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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXXII
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Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.
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56 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXXII”
Tóin óin óin!!!
Já que um dos principais
motivos da visita fracassou,
“Governo Lula não consegue negociar taxas de frango na Índia, uma das principais pautas da viagem”
– Recusa do Brasil para itens indianos como romã foi central para a negociação.
– Comitiva do presidente foi acompanhada por uma série de empresários e representantes do setor de proteínas animais.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/governo-lula-nao-consegue-abrir-mercado-de-aves-na-india-uma-das-principais-pauta-da-viagem.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
o jeito PeTralha encontrado
para minimizar o malogro,
foi divulgar a capa de um jornal local,
patrocinada:
“Capa com Lula mostrada por Viana na Índia é anúncio da Vale”
– Presidente da Apex mostra capa do The Economic Times com Lula e Modi para ressaltar resultados das negociações.
. . .
O presidente da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Jorge Viana, apresentou, em entrevista a jornalistas em Nova Délhi, na Índia, a capa do jornal indiano The Economic Times patrocinada pela Vale para ressaltar os resultados das negociações no país. O ato se deu neste domingo (22.fev.2026) em conversas com jornalistas para apresentar o balanço da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
. . .
A capa em questão foi patrocinada pelas gigantes brasileiras Vale e Embraer, pela indiana B.L. Agro Industries e pela Lead Connect.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/capa-com-lula-mostrada-por-viana-na-india-e-anuncio-da-vale/
. . .
“Pega na mentira
Pega na mentira
Corta o rabo dela
Pisa em cima
Bate nela
Pega na mentira”
. . .
O saudoso Tremendão: https://www.youtube.com/watch?v=sl_sYsJkH84
“Tira tarifa, bota tarifa”
(Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 23/02/26)
Explico aqui tudo que você precisa saber sobre as últimas desventuras de Trump (e os efeitos delas).
Na sexta (20), a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Donald Trump (1) a diversos países, sob o argumento de que o presidente não pode implementar taxas amplas sem autorização explícita do Congresso.
Antes, uma explicação: a decisão atinge a medida instituída com base na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional).
Ela concede ao presidente poderes para regular transações econômicas em resposta a ameaças externas incomuns à segurança do país.
↳ Outras tarifas continuam em vigor, como as baseadas na Seção 232 que sobretaxam produtos como aço, alumínio e cobre.
Já pode comemorar?
A novidade beneficia inúmeros produtos vendidos pelo Brasil (2) que ainda eram afetados pelas taxas de 40%, como máquinas, equipamentos, motores, armas, calçados, café solúvel e frutas.
A Taurus (*) (3),
maior fabricante de armas brasileira, celebrou o fim do tarifaço e disse que a medida vai fortalecer sua posição no mercado norte-americano.
Os EUA são responsáveis por quase 80% da receita total da companhia no segmento de armas e acessórios;
Suas ações saltaram 5,17% na sexta e foram negociadas a R$ 5,49.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria), estima que a decisão vai impactar o equivalente a US$ 21,6 bilhões (cerca de R$ 112 bi) em exportações brasileiras para os EUA.
Além disso,
o governo norte-americano pode ser obrigado a reembolsar US$ 175 bilhões (R$ 91 bi) (4) a importadores que se sentiram atingidos pelas tarifas e que entrem com pedidos na Justiça (5).
↳ A estimativa foi calculada por um estudo da Penn-Wharton Budget Model, grupo de pesquisa fiscal apartidário da Universidade da Pensilvânia, a pedido da Reuters.
Sim, mas…
Trump reagiu e anunciou uma nova tarifa de 10% (6) para todos os países, valor que depois elevou para 15% (7). A cobrança começa amanhã.
Desta vez, o republicano usou outra legislação, a Seção 122, para se apoiar. A medida dá a ele poder para implementar, temporariamente, tarifas de até 15% sobre importações enquanto houver déficits significativos na balança de pagamentos.
A taxação expira em 150 dias, a menos que o Congresso aprove uma extensão.
Os grandes beneficiados?
Dois países veem a mudança com bons olhos (8): o Brasil e a China.
Uma análise constatou que produtos brasileiros terão a maior redução nas tarifas médias (caindo 13,6 pontos percentuais), seguido pelos itens chineses, com uma redução de 7,1 pontos percentuais.
Relembre: antes da decisão da Suprema Corte, 22% das exportações brasileiras ainda eram afetadas pelo adicional de 40%.
Aliados de longa data dos EUA, como Reino Unido e Japão sofrerão o maior impacto da nova taxa. As exportações desses países são dominadas por aço, alumínio e automóveis (9), setores que continuam taxados.
O que ficou de fora?
Produtos como carne bovina, tomates, laranjas, minerais críticos, fertilizantes e medicamentos estão isentos (10). Itens já sujeitos a tarifas com base na seção 232 também não serão taxados.
(TRPCE)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/suprema-corte-dos-eua-derruba-tarifas-globais-de-trump.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/o-que-muda-e-o-que-se-mantem-apos-a-decisao-da-suprema-corte-dos-eua-sobre-tarifas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(3) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/taurus-comemora-fim-do-tarifaco-sobre-armas-brasileiras.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(4) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/eua-podem-reembolsar-us-175-bi-se-suprema-corte-derrubar-tarifas-de-trump-diz-estudo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(5) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/associacoes-e-federacoes-dos-eua-pedirao-reembolso-de-tarifas-apos-decisao-da-suprema-corte.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(6) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/trump-diz-que-e-uma-desgraca-a-decisao-da-suprema-corte-de-barrar-suas-tarifas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(7) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/trump-afirma-que-aumentara-tarifa-global-de-10-para-15.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(8) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/nova-tarifa-fixa-de-trump-sera-impulso-para-exportacoes-de-brasil-e-china.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(9) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/aco-aluminio-e-cobre-estao-entre-produtos-que-continuam-sobretaxados-pelos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(10) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/novas-tarifas-de-10-de-trump-entram-em-vigor-dia-24-e-isentam-carne-laranja-e-minerais-criticos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(*) https://taurusarmas.com.br/home
BalCam no topo!
“O projeto mais ambicioso da história do Brasil”
(Cezar Mortari, Eng. Civ., M.Sc e especialista estruturas metálicas)
+em: https://www.youtube.com/watch?v=kRPqxYorVdA
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 23/02/26 (I)
Os independentes no divã
Com uma campanha rapidamente polarizada (*) entre as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro, a disputa vai se reduzir a como conquistar os independentes, o grupo de 29% dos brasileiros que se dizem nem lulistas, nem bolsonaristas. Uma extensa pesquisa inédita da Genial/Quaest mostra que existem independentes mais conservadores e mais progressistas, porém que a maioria dos nem-nem está no espectro da centro direita.
A pesquisa parte de 27 perguntas sobre valores e posições ideológicas dos cinco núcleos: lulistas (20% do eleitorado); esquerda não-lulista (15%); independentes (29%); direita não-bolsonarista (22%) e bolsonaristas (13%). A primeira conclusão é que os não-bolsonaristas e os bolsonaristas concordam em quase tudo, o que explica a rápida ascensão de Flávio nas pesquisas assim que foi escolhido herdeiro de Jair Bolsonaro.
A segunda é que a esquerda não-lulista tem posições à esquerda dos lulistas, o que comprova como o presidente é maior que o PT e consegue avançar sobre parte do eleitorado conservador.
Os independentes estão na encruzilhada. Na média, são mais mulheres do que homens, têm mais de 30 anos, vivem no Sudeste e se declaram pardos e católicos. Como poderia se esperar de um agrupamento que não se identifica com as duas maiores facções políticas, os nem-nem são diversos, flexíveis em suas opiniões e, às vezes, contraditórios. Compare como os independentes se posicionaram na pesquisa, feita com 2.004 eleitores em 5 de outubro:
Pontos em que os independentes concordam mais com lulistas e esquerda;
> Isenção de Imposto de Renda até R$5 mil
> Aumentar imposto dos mais ricos
> Fim da escala 6×1
> Manter Bolsa Família
> Contra facilitar a posse de arma
> Contra proibir casamentos gays
Pontos que os independentes concordam com bolsonaristas e direita:
> Acha que os auxílios fazem as pessoas trabalharem menos
> Defende liberdade de expressão absoluta
> Não acredita que sua vida melhorou nos governos do PT
> A favor de privatizações
> A favor de classificar facções como terroristas
> Contra debater sexualidade na escola
> Acha ruim ver casais gays se beijando
De acordo com a pesquisa, os independentes ficam no meio do caminho em temas que separam diametralmente lulistas e bolsonaristas: o impeachment de Alexandre de Moraes, a confiabilidade das urnas eletrônicas e as cotas para negros nas universidades.
“Rotular um eleitor é um trabalho complexo. Alguém pode ser conservador em um tema, por exemplo na questão do aborto, e progressista em outro, como o casamento gay. Por isso, usamos um método estatístico que analisa o conjunto de respostas sobre valores e visões de mundo de cada um dos cinco grupos e criamos um escore ideológico. Assim, podemos ver as pessoas posicionadas ideologicamente por suas opiniões e valores e não como se declaram”, explica Felipe Nunes, CEO da Quaest.
Quando esse escore ideológico é montado, afirma Nunes, “salta aos olhos o fato de que a maior parte dos independentes se concentra próximo às posições da centro direita”.
A conclusão não é necessariamente uma boa notícia para a candidatura de Flávio Bolsonaro, que é tão rejeitada quanto a de Lula (**). Na pesquisa Genial/Quaest de fevereiro, 64% dos eleitores autodeclarados independentes rejeitaram tanto votar em Lula quanto em Flávio Bolsonaro, 9 pontos percentuais acima da média nacional.
A questão é mais profunda e sugere um ambiente de antipolítica entre os que rejeitam Lula e a família Bolsonaro. Os independentes são o grupo que mais concorda com a frase “todos os candidatos são corruptos” (**). Na pesquisa de fevereiro, 30% disseram que não pretendem votar com as opções de primeiro turno. No segundo turno, esse número sobe para 38%.
O desafio de Lula e Flávio Bolsonaro não será apenas de ser ouvido pelo eleitor nem-nem. Há pontos de convergência dos dois lados com os independentes. O crucial será fazê-lo acreditar que a eleição vale o esforço, mesmo quando ele não gosta das duas opções.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/02/flavio-bolsonaro-reduz-vantagem-de-lula-e-esvazia-efeito-de-uniao-de-governadores-da-direita-mostra-genialquaest.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(**) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/02/lula-e-flavio-bolsonaro-sao-os-candidatos-com-maior-rejeicao-aponta-pesquisa-genialquaest.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(***) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/02/genialquaest-preocupacao-com-violencia-que-explodiu-apos-megaoperacao-no-rio-cai-11-pontos-desde-novembro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
Matutanto bem. . .
Se é para ter um pau mandado na PR, porque não uma xerereca?
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 23/02/26 (II)
Ao vencedor, as bananas
No sábado (21), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro postou no Instagram a banana frita que levou para o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso há três meses condenado por tentativa de golpe de Estado. O post aparentemente inocente foi lido como resposta às críticas do enteado Eduardo Bolsonaro (1) pela falta de empenho de Michelle com a campanha de Flávio. Desde o governo do pai, Eduardo é conhecido como “bananinha”.
“Eu, pelo menos, não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas (Ferreira) a toda hora. Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê um lado a lado, compartilha o outro e se apoia na rede social. Estão com amnésia, talvez, não sei por qual motivo”, reclamou Eduardo ao SBT News.
A campanha presidencial de Flávio vive um paradoxo. Em poucas semanas, ele se consolidou como a cara do antipetismo e sufocou, ao menos por enquanto, o surgimento de um terceiro nome. Dito isso, a sua campanha será dura. Sem o carisma do pai, Flávio depende de cinco pessoas para se viabilizar. A mais importante, de Jair, ele já tem. O segundo apoio, Tarcísio de Freitas, está no seu barco, embora remando sem entusiasmo. O terceiro nome, o deputado Nikolas Ferreira, tem uma agenda própria (2) que inclui Flávio, mas nunca como protagonista. A quarta sustentação necessária para Flávio é a do pastor Silas Malafaia, magoado por ter sido ignorado na escolha do candidato.
A aprovação mais complexa hoje parece ser a última, de Michelle. Quando pressionada a fazer campanha pelo enteado, ela escreveu “existe um tempo para cada coisa”. Desde que Flávio foi escolhido candidato, Michelle se afastou da presidência do PL Mulher alegando ter de cuidar do marido preso (3). Pressionada pela militância bolsonarista, Michelle respondeu na sua conta no Instagram. “Para quem anda se doendo demais: este perfil é privado e a escolha dos vídeos é minha. Fiquem à vontade para sair”.
Os filhos de Jair Bolsonaro queriam um papel recatado e do lar para a madrasta. Não devem conseguir. A independência de Michelle é proporcional à fragilidade de Flávio. Evangélica, carismática e popular, Michelle ocupa um papel para além do bolsonarismo típico. Em janeiro, enquanto os enteados combinavam uma viagem a Israel e Bahrein, ela teve audiência com o arqui-inimigo da família (4), o ministro do STF Alexandre de Moraes. Relatou os problemas de saúde do marido na cela da Superintendência da Polícia Federal e conseguiu que ele fosse transferido para a penitenciária da Papudinha. Agora, enquanto Flávio viaja para os Estados Unidos, Michelle e o governador Tarcísio seguem em contato com o STF. Se Jair Bolsonaro for transferido para prisão domiciliar nas próximas semanas, será pela ação dos dois.
À articulação discreta no STF se sobrepõe uma ação política de confronto. Em dezembro, Michelle atacou publicamente as articulações de Flávio por um acordo no Ceará em favor de Ciro Gomes. Em Santa Catarina, contrariando as negociações de Flávio por um acordo pela reeleição do senador Esperidião Amin, ela fez postagens de apoio à candidatura da deputada Carol De Toni. Resultado: Amin foi abandonado e Carol de Toni será candidata ao Senado (5). Neste fim de semana, ela ganhou mais uma. O PL terá a deputada Bia Kicis como candidata a senadora e não o governador Ibaneis Rocha, como pretendia a cúpula do PL.
Quando aparecia como pré-candidata a presidente, pontuava melhor que os enteados. Em dezembro, quando 54% dos brasileiros disseram à Genial/Quaest que Jair havia errado em escolher o filho mais velho, Michelle era a opção de 19%.
(TRPCE)
(1) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/21/nikolas-diz-que-eduardo-bolsonaro-nao-esta-bem-e-defende-michelle-de-criticas-de-amnesia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(2) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/07/plano-de-flavio-bolsonaro-em-minas-tem-resistencia-de-nikolas-e-atrapalha-projeto-de-sucessao-de-zema.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(3) https://oglobo.globo.com/blogs/sonar-a-escuta-das-redes/post/2026/02/michelle-diz-que-cuidar-de-bolsonaro-e-prioridade-apos-flavio-afirmar-que-ela-sera-candidata-ao-senado-pelo-df.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(4) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/01/16/michelle-se-encontra-com-moraes-horas-antes-de-decisao-que-transferiu-bolsonaro-para-a-papudinha.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(5) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/19/aliados-dizem-que-bolsonaro-indicou-carol-de-toni-e-carlos-bolsonaro-como-candidatos-ao-senado-em-sc.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 23/02/26 (III)
Já é 5×2 na cabeça do eleitor
Uma pesquisa qualitativa com eleitores de Lula, Bolsonaro e independentes de oito cidades diferentes das regiões Sudeste, Sul e Nordeste mostra que a proposta do fim da escala de trabalho 6×1 (*) é das últimas unanimidades do país. A redução da jornada é apoiada, independentemente de posição política, religião ou gênero. “São frequentes as queixas de pessoas que gastam seus dias trabalhando e no transporte, sem tempo para si mesmas ou para suas famílias. Poder folgar dois dias por semana é visto como um ganho de dignidade que todos reconhecem”, diz o psicólogo Eduardo Sincofsky, condutor da pesquisa e diretor do Projeto Plaza Publica (**).
O Congresso deve votar entre abril e junho um projeto do governo Lula para reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas sem redução de salário e considerar que sábados e domingos são dias de folga com pagamento de hora extra em dobro. Entidades patronais da indústria e comércio são contra a proposta, alegando aumento de custos que serão repassados para o consumidor.
Assim como todos os entrevistados defenderam o projeto, é consenso que haverá consequências (***). Os eleitores de Bolsonaro foram mais vocais nos efeitos da nova jornada para o pequeno comércio, com os lulistas ressaltando que as maiores empresas têm condições de incorporar os novos custos.
Para Sincofsky, os entrevistados acreditam em uma lógica de compensação, onde os ganhos de qualidade de vida dos trabalhadores são considerados maiores do que o eventual fechamento do pequeno comércio nos fins de semana.
