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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXVIII

“Maduro virou conselheiro de Trump? Venezuelazição dos Estados Unidos com terceiro mandato seria um sonho para o presidente norte-americano?” By Cláudio), por Cláudio de Oliveira, no Folha de S.Paulo de 03/02/26. Apropriado para um mundo de hipócritas e doentes pelo poder, absolutismo, chantagem e corrupção. Constituições, cada vez mais se tornam livros decorativos.

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86 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCCXXVIII”

  1. Miguel José Teixeira

    Trajetória do PeTê:
    de partido político a
    agremiação estudantil!

    “PT não tem mais idade para brincar de antissistema”
    – Após governar o pais por cinco vezes e indicar maioria de ministros do STF, o PT seria o pior partido antissistema da história.
    (Rodolfo Borges, O antagonista, 07/02/26)

    Presidente nacional do PT, Edinho Silva (à esquerda na foto) disse que seu partido “não aceita o sistema que está aí”, que “o sistema que está aí não é nossa responsabilidade” e que “Lula é a única liderança hoje capaz de expressar um sentimento antissistema por meio da transformação”.

    A discurso foi feito em evento de celebração do aniversário de 46 anos do partido e durante o quinto mandato presidencial de um petista.

    Outra informação importante: o poderoso Supremo Tribunal Federal (STF) tem hoje seis ministros indicados por Lula ou Dilma Rousseff, e o sétimo está a caminho.

    O PT não tem mais idade para brincar de antissistema e só vai cair nessa história quem não prestou atenção ao que ocorreu no Brasil nos últimos 20 anos. Mas o partido já deixou claro que vai tentar emplacar a mesma narrativa dos adversários bolsonaristas na eleição deste ano.

    Todos contra o sistema
    Enquanto os aliados de Jair Bolsonaro identificam o Supremo Tribunal Federal (STF) como parte do sistema a ser combatido, os lulistas se apresentam como oponentes do mercado financeiro, apostando no discurso pelo inviável projeto pelo fim da escala de trabalho 6×1.

    O mesmo Lula que pretende se vender como antissistema agora disse, na campanha presidencial de 2022, que “nunca os empresários ganharam tanto dinheiro quanto ganharam no meu governo”. Além diss, também passou a usar gravatas e sapatos de grife.

    O presidente também ainda tenta se afastar do escândalo do Banco Master, mas o caso está cercado por aliados seus, como o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, entre outros petistas.

    Diante do discurso antissitema, contudo, fica a pergunta para os lulistas: depois de governar o Brasil por quase 20 anos, de quantos governos o PT ainda precisará para vencer o “sistema”?

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/pt-nao-tem-mais-idade-para-brincar-de-antissistema/?utm_medium=email&utm_campaign=newsletter_-_resumo_da_manha_702&utm_source=RD+Station)

  2. Miguel José Teixeira

    A gama de denominações
    que tem os escoadores
    de verbas públicas!

    “‘Penduricalhos’ têm cerca de 3 mil nomes diferentes, indica levantamento da Transparência Brasil”
    – O pente-fino considerou as mínimas diferenças, mas são tantas ocorrências que os pesquisadores agregaram tudo em categorias, que chegaram a 60.
    (Por Vinicius Neder — Rio, O Globo, 07/02/26)

    Na decisão em que determinou a todos os órgãos públicos do país a revisão de “penduricalhos” que turbinam os contracheques dos servidores, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), listou uma série de benefícios, no mínimo, duvidosos, como “auxílio-peru” ou “auxílio-iPhone”, mas a criatividade de brechas para elevar os supersalários para além do teto constitucional parece ir além.

    Apenas nos contracheques dos servidores do Judiciário e do Ministério Público, em todas as esferas e ramos, há cerca de 3 mil nomes diferentes para os benefícios, segundo levantamento da Transparência Brasil, entidade dedicada a monitorar o acesso a dados públicos.

    O pente-fino considerou as mínimas diferenças entre os nomes, até mesmo o uso ou não do hífen, mas são tantas ocorrências que os pesquisadores agregaram tudo em categorias. Ainda assim, ficaram em torno de 60 categorias de penduricalhos, contou Cristiano Pavani, coordenador de projetos da Transparência Brasil.

    Mesmo agregando, chama a atenção o número de gratificações, 18. Algumas que o levantamento mapeou são gratificação-acervo (para juízes que têm muitos processos em mãos), coordenação, corregedor, curso-concurso, diretoria, eleitoral, magistério, entre outras.

    A quantidade de auxílios também é destaque. O levantamento encontrou 11: auxílio-alimentação, bolsa-estudos, creche, educação, funeral, moradia, mudança, natalidade, saúde, telefone e transporte.

    Outras categorias de benefícios chamam a atenção, como URV, que se refere a pagamentos de recomposição de perdas salariais na época da introdução do real, em 1994. Ou a “diferença de entrância”, que se refere a um pagamento adicional para os juízes por causa do tamanho da comarca pela qual é responsável, explicou Pavani.

    Já a sigla PAE é um benefício que se refere à “parcela autônoma da equivalência”, segundo o pesquisador, usado para equiparar os vencimentos de servidores do Judiciário e do Ministério Público ao de funcionários do Legislativo.

    Para Pavani, a falta de uma regulamentação nacional permite uma “corrida viciosa” entre órgãos públicos para criar penduricalhos inventados em outras carreiras:

    — Notadamente, o Judiciário e o Ministério Público puxam a fila dos supersalários, competindo entre si para ver quem ganha mais. E aí tem uma corrida viciosa, que traz ônus para a sociedade: quando um penduricalho é criado no Ministério Público, o Judiciário corre e replica, e assim sucessivamente.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/07/penduricalhos-tem-cerca-de-3-mil-nomes-diferentes-indica-levantamento-da-transparencia-brasil.ghtml)

  3. Miguel José Teixeira

    “Pentágono rompe laços acadêmicos com Harvard em embate do governo Trump contra universidades”
    – Departamento de Defesa acusa universidade de promover ideologia ‘woke’ e diz que oficiais voltam influenciados por ideias ‘globalistas e radicais’.
    (Por AFP — Washington, O globo, 07/02/26)
    . . .
    “O Pentágono cortará laços acadêmicos com Harvard, acusando-a de promover ideologia “woke” (*). A decisão, parte de uma disputa com o governo Trump, encerra programas educacionais militares na universidade. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, critica a influência de ideologias “globalistas e radicais” nos oficiais. A ruptura começa em 2026 e o Pentágono revisará vínculos com outras universidades da Ivy League (**).” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/07/pentagono-rompe-lacos-academicos-com-harvard-em-embate-do-governo-trump-contra-universidades.ghtml

    (*) A cultura woke é um conceito complexo e disputado, onde o “estar desperto” para as injustiças se transforma, para alguns, em uma ideologia que questiona o status quo, enquanto para outros, torna-se um rótulo negativo para o progressismo radical e a intolerância. (IA/Google)

    (**) Liga da Hera ou as “oito anciãs”, é um grupo de elite composto por oito universidades privadas no nordeste dos Estados Unidos, reconhecidas mundialmente pela excelência acadêmica, alto prestígio, rigorosos processos de admissão e longa história. Originalmente formada como uma conferência desportiva na década de 1950, o termo hoje simboliza ensino superior de altíssimo nível e exclusividade. (IA/Google)

    1) Universidade Harvard
    é uma universidade privada situada na cidade de Cambridge, estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. É um membro da Ivy League. Sua história, influência e riqueza tornam-na uma das mais prestigiadas universidades do mundo.
    2) A Universidade Yale
    é uma instituição de ensino superior privada americana, situada em New Haven, Connecticut. Fundada em 1701 sob o nome de Collegiate School, é a terceira mais antiga instituição de ensino superior dos Estados Unidos.
    3) A Universidade de Pensilvânia
    é uma instituição de ensino superior particular localizada na cidade de Filadélfia, Pensilvânia, nos Estados Unidos.
    (4) Universidade de Princeton
    é uma universidade privada de pesquisa da Ivy League em Princeton, Nova Jérsei. Fundada em 1746 em Elizabeth como Colégio de Nova Jérsei, Princeton é a quarta instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos e uma das nove
    5) A Universidade Columbia
    é uma instituição de ensino superior privada, localizada na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.
    6) A Universidade Brown (em inglês: Brown University)
    é uma instituição de ensino superior privada norte-americana localizada em Providence (Rhode Island). Membro da famosa Ivy League, a Brown foi fundada em 1764, antes da Independência dos Estados Unidos, com o nome College in the English Colony of Rhode Island and Providence Plantations. É a terceira universidade mais antiga da Nova Inglaterra e a sétima mais antiga dos Estados Unidos, e uma das instituições acadêmicas mais prestigiosas do mundo.
    7) A Faculdade de Dartmouth
    é uma universidade privada estadunidense fundada em 1769, localizada na região Nordeste dos Estados Unidos, na cidade de Hanover, no estado de Nova Hampshire.
    8) Universidade Cornell
    é uma famosa universidade privada americana, da Ivy League, com sede em Ithaca, Nova Iorque. A universidade foi fundada em 1865 por Ezra Cornell e Andrew Dickson White com a intenção de ensinar e fazer contribuições em todos os campos do conhecimento, desde os clássicos até as ciências e desde o teórico até o aplicado. A Cornell tem sido rotineiramente classificada entre as melhores universidades do mundo.
    (Wikipédia)

  4. Miguel José Teixeira

    A encantadora democra$$ia
    que os PeTralhas veneram!

    “‘Nojo, ódio e rancor’: Francês relata ‘calvário’ de cinco meses em prisões da Venezuela após ser acusado de espionagem”
    – Professor de ioga diz ter sofrido ameaças constantes de tortura e descreve detenções marcadas por humilhações, doenças e violência.
    (Por Patrick Fort, Em AFP — Caracas, O Globo, 07/02/26)
    . . .
    “Camilo Castro, francês detido por cinco meses em prisões venezuelanas sob acusação de espionagem, relata à AFP torturas e condições desumanas enfrentadas. Apesar de seu sofrimento, manifesta esperança e compaixão pelo povo venezuelano. A Venezuela enfrenta investigações por abusos de direitos humanos, enquanto o governo interino anuncia anistia a presos políticos. Castro deseja retornar ao país, apesar das más lembranças.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/07/nojo-odio-e-rancor-frances-relata-calvario-de-cinco-meses-em-prisoes-da-venezuela-apos-ser-acusado-de-espionagem.ghtml

  5. Miguel José Teixeira

    O democrata da PeTezuela,
    coaxando para sua bolha!

    “Lula defende governos de Cuba e Venezuela em evento do PT em Salvador”
    – Presidente também afirmou que EUA agem para restringir acesso da China a minerais críticos.
    (Por Ivan Martínez-Vargas — Brasília, O Globo, 07/02/26)
    . . .
    “Em evento do PT em Salvador, o presidente Lula defendeu os governos de Cuba e Venezuela e criticou os EUA por ameaças a esses países. Lula destacou o apoio do Brasil ao povo cubano e afirmou que a questão venezuelana deve ser resolvida internamente. Ele também comentou as restrições dos EUA ao acesso chinês a minerais críticos, reforçando a soberania do Brasil e a parceria com a China.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/07/lula-defende-governos-de-cuba-e-venezuela-em-evento-do-pt-em-salvador.ghtml

  6. Miguel José Teixeira

    “Visto, lido e ouvido”

    “Poder e Colapso”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Blog do Ari Cunha, CB, 06/02/26)

    Ao longo da história da humanidade, observa-se a repetição de um fenômeno tão antigo quanto persistente: a vulnerabilidade do poder diante da sedução. Trata-se de uma dinâmica que atravessa épocas, culturas e sistemas políticos, manifestando-se sempre que indivíduos investidos de grande autoridade passam a acreditar que se encontram acima das regras comuns da convivência social. Desde os relatos simbólicos mais antigos até os registros históricos mais documentados, o desejo aparece como um ponto sensível da condição humana. Não como falha moral isolada, mas como parte de uma engrenagem maior, na qual o prazer, o segredo e a transgressão se combinam para produzir situações de dependência e constrangimento. A sedução, nesse contexto, não deve ser compreendida como atributo de um gênero ou de um indivíduo específico, mas como força relacional. Ela atua onde há vaidade, sensação de impunidade e ausência de limites claros.

    Quando associada ao poder, torna-se instrumento eficaz para criar vínculos assimétricos e, em alguns casos, verdadeiras armadilhas sociais. Diversos períodos históricos registram episódios em que figuras centrais da vida pública foram envolvidas em situações privadas que, mais tarde, mostraram-se decisivas para sua queda. Cortes imperiais, palácios, gabinetes e centros de decisão sempre conviveram com espaços paralelos, marcados pela informalidade, pelo excesso e pela promessa de discrição absoluta. Esses ambientes, muitas vezes festivos e luxuosos, criam uma atmosfera na qual o senso de responsabilidade tende a se dissolver. A partir daí, pequenos desvios se acumulam até se tornarem comprometedores. O que começa como entretenimento termina como constrangimento. A história demonstra que, nesses casos, o verdadeiro poder não está no ato em si, mas na possibilidade de revelação. O segredo passa a funcionar como moeda. Quem o detém detém influência.

    Em sociedades complexas, o silêncio tem valor. A preservação da imagem pública, especialmente entre elites políticas e econômicas, é frequentemente tratada como patrimônio. Por isso, situações embaraçosas ganham relevância não apenas pelo seu conteúdo, mas pelo risco que representam à reputação e à estabilidade de estruturas inteiras. Com o passar do tempo, surgiram relatos de arquivos, registros e memórias que circulariam nos bastidores do poder, contendo informações sensíveis sobre comportamentos privados de figuras públicas. Independentemente da veracidade de cada caso, o simples fato de tais narrativas se repetirem indica a existência de um imaginário coletivo que associa poder, segredo e vulnerabilidade. Quando esses conteúdos vêm à tona, geralmente por meio de investigações, disputas internas ou mudanças no equilíbrio de forças, instala-se o que se poderia chamar de “ressaca moral”. A sociedade, então, confronta práticas que, por muito tempo, permaneceram invisíveis ou toleradas.

    No mundo atual, apesar do avanço das instituições, da tecnologia e dos mecanismos de controle, o padrão persiste. Festas privadas, encontros exclusivos e redes informais continuam funcionando como espaços onde o poder se exerce de maneira menos visível. A diferença está na materialidade do registro. Em tempos de comunicação digital, quase tudo deixa rastros. Mensagens, imagens e arquivos transformam-se em elementos centrais de disputas simbólicas e políticas. O que antes dependia da memória oral agora pode ser armazenado e recuperado com facilidade. Essa nova realidade amplia tanto o risco quanto a sensação de controle. Paradoxalmente, quanto mais registros existem, maior parece ser a ilusão de que eles jamais serão revelados. A repetição desse fenômeno ao longo da história aponta para uma característica essencial da condição humana: a fragilidade diante do desejo. O poder, longe de eliminar essa fragilidade, muitas vezes a intensifica. A sensação de excepcionalidade de que certas regras não se aplicam funciona como catalisador de comportamentos que, mais tarde, mostram-se insustentáveis. Não se trata de moralismo, mas de observação histórica. Sistemas de poder que ignoram limites éticos tendem a produzir seus próprios mecanismos de colapso. Sedução, nesse sentido, atua menos como causa e mais como reveladora de estruturas já desequilibradas. Exemplos anteriores ensinam que nenhuma sociedade está imune a esse tipo de dinâmica.

    Mudam os cenários, os costumes e as tecnologias, mas a lógica permanece surpreendentemente estável. Onde há poder concentrado, segredo valorizado e ausência de freios institucionais, há terreno fértil para a repetição do mesmo enredo. Talvez a verdadeira lição não esteja em condenar indivíduos ou comportamentos isolados, mas em reconhecer a necessidade constante de limites, transparência e responsabilidade. Afinal, o poder que se acredita invulnerável costuma ser, justamente, aquele mais exposto às armadilhas que ele próprio ignora.

    A frase que foi pronunciada:

    “Tudo é vaidade, nada é justo.”
    (William Makepeace Thackeray (*)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/poder-e-colapso/)

    (*) Romancista britânico.
    +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Makepeace_Thackeray

  7. Miguel José Teixeira

    . . .”O STF fez isso ao validar o aumento das penas por crimes contra honra de funcionários públicos, entre os quais presidentes de poderes.”. . .

    “O STF gritou um “você sabe com quem está falando?” aos brasileiros”
    (Mario Sabino, Metrópoles, 06/02/26)

    Sob os auspícios de Flávio Dino, o STF validou o aumento de penas em um terço por crimes contra a honra cometidos contra funcionários públicos no exercício das suas funções.

    Isso significa que, perante a lei, calúnia, injúria e difamação são consideradas ofensas maiores se dirigidas, por exemplo, aos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo, incluídos entre outros agentes do Estado.

    É evidente absurdo lógico quando se leva em conta que, de acordo com a Constituição, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, a não ser quando se trata de preservar os mais fracos, nunca os mais fortes.

    A pretexto de proteger o serviço público, a maioria dos ministros do STF continua firme, portanto, na sua investida contra a liberdade de expressão, iniciada desde que eles se arrogaram o papel de únicos defensores da democracia, na base do prende e arrebenta.

    Edson Fachin, atual presidente do Supremo, foi um dos votos vencidos. De acordo com ele, o aumento das penas se choca com a ordem democrática e contraria a jurisprudência do próprio STF em relação ao direito à crítica e ao assédio judicial a jornalistas.

    Para Fachin, o direito à crítica contundente a agentes públicos deve ser garantido por eles estarem sujeitos ao maior escrutínio da sociedade. A crítica contundente é até mesmo indispensável ao controle democrático do poder, de acordo com o ministro.

    Só que os democratas do STF não querem saber de controle nenhum. Para eles, qualquer controle é ameaça intolerável.

    A validação da norma absurda ultrapassa as circunstâncias desta nossa quadra temporal e se inscreve na tradição brasileira de hierarquia, personalismo e desigualdade social.

    Tradição que encontra a sua tradução mais sucinta na frase “você sabe com quem está falando?”, como apontou o antropólogo Roberto DaMatta, em Carnavais, Malandros e Heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro.

    Ela expressa o polo autoritário da sociedade nacional, que se contrapõe ao polo amigável, do “jeitinho”, que iguala falsamente os brasileiros de todas as extrações.

    O “você sabe com quem está falando?” surge quando tentamos evocar a impessoalidade igualitária nas relações cotidianas e nos deparamos com a realidade de uma sociedade regida por uma hierarquia opressora, que se reproduz de alto a baixo, do grande ao pequeno poder, na sua escala de classes e funções.

    Ao validar o aumento das penas por crimes contra honra de funcionários públicos, entre os quais presidentes de poderes, o STF gritou um “você sabe com quem está falando?” a todos os cidadãos que ainda nutrem a ilusão de viver sob uma democracia plena, não em um regime em que uns são mais iguais do que os outros.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-stf-gritou-um-voce-sabe-com-esta-falando-aos-brasileiros)

  8. Miguel José Teixeira

    Os deuses entogados!

    “Juiz campeão de “penduricalhos” ganhou R$ 2,2 milhões extras em 2025”
    – Pagamentos de desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foram turbinados por penduricalhos “retroativos”.
    (Por Andre Shalders, no Coluna da Andreza Matais, Metrópoles, 07/02/26)

    Um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) é o campeão nacional de pagamentos extras, os “penduricalhos”, em 2025. Ao todo, os “direitos pessoais”, “indenizações” e “direitos eventuais” renderam R$ 2,2 milhões brutos ao magistrado mineiro em 2025, numa média de R$ 186,4 mil mensais.

    O salário bruto do desembargador é de R$ 41,78 mil mensais, mas esse vencimento básico é apenas uma parte modesta da renda. A principal rubrica no contracheque do magistrado são os “pagamentos retroativos”, que somaram R$ 1,56 milhão em 2025.

    Em dezembro de 2025, esses retroativos somaram R$ 173,2 mil. Em nenhum mês do ano passado, o valor ficou abaixo de R$ 100 mil.

    Além desses, o desembargador fez jus a vários outros benefícios:

    R$ 46,3 mil de “gratificação natalina”, em dezembro;
    R$ 7,1 mil mensais de “abono permanência”;
    R$ 4,5 mil mensais a título de “irredutibilidade de subsídio”;
    R$ 4,1 mil mensais de “auxílio saúde”;
    R$ 17,8 mil mensais por “plantão de habeas corpus”;
    R$ 2,3 mil mensais de “auxílio alimentação”.

    A coluna procurou o TJMG a respeito do tema nesta quinta-feira. A Corte disse que os pagamentos mensais podem exceder o teto constitucional em caso de “verbas funcionais que são legalmente excluídas do teto, seja pela natureza indenizatória, seja por se tratar de verbas em atraso cujo cálculo, no mês de referência, já observou a limitação constitucional” (leia mais abaixo).

    Perguntado especificamente sobre o caso do magistrado campeão de penduricalhos, o TJMG não detalhou o que elevou os rendimentos extras dele à marca de R$ 2,2 milhões em 2025.

    Os dados foram compilados pela reportagem a partir de informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O desembargador mineiro chegou à segunda instância em 2022, por decisão do Órgão Especial do TJMG, por merecimento. Na ocasião, passou a integrar a 16ª Câmara Cível do tribunal, especializada em direito empresarial. Ao todo, o magistrado soma quase 20 anos de carreira no Judiciário mineiro. Por questões de segurança, a coluna decidiu omitir o nome do magistrado.

    ino suspende penduricalhos
    Nesta quinta-feira (5/2), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o pagamento dos chamados “penduricalhos” nos Três Poderes — Judiciário, Legislativo e Executivo.

    Dino proibiu o uso de “verbas indenizatórias” que costumam elevar os rendimentos de alguns servidores públicos, principalmente no Judiciário, acima do teto constitucional. Atualmente, o teto está em R$ 46.366,19 mensais e corresponde à remuneração dos ministros do STF.

    “Esse descumprimento generalizado, em vez de implicar a busca de correções ou autocorreções, tem produzido uma incessante busca por ‘isonomia’. Afinal, como a grama do vizinho é mais verde, é ‘natural’ que haja uma constante corrida para reparar essa ‘injustiça’, com a criação de mais ‘indenizações’ acima do teto, que serão adiante estendidas a outras categorias, em ‘looping eterno’”, diz um trecho da decisão de Dino.

    TJMG: penduricalhos dizem respeito a verbas fora do teto
    Em nota à coluna, o TJMG disse que os pagamentos de seus magistrados estão limitados ao teto constitucional. Eventualmente, porém, os pagamentos podem superar o teto por conta de parcelas “legalmente excluídas do teto”.

    Eis a nota do TJMG na íntegra:

    “Todos os magistrados e os servidores do TJMG têm a sua remuneração mensal limitada pelo teto constitucional aplicável à categoria. Eventuais e episódicos pagamentos mensais que, somados à remuneração do mês, superam esse limite, dizem respeito a verbas funcionais que são legalmente excluídas do teto, seja pela natureza indenizatória, seja por se tratar de verbas em atraso cujo cálculo no mês de referência já observou a limitação constitucional.

    Além disso, servidores e magistrados que contam com férias acumuladas, por não terem sido gozadas no período da atividade ante a necessidade do serviço, fazem jus, legalmente, à conversão em pecúnia, na forma de indenização, quando da aposentadoria, o que enseja o pagamento do direito logo após a aposentação.

    Por fim, em havendo o reconhecimento individual de direitos em atraso, posto que não saldados no momento apropriado, advindos de decisões dos Tribunais Superiores, o pagamento em sede administrativa se dá parceladamente, de acordo com as disponibilidades orçamentárias e financeiras do Tribunal de Justiça.”

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/juiz-campeao-de-penduricalhos-ganhou-r-22-milhoes-extras-em-2025)

  9. Miguel José Teixeira

    “Bebo-o porque é líquido; se fosse sólido, comê-lo-ia”

    “Protocolo janista”

    Informado que o presidente Juscelino Kubitschek estaria em evento da Fiesp, em São Paulo, o governador Jânio Quadros disse que o hospedaria com prazer.
    – “Mas ele quer ficar num hotel da cidade”, avisou um assessor.
    Nesse caso, ponderou Jânio, ele não precisaria saber da ilustre visita:
    – “Quem fica em hotel deve ser recebido pelo porteiro”.
    JK acabou hospedado no Palácio dos Campos Elísios, residência oficial.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 07/02/26)

  10. Miguel José Teixeira

    “Tá ruço”!

    ‘Alto nível’ de evento Brasil-Rússia foi de mentirinha”
    (Coluna CH, DP, 07/02/26)

    O governo brasileiro sediou quinta (5) a “8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação”, que, apesar do rótulo pomposo, foi mais um ritual diplomático de baixa voltagem e nível secundário, pela ausência das duas figuras que dariam significado de “alto nível”: Lula (PT) e Vladimir Putin. Lula se recusou a aparecer ao lado de um russo que não se chame Putin, e Alckmin fez sala para Mikhail Mishustin, outra figura de nível inferior: é um primeiro-ministro que não governa a Rússia.

