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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXXIII

É antiga, mas atualizadíssima. Falta dinheiro para combater a corrupção. Como discordar?

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78 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXXIII”

  1. Miguel José Teixeira

    “Alta de tarifa pode render até R$ 20 bi à União em 2026, diz IFI”
    – Medida no Orçamento de 2026 eleva Imposto de Importação e pode somar valor à meta fiscal; troca por nacional é incerta…
    (Simone Kafruni, Poder360, 26/02/26)

    A alta do Imposto de Importação sobre bens de capital e de informática e telecomunicações, incorporada ao Orçamento Geral da União de 2026, pode reforçar o caixa federal em até R$ 20 bilhões neste ano. A estimativa é da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão ligado ao Senado Federal.

    Em relatório publicado nesta 5ª feira (26.fev.2026), a instituição afirma que a medida tem potencial de arrecadar de R$ 14 bilhões a R$ 20 bilhões em 2026 e contribuir para o cumprimento das metas do arcabouço fiscal. No entanto, classifica como incerto o efeito de substituição de importações por produção nacional, argumento central do governo. Eis a íntegra (https://static.poder360.com.br/2026/02/raf109_fev2026.pdf)
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/alta-de-tarifa-pode-render-ate-r-20-bi-a-uniao-em-2026-diz-ifi/

  2. Miguel José Teixeira

    A taxa do mundo é nossa,
    com o taxad
    não há quem possa!

    “Taxad não sossega nem em ano eleitoral”
    – É fascinante o compromisso e o comprometimento do ministro Fernando Haddad com o aumento da carga tributária.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 26/02/26)

    O governo Lula se aproxima de 30 iniciativas para criar ou elevar impostos desde 2023.

    Como esquecer da “taxa das blusinhas”, a política mais mal avaliada do governo Lula, da reoneração de PIS/Cofins sobre combustíveis e receitas financeiras, da tributação de offshores e fundos exclusivos, da tributação de bets, do aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)…

    A última das medidas, o aumento de alíquotas de taxas de importação (1), começou a valer no início deste mês, em pleno ano eleitoral, o que demonstra o comprometimento e o compromisso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), com a elevação da carga tributária.

    Desta vez, o governo Lula, que geralmente se escora no discurso da “justiça tributária” para colocar a mão no bolso do brasileiro, alegou a velha ladainha da proteção da indústria nacional.

    Tudo para seguir batendo recordes de arrecadação (2).

    Discurso bonito
    O discurso, como sempre, é muito bonito.

    Ao defender o aumento em nota técnica, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda apontou a “escalada das importações de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT)”, indicando aumento de 33,4% desde desde 2022.

    Mas o número que importa mesmo é a estimativa de arrecadar 14 bilhões de reais a mais neste ano, para ver se o governo consegue cumprir a meta de superávit de 2026.

    Subterfúgio
    Haddad garante que o aumento das alíquotas de importação “não tem impacto em preço” (3).

    Segundo o ministro da Fazenda, “é uma mentira o que estão falando, que isso vai encarecer, porque os produtos são feitos aqui, mas [o aumento da alíquota] impede que uma empresa estrangeira, utilizando um subterfúgio, consiga concorrer com a empresa que está instalada no Brasil com um produto similar”.

    Pode até ser que o governo Lula consiga inibir a utilização desse subterfúgio, mas é muito difícil acreditar que o aumento de mais um imposto não seja outro conhecido subterfúgio petista, utilizado ao longo dos últimos quatro anos para sustentar a gastança de uma gestão que não chegou nem perto de cumprir os compromissos de responsabilidade do novo arcabouço fiscal.

    Não por acaso, voltaram a circular os memes de Taxad (4) — que, sabe-se lá como, ainda não foram taxados.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/taxad-nao-sossega-nem-em-ano-eleitoral/)

    (1) “Após criticar protecionismo, governo Lula sobe imposto de importação”
    – Brasil aumenta impostos de mais de 1.200 produtos importados, incluindo equipamentos de saúde e hospitalares.
    +em: https://oantagonista.com.br/economia/apos-criticar-protecionismo-governo-lula-sobe-imposto-de-importacao/#google_vignette

    (2) “Governo federal arrecada R$ 2,88 trilhões em 2025 e bate recorde histórico”
    – Somente em relação ao IOF, cuja elevação gerou atrito entre o governo e o Congresso, foram arrecadados 86,47 bilhões de reais.
    +em: https://oantagonista.com.br/economia/governo-federal-arrecada-r-288-trilhoes-em-2025-e-bate-recorde-historico/#google_vignette

    (3) ““Não tem impacto em preço”, diz Haddad sobre imposto de importação”
    – Ministro da Fazenda defende proteção à indústria local e nega que medida vá encarecer produtos para o consumidor.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/nao-tem-impacto-em-preco-diz-haddad-sobre-imposto-de-importacao/

    (4) “Que tal taxar os memes de Haddad?”
    – Ou talvez seja o caso de os governistas acionarem o STF para limitar a 40 gramas a quantidade de memes autorizada por usuário.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/que-tal-taxar-os-memes-de-haddad/

  3. Miguel José Teixeira

    Era “piadinha de salão”:

    “”Quem não deve, não teme”, afirma Lula sobre investigações da PF à família Bolsonaro”
    – Fala do presidente ocorreu durante entrevista exclusiva à CBN Recife.
    +em: https://acervo.cbnrecife.com/artigo/quem-nao-deve-nao-teme-afirma-lula-sobre-investigacoes-da-pf-a-familia-bolsonaro

    Mas, “pimenta nos olhos do outros”. . .

    “Lula aciona tropa de choque, mas foi inútil: CPMI do INSS quebra sigilos de Lulinha”
    – Confusão ocorreu após a oposição celebrar a aprovação do requerimento.
    +em:https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/petistas-comecam-confusao-apos-cpmi-do-inss-aprovar-quebra-de-sigilo-de-lulinha

    Vídeo do ataque terrorista em: https://youtu.be/6O7BIQczTl4

  4. Miguel José Teixeira

    “Qual a história da cadeira de plástico mais famosa do mundo?”
    – A Monobloc, cadeira de plástico onipresente, virou símbolo da identidade latino-americana.
    – Produzida rapidamente e vendida no mundo todo, também gera críticas pelo impacto ambiental.
    (DW/FSP, 25/02/26)

    Sabe aquela cadeira de plástico que pode ser vista no show e na capa do disco do Bad Bunny, em mesas de bar, na praia ou mesmo na calçada da sua vizinha fofoqueira?

    Essa peça de plástico onipresente virou símbolo da identidade latino-americana. Mas sabia que ela também é a cadeira mais vendida no mundo todo?

    Batizada de Monobloc, ela não foi criada por um único designer. Vários deles passaram anos tentando inventar uma cadeira produzida em uma peça inteiriça — por isso o nome Monobloc, um bloco só.

    Muita gente atribui a primeira tentativa bem-sucedida ao canadense D.C. Simpson, que em 1946 criou um modelo que cumpria o requisito de ser uma peça única – mas ela era cara demais para ser produzida em série.

    Foi só em 1972 que surgiu esse modelo que conhecemos hoje, com as costas vazadas, o Fauteuil 300. Seu criador foi o francês Henry Massonnet, que não era um designer, mas sim um engenheiro, e conseguiu reduzir o tempo de produção da cadeira para menos de dois minutos. Afinal, basta derreter o polipropileno a 220 ºC, injetar no molde e voilà.

    Uma cadeira de produção rápida, barata e empilhável, economizando também espaço no estoque, no transporte e no seu destino final. Massonnet nunca chegou a patentear sua criação, o que fez com que muita gente se arriscasse em suas próprias versões.

    Mas a que conhecemos hoje se popularizou a partir dos anos 80, quando a empresa francesa Grosfillex passou a produzir e vender para o mundo todo, tornando-se um exemplo de globalização e consumo em massa.

    Há quem critique a Monobloc pela quantidade de resíduo plástico que ela gera, o que afeta diretamente o meio ambiente. Mas não dá para negar que ela é um marco histórico e pertence à memória afetiva de diversas gerações em inúmeros países.

    E você? Do que lembra quando pensa na cadeira Monobloc? Conta aqui nos comentários (*).

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/tv/2026/02/qual-a-historia-da-cadeira-de-plastico-mais-famosa-do-mundo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdicas)

    (*) Não contei lá mas conto aqui:

    No fim dos anos 90, aventurei-me no ramo de frutos do mar, abrindo um restaurante especializado na Rua XV em Joinville. Era o “Bem-Te-Vi ao Zinho Batista”!
    O Zinho Batista, expert no assunto e de família tradicional na região, principalmente “do outro lado”, era meu sócio.
    Certa ocasião, recebemos um grupo de relacionamentos, o “K entre nós” para uma comemoração.
    Observei entre eles, um alemãozão muito tímido. Todos interagiam, menos ele.
    De repente, a “Monobloc” em que está sentado, quebra-se!
    Aí vem chumbo grosso, imaginei.
    Mas, para surpresa geral, o alemãozão levanta-se, pega uma parte da cadeira quebrada e sai cantarolando e rodopiando pelo restaurante.
    E animou a festa!

    https://www.instagram.com/reel/DPHW5ThgCXr/

  5. Miguel José Teixeira

    Como não sou íntimo,
    ele é e sempre será o
    “faveco rachadjinha”!

    “Flávio Bolsonaro, o “elevado”, não quer ser “puxado para baixo””
    – Esses caras pedem nosso voto, prometem resolver os nossos problemas, ganham salários e benefícios enormes e entregam, via de regra, muito pouco ou quase nada.
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 26/02/26)

    Segundo Flávio Bolsonaro, Flavinho Wonka para os íntimos (*), em alusão ao personagem Willy Wonka (1), do filme A Fantástica Fábrica de Chocolates – afinal, foi um feliz proprietário de uma loja de chocolates que vendia panetones como ninguém, inclusive fora de época e em dinheiro vivo -, foi flagrado, em bilhete escrito à mão, afirmando que um eventual palanque ao lado de Mateus Simões (PSD), vice-governador de Minas e pré-candidato à reeleição, o “puxa para baixo”.

    Bem, em que pesem as pesquisas de opinião darem números modestos ao pessedista – ainda não levando em conta que será o governador em exercício, que terá um dos maiores tempos de rádio e TV durante o horário eleitoral e que vem recebendo apoios explícitos de políticos altamente populares como Nikolas Ferreira (PL) e Cleitinho Azevedo (Republicanos) – o ex-deputado das rachadinhas afirmar que o vice-governador do segundo maior colégio eleitoral o “puxa para baixo” só não surpreende pelo autor da frase.

    Fosse eu Mateus Simões e talvez concordasse em gênero, número e grau. Afinal, se depender da régua da família Bolsonaro (2), onde um filho trata o pai como “ingrato do caralho” e o manda “TNC”; onde irmãos se ofendem e se digladiam e onde enteados tratam a madrasta como inimiga, chega a ser elogiosa tal afirmação.

    Alhos e bugalhos
    Mateus e Flávio de fato navegam em órbitas separadas. A depender do critério, acima ou abaixo. Flávio tem amigos como o carequinha Queiroz e o miliciano capitão Magalhães (3). Flávio compra imóveis – e até mansões luxuosas – em dinheiro vivo. Flávio se socorre das canetas de Dias Toffoli e Gilmar Mendes para escapar das investigações do MP do Rio. Ou seja, se tudo isso é “elevado” para Flávio Bolsonaro, faz mesmo sentido acreditar que o vice-governador de Minas o rebaixa.

    Atenção: o que acabei de escrever sobre Flávio Bolsonaro não é inédito nem novo. Uma breve pesquisa no Google mostrará que assim eu penso há pelo menos cinco ou seis anos. Portanto, o texto não é “em defesa” de Mateus Simões, mas em reprimenda ao bolsokid que se imagina superior. Lembrando sempre que, para mim, político tem de ser vigiado, cobrado e criticado de manhã, de tarde e de noite, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês (*).

    Esses caras pedem nosso voto, prometem resolver os nossos problemas, ganham salários e benefícios enormes e entregam, via de regra, muito pouco ou quase nada. Por mim, que se acusem e se ofendam, e até troquem algumas cadeiradas (4) (brincadeira, claro), pois “chumbo trocado não dói”. Mas que o façam com um mínimo de coerência. Desse jeito, Flávio, o “altíssimo”, acabará concorrendo com Lula, a “alma mais honesta desse país”.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/flavio-bolsonaro-o-elevado-nao-quer-ser-puxado-para-baixo/)

    (1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Willy_Wonka

    (2) “A mensagem chocante de Eduardo, o filho, ao pai, Jair Bolsonaro”
    – Particularmente, jamais acreditei na retórica religiosa dos Bolsonaro. Aliás, não acredito em discursos religiosos salvacionistas.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/a-mensagem-chocante-de-eduardo-o-filho-ao-pai-jair-bolsonaro/

    (3) “Flávio Bolsonaro explica homenagem a miliciano”
    – Flávio Bolsonaro também foi questionado neste domingo pelo Estadão sobre sua relação com o ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de chefiar uma milícia no Rio de Janeiro. Tanto a mulher quanto a mãe Adriano trabalharam…
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/a-mensagem-chocante-de-eduardo-o-filho-ao-pai-jair-bolsonaro/

    (4) “Padrão Datena: sobrinho de Dilma ameaça cadeirada em Nikolas”
    – Já vou preparando a pipoca, porque MMA entre bolsonarista e lulopetista, como a gente diz em Minas, “É bão demais da conta, sô”.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/padrao-datena-sobrinho-de-dilma-ameaca-cadeirada-em-nikolas/

    (*) e. . . J A M A I S tê-los de estimação!

  6. Miguel José Teixeira

    Bota organização criminosa nisso!

    “Poucos com muito”
    O governo Lula (PT) já conseguiu gastar R$9,5 milhões este ano com os infames cartões corporativos. Quase todos os gastos são colocados sob sigilo. Jamais saberemos em que Janja gastou flanando por aí. (Coluna CH, DP, 26/02/26)

  7. Miguel José Teixeira

    Felizmente para a quadrilha,
    o titular do
    Predio
    Grande
    Redondo,
    é atrelado!

    “Gatunagem no INSS”
    O deputado Sanderson (PL-RS) acionou a Procuradoria-Geral da República para pedir a prisão de Lulinha, filho de Lula (PT), acusando-o de enrosco no roubo aos aposentados, com base em delações. (Coluna CH, DP, 26/02/26)

  8. Miguel José Teixeira

    E a janja calamidade
    mais feliz
    do pinto no lixo!

    “Segure a carteira”
    Nesta quinta (26), o Impostômetro ultrapassa a marca de R$700 bilhões tomados da população, em 2026. A iniciativa da Associação Comercial paulista estima que mais de R$4,1 trilhões nos serão tomados este ano.” (Coluna CH, DP, 26/02/26)

  9. Miguel José Teixeira

    Vade retro!!!
    Façamos um parasitário alto
    mais eclético!

    “Oposição estima eleger 35 senadores este ano”
    (Coluna CH, DP, 26/02/26)

    Estudos internos do Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro fazem uma estimativa animadora para a oposição a Lula (PT): a previsão é eleger, de certeza, ao menos 35 senadores, em outubro, considerando duas vagas por unidade da Federação. Estarão em disputa 54 das 81 cadeiras de senador. Apesar disso, o otimismo é ainda maior: além dessas 35 vagas, elegendo dois senadores na maioria dos Estados, o PL projeta a vitória ao menos de um candidato ao Senado em vários outros Estados.

    50 é maioria
    Se a oposição conquistar 35 vagas em outubro, como projeta, encontrará outros 15 senadores de direita cujos mandatos estão na metade.

    Dois de uma vez
    Em Estados de eleitorado conservadores, como Distrito Federal e Santa Catarina, o PL promete lançar dois candidatos a senador.

    Nordeste com Lula
    No Nordeste, a expectativa é outra: candidatos ligados a Lula têm acentuado favoritismo em diversos Estados.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/decisao-de-mendonca-restringindo-acesso-tirou-lula-do-controle-do-inquerito)

  10. Miguel José Teixeira

    Com a caneta na mão,
    lulampião
    perder a eleição,
    faveco rachadjinha
    vai virar rachadão!

    “A (difícil) última corrida de Lula: os três obstáculos que o petista precisa superar até a eleição”
    – As pesquisas mostram que, em nenhum momento, os eleitores de Jair Bolsonaro do segundo turno de 2022 aprovaram de maneira consistente a atual administração federal, muito diferente dos primeiros mandatos do petista.
    (Por Mauricio Moura, O Globo, 26/02/26)
    . . .
    “A última corrida eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 será desafiadora, com uma popularidade em queda e obstáculo de reconquistar eleitores de 2022, minimizar abstenções e atrair apoiadores de Bolsonaro. Sua aprovação, atualmente negativa, precisa melhorar para uma campanha vitoriosa. Estratégias incluem mudanças fiscais e melhor comunicação de programas. A trajetória de Lula será decisiva para seu legado político.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/mauricio-moura/coluna/2026/02/a-dificil-ultima-corrida-de-lula-os-tres-obstaculos-que-o-petista-precisa-superar-ate-a-eleicao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  11. Miguel José Teixeira

    “Cuba vai lançar foguete, Brasil vai lançar também
    Cuba lança, quero ver cuba lançar fazendo a alegria do povao
    Cuba lançando pra galera ficar na alucinação
    Lança pra cá, lança pra lá quero ver cuba lançar em todo lugar” (*)
    . . .

    “EUA autorizam revenda de petróleo venezuelano a setor privado de Cuba, enquanto a crise no país alarma o Caribe”
    – Após a queda de Maduro em uma incursão militar dos EUA, Washington anunciou sanções contra países ou empresas que desejassem exportar petróleo para Cuba, levando Havana a uma situação crítica.
    (Por O Globo e agências internacionais — Washington, 26/02/26)
    . . .
    “Os EUA autorizaram a revenda de petróleo venezuelano para Cuba, visando aliviar a crise energética que assola a ilha após a queda de Maduro e sanções impostas a exportadores de petróleo. Com o foco no setor privado e exclusão do governo cubano, a medida busca diferenciar o regime cubano do povo. A crise em Cuba preocupa líderes do Caribe quanto à estabilidade regional, incitando pedidos de ajuda humanitária.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/25/eua-autorizam-revenda-de-petroleo-venezuelano-a-setor-privado-de-cuba-por-empresas-americanas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) https://www.youtube.com/watch?v=Y1uFAg4sh2w

  12. Miguel José Teixeira

    “Uai, sô!
    Nóis interra dois
    pulíticus di uma veiz”!

    “Palco de tragédia anunciada, Minas viu verba estadual contra chuva minguar, e recurso federal do PAC ficar só no papel”
    – Governo reduziu verbas em 96% de prevenção contra chuvas em apenas dois anos, entre 2023 e 2025.
    – Por Rafaela Gama, O globo, 26/02/26)
    . . .
    “Minas Gerais enfrenta uma crise na gestão de recursos para prevenção de chuvas, com uma redução de 96% no orçamento estadual entre 2023 e 2025, sob o governo de Romeu Zema. Além disso, verbas federais do PAC para contenção de encostas em Juiz de Fora estão paralisadas devido a atrasos burocráticos da prefeitura. A situação gera críticas e ações judiciais, enquanto a região contabiliza 48 mortes recentes causadas por temporais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/26/palco-de-tragedia-anunciada-minas-viu-verba-estadual-contra-chuva-minguar-e-recurso-federal-do-pac-ficar-so-no-papel.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  13. Miguel José Teixeira

    O velho truque de
    “vazar” estratégias
    para tentar ludibriar
    os adversários!

