Esta charge de Cláudio de Oliveira é para a edição de 23 de novembro de 2024 do jornal Folha de S. Paulo. Jair Messias Bolsonaro, PL, acaba de ultrapassá-la na imaginação do que está por vir.
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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLXXVI
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66 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLXXVI”
Já imaginaram as FFAA PeTezuelana nas mãos do exército vermelho?
“Receio militar”
– A tecnologia americana é fundamental para o Brasil. Diversos sistemas estratégicos como radares, comunicação criptografada, aviões de caça, embarcações e até munições dependem do suporte técnico dos Estados Unidos.
(Merval Pereira, O Globo, 24/07/25)
A crise desencadeada pela batalha tarifária iniciada pelo presidente Donald Trump contra o mundo — atingindo o Brasil com intensidade política que até agora só teve igual com a ameaça à Rússia para terminar a guerra contra a Ucrânia — está reverberando no meio militar. Há o temor de que as sanções venham a atingir os projetos militares em andamento, que, em grande parte, são dependentes de tecnologia e equipamentos americanos.
Além disso, há quem veja as sanções pessoais aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma possibilidade de envolver os próprios ministros militares, e o ministro da Defesa, José Mucio, nomeados por Lula. Ao mesmo tempo, ainda há resquícios de bolsonarismo nas Forças Armadas, que atribuem à inclinação à esquerda da nossa política externa, especialmente à aproximação com a China, o gatilho para a dose política da atitude de Trump.
O que consideram desafio do Brics aos Estados Unidos seria a razão oculta para que os americanos usassem o boicote aos programas militares brasileiros como resposta ao posicionamento do grupo. A ameaça de retaliação cruzada sobre os integrantes do Brics que continuem negociando com a Rússia é um exemplo do que temem os militares, que pedem ações diplomáticas menos ideológicas e mais pragmáticas, como o histórico do Itamaraty sugere.
O site DefesaNet, que reverbera o pensamento militar na área de defesa, vem publicando diversos artigos em que alerta sobre os perigos de um colapso logístico e operacional em todo o sistema de defesa nacional, atingindo Exército, Marinha e Força Aérea, se uma sanção americana for estendida aos acordos militares. A pressão para que o governo Lula use mais o Itamaraty nas negociações, e menos os arroubos retóricos dos pronunciamentos políticos, tem aumentado, com receio de que não haja tempo para reverter as tarifas punitivas já anunciadas.
A tecnologia americana é fundamental para o Brasil. Diversos sistemas estratégicos como radares, comunicação criptografada, aviões de caça, embarcações e até munições dependem do suporte técnico dos Estados Unidos. Sem isso, muitos desses equipamentos simplesmente deixam de funcionar. O país ficaria “cego”, na definição militar, sem o pleno funcionamento dessas tecnologias de comunicação. Em meio aos perigos de sanções mais fortes, os militares reforçam as reclamações sobre a obsolescência dos equipamentos.
A Força Aérea Brasileira (FAB) utiliza aviões F-5 com tempo de uso estendido, e seus estoques de munição estariam em níveis muito baixos. O Exército segue usando blindados Leopard 1A5, veículos que já deveriam ter sido aposentados, mas continuam em uso porque novos blindados ainda não chegaram. Na Marinha, o cenário é igualmente preocupante: o projeto das fragatas Tamandaré ainda não foi concluído, e muitos navios de combate não estão operacionais. Há, inclusive, relatos de escassez de munição para os armamentos já em uso.
Se os Estados Unidos aplicarem sanções mais duras ou suspenderem o suporte técnico e o envio de peças, todo o sistema de defesa nacional corre o risco de ser paralisado, advertem os especialistas militares no site DefesaNet, pois um rompimento com os americanos poderá gerar um colapso logístico e operacional. Na análise dos militares, o confronto permanente entre o Judiciário, o Legislativo e o Executivo favorece uma escalada que só enfraquece a reação do governo brasileiro contra as tarifas impostas como punição ao Brasil e pode, em última instância, acabar prejudicando a economia do próprio país. A negociação diplomática seria a melhor maneira de enfrentar essa crise que, de todo modo, não é apenas do Brasil, mas do mundo. As questões políticas deveriam ser deixadas de lado, para negociar as sanções econômicas.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2025/07/receio-militar.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
E o Revisildo. . .
“Os militares envolvidos no golpe de 1964 justificaram sua ação afirmando que o objetivo era restaurar a disciplina e a hierarquia nas Forças Armadas e deter a “ameaça comunista” que, segundo eles, pairava sobre o Brasil”
E você conhece a história do glorioso “Cruzeiro do Vale”? (*)
“Como nasce um jornal: a história por trás da escolha do nome O GLOBO em 1925”
– Atento à cidade, Irineu Marinho promoveu estreia do jornal com concurso para escolha do nome pelos moradores, carro alegórico e futebol, além de tapar buraco que oferecia perigo.
(Rodrigo Linares, O Globo, Rio, 24//07/25)
Em 1925, Irineu Marinho fundou o jornal O GLOBO, após perder o controle de A Noite. Ele organizou um concurso para escolher o nome do jornal, que mobilizou a cidade e resultou em grande engajamento dos cariocas. A campanha de lançamento incluiu anúncios em cinema e rádio, além de eventos culturais, como um concerto e um desfile com carro alegórico. A estreia foi marcada por ações comunitárias e inovações no jornalismo. (Irineu)
(+em: https://oglobo.globo.com/100-anos/noticia/2025/07/24/como-nasce-um-jornal-a-historia-por-tras-da-escolha-do-nome-o-globo-em-1925.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
(*) https://www.cruzeirodovale.com.br/historico/
Inteligência Natural X Inteligência Artificial!
“‘Roubaram tudo o que já criei’: escritores se voltam contra empresas que usam seus livros para treinar inteligência artificial”
– Mundo editorial pressiona por leis que protejam a criação literária e a propriedade intelectual na era das máquinas.
(Bolívar Torres, O Globo, 24/07/25)
Escritores e editoras pressionam por leis que protejam a criação literária contra o uso não autorizado por inteligências artificiais. No Brasil e no mundo, cresce a insatisfação com empresas que usam obras literárias para treinar modelos de linguagem sem compensação. Autores como David Baldacci lideram ações judiciais nos EUA. Especialistas alertam para a urgência de regulamentações que equilibrem inovação e direitos autorais. (Irineu)
(+em: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/07/24/roubaram-tudo-o-que-ja-criei-escritores-se-voltam-contra-empresas-que-usam-seus-livros-para-treinar-inteligencia-artificia.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
A toga entogada com a IA!
“Aumento no uso de inteligência artificial por advogados e juízes acende alerta no Judiciário, que debate soluções”
– Em março, CNJ publicou uma resolução para orientar tribunais quanto à utilização da ferramenta, com padrões de auditoria, monitoramento e transparência.
(Paulo Assad, O Globo, Rio de Janeiro, 24/07/25)
O uso crescente de inteligência artificial por advogados e juízes no Brasil levanta preocupações no Judiciário, que busca soluções regulatórias. Um exemplo alarmante ocorreu no Maranhão, onde um juiz aumentou drasticamente sua produtividade, levantando suspeitas de uso inadequado de IA. O CNJ publicou diretrizes para orientar tribunais, mas desafios persistem, como a falta de treinamento adequado e a necessidade de protocolos claros. A OAB-RJ processa uma empresa por vender petições geradas por IA, destacando os conflitos em torno da tecnologia. Especialistas defendem uso responsável e supervisão humana para melhorar a eficiência do Judiciário. (Irineu)
(+em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/07/24/aumento-no-uso-de-inteligencia-artificial-por-advogados-e-juizes-acende-alerta-no-judiciario-que-debate-solucoes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
O dilema da corja vermelha: manter o povo analfabeto ou investir em tecnologia para acesso aos programas sociais?
“Governo vai tornar obrigatória biometria para acesso a benefícios sociais”
– Nova regra irá valer para programas como o Bolsa Família e faz parte de um pacote de medidas que inclui aplicativos e normas para uso estratégico dos dados brasileiros.
(Bruna Lessa, O Globo, Brasília, 24/07/25)
O governo brasileiro implementará a biometria como requisito para acessar benefícios sociais, como o Bolsa Família, visando aumentar a segurança e eficiência dos serviços públicos. A medida faz parte de um pacote de transformação digital que inclui a nova Carteira de Identidade Nacional e aplicativos para verificação de identidade. Além disso, novas regras de governança de dados foram estabelecidas para proteger informações sensíveis. (Irineu)
(+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/07/23/governo-vai-tornar-obrigatoria-biometria-para-acesso-a-beneficios-sociais.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
Perguntar não ofende. . .
Como o povo analfabeto acessará os programas sociais com alta tecnologia?
Façam o que eu digo
mas não façam
o que eu faço!
“Contrariando promessa eleitoral, governo Lula mantém travas para acesso a informações”
– Órgãos só recuaram, em alguns casos, após pareceres jurídicos.
(Patrik Camporez, O Globo, Brasília, 24/07/25)
Apesar da promessa eleitoral de aumentar a transparência, o governo Lula tem mantido barreiras ao acesso a informações públicas. Casos notáveis incluem a proteção de documentos no sistema TransfereGov, restrições a agendas da primeira-dama Janja e omissões em compromissos de ministros. O governo frequentemente recua após pareceres jurídicos, mas ainda enfrenta críticas por falta de transparência e uso de sigilo. (Irineu)
(+em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/07/24/contrariando-promessa-eleitoral-governo-lula-mantem-travas-para-acesso-a-informacoes.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
E o Revisildo. . .
Alguém aí “se-lembra-se” de alguma promessa de campanha cumprida pelo lula decaído?
Nos tempos dos Políticos com P maiúsculo!
“Mentir é política”
Logo após propor um “choque de capitalismo” no Brasil, em discurso redigido por Jorge Serpa sob encomenda de Roberto Marinho, o candidato tucano a presidente em 1989, Mário Covas, foi a uma reunião com 21 capitães da indústria paulista para tentar obter apoio e doações.
Falando de improviso, Covas atacou duramente a Zona Franca de Manaus.
Um dos presentes, empresário da área, segredou ao então deputado José Serra:
– “Sinceridade, assim, não é possível! Ele tem que mentir um pouco…”
Covas acabaria derrotado nas eleições.
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 24/07/25)
Depois dessa precisa advertência, BalCam não será mais o mesmo!
“Quebrou”
“O Brasil vai quebrar”, adverte Jair Renan Bolsonaro (PL). O vereador de Balneário Comboriú (SC) reagiu à falta de combustível nos jatinhos da FAB, que os ministros deitam e rolam. Acaba em 3 de agosto.
(Coluna CH, DP, 24/07/25)
Mais um zero tentando ser “vereador federal”!
“Enfim, um caminho possível para o jornalismo”
– A transformação profunda do modelo de negócios do jornalismo poderá ter começado há três semanas, reparou?
(Rodrigo Tavares, Professor catedrático convidado na NOVA School of Business and Economics, em Portugal. Nomeado Young Global Leader pelo Fórum Econômico Mundial, em 2017, FSP, 23/07/25)
À primeira vista, as novas tecnologias são uma dor de cabeça para os jornais tradicionais (1). Experimente programar um agente de inteligência artificial (2) para lhe entregar, todos os dias às 6h40, enquanto leva a xícara de café quente aos lábios, um relatório jornalístico sobre Jair Bolsonaro. Não uma seleção aleatória de manchetes, mas um recorte orientado por critérios algorítmicos: relevância informativa, índice de confiabilidade, diversidade ideológica, multiplicidade de idiomas.
A máquina vasculha jornais, TVs e rádios, newsletters especializadas (3), blogs opinativos (4), perfis de relevância variável nas redes sociais. O que chega até você já não é notícia no sentido clássico, mas uma construção informacional sob medida, ajustada ao seu histórico de leitura, ao seu vocabulário, à sua tolerância ao dissenso. Parece futuro, mas já é presente. A inteligência artificial reorganiza o ecossistema informativo, deslocando o poder editorial do coletivo para o indivíduo.
As máquinas de inteligência artificial extraem esse conteúdo sem custo (5) e, muitas vezes, sem atribuição. Atualmente, os jornais já são diluídos por plataformas agregadoras como o Google ou Facebook (Meta) que lhes drenam receitas publicitárias. Mas a internet, pelo menos, ainda leva algum tráfego aos jornais. A inteligência artificial, não. Os textos servem de matéria-prima para modelos estatísticos que absorvem estilo, argumento e vocabulário, mas obscurecem a autoria. O conteúdo serve para treinar os próprios sistemas que o substituem, sem compensação e sem reconhecimento. As máquinas consomem tudo o que lhes aparece pela frente.
Quando qualquer pessoa pode gerar conteúdo legível e verossímil sem custos, o valor econômico da publicação tradicional entra em crise. O modelo convencional dos jornais, ancorado no controle da criação e da distribuição massificada, na venda publicitária e no trabalho especializado das redações, torna-se inviável num ambiente mediado por inteligência artificial. A escassez que sustentava o valor da informação foi substituída pela abundância maquínica. O capital simbólico do jornalismo já não basta. Sem uma reestruturação do modelo econômico e da sua função pública, a extinção torna-se um processo inevitável.
“Mas as leis de copyright podem impedir as máquinas de nos roubarem os conteúdos”, dirão alguns diretores de jornais sem sentir a água a chegar ao joelho. No entanto, os tribunais americanos têm sido claros: se a inteligência artificial gera novos textos, ainda que com base nos originais, ela está criando algo “transformado”, e isso é protegido pela lei de “fair use”. Em outras palavras, o roubo não é considerado roubo, sentenciaram os juízes William Alsup (6) e Vince Chhabria (7), em processos recentes contra a Anthropic e a Meta, respectivamente. Como provar que alguém deixou de pagar por algo que nunca soube que estava a consumir?
Mas há uma esperança. Em 1º de julho, a empresa americana Cloudflare (8), que protege parte significativa da infraestrutura digital global, inclusive sites jornalísticos, propôs um novo modelo de remuneração: pay-per-crawl (9), acionado pelo protocolo HTTP 402, até agora praticamente inexplorado. Funciona assim: cada vez que um robô de IA quiser acessar e extrair o conteúdo de um site, terá de pagar por isso.
Mais do que cobrar por visita, a Cloudflare —cuja sede europeia fica em Lisboa, num prédio futurista às margens do Tejo— quer criar um mercado baseado na qualidade informativa do conteúdo oferecido às IAs. Textos analíticos, singulares, que preenchem lacunas cognitivas e não se confundem com o ruído repetitivo e industrializado da internet, seriam mais bem remunerados por serem mais úteis às máquinas. Os jornais passariam a ser pagos não por tráfego, mas pela inteligência que produzem. E os seus consumidores já não seriam os leitores, mas os modelos. O novo formato foi explicado pelo CEO da Cloudfare neste blog (10).
Para distinguir o belo do feio, a Cloudflare terá de adotar algum modelo de avaliação de qualidade de notícias, como o NewsGuard, The Trust Project (11) (a Folha é parceira) ou o Newspaper Impact Rating (12), que criei em 2019.