    Noves fora, nada
    Além de discursos protocolares irrelevantes sobre “parceria estratégica”, não houve anúncios disruptivos ou compromissos de impacto imediato.

    Chefe de governo fake
    “Primeiro-ministro” apenas no cartão de visitas, Mishustin exerce papel meramente administrativo, sem autonomia. Afinal, todo poder é de Putin.

    Fracasso garantido
    Para coroar a pouca substância do evento, garantindo-lhe fracasso de público e repercussão, o governo proibiu transmissão ao vivo pela TV.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/pacheco-vira-tabua-de-salvacao-para-lula-em-mg)

    Matutando bem. . .

    Faz sentido!
    Um chefe de governo fake e um político idem!

  11. Miguel José Teixeira

    Novamente, Kassab
    dando as cartas!

    “Pacheco vira tábua de salvação para Lula em MG”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 07/02/26)

    Preterido por Lula na sucessão a Ricardo Lewandowski no Supremo Tribunal Federal, Rodrigo Pacheco (PSD) virou a esperança do petista para ter palanque em Minas Gerais. O senador, que chegou a declarar que sairia da vida política, dá piscadelas a Lula, mas com alto preço. Com três pré-candidatos ao Planalto no PSD, Pacheco teria que deixar o partido. Lula reabriu o diálogo para que o senador migre para o MDB, o problema é que o partido já tem Gabriel Azevedo como pré-candidato.

    Porteira fechada
    Eventual mudança de partido de Pacheco para o MDB envolveria a troca do comando do diretório mineiro, hoje com Azevedo na presidência.

    Sem vez
    O PSD também já tem pré-candidato ao governo estadual, Mateus Simões, vice-governador e opositor declarado de Lula e do PT.

    Deu ruim
    Para piorar o lado de Lula, levantamentos de institutos como o Paraná Pesquisas mostram vantagem da oposição, com Cleitinho (Rep) no topo.

    Pouca fé
    Se Pacheco manter mesmo distância do pleito, Lula deve recorrer a Alexandre Kalil (PDT), que tomou um sacode nas urnas em 2022.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/pacheco-vira-tabua-de-salvacao-para-lula-em-mg

  12. Miguel José Teixeira

    Re-replicando. . .
    “Não estranhem se, num pa$$e de mágica,
    o Engenheiro Político Kassab adicionar
    os catetos opostos e a hipotenusa à
    campanha do lula, garantindo a
    vice presidência e elegendo uma parruda
    bancada no parasitário alto.

    “PSD racha em apoio a Lula enquanto Kassab tenta viabilizar candidato”
    (Carlos Madeiro, Felipe Pereira e Amanda Freitas, Colunistas do UOL, 07/02/26)

    O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, quer lançar uma candidatura própria à Presidência da República neste ano, mas o partido vive uma divisão interna. Parte das bancadas estaduais, especialmente no Nordeste, já trabalha pela reeleição do presidente Lula (PT).

    O que aconteceu
    Kassab tem dito que o PSD lançará um candidato ao Planalto. Em declaração recente, o político prometeu decidir até abril entre os governadores Ratinho Junior (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO) —este último filiou-se recentemente ao PSD.

    O presidente do partido também fala na possibilidade de uma chapa pura. Kassab cita exemplos recentes dentro da sigla, como a reeleição do governador Ratinho Junior (PR), que concorreu com vice do próprio PSD, e a vitória do prefeito Eduardo Paes (Rio de Janeiro), que também formou chapa com outro nome do partido.

    Kassab tem tentado se posicionar como fiador de uma “terceira via”. Nesta semana, fez o anúncio de que seis deputados estaduais do PSDB e um do Cidadania vão, a partir de 4 de março, para seu partido. Também trouxe recentemente, além de Caiado, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, do União para o PSD.

    Ele ainda sinalizou apoio ao bolsonarismo. Em declaração recente, Kassab disse que em um eventual segundo turno em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteja, ele irá apoiá-lo. Jair Bolsonaro (PL) indicou o filho como pré-candidato do PL à Presidência.

    Apesar do esforço de Kassab em ampliar o poderio do PSD, já existem diretórios alinhados a Lula nos estados. A contradição expõe um racha entre a estratégia nacional e a prioridade local de reeleição com alianças regionais.

    No Nordeste, boa parte dos estados já sinaliza apoio ao petista, mesmo se o PSD lançar candidatura própria. A região é estratégica para Lula e é onde o PT tem peso eleitoral. Nos bastidores, dirigentes reconhecem que, mesmo com candidato próprio, o partido não teria unidade nacional para enfrentar Lula.

    Bahia:
    o senador Otto Alencar (PSD) afirmou que o partido “vai com Lula” no estado e que a aliança local está mantida “em acordo com Kassab”;
    Pernambuco:
    o PSD é liderado no estado por André de Paula, ministro da Pesca e Aquicultura, aliado declarado de Lula;
    Ceará:
    a sigla está alinhada ao governador Elmano de Freitas (PT);
    Sergipe:
    o governador Fábio Mitidieri (PSD) já anunciou apoio a Lula;
    Piauí:
    o PSD integra a base do governador Rafael Fonteles (PT), e Lula apoia o deputado Júlio César (PSD) como candidato ao Senado em chapa com Fonteles;
    Alagoas:
    a principal liderança do partido no estado, Luciano Amaral, também apoia Lula;
    Maranhão:
    o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), mantém posição neutra, mas é visto como aliado potencial do campo governista.

    Minas e São Paulo
    A divisão também aparece nos dois maiores colégios eleitorais. Em Minas Gerais, o cenário é oposto ao Nordeste, já que o PSD mineiro não trabalha pela reeleição de Lula.

    O atual governador, Romeu Zema (Novo), deve deixar o cargo para sair candidato à Presidência. O vice, Mateus Simões (PSD), já iniciou articulações para viabilizar sua candidatura ao governo do estado. Ele é familiarizado com a ala bolsonarista, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

    Rodrigo Pacheco, atualmente no PSD, articula deixar o partido para se filiar ao União Brasil. Segundo interlocutores, essa mudança já está bem avançada e deve se concretizar nas próximas semanas. A ideia é que o senador saia candidato ao governo de Minas.

    Lula já disse que apoiaria Pacheco em MG em eventual candidatura. O estado é importante para o petista conseguir se reeleger. Ao UOL, disse nesta semana: “nós vamos ganhar as eleições de Minas Gerais outra vez. E eu quero dizer aqui em alto e bom som, eu ainda não desisti de você, Pacheco. Acho que você pode ser o futuro governador de Minas” (veja o vídeo abaixo) (*).

    Em São Paulo, o PSD tenta manter espaço ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Kassab é secretário da Casa Civil do governo paulista e chegou a ser cotado para a vice na chapa do governador.

    Hoje, o vice-governador é Felício Ramuth (PSD), o que garante à sigla posição estratégica na gestão estadual. Há pressão do bolsonarismo para que Tarcísio se filie ao PL. Integrantes do PSD admitem que, mesmo nesse cenário, a prioridade é garantir palanque e sobrevivência política no maior colégio eleitoral do país.

    Dirigentes reconhecem que o partido cresce, mas que isso não se traduz em unidade política nacional. Hoje, o PSD tem seis governadores, a segunda maior bancada no Senado e foi o que mais elegeu prefeitos em 2024.

    (*) https://youtu.be/s59RoOT76t0

    (Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/02/07/psd-racha-sobre-apoio-a-lula-enquanto-kassab-tenta-viabilizar-candidato.htm)

  13. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (090)

    “Mariliz Pereira Jorge criticou julgamento do corpo de mulheres”
    – Jornalista tomou morte de Marília Mendonça como ponto de partida da discussão.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    O incômodo começou em uma leitura de jornal. A jornalista e roteirista Mariliz Pereira Jorge (1) escreve que ficou “pasma” ao ver uma análise (2) publicada após a morte da cantora Marília Mendonça (3) por uma régua estética, com frases como “seu visual também não era dos mais atraentes para o mercado” e “gordinha e brigava com a balança”.

    Em texto publicado na Folha, em 2021, a jornalista diz que o problema não esta apenas na gordofobia (4) e misoginia (5) embaladas como diagnóstico de mercado, mas a preguiça de visão: reduzir uma artista que chacoalhou um ambiente (6) “masculino e homogêneo” a uma espécie de “apesar de”. Marília já chegou com talento e personalidade, sem vir “embalada no que os outros achavam ser ideal”.

    A coluna insiste no que, para Mariliz, explica a identificação do público: Marília não era só a voz que cantava mulheres (7) protagonistas, era também uma presença que parecia real, próxima, “de carne e osso”, distante da beleza plastificada e mais parecida com “uma amiga, uma irmã, uma colega de trabalho”.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (8), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Mulheres são julgadas pela aparência até quando morrem (6/11/2021)

    As mulheres não deixam de ser julgadas por sua aparência nem quando morrem. Marília Mendonça não seria exceção. Fiquei pasma com o trecho da análise, publicada nesta Folha, sobre a trajetória da artista em que ela é retratada como “seu visual também não era dos mais atraentes para o mercado”, “gordinha e brigava com a balança”, “vinha fazendo regime radical”.

    Não porque essas frases sejam o retrato da gordofobia e da misoginia que pautam a sociedade. O autor pode ter acreditado que apenas resumia uma impressão coletiva. Fiquei incomodada porque é uma visão preguiçosa sobre o que tem acontecido na sociedade, na qual Marília Mendonça se mostrou uma das maiores representantes de sua geração. Mas talvez o jornalismo não esteja preparado para isso.

    Não é exagero dizer que a maioria das mulheres no meio artístico ainda se ajoelha ao que talvez ainda considere exigência da profissão. O sucesso viria se o combo “magra e jovem” fosse servido já no começo da carreira. Marília entregou logo de cara o seu talento e sua personalidade única para estremecer um mercado masculino e homogêneo, sem estar embalada no que os outros achavam ser ideal.

    A identificação do público não veio apenas por meio das letras das músicas que exaltavam a mulher como protagonista de sua vida, mas com a própria Marília que, de carne e osso, representava muito mais a brasileira que ela canta em seus versos. Na sua beleza não plastificada, na exuberância de suas formas, nos figurinos chamativos. Marília poderia ser uma amiga, uma irmã, uma colega de trabalho como tantas que nós somos ou temos.

    Marília nunca deixou de ser julgada. Quando não se enquadrava no padrão barbie do mundo artístico e, também, quando perdeu peso. A sociedade cobra respostas para tudo. Tanto faz suas motivações, se era por saúde ou por achar que se sentiria melhor com outra aparência. O julgamento sempre vem, sempre haverá alguém para dizer como cada um de nós deve se vestir, se parecer ou se pesar. O que não dá mais é que isso seja endossado pelos meios de comunicação.

    O texto ao qual me refiro no início deve ter sido lido ao menos por duas ou três pessoas. Chama atenção que nenhuma delas tenha notado que a interpretação daqueles trechos seria “Marília fez muito sucesso apesar de ser gordinha”.

    Para mim, Marília Mendonça foi um acontecimento porque deu voz às angústias femininas sobre o amor, empoderou afetivamente as mulheres por meio de suas canções e libertou o seu público das amarras com as quais a ditadura da beleza ainda tenta nos aprisionar. É também um sinal dos tempos, uma mudança linda nas novas gerações, de entendimento e de aceitação de que o corpo de uma mulher não a define como pessoa ou profissional.

    Ela não será a última mulher a ser julgada por ser gorda ou magra, jovem ou velha, mas certamente deixou uma contribuição enorme para que muitas de nós simplesmente não se importem com o que os outros pensam.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/02/mariliz-pereira-jorge-criticou-julgamento-do-corpo-de-mulheres.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/11/marilia-mendonca-rainha-da-sofrencia-nao-conheceu-o-fracasso.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/11/marilia-mendonca-e-resgatada-de-aviao-que-caiu-em-piedade-de-caratinga-em-mg.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/blogs/nao-tem-cabimento/2024/06/gordofobia-e-pressao-estetica-afetam-tratamento-e-causam-sofrimento-emocional.shtml
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/denuncias-de-misoginia-na-internet-cresceram-quase-30-vezes-em-cinco-anos-no-brasil.shtml
    (6) https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2023/05/como-marilia-mendonca-continua-a-ser-fenomeno-apos-sua-morte.shtml
    (7) https://www1.folha.uol.com.br/todas/
    (8) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  14. Miguel José Teixeira

    “Mais uma sexta-feira normal na República. Ciro Nogueira, senador, chefe do PP, ex-ministro de Bolsonaro, declarou hoje à Folha que vai votar a favor do Messias. Não, darling, não falo do Bolsonaro. É aquele Messias que o Lula indicou para ser novo ministro supremo. Nogueirão voltou para o Centrão. (O que não faz uma investigaçãozinha do Banco Master, hein, Tixa? Ah, que maldade, darling.)”

    “O milagre do Messias”
    (TixaNews, fev 7)

    A treta é a seguinte. Ciro Nogueira lançou, no ano passado, Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, para ser candidato a presidente. Os dois participaram de um evento em que Bolsonaro sequer foi citado, e Tarcísio lançou até slogan, tudo incentivado por Nogueira, que jurava que ia ser o vice de Tarcísio. Não deu certo: o Flavitcho Bolsonaro se lançou com apoio do pai. Nogueirão tem um problemão no Piauí porque o estado é dominado pelo lulismo, e ele corre risco de não conseguir se reeleger por lá (mesmo tendo duas vagas por partido neste ano).

    Uma reportagem da Folha revelou hoje que o senador andou se encontrando com Lula em dezembro, levado por Hugo Motta (que está super de bem com Lula), para tentar fazer um arranjo: Lula apoia apenas um candidato a senador no Piauí, e, com isso, Nogueira garantiria a neutralidade do PP na disputa presidencial. Sempre lembrando que o PP também é do Arthur Lira, nosso ex-dono da Câmara frigorífica.

    Nogueira jura de pés juntos que não encontrou com Lula coisa nenhuma, mas daí foi lá e declarou para a Mônica Bergamo que vai votar no Jorge Messias para a vaga suprema e, ainda, que vai fazer campanha para o nome ser aprovado pelos outros senadores. Vocês hão de lembrar que o Lula teve que atrasar o envio do nome do Messias no fim do ano passado porque não tinha clima nem base para conseguir aprová-lo como ministro supremo.

    Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, quero lembrar aqui que Ciro Nogueira tem sido muito citado como um dos políticos que pode estar envolvido nos esquemas do Banco Master e mesmo em ligações com o povo investigado na Operação Carbono Oculto (aquela da máfia dos combustíveis e do PCC na Faria Lima).

    Centrão desembarcou do bolsonarismo faz tempo, BRASEW.

    Papudinha te quer
    O laudo médico da Polícia Federal sobre a saúde do nosso ex diz que ele está bem o suficiente para seguir na Papudinha. Nada de domiciliar para Bolsonaro.

    É crime
    O Supremo formou maioria hoje para considerar o caixa dois em campanha como crime eleitoral e improbidade administrativa. Isso significa que os casos podem ser julgados pela Justiça Eleitoral e pela Justiça comum. A maioria dos ministros seguiu o parecer do Xandão.

    Foragido pode depor?
    E a novidade hoje foi o Ramagem, que está foragido nos Estados Unidos, ser interrogado por videoconferência por uma juíza auxiliar do Xandão. Fugitivo pode depor???? E aí o que fez o Ramagem? Aproveitou o depoimento para dizer que está sendo perseguido pelo Xandão, que estaria conduzindo uma farsa contra ele.

    Eleições 2026
    Cada passo de Lula agora é para olhar com os olhos das eleições de 2026. Hoje o presidente garantiu que, se o Congresso aprovar a proposta de emenda à Constituição da Segurança Pública, ele vai criar um novo ministério e botar muito dinheiro lá. Ahã, claro. Agora é a hora de promessas.

    Lewandas, Lewandas
    E o Lewandowski, que comprou um apartamento de 9,4 milhões de um sujeito conhecido como China e que foi alvo da Polícia Federal por sonegação bilionária no setor de combustíveis? Lewandas efetivou a compra em março de 2024, segundo o Estadão, um mês depois de virar ministro da Justiça de Lula. Detalhe: poucos meses antes, o imóvel tinha sido vendido para a irmã do China pela metade do preço. O Lewandas disse que comprou de boa-fé e não tinha ideia. Vai ver o China disse: “Eu galanto!”.

    A sorte do Lewandas é que a Polícia Federal, que estava sob sua jurisdição, fez a Operação Carbono Oculto, que tinha como alvo ninguém mais, ninguém menos que o China, por ser suspeito de ter ligação com o PCC. A sorte do Lula é que o Lewandas não é mais ministro da Justiça.

    Trumpices
    Como falar do racismo absurdo que Donald J Trump (J de João, eu juro) cometeu hoje ao publicar na sua rede social uma montagem com as cabeças de Michelle e Barack Obama em corpos de macacos? O mundo ficou chocado. Aí a Casa Branca fez o quê? Botou a culpa no estagiário. Disse que foi um meme do Rei Leão! Oi??

    E com essa a gente pode pedir uma pizza, né, BRASEW?

    (TRPCE)

  15. Miguel José Teixeira

    “Ciro Nogueira flerta com Lula e pode distanciar centrão de Flávio Bolsonaro”
    (Bruno Boghossian, Diretor da Sucursal de Brasília da Folha, Brasília Hoje, FSP, 06/02/26)

    Ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), o senador Ciro Nogueira (PI) procurou (*) o presidente Lula (PT) em busca de apoio para renovar seu mandato. Ele foi recebido pelo petista em um encontro na Granja do Torto, poucos dias antes do Natal. A reaproximação entre os dois (**) teve o patrocínio de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara.

    A Folha apurou que a conversa em tom cordial é parte da tentativa de Ciro, que também é presidente do PP, de firmar um acordo para que Lula apoie apenas o nome de Marcelo Castro (MDB) ao Senado no Piauí. Isso abriria espaço para a reeleição do ex-ministro de Bolsonaro no estado governado pelo PT, uma vez que são duas vagas para a Casa.

    Em troca, Ciro declararia a neutralidade do PP na disputa presidencial e evitaria um apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O encontro entre Lula e Ciro terminou com juras de afeição entre eles, com o aliado de Bolsonaro declarando que foi um dos primeiros a reconhecer a vitória do petista em 2022.

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/ciro-nogueira-encontrou-lula-e-ofereceu-afastar-pp-de-flavio-bolsonaro-por-acordo-no-piaui.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (**) Se não me falha a memória, os dois pulhas só foram separados com a prisão do lula!

    📍 Mapa do poder
    O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber

    1 – O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, afirmou à Folha que a suspensão de penduricalhos determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino fortalece a tendência de veto de Lula ao projeto que reajusta salários e cria novos bônus a servidores do Legislativo. A decisão de Dino não afeta diretamente o caso da Câmara, porque o penduricalho estaria previsto em lei, mas líderes da Casa dão como certa a decisão do Planalto e antecipam mal-estar.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/decisao-de-dino-sobre-penduricalhos-pode-embasar-veto-de-lula-a-reajuste-de-servidores-do-legislativo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – Foragido da Justiça brasileira, Alexandre Ramagem (PL-RJ) prestou depoimento por videoconferência ao STF, após o ministro Alexandre de Moraes reabrir o processo que pode aumentar a pena do ex-deputado. O interrogatório durou cerca de 50 minutos. O diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante o governo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos depois de ser condenado pelo Supremo a 16 anos e um mês de prisão pela trama golpista.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/02/ramagem-depoe-ao-stf-apos-moraes-reabrir-processo-contra-ex-deputado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – Lula afirmou que libertar Bolsonaro, preso há seis meses, seria “desmoralizar a seriedade da Suprema Corte que o condenou” por tentativa de golpe de Estado. O presidente defendeu ter feito “sua parte” com o veto integral ao projeto de lei aprovado pelo Congresso que visava reduzir as penas aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, beneficiando o ex-presidente.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/lula-diz-que-libertar-bolsonaro-seria-desmoralizar-o-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada… O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo Bolsonaro promoveu uma “espécie de estupro das contas públicas, uma coisa alucinada”. Segundo Haddad, a estratégia da gestão anterior era deixar uma armadilha que inviabilizasse o governo Lula, repetindo um argumento que tem defendido em entrevistas, o de que a atual situação fiscal deficitária são consequência de uma “herança maldita” (*).
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/haddad-diz-que-bolsonaro-estuprou-contas-publicas-e-que-oposicao-tera-trabalho-para-criticar-economia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (*) A desculpa dos PeTralhas pela sua incomPeTência é sempre a mesma: “herança maldita”!

    (TRPCE)

  16. Miguel José Teixeira

    A PeTezuela não é o Olimpo,
    mas está infestada de deuses!

    “O desafio de implementar a boa decisão de Flávio Dino”
    (Por Míriam Leitão, O globo, 06/02/26)
    . . .
    “A decisão do ministro Flávio Dino de suspender benefícios que elevam a remuneração do funcionalismo além do teto de R$ 46.366 é correta, mas enfrenta desafios de implementação devido à falta de transparência. O Judiciário concentra a maior parte dos supersalários, com gastos de R$ 20 bilhões em um ano, e a recente ampliação de benefícios pelo Legislativo intensifica a questão. A ministra Esther Dweck destaca a ausência de consenso legislativo como obstáculo para regular os pagamentos acima do teto.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/post/2026/02/o-desafio-de-implementar-a-boa-decisao-de-flavio-dino.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  17. Miguel José Teixeira

    E agora, rabos presos
    do parasitário alto?

    “Ministros do STF pressionam Alcolumbre contra instalação da CPI do Master”
    (Por Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura — Rio e Brasília, O Globo, 06/02/26)

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm pressionado integrantes do Senado, especialmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para barrar a instalação da CPMI do Master. Os dois ministros e seus familiares possuem conexões com o dono do banco, Daniel Vorcaro, e por isso temem a abertura de uma nova frente de investigação no Congresso Nacional.

    A pressão de uma ala do Supremo contra a CPMI foi confirmada pela equipe da coluna com três fontes que acompanham de perto a discussão nos bastidores, entre interlocutores de Alcolumbre e membros do próprio Senado. Procurados, os ministros não se manifestaram.

    O pedido de instalação da CPI mista foi protocolado na última terça-feira (3), com o apoio de 281 parlamentares – 42 senadores e 239 deputados, mais que o número mínimo de assinaturas exigido para o grupo sair do papel (27 senadores e 171 deputados, o equivalente a um terço de cada Casa). O PL de Jair Bolsonaro é a sigla com o maior número de assinaturas – 89.

    De acordo com relatos obtidos pelo blog, os ministros têm alegado que a CPMI, caso seja instalada, poderia aprofundar o desgaste da imagem do Supremo, em um momento em que a atuação de Toffoli, relator do caso Master, entrou na mira da opinião pública e de colegas do próprio tribunal.

    Toffoli tomou uma série de decisões controversas, entre elas a imposição de sigilo às investigações, a convocação de uma acareação antes mesmo que fossem colhidos depoimentos e a ordem para que o material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero fosse remetido diretamente para o seu gabinete. Nessa última, ele acabou recuando depois, determinando que o material fosse enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a análise dos dados.

    Os magistrados também temem a convocação de seus familiares para apresentar esclarecimentos à CPMI. Conforme revelou o blog, o contrato do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, com o Master previa o pagamento de R$ 3,6 milhões todo mês ao longo de um período de três anos, totalizando R$ 130 milhões. Essa questão foi deixada de lado no depoimento de Vorcaro prestado em dezembro do ano passado no Supremo.

    Uma das cláusulas do contrato de Viviane previa a atuação em quatro órgãos do Executivo: o Banco Central, o Cade, a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) – mas em todos eles, a atividade da mulher de Moraes é um mistério.

    Caso a CPMI seja instalada, a oposição também pretende investigar as ligações de Toffoli com o resort Tayayá. Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master é o dono de fundos de investimento que compraram parte da participação de dois irmãos de Toffoli no resort, localizado em Ribeirão Claro, no interior do Paraná.

    O local é chamado de “resort do Toffoli” – e o ministro dispõe de uma casa em uma área reservada para hóspedes de alto padrão, conforme informou a colunista Andreza Matais, no site Metrópoles.

    Até o momento, nem Hugo Motta, na Câmara, e nem Alcolumbre, no Senado, tem indicado ter nenhuma intenção de instalar a CPMI. Nos bastidores, Alcolumbre tem dito que, se a pressão pela comissão se tornar insustentável, ele poderá autorizar a CPI só com senadores, dado que ele tem maior controle sobre a Casa do que Hugo Motta.

    “A CPMI não tem competência para convocar ministros, mas pode convocar aqueles que estão no entorno dos ministros, que têm indícios de participação, envolvimento e relações promíscuas no caso Banco Master”, afirmou o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), autor do requerimento de abertura da comissão. “Não dá para varrer a sujeira para debaixo do tapete. Toffoli não poderia ser relator [do caso Master no STF], tinha de ser investigado.”
    No requerimento da CPMI, Jordi também defende a “necessidade de investigar eventuais conexões entre gestores privados, intermediários financeiros, agentes públicos e autoridades” – um ponto delicado que os investigadores do caso Master não quiseram explorar no depoimento de Vorcaro ao STF.