“A escala 6×1 é ruim para quem precisa pegar ônibus, ir para o trabalho, descansar. Você não tem tempo para você. Eu sei que a corda vai estourar em algum lado. Shopping, por exemplo, vai ter que contratar mais gente. E assim, vai acabar fechando algumas coisas”, disse um eleitor indeciso.
“Vai ter aumento de custo, isso vai ser repassado para o consumidor. Só que ao mesmo tempo você tem mais qualidade de vida, então uma coisa pode compensar a outra”, disse uma eleitora indecisa.
A pesquisa da Plaza Pública reforça sondagens quantitativas que mostram a popularidade do projeto, a principal bandeira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro, a Genial/Quaest mostrou que 72% apoiavam a redução da jornada de trabalho.
Diante de tal maioria, a oposição verá a repetição da armadilha que o governo fez no ano passado com a isenção do Imposto de Renda (****): embora os bolsonaristas fossem contra a proposta, na hora da votação eles não tiveram a coragem de se opor. É possível que o mesmo aconteça com a votação da redução da jornada de trabalho.
(TRPCE)
(*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/10/fim-da-escala-6×1-entenda-propostas-enviadas-a-comissao-de-constituicao-e-justica-da-camara.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(**) https://oglobo.globo.com/blogs/pulso/post/2026/02/humor-dos-eleitores-brasileiros-veem-quadro-de-incertezas-no-pais-mas-mantem-expectativa-de-crescimento-pessoal.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(***) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/11/fim-da-escala-6×1-empresas-conseguiriam-acomodar-alta-do-custo-de-mao-de-obra-economistas-se-dividem.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(****) https://oglobo.globo.com/economia/imposto-de-renda/noticia/2025/11/26/lula-sanciona-isencao-de-ir-ate-r-5-mil-veja-como-a-lei-afeta-cada-classe-social.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 23/02/26 (IV)
Cada voto conta
Cálculos feitos pelo analista político José Dezene (*) com base nos dados do TSE mostram que desde 2014 tem aumentado no Nordeste os votos válidos, ou seja, excluídos os brancos, nulos e abstenções. Nas últimas três eleições gerais, os votos efetivos no Nordeste — região majoritariamente pró-Lula — passam de 72%, tanto no primeiro, quanto no segundo turno, acima do aproveitamento dos votos no Sudeste e no Centro-Oeste, regiões historicamente antipetistas. Em 2014, o Sudeste descartou 65% mais votos que o Nordeste. Em 2022, esse índice foi de 71%.
Em números absolutos, 9,8 milhões de nordestinos se abstiveram ou votaram branco ou nulo no segundo turno de 2022. No Sudeste, 16,8 milhões de eleitores descartaram seus votos. No Sul, 4,8 milhões; no Norte, 3,2 milhões e no Centro-Oeste, 2,7 milhões.
A abstenção é um dos aspectos menos estudados no sistema eleitoral brasileiro. Embora o voto seja obrigatório, dá-se de barato que um em cada cinco eleitores não irá votar. O que mostram os números analisados por Dezene ao somar a abstenção com brancos e nulos é que existe uma tendência de melhora na efetividade dos votos no Nordeste.
Para recordar: Lula foi eleito presidente com uma vantagem de apenas 2,1 milhões de votos. “Em uma nova disputa que pode repetir o clima de cara-ou-coroa de Lula versus Bolsonaro de 2022, todo dado importa, toda variação pode ser decisiva”, diz Dezene.
(TRPCE)
(*) Com base na pesquisa realizada, José Dezene atua como profissional de Sales de Renda Fixa na BGC Liquidez (anteriormente BGC Brasil, frequentemente associada no mercado com a sigla BGC ou BGC Liquidez, não BCG Consultoria) (IA-Google)
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 23/02/26 (V)
Crítica: ‘Sustentar a Nota’
Se a literatura procriasse com o jornalismo, um de seus filhos seria o perfil, o ensaio biográfico que tenta capturar num momento o que uma vida inteira derrama pelo chão. Nelson Rodrigues fazia isso com seus craques do Maracanã, e os norte-americanos levaram o ensaio jornalístico à fronteira cinzenta do que é apenas o registro factual de um tempo e o que é o zeitgeist, o espírito desse tempo. Diretor de uma das últimas revistas que publica esses ensaios regularmente, a “New Yorker”, o americano David Remnick, de 67 anos, é o herdeiro de uma arte em extinção.
Em seu novo livro “Sustentar a Nota” (*) (Companhia das Letras, 336 páginas, livro: R$ 91,98; e-book: R$ 44,90), Remnick traz onze perfis do mundo da música. Aos 74 anos e 16 prêmios Grammys na prateleira, Aretha Franklin seguia exigindo receber seu cachê antes de entrar no palco, herança das incontáveis trapaças já sofridas. Também passado dos 70, Paul McCartney seguia preocupado sobre quanto o público lhe culpava pelo fim dos Beatles. Multimilionário e repetindo seus versos de protesto, Bruce Springsteen confessa que só canta para responder ao pai tirânico.
Como um médico forense, Remnick rasga seus perfilados para mostrá-los humanos. Os Rollings Stones, ele afirma, não produzem uma grande música desde os 1970. Passados dos 80 anos, Leonard Cohen ainda precisava trabalhar para pagar suas contas. Tenor mais popular da história, Luciano Pavarotti tremia diante da apresentação mais simples.
Aficionado pelo blues, o soul e Bob Dylan, Remnick compara nossa relação com a música com as memórias fundamentais. Ele escreve:
“Para resgatar as memórias e sensações do passado, Proust recorreu ao sabor de madeleines embebidas em chá de tília. O restante da humanidade recorre às canções. Canções são carregadas de emoção e, como são breves, nós lembramos delas inteiras: a melodia, o refrão que nos captura, a letra, onde estávamos, que sentimos na ocasião. E elas adesivam emoções, sobretudo quando as encontramos na juventude”.
“Sustentar a Nota” conduz o leitor com um guia de memórias de um século 20 que está acabando. O blues morre com Buddy Guy, a ópera com Pavarotti, o rock com Keith Richards (**) e um certo tipo de jornalismo com David Remnick.
(TRPCE)
(*) Sugestão: https://www.amazon.com.br/Sustentar-nota-musicais-David-Remnick-ebook/dp/B0G6X3ZNHF
(**) https://www.youtube.com/shorts/jOiMuwal1Bw
Thomas Traumann,
Newsletter, O Globo, 23/02/26 (VI)
Fique atento
Estava com saudades de Donald Trump?
A briga dele com a Suprema Corte pela imposição de tarifas comerciais vai dominar a semana. Derrotado na Justiça, Trump anunciou no sábado (21) uma tarifa única de 15% (1) com base em artigo de uma lei de 1974 que nunca havia sido usado antes e que permite taxações temporárias por cinco meses antes de uma votação no Congresso.
Nesta segunda-feira, o presidente Lula desembarca na Coreia do Sul, onde negocia com o presidente Lee Jae Myung a abertura do mercado de carne bovina. Antes de voltar ao Brasil, Lula fará uma parada técnica nos Emirados Árabes Unidos (2), para se encontrar com o xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan.
Fora das TVs comerciais, o apresentador José Luiz Datena estreia nesta segunda-feira na empresa estatal Rádio Nacional, entrevistando o seu antigo adversário (3) na campanha para prefeito de São Paulo e agora ministro Guilherme Boulos.
Todas as suas dúvidas sobre o que acontecia no Cine Trancoso (4) seguirão sem resposta. Com a proibição de viajar com seu jatinho particular, Daniel Vorcaro cancelou sua participação na sessão da CPI do INSS, na segunda-feira, e da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, na terça.
Com a liberação dos dados de Vorcaro pelo STF, os parlamentares da CPMI do INSS correrão para ter acesso aos dados dos sigilos do Master e dos políticos da bancada de Daniel Vorcaro. É certo como o sol que trechos do material sigiloso serão vazados pelos parlamentares.
Escolhido novamente relator do projeto de lei Antifacção, o deputado Guilherme Derrite (PP) vai jogar fora as mudanças do Senado (5) e retomar as ideias originais do seu texto que reduzem a autonomia da Polícia Federal.
O STF julga na terça-feira (24) os cinco réus (6) acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.
Na quarta-feira (25), o pleno do STF começa a analisar as decisões do ministro Flávio Dino que bloquearam o pagamento de supersalários em todos os Poderes. A pressão de colegas do Judiciário (7) sobre os ministros será imensa.
O mundo político corre para influenciar o Tribunal Superior Eleitoral (*) no julgamento marcado para o dia 10, que pode cassar o governador do Rio (8), Claudio Castro. Como Castro não tem um vice e o presidente da Assembleia é investigado por ligação com o Comando Vermelho, há um vácuo legal que pode deixar o Estado do Rio mais ingovernável do que já é.
Termina nesta semana o prazo para o governo do Distrito Federal resolver o buraco de R$ 5 bilhões do BRB pelas operações fraudulentas com o Master. A bancada do Distrito Federal trabalha pesado para fazer com que a Caixa assuma parte do problema (9).
Enquanto Flávio Bolsonaro viaja mais uma vez (**) para o exterior (10), agora para os EUA, o deputado Nikolas Ferreira organiza um protesto em São Paulo contra Dias Toffoli e Alexandre de Moraes para o domingo, dia 1º de março.
(TRPCE)
(1) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/21/trump-diz-que-vai-aumentar-tarifas-globais-de-10percent-para-15percent.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(2) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/20/lula-fara-visita-fora-do-programa-em-abu-dhabi.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(3) https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/02/boulos-e-datena-juntos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(4) https://oglobo.globo.com/opiniao/thais-oyama/coluna/2026/02/embalos-de-vorcaro-em-trancoso-mostram-arte-de-agradar-ao-poder.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(5) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/20/governo-mantem-prioridade-para-analise-do-pl-antifaccao-na-camara-mesmo-com-articulacoes-para-desfigurar-texto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(6) https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/23/caso-marielle-entenda-como-sera-o-rito-do-julgamento-na-primeira-turma-do-stf.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(7) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/20/penduricalhos-sem-fim-pagamentos-acima-do-teto-no-judiciario-crescem-43percent-em-um-ano-e-superam-r-10-bi.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(8) https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/coluna/2026/02/o-calculo-politico-de-claudio-castro-para-escapar-de-cassacao-no-tse.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(9) https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/02/20/caixa-negocia-comprar-carteiras-de-credito-do-brb.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(10) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/19/flavio-viaja-novamente-aos-eua-em-sua-terceira-agenda-fora-do-pais-desde-que-entrou-na-disputa-ao-planalto.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsthomastraumann
(*) Pode isso, Arnaldo?
(**) FavecoRachadjinhaTur: imaginem se este biltre for eleito presidente da República!!!
“O efeito nocivo da IA na criatividade”
– Incorporação de ferramentas nas rotinas pedagógicas gera, a depender do interlocutor, sentimentos de entusiasmo, cautela ou temor.
(Por Antônio Gois, O globo, 23/02/26)
. . .
“A incorporação de IA generativa na educação provoca sentimentos divergentes e ainda apresenta desafios. Pesquisa inédita no Rio, conduzida por Lichand, Allums e Roncete, revela que o uso dessas ferramentas pode diminuir a criatividade e a confiança dos alunos quando não utilizadas. O estudo, com 527 estudantes, mostrou que, sem o auxílio da IA, o desempenho criativo piora, levantando preocupações sobre seu impacto na aprendizagem.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/brasil/antonio-gois/coluna/2026/02/o-efeito-nocivo-da-ia-na-criatividade.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
“Regulamentação para IA na educação mira veto à correção de questão dissertativa sem professor”
– Caso o texto acabe chancelado, os retornos precisarão necessariamente passar por um professor antes de chegar ao aluno.
(Por Bruno Alfano — Rio de Janeiro, O globo, 23/02/26)
. . .
“A regulamentação do uso de IA na educação no Brasil está em pauta, visando proibir a correção de questões dissertativas sem supervisão docente. O texto propõe integrar o tema nos currículos de ensino superior e evitar o uso comercial de dados educacionais. A iniciativa, debatida há um ano e meio, pretende orientar instituições sobre IA, garantindo responsabilidade humana no processo pedagógico e promovendo um uso ético e crítico da tecnologia.” (Irineu)
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/02/23/regulamentacao-para-ia-na-educacao-mira-veto-a-correcao-de-questao-dissertativa-sem-professor.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Apenas Justiça,
por favor!
“TSE sob comando de indicados por Bolsonaro amplia tensão jurídica para Lula nas eleições”
– Kássio Nunes Marques assumirá a presidência da Corte em junho e terá André Mendonça como vice.
(Por Camila Turtelli e Victoria Azevedo — Brasília, O Globo, 23/02/26)
. . .
“O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agora sob comando de Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro, representa um novo desafio jurídico para o presidente Lula nas eleições. A preocupação é com a possível exploração política de um episódio recente envolvendo propaganda antecipada. A mudança na presidência do TSE pode influenciar o ambiente eleitoral, com implicações para Lula e seu governo.” (Irineu)
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+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/23/tse-sob-comando-de-indicados-por-bolsonaro-amplia-tensao-juridica-para-lula-nas-eleicoes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Acorda, Brasil!
O carnaval acabou. . .
“Conta de luz vai disparar em 2026, com clima seco e aumento de subsídios; entenda”
– Previsão de analistas é que alta fique entre 5% e 8%, acima da inflação. Nível baixo dos reservatórios deve levar ao acionamento de termelétricas, que são mais caras.
(Por Bernardo Mello — Brasília, O Globo, 23/02/26)
. . .
“Em 2026, a conta de luz no Brasil deve superar a inflação, com aumento previsto entre 5,1% e 7,95%. Fatores como uso de termelétricas, chuvas abaixo da média e subsídios crescentes, estimados em R$ 47,8 bilhões, são responsáveis pelo aumento. O fenômeno El Niño pode piorar o cenário. Em 2025, a energia residencial subiu 12,31%, impactando o IPCA. Apesar do excesso de energia, cortes em fontes renováveis são necessários para evitar sobrecargas.”
. . .
+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/conta-de-luz-vai-disparar-em-2026-com-clima-seco-e-aumento-de-subsidios-entenda.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha
Sem querer ofender os equinos!
“Cumplicidade cavalar”
Então presidente nacional da OAB, Roberto Busato, concedia entrevista ao Canal Rural, quando a repórter indagou se ele acreditava que o presidente Lula, ainda no primeiro mandato, sabia do mensalão e das estrepolias do ex-ministro José Dirceu.
Depois de observar que Lula e Dirceu eram “carne e unha”, sacou um ditado de antigos fazendeiros do Sul, onde nasceu, para reforçar sua avaliação de que Lula sabia do esquema:
– “Cavalo se coça com cavalo…”
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 23/02/26)
Pensando bem…
(Coluna CH, DP, 23/02/26)
…a desistência de Vorcaro de depor na CPI quase rendeu carnaval fora de época na Praça dos Três Poderes e na comitiva em visita a Índia.
Matutando bem…
(Matutildo, aqui e agora)
A citada corja vive na folia!
Este depoimento estava fácil demais.
Alô, (quem mesmo?)!
“‘Invisíveis’ do Bolsa Família distorcem desemprego”
(Coluna CH, DP, 23/02/26)
Além de “aprisionar” beneficiados do Bolsa Família, sem lhes oferecer meios para saírem da pobreza, o governo Lula (PT) ainda dá ao IBGE, tomado de petistas, forma de falsear os indicadores de desemprego. Pesquisadores perguntam se o entrevistado procura emprego há mais de uma semana. Instruídos a dizerem “não”, para evitar o risco de perder a Bolsa, inscritos nos programas sociais são dados como “empregados”. A mentira permite ao governo trombetear queda relevante no desemprego.
Cada vez mais pobres
Ainda que pobres desempregados dependam só do Bolsa Família, como quer o governo, eles passam a recusar empregos com carteira assinada.
Os novos ‘invisíveis’
Atualmente, cerca de 34 milhões inscritos no Bolsa Família não entram nas estatísticas de desemprego, são verdadeiro exército de invisíveis.
Números só pioram
Em 2005, o Bolsa Família assistia 8,7 milhões e, vinte anos depois já atende a mais de 19 milhões de famílias. Equivale a dois Portugal.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/senadores-ja-torraram-r22-milhoes-no-cotao)
Os parasitários alto & baixo
no ritmo da família imperial:
esbanJANJANdo aLULAdo!
“Senadores já torraram R$2,2 milhões no ‘cotão’”
(Coluna CH, DP, 23/02/26)
Os 81 senadores já conseguiram torrar este ano mais de R$2,2 milhões com a Cota de Exercício da Atividade Parlamentar, o “cotão”. Em média foram R$27,2 mil por parlamentar. As despesas, listadas Transparência do Senado, incluem diversos tipos, como o pagamento de condomínio de escritórios, combustível, hospedagem etc. Cada senador tem entre R$37 mil e R$53 mil à disposição, por mês, para gastar como quiser.
