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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLX

As viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, deveriam ser normais e necessárias. Entretanto a sua mulher Janja (Rosângela) da Silva, os exageros, à falta de resultados práticos e principalmente, as contradições ao senso da transparência e democrático, as transformam como desperdício de dinheiro e oportunidades, além de desconfianças e desgastes bem refletidos nas pesquisas (by Herculano).

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50 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLX”

  1. Miguel José Teixeira

    “Estaleiro de Santa Catarina inicia produção de iate que custa R$ 72 milhões”
    (Eduardo Sodré, FSP, 09/06/25)

    . . .
    O estaleiro de Santa Catarina está no meio de um ciclo de R$ 250 milhões em investimentos, que se encerra em 2028. Até lá, a empresa pretende passar de 20 para 50 unidades produzidas por ano. No momento, a estrela da companhia é o FY 1000, que custa a partir de R$ 72 milhões.
    . . .
    A embarcação de alto luxo tem cinco suítes e 32 metros de comprimento. São 110 toneladas sobre as águas, impulsionadas por dois motores a diesel que, somados, pesam cerca de 7.000 quilos. O tanque de combustível tem capacidade para 9.000 litros.

    Duas unidades do iate FY 1000 foram encomendadas logo no lançamento, realizado em maio. A primeira será entregue até o fim deste ano, e a segunda deve ser concluída em 2026. Os nomes dos compradores não foram divulgados.
    . . .
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/eduardosodre/2025/06/estaleiro-de-santa-catarina-inicia-producao-de-iate-que-custa-r-72-milhoes.shtml)

    Assista ao vídeo em: https://youtu.be/f0WweofiyJE?list=PLFyo8KLvTT8CeY9__XEAb7jB8Ze1xzFF7

  2. Miguel José Teixeira

    “STF: um tribunal medieval”
    – A vedação da pena a terceiros faz parte de um pacote de abusos que o Direito abandonou com o passar do tempo…
    (André Marsiglia, advogado e professor. Especialista em liberdade de expressão e direito digital, Poder360, 10/06/25)

    A punição não deve ultrapassar a pessoa do condenado. Esse princípio, consagrado no art. 5º, inciso 45 da Constituição, é uma das garantias mais fundamentais do Estado de Direito moderno.

    É o que nos separa da tortura, da barbárie, do Direito usado como vingança, como instrumento para se obter a qualquer preço um resultado. Punir a família, a comunidade e o círculo simbólico do réu é o que fazem invasores em guerras desleais. Foi o que desejaram fazer com os apóstolos de Cristo, o que ocorreu com Tiradentes, cuja execução foi acompanhada de maldições a descendentes, da destruição dos bens de sua família, e é o que estamos permitindo acontecer no Brasil.

    O caso mais recente partiu do ministro Alexandre de Moraes, que, ao julgar a deputada Carla Zambelli, ordenou o bloqueio das redes sociais não só da congressista, mas também de sua mãe e de seu filho.

    Mas a prática de punir terceiros por atos alheios não é de agora na trajetória do ministro. Ela já havia se manifestado no episódio da suspensão do Twitter (hoje X) no Brasil, em que Moraes estabeleceu punições e ameaças aos usuários da plataforma, caso acessassem a rede por VPN. O cidadão, alheio ao processo, seria punido por um litígio entre a Corte e a empresa estrangeira.

    O mesmo também ocorreu quando o ministro decidiu cobrar da Starlink as dívidas do X, empresas que não são, nem eram, juridicamente ligadas. O próprio réu colaborador, Mauro Cid, no processo de golpe de Estado, teve sua família mencionada e supostamente ameaçada de consequências.

    Essa lógica de punição reflexa –ou indireta– tem se disseminado e feito escola para além dos muros do ministro Moraes e do Supremo Tribunal Federal. No caso do humorista Léo Lins, a condenação recente não distinguiu o artista do personagem, atribuindo ao indivíduo a responsabilidade criminal por um texto ficcional. A consequência é grave: o Judiciário não mais reconhece o espaço simbólico da arte, da ironia, da criação, do outro. Tudo vale para se obter o resultado condenatório. Todos valem como instrumentos de um direito ideológico e político.

    A vedação da pena a terceiros faz parte de um pacote de abusos que o Direito abandonou com o passar do tempo: penas corporais, degredo, tortura e a execução como espetáculo. Ou seja, não se pune mãe, filho, colega, da mesma forma que não se usa amputar membros ou açoitar em praça pública

    Se naturalizarmos e retornarmos às punições a terceiros, acabaremos retornando também às penas medievais. O arbítrio, quando não barrado, tende a crescer. E crescer, pasmem, em nome da ordem.

    (Fonte: https://www.poder360.com.br/opiniao/stf-um-tribunal-medieval/)

  3. Miguel José Teixeira

    Dá-lhes, Caiadão!

    “Ausência e incompetência de Lula causaram o 8 de Janeiro, diz Caiado”
    – Governador de Goiás afirma que “outros Poderes tomam conta do governo” sem presidencialismo forte; diz que anistia será seu 1º ato caso seja eleito presidente …
    (Poder360, 09/06/25)

    O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse nesta 2ª feira (9.jun.2025) que a “ausência e incompetência” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) causaram o 8 de Janeiro. Ele defendeu anistia aos envolvidos nos ataques extremistas.

    “Você acha que se eu estivesse na presidência da República ia deixar o baderneiro quebrar o Congresso Nacional?”, perguntou durante entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura.

    Caiado declarou que o presidencialismo não admite uma pessoa “amorfa” e que um presidente deve governar pacificando com todos os Poderes. Segundo ele, o que destrói o presidencialismo é a falta da figura do Executivo.

    “Na ausência do presidente, os outros Poderes tomam conta do governo e anulam o poder do presidente”, disse, em referência ao atual governo.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/ausencia-e-incompetencia-de-lula-causaram-o-8-de-janeiro-diz-caiado/)

  4. Miguel José Teixeira

    O bolo ainda não foi elaborado mas as quadrilhas já se digladiam para fatiá-lo!

    “. . .Estima-se que esse novo imposto movimentará mais de R$ 1 trilhão por ano. . .”

    “Entidades municipalistas levam disputa por IBS para debate no Senado”
    – CNM e FNP divergem sobre divisão das cadeiras para os representantes das cidades no comitê gestor do novo imposto; emenda em projeto de lei pode alterar regras atuais…
    (Poder360, 10/06/25)

    A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e a FNP (Frente Nacional dos Municípios) levarão a disputa que travam por espaço no Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS (Imposto Sobre Bens e Serviços) para uma audiência pública no Senado nesta 3ª feira (10.jun.2025)
    . . .
    O IBS unificará o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). O conselho superior será responsável por administrar a arrecadação do tributo e por redistribuir o recurso entre os entes federativos.

    Estima-se que esse novo imposto movimentará mais de R$ 1 trilhão por ano quando estiver plenamente implementado. O órgão terá sede em Brasília e deverá receber da União R$ 50 milhões por mês em 2025 para o seu funcionamento.
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/entidades-municipalistas-levam-disputa-por-ibs-para-debate-no-senado/)

  5. Miguel José Teixeira

    É o “pai dos pobres”
    ferrando seus filhos!

    POSICIONAMENTO CBIC:
    “Desincentivar investimento em LCIs afetará o financiamento da casa própria”

    O setor da construção civil manifesta grande preocupação com a sinalização do Governo Federal, divulgada na mídia, de tributar as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e, mais uma vez, desestimular o investimento em habitação. Essa estratégia busca compensar o desequilíbrio fiscal por meio do aumento da carga tributária.

    A retirada da isenção do Imposto de Renda sobre as LCIs afetará diretamente o financiamento da casa própria.

    Na prática, a medida aumenta em 0,5% o valor da taxa de financiamento SBPE, onerando ainda mais o valor daparcela. Isso em um contexto de alta na Taxa Selic, em que as taxas de financiamento a pessoa física já se encontram em elevado patamar.

    Desde 2021 as taxas de financiamento já subiram 5 pontos percentuais, o que aumentou o valor das parcelas de financiamento em 50% nesse período e retirou 1,8 milhões de famílias da exigibilidade do financiamento

    Com o esgotamento da Poupança, as LCI’s vêm exercendo um papel fundamental como fonte de financiamento ao setor. O estoque de LCI’s já está em R$ 427 bi, um crescimento de 69% em 4 anos. Enquanto isso o saldo da Poupança SBPE caiu 4% nesse período. Precisamos considerar que tivemos um alto volume de lançamento nos últimos anos, somente em 2024 tivemos um crescimento de 42% nos valores lançados. O alto volume de imóveis já comercializados vai demandar um alto volume de financiamento as pessoas físicas na entrega das chaves ao longo dos próximos anos. Além disso, o setor imobiliário vem exercendo um papel fundamental na geração de empregos, no primeiro quadrimestre de 2024, 13% dos empregos formais tiveram origem no setor

    Os empresários do setor reconhecem a importância de buscar o equilíbrio fiscal e reduzir a taxa básica de juros (Selic), que impacta toda a economia. No entanto, enfrentar esse desafio apenas pela via da arrecadação — sem discutir a eficiência do gasto público e alternativas para reduzir despesas improdutivas — penaliza duplamente o setor: taxa a produção e taxa o investimento. Isso afeta diretamente o financiamento habitacional, a geração de empregos, a renda e toda a cadeia produtiva da construção civil.

    Essa medida chega em um momento crítico, quando o setor já enfrenta sérias restrições de funding, seja pela desaceleração da poupança, seja pelas limitações do FGTS, fundamentais para viabilizar projetos habitacionais.

    Infelizmente, o governo insiste em aumentar tributos sem enfrentar a verdadeira raiz do problema: a ineficiência do gasto público. A elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), somada à tributação das LCIs, cria ainda mais obstáculos em um ambiente já desafiador para quem produz e penaliza o consumidor e o contribuinte.

    Até agora, nenhuma proposta do Governo Federal ataca de frente a questão central: a eficiência do gasto público. O Brasil precisa de um debate sério e objetivo, que priorize a qualidade do gasto e passe por uma reforma administrativa robusta. Sem isso, o ônus do ajuste fiscal continuará recaindo sobre o setor produtivo e, em última instância, sobre o cidadão, que já paga essa conta.

    Somente com o avanço das reformas estruturais será possível criar o ambiente necessário para a redução da taxa de juros e a retomada dos investimentos com segurança e velocidade. É hora de o Brasil refletir e, em conjunto, todos os setores da sociedade contribuírem nesse esforço. Quem paga essa conta é o cidadão.

    (Fonte: https://cbic.org.br/posicionamento-cbic-desincentivar-investimento-em-lcis-afetara-o-financiamento-da-casa-propria/?utm_campaign=cbic_hoje_09062025&utm_medium=email&utm_source=RD+Station)

  6. Miguel José Teixeira

    . . .
    “A mãe, o pai e o avô
    O filho que ainda não veio”
    . . .

    “Governo é o pai das crises”
    – Lula não consegue reverter avaliação negativa porque não olha para o lado certo do problema.
    (Dora Kramer, FSP, 09/06/25)

    Ministros ouvidos na última semana sobre a resistência da opinião pública em conferir crédito de confiança ao governo, e com isso inverter a curva da desaprovação versus aprovação nas pesquisas, insistiram no argumento de que o problema são os outros.

    Na versão deles, é a população que não compreende o quanto tem sido beneficiada, a comunicação que precisa ser ajustada, a oposição que não dá trégua e os revezes sofridos pelo presidente Lula (PT) —que são muitos e difíceis de enfrentar.

    Primeiro foi a inflação, a explosão do dólar e depois as crises do Pix, do INSS e do IOF. Antes disso, a revolta com a taxa das blusinhas e um Congresso Nacional que não ajuda ao interditar a política do equilíbrio das contas pela via da arrecadação.

    Nada disso foi culpa do alheio. Todas as crises foram gestadas pelo governo que as criou, aumentou (caso das fraudes no INSS) ou não soube gerenciá-las de modo a arrefecer seus efeitos.

    Nesse cenário pintado com as tintas da benevolência, o governo ocuparia lugar de vítima das circunstâncias.

    Fernando Haddad corroborou essa ideia ao fazer repetidas referências ao “sofrimento” que vive no Ministério da Fazenda. O próprio Lula, em raro dia de baixo-astral na viagem à França, disse que se sentia “enxugando gelo”.

    Não deixa de ter razão. Foram muitos os anúncios de medidas nas quais o governo jogou as fichas para apostar na recuperação: isenção de imposto de renda, redução de jornada de trabalho, luz e gás de graça para os mais pobres, ampliação de empréstimo consignado, crédito para reforma de imóveis, PEC da Segurança e por aí vão as tentativas de dar ao público uma sensação de conforto.

    Nada disso serviu para melhorar a percepção de desconforto.

    A surpresa não são tais providências não terem dado os resultados esperados pelo governo, mas sim que gente adulta, rodada na política, achasse possível recuperar, com meros auxílios e fórmulas antigas, o terreno perdido em dois anos de esforços para arruinar o capital conquistado na eleição.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/06/governo-e-o-pai-das-crises.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

    Raul Seixas: https://www.youtube.com/watch?v=voj_k9RUjSQ

  7. Miguel José Teixeira

    Desvairadamente, desvairado!

    “PT publica meme sobre acordo UE-Mercosul e depois deleta”
    (Poder360, 09/06/25)

    O PT (Partido dos Trabalhadores) publicou em seus perfis oficiais um meme sobre a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à França para tratar, entre outros assuntos, do acordo UE-Mercosul com o presidente francês Emmanuel Macron.

    O conteúdo foi deletado pouco tempo depois.

    A postagem mostrava Lula e Macron de mãos dadas, com a Torre Eiffel ao fundo, que na ocasião estava iluminada com as cores da bandeira do Brasil. Fazia referência aos memes que comparam as fotos dos 2 a ensaios de casamento. “Acordo Mercosul-União Europeia: esse é o casamento que queremos!”
    . . .
    (+ em: https://www.poder360.com.br/poder-partidos-politicos/pt-publica-meme-sobre-acordo-ue-mercosul-e-depois-deleta/)

    Essa música, os desvairados do PeTê oferecem-na ao noivo francês do acrobata mor, para que ele “abra o coração”:

    https://youtu.be/HS_G9QdprPY

  8. Miguel José Teixeira

    “O jogo de azar de Haddad”
    – No governo Lula, a única certeza nos improvisos da desnorteada equipe econômica é que o contribuinte sempre sairá perdendo.
    (Rodolfo Borges, O Antagonista, 09/06/25)

    O governo Lula encontrou uma alternativa para cobrar menos no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): cobrar mais em outros impostos.

    O recuo no aumento do IOF foi anunciado como um avanço na noite de domingo, 8, após reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), e os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e David Alcolumbre (União-AP), respectivamente, mas não mudou nada.

    O pacote negociado com o Congresso, que dará origem a uma medida provisória, inclui aumento da taxação de apostas esportivas de 12% para 18%, mudança na tributação de instituições financeiras (das alíquotas de 20%, 15% e 9%, esta última acaba), alta na alíquota de Juros sobre Capital Próprio (JCP), e cobrança de Imposto de Renda de 5% sobre títulos atualmente isentos, como Letras de Crédito Agrícola (LCAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs).

    Não se ouviu nada, contudo, sobre corte de gastos no governo. Ficou para depois. “Imposto não pode ser solução fácil para cobrir gasto público”, disse Motta ao comentar o acordo em que foi anunciada alta em alíquotas de outros impostos. Não faz sentido.

    Leia mais: Casas de apostas contra Haddad
    (em: https://oantagonista.com.br/economia/casas-de-apostas-contra-haddad/)

    Reclamações
    As casas de aposta já reclamaram, destacando que “não se pode esquecer da recém-aprovação do Imposto Seletivo sobre o setor, cuja alíquota ainda aguarda definição legislativa, mas aproxima a indústria de uma carga fiscal beirando aos 50%, o que coloca em xeque a viabilidade econômica do setor de jogos online regulamentado no Brasil.”

    Também já surgem críticas do agronegócio, pois o novo aumento anunciado vai penalizar investimento no setor que sustenta a economia brasileira.

    “Com a taxação de 5% das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), o crédito para o campo fica mais caro. Produtores terão mais dificuldade para investir e produzir. A fórmula completa: redução da oferta e aumento no preço dos alimentos”, criticou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

    “Ajustar as contas não pode se resumir a criar novos impostos. É preciso discutir a despesa pública com seriedade e transparência. Caso contrário, o que veremos será mais do mesmo: aumento da carga tributária, pouco resultado fiscal e um alto custo econômico para o país. Sabe quem vai pagar essa conta? Você!”, completou a FPA.

    Não pegou bem
    A falta de sinalização sobre cortes não pegou bem, e o presidente da Câmara parece já ter sentido isso. Na manhã desta segunda, Motta disse que “não há do Congresso o compromisso de aprovar essas medidas que vêm na MP”.

    “A MP será enviada apenas para que, do ponto de vista contábil, não se tenha que aumentar o bloqueio e contingenciamento que já está sendo feito de 30 bilhões de reais. Se tirarmos o decreto do IOF, esse bloqueio e esse contingenciamento será de 50 bilhões de reais. Então, para que esses 20 bilhões de reais que seriam arrecadados com IOF durante o ano de 2025 não sejam contingenciados, ele fará uma calibragem reduzindo a questão do IOF”, comentou.

    Segundo Motta, “a MP vem para que possamos discutir os efeitos daquilo que está sendo trazido pelo governo, e o Congresso terá o tempo de debate para avaliar quais dessas medidas deverão ser levadas em consideração, para que a partir daí possamos fazer essa compensação daquilo que seria resolvido apenas com o decreto do IOF”.

    No governo Lula, a única certeza nos improvisos da desnorteada equipe econômica é que o contribuinte sempre sairá perdendo.

    Leia mais: Proposta de reforma administrativa será apresentada em julho, diz Motta
    (em: https://oantagonista.com.br/brasil/proposta-de-reforma-administrativa-sera-apresentada-em-julho-diz-motta/)

    (*) “Haddad anuncia recuo sobre IOF, Motta celebra acordo, oposição cobra cortes”
    – Pacote negociado com Congresso inclui fim da isenção de LCIs e LCAs.
    (+em: https://oantagonista.com.br/economia/haddad-anuncia-recuo-sobre-iof-motta-celebra-acordo-oposicao-cobra-cortes/#google_vignette)

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/analise/o-jogo-de-azar-de-haddad/)

    1. Impressionante. No comunismo todos, em tese, são iguais e os impostos não existem, pois o estado que é dono de todas as transações é o provedor de tudo, mas racionado. No socialismo, o estado é provedor com concessões, principalmente para a elite diretiva e a corrupta. Na gestão do PT, o estado não conhece limites para aumentar os impostos de todos os tipos e tamanhos, on line, por decreto, ou ajuda dos nossos representantes legislativos, contra o cidadão diante da disrupção produtiva

  9. Miguel José Teixeira

    Sinistramente, sinistro!

    Doca 1:

    “JBS investe R$ 130 mi na eficiência do Porto de Itajaí”
    Os investimentos da JBS Terminais chegarão a R$ 220 milhões nas operações do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. O aporte consolida a empresa como um dos principais complexos logísticos do Sul do país, com estimativa de avanço ainda mais acelerado.

    Do total de recursos, R$ 130 milhões já foram aportados no terminal, que atende cerca de 1.700 clientes e está sob a concessão da JBS desde outubro de 2024. Com esse montante, a empresa investiu em focos estratégicos, entre eles a sustentabilidade. Nesse campo, o empreendimento vem testando caminhões elétricos do tipo TT (Terminal Tractor). A finalidade é a eletrificação da frota para maior eficiência e segurança e redução de emissões de gases poluentes
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/conteudo-de-marca/jbs-investe-r-130-mi-na-eficiencia-do-porto-de-itajai/)

    Doca 2:
    “Lula anuncia R$ 844 milhões para o Porto de Itajaí: “É o ano da colheita e estamos colhendo investimentos em Santa Catarina”
    (+em: https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/05/lula-anuncia-r-844-milhoes-para-o-porto-de-itajai-201ce-o-ano-da-colheita-e-estamos-colhendo-investimentos-em-santa-catarina201d)

    Doca 3:
    “O Porto de Itajaí está cada vez mais forte, e os números mostram isso. O faturamento do Porto tem registrado aumento significativo. Os cinco primeiros meses com a gestão do Governo Federal apontam o sucesso do Porto que voltou a operar e gerar arrecadação. Até o final de junho, vamos bater o valor total do ano passado.”
    (superintendente do Porto, João Paulo Tavares Bastos)
    +em: https://www.portoitajai.com.br/noticia/1952/porto-de-itajai-fatura-r-75-8-milhoes-nos-cinco-primeiros-meses-de-2025

    Será +uma parceria PPP/PT?
    O público assume o ônus e o privado fica com o bônus?

  10. Miguel José Teixeira

    “Lula e Macron têm reprovação recorde dos eleitores”
    – É o que têm em comum os presidentes do Brasil e da França.
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 09/06/25)

    A visita de Lula (PT) à França, até esta segunda (9), marcada pela troca de gentilezas com o presidente francês Emmanuel Macron, tem sido alvo de ironias nos meios políticos locais por uma coincidência constrangedora: ambos enfrentam devastadora reprovação dos respectivos eleitorados. Em autêntico “abraço de afogados”, Lula tem a rejeição de 57% dos brasileiros, de acordo com a mais recente pesquisa Quaest, e a repulsa dos franceses a Macron chega a recordes 73%.

    Eles não saem às ruas
    Tanto quanto Lula, Macron tem dificuldades de sair às ruas, exceto em “eventos controlados”, sem risco de encarar hostilidade dos insatisfeitos.

    Macron 26%, Lula 29%
    Pela Quaest, Lula só tem 29% de aprovação, enquanto pesquisa Odoxa aponta 26% para Macron, aquele que virou “sparring” (*)da primeira-dama.

    Um mau presidente
    A esmagadora maioria de eleitores de todas as tendências considera Macron “um mau presidente”, observa Gaël Sliman, da Odoxa.

    Eleitor conta os dias
    No Brasil, 66% não querem Lula candidato em 2026 e, lá, 84% querem “virar a página de Macron até 2027”, fim do seu segundo mandato.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-e-macron-tem-em-comum-reprovacao-recorde-entre-eleitores-de-seus-paises)

    (*) Essa música alguém oferece a outrém para “abrir seu oração”:
    . . .
    Splish splash
    Fez o tapa que eu levei
    . . .
    O Rei Roberto Carlos: https://www.youtube.com/watch?v=Wi0U6SkUDg4

  11. Miguel José Teixeira

    Alguém, em sã consciência, esperaria algo de bom vindo da corja vermelha e dos seus a$$ociado$, os presidentes dos parasitários alto e baixo?

    “Após reunião, mais do mesmo: em vez de cortar despesas, aumento de impostos”
    – Pra compensar “alterações” no IOF não se falou e cortar despesas.
    (Cláudio Humberto, Diário do Poder, 09/06/25)

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, impôs aos líderes do Congresso o aumento de impostos para compensar o desequilíbrio provocado pelos gastos sem controle do governo Lula (PT). Não se falou em cortar despesas, no máximo em “rever” isenções fiscais.

    A reunião era para discutir a suspensão do decreto do IOF, proposta por mais de duas dezenas de projetos de deputados e senadores.

    Sobre corte de gastos, “não houve consenso” sobre supersalários, que continuam intocáveis: afinal participaram da reunião alguns dos principais beneficiados pela política formadora de “marajás” no serviço público.

    Em resumo, vem aí mais impostos:

    – Agora haverá punição, com a cobrança de imposto de renda, de quem investe no financiamento do crédito imobiliário e crédito agrícols. Assim, a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), passarão a ter cobrança de 5% de IR.

    – As plataformas de apostas online (bets) terão um aumento da chamada GGR (Gross Gaming Revenue) de 12% para 18%.

    – As fintechs, que atualmente pagam alíquotas de 9%, 15% ou 20% de CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido), passarão a pagar 15% ou 20%, assim como os bancos tradicionais.

    – As isenções tributárias infra constitucionais serão revistas nos próximos dias. Motta disse que Haddad estimou essas isenções em R$ 800 bilhões por ano.

    ***********************************************
    Os gastos do governo continuam intocáveis.
    ***********************************************

    O desfecho da reunião, na noite deste domingo (8), frustrou a expectativa gerada pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, após declarações de ambos contra repulsa essa lógica. “Ninguém agüenta mais aumento de impostos”, chegou a afirmar Motta, que, ontem, não voltou a mencionar isso.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/uncategorized/apos-reuniao-mais-do-mesmo-em-vez-de-cortar-despesas-aumento-de-impostos)

  12. Miguel José Teixeira

    “Como Hugo Motta reagiu ao recuo do governo Lula sobre o IOF?”

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que havia pedido a Lula para rever a taxação sobre esse tipo de operação, celebrou no início da madrugada desta segunda-feira, 9, no X, o acordo com o governo e buscou valorizar o papel do Congresso na reação ao decreto.
    “O governo recuou e decidiu rever o decreto que aumentava o IOF.
    Foi uma vitória do bom senso — e da boa política.
    O Congresso cumpriu seu papel com firmeza e responsabilidade ao reagir ao decreto. Não se trata de confronto, mas de equilíbrio.
    Imposto não pode ser solução fácil para cobrir gasto público.
    E o Legislativo mostrou que está vigilante, atuante e comprometido com o Brasil real.
    O que está em jogo é a liberdade do país para decidir o seu rumo.
    Porque quem não controla suas contas, perde o direito de escolher seus sonhos.
    Vamos agora avaliar a MP que virá do Executivo para seguir com uma agenda propositiva e estruturante.
    Vamos organizar o presente para abrir o futuro.”
    ***
    ***
    ***
    Como a oposição reagiu ao recuo do governo Lula sobre o IOF?

    O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) comentou a postagem de Motta, ironizando Haddad como “Taxad” e fazendo ressalvas em relação ao acordo com o governo.
    “Mas na MP vai ter corte de gastos ou somente novos impostos? O anúncio feito há pouco por Taxad só tratou de jeitos diferentes de cobrar a conta do cidadão pela gastança de Lula e Janja, nada de cortar despesas. É isso mesmo? Se for, infelizmente é seis por meia dúzia…”
    ***
    ***
    ***
    A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) também fez um comentário na postagem de Horta, questionando sua comemoração.
    “Está comemorando o quê? Eles anunciaram corte de gastos? NÃO! Apenas trocaram de onde vão tirar mais dinheiro para bancar a gastança desenfreada.
    O senhor concordou com a cobrança de 5% das letras de crédito????”

    (Redação O Antgonista, 09/06/25)

  13. Miguel José Teixeira

    “Minerais ‘raros’ estão no centro da guerra entre China e EUA; e o Brasil com isso?”
    – Falta de terras-raras chinesas poderia parar montadoras americanas e piorou crise entre os dois países”
    (Vinicius Torres Freire, FSP, 07/06/25)

    Desde maio, fábricas de autopeças e veículos americanas dizem ao governo deles e a jornais que estão à beira de interromper a produção por falta de terras-raras, 17 elementos químicos importantes para a produção de peças e aparelhos eletrônicos e elétricos e muito mais. Europeus também se queixam da escassez.

    Um homem está carregando uma grande carga nas costas, que parece estar coberta de lama. Ele está inclinado para frente, com a cabeça baixa, e seu corpo e roupas estão sujos de barro. O fundo da imagem é de um terreno arenoso e seco, sugerindo um ambiente árido.

    No final de maio, Donald Trump foi à sua rede social dizer que os chineses barravam exportações de terras-raras e, assim, descumpriam a trégua de Genebra. Nessa cidade suíça, em 12 de maio, chineses e americanos haviam acertado a suspensão de 90 dias na guerra comercial, a fim de negociar acordo maior.

    A trégua foi para o vinagre por causa das terras-raras e das queixas chinesas sobre proibição de exportação de chips avançados, entre outras sanções americanas. Nesta semana, China e EUA combinaram um recomeço de negociações. Segundo a agência Reuters, os chineses teriam começado a liberar exportações de terras-raras. Fabricantes americanos cogitaram até produzir na China, onde teriam acesso a esses elementos.

    Como é fácil perceber, terras-raras e outros minerais críticos são relevantes na geopolítica e na geoeconomia. Entre esses minerais estão lítio, vanádio, cobalto, níquel, platina, nióbio etc. São essenciais para a transição energética e para a guerra.

    As terras-raras não são raras, mas a extração e o processamento desses elementos não são simples; a instalação de um sistema de produção leva de cinco a dez anos. São essenciais para celulares, TVs, computadores, turbinas eólicas, aparelhos de imagem da medicina, baterias, eletrônica de veículos, aviões de combate, drones, mísseis, LEDs, lasers, iluminação, na produção de chips etc. São usadas em ímãs, dos quais cerca de 94% são feitos na China.

    A China produziu 70% das terras-raras do mundo em 2024, talvez processe 90% —importa parte de sua produção, por vezes em troca de investimentos de infraestrutura em países exportadores pobres e problemáticos. Cerca de 70% das importações americanas de terras-raras vêm da China.

    Em si mesmo, não é negócio de valor alto. A importação americana foi de US$ 170 milhões em 2024, troco para uma economia que importa mais de US$ 3 trilhões por ano em bens (os dados são de compilação do Serviço Geológico dos EUA, USGS). Mas as terras-raras são como vitaminas para organismos —a escassez dessas pequenas quantidades pode causar danos sérios.

    A China investiu para se tornar dominante nesses mercados. Desde 2024, baixou regulamentação estrita de produção e exportação. Com a guerra comercial de Trump e restrições de exportações americanas de tecnologia avançada (de Joe Biden, inclusive), o caldo engrossou.

    Depois da China, o Brasil tem as maiores reservas de terras-raras do mundo. Em 2024, os chineses produziram 270 mil toneladas; o Brasil, 20 toneladas (isso, 20 mil quilos). A produção deve aumentar para 5.000 toneladas a partir de 2026, com uma mina em Goiás. Além do mais, o Brasil tem a maior reserva mundial de nióbio (quase tudo, aliás), entre as dez maiores de lítio etc.

    Até a exploração é dificultada por problemas regulatórios, para começar. O Brasil consegue se atrasar em coisas que vão do registro de patentes até a urgentes leilões de petróleo e energia elétrica, por incúria, falta de pessoal no governo e descasos com planos de médio prazo e eficiência.

    Esta é uma introdução de almanaque escolar ao assunto, que vai dar pano para manga.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2025/06/minerais-raros-estao-no-centro-da-guerra-entre-china-e-eua-e-o-brasil-com-isso.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)

  14. Miguel José Teixeira

    “À la recherche de la popularité perdue”
    – Lula colhe na França resultados melhores do que os das viagens anteriores — mas os fatos mais importantes não mereceram devido destaque no noticiário.
    (Nuno Vasconcellos, Último Segundo, iG, 08/06/25)

    Ninguém põe em dúvida a importância das viagens internacionais de um presidente da República. Principalmente quando ele sai do país para defender os interesses geopolíticos ou ampliar as possibilidades de negócios. Mais do que uma função protocolar decorrente da importância e da representatividade do cargo, isso é um trabalho necessário e da maior importância. O que interessa saber não é se o presidente viaja muito ou se viaja pouco. O que interessa é o que ele traz de volta para casa.

    Esse comentário é feito à luz das críticas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem recebido pelo número expressivo de viagens. Contando com a atual viagem à França, que se encerra amanhã com o retorno do presidente a Brasília, ele já fez, desde que tomou posse, em janeiro de 2023, 27 viagens e esteve em 34 países. O número poderia ser até maior. Em outubro do ano passado, o presidente sofreu um acidente doméstico no Palácio da Alvorada e, por recomendação médica, precisou passar alguns meses sem enfrentar longas viagens presidenciais. O que deve ser discutido, porém, não é a quantidade de horas de voo que o presidente acumula, mas o resultado de suas viagens para o Brasil. Ou até para ele mesmo.

    Esse debate é mais do que pertinente num mundo competitivo como o atual, em que os espaços comerciais devem ser ocupados e ampliados a todo instante. É papel do presidente, como principal representante dos interesses de seu país, tratar dos termos dessa ampliação e transformar em solenidades as assinaturas dos acordos que foram discutidos antes, em detalhes, pelas áreas técnicas dos ministérios e pela diplomacia. É assim que funciona. E é exatamente assim que deve funcionar para Lula ou para qualquer outro presidente.

    É com esses olhos que devem ser vistas as recentes viagens internacionais do presidente — inclusive essa que só terminará amanhã, com o retorno a Brasília. Havia muito o que ser tratado com o presidente da França, Emmanuel Macron e o mais importante, nesse caso, não foram as cenas das recepções suntuosas no Palácio do Eliseu, sede do governo francês. Muito menos as imagens de Lula, livre dos sapatos e do paletó, tentando mostrar a boa forma e disposição ao ensaiar acrobacias na abertura de uma exposição de arte em Paris. Ou, ainda, a presença da primeira-dama Janja da Silva num desfile de estilistas brasileiros na capital mundial da moda.

    Por maior que tenha sido a honraria, também é fato secundário o título de Doutor Honoris Causa conferido a Lula pela Universidade de Paris. Ou outros pormenores que, ao longo da semana passada, ocuparam espaço no noticiário, sob os aplausos dos que consideram o presidente um dos maiores estadistas da história e sob as vaias dos que reduzem o papel de Lula na França ao de um candidato à reeleição, que foi à Paris à la recherche de la popularité perdue — ou em busca da popularidade perdida, numa brincadeira com o título da obra clássica de Marcel Proust.
    Tudo isso já foi comentado à exaustão ao longo da semana, mas está longe de ser o que merece mais atenção na avaliação de uma viagem. A importância de viagens como essa, muitas vezes, está em detalhes que não ficam evidentes no noticiário do que nas cenas que saltam aos olhos de todo mundo.

    Solução criativa
    Para o Brasil, a ida à França tinha uma importância especial. Embora pouca gente se dê conta, os dois países são vizinhos — isso mesmo, vizinhos! — e dividem uma fronteira que, a cada dia, cresce em sua importância estratégica. Sim. O estado brasileiro do Amapá faz divisa com a Guiana Francesa, departamento ultramarino que deixou de ser uma mera colônia e passou a ser considerado parte do território nacional da França ainda sob o governo Charles de Gaulle, em 1946.

    Foi, digamos assim, a solução criativa encontrada pelos franceses para manter controle sobre seu território na América naquele momento de afirmação dos valores democráticos que se seguiu à Segunda Guerra Mundial. Àquela altura, o domínio colonial europeu sobre territórios em outros continentes passou a ser questionado pelo mundo inteiro. Sendo assim, o fato é que pouca gente, ao longo dos 79 anos que se passaram desde então, se deu muita importância para o fato de que, para o bem e para o mal, os dois países são tão vizinhos quanto o Brasil é da Argentina ou a França é da Espanha. E que, sendo assim, têm muito a conversar sobre as riquezas e os problemas que compartilham na zona equatorial do continente americano.

    Esse tema entrou subitamente na pauta a partir do momento em que questões como o aquecimento global, a necessidade de preservação da floresta, a transição energética e as ricas jazidas de petróleo na costa amazônica se tornaram centrais no debate global. O assunto, claro, precisa ser tratado pelos dois países sob o ponto de vista ambiental, comercial e estratégico — e, nesse ponto, a França tem mais lições a dar ao Brasil do que o contrário.

    O debate em torno da produção do Hidrogênio Verde, que só agora está ganhando força no Brasil, está na pauta francesa desde o início da década passada. Ele evoluiu de forma acelerada até que, em 2021 — ou seja, há quatro anos —, uma empresa chamada Hydrogène de France — HDF investiu US$ 200 milhões na instalação de uma fábrica destinada a produzir hidrogênio para uso como combustível numa usina instalada na Guiana e abastecida com energia solar. A unidade conta com uma plataforma de eletrólise essencial para a obtenção do combustível, sistemas de armazenamento de hidrogênio e unidade de armazenamento de bateria de íon-lítio. Um empreendimento como esse no Brasil ficaria anos sob análise do IBAMA e uma fábrica como essa dificilmente teria autorização para funcionar.

    É, como se vê, um projeto importante, de alta complexidade, e que — embora envolva pontos delicados para a questão ambiental — se encontra em funcionamento regular em plena Amazônia. Não é só. Desde 2011, ou seja, há longos 14 anos, poços de petróleo localizados no mar do Caribe, a seis mil metros de profundidade, vêm sendo explorados com autorização do governo dos órgãos ambientais franceses. Atualmente, a Guiana tem empreendimentos da Tullow Oil, uma associação entre a anglo-holandesa Shell e a francesa Total, além de poços da própria Total e da canadense Eco Atlantic.

    Esses projetos seguem a todo vapor e jamais se ouviu da ministra do meio-ambiente do Brasil, Marina Silva, qualquer crítica, por mais tímida que fosse, ao impacto que eles podem causar ao ambiente. Ao mesmo tempo, porém, a ministra impõe todo tipo de obstáculo possível à exploração econômica da região Norte. Enquanto a França explora a Amazônia em troca de cuidados ambientais redobrados, o vizinho Brasil, por meio do ministério de Marina, acha que a solução é deixar tudo como está.

    Por mais relevante que seja, essa questão ficou à margem da cobertura da viagem. Outros temas importantes, porém, foram abordados por Lula nas reuniões que teve com Macron. Entre elas está, naturalmente, o tratado comercial que, no momento que entrar em vigor (se é que vai entrar um dia), abrirá para os produtos agrícolas do Mercosul as portas do trilionário mercado consumidor da União Europeia.

    Rapapés diplomáticos
    Por mais que tenha coberto Lula e sua comitiva com os salamaleques e rapapés diplomáticos em que os franceses são mestres, o fato é que Macron tem sido o maior entrave à implementação do acordo. Embora o presidente brasileiro tenha pedido a “seu amigo” Macron, para “abrir o coração” e aceitar os termos exaustivamente discutidos ao longo dos últimos 20 anos, o francês se mostra mais irredutível do que Asterix e Obelix, os personagens de ficção da aldeia gaulesa que resistia às legiões de César nos tempos do Império Romano.

    Macron tem seus motivos e, assim como Lula, trabalha o tempo todo com os olhos mais voltados para a repercussão de suas decisões dentro do próprio país do que em fazer acordos e alianças que sejam proveitosos para todos. Ele sabe que os agricultores locais farão o maior fuzuê aceite abrir o mercado doméstico — bloqueado por barreiras protecionistas travestidas de cuidados sanitários — ao agronegócio mais moderno do mundo. Sendo assim, ele considera melhor manter o coração fechado ao apelo de Lula do que abrir o flanco para as bordoadas que virão dos barulhentos fazendeiros que sempre o apoiaram em troca da defesa de seus interesses.

    Para não dizer que se negou a discutir o pedido de Lula, Macron fez uma concessão ao visitante e disse que até topa assinar o acordo. Desde que sejam incluídas alterações importantes no texto do tratado, que levou 20 anos para ficar pronto. Ou seja, propõe reabrir um diálogo que pode se estender por mais 20 anos para que a pessoa que estiver na presidência da França ali por volta de 2045 peça novas alterações antes de admitir a abertura das fronteiras do país aos produtos agrícolas sul-americanos.

    É neste ponto que entram em cena os mistérios da diplomacia. Embora não pareça, o fato da resistência da França ao tratado ter ficado explícita nesta viagem já pode ser considera um avanço no que diz respeito aos interesses brasileiros. Quando Macron visitou Lula, em março de 2024, o tema sequer esteve na pauta das discussões por exigência da diplomacia francesa — que condicionou a vinda do presidente francês ao silêncio em torno do assunto que poderia gerar incômodos para ele. Ficou a péssima impressão de que Lula ignorou um assunto importante para o Brasil para não melindrar o presidente de uma das poucas democracias relevantes do Ocidente que aceitam dialogar com seu governo e tratá-lo de igual para igual.

    Ao retribuir a visita com esta viagem à França, Lula talvez devesse ter mantido a mesma discrição em relação a outros temas delicados da pauta entre os dois países. Ao mencionar em seu pronunciamento sua tese peculiar de que a Ucrânia é tão culpada quanto a Rússia pela guerra que os dois países travam há mais de três anos, Lula ouviu uma resposta desconcertante. “Há um agressor, a Rússia, e um agredido, a Ucrânia, e os dois não podem ser tratados em pé de igualdade”, disse Macron em tom professoral. “A violação da integridade de um Estado foi causada pela Rússia, não pela Ucrânia”.

    Ainda que o resultado concreto da viagem em relação ao acordo comercial tenha sido discreto e as diferenças do ponto de vista do Brasil e o das democracias europeias no que se refere à ditadura de Putin tenham ficado evidentes, a viagem teve para o governo brasileiro um saldo mais positivo e menos incômodo do que o das viagens presidenciais mais recentes. Para citar um exemplo positivo, a presença de Lula valorizou a solenidade em que o ministro da Agricultura Carlos Favaro recebeu da Organização Mundial da Saúde Animal o certificado que aponta o Brasil como um país livre da febre aftosa sem vacinação. Isso não é pouco.

    Em novembro do ano passado, só para lembrar, a rede francesa de supermercados Carrefour sofreu um boicote dos frigoríficos brasileiros depois de seu presidente mundial, Alexandre Bompard, criticar a qualidade da carne brasileira. Referindo-se ao acordo da União Europeia com o Mercosul, o executivo apontou “o risco de inundação do mercado francês com uma produção de carne que não atende aos seus requisitos e padrões”.

    Preocupado com o impacto de suas palavras arrogantes sobre os negócios da empresa que dirige, e que tira boa parte de seu lucro de suas operações no Brasil, Bompard se retratou. Mesmo assim, receber esse certificado depois de um pedido de desculpas que não passou de formalidade, para usar uma expressão a gosto da diplomacia, foi um tapa com luva de pelica num momento em que o Brasil ainda se esforça para ter reconhecida a qualidade se seus produtos agrícolas — embora essa qualidade esteja mais do que comprovada por quem consome os alimentos colhidos e processados para agroindústria nacional.

    Detalhes como esse que fizeram o saldo dessa viagem à França o mais positivo de todas as viagens feitas a partir do momento em que Lula decidiu correr o mundo para buscar novas forças e, mais uma vez recorrendo à obra de Proust, recuperar a popularidade perdida no Brasil.

    Sob qualquer ponto de vista, é melhor para Lula — assim como para o país que ele governa — aparecer na foto ao lado de alguém como Macron do que rendendo homenagens a gente como o ditador russo Vladimir Putin ou o chinês Xi Jinping — com que o presidente do Brasil esteve recentemente. Macron é um presidente eleito pelo voto direto numa democracia que, os defeitos e qualidades que tem, é uma das mais sólidas e institucionalizadas do mundo. Só isso já conta pontos para quem, por mais que fale em democracia, está sempre em companhia de ditadores.

    Águas tranquilas
    Para Lula, essa ou qualquer outra viagem é positiva porque, com a popularidade prejudicada pelos problemas domésticos que seu governo nunca deixa de criar para ele mesmo, o presidente talvez encontre numa dessas jornadas internacionais a chave que lhe permitirá inverter a curva da perda de popularidade. E, nesse ponto, o presidente não pode se queixar de estar sendo vítima de perseguição por parte dos adversários que estão sempre em sua mira.

    Em circunstâncias normais, este seria o ano ideal para o governo mostrar trabalho e procurar se fortalecer com o objetivo de aumentar suas chances eleitorais nas urnas do ano que vem. Talvez o presidente pudesse estar neste momento navegando em águas mais tranquilas e até colhendo os frutos de uma situação econômica que, se não é tão fulgurante quanto dizem seus apoiadores, está longe de ir tão mal quanto seus adversários querem fazer crer, se ele mesmo não tivesse antecipado o calendário eleitoral. Foi o próprio Lula que anunciou, na primeira reunião ministerial deste ano — quando cobrou mais fidelidade e empenho de seus auxiliares na defesa do governo — que “2026 já começou”. É aí que está o problema.

    Por incrível que possa parecer, o declínio da popularidade de Lula, que ainda está longe de eliminar suas chances de vitória no pleito do ano que vem, se tornou mais acentuado a partir do momento em que ele fez esse anúncio. Se, de qualquer forma, ele não conseguir inverter a curva descendente e recuperar o prestígio perdido, corre o risco de dificultar uma disputa que os analistas viam como favas contadas em 2023, quando ele tomou posse.

    Lula está em busca de uma saída para o problema que ele mesmo criou. Nas últimas semanas, o tema da reeleição passou a ser tratado como uma espécie de obsessão no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde fica o gabinete presidencial. Pelo que dizem alguns dos integrantes do círculo mais próximo dos assessores de Lula, o presidente não dá um passo nem toma uma única decisão sem medir as consequências eleitorais de seus passos. Se dará certo ou não, só o tempo dirá.

    O fato é que, como tem tido dificuldades de encontrar no próprio país situações de apelo eleitoral que facilitem o trabalho de sua equipe de marketing e reforcem seu prestígio pessoal, Lula tem ido atrás delas no exterior. A questão é que as situações domésticas positivas até aparecem. Mas, diante delas, o presidente tem cometido impropriedades que acabam se voltando contra ele.

    Semanas atrás, na inauguração de um braço da transposição do Rio São Francisco no interior da Paraíba, Lula fez uma afirmação que causou um estrago enorme à sua reputação junto ao eleitorado mais conservador que, querendo ou não, ele terá que conquistar se quiser vencer as próximas eleições. “Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu seria presidente”, afirmou. Os danos que esse arroubo verbal causou à imagem do presidente foram monitorados e tudo indica que foram maiores do que se imagina — e com outros como esse, será necessário um milagre para que ele não veja sua popularidade ir por água abaixo. Os próximos meses, como se vê, serão de fortes emoções.

    (Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/nuno-vasconcellos/2025-06-08/a-la-recherche-de-la-popularite-perdue.html)

  15. Miguel José Teixeira

    O sonho da corja vermelha “se-realizando-se”!

    “12 estados têm mais beneficiários do Bolsa Família que carteiras assinadas”
    – Todos os estados com mais beneficiários estão no Nordeste e no Norte do país.
    (Tiago Mali, Colunista do UOL, 08/06/25)
    . . .
    O Maranhão lidera essa dependência: 669 mil empregos formais contra 1,2 milhão de famílias beneficiárias. Ou seja, há quase duas famílias recebendo o Bolsa Família no estado para cada empregado formal.

    O estado onde essa proporção é menor é Santa Catarina. Lá, há 11 trabalhadores no mercado formal para cada beneficiário do Bolsa Família.
    . . .
    (+em: https://noticias.uol.com.br/colunas/tiago-mali/2025/06/08/12-estados-tem-mais-beneficiarios-do-bolsa-familia-do-que-carteira-assinada.htm)

  16. Miguel José Teixeira

    “Estados e DF devem R$ 827,1 bilhões à União, diz Fazenda”
    – Sudeste deve 77% do total, o que corresponde a R$ 640,6 bilhões; Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados…
    (Hamilton Ferrari, Poder360, 08/06/25)

    Os 26 Estados e o Distrito Federal devem R$ 827,1 bilhões à União, segundo dados do Tesouro Nacional. O estoque de abril mostra que mais de 77% são de responsabilidade do Sudeste.

    A região deve R$ 640,6 bilhões à União. Os 3 Estados com maior endividamento são do Sudeste: São Paulo (R$ 292,9 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 180,3 bilhões) e Minas Gerais (R$ 165,6 bilhões).
    . . .
    (+em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/estados-e-df-devem-r-8271-bilhoes-a-uniao-diz-fazenda/)

    “Dívida não se paga, se administra”. . .
    Parece-nos que a lição mor do (blaaargh) delfim netto foi bem assimilada!

  17. Miguel José Teixeira

    “. . .O Antagonista expõe na presente matéria fatos objetivos e verificáveis, mas não vai reproduzir as sutis ironias de 2017 da revista processada, nem vai ironizar as relações aqui expostas entre Gilmar Mendes e ministros do STJ que votaram a favor dele, pois ainda não está claro, afinal, qual é o grau de ironia que configura um “excesso” passível de punição; e se há autoridades mais iguais que as outras em relação ao tema, já que a ironia a qualquer autoridade é tradição no debate público brasileiro e mundial.

    Reforçamos apenas que, em país onde jornalistas e veículos são condenados por vigilância sobre o poder, a liberdade de imprensa não está ameaçada. Ela já acabou.”. . .

    “STJ vai punir jornalistas por “excesso de ironia” a Gilmar Mendes?”
    – Dois ministros – Ricardo Villas Bôas Cueva e Daniela Teixeira – que votaram a favor do decano do STF já participaram do Gilmarpalooza. Daniela tem mestrado no instituto fundado por Gilmar, que já exaltou sua “brilhante trajetória”.
    (Redação O Antagonista, 08/06/25)

    Organizações que atuam para proteger a liberdade de imprensa no Brasil manifestaram preocupação com a “grave ameaça” a ela, em razão do julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) de uma ação movida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra a revista IstoÉ, a jornalista Tabata Viapiana e o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Octávio Costa. O objeto da ação é a reportagem “Negócio suspeito”, publicada em dezembro de 2017.

    A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), que reúne 11 dessas organizações, e o site oficial de várias delas – como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e a própria ABI – publicaram notas sobre “o risco de um precedente de censura judicial contra jornalistas que atuam sem má-fé e em prol do interesse público”, além do “uso do sistema de Justiça por figuras públicas para intimidar repórteres e veículos de comunicação”.

    A matéria original divulgou informações referentes à investigação do Ministério Público Estadual (MPE) sobre a aquisição feita pelo governo do Mato Grosso de uma universidade particular fundada em 1999 por Gilmar Mendes e sua irmã, Maria da Conceição Mendes França, em Diamantino, cidade natal do ministro do STF.

    Os dois eram sócios na União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), mas, no ano 2000, para poder assumir a Advocacia-Geral da União (AGU) por indicação do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, Gilmar teve de repassar sua parte na sociedade à irmã.

    Em 2013, Maria da Conceição vendeu a instituição para a Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat) por R$ 7,7 milhões, de acordo com as informações divulgadas. Com a venda da Uned, a faculdade privada tornou-se o campus Diamantino da Unemat, oferecendo cursos gratuitos de Direito, Administração, Enfermagem e Educação Física. Essa foi a estatização investigada pelo MPE. “Depois desse negócio, a Unemat não adquiriu mais nenhuma instituição particular”, registrou IstoÉ.

    O Antagonista acrescenta que, em 2018, em reclamação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Gilmar acusou o promotor de Justiça Daniel Balan Zappia de ajuizar ações civis públicas por “mero desejo punitivo absolutamente infundado e que só poderia ser explicado por uma relação de inimizade unilateral de caráter capital”. Em março de 2021, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT) negou, por maioria, um recurso do MPE para investigar o ministro do STF e seus familiares.

    O Antagonista lembra também que o governador do Mato Grosso na época da aquisição da Uned era Silval Barbosa (MDB), para quem Gilmar telefonou em 20 de maio de 2014, dia de uma operação de busca e apreensão na residência dele. Autuado por posse ilegal de arma, Silval chegou a ser levado até a sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos, mas pagou fiança para não ser preso e foi liberado.

    Como o então investigado estava sob escuta telefônica da PF, a conversa com o ministro do STF foi gravada e veio a público. Nela, Gilmar questiona “que confusão é essa?”, exclamando “que loucura!” e “meu Deus do céu!”; e diz ao governador que conversará com o também ministro Dias Toffoli (“Eu tô indo pro TSE, eu vou conversar com o Toffoli”), relator do caso de Silval e responsável por ter autorizado a batida. Ao se despedir, ainda envia “um abraço aí de solidariedade”.

    A reportagem da Istoé de 2017 lembrou ainda uma declaração de Gilmar de 2013 sobre sua relação com Silval: “Somos amigos de muitos anos, sempre temos conversas muito proveitosas.” Para ilustrar a alegada influência do ministro no Mato Grosso, a revista recordou uma resposta do então colega Joaquim Barbosa a ele: “Vossa Excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso.”

    Quem já votou a favor de Gilmar?
    O placar do julgamento no plenário virtual do STJ sobre a matéria da revista está 2 a 0, a favor de Gilmar. O ministro havia sido derrotado em primeira e segunda instâncias, mas recorreu ao tribunal superior, onde o relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, em maio de 2021, inicialmente negou o recurso extraordinário, concluindo não haver comprovação de ofensa à honra, nem erro jornalístico.

    “No entanto, em fevereiro de 2025, quase quatro anos depois, e após a apresentação de agravo pela defesa de Gilmar Mendes, o próprio relator reconsiderou sua decisão anterior e levou o caso a julgamento pela 3ª Turma.

    Em voto proferido nesta terça-feira (3/6), o ministro entendeu que o texto continha ‘excesso de ironia’ e seria ofensivo à honra de uma autoridade pública, reformando a decisão das instâncias inferiores e condenando os réus, de forma solidária, ao pagamento de R$ 150 mil, acrescidos de juros de 1% ao mês e correção monetária desde a publicação da matéria.

    Até o momento, a ministra Daniela Teixeira também acompanhou o voto do relator. O julgamento deve ser concluído em 9 de junho”, informam notas das organizações.

    O Antagonista acrescenta agora informações sobre os dois magistrados, que ocuparam no Superior Tribunal de Justiça vagas destinadas a membros da advocacia pelo chamado Quinto Constitucional, previsto no artigo 94 da Constituição.

    – Ricardo Villas Bôas Cueva, indicado ao STJ pela petista Dilma Rousseff em abril de 2011 para a vaga aberta pela morte de Paulo de Tarso Sanseverino, participou de quatro edições do Fórum Jurídico de Lisboa – que virou só Fórum de Lisboa, mas ficou conhecido como Gilmarpalooza –, nos anos de 2018, 2021, 2022 e 2023, como registra o site do evento, promovido pelo próprio autor da ação, Gilmar Mendes. Na última participação, por exemplo, Villas Bôas moderou um painel intitulado “Inteligência artificial e governança algorítmica: desafios regulatórios”.

    – Gilmar e Villas Bôas também já participaram juntos de outros eventos, ao longo dos anos, como o Seminário Regulação e Desenvolvimento, em 31 de março de 2023, organizado pela Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3a Região (EMAG); e o curso “Improbidade Administrativa e Agentes Públicos”, no qual palestraram em 11 de maio de 2012, sob organização da Escola da Magistratura (Emagis) do Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF-4).

    – Já Daniela Teixeira, indicada por Lula em agosto de 2023 para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Félix Fischer, concluiu mestrado em Direito, em 2020, pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado também por Gilmar e administrado por seu filho, Francisco Mendes – cujo nome vem aparecendo em outras reportagens de imprensa em razão das relações comerciais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com o instituto familiar.

    O próprio ministro do STF publicou no X, em 5 de agosto de 2024, duas fotos em que aparece com Daniela em seminário do IDP. Gilmar exaltou o que chamou de “brilhante trajetória” da ministra e se referiu ao curso feito por ela como “nosso”.

    “Nesta manhã, recebemos a Ministra do STJ Daniela Teixeira no @SejaIDP Summit. Durante o evento que marca o início do período letivo, os alunos puderam se inspirar na brilhante trajetória da palestrante, egressa do nosso curso de mestrado. Desejamos a todos um excelente semestre!”

    O orientador de Daniela foi o desembargador Ney Bello, do TRF-1, aliado de Gilmar que o decano do STF tentou emplacar no STJ, mas que acabou ficando de fora da lista tríplice encaminhada a Lula. Daniela e Bello participaram do Gilmarpalooza, em Lisboa, em 2024. Ela palestrou no painel “Sistemas de justiça no século XXI: avanços e retrocessos”; ele, no painel “Criminalidade Transnacional e Virtual”.

    Além de Villas Bôas e Daniela, os outros ministros que compõem a 3ª Turma do STJ e que, portanto, deverão votar no processo sobre a matéria de 2017 até segunda-feira, 9, são: Nancy Andrighi, Humberto Martins, e Paulo Dias de Moura Ribeiro.

    Posicionamento editorial
    O Antagonista expõe na presente matéria fatos objetivos e verificáveis, mas não vai reproduzir as sutis ironias de 2017 da revista processada, nem vai ironizar as relações aqui expostas entre Gilmar Mendes e ministros do STJ que votaram a favor dele, pois ainda não está claro, afinal, qual é o grau de ironia que configura um “excesso” passível de punição; e se há autoridades mais iguais que as outras em relação ao tema, já que a ironia a qualquer autoridade é tradição no debate público brasileiro e mundial.

    Reforçamos apenas que, em país onde jornalistas e veículos são condenados por vigilância sobre o poder, a liberdade de imprensa não está ameaçada. Ela já acabou.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/stj-vai-punir-jornalistas-por-excesso-de-ironia-a-gilmar-mendes/)

  18. Miguel José Teixeira

    “Palhaço, cruz e saci: decodificando as tatuagens no mundo do crime”
    – Os desenhos na pele são usados por cirminosos como ferramenta de comunicação.
    (Letícia Guedes na Coluna da Mirelle Pinheiro, Metrópoles, 08/06/25)

    Cada vez mais popular na sociedade, as tatuagens, antes alvo de extremo preconceito, ainda podem servir de identificação para criminosos. Para além do palhaço, no universo dos delitos os desenhos são usados como uma espécie de etiqueta que, marcados na pele, revelam segredos obscuros àqueles que entendem do tema.

    Para o promotor de Justiça Fernando Pascoal Lupo, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que escreveu um artigo sobre o tema, entender os significados das tatuagens, sobretudo das gravadas na pele de presidiários (1), pode ser um valioso auxílio à investigação policial, servindo até mesmo para antecipar uma ação criminosa.

    “Alguns desenhos podem parecer inofensivos devido às suas cores e traços simples e delicados, mas podem esconder motivos e até mesmo confissões bárbaras e cruéis” (2), analisou.

    No mundo do crime, as gravuras revelam fichas criminais extensas, grau de periculosidade, sua especialidade na delinquência e cargo na hierarquia do crime.

    “No sistema prisional brasileiro (3) ou de qualquer país os detentos se tatuam para mostrar a facção a qual pertencem, os crimes que cometeram, a trajetória no mundo do crime. As tatuagens não são feitas para enfeitar ninguém, elas revelam quem é o preso, o crime que praticou e o que se deve sentir por eles, seja medo, ódio ou desprezo”. (Subtenente PMDF Assis Araújo: A marca do criminoso, 2010).

    Muitas vezes, as tatuagens são feitas dentro do sistema penitenciário. Segundo o promotor, as tatuagens de cadeia são uma forma de comunicação dos presos acerca de assuntos sobre os quais eles não gostam de comentar.

    “Apenas quem está integrado a esse meio marginal capta o significado dessas informações. Inúmeras são as tatuagens ligadas ao mundo do crime, muitas das quais contam com diversas variantes, dependendo do tamanho, quantidade ou lugar onde são gravadas”, ensinou.

    Confira abaixo um guia com os significados das principais tatuagens gravadas na pele pelos criminosos:

    – O palhaço: tem ligação com assaltantes, quadrilheiros ou matadores de policiais. Se tiver lágrimas pretas, revela amigos mortos por rivais; lágrimas vermelhas, amigos mortos pela polícia. Se for acompanhada por caveira, é assassino de policiais, e a quantidade de caveiras varia de acordo com o número de policiais que matou.
    – Pontos: Geralmente, tatuados na mão classificam o criminoso. Um ponto indica o estágio inicial – batedor de carteiras; Dois pontos, o estuprador; Três pontos, o viciado em drogas; Quatro pontos, o traficante; Cinco pontos, o homicida (hierarquia do crime).
    – Saci: personagem do folclore brasileiro, identifica traficantes ou usuários de drogas. Já o sacizeiro, que remete ao cachimbo do saci, é ligado ao usuário de crack.
    – Folha da maconha, gnomo, mago, bruxo e duendes: tatuagens associadas ao tráfico e uso de drogas. As imagens do mago ou do bruxo também representam assalto a ônibus e a estabelecimentos comerciais, especialistas em armas e explosivos.
    – Mulher nua, com genitália à mostra: é utilizada por viciados em drogas injetáveis.
    – A âncora, a estrela de Salomão, a espada cruzada e o arco e a flecha: servem como proteção das prisões e emboscadas.
    – A cruz com um crânio indica lealdade criminal: identificam indivíduo já condenado, que é leal ao colega de cela, que guarda segredo.
    – Cobra enrolada ou cobra: por outro lado, essas identificam criminosos delatores.
    – A Sereia, borboleta, o golfinho ou desenhos de uma “boneca sexual”, com a inscrição: “amor só de mãe” em coração cortado por flecha, com o nome dela significando desculpas à própria genitora: Figuras que identificam estupradores
    – Pênis: o órgão genital é tatuado em estupradores, nas costas ou em lugar visível, para que sirvam de escravo sexual na cadeia.
    – Jesus Cristo crucificado, com a coroa de espinhos ou só com a inscrição JC: figuras relacionadas com o homicida.
    – Inscrição JC: nos braços, pernas ou peito é ligada a um latrocida. Nas costas, um pedido de proteção.
    – O Chucky (personagem do filme “O brinquedo assassino), o punhal atravessando um crânio humano ou um coração: indicam assassinato de policiais.
    – Caveira: usada por presos que cometeram homicídio.
    – A morte com foice: representa presos ligados a grupos de extermínio.
    – O diabo: revela pistoleiros e matadores de aluguel.
    – Imagem de Nossa Senhora de Aparecida: se relaciona com homicídios e latrocínios
    – A espada e o punhal: indicam indivíduo perigoso e destemido, que matou com arma branca.
    – Figura do demônio: sugere aquele que mata por gosto.
    – Serpente ou a inscrição X-9: indica que o preso é traíra
    – Arame farpado: significa que o preso é um “dedo duro” ou assaltante há muito tempo detido.
    – Aranha: revela que o bandido age em grupo, que é perigoso. Se a aranha estiver subindo pela teia, indica “ascensão na carreira”. Se tiver várias aranhas, é um líder, conselheiro.
    – Teia de aranha: tatuada na mão, antebraço, cotovelo ou perna, significa lembrança do comparsa que morreu.
    – Taz (tasmânia, personagem do desenho): está ligada ao furtador, ao ladrão que age em grupo, que promove arrastões.
    – Polvo: traduz capacidade de escapar de predadores, ligados a roubadores e arrombadores.
    – Pomba: significa sorte e bons ganhos, utilizada por ladrões de residências.
    – Carpa: indica símbolo de prosperidade e fertilidade, mas com sua cabeça apontada para cima, quer dizer que o indivíduo está em ascensão dentro do crime organizado.
    – Águia: simboliza liberdade. É desenhada no período de término da pena.
    – Mulher indígena: figura comum nos presídios cariocas nas décadas de 1980 e 1990, era usada por detentos ligados ao tráfico de drogas nos presídios. Indicava os soldados do morro, aqueles que poderiam usar fuzil.
    – Flor, beija-flor ou borboleta: representam a homossexualidade passiva dentro da cadeia
    – Pistola e revólver: na perna, peito ou costas, traduzem assalto a mão armada, latrocida.
    – Fuzil: preso de alta periculosidade.
    – Integrantes de facções criminosas se identificam pelas iniciais da própria sigla.
    – Suástica: associada ao crime de intolerância

    (Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/palhaco-cruz-e-saci-decodificando-as-tatuagens-no-mundo-do-crime)

    (1) “Não chora, eu vou voltar”: preso se despede da amada e vídeo viraliza”
    – Transferência de detentos no interior do Amazonas tem momento inusitado durante operação; vídeo circula nas redes sociais.
    (+em: https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/nao-chora-eu-vou-voltar-preso-se-despede-da-amada-e-video-viraliza)

    (2) “Tá morta faz horas”: homem confessa ter matado a filha de 1 ano. Ouça”
    – Segundo a polícia, o homem matou a menina de 1 ano e 9 meses após discutir com sua esposa, mãe da criança, por ciúmes.
    (+em: https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/ta-morta-faz-horas-homem-confessa-ter-matado-a-filha-de-1-ano-ouca)

    (3) “Em documento exclusivo, MC Poze do Rodo confessa ser faccionado do CV”
    – A ficha também registra que o motivo da prisão foi temporária, com prazo de 90 dias, e aponta que Poze possui ensino médio incompleto.
    (+em: https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/em-documento-exclusivo-mc-poze-do-rodo-confessa-ser-faccionado-do-cv)

    O piNçar Matutildo, piNçou:
    “- O palhaço: tem ligação com assaltantes, quadrilheiros ou matadores de policiais. Se tiver lágrimas pretas, revela amigos mortos por rivais; lágrimas vermelhas, amigos mortos pela polícia. Se for acompanhada por caveira, é assassino de policiais, e a quantidade de caveiras varia de acordo com o número de policiais que matou.”
    E o Bedelhildo tatuou:
    Qualquer semelhança com o “dotô onoris causis” fazendo o papel de palhaço na França, é mera coincidência!

  19. Miguel José Teixeira

    Mancomunadamente, mancomunados!

    “Nós temos meia dúzia de empresas de aplicativos que mandam no mundo. Estamos precisando trabalhar a regulação das redes digitais. É preciso que o Parlamento tenha coragem. Se o Parlamento não tiver, que tenha a Suprema Corte de fazer uma regulação.” (Lula)

    (Frase do dia no blog do Noblat, Metrópoles, 07/06/25)

    É no que dá quando o povo de uma Nação permite que as suas duas caríssimas casas legislativas sejam transformadas em verdadeiros parasitários!

    1. Duas casas que dizem nos representar e onde nascem as leis para os julgadores e que nos tornam iguais perantes todos e semelhantes situações, cujos os escolhidos pelos votos livres da democracia, custou bilhões de reais e custa outros bilhões dos nossos pesadados e cada vez mais altos impostos on line para NÃO FUNCIONAR e assim desrepresentar e deixar desassistido o pov.

      Este provo brasileiro vai ficando cada vez mais refém de decisões judiciais imprivisivelmente exóticas, com hermenêuticas particulares e fundamentadas em percepções. Ainda, bem que esse próprio parlamento – cheio de rabos presos – está sendo encurralado, penalizado e com isso, merecidamente, enfraquecido pela mesma doença do autoritarismo judicial, Uma pena. Um desastre para uma democracia

  20. Miguel José Teixeira

    Os “cidadões” balneocamboriuenses, que incautamente ou interesseiramente nele votaram, poderiam curtir a praia sem essa!

    “Renan Bolsonaro repete erro de português de Janja e vira meme”
    – Vereador Renan Bolsonaro repete erro de Janja em vídeo; gafe viraliza nas redes e rende comparações com a primeira-dama: “Janjo”.
    (Felipe Salgado, na Coluna do Paulo Cappelli, Metrópoles, 07/06/25)

    Vereador de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, Jair Renan Bolsonaro (PL) virou alvo de piada nas redes sociais após cometer um erro de português em vídeo publicado na quinta-feira (5/6). Ao criticar a prefeita da cidade, Juliana Pavan (PSD), o filho do ex-presidente afirmou que a gestora pretende implementar pautas de políticas de gêneros para “cidadões”. O plural correto de “cidadão” é “cidadãos”.

    O deslize rendeu comparações imediatas com uma gafe semelhante cometida pela primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Em setembro de 2024, durante um evento oficial, ela usou a expressão “cidadões globais” ao convocar apoio internacional no combate à fome. À época, o erro também viralizou e foi amplamente explorado nas redes.

    Usuários aproveitaram o episódio desta sexta para ironizar a coincidência entre os dois discursos. “Janja e Renan unidos pelo português criativo”, escreveu um internauta. Outros comentaram sobre a “união linguística entre extremos ideológicos”, em referência às posições opostas que os dois personagens ocupam no cenário político nacional. Houve, ainda, quem chamasse Renan Bolsonaro de “Janjo”.

    O vídeo
    No vídeo em que comete o deslize, o filho do ex-presidente endossa críticas feitas por políticos conservadores à prefeita Juliana Pavan. Jair Renan afirma que o projeto de lei que prevê o “Dia Municipal de Prevenção e Conscientização da Violência Política de Gênero” busca “impor a ideologia de gênero”.

    Assista/ouça ao vídeo em:
    https://cdn.jwplayer.com/videos/4AEppHKL-dHmMLxiQ.mp4?r=41771

    Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/paulo-cappelli/renan-bolsonaro-repete-erro-de-portugues-de-janja-e-vira-meme-janjo)

    1. Miguel José Teixeira

      Matutando bem. . .
      Já que,os filhos zero zero do capitão zero zero, quando presidente, intrometiam-se tanto em assuntos do Estado quando à janja calamidade “se-intromete-se” atualmente, eles deveriam ser renomeados de janjo 1, janjo 2, janjo 3, janjo 4. . .

    1. Miguel José Teixeira

      É óbvio que o vídeo acima é montagem. Mas o verdadeiro está em:

      “Internautas fazem meme com “acrobacia” de Lula em Paris”
      – Sem sapatos e deitado no chão, presidente tentou imitar movimentos de dançarino ao lado de Emmanuel Macron. . .
      (Poder360, 07/06/25)

      O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) virou meme nas redes sociais nesta 6ª feira (6.jun.2025) após tentar imitar movimentos acrobáticos durante visita a uma exposição de arte em Paris, na França.
      . . .
      (+em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/internautas-fazem-meme-com-acrobacia-de-lula-em-paris/)

      Esse é “dotô onoris causis” da Université Paris 8. . .

  21. Miguel José Teixeira

    . . .”Não devo ser apenas eu, pensei, a percorrer as páginas de seus livros com um tremor sempre iminente nos lábios, sem saber se sorrio ou se choro, ou se lanço nos ares algum grito vulgar: esse cara é foda!”. . .

    “O sorriso desaparecido de Rubem Braga”
    (Julián Fuks, Colunista de Ecoa/UOL, 07/06/25)

    Desconfiado de sua palavra, senti uma súbita urgência de ver o rosto do jovem Braga. Queria saber se ele mentia numa crônica, se mentia quanto à existência de uma tal Pierina (1), uma vizinha com quem ele travou na juventude um amor através das janelas, por sinais e gestos, e a quem lançou um avião de papel que foi dar bem em seus seios, num voo perfeito. Algo na crônica sugeria que aquilo só podia ser uma ficção deslavada, embora tão singela. Como precária conferência, me ocorreu que devia ver o rosto do Braga garoto: para viver algo assim ele tinha que ser ao menos um pouco atraente.

    O que descobri, porém, se revelou muito mais transcendente do que a verdade ou a mentira da crônica, assunto estúpido de qualquer maneira. Vasculhei todas as imagens que pude, das remotas às recentes, vi o cronista em sua casa, na praia, na guerra, o cronista solitário ou cercado de amigos, o cronista através do espelho, vasculhei todas as imagens que pude tomado de uma estranha vertigem, e não vi sorriso em parte alguma, nem um mísero relance de seus dentes. Em todas as fotos o mesmo semblante severo, contrafeito, furibundo até. Ao que parece, Rubem Braga não sorria. Se acreditamos nos registros de sua época, não é impossível alegar que nunca sorriu.

    Aquilo me intrigou numa parte profunda de mim, aquilo me indignou e me enterneceu a um só tempo. Era estranho, era injusto que um homem como esse não tivesse o hábito frequente de sorrir, se tanta beleza e tanta ternura via no mundo, e se conseguia traduzi-las em palavras perfeitas para todo tipo de contentamento. Não devo ser apenas eu, pensei, a percorrer as páginas de seus livros com um tremor sempre iminente nos lábios, sem saber se sorrio ou se choro, ou se lanço nos ares algum grito vulgar: esse cara é foda! Então como, agora, me via a lamentar que ele não tivesse sido tão feliz quanto eu pensava, que a melancolia de que tantas vezes falava não pudesse ser vencida pela força de suas palavras, a ponto de suscitar algum sorriso em si próprio?

    Me ocorreu que talvez não devesse acreditar nas fotos, que as fotos mentem ainda mais do que as crônicas, e que portanto era mais confiável procurar sorrisos em seus textos. Fui atrás de crônicas que lembrava como joviais, leves, expressões da graça do mundo e do gozo da existência. Voltei a topar com duas meninas (2) que brincavam à beira do mar vestidas de azul e de verde, e deixavam que a espuma molhasse suas roupas, e riam muito, “e isso era alegre e tinha uma beleza ingênua e imprevista”. Braga até diz que sorriu por um instante, mas é difícil acreditar nele porque o resto do texto fala apenas de tristeza, “da grossa tristeza da vida, com seu gosto de solidão”, de uma angústia doorosa que só por um instante se faz leve, à vista fugaz das meninas.

    E fui parar também em sua famigerada aula de inglês, a mais sutil e cômica aula de inglês (3) de toda a literatura universal que eu conheça, e descobri que não, nem ali ele sorri quando enfim acerta a resposta que a professora deseja, limitando-se ao susto por sua reação, e ao orgulho, e à vergonha. Mas não deixa de provar que conhece bem a mecânica de um sorriso, ao descrever como a professora “teve o rosto completamente iluminado por uma onda de alegria”, “e um largo sorriso desabrochou rapidamente, nos lábios havia pouco franzidos pela meditação triste e inquieta”. Concluí que Braga conhecia bem o sorriso, é claro, só não queria exercê-lo.

    Então fiquei me perguntando se Braga não teria afinal algo de clown, se precisava sofrer para que outros se divertissem, se encantassem, se comovessem. Se cultivou por toda a vida uma angústia que se tornasse fonte de escrita, para alcançar alguma cumplicidade com outras almas partidas, doloridas como a sua. Por isso seu ideal seria escrever (4), como ele confessou no jornal um dia, “para aquela moça que está doente naquela casa cinzenta”, moça reclusa e enlutada, escrever para ela a história mais engraçada que já existiu para quem sabe assim animá-la, para que ela risse e todos à sua volta se espantassem ao vê-la tão alegre.

    E me ocorreu, por fim, que talvez também eu pudesse almejar utopicamente a algo parecido, embora nunca tenha me atrevido a nenhuma crônica engraçada, e embora não acredite em qualquer escrita que faça despertar os mortos, dessa forma literal e imediata, um tanto sinistra. Mas que meu ideal de escrita, ao menos neste dia, seria escrever uma pequena e singela crônica que, anacronicamente, pudesse fazer o velho Braga trair sua severidade e sorrir, mesmo que preferisse esconder o sorriso sob o bigode no instante seguinte.

    (Fonte: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2025/06/07/o-sorriso-desaparecido-de-rubem-braga.htm)

    (1) https://contobrasileiro.com.br/a-moca-chamada-pierina-cronica-de-rubem-braga/)
    (2) https://www.cronicabrasileira.org.br/cronicas/12613/duas-meninas-e-o-mar
    (3) https://www.cronicabrasileira.org.br/cronicas/12015/aula-de-ingles
    (4) https://www.cronicabrasileira.org.br/cronicas/11511/meu-ideal-seria-escrever

    Ao ler “ou se lanço nos ares algum grito vulgar”, lembrei-me do Senhor Ney Matogrosso:
    . . .
    “Quebrei a lança
    Lancei no espaço
    Um grito, um desabafo”
    . . .
    Sangue Latino: https://www.youtube.com/watch?v=ygUuXtg98zA

  22. Miguel José Teixeira

    “O Papa é pop, o Papa é pop
    O pop não poupa ninguém
    O Papa levou um tiro à queima roupa
    O pop não poupa ninguém”
    . . .
    (1berto Gessinger)

    “O Papa e o amigo senador”

    Paraibano de Pombal, Rui Carneiro era candidato a senador pelo PSD, em 1955, enfrentando a UDN.
    Reza a lenda da política local que após uma viagem à Europa, ele iniciou sua campanha vitoriosa contando uma história de impacto, num comício:
    – “⁠Paraibanos, estive em Roma com o Papa.
    Ele me disse:
    – Rui, se destruírem meu trono aqui no Vaticano, sei que tenho um amigo lá na Paraíba. Vá, dê lembranças à comadre Alice e diga ao povo que estou com você.”

    (Poder sem pudor, CH, DP, 07/06/25)

    Engenheiros do Hawaii: https://www.youtube.com/watch?v=6mDDfY7BVXs

  23. Miguel José Teixeira

    Pode isso, TriCU?

    “Renúncia fiscal beneficiou hotel de Lula em Paris”
    (Coluna CH, DP, 07/06/25)

    Longe de passar aperto, até pelas salgadas diárias que partem dos R$2,9 mil para sustentar o alto luxo, o grupo hoteleiro Intercontinental foi favorecido em mais de R$7,8 milhões em renúncias fiscais pelo governo brasileiro. A benevolência não comoveu e nem fez a menor diferença na hora de o Intercontinental Paris cobrar a milionária fatura de Lula, Janja e enorme comitiva que recebeu na capital francesa. A estada brasileira custou mais de R$1,2 milhão aos brasileiros pagadores de impostos.

    Origem da benesse
    Quase toda renúncia ocorreu via Perse, programa emergencial criado para socorrer o setor de eventos na pandemia do coronavírus.

    Coisa de milhões
    Em 2022, o Intercontinental conseguiu alívio de R$ 3,3 milhões com a alíquota do Imposto de Renda e do imposto sobre lucro líquido zerada.

    Alô, Taxxad
    Em 2023, o fisco foi ainda mais gentil com o grupo hoteleiro de luxo. A renúncia fiscal superou os R$4,5 milhões. Outra vez, usando o Perse.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/denuncia-na-pgr-aponta-conluio-em-interferencia-de-lula-na-investigacao-do-roubo-do-inss)

    Matutando bem. . .
    Se “uma mão lava a outra”, periga o grupo hoteleiro estar repassando para possíveis contas secretas do lula o valor dos gastos de sua comitiva!

  24. Miguel José Teixeira

    Se, “Moqueca é capixaba, o resto é peixada” e Evair de Melo é o dep.fed. “mais querido” do eleitor capixaba, então o que ele está à preparar?

    “Denúncia na PGR aponta conluio em interferência de Lula na investigação do roubo do INSS”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 07/06/25)

    Virou alvo de denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) a confissão do presidente Lula (PT) de que recomendou “muita cautela” à Polícia Federal e à Controladoria Geral da União (CGU) na investigação das entidades picaretas beneficiados pelo roubo aos aposentados do INSS. Segundo o autor da denúncia, deputado Evair de Melo (PP-ES), não é papel do chefe de Estado moldar o ritmo da Justiça: “[Lula] não pratica a virtude da prudência, mas o vício do conluio”, diz.

    Interferência clara
    “Não é cautela, é interferência. Não é estadismo, é subversão silenciosa do Estado de Direito”, afirma a denúncia contra o presidente.

    Irmão é agravante
    Para Evair, a conduta representa tentativa de obstrução institucional, agravada pela ligação do irmão de Lula Frei Chico a um dos sindicatos.

    Objetivo foi blindar
    O objetivo seria “preservar interesses de base aliada, sindicatos e entidades que orbitam politicamente o governo”, diz a denúncia.

    PGR irá ‘analisar’
    A PGR deve “analisar” as acusações contra Lula, como a de desvio de finalidade, por se utilizar do cargo para influenciar as investigações.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/denuncia-na-pgr-aponta-conluio-em-interferencia-de-lula-na-investigacao-do-roubo-do-inss)

    Matutando bem. . .
    Periga o PrédioGrandeRedondo transformar sua denúncia numa “paella”, o horripilante prato espanhol que caiu no gosto dos tupiniquins!

  25. Miguel José Teixeira

    “Assista à esquerda em 2019 comandando afrouxar regras do INSS”
    – Deputados e senadores da oposição ao governo Bolsonaro foram contra a MP 871; acordo desidratou a medida que virou a lei 13.846…
    (Poder360, 07/06/05)

    Deputados e senadores do PT e de partidos de esquerda, aliados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comandaram em 2019 um movimento dentro do Congresso para afrouxar as regras de controle no INSS. Conseguiram apoio de parte do Centrão para aprovar um mecanismo que manteve associações e sindicatos à frente dos descontos nas folhas de pagamento de pensionistas e aposentados pela Previdência Social.

    A pressão das esquerdas se deu duranta a tramitação da medida provisória 871 de 2019. O texto enviado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) estipulava que a revisão dos descontos automáticos fosse realizada uma vez por ano a partir da aprovação da MP. Quanto o texto foi aprovado, a regra falava em reavaliação a cada 3 anos começando só em 2021.
    . . .
    + e vídeos estarrecedores em:
    https://www.poder360.com.br/poder-congresso/assista-a-politicos-de-esquerda-defendendo-regras-frouxas-para-o-inss/

  26. Miguel José Teixeira

    Os burros de cargas que nele votaram também não sabem e nem querem saber!

    ““Não sei quanto estou gastando”, diz Lula sobre viagens internacionais”
    – Em entrevista coletiva na França, o presidente tentou justificar a frequência dos deslocamentos ao exterior.
    (Redação O Antagonista, 07/06/025)

    Durante coletiva de imprensa neste sábado, 7, na França, Lula defendeu sua agenda de viagens internacionais. Questionado sobre os custos da comitiva presidencial, respondeu:

    “Eu não sei quanto tô gastando porque não cuido disso. Mas sei o quanto estou levando de volta para o Brasil.”

    Lula está na França desde quarta-feira, 4, e segue agora para Nice, onde participa da Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos.

    Na entrevista, o presidente tentou justificar a frequência das viagens. “O papel do presidente é abrir as portas e dizer para os caras: Tá aqui as possibilidades.”

    Segundo ele, o Brasil “precisa deixar de ser pequeno”.

    “Precisa se colocar como país grande. Nossos embaixadores no mundo têm que pensar grande. A gente não é menor do que ninguém, a gente não é inferior a ninguém.”

    Investimentos franceses
    Lula disse ter obtido de um grupo de 15 grandes empresas francesas o compromisso de investir R$ 100 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos.

    “Essa é a novidade”, afirmou. Segundo o Planalto, as companhias já atuam no país e prometeram ampliar suas operações.

    Além da França, o presidente também citou compromissos semelhantes firmados com investidores da China e do Japão em viagens recentes.

    “Se a gente somar os investimentos que conseguimos na China, se a gente somar os investimentos que conseguimos no Japão, nós vamos perceber que nós estamos fazendo aquilo que todo presidente da República precisaria fazer no Brasil.”

    Putin e guerra na Ucrânia
    Sobre a possível presença de Vladimir Putin na cúpula dos BRICS, em julho, no Rio de Janeiro, Lula disse que a decisão cabe ao russo. Desde 2023, Putin é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, o que obrigaria o Brasil, em tese, a prendê-lo caso entre no país.

    Lula afirmou que a guerra na Ucrânia “está mais próximo de um acordo” do que se imagina. Disse ainda ter telefonado a Putin durante escala na Rússia, em maio, ao voltar da China, e o convidou para uma reunião de paz na Turquia. “Ele não foi. Eu lamentei.”

    O presidente voltou também a acusar Israel de genocídio.

    Os custos das viagens de Lula
    Desde o início do terceiro mandato, as viagens internacionais do presidente Lula consumiram mais de R$ 50 milhões dos cofres públicos, de acordo com levantamento do Globo com base em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação. Os valores englobam despesas com hospedagem, logística, aluguel de equipamentos e serviços de telefonia no exterior.

    Apenas com acomodações, os gastos chegam a R$ 47 milhões. Os custos logísticos – como aluguel de impressoras, celulares e internet – somaram US$ 599,8 mil (cerca de R$ 3,35 milhões na cotação atual). Os dados não incluem a viagem em curso à França, nem a ida recente à China, cujo valor não foi divulgado pelo Itamaraty.

    A viagem mais cara até agora foi para Moscou, em maio deste ano, quando Lula participou da festa militar do ditador russo Vladimir Putin. A visita custou R$ 1,9 milhão apenas em hospedagem. Lula foi um dos poucos líderes eleitos democraticamente a comparecer ao evento promovido por Putin em meio à guerra contra a Ucrânia.

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/nao-sei-quanto-estou-gastando-diz-lula-sobre-viagens-internacionais/)

    Matutando bem. . .
    “Tolo é quem acredita num tolo”

  27. Miguel José Teixeira

    Vejam bem: “planejam”. . .

    “Empresas francesas planejam investir R$ 100 bilhões no Brasil até 2030”
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/empresas-francesas-planejam-investir-r-100-bilhoes-no-brasil-nos-proximos-cinco-anos.shtml)

    . . .periga o sapo barbudo chegar por aqui cacarejando que trouxe da fantasiosa viagem à França 100 bi de investimentos!

    E o Revisildo:
    Ô, ô, ô, Matutildo! Sapos coaxam e não cacarejam!
    – Esse aí é polivalente: coaxa, cacareja, uiva, mia, pia, etc, etc., só não cumpre suas promessas de campanha!

    1. Um dia, alguém de origem católica, disse-me que era um ser de profunda fé, rezava suas próprias rezas se sentia só e enfraquecido, mas mas não seguia qualquer religião ou sequer ia a igrejas, templos, sinagogas, inserindo-se num suposto novo mundo espiritual…

  28. Miguel José Teixeira

    Matutando bem. . .
    No mapa, a corja vermelha já conseguiu tal proeza.
    Mas na real, viraram de cabeça para baixo, apenas o Brasil!

  29. Miguel José Teixeira

    Haja eucalipto!

    O Brasil é o maior exportador de celulose do mundo (1), sabia desta? Os maiores produtores do mundo, no entanto, são os Estados Unidos.

    Para vender tanta celulose, a gente deveria ter empresas fortes do setor (2) por aqui, não? Bingo, temos mesmo. Hoje, vamos explorar uma indústria que não aparece tanto aqui na newsletter: a papeleira.

    Dominando o mundo. A Suzano anunciou ontem um acordo (3) para formar uma joint venture global com a Kimberly-Clark, que fabrica os lencinhos da Kleenex.

    Uma “joint venture”, ou empreendimento conjunto, é a união de duas outras para realizar um projeto específico. Aqui, as matronas são Suzano e Kimberly-Clark, que continuam a existir independentemente –é diferente de uma fusão, por exemplo.

    A companhia brasileira, que é a maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo (4), já estava de olho há tempos em oportunidades de investir nos lenços de papel. Sim, tudo neste mundo é um mercado (5), até os lencinhos que você carrega na bolsa.

    Os termos. US$ 1,7 bilhão (R$ 9,5 bilhões) serão investidos pela Suzano para ter 51% do projeto. Depois, ela terá a opção de comprar os 49% da parceira, se assim quiser.

    Os ativos envolvidos na transação estão na América do Sul, América Central, Irlanda, Reino Unido, Europa, África, Oriente Médio, Ásia e Oceania. No bom português, vai ter Suzano no mundo todo.

    Os resultados. 1 milhão de toneladas de lenços (6) por ano distribuídos em 14 países e em duas linhas de negócios, com produtos para uso profissional e doméstico. Quantos eucaliptos para este tanto de celulose?

    Aí vão as protagonistas do setor do papel no Brasil.

    Suzano
    Fundação: 1924
    Funcionários: 56 mil
    Receita líquida: R$ 11,5 bilhões
    Produtos: celulose, papéis e embalagens
    Marcas: Report, Couché Suzano, Pólen, Mimmo, Neve, Floral, Scott e KIeenex.

    Klabin
    Fundação: 1899
    Funcionários: 18 mil
    Receita líquida: R$ 4,86 bilhões
    Produtos: madeira, celulose, papéis e embalagens

    Eldorado Brasil
    Fundação: 2010
    Funcionários: 5 mil
    Receita líquida: R$ 1,6 bilhões
    Produtos: celulose

    A Eldorado esteve no centro de uma das maiores brigas corporativas no Brasil da última década. Ela chegou a uma resolução há poucas semanas. Você conhece a história completa aqui (7).

    (Texto de Luana Franzão da FSP, recebido pelo correio eletrônico)

    (1) “Expansão de celulose ligada a grupo estrangeiro cria conflito com produtores de cana em SP”
    – Associação diz que houve compra de até 30% da área de municípios; Bracell e Turvinho afirmam que obedecem legislação brasileira.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/expansao-de-celulose-ligada-a-grupo-estrangeiro-cria-conflito-com-produtores-de-cana-em-sp.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (2) “Alta da celulose bate a do ferro no transporte ferroviário”
    – Aumento consistente da produção faz commodity ter a maior alta, entre as demais cargas; em volume, ferro lidera.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2025/02/alta-da-celulose-bate-a-do-ferro-no-transporte-ferroviario.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (3) “Suzano fecha acordo de US$ 1,7 bilhão em parceria com Kimberly-Clark, dona da Kleenex”
    – Empresa brasileira vai investir para ter 51% de participação em operação com 22 fábricas.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/suzano-fecha-acordo-de-us-17-bilhao-com-kimberly-clark-dona-da-kleenex.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (4) “Centenária, Suzano investirá US$ 100 mi em educação para sustentabilidade”
    – Ao celebrar 100 anos, gigante de papel e celulose anuncia parceria com Universidade de Cambridge e Stanford e projetos para tornar Brasil referência sustentável.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-social-mais/2024/01/centenaria-suzano-investira-us-100-mi-em-educacao-para-sustentabilidade.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (5) “Após fracasso de leilão em dezembro, Rota da Celulose é arrematada por consórcio K&G”
    – Via é importante para o escoamento da produção do agronegócio em Mato Grosso do Sul.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/apos-fracasso-de-leilao-em-dezembro-rota-da-celulose-e-arrematada-por-consorcio-kg.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (6) “Arauco aprova fábrica de celulose de US$ 4,6 bilhões no Brasil”
    – Investimento para construção em Mato Grosso do Sul é o maior da história da empresa chilena.
    (+em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/09/arauco-aprova-fabrica-de-celulose-de-us-46-bilhoes-no-brasil.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

    (7) “J&F X Paper Excellence: a cronologia do embate pela Eldorado”
    (+em: https://piaui.folha.uol.com.br/jf-x-paper-excelence-a-cronologia-do-embate-pela-eldorado/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsmercado)

  30. Miguel José Teixeira

    A criatividade da toga impressiona!

    “Piloto preso com 400 kg de cocaína é absolvido após Justiça considerar abordagem ilegal”
    – Juiz Luciano Silva, da 2ª Vara Federal de Araçatuba, entendeu que não havia fundada suspeita para a abordagem da aeronave.
    (Carlos Martins, FSP, 05/06/25)

    Um piloto preso no ano passado após ser flagrado com 400 kg de cocaína em uma aeronave foi absolvido nesta quarta-feira (4) pela Justiça Federal. A decisão considerou a abordagem policial ilegal.

    A apreensão da carga ocorreu em 16 de dezembro de 2024, no Aeroporto de Penápolis, interior de São Paulo. A aeronave envolvida foi um Embraer EMB-720C Minuano, versão brasileira licenciada do Piper PA-32 Cherokee Six, de matrícula PT-EKC.

    O monomotor havia decolado de Mato Grosso do Sul, e provavelmente teve origem inicial na Bolívia ou Paraguai. A operação contou com policiais militares do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário), com apoio do helicóptero do Grupamento Águia da Polícia Militar e agentes da Polícia Federal. O piloto, de 33 anos, e um passageiro, de 45, foram presos em flagrante por tráfico interestadual de drogas.

    No entanto, o juiz Luciano Silva, da 2ª Vara Federal de Araçatuba, entendeu que não havia fundada suspeita para a abordagem da aeronave, o que tornou a prova ilícita. Com isso, ambos os réus foram absolvidos.

    Na decisão judicial obtida pelo portal HojeMais, o magistrado afirma que “não há certeza da natureza da notícia-crime, nem da forma como o monitoramento foi realizado, tampouco da integridade dos planos de voo utilizados para justificar a busca”. Segundo ele, os depoimentos apresentados “apenas confirmam a apreensão da droga, sem esclarecer a origem ou o percurso da carga”.

    Com base nessa argumentação, a abordagem foi considerada ilegal e as provas anuladas, sendo que o piloto foi absolvido e está em liberdade. De acordo com dados da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil), a aeronave está com situação regular e autorizada para voos privados.

    (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/06/piloto-preso-com-400-kg-de-cocaina-e-absolvido-apos-justica-considerar-abordagem-ilegal.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha)

    É ou não um incentivo para que agentes públicos ao flagrarem traficantes, desviarem as drogas para seu benefício?

  31. Miguel José Teixeira

    . . .”No cenário militar, já se assiste a lógica da exaustão por tantas baixas, atualmente em mais de 400 mil por ano. Isso é insustentável até mesmo para uma potência como a Rússia, que mobilizou sua população em ondas sucessivas e endureceu suas leis contra a dissidência e deserção. Os ganhos territoriais (2,3 km² por dia) são, taticamente, irrelevantes, quando comparados com o custo humano, material e psicológico.”. . .

    “Vitória de Pirro moderna”
    (Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade, Coluna Visto, lido e ouvido, Blog do Ari Cunha, CB, 06/06/25)

    Dados levantados pela inteligência ocidental dão conta de que, nesses após três anos do início da invasão à Ucrânia, a Rússia já contabiliza equação militar negativa cada vez mais insustentável. Segundo esses dados, o país vem perdendo, em média, 1.135 soldados, mortos ou feridos diariamente, tudo isso para conquistar apenas 2,3 quilômetros quadrados de território – uma área irrisória. Analistas militares calculam ainda que, no ritmo atual de avanço, a Rússia levaria, pelo menos, 91 anos para criar a zona tampão segura proposta por alguns militares russos. A Rússia, diz esse relatório, está tomando território, mas a um custo insustentavelmente alto.

    Diante de mais esse desastre comandado por Putin, seu futuro político vai se tornando cada vez mais incerto e tenebroso. De posse desses dados, o que se tem em mãos revela uma operação militar que, além de moralmente condenável, é estrategicamente desastrosa para a Rússia, sobretudo, para sua juventude. Um olhar para três frentes (militar, política interna russa e geopolítica global) mostra a Rússia, sob a liderança de Putin, cada vez mais atolada nas areias movediças do destino que traçou para si mesmo. No cenário militar, já se assiste a lógica da exaustão por tantas baixas, atualmente em mais de 400 mil por ano. Isso é insustentável até mesmo para uma potência como a Rússia, que mobilizou sua população em ondas sucessivas e endureceu suas leis contra a dissidência e deserção. Os ganhos territoriais (2,3 km² por dia) são, taticamente, irrelevantes, quando comparados com o custo humano, material e psicológico. A estimativa de 91 anos para completar uma zona tampão mostra o caráter fantasioso daquela meta. Além disso, a moral das tropas está provavelmente degradada; as reservas de munições, equipamentos modernos e oficiais experientes estão se esgotando e a Ucrânia, embora exaurida, tem acesso crescente à tecnologia militar ocidental de ponta, o que tende a reequilibrar o conflito no campo de batalha.

    A guerra entra em um impasse de desgaste onde a Rússia, apesar de avanços localizados, está cavando sua própria exaustão estratégica. Também no cenário político Interno, o poder de Putin torna-se cada vez mais instável e incerto. Vladimir Putin, como é sabido, sustenta seu poder sobre três pilares: repressão interna e controle da narrativa, aparato de segurança leal (FSB, militares, Guarda Nacional) e percepção de força e grandeza geopolítica. Por outro lado, entende-se que a guerra na Ucrânia corroeu parte ou boa parte desses pilares. Internamente, a repressão já atinge o ponto de retorno: quando o medo vira ódio silencioso e regimes como esses entram em colapso. As Forças Armadas estão desmoralizadas, com generais eliminados, prisões por corrupção e comandantes mercenários (como Prigozhin), mortos em circunstâncias pra lá de suspeitas. Dessa forma, o fracasso dessa guerra destrói a narrativa imperial que Putin construiu desde a Crimeia (2014). Muitos acreditam que o futuro político de Putin está ameaçado, embora, não imediatamente, pois ele ainda mantém o poder, embora enfrente rachaduras entre elites (oligarcas e serviços secretos).

    Há sinais de desgaste entre as bases sociais que sustentavam sua popularidade. O medo de uma “primavera russa”, embora remoto, já preocupa o Kremlin — vide o aumento de investimentos em ciberpropaganda, censura e repressão legal. Ninguém contesta o fato de que, em termos geopolíticos, há um isolamento e colapso russo, com aquele país, em termos de diplomacia cada vez mais desgastados, mesmo entre antigos aliados. A guerra levou a Rússia a se tornar cada vez mais dependente da China, o que a rebaixa, de potência autônoma a satélite estratégico. Sancionada economicamente, com acesso restrito a tecnologias críticas e mercados ocidentais, a Rússia de Putin vai provando de seu próprio veneno. Se Putin sobreviver politicamente, será como líder de uma Rússia empobrecida, armada, ressentida e dependente, o que é perigoso para o mundo. Mas se cair, abre-se o risco de vácuo de poder com disputas internas violentas e fragmentação da federação russa ou ascensão de um regime ainda mais autoritário. O mundo deve colocar as barbas de molho, pois seu arsenal atômico assustador pode vir a ser usado como demonstração de força derradeira.

    A frase que foi pronunciada:
    “A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.”
    (Winston Churchill)

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/vitoria-de-pirro-moderna/)

    Acendendo um charuto cubano Romeo y Julieta. . .
    Quanto à frase do Churchill,
    lula é a sua prova cabal!
    E bolsonaro, ensaiando. . .

  32. Miguel José Teixeira

    Ainda sobre o “retrato do momento”. . .

    “Um governante com esse índice não se reelege”
    (Coluna Brasília/DF, publicada em 5 de maio de 2025, por Denise Rothenburg, com Eduarda Esposito)

    Atento aos movimentos das pesquisas pré-eleitorais, que tiram um termômetro do cenário que se desenha para 2026, o cientista político Antônio Lavareda adverte que a situação do presidente vem se deteriorando a olhos vistos.
    Lavareda trabalha com um agregador de resultados dos principais institutos que medem o humor do eleitorado em relação ao governo.
    No primeiro ano deste Lula 3, os dados desse agregador indicaram um saldo de 13 pontos positivos para o governo.
    2024 terminou com um saldo de quatro pontos positivos.
    Agora, o agregador indica 17 pontos negativos.

    Ano complicado
    O olhar acurado de Lavareda sobre as pesquisas mostra que,
    – em abril, o governo até teve um respiro por causa da isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil e o consignado para o setor privado.
    – Em maio, porém, a situação voltou a se deteriorar por causa da crise do INSS e o aumento do IOF sem combinar com a sociedade.
    “Um governante com 17 pontos negativos não se reelege. Ele ainda tem tempo de se recuperar, mas este tempo está ficando apertado”, diz Lavareda.
    Ele avalia que, daqui para frente, com uma CPI do INSS na proa, o governo terá dificuldades em reverter esse jogo.
    Daqui para frente, a vida de Lula não será fácil.

    (Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/denise/um-governante-com-esse-indice-nao-se-reelege/)

  33. Miguel José Teixeira

    Em contrapartida. . .

    “Oposição planeja arrastar CPI do INSS até 2026 para “sangrar” Lula”
    – Parlamentares da oposição querem instalar a CPI sobre as fraudes no INSS no segundo semestre para atingir o governo Lula em ano eleitoral.
    (Ramiro Brites, Metrópoles, 06/06/25)
    +em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/oposicao-cpi-inss-lula

    . . .periga o SuTriFe arrastar o julgamento do capitão zero zero, para idem, idem. . .

  34. Miguel José Teixeira

    “Crusoé: Naufrágio anunciado” (1)
    – Crises sucessivas afundam governo Lula, que responde com mais gastos. E mais: o estorvo ambulante Carla Zambelli e os drones de Troia.
    (Redação O Antagonista, 06/06/25)

    Em meio à crise provocada pela elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o líder do PDT na Câmara, Mário Heringer, deu uma declaração que, em outros tempos, poderia ser interpretada como um simples descontentamento dessa frágil base governista no Congresso.

    Hoje, porém, soa como sinal de alerta: “Temos maioria para votarmos contra o aumento do IOF”.

    Mesmo sendo de esquerda e integrando a base do governo, o PDT está entre os partidos que andam externando, publicamente, um descontentamento com os rumos do governo Lula.

    O afastamento começou após o desgaste da sigla na crise dos descontos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), mas não é só isso.

    Hoje, são poucos os integrantes do Congresso que acreditam na capacidade de o governo Lula acertar o rumo nos próximos 12 meses.

    E nenhum parlamentar em sã consciência quer trazer para si o ônus de um governo impopular, contam Wilson Lima e Guilherme Resck em Naufrágio anunciado, a reportagem de capa da edição desta semana de Crusoé (1).

    Outros destaques
    Também nesta edição, Duda Teixeira detalha, em Estorvo ambulante (2), como a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que deixou o país após ser condenada à prisão, passou de fiel escudeira de Jair Bolsonaro e um desafeto perpétuo do bolsonarismo.

    E João Pedro Farah conta a história dos drones de Troia (3), uma operação silenciosa, planejada por 18 meses pela agência de inteligência ucraniana, que atingiu um feito inédito na guerra contra a Rússia invasora.

    Colunistas
    Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.

    Nesta edição, escrevem Dennys Xavier (A comédia como termômetro da liberdade) (4), Leonardo Barreto (Bolsonaro: herói ou vilão da direita?) (5), Jerônimo Teixeira (Nikolas Ferreira em uma palavra) (6), Roberto Reis (Quem manda são os indecisos) (7), Gustavo Nogy (Quando a esperança se transforma em vício), Josias Teófilo (Por que o cinema vai tão mal?) (9) e Rodolfo Borges (Golpe Jim Carrey no Corinthians) (10).

    Assine Crusoé e apoie o jornalismo independente.
    +em: https://crusoe.com.br/

    (Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/crusoe-naufragio-anunciado/)

    (1) +em: https://crusoe.com.br/noticias/naufragio-anunciado/
    (2) +em: https://crusoe.com.br/noticias/estorvo-ambulante/
    (3) +em: https://crusoe.com.br/noticias/os-drones-de-troia/
    (4) +em: https://crusoe.com.br/noticias/a-comedia-como-termometro-da-liberdade/
    (5) +em: https://crusoe.com.br/noticias/bolsonaro-heroi-ou-vilao-da-direita/
    (6) +em: https://crusoe.com.br/noticias/nikolas-ferreira-em-uma-palavra/
    (7) +em: https://crusoe.com.br/noticias/quem-manda-sao-os-indecisos/
    (8) +em: https://crusoe.com.br/noticias/quando-a-esperanca-se-transforma-em-vicio/
    (9) +em: https://crusoe.com.br/noticias/por-que-o-cinema-vai-tao-mal/
    (10) +em: https://crusoe.com.br/noticias/golpe-jim-carrey-no-corinthians/

  35. Miguel José Teixeira

    Ameaça ou barganha mais bene$$e$?

    “Oposição ameaça processar Lula por interferir na investigação do roubo do INSS”
    (Cláudio Humberto, Coluna CH, DP, 06/06/25)

    Confissão de Lula (PT) antes de viajar à França chamou a atenção de parlamentares de oposição, que agora avaliam denunciar o petista por crime de responsabilidade. Isso abre o caminho para novo pedido de impeachment. Na entrevista, afirmou haver ordenado “muita cautela” à Policia Federal e à Controladoria Geral da União (CGU) na investigação de sindicatos e associações que se beneficiaram do roubo bilionário a aposentados do INSS, que pode ter vitimado 9 milhões de pessoas.

    Nenhuma prisão
    A oposição desconfia que a interferência de Lula, que cobriu entidades de elogios, explica o fato de não terem sido feitas prisões de suspeitos.

    ‘Cautela’ com Frei Chico?
    Entre os beneficiados pelo roubo está o “Sindicato dos Aposentados e Idosos da Força”, cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão de Lula.

    A que mais faturou
    Entidade de Trabalhadores na Agricultura (Contag), que faturou R$3,6 bilhões, é feudo do irmão do deputado Carlos Veras (PE) do PT de Lula.

    Saindo de fininho
    Outro sindicato, de sigla Sindinapi, controlado por Milton Cavalo, do PDT do ex e do atual ministro da Previdência, embolsou R$259 milhões.

    (Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/oposicao-pode-processar-lula-por-interferir-na-pf)

  36. Miguel José Teixeira

    Recebi, li, concordei e repliquei!

    “DESENVOLVIMENTO DO COMUNISMO NO BRASIL…”

    1ª FASE
    Desarmar a população – Feito
    Sequestrar a imprensa – Feito
    Sequestrar a educação – Feito
    Sequestrar a cultura – feito
    Domar o executivo – Feito
    Dominar o judiciário – feito
    Dominar o legislativo – Feito
    Fazer acordo com o PCC e CV e ter votos nos presídios – Feito
    Chegar ao poder – Feito

    2ª FASE
    Dominar o Exército – Feito
    Desmoralizar e desacreditar as Forças Armadas – Feito
    Aumentar a arrecadação Federal – Feito
    Controle absoluto sobre o processo eleitoral – Feito
    Monitoramento das redes sociais – Em andamento
    Calar opositores do governo – Em andamento
    Criminalizar falas contra o governo – Em andamento
    Doutrinar crianças e adolescentes nas escolas- Em andamento
    Criar militantes nas faculdades – Em andamento
    Empobrecer a população – Em andamento
    Proteção judicial aos privilegiados – Em andamento
    Regulamentar as redes sociais – Projeto
    Desapropriar e Estatizar o agronegócio – Projeto
    Reverter processos de estatais privatizadas – Projeto
    Estatizar empresas – Projeto
    Desapropriar e estatizar moradias – Projeto
    Descriminalizar roubos e furtos de pequeno valor – Projeto
    Descriminalização das drogas – Em estado bem avançada, graças à ação aprovada pelo STF.
    Legalização do aborto – Projeto
    Perpetuar-se no poder – Projeto

    3ª FASE
    Desmoralizar e desacreditar as polícias Militar e Federal – Projeto
    Criação de um Exército Nacional para o governo – Projeto
    Criação de uma Exército Civil Paralelo com Caráter Revolucionário – Projeto
    Perseguição e diminuição de igrejas – Projeto
    Criação de centros de militância – Projeto
    Criação de um firewall para regular e controlar a internet – Projeto
    Criação de cotas alimentares para as famílias – projeto
    Criação de cotas de aquisição de bens privados – Projeto
    Criação de moeda única para o Mercosul – Projeto

    E você, vai ajudar a Organização Criminosa do Partido dos Trabalhadores que Nunca Trabalharam (OCPTNT) a concretizar todos os desejos e vontades no nosso país?

    Acorda, Brasil!

  37. Miguel José Teixeira

    Matutando sobre a charge. . .

    É que a dupla lula decaido & janja calamidade está tentando adequar o mundo ao mapa do presidente do IBGE!

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