando o jeito de traduzir livros e dividindo opiniões ao longo do processo. Para alguns, ela pode ajudar no trabalho, enquanto, para outros, representa um risco ao ofício.

    O risco é a substituição dos profissionais por máquinas em grande escala e a precarização do processo de tradução, mas a reportagem de Carolina Azevedo (*) mostra que alguns tradutores enxergam a máquina como potencial aliada.

    Adriana Lisboa, por exemplo, recorreu à IA para traduzir um romance turco, comparando versões da obra em diferentes línguas e, assim, construiu ela mesma um texto que acredita ser mais fiel ao original.

    Uma pesquisa da professora Natália Carolina Resende aponta que textos gerados por máquinas tendem a ter vocabulário mais limitado e construções menos naturais. A utilidade da máquina, segundo ela, pode estar na maior rapidez do processo de pesquisa, mas o resultado ainda requer uma régua humana.

    Até a próxima semana,
    Isadora Laviola
    Jornalista da editoria de Livros

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/entre-ferramenta-e-ameaca-inteligencia-artificial-abala-o-mercado-da-traducao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  2. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (II)
    (Isadora Laviola, FSP, 22/04/26)

    acabou de chegar

    > “Tempos Modernos” (trad. Cris Siqueira e Rogério de Campos, Veneta, R$ 99,90, 128 págs.) marca o retorno do ilustrador americano Robert Crumb, maior nome das HQs underground, às livrarias brasileiras. A coletânea reúne diferentes fases de sua obra, perpassando seu característico tom crítico à sociedade do consumo e aos Estados Unidos. Em entrevista que escreveu à mão ao editor-adjunto da Ilustrada Henrique Artuni, ele comentou sua relação com a própria obra e se esquivou de temas como a “cultura woke”, que já criticou.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/autores/henrique-artuni.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “A Fina Lâmina da Palavra” (Cobogó, R$ 92, 264 págs.), de Leda Maria Martins, reúne diversos ensaios da autora sobre o universo da literatura, do teatro e das artes visuais. Ao atravessá-los por reflexões da escritora, a obra “pinta o rigor acadêmico com as tintas da poesia e da performatividade”, como escreve a crítica Vanessa Oliveira.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/livro-explora-a-imensa-constelacao-intelectual-de-leda-maria-martins.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “A Cura pela Música” (trad. Renato Marques, Objetiva, R$ 99,90, 408 págs.) mostra como a música pode ter o mesmo efeito no cérebro que medicamentos, agindo na memória, nas emoções e na atenção. Com base em estudos e casos reais, o autor Daniel J. Levitin aponta seu potencial terapêutico no tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson. No entanto, como destaca a reportagem de Giulia Peruzzo, as evidências ainda são preliminares quando se fala em larga escala.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/04/musica-pode-ser-tao-potente-no-cerebro-quanto-medicamentos-escreve-neurocientista.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  3. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (III)
    (Isadora Laviola, FSP, 22/04/26)

    agenda literária

    > Na quinta (23), em comemoração ao Dia Mundial do Livro, livrarias de São Paulo e de outras cidades do país promovem a Noite das Livrarias (*), estendendo seu horário de funcionamento com programações grátis. São mais de 40 atividades (**), entre saraus, lançamentos, leituras, shows e até festa do pijama –todas podem ser conferidas no site da ação (***).
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/03/noite-das-livrarias-nasce-buscando-atrair-leitores-notivagos-no-dia-do-livro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
    (**) https://guia.folha.uol.com.br/passeios/2026/04/livrarias-em-sp-fazem-evento-noturno-com-saraus-festa-do-pijama-e-conversa-com-autores.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
    (***) https://noitedaslivrarias.com.br/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Na sexta (24), a partir das 18h, o Insper (r. Uberabinha, s/n – Vila Olímpia – SP) recebe o lançamento de “Guia da Gestão Pública Antirracista”, obra coletiva produzida por Clara Marinho, Ellen da Silva, Giovani Rocha, João Caleiro, Karoline Belo, Lia Pessoa e Michael França. Para participar do evento, que inclui apresentações da obra e café de boas-vindas, é necessário fazer inscrição neste link (*).
    (*) https://www.even3.com.br/20260424-704233/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > No sábado (25), às 16h, a jornalista Marcella Franco lança seu primeiro romance, “Solo”, na Livraria da Tarde (r. Cônego Eugênio Leite, 956 – Pinheiros – SP), em conversa com a psicanalista Vera Iaconelli. A obra aborda a maternidade solo, entrelaçando perspectivas de mãe e filho, com ilustrações de Paula Schiavon.

    > E no domingo (26), das 10h às 18h, acontece a FeHelipa, a 1ª Festa Literária de Heliópolis, na praça Padre Pedro Balint (r. Manuel Buchala, 104 – Sacomã – SP). Realizado pelo projeto Litera Helipa, da Editora Gráfica Heliópolis, o evento inclui rodas de conversa, batalha de slam e uma homenagem ao rapper Sabotage.

    (TRPCE)

  4. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (IV)
    (Isadora Laviola, FSP, 22/04/26)

    e mais

    > “Reconstrução Negra”, “Água Escura” e “Penumbra da Aurora”, do americano W.E.B. Du Bois, chegam ao Brasil reafirmando o autor como um pilar da sociologia moderna. Sua publicação, segundo o crítico Luiz Mauricio Azevedo, “renova a esperança política de que talvez os livros ainda possam salvar aquilo que necessita ser salvo”.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/novos-livros-de-web-du-bois-reacendem-mercado-editorial-brasileiro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Doze anos após o sucesso no cinema, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” (Seguinte, R$ 69,90, 248 págs.) ganha uma adaptação em quadrinhos com arte de Bruno Freire. A história seguirá acompanhando o romance entre Leonardo e Gabriel, mas também expande o universo dos personagens. A obra, como aponta a reportagem de Leonardo Sanchez, mira um caminho semelhante ao da série “Heartstopper”.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/hoje-eu-quero-voltar-sozinho-vira-hq-e-quer-ser-heartstopper-brasileiro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > O escritor guatemalteco Eduardo Halfon é o mais novo confirmado na Flip, que neste ano ocorre de 22 a 26 de julho. Autor de obras sobre identidade, memória e violência, ele terá seu livro mais famoso, “O Boxeador Polonês”, relançado no Brasil. O evento, como lembra o Painel das Letras, também já confirmou nomes como Carmen Stephan e Kamel Daoud.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/04/eduardo-halfon-autor-de-o-boxeador-polones-vira-ao-brasil-para-a-flip.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  5. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler” (V)
    (Isadora Laviola, FSP, 22/04/26)

    além dos livros

    > O debate sobre o racismo em Monteiro Lobato tem sido marcado por leituras fragmentadas que ignoram a evolução de seu pensamento ao longo do tempo, segundo defende o professor José Carlos Sebe Bom Meihy. Ele aponta que as posições do autor sobre eugenia foram instáveis e contraditórias, variando conforme contexto e interlocutor, e que a discussão sobre isso hoje carece de análise histórica.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/04/debate-apressado-sobre-racismo-em-monteiro-lobato-se-perde-em-recortes-e-ignora-trajetoria-do-autor.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Com sua edição que aconteceu na última semana, a Bienal do Livro Bahia se consolida como polo de literatura, cultura e entretenimento, ampliando público e editoras participantes. Apesar de reunir convidados internacionais, o evento se voltou à cultura nacional com mesas sobre Jorge Amado e o tema “Bahia: Identidade que Ecoa nos Quatro Cantos do Mundo”. É “uma programação que parte da Bahia”, como afirmou a curadora Joselia Aguiar ao jornalista Lucas Fróes.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/bienal-do-livro-bahia-finca-salvador-no-eixo-central-das-discussoes-literarias.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Como mostra o Painel das Letras, o escritor Odorico Leal, de “Nostalgias Canibais”, assinou com a editora Todavia para lançar “Sonhos da Pessoa Física”, sua nova coletânea de prosa. Já o veterano Francisco Alvim terá sua poesia reunida publicada pela editora 34, além de um livro inédito.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/04/odorico-leal-fecha-contrato-com-a-todavia-e-francisco-alvim-tera-antologia-na-34.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > A Biblioteca do Censor de Livros’ mostra a literatura como liberdade; veja vídeo
    – Livro de Bothayna Al-Essa tira inspiração de ‘1984’ e ‘Fahrenheit 451’
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/tv/2026/04/a-biblioteca-do-censor-de-livros-mostra-a-literatura-como-liberdade-veja-video.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Mangá de ‘O Alquimista’, romance de Paulo Coelho, chega ao Brasil em agosto
    – Adaptação de Tamaki Nakamura foi lançada no Japão em 2024
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/04/manga-de-o-alquimista-romance-de-paulo-coelho-chega-ao-brasil-em-agosto.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Livro sobre extração de cobalto escancara maldade e contradições da sociedade atual
    – ‘Cobalto de Sangue’ expõe trabalho predatório na República Democrática do Congo que abastece indústria de eletrônicos
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/04/livro-sobre-extracao-de-cobalto-escancara-maldade-e-contradicoes-da-sociedade-atual.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  6. Miguel José Teixeira

    Mas. . .só “Sampa”?

    “São Paulo desfigura Lei Cidade Limpa em pastiche da Times Square”
    – Vinte anos depois, maior cidade do país arma retrocesso no combate à poluição visual.
    (Por Bernardo Mello Franco, O Globo, 22/04/26)
    . . .
    “São Paulo planeja desfigurar a Lei Cidade Limpa, que há 20 anos combate a poluição visual, ao propor uma “Times Square paulistana” com painéis de LED na Avenida São João. O projeto, criticado por urbanistas e arquitetos, ameaça a paisagem urbana e pode causar problemas de segurança viária. Apesar das controvérsias, autoridades defendem a ideia como forma de revitalizar o Centro e atrair investimentos.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bernardo-mello-franco/coluna/2026/04/sao-paulo-desfigura-lei-cidade-limpa-em-pastiche-da-times-square.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  7. Miguel José Teixeira

    “Lula perdeu a aposta”
    – Com a alta do endividamento, subiu o nível da empulhação.
    (Por Elio Gaspari, O globo, 22/04/26)
    . . .
    “O aumento do endividamento das famílias brasileiras está impactando a popularidade de Lula, que enfrenta críticas por ter permitido a expansão das apostas eletrônicas. O governo espera arrecadar R$ 3,4 bilhões com as licenças, mas enfrenta problemas como crime organizado e vício em jogos. Lula propõe um programa Desenrola 2.0 para aliviar as dívidas, mas a eficácia é questionada.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/elio-gaspari/coluna/2026/04/lula-perdeu-a-aposta.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  8. Miguel José Teixeira

    Eis que chega o supremo momento
    dos burros de cargas/eleitores:

    “Todos pintados para a guerra eleitoral”
    – Empate nas pesquisas antecipa fase de ataques na campanha e arrasta instituições para a arena junto com Lula e Flávio Bolsonaro.
    (Por Vera Magalhães, O Globo, 22/04/26)
    . . .
    “A campanha presidencial no Brasil se aquece com um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, desencadeando ataques antecipados e arrastando instituições para o confronto. A estratégia petista foca em expor Flávio, enquanto o PL revisita escândalos passados do PT. A intensificação das disputas judiciais e digitais exacerba a tensão política e institucional, refletindo um cenário de descrença nas instituições e debates polarizados.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/04/todos-pintados-para-a-guerra-eleitoral.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Armemos pois,
    uma cilada para
    esses caras de pau!

  9. Miguel José Teixeira

    “Calorias, número de passos, batimentos cardíacos: seu smartwatch pode estar mentindo para você, segundo a ciência”
    – Especialista aponta as 6 métricas que não são tão precisas quanto parecem nos relógios inteligentes.
    (Por Hunter Bennett, Em The Conversation*, O Globo, 22/04/26)
    . . .
    “Os smartwatches, populares ferramentas de monitoramento de saúde, podem não ser tão precisos quanto se imagina. Segundo especialistas, métricas como calorias queimadas, contagem de passos, frequência cardíaca, monitoramento do sono, pontuação de recuperação e VO₂máx frequentemente apresentam erros significativos. Esses dispositivos fornecem estimativas que podem influenciar hábitos alimentares e de exercício, mas não devem substituir a percepção pessoal sobre o próprio corpo.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/22/calorias-numero-de-passos-batimentos-cardiacos-seu-smartwatch-pode-estar-mentindo-para-voce-segundo-a-ciencia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  10. Miguel José Teixeira

    Impasses no loteamento!

    “Troca de ministros, racha no governo Lula e eleições atrasam plano de transição energética; entenda”
    – Prazo inicial determinado pelo Planalto, para 6 de fevereiro, já está atrasado em mais de dois meses.
    (Por Lucas Altino e Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro, O Globo, 22/04/26)
    . . .
    “A elaboração do plano de transição energética do governo Lula enfrenta atrasos significativos devido a divergências internas, mudanças ministeriais e proximidade das eleições. O plano, crucial para reduzir o uso de combustíveis fósseis, busca consolidar o papel do Brasil em acordos climáticos globais. A demora afeta a credibilidade internacional do governo e gera críticas de especialistas, enquanto o consenso entre ministérios ainda não foi alcançado.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/meio-ambiente/noticia/2026/04/22/troca-de-ministros-racha-no-governo-lula-e-eleicoes-atrasam-plano-de-transicao-energetica-entenda.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  11. Miguel José Teixeira

    Falha na compra
    digital de votos?

    “Quase 8 milhões de famílias que têm direito a desconto na conta de luz não recebem o benefício”
    – Falhas em cruzamento de dados, cadastros desatualizados e até dificuldade de acessar meio ambiente digital travam acesso de quem mais precisa da tarifa social.
    (Por Bruna Lessa — Brasília, O Globo, 22/04/26)
    . . .
    “O benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica, que oferece descontos na conta de luz para famílias de baixa renda, atualmente atende 16,4 milhões de famílias, mas poderia alcançar 24,3 milhões. Cerca de 8 milhões de famílias qualificadas ficam de fora devido a problemas como falhas no cruzamento de dados, cadastros desatualizados e baixa inclusão digital. O governo busca ampliar o alcance do programa, mas enfrenta desafios operacionais e tecnológicos.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/22/quase-8-milhoes-de-familias-que-tem-direito-a-desconto-na-conta-de-luz-nao-recebem-o-beneficio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Alo, são sidônio, o desaparecio!
    “Se-lembre-se” de que o voto ainda é presencial!

  12. Miguel José Teixeira

    (*) Acreditando na fragilidade do trump
    exposta na matéria abaixo?

    “Remoção de agente da PF escala tensão entre Brasil e EUA com ameaça (*) de Lula sobre uso de reciprocidade”
    – Petista cita a possibilidade de adotar medidas de ‘reciprocidade’ contra o país.
    (Por Gian Amato, Júlia Cople e Sarah Teófilo — Lisboa, Rio e Brasília, O Globo, 22/04/26)
    . . .
    “A remoção de um agente da Polícia Federal dos EUA elevou a tensão entre Brasil e EUA, com Lula ameaçando reciprocidade. A crise se intensificou após a detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem por visto vencido. Lula critica ingerência americana, enquanto questões como a classificação de facções brasileiras como terroristas e tarifas econômicas tensionam ainda mais a relação bilateral.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/22/remocao-de-agente-da-pf-escala-tensao-entre-brasil-e-eua-com-ameaca-de-lula-sobre-uso-de-reciprocidade.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  13. Miguel José Teixeira

    Fingindo de morto
    para pegar o coveiro?

    “Coleção de recuos: Extensão de cessar-fogo revela posição frágil de Trump em negociação com Irã”
    – Trump prometia retomar ataques caso não houvesse um acordo até quarta-feira, mas manteve rotina de recuos ao decidir pela nova trégua, mesmo diante de ‘esnobada’ iraniana.
    (Por Filipe Barini, O Globo, 22/04/26)
    . . .
    “O presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu indefinidamente o cessar-fogo com o Irã, revelando uma posição frágil nas negociações. Apesar das ameaças de retomada dos ataques, Trump recuou, mesmo após resistência iraniana. O impasse destaca divisões internas no Irã e críticas à estratégia de Trump. A decisão ocorre em meio a tensões sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz e pressões políticas internas nos EUA.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/22/colecao-de-recuos-extensao-de-cessar-fogo-revela-posicao-fragil-de-trump-em-negociacao-com-ira.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  14. Miguel José Teixeira

    Tão importante quanto. . .

    O dia 22 de abril é oficialmente comemorado no Brasil como o Dia do Descobrimento do Brasil, marcando a chegada da expedição de Pedro Álvares Cabral ao litoral baiano em 1500. A data também é celebrada mundialmente como o Dia da Terra ou Dia Mundial do Planeta Terra, focado na conscientização ambiental.

    Principais destaques do dia 22 de abril:

    > Descobrimento do Brasil (1500): Celebra a chegada dos portugueses comandados por Cabral. Embora chamado de “descobrimento”, hoje reflete-se mais como um encontro de culturas ou início da colonização, já que o território era habitado.

    > Dia da Terra: Instituído para promover a reflexão sobre a preservação dos recursos naturais e a sustentabilidade do planeta.

    > Outras celebrações: Também é lembrado como o Dia da Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, Dia da Comunidade Luso-Brasileira e Dia do Agente de Viagens.