Recorde histórico
Ano passado o Senado atingiu a maior despesa da História com o cotão parlamentar: R$35,9 milhões. Média de R$443 mil, por senador.
Não faz um ano
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aumentou os valores do cotão para senadores (em até 65%) há menos de um ano.
Média não muda
Os 513 deputados federais conseguiram gastar R$13,8 milhões com o cotão desde o início do ano. Em média, foram R$26,9 mil por deputado.
Quarto de bilhão
As despesas da Câmara dos Deputados com o cotão parlamentar no ano passado foram de R$241 milhões.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/senadores-ja-torraram-r22-milhoes-no-cotao)
Para inglês ver. . .
E ainda falam na tal da “igualdade de armas”!
“Supremo tribunal de exceção”
– Inquérito das fake news, usado para devassa na Receita e intimação de Kléber Cabral, infringe garantias fundamentais desde 2019.
– Falas do presidente da Unafisco são apenas críticas legítimas, mas a visão autoritária de Moraes não aceita o escrutínio das ações da mais alta corte do país.
(Lygia Maria, FSP, 22/02/26)
Se alguém tinha dúvidas de que o inquérito das fake news configura tribunal de exceção, com o depoimento do presidente da Unafisco elas foram eliminadas.
O tribunal de exceção não é apenas uma categoria formal (um tribunal é criado depois do fato). Há também a exceção material, quando estruturas legais são preservadas, mas o funcionamento real do órgão subverte garantias fundamentais, como juiz natural, imparcialidade, separação entre funções (acusar, investigar, julgar) e devido processo legal.
O inquérito 4781 foi aberto de ofício (sem provocação do Ministério Público) em 2019 por Dias Toffoli. Moraes, o relator, foi escolhido sem sorteio e atua como vítima, investigador e julgador. O objetivo seria apurar notícias falsas, ameaças e outras condutas que pudessem afetar a integridade dos ministros da corte.
Com tramitação sigilosa e escopo amplíssimo, o inquérito foi usado por Moraes para promover uma farra censória, bloqueando perfis de redes sociais e até tirando do ar reportagem da Crusoé.
Trata-se de blindagem institucional persecutória coberta pelo manto falacioso de defesa da democracia. Atuação jurídica inaceitável num Estado de Direito, mas que foi respaldada por grande parte da imprensa —cujo dever é expor abusos de poder.
Agora, após reportagens revelarem conexões financeiras duvidosas entre Toffoli e a esposa de Moraes com o Banco Master, Moraes ordenou uma devassa (1) na Receita Federal para apurar vazamentos de dados de integrantes do STF e seus familiares. A medida surgiu sem provocação da PGR porque se deu no âmbito do inquérito das fake news.
Em seguida, o ministro intimou o presidente da Unafisco, Kléber Cabral, a prestar depoimento no mesmo inquérito (2). Segundo nota da entidade, Kléber foi ouvido como investigado só por ter criticado o STF em entrevistas jornalísticas. Não houve ameaça nem incitação à violência em suas falas, mas a visão autoritária de Moraes não aceita o escrutínio das ações da mais alta corte do país.
O inquérito 4781 abriu a caixa de Pandora. Agora, o Brasil tem um Supremo tribunal de exceção.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2026/02/supremo-tribunal-de-excecao.shtml)
(1) “Moraes manda Receita rastrear quebra de sigilo de ministros do STF e 100 familiares”
– OUTRO LADO: Órgão diz que processo está sob sigilo de Justiça e que só STF pode autorizar divulgação.
– Moraes usa inquérito das Fake News para pedir à Receita checagem de pais, filhos, irmãos e cônjuges dos ministros.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/receita-rastreia-nomes-de-100-familiares-e-ministros-do-stf-para-verificar-se-houve-vazamento.shtml
(2) “Auditor intimado por Moraes é ouvido pela PF como investigado após criticar STF, afirma entidade”
– Entidade diz que Kleber Cabral foi questionado em razão das declarações à imprensa.
– Auditor afirmou que é mais fácil investigar crime organizado do que autoridades públicas.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/sindicalista-intimado-por-moraes-e-ouvido-pela-pf-como-investigado-apos-criticar-stf.shtml
. . .”O Ministério da Educação, comandado pelo ex-governador cearense Camilo Santana (PT), figura nas primeira posições do ranking do fomento do turismo na ditadura bancado pelo dinheiro suado de impostos de trabalhadores do Brasil.”. . .
“Governo Lula já gastou mais de R$5 milhões em 472 viagens para Cuba”
– Supostas “viagens de trabalho” são custeadas com dinheiro público.
(Davi Soares, Diário do Poder, 22/02/26)
Enquanto arvora-se em vetar penduricalhos salariais como gesto de suposto rigor contra privilégios no serviço público, o presidente Lula (PT) já sangrou mais de R$ 5 milhões dos cofres da União, em seu atual governo, com pagamentos de 472 viagens para servidores federais irem a eventos em Havana e Varadero, em Cuba.
Segundo informações da coluna Radar, da revista Veja, as supostas “viagens de trabalho” duram em média de uma semana. Os principais pretextos para os vultosos gastos em diárias e passagens são eventos com pretensos debates a respeito de temas importantes como saúde pública, educação e ensino superior.
O Ministério da Educação, comandado pelo ex-governador cearense Camilo Santana (PT), figura nas primeira posições do ranking do fomento do turismo na ditadura bancado pelo dinheiro suado de impostos de trabalhadores do Brasil.
O colunista Robson Bonin ainda destaca que o orçamento geralmente apontado como insuficiente por gestores das universidades públicas federais é uma das principais origens da gastança com viagens de reitores e professores para Cuba.
Veja vídeos do Ministério do Turismo da ditadura de Cuba sobre os destinos preferidos do governo Lula em Cuba:
1) Varadero: https://youtu.be/9jQYqNpXkYE
2) Havana: https://youtu.be/H40XMGbvQvU
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/governo-lula-ja-gastou-mais-de-r5-milhoes-em-472-viagens-para-cuba
“O pesadelo Alexandre de Moraes”
– Ao “vencer o bolsonarismo”, como disse um ministro aposentado, o STF atraiu para si todos os holofotes, e não é nada bonito o que se vê.
(Rodolfo Borges, O Antagonista, 22/02/26)
Um dia antes de ser adicionado formalmente entre os investigados pelo interminável inquérito das fake news, o presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, disse, em entrevista (1) a O Antagonista, que a nova empreitada de Alexandre de Moraes (foto) contra fiscais da Receita Federal “é uma espécie de pesadelo que está voltando”.
O auditor, que agora não pode mais falar sobre o assunto, por força de lei (2), lembrou que o inquérito das fake news começou alegando os mesmos vazamentos de dados, que não se confirmaram, numa tentativa do STF de se proteger do avanço da Operação Lava Jato, que acabaria derrubada por seus ministros.
De lá para cá, a investigação, aberta em 2019 de ofício por Dias Toffoli, então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se escorou na ameaça golpista alimentada por Jair Bolsonaro e seus aliados, que agora fingem que não fizeram nada enquanto celebram a perseguição de alvos fora do bolsonarismo, na tentativa de escapar da responsabilidade pela criação de “Xandão”.
A criação de “Xandão”
O ano de 2023 começou com milhares de pessoas acampadas em frente a quartéis. Elas só se dissiparam após o tumulto de 8 de janeiro, que acabou legitimando definitivamente a rigidez do STF, até para os constrangidos bolsonaristas, ao menos nas primeiras semanas de reação estatal.
Os acampados duvidavam do resultado da eleição, tanto pelas dúvidas semeadas por Bolsonaro quanto pela atuação de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e esperavam por uma intervenção militar que foi alimentada por Bolsonaro ao longo de boa parte de seu governo.
Foi nessa tensão que Moraes se fortaleceu como xerife, convencendo boa parte da população de que suas decisões autoritárias eram um mal necessário contra os perigos de um mal ainda maior.
É claro que os lulistas também tiveram participação relevante nisso, pois cultivaram no hipertrofiado STF um aliado que vem amparando o governo Lula (3) a cada derrota no Congresso Nacional.
Passado o mal maior, com a prisão de Bolsonaro, agora aqueles que toleravam Xandão, que chegou a proibir (4) uma rede social inteira no Brasil por um mês, atentam-se para o outro problema.
Os bolsonaristas tripudiam, dizendo que agora é tarde, enquanto os lulistas defendem Moraes, inclusive nos quesitos mais controversos, com receio de que sua derrocada fortaleça os adversários.
O problema
O fato é que, com seu grande opositor preso, Moraes se tornou o problema maior. É a mesma lógica eleitoral que sustenta Lula: ele precisa da sombra de Bolsonaro (5) para se manter politicamente vivo.
Sem o fantasma do ex-presidente circulando, fica muito mais difícil para o ministro do STF justificar a imposição de tornozeleiras eletrônicas a fiscais da Receita ou o contrato de 129 milhões de reais do escritório de sua mulher com o principal personagem do maior escândalo do momento.
Ao “vencer o bolsonarismo”, como disse um ministro aposentado, o STF atraiu para si todos os holofotes, e não é nada bonito o que se vê.
Enquanto alegavam defender a República, os protagonistas do STF estavam se beneficiando de negócios a partir do poder que adquiriram e se blindavam contra as possíveis consequências.
Para além do péssimo governo Lula, que só se elegeu como alternativa ao desgastado Bolsonaro, o principal problema do Brasil hoje está no STF, que não tem mais como se apresentar como solução.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/o-pesadelo-alexandre-de-moraes/)
(1) “Unafisco aponta “mensagem intimidatória” em decisão de Moraes”
– “Juridicamente, não tem nada para fazer, porque é uma espécie de única e última instância”, diz Kleber Cabral, presidente da entidade.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/unafisco-aponta-mensagem-intimidatoria-em-decisao-de-moraes/#google_vignette
(2) “Presidente da Unafisco foi ouvido pela PF como investigado”
– Em nota à imprensa, entidade esclarece que Kleber Cabral não poderá comentar o conteúdo do depoimento, que corre sob sigilo.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/presidente-da-unafisco-foi-ouvido-pela-pf-como-investigado/
(3) “Lula se escora no STF como nenhum outro presidente”
– Levantamento indica que AGU do petista acionou o STF mais do que qualquer antecessor — e seu governo ainda tem mais de um ano e meio pela frente.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/lula-se-escora-no-stf-como-nenhum-outro-presidente/#google_vignette
(4) “Moraes protegeu os políticos ao bloquear o X”
– Um apanhado do que se publicou na rede social após a liberação dá uma ideia do que se perdeu ao longo do primeiro turno da eleição municipal.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/moraes-protegeu-os-politicos-ao-bloquear-o-x/
(5) “Pesquisa reforça Flávio como bote salva-vidas de Lula”
– Situação do petista é tão ruim que o filho de Bolsonaro pode acabar eleito, mas o senador se consolida como a melhor chance de reeleição do presidente.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/pesquisa-reforca-flavio-como-bote-salva-vidas-de-lula/
“Estudo propõe freio dos gastos e nova âncora fiscal a partir de 2027”
– Arcabouço fiscal de Fernando Haddad não evitou a situação fiscal mais frágil do que a observada em 2022…
(Hamilton Ferrari, Poder360, 22/02/26)
Um estudo publicado pelo economista Fabio Giambiagi (1), da FGV (Fundação Getulio Vargas) propõe um freio nos gastos públicos e a criação de uma nova âncora fiscal a partir de 2027. A pesquisa sugere uma medida alternativa ao marco fiscal que está em vigor desde 2023 (2) e foi proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
A proposta de Giambiagi é de uma reorientação profunda da política fiscal, mas o ajuste será gradual. O trabalho, intitulado “Motosserra não, ajuste sim: política fiscal para 2027/2030”, afirma que o arcabouço fiscal de Haddad e a reforma tributária não evitaram uma situação fiscal mais frágil do que a observada em 2022, antes do início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/estudo-propoe-freio-dos-gastos-e-nova-ancora-fiscal-a-partir-de-2027/
Íntegra do Estudo em: https://static.poder360.com.br/2026/02/motoserra-nao-ajuste-sim-20fev2026.pdf
(1) “País precisará de ajuste fiscal em 2027, diz Fabio Giambiagi”
– Economista declara que limite de gastos não pode ter excepcionalidades e despesa com previdência não pode subir mais do que o PIB…
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/pais-precisara-de-ajuste-fiscal-em-2027-diz-fabio-giambiagi/
(2) “Marco fiscal de Haddad piorou perspectivas sobre a dívida do Brasil”
– Agentes financeiros estão mais pessimistas em relação à trajetória do endividamento na comparação com o cenário de 2022…
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/marco-fiscal-de-haddad-piorou-perspectivas-sobre-a-divida-do-brasil/
PeTezuela: o império das contradições!
Cena 1:
Um ex presidiário na presidência, propondo combater o crime organizado
“Lula fala em cooperação com Trump para combate ao crime organizado”
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/lula-fala-em-cooperacao-com-trump-para-combate-ao-crime-organizado/#google_vignette
Cena 2:
Um ex presidente na prisão, propondo candidatos ao Congresso Nacional.
“Bolsonaro deu aval para Michelle disputar Senado, diz deputado”
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/bolsonaro-deu-aval-para-michelle-disputar-senado-diz-deputado/#google_vignette
E os eleitores?
– Meros figurantes!
Parasitas à espera
do “quinzinho”!
“Regulamentação do trabalho por app pode levar plataformas a refazerem contas de investimentos bilionários”
(Por Gustavo Maia — Brasília, Blog do Lauro Jardim, O globo, 22/02/26)
Representantes de plataformas de transporte e entregas por aplicativo estão de cabelo em pé diante da perspectiva de a Câmara votar, nas próximas semanas, a regulamentação deste tipo de trabalho.
Apoiado pelo governo, o texto do projeto de lei que tramita em comissão especial foi classificado como “impraticável” pelo setor.
Recém-chegada ao Brasil, a chinesa Keeta aproveitou uma visita de Lula à China em maio do ano passado para anunciar, com pompa e circunstância, investimento de US$ 1 bilhão no país até 2030.
O planejamento financeiro da plataforma não contava com a eventual mudança nas regras do jogo, que inclui a remuneração mínima de R$ 8,50.
Caso o projeto seja aprovado no Congresso, a empresa terá que refazer suas contas, assim como seus principais concorrentes.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/02/regulamentacao-do-trabalho-por-app-pode-levar-plataformas-a-refazerem-contas-de-investimentos-bilionarios.ghtml)
Por aqui é o inverso:
os corruPTos são blindados
pela togacracia!
“Suprema Corte blindou a democracia americana contra autocracia de Trump”
– Foi o primeiro freio de arrumação ao uso abusivo da autoridade executiva do presidente dos EUA. Outros casos importantes estão na pauta da Corte.
(Luiz Carlos Azedo, Nas entrelinhas, Blog do Azedo, Correio Braziliense, 22/02/26)
Na sexta-feira, três juízes da Suprema Corte americana considerados liberais — Ketanji Brown Jackson, Elena Kagan e Sonia Sotomayor — votaram a favor da derrubada das tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em abril de 2025. Três juízes conservadores acompanharam: Amy Coney Barrett, Neil Gorsuch e John Roberts. Somente os juízes Brett Kavanaugh, Samuel Alito e Clarence Thomas discordaram do veredito. Essa virada de mesa é a primeira reação do “Estado profundo” americano às “loucuras” autocráticas de Trump.
Até agora, a resistência aos ímpetos autoritários do republicano estava localizada na tímida oposição democrata, minoritária no Congresso, e na ampla mobilização dos movimentos de direitos civis à política de deportação em massa de imigrantes. A decisão centrou-se na utilização por Trump de uma lei de 1977, que confere ao presidente o poder de “regular” o comércio em resposta a uma emergência, utilizada, pela primeira vez, em fevereiro de 2025, para taxar produtos da China, México e Canadá, alegando que o tráfico de drogas desses países constituía uma emergência. Em abril, impôs taxas de 10% a 50% para todos os parceiros comerciais, inclusive o Brasil.
Trump chantageava a Corte há meses, com o argumento de que a restrição de sua capacidade de impor tarifas seria um “desastre econômico e de segurança nacional” com consequências “catastróficas”. Os seis juízes da Suprema Corte não se importaram com isso, mas com os pressupostos seminais da democracia americana: o Congresso, e não o presidente, tem o poder de impor tarifas, decidiram os juízes. Foi o primeiro freio de arrumação ao uso abusivo da autoridade executiva por Trump. Outros casos importantes estão na pauta da Corte, como acabar com a cidadania por nascimento e destituir sumariamente integrantes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.
A Suprema Corte nos remete ao The Federalist Papers (Os Artigos Federalistas), nos debates que antecederam a proclamação da Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787, atribuídos a James Madison, Alexander Hamilton e John Jay, cujos artigos foram publicados sob o pseudônimo de Publius.