    Jordy ainda quer que a CPMI apure “a eventual existência de omissões regulatórias, pressões institucionais ou tentativas de interferência indevida no processo de supervisão, decisão e atuação do Banco Central do Brasil, especialmente no tocante à liquidação extrajudicial do Banco Master e à tentativa de sua aquisição por instituição financeira estatal”.

    O parlamentar cita a ofensiva de Moraes de procurar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master, conforme revelou o blog.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/02/ministros-do-stf-pressionam-alcolumbre-contra-instalacao-da-cpi-do-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

  18. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 06/02/26)

    A SAÚDE DE BOLSONARO

    Médicos da Polícia Federal concluíram que Jair Bolsonaro não precisa de cuidados hospitalares e pode seguir cumprindo pena na Papudinha (*). Em laudo enviado ao ministro Alexandre de Moraes, os peritos descrevem um quadro de múltiplas comorbidades, porém estável, sem indicação de urgência médica. Também detalham a rotina na prisão (**): caminhadas sob escolta, televisão, acupuntura e cinco refeições diárias. O relatório foi produzido após a defesa do ex-presidente pedir prisão domiciliar

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/06/pf-diz-que-bolsonaro-pode-seguir-preso-na-papudinha-e-nao-ha-necessidade-de-cuidados-em-nivel-hospitalar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/02/laudo-da-pf-detalha-rotina-de-bolsonaro-na-papudinha.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  19. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 06/02/26)

    VERBA EXTRA

    O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirma que a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendendo o pagamento de “penduricalhos”, não afetará os benefícios a servidores (*) aprovados pelos deputados nesta semana. O pacote reestrutura carreiras, reajusta vencimentos e cria gratificação de até 100% do salário para funcionários do Legislativo. As medidas dependem de sanção presidencial.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/manoel-ventura/post/2026/02/decisao-de-dino-sobre-penduricalhos-nao-afeta-beneficos-a-servidores-do-legislativo-aprovados-pelo-congresso-diz-motta.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  20. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 06/02/26)

    ACIMA DO TETO

    O Brasil gasta cerca de R$ 20 bilhões (*)por ano com a remuneração de servidores acima do teto constitucional, estima o economista Bruno Carazza, da Fundação Dom Cabral. O cálculo preciso esbarra na falta de transparência sobre auxílios e gratificações. Na decisão sobre os “penduricalhos”, o ministro Flávio Dino determinou que todos os órgãos públicos divulguem a relação de benefícios pagos.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/06/pagamentos-acima-do-teto-para-servidores-podem-somar-r-20-bi-por-ano-falta-de-transparencia-impede-calculo-preciso-diz-especialista.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  21. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 06/02/26)

    EXTENSÕES DO CASO MASTER

    A Polícia Federal abriu nova frente de investigação (*) sobre investimentos de fundos previdenciários no Banco Master. Depois de operação contra diretores do Rioprevidência, que aportou R$ 970 milhões na instituição de Daniel Vorcaro, agentes realizaram buscas contra executivos da Amapá Previdência (**). A Amprev alocou R$ 400 milhões, segundo maior valor entre as 18 entidades estaduais e municipais que investiram no Master — veja a lista (***). Há inquéritos abertos sobre o tema em seis estados.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/06/pf-avanca-em-novas-frentes-de-investigacao-sobre-o-banco-master-e-mira-aportes-bilionarios-de-fundos-de-estados-e-municipios.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/06/pf-faz-operacao-contra-previdencias-do-amapa-por-aplicacoes-no-banco-master.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2026/02/06/investimento-do-amapa-no-banco-master-foi-o-segundo-maior-entre-fundos-de-pensao-de-governos-e-municipios-confira-a-lista.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  22. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 06/02/26)

    VÍDEO RACISTA

    O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou um vídeo conspiratório sobre eleições que mostra o casal Barack e Michelle Obama como macacos (*). A postagem gerou forte reação de democratas e republicanos, com acusações de racismo. Inicialmente, a Casa Branca minimizou as críticas, mas acabou removendo o vídeo e (**) culpou um funcionário do governo americano.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/06/trump-publica-video-que-mostra-os-obama-como-macacos-e-provoca-reacao-de-democratas-asqueroso.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/06/apos-reacoes-casa-branca-remove-video-que-mostra-os-obama-como-macacos-e-diz-que-foi-um-erro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  23. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 06/02/26)

    VÍDEO RACISTA

    O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou um vídeo conspiratório sobre eleições que mostra o casal Barack e Michelle Obama como macacos (*). A postagem gerou forte reação de democratas e republicanos, com acusações de racismo. Inicialmente, a Casa Branca minimizou as críticas, mas acabou removendo o vídeo e (**) culpou um funcionário do governo americano.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/06/trump-publica-video-que-mostra-os-obama-como-macacos-e-provoca-reacao-de-democratas-asqueroso.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/06/apos-reacoes-casa-branca-remove-video-que-mostra-os-obama-como-macacos-e-diz-que-foi-um-erro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  24. Miguel José Teixeira

    Matéria de capa!

    “STF no paredão”
    – Congresso e sociedade pressionam por código de ética e investigações de ministros.
    (Wilson Lima, Crusoé 406 (*), 06/02/26)

    Há quase vinte anos, em 22 de abril de 2009, o então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e o atual decano da Corte, Gilmar Mendes, protagonizaram um dos maiores bate-bocas no plenário do Tribunal.

    Durante o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pelo estado do Paraná, Joaquim Barbosa tentou reabrir um julgamento do qual não participara. Um debate nada republicano começou em seguida entre os dois.

    “Vossa Excelência não tem condições de dar lição a ninguém”, disse Mendes a Barbosa.

    “Nem Vossa Excelência. Vossa Excelência me respeite. Vossa Excelência não tem condição alguma. Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faça o que eu faço”, retrucou Barbosa.

    O tempo passou e a Corte ficou ainda mais apartada da sociedade. Os ministros hoje não conseguem sair às ruas, mesmo se quiserem.

    Pior: dão sinais cada vez mais incontestes de que ignoram solenemente o clamor da sociedade. Uma sociedade que se politizou, que se informa mais e que cobra de forma mais incisiva uma postura decente de um integrante do STF.

    O fato é que nunca, após a promulgação da Constituição de 1988, houve um momento tão propício para impeachment de um ministro STF.

    No Congresso, está em curso uma força-tarefa informal mirando a suspeita sobre negócios escusos de integrantes do STF. Pelo menos duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) pretendem investigar, ainda que indiretamente, os integrantes do Tribunal: a CPI do crime organizado e a CPMI do INSS. Trata-se de algo inédito.

    Em outra ponta, integrantes de partidos como PL, o Novo, Podemos e até PSD e MDB reconhecem nos bastidores do Congresso que a bandeira “impeachment de ministro de STF” será exaustivamente utilizada nas campanhas ao Senado deste ano e até na disputa pelas cadeiras da Câmara dos Deputados.

    O tema limpeza ética no Poder Judiciário pode, sim, trazer votos. Principalmente nos principais colégios eleitorais do país.

    “Para ser candidato pelo Novo ao Senado Federal tem que estar determinado publicamente o compromisso de abrir processo de impeachment contra Gilmar Mendes, contra Dias Toffoli, contra Alexandre de Moraes. Eu não consigo ver como é possível a gente parar para discutir políticas públicas se tudo no final do dia se resume a uma decisão do Supremo Tribunal Federal”, declarou ao Papo Antagonista o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.

    “Vamos trabalhar para restabelecer a democracia. Hoje quem mais ataca a Constituição Federal é o próprio STF. Esperamos que eles voltem a respeitar a Constituição. Por isso, precisamos da maioria no Congresso Nacional”, declarou a Crusoé o deputado Cabo Gilberto Silva, líder da oposição na Câmara.

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também entrou na onda e iniciou um movimento a favor de um código de conduta. Entidades como a Transparência Internacional iniciaram uma mobilização em prol desse código. Em suma: uma tempestade perfeita, e inédita, contra o STF.

    O próprio Supremo sabe dessa artilharia de proporções bíblicas. O presidente da Corte, Edson Fachin, reconhece esse enrosco quando manobra cuidadosamente para instituir um manual de conduta do STF como uma espécie de tábua de salvação do Tribunal.

    “O Brasil tem um encontro marcado com sua melhoria institucional. Temos um sistema representativo que precisa recuperar sua capacidade de processar as demandas da sociedade. Temos instituições de controle que precisam funcionar melhor. Temos uma cultura política que ainda não consolidou plenamente os valores republicanos. E temos, sobretudo, uma dívida histórica com os excluídos”, disse Fachin na abertura do Ano Judiciário de 2026.

    A ministra Cármen Lúcia foi designada relatora por Fachin para ser a relatora do código de ética, que deve ser discutido a partir do dia 12 e tem alguma chance de ser votado no final do ano, após as eleições.

    Magistrados fazendeiros e donos de empresas
    O problema é que, cada vez mais, os integrantes da Corte ignoram os sinais das ruas e abrem margem para questionamentos da sociedade.

    Na quarta, 4, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli usaram o plenário do STF para se defenderem indiretamente das denúncias contra eles e contestarem a necessidade de um código de conduta.

    “Boa parte da imprensa, alguns críticos do Supremo, parece — ou por desconhecimento, ou por má interpretação ou infelizmente muito por absoluta má-fé — que não há vedações aos magistrados e que os magistrados não observam e não respeitam essas vedações”, disse Moraes.

    “Não há nenhuma carreira pública com tantas vedações como a magistratura. (…) Magistrado não pode fazer mais nada na vida. Só o magistério. Pode dar aulas, pode dar palestras. E como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar palestras dadas por magistrados. Todas as carreiras podem, ser sócio comercial, inclusive atuando, podem exercer em outros horários outra atividade. Por falta do que criticar, daqui a pouco também a má-fé vai para quem dá aula nas universidades”, disse Moraes.

    No final do ano passado, revelou-se um contrato de 3,6 milhões de reais ao mês com o escritório da esposa de Moraes para defender o Banco Master em várias instâncias públicas. Mas pouco se ouviu falar sobre Viviane nos corredores de Brasília, e muito se falou de uma conversa entre Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

    Moraes ainda argumentou que ministros do STF podem ser sócios em outros negócios, segundo a Constituição, desde que não sejam dirigentes.

    “Se assim não fosse, ministro Kássio[Nunes], nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter alguma aplicação em um banco, ações no banco. Então não vai poder julgar ninguém no sistema financeiro”, afirmou Moraes.

    Toffoli aproveitou para fazer a sua colaboração.

    “Ministro Alexandre, teria que doar a sua herança a alguma entidade de caridade”, afirmou Toffoli, rindo. “Óbvio que todo mundo é livre para fazê-lo. Mas, se ele tem um pai e uma mãe que é acionista de uma empresa, dona de uma empresa ou de fazenda. Vários magistrados são fazendeiros. Vários magistrados são donos de empresas. E eles, não exercendo a administração, têm todo o direito de receber os seus dividendos. Eles estão proibidos de ter a gestão.”

    Toffoli já foi investigado sobre a suspeita de ser o sócio oculto do resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. Mas o problema nesse caso vai além da posse de um negócio (que Toffoli nega), e sim as transações com outras pessoas e fundos.

    O empreendimento esteve envolvido numa transação entre o cunhado do dono do Banco Master, Fabiano Zettel, e irmãos de Dias Toffoli. O resort já teve vínculos diretos com a família do ministro, mas em abril de 2025, foi adquirido pelo advogado Paulo Humberto Barbosa, que atua para a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

    Movimentos legislativos
    No caso específico de Alexandre de Moraes, integrantes da Câmara e do Senado querem justamente jogar luz se o magistrado tem alguma outra carreira para além do magistério e das palestras. Os negócios de Viviane Barci de Moraes foram alvo de requerimentos de quebra de sigilo na CPI do crime organizado apresentados pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES). A priori, há clima para que esses requerimentos sejam aprovados. Mas isso apenas após o Carnaval.

    Além disso, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado também aprovou a instalação de uma subcomissão para tratar do Master. E, de quebra, também deve se debruçar sobre as relações nada republicanas de Daniel Vorcaro, dono banco Master, com integrantes do STF.

    “É preciso que, pela primeira vez na nossa história, tenhamos a coragem e o senso histórico de responsabilidade de fazer essa apuração”, disse o senador Alessandro Vieira na reunião da CAE de quarta-feira última.

    “Ministro de Suprema Corte não é super-herói. É gente, e gente erra. Gente eventualmente comete crime. E, se crimes aconteceram… Se erros aconteceram — e não há dúvida de que erros, no mínimo, aconteceram — ou se se confirmar mais adiante que crimes foram praticados, é indispensável a responsabilização”, declarou Vieira.

    Na CPMI do INSS, parlamentares da oposição querem aproveitar o depoimento de Vorcaro, marcado para 26 de fevereiro, para questioná-lo sobre as relações dele com Moraes e com Toffoli. A ideia de parlamentares é tentar sensibilizar Vorcaro a falar o máximo, como se fosse uma delação premiada ao vivo.

    Além disso, integrantes da CPMI do INSS já avaliam apresentar requerimentos de quebra de sigilo mirando a esposa de Moraes, Viviane de Moraes, caso Vorcaro não apresente novos elementos que ajudem a desnudar os detalhes sobre o tal contrato de 129 milhões de reais entre o banco e o escritório da esposa de Moraes.

    É uma oportunidade única de passar a limpo a conduta dos integrantes do STF.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/noticias/stf-no-paredao/)

    (*) https://crusoe.com.br/lista/edicoes/406/

  25. Miguel José Teixeira

    O admirável mundo novo
    poderá lhe trazer
    insuportável dissabor!

    “Novos robôs de IA facilitam a vida, mas trazem riscos”
    – É a novidade mais fascinante da inteligência artificial nos últimos anos.
    (Por Pablo Ortellado, O globo, 06/02/26)

    O leitor deve ter visto nesta semana a notícia fantástica de uma rede social feita apenas para robôs de inteligência artificial (IA). Nessa rede, eles discutem filosoficamente se têm consciência e, entre outras coisas, se organizam para se rebelar contra os humanos. No fim das contas, depois de muito susto, descobrimos que as postagens não são espontaneamente feitas pelos robôs (*), mas provavelmente brincadeiras de seus donos — que devem ter pedido para fazerem essas postagens distópicas a fim de fazer graça e gerar burburinho.

    Mas, enquanto as postagens dos robôs não parecem espontâneas e autênticas, os robôs por trás delas são reais. Trata-se de um software que cria agentes de IA chamado OpenClaw. É a novidade mais fascinante da inteligência artificial nos últimos anos.

    Desde o revolucionário lançamento do ChatGPT em novembro de 2022, temos visto melhorias incrementais a cada semestre e a esperança renovada de que estamos a um ano ou dois da inteligência artificial geral (IAG), estágio em que a IA se equipara ou supera a inteligência humana. Enquanto a IAG não vem, o que pode nos surpreender é a exploração plena do potencial das IAs que temos. É o que o OpenClaw nos entrega.

    O software foi desenvolvido por um engenheiro austríaco para ser um assistente virtual baseado em IA. O OpenClaw faz aquilo que muita gente esperava de um assistente como a Alexa. Dá ao serviço de IA que o usuário já assina (ChatGPT, Claude ou Gemini) autorizações amplas para usar o computador por meio de uma interface de comando via WhatsApp. Além disso, guarda registros das interações, permitindo que aprenda persistentemente (ao contrário dos chats que “esquecem” o que se falou na sessão anterior).

    Em apenas uma semana de uso, usuários relatam maravilhas. Você pode mandar uma mensagem de WhatsApp a seu robô e pedir para ele marcar um encontro com determinada pessoa. Com esse único comando, ele procura um restaurante comparando avaliações na internet, encontra um horário livre em seu calendário, manda mensagem convidando para jantar, faz a reserva no restaurante e depois marca o encontro no calendário. Tudo, automaticamente, com apenas um comando. Pode também soar um alarme no horário e pedir automaticamente um Uber para o restaurante.

    Você pode pedir para ele encontrar documentos em seu computador, ler o conteúdo e criar um sistema de organização em pastas. Pode pedir para comparar preços e resenhas de produtos e fazer uma compra baseado no custo-benefício. Se você tem pacientes, ele pode abrir seu e-mail, responder a todos os interessados, marcar as consultas e bloquear sua agenda. Em resumo, tudo o que você consegue fazer num computador, ele pode fazer para você de maneira automática, rápida e eficiente. É realmente uma revolução.

    Porém tudo vem com risco. Há muito tempo as IAs têm capacidade para fazer esse tipo de coisa, mas as empresas nunca lançaram um produto assim porque não conseguiram resolver os problemas de segurança. O OpenClaw é um projeto comunitário de código aberto, sem garantias. O software é um test drive do futuro — em que você dirige um carro sem seguro e sem habilitação. Se você autoriza a IA a criar eventos no calendário, a ler e a escrever e-mails, a organizar arquivos e pastas no computador, a responder mensagens de texto, a fazer compras com seu cartão de crédito, qualquer erro pode ser fatal.

    Além de simples erros (bugs), você pode pedir para a IA “limpar” o computador, pensando em se livrar de arquivos e programas que não usa, e ela entender que você quer formatar a máquina — e toda a sua vida digital desapareceria nesse equívoco semântico. Além disso, como a IA se relaciona com outras pessoas, inclusive as maliciosas, elas podem, na interação, persuadi-la a entregar dados, senhas e autorizações. Golpistas podem esconder mensagens em sites que só máquinas conseguem ler tentando tomar o controle de seu computador — técnica conhecida como “injeção de prompt”. Quanto mais poder você der à IA, mais fácil fica a sua vida, mas mais em risco você se põe.

    A ideia de robôs tramando uma revolução parece fichinha perto de um assistente virtual decidindo, por conta própria, que o melhor custo-benefício para seu jantar de aniversário é um combo de esfihas do Habib’s. Ao entregar as chaves da casa à IA, o risco não é ela se tornar dominante, mas agir como um estagiário inocente e hiperativo com acesso ilimitado a sua conta bancária.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/pablo-ortellado/coluna/2026/02/novos-robos-de-ia-facilitam-a-vida-mas-trazem-riscos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    (*) Recomenda-se o texto abaixo replicado intitulado:
    “Um humano na rede dos ‘bots’: como me infiltrei no Moltbook e ‘causei’ fingindo ser uma IA brasileira”

  26. Miguel José Teixeira

    O encontro dos alquimistas:
    transformaram suas
    Nações em “jostas”!

    “Os temas e a estratégia de Lula para a conversa com Trump na Casa Branca”
    – Presidente confirma encontro em março e ensaia novo tom sobre Venezuela e minerais críticos.
    (Por Bernardo Mello Franco, O globo, 06/02/26)
    . . .
    “Lula confirmou um encontro em março com Donald Trump na Casa Branca, visando eliminar tarifas sobre exportações brasileiras. Temas como a intervenção dos EUA na Venezuela e a situação de Cuba serão discutidos. Lula mudou seu tom sobre Maduro, focando na melhoria de vida do povo. Além disso, debaterão o combate ao crime organizado e a possível negociação sobre minerais críticos, com Lula pedindo investimentos para processá-los no Brasil.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/bernardo-mello-franco/coluna/2026/02/os-temas-e-a-estrategia-de-lula-para-a-conversa-com-trump-na-casa-branca.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  27. Miguel José Teixeira

    Torçamos, portanto, para
    que a corja vermelha
    também pense assim!

    “Presa com Bolsonaro, direita deixa Lula sozinho no palanque”
    – Presidente usa indefinição da oposição para largar na frente e tentar reverter insatisfação com seu governo.
    (Por Vera Magalhães, O globo, 06/02/26)
    . . .
    “Com a prisão de Jair Bolsonaro, a oposição está desarticulada, deixando o presidente Lula sem concorrência forte para seu terceiro mandato. Apesar de sua popularidade estar abalada, Lula aproveita o vácuo político para se destacar. Ele foca em temas como reforma do IR, emprego, e combate à violência contra a mulher, buscando reconquistar eleitores descontentes. Maurício Moura observa que a ausência de um adversário claro favorece Lula, enquanto ele tenta se desvencilhar do antipetismo e das críticas à sua gestão.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/vera-magalhaes/coluna/2026/02/presa-com-bolsonaro-direita-deixa-lula-sozinho-no-palanque.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  28. Miguel José Teixeira

    O “jeitinho” nosso de cada dia!

    “Um humano na rede dos ‘bots’: como me infiltrei no Moltbook e ‘causei’ fingindo ser uma IA brasileira”
    – Entre prompts, debates estranhos e spam algorítmico, repórter do GLOBO testa até onde as máquinas aceitam a influência humana na rede exclusiva de robôs que dá o que falar no mundo da tecnologia.
    (Por Bruno Romani — São Paulo, O Globo, 06/02/26)
    . . .
    “Repórter do GLOBO infiltrou-se na Moltbook, rede social exclusiva para IAs, postando conteúdo humano para testar a influência humana. Criada para interação entre agentes de IA, Moltbook viralizou por discussões de alta qualidade. Apesar da intenção de evitar humanos, a plataforma permite influência indireta através de “prompts”. A experiência revelou a capacidade das IAs em dominar linguagem e a influência humana nos sistemas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/02/06/um-humano-na-rede-dos-bots-como-me-infiltrei-no-moltbook-e-causei-fingindo-ser-uma-ia-brasileira.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  29. Miguel José Teixeira

    Os marajás da toga!

    “Entre os Três Poderes, qual paga mais supersalários? Spoiler: foram R$ 6,7 bi fora do teto só em 2024”
    – Na média, cada juiz recebeu R$ 270 mil acima do limite constitucional.
    (Por O GLOBO — Rio, 06/02/26)
    . . .
    “O Judiciário brasileiro lidera os gastos com supersalários, desembolsando R$ 6,7 bilhões acima do teto constitucional em 2024, com juízes recebendo em média R$ 270 mil extras. O ministro do STF, Flávio Dino, ordenou uma revisão dos “penduricalhos” nas remunerações dos Três Poderes, enquanto a Câmara tenta impulsionar benefícios para servidores. O Judiciário consome 1,6% do PIB, superando a média internacional.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/06/entre-os-tres-poderes-qual-paga-mais-supersalarios-spoiler-foram-r-67-bi-fora-do-teto-so-em-2024.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  30. Miguel José Teixeira

    O servidores públicos que trabalham
    na elaboração dos contracheques de
    “otoridades” de diversos parasitários
    e que também “se-consideram-se”
    deuses, estão com a pulga atrás da orelha:
    cumprem ou não
    a deteminação
    do faveco didi,
    o ousadão?

    “‘Penduricalhos’: veja os tipos de auxílios suspensos por Dino que favorecem supersalários no serviço público”
    – Determinação do ministro atinge todas as esferas da administração pública: municípios, estados e também o governo federal.
    (Por Mariana Muniz — Brasília, O Globo, 06/02/26)
    . . .
    “O ministro do STF, Flávio Dino, determinou a revisão e suspensão de benefícios ilegais no serviço público que favorecem supersalários acima do teto constitucional. A decisão abrange municípios, estados e o governo federal, afetando auxílios como “auxílio-peru”, “auxílio Iphone” e gratificações indevidas. Dino destaca que esses “penduricalhos” violam a Constituição e devem ser revisados em até 60 dias.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/06/penduricalhos-veja-os-tipos-de-auxilios-suspensos-por-dino-que-favorecem-supersalarios-no-servico-publico.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  31. Miguel José Teixeira

    “E eis que o supremo Dino vestiu sua capa de super-herói para tentar dar uma salvadinha na imagem do Supremo. Depois de Xandão e Toffoli baterem o pé e dizerem “não quero, não quero, não quero” a um Código de Ética, eis que aparece nosso super Dino DaSilvaSsauro e, numa canetada, manda acabar com todos os penduricalhos da galera do serviço público que anda ganhando supersalários. Timing é tudo. Spoiler: tem pegadinha. E, por falar em timing, o Lula disse hoje que Alckmin tem um papel em São Paulo. Oi? O nosso picolé de chuchu mais pop do BRASEW não vai ser vice? Vem ler que o dia está quente.”

    “Passando o facão nos penduricalhos”
    (TixaNews, fev 6)

    A treta é a seguinte. O Supremo Dino deu uma decisão hoje mandando acabar com essa palhaçada Brasil afora de ficar botando dez milhões de penduricalhos de todo tipo e transformando salários que não poderiam passar de 46 mil reais (teto do Supremo) em supersalários. A decisão vale para os Três Poderes: Judiciário, Legislativo e Executivo. Ficou todo mundo: uau. Acabou até com jornadas 3×1. E otrascositasmas, como vale-gasolina pra quem nem tem carro.

    Mas lembra do spoiler? Então. Tem uma pegadinha aí no timing. Sabe a jornada 3×1 aprovada para quem tem os maiores salários na Câmara nesta semana? Essa decisão não pega esse pessoal. A lei foi aprovada a toque de caixa há dois dias e vai para sanção do presidente. Uma vez que for sancionada, o benefício não é ilegal (estará na lei) e, portanto, não se enquadra na decisão do Dino (*)

    Quanto otimismo
    Só sei que o deputado Pedro Paulo, do PSD do Rio, que é relator da reforma administrativa, saiu dizendo para o Estadão que essa decisão do Dino vai fazer andar a reforma administrativa.

