Hoje é Dia de Reis (seis de janeiro), segundo o relato cristão inscrito no calendário gregoriano (desde 1582). Eram três: Belchior (que nada tem a ver com o nosso Distrito), Gaspar (que nada tem a ver com a nossa cidade) e Balthazar (que pode ser entendido como um “baita azar”). Guiados por uma estrela, os magos – que quer dizer sábios e não “çábios” – foram a Belém, reverenciar o “rei de todos”, Jesus menino, e como prova de submissão, ofereceram-lhe ouro, mirra e incenso.
Aqui, o anúncio de que poderíamos, mais uma vez, escolher um Salvador da cidade chegou lá por setembro de 2024. Era o tal “Plano de Governo” dos candidatos Paulo Norberto Koerich e Rodrigo Boeing Althoff, ambos do PL – Rodrigo já pulou para o Republicanos. Era pretensioso slogan marqueteiro de que Gaspar, não o rei da contação bíblica, mas a cidade. E ela, finalmente, estaria “em boas mãos”. Não invento. Não exagero. Este “plano diretor” está registrado no Tribunal Regional Eleitoral. É só consultar.
A peça marqueteira, que hoje não serve para nada, nem para quem está no poder – salvo por um dos itens e que pelo jeito, sofre boicote do próprio fogo amigo -, prometia cinco eixos de governo: “cidade inteligente“, “cidade educadora“, “cidade saudável“, “cidade empreendedora” e “cidade acolhedora“. Não é chiste. É criatividade. Olhar todos é ampliar o tédio e a crítica. Vamos focar.
Entre os itens da tal “cidade saudável” estava, ou ainda está, até porque é um documento público de fé e governança, a de “ampliar a prestação de serviços do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, discutindo com a comunidade, Conselho de Saúde, Conselheiros do Hospital, Profissionais da Saúde, e outros atores importantes neste segmento“.
Credo. O que foi verdadeiramente foi ampliado na prestação de serviços do nosso Hospital, além da falta de transparência, problemas e as incertezas?
Um ano após este “plano marqueteiro” ser bula de palanque e memes de redes sociais e pego no contrapé, em setembro do ano passado, depois estadualizar o Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, da adversária Juliana Pavan von Borstel, PSD, o PL e o governo do estado fizeram nova festança de reis por aqui.
VEIO A MIRRA

O governo Jorginho Melo, PL, pressionado a fazer um gesto ao encalacrado Hospital de Gaspar, arrumou, com pompas, R$20 milhões para se juntar aos R$7,5 milhões da prefeitura para “desapropriar” o Hospital daqui.
Segundo o discurso ao povo desinformado, iria entregá-lo ao Hospital Santo Antônio, de Blumenau, e assim fazer do que vive em perpétuo pedido de socorro, sua filial exemplar, na lição de casa que a sociedade e os políticos de Blumenau fizeram a partir de João Paulo Karan Kleinubing, sem partido: de uma entidade problemática, para ser referência não só lá e regional, mas até no Brasil.
O próprio press release da prefeitura de Gaspar, diz que cerca 500 pessoas foram testemunhas disso na Sociedade Alvorada, incluindo o prefeito de Blumenau, Egídio Maciel Ferrari, PL, o presidente do Conselho do Hospital Santo Antônio, Luiz Rebelatto e o então sub secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, daqui que já esteve nas entranhas desta disto lá em Blumenau, o mais efusivo naquele dia, Claudionor de Souza Cruz. Logo depois, estranhamente, ele deu no pé.
MUITO INCENSO E NADA DE OURO

Até agora, nada. Os reis vieram e foram. Silêncios. O Fundo Municipal de Saúde consumiu no ano passado R$137,6 milhões, ou seja, 27% do orçamento de R$510 milhões, quando o normal – ou constitucionalmente obrigatório – seria até 15% (R$76 milhões). Este mínimo foi exatamente para onde está a rubrica do Fundo que abriga o Hospital: R$77,5 milhões.
Sobre estes números, zero de transparência ao povo de Gaspar.
Sobre o futuro do Hospital de Gaspar, todos mudos. Afinal, estas 500 pessoas – autoridades, políticos, presidentes de instituições e entidades ou gente que se diz dona da cidade há décadas – testemunharam o quê afinal? Por quê assistem passivamente às queixas da parte mais vulnerável da cidade, em algo que não lhes responde na expectativa mínima e sempre está no centro das promessas de mudanças dos políticos, pois sabem o que o povo espera?
São quase R$5 milhões por mês do Orçamento Municipal só para o Hospital, comprometendo os postinhos, filas de procedimentos e consultas com especialistas, além da policlínica. É muito para um lugar só e sem o devido retorno e controle. É pouco, naquilo que se devolve a uma cidade dormitório, de empregos de baixa renda. Um leitor assíduo, mas que os poderosos teimam em dizer que não os tenho, fez-me naquele primeiro de setembro do ano passado uma advertência: enquanto o Conselho do Hospital Santo Antônio não aprovar esta mistura, tudo não passa de enrolação. Bingo. Ou seja, depois da mirra, trouxeram o incenso.
