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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLXXV

Como alguém que é beneficiário e eleito para nos representar vai cortar os próprios benefícios (mamatas, penduricalhos, privilégios e regalias) para o bem de todos os brasileiros, seus representados? (by Herculano)

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58 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLXXV”

  1. Miguel José Teixeira

    O resultado da teoria econômica do lula:

    “Tapa-buraco”
    (Luana Franzão, FSP, Mercado,18/07/25)

    O Orçamento do governo brasileiro (1) segue aos trancos e barrancos –como uma rua esburacada coberta de remendos. Para os passageiros desse “ônibus”, a jornada fiscal lembra mais um passeio turbulento de montanha-russa (2) do que uma viagem tranquila.

    Cálculos do Tesouro Nacional indicam que o Planalto precisará arranjar R$ 86,3 bilhões em receitas extras para alcançar a meta fiscal de 2026 (3) – mesmo com a ressurreição do decreto que aumenta o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) (4) e, consequentemente, eleva a arrecadação.

    ↳ Na edição de ontem da newsletter, detalhamos a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes em derrubar a suspensão da medida presidencial (5) pelo Congresso. Saiba mais aqui (6).

    Como assim? A estimativa leva em conta o esforço necessário para atingir o centro da meta de resultado primário (7), que é de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), sem precisar recorrer a congelamentos de gastos para compensar a arrecadação insuficiente.

    Nos anos seguintes, o buraco estimado nas receitas é ainda maior: R$ 105,1 bilhões em 2027 e R$ 175,7 bilhões em 2028, considerando os alvos da política fiscal sinalizados no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) do ano que vem (8).

    ↳ Os números dão um indicativo importante sobre o envio do PLOA (9) (projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026, que ocorrerá até 31 de agosto –o primeiro rascunho do que deve ser o plano de gastos para o próximo ano.

    ↳ Na hora de elaborar a proposta de Orçamento, a equipe econômica precisa demonstrar como pretende alcançar o centro da meta, sem margem de tolerância.

    Isso significa… que o governo tem até o final do mês de agosto (deste ano) para apresentar novas medidas capazes de preencher o buraco na arrecadação.

    (1) “O programa que desvenda (quase) todos os segredos do orçamento”
    – O Siga Brasil reúne informações sobre as receitas e despesas dos Três Poderes.
    (+em: https://piaui.folha.uol.com.br/o-programa-que-desvenda-quase-todos-os-segredos-do-orcamento/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (2) “Gasto sob Lula 3 cresce em ritmo de quase o dobro da receita”
    – Próprio governo prevê colapso da máquina pública em 2027 por excesso de despesas.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/gasto-sob-lula-3-cresce-em-ritmo-de-quase-o-dobro-da-receita.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (3) “Governo precisará de R$ 86,3 bi em receitas extras em 2026 mesmo com IOF, calcula Tesouro”
    – Cálculo considera esforço necessário para atingir centro da meta, que é de 0,25% do PIB, sem precisar congelar gastos.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/governo-precisara-de-r-863-bi-em-receitas-extras-em-2026-mesmo-com-iof-calcula-tesouro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (4) “Veja como fica o IOF após validação do decreto de Lula pelo STF”
    – Alta no tributo vai encarecer compras internacionais e operações de crédito para empresas.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/veja-como-fica-o-iof-apos-validacao-do-decreto-de-lula-pelo-stf.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (5) “Moraes valida decreto de Lula sobre IOF e derruba apenas tributação de risco sacado”
    – Decisão atende parcialmente a pedido do governo, que queria ver reconhecido o direito de editar medidas.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/moraes-valida-decreto-de-lula-sobre-iof-e-derruba-apenas-tributacao-de-risco-sacado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (6) https://newsletter.folha.com.br/folha-mercado/202507170700-folha-mercado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado

    (7) “Governo Lula esconde gastos fora do Orçamento”
    – Auditoria do TCU revela programas financiados sem transparência necessária, mascarando a fragilidade do Tesouro Nacional.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/04/governo-lula-esconde-gastos-fora-do-orcamento.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (8) “Governo Lula propõe superávit de R$ 34,3 bi como meta fiscal para 2026, ano eleitoral”
    – Resultado efetivo, porém, deve ser déficit de R$ 16,9 bi devido a margem de tolerância e exclusão de parte dos precatórios das regras fiscais.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/governo-lula-propoe-superavit-de-r-343-bi-como-meta-fiscal-para-2026-ano-eleitoral.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (9) “Decisão do STF para driblar arcabouço surte efeito contrário e reduz limite de gasto”
    – Planejamento recalculou limites, e órgãos precisarão cortar até R$ 1,5 bi em despesas em 2025; tribunais afirmam que valores ainda podem mudar.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/decisao-do-stf-para-driblar-arcabouco-surte-efeito-contrario-e-reduz-limite-de-gasto.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

    Ou seja:
    esbanJANJAndo aLULAdo
    para pegar
    o eleitor enganado!

  2. Miguel José Teixeira

    “Lula quer taxar o WhatsApp?”
    – Segundo o Estadão, estão em estudo pelo menos três possibilidades de tributação – uma delas é uma Cide digital para as empresas de tecnologia.
    (Redação O Antagonista, 18/07/25)

    O presidente Lula avalia pelo menos três frentes para taxar as grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. A informação é do Estadão.

    Como mostramos, em pronunciamento em cadeia de rádio e televisão na noite desta quinta-feira, 17, Lula acusou o governo dos Estados Unidos de praticar uma “chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras.”

    “A defesa da nossa soberania também se aplica à atuação das plataformas digitais estrangeiras no Brasil. Para operar no nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras são obrigadas a cumprir as regras”, afirmou o petista

    Segundo o Estadão, entre as medidas estudadas pelo governo estão a criação de um imposto sobre serviços digitais nos moldes adotados por outros países, como o Canadá.

    Outra possibilidade seria a instituição de uma espécie de Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) digital, tributo que tem finalidade específica de intervenção na economia, além de caráter arrecadatório. E uma terceira alternativa seria instituir o chamado Pilar 1 da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que prevê o direito de países consumidores de tributar parte dos lucros de multinacionais digitais. Essa última, porém, depende de acordos multilaterais.

    Lula volta a criticar Trump em pronunciamento
    No pronunciamento desta quinta-feira, o petista rebateu as críticas do governo americano ao Judiciário brasileiro e respondeu à alegação de que os EUA estariam em desvantagem na balança comercial com o Brasil.

    “No Brasil, respeitamos o devido processo legal, os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa. Tentar interferir na justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional“, disse.

    Lula também afirmou que “esse ataque ao Brasil tem apoio de alguns políticos brasileiros” que, segundo ele, são “verdadeiros traidores da pátria”.

    O petista saiu em defesa do sistema de pagamento Pix, após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), com base na investigação nos termos da ‘Seção 301’, apontar a modalidade como desleal ao mercado americano.

    “Além disso, o Pix é do Brasil. Não aceitaremos ataques ao Pix, que é um patrimônio do nosso povo. Temos um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo e vamos protegê-lo“, afirmou.

    “Se necessário, usaremos todos os recursos legais para defender a nossa economia. Desde recursos à Organização Mundial do Comércio até a Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional“, disse.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/economia/lula-quer-taxar-o-whatsapp/)

    Pois é. . .
    A quadrilha bolsonaro tanto fez que, doravante, as asneiras coaxadas pelo lula, “parecem colírio aos nossos ouvidos”. . .

  3. Miguel José Teixeira

    Quem procura, acha!

    “Jair Bolsonaro é alvo de operação da PF e vai usar tornozeleira eletrônica”
    – O ex-presidente está sendo alvo de buscas e apreensão.
    (Wilson Lima, O Antagonista, 18/07/25)

    O ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de mandados de busca e apreensão determinado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

    Por determinação do magistrado, o ex-presidente deverá usar a partir de agora tornozeleira eletrônica. Ele está a caminho da superintendência da PF para colocar o aparelho. Agentes da PF foram cumpriram medidas na residência do ex-chefe de Poder Executivo no Jardim Botânico, em Brasília.

    Outras medidas restritivas impostas a Bolsonaro, conforme apurou este portal, foram a proibição de manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro e de usar as redes sociais.

    Moraes também proibiu que o ex-presidente deixe a residência entre 19h e 7h e mantenha contato com embaixadores ou diplomatas estrangeiros. Na decisão do ministro Alexandre de Moraes, conforme apurou este portal, o ex-presidente é acusado do crime de obstrução de Justiça. Ainda segundo investigadores, o magistrado apontou risco de fuga do ex-presidente da República.

    As medidas foram determinadas no âmbito da investigação sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos a partir de uma petição apresentada por integrantes da base governista exatamente na sexta-feira da semana passada.

    Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede do PL, partido de Bolsonaro.

    O Antagonista apurou que a Polícia Federal identificou ações do ex-presidente para dificultar as investigações na ação penal referente à trama golpista, na qual é réu no STF. Para agentes da Polícia Federal, Jair Bolsonaro articulou, ao lado do filho Eduardo, uma ação junto a autoridades americanas para pressionar o Supremo a não estabelecer sanções contra o ex-presidente da República.

    Um dos pontos considerados cruciais e determinantes para as medidas estabelecidas por Moraes foi o depósito de 2 milhões de reais feito por Jair Bolsonaro para Eduardo. Essa transferência foi reconhecida pelo próprio ex-presidente em depoimento prestado a integrantes da PF em 5 de junho deste ano.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/jair-bolsonaro-e-alvo-de-operacao-da-pf/)

    Matutando bem. . .
    Mais vale qualquer bolsonaro usando tornozeleira eletrônica do que meio bolsonaro candidato à senador por SC!

  4. Miguel José Teixeira

    Pensando bem…
    (Coluna CH, DP, 18/07/25)

    …maluquice não é Jesus na goiabeira, e sim o velho na jabuticabeira.

    Matutando bem…
    (Matutildo, aqui e agora)

    Na inútil batalha “nós contra eles” o que não falta é criatividade!

  5. Miguel José Teixeira

    Quem com haddad taxa, com trump será taxado!

    “Depende do imposto”
    Lula (PT) disse à CNN americana que “o Brasil não aceitará nada que lhe seja imposto”. A não ser que seja imposto inventado pelo seu ministro Taxxad ou imposto aumentado, como no caso do IOF.
    (Coluna CH, DP, 18/07/25)

  6. Miguel José Teixeira

    Desnorteadamente, desnorteados, ou. . .

    “Erro gostoso”
    É moda petista “errar” e votar contra o governo. Arlindo Chinaglia (SP) foi o da vez e “errou” ao votar sim pela flexibilização do licenciamento ambiental. Rui Falcão (SP) foi na mesma ao votar para derrubar o IOF.
    (Coluna CH, DP, 18/07/25)

    . . .só pensam em saquear os cofres públicos!

  7. Miguel José Teixeira

    Será que foi ela que arrancou a cauda do “pavãozinho suro”, vulgo randolfe rodrigues?

    “Pavão misterioso”
    Foi show de horrores o barraco de Célia Xakriabá (Psol-MG), que chamou de “estrangeiro” Kim Kataguiri (União-SP) e perdeu o controle ao ser ridicularizada: as penas enfeitando sua cabeça eram de pavão, ave asiática. “Pavão misterioso”, ironizou Rodolfo Nogueira (PL-MS).
    (Coluna CH, DP, 18/07/25)

  8. Miguel José Teixeira

    Curiosamente,
    um supremo togadão,
    à CBF também ligadão,
    matogrossense
    é cidadão!

    “Xaud, da CBF, quer outro novato dirigindo futebol”

    O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, cuja ligação ao esporte era próxima de zero ao assumir o cargo, agora tenta fazer de um aliado, Breno Rodrigues, servidor do governo de Roraima, seu Estado, novo presidente da Federação Matogrossense de Futebol (FMF). O detalhe é que o aliado não tem qualquer ligação ao futebol profissional. A FMF está sob intervenção, já teve a eleição adiada duas vezes e não se sabe quando irá ocorrer.

    Vácuo de poder
    Na esteira das disputas e do vácuo de poder, Sair Xaud fez circular em Cuiabá a figura do aliado.

    Entre amigos
    Breno Rodrigues não tem qualquer experiência, mas apresenta como “credencial” sua amizade pessoal ao presidente da CBF.

    Guerra de recursos
    A disputa pelo comando da FMF deflagrou uma verdadeira guerra de recursos judiciais de grupos rivais locais, adiando a eleição.

    (Coluna CH, DP, 18/07/25)

  9. Miguel José Teixeira

    “Crusoé: O equilibrista” (1)
    – Tarcísio de Freitas fica entre salvar o clã Bolsonaro e pensar no bem do país.
    (Redação O Antagonista, 18/07/25)

    Tarcísio Gomes de Freitas, 49 anos, é um homem de fé, segundo pessoas próximas. Talvez, por essa razão, o governador de São Paulo tentou operar um verdadeiro milagre ao longo desta semana: trazer alguma racionalidade para o clã Bolsonaro em meio à ameaça de tarifaço pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e, ao mesmo tempo, sair do episódio como salvador da pátria.

    Deu ruim. “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”, dizia o apóstolo Mateus na Bíblia.

    Esse talvez tenha sido a mais dura lição aprendida por Tarcísio de Freitas em pouco mais de dois anos e meio como governador: os interesses do clã Bolsonaro estão acima de tudo e de todos, e apoiá-los em toda e qualquer ocasião pode render brigas com muita gente, diz Wilson Lima em “O equilibrista” (1), a reportagem de capa da edição desta semana de Crusoé.

    Outros destaques de Crusoé
    Em “Poder desmoderado” (2), Rodolfo Borges conta que o Supremo Tribunal Federal se propõe a resolver o problema dos Poderes da mesma forma que contribuiu para o caos institucional: atuando politicamente.

    Se, durante o governo Jair Bolsonaro, o STF atou como anteparo contra presidente da República, como se fosse oposição, durante o atual governo Lula o tribunal parece substituir a base que o petista não tem no Congresso.

    Na reportagem “Os riscos da isenção” (3), Guilherme Resck mostra como a compensação para a renúncia fiscal no projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até 5 mil reais pode gerar fuga de capital e frustração de arrecadação.

    Embora tenha sido aprovado pela comissão especial da Câmara dos Deputados criada especificamente para analisá-lo, o texto está longe de ser unanimidade na Casa.

    Colunistas
    Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.

    Nesta edição, escrevem Leonardo Barreto (O governo no ataque) (4), Jerônimo Teixeira (As irrelevâncias de Eduardo Bolsonaro) (5), Dennys Xavier (Vale a pena ser bandido no Brasil?) (6), Josias Teófilo (Trump, Beatles e pornochanchada) (7), Gustavo Nogy (A bola negou Pelé três vezes) (8) e Rodolfo Borges (Os donos da bola) (9).

    Assine Crusoé e apoie o jornalismo independente.
    (+em: https://crusoe.com.br/)

    (1) https://crusoe.com.br/noticias/o-equilibrista/
    (2) https://crusoe.com.br/noticias/poder-desmoderado/
    (3) https://crusoe.com.br/noticias/os-riscos-da-isencao/
    (4) – Com ajuda do STF, será possível alterar alíquotas do IOF sem qualquer controle. Cancelamento das emendas impositivas pode ser próximo passo.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/o-governo-no-ataque/)
    (5) – O que uma paisagem feia e uma citação de Shakespeare revelam sobre o deputado exilado que apoia o tarifaço trompista.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/as-irrelevancias-de-eduardo-bolsonaro/)
    (6) – O casuísmo cotidiano devora a justiça no café da manhã, servido em gabinetes refrigerados e regado a precedentes convenientes.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/vale-a-pena-ser-bandido-no-brasil/)
    (7) – O Brasil mantém uma longa tradição de pirataria cultural — e agora enfrenta o cerco dos EUA.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/trump-beatles-e-pornochanchada/)
    (8) – Os três gols que ele não fez são mais importantes para a história – e para a estética – do futebol que a maioria dos gols feitos por outros craques.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/a-bola-negou-pele-tres-vezes/)
    (9) – Pelo jeito, o Flamengo vai se contentar em ser o “campeão moral” de torneios mundiais, sempre perdendo de igual para igual.
    (+em: https://crusoe.com.br/noticias/os-donos-da-bola/)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-o-equilibrista/)

  10. Miguel José Teixeira

    . . .”Enquanto o mundo se prepara para a era da inteligência artificial e da economia verde, o Brasil insiste em discutir se o professor é inimigo da pátria. A política nacional parece aprisionada num eterno “nós contra eles”, que sufoca o bom senso e criminaliza o dissenso. É um ambiente tóxico, onde adversários são tratados como inimigos e qualquer tentativa de mediação é vista como traição.”. . .