    “Anotações de Flávio Bolsonaro revelam entraves e embaraços em estados-chave”
    – Documento que trata do plano eleitoral foi deixado em uma sala após reunião do PL para tratar de palanques. Flávio afirmou que os registros foram feitos por ele durante reuniões e que não são decisões consolidadas.
    (Por Camila Turtelli — Brasília, O globo, 26/02/26)
    . . .
    “Anotações do senador Flávio Bolsonaro revelam estratégias eleitorais do PL, indicando dificuldades em estados-chave como Minas Gerais e São Paulo. O documento, deixado após uma reunião, sugere a tentativa de substituir o vice de Tarcísio de Freitas e manobras para fortalecer candidatos alinhados com o bolsonarismo. As anotações refletem discussões internas e não decisões finais, segundo Flávio.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/26/anotacoes-de-flavio-bolsonaro-revelam-entraves-e-embaracos-em-estados-chave.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  14. Miguel José Teixeira

    “Se segura, BRASEW, que o crime organizado está (des)organizado. Enquanto, de um lado da Praça dos Três Poderes, o Congresso emplacava o Supremo na CPI do crime organizado, do outro lado, o Supremo emparedava o próprio crime organizado no julgamento dos assassinos de Marielle Franco. Lá do Palácio do Planalto, na terceira ponta dos Três Poderes, a realidade bateu na bunda: Flavitcho na frente de Lula. Que dia!”. . .

    “Cenas de um crime (organizado)
    TixaNews, fev 26
    (https://substack.com/@tixanews)

    Vamos começar pelo caso Marielle. Oito anos depois, finalmente o Supremo condenou os assassinos de Marielle e do motorista Anderson. Os irmãos Brazão foram condenados a 76 anos de prisão por serem os mandantes do crime. Um dos Brazão era deputado federal, e o outro, membro do Tribunal de Contas do Estado (e, mesmo preso, recebia um salário de 56 mil reais. Aff). Em seu voto, Xandão botou a milícia na roda.

    “Não existe qualquer dúvida razoável sobre a vinculação dos réus com as milícias no Rio de Janeiro. Eles não tinham só contato com a milícia, eles eram a milícia.”

    A motivação da morte foi política e econômica, ligada às milícias e à regularização fundiária na Zona Oeste carioca. O caso levou tanto tempo para ser solucionado porque a Polícia do Rio de Janeiro, que começou investigando o caso, tentou desviar o foco dos verdadeiros mandantes. Tanto que Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil, também foi condenado por obstrução e corrupção. O caso só foi desvendado quando a Polícia Federal assumiu, já em 2023.

    Não vi ninguém tocando no assunto, mas o fim do caso Marielle, com a condenação suprema dos mandantes, é uma boa notícia para a Family Bolsonaro. Um dos atiradores que matou Marielle é Ronnie Lessa, que, por um acaso, era vizinho de Bolsonaro no Rio de Janeiro. Essa coincidência, misturada com a demora da polícia para resolver o caso, rendeu muitas insinuações de que Bolsonaro teria alguma coisa a ver com o assassinato da vereadora. Agora, esse assunto é página virada politicamente.

    (Matutando bem: Ufffa, novamente “se-salvou-se” a “democra$$ia”!)

    Supremo crime organizado
    A grande novidade agora é a CPI do Crime Organizado tentar emplacar os ministros supremos na pauta. Vai vendo o tamanho da treta, BRASEW.

    Como vocês sabem, Davi Alcolumbre, nossa estrela-mor que manda no Senado, não instala de jeito nenhum uma CPI do Banco Master. Aí, outras CPIs estão se aproveitando para surfar na onda do caso Master. E eu diria que estão ousando também. Olha essa de hoje. A tal CPI resolveu convidar os supremos Xandão e Toffoli para comparecerem à Comissão. A Vivi Barci (esposa do Xandão, que é a advogada centimilionária do Master) também será convidada a dar um rolezinho. Como é só convite, eles não precisam comparecer.

    Mas a CPI também decidiu quebrar o sigilo da empresa do Toffoli, que é dona do resort Tayayá. E fez mais: também vai convocar algumas pessoas. E, se você é convocado, é obrigado a comparecer. Entre os convocados estão os irmãos do Toffoli, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, o ex-gostosão geral da República que era presidente do Banco Central e que, até hoje, não explicou por que entregou um banco na mão de Daniel Vorcaro. (Vorcaro, não custa lembrar, é o homem do Cine Trancoso que sumiu com dezenas de bilhões de reais e é suspeito de ter o poder de derrubar meia República, se revelar tudo o que sabe e gravou.)

    Só para situar politicamente a questão, a CPI do Crime Organizado é presidida hoje por Fabiano Contarato, senador pelo PT do Espírito Santo. Ahã. Juro. A CPI originalmente foi instalada para investigar as facções criminosas e milícias. E qual a desculpa para que a CPI do Crime Organizado entre no tema Banco Master? O banco do Vorcaro movimentou bilhões com a gestora Reag, que foi implicada na Operação Carbono Oculta como tendo envolvimento com o dinheiro do PCC.

    (Matutando bem: Ooops. . .novamente a “democra$$ia” está amea$$ada”!)

    Enquanto isso, nas pesquisas…
    Saiu a Atlas/Bloomberg hoje e digamos que foi Not Good para Lula. Em um cenário de segundo turno, Flavitcho aparece agora empatado com Lula. Até a pesquisa anterior, Lula tinha três pontos na frente. Basicamente, a pisada de bola com a história da Acadêmicos de Niterói e a tal ala da família em conserva atingiu em cheio o Planalto. Alguns acham que agora Lula acorda e entra na campanha.

    Sei não, ontem mesmo o Haddad anunciou um monte de impostos em produtos eletrônicos (leia-se: celular). Hoje já teve que se explicar, dizendo que o aumento dos impostos é para proteger a indústria nacional, que o tal imposto vai recair apenas em 10% dos produtos eletrônicos que são importados. Será que Haddad não lembra da taxa das blusinhas, não? Sai a taxa das blusinhas, entra a taxa do celu.

    (Matutando bem: é o fernando do século passado, vestindo novamente a máscara do taxxad!)

    Oi, Flavitcho
    Flavio Bolsonaro, o filho 01 que será o candidato a presidente pelos Bolsonaros, se animou tanto com a pesquisa que saiu fazendo promessa que todo candidato faz: ele só vai ter um mandato. Para tentar dizer que ele fala sério, apresentou uma proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da reeleição. Ahã, claro, claro.

    Então a vida eleitoral anda assim: uma CPI do Crime Organizado chamando o Centrão para o jogo, Lula taxando celu depois de pular o carnaval e Flavitcho tentando fingir que não está todo mundo se digladiando pelo poder na direita. A propósito, achei curiosa a notícia dada pelo Ancelmo Gois de que Flávio pede na Justiça para descobrir quem são os tuiteiros que o estão chamando de miliciano.

    (Para Matutar: com quantas “rachadjinhas” se forma um inteiro!

    Chega, BRASEW, que já estamos atrasados com a pipoca.

    (TRCPE)

  15. Miguel José Teixeira

    “Dívida federal sobe para R$ 8,64 trilhões em janeiro, diz Tesouro”
    – Alta foi de 0,07% no 1º mês de 2026; Ministério da Fazenda divulgou os dados nesta 4ª feira (25.fev).
    (Hamilton Ferrari, Poder360, 25/02/26)

    A DPF (Dívida Pública Federal) subiu de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões em janeiro. A alta foi de 0,07% no período. O Tesouro Nacional divulgou o Relatório Mensal da Dívida nesta 4ª feira (25.fev.2026). Eis a íntegra da apresentação (1) e do documento (2).

    Em 1 ano, a dívida aumentou 18%, ou R$ 1,3 trilhão. O Ministério da Fazenda publica o relatório mensalmente para acompanhar a evolução do endividamento, além de informar quais são os maiores detentores da dívida e o prazo médio de pagamento.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/divida-federal-sobe-para-r-864-trilhoes-em-janeiro-diz-tesouro/

    (1) https://static.poder360.com.br/2026/02/resultado-divida-publica-apresentacao-25fev2026.pdf
    (2) https://static.poder360.com.br/2026/02/resultado-divida-publica-relatorio-25fev2026.pdf

  16. Miguel José Teixeira

    Será que o Dão vai
    bater “casch tresch”?
    Ou será aposentado
    por um forasteiro?

    “Após PL definir indicações de Carlos Bolsonaro e De Toni ao Senado em SC, Esperidião Amin reafirma candidatura”
    – Senador também disse que ‘pertence’ ao estado e que ‘respeitará’ a decisão do partido.
    (Por Rafaela Gama — Rio de Janeiro, O Globo, 25/02/26)
    . . .
    “Esperidião Amin (PP-SC) reafirma sua pré-candidatura ao Senado após ser preterido pela chapa de Jorginho Mello (PL) em SC. A decisão favoreceu Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). Amin, cotado para oposição, declarou respeito à decisão do partido e compromisso com SC. A escolha reflete articulações de Flávio Bolsonaro para fortalecer palanques regionais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/25/apos-pl-definir-indicacoes-de-carlos-bolsonaro-e-de-toni-ao-senado-em-sc-esperidiao-amin-reafirma-candidatura.ghtml

  17. Miguel José Teixeira

    “De Gardel a Montiel”
    – Dezenas de cantores em espanhol eram ídolos no Brasil e ninguém se espantava com isso.
    – A América Latina sempre fez parte da cultura brasileira. Só não era chamada por esse nome.
    (Ruy Castro, FSP, 25/02/26)

    Correndo o risco de perder leitores pelo sincericídio, confesso que, até há 30 dias, se me falassem em Bad Bunny (1) eu pensaria estar ouvindo uma referência a Bugs Bunny, o coelho dos gibis que, no Brasil, se chamava Pernalonga. Só então fiquei sabendo do cantor porto-riquenho (2) que peitou para valer Donald Trump num jogo de futebol americano em defesa dos imigrantes e, embora sem ouvi-lo, fiquei seu fã. Leio agora que Bad Bunny cantou em São Paulo e, pelos comentários, fará com que nós, brasileiros, percamos nossa “histórica má vontade contra os artistas da América Latina”.

    Mas haveria essa má vontade e seria tão histórica? Pelo que sei, o argentino Carlos Gardel foi tão querido no Brasil quanto em todas as Américas, e seus tangos, como “Uno”, “Mano a Mano” e “El Dia que me Quieras”, continuaram a ser ouvidos aqui por décadas depois de sua morte, em 1935. Aliás, nas mesmas vitrolas em que rodava a orquestra de Francisco Canaro, e posso quase apostar que foi num
    78 rpm de Canaro que Caetano Veloso (3) aprendeu a letra do mortífero tango “Cambalache” (*), que gravou em 1969.

    E os boleros, coqueluche nacional com os mexicanos Agustín Lara, Pedro Vargas, Gregorio Barrios, Tito Guizar, Libertad Lamarque, Elvira Rios e o Trio Los Panchos, o cubano Bienvenido Granda e o chileno Lucho Gatica? E a rumba, com Xavier Cugat e os Lecuona Cuban Boys? E o mambo, com Perez Prado? E a incrível (pela extensão de voz) peruana Yma Sumac? E Sarita Montiel (**), que, como se não bastasse, cantava?

    O próprio Brasil também produzia tudo isso, e bem. A Românticos de Cuba, sucesso internacional, era a Orquestra Tabajara de Severino Araújo sob pseudônimo. Nelson Gonçalves e Dalva de Oliveira gravaram dezenas de tangos em espanhol; o Trio Irakitan e Altemar Dutra idem, com os boleros; e até Elis Regina (4), recém-chegada do Sul e aspirando à capa da Revista do Rádio, estourou com o cha-cha-cha “Las Secretarias” (***).

    Dos anos 1920 a 1970, a América Latina fazia parte da cultura brasileira. Só não era chamada por esse nome.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/de-gardel-a-montiel.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/bad-bunny/

    (2) “Bad Bunny e um quase desejo do Brasil de olhar para dentro”
    – Se há certa retomada à latinidade, ainda seguimos lógica de tratamento social semelhante à política externa dos EUA.
    – Identificação com os povos latinos tem limites bem definidos; só consumir não adianta, precisamos de políticas integrativas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/02/bad-bunny-e-um-quase-desejo-do-brasil-de-olhar-para-dentro.shtml

    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/caetano-veloso/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/elis-regina/

    (*) https://www.youtube.com/watch?v=URAX3dqwp_8
    (**) https://www.youtube.com/results?search_query=Sarita+Montiel
    (***) https://www.youtube.com/watch?v=R78pCznuVNY&list=RDR78pCznuVNY&start_radio=1

  18. Miguel José Teixeira

    Já vimos isso na
    “sessão PasTelão”
    ou não?

    “PEC contra reeleição para presidente: Flávio Bolsonaro inicia coleta de assinaturas”
    (Naomi Matsui e Geovani Bucci, Terra, 25/02/26)
    . . .
    “O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, começou a coletar assinaturas para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição para o cargo de presidente da República. Até o momento, o senador conseguiu 14 das 27 assinaturas necessárias para protocolar o projeto no Senado.”
    . . .
    “A reeleição para governadores e prefeitos ficaria mantida, tal como é hoje.”
    . . .
    +em: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/correcao-pec-contra-reeleicao-para-presidente-flavio-bolsonaro-inicia-coleta-de-assinaturas,b21acd158bec81b2f4098979163dee1506yncg4o.html

    Só para presidentes,
    é esPerTalhão?
    E porque não,
    o fim da PaTifaria denominada
    “reeleição”?

  19. Miguel José Teixeira

    “Quem acredita na OAB de Gilmarlândia?”
    – Existe uma OAB formal, composta por milhares de advogados que enfrentam o arbítrio cotidiano do sistema de Justiça. E existe a OAB real, instalada confortavelmente nos gabinetes refrigerados de Brasília.
    (André Marsiglia (*), Poder360, 25/02/26)

    A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) finalmente descobriu que há algo errado no inquérito 4.781, o das fake news, que há 7 anos corrói as garantias processuais do país. Em ofício enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) , pediu o fim do famigerado inquérito. O valor desse ofício é nenhum. Equivale ao médico que percebe, após anos, que seu paciente tinha um câncer e ele não viu. Nesse caso, ou o médico é burro, ou pensa que seu paciente é.

    A OAB pensa que somos burros. Durante anos, não faltaram sinais: prisões heterodoxas, investigações sem objeto definido, relatorias eternizadas, competência expansiva, defesa cerceada. A advocacia viu. A imprensa independente viu. O país viu. E a OAB também viu. Apenas não era conveniente ver em voz alta. Agora é.

    E por que agora é? A resposta passa menos pela advocacia e mais pela geografia do poder em Brasília. Existe uma OAB formal, espalhada pelo país, composta por milhares de advogados que enfrentam o arbítrio cotidiano do sistema de Justiça. E existe a OAB real, instalada confortavelmente nos gabinetes refrigerados de Brasília, que deveria pensar seriamente em transferir sua sede para Gilmarlândia, a nova cidade que o portentoso estado de Mato Grosso quer fazer vir à luz.

    A OAB real, a OAB de Gilmarlândia, não combate o poder porque é parte dele. Sua clientela não é o advogado que tem a palavra cortada em audiência, mas o escritório com acesso. Seu ambiente não é a sala de prerrogativas do fórum, mas as festas e os jantares do grupo Prerrogativas.

    Por isso, o silêncio havido até agora não foi omissão, mas alinhamento. E o ofício de agora, pedindo o fim do inquérito, também é. Quando uma entidade que sempre conviveu harmonicamente com a hipertrofia judicial resolve descobrir seus excessos, é porque eles passaram a atingir o equilíbrio interno do próprio poder.

    A OAB percebeu que algo pode mudar e deseja estar na fotografia da história; não quer aparecer como figurante. Puro instinto de sobrevivência institucional. A OAB de Gilmarlândia não dá ponto sem nó. Ela jamais falará antes da hora. Jamais comprará uma briga que já não esteja resolvida.

    Se agora a OAB falou, é porque o poder quer falar. Se a OAB está criticando o STF, é porque a Corte quer mudar algo, talvez até rifar um dos ministros para preservar os demais. Se a OAB está gritando, é porque Gilmarlândia está em peso nas ruas pedindo.

    (Fonte: https://www.poder360.com.br/opiniao/quem-acredita-na-oab-de-gilmarlandia/)

    (*) André Marsiglia, 46 anos, é advogado e professor. Especialista em liberdade de expressão e direito digital. Pesquisa casos de censura no Brasil. É doutorando em direito pela PUC-SP e conselheiro no Conar. Escreve para o Poder360 semanalmente às terças-feiras

  20. Miguel José Teixeira

    “Revista ‘The Economist’ cita ‘enorme escândalo’ do STF com Vorcaro”
    – Revista britânica cita Toffoli e Moraes e questiona conduta de ministros.
    (Lucas Soares, Diário do Poder, 25/02/26)

    A revista britânica The Economist afirmou, em artigo publicado na terça-feira (24), que o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um “enorme escândalo” (*) após a divulgação de informações sobre a relação de magistrados da Corte com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    Segundo a publicação, as revelações provocaram debates sobre a conduta de integrantes do mais alto órgão do Judiciário brasileiro e podem ganhar relevância política, especialmente diante das eleições de outubro. O texto aponta que a direita, crítica ao STF por sua atuação no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ampliar sua base no Senado e avançar com pedidos de impeachment contra ministros.

    Ao abordar o chamado “caso Master”, a revista destaca a atuação do ministro Dias Toffoli, inicialmente relator do processo relacionado ao banco. O artigo menciona uma viagem em jatinho particular ao lado do advogado Augusto de Arruda Botelho, que representa um dos diretores do Master, e cita a participação societária de Toffoli no resort Tayayá, empreendimento que recebeu aportes de fundo ligado ao banco.

    De acordo com a Economist, Toffoli nega irregularidades e sustenta que eventuais pagamentos referem-se à venda de ações do resort, declarados às autoridades fiscais. Após pressão, ele deixou a relatoria do caso.

    A publicação também analisa a atuação do ministro Alexandre de Moraes, mencionando contrato firmado entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. O texto cita ainda decisão de Moraes para investigar servidores da Receita Federal no âmbito do inquérito das fake news, cuja tramitação ocorre sob sigilo.

    Para a revista, é difícil conciliar o uso desse inquérito para apurar condutas de fiscais da Receita, considerando a justificativa original de enfrentar ameaças à democracia.

    O artigo registra também a iniciativa do presidente do STF, Edson Fachin, de propor a criação de um código de ética para a Corte. Segundo a publicação, Toffoli e Moraes afirmaram nunca ter atuado em casos com conflito de interesses e consideram desnecessária a adoção de novas regras.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/exteriores/revista-the-economist-cita-enorme-escandalo-do-stf-com-vorcaro)

    (*) “O Supremo Tribunal Federal do Brasil está envolvido em um enorme escândalo.”
    – Alguns dos juízes mais poderosos do mundo têm uma relação excessivamente próxima com a elite empresarial e política.
    +em: https://www.economist.com/the-americas/2026/02/24/brazils-high-court-is-caught-up-in-a-vast-scandal

  21. Miguel José Teixeira

    (*) Quem sabe
    a janja calamidade
    de vice?

    “E agora, Sidônio?”
    – Flávio empata, e Lula e seu marqueteiro já fizeram tudo (*) o que podiam para impulsionar o presidente em sua tentativa de reeleição.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 25/02/26)

    A pesquisa Atlas Intel (1) divulgada nesta quarta, 25, traz duas péssimas notícias para o presidente Lula.

    A primeira é que Flávio Bolsonaro aparece empatado com o petista no cenário de segundo turno.

    O filho de Jair Bolsonaro tem 46,3% das intenções de voto, contra 46,2% do petista.

    No último levantamento, divulgado em janeiro, Flávio tinha 44,9%, e o presidente, 49,2%.

    A distância entre os dois, portanto, não existe mais.

    A segunda péssima notícia é que a rejeição de Lula é de 48,2%. A de Flávio, 46,4%.

    Como no segundo turno o que importa é ter a menor rejeição, Lula estaria em desvantagem.

    A pesquisa ainda indica que tem mais gente preocupada com uma possível reeleição de Lula (47,5%) do que com a eleição de Flávio Bolsonaro (44,9%).

    E agora, Sidônio?
    Os números da Atlas Intel devem tirar o sono do presidente e de seu marqueteiro, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, sobretudo porque o governo já fez tudo o que podia para impulsionar o presidente em sua tentativa de reeleição.

    Lula tem percorrido o Brasil todo entregando casas do Minha Casa, Minha Vida.