Hoje é seis de janeiro de 2026. Dia de Reis. Dia de terno, de louvor e de retirar a manjedoura, São José e a Virgem Maria de cena, mesmo que ela esteja vestida de Perpétuo Socorro para os que mais precisam dela no nosso Hospital. Mas, perguntar não ofende: o que mudou, mesmo? Então, continuem rezando pelo ouro prometido em setembro de 2024, em setembro de 2025, em… Muda, Gaspar!
TRAPICHE
A oposição na Câmara de Gaspar já comemora. A vereadora Alyne Karla Serafim Nicoletti, PL, a vestida de vice ou de candidata a prefeita, deixa a liderança do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, e vai ser substituída pelo ex-presidente da Câmara, o campeão de votos, Alexsandro Burnier, PL. Até ontem, ao menos era esta a decisão. Foi uma escolha dividida de precauções. Também pudera.
Alexandro Burnier, PL, vai ser triturado. Na verdade, quem vai ser triturado é Paulo Norberto Koerich, PL. E aí é de se perguntar: quem mais uma vez fez esta armação contra Paulo? O certo mesmo, era deixar esta missão espinhosa, em ano de eleições, ao mais novo aderente do governo Paulo e mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PL. E olha que ele já fez isto por Kleber Edson Wan Dall, MDB. Alyne Karla Serafim Nicoletti, vai ser líder do PL. Vai falarpara a planície.

Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro I. O ditador, tirano, torturador, criminoso – e talvez, narcotraficante – venezuelano Nicolás Maduro precisaria ser extirpado do poder. Isto é certo. Ele corrompeu, destituiu e aparelhou os poderes da República em todas as suas fingidas formas antidemocráticas inaceitáveis. Fomentou e se aliou às organizações criminosas na sua auto proteção no poder.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro II. E isto não começou hoje, mas com Hugo Chaves, em 1999 (eleito em 1998), sob concessões do próprio povo. A degradação do país via os aparelhamento e a desconstituição das finalidades das suas instituições foi foram feitas silenciosamente, intencional e opressiva. Mais recentemente, escancaradas e permanente como o escandaloso roubo das eleições gerais. O Brasil experimenta algo muito parecido. E a imprensa tem parte nisto. Abram os olhos.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro III. Mas, esta reversão da ditadura fingida de normalidade e democracia, penso até porque nunca fui portador da verdade e sim de opiniões próprias, deveria se dar por ação organizada dos próprios venezuelanos. É o que os próprios brasileiros deveriam fazer diante de tantos sinais de um ponto de não retorno como o caso venezuelano.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro IV. O que Donald Trump capitaneou na madrugada de sábado foi algo de bandoleiro e perigoso sobre qualquer regra de civilidade. É a clássica imposição do mais forte contra o mais fraco. ou neste caso, desestruturado pela manipulação e fadiga imposta pelo ditador às suas instituições É uma senha perigosa esta de Trump. Então não há nada o que comemorar. É preciso, no fundo, se preocupar.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro V. O “imperador” e “conquistador” americano NÃO está exatamente interessado em mudar um regime tirano contra o povo e tentar restaurar democracia a moda da Constituição dos Estados Unidos – o que por si só é algo deplorável a partir da quebra do direito internacional. A extração, sequestro e prisão de Nicolás Maduro é uma agressão. Rompeu-se a soberania de outro país e o invadiu para administra-lo, remotamente, intimidar e explora-lo economicamente em benefício, vejam só, do já rico e assim torna-lo mais poderoso o invasor. Os Estados Unidos não prometeu, até agora, compartilhar nada com a Venezuela dos venezuelanos.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro VI. Foi o próprio presidente dos Estados Unidos quem disse isso na sua entrevista em sua mansão na Flórida no sábado à tarde. Não se trata de análise de especialistas, jornalistas, influencers das redes sociais e opositores de Nicolás Maduro ou de Donald Trump. A indecência é tão escancarada e rasteira, que tudo está às claras para que ninguém ensaie contestações fundamentadas em twists carpados.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro VII. Donald Trump usa o narcotráfico, o tráfico de armas, o enriquecimento da elite dirigente encasteladas no poder na Venezuela, bem como as relações pouco claras no ambiente militar e geopolítico da Venezuela com China, Rússia (em falência) e Irã (falido), como chantagem para saques, ou, de fato, “criar” oportunidades de negócios lucrativos disfarçados de normalização via a a extração de Nicolás Maduro do poder, do país e o julgamento por diversos crimes nos Estados Unidos, e não, na Corte Penal Internacional, pela atrocidades contra os direitos humanos (tortura, encarceramento, mortes, desaparecimento e fugas em massas).