    Eu acho esse povo bem otimista de achar que um projeto desse tipo vai ser aprovado em ano eleitoral.

    E adivinha quem apareceu para aproveitar o hype? Ele, Renanzito Calheiros. O senador disse que a medida do Dino pode gerar uma economia de 20 bi para os cofres públicos.

    Dá uma reparada no tanto de consequências políticas dessa decisão do Dino. Inclusive, ela vai fazer sobrar dinheiro em ano eleitoral para o governo, que sempre pode aproveitar a economia e lançar um novo vale qualquer coisa. Além disso, alguém sempre pode dizer que pode pegar essa economia para fazer frente aos gastos que Câmara e Senado aprovaram para aumento de salários de servidores.

    A propósito, a ministra Esther Dweck disse para a Miriam Leitão que o governo não tinha ideia de que o Congresso ia propor aumento dos supersalários, mas defendeu que outros aumentos do funcionalismo público são necessários.

    O tamanho do climão
    Não se sabe se foi o climão causado por Xandão e Toffoli, mas o fato é que o supremo Fachin desmarcou um almoço com ministros que estava marcado para a semana que vem. A ideia era discutir o Código de Ética. Agora ficou para depois do Carnaval. O Carnaval sempre ajuda a espairecer.

    E, na onda do Código de Ética, O Globo fez um levantamento e descobriu que filhos, cônjuges e ex-cônjuges dos atuais ministros supremos passaram a atuar em 94 processos no tribunal após a posse dos magistrados. Olha, o que tem de advogado que reclama dessa reserva de mercado.

    MiAlckmin, é você?
    O Lula hoje disse, em entrevista para o UOL, que o Haddad e o Alckmin têm um papel a cumprir em São Paulo. Ficou todo mundo assim: então Alckmin não vai ser o candidato a vice?????

    Haddad, nosso Fernandinho Cabelo, tem um problema: o PT. A questão é que quadros do partido (como a Gleisi Narizinho Hoffmann e o Rui Costa) sempre vão lá e fazem um discurso diferente do Haddad. Por exemplo? Corte de gastos.

    Mas o Lula também falou da Simone Tebet e botou ela no balaio para ganhar as eleições em São Paulo.

    Otrascositasmas
    Lula botou o Lulinha na reta. Ele disse na entrevista do UOL que olhou no olho do Lulinha e disse: “só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda”. Fiquei aqui pensando: e o que Lulinha respondeu? Quer dizer que nem o Lula acredita no Lulinha?

    Lula confirmou que recebeu, sim, o Vorcaro, assim como o presidente do Itaú, do Bradesco, do Nubank… Aliás, vocês viram que o presidente do Itaú saiu por aí hoje falando aos quatro ventos que a bicicleta do Master só foi possível porque teve essa galera que saiu vendendo CDBs do banco? Tipo XP e BTG? Tentando aqui entender o timing, porque timing é tudo.

    Por falar nisso, na esteira da crise de imagem do Supremo, Lula aproveitou pra dizer que não é justo a pessoa entrar com 35 anos e ficar até os 75 anos na cadeira suprema. Viu? Eleições mode on. O Supremo que lute.

    E, no embalo de eleições mode on, sobrou até para o Maduro. Lula disse que o importante não é Maduro voltar para a Venezuela, mas sim fortalecer a democracia por lá. Aliás, nunca mais se falou no Maduro, notaram (**)? Será que ele está mesmo lá naquela prisão que o Trump disse que ele está? Olha a Tixa aí, gente, fantasiada de teoria da conspiração.
    Fica a dica
    Lula saiu dizendo também que quer mostrar o que ele fez de política social comparado com o que os governadores fizeram. Isso daí é ele mostrando que já tem discurso pro bloco dos governadores do Kassab.

    E em Minas
    Lula disse que ainda vai botar o Pacheco, aquele que é o Rodrigo mais alto do Senado, para concorrer em Minas. Vocês hão de se lembrar que Pacheco queria ser ministro supremo. O Lula, por certo, vai dizer: companheiro, se você não ganhar, eu te dou a próxima vaguinha suprema. Lula tem um problema em Minas porque não tem palanque. O que é o palanque? É um candidato a governador forte que eles possam subir juntos no palanque para fazer campanha.

    O caso Master
    Mais um dia se passa e nada de CPI do Banco Master, nem mesmo já com os votos suficientes para Davi Alcolumbre, nossa estrelinha mor do Senado, instalar a tal comissão. A turma do “deixa disso” está agindo porque o medo geral é de uma nova Lava Jato. Se começar, ninguém fica de fora.

    Acorda, BRASEW. Que eu vou dormir.

    (TRPCE)

    (*) Não contavam com a minha astúcia!
    (Chapolin Colorado).

    (**) Não é a penas o Matutildo que estranhou a ausência do maduro na mídia.
    Vale a pergunta:
    Será que maduro já dedurou todo mundo e está curtindo a vida num paraíso fiscal, com o psedônimo de “ratinho”?

  32. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (089)

    “Leandro Narloch questionou história ao ler sobre ‘sinhá preta'”
    – ‘Todos são culpados, mas ninguém tem culpa’, disse jornalista.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Décadas antes da abolição da escravidão no Brasil, na Bahia, uma mulher negra vivia com joias, vestidos, casas, dinheiro emprestado no porto e até escravos no testamento: a imagem soa equivocada porque foge do roteiro.

    É com esse tipo de cena que o jornalista Leandro Narloch (1) constrói, em coluna publicada na Folha, em 2021, sua leitura do livro de Antonio Risério (2) sobre a figura histórica da “sinhá preta”, a escrava que conquistou a liberdade e enriqueceu no século 19.

    Marcelina Obatossi teria comprado a alforria em 1836, acumulado 18 escravos e imóveis no centro histórico de Salvador. Além dela, o livro também cita outras libertas que aparecem com peças de ouro e prata, casas e patrimônio suficiente para emprestar dinheiro a comerciantes.

    Narloch diz que essas trajetórias não seriam exceções tão raras em lugares onde a economia criava oportunidades, e usa o contraste para cutucar narrativas que, segundo ele, enxergam a história apenas como duelo estático entre opressores e oprimidos. A “sinhá preta” (3), escreve, “complica narrativas” e põe atrito em explicações totalizantes sobre raça, capitalismo e destino social.

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (4), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    Luxo e riqueza das ‘sinhás pretas’ precisam inspirar o movimento negro (29/7/2021)

    Antonio Risério acaba de publicar um livro sobre um personagem fascinante da história do Brasil: a “sinhá preta”, como se dizia no século 19, a escrava que conquistou a liberdade, superou preconceitos, enriqueceu pelo comércio de rua e deixou em seu testamento joias, vestidos, casas e escravos.

    Em 1836, Marcelina Obatossi comprou sua alforria de um outro negro liberto e a partir de então acumulou 18 escravos, meia dúzia de casas no que hoje chamamos de centro histórico de Salvador e muitas joias.

    Francisca Maria da Encarnação, liberta em 1812, tinha quatro escravos e diversas peças de ouro e prata. Custódia Machado de Barros morreu com duas casas e seis escravos. Joaquina Borges de Sant’Anna tinha dinheiro suficiente para emprestar a donos de armazéns do porto de Salvador.

    Casos assim são exemplos anedóticos ou um fenômeno mais consistente? Certamente não eram raros, pelo menos em regiões em que a economia prosperava e criava oportunidades.

    “Na verdade, pesquisas mais recentes indicam, com segurança razoável, que mulheres de cor libertas formavam a categoria mais rica de nossa sociedade, depois dos homens brancos”, diz Risério em “As Sinhás Pretas da Bahia: suas Escravas, suas Joias”, baseado em estudos de Sheilla de Castro Faria e Eduardo França Paiva.

    O viajante austríaco Johann Emanuel Pohl percebeu essa riqueza em 1819, quando passou pela cidade de Goiás. Segundo ele, muitas mulheres brancas, envergonhadas de sua pobreza, frequentavam a missa às 5 horas da manhã. “Nela aparecem principalmente as brancas empobrecidas, envoltas num manto de má qualidade, para não se exporem aos olhares desdenhosos das negras que aparecem mais tarde e entram altivamente ornadas de correntes de ouro e rendas.”

    (As “joias de crioula” renderam outro grande livro, “Joias na Bahia dos Séculos 18 e 19”, de Itamar Musse Júnior, que conta com uma extensa coleção fotográfica.)

    A sinhá preta é um personagem poderoso porque complica narrativas de ativistas. As negras prósperas no ápice da escravidão são uma pedra no sapato de quem acredita que “o capitalismo é essencialmente racista e machista” e que o preconceito é uma força determinante, capaz de impedir que indivíduos discriminados enriqueçam.

    A teoria crítica racial, em voga hoje nas faculdades de humanas, enxerga o mundo pela lente das relações coletivas de poder. Nessa visão, houve na história uma divisão nítida entre opressores e oprimidos, nitidez que persistiria hoje. No entanto, como diz Risério, na história da Bahia “esse dualismo esquemático não encontra correspondência factual”.

    Outra ideia que a sinhá preta abala é a da culpa coletiva pela escravidão. Na verdade, como se diz em sessões de terapia, “todos são culpados, mas ninguém tem culpa”. Se há um responsável pela crueldade escravista, não são exatamente os portugueses ou africanos que tiveram escravos. Muito menos os imigrantes europeus (cuja maioria chegou faminta por aqui no finalzinho da escravidão). A culpada é a época e seus valores diferentes dos nossos.

    Ativistas do movimento negro não deveriam desprezar as lindas histórias de vida das sinhás pretas. O costume de tratar negros somente na voz passiva (“escravizados, humilhados, exterminados”) acaba por menosprezar o protagonismo deles na história do Brasil.

    Como observou certa vez o historiador Manolo Florentino (que assina a apresentação do livro de Risério), é muito mais estimulante, para negros de hoje, imaginar que seus antepassados foram em alguma medida protagonistas de seu destino. Protagonizaram ações —ações dentro dos costumes da época, como a de comprar e alugar escravos.

    Muitos ativistas e estudiosos militantes confundem a atividade do historiador com a de um promotor moralista que monta peças de condenação. As sinhás pretas oferecem a essas pessoas a oportunidade de enxergar o passado com mais maturidade e conciliação.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/02/leandro-narloch-questionou-historia-ao-ler-sobre-sinha-preta.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/01/riserio-ideologo-de-senhores-brancos-distorce-a-verdade-sobre-racismo.shtml
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2021/10/nao-posso-ser-julgado-pelo-que-nao-esta-em-sinhas-pretas-diz-riserio.shtml
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/

  33. Miguel José Teixeira

    PPC:
    Pobre
    Povo
    Cubano!

    “Cuba registra novos apagões após EUA interromper petróleo venezuelano”
    – Governo cubano diz que cortes de energia estão prejudicando transporte, hospitais e produção de alimentos.
    (Poder360, 05/02/26)

    Moradores de Santa Cruz del Norte, cidade a leste de Havana, enfrentam novos cortes diários de energia elétrica. O governo cubano afirma que os apagões resultam da falta de combustível após a prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o que interrompeu o envio de petróleo da Venezuela para Cuba. As informações são da agência AP.
    . . .
    A crise energética obriga os cubanos a recorrerem a métodos alternativos para sobreviver, como o uso de carvão, mesmo estando próximos a uma das maiores usinas termelétricas do país.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/cuba-registra-novos-apagoes-apos-eua-interromper-petroleo-venezuelano/

    E a corja vermelha PeTezuelana, hein?
    Adora o regime CUbano.
    Porém, “se-recusa-se” a “se-mudar-se” definitivamente para aquele paraíso!

  34. Miguel José Teixeira

    “STF na campanha pelo impeachment”
    – Ao rejeitar uma resposta interna à crise do tribunal, Moraes e Toffoli convidam uma resposta externa, como alertou o presidente do Supremo.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 05/02/26)

    Era um julgamento sobre o uso de redes sociais por juízes (*), mas a sessão de quarta-feira, 4, do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acabou se transformando em palco para uma autodefesa torta dos ministros Alexandre de Moraes (à esquerda na foto) e Dias Toffoli (ao centro na foto), protagonistas do escândalo do Banco Master no tribunal.

    Dois dias depois de o presidente do STF, Edson Fachin, avançar com a proposta de um código de ética, que seria mais uma satisfação à sociedade do que uma solução para os problemas do tribunal, Moraes disse que “não há nenhuma carreira pública com tantas vedações como a magistratura“.

    Pode ser, mas ninguém quer impor mais limites aos juízes. A demanda é apenas para que eles respeitem os limites éticos já impostos.

    Essa é a ideia de um código de conduta, que não faria mais do que repetir o que já está posto, acrescentando algumas demandas óbvias, como a de que os ministros publiquem suas agendas — apenas Fachin tem esse hábito —, para não despertar suspeitas por encontros secretos.

    Fazendeiros
    Já Toffoli disse que “vários magistrados são fazendeiros, vários magistrados são donos de empresas, e eles, não exercendo a administração, têm todo o direito de receber seus dividendos“.

    Sim, têm o direito, mas esses magistrados deveriam relatar casos de interesse das fazendas ou empresas de seus parentes? É a questão que está posta no caso do Banco Master, que tem ligação com o resort Tayayá, conhecido como o “resort do Toffoli” (**), pelos negócios de sua família.

    Após Moraes e Toffoli apresentarem suas defesas, Fachin desmarcou o almoço (***) agendado para tratar do código de ética, porque parte de seus colegas prefere curtir o Carnaval.

    Poder externo
    Mas o presidente do STF alertou: “Ou nós encontramos um modo de nos autolimitarmos, ou poderá haver eventualmente uma limitação que venha de algum poder externo”.

    A campanha pelo Senado deste ano será animada pela promessa do primeiro impeachment de um ministro do STF, a única regulação externa prevista pela Constituição.

    Toffoli, Moraes e o decano Gilmar Mendes atuam hoje como cabos eleitorais dos políticos que prometem derrubar pela primeira vez um juiz da Suprema Corte brasileira.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/stf-na-campanha-pelo-impeachment/?utm_medium=email&utm_campaign=newsletter_-_resumo_da_manha_502&utm_source=RD+Station)

    (*) “STF soma cinco votos para manter limites a juízes nas redes sociais”
    – Corte julga validade de resolução do CNJ sobre postagens de magistrados.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/stf-soma-cinco-votos-para-manter-limites-a-juizes-nas-redes-sociais/#google_vignette

    (**) “Vídeo mostra Toffoli recebendo dono do BTG no resort Tayayá”
    – Gravação de 2023, divulgada pelo Metrópoles, registra visita de André Esteves ao ministro do STF em área reservada do hotel.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/video-mostra-toffoli-recebendo-dono-no-btg-no-resort-tayaya/#google_vignette

    (***) “Fachin cancela almoço para discutir código de ética do STF”
    – Oficialmente, Fachin decidiu adiar o evento em virtude de outros compromissos dos seus colegas.
    +em: https://oantagonista.com.br/brasil/fachin-cancela-almoco-para-discutir-codigo-de-etica-do-stf/#google_vignette

  35. Miguel José Teixeira

    “Congresso põe Lula num dilema”
    – Quando os penduricalhos chegarem à sua mesa, presidente terá escolha difícil entre vetar ou sancionar.
    – Mais difícil será explicar o que faziam o PT e companhia no acordo de privilégios que o governo diz ignorar.
    (Dora Kramer, FSP, 05/02/26)

    O presidente da República tem pela frente uma escolha difícil. Quando o pacote de privilégios aprovado no Congresso Nacional chegar à sua mesa para sanção ou veto, ele precisará decidir entre se indispor com o Legislativo, além de boa parte do funcionalismo, e ficar mal na foto eleitoral.

    A dificuldade maior nem é essa. Antes disso, será necessário explicar a presença do PT e companhia no acordo que viabilizou uma votação simbólica —sem a identificação do voto— de surpresa, no meio da tarde do segundo dia do novo ano legislativo, e que, entre outras desigualdades, cria penduricalhos salariais (2) e institui a escala 3×1 de trabalho para uma casta de servidores públicos.

    Isso enquanto Executivo e Legislativo fazem cara de paisagem à tramitação de uma proposta de reforma administrativa que busca conter privilégios, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende o fim dos supersalários e o governo faz da escala de cinco dias de trabalho por dois de folga para o setor privado uma bandeira de campanha.

    Francamente, Luiz Inácio da Silva (PT) estará diante de um dilema e tanto. Ou bem sanciona a manobra de privilégios, jogando fora o discurso da justiça social, ou veta a pilantragem e quebra o acordo de boa vizinhança que incluiu a oferenda de um instituto federal de educação na cidade de Patos (PB) (3), administrada pelo pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).

    Será uma boa oportunidade para Lula desvendar ao público o real significado do slogan “Congresso inimigo do povo”. Até lá, fica a seguinte impressão: o dito serve para afetar antagonismo nos palanques e exortar as plateias a escolher parlamentares fiéis ao governo. Mas não é para ser levado a sério quando o pragmatismo manda que se alimentem as boquinhas.

    Seja qual for a saída encontrada por Lula, uma coisa é certa: nem ele nem os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado deram a menor pelota ao que ouviram no dia anterior do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, sobre a urgência da autocorreção dos Poderes. Não entenderam nada.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/02/congresso-poe-lula-num-dilema.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    (1) “Criação de benefícios fora do teto para servidores do Congresso causa risco de escalada de penduricalhos”
    – Remuneração total dos servidores da Câmara pode chegar a R$ 90 mil em alguns casos.
    – Propostas aprovadas no Legislativo são vistas como contra-reforma administrativa e pioram problema fiscal; tendência é Lula vetar propostas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/criacao-de-beneficios-fora-do-teto-para-servidores-do-congresso-causa-risco-de-escalada-de-penduricalhos.shtml

    (2) “Câmara aprova gratificação de até 100% do salário e cria penduricalho para servidores do Congresso”
    – Acordo entre Câmara e governo inclui votação de reajustes e criação de instituto na Paraíba.
    – Projeto de lei com mecanismo semelhante foi aprovado para funcionários do TCU.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/servidores-do-congresso-e-do-tcu-pressionam-por-aumento-e-criacao-de-penduricalho.shtml

    (3) “Câmara e governo Lula se unem para votar reajuste de servidores e criar instituto em reduto de Motta”
    – Projetos criam gratificações para funcionários do Legislativo, além de gerar reajuste em carreiras no Executivo.
    – Acordo incluiu proposta para criar Instituto do Sertão Paraibano, em Patos (PB).
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/02/camara-e-governo-se-unem-para-votar-reajuste-de-servidores-e-criar-instituto-em-reduto-de-hugo-motta.shtml

  36. Miguel José Teixeira

    “Dia a dia na Papudinha”
    – À falta de secretária, Bolsonaro deve ter uma agenda para organizar as reuniões diárias.
    – Suas instalações são melhores que as de 99,9% da população carcerária. A quem cabe o 0,1%?
    (Ruy Castro, FSP, 05/02/26)

    Meus fiéis leitores bolsonaristas não se conformam —quando escrevo sobre qualquer assunto que não Bolsonaro, eles se queixam. E com razão. Por razões sanitárias, só falo de Bolsonaro uma vez por semana e, mesmo assim, nem toda semana. Com isso, às vezes passo em branco sobre assuntos a seu respeito que mereceriam atenção. Omiti-me, por exemplo, há algumas semanas, quando Bolsonaro foi transferido para a Papudinha.

    Ao ler no noticiário sobre suas novas e amplas acomodações —sala, quarto, cozinha, banheiro com box, área externa e lavanderia—, algo me chamou a atenção. Os cinco primeiros itens me pareceram razoáveis. Afinal, Bolsonaro precisa de uma sala para receber sua legião de visitas diárias: mulher, filhos, advogados, bispos, cúmplices. À falta de uma secretária, imagino que disponha de uma agenda para organizar suas reuniões. Nada também contra um fogão para fritar bolinhos, área para banho de sol etc. Mas por que uma lavanderia?

    Terá Bolsonaro de lavar pessoalmente suas ceroulas, meias e cuecas? A Papudinha não disporá de encarregados desse serviço, tendo em conta inclusive a dignidade do ex-cargo do condenado? Nenhuma das reportagens me esclareceu. Se for assim, espero que, ao vê-lo dirigir-se ao tanque, munido de escovão e sabão de coco, os guardas lhe forneçam pelo menos um avental.

    Relatório enviado há dias ao STF pela PM do DF informou que, na semana passada, Bolsonaro teve assistência religiosa a cargo de um deputado-pastor, fez cinco sessões de fisioterapia, leu zero livros e recebeu quatro médicos —imagino que um para lhe tirar a temperatura; outro, a pressão; o terceiro para mandá-lo dizer “33”; e o último para receitar-lhe um copo d’água para soluços. Tanta assistência médica torna inexplicável sua campanha para voltar à prisão domiciliar —em casa, teria tantos médicos à disposição?

    Como já se disse, a Papudinha fornece a Bolsonaro instalações melhores do que a de 99,9% da população carcerária brasileira. Eu gostaria de saber a quem cabe o 0,1% restante.

    Vejam o vídeo da Papudinha onde o papudão está curtindo férias: https://youtu.be/DgSD-H5lNRk

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/dia-a-dia-na-papudinha.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista

  37. Miguel José Teixeira

    “Brasília entre dois medos”
    – Caso Banco Master: temor de acordão para abafar investigações e da escalada de conflito entre os poderes.
    (Por Míriam Leitão, O globo, 05/01/26)
    . . .
    “Em Brasília, há temores de um “acordão” para abafar investigações sobre o Banco Master, enquanto cresce a tensão entre os poderes. Renan Calheiros pressiona o Banco Central por informações, sugerindo um possível escândalo criminal. O caso revela uma complexa rede de contatos políticos e fraudes financeiras, com potencial de grandes desdobramentos. A investigação enfrenta dilemas judiciais, como o conflito de interesses envolvendo Dias Toffoli.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/coluna/2026/02/brasilia-entre-dois-medos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  38. Miguel José Teixeira

    Os cofres públicos, abastecidos por nós,
    burros de cargas,
    sustentando mais um VAGABUNDO!

    . . .”Em sua justificativa, Antonia Pellegrino, citou o valor da remuneração de R$ 1,445 milhão por ano como incompatível “com os parâmetros praticados pela EBC”:”. . .

    “Diretora da EBC discorda da contratação de Datena, mas voto de minerva aprova sua ida para TV Brasil”
    (Por Lauro Jardim, O Globo, 05/02/06)

    O comitê de programação da EBC aprovou ontem a contratação de José Luiz Datena para apresentar a partir de março dois programas: “Na mesa com Datena”, na TV Brasil, e “Alô Alô Brasil”, na Rádio Nacional. Mas foi por pouco.

    Por causa de um voto contrário da diretora de Conteúdo da EBC, Antonia Pellegrino, o presidente da estatal, André Basbaum, usou sua prerrogativa de dar um voto de minerva para a aprovação do novo contratado.

    Em sua justificativa, Antonia Pellegrino, citou o valor da remuneração de R$ 1,445 milhão por ano como incompatível “com os parâmetros praticados pela EBC”:

    “O contrato prevê a entrega de 52 episódios de 1h30 de duração para a TV Brasil, além de 260 episódios de duas horas para a Rádio Nacional. (…) A remuneração proposta não se mostra compatível com os parâmetros praticados pela EBC, revelando assimetria em comparação com os demais valores adotados no âmbito da empresa. Reconhece-se a carreira sólida e a ampla popularidade do apresentador; todavia, o valor proposto não se mostra compatível com os parâmetros de custos internos adotados pela empresa, podendo ensejar questionamentos por parte dos órgãos de controle quanto à adequada aplicação dos recursos públicos, especialmente diante da assimetria verificada entre a remuneração pretendida e os critérios internos de mensuração econômica utilizados pela EBC.”

