Esta introdução nesta segunda semana de 2026, é necessária. É um princípio. É a minha carta de alforria. Se você é leitor ou leitora habitual deste espaço, então você já leu esta observação abaixo, MUITAS outras vezes nos anos passados. Reproduzo-a refrescar à memória dos “esquecidos”, ou, tornar claro para os novos por aqui, os quais inventam e encontram nas entrelinhas, “interesses” outros naquilo que publico.
Este blog não é e nunca foi impulsionado, não montou nenhum grupo de WhatsApp – ou em outros aplicativos de mensagens – para dar volume de acessos – apesar de ousadas propostas neste sentido – , não é e nunca foi monetizado pelos acessos que recebe, não é e nunca foi patrocinado por particulares, empresas, dinheiro público ou de políticos, também nunca “pediu ajuda de custos” a políticos e empresários para se manter.
Acrescento: não monta premiações, não “cria” agências para disfarçadamente intermediar negócios de comunicação aos interesses dos poderosos “amigos” do poder de ou no plantão e também, não dá assessoria privada de qualquer tipo para os políticos locais.
Se você quer republicar os artigos, por favor, só na íntegra para não descontextualizar a análise, comentário ou à crítica. E ao final de cada artigo, há botões facilitadores para replicar estes artigos via aplicativos de mensagens, e-mails e redes sociais. Estes botões fazem isso automaticamente para você. Há também espaço para a sua opinião, correções e contraponto.
Os políticos – e amigos e patrocinadores desses políticos – querem que os artigos esclarecedores como o abaixo, em novo governo que veio para mudar, sejam banidos, estão se articulando, desacreditando e farão de tudo para isso. Até poucos dias, aplaudiam-me, porque eram os beneficiados diretos com a minha clareza. E no fundo, essa forma dessa gente agir: aplaudir quando na oposição e sufocar, desacreditar, perseguir e até processar quando no poder. No fundo, essa gente é contra você e a cidade.
Então, exatamente por causa dela, é que este espaço é de vigia e continuará “olhando a maré” para o descontentamento dos políticos sustentados por nossos pesados impostos, cada vez mais altos e on line – ou os que manipulam fatos e versões à sombra do poder de plantão. E falsamente, ainda pregam a transparência dos atos deles; dizem que vão desnudar os dos outros, mas tudo, de verdade, que querem, além do constrangimento e perseguição, por todos os meios, é que tudo se escorra mansamente para debaixo do tapete do esquecimento eterno.
O ARTIGO DE HOJE

As dúvidas, os alinhamentos de sobrevivência política, as escolhas, a falta de resultados e centralmente, a falta de transparência – apesar da massiva comunicação marqueteira e uso abusivo das redes sociais – foram determinantes para arruinar a imagem do jovem, do homem de fé, do político promissor bom de lábia e principalmente, do inexperiente administrador público, Kleber Edson Wan Dall, MDB. Em decorrência disso e das circunstâncias que ele próprio liderou, foi humilhantemente derrotado nas urnas de 2024 na sua clara tentativa de continuidade com o seu vice, armado para ele não perder lá em em 2020, Marcelo de Souza Brick, PP.
A vitória de Paulo Norberto Koerich, PL, e Rodrigo Boeing Althoff, eleito no PL, mas já está no Republicanos, não foi porque Paulo era conservador e bolsonarista. Afinal, Kleber sempre se apresentou e venceu (para vereador e prefeito) neste nicho, a partir do palanque evangélico – numa cidade de imagem católica fervorosa, a tal ponto de ter um cardeal citado para ser Papa -, nicho de Kleber que sempre incluiu a pátria e família dos conservadores.
A vitória de Paulo – contra quatro candidatos entre eles, um prefeito de três mandatos, foi porque ele encarnou, como policial – que chegou topo da carreira sendo o equivalente a secretário de Segurança no governo de Carlos Moisés da Silva, sem partido – e eleito na onda bolsonarista no PSL – e investigador de fama – que também chegou ao topo da carreira como delegado geral em Santa Catarina – na esperança majoritária da população – 52,98% dos votos válidos – para a solução das dúvidas e a corrida para enquadrar os políticos fora da linha, de escolhas erráticas e incoerentes que a população não queria mais ver no comando na prefeitura de Gaspar. Simples assim.
O PASSADO ESTÁ NO PRESENTE
Um ano depois da posse, inacreditavelmente, estas mesmas pautas do vencedor já estão nas mãos de uma oposição – até então mansa, cautelosa e mesmo dando tempo para o governante se aprumar. Ela resolveu sair da toca exatamente porque o governo de Paulo não fez a mínima lição de casa e não ocupou os espaços que jurou, por crédito seu e medo dos adversários, e esperanças da população queria ocupado pelo eleito E pior. Veio um sinal perigoso na última sessão – feita extraordinariamente. Quando o governo precisava de votos para o canetaço do aumento da taxa de lixo este “bem precioso” lhe faltou. Deixou-o tonto. A “nova” base constrangida. E os adversários arrotando grosso.