    “Muros e pontes”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Coluna Visto, lido e ouvido, Blog do Ari Cunha, CB, 17/07/25)

    Fazer política é construir pontes e não dinamitar. Com base nessa ideia simples, entende-se que quem não faz acordo político acaba por implodir as pontes. Mesmo que não queira. E é aí que entra o elemento para salvar a própria contradição da política, que é a ética pública na política. Fazer política, em sua essência mais nobre, é a arte de construir pontes entre ideias, entre setores da sociedade, entre gerações e entre realidades distintas. Infelizmente, no Brasil contemporâneo, essa missão tem sido sistematicamente abandonada em nome de uma lógica de confronto contínuo, que não apenas paralisa a ação pública como dissolve a própria ideia de nação em uma espessa e estéril gosma ideológica.

    No lugar do diálogo, tem-se privilegiado o embate. Em vez da negociação responsável, a retórica inflamada. Em vez da busca por soluções reais, o cálculo eleitoral imediato. O resultado é visível em todas as esferas da vida pública: políticas travadas, reformas inacabadas, projetos abandonados e uma população cada vez mais cética e desamparada. Não faltam exemplos. A condução da pandemia da Covid-19 revelou o quão letal pode ser o colapso das pontes institucionais entre ciência, governo e sociedade. O caso da vacina Covaxin, envolvendo suspeitas de corrupção na negociação de imunizantes, expôs um Estado mais preocupado com interesses obscuros do que com a saúde pública. Enquanto o país registrava recordes de mortes, a política seguia em guerra consigo mesma — e com os fatos.

    Da mesma forma, a reforma tributária, debatida há décadas, é constantemente bloqueada por disputas federativas e jogos de poder que colocam o cálculo eleitoral acima da racionalidade econômica. Cada grupo protege seu feudo, cada bancada defende seu privilégio. Na área da educação, assistimos a um processo ainda mais degradante: escolas e universidades sendo transformadas em arenas de uma ideia só. Sem investir na formação crítica e científica, o país mergulha em debates moralistas, muitas vezes irrelevantes, que apenas servem para perpetuar a polarização.

    Enquanto o mundo se prepara para a era da inteligência artificial e da economia verde, o Brasil insiste em discutir se o professor é inimigo da pátria. A política nacional parece aprisionada num eterno “nós contra eles”, que sufoca o bom senso e criminaliza o dissenso. É um ambiente tóxico, onde adversários são tratados como inimigos e qualquer tentativa de mediação é vista como traição.

    O fenômeno das emendas do orçamento secreto, revelado em 2021, ilustra bem esse ambiente: bilhões de reais distribuídos em troca de apoio político, fora dos critérios técnicos e éticos mínimos que se exigem numa democracia funcional. Compromisso concreto com a transparência, a responsabilidade e o interesse coletivo é o que se espera nos nossos representantes. Pois a ética pública é o que impede que o poder se transforme em instrumento de abuso e a política em mero teatro de manipulações.

    Passa da hora de o Brasil reencontrar o caminho do equilíbrio. Uma espécie de aggiornamento. Isso exige coragem para o diálogo, disposição para o acordo e maturidade para entender que a política vai além da guerra, na busca pela convivência. Os países que prosperaram nas últimas décadas em desenvolvimento humano, inovação, justiça social foram justamente aqueles que souberam construir pontes necessárias para unir a população. Seguir dinamitando essas pontes é escolher o atraso. E, pior, é condenar as futuras gerações a viverem num país permanentemente paralisado por suas próprias contradições.

    Esse é o momento para deixar para trás a gosma ideológica e ingressar no mundo civilizado, antes que esse venha a ser interrompido por algo como o choque de um grande e devastador meteoro que pode estar se aproximando.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/muros-e-pontes/)

  11. Miguel José Teixeira

    Parece-nos que trump não quer apenas bolsonaro na cadeia. Quer seu couro!

    “Trump deu a Lula uma bandeira nacional: “O Pix é nosso!”
    – Qual a verdadeira razão de Trump mandar investigar o Pix? Por trás da sua decisão, estão interesses da Meta e das bandeiras de cartão de crédito Mastercard e Visa.
    (Luiz Carlos Azedo em seu blog no Correio Braziliense, 17/07/25)

    Depois do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras, o presidente Donald Trump resolveu abrir investigações sobre supostas violações das relações comerciais entre os dois países, cujos alvos vão do comércio da Rua 25 de Março, em São Paulo, o maior mercado fornecedor de pequenos empreendedores do país, à utilização do Pix como meio de pagamento. Isso deu de bandeja para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma bandeira popular até então improvável: “O Pix é do Brasil e dos brasileiros”.

    Em janeiro passado, a fake news de que as operações com o Pix seriam taxadas pelo governo federal foi o principal gatilho para a queda abrupta de popularidade de Lula, num momento em que a economia registrava crescimento, pleno emprego e elevação da renda média. Agora, o que foi uma de suas maiores dores de cabeça, o Pix virou bálsamo para o governo, em meio à maior crise diplomática e comercial com os Estados Unidos.

    O sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo Banco Central (BC) em 2020, ou seja, em pleno governo Bolsonaro, tornou-se símbolo de modernização, inclusão financeira e, agora, de soberania nacional. Com mais de 175 milhões de usuários e aceitação quase universal — 93% da população adulta utiliza o serviço —, é o meio de pagamento mais popular do país. Supera dinheiro físico, TEDs, DOCs e cartões de débito, e ameaça o mercado de crédito com ferramentas como o Pix Parcelado e o Pix Automático.

    Qual a verdadeira razão de Trump mandar investigar o Pix? Por trás da sua decisão, estão a Meta e as bandeiras de cartão de crédito norte-americanas Mastercard e Visa. O sucesso doméstico do Pix contraria essas empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Um comunicado recente do USTR (United States Trade Representative), embora não cite explicitamente o Pix, afirma que o Brasil “pode prejudicar a competitividade de empresas americanas” nos setores de comércio digital e pagamentos eletrônicos.

    O órgão cita supostas restrições à operação de big techs e retaliações por “não censurarem discursos políticos”, uma alusão à regulamentação das redes sociais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas a verdadeira causa é o fato de a Meta, dona do WhatsApp, não ter conseguido transformar o Brasil em vitrine de um sistema de pagamentos via esse aplicativo. Em 2020, o BC e o Cade retardaram o lançamento do serviço, alegando riscos ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Quando o WhatsApp Pay chegou ao mercado, em maio de 2021, o Pix já dominava as transferências entre pessoas físicas. As bandeiras Visa e Mastercard, que concentram o mercado de cartões no Brasil, também perderam terreno: o Pix eliminou tarifas e universalizou transferências, por fora do controle privado.

    Moderno e eficiente

    O Pix é um “case” de moderno e universal sistema de pagamentos, que pode ser adotado por qualquer outro BC. Nos EUA, o FedNow, sistema de pagamentos instantâneos do Federal Reserve (o BC norte-americano), tem adesão voluntária e disputa espaço com serviços privados como RTP e Zelle. No Brasil, a participação compulsória de bancos e instituições de pagamento garantiu essa universalidade e a inclusão de microempreendedores e trabalhadores informais no sistema financeiro. O Pix e as fintechs “bancarizaram” cerca de 60 milhões de brasileiros em 10 anos.

    A decisão de Trump contra o Pix escala a crise comercial e diplomática, com o agravante de que agride a institucionalidade de nossa economia naquilo que ela tem de mais moderno e eficiente: sua superestrutura financeira. Entretanto, do ponto de vista político, favorece em muito Lula, que agora tem uma bandeira de campanha muito popular. A campanha “O petróleo é nosso”, na década de 1950, que contrariou os EUA, por exemplo, levou à criação da Petrobrás, que é um símbolo da soberania nacional até hoje.

    Lula adotou um tom firme e nacionalista. “O Pix é do Brasil e dos brasileiros! Parece que nosso Pix vem causando um ciúme danado lá fora, viu? Tem até carta reclamando da existência do nosso sistema seguro, sigiloso e sem taxas. Só que o Brasil é o quê? Soberano. E tem muito orgulho dos mais de 175 milhões de usuários do Pix, que já é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Nada de mexer com o que tá funcionando”, publicou o perfil oficial do governo nas redes sociais.

    As tensões em torno do Pix, porém, somam-se a um cenário ainda muito complicado, por causa das tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o chamado tarifaço pode reduzir em R$ 19,2 bilhões o PIB brasileiro (-0,16%), derrubar exportações em R$ 52 bilhões e extinguir 110 mil empregos. Os estados mais prejudicados serão São Paulo (-R$ 4,4 bi), Rio Grande do Sul (-R$ 1,9 bi), Paraná (-R$ 1,9 bi), Santa Catarina (-R$ 1,7 bi) e Minas Gerais (-R$ 1,66 bi).

    Setores como aeronaves e embarcações (-22,3% nas exportações), tratores e máquinas agrícolas (-11,3%) e carnes de aves (-11,3%) serão os mais atingidos. Os EUA absorveram 78,2% das exportações da indústria brasileira em 2024. A CNI calcula que o tarifaço pode derrubar o PIB americano em 0,37% e provocar uma retração de 2,1% no comércio mundial (US$ 483 bilhões). Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, trata-se de uma política “perde-perde”.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/trump-deu-a-lula-uma-bandeira-nacional-o-pix-e-nosso/)

    Matutando bem. . .
    Para quem já “se-poderou-se” do “Bolsa Família”, que foi apenas uma aglutinação e aprimoramento de vários programas sociais até então existentes, “se-apoderar-se” do pix, é mole, mole!

  12. Miguel José Teixeira

    Finalmente, bumbou bem!

    “O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou, nesta quinta-feira (17), a intimação da Advocacia-Geral da União (AGU) e das advocacias-gerais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para explicarem o repasse de R$ 53,3 milhões (*) em emendas parlamentares à Associação Moriá, organização da sociedade civil (OSC) com sede no Distrito Federal.”
    (Camile Soares, Diário do Poder, 1705/25)

    (+em: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e09-brasil/dino-intima-camara-apos-emendas-de-fred-linhares-e-outros-a-associacao-de-jogos-online)

    (*) Vide nota abaixo.

  13. Miguel José Teixeira

    “Decreto regulamenta a BR do Mar (*) após mais de 4 anos de espera. Setor marítimo projeta economia bilionária e aumento na competitividade.”
    – A BR do Mar, projeto criado para impulsionar a cabotagem no Brasil, acaba de ganhar força real: o governo assinou o decreto que regulamenta sua aplicação.

    A medida, aguardada desde 2021, pretende modernizar o transporte marítimo, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da indústria nacional, com impacto direto na economia e no meio ambiente.

    O decreto foi assinado com aval de ministérios estratégicos, como Portos e Planejamento.

    A expectativa agora é que os efeitos práticos comecem a ser sentidos já no segundo semestre de 2025.

    Cabotagem(**) em alta: do papel ao porto

    Com a assinatura do decreto, a BR do Mar sai oficialmente do papel. A promessa é aumentar em 40% o uso da cabotagem até 2026, facilitando a navegação entre portos nacionais com menos burocracia e mais eficiência.

    A regulamentação é vista como um divisor de águas no setor, que já movimenta mais de R$ 80 bilhões ao ano.

    O texto regulamenta desde regras de afretamento até critérios técnicos para navegação. Isso dá mais previsibilidade aos empresários e operadores portuários que antes atuavam sob incertezas.

    Impacto bilionário no transporte
    Estudos do governo apontam que a iniciativa pode economizar até R$ 18 bilhões em custos logísticos por ano. O transporte por navios consome menos combustível, tem menor emissão de CO₂ e reduz o tráfego rodoviário.

    A cabotagem pode se tornar a opção mais estratégica para longas distâncias em um país de dimensões continentais como o Brasil.

    Além disso, estudos de impacto apontam ganhos em competitividade para setores como agronegócio e construção civil.

    O resultado esperado é um escoamento mais barato e menos dependente de rodovias deterioradas.

    Mais navios, mais empregos
    Com o novo marco, armadores poderão usar embarcações estrangeiras com menos barreiras legais, gerando empregos diretos e indiretos no setor naval.

    Além disso, a iniciativa poderá estimular a construção naval nacional, criando um novo ciclo de investimento industrial e ampliando o alcance de portos de menor porte no país.

    A expectativa é de até 40 mil novos postos ao longo da cadeia produtiva, da indústria de peças ao setor de manutenção. O governo também pretende criar incentivos para o uso de biocombustíveis marítimos.

    Destravar para desenvolver
    Desde sua criação em 2020, a BR do Mar enfrentava obstáculos regulatórios. O decreto assinado em julho de 2025 corrige lacunas e viabiliza operações integradas entre portos e ferrovias, tornando o Brasil mais competitivo no comércio global.

    Uma mudança estrutural aguardada por exportadores, operadores e consumidores.
    Com o destravamento, estados como Maranhão, Pernambuco e Santa Catarina devem se tornar novos hubs de distribuição. A descentralização portuária é um dos pilares do novo plano.

    O Brasil na rota azul
    Com a nova fase, o país se junta a nações como China e EUA que investem pesado em transporte marítimo doméstico.

    A BR do Mar agora pode finalmente cumprir sua promessa de ser a “rodovia azul” (***) do futuro — mais econômica, sustentável e estratégica para um Brasil que busca navegar em águas mais modernas.

    O mercado já reage: empresas de logística anunciaram novos contratos e projetos. O setor de seguros e comércio exterior também estima avanços na previsibilidade e cobertura das rotas costeiras.

    (Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/brasil-navega-novos-rumos-decreto-da-br-do-mar-tira-projeto-do-papel-apos-anos-de-espera-sima00/)

    (*) O Programa BR do Mar é um conjunto de medidas propostas pelo Governo Federal através do Ministério da Infraestrutura destinadas a aumentar a oferta da cabotagem, incentivar a concorrência, criar novas rotas e reduzir custos do setor de navegação brasileira, além de buscar ampliar o volume de contêineres transportados, por ano, de 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a 20 pés), em 2019, para 2 milhões de TEUs, em 2022, além de ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo as embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados.

    (**) A cabotagem é a navegação entre portos ou pontos do território brasileiro utilizando via marítima ou fluvial. É um modo de transporte seguro, eficiente e que tem crescido no Brasil, quando considerada a carga transportada em contêineres.

    (*) e (**) +em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_BR_do_Mar

    (***) https://navalportoestaleiro.com/

  14. Miguel José Teixeira

    “A menina dos olhos de Jensen Huang”
    (Luana Franzão, FSP, Meracdo, 17/07/25)

    Dizem por aí que o sentimento de “saudade” só pode ser descrito na língua portuguesa. Se houvesse uma palavra equivalente em inglês, Jensen Huang (1) a usaria para descrever o período que teve de se afastar da China.

    O CEO da Nvidia, a maior empresa do mundo, está em uma campanha ostensiva para recuperar o mercado chinês (2). A companhia foi forçada pelo governo dos EUA –país de origem dela– a reduzir (em alguns casos, suspender) as exportações de chips de inteligência artificial para empresas chinesas de tecnologia.

    Como assim? Washington vetou a exportação de alguns itens de inovação tecnológica (3) para China no acirramento da guerra comercial entre os dois países.
    A retomada da exportação de semicondutores de IA, como o H20 da Nvidia, foi liberada nesta semana pela Casa Branca (4).

    O desbloqueio desse fluxo comercial é uma das contrapartidas impostas por Pequim para retomar a exportação de terras raras para o Ocidente.
    ↳ Afastar-se do mercado chinês foi um golpe duro (5). Ele é o segundo maior do mundo em tecnologia e com apetite para crescer ainda mais.

    🌟 Garoto-propaganda. Jensen Huang está na China correndo atrás do prejuízo (6). Na visita, ele já declarou estar fazendo o que pode para retomar as vendas do H20 e quer levar modelos mais tecnológicos da Nvidia para lá.
    “A inteligência artificial de código aberto da China é um catalisador para a IA global”, disse o CEO, americano de origem taiwanesa.