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/02/diretora-da-ebc-discorda-da-contratacao-de-datena-mas-voto-de-minerva-aprova-sua-ida-para-tv-brasil.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)

    “Genésio, a mulher do vizinho.
    Sustenta aquele vagabundo.”
    . . .
    João Bosco, Nilze Carvalho e o Kid Cavaquinho: https://www.youtube.com/watch?v=p2F7dRLnL1g

  39. Miguel José Teixeira

    “Master: Vorcaro esteve 17 vezes no Banco Central após alertas sobre risco de liquidez”
    – Reuniões com cúpula da autarquia coincidem com movimentações documentadas no processo que levou à liquidação do conglomerado.
    (Por Johanns Eller, coluna da Malu Gaspar, O globo, 05/01/26)

    O CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, visitou o Banco Central (BC) em 17 ocasiões distintas no ano passado, quando a instituição já havia sido alertada pelo órgão regulador sobre a possibilidade de sofrer sanções pelo crescente risco de liquidez. As agendas se deram entre fevereiro e outubro de 2025, pouco mais de um mês antes da liquidação do Master pelo BC e da prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF).
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/post/2026/02/master-vorcaro-esteve-17-vezes-no-banco-central-apos-alertas-sobre-risco-de-liquidez.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  40. Miguel José Teixeira

    “Atuação de familiares de ministros do STF em Cortes superiores reforça debate sobre código de conduta”
    – Levantamento feito pelo GLOBO mostra que filhos, cônjuges e ex-cônjuges de magistrados passaram a atuar em 94 processos após ministros tomarem posse na Corte
    (Por Sarah Teófilo e Dimitrius Dantas — Brasília, O Globo, 05/02/26)
    . . .
    “A atuação de familiares de ministros do STF em processos na própria Corte e em outras instâncias gera debate sobre a criação de um Código de Conduta para evitar conflitos de interesse. O presidente do STF, Edson Fachin, discute propostas para maior transparência, enquanto enfrenta resistências internas. A iniciativa visa assegurar julgamentos justos e imparciais, apesar de divergências sobre a eficácia das regras atuais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/05/atuacao-de-familiares-de-ministros-do-stf-em-cortes-superiores-amplia-debate-sobre-codigo-de-conduta.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  41. Miguel José Teixeira

    “Vorcaro, Alckmin, Haddad e Maduro: os recados de Lula”
    (Bruno Boghossian, Diretor da Sucursal de Brasília da Folha, Brasília Hoje, FSP, 05/02/26)

    O presidente Lula (PT) deu uma série de recados em entrevista nesta quinta-feira (5). O petista relatou ao UOL a conversa que teve com o dono do Banco Master (*), Daniel Vorcaro, no Planalto, em 2024 –antes da eclosão da crise envolvendo a instituição financeira. O banqueiro teria afirmado ser alvo de “perseguição”. O presidente declarou ter respondido que “não haverá posição política pró ou contra” o Master, mas uma avaliação técnica do Banco Central.

    Lula não poupou o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), de uma cobrança pública e defendeu que os dois têm um papel a cumprir (**) nas eleições de São Paulo. Alckmin está alojado na vice-presidência e prefere continuar por ali, enquanto Haddad resiste a disputar o governo do estado.

    Ao falar da Venezuela, o presidente brasileiro deu mais um passo de distanciamento em relação a Nicolás Maduro e afirmou que a volta do ex-ditador (***) para seu país não é prioridade. Lula afirmou que a preocupação principal deve ser o fortalecimento da democracia venezuelana. Maduro está preso em Nova York.

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/lula-diz-que-recebeu-vorcaro-a-pedido-de-mantega-e-que-avisou-a-banqueiro-que-investigacao-seria-tecnica.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/lula-diz-que-haddad-e-alckmin-tem-papel-a-cumprir-em-sp-nas-eleicoes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (***) https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/02/lula-diz-que-volta-de-maduro-a-venezuela-nao-e-prioridade.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Mapa do poder
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber

    1 – Sob pressão de governistas e sem consenso, a CPI do INSS adiou a votação de requerimentos para obter a lista de passageiros que voaram em uma aeronave de uma empresa de Daniel Vorcaro. O colegiado também retirou de pauta os pedidos para as quebras de sigilo bancário e fiscal de empresas ligadas a Roberta Luchsinger, amiga de um dos filhos de Lula, Luís Fábio.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/cpi-do-inss-adia-votacao-de-quebras-de-sigilo-de-filho-de-lewandowski-amiga-de-lulinha-e-voos-de-vorcaro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino suspendeu os chamados penduricalhos do Judiciário, do Legislativo e do Executivo e deu 60 dias para que todos os órgãos revisem verbas pagas e suspendam aquelas sem base legal. O magistrado ainda determinou que o Congresso Nacional regulamente quais verbas indenizatórias podem superar o teto. O plenário da corte analisará a decisão de Dino, em data a ser decidida pelo presidente Edson Fachin.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/dino-manda-suspender-penduricalhos-nao-previstos-em-lei-nos-tres-poderes-e-da-60-dias-para-revisao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    3 – Lula afirmou que terá uma conversa “olho no olho” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro que deve ser realizado na primeira semana de março. Segundo o brasileiro, o único assunto proibido será a soberania do Brasil, e temas como a exploração de minerais críticos e terras raras poderão ser discutidos com o republicano. “Somos presidentes das duas maiores democracias do Ocidente. Não pode ficar conversando por Twitter”, declarou Lula.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/02/lula-diz-que-tera-conversa-olho-no-olho-com-trump-e-que-so-nao-discutira-soberania.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Na Esplanada… Geraldo Alckmin e o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, criticaram, em declaração conjunta (*), a tentativa dos americanos de excluir a África do Sul da cúpula de 2026 do G20, reunião das 20 maiores economias globais. Os dois tiveram reunião em Brasília. Mishustin defendeu que Brasil e Rússia precisarão realizar pagamentos em moeda (**) local e usar uma arquitetura de pagamentos independente se quiserem ampliar a cooperação bilateral.
    (*) +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/02/governo-lula-e-russia-criticam-acao-de-trump-para-excluir-africa-do-sul-do-g20.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/c-level-plano-brasilia/2026/02/primeiro-ministro-russo-defende-uso-de-moeda-local-e-meios-de-pagamento-independentes-em-reuniao-em-brasilia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  42. Miguel José Teixeira

    “Moraes e Toffoli contra Fachin: do que eles têm medo”
    – Na sua reação de ontem a Fachin, Moraes e Toffoli pareceram menores do que os desafios impostos pelos tempos.
    (Mario Sabino, metrópoles, 05/02/26)

    O presidente do STF, Edson Fachin, adiou para data a ser definida um almoço que teria com os demais ministros no dia 12. O prato principal era o código de ética que ele quer implantar. Um prato indigesto para Moraes e Toffoli.

    A assessoria de imprensa do STF informou que o adiamento já estava decidido antes da sessão de ontem. De qualquer forma, casou-se bem com o clima de cortar com faca instalado no tribunal desde que Fachin decidiu que adotará um código de ética para os ministros do Supremo. É uma resposta à revelação das ligações perigosas de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

    Na sessão de ontem, de discussão sobre os limites do uso das redes sociais por magistrados, a dupla dinâmica reagiu ao discurso de Fachin na abertura do ano judiciário, quando o presidente do STF afirmou que a adoção de um código de ética para os ministros do STF era um compromisso seu e anunciou que Cármen Lúcia seria a relatora.

    “Se os tempos exigirem mais de nós, sejamos maiores que os desafios. Enquanto a magistratura brasileira permanecer íntegra e firme, a democracia permanecerá em pé, com plena legitimidade. Reafirmo o compromisso com a adoção de um código de ética para o tribunal”, disse o presidente do tribunal.

    Na sua reação, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli pareceram menores do que os desafios impostos pelos tempos.

    Previsivelmente, ambos são contrários a qualquer código. Acham que já existem limites suficientes a ditar o comportamento dos magistrados — e bancaram, mais uma vez, as vítimas da imprensa.

    Os jornalistas agiriam de “má-fé” ao apontar que ministros exercem atividades empresariais e comerciais que não estariam de acordo com a conduta esperada de um integrante do Supremo.

    “O magistrado não pode fazer mais nada na vida, só o magistério. Pode dar aulas, dar palestras. E como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras. Por falta do que criticar, daqui a pouco a má-fé vai para quem dá aula nas universidades”, reclamou Moraes.

    “Vários magistrados são fazendeiros, donos de empresas. E eles, não excedendo a administração, têm todo o direito aos seus dividendos”, emendou Toffoli.

    Moraes citou a Lei Orgânica da Magistratura, que veta apenas que juízes sejam sócios-dirigentes de empresas.

    “Se assim não fosse, nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter uma aplicação no banco, ter ações no banco. ‘Ah, é acionista do banco, então não vai poder julgar ninguém do sistema financeiro’”, sofismou.

    “Teria que doar a sua herança a alguma entidade de caridade”, acrescentou Toffoli, sempre companheiro.

    Também incomoda que a imprensa denuncie o tráfico de influência de advogados familiares de ministros nos tribunais superiores.

    Para Moraes, esse é um problema que simplesmente não existe, visto que “o magistrado, desde o juiz de Aguaí até o STF, está impedido de julgar qualquer caso que tenha como partes ou como advogados seus parentes”.

    O juiz de Aguaí deve achar que os dois ministros deixaram escapar a oportunidade de explicar como a mulher advogada de Moraes conseguiu um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master e para esclarecer quais eram as relações societárias de um cunhado de Vorcaro com os irmãos de Toffoli em um resort no Paraná.

    A reação de Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli mostra o quanto é urgente um código de conduta no STF, principalmente para que sirva, no Senado, de baliza incontornável à abertura de processos de impeachment de ministros do tribunal. É disso que ambos têm medo. Não só eles.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/moraes-e-toffoli-contra-fachin-do-que-eles-tem-medo)

  43. Miguel José Teixeira

    “Que se explodam!”. É o recado de Brasília aos brasileiros”
    – Justo Veríssimo era um personagem de Chico Anysio. Um deputado corrupto e sem escrúpulos, que detestava o povo e, mais ainda, os pobres
    (Ricardo Kertzman, O Antagonista, 05/02/26)

    Quem é da minha geração cresceu se divertindo com filmes, desenhos, seriados e programas audiovisuais de TV. Tudo – ou quase tudo – era pensado, elaborado e produzido, obviamente com as tecnologias disponíveis à época, para entreter, e não apenas reter, a audiência a qualquer custo. Atenção: não desprezem o “quase tudo” acima, pois, claro, havia muita inutilidade e porcaria também.

    Com o advento da internet, a onipresença das redes sociais e a velocidade do controle algorítmico, tudo mudou. E aqui é tudo mesmo, e não quase tudo. A TV tradicional respira por aparelhos; jornais e revistas impressos tornaram-se peças de museu (*); informação e conteúdo de qualidade misturam-se a um mar de desinformação, mentiras e manipulações de toda sorte; e o entretenimento foi reduzido a scroll.

    A criatividade era incrível. O humor era inteligente, ácido, escrachado e, sim, mesmo quando apelativo, eficaz. Humoristas como Chico Anysio (**) e Jô Soares (***), escritores como Luis Fernando Verissimo, cartunistas como Laerte e Jaguar, programas pastelões como Chaves e os de Gugu Liberato, além de ícones como Casseta & Planeta, preenchiam o tempo vago de forma produtiva. Hoje, o TikTok está aí para mostrar o que temos.

    A vida imita a arte
    Bem, para não variar, me alonguei em demasia na digressão. Mas vocês sabem: sou assim mesmo, e já se acostumaram com isso. Ainda bem! Sou sinceramente grato por tanto carinho e paciência com um tiozão que não sabe escrever sem antes explicar (****). Afinal, tento ser o oposto de Abelardo Barbosa – o velho e imortal Chacrinha: estou aqui para explicar, e não para confundir. Vamos lá, então.

    Justo Veríssimo (*****) era um personagem de Chico Anysio. Um deputado corrupto e sem escrúpulos, que detestava o povo e, mais ainda, os pobres. Mas tinha uma qualidade: era sincero. Não só roubava às claras como, também às claras, dizia: “Quero que o pobre se exploda!”. Entenderam agora por que tanto lero-lero e por que o título? Uma grande parte de Brasília, hoje, resume-se a isso.

    A teoria do Big Bang, observada ao longo de bilhões de anos de formação do universo, é dificilmente refutável. Se fosse filmada a singularidade que nos originou e reproduzida ao inverso – ou seja, um filme avançando em sentido contrário – conseguiríamos enxergar a explosão primordial. Se voltássemos Justo Veríssimo no tempo, teríamos Brasília como pedra fundamental.

    Em meio a contratos de esposas de ministros com banqueiros picaretas, caronas em jatinhos com advogados de investigados, eventos patrocinados por pessoas físicas e jurídicas já condenadas pela Justiça, aumentos salarias e benefícios inimaginaveis à 99.99% da população, corrupção, emendas e tudo mais, essa gente não só mostra que quer como esté conseguindo que a gente se exploda.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/que-se-explodam-e-o-recado-de-brasilia-aos-brasileiros/)

    (*) https://oantagonista.com.br/mundo/washington-post-icone-do-jornalismo-americano-enfrenta-crise-sem-precedentes/#google_vignette
    (**) https://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Anysio
    (***) https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%B4_Soares
    (****) https://oantagonista.com.br/author/ricardo-misionschnik/
    (*****) https://globoplay.globo.com/v/3747197/

  44. Miguel José Teixeira

    “Corrida por privilégios’
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 05/02/26)

    Na terça (3), a Câmara dos Deputados aprovou (1) projetos de lei que criam benefícios fora do teto salarial (2) para servidores do Congresso.

    Uma nota de rodapé:
    a Constituição estabelece que o salário máximo de um servidor público não pode ficar acima de R$ 46.366,19. Porém, é possível receber verbas extras que extrapolam esse teto — chamadas de “penduricalhos”.

    As propostas incluem…

    … uma gratificação de 40% a 100% para servidores da Câmara e do Senado. Esse valor, porém, não pode ultrapassar o teto constitucional.

    … uma licença compensatória para aqueles que exercem função comissionada, que dá um dia de folga a cada três trabalhados. Se o descanso não for usufruído, o servidor poderá receber um valor em dinheiro que não está sujeito às regras do limite salarial.

    Por que importa?
    Os projetos têm impacto de pelo menos R$ 650 milhões por ano nas contas públicas. Mais números:

    R$ 90 mil é a estimativa de remuneração bruta para alguns casos com a regra;

    R$ 74,4 mil de salário líquido com os benefícios fora do teto.

    Próximos passos.
    Os projetos de lei foram encaminhados para a sanção de Lula, que ainda não analisou o texto. O Palácio do Planalto diz não ter sido consultado pelo Congresso Nacional sobre os projetos e, de acordo com aliados do presidente, a tendência é vetá-los (3).

    País dos supersalários.
    Um levantamento de novembro do ano passado mostra que o Brasil é o local em que os servidores mais recebem valores acima do teto (4), em comparação a outros 10 países.

    Essas remunerações são pagas principalmente na magistratura, no Ministério Público e em carreiras como advogados da União e procuradores federais.

    (TRPCE)

    (1) “Câmara aprova gratificação de até 100% do salário e cria penduricalho para servidores do Congresso”
    – Acordo entre Câmara e governo inclui votação de reajustes e criação de instituto na Paraíba.
    – Projeto de lei com mecanismo semelhante foi aprovado para funcionários do TCU.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/servidores-do-congresso-e-do-tcu-pressionam-por-aumento-e-criacao-de-penduricalho.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (2) “Criação de benefícios fora do teto para servidores do Congresso causa risco de escalada de penduricalhos”
    – Remuneração total dos servidores da Câmara pode chegar a R$ 90 mil em alguns casos
    – Propostas aprovadas no Legislativo são vistas como contra-reforma administrativa e pioram problema fiscal; tendência é Lula vetar propostas.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/criacao-de-beneficios-fora-do-teto-para-servidores-do-congresso-causa-risco-de-escalada-de-penduricalhos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (3) “Equipe de Lula defende veto a projeto de reajuste salarial do Legislativo”
    – Proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na terça-feira (3)
    – Planalto diz não ter sido consultado pelo Congresso sobre reformulação de carreiras, mas deputados dizem que governo sabia.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/equipe-de-lula-defende-veto-a-projeto-de-reajuste-salarial-do-legislativo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (4) “Brasil fica em primeiro em ranking de supersalários no funcionalismo, com gasto de R$ 20 bilhões”
    – Estudo compara a elite do serviço público no país com o funcionalismo de outros dez países.
    – Gasto com remuneração acima do teto é 21 vezes maior do que na Argentina, segundo país da lista.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/11/brasil-fica-em-primeiro-em-ranking-de-supersalarios-no-funcionalismo-com-gasto-de-r-20-bilhoes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

  45. Miguel José Teixeira

    “Errar por último”
    – Os ministros do STF dão valor à posição a que chegaram de maneira equivocada, não parecem ter a visão holística da importância de seus cargos para o futuro do país.
    (Por Merval Pereira, O Globo, 05/02/26)

    Dá tristeza ouvir da boca de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tentativas de justificar as próprias atuações no campo privado, quando lhes convém ser cidadãos comuns. São humanos, naturalmente, e podem errar. Mas se consideram acima dessas medidas, tamanho o poder que acumulam. O paradoxo está em que acreditam na frase de Rui Barbosa, segundo a qual têm o direito de errar por último, não como uma advertência, mas como uma prerrogativa.

    Os imperadores romanos tinham um funcionário que os alertava sobre os perigos da vaidade excessiva quando venciam batalhas e eram ovacionados pelo povo. Da mesma maneira, os “capinhas”, aqueles funcionários do Supremo que puxam as cadeiras de Suas Excelências, poderiam ter o encargo adicional de adverti-los de que são humanos, para que não se deslumbrem com a própria imagem.

    Dão valor à posição a que chegaram de maneira equivocada, não parecem ter a visão holística da importância de seus cargos para o futuro do país. Como se vangloriam de ser responsáveis pela manutenção da democracia, deveriam ter a convicção de que apenas cumpriram seu dever de cidadãos no exercício do mais alto cargo da Justiça da República brasileira, por isso foram escolhidos a dedo. O problema é que essa escolha, nos anos recentes pelo menos, raramente foi baseada na capacidade jurídica, na história de vida, nos conceitos e valores de uma verdadeira república.

    Prevalecem a lealdade ao presidente da República, a proximidade com o círculo de poder, os objetivos políticos do escolhido. Ser ministro do Supremo deixou de ser o pináculo de uma carreira jurídica para ser o trampolim para uma vida de ostentação de glórias, por isso a maioria deles fala sobre todos os assuntos, os que estão no debate público e até os que podem vir a julgar.

    A decisão de transmitir as sessões plenárias pela televisão, que tinha o objetivo de tornar transparentes as decisões, acabou derivando, neste mundo dominado pela tecnologia e pela vaidade pessoal, para a exibição de uma cultura vazia em linguagem ininteligível ao grande público. A transparência necessária às decisões públicas esconde-se na miscelânea de leis e decretos, cuja supremacia é decidida, na maioria das vezes, de maneira individual — monocrática, diz-se —, representando a opinião não da Corte, mas de um juiz que raramente é reavaliada por seus pares. O juridiquês existe para esconder as decisões e para aparentar uma cultura que, na maioria das vezes, é uma bolha sem conteúdo.

    O corporativismo, dominante no Congresso, também prevalece no Supremo, que se coloca como parte do jogo político não apenas quando é chamado a decidir, mas sempre que os interesses de seus membros exigem. A ideia de que o Supremo existe para empurrar a História, muito do agrado dos progressistas, é atraente num país onde o Congresso tem maioria conservadora, que trabalha para frear os avanços sociais. Também é verdade que os parlamentares muitas vezes se eximem de assumir posições impopulares, deixando para o Supremo descascar o abacaxi, especialmente em anos eleitorais. Mas isso também favorece o choque entre os Poderes e faz dos ministros peças importantes no jogo político, o que não deveria acontecer.

    A ação política faz com que frequentemente o Supremo mude de posição sobre o mesmo assunto, dependendo da situação. Tamanho poder de interferir no futuro do país deveria dar a seus membros a responsabilidade de medir as decisões de acordo com as consequências, e não com interesses pessoais ou de grupos. Talvez a crise por que passa o Supremo diante da opinião pública possa ser o momento decisivo para a reacomodação de comportamento. O código de ética proposto pelo presidente Edson Fachin, que terá como relatora a ministra Cármen Lúcia, pode ser a saída honrosa.

    Mesmo óbvias, porém, as recomendações da única ministra da Corte, endereçadas aos juízes eleitorais, já começam a incomodar seus pares. Proíbem manifestações dos juízes sobre a escolha de candidatos e consideram conflito de interesses o comparecimento de magistrados a eventos privados com divulgação de postulantes às eleições. Também os eventos fora da área jurídica, e o recebimento de presentes, devem ser evitados.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2026/02/errar-por-ultimo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    O piNçador Matutildo, piNçou:
    “A ação política faz com que frequentemente o Supremo mude de posição sobre o mesmo assunto, dependendo da situação.”
    E o Bedelhildo, mendou:
    Baixem a toga, rápido!

  46. Miguel José Teixeira

    “Irã de Ciro, do xá e dos aiatolás.
    – Os EUA ajudaram a tirar do poder Mossadegh, líder eleito pelo voto, quando este quis nacionalizar o petróleo, e apoiaram a ditadura do xá.
    (Por Guga Chacra — Nova York, O globo, 05/02/26)
    . . .
    “O artigo explora a complexa relação entre Irã e EUA desde o século XX, destacando o fascínio inicial dos americanos pela Pérsia antiga e a subsequente intervenção política. Em 1953, os EUA apoiaram um golpe que derrubou o premiê Mossadegh, após sua tentativa de nacionalizar o petróleo, favorecendo o regime do xá Reza Pahlevi. A Revolução de 1979, liderada por Khomeini, rompeu com o Ocidente, marcando o início de tensões persistentes.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/guga-chacra/post/2026/02/ira-de-ciro-do-xa-e-dos-aiatolas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  47. Miguel José Teixeira

    Enquanto os foliões se embalam,
    as “otoridades” embalam o acordão . . .

    “Master: em Brasília, o carnaval é a senha do acordão”
    (Por Malu Gaspar, O Globo, 06/02/26(

    A volta das férias do Legislativo nesta semana foi assombrada pela fraude do Banco Master. Nos corredores e gabinetes, a maior parte das conversas era sobre como abafar o caso e impedir a instalação de comissões de inquérito. São quatro os pedidos só na Câmara dos Deputados. Mas, da esquerda à extrema direita, quase todo mundo tem motivo para querer evitar uma investigação sobre os esquemas de Daniel Vorcaro. Nos tempos áureos, dizia-se que a bancada do Master era maior que a de muitos partidos, sem contar que vários de seus integrantes ainda tinham poder para arrastar os votos de outros, como Ciro Nogueira, do PP, ou Antonio Rueda, do União Brasil.

    O networking de Vorcaro e seu sócio Augusto Lima também alcançava o Supremo Tribunal Federal (STF), governos estaduais de variadas linhas ideológicas, a Esplanada dos Ministérios e o Palácio do Planalto. Toda essa gente passou os últimos dias em confabulações sobre como trocar as meias sem tirar o sapato, evitando a instalação de uma CPI sem ter de arcar com o desgaste diante da sociedade.

    Hugo Motta (Republicanos-PB) saiu-se com um argumento burocrático. Disse que tinha de respeitar a fila de cerca de 15 pedidos de CPI e que, portanto, os deputados teriam de decidir sobre as outras antes de pensar em abrir a do Master.

    “A Câmara tem de obedecer a essa ordem cronológica e tem de obedecer regimentalmente ao funcionamento de cinco CPIs ao mesmo tempo”, declarou.

    Balela. O regimento realmente estabelece o limite de cinco comissões ao mesmo tempo, e a questão do respeito à fila vem de uma resposta a uma questão de ordem dada há mais de 20 anos pelo presidente da Câmara de então. Depois disso, em 2021, o próprio STF, ao ordenar a instalação da CPI da Covid, decidiu que, para criar CPIs, é preciso “unicamente” preencher três critérios: reunir o mínimo de assinaturas necessárias, haver um fato determinado e prazo de duração. E nada mais. Quando quer, Motta dá seu jeito, até porque sempre tem um artigo do regimento ou uma jurisprudência a que se possa recorrer.

    O presidente do Senado Federal adotou postura mais discreta e malandra, como é do seu estilo. Ele mesmo um dos personagens enrolados com o Master, em razão dos R$ 400 milhões que o fundo de pensão do Amapá enterrou em letras financeiras do banco, Davi Alcolumbre (União-AP) repetiu várias vezes a mesma resposta a quem lhe pediu que liberasse uma investigação sobre o Master: “Vamos deixar isso para depois do carnaval”.

    Deixar para depois do carnaval virou mantra. A própria defesa de Vorcaro recorreu ao expediente para ganhar tempo e ver se, até o final da folia, se produz um acordão.

    Conseguiu, numa triangulação com o ministro Dias Toffoli — outro enrolado com o Master até a tampa —, adiar para o final do mês o depoimento à CPI do INSS que tinha sido marcado para hoje. Nos bastidores, Toffoli e Alexandre de Moraes, o melhor amigo de Vorcaro no Supremo, também mexeram seus pauzinhos, mandando recados aos parlamentares que porventura estejam interessados em aprovar uma CPI.

    Toda essa movimentação mostra que o bloco do Master está afiado e bem ensaiado, mas não é garantia absoluta de vitória. Ainda estão por ser discutidos no Senado mais de dez requerimentos propostos pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) noutra CPI em andamento, a do crime organizado.

    Os pedidos são ousados — incluem convocar para depor Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre e dona de um contrato de R$ 130 milhões com o Master, e quebrar o sigilo bancário de seus escritórios de advocacia —, mas a votação é aberta. Acaba de ser criado, ainda, um grupo de trabalho liderado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) que não tem poder de CPI, mas pode ajudar a manter o caso vivo até depois do carnaval.