O jornalismo tradicional poderá sobreviver dentro do novo sistema. Mas terá competição. Tal como aconteceu com as marcas nativas do digital nas plataformas sociais, surgirão novos produtores de conteúdo editorial, concebidos desde a origem para este ecossistema algorítmico.
Isso não implica renunciar ao leitor humano. Pelo contrário: a outra saída para os jornais é cultivar comunidades, como destaca o tecnólogo Ben Thompson, autor da célebre newsletter Stratechery. Não se trata de atingir muitos, mas de reunir os poucos que compartilham referências, códigos e expectativas. Uma espécie de Esporte Clube Pinheiros ou Clube Hebraica aplicado à informação. Numa era em que o conteúdo é sintetizado por máquinas e distribuído de forma atomizada, a experiência humana partilhada torna-se um bem escasso.
As empresas que hoje conhecemos como editoras de jornais tenderão a se tornar curadoras de conteúdos que funcionam como referências simbólicas e afetivas. Suas publicações passarão a ser espaços de mediação cultural, onde a notícia é apenas a camada visível de vínculos mais profundos. Não venderão apenas informação, mas pertença. E como todo bem escasso, isso terá valor.
(1) “A luta para entender como os modelos de IA realmente funcionam”
– Anthropic, Google, xAI e OpenAI implementam técnica para compreender melhor as ações de chatbots.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2025/06/a-luta-para-entender-como-os-modelos-de-ia-realmente-funcionam.shtml)
(2) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/inteligencia-artificial/
(3) https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/newsletters-da-folha/
(4) https://www1.folha.uol.com.br/colunaseblogs/
(5) “Prioridade de Trump, empresas de IA usaram pirataria para treinar chatbots”
– Meta e Anthropic são acusadas de baixar milhões de cópias ilegais de livros para desenvolver robôs; caso vira ação coletiva na Califórnia.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/prioridade-de-trump-empresas-de-ia-usaram-pirataria-para-treinar-chatbots.shtml)
(6) “Anthropic obtém decisão importante sobre IA em processo sobre direitos autorais”
(+rem: https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2025/06/24/anthropic-obtem-decisao-importante-sobre-ia-em-processo-sobre-direitos-autorais.htm)
(7) “Justiça autoriza Meta a usar obras sem consentimento dos autores para treinar IA”
(+em: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/afp/2025/06/26/justica-autoriza-meta-a-usar-obras-sem-consentimento-dos-autores-para-treinar-ia.htm)
(8) “Apresentando o pagamento por rastreamento: permitindo que proprietários de conteúdo cobrem dos rastreadores de IA pelo acesso”
(+em: https://blog.cloudflare.com/introducing-pay-per-crawl/)
(9) “Gigante do tráfego na internet decide bloquear robôs de IA”
– Produtores de conteúdo reclamam que serviços como ChatGPT usam seus sites sem pagar e apontam ameaça a modelo de negócios.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2025/07/gigante-do-trafego-na-internet-decide-bloquear-robos-de-ia.shtml)
(10) “Dia da Independência do Conteúdo: sem rastreamento de IA sem compensação!”
(+em: https://blog.cloudflare.com/content-independence-day-no-ai-crawl-without-compensation/)
(11) “‘Confiança na mídia melhorou, mas não é sólida’, diz Sally Lehrman”
– Criadora do The Trust Project avalia que pandemia alavancou imprensa profissional, mas desinformação atrapalha.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2021/02/confianca-na-midia-melhorou-mas-nao-e-solida-diz-sally-lehrman.shtml)
(12) “Como os jornais podem sobreviver? Medindo seu impacto social”
(+em: https://www.weforum.org/stories/2019/02/how-can-newspapers-survive-by-measuring-their-social-impact/)
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/rodrigo-tavares/2025/07/enfim-um-caminho-possivel-para-o-jornalismo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
Mas. . .quem está muito grato ao trio abaixo citado, seguramente, é o lula decaído!
“Gratidão à moda de Bolsonaro”
– São Paulo deu milhões de votos a Bolsonaro, Tarcísio e Eduardo. Agora, eles estão lhe dando o troco.
(Ruy Castro, FSP, 23/07/25)
No dia 7 de outubro de 2018, 1,8 milhão de paulistas saíram de casa para eleger Eduardo Bolsonaro para a Câmara dos Deputados. Foi a maior votação para deputado federal na história. Pelos quatro anos seguintes, sua atuação por São Paulo em Brasília não deve ter agradado muito —os Bolsonaros tendem a cuidar mais de si do que de seus eleitores—, porque, em 2022, ele foi reeleito, mas seus votantes caíram para (ainda invejáveis) 741 mil.
No dia 30 de outubro de 2022, 13,8 milhões de paulistas também deixaram seus lares para eleger Tarcísio de Freitas governador de São Paulo. Foram votos de confiança, já que ele nunca exercera uma função política —sua carreira limitara-se a altos cargos em Brasília, com prestações de contas duvidosas por compras irregulares e obras inacabadas. Sua estreia em São Paulo foi em 2021, na garupa de Jair Bolsonaro em vibrantes motociatas pelo estado, o que convenceu Bolsonaro a escalá-lo como seu candidato a governador.
No dia 28 de outubro de 2018, 15,3 milhões de paulistas foram às urnas —por acaso, eletrônicas— para, com o resto do país, ajudar a fazer de Bolsonaro presidente da República. Ele venceu Fernando Haddad em 631 das 645 cidades de São Paulo. Em 2022, mesmo perdendo nacionalmente para Lula, Bolsonaro conquistou 615 das mesmas 645 cidades, com o apoio de 12, 2 milhões de paulistas.
Em troca disso tudo, em fevereiro último, Eduardo Bolsonaro foi para os EUA e fixou residência no galinheiro da Casa Branca, abandonando seus 741 mil eleitores. Sua campanha junto a Donald Trump para livrar seu pai da cadeia por tentativa de golpe de estado induziu Trump a decretar o tarifaço de 50% nos produtos exportados pelo Brasil. Tarcísio de Freitas, fã de Trump e apesar de a maioria dos atingidos pela medida estar entre seus governados, foi para cima do muro.
O próprio Bolsonaro não quer saber se sua liberdade custará a quebradeira de empresários seus amigos e o desemprego de milhares de pessoas que acreditaram nele. É o que ele entende por gratidão.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/07/gratidao-a-moda-de-bolsonaro.shtml)
E o povo?
– Ora, é apenas um detalhe!
“Lula e Eduardo são dois elitistas bradando contra a elite”
– Petista declarou patrimônio de 7 milhões de reais. Deputado recebeu 2 milhões do pai. Esses valores não estão na conta de qualquer brasileiro.
(Duda Teixeira, Crusoé, 23/07/25)
O petista Lula declarou um patrimônio de 7,4 milhões de reais ao Tribunal Superior Eleitoral em sua campanha para a Presidência, em 2022.
Ele disse, na época, ser proprietário de três apartamentos, três terrenos e dois automóveis.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro recebeu 2 milhões de reais de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para custear sua vida com a família nos Estados Unidos.
Os dois são claramente membros da elite política e econômica brasileira.
São montantes que não estão na conta bancária de um brasileiro normal.
E ambos saíram nos últimos dias criticando a elite do país.
“Elite financeira”
Após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, dizer que Eduardo tinha criado um problema para a direita apoiando o tarifaço de Donald Trump, o deputado federal reagiu criticando as “elites financeiras”.
“Enquanto são pessoas simples e comuns as vítimas da tirania, não há problema, mas mexeu na sua turminha da elite financeira, daí temos o apocalipse para resolver”, disse o deputado em seu perfil no X.
No Congresso da União dos Estudantes Secundaristas, a UNE, Lula citou quatro vezes a palavra “elite”.
“Me parece que a elite brasileira achava que índio não precisava estudar, que escravo não precisava estudar e que os pobres tinham que cortar cana também e eles não perceberam que isto levava o Brasil a um atraso que nós somos vítimas até hoje”, disse Lula.
O presidente ainda tem insistido em uma retórica de ricos contra pobres, por orientação do marqueteiro da Secom Sidônio Palmeira.
Raízes populistas
Tanto o petismo quanto o bolsonarismo têm um longo histórico de ataque às elites.
“É da natureza dos políticos populistas colocarem-se como representantes de um povo virtuoso, em oposição às elites corruptas”, diz o cientista político Rodrigo Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
“O petismo, que nasceu de uma combinação do sindicalismo com as Comunidades Eclesias de Base da Igreja Católica, tem feito isso desde o seu início. O bolsonarismo, por sua vez, também se posicioniou em 2018 como um contraponto às elites”, diz Prando.
A questão é que, após décadas usufruindo do poder político e econômico, qualquer discurso contra as elites vindo desses dois grupos populistas soa embusteiro, para dizer o mínimo.
(Fonte: https://crusoe.com.br/diario/lula-e-eduardo-sao-dois-elitistas-bradando-contra-a-elite/)
“Tudo a Ler”
(Isadora Laviola, Jornalista da editoria de Livros, FSP, 23/07/25)
Quando se discute se é possível amar a obra de um artista que você odeia, o costume é falar dos erros dos autores. Pablo Picasso, Woody Allen, J.K. Rowling e Roman Polanski são alguns exemplos de artistas que ofuscaram a grandeza de suas obras com essa discussão. Mas a crítica Claire Dederer propõe uma abordagem diferente (1).
Escrevendo seu livro “Monstros – O Dilema do Fã” (trad. Joca Reiners Terron, Amarcord, R$ 74,90, 384 págs.), ela percebeu que a resposta mais produtiva a essa discussão está em quem consome arte, não em quem a realiza.
“Consumir uma obra de arte é o encontro de duas biografias”, ela escreve no livro. “A biografia do artista, que pode atrapalhar a visualização da arte; e a biografia do espectador, que pode moldar a recepção da arte.”
Separar o autor da obra é tão difícil quanto separar o espectador dela —a subjetividade, em qualquer uma das frentes, é inevitável.
O ensaísta José Miguel Wisnik amplia essa noção na cultura brasileira pelo conceito de “gaia ciência brasileira”, em seu livro “Viagem do Recado” (Companhia das Letras, R$ 99,90, 368 págs.). A expressão, explica o ensaísta Francisco Bosco (2), foi emprestada de Nietzsche para pensar a arte do Brasil como resultado de uma criação misturada e coletiva, em que autores ecoam outros autores.
No fim, ninguém é dono exclusivo de sua obra. A pergunta, então, talvez não seja “podemos separar autor e obra?”, mas: “quem é esse autor que tentamos separar?”
(1) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/monstros-usa-woody-allen-jk-rowling-e-polanski-para-atacar-dilema-obra-vs-autor.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(2) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/07/livro-da-a-medida-da-grandeza-ensaistica-de-jose-miguel-wisnik.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
“acabou de chegar”
“O Bom Mal” (trad. Livia Deorsola, Fósforo, R$ 79,90, 160 págs.) expõe a sutil habilidade da autora Samanta Schweblin “de criar mundos literários que se equilibram na iminência de uma tragédia”, escreve a crítica Sylvia Colombo (3). O novo livro da escritora argentina trata da finitude através de seis contos com personagens diversos, como mulheres introspectivas, crianças inquietas e animais estranhos.
(3) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/samanta-schweblin-se-equilibra-a-beira-da-tragedia-em-o-bom-mal.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
“História de Jerusalém” (trad. Bruno Ferreira Castro e Fernando Scheibe, Nemo, R$ 129,80, 256 págs.) conta 4.000 anos de história da cidade sagrada em quadrinhos. O roteiro de Vincent Lemire e arte de Christophe Gaultier tem como narradora uma árvore milenar que presencia o nascimento das três grandes religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo). O maior mérito da obra, segundo o crítico Diogo Bercito (4), é a pesquisa histórica que a embasa.
(4) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/quadrinho-conta-historia-de-jerusalem-como-um-emaranhado-de-religioes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
“Orgia e Compadrio” (Cosac, R$ 132, 368 págs.) é um estudo da trajetória literária e afetiva de Tulio Carella, escritor que chocou o Brasil da década de 1960 com o conteúdo considerado pornográfico em seu livro “Orgia”. “O livro não foi bem compreendido”, afirma Alvaro Machado, autor do livro que sai agora pela Cosac. Ele explica à colunista Sylvia Colombo (5) que a intenção de Carella era fazer um retrato daquele tempo conturbado, de ditaduras na Argentina e no Brasil.
(5) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/orgia-e-compadrio-celebra-o-pensamento-e-a-sexualidade-livre-do-escritor-tulio-carella.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
“e mais”
Nova biografia sobre Robert Crumb mostra um cartunista de estilo inconfundível e temáticas tão contraditórias quanto a sociedade americana em que vive. Como conta o jornalista Diogo Bercito (6), o pesquisador Dan Nadel decidiu escrever o livro sobre Crumb após perceber que este registrou todas as grandes transformações sociais das últimas décadas em seus desenhos.
(6) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/nova-biografia-explora-como-robert-crumb-revolucionou-as-historias-em-quadrinhos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
Rubens Francisco Lucchetti, morto no ano passado, aos 94 anos, era um escritor intelectualmente solitário que encontrou companhia no Facebook. Na rede social, Lucchetti vendia exemplares de suas obras e contava histórias curiosas de sua carreira, digna do título de mestre do terror. Após sua morte, o pesquisador Rafael Spaca uniu seus posts em um livro. “Ali, ele verbalizava coisas que não costumava dizer”, diz Spaca ao jornalista Ivan Finotti (7).
(7) https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/livro-reune-textos-do-mestre-do-horror-rubens-lucchetti-parceiro-de-ze-do-caixao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
Por falta de verba, o governo Lula ainda não comprou os livros necessários para o ano letivo de 2026. A previsão era adquirir cerca de 240 milhões de exemplares, por um custo estimado em R$ 3,5 bilhões, mas o orçamento disponível é de apenas R$ 2,04 bilhões. Agora, como explica o repórter Bruno Lucca (8), o governo adota a estratégia de compra escalonada, dando preferência para livros de língua portuguesa e matemática antes de adquirir outros didáticos.
(8) https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2025/07/governo-lula-compra-apenas-livros-de-portugues-e-matematica-para-o-ensino-basico.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler;utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo
e. . .
Conheça livros de Cristina Rivera Garza, convidada de destaque da Flip; veja vídeo
‘O Invencível Verão de Liliana’, ‘Autobiografia do Algodão’ e ‘Os Mortos Indóceis’ são assunto da semana no Painel das Letras
+em: https://www1.folha.uol.com.br/tv/2025/07/conheca-livros-de-cristina-rivera-garza-convidada-de-destaque-da-flip-veja-video.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
O homem branco hétero está sumindo da ficção literária? Devemos nos importar?