    No ano passado, ampliou o Farmácia Popular, para distribuir remédios de graça para a população, e o Pé de Meia, com financiamento para estudantes do ensino médio.

    O programa Gás do Povo distribui botijões de gás de graça para 16 milhões de famílias.

    Dezoito milhões (2) de brasileiros recebem o Bolsa Família.

    O presidente americano Donald Trump retirou o tarifaço contra o Brasil.

    A isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais tem sido divulgada diariamente nas televisões e redes sociais.

    No Carnaval, uma escola de samba do Rio de Janeiro, a Acadêmicos de Niterói, recebeu 1 milhão de reais para homenagear o presidente.

    Mesmo assim, a pesquisa mostra que o brasileiro está cansado de Lula.

    E não há muito o que o presidente e Sidônio possam inventar.

    Brigar pela escala 6X1 no Congresso parece pouco para reverter esse quadro desanimador para o petista.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/e-agora-sidonio/)

    (1) “AtlasIntel: Flávio Bolsonaro empata com Lula em eventual 2º turno”
    – Números indicam que o avanço do senador pode não se dever apenas a seus próprios méritos, mas à queda de popularidade do petista neste início de ano.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/atlasintel-flavio-bolsonaro-empata-com-lula-em-eventual-2o-turno/

    (2) “Bolsa Família chega a 18,77 milhões de beneficiários do país a partir desta segunda (19)”
    – Investimento do Governo do Brasil para atender 5.570 municípios supera R$ 13,1 bilhões. Valor médio de repasse no país é de R$ 697,77.
    +em: https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2026/01/bolsa-familia-chega-a-18-77-milhoes-de-beneficiarios-do-pais-a-partir-desta-segunda-19

  22. Miguel José Teixeira

    “Nem Flávio Bolsonaro salva Lula?”
    – Fôlego dado pela pré-candidatura presidencial do senador ao petista se dissipou muito rápido, pela queda de aprovação do presidente.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 25/02/26)

    Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vem sendo tratado, mesmo entre os lulistas, como o melhor adversário para Lula (foto) na corrida presidencial deste ano, por carregar no sobrenome a rejeição ao pai (1).

    A pré-candidatura do senador de fato deu algum fôlego à perspectiva de reeleição de Lula (2), com alguns analistas cogitando até, de forma exagerada, vitória do petista em primeiro turno. Mas começou 2026 e a popularidade de Lula só cai, como tem registrado o Lulômetro diariamente (3).

    Agora, Flávio aparece empatado com o petista no cenário de segundo turno presidencial, de acordo com a pesquisa AtlasIntel (4) divulgada nesta quarta-feira, 25.

    Desaprovação
    Pode ser que a queda na aprovação do presidente esteja sendo influenciada pelo período do início do ano, durante o qual o humor do eleitor piora, pelos gastos extras, mas fica a impressão de que nem a alta rejeição herdada por Flávio será o bastante para mascarar a tragédia do terceiro mandato de Lula.

    Lula só foi eleito em 2022 porque conseguiu apresentar Bolsonaro como mal maior para a parcela do eleitorado que define a eleição, por não estar cristalizada em nenhum dos polos políticos.

    Agora, a pesquisa AtlasIntel indica que mesmo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, que está virtualmente fora da disputa eleitoral e cujo nome foi até tirado de algumas pesquisas de intenção de voto, está numericamente à frente do petista num eventual segundo turno.

    Lula vai concorrer?
    A corrida presidencial parece retornar ao exato momento antes do anúncio de Flávio como pré-candidato, quando se especulava que Lula nem sequer tentaria a reeleição, pelo risco de derrota.

    Àquela altura, o efeito positivo do tarifaço de Donald Trump para a popularidade do presidente já ia se desfazendo, e o petista preparava as pautas eleitoreiras deste ano, com destaque para o fim da escala 6×1, um delírio vendido como solução para todos os problemas do país.

    A campanha ainda nem começou, mas, se o melhor adversário para Lula ameaça a reeleição do presidente, talvez não valha mesmo a pena concorrer a mais um mandato neste ano.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/nem-flavio-bolsonaro-salva-lula/?utm_medium=email&utm_campaign=newsletter_-_resumo_da_manha_2502&utm_source=RD+Station)

    (1) “A herança maldita de Bolsonaro”
    – Enquanto ainda tenta absorver todos os votos do pai para a corrida presidencial, Flávio já carrega no sobrenome toda rejeição à família.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/a-heranca-maldita-de-bolsonaro/

    (2) “Pesquisa reforça Flávio como bote salva-vidas de Lula”
    – Situação do petista é tão ruim que o filho de Bolsonaro pode acabar eleito, mas o senador se consolida como a melhor chance de reeleição do presidente.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/pesquisa-reforca-flavio-como-bote-salva-vidas-de-lula/

    (3) https://oantagonista.com.br/tag/lulometro/

    (4) “AtlasIntel: Flávio Bolsonaro empata com Lula em eventual 2º turno”
    – Números indicam que o avanço do senador pode não se dever apenas a seus próprios méritos, mas à queda de popularidade do petista neste início de ano.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/atlasintel-flavio-bolsonaro-empata-com-lula-em-eventual-2o-turno/

  23. Miguel José Teixeira

    “Master: Medidas de Mendonça afastam homens de confiança de Toffoli da investigação”
    (Por Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura — Brasília, O Globo, 25/02/26)

    A decisão do ministro André Mendonça de fortalecer a atuação dos técnicos da Polícia Federal, ao assumir a relatoria do caso do Banco Master no Supremo, abriu caminho para a PF retirar da órbita da apuração dois homens de confiança que Dias Toffoli havia colocado para atuar no inquérito.

    Escolhidos a dedo pelo antigo relator, o perito Lorenzo Victor Schrepel Delmutti, que foi designado formalmente por Toffoli para verificar o conteúdo de celular de Vorcaro, e o delegado Rafael Dantas, que ficava nos bastidores orientando e produzindo material para o ministro, agora estão fora do caso.

    Dantas foi excluído automaticamente quando Toffoli renunciou à relatoria, enquanto o perito perdeu a senha de acesso aos materiais da investigação depois que Mendonça liberou a PF para distribuir os 100 dispositivos eletrônicos apreendidos nas duas fases da Operação Compliance Zero para peritos escolhidos pela própria corporação. Logo após a publicação do despacho, todas as senhas de acesso foram canceladas, e as novas foram distribuídas apenas aos técnicos designados pela direção da corporação.

    Em uma das decisões mais controversas que tomou à frente das investigações, Toffoli determinou no mês passado que todo o material apreendido pelos policiais federais fosse lacrado e armazenado no STF. Depois, determinou que o material fosse enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR). E numa medida atípica, escolheu a dedo os quatro peritos da PF que poderiam se debruçar sobre o material, incluindo Lorenzo.

    De acordo com informação prestada pela PF ao ministro, como a perícia envolve um número aproximado de 100 dispositivos eletrônicos, um único técnico teria de dedicar 20 semanas ininterruptas para fazer a sua parte em um esquema de dedicação exclusiva.

    Mendonça autorizou que as extrações dos dados e análise do material seguissem o “fluxo ordinário de trabalho” da instituição, “com distribuição regular das demandas entre peritos habilitados, conforme critérios técnicos e administrativos”.

    Já o delegado Rafael Dantas havia sido escolhido por Toffoli para apurar o vazamento das perguntas do depoimento de Vorcaro, ocorrido em 30 de dezembro do ano passado. O pedido de apuração foi apresentado pela defesa do executivo depois que este blog revelou o teor dos questionamentos elaborados pelo gabinete do ministro.

    Segundo a equipe da coluna apurou, essa apuração ainda não chegou a ser realizada antes de o STF decidir pela redistribuição do caso Master para outro relator, há duas semanas.

    O mesmo delegado já havia sido escolhido por Toffoli para conduzir outro caso polêmico – as investigações em torno da atuação do ex-juiz federal e hoje senador Sergio Moro (União Brasil-PR) à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba.

    Em dezembro do ano passado, Toffoli determinou uma operação de busca e apreensão na antiga vara da Lava-Jato. A investigação gira em torno de acusações do ex-deputado estadual Tony Garcia contra Moro. Garcia afirma que foi coagido por Moro a gravar interlocutores de forma ilegal em 2004 no âmbito do caso Banestado, o que o ex-juiz nega.

    Queixas em coro
    Apesar de reforçar a área técnica, a decisão de Mendonça também tirou poder do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao determinar expressamente que agentes e delegados não compartilhassem detalhes sigilosos do inquérito com “superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”.

    O diretor da PF se tornou alvo preferencial das críticas dos ministros do Supremo ao entregar ao presidente do tribunal, Edson Fachin, um documento de 200 páginas listando indícios de conexões entre Vorcaro e Toffoli que poderiam levar à sua suspeição – como por exemplo o pagamento de R$ 35 milhões do banco de Vorcaro por uma fatia do resort Tayaya, do qual o ministro admitiu ser sócio.

    O relatório levou Toffoli a renunciar à relatoria do caso Master, após uma reunião secreta em que os outros ministros o pressionaram a sair. Ainda assim, no relato sobre a reunião publicado pelo site Poder 360, Mendonça foi um dos mais críticos à postura do diretor-geral da PF de entregar um relatório sobre as conexões de Toffoli com Vorcaro.

    Embates
    A relação de Toffoli com a PF na supervisão das investigações do caso Banco Master foi marcada por tensões e embates públicos, a ponto de o ministro acusar a corporação de “inércia” e “falta de empenho” na execução da segunda fase da operação. Os investigadores, no entanto, rebateram as críticas do ministro, alegando que não tinham deflagrado a operação antes porque ainda não tinham em mãos os endereços certos dos alvos da investigação.

    Toffoli também determinou que os depoimentos de Vorcaro, do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, fossem realizados no próprio STF. O ministro chegou a convocar uma acareação, antes mesmo que fossem colhidos depoimentos para confrontar versões.

    Depois, seu gabinete determinou que os depoimentos fossem realizados antes da acareação, ainda que não houvesse nenhuma decisão nesse sentido.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/02/master-medidas-de-mendonca-afastam-homens-de-confianca-de-toffoli-da-investigacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

  24. Miguel José Teixeira

    “Avanço de Flávio dita mudança de rumo na pré-campanha de Lula”
    – Entorno do presidente reconhece vacilos deste início do ano e avalia que foi um erro a decisão deixar para confrontar candidato do PL mais perto da campanha.
    (Por Vera Magalhães, O Globo, 25/02/26)
    . . .
    “O avanço de Flávio Bolsonaro impulsiona mudanças na estratégia da pré-campanha de Lula, reconhecendo erros no início do ano, como a decisão de confrontar o candidato do PL apenas mais perto da campanha. O episódio com a escola de samba e a rápida aceitação de Flávio pelo eleitorado de centro-direita acenderam alertas no Planalto. Lula, ao retornar da Coreia, deve acelerar definições de chapa e alianças, enquanto tenta reverter sua rejeição e enfrentar os desafios políticos com Flávio.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/post/2026/02/avanco-de-flavio-dita-mudanca-de-rumo-na-pre-campanha-de-lula.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  25. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 25/02/26)

    MANDANTES CONDENADOS

    Oito anos após a morte de Marielle Franco, o Supremo Tribunal Federal condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão (1) a 76 anos e três meses de prisão por mandarem matar a vereadora. A votação foi unânime. A Primeira Turma também determinou o pagamento de R$ 7 milhões às famílias das vítimas e da assessora que sobreviveu ao ataque a tiros no Rio em 2018.

    ► Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o crime foi político, citou “queima de arquivo” (2) e apontou misoginia e racismo no assassinato. A ministra Cármen Lúcia criticou as milícias e falou sobre o machismo: “Matar uma de nós é muito mais fácil” (3).

    ► O delegado Rivaldo Barbosa (4) recebeu pena de 18 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à Justiça. Veja todos os condenados (5).

    ► A imprensa internacional repercutiu o julgamento. O jornal espanhol El País disse que o caso “abriu uma janela para o submundo da política no Rio”. Veja os destaques (6).

    (TRPCE)

    (1) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/25/stf-condena-por-unanimidade-irmaos-brazao-como-mandantes-do-assassinato-de-marielle.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/25/queima-de-arquivo-misoginia-racismo-e-discriminacao-as-frases-do-voto-de-moraes-no-julgamento-do-caso-marielle.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/25/matar-uma-de-nos-e-muito-mais-facil-as-frases-do-voto-de-carmen-lucia-no-julgamento-do-caso-marielle.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (4) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/25/stf-absolve-rivaldo-barbosa-do-crime-de-homicidio-mas-condena-o-delegado-a-18-anos-por-obstrucao-de-justica-e-corrupcao-passiva.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (5) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/25/saiba-as-penas-dos-condenados-pelo-assassinato-de-marielle-e-anderson-gomes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (6) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/25/caso-marielle-imprensa-internacional-repercute-condenacao-de-irmaos-brazao-e-cita-submundo-da-politica-no-rio.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  26. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 25/02/26)

    CASO MASTER NO ALVO

    A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra do sigilo da Maridt, empresa do ministro Dias Toffoli, e convocou dois irmãos do magistrado (1) para depoimento no Senado. A comissão também convocou o banqueiro Daniel Vorcaro e quebrou o sigilo do Banco Master e da gestora Reag, ambos liquidados pelo Banco Central. Toffoli, o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, serão convidados a comparecer ao colegiado, sem obrigatoriedade de presença.

    (TRPCE)

    (1) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/25/cpi-do-crime-organizado-decide-convocar-vorcaro-e-ex-socios-do-master-e-aprova-convites-para-galipolo-moraes-e-toffoli.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  27. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 25/02/26)

    FREIO AOS ‘PENDURICALHOS’

    Ministros do STF defenderam a aplicação de limites aos “penduricalhos” (1) pagos a servidores públicos ao analisar decisões que suspenderam a criação de novas verbas indenizatórias. O presidente da Corte, Edson Fachin, disse que os vencimentos acima do teto salarial, de R$ 44,4 mil, são uma “questão tormentosa” que “impõe resposta célere” (2). Autor de uma das decisões, Gilmar Mendes afirmou que “o teto virou piso”: “Autonomia não significa balbúrdia” (3). Os votos serão apresentados nesta quinta-feira.

    (TRPCE)

    (1) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/25/penduricalhos-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/25/penduricalhos-vencimentos-acima-do-teto-e-questao-tormentosa-e-impoe-resposta-celere-diz-fachin.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/25/gilmar-diz-que-teto-do-funcionalismo-virou-piso-autonomia-nao-significa-balburdia-e-soberania-financeira.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  28. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 25/02/26)

    PL ANTIFACÇÃO

    O presidente Lula deve sancionar o projeto de lei antifacção com vetos a trechos que o governo considera inconstitucionais (1), como a prisão preventiva “automática” para integrantes de facções. Apesar de ressalvas, governistas avaliam que 75% do texto aprovado pela Câmara ontem está dentro do almejado pelo Executivo. O apoio ao projeto relatado por Guilherme Derrete dividiu a base de Lula antes da votação. Entenda o que muda (2) com o projeto.

    (TRPCE)

    (1) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/25/lula-deve-sancionar-pl-antifaccao-mas-tendencia-e-que-prisao-preventiva-automatica-para-integrantes-de-faccoes-seja-vetada.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/25/entenda-o-que-muda-no-combate-ao-crime-com-a-aprovacao-pelo-congresso-do-pl-antifaccao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  29. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 25/02/26)

    TRAGÉDIA CLIMÁTICA

    O número de mortos após fortes chuvas em Minas Gerais subiu para 46 (1) — 40 vítimas são de Juiz de Fora e seis da vizinha Ubá. Equipes de resgate mantêm buscas por 21 desaparecidos. O estado perdeu 96% dos recursos (2) para prevenção aos impactos da chuva durante o governo Romeu Zema: as despesas recuaram de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões.

    ► Juiz de Fora é a 9ª cidade do país (3) com maior população em área de risco, com 128 mil pessoas vulneráveis. Obras de contenção de encostas do Novo PAC estão travadas há quase um ano por demora na entrega de documentos (4).

    (TRPCE)

    (1) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/02/25/chuvas-em-minas-gerais-bombeiros-fazem-buscas-por-36-desaparecidos-em-tempestade-inedita.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/02/25/queda-de-96percent-em-dois-anos-governo-zema-reduziu-de-r-135-milhoes-para-r-6-milhoes-a-verba-de-prevencao-contra-chuvas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/02/25/atingida-por-tempestade-inedita-juiz-de-fora-e-a-9a-cidade-do-pais-com-maior-populacao-em-areas-de-risco.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (4) https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/02/25/obras-do-pac-para-contencao-de-encostas-em-jf-estao-travadas-ha-quase-um-ano-por-demora-na-entrega-de-documentos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  30. Miguel José Teixeira

    Huuummm. . .

    Na mídia:
    “Irmãos Brazão pegam 76 anos de prisão cada pela morte de Marielle”

    E quantos anos de prisão pegaram
    os que mataram Celso Daniel?

  31. Miguel José Teixeira

    Gargalhar para não chorar, peremPToriamente!

    “Fontes secretas”

    Certa vez entrevistando ao vivo o então presidente do PT, Tarso Genro, para a rádio CBN, o âncora Estevão Damásio testou o bom humor do político gaúcho: – “Como o PT fará, agora, para arrecadar recursos para suas campanhas?”.
    A reação de Genro foi de surpresa:
    – “Isto é pergunta que se faça?…”.
    Depois, ambos caíram na gargalhada.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 25/02/26)

  32. Miguel José Teixeira

    (*) Assim sendo,
    pagaremos o dobro!

    “Em horário nobre”
    O desfile-bajulação a Lula no Carnaval pode ser propaganda eleitoral antecipada, explica o advogado eleitoral Newton Lins, e renderia multa de R$5 mil a R$25 mil “ou valor equivalente ao custo da divulgação” (*). (Coluna CH, DP, 25/02/26)

  33. Miguel José Teixeira

    Para que servem mesmo
    os 513 baixos parasitas?

    “Interesse gradual”
    Começou com apenas 106 deputados a sessão do plenário da Câmara, ontem (24), para analisar o projeto antifacção, relatado por Guilherme Derrite (PP-SP). Após 1h30, eram 233; após 3h30, 335 parlamentares. (Coluna CH, DP, 25/02/26)

    Para que servem mesmo
    os 81 altos parasitas?

    “Muito estranho”
    Eduardo Girão (Novo-CE) disse estranhar o trabalho no Senado ter ficado paralisado durante o mês de fevereiro. “Nós tivemos apenas uma sessão [no início do mês] e foi remota! Excluindo os debates de escândalos fragorosos”, disse ele, ao citar o INSS e o Banco Master. (Coluna CH, DP, 25/02/26)

    Em outubro,
    “nos-ajudemo-nos”:
    digamos não à reeleição!

    De estimação,
    até hamsters.
    Menos políticos!

  34. Miguel José Teixeira

    “Voceis pensam que nóis fumos embora
    Nóis enganemos voceis
    Fingimos que fumos e vortemos
    Ói nóis aqui traveis”
    . . .
    (Adoniram Barbosa (*)

    . . .”Em 2025, o governo Lula torrou R$2,41 bilhões com viagens. Em 2024, R$2,38 bilhões; em 2023, R$2,29 bilhões. Total: R$7,08 bilhões.”

    “Viagens do governo Lula: R$33,5 milhões em 40 dias”
    (Coluna CH, DP, 25/02/26)

    Em apenas 40 dias, o governo Lula (PT) torrou R$33,5 milhões com viagens. Foram mais de R$16,2 milhões com diárias pagas aos funcionários e outros R$17 milhões gastos com passagens aéreas. Os dados do Portal da Transparência de 2026 contabilizam apenas viagens realizadas até 9 de fevereiro. Em 2025, Lula e cia. conseguiram bater o recorde histórico em despesas com viagens pelo terceiro ano seguido.

    Só no exterior
    As viagens internacionais do governo petista custaram R$4,6 milhões nos primeiros 40 dias de 2026. Desde então dados não são atualizados.