Mas, se este foi o auge do ano passado, devem-se aos sinais trocados e que começaram na formação do “novo” governo, incluindo a transição; nas trocas de comando feitas precocemente, algumas sem explicações convincentes e exageradas no alto número de secretários, bem como de outros do entorno administrativo. Estava explícita escolha errática do presidente da Câmara e que culminou na dependência dos votos do velho PP – o que esteve em todos os governos, inclusive os do PT – bem como no flerte com parte do MDB, o que era a cara de Kleber.
Para quem vendeu mudanças, nada disso poderia ter pior nesta imagem. E os defensores da mudança não estão engolindo facilmente. Mudou, o titular, mas não o comando parece ter voltado as mãos chaves dos mesmos que sempre atuaram nos bastidores.
A MUDANÇA PARA NÃO MUDAR
A caça as bruxas começou com um passo em falso e logo percebido. Foi montada uma CPI na Câmara para apurar o que a polícia especializada de Blumenau em corrupção já tinha esmiuçado e aclarado nas metragens cobradas exageradamente das roçadas em Gaspar. Agora, é a própria CPI da Câmara de Gaspar que está se explicando na contratação do assessoramento que pediu para comprovar o que já estava provado.
As milionárias floreiras, viraram vasos decorativos de escolas (foto acima à esquerda). Já os milionários bueiros “inteligentes” emburreceram viraram engolidores de pesados impostos dos burros de cargas; estão estocados em algum lugar aguardando o esquecimento da cidade. O milionário terreno da Furb, na falta de melhor destino, vai se transformar num parque lúdico para a cidade, enquanto a prefeitura continua a se esbaldar em mais e caros aluguéis para ela funcionar.
O terreno, segundo a justificativa da prefeitura de Kleber na Câmara para compra de R$14 milhões, que viraram financiamento e quando pagos, chegarão a R$22 milhões, era para a construção de um Centro Administrativo e se livrar dos alugueis. Fizeram conta e tudo. Mas, quem vai abrir mão dos aluguéis se eles são moedas de trocas nos apoios aos poderosos de plantão? Se está ruim com eles, imagina-se sem eles.
Pior mesmo, foi a dobra da aposta de Paulo no desperdício e pior, em meio alegação de falta de dinheiro no caixa da prefeitura ao básico do básico. O atual governo sem resolver um, estava comprando, milionariamente, um outro terreno, sem saber exatamente para o que, ali nas imediações do Ginásio João dos Santos, ou seja, do da Furb.
O PASTO DO JACARÉ ESTÁ ENGOLINDO OS PALANQUEIROS
Não vou esticar esta longa lista de falas e juras entre o palanque que levou à vitória de Paulo e a realidade não concretizada ou enrolada, até o momento. A cidade já entendeu e está cansada. E este é ano de eleições. Na outra ponta, mesmo assim, diante de tantas evidências e fatos, está a raiva dos que estão no comando da prefeitura quando se toca nesses assuntos, não transformados em soluções para esfregarem na cara dos queixosos e críticos.
Vou me lançar a preguiça e reproduzir abaixo, a fala do vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT, nas redes sociais, feita no apagar das luzes do ano passado. Depois do escandaloso buraco continuado – exatamente por ser continuado – sem controle do Hospital de Gaspar, penso que esta milionária obra do quilômetro mais caro de Santa Catarina – R$12 milhões a preços de quatro anos atrás – no pasto do Jacaré, ligando as avenidas Frei Godofredo e Francisco Mastella, é enigmático porque está se entregando, mais uma vez, de mão beijada o discurso do vitorioso para a oposição enfraquecê-lo.
Perguntar não ofende: quem mesmo orienta esta gente? Bruxos que não colocam digitais e o PP do articulador político e chefe de gabinete, Pedro Inácio Bornhausen, PP
Retomando para encerrar.

Desde o início foi dito por especialistas que ali – neste ligação no pasto do Jacaré – se tinha problemas técnicos. Bingo. Pronta, e usada pelos políticos e os donos da cidade de sempre como palanque político para lançar frustradamente Kleber a deputado estadual, os problemas visíveis logo apareceram. Passou-se por ali, quase uma dezena de fiscais inclusive uma cara empresa especializada nisso. E nada, até agora, de se apurar as responsabilidade e ao menos, corrigir os problemas enquanto se está garantia e no tempo dessa exigência de quem fez e fiscalizou a obra.