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro VIII. Este tipo de chantagem para obter vantagens econômicas e domínio geopolítico é o, verdadeiramente, até aqui, e se conhece as claras, que move Donald Trump para entregar a parte rica da Ucrânia a Rússia. Está sendo assim com a arrasada em Gaza. É assim quando fala sobre tomar o canal do Panamá, ou de anexar como mais um estado estadunidense, o Canadá, ou “comprar” por merrecas, ou até anexar, a ilha da Groelândia, que está sob a tutela da Dinamarca, para supostamente se proteger de russos e chineses

Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro IX. A prova disso tudo? Até ontem, Donald Trump, mandou bananas para o regime venezuelano que viola cruelmente, há anos, os direitos humanos, desde que, os que os “maduristas” que aparelham o comando do país, façam as extrações das riquezas da Venezuela para os Estados Unidos. Ou seja, o senso e o objetivo até agora, são apenas econômicos. Se fosse e houvesse alguma ideologia no centro disso, Cuba, de Marcos Rubio, a demolida pelo ditador sucessor dos Castros, Miguel Diaz-Canel Bermúdez, estaria nos planos de reversão do status quo do regime que a transformou em um país fantasma e seu povo sob dor intensa.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro X. Este modelo de não agressão de um país contra a soberania territorial de outro foi proposto após segunda guerra pelos próprios Estados Unidos no núcleo da formação da ONU. Agora, não vale mais. Sendo assim, um dia, o Brasil poderá entrar na lista dos interesses dos Estados Unidos seja quem estiver no poder de plantão por aqui. Donald Trump, por inveja, ou por saber que não poderá confiar os seus planos tão ditatoriais comerciais tanto quando os de Nicolas Maduro, declarou que não reconhece a Oposição venezuelana – a que deu centenas de vidas e milhões de imigrantes mundo afora. Não reconheceu nem o que foi supostamente eleito (Edmundo Gonzales). E de quebra, pau na engenheira industrial e ex-deputada, a refugiada Maria Corina Machado, prêmio Nobel da Paz e que tanto Trump egoisticamente queria paras ele mesmo. Tolinhos.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro XI. Nada do que aconteceu no sábado – e é uma prática de Donald Trump – tem a ver com direita, centro ou esquerda, mas com invasão, exploração, humilhação e poder de quem já é, sobejamente, poderoso. A aliada Europa é testemunha disso tudo: confiou por década no parceiro Estados Unidos. Com Donald Trump, “descobriu” que está desprotegida da Rússia na divisão geopolítica arquitetada pelo próprio Trump. E o enfraquecimento no Brasil do Congresso e do Judiciário é o primeiro passo para facilitar operações de extração, chantagens e delapidações. Foi assim com a Venezuela.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro XII. Eu exagero? Olha estas aspas, que estavam em todo noticiário depois da entrevista de sábado à tarde e que a extraí do UOL (Folha de S. Paulo): “Se não tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão para garantir a proteção de nossos interesses”, acrescentou, se referindo a Delcy Rodríguez e à líder da oposição, María Corina Machado.
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro XIII. Querem mais uma de Donald Trump sobre a extração de Nicolás Maduro de sua própria casa, numa operação militar especial, para encerrar o debate, as dúvidas e ficar antenado quando o mais forte domina economicamente e o mais fraco fica quieto, mesmo quando explicitamente explorado?
Sobre Donald Trump e Nicolás Maduro XIV. “Simplesmente não conseguíamos trabalhar com ele [Maduro]. Ele nunca cumpriu nenhum dos acordos que fez. E nós lhe oferecemos, em diversas ocasiões, a oportunidade de se afastar de forma positiva. Ele optou por não fazê-lo — e agora está em Nova York”. Ou seja, quem não colocar o rabo entre as pernas na Venezuela para os negócios de Donald Trump, será extraído, anulado e levado para o tribunal estadunidense. Entenderam, tolinhos? É dinheiro. É business. É roubo. É poder aos que já tem domínio e poder. Não é nada de direita, esquerda ou centro. Resta saber agora, qual foi o acordo que Luiz Inácio Lula da Silva, PT, fez com Donald Trump e nós ainda não sabemos do conteúdo dele.
Olhar seletivo I. O governo de Gaspar foi as redes sociais saudar o primeiro nascimento de 2026 no Hospital da cidade, que ninguém mais, como era antes de assumir, não sabe de quem é mesmo, porquanto está a marota intervenção municipal decretada há 15 anos pelo petista Pedro Celso Zuchi, alegando que ali se roubava o que a prefeitura enviava.
Olhar seletivo II. Ironicamente, esta saudação marqueteira aconteceu poucas horas depois de uma família no apagar de 2025 denunciou nas redes sociais e por políticos, a suposta negligência médica em um parto que resultou na morte do nascituro. O governo investigador e o Hospital em silêncio. A cidade aguardando. Noves fora, tudo em 2026 está tão igual a 2025. Muda, Gaspar!
Falando com a bolha na cortina de fumaça I. Tão logo a notícia da extração do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos militares dos Estados Unidos se espalhou, alguns vereadores da situação em Gaspar, sem ter o que comemorar do próprio governo a que estão obrigados a defenderem por ideologia ou interesses, resolveram tomar partido a favor de Donald Trump, como se ele fosse o libertador povo da Venezuela. Acima, já lhes esclareci.