Recado cristalino
James Madison (1751-1836), teve participação decisiva na compra da Louisiana aos franceses e no acordo com a Espanha sobre a livre navegação do Mississipi. Foi secretário de Estado durante o governo de Thomas Jefferson, junto com quem criou o Partido Republicano. Presidiu os EUA por dois mandatos. Para Madison, o problema central era o controle do poder pelo poder, ou seja, conter a tendência natural de qualquer poder se expandir.
No federalista nº 79, Hamilton faz a defesa mais explícita do Judiciário, o “ramo menos perigoso” do governo: a mão não controla a espada (Executivo) nem controla o bolso (Legislativo). Controla apenas o julgamento. Justamente por isso, a Corte deve ser independente do presidente, inclusive, daquele que nomeia seus ministros. A relação não é de lealdade pessoal, mas de submissão à Constituição. Quando a Corte invalida atos presidenciais, ela não “governa contra a maioria”, mas protege a Constituição contra o poder político.
John Jay (1745-1829), jurista e diplomata, foi autor da Constituição de Nova York, promulgada em 1777, base para a Constituição Federal. Presidiu o Congresso Continental em 1778, foi ministro das Relações Exteriores, arquiteto do tratado de paz com a Grã-Bretanha e o primeiro presidente da Suprema Corte. Depois de dois mandatos como governador de Nova York, retirou-se da vida pública. Pioneiro da política externa e de segurança dos Estados Unidos, Jay reconheceu a necessidade de um Executivo forte para agir com rapidez em tratados, guerras e diplomacia. Mas consolidou a tese de que a urgência internacional não suspende a Constituição e a Suprema Corte é o foro último para resolver conflitos entre o Executivo e os direitos individuais.
O recado da Suprema Corte foi cristalino, invocou fundamentos da democracia americana. Mesmo assim, o presidente Trump paga para ver, ao estabelecer uma tarifa de 10% e, depois, aumentar para 15% sobre todas as importações, com base em outra legislação. O resultado é a insegurança jurídica.
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/suprema-corte-blindou-a-democracia-americana-contra-autocracia-de-trump/)
Gestão zero ou mil?
– Penso que é mil.
Tudo para ajudar os “cumpanhêrus fornecedores”!
“Saúde descartou R$ 108 milhões em vacinas e medicamentos em 2025”
– Apesar da redução em 2025, o governo Lula já incinerou 3,3 vezes mais vacinas, medicamentos e insumos do que toda a gestão Bolsonaro.
(Melissa Duarte, Coluna do Tácio Lorran, Metrópoles, 22/02/26)
O Ministério da Saúde (1) incinerou mais de R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos (2) em 2025. Só que 17,1% desse montante – o equivalente a R$ 18,5 milhões – continuavam dentro da data de validade.
Houve uma redução do montante se comparado a anos anteriores. O dado, porém, continua bem maior do que o nível pré-pandemia de Covid.
Entre os itens descartados em 2025, há uma bomba de infusão de fluidos, medicamentos, sangue e nutrientes, usada em hospitais, e dois kits completos para monitorar a glicose, que só venceriam em dezembro de 2050. A pasta os adquiriu, respectivamente, por R$ 900 e R$ 58,99 a unidade, em julho de 2019, após decisões judiciais.
Medicamentos e anticorpos monoclonais contra o câncer também acabaram incinerados apesar do prazo de validade em dia. Foi assim, por exemplo, com o blinatumomabe (R$ 141.929,07 a unidade), que trata a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA); e com o brentuximabe vedotina (preço unitário de R$ 88.905,59), contra linfomas. Tratamentos para doenças raras e vacinas contra a dengue, por exemplo, não ficaram de fora da lista.
A coluna realizou o levantamento a partir de dados fornecidos pelo ministério via Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo a pasta, a taxa de incineração de vacinas, medicamentos e insumos ficou em 1,48% do próprio estoque em 2025. Já a meta para este ano é reduzir para 1%.
À coluna, a pasta afirmou que “medicamentos e insumos incinerados por não conformidade técnica são repostos ou ressarcidos, conforme cada contrato” e afastou o rótulo de desperdício. A Saúde não respondeu, porém, se houve estorno em relação às vacinas e aos itens adquiridos via judicialização que acabaram descartados ainda dentro do prazo de validade.
Em três anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministério já incinerou R$ 2 bilhões em vacinas, medicamentos e insumos – o que corresponde a 3,3 vezes mais do que os R$ 601,5 milhões em todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Saúde também revisou o dado informado anteriormente para 2022: foram R$ 457,7 milhões em itens descartados, e não R$ 460,7 milhões.
Ao jogar fora mais do que o triplo de vacinas, medicamentos e insumos, a gestão petista mantém o recorde revelado pela coluna (3) em janeiro de 2025, apesar da queda registrada no ano passado. O ápice da série histórica ocorreu ao atingir a marca de R$ 1,3 bilhão em 2023. Imunizantes contra a Covid e anestésicos, amplamente usados durante a pandemia, saltam aos olhos na lista.
O ministério aponta cinco motivos para incinerar vacinas, medicamentos e insumos: flutuações na demanda influenciadas por variações nos cenários de diferentes doenças, aquisição por ordem judicial, mudanças nos quadros epidemiológicos de enfermidades como malária, dengue, tuberculose e hanseníase, atualizações nos protocolos de tratamento e avarias nos itens.
“Suspensão de decisões judiciais, falecimento do autor da ação, mudanças no tratamento prescrito, fornecimento do medicamento por outro ente federado e mudança no peso do autor podem levar ao retorno de medicamentos ao Centro de Distribuição. A reentrada do medicamento pode resultar em bloqueio para nova dispensação devido a expiração de validade, avarias na embalagem ou conservação em temperatura inadequada”, detalhou a pasta quanto à judicialização.
Após a coluna publicar reportagens sobre o recorde de incineração de vacinas, medicamentos e insumos, a Controladoria-Geral da União (CGU) fez uma auditoria no ministério. O resultado apontou para um descontrole (4) do governo federal em relação à aquisição e ao fornecimentos dos itens.
Por isso, a CGU elaborou uma série de recomendações para reverter o cenário de descarte de vacinas, medicamentos e insumos. Sem apresentar detalhes, a pasta informou à coluna que todas as medidas elencadas abaixo “já foram cumpridas ou estão em fase final de execução”:
– definir limites e o percentual de perda aceitáveis, considerando dados epidemiológicos, de morbidade e a condição de saúde da população;
– aperfeiçoar sistemas e controles de perda;
– criar procedimentos para registrar perdas;
– implementar formas de comunicação de perdas nos estados e nos municípios;
– controlar insumos recebidos diretamente pelos estados;
– realizar estudos de logística, de validade mínima e de tempo logístico por estado;
– aprimorar normativos e governança;
– criar procedimento para entregas descentralizadas;
– revisar portaria para definir requisitos obrigatórios e objetivos para receber insumos, considerando o prazo de validade disponível, e doações;
– determinar que o monitoramento de estoques inclua não só o Centro de Distribuição da pasta, mas também os dos entes subnacionais.
“O Ministério da Saúde implementa diversas medidas para reduzir as perdas de medicamentos. Citam-se, como exemplo, o remanejamento de medicamentos entre programas de saúde e entre unidades da Federação; a doação para outros entes federados e/ou para outros países; a priorização pela formalização de atas de registro de preços, propiciando a execução contratual em momento oportuno; o acompanhamento das incorporações ou alterações de tratamento que alteram o consumo de medicamentos, junto aos programas de saúde; a previsão de substituição em contratos; a previsão de data de validade mínima em contratos; e a aquisição com cronograma de entregas parcelado”, informou em trecho de resposta obtido via LAI.
O que diz o Ministério da Saúde sobre a incineração de vacinas, medicamentos e insumos
Leia a íntegra da nota da pasta enviada à coluna:
“A atual gestão do Ministério da Saúde transformou a gestão dos estoques do SUS, superando o cenário deixado pelo governo anterior, marcado por sistemas defasados e deficiências acumuladas que levaram às perdas apontadas pelo relatório da CGU. As medidas adotadas atendem às recomendações do órgão de controle e consolidam um marco de transparência e eficiência na logística do SUS – absolutamente incomparável com o cenário anterior. Entre elas: modernização digital, criação de uma Sala de Situação, monitoramento contínuo, compras com entregas flexíveis e uso de modelos preditivos.
Com esses avanços, a taxa de incineração em 2025 passou para 1,48% do estoque e deve atingir a meta de 1% em 2026, conforme pactuado junto aos órgãos de controle.
Não cabe falar em desperdício diante do ressarcimento aos cofres públicos e cumprimento de regras sanitárias. A incineração das vacinas contra a dengue e dos diluentes da tríplice viral ocorreu por não conformidade técnica dos produtos. Já os medicamentos judicializados, como o palbociclibe, após devolução pelas pacientes ou justiça, foram descartados uma vez que o retorno ao estoque é proibido, conforme a RDC Anvisa nº 430/2020.
Os medicamentos e insumos incinerados por não conformidade técnica são repostos ou ressarcidos, conforme cada contrato. Todas as ações recomendadas pela CGU já foram cumpridas ou estão em fase final de execução.”
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/saude-descartou-r-108-milhoes-em-vacinas-e-medicamentos-em-2025)
(1) https://www.gov.br/saude/pt-br
(2) “Saúde deixa vacinas vencerem e incinera 10,9 milhões de doses em 2024”
– Mais da metade dos fármacos eram vacinas contra Covid-19. Também há imunizantes para prevenir meningite, febre amarela e pneumonia.
+em: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/saude-incinera-vacinas
(3) “Governo bate recorde e incinera 3 vezes mais medicamentos e vacinas”
– Em dois anos, gestão Lula descartou mais de R$ 1,9 bilhão em medicamentos, vacinas e insumos. Montante é o triplo do governo Bolsonaro.
+em: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/recorde-incineracao-vacinas
(4) “CGU aponta descontrole do Ministério da Saúde em compra de vacinas”
– CGU realizou auditoria no Ministério da Saúde após reportagens da coluna revelarem desperdício recorde de vacinas e medicamentos.
+em: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/cgu-aponta-descontrole-do-ministerio-da-saude-em-compra-de-vacinas
Enquanto isso na Índia. . .
“Cumpanhêru Narendra Modi,
na PeTezuela nóis tamém tem
mamata grandi, pra omenagiá”!!!
Enquanto isso em Seul. . .
A foliã janjarrebaixada faz
o que sabe:
esbanJANJAndo aLULAdamente!
Abiloladamente, abilolado!
“Corre, Suplicy, corre”
O então senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se dirigia a TV Globo, em São Paulo, anos atrás, onde participaria do “Mais Você”, quando ficou preso no trânsito. Preocupado com a hora, porque o programa de Ana Maria Braga era ao vivo, Suplicy não contou conversa: saiu do carro e foi correndo até a televisão.
Um petista correndo no meio da rua, em tempos de mensalão?
O senador Forest Gump fez o percurso ouvindo gracejos:
– “Tá correndo de quem?” e “Pega!”
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 22/02/26)
Se PeTista parado é susPeiTo,
imaginem correndo!!!
E. . .verdade seja dita:
não “se-vislumbra-se” entre
os pretendentes à PR, nenhum
candidato com programa de
governo exequível para acabar
com essa fonte de votos!
“Bolsa Família: Lula ‘esquece’ promessa de ascensão social e perpetua dependência”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 22/02/26)
O Bolsa Família completou duas décadas em meio a um paradoxo gritante: em vez de acesso à ascensão social, virou uma rede de dependência crônica que expõe o fiasco das políticas assistencialistas. Lançado em 2003 para “erradicar a miséria”, o programa prometia transferência de renda e porta de saída para a pobreza. Era mentira. Estudos independentes revelam que 20% das crianças e adolescentes atendidos em 2005, hoje, adultos, ainda dependem do benefício.
Pobreza persistente
O Brasil assiste o oposto da prometida ascensão social dos mais pobres: inchaço persistente refletindo o fracasso em atacar as raízes da pobreza.
Objetivo: a próxima eleição
Não precisa ser gênio: o governo mantém os pobres presos ao Bolsa Família para lhes cobrar “gratidão’ por meio do voto, a cada eleição.
Condenados à pobreza
Com a economia estagnada, o Brasil do PT perpetua o assistencialismo em vez de fomentar empregos dignos e educação transformadora.
Dependência explicada
O Bolsa Família virou “o maior programa de compra de votos do mundo”, como certa vez definiu o então senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE).
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/bolsa-familia-lula-esquece-promessa-de-ascensao-social-e-perpetua-dependencia)
Tarcisão, o ex futuro
quase presidentão,
periga, de vacilão,
perder a reeleição!
– Tarcísio deixa entrevista sem responder sobre vice investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.
– Felício Ramuth é investigado em Andorra por movimentação de US$ 1,6 milhão.
– Político do PSD pretende se candidatar novamente para vice do Governo de SP em 2026.
(Angela Boldrini, FSP, 21/02/26)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixou entrevista após evento neste sábado (21) sem responder a questionamento sobre a investigação de seu vice, Felício Ramuth (PSD) (1), sob suspeita de lavagem de dinheiro.
Ramuth e sua esposa, Vanessa, são alvo de apurações em Andorra (2), país europeu localizado entre a França e a Espanha e que já foi considerado paraíso fiscal.
Elas indicam que o casal teria movimentado mais de US$ 1,6 milhão (R$ 8,3 milhões, na cotação atual) em uma conta no AndBank, em transferências de “fundos procedentes de atividades ilícitas”. A investigação foi revelada nesta sexta-feira (20) pelo site Metrópoles e confirmada pela Folha.
Na manhã de sábado, o governador participou da inauguração de uma Praça da Cidadania em Embu das Artes, região metropolitana de São Paulo.
Ao final do evento, a assessoria de comunicação do governo paulista afirmou que Tarcísio responderia a uma pergunta por veículo, que seriam feitas em uma fila determinada antes do início da entrevista, e indagou qual o tema de cada questionamento aos jornalistas. Foi informada de que a Folha pretendia questionar o governador a respeito das investigações sobre Ramuth.
O governador respondeu a cinco questões. Na última, ouviu uma pergunta sobre o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e as apurações do Banco Master.
“A gente precisa mudar o curso, porque a gente não pode ser o país da impunidade. Não dá mais para ser o país da impunidade”, afirmou Tarcísio. “A gente viu uma Lava Jato que acabou ruindo. Parece que nós não aprendemos nada com as lições do passado”, disse.
Apesar de a assessoria do governador sinalizar que era a vez da pergunta da Folha, o governador terminou a resposta sobre Nikolas e encerrou abruptamente a entrevista, afastando-se rapidamente dos jornalistas. A reportagem ainda o questionou sobre o tema, mas ele não respondeu.
Ramuth tem a intenção de se candidatar novamente (3) como vice de Tarcísio para a eleição de 2026 ao governo paulista e é visto pelo entorno do governador como um dos favoritos para a chapa. Outro cotado é o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL).
Nesta sexta-feira, o vice-governador negou qualquer irregularidade e afirmou ter prestado todos os esclarecimentos necessários às autoridades de Andorra. Ele também disse que todos os recursos foram devidamente declarados à Receita Federal.
Já o Governo de São Paulo afirmou em comunicado divulgado na sexta não haver processo aberto no Brasil sobre o caso. “Não existe acusação contra o vice-governador e sua esposa, e nem processo aberto no Brasil, mas sim uma investigação a respeito do referido banco AndBank. Todos os esclarecimentos sobre o caso já foram prestados diretamente em Andorra, não havendo nova oitiva agendada e nem fato novo. Todos os recursos foram devidamente declarados, bem como todos os impostos pagos.”
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/tarcisio-deixa-entrevista-sem-responder-sobre-vice-investigado-por-suspeita-de-lavagem-de-dinheiro.shtml)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/vice-de-tarcisio-e-investigado-em-andorra-sob-suspeita-de-lavagem-de-dinheiro.shtml
(2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2010/02/698477-andorra-sai-de-lista-da-ocde-de-paraisos-fiscais.shtml
(3) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/mdb-explora-desgaste-de-kassab-e-tenta-tirar-psd-da-vice-de-tarcisio.shtml
“Da tela para a vida”
– Quem inventou ‘Ninguém é perfeito’, ‘Siga o dinheiro’ e ‘Elementar, meu caro Watson?’
– Frases boas de filmes são aquelas que entram para o nosso dia-a-dia e não sabemos de onde vieram.
(Ruy Castro, FSP, 21/02/26)
Todas as reportagens que se fizeram sobre o excepcional ator Robert Duvall, morto no domingo (15), citaram sua fala no papel do tenente-coronel Kilgore em “Apocalipse” (1979), de Francis Ford Coppola. De farda, mas sem o dólmã e com um chapéu de ranger da Cavalaria americana, em meio às explosões no Vietnã, ele diz, já com uma ponta de nostalgia da guerra: “Adoro o cheiro de napalm pela manhã”.