    Sete bilhões!
    Em 2025, o governo Lula torrou R$2,41 bilhões com viagens. Em 2024, R$2,38 bilhões; em 2023, R$2,29 bilhões. Total: R$7,08 bilhões.

    Tem muito mais
    O custo das viagens não inclui gastos de Lula, Janja e as demais autoridades que aproveitam os jatinhos da Força Aérea Brasileira.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-tentou-mas-nao-enterrou-toffoli-agora-tera-de-aguentar)

    (*) https://www.youtube.com/watch?v=RfS2ZH-WJHg

  35. Miguel José Teixeira

    Se futebol é uma
    “caixinha de surpresas”,
    o SuTriFe seria um
    “caixão de surpresas”?

    “Lula tentou, mas não enterrou Toffoli; agora terá de aguentar”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 25/02/26)

    Petistas experientes, com gabinete no Planalto, já avaliam que Lula (PT) errou tentando interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) para destruir e conseguir o afastamento do ministro Dias Toffoli do cargo. Imaginou até que o relatório de 200 páginas entregue ao ministro Edson Fachin pelo diretor-geral da Polícia Federal seria “tiro de misericórdia”. Não foi como imaginava. Ele não contava com o espírito de corpo do STF e nem com a decisão do presidente do STF de arquivar e anular o relatório da PF.

    Ele sobreviveu
    Ministros são unânimes: Toffoli já não tem o que temer. O arquivamento do relatório da PF teve significado de “atestado de renascimento”.

    Isso não se esquece
    Toffoli sabe como Lula, que não esconde seu rancor pelo ministro, tentou desestabilizá-lo, nomear Rodrigo Pacheco e acalmar Davi Alcolumbre

    Operação desapego
    O Planalto refaz contas e projeções de decisões do STF: já não poderá contar com Toffoli, que finalmente se afasta das origens petistas.

    Olho na 2ª Turma
    Lula sabe que, na 2ª Turma, atuam André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e seu dileto amigo Dias Toffoli.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-tentou-mas-nao-enterrou-toffoli-agora-tera-de-aguentar)

  36. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler”
    (Isadora Laviola, FSP, 25/02/26)

    Cada “e se” guarda possibilidades diferentes. E, no universo criado pelo autor francês Laurent Binet, se Cristóvão Colombo fracassasse na sua jornada de descobrimento, a Europa é que seria “descoberta”.

    O que ele escreve em seu livro “Civilizações” (trad. Rosa Freire d’Aguiar, Companhia das Letras, R$ 89,90, 336 págs.) é uma ucronia –diferente da utopia (que guarda o mundo ideal) e da distopia (sinônimo das piores possibilidades), a ucronia é apenas um caminho alternativo àquele que de fato aconteceu.

    O mundo de Binet é um espelho do mundo em que vivemos. Preservando a verossimilhança, o autor estudou a história mundial por quatro anos para criar outra alternativa, onde os incas são descobridores e o imperador Ataualpa é que captura o rei Carlos 1º de Espanha.

    O livro, como disse o autor francês ao repórter André Fontenelle (*), pode ser interpretado como “uma revanche dos perdedores da história”. Apesar de não ter começado o projeto com pretensões políticas, Binet mostra como é impossível retratar a lógica (mesmo que invertida) do mundo eurocêntrico sem destacar os problemas dessa estrutura.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/laurent-binet-inverte-colonizadores-e-colonizados-em-seu-livro-civilizacoes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    acabou de chegar

    > “Um Hino à Vida” (trad. Julia da Rosa Simões, Companhia das Letras, R$ 69,90, 239 págs.) é a autobiografia em que Gisèle Pelicot revisita o caso que chocou a França e o mundo. Na obra, a mulher que foi vítima de sedação e estupros pelo então marido e por homens convidados por ele a fazer o mesmo conta seu lado da história, desafiando a lógica da vergonha dos crimes sexuais. A crítica de Fernanda Mena destaca “um contraste contundente” como pano de fundo do livro, onde o marido que cometeu horrores é também protagonista de uma história de amor tenra.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/livro-de-gisele-pelicot-desafia-a-logica-da-vergonha-de-crimes-sexuais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “O Retorno do Barão de Wenckheim” (trad. Zsuzsanna Spiry, Companhia das Letras, R$ 109,90, 512 págs.) é um romance do mais recente Nobel László Krasznahorkai. Entre múltiplas vozes e digressões vertiginosas, o livro conta a história de um barão húngaro e de sua cidade decadente, comandada por políticos corruptos e gangues neonazistas. Para a crítica Ligia Gonçalves Diniz , a obra é um transe encantatório reservado aos leitores que vencerem a resistência inicial provocada pela cacofonia narrativa.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/laszlo-krasznahorkai-faz-rir-de-nervoso-em-narrativa-cacofonica.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    “Américas” (trad. Adriana Marcolini, Cosac, R$ 149, 368 págs.) reúne 266 relatos do italiano Alberto Moravia sobre suas viagens pelo continente americano ao longo do século passado. De norte a sul, o romancista testemunha uma São Paulo com 4 milhões de habitantes, as diferenças entre Estados Unidos e México e a Cuba de Fidel Castro. Como mostra a crítica de Sylvia Colombo , muito antes de Bad Bunny, Moravia já fazia campanha pela visão da América como um continente, e não um país.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/antes-de-bad-bunny-alberto-moravia-viu-lado-unificado-da-america.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    agenda literária

    > Nesta quarta (25), às 19h, a Megafauna Copan promove o lançamento de “O Ano do Cometa” (Fósforo), primeiro romance da jornalista e especialista em direitos humanos Maria Brant. A autora conversa com a também escritora Andréa del Fuego e autografa exemplares.

    > Também nesta quarta (25), às 19h30, a Livraria Gato Sem Rabo recebe o lançamento de “Inesquecíveis: Quatro Séculos de Poetas Brasileiras” (Bazar do Tempo), antologia organizada pelas escritoras e pesquisadoras Ana Rüsche e Lubi Prates. O encontro contará com bate-papo entre as organizadoras e Bruna Escaleira, com mediação de Maria Carolina Casati.

    > Do próximo sábado (28) até o domingo (1º), a Livraria Ponta de Lança realiza a segunda edição da Feira de Usados da Ponta. O evento acontece na calçada da livraria e reúne uma seleção de livros usados com preços fixos de R$ 20, R$ 30 e R$ 50.

    > A partir do sábado (28 de fevereiro) até 28 de março, Porto Alegre e Canoas (RS) recebem a sétima edição do Festival Literário Rastros do Verão. O evento gaúcho reúne cerca de 50 autores em mesas de debate, leituras, saraus, lançamentos e sessões de autógrafos, além de homenagear a memória e o legado do escritor João Gilberto Noll. Estão confirmados nomes como Alice Urbim, Fernanda Verissimo, Luis Augusto Fischer e Luiz Maurício Azevedo.

    e mais

    > Em “Sustentar a Nota: Perfis Musicais” (trad. Isa Mara Lando e Mauro Land, Companhia das Letras, R$ 109,90, 336 págs.), as celebridades mais biografadas da música ganham novas camadas através do olhar de David Remnick, diretor de redação da revista The New Yorker. Como aponta a crítica de Thales de Menezes , a “observação aguçada” de Remnick flagra contradições dos artistas e humaniza aqueles tidos como deuses.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/livro-desmonta-mitos-da-musica-e-humaniza-deuses-do-rock.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Toda Comida É Política” (Alameda, R$ 94, 316 págs.) é o título e também a premissa do mais recente livro da historiadora Joana Monteleone. “As sociedades são políticas, e as comidas dentro das sociedades também são”, diz a autora. O ato de comer, segundo ela, comunica valores, pertencimentos e desigualdades.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/do-campo-a-mesa-comida-envolve-cadeia-complexa-de-poderes-diz-historiadora.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Muitas pessoas dizem acreditar que a moral é uma invenção cultural, mas acho que é um caráter evolutivo”, diz Paul Bloom. No livro “O que nos Faz Bons ou Maus” (trad. Eduardo Rieche, BestSeller, R$ 69,90, 304 págs.), o psicólogo e professor de Yale estudou bebês e crianças para descobrir quando tem início os conceitos de moralidade e justiça. À repórter Ana Bottallo ele explica que os resultados parecem apontar para uma determinação biológica, e não cultural, já que bebês muitas vezes apresentam julgamentos comuns para coisas nunca antes experimentadas por eles.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/e-surpreendente-quanto-os-bebes-parecem-entender-sobre-moralidade-diz-pesquisador.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    além dos livros

    > Acabaram as Olimpíadas de Inverno mas os esportes de gelo continuam fazendo sucesso —ao menos no universo literário. Em 2023, Elle Kennedy chegou no país e apresentou aos leitores brasileiros o subgênero dos romances de hóquei. Desde então, autoras nacionais e internacionais publicaram histórias quentes sobre esse esporte gelado. O apelo, como explicam operadores deste mercado , está nos corpos atléticos dos jogadores e nas rivalidades intrínsecas à prática.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/hoquei-ja-era-sucesso-nos-livros-antes-de-memes-e-das-olimpiadas-de-inverno.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Wallace Stevens entrou em domínio público neste ano e as editoras já se preparam para publicar o poeta americano. Como apurou o Painel das Letras, a mais ampla antologia do autor sairá pela Iluminuras. “Ficção Suprema” encapsula 80 poemas e o conceito de reinvenção do real criado pelo autor.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/02/antologia-de-wallace-stevens-reune-poemas-ineditos-em-livro-no-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Outro com lançamentos e relançamentos (*) ao longo dos próximos meses é Michel Foucault. O filósofo francês terá seus “Arqueologia da Ciências Humanas”, “Fenomenologia e Psicologia” e “Binswanger e a Análise Existencial” introduzidos no mercado brasileiro. As publicações, como conta o diretor-presidente da Fundação Editora da Unesp à repórter especial Fernanda Mena (**), consolidam o Brasil como um dos principais centros de debate da filosofia contemporânea.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/centenario-de-foucault-tera-lancamento-de-ineditos-no-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/autores/fernanda-mena.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
    https://f.i.uol.com.br/fotografia/2026/02/16/177126736369936523f348d_1771267363_3x2_th.jpg

    > Morre João Adolfo Hansen, crítico literário e professor de literatura nacional da USP
    Ele venceu prêmio Jabuti com livro sobre Gregório de Matos
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/morre-joao-adolfo-hansen-critico-literario-e-professor-de-literatura-nacional-da-usp.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Como Orhan Pamuk lutou por uma adaptação fiel do livro ‘O Museu da Inocência’
    Romance de autor turco se tornou minissérie na Netflix
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/02/como-orhan-pamuk-lutou-por-uma-adaptacao-fiel-do-livro-o-museu-da-inocencia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Contos de Bruno Schulz encantam pela visão mágica de um mundo em chamas
    Os dois livros publicados pelo autor ganham nova edição no Brasil
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/02/contos-de-bruno-schulz-encantam-pela-visao-magica-de-um-mundo-em-chamas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  37. Miguel José Teixeira

    Todos e mais alguns
    querendo tirar
    o seu fiofó
    ou os dos
    amigos dos amigos
    da reta!

    “Criação da CPI do Master traz mais risco que esperança”
    – Lembrai-vos da CPI da Americanas, um exemplo de CPIzza.
    (Por Elio Gaspari, O Globo, 25/02/26)
    . . .
    “A criação de uma CPI para investigar o caso do Banco Master, envolvido em fraudes e conexões políticas suspeitas, gera mais riscos do que esperanças, segundo análises. O histórico de CPIs ineficazes, como o da Americanas, reforça essa preocupação. Enquanto o Congresso debate se deve iniciar uma CPI ou apenas interrogar Daniel Vorcaro, a Polícia Federal continua suas investigações.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/elio-gaspari/coluna/2026/02/criacao-da-cpi-do-master-traz-mais-risco-que-esperanca.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  38. Miguel José Teixeira

    Quem apresentar o
    melhor invólucro,
    se mantém nos
    parasitários!

    “Correria pré-eleitoral explicita falta de foco”
    – Há risco de transformar temas estruturais em bandeiras eleitoreiras, com jogo para as plateias.
    (Por Vera Magalhães, O globo, 25/02/26)
    . . .
    “O período pré-eleitoral no Brasil expõe a falta de foco do governo, Congresso e Judiciário, com risco de transformar temas estruturais em bandeiras eleitoreiras. Decisões rápidas sobre questões complexas, como penduricalhos no Judiciário e segurança pública, podem resultar em leis mal elaboradas e populismo. A CPMI do INSS e casos como o de Marielle Franco (*) evidenciam a necessidade de foco em soluções duradouras.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/02/correria-pre-eleitoral-explicita-falta-de-foco.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) e o caso do assinatto do ex prefeito de Santo André, Celso Daniel, para nada serviu?

  39. Miguel José Teixeira

    Dúvida atroz:
    Trump é o bolsonaro estadunidense
    ou
    bolsonaro quiz ser o trump tupiniquim?

    “Em discurso sobre o Estado da União, Trump exalta ‘transformação’, aposta na economia e faz ataques aos democratas”
    – Presidente americano e aliados temem que economia e impacto negativo de operações migratórias deem vitória à oposição nas urnas em novembro.
    (Por Filipe Barini, O Globo, 24/02/26)
    . . .
    “Donald Trump, com popularidade abaixo de 40% e enfrentando uma oposição desafiadora, utiliza o discurso do Estado da União como estratégia para reverter sua imagem negativa antes das eleições de novembro. Com a desaprovação do governo em 56%, Trump tenta exaltar a economia, apesar de 57% dos americanos desaprovarem sua gestão econômica. A derrota no tarifaço pela Suprema Corte limita seu poder, e questões como imigração e o caso Epstein complicam ainda mais seu cenário político.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/24/impopular-trump-usa-discurso-sobre-o-estado-da-uniao-como-tabua-de-salvacao-antes-de-eleicoes-de-novembro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  40. Miguel José Teixeira

    “‘Exceções’ da Justiça relativizam o crime de estupro de vulnerável, que faz uma vítima a cada oito minutos no país”
    – Decisões como a que inocentou réu que mantinha relação com menina de 12 anos em Minas Gerais vêm se tornando mais frequentes pelo país, ignorando a lei e a jurisprudência estabelecida pelo STJ há quase dez anos.
    (Por Bruno Alfano, O globo, 25/02/26)
    . . .
    “Decisões judiciais no Brasil vêm relativizando o crime de estupro de vulnerável, que ocorre a cada oito minutos. Casos como o de Minas Gerais, onde um homem de 35 anos foi absolvido por se relacionar com uma menina de 12, têm se tornado frequentes. A ONU e especialistas criticam essa tendência, que ignora a lei e a jurisprudência do STJ. O MP recorreu, buscando restaurar a condenação original.” (Irineu)
    . . .
    +em: “https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/02/25/excecoes-da-justica-relativizam-o-crime-de-estupro-de-vulneravel-que-faz-uma-vitima-a-cada-oito-minutos-no-pais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Respostas, por favor!
    O saudoso Jornalista Carlos Freitas, precursor do glorioso Jornal Cruzeiro do Vale, de quando em vez, perguntava:
    Quem nos protegerá da polícia?
    E agora, podemos perguntar:
    Quem nos protegerá da toga?

  41. Miguel José Teixeira

    Eureka!!!
    Tudo mudar
    para como está
    tudo ficar!

    “‘Penduricalhos’: o que Fachin ouviu do Legislativo e do Executivo sobre uma transição contra supersalários”
    – Motta, Alcolumbre e Durigan se reuniram com presidente do STF. Congresso sinaliza dificuldade em ano eleitoral. Fazenda sugere lista restrita de verbas indenizatórias.
    (Por Mariana Muniz, Fabio Graner, Camila Turtelli, Lauriberto Pompeu, Luísa Marzullo e Mayra Castro — Brasília e Rio, O Globo, 25/02/26)
    . . .
    “O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso decidiram criar um grupo de trabalho para formular uma proposta sobre os “penduricalhos” do serviço público que elevam salários além do teto de R$ 46,3 mil. Em ano eleitoral, parlamentares veem dificuldade na aprovação. O Executivo sugere padronização das verbas indenizatórias. A proposta deve ser discutida no âmbito da Reforma Administrativa.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/25/penduricalhos-o-que-fachin-ouviu-do-legislativo-e-do-executivo-sobre-uma-transicao-contra-supersalarios.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Só pra entogar. . .
    Que tal mudar a cor das togas?
    E que tal, adotar as perucas brancas da corte britânica?

  42. Miguel José Teixeira

    “Câmara aprova PL Antifacção com endurecimento de penas e barra taxação de bets; texto segue para sanção”
    – Texto prevê controle patrimonial, transferência de lideranças e integração nacional de dados de segurança.
    (Por Luísa Marzullo, Lauriberto Pompeu e Sérgio Roxo — Brasília, O Globo, 25/02/26)
    . . .
    “A Câmara dos Deputados aprovou o PL Antifacção, que endurece o combate ao crime organizado, impondo penas de até 40 anos e facilitando prisões preventivas. A proposta, que aguarda sanção presidencial, também inclui medidas como bloqueio de bens e intervenção em empresas ligadas a facções. A CIDE-Bets, que previa arrecadar R$ 30 bilhões para a segurança, foi excluída do texto final.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/24/camara-aprova-pl-antifaccao-com-endurecimento-de-penas-e-prisao-preventiva-facilitada-texto-segue-para-sancao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  43. Miguel José Teixeira

    “Mapa da obesidade: infográfico interativo mostra os números de cada cidade do Brasil (e saiba a causa da alta de 118% no país)”
    – Números revelam avanço especialmente entre adultos mais jovens e mulheres; especialistas citam papel de ultraprocessados, sedentarismo e falhas de políticas públicas.
    (Por Bernardo Yoneshigue — Rio de Janeiro, O Globo, 25/02/26)
    . . .
    “A obesidade no Brasil cresceu 118% de 2006 a 2024, afetando 25,7% dos adultos, segundo a pesquisa Vigitel. A alta é mais acentuada entre jovens, mulheres e pessoas com ensino médio. Especialistas apontam ultraprocessados e sedentarismo como causas principais, além de políticas públicas falhas. Estratégias sugeridas incluem regulação de publicidade e incentivo a alimentos saudáveis, além de ampliar o acesso a medicamentos e tratamentos.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/02/25/mapa-da-obesidade-infografico-interativo-mostra-os-numeros-de-cada-cidade-do-brasil-e-saiba-a-causa-da-alta-de-118percent-no-pais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Simples assim:
    Parte da população não come ou mal come e outra parte, come e come mal. . .

  44. Miguel José Teixeira

    “Parece que acabou o Carnaval mesmo, e o Huguito Motta anda querendo trabalhar. Hoje foi dia de votação importante na Câmara (ou quase, até o fechamento não tinham votado ainda). Mas Huguito garantiu que governo e Derrite (o ex-secretário da Segurança Pública de Tarcísio) chegaram a um acordo sobre o Projeto de Lei Antifacção e vão votar. Mas eis que as bets escaparam do texto. Ah vá! Tirar foi fácil. E, na onda de vamos trabalhar, Huguito cumpriu a promessa e escalou o relator da escala 6×1, mas, porém, todavia, entretanto, contudo….”

    “Congresso em modo faz-de-conta”
    TixaNews, fev 25
    (https://substack.com/@tixanews)

    A treta é a seguinte. Huguito, que hoje manda na Câmara frigorífica, garantiu que foi construído um acordo com o Planalto e o relator do PL Antifacção (aquele da segurança pública em ano de eleição). Esse é aquele relatório que foi aprovado na Câmara e completamente modificado no Senado, e agora vai mudar de novo na Câmara. Mas eles garantem que está melhor do que saiu. Derrite endureceu tudo: penas de até 40 anos, prisão preventiva mais fácil de decretar, crimes hediondos, transferência obrigatória de líderes para presídios federais e bloqueio de bens de empresas ligadas ao crime.