Ah, mais este terreno é de turfa e instável. Ok.
Mas, todos os engenheiros – desde o projeto, execução e fiscalização – sabiam disso, antecipadamente. Há técnicas de verificação e construtivas para superar este desafio. E o milionário preço cobrado pelo quilômetro, sugere que estas técnicas projetivas, executivas e de fiscalização foram empregadas. Só isto mostra o tamanho do problema e das responsabilidades que se leva de barriga e vão sobrar para os impostos dos gasparenses.
As cenas vistas aos olhos de todos e colocada aqui em algumas fotos, perigo e comprometimento viário – bem como no vídeo de Dionísio – mostra como o “novo” governo está sendo embrulhado ou se estabelecendo num “case” emblemático de perder, tão rapidamente, para a oposição, o seu próprio discurso que o fez vencedor em outubro de 2024. Como na foto acima, esta obra não apenas entalou alguns tipo de caminhões, mas o governo passado. E o atual, teima em se entalar naquilo que disse que esclareceria, arrumaria e faria a cidade não ter prejuízos. Mas… Muda Gaspar!
TRAPICHE
Esta é a contribuição de um leitor, daqueles que os poderosos que não tenho, depois que ele leu CHEGARAM MAIS UMA VEZ OS REIS MAGOS. HÁ UM ANO TROUXERAM AS PROMESSAS. NESTE ANO, ESQUECERAM OS PRESENTES AO MESSIAS, O REPRESENTANTE DO POVO. O HOSPITAL DE GASPAR REALMENTE FOI DESAPROPRIADO? DINHEIRO VEIO

Publico a charge para não desperdiçar a criatividade, a interpretação contextual e a contribuição de um gasparense. O mato de hoje, já não é mais da falta de empresa contratada. É um problema de gestão. Então…
Retrato de um governo I. Na quarta-feira, dia sete, ou seja, depois do Dia de Reis, a equipe de jornalismo móvel do Jornal do Almoço da NSC de Blumenau se deslocou para o Gaspar Alto a uma reportagem ao vivo. O lixo ali não era recolhido há dois meses. Repito: dois meses. Na reportagem, a prefeitura e o Samae de Gaspar se comprometeram a dar uma solução já na tarde daquele dia.
Retrato de um governo II. Primeiro: por que deixar o problema crescer a tal ponto de se repercutir ele regionalmente em amplo espaço de audiência? Segundo: se tinha a solução – como se anunciou -, por que se esperou tanto tempo para implementá-la? Impressionante. E depois sou eu quem exagero.
Retrato de um governo III. A passada era semanal. Quando deixou de passar, sem avisar e questionado pela comunidade, o Samae alegou que a rua era estreita para os caminhões da gasparense que faz a coleta em regime de emergência Saays Soluções Ambientais passarem por lá. Como assim? Sempre passou. Ou seja, não colou.
Retrato de um governo IV. Então, prometeu coletores na entrada da rua para atender todos os moradores. Nem isso. Só enrolação. O Samae é tocado por um funcionário de carreira. Cícero Giovane Amaro, que já foi do PSD e hoje está no PL, já foi vereador. E quando na vereança dava aulas deste assunto. Hoje, parece que desaprendeu tudo ou entrou no “ritmo” do atual governo.

Retrato de uma cidade I. Entre Natal e Ano Novo a cidade, como era de se esperar, ficou mais vazia. E como havia poucas coisas para nos distrair o que chamou a atenção: como ela está mal cuidada. Em quase todas as ruas centrais, o que mais se viu foram fios soltos e jogados pelas calçadas. Desimportante diante das demais prioridades? Pode ser. Mas, este tema também esteve na campanha.
Retrato de uma cidade II. O Samae de Gaspar entrou o ano pedindo que se economize água. Bom. Precavido. Mas, revela o que todos teme. Há décadas só ampliam a reservação e a rede de distribuição, ou seja, mais consumo. Avisou que pode faltar água.
Retrato de uma cidade III. A adutora do Bela Vista que socorre o sistema do Centro (Sete, Coloninha) e do Sul (Santa Teresinha, Barracão e Bateias), os maiores consumidores, rompeu. Justificativas para os problemas de lá e futuros da cidade inteira em pleno verão escaldante e a vida já de volta à rotina. É uma cidade refém sem plano B e sem planos de mitigar estas dependências do modelo alto de reservação por falta de ampliação na captação e tratamento.
Retrato de uma cidade IV. No outro lado, nem prefeitura, nem Samae, nem secretaria de Planejamento Territorial, Fazenda e Gestão Administrativa, nem chefia de gabinete, nem procuradoria avançaram um milímetro no projeto de implantação do sistema de coleta e tratamento de esgotos depois de um ano de silêncio. Impressionante!