    Também acenou para a Xiaomi (7), gigante tech nacional.
    Ele discursou misturando os idiomas chinês e inglês na abertura da Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos, no norte de Pequim.

    ↳ Huang usou um terno Tang no evento, modelito tradicional do país anfitrião (*). O paletó tem gola mandarim e botões de sapo.

    (1) “Executivos da Nvidia vendem US$ 1 bilhão em ações”
    – CEO Jensen Huang lidera onda de vendas por insiders enquanto demanda por IA impulsiona ações a recorde.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/executivos-da-nvidia-vendem-us-1-bilhao-em-acoes.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (2) “Nvidia é a primeira empresa a superar US$ 4 trilhões em valor de mercado”
    – Fabricante de chips chegou ao patamar nesta manhã com a alta de 2,8% nas ações em Nova York.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/nvidia-e-a-primeira-empresa-a-superar-us-4-trilhoes-em-valor-de-mercado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (3) “Proibido por Trump de vender chip à China, CEO da Nvidia aparece em Pequim”
    – Jensen Huang está no país a convite do Ministério do Comércio, segundo perfil de mídia social ligado à CCTV.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/proibido-por-trump-de-vender-chip-a-china-ceo-da-nvidia-aparece-em-pequim.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (4) “Nvidia recebe autorização dos EUA para vender chip H20 à China”
    – CEO Jensen Huang afirma que pretende ‘despachá-los em breve’ e descreve mercado como crucial.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/nvidia-recebe-autorizacao-dos-eua-para-vender-chip-h20-a-china.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (5) “Centros de dados de IA geram divisão global e reforçam poder de EUA e China”
    – Apenas 32 nações possuem centros de dados especializados em inteligência artificial.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2025/06/centros-de-dados-de-ia-geram-divisao-global-e-reforcam-poder-de-eua-e-china.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (6) “Nvidia vai lançar chip de IA mais barato para a China após restrições dos EUA”
    – Chip deve ser vendido por até US$ 8 mil, bem abaixo do preço anterior, de até US$ 12 mil.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/nvidia-vai-lancar-chip-de-ia-mais-barato-para-a-china-apos-restricoes-dos-eua.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (7) “CEO da Xiaomi propõe mais interconexão entre big techs chinesas”
    – Em proposta ao Conselhão do líder Xi Jinping, o chinês mais rico do país defende estratégia para enfrentar ‘supressão externa’.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/03/ceo-da-xiaomi-propoe-mais-interconexao-entre-big-techs-chinesas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

    (*) Se, “quando em Roma, faça como os romanos”, então, quando na China. . .

  15. Miguel José Teixeira

    “U pobrema é qui trumpi num qué sentá na mesa i tomá uma cervejinha”!

    “. . .a patente falta de canais azeitados com o governo americano e a carência de perspectivas de solução mostram que será preciso elaborar um plano B para impedir que os efeitos do tarifaço provoquem graves danos eleitorais.”. . .

    “Strike provocado por tarifaço de Trump começou pela direita bolsonarista”
    (Malu Gaspar, O Globo, São Paulo, 17/07/25)

    Ainda não dá para cravar se Donald Trump imporá mesmo aos produtos brasileiros uma tarifa de importação de 50%, de 20% ou nenhuma, mas não há dúvida sobre o tamanho do estrago do tarifaço na direita nacional. Os primeiros prejudicados foram os Bolsonaros — Jair, cujo processo no Supremo Tribunal Federal (STF) foi usado como pretexto, e It (*), que pedia sanções contra Alexandre de Moraes e acabou levando à retaliação contra o país inteiro.

    Depois do anúncio, ficou sepultada qualquer esperança do ex-presidente de um alívio no processo sobre a trama golpista no Supremo ou da aprovação no Congresso de anistia aos presos do 8 de Janeiro. Eduardo, ao buscar se cacifar como articulador da medida, deu ao STF motivos para processá-lo por obstrução de Justiça — além de demonstrar que seu patriotismo acaba quando começam os interesses da família Bolsonaro. Se voltar ao Brasil, poderá ser preso ou se tornar inelegível.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que ensaiou apoiar Trump contra Lula — e ainda foi ao Supremo propor a devolução do passaporte a Bolsonaro para ir aos Estados Unidos negociar —, perdeu em um dia todo o trabalho com que tentava convencer a elite empresarial de que, caso venha a ser candidato a presidente em 2026, não será para agir como capacho do ex-chefe.

    Ainda que tenha recuado rapidamente para defender os interesses dos empresários e produtores rurais paulistas, principais afetados pelo tarifaço, a reação atabalhoada despertou a suspeita de que lhe falta musculatura para liderar a direita radical, em vez de ser levado a reboque por ela. Terá trabalho para voltar ao ponto em que estava antes de sair correndo para prestar vassalagem a Bolsonaro.

    Nada disso, porém, torna a situação de Lula mais confortável. O presidente acertou ao não se expor a um bate-boca com Trump, ao convocar o empresariado para elaborar propostas conjuntas e ao delegar a função de negociador ao vice, Geraldo Alckmin. Mas a patente falta de canais azeitados com o governo americano e a carência de perspectivas de solução mostram que será preciso elaborar um plano B para impedir que os efeitos do tarifaço provoquem graves danos eleitorais.

    As pesquisas de opinião divulgadas até agora revelam que, embora a atitude de Trump seja rechaçada pela grande maioria da população, as coisas mudam de figura quando se trata de como reagir. De acordo com a Genial/Quaest, 53% são a favor de aplicar a reciprocidade aos produtos americanos, mas 39% não querem retaliação.

    Segundo a Atlas Intel, 44,8% acham que a reação do governo Lula é adequada, enquanto 27,5% a consideram agressiva demais e 25,2% fraca. A Atlas também mostra que aumentou desde novembro a proporção dos que aprovam a política externa de Lula — de 49,6% para 60,2% —, mas quase 40% ainda não a aprovam, e 48% acham que o Brasil está “menos próximo do que deveria” dos Estados Unidos.

    Cada pesquisa tem uma metodologia, e os resultados variam conforme o tipo de pergunta que se faz, mas o quadro geral demonstra que Lula só tirará resultados eleitorais relevantes desse imbróglio se conseguir uma saída satisfatória no exíguo prazo de duas semanas, já que em tese as tarifas entram em vigor no início de agosto.

    O anúncio da abertura de uma investigação pelo governo Trump por práticas ilegais no comércio levou a uma discreta e cautelosa comemoração no Itamaraty. Mesmo tratando-se de uma geringonça que mira do Pix ao etanol, passando pela leniência com a corrupção e por restrições às big techs, a iniciativa tira a discussão do campo ideológico e a leva ao técnico e econômico, em que ao menos se pode negociar. Sem contar que processos desse tipo levam meses, até anos, o que poderia postergar o desfecho para depois de 2026.

    Há, porém, quem ache que a investigação não impediria que Trump aplicasse o tarifaço e ainda poderia servir como forma de retomá-lo caso seja derrubado por alguma das ações em curso na Justiça americana. Se for esse o caso, a iniciativa atestaria que Trump pretende fazer valer seu plano a todo custo, seja à força e imediatamente, seja alegando razões técnicas mais adiante.

    Lula precisa se mover rápido e em conjuntura adversa, já que Trump não tem nenhuma vontade de conversar com o líder de um país que responde por apenas 1,3% de suas importações e ainda trabalha, junto aos países do Brics, pela adoção de uma moeda alternativa ao dólar. Questionado sobre o porquê do tarifaço, o presidente americano respondeu “Porque eu posso”.

    Com as coisas postas nesses termos, será difícil evitar que Lula também seja afetado pelo strike de Trump.

    (*) https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/politico/eduardo-bolsonaro/

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/malu-gaspar/coluna/2025/07/tarifaco-de-trump-faz-strike-na-direita-mas-lula-nao-esta-livre-de-risco.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

  16. Miguel José Teixeira

    Guga Chacra e os 7 chakras de trump!

    “O irracional jogo de Trump com o Brasil”
    – Qualquer tentativa de negociação por parte do governo Lula, seja com ele ou com empresários americanos, tende a ser irrelevante.

    Donald Trump não age de forma racional. Qualquer tentativa de negociação por parte do governo Lula, seja com ele ou com empresários americanos, tende a ser irrelevante. É impossível prever o que se passa na mente do presidente dos Estados Unidos. Suas ações são ilógicas, aleatórias e imprevisíveis. Diante disso, o Brasil deve se preparar desde já para o pior cenário possível nas relações com Washington. Pode até ocorrer de Trump, de forma inesperada, decidir eliminar tarifas, mas não há qualquer garantia.

    Japão, Coreia do Sul e União Europeia tentaram negociar de forma madura e respeitosa com Trump, buscando acordos benéficos para todos os lados. Fracassaram. As tarifas impostas a esses países tinham motivação estritamente comercial. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também chegou a ser elogiada por sua condução das negociações com Trump em temas delicados como imigração e tráfico de drogas. No fim, tampouco obteve êxito, apesar de alguns avanços pontuais.

    O caso brasileiro é ainda mais complexo do que os anteriores. Primeiro, porque os Estados Unidos já têm superavit comercial com o Brasil. Segundo, as tarifas impostas ao país são as mais altas aplicadas pela Casa Branca. E, por fim, há o agravante político — uma tentativa de interferência direta no sistema democrático e judiciário brasileiro, com a exigência da suspensão de possíveis condenações e processos contra Jair Bolsonaro. Na prática, uma verdadeira sanção contra o Brasil.

    No campo comercial, ainda seria possível cogitar algum tipo de negociação, embora os exemplos anteriores justifiquem ceticismo quanto ao sucesso. Já no campo político, qualquer tipo de concessão é inaceitável. O Brasil não abrirá mão de sua democracia para agradar a Trump — até porque decisões judiciais competem ao Judiciário, não ao Executivo.

    Em situações de conflito ou negociação, costuma-se aplicar a teoria dos jogos para identificar um ponto de equilíbrio entre as partes. No caso da ameaça de tarifas contra o Brasil, não há espaço para isso. Trump exige nada menos que o fim da democracia e da soberania brasileira. E, naturalmente, os brasileiros não pretendem abdicar de seus valores democráticos.

    Rendição ou negociação

    É possível que Trump nem se importe verdadeiramente com Bolsonaro. Talvez enxergue nele apenas um espelho de seus próprios problemas com a Justiça americana. O próprio ex-presidente brasileiro pode ter sido surpreendido com as ameaças. Até aqui, elas só o prejudicaram. Seu objetivo e o de sua família era aplicar sanções, via Lei Magnitsky, ao ministro Alexandre de Moraes — o que não ocorreu. No fim, acabaram associados a tarifas que são desastrosas para a economia brasileira.

    Neste momento, o Brasil deve evitar ações que agravem ainda mais a situação. Qualquer tentativa de reciprocidade terá impacto negativo para os brasileiros. O mais prudente é buscar novos mercados e sobreviver aos anos Trump.

    Trump é irracional, ilógico e imprevisível. Não é gênio, tampouco um grande negociador. Com viés autoritário, aspira ser, no cenário global, o que os monarcas absolutistas são em seus países no Golfo Pérsico — os únicos que ele respeita. Não por acaso, foram Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar os destinos de sua primeira viagem internacional (desconsiderando o velório do Papa Francisco).

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/07/17/o-irracional-jogo-de-trump-com-o-brasil.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

    Então. . .
    . . .o jeito é “se-atirar-se” nos braços da corja vermelha internacional!

  17. Miguel José Teixeira

    “Entenda o que muda com o novo licenciamento ambiental”
    – Aprovado na Câmara, projeto estabelece 1º marco legal para um tema hoje regulado por normas infralegais; medida segue para sanção presidencial…
    (Lara Brito, Poder360, 17/07/25)

    A Câmara aprovou na madrugada desta 5ª feira (17.jul.2025) o PL (Projeto de Lei) 2.159/2021 que estabelece o 1º marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil. A votação foi de 267 votos a favor e 116 contra. O Brasil não tinha uma lei geral que regulamenta o tema. O projeto segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Defendido por setores do agro e da indústria, o texto é apresentado como uma forma de trazer agilidade e padronização ao processo. Por outro lado, ambientalistas dizem que as mudanças podem fragilizar os controles regulatórios e reduzir a transparência.

    O QUE É LICENCIAMENTO AMBIENTAL?
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-sustentavel/entenda-o-novo-licenciamento-ambiental/)

  18. Miguel José Teixeira

    Mas quem pagará
    a futura fatura
    seremos nós,
    burros de cargas!

    “Em retaliação a Lula, Câmara aprova pauta bomba de R$ 30 bilhões”
    – Proposta inclui crédito subsidiado para o agronegócio com verbas do petróleo do pré-sal; texto foi articulado por Hugo Motta.
    (Redação O Antagonista, 18/07/25)

    A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, 16, um projeto de lei que autoriza o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal para o refinanciamento de dívidas de produtores rurais atingidos por calamidades públicas. O texto agora será analisado pelo Senado.

    De autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE), o Projeto de Lei 5.122/2023 foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Afonso Hamm (PP-RS), que prevê regras similares às adotadas em dívidas vinculadas a fundos constitucionais regionais.

    Integrantes da base governista classificaram a proposta como uma retaliação da Câmara ao presidente Lula, que decidiu vetar o aumento do número de parlamentares. A costura para aprovação do texto foi do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    “A palavra, para mim, vale mais do que qualquer conteúdo, do que qualquer mérito. A relação civilizada aqui tem que ser de respeito. Não pode ser assim. De uma hora para outra, não se considera nada. De uma hora para outra, não valem mais nada os acordos feitos aqui, a palavra dada, empenhada”, disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

    “O impacto fiscal disto aqui é de 30 bilhões, 30 bilhões! Nós estamos tirando do Fundo Social para áreas de educação, cultura, esporte, saúde pública, ciência, tecnologia, habitação popular e meio ambiente — 30 bilhões. Sabem para quê? Para parcelas vencidas”, declarou o líder do PT na casa, Lindbergh Farias (RJ).

    Fôlego financeiro aos agricultores
    Segundo Hamm, a proposta busca dar fôlego financeiro a agricultores impactados por eventos extremos. O projeto prevê mecanismos como anistias, prorrogações, descontos e renegociações de crédito rural.

    “Trata-se de um instrumento célere, justo e financeiramente responsável para restaurar a capacidade produtiva dos agricultores, assegurar a produção de alimentos e fortalecer a resiliência do país diante das mudanças climáticas”, afirmou o relator.

    O texto veda que a adesão à linha de financiamento implique restrições cadastrais ou impeça o acesso a novos empréstimos. Também cria condições para que as instituições financeiras assumam integralmente o risco de inadimplência, preservando os cofres públicos.

    Criado para aplicar recursos da exploração do petróleo em áreas como saúde, educação e meio ambiente, o Fundo Social teve suas finalidades ampliadas por medidas provisórias do governo federal. A MP 1.291/2025 incluiu o enfrentamento de calamidades entre os objetivos do fundo. Já a MP 1.226/2024 autorizou o uso de R$ 20 bilhões para aquisição de equipamentos e serviços de reconstrução.

    Pelo projeto aprovado, poderão ser usados recursos correntes do fundo referentes a 2025 e 2026, além do superávit financeiro dos exercícios de 2024 e 2025. O montante será operado pelo BNDES e bancos habilitados, que serão responsáveis por assumir o risco das operações.

    Além do orçamento do Fundo Social, o texto autoriza o uso de fontes complementares, como doações, empréstimos de instituições nacionais e internacionais, saldos não utilizados do fundo, aplicações financeiras e receitas com juros e amortizações.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/em-retaliacao-a-lula-camara-aprova-pauta-bomba-de-r-30-bilhoes/)

    Matutando bem. . .
    Sai mais em conta pagar 11 togas do que 594 parasitas!

  19. Miguel José Teixeira

    Covardão,
    dá o tapa e
    esconde a mão!