    Mas sabe o que saiu do texto? O imposto das bets, para surpresa de quantas pessoas aí? O Senado tinha aprovado a CIDE-Bets, uma contribuição sobre as plataformas de apostas que financiaria inteligência e repressão ao crime organizado. Mas Huguito disse que o Ministério da Fazenda afirmou que era complicado operacionalizar. Sim, BRASEW. Combater o crime organizado com dinheiro das bets seria complicado, já tirá-las do texto…

    Deu ruim com os evangélicos
    Nove dias depois do desfile da Acadêmicos de Niterói, a ala da família em conserva ainda assombra o governo e o PT. Agora por conta das pesquisas. Parece que vai vir chumbo para o Lula, com Flavitcho crescendo.

    Flavitcho e o plano de libertação
    Flavitcho, que já é candidato na Austrália, hoje disse que vai fazer um plano de libertação para o Nordeste e decidiu quem serão os candidatos contra Eduardo Paes no Rio. O Cláudio Castro vai deixar o governo do estado para concorrer ao Senado. Assim, Flavitcho já se antecipa ao julgamento que pode tirar o mandato de Castro e, inclusive, torná-lo inelegível. E o candidato a governador? Vai ser o amigo do Altineu. O Rio que lute.

    Renanzito empenhado
    O senador Renanzito Calheiros segue empenhado na sua jornada para entender o caso do Banco Master. A notícia de hoje é que o supremo André Mendonça topou que o Vorcaro use a estrutura aeroportuária da Polícia Federal para comparecer a um depoimento na Comissão do Renanzito no Senado. O depoimento é no modo voluntário. Vai vendo. Queremos saber tudo, hein? Das festas. Do Centrão. Do Tayayá. Da Vivi. Vai, Vorcaro.

    E, por falar nisso, o presidente da CVM esteve hoje por lá, em algum lugar do Congresso, dizendo que a comissão mandou avisos sobre irregularidades no Master desde 2017. Detalhe: em 2017 nem era Master ainda.

    E ainda tem a crise do BRB, que tentou dar aquele help amigo para o Vorcaro. Como vocês sabem, o BRB emprestou 12 bi para o Master, mas recebeu em troca créditos podres. E agora está em dificuldades. O governo do Distrito Federal, leia-se do Ibaneis Rocha (oi, centrão), apresentou um projeto para capitalizar o banco com até R$ 6 bilhões com o dinheiro do contribuinte, mas não foi bem recebido nem pela base. Por que será, né?

    Todo dia um 6×1
    A esperança do trabalhador no fim da escala 6×1 parece que morre todo dia um pouquinho mais. Huguito começou a semana prometendo que ia fazer o projeto que reduz a jornada do trabalhador. Mas eis que hoje ele determinou como relator o deputado Paulo Azi, do União Brasil. Ok, todo mundo sabe que o União Brasil está sempre no modo Desunião Brasil, com cada um fazendo o que quiser. Azi, no caso, é aliado de Motta.

    Mas não podemos deixar de anotar a grande coincidência que foi um deputado do União Brasil ter sido escolhido para a relatoria deste projeto apenas um dia após o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, ter dito que ia enterrar o projeto.

    Penduricalhos: solução para depois da eleição
    STF, Senado e Câmara se reuniram a portas fechadas para bater um papinho sobre os supersalários. Aí o Supremo soltou uma nota dizendo que, nos próximos dias, sairá uma proposta de regra de transição. Nos bastidores, o Congresso disse ao Supremo que é difícil mexer nisso em ano eleitoral.

    Scandal
    E esse scandal básico do Donald J. Trump? Olha o que a NPR, que é tipo a BBC dos Estados Unidos, descobriu: o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) escondeu arquivos do caso Epstein que mencionam Trump. Isso mesmo. O DOJ, que seria tipo a Procuradoria-Geral aqui no Brasil, foi lá e divulgou milhões de documentos do caso do pedófilo e traficante de crianças. Foi promessa de campanha de Trump. E a chefona do rolê é Pam Bondi (superindicada de Trump). Mas eis que agora vem essa notícia.

    E não estamos falando de uma menção qualquer nos tais documentos. Seriam 50 páginas com entrevistas do FBI e anotações sobre conversas com uma mulher que acusou o presidente de abuso sexual quando ela era menor de idade. Ela tinha apenas 13 anos.

    A propósito, vocês sabiam que, ao divulgar os documentos, o Departamento de Justiça escondeu nomes dos supostos abusadores e revelou os nomes das vítimas? Ahã, bem desse tipinho aí tem sido a atuação do DOJ da Pam Bondi. Nem Augusto Aras foi tão leal.

    Tragédia
    Mais uma vez, as manchetes no Brasil são tomadas por dezenas de mortes por conta da chuva. Desta vez, em Juiz de Fora.

    É isso por hoje. Acorda, BRASEW, que vou ali dormir um pouco.

    (TRPCE)

    1. É mais fácil tirar só este ano R$14 bilhões, por decreto, imposto das empresas, dos investidores e do povo, com aumento descomunal sobre a área de tecnologia da informação, onde somos dependentes de 90 por cento de importações e para aonde o mundo caminha e coincidentemente quanto mais ele avança, estamos cada vez mais atrasados. Restou-nos as avis e terras raras

  45. Miguel José Teixeira

    “Mapa do poder”
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber
    (Bruno Bochossian, Brasília Hoje, FSP, 24/02/26)

    1 – A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado vai tentar ouvir o dono do Banco Master , Daniel Vorcaro, na próxima terça (3), segundo o presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL). O senador afirmou que já está definido que Vorcaro vai a Brasília em voo comercial. O ex-banqueiro havia desistido de depor ao grupo de trabalho que acompanha as fraudes do Master depois de o ministro do STF André Mendonça vetar o uso de jato particular para o deslocamento.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/senado-vai-insistir-para-ouvir-daniel-vorcaro-em-comissao-na-proxima-terca.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – Relator do caso no Supremo, o André Mendonça deu 60 dias para que a PF (Polícia Federal) entregue um relatório completo sobre o Banco Master e aponte as autoridades com foro privilegiado eventualmente envolvidas no esquema. Depois disso, ele vai definir se a investigação permanece na corte ou será enviada à primeira instância. O prazo foi acordado com a corporação.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/mendonca-da-60-dias-para-pf-entregar-relatorio-completo-do-master-e-citacoes-a-pessoas-com-foro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – O governo do presidente Lula (PT) reconheceu estado de calamidade pública em Juiz de Fora (MG) após fortes chuvas deixarem dezenas de vítimas desde a noite de segunda (23). O petista, que está em viagem pela Índia e Coreia do Sul, telefonou para a prefeita Margarida Salomão (PT) para prestar solidariedade e anunciar apoio federal. A Defesa Civil Nacional enviou oito técnicos especialistas para acelerar as ações de assistência e reconstrução.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/02/governo-federal-reconhece-calamidade-publica-em-juiz-de-fora-mg-apos-mortes-por-chuvas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  46. Miguel José Teixeira

    “STF e Congresso negociam ‘regra de transição’ para farra dos penduricalhos”
    (Bruno Boghossian, Brasília Hoje, FSP, 24/02/26)

    Os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniram (*) para negociar uma “regra de transição” para limitar o pagamento dos chamados penduricalhos de funcionários públicos.

    O encontro ocorreu na véspera do julgamento que definirá se fica mantida a suspensão das verbas indenizatórias não previstas em lei, como estabelecido em decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes. O plenário do STF deve confirmar essas liminares nesta quarta-feira (25).

    A Folha apurou que, durante o encontro, Motta e Alcolumbre sinalizaram que não há tempo hábil para aprovar uma lei que discipline o pagamento dos penduricalhos ou de fazer um pente fino nos pagamentos dentro do prazo de 60 dias definido por Dino. A cúpula do Congresso listou outras prioridades de votação, como o fim da escala 6×1, além do calendário apertado pela campanha eleitoral.

    Em entrevista a jornalistas, Motta também não quis se comprometer com nenhuma votação que aborde os penduricalhos. O presidente da Câmara afirmou apenas que “não está em nenhum horizonte a perspectiva de se legalizar supersalários através de projetos que estejam já tramitando na Casa ou que venham a estar”.

    (TRPCE)

    (*) + em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/stf-se-reune-com-cupula-do-congresso-e-anuncia-regra-de-transicao-sobre-penduricalhos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

  47. Miguel José Teixeira

    “STF corrói o próprio capital”
    – É com o esforço de ministros que o Supremo vem demolindo seu patrimônio de confiança junto à população.
    – A recuperação é obra que leva tempo, requer autocrítica e, sobretudo, grau elevado de espírito público.
    (Dora Kramer, FSP, 24/02/26)

    O Supremo Tribunal Federal não veio parar onde está de repente, por acaso ou sem o esforço de seus integrantes. Foi um trabalho meticuloso ao longo dos últimos anos (1) de corrosão de um dos preceitos constitucionais que norteiam a administração pública: a impessoalidade.

    Ministros adotaram atitudes de estrelas e, em alguns casos, com um traço de empáfia mais comum nas subcelebridades que nos astros de verdade. Atrairiam apenas antipatia se não ultrapassassem outros mandamentos daquele definidor artigo 37 da Constituição de 1988 que exige do servidor respeito à legalidade, à moralidade, à publicidade e à eficiência.

    Os casos de nariz arrebitado, língua afiada e circulação indevida em convescotes jurídico-festivos (2) pelo mundo não precisam ser revisitados, pois estão inscritos no passivo da corte. Além disso, o problema já não é desse ou daquele ministro, é da instituição Supremo Tribunal Federal, representação máxima do Judiciário.

    Executivo e Legislativo são frequentadores habituais do noticiário sobre eventos negativos, mas as malfeitorias cometidas por seus integrantes têm a Justiça como instância de correção. É a ela que se recorre e é nela que a sociedade deposita sua confiança.

    Ou melhor, depositava até que o STF começasse a erodir esse capital sem dar atenção aos alertas. Um país desconfiado da Justiça é um país que não confia no porto seguro da legalidade.

    Para dar um jeito nisso não bastam um código de ética (3) ou ações pontuais como as cruzadas do ministro Flávio Dino contra o uso indevido de emendas parlamentares (4) e as transgressões ao teto salarial do funcionalismo (5). São boas causas, mas, no caso dos penduricalhos (6), tardia.

    Não foi de repente, por acaso ou sem a conivência dos juízes que determinados salários chegaram ao grau superlativo de hoje e que as distorções de pagamentos indevidos fossem mais escandalosas no Judiciário.

    Recuperação de confiança é obra que leva tempo, requer esforço, autocrítica e, sobretudo, espírito público. Passou da hora de começar.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/02/stf-corroi-o-proprio-capital.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Como STF virou mais supremo que tribunal e foi do aplauso a alvo de desconfiança”
    – Supremo de hoje é o filho feio cuja paternidade ninguém quer assumir.
    – Problemas do tribunal foram moldados por seus ministros e também por políticos, empresários e sociedade civil.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/02/como-stf-virou-mais-supremo-que-tribunal-e-foi-do-aplauso-a-alvo-de-desconfianca.shtml)

    (2) “STF sob Barroso ignora Lei de Acesso e omite dados de viagens de ministros”
    – Tribunal afirma não ter informações de eventos internacionais com ministros e indica link com despesas desatualizadas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/07/stf-sob-barroso-ignora-lei-de-acesso-e-omite-dados-de-viagens-de-ministros.shtml

    (3) “Código de ética no STF parece ter mais impacto político do que propriamente jurídico”
    – Ao acenar que criará regras para si mesmo, Supremo dificulta que outros o façam.
    – Constituição e leis já estabelecem parâmetros; nada indica que um código de ética terá mais sucesso que regras existentes.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/codigo-de-etica-no-stf-parece-ter-mais-impacto-politico-do-que-propriamente-juridico.shtml

    (4) https://www.google.com/search?q=emeda+parlamentar+folha&rlz=1C1SQJL_pt-BRBR1058BR1058&oq=emeda+parlamentar+folha&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIMCAEQIxgnGIAEGIoFMgwIAhAjGCcYgAQYigUyDQgDEAAYgwEYsQMYgAQyEwgEEC4YgwEYxwEYsQMY0QMYgAQyEAgFEAAYgwEYsQMYgAQYigUyDQgGEAAYgwEYsQMYgAQyEAgHEC4YxwEYsQMY0QMYgAQyDQgIEAAYgwEYsQMYgAQyDQgJEAAYgwEYsQMYgATSAQgyNDQ3ajBqNKgCALACAQ&sourceid=chrome&ie=UTF-8

    (5) “Supersalários e penduricalhos precisam ter um fim”
    – Alguns servidores recebem mais de R$ 2 mi em um ano; Flávio Dino faz bem em tentar moralizar a questão.
    – A complexidade e criatividade das normas de indenização e remuneração são tamanhas que é de se temer um arranjo apenas provisório.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/02/supersalarios-e-penduricalhos-precisam-ter-um-fim.shtml

    (6) “STF tende a confirmar liminar de Dino sobre penduricalhos em aposta para limpar imagem”
    – Ministros têm ressalvas quanto ao método usado pelo relator, mas devem referendar decisão.
    – Julgamento é visto como oportunidade de acenar à sociedade após desgastes do Master.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/stf-tende-a-confirmar-liminar-de-dino-sobre-penduricalhos-em-aposta-para-limpar-imagem.shtml

  48. Miguel José Teixeira

    “Nas entrelinhas”

    . . .”Com o passar do tempo, o procedimento passou a incorporar fatos distintos, conexões sucessivas e objetos cada vez mais amplos, ou seja, a “elasticidade excessiva” apontada pela OAB.”. . .

    “Questionamento da OAB mostra o esgotamento do inquérito das fake news”
    (Luiz Carlos Azedo, em seu blog no Correio Braziliense, 24/02/26)

    O ofício encaminhado pela Ordem dos Advogados do Brasil ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Édson Fachin, marca um ponto de esgotamento do Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News, como instrumento efetivo de defesa da democracia. Sempre houve contestação à forma como foi instalado de ofício pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, bem como à designação do seu relator, o ministro Alexandre de Moraes, sem obedecer aos critérios regimentais de distribuição. Entretanto, o inquérito acabou legitimado pela tentativa de golpe de 8 de janeiro, cuja preparação foi iniciada no dia 7 de setembro de 2021, e serviu de instrumento efetivo para a condenação dos golpistas, entre os quais o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Pela primeira vez de forma clara e institucional, a OAB reconheceu o contexto excepcional que deu origem ao procedimento – um ambiente de “grave tensão institucional”, com ataques reiterados à honra e à segurança de ministros do STF – mas afirma que essa conjuntura já foi superada, impondo agora redobrada atenção aos parâmetros constitucionais que regem a persecução penal. De há muito, nos meios jurídicos, a existência do inquérito por tempo indeterminado vinha sendo criticada.

    A OAB não nega, nem desautoriza, o papel desempenhado pelo Supremo nos momentos mais críticos da democracia recente. Ao contrário, reconhece que a Corte exerceu função central na defesa da ordem constitucional diante de uma ofensiva política e digital que flertava abertamente com a ruptura institucional. Esse entendimento foi aceito e defendido por diversos juristas, sobretudo o ex-ministro do STF Ayres Britto, cuja tese acabou sendo amplamente aceita na sociedade: a democracia pode e deve, em situações extremas, lançar mão de mecanismos de autodefesa para impedir que seus inimigos a destruam por dentro.

    O problema é que o excepcional deixou de ser transitório. Instrumentos concebidos como resposta emergencial não podem se converter em estruturas permanentes, para evitar efeitos colaterais graves sobre o Estado de Direito. É precisamente esse o alerta da OAB. Como “solução institucional extraordinária”, a condução e a permanência do inquérito no tempo exigem cautela e respeito aos limites constitucionais que legitimam a atuação estatal.

    Instaurado em março de 2019, o objetivo inicial do Inquérito das Fake News era investigar ameaças, ofensas e campanhas de desinformação dirigidas contra ministros do Supremo e seus familiares. Com o passar do tempo, porém, o procedimento passou a incorporar fatos distintos, conexões sucessivas e objetos cada vez mais amplos, ou seja, a “elasticidade excessiva” apontada pela OAB.

    Grito de alerta

    A lógica constitucional do inquérito, como lembra a entidade, é a investigação de fatos determinados, e não a absorção indefinida de novas condutas conforme conexões vão sendo afirmadas ao longo do tempo. Quando esse limite se perde, mesmo investigações legítimas passam a ser questionadas não pelo seu mérito, mas pela forma. O risco institucional deixa de ser a omissão do Estado e passa a ser a erosão da credibilidade de quem investiga.

    O caso dos servidores da Receita Federal ilustra esse dilema. A apuração de acessos indevidos a dados fiscais de autoridades públicas é necessária e deve ser rigorosa. No entanto, a incorporação desse episódio ao Inquérito das Fake News, com a adoção de medidas cautelares gravosas e a exposição pública de investigados antes da conclusão de sindicâncias administrativas, foi desproporcional. A linha entre a autodefesa institucional e o respeito às regras da persecução penal ordinária é sinuosa.

    A posição da OAB é um grito de alerta. Defender a democracia não se resume à repressão de ataques institucionais. Exige o devido processo legal, a ampla defesa, o contraditório e a liberdade de expressão. E, também, a proteção da atividade jornalística e das prerrogativas da advocacia. Sem essas garantias, o discurso de proteção institucional se aproxima perigosamente de uma lógica de exceção permanente.

    Como destaca a OAB, o Supremo decidiu, em 2020, pela constitucionalidade do Inquérito das Fake News, reconhecendo sua legalidade naquele contexto específico. Essa decisão, contudo, não significa um salvo-conduto para sua perpetuação. Ao contrário: quanto mais atípica é a origem de um instrumento, maior deve ser a vigilância sobre seus limites, sua duração e sua finalidade. Um inquérito sem horizonte de conclusão sugere ativismo judicial e vira um tiro no próprio pé, porque fortalece as narrativas de abuso de poder.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/questionamento-da-oab-mostra-o-esgotamento-do-inquerito-das-fake-news/)

  49. Miguel José Teixeira

    “Visto, lido e ouvido”

    . . .”Quando a política deixa de ser percebida como instrumento de transformação coletiva, ela tende a ser vista apenas como arena de disputa de interesses. O resultado é o aumento do cinismo público e a retração da participação cívica qualificada.”. . .

    “Desconectados do povo”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 22/02/26)

    O Brasil entra em 2026 com a sensação de estar permanentemente à beira de um acontecimento decisivo que nunca se resolve, apenas se transforma. A metáfora do “ano agitado” não é exagero retórico: ela traduz um estado de espírito coletivo marcado por fadiga política, insegurança institucional e descrença crescente na capacidade do sistema de se autorregular. Os feriados, distribuídos ao longo do calendário, funcionam quase como pausas simbólicas num enredo que parece não conhecer intervalos reais.

    O país respira, mas não se recupera. O ambiente político é dominado por investigações simultâneas e narrativas concorrentes de responsabilização. Comissões parlamentares e inquéritos multiplicam-se, ampliando a percepção de que o escândalo deixou de ser evento excepcional para se tornar método recorrente de revelação do funcionamento do poder. No centro dessa dinâmica, está o próprio Estado, observado e julgado por uma sociedade que já não distingue com clareza onde termina a crise e onde começa a normalidade.

    Nesse contexto, o protagonismo das estruturas investigativas assume papel ambivalente. Por um lado, reforça o princípio republicano de controle e fiscalização. Por outro, evidencia o grau de deterioração da confiança pública. A atuação do Congresso Nacional, com comissões sucessivas de investigação, e as apurações conduzidas pela Polícia Federal simbolizam um Estado que investiga a si próprio em praça pública.

    A transparência, necessária, convive com a teatralização política, inevitável em períodos eleitorais. A economia, por sua vez, não oferece o contrapeso estabilizador que, em outros momentos históricos, serviu para amortecer tensões institucionais. A percepção de fragilidade fiscal, aliada ao baixo dinamismo produtivo e à persistência de desigualdades estruturais, compõe o pano de fundo de uma crise que já não é apenas política, mas sistêmica.