Retrato de uma cidade IV. Como em 2025 foi ano da errática experimentação, o ano de 2026 da verdadeira mudanças. O governo de Paulo Noberto Koerich, PL, direita – em associação com o PP pragmático – acaba de contratar uma consultoria para lhe auxiliar do marasmo tocada pelo guru da esquerda e do governo de Décio Neri de Lima, PT, em Blumenau, nesta área de planejamento e finanças: João Krein.
Retrato de uma cidade V. A secretária de Fazenda e Gestão Administrativa, Ana Karina Schramm Matuchaski Cunha contratou no final de agosto do ano passado por R$338 mil a Logos para a elaboração e implantação do Planejamento Estratégico 2025/28. Entre elas estão a “construção de premissas e fundamentos, as grandes escolhas.
Retrato de uma cidade V. Espera-se que já tenha ultrapassado esta fase teórica e já esteja na implantação, monitoramento, controle e avaliação. Como não há transparência e falha a comunicação do governo Paulo Norberto Koerich, PL, com a cidade, pouco se sabe sobre em que estágio está este Planejamento Estratégico.

Retrato de uma cidade VI. De um leitor na área de comentários: “Gaspar adora cerimônia. Dá plateia, dá microfone, dá foto, dá até linguagem bíblica pra deixar a cobrança parecendo falta de fé. Só tem um problema. Fé não paga plantão, não reduz fila, não garante atendimento”, referindo-se ao Hospital de Gaspar e que não se sabe o foi feito dele nas promessas de setembro do ano passado. E conclui: “Boa intenção é incenso. Transparência é ouro. E ouro, pelo visto, segue em falta”, sobre o que nos trazem os Reis Magos: mirra, incenso e ouro.
Retrato de uma cidade VII. O vice-prefeito, Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos, sem tinta na caneta, voltou as redes sociais com o seu vereador, Thymoti Thiago Deschamps, União Brasil. Ambos estão descobrindo o óbvio: problemas, problemas e problemas. Então não é coisa de linguarudo, exagerados, críticos ou adversários. Se o próprio governo enxerga e não possui soluções…
Retrato de uma cidade VIII. Quem é governo ou é da base do governo, leva soluções. E as estampas nas redes sociais como conquistas. Se o que se publica não é intencionalmente provocativo, é demonstração de fraqueza. Mais, uma vez teremos candidato “ouvindo as queixas do povo”. Credo.
Retrato de uma cidade IX. Quando há uma diretoria de “Bem Estar Animal” na estrutura administrativa e o governo é maltratado nas redes sociais por casos de omissão, como mostrou recentemente o vereador Giovano Borges, PSD, ou o prefeito, com tantas demandas maiores e urgentes, precisa acionar um secretário alheio ao assunto para resolver brigas de cães em pátio de empresa privada, invadida por um perdido, é a prova de que algo é dispensável por não funcionar por falta de política, ações preventivas e emergenciais.
Retratos de uma cidade X. Resumindo esta e outras histórias tão parecidas e que não serviram até agora de lição para quem está no poder de plantão: cada dia mais exposto. Quem mesmo orienta esta gente no básico e que não é o essencial para o funcionamento de uma cidade? Os degastes vem se acumulando de tal forma, que não há santo milagreiro para reverter o que se consolida como uma marca. Muda, Gaspar!
12 comentários em “UM “CASE” EMBLEMÁTICO DE COMO PERDER O PALANQUE E O DISCURSO EM TÃO POUCO TEMPO E ALIMENTAR A OPOSIÇÃO COM O PRÓPRIO ARGUMENTO QUE O ELEGEU E DEU ESPERANÇAS DE QUE ENFIM, TUDO MUDARIA”
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O ESSENCIAL DIREITO A PALAVRA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
A liberdade de expressão não é acessória na democracia. Tampouco uma concessão do Estado aos cidadãos. Trata-se de um pilar estruturante do regime democrático, condição indispensável para o debate público e para a fiscalização do exercício do poder. Não por acaso, a Constituição a consagrou de forma enfática, vedando a censura prévia e estabelecendo que eventuais restrições só podem ocorrer em situações excepcionais, claramente delimitadas e justificadas.
É com esse espírito que deve ser lido o Relatório especial sobre a situação da liberdade de expressão no Brasil, publicado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) no final do ano passado. O documento reconhece que o País dispõe de “instituições democráticas fortes e eficazes” e não ignora a gravidade dos ataques à ordem constitucional que culminaram no 8 de Janeiro. Contudo, a CIDH alerta para o uso reiterado de medidas judiciais de caráter excepcional e seus potenciais efeitos corrosivos sobre a liberdade de expressão.