    “Deixa intrigados políticos e empresários a ausência de Lula (PT) nas iniciativas para tentar contornar a crise que ele criou com declarações insultando o presidente Donald Trump e valores dos EUA como a própria moeda americana, que resultaram no tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros. Lula não integra o “comitê de crise”, não participou de reuniões com os setores mais afetados pelas tarifas e nem mesmo assinou a carta enviada aos americanos clamando por negociação.”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 17/05/25)

  20. Miguel José Teixeira

    Os inúteis e caríssimos ParasiTários tomaram dois PorreTaços hoje:

    1) “IOF: Moraes valida decreto do governo Lula, mas revoga taxação de risco sacado”
    (+em: https://www.terra.com.br/economia/iof-moraes-valida-decreto-do-governo-lula-mas-revoga-taxacao-de-risco-sacado,5c2e82e9e33254f93722c491865a8c9a5ruib6rt.html#google_vignette)

    2) “Lula decide vetar projeto que ampliava o número de deputados federais”
    (+em: https://www.cartacapital.com.br/politica/lula-decide-vetar-projeto-que-ampliava-o-numero-de-deputados-federais/?utm_source=terra_capa&utm_medium=referral)

    Mas não faz mal. . .
    Continuam nadando nas emendas, polpudos salários & outras ParasiTices!

    1. Este veto dos 531, fez cert e jogou para a galera pois é o q mostra a pesquisa

      Demoraram para o impeachment entre tantas pedaladas e agora, os patetas estão reféns de Trump, Bolsonaro e principalmente, pelo STF rabo preso do mau uso das bilionárias emendas

  21. Miguel José Teixeira

    “Sabia que Trump é careca?”
    – Os cabeleireiros se esforçam ao penteá-lo, mas tudo em sua cabeça é fake, dentro ou fora dela.
    (Ruy Castro, FSP, 16/07/25)

    Em seu primeiro mandato como presidente dos EUA (2017-2021), Donald Trump disse publicamente 30.573 mentiras —cerca de 21 por dia—, segundo o severo mentirômetro do jornal Washington Post. Em seu discurso de posse no segundo mandato, há meses, Trump manteve a média dizendo 20 mentiras. É uma tática de governo, criada por seu conselheiro Steve Bannon: “inundar a área de merda”, para confundir o público e desviar a atenção enquanto ele toma as medidas que de fato lhe interessam. Consiste em mentir, dizer absurdos, fazer ameaças, cumpri-las ou voltar atrás.

    O tarifaço contra o Brasil, apoiado pela família Bolsonaro, é uma dessas manobras. A começar pela mentira de que o país tem superávit comercial com os EUA quando, como ele sabe, compramos deles mais do que vendemos. Se Trump vai recuar ou não, nem ele sabe nem se importa. Até lá, o comércio entre as duas economias fica paralisado, afetando, claro, muito mais o país que Bolsonaro proclama “acima de tudo”.

    O único ato diário que Trump leva a sério é com seu cabelo. Ou com o que resta dele. Não, seu topete prematuramente laranja não é uma peruca, mas também não é real. Há alguns anos, ao ver a calvície tomando-lhe o alto da cabeça, Trump submeteu-se a uma cirurgia em que a área despelada do couro cabeludo é removida, ao passo que o couro ainda folhudo dos dois lados é esticado e costurado no lugar para cobrir a falha. Mas, para os especialistas, só funciona se a calva for pequena, e Trump é vastamente careca.

    Outro problema foi que os chumaços laterais enlouqueceram e passaram a crescer em toda direção. Isso obriga Trump a uma longa função matinal com seus cabeleireiros para que eles consigam penteá-lo e cobrir a calva com o que restou. E, como ele continua a perder cabelo, precisa de mais fios laterais e cada vez mais longos para povoar o topo desfalcado.

    Não há nenhum desdouro em ficar careca. Também fiquei e não dou a mínima. Mas, com Trump, é a prova de que tudo em sua cabeça é fake, dentro ou fora dela.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/07/sabia-que-trump-e-careca.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    O piNçador Matutildo, piNçou:
    “É uma tática de governo, criada por seu conselheiro Steve Bannon: “inundar a área de merda”, para confundir o público e desviar a atenção enquanto ele toma as medidas que de fato lhe interessam. Consiste em mentir, dizer absurdos, fazer ameaças, cumpri-las ou voltar atrás.”

    O Bedelhildo, destacou:
    “inundar a área de merda”

    E o Revisitildo, identificou:
    Qualquer semelhança com as ações dos governantes da PeTezuela não são meras coincidências!

  22. Miguel José Teixeira

    “Os repasses (não mais) ocultos do governo”
    (Camila Mattoso, FSP, Brasília Hoje, 16/07/25)

    Membros da Advocacia-Geral da União –braço do Executivo responsável por defender o governo em brigas judiciais– receberam R$ 1,7 bilhão em honorários advocatícios apenas neste mês de janeiro. O ministro Jorge Messias ganhou, sozinho, R$ 193 mil.

    A revelação da repórter Idiana Tomazelli (*) mostra que quem faz os repasses é uma entidade de direito privado, o Conselho Curador dos Honorários Advocatícios, mas com verbas públicas e sem transparência em relação ao cálculo utilizado para a remuneração. Os dados estavam ocultos e foram incluídos ontem no Portal da Transparência.

    Os honorários de sucumbência (nome dado aos bônus) existem desde 2016. Na versão oficial, foram criados para compensar advogados públicos por não receberem honorários advocatícios como o restante da categoria que atua no setor privado.

    O combate aos privilégios tem sido mote de uma campanha do governo Lula desde que viu derrotada, no Congresso, sua decisão de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras.

    Entre as bandeiras levantadas (**) pelo Executivo está justamente a limitação dos chamados penduricalhos (***), que levam servidores a receber acima do teto constitucional, hoje em R$ 46 mil ao mês.

    (*) “Membros da AGU recebem R$ 1,7 bi em honorários só em janeiro; Messias ganha R$ 193 mil”
    – Informações estavam ocultas até esta quarta (16); entidade responsável diz que incompatibilidades técnicas impediam divulgação.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/membros-da-agu-recebem-r-17-bi-em-honorarios-so-em-janeiro-messias-ganha-r-193-mil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (**) “Haddad diz que saída para IOF é ir ao STF, fazer cortes ‘para todo mundo’ ou buscar nova receita; assista”
    – Ministro diz em novo videocast da Folha que acreditava ter fechado acordo com o Congresso sobre decreto: ‘Não sei o que aconteceu’.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/haddad-diz-que-saida-para-iof-e-ir-ao-stf-fazer-cortes-para-todo-mundo-ou-buscar-nova-receita-assista.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (***) “83% dos brasileiros apoiam limitar supersalários, mostra Datafolha”
    – PEC prevê regras mais rígidas para o que pode ser verba indenizatória e impõe limites.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/83-dos-brasileiros-apoiam-limitar-supersalarios-mostra-datafolha.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    Mapa do poder
    O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber

    1 – Além de três funcionárias com rotinas que impossibilitam exercer o cargo em que estavam lotadas, o gabinete do presidente da Câmara também contratou, ao longo dos anos, cinco parentes destas três servidoras. Mãe, tia, irmão e primo constaram na folha de pagamento do gabinete de Hugo Motta em períodos específicos que vão de 2011, data em que o deputado tomou posse, a 2022.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/motta-contratou-cinco-parentes-de-funcionarias-fantasmas-em-seu-gabinete.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    2 – No que pode ser considerada uma vitória do governo Lula, o ministro Alexandre de Moraes validou hoje o decreto que aumenta as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras, removendo apenas trecho que instituía tributação sobre operações de risco sacado. Moraes entendeu que essa modalidade não corresponde a uma operação de crédito, como defendia o governo. A expectativa da Fazenda é arrecadar cerca de R$ 11 bilhões em função do decreto.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/moraes-valida-decreto-de-lula-sobre-iof-e-derruba-apenas-tributacao-de-risco-sacado.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    3 – “O governo brasileiro manifesta sua indignação com o anúncio, feito em 9 de julho, da imposição de tarifas de importação de 50%”, diz carta enviada hoje a representantes do governo dos Estados Unidos e assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. A mensagem, enviada na sequência da abertura de uma investigação de práticas comerciais pelo governo americano, diz que o Brasil permanece pronto a negociar uma solução “mutuamente aceitável”.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/governo-lula-cita-indignacao-em-carta-aos-eua-e-diz-estar-pronto-para-negociar-solucao-mutuamente-aceitavel.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    Na Esplanada…
    O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse hoje que sentiu vergonha ao ouvir as falas do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro sobre o tarifaço de Trump. “Nunca vi um cidadão com mais de 1 milhão de votos pegar o telefone celular e dizer ‘ou o Brasil adota medidas como anistia, entre outras, ou a gente vai prejudicar o Brasil nesse tarifaço’.”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2025/07/bolsonaristas-fizeram-movimentos-erraticos-e-fala-de-eduardo-me-deu-vergonha-diz-ministro.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

  23. Miguel José Teixeira

    “Dicionário amoroso do Brasil escrito por um francês apaixonado”
    – Mas esse não é um dicionário cego de paixão. Abre nossas feridas mais fundas, de um jeito amoroso, às vezes divertido, às vezes atordoado
    (Conceição Freitas, Metrópoles, 16/07/25)

    Existe um dicionário dos apaixonados pelo Brasil, mas diferentemente do que o título sugere, o autor é um só, embora os modos de amar sejam múltiplos. Nesses dias de brio brasileiro ferido, fui atrás do dicionário que o francês Gilles Lapouge compôs para declarar seu amor desbragado pelo Brasil, intensamente vivido durante 70 anos, desde que esteve no país pela primeira vez, nos anos 1950, até sua morte, cinco anos atrás.

    De cara, fiquei com ciúme. Como um francês sabe tanto e viajou tanto e conversou tanto com brasileiros de tudo quanto é canto? E como ousa declarar seu amor desmesurado em 70 verbetes, 333 páginas, e muitas viagens desde São Paulo, cruzando o cerrado, desembocando na Amazônia e no Nordeste? Quem lhe deu esse direito? Pergunta essa brasileira que ama brasileiramente.

    Como tudo que é movido pela paixão, o dicionário tem um roteiro meio aleatório, mas percorre temas cruciais – da extensão do território à escravidão, da exploração extrativista de nossas riquezas às contradições de nosso caráter, da cor do boto da Amazônia às 136 cores de nossa pele mestiça, de nossa amorosidade à nossa crueldade, de nossa glória à nossa tragédia.

    É um dicionário apaixonado mas não é um dicionário cego de paixão. Abre nossas feridas mais fundas, de um jeito amoroso, às vezes surpreso, às vezes divertido, às vezes atordoado, muitas vezes poético.

    Começa assim: “Amei por muito tempo o Brasil, e ainda o amo. Convivo com ele há sessenta anos. Eu o visito, falo com ele. Trocamos ideias, lembranças, ironias. Ele me conta histórias. Quando estou longe, ouço sua respiração, escrevo ou lhe telefono”. O Brasil, em Gilles Lapouge, não é um país, é um estado d’alma que ele encontrou aqui e que nunca mais quis perder.

    Pois se há uma coisa brasileira que ferve sobre a superfície desse imenso território, é o gosto pela vida, um fervor de viver, um atrevimento de existir, uma audácia de seguir adiante, tudo o que o francês apaixonado encontrou em terras brasileiras logo depois do fim da Segunda Guerra, quando a Europa combalida e amargurada se arrastava para tentar se manter viva.

    Lapouge morou no Brasil apenas três anos, no começo dos anos 1950. Veio para trabalhar como jornalista no Estadão. Voltou para a França, porém continuou a publicar textos no jornal paulista até perto de morrer, aos 96 anos, e voltou às terras brasileiras incontáveis vezes. Tudo no Brasil atiçava a curiosidade do francês, a terra, o clima, o povo, as plantas, os bichos, a história, os falares, as crenças, as grandes glórias e as grandes tragédias.

    Percorre o Brasil profundo e as três capitais, Salvador, Rio de Janeiro, Brasília. No mundo todo, ele escreve, “uma capital é um livro de história”. Mesmo no Brasil, as duas primeiras capitais são, cada uma, um livro. Menos Brasília, ele diz. A nova capital do Brasil “joga fora os calendários” e nasce do dia pra noite.

    “Para edificar essa cidade imensa, o Brasil sangra por todos os lados, mas é com entusiasmo que ele se sacrifica. Milhares de rapazes e moças correm para os canteiros. Brasília é, ao mesmo tempo, a nova fronteira e a utopia do Brasil”.

    Juscelino tinha o dinheiro, Lucio e Oscar, o talento, e os dois conseguiram cumprir com louvor a missão impossível, constroem uma cidade encantada. “Em alguns momentos, quando iluminada pelo Sol ou pela Lua, a cidade parece flutuar como flutuam os sonhos”, escreve, referindo-se ao Plano Piloto.

    Mas, observa Lapouge, os brasilienses “não demonstram alegria”. E com toda razão: “Como passear e viver em uma cidade sem calçadas, uma cidade que detesta os pedestres, que nos obriga ao uso do carro, e na qual não existem bairros nem ruelas, nem becos nem escadas, mas somente ruas sem nome?”.

    O francês recorre, então, a um poema de Nicolas Behr, que ele considera “erótico”:

    O porteiro do bloco I da 103 Sul
    pegou a filha do síndico do bloco
    O da 413 Norte com o cara do
    302 do bloco D da 209 Sul
    dentro do carro do zelador do
    bloco F da 314 Norte

    Chamar de “erótico” um poeminha leve como esse é mesmo não saber o significado de erotismo para o brasileiro. Aliás, em todo o dicionário do francês apaixonado há um indisfarçável encanto pelo despudor dos nativos desse país desnudo. Compreende-se, portanto, a razão de um dos verbetes ser dedicado a Chica da Silva, a escrava preta que subjugou o homem mais rico das minas de ouro (o Brasil foi o maior produtor do minério nesse tempo).

    Nós, os que aqui nascemos e vivemos, temos certa dificuldade em nos ver por inteiro. Estamos dentro da coisa, somos parte dela. Um francês apaixonado consegue com menos dificuldade, porque não perde a racionalidade sem perder a paixão: “[O Brasil] É um país exagerado, onde tudo é excessivo. As paisagens, as cores, os sons, os terrores. Tudo é mais brilhante, assustador, confuso e majestoso; tudo é mais vazio ou mais fervilhante do que em outro lugar”.

    Ou inesperadamente encantador: certo dia, o francês está deitado sob o Sol impiedoso de uma praia do Nordeste, quando sente uma sombra sobre si. Uma garota com uma sombrinha tenta proteger o branquelo de uma insolação e ainda o repreende. A “Menina de Sombrinha” é um dos verbetes do livro.

    O dicionário tem algumas imprecisões, fruto da memória, esse recurso traiçoeiro, mas nada que diminua o calor procedente da paixão – dizem que o amor tem a capacidade de perceber o que nenhum outro sentimento consegue.

    Ainda enciumada, me senti mais brasileira depois de ler o Dicionário dos Apaixonados pelo Brasil (Amarilys, 2014). Lançado originalmente na França em 2011, recebeu um título mais bonito e preciso: Dictionnaire amoureux du Brésil (Dicionário Amoroso do Brasil). A declaração de amor do francês é um enlevo para os brios brasileiros feridos.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/conceicao-freitas/dicionario-amoroso-do-brasil-escrito-por-um-frances-apaixonado)

    O texto “me-remeteu-me” ao “Pepe Le Pew, o gambá galanteador dos desenhos”:
    (+em: https://www.youtube.com/watch?v=5zJLTGoK_us)

  24. Miguel José Teixeira

    Sinistramente, sinistro!

    “Parlamentares do Distrito Federal destinaram R$ 53,3 milhões, em dois anos, para a Associação Moriá (*), uma entidade chefiada por um ex-cabo do Exército, um motorista e uma esteticista. A maior fatia do valor milionário, de R$ 46 milhões, foi enviada a um programa para crianças e adolescentes aprenderem a jogar os games Free Fire, Valorant, LoL, Teamfight Tactics e eFootball.”

    (+em: https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/parlamentares-do-df-destinam-r-53-milhoes-para-associacao-chefiada-por-ex-cabo-motorista-e-esteticista)

    (*) https://www.associacaomoria.org/

  25. Miguel José Teixeira

    “O bolsonarismo expôs que a política externa de Lula é jabuticaba azeda”
    – Os empresários brasileiros descobriram que o governo Lula não tem interlocutores de alto nível na Casa Branca ou no Congresso americano.
    (Mario Sabino, Metrópoles, 16/07/25)

    Ao bulir com Donald Trump, as vivandeiras alvoroçadas do bolsonarismo expuseram que a política externa de Lula é jabuticaba azeda.

    Os exportadores e importadores brasileiros descobriram, espantados, que o governo não tem interlocutores de alto nível na Casa Branca ou no Congresso dos Estados Unidos.