    (Fonte: https://share.google/aimode/SQigcJpprdA5DR5mb)

    A grosso modo. . .
    Um dia após enforcarem Tiradentes, os portugueses descobriram o Brasil!
    De volta à piroga do Cabral, rápido!

  15. Miguel José Teixeira

    “A eleição e o Brasil ‘queridinho’ dos donos do dinheiro grosso”
    – Desde o início do ano, real foi a moeda que mais se valorizou entre as mais relevantes.
    – Influxo de dólares ajudou a conter a inflação de 2025 e deve ajudar de novo em 2026.
    (Vinicius Torres Freire, FSP, 21/04/26)

    O Brasil seria agora o “queridinho” dos donos do dinheiro grosso do mundo, lê-se por aí, entre outras expressões constrangedoras de cafonas e exageradas. A medida principal desse amor é a valorização do real em relação ao dólar, desde o início do ano a maior entre 35 moedas mais relevantes. O tutu está entrando, pela finança e pelo comércio externo (1).

    Convém prestar atenção a variações grandes da taxa de câmbio, que têm efeito político, pois batem em preços e juros. Bom lembrar também que muita vez essas variações têm pouco a ver com decisões tomadas aqui dentro. Desde o início de 2025, o real se valorizou basicamente (2) porque os donos do dinheiro do mundo decidiram reorganizar suas aplicações.

    A entrada de dólares tem achatado temores com o grande problema fiscal (déficit persistente, dívida que cresce sem limite) (3). Ignora a eleição apertada entre candidatos muito diferentes a presidente (4). O dinheiro grande vai se importar apenas quando souber do novo ministro da Fazenda, no final do ano? Difícil antecipar razões, rapinas e desrazões do capital.

    Entre outros motivos da onda de valorização de agora está a avaliação de que o Brasil viria a se estrepar menos com a guerra. O país: 1) Exporta petróleo; 2) Tem matriz energética diversificada e com muitos renováveis; 3) Exporta várias commodities, entre elas comida; 4) Tem juros muito mais altos do que os do resto do mundo relevante; 5) Terá mais receita fiscal, engordada pelos impostos do petróleo; 6) Está longe de zonas de conflito; 7) Por comparação, tem política menos conturbada (pois é) e governo mais estável.

    A explicação parece razoável, depois de sabermos que o real se valorizou, assim como ocorreu em 2025: meio análise de obra feita. As previsões para taxa de câmbio, quase sempre muito furadas, eram de dólar mais caro.

    Desde o início de 2025, parece que quase 50% da valorização do real se deveu à onda global de mudanças de fluxo de dinheiro causada pelo descrédito dos EUA, obra de Donald Trump. O restante seria devido em um terço à diferença de juros entre o Brasil e o resto do mundo relevante, em particular os EUA; no mais, à exportação de commodities (5).

    “Parece”. Há meios um pouco diferentes de se fazer essa conta, que de resto é uma decomposição de motivos baseada em dados disponíveis, não uma explicação cravada.

    O preço do dólar está perto de R$ 5,06, na média de abril até esta terça (21). Com um empurrãozinho extra, em termos reais voltaríamos ao patamar de fevereiro de 2020, mês anterior ao do início dos fechamentos da Covid. Entre as três dúzias de moedas mais relevantes, o real levou o maior tombo no início da epidemia e quase sempre caído ficou, desde então.

    Entre fins de 2024 e janeiro de 2025, houve o pico mundial recente do valor do dólar: era o cúmulo dos delírios otimistas com a política econômica de Trump (6). Desde meados de 2024, o descrédito da política fiscal de Lula ajudava a derrubar o real (uns dois terços da queda de 2024 se deveram ao problema de gastos e dívida públicos). O efeito combinado dessas duas pressões provocou um pânico no mercado brasileiro no final de 2024 e o Selicaço do Banco Central.

    Ao longo de 2025, pegamos a onda de valorização das moedas dos emergentes, que muito contribuiu para derrubar a inflação; em 2026, estamos no alto dessa onda, que deve atenuar a carestia causada pela guerra (combustíveis, fertilizantes etc.) (7). Deve salvar uns votos para Lula 4.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2026/04/a-eleicao-e-o-brasil-queridinho-dos-donos-do-dinheiro-grosso.shtml)

    (1) “Fluxo de investidores estrangeiros na B3 em janeiro bate marca de 2025 todo”
    – Saldo líquido foi de R$ 26,47 bilhões, segundo levantamento da Elos Ayta.
    – Movimento reflete diversificação global de carteiras em meio a incertezas com governo Trump.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/fluxo-de-investidores-estrangeiros-na-b3-em-janeiro-bate-marca-de-2025-todo.shtml

    (2) “Dólar cai ao menor nível em mais de dois anos; Bolsa sobe com alta do petróleo”
    – Investidores acompanham fechamento do estreito de Hormuz e impasse nas negociações do conflito.
    – Matéria-prima volta a subir e impulsiona empresas brasileiras.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/dolar-abre-proximo-da-estabilidade-com-guerra-no-ira-em-foco.shtml

    (3) “Gestão Lula prevê superávit efetivo de R$ 8 bi em 2027, com dívida em 86% do PIB”
    – Meta fiscal é positiva em R$ 73,2 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB, mas despesas fora das regras reduzem saldo.
    – Proposta precisa ser aprovada pelo Congresso e valerá para o próximo governo, quem quer que seja eleito.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/gestao-lula-propoe-superavit-de-r-732-bi-como-meta-fiscal-para-2027-1o-ano-do-proximo-governo.shtml

    (4) “Lula tem 39% no 1º turno, e Flávio Bolsonaro aparece com 35%”
    – No 2º turno, empate técnico tem senador fluminense (46%) numericamente diante do petista (45%).
    +em: https://datafolha.folha.uol.com.br/eleicoes/2026/04/lula-tem-39-no-1o-turno-e-flavio-bolsonaro-aparece-com-35.shtml

    (5) “Março termina com volume recorde de exportação de soja e milho”
    – Venda externa acumulada no 1º trimestre aponta para bom desempenho da oleaginosa.
    – DDGS, subproduto do milho, e sorgo entram na lista de acompanhamento da Anec.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/2026/03/marco-termina-com-volume-recorde-de-exportacao-de-soja-e-milho.shtml

    (6) “Sistema de reembolso de tarifas ilegais de Trump entra em operação nos EUA”
    – Milhares de empresas correram para enviar pedidos nas primeiras horas de funcionamento da plataforma.
    – Governo estima que mais de 330 mil importadores tenham direito a US$ 166 bi.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/sistema-de-reembolso-de-tarifas-ilegais-de-trump-entra-em-operacao-nos-eua.shtml

    (7) “Guerra no Irã ameaça exportação de grãos e suprimento de fertilizantes do Brasil”
    – Oriente Médio é responsável por 35% das exportações de ureia e 45% de enxofre.
    – Empresas se preocupam que crise ameace fluxo de alimentos em todo o mundo.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/guerra-no-ira-ameaca-exportacao-de-graos-e-suprimento-de-fertilizantes-do-brasil.shtml

  16. Miguel José Teixeira

    Uai, sô!

    “Sete vinhos de Minas Gerais estão entre os melhores do Brasil; veja quais são”
    (Por Cláudia Meneses, O Globo, 21/04/26)
    . . .
    “Sete vinhos de Minas Gerais foram destacados entre os melhores do Brasil na Grande Prova Vinhos do Brasil 2026. A Casa Geraldo, de Andradas, se destacou com cinco rótulos vencedores. O concurso, que é a maior degustação às cegas de vinhos nacionais, avaliou 1.291 amostras de 10 estados. A cerimônia de premiação acontecerá em 13 de maio, em Bento Gonçalves, durante a Wine South America. (*)” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/saideira/post/2026/04/sete-vinhos-de-minas-gerais-estao-entre-os-melhores-do-brasil-veja-quais-sao.ghtml

    (*) https://www.winesa.com.br/

  17. Miguel José Teixeira

    “Wall Street Journal: PCC virou uma organização criminosa global e remodelou fluxo de cocaína para os EUA”
    – Jornal americano destaca expansão de facção criminosa e uso de logística sofisticada, alianças com máfias europeias e tecnologia avançada para dominar rotas do tráfico em direção a países como Portugal, Guiné-Bissau e Cabo Verde.
    (Por O GLOBO — Rio de Janeiro, 21/04/26)
    . . .
    “O Wall Street Journal detalha a transformação do PCC em uma organização global de narcotráfico, destacando sua sofisticada logística e alianças com máfias europeias. Originado no sistema prisional paulista, o grupo agora controla rotas de cocaína para a Europa via portos brasileiros. A parceria com a máfia italiana ‘Ndrangheta e o uso de tecnologia avançada são centrais para sua expansão. Países como Portugal e Guiné-Bissau são pontos estratégicos na rota da droga.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/04/21/wall-street-journal-pcc-virou-uma-organizacao-criminosa-global-e-remodelou-fluxo-de-cocaina-para-os-eua.ghtml

  18. Miguel José Teixeira

    “Pauta Bomba: Governo quer incluir gastos já existentes para viabilizar piso da assistência social com menor custo”
    – Aprovada em primeiro turno, negociação entre relator e o governo sobre PEC avança para solução que permita aprovação sem causar danos mais fortes nas contas públicas.
    (Por Letícia Pille e Fabio Graner, O Globo, 21/04/26)
    . . .
    “O governo brasileiro busca ajustar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece um piso para a assistência social, permitindo que gastos já existentes sejam considerados como despesas do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Com a PEC aprovada em primeiro turno, a manobra visa minimizar o impacto fiscal, facilitando a aprovação em segundo turno na Câmara. A PEC prevê destinação escalonada de até 1% da receita da União para a assistência social até 2030.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/21/pauta-bomba-governo-quer-incluir-gastos-ja-existentes-para-viabilizar-piso-da-assistencia-social-com-menor-custo.ghtml

    Só pra PenTelhar. . .
    Como não sou especialista, mas considerando o histórico de “manobras”
    da caravana das PaTifarias legalizadas,
    liderada pelo lulampião, janjapacaassada & a$$ociado$,
    garanto que coisa boa não o é!
    Com a palavra, os doutos!

  19. Miguel José Teixeira

    Parafraseando adágio:
    bundas mole em toga dura
    tanto bate até que fura!

    “Oposição articula novo pedido de impeachment de Gilmar Mendes após pedido para incluir Zema no inquérito das fake news”
    – Parlamentares avaliam que decisão do ministro ‘é um precedente grave’ e a ‘crítica institucional passa a ser tratada como infração’.
    (Por Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro, O Globo, 21/04/26)
    . . .
    “Parlamentares da oposição articulam novo pedido de impeachment contra o ministro do STF, Gilmar Mendes, após ele solicitar a inclusão do ex-governador Romeu Zema no inquérito das fake news. A decisão é vista como um “precedente grave”, onde a crítica institucional passa a ser tratada como infração. O grupo defende a liberdade de expressão e critica a criminalização de opiniões políticas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/21/oposicao-articula-novo-pedido-de-impeachment-de-gilmar-mendes-apos-pedido-para-incluir-zema-no-inquerito-das-fake-news.ghtml

  20. Miguel José Teixeira

    “Lula ironiza Trump em Portugal: ʽMelhor dar logo o Nobel para eleʼ”
    – Presidente defendeu multilateralismo contra belicismo dos Estados Unidos.
    (Por Gian Amato, Blog Portugal Giro, O globo, 21/04/26)
    . . .
    “O presidente Lula chegou a Lisboa para discutir xenofobia e endurecimento das leis de imigração com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro. O Itamaraty destacou o interesse do Brasil em colaborar no combate à xenofobia e enfatizou a importância de assegurar a segurança jurídica e a integração dos brasileiros, especialmente frente às mudanças nas legislações migratórias em Portugal.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/portugal-giro/post/2026/04/lula-chega-a-lisboa-para-debater-xenofobia-contra-brasileiros-e-aperto-na-imigracao.ghtml

  21. Miguel José Teixeira

    “A questão-chave é a democracia”
    – A dúvida sobre Flávio Bolsonaro não é econômica, mas sim sobre a sobrevivência da democracia brasileira ao projeto golpista da família.
    (Por Míriam Leitão, O Globo, 21/04/26)
    . . .
    “A principal questão envolvendo Flávio Bolsonaro não é econômica, mas diz respeito à ameaça à democracia brasileira, dado seu apoio aos ideais golpistas do pai, Jair Bolsonaro, atualmente preso por tentativa de golpe. Flávio, candidato do PL, prioriza indultar o pai e anistiar envolvidos, refletindo a continuidade de um projeto antidemocrático. A história recente do Brasil, marcada por um governo autoritário e insensível, é um alerta sobre os riscos à democracia.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/coluna/2026/04/a-questao-chave-e-a-democracia.ghtml

  22. Miguel José Teixeira

    “Nas entrelinhas”

    . . .”Com mais de 75 milhões de processos em tramitação, milhões de novas ações, especialmente nas execuções fiscais, o Judiciário perde aderência à sociedade.”. . .

    “As eleições, a politização do Supremo e o iluminismo fora de lugar”
    (Luiz Carlos Azedo em seu blog no Correio Braziliense, 21/04/26)

    No pequeno grande ensaio antropológico A Identidade Cultural na Pós-Modernidade (*) (DPA&A Editora), o sociólogo anglo-jamaicano Stuart Hall (**) descreve a evolução do conceito de identidade a partir de três sujeitos: o ser iluminista, o ser sociológico e o ser pós-moderno. Hall argumenta que a identidade humana passa por um processo de descentramento e fragmentação. O ser iluminista é o indivíduo centrado, unificado, dotado de razão, consciência e ação; acredita que um núcleo interior nasce com o indivíduo, desenvolve-se e permanece o mesmo ao longo da vida. Trata-se de uma concepção individualista, na qual a pessoa é autônoma e sua identidade é fixa e constante: “Penso, logo existo” (Cogito, ergo sum) é a célebre frase do filósofo René Descartes (***), publicada em 1637. Ou seja, se basta.

    O ser sociológico surge com a complexidade do mundo moderno. Não é totalmente autônomo, mas formado na relação com o outro, a partir da sociedade industrial. Já o ser pós-moderno é fragmentado, sem identidade fixa, assumindo papéis distintos conforme o contexto — uma verdadeira “celebração móvel”. É até divertido analisar o comportamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal, cujo protagonismo político atingiu um nível inédito, a partir desses conceitos.

    Embora o sistema de freios e contrapesos da democracia brasileira tenha se mostrado resiliente, a forma como seus atores vêm operando tem gerado crescente rejeição social. O Supremo deixou de ser apenas árbitro para se tornar também protagonista do jogo político, justamente quando o país entra em mais uma campanha presidencial polarizada e a Corte acabou na berlinda do debate eleitoral.

    É que decisões judiciais passaram a ter efeitos diretos sobre a dinâmica eleitoral. O ministro Alexandre de Moraes, ao conduzir investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu entorno, tornou-se alvo preferencial da oposição e, paradoxalmente, contribuiu para reforçar a narrativa política de seus adversários. Ao mesmo tempo, o ministro Gilmar Mendes, ao propor contingenciar o debate político — como a discussão sobre os limites do inquérito das fake news —, oferece munição a candidatos que defendem a justa contenção do poder da Corte.

    Ao contrário do que alguns imaginam, a politização do Supremo não ocorre no espaço vazio. Foi alimentada pela própria dinâmica do sistema político, que deixa de tomar decisões ou a contestam judicializando decisões dos demais Poderes. Assim, ministros do Supremo estão cada vez mais envolvidos com a disputa pelo poder. O ministro Flávio Dino, com sua trajetória híbrida de magistrado e político, é a expressão mais acabada dessa transição. Não à toa, ao propor uma reforma do Judiciário, com base em dados concretos sobre a morosidade processual e o volume de ações, tenta neutralizar os ataques ao Supremo e deslocar a discussão do terreno eleitoral para o institucional.

    Crise de identidade

    Com mais de 75 milhões de processos em tramitação, milhões de novas ações a cada ano e índices elevados de congestionamento, especialmente nas execuções fiscais, o Judiciário perde aderência em relação às demandas da sociedade. A chegada da inteligência artificial tende a agravar esse quadro, ao ampliar a capacidade de litigância. Nesse ambiente, o Supremo é pressionado a decidir cada vez mais, sobre temas cada vez mais sensíveis, o que reforça seu protagonismo — e, com ele, sua exposição política.

    E o Stuart Hall? Os ministros do Supremo podem ser compreendidos como portadores simultâneos dessas três identidades. Há, de um lado, uma dimensão iluminista evidente em figuras como Alexandre de Moraes, cuja atuação parte da convicção de que cabe à Corte impor racionalidade e ordem ao sistema político. De outro, há ministros de perfil sociológico, como Flávio Dino, que operam a partir da interação entre instituições e sociedade, buscando mediações e soluções estruturais. Por fim, há os pós-modernos, como Gilmar Mendes, cuja atuação flexível, adaptativa e ambígua reflete essa fragmentação do Supremo e a deterioração do ambiente institucional.

    Dá até para fazer uma enquete sobre o perfil de cada ministro. O problema é que essa combinação de perfis, em vez de produzir equilíbrio, tem contribuído para ampliar a percepção de instabilidade e politização. Quando ministros agem como iluministas em um mundo que já não comporta certezas, ou como pós-modernos em um ambiente que exige previsibilidade institucional, o resultado é a perda da confiança. O Supremo, que deveria ser o guardião da Constituição, passa a ser visto como ator político, sujeito às mesmas críticas e disputas que marcam o Executivo e o Legislativo, até porque nem sempre há coerência e previsibilidade legal nas suas decisões.