A convite do governo federal, a delegação da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da CIDH, chefiada por Pedro Vaca Villarreal, esteve no Brasil em fevereiro de 2025 e ouviu políticos de diferentes matizes ideológicos, magistrados e representantes da sociedade civil. O diagnóstico é claro: a defesa da democracia não pode servir de pretexto para restrições desproporcionais que desbordam em censura. Ao mesmo tempo, a liberdade de expressão tampouco pode ser instrumentalizada para acobertar crimes. O desafio está justamente em equilibrar esses dois imperativos sem sacrificar garantias e direitos fundamentais dos cidadãos.
O relatório reconhece o papel central desempenhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na reação institucional aos ataques às sedes dos Poderes e às tentativas de deslegitimação do processo eleitoral. Mas não fecha os olhos para a concentração excessiva de poder na Corte e para a transformação de medidas emergenciais em mecanismos permanentes de controle do debate público. Precedentes criados em contextos excepcionais, lembra a CIDH, podem ser utilizados no futuro por governos ou maiorias circunstanciais menos comprometidos com os princípios democráticos.
Esse risco se materializa de forma particularmente preocupante no interminável inquérito das fake news, instaurado em 2019 para apurar ameaças e ataques ao STF, a seus ministros e familiares. Prestes a completar sete anos, o inquérito segue aberto por tempo indeterminado, concentrando poderes investigativos, acusatórios e decisórios nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, sem balizas claras e sem perspectiva concreta de encerramento. Trata-se de uma anomalia institucional em tudo incompatível com o devido processo legal e com a segurança jurídica que se espera de qualquer democracia madura.
A CIDH chama a atenção, ainda, para a necessidade de distinguir com clareza condutas ilícitas de críticas legítimas aos Poderes, sobretudo quando estão em jogo manifestações políticas e a atuação de jornalistas profissionais. Restrições cautelares à liberdade de expressão e de imprensa, como já impôs o STF, devem ser proporcionais e temporárias, quando indispensáveis. O prolongamento indefinido de investigações não raro sigilosas alimenta a incerteza e fragiliza a confiança nas instituições democráticas, em particular no próprio STF.
Especial preocupação recai sobre as restrições impostas ao uso de redes sociais, que incluem remoção de conteúdos, bloqueio de contas, proibição de novas publicações – o que configura censura prévia – e até a vedação à criação de novos perfis por cidadãos. Medidas desse jaez, por óbvio, só podem ser admitidas em situações extremas, com fundamentação rigorosa, transparência e garantia do contraditório. Em muitos casos, não é o que se observa no País.
A democracia brasileira já demonstrou resiliência diante de graves ataques. Justamente por isso, não se pode aceitar como normal o prolongamento indefinido de expedientes excepcionais sob quaisquer pretextos. A liberdade de expressão, como lembra a CIDH, deve ser ainda mais protegida em tempos de crise, não menos. Defender a democracia implica, necessariamente, respeitar seus fundamentos – e nenhum deles é mais essencial do que o direito à palavra.
“Pessoal, presta a atenção: se até meia noite não tiver compartilhamento de cada um dos senhores e das senhoras desse vídeo e comentários defendendo positivo na postagem, amanhã vou tomar providências. Certo!? Compartilhe, ligue, fale um com o outro aí. Resolvam esse negócio. Eu quero compartilhado por cada um dos senhores. Amanhã eu vou tomar nota disso aqui com o pessoal da comunicação. Certo!? E fiquem atentos para responder aos comentários que for. Tem que cumprimentar e parabenizar a decisão do governo, que vai atender a reivindicação do servidor e vai continuar pagando os R$430,00 em dinheiro, certo, e ao mesmo tempo fazendo economia para o município de Gaspar. Preciso de vocês agora”. ago/2018
Agosto de 2018? Nem nisto esse pessoal é criativo. Oito anos depois, nenhum disfarce. O que mudou mesmo?
A NOVA PANDEMIA, por Eliane Cantanhêde, no jornal O Estado de S. Paulo
O que tem em comum PT, bolsonarismo, governos, oposição, Daniel Vorcaro e tantos poderosos por aí? O uso despudorado da internet, seja com robôs próprios, seja com muitos que se intitulam “influencers” e contam com a má-fé ou a ingenuidade de quem acredita em fake news e espertalhões e são inocentes úteis para massificar mentiras ou meias-verdades maliciosas.
Isso virou uma praga, que distorce a realidade, confunde a sociedade, desqualifica profissionais, autoridades e instituições e ameaça o princípio moral, ou sonho, de que o bem sempre vence o mal. Os ataques são sofisticados e cruéis, inclusive contra jornalistas.