    Passado meio ano desde que o presidente americano assumiu o cargo, Lula é o único líder de uma grande democracia que não teve uma única conversa com Donald Trump. Pelo contrário, o presidente brasileiro tratou de provocar esse sujeito perigoso com a ideia estúpida de substituir o dólar como moeda de trocas comerciais entre países e, assim, fazer o jogo da China e da Rússia.

    As vivandeiras alvoroçadas do bolsonarismo não foram bulir com Donald Trump em segredo. Alardearam os seus movimentos com estardalhaço. Mas nem Lula, nem o seu partido, nem os ideólogos que hoje comandam a política externa brasileira os levaram a sério.

    O resultado está aí: tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, uma investigação ordenada por Donald Trump sobre práticas comercias injustas do Brasil e o risco de o país vir a ser atingido por sanções suplementares dos Estados Unidos por continuar a fazer comércio com os russos, como advertiu ontem o secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte.

    Desde que Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia, o Ocidente tenta estrangular a Rússia com sanções comerciais, especialmente em relação à exportação de petróleo russo e derivados, a maior fonte de dinheiro do Kremlin.

    Sob Lula, no entanto, o Brasil se tornou o maior comprador de diesel da Rússia. Na versão pragmática, estamos adquirindo diesel a preços mais baixos e, portanto, isso é bom; na versão nua e crua e, portanto, vergonhosa, estamos ajudando a financiar as atrocidades praticadas por Vladimir Putin e o seu bando de assassinos, estupradores e sequestradores contra civis ucranianos.

    O presidente brasileiro não se importa com a Ucrânia, tanto que iguala a nação agredida à nação agressora e aceitou que constasse do comunicado da cúpula do Brics uma condenação aos ucranianos por ataques a civis russos.

    Como a indignação de Lula é seletiva, os civis da Ucrânia são menos civis do que os civis russos e também do que os civis palestinos. O governo do petista se juntou ao da África do Sul na ação no Tribunal Penal Internacional que acusa Israel de praticar “genocídio” em Gaza. Estamos sempre em ótima companhia.

    Há um “genocídio” em curso no Brasil há muitos anos, de brasileiros que matam brasileiros. No ano passado, foram 35.363 vítimas de homicídios, mas a prioridade do presidente brasileiro é ele próprio e a companheirada antiamericana, antiocidental e antissemita. Lula, agora, quer é faturar eleitoralmente o contencioso com os Estados Unidos, surfando no nacionalismo de fancaria.

    Lá está o presidente desta infausta República tramando campanhas com o seu marqueteiro para levar no gogó o indistinto público, enquanto os exportadores e importadores brasileiros multiplicam os seus apelos desesperados para que Lula faça o que tem de ser feito: prorrogar o prazo da entrada em vigor das tarifas anunciadas por Donald Trump e não responder a elas com taxações recíprocas que podem quebrar as suas empresas.

    Quem quiser jabuticaba, levante a mão, mas ela só é docinha para Lula e para a companheirada.

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/o-bolsonarismo-expos-que-a-politica-externa-de-lula-e-jabuticaba-azeda)

  26. Miguel José Teixeira

    Huuummm. . .

    “Concurso vai pagar até R$ 5 mil para quem descobrir qual figura histórica aparece em pintura da antiga sala de sessões do STF”
    (+em: https://oglobo.globo.com/blogs/ancelmo-gois/post/2025/07/concurso-vai-pagar-ate-r-5-mil-para-quem-descobrir-qual-figura-historica-aparece-em-pintura-da-antiga-sala-de-sessoes-do-stf.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstarde)

    . . .será o gênio no fundo da garrafa?

  27. Miguel José Teixeira

    “Tudo a Ler”
    (Isadora Laviola, Jornalista da editoria de Livro, FSP, 16/07/25)

    Após 128 anos de história, a Academia Brasileira de Letras, instituição fundada pelo negro Machado de Assis, elege uma mulher negra para ocupar uma de suas cadeiras. O feito histórico é de Ana Maria Gonçalves, autora do já clássico “Um Defeito de Cor”.

    “Posso levar para a ABL um público leitor que não se via representado, ainda, em grande parte da literatura que se produz lá dentro”, afirmou a recém-imortalizada ao editor Walter Porto (1).

    Seu famoso “Um Defeito de Cor” —que vendeu mais de 2.000 cópias (2) no dia após o anúncio da autora na ABL— reinventou a literatura negra brasileira com a história de Kehinde, mulher sequestrada na África e escravizada no Brasil.

    Desde que Gonçalves se inscreveu para ocupar a cadeira deixada pelo linguista Evanildo Bechara, o resultado da eleição já parecia certo. As previsões então se confirmaram com os 30 votos recebidos pela autora, entre 31 disponíveis.

    O cenário é um contraponto para a candidatura rumorosa de Conceição Evaristo em 2018. Na ocasião, a escritora negra foi preterida por Cacá Diegues. A Academia, na época, se sentiu intimidada pela movimentação em torno de Evaristo que se inscreveu mobilizada por um abaixo-assinado de mais de 20 mil assinaturas.

    Talvez agora, que Ana Maria Gonçalves abriu portas fechadas por mais de um século, nomes como Evaristo e tantas outras possam se juntar à primeira mulher negra imortal.

    (1) “Ana Maria Gonçalves é eleita para ABL e se torna primeira mulher negra a virar imortal”
    – Autora de ‘Um Defeito de Cor’ rompe com 128 anos de história e diz que vitória sinaliza a abertura a uma língua mais inclusiva.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/ana-maria-goncalves-e-eleita-para-abl-e-se-torna-primeira-mulher-negra-a-virar-imortal.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    (2) “‘Um Defeito de Cor’ vende 2.000 cópias em um dia com Ana Maria Gonçalves na ABL”
    – Primeira mulher negra eleita para a instituição, nesta quinta, já comercializou mais de 180 mil exemplares de sua obra-prima.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2025/07/um-defeito-de-cor-vende-2000-copias-em-um-dia-com-ana-maria-goncalves-na-abl.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    “acabou de chegar”

    “Caderno de Ossos” (Companhia das Letras, R$ 79,90, 216 págs.), primeiro romance de Julia Codo, une elementos da história familiar da autora a episódios reais do Brasil em uma ficção tão verossímil que parece autoficção, como escreve a repórter especial Fernanda Mena (*). O livro acompanha uma brasileira que retorna ao país em meio ao governo Bolsonaro e começa a investigar o antigo desaparecimento de sua tia durante a ditadura militar.

    (*) “Livro resgata ossadas da vala de Perus para dialogar com Brasil do passado e presente”
    – ‘Caderno de Ossos’, primeiro romance de Julia Codo, tensiona memória e esquecimento dos crimes cometidos pela ditadura.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/livro-resgata-ossadas-da-vala-de-perus-para-dialogar-com-brasil-do-passado-e-presente.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    “Heróis por Acaso” (Record, R$ 74,90, 352 págs.) é uma trama de espiões baseada em relatos de pessoas comuns divididas entre a fidelidade aos seus países de origem e ao Brasil, país que escolheram para viver. A autoria é de Paulo Valente, filho de Clarice Lispector. Como aponta o jornalista Diogo Bachega (**), apesar de se esperar que a mãe tenha influência sobre os livros do filho, sua maior inspiração é a vida de seu pai, o diplomata Maury Gurgel Valente.

    (**) “Reunião nazista presenciada por brasileiro embasa trama de espiões de Paulo Valente”
    – Filho de Clarice Lispector diz se inspirar no trabalho do pai, o diplomata Maury Gurgel Valente, para sua trilogia de ficção.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/reuniao-nazista-presenciada-por-brasileiro-embasa-trama-de-espioes-de-paulo-valente.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    “Sérgio Cardoso: Ser e Não Ser” (Edições Sesc, R$ 90, 368 págs.), do pesquisador Jamil Dias, conta como o ator que intitula o livro foi esquecido após figurar como galã no teatro e nas telas por décadas. A obra, como escreve o jornalista Diogo Bachega (***), é inconclusiva como a vida de Sérgio Cardoso, que morreu subitamente aos 47 anos, no auge de sua fama.

    (***) “Livro conta como Sérgio Cardoso foi de galã do teatro e das telas a figura esquecida”
    – Autor questiona descaso com o ator na comemoração dos 60 anos da TV Globo ao falar da biografia que publica com o Sesc.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/livro-conta-como-sergio-cardoso-foi-de-gala-do-teatro-e-da-tv-a-figura-esquecida.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    “e mais”

    A italiana Dacia Maraini é uma voz do feminismo na literatura de seu país. A protagonista de seu “A Longa Vida de Marianna Ucrìa” (Nova Alexandria, R$ 85, 256 págs.) para de falar após ser vítima de violência —esse silêncio, para os leitores, é o mesmo imposto a tantas outras mulheres em situação similar. A própria Maraini, como contou à jornalista Carolina Faria (*), ficou temporariamente muda após passar dois anos em um campo de concentração no Japão.

    (*) “Veterana da literatura italiana traz à Bienal reflexão sobre silêncio feminino”
    – Dacia Maraini, autora de ‘A Longa Vida de Marianna Ucrìa’ fala à Folha sobre memória e traumas da época do fascismo.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/06/veterana-da-literatura-italiana-traz-a-bienal-reflexao-sobre-silencio-feminino.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    Em “A Questão do Pardo no Brasil” (Cult, R$ 75, 210 págs.), a socióloga Flávia Rios tenta responder o que significa esse conceito no Brasil. Segundo ela, é um tópico sensível, porque envolve histórias de violência. O assunto, como aponta a jornalista Victoria Damasceno (**), ganhou fôlego com o Censo de 2022, que apontou os pardos como o maior grupo racial do Brasil pela primeira vez na história.

    (**) “Pardo é a pedra de toque das relações raciais brasileiras, diz socióloga”
    – ‘A Questão do Pardo no Brasil’, organizado por Flávia Rios, discute a mestiçagem no país a partir de perspectiva histórica.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/07/pardo-e-a-pedra-de-toque-das-relacoes-raciais-brasileiras-diz-sociologa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    A dupla polonesa Artur Gebka e Agata Dudek escreveu “A Garrafa do Papai” (Piu, R$ 63, 64 págs.) para apresentar às crianças um tema de que pouco se fala em qualquer idade: o alcoolismo. Como conta o blog Era Outra Vez (***), a história gira em torno de uma garrafa que chega de repente à casa de uma família e já desperta desgosto no filho por seu cheiro azedo. Já o pai fica vidrado no objeto, que passa a crescer de tamanho.

    (***) “Livro infantil transborda coragem ao falar de alcoolismo com crianças”
    – ‘A Garrafa do Papai’ se equilibra entre a contundência e o cuidado ao levar esse tema para o público mais jovem.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/era-outra-vez/2025/07/livro-infantil-transborda-coragem-ao-falar-de-alcoolismo-com-criancas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)
    . . .
    “além dos livros”

    O influenciador Lucas Henrique dos Santos é conhecido nas redes como “Menino do Vício”. Ex-dependente químico, ele reinventou sua vida com a leitura. “Pensei: vou comprar um livro, pelo menos gasto o dinheiro e não compro mais droga e me distraio”, afirmou à repórter Ana Clara Cottecco (*). Ele grava vídeos para o TikTok sobre os livros que lê com a intenção de influenciar outras pessoas a fazerem o mesmo.

    (*) “Meu remédio foi o livro, diz influenciador ‘Menino do Vício’, que superou as drogas lendo”
    – Ex-dependente químico, Lucas Henrique dos Santos conta que agora usa o seu dinheiro para aumentar a biblioteca; fã de Raphael Montes, ele dá dicas de boas leituras ao F5.
    (+em: https://f5.folha.uol.com.br/voceviu/2025/07/meu-remedio-foi-o-livro-diz-influenciador-menino-do-vicio-que-superou-as-drogas-lendo.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    Ana Maria Gonçalves será uma das homenageadas da terceira edição do Festival Literário Internacional de Paracatu ao lado do português Valter Hugo Mãe. O Fliparacatu, como conta o Painel das Letras (**1), acontece no norte de Minas Gerais de 27 a 31 de agosto sob a curadoria de Bianca Santana, colunista da Folha, e dos escritores Jeferson Tenório e Sérgio Abranches. Valter Hugo Mãe também estará numa mesa extra da programação principal da Flip (**2), anunciada nesta terça pela organização do festival paratiense.

    (**1) “Ana Maria Gonçalves e Valter Hugo Mãe integram Festival de Paracatu; veja o programa”
    – Festa literária reúne uma seleta de bons escritores brasileiros na cidade ao norte de Minas Gerais no final de agosto.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2025/07/ana-maria-goncalves-e-valter-hugo-mae-integram-festival-de-paracatu-veja-o-programa.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    (**2) “Flip divulga mesa extra com Valter Hugo Mãe na programação principal”
    – Escritor português fala de seu novo livro e da adaptação de ‘O Filho de Mil Homens’ em encontro na sexta-feira (1º) em Paraty.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/flip-divulga-mesa-extra-com-valter-hugo-mae-na-programacao-principal.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    “Tenho fama, mas eu não quero que ela me tenha”, afirma o filósofo e professor Mario Sergio Cortella, que já vendeu mais de 3,5 milhões de cópias de seus livros. Em meio a divulgação de sua nova biografia ilustrada, ele falou ao repórter Jairo Marques (***) sobre sua presença nas redes sociais, onde acumula 23 milhões de seguidores, e sobre se ver em versões criadas por inteligência artificial.

    (***) “Cortella faz 50 anos de carreira com nova biografia e encarando falsificações de IA.
    – Educador com 3,5 milhões de cópias vendidas divulga livro que narra sua trajetória de forma acessível para diferentes gerações.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2025/07/cortella-faz-50-anos-de-carreira-com-nova-biografia-e-encarando-falsificacoes-de-ia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)
    . . .
    “Marília Garcia explora a arte de fazer poesia em ‘Pensar com as Mãos’; veja vídeo”
    – Novo livro de ensaios de uma das grandes poetas brasileiras é o assunto da semana na série do Painel das Letras.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/tv/2025/07/marilia-garcia-explora-a-arte-de-fazer-poesia-em-pensar-com-as-maos-veja-video.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    “Vinicius de Moraes seria cancelado hoje? O lado machista do poeta que foi expulso do Itamaraty”
    – O ‘poetinha’, morto há 45 anos, ainda tem seu legado celebrado —mas, hoje, observado sob novas lentes.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/07/vinicius-de-moraes-seria-cancelado-hoje-o-lado-machista-do-poeta-que-foi-expulso-do-itamaraty.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    “Os livros e a cidade”
    – Livrarias podem oferecer parte da experiência dos eventos literários e se consolidar como lugares de encontro.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mauro-calliari/2025/07/os-livros-e-a-cidade.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newstudoaler)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

  28. Miguel José Teixeira

    Um pouco além da PeTezuela. . .

    “Anotando recados”
    A falta de embaixador dos EUA no Brasil reflete as péssimas relações do governo Lula com a Casa Branca. O encarregado de negócios não tem voz ativa, apenas cumprirá o papel de transmitir a Washington o que ouviu dos exportadores reunidos por Tarcísio Gomes de Freitas.

    “Diplomacia do fracasso”
    O chanceler Mauro Vieira prefere bajular Lula, em lugar de fazer seu trabalho de diplomata, porque jamais conseguiu nem mesmo falar ao telefone com o homologo Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.

    (Coluna CH, DP, 16/07/25)

  29. Miguel José Teixeira

    Segundo o CH, no DP:

    “Presidente do Senado e caçador de cargos para emplacar afilhados, Davi Alcolumbre (União-AP) marcou somente para agosto a análise de indicações de Lula (PT) para agências reguladoras, tribunais etc. Do total, 17 estão na gaveta desde dezembro de 2024, mas, nenhuma, claro, é do interesse do dono da pauta. As votações representam novos desafios do governo desde a derrota no IOF, cujo aumento o Senado derrubou com tanta facilidade que a votação chegou a ser simbólica.”

    (+em: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/senado-ja-cozinha-20-indicacoes-de-lula-em-2025)

  30. Miguel José Teixeira

    Efeito hamburger/bananinha!