Falando com a bolha na cortina de fumaça II. Primeiro, os nossos vereadores não são venezuelanos. Segundo, não conhecem história, contam estórias, fantasiam e alimentam narrativas. Se os que defendem o que fez Donald Trump como um valor da democracia, eles que se cuidem, pois estão dando a senha a quem não teve votos por aqui, vir e tomar o lugar deles na marra. O que os nossos políticos estão defendendo é que seu vizinho mais forte, rico e armado, invada a sua propriedade e retire dela você e da sua família, porque é isto que eles querem e acham certo. Por enquanto, no Brasil, segundo os códigos vigentes, isto é crime. Direita, centro e esquerda são apenas tolices que escondem e justificam estas agressões ao direito de soberania ou de propriedade.
17 comentários em “CHEGARAM MAIS UMA VEZ OS REIS MAGOS. HÁ UM ANO TROUXERAM AS PROMESSAS. NESTE ANO, ESQUECERAM OS PRESENTES AO MESSIAS, O REPRESENTANTE DO POVO. O HOSPITAL DE GASPAR REALMENTE FOI DESAPROPRIADO? DINHEIRO VEIO”
HOJE É DIA DE ARTIGO INÉDITO
O ÚNICO LADO CERTO DO MASTER É O DA APURAÇÃO ÀS CLARAS, editorial do jornal Folha de S. Paulo
Em 18 de novembro, quando o Banco Central liquidou o Master horas depois de, na noite do dia anterior, a Polícia Federal haver prendido o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, os elementos de um escândalo financeiro e político já estavam escancarados.
Fatos incontestáveis: o banco de Vorcaro recebera em março uma injeção de recursos do BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, que comprou suas ações sem direito a voto e manteve no posto o controlador. Uma instituição saudável não precisaria de tal socorro —e não foi no setor privado que se viabilizou o negócio da China, posteriormente desautorizado pelo BC.
Conhecem-se de longa data as conexões de Vorcaro com políticos e autoridades. Poucos dias antes do veto à transação, líderes da Câmara tentaram aprovar projeto que permitiria ao Congresso demitir diretores do BC. Pouco depois da liquidação, descobriu-se que fundos previdenciários estaduais, como os de Rio e Amapá, e municipais fizeram generosas aplicações no Master.
Para além do que é indesmentível e já gravíssimo, a PF investiga a venda de carteiras de crédito falsas de R$ 12 bilhões ao BRB, e o BC apontou indícios de fraude em negócios com fundos administrados por uma gestora suspeita de envolvimento com a facção criminosa PCC.
Diante de tudo isso, a resposta das cortes brasilienses ao escândalo —que pode custar até R$ 50 bilhões em ressarcimentos a clientes lesados— está longe de ser tranquilizadora. A começar pelo Supremo Tribunal, onde o ministro Dias Toffoli decidiu assumir o caso, que corria em instância inferior, e decretar sigilo sobre ele.
O mesmo Toffoli, que não se sentiu constrangido por ter viajado em um jato de empresário na companhia de um advogado ligado ao Master, determinou uma inusitada acareação entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB e um diretor do BC, recuando depois da estranheza geral.
Tampouco seu colega Alexandre de Moraes viu alguma anormalidade no contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Master e o escritório de advocacia tocado por sua esposa. Moraes diz que seus contatos recentes com a cúpula do BC trataram apenas das sanções a ele impostas e retiradas por Donald Trump.
O BC é ainda mais claramente o alvo do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, ex-deputado levado ao posto pelo Congresso, que determinou inspeção no órgão —ademais na mira de uma ofensiva de influenciadores contratados de modo misterioso nas redes sociais— e deixou implícita a possibilidade de reversão da liquidação.
O caso, a esta altura, tem o potencial de minar a credibilidade de instituições do Estado brasileiro. É imperativo que deixe de ser conduzido à base de decisões mal explicadas e intimidações aparentes. Não se trata de defender este ou aquele; o único lado correto é o da apuração rigorosa e transparente.
O pretenso novo líder é, justamente, a face do governo local. Sem mais.
É a deterioração encarnada e esculpida. E quem permite isto? Os que empunham a suposta bandeira da mudança. E para que? Para que ela tenha visível a todos, a marca da descrença. I-na-cre-di-tá-vel.
O NOME DO JOGO É CUBA, por Elio Gaspari, nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo
Donald Trump conseguiu o imaginável (sequestrou Nicolás Maduro) e o inimaginável (a vice chavista Delcy Rodríguez assumiu a Presidência da “República Bolivariana”, prometendo priorizar “uma relação respeitosa e equilibrada com os Estados Unidos”). Vice virando casaca não é novidade, mas a calma bolivariana surpreendeu. Num de seus primeiros atos, Delcy expulsou dois diplomatas franceses depois que o presidente Emmanuel Macron expressou sua preferência pela oposicionista María Corina Machado, que acabou de ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
Na esteira da captura de Maduro, Trump ameaçou o presidente colombiano Gustavo Petro, voltou a reivindicar a Groenlândia e soltou uma frase críptica: Cuba não vale uma invasão porque seu regime comunista está pronto para cair. Há 67 anos presidentes americanos acham que o governo cubano está prestes a cair. Fidel morreu, e seu irmão Raúl completou 94 anos.