    A crise do Supremo não é apenas de imagem, jurídica e institucional, é também uma crise de identidade, agravada pelo envolvimento de alguns ministros no caso Master e no debate eleitoral. Como ensina Stuart Hall, identidades em crise tendem a se fragmentar sob pressão. O desafio do Supremo é reencontrar o ponto de equilíbrio de sua autoridade, sem ceder ao protagonismo excessivo nem ser capturado pela lógica da disputa pelo Poder, que, aliás, já tem de sobra. Caso contrário, sua credibilidade permanecerá em xeque.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/as-eleicoes-a-politizacao-do-supremo-e-o-iluminismo-fora-de-lugar/)

    (*) https://www.amazon.com.br/Identidade-Cultural-na-P%C3%B3s-Modernidade/dp/8583160074
    (**) https://pt.wikipedia.org/wiki/Stuart_Hall
    (***) https://pt.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_Descartes

  23. Miguel José Teixeira

    “Visto, lido e ouvido”

    . . .”Ao tentar organizar e encaixar diferenças dentro de um sistema, cria-se um paradoxo: quanto mais categorias são criadas para incluir, mais exclusões emergem. A diversidade deixa de ser espontânea e passa a ser dirigida e, nesse processo, transforma-se em instrumento de controle e não de convivência.”. . .
    “O risco civilizacional de uma diversidade sem limites”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 19/04/26)

    Avança pela Europa um processo que já não pode mais ser tratado como mera transformação cultural ou adaptação histórica. O que se observa, em diversas cidades e países, é um tensionamento crescente entre identidade, segurança e coesão social, elementos que, ao longo de séculos, sustentaram aquilo que se convencionou chamar de civilização ocidental. Sob o rótulo de multiculturalismo, consolidou-se uma política que, em nome da inclusão, passou a relativizar valores fundamentais. A ideia de que todas as culturas podem coexistir harmonicamente, independentemente de seus princípios, revelou-se, na prática, um experimento de alto risco. Quando normas, costumes e visões de mundo entram em conflito direto, não é a convivência que prevalece, mas a fragmentação.

    O filósofo Zygmunt Bauman (*), ao tratar da modernidade, já apontava para a ambivalência da diversidade administrada. Ao tentar organizar e encaixar diferenças dentro de um sistema, cria-se um paradoxo: quanto mais categorias são criadas para incluir, mais exclusões emergem. A diversidade deixa de ser espontânea e passa a ser dirigida e, nesse processo, transforma-se em instrumento de controle e não de convivência.

    No caso europeu, essa engenharia social tem produzido efeitos visíveis. O crescimento de áreas urbanas onde o Estado perde presença, aumento de tensões culturais e dificuldades de integração são temas recorrentes em relatórios e coberturas da imprensa internacional. Países que historicamente construíram suas instituições sobre bases culturais específicas enfrentam agora o desafio de manter coesão em meio a valores frequentemente incompatíveis. A questão central não é rejeitar a diversidade em si, mas reconhecer seus limites. Nenhuma sociedade consegue sustentar-se sem um núcleo mínimo de valores compartilhados. Quando esse núcleo é diluído ou relativizado, o resultado não é pluralismo, mas desagregação.

    A referência às tradições greco-romana, cristã e judaica não é um exercício nostálgico, mas o reconhecimento de fundamentos históricos que moldaram conceitos como Estado de Direito, liberdade individual e organização institucional. Ignorar esse legado em nome de um universalismo abstrato pode significar abrir mão das próprias bases que sustentam essas sociedades. Críticas ao modelo multicultural são frequentemente rotuladas e desqualificadas, o que reduz o espaço para discussões legítimas. Esse ambiente dificulta a construção de soluções equilibradas e alimenta polarizações.

    Enquanto isso, a percepção de insegurança cresce. Em diversas regiões, cidadãos relatam mudanças no cotidiano, aumento de conflitos e sensação de perda de controle sobre o espaço público. Ainda que esses fenômenos variem de país para país, eles não podem ser simplesmente descartados como percepções infundadas. A ideia de um possível cenário distópico emerge justamente dessa combinação de fatores: fragmentação cultural, enfraquecimento de referências comuns e incapacidade de resposta institucional. Não se trata de afirmar que esse futuro é inevitável, mas de reconhecer que determinados caminhos podem conduzir a ele. Importa destacar que a própria noção de globalização, ao integrar economias e culturas, trouxe benefícios inegáveis. No entanto, quando aplicada de forma descolada das realidades locais, pode gerar efeitos colaterais significativos.

    Uniformizar sociedades distintas sob um mesmo modelo é uma tentativa que tende a encontrar resistência e, em alguns casos, produzir instabilidade. Diversidade não pode significar ausência de critérios. Inclusão não pode implicar relativização de valores fundamentais. E políticas públicas não podem ignorar os limites impostos pela realidade social. O desafio do Ocidente, neste momento, é preservar aquilo que lhe deu coesão ao longo do tempo, ao mesmo tempo em que enfrenta mudanças inevitáveis. Isso exige clareza de princípios, firmeza institucional e disposição para reconhecer erros de percurso.

    Se há um risco de distopia, ele não reside na diversidade em si, mas na incapacidade de estabelecer limites e diretrizes claras para sua integração. Sociedades que abrem mão de suas referências sem construir alternativas sólidas tendem a enfrentar períodos de instabilidade. O futuro ainda está em aberto. Mas ignorar os sinais de tensão em nome de um ideal abstrato pode ser tão problemático quanto reagir de forma desmedida. Entre esses extremos, há um caminho mais difícil, porém necessário: o de encarar a realidade com lucidez e responsabilidade. Porque, no fim, nenhuma civilização se sustenta apenas por boas intenções. Ela depende, sobretudo, da capacidade de preservar seus fundamentos enquanto enfrenta os desafios do tempo presente.

    A frase que foi pronunciada:
    “O Mundo não prometeu nada a ninguém.” (Provérbio árabe)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/o-risco-civilizacional-de-uma-diversidade-sem-limites/

    (*) foi um sociólogo, filósofo, professor universitário e teórico social polonês, professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia, referência em estudos sobre pós-modernidade e criador do conceito de modernidade líquida.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Zygmunt_Bauman

  24. Miguel José Teixeira

    (*) Eis a diferença entre Brasília e Distrito Federal:

    “Em Brasília, Lago Sul tem renda de Eslováquia e SCIA, de Camboja”
    – A área mais nobre de Brasília tem rendimento domiciliar per capita mensal de R$ 15.780, ou 398% acima da média da capital.
    (Hamilton Ferrari, Poder360, 21/04/26)

    Brasília completa 66 anos nesta 3ª feira (21.abr.2026) com forte desigualdade econômica. As realidades financeiras das famílias variam de Eslováquia, no caso do Lago Sul (*), a Camboja, que equivale a renda dos moradores do SCIA (*) (Setor Complementar de Indústria e Abastecimento), onde fica a Estrutural.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/brasilia/em-brasilia-lago-sul-tem-renda-de-eslovaquia-e-scia-de-camboja/

  25. Miguel José Teixeira

    “Portugueses e brasileiros protestam contra Lula em Lisboa”
    – Partido Chega convocou manifestação contra o presidente perto do Palácio de Belém; PT em Portugal organizou ato de apoio.
    (Poder360, 21/04/26)

    Com a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Portugal nesta 3ª feira (21.abr.2026), grupos de portugueses e brasileiros se reuniram nas proximidades do Palácio de Belém, em Lisboa, para protestar contra a presença do petista no país.

    O partido português Chega, convocou a concentração pública. A manifestação foi organizada sob o tema de combate à corrupção. O ato reuniu cidadãos portugueses e brasileiros nas imediações do Palácio de Belém. Em contrapartida, o núcleo do PT em Lisboa mobilizou simpatizantes para um encontro em apoio ao presidente, também ao redor do mesmo local.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/portugueses-e-brasileiros-protestam-contra-lula-em-lisboa/

    Vídeo em: https://youtu.be/D8sFURVlvTw

  26. Miguel José Teixeira

    “Dino tenta cavar um pênalti”
    – Atacante do STF Futebol Clube se joga na área durante tentativa de contra-ataque em resposta às críticas turbinadas pelo escândalo do Master.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 21/04/26)

    Flávio Dino apresentou uma ampla proposta de reforma do Poder Judiciário (1) como alternativa à autocontenção do Supremo Tribunal Federal (STF), defendida pelo presidente Edson Fachin.

    As propostas de Dino não são ruins. O sistema judicial brasileiro precisa mesmo de melhorias, para acelerar decisões e combater “o assombroso crescimento das facções criminosas”, como ele alega.

    O problema do longo artigo em que o ministro indicado por Lula apresenta suas 15 propostas da “Nova Reforma do Judiciário” é que ele não passa de mais uma cortina de fumaça para preservar os comportamentos suspeitos dos juízes do Supremo, emparedados pelo escândalo do Banco Master.

    “Nada sobre escritórios de parentes”
    Como destacou o procurador da República Helio Telho em seu perfil no X (2), não há na proposta do ministro do STF “nada sobre escritórios de parentes vendendo acesso a magistrados”.

    E também não há “nada sobre contratos de parentes com pessoas que tem causas sob julgamento do magistrado; nada sobre magistrado julgando causa patrocinada por escritório de parente; nada sobre patrocínios de eventos de magistrados; nada sobre supremos julgarem causas próprias; nada que enquadre deslizes dos juízes do planalto, só tropeços de juízes da planície”.

    Vendo seu time ser pressionado por todos os lados dentro da própria área, o atacante do STF Futebol Clube (3), como o próprio Dino teria se referido ao Supremo na famigerada reunião sobre os rolos de Dias Toffoli com o Banco Master, se jogou na área adversária tentando cavar um pênalti.

    A intenção é claramente ludibriar a audiência, sempre colocando os ministros do STF na posição de vítimas, como o decano do tribunal, Gilmar Mendes, fez nos últimos dias ao pedir investigações sobre o senador Alessandro Vieira (4) (MDB-SE) e o ex-governador Romeu Zema (Novo).

    E o código de ética?
    Por mais que possa solucionar problemas existentes, ao sugerir, por exemplo, a “revisão do capítulo do Código Penal sobre os crimes contra a Administração da Justiça, inclusive criando tipos penais mais rigorosos para corrupção, peculato e prevaricação envolvendo juízes, procuradores, advogados (públicos e privados), defensores, promotores, assessores, servidores do sistema de Justiça em geral”, a proposta de Dino não passa de um subterfúgio para desviar a atenção dos problemas mais urgentes e, assim, manter o criticável funcionamento do STF da mesma forma.

    Prova disso é que nenhuma das propostas do ministro conflita com a autocontenção. Seria possível fazer tudo o que Dino propôs e, ao mesmo tempo, diminuir o protagonismo político do tribunal.

    A proposta não conflita sequer com a aprovação de um código de ética para os ministros, em elaboração atualmente por Cármen Lúcia. Mas Dino prefere manter as coisas como elas estão.

    “É uma marca do nosso tempo”
    O ex-ministro da Justiça de Lula já disse várias vezes que o ativismo judicial “é uma marca do nosso tempo, que veio para ficar“ (*). Ele enxerga o Judiciário como um poder moderador.

    “Se a política não consegue resolver os problemas, isto vai para algum lugar no mundo”, argumentou durante o Fórum Jurídico de Lisboa, o popular Gilmarpalooza (5), do ano passado.

    Pode ser que esse seja mesmo o papel do STF atualmente, mas isso implicaria em concessões e sacrifícios que alguns de seus ministros não parecem dispostos a fazer.

    E as consequências para seus comportamentos suspeitos virão em algum momento, ainda que parte da torcida e da arbitragem acredite quando os ministros do STF Futebol Clube se jogam na área ao sentirem o mais sutil toque de uma sátira.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/dino-tenta-cavar-um-penalti/)

    (1) “Dino propõe “Nova Reforma do Judiciário” que mal toca no STF”
    – Ministro do Supremo desviou do assunto principal e desdenhou de “discursos superficiais sobre uma suposta ‘autocontenção'”, defendida por Fachin.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/dino-propoe-nova-reforma-do-judiciario-que-mal-toca-no-stf/

    (2) https://x.com/HelioTelho/status/2046356785414459471

    (3) “Ministro assume: “Sou STF Futebol Clube””
    – Dino e seus pares estão simplesmente a nos dizer: “Que se danem vocês, duzentos milhões de pequenos tiranos soberanos. Porque aqui é nóis!.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/ministro-assume-sou-stf-futebol-clube/

    (4) “O problema não é Alessandro Vieira”
    – Narrativa contra o senador que ousou pedir o indiciamento de ministros do STF se assemelha à usada contra a Lava Jato e tenta desviar o assunto.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/o-problema-nao-e-alessandro-vieira/

    (5) “Dino contra as “máquinas produtoras de angústia”
    – Ministro do STF refaz defesa aberta do ativismo judicial, que degrada o Supremo na tentativa de salvar a humanidade com o “constitucionalismo sorridente”.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/dino-contra-as-maquinas-produtoras-de-angustia/

    Matutando bem. . .

    . . .“a marca do nosso tempo, que veio para ficar“ é a PaTifaria legalizada,
    pois até a “opção” para presidente da República que nos foi dada, é uma prova cabal dela.

  27. Miguel José Teixeira

    E, uma das “linha de fé”
    dessa desnorteada bússola,
    que se nos oferecem,
    garante que:

    “A polarização ainda navega no mar das incertezas”
    – Os favoritos de lulismo e do bolsonarismo ainda são alvos do descrédito no campo decisivo do centro.
    – Nenhum dos dois consegue ainda ultrapassar a barreira da falta de confiança firme em ambas as candidaturas.
    (Dora Kramer, FSP, 20/04/26)

    Não há hoje no horizonte razões substantivas para se temer pela continuidade da vigência do regime democrático no Brasil, ao menos no que concerne às candidaturas presidenciais já apresentadas.

    O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) faz jus ao histórico de respeito à legalidade em derrotas anteriores quando diz que, se perder, nada lhe cabe a não ser aceitar o resultado. O principal oponente, Flávio Bolsonaro (PL), sinaliza só aceitar como legítima a vitória, mas a prisão do pai confere ao discurso o tom de bravata desprovida de lastro na realidade.

    Portanto, a defesa da democracia é bandeira eleitoral com prazo de validade vencido. Se quiserem conquistar os votos determinantes dos indecisos/independentes (*) — algo na casa do 30% do eleitorado —, vão precisar combater no campo do atendimento às demandas daqueles desprovidos de emoções ideológicas.

    Esse pessoal já sabe como Lula governa, mas não faz a mais pálida ideia de como Flávio Bolsonaro pretende governar. A referência da gestão do pai é negativa e a tentativa do filho de imprimir colorido moderado às convicções da família esbarra nas convicções do clã sobre a maneira de conduzir o país. Flávio negará Jair? Difícil de acontecer.

    Acrescente-se o fato de nenhum dos dois exibir credenciais de estadista (*). O primogênito do ex-presidente precisa se mostrar em pele diferente. O figurino em tom pastel convencerá os moderados a aderir e os extremados a entendê-la como truque de ocasião?

    a parte do petista, a despeito de juízo de mérito, a vocação para a liderança é inequívoca. As dúvidas que ficam dizem respeito à motivação do eleitorado para mais uma vez confiar na teoria da frente ampla, impulsionada na campanha de 2022 e abandonada na Presidência, além da credibilidade de um programa de governo envelhecido.

    Temos, portanto, um problema de credibilidade a assombrar as candidaturas favoritas. O fantasma se materializa nos 62% do eleitorado que ainda não manifestam de modo espontâneo a opção do voto.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/04/a-polarizacao-ainda-navega-no-mar-das-incertezas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (*) “Indecisos narram sequência de apostas e decepções com líderes de esquerda e direita”
    – Eleitores sem candidato relatam desilusão e campos vazios de propostas.
    – Folha selecionou 10 indecisos e vai acompanhá-los até o primeiro turno.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/indecisos-narram-sequencia-de-apostas-e-decepcoes-com-lideres-de-esquerda-e-direita.shtml

  28. Miguel José Teixeira

    MeuBomJe!

    Como gostaria de ter
    ciência para formular
    essa divina frase (*):

    “A história ensina que os imperadores passam, mas o papado permanece” (*)
    – Por que Leão 14 não demonstra temor ou deferência diante de Donald Trump?
    – Não sei se o vice J.D. Vance, em suas aulas de catequese para adultos, aprendeu essas lições.
    (João Pereira Coutinho, Escritor, doutor em ciência política pela Universidade Católica Portuguesa, FSP, 20/04/26)

    Tempos interessantes. Os Estados Unidos fazem 250 anos em julho. Mas, como lembrou o especialista em assuntos religiosos Damian Thompson na revista Spectator, nunca se viu um conflito aberto entre um presidente americano — Trump — e um papa — Leão 14 (1). Isso é um vício europeu, mais medieval do que moderno, embora existam exceções.

    Amantes de história sabem do que estou falando —e, nos últimos tempos, tenho lido comparações inevitáveis para explicar a mais recente bizarrice trumpista.