    Quando expectativas econômicas se deterioram, a tolerância social ao conflito político diminui. A governabilidade passa a ser avaliada não pela estabilidade institucional, mas pela capacidade imediata de reduzir incertezas, tarefa que nenhum governo contemporâneo tem conseguido cumprir plenamente. Nesse ambiente, escândalos associados a instituições financeiras e estruturas administrativas ampliam a sensação de que o sistema opera desconectado do interesse público. Casos que envolvem entidades como o Banco Master ou investigações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) transcendem seu conteúdo jurídico específico para assumir significado simbólico mais amplo: tornam-se sinais de um modelo de gestão pública percebido como vulnerável à captura e distorção.

    O elemento mais sensível, contudo, não é a existência de crises, mas sua simultaneidade. Crises sobrepostas produzem um efeito cumulativo de desorientação. Quando Executivo, Legislativo e instituições de controle aparecem simultaneamente associados a controvérsias, o cidadão comum passa a perceber o sistema como um bloco indistinto. A distinção entre funções de poder, fundamento da arquitetura republicana, perde nitidez no imaginário coletivo. Essa erosão simbólica talvez seja o fenômeno mais relevante do momento histórico.

    Democracias não se sustentam apenas por regras formais; dependem de um estoque mínimo de confiança difusa, fazendo com que o debate público se torne mais emocional, mais reativo e menos racional. A política passa a operar sob a lógica da suspeita permanente.

    O Brasil já experimentou ciclos de exaustão política ao longo de sua história republicana. O padrão recorrente é conhecido: períodos de intensa mobilização moralizante seguidos por fases de acomodação pragmática. A diferença atual reside na velocidade e na amplitude da circulação de informações. Redes sociais comprimem o tempo político, transformando eventos em crises instantâneas, e crises em narrativas permanentes. A retórica de colapso generalizado, contudo, merece ser examinada com cautela. Há uma tendência histórica de interpretar momentos de tensão como rupturas definitivas. No entanto, sistemas políticos frequentemente sobrevivem não por sua estabilidade intrínseca, mas por sua capacidade de adaptação incremental.

    O que hoje se apresenta como ponto de inflexão pode revelar-se, retrospectivamente, mais um episódio de reconfiguração gradual. Ainda assim, o diagnóstico de fadiga democrática não deve ser descartado, talvez como exagero pessimista. Há a expressão de um fenômeno interessante: a perda de força mobilizadora de grandes narrativas ideológicas. O debate público desloca-se do campo das promessas transformadoras para o da gestão de danos. A política torna-se menos visionária e mais defensiva. Essa mudança de horizonte tem implicações profundas. Quando a política deixa de ser percebida como instrumento de transformação coletiva, ela tende a ser vista apenas como arena de disputa de interesses. O resultado é o aumento do cinismo público e a retração da participação cívica qualificada. Democracias fragilizam-se não apenas por ataques diretos, mas também por desengajamento progressivo. No caso brasileiro, esse processo ocorre em um país que ainda consolida sua cultura institucional.

    A frase que foi pronunciada:
    “Quando o povo está bem informado, pode-se confiar-lhe a administração do próprio governo.”
    (Thomas Jefferson (*)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/desconectados-do-povo/)

    (*) https://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Jefferson

  50. Miguel José Teixeira

    “Flávio Bolsonaro deve muito a Toffoli; é amigo do amigo de seu pai”
    – Flávio Bolsonaro, pré-candidato do bolsonarismo, foi aconselhado a deixar o envolvimento de Toffoli com o Master para lá. Reavivaria memória.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 24/02/26)

    Flávio Bolsonaro tem um problema: ele deve a sua sobrevivência política a Dias Toffoli. É amigo do amigo de seu pai.

    O pré-candidato oficial do bolsonarismo até assinou um pedido de impeachment do ministro, não teve jeito, mas foi aconselhado a deixar o envolvimento de Toffoli (*) com o Banco Master para lá. Reavivaria memórias, além de ferir a suscetibilidade do seu benfeitor.

    Brasileiros esquecem tudo rapidamente antes mesmo de aprenderem alguma coisa, mas executo aqui o meu trabalho de Sísifo, porque também sou pago para rolar montanha acima a magnífica história dos nossos homens públicos.

    Muito bem, eu ia dizendo que Flávio Bolsonaro foi salvo por Toffoli. Aconteceu em julho de 2019, quando o pai do moço estava ainda no início do mandato presidencial, e o filho mais velho era a sua maior fonte de problemas, enrolado que estava por causa das rachadinhas.

    O MP do Rio de Janeiro havia investigado Flávio, no cargo de deputado estadual, a partir de um relatório do Coaf de 2018, que atestou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão de reais na conta do seu ex-assessor Fabrício Queiroz, nos dois anos imediatamente anteriores.

    Confusão jurídico-política armada, o então presidente do STF, o nosso estimável Toffoli, atendeu diretamente a um pedido da defesa de Flávio e determinou a suspensão de todas as investigações e processos que usassem dados sigilosos, bancários e fiscais, compartilhados por Coaf, Receita Federal ou Banco Central sem autorização judicial prévia.

    Sempre muito sutil nas suas decisões imparciais, Toffoli paralisou, assim, o inquérito contra as rachadinhas do filho do então presidente, assim como centenas de outras investigações anticorrupção país afora, inclusive as da Lava Jato.

    O caso de Flávio só voltou a andar no final de 2019, quando o STF modulou a decisão de Toffoli. Mas aí a defesa dele já havia tido tempo de, digamos, organizar o espetáculo.

    A cronologia da impunidade teve sequência exemplar: Flávio foi denunciado em 2020; um ano depois, o STJ anulou todos os atos da primeira instância no Rio, visto que ele, como deputado estadual, tinha foro privilegiado na época dos fatos.

    Ato contínuo, a Segunda Turma do STF anulou quatro dos cinco relatórios do Coaf usados contra Flávio, bem como todas as provas decorrentes. O relator Gilmar Mendes apontou que havia ocorrido compartilhamento ilegal.

    O MP do Rio de Janeiro pediu arquivamento do caso por falta de provas viáveis, e o TJ do estado arquivou a denúncia sem julgar o mérito. Em 2025, por fim, o STF negou recurso para que o processo fosse reaberto.

    Toffoli foi bom companheiro de Flávio, ninguém pode negar, e não se paga com ingratidão a mão que ele deu ao filho mais velho do amigão Jair Bolsonaro. Graças ao ministro, Flávio poderá ser candidato ao Palácio do Planalto em 2026.

    Recentemente, o moço falou a uma plateia formada pelo pessoal da Faria Lima, em evento organizado pelo BTG Pactual, do reto e vertical André Esteves.

    Flavio fez como todos aqueles que são convidados a ajudar essa gente do mercado financeiro a passar o tempo: disse o que ela gosta de ouvir a respeito daquelas reformas que nenhum político de qualquer ideologia fará se chegar ao Planalto.

    Sobre o Banco Master, bem, vamos deixar essa história para lá, por favor, porque o Brasil já perdeu tempo demais.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/lembre-se-flavio-bolsonaro-deve-a-sobrevivencia-politica-a-toffoli)

    (*) “Toffoli, os R$ 35 milhões para o Tayayá e a volta do assessor”
    – Como há uma avalanche de notícias que o colocam em posição difícil, Toffoli agora tem um assessor para tentar conter jornalistas.
    +em: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/toffoli-os-r-35-milhoes-para-o-tayaya-e-a-volta-do-assessor

    (**) “Master: irritações, medos, desconfianças e certezas no STF”
    – Nos bastidores do STF, há muitas coisas acontecendo em relação ao caso Master, e só parte delas veio à tona nos jornais.
    +em: Master: irritações, medos, desconfianças e certezas no STF Nos bastidores do STF, há muitas coisas acontecendo em relação ao caso Master, e só parte delas veio à tona nos jornais Mario Sabino

    Matutando bem. . .

    Que sina a da PeTezuela, hein?
    Todos os amigos dos corruPTos são amigos dos amigos dos corruPTores e vice versa!

  51. Miguel José Teixeira

    “Ministra-cantora da Cultura se complica novamente”
    – Margareth Menezes se apresentou em bloco de Carnaval, organizado por empresa que conseguiu aprovar oito projetos pela Lei Rouanet.
    (Redação Crusoé, 24/02/26)

    A ministra da Cultura, Margareth Menezes (foto), voltou a dar explicações sobre suas apresentações artísticas como cantora.

    “Peço respeito à minha história. O bloco Os Mascarados nunca recebeu um centavo da Lei Rouanet. Sou uma mulher negra que construiu sua própria trajetória no Carnaval, prestes a completar 40 anos de carreira. Não vão criminalizar o que eu mais amo na vida: cantar. Sigo à risca todas as orientações da Comissão de Ética da Presidência da República e seguirei assim”, disse a ministra nas redes sociais.

    Na segunda, 23, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu uma investigação sobre a participação da ministra no bloco Os Mascarados, organizado pela empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento.

    A Pau Viola conseguiu a aprovação de oito projetos para captação via Lei Rouanet durante a gestão de Margareth no Ministério da Cultura.

    Para a apresentação no bloco, a ministra teria recebido 290 mil reais. Dentro desse valor estão despesas com músicos, produção, transporte e figurino.

    Sendo assim, embora Margareth não tenha recebido recursos públicos de maneira direta, ela poderia ser acusada de ter recebido valores de empresa que tem se beneficiado de decisões tomadas pelo seu Ministério.

    As investigações vão prosseguir, mas mesmo que não se encontre uma ligação entre a apresentação e os recursos públicos, é inegável que Margareth tem usado seu cargo de ministra para se promover como cantora.

    Autopromoção
    Em janeiro de 2024, Margareth cantou o hino nacional com uma banda de chorinho (*) em um evento para lembrar os Atos de 8 de janeiro.

    O Ministério da Cultura divulgou a cantoria na conta oficial no X, marcando a conta @MagaAfroPop.

    A conta @MagaAfroPop no X é uma conta privada da artista, que existe desde 2010.

    O texto de apresentação afirma: “Twitter oficial da cantora, compositora e ministra da Cultura Margareth Menezes”.

    Um link na página leva para um site da cantora, em que está a sua agenda de shows, vídeos em que canta músicas e sua página no Spotify.

    Impessoalidade
    Ao usar um cargo público para se promover como cantora, Margareth vai contra o artigo 37 da Constituição, que fala sobre impessoalidade.

    “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”, diz o texto da Carta Maior.

    “A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”, afirma a Constituição.

    Uso da máquina pública
    Margareth também já foi criticada por ter criado comitês de cultura em todos os estados.

    Os órgãos foram aparelhados pela esquerda e por pessoas próximas a funcionários do Ministério.

    Esses comitês aprovaram recursos para ONGs e fundações que também tinham pessoas ligadas aos funcionários e à esquerda.

    Uma reportagem do jornal Estadão revelou áudios mostrando que as verbas podem ter sido usadas para promover candidatos nas eleições municipais (**) aliados ao governo federal.

    Pedido de impeachment
    No ano passado, o deputado federal Carlos Jordy, do PL, apresentou um pedido de impeachment da ministra na Câmara dos Deputados, alegando crimes de responsabilidade.

    Entre outras coisas, Margareth era acusada de ter usado seu cargo para influenciar contratações.

    “A ministra Margareth Menezes recebeu recursos públicos oriundos das prefeituras de Salvador e Fortaleza, bem como do governo do estado da Bahia, para a realização de shows durante o Carnaval de 2025. O total repassado à artista foi de 640 mil reais, sendo os contratos firmados sem licitação, sob o argumento de inexigibilidade, por meio da empresa Pedra do Mar Produções Artísticas LTDA, da qual a ministra era sócia até agosto de 2024”, dizia o pedido.

    “A ministra, mesmo afastada temporariamente do cargo por meio de férias concedidas pelo presidente da República, manteve sua posição de influência sobre o setor cultural, o que pode configurar desvio de finalidade e afronta aos princípios da moralidade e impessoalidade da administração pública”, afirmava o documento.

    Janja
    Margareth foi indicada ao cargo pela primeira-dama Janja.
    Em maio do ano passado, o Ministério da Cultura deu a Janja o grau Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural (***).

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/ministra-cantora-da-cultura-se-complica-novamente/)

    (*) “Margareth Menezes faz promoção pessoal ao cantar em evento do 8 de janeiro”
    – A ministra da Cultura, Margareth Menezes (foto), pode ter tentado se autopromover ao cantar nesta segunda, 8, em um evento para lembrar a invasão dos Três Poderes, que acaba de completar um ano. Com uma banda de chorinho ao fundo, a ministra cantou o hino nacional com um microfone e fazendo gestos excessivos. Foi bastante…
    +em: https://crusoe.com.br/diario/margareth-menezes-faz-promocao-pessoal-ao-cantar-em-evento-do-8-de-janeiro/

    (**) “Cultura deu aval a uso de programa de R$ 58 mi para eleger aliados, indicam áudios”
    – Material gravado por ex-aliado da secretária nacional de Mulheres do PT foram revelados pelo ‘Estadão’.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/cultura-deu-aval-a-uso-de-programa-de-r-58-mi-para-eleger-aliados-indicam-audios/#google_vignette

    (***) “Janja ajudou Margareth, que ajudou Janja”
    – Cantora tornou-se ministra da Cultura por sugestão de sua madrinha Janja, que recebeu Ordem do Mérito Cultural na terça.
    +em: https://crusoe.com.br/diario/janja-ajudou-margareth-que-ajudou-janja/

  52. Miguel José Teixeira

    “Está se tornando insuportável viver no Brasil atual”
    – Tudo isso, claro, causado por nós mesmos, os eleitores, a população que só se organiza em torno de futebol e carnaval.
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 24/02/26)

    Particularmente – e já contei isso outras vezes -, jamais menti à minha filha e lhe disse que “O Brasil é o país do futuro”. Ao contrário de meus pais e avós, que repetiam insistentemente essa lorota, ainda que, coitados, acreditassem de fato nessa possibilidade, me desapeguei de qualquer esperança há muito tempo – bem antes de ela nascer. Só não poderia imaginar, contudo, que o grau de degradação social, econômica, institucional (*) etc. se agigantasse tanto a ponto de tornar quase insuportável a vida em solo pátrio.

    Sim. Porque viver – e conviver! – diariamente sob a chibata do Estado confiscatório, que tudo pode e nada retorna, obrigado não apenas a custear a orgia das castas dos três Poderes (executivo, legislativo e judiciário), nas três esferas (municipal, estadual e federal), como também os bolsos gulosos de empresários, empreiteiros, banqueiros e afins corruptos, sem ao menos, agora, nem sequer poder reclamar, sob risco e pena de ações judiciais supremas, é similar a uma prisão perpétua em uma masmorra da era medieval.

    É insuportável assistir ao que alguns ministros da Suprema Corte – senão todos, já que certas notas oficiais em defesa dos piores desmandos são assinadas por todos os magistrados – vêm fazendo com as leis, com as liberdades civis e, no limite, com a própria Casa que os abriga. Quando ministros de cortes superiores fecham os olhos para as ilegalidades de outros, e o único poder capaz de fiscalizar e atuar nestes casos é muito mais cúmplice que vigilante, já não há mais caminho dentro da normalidade institucional.

    Em outubro, tudo igual
    É insuportável, igualmente, assistir à cúpula do Congresso Nacional (parte dela mais suja que “pau de galinheiro”, como se diz popularmente), em defesa própria, mancomunar-se com o judiciário, sempre e quando lhe convém, a fim de manter tudo como está – Michel Temer já avisava: “Tem de manter isso aí” -, para continuar assaltando a nação e transformando o sangue, o suor e as lágrimas de quem estuda, trabalha e produz em milhões de reais para si e seus parças de picaretagem explícita, pois nem disfarçar eles precisam mais.

    É insuportável notar que, entra eleição, sai eleição, nada muda. Ou melhor. Muda para muito pior, pois a cada legislatura, temos mais trambiques, mais benesses indecorosas, mais usura e usurpação da atividade pública. Tudo isso, claro, causado por nós mesmos, os eleitores, a população que só se organiza em torno de futebol e carnaval (**) e só é solidária, como ensinavam Otto Lara Resende e Nelson Rodrigues (sobre os mineiros, injustamente, por sinal), no câncer. Afinal, políticos e governantes não caem do céu; mas das urnas.

    Por fim, mais insuportável ainda é chegar em pleno 2026 e ter como favoritos a vencerem suas eleições Lula, Bolsonaros, Cunha, Calheiros, Dirceu, Nikolas, Cleitinho, Janones, Randolfe e tantos outros da espécie “embusteira” – para dizer o mínimo -, que continuarão batendo carimbo de “aprovado” em ministros suspeitos, em supersalários, em emendas secretas, em impostos mais altos, em fundão eleitoral e partidário, enquanto juram nos amar e defender, já que assim vem dando certo (para eles) há pelo menos mais de 30 anos.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/esta-se-tornando-insuportavel-viver-no-brasil-atual/)

    (*) “No Brasil surreal, Dalí seria presidente e Miró, o seu vice”
    – Apenas ontem, por dever do ofício, me deparei com três notícias que me fizeram crer viver na Europa do início do século XX.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/no-brasil-surreal-dali-seria-presidente-e-miro-o-seu-vice/

    (**) “Família é como gosto e bumbum: cada um tem a sua”
    – A revolta nas redes sociais e por políticos populistas é, além de hipócrita e oportunista, inócua. Ninguém deixará de formar família à sua maneira.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/familia-e-como-gosto-e-bumbum-cada-um-tem-a-sua/

  53. Miguel José Teixeira

    A volta dos foliões rebaixados!

    “Os saldos da viagem”
    *Batriz Pecinato, Mercado, FSP, 24/02/26)

    Terminou a passagem de Lula pela Índia e Coreia do Sul. O presidente brasileiro planejava realizar negociações sobre agronegócio, minerais críticos e terras raras com os governos dos países. Conto o que deu certo e o que não saiu do papel.

    Objetivos.
    O Brasil busca, com mais intensidade, a abertura de novos mercados desde as tarifas impostas por Donald Trump no ano passado.

    Também quer diminuir a dependência que possui em relação a grandes compradores de commodities, como a China com a carne bovina.

    ↳ A carne brasileira será taxada caso exceda 1,1 milhão de toneladas exportadas para o país asiático em 2026. O Ministério da Agricultura defende que as vendas sejam controladas, para evitar um colapso no setor. Entenda melhor aqui (1).

    Na Índia:

    Eram esperados acordos relacionados à exportação de grãos e aves, o que não aconteceu.

    O governo brasileiro não conseguiu negociar (2) a redução das taxas aplicadas sobre frangos no país, que variam de 30% para o animal inteiro e 100% para cortes.

    O Brasil é o maior exportador de frango do mundo, mas não vende quase nada para a Índia por conta das altas tarifas.

    A título de comparação:
    foram vendidas 2,47 toneladas para o país asiático no ano passado (3). Os Emirados Árabes, principal destino do alimento, compraram 479,9 mil toneladas, segundo dados do governo e da Associação Brasileira de Proteína Animal.

    O governo também tinha expectativas de firmar pactos sobre minérios, o que se concretizou.

    Lula e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, assinaram um acordo de cooperação para minerais críticos (4) e terras raras.

    O documento reforça o interesse de cooperação (5) na área de mineração e fala em transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento. Determina também que cada governo deve financiar as despesas das próprias atividades.

    Na Coreia do Sul:

    O foco principal era a abertura do mercado para a carne bovina. O Brasil avançou nas negociações (6), mas ainda não há garantia de que algum acordo será concluído.

    O governo sul-coreano informou que fará auditorias nas plantas frigoríficas para verificar se a proteína brasileira atende aos requisitos sanitários e de qualidade.

    Ainda, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que o Brasil concluiu a abertura do mercado de ovos e que o país asiático ampliará os estudos sanitários para a carne suína, hoje exportada somente de Santa Catarina.

    Os países também assinaram um arranjo que prevê cooperação em diversas áreas da indústria (7), como a exploração da cadeia de minerais críticos e o desenvolvimento de semicondutores.

    O documento busca fortalecer as relações econômicas e o comércio entre os governos. Ele afirma que os países irão trabalhar em integração tecnológica, questões sanitárias, agronegócio, minerais críticos, economia digital, inteligência artificial e economia verde.