A Venezuela tem petróleo, e a Colômbia tem um presidente de esquerda, mas o que Trump busca é Cuba. Derrubar o regime dos irmãos Castro é coisa que vários presidentes americanos perseguiram. Um regime comunista a 145 quilômetros da Flórida justifica malquerenças, mas, para Trump, um empresário do setor imobiliário, lá está um tesouro, maior que todos os butins dos piratas a vicejar no Caribe em séculos passados.
Cuba Libre hospeda um patrimônio imobiliário estimado em centenas de bilhões de dólares. Livre do castrismo, empresários americanos e cubanos teriam a porta aberta para operações de ganha-ganha. Ganhariam as famílias que perderam propriedades ao ser indenizadas, ganhariam as famílias que vivem em propriedades confiscadas, indo para imóveis com escritura passada em cartório. Ganhariam os empresários interessados em fazer negócios imobiliários na ilha. Finalmente, ganhariam os americanos interessados em comprar uma casa ensolarada a uma hora e meia de voo.
Trump está de olho em Cuba pelo prestígio político que o triunfo lhe daria e pelos negócios que viriam junto. Quando diz que o regime está pronto “para cair”, certamente baseia-se em informações de seus serviços secretos. Nas últimas semanas, deu diversas pistas mostrando que armava alguma contra Maduro. Deu no que deu.
Um projeto cubano seria também do agrado de Marco Rubio, seu secretário de Estado, um político da Flórida, filho de cubanos que deixaram a ilha. Houve tempo em que ele dizia que seus pais fugiram do castrismo. Era mentira, eles deixaram Cuba durante o governo do sargento Fulgencio Batista, deposto por Fidel em 1959.
Cuba é um tema tóxico para os presidentes americanos. No dia 22 de novembro de 1963, o chefe das operações especiais da Central Intelligence Agency estava reunido em Paris com um cubano que mataria Fidel. A conversa foi interrompida por uma notícia vinda de Dallas. John Kennedy foi substituído pelo vice Lyndon Johnson, que morreu em 1973, convencido de que havia o dedo cubano no tiro de Lee Oswald.
A CREDIBILIDADE DO TCU EM XEQUE, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
O ano de 2026 começou cedo em Brasília. Nos primeiros dias úteis do ano, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus determinou que a área técnica da Corte de Contas faça uma inspeção in loco na sede do Banco Central (BC) para verificar os documentos que embasaram a decisão que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master. O ministro não ficou satisfeito com a nota técnica enviada pelo BC ao TCU sobre o caso, que, segundo ele, limitou-se a fazer uma descrição cronológica e a apresentar os fundamentos que levaram à decisão. Jhonatan de Jesus quer ter acesso, com “máxima urgência”, à íntegra do processo, incluindo peças e pareceres que estão sob sigilo e que não podem ser retirados do edifício do BC.
O despacho levantou justificadas dúvidas sobre o interesse do TCU no caso e, sobretudo, o tipo de ação que o órgão poderia ou não adotar em relação ao processo envolvendo o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, famoso pela rede de influência que construiu em Brasília nos últimos anos.
A essa altura, a reversão da liquidação parece improvável. Em primeiro lugar, porque é difícil imaginar que alguém teria coragem de aplicar suas economias em um banco “ressuscitado” na marra, vale dizer, a despeito dos fatos que atestaram sua derrocada e da suspeita, gravíssima, de envolvimento do Master em uma fraude bilionária. Ademais, por esse eventual milagre da ressurreição ser obra de um órgão de assessoramento do Legislativo que questiona a decisão da autoridade monetária – instituição responsável justamente por regular e fiscalizar o setor financeiro.
O próprio subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, autor da representação que deu origem ao processo na Corte de Contas, explicou ao Estadão que não cabe ao tribunal “desliquidar” o Master, mas apenas verificar se os ritos previstos no processo foram seguidos. A questão é que o ministro Jhonatan de Jesus não descartou a possibilidade de, ao final da inspeção no Banco Central, emitir uma decisão cautelar para impedir o BC de vender ativos do Master. Não se trata de medida trivial, mas de parte essencial do processo de liquidação de um banco.
A venda de ativos é justamente o que assegura o ressarcimento dos investidores prejudicados pelo banco e do próprio Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Fechar um banco sem restituir seus clientes lesados, na prática, é o mesmo que suspender a liquidação, o que implica grave risco sistêmico.
Não se pode culpar, portanto, quem veja no despacho do ministro uma ameaça à autonomia do Banco Central. Fato é que ele gerou uma rara união entre bancos, fintechs, financeiras, cooperativas e empresas de meios de pagamento, que deixaram suas enormes diferenças de lado para, em uníssono, reafirmar a confiança nas ações do BC.
A nota não cita nomes nem instituições, mas nem era preciso. É patente o incômodo do setor com evidente tentativa do TCU de intimidar o BC. Na Faria Lima, não há quem não soubesse que o Master estava em grave crise de liquidez. Essas e outras informações constam da nota técnica enviada pelo BC ao TCU.