    Alguns lembram Henrique 4º, imperador do Sacro Império, que transformou Gregório 7º em inimigo na famosa “questão das investiduras”, a disputa sobre quem podia nomear bispos e outros membros da Igreja. Gregório resistiu e excomungou o imperador.

    Não acabou bem para Henrique. Aliás, o imperador terminou de joelhos, em Canossa, pedindo perdão ao papa.

    Há quem prefira o conflito de Filipe 4º da França contra Bonifácio 8º. Dinheiro, tudo é dinheiro — e Filipe precisava taxar o clero para financiar suas guerras. Bonifácio se opôs. Dessa vez, o confronto terminou mal para o papa.

    E que dizer de Henrique 8º (M) e da recusa de Clemente 7º (2) em anular o casamento do rei com Catarina de Aragão? É um dos conflitos mais conhecidos da história, que levou à ruptura com Roma e ao nascimento da Igreja Anglicana.

    Em todos esses confrontos, a questão foi repetidamente a mesma: quem manda? Antes da modernidade política —ou seja, até a Revolução Francesa— o poder temporal disputou com frequência o espaço com o poder espiritual. E vice-versa.

    Donald Trump é o nome mais recente dessa linhagem anacrônica. Como é possível que o papa Leão 14 não abençoe sua guerra no Oriente Médio? Mais: como é possível que se oponha a ela?

    Pior ainda: por que não demonstra temor ou deferência diante do imperador de Washington?

    Curiosamente, ao formular essas perguntas e considerar a personalidade de Trump, é Napoleão Bonaparte e seu conflito com Pio 7° o exemplo histórico mais próximo que encontro.

    Tudo começou bem entre os dois: em 1801, Napoleão e o papa assinaram uma concordata que devolvia parte das terras e dos direitos que a Igreja havia perdido com a Revolução Francesa. Em troca, Roma reconhecia a república.

    Mas a concordata já nasceu torta, porque os dois lados enxergavam coisas diferentes no documento. Para Napoleão, ela selava a supremacia do Estado sobre a Igreja. Para o papa, era o primeiro passo para restaurar a aliança entre o trono e o altar na França pós-revolucionária.

    No fundo, a pergunta “quem manda?” continuava pairando sobre os dois poderes —e rapidamente envenenou a cabeça de Napoleão. Tudo começou com um drama doméstico: o irmão de Bonaparte, Jérôme, queria obter de Roma a anulação do seu casamento com uma americana protestante.

    Sem isso, a política de alianças e matrimônios que Napoleão arquitetava para os seus familiares na Europa ficaria comprometida. O papa recusou.

    Mas foi a guerra, ontem como hoje, que acabou sendo a gota d’água. Napoleão exigiu que os Estados Pontifícios fechassem seus portos aos ingleses, contribuindo assim para o sucesso do chamado “bloqueio continental”. Pio 7º não aceitou ser parte do conflito.

    O que aconteceu em seguida foi descrito de forma definitiva pelo historiador Ambrogio Caiani no livro “To Kidnap a Pope, sequestrar um papa, em português. As tropas napoleônicas invadiram o Palácio do Quirinal em 1809 e sequestraram o papa.

    Depois de anos de cativeiro, Pio 7º acabou cedendo ao poder do imperador com uma segunda concordata, em 1813, no exílio de Fontainebleau.

    É possível que, em seus momentos mais delirantes, Donald Trump sonhe com uma missão semelhante. Se funcionou com Nicolás Maduro na Venezuela, por que não com Leão 14?

    Eu desaconselharia. Até porque a história do conflito entre Napoleão e o papa não acabou bem para o imperador. Um ano depois da segunda concordata, Napoleão foi derrotado em Paris e, em 1815, definitivamente esmagado em Waterloo.

    O papa, por sua vez, voltou a Roma. Foi recebido como um herói, um mártir e uma referência moral para toda a Europa.

    Mais uma vez, confirmava-se a velha máxima: imperadores passam, mas o papado permanece.

    Não sei se o vice J.D. Vance, em suas aulas de catequese para adultos, aprendeu essas lições. Elas seriam valiosas para tentar esfriar os impulsos do chefe.

    A história é pródiga em napoleões que, embriagados pelo poder, acreditam mesmo governar este mundo e o outro.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2026/04/a-historia-ensina-que-os-imperadores-passam-mas-o-papado-permanece.shtml)

    (1) “Papa minimiza desavença com Trump e nega que fala sobre tiranos mirou presidente dos EUA”
    – Pontífice criticou o que chamou de imprecisão de relatos sobre suas declarações.
    – Leão 14 realiza visitas a países africanos em sua primeira viagem internacional de larga escala.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/04/papa-minimiza-desavenca-com-trump-e-nega-que-fala-sobre-tiranos-mirou-presidente-dos-eua.shtml

    (2) “Atriz de “Tudors” quer “honrar” Bolena”
    – Segunda temporada do seriado, que estreou na última quinta-feira, retrata o racha entre a Inglaterra e a Igreja Católica.
    – Em entrevista à Folha, Natalie Dormer, que faz o papel de Ana Bolena, diz crer que conflitos de 500 anos atrás continuam atuais
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3108200811.htm

    (M) Rick Wakeman:
    – As Seis Esposas de Henrique VIII, Curitiba, Turnê Final:
    https://www.youtube.com/watch?v=dI-8hobWA34

  29. Miguel José Teixeira

    ¿Qué pasa, hermanos?

    “Argentinos comem carne de burro após inflação do boi ir a 55%”
    – Taxa acelerou em março e atingiu o maior nível desde abril de 2025; preço do quilo da carne moída superou 10.000 pesos argentinos.
    (Hamilton Ferrari, Poder360, 20/04/26)

    A alta dos preços dos cortes de carne bovina tem levado argentinos a adotar outras proteínas animais na dieta. No sábado (18.abr.2026), o canal de televisão argentino La Nación+ veiculou reportagem na qual uma repórter experimenta carne de burro, vendida como alternativa mais barata de proteína. A venda do corte ocorre no momento em que a inflação anualizada de carnes e derivados na Argentina atingiu 55,1% em março –o maior nível desde abril de 2025.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/argentinos-comem-carne-de-burro-apos-inflacao-do-boi-ir-a-55/

    Pensándolo detenidamente…

    Será que aos caríssimos cortes
    argentinos que temos acesso nos
    supermercados são de burros?

    Alô, SIF!

  30. Miguel José Teixeira

    Está no DNA!

    “PT ataca Flávio Bolsonaro nas redes usando impulsionamento de conteúdos negativos, que antes rejeitava”
    (Por Lauro Jardim, O Globo, 20/04/26)

    O PT não está mais disposto a deixar Flávio Bolsonaro navegar em águas tranquilas. Partiu para o ataque usando uma arma clássica da guerrilha virtual, mas que antes era rejeitada pelo partido: o impulsionamento de conteúdos negativos. Afinal, guerra é guerra.

    O PL levou ao TSE na semana passada seis representações que expõem o que classifica como uma contradição do PT: depois de atuar contra a possibilidade de impulsionamento pago de conteúdos críticos durante a discussão das regras dessa eleição, o partido passou a financiar uma ofensiva digital contra Flávio Bolsonaro.

    Segundo as representações, durante a elaboração das resoluções eleitorais de 2026, o TSE chegou a submeter à sociedade uma proposta que admitia o impulsionamento de conteúdo crítico. O PT manifestou oposição pública e formal à medida, sustentando que esse tipo de mecanismo poderia prejudicar Lula. No fim das contas, a Corte suprimiu essa previsão e manteve a regra segundo a qual o impulsionamento pago na internet continua permitido apenas para promoção de candidaturas e partidos, e não para ampliar propaganda negativa contra adversários.

    As ações do PL afirmam que o PT gastou, em poucos dias, R$ 400 mil em impulsionamento de conteúdos ofensivos contra Flávio Bolsonaro, alcançando mais de 21 milhões de impressões em anúncios no Facebook e no Instagram.

    Foram levadas ao TSE representações sobre peças com chamadas como “As mentiras da família Bolsonaro”, “Não te contaram tudo sobre o combustível”, “O Partido de Flávio Bolsonaro tem lado”, “Será que Flávio Bolsonaro quer acabar com o Pix?”, “Entendeu a diferença?” e uma peça sobre o caso Banco Master.

    Em uma das ações, o PL afirma ainda que houve uso de deep fake.

    As representações ajuizadas pelo PL pedem a retirada imediata das publicações e a aplicação se multas que, somadas, ultrapassam R$ 4 milhões (*).

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/04/pt-ataca-flavio-bolsonaro-nas-redes-usando-impulsionamento-de-conteudos-negativos-que-antes-rejeitava.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

    (*) Adivinhem quem pagará esses 4 mi,
    se a multa for acatada pela corja
    atrelada à caravana das PaTifarias legalizadas?

  31. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (0)
    (Por Gabriel Cariello, 20/04/26)

    ‘Ilhados’.

    Cerca de 200 turistas ficam presos no Morro Dois Irmãos, no Rio, durante tiroteio no Vidigal (*): operação policial tentava prender traficante do Comando Vermelho da Bahia

    (*) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/04/20/turistas-ficam-ilhados-no-morro-dois-irmaos-durante-tiroteio-no-vidigal-avenida-niemeyer-foi-fechada.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  32. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 20/04/26)

    DINO PROPÕE REFORMA

    O ministro do STF Flávio Dino defendeu uma nova reforma do Judiciário, lembrando que a última ocorreu em 2004. Em artigo no site ICL Notícias, Dino sugeriu 15 medidas, que incluem penas mais rígidas para juízes em caso de corrupção, o fim da aposentadoria compulsória como punição e um freio à expansão dos “penduricalhos”. A proposta é mais ampla do que o Código de Conduta do STF, bandeira do presidente da Corte, Edson Fachin.

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/20/dino-defende-reforma-do-judiciario-com-penas-mais-rigorosas-para-corrupcao-de-juizes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

    Como teclaria o José Simão:
    piada pronta!!!

    O Maranhão continua a nos emaranhar:
    Primeiro foi com o hiperinflacionista zéssarney, hoje ícone da corja vermelha!
    Agora, com o tocador de bumbo que criou o STF Futebol Clube.
    Você compraria um carro usado pelo “faveco didi”?

  33. Miguel José Teixeira

    “Nuncaantesnahistóriadessepaís”
    a frase “Aos amigos tudo, aos inimigos a lei” (1)
    esteve tão em voga!

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 20/04/26)

    A REAÇÃO DE GILMAR

    O ministro Gilmar Mendes pediu a Alexandre de Moraes que Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, seja investigado no inquérito das fake news(*). O decano do STF reclama de um vídeo divulgado por Zema com críticas sobre uma decisão que beneficiou uma empresa ligada a Dias Toffoli. Zema chamou a medida de absurda e republicou a gravação.

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/20/gilmar-pede-a-moraes-que-zema-seja-investigado-no-inquerito-das-fake-news-apos-criticas-ao-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

    (1) A frase “aos amigos tudo, aos inimigos a lei” descreve uma prática política de favorecimento de aliados com recursos e privilégios públicos (“tudo”), enquanto adversários enfrentam o rigor da fiscalização e punição legal. Frequentemente atribuída a Getúlio Vargas ou Maquiavel, reflete o personalismo na política brasileira, onde o Estado é usado para interesses privados.

    Principais aspectos da frase:

    > Contexto Político:
    – Representa um sistema de clientelismo, onde a “amizade” ou aliança baseada em trocas é fundamental para a governabilidade.

    > Aplicação da Lei:
    – A lei não é vista como igual para todos, mas como uma ferramenta de coerção e intimidação seletiva, usada apenas contra os opositores.

    > Origem Incerta:
    – Embora associada a figuras como o ex-presidente Venceslau Brás (na República Velha) ou Maquiavel, a autoria exata é incerta.

    > Crítica Social:
    – A expressão é frequentemente citada para denunciar a corrupção e a falta de isonomia no sistema de justiça e na administração pública.

    A máxima evidencia um cenário de corrupção estrutural, onde o Estado, que deveria ser impessoal, é instrumentalizado para beneficiar aliados.

    (Fonte: https://share.google/aimode/fCBqrB6cGx5gGtDGC

  34. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 20/04/26)

    DESCRÉDITO DA TRÉGUA

    O presidente dos EUA, Donald Trump, considera “altamente improvável” (*) uma extensão do cessar-fogo contra o Irã. A medida expira na noite de quarta-feira. A proximidade do fim do prazo e a apreensão de um cargueiro iraniano no domingo elevam a apreensão de retomada da guerra. Uma nova rodada de negociação é incerta. No mercado, os preços do petróleo voltaram a subir.

    (*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/20/trump-diz-que-cessar-fogo-termina-na-quarta-feira-a-noite-e-que-sua-extensao-e-altamente-improvavel.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  35. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 20/04/26)

    LULA PELO MUNDO

    Em viagem à Alemanha, o presidente Lula fez defesa do biocombustível brasileiro, ameaçado por proposta em discussão na União Europeia: “O Brasil pode se transformar em uma Arábia Saudita dos combustíveis renováveis”. Lula visitou a principal feira industrial no mundo, em Hanôver. Junto ao chanceler alemão Friedrich Merz, defendeu a reforma da ONU (**) e manifestou preocupação (***) com as guerras no Irã e na Ucrânia.

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/20/lula-brasil-pode-se-transformar-em-especie-de-arabia-saudita-dos-combustiveis-renovaveis.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/20/brasil-apoia-alemanha-com-assento-permanente-no-conselho-de-seguranca-da-onu-diz-chanceler-alemao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (***) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/20/brasil-e-alemanha-manifestam-profunda-preocupacao-com-conflitos-no-oriente-medio-e-guerra-na-ucrania.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (TRPCE)

  36. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 20/04/26)

    ASTROS DO ESPORTE

    Dono de seis medalhas em Jogos Paralímpicos, o nadador brasileiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho (*), foi escolhido o melhor atleta com deficiência do mundo no Prêmio Laureus 2026. A cerimônia em Madri consagrou também os tenistas Carlos Alcaraz e Aryna Sabalenka (**) nas categoriais principais. Outros três brasileiros haviam sido indicados ao prêmio neste ano.

    (*) https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/04/20/gabrielzinho-vence-laureus-e-recoloca-o-brasil-no-topo-do-esporte-paralimpico-mundial-veja-todos-os-premiados.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (**) https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/04/20/analise-com-alcaraz-e-sabalenka-laureus-confirma-dominio-do-tenis-e-valoriza-forma-de-competir.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  37. Miguel José Teixeira

    “Agora criticada, taxa das blusinhas foi defendida pelo governo Lula”
    – De olho nas eleições de 2026, presidente agora defende rever tributo sobre compras de até US$ 50 no e-commerce internacional..

    Agora criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a “taxa das blusinhas” (também chamada de “taxa das comprinhas”) de até US$ 50 em sites internacionais foi defendida pela equipe econômica do governo e contou com a atuação de aliados do Planalto para entrar em vigor. Agora, a menos de 6 meses das eleições presidenciais, o Executivo estuda rever a medida.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/governo-lula-defendeu-e-atuou-para-a-taxa-das-comprinhas-relembre/)

    Só pra PenTelhar. . .

    Já imaginaram a janjapacaassada
    com um Douli (斗笠) na cabeça e
    vestida com um qipao/cheongsam
    vermelho corruPTo, fazendo campanha
    pelo fim da “taxa das blusinhas”?

  38. Miguel José Teixeira

    O torçal vilitogado!

    “Quem vilipendia a honra do STF”
    Gilmar Mendes tenta terceirizar para os críticos do Supremo a responsabilidade pela degradação institucional do tribunal
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 20/04/26)

    Gilmar Mendes (à direita na foto) quer incluir Romeu Zema (Novo) no interminável inquérito das fake news (*).

    O mesmo Gilmar manifestou indignação diante do pedido de indiciamento de três ministros do STF e do procurador-geral da República apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que só não foi aprovado pela CPI do Crime Organizado por conta de uma manobra do governo Lula. O ministro também pediu investigação de Vieira por abuso de autoridade.

    Para o decano do STF, aliás, o tribunal nem sequer passa por um crise (**). “Eu não vejo assim e não concordo com esses colegas nessa visão”, disse o ministro em entrevista à Band.

    Sem freio
    As reações de Gilmar às críticas e sua resistência em reconhecer a crise pela qual o tribunal passa ajudam a entender — e tornam até óbvio — o pior momento da história do Supremo.

    Sem freios institucionais para além do inédito processo de impeachment, que se avizinha há anos, os ministros do STF precisariam regular uns aos outros, mas nem isso eles se dispõem a fazer.

    O tribunal se uniu contra Jair Bolsonaro, mas, depois da prisão do ex-presidente, ficou sem o vilão que usava para justificar suas medidas autoritárias e heterodoxas.

    Os ministros seguem alegando sofrer ataques, levando críticas pessoais para o lado institucional, mas o discurso se desgastou pelo surgimento de um escândalo de corrupção.

    O maior problema
    Alexandre de Moraes teria trocado mensagens com Daniel Vorcaro no dia da primeira prisão preventiva do banqueiro, Dias Toffoli (à esquerda na foto) só abandonou a estranha relatoria do caso Master porque a situação ficou insustentável e Gilmar entrou na história ao atuar de forma sinuosa em favor do colega.