Há uma reação a conquistas alcançadas nas últimas décadas por mulheres, minorias raciais e LGBTQ+ na política e na cultura
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/homem-branco-hetero-esta-sumindo-da-ficcao-literaria-devemos-nos-importar.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
Noemi Jaffe rememora a infância em novo livro; leia trecho inédito
Em ‘Te Dou Minha Palavra’, escritora aborda experiências como filha de sobreviventes judeus da Segunda Guerra
+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/07/noemi-jaffe-rememora-a-infancia-em-novo-livro-leia-trecho-inedito.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler
(Texto recebido pelo correio eletrônico)
Nada a Ler!
Atentaram para o (8)?
“Por falta de verba, o governo Lula ainda não comprou os livros necessários para o ano letivo de 2026.
O alerta potiguar!
“Lula não esconde mais: é um aspirante a ditador”
– Presidente brasileiro disse que eleição a cada 4 ou 5 anos não basta e assume atitude populista, usando a linguagem da democracia para desmontá-la por dentro…
(Rogério Marinho, Senador do PL-RN, Poder360, 23/07/25)
No dia 21 de julho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu em um palanque durante um encontro de países latino-americanos comandados pela esquerda. A reunião foi em Santiago, com os presidentes do Chile (Gabriel Boric), da Colômbia (Gustavo Petro) e do Uruguai (Yamandú Orsí), além do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.
Na reunião, o presidente brasileiro disse: “Cumprir o ritual eleitoral a cada 4 ou 5 anos já não é mais suficiente”.
Essa declaração com alto grau de ambiguidade foi do próprio chefe do Executivo do Brasil, que colocou em dúvida o valor das eleiçõess, como se o voto popular já não bastasse para legitimar o poder.
Vale a pena assistir ao que disse o presidente, em vídeo (1min10s):
https://youtu.be/EROkotRBgUw
. . .
(+ em: https://www.poder360.com.br/opiniao/lula-nao-esconde-mais-e-um-aspirante-a-ditador/)
Só pra PenTeSuTriFar. . .
Será que ele sabe algo que só os 10 do SuTriFe sabem?
Pensando bem…
(Coluna CH, DP, 23/07/25)
…Lula disse que ia colocar o pobre no orçamento, mas não contou que era na parte do corte.
Matutando bem…
(Matutildo, aqui e agora)
E “nossos representantes” nem perceberam!
Generalizando, ferreira se ferrou!
“Defesa da liberdade”
Em vídeo que viralizou, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) encarou repórteres, na Câmara, para esclarecer que a defesa da liberdade não é só uma causa da direita:
– “Defendemos até a liberdade de vocês, jornalistas de esquerda. É a liberdade de vocês, idiotas!”
(Coluna CH, DP, 23/07/25)
Com suas supremas canetadas em prol dos curruPTos, será didi tótó seu vice?
“Quem governa”
Ao menos nos EUA ainda é possível criticar membros do STF. Jason Miller, conselheiro de Donald Trump, diz:
– “[Alexandre de] Moraes quer que o mundo inteiro saiba que ele governa o Brasil, não Lula”.
(Coluna CH, DP, 23/07/25)
A corja vermelha transformou o pomposo slogan da ECT. . .
“Hoje falido, Correios já esteve entre os melhores”
(Coluna CH, DP, 23/07/25)
Relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) justifica o orgulho que os brasileiros já tiveram dos Correios, que hoje, sob desastrosa gestão petista, não consegue fechar as contas. O processo, relatado pela ministra Ana Arraes, já aposentada, mostra, entre 2007 e 2019, taxa de entrega de encomendas dentro do prazo em 98,64%, superando postais de países europeus, como Alemanha (98%), Japão (98,60%), Canadá (95,80%) e Portugal (95%) e Irlanda (96%).
Sem rota
Encomendas internacionais, que hoje batem recorde de atraso, tiveram entregas dentro do prazo, naquele período, em 99,16% dos casos.
Já foi bom
O relatório destaca a pujança dos Correios, que no primeiro semestre de 2019 arrecadaram R$4,3 bilhões só com encomendas.
Insolvência
A situação hoje é preocupante. Neste primeiro trimestre do ano, a estatal já registrou déficit de R$1,7 bilhão.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/governadores-reagem-a-paralisia-de-lula-e-devem-tentar-negociar-com-trump)
. . .”Soluções que aproximam” em “Soluções insolúveis”!
E aí, Matutildo! Isso é legal?
“Governadores estão preocupados com a falta de credibilidade da diplomacia do governo Lula (PT), contaminada pelo ativismo ideológico, por essa razão o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), iniciou consultas ao Fórum de Governadores a fim de definir uma comitiva que os represente em tratativas em nome do Brasil, em Washington. A idéia é tentar que os governadores sejam recebidos pelo próprio presidente Donald Trump, a fim de negociarem um adiamento do tarifaço de 50%.”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 23/07/25)
Matutando bem. . .
Legal não sei se o é, pois não tenho formação em Direito.
Mas. . .já que o poder central está desnorteado, só tramando a reeleição do atual chefe e completamente alheios aos problemas da Nação. . .
Efeito trumPTarifaço?
“MPF arquiva inquérito contra Bolsonaro por motociatas”
– Promotor entendeu que atos não configuraram crime eleitoral; decisão foi confirmada pela 2ª Câmara de Revisão e retorna à Justiça apenas para ciência.
(+em: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e09-brasil/mpf-arquiva-inquerito-contra-bolsonaro-por-motociatas-e-uso-do-cartao-corporativo)
Periga!. . .
“Hambúrguer salgado”
(Camila Mattoso, FSP, Brasília Hoje)
As tarifas já impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, derrubaram a venda de carne bovina brasileira para os americanos em 80% mesmo antes da entrada em vigor da sobretaxa de 50%, prevista para 1º de agosto.
Em abril, mês em que Trump impôs 10% de taxa extra ao Brasil, as exportações de carne para o país chegaram a 47,8 mil toneladas. As vendas em junho, porém, despencaram para 18,2 mil toneladas. E neste mês, o volume das compras americanas teve novo tombo para 9,7 mil toneladas até o momento.
Já o preço da carne brasileira subiu para os americanos. Se em abril o valor médio pago pelo importador era de US$ 5.200 por tonelada, nesta semana, a média praticada está em US$ 5.850, uma alta de 12%.
Com a incerteza, algumas remessas já fechadas para os EUA trocaram o destino portuário em território americano para evitar que a embarcação chegue após o dia 1º de agosto. O Brasil exporta para os americanos principalmente a parte dianteira do boi, que é utilizada na produção de hambúrgueres.
(Texto recebido pelo correio eletrônico)
(*) “Compra de carne brasileira pelos EUA despenca 80% em três meses”
– Queda reflete tarifas já aplicadas e ameaça de sobretaxa; preço do produto subiu para os americanos.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/compra-de-carne-brasileira-pelos-eua-despenca-80-em-tres-meses.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)
Só pra PenTelhar. . .
Para salvar os exportadores de carne bovina amigos do rei, periga lula decaído tirar do papel o “picanha grátis para todos”!
“Rumo ao divórcio”
(Luana Franzão, FSP, Mercado, 23/07/25)
Quando você tira um tempo para organizar o armário, não encontra várias lembranças do passado? Fotos, cartas, brinquedos, roupas que não são mais usadas… e, de repente, se pergunta: “por que isso tudo ficou esquecido aqui?”.
A Kraft Heinz está passando por esse momento. Arrependida da fusão realizada há dez anos, a empresa pensa na cisão e na ressurreição de marcas (1) que ficaram para trás depois da união.
Como assim? A fabricante americana de alimentos está estudando a possibilidade de dividir grande parte de seus negócios –melhor dizendo, está querendo isolar produtos da antiga Kraft em uma nova empresa.
O novo CNPJ poderia ser avaliado em até US$ 20 bilhões (2) (R$ 111 bilhões), o que faria com que essa fosse a maior negociação no setor de bens de consumo do ano até agora.
Casamento infeliz.
Dá para dizer que a união entre as antigas Kraft e HJ Heinz (3) – antes, dois corpos separados– não foi das mais frutíferas. As ações da fabricante perderam cerca de dois terços do valor (4) desde que elas se fundiram em 2015.
Na época, o acordo foi apoiado pela Berkshire Hathaway (5), de Warren Buffett (6), e pela 3G Capital (7), private equity brasileira.
Os objetivos principais eram o corte de custos das duas empresas e a expansão internacional das marcas.
Mas, anos depois, os custos continuam altos, as vendas estagnaram e os lucros caíram (8).
Rumo ao divórcio.
Os consumidores dos EUA estão gastando menos em alimentos embalados de marcas famosas, cada vez mais caros, depois da pandemia.
Ainda, movimentos críticos a alimentos ultraprocessados (9) ganham força entre os americanos –o que não ajuda a empresa alimentícia.
A 3G zerou a sua participação na companhia (10), enquanto a Berkshire Hathaway continua como a principal acionista, ainda que os executivos dela tenham deixado o conselho da fabricante –depois que perderam a fé no negócio.
↳ Leia aqui (11) uma análise do New York Times sobre o fracasso do matrimônio entre as duas alimentícias.
(Texto recebido pelo correio eletrônico)
(1) “Kraft Heinz busca reviver marcas antigas desfazendo megafusão de 2015”
– A fabricante de alimentos está estudando a possibilidade de dividir seus negócios.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/kraft-heinz-busca-reviver-marcas-antigas-desfazendo-megafusao-de-2015.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(2) “JBS e Sigma disputam negócio de cachorro-quente de US$ 3 bi da Kraft Heinz, diz agência”
– Empresas estão entre as cotadas para adquirir Oscar Mayer; fontes ouvidas pela Reuters dizem que levará semanas para que um acordo seja finalizado.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/10/jbs-e-sigma-disputam-negocio-de-cachorro-quente-de-us-3-bi-da-kraft-heinz-diz-agencia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(3) “Brasileiros do 3G se unem a Buffett para assumir Kraft Foods”
– Kraft Heinz nasce como a quinta maior empresa de alimentos processados, com US$ 28 bi de faturamento.
(+em: https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/mercado/213442-brasileiros-do-3g-se-unem-a-buffett-para-assumir-kraft-foods.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(4) “Ações da Kraft Heinz despencam, com queda de vendas e depreciação”
– No ano, a baixa acumulada é de 34%, uma perda em valor de mercado de cerca de R$ 69,3 bi.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/08/acoes-da-kraft-heinz-despencam-com-queda-de-vendas-e-depreciacao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(5) “Berkshire Hathaway, de Buffett, reduz participações no Bank of America e Citi”
– Conglomerado vendeu quase 75% de sua posição no Citigroup, avaliada em mais de US$ 2,4 bilhões.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/02/berkshire-hathaway-de-buffett-reduz-participacoes-no-bank-of-america-e-citi.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(6) “Warren Buffett, investidor mais famoso do mundo, anuncia aposentadoria de império após 60 anos”
– O ‘Oráculo de Omaha’ fará sucessão no conglomerado Berkshire Hathaway, que tem participação em empresas que vão da Coca-Cola à Apple.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/warren-buffett-deixara-a-berkshire-hathaway-apos-seis-decadas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(7) “Como começou e terminou ‘casamento’ entre bilionários da 3G, Buffett e Kraft Heinz”
– Lemann, Telles e Sicupira se uniram a megainvestidor em 2013 e deixaram companhia oito anos após fusão.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/04/como-comecou-e-terminou-casamento-entre-bilionarios-da-3g-buffett-e-kraft-heinz.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(8) “Kraft Heinz terá que refazer relatórios financeiros após investigação”
– Revisão exige ajustes de US$ 208 milhões relacionados aos custos dos produtos vendidos.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/05/kraft-heinz-tera-que-refazer-alguns-relatorios-financeiros-apos-investigacao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(9) “Kraft Heinz diz que vai eliminar todos os corantes químicos dos produtos nos próximos dois anos”
– Mudança se alinha à agenda do secretário de saúde dos EUA, após acordo com fabricantes de alimentos.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/06/kraft-heinz-diz-que-vai-eliminar-todos-os-corantes-quimicos-dos-produtos-nos-proximos-dois-anos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(10) “3G, do trio de bilionários da Americanas, vende sua participação na Kraft Heinz”
– Buffett, principal acionista da Kraft, chegou a chamar de ‘nojenta’ manipulação de lucros, após fraude na Americanas.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/04/empresa-de-lemann-faz-venda-discreta-de-participacao-na-kraft-heinz-diz-tv-dos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
(11) “Kraft Heinz: dois gigantes dos alimentos que não combinam bem”
– Megafusão das empresas acabou por se transformar em uma megaconfusão.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/09/kraft-heinz-dois-gigantes-dos-alimentos-que-nao-combinam-bem.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)
Mas. . .quem procura, acha!
O tarifaço e os dólares”
(Gabriel Cariello, Resumão, O Globo, 22/07/25)
Técnicos do Banco Central não encontraram, até o momento, evidências concretas de uso de informação privilegiada na compra e venda de dólares no dia em que Donald Trump anunciou o tarifaço contra o Brasil. Uma análise preliminar identificou operações pulverizadas e feitas por robôs. A suspeita de fraude é alvo de investigação no STF.
(+em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/07/22/tecnicos-do-bc-identificam-operacoes-com-dolar-pulverizadas-e-feitas-por-robos-antes-de-anuncio-de-tarifaco-de-trump.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)
Ã-rã. . .
“Orçamento liberado”
(Gabriel Cariello, Resumão, O Globo, 22/07/25)
“O governo Lula vai liberar R$ 20,6 bilhões no Orçamento deste ano.
Uma revisão bimestral da equipe econômica reduziu o congelamento de gastos de R$ 31,3 bilhões para R$ 10,7 bilhões. A liberação de recursos foi possível após melhora na arrecadação, apesar do aumento das despesas obrigatórias.
O cálculo considerou ajustes no IOF após decisão do STF e novas receitas por meio de uma nova medida provisória.
(+em: https://oglobo.globo.com/ec,onomia/noticia/2025/07/22/governo-reduz-contencao-no-orcamento-de-r-313-bi-para-r-107-bi.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariatarde)
“A maior expertise do bolsopetismo: aprisionar o país em patifarias”
– É impressionante como grande parte da sociedade brasileira permite-se capturar por essa gente.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 22/07/25)
Eu imagino que 99,99% dos brasileiros, dos mais extremistas bolsonaristas aos mais radicais lulopetistas, não gostariam de ser, diariamente, “assaltados” por políticos e governantes, seja através da cobrança confiscatória de impostos (1), rachadinhas ou grandes escândalos de corrupção – mensalão, petrolão, INSS e afins.
Imagino, também, que estes mesmos 99.99% de brasileiros ficariam abismados se tomassem conhecimento dos mais de 50 bilhões de reais que os parlamentares têm à disposição (2), anualmente, para suas emendas. Ou que estão prestes a aumentar o número de deputados federais e a aprovar o acúmulo de salários com as aposentadorias.
Se 99.99% dos brasileiros se interessassem por problemas reais que abalam suas vidas, como saneamento básico – que falta a mais de 50% dos lares do país -, mobilidade, déficit público, juros, impostos, educação, saúde e segurança públicas, e cobrassem seus políticos, das duas, uma: ou odiariam os eleitos ou votariam melhor.
