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ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLII
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Um espaço plural para debater as obscuridades e incoerências dos políticos, bem como à incompetência combinada com sacanagens dos gestores públicos com os nossos pesados impostos.
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20 comentários em “ANOTAÇÕES DE MIGUEL TEIXEIRA CCCLII”
A PaTifaria nos ParasiTários da Unidades da Federação “se-espelha-se” nos ParasiTários alto e baixo!
“Com respaldo jurídico, deputados recebem acima do teto em ao menos 17 assembleias legislativas”
– Em nove estados, montante recebido por parlamentar ultrapassa os R$ 50 mil, na esteira de ‘verbas indenizatórias’ que não são enquadradas no limite constitucional.
(Luísa Marzullo, O globo, 12/05/25)
Mesmo diante de orçamentos estaduais muitas vezes fragilizados, deputados estaduais vêm recebendo remunerações mensais acima do teto constitucional em ao menos 17 unidades da federação. É o que revela um levantamento do GLOBO com base em contracheques disponibilizados nos portais de transparência entre janeiro e março deste ano. Embora o limite legal seja de R$ 34,7 mil — correspondente a 75% do salário de um deputado federal —, os pagamentos mensais efetivos frequentemente superam esse valor.
De acordo com os dados analisados, a remuneração bruta média dos parlamentares estaduais foi de R$ 46,5 mil no primeiro trimestre do ano. Em nove estados, o valor ultrapassa os R$ 50 mil. No Rio Grande do Norte e em Rondônia, por exemplo, os ganhos médios são ainda mais expressivos. No caso potiguar, as chamadas “vantagens pessoais” chegaram a R$ 66 mil em alguns contracheques. A origem detalhada desses valores, no entanto, não é especificada. Procurada, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte não respondeu.
A falta de transparência sobre os pagamentos se repete em outras unidades federativas. Em Rondônia, os contracheques indicam auxílios não discriminados que somam R$ 33 mil, além do salário-base.
Essas remunerações são compostas por uma parcela fixa — o salário-base, que varia entre R$ 25 mil e R$ 34 mil, dependendo do estado — e por uma série de adicionais classificados como verbas indenizatórias. Entre os mais comuns estão auxílio-saúde, auxílio-alimentação com valores acima da média de mercado e gratificações por função, que variam de R$ 6 mil a R$ 17 mil. Em Pernambuco, o vale-refeição mensal dos deputados é de R$ 3,4 mil.
Além desses benefícios recorrentes, a maioria das Assembleias concede o chamado “auxílio-paletó” — pago no início e no final do mandato — como compensação pelos custos relacionados ao deslocamento dos parlamentares. O valor equivale a um salário mensal e pode ser acumulado no caso de reeleição.
Apesar de extrapolarem o teto constitucional, esses pagamentos encontram respaldo jurídico. O Supremo Tribunal Federal (STF) e tribunais de contas entendem que o limite de R$ 34,7 mil se aplica apenas às parcelas de caráter remuneratório.
“O teto constitucional abrange a integralidade das parcelas remuneratórias percebidas pelo servidor público. A única exceção se dá em relação às ‘parcelas de caráter indenizatório previstas em lei’, nos termos do parágrafo 11 do artigo 37 da Constituição Federal”, argumentou o ministro André Mendonça, em decisão recente.
Como não são considerados salários, esses valores adicionais não sofrem incidência de imposto de renda, tampouco de contribuição previdenciária.
A jurisprudência, no entanto, não é unânime. Em 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou inconstitucional o pagamento de auxílio-moradia a deputados estaduais, ao entender que a remuneração parlamentar deve seguir o modelo de subsídio — ou seja, parcela única, sem acréscimos por adicionais, auxílios ou gratificações. Na decisão, o desembargador Luiz Sérgio Fernandes de Souza afirmou que a prática fere o princípio da moralidade pública.
Entre especialistas em Direito Público e Administração Pública, o tema é objeto de controvérsias. Para muitos, a interpretação dominante abre brechas que enfraquecem o teto remuneratório.
— Na prática, são criados os chamados supersalários, com gratificações que, segundo os beneficiários, teriam natureza indenizatória. Inventam funções especiais, comissões extras para contornar o teto constitucional — avalia Edgard Monteiro, mestre em Direito pela Uerj.
Procuradas, as assembleias afirmaram que os pagamentos estão dentro da legalidade determinada pela Constituição. Em nota, a Câmara Legislativa do Distrito Federal afirmou que “os auxílios têm caráter indenizatório, não integrando o subsídio mensal dos parlamentares, nem sendo contabilizados dentro do teto remuneratório dos servidores públicos”. Posicionamentos semelhantes foram enviados pelos legislativos de Pernambuco, do Espírito Santo e de Tocantins.
Oásis de auxílios
Não há, nas Assembleias, propostas de contenção dos chamados “penduricalhos”. Pelo contrário: projetos que criam novos auxílios tramitam com celeridade e, frequentemente, são aprovados de forma unânime.
Nesse cenário, ao menos oito estados discutem ou já aprovaram, recentemente, novas medidas que ampliam os benefícios pagos aos parlamentares. Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), por exemplo, tramita proposta de criação de um vale-alimentação no valor de R$ 2,9 mil por mês.
Em Minas Gerais, a Assembleia Legislativa aprovou no ano passado um reajuste de 78% no teto do auxílio-moradia, elevando o valor para R$ 8,6 mil em 2025. Já em Goiás e no Mato Grosso, foram aprovadas em dezembro gratificações extras por “representação”. Em Goiás, o benefício equivale a um terço do salário (R$ 11,5 mil), enquanto no Mato Grosso chega a 50% (R$ 17,3 mil). Essas verbas são destinadas a membros da mesa diretora, presidentes de comissões e líderes de bancada — cargos que são ocupados pela maioria dos parlamentares da Casa.
— Em um país com tantas desigualdades, vemos supersalários em todo o funcionalismo público. Isso ocorre porque se permite que esses benefícios escapem do controle do teto constitucional— afirma o jurista Rafael Paiva.
Paiva aponta que os estados já passam por dificuldades fiscais. Minas Gerais, por exemplo, acumula uma dívida de R$ 165 bilhões com a União, e Goiás, de R$ 17 bilhões. Mesmo assim, os parlamentares continuam acumulando os chamados “penduricalhos”.
Veja o que dizem as assembleias que responderam
Assembleia de Pernambuco
“As verbas de caráter indenizatório, quando previstas em Lei, não são incluídas no cálculo do teto remuneratório, conforme prevê o Artigo 37, XI, da Constituição Federal. Isso significa que esses valores que visam compensar despesas ou danos sofridos pelo servidor, não são considerados para determinar o limite máximo da remuneração.”
Assembleia de Tocantins
“O subsídio dos deputados estaduais do Tocantins segue o limite estabelecido pelo teto constitucional, conforme prevê a Lei Estadual nº 4.073, de 26 de dezembro de 2022, que fixa os subsídios dos parlamentares em R$ 34.774,64 — valor correspondente a 75% dos deputados federais, nos termos do que determina a Constituição Federal.
Além do subsídio, os parlamentares recebem o auxílio de representação, previsto na Resolução nº 372/2023, no valor de 50% sobre o subsídio, de natureza indenizatória e não remuneratória. Instrumento legítimo e amparado na legislação vigente, que tem por fim indenizar as atividades dos cargos ocupados na Mesa Diretora, Lideranças Partidárias e Comissões Permanentes. O referido auxílio não se incorpora ao subsídio e não é considerado para efeitos de aposentadoria, por não possuir natureza salarial.
A Assembleia Legislativa reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, observando as normas constitucionais e assegurando os meios necessários ao pleno exercício da representação parlamentar.”
Assembleia do Espírito Santo
“A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES) informa que, conforme entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunais de Contas e pela própria Constituição Federal (art. 37, XI), auxílio-alimentação e outras verbas de caráter indenizatório não são considerados remuneração.
Na Ales, o valor pago aos parlamentares à título remuneratório é o salário base de R$ 34.774,64. Os deputados também recebem o ticket alimentação, em valor igual aos demais servidores da Casa, no valor de R$1.949,45.