    O Antagonista já diz há meses, mas os ministros do STF nos forçam a repetir: hoje, o maior problema do tribunal está do lado de dentro, e não do lado de fora.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/quem-vilipendia-a-honra-do-stf/)

    (*) “Gilmar quer Zema no inquérito das fake news”
    – Decano do STF enviou notícia-crime a Alexandre de Moraes por vídeo satírico publicado pelo ex-governador de Minas Gerais.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/gilmar-quer-zema-no-inquerito-das-fake-news/#google_vignette

    (**) “Gilmar diz não ver crise no STF: “Não concordo com colegas nessa visão”
    – Declaração do ministro foi feita após Edson Fachin e Cármen Lúcia falarem em crise de confiança no Judiciário.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/gilmar-diz-nao-ver-crise-no-stf-nao-concordo-com-colegas-nessa-visao/#google_vignette

  39. Miguel José Teixeira

    Mas bah, tchê!
    Não vote em branco!

    “Se arranjou”
    Depois que Lula mandou o PT sumir com a candidatura ao governo gaúcho, Edegar Pretto, que comandava a Conab, conseguiu se aboletar na chapa do PDT e deve ser o vice de Juliana Brizola.
    (Coluna CH, DP, 20/04/26)

    Bueno!
    Mas em Pretto,
    também não
    poderemos votar!

  40. Miguel José Teixeira

    Tudo por conta
    da “democra$$ia!

    “Eleitores somados
    Segundo o TSE, em 2022 o custo da eleição por eleitor foi de R$8,53. Mantido o valor (que deve aumentar), eleição direta tampão no Rio, que contém 8,1% do eleitorado brasileiro, custaria quase R$110 milhões.
    (Coluna CH, DP, 20/04/26)

  41. Miguel José Teixeira

    Mas, não desanimem!
    As promessas agora
    serão quadruplicadas!

    “Há 1.335 dias Lula prometeu picanha e cervejinha, mas era só campanha eleitoral”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 20/04/26)

    Então candidato ao terceiro mandato à frente da Presidência, Lula (PT) prometeu há 1.335 dias que o brasileiro “voltaria a comer churrasquinho, picanha e cervejinha”. A afirmação do petista em entrevista ao Jornal Nacional da Globo, em 24 de agosto de 2022, virou mantra da campanha petista. Após quase 44 meses, todos os preços aumentaram; a cerveja, por exemplo, ficou 25% mais cara, em média, em mercados e bares.

    Só inflação
    Só a inflação acumulada desde janeiro de 2023 significa que todos os produtos ficaram ao menos 17% mais caros. No mínimo.

    Dois anos de carnes
    Entre janeiro de 2024 e março de 2026 a picanha acumulou 12% de alta; o contrafilé subiu 26%; acém, 31,8%; e músculo, 25,7%, diz o Farmnews.

    Origem dos cortes
    O preço nominal da arroba do bezerro passou dos R$500 pela primeira vez na história, em abril. A alta anterior foi em 2021, durante a pandemia.

    Esqueceu
    “O povo tem que voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha”, (*) disse Lula em 2022. Em 2026, não disse nada.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/ha-1-335-dias-lula-prometeu-picanha-e-cervejinha-mas-era-so-campanha-eleitoral

    (*) . . .e a partir de 2027,
    pelo menos 4 vezes ao dia!

  42. Miguel José Teixeira

    Nós já sabíamos!!!
    Toda PaTifaria feita
    por ele no lula 0,3
    é culpa do bolsonaro!

    “Haddad diz que “taxação do Pix” foi ideia de Bolsonaro”
    – Em 2025, um vídeo do deputado Nikolas Ferreira sobre o tema viralizou nas redes e impulsionou o apelido “Taxad”.
    (Poder360, 20/04/26)

    O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, disse neste domingo (19.abr.2026) que a “taxação do Pix” foi ideia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Em postagem no X, Haddad também afirmou que a liquidação do Banco Master é mérito de Lula.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/haddad-diz-que-taxacao-do-pix-foi-ideia-de-bolsonaro/

    Haja cara de pau!!!

  43. Miguel José Teixeira

    . . .e por aqui, essa parruda bufunfa
    é pulverizada entre os atrelados à
    caravana distrital das PaTifarias legalizadas
    também em nome da democra$$ia!

    “População brasileira dá R$ 28,4 bi a Brasília e banca 38% dos gastos”
    – Valor, que está previsto no Fundo Constitucional do DF, cresceu 12,7% em relação a 2025.
    (Camila Nascimento, Poder360, 20/04/26)

    Os brasileiros arcam com 38,2% dos gastos do Orçamento de Brasília, o que significa R$ 28,4 bilhões. Os recursos vêm do Fundo Constitucional do Distrito Federal, que é mantido pelos pagadores de impostos de todo o país.

    No ano, o Orçamento total aprovado para o Distrito Federal (*) é de R$ 74,4 bilhões. Em 2025, os recursos enviados ao fundo somaram R$ 25,2 bilhões.

    O envio do dinheiro para Brasília está definido na Constituição no artigo 21, inciso 14, e foi regulamentado pela lei 10.633 de 2002. A aprovação se deu sob a justificativa da baixa capacidade de Brasília (*) de produzir recursos próprios por não ter um setor econômico consolidado como em outros Estados.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/custo-de-brasilia-populacao-brasileira-da-r-284-bi-e-banca-38-dos-gastos/

    (*) Notem que aqui se confunde Brasília com o Distrito Federal.

    Matutando bem. . .
    Se uma Unidade da Federação ou um Município não tem condições de
    “produzir recursos próprios por não ter um setor econômico consolidado”,
    então, porquê que criá-los?

  44. Miguel José Teixeira

    A lei sou eu!

    “PGR e AGU pediram ao STF para rejeitar ação antidelação do PT desengavetada por Moraes”
    – Manifestações foram enviadas há quatro anos; ministro pediu, no início do mês, inclusão de caso na pauta do Supremo.
    (Por Rafael Moraes Moura — Brasília, no blog da Malu Gaspar, O Globo, 20/04/26)

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) pediram em 2022 ao Supremo Tribunal Federal (STF) a rejeição da ação do Partido dos Trabalhadores (PT) que pretende impor limites aos acordos de colaboração premiada. Nesses quatro anos, o processo ficou disponível para a avaliação do relator, Alexandre de Moraes, que só desengavetou o caso agora (1), quando a PGR e a Polícia Federal negociam com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, uma delação que pode trazer implicações para o próprio Moraes.

    As manifestações da AGU e da PGR – assinadas pelo ex-ministro Bruno Bianco, durante o governo Bolsonaro, e pelo ex-procurador-geral da República Augusto Aras – foram encaminhadas ao Supremo em fevereiro e junho de 2022, respectivamente. Na época, o PT criticava o que considerava “abusos da Lava-Jato”.

    Com o fim do governo Bolsonaro, Bianco passou a atuar na iniciativa privada e fez parte inclusive da defesa do Master no processo que levou à prisão de Vorcaro pela Justiça Federal de Brasília, em novembro do ano passado.

    Moraes solicitou um posicionamento da AGU e da PGR em dezembro de 2021, duas semanas após o PT acionar a Corte criticando o que considera “abuso estatal na decretação de prisões preventivas injustificadas” para “ensejar colaborações forçadas”. “Não se pode admitir que um juiz ignore a violação do direito – inegociável – à liberdade e homologue acordo gerado em condições de sua violação”, sustenta o partido.

    Entre os pedidos formulados pelo PT, estão a concessão de medida cautelar para anular os acordos de colaboração quando o delator for “submetido a prisão manifestamente ilegal” e quando os réus delatados não tiverem o direito de se manifestar nos autos após o delator. O partido do presidente Lula também quer que os réus delatados possam conhecer os termos do acordo de delação premiada firmados pelos seus acusadores – e até mesmo contestá-los perante a Justiça.

    Insegurança jurídica
    No parecer da PGR, Augusto Aras afirmou que não cabe ao Supremo “antecipar, na via do controle abstrato de constitucionalidade, juízo sobre todas as hipóteses de aplicação da lei” que prevê os acordos de colaboração premiada.

    Já o então chefe da AGU Bruno Bianco foi mais enfático. Afirmou que os pedidos do PT eram “implausíveis” e, se fossem atendidos, poderiam “causar enorme insegurança jurídica, impondo aos demais tribunais do país entendimentos que sequer foram inequivocamente fixados por esse Supremo Tribunal Federal, e permitindo que seja pleiteada a anulação de inúmeros acordos já firmados”.

    “Eventuais ilegalidades e abusos verificados nesses processos podem ser normalmente arguidos pelas vias próprias, inclusive perante essa Suprema Corte, quando for o caso”, ressaltou Bianco.

    Foco de disputa
    Conforme informou o blog, o presidente do STF, Edson Fachin, responsável pela definição das pautas das sessões plenárias presenciais, sinalizou que não deve levar a ação do PT a julgamento tão cedo (2). Quando isso ocorrer, PGR e AGU terão direito a fazer sustentações orais durante a sessão do Supremo – e, em tese, podem mudar de entendimento em relação ao que Aras e Bianco defenderam em 2022.

    A ala do Supremo que atua fora da órbita de Moraes e de Gilmar Mendes teme que um eventual julgamento do caso produza reflexos nas investigações do caso e dificulte o fechamento do acordo de Vorcaro, além de desgastar ainda mais a imagem da Corte perante a opinião pública em pleno ano eleitoral, quando o próprio STF ocupará o centro do debate político.

    Ex-AGU advogou para o Banco Master
    Ex-ministro de Bolsonaro, Bruno Bianco é um dos sete advogados que assinaram o pedido protocolado em 17 de novembro do ano passado por Vorcaro à Justiça Federal de Brasília, em nome do Banco Master, contra “medidas cautelares eventualmente requeridas”, que poderiam provocar “impacto relevante” e causar “prejuízo irreversível a todo o conglomerado”.

    A ordem de prisão de Vorcaro havia sido assinada apenas 18 minutos antes pelo juiz Ricardo Leite, às 15h29m. Em tese, a prisão de Vorcaro deveria ser executada na manhã do dia 18 de novembro, mas acabou sendo efetuada no próprio dia da decisão, já que a PF suspeitava que ele poderia tentar fugir do país.

    A PF investiga a suspeita da ordem de prisão de Vorcaro (3). Conforme revelou o blog, no dia em que foi preso, Vorcaro trocou mensagens com Moraes (4). “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, escreveu o banqueiro, cinco horas antes de ser preso pela Polícia Federal no aeroporto internacional de Guarulhos, quando embarcava para Dubai em um jatinho particular, sob a suspeita de fugir do país. Moraes nega que tenha conversado com o banqueiro.

    Entendimento
    A equipe da coluna procurou a AGU e a PGR para saber se o ministro Jorge Messias e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pretendem manter o entendimento de seus antecessores nos respectivos cargos em relação à rejeição da ação do PT.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/04/pgr-e-agu-pediram-ao-stf-para-rejeitar-acao-antidelacao-do-pt-desengavetada-por-moraes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (1) “No centro do caso Master, Alexandre de Moraes tira da gaveta ação do PT para limitar delação”
    – Ministro requisitou nesta quarta-feira que fosse enviada à pauta do STF uma ação movida pelo PT em 2021 que pede restrições aos acordos de colaboração premiada.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/04/no-centro-do-caso-master-alexandre-de-moraes-tira-da-gaveta-acao-do-pt-para-limitar-delacao.ghtml

    (2) “O plano de Fachin para ação antidelação do PT desengavetada por Alexandre de Moraes”
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/04/o-plano-de-fachin-para-acao-antidelacao-do-pt-desengavetada-por-alexandre-de-moraes.ghtml

    (3) “Master: PF investiga suspeita de vazamento da ordem de prisão de Vorcaro”
    – Pedido da defesa feito no mesmo dia da ordem de juiz federal de Brasília é tratado como indício por investigadores – e foi abordado em depoimento de banqueiro.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/02/master-pf-investiga-suspeita-de-vazamento-da-ordem-de-prisao-de-vorcaro.ghtml

    (4) “Vorcaro falou a Alexandre de Moraes sobre salvar Master no dia em que foi preso em 2025”
    – Troca de mensagens entre eles durou todo o dia da prisão e mencionava a necessidade de ‘entrar no circuito do processo’.
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/03/vorcaro-falou-a-alexandre-de-moraes-sobre-salvar-master-no-dia-em-que-foi-preso-em-2025.ghtml

  45. Miguel José Teixeira

    Nada a ler. . .

    “Proibição de livros avança nos EUA”
    – No ano escolar de 2023/2024, foram registrados 10.046 casos de proibição de livros em escolas dos Estados Unidos, quase o triplo do período anterior.
    (Por Antônio Gois, O Globo, 20/04/26)
    . . .
    “Nos EUA, a proibição de livros em escolas atingiu 10.046 casos no ano letivo de 2023/2024, quase triplicando em relação ao ano anterior, segundo a PEN America. Esse aumento reflete o fortalecimento do ultraconservadorismo, especialmente com a reeleição de Trump. Leis estaduais antidemocráticas dificultam o debate de temas controversos como racismo e direitos LGBTQI+, gerando preocupações sobre a liberdade de expressão e a educação crítica.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/antonio-gois/coluna/2026/04/proibicao-de-livros-avanca-nos-eua.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  46. Miguel José Teixeira

    Isso nós aprendemos
    durante nossa infância
    com a Aritmética. . .

    “Impostos aumentam para todos”
    – A carga tributária no Brasil tem subido porque o governo a cada ano gasta mais do que arrecada (*).
    (Por Carlos Alberto Sardenberg, O Globo, 20/04/26)
    . . .
    “A carga tributária no Brasil está em alta, destacando-se a polêmica “taxa das blusinhas”, um imposto de 20% sobre importações eletrônicas, que, somado ao ICMS, chega a 40%. Embora visasse equilibrar o mercado e favorecer a indústria nacional, gerou desgaste político e críticas por afetar consumidores de baixa renda. O governo Lula enfrenta pressão para extinguir o imposto, que arrecadou R$ 5 bilhões em 2024.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/carlos-alberto-sardenberg/coluna/2026/04/impostos-aumentam-para-todos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    . . .mas. . .
    os economistas do governico do
    lulampião, janjapacaassada &
    demais atrelados à caravana
    das PaTifarias legalizadas fingem
    não saber!

  47. Miguel José Teixeira

    E agora, corja vermelha?
    Se correr o voto foge,
    se ficar a toga come! (*)

    “Programa do PT que defende reforma do Judiciário amplia a tática do governo para tentar se blindar de crise no STF”
    – Documento prevê a elaboração de normas de conduta para cortes superiores e faz citação expressa ao STF (*). O posicionamento será analisado após integrantes do governo e do partido discutirem o alcance do tema em período eleitoral.
    (Por Geralda Doca e Jenifer Gularte — Brasília, O Globo, 20/04/26)
    . . .
    “O PT está incorporando diretrizes de reforma do Judiciário em seu programa partidário para mitigar crises com o STF, destacando normas de conduta para cortes superiores. O partido busca distanciar-se de escândalos e investigações que envolvem ministros do STF, como parte de uma estratégia eleitoral em meio a suspeitas públicas. A proposta será discutida no 8º Congresso Nacional do PT, refletindo preocupações sobre a influência política no Judiciário e a necessidade de reformas institucionais mais amplas. (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/20/programa-do-pt-que-defende-reforma-do-judiciario-amplia-a-tatica-do-governo-para-tentar-se-blindar-de-crise-no-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) Ver Thomas Traumann (6), abaixo replicado.

  48. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann
    (Newsletter)
    O Globo, 20/04/26

    Oi, nesta newsletter trago uma pesquisa que ajuda a entender as dificuldades da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eleitores que foram beneficiados por programas sociais nos mandatos de Lula 1 e Lula 2 são hoje os mais insatisfeitos com o governo atual. É o que o cientista político Felipe Nunes batizou “paradoxo da mobilidade”, a sensação de frustração que os beneficiados por programas sociais sentem por ter investido tempo e energia para obter um diploma, mas descobrir que o canudo não lhes garantiu um salário melhor.

    Nesta edição, conto que, apesar dos ataques do PT, Gabriel Galípolo segue com aval de Lula e como Gilmar Mendes se prepara para combater o discurso pró-impeachment de ministros do STF.

    Boa leitura,
    TT

    Nesta edição (abaixo replicados):

    1. O Paradoxo da Mobilidade
    2. Lula bateu no piso. Bolsonaro está perto do teto
    3. Na mão de Alcolumbre
    4. Juntando os cacos
    5. Você não gosta de mim…
    6. ‘Adoro ser desafiado’
    7. Fique atento

    (TRPCE)

  49. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (1)
    (Newsletter)
    O Globo, 20/04/26

    O Paradoxo da Mobilidade

    Toda campanha do PT tem uma propaganda mostrando um jovem que se tornou o primeiro de sua família a ter um diploma universitário. O slogan “o filho da faxineira virou doutor” exemplifica os impressionantes resultados dos programas educacionais de expansão do ensino técnico, ProUni, política de cotas e Fies, criados nos governos Lula 1 e 2. Uma pesquisa exclusiva Genial/Quaest indica, no entanto, que o governo Lula 3 está pagando pela desilusão dos doutores filhos de faxineira.

    De acordo com a pesquisa, eleitores que ascenderam estão mais insatisfeitos com o governo Lula e com os rumos do país do que aqueles que não tiveram avanço.