É uma grande fala, escrita pelo roteirista John Milius. Duvall a imortalizou, mas só tem sentido no filme. Você nunca a aplicou na vida real. Frases boas de filmes são aquelas que entram para o nosso dia-a-dia e não se sabe de quem são ou de onde vieram. Como “Ninguém é perfeito”, que Joe E. Brown diz para Jack Lemmon em “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), de Billy Wilder. Quem a escreveu? I.A.L. Diamond, parceiro de Billy como roteirista em 12 filmes.
E “Quando a lenda supera a realidade, publica-se a lenda”, em “O Homem que Matou o Facínora” (1962), de John Ford? De quem é? De James Warner Bellah. E “Amar é não ter de pedir perdão”, em “Love Story” (1970), de Arthur Hiller? De Erich Segal. E “Vou fazer uma proposta que [você] não conseguirá recusar”, em “O Poderoso Chefão” (1972), também de Coppola? De Mario Puzo. E “Siga o dinheiro”, em “Todos os Homens do Presidente” (1976), de Alan J. Pakula? De William Goldman.
“Casablanca” (1942), de Michael Curtiz, deixou duas frases para a história: “Nós sempre teremos Paris”, suspira Humphrey Bogart para Ingrid Bergman, e “Prenda os suspeitos de sempre”, ordena ao soldado o chefe de polícia Claude Rains. De quem são? De Howard Koch ou dos irmãos Julius e Philip Epstein, dos vários que trabalharam no roteiro.
E “Elementar, meu caro Watson”? Ficou famosa por causa de um filme, “As Aventuras de Sherlock Holmes” (1939), de Alfred Werker, criada pelos roteiristas Edwin Blue e William Drake e dita por Basil Rathbone como Sherlock. Não consta de nenhum dos 66 contos e quatro romances de Arthur Conan Doyle sobre Holmes. Cinema também é cultura.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/da-tela-para-a-vida.shtml)
“Cada um no seu quadrado”
– A troca de diretas e indiretas entre governador de SP e secretário indica que devem seguir separados até a eleição.
– As divergências político-eleitorais provocam a mudança de um projeto político que até então unia os dois.
(Dora Kramer, FSP, 21/02/26)
Todo gesto na política tem um significado. Quando acompanhado de palavras, uma leitura das entrelinhas ajuda a esclarecer a intenção. Passada no raio-X, a manifestação de Gilberto Kassab (PSD) na sexta-feira (20) indica um afastamento de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Primeiro, o contexto: no fim de janeiro, quando ficou claro que o governador abandonaria a ideia de se candidatar à Presidência para apoiar Flávio Bolsonaro (PL), o secretário de Relações Institucionais do governo de São Paulo falou que o chefe precisava ter “personalidade”, criar “identidade” e não se submeter aos ditames do bolsonarismo.
Dois homens de terno acendem velas brancas em ambiente interno. Um deles usa kipá e ambos têm expressões sérias. Fundo desfocado com iluminação baixa.
Tarcísio reagiu, dizendo que não se tratava de submissão, mas de “gratidão”. Passadas mais de duas semanas, o governador voltou ao assunto, aparentemente do nada. “Quem fala em submissão não entende nada de lealdade”, disse sem que tivesse havido nova provocação. Provavelmente a ideia era reafirmar seu apoio a Flávio, com quem tem encontro marcado para esta semana.
Kassab não deixou barato, divulgou extensa nota ressaltando seus acertos na vida pública —sem deixar de apontar os “poucos” erros—, reafirmou a articulação de candidatura própria de seu partido a ser escolhida entre três governadores e elencou pontos do que seria um programa de governo.
Diante disso, a conclusão lógica é a de que Gilberto Kassab já não se sente à vontade para militar ao lado de Tarcísio de Freitas. Percebeu a impossibilidade de vir a compor a chapa da reeleição como vice, informou a quem possa interessar que seguirá caminho distinto daqui até a eleição e sinalizou que deve concretizar o anúncio feito em dezembro de que deixaria a função no Palácio dos Bandeirantes para cuidar de fortalecer o PSD.
Pode ser que não seja nada disso? Pode, mas aí os gestos e as palavras de ambos os lados não fariam o menor sentido. E, como sabemos, na política todo gesto tem um significado que as palavras esclarecem nas entrelinhas quando não se quer um rompimento. Só um estratégico afastamento.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/02/cada-um-no-seu-quadrado.shtml)
. . .”Hoje o que se tem é a teimosia em reinventar a roda ou fazê-la com o formato quadrado. É o que se dizia no passado: Um pastor cego não pode guiar ovelhas. O estado de piora contínua da economia do país, espelha bem o tipo de figuras que estão à frente dos atuais ministérios da Fazenda e do Planejamento. Não fosse o segundo escalão, formado ainda por técnicos e especialistas ainda não abduzidos por ideologias vazias, estaríamos ainda pior.”. . .
“A letra vencedora: O toma lá dá cá”
(Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Coluna Visto, lido e ouvido, Blog do Ari Cunha, Correio Braziliense, 21/02/26)
No passado, não muito distante, era comum que os cargos e as funções de administração e controle das finanças do Estado – no caso aqui de ministros da Fazenda, do Planejamento e do Banco Central – ficassem reservados exclusivamente para indivíduos que conheciam a fundo a complicada ciência matemática da macro economia.
Na Fazenda passaram nomes de peso como Ruy Barbosa, Oswaldo Aranha, Eugênio Gudin, Walther Moreira Salles, Tancredo Neves, Santiago Dantas, Roberto Campos, Delfin Netto, Mário Henrique Simonsen, Pedro Malan, Paulo Guedes e outros. Todos experts no mundo da contabilidade estatal. No Planejamento tivemos também a supervisão de figuras ilustres como Celso Furtado, Roberto Campos, Reis Veloso, Simonsen, José Serra, Antônio Kandir.
Nas últimas 3 décadas, porém, a coisa ficou bastante feia, sendo o notável conhecimento, substituído por qualidades duvidosas calcadas apenas na simpatia ideológica aos ocupantes do poder. Talvez por isso mesmo e pelo fato de que os chefes do Executivo do passado tinham total confiança nesses ministros e seguiam à risca o que eles propunham é que o Brasil possuía um claro programa econômico de governo. O pior é que nem mesmo as experiências de superação de crises do passado puderam servir de exemplo para a atualidade.
Hoje o que se tem é a teimosia em reinventar a roda ou fazê-la com o formato quadrado. É o que se dizia no passado: Um pastor cego não pode guiar ovelhas. O estado de piora contínua da economia do país, espelha bem o tipo de figuras que estão à frente dos atuais ministérios da Fazenda e do Planejamento. Não fosse o segundo escalão, formado ainda por técnicos e especialistas ainda não abduzidos por ideologias vazias, estaríamos ainda pior.
A rigor o Estado deveria cuidar de funções básicas como garantir a proteção do país, garantir a segurança interna dos cidadãos, administrando saúde e educação de qualidade, tudo de acordo com o que manda a Constituição. Como nenhum desses princípios parece estar sendo seguido, estamos onde estamos, com o Estado submetido a volúpias do governo de plantão, transformado em empresário mal sucedido, distribuindo os recursos públicos com base em políticas assistencialistas, cujo único objetivo é manter uma clientela cativa com vistas as próximas eleições.
Ainda que suas visões de desenvolvimento desses indivíduos fossem distintas, havia um elemento comum: a compreensão de que a condução macroeconômica exige preparo técnico, diagnóstico rigoroso e compromisso com metas de longo prazo.
Nas últimas décadas, porém, consolidou-se a percepção de que critérios técnicos passaram a dividir espaço e, por vezes, a ceder lugar a critérios de conveniência política e alinhamento ideológico. Essa transição, frequentemente associada a práticas clientelistas, produziu efeitos cumulativos que ajudam a explicar a persistência de fragilidades estruturais na economia brasileira. O clientelismo, entendido como a distribuição de cargos, recursos e favores com base na fidelidade política, altera a lógica de funcionamento do Estado. Em vez de instituições orientadas por resultados e responsabilidade fiscal, cria-se um sistema de incentivos voltado à manutenção de coalizões de poder.
Quando postos estratégicos deixam de ser ocupados prioritariamente por especialistas com autonomia técnica, a formulação de políticas públicas tende a sofrer três distorções principais: No curto-prazo decisório as políticas passam ser desenhadas para produzir efeitos eleitorais imediatos, não para corrigir desequilíbrios estruturais; a fragmentação administrativa com programas e gastos são definidos por pressões setoriais, e não por planejamento integrado gerando a erosão da credibilidade institucional dos agentes econômicos, o que leva a população a duvidar da previsibilidade das regras. A consequência direta é o aumento do custo de governar: juros mais elevados, menor investimento produtivo e crescimento econômico instável. O impacto da desprofissionalização da gestão econômica não se limita a episódios isolados de crise. Trata-se de um processo cumulativo que afeta a trajetória de desenvolvimento do país.
Programas concebidos com finalidade política, e não técnica, tendem a priorizar a visibilidade imediata em detrimento da eficiência. O resultado é o aumento da despesa corrente sem correspondente ganho estrutural em produtividade, educação ou infraestrutura. Sem disciplina fiscal sustentada por critérios técnicos, o endividamento público torna-se instrumento recorrente de acomodação de pressões políticas. O serviço da dívida consome parcela crescente do orçamento, comprimindo investimentos essenciais. Com isso a perda de competitividade internacional é o resultado.
Políticas econômicas instáveis, mudanças frequentes de orientação e ausência de planejamento industrial coerente dificultam a inserção do país nas cadeias globais de valor.
O papel constitucional do Estado, que seria garantir segurança jurídica, prover serviços públicos essenciais e criar condições para o desenvolvimento, pressupõe racionalidade administrativa. Quando a máquina pública passa a operar sob lógica clientelista, ocorre uma inversão de finalidade: o Estado deixa de servir à sociedade para servir à preservação de grupos políticos.
A frase que foi pronunciada:
“O trapezista morre quando pensa que é anjo”.
(Mario Henrique Simonsen (*)
(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/a-letra-vencedora-o-toma-la-da-ca/)
(*) Engenheiro civil, economista, professor e banqueiro brasileiro.
+em: https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Henrique_Simonsen
Quem poderá dar um basta nisso?
– Nós, eleitores/burros de cargas!
Como?
– Não reelegendo nenhum desses rabos presos que estão acabando com a Nação!
“Mais medo do STF que do PCC”
– O infinito inquérito das fake news perdeu qualquer verniz de defesa institucional com mais uma nebulosa investigação de fiscais da Receita Federal.
(Rodolfo Borges, O Antagonista, 21/02/25)
É espantosa a capacidade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de cavar cada vez mais fundo na maior crise da história da Corte (1).
Na tentativa de defender condutas indefensáveis, os juízes degradam o Supremo em nome da institucionalidade, da democracia, da República ou de qualquer outro conceito bonito.
Mas o infinito inquérito das fake news perdeu qualquer verniz de defesa institucional com mais uma investigação nebulosa de fiscais da Receita Federal, aberta nesta semana.
Os aliados de Jair Bolsonaro se prestaram durante anos, com ameaças abertas aos ministros e conspirações golpistas, a justificar aos olhos de boa parte do Brasil a conduta autoritária e as decisões heterodoxas de Alexandre de Moraes, mas o ministro passou a se sentir tão confortável no papel de xerife do STF que ficou difícil sustentar o discurso republicano.
Tornozeleiras
Moraes impôs na terça-feira de Carnaval, 18, o uso de tornozeleiras eletrônicas (2) a quatro funcionários da Receita, dos quais apenas um é auditor fiscal de carreira.
Não bastasse, o STF divulgou os nomes (3) desses quatro servidores públicos, cujas vidas passaram a ser devassadas.
As únicas informações públicas dessa investigação sigilosa são as identidades dos suspeitos e as vagas suspeitas do STF.
Suspeitas
O Supremo suspeita que esses servidores públicos acessaram ilegalmente “dados sigilosos” de seus ministros e parentes e os vazaram indevidamente.
Essa suspeita foi contestada por Kleber Cabral, presidente da Unafisco Nacional (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil).
Cabral explicou em entrevistas, inclusive para O Antagonista (4), que o acesso indevido de informações de autoridades é super monitorado e muito dificilmente ocorreria sem o conhecimento dos superiores dos fiscais envolvidos.
O sindicalista detalhou, também, o caso do auditor que acessou os dados de uma enteada de Gilmar Mendes, decano do STF, e disse que o servidor já tinha se explicado sobre o equívoco à própria Receita — até onde se sabe, ele não chegou a acessar nada além dos dados do perfil da mulher.
Cabral lembrou, ainda, que essa não é a primeira vez que Moraes instrui esse tipo de investigação: o inquérito das fake news começou exatamente com o afastamento de dois auditores sob a mesma suspeita de vazamento, que não se confirmou.
“Medida intimidatória”
O sindicalista disse, diante de tudo isso, que Moraes fez pesca probatória ao solicitar investigação sobre o acesso aos dados de mais de 100 pessoas, todas ligadas aos ministros do STF.
Segundo Cabral, as medidas restritivas impostas aos servidores da Receita são intimidatórias e, hoje, os auditores têm mais medo de investigar autoridades do que membros da facção criminosa PCC.
Diante de tanta clareza contra a nebulosidade projetada pelo STF com esse caso — o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) falou em “cortina de fumaça” (5) —, Moraes resolveu incluir o presidente da Unafisco como investigado no inquérito das fake news e proibi-lo de falar sobre o depoimento que deu à Polícia Federal, endossando todos os receios do auditor.
Enquanto isso, segue sem explicações o vago contrato de 129 milhões de reais do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF, que levou a suspeitas sobre a atuação de Moraes, e as decisões esquisitas de Dias Toffoli no caso do banqueiro Daniel Vorcaro, com que o agora ex-relator do caso manteve relações e negócios (6).
O inquérito das fake news foi aberto sob o pretexto de defender o STF, mas a verdade é que a Corte precisa urgentemente, mais do que qualquer outra coisa, de defesa contra alguns de seus próprios ministros.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/mais-medo-do-stf-que-do-pcc/)
(1) “Tão suspeitos quanto Toffoli”
– Ao optar pelo corporativismo e tentar proteger o enrolado colega, os ministros do STF desprotegeram o tribunal mais uma vez.
+em: https://crusoe.com.br/diario/tao-suspeitos-quanto-toffoli/
(2) “Servidora apontada pelo STF como suspeita passa 4h em presídio masculino”
– Ruth Machado, investigada por suposto acesso a informações fiscais de Viviane Barci de Moraes, esperou pela troca da tornozeleira eletrônica.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/servidora-apontada-pelo-stf-como-suspeita-passa-4h-em-presidio-masculino/#google_vignette
(3) “Sigilo seletivo no STF?”
– Supremo expõe os nomes de quatro servidores públicos que serão investigados por supostamente vazar dados de ministros do tribunal.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/sigilo-seletivo-no-stf/
(4) “Unafisco aponta “mensagem intimidatória” em decisão de Moraes”
– “Juridicamente, não tem nada para fazer, porque é uma espécie de única e última instância”, diz Kleber Cabral, presidente da entidade.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/unafisco-aponta-mensagem-intimidatoria-em-decisao-de-moraes/#google_vignette
(5) “Combater vazamentos não deve servir como cortina de fumaça”
– Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira comentou a operação da PF para investigar vazamentos de dados de ministros do STF.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/combater-vazamentos-nao-deve-servir-como-cortina-de-fumaca/#google_vignette
(6) “Os encontros entre Toffoli e Daniel Vorcaro, segundo a PF”
– Segundo a PF, esses encontros ocorreram entre 2023 e 2024. Também nesse período, Toffoli chamou Vorcaro para a sua festa de aniversário.
+em: https://oantagonista.com.br/brasil/os-encontros-entre-toffoli-e-daniel-vorcaro-segundo-a-pf/#google_vignette
. . .esbanJANJAndo aLULAdamente!
(*) Porém omitiu que:
그를 기렸던 학교가 강등당했다!
geuleul gilyeossdeon haggyoga gangdeungdanghaessda!
(a escola que o homenageou foi rebaixada!)
“Após queda de samba de Lula, Janja vai à exposição de carnaval em Seul”
– Mulher do petista estava acompanhada da primeira-dama sul-coreana;
– Janja disse (*) que Lula foi homenageado no carnaval do Rio.
(Eric Napoli, enviado especial a Seul, Poder360, 21/02/26)
A primeira-dama Janja Lula da Silva visitou neste sábado (21.fev.2026) uma exposição sobre o carnaval do Rio na Coreia do Sul ao lado da primeira-dama sul-coreana Kim Hea-Kyung. Acompanhadas de tradutores, Janja respondeu perguntas de Hea-Kyung sobre o carnaval. Em uma pergunta sobre os sambas-enredos das escolas, Janja disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi homenageado por uma escola neste ano.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-gente/apos-queda-de-samba-de-lula-janja-vai-a-exposicao-de-carnaval-em-seul/
Matutando bem. . .