    “O melhor acordo que podemos fazer é enviar uma carta. E a carta diz que você vai pagar 30%, 35%, 25%, 20%. Em um caso, 50%, o Brasil, porque o que eles estão fazendo com seu ex-presidente é vergonhoso. Eu conheço o ex-presidente. Ele lutou muito pelo povo do Brasil, isso eu posso dizer, e eu acredito que ele é um homem honesto. Eu acho que o que eles estão fazendo com ele é terrível”, declarou Trump na Casa Branca nesta 4ª feira (16.jul.2025).”
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/trump-volta-a-citar-bolsonaro-sobre-tarifas-ao-brasil/

  31. Miguel José Teixeira

    Efeito bolsonaro!

    “53% desaprovam e 43% aprovam governo Lula, diz Quaest”
    – Distância entre quem aprova e desaprova foi reduzida de 17 para 10 pontos percentuais de maio para julho…
    (Poder360, 16/07/25)

    Pesquisa da Quaest divulgada nesta 4ª feira (16.jul.2025) mostra uma recuperação da popularidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De maio para julho, caiu de 17 para 10 p.p. (pontos percentuais) a distância entre os eleitores que desaprovam (ainda maioria) para os que aprovam.

    Segundo a Quaest, hoje 53% desaprovam a gestão federal petista, contra 57% em maio. No caso dos que aprovam, a taxa oscilou positivamente de 40% para 43% nesses 2 meses. Essa melhora coincide com a campanha que o governo e o PT, partido de Lula, fizeram nas últimas semanas dizendo que é necessário taxar mais os ricos. Também houve outra iniciativa de marketing relevante do Palácio do Planalto, em defesa do que diz ser a soberania nacional contra a ameaça dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros.

    O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil, de 10 a 14 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/governo-lula-e-desaprovado-por-53-dos-brasileiros-diz-quaest/)

  32. Miguel José Teixeira

    “Não parece, mas Genial/Quaest é desastrosa para Lula”
    – “As pessoas responsabilizam Lula pela crise e a percepção da economia está na lona”, diz Leonardo Barreto.
    (Duda Teixeira, Crusoé, 16/07/25)

    Pesquisa Genial/Quaest (*) divulgada nesta quarta, 16, apontou um ligeiro aumento da aprovação do governo Lula, de 40% em março para 43% em julho. A desaprovação caiu de 57% para 53% no mesmo período.

    A melhora no cenário pode ser explicada pela reação presidencial ao tarifaço de Donald Trump.

    Mas outros dados da mesma pesquisa mostram que a situação não está nada fácil para o governo.

    “Essa pesquisa é muito ruim para o governo”, diz o cientista político Leonardo Barreto (**), colunista de Crusoé e sócio da ThinkPolicy (***).

    Quase 80% dos que responderam acham que as tarifas aos produtos brasileiros prejudicariam sua vida.

    Além disso, pela primeira vez, os brasileiros estão mais pessimistas que otimistas em relação ao futuro da economia.

    Em julho, 43% disseram que a economia tende a piorar nos próximos doze meses. Outros 35% afirmaram que irá melhorar.

    Em maio, o dado era invertido: 45% estavam otimistas e 30%, pessimistas.

    O desânimo é geral: 56% acham que está mais difícil conseguir emprego hoje que há um ano; 80% pensam que o poder de compra do brasileiro piorou em um ano.

    Lula e os bolsonaristas estão disputando entre si quem deve ser responsabilizado se as tarifas vierem mesmo a ser implementadas. Mas os eleitores tendem a culpar o governo federal quando percebem uma piora na condição de vida.

    Segundo a Genial/Quaest, cerca de 26% dos entrevistados atribuem o anúncio de tarifas por parte de Trump às falas de Lula durante encontro dos Brics. “Esse dado é horroroso para o governo. Lula é visto como a pessoa que provocou uma crise, a qual 80% dos brasileiros acham que será ruim”, diz Barreto.

    Na direção contrária
    As estratégias adotadas pelo governo petista sob a orientação de Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação do governo (Secom), foram reprovadas pela população:

    53% dos brasileiros são contra o discurso lulista que coloca ricos contra pobres, por achar que cria mais briga e polarização no país.
    79% acreditam que o conflito entre o governo e o Congresso mais atrapalha que ajuda o país.
    59% dos brasileiros não se sentem representados pela nova agenda do governo.

    “Em resumo: houve uma melhora tímida na aprovação, mas que continua em seus piores patamares. As pessoas responsabilizam Lula pela crise. A percepção da economia está na lona e, pela primeira vez, os eleitores estão mais pessimistas do que otimistas. Por fim, os brasileiros desaprovam a dinâmica de polarização, que é a base da comunicação do Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação do governo”, diz Leonardo Barreto.

    (*) “Pesquisa aponta como ‘tarifaço’ influenciou apoio a Lula e Bolsonaro.
    – A maioria dos entrevistados pela Quaest acha que Lula provocou Trump, mas avalia que o petista tem de retaliar o presidente americano.
    (+em: https://crusoe.com.br/diario/pesquisa-aponta-como-tarifaco-influenciou-apoio-a-lula-e-bolsonaro/)

    (**) https://crusoe.com.br/author/leonardobarreto/

    (***) https://thinkpolicy.com.br/

    (Fonte: https://crusoe.com.br/diario/nao-parece-mas-genial-quaest-e-desastrosa-para-lula/#google_vignette)

  33. Miguel José Teixeira

    “Campanha “ricos contra pobres” só serviu para atiçar base de Lula”
    – Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 16, indica que a apelação para aumentar impostos teve efeito localizado e é rejeitada pela maioria dos brasileiros.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 16/07/25)

    O governo Lula (à direita na foto) se animou com os resultados da perigosa campanha de “ricos contra pobres”, à qual apelou na esperança de justificar o aumento de impostos no Brasil. Mas pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 16, indica que a apelação teve efeito localizado e é rejeitada pela maioria dos brasileiros.

    O limite da campanha, que elegeu o Congresso Nacional como “inimigo do povo”, está sendo obscurecido pelo efeito do tarifaço de Donald Trump na popularidade de Lula, mas é importante destacá-lo, porque Lula não deve colher os louros do discurso nacionalista por muito tempo — o Lulômetro, medido por O Antagonista e Real Time Big Data já aponta nesta quarta oscilação negativa de dois pontos no quesito ótimo/bom em relação a segunda-feira, 14.

    “Justiça tributária”
    Antes de tudo, é preciso destacar que o discurso malicioso da “justiça tributária”, sacado apenas após o Congresso implicar com o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tem espaço para reverberar: 63% dos 2.004 ouvidos de 10 a 14 de julho disseram que o “governo deve aumentar imposto dos mais ricos para diminuir o dos mais pobres”.

    Além disso, 40% acham que a meta fiscal deveria ser cumprida aumentando arrecadação, contra 41% que preferem cortes de gastos, que o governo Lula se recusa a fazer desde o início da gestão, com receio de perder popularidade. Ou seja, aumentar a arrecadação não soa tão ruim assim — pelo menos até os brasileiros sentirem o aumento no próprio bolso.

    A prometida ampliação de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais por mês, que foi aprovada nesta quarta em comissão especial da Câmara dos Deputados, também tem o apoio da maioria (75%), assim como a “elevação da taxa de IR para os super-ricos” (60%).

    Essa segunda pauta, necessária para compensar o aumento da isenção, não tem garantia de aprovação no Congresso, contudo, e ameaça complicar ainda mais a saúde fiscal do perdulário governo Lula.

    Más notícias
    A primeira má notícia da pesquisa para Lula é que o malandro discurso de “justiça tributária” não chegou à maioria (56%) da população, mesmo com a robusta máquina de propaganda do governo, e 72% dos brasileiros não viram qualquer conteúdo que criticava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por supostamente apoiar os ricos.

    Uma quantidade ainda maior de pessoas (83%) não viu os vídeos feitos pelo governo com Inteligência Artificial para atacar o Congresso sob a mesma acusação dirigida a Motta — os lulistas viraram as baterias contra o parlamento quando começou a ameaça de derrubar o aumento do IOF.

    Talvez esses limites para reverberar a narrativa a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência tenha aberto uma nova licitação para a contratação de empresas para gerenciar a comunicação digital do governo Lula. A primeira megalicitação, avaliada em 197 milhões de reais, foi cancelada após O Antagonista apontar indícios de irregularidades no processo.

    Outra má notícia: para 59% dos consultados, o governo Lula deveria aceitar um acordo com o Congresso para pacificar a questão do IOF — e não é o que ocorreu na audiência de conciliação promovida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, e o caso ficou por ser definido pelo próprio STF.

    Pobres contra ricos
    Mas o pior para o governo Lula é que 53% dos questionados disseram que o discurso que coloca ricos contra pobres “não está certo, porque cria mais briga e polarização no país”. Apenas 39% acham o discurso certo, “porque chama atenção para os privilégios de alguns”.

    Além disso, apenas 34% se disseram representados pela nova agenda do governo, contra 59% que não se sentem contemplados pelo discurso do ressentimento. E 79% disseram que o conflito entre governo e Congresso mais atrapalha do que ajuda o país.

    Quando passar o furacão da tarifa adicional de Trump, é isso que vai restar do governo Lula, e provavelmente agravado pelas sequelas do enfrentamento com o caótico presidente americano.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/campanha-ricos-contra-pobres-so-serviu-para-aticar-base-de-lula/)

  34. Miguel José Teixeira

    “Fantasmas na Câmara”
    (Camila Mattoso, FSP, Brasília Hoje, 15/07/25)

    Três mulheres nomeadas como secretárias parlamentares no gabinete do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), mantinham rotinas incompatíveis com a atividade legislativa, mostra reportagem (*) da Folha.

    Uma assistente social e uma estudante de medicina que moram João Pessoa. Uma fisioterapeuta que reside em Brasília.

    A fisioterapeuta dá expediente em clínicas do Distrito Federal de segunda à quinta-feira. A estudante de medicina está matriculada em um curso integral e diurno, em João Pessoa. E a assistente social é lotada na prefeitura da capital paraibana, com carga horária de 30 horas semanais.

    A reportagem é dos repórteres Lucas Marchesini e Raphael Di Cunto. Após questionamentos pela Folha na última terça-feira (8), Motta demitiu duas das três servidoras e disse prezar pelo cumprimento rigoroso das obrigações dos funcionários.

    Procuradas, as funcionárias não deram detalhes sobre a suposta função exercida no gabinete.

    (*) “Hugo Motta emprega em gabinete da Câmara trio de funcionárias fantasmas”
    – OUTRO LADO: Presidente da Casa diz que preza pelo cumprimento rigoroso das obrigações de seus funcionários.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/hugo-motta-emprega-em-gabinete-da-camara-trio-de-funcionarias-fantasmas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    “Mapa do poder”
    O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber

    1 – O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados suspendeu, por 15 votos a 3, o mandato do deputado federal André Janones (Avante-MG), em função de uma discussão no plenário da Câmara durante discurso do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Os vídeos mostram agressões contra Janones, mas estas ficaram sem punição.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/camara-suspende-mandato-de-janones-por-entrevero-com-nikolas-ferreira.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    2 – Terminou sem acordo a reunião de conciliação entre Congresso e Governo mediada pelo ministro Alexandre de Moraes para tratar do Imposto sobre Operações Financeiras. O tema agora terá que ser encaminhado por meio de decisão judicial, e o governo espera que o Supremo vá eliminar apenas a tributação das operações de risco sacado, mantendo o aumento nas alíquotas do IOF.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/reuniao-no-stf-termina-sem-definicao-e-moraes-vai-decidir-sobre-validade-de-decreto-do-iof.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    3 – A prioridade do governo é reverter a sobretaxa de 50% anunciada por Trump para 1º de agosto antes que ela entre em vigor, disse hoje o vice-presidente Geraldo Alckmin após encontro com empresários. O Executivo não descarta, no entanto, pedir uma prorrogação desse prazo de vigência.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/alckmin-diz-que-pode-pedir-adiamento-de-sobretaxa-de-trump-e-industria-rejeita-retaliacao.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    Na Esplanada…
    Os cofres públicos abastecem uma entidade de direito privado, a CCHA (**), que chegou a pagar R$ 547 mil em um único mês do ano passado na forma de bônus a integrantes da Advocacia-Geral da União.

    (**) Os valores são pagos por meio do CCHA (Conselho Curador dos Honorários Advocatícios), uma entidade de natureza privada que já recebeu R$ 15,8 bilhões da União desde sua criação, segundo dados do Portal da Transparência.

    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/advogados-da-uniao-recebem-ate-r-547-mil-ao-mes-em-honorarios-sem-transparencia.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb#:~:text=Integrantes%20da%20AGU%20(Advocacia%2DGeral,defesa%20dos%20interesses%20da%20Uni%C3%A3o.)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

  35. Miguel José Teixeira

    “As falsas narrativas do governo Lula: ricos contra pobres”
    (Ives Gandra Martins (*), Diário do Poder, 15//07/25)

    Ao polarizar ainda mais a sociedade com seu discurso de ricos contra pobres, o governo Lula tenta desviar o foco de suas próprias falhas. As recentes manifestações do presidente, afirmando que defende os pobres contra os ricos, que o aumento do Imposto sobre Obrigações Financeiras (IOF) só atingiria os ricos e que ele é um defensor dos pobres, levantam uma questão que não tem nada a ver com a realidade. Qualquer tributação sobre as empresas implica prejuízo para os pobres, pois reflete no consumo.

    As empresas sobrevivem porque têm lucro. Ou seja, elas não resistem se não conseguirem gerar lucro, não só para remunerar seus acionistas, mas também para reinvestir e manter a competitividade no mercado.

    O presidente Lula, devido ao fracasso em cortar as contas públicas e não ter um plano efetivo para isso, quer aumentar a tributação que o Congresso rejeitou por esmagadora maioria. Com isso, ele busca dizer que o Congresso está defendendo os ricos e que ele defende os pobres.

    Tentar transferir a sua incapacidade de controlar as contas públicas para um falso problema — de que são os ricos que não o deixam administrar, enquanto ele faz estragos monumentais na administração, principalmente nas estatais, com a nomeação de seus amigos e gastos impensados — é evidente que é uma falácia, igual à pregação sempre fracassada do marxismo.

    Os marxistas é que sempre disseram que podiam ser ditadores na Romênia, na Polônia, em todos os países da União Soviética, porque estavam defendendo o povo, os pobres, enquanto arruinavam os países.

    Todos os países, naquela época, que eram conservadores, progrediram. E todos os que “defendiam o pobre” através de ditaduras, na época da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, não tiveram progresso e caíram. Basta dizer que voltaram a progredir a partir da queda do Muro de Berlim.

    Então, me parece que essa falsa colocação, não dignifica o presidente Lula — que foi um presidente pragmático nos dois primeiros mandatos e agora virou um presidente ideológico —, de considerar que o seu fracasso na administração das contas públicas, que leva o presidente do Banco Central por ele nomeado a manter juros elevados para corrigir e conter a inflação que ele não consegue controlar com seu frágil arcabouço fiscal, se deveaos ricos, que não querem aumento de tributação. Isso é uma farsa.

    Tenho a sensação de que, se o presidente Lula continuar assim, estando com dois anos e meio de seu governo sem um plano de recuperação das contas públicas, a não ser aumentando o endividamento e a tributação, tornará ainda mais sofrida a vida do povo brasileiro.

    Se ele não quiser fazer a lição de casa, de cortar efetivamente os gastos, de fazer a política fiscal como Gabriel Galípolo está fazendo a política monetária, para tentar conter a inflação que o presidente Lula não controla, é evidente que seu governo continuará numa queda monumental da avaliação junto à opinião pública, em que a rejeição já é muito maior do que a aprovação.

    Discursos como esse, de que ele realmente defende os pobres e que são os ricos que não querem aumento de tributos para que ele possa auxiliá-los, o povo não aceita mais. Isso também porque os cidadãos ainda têm as redes sociais para se comunicarem, e qualquer um, por mais simples que seja, pode ter acesso às informações corretas. O povo tem percepção do que está acontecendo no Brasil.

    Pessoalmente, mesmo não tendo votado no presidente Lula, gostaria que o governo desse certo, pois todo brasileiro prefere mais que seu país progrida do que ser favorável a uma ou outra corrente que esteja no Poder. Vejo que ele, entretanto, está mais preocupado em ganhar as eleições do que com o Brasil.

    Por essa razão, ele faz questão de dizer que defende os pobres contra os ricos que não querem aumento de tributos. Vale destacar, mais uma vez, que tais tributos, ao incidir sobre as operações de todas as empresas, repercutiriam, necessariamente, nos preços de todos os produtos.