    — É o paradoxo da mobilidade. Esses eleitores tiveram uma forte ascensão de status, porém não vivenciaram ascensão de classe. Eles se beneficiaram de importantes iniciativas governamentais, mas, ao contrário do que imaginavam, não acharam um lugar no mercado de trabalho. Eles investiram tempo e energia para ter um diploma, mas isso não lhes garantiu um salário melhor, apenas frustração. É verdade que o filho da faxineira virou doutor, mas ele não conseguiu emprego na sua área e sobrevive como motorista de aplicativo — afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.

    A pesquisa usou uma premissa conhecida da sociologia, a de que a diferença de educação entre a mãe e seu filho e filha é um indicador de mobilidade social. As escolaridades de mães e filhos foram convertidas para uma escala numérica de 1 (analfabeto) a 10 (ensino superior), na qual o avanço entre as duas gerações seria considerado alto se fosse igual ou maior que 5, médio de 3 a 4, nulo de zero a 2 e negativo se o filho ou filha tivesse estudado menos que a mãe.

    A pesquisa mostrou que 22% dos eleitores tiveram mobilidade alta; 24% média, 47% nula e 7% negativa. Isso significa que 46% dos eleitores superaram a escolaridade de suas mães — dado revelador tanto da desigualdade na educação como do esforço das novas gerações em estudar.

    Compare as opiniões dos que tiveram mobilidade alta, os mais beneficiados pelas políticas públicas dos governos anteriores, com aqueles que não tiveram ascensão:

    Situação econômica é pior que esperava
    Mobilidade alta: 47%
    Sem mobilidade: 33%

    Situação econômica é melhor que esperava
    Mobilidade alta: 51%
    Sem mobilidade: 66%

    Políticas públicas do governo não lhe ajudam em nada
    Mobilidade alta: 34%
    Sem mobilidade: 33%

    Políticas públicas do governo ajudam tanto a você quanto a maioria da população
    Mobilidade alta: 29%
    Sem mobilidade: 33%

    Avaliação negativa do governo Lula
    Mobilidade alta: 49%
    Sem mobilidade: 41%

    Avaliação positiva do governo Lula
    Mobilidade alta: 23%
    Sem mobilidade: 34%

    O Brasil está na direção certa
    Mobilidade alta: 29%
    Sem mobilidade: 38%

    O Brasil está na direção errada
    Mobilidade alta: 65%
    Sem mobilidade: 55%

    Os resultados desta pesquisa são muito ruins para a campanha de reeleição de Lula, porque indicam que a atual crise de popularidade não é um problema de comunicação, um mau humor momentâneo com os preços nos supermercados ou um problema que pode ser resolvido com mais gasto público. A decepção desta geração é estrutural.

    O PT viveu um momento comparável em 2013, quando um protesto da esquerda radical contra o aumento do preço das passagens de ônibus se transformou em gigantescas manifestações populares. À época, o marqueteiro João Santana concluiu que o brasileiro médio estava satisfeito com os bens de consumo que havia comprado nos governos do PT, mas irritado com os serviços básicos de saúde, transporte e educação. Havia um evidente sentimento de fadiga de material depois de três governos petistas, e a solução de Santana foi fazer a própria campanha da reeleição de Dilma Rousseff se dizer a favor das mudanças. O slogan da campanha foi “mais mudanças, mais futuro”. Deu certo inicialmente, Dilma conseguiu se reeleger, mas a frustração popular foi canalizada para a campanha do impeachment.

    Lula tem hoje um desafio similar, mas, depois de 18 anos de governos do PT, não pode se dizer o candidato antissistema. A sua campanha terá de entender a desilusão do primeiro doutor da família da faxineira.

    (TRPCE)

    Isso significa que. . .
    vem mais PaTranhas por aí!

  50. Miguel José Teixeira

    E nós, burros de cargas/eleitores,
    sem piso nem teto e com o dilema:
    qual dos dois é o menos ruim?

    Thomas Traumann (2)
    (Newsletter)
    O Globo, 20/04/26

    Lula bateu no piso. Bolsonaro está perto do teto

    As pesquisas de abril devem ser vistas como um grid de largada. Daqui até o início da Copa do Mundo, em 11 de junho, há pouca margem para mudanças no quadro em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro empatam na margem de erro, tanto no primeiro quanto no segundo turno, e os demais candidatos somam intenção de votos suficiente para impedir qualquer vitória no primeiro turno, mas são coadjuvantes da disputa. Na sondagem Genial/Quaest (*), Lula bateu no fundo do poço e Bolsonaro está perto de chegar ao seu teto.

    Embora a curva comparando esta pesquisa com as anteriores seja favorável a Flávio Bolsonaro, os dados completos mostram que ele tem pouco a crescer nas simulações de segundo turno. De acordo com a pesquisa, 43% dos eleitores dizem que poderiam votar em Lula e 39% em Bolsonaro. É um dado equivalente na margem de erro aos 40% de Lula contra 42% de Bolsonaro na simulação de segundo turno. Há, ao menos por enquanto, pouco espaço para esse empate se alterar. Segundo a Genial/Quaest, 55% dos eleitores rejeitam Lula e 52% rejeitam Bolsonaro.

    Outra indicação do teto e do piso de Lula e Bolsonaro está na resposta à pergunta sobre qual o maior medo do eleitor: 43% temem a volta da família Bolsonaro ao poder, 42% um governo Lula 4 e 6% odeiam as duas possibilidades.

    Flávio Bolsonaro, no entanto, está ganhando tração junto aos eleitores independentes, os que dizem não seguir nem o lulismo, nem o bolsonarismo. Em dezembro, Bolsonaro tinha 23% dos votos dos independentes, contra 37% de Lula. Em abril, o jogo virou para 33% a 26%. É notável a porcentagem de independentes que rejeitam os dois lados: 36% dizem que se este for o cardápio do segundo turno, preferem não votar (1).

    (*) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/04/genialquaest-flavio-bolsonaro-aparece-a-frente-de-lula-numericamente-no-2-turno-pela-1a-vez.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

    (1) Lamentavelmente, “me-incluo-me” entre esses. . .

  51. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (3)
    (Newsletter)
    O Globo, 20/04/26

    Na mão de Alcolumbre

    Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 dizendo que não seria candidato à reeleição. Foi. Lula foi eleito em 2022 dizendo a mesma coisa. Será. Agora, Flávio Bolsonaro, para conseguir o apoio de Tarcísio de Freitas, apresentou um projeto para acabar com a reeleição (*). O texto está parado aguardando despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Até agora, Bolsonaro não fez apelo para o projeto seguir adiante.

    (*) https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/04/flavio-bolsonaro-apoia-fim-da-reeleicao-mas-nem-um-terco-dos-brasileiros-acha-que-isso-aumenta-sua-chance.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  52. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (4)
    (Newsletter)
    O Globo, 20/04/26

    Juntando os cacos

    Depois de meses, Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab voltaram a conversar. Estavam amuados desde dezembro, quando Kassab disse que o governador não deveria ter sido “submisso” e se lançado a presidente mesmo sem o apoio de Jair Bolsonaro.

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/19/fora-da-chapa-kassab-deve-ficar-distante-da-campanha-de-tarcisio-a-reeleicao-em-sao-paulo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  53. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (5)
    (Newsletter)
    O Globo, 20/04/26

    Você não gosta de mim…

    Em depoimento ao Senado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que pediu “apoio de início, ajuda e agora peço socorro” para a aprovação do projeto que dá autonomia financeira (*) ao BC. Num governo do PT, ele pode esquecer. O ressentimento do PT com Galípolo por não ter culpado o seu antecessor Roberto Campos Neto pelo escândalo Master virou uma crise maior do que as queixas usuais sobre os juros altos.

    …mas o seu chefe gosta

    Apesar do PT, Galípolo tem o aval do presidente Lula para indicar quem quiser para as duas diretorias vagas do Banco Central.

    (*)

    (TRPCE)

  54. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (6)
    (Newsletter)
    O Globo, 20/04/26

    ‘Adoro ser desafiado’

    Deve ser interpretada como um tiro de advertência a resposta do decano do STF (*), Gilmar Mendes, ao senador Alessandro Vieira, que o indiciou na fracassada CPI do Crime Organizado. “Eu, como sabem, adoro ser desafiado. Lá no meu Mato Grosso, as pessoas dizem: ‘Não me convide para dançar porque eu posso aceitar’. Adoro ser desafiado. Me divirto com isso. Mas outros se acoelham, têm medo. E assombração, também dizemos no interior, aparece para quem acredita nisso. É preciso que a gente esteja atento, inclusive para dizer para aqueles que têm medo de assombração, que eles não existem, que são fantasmas, que não amedrontam, que são fantoches”, afirmou o ministro Gilmar Mendes.

    A reação da ala STF liderada por Gilmar inclui não apenas proteger os ministros indiretamente envolvidos no escândalo Master (Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques), mas também combater os candidatos que fizerem do impeachment sua bandeira eleitoral . Nas conversas com colegas, Gilmar tem dito que se o STF não rebater com todo seu poder o discurso sobre reforma no Judiciário, todos os ministros vão acabar sofrendo impeachment a partir do ano que vem, com a nova configuração do Senado. “Não vão parar em um ou dois”, previu.

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/15/gilmar-entrega-representacao-contra-relator-da-cpi-do-crime-organizado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/15/grupo-de-ministros-do-stf-ve-risco-de-pauta-anti-corte-dominar-campanha-eleitoral.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsjuridica?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  55. Miguel José Teixeira

    Thomas Traumann (7)
    (Newsletter)
    O Globo, 20/04/26

    Fique atento

    O Irã rejeitou participar de uma segunda rodada de negociação com os EUA, prevista para hoje no Paquistão, alegando “exigências irracionais” do governo Trump. A frágil trégua no conflito do Oriente Médio se encerra na quarta-feira (22).
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/04/19/vice-presidente-do-ira-diz-que-eua-imploraram-por-cessar-fogo-e-que-tem-posicionamento-infantil-e-contraditorio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > O presidente Lula visita hoje a Feira Industrial de Hannover, a maior do setor no mundo e que este ano homenageia o Brasil. Depois, o presidente participa de um fórum empresarial.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/19/lula-desembarca-na-alemanha-para-a-hannover-messe-2026-a-maior-feira-industrial-do-mundo-e-se-reune-com-merz.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se encontra nos EUA com o deputado cassado Eduardo Bolsonaro para pedir que aceite (*) o deputado estadual André do Prado como candidato ao Senado.
    (*) . . .acredite, se quiser!!!

    > O feriado de Tiradentes esvazia Brasília. O Senado não terá sessões de votação e a Câmara só terá sessões para contar o prazo da análise da PEC que acaba com a jornada 6×1. Hugo Motta anuncia um novo relator para a proposta.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/15/fim-da-escala-6×1-entenda-os-proximos-passos-de-projeto-de-lula-e-como-fica-a-pec-de-erika-hilton.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Entre a quarta e a sexta-feira (24), a Segunda Turma do Supremo examina em plenário virtual a decisão de André Mendonça de mandar prender o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Na cadeia, aumentam as chances de Costa se tornar mais um delator do esquema Master.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/17/o-que-se-sabe-sobre-caso-de-propina-com-apartamentos-de-luxo-dados-por-vorcaro-a-ex-presidente-do-brb.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Na quarta-feira, a Procuradoria-Geral da República responde se aceita o acordo de delação firmado entre o lobista Maurício Camisotti, preso na operação das fraudes do INSS, e a Polícia Federal. A PGR sempre encrenca com acordos isolados da PF, mas uma rejeição deste caso será vista como um teste para um freio institucional para um caso que, segundo a oposição, pode chegar ao filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/10/empresario-suspeito-de-operar-esquema-de-fraudes-no-inss-fecha-delacao-premiada-com-a-pf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Com Lula e o ministro Dario Durigan de volta ao Brasil, é provável que seja anunciado o projeto de refinanciamento das dívidas bancárias, que pode beneficiar 30 milhões de pessoas.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/17/soma-das-dividas-dos-enrolados-no-alvo-do-novo-programa-de-renegociacao-pode-chegar-a-r-140-bi.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > Além do pacote dos endividados, o presidente Lula tem pressa em anunciar o fim da “taxa das blusinhas”.
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/04/16/taxa-das-blusinhas-governo-avalia-reduzir-ou-zerar-aliquota-para-compras-de-ate-us-50.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    > A se ver se o Tribunal Superior Eleitoral vai publicar o acórdão do julgamento que declarou a inelegibilidade do ex-governador do Rio, Cláudio Castro. Sem o acórdão, não há decisão sobre como será o mandato tampão no governo fluminense.
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/17/acordao-do-julgamento-de-castro-no-tse-e-concluido-e-nao-estipula-se-eleicao-para-mandato-tampao-no-rio-sera-direta-ou-indireta.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann

    (TRPCE)

  56. Miguel José Teixeira

    Fi-lo, mas não qui-lo e
    o desfarei, pelo povo.
    Então, fa-lo-ei de novo
    se reeleito for!

    “Taxa das blusinhas vira dilema shakespeariano para Lula”
    – Em ano eleitoral, governo se divide sobre fim ou manutenção do imposto federal em cima de compras internacionais de até US$ 50.
    (Houldine Nascimento, Poder360, 18/04/26)

    Manter ou não manter a chamada “taxa das blusinhas”? Eis a grande questão para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ano eleitoral. O que era um assunto tratado de maneira sutil passou a ser discutido abertamente no Planalto nos últimos dias.

    O momento preocupa o governo. A menos de 6 meses do 1⁰ turno, Lula vê sua popularidade ruir enquanto o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, aparece à frente em algumas pesquisas.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/analise/taxa-das-blusinhas-vira-dilema-shakespeariano-para-lula/

    1. Qual é o pior candidato ao goverlno federal:
      Lula ou Flávio Bolsonaro?

      Lula já mostrou a que veio, só falácias e endividamento da nação em prol da$ MORDOMIA$ PALACIANA$ e em nome da tal “governabilidade”;

      Flávio, além de SALVAR O PAI,
      no currículo de”servidor público” ou POLÍTICO, não tem nada de relevante pra apresentar, nem enquanto vereador, nem enquanto deputado pelo RJ.
      A sua marca, ALÉM DAS RACHADINHAS, foi homenagear o Ustra e o Adriano Nóbrega.
      Isso sem falar da “loja de chocolates” e do patrimônio incompatível com os vencimentos.👀😱

      Logo, o ideal seria o Tarcísio, Governador de SP, que mostrou competência enquanto gestor Público e possui capacidade técnica e administrativa para tal.

      Mas, como ganhar a eleição é mais importante para as siglas partidárias que GOVERNAR A NAÇÃO…

  57. Miguel José Teixeira

    “O problema não é Alessandro Vieira”
    – Narrativa contra o senador que ousou pedir o indiciamento de ministros do STF se assemelha à usada contra a Lava Jato e tenta desviar o assunto.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 18/04/26)

    É curiosa a interpretação de que, ao pedir o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE, foto) deu aos quatro motivos para se vitimizarem.

    Os ministros do STF não precisam de pretexto para isso.

    Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes se vitimizam oficialmente desde 2019, por meio do inquérito das fake news. E vale tudo nesse inquérito, que já foi usado para investigar mentiras e ataques, mas também verdades, como no caso clássico da censura a Crusoé (*).

    A alegação de que Vieira deu um argumento para os ministros do STF se blindarem é semelhante à narrativa adotada pelos críticos da Operação Lava Jato, e Gilmar é o maior deles.

    Tudo anulado
    Esses críticos apontam exageros e ilegalidades como a razão da derrocada da investigação, como se essa tentativa de combate à corrupção tivesse sido a única a cair no STF por questões técnicas — o que ocorreu com as operações Castelo de Areia, Satiagraha, Monte Carlo, Boi Barrica, etc?

    O argumento de conluio entre juiz e Ministério Público usado contra a Lava Jato foi demolido com a instauração do inquérito das fake news, relatado por um ministro que acumulou as funções de procurador ao mesmo tempo em que era a vítima em boa parte das investigações.

    Nem sequer o discurso dos ministros do STF contra vazamentos, apontados como um dos elementos nocivos do “lavajatismo”, se sustenta mais, porque o tribunal optou por expor nomes de funcionários da Receita Federal (**) investigados por supostamente vazar dados de autoridades.

    O que está em questão
    Vieira foi retirado da chapa de reeleição (***) do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), após se desentender com o ex-deputado federal André Moura (União), e tentará se reeleger de forma independente de seu grupo.

    É impossível — e também desnecessário — analisar as atitudes do senador sem considerar suas pretensões políticas. Mas o mais importante é saber se o que ele fez é bom ou ruim, certo ou errado.

    Desde que seus atos estejam dentro do escopo de sua atuação como parlamentar, os questionamentos sobres eles devem ser apenas políticos, e não judiciais ou criminais, como tenta fazer o decano do STF com o pedido de investigação por abuso de autoridade.

    Apesar do ineditismo de sua atitute, na prática Vieira não fez mais do que acrescentar quatro pedidos de impeachment às dezenas guardadas na gaveta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já que sua intenção era encaminhar o relatório da CPI do Crime Organizado, caso aprovado, à Mesa Diretora do Senado, responsável por processar os crimes de responsabilidade.

    A alegação de que senador pediu os indiciamentos por motivações eleitorais nem sequer serve de desqualificação para seu ato. O que está em questão é se os ministros do STF devem ser submetidos a algum tipo de investigação e, se for o caso, punição por suas condutas, cada vez mais suspeitas.