Idolatria sem causa
Porém, como 99.99% dos brasileiros preferem ou não se importar ou apenas se interessar por política por cunho estritamente ideológico, ou fórum para o exercício diário campal de suas frustrações e ódios, os políticos “deitam e rolam” no melhor dos mundos: entregam muito pouco ou quase nada, e ainda são amados e defendidos com fervor.
Tudo porque, habilmente, e com um reforço de peso incalculável que é a internet, aprisionam a atenção da população em pautas extremamente passionais, e transformam todas as demais demandas da sociedade em debates secundários, canalizando as emoções populares única e exclusivamente para os temas que elegem.
Em declaração pública e conjunta, parlamentares e líderes bolsonaristas – a senadora Damares à frente – avisaram: no Senado, agora, a “única pauta” será o impeachment (3) do ministro Alexandre de Moraes. Na Câmara, só se fala em “anistia ampla, geral e irrestrita”. O Brasil real e os 200 milhões de brasileiros que – como sempre! – se danem.
Me engana que eu gosto
Do lado do governo e da bancada da situação, a prioridade não é livrar o Brasil, de alguma forma, do tarifaço de Donald Trump. Ao contrário. Quanto pior, melhor. Não à toa o próprio presidente Lula investir em ataques e afrontas ao bufão alaranjado (4). Já os parlamentares lulopetistas, ocupam-se apenas em pedir a prisão de Eduardo e Jair Bolsonaro.
É impressionante como grande parte da sociedade brasileira permite-se capturar por essa gente e liga o “foda-se” para as próprias vidas, deixando de lado seus interesses para atuar em prol daqueles que, literalmente, estão “cagando e andando” para ela. Pior. Passam a atacar, inclusive, quem não age da mesma maneira subalterna e contraproducente.
Enquanto políticos bolsonaristas e lulopetistas hipnotizam suas manadas e empoderam cada vez mais os supremos togados, continuam curtindo a vida adoidado como as famílias Lula da Silva e Bolsonaro, com suas viagens, mordomias e o bom lugar cativo nos corações e mentes daqueles a quem tanto fazem mal.
(1) “6 casos em que pobre e classe média pagam IOF”
– Procurador rebate narrativa do governo Lula e de seus propagandistas com uma lista de exemplos.
(+em: https://oantagonista.com.br/brasil/6-casos-em-que-pobre-e-classe-media-pagam-iof/#google_vignette)
(2) “Lula sanciona Orçamento de 2025 com R$ 50 bilhões em emendas e superávit”
– Lei Orçamentária Anual estabelece que o salário mínimo será de 1.518 reais e reserva 158,6 bilhões de reais para o Bolsa Família.
(+em: https://oantagonista.com.br/economia/lula-sanciona-orcamento-de-2025-com-r-50-bilhoes-em-emendas-e-superavit/#google_vignette)
(3) “Pauta única da oposição no Senado será o impeachment de Moraes”, diz Damares”
– Segundo a senadora do Republicanos, há comprovação de que todas as decisões do magistrado “violaram direitos humanos”.
(+em: https://oantagonista.com.br/brasil/pauta-unica-da-oposicao-no-senado-sera-o-impeachment-de-moraes-diz-damares/)
(4) “Bolsolulismo, lulotrumpismo e os vigaristas da retórica”
O diabo é que centenas de milhões de pessoas, lá e aqui, não apenas acreditam nestes vigaristas intelectuais como passam a defendê-los.
(+em: https://oantagonista.com.br/analise/bolsolulismo-lulotrumpismo-e-os-vigaristas-da-retorica/)
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/a-maior-expertise-do-bolsopetismo-aprisionar-o-pais-em-patifarias/?utm_campaign=mkt_-_resumo_da_manha_2207&utm_medium=email&utm_source=RD+Station)
+1!!!
“Partido do MBL deve ter número que era do PTB nas urnas”
– Missão, como legenda se chamará, colocou itens à venda em uma loja virtual, entre eles uma bandeira de R$ 1.000,14.
(Danielle Brant e Fábio Zanini, Painel, FSP, 22/07/25)
O Missão, partido que o MBL (Movimento Brasil Livre) quer tirar do papel ainda neste ano, lançou uma série de artigos em uma loja virtual para financiar a criação da legenda, entre elas uma bandeira de R$ 1.000,14, um pôster comemorativo de R$ 399,14 e um boné de R$ 149,14.
(A imagem mostra uma pessoa vestida com uma fantasia de mascote. A fantasia é predominantemente amarela com manchas pretas, e a pessoa está segurando uma bandeira que diz ‘missão’ em letras brancas sobre um fundo preto e amarelo. A pessoa está de costas, e a fantasia parece ser de um animal, possivelmente um leopardo ou onça.)
O uso de 14 centavos em todos os artigos se deve à decisão de adotar nas urnas eletrônicas o número 14, que, por muitos anos, pertenceu ao PTB, de Roberto Jefferson — sigla que se fundiu com o Patriota para criar o PRD. O MBL diz que pediu ao TSE para usar o número, por ser referência ao ano de sua criação, 2014.
Para arrecadar recursos, a loja do MBL também colocou à venda um moletom de R$ 249,14 (com 17% de desconto), uma meia de R$ 49,14 e uma jaqueta de R$ 349,14, entre outros itens.
A expectativa é de que o partido esteja funcionando até as eleições de 2026. O TSE agora julgará se aprova a criação da sigla, passo que é visto como uma mera formalidade.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2025/07/partido-do-mbl-deve-ter-numero-que-era-do-ptb-nas-urnas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newspainel)
Na era bolsonaro:
“Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro com o Pix, diz prêmio Nobel de Economia”
Antes porém, na era lula1:
A corja vermelha inventou o PIXuleco!
Perguntar não ofende. . .
Será que a mudança do sabor da coca cola exigida por trump é para harmonizar com os hamburgueres fritos por edu bananinha?
“TCE aponta 19 alunos com mais de R$ 200 mi no Universidade Gratuita em SC”
(Uesley Durães, Do UOL, em São Paulo, 22/07/25)
O TCE-SC identificou 1.260 alunos milionários suspeitos de fraudar bolsas de estudo em SC, com um caso de patrimônio familiar de R$ 800 milhões.
Os dados foram enviados ao MPSC e à SED, que ainda não foi oficialmente notificada, para investigação de irregularidades e possíveis sanções.
Fraudes envolvem alunos com bens luxuosos, orientados por consultorias a omitir informações; o programa é voltado para estudantes em vulnerabilidade econômica.
(+em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2025/07/22/universidade-gratuita-relatorio-tce-indicios-de-fraude-sc.htm)
Assim sendo. . .
. . .”cada povo tem o governante que merece”!
Não duvidem: edu bananinha poderá ser “secretário especial” do governico do “jóginhomello” junto ao Tio Sam!
“STF prepara antídoto contra manobra de Eduardo para manter mandato”
– Ministros do STF ligaram alerta após aliados defenderem nomeação de Eduardo Bolsonaro como secretário estadual para evitar perda do mandato.
(Igor Gadelha, Metrópoles, 22/05/25)
O STF prepara um “antítodo” contra manobra articulada por aliados de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para manter o mandato do deputado na Câmara, mesmo ele morando nos Estados Unidos.
Nos últimos dias, aliados passaram a defender que Eduardo seja nomeado como secretário estadual por algum governador aliado. Isso permitiria ao deputado se licenciar novamente da Câmara, evitando perder o mandato por faltas.
Conforme publicado pelo jornal O Globo e confirmado pela coluna, uma dos governadores que poderia nomear Eduardo como secretário seria Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, estado tido como mais bolsonarista.
O antídoto do STF
Para impedir a manobra, o ministro do STF Alexandre de Moraes foi aconselhado a dar uma decisão cautelar impedindo Eduardo Bolsonaro de ocupar funções públicas enquanto estiver nos Estados Unidos.
Moraes, vale lembrar, é relator de um inquérito que investiga a atuação do filho “03” de Jair Bolsonaro junto ao governo Donald Trump em prol de sanções contra ministros do Supremo e outras autoridades brasileiras.
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/stf-prepara-antidoto-contra-manobra-de-eduardo-para-manter-mandato)
Esta manobra, de gente doente – e que ontem também dava como certa a cidadania americada dada xenofogo Dontal Trump a Bolsonaro para ele ser embaixador dos Estados Unidos no Brasil, será o enterro político de Jorginho, do PL e do bolsonarismo que já está com grandes dificuldades para se manter de pé com esta estória do tarifaço e sendo Santa Catarina, essencialmente exportadora
Temos um senador carioca decorativo e prestes a ser cassado, Jorge Seif Júnior, PL. Jair Renam está em campanha para anular uma das vagas das 20 vagas de deputados estaduais, o vereador carioca Carlos Bolsonaro, PL, quer ser, e com amplo apoio da cúpula catarinense do PL, candidato ao senado como se aqui não tivessemos gente identificada com o estado e história de verdade nele, para nos representar, inclusive na diversidade immigratória e migratória. Vade Retro…
Pelo menos a oligarquia dos Konder era catarinense!
A lista é longa, dependendo do historiador (sérios e não contadores de causos) e do ponto de vista que se olhe. Na política, talvez, talvez a principal tenha sido a Ramos, com Nereu (presidente) e outra linhagem, mas que fez de Celso, um pecuarista do Planalto Serrano, o criador do grande modelo diversificado de desenvolvimento industrial. No fundo, todos das diversas oligarquias- que hoje criminosamente é sinônimo de atraso pelos que não conhecem ou nunca leram uma linha da nossa saga e história -, criaram verdadeiros legados. E por quê? Disputavam entre eles, rivalizando ou se aproximando, quem era que fazia mais por Santa Catarina. Hoje, os que se dizem catarinenses e principalmente os invasores em busca apenas de votos fáceis, ideológicos (e não estou me referindo apenas aos bolsonaristas) para eles se darem bem no poder em Florianópolia, Brasília e locais de lobbies, é a de destruir a nossa referência como pioneiros, desbravadores, reinventando-se à cada adversidade e catástrofe. Parasitas.
Faltou combinar com os outros 10!
“No Estado democrático, a instância maior é o Parlamento”
(Ministro Luiz Fux (STF) sobre o dever de respeito do STF a prerrogativas dos Poderes, segundo a Coluna CH, DP, hoje)
Pelo menos, lulu baba tem supremo bom gosto!
“Samba no pé”
Luís Roberto Barroso (STF), ágil na hora de soltar o gogó em eventos da nata de Brasília, inovou no Maranhão, no fim de semana. Deixou os microfones de lado e caiu no samba ao som de Benito di Paula.
(Coluna CH, DP, 22/07/25)
Em tempos de conflito com o Tio Sam. . .
“Eh! Meu amigo Charlie
Eh! Meu amigo
Charlie Brown, Charlie Brown”
. . .
Benito di Paula: https://www.youtube.com/watch?v=RmnsPo5d-u8
Ethanol: a chinese business… for foreigners!
“Aqui é mais caro”
Enquanto o consumidor pagava em média R$4,13 por litro de etanol, em 2024, o Brasil exportava 309,7 milhões de litros do produto para os EUA ao preço médio de US$ 0,587 por litro, equivalentes a R$3,20.
(Coluna CH, DP, 22/07/25)
Coffee: a chinese business… for foreigners!
“Café como exceção”
Há expectativa de que Trump crie exceção para café no tarifaço, como o fez na manteiga irlandesa, popular e barata nos EUA.
Afinal, cada dólar de café do Brasil gera 43 dólares na economia americana, segundo Marcio Cândido, líder do Conselho dos Exportadores de Café.
(Coluna CH, DP, 22/07/25)
“Elefante em loja de cristais”?
“Serenidade de araque”
“Dilma de calças”, pelo tratamento rude até a aliados, o ministro Rui Costa (Casa Civil) é um gozador. Disse ontem que o governo do PT age com “serenidade” na crise com os Estados Unidos. Não se sabe se ele se refere a Lula chamando Trump de “nazista” ou de “chantagista”.
(Coluna CH, DP, 22/07/25)
Querem “se-livrar-se” do picolé de chuchu na vice presidência!
“PT já simpatiza com Alckmin candidato em SP”
Com chance perto de zero de conseguir se eleger ao governo de São Paulo, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) é escanteado pelo PT, que agora simpatiza pela candidatura do vice Geraldo Alckmin (PSB) ao governo paulista. Sem levar muita fé em Márcio França (PSB), ministro da Microempresa e maldosamente chamado em Brasília de microministro, facções do PT querem alguma chance para enfrentar o bem avaliado governador Tarcísio de Freitas (Rep) ou seu indicado.
(+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-imita-estrategia-de-ditador-ao-chamar-adversarios-de-traidores-da-patria)
PeTezuela plagiando a Venezuela?
“Evidenciando que a Venezuela é logo ali, Lula (PT) adota a estratégia ou o padrão de comportamento do ditador Nicolas Maduro ao chamar críticos de “traidores da pátria”, criminalizando a oposição e justificando medidas de endurecimento do regime. As coincidências são inquietantes: a Venezuela passou a censurar tudo, inclusive a imprensa, anulou o Poder Legislativo, perseguiu e prendeu oposicionistas, tornou adversários inelegíveis, e instaurou a ditadura em definitivo.” (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 22/07/25)
(+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-imita-estrategia-de-ditador-ao-chamar-adversarios-de-traidores-da-patria)
“O rato que ruge”
– Nessa disputa retórica, o Brasil só tem a perder, assim como Bolsonaro, pois os dois são mais frágeis que seus oponentes.
(Merval Pereira, O Globo, 22/07/25)
Dizer que a revogação dos vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é “inadmissível”, como fizeram o presidente Lula e o chefe da Casa Civil, Rui Costa, é uma linguagem política que coloca os que a pronunciam, especialmente sendo duas figuras das mais importantes do país, numa situação-limite. Se é “inadmissível”, farão o quê? O rato que ruge? Exército Brancaleone? Nessa disputa retórica, o Brasil só tem a perder, assim como Bolsonaro, pois os dois são mais frágeis que seus oponentes.
O governo brasileiro tem uma vantagem institucional, pois é uma das maiores economias do mundo democrático. O país, diante da maior potência econômica e militar do mundo, não tem como confrontar o oponente, a não ser no campo moral, mesmo que tenha razão. Já Bolsonaro, não tem como confrontar o Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo que tenha o apoio do presidente daquele país, pois não tem o apoio dos fatos, que o condenarão por ter atentado contra a democracia brasileira.
À medida que a guerra retórica se prolonga, o campo de batalha sai da realidade para se enfiar num lamaçal de conjunturas e subjetividades que não leva a nada, a não ser a uma situação de instabilidade que nos afetará mais do que aos Estados Unidos. O caminho melhor é negociar por meio da diplomacia, sem interferências políticas. Nos metemos nessa enrascada devido a uma conspirata política dos apoiadores de Bolsonaro, especialmente seu filho Eduardo, que não hesitaram em pedir ajuda de um país estrangeiro, sem se importar com as consequências sobre o seu próprio país, considerando a hipótese de que uma pressão americana seria suficiente para liberar o patriarca da família.