O Banco Master é um exemplo contundente de corrupção, relações promíscuas entre público e privado e de como tudo isso vai parar na internet, numa guerra de versões. Pagar e receber até R$ 2 milhões para propagar mentiras contra o Banco Central é de uma audácia incrível.
Indefensável, Vorcaro não tinha como recorrer a argumentos e dados e decidiu financiar um ataque digital em massa, com ódio e inverdades, em três etapas: pressionar pela venda para lá de suspeita do Master a um banco público, o BRB, de Brasília, evitar a sua liquidação e, por fim, tentar o cancelamento dessa liquidação.
De Vorcaro, pode-se esperar tudo. E dos “influencers”? Estão livres para mentir e manipular por dinheiro? Na propaganda de produtos, de sabonete a carrões, há regras e um selo obrigatório nas diversas mídias, distinguindo conteúdo “patrocinado” de conteúdo jornalístico. No caso deles, não.
Na esfera política, o uso das redes pelo Master corresponde à campanha contra as urnas eletrônicas em 2022, com a participação, inclusive, de um hacker que já tinha sido condenado e preso, mas chegou a frequentar o Alvorada e a Defesa. Num caso, o líder da campanha foi Vorcaro. No outro, Jair Bolsonaro.
Há, ainda, a campanha do deputado bolsonarista Nicolas Ferreira criando o pânico contra mudanças no Pix, com tanta eficácia que o governo atual voltou atrás. Coisa de profissional, Nicolas foi “apenas” o ator.
Há formas e formas de usar a internet para campanhas de ódio, mentira, desqualificação, manipulação da fé, abuso de crianças e propaganda, ora contra vacinas que salvam vidas, ora a favor de falsos medicamentos que ameaçam a saúde. Tanto por IA, com uso de imagem e voz de celebridades, quanto por médicos em carne e osso, o que é ainda mais repugnante.
Quando posts e campanhas do “mal” viram sucesso e impactam o maior número de pessoas, diz-se que “viralizaram”. Boa definição. Esse vírus ou praga se espalha rapidamente e destrói a verdade em favor de criminosos.
LULA TORNOU CVM MAIS VULNERÁVEL A INGERÊNCIA POLÍTICA, editorial do jornal O Globo
Foi temerária a indicação do advogado Otto Lobo para presidir a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — ele ainda passará por sabatina no Senado. Com a escolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desagradou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e aos que defendiam um nome técnico para comandar a autarquia, responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais. Lula tomou uma decisão política, influenciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e por outros líderes políticos. Uma escolha do tipo para a presidência da CVM é inédita e a torna mais vulnerável a ingerências políticas.
Lobo foi nomeado diretor da CVM em 2021, no governo Jair Bolsonaro, e lá permaneceu até o fim de 2025 — desde julho exercia interinamente a presidência, depois da renúncia de João Pedro do Nascimento. Atualmente, das cinco cadeiras do colegiado decisório, três estão vagas. Mesmo com a indicação de Lobo e do advogado Igor Muniz depois de meses de esvaziamento, uma ainda permanecerá vazia.
O orçamento anual da CVM sofreu no ano passado corte profundo, de R$ 274 milhões para R$ 222 milhões. Isso apesar de o Tesouro ter arrecadado, até novembro, R$ 1,17 bilhão em taxas e multas aplicadas, 50% mais que há cinco anos. Falta às gestões petistas a compreensão da importância da CVM para a evolução do mercado de capitais e para o desenvolvimento do país. É um equívoco acreditar que bancos estatais como o BNDES darão conta dos planos de investimento das empresas. A saída virtuosa é um mercado de capitais robusto, onde elas possam se financiar distribuindo dividendos, em vez de pagando juros a bancos. Apesar disso, há cinco anos não há nova abertura de capital no Brasil. Há casos de empresas brasileiras cujas ações só são negociadas nas bolsas de Nova York.
A principal causa do esvaziamento do mercado de capitais é o desequilíbrio das contas públicas, que obriga o governo a pagar juros altos para tomar dinheiro emprestado, drenando recursos que poderiam ser destinados à Bolsa. A CVM não deveria pagar o preço da incúria fiscal. “Parte importante da atratividade do mercado de capitais é saber que temos regras razoáveis e que elas são para valer”, diz Maria Helena Santana, ex-presidente da CVM.
Uma escolha de natureza política como Lobo transmite sinal oposto. Ele tem um histórico de decisões controversas, e seu nome é visto com ressalvas no mercado financeiro. Votou favoravelmente ao Banco Master na aquisição da Ambipar, contrariando a área técnica e passando por cima do voto do ex-presidente Nascimento. Noutras ocasiões, pediu vista ou não pautou processos ligados ao Master, envolto em suspeitas de fraudes bilionárias.