    Todo o resto é cortina de fumaça.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/o-problema-nao-e-alessandro-vieira/)

    (*) “URGENTE: Ministro do STF censura Crusoé”
    – Desde o fim da manhã desta segunda-feira, 15, Crusoé está sob censura, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Passava pouco das 11 horas da manhã quando um oficial de Justiça a serviço da corte bateu à porta da redação para entregar cópia da decisão. Alexandre de Moraes determina que Crusoé…
    +em: https://crusoe.com.br/diario/urgente-ministro-do-stf-censura-crusoe/

    (**) “Os segredos do STF”
    – Quem dera o maior problema dos ministros do Supremo fosse o vazamento de dados, e não o que os dados vazados indicam sobre eles.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/os-segredos-do-stf/

    (***) “Por que Alessandro Vieira foi preterido na chapa do governador de SE”
    – Senador do MDB seguirá sua caminhada à reeleição de forma independente.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/por-que-alessandro-vieira-foi-preterido-na-chapa-do-governador-de-se/

  58. Miguel José Teixeira

    “STF se enreda na própria teia”
    Não há solução à vista para a recuperação do alto grau de desconfiança da população no Supremo.
    – Cabe ao tribunal decidir se faz autocrítica para salvar a instituição ou se ignora as evidências e aprofunda a crise.
    (Dora Kramer, FSP, 18/04/26)

    Na sexta-feira (17), Edson Fachin e Cármen Lúcia respiraram fundo e foram ao cerne da questão: a crise de confiança que assola o Judiciário, em particular o Supremo Tribunal Federal, é grave e precisa ser enfrentada pelos próprios juízes.

    O presidente e a ministra vocalizaram o que diz a população nas pesquisas que registram o alto grau de desconfiança na corte (*). Minados internamente, partiram para o desabafo externo na tentativa de mostrar aos colegas a necessidade de reconhecer o óbvio e virar essa página nefasta na história do STF.

    A situação atual é uma temeridade em matéria de firmeza institucional. Foi o que ambos disseram nas entrelinhas sem ceder a arroubos de acusações, mas deram o alerta para quem, como afirmou Fachin, tem “olhos de ver e ouvidos de ouvir”.

    Viemos parar nesse ponto com a ofensiva do bolsonarismo, mas não só. Antes disso tivemos atos arbitrários e ações nem sempre justificadas no desmonte de investigações. Agora vemos o Supremo ser atraído para o poço ainda sem fundo do caso Master por condutas inadequadas de ministros e falta de reação adequada do colegiado.

    Onde vai dar isso, qual o caminho para o restauro da confiança no último bastião, não sabemos. A ala ativista do tribunal parece apostar em resistir e guerrear até que tudo se ajeite no aconchego do esquecimento.

    Difícil de acontecer, pois a confrontação alimenta a percepção da falta do equilíbrio esperado em magistrados. Fachin e Cármen Lúcia não encontram respaldo no tribunal; são relatados como isolados pelos pares mais vocais na circulação de versões junto aos meios de comunicação.

    Daqueles que não costumam ter esse tipo de interlocução, não se sabe o que pensam. O ideal seria se manifestarem para que a sociedade saiba como o conjunto dos magistrados avalia o declínio de reputação.

    Cabe ao STF decidir se insiste em negar as evidências ou se salva a instituição mediante a autocrítica, a transparência e a autocontenção no uso do poder de dar a palavra final.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/04/stf-se-enreda-na-propria-teia.shtml)

    (*) Datafolha: 75% dizem que ministros do STF têm poder demais; para 71%, corte é essencial para democracia”
    – Pesquisa revela também que maioria acha que as pessoas acreditam menos no Supremo do que antes.
    – Quem votou em Bolsonaro é mais crítico à corte, mas 64% dos eleitores de Lula vêem ministros com excesso de poder.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/datafolha-75-dizem-que-ministros-do-stf-tem-poder-demais-para-71-corte-e-essencial-para-democracia.shtml

    E vem mais aí. . .

    O que tudo indica,
    o parasitário alto está
    à aprovar mais um
    atrelado à caravana das
    PaTifarias legalizadas!

  59. Miguel José Teixeira

    Mais um órgão atrelado à
    caravana da PaTifaria legalizada!

    “TCU vê farra de autoridades em jatinhos da FAB, mas não manda ressarcir despesas”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 18/04/26)

    O Tribunal de Contas da União (TCU), que deveria ser a última trincheira de defesa do patrimônio público, escolheu mais uma vez “passar pano” para uso abusivo de jatos da Força Aérea Brasileira por autoridades dos Três Poderes. Foram mapeados 7.491 voos entre 2020 e 2024, ao custo de R$285 milhões. Em vez de mandar esses folgados ressarcirem o gasto, o TCU transferiu para o futuro a tarefa de coibir abusos, pedindo ao governo Lula (PT) um “plano” de “novas regras”. Como se o problema fosse apenas regulatório e não de quem dilapidou os cofres públicos.

    Dever esquecido
    Trocando em miúdos, o TCU flagra o “uber aéreo”, mas não faz o que lhe cabe: responsabilizar quem errou e recuperar o que foi desperdiçado.

    Sem satisfações
    A taxa média de ocupação dos voos foi de apenas 55% nesse período e 70% sem identificação adequada de passageiros, como manda a lei.

    Jatinho ‘particular’
    Tratando FAB como extensão de seu conforto privado, autoridades fizeram 111 voos solitários. Ou não queriam a companhia identificada.

    TCU, um desperdício
    O TCU estima que aos menos R$36 milhões poderiam ter sido poupados somente em sete meses de 2024. Mas não manda ressarcir os valores.

    Para que TCU?
    A coluna perguntou ao TCU por que não determinou o ressarcimento despesas pelo uso irregular de jatinhos da FAB por autoridades. O tribunal recorreu a arrogância: “O TCU se manifesta por meio de seus acórdãos”, disse sua assessoria. Na prática, não se manifesta.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/tcu-ve-farra-de-autoridades-em-jatinhos-da-fab-mas-nao-manda-ressarcir-despesas)

  60. Miguel José Teixeira

    “Véspera de feriadão e a gente está como? Dando notícias. É Xandão condenando Dudu Bolsonaro por difamação contra Tabata. É Facchin dizendo que o Judiciário tem problemas de imagem. É Carmen Lúcia dizendo que o Judiciário tem problemas de imagem. É Jorginho Mello dizendo que não era sobre cotas raciais, era sobre os pobres. É a treta do veto do PL da Dosimetria. Hoje é dia de reacts.”

    “Xandão dá recado para Flavitcho”
    “éNoiteNaCidade”, 17 abr 2026, TixaNews, ABR 18)
    (https://substack.com/@tixanews)

    Xandão condenando Dudu Bolsonaro (anota o recado, Flavitcho)

    > “A divulgação realizada pelo réu [Eduardo] revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora [Tabata Amaral], tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação.”

    Esse foi Xandão condenando Dudu Bolsonaro a um ano de prisão porque difamou a Tabata Amaral dizendo que ela apresentou o projeto de distribuição de absorventes íntimos para defender lobby de uma empresa que fabrica produtos de higiene. Eu diria que é um recado para Flavitcho Bolsonaro, que enfrenta um processo de difamação contra Lula. Condenados entram na lei da Ficha Limpa. Just saying!

    Carmén Lúcia, sempre uma fada sensata

    > “Nós temos no Brasil o problema da confiabilidade, principalmente no Supremo, tenho ciência disso. É preciso também saber o que há de equívocos e erros que precisam, sim, ser aperfeiçoados (*). Mas há um movimento internacional, que a gente sabe, para que não tenhamos Poder Judiciário.”
    Sem mais, meritíssima.

    (*) Matutando bem. . .
    Aperfeiçoar erros ou equívocos é o que a suprema trinca mais tem feito, ou não?

    Edson Facchin, o supremo presidente, também falando da crise

    > “Toda expansão de poder, ainda que bem intencionada, precisa ser acompanhada de autocontenção e reflexão crítica. É imprescindível que o Judiciário, e especialmente o Supremo Tribunal Federal, ao qual se atribui, não sem controvérsia, obviamente, a última palavra sobre a Constituição, mantenha o Judiciário postura reflexiva sobre os limites de sua própria atuação”.
    Resta saber se o Supremo vai se conter.

    O Hugo Motta, dono da Câmara frigorífica

    > “Eu espero que esse veto venha a ser derrubado.”

    Huguito quer derrubar o veto de Lula ao PL da Dosimetria e deu a declaração porque Davi Alcolumbre, a estrela-mor do Senado, marcou a votação do veto de Lula ao projeto que beneficia Bolsonaro para o próximo dia 30. O problema é que técnicos da Câmara afirmam que, se o veto for derrubado, estupradores, traficantes e criminosos perigosos vão se beneficiar e terão também suas penas reduzidas.

    Randolfe Rodrigues, senador pelo PT e líder do governo, sobre o PL da Dosimetria

    > “Beneficia Bolsonaro, mas também Fernandinho Beira Mar, Marcola e os chefes de milícia do país. Na prática, o Congresso estará anulando o endurecimento das penas aprovadas no PL Antifacção, favorecendo os mais sanguinários bandidos do Brasil.”

    Jorginho Mello, sobre as cotas raciais nas universidades

    > “Quem perdeu não foi o governo ou o governador. A lei não extinguia cotas. Melhorava: focava nos mais pobres.”

    Esse foi o governador de Santa Catarina comentando a decisão unânime do Supremo que derrubou a lei catarinense que acaba com as cotas raciais nas universidades em Santa Catarina. Uma matéria do G1 dizia que o governador entregava dados exagerados — e mostrava que os dados solicitados pelo supremo Gilmar Mendes diziam que era mentira que 81,5% da população do estado se considerava branca, porque o recorte mais recente do IBGE mostrava que o número havia caído para 76,28%. Digamos que seguia sendo um percentual muito elevado de população branca. O governador alegava que, dada essa quantidade de população branca, as cotas deveriam ser feitas não por questão de raça, mas por egressos de escolas estaduais e para pessoas de baixa renda.

    E vamos para o feriadão, BRASEW, esperar se o estreito de Ormuz estará ou não aberto.

    (TRPCE)

  61. Miguel José Teixeira

    “Supremo Fardo Federal”
    – O STF converteu-se, aos olhos do público, em símbolo da ilegalidade impune.
    – À sombra do caso Master, articula-se uma sociedade de ajuda mútua que se projeta ideologicamente da direita à esquerda.
    (Por Dmetrio Magnoli, FSP, 17/04/26)

    Alessandro Vieira cometeu um erro político crasso no seu relatório da CPI do Crime Organizado. Conduzido pelo orgulho ou pela indignação, maus conselheiros, enveredou por desvio de finalidade para propor o indiciamento de ministros do STF e do omisso PGR. Mas Vieira, senador sério e competente, não é um provocador bolsonarista: seu equívoco reflete a repulsa geral provocada pelo comportamento dos juízes que se pretendem imunes ao escrutínio público.

    Bem pior que o relatório foi a reação de Gilmar Mendes e Toffoli. Suas ameaças de cassar ou tornar inelegível o senador, proferidas em tom odiento, devem ser lidas como expressões autoritárias de desespero. Falta-lhes espinha dorsal quando proferem bravatas destituídas de amparo jurídico ou viabilidade política. Falta-lhes espelho quando acusam o acusador de abuso de autoridade. Só não ocupam – ainda! – o lugar de investigados porque o Brasil resiste bravamente ao princípio da igualdade perante a lei.

    Supremo Fardo Federal. Incapaz de conciliar palavras e gestos, Fachin rendeu-se uma vez mais à infâmia corporativista, saindo na defesa do indefensável. Moraes não explicará os telefonemas a Vorcaro ou o contrato das mil e uma noites de sua esposa? Toffoli seguirá tergiversando sobre seus negócios imobiliários com os fundos de araque inventados pelo financista da pirâmide? Ninguém justificará as caronas em jatinhos adquiridos por rotas criminosas?

    Paradoxo: o STF converteu-se, aos olhos do público, em símbolo da ilegalidade impune. Quem nos salvará de nossos salvadores?

    Lula carregou, dessa vez, o fardo federal, manobrando na CPI para derrubar o relatório desmiolado. Segundo uma versão, o resgate providenciado pelo Planalto decorreu de um pacto profano com o centrão, firmado em conciliábulo à meia voz com Alcolumbre. À sombra do caso Master, articula-se uma sociedade de ajuda mútua que se projeta ideologicamente da direita à esquerda e, institucionalmente, do Congresso ao STF. O Brasil político debate-se num lamaçal.

    A versão alternativa interpreta o resgate como necessidade imposta pelo objetivo lulista de preservar, num eventual novo mandato, a aliança com o Partido do Supremo. Conformado com outra derrota no pleito para o Congresso, o Planalto pretenderia seguir governando sob o amparo de intensa atividade legislativa dos juízes de capa preta. Seria uma extensão da excepcionalidade perene decretada desde que Bolsonaro engajou-se na aventura do golpe de Estado – e, nesse passo, mais uma volta do parafuso da politização do STF.

    O risco salta à vista. Lula tentou descolar-se dos juízes desmoralizados por meio de críticas públicas a Toffoli e Moraes. A crise do relatório interrompeu sua operação no pior momento, quando as sondagens eleitorais revelam perigoso empate técnico. A direita, tão ou mais envolvida no caso Master que a esquerda, celebra um cenário no qual o fardo pesa sobre as costas dos outros.

    A solução institucional depende de iniciativas ousadas de Fachin, que precisaria obter maioria entre os pares para autorizar investigações dos colegas implicados. Como ele se recusa a arremeter contra a muralha corporativa, sobra a solução institucional traumática, depois da eleição, pela via do Senado. Nesse meio tempo, o STF faz campanha involuntária para um candidato chamado Bolsonaro.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2026/04/supremo-fardo-federal.shtml)

  62. Miguel José Teixeira

    “O plano de Fachin para ação antidelação do PT desengavetada por Alexandre de Moraes”
    – Por Rafael Moraes Moura — Brasília, Blog da Malu Gaspar, O Globo, 17/14/26)

    Apesar de o ministro Alexandre de Moraes ter desengavetado e enviado para julgamento uma ação do PT de 2021 que pretende limitar os acordos de colaboração premiada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tem dado sinais de que não pretende pautar tão cedo a controvérsia para análise nas sessões plenárias da Corte.

    No último dia 6, Moraes pediu a inclusão da ação do PT na pauta das sessões presenciais do STF, mas segundo a equipe da coluna apurou, a tendência é Fachin não pautar o processo tão cedo.

    Interlocutores de Fachin apontam que as pautas de julgamento dos meses de abril e maio já foram divulgadas pela presidência da Corte, a quem cabe definir o que será analisado nas sessões presenciais, que ocorrem às quartas e quintas-feiras. E nelas não está a ação do PT.

    Protocolada em dezembro de 2021, quando o PT ainda protestava contra as delações da Lava-Jato, a ação foi distribuída por prevenção a Alexandre de Moraes, já que ele é relator de outra ação, apresentada por PT e PDT, que trata do destino de valores obtidos com condenações e delações premiadas.

    Nesse meio tempo, o próprio Moraes homologou o acordo de colaboração premiada do ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, que teve papel central no processo da trama golpista, em que o ex-presidente e outros réus foram condenados. A delação foi feita apesar da opinião contrária da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    O ministro só decidiu desengavetar a ação no início de abril, com outro processo de delação em curso, o de Daniel Vorcaro, dono do Master, que está preso na sede da superintendência da PF em Brasília. Moraes é ele próprio um alvo em potencial da delação, já que os advogados do banqueiro têm garantido aos investigadores que a delação será séria e completa.

    Um dos pontos que podem ser esclarecidos na delação de Vorcaro é o contrato que o banco fechou em 2024 com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, que previa pagamento de R$ 130 milhões de reais ao longo de três anos para a prestação de serviços junto ao Executivo e ao Legislativo em Brasília.

    Outro alvo potencial de uma delação de Vorcaro é Dias Tofoli, um dos sócios da Maridt, empresa sócia de um hotel de luxo localizado em Ribeirão Claro (PR) que vendeu em 2021 uma parte do empreendimento ao fundo controlado pelo empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro que também é investigado no inquérito do Master

    Para a ala do STF que atua fora da órbita de Moraes e de Gilmar Mendes, um eventual julgamento do caso pode produzir reflexos nas investigações do caso e dificultar o fechamento de um acordo entre Vorcaro, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) – que ainda depende do aval do ministro do STF André Mendonça.

    Na ação, o PT critica o que considera “abuso estatal na decretação de prisões preventivas injustificadas” para “ensejar colaborações forçadas”. “Não se pode admitir que um juiz ignore a violação do direito – inegociável – à liberdade e homologue acordo gerado em condições de sua violação”, sustenta o partido, ao pedir a anulação de delações premiadas que resultaram de acordos com réu que “se encontre em prisão cautelar manifestamente ilegal”.

    Uma das preocupações de Fachin é que o julgamento da ação sobre delações se transforme em um novo foco de disputa no tribunal, que acaba de passar por um abalo com o pedido de indiciamento de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli em relatório da CPI do Crime Organizado.

    O texto do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), no entanto, acabou rejeitado pela própria comissão após uma articulação nos bastidores que mobilizou a base aliada do governo Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e integrantes do próprio STF – Gilmar e Moraes, especialmente.