Apelar para um tribunal internacional teria mais sentido político, embora dificilmente, nesse caso, tivesse consequência prática. Mas para uma superpotência, presumindo que o mais forte sempre ganhará, é um grande erro de estratégia. Que ideia fazem do Brasil? Concordam que é um país de quinta categoria, uma republiqueta de bananas, que se dobra à vontade do mais forte? Só pensando assim é possível acreditar que uma ordem de Trump seria obedecida. Não tenho dúvida de que o presidente americano tenha essa opinião sobre o Brasil; não fosse assim, não tomaria as medidas que está adotando.
Uma visão míope sobre o país, mesmo que o governo petista lhe desagrade, ou que a aproximação com a China e a Rússia o irrite, como se a substituição do dólar no comércio internacional fosse possível a curto prazo. A longuíssimo, poderá ser, se assim quiserem as duas potências, não o Brasil. Não é o caso no momento, o que há são movimentos políticos ousados na retórica, nulos na prática, os tigres do Brics usando o Brasil como bucha de canhão.
Nesta semana, novas sanções de Trump contra o Brasil devem acontecer. Pelo menos é o que os bolsonaristas que estão ajudando a criar o clima de punição prometem. Imagino que seja a Lei Magnitsky, para apertar o cerco pessoalmente, principalmente sobre o ministro Alexandre de Moraes. Essa lei, aprovada depois dos atentados de 11/9/2001 para conter o financiamento de terroristas, foi ampliada para todos os “inimigos” dos Estados Unidos. Pode prejudicar pessoalmente, mas nada muito grave. Significa não ter conta em bancos, nem cartão de crédito americanos.
No campo institucional, não há mais o que fazer; Trump já fez tudo, e tudo errado, acusando o Brasil de coisas que não faz. A melhor medida a ser alcançada, a meu ver, é um adiamento das tarifas, não é incomum o presidente americano adiar ou prolongar o prazo. Vamos ver qual é a boa vontade dele com o Brasil, que, aparentemente, é nenhuma. Mas as empresas americanas afetadas estão trabalhando para mostrar o prejuízo que poderão ter com as sanções impostas, e com isso estão pressionando o governo de lá.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2025/07/o-rato-que-ruge.ghtml?utm_source=edg_newsletter_geral&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsdiariamanha)
Matutando bem. . .
As quadrilhas “nós” & “eles” conseguiram piorar o que já era ruim!
E segue a compra de votos, com dinheiro público!
“Com suspeita de fraudes, seguro para pescadores disparou no início do ano”
(Natália Portinari, Colunista do UOL, 22/07/25)
O pagamento do seguro-defeso, benefício social para pescadores artesanais, teve um salto no primeiro semestre de 2025, alcançando R$ 5,5 bilhões em seis meses —quase o valor pago no ano todo de 2024.
Os registros de pescadores no RGP (Registro Geral da Pesca), do Ministério da Pesca, foram de 1 milhão em 2022 para 1,9 milhão em julho de 2025, com 700 mil cadastros desde meados de 2024.
. . .
A maioria das inscrições no seguro-defeso é feita por entidades conveniadas ao INSS, como colônias e federações de pesca.
Essas organizações são ligadas à CBPA (Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura), alvo da PF por suspeita de fraudes em descontos indevidos em aposentadorias.
. . .
No ano passado, o gasto total do governo foi de R$ 5,9 bilhões —reajustados pela inflação, seriam R$ 6,3 bilhões. Os inscritos como pescadores ganham um salário mínimo mensal por até cinco meses.
. . .
Dos R$ 5,5 bilhões gastos neste ano, R$ 3,5 bilhões foram para o Maranhão, Pará e Piauí, onde há dezenas de municípios com mais pescadores registrados do que seria matematicamente possível, como mostrou investigação do UOL.
. . .
. . .houve 200 mil novas inscrições de pescadores no sistema entre maio e julho deste ano.
. . .
(+em: https://noticias.uol.com.br/colunas/natalia-portinari/2025/07/22/com-suspeita-de-fraudes-seguro-para-pescadores-disparou-no-inicio-do-ano.htm)
“Soberania, só, não faz verão”
– Em 2026, o eleitor não vai avaliar Trump: vai escolher o que lhe parecer melhor para sua vida no Brasil.
(Dora Kramer, FSP, 21/07/25)
O ministro Alexandre de Moraes não poderá entrar nos Estados Unidos, bem como “seus familiares e aliados da corte”, conforme anunciou o secretário de Estado, Marco Rubio.
Guardadas as proporções, algo parecido foi tentado anos atrás pelo presidente Luiz Inácio da Silva (PT), que queria cancelar o visto do então correspondente do New York Times, Larry Rohter, por causa de uma matéria que o desagradou.
Lula foi em boa hora impedido por Márcio Thomaz Bastos, à época ministro da Justiça, cuja morte o privou de seu melhor conselheiro. Estivesse entre nós, doutor Márcio talvez lhe dissesse para maneirar na reação às provocações do celerado do Norte.
Em matéria de grito, Donald Trump sabe melhor do que ninguém se enrolar nas próprias cordas vocais. Na busca por uma nova marca, o governo parece ter encontrado uma na expressão “soberania nacional”. Matéria perecível e de uso limitado.
Quando outubro de 2026 chegar, o eleitorado daqui não vai querer saber o que diz ou deixa de dizer o presidente americano. Estará, sim, interessado em cotejar perdas e ganhos da gestão Lula e ouvir os planos de seus oponentes para o país.
O efeito positivo da guerra contra o inimigo externo tem prazo de validade. Se, e quando, os prejuízos em aumento do desemprego, queda na produção, danos ao comércio e inflação alta chegarem aos bolsos e às mesas dos brasileiros, a conta será cobrada do chefe da nação.
Mais que os festejos momentâneos em torno do colossal erro dos adversários, a Lula compete fazer frente aos problemas reais do desequilíbrio fiscal, da elevada dívida pública, da baixa produtividade e de tudo que gera atraso no desenvolvimento.
Nesse campo, o presidente pode ganhar a batalha da almejada reeleição, caso consiga aliar a resistência à chantagem de Trump a uma conduta de estadista.
O regozijo de agora pode virar rejeição se a justa indignação da sociedade for percebida como massa de manobra a serviço de propósitos imediatistas e meramente eleitorais.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/07/soberania-so-nao-faz-verao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
“Sem registro”
(Camila Mattoso, FSP, Brasília Hoje, 21/07/25)
A Câmara dos Deputados gasta mais de R$ 1 bilhão por ano com funcionários cuja jornada de trabalho não é controlada nem fiscalizada (1). O valor bateu recorde na gestão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
Atualmente, há cerca de 10 mil secretários parlamentares contratados pelos 513 deputados para atuar em Brasília ou no estado pelo qual foram eleitos. O número varia diariamente e representa em torno de 69% do total de servidores da Casa.
Para esses funcionários, a única validação sobre o expediente é um atestado do gabinete em que cada um está lotado. Esse tipo de brecha possibilitou, por exemplo, a existência de três funcionárias fantasmas no gabinete de Motta, como a Folha relevou.
A reportagem procurou a assessoria institucional da Câmara desde quarta (16) para se manifestar sobre o assunto, mas não teve retorno. O presidente da Câmara também não quis comentar a falta de fiscalização.
Saiba mais sobre o tema em três links:
O trio de funcionárias fantasmas
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/hugo-motta-emprega-em-gabinete-da-camara-trio-de-funcionarias-fantasmas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)
Os aliados da Paraíba
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/motta-emprega-parentes-de-aliados-da-pb-em-gabinete-uma-e-funcionaria-fantasma.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)
O reduto de Hugo Motta
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/01/reduto-de-hugo-motta-tem-obras-encrencadas-e-inconclusas-com-verba-de-emendas-do-deputado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)
(1) Matéria replicada abaixo.
Mapa do poder
O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber
1 – Alexandre de Moraes, do STF, proibiu a transmissão ou veiculação de áudios e vídeos de entrevistas de Jair Bolsonaro (PL) nas plataformas digitais. O ministro diz que a divulgação desse tipo de conteúdo do ex-presidente pode configurar uma burla à proibição do uso de redes sociais, sob o risco de decretação de prisão.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/moraes-proibe-transmissao-de-entrevistas-de-bolsonaro-nas-redes-sociais.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)
2 – O ministro Rui Costa (Casa Civil) afirmou que o Brasil deve fortalecer laços comerciais com outros países, diante da sequência de retaliações comerciais impostas pelos Estados Unidos ao país, e reforçou a intenção de agilizar o acordo União Europeia-Mercosul. Ainda, citou sinalizações de Canadá e México para formar alianças.
(+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/brasil-vai-fortalecer-relacoes-comerciais-com-outros-parceiros-diz-rui-costa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)
(Texto recebido pelo correio eletrônico)
“Lula deveria deixar STF e Jair de lado e negociar com Trump. Mas…”
– O STF virou instância política e expõe-se a sanções políticas, é isso aí. A questão é a irritação de Trump com Lula e o seu antiamericanismo.
(Mario Sabino, Metrópoles, 21/07/25)
Recomendo prudência a quem sai por aí gritando que Donald Trump atacou a soberania nacional ou que Donald Trump é que ajudará o Brasil a recuperar a sua democracia.
É preciso enxergar a realidade tal como ela se apresenta: o STF se tornou uma instância política e, como tal, expõe-se a sanções políticas, inclusive externas.
Não há justiça ou injustiça na política. Existe apenas a defesa de interesses da parte de cada grupo. A política é um ringue de luta livre, e depende apenas dos limites morais dos contendores desferir ou não golpes mais ou menos baixos. Em geral, eles não têm limites.
O que estou querendo dizer é que não é problema dos brasileiros se Donald Trump cancelou o visto de oito ministros do STF e talvez ainda imponha sanções jurídico-financeiras aos que protagonizam os processos contra Jair Bolsonaro, aliado do presidente americano. Afinal de contas também, como disse um dos atingidos, “eles sempre terão Paris”.
Obviamente, o certo seria que tivéssemos um STF apolítico, que se conservasse apartado dos outros dois poderes e que se dedicasse apenas a defender a aplicação dos preceitos constitucionais. Não haveria como não defendê-lo. Mas deixou de ser o caso e, sinceramente, ninguém em sã consciência acredita que o tribunal voltará ao seu leito natural por livre e espontânea vontade dos seus ministros.
Também seria ótimo se o presidente dos Estados Unidos não fosse o chantagista Donald Trump, mas a maioria dos americanos o elegeu, e é o que temos pelos próximos três anos e meio, se não houver uma grande intercorrência até o final do mandato do sujeito.
Diante desse quadro incontornável, seria preciso concentrar-se na verdadeira origem do atual problema da relação do Brasil com os Estados Unidos: a tarifa de importação de 50% aos produtos brasileiros.
Donald Trump colocou Jair Bolsonaro no meio da história, mas ele está irritado mesmo é com Lula, que transformou o Brasil em garota de programa da China, principalmente, e da Rússia, como já dito aqui.
Essa história de usar outra moeda, que não o dólar, nas trocas comerciais entre os países é uma ideia de jerico brotada no charco do antiamericanismo.
Nem os chineses, que querem destronar os Estados Unidos como potência hegemônica, nem os russos, que adorariam contornar as sanções do Ocidente à sua sanha imperialista, veem a substituição do dólar como realidade. Pequim e Moscou, no entanto, observam, com o prazer de rufiões, o Brasil rodando essa bolsinha na calçada das ilusões do Brics.
Se tivéssemos um presidente responsável, disposto a renunciar ao seu antiamericanismo, ele telefonaria a Donald Trump, com quem ainda não conversou desde que o inquilino da Casa Branca assumiu, para abrir negociações sobre o tarifaço e deixar o fardo dos processos contra Jair Bolsonaro inteiramente nas costas do STF. Não há nada de humilhante em ser realista.
Ao cumprir o papel que se espera de um presidente da República, Lula talvez ganhasse mais pontos junto aos brasileiros do que ao vestir essa fantasia nacionalista-eleitoreira de defensor de uma soberania que, ao fim e ao cabo, não passa da soberba de um tribunal que virou instância política. Mas o petista não apenas é o homem que sempre foi. É também a circunstância que o levou de volta ao Palácio do Planalto como devedor.
PS: A frase de Machado de Assis, ” soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional”, usada por Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro, é uma ironia do escritor em uma crônica sobre a eleição de 1876, “que a esta hora se começa a manipular em todo este vasto império”. Pois é, Machado de Assis estava falando de eleições manipuladas. A sua crítica se insere na visão nada encomiástica que ele tinha do governo imperial.
(Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/lula-deveria-deixar-stf-e-jair-de-lado-e-negociar-com-trump-mas)
O piNçador Matutildo, piNçou:
1) “. . .sinceramente, ninguém em sã consciência acredita que o tribunal voltará ao seu leito natural por livre e espontânea vontade dos seus ministros.”
2) “. . .mas ele está irritado mesmo é com Lula, que transformou o Brasil em garota de programa da China, principalmente, e da Rússia, como já dito aqui.”
E quanto eu levo nisso?
“Governo Lula vai cobrar 1% de pedágio para liberar “emendas Pix””
– Ministério da Gestão e Inovação diz que o recurso será revertido para melhoria nos sistemas que garantem transparência aos repasses…
(Poder360, 21/07/25)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma portaria para taxar as “emendas Pix”, cobrando um “pedágio” de 1% toda vez que liberar recursos nessa modalidade. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o sistema funcionará da seguinte forma: cada vez que um deputado ou senador indicar o recurso a um município, o governo vai ficar com 1% da quantia no momento da liberação.
Ao Estadão, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos disse que a cobrança foi autorizada pela LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) deste ano. O recurso, segundo o governo federal, será destinado a implementar melhorias na plataforma criada para garantir transparência aos repasses federais, o Transferegov.br.
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/governo-lula-vai-cobrar-1-de-pedagio-para-liberar-emendas-pix/)
O “quinzinho” será reduzido à “unzinho”?
Ô, ô, ô, Matutildo. . .
O “quinzinho” é extra oficial. Já o “unzinho” será oficial. . .
Não! Edu bananinha pensa que é o chefe do trump!
“Quem Eduardo Bolsonaro está achando que é; Donald Trump?”
– Eduardo é jovem. E ainda que tenha “zilhões” de dólares a garantir seu futuro, um dia perderá as “costas largas”.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 21/07/25)
E não é que o Bananinha “meteu o louco” de vez? Deixou de apenas defender – contra os interesses nacionais e, sobretudo, os setores econômicos que jurava apoiar – o tarifaço insano do não menos insano presidente dos EUA, Donald Trump, como agora partiu com tudo para cima de policiais federais, como já havia feito contra ministros do STF, notadamente Alexandre de Moraes.