    Planos futuros.
    O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, afirmou que pretende retomar as negociações sobre um acordo comercial com o Mercosul (8), e Lula diz que o pacto pode sair ainda este ano (9).

    A última parada do presidente brasileiro é Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para um encontro com o xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan.

    A passagem já estava programada para abastecimento da aeronave no retorno ao Brasil e não prevê a assinatura de nenhum acordo, segundo o g1 (10).

    (TRPCE)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/ministerio-ve-risco-de-colapso-no-setor-de-carne-e-defende-controlar-exportacao-para-a-china.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/governo-lula-nao-consegue-abrir-mercado-de-aves-na-india-uma-das-principais-pauta-da-viagem.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/brasil-busca-facilitar-comercio-da-carne-de-frango-na-india-diz-ministro-da-agricultura.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/brasil-e-india-assinam-acordo-de-cooperacao-para-minerais-criticos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/com-acordo-sobre-terras-raras-brasil-e-india-querem-diminuir-dependencia-em-cadeia-chinesa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (6) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/governo-avanca-na-negociacao-da-carne-bovina-para-a-coreia-do-sul-mas-nao-da-prazo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (7) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/brasil-e-coreia-do-sul-firmam-cooperacao-que-inclui-minerais-criticos-e-semicondutores.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (8) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/presidente-da-coreia-do-sul-fala-sobre-retomar-negociacao-com-o-mercosul-apos-encontro-com-lula.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (9) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/lula-afirma-que-acordo-entre-coreia-e-mercosul-pode-sair-ainda-este-ano.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
    (10) https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/02/23/em-parada-programada-nos-emirados-arabes-lula-inclui-reuniao-de-ultima-hora-com-membros-do-brics.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  54. Miguel José Teixeira

    Silas,
    mala
    mas não
    faia!

    “Calado, [Eduardo] vai ajudar muito mais o irmão [Flávio] do que abrindo a boca para falar asneira. Ele calado vai ser um belíssimo cabo eleitoral para o irmão”,
    (Silas Malafaia metendo a colher na briga da família do presidiário, segundo o Poder360)

    “Andá com fé eu vou
    Que a fé não costuma faiá”

    Gil e Andar com Fé: https://www.youtube.com/watch?v=FCIeFrxgbfM

  55. Miguel José Teixeira

    “Uma imensa Gilmarlândia”
    – Um município no interior do Mato Grosso parece muito pouco para quem influencia os rumos de um país inteiro há décadas.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 24/02/26)

    A história é tão perfeita que parece mentira: articula-se no norte do Mato Grosso a criação de uma cidade em homenagem ao decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes (foto).

    Projeto idealizado pelo empresário rural Eraí Maggi, “Nova Aliança do Norte” — ou “Gilmarlândia” (*), como foi apelidada — ficaria localizada entre Diamantino e São José do Rio Claro, região onde nasceu o ministro do STF mais influente das últimas décadas.

    Enquanto Lula foi homenageado com um desfile de Carnaval digno de rebaixamento (**), Gilmar será eternizado por meio da criação de um município que, se for administrado como a maioria do país, também não entrará para a história exatamente como uma honraria.

    Moldaram o Brasil
    O presidente e o decano do STF são dois dos atores que moldaram o Brasil atual e, portanto, as homenagens parecem óbvias. O fato de que sejam pensadas e executadas enquanto ambos estão vivos e atuando politicamente escancara a tragédia brasileira moldada por eles.

    Gilmar, que diz conversar “com todos os lados” (***) da política brasileira, admitiu publicamente, em entrevista, que conduziu o STF a mudar o entendimento que autorizou prisão após condenação em segunda instância após uma “leitura política” (****) da situação do país.

    A leitura política tirou Lula da cadeia antes mesmo de o Supremo anular suas condenações na Operação Lava Jato, o que permitiria ao petista voltar à Presidência da República em 2022.

    Pedra fundamental
    O decano do STF participou no sábado, 21, da cerimônia de lançamento da pedra fundamental do futuro município e disse à imprensa que acha “importante essa iniciativa de se ter um núcleo de apoio para as famílias e pessoas que trabalham nessa região”.

    “Nós já temos a experiência da Deciolândia, e agora temos esse projeto que há muito era sonhado pelo Eraí Maggi e acho que agora começa a ter desdobramentos”, disse o decano do STF na ocasião, para quem o projeto “precisa de ter um esforço bastante grande de todas as pessoas e todas as instituições, porque o que se busca é instalar escolas, instalar espaços de lazer para as pessoas, espaços de tratamento de saúde para as pessoas que eventualmente trabalham ou até moram nessas cercanias”.

    Afora o fato de que o Brasil já tem municípios até demais, cada um com uma onerosa estrutura de funcionalismo e suspeitas de corrupção, a pretensão de oferecer aparelhagem pública nos rincões do país não é condenável em si.

    No que diz respeito à homenagem, contudo, um município no interior do Mato Grosso parece muito pouco para quem vem influenciando os rumos de um país inteiro há tanto tempo.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/uma-imensa-gilmarlandia/)

    (*) “Interior de MT articula cidade para homenagear Gilmar Mendes”
    – Distrito planejado na terra natal do ministro do STF pode virar novo município.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/interior-de-mt-articula-cidade-para-homenagear-gilmar-mendes/#google_vignette

    (**)”O rebaixamento apoteótico de Lula”
    – Parecia o plano perfeito, mas o showmício carnavalesco da rebaixada Acadêmicos de Niterói virou dor de cabeça para o petista e o TSE.
    +em: https://oantagonista.com.br/analise/o-rebaixamento-apoteotico-de-lula/

    (***) ““Converso com todos os lados”, diz Gilmar sobre Bolsonaro vetar críticas”
    – Após orientação do ex-presidente a Eduardo Bolsonaro, o ministro do STF negou contato recente e afirmou ser reconhecido como “um interlocutor”.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/converso-com-todos-os-lados-diz-gilmar-sobre-bolsonaro-vetar-criticas/#google_vignette

    (****) “Gilmar confessa “leitura política” contra prisão em segunda instância”
    – “Em quantos outros casos o ministro julgou com base em ‘leitura política’ e não na lei, fatos e provas?”, questionou Deltan Dallagnol, que chefiou a força-tarefa da Lava Jato.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/gilmar-confessa-leitura-politica-contra-prisao-em-segunda-instancia/

  56. Miguel José Teixeira

    Para SuTriFar mais essa
    suprema entogada,
    basta a imprensa
    ignorar o caso,
    que aliás, além de
    ser um assunto regional,
    já saturou!

    “STF usa caso Marielle para tentar fugir da crise do Banco Master”
    – Desde o fim do ano passado, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli passaram a ser associados indiretamente ao banqueiro Daniel Vorcaro.
    (Wilson Lima, O Antogonista, 24/02/26)

    O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, na Primeira Turma, o julgamento da ação penal relacionada ao assassinato da vereadora Marielle Franco, em meio à crise relacionada ao Banco Master.

    Desde o fim do ano passado, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli passaram a ser associados indiretamente ao banco e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

    Moraes teve o nome associado a um contrato de R$ 3,6 milhões mensais que teria como beneficiária sua mulher, Viviane Barci. Segundo o jornal O Globo, ele também teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de temas ligados ao Master.

    Já Toffoli foi citado por integrantes da Polícia Federal como suposto beneficiário de repasses de R$ 35 milhões por meio da empresa Maridt S.A., da qual é sócio. A companhia é controlada por dois irmãos do ministro.

    No STF, integrantes da Corte avaliam que o julgamento do caso Marielle pode representar um ponto de virada. Segundo o que apurou O Antagonista, a ideia é ‘tirar o STF’ das cordas a partir desta semana.

    Serão julgados Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); João Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro; e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar. Eles respondem por duplo homicídio qualificado — pela morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes — e por tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves.

    O ex-assessor do TCE-RJ Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, responde, ao lado dos irmãos Brazão, pelo crime de organização criminosa.

    O processo tramita no Supremo em razão do suposto envolvimento de Chiquinho Brazão, que exercia mandato de deputado federal à época da investigação.

    Desde 2023, o STF restabeleceu a competência das Turmas para julgar ações penais envolvendo autoridades com foro na Corte, com exceção do presidente e do vice-presidente da República, dos presidentes da Câmara e do Senado, dos próprios ministros do STF e do procurador-geral da República, cujos casos permanecem sob análise do Plenário.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/stf-usa-caso-marielle-como-pauta-positiva-para-amenizar-crise-do-banco-master/)

  57. Miguel José Teixeira

    Para degustar em doses homeopáticas!

    “Quando os bichos falavam”
    – São 11 integrantes que, em tese, podem errar por último. Não há mais ninguém, ou nenhuma outra instituição, acima deles.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 24/02/26)

    A democracia é o pior dos regimes com exceção de todos os demais, já reconhecia o grande estadista e primeiro-ministro inglês Winston Churchill, especialista em ler a alma humana. Se não fosse assim, como seria possível que a mesma instituição reconhecida como fundamental pela defesa da democracia brasileira seja vista, pouco depois, como responsável por seu desfiguramento?

    São 11 integrantes que, em tese, podem errar por último. Não há mais ninguém, ou nenhuma outra instituição, acima deles. Como são humanos, a sensação de ser inatingível afeta suas decisões e os faz brincar de Deus. Quanto às coisas materiais, que alguns integrantes desse plenário consideram ser seu direito obter, é comum aos poderosos a sensação de merecerem ter regalias que o comum dos mortais não tem.

    Um raciocínio normalizado entre os poderosos é acreditar serem tão bons gestores, ou líderes, que, se estivessem na iniciativa privada, ganhariam fortunas que lhes são proibidas por uma legislação arcaica e ilegítima. Assim aquietam suas consciências, justificam para si mesmos os favores que aceitam. Por que um banqueiro pode ter um jatinho para ir ver um jogo de seu time no exterior, e eu, de quem ele depende, não posso nem mesmo pegar carona? Por que ser empresário e julgador ao mesmo tempo é proibido por lei, se tenho um faro empreendedor vitorioso? Por que tenho de declarar publicamente meus ganhos em palestras e congressos, colocando em risco meus familiares?

    São perguntas banais, que não deveriam afligir homens tão ilustres, às voltas com questões nacionais fundamentais. Por que os escritórios de advocacia de meus filhos e de minha mulher não podem atuar em questões relevantes que serão julgadas pelos 11 ilustres que se dedicam a salvar a pátria diariamente? Meus parentes estão condenados a mudar de profissão, não poderão usufruir o legado que deixei ao ser convocado para o alto serviço da pátria?

    Há quem anteveja questões morais que uma escolha dessas impõe e prefira continuar fazendo seu trabalho independente. Foi o caso do grande Sobral Pinto, que recusou um convite do presidente da época, explicando que, se votasse contra o governo, seria chamado de ingrato e se votasse a favor seria acusado de bajulador. Muito melhor que estar às voltas com problemas de consciência, tentando eternamente se desculpar por uma decisão que tenha tomado por fraqueza de caráter, ou simplesmente incompetência.

    O fato de ser o presidente quem escolhe o felizardo dá à escolha um caráter político. No tempo em que os bichos falavam, a escolha era pelos grandes mestres, reconhecidos nacionalmente. Não precisava de explicações. O poder do Supremo ganhou uma dimensão tão essencial na política que a escolha passou a ser de outra natureza. Fulano vai “matar no peito”? Beltrano será fiel? (Fiel a quem, à Constituição ou a quem o colocou lá?) Como toda escolha política, essa também vai na conta de pedidos, de influências de várias maneiras: políticas, econômicas, religiosas.

    Houve tempo em que um presidente de esquerda escolheu um jurista católico de direita para o cargo. Hoje, não mais. Houve tempo em que, em solidariedade a ministros cassados pela ditadura, dois colegas seus se aposentaram. Hoje, o corporativismo funciona para evitar que um colega de plenário seja considerado impedido de julgar o caso de um banco com que sua empresa familiar fez negócios vultosos. Fato que foi escondido por Sua Excelência ao assumir a relatoria do caso e só se descobriu devido a reportagens da imprensa livre, hoje atacada para também proteger interesses familiares.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2026/02/quando-os-bichos-falavam.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  58. Miguel José Teixeira

    “Mercado de IA já contrata por valores de craques de futebol”
    – A Microsoft chamou o desenvolvedor austríaco Peter Steinberger para conversar, a Meta mandou um envelope com proposta.
    (Por Pedro Doria, O Globo, 24/02/26)
    . . .
    “O mercado de inteligência artificial está fervendo com uma contratação bilionária que remete a valores do futebol. Peter Steinberger, criador do OpenClaw, foi disputado por gigantes como Microsoft e Meta, mas acabou na OpenAI por US$ 1 bilhão. Sua missão é tornar a tecnologia acessível a todos, similar a um smartphone reinventado, revolucionando a economia digital e física. A Anthropic, com seu Cowork, também avança nesse campo, destacando a rapidez e os saltos do setor.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/pedro-doria/coluna/2026/02/mercado-de-ia-ja-contrata-por-valores-de-craques-de-futebol.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  59. Miguel José Teixeira

    Recuo para não sofrer o escalpo!

    “Após protestos de indígenas, governo revoga decreto de concessão de hidrovias na Amazônia”
    – Grupo com dois mil indígenas do Baixo Tapajós ocupava a sede de multinacional de agronegócio.
    (Por Fernanda Alves e Lucas Altino — Rio de Janeiro, O Globo, 24/02/26)
    . . .
    “Após intensos protestos de indígenas do Baixo Tapajós, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva revogou o decreto 12.600, que incluía trechos de rios amazônicos no Programa Nacional de Desestatização. A medida foi anunciada por Guilherme Boulos e será publicada no Diário Oficial. O decreto gerou atritos com povos indígenas, que apontaram falta de consulta prévia e riscos ambientais. A decisão reflete a capacidade do governo de dialogar e reconsiderar ações.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/02/23/apos-protestos-de-indigenas-governo-recoga-decreto-de-concessao-de-hidrovias-na-amazonia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  60. Miguel José Teixeira

    À vera ou à brinca?
    Mas, que estão fazendo “fulanga”, estão!

    “Parlamentares apertam o cerco para ouvir Vorcaro e buscam saída após decisão do STF”
    – CPI e comissão montam estratégias diferentes para ouvir banqueiro.
    (Por Bruna Lessa — Brasília, O globo, 24/02/26)
    . . .
    “Parlamentares pressionam para ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro após o STF liberá-lo de comparecer à CPI do INSS. O senador Carlos Viana busca reverter a decisão, insistindo em depoimento presencial em Brasília. Já a senadora Damares Alves sugere alternativas, como videoconferência ou audiência em São Paulo. A CAE, liderada por Renan Calheiros, mostra-se mais flexível, aceitando depoimento remoto.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/parlamentares-apertam-o-cerco-para-ouvir-vorcaro-e-buscam-saida-apos-decisao-do-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  61. Miguel José Teixeira

    (*) Até a página dois???

    “Com Flávio consolidado (*), chapas estaduais, cobranças e indiretas mantêm clã Bolsonaro em pé de guerra.
    – Acusações de “amnésia”, provocações nas redes e divergências sobre o controle das candidaturas escancaram crise interna no bolsonarismo.
    (Por Caio Sartori e Yago Godoy, O globo, 24/02/26)
    . . .
    “O clã Bolsonaro enfrenta tensões internas enquanto Flávio Bolsonaro se consolida como possível candidato presidencial. Eduardo Bolsonaro critica publicamente a madrasta Michelle e Nikolas Ferreira, acusando-os de omissão na campanha de Flávio. Conflitos sobre o papel do PL em candidaturas estaduais exacerbam a situação, com Carlos Bolsonaro e Valdemar Costa Neto em desacordo. Valdemar considera erro a escolha de Braga Netto como vice e sugere uma mulher para a chapa de Flávio.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/24/com-flavio-consolidado-chapas-estaduais-cobrancas-e-indiretas-mantem-cla-bolsonaro-em-pe-de-guerra.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  62. Miguel José Teixeira

    “‘Penduricalhos’: STF impede que membros do Poder Judiciário e do MP recebam verbas indenizatórias previstas em leis estaduais”
    – Em liminar, ministro Gilmar Mendes aponta a existência de ‘enorme desequilíbrio’ em relação às verbas indenizatórias.
    (Por O GLOBO — Brasília, 23/02/26)
    . . .
    “O ministro Gilmar Mendes, do STF, emitiu liminar que impede membros do Judiciário e Ministério Público de receberem verbas indenizatórias baseadas em leis estaduais, salvo se previstas em lei nacional. Tribunais e MPs têm 60 dias para suspender tais pagamentos. Mendes destaca desequilíbrio nas verbas, conhecidas como “penduricalhos”, e exige regulamentação nacional para assegurar isonomia e controle.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/penduricalhos-stf-impede-que-membros-do-poder-judiciario-e-do-mp-recebam-verbas-indenizatorias-previstas-em-leis-estaduais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  63. Miguel José Teixeira

    “‘Gilmarlândia’: projeto em Mato Grosso cria cidade para ministro do STF ‘chamar de sua’”
    – Empresário propõe distrito em Diamantino, onde magistrado nasceu, e nome em homenagem a decano vem ganhando força na região.
    (Por Marcelo Remigio — Rio de Janeiro, O Globo, 24/02/26)
    . . .
    “O projeto “Gilmarlândia”, proposto pelo empresário Eraí Maggi em Mato Grosso, busca criar uma nova cidade em homenagem ao ministro do STF Gilmar Mendes, nascido em Diamantino. O distrito, inicialmente chamado Nova Aliança do Norte, seria construído com terras doadas e enfrentaria burocracias para se tornar um município. O plano visa melhorar a infraestrutura local, atraindo apoio de políticos e empresários.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/24/gilmarlandia-projeto-em-mato-grosso-cria-cidade-para-ministro-do-stf-chamar-de-sua.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  64. Miguel José Teixeira

    Aclive ou declive?
    – Depende o ponto de vista!

    “Questão de memória”

    Na campanha presidencial de 1960, Jânio Quadros, dono de memória prodigiosa, seguia com rigor uma espécie de script, que incluía os gestos teatrais. Repetia o mesmo discurso em cada cidade. Milton Campos, o vice, ao contrário, abordava temas diferentes.
    Certa noite, Jânio observou:
    – “Dr. Milton, que maravilha. Um discurso para cada comício! Que cultura!”.
    – “Não é cultura”, respondeu Campos, gentil, “é incapacidade de memorizar”.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 24/02/26)

  65. Miguel José Teixeira

    Suprema toga, verso:
    “Muito ajuda quem não atrapalha”
    Suprema toga, anverso:
    “Aos amigos do rei, os favores a lei, aos inimigos, os rigores da lei”

    “STF tem histórico de dificultar investigação da CPMI”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 24/02/26)

    O Supremo Tribunal Federal (STF) continua emitindo sinais de que vive tempos muitos estranhos, como diz o ministro aposentado Marco Aurélio. Após o ministro Edson Fachin arquivar a alegação de suspeição de Dias Toffoli, mandando para a cesta o relatório de mais de duzentas páginas da Polícia Federal sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, coube a Cristiano Zanin permitir bico calado para mais um suspeito. É ao menos a 29ª decisão do STF criando dificuldades para a CPMI do INSS.

    Eles têm a força
    O STF concedeu várias vezes o “direito” de investigados e suspeitos, como Daniel Vorcaro, de ignorar a convocação da CPMI. Haja poder.

    Vai, mas não fala
    Quando obrigou investigados a comparecer na CPMI, o STF associou a medida à pegadinha que lhes concede o direito à boca fechada.

    Vida difícil da CPMI
    Toffoli vetou acesso aos sigilos de Vorcaro à própria à CPMI do INSS que os quebrou, reforçando o papel da Corte de criar dificuldades.