Vorcaro chegou a ser preso preventivamente pela Polícia Federal acusado de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa enquanto tentava deixar o País. O empresário segue sob medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, e a cada dia surgem novos indícios de fraudes bilionárias cometidas pela instituição.
Se há algo sobre o qual não há controvérsia é a competência do BC para liquidar um banco em uma situação como essa. Não parecem faltar motivos para justificar a ação, mas talvez seja a primeira vez que uma instituição gera tamanha comoção no mundo político. Nesse contexto, não basta o presidente do TCU, Vital do Rêgo, alegar que “não paira dúvida” sobre a competência do órgão em fiscalizar as ações do BC, pois não é disso que se trata. É fundamental que o ministro Jhonatan de Jesus exponha os fatos que motivaram suas dúvidas em relação à atuação do BC.
Só assim será possível afastar qualquer suspeita de que ele estaria atuando em favor dos interesses do sr. Vorcaro, sob pena de jogar a credibilidade do TCU no lixo. Afinal, se há alguém interessado em interromper esse processo, manter-se longe da cadeia e preservar seu patrimônio é o dono do Banco Master.
GASPAR NÃO VIVE DE INCENSO
Gaspar adora cerimônia. Dá plateia, dá microfone, dá foto, dá até linguagem bíblica pra deixar a cobrança parecendo falta de fé.
Só tem um problema. Fé não paga plantão, não reduz fila, não garante atendimento.
O anúncio foi grande. A promessa também. “Desapropriar”, “entregar”, “resolver”. Palavra forte, dessas que não aceitam rodapé.
Porque, quando a prefeitura e o governo falam em mexer com hospital, não é poesia.
É vida concreta, orçamento concreto, responsabilidade concreta.
Aí entra o ponto que o artigo esfrega na cara. Passou tempo. Vieram números.
E ficou a pergunta que ninguém responde em frase curta: aconteceu mesmo o que foi dito? O hospital foi de fato desapropriado, em que termos, com qual instrumento, com qual contrapartida, com qual controle e qual cronograma?
E o dinheiro? Dinheiro tem mania de aparecer como “gesto” e desaparecer como prestação de contas.
Quando entra, tem palanque. Quando vira custo recorrente, vira silêncio.
E custo recorrente é o que interessa, porque saúde não é evento.
Saúde é rotina. Todo mês. Todo dia. Todo erro cobra juros.
O artigo lembra outra coisa incômoda. Muita gente viu, muita gente assinou embaixo, muita gente estava no salão.
Então não dá pra fingir que é confusão de rede social. Se foi promessa pública, tem que virar documento público.
Se foi compromisso, tem que virar entrega verificável.
No fim, sobra sempre a mesma cena. O cidadão vira figurante da própria cidade.
Serve pra foto, pra aplauso e pra pagar a conta.
E quando pergunta, tratam como se estivesse atrapalhando a “boa intenção”.
Boa intenção é incenso. Transparência é ouro.
E ouro, pelo visto, segue em falta.
Perfeito. Sua observação não é complementar, é melhor que meu próprio artigo, tanto que em homenagem estou colocando em negrito. Na veia: transparência é ouro, e isto é raríssimo. Obrigado.
A CONTA DA IDEOLOGIA PETISTA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva colhe os frutos de uma política externa mais orientada por afinidades ideológicas do que por princípios democráticos e valores universais, como a defesa dos direitos humanos. A queda de Nicolás Maduro, deposto por uma ação militar dos EUA, colocou o chefe de Estado e de governo brasileiro diante de um dilema que ele próprio ajudou a construir: como condenar uma flagrante violação do Direito Internacional sem despertar a ira de Washington e, ao mesmo tempo, sem ter de prestar contas pelo apoio político a uma das mais brutais ditaduras do continente?
A reação inicial de Lula à captura de Maduro foi reveladora. Em postagem nas redes sociais, o petista criticou o método empregado pelo presidente Donald Trump, evitando cuidadosamente mencionar o nome do antigo “companheiro”. A cautela é compreensível. Em ano eleitoral no Brasil e nos EUA, Trump não hesitará em transformar eventuais divergências externas em instrumentos de pressão, inclusive por meio de novas rodadas de sanções econômicas ou políticas. O problema é que o cálculo estratégico de Lula não tem o condão de apagar um passado marcado por complacência, quando não por endosso, ao regime chavista.
A despeito de o Brasil não ter sido determinante, sob as perspectivas militar e econômica, para sustentação de Maduro – papel desempenhado pela China e pela Rússia –, os governos lulopetistas foram esteios do regime na esfera política ao oferecer respaldo simbólico à ditadura que arruinou a Venezuela. Como líder da potência regional, Lula sempre relativizou a repressão violenta aos dissidentes, a destruição institucional do país, a debacle econômica e o êxodo de milhões de venezuelanos, compondo um constrangedor coro regional de solidariedade a um regime que há muito já não escondia seu vezo autoritário.