    Tomara que o presidente Lula perceba, neste último ano e meio de governo que ainda tem, que a função de um presidente é governar o país para um bem futuro, mesmo com medidas amargas, e não procurar, com histórias e narrativas, mostrar realidades que, efetivamente, não existem.

    (*) Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/opiniao/as-falsas-narrativas-do-governo-lula-ricos-contra-pobres)

  36. Miguel José Teixeira

    Não satisfeitos em tirá-lo da cadeia e colocá-lo na presidência da RepúPoder360, 15/07/25)blica, os bolsonaro querem garantir sua reeleição antecipadamente!

    “AtlasIntel: 50,3% desaprovam e 49,9% aprovam Lula”
    – As taxas estão empatadas na margem de erro da pesquisa, que é de 2 p.p.; a aprovação oscilou 2,6 p.p. para cima desde o final de junho…
    (Poder360, 15/07/25)

    Pesquisa divulgada pela AtlasIntel nesta 3ª feira (15.jul.2025) mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50,3% dos brasileiros. A taxa negativa oscilou 1,5 ponto percentual para baixo, dentro da margem de erro (2 p.p.), desde a última pesquisa, realizada no final de junho. No mesmo período, o percentual daqueles que dizem aprovar o governo variou 2,6 pontos percentuais para cima e foi de 47,3% para 49,9%.
    . . .
    A pesquisa foi realizada por Latam Pulse, Bloomberg e AtlasIntel. Os dados foram coletados de 11 a 13 de julho de 2025. Foram entrevistadas, via questionários on-line, 2.841 pessoas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/atlasintel-503-desaprovam-o-governo-lula/)

  37. Miguel José Teixeira

    “Pressões de Trump não vão barrar o julgamento de Bolsonaro no Supremo”
    – Ontem, o ex-presidente Bolsonaro recorreu, mais uma vez, à retórica de autovitimização. Em postagens nas redes sociais, denunciou um suposto “sistema podre” de perseguição e ameaças à sua vida.
    (Luiz Carlos Azedo, Nas Entrelinhas, Correio Braziliense, 15/07/25)

    As tentativas de o ex-presidente norte-americano Donald Trump interferir nos assuntos internos do Brasil, por meio de declarações e medidas retaliatórias, como a imposição de tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, não vão desviar, muito menos interromper, o curso das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro e, sobretudo, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Apesar da grave crise diplomática e comercial provocada pela decisão de Trump, essas pressões não anulam os fundamentos constitucionais e jurídicos que orientam as decisões do Supremo. O processo contra Bolsonaro segue em conformidade com o devido processo legal, baseado em provas materiais, delações homologadas e evidências documentadas, como a famosa “minuta do golpe”, que ontem foi objeto de nova confirmação do ex-ajudante de ordens

    O militar foi chamado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para depor como testemunha de acusação dos réus dos núcleos 2, 3 e 4 do processo sobre a trama golpista ocorrida no governo de Jair Bolsonaro. Por ter assinado acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF), o militar responde ao processo em liberdade, mas é obrigado a prestar os esclarecimentos. A partir de hoje, começam a depor as testemunhas indicadas pelos réus que fazem parte dos três núcleos. Os depoimentos devem seguir até o dia 23 de julho.

    No mês passado, o STF realizou os depoimentos das testemunhas do núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. A Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais na ação penal que investiga o chamado “núcleo do golpe”, confirma a existência de articulações concretas para subverter o resultado das eleições de 2022. A delação do tenente-coronel Mauro Cid foi fulcral nesse contexto.

    Segundo Cid, o ex-presidente teve acesso direto ao documento que propunha a decretação de estado de sítio, novas eleições e a prisão de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes. Essas revelações, somadas aos depoimentos de testemunhas sobre ações direcionadas da PRF durante o pleito e a produção de dossiês com viés político dentro do Ministério da Justiça, configuram uma trama organizada e hierarquizada.

    Em sintonia com Trump e a extrema-direita global, Bolsonaro tenta deslegitimar as instituições democráticas do país e transferir a narrativa de julgamento do debate jurídico para o campo de disputa ideológica, ao se fazer de vítima de um complô entre STF, a imprensa e as lideranças políticas de esquerda. Sustenta que sua provável condenação será o prenúncio da repressão ao “cidadão comum”. Com isso, reforça a narrativa de sua base mais radicalizada e procura desviar o foco dos fatos pelos quais é julgado.

    Estado democrático

    O julgamento em curso no STF tem respaldo constitucional e vem observando as garantias do contraditório e da ampla defesa. Ontem, o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, reiterou que o tribunal age com transparência, realiza sessões públicas, admite a participação da imprensa e assegura o acompanhamento por advogados. O ministro também refutou as acusações de censura às redes sociais.

    Barroso afirmou que as decisões da Corte sobre as redes sociais protegem a liberdade de expressão e são moderadas, se comparadas a modelos como o europeu. Argumentou também que, ao associar os julgamentos no Brasil a uma “ditadura judicial”, Trump revela uma visão de mundo pautada pelo seu próprio autoritarismo e desconhece a realidade política brasileira, que vive em regime democrático pleno.

    Trump alegou perseguição a bolsonaristas residentes nos EUA e a empresas americanas por decisões do STF, para extrapolar os limites da diplomacia e exportar sua agenda protecionista e conspiratória. O posicionamento dos ministros do STF diante dos ataques de Trump, associado à manifestação diplomática do governo brasileiro, mostra firmeza e maturidade institucional. A defesa da soberania nacional exige que as instituições funcionem de forma autônoma e que os crimes contra o Estado democrático de direito sejam julgados com isenção.

    Segundo o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, vivemos um momento inédito de resistência democrática, em que a defesa dos preceitos constitucionais se tornou um imperativo civilizatório. As investigações demonstraram que a escalada golpista liderada por Bolsonaro não se restringiu a discursos inflamados. Envolveu setores das Forças Armadas, agentes públicos, tentativas de manipulação da opinião pública e o uso indevido de estruturas estatais. A PRF agiu seletivamente no segundo turno das eleições. Órgãos de inteligência do Ministério da Justiça foram usados para levantar dados contra adversários.

    Tudo isso está sendo cuidadosamente apurado em ações penais abertas e instruídas de acordo com os ritos processuais. Por essa razão, as pressões externas — ainda que muito ameaçadoras — não devem interromper, retardar ou deslegitimar o julgamento de Jair Bolsonaro e seus aliados. O que está em jogo é mais do que a punição de indivíduos: trata-se da proteção do Estado democrático de direito. O Brasil tem o dever, perante sua Constituição e a comunidade internacional, de demonstrar que as instituições são capazes de reagir a ataques à ordem democrática de forma legal, pacífica e institucional. Embora muito pressionada, nossa democracia é resiliente.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/pressoes-de-trump-nao-vao-barrar-o-julgamento-de-bolsonaro-no-supremo/)

  38. Miguel José Teixeira

    Potiguarmente, potiguar. . .

    “Bilu, muito prazer”

    Apressado, deputado potiguar desceu no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, e disse logo o destino ao taxista:
    – “⁠Por favor, Hotel Zero Quilômetro”.
    O motorista retrucou:
    – “não tem esse hotel, aqui, senhor”. “
    Tem, sim, senhor. É em frente ao Hotel Ambassador”, insistiu o político.
    – “Ah, na Senador Dantas?”, perguntou o chofer.
    – “⁠Não, senhor. Sou deputado Antônio Bilu, de Natal. Muito prazer”.

    (Poder sem pudor, Coluna CH, DP, 15/07/25)

    Já ouvi falar, e muito, em Motel OK. . .
    E você já ouviu falar em Motel Zero Quilômetro?

  39. Miguel José Teixeira

    Pergunta na filosofia
    (Coluna CH, DP, 15/017/25)

    Existe reciprocidade entre desiguais?

    Filosofando à Matutildo. . .
    Sim! Inversamente proporcionais. . .

  40. Miguel José Teixeira

    Será que o assunto já foi consolidado no “gilmarpalooza”?

    “Invenção”
    É hoje (15) a reunião de conciliação, coisa que nem está prevista na Constituição Federal, no STF sobre a crise dos decretos do IOF. A chance de sair acordo entre governo e Congresso é perto de zero.
    (Coluna CH, DP, 15/07/25)

    Periga!

  41. Miguel José Teixeira

    EsbanJANJAndo aLULAdo, a saga!

    “Despesas do governo Lula (PT) com viagens em 2025 dispararam para R$764,5 milhões, até sexta (11). Segundo o Portal da Transparência, a administração petista torrou quase R$100 milhões em duas semanas, entre 27 de junho e 11 de julho. É o maior ritmo de gastos com passagens e – principalmente –diárias desde 2024, quando o governo gastou o maior valor da História com viagens: R$2,36 bilhões.
    (Coluna CH, DP, 15/07/25)

    Haja, haddad, para não perder seu título de taxxad!

  42. Miguel José Teixeira

    Segundo o Cláudio Humberto. . .

    “O Palácio do Planalto acredita que a opinião pública mudou suficiente para desenterrar a ideia de ‘regulamentar’ redes sociais, abrindo caminho para a censura nas redes sociais, onde a oposição nada de braçadas. Marqueteiros petistas querem surfar a “onda nacionalista” oriunda da indignação pela tarifa de 50% de Donald Trump sobre produtos brasileiros e tentam vender a lorota de que os alvos do projeto serão apenas as big techs, empresas donas das redes sociais nos EUA, e não o cidadão brasileiro.”
    (Coluna CH, DP, 15/07/25)

    K entre nós. . .
    Nessa inútil batalha entre o “nós” (que não somos nós) e “eles” (que para nós são todos os que não são nós) quem sairá perdendo, realmente, seremos nós!

  43. Miguel José Teixeira

    Síntese: a quadrilha do bolsonaro ressuscitou a quadrilha do lula!

    “O patriotismo e a canalhice”
    – Nada justifica uma intervenção de Trump: chantagem barata na forma e cara nas consequências.
    (Merval Pereira, O Globo, 15/07/25)

    É temerário afirmar em política que fulano está perdido ou que beltrano não tem mais chance de recuperar a popularidade. Faltando pouco mais de um ano para as eleições presidenciais, é difícil prever quem vencerá, ou até quais serão as alianças políticas. Mas o momento político não é nada bom para fulano e ajuda beltrano a se recuperar. No caso, fulano pode ser o ex-presidente Bolsonaro ou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Beltrano é, sem dúvida, Lula, que até há pouco tempo estava no desvio e hoje voltou à trilha principal.

    Erros políticos crassos como os cometidos por Bolsonaro e seus filhos são previsíveis, mas reforçam a ideia de que são arrivistas políticos e se meteram em enrascada na tentativa de escalar alturas não compatíveis com seus talentos. Unir-se a Trump é uma jogada abusada, que foi além de suas capacidades. Intuir que a intervenção dele seria capaz de dobrar a espinha institucional brasileira, um erro crucial.

    Não se trata de patriotada afirmar que a soberania nacional foi afrontada, mesmo que não se concorde com a política externa de viés esquerdista do governo brasileiro. A de viés direitista de Bolsonaro também merecia críticas contundentes, pois nos transformou em párias por vontade própria. Nada, porém, justifica uma intervenção de Trump: chantagem barata na forma e cara nas consequências.

    Não falar em soberania num caso como esse seria alienação indesculpável. Como já disse Samuel Johnson, pensador inglês do século XVIII, “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. Johnson se referia aos canalhas que se valem do sentimento nobre do patriotismo para tirar proveito político. Foi assim com Bolsonaro, que se enrolou na camisa amarela da seleção brasileira para vender seu pretenso patriotismo. Agora, os petistas são acusados de se aproveitar do patriotismo para revigorar a popularidade de Lula, que estava em baixa. Pode ser que o uso político como mote de campanha seja um tiro no pé do próprio Lula, dependendo do abuso do sentimento.

    Mas a decisão de Trump de ligar as sanções econômicas ao bolsonarismo, aceita no primeiro momento como grande trunfo pelos bolsonaristas, acabou se revelando um tiro pela culatra. A não ser o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que vive numa realidade paralela nos Estados Unidos, ninguém pode dizer que deu certo. Não há possibilidade de achar que ajudou Bolsonaro de alguma maneira; pelo contrário, ajudou Lula e os adversários do bolsonarismo.

    O erro de avaliação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi brutal. Ele terá de fazer muita força para recuperar a condição de candidato viável à Presidência no ano que vem. A reação dele foi absurda, pois prejudicou sua condição de se candidatar à Presidência e até a governador de São Paulo, pois o principal atingido pelas sanções é o estado que governa. A avaliação distorcida dos Bolsonaros de que Trump poderia interferir no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) foi um erro crasso, primário, de avaliação política.

    Até o projeto de anistia que está no Congresso morreu. Seria um ato de submissão vergonhoso a uma intervenção estrangeira. Trump usa sanções financeiras com objetivos políticos, seja como reação à existência do Brics, aproveitando-se do pretexto do julgamento de Bolsonaro, seja na pressão contra a Rússia para pôr fim à guerra com a Ucrânia. Mesmo que o objetivo final seja elogiável, como no caso da guerra, o uso e abuso da força econômica dos Estados Unidos transforma-se em instrumento de desequilíbrio internacional perigoso para todos.

    (Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/merval-pereira/coluna/2025/07/o-patriotismo-e-a-canalhice.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)

    Matutando bem. . .
    Se “nós”, é dito pelos membros da quadrilha do lula, então “eles” são os membros e quadrilha do bolsonaro e se “nós”, é dito pelos membros da quadrilha do bolsonaro, então “eles” são os membros da quadrilha do lula, então, quem somos “nós” que não concordamos com nenhuma das duas quadrilhas?

  44. Miguel José Teixeira

    Que tal o mesmo período que ele ficou parasitando em cargos eletivos?

    “PGR pede condenação de Bolsonaro por trama golpista a mais de 40 anos de prisão”
    (Wilson Lima, O Antagonista, 15/07/25)

    Em suas alegações finais, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta segunda-feira, 14, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma trama golpista para permanecer no poder no final de 2022. As penas podem superar os 40 anos de prisão.

    Gonet voltou a pedir que Bolsonaro seja condenado pelos crimes de organização criminosa (pena de 3 a 8 anos que pode ser aumentada para 17 anos com agravantes citados na denúncia), golpe de Estado (4 a 12 anos), tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos), depredação do patrimônio tombado (1 a 3 anos) e dano qualificado (6 meses a 3 anos).

    O procurador-geral da República também reforçou os pedidos de condenação dos outros integrantes do chamado “núcleo crucial” da trama golpista pelos crimes. Entre os nomes, estão o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno; o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid; o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.

    Além da condenação dos denunciados, a PGR pede que seja fixado valor mínimo para reparação dos danos.

    Para Gonet, a tentativa de golpe não se consumou “pela fidelidade do Exército – não obstante o desvirtuamento de alguns dos seus integrantes – e da Aeronáutica à força normativa da Constituição democrática em vigor”.

    A peça ressalta que o grupo, “liderado por Jair Messias Bolsonaro e composto por figuras-chave do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência, desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e minar o livre exercício dos demais Poderes constitucionais, especialmente do Poder Judiciário”.

    Segundo o procurador-geral da República, os investigadores obtiveram várias provas porque “a organização criminosa fez questão de documentar quase todas as fases de sua empreitada”.

    O prazo para a manifestação na fase final da instrução encerrou no sábado. Mas, como a data caiu em um final de semana, processualmente vale o primeiro dia útil. Agora, com a manifestação de Gonet, as demais partes terão 15 dias para ser manifestar sobre o caso. A expectativa é que o julgamento de Jair Bolsonaro e do núcleo crucial ocorra entre o final de agosto e início de setembro.

    As alegações finais representam a última etapa antes do julgamento em que acusação e defesa expõem seus argumentos e analisam as provas e os fatos reunidos durante a fase de instrução do processo.

    Apesar da crise diplomática envolvendo o Brasil e os Estados Unidos, e as pressões do clã Bolsonaro para interferir na ação penal, a taxação de Donald Trump não entrou no contexto das alegações finais da PGR.

    Na visão de integrantes da Procuradoria, esses fatos serão alvo de outras investigações mirando especificamente o filho do ex-presidente Eduardo Bolsonaro, que está desde o ano passado nos Estados Unidos.