Será que essa “visitinha” da janjacalamidade
a uma exposição sobre o carnaval no Rio na Coreio do Sul
não foi uma maneira de os coreanos dizerem:
“nós sabemos muito bem o que vocês fizeram no último carnaval!”?
“Mais da metade dos municípios de Santa Catarina tem traços de agrotóxicos na água potável”
– Relatório do Ministério Público aponta a presença de 42 defensivos agrícolas na amostra de 155 dos 295 municípios catarinenses.
– Concentrações estão abaixo do patamar máximo permitido para consumo, mas exposição prolongada apresenta riscos.
(Jornal FSP-Folha de São Paulo, 20/02/26)
Porto Alegre
Um relatório apresentado pelo Ministério Público (1) de Santa Catarina apontou que 52% dos municípios do estado têm traços de agrotóxicos na água potável. Segundo os dados, há registros de 42 defensivos agrícolas na água tratada de 155 dos 295 municípios catarinenses.
De acordo com o Ministério Público, todas as concentrações de agrotóxicos estavam abaixo dos valores máximos permitidos pelo Ministério da Saúde (2), ou seja, a água é considerada própria para consumo.
Entretanto, o estudo alerta para risco de doenças causadas pela exposição a longo prazo aos produtos, como diferentes tipos de câncer, desregulação endócrina e danos aos rins e ao fígado.
O herbicida 2,4-D (3) foi o mais frequente, detectado em 81 municípios. Cinco agrotóxicos encontrados — benomil, carbofurano, haloxifobe metílico, metolacloro e molinato — estão banidos no Brasil.
Os produtos proibidos foram identificados nas cidades de Balneário Camboriú, Imbuia, Ituporanga, Rancho Queimado, Canelinha, Itaiópolis e São João do Sul.
Os dados foram apurados no período entre 2018 e 2023 a pedido do Centro de Apoio Operacional do Consumidor do Ministério Público.
Dos 42 produtos encontrados nas águas dos municípios catarinenses, 20 são proibidos na União Europeia.
Na cidade de Ituporanga, no Vale do Itajaí, foi constatada a presença simultânea de 23 ingredientes ativos de agrotóxicos. Em Imbuia, na mesma região, a análise identificou 17 tipos diferentes dessas substâncias.
Cidades litorâneas como Balneário Camboriú e da vizinha Camboriú, que também registrou traços de agrotóxicos, não têm áreas amplas de agricultura. Entretanto, o estudo aponta que a fonte da contaminação pode ser plantações de arroz próximas ao rio Camboriú “que utilizam grandes quantidades de água para a irrigação, repercutindo em sério risco de desabastecimento de água nas duas cidades”.
Ao todo, 24 dos 54 municípios do Vale do Itajaí (44,4%) registraram presença de resíduos.
A região com maior proporção é o Sul do estado, onde há registros em 35 de 46 cidades (76,1%).
Há registros em 12 dos 21 municípios analisados na Grande Florianópolis (4) (57,1%), 63 de 118 cidades no Oeste (53,4%), 11 dos 26 municípios da região Norte (42,3%) e 10 dos 30 municípios da Serra (33,3%).
O Ministério Público afirmou que pretende incentivar a criação de grupos de trabalho em parceria com a Vigilância Sanitária estadual, incluindo equipes de saúde (6), agricultura (7) e proteção ao consumidor. A Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) foi demanda nesta tarde sobre o relatório, mas não se pronunciou até o horário de publicação desta reportagem.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/02/mais-da-metade-dos-municipios-de-santa-catarina-tem-tracos-de-agrotoxicos-na-agua-potavel.shtml)
(1) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/ministerio-publico/
(2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/ministerio-da-saude/
(3) “Estudo mostra presença de agrotóxicos na água da chuva em três cidades de SP”
– Apesar de as concentrações não representarem risco direto à saúde, estudo alerta para dispersão atmosférica dos contaminantes.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/06/estudo-mostra-presenca-de-agrotoxicos-na-agua-da-chuva-em-tres-cidades-de-sp.shtml
(4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/florianopolis/
(5) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/saude/
(6) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/agricultura/
Pior do que saber que há agrotóxico na água tratada, é saber que são de produtos proibidos no uso, pior mesmo, será o que não está na pesquisa: o nível de contaminação das fontes e lençol dos que usam água sem tratamento no interior e próximos a estas lavouras. Nunca se conheceu diagnóstico de câncer como antes. Talvez, este seja o fio da meada para um estudo científico. E muita vergonha na cara das autoridades e órgãos de educação e fiscalização
. . .viaJANJAndo aLULAdamente,
para curar a ressaca da derrota!
“Hotel onde Janja está em Seul cobra até R$ 7.625 por diária”
– Hospedagem fica localizada em área turística da capital sul-coreana;
– Lula ficará no mesmo hotel quando visitar o país…
(Eric Napoli, enviado especial a Seul, Poder360, 21/02/26)
O hotel onde a primeira-dama Janja Lula da Silva está hospedada em Seul, na Coreia do Sul, cobra uma diária de até R$ 7.625. O valor corresponde a uma suíte com 2 ambientes e 76 metros quadrados. Segundo o site do hotel Lotte Seoul, a diária do quarto mais barato na torre principal para 1 adulto é R$ 1.750.
. . .
Janja está hospedada no hotel desde 5ª feira (19.fev.2026). A primeira-dama cumpre agenda própria em Seul e integra a equipe precursora responsável por preparar a visita de Estado que será realizada na 2ª feira (23.fev). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca no país no domingo (22.fev), depois de compromissos na Índia. O petista e sua comitiva de ministros ficarão no mesmo hotel.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/hotel-onde-janja-esta-em-seul-cobra-ate-r-7-625-por-diaria/
Que tal o aerolula?
“Desculpas”
Curiosas as alegações de Vorcaro para não viajar de São Paulo para Brasília, a fim de depor na CPMI. Disse que temia hostilidades durante voo comercial. E recusou carona no jato da PF: “Não sou criminoso”.
(Coluna CH, DP, 21/02/26)
Queria fugir no jatinho dele. A esperteza que o ministro André Mendonça lhe cortou. Foi preso quando tentava isso
Mas, na PeTezuela,
bons exemplos não
“se-assimilam-se!
“Nos EUA, software detecta conflito de interesses”
(Coluna CH, DP, 21/02/26)
A Suprema Corte dos Estados Unidos continua dando lições de conduta ética. Acaba de adotar um software que auxilia os ministros a identificar possíveis conflitos de interesses. Esse software, que faz falta em certas cortes supremas, compara dados sobre advogados e partes em disputa com informações sobre os gabinetes dos magistrados. As “verificações automatizadas de impedimento” complementarão os procedimentos já existentes no tribunal que analisam possíveis conflitos de interesse.
Simples assim
Outra lição americana: o software não custou bilhões, foi desenvolvido por funcionários do seu Departamento de Tecnologia da Informação.
Código sem demanda
Nem precisava, mas a Suprema Corte adotou seu primeiro código de conduta em 2023, inspirado no comportamento ético dos próprios juízes.
Imparcialidade
O código determina que juízes devem se declarar impedidos em casos nos quais sua “imparcialidade possa ser razoavelmente questionada”.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/servidores-criticam-secretario-por-nao-fazer-defesa-institucional-dos-quadros-da-receita
“Trump anunciando um tarifaço mundial e Lula dizendo para a Índia que não precisamos usar o dólar. Estamos de volta a julho, junho, maio, sei lá, nem lembro mais que mês certinho, de 2025? Socorro, BRASEW, estamos de volta ao passado. Mas a vida real é essa mesmo. E, já que é sexta e ainda é carnaval, hoje vamos fazer um éNoite ao ritmo de bloquinhos. Bloquinhos de notícias, claro.”
“De volta para o passado”
TixaNews, fev 21
(https://substack.com/@tixanews)
O tarifaço eterno
A treta é a seguinte. A Suprema Corte americana derrubou as tarifas globais de Donald J. Trump (J de João, juro) porque o presidente não estava dentro da lei ao fazer o tarifaço. O que fez Trump? Chamou alguns ministros supremos americanos de cães de colo. Aff. E ainda disse que o tribunal foi influenciado por “interesses estrangeiros”. Só faltou dizer que foi o Xandão. Cada um que lute com o seu Supremo.
Lula na Índia
Do outro lado do mundo, em Nova Déli, Lula deu uma entrevista dizendo que Brasil e Índia não precisam fazer comércio em dólar. Ele disse que não é uma fantasia, mas que precisamos começar a pensar. Sim, BRASEW, no ano passado também o papo era esse, e aí veio aquele mega tarifaço contra o Brasil, com o Trump dizendo que queria justiça a Bolsonaro, e logo se suspeitou que o Trump estava indignado mesmo era com Lula estimulando o BRICs a não usar mais o dólar. Lula ficou meses sem falar disso, mas hoje tem tríplice conjunção astral, então bora falar disso de novo.
Siga na Papudinha
O procurador nem tão amigo-geral da República disse que é contra a prisão domiciliar de Bolsonaro. A PGR disse que a Papudinha tem assistência médica 24 horas e que alimentação não é motivo para nosso ex ir para casa.
O leão na Receita
Kléber Cabral, presidente da Unafisco Nacional, aquele sindicato dos auditores da Receita, foi ouvido hoje pela Polícia Federal como investigado no inquérito das fakes. Sim, darling. Ele foi defender o povo da operação do Xandão na terça de carnaval, e deu nisso. Não ajudou muito ele ter dito em entrevistas que era menos arriscado fiscalizar os membros do PCC do que altas autoridades.
Janja sambando
Janja vai de avião da FAB para o Rio para visitar o barracão da Acadêmicos de Niterói junto com outras ministras. Dinheiro público para visitar barracão de escola de samba que ia homenagear o marido? Não foi muito bom.
Janja expulsa filha de Lula e ministros da sala onde estava o presidente na Marquês de Sapucaí.
Janja desiste de desfilar na Acadêmicos de Niterói para não prejudicar a eleição de Lula.
Não sei, olhando assim de longe, não pareceu um carnaval muito positivo.
O PL e o plano Flávio
Flavitcho está se movimentando e negociando palanques em todos os estados. A ideia é que o PL tenha candidatos aos governos ou ao Senado em todos os estados. E Bolsonaro que vai decidir, um por um, os candidatos ao Senado. Então tá. Os nomes para os governos estaduais ficam com Valdemar Costa Neto. Democracia familiar em pleno funcionamento.
Adeus sigilo do Vorcaro
O supremo André Mendonça mandou que o Alcolumbre devolva à CPI do INSS as provas obtidas com a quebra de sigilo de Daniel Vorcaro, o banqueiro das festinhas de Trancoso que era dono do Master. Essas provas tinham ficado travadas com a estrela-mor do Senado por determinação do supremo Toffoli. O Cine Vorcaro continua em cartaz.
O vice de Tarcísio e os dólares em Andorra
Felício Ramuth. Sim, o Tarcísio tem um vice-governador, e esse é o nome dele. Adivinha de qual partido ele é? Sim, do PSD do Kassab. E adivinha a notícia de hoje? O site Metrópoles revelou que ele é investigado por suposta lavagem de US$ 1,6 milhão em Andorra. Ramuth garante que a origem foi comprovada à Justiça de Andorra e que tudo está declarado no Brasil. Andorra, Panamá, São Paulo. Muita milha acumulada aí.
ERRAMOS. E temos que corrigir nosso erro imperdoável com Eduardo Paes. Dissemos que ele seria candidato a vereador. Sei lá, pode ser que isso aconteça em algum momento. Mas neste ano, nem ele nem Carluxo serão candidatos a vereador, até porque nem tem eleição municipal. Paes será candidato ao governo do Estado. Hoje ele é prefeito do Rio.
Então é isso. Acorda, BRASEW, que vou ali dormir um pouco.
(TRPCE)
“O ego de Lula no sambódromo”
– Enredo da Acadêmicos de Niterói repetiu chavões retóricos do PT.
– Personalismo político é legado que as esquerdas não conseguem superar.
(Gustavo Alonso (*), FSP, 20/02/26)
Muitos se perguntaram o que Lula ganhou com o desfile em sua homenagem realizado pela Acadêmicos de Niterói (**) no sambódromo do Rio de Janeiro no último domingo (15). Por que bancar uma aposta tão personalista, fazendo o PT correr riscos políticos incalculáveis?
Lula não é ditador. Mas seu ego personalista parece não ter limites, com conivência submissa de sua base. Um exercício rápido de troca de personagens provaria o descalabro da aberração. Estaria correto Bolsonaro a aparelhar uma escola para exaltar sua vida e obra política em ano de eleição? Ainda mais com dinheiro público? Imagine o escândalo que seria entre as esquerdas, com razão.
Nem é preciso voltar tanto no tempo para ver que nossas esquerdas já foram mais coerentes. As atuais críticas à Acadêmicos de Niterói pela homenagem a Lula em ano eleitoral ecoam um episódio de 20 anos atrás, mas com os protagonistas invertidos. Em 2006 o PT criticou com razão (***) a Escola de Samba Leandro de Itaquera, de São Paulo, por utilizar esculturas gigantes de José Serra e Geraldo Alckmin (ambos do PSDB na ocasião) em seu desfile, também às vésperas das eleições.
Diante da aberração política, aparentemente ninguém parou para analisar o enredo da Acadêmicos de Niterói e constatar o que pode ter agradado tanto ao ego de Lula. Tive acesso ao “Livro Abre Alas”, material que é distribuído aos jurados pela Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro antes dos desfiles. Nele, cada escola de samba detalha suas escolhas estéticas, do enredo às fantasias, dos carros alegóricos aos menores adereços.
O “Livro Abre Alas” da Acadêmicos de Niterói é explícito na exaltação ao presidente em exercício. No entanto, mais do que o que foi dito no samba-enredo e na apresentação da escola, é preciso analisar os silêncios. Quase sempre é neles que está o controle da informação. Num show de performance verborrágica, o samba enredo se calou sobre fatos centrais da trajetória do presidente Lula. Vamos a alguns deles.
Em nenhum momento adversários históricos do presidente Lula, como FHC e Collor, foram citados. Uma direita mais coerente que a atual, que o derrotou três vezes nas urnas, foi apagada de sua trajetória. No samba enredo da Acadêmicos de Niterói, os seus inimigos são a ditadura militar e o fascista Bolsonaro. Deleta-se qualquer razoabilidade política em função de polarizações narrativas. Não quer Lula? Olha o que tem aí à espreita: ditadores e fascistas. Essa é exatamente a retórica que o PT instrumentaliza a cada eleição.
Outro silêncio chama muito a atenção. Como se sabe, o personagem histórico Lula não surgiu no vácuo. Ele foi fruto de lutas sociais da base. O Partido dos Trabalhadores foi expressão de três setores importantes que o fundaram: 1) os operários do ABC em mobilização contra empresas da região; 2) intelectuais da USP de linhagem marxista, em busca de associação com estes trabalhadores e 3) a igreja católica da Teologia da Libertação.
Destes três grupos, apenas o primeiro foi exaltado, justamente porque é a origem direta de Lula. Não à toa o samba-enredo se intitulava: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Intelectuais e igreja católica nem sequer foram citados no desfile. No “Livro Abre Alas” tampouco aparecem. Apagando-se outras narrativas da própria esquerda, concretiza-se a ideia de Lula como salvador da pátria. No entanto, a retórica personalista lulista é infiel à própria história do PT.
Não é de hoje que o ego de Lula faz mal às esquerdas. E tudo leva a crer que nesta eleição viveremos novamente esse “dia da marmota”, tudo novo de novo, igual como sempre.
Lamentável. Mas não é só culpa da “direita malvada” e das “elites conservadoras”, como quis fazer crer o enredo da Acadêmicos de Niterói em endosso à narrativa lulista. Louvar um líder tão personalista configura-se numa submissão histórica das esquerdas brasileiras, que forja seus próprios grilhões.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gustavo-alonso/2026/02/o-ego-de-lula-no-sambodromo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(*) Doutor em história, é autor de ‘Cowboys do Asfalto: Música Sertaneja e Modernização Brasileira’ e ‘Simonal: Quem Não Tem Swing Morre com a Boca Cheia de Formiga’
(**) https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/02/escola-que-homenageou-lula-academicos-de-niteroi-e-rebaixada-no-rio.shtml
(***) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/pt-ja-moveu-acao-para-impedir-homenagem-a-presidenciaveis-do-psdb-no-carnaval.shtml
“Dez juízes e um segredo”
– Da gravação clandestina emergiu a imagem sem retoques de um STF agonizante.
– Magistrados consagram-se à missão de preservar a natureza exata das relações de dois deles com os negócios do Banco Master.