Após a fraude na eleição de 2024, atestada por instituições insuspeitas, como o Centro Carter, o Brasil limitou-se a um distanciamento protocolar. O petista chegou a ser humilhado pelo ditador que apoiou por anos. Maduro, convém lembrar, não só atacou a lisura do sistema eleitoral brasileiro, como ainda recomendou que Lula tomasse um “chá de camomila” depois de o presidente brasileiro ter dito que ficou “assustado” ao ouvir Maduro dizer que, caso ele perdesse a eleição, haveria um “banho de sangue” na Venezuela. Ainda assim, a ambiguidade prevaleceu. Em janeiro de 2025, quando Maduro assumiu um mandato ilegítimo, Lula não compareceu ao simulacro de posse, mas enviou uma representante diplomática, gesto que acabou por legitimar, na prática, um governo nascido da fraude e da força.
Recorde-se ainda que, nos primeiros meses de seu terceiro mandato, Lula estendeu o tapete vermelho para Maduro em Brasília. Em declarações públicas, o petista relativizou o conceito de democracia, chegando a afirmar que a Venezuela, ora vejam, teria “mais eleições do que o Brasil”. Em outra vergonhosa passagem, Lula disse haver “excesso de democracia” no país vizinho. São declarações que não resistem ao contraste com a realidade factual e revelam a visão instrumental que Lula e o PT têm da democracia – tolerável apenas quando serve aos propósitos de aliados ideológicos.
Lula agora tenta se equilibrar entre a crítica ao atropelo das normas internacionais, o que de fato ocorreu, e a necessidade de preservar a aproximação com Trump, que culminou na suspensão do tarifaço imposto ao Brasil e no fim de sanções aplicadas a autoridades brasileiras. A dificuldade, para o presidente brasileiro, é disfarçar altivez depois de anos de alinhamento político com a ditadura chavista.
Lula terá de fazer muito mais do que publicar notas genéricas sobre soberania e autodeterminação dos povos. Precisará reconhecer, explicitamente, os erros de uma política externa que deliberadamente fechou os olhos para a barbárie ao lado em nome da afinidade ideológica com o chavismo. A democracia não é um conceito “relativo” nem jamais foi “excessiva” na Venezuela – muito ao contrário. Enquanto não o fizer, Lula seguirá refém de suas contradições, pagando o preço político e moral da cumplicidade histórica com uma das maiores tragédias humanitárias da América Latina.
OS ESTADOS UNIDOS NÃO ESTÃO “LIBERTANDO” NADA NA VENEZUELA (EXCETO O PETRÓLEO), por Glenn Greenwald, jornalista norte-americano, para o jornal O Estado de S. Paulo
Nos últimos 50 anos, os Estados Unidos travaram mais guerras do que qualquer outro país, de longe. Para vender tantas guerras à sua própria população e ao mundo, é preciso mobilizar uma potente propaganda de guerra — e os EUA, sem dúvida, a possuem.
Grande parte da mídia americana e ocidental está agora convencida de que os recentes bombardeios e a operação de mudança de regime visam “libertar” o povo venezuelano de um ditador repressivo. Que a libertação é o motivo americano —seja na Venezuela ou em qualquer outro lugar— é risível.
Os EUA não bombardearam e invadiram a Venezuela para “libertar” o país. Fizeram-no para dominá-lo e explorar seus recursos. Se há algo que se pode creditar ao presidente Donald Trump em relação à Venezuela, é sua franqueza sobre o objetivo americano.
Quando questionado sobre os interesses dos EUA na Venezuela, Trump não se deu ao trabalho de fingir preocupação com liberdade ou democracia. “Teremos que ter grandes investimentos das empresas de petróleo”, disse Trump. “E as empresas petrolíferas estão prontas para começar.”
É por isso que Trump não tem interesse em empoderar os líderes da oposição venezuelana —seja a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado (a quem Trump descartou como uma “mulher legal”, mas incapaz de governar), ou o vencedor declarado da última eleição, Edmundo González, por quem Trump não demonstra qualquer interesse. Em vez disso, Trump afirmou preferir que a vice-presidente escolhida a dedo por Maduro, a socialista de linha-dura Delcy Rodríguez, permaneça no poder.
Note-se que Trump não está exigindo que Rodríguez dê aos venezuelanos mais liberdade e democracia. A única coisa que ele exige dela é “acesso total… Precisamos de acesso ao petróleo e a outras coisas”.
O governo dos EUA, em geral, não se opõe a ditaduras, nem busca levar liberdade e democracia aos povos oprimidos do mundo. O oposto é verdadeiro.
Instalar e apoiar ditaduras ao redor do globo tem sido um pilar da política externa dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Os EUA ajudaram a derrubar muito mais governos democraticamente eleitos do que trabalharam para remover ditaduras.
De fato, os formuladores da política externa americana frequentemente preferem ditaduras pró-EUA. Especialmente em regiões onde prevalecem sentimentos antiamericanos —e há cada vez mais regiões onde esse é o caso—, os EUA preferem de longe autocratas que reprimam e esmaguem os desejos da população, em vez de governos democráticos que precisam aplacar e aderir ao sentimento público.