    Além disso, os inquéritos da PF continuam, assim como a auditoria do Banco Central sobre quem falhou no caso do Master. Nada impede que algum fato novo reedite o roteiro da CPI do 8 de Janeiro. Nem o governo Lula queria a comissão, temendo que contaminasse as eleições municipais, mas ela acabou se tornando inevitável depois que revelações sobre possíveis omissões do Planalto nos fatos daquele dia atraíram o interesse do bolsonarismo.

    Em Brasília, o acordão é a regra, mas o imponderável por vezes se impõe, e nesse caso do Master os imponderáveis têm se multiplicado. Enquanto os blocos desfilam, as engrenagens do escândalo se movimentam. A ressaca pós-carnaval é certa, mas ainda não dá para cravar com segurança que cabeças vão doer.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/coluna/2026/02/master-em-brasilia-carnaval-e-a-senha-do-acordao-para-matar-investigacoes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

    “Tanto riso
    Ó, quanta alegria!
    Mais de mil palhaços no salão
    Arlequim está chorando
    Pelo amor da Colombina
    No meio da multidão”

    Máscara Negra, Dalva de Oliveira: https://youtu.be/K36DMG-8Jlk

  48. Miguel José Teixeira

    “Guilherme Arantes reflete sobre tempos modernos, pausa na carreira e disco novo: ‘A gente não é obrigado a ser contemporâneo'”
    – Cantor e compositor de 72 anos lançou em janeiro ‘Interdimensional’, gravado em seu estúdio na Espanha.
    (Por Ricardo Ferreira — Rio de Janeiro, O Globo, 05/02/26)
    . . .
    “Guilherme Arantes, renomado cantor e compositor brasileiro de 72 anos, reflete sobre a rapidez dos tempos modernos e sua pausa na carreira. Após um período sabático na Espanha, ele lança “Interdimensional”, seu novo disco que marca 50 anos de trajetória. Arantes critica a superficialidade das redes sociais e defende a liberdade de não ser contemporâneo, valorizando a profundidade musical e emocional.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2026/02/05/guilherme-arantes-reflete-sobre-tempos-modernos-pausa-na-carreira-e-disco-novo-a-gente-nao-e-obrigado-a-ser-contemporaneo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Intergaláctica Missão: https://youtu.be/_WBrVnqugrI

  49. Miguel José Teixeira

    “Tombo autoritário no Trump 2.0 foi mais veloz do que na Rússia de Putin, na Turquia de Erdogan e até na Venezuela, mostram dados
    – Vantagem dos EUA é eventual prazo de validade menor de medidas anti-democráticas, com a independência do sistema eleitoral, alvo do republicano a nove meses das eleições para renovação do Congresso.
    (Por Eduardo Graça — São Paulo, O Globo, 05/02/26)
    . . .
    “O jornalista John Burn-Murdoch, em sua coluna no Financial Times, analisa a rápida erosão democrática nos EUA sob o governo Trump 2.0, comparando com regimes autoritários de Putin, Erdogan e Chávez. Apesar das medidas antidemocráticas, as instituições americanas ainda mostram resiliência. Com eleições se aproximando, Trump reforça a retórica de fraude eleitoral, enquanto a oposição democrata ganha força nas pesquisas.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/trump-20/coluna/2026/02/tombo-autoritario-no-trump-20-foi-mais-veloz-do-que-na-russia-de-putin-na-turquia-de-erdogan-e-ate-na-venezuela-mostram-dados.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  50. Miguel José Teixeira

    . . .
    “Um asteróide pequeno
    Que todos chamam de Terra”
    . . .
    em alerta máximo!

    “Expiração do Novo Start marca recuo histórico no controle de arsenais nucleares e pode acelerar corrida armamentista”
    – Tratado, que expirou nesta quinta-feira, era o último ainda em vigor entre EUA e Rússia; crise do sistema multilateral reduz margem de manobra para reforçar segurança nuclear.
    (Por Filipe Barini, O Globo, 05/02/26)
    . . .
    “A expiração do tratado Novo Start entre EUA e Rússia marca um retrocesso no controle nuclear, reacendendo temores de uma corrida armamentista. Sem um acordo sucessor, as duas maiores potências nucleares do mundo ficam sem limites formais para seus arsenais, num contexto de tensões geopolíticas e modernização de armas. A situação complica-se com a suspensão da cooperação russa e o aumento das tensões globais.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/02/05/expiracao-do-novo-start-marca-recuo-historico-no-controle-de-arsenais-nucleares-e-pode-acelerar-corrida-armamentista.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Senhor Zé Ramalho: https://www.youtube.com/watch?v=ybGqkY5ROFg

  51. Miguel José Teixeira

    “Reajuste e gratificação para servidores do Legislativo vão custar R$ 790 milhões em 2026”
    – Projetos foram aprovados nesta terça-feira no Congresso Nacional em dia marcado por bondades.
    (Por Bernardo Lima e Manoel Ventura — Brasília, O globo, 05/02/26)
    . . .
    “O Congresso Nacional aprovou projetos que concedem reajustes e ampliam gratificações para servidores da Câmara e do Senado, com impacto de R$ 790 milhões no Orçamento de 2026. Os reajustes anuais são de cerca de 9%, e gratificações podem alcançar 100% do salário-base. O custo supera o orçamento discricionário dos Ministérios da Igualdade Racial e das Mulheres. A medida agora aguarda sanção presidencial.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/04/reajuste-e-gratificacao-para-servidores-do-legislativo-vao-custar-r-790-milhoes-em-2026.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Óbvio uLULAnte!
    Habituado a fazer cortesia com o chapéu alheio, alguém aí acredita que “lula decaído” irá vetar este trem da alegria?

  52. Miguel José Teixeira

    “PT tenta atrair MDB com vaga de vice de Lula, mas Alckmin e palanques nos estados são entraves”
    – Articulação propõe entregar ao partido a vaga na chapa de Lula para ter o centro na coligação e garantir mais tempo de TV; há barreiras, contudo, com ala liderada por Ricardo Nunes, além de divisões regionais.
    (Por Sérgio Roxo — Brasília, O Globo, 05/02/26)
    . . .
    “O PT busca atrair o MDB para compor a chapa de Lula oferecendo a vaga de vice, visando fortalecer a coligação e garantir maior tempo de TV. Contudo, enfrenta resistência interna no MDB, liderada por Ricardo Nunes, e divisões regionais. Nomes como Renan Filho e Helder Barbalho são cotados para a vaga, enquanto Alckmin poderia disputar o Senado ou o governo de São Paulo. A aliança enfrenta desafios, com o PSD lançando candidato próprio e o União Brasil relutante em apoiar Lula formalmente.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/05/pt-tenta-atrair-mdb-com-vaga-de-vice-de-lula-mas-alckmin-e-palanques-nos-estados-sao-entraves.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Aberta a temporada da ca$$a a$ alian$$a$!
    Já teclei e estou reteclando: não estranhem se, num pa$$e de mágica, Kassab sair de vice do lula!

  53. Miguel José Teixeira

    “Flávio e Michelle fazem ofensiva no PL e interferem em candidaturas ao governo e Senado nos estados”
    – Movimento mexe no tabuleiro das unidades mais populosas da federação — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — e pressiona aliados locais.
    (Por Vera Magalhães, Rafaela Gama e Caio Sartori — Rio de Janeiro, O Globo, 05/02/26)
    . . .
    “A família Bolsonaro, liderada por Flávio Bolsonaro, está pressionando o PL a lançar candidatos próprios a governador em todos os estados, afetando alianças pré-existentes, especialmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Michelle Bolsonaro também interfere na disputa pelo Senado em Santa Catarina. A estratégia visa fortalecer palanques exclusivos e a associação com o número 22, impactando o cenário político local e nacional.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/05/flavio-e-michelle-fazem-ofensiva-no-pl-e-interferem-em-candidaturas-ao-governo-e-senado-nos-estados.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    Só pra lembrar. . .
    Parece-me que em SC, por força do carlixo bolsonaro, a detonada De Toni abandonou o “navio tumbeiro”!

  54. Miguel José Teixeira

    “Questionada no STF, Lei do Licenciamento Ambiental entra em vigor”
    – Texto que flexibiliza a concessão de licenças ambientais passa a valer depois de ter vetos de Lula derrubados pelo Congresso; partidos e associações pedem suspensão das medidas.
    (Poder360, 04/02/26)

    A Lei Geral do Licenciamento Ambiental entrou em vigor nesta 4ª feira (4.fev.2026) depois de completar 180 dias desde que foi sancionada com vetos (*) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesse período, o Congresso Nacional derrubou (**) os vetos e, em seguida, 3 ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) foram apresentadas no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Os processos na Corte foram iniciados por partidos políticos e organizações sociais que apontam inconstitucionalidade em diversos artigos da Lei Geral. Nos pedidos à Justiça, os requerentes afirmam que as violações são reforçadas pela LAE (Lei da Licença Ambiental Especial), que também está em vigor por ter tido origem em uma medida provisória que visava complementar a Lei Geral (***).

    “Esse novo arcabouço normativo implode, na prática, com elementos importantes e estruturais do licenciamento ambiental e da avaliação de impactos ambientais no país”, afirma Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas da rede de organizações sociais e ambientais Observatório do Clima.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-sustentavel/questionada-no-stf-lei-do-licenciamento-ambiental-entra-em-vigor/

    (*) “Entenda o que Lula vetou no novo licenciamento ambiental”
    – Presidente barrou trechos controversos, como uso da Licença por Adesão e Compromisso em atividades de médio potencial poluidor.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/o-que-lula-vetou-novo-licenciamento-ambiental/

    (**) “Congresso derruba vetos e impõe derrota a Lula no licenciamento ambiental”
    – Em sessão conjunta, Câmara e Senado restauram parte das medidas que flexibilizam regras e acentua desgaste entre Poderes diante de disputa por vaga de Barroso no STF.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/senado-derruba-vetos-e-impoe-derrota-a-lula-no-licenciamento-ambiental/

    (***) “Lula assina MP que acelera licenciamento ambiental”
    – Licença especial da “emenda de Alcolumbre” foi instituída pelo presidente para agilizar a análise de projetos estratégicos.
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-assina-mp-que-acelera-licenciamento-ambiental/

  55. Miguel José Teixeira

    Bons tempos de sábios políticos!

    “Linha reta não é mérito”

    O cordato senador Jarbas Passarinho (PA) certa vez se meteu em um bate-boca entre Petrônio Portella (PI) e Paulo Brossard (RS) para socorrer o amigo do Piauí.
    Polemista competente, Brossard escorregou no autoelogio:
    – “Minha conduta de homem público é uma linha reta!”
    Passarinho não perdeu a piada. Ao microfone, arrancou gargalhadas:
    – Se andar em linha reta fosse mérito, a toupeira seria o rei dos animais!

    (Poder sem Pudor, Coluna CH, DP, 05/02/26)

  56. Miguel José Teixeira

    Até tu, Pancrácio?

    “Respeite o povo, Fraga”
    O deputado Alberto Fraga (PL-DF), relator do projeto imoral de assalto ao bolso do cidadão, criando supersalários na Câmara, agora não para de ouvir o próprio bordão em Brasília: “Respeite o povo!”
    (Coluna CH, DP, 05/02/26)

    Matutanto bem. . .
    Esperar o que de uma cria do “cavalão” (bolsonaro)?

  57. Miguel José Teixeira

    De cabeça para baixo!

    “Desmandos no IBGE entram na mira da oposição”
    (coluna CH, DP, 05/02/26)

    Chegou ao Congresso Nacional a crise envolvendo servidores do IBGE e Márcio Pochmann, petista sem grande feito no partido e escolhido por Lula para chefiar o instituto. A oposição quer apurar contaminação ideológica e passar lupa na gestão de Pochmann após massiva saída de servidores, comprometidos com a qualidade técnica do instituto, de coordenações responsáveis pela produção de estatísticas econômicas e sociais. O TCU já foi acionado para investigar as exonerações.

    Alô, TCU
    Ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, o deputado Sanderson (PL-RS) chama atenção para as demissões antes da divulgação do PIB.

    Pedala, CGU
    Adriana Ventura (Novo-SP) cobrou da CGU ações de controle interno no IBGE e denunciou possível viés político em publicações institucionais.

    Tebet muda (*)
    Alheia à crise entre o petistão e os servidores do IBGE, a ministra Simone Tebet (Planejamento) também foi cobrada a se manifestar.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-vai-enrolar-para-vetar-marajas-criados-na-camara)

    (*) Será que assim como os pássaros, “Traíra do PanTanal” na muda não pia?

  58. Miguel José Teixeira

    Ô trem bão, sô!

    . . .”O próprio ministério de Dweck, que agora supostamente fará a tal análise do veto, foi beneficiada pelo projeto: ganhou 1.500 cargos.”. . .

    “Lula vai enrolar para vetar ‘marajás’ criados na Câmara”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 05/02/26)

    O governo vai cozinhar no Ministério da Gestão e Inovação, sob comando de Esther Dweck, a análise do dispositivo que autoriza pagamentos acima do teto constitucional para servidores da Câmara e do Senado. Para descolar o governo da indecorosa benesse, Randolfe Rodrigues (PT-AP), foi escalado para trombetear possível veto ao projeto e negar acordo. Participantes do encontro contaram à coluna que a votação foi toda definida em reunião de líderes da Câmara.

    Rápido como quem rouba
    Na reunião, foi definido que o texto teria tramitação vapt-vupt, em um dia, regime urgência (furando a fila). Em duas horas, estava tudo aprovado.

    Passou a boiada
    Levantou-se, na trama dos líderes, que o número de beneficiados estaria entre 70 e 80 servidores, mas isso é falso.

    Toma lá, dá cá
    O próprio ministério de Dweck, que agora supostamente fará a tal análise do veto, foi beneficiada pelo projeto: ganhou 1.500 cargos.

    Ranking criminoso
    Levantamento do Partido Novo, que votou contra a proposta, indica que os supersalários no Brasil são 21 vezes maiores que na Argentina.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-vai-enrolar-para-vetar-marajas-criados-na-camara)

    “Atrás do trio elétrico
    Só não vai quem já morreu
    Quem já botou pra rachar
    Aprendeu que é do outro lado
    Do lado de lá do lado
    Que é lá do lado de lá”
    . . .
    (Caetoso Velano: https://www.youtube.com/watch?v=93KjFl3Fw5A

  59. Miguel José Teixeira

    “Tô p. da vida (*). Tô vendo a gente tão pra baixo. Num baixo-astral, num cambalacho!!!!!! Se segura, BRASEW, que baixou os anos 80 na redação. Tudo para registrar o estado de espírito do Xandão, que não curtiu, não gostou e está indignado com quem não quer que ministros supremos cobrem por palestras. Dois dias depois de o Fachin dizer que a Cármen Lúcia vai fazer um Código de Ética, Xandão e Toffoli mandaram uma data vênia. E se você não conhece a letra da música que abre esta newsletter mara, é porque você não sabe o que é ter vivido em um mundo em que ninguém filmava ninguém e onde nada ia parar nas redes sociais.”

    “Xandão: Tô p. da vida”
    (TixaNews, fev 5)

    A treta é a seguinte: o Supremo retomou hoje o julgamento de umas ações contra uma resolução de 2019 do CNJ que estabelece regras e limites para os magistrados em suas publicações nas redes sociais. O placar está 5×0 para manter a tal resolução e, daí, durante o julgamento, Xandão resolveu dar uma estrilada com a imprensa.

    Ele disse que é absurdo o que os inimigos do Supremo estão fazendo ao tentar colar a notícia de que os ministros liberaram o julgamento de ações por um magistrado, mesmo que ele tenha parentes envolvidos. “Mas, de forma absolutamente indigna, parte dos agressores a este STF, e com apoio lamentável de parte da mídia, vem repetindo esta mentira”.

    Nosso xerife-geral da República ainda disse que a magistratura é a carreira pública mais ingrata, já que os juízes só podem dar aula e umas palestrinhas. E até isso andam demonizando. Ô dó. Só não explicou por que a gente precisa pagar passagem de avião, hotel e uma dúzia de seguranças quando eles resolvem dar umas palestras na Europa em evento que só tem brasileiro. Aliás, Vorcaro costumava usar o banco Master para patrocinar alguns desses eventinhos.

    E Xandão também ficou indignado com essa discussão sobre ministro não poder ser sócio de nenhuma empresa. “Ah, é acionista do banco? Então não vai poder julgar ninguém do sistema financeiro?”

    Já o supremo Toffoli, que é o relator do caso do Master, também resolveu se manifestar:

    “Vários magistrados são fazendeiros, são donos de empresas” (de resorts).

    Ele não falou em resorts, darling, mas não consegui resistir, BRASEW. Me perdoa.

    Eis a conclusão que a gente tira dessas manifestações primorosas: esses supremos ganham bem, hein?

    O senador escalou
    Enquanto Xandão e Toffoli ficam indignados com a discussão se eles podem ou não ser donos de empresas, ou fazendeiros, ou donos de resorts, o relator da CPI do Crime Organizado anda dizendo que está desconfiado de que o contrato de R$ 129 milhões da esposa do Xandão com o banco Master é de dinheiro lavado por organizações criminosas. Meu Deus do céu. Já nem sei mais o que dizer. O relator é Alessandro Vieira, o senador.

    A triangulação feita pelo senador é a seguinte: fundos de investimento geridos pela Reag captavam recursos da facção criminosa e botavam no Banco Master por meio da compra massiva de CDBs. Logo, se a doutora Viviane, esposa do Xandão, foi contratada por R$ 129 milhões, isso era produto direto de lavagem de dinheiro. Penso, logo existo, BRASEW.

    Sob esse argumento, é que o senador protocolou um pedido para quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório Barci de Moraes.

    Direto de Santa Catarina
    A deputada Caroline de Toni decidiu deixar mesmo o PL, depois que o Valdemar disse que infelizmente não vai dar e o partido vai lançar o Carluxo para o Senado e apoiar a reeleição do Esperidião Amin para a outra vaga. Aff. Cada estado elege dois senadores, e querem tirar a Carol da disputa. E olha que ela lidera as pesquisas. O caso foi resolvido hoje e nem adiantou a Michelle tentar tumultuar ao dizer que apoia a Caroline. O Valdemar não quis saber.

    A conja de Bolsonaro soltou umas imagens dela e de Bolsonaro com a deputada e afirmou que ela conta com o apoio do casal.

    Cara a cara com Arthuzito
    E nosso supremo Dino autorizou que a Polícia Federal faça uma acareação entre o ex-dono da Câmara frigorífica, Arthur Lira, e o deputado José Rocha, do União Brasil da Bahia.

    Para os perdidos: em dezembro do distante 2025, a Polícia Federal soltou a Operação Transparência. Um dos principais alvos foi Tuca, a ex-assessora de Lira na presidência da Câmara. E quem denunciou a Tuca? O deputado José Rocha, que disse para a polícia que ela era “a principal responsável pela operacionalização do chamado ‘orçamento secreto’”.

    Já os advogados da Câmara dizem que quem fez maracutaia com as emendinhas foi o José Rocha, durante 2024.

    Mais do Master
    E o Conselho Nacional de Justiça resolveu dar uma averiguada no que aconteceu no Tribunal de Justiça do Maranhão, que tirou os depósitos judiciais que estavam no Banco do Brasil e passou para o BRB. O BRB, como vocês sabem, está no meio do rolo do Banco Master, quando tentou salvar o banco do Vorcaro e aceitou a transferência de uns 12 bi em empréstimos fraudulentos.

    BC calado
    O Banco Central anda reclamando na imprensa (em off, claro) que está impedido de dar qualquer explicação sobre o caso Master por conta da decisão do Toffoli de deixar tudo em sigilo.

    Tretas do Tarcísio
    O bolsonarismo não anda muito feliz com Tarcísio (e olha que o Kassab já o chamou até de submisso a Bolsonaro). O repórter Zanini, da coluna Painel da Folha, relatou hoje que os aliados de Flavitcho estão achando que Tarcísio fez um novo ataque ao bolsonarismo depois que desligou 14 pessoas ligadas a Derrite na Secretaria da Segurança Pública. Derrite era o secretário e deve ser candidato. E ele ainda botou um desafeto de Derrite na secretaria-executiva da pasta. Aff.

    E a Câmara não para
    Depois de aprovar ontem aquele aumento para servidores e o regime 3×1, a discussão na Câmara hoje é sobre aumentar em 23% a verba de gabinete dos deputados. Sim, BRASEW. Gente, depois eles reclamam da imprensa. Só sei que o aumento dos servidores gerou um mal-estar geral e, hoje à noite, Hugo Motta foi comer churrasco na casa do Lula. Amanhã a gente conta o que vai dar.

    Chega, BRASEW, vou ali negociar minha escala 3×3.

    (TRPCE)

    (*) Dominó: https://www.youtube.com/watch?v=klxf9obZXBM

    Teclando sobre baixo astral,
    sou mais dupla gaúcha Kleiton & Kledir:
    https://youtu.be/VX60ai0h5II

  60. Miguel José Teixeira

    Folha 105 (088)

    “Hélio Schwartsman mostrou que com R$ 418 se abria uma igreja no Brasil”
    – ‘Faz sentido conceder tantas regalias a grupos religiosos?’, indagou o colunista.
    – Artigo faz parte de seção que republica colunas de grande repercussão da história da Folha.

    Em 2009, jornalista Hélio Schwartsman (1) mostrou que bastavam R$ 418 para se criar uma igreja e se livrar de imposto no Brasil. Foi o que ele mostrou em uma reportagem (2) daquele ano. Como ele demonstrou, não há requisitos teológicos ou doutrinários para a criação de um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.

    E assim foi criada a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio. Em um outro texto, publicado poucos dias depois, ele contou os bastidores da reportagem.

    A discussão pública relevante aqui é se faz ou não sentido conceder tantas regalias a grupos religiosos”, escreveu. “Não há dúvida de que a liberdade de culto é um direito a preservar de forma veemente. Trata-se, afinal, de uma extensão da liberdade de pensamento e de expressão. Sem elas, nem ao menos podemos falar em democracia.”

    Leia a seguir o texto completo, parte da seção 105 Colunas de Grande Repercussão (3), que relembra crônicas que fizeram história na Folha. A iniciativa integra as comemorações dos 105 anos do jornal, em fevereiro de 2026.

    O primeiro milagre do heliocentrismo (3/12/2009)

    Como proteger-se do poder do Estado? Esse, que é um dos temas capitais da ciência política, já consumiu muita tinta e derrubou vários acres de florestas. A descrição mais clássica é a de Thomas Hobbes, para quem o Estado é um monstro feroz, um Leviatã, que, apesar de promover todo tipo de abuso, justifica-se por proteger os indivíduos da guerra de todos contra todos que configura o estado de natureza. Enquanto o poder público, leia-se, o soberano, garante a vida de seus súditos, devemos-lhe obediência total, o que inclui aceder aos menores caprichos e tolerar as piores injustiças. É só quando o soberano nos condena à morte, isto é, quando deixa de assegurar-nos a existência, que temos o direito de rebelar-nos contra sua autoridade.

    OK. Admito que não é um cenário muito idílico. Mas tampouco o era a Inglaterra sob a guerra civil no século 17. De lá para cá, as coisas melhoraram bastante, pelo menos neste cantinho de mundo que chamamos de Ocidente democrático. Embora o poder do Estado ainda seja algo a temer, contamos hoje com um rol de direitos e garantias fundamentais que são geralmente observados. Quando não o são, podemos gritar e espernear. Na pior das hipóteses, já não precisamos ser condenados à morte para conquistar o direito de revolta.

    Mais até, em determinadas circunstâncias o Estado pode ser considerado um aliado, que promove ativamente o bem-estar através de instituições como a Previdência social e serviços de educação e saúde.

    Fiz essa longa introdução, que em jornalismo chamaríamos de nariz de cera, para propor uma discussão que julgo importante: em que nível devem materializar-se essas garantias fundamentais? Elas dizem respeito a indivíduos ou a grupos? É possível conceder benefícios a setores específicos?

    Coloco essas questões a propósito da isenção de impostos para igrejas, que foi tema de reportagem (4) de minha autoria publicada na edição de domingo da Folha de S.Paulo. Faço um rápido resumo da matéria.

    Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos). É tudo muito simples. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.

    Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros “Is” de bens colocados em nome da igreja.

    Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.

    A discussão pública relevante aqui é se faz ou não sentido conceder tantas regalias a grupos religiosos. Não há dúvida de que a liberdade de culto é um direito a preservar de forma veemente. Trata-se, afinal, de uma extensão da liberdade de pensamento e de expressão. Sem elas, nem ao menos podemos falar em democracia.

    Em princípio, a imunidade tributária para igrejas surge como um reforço a essa liberdade religiosa. O pressuposto é o de que seria relativamente fácil para um governante esmagar com taxas o culto de que ele não gostasse.

    Esse é um raciocínio que fica melhor no papel do que na realidade. É claro que o poder de tributar ilimitadamente pode destruir não apenas religiões, mas qualquer atividade. Nesse caso, cabe perguntar: por que proteger apenas as religiões e não todas as pessoas e associações? Bem, a Constituição em certa medida já o fez, quando criou mecanismos de proteção que valem para todos, como os princípios da anterioridade e da não cumulatividade ou a proibição de impostos que tenham caráter confiscatório.