    Tudo o que Fachin não precisa é de mais ruído entre os ministros e de decisões que prejudiquem ainda mais a imagem do Supremo perante a opinião pública, aprofundando a crise institucional da Corte.

    É por isso que, por enquanto, a ação que Moraes quer tanto julgar não deve sair da gaveta de Fachin.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/04/o-plano-de-fachin-para-acao-antidelacao-do-pt-desengavetada-por-alexandre-de-moraes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

  63. Miguel José Teixeira

    “Ricardo Couto deve ficar no governo até o fim do ano”
    – Tendência do STF é deixar o desembargador no governo até o final do ano e não fazer duas eleições – uma para o mandato tampão, outra em outubro. Pelos cálculos, cada eleição custa em torno de R$ 100 milhões.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 17/04/26)
    . . .
    “A tendência do STF é manter o desembargador Ricardo Couto no governo do Rio de Janeiro até o fim do ano, evitando duas eleições custosas, cada uma estimada em R$ 100 milhões. Até a decisão, a sucessão estadual está congelada. Douglas Ruas foi eleito presidente da Assembleia, mas não assumirá o governo devido a uma liminar. A espera pela tramitação do acordão do TSE sobre a cassação de Claudio Castro é lenta.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/post/2026/04/ricardo-couto-deve-ficar-no-governo-ate-o-fim-do-ano.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  64. Miguel José Teixeira

    O “cachorrinho da mão torta”!

    “Ninguém quer Lula como mediador”
    – Petista disse não ter conseguido adesão de China, França e Rússia para mediar fim da guerra no Irã.
    (João Pedro Farah, Crusoé, 17/04/26)

    O presidente Lula afirmou ter sido ignorado por líderes mundiais ao propor uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para tratar da guerra no Irã.

    Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, o petista disse ter levado a ideia ao ditador chinês, Xi Jinping, ao ditador russo, Vladimir Putin, e ao presidente da França, Emmanuel Macron.

    Lula acabou sendo ignorado solenemente.

    Foi o Paquistão quem conseguiu reunir representantes dos Estados Unidos e do Irã para um acordo de cessar-fogo de 10 dias.

    Mas não é a primeira vez em que Lula tenta se colocar como solucionador de conflitos internacionais.

    Tomando cerveja?
    Na pré-campanha à Presidência de 2022, Lula sugeriu que a invasão russa à Ucrânia teria sido resolvida “em uma mesa tomando cerveja” no Brasil.

    Mais do que isso, o petista se disponibilizou a solucionar a guerra.

    “A quem interessa essa guerra? A razão dessa guerra, por tudo o que eu compreendo, que eu leio e que eu escuto, seria resolvida aqui no Brasil em uma mesa tomando cerveja. Teria resolvido aqui, senão na primeira cerveja, na segunda; se não desse na segunda, na terceira; se não desse na terceira, até acabarem as garrafas a gente ia fazer um acordo de paz.”

    O que se viu foi o presidente brasileiro viajando a Moscou para se encontrar com o ditador Vladimir Putin.

    Ao lado de ditadores, Lula chegou a adotar a fita de São Jorge na lapela de seu terno nas comemorações do Dia da Vitória.

    Crusoé apurou que a relação entre os governos de Brasil e Ucrânia não é das melhores.

    A última conversa entre Lula e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ocorreu em setembro, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York.

    Desde então, a Ucrânia é representada por um encarregado de Negócios em solo brasileiro.

    Nicolás Maduro
    Mais recentemente, o Brasil também buscou se posicionar como interlocutor em tensões entre Estados Unidos e Venezuela, com Lula defendendo a necessidade de diálogo para evitar escaladas militares na região.

    “Falei pro presidente Maduro que se ele quisesse que o Brasil ajudasse alguma coisa ele tinha que dizer o que que ele gostaria que a gente fizesse. E disse ao Trump: ‘Se você achar que o Brasil pode contribuir, nós teremos todo interesse de conversar com a Venezuela e conversar com vocês conversar com outros países para que a gente evite um confronto armado aqui na América Latina e na nossa querida América do Sul”, disse.

    Ao que tudo indica, não houve mediação formal de Lula.

    Em 3 de janeiro, Maduro foi capturado pelas forças americanas em Caracas.

    Problema maior
    Lula tenta personificar o papel do Itamaraty como mediador de conflitos internacionais.

    No entanto, é impossível o petista se desvincular da imagem ser próximo de autocratas.

    Um deles era o próprio ditador Nicolás Maduro, que está preso em Nova York.

    Lula precisa focar no maior problema de hoje para ele: a eleição de outubro.

    A recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira, 15, indica a consolidação de um cenário negativo para ele.

    A aprovação do petista segue em tendência de queda desde o início de 2026, passando de 44% em março para 43% em abril.

    Em dezembro de 2025, Lula era aprovado por 48% dos entrevistados.

    O governo Lula é negativo para 42% dos eleitores, positivo para 31% e regular para 26%.!

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/ninguem-quer-lula-como-mediador/

  65. Miguel José Teixeira

    De novo, supremos deuses!

    . . .”Nessa infeliz iniciativa, Gilmar vilipendiou as memórias do filósofo John Locke (1632-1704) e do jusfilósofo Montesquieu (1689-1755). Atentou contra o histórico período do Iluminismo. Colocou pá de cal no fundamental princípio da tripartição dos Poderes.”. . .

    “‘Carteirada’ de Gilmar contra senador da CPI rasga a Constituição”
    (Wálter Maierovitch, Colunista do UOL, 17/04/26)

    Fato muito mais grave do que uma rejeitada CPI sobre crime organizado ocorreu quando Gilmar Mendes, ministro decano do STF (Supremo Tribunal Federal), representou ao procurador-geral da República pela abertura de investigação criminal por abuso de poder contra o senador Alessandro Vieira, relator da comissão parlamentar de inquérito.

    Na verdade, Gilmar, abusivamente, rasgou a Constituição, ao sepultar o princípio constitucional da separação, independência e harmonia entre os Poderes do nosso país.

    Nessa infeliz iniciativa, Gilmar vilipendiou as memórias do filósofo John Locke (1632-1704) e do jusfilósofo Montesquieu (1689-1755). Atentou contra o histórico período do Iluminismo. Colocou pá de cal no fundamental princípio da tripartição dos Poderes.

    Artigo 58 da Constituição
    Não bastasse, o ministro Gilmar abespinhou-se com o senador Vieira e ignorou o artigo 58 da Constituição.

    Diz o texto constitucional, em resumo, que o relator de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) detém poder igual ao de um magistrado, de um juiz, de um ministro do STF. Ou seja, o relator da CPI tem livre convencimento motivado na apreciação das provas.

    Portanto, era legítimo e republicano Vieira propor aos seus pares a aplicação, no devido processo legal, por infração político-administrativa, do remédio constitucional do impeachment.

    Nesse caso, o senador apresentou suas razões apoiadas em provas. Em um relatório de 200 páginas, forneceu as motivações que sustentavam o seu entendimento, da sua íntima convicção.

    Não convenceu seus pares, e a CPI restou sepultada, com o Senado cumprindo seu papel republicano.

    Em seu destempero, o ministro decano usou, arbitrariamente, da intimidação e colocou o STF como vítima — ele e dois outros supremos ministros no papel de vítimas reflexas por serem de um órgão do Poder Judiciário.

    Já que falamos em CPI sobre crime organizado, cabe recordar a matriz gangsterista, a intimidação, a ameaça. Na deliberação de Gilmar, existem a ilegalidade do abuso de poder e a intimidação — do tipo que tenta acabar com a competência do Senado.

    “Carteirada” de Gilmar
    Para usar uma expressão conhecida e reprovada pelos cidadãos brasileiros, houve “carteirada”.

    Explicando melhor: Gilmar deu “carteirada” ao acionar o procurador Paulo Gonet. Aliás, seu antigo sócio e convidado especial do evento lisboeta conhecido como Gilmarpalooza.

    Vale lembrar que os ministros Gilmar e Alexandre de Moraes pressionaram o presidente Lula a fim de indicar Gonet para o cargo de procurador-geral. E Gonet, outro alcançado pela proposta do senador Vieira, não tem se mostrado imparcial e, muitas vezes, omite providências.

    Toffoli boneco de ventríloquo
    No cenário de intromissão no Senado, ameaça e ofensa à honra do relator, assistiu-se também ao descarado ministro Dias Toffoli representando o triste papel de boneco de ventríloquo.

    Toffoli repetiu a fala do ministro Gilmar e saiu-se com emenda pior que o soneto: “Não podemos nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando as instituições para obter voto”.

    Toffoli, pasmem, falou em cassação dos direitos políticos do senador Vieira.

    O enrascado Toffoli quer que se casse a cidadania de Vieira — direito de votar e ser votado — em razão de ele ter proposto a instauração de processo de impeachment contra Toffoli, suspeito no caso Master e dois outros ministros do STF.

    República de Bananas de togas
    Uma verdadeira república sempre estará alicerçada na chamada divisão funcional do poder, na igualdade de todos perante a lei, na soberania e na natureza representativa do regime, com mandatos com prazo determinado de duração.

    Fora disso, temos as chamadas repúblicas bananeiras, as repúblicas apenas nominais.

    Em duas obras literárias de Mario Vargas Llosa, duas repúblicas bananeiras são mostradas: o Peru ao tempo da ditadura de Manuel Odría e a República Dominicana do sanguinário Rafael Trujillo.

    No nosso Brasil, o ministro Gilmar Mendes não mais reconhece a separação e independência dos poderes. Ele acabou de rebaixar o Senado à condição de apêndice do STF.

    Os supremos ministros, cujo poder provém do povo, tornaram-se blindados, acima da Constituição e da lei.

    No âmbito do Judiciário, nenhum órgão correcional existe para punições em casos de descumprimento dos deveres previstos na Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

    Na hipótese de suspeita de crime, com base em prova indiciária, é a própria Corte excelsa que autoriza a investigação. Como se percebe, o atual procurador-geral, titular em nome do Estado do direito de punir criminalmente, omite-se.

    Quanto ao impeachment, o sistema de freios e contrapesos encontra-se enferrujado, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trava os pedidos, misturando discricionariedade com arbítrio.

    Num pano rápido, tal momento político-institucional, infelizmente, mostra o país como uma república de bananas de togas.

    (Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/walter-maierovitch/2026/04/17/gilmar-mendes-cpi-alessandro-vieira-constitucao.htm)

    Lembrando que. . .
    não por acaso, tiraram o lula da cadeia,
    colocaram-no na presidência da República,
    e agora, para “se-resguardarem-se”
    oferecem-nos um porra louca, com o rabo preso
    ao “amigo do amigo do meu pai”!

  66. Miguel José Teixeira

    “Crusoé: Gilmarlândia”
    – Decano do STF reage com truculência a tentativa de investigação e seus colegas ameaçam dificultá-las ainda mais. E mais: Como uma democracia iliberal morre.
    (Redação O Antagonista, 17/04/26)

    Gilmar Mendes compareceu em fevereiro ao lançamento da pedra fundamental de Nova Aliança do Norte, um projeto de município no Mato Grosso. Localizada entre Diamantino e São José do Rio Claro, a futura cidade fica na região onde nasceu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) mais influente das últimas décadas, o que rendeu ao projeto o apelido de Gilmarlândia.

    Um pequeno município parece muito pouco, contudo, para quem detém tanta influência nos rumos de um país inteiro há tanto tempo.

    O decano do STF, que se gaba de conversar “com todos os lados” da política brasileira, já admitiu publicamente que guiou os colegas de tribunal a mudar o entendimento que permitia a prisão após condenação em segunda instância, em 2019, após uma “leitura política”.

    Foi ali, com a soltura de Lula, que começou o desmonte da Operação Lava Jato — e também a crise institucional e de imagem inédita que o STF atravessa atualmente.

    Após contribuir para a anulação de inúmeras condenações de réus confessos, Gilmar combate retoricamente até hoje a maior operação contra a corrupção da história do Brasil.

    O ministro mais antigo da atual composição do STF bradou contra o “lavajatismo” mais uma vez nesta semana ao protestar contra a tentativa do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) de investigá-lo por interferência nas investigações do caso do Banco Master.

    Como de costume, os ministros do STF se esconderam atrás do tribunal para rechaçar críticas e investigações sobre suas condutas, usando a desgastada ameaça de golpe de Estado como escudo para justificar mesmo seus atos mais controversos e suspeitos, diz Rodolfo Borges em “Gilmarlândia” (*), a matéria de capa de Crusoé.

    Outros destaques de Crusoé
    Na reportagem “Como uma democracia iliberal morre” (**), João Pedro Farah mostra como a derrota de Viktor Orbán na Hungria expôs um erro de cálculo do primeiro-ministro que comandou o país por 16 anos.

    As políticas de sufocamento da oposição não previram o surgimento de uma figura dissidente de dentro do próprio sistema: Péter Magyar. A eleição do jovem político rompeu o monopólio da narrativa nacionalista perpetuada por Orbán.

    Colunistas
    Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.

    Nesta edição, escrevem

    > Roberto Reis
    (A última rodada)
    – Em vez de insistir até o fim, Lula poderia optar por deixar como herança uma sensação gostosa de amparo popular e transferir a conta.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-ultima-rodada/

    > Maristela Basso
    (Quando a defesa vira suspeita)
    – Brasil não enfrenta apenas desafio de julgar fatos graves, mas de fazê-lo sem comprometer garantias que sustentam a própria ideia de justiça.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/quando-a-defesa-vira-suspeita/

    > Márcio Coimbra
    (As armadilhas de Orbán)
    – Queda de Orbán não inaugura apenas uma nova gestão em Budapeste, mas o início de uma complexa limpeza institucional.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/as-armadilhas-de-orban/

    > Clarita Maia
    (Hezbollah nas redes de lavagem de dinheiro do INSS)
    – Grupo terrorista libanês não aparece na trama como ator periférico, mas emerge como um fio que atravessa várias investigações simultâneas.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/hezbollah-nas-redes-de-lavagem-de-dinheiro-do-inss/

    > Izabela Patriota
    (A hipocrisia sobre o aborto no Brasil)
    – Em 9 de abril, The Economist publicou uma reportagem afirmando que há pouco espaço para a legalização do aborto no Brasil, destacando que, apesar das exceções legais, o acesso continua restrito e profundamente desigual na prática. O também recente caso do deputado estadual paulista Guto Zacarias (Missão, foto) ajuda a explicar o porquê. Ele expôs…
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-hipocrisia-sobre-o-aborto-no-brasil/

    > Rodolfo Canônico
    (Políticas de Orbán para a família também deveriam cair?)
    – A lição húngara é que subsídios generosos não bastam quando as necessidades reais das famílias são sobrepostas por interesses eleitorais.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/politicas-de-orban-para-a-familia-tambem-deveriam-cair/

    > Dennys Xavier
    (Orgulho de ser brasileiro?)
    – Uma sociedade que aprende a chamar de orgulho aquilo que simplesmente herdou acaba enfraquecendo o próprio critério de avaliação da experiência humana.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/orgulho-de-ser-brasileiro/

    > Josias Teófilo
    (A periferia no centro)
    – Oito das dez músicas mais ouvidas no Brasil são de artistas que foram alvo da Polícia Federal nesta quarta-feira, 15.
    +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-periferia-no-centro/
    e
    > Rodolfo Borges
    (Precisamos falar sobre Abel).
    +em: Palmeiras não ajuda o próprio treinador e o futebol ao fingir que não há um problema no comportamento do português à beira do campo.

    (*) https://crusoe.com.br/noticias/gilmarlandia/
    (**) https://crusoe.com.br/noticias/como-uma-democracia-iliberal-morre/
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    (***) +em: https://crusoe.com.br/

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-gilmarlandia/

  67. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 16/04/26)

    …meses de investigações de duas CPIs e uma conclusão: zero.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    . . .e para o contribuinte, o saldo foi negativo!

  68. Miguel José Teixeira

    Choquei em PTwatt. . .

    “Alvo da PF, Choquei se uniu a Janja em defesa da ‘taxação das blusinhas’”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 16/04/26)

    Preso nesta quarta-feira (15) na batida da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro que movimentou R$1,63 bilhão, Raphael Sousa Oliveira é dono do perfil de fofocas “Choquei”, que coleciona nas redes bajulação ao PT e acusações de diálogos ensaiados para promover o governo e emplacar “versões oficiais”. Foi o caso quando anunciou que a “taxa das blusinhas” não pegava o consumidor e ainda deu espaço para a primeira-dama Janja insistir na lorota que a taxa seria só “para empresas”.

    Conto do vigário
    Não demorou e o diálogo entre Janja e Choquei logo ganhou o selo “Isto é falso!”, no X. A cobrança caiu mesmo na conta do consumidor final.

    Queridinhos do PT
    Um dos quadros da “Choquei”, Edson Jr, já recebeu homenagem de vereador petista e foi chamado para encontro com a primeira-dama.

    Xeleléu
    O perfil de fofoca não perdeu tempo ao engajar no perfil de Flávio Dino, quando aprovado ao STF, com comentários tipo “merecimento” e etc.

    Estranha amizade
    O Ministério da Saúde também bateu ponto com a Choquei, foram 17 interações, mas a pasta negou ter contratos com o perfil fuxiqueiro.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/alvo-da-pf-choquei-se-uniu-a-janja-em-defesa-da-taxacao-das-blusinhas)

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