Comentando sobre o suposto “pouco caso” de um ministro do Supremo acerca do cancelamento do visto de entrada nos EUA, sem citar nomes ou fontes, o bolsokid 03 avisou: “Falou que não está preocupado. Que o Mickey vai sentir falta dele. Espero que Chase, Wells Fargo, Bank of America e outros bancos americanos não sintam a falta. Calma, guerreiro, porque se cantar a Magnitsky, é o sistema mundial inteiro.”
Trump bananeiro
Eduardo infere que os ministros, uma vez punidos pelos Estados Unidos, estarão proibidos de circular por todo o planeta devido a sanções econômicas. Aparentemente fora de controle, mas, a meu ver, dando uma de Trump tupiniquim, ameaçou: “É pra ser radical mesmo. Não quero meio termo. Sim. Estou disposto a ir às últimas consequências. É pra entender que não haverá recuo. Esse é meu objetivo.”
E o valentão da internet, lá nos EUA, continuou: “A gente tem que expôr o nível de várzea que é Moraes no STF. Trabalharei para Moraes fora do STF. Você não é digno de estar no topo do poder do Judiciário. E estou disposto a me sacrificar para levar isso adiante. Não gostou? Coloca o Trump nessa investigação. Você é medíocre com a caneta na mão. Vá lá, coloque isso no seu inquérito.”
Sobrou até para a Polícia Federal: “Vá lá coleguinha da Polícia Federal, cachorrinho da Polícia Federal que está me assistindo: deixa eu saber, não, irmão! Se eu ficar sabendo quem é você, ah, eu vou mexer aqui”. E terminou com mais ameaças: “Eu estou disposto a ir até às últimas consequências. Será que o Barroso tá? Será que o Gilmar, que tá faltando três ou quatro anos para se aposentar tá?”
Deputado ou miliciano?
O jeitão “opressor-ameaçador-miliciano” sempre foi característica dos fanáticos bolsonaristas. Eu mesmo fui alvo desse método em 2021 e 2022, sofrendo ameaças de toda sorte, inclusive de parlamentares eleitos. Contudo, o linguajar de Eduardo Bolsonaro – “Deixa eu saber, não, irmão” ou “Calma, guerreiro, porque se cantar a Magnitsky” – assemelha-se aos diálogos do filme Tropa de Elite.
Trata-se, ainda, de um deputado federal. E não de um miliciano qualquer, ameaçando uma autoridade da PF. É chocante! Mas não é surpreendente. O rapaz ou está fora de si – repito, o que não me parece – ou resolveu brincar de Donald Trump, um gangster transnacional que detém a caneta da maior potência econômica e militar do planeta nas mãos. Como ele mesmo (Dudu) disse: “Agora, é all in.”
Intuo – e espero, sinceramente, pois do contrário “sobrará” para o Brasil democrático – que o Bananinha vai quebrar a cara. Um dia, Trump e o trumpismo passarão. O bufão, aliás, está longe de ser jovem. E a despeito de seu sucessor, J.D.Vance, ser ainda mais “linha dura”, não há, aí sim, regime que dure para sempre. Eduardo é jovem. E ainda que tenha zilhões de dólares a garantir seu futuro, um dia poderá perder as “costas largas”.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/quem-eduardo-bolsonaro-esta-achando-que-e-donald-trump/)
Só pra enfezar. . .
Será que o edu bananinha fumou alfafa e/ou injetou leite consensado nas veias?
“46% avaliam Lula como ruim ou péssimo, aponta Lulômetro”
– Quando o Lulômetro foi ao ar em 14 de julho, o petista era “ruim/péssimo” para 43% dos entrevistados.
(Redação O Antagonista, 21/07/25)
O Lulômetro, tracking diário da opinião popular sobre o presidente Lula (PT) realizado por O Antagonista e Real Time Big Data, apontou nesta segunda-feira, 21, que 46% dos brasileiros avaliam o petista como “ruim/péssimo”.
Segundo o termômetro, Lula é “ótimo/bom” para 26% dos entrevistados e “regular” para 25%. Outros 3% não opinaram ou não souberam responder.
No sábado, 19, o petista foi apontado como “ruim/péssimo” por 44% dos respondentes, ante 25% que o classificavam como “regular” e 27%, como “ótimo/bom”.
Quando o Lulômetro foi ao ar em 14 de julho, Lula era “ótimo/bom” para 30%, “regular” para 24% e “ruim/péssimo” para 43%.
Em 5 de julho, dias antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% para produtos importados do Brasil, a administração do petista era reprovada por 47% e aprovada por 24%.
O desempenho de Lula no tracking diário indica que Lula não conseguiu manter a leve melhora de popularidade que teve na semana passada.
Lulômetro
Com gráficos e dados estruturados, resultantes de pesquisas de opinião diárias realizadas pela Real Time Big Data, o Lulômetro ficará exposto na página principal de O Antagonista, onde será atualizado a cada 24h para a sua consulta frequente sobre os índices de “ótimo/bom”, “regular”, “ruim/péssimo” e “não sabe/não respondeu”.
Esse termômetro do desempenho de Lula, aberto para o público, é apenas uma das ferramentas incluídas no projeto Oráculo, uma plataforma premium exclusiva que apresenta levantamentos completos de dados, notícias e análises do cenário político nacional e internacional com abordagens e recortes sócio-econômico-culturais.
Eleições de 2026
Neste um ano e três meses que nos separam da eleição, o Lulômetro será fundamental para acompanhar as chances de o petista conseguir mais um mandato nas urnas.
Com uma taxa de “ótimo” ou “bom” menor que 40%, o projeto de Lula dificilmente será viabilizado.
“O Lulômetro, essa excelente invenção diária de O Antagonista, trouxe ao Planalto alguns farelos de alívio: a rejeição cedeu ligeiramente, a aprovação ensaiou um discreto avanço. Parece que, depois de um longo inventário de hematomas, Lula voltou a puxar o ar que lhe faltava. Mas é bom não confundir: há um abismo entre simplesmente sobreviver e caminhar com firmeza“, diz o consultor político eleitoral Roberto Reis, colunista de Crusoé.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/46-avaliam-lula-como-ruim-ou-pessimo-aponta-lulometro/#goog_rewarded)
De bate pronto, responda quantas empresas na Região possui em seu quadro 10 MIL EMPREGADOS?
“Câmara gasta R$ 1 bi por ano com funcionários sem controle de presença, e valor bate recorde sob Motta”
– Validação sobre trabalho de 10 mil assessores é atestado do próprio gabinete; assessoria não comenta.
(Raphael Di Cunto e Lucas Marchesini, FSP, 21/07//25)
A Câmara dos Deputados gasta mais de R$ 1 bilhão por ano em salários, gratificações e auxílios pagos a funcionários cuja jornada de trabalho não é controlada nem fiscalizada —e que, muitas vezes, podem não estar exercendo funções ligadas ao Legislativo. O valor bateu recorde na gestão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
Atualmente, há cerca de 10 mil secretários parlamentares contratados pelos 513 deputados para atuar em Brasília ou no estado pelo qual foram eleitos —nesta segunda-feira (21), eram 9.972, número que varia diariamente e que representa em torno de 69% do total de servidores da Casa. A única validação sobre o trabalho ou o cumprimento da jornada de 40 horas semanais deles é um atestado do próprio gabinete.
Este tipo de brecha possibilitou, por exemplo, a existência de três funcionárias fantasmas no gabinete de Motta, como a Folha relevou.
Uma fisioterapeuta era contratada pelo escritório do presidente da Câmara, mas atendia em clínicas de Brasília quatro vezes por semana. Outra funcionária de Motta atuava ao mesmo tempo como assessora na Paraíba e como assistente social de uma prefeitura, no mesmo horário do expediente. Ambas foram demitidas depois que a reportagem procurou Motta.
Uma terceira funcionária continua no gabinete, Louise Lacerda, filha e sobrinha de políticos aliados de Motta que estuda medicina e chegou a morar no Rio Grande do Norte em parte da graduação.
Há dois tipos de cargos de livre nomeação na Câmara: os secretários parlamentares, contratados pelos gabinetes, e o cargo de natureza especial (CNE), destinado à Mesa Diretora, às comissões e às lideranças de partidos.
Desde 2015, há totens espalhados pela Câmara para registro de presença com biometria, mas só os ocupantes de CNE são obrigados a marcar o ponto (ao chegar, ao sair e voltar do almoço, e na hora de ir embora).
Os secretários parlamentares em Brasília só registram seu horário com biometria para receber hora extra durante as sessões noturnas, às terças e às quartas-feiras. Nos demais períodos, não há qualquer fiscalização ou registro de presença.
Cada deputado tem direito mensalmente a uma verba de gabinete de R$ 133 mil para contratar de 5 a 25 secretários parlamentares. Eles ganham entre R$ 1.584,10 e R$ 18.719,88, além de auxílio alimentação de R$ 1.393,11 e outras gratificações.
O controle de presença desses funcionários é feito pelos próprios gabinetes, que mensalmente informam ao departamento de recursos humanos sobre o cumprimento da jornada.
Esse documento tem um controle frágil. O sistema só é preenchido para registrar atestados médicos ou indicar se houve alguma falta. Se nada é informado nesse sentido, ele automaticamente indica que a pessoa cumpriu as 40 horas semanais, sem qualquer tipo de detalhamento sobre quais foram os horários.
Nos estados, o controle é inexistente. Nem todos os deputados possuem escritórios em suas bases eleitorais e não há monitoramento, pela Câmara, sobre o trabalho ou o cumprimento das 40 horas semanais estabelecidas no contrato.
Essa falta de controle ocorre mesmo após denúncias, ao longo dos anos, de funcionários fantasmas (que não aparecem para trabalhar), de “rachadinhas” (quando o congressista fica com parte do salário) e de servidores pagos pelo Legislativo que, na verdade, atuavam como faxineiras, babás ou outras funções de cunho pessoal para o parlamentar, sem vínculo com o Congresso.
Outra situação comum é quando os deputados e senadores contratam parentes de aliados políticos, como prefeitos e vereadores, em troca de apoio para as eleições. Como a Folha revelou, o próprio Motta empregou filhos, mãe e ex-sogra de políticos de seu partido.
“Eu ousaria dizer que a maior parte dos parlamentares na realidade não contrata assessores, contrata os cabos eleitorais que ficam no estado. Os gabinetes em Brasília são na sua maioria vazios. Tem ali dois ou três assessores, e a maior parte está no estado fazendo campanha eleitoral para o deputado durante quatro anos”, diz o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP).
Kataguiri foi relator de projeto para tornar obrigatório o ponto eletrônico para todos os funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário. O texto foi aprovado em 2019 na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, mas está parado desde então.
O gasto da Câmara apenas com os secretários parlamentares bateu R$ 1 bilhão no ano passado, mas subiu ainda mais na gestão de Motta. No primeiro semestre de 2024, a despesa somou R$ 486,4 milhões. No mesmo período de 2025, chegou a R$ 539,2 milhões —aumento de quase 11%.
Motta adotou um discurso de responsabilidade fiscal e tem cobrado do governo Lula (PT) corte de gastos desde que assumiu a presidência da Câmara. Ele criou um grupo de trabalho para elaborar uma reforma administrativa do serviço público, mas a conclusão ignora medidas para garantir um controle mais rígido dos servidores do próprio Legislativo.
Coordenador do grupo de trabalho, o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) argumenta que os assessores de gabinete têm natureza distinta dos demais funcionários públicos, principalmente os que estão no estado. “Como você coloca um ponto eletrônico se o sujeito tá na rua, atuando lá na base, atendendo prefeito, fiscalizando obras feitas com nossas emendas?”, afirma.
A Mesa Diretora, presidida por Motta, também não discutiu até o momento medidas para garantir que os funcionários dos gabinetes realmente trabalham. Essa função é responsabilidade da primeira secretaria da Câmara, comandada pelo deputado Carlos Veras (PT-PE). Ele não retornou os contatos da reportagem.
O deputado Sérgio Souza (MDB-PR), que é o quarto-secretário da Mesa Diretora da Câmara, afirmou que o grupo precisou se debruçar este semestre sobre casos mais polêmicos, como pedidos de suspensão e de prisão contra parlamentares, e que não teve tempo para debater outras iniciativas.
“Eu falo pelos meus [funcionários]. Se não trabalhar, eu mando embora”, diz o emedebista.
A reportagem procurou a assessoria institucional da Câmara desde quarta (16) para que explicasse a falta de controle da jornada dos funcionários, mas não teve retorno. O presidente da Câmara também não quis comentar a falta de fiscalização.
Sobre o trio de funcionários fantasmas em seu gabinete, Motta disse que “preza pelo cumprimento rigoroso das obrigações dos funcionários de seu gabinete, incluindo os que atuam de forma remota e são dispensados do ponto dentro das regras estabelecidas pela Câmara”.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/camara-gasta-r-1-bi-por-ano-com-funcionarios-sem-controle-de-presenca-e-valor-bate-recorde-sob-motta.shtml)
Que sina, MeuBomJe!
Sabem quando esse tipo de parasitário irá contrariar alguma “otoridade”, por mais incorreta que esteja?
“Eleitorado difícil”
Fernando Gabeira (PV-RJ) era deputado e andava descrente no eleitorado. Em visita a Anapu (PA), certa vez, falou com a graça habitual sobre a incerteza da eleição seguinte, sobretudo dos seus eleitores adeptos de bandeiras como descriminalização da maconha.
“Está difícil:
– as prostitutas, que votam em mim, traem por profissão.
– Os maconheiros nem sempre acordam a tempo de votar e, quando fazem isso, esquecem meu número.
– E os gays só querem saber de Lindbergh Faria, o ‘lindinho’”.
(Poder sem pudor, coluna CH, DP, 21/07/25)
Drops “triplex” da Coluna CH, Diário do Poder, hoje:
1) “O papel decorativo do chanceler Mauro Vieira fez surgir um movimento por sua demissão, a fim de que outro diplomata com credibilidade faça negociação de alto nível com os Estados Unidos. “Sua condução no caso da taxação é apenas mais um episódio desastroso, marcado por falta de firmeza, ausência de estratégia e completo desalinhamento com os interesses do Brasil”, diz o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP), especialista em assuntos internacionais.”
2) “A Seção 301 da Lei de Comércio, acionada pelo presidente Donald Trump contra o Brasil, autoriza o governo dos Estados Unidos a investigar e retaliar práticas comerciais que considere injustas, discriminatórias ou que violem acordos comerciais internacionais. A previsão é impor tarifas e outras sanções. O governo Lula (PT) se apegou em questões como o pix, mas as acusações vão de censura a redes sociais americanas até mesmo “tolerância ao desmatamento”.
3) “Ainda rende o decreto do IOF presenteado por Moraes ao governo Lula. O decreto é inconstitucional, como havia explicado a advogada tributarista Mary Elbe Queiroz, da Cenapret: aumento de tributos deve obedecer ao princípio da legalidade e à regra da anterioridade.”