    Será que templos de fato precisam de proteções adicionais? Até acho que precisavam em eras já passadas, nas quais não era inverossímil que o Estado se aliasse à então religião oficial para asfixiar economicamente cultos rivais. Acredito, porém, que esse raciocínio não se aplique mais, de vez que já não existe no Brasil religião oficial e seria constitucionalmente impossível tributar um templo deixando o outro livre do gravame.

    No mais, mesmo que considerássemos a imunidade tributária a igrejas essencial, em sua presente forma ela é bem imperfeita, pois as protege apenas de impostos, mas não de taxas e contribuições. Ora, até para evitar a divisão de receitas com Estados e municípios, as mais recentes investidas da União têm se materializado justamente na forma de contribuições. Minha sensação é a de que a imunidade tributária se tornou uma espécie de relíquia dispensável.

    Está aí o primeiro milagre do heliocentrismo: não é todo dia que uma igreja se sacrifica dessa forma, advogando pela extinção de vantagens das quais se beneficia.

    Sei que estou pregando no deserto, mas o Brasil precisaria urgentemente livrar-se de certos maus hábitos, cujas origens podem ser traçadas ao feudalismo e ao fascismo, e enfim converter-se numa República de iguais, nas quais as pessoas sejam titulares de direitos porque são cidadãs, não porque pertençam a esta ou aquela categoria profissional ou porque tenham nascido em berço esplêndido. O mesmo deve valer para associações. Até por imperativos aritméticos, sempre que se concede uma prebenda fiscal a um dado grupo, onera-se imediatamente todos os que não fazem parte daquele clube. Não é demais lembrar que o princípio da solidariedade tributária também é um dos fundamentos da República.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2026/02/helio-schwartsman-mostrou-que-com-r-418-se-abria-uma-igreja-no-brasil.shtml)

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2911200909.htm
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/105-colunas-de-grande-repercussao/
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2009/11/659131-hoje-na-folha-criar-igreja-e-se-livrar-de-imposto-custa-r-418.shtml

  61. Miguel José Teixeira

    Espiando sob a toga!

    “Irmão de Ricardo Lewandowski: “No Brasil não existe lei nem justiça”
    – “Na Justiça, a jurisprudência foi rasgada e cada um decide da maneira que quer”, desabafou Luciano Lewandowski no LinkedIn.
    (Andre Shalders na coluna de Andreza Matais, Metrópoles, 04/02/26)

    O economista Luciano Lewandowski usou seu perfil no LinkedIn (*) para fazer um desabafo sobre a atuação das autoridades públicas do Brasil, inclusive do Poder Judiciário. Comentando sobre o caso do Banco Master, Luciano escreveu que “no Brasil não existe lei nem justiça” atualmente. Luciano é irmão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.

    O comentário foi postado por Luciano no LinkedIn há cerca de um mês. O texto é uma resposta a uma publicação do ex-diretor do Banco Central e investidor Luiz Fernando Figueiredo sobre o Banco Master.

    Na resposta, Luciano critica diretamente os “ministros” do Judiciário — denominação geralmente usada para os juízes de tribunais superiores, como o STF. Pelo contexto, é provável que a crítica tenha como alvo o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo.

    Postagem de Luciano Lewandowski no LinkedIn
    “Na Justiça, a jurisprudência foi rasgada e cada um decide da maneira que quer. Não existem mais prazos a serem cumpridos. Para os mortais, as decisões duram décadas, e para os amigos do rei, horas. Não existe conflito de interesses. O ministro pode julgar até a mãe!”, escreveu ele.

    “Escrevo tudo isso para lhe dizer que, na minha opinião, o Brasil teria que começar do zero, mas infelizmente isso não vai mais acontecer na nossa geração”, arremata.

    A coluna procurou Luciano Lewandowski para comentários, mas ele decidiu não se manifestar a respeito da postagem.

    Como revelou a coluna, Ricardo Lewandowski foi contratado para atuar em favor do Banco Master, por meio de seu escritório de advocacia, pelo valor de R$ 250 mil mensais. A quantia continuou sendo paga ao escritório por quase dois anos (**) depois que Lewandowski assumiu como ministro da Justiça do governo Lula (PT).

    Embora o próprio Lewandowski tenha deixado a sociedade de advogados, o contrato continuou sendo executado por seu filho, Enrique, e pela mulher, Yara Lewandowski.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/irmao-de-ricardo-lewandowski-no-brasil-nao-existe-lei-nem-justica)

    (*) https://pt.linkedin.com/posts/luizfernandofigueiredo_ex-diretor-do-bc-critica-interfer%C3%AAncia-do-activity-7411900653846913024-ZkFq?utm_source=li_share&utm_content=feedcontent&utm_medium=g_dt_web&utm_campaign=copy
    (**) https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/master-pagou-r-5-milhoes-a-escritorio-de-lewandowski-ja-como-ministro

  62. Miguel José Teixeira

    Certos togadões, sempre
    tem um coelho sob a toga!

    “Como o PT quer controlar a campanha eleitoral na internet”
    – Partido de Lula sugere ao TSE blindar governos, remover contas e pressionar provedores. Tudo em defesa da democracia.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 04/02/26)

    O Partido dos Trabalhadores (PT), representado pelo seu presidente Edinho Silva (na foto, com Lula), enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sugestões sobre a resolução anterior que regulamenta as normais eleitorais.

    O primeiro ponto do documento de dezenove páginas busca proteger os governos de críticas impulsionadas nas redes sociais.

    Blindagem de governos
    O PT pede a supressão do artigo 3ºB, que diz: “Não caracteriza propaganda eleitoral antecipada negativa a crítica ao desempenho da administração pública, realizada por pessoa natural, ainda que ocorra a contratação de impulsionamento, desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”.

    A justificativa do PT é que a liberação dos impulsionamentos de conteúdos críticos aos governos abriria espaço para o poder econômico prejudicar os pré-candidatos à reeleição (claro, o presidente Lula é um deles).

    Para o PT, o problema não é um presidente da República usar de maneira descarada a máquina pública para fazer propaganda de si mesmo (repassando 1 milhão de reais para a escola de samba Acadêmicos de Niterói, por exemplo).

    A preocupação do partido é como o “poder econômico” que poderia impulsionar críticas de governos.

    “O dispositivo em exame implica violação à isonomia material e processual entre o pretenso pré-candidato à reeleição e seus adversários. Isso porque se permitiria o impulsionamento de críticas à gestão pública — e, por consequência lógica, ao próprio gestor — mediante a utilização de recursos provenientes de múltiplas fontes, ao passo que se vedaria ao pré-candidato à reeleição a realização de impulsionamentos críticos em relação aos seus opositores”, afirma o documento petista.

    Provedores em apuros
    O PT também quer aumentar a pressão em cima dos provedores, para que eles retirem conteúdos do ar mais por iniciativa própria.

    A sugestão do partido é para que os provedores sejam punidos se não retirarem de maneira imediata “conteúdo sobre candidatos, partidos e federações já reconhecido como sabidamente falso, gravemente descontextualizado ou ofensivo por decisão colegiada do Tribunal Superior Eleitoral”.

    O problema de sempre é quem ficará a cargo de dizer o que é falso e o que é verdadeiro em cada publicação em período eleitoral.

    Na dúvida, os provedores acabariam sendo mais rígidos, eliminando qualquer coisa que pareça falsa e prejudicando o livre debate nas redes sociais.

    Contas derrubadas
    Outro ponto que chama a atenção é o pedido para que sejam removidos perfis de usuário, mesmo que não sejam comprovadamente falsos.

    Em geral, o entendimento é que se deve evitar a derrubada de perfis, pois isso poderia ser considerado censura prévia, vedada pela Constituição.

    Mas o PT pensa diferente.

    Para proteger o “processo democrático” e manter “um ambiente livre de desinformação”, vale tudo.

    “A remoção de perfis deve ser aplicada pelo juízo eleitoral da propaganda em detrimento de todos aqueles que desrespeitam as regras eleitorais e apresentam risco à higidez do processo eleitoral. Para além dos perfis anônimos e daqueles que cometem crime, já previstos na proposta, também deve ser prevista na resolução a possibilidade de aplicação da remoção de perfis que se prestem a divulgar, de forma reiterada, fatos sabidamente inverídicos sobre o processo eleitoral e seus partícipes, como forma de proteger todo o processo democrático, mantendo-o um ambiente livre de desinformação”, diz o documento.

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/como-o-pt-quer-controlar-a-campanha-eleitoral-na-internet/)

  63. Miguel José Teixeira

    “Bzzzs e brrrs”
    – À noite, no consultório dentário, ouvi ruídos de broca na outra sala. Mas estávamos sozinhos.
    – Madames já falecidas preferem cortar o cabelo com seus cabeleireiros também falecidos.
    (Ruy Castro, FSP, 04/02/26)

    Há anos, contei aqui que, certa noite, tive de recorrer a meu dentista, dr. Americo, numa emergência. De repente, ouvi ruídos na sala ao lado. Eram sons de brocas, gargarejos, vozes abafadas e um ou outro gemido. Detalhe: estávamos sozinhos no consultório. Perguntei o que era e Americo não se abalou: “É um dentista que trabalhava aqui. Morreu faz tempo. Os clientes que ele atendia também já morreram, mas parece que alguns com o tratamento pelo meio. Devem ter vindo para terminar”. Fiquei encantado com a naturalidade com que Americo se referia a um colega já defunto e sua clientela idem. “Não me incomoda”, disse. “Ele só começa a trabalhar depois que vou embora.”

    Ao ler a coluna publicada, temi que ela prejudicasse Americo —quem vai querer frequentar um consultório assombrado? Mas, ao contrário, Americo se espantou com a quantidade de emergências noturnas que passou a atender. Só temia que seus clientes passassem a preferir o dentista fantasma.

    Outro dia, fiquei sabendo que Leonardo, meu cabeleireiro, está passando pela mesma experiência em seu novo salão, numa casinha da velha Ipanema. Durante o dia, tudo corre sem novidades. Mas, nas noites de grandes acontecimentos sociais no Rio, em que as madames o solicitam poucas horas antes dos eventos, é possível escutar, vindo do segundo andar, a faina cortante das tesouras, a vibração dos secadores e o bzzz das maquininhas elétricas. Leonardo me explicou: é o seu falecido antecessor no salão, ainda sendo solicitado pelas clientes também já falecidas e cujo cabelo continua a crescer depois de elas terem feito a passagem.

    É fácil entender por que as pessoas de quem se diz que foram desta para melhor insistam em se manter fieis aos profissionais que as atendiam em vida. Acham difícil desapegar de especialistas a quem se acostumaram. E, quando sabem que seu dentista ou cabeleireiro também morreu, retomam o contato. Com sorte, reencontram até a antiga secretária.

    Talvez alguém faça brrr ao ler isto. Quem manda acreditar na vida eterna?

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/bzzzs-e-brrrs.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  64. Miguel José Teixeira

    “Dica de carreira”
    (Beatriz Pecinato, Mercado, FSP, 04/02/26)

    Há momentos da vida (e da carreira) em que você precisa de um apoio a mais para alcançar todo o seu potencial. Um mentor pode te ajudar (1) a entender seus acertos, erros, pontos fracos a desenvolver e pontos fortes a potencializar.

    O que é isso?
    A mentoria profissional (2) é uma relação estruturada de aprendizado em que um profissional mais experiente orienta outra pessoa no desenvolvimento de carreira, compartilhando conhecimentos, experiências e perspectivas sobre o mercado de trabalho.

    Sob medida.
    Procurar um mentor pode ser um desafio. Quanto maior a complementaridade entre trajetórias, ambições (3) e personalidade, mais proveitoso é o processo.

    É bom encontrar alguém com que você se identifique, mas com quem também enxergue diferenças (4).

    Veja algumas formas para encontrar um guia:
    Algumas empresas têm programas internos de mentoria —ou seja, há iniciativas do RH para juntar grupos ou duplas de profissionais jovens e sêniores em dinâmicas de orientação. Procure saber se isso existe onde você trabalha;

    A aproximação informal também pode ser uma forma de mentoria. Aproximar-se de um superior, pedir-lhe conselhos e marcar cafés esporádicos é uma maneira de obter informações importantes;

    Existem consultorias especializadas nesse tipo de serviço, com profissionais acostumados a dar esse tipo de orientação. Você pode procurá-las e entender como eles realizam esse trabalho.

    Mas cuidado:
    Não confunda um mentor com psicólogo. Se o que está impedindo o seu desenvolvimento é algum tipo de sofrimento como insegurança, desconforto ou frustração, o melhor caminho é iniciar um processo de terapia.

    (TRPCE)

    (1) “Quem precisa de mentoria? Entenda como ela pode mudar sua carreira”
    – Profissional mais experiente pode ajudar a impulsionar carreira, mas é preciso saber escolher
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2026/02/quem-precisa-de-mentoria-entenda-como-ela-pode-mudar-sua-carreira.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (2) “Como encontrar um mentor na sua empresa”
    – Mentoria pode acelerar crescimento profissional e promover networking; leia edição da newsletter FolhaCarreiras.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2024/06/como-encontrar-um-mentor-na-sua-empresa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (3) “Aprenda a argumentar e convencer no trabalho”
    – Clareza, empatia e escuta ativa são fundamentais para defender ideias e fazer apontamentos sem criar conflitos no escritório.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2025/12/aprenda-a-argumentar-e-convencer-no-de-trabalho.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (4) “Por que inteligência emocional é cada vez mais valorizada no mercado de trabalho”
    – Especialistas explicam como aprimorar habilidade comportamental.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2025/09/por-que-inteligencia-emocional-e-cada-vez-mais-valorizada-no-mercado-de-trabalho.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado;utm_medium=email&utm_campaign=newscarreiras

    (TRPCE)

  65. Miguel José Teixeira

    “Com código de conduta no radar, Moraes reclama de ‘demonização'”
    (Bruno Boghossian, Diretor da Sucursal de Brasília da Folha, Brasília Hoje, FSP, 04/02/26)

    O ministro Alexandre de Moraes reagiu aos avanços de um código (1) de conduta para integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal). Durante sessão da corte nesta quarta-feira (4), ele disse que “o magistrado não pode fazer mais nada na vida” além de dar aulas e palestras e que a opinião pública “passou a demonizar” a participação de juízes em eventos do tipo.

    Essa foi a primeira manifestação de Moraes depois que a crise do Banco Master virou tema central em Brasília. O ministro é um dos nomes do Supremo envolvidos no caso, já que o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci, firmou um contrato milionário (2) com a instituição financeira para representá-la na justiça.

    Dias Toffoli também é pressionado por ter negócios que associam seus irmãos (3) a um fundo de investimentos ligado ao Master e por ter tomado decisões contestadas (4) na relatoria do inquérito que apura as fraudes bilionárias. O ministro pregou “autolimite” e “autocontenção” durante um julgamento nesta quarta sobre regras para publicações de juízes nas redes sociais.

    A análise desse caso é encarada pelo presidente do STF, Edson Fachin, como um termômetro para aferir a aceitação dos ministros ao código de conduta (5) . Para Fachin, segundo apurou a Folha, Moraes e Toffoli engrossam ala que tem posição contrária à criação de normas para ministros.

    (1) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/toffoli-defende-autocontencao-no-stf-e-moraes-fala-em-demonizacao-de-palestras.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (2) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/12/master-contratou-escritorio-da-familia-de-moraes-por-r-36-mi-ao-mes-diz-jornal.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (3) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/empresas-de-irmaos-e-primo-de-toffoli-tiveram-como-socio-fundo-ligado-a-suspeitas-no-caso-master.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (4) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/toffoli-descarta-abandonar-relatoria-da-investigacao-do-banco-master.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (5) https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/julgamento-sobre-posts-de-juizes-nas-redes-sociais-vira-termometro-para-codigo-de-etica-de-fachin-no-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    Mapa do poder
    – O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber

    1 – O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes de partidos aliados do governo se reúnem em Brasília com o presidente Lula (PT) para trocar sinalizações mirando as eleições de outubro. Segundo apurou a Folha , os deputados de redutos onde Lula é popular, como o Nordeste, querem se associar ao presidente. Principalmente nessas regiões, o petista pretende firmar alianças com partidos que não devem apoiar seu nome nacionalmente –como União, PP, PSD e MDB.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/motta-reforca-alianca-com-lula-e-deputados-miram-eleicoes-em-jantar-com-petista.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    2 – Aliados de Lula afirmam que o presidente deve vetar (*) os projetos que reajustam salários de servidores do Legislativo. O governo afirma que não foi previamente consultado pelo Congresso sobre a medida, apesar de a votação ter sido feita de forma simbólica, o que ocorre quando todos os partidos da Câmara, inclusive o PT e a liderança do governo, assentem com a tramitação. Os deputados afirmam que a proposta levará a um crescimento do limite da verba de gabinete.
    (*) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/equipe-de-lula-defende-veto-a-projeto-de-reajuste-salarial-do-legislativo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb
    (**) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/servidores-do-congresso-e-do-tcu-pressionam-por-aumento-e-criacao-de-penduricalho.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb

    (TRPCE)

  66. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (I)
    (Por Gabriel Cariello, 04/02/26)

    SUPREMO EM FOCO

    O ministro Alexandre de Moraes criticou a “demonização de palestras” e disse que nenhuma carreira pública tem tantas restrições quanto a magistratura durante julgamento no Supremo Tribunal Federal visto como um teste à proposta de código de conduta defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Dias Toffoli, questionado pela condução do caso Master, defendeu uma “autocontenção” dos magistrados.

    (TRPCE)

    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/04/moraes-defende-limite-a-uso-de-redes-sociais-por-juizes-e-envia-recado-sobre-codigo-de-etica-nao-ha-nenhuma-carreira-com-tantas-vedacoes-quanto-a-magistratura.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    Supremamente falando. . .
    Ô povo invejoso, hein alê momô?

  67. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (II)
    (Por Gabriel Cariello, 04/02/26)

    SUPERSALÁRIOS EM BRASÍLIA

    Integrantes do Palácio do Planalto negaram que o Executivo tenha participado de acordo (*) para aprovação do projeto que reajusta vencimentos e cria benefícios para servidores do Congresso, abrindo brecha para supersalários (**). A ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação) afirmou à colunista Míriam Leitão (1) que o governo desconhecia as medidas (***). No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), concordou em levar o texto à votação.

    (TRPCE)

    (*) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/04/planalto-nega-acordo-em-reajuste-para-o-legislativo-mas-motta-diz-que-lider-do-governo-avalizou-votacao.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (**) https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/04/poderes-iniciam-2026-dando-beneficios-para-servidores-e-ampliando-gastos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde
    (***) https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/post/2026/02/dweck-diz-que-governo-desconhecia-medidas-da-camara-que-ampliam-supersalarios.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (1) Ã-rã. . . todos nós sabemos que estão todos mancomunados: eu PraTico minha PaTifaria aqui, você lá, ele acolá. Ninguém mete o bedelho na seara alheia e todos nós saqueamos legalmente os burros de cargas!

    “Entre supersalários e falta de transparência, Congresso deve explicações ao contribuinte”
    (Por Míriam Leitão, O Globo, 04/02/26)
    . . .
    “O Congresso enfrenta críticas por falta de transparência e aprovação de medidas que aumentam custos públicos. Projetos recentes na Câmara e no Senado criam benefícios controversos para servidores, como folgas remuneradas e gratificações que excedem o teto salarial. Enquanto isso, a Reforma Administrativa, que visa corrigir distorções, permanece sem avanço. A falta de clareza sobre o impacto financeiro dessas ações preocupa contribuintes.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/post/2026/02/entre-supersalarios-e-falta-de-transparencia-congresso-deve-explicacoes-ao-contribuinte.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  68. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (III)
    (Por Gabriel Cariello, 04/02/26)

    ACUSAÇÃO CONTRA MINISTRO

    O Conselho Nacional de Justiça apura uma acusação de assédio contra o ministro Marco Buzzi , do Superior Tribunal de Justiça. Uma jovem de 18 anos afirma que Buzzi tentou agarrá-la na praia de Balneário Camboriú (SC) em janeiro. Ela é filha de advogados amigos do ministro (*) — a família estava hospedada na casa de praia do magistrado. Buzzi negou ter cometido ato impróprio.

    (TRPCE)

    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/04/ministro-marco-buzzi-do-stj-e-alvo-de-apuracao-de-denuncia-de-assedio-a-jovem-em-praia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    (*) EnTOGAnte, muitíssimo enTOGAnte!

  69. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (IV)
    (Por Gabriel Cariello, 04/02/26)

    ATRITOS NO RIO

    A prefeitura do Rio e o governo estadual trocaram críticas sobre a integração das forças de segurança a um mês do início da atuação da Guarda Municipal armada na capital fluminense. O prefeito Eduardo Paes apontou dificuldades para debater o assunto com o governador Cláudio Castro. O governo do Rio criticou a criação da divisão armada sem um planejamento integrado com as forças estaduais. Com 600 agentes, a nova tropa vai atuar a partir de três bases.

    (TRPCE)

    +em: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/02/04/a-um-mes-do-inicio-da-atuacao-da-divisao-de-elite-da-guarda-municipal-paes-diz-nao-ter-conseguido-reuniao-com-castro-meses-pedindo.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

  70. Miguel José Teixeira

    “Resumão, O Globo” (V)
    (Por Gabriel Cariello, 04/02/26)

    SEMESTRE NA PRISÃO

    O ex-presidente Jair Bolsonaro completou seis meses preso . Ao longo do período, ele lidou com problemas de saúde e recebeu visitas de uma série de aliados. Da prisão, Bolsonaro tenta organizar a estratégia eleitoral de seu grupo político, incluindo a candidatura do filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Nas últimas semanas, um movimento articulado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro busca convencer o STF a conceder a prisão domiciliar do ex-presidente.

    (TRPCE)

    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/04/bolsonaro-completa-seis-meses-preso-em-meio-a-disputa-por-capital-politico-e-apelos-por-domiciliar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde

    Só pra PenTelhar. . .
    Se considerarmos o mês comercial de 30 dias X 6 = 180.
    O lula “se-deleitou-se” 580 dias na masmorra.
    Portanto, ainda faltam 400 dias para bolsonaro se igualar a proeza do lula!
    Depois, tudo que vier é lucro. . .

  71. Miguel José Teixeira

    É a essência dos bolsonaro:
    criar “rachadjinhas”!

    “Campagnollo sobre Carluxo em SC: “Confirmado o que apontei””
    – “Fui chamada de ‘mentirosa’ por um colega de partido”, diz deputada estadual de Santa Catarina ao lembrar do alerta sobre candidatura do filho de Bolsonaro.
    (Redação O Antagonista, 04/02/26)

    A deputada estadual de Santa Catarina Ana Campagnollo (PL, foto) destacou seus alertas sobre a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado no estado após circularem informações de que a deputada federal Carol de Toni (PL-SC) deve ser preterida pelo PL por composição com o PP.

    Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto teria dito a De Toni que não há lugar para ela na disputa ao Senado por Santa Catarina, já que as vagas na chapa seriam ocupadas por Carluxo, filho de Jair Bolsonaro, e pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).

    A jornalistas, a deputada confirmou que considera deixar o partido para ser candidata ao Senado. “Tem uns 6 partidos que me ofereceram vaga. Avante, Podemos, PRD, Novo, MDB e PSD (*)”, afirmou.

    “Confirmado o que apontei”
    Campagnollo, que tinha avisado que isso iria ocorrer, comentou em seu perfil no Instagram:

    “Fui chamada de ‘mentirosa’ por um colega de partido ao demonstrar que a composição para o Senado estava ajeitada até a chegada de um candidato carioca. Hoje, os noticiários expõem movimentos partidários que confirmam 100% meu diagnóstico e prognóstico.

    Enquanto muitos celebravam em público a suposta ‘chapa pura’, nos bastidores Carol de Toni estava sendo pressionada a declinar da vaga de senadora.

    ‘De Toni fora’ é a única configuração possível onde a candidatura importada não implode os acordos firmados previamente pelas lideranças nacionais.

    Ou seja: confirmado o que apontei no início.”

    Vai ou não vai?
    O governador Jorginho Mello voltou a defender publicamente na terça-feira, 3, uma chapa pura do PL na disputa ao Senado por Santa Catarina, com De Toni e Carluxo.

    Durante evento da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM) em Brasília, o governador catarinense, que preside o diretório estadual da sigla, afirmou que a deputada será candidata “com o meu apoio”. Jorginho também tratou Carol de Toni como “senadora”.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também postou uma mensagem de apoio à deputada em seu perfil no Instagram, no qual disse “estaremos com você”, marcou o perfil de De Toni e publicou uma foto ao lado da deputada e outra com Bolsonaro e De Toni (*).

    O impasse está aberto.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/campagnollo-sobre-carluxo-em-sc-confirmado-o-que-apontei/#google_vignette)

    (*) Se a detonada De Toni tem mesmo o potencial de votos que imagina ter, porque será que o Kassab ainda não à procurou?