O único requisito que os EUA impõem a líderes estrangeiros é a deferência aos ditames americanos. O pecado de Maduro não foi a autocracia; foi a desobediência.
É por isso que muitos dos aliados mais próximos da América —e os regimes que Trump mais ama e apoia— são os mais selvagens e repressivos do mundo. Trump mal consegue conter sua admiração e afeto pelos déspotas sauditas, pela junta militar egípcia, pelos autocratas oligárquicos reais dos Emirados Árabes Unidos e do Catar ou pelos ditadores implacáveis de Uganda e Ruanda.
Os EUA não apenas trabalham com tais ditaduras onde as encontram. Os EUA ajudam a instalá-las. Ou, no mínimo, os EUA cobrem regimes repressivos com apoio multifacetado para manter seu domínio sobre o poder em troca de subserviência.
Diferente de Trump, o presidente Barack Obama gostava de fingir que suas invasões e campanhas de bombardeio eram movidas pelo desejo de levar liberdade aos povos. No entanto, basta olhar para o banho de sangue e a repressão que tomaram conta da Líbia após Obama bombardear Muammar Gaddafi para fora do cargo, ou a destruição na Síria vinda da guerra de “mudança de regime” da CIA, para ver o quão fraudulentas são tais alegações.
Apesar de décadas de provas sobre as intenções dos EUA, muitos estão sempre ansiosos para acreditar que a última campanha de bombardeio americana é a boa e nobre, aquela com a qual podemos realmente nos sentir bem.
Tal reação é compreensível: queremos heróis e ansiamos por narrativas inspiradoras sobre derrotar tiranos e libertar pessoas da repressão. Os filmes de Hollywood miram nesses desejos tribalistas e instintivos, e a propaganda de guerra ocidental faz o mesmo.
Acreditar que é isso o que está acontecendo proporciona uma sensação de força e propósito vicários. É bom acreditar nesses finais felizes. Mas não é para isso que as guerras, campanhas de bombardeio e operações de mudança de regime americanas são projetadas, e é por isso que elas não produzem tais resultados.
Com relação as ações americanas na Venezuela também sou contra, creio que divisas territoriais devem.ser respeitadas.
Contudo há um ponto que as regras ou acordos bilaterais ou internacionais nada valem quando a política para contexto chamado Geopolítica.
Maiores Reservas de Petróleo
1 – Venezuela
2 – Arabia Saudita
3 – Irã
4 – Canadá
5 – Iraque
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4 maiores reservas
Produtores
1 – EUA
2 – Arábia Saudita
3 – Russia
4 – Canada
5 – China
Faz sentido faz sentido com o petróleo em jogo; Entre Reservas x Produtores vamos ter varias análises, a principal é quem investe recursos na Venezuela olhando reservas x produtores, Russia e China são os grandes players que jogam para ter um domínio.
Alguém já pensou na possibilidade de armas nucleares na Venezuela?
Só olhar quem está investindo em mineração e extração de petróleo na Venezuela.
“Alguém já pensou na possibilidade de armas nucleares na Venezuela?”. Nem Nicolás Maduro, na sua bestialidade pensaria nisto, porque isto, sim atrairia os Estados Unidos para intervir no país. É estratégico. Foi assim que começou o isolamento e a derrocada de Cuba. E olha que isto aconteceu quando se tinha a poderosa União Soviética. Hoje, temos uma Rússia acuada economicamente e militarmente se desgastando com uma guerra contra a Ucrânia que deveria ser vencida em dias e agoniza quase quatro anos e só avança no inverno
Se tratando de promessas de campanha apenas digo, são promessas, até hoje não sei como ainda caem no conto ou no golpe da loteria premiada, promessa de campanha é a mesma dinâmica ainda tem que acredita. Com relação a desapropriação do Hospital, chamo isso de história igual aquelas contadas em creche para fazer crianças dormirem.
Feliz 2026 para você e sua família. Vamos ficar com os dois olhos abertos, qualquer deslize pode ser fatal. Abs
Obrigado. Retribuo a vc e aos seus. Olhos abertos pela cidade, menos narrativa e as repetidas justificativas
Boa noite.
Sobre o vereador Alex virar líder do governo na Câmara de Vereadores, será que ele se tornará igual ao ex Anhaia?
GESUS (com G mesmo 👀).
Sobre a INVASÃO na Venezuela, um ditador sanguinário deposto por outro ditador sanguinário.
Estranho é ver quem é contra o MST apoiando Trump 😱😱
Na minha opinião, dona Odete, são incomparáveis na experiência política do ex-vereador Francisco Solano Anhaia, MDB, e do Alexsandro Burnier, PL, para enfrentar, fazer escolhas e superar as pegadinhas, pedras e pregos no caminho de um líder de governo. Basta olhar o que Burnier fez na presidência da Câmara que tanto queria. Apenas, passou, por ela. Não a conduziu. A senhora, como poucos em Gaspar, acompanhou tantos anos a Câmara, sabe sobre o que escrevo nesta resposta. Os próximos, insistem, que ele Burnier possui dificuldade em ouvir. Gosta muito de falar. E por isso, como peixe, morre pela boca.