(+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/parlamentares-pedem-a-demissao-de-ministro-por-fiasco-na-diplomacia)
. . .”Trump acredita que, radicalizando, dobrará o Brasil a fazer o que querem Bolsonaro e família. O filho 03, que está nos Estados Unidos, alardeia pelas redes sociais que “não haverá recuo”. Na insignificância dele, acredita que realmente os brasileiros vão abrir mão da soberania do país para salvar alguém acusado de crimes seríssimos? O Brasil é muito maior do que a família Bolsonaro, que, ao longo de anos, se especializou em sugar o sistema público.”. . .
“Sob ataque, Brasil não pode ceder às chantagens de Trump”
(Vicente Nunes, Blog do Noblat, 20/07/25) (*)
Não há, na história recente, ataque semelhante ao que vem impondo ao Brasil o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De forma descarada, ele se dá ao direito de chantagear um país soberano porque um afeto dele, Jair Bolsonaro, está sendo submetido aos rigores da lei. Desde quando uma nação soberana, uma das maiores democracias do mundo, tem de dar satisfações a um dirigente de outro país porque o seu Judiciário está cumprindo a lei?
Trump, que, como já disse o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, está se colocando como “imperador do mundo”, diz que Bolsonaro está sendo submetido a uma “caça às bruxas”. Como assim? O ex-presidente brasileiro tentou, por diversas vezes, subverter a ordem e dar um golpe de Estado no Brasil para se perpetuar no poder. Ele próprio confessou, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), que teve em suas mãos uma minuta de golpe.
Bolsonaro, como deve ser em uma democracia, está tendo todos os direitos respeitados. Todos os prazos dos processos nos quais ele é réu estão sendo cumpridos. Há um amplo direito de defesa. Em nenhum momento ele foi proibido de se manifestar nos autos. Muitos dos aliados dele, por sinal, falam que o Brasil vive, atualmente, uma ditadura. Realmente, quem diz uma barbaridade como essa não sabe o que é uma ditadura, onde os direitos mínimos — que dirá, a ampla defesa — são surrupiados.
Certo de que será condenado pelos crimes que cometeu e que continuará inelegível, Bolsonaro escalou o filho 03, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, para ir aos Estados Unidos e, por meio de representantes da direita populista radical, convencer Trump — líder desse movimento — a impor sanções ao Brasil. As punições só seriam abolidas caso a Justiça brasileira desse anistia ao ex-presidente. Como assim?
Primeiro, o presidente dos Estados Unidos impôs tarifas de 50% a todos os produtos brasileiros que são exportados para aquele país. Trump, inclusive, estabeleceu um prazo para que o Judiciário brasileiro peça arrego: 1º de agosto. O líder da extrema-direita norte-americana usou um instrumento econômico para chantagear um país soberano com o intuito de favorecer um acusado de atentar contra o Estado Democrático de Direito.
Como o Brasil se manteve altivo e não se curvou “às ordens” de Trump, que disse poder tudo, e o Supremo Tribunal Federal atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para colocar uma tornozeleira eletrônica em Bolsonaro a fim de evitar que ele fuja do país, agora, os Estados Unidos decidiram proibir a entrada, em seu território, dos ministros da mais Alta Corte brasileira. O alvo principal dessa medida é o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelos processos contra Bolsonaro.
Trump acredita que, radicalizando, dobrará o Brasil a fazer o que querem Bolsonaro e família. O filho 03, que está nos Estados Unidos, alardeia pelas redes sociais que “não haverá recuo”. Na insignificância dele, acredita que realmente os brasileiros vão abrir mão da soberania do país para salvar alguém acusado de crimes seríssimos? O Brasil é muito maior do que a família Bolsonaro, que, ao longo de anos, se especializou em sugar o sistema público.
A democracia brasileira é tão sólida e os Poderes constituídos, independentes, que, se estivesse no Brasil, Donald Trump estaria sendo julgado e, muito provavelmente, seria condenado pelo ataque de 6 de janeiro de 2021, quando incentivou uma horda de malucos a invadir o Capitólio para impedir a posse de Joe Biden e permanecer no poder. Trump, com a cretinice que lhe é característica, deve apreender de vez que o Brasil não é uma República das Bananas.
(Fonte: https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/artigos/sob-ataque-brasil-nao-pode-ceder-as-chantagens-de-trump-por-vicente-nunes)
(*) Texto orginal publicado em: https://www.publico.pt/2025/07/19/publico-brasil/opiniao/ataque-brasil-nao-ceder-chantagens-trump-2140998
“O general inconfiável”
Após deixar a presidência, Ernesto Geisel soube que sua própria segurança estivera envolvida em conspiração para seu assassinato.
O general que extinguiu o AI-5 reagiu com bom humor, assim como o general Golbery do Couto e Silva.
O então chefe da Casa Civil contou a Elio Gaspari, em “A Ditadura Encurralada” (Cia das Letras, SP, 525 pp, R$ 56), por que jamais confiou no chefe da segurança de Geisel, tenente-coronel Germano Arnoldi Pedrozo: “
– …ele, depois de um dia de trabalho, ia para casa e ficava meia hora plantando bananeira, numa posição de ioga. Eu não confio em gente que faz essas coisas.”
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 20/07/25)
Rabos presos!
“Fingindo-se de mortos”
Tem sido constrangedora a omissão dos presidentes do Senado e da Câmara, incapazes de defenderem as respectivas casas, após seguidas decisões do STF anulando decisões do Poder Legislativo.
(Coluna CH, DP, 20/07/25)
Enquanto isso. . .na Canoa Quebrada! (*)
Acabei de ouvir e “repliqui”:
O eterno país do futuro, finalmente está no caminho certo:
“um ex presidiário na presidência e um ex presidente à caminho do presídio!”
(*)https://www.google.com/search?q=praia+de+canoa+quebrada&sca_esv=ce019f8c74c9b885&sxsrf=AE3TifO8FtZH6T1MbJvdvU55YAX_3lqk5w%3A1753043381561&source=hp&ei=tVF9aN2RIOXe5OUPgZDMoQE&iflsig=AOw8s4IAAAAAaH1fxe3eRbtm_HjgohoajMJqCPCDJn4R&gs_ssp=eJzj4tTP1TdIyskyKzRg9BIvKErMTFRISVVITszLT1QoLE1NKkpMSQQA0DcL_Q&oq=praia+de+canoa+quebrada&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IhdwcmFpYSBkZSBjYW5vYSBxdWVicmFkYSoCCAAyBRAuGIAEMgUQABiABDIFEAAYgAQyBRAAGIAEMgUQABiABDIFEAAYgAQyBRAAGIAEMgUQABiABDIFEAAYgARIuDpQAFjnH3AAeACQAQCYAcYCoAHVIKoBCDAuMTkuMy4xuAEByAEA-AEBmAIXoAKBIsICCxAuGIAEGLEDGIMBwgILEAAYgAQYsQMYgwHCAgsQLhiABBjRAxjHAcICCBAAGIAEGLEDwgIEECMYJ8ICChAjGIAEGCcYigXCAhEQLhiABBixAxjRAxiDARjHAcICCBAuGIAEGLEDwgIOEC4YgAQYsQMYgwEYyQPCAgsQABiABBiSAxiKBcICCxAuGIAEGMcBGK8BmAMAkgcIMC4xOC40LjGgB7DIArIHCDAuMTguNC4xuAeBIsIHBjItMTkuNMgHlQE&sclient=gws-wiz
Ãrrã. . .
As 10 melhores cidades para se viver no mundo todo:
1ª: Copenhague, na Dinamarca – Média: 98
2ª: Viena, na Áustria/Zurique, na Suíça – Média: 97,1 (empatadas)
4ª: Melbourne, na Austrália – Média: 97
5ª: Genebra, na Suíça – Média: 96,8
6ª: Sydney, na Austrália – Média: 96,6
7ª: Osaka, no Japão/Auckland, na Nova Zelândia – Média: 96 (empatadas)
9ª: Adelaide, na Austrália – Média: 95,9
10ª: Vancouver, no Canadá – Média: 95,8
. . .
“E eu aqui descascando
Batata no porão
. . .
https://www.youtube.com/watch?v=9N-KndSP79I
Mas. . .
As 10 piores cidades para se viver:
164ª: Caracas, na Venezuela – Média: 44,9
165ª: Kiev, na Ucrânia – Média: 44,5
166ª: Port Moresby, em Papua-Nova Guiné – Média: 44,1
167ª: Harare, no Zimbábue – Média: 43,8
168ª: Lagos, na Nigéria – Média: 43,5
169ª: Argel, na Argélia – Média: 42,8
170ª: Carachi, no Paquistão – Média: 42,7
171ª: Daca, em Bangladesh – Média: 41,7
172ª: Trípoli, na Líbia – Média: 40,1
173ª: Damasco, na Síria – Média: 30,7
. . .o melhor lugar para se viver é onde você está com sua família e todos com saúde!
(Fonte: https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2025/06/17/copenhague-na-dinamarca-e-uma-das-melhores-cidades-do-mundo-para-se-viver.htm)
E, nos idos de 1975, a Casa das Máquinas pretendia “Morar no Ar”:
https://www.youtube.com/watch?v=gjv23ZlEu3I
E porquê a quadrilha do bolsonaro ainda não está na cadeia?
. . .setor exportador perde U$ 100 milhões ao dia…
“Dados da AEB, a Associação de Comércio Exterior do Brasil, mostram que já houve recuo de exportações na ordem de U$ 1 bilhão desde que a tarifa de 50% sobre tudo o que o Brasil vende para os Estados Unidos foi anunciada.”
. . .
(+em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2025/07/19/tensao-institucional-aumenta-entre-brasil-e-eua-enquanto-setor-exportador-perde-u-100-milhoes-ao-dia.htm)
Ah, bão. . .tem a tal da “presunção de inocência”!
E. . . se um livro pudesse ser consumido de forma sublingual? . . .
“Por que ler livros? Para adiar o fim do pensamento, o fim da vida”
(ulián Fuks, Colunista de Ecoa/UOL, 19/07/25)
Ler um livro com um simples toque dos dedos, ou ingeri-lo num comprimido, inseri-lo na pele com uma agulha: como quer que seja, num ínfimo lapso conhecer tudo o que ali está escrito. Eis um sonho antigo na história da humanidade, a possibilidade de adquirir um saber súbito, de assimilar sem nenhum esforço todo o conhecimento do mundo, de absorver num relance páginas incontáveis de uma biblioteca infinita. Esse velho sonho, muitos o sentem, está agora mais próximo do que nunca. Uma máquina lê por nós e se torna o nosso cérebro externo, e tudo nos diz rapidamente, com um simples toque dos dedos, trazendo respostas que nem achávamos que queríamos.
Mas isso, essa instantânea aquisição de um conhecimento exato, completo, monolítico, isso não é ler, isso ainda não é nenhum saber. Quem tem o hábito da leitura sabe bem, quem passa horas debruçado sobre livros esquivos, estranhos, inúteis, sabe que ali a eficácia da informação não tem nenhum sentido. Na leitura o que interessa é o tempo que se perde, não o que se poupa, não o que se tenta guardar para qualquer outra mesquinharia. O que interessa é o instante em que o pensamento do autor se extravia, em que nos perdemos da página e fora dela imaginamos o que nunca tínhamos imaginado, e vemos o que nunca tínhamos visto, e pensamos o que nunca tínhamos pensado. A verdadeira leitura é contrária à utilidade, e por isso tão pouco espaço encontra em nossa sociedade.
Um leitor é também aquele que lê mal, distorce, percebe confusamente, quem o diz é Ricardo Piglia (*), escritor que parece fundar toda sua obra na experiência da leitura, talvez como todo escritor. O dedo que pressionássemos sobre a capa para baixar o livro completo em nossa mente não nos traria essa valiosa leitura equivocada. Teríamos apenas as ideias límpidas de seus autores, suas histórias sintéticas, suas argumentações impecáveis. Não teríamos a confusão que nos causam, o desnorteio, a perturbação, as muitas associações improváveis, as conclusões insustentáveis, toda a barafunda mental que se torna o caldo a alimentar as ideias próprias, o pensamento original. Pensar talvez seja distorcer o pensamento alheio até lhe dar uma forma nova, arrisco uma formulação.
Lê-se não para aprender, não para entender, lê-se para estar na companhia das palavras. Quando temos, além das palavras, alguma companhia mais corpórea e cálida isso se faz evidente. Volto à cena prazenteira de ler para as minhas filhas, ler no silêncio e na semiescuridão atrasando seu sono cada vez mais, só uma última página, agora a última das últimas, pai, e então a infinitúltima, por favor, e a infinitriquiliúltima. Estão gostando dos livros, é claro, apreciam a companhia de Eva Furnari e Ruth Rocha, mas com elas poderiam estar a sós nas horas diárias. O que desejam nessas noites, creio, é que as palavras lidas por mim adiem ao máximo o fim de seus próprios pensamentos, e pouco a pouco as façam submergir no sonho que suas mentes já antecipam.
Também eu leio tanto quanto posso para adiar ao máximo o fim do meu pensamento, e deixo de ler quando me canso de pensar, quando só desejo da existência um torpor vazio, ou um encontro ameno. Leio e, enquanto leio, tudo o que sei e o que não sei se põe em movimento, todo saber íntimo se inquieta. Estou em diálogo com sujeitos falecidos há milênios, séculos, décadas, estou em diálogo com meus contemporâneos. Estou em diálogo também com os meus amigos, os que escrevem sempre e os que nunca escreveram, os que me muniram de suas palavras em noites longínquas.
Uma palavra de Piglia sobre a morte me devolve o amigo que perdi, há muito tempo. Por um instante, enquanto dura a lembrança, ele está comigo e ainda não foi atropelado em sua bicicleta, ele está comigo e não dentro do caixão em que dele me despedi, caixão que nunca mais visitei, já que ali não o encontraria. Se eu tivesse ingerido o livro de Piglia num comprimido não teria encontrado ainda uma vez o meu velho amigo. E nenhuma síntese, nenhuma informação eletrônica sobre o livro de Piglia o resgataria da morte dessa maneira, tão rara, tão vívida.
Para ter de volta a minha vida, para que ela seja profusa e insondável e infinita, para que a vigília se enriqueça de palavra e se confunda com o sonho que se antecipa, para isso leio, para isso preciso do tempo da leitura. E por isso convido quem agora me lê: que também queira perder esse tempo que urge, queira ler lentamente, sem nenhuma pressa para chegar ao fim do livro, ao fim da vida.
(Fonte: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2025/07/19/por-que-ler-livros.htm)
(*) O Último Leitor
Tradução: Heloisa Jahn
– Neste livro que o autor considera “o mais íntimo e pessoal” que já escreveu, o argentino Ricardo Piglia explora a natureza da leitura literária. Num arco histórico que vai de D. Quixote a Che Guevara, os ensaios brilhantes e nada convencionais de O último leitor falam de grandes leitores, reais e ficcionais, para mostrar que a literatura ocupa um lugar central na experiência humana.
(+em: https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535908848/o-ultimo-leitor?srsltid=AfmBOoqVdeCrHansssNJqlzfxRPHpxDVcO8_hZBoIrvPwHb572TBYUn3)
“Se-lembrem-se” que, “Ler Faz a Cabeça”!
“A tornozeleira é o início. A prisão, o epílogo. O abandono, o fim de Bolsonaro”
– Que viva ainda muitos anos, mas a morte, que chega a todos, lhe encontrará, ao final, completamente triste e abandonado.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 19/07/25)
Passei anos da minha vida profissional, entre o final dos anos 1990 e meados da década de 2010, em um embate de ordem comercial, emocional, familiar e, por que não?, afetiva, que me trouxe momentos de profunda angústia e até mesmo, às vezes, desespero.
Do lado oponente, um ex-afeto primordial em minha jornada de vida até então, que se tornou um carrasco psíquico e uma ameaça real. Um conhecido em comum, certa vez, me disse: “Não vá para o embate direto, pois você jamais conseguirá agir como ele.”
O fim da história me foi, de certo modo, feliz, ainda que com cicatrizes incuráveis. Mas trago este preâmbulo apenas porque diz muito sobre a batalha jurídica – e de ordem pessoal – entre o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Acima do bem e do mal
Sim, o pano de fundo é a democracia brasileira e os possíveis crimes contra ela. Mas os protagonistas atuam à parte neste teatro, que agora ganhou contornos adicionais com a fronteira sendo expandida aos EUA, onde, hoje, uma espécie de Nero é o Manda-Chuva local.
A partir do momento em que Eduardo Bolsonaro se mandou para a América, financiado declaradamente pelo papai-réu, para atuar politicamente – ainda que deputado federal licenciado – junto ao governo trumpista, o ordenamento processual tomou novos rumos.
Uma coisa é Bananinha, eu e qualquer um de vocês, leitores amigos, professarmos nossas opiniões e posicionamentos políticos e ideológicos, aqui ou no exterior, livremente e dentro da lei. Outra, bem diferente, é o que começou a fazer o bolsokid 03 há alguns dias.
Ação e reação
Em postagens sucessivas nas redes sociais e declarações à imprensa, Eduardo Bolsonaro começou a pedir veladamente a prisão de Alexandre de Moraes – “Se ele continuar livre” – e a chantagear o Judiciário brasileiro. Além, é claro, de ameaçar o próprio país (tarifas).
Com uma investigação – até então, a meu ver, arbitrária – em curso contra si, dentre outros motivos por obstrução de Justiça, tudo o que o “fujão” não poderia fazer é exatamente o que está fazendo. Como é bobo, mas não é doido, imagino que o faça de propósito.
Por aqui, de forma claramente orquestrada, o pai reinicia o périplo público contra Moraes e o STF, e incorre em uma sucessão de ilegalidades para um réu criminal. Igualmente, como o filho, sabe o que faz. Ambos entendem o que estão fazendo, e o risco que estão correndo.
O futuro a Moraes pertence
Os Bolsonaro, exceção feita ao senador Flávio – e isso é um elogio -, são “exímios” enxadristas 4D. Tão bons que estão nesta situação: um, fora do país, sem previsão de retorno. E o outro, em contagem regressiva para uma possível bela tranca, por décadas.
Dudu é jovem e certamente já garantiu o futuro nos “States”. Ele não se mandou daqui sem um plano B. Já o “mito”… Bem, esse está literalmente lascado. Politicamente, já vem sendo, pouco a pouco, abandonado. Em breve, será tratado como substância radioativa.
Tão logo seja preso e sua influência política esvaia-se, será esquecido. Ou alguém se lembra, por exemplo, de Daniel Silveira, Carla Zambelli e Roberto Jefferson, ainda que figurinhas muito menores diante do próprio Jair Bolsonaro?
Tchau, querido
O ponto é outro. “Rei morto é rei posto”. Sem poder político, sem atuação nas redes sociais, Eduardo e Jair Bolsonaro serão esquecidos e substituídos por outros. Gente como eles está cheia: Nikolas Ferreira, Cleitinho, Sóstenes… Mas, repito, Dudu está “encaminhado”.
Bolsonaro, não. Irá amargar anos, preso, na cadeia ou em casa, com a saúde física debilitada pela facada, isolamento político e social, e um padrão emocional característico de um “psicopata sociopata esquizofrênico tirânico”, segundo o Dr. Freud Kertzman. Seu fim de vida não será fácil.
A tornozeleira, ora imposta por Moraes, é o começo. A condenação e a consequente prisão, o epílogo. Que viva ainda muitos anos, mas a morte – que chega a todos, conforme ele mesmo disse durante a pandemia – lhe encontrará, ao final, completamente triste e abandonado.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/a-tornozeleira-e-o-inicio-a-prisao-o-epilogo-o-abandono-o-fim-de-bolsonaro/)
Assim sendo. . .
. . .”imbrochável, imorrível, incomível” e . . . infeliz!
Arrombou a festa!
“Adesões importantes”
Em 1996, a atriz Ruth Escobar promoveu almoço de adesão de mulheres à candidatura de José Serra à prefeitura paulistana.
Compareceu gente importante, como a primeira-dama Ruth Cardoso.
Elas se apresentaram:
– “Eu sou a secretária estadual de…, disse uma delas.
– “Eu presido a associação…”, registrou outra.
Nesse momento chegou a saudosa atriz Dercy Gonçalves para quebrar a monotonia:
– “Eu não sou p(*) nenhuma!”.
(Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 19/07/25)
A prerrogativa do dono da caneta!
“No caso de Lula, Zanin chamou tornozeleira de ‘indigna’”
(Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 19/07/25)
Ágil para convocar nesta sexta (18) sessão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que referendou a tornozeleira eletrônica imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Cristiano Zanin, que preside o colegiado, defendeu que o Estado não poderia obrigar Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, a usar o aparelho. Em 2019, ainda advogado do petista, Zanin declarou à Folha: “Na minha visão, Lula tem o direito de recusar a usar tornozeleira”.
Coisa indigna
Zanin chegou a dizer que Lula considerava a tornozeleira “negativa para a dignidade” e, portanto, não poderia ser obrigado a usar.
Antes era humilhação
Como advogado de Lula, Zanin dizia que o uso da tornozeleira era uma tentativa dos procuradores de “impor uma nova humilhação” ao petista.
Vapt-vupt
Na 1ª Turma, o agora ministro Zanin se apressou para votar apoiando a medida contra Bolsonaro. Precisou de pouco tempo até registrar o voto.
Descondenado
No caso de Bolsonaro, o processo mira seu filho Eduardo. Com Lula, o condenado, foi o petista, em processo que o STF depois jogou no lixo.
(Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/no-caso-de-lula-zanin-chamou-tornozeleira-de-indigna)
¡Extra! ¡Extra! ¡Extra!
¡Milei le propone a Lula cambiar a Cristina por Bolsonaro!
E o Manézinho da Ilha:
Ói, ói, ó. . .dote um pelo otro e nem quero troco!
Guia Mapa da Cachaça: Edição bilíngue
Guia Mapa da Cachaça representa um marco no amadurecimento do mercado de destilados no Brasil. Com a valorização da clássica bebida de cana-de-açúcar e de suas características sensoriais únicas, vem a pergunta: você sabe reconhecer e escolher uma cachaça excelente?
Para compor esta obra, especialistas treinados se reuniram no Senac São Paulo com o objetivo de avaliar as melhores cachaças de todo o país. Quase duas centenas delas, de diferentes escolas de produção e terroirs, foram degustadas, analisadas e classificadas. O livro detalha todo esse processo, apresentando as trajetórias dos principais produtores e informações técnicas das bebidas avaliadas: visual, família aromática, paladar, corpo, sensação, retrogosto e sugestões de consumo.
Rica em imagens, esta publicação vai além de contribuir para o aprimoramento de produtores, bartenders, sommeliers, mestres de adega, mestres alambiqueiros, chefs, vendedores e importadores. Ela também inspira apreciadores experientes e novos consumidores a se encantarem com a qualidade e a complexidade da bebida que é um patrimônio nacional.
Mais sobre o Guia Mapa da Cachaça
Editora : Senac São Paulo
Data da publicação : 18 junho 2025
Edição : 1ª
Idioma : Inglês, Português
Número de páginas : 632 páginas
ISBN-10 : 8539653877
ISBN-13 : 978-8539653874
Peso do produto : 2,15 Kilograms
Idade de leitura : 18 anos e acima
Dimensões : 25.6 x 5.5 x 18.6 cm
Adquira o Guia Mapa da Cachaça:
https://www.amazon.com.br/dp/8539653877/ref=cm_sw_r_as_gl_api_gl_i_M2AGNARXGYB65PVT9QM1?linkCode=ml1&tag=mapadacacha0d-20&linkId=fe9f7e6b6c4053e566116b80a989c8d4
(Fonte: Mapa da Cachaça, texto recebido pelo correio eletrônico)
Debaixo do alto coturno!
“. . .Polícia Federal apreendeu US$ 14 mil e R$ 8 mil na casa do ex-presidente, que disse que sempre adotou essa prática.”. . .
“Bolsonaro não declarou ter dinheiro vivo em nenhuma eleição que disputou nos últimos 20 anos”
(Carlos Petrocilo, FSP, 18/07/25)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não informou nenhuma quantia de dinheiro em espécie em suas declarações de bens quando candidato nas eleições de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, conforme dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Nesta sexta-feira (18), após a Polícia Federal ter apreendido cerca de US$ 14 mil e R$ 8 mil em sua residência, Bolsonaro diz que costuma guardar dinheiro em casa.
“Sempre guardei dólar em casa, pô. Todo dólar pego lá tem recibo do Banco do Brasil”, disse Bolsonaro aos jornalistas.
Em suas declarações de bens, procedimento obrigatório para todos os candidatos, Bolsonaro lista imóveis, veículos, depósitos bancários e dinheiro aplicado em caderneta de poupança e renda fixa.
O portal do TSE disponibiliza os registros das candidaturas a partir das eleições municipais de 2004. Bolsonaro entrou para a política em 1990, ao ser eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2025/07/bolsonaro-nao-declarou-ter-dinheiro-vivo-em-nenhuma-eleicao-que-disputou-nos-ultimos-20-anos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdicas)
Só resta ao “capitão zero zero” esperar pelo “Expresso da Meia Noite”!
https://www.youtube.com/watch?v=vZNnH0Zh2sU
Adorei essa do RK: “bolsonarista de alto coturno”!
“Eduardo Bolsonaro quer Trump, como Putin na Ucrânia, invadindo o Brasil”
– Essa família é literalmente “suicida”. Especialistas no Xadrez 4D, que só eles e sua turba fanática conseguem compreender.
(Ricardo Kertzman, O Antagonista, 18/07/25)
Em Minas, ao invés de “Nossa Senhora”, dizemos “Nósinhora”. Ao invés de “doido demais”, simplesmente “doidimais”. Se alguém ainda duvidava da psicopatia delirante de Eduardo Bolsonaro e de seu completo desprezo pelo Brasil e pelos brasileiros, agora já não pode mais alegar – em defesa da própria torpeza – ignorância e ausência de fatos, porque o cara está completamente “fora da casinha”.
Não bastasse sua gestão pessoal junto à autoridades americanas com vias à sanções comerciais dos EUA contra o Brasil, ainda que isso tenha pouca, ou quase nenhuma, relevância na decisão de Donald Trump, haja vista a insanidade comercial mundo afora do bufão cor de laranja, Dudu Bananinha quer, agora, porta-aviões americanos no Paranoá.
Sim. É claro que se trata de uma figura de linguagem, mas não esconde o perverso desejo. Até porque, os idólatras do MAGA apoiam a anexação do Canadá, a invasão à Groenlândia e a tomada do Canal do Panamá. Daí, para uma incursão “a la Putin na Ucrânia” em terras tupiniquins, neste caso, em águas tupiniquins, é um pulo.
Fala, Dudu
“Tá muito mais fácil um porta-aviões chegar no Lago Paranoá – se Deus quiser, chegará em Breve, né? – , do que vocês serem recebidos com o Alckmin nos Estados Unidos”, afirmou o patriota Eduardo Bolsonaro em mais um de seus vídeos aloprados, cada vez mais auto incriminadores – juridicamente e politicamente falando.
O bolsokid 03 abandonou a legítima e legal atuação política em favor de seu pai, contra o que entende abusos do Judiciário brasileiro e mesmo um estado autoritário com vias a censurar o debate público nas redes sociais – algo defendido por mim, já que direito de expressão política e liberdade de pensamento – para um ataque frontal, e em tese ilegal, ao país e ao STF.
Para além disso, o que já seria grave o bastante, passou a defender, ainda que veladamente, a prisão de Alexandre de Moraes – “Enquanto ele estiver livre continuará a perseguir cidadãos e empresas americanas” – ou, no mínimo, seu imediato afastamento, e também a acusar o próprio ministro de assassinato (caso Clezão); a chamar as tarifas alfandegárias contra o Brasil de “Tarifa Moraes”; a condicionar a suspensão destas – como se tivesse poder para isso – à aprovação de uma “anistia ampla, geral e irrestrita”; e de pedir/ameaçar sansões pessoais contra Xandão.
Família aloprada
Até seu irmão, Flávio Bolsonaro, costumeiramente mais discreto e menos “kamikaze”, andou flertando com “obstrução de Justiça e coação no curso do processo“ ao ameaçar, em nome de Donald Trump, bombas atômicas contra o Brasil. Alertado, ou arrependido, apagou sua publicação posteriormente. Mas “o print é eterno”.
Já o papis Jair, craque em produzir provas contra si mesmo, retomou os pronunciamentos públicos de cunho francamente ilegais a um réu criminal e recebeu, como alerta, uma ordem para utilizar tornozeleira eletrônica, artefato empregado não apenas para evitar uma possível fuga, mas como medida cautelar alternativa à prisão preventiva. Querem saber? Está no lucro.
Essa família é literalmente “suicida”. Especialistas no Xadrez 4D, que só eles e sua turba fanática conseguem compreender, estão cavando um buraco tão profundo, que só uma hecatombe civil poderá ser capaz de lhes salvar. Do que eu falo? De uma vitória de um bolsonarista de alto coturno (Flávio, Michele etc.) em 2026, que culmine num decreto de indulto a Jair Bolsonaro, que será negado no Supremo, e a partir daí em uma convulsão social que lhes seja favorável.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/eduardo-bolsonaro-quer-trump-como-putin-na-ucrania-invadindo-o-brasil/)
Só para enfezar. . .
Será que existe tornozeleira de alta eletrônica para um bolsonarista de alto coturno?
Parodiando a canção:
“Esta família é muito unida
E também muito ouriçada
Brigam sem qualquer razão
Mas acabam na prisão”
https://www.youtube.com/watch?v=xs0XzbC4zUI
Matutando sobre a charge. . .
No “mensalão do PT” a oposição cometeu um erro crasso: deixou lula “sangrando”! Deu no que deu e no que ainda está por vir. . .