(Demétrio Magnoli (*), FSP, 20/02/26)
A prioridade do STF era, até há pouco, sentenciar os conspiradores bolsonaristas da tentativa de golpe de Estado. Agora, mudou. Os dez juízes consagram-se à missão de preservar um segredo: a natureza exata das relações de dois deles, Toffoli e Alexandre de Moraes, com os negócios do Banco Master. O espetáculo que encenam já tem dois atos e ainda não se encerrou.
Não é o mar, mas o pânico, que te afoga. Dois atos, dois erros cometidos na correnteza do desespero. Primeiro ato: uma reunião sigilosa iluminada por uma gravação clandestina. Segundo ato: uma investigação truculenta agregada ao inquérito arbitrário das fake news. O espectro do conflito de interesses não poupa ninguém: desce sobre o conjunto do tribunal.
No ato inicial, Fachin promoveu uma reunião secreta para enterrar o segredo em cova profunda. O plano estava crivado de ilegalidades. Os indícios de conflito de interesses de Toffoli oferecidos pela PF solicitavam deliberação pública, não um conluio à sombra da noite. A solução do afastamento do relator acompanhado por nota oficial de rejeição da suspeita configurou um acordo de fidalgos destinado a proteger o juiz da imperiosa investigação.
Da gravação clandestina, uma casual mas justa punição dos dez atores da farsa, emergiu a imagem sem retoques de um STF agonizante. “Meu time é o STF futebol clube” –a frase de Dino, síntese do espírito do conchavo, merece moldura. Os ministros de capa preta protagonizaram uma orgia corporativista. Disseram aos cidadãos que o time deles não é a justiça, a lei ou as instituições, mas os interesses pessoais de cada um deles. Fachin e Cármen Lúcia, a dupla que insistiu no exílio do relator, converteram-se em sócios da trama de acobertamento.
Nunca nade contra uma corrente forte. Moraes desafia a regra no segundo ato, transformando seu inquérito de exceção original em passaporte para uma viagem sem volta pelo labirinto da ilegalidade. Os suspeitos de acessos imotivados a dados fiscais não têm prerrogativa de foro, mas são investigados no STF. O caso novo foi apropriado pelo relator de um inquérito infindável sem objeto definido, circundando o cânone do sorteio. Um segredo judicial seletivo abre caminho à divulgação das identidades dos acusados. A crua intimidação substitui o devido processo legal.
O segredo precisa persistir. A doutrina do STF reza que os juízes de capa preta estão acima da “lei das gentes” –e o camarada Paulo Gonet, PGR, concorda. A trama dos dez contamina a praça da política. Lula, padrinho da indicação de Toffoli, tenta livrar-se da associação histórica que respinga sobre sua candidatura. A PF não enfrentaria a ira do tribunal sem o amparo do Planalto. Os pilares da aliança entre o Executivo e o STF sofrem rachaduras: o presidente é um “ingrato”, na palavra utilizada longe dos microfones por alguns juízes.
O contorcionismo público dos supremos aristocratas resgatou de um gueto murado a candidatura do 01, conferindo verossimilhança às narrativas extremistas. Flávio Bolsonaro era uma quase garantia do triunfo de Lula. Toffoli e Moraes, com o auxílio dos oito colegas, produziram o cenário de uma disputa competitiva. Depois de ajudar a barrar golpismo, o “STF futebol clube” converte-se, involuntariamente, em cabo eleitoral da extrema direita. Carnaval, fantasias, alegorias.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2026/02/dez-juizes-e-um-segredo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(*) Sociólogo, autor de “Uma Gota de Sangue: História do Pensamento Racial”. É doutor em geografia humana pela USP
“Supremocracia em xeque”
– A guarda da Constituição não pressupõe a manutenção do modelo supremocrático.
– Como a autoridade judicial não se renova pelo voto, não será fácil sair desta crise.
(Oscar Vilhena Vieira (*), FSP, 20/02/26)
Após contribuir de maneira fundamental para defender a democracia de seus inimigos, o Supremo Tribunal Federal imergiu, por seus próprios feitos, numa aguda crise reputacional. A questão que se coloca neste momento é se conseguiremos superar esta crise ou se estamos frente ao esgotamento do modelo supremocrático.
Ao concentrar no STF as funções de tribunal constitucional, corte de últimos recursos e tribunal de primeira instância para a classe política, a Constituição deslocou o Supremo para o centro do sistema político. Não houve questão relevante de natureza política, econômica ou moral a que não se tenha reclamado a última palavra do Supremo.
O tribunal saiu da sombra com o “mensalão” (**), ao julgar criminalmente a elite política do país. A partir de 2013, com o aprofundamento da crise política e a redução da capacidade de construção de consensos pelos representantes eleitos, o Supremo passou a ser demandado de maneira ainda mais intensa e sistemática a coordenar conflitos e, sobretudo, arbitrar interesses econômicos. Alguns ministros foram testando seus poderes e se demonstrando cada vez mais à vontade para fazer escolhas políticas ou econômicas, em detrimento de sua missão de aplicar a Constituição.
A absorção, pelos gabinetes, de atribuições que deveriam permanecer no colegiado agravou o déficit de legitimidade do Supremo e aumentou sua vulnerabilidade, atraindo para sua órbita agentes econômicos, lobistas e operadores políticos, diretamente interessados em suas decisões. Os fatos apontam que alguns gabinetes não souberam ou não quiseram se defender desse movimento. Assim, chegamos até aqui.
A autoridade de qualquer tribunal decorre de sua capacidade de aplicar a lei com independência, imparcialidade, integridade e objetividade. Mais do que isso, precisa ser capaz de transmitir essas virtudes à sociedade. Quando isso não acontece, a autoridade dos tribunais declina.
Como a autoridade judicial não pode ser renovada pelo voto, como a das demais instâncias de poder numa democracia, não será fácil sair desta crise. Ao reconhecer os problemas que afetam o Supremo e propor medidas de autocorreção, desde o seu discurso de posse, o ministro Edson Fachin vem abrindo um corajoso caminho para superar a crise de autoridade do tribunal.
Se conseguir transpor a arrebentação, o próximo desafio será corrigir distorções e repensar as fronteiras hipertrofiadas da jurisdição do Supremo. A mudança mais estrutural — proposta pelo ministro Cézar Peluso em 2011 — seria permitir a execução de sentenças após duplo grau de jurisdição, conferindo maior racionalidade e eficiência ao sistema judicial brasileiro. Nem tudo precisa terminar no Supremo ou mesmo nos demais tribunais superiores.
Esses tribunais precisam exercer sua autoridade por precedentes bem concebidos, não por milhares de decisões “ad hoc”, que só retardam o término dos processos e criam enormes disparidades na aplicação da lei. Por fim, seria essencial limitar ainda mais a ação monocrática dos ministros, fonte de insegurança jurídica e de corrosão da integridade do Supremo.
A democracia brasileira não parece prescindir de um tribunal com autoridade para zelar pelos direitos fundamentais de grupos vulneráveis, pelo respeito à separação de Poderes, assim como pela integridade da competição eleitoral. Como se diz no jargão da ciência política, “cachorro bravo exige coleira forte”.
A guarda da Constituição não pressupõe, no entanto, a manutenção do modelo supremocrático, que cumpriu seu papel. Agora é necessário corrigir os rumos.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/oscarvilhenavieira/2026/02/supremocracia-em-xeque.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
(*) Professor da FGV Direito SP, mestre em direito pela Universidade Columbia (EUA) e doutor em ciência política pela USP. Autor de “Constituição e sua Reserva de Justiça” (Martins Fontes, 2023)
(**) O mensalão foi um esquema ilegal de financiamento político organizado pelo PT para corromper parlamentares e garantir apoio ao governo Lula no Congresso em 2003 e 2004, logo após a chegada do partido ao poder.
“O ano do Cavalo”
(Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 20/02/26)
O Ano Novo Lunar na China começou nesta terça (17). O feriado foi ampliado oficialmente para nove dias, sendo o maior do país. Ele serve como um termômetro da economia chinesa (1).
Antes, uma curiosidade:
este ano será regido pelo Cavalo de Fogo (2) (*). As principais características do novo ciclo, segundo o horóscopo chinês, são velocidade, ação, visibilidade e impulsividade.
Vamos aos números:
São esperados 9,5 bilhões de deslocamentos em um período de 40 dias. O “Chūnyùn” é a grande temporada de viagens no país. Ele começou dias antes do Ano Novo Lunar e segue até março.
1,01 bilhão de passageiros já tinham sido transportadas em ferrovias até 10 de fevereiro;
95 milhões de viagens de avião são previstas para o período do feriado.
14% é a alta estimada em entradas e saídas no fluxo internacional de turismo no país.
Empurrãozinho.
O momento também é bom para a indústria cinematográfica (3), com vários lançamentos chegando ao país nesta semana.
Segundo a agência de notícias Xinhua, a bilheteria do feriado ultrapassou ¥ 1 bilhão (R$ 750 milhões, aproximadamente) em três dias, reforçando o peso do festival para o setor de entretenimento.
Pequim espera que o feriado reaqueça o consumo no país. Estima-se que, no ano passado, os chineses pouparam um terço da renda em média por conta da frágil seguridade social do país e mudanças no sistema de pensões.
O festival funciona como o Natal no Ocidente, e os dados sobre o consumo são importantes para sinalizar como os cidadãos vão se comportar no resto do ano.
↳ O setor de serviços e gastronomia deve crescer 5,5% na data.
Além de prolongar a duração do feriado (antes, eram sete dias), o governo distribuiu ¥ 360 milhões (cerca de R$270 milhões) em vouchers para estimular os gastos no período.
O ano do Cavalo (e da IA).
A gala anual do Festival da Primavera, programa da TV estatal exibido na véspera do Ano Novo Lunar, é usada há décadas para destacar as ambições tecnológicas de Pequim. Desta vez, os robôs roubaram a cena (4).
Nas três primeiras esquetes do show, androides e crianças humanas fizeram uma demonstração de artes marciais com espadas, bastões e nunchucks.
O entusiasmo em torno do setor surge no momento em que grandes empresas se preparam para ofertas públicas iniciais este ano e startups locais de IA lançam uma série de modelos de ponta.
No ano passado, o país foi responsável por 90% dos cerca de 13.000 robôs humanoides vendidos globalmente (5) no ano passado, muito à frente de rivais como o Optimus da Tesla, de acordo com a empresa de pesquisa Omdia.
Para este ano…
O Morgan Stanley projeta que as vendas de humanoides chineses mais que dobrarão, para 28.000 unidades.
(TRPCE)
(1) “O que Ano Novo Lunar indica sobre economia da China”
– Maior feriado chinês é termômetro para economia do país.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/02/o-que-ano-novo-lunar-indica-sobre-economia-da-china.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(2) “Ano de 2026 será regido pelo cavalo de fogo: saiba o significado e o que ele reserva para você”
– Esqueça o 1º de janeiro e saiba a data exata do Ano Novo Chinês, que chegará mais tarde que o habitual.
– Para a astrologia chinesa, renovação a energética e as celebrações acontecerão apenas em fevereiro.
+em: https://f5.folha.uol.com.br/astrologia/2025/12/ano-de-2026-sera-regido-pelo-cavalo-de-fogo-saiba-o-significado-e-o-que-ele-reserva-para-voce.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(3) “Filme animado mítico, ‘Ne Zha 2’ vira maior bilheteria da história da China”
– Com impacto visual, filme confirma salto na produção do país com trama que inclui indiretas ao governo americano.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/02/filme-animado-mitico-ne-zha-2-vira-maior-bilheteria-da-historia-da-china.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado
(4) “Robôs humanóides chineses são centro das atenções no espetáculo do Ano Novo Lunar; veja vídeo”
– Unitree, Galbot, Noetix e MagicLab demonstraram produtos em evento comparável ao Super Bowl.
– Morgan Stanley projeta que vendas de humanóides na China dobrarão para 28 mil unidades em 2025.
+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/robos-humanoides-chineses-sao-centro-das-atencoes-no-espetaculo-do-ano-novo-lunar-veja-video.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado;utm_medium=email&utm_campaign=newsfolhachina
(5) “Empresa chinesa começa produção em massa de robôs humanoides; assista”
– Walker S2, da Ubtech, tem fabricação em série para atender pedidos na província de Guangdong.
– Empresa diz que primeira etapa da produção será voltada apenas para uso industrial.
(Revisitando. . .: https://youtu.be/rYzZwcCXnUo)
“Com este STF, nunca teremos uma Suprema Corte”
– Tribunal americano que inventou o modelo de corte constitucional preza a autocontenção. Moraes e Toffoli são o oposto disso tudo.
(Duda Teixeira, Crusoé, 20/02/26)
O Supremo Tribunal Federal (STF) foi criado pela primeira Constituição republicana de 1891, que se inspirou na Suprema Corte americana.
Apesar dessa similaridade, hoje é como se as duas Cortes estivessem em universos diferentes.
Nesta sexta, 20, a Suprema Corte americana (*) entendeu que o presidente Donald Trump não tem o poder para impor tarifas ao seu bel-prazer a outros países do globo.
Como uma corte constitucional, a Suprema Corte sustentou aquilo que está na Constituição americana, que deixa essa função com o Congresso.
Em seu tarifaço mundial, Trump estava alegando questões de emergência nacional — como a entrada de drogas ilegais do Canadá, México e China ou déficits comerciais — para agir por meio de decretos.
Mas o que deveria ser uma exceção para tempos de guerra acabou virando a regra em tempos de paz, e a Suprema Corte deu um basta nisso.
Na decisão de 170 páginas, a maioria dos justices, os juízes americanos, concentrou-se em uma questão básica: os decretos de Trump estavam em desacordo com o que manda a Constituição.
Cabe, agora, ao presidente acatar a decisão.
“Eles não são patriotas”, disse Trump, buscando uma saída honrosa.
Mas o que a Suprema Corte tinha de fazer já foi feito.
Localizada a poucos metros do Congresso (basta atravessar a rua), a Suprema Corte americana é um exemplo de autocontenção.
Até porque foram os americanos que inventaram esse modelo, no famoso caso Marbury v. Madison, de 1803.
Nas decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes tomadas esta semana, não há nenhum compromisso com a autocontenção, nem com a Constituição.
Moraes despreza o colegiado e anuncia medidas monocráticas, sem consultar ninguém.
Ignora os rituais da Corte, como o que diz que somente o presidente do tribunal pode instaurar inquéritos baseado no artigo 43.
Na terça de Carnaval, Moraes puniu gravemente quatro funcionários da Receita Federal, ordenando o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar noturno e confiscando seus passaportes. Tudo sem qualquer julgamento prévio.
E ainda vale mencionar Dias Toffoli, que tomou para si uma investigação sobre o Banco Master em que ele aparece como sendo um dos interlocutores do banqueiro Daniel Vorcaro.
Com este STF, nunca teremos uma Suprema Corte como a que existe nos Estados Unidos.
(Fonte: https://crusoe.com.br/diario/com-este-stf-nunca-teremos-uma-suprema-corte/)
(*) “Suprema Corte bota Trump no seu lugar”
– Corte estabelece limites ao presidente americano e confirma competência do Congresso sobre tarifas.
+em: https://crusoe.com.br/diario/suprema-corte-bota-trump-no-seu-lugar/
“Chega, STF! Como no meme da garotinha: “já deu””
– Não. Não é normal intimidar políticos, jornalistas, auditores fiscais e líderes sindicais como vem acontecendo.
(Ricardo Kertzman, O antagonista, 20/02/26)
Eu tenho muito pouca – ou quase nenhuma – paciência com figurinhas e memes de redes sociais. Algumas são fofinhas, outras engraçadas, mas a preguiça, ou mesmo incapacidade de escrever algumas poucas palavras ao interlocutor, é, a meu ver, no mínimo, descortesia.
Eu mando uma mensagem a alguém: “Bom dia! Tudo bem? Podemos falar?”. E ao invés de um “Bom dia, sim”, ou mesmo de uma imediata ligação como retorno, lá vem um “joinha” ou uma figurinha idiota qualquer. Caramba! Quando foi que isso começou?
“Ah, Ricardo, deixe de ser antiquado”. Uma ova! Ler, escrever, falar, interagir socialmente (presencialmente) jamais serão antiquados. Se parte significativa dos seres humanos decidiu voltar às cavernas da comunicação, que siga em paz. Mas não conte comigo.
Dentre estes memes “fofinhos”, está o de uma garotinha com ar enfezado, supostamente respondendo à mãe: “Um, dois, três… Deu! Deu por hoje. Já deu!”. Se espontâneo ou ensaiado, o vídeo (1) de quatro ou cinco segundos viralizou e se tornou também resposta.
Aderindo aos memes
Contrariando, pois, minha própria regra, tomo emprestada a fala da criancinha e mando meu recado ao STF, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes: Deu, pessoal! Já deu! Chega de tantos desmandos, tanto enxovalho, tanta arbitrariedade e tanta confusão.