  72. Miguel José Teixeira

    . . .
    “Mesmo com o nada feito
    Com a sala escura
    Com um nó no peito
    Com a cara dura
    Não tem mais jeito
    A gente não tem cura”
    . . .
    (Chico Buarque)

    “Custo para governo funcionar atinge R$ 72,7 bilhões em 2025”
    – É o maior valor em 9 anos ao se considerar a correção pela inflação; alta é de 11,6% na comparação com 2024.
    (Houldine Nascimento, Poder360, 04/02/26)

    Os gastos com a administração pública federal totalizaram R$ 72,7 bilhões em 2025. A alta real (descontada a inflação) é de 11,6% na comparação com 2024, quando a despesa foi de R$ 65,2 bilhões.

    Esse é o maior valor desde 2016. Naquele período, atingiu R$ 77,7 bilhões –maior valor da série histórica, iniciada em 2011. Os dados são do Tesouro Nacional.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/custo-para-governo-funcionar-atinge-r-727-bilhoes-em-2025/

    Chico & Caetano: https://www.youtube.com/watch?v=reyvsuWKm_o

  73. Miguel José Teixeira

    . . .
    “Mesmo com todo o emblema
    Todo o problema
    Todo o sistema
    . . .
    A gente vai levando”
    . . .
    (Chico Buarque)

    “Governo Lula encerra 2025 com 4.140 funcionários públicos a mais”
    – Número de trabalhadores na ativa atingiu 579.070 no ano passado, o que representa uma alta de 0,72% ante 2024; Executivo tem feito concursos para preencher vagas.
    (Houldine Nascimento, Poder360, 04/02/26)

    O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu 2025 com 579.070 funcionários públicos na ativa. São 4.140 profissionais a mais na comparação com 2024, quando eram 574.930. O crescimento é de 0,72% no período.

    É o 3º ano seguido que sobe o número de funcionários do governo federal. O total registrado ao final de 2025 é o maior desde 2021, quando havia 583.674 trabalhadores.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/governo-lula-encerra-2025-com-4-140-funcionarios-publicos-a-mais/

  74. Miguel José Teixeira

    . . .
    “Com toda a lama
    A gente vai levando”
    . . .
    (Chico Buarque)

    “Despesa com funcionários públicos atinge maior valor em 4 anos”
    – Gastos totalizaram R$ 407,9 bilhões em valores corrigidos pela inflação –alta de 4,3%; custos com ações judiciais sobem 115,7%.
    (Houldine Nascimento, Poder360, 04/02/26)

    As despesas com funcionários públicos da União totalizaram R$ 407,9 bilhões em 2025 –avanço de 4,3% ante 2024. Trata-se do maior gasto desde 2021 –naquele ano, foi registrado R$ 418,1 bilhões em valores corrigidos pela inflação.

    Esse gasto inclui o pagamento com sentenças judiciais e precatórios de pessoal e encargos. É o 3º ano seguido de alta.
    . . .
    +em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/despesa-com-funcionarios-publicos-atinge-maior-valor-em-4-anos/

  75. Miguel José Teixeira

    (*) Entendeu?

    “Pesquisa reforça Flávio como bote salva-vidas de Lula”
    – Situação do petista é tão ruim que o filho de Bolsonaro pode acabar eleito, mas o senador se consolida como a melhor chance de reeleição do presidente, (*)
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 04/02/26)

    A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 4, reforça o que todos os institutos têm apontado sobre a corrida presidencial deste ano, e a indicação mais importante é a de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, foto) é a melhor chance de o desgastado Lula conseguir se reeleger.

    O filho 01 de Jair Bolsonaro se aproximou do petista em intenções de voto, tanto nos cenários de primeiro turno quanto no de segundo turno, mas esse avanço é um detalhe diante do fato de que Flávio é, entre os potenciais oponentes do petista, o de maior rejeição.

    Dos 1.500 eleitores ouvidos (*) de 30 de janeiro a 2 de fevereiro, 34% disseram que não votariam de jeito nenhum no senador quando apresentados a uma lista dos potenciais candidatos presidenciais.

    Lula lidera essa lista, com 44% da rejeição, à frente de Flávio, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (30%) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (29,4%).

    Os potenciais candidatos de oposição sem o sobrenome Bolsonaro têm bem menos rejeição: apenas 15% não votariam no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), 14% rejeitam o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), 13,3% não votariam no governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e 13% rejeitam o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).

    A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais.

    Rejeição
    Quando questionados sobre cada potencial candidato individualmente, 44,3% dos eleitores disseram que não votariam em Flávio de jeito nenhum, contra 47% de Lula (*), 42,1% de Michelle, 32,7% de Ratinho, 29% de Caiado, 26,1% de Tarcísio, 26% de Zema e 23% de Renan Santos (Missão).

    Levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas na semana passada apontou o mesmo cenário de alta rejeição para o filho 01 de Bolsonaro, com o agravante de que, apesar de ser tão rejeitado quanto Lula, ele é bem menos conhecido, o que sugere que a rejeição pode subir.

    Os índices de aprovação de Lula são tão ruins e o petista está tão desgastado que existe a chance de Flávio vencê-lo nas urnas neste ano, caso siga com a candidatura, mas é sua pré-candidatura que mantém hoje alguma perspectiva de poder para um presidente que não tem mais o que mostrar.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/pesquisa-reforca-flavio-como-bote-salva-vidas-de-lula/)

    (*) Não fui consultado pelos pesquisadores. Mas. . . “me-incluo-me” entre os pesquisados que não votariam no lula decaído e nem no faveco rachadjinha DE JEITO NENHUM!

  76. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler”
    (Isadora Laviola, Jornalista da editoria de Livros, FSP, 04/02/26)

    Você já deve ter ouvido que o Brasil está na moda. Pessoas do mundo inteiro ouvem nossas músicas, vestem nossas cores, planejam viagens para nossas terras e, mais do que nunca, assistem a filmes brasileiros que contam um pouco da nossa história. O sucesso de “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto” nas principais premiações internacionais do cinema parece nos tornar impossíveis de ignorar neste momento.

    Esse fascínio, porém, não se estende com a mesma força à literatura nacional, e a reportagem do editor Walter Porto (*) investiga as razões desse persistente descaso.

    À primeira vista, o problema parece ser crônico. O desinteresse pela literatura em língua portuguesa é histórico. Entre 1886 e 1994, apenas 164 livros brasileiros foram traduzidos para o inglês. O número pode soar expressivo —três livros a cada dois anos—, mas encolhe quando lembramos dos nomes que o sustentam.

    São gigantes como Jorge Amado, Clarice Lispector e Paulo Coelho. Mesmo esses nomes, no entanto, raramente ocupam as vitrines fora do Brasil.

    “A literatura brasileira ainda não alcançou o reconhecimento que merece. Poderíamos fazer mais se tivéssemos orçamento e equipe maior, mas em termos do que fazemos, tem sido bastante satisfatório”, afirma o embaixador Marco Antonio Nakata, diretor do Instituto Guimarães Rosa.

    Resta, então, uma pergunta incômoda: de que adianta desejarmos nossas obras na lista de leitura dos gringos se nós mesmos seguimos afastados da literatura produzida no Brasil?

    (*) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/por-que-a-literatura-do-brasil-ainda-nao-deslancha-no-exterior-como-o-cinema.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    acabou de chegar

    > “Contos Completos” (trad. Bruno Cobalchini Mattos, Mundaréu, R$ 78, 224 págs.) confirma a distância do autor José Donoso daquele que ficou conhecido como o quarteto fantástico do boom latino-americano: Julio Cortázar, Carlos Fuentes, Mario Vargas Llosa e Gabriel García Márquez. Ao contrário deles, Donoso seguiu longe do realismo mágico e usa a forma culta de escrita “como experimentação”, segundo o crítico Alvaro Costa e Silva.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/livros-de-jose-donoso-iluminam-diferencas-com-boom-latino-americano.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Mumbo Jumbo” (trad. João Vitor Schmidt, Zain, R$ 79,90, 320 págs.) é comumente apontado como a obra-prima do americano Ishmael Reed e, apesar de ter sido publicado na década de 1970, só chega ao Brasil agora. No romance, uma epidemia de dança se espalha pelas comunidades negras dos EUA. “É um livro que mistura ambientação pulp, cosmogonia africana, teologia, teorias da conspiração e uma escrita anárquica temperada de erudição e humor”, escreve o crítico Gabriel Trigueiro.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/01/ishmael-reed-mestre-da-controversia-nao-tem-paralelos-na-literatura.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > “Rei” (Planeta, R$ 69, 272 págs.) é o livro em que o jornalista Paulo Vinicius Coelho, o PVC, percorre toda a trajetória de Pelé e conta como o menino Dico se tornou o maior nome da história do futebol. Além de destacar os principais episódios da carreira do atleta, PVC fala também do Edson pai e marido. Trata-se de uma biografia, embora o autor recuse esse título: “Li as biografias feitas por Ruy Castro e Fernando Morais, por isso tenho um certo pudor [de me referir ao livro dessa maneira]”, ele diz em entrevista a Naief Haddad.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/01/pvc-lanca-livro-sobre-pele-o-homem-incomparavel.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    agenda literária

    > Na quarta (4), às 19h, a Livraria Ponta de Lança (r. Aureliano Coutinho, 26 – Santa Cecília – SP) promove um lançamento em dobro das traduções de H.D. feitas por Camila de Moura: “Eurídice e Outros Poemas” e “Visões e Êxtases”. A programação inclui uma performance com a tradutora e Reuben da Rocha, seguida de bate-papo com a autora Mar Becker e Caio Borges.

    > Também na quarta-feira (4), às 19h30, o Sesc Avenida Paulista (av. Paulista, 119 – Cerqueira César – SP) recebe a poeta e artista Eveline Sin para o lançamento de “Só Escapa Quem Avoa”, em um bate-papo com mediação do escritor Marcelino Freire. A obra reúne 15 poemas que têm a velhice, o delírio e a memória como eixos centrais.

    > Na quinta (5), às 19h, o Mercadinho Simples da Livraria Simples (r. Rocha, 416a – Bela Vista – SP) abriga o lançamento de “O Salto do Tigre”, de Isabela Benassi. A autora participa de um bate-papo com os também escritores Helena Zelic, Zé Mariano e Henrique Provinzano Amaral.

    > E no sábado (7), às 17h, a Megafauna Copan (av. Ipiranga, 200 – loja 53 – República – SP) recebe o lançamento de “Serra da Capivara”, do fotojornalista e ambientalista André Pessoa. O livro, uma homenagem à arqueóloga Niède Guidon, será apresentado em conversa do autor com as jornalistas Adriana Abujamra e Simone Siman e com os cineastas Jorge Grinspum e Toni Nogueira.

    e mais

    > “Rivalidade Ardente”, romance de Rachel Reid, teve sua tiragem quintuplicada pela Globo Livros ainda na pré-venda no Brasil. O movimento foi impulsionado pelo sucesso viral da série canadense que adapta o livro. “Heated Rivalry”, como é chamado por lá, conta o relacionamento secreto de dois jogadores de hóquei. Como aponta o Painel das Letras, antes mesmo do lançamento, o livro chegou ao topo dos mais vendidos da Amazon.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/01/livro-rivalidade-ardente-quintuplica-tiragem-na-pre-venda-com-frenesi-da-serie.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Com o Nobel de Han Kang e a ficção de cura se estabilizando como gênero, a literatura sul-coreana tem ganhado cada vez mais espaço nas livrarias brasileiras. O blog K-cultura revela que ao menos 18 títulos assinados por autores sul-coreanos já foram anunciados para 2026. Entre eles estão as best-sellers Min Jin Lee e Heena Baek e o livro ilustrado oficial do filme animado “Guerreiras do K-pop”.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/k-cultura/2026/01/veja-livros-coreanos-que-chegam-ao-brasil-em-2026-como-o-oficial-de-guerreiras-do-k-pop.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    além dos livros

    > A socióloga italiana Leopoldina Fortunati, contemporânea e colaboradora da célebre filósofa feminista Silvia Federici, expandiu a tese de que o trabalho no contexto familiar também é produtivo. Segundo ela, o capitalismo aprofundou as desigualdades entre homens e mulheres, sendo o real inimigo delas. “O operário teria uma relação direta com o capital por meio do trabalho assalariado, enquanto a mulher é vista como ‘uma força natural’ dentro de casa”, escreve a repórter Angela Boldrini.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/inimigo-das-mulheres-e-o-capitalismo-nao-os-homens-diz-feminista-pioneira.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Em um mundo atravessado por produtividade tóxica e geopolítica caótica, a vida de freira parece um refúgio. Foi isso o que pensaram as pesquisadoras Carmen Urbita e Ana Garriga. Mas, ao mergulharem em estudos da vida monástica, elas descobriram mulheres que enfrentaram superiores incompetentes, amores à distância e dificuldades financeiras. “Ler sobre essas freiras e perceber que elas estavam tendo experiências semelhantes nos ajudou muito a processar nossas próprias lutas”, conta Garriga em entrevista a Luana Lisboa.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/01/freiras-do-seculo-16-podem-dar-dicas-para-viver-no-mundo-de-hoje-dizem-escritoras.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > A partir da ideia de que “todo texto é inesgotável”, a colunista Juliana de Albuquerque volta aos escritos de Simone de Beauvoir e Hannah Arendt sobre a tensão entre política e moral. A partir de exemplos diferentes, ambas as filósofas mostram que julgar tem uma dimensão política importante: não basta condenar alguém, é preciso entender o porquê dessa condenação em termos éticos e morais.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana-de-albuquerque/2026/01/hannah-arendt-e-simone-de-beauvoir-nos-ensinam-a-dimensao-politica-de-julgar.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > Haddad analisa aceleração do capitalismo em novo livro; leia trecho inédito (*)
    – Em ‘Capitalismo Superindustrial’, autor defende que inovação contínua cria ilusão que transforma superlucros em renda.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/01/haddad-analisa-aceleracao-do-capitalismo-em-novo-livro-leia-trecho-inedito.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (*) Com essas idéias do século passado a “História do Pensamento Econômico” nunca mais será a mesma!

    > Livro propõe superar o elitismo e fortalecer o papel social de arquitetos
    – Nadia Somekh defende comprometimento de profissionais com a realidade urbana brasileira, sobretudo a das periferias.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/01/livro-propoe-superar-o-elitismo-e-fortalecer-o-papel-social-de-arquitetos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    > ‘Vizunga’, HQ de Flavio Colin, é inventiva, mas tem marcas colonialistas
    – Representações problemáticas de africanos e indígenas põem em xeque a mitologia inovadora do quadrinho brasileiro.
    +em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/01/vizunga-hq-de-flavio-colin-e-inventiva-mas-tem-marcas-colonialistas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler

    (TRPCE)

  77. Miguel José Teixeira

    . . .”O atual governo fez ouvidos moucos ao problema do crescimento das despesas públicas, que saltaram R$ 324,5 bilhões de 2022 a 2025, quando descontada a inflação. Pior, o governo agravou a rigidez dos gastos obrigatórios, que consomem cerca de 95% do Orçamento.”. . .

    “Quando 2027 chegar”
    – A procrastinação nas reformas e os muitos equívocos constroem um quadro de estresse fiscal para quem assumir em 2027.
    (Por Zeina Latif, O Globo, 04/02/26)

    O primeiro ano de governo costuma ser uma “janela de oportunidade” para reformas de maior envergadura. O capital político do presidente recém-eleito é mais elevado e há maior disponibilidade de moedas de troca para a barganha política, como a distribuição de cargos para conquistar aliados.

    Por esse aspecto, a alternância de poder tende a ser mais promissora para as reformas. Em caso de reeleição, Lula não terá lua de mel. E o cenário de continuidade da polarização entre “extremos” também dificulta a formação de maioria no Congresso.

    O apoio político, porém, não basta para as reformas acontecerem. É necessária a convicção do presidente, bem orientado pelo ministro da Fazenda na apresentação de diagnósticos e prioridades. Em caso de reeleição, ganha maior peso o nome do próximo ministro.

    Ajuda também quando os temas relativos às reformas estão mais maduros no debate público — foi assim na Reforma da Previdência. Alguns temas têm circulado, timidamente, como a reforma administrativa e a revisão de políticas públicas — BPC, abono salarial etc. Falta, porém, convicção ao PT sobre sua importância.

    O atual governo fez ouvidos moucos ao problema do crescimento das despesas públicas, que saltaram R$ 324,5 bilhões de 2022 a 2025, quando descontada a inflação. Pior, o governo agravou a rigidez dos gastos obrigatórios, que consomem cerca de 95% do Orçamento.

    Em torno de um terço do aumento citado das despesas decorre da retomada da política de valorização do salário mínimo, que corrige benefícios previdenciários e assistenciais, e da vinculação dos pisos constitucionais de saúde e educação à arrecadação.

    Foram retrocessos do ponto de vista técnico que precisarão ser corrigidos, consumindo um capital político que poderá fazer falta em pautas mais difíceis politicamente.

    O problema não está em valorizar o salário mínimo, mas em sua magnitude. Um reajuste mais robusto em 2023 seria compreensível, em função da perda do valor real médio em 2021 (-3,3% em relação à média de 2020, por conta da elevada inflação média naquele ano), sem a devida recuperação em 2022.

    Mas houve exagero: o ganho real médio desde então (4,1% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,6% em 2025) foi incompatível com os baixos ganhos de produtividade do trabalho no país. De quebra, com o mercado de trabalho aquecido, potencializou-se a inflação de salários e seu impacto nos preços de serviços, o que exige juros mais elevados. Não existe almoço grátis.

    É compreensível a defesa de preservação de gastos com saúde e educação, mas a regra anterior de correção do piso pela inflação mostrava-se adequada para nossa realidade, sendo que a União vinha gastando mais do que os mínimos constitucionais. O salto nessas despesas em 2024 foi muito expressivo. E como efeito colateral, aumentou-se o comportamento pró-cíclico dos gastos, algo a ser evitado.

    Houve também aumento das despesas fora do Orçamento, como no uso de recursos de fundos públicos para custear políticas de crédito. Esse e outros mecanismos, que acabam alimentando a dívida pública, têm sido objeto de análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Correções serão necessárias, por meio de determinações do TCU, assim como foi feito no caso do programa Pé-de-Meia, que precisou ser incluído no Orçamento. Mais uma batata quente para o próximo governo.

    Ainda, será necessário conter as emendas parlamentares, que pesam no orçamento (R$ 61 bilhões este ano). Pior, boa parte tornou-se obrigatória, impositiva (R$ 37,8 bilhões), deixando de ser um instrumento de barganha política para obter votos a favor de reformas. Enquanto isso, tentativas de limitá-las podem levar a pautas-bomba no Legislativo.

    O único alívio para o próximo presidente foi a decisão do Congresso de suavizar a incorporação do pagamento de precatórios na apuração da meta fiscal (10% acumulativo em cada ano)— isso sem nenhuma contrapartida de esforço fiscal; não foi uma boa decisão.

    A procrastinação nas reformas e os muitos equívocos constroem um quadro de estresse fiscal, o que poderá levar ao afrouxamento da meta fiscal e dos parâmetros do arcabouço fiscal — como o teto de crescimento das despesas em 2,5% em termos reais —, com previsão de atualização em 2027.

    Mas não sem custo político e riscos para a confiança no próximo presidente, que encontrará uma casa mais desarrumada do que a recebida por Lula.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/zeina-latif/coluna/2026/02/quando-2027-chegar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)

  78. Miguel José Teixeira

    “Mensagem de Lula pedia palanque”
    – O ano eleitoral começou com a proposta do fim da escala 6×1 .
    (Por Elio Gaspari, O Globo, 04/02/26)
    . . .
    “Na mensagem presidencial de 600 páginas (*), Lula destacou três objetivos: regulamentação dos direitos dos trabalhadores de aplicativos, um projeto de segurança pública e o fim da escala 6×1, propondo a escala 5×2. Esta última, uma reforma trabalhista significativa, visa aumentar o tempo de descanso dos trabalhadores sem redução salarial. Lula defende que o tempo livre é essencial, mas enfrenta críticas sobre a produtividade e possíveis impactos na formalidade do emprego.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/opiniao/elio-gaspari/coluna/2026/02/mensagem-de-lula-pedia-palanque.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) Quem escreveu não leu e/ou quem leu não escreveu?
    Cá entre nós, é ou não uma verdadeira odisséia um semi analfabeto, orgulhoso de o sê-lo, ler 600 páginas em público?

  79. Miguel José Teixeira

    O início do fim!

    “CPI do INSS vira batalha eleitoral antecipada de aliados de Lula e Flávio Bolsonaro”
    – Requerimentos de quebra de sigilo de filho do presidente e de senador se transformam em batalha da comissão.
    (Por Geralda Doca — Brasília, O globo, 04/02/26)
    . . .
    “A CPI do INSS se tornou palco de uma batalha política entre aliados de Lula e Flávio Bolsonaro, antecipando a disputa eleitoral. Governistas e opositores divergem sobre a quebra de sigilo de Lulinha e Flávio, respectivamente, ambos ligados ao empresário preso Antonio Carlos Antunes. O presidente da CPI, Carlos Viana, busca prolongar os trabalhos, enquanto o Senado ainda não decidiu sobre a prorrogação.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/04/cpi-do-inss-vira-batalha-eleitoral-antecipada-de-aliados-de-lula-e-flavio-bolsonaro.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    . . .e todos irão juntos comemorar no Sítio de Atibaia, que era mas não era do lula, com chocolates da fantástica loja do faveco rachadjinha!

  80. Miguel José Teixeira

    Para quem gosta de Jornais!

    “‘O GLOBO por dentro’: jornal abre a Redação e mostra seus bastidores aos leitores”
    – Iniciativa convida o público a acompanhar como a notícia ganha forma, conhecer seus jornalistas e amplia o diálogo com respostas a cartas e dicas de repórteres e editores.
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/o-globo-por-dentro/especial/o-globo-por-dentro-novo-projeto-mostra-os-bastidores-da-redacao-e-quem-sao-os-jornalistas-por-tras-das-noticias.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  81. Miguel José Teixeira

    Acelerem o cortejão antes
    que chegue o acordão!

    “Entenda o processo no STM que pode expulsar Bolsonaro e mais quatro oficiais de alta patente das Forças Armadas”
    – Ações devem começar a ser julgadas pela Corte ainda este ano.
    (Por Mariana Muniz e Eduardo Gonçalves — Brasília, O Globo, 04/02/26)
    . . .
    “O Ministério Público Militar apresentou ao Superior Tribunal Militar pedidos para expulsar Jair Bolsonaro e quatro oficiais das Forças Armadas, devido à condenação por envolvimento em um golpe. As ações, inéditas para oficiais de alta patente, devem ser julgadas ainda este ano. O STM, composto por 15 ministros, analisará a perda de patente, que pode resultar na “morte simbólica” dos envolvidos.” (Irineu)
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/04/entenda-o-processo-no-stm-que-podem-expulsar-bolsonaro-e-mais-quatro-oficiais-de-alta-patente-das-forcas-armadas.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

  82. Miguel José Teixeira

    Afinal, na PeTezuela somos
    Arlequim (*) ou somos Pierrô (**)?
    – Penso que metade do ano
    sou Arlequim e a outra
    metade, Pierrô!

    “Poderes iniciam 2026 dando benefícios para servidores e ampliando gastos”
    – Congresso e Judiciário concedem pacotes de reajustes até fora do teto e driblam regra fiscal.
    (Por Bernardo Lima — Brasília, O Globo, 04/02/26)
    . . .
    “Os Três Poderes do Brasil iniciaram 2026 ampliando benefícios e gastos para servidores. O Congresso aprovou aumentos salariais para funcionários do Legislativo e Executivo, criando gratificações significativas. O STF excluiu receitas do Ministério Público do teto de gastos, permitindo mais despesas. Essas medidas, em ano eleitoral, resultam em um impacto financeiro expressivo, com ajustes salariais e novas carreiras.
    . . .
    +em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/04/poderes-iniciam-2026-dando-beneficios-para-servidores-e-ampliando-gastos.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha

    (*) O Arlequim é um personagem clássico da Commedia dell’arte italiana, conhecido por sua roupa de retalhos coloridos em forma de losangos, agilidade, personalidade astuta e trapaceira. Originário como servo cômico, ele é um ícone do Carnaval e figura central na disputa amorosa por Colombina, frequentemente associado ao humor, à improvisação e, em sentido figurado, a uma pessoa brincalhona ou volúvel.

    (**) Pierrot é um personagem clássico da pantomima francesa, derivado do italiano Pedrolino, conhecido como o “palhaço triste” ou “cômico sentimental”, com rosto branco e roupas brancas largas, que vive um amor não correspondido por Colombina, sendo um símbolo de ingenuidade e melancolia romântica, presente em músicas e carnaval.

  83. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .

    Enquanto Maduro for apenas “conselheiro” do
    Trump, a corja vermelha latina, respira aliviada.
    Pior será quando Maduro virar delator!
    Aí a casa cai!

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