    Os malucos de Jair Bolsonaro
    Durante a fase de instrução, Jair Bolsonaro classificou como “malucos” os defensores de uma intervenção militar no país. “É [caso de] internar quem tivesse com uma intenção dessa natureza”.

    O ex-presidente tentou ao máximo fugir da responsabilidade pela trama golpista. “Da minha parte, nunca se falou em golpe. Golpe é abominável. O golpe até seria fácil começar. O afterday é imprevisível e danoso para todo mundo. O Brasil não poderia passar por uma experiência dessa. Não foi sequer cogitada essa hipótese de golpe no meu governo”, chegou a afirmar na época em depoimento ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/pgr-pede-condenacao-de-bolsonaro-por-trama-golpista/)

    . . .e, à cada pio do trump em pról do capitão zero zero, acrescente-se mais uma década à sentença!

  45. Miguel José Teixeira

    “Dinheiro”
    (Camila MATTOSO, bRASÍLIA hOJE, fsp, 14/07/25)

    Continua a corrida política em torno do tarifaço de Trump, agora com foco nos empresários.

    Emissários do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas convidaram representantes do setor produtivo para reuniões de discussão das tarifas, ambas nesta terça-feira (15).

    A reunião convocada pelo governo federal será às 15h, em Brasília, e terá a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin. Já o encontro do governo paulista ocorrerá às 9h, no Palácio dos Bandeirantes, e foi organizado com a ajuda do ex-presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

    Além das consequências econômicas das tarifas, a situação carrega também um forte componente político: ambos os lados buscam se posicionar como negociadores que resolverão o impasse. (Além disso, o governador Tarcísio de Freitas também luta contra o desgaste gerado por seu endosso ao presidente americano Donald Trump.)

    Na quinta-feira passada, o presidente Lula anunciou a intenção de criar um comitê com empresários antes de partir para as negociações com o governo americano. Ele também avisou a ministros que quer se reunir pessoalmente com representantes do setor produtivo.

    Na sexta, o governador Tarcísio se encontrou, em Brasília, com o encarregado de negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar. O enviado pode comparecer ao encontro de amanhã no Palácio dos Bandeirantes.

    Mapa do poder
    O que acontece nos poderes em Brasília e você precisa saber

    1 – A ideia de usar a anistia a Bolsonaro como meio de debelar a sobretaxa de Trump é rejeitada mesmo entre deputados do centrão que defendem a proposta. A percepção na Câmara é de que as pautas andam separadas e de que a ameaça vinda dos EUA só atrasa a votação do projeto.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/camara-resiste-a-pressao-bolsonarista-por-anistia-em-troca-do-fim-do-tarifaco.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    2 – O presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, rebateu Donald Trump em carta aberta publicada na noite de ontem. No texto, ele afirma que “diferentes visões de mundo […] não dão a ninguém o direito de torcer a verdade” e que as sanções ao Brasil decorrem de “compreensão imprecisa dos fatos”.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/barroso-rebate-trump-em-carta-e-diz-que-sancoes-sao-fundadas-em-compreensao-imprecisa-dos-fatos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    3 – O governo não levará ao Supremo uma proposta alternativa ao decreto do IOF e defenderá a medida da maneira como ela foi editada, em junho, disse nesta tarde o ministro Rui Costa, da Casa Civil. Há uma audiência de conciliação marcada pelo ministro Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (15).
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/07/barroso-rebate-trump-em-carta-e-diz-que-sancoes-sao-fundadas-em-compreensao-imprecisa-dos-fatos.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    Na Esplanada…
    A Caixa projeta chegar ao fim de 2025 com R$ 250 bilhões em crédito habitacional –12% a mais do que no ano passado. O presidente do banco, Carlos Vieira, disse à Folha que a nova linha para reformas residenciais terá juro menor e afirmou que os planos de criação de uma bet da Caixa incluem “acompanhamento de comportamento social”.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/caixa-deve-injetar-mais-r-138-bi-no-credito-imobiliario-em-2025-diz-presidente.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsbsb)

    (Texto recebido pelo correio eletrônico)

  46. Miguel José Teixeira

    “Chegou o Lulômetro!”
    – Uma ferramenta prática para monitorar a popularidade de Lula.
    (Redação O Antagonista, 14/07/285)

    Agora você vai poder checar todos os dias a avaliação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, feita pela população brasileira.

    O portal O Antagonista e a Real Time Big Data, conhecidos pela agilidade e pela confiabilidade na exposição objetiva dos fatos, lançam nesta segunda-feira, 14 de julho de 2025, essa ferramenta prática de monitoramento da popularidade presidencial, dentro de um projeto ainda maior de parceria.

    Com gráficos e dados estruturados, resultantes de pesquisas de opinião diárias realizadas pela Real Time Big Data, o Lulômetro ficará exposto na página principal de O Antagonista, onde será atualizado a cada 24h para a sua consulta frequente sobre os índices de “ótimo/bom”, “regular”, “ruim/péssimo” e “não sabe/não respondeu”.

    Esse termômetro do desempenho de Lula, aberto para o público, é apenas uma das ferramentas incluídas no projeto Oráculo, uma plataforma premium exclusiva que apresenta levantamentos completos de dados, notícias e análises do cenário político nacional e internacional com abordagens e recortes sócio-econômico-culturais.

    Oráculo (*)
    O Oráculo oferece um panorama geral do Brasil e do exterior, bem como dos rumos e tendências dos acontecimentos, reforçando pontos relevantes e estratégicos para o mundo dos negócios, de modo direcionado para consultores, líderes e gestores de grandes empresas, mediante assinatura, com entregas em texto, áudio e vídeo.

    O Lulômetro, portanto, é a vitrine do Oráculo, onde o jornalismo de O Antagonista aprofunda os diagnósticos da realidade e detalha as projeções necessárias para a tomada de decisões, a partir de relatórios e estudos da Real Time Big Data sobre diversos personagens, segmentos, episódios e temas de interesse público e corporativo.

    Participe você também dessas novidades, para não ser pego de surpresa pelos fatos.

    Acompanhe o Lulômetro em oantagonista.com.br e saiba mais sobre o Oráculo.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/chegou-o-lulometro/)

    (*) https://lp.oantagonista.com.br/oraculo

  47. Miguel José Teixeira

    De hora em hora, a “coisa” piora!

    A segunda pesquisa trimestral da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) traz números desoladores para a economia guiada por Fernando Haddad (Fazenda). Com a sanha arrecadatória de Taxxad, sobra pouco otimismo para os brasileiros: 71% dos entrevistados consideram que os impostos vão aumentar. É o pior índice da série histórica. Os que acham que vão diminuir somam 7%, a menor taxa.
    (Coluna CH, DP, 14/07/25)

    A sorte grande da corja vermelha é a atuação da quadrilha do bolsonaro, que ofusca o desastre da quadrilha do lula!!

  48. Miguel José Teixeira

    Jogando gasolina na inútil fogueira do “nós” contra “eles”:

    “Pela culatra”
    Deu ruim o plano do PT, que acionou o ‘gabinete do ódio’ e mobilizou influenciadores com a campanha “Defenda o Brasil”. Foi um fiasco e as redes sociais subiram a hashtag “Defenda o Brasil do PT’.

    “Ninguém liga”
    Irritou Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deboche de Lula com a ida dele aos Estados Unidos. O deputado rebateu, “sem Moraes Lula seria apenas isso daí, um bêbado da rua cujas opiniões ninguém se importa”.

    (Coluna CH, DP, 13/07/25)

  49. Miguel José Teixeira

    Mas bah, tchê! Usando nossa desgraça como desculpa!

    “Não é comigo”
    Assim como faz o chefe Lula, Camilo Santana (Educação) terceirizou a culpa pelo MEC não atingir a meta de alfabetização infantil. O ministro inovou, resolveu responsabilizar as enchentes do Rio Grande do Sul.

    Para Pedro…
    https://www.youtube.com/watch?v=qVMl89SuyxE

  50. Miguel José Teixeira

    Assegurando a eficácia da teoria econômica do lula decaído: esbanJANJAndo aLULAdo!

    . . .”Existem apenas 4.325 cartões no governo, entretanto cada um gasta cerca de R$12,5 mil por mês, mais de oito vezes o salário-mínimo.”. . .

    “Cartões do governo: R$56 milhões em seis meses”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 13/07/25)

    Os cartões de pagamento do governo Lula (PT), os tais “cartões corporativos”, já tomaram mais de R$56 milhões dos pagadores de impostos apenas no primeiro semestre do ano. O Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, é o órgão que mais gastou com cartões corporativos em 2025; R$15,3 milhões, seguido pela Presidência da República, que torrou R$12 milhões com só 11 portadores de cartões.

    Bolada misteriosa
    Um cartão da Presidência de Lula pagou uma só conta de R$252 mil em julho. Detalhes estão protegidos sob sigilo.

    Tudo em segredo
    No mês passado, uma outra conta de cartão da Presidência da República custou R$189 mil aos pagadores de impostos.

    Média estratosférica
    Existem apenas 4.325 cartões no governo, entretanto cada um gasta cerca de R$12,5 mil por mês, mais de oito vezes o salário-mínimo.

    Tem mais
    A conta não inclui R$216,3 milhões dos cartões da Defesa Civil, usados em respostas a emergências promovidas por governos estaduais.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/cartoes-do-governo-r56-milhoes-em-seis-meses)

  51. Miguel José Teixeira

    “Livro infantil transborda coragem ao falar de alcoolismo com crianças”
    – ‘A Garrafa do Papai’ se equilibra entre a contundência e o cuidado ao levar esse tema para o público mais jovem.
    (Bruno Molinero, Era Outra Vez, FSP, 12/07/25)

    Publicar um livro para crianças e jovens no Brasil é, por si só, um ato de coragem. Os desafios são muitos, da queda nas vendas ao encarecimento do papel, do baixo número de leitores à im

    obilidade do governo. Mas não é nenhuma contradição dizer também que muitas vezes falta coragem à literatura infantojuvenil. Escritores, ilustradores, editores, livreiros, professores e pais não pensam duas vezes antes de correr para o aconchego de temas batidos, linguagens desgastadas, fórmulas já testadas, ilustrações já vistas, histórias que não coçam nem arranham. Se os tempos são difíceis, o risco é sempre o mínimo. E quem sai perdendo é própria a literatura —e a criança.

    (Sim, é óbvio que existem valentes exceções espalhadas por aí, sobretudo fora do eixo Pinheiros-Leblon, muitas delas discutidas neste espaço).

    Por isso, é bom prestar atenção quando um livro como “A Garrafa do Papai” é publicado. Recém-lançada no Brasil pela editora Piu, a obra da dupla polonesa Artur Gebka e Agata Dudek transborda coragem ao colocar a mão no vespeiro e levar para o público infantojuvenil um tema que é constantemente jogado para baixo do tapete, não interessa a faixa etária: o alcoolismo.

    Só que Gebka e Dudek não criam uma história travestida de cartilha do Proerd, o controverso Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, que leva policiais para dentro das salas de aulas. Longe do moralismo barato, os autores buscam se manter sempre no caminho da ficção e do simbólico, mas sem jamais tirar do horizonte os efeitos nocivos do uso descontrolado de álcool.

    No livro, tudo gira em torno de uma garrafa que chega de repente à casa de uma família. Logo de cara, o menino já não gosta dela. Primeiro, por causa do cheiro azedo. Depois, porque a garrafa passa a ocupar justo o lugar da sala onde o garoto mais gosta de brincar. Quando pergunta para a mãe por que o objeto está ali, ela só responde: “Ignore a presença dela”.

    Mas isso fica cada vez mais difícil. A garrafa passa a prender a atenção do pai e, a cada dia, aumenta um pouco de tamanho —a ponto de atingir a altura de um ser humano, continuar crescendo e invadir a casa dos vizinhos. À medida que se agiganta, a cor verde do vidro vai tomando conta das páginas e manchando também a área onde fica o texto. Até que, de tão grande, a garrafa se transforma na própria casa do pai, que começa a viver dentro dela.

    Entre os olhares tortos dos vizinhos, o sofrimento da mãe e a preocupação do filho, os leitores passam a acompanhar a jornada para tirar o pai de dentro daquela prisão. Não vou contar o final, mas é importante dizer que só a ajuda de um profissional especializado em garrafas gigantes pode ajudar o homem.

    E aí está o grande acerto de “A Garrafa do Papai”. Por um lado, o livro não se afasta do campo do simbólico e evita se converter num panfleto catequizador ou num informe técnico sobre saúde pública. Apesar da seriedade das questões tratadas, a narrativa desliza firme pelo campo escorregadio da literatura, da linguagem e da ambiguidade.

    Ao mesmo tempo, porém, os autores resistem à tentação de abrir demais as possibilidades de leitura. São incontáveis os livros que apresentam histórias nas quais um objeto ou um ser misterioso surge de repente, desestabilizando a ordem e transformando os personagens. Chega a ser um clichê. Mas, ao escolher a garrafa como metáfora, Gebka e Dudek restringem as interpretações e colocam o alcoolismo no centro do palco, diante de uma plateia formada majoritariamente por pais, professores, crianças e jovens.

    Não é que a literatura precise servir para qualquer coisa nem ter objetivos instrumentais —aliás, é o contrário. Mas ela tampouco deveria estar desconectada do seu tempo e do mundo que nos cerca. Afinal, não custa lembrar que vivemos num país onde o consumo de álcool aumentou em todas as faixas etárias de 2006 a 2023, segundo dados do Ministério da Saúde. Além disso, de acordo com pesquisa do IBGE, o número de adolescentes que experimentam álcool no Brasil cresceu de 52,9% para 63,2% entre 2012 e 2019.

    A Garrafa do Papai
    Preço R$ 63 (64 págs.)
    Autoria Artur Gebka e Agata Dudek
    Editora Piu
    Tradução Olga Baginska-Shinzato

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/era-outra-vez/2025/07/livro-infantil-transborda-coragem-ao-falar-de-alcoolismo-com-criancas.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  52. Miguel José Teixeira

    “Um livro para quem gosta de livros”
    – Obra de Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, combina memórias com ensaios sobre ofício de editor.
    (Hélio Schwartsman, FSP, 12/07/25)

    “O Primeiro Leitor”, de Luiz Schwarcz, é um livro para quem gosta de livros. A obra combina ensaios sobre o ofício de editor com memórias de alguém que percorreu com grande sucesso essa trajetória profissional. Luiz é fundador e principal executivo da Companhia das Letras.

    O autor resolve essa duplicidade temática de modo salomônico. Os capítulos ímpares trazem a parte ensaística, e os pares, a memorial. O subtítulo que Luiz deu ao livro tem algo de síntese dialética: ensaio de memória.

    Gostei particularmente dos ensaios, mas confesso que foram as memórias que li com maior avidez. É que os capítulos ímpares trazem as reflexões mais sérias, não só sobre edição de livros mas também sobre leitura. O editor, afinal, é, como diz o título, o primeiro leitor.

    Nos pares, temos relatos da convivência de Luiz com personalidades do mundo das letras, brasileiras, como Rubem Fonseca e Jô Soares, e estrangeiras, como Susan Sontag, Amos Oz e José Saramago.

    Sim, é nos pares que estão as fofocas literárias, mas elas integram memórias que, embora não sejam (esperemos) peças de ficção, funcionam um pouco como um Bildungsroman, que nos faz entender a formação de Luiz como editor, autor e indivíduo.

    Nos ensaios, Luiz explora um pouco de tudo. Há reflexões sobre abertura de romances, tema que parece fascinar todos os leitores, mas também sobre finais e miolos, que tendem a ficar mais esquecidos. Ele também discute o poder quase censório exercido por editores quando recusam, às vezes sem ler, um original. Nem o cheiro, a coloração e a porosidade do papel do livro são esquecidos.

    Num âmbito já mais filosófico, descobri que partilho com Luiz uma espécie de fascínio pelo acaso. Ambos reconhecemos e aceitamos que o acaso desempenha sobre nossas vidas um papel muito mais relevante do que aquele que a evolução darwiniana nos preparou para admitir.

    “O Primeiro Leitor” é um daqueles livros que nos faz examinar e reexaminar várias ideias ao mesmo tempo, o que é sempre uma ótima experiência de leitura.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2025/07/um-livro-para-quem-gosta-de-livros.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  53. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .
    Definitivamente, o gigi meme está supremamente correto: “Gênio precisa voltar para a garrafa”.
    Mas. . .quem poderia executar esta tarefa está “deitado em berço esplêndido”!

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