Chega, ministra Cármen Lúcia, de dizer que é “contra a censura” para, em seguida, meter uma vírgula e votar em favor da censura – quando lhe convém, claro. Ou de chamar os brasileiros de “213 milhões de pequenos tiranos soberanos” (2). Deu, ministra! Por hoje, já deu.
Chega, ministro Gilmar Mendes, de processar jornalistas por “excesso de ironia” ou de responder, com igual ironia, à sociedade sobre o Gilmarpalooza (3): “Acho engraçado”. Chega, também, de achar normal atuar em casos de pessoas com as quais tem relação pessoal ou social.
Chega, ministro Flávio Dino, de processar pessoas por causa de adjetivações infantis contra o senhor. Ou de se declarar “STF Futebol Clube” (4). O senhor é um ministro da Suprema Corte, e não uma espécie de soldado, a serviço de um exército que não observa regras e códigos.
Basta! Não dá mais
Chega, ministro Dias Toffoli, de amizades mal-explicadas, de decisões incomuns (5), anulações de acordos, multas e sentenças. Chega de chorar junto a seus pares, afetando a emoção sincera de quem acorda, vive e dorme pensando apenas na Justiça e no bem comum.
Mas, sobretudo, chega, ministro Alexandre de Moraes! Chega de arbítrios, de autoritarismo, de intimidação. Chega de atuar como vítima, investigador, relator e juiz, Chega de torcer e retorcer os artigos (6) da Constituição para sustentar o que pensa e o que quer.
Não, senhores capas pretas. Não é normal um ministro manter relações comerciais com investigados. Não é normal um ministro conversar com autoridades públicas, podendo interferir em ações cuja a esposa recebe milhões de reais para atuar como advogada.
Não é normal abrir um inquérito de ofício, nomear sem sorteio seu presidente e mantê-lo indefinidamente aberto para servir a qualquer propósito. E não! Não é normal intimidar jornalistas, auditores fiscais e líderes sindicais como vem acontecendo. Chega! Já deu!
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/chega-stf-como-no-meme-da-garotinha-ja-deu/)
(1) https://www.youtube.com/shorts/NydLndvbbTU
(2) “Seria Gilmar um “pequeno tirano soberano”, ministra Cármen?”
– O decano proferiu liminar determinando que apenas o PGR está apto a protocolar pedidos de impeachment contra ministros do STF.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/seria-gilmar-um-pequeno-tirano-soberano-ministra-carmen/
(3) “Gilmarpalooza: o camarote VIP da promiscuidade institucional”
– O Judiciário brasileiro, a cada evento assim, vai se travestindo de Think Tank para oferecer acesso ao poder.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/gilmarpalooza-o-camarote-vip-da-promiscuidade-institucional/
(4) “Ministro assume: “Sou STF Futebol Clube”
– Dino e seus pares estão simplesmente a nos dizer: “Que se danem vocês, duzentos milhões de pequenos tiranos soberanos. Porque aqui é nóis!
+em: https://oantagonista.com.br/analise/ministro-assume-sou-stf-futebol-clube/
(5) “Não basta Toffoli ser afastado do caso Master. Tem de ser afastado do Supremo”
– Não pensem os doutores do Olimpo da Praça dos Três Poderes, que a satisfação necessária à sociedade já foi dada.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/nao-basta-toffoli-ser-afastado-do-caso-master-tem-de-ser-afastado-do-supremo/
(6) “Crusoé: Moraes passa a perna em Fachin e Mendonça”
– Ao solicitar a investigação de suposto vazamento de dados pela Receita, Moraes mostra que não dá a mínima aos seus colegas de toga.
+em: https://oantagonista.com.br/analise/crusoe-moraes-passa-a-perna-em-fachin-e-mendonca/
“Crusoé: Lula inelegível?”
– Desfile do presidente no Carnaval desafia Justiça eleitoral. E mais: Moraes no ataque.
(Redação O Antagonista, 20/02/26)
O desfile eleitoreiro da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula no domingo, 15, na Marquês de Sapucaí, colocou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma saia-justa.
Se a Corte mantiver a jurisprudência aplicada nas duas Aijes (Ações de Investigação Judicial Eleitoral) que tornaram Jair Bolsonaro (PL) inelegível, não caberia outra providência a não ser também declarar o presidente Lula inelegível por abuso de poder político e abuso de meios de comunicação
Se o TSE livrar Lula de qualquer punição, o Tribunal abre alas para que outros políticos, que buscam se eleger ou se reeleger, burlem de vez a lei eleitoral e passem a utilizar desfiles pelo país afora para fazer propaganda de forma descarada em período vedado.
Nos últimos anos, o TSE tem sido extremamente rígido quanto à responsabilização de candidatos e no enfrentamento aos chamados abusos de poder político e econômico.
A falta de referências claras a candidatos em período vedado ou o não uso das chamadas “palavras mágicas” (vote em mim, vote em fulano, vote em cidadão x) não são mais determinantes para livrar quem tenta burlar a Justiça Eleitoral.
Hoje, basta haver a configuração de que há um desequilíbrio claro na disputa e com uso de dinheiro público para que o TSE puna quem ouse enfrentar a Justiça Eleitoral.
Por mais que a Acadêmicos de Niterói, o Palácio do Planalto e o PT argumentem que o desfile foi apenas uma “homenagem”, há vários indicativos de que o que se viu na Marquês de Sapucaí foram quase 80 minutos de propaganda eleitoral antecipada., diz Wilson Lima em “Lula inelegível?” (1), a reportagem de capa de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na matéria “Moraes no ataque” (2), Duda Teixeira e Guilherme Resck contam que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atacam para se proteger quando se sentem acuados por investigações.
Foi isso o que aconteceu em 2019, quando Dias Toffoli e Alexandre de Moraes deram largada ao inquérito das fake news. O propósito naquela época era conter as apurações da imprensa, da Receita e da Lava Jato.
Os métodos da Corte continuam os mesmos. Moraes abriu uma investigação e partiu para cima de quatro funcionários da Receita após detalhes do contrato entre o escritório de advocacia de sua esposa e o Banco Master virem a público.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem Leonardo Barreto (O Carnaval de 1984) (3), Márcio Coimbra (Epílogo castrista) (4), Izabela Patriota (A farra das escolas de samba) (5), Bruno Soller (Hungria tenta se equilibrar) (6), Maristela Basso (O choque entre duas emoções no conflito israelo-palestino) (7), Luiz Gaziri (Felicidade carnavalesca tem suas vantagens) (8), Josias Teófilo (O pacto fáustico das redes sociais) (9), Clarita Maia (Jessé e a traição dos intelectuais) (10), Dennys Xavier (Temos feito por merecer?) (11) e Rodolfo Borges (O pêndulo de Abel) (12).
Assine Crusoé e apoie o jornalismo independente.
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(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-lula-inelegivel/)
(1) https://crusoe.com.br/noticias/lula-inelegivel/
(2) https://crusoe.com.br/noticias/moraes-no-ataque/
(3) https://crusoe.com.br/noticias/o-carnaval-de-1984/
(4) https://crusoe.com.br/noticias/epilogo-castrista/
(5) https://crusoe.com.br/noticias/a-farra-das-escolas-de-samba/
(6) https://crusoe.com.br/noticias/hungria-tenta-se-equilibrar/
(7) https://crusoe.com.br/noticias/o-choque-entre-duas-emocoes-no-conflito-israelo-palestino/
(8) https://crusoe.com.br/noticias/felicidade-carnavalesca-tem-suas-vantagens/
(9) https://crusoe.com.br/noticias/o-pacto-faustico-das-redes-sociais/
(10) https://crusoe.com.br/noticias/jesse-e-a-traicao-dos-intelectuais/
(11) https://crusoe.com.br/noticias/temos-feito-por-merecer/
(12) https://crusoe.com.br/noticias/o-pendulo-de-abel/
Aproveite antes que o
globo terrestre, a folha de acanto, a cornucópia e a roda dentada,
sejam denominados “lulinha”!
“Livro explora relevância de estudar economia”
– Autores Fabio Giambiagi e Arlete Nese mostram a utilidade do viés econômico na análise dos fatos.
(Paulo Silva Pinto, Poder360, 20/02/26)
O livro explora a utilidade de conceitos e técnicas da economia para a compreensão de fatos do dia a dia e de temas mais abrangentes da política e do desenvolvimento.
. . .
O livro mostra a importância da matemática para entender as relações econômicas. Um dos exemplos é como os juros compostos aumentam a poupança ou a dívida. Outro é como calcular o aumento real do salário ou de um produto, descontando-se a inflação.
. . .
+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/livro-explora-relevancia-de-estudar-economia/
Sugestão: https://www.amazon.com.br/Por-que-estudar-Economia-conversas/dp/8550828637
Frase do dia
(Coluna CH, DP, 20/02/26)
“É importante que não tenha o rabo preso”
(Senador Carlos Portinho (PL-RJ) sobre o candidato ideal de oposição a Lula, na eleição)
Assim sendo. . .
“faveco rachadjinha”
está descartado!
Se, a PeTezuela vive sob a égide das togas,
então, a citada lei (*) veio sob encomenda!
“Sem flores”
A advogada Deborah Toni, especialista em Direito Público, afirma que a Lei nº 226/2026, sancionada por Lula, encerra congelamento de direitos dos servidores, mas abre caminho para diversas disputas jurídicas.
(Coluna CH, DP, 20/02/26)
(*) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp226.htm
Mas. . .
pelo que temos
“visto, lido e ouvido”
isso é insuficiente!
“Salário de ministro do STF cresceu 37,3% em 10 anos”
(Coluna CH, DP, 20/02/26)
Há dez anos, o teto salarial do funcionalismo público, estabelecido pelos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), era de R$33,7 mil. Entre 2016 e 2026, o salário passou para R$46.366,19, aumento de 37,33%. Entretanto, o maior impacto do aumento no teto não é salário dos 11 ministros do STF e sim “efeito cascata”, já que vencimentos da Corte estabelecem o limite para o serviço público no Brasil. Nos últimos dois anos o efeito foi aumento de mais de R$11,8 bilhões no orçamento.
Pelo menos
Estimativa da Instituição Fiscal Independente aponta que o aumento do teto teve impacto de R$6,3 bilhões no orçamento público em 2025.
Talvez maior?
A IFI espera que em 2026 o aumento do teto tenha impacto orçamentário pelo menos igual ao do ano passado. Mas em 2024 foi de R$5,5 bilhões.
Comparação
O valor do salário no STF é 29 vezes maior que o salário-mínimo, que quase dobrou nos últimos dez anos (+84%) no Brasil.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/camara-quer-cpmi-investigando-festas-de-vorcaro-com-altas-autoridades-federais)
Parafraseando o Rei Roberto Carlos:
Um leão está solto nas ruas
foi descuido do incauto eleitor. . .
“O Supremo Xandão não está para brincadeira (como se alguma vez ele tivesse brincado, né?). Enfim, o alvo agora são os auditores da Receita Federal. Na terça de carnaval, uma meia dúzia foi alvo da Polícia Federal. Hoje, um dos auditores foi demitido do cargo de chefia. O presidente da Unafisco, que saiu em defesa dos auditores, foi convocado a depor por Xandão. Se segura, BRASEW, que o leão está solto.”
“Soltaram o leão na Receita”
TixaNews, fev 20
(https://substack.com/@tixanews)
A treta é a seguinte: o Xandão usou o velho (literalmente) inquérito das fakes para mandar investigar quais foram os auditores da Receita Federal que andaram bisbilhotando a vida fiscal dos supremos, dos filhos supremos, dos genros supremos, das mulheres supremas, enfim, de toda a parentada. A investigação surgiu depois que a imprensa divulgou aquele contratinho da Vivi Barci, esposa do Xandão, com o Master. Aquele de R$ 130 milhões. Lembrou?
Eis que a Receita descobriu que teve gente acessando, sim, os dados. Foi aí que veio a operação da Polícia Federal em pleno carnaval. O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, correu para dizer que não se podia usar os auditores da Receita como bodes expiatórios da crise suprema. E lembrou que, lá no começo do inquérito das fakes, no distante 2019, aconteceu a mesma coisa: funcionários foram exonerados e depois não teve prova nenhuma contra eles.
Em entrevistas, Cabral ousou e disse que era menos arriscado mexer com o PCC do que com os ministros supremos. Aff!!!! Cutucou o leão com vara curta. Deu ruim pro Cabral. O Xandão, em pessoa, mandou a Polícia Federal chamá-lo para depor.
Cabral contou que pelo menos um dos auditores, Ricardo Mansano, chegou mesmo a acessar os dados de uma enteada do Gilmar Mendes, de nome Maria Carolina Feitosa (gente, ela nem tem o Mendes). Aí o tal Mansano diz que foi uma burrice, porque ele viu o nome dela no jornal e só queria checar se era esposa de um amigo dele. E detalhe: nem teve vazamento da tal Maria Carolina. Hoje, o auditor foi demitido do cargo de chefia que ocupava.
Outra auditora garante que estava fazendo atendimento no balcão, presencialmente, quando alguém usou o seu computador para acessar uns dados da Vivi. Mas foi só CPF, endereço e situação eleitoral.
Enfim, BRASEW, estou dizendo que o leão está solto.
Enquanto isso, o Mendonça
O terrivelmente supremo André Mendonça assumiu mesmo o caso Master. Já autorizou a Polícia Federal a fazer todo tipo de perícia que precisar e a tomar os depoimentos (o supremo Toffoli tinha restringido tudo isso). Ele manteve o sigilo, mas não aquele ultrassigiloso que o Toffoli estabeleceu. Agora, mais gente tem acesso ao processo. O supremo André ainda deu a ordem de que qualquer nova investigação só vai rolar se antes passar pela sua caneta.
Tixa nas Eleições 2026
Não faltam notícias das eleições hoje.
Em Santa Catarina, a novidade é que Bolsonaro teria determinado que Carluxo e Carol de Toni (*) fossem os candidatos ao Senado. Fritou, assim, o Jorginho Mello, o governador. Explico: Jorginho fez um acordo com o Esperidião Amin, garantindo o apoio de Bolsonaro para que o PP e o União Brasil o apoiassem à reeleição. Amin foi largado à própria sorte, e o PP já nem anda muito afim de apoiar Bolsonaro mesmo, imagina o Jorginho Mello. Enfim, toda essa confusão por conta de que o Carluxo decidiu se lançar candidato em Santa Catarina, que, como todo mundo sabe, é Bolsonaro desde criancinha.
A chapa esquentou no Rio
O Eduardo Paes vai ser candidato a vereador (**) e já fechou com Lula. Aí anunciou hoje sua vice, Jane Reis, irmã de Washington Reis, que é presidente estadual do MDB. E o que o Washington declarou? Que vai pedir voto pro Flavitcho. É o BolsoLula no Rio.
E repararam no Flavitcho?
Quem te viu, quem te vê, hein, Flavitcho? Adeus Golden Shower. Flavitcho está cheio de postagens exaltando o Carnaval, exaltando a maior festa do planeta, combatendo o racismo, abraçando bandeira LGBTQIAPN+ (na verdade, era uma imagem de IA com o 01 ganhando um beijo na bochecha e a bandeira atrás). O Dudu Bolsonaro escreveu: “Vocês já ouviram alguma fala homofóbica de Flávio?”.
E o Hélio Lopes?
O Hélio Lopes é aquele deputado conhecido como Hélio Negão Bolsonaro. Agora ele se candidatou a uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União, dizendo que tem todo o apoio do Bolsonaro. Se segurem. Ou melhor, que o Hugo Motta lute. Para ganhar o apoio do PT na sua eleição para presidente da Câmara frigorífica, Huguito prometeu apoiar Odair Cunha, do PT, para a vaga. Quem não quer a vaga? É vitalícia. E parece que todo mundo quer a vaguinha, e o Huguito vai ter que administrar a galera.
Dino escala
O supremo Dino acabou com a farra dos penduricalhos ilegais do funcionalismo público, que fazem com que a galera tenha salários acima do teto constitucional. Hoje ele fez um remendo na decisão e determinou que, além disso, ninguém pode fazer novas leis que instituam penduricalhos.
Trumpices
E vocês viram que o Trump está de novo ameaçando o Irã???? Já dizem que é questão de dias. Socorro, BRASEW.
(TRPCE)
(*) A dupla bolsonarista CaCa o Amin aposentará?
(**) Foi rebaixado assim como a escola de samba do lula. Esse pulha, na verdade é candidato à governador.
Matutando sobre a charge. . .
Não foi por acaso que tiraram o maior corruPTo da cadeia
e o colocaram-no na presidência da República.
E agora, para tudo ficar como está, oferecem-nos
uma canalha da mesma laia!
PeTezuela: “rumu au équiça” com ou sem “TV maió”!