Em Brasília, a versão predominante sustenta que o nome de Lobo faz parte de um acordo para o Senado aprovar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga no Supremo Tribunal Federal. Independentemente das credenciais de Messias, seria um erro rifar a presidência da CVM para abrir-lhe caminho ao Supremo. Ao longo dos anos, a autarquia passou por testes difíceis e mostrou sua relevância. Mesmo com orçamento comprimido, precisa lidar com um mercado transformado por fintechs arrojadas e abalado por escândalos que exigem supervisão diligente. Apenas um nome técnico com respaldo do mercado contará com a independência necessária a enfrentar tal desafio.
Vi alguns comentários sobre caso Banco Master, bom… o que tenho a dizer sobre isso:
1) Daniel Vorcaro abrir a boca, a republica cai.;
2) Henrique Meirelles, Guido Mantega, Ricardo Lewandowski, foram consultores do banco;
3) liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em 2025 devido a crise de liquidez e suspeitas de fraudes, contratou esses 3 nomes influentes para fortalecer governança e relações institucionais. Não há listas oficiais públicas exaustivas de todos os consultores, mas esses são os mais citados em reportagens investigativas,
4 )Dias Toffoli atua como relator da investigação criminal sobre o Banco Master no STF, determinando medidas como acareações entre envolvidos, como Daniel Vorcaro (dono do banco), Paulo Henrique Costa (ex-BRb) e Ailton de Aquino (diretor do BC). Sua conduta gerou críticas de juristas e opositores por suposto conflito de interesses, incluindo viagem em jatinho com advogado ligado ao banco e decisões vistas como prematuras pela PGR.
Cases:
Principais Ações de Toffoli
Transferiu o processo para o STF devido a foro privilegiado de deputado citado.
Determinou acareações em dezembro de 2025, apesar de contestações do BC e PGR.
Impôs sigilo em pedidos da defesa de Vorcaro.
Alexandre de Moraes, ministro do STF, é acusado de interceder junto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galpolo, em favor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com pelo menos quatro contatos (três por telefone e um presencial) para discutir a venda de carteiras de crédito ao BRB, isso é o que ??
e por último:
Vorcaro teria participado de jantares com Moraes e políticos do Centrão em sua mansão, e o banco pagou R$ 129 milhões ao escritório da esposa do ministro, Viviane Barci.
Acusações Principais:
Suspeita de advocacia administrativa por usar cargo para favorecer Vorcaro.
Moraes teria dito que “gostava de Vorcaro” e via resistência dos grandes bancos ao Master.
Vorcaro é um Paulo Cesar Farias, um verdadeiro arquivo vivo, se abrir a boca a república cai.
Vorcaro parece ser um guloso com uma rede cara. Ele só se transforma em arquivo vivo, se depois de tudo isso vê que além de perder a coroa, for abonado pela rede que o sequestrou milionariamente para deixá-lo rei torto.
Fui ver portal da transparência nada tive de informações a cidade esta um abandono, lixo correndo hoje pela enxurrada. Acredito que falta cultura da população contudo os serviços da prefeitura são omissos, basta as minhas reclamações que já fiz a vereadores sobre buracos e falta de manutenção em bueiros. Por hora Herculano nada de novo na cidade, apenas a negligência do serviços públicos.
Uma cidade é feita de cidadãos conscientes e lideranças que dão exemplos. Quando um desse elo falha todos pagam. Quando os dois falham percebemos que a minoria certa está é a humilhada no papel de construção da cidade boa para todos.
O GOSTO RUIM, por Willian Waak, no jornal O Estado de S. Paulo
O amargo sabor da nossa irrelevância internacional diante do que aconteceu na Venezuela vem acompanhado internamente pelo ácido sabor da podridão política diante do escândalo do Master. Há uma ligação abrangente entre os dois fenômenos: a noção de que não se vê remédio imediato para nenhum gosto ruim.
O caso do Master é de maior urgência, pois indica uma crise institucional de graves proporções. Essa crise não resulta do fato de uma instituição (por exemplo o TCU) averiguar o que outra (por exemplo o Banco Central) está fazendo ou não.
É preocupante realmente pois vem do fato de que já não se acredita que instituições de Estado estejam agindo como tais. Mas, sim, como ferramentas para exercer pressão política contra decisões que afetam interesses de grupos privados. É generalizado o descrédito em relação às explicações dadas por STF e TCU para justificar as respectivas atuações no caso Master – para citar apenas o mais recente exemplo.