    Transparência saudável
    Muda tudo a decisão do novo relator, ministro André Mendonça, de dar acesso dos sigilos à CMPI. Na prática, põe fim ao sigilo da investigação.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/stf-tem-historico-de-dificultar-investigacao-da-cpmi)

  66. Miguel José Teixeira

    “Essa família é muito unida. Só que não, BRASEW!!!! O fogo no parquinho do bolsonarismo segue firme e forte. Dudu brigando com Michelle. Michelle fritando banana. Heloísa dizendo que Dudu não está bem. Nikolas dizendo que Dudu não está bem. Valdemar queimando Carluxo. Ciro Nogueira queimando o bolsonarismo em geral. E o Tarcísio que lute, que ele já virou “o outro”. Flavitcho chegou a apelar para “todes, todys e todXs” para pararem de brigar. Vem ver a novelinha tuiteira que virou a campanha presidencial bolsonarista.”

    “Todes amam banana frita!”
    (TixaNews, fev 24)
    https://substack.com/@tixanews

    O Brasil precisa de união, disse Dudu Bolsonaro, o filho 03, que é ex-deputado porque resolveu morar nos States, no início da noite desta segunda-feira. Ele diz que o Brasil precisa de união para combater Lula. Ahã, claro, claro. Mas eles não conseguem se unir nem dentro de casa e não param de se atacar em público.

    Nos últimos dias, a treta foi desse tamanho aqui:

    Dudu no SBT News, na sexta:
    “Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e apoia o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí. Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio.”

    O outro, no caso, é Tarcísio (se alguém não notou).

    Michelle, no X, no sábado:
    “Ele ama banana frita.”

    Falando da comidinha especial que estava levando para Bolsonaro na Papudinha naquele dia.

    Nikolas, saindo da Papudinha, no sábado, apoiando Michelle:
    “Eu acho que Eduardo não está bem.”

    Carluxo, saindo da Papudinha, no sábado:
    “Mesmo soluçando, Bolsonaro pediu que eu informasse aos senhores que está confeccionando, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes.”

    Essas indicações estão dando a maior treta e já fizeram uma vítima em Santa Catarina: o governador Jorginho Mello, que é do PL, e está prestes a perder o apoio do PP para a campanha por conta do fim do acordo que colocava Esperidião Amin como o segundo candidato a senador pelo bolsonarismo. Mas Bolsonaro decidiu que os candidatos serão Carluxo e Carol de Toni.

    Ciro Nogueira, sábado, no X:
    “Nós, dos Progressistas, somos do tempo em que acreditamos em PALAVRA!!!!!!”

    Depois, ele ainda defendeu que, por ele, o PP toma outro caminho em Santa Catarina.

    Dudu, no domingo, repostando um seguidor e respondendo à banana da Michelle:
    “Continuem fritando banana enquanto Flávio e Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país.”

    Valdemar da Costa Neto, o dono do PL, o partido que abriga o bolsonarismo, ao site Metropoles:
    “Todos no partido têm o direito de indicar nomes para qualquer posição.”

    Flavitcho, na segunda-feira:
    “Tá todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição! Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todXs!”

    Heloísa Bolsonaro, a esposa de Dudu, na segunda-feira:
    “Ele pode não estar bem, mesmo! É humano, carrega uma cobrança e um peso absurdo nas costas, além da dor da saudade.”

    E o Ibaneis que lute
    O governador do Distrito Federal está mais enroscado que pipa em poste de luz com o caso do banco Master, por conta de o BRB ter entrado no esquema para salvar o Master, comprando uns 12 bi de crédito podre. Pois bem, Ibaneis Rocha parece que quer se lançar a senador, e agora ele ainda tem que tentar evitar uma outra dobradinha do PL (a exemplo de Santa Catarina): Michelle e Bia Kicis.

    Flavitcho que se cuide
    Dudu quer pacificar o Brasil, mas, daqui a pouco, alguém vai surgir com a ideia de lançar Tarcísio como candidato para pacificar o bolsonarismo.

    Lula e o Magro
    E Lula segue no encalço de Ricardo Magro, naquela onda eleitoreira de “vamos pegar os magnatas da corrupção”, e disse que pediu para Trump prender o empresário que mora em Miami. Direto de Nova Delhi, ele mandou essa:

    “Nós bloqueamos 250 milhões de litros de gasolina em cinco navios, entregamos para a Petrobras. Essa pessoa mora em Miami, nós mandamos para o presidente Trump a fotografia da casa dele, o nome dele. E nós queremos essa pessoa no Brasil. É para combater o crime organizado? Então nos entregue os nossos bandidos.”

    Detalhe: Magro foi alvo de uma operação da polícia que investiga a história dos combustíveis e do PCC na Faria Lima, mas não existe um mandado de prisão contra o dono da Refit no Brasil.

    Hidrovias na Amazônia
    Guilherme Boulos conseguiu convencer Lula de que era melhor derrubar o decreto que abriu um programa de concessão de hidrovias na região amazônica, por conta da revolta indígena na região. Tem um povo dos Portos e Aeroportos que não gostou muito. Para quem é perdido, Renanzito Filho é o dono do Ministério dos Portos e Aeroportos.

    O vice
    Zé Dirceu defendeu com unhas e dentes, em reunião do PT, que Alckmin continue como vice nas próximas eleições. Ele disse que, se alguém resolver tirar Alckmin, vai pagar com a eleição.

    6×1
    Valdemar (dono do PL) e Rueda (presidente do União Brasil) disseram, em um evento da Esfera, em São Paulo, que vão fazer de tudo para não deixar que o projeto da jornada 6×1 vá para votação em plenário porque, se chegar lá, vai ser uma aprovação por grande, grande, grande maioria (quem é louco de votar contra isso em ano de eleição?).

    Valdemar e Rueda dizem que vão fazer isso em nome do bem do empresariado. Na verdade, eles sabem que esse será um grande ativo de campanha para Lula. Hugo Motta já garantiu que vai se esforçar para que o projeto seja votado e já escolheu um relator. Mas o Planalto ainda está em dúvida se manda projeto próprio.

    E o Renanzito pai?
    Renanzito pai agora quer ouvir Daniel Vorcaro, banqueiro do Master, na Comissão de Assuntos Econômicos (comissão em que ele é presidente, no Senado). Todo mundo sabe, em Brasília, que Renan é inimigo de Arthurzito Lira, que, por sua vez, frequentava Vorcaro. Mas, segundo o site Metrópoles, Davi Alcolumbre, a estrela-mor do Senado, anda desconfiado de que, na verdade, Renanzito pai quer mesmo é a cabeça dele, Davi. Nunca podemos esquecer que os aliados de Davi, no Amapá, decidiram colocar centenas de milhões de reais da previdência dos aposentados do estado em fundos de Vorcaro, quando o Master já não estava bem.

    Marielle
    E nesta terça está previsto que o caso do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson seja julgado pelo Supremo. No banco dos réus, os irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes do crime, e mais três outros réus, todos policiais.

    Vamos que vamos, BRASEW, que a semana só começou.

    (TRPCE)

  67. Miguel José Teixeira

    Enquanto lidera a comitiva imperial
    que esbanJANJA aLULAdamente
    em Abu Dhabi (*), aqui na PeTezuela…

    “Lula 3 fechou 2.800 leitos psiquiátricos, obstétricos e pediátricos”
    – Abertura de novos leitos caiu 30,6% desde 2023 em comparação aos 3 primeiros anos da gestão anterior…
    (Poder360, 23/02/26)

    O atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechou mais de 2.800 leitos nas áreas de psiquiatria, obstetrícia e pediatria ofertados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

    De 2023 a 2025, houve redução de 1.885 leitos psiquiátricos, 679 leitos obstétricos e 302 leitos pediátricos.

    O levantamento foi feito pelo Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, organismo de estudos e formação política do PSDB, a partir de dados públicos do Datasus e do IBGE. O Poder360 confirmou os dados nas plataformas públicas.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-saude/governo-fechou-2-800-leitos-psiquiatricos-obstetricos-e-pediatricos/

    (*) “Lula vai a Abu Dhabi em escala surpresa para encerrar tour pela Ásia”
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-vai-a-abu-dhabi-em-escala-surpresa-para-encerrar-tour-pela-asia/

  68. Miguel José Teixeira

    A bem da verdade. . .
    a próxima campanha eleitoral inicia-se
    no exato momento em que o candidato
    considera-se eleito!

    “Abuso faz a lei cair em desuso”
    – Campanha eleitoral indevida tem a guarda compartilhada entre políticos do governo e da oposição.
    – Legislação vigente foi revogada pela prática permissiva, enquanto a Justiça se faz de desentendida.
    (Dora Kramer, FSP, 23/02/26)

    Soa a impertinência com o discernimento alheio o embate de argumentos entre “especialistas” para definir se há campanha eleitoral antecipada, seja por parte de governistas ou de oposicionistas.

    Evidente que há. As provas jurídicas podem ser insuficientes, mas as comprovações factuais estão à vista. Faz mais de ano que não se fala de outra coisa na política, que partidos e candidatos se movimentam em torno do assunto, que o noticiário tem como referência a eleição de outubro. Pedem votos, sim.

    Assim como se dizia em 2025 que 2026 já começara, a campanha eleitoral começou muito antes. A disputa acontece de modo permanente e de maneira mais acentuada quando entraram em cena as redes sociais.

    Nesse ambiente incontrolável, a legislação ficou anacrônica e a tarefa da Justiça Eleitoral (2) tornou-se algo obsoleta ao submeter-se aos ditames de regras ultrapassadas pelos fatos escancarados.

    Só num cenário de faz de conta admite-se a neutralidade do governo porque presidente e comitiva não participaram do desfile panfletário (3), mas assistiram do camarote passistas fazendo o “L” na avenida e referências ao “13” da urna eletrônica.

    O caso do presidente da República chama mais atenção devido à desproporcionalidade do poder e da visibilidade, mas convenhamos que Luiz Inácio da Silva tem a companhia de governadores, deputados, senadores e de todos os políticos que, no exercício de seus cargos, atrelam suas ações aos respectivos interesses eleitorais.

    A oposição posa de vestal, mas é o roto falando do rasgado quando pede punições a Lula por causa do enredo de uma escola de samba. Onde estavam todos eles antes disso? Sabemos, já que cansamos de vê-los devidamente aboletados nos próprios palanques fazendo o que a lei proíbe, mas a farra da permissividade há muito autoriza.

    Essa infração tem guarda compartilhada. É ampla e irrestrita. Sendo assim, talvez fosse melhor que se revogassem as disposições em contrário a fim de deixar que se locupletem todos e a Justiça não se faça de desentendida.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/02/abuso-faz-a-lei-cair-em-desuso.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/campanha-eleitoral/
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/justica-eleitoral/

    (3) “Houve propaganda eleitoral antecipada no desfile que homenageou Lula? SIM!
    – Nota 10 no quesito ilicitude: escola incorporou o número 13, utilizou refrão de campanhas e exibiu símbolos do partido.
    – Além disso, ridicularizou adversários, provando que evento deixou de ser homenagem e virou ato de combate eleitoral.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/02/houve-propaganda-eleitoral-antecipada-no-desfile-que-homenageou-lula-sim.shtml

  69. Miguel José Teixeira

    “Janja pode tornar Lula inelegível?”
    – A primeira-dama participou da preparação do desfile e chegou a viajar de FAB para acompanhar a escola.
    (Wilson Lima, O Antagonista, 23/02/26)

    Por mais que o presidente Lula (1) tente se distanciar do desfile eleitoreiro da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite de 15 de fevereiro, domingo de Carnaval, há elementos que vinculam diretamente o petista à presepada vista ao vivo pela TV Globo.

    O principal deles tem nome e sobrenome: Janja Lula da Silva.

    A primeira-dama não somente foi entusiasta do desfile como, segundo informou o jornal O Globo, tentou obter financiamento para a propaganda eleitoral travestida de homenagem.

    Outro ponto: Janja também acompanhou a preparação para o desfile e, de quebra, ainda viajou para o barracão da Acadêmicos de Niterói (2) em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB).

    Como mostramos na semana passada, a Acadêmicos de Niterói foi autorizada a captar até 5,1 milhão por meio da Lei Rouanet para bancar o desfile.

    Coincidentemente, no mesmo período, segundo o colunista Lauro Jardim de O Globo, a primeira-dama teria atuado para convencer empresários a financiar o desfile.

    Mas o ponto mais flagrante dessa relação próxima entre Janja e a escola foi a confirmação de que, em 6 de outubro do ano passado, a primeira-dama pegou um jato da FAB, ao lado das ministras de Igualdade Racial (Anielle Franco) e de Ciência e Tecnologia (Luciana Santos) para fazer uma série de visitas no Rio de Janeiro, entre elas o galpão (3) da Acadêmicos de Niterói.

    Na semana passada, o PL, partido de Bolsonaro, apresentou uma petição (*) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, entre os documentos, solicitou autorização para obter informações sobre gastos diretos ou indiretos do governo federal com o desfile.

    Na prática, a ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri (*) não somente quer antecipar a fase prévia de coleta de provas como também busca estabelecer um vínculo direto com gastos da União e a organização do desfile. Assim, em teoria, poderia se estabelecer o nexo causal entre o governo Lula e as principais decisões da escola.

    Neste final de semana, o presidente Lula tentou claramente se desvincular das principais decisões da Escola de Samba. No entanto, ele admitiu, pela primeira vez publicamente, que caberia a ele aceitar ou negar a homenagem. Lula é sábio. É ano eleitoral. E ele tinha plena consciência do impacto possivelmente positivo para a sua imagem.

    Agora, cabe ao TSE ligar os pontos. E não precisa ser gênio para imaginar que tudo neste caso se conecta perfeitamente.

    (Fonte:https://oantagonista.com.br/analise/janja-pode-tornar-lula-inelegivel/?utm_medium=email&utm_campaign=newsletter_-_resumo_da_manha_2302&utm_source=RD+Station

    (1) https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2026/02/lula-em-forum-empresarial-brasil-coreia-do-sul-201cfortes-lacos-humanos-e-vinculos-empresariais-sao-prova-que-confianca-e-cooperacao-valem-a-pena201d
    (2) https://oantagonista.com.br/brasil/janja-pegou-carona-em-voo-da-fab-para-visitar-escola-de-samba/
    (3) https://oantagonista.com.br/brasil/janja-desiste-de-desfilar-na-sapucai/

    (*) Assinada pela ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri, a petição é dirigida ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, e tem como alvo Lula, descrito pelo partido como presidente da República e pré-candidato declarado à reeleição em 2026.
    +em: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/caio-junqueira/politica/pl-aciona-tse-contra-lula-por-abuso-de-poder-em-desfile-na-sapucai/

  70. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 23/02/26)

    GUERRA TARIFÁRIA

    A nova tarifa global de 15% aplicada por Donald Trump deve entrar em vigor nesta terça-feira. A China pediu aos EUA que revoguem taxas unilaterais (1), e a União Europeia instou o aliado americano a cumprir o acordo comercial (2) fechado no ano passado. Trump, porém, ameaçou impor “tarifa muito mais alta” (3) aos países que se aproveitarem da decisão da Suprema Corte contra política tarifária: “Comprador, cuidado!”

    ► O governo brasileiro elevou o Imposto de Importação de 1.252 produtos (4), incluindo computadores e celulares, sob justificativa de proteger a indústria nacional. As tarifas podem chegar a 25%.

    (TRPCE)

    (1) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/china-pede-que-trump-revogue-tarifas-unilaterais-apos-decisao-da-suprema-corte.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (2) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/ue-exige-que-eua-cumpram-acordo-comercial-e-ameaca-congelar-aprovacao-da-parceria-no-parlamento.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (3) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/trump-qualquer-pais-que-quiser-jogar-com-a-decisao-da-suprema-corte-enfrentara-tarifas-muito-mais-altas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (4) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/governo-eleva-tarifas-de-importacao-de-mais-de-1200-produtos-incluindo-computadores-celulares-e-componentes-eletronicos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    Matutando bem. . .
    Chafurdando em maré negativa
    após o reinado do Momo,
    melhor lulampião
    ficar “pianinho”
    em relação ao laranjão!

  71. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 23/02/26)

    LULA PELO MUNDO

    Brasil e Coreia do Sul concordaram em elevar a relação entre si a uma “parceria estratégica”. Na primeira visita de um líder brasileiro ao país em 21 anos, o presidente Lula assinou 10 memorandos de entendimento, abrangendo áreas como minerais críticos e inteligência artificial (*). No entanto, a abertura do mercado sul-coreano às exportações de carne bovina (1), outro objetivo da comitiva brasileira, segue (**) sem garantias ou prazos.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/lula-fecha-acordos-sobre-minerais-criticos-e-ia-na-coreia-do-sul.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/em-visita-a-coreia-do-sul-lula-ainda-nao-consegue-abrir-mercado-para-carne-do-brasil.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (1) A volta do mala com dois malogros na mala:
    > Na Índia, fracassou os negócios com as aves.
    > Na Coréia do Sul, com a carne bovina!

  72. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 23/02/26)

    DE OLHO NAS URNAS

    A definição de candidaturas aprofunda disputas internas (*) no PL. O atrito da vez opõe o vereador Carlos Bolsonaro e o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. Segundo Carlos, Jair Bolsonaro prepara uma lista de pré-candidatos (**) para o Senado e os governos estaduais. Valdemar disse que o acordo com o ex-presidente deixa com o PL a indicação para os estados.

    ► Desgastado pela crise do Banco Master, o governador do Distrito Federal (1), Ibaneis Rocha (MDB), tenta convencer Bolsonaro a evitar uma dobradinha do PL (***) para o Senado com as candidaturas de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/23/carlos-reage-apos-valdemar-dizer-que-nao-e-so-bolsonaro-quem-decide-no-pl-coisas-estao-desencontradas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/21/bolsonaro-prepara-lista-de-pre-candidatos-do-pl-ao-senado-e-governos-estaduais-diz-carlos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/23/desgastado-pelo-crise-do-master-e-do-brb-ibaneis-tenta-evitar-dobradinha-michelle-bia-kicis-para-sair-ao-senado.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    Assim com o crime organizado, a direita brasileira é comandada de dentro de um presídio!

    (1) Tudo indica que o Banco Regional de Brasília – BRB terá o mesmo triste fim do outrora glorioso BESC! Ambos foram transformados em cabidódromos e com objetivos alheios à sua finalidade.

  73. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 23/02/26)

    O CASO MARIELLE

    O deputado estadual Rodrigo Bacellar, afastado da presidência da Alerj por suspeita de vazar uma operação policial, foi procurado por integrantes do clã Brazão (*) na semana em que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram presos sob a suspeita de mandar matar a vereadora Marielle Franco. Bacellar afirmou à Polícia Federal que tratou apenas de temas políticos no encontro com Kaio Brazão e o assessor Robson Calixto Fonseca, o Peixe, em uma padaria no Rio. Domingos, Chiquinho e Peixe serão julgados nesta terça-feira pela morte de Marielle. Relembre o caso em 15 pontos.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/23/bacellar-foi-procurado-por-brazao-reu-no-caso-marielle-na-mesma-semana-da-prisao-do-conselheiro-do-tce.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/23/saiba-tudo-sobre-o-caso-marielle-em-15-pontos-julgamento-dos-mandantes-comeca-nesta-terca.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    Só pra PenTelhar. . .
    Nem o assassinato de Celso Daniel, então prefeito de Santo André, rendeu tanto!

  74. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 23/02/26)

    PRECONCEITO EM CAMPO

    A Uefa suspendeu preventivamente (*) o jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de racismo pelo brasileiro Vini Jr., do Real Madrid, durante jogo na semana passada. Vinicius disse ter sido chamado de “macaco” pelo adversário. O árbitro acionou o protocolo antirracismo, e a partida ficou paralisada por dez minutos. Agora, o caso será investigado pelo Comitê de Ética e Disciplina da federação europeia. Prestianni está fora do segundo confronto entre as equipes pela Liga dos Campeões, na próxima quarta-feira.

    ► O Bragantino decidiu punir o zagueiro Gustavo Marques por fala machista contra a árbitra Daiane Muniz (**) no Campeonato Paulista.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/esportes/futebol-internacional/noticia/2026/02/23/prestianni-do-benfica-e-suspenso-preventivamente-pela-uefa-apos-ser-acusado-de-racismo-por-vini-jr.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/02/23/bragantino-pune-gustavo-marques-com-multa-e-suspensao-de-um-jogo-apos-fala-machista-contra-arbitra.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

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