A Ales ressalta que os deputados estaduais capixabas respeitam rigorosamente o limite de 75% da remuneração dos deputados federais, conforme dispõe o artigo 27, § 2º, da Constituição Federal.”
Câmara Legislativa do Distrito Federal
“Os auxílios (creche e alimentação) tem caráter indenizatório, não fazendo parte do subsídio mensal dos parlamentares, como também não fazem parte do teto remuneratório dos servidores.”
(Fonte: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/05/12/com-respaldo-juridico-deputados-recebem-acima-do-teto-em-ao-menos-17-assembleias-legislativas.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)
Só para lembrar. . .
Quem poderá empurrar o gênio de volta para o fundo da garrafa?
– Nós, burros de cargas!
Como?
Com o cônscio voto!
Quando?
Já, já! Nas póximas eleições!
“‘Igreja tem que estar presente na política’, diz Dom Leonardo Steiner (*), cardeal da Amazônia”
– Arcebispo de Manaus detalha emoção no conclave, critica radicalismo ideológico, defende diálogo com os povos indígenas e alerta para os riscos do garimpo e do crime organizado na região
(Bernardo Mello Franco, Enviado especial – Roma, O Globo, 12/05/25)
Único cardeal da Amazônia brasileira, Dom Leonardo Steiner afirma que a Igreja precisa atuar na política e ajudar no combate aos problemas sociais. “Não estou falando de política partidária, mas de sermos ativos na sociedade. Essa é uma obrigação nossa”, defende. O arcebispo de Manaus conta que se emocionou quando Leão XIV atingiu os votos necessários para virar Papa: “Foi um aplauso sem fim”.
Leão XIV disse ter compromisso com a doutrina social da Igreja. Como atualizá-la para hoje?
Somos pessoas que creem e participam da vida em comunidade. A Igreja não está fora da realidade. Deve estar presente na política, por exemplo. Não falo da política partidária, mas de sermos ativos na sociedade. É obrigação nossa. Leão XIII foi o Papa da Rerum novarum, que abordou a questão do trabalho. Hoje a inteligência artificial está substituindo o trabalhador. Leão XIV quer dar uma contribuição a essa realidade.
O que a Igreja pode fazer?
Colocar o tema em discussão, refletir, aprofundar. Francisco, que fazia isso muito bem, já havia dito que a inteligência artificial não substitui a inteligência humana.
Francisco enfrentou críticas por defender a presença da Igreja na política.
O Papa Paulo VI disse que a política é o nível mais alto da caridade, do amor. A política trata do bem comum, da convivência humana. Francisco abordou a questão da economia, que hoje está na mão de menos pessoas. Pelas falas iniciais de Leão XIV, ele também tem uma sensibilidade muito grande para isso.
O senhor também já foi alvo de ataques da extrema direita no Brasil. Como a Igreja deve lidar com isso?
Não devemos dar importância, não vale a pena. O que importa é contribuir para uma sociedade mais justa, a solidariedade e a paz. Não estamos interessados no poder, estamos interessados em servir. A toda a Humanidade, independentemente de cor, religião ou opinião política. Agora, é preciso abertura para conversar. Isso está cada vez mais difícil. Não há possibilidade de escuta com determinados grupos, de tão apegados estão a determinada ideologia. Sem escuta, você não encontra o outro. E não se deixa encontrar pelo outro. Não é fácil, mas é nossa obrigação. Se Jesus disse que devemos amar os inimigos, como não amar as pessoas que pensam diferente?
Quais são os principais desafios da Igreja na Amazônia?
A Igreja na Amazônia é profundamente encarnada. Convive com os ribeirinhos, os indígenas, a pobreza, o desmatamento. Veja a questão do garimpo. Além de destruir a mata, contamina os peixes e as pessoas. O organismo humano não consegue eliminar o mercúrio. Hoje existem crianças indígenas que provavelmente não terão futuro, porque o leite materno já está contaminado. No ano passado, tivemos o problema da seca. Em algumas comunidades, chegamos antes do governo, levando filtro e poço artesiano.
Hoje a destruição da floresta está ligada ao crime organizado. Como isso afeta a Igreja?
Em geral, a Igreja ainda é respeitada por esses grupos. Uma dificuldade é que a Amazônia se tornou um corredor da droga. Em um ou outro caso, já tivemos que mudar o lugar da celebração. Em Manaus, havia uma igreja pequena, provisória, que precisamos fechar.
Como é o convívio com as comunidades locais?
O povo tem uma religiosidade muito encarnada. É outra realidade cultural e religiosa. Muito diferente do Sul, de onde eu vim. Em São Gabriel da Cachoeira, 92% são indígenas. São outras culturas, outras línguas. Também precisamos ajudar a preservar isso, sem impor (a fé cristã).
Como?
Na cosmovisão dos indígenas, há um mundo que é muito largo, muito bonito, em relação próxima com a natureza e com os espíritos, para usar a expressão deles. Não há uma imposição da fé (cristã). Para propor o Evangelho, tentamos fazer com que ele seja atrativo.
Como é a convivência com os evangélicos?
Com anglicanos e luteranos existe uma proximidade e um trabalho em comum. Com certas igrejas, o diálogo é difícil, porque há muito proselitismo. Não queremos fazer proselitismo. Queremos anunciar o Evangelho, estar junto dos pobres, compreender a cultura local e permanecer na linha que Jesus nos ensinou. Tomamos distância desse modo milagreiro de anúncio.
O Sínodo da Amazônia discutiu a possibilidade de ordenar homens casados para suprir a falta de sacerdotes. O debate avançou?
Temos que continuar a conversar. Hoje nenhum diácono da cidade quer morar no interior. Quem é celibatário não tem tanta dificuldade, mas quem é casado precisa ir com a família. Francisco era muito aberto a esse diálogo. Com Leão XIV, acho que a conversa vai continuar.
O que a Amazônia pode esperar do Papa?
Primeiro devemos pensar no que podemos fazer para ajudar o Papa. Gostaria que ele mantivesse a insistência de Francisco no cuidado com o meio ambiente. E também uma abertura para acolher as culturas indígenas. Estamos refletindo a questão do rito amazônico.
Qual é a ideia?
O documento final do Sínodo da Amazônia pediu que se refletisse sobre a possibilidade de um rito com elementos das culturas indígenas. Na cultura xavante, o adolescente passa três anos se preparando fora da aldeia para o rito de passagem. Ele recebe o arco, depois a flecha, depois aprende a usá-lo. Um dos nossos padres criou um rito semelhante para o batismo. O jovem recebe o terço, depois a Bíblia, depois uma cruz. Quando chega o dia, ele percebe que está entrando numa comunidade de fé.
O senhor já convidou o Papa a visitar o Brasil…
Ele já esteve no Brasil, conhece o país. Espero que volte como Papa. E que também vá à Argentina para agradecer pelo que Francisco representou para nós.
O que muda com Leão XIV?
Francisco era um homem muito espontâneo. Leão é um teólogo, um homem do direito. O mais importante é que ele foi bispo em comunidades pobres no Peru. Isso molda a pessoa. Posso lhe dizer que você não sai de (um lugar como) São Félix do Araguaia sendo o mesmo que entrou.
Como foi seu primeiro conclave?
Entramos na Capela Sistina cantando a Ladainha de Todos os Santos. É emocionante. Você vai escolher o Papa, mas não está só. Está invocando toda a Igreja do céu e da terra. É um momento muito intenso. Quando ele alcançou os votos necessários, todos se levantaram, inclusive os que não votaram nele. E foi um aplauso sem fim. Depois a coisa acalmou e continuou a contagem.
Até o fim?
Até o fim, porque tem ata. Está tudo lá. Inclusive o juramento, que não é segredo. O segredo são os votos.
O senhor apareceu em listas de papabili. Teve votos?
Não sei.
Prevost estava em sua cabeça antes da eleição?
Não. Mas eu já tinha claro em quem votar.
Como nascem as candidaturas?
Conversávamos sobre quem poderia ser Papa. E tem que ser assim, né? Não escutei ninguém dizer: “Poderia ser eu”. Todo mundo quer se ver livre. Mas a troca de ideias vai acontecendo e amadurecendo.
Qual o legado de Francisco?
Ele foi o Papa da Misericórdia. No sentido de São Mateus: Eu estava nu, tu me vestiste. Estava com fome, me deste de comer. Estava preso, foste me visitar. Mais para o final, ele foi o Papa da paz.
E Leão XIV?
Pela primeira saudação, vai se empenhar pela paz. Ele é filho de imigrantes. As questões do meio ambiente, dos pobres e tudo mais, penso que ele vai (manter). Mas é claro que será do jeito dele.
(Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/05/12/igreja-tem-que-estar-presente-na-politica-diz-dom-leonardo-steiner-cardeal-da-amazonia.ghtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria)
(*) Catarinense de Forquilhinha (**) – https://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_Ulrich_Steiner
(**) https://www.cidade-brasil.com.br/municipio-forquilhinha.html
“Para que serve um deputado?”
– Sob Hugo Motta, a Câmara abdica da missão de representar a sociedade e atua cada vez mais como estafeta dos interesses do Executivo e do Judiciário.
(Nuno Vasconcellos, empresário luso brasileiro, Último Segundo, iG, 11/05/25)
Há muitos anos o Brasil não tinha no comando da Câmara dos Deputados alguém que, por suas posições, ideias, propostas e atitudes no exercício do cargo, encarnasse de forma tão fidedigna a imagem do parlamento brasileiro junto à sociedade.
O paraibano Hugo Motta(Republicanos) veio para cumprir esse papel. Na presidência da Casa desde o último dia 1º de fevereiro, Motta parece não medir esforços para piorar o que já está ruim e debilitar ainda mais o prestígio do Poder Legislativo perante o eleitor.
Um exemplo do esforço incansável de Motta para abalar ainda mais o prestígio que ainda resta à instituição foi dado na terça-feira da semana passada. Ali, ele comandou uma votação que passará para a história como mais um assalto ao bolso do contribuinte. A história é interessante e merece ser contada com detalhes.
A toque de caixa
Passageiro habitual nas recentes viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Motta havia deixado uma série de obrigações pendentes no Brasil para integrar a comitiva levada ao Japão e ao Vietnam. Ninguém é capaz de dizer o que ele tinha para fazer por lá, além de tomar saquê e comer sushi.
Motta também fez questão de integrar o séquito desnecessariamente numeroso que acompanhou Lula ao velório do papa Francisco, no Vaticano. Também foi convidado para engrossar a comitiva na viagem de Lula à Rússia, na semana passada. Só que, desta vez, preferiu ficar no Brasil e cumprir um papel que um líder mais sério, no lugar dele, pensaria duas vezes antes de realizar.
Motta não foi à Rússia porque o embarque da comitiva, marcado para terça-feira passada, coincidiu com a data em que ele agendou uma sessão destinada a cumprir a única atribuição que os deputados têm desempenhado com eficiência: a de criar despesas para o contribuinte pagar.
A toque de caixa, pôs em votação um projeto urdido, elaborado e negociado sob sua responsabilidade, que é a expressão mais bem acabada do nível rasteiro que hoje orienta as decisões na Câmara dos Deputados.
Num momento em que a sociedade brasileira dá sinais de exaustão diante da exorbitância dos gastos públicos e pede a redução da máquina estatal, Motta teve a ideia de aumentar o número de cadeiras na Câmara das atuais 513 para 531.
A desculpa por trás de mais de mais essa afronta ao contribuinte foi uma decisão tomada meses atrás pelo Supremo Tribunal Federal. Em resposta a uma representação do estado do Pará, a Corte determinou que as representações estaduais na Câmara passassem a refletir, a partir da eleição de 2026, a proporção das populações medidas pelo Censo Demográfico de 2022.
Em momento algum, o STF falou em aumentar o número de cadeiras! Mantendo o discutível e injusto limite constitucional que fixa a maior bancada — a de São Paulo — em 70 parlamentares e dá oito vagas para as representações menores, o STF determinou a redistribuição dos demais assentos entre os outros estados. Ou seja, para corrigir a distorção, as bancadas de alguns estados seriam reduzidas enquanto as de outros, aumentaria. O que fez, então, o ardiloso Motta diante dessa recomendação?
Em vez de equalizar as bancadas, ele bolou uma saída do tipo que tem sido responsável pelo desprestígio crescente dos deputados aos olhos da sociedade. Propôs que, no lugar de redistribuir as 513 vagas, se elevasse para 531 o número de cadeiras da Câmara, dando mais aos que tinham menos e mantendo os outros como estavam.
Tão logo o texto foi aprovado, por 270 votos a favor e 207 contrários, os defensores da ideia se puseram a espalhar que a brincadeira não pesará tanto assim e sairá por “apenas” R$ 64,4 milhões ao ano. E mais: segundo Suas Excelências, não haverá impacto sobre o déficit público. Afinal, o gasto será coberto — veja só! — por recursos da própria Câmara!
É difícil saber se, diante de um argumento cínico como esse, o contribuinte deve se contorcer de raiva ou se deixar dominar pelo desânimo. Na lógica vergonhosa de Motta e de seus cupinchas, como se vê, os recursos que sustentam a Câmara não pertencem ao povo brasileiro. Pertencem à própria Casa e, portanto, podem ser gastos da forma como eles bem entenderem.
Quem quiser acreditar na balela de que o custo da brincadeira para o cidadão se limitará a esses R$ 64,4 milhões — entre salários e verbas de gabinete à disposição de cada um dos 18 novos deputados —, que acredite! Esse valor, que já não é modesto, porém, não resiste ao primeiro confronto com a realidade.
Basta multiplicar pelas 18 novas vagas o custo das emendas impositivas a que os parlamentares se deram o direito — que atualmente é de R$ 37 milhões por cabeça — para constatar que o estrago orçamentário da brincadeira será de quase R$ 670 milhões a cada ano. Fora as outras formas criativas que eles sempre encontram para lesar o contribuinte.
“Perder cadeiras”
A possibilidade do aumento do número de deputados já havia sido debatida com preocupação nesta coluna. Em texto intitulado Reflexões Durante a Folia, publicado na edição de 2 de março — domingo de Carnaval — a ideia de Motta foi mencionada aqui.
Na época, o recém-eleito presidente da Casa falava em aumentar o número de deputados para 527. Feitas as contas, Sua Excelência deve ter concluído que quatro vagas a mais não fariam tanta diferença assim e acabou fechando a conta com os 531 deputados aprovados na terça-feira.
Pela nova distribuição, os estados do Ceará, de Goiás, de Minas Gerais e do Paraná terão, cada um, uma cadeira a mais em relação ao atual número de deputados federais. Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Norte ganharão, cada um, duas cadeiras. Pará e Santa Catarina terão quatro deputados a mais. As bancadas das outras 19 unidades da Federação, mesmo aquelas que deveriam encolher caso o critério proposto pelo STF fosse aplicado, ficarão do tamanho atual.
Entre as bancadas que encolheriam estava a da Paraíba, que perderia dois assentos e seria reduzida para dez deputados. Reduto eleitoral de Motta, o estado é também o riacho onde o deputado Damião Feliciano (União Brasil), que relatou a matéria, pesca seus votos. Para surpresa de absolutamente ninguém, o relator fez exatamente o que o chefe mandou que fizesse. Num relatório repleto de obviedades e lido com voz claudicante da tribuna, Feliciano expôs sua verdadeira preocupação diante do risco de redução da bancada. “Perder cadeiras significa perder peso político na correlação federativa e, portanto, perder recursos”, afirmou.
De costas para a realidade
Para o nobre parlamentar, o impacto da decisão sobre as costas do contribuinte não tem a mínima importância. O que importa é não “perder recursos” e gastá-los sabe-se lá com o que! Outro ponto: uma quantidade menor de cadeiras também dificultaria a reeleição dos atuais deputados paraibanos.
O centro do argumento, porém, é o direito de pôr a mão num dinheiro que, ao fim e ao cabo, deveria ser administrado pelo Executivo (responsável, por definição, pela execução do Orçamento).
Ocorre que a política brasileira tem sofrido com o desvirtuamento dos papéis institucionais — com uns poderes avançando sem a menor cerimônia sobre o espaço dos demais. Nesse cenário confuso, e em razão da voracidade com que os deputados têm se lançado sobre volumes cada vez maiores do dinheiro do povo, a Câmara está chegando, sob o comando de Motta, ao degrau mais baixo que já ocupou no que diz respeito a sua reputação junto ao eleitorado.
Apenas para insistir num conceito que já foi repetido à exaustão nesta coluna: a Câmara não existe para definir gastos nem para executar o orçamento. Seu papel é, ou deveria ser, representar a sociedade brasileira. Essencial em qualquer democracia, a representação parlamentar se torna desnecessária quando seus integrantes se limitam a fazer o papel do Executivo.
Ocorre, porém, que é cada vez maior a distância que separa a postura que os eleitores esperam dos deputados do papel que eles, efetivamente, desempenham. E esse abismo, pelo que se viu até agora, tende a se alargar consideravelmente sob o comando de Motta.
Desde que assumiu o cargo, o presidente tem feito o que pode para incluir seu nome entre os políticos que, eleitos em nome de uma determinada bandeira, não tardam a fazer o contrário do que prometeram.
Esta coluna já criticou mais de uma vez o golpe aplicado por políticos que abordam o eleitor com a promessa de seguir na direção “x” e, uma vez eleitos, passam a andar na direção “y”.
Um exemplo clássico nesse sentido é o da ministra do Planejamento Simone Tebet. As críticas que ela fez a seu adversário Lula a ajudaram a conquistar os quase cinco milhões de votos que teve no primeiro turno da eleição presidencial de 2022.
Bastou, porém, que ouvisse a promessa de um ministério no novo governo para esquecer tudo o que falou e passar a agir como se fizesse o “L” desde criancinha.
Pois bem… instalada na pasta do Planejamento, Simone Tebet não custou a se dar conta de que sua presença na Esplanada é mais decorativa do que o espelho d’água que enfeita o edifício do Congresso. Tanto isso é verdade que, das seis pessoas que ela convidou para integrar a linha de frente de sua equipe, cinco já pediram as contas e se mandaram.
O último a sair foi Sérgio Firpo, que, na segunda-feira passada, deixou a secretaria de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos.
Por mais pomposo que fosse o nome de a secretaria, Firpo se deu conta de que não valia a pena comprometer sua carreira ocupando um cargo num ministério que, embora seja o responsável por planejar os gastos do governo, nunca teve sua opinião levada em conta pela pasta da Fazenda.
O que Simone Tebet tem a ver com Motta? Muita coisa.
Na campanha de 2022, a ex-senadora enganou seus eleitores a ponto de fazê-los acreditar que ela poderia se tornar candidata viável à Presidência da República em 2026. Como se viu, tudo que ela queria era um cargo no governo.
E Motta? Ao se lançar este ano como candidato à sucessão de Arthur Lira, ele também engambelou os deputados com a promessa de que presidiria para todas as correntes e não faria diferença entre o governo e a oposição. A estratégia foi bem-sucedida. Num plenário habitualmente dividido, conquistou 444 votos — ou 86% do total.
O problema é que ele não demorou a demonstrar que o equilíbrio prometido não seria tão equilibrado assim. À bancada da oposição e, especialmente, aos integrantes do PL de Jair Bolsonaro, por exemplo, ele havia prometido não criar obstáculos à tramitação do projeto que propõe anistia aos condenados pelas manifestações do dia 8 de janeiro. Não prometeu ajudar; mas apenas, todo mundo sabe, não atrapalhar o andamento da matéria.
Existe um consenso, hoje em dia, de que as penas aplicadas àqueles manifestantes têm sido elevadas demais — especialmente num país em que a Justiça tem sido acusada com frequência de mostrar mais preocupação em reduzir o rigor de penas impostas a criminosos do que em resguardar os direitos das vítimas.
Antes da eleição da nova mesa diretora, Motta parecia sensível ao drama dos manifestantes condenados. Bastou se sentar na cadeira de presidente, porém, para passar a agir como se não passasse de um estafeta dos interesses do Judiciário e do Executivo junto ao Legislativo.
Ninguém, além dos próprios envolvidos, pode dizer o que Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, acertaram com o presidente Lula e com o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, nas longas horas que passaram a bordo do avião presidencial a caminho de Tóquio ou de Roma.
Pode ser até que, voando sobre o oceano, tenha sido combinado — por que não? — que Motta poderia aumentar a quantidade de deputados federais, como era seu desejo, desde que jogasse sempre a favor do Judiciário em sua cruzada contra Jair Bolsonaro.
Ou que apoiasse o Executivo e conduzisse as votações de acordo com os interesses do Planalto. Isso é apenas uma conjectura! Mas que tem lógica, tem!
O certo é que, qualquer que tenha sido o acerto feito ali ou nos jantares que tiveram no Brasil, Motta se sentiu à vontade para esquecer os compromissos que assumiu com os deputados que o colocaram na presidência da Casa. E passou nitidamente a agir conforme uma cartilha que interessa mais aos outros poderes do que ao Legislativo.
Um caso exemplar de descumprimento de acordo é justamente o da anistia aos condenados do 8 de janeiro. Na campanha, ele condicionou a tramitação da matéria ao apoio de bancadas com votos suficientes para assegurar o regime de urgência. O PL foi à luta e, quando reuniu as assinaturas, Motta mudou de ideia. Disse que, agora, seriam necessárias assinaturas individuais dos deputados para que a matéria caminhasse.
Para alcançar o objetivo, seriam necessárias 257 assinaturas. O PL conseguiu 262. Motta mudou de ideia mais uma vez e, em vez de pautar a matéria, passou a agir como se as assinaturas de mais da metade dos integrantes da Casa tivessem menos importância do que seu desejo de baixar o cangote e dizer sim aos interesses dos outros poderes.
Outra demonstração da subserviência em relação aos demais poderes foi dada na semana passada — quando Motta praticamente ignorou o escândalo que, neste momento, abala a Previdência e dá munição à oposição. Para deleite dos deputados governistas, que não medem esforços para tentar evitar que a sujeira do escândalo prejudique ainda mais a já cambaleante popularidade do governo, ele deixou claro que fará o que estiver a seu alcance para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para avaliar o assunto. Isso mesmo.
Para Hugo Motta, o desvio de mais de R$ 6 bilhões das contas dos aposentados mais pobres e vulneráveis não merece atenção. Ainda que a Câmara seja, entre as instituições da República, aquela que tem a obrigação de defender os interesses dos cidadãos, o presidente prefere deixar o problema para lá.
A questão é que o presidente da Casa pode muito, mas não pode tudo. Instalar uma CPI, como o próprio ministro Barroso já deixou claro na época da pandemia da Covid-19, é prerrogativa da oposição e, se os deputados e senadores da oposição quiserem levar a ideia adiante, nem Motta nem Alcolumbre conseguirão evitar.
Seja como for, a intenção de Motta, de colocar os interesses dos outros poderes como obstáculo para os projetos da oposição, acabou funcionando como uma espécie de senha para indicar que novas turbulências estão por vir.
Na quarta-feira passada, um dia depois de gastar os cartuchos que tinha para ampliar o número de deputados, um contrariado Hugo Motta não conseguiu impedir que o plenário aprovasse o projeto que barra a tramitação, no STF, de uma ação criminal que pode condenar o deputado federal Alexandre Ramagem (PL/RJ) por suposta atuação nos atos do dia 8 de janeiro.
A questão ainda não está encerrada. Assim que o resultado (de 315 votos a favor do trancamento da ação, contra 143 votos contrários) foi anunciado, o PSOL declarou que questionará a legalidade da decisão no STF. A legenda de extrema esquerda atua como um sabujo do governo e do Judiciário e, embora não tenha votos nem força eleitoral, sempre tenta melar nos tribunais as matérias que contrariam os interesses que defende.
Ainda é cedo para saber no que isso vai dar ou para especular sobre possíveis reações do plenário ao papel que vem sendo desempenhado por Motta. Como foi dito no início deste texto, os movimentos do presidente da Câmara refletem de forma fidedigna a imagem do parlamento junto à sociedade. Num cenário como esse, fica difícil sonhar com gestos de grandeza capazes de devolver à Câmara o prestígio que um dia teve junto ao cidadão.
(Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/nuno-vasconcellos/2025-05-11/para-que-serve-um-deputado-.html)
“102.974 vozes ao redor do mundo cantam ‘Bohemian Rhapsody’ em megaperformance coletiva”
A banda australiana Pub Choir acaba de realizar um feito musical impressionante: reunir 102.974 cantores de diferentes países para interpretar, pedaço por pedaço, o clássico “Bohemian Rhapsody” do Queen.
O projeto ambicioso levou dois anos e meio para ser concluído, com cada trecho da música sendo gravado durante shows da turnê mundial do grupo.
Conhecido por transformar o público em coro, o Pub Choir encarou o desafio de dividir a complexa obra-prima do Queen em fragmentos, atribuindo diferentes partes aos espectadores em cada cidade visitada desde 2022.
O resultado, agora divulgado, é uma versão épica que mantém cada nota original enquanto mostra o número de participantes crescendo no decorrer da música.
“Eles enfrentaram a música mais difícil do mundo, incluíram CADA nota, e o resultado é magnífico”, descreve a publicação que acompanha o vídeo.
A performance coletiva prova que, mesmo sem a presença física de Freddie Mercury, seu legado continua unindo vozes ao redor do globo em celebração à música que desafia gerações.
(Fonte: https://nerdizmo.ig.com.br/102-974-vozes-ao-redor-do-mundo-cantam-bohemian-rhapsody-em-megaperformance-coletiva/)
Assista o vídeo em:
https://www.youtube.com/watch?v=qtM-5lhZ-yo&t=40s
“Trump ironiza parada militar de Putin”
– Presidente dos Estados Unidos também pressionou Ucrânia a aceitar proposta da Rússia para rodada de negociações,
(Redação O Antagonista, 11/05/25)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), pressionou a Ucrânia neste domingo, 11, a aceitar a proposta de Vladimir Putin para uma rodada de negociações diretas sobre o fim da guerra. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o ditador russo “não quer um acordo de cessar-fogo, mas uma reunião na quinta-feira, na Turquia, para negociar um possível fim do banho de sangue”.
Trump pediu que a Ucrânia aceite “imediatamente” a proposta e afirmou que, mesmo que não haja acordo, a reunião permitiria aos EUA e à Europa entender a real disposição russa.
O americano também ironizou Putin e afirmou que ele estaria “ocupado demais comemorando a vitória na Segunda Guerra Mundial — que não poderia ter sido vencida sem os Estados Unidos da América”. A provocação foi feita após o desfile militar realizado na sexta-feira, 9, em Moscou, acompanhado por Lula, Xi Jinping e ditadores aliados de Putin.
Apesar da crítica, Trump voltou a cobrar um encontro entre Putin e Zelensky. “FAÇA A REUNIÃO, AGORA!!!”, escreveu. A proposta de Putin de conversar na Turquia se contrapõe à exigência da Ucrânia — e de países ocidentais aliados — de que haja antes um cessar-fogo de 30 dias como pré-condição para o diálogo
“Estarei à espera de Putin”
Zelensky classificou a proposta russa como “um sinal positivo” e, posteriormente, confirmou presença na reunião.
“Estarei esperando por Putin na Turquia na quinta-feira. Pessoalmente. Espero que desta vez os russos não inventem desculpas”, escreveu o presidente ucraniano no X.
Ele reiterou a exigência de que Moscou confirme um cessar-fogo “total, duradouro e confiável” a partir desta segunda-feira.
A proposta de trégua temporária foi endossada por líderes europeus como Emmanuel Macron (França), Friedrich Merz (Alemanha), Donald Tusk (Polônia) e Keir Starmer (Reino Unido), que se reuniram com Zelensky em Kiev no sábado e ameaçaram impor novas sanções à Rússia caso os combates continuem.
Desde que assumiu a presidência em janeiro, Trump tem tentado se colocar como um mediador do conflito. Seu enviado especial, Steve Witkoff, já esteve na Rússia quatro vezes. No entanto, mesmo com concessões consideradas antes impensáveis, o governo Trump ainda não conseguiu convencer Moscou a aceitar um cessar-fogo formal.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/mundo/trump-ironiza-parada-militar-de-putin/)
“Conib acusa Lula de antissemitismo por declaração sobre Gaza”
– “Acusar judeus de matar crianças é uma das formas mais antigas e deploráveis de antissemitismo”, diz presidente da entidade.
(Redação O Antgonista, 11/05/25)
A Confederação Israelita do Brasil (Conib) acusou o presidente Lula (PT) de fazer uma declaração antissemita ao afirmar que Israel comete um “genocídio” contra mulheres e crianças na Faixa de Gaza “a pretexto” de eliminar terroristas.
“Acusar judeus de matar crianças é uma das formas mais antigas e deploráveis de antissemitismo”, afirmou em nota Claudio Lottenberg, presidente da entidade. Ele classificou a fala como “lamentável e perturbadora” e disse que Lula promove um “libelo antissemita pelo mundo”.
Segundo Lottenberg, a retórica do presidente é “irresponsável e destrutiva” e pode gerar riscos à comunidade judaica no Brasil.
A Conib rebateu o conteúdo da fala de Lula, argumentando que o conflito em Gaza foi iniciado pelo Hamas — grupo terrorista que, segundo a entidade, “se esconde atrás da população civil e de reféns israelenses” para executar um plano genocida contra Israel.
O que Lula disse?
A declaração de Lula foi feita no sábado, 10, durante entrevista a jornalistas em Moscou, na Rússia, onde o presidente participou de um desfile militar a convite do ditador Vladimir Putin.
“Na Faixa de Gaza é um genocídio, de um exército muito bem preparado contra mulheres e crianças, a pretexto de matar terroristas. Já houve caso de explodirem um hospital e não ter um terrorista, só mulher e criança”, afirmou Lula.
O presidente brasileiro tem criticado as ações militares de Israel na Faixa de Gaza e repetido que o governo de Benjamin Netanyahu promove um “genocídio” contra os palestinos.
Festa militar de Putin
No sábado, Lula (PT) defendeu em Moscou sua participação na cerimônia militar promovida pelo ditador Vladimir Putin para marcar os 80 anos da derrota do nazismo. A celebração, transformada em demonstração de força pelo líder russo, gerou críticas internacionais e dentro do Brasil.
Segundo Lula, as reações negativas — sobretudo na Europa — são uma “exploração política”.
O presidente minimizou o uso político do evento por Putin e reforçou que a posição do Brasil sobre a guerra na Ucrânia é “muito sólida”, em referência à proposta de paz defendida com a China: “Essa guerra só pode acabar se os dois quiserem”.
Abaixo a íntegra da nota da Conib:
“O presidente Lula mais uma vez faz declarações antissemitas de que há um genocídio em Gaza e que Israel deliberadamente mata crianças e mulheres “a pretexto” de matar terroristas. Acusar judeus de matar crianças é uma das formas mais antigas e deploráveis de antissemitismo, e é lamentável e perturbador que o presidente do nosso país siga promovendo este libelo antissemita pelo mundo. O Brasil é um país onde a comunidade judaica vive em paz e segurança, mas o presidente Lula, com suas falas antissemitas, parece querer criar problemas para a nossa comunidade ao promover o antissemitismo entre seus apoiadores, numa atitude irresponsável e destrutiva. O que falta nas falas do presidente Lula sobre o conflito é a verdade: o Hamas começou essa terrível guerra e se esconde atrás da população civil e de reféns israelenses para promover sua visão, aí sim genocida, de exterminar Israel e judeus.
Claudio Lottenberg”
(Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil/conib-acusa-lula-de-antissemitismo-apos-declaracao-sobre-gaza/)
“O mundo invertido do PT”
– Lula e seu partido voltaram ao poder com discurso pela democracia, mas preferem afagar ditadores do que cuidar do futuro do país.
(Lygia Maria, FSP, 11/05/25)
Em homenagem à inversão de valores e prioridades petista, esta coluna começará pelo fim.
Na sexta (9), Lula, eleito presidente com o discurso de defesa da democracia ante o desvairado de laivos autoritários Jair Bolsonaro, curvou-se ao autocrata Vladimir Putin em Moscou.
O evento, em comemoração ao esforço de guerra soviético para o término da Segunda Guerra Mundial, na verdade serviu como respaldo para a invasão da Ucrânia pela Rússia e contou com a presença de líderes despóticos da China, da Venezuela, de Cuba e outros países avessos ao Estado democrático de Direito.
A desculpa por tamanha incoerência é um datado anti-imperialismo dos Estados Unidos que aceita o imperialismo russo, ditaduras latino-americanas e teocracias no Oriente Médio.
Não à toa, no dia 7, o IBGE resolveu desenhar tal lógica distorcida e lançou um mapa-múndi do avesso, com o Brasil no centro, o Sul em cima e o Norte em baixo. O objetivo seria ressaltar a liderança do país em importantes fóruns globais como o Brics —entidade há muito inútil que reúne desde a pobre Etiópia até tiranos como o Irã e a própria Rússia.
Enquanto o instituto de estatística brincava de colorir, dois dias antes uma pesquisa mostrou que 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais. E o vexame não para aí. Desses, 43% concluíram o ensino fundamental, 17% se formaram no médio e é assustador que 12% obtiveram diploma universitário.
A taxa caiu de 39% em 2001 para 27% em 2009 impulsionada pela expansão do acesso à educação, mas ficou estagnada, entre 27% e 30%, desde então devido à inépcia de governos nas três esferas para melhorar indicadores de aprendizagem, que são pífios em exames locais e internacionais —note-se que, no âmbito federal, o PT ficou quase 14 anos no poder, sem contar o atual mandato.
Esta coluna deveria ter começado por esse descalabro, e eliminá-lo deveria ser o princípio norteador das gestões petistas. Mas o PT, em seu mundo invertido, prefere afagar ditadores em nome de uma ideologia retrógrada do que cuidar do futuro do país.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2025/05/o-mundo-invertido-do-pt.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newscolunista)
Feliz “Dia das Mães”!
Vi, li, ouvi, gostei e repliquei a Homenagem ao “Dia das Mães” feita pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo:
https://www.youtube.com/watch?v=_gzsLI2NjcA
E. . .para nós, jovens há mais tempo, refletir:
Quem ainda a tem, reclama! Quem já não a tem, reclama!
Alvissareiramente, alvíssaras!
“Aos 100, Rubem Fonseca precisa ser libertado da camisa de força do brutalismo”
– Editora celebra centenário com caixa que reúne todos os contos do escritor; sua obra ficou marcada pelas narrativas violentas, mas tem uma complexidade que não se limita ao brutalismo…
(Mario Cesar Carvalho, Poder3560, 11/05/25)
Há 100 anos, num 11 de maio, nascia Rubem Fonseca, um dos renovadores da literatura brasileira a partir dos anos 1960. O centenário será celebrado com 2 lançamentos: “Todos os Contos + 2 inéditos” (*), que reúne todas as histórias curtas do escritor em 2.096 páginas, e uma fotobiografia criada por Bia Corrêa do Lago, escritora, editora e filha de Fonseca.
Os 3 volumes de contos serão vendidos com exclusividade pela Amazon a partir de 9 de junho. A caixa custa R$ 399. A biografia fotográfica sai em novembro pela editora Capivara
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-cultura/aos-100-rubem-fonseca-precisa-ser-libertado-da-camisa-de-forca-do-brutalismo/)
(*) https://www.amazon.com.br/rubem-fonseca-contos/s?k=rubem+fonseca+contos
Na Democracia, esse é o seu “Zircon” (*): O Título de Eleitor! Portanto. . .
“Entenda 6 motivos para manter seu título de eleitor regular”
– Sem o documento em dia, cidadão pode ter restrições em concursos, matrícula e emissão de passaporte
(Poder360, 11/05/25)
A Justiça Eleitoral estabeleceu o dia 19 de maio de 2025 como prazo final para que os eleitores com pendências regularizem sua situação. Quem não votou, não justificou a ausência nem pagou as multas relativas a 3 turnos consecutivos de eleições – incluindo suplementares – pode ter o título de eleitor cancelado.
Além de garantir o direito ao voto, manter o título regular é essencial para a vida civil e profissional do cidadão. A ausência do documento válido pode impedir ações como tirar passaporte, participar de concursos públicos, renovar matrícula em universidades públicas, entre outras atividades.
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/entenda-6-motivos-para-manter-seu-titulo-de-eleitor-regular/)
(*) míssil hipersônico que a Rússia usa na sua guerra contra a Ucrânia.
“Queremos construir casas e não o jardim dos outros, diz China”
– A poucos dias do fórum China-América Latina, Pequim quer se apresentar o país como alternativa à diplomacia dos EUA…
(Eric Napoli de Pequim para o Poder360, 11/05/25)
A poucos dias do 4º Fórum China-Celac, que reúne países da América Latina e do Caribe, o ministro assistente do Ministério de Relações Exteriores da China, Miao Deyu, deu o tom de qual deve ser o principal objetivo dos chineses no encontro: se apresentar como um aliado mais vantajoso do que os Estados Unidos.
Em encontro com jornalistas neste domingo (11.mai.2025), Deyu fez um discurso onde falou abertamente que os países do Sul Global têm mais a ganhar com a cooperação chinesa do que com a influência norte-americana.
Além de afirmar que as relações com a China são mais “sinceras” e que a maneira dos chineses de negociar busca um equilíbrio entre os 2 lados, o ministro assistente fez referência à fala do ministro da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que disse em abril que o país iria “tomar seu jardim de volta”, em referência ao aumento da presença chinesa na América Latina e no Caribe.
“As pessoas querem construir seu lar e não um jardim para os outros. Eles esperam a independência, não a nova doutrina Monroe”, disse. “Apoiamos uns aos outros e não temos nenhum tipo de cálculo geopolítico. Não temos interesses ocultos, alguns países têm más intenções e não aceitamos isso”
Segundo Deyu, a China espera firmar. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/poder-china/queremos-construir-casas-e-nao-o-jardim-dos-outros-diz-governo-chines/)
Sinceramente, sincero. . .
Com todo o avanço tecnológico chinês, ainda não sinto segurança para adquirir um veículo “xing ling”!
“Civis estão sendo bombardeados”, diz Macron, enquanto Lula adula Putin”
– Presidente da França confirma proposta de cessar-fogo incondicional de 30 dias.
(Redação O Antagonista, 11/05/25)
O presidente francês, Emmanuel Macron (foto), criticou neste domingo, 11, a proposta do ditador russo, Vladimir Putin, para retomar negociações diretas com a Ucrânia. Segundo o líder russo, o encontro teria como objetivo discutir as “causas profundas do conflito” e alcançar uma paz “duradoura e estável”, sem impor condições prévias.
Macron, que esteve no sábado, 10, em Kiev com os líderes de Alemanha, Polônia e Reino Unido, avaliou que a proposta de Putin é insuficiente. Em publicação no X, ele afirmou:
“Em Kiev, junto com o presidente Trump, fizemos uma proposta clara: um cessar-fogo incondicional de 30 dias, começando na segunda-feira.
O presidente Zelensky se comprometeu sem impor nenhuma condição. Agora esperamos uma resposta igualmente clara da Rússia.
Não pode haver negociações enquanto as armas estiverem falando.
Não pode haver diálogo se, ao mesmo tempo, civis estão sendo bombardeados.
Um cessar-fogo é necessário agora, para que as negociações possam começar. Pela paz.”
A proposta ocidental foi apresentada durante visita surpresa dos quatro líderes europeus à capital ucraniana. O grupo também ameaçou impor novas sanções econômicas à Rússia caso Moscou não aceite o cessar-fogo imediato. O Kremlin classificou o gesto como “confrontação”.
Enquanto isso, Lula…
Ainda no sábado, durante visita a Moscou, o presidente Lula defendeu sua participação na cerimônia militar organizada por Putin para marcar os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. O evento teve forte tom nacionalista e foi usado pelo governo russo como peça de propaganda para justificar a guerra na Ucrânia.
Lula rejeitou as críticas internacionais à celebração:
“A Europa deveria estar festejando no dia de ontem. Porque quem estava em guerra era a Europa. A França deveria estar festejando. A Alemanha deveria estar festejando no dia de ontem porque, graças ao que aconteceu em 1945, o nazismo que tomava conta da Alemanha foi derrotado.”
Enquanto Lula falava com jornalistas em Moscou, a imprensa europeia noticiava a visita surpresa dos líderes europeus a Kiev.
O presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, e o premiê britânico, Keir Starmer, chegaram à capital ucraniana para apresentar uma proposta conjunta de cessar-fogo incondicional de 30 dias.
Zelensky já convidou Lula diversas vezes para visitar Kiev. O último pedido foi feito na semana passada, por meio do embaixador ucraniano no Brasil, que sugeriu uma parada na capital ucraniana durante a viagem do presidente à Rússia. Lula, no entanto, deixou a Rússia e embarcou diretamente para a China, onde será recebido por Xi Jinping nesta segunda-feira, 12.
(Fonte: https://oantagonista.com.br/mundo/civis-estao-sendo-bombardeados-diz-macron-enquanto-lula-adula-putin/)
Síntese:
Lula entrou para a história na contra mão da Democracia!
“Confraternização de ditadores”
– Lula foi à festa errada porque em Moscou teve a companhia Nicolas Maduro, Miguel Diaz-Canel, de Cuba, Aleksandr Lukashenko, da Bieolrussia.
(André Gustavo Stumpf, Blog do Noblat, Metrópoles, 10/05/25)
O presidente Lula desembarcou em Moscou para a festa errada. Alguém esqueceu de explicar ao nosso apedeuta que a Força Expedicionária Brasileira – FEB – lutou na Itália contra o inimigo nazista, ao lado do Quinto Exército dos Estados Unidos, comandado pelo general Mark Clark. Há, em Pistoia um cemitério com os túmulos dos brasileiros que morreram na luta pela libertação da Itália. Os brasileiros não têm nenhuma participação com a guerra no oeste da Europa.
Aliás, a Segunda Guerra Mundial teve início formal quando as tropas de Hitler invadiram a Polônia em 1º de setembro de 1939 com uma devastadora blitzkrieg. Esta invasão foi proporcionada pelo acordo de paz e não agressão assinado por representantes do Terceiro Reich e por assessores de Joseph Stalin, é o famoso tratado Molotov/Ribbentrop. Entre os itens acordados havia a divisão da Polônia e a posterior invasão da Finlândia pela União Soviética, o que de fato, ocorreu. A Polônia foi dividida em dois. Alemães atacaram de um lado e os soviéticos de outro. Os ingleses manifestaram solidariedade ao governo de Varsóvia. A guerra formalmente começou logo depois do famigerado acordo entre nazistas e comunistas.
É verdade que Hitler rompeu o tratado e comandou a operação Barbarossa de invasão da União Soviética em junho de 1941. Suas tropas chegaram a quarenta quilômetros de Moscou e conseguiram tomar quase toda a cidade de Stalingrado a caminho dos poços de petróleo do Cáucaso. Seus exércitos foram contidos pelo Marechal Jukov e pela incrível resistência nas margens do Rio Volga dentro de uma simples fábrica de tratores, sob o comando de um então desconhecido Nikita Kruschev. Ali, os nazistas colheram a maior derrota. O gigantesco 6º Exército foi derrotado e seu comandante, Friedrich Von Paulus, feito prisioneiro, junto com 265 mil soldados em janeiro de 1943. Morreram na guerra mais de vinte milhões de russos no conflito que em Moscou se chama de Grande Guerra Patriótica.
Os norte-americanos colaboraram com aviões e caminhões na defesa do território soviético. Boa parte do material foi transportado através do Trampolim da Vitória, entre Natal, no Rio Grande do Norte, e os portos na África, de onde seguiram para as frentes de combate. Todos os anos, a Rússia celebra, no dia 9 de maio, a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista com uma grande parada militar na Praça Vermelha, em Moscou.
A rendição incondicional da Alemanha Nazista foi assinada em 7 de maio de 1945, às 02h41, pelo então chefe do Estado-Maior da Wehrmacht, coronel-general Alfred Jodl, no quartel-general do general Dwight D. Eisenhower, em Reims, na França. Assim, o 8 de maio é conhecido em países europeus como o Dia da Vitória na Europa, ou Victory-in-Europe-Day (VE-Day). Mas Josef Stalin exigiu que houvesse uma repetição da assinatura de capitulação em Berlim pelos comandantes supremos da Wehrmacht. O líder comunista pretendeu com o gesto reclamar para a União Soviética o prestígio da vitória sobre a Alemanha nazista. Assim, na noite de 8 para 9 de maio de 1945, os comandantes supremos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica da Wehrmacht assinaram, novamente, o atestado de capitulação desta vez no quartel-general soviético em Karlshorst, em Berlim (hoje o Museu Berlim-Karlshorst). A última assinatura foi firmada em 9 de maio, às 0h16.
A celebração da vitória em Moscou deixou uma imagem icônica da era soviética: a do marechal Gueorgui Júkov que inspecionou as tropas perfiladas do alto de um cavalo branco. Deixou também uma anedota: a de que Stalin pretendia entrar triunfalmente na praça, mas caiu do cavalo durante um ensaio e machucou o ombro. Jukov, grande herói soviético, pagou alto preço por sua vitória. O personagem que tomou Berlim foi perseguido por todos os homens fortes da Rússia. Ele era a única unanimidade política em seu país. Os líderes não perdoaram o imenso prestígio popular do militar mais condecorado da União Soviética.
O presidente Lula foi a festa errada porque em Moscou teve a companhia de nomes como Nicolas Maduro, da Venezuela, Miguel Diaz-Canel, de Cuba, Aleksandr Lukashenko, da Bieolrussia, dirigentes que desprezam a democracia e perseguem dissidentes. Confraternização de ditadores. Desde que Vladimir Putin invadiu a Criméia os representantes da democracia liberal enviam menos personalidades ao encontro de autocratas. A maior estrela na festa foi o presidente chinês, Xi Jiping, que tem o poder de mudar o rumo da guerra na Ucrânia. Ele, porém, está mais preocupado com seu duelo tarifário com os Estados Unidos. Trump, aliás, não se animou a ir até Moscou. A comemoração do dia da vitória na Europa ocorreu, como nos anos anteriores, em Londres no dia 8 de maio. Representantes de todos os países aliados estavam presentes. O Brasil, não.
(Fonte: https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/artigos/confraternizacao-de-ditadores-por-andre-gustavo-stumpf)
“Lula pede para apanhar indo à Rússia. Faça-se, pois, a sua vontade”
– Pau que bate em Chico bate também em Francisco.
(Ricardo Noblat em seu blog no Metrópoles, 10/05/25)
Convidado, Lula foi a Moscou para celebrar os 80 anos do “Dia da Vitória”, quando a Alemanha nazista se rendeu à extinta União Soviética, comandada à época pelo ditador russo Joseph Stalin.
Lula foi o único governante de um país democrático a comparecer ao desfile militar na Praça Vermelha, ficando ao lado de autocratas que negam ser autocráticos, mas é o que são.
Vladimir Putin, o ditador russo travestido de presidente democraticamente eleito, foi o dono da festa e distinguiu Lula com uma audiência que durou cerca de uma hora e meia.
Lula diz que foi a convite de Putin, o não poderia ter sido de outra forma. E que sua intenção é fortalecer o BRICS, grupo de países com mercados emergentes do qual o Brasil e a Rússia fazem parte.
Sim, também foi para tentar vender mais carne brasileira. Hoje, o Brasil compra mais da Rússia do que vende para ela. Lula quer diminuir o nosso déficit comercial. Nada mais justo.
Acontece que não havia hora mais imprópria do que essa para ele ir à Moscou fazer negócios. A Rússia mantém desde fevereiro de 2022 uma invasão devastadora à Ucrânia com milhares de mortes.
Por sinal, às vésperas da invasão, Bolsonaro viajou a Moscou a pretexto de fortalecer nossas relações comerciais com a Rússia de Putin. E ali declarou “solidariedade ao povo russo”.
Na volta, Bolsonaro foi recebido com honras por Viktor Orbán na Hungria, outro autocrata de renome, e aproveitou a ocasião para elogiar a ditadura chilena do general Augusto Pinochet.
De Bolsonaro, que planejou um golpe para permanecer no poder enquanto fosse possível, não se esperava outra coisa. De Lula, pelo menos os democratas esperavam, e ele os decepciona.
Lula quer ser reconhecido pelo mundo como um líder político influente, e – quem sabe? – entrar para a galeria dos contemplados com o Prêmio Nobel da Paz. Legítimo que queira.
Dá-se que lhe falta estatura para tal. Como falta ao Brasil, apesar da sua extensão e do tamanho de sua economia. Melhor faria Lula se se voltasse mais para os problemas internos que enfrenta.
Não são poucos nem pequenos. E poderão lhe custar a reeleição.
(Fonte: https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/ricardo-noblat/lula-pede-para-apanhar-indo-a-russia-faca-se-pois-a-sua-vontade)
“Câmara avalia ‘Voto de desconfiança’ contra Motta”
Defensor da anistia para pacificar o País, o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) não acredita que o projeto que anistia os presos pela arruaça de 8 de janeiro será pautado pelo deputado Hugo Motta (Rep-PB) e muito menos por Davi Alcolumbre (União-AP). “O caminho é remover o presidente da Câmara e do Senado”, disse ao podcast Diário do Poder. O deputado é autor do projeto que institui o “voto de desconfiança”, que permite afastar membros da mesa diretora.
Estelionato eleitoral
O parlamentar justificou o projeto citando o caso do estelionato eleitoral da dupla, que se comprometeu com a pauta para ganhar os cargos.
Congresso irrelevante
O deputado afirma que o Congresso está virando uma farsa e que virou mero carimbador de decisões definidas por um pequeno grupo.
Autocracia brasileira
“Estamos vendo o desenrolar, em parcelas, de uma criação de uma ditadura”, disse ao concluir que temos um sistema autocrático ditatorial.
(Coluna CH, DP, 11/05/25)
Desfile da “vitória” em Moscou.
Então foi assim. . .
O casal imperial da “democrata” PeTezuela ficou na fila dos “CUmunistchinhas” sanguinários de 5ª categoria.
Dizem as más línguas, que ao lado do lula decaído e janja calamidade tinha até “líderes” canibais!
Mas. . .quem procura acha!
Matutando bem. . .
Mais vale estar ao lado de possíveis canibais do que enfrentar a dura realidade do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS.
Em BalCam, Xico Graciola, excede!
“Lançamento do ‘maior residencial do mundo’ tem disputa por convites”
(Hygino VasconcellosColaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC), 10/05/25)
. . .
Investimento inicial de R$ 3 bilhões para construção do prédio. O Senna Tower será construído com investimentos da FG em parceria com a Família Hang, de Luciano Hang, dono da Havan. A Havan é parceira de negócios da FG há mais de 20 anos e, no Senna Tower, é sócia com 50% de participação em todas as etapas da construção e das decisões. Inicialmente, o prédio era chamado de Triumph Tower, mas trocou de novo após avanço de negócios com a família Senna, “sem qualquer aporte de recursos financeiros”, disse a FG.
Prédio vai ter 228 unidades. Serão duas coberturas triplex com 903 m², quatro coberturas duplex de 600 m², 18 mansões suspensas de 420 a 563 m² e 204 apartamentos de até 400 m2. O prédio vai ter seis pavimentos de lazer privados, além de rooftop destinado ao residencial, totalizando mais de 6 mil m² de área de lazer.
Apartamentos podem chegar a R$ 200 milhões, segundo a FG. O valor representa uma cifra de R$ 222 mil o metro quadrado.
. . .
(+em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2025/05/10/convites-escassos-e-1-mil-pessoas-como-sera-lancamento-de-predio-de-500-m.htm)
“Vaticano divulga brasão, lema e assinatura do papa Leão 14”
– Segundo a Santa Sé, os elementos visuais e espirituais refletem as raízes do pontífice na Ordem de Santo Agostinho…
(Poder360, 10/05/25)
O brasão papal apresenta um escudo dividido diagonalmente em dois setores. Na parte superior, sobre fundo azul, destaca-se um lírio branco, enquanto na parte inferior, sobre fundo claro, figura um emblema característico da Ordem de Santo Agostinho: um livro fechado sobre o qual repousa um coração transpassado por uma flecha, conforme detalhado no anúncio oficial da Santa Sé (*).
. . .
(+em: https://www.poder360.com.br/brasil/vaticano-divulga-brasao-lema-e-assinatura-do-papa-leao-14/)
(*) https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2025-05/papa-leao-xiv-publicados-brasao-e-lema.html
A “Comissão de Constituição e Justiça” – CCJ do parasitário baixo, auto “se-proclamou-se”: leiga, e/ou má intencionada e/ou seu completo desconhecimento da Constituição Federal. Ou não?
“Ilegal, e daí?”
– O Congresso afronta a Constituição em movimento de evidente provocação ao Supremo.
(Dora Kramer, FSP, 10/05/25)
Como não está de brincadeira, o Congresso só pode estar de provocação com essa história da Câmara de aprovar a suspensão da ação contra os golpistas e a ideia do Senado de patrocinar a revisão de penas dos já condenados.
À luz da legislação vigente, fazem isso ao arrepio da Constituição e do Código Penal. Neste caso, a despeito do casuísmo, ao menos os congressistas exercem sua prerrogativa de mudar leis. Naquele, o da anulação de ato do Supremo Tribunal Federal a partir da condição de um deputado, invadem competência do Judiciário. E sabem perfeitamente disso.
Além da clareza do texto constitucional, foram avisados pelo ministro Cristiano Zanin da impossibilidade de se sustar o processo, à exceção das acusações relativas ao período posterior à diplomação de Alexandre Ramagem (PL) como deputado.
Ainda assim, cientes da ilegalidade, deram curso a um projeto de redação genérica ao qual atribuíram o poder de beneficiar todos os 34 denunciados, dos quais 21 já são réus incluindo a estrela da companhia, Jair Bolsonaro (PL).
O presidente da Câmara mandou tocar o barco do jeito que estava sabendo que naufragaria adiante. Hugo Motta (Republicanos) dispensou o compromisso institucional em nome da necessidade de bater na ferradura depois de ter pregado o cravo na recusa da CPI do INSS e na urgência do projeto de anistia.
Na ciência do caráter ardiloso da malfeitoria reside a provocação, no intuito de passar ao Supremo uma mensagem de hostilidade. Com a exibição da robustez de 315 votos a favor da artimanha, mostraram os dentes e deixaram ao tribunal o trabalho de repor as coisas no lugar.
Ocorre, porém, que não há no horizonte concerto para o desarranjo entre os dois Poderes. A intenção parece ter sido criar precedente para aplicar o mesmo estratagema em outras decisões judiciais que desagradem os parlamentares.
Um exemplo está nos cerca de 80 casos de uso indevido de emendas sob investigação no âmbito do STF sob o olho vivo e o faro fino do ministro Flávio Dino.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2025/05/ilegal-e-dai.shtml)
Matutando sobre a charge. . .
Além do José Serra, que como ministro do FHC, peitou a grande máfia da saúde, com a quebra de patentes dos medicamentos, alguém mais defendeu os brasileiros nessa área?