O problema é saber a que distância estamos de um tipping point, o ponto de inflexão sem volta. Esse momento nunca chega devido a uma ação isolada (como um só escândalo).
Resulta ou torna-se visível sempre a partir de um conjunto de ocorrências que compõe uma tendência.
No caso brasileiro essa tendência é clara o suficiente para se afirmar que estamos numa crise institucional de consequências imprevisíveis, pois ela sugere que não há lideranças abrangentes com capacidade de “reverter” essa tendência. Predominam variadas organizações setoriais – algumas são meras quadrilhas sob siglas políticas – agindo por conta própria e com sem-vergonhice inédita até para um País que achava ter visto tudo em matéria de corrupção.
Elas demonstram crescente capacidade de manipular alavancas de poder em descarado benefício próprio. Como um pedaço do TCU aqui, um pedaço do STF ali, fato em si indicativo de desagregação interna de instituições. No seu conjunto, isso leva à sensação real de dissolução do funcionamento delas, com rápida perda de confiança.
Aprofundando por sua vez a descrença na capacidade da política de trazer respostas, fenômeno que já começa pelo fato de não existirem partidos políticos dignos desse nome. E acentuando a dúvida, que se tornou existencial, se o País é capaz de gerar algum tipo de ação coletiva (em termos sociais, portanto políticos) para organizar saídas para qualquer de seus grandes dilemas – sociais, econômicos, políticos, geopolíticos.
Nesse sentido irrelevância internacional e podridão política interna se combinam.
CAMPANHA TENTA SABOTAR A AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL, editorial do jornal O Globo
A autonomia do Banco Central (BC) foi uma conquista obtida com dificuldade. Sempre sofreu resistência dos interessados em manter a autoridade monetária vulnerável a interferências. A lei garante que o BC é uma autarquia de natureza técnica, cujas decisões devem ser preservadas das pressões políticas. Isso vale tanto para a taxa de juros quanto para medidas destinadas a regular e preservar o sistema financeiro. É, por isso, lamentável a campanha deflagrada contra o BC, tendo como alvo a liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Não há acaso nas publicações nas redes sociais que procuram contestar as decisões da autoridade monetária e difundir versões favoráveis a Vorcaro, acusado de fraudes bilionárias. Dois influenciadores admitiram ter recebido propostas milionárias para fomentar uma versão segundo a qual o BC foi precipitado ao decretar a liquidação, informou a colunista Malu Gaspar, do GLOBO. A intenção era pôr em xeque a autoridade monetária. Um deles enviou documentos e mensagens comprovando a oferta de um certo “Projeto DV”. Nenhum dos dois topou, mas a revelação mostra como funciona a indústria de versões do meio digital.
Houve um pico de 4.560 ataques on-line ao BC no dia 27 de dezembro, durante ofensiva contra a liquidação do Master, revelou levantamento da Federação Brasileira de Bancos divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os disparos tinham indícios de impulsionamento por robôs. A tentativa de confundir a opinião pública expõe o vale-tudo que impera nas redes sociais e demonstra a relevância do jornalismo profissional, fundado em princípios editoriais sólidos e compromisso com o interesse público, como fonte de informação confiável para o cidadão. Quem se informa apenas pelas redes se torna refém de interesses escusos.
É ainda mais lamentável que o questionamento à atuação do BC vá além do meio digital. Causa estranheza e preocupação o processo sobre o Master no Tribunal de Contas da União (TCU), sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus. Depois de intimar a autoridade monetária a prestar informações, Jhonatan determinou uma inspeção no BC para analisar documentos que tratam da liquidação. O estranhamento aumentou porque ele admitiu a possibilidade de reverter parte dos efeitos da liquidação para manter os ativos do banco liquidado — embora aparentemente depois tenha voltado atrás. Jhonatan insinuou haver dúvida a respeito de medidas tomadas por unanimidade pelo BC. Ora, desde o Plano Real instituições financeiras têm enfrentado situações similares, e o BC tem cumprido seu papel regulador com competência, sem interferência nem alarde. Acórdãos do próprio TCU e do Supremo Tribunal Federal deixam claro que não cabe à Corte de contas avaliar o mérito de decisões da autoridade monetária.
Tais questionamentos, dizem entidades do setor, criam um precedente que fragiliza a supervisão bancária, compromete a previsibilidade regulatória e afeta a confiança na estabilidade do sistema financeiro. Não é à toa que quase 1,5 mil instituições financeiras manifestaram apoio ao BC. A legislação estabelece que ele tem competência exclusiva no caso de liquidações bancárias. Em meio à campanha difamatória, estão em jogo a autonomia da autoridade monetária e a saúde do sistema financeiro — conquistas de que o Brasil não